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Convenção Coletiva - contribuição sindical

Convenção Coletiva - contribuição sindical

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CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL. A entidade sindicalconvenção coletiva (artigo 462 da Consolidação das Leis do Trabalho e artigo 7o.

, inciso VI, da Carta Magna). Nessa conformidade, a fixação de contribuição assistencial em cláusula de Convenção Coletiva de Trabalho, não fere a ordem jurídica, nem ofende o princípio da liberdade sindical, não se justificando, dessarte, a improcedência da ação de cumprimento declarada pelo MM. Juízo de primeiro grau. (TRT/SP - 01413200704502006 RO - Ac. 12aT 20090292620 - Rel. Vania Paranhos - DOE 08/05/2009) Convenções e acordos coletivos de trabalho são instrumentos de caráter normativo, firmados entre entidades sindicais ou entre estas e empresas, que estabelecem condições de trabalho aplicáveis no âmbito de representação das partes envolvidas. Para que tenham validade e se apliquem a todos os envolvidos, precisam ser registrados no Ministério do Trabalho e Emprego - MTE. A obrigatoriedade de depósito dos instrumentos no MTE, para fins de registro e arquivo, tem previsão legal no art. 614 da CLT e objetiva a verificação dos requisitos formais exigidos para a sua celebração e a publicidade que deve ser dada a tais atos.
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Os instrumentos coletivos deverão ser, obrigatoriamente, transmitidos para registro eletrônico pelo Sistema MEDIADOR, disponível no endereço eletrônico do MTE na internet (www.mte.gov.br). O protocolo do requerimento do registro emitido por meio do Sistema MEDIADOR deverá ser efetuado: na Secretaria de Relações do Trabalho – SRT, quando se tratar de norma com abrangência nacional ou interestadual; e nos órgãos regionais do MTE, nos demais casos. Com o registro os instrumentos coletivos ficarão disponíveis para consulta de qualquer interessado no endereço eletrônico do MTE na internet (www.mte.gov.br). Legislação Pertinente: arts. 611 a 625 da CLT e Instrução Normativa nº 11, de 24 de março de 2009. Termo de Cooperação Técnica Estatísticas Legislação

Destaques:
Convenções e Acordos Coletivos via Internet - Mediador Cartilha do Mediador - Arquivo PDF (418kb) Contato Convenção Coletiva de Trabalho é um instrumento normativo pactuado entre sindicatos representantes de empregadores (categoria econômica) e empregados (categoria profissional).

Índice
[esconder] • 1 Car acte rísti cas • 2 Neg ocia ção cole tiva • 3 Dat a bas e • 3 •

• 4 Val ida de • 5 Adi tam ent o • 6 Reg istr o • 7 Ins

[editar] Características
Uma Convenção Coletiva de Trabalho cria lei entre as partes, que devem ser respeitadas durante sua vigência. Ressalta-se que suas cláusulas não podem ferir direitos previstos na legislação, sob pena de nulidade.

[editar] Negociação coletiva
A Convenção Coletiva de Trabalho é fruto de negociação entre as partes, através de respectivas comissões de negociação, que são escolhidas e tem o poder de negociação outorgados em assembléias convocadas para esta finalidade. Este processo é chamado de negociação coletiva. convenção coletiva de trabalho

[editar] Data base
Segundo a legislação trabalhista, data base é aquela data na qual os sindicatos representantes das respectivas categorias têm para, através de negociação ou ajuizamento de ação coletiva, requerer, rever, modificar ou extinguir normas contidas nos instrumentos normativos de sua categoria. É o mês no qual se discute o reajuste salarial, por exemplo.

[editar] Rol de reivindicações
O primeiro passo ocorre quando um dos sindicatos, geralmente o laboral, envia o Rol de Reivindicações à outra parte, contendo as exigências da categoria, previamente discutida e aprovada em assembléia. Tudo o que diz respeito à relação de emprego das partes representadas pode ser inserido na Convenção Coletiva de Trabalho, porém, dentro do limite legal. [editar] Cláusulas econômicas Versam sobre a remuneração, como reajustamento, piso salarial, gratificações, valor das horas extras, vales, entre outras. [editar] Cláusulas sociais São as demais cláusulas, e que não geram um desembolso imediato por parte dos empregadores, como a garantia de emprego por um determinado período, seguro de vida, abono de faltas ao estudante, condições de segurança e higiene do trabalho, etc.
CARACTERISTICAS FUNDAMENTAIS

-Prestação de serviços continuados -Relação hierárquica -Recebimento de saláro

[editar] Validade
Uma convenção coletiva de trabalho terá a validade máxima de dois anos, porém, o mais comum é o prazo de um ano. Nada impede que certas cláusulas tenham validade diversa de outras, desde que seja

Porém. sua eficácia independe do registro no MTE. de 8 de dezembro de 2004. a Convenção Coletiva de Trabalho. alteração ou supressão de cláusulas. e estabelece que: § 2° Recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou à arbitragem. pelo Sistema Mediador das Relações de Trabalho. respeitadas as disposições mínimas legais de proteção ao trabalho. para que este aplique um instrumento normativo. devidamente assinada. de acordo com o art. que foi alterado pela Emenda Constitucional n° 45. [editar] Aditamento Durante sua vigência. podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito. através de um instrumento chamado de aditamento. é facultado às mesmas. terá que ser registrada no site do MTE. (negrito nosso) [editar] Ver também • Acordo Coletivo de Trabalho • Sentença Normativa Obtida de "http://pt. os sindicatos das categorias econômica e profissional).org/wiki/Conven%C3%A7%C3%A3o_Coletiva_de_Trabalho" Categoria: Direito do trabalho A liberdade de não filiação sindical das empresas e as contribuições sociais imposta por sindicatos patronais Elaborado em «Página 1 de 2» . 114. quando se tratar de dissidio coletivo de natureza econômica a ação só poderá ser proposta mediante anuência da parte suscitada. ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica. Vale ressaltar que. §2° da Constituição Federal. [editar] Insucesso nas negociações Caso não haja acordo entre as partes para formalizar uma Convenção Coletiva de Trabalho. A eficácia da Convenção Coletiva de Trabalho surge com a assinatura da mesma pelas partes convenentes (no caso.respeitado o limite acima. é licito as partes fazer inclusão. de comum acordo. neste caso chamado de Sentença Normativa. bem como as convencionadas anteriormente. vez que tal exigência possui fins meramente cadastrais e de publicidade. [editar] Registro Conforme o artigo 614 da CLT. as partes poderão ingressar com uma ação junto ao Tribunal Regional do Trabalho (dissídio coletivo).wikipedia.

3 .A finalidade dos instrumentos normativos coletivos.Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais. como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas. Impossibilidade de o sindicato criar obrigação convencional à categoria com fundamento em seus próprios interesses. Sumário: 1 . e sem prejuízo do previsto no Art.Conclusões. e 150. cuja natureza é tributária. As contribuições passíveis de serem criadas por sindicato. Em cumprimento a esta exigência de lei (art. Esta contribuição foi apelidada de . Fundamento de validade.Da nulidade da extensão da contribuição assistencial fixada em Convenção Coletiva de Trabalho à empresa não filiada. faz-se necessária a intervenção do legislador ordinário. 1. I e III.Dâmares Ferreira Nota do artigo: 0 votos 1 2 3 4 5 • • • • • • a A Versão para impressão Recomende esse texto Nota do artigo: Vote Object 13 • • Desmarcar Object 14 GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_topo_336x280'). 150. As espécies contributivas passíveis de serem criadas por uma entidade sindical são várias. da CLT. 5 . de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas. Em primeiro lugar invoca-se a Constituição Federal. Liberdade de adesão a sindicato." Como o disposto acima. 146. relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. 2 . 195. III. 4 Projeto de Lei n. § 6º. I. a doutrina entendeu que a nova ordem constitucional recepcionou os artigos 578 e ss.As contribuições passíveis de serem criadas por sindicato. que instituíram a "contribuição sindical" ainda sob a égide da CF/67. para que uma contribuição social de interesse de categoria econômica possa ser criada. 149 prescreve: "Art. Fundamento de validade. mas têm fundamentos próprios e distintos entre si.que em seu art. CF/88) para a criação da referida contribuição social. 248/06. 149 . observado o disposto nos arts.

mas a decisão assemblear autorizada pelo Texto Maior.Filiação a Sindicato Respectivo. Para um sindicato criar a contribuição confederativa a Constituição exige que o mesmo esteja autorizado pelo concurso da vontade de seus filiados. 8º. GA_googleCreateDomIframe("google_ads_div_revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280_ad_container" . Contribuição Confederativa . Cada uma delas com fundamentos constitucionais de validade distintos. por exigência constitucional a sua criação é de iniciativa do legislador e sua base subjetiva de incidência é composta por todos os membros de uma categoria. a CF/88 também prescreveu no art. que integra a chamada liberdade sindical e está prescrita no art. manter-se filiado e submeter-se às deliberações assembleares (art. Além da contribuição social supra. seja profissional ou econômica. Esta possibilidade está baseada na autonomia sindical. nos termos de seu Estatuto Social. V. p. Este é o entendimento do Supremo Tribunal Federal. tal criação ocorrerá pelo concurso da vontade dos próprios filiados. IV. caso criada. caput."revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280"). considerada a liberdade de filiação e não-filiação prevista no inciso V. DJ de 13/10/2003. sindicalizada ou não. até este ponto da exposição é possível identificar fundamentos constitucionais para a criação de duas contribuições sindicais: o "imposto sindical" e a contribuição confederativa. ainda há a possibilidade jurídica de um sindicato criar outras contribuições destinadas ao financiamento de sua atividade sindical. 4. Como visto. A cada sindicato regular cabe a arrecadação desta contribuição e a aplicação dos valores financeiros auferidos aos seus fins sociais. Esta contribuição. Com isso."Imposto Sindical" e a sua existência no ordenamento jurídico é criticada pela maioria da doutrina sindical. o fundamento de incidência desta contribuição não é o texto constitucional. deverá sê-lo por meio de decisão assemblear. só é exigível dos filiados ao sindicato respectivo. filiados ao sindicato instituidor. 4. expresso na Súmula 666: STF.Em função da natureza jurídico-tributária da referida contribuição social. 8º. A natureza jurídica desta contribuição é não-tributária e o seu âmbito subjetivo de incidência é composto pelos membros de dada categoria. Na autonomia sindical está implícita a liberdade da vontade dos membros de dada categoria em: filiarse. da Constituição. da CF/88. DJ de 10/10/2003. Não obstante esta critica. 4. 8º. da CF/88). Súmula nº 666 . 8º.Exigibilidade . sua instituição e sua cobrança têm fundamento constitucional de validade. IV. p. tudo nos termos do Estatuto Social Sindical ao qual o sujeito aderiu no ato de filiação. A contribuição confederativa de que trata o art. . a possibilidade de criação de uma segunda contribuição: a confederativa. do mesmo artigo. Textos relacionados • Da contribuição sindical dos profissionais liberais de categorias especiais regulamentadas • Do direito ao lazer nas relações de trabalho • A estabilidade do empregado público que ingressa na Administração Pública por meio de concurso • No atraso sindical impera o marasmo • O ministério cristão do sacerdote católico no âmbito do trabalho religioso GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_meio_336x280'). Além das duas contribuições acima referidas.DJ de 9/10/2003. p.24/09/2003 . Ou seja.

Assim as demais contribuições sindicais – sejam as diretamente criadas pelo estatuto social, sejam as apenas autorizadas por este e criadas por decisão assemblear – podem ser criadas e incidir sobre aqueles que se filiaram à entidade sindical e, como decorrência, anuíram e participam expressa ou implicitamente da vontade dos filiados regulada pelo estatuto social desta. À contribuição sindical instituível com fundamento na vontade dos filiados pode ser dado o nome que esta vontade coletiva assim quiser, podendo ser contribuição mensal, mensalidade sindical, taxa de reversão, contribuição assistencial, etc. Da mesma maneira, os filiados podem criar tantas contribuições/doações quantas lhes forem convenientes. Os membros de uma dada categoria, se filiados a um sindicato, são livres para se auto-imporem as mais diversas contribuições/doações à entidade que constituíram. Todavia, estas contribuições criadas somente poderão ser cobradas daqueles que autorizaram (imediata ou mediatamente) a criação. A autorização será imediata quando dado membro da categoria participou da assembléia geral de instituição da espécie contributiva. Tal autorização será mediata se o referido membro da categoria não participou da assembléia geral instituidora, mas concordou em se submeter às decisões assembleares válidas, submissão esta anuída no ato de filiação/adesão à entidade sindical. Em suma: ressalvado o imposto sindical, cuja incidência dá-se sobre todo membro de categoria econômica e profissional, filiado ou não a uma entidade sindical, para sofrer a cobrança de qualquer outra contribuição criada por sindicato o sujeito deverá ter concordado – imediata ou mediatamente - com a criação e incidência da mesma, o que pressupõe a sua prévia filiação ao sindicato instituidor. 2. A finalidade dos instrumentos normativos coletivos. Impossibilidade de o sindicato criar obrigação convencional à categoria com fundamento em seus próprios interesses. A Recomendação n. 91/1951, da OIT, define convenção coletiva de trabalho como "todo acordo escrito relativo a condições de trabalho e emprego, celebrado entre um empregador, um grupo de empregadores ou uma ou várias organizações de empregadores, de um lado, e, de outro lado, uma ou várias organizações representativas de trabalhadores ou... " (grifos nossos) No mesmo sentido, dispõe a Convenção 98, da OIT, em seu art. 4º: "Medidas apropriadas às condições nacionais serão tomadas, se necessário, para estimular e promover o pleno desenvolvimento e utilização de mecanismos de negociação voluntária entre empregadores ou organizações de empregadores e organizações de trabalhadores, com o objetivo de regular, mediante acordos coletivos, termos e condições de emprego."[1] Considerando o acima exposto e adotando por critério o conteúdo, a doutrina classifica as normas convencionais em: normativas (que regulam as condições de emprego) e as obrigacionais. Estas últimas são de natureza instrumental, teleológica e contraposta às respectivas categorias pactuantes. Isto é, tais normas obrigacionais visam implementar e sancionar o cumprimento/ descumprimento das normas convencionais que fixam as condições de emprego (salário/reajuste/adicionais, etc) aos trabalhadores/empregadores. As normas convencionais obrigacionais fixam deveres para as empresas com vistas ao cumprimento das condições de trabalho, bem como aos próprios sindicatos envolvidos, um contra o outro. Estas normas não podem criar obrigações entre um sindicato e os seus próprios representados. A finalidade da liberdade/autonomia sindical não é esta. O art. 7º, XXIV, da CF/88 não recepciona instrumentos normativos que tenham por finalidade a imposição convencional de um sindicato em desfavor de seus próprios representados.

O art. 7º, XXIV, da CF/88 fixa como direito fundamental do trabalhador, a recepção ao ordenamento jurídico positivo de convenções e acordos coletivos, com vistas a regular as suas condições de trabalho e as formas de cumprimento destas condições pactuadas. Veja que o artigo em questão tem um conteúdo teleológico: proteger o trabalhador, numa relação de conflito entre capital e trabalho. O art. 7º, XXIV, supra referido, não confere validade a imposição unilateral e erga omnes de obrigações entre um sindicato e os membros de sua própria categoria, porque que neste campo impera a liberdade de adesão (art. 8º, V, da CF/88). Assim, caso dado sindicato patronal queira fixar e impor à empresas integrantes da categoria econômica por ele representada, contribuições sindicais diversas daquela prescrita e autorizada pelo art. 149, da CF/88 – o imposto sindical -, deverá, no uso de sua liberdade/autonomia/legitimidade sindical (art. 8º, V), fundamentar tais contribuições na vontade das empresas que são suas constituintes e filiadas, bem como restringir a incidência destas contribuições apenas a este corpo social, sob pena de afronta à liberdade fundamental de não filiação sindical. Não foi por outro entendimento que o Tribunal Superior do Trabalho, em Recurso Ordinário em Dissídio Coletivo (RODC), assim decidiu: "DISSÍDIO COLETIVO. ACORDO. CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL PATRONAL. Considerando que tanto a negociação coletiva quanto o dissídio coletivo visam a compor o conflito entre as partes nele envolvidas (arts. 114, caput e § 2º, da Constituição da República, 611, 613, 616, § 4º, da CLT), o fundamento lógico de uma determinada cláusula inclusive a de natureza obrigacional é a existência de interesses contrapostos entre as partes representantes das respectivas categorias ou, então, entre aquelas representadas. 2. Por essa razão, não é próprio do instrumento normativo que regule relação entre o sindicato e seus membros. Ao contrário, o funcionamento intestino da entidade sindical é matéria para estatuto, deliberação autorizada por lei ou ato de sua assembléia geral regularmente convocada. 3. Excetuada, pois, a hipótese em que a eficácia da norma coletiva dependa da imposição de obrigação ou outorga de direito para a categoria adversa, denotando a presença de interesse contraposto, não se admite cláusula de natureza obrigacional em instrumento normativo que tenha por escopo regular questão interna de determinada entidade sindical. 4. Não se homologa, assim, em dissídio coletivo de natureza econômica, cláusula de natureza obrigacional avençada entre o sindicato da categoria profissional e o sindicato da categoria econômica, criando contribuição assistencial devida por empresas ao respectivo sindicato patronal, até porque o sindicato suscitante não tem nenhum poder de disposição, a respeito, não podendo transigir sobre direito de que nem sequer em tese é o titular. 5. Recurso ordinário a que se dá provimento para excluir a cláusula do acordo homologado pelo Tribunal a quo." (RODC - 76243/2003-900-04-00. Publ. DJ - 19/09/2003) (grifos nossos). No acórdão supra, o Ministro Orestes Dalazen, do Tribunal Superior do Trabalho, ainda considerou que: "tanto a autocomposição como a heterocomposição dos conflitos coletivos de trabalho

visam à criação de normas e condições por intermédio de cláusulas, sejam de natureza normativas, sejam de natureza obrigacionais . Como observa AMAURI MASCARO NASCIMENTO, tal distinção é útil para, de acordo com a natureza de cada tipo, reconhecer-lhes um efeito próprio e um tratamento diverso. Assim, segundo doutrina alemã do início do século XX, existiriam preceitos voltados a regular os contratos individuais de trabalho e outros, diversamente, dirigidos a aspectos das entidades sindicais ou das empresas. É do renomado jurista a seguinte lição: "As cláusulas obrigacionais criam direitos e deveres entre os sujeitos estipulantes, destacando-se as garantias para facilitar o exercício da representação sindical no estabelecimento. Que são cláusulas obrigacionais? Não se incorporam nos contratos individuais de trabalho, porque a eles não se referem. Sublinhem-se as lições de Ojeda Avilés, em Derecho Sindical (1980): a parte obrigacional compreende os direitos e obrigações das partes firmantes, enquanto a normativa abrange as normas jurídicas sobre as relações individuais de trabalho, o estabelecimento e a participação de trabalhadores na empresa; enquanto uma não apresenta diferença das cláusulas de qualquer contrato, outra ordena o marco jurídico de terceiros, quer dizer, os trabalhadores e empresários individuais não-intervenientes na negociação coletiva. (...) as primeiras, as cláusulas obrigacionais, são dirigidas aos sindicatos e empresas signatárias dos acordos; as cláusulas normativas, e que são as mais expressivas, são dirigidas aos empregados e empresas e aos seus respectivos contratos individuais sobre os quais se projetarão. ( in Compêndio de direito sindical, 3ª edição. São Paulo: LTr, 2003, págs. 336/337 sem destaque no original) Certo, portanto, - considerou o Ministro Dalazen - o instrumento normativo resultado de negociação coletiva ou de sentença proferida pela Justiça do Trabalho pode conter cláusulas as obrigacionais que recairão diretamente sobre os sujeitos estipulantes, por meio das quais assumem deveres e ajustam direitos como se fossem partes de um contrato de direito comum. Todavia, considerando que tanto a negociação coletiva quanto o dissídio coletivo visam a compor o conflito entre as partes nele envolvidas (arts. 114, caput e § 2º, da Constituição da República, 611, 613, 616, § 4º, da CLT), o fundamento lógico de uma determinada cláusula inclusive a de natureza obrigacional é a existência de interesses contrapostos entre as partes representantes das respectivas categorias ou, então, entre aquelas representadas. Por essa razão - concluiu o Ministro - não é próprio do instrumento normativo que disponha a respeito do relacionamento entre o sindicato e seus próprios membros. Ao contrário, o funcionamento intestino da entidade sindical é matéria de regimento interno, de deliberação autorizada por lei ou de ato de sua assembléia geral regularmente convocada. Excetuada, pois, a hipótese em que a eficácia da norma coletiva dependa da imposição de obrigação ou outorga de direito para a categoria adversa, denotando a presença de interesse contraposto, não se admite cláusula de natureza obrigacional em instrumento normativo que tenha por escopo regular questão interna de determinada entidade sindical. Na espécie, a cláusula obrigacional impugnada cria contribuição assistencial devida por empresas ao respectivo sindicato patronal. Não há, nem mesmo em tese, interesse contraposto entre os Sindicatos patronal e profissional que figuram no presente processo ou, então, entre as respectivas categorias representadas. (grifos nossos) Além da decisão acima, corroborando os argumentos já expostos, há ainda vários outros precedentes da Seção de Dissídios Coletivos do Tribunal Superior do Trabalho no mesmo sentido, senão vejamos: "(...) CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS - ENTIDADE PATRONAL.

06. as partes preferem ir a juízo para terem o aval da justiça e assim fazer parecer aos seus associados que o desconto fora uma imposição da justiça.1997.) CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL PATRONAL. razão pela qual não tem sentido lógico ou jurídico sua fixação em instrumento coletivo.04.. Orlando Teixeira da Costa) É no sentido acima exposto que.109/2001.459/1999.DESCONTO ASSISTENCIAL. Rel.Trata-se de contribuição das empresas em favor do sindicato patronal. ou seja. tal como estabelecida contribuição assistencial dos empregadores para com o sindicato patronal . . Min. ainda. Sendo que a estas decisões o sujeito terá anuído no ato de adesão à entidade de representação classista. pois muitas vezes embora já conciliadas... O outro pólo da relação processual." Salvo o imposto sindical. não constitui condição normativa de trabalho e não envolve os empregados ou o sindicato profissional. todas as demais contribuições instituíveis por um sindicato deverão ser criadas levando-se em consideração a liberdade de associação sindical que resulta no respeito à manifestação da vontade em filiar-se.. e. Clausula convencional que estabelece desconto assistencial no salário de sindicalizados e não-sindicalizados. tal como acima já demonstrado. O relacionamento entre representante e representado deve ser resolvido entre eles.CONTRIBUIÇÃO PATRONAL. (TST-RODC-578. e) impor contribuições aos integrantes da categoria.2000. indistintamente. oriundo de desconto efetuado pelas empresas que integram a categoria representada. da CLT: "Art. pelo que. Vantuil Abdala) (. após a promulgação da CF/88. matéria que. 513. evidentemente. 513. o sindicato profissional é alheio ao que entre eles se resolva. II . Recurso ordinário não provido. afetando exclusivamente o interesse da entidade beneficiada.2002.não institui uma obrigação de uma parte frente a outra.) I . omite a possibilidade de oposição ao seu pagamento. Sendo assim. deve ser lido e interpretado o art. o tema não passa pela negociação direta e obrigatória entre trabalhadores e empregadores. Min. manter-se filiado e submeter-se às decisões assembleares. Rel. Ronaldo José Lopes Leal)" "(. Min. 12410. alínea b e e. contraria o principio constitucional da livre associação sindical. São prerrogativas dos sindicatos: b) celebrar convenções coletivas de trabalho. por óbvio não faz parte do dissídio. A cláusula em questão. DJ: 14. (TST-ROAA-733. ainda. Considere-se. pág. Rel. pág. 334. DJ: 13. (TST-RODC308956/1996. DJ: 11.10. Ocorre desvirtuamento da convenção ou acordo coletivo quando se estipula benefício ao sindicato da categoria patronal. que a admissibilidade desta cláusula acaba por desestimular a solução extrajudicial. A Justiça do Trabalho não pode homologar avença que prevê condição alheia à relação entre trabalhadores e empregadores.

tornam-se passíveis de devolução os valores irregularmente descontados.05. XX e 8º. assegura o direito de livre associação e sindicalização. a qualquer título. revigoramento ou fortalecimento sindical e outras da mesma espécie. 119. são ofensivas ao direito de livre associação e sindicalização.Contribuições para entidades sindicais. 5º. mas não filiada ao sindicato representante da mesma. GA_googleCreateDomIframe("google_ads_div_revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280_ad_container" . No mesmo sentido. da SDC/TST: TST . convenção coletiva ou sentença normativa estabelecendo contribuição em favor de entidade sindical a título de taxa para custeio do sistema confederativo. assistencial.3. por via própria. n. (grifos nossos) Por oportuno. nulas.Nº 119 CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS INOBSERVÂNCIA DE PRECEITOS CONSTITUCIO-NAIS – (nova redação dada pela SDC em sessão de 02.1998 .06." (.1998) As cláusulas coletivas que estabeleçam contribuição em favor de entidade sindical.. convenção coletiva ou sentença normativa estabelecendo contribuição em favor de entidade sindical a título de contribuição assistencial. os respectivos valores eventualmente descontados.)RECURSO DE REVISTA. 82/1998. membro de dada categoria econômica. e. in verbis: SDC/TST/OJ 17 . (Inserida em 25. V. 17. SUMARÍSSIMO.PRECEDENTE NORMATIVO . constitucionalmente assegurado. da Constituição Federal. DJ 20. aplica-se também o Precedente Normativo n. Ofende o disposto no artigo 8º. Inconstitucionalidade de sua extensão a não associados. em seus arts. sendo passíveis de devolução. portanto. cita-se trecho de acórdão prolatado em Recurso de Revista. Sendo nulas as estipulações que inobservem tal restrição. por .homologação Res. o contido na Orientação Jurisprudencial da SDC/TST. obrigando trabalhadores não sindicalizados. confederativa ou qualquer outra (ressalvado o imposto sindical) também às empresas não sindicalizadas: Textos relacionados • Da contribuição sindical dos profissionais liberais de categorias especiais regulamentadas • Do direito ao lazer nas relações de trabalho • A estabilidade do empregado público que ingressa na Administração Pública por meio de concurso • No atraso sindical impera o marasmo • O ministério cristão do sacerdote católico no âmbito do trabalho religioso GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_meio_336x280').08. É ofensiva a essa modalidade de liberdade cláusula constante de acordo.. aplica-se. cláusula constante de acordo. "A Constituição da República. obrigando empregador não-associado."revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280"). cujo conteúdo corrobora a aplicação analógica do acima exposto à impossibilidade de cobrança de contribuição assistencial. inciso V. no caso de uma empresa. Da nulidade da extensão da contribuição assistencial fixada em Convenção Coletiva de Trabalho à empresa não filiada Por todo o exposto. CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL PATRONAL. obrigando trabalhadores não sindicalizados.1998. por analogia. Aplica-se.

excluindo da condenação a determinação de pagamento das contribuições assistenciais previstas nas convenções coletivas de trabalho relativas aos anos de 1994/1995. Inverta-se.) Assim. convenção coletiva ou sentença normativa estabelecendo contribuição em favor de entidade sindical a título de taxa para custeio do sistema confederativo.) 1 . consagrado no artigo 8º. Nesse sentido. cito os seguintes precedentes: CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL COBRANÇA DE EMPRESA NÃO ASSOCIADA IRREGULARIDAE APLICAÇÃO ANALÓGICA DO PRECEDENTE NORMATIVO Nº 119 DA SDC DO TST. Com efeito. 4ª . Min. por violação do artigo 8º. caracteriza desrespeito ao princípio da liberdade de associação. o mesmo entendimento deve ser adotado ao empregador.Turma. que prevê o princípio da liberdade sindical. V. por analogia. assistencial.CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL PATRONAL. Até porque o art. se ao empregado não sindicalizado é vedada a contribuição assistencial sindical sem a sua sindicalização. Recurso de revista provido. no mérito. à autorização expressa do trabalhador. Também por unanimidade. (RR-2203/2003-771-04-00. inciso V. que asseguram a liberdade de associação e de filiação sindical. cláusula na qual se estabelece a contribuição assistencial do não associado. que considera ofensiva ao direito de livre associação e sindicalização a instituição de cláusula em acordo. julgar improcedente a ação de cumprimento. Recurso de revista conhecido e provido. da Constituição Federal e. Tem-se que daí aplica-se por analogia ao empregador. Rel. CONHECI-MENTO. 5º.. Brasília.. da CF.. Tendo em vista o disposto nos arts. Ives Gandra Martins Filho. da Constituição Federal assegura a liberdade sindical sem qualquer restrição para às categorias econômicas. Essa mesma orientação deve ser aplicada em se tratando de sindicato patronal que pretende obter a contribuição de forma compulsória até das empresas a ele não filiadas.. e 8º. dar-lhe provimento para. seja ele empregado ou empregador.. obrigando trabalhadores não sindicalizados. restando efetivamente nulas as estipulações que não observem tal restrição e passíveis de devolução os valores irregularmente descontados.analogia. XX. o ônus da sucumbência. conhecer do recurso de revista. Apenas para corroborar a tese supracitada. 26 de março de 2008. Aplica-se. inciso V. (. o disposto no Precedente Normativo nº 119 da SDC desta Corte e no preceito constitucional acima citado. esta Corte editou o Precedente Normativo nº 119 da SDC. por unanimidade.. 1995/1996 e 1996/1997. DJ 03/03/2006). dar provimento ao agravo de instrumento para destrancar o recurso de revista. da Constituição Federal.. (. revigoramento ou fortalecimento sindical e outras da mesma espécie. em favor do Sindicato..) V O T O (. vale transcrever os Precedentes Normativos de nº 119 da SDC desta Corte:(. 8º. .) ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho. o disposto no precedente supracitado. À luz da defesa deste princípio é que o artigo 545 da Consolidação das Leis do Trabalho condiciona a contribuição assistencial. inciso V. em conseqüência.

da CF/88. a todas as empresas partícipes de categorias econômicas. de autoria do Senador Paulo Paim. da CF/88. E tal como já alinhavado acima. Note-se que a criação ou as demais providências relativas a tal contribuição serão definidas em Assembléia Geral das categorias sindicais. Liberdade de adesão a sindicato Não obstante o acima exposto. Segunda Turma) A proibição de cobrança de contribuições sindicais – salvo o imposto sindical – às empresas não filiadas a dado sindicato representativo da categoria econômica tem seu fundamento no art. e a forma de rateio serão fixados por Assembléia Geral dos trabalhadores". 578 e ss da CLT é de incidência automática e cobrança devida de todos os . 1º. sem qualquer distinção. conforme prerrogativa prevista na alínea e do art. Conclusões a) O "imposto sindical". por analogia. TST. 149. 1º. PUBL. cumpre ressaltar que recentemente foi aprovado pelo Senado Federal o Projeto de Lei n. Mas. houver a sanção do texto tal como acima apresentado. que garante a liberdade de filiação e não-filiaçao sindical. para dispor sobre a Contribuição Assistencial e outras providências.25/04/2008. estar-se-á na contramão do entendimento jurisprudencial consolidado nas Cortes Superiores Brasileiras. 5. quer a empregadores. Caput. que visa acrescentar um Capítulo III-A ao Título V da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). destinada ao financiamento da negociação coletiva e de outras atividades sindicais. sejam estes sindicalizados ou não. do referido Projeto de Lei insere o ar. cujo fundamento de validade encontra-se prescrito no art. na CLT. de 11 de dezembro de 1990. sindicalizados ou não. enquanto não for aprovado e sancionado o projeto de lei supra referido – que certamente será impugnado com fundamento em vício material de constitucionalidade – valem todas as considerações supra lançadas. quer a empregados. 8º.Ministro Relator"(RR . 4. Assim. tal como já amplamente versado acima. bem como afrontando o princípio da liberdade sindical prescrito no Texto Maior. 248/06. 8º. apesar destes regramentos se referirem apenas aos trabalhadores. O art. O que for definido por esta será aplicado a todos os membros das categorias. Importa ressaltar que se. será descontada compulsoriamente de todos os trabalhadores e servidores membros da categoria profissional. a ser creditado para a entidade sindical representativa. com a seguinte redação: "Art. O percentual de Contribuição Assistencial devido. de 2006. 513 desta Consolidação.590/1998-026-04-40. se um trabalhador não sindicalizado quiser interferir na criação ou em outros delineamentos desta contribuição terá de se sindicalizar. Projeto de Lei n. o que afronta o art. caput. serão aplicáveis. que garante como direito fundamental do trabalhador a faculdade de não aderir a um sindicato.RENATO DE LACERDA PAIVA . bem com o objeto do presente ensaio ser somente o direito posto.: DJ . Par. após o cumprimento da bicameralidade. da CF/88 e criação descrita no art. 240 da Lei n 8112. 248. 610-A. A Contribuição Assistencial. e na alínea e do art. 610-A.

. pois tem aplicabilidade prática. demonstrando-se uma matéria de extrema relevância no Direito Coletivo do Trabalho. uma vez que questionada de forma constante no exercício diário das empresas e sempre merece profundas discussões jurídicas. independentemente do nome que possuam. em respeito ao direito constitucional de livre associação. e incidentes apenas sobre os membros da referida categoria que forem filiados à entidade sindical instituidora. todas as demais contribuições. A presente abordagem visa aprofundar o estudo sobre a contribuição assistencial e sua cobrança quando da oposição do empregado. b) Ressalvada a contribuição sindical referida na alínea anterior. somente poderão ser criadas por decisão assemblear da categoria econômica. Contribuição assistencial (in)exigibilidade quando da oposição do empregado Elaborado em «Página 1 de 2» Roberta Pappen da Silva Nota do artigo: 107 votos 1 2 3 4 5 • • • • • • a A Versão para impressão Recomende esse texto Nota do artigo: Vote Object 15 • • Desmarcar Object 16 GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_topo_336x280'). É inequívoca a obrigatoriedade de prévio assentimento pessoal para o desconto ou recolhimento da contribuição assistencial. Toda cobrança que não observar estes regramentos padecerá de vício material de constitucionalidade.membros de dada categoria econômica. temática irresistível. O assunto é atraente e pertinente. por afronta ao princípio da liberdade de não filiação sindical. obedecidas as disposições estatutárias.

quais sejam: sindical. estas se dividem basicamente em quatro tipos. busca-se obter os resultados almejados. na quarta parte. ainda. Finalmente. serão lançadas as notas conclusivas do artigo. para que seja possível alcançar o objetivo proposto. assistencial e associativa. serão ponderadas. no terceiro tópico será abordado sobre a liberdade sindical. pois decorrente de Lei do que transcorre a contenda. Textos relacionados • Da contribuição sindical dos profissionais liberais de categorias especiais regulamentadas • Do direito ao lazer nas relações de trabalho • A estabilidade do empregado público que ingressa na Administração Pública por meio de concurso • No atraso sindical impera o marasmo • O ministério cristão do sacerdote católico no âmbito do trabalho religioso GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_meio_336x280'). 1 CONCEITOS E FUNDAMENTOS A contribuição assistencial pode ser entendida como um pagamento efetuado pelo trabalhador de uma categoria profissional ou econômica ao respectivo sindicato da categoria em virtude de participação . Contudo. 119 do Tribunal Superior do Trabalho [06] e. associados e não-associados e. não se podem excluir dos benefícios das normas coletivas os trabalhadores não sindicalizados. divide-se o artigo em quatro partes: Na primeira serão apresentadas considerações acerca das conceituações de contribuição assistencial. Assim. associado e filiado. complementando esta idéia. confederativa. [01] Por conseguinte. através de uma visão sistêmica analisar-se-á a posição do empregador e do sindicato em confronto com o artigo 545 da Consolidação das Leis do Trabalho [04]. exceto a contribuição sindical. GA_googleCreateDomIframe("google_ads_div_revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280_ad_container" . convém salientar que a categoria sindical pertence a todos os trabalhadores. o artigo 545 do mesmo diploma legal [03] impõe que devem ser devidamente autorizados. o Sindicato dispõe das fontes de receitas elencadas no artigo 548 da Consolidação das Leis do Trabalho sendo que. filiados ou não. que serão descontadas pelos empregadores nas folhas de pagamento dos trabalhadores."revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280"). o artigo 2º da Convenção n. explanando-se a matéria de maneira a propor ao leitor o convencimento de que quando o empregado se opuser ao desconto é ilegal qualquer tipo de cobrança de contribuição assistencial. Na segunda. Deste modo. firmando-se posicionamento no sentido de que não seria obrigatória a exigência do pagamento da contribuição dos funcionários que se opuserem ao desconto. Esta escolha se deve ao fato de que a abordagem científica proporciona o conhecimento necessário para a formulação de uma conclusão condizente com a realidade. 87 da OIT [05] e o Precedente normativo n. bem como de exame de jurisprudencial. visando obter o intento alvitrado. no que pertine as contribuições. constituídos principalmente de livros e artigos de periódicos. como em algumas vezes tem-se questionado.Através da apreciação bibliográfica e jurisprudencial. partindo-se de materiais já publicados. desta forma.Para tanto. primeiramente é necessário esclarecer que o artigo 513 da Consolidação das Leis do Trabalho [02] possibilita ao sindicato a impor contribuições a todos aqueles que participam das categorias econômicas ou profissionais ou das profissões liberais representadas. especificadamente.

paga pelo associado ao sindicato em benefício de sua filiação à corporação. as colônias de férias. a contribuição assistencial é obrigatória apenas para os associados do sindicato. ambulatórios. bem como a tese de que cláusulas de contribuição assistencial e confederativa não poderiam ser objeto de exame pelos Tribunais Trabalhistas. agasalhado na Constituição Federal. na medida em que programas de assistência social podem ser implementados através dessa fonte de custeio. como não há fundamento legal expresso para este pagamento. médica. Assim ocorre. [14] Neste sentido. e não para todos os integrantes da categoria. esta constitui a prestação pecuniária. para seus associados. como foi dito anteriormente. [07] De igual forma é o bem lançado voto do Juiz Aldon do Vale Taglialegna. acordos coletivos ou em sentenças normativas. em caráter espontâneo e não obrigatório. com o objetivo de custear a participação da entidade nas negociações coletivas ou propiciar a prestação de assistência jurídica. O sindicato. [10] A não ser. sob o fundamento de que constituíam matéria inerente à negociação direta entre sindicatos e empresas. para realização de seus fins. além de propiciar melhores condições de vida aos trabalhadores e seus familiares. Deste modo. segundo a jurisprudência majoritária [13]. portanto. mas não pode sua assembléia impor obrigação a terceiros que dela não participaram e nem podem participar. a contribuição que bem entender. Esta ajuda seria uma prestação pecuniária voluntária feita pelo membro da categoria profissional ou econômica ao sindicato. Com efeito. [. dentária. porque a ninguém é lícito se apropriar de bens e interesses de terceiro. [08] Délio Maranhão.deste nas negociações coletivas. pode estabelecer. Sérgio Pinto Martins entende que a contribuição assistencial é: A prestação pecuniária.] Daí é que surgiu o entendimento de que tal contribuição somente poderia ser imposta aos empregados filiados aos sindicatos. Orientação Jurisprudencial nº 17 da SDC do TST [11] e o Precedente Normativo nº 119 da SDC do Tribunal Superior do Trabalho. trata-se de contribuição que obriga tão somente os associados ao sindicato. e complementa . espontânea. pois o não associado sofreria as conseqüências das mesmas obrigações impostas aos coligados. A sua previsão de pagamento é estabelecida através de convenções coletivas. desde que instituída de acordo com seus estatutos e com a lei. [12] Além de não se fundar em lei.. voluntária. entende que "se a contribuição assistencial for autorizada pelo empregado corresponderá a doação pelo fato da natureza compulsória desta" [09] e. de ter incorrido em custos para esse fim. em respeito ao princípio da liberdade sindical. a receita arrecadada será aplicada em serviços de interesse do sindicato e no patrimônio do sindicato. enfim. em virtude de este ter participado das negociações coletivas. com a devida aprovação em Assembléia. por não terem a condição de associados.. por sua vez. não alcançando os não-filiados. se não houver anuência dele ou fundamento em lei. feita pela pessoa pertencente à categoria profissional ou econômica ao sindicato da respectiva categoria. Orlando Gomes define que toda obrigação é uma relação jurídica. senão vejamos: Visa a contribuição assistencial dotar o sindicato de recursos financeiros para custear a defesa de direitos e interesses profissionais. para o custeio de atividades assistenciais dos Sindicatos. que deve cumprir as deliberações das assembléias de sua entidade. ou para pagar determinadas despesas assistenciais realizadas pela agremiação. entre outras. a liberdade individual de filiar-se ou não a sindicato seria violada por via oblíqua. hospitais e obras semelhantes.

[15] Salienta-se que a cobrança de contribuições dos não-associados dependeria de prévia autorização de Lei conforme mencionado no artigo 5º.a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato. a alínea "e" do artigo 513 da Consolidação das Leis do Trabalho. na mesma base territorial.é vedada a criação de mais de uma organização sindical. 8º. mas a revogação das disposições infraconstitucionais que sejam incompatíveis. após a Carta Magna de 1988. II . IV . que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados. 8º É livre a associação profissional ou sindical. De outro lado. Convém salientar que associado é o trabalhador devidamente cadastrado e inscrito no sindicato ao qual livremente decidiu aderir por com ele se identificar. Este participa das atividades sociais e administrativas. in verbis: Art. em se tratando de categoria profissional. o núcleo normativo [20].dizendo: A obrigação é uma relação jurídica. proferir que a Carta Magna prevê expressamente que ninguém poderá ser compelido a se associar ou a se manter associado (Constituição Federal. observado o seguinte: I . faz referência. Noutro momento declara que ninguém será obrigado a se filiar ou se manter filiado a sindicato (CF. inclusive convenções e dissídios. da Constituição Federal de 1988 [16]. vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical. apenas pela análise dos conceitos acima mencionados já podemos concluir que é indevida a cobrança de contribuição assistencial. única e exclusivamente. respeitados os limites de sua atividade profissional. que empresta significação jurídica às relações de caráter pessoal e patrimonial que os homens travam na sua vida social. 8º. Desta forma. . 2 O PODER DE TRIBUTAR e a (in)constitucionalidade da contribuição A observância do principio da hierarquia das normas determina que a superveniência de uma Ordem Constitucional implica não só a recepção no mundo jurídico. Assim. inclusive em questões judiciais ou administrativas. 5º. VI [18]). art. ainda. sua fonte há de ser. por sua vez. Este. está contido no seu art. II. competem ainda alguns esclarecimentos. necessariamente. representativa de categoria profissional ou econômica.ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria.a assembléia geral fixará a contribuição que. Como tal. XX [17]). não podendo ser inferior à área de um Município. que tem esta redação. filiado é o trabalhador que pertence a uma categoria de classe por força de exercer uma atividade profissional para a qual foi fundado um sindicato. Convém. deverá autorizar o desconto em folha da contribuição em benefício daquele sindicato. Deste modo. art. no que se refere aos sindicatos. a lei. [19] No entanto. III . em qualquer grau. em última análise. ao "sindical" e não a um poder ilimitado de imposição de contribuições. É o Direito. quando alude ao poder dos sindicatos em "impor contribuições". enquanto permanecer neste enquadramento. ressalvado o registro no órgão competente.

Parágrafo único. mas facultativa. se eleito. É convencional porque o instrumento jurídico de que resulta é a convenção coletiva de trabalho. que constitui cânone do direito internacional do trabalho [27]. inexiste. 513 da Consolidação das Leis do Trabalho desde a Constituição de 1946. IV) [22]. "assistencial". talvez da "contribuição confederativa" (CF. independentemente da contribuição prevista em lei. o que a torna ilegal". e facultativa.é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho. ainda que suplente. diante da necessidade de autorização do trabalhador interessado para que seja efetuado o seu desconto. por meio de Lei Complementar. ressalta-se que a competência para criar contribuições sociais ou as de interesse das categorias econômicas ou profissionais. a contribuição assistencial não tem respaldo legal para ser cobrada daquele funcionário que não é associado ao sindicato. 149 da Constituição Federal de 1988 [21] é privativa da União. complementa a idéia afirmando que "a taxa assistencial não encontra qualquer amparo legal para ser criada e exigida. [23] Amauri Mascaro Nascimento. V . c/c art. para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva. inclusive ao não associado. ou algo equivalente. no processo de se organizarem. 149. [24] Se ainda restavam dúvidas sobre a revogação da alínea "e" do art. 3 DA LIBERDADE SINDICAL A imposição da contribuição a todos os empregados da categoria. não havendo mais lugar para nenhuma outra. bem como o de promoverem interesses próprios ou dos grupos a que . [28] Tomamos o conceito de Liberdade Sindical criado por Magano: Liberdade sindical é o direito dos trabalhadores e empregadores de não sofrerem interferência nem dos poderes públicos nem uns em relação aos outros. até um ano após o final do mandato. atendidas as condições que a lei estabelecer. Edgar Troppmair. entende que: É fácil observar que a contribuição assistencial é de fonte convencional.o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais. após a Constituição de 1988. na vigência da atual Constituição. 8º. bem como vulnera o princípio da irredutibilidade do salário. do critério da parafiscalidade. VI .ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato. De outro modo. conforme prevê o art. com a única exceção. e é não-obrigatória. Ainda. salvo se cometer falta grave nos termos da lei. As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores. VIII .será descontada em folha. por sua vez. art. afronta o princípio constitucional da liberdade de filiação sindical [26]. indistintamente. 8º. "de interesse das categorias profissionais ou econômicas". IV [25] da Carta Magna). como mencionado anteriormente.é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. Deste modo. VII . nem sob o pálio de "contribuição social". foi explícita ao comandar que apenas dois tipos de "contribuições" corporativas podem existir: a confederativa e a sindical (art.

na forma que desejarem. Nesta esteira. [33] CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL. [31] Assim. permanecendo enquanto for sua vontade. inexiste base legal para impor-se contribuição assistencial aos integrantes da categoria profissional ou econômica não associados do sindicato recorrente.) A liberdade de filiação sindical envolve. da Seção de Dissídios Coletivos. segundo os princípios da especialidade e da subordinação.) As relações entre o sindicato e os seus filiados são amplas. ou seja. é admitido o poder disciplinar do sindicato sobre os seus membros e reconhecidos limites à autoridade do sindicato. [30] Sobre a liberdade de filiação sindical. Assim.. Verdier sustenta que a autoridade do sindicato sobre os seus membros é destinada a assegurar a disciplina sindical e o respeito dos seus membros às suas obrigações. o poder interno do grupo. De acordo com o segundo princípio. isto é. [34] Ressalta-se que os empregadores não se limitarem a efetuar tal desconto somente de que os autoriza. primeiramente foi editado o Precedente nº 74. sem qualquer tipo de especificação (. De acordo com o primeiro princípio. garantida por nossas leis. A imposição de contribuição assistencial em montante diversificado.. uma ordem sindical. desse modo. conforme já decidiu a jurisprudência: Consagrando a CF/88 o princípio da liberdade sindical (arts. art. de modo simples. José Cláudio Monteiro de Brito Filho ensina que: Liberdade sindical consiste no direito de trabalhadores (em sentido genérico) e empregadores de constituir as organizações sindicais que reputarem convenientes. Recurso ordinário conhecido e provido. inclusive. o enunciado do princípio da liberdade de filiação sindical. inciso V. Eis. podendo nelas ingressar ou não. Sua formulação envolve uma diretriz genérica de amplitude tal que possa valer como regra fundamental de liberdade individual dos trabalhadores. o sindicato não pode imiscuir-se na vida privada ou religiosa dos seus aderentes. inciso XX e 8º. o grupo não pode usar o seu poder senão para atender aos seus fins. razão pela qual a autorização do empregado é condição "sine qua non" para que o empregador possa efetuar o desconto [32]. para associados e não associados revela-se como uma afronta ao princípio da liberdade de associação insculpido no artigo 8º. 2º). A contribuição assistencial não se confunde com a sindical. inciso V). igualmente. a liberdade de não se filiar. Interpretando o direito da França. não pode ferir os direitos individuais de seus membros (. 5º. sob a égide da atual carta política. e envolvem um problema de autoridade do grupo sobre os seus membros e de liberdade dos membros perante os poderes do sindicato. a defesa dos interesses profissionais. estarão desrespeitando o art. como se vê por todo o exposto. da Carta Recurso Ordinário a que se nega provimento. se harmoniza com convenção sobre a liberdade sindical e a proteção do direito sindical (Convenção nº 87. ditando suas regras de funcionamento e ações que devam ser empreendidas. 545 da Consolidação das Leis do Trabalho.. LIBERDADE SINDICAL. da organização internacional do trabalho. [35] .pertençam [29]. o direito do trabalhador de não ingressar em um sindicato. a única concepção possível de categoria é a voluntarista.. o que. ensina Amauri Mascaro Nascimento: Ninguém pode ser obrigado a ingressar ou a não ingressar num sindicato.

[39] A sumula 666 do STF também se posicionou no sentido de não ser cobrada a contribuição de não associados. 87 é. Delio Maranhão. portanto.Observado o disposto neste capítulo.) 4º . TST.. pois sua violação pode afetar de maneira determinante o livre exercício dos direitos sindicais’. Sendo nulas as estipulações que inobservem tal restrição. senão vejamos: O grau de liberdade de que desfrutam os sindicatos para determinar e organizar sua ação depende muito de certas normas legais de caráter geral sobre o direito da livre reunião.87. [37] No cenário internacional podemos mencionar: Os instrumentos. à condição única de se conformarem com os estatutos destas últimas. ilegais no que tange aos não associados. V. de dispositivo de lei ou de contrato coletivo: (. o direito de livre expressão do pensamento e. definindo-se uma diretriz amplamente garantidora do direito de organizar sindicatos. senão vejamos: Os trabalhadores e os empregadores. salvo quando este resultar de adiantamento. assim como o de se filiar a estas organizações. a liberdade dos empregados de dispor do seu salário. de constituir organizações de sua escolha. . Daí a importância que deve atribuir aos princípios fundamentais contidos na Declaração Universal dos Direitos do Homem. 5º. sem distinção de qualquer espécie.Sinala-se que esse precedente foi cancelado [36] adotando-se em seu lugar o Precedente Normativo n. sem dúvida. propuseram a afirmação do princípio de liberdade sindical. Os descontos são. é vedado às empresas limitar. assistencial. É ofensiva a essa modalidade de liberdade cláusula constante de acordo. aprovados. A Constituição Federal de 1988. 4 DO DIREITO DE OPOSIÇÃO PELO EMPREGADO E A IMPOSSIBILIDADE DA COBRANÇA O empregador é responsável pelos pagamentos e descontos aos seus empregados sendo vedado qualquer desconto sem a prévia autorização deste. genericamente. revigoramento ou fortalecimento sindical e outras da mesma espécie. sem a necessidade de prévia autorização do Estado". XXVI. tornam-se passíveis de devolução os valores irregularmente descontados. sendo que o art. convenção coletiva ou sentença normativa estabelecendo contribuição em favor de entidade sindical a título de taxa para custeio do sistema confederativo.OIT. a mais importante. por qualquer forma. [38] Neste ínterim. de todas as liberdades civis e políticas de que gozam os cidadãos do país. sem autorização prévia. Diz o artigo 462 da Consolidação das Leis do Trabalho: Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do empregado. têm o direito. da CF. reafirmado pela Convenção n. obrigando trabalhadores não sindicalizados. XX e 8º. Com isso. considera-se inconstitucional a cobrança de qualquer taxa assistencial de trabalhadores não filiados a sindicato. pela Organização Internacional do Trabalho . em seus arts. não autoriza as partes a firmarem de forma contrária a princípios outros também agasalhados pela Lei Maior. Arnaldo Sussekind. 7º. o artigo segundo da Convenção n.. assegura o direito de livre associação e sindicalização. Segadas Vianna e Lima Teixeira muito bem discorreram sobre o assunto. 119 do C. a partir do seu documento constitutivo. ao consagrar o reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho.

as empresas não podem ser compelidas a descontarem contribuições dos contracheques de seus funcionários mesmo havendo oposições destes no que pertine a Contribuição Assistencial.(grifo nosso) Assim. prevista no inciso IV do artigo 8º da Constituição da República. o Entendimento n. pena de. sob pena do empregador vir a ser responsabilizado perante a Justiça do Trabalho. sendo este um de seus beneficiários. desrespeitar o princípio da liberdade sindical individual negativa passiva. [40] Ainda. é devida apenas pelos integrantes da categoria. não pode ser cobrado dos empregados que se opuserem a cobrança e tal requerimento deverá ser efetuado perante a empresa sendo ilegal qualquer cláusula em contrário. O artigo 545 da Consolidação das Leis do Trabalho menciona que os empregadores ficam obrigados ao desconto das contribuições desde que autorizados pelos funcionários. visando beneficiar entidade sindical ao qual os empregados não participam e sequer gostariam de participar conforme expressa . qual o do trabalhador que não quer exercer a faculdade de filiar-se a sindicato. associados do sindicato. opor-se ao desconto da contribuição assistencial. Inexigibilidade para o trabalhador não associado. Direito de oposição. a legislação pertinente permite somente ao trabalhador legitimar sobre os descontos em seu salário. o empregado pode se opor a cobrança e tal ato deve ser efetuado ao empregador pois este é o responsável pelo desconto no contracheque. O direito de oposição do empregado a que seja efetuado o desconto da contribuição para o custeio do sistema confederativo deve ser dirigido ao empregador e não ao sindicato. CONCLUSÃO Como vimos no presente estudo. Contribuição confederativa. por efetuar ilegal redução nos salários.Como se vê."revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280"). II. no prazo de até 10 (dez) dias após o primeiro pagamento reajustado.Qualquer trabalhador integrante da categoria profissional suscitante poderá. manifestação a ser efetuada perante a empresa. A contribuição confederativa. Deste modo. em sendo imposta a todos. Neste sentido: "I. eis que é aquele que deve efetuar os descontos. Tal desconto é exigido dos empregadores. 04 da Seção de Dissídios Coletivos do TRT da Quarta Região possui o seguinte enunciado: Textos relacionados • Da contribuição sindical dos profissionais liberais de categorias especiais regulamentadas • Do direito ao lazer nas relações de trabalho • A estabilidade do empregado público que ingressa na Administração Pública por meio de concurso • No atraso sindical impera o marasmo • O ministério cristão do sacerdote católico no âmbito do trabalho religioso GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_meio_336x280'). GA_googleCreateDomIframe("google_ads_div_revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280_ad_container" .

Por fim. 1968. III. Rio de Janeiro: FGV. PEREZ. 2005. BRITO FILHO. Sistema Jurídico de Custeio dos Sindicatos. Comentários à Constituição do Brasil. Pablo Luis Barros. Sérgio Pinto.. 1997. Perspectivas do Direito Sindical. v. 2 ed. Conforme natureza jurídica da contribuição. São Paulo: LTr. MELLO. MARANHÃO. esta visa o auxílio para despesas assistenciais. 2 ed. São Paulo: LTr.asp?id= 6388>. ed. Direito Sindical. São Paulo: Saraiva. Amauri Mascaro. v. LTr Suplemento Trabalhista. In:____ Elementos de Direito Administrativo. Ainda. GOMES. dos quais somente os associados possuem benefícios. Contribuição assistencial X contribuição confederativa. Jus Navigandi. São Paulo: Saraiva. entre outros. MAGANO. a contribuir para entidade nãoestatal à qual não associado. Amauri Mascaro. subverter a todos os integrantes da categoria seria incluir aqueles que não possuem direitos a voto nas assembléias.1999. José Cláudio Monteiro de. o sindicato é parte ilegítima para criar tributos. 2. Orlando.. Manual de direito do trabalho. 27. I. Délio. A inconstitucionalidade da contribuição sindical assistencial em face do trabalhador não associado . Direito Sindical. advogados.manifestação de vontade destes. nesta englobando médicos. 1991. existe a inequívoca a obrigatoriedade de prévio assentimento pessoal para o desconto ou recolhimento da contribuição assistencial. [41] Como a incerteza jurídica é um fator que indiscutivelmente comprime as pessoas na acepção de não concretizarem negócios que normalmente realizariam se tivesse a garantia jurídica. sendo irrelevante o fato de que tenha sido instituída exatamente pelo convênio dos sindicatos do setor que integra no campo econômico. Obrigações. São Paulo. Octavio Bueno. A aceitação da obrigatoriedade de associação e de contribuição é um retrocesso e o acordo coletivo que ofende a ordem constitucional e internacional não pode prevalecer em detrimento das liberdades conquistadas pelos trabalhadores ao longo da história. 2005. NASCIMENTO. Celso Ribeiro. NASCIMENTO. 2. Disponível em: <http://jus2.com. São Paulo: Atlas. confederativa e sindical. n. ed. 1978. 603. ed. 27-28. sendo esta tarefa da União. 1988. 2000. Ariovaldo. Acesso em: 19 nov. MARTINS. o que é ilegal. não há como se admitir a cobrança de contribuição assistencial de empregados quando da oposição deste. 1983. 1. Rio de Janeiro: Forense. Celso Antônio Bandeira de. p. 6. . Assim. v. São Paulo: RT. São Paulo. em respeito ao direito constitucional de livre associação. LUNARDI. Portanto.uol. 1998. 1984..br/doutrina/texto. mais ainda se há de exigir da vontade da pessoa. 3 mar. 1991. n. a. natural ou jurídica. Contribuições sindicais: direito comparado e internacional: Contribuições assistencial. São Paulo: Iglu. LEBRE. Teresina. 9. referências bibliográficas BASTOS. Direito do Trabalho. é interesse que a postura do Judiciário Trabalhista deve contribuir para que seus julgados cumpram seu caráter social. Eduardo Antônio Tempony. In ______ LTr Revista legislação do trabalho.

SOUZA. 2º Convenção 87 OIT: Trabalhadores e empregadores. Art. São Paulo: Dialética. perante as autoridades administrativas e judiciárias.. inclusive em questões judiciais ou administrativas. LTr Suplemento Trabalhista.3 julgado em 11. v.. b) celebrar convenções coletivas de trabalho. 02 Art. como órgãos técnicos e consultivos. Convém ressaltar o . e. 2002." (g. d) colaborar com o Estado. tornam-se passíveis de devolução os valores irregularmente descontados. organizações de sua própria escolha e. organizar sua administração e atividades e formular seus programas de ação" 06 Enunciado 119 TST: "Contribuições Sindicais – Inobservância de preceitos constitucionais. São Paulo: LTr.03 MARANHÃO. sob a única condição de observar seus estatutos. Arnaldo. 8º da Constituição Federal de 1988: É livre a associação profissional ou sindical. II. desde que por eles devidamente autorizados. 00644. TROPPMAIR. 2 ed. e) impor contribuição a todos aqueles que participam das categorias econômicas ou profissionais ou das profissões liberais representadas. Sendo nulas as estipulações que observem tal restrição. assegura o direito de livre associação e sindicalização." 03 Art. Instituições de Direito do Trabalho.125. as contribuições devidas ao Sindicato. p. 1998. 1978. salvo quanto à contribuição sindical. É ofensiva a essa modalidade de liberdade cláusula constante de acordo. Rio de Janeiro: FGV. 1992. 2002. assistencial. terão o direito de constituir. 5° XX e 8°. Délio. revigoramento ou fortalecimento sindical e outras da mesma espécie. Délio. no estudo e solução dos problemas que se relacionam com a respectiva categorias ou profissão liberal. TEIXEIRA. convenção coletiva ou sentença normativa estabelecendo contribuição em favor de entidade sindical a título de taxa para custeio de sistema confederativo. confederativa e sindical.n. observado o seguinte: [.) 04 05 Acima mencionado. São Paulo. v. 675-678. V.11. sem prévia autorização. MARANHÃO. eleger livremente seus representantes." 07 MARTINS. 545 da Consolidação das Leis do Trabalho: "Os empregadores ficam obrigados a descontar na folha de pagamento dos seus empregados. sem distinção de qualquer espécie.] III . 3º. cujo desconto independe dessas formalidades. no item 1 de seu art.ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria.. 28. 108. Direito do Trabalho.051. Contribuição às entidades sindicais. ed. SÜSSEKIND.. 200. 513 Consolidação das Leis do Trabalho: "São prerrogativas dos sindicatos: a) representar. c) eleger ou designar os representantes da coletiva da respectiva categoria ou profissão liberal. a elas se filiarem". Edgar. os interesses gerais da respectiva categoria ou profissional liberal ou interesses individuais dos associados relativos à atividade ou profissão exercida. p. Sérgio Pinto. 20. Segadas. Lima. 08 09 Relator do ROS n. NOTAS 01 Art.00. que "as organizações de trabalhadores e de empregadores terão o direito de elaborar seus estatutos e regimentos. em seus arts. São Paulo: Atlas. p. A Constituição da República. obrigando trabalhadores não sindicalizados.2003. n. Ricardo Conceição. quando por este notificados.18. Regime jurídico das contribuições. VIANNA. Contribuições sindicais: direito comparado e internacional: Contribuições assistencial.

CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL. da CLT). Regime jurídico das contribuições. 513. associados ou não do sindicato" (LEBRE. 1997. artigo 8°. também chamada mensalidades ou contribuições voluntárias (art. da CLT) e contribuição dos associados. 2002. Não há previsão legal sobre a contribuição assistencial. Basta isso para percebermos que não estamos falando. por via própria.asp?id=6388>. a qualquer título. a saber: contribuição confederativa (art..Sistema Jurídico de Custeio dos Sindicatos. Iglu. 9. da CLT. 2005. A inconstitucionalidade da contribuição assistencial se deve ao artigo 5° incisos II e XX. porque ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de . a contribuírem com algo que não concordam e que não vem assentado em lei. pois não existe atuação estatal e nem poderia haver. convenção coletiva ou sentença normativa. 149 da Carta Constitucional. obrigando trabalhadores não sindicalizados. e. 603. de uma contribuição instituída como instrumento de atuação da União no interesse de categorias profissionais ou econômicas. 548. entretanto. constitucionalmente assegurado.) 11 "CONTRIBUIÇÕES PARA ENTIDADES SINDICAIS. os respectivos valores eventualmente descontados. 548.entendimento de Eduardo Antônio Tempony Lebre quando menciona que "a contribuição assistencial é mera contribuição voluntária de natureza privada. a. Ocorre. Jus Navigandi.47). apesar de autorizar a imposição. 3 mar. incisos IV e V. inciso II da Constituição Federal de 1988 – CF/88. Ricardo Conceição. por se tratar de contribuição cobrada de todos aqueles que participam das categorias econômicas ou profissionais ou. contribuição sindical obrigatória ou imposto sindical (art. inciso I da Constituição da República Federativa do Brasil. Disponível em: <http://jus2. 90). 548. não se pode ignorar que o Texto Constitucional. por simples arbitrariedade do sindicato. muito menos de dar dinheiro ao Estado ou a quem lhe faça as vezes por força de função pública delegada". portanto.com. c/c 545 e 578 e seguintes da CLT)(. p.° 17 do Tribunal Superior do Trabalho e dos Arestos Jurisprudenciais do TST e STF. "a". ainda.° 119 e da Orientação jurisprudencial n. INCONSTITUCIONALIDADE DE SUA EXTENSÃO A NÃO ASSOCIADOS. art. A abusividade da Cláusula de acordo coletivo que estabelece a Contribuição Assistencial se deve também ao precedente Normativo n. Acredita-se que coagir os trabalhadores. que são apenas três. A inconstitucionalidade da contribuição sindical assistencial em face do trabalhador não associado . Acesso em: 19 nov. bem como afronta ao princípio da legalidade. e artigos 149 e 150 do mesmo diploma legal.) (PEREZ. Eduardo Antônio Tempony . independente da vontade de contribuir para o sindicato. São Paulo: Dialética. "a". 2005. então. Pablo Luis Barros. p. Inserido em 25. 8º. mostra-se plena perversidade jurídica. IV. (SOUZA. instituída mediante lei. sendo passíveis de devolução.. n. "e".) contribuição assistencial: sendo prevista em acordo. das profissões liberais representadas. da Constituição da República). muito menos dizer que tem lastro no art. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. O art. não obrigando os empregados e empregadores. uma vez que decorrente de lei (CLT. nulas. (Contribuição sindical: é obrigatória e devida anualmente por todos que integram a correspondente categoria.1998. em seu art. em prol do interesse das categorias profissionais e econômicas. garantia constitucional prevista no artigo 5°. Afinal. são ofensivas ao direito de livre associação e sindicalização.05.uol. que isso não é suficiente para dar-lhe natureza tributária. veda ao Poder Público qualquer forma de interferência ou intervenção na organização sindical. Teresina. é a lição de Ricardo Conceição Souza: "Evidente que não há como negar que se trata de uma obrigação compulsória de dar dinheiro. As cláusulas coletivas que estabeleçam contribuição em favor de entidade sindical. "b". em função da negociação coletiva empreendida pelo sindicato. de modo que sua cobrança de empregados não filiados ao sindicato está vedada. artigo 149 e artigo 150. não cria contribuição diversa das previstas em lei. 10 Nesse sentido. 8º." 12 13 Citado anteriormente.br/doutrina/texto. I. São Paulo:.

] II ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. à liberdade.." (BRASIL.. Recurso Ordinário nº 00261-2003-005-10-00-8. Min.. Na questão das contribuições sindicais estabelecidas em convenções ou acordos coletivos impostas aos empregados das empresas contratantes.lei.136-2. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. XX. Carvalho Viana GOMES. 1968. sequer implicitamente.. XX. como vem reiterando o Exc. 94. Desig. inciso XXVI. sem distinção de qualquer natureza. (BRASIL. IV. TRT.092.]" 19 Neste sentido citamos as seguintes jurisprudências: ‘‘A denominada contribuição assistencial tem natureza eminentemente convencional. [.. nos termos seguintes: [. f). Rel. Destarte. à liberdade. ao emprestar uniformidade à inteligência das referidas disposições constitucionais.está expressamente prevista no artigo 8º. 2. 702.2004). E 8º. TJ/SP. Tribunal Pleno. 189. A Constituição Federal assegura. 2.0033755-8.04.]" 17 Artigo 5º da Constituição Federal de 1988: "Todos são iguais perante a lei.. JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL. do c. Rel. Recurso improvido por unanimidade.195.] VI – é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho.’’ (STJ. o direito de livre associação e sindicalização. e 8º. Agravo Regimental a Ação Anulatória nº 00606-2003-000-12-00-0 (04402/2004). Bertholdo Satyro. a c. nem em seu artigo 7º. Rio de Janeiro: Forense.. à segurança e à propriedade. 10ª Região.. Da segunda não cuidou a Lei Fundamental. Obrigações. [. "CONTRIBUIÇÃO CONFEDERATIVA – EMPREGADOS NÃO –ASSOCIADOS – NÃO EXIGIBILIDADE – INTELIGÊNCIA DOS ARTIGOS 5º.022. art. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. há que se distinguir a contribuição confederativa da contribuição assistencial. j. observado o seguinte: [. inequivocamente. Embora distinção não a faça esta última Alta Corte entre contribuição assistencial e contribuição confederativa. 12ª Região.. Marta Maria Villalba Fabre. 12ª Câmara Civil. SDC/TST remansou a jurisprudência no sentido da inconstitucionalidade da exigência aos empregados não sindicalizados. Orlando. in LTr 59-04/021). Resp 56. ed. inciso IV. a competência precípua de uniformizar a jurisprudência nessa questão é.] XX – ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado" 18 Artigo 8º da Constituição Federal de 1988: "É livre a associação profissional ou sindical.271. V. a todos os trabalhadores. CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS. constitui obviamente matéria de nível infraconstitucional.2003). à segurança e à propriedade. Rel.09. Não estando a contribuição assistencial prevista na Constituição. **"1 CONTRIBUIÇÕES ASSISTENCIAIS. convenção coletiva ou sentença normativa que estabelece contribuição assistencial em favor de entidade sindical. TRT. à igualdade. Supremo Tribunal. nem em seu artigo 8º. inclusive quanto à contribuição assistencial. Rel. nos termos dos seus artigos 5º. Tribunal Superior do Trabalho (CLT.5000-6/SP. p. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. PRECEDENTE NORMATIVO DO C. IV e VI.443 e 203. . A cláusula constante de acordo. não se estendendo a todos os quantos integram a categoria econômica ou profissional. j. 14 15 16 BRASIL. 1ª Turma. posto não prescindir do expresso assentimento dos associados ao sindicato. incisos III. Ac. Ac.quando legitimamente constituída . pois em relação a eles trata-se de res inter alios acta. A primeira . 12.AP. sem distinção de qualquer natureza. TST. 24. da Constituição da República. Precedentes do STF: RREE 191. primeira parte.. Os não filiados estão desobrigados no que atina às deliberações das assembléias sindicais. 198. 41-42 Artigo 5º da Constituição Federal de 1988: "Todos são iguais perante a lei. 3ª Turma. Demócrito Reinaldo. I. nos termos seguintes: [. à igualdade. alcançando apenas estes.

124-6. 7º. Direito Sindical. III e 150. TST. deve merecer especial atenção do intérprete. São Paulo: LTr. Ariovaldo. disposição fundamental que se irradia sobre diferentes normas compondo-lhes o espírito e servindo de critério para sua exata compreensão e inteligência. Manual de direito do trabalho. 57. 274). em benefício destes. n. Celso Ribeiro. quarta turma. e 8º. v. 27. 2000. 108. relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. São Paulo. 678 24 LUNARDI. São Paulo: Saraiva. p. é ela um "conjunto de regras e princípios que têm por objeto a estruturação do Estado. 1. Art. j. XX. São Paulo: RT. Parágrafo único: Os Estados. 1984. no que lhe confere a tônica e lhe dá sentido harmônico. exatamente por definir a lógica e a racionalidade do sistema normativo. e sem prejuízo do previsto no art. 1992. p." 22 23 Citados anteriormente. Em seu sentido substancial.quando obriga empregados não sindicalizados ao seu pagamento. inciso VI da Carta Magna MAGANO. 2 ed. ofende a liberdade constitucionalmente protegida. 195. 25 26 Citados anteriormente. 675-678. porque o fazem flagrantemente ao arrepio da inteligência dos artigos 5º. 27.. 1988. 1983. Direito Sindical. 27. DJ 08-11-2002). (BASTOS. José Cláudio Monteiro de.. portanto. São Paulo: Saraiva. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir contribuição. "Contribuição assistencial X contribuição confederativa". Comentários à Constituição do Brasil. 28. a organização de seus órgãos supremos e a definição de suas competências". v. 1991. Celso Bandeira de Mello define princípio como "mandamento nuclear de um sistema. 23 10 2002. BRITO FILHO. Cláusulas que impõem o desconto compulsório de referidas contribuições para os integrantes da categoria profissional. Rel. IV e V. Artigo 8º Constituição Federal de 1988: É livre a associação profissional ou sindical. 1991. In:____ Elementos de Direito Administrativo. 27-28. p. 20 A Constituição. p. v. Octavio Bueno.. . p. p. verdadeiro alicerce dele. Milton de Moura França.ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato" 27 28 29 30 31 Art. abrangendo não-filiados ao sindicato. prevista no artigo 8º. São Paulo. de sistemas de previdência e assistência social. v. Amauri Mascaro. observado o disposto nos arts. como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas. O mesmo ocorre em relação à contribuição para o custeio do sistema confederativo. Edgar. IV. p. n. da Constituição Federal. para o custeio. (MELLO. 2. que é compulsória apenas para os filiados do sindicato. NASCIMENTO. III. 230) 21 Artigo 149 da Constituição Federal: "Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais. p. LTr Suplemento Trabalhista. LTr Suplemento Trabalhista. São Paulo: LTr. carecem de eficácia. da Constituição Federal. I e III. de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas.] V . Celso Antônio Bandeira de. cobrada de seus servidores. Contribuição às entidades sindicais. § 6º. Recurso de Revista 1768-2001-113-03-00. I. ed. 6. ed. observado o seguinte [.. 2º da Convenção nº 87 da OIT. TROPPMAIR. p. 146. Min. Recurso de revista parcialmente conhecido e parcialmente provido" (BRASIL. como fonte primária do direito positivo. É o conhecimento dos princípios que preside a intelecção das diferentes partes componentes do todo unitário que há por nome sistema jurídico positivo".

Recurso Ordinário conhecido e parcialmente provido.08. Ofensa a direito negativo de filiação ao sindicato. XX. aos empregadores também deve ser garantido o mesmo direito de oposição. desta vez inserta no capítulo referentes aos Direitos Sociais. A exigência de recolhimento da contribuição assistencial por pessoas não filiadas ao sindicato da categoria.RNDT v. 2ª Região. Arnaldo. In ______ LTr: revista legislação do trabalho. manifestada perante a empresa até 10 (dez) dias antes do primeiro pagamento reajustado. Min.1 p.SINTRACON vs.32 DESCONTO ASSISTENCIAL SINDICAL.11. 02970643019. 5º. Relator Juiz Georgenor de Sousa Franco Filho. Segadas. 1983. decisão em 18/11/97. Ac.23 apud SÜSSEKIND. ed. OIT. Rel. v.08. Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais do Estado do Pará . Processo Tribunal Regional do Trabalho Recurso Ordinário 543/96. 5º XX e art. de 13. 2002.93.1998. da Constituição Federal de 1988. II. TST — Seção de Dissídios Coletivos Rel. Inteligência do Precedente Normativo nº 119 do TST. Lima. TST. p. consagrado com todas as letras no caput do art. Délio. 36 Por analogia. p. Instituições de Direito do Trabalho. Venda.06.. prevista no artigo 8. 8º. Acórdão nº 505/96. O modelo sindical brasileiro Elaborado em . 5º da Constituição Federal. São Paulo: LTr. RO 15-005137/98 Relator: Juiz(a) Ministro(a): Nildemar da Silva Ramos DOE 30/03/98. (TST ROAA 557596/99 – Ac. 41 A Constituição da República Federativa do Brasil dispõe em seu artigo 5º que "ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado" e a garantia de livre associação profissional ou sindical encontra guarida no art. V da Carta Magna.1999. 5. Órgão Julgador: 3ª Turma – Relator Silvia Regina Pondé Galvão Devonald) 33 BRASIL.1098. (TRT. Previsão em cláusula de norma coletiva. 20. Min. fere o princípio da liberdade sindical e o direito negativo à filiação a sindicato. 134 34 BRASIL. da Carta Magna. MARANHÃO. inciso V. 8º V da Carta Magna NASCIMENTO. SP. nº. I." Esse precedente foi cancelado pela SDC em Sessão de 02. Sindicato dos Trabalhadores em Condomínios de Edifícios e Empregados em Empresas de Compra.99. de 19 de março de 1996. 82/1998 DJ 20. Valdir Righetto) *Contribuição assistencial. 39 Libertad Sindical y Negociación Colectiva. Do contrário. e 8º. Condomínio do Edifício Lygia Fernandez. DJ. Genebra. Amauri Mascaro. 37 38 Art. 1595. Perspectivas do Direito Sindical. s. 35 Enunciado 74 TST "Subordina-se o desconto assistencial sindical à não-oposição do trabalhador. através de previsão em cláusula de instrumento normativo.1998. p. SDC – 2ª Região. 40 BRASIL. V. teríamos insuportável violação do Princípio da Isonomia. TRT. VIANNA.. Recurso Ordinário. Hom. TEIXEIRA. 4ª Turma. O posicionamento assente nesta Justiça Especializada consagra que as cláusulas que instituam o pagamento de contribuição assistencial sindical indiscriminadamente de associados e não associados afrontam a liberdade de filiação preconizada nos arts. Res. Ney Doyle Recurso Ordinário em Dissídio Coletivo 45356/92 Acórdão SDC-429/93 publicado no DJU.

tendo em vista seu poder econômico. não fazem parte do sistema. Pois. pois não possuem natureza jurídica de entidade sindical. porque a classe empresarial não precisa de sindicato. Roberto Barreto . O termo syndicat designava também as organizações operárias. Este é o sindicato em sentido estrito. iremos analisar as demais entidades sindicais.«Página 1 de 5» Márcio de Almeida Farias Nota do artigo: 55 votos 1 2 3 4 5 • • • • • • a A Versão para impressão Recomende esse texto Nota do artigo: Vote Object 17 • • Desmarcar Object 18 GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_topo_336x280')." [1] diz o autor. e sim de associação civil. Já quando falamos em sindicato em sentido amplo. Em nosso sistema jurídico o sindicato possuí grande relevância. No Brasil. CAPÍTULO I 1. As centrais sindicais. vale mencionar. tendo em vista estar localizado na base do sistema confederativo. acreditemos que apenas os trabalhadores deveriam ter esse direito.2.O Sindicato A palavra sindicato. É bastante válido conhecermos a etimologia da palavra sindicato.Conceito A doutrina tem apresentado uma série de conceitos de sindicato em sentido estrito. que no devido momento iremos analisar. "Syndic era o dirigente da associação de classe e syndicats eram os associados. Vai nos interessar nesse momento apenas o estudo do sindicato em sentido estrito. estamos nos referindo às demais entidades que compõem o referido sistema. até para tornar nosso estudo mais coerente. posteriormente. 1. oportunamente. Por si ela já leva vantagem. por analogia. aplicou – se igualmente às entidades patronais. tem origem no vocábulo francês syndicat. embora exerçam grande influência junto ao movimento sindical. embora. podem existir sindicatos de empregados e de empregadores. segundo Arion Sayão Romita. as federações e confederações.

O sindicato se caracteriza pelos fins que procura alcançar. que tem por objetivo principal a defesa dos interesses total ou parcialmente comuns. define sindicato como "a associação que tem por objeto a representação e defesa dos interesses gerais da correspondente categoria profissional. apenas dispõe."revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280"). é que segundo Romita. empregados. representante que é da categoria respectiva. um como grupo de pressão e um jurídico." [4] Amaury Mascaro Nascimento. é indispensável que ele possua uma estrutura e uma organização. exerçam. GA_googleCreateDomIframe("google_ads_div_revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280_ad_container" . assume a característica de grupo de pressão. "as organizações profissionais tanto podem ser de empregados como de empregadores ou profissionais liberais. respectivamente. Apenas de forma supletiva é que se admite que essa representação se estenda aos interesses individuais dos seus membros. agentes ou trabalhadores autônomos. sempre atua sobre os poderes públicos para obter a vitória de uma reivindicação da classe. Nos sindicalizados. a mesma atividade ou profissão ou atividades ou profissões similares ou conexas. ou profissionais liberais. o sindicato seria um grupo social. então. ainda que rudimentar. para não afastar da definição os sindicatos patronais. em sentido estrito. como empregadores. e supletivamente dos interesses individuais dos seus membros" [2]. caput. E o autor explica que para existir um grupo social.Prado. por exemplo. existiria essa consciência. bem como da categoria empresarial. e uma base psicológica na consciência de seus membros. é que nela se afirma que sindicato é uma forma de pessoas físicas ou jurídicas. afirma que sindicato "é uma forma de organização de pessoas físicas ou jurídicas que figuram como sujeitos nas relações coletivas de trabalho. os sindicatos de trabalhadores. O segundo conceito. os sindicatos de empregadores.Para José Martins Catharino sindicato é "associação trabalhista de pessoas naturais. O mesmo autor se justifica dizendo que sempre existe a necessidade da associação estar investida dos poderes de representação dos interesses gerais da categoria de empregados ou de empregadores." [6] Já Arion Sayão Romita apresenta três conceitos para sindicato: um sociológico. É claro que o sindicato. O primeiro conceito é de que "o sindicato é um grupo social" [7]. do sindicato como grupo de pressão. defesa e coordenação dos seus interesses econômicos ou profissionais de todos os que. que "é lícita a associação para fins de estudo. em seu artigo 511." [5] Mais adiante Mascaro diz : "Há sindicatos que agrupam pessoas físicas. ou de profissões similares ou conexas. o conceito jurídico de sindicato para Romita é que "o sindicato é espécie do gênero associação. Desse modo. mas há outros que reúnem pessoas jurídicas." [9] A Consolidação das Leis do Trabalho não traz um conceito pronto de sindicato. por isso." Para nós sindicato. [3] Textos relacionados • Da contribuição sindical dos profissionais liberais de categorias especiais regulamentadas • Do direito ao lazer nas relações de trabalho • A estabilidade do empregado público que ingressa na Administração Pública por meio de concurso • No atraso sindical impera o marasmo • O ministério cristão do sacerdote católico no âmbito do trabalho religioso GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_meio_336x280'). Todo sindicato é uma associação cuja finalidade consiste na defesa dos interesses da classe que representa. da mesma profissão. quer morais quer econômicas. é uma associação de pessoas físicas ou jurídicas voltada ." [8] Por fim.

Com isso pretendia . é defensor dessa corrente e assim se manifesta: " Indesejável. Isso se materializa quando o sindicato. cumpre o papel de produtor de normas e encarrega – se de certas prerrogativas ( representação. Antes de tudo podemos afirmar que o sindicato é uma pessoa jurídica. é a publicização do sindicato. Vamos procurar explicar cada uma delas. substituição processual.se neutralizar as lutas de classe e o sindicato passaria a ter um sentido muito mais assistencialista e comunitário.exclusivamente para a defesa de interesses profissionais e econômicos. Segundo Everaldo Gaspar de Andrade. Dizemos voltada exclusivamente porque entendemos que o sindicato deve lutar pelos interesses da classe. a concepção do sindicato como pessoa jurídica de direito público nasceu no direito italiano. e interesses econômicos. no princípio da liberdade sindical. também. os sindicatos podem ser . mas não publicizá – lo nem dirigir as suas atividades e administração. e "sendo o sindicato justamente uma autarquia. O autor. Em termos de Brasil. Isto porque sendo o sindicato criado pela livre vontade de pessoas físicas ou jurídicas.3. de natureza de direito social. por isso e com base. deixando de cumprir as suas funções principais. acaba agindo como um órgão do próprio Estado. ainda. que não possuem nenhuma afinidade com as reais necessidades de seus membros. Para ele o direito social é um tertum genius. um ente jurídico que não se pode classificar exatamente nem entre as pessoas jurídicas de direito privado nem entre as pessoas jurídicas de direito público. parece – nos melhor e mais lógico qualificá – lo como pessoa jurídica de direito social." [10] Já em relação a concepção privatistíca temos a dizer que é a que atualmente prevalece. no entanto. menciona o nome de Ludovico Barassi como um de seus principais adeptos.– Natureza Jurídica Muito se tem discutido na doutrina acerca da natureza jurídica do sindicato. Alguns defendem a tese do sindicato ser uma associação de direito público. quando for de empregadores. tinha como objetivo trazer os sindicatos para integrar o Estado. não há que se falar em intervenção de terceiros ou até mesmo do Estado no seu funcionamento e gestão. isto é. e etc ). poder de homologar rescisão e de fiscalização. 1. isto é. e não se preocupar com outras atividades. qual seja a defesa exclusiva dos interesses da classe. que impregnou a organização sindical brasileira por muito tempo. que exigem uma certa autonomia. há alguns até que defendem a tese do sindicato ser de natureza semi–pública. Gaspar assim situa essa concepção: " O sentido ideológico. As divergências doutrinárias surgem quando se procura situar essa personalidade jurídica do sindicato dentro dos ramos do Direito. inclusive. sejam físicas ou jurídicas. Em nome do interesse público e estatal. Mascaro. Interesses profissionais." [13] Entendemos ter o sindicato personalidade jurídica de direito privado. outros de direito privado. que se unem para defesa de seus interesses. porque equivale à sua absorção pelo Estado. O Estado pode controlar o sindicato. quando o sindicato for de trabalhadores. elaborou – se um sistema de organização a partir de sua criação passando pelo seu desenvolvimento e dissolução com a presença obrigatória do Estado. conforme Gaspar. A privatização do sindicato é imperativo da liberdade sindical. defensora da tese do sindicato com personalidade de direito social. [12] Sobre a última corrente." [11] A corrente que defende a natureza semi – pública (Verdier). O sindicato tem uma finalidade principal. É uma associação porque deve reunir um grupo de pessoas. empregado e empregador como parceiros do desenvolvimento. e outros. seu principal expoente no Brasil é Cesarino Júnior. entende que mesmo o sindicato não sofrendo interferência estatal.

Com a lei denominada de ‘ Ventre Livre’ ( 1871) e mais tarde com a "abolição’ (1888).’’ [15] O segundo fato histórico foi justamente a promulgação de nossa primeira Constituição Republicana. As escassas e episódicas aparições de corporações em um ou outro centro mais populoso.HISTÓRICO DA ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA Ao contrário do que ocorreu na Europa.enquadrados como pessoas jurídicas de direito privado. O referido dispositivo assim dispunha : " A todos é lícito associarem – se e reunirem – se livremente e sem armas.72. [16] A partir de agora. Primeiro. é que surgiram as condições para a formação do Direito do Trabalho no campo das relações coletivas. onde as entidades sindicais começaram a surgir e se organizar a partir da Revolução Industrial. conforme ensina Arion Sayão Romita [14]. § 8º. no Brasil somente no final do século XIX e início do século XX é que os trabalhadores passaram a se unir em associações para a defesa de seus interesses. era impossível encontrar a classe trabalhadora envolvida em movimentos de luta visando reverter a situação de exploração e de miséria a que estava submetida. apesar de existir aqui a presença de corporações de ofício. não chegaram a caracterizar um sistema corporativo a feição do europeu. CAPÍTULO – II 2 . Isto porque. Além disso. Desse modo. no entanto. é correto afirmar que não havia no Brasil o que denominamos hoje de sindicatos( lato sensu). Orlando Gomes assim leciona : ". predominantemente agrícola como aquela. como afirma Romita. não podendo intervir a polícia senão para manter a ordem pública." Portanto. toda e qualquer associação de trabalhadores não poderia receber caráter sindical. embora houvesse subordinação à normas estatutárias. e isto antes da ocorrência de dois fatos históricos. porque foram criadas diversas . Sobre o assunto. após termos feito as necessárias considerações. desde que fosse exercido de forma pacífica.. cuja sustentação era dada exatamente pela mão – deobra escrava. que pressupõe o trabalho livre. em centros mais populosos. em 1891. consagrou o direito de associação.. jamais existiu no Brasil um regime corporativo idêntico ao Europeu. vamos trabalhar a organização sindical brasileira. Primeiro. que modificaram sensivelmente a vida sócio – econômica do país: a abolição da escravatura e a promulgação da Constituição Republicana de 1891. como observa José Cláudio Monteiro de Brito Filho [17]. num regime de trabalho escravagista não teria sido possível vicejar o sistema corporativo de produção e trabalho. naquele momento não tínhamos o que consideramos hoje de trabalho livre. antes desses dois fatos. porque em uma economia incipiente. que em seu art. analisando os seguintes períodos históricos: a)Primórdios do sindicalismo no Brasil até a Revolução de 1930 Este pode ser considerado um período bastante fértil para o sindicalismo brasileiro. embora submetido a estritas regras regulamentares.

a greve geral. italianos. " [21] Já o Decreto n. através dos panfletos que aqui publicaram para a divulgação das suas idéias. Talvez. devido à produção legislativa do período. como observa Mascaro [25]. exclusivamente. as idéias da lei francesa de 1884. visto que o Estado passa a contemplar à classe trabalhadora com os direitos que a mesma reivindicava. poderosamente. a função desempenhada pelos sindicatos sob a égide do Decreto 979. além de trabalhadores autônomos. visto que dispunha que os mesmos serviriam de intermediários a fim de conseguir crédito a seus associados. que segundo Mozart Victor Russomano [18]. de 5 de janeiro de 1907. a Associação de Resistência dos Cocheiros. ata de instalação e lista da diretoria no registro de hipotecas do distrito ". que por sinal traz reflexos até hoje no Brasil. ao setor rural. Preconizou um sindicalismo apolítico. embora o caudilho Vargas retornasse democraticamente em 1950. além de observar que a referida legislação refletiu. etc. e iniciava a era Vargas. empregados e empregadores. o supracitado decreto garantiu o direito individual de ingressar ou não e sair de um sindicato [20]. por isso. que se estenderia até 1945. Para Mascaro. uma redução nos movimentos grevistas. conforme Octávio Bueno Magano [19]. que segundo Mascaro.1.637/07 regulou a criação de sindicatos tendo como base a profissão.637. que . voltado apenas para a melhoria das condições dos trabalhadores com o emprego de táticas como a sabotagem. Sob o prisma legislativo. tivemos a edição do Decreto nº 19. com a criação de caixas para os sócios e cooperativas de crédito e de vendas dos seus: produtos. O mesmo autor prossegue sobre o assunto : " Propagou – se nos meios trabalhistas brasileiros. incluindo profissionais liberais. era uma doutrina sindical e política que influenciaria. de 6 de janeiro de 1903 e o Decreto nº 1.º 1.2º. é correto afirmar que este imprimiu aos sindicatos sentido cooperativista. no art. O mesmo autor assim diz : " Sobre o Dec. Era voltado. a Sociedade União dos Foguistas ( 1903). o sindicalismo do tipo revolucionário [23]. além da Confederação Geral dos Trabalhadores. foi dissolvida meses depois pelo Governo Federal. Sobre esse período vale mencionar também a presença do anarcossindicalismo. através dos critérios da similaridade e da conexidade.770 de 19 de março de 1931. no período. pois surgiram as primeiras leis voltadas ao problema sindical no Brasil: o Decreto nº 979. Sobre o Decreto nº 979. no setor urbano. como observa Brito Filho [22]. Carroceiros e Classes Anexas (1906) e a União dos Operários em Fábricas de Tecidos (1917). relativamente à livre constituição. Depois.associações de classe. trazido pelos imigrantes. No que tange. como conseqüência dessa preocupação do Estado em regulamentar à atividade sindical tivemos. afirma Romita que ele garantiu a pluralidade sindical. embora sem caráter sindical como: a União dos Operários Estivadores (1903). terminava no país a " República do Café com Leite". b) Revolução de 1930 até 1934 No campo político." [24] Este movimento foi severamente reprimido tanto pelo Estado. abrangendo. bastando ser efetuado o depósito dos estatutos. Mascaro assim se pronuncia : " Como função do sindicato ganhou destaque o caráter assistencial. quanto pelos patrões. Para o sindicalismo representou o início da " Fase Intervencionista ". em especial. como veremos oportunamente.637/07.

É o que veremos a seguir. d)Constituição de 1937 até a Constituição de 1946 Em 1937. prescreve que: Desmobilização. objetivou o Governo. não foi só isso. na nova ordem estabelecida. no quadro de filiados. Além do mais. com a nova regulamentação sindical. tanto é que houve exigência quanto à proporcionalidade de brasileiros/estrangeiros. em sua essência. nada ocorreu. eis o tripé que informava a nova sistemática sindical.07. o Governo Vargas em 12 de julho de 1934. tivemos o retorno do instituto da unicidade sindical e de todo o corporativismo. O texto constitucional em comento. entretanto. porém. negou – lhe função política e lhe deu função assistêncial.Resumindo a nova sistemática sindical. permitindo – se a fundação de sindicato desde que 1/3 dos empregados com a mesma profissão e na mesma localidade dele participassem. para o autor. No entanto. interferindo de forma acentuada nas organizações sindicais. totalmente contrário ao texto constitucional de 1934. [28] Brito Filho. portanto. entende que esta transposição para a pluralidade de fato não ocorreu. Para Mascaro este Decreto apresentava cunho detalhista. também. porém. era de um rigor tamanho que. " [27]. a regra do monossindicalismo ( sindicato único). nasce nova ordem constitucional. semelhante.implantou um modelo de organização sindical de caráter corporativista. c) Constituição de 1934 até 1937 A Constituição Federal de 16. Esta fase intervencionista deveria terminar com a promulgação da Constituição de 1934 pelo seu caráter democrático. desmobilizar as antigas lideranças sindicais.770/31 estabeleceu também a sindicalização por categoria – que já era fato desde o Decreto nº 1. ao fascismo italiano. pois a regra. Este modelo. como já dissemos. [29] O interessante é que este decreto. em seu artigo 120.637/07 – estruturou nosso sistema confederativo. Getúlio Vargas dá um golpe de Estado e instaura um regime de força. quatro dias antes da promulgação da Carta Magna. denominado de " Estado Novo". previa a pluralidade e a autonomias sindicais.1934. baixou o Decreto nº 24. e trazendo. não foi o que aconteceu na prática. Pois.694 com o qual manteve os mesmos princípios do Decreto n º 19. como ensina Brito Filho [26]. em que o Estado passou a sujeitar os sindicatos. impediu a materialização da pluralidade. visto que em 1937. transformou o sindicato em órgão de colaboração com o Estado. muitas delas estrangeiras. deveria o sindicato atuar como amortizador dos conflitos trabalhistas. O mesmo autor assim dispõe: " Analisando o diploma legal em comento. embora proclamasse a liberdade de associação profissional.770 /31. . teria curta duração. despolitização e desprivatização. Com a Constituição outorgada de 1937. retirando toda sua autonomia. como informa Magano [30]. No entanto. parágrafo único. Para o autor. Luiz Werneck Vianna expõe que. colaborando com o Estado. demonstrando completa ruptura com o modelo de organização proposto pelo Decreto de 1931.O Decreto 19. houve também o rompimento com a regra da unicidade sindical. que vem caracterizando nosso sindicalismo até o momento atual. na prática. não teve sua inconstitucionalidade declarada pelo Supremo Tribunal Federal. que passava a deter um rígido controle das entidades sindicais. com a implantação do " Estado Novo".

Assim. que por conta da Lei nº 4. como ensina Mascaro [31]. no região do ABC paulista. passou a intervir na vida interna dos sindicatos com mais rigor. estava a CGT ( Central Geral dos Trabalhadores). utiliza os mesmos procedimentos que haviam sido usados por Vargas na constituinte de 1934. até mesmo no regime militar. cedendo aos conselhos de seu ministro do Trabalho. Em 5 de julho de 1939. portanto. como observa Mascaro. principalmente.158 da C. no mínimo." como menciona Brito Filho [35]. quando ocorreu uma tremenda efervescência no movimento sindical brasileiro. Sim. com o processo de abertura democrática. que apesar da queda do regime que a criou. . fundada em 1986.1985) Neste período histórico. ressalte – se já existiam. foi a manuntenção de um sistema concebido numa ordem anterior. que defendia a unicidade sindical. a brecha para que o modelo corporativista fosse mantido. como veremos adiante. através da autorização constitucional (art. especialmente pela onda de greves deflagrados no período. [34] passou a ser reconhecida pelo art. Sobre o assunto Brito Filho assim nos ensina : " Criou – se. foi mantido o modelo da constituinte de 1934. através da implantação no país da liberdade e autonomia sindicais. tornou–se quase impossível de ser exercido. como recursos anti– sociais. como é demonstrado por Luiz Werneck Vianna. condicionando – a. pela vontade dos que lideravam o novo regime. " [32] A partir de então. Otacílio Negrão de Lima.402. consagrando de maneira categórica. e) Constituição de 1946 até o Regime de 1964 A Carta Magna de 1946. considerava a greve e o lockout. fundada em 1983. num regime democrático. estava a CUT ( Central Única dos Trabalhadores). que pretendia uma reforma geral. então. praticamente. É bom lembrar que este Decreto – lei foi quase todo incorporado à C. a visão do Governo com relação à questão sindical passou a ser outra.não criava condições para o exercício desta. No ano seguinte são marcadas eleições gerais e é promulgada nova Constituição." [33]. o que de fato ocorreu. 6 º. é que poderia se vislumbrar alguma mudança na estrutura sindical. como era de se esperar. até porque. no que tange ao modelo de organização sindical. não houve modificações na organização sindical. mas repudiava a interferência do Estado. Do outro. Em 1945. um golpe de Estado derruba o governo Vargas. f)Regime Militar ( 1964 . logo após a Segunda Guerra. As Constituições de 1967 e de 1969 mantiveram a tendência corporativista dos anos trinta. permaneceu quase que intacta. O que houve então. no entanto. autoritária. 159). declarou a liberdade sindical. continua em vigor em pleno Estado Democrático de Direito. foi editado o Decreto–Lei nº 1. poderia o legislador ordinário determinar as bases do modelo de organização sindical. o princípio da unicidade sindical. Evidentemente. inclusive. para tal. à lei. promulgada no Governo Dutra. que segundo Roberto Barreto Prado. De um lado.F/46. o Presidente Dutra. Somente a partir de 1978.por meio de instrumentos que. o Estado. em seu art. A greve. que afirma que. que ocorreram modificações importantes. Agora. de 1943.T. que era considerada um ilícito pela Carta de 1937.330/64. porque a partir daí houve uma divisão dentro do movimento sindical. A estrutura corporativista. que. " Foi intensificado o controle sobre as entidades sindicais .L. conforme. contraditório. através do Ministério do Trabalho. "regulou a constituição e o funcionamento dos sindicatos. Algo. por exemplo. com o regime de 64. Claro. no que se refere ao direito de greve. Ocorreram sim mudanças.

três momentos distintos. também que a atual Constituição em seu artigo 37. O modelo brasileiro de sindicalização deve. como uma das melhores do mundo. a Carta de 1988. somente nos interessou realizar esta breve descrição. a partir de 1985. porém. A partir das mudanças ocorridas. mas que infelizmente não ocorreu. que no momento oportuno será devidamente analisado. Constitucional. pelo seu caráter democrático e humanista. na qual o Estado pretendeu proibir toda e qualquer associação de trabalhadores. como veremos a seguir. tornando a reunião de trabalhadores. em seu artigo 8º. tivemos uma fase de proibição. passou a reconhecê – las. h) Constituição Federal de 1988 A atual Constituição Federal.se uma fase de maior liberdade.Modelos de Sindicalização 3. 1 – Considerações preliminares O sindicalismo mundial viveu. Finalmente. como o Trade Unions . através de leis ordinárias ou constitucionais. aboliu o estatuto padrão e suspendeu o controle direto das Delegacias Regionais do Trabalho ( DRTs) sobre as eleições sindicais que se opusessem a política econômica do governo. Capitulo III 3 . Desse modo. agora. que na época participaram. no entanto. iniciou . Vale mencionar. como a supressão da unicidade sindical e da contribuição compulsória. depois. obtido êxito devido a resistência da classe proletária e. já em um segundo momento. como a proibição de intervenção e de interferência do Estado na organização sindical. com o objetivo de defesa de seus interesses. como observa Brito Filho [40]. um direito.novamente. g) Governo Sarney até a Constituição de 1988 No Governo Sarney. que proibia a criação das centrais sindicais. os Estados passaram a reconhece – lo. inciso VI. No artigo 9º vemos que o direito de greve também passou a ser admitido. estava aberto o caminho para a grande reforma sindical no país que deveria ocorrer com a promulgação da Constituição Federal de 1988. permitiu a sindicalização dos servidores públicos. portanto. na pessoa de seus líderes. tivemos uma fase de tolerância onde o Estado aceitou tacitamente as associações de trabalhadores e. os sindicatos passaram a sofrer menos interferência interna. No que tange à questão sindical seus dispositivos refletem exatamente as pretensões dos sindicatos. ativamente de suas deliberações. Brito Filho [36]. promulgada em 1988. como nos informa Mascaro [39]. ao longo de sua evolução histórica. Almir Pazzianoto. veio a fase do reconhecimento do direito sindical. não tendo. Sobre esta fase Mascaro assim leciona : " Da simples tolerância para com o movimento sindical. visto que. consagrou algumas medidas liberalizantes. Em primeiro lugar.337/78. Através de uma série de atos administrativos Pazzianoto. Sob a "batuta" do então Ministro do Trabalho. fazendo com que outros grupos passassem a defender os interesses de seus membros por via sindical. que é justamente o momento histórico em que estamos vivendo. como nos ensina Mascaro [38]. esqueceu de outras igualmente necessárias. Sob o prisma normativo podemos mencionar a publicação da Portaria nº 3. conforme nos conta Armando Boito Jr [37]. pode ser considerada. de modo expresso.100/85 que revogou a de nº 3. obedecer as regras contidas no artigo 8º.

Act (1871) da Inglaterra. de controle do movimento sindical. basicamente. podemos afirmar que existem no mundo. o Clayton Act (1914) dos Estados Unidos. Com relação a este modelo. estavam atrelados ao Partido Comunista ( único). enfim. desenvolveu – se. verificaremos as características dos dois modelos e as formas pelas quais se manifestam. estabelecer as funções desempenhadas pelo movimento sindical. ao mesmo tempo em que aceita o sindicato. como ocorria no Leste Europeu. daí resultando o sindicalismo corporativo ou estatal. da Alemanha (1919) etc. mas de acolhimento. da França. dois modelos de sindicalização : um sob controle do Estado e outro baseado na liberdade sindical. Primeiramente. como a unicidade sindical. O reconhecimento.socialistas e os sindicatos do tipo corporativista. É evidente. . em suas leis. Aproveitando estes exemplos iremos fazer uma análise dos dois principais expoentes do sindicalismo controlado : os sindicatos ideológicos . e o sindicalismo fundado no princípio da liberdade sindical. através de instrumentos de controle consagrados pelo ordenamento jurídico. de um lado. o corporativo e os sindicatos dos períodos de guerra e outros tipos organizados em regimes fechados ou de ditadura militar [43]. como ocorre no corporativismo. da realidade sindical. a Lei Waldeck Rousseau (1884). no entanto.3. sujeita – lo a regras rígidas. que podem ser impostas através do ordenamento ou. Textos relacionados • Do direito ao lazer nas relações de trabalho • A estabilidade do empregado público que ingressa na Administração Pública por meio de concurso • No atraso sindical impera o marasmo • O ministério cristão do sacerdote católico no âmbito do trabalho religioso • Aposentadoria espontânea e efeitos trabalhistas." [42] Everaldo Gaspar exemplifica citando os sindicatos do tipo soviético. de autonomia aos sindicatos. A partir da lição deixada por este autor.2 – Modelo sindical controlado O que caracteriza este modelo é justamente o papel interventor do Estado na organização sindical. em outros casos. em duas diferentes dimensões." [41] Analisando o pensamento de Mascaro. vale mencionar a lição do prof. O Estado é quem irá ditar as regras a serem acatadas. ditadas sem base legal que as sustente. Brito Filho : " O modelo do reconhecimento do direito de associação sob o controle do Estado caracteriza – se pela conduta deste de. a Constituição do México (1917)."revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280"). Na antiga URSS os esforços eram todos voltados para um mesmo fim: a manutenção do sistema de produção socialista. simplesmente. significando a atividade do Poder Público não repressiva. GA_googleCreateDomIframe("google_ads_div_revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280_ad_container" . de outro lado. a Constituição de Weimar. que controlava o Estado e toda burocracia. em alguns casos. Discussões remanescentes GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_meio_336x280'). seja de forma velada.socialistas. nos sindicatos ideológicos – socialistas. procuraremos explicar os sindicatos ideológicos. de acordo com a postura estatal. limitar a área de atuação. que os sindicatos lá existentes deveriam estar comprometidos com esse objetivo e por isso. seja de forma direta.

Por isso. o Estado pretende controlar trabalhadores e empregadores. que para Marx. de propagação do ideal marxista. Mascaro assim se pronuncia a respeito do corporativismo sindical : " Não reconhece a autonomia privada coletiva. político. o Estado teria que intervir na máquina sindical. a organização dos trabalhadores urbanos e dos camponeses a partir dos sindicatos. como já foi dito. " [44] Já Russomano entende que a ditadura do proletariado contribuiu para que o sindicato soviético perdesse sua base histórica. em face da supressão de uma delas : luta sem tréguas de incentivo à produção do país e pela melhoria de vida do povo em geral e do operário em particular. dentre outros fatores. diz o autor. o que provocou a Revolução de 1917. "Cúmplice do autoritarismo. organizou – se para lutar por seus interesses. mas para a consecução dessa finalidade cria uma estrutura sem espaço para a liberdade. com alguma propriedade. Vejamos. foi. A classe trabalhadora. cabendo ao Estado promover a supressão da luta de classe e estando o poder político teoricamente nas mãos dos próprios trabalhadores. não havia liberdade. Até. que na Rússia o sindicato não luta contra algo. Assim. O Estado. não de forma individual ou relativa aos grupos. O objetivo fundamental dos sindicatos era. nesse sistema. e por conseguinte derrubou o antigo regime para implantar um governo formado por trabalhadores. aí nessa política. justamente. agora as características do sindicalismo corporativista. O Estado. adotando medidas restritivas da liberdade coletiva de associação. dentro das fronteiras russas. a menos que se entenda normal um sindicato reivindicativo diante de uma ditadura do proletariado. conscientizada de sua força. que consistia na luta de classes. Deveria manter nos sindicatos o espírito bolchevique. intervêm na organização . através da Carta del Lavoro. No corporativismo. portanto. pois os próprios dirigentes eram indicados pelo partido único. encara os conflitos coletivos como se fossem de natureza pública e. da violência. Falou – se. daí a intervenção." Foi preciso dar – lhe outra fundamentação. por exemplo. preferindo integrar as forças produtivas da Nação em um sistema organizado unitariamente. Vemos então. predominou na Itália de Mussolini. dentro desta perspectiva. mas por algo. do que propriamente de organização voltada para a defesa dos interesses da classe. " [46] Para Everaldo Gaspar o sindicato do tipo corporativo era um aliado do Estado no pior sentido. do cerceamento das liberdades. com o que procura unir o trabalho e o capital. manter o sistema comunista. " diz o autor [45]. com o que se quer dizer que. que através do controle o Estado objetiva fundamentalmente em aniquilar a luta de classes. era o motor da História. O controle por parte do Estado consistia justamente em manter esse caráter ideológico e. Tem como principio a inexistência da luta de classes. não há condições para que reclamem do Estado as medidas que a eles próprios representados no poder caberia tomar. porque na Rússia. Aqui o controle exercido por parte do Estado tem como pressuposto a publicização das relações coletivas de trabalho. uma vez que as suas funções ficam de certo modo comprometidas perante o Estado. E essa fundamentação continuou sendo a luta econômica.Mascaro assim leciona sobre esses sindicatos : "O sistema político adotado na Rússia leva o sindicato a um impasse teórico. os sindicatos existentes nos regimes socialistas possuíam mais um papel ideológico.’’ [47]. mas agora sem caráter de conflito de classes.

. procura – se determinar o conteúdo da liberdade sindical e suas manifestações. decorrente de imposição estatal. Pois. Pela primeira. Explicaremos com mais detalhes este instituto e a unicidade sindical no momento oportuno.o direito de trabalhadores ( em sentido genérico) e empregadores de constituir as organizações sindicais que reputarem convenientes.3 – Modelo sindical com liberdade Neste modelo. autonomia sindical e _ em nosso juízo _ . Assim. Já pela forma conceitual. Por isso. Esta consiste no fato de trabalhadores e patrões unirem – se em entidades sindicais somente se exercerem a mesma atividade econômica ou profissão.sindical de forma dura. antes nos ensina que a liberdade sindical pode ser entendida a partir de duas formas: metodológica e conceitual. Russomano afirma : " Não se pode falar em liberdade sindical absoluta sem se admitir que exista. não encontrarão nenhuma restrição por parte do Estado no que tange à sindicalização. ditando suas regras de funcionamento e ações que devam ser empreendidas. pois não oferecem a menor liberdade para trabalhadores e empregadores se organizarem da forma como desejarem. claro. A unicidade sindical é um deles.. que após sua redemocratizaçao abandonaram o modelo corporativista. sindicalização livre. se for a partir de uma entidade sindical única. representativa de sua categoria ou grupo profissional. sem limitações que resultem em sua aniquilação. 3. no Brasil até hoje encontramos resquícios deste sistema. para ele é inadmissível haver liberdade sindical sem sindicalização livre. simplesmente como liberdade de associação." [51] Mozart Victor Russomano concebe o instituto da liberdade sindical como uma figura triangular. abuso de direito. principalmente os primeiros. trabalhadores e empregadores. O sistema corporativista de sindicalização foi a tônica dos regimes autoritários de direita da primeira metade do século XX na Europa : Itália fascista. [50] Para Brito Filho uma definição de liberdade sindical seria esta: ". de caráter didático. Sendo assim. não intervêm na organização interna dessas entidades. permanecendo enquanto for sua vontade. de regimes autoritários ou de ditaduras militares). prevalece o princípio da liberdade sindical. através dos critérios da similaridade e da conexidade. Espanha sob Franco e Portugal com Salazar. Por ela. na forma que desejarem. expositivo. Outra restrição à liberdade sindical de organização é a chamada sindicalização por categoria. Como vimos no histórico do sindicalismo no Brasil. como a unicidade sindical e a sindicalização por categoria. autonomia e pluralidade sindicais. Não há amarras legais. O Estado. ao contrário desses países europeus. Não deve haver. os sindicatos possam cumprir os seus objetivos maiores. desde que esteja de acordo com o ordenamento jurídico e os interesses da coletividade. podendo nelas ingressar ou não.. Alemanha de Hitler. o corporativismo influenciou bastante a Era Vargas. Os outros tipos de sindicalizaçao que se enquadram no modelo controlado pelo Estado. do direito sindical e seus institutos. em determinado sistema jurídico. no entanto. seus membros gozam de total liberdade para o exercício do direito de sindicalização. trabalhadores e empregadores somente podem se associar para lutarem por seus objetivos. Poderão livremente se filiarem à entidade sindical que melhor lhes parecer. dentro dos limites de determinada base física. portanto. guardam similitude com os tratados acima. Mascaro define liberdade sindical. bem como as garantias que devem ser estabelecidas para que. também. liberdade sindical significa o método epistemológico. [49]Porém. citados por Gaspar [48] (sindicatos de períodos de guerra. utilizando na maioria das vezes instrumentos consagrados pelo próprio ordenamento jurídico.

ressalte – se. podendo livremente administra – las. pode ser compreendido levando–se em conta dois aspectos: democracia . Quanto ao grupo profissional e 3. desfiliação e de participação nas atividades sindicais.Liberdade de filiação sindical. Georgenor de Souza Franco Filho. contra a sindicalização obrigatória. Sob o primeiro aspecto. havendo qualquer tipo de restrição a este direito estaremos diante de um sistema que não contempla a liberdade sindical. A doutrina.Liberdade de associação . escolher seus dirigentes.pluralidade sindical.Liberdade de organização. 4. significa que as entidades sindicais poderão organizar– se independente de autorização estatal. Pela primeira dimensão. relativo à liberdade de administração. só podendo ser ela restringida para que haja respeito ao ordenamento jurídico e às liberdades das outras pessoas. 2. a autonomia sindical. em entidades sindicais de sua escolha. estruturar – se e mesmo de dissolver – se.filiação) e ativa ( filiação). [53] Um autor argentino. que se dividiria em passiva ( não . do direito de criação de sindicatos e os direitos de filiação. e elaborar seus estatutos. referente ao direito de filiação. e a autonomia de ação. que é o direito de atuar coletivamente. sem sofrer nenhum tipo de interferência ou intervenção por parte do Estado ou de terceiros. consistente no direito de estruturação interna sem interferência de terceiros. contra o dirigismo sindical. classifica da seguinte forma a liberdade sindical [54] : 1. Quanto ao Estado. e negativa. que reuniria as várias hipóteses do que chama de autotutela. podemos vislumbrar a existência. sem a intervenção estatal. 2.se à impossibilidade do Estado de interferir na organização sindical. Assim. propriamente. Alfredo Ruprecht. significando que os sindicatos podem se filiar ou não à entidades de grau superior. vem classificando a liberdade sindical de diversas formas. E.Liberdade de administração. Quanto ao indivíduo . No segundo caso. não – filiação. O autor menciona ainda a liberdade coletiva positiva e negativa. apresenta dois aspectos da autonomia sindical que seria a parte dinâmica dessa liberdade : a autonomia interna. O terceiro aspecto. por fim. Já para Amaury Mascaro Nascimento a liberdade sindical pode ser concebida por cinco dimensões [55] : 1. apresenta o instituto a partir de dois pontos de vista : individual e coletivo. A segunda. " [52] Para nós. 3. com as mesmas características do segundo prisma. a pluralidade sindical contra a unidade sindical. para a defesa de seus interesses. entendemos que o ordenamento jurídico deve garantir a existência de sindicatos. liberdade sindical é o direito amplo de trabalhadores e empregadores se associarem. que teria como titular unicamente o sindicato. refere. Já a liberdade sindical coletiva. 5. a liberdade sindical individual teria sua titularidade exercida pelos trabalhadores e empregadores e seria positiva. o terceiro aspecto. Pois. referente à liberdade de organização sindical. que abrange a autonomia orgânica. Por outras palavras : a liberdade sindical pressupõe a sindicalização livre. temos a liberdade sindical coletiva. e a autonomia de ação. de constituir – se. por exemplo.Liberdade de exercício das funções .

[56] Concordamos com a divisão adotada por Brito Filho e por Mascaro. na luta pelo cumprimento de suas funções e objetivos. Por fim. de organização. e sobretudo. de 9 de julho de 1948. ninguém é obrigado a ingressar ou permanecer em entidade sindical. neste momento. do Estado. atingiram suas finalidades.4 – Modelo sindical com liberdade na visão da OIT A Organização Internacional do Trabalho (OIT) foi criada em 1919. O primeiro englobaria as liberdades individuais de filiação. de administração e de exercício das funções. Vejamos." Sobre a primeira. 2º. vamos proceder à análise das duas Convenções da OIT que tratam do assunto: a Convenção n. É a única organização internacional em que a representação dos Estados é tripartida : representantes do Governo. Brito Filho. c)a liberdade sindical. que contempla a liberdade sindical individual e as liberdades coletivas de . A primeira é a possibilidade das entidades sindicais definirem suas regras internas de forma livre. A finalidade desse organismo internacional especializado é. nem a Liga das Nações e muito menos o Tratado de Versalles. que batalha por melhores dias e que deve ter plena liberdade para decidir seu futuro. já que não conseguiram impedir uma nova guerra mundial em 1939. que mais tarde. Portanto. de 1944. Desse modo. as liberdades de associação. sob dois prismas: o individual e o coletivo. a fim de lutarem pelos seus objetivos. dos empregados e dos empregadores. d)a seguridade social. que pensa. Já autarquia externa. não dependendo da vontade de ninguém. que trata da "aplicação dos princípios do direito de sindicalizaçao e de negociação coletiva. Sabemos. que dispõe sobre a " liberdade sindical e a proteção ao direito sindical " e a Convenção nº 98. trazendo em seu texto as divisões que já mencionamos anteriormente. alcançando assim: a)o pleno emprego para os trabalhadores e a melhoria do seu nível de vida. um ser humano. é justamente a produção legislativa desse organismo internacional. referente à liberdade de exercício das funções. de 1º de julho de 1949. pelo Tratado de Versalles. ou seja. entende que a liberdade sindical deve ser dividida também. como parte integrante da antiga Liga das Nações. mesmo que prefira não lutar pelos seus interesses. que luta. e)a proteção à vida e saúde dos trabalhadores. b)a formação profissional capaz de propiciar melhores colocações . sobre o quinto aspecto. seja por parte do Estado. Na realidade. da mesma forma como Mascaro. podemos afirmar que esta define as linhas mestras da liberdade sindical. não – filiação e desfiliação e o segundo. Isto pode ser comprovado através da análise dos artigos 2º e 3º. trabalhar pela realização dos objetivos da Declaração da Filadélfia. no que se refere a este modelo sindical com liberdade. temos o direito de filiação e desfiliação. que pôs fim a Primeira Guerra. Já o quarto aspecto. em face. isto é. diz respeito à atuação dos sindicatos. pois não há que se pensar em liberdade sindical se não concebermos a idéia de que a questão sindical engloba não apenas uma coletividade comum. significa a imunidade que essas entidades possuem de não sofrer interferências externas. garantindo – se a trabalhadores e patrões o direito de associação. então o art. esse ideal de liberdade sindical deve prevalecer sempre. segundo Délio Maranhão [58].interna e autarquia externa. 3. o que vai nos interessar mesmo. uma individualidade. como ensina Délio Maranhão [57]. seja por parte de terceiros. principalmente. mas também. f)a oportunidade de participação das vantagens materiais e culturais da civilização.º 87. Foi o caminho que escolheu.

eleger livremente seus representantes. 98. como podemos observar em sua redação : " Art. com o consentimento do empregador. contempla as liberdades coletivas de administração e de exercício das funções. sem distinção de qualquer espécie. durante o horário de trabalho. organizações de sua própria escolha e. é inconcebível haver abuso de direito por parte dos movimentos sindicais.Os trabalhadores gozarão de adequada proteção contra atos de discriminação com relação ao seu emprego. Toda e qualquer atividade sindical deve estar de acordo com a lei e não poderá jamais prejudicar à coletividade. " Sobre este artigo. a elas se filiarem. terão o direito de constituir. b) Causar a demissão de um trabalhador ou prejudicá – lo de outra maneira por sua filiação a um sindicato ou por sua participação em atividades sindicais fora das horas de trabalho ou. podemos dizer que esta complementa a anterior.em seu inciso I. sem prévia autorização. traz uma observação interessante e bastante válida : a liberdade sindical deve ser exercida com respeito ao ordenamento jurídico. que será devidamente efetuada no momento oportuno. Como já foi dito por nós. 3. organizar sua administração e atividades e formular seus programas de ação. As autoridades públicas abster–se–ão de qualquer intervenção que possa limitar esse direito ou cercear seu exercício legal. 87 da OIT. o que pode ser explicado pela análise de seu regramento constitucional. Seus principais dispositivos são os artigos 1º e 2º que assim dispõem : " Artigo 1º 1. Vale ressaltar.Essa proteção aplicar–se–á especialmente a atos que visem : a) Sujeitar o emprego de um trabalhador à condição de que não se filie a um sindicato ou deixe de ser membro de um sindicato. sob a única condição de observar seus estatutos. Com relação à Convenção n. Mascaro assim se pronuncia: " Os sindicatos devem ter plena liberdade para a administração dos seus interesses.º." Já o art. mas que não exclui a atuação judicial. 2. sem interferência ou intervenção do Estado. 2º Trabalhadores e empregadores.3º As organizações de trabalhadores e empregadores terão o direito de elaborar seus estatutos e regimentos.associação e administração : "Art. Artigo 2 º . faculdade que tem diversos reflexos. que o Brasil não ratificou a Convenção n. " [59] O artigo 8º.

veio a declaração de liberdade de associação profissional. promover a constituição de organizações de trabalhadores dominadas por organizações de empregadores ou manter organizações de trabalhadores com recursos financeiros ou de outra espécie. quando falamos da evolução histórica do sindicalismo no Brasil. ou por agentes ou membros de umas nas outras. do ponto de vista organizacional. com o advento da Constituição de 5 de outubro de 1988. " No artigo 1º vemos a proteção dada à liberdade sindical individual dos trabalhadores em face de atos arbitrários por parte de seus empregadores. e assim. neste capítulo iremos. Impede até mesmo o que se denomina no Brasil de " sindicato amarelo". após vinte anos de ditadura militar. no próximo capítulo. Desse modo. Sobre esses dispositivos. com o objetivo de sujeitar essas organizações ao controle de empregadores ou de organizações de empregadores. ou seja. e o quadro territorial da representação. analisar as características de nosso modelo. que não poderá ser inferior ao Município. os anseios e pretensões do movimento sindical. do seguinte modo : trabalhadores e empregadores. As duas Convenções aqui expostas e discutidas instituem as bases para concebermos o verdadeiro regime de liberdade sindical. enquadrá–lo. terão o direito de se associarem. nos termos deste Artigo.1 – Considerações preliminares: Vimos no capítulo anterior. Neste momento. interessa–nos saber em que modelo podemos enquadrar o sistema brasileiro e de que forma o mesmo está estruturado." [61] . não podendo a lei exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato. Seus dispositivos refletem. o registro no órgão competente. que a partir do posicionamento do Estado em relação as entidades sindicais. na sua constituição. 2. ressalvando.Serão principalmente considerados atos de ingerência. desde que haja respeito ao ordenamento jurídico e à coletividade.As organizações de trabalhadores e de empregadores gozarão de adequada proteção contra atos de ingerência de umas nas outras. em primeiro lugar.O Modelo Brasileiro de Sindicalização 4. ou unidade sindical. como já dissemos. apenas. assim escrevem Orlando Gomes e Elson Gottschalk : " Finalmente. se for possível. visando a defesa de seus interesses. da forma como decidirem. funcionamento e administração.1. de empregadores e de trabalhadores contra outras entidades ou pessoas. encerrando este tópico. vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical. 4. podemos resumir o modelo sindical com liberdade.2 – Matriz constitucional A Constituição Federal de 1988 tratou a questão sindical em seu artigo 8º. aquele sindicato de trabalhadores controlado e mantido financeiramente com ajuda do empregador. e depois. na relação capital – trabalho. Assim. na visão da OIT. como menciona Brito Filho [60]. iremos abordar as várias propostas que visam modificar nossa organização sindical. CAPÍTULO IV 4 . Estabelece a regra do monossindicalismo. Já o artigo 2º cuida da proteção das organizações sindicais. a partir do regramento constitucional. encontramos dois modelos de sindicalização no mundo: um sob controle estatal e outro com liberdade.

por sua vez critica o sistema adotado pela nova Carta Magna: " O texto constitucional de 1988 muito pouco avançou em comparação com os ditames anteriores. ou seja.Ary Brandão Oliveira. vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical. o mesmo paradigma adotado no país desde 1937.Apesar da unicidade de 1988 resultar do consenso. derivado de imposição autoritária." [62] Iremos neste momento transcrever o referido artigo 8º. II . ressalvado o registro no órgão competente. de 1939 e legislação posterior.É livre a associação profissional ou sindical. Textos relacionados • Da contribuição sindical dos profissionais liberais de categorias especiais regulamentadas • Do direito ao lazer nas relações de trabalho • A estabilidade do empregado público que ingressa na Administração Pública por meio de concurso • No atraso sindical impera o marasmo • O ministério cristão do sacerdote católico no âmbito do trabalho religioso GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_meio_336x280'). No Brasil. profissional ou econômica. da discussão democrática no âmbito interno dos sindicatos e destes com a classe política. IV – a assembléia geral fixará a contribuição que. dá – se o mesmo: a exclusão da possibilidade de mais de um sindicato atuar em determinada esfera. em se tratando de categoria . como igualmente os sindicatos por empresa.º 1. na mesma base territorial. Adotou o modelo de unicidade sindical por categoria. Segue. com a reafirmação do Decreto – lei n.é vedada a criação de mais de uma categoria sindical. seguimos a unicidade de base ou categoria. em qualquer grau. portanto. para posterior análise: " Art. com que se pretende evitar sindicatos múltiplos na mesma categoria. GA_googleCreateDomIframe("google_ads_div_revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280_ad_container" .º . na mesma base territorial. inclusive em questões judiciais ou administrativas. observado o seguinte: I – a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato."revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280"). divergindo do sistema de 1937. não podendo ser inferior à área de um Município. não permite a lei mais de um sindicato da mesma categoria. representativa de categoria profissional ou econômica. III – ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados.8. in verbis.402. no fundo.

e inciso V do artigo 8º.corporativista. do tipo corporativista." A conclusão que chegamos. após leitura atenta do artigo em estudo. em razão do caráter contraditório de sua matriz constitucional. encontramos sérias restrições.profissional.3 . se eleito. Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam – se à organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores. ou ainda semi. pelo exposto. confrontando essas cinco dimensões com os dispositivos do artigo 8º da Constituição Federal. ainda que suplente. desfiliação e não–filiação contidas respectivamente. é de que nosso modelo sindical é completamente contraditório. Dissemos. e liberdades de filiação. liberdade de administração. que o sistema de organização sindical que acolheu é contraditório. como a presença dos institutos da unicidade sindical. base territorial mínima. 4. será descontada em folha. salvo se cometer falta grave nos termos da lei." [63] Assim. Mascaro. liberdade de organização. encontramos preceitos próprios de um sistema baseado na liberdade sindical. inciso I. que a liberdade sindical apresenta cinco dimensões: liberdade de associação. para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva. . representação por categorias e tipos de entidades sindicais. encontramos disposições próprias de modelo de controle estatal. no caput.Características do modelo brasileiro Vamos neste momento analisar com um pouco mais de profundidade os pontos marcantes de nosso modelo sindical. da contribuição compulsória prevista no inciso IV e pela obrigação dos sindicatos participarem das negociações coletivas. por outro lado. contidas no inciso II. com base nas lições de Mascaro. no entanto. visto não ser possível enquadra – lo entre os dois modelos existentes no mundo. ou semi – livre. mas. mas para isso. também entende que o modelo sindical previsto pela Carta de 1988 é de conteúdo contraditório: " Reconheça – se. podemos afirmar que no Brasil.ninguém será obrigado a filiar – se ou a manter – se filiado a sindicato. Desse modo. liberdade de exercício das funções e liberdade de filiação sindical. de administração e de filiação sindicais. representação por categoria. VII – o aposentado filiado tem direito de votar e ser votado nas organizações sindicais. V . até um ano após o final do mandato. Estabelece o direito de criar sindicatos sem autorização prévia do Estado. VI – é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas. realmente. especialmente esta. Sim. agora. e à liberdade de exercício das funções. é necessário recordarmos de algo que foi dito no capítulo anterior. existem as liberdades de associação. independente da contribuição prevista em lei. nosso modelo de sindicalização pode ser considerado misto. VIII – é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. mas mantém o sistema confederativo que define rigidamente bases territoriais. tenta combinar a liberdade sindical com a unicidade sindical imposta por lei e a contribuição sindical oficial. atendidas as condições que a lei estabelecer. no que tange à liberdade de organização. iremos dividir esse item didaticamente em características liberalizantes e restritivas. conforme o inciso VI. como as garantias de liberdade de associação e administração das entidades sindicais. Pois bem. porque de um lado.

Os privilégios que amparam os sindicalizados devem constar de lei expressa. já transcrito na parte relativa à matriz constitucional. Ela pode ser dividida também em liberdade de filiação. São. Quer dizer. Encontramos esta garantia na parte final do inciso I. quer da parte de terceiros. a) Liberdade de organização sindical No Brasil não temos este tipo de liberdade. num modelo sindical contraditório como o nosso.4. Este tipo de liberdade não leva em conta o grupo. verdadeiros empecilhos ao desenvolvimento das relações coletivas de trabalho. do artigo 8º. a seguir comentadas. de não entrar e de sair de uma entidade sindical. no Brasil.3. de administração e de filiação sindicais. Ora. as pessoas individualmente consideradas. e significa o direito de trabalhadores e empregadores de poderem criar entidades sindicais. as restrições à liberdade de exercício das funções. Mascaro entende que essa liberdade de administração consiste em dois aspectos: democracia interna e autarquia externa. por um lado é assegurada a liberdade de filiação sindical.º.1 – Características liberalizantes Estas características referem–se à presença. que realmente foi consagrada no inciso V do artigo 8º da CF/88. É chamada autonomia sindical. Portanto. em seus artigos 515 a 521 dava pleno poderes ao Ministro do Trabalho para conceder ou não o registro sindical para as associações solicitantes. Antes da Constituição de 1988. " [65] A terceira destas características é a liberdade de filiação sindical. não tínhamos liberdade alguma para a criação de entidades sindicais. Assim. iremos dividir esse item. quer da parte do Estado. depois. conforme a proposta de Mascaro. A liberdade de administração refere-se ao fato de as entidades sindicais brasileiras estarem imunes a qualquer tipo de intervenção ou interferência externa. quer de terceiros. por outro não se dá opção de escolha. Os empecilhos a esta liberdade são basicamente quatro: unicidade sindical. é consagrada no caput e no inciso I do art. a Consolidação das Leis do Trabalho ( CLT). sobre a liberdade de administração : " Veda a Constituição de 1988. estabelecer seu regramento interno. em virtude das restrições constitucionais. Vale ressaltar porém que. Não pode a Administração Pública ir além da fiscalização do cumprimento das leis sociais. a interferência e a intervenção do Poder Público na organização sindical. primeiramente. Não há opções de escolha. Significa que ninguém pode ser obrigado a se filiar ou continuar filiado a sindicato.2 – Características restritivas Chegou o momento de trazermos à baila as questões mais polêmicas a respeito de nosso modelo sindical. porém. devido à regra da unicidade. que no Brasil é o Ministério do Trabalho e Emprego.2. Os interessados não podem se organizar livremente em entidades sindicais. existe no Brasil a possibilidade de entrar. e sim. de não – filiação e desfiliação. na realidade. Devem se submeter à regras próprias de um regime corporativo. das liberdades de associação. A primeira. sem necessidade de autorização por parte do Estado. mas sim que ao menos a vontade das pessoas seja respeitada. mas se é obrigado a pagar a contribuição confederativa. Trata–se das restrições à liberdade sindical contidas na CF/88. Roberto Barreto Prado leciona. Isto. às vezes não é nem importante ter liberdade. apenas fazendo o registro no órgão competente. A autarquia externa significa a garantia de não interferência externa. IV e VI do artigo 8. vendo as restrições à liberdade de organização e. expressamente. nos incisos II. Os abusos cometidos pelo sindicato no exercício de suas atividades não podem deixar de ser repelidos. [64]O primeiro significa que é o sindicato quem deve redigir seus estatutos. 4. quer da parte do Estado.3. porque se.8º. base territorial . estas liberdades tornam – se quase que impossíveis de serem desfrutadas em sua plenitude. Pode – se não ser filiado. que já foram devidamente transcritos e comentados no item 3.

unicidade sindical implica a existência de uma única entidade representativa da mesma categoria em determinada área territorial. ou as condições para uma participação proporcional na representação da categoria. como ideal. [66] Já Mascaro define unicidade sindical como a proibição. O pluralismo sindical é o modelo adotado na França. ou pluralismo sindical ou ainda. decorrente da vontade das pessoas. Só um sindicato representa a categoria na área territorial. segundo o mesmo autor. [72] . unicidade sindical. da CF/88). plurissindicalismo. [69] Um outro conceito que merece ser apresentado vem a ser o da unidade sindical. Vamos discorrer sobre cada um deles. o de empresa. ou monismo sindical.mínima. as cisões com os desmembramentos e as cisões das categorias. Pode ocorrer. esse espaço não pode ser inferior a um município ( art. pois para o autor a profissão é o critério de agrupamento ou de enquadramento sindical comumente adotado pela maioria das legislações mundiais. quando o movimento sindical voluntariamente se une em torno de uma só central sindical. como. exercerem a representação da mesma categoria.Unicidade sindical Um dos temas que mais tem despertado controvérsias no sindicalismo brasileiro é a unicidade sindical. É o que ocorre na Inglaterra e na Suécia. representativa de um grupo. disputando – se qual sindicato mais representativo. representação por categoria e o sistema confederativo.º. sem que fosse imposta por lei. Esta ocorrerá quando a lei determinar que na mesma empresa não pode existir mais de um sindicato. Esta significa a existência de somente uma entidade sindical. por lei. naturalmente permitindo – se os desmembramentos. [68] Batalha define a pluralidade da seguinte forma: " A pluralidade sindical consiste na permissão de várias entidades. iremos conceituar esse instituto. O oposto da unicidade é a pluralidade. Primeiramente. apresentar quem é a favor e quem é contra. Pode haver unicidade total ou apenas em alguns níveis. [71] Esta unidade. ou ainda monossindicalismo.II. na mesma base territorial. e por fim nos posicionar. da existência de mais de um sindicato na mesma unidade de atuação. significa a exigência legal de somente existir uma única entidade sindical. na mesma base territorial. pode desdobrar-se em diferentes níveis. José Carlos Arouca afirma que a unidade sindical. ainda a unidade em grandes sindicatos nacionais. na mesma base territorial. 8. e sim. o que será devidamente mostrado. como nos informa Mascaro. num mesmo espaço geográfico. 1 . dos quais o mais expressivo é o de cúpula. que são definidos no ato de constituição da entidade sindical. Desse modo. mostrar outras opções para o Brasil. até no meio da doutrina. Para Wilson de Souza Batalha. seria conquistada pela conscientização dos trabalhadores. Significa a possibilidade de existência de mais de uma entidade sindical. representativa de um grupo. representativa de um grupo. No caso brasileiro. A liberdade pode ser usada para a unidade." Para Evaristo de Moraes Filho temos pluralidade sindical quando mais de um sindicato representa a mesma profissão. o que aniquila de vez a existência de sindicatos distritais e de empresas. [70] Para Mascaro a unidade não contraria o princípio da liberdade sindical. Será em nível de categoria quando a referência legal se fizer nesse âmbito. por exemplo. na Espanha e na Itália. As mesmas observações são pertinentes quanto ao nível da profissão [67]. mas não por imposição do Estado.

de pontos de vista particulares do cisma. mas resultar da unidade mesma do grupo profissional. enfraquecendo – os e por conseqüência lógica. Um defensor histórico da unicidade é Evaristo de Morais Filho. intolerância confessional ou política – desunindo. sem dúvida alguma. até certo ponto. ideológicas. É o caso típico da unidade inglesa. mas nunca os interesses gerais e abstratos de toda a classe. [77] Roberto Barreto Prado. lançando a confusão na organização social. Os sindicatos que nascem dessa desunião representam. do artigo 8º. ao afirmar que a pluralidade. " [74] José Carlos Arouca. enfraquecendo os sindicatos. que assim leciona: " Em uma sociedade democrática. também segue essa linha de pensamento. necessário." [73] Sobre a pluralidade Evaristo se manifesta de forma. desfaz desde logo todas as dúvidas. também declara-se defensor da pluralidade e apresenta seu ponto de vista da seguinte forma: " Pluralismo não significa dispersão e desorganização dos sindicatos. prevista no inciso II. aquilo que como grupo social espontâneo. de conformidade com os reclamos dos próprios moradores. da liberdade e da democracia. inviabilizando sua ascensão como classe. entre ficar a meio do caminho. exagerada ao dizer : " Com a pluralidade. é bem preferível delinear–se desde logo o sindicato único. como exacerbação do individualismo. a unidade do movimento sindical não deve ser legalmente imposta pelo Estado. através de órgãos de cúpula. Qualquer pretexto pode servir para o separatismo sindical – vaidade ferida. quase sempre é um mal. desejos contrariados. pois fácil é perceber que desagrega os trabalhadores. que sem prejudicar a liberdade dos interessados. como instituição. por instrumentos. a multiplicidade sindical enfraquece sempre a força da representação dos interesses profissionais. que passam a ter vários pequenos mandatários desavisados. fomentaríamos a criação de pequenos sindicalóides oriundos de desavenças doutrinárias. ainda .Mas. grande e fortalecido pela confiança de todos. confessionais. De qualquer maneira. que a unicidade gera na classe operária um desinteresse natural pelo sindicato e que a pluralidade é uma conseqüência do próprio princípio da liberdade sindical." [78] O mesmo autor assim prossegue: " O pluralismo sindical sempre tem como objetivo a prestação de serviços. ao passo que o monismo sindical fatalmente se transforma em poderosa alavanca político – partidária. em geral. ao invés de um único. que assim se posiciona : "E. defensor da pluralidade. os conflitos de interesses que inevitavelmente existirão dentro dele. podemos citar Délio Maranhão. [75] Dos autores que combatem à unicidade. como conseqüência do anacrônico sistema eleitoral do sufrágio universal direto." [76] Délio Maranhão entende. constitucional. as maiores divergências doutrinárias ocorrem quando o assunto é a conveniência ou não de se manter a unicidade sindical. de interesses talvez desonestos de uma minoria de trabalhadores ou mesmo de parte do patronato. fracionando. principalmente. mas sua distribuição nos locais mais carentes e que ofereçam possibilidades efetivas de êxito. próprios. também. superando. é um só: a profissão. políticas.

comportando grande número de correspondentes sindicatos. ficando vedada. Pelo contrário. é expressão do próprio principio da liberdade sindical. art.II. aliás. também. que com a pluralidade venhamos a atingir a unidade sindical. e que podem flexibilizar o princípio da unicidade sindical [80]. que. O problema é que essa escolha não pode ser inferior a área de um município. da CLT. A melhor opção para o Brasil é a pluralidade. bairros e empresas. mas. Mas. será permitido ao trabalhador. também. A reforma do sindicalismo brasileiro é de urgência. a extensão da representatividade. onde quem definia a base territorial era o Ministro do Trabalho. 87 da OIT. Mas. afirmando : " Em uma cidade grande há muitas categorias profissionais e empresariais. O art. para que trabalhadores e empregadores. a associação distrital. venham a decidir pela forma mais conveniente de sua organização. e sim a sua supressão. que não pode inferior a um município.8. da Convenção n. poderá ser intermunicipal. a especificação da base territorial assume importância extraordinária. por exemplo. os engenheiros. não teve significado prático. segundo a qual a base territorial é definida pelos trabalhadores e empregadores. interestadual e até nacional sem depender de . diferentemente do que ocorria antes de 1988. passando a constituir uma categoria própria. assim caracterizadas porque são constituídas de atividades ou profissões específicas. seria o ideal. um sindicato estadual onde antes havia um sindicato nacional. Com esta regra fica inviabilizada a criação de sindicatos em distritos. Roberto Barreto Prado critica esse regramento. II. a fim de que possam eles exercer suas importantes atividades com maior eficiência. especialmente os primeiros. específica. em uma mesma base geográfica. até porque define não só o âmbito de atuação. Encontra fundamento na CLT.517.vigente no Brasil. 571 da CLT dá respaldo à dissociação. fomentador do governo demagógico das massas. § 3º. O primeiro é a criação de categorias diferenciadas prevista pelo artigo 511.º. Mascaro apresenta três mecanismos legais. que sem sombra de dúvida.8. devendo ser efetuado sem maiores delongas. nada obstando que uma base territorial nacional venha a ser dividida para que passe a existir. O terceiro e último mecanismo é a divisão de base territoriais. O segundo mecanismo é a dissociação ou desmembramento de categorias ecléticas. somos favoráveis a implantação da liberdade sindical plena no Brasil. através de reforma constitucional que venha a implantar no país o modelo baseado na pluralidade. A liberdade de escolha favorece a liberdade de associação. os trabalhadores e empregadores é que passaram a eleger a base. Deste modo. O que se quer é a aproximação do sindicato ao ambiente de trabalho. " [81] José Carlos Arouca entende que num regime de unicidade sindical como o nosso. ou empregador. Nada impede.º). Por exemplo. e na CF/88. a base territorial do sindicato tem como área mínima o limite de um município. inclusive. Entendemos que o melhor caminho não seja a flexibilização da unicidade. que já existiam antes da Constituição Federal de 1988. " [79] Apesar de ser defensor da liberdade sindical plena. assim. Na realidade. art. com a ratificação. 2 – Base territorial mínima A segunda restrição à liberdade sindical de organização é a base territorial mínima ( inc. entendendo – se como tal a categoria constituída por pessoas que exercem uma mesma profissão. É por essa razão que nossa preferencia recai sobre os sindicatos distritais. art. Não acreditamos que com a pluralidade os sindicatos de trabalhadores venham a se enfraquecer. abrindo a possibilidade de se criar mais sindicatos para a defesa dos interesses de um determinado grupo. Nada impede que uma das atividades conexas ou similares se desmembre. que realmente. mas também conexas ou similares. se filiar ao sindicato que quiser.

os sindicatos somente podem representar categorias. não quer dizer muita coisa. ou finalmente. Garcia Vieira. Os sindicatos podem ser horizontais. agentes e profissionais liberais.licença do Ministro do Trabalho. As atividades que são reunidas numa categoria podem ser idênticas. com a unicidade. por indústria. "Profissão é o lado trabalhista. Não se anula registro de sindicato que não padece de ilegalidade e não se suspende o direito do sindicato de continuar a exercer suas funções próprias em nome da categoria que. Wilson de Souza Batalha. mas de ramos que se parecem como hotéis e restaurantes.Desmembramento – Anulação de Registro – Suspensão de Atividade. visando a defesa de seus interesses. 3 – Representação por categoria A terceira restrição à liberdade sindical de organização. leva – se em conta tanto trabalhadores quanto os patrões. vamos primeiro conceituar alguns termos. similares ou conexas. quando representam profissões.) O fato de os interessados poderem definir livremente sua base de atuação sindical.º da CF/88 : " Sindicato – Base territorial . Conexas são as atividades que. legalmente representa. de acordo com Mascaro. cabendo aos próprios interessados definir a base territorial. " ( Rec.8.10. Similares são as atividades que se assemelham. pela conexidade dos trabalhos exercidos ou pela conexidade das atividades empresariais em sentido horizontal ou vertical. A vigente Constituição Federal assegurou liberdade sindical muito ampla. de empregados ou outro tipo de trabalhadores. Também não se poderão organizar a partir das empresas. somente trabalhadores. e atividade é o lado empresarial. com o que numa categoria podem ser agrupadas empresas que não são do mesmo ramo. Categoria econômica é o conjunto de atividades empresariais. vedou ao Poder Público qualquer interferência ou intervenção na instituição e organização sindical. Representação significa o ato de representar. Ninguém é obrigado a filiar – se a sindicato ou nele permanecer. por isso dizemos que a sindicalização no Brasil se dá de forma homogênea.660 – 5.94. afirma que o sindicato é constituído por categorias definidas em seus estatutos e que essas categorias devem ter um elemento de aglutinação. por exemplo. Rel. seja por indústria ou por empresa. diz o autor ( Grifo nosso). agrupa atividades ou profissões. ou seja. ocorrendo por critérios estabelecidos pelos próprios interessados. prevista no inciso II. já na segunda. não sendo semelhantes complementam –se. Há categorias trabalhistas de autônomos. min. baseada no no inciso II. e não heterogênea. [84] No Brasil. do art. julgamento de 26. ou verticais quando representam pessoas de uma determinada atividade. podendo qualquer categoria profissional desmembrar – se e instituir um novo que represente melhor seus interesses. [82] Com relação ao assunto podemos mencionar também uma decisão do Superior Tribunal de Justiça. Para entendermos melhor. é a chamada representação por categoria. o que seria para nós bom caminho para fortalecer a classe operária. de agir em nome de outrem. como nos Estados Unidos. onde a união das pessoas em sindicatos é totalmente livre. 54. Categoria diferenciada é o grupo de trabalhadores de uma mesma profissão. Categoria significa um vínculo social básico que. 8º. como as atividades múltiplas destinadas à construção de uma casa. que pode ser constituída pela identidade dos trabalhos exercidos ou pela similaridade nas atividades empresariais em sentido vertical. . Na primeira. Categoria profissional é o conjunto de atividades trabalhistas. Idênticas são as atividades iguais. do art. Especial n. Formarão um sindicato de profissão" [83]. engenheiros. não poderão criar mais de uma entidade representativa do grupo na mesma base geográfica. visto que.

fazemos nossas as palavras de Barreto Prado : " A organização sindical brasileira não prevê sindicato de empregados de uma só empresa.O Sistema confederativo Finalmente. 534. CLT). não tendo. e se dá por meio de contribuição sindical. As federações e as confederações são chamadas pela CLT. apenas. fazendo o agrupamento das atividades e das profissões . desde que respeitem a unicidade sindical e a base territorial mínima. Para uma melhor compreensão. contida no texto constitucional. No setor privado. Tais entidades sindicais seriam.º da CF/88 deve ser aplicado de forma igualitária. pois impede a organização espontânea das entidades sindicais. onde na base temos os sindicatos. iremos. As primeiras. como é tão comum nos Estados Unidos. Analisando o texto legal verificamos que o Brasil adota o modelo de sindicalização homogênea vertical por atividade. a fim de tornar esta exposição mais didática. e possuem alcance nacional. além de impedir que trabalhadores possam se organizar a partir de seus locais de trabalho. eis que ambos exerceriam suas atividades na mesma organização. as confederações. explicar como funciona a estrutura confederativa de nossa organização sindical. As famosas centrais sindicais não possuem natureza de entidades sindicais. e não é prevista aqui a sindicalização por empresa. direito de representá–los. 534 da CLT. os servidores públicos sindicalizam–se por atividade. Da mesma forma. e que constitue o primeiro degrau do referido sistema. o que acarreta a criação de diversos sindicatos. falarmos acerca da contribuição sindical. No setor público as regras são praticamente as mesmas. para após sim. as confederações coordenam os interesses das federações filiadas.. Já as confederações organizam – se a partir da união de três federações. via de regra. Para Octávio Bueno Magano é incompatível com o artigo 5º da Convenção n.conforme nos ensina Brito Filho [85]. Assim. são constituídas pela reunião de no mínimo cinco sindicatos ( art. a quarta restrição à liberdade de organização sindical refere.87 a legislação que exija um número mínimo de sindicatos e federações para a constituição de federações e confederações compostas de pessoas com diferentes atividades numa mesma localidade ou região. são. do artigo 8. como dispõe o § 3º do art. porém. no entanto.se à existência de um sistema rígido e inflexível de estruturação e representação sindical denominado de "sistema confederativo". neste momento. e têm base de atuação. de associações sindicais de grau superior. formar diversas categorias. as regras referentes à sindicalização estão presentes no artigo 511 e parágrafos da Consolidação das Leis do Trabalho. [87] A competência das federações é coordenar os interesses dos sindicatos a ela filiados. Podem. O termo sindicato. conforme o artigo 535. " [86] 4. Esse sistema confederativo da representação sindical pode ser exemplificado como uma pirâmide. No sistema do pluralismo sindical não haveria nenhuma dificuldade para que se constituírem sindicatos deste tipo. primeiramente. Entendemos que a sindicalizaçao por categoria é mais um resquício do corporativismo. as propulsoras de melhor colaboração dos empregados com seus empresários. isto é. e acima destas. naturalmente. estadual. Desse modo. visto que o artigo 8. levando – se em conta que seu empregador é o Estado. deve ser entendido em sentido estrito. como a entidade que reúne trabalhadores ou empregadores numa determinada base. associações de natureza civil. cuja manutenção é prevista pelo inciso IV. as federações. sempre considerando a atividade desenvolvida. acima destes. conforme o artigo 533.º da CF/88. a união de trabalhadores de uma única empresa.

A contribuição confederativa não pode ser considerada violação ao principio da liberdade sindical. 149 . 557. trata da contribuição sindical.. mediante recurso. já a outra é a contribuição sindical.desde que. sendo fruto de deliberação interna da assembléia geral. temos a dizer. art. . instituída por lei. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO DE OUTRAS CAUSAS. Neste instante. agrupar-se de forma homogênea.C. portanto. e assim por diante. IV. regida pela CLT (artigos 578 a 610).. IV .em nível nacional. são obrigados a contribuir. Em um regime de liberdade sindical plena. art. 8º. vamos falar acerca dessa contribuição. C. seja esta profissional ou econômica. CONTRIBUIÇÃO INSTITUÍDA PELA ASSEMBLÉIA GERAL: CARÁTER NÃO TRIBUTÁRIO. na verdade. em que foi o Relator o Ministro Carlos Velloso e que apresenta a seguinte ementa : "EMENTA: CONSTITUCIONAL. IV. Esse entendimento é encontrado em diversas decisões do Supremo Tribunal Federal. A primeira é a contribuição confederativa. sua existência é que custeia financeiramente o sistema confederativo. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: JULGAMENTO PELO RELATOR. " Numa atenta leitura do supracitado dispositivo verificamos que a Constituição de 1988 faz menção a duas formas de contribuição destinadas a manter o já combalido sistema confederativo. Primeiramente. art. EM QUE VERSADO O MESMO TEMA. III. 38. 21. O não -filiado não é obrigado a contribuir. CPC. PROCESSUAL CIVIL. 8. negar seguimento a pedido ou recurso e a dar provimento a este . para um melhor entendimento: " IV – a assembléia geral fixará a contribuição que. possam as decisões ser submetidas ao controle do Colegiado. art.F. Legitimidade constitucional da atribuição conferida ao Relator para arquivar. O inciso IV. em linhas gerais apenas. só é exigível dos filiados ao sindicato respectivo. como vimos quando tratamos da representação por categoria.038/90. e § 1º-A . primeiramente. SINDICATO. como esta que citamos abaixo.F. instituída pela Assembléia Geral . será descontada em folha. já firmou esse entendimento. prevista pela primeira parte do inciso. visto que é devida somente pelos associados dos sindicatos. PELOS RELATORES OU PELAS TURMAS. 8º. através da súmula 666. Vamos falar. Devem." [88] O próprio Supremo Tribunal Federal. Quem contribui é o filiado ao sindicato. do artigo 8º. Isto significa dizer que todos os membros da categoria. I. da Constituição. II.º.A contribuição confederativa. § 1º. órgão máximo das entidades sindicais de 1º grau. em se tratando de categoria profissional. Lei 8. NÃO COMPULSORIEDADE. art. CPC. para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva. art. EMPREGADOS NÃO SINDICALIZADOS: IMPOSSIBILIDADE DO DESCONTO. art.C. e que a Constituição manteve a cobrança. . A primeira é compulsória apenas para os filiados do sindicato. Precedentes do STF. caput. os sindicatos poderiam filiar– se à federação que bem entendessem. com caráter tributário . § 1º-A. que ela é compulsória. no processo RE 302513.assim compulsória. que dispõe : " A contribuição confederativa de que trata o art. independente da contribuição prevista em lei. voltaremos a transcrever o supracitado inciso.F." Sobre a contribuição sindical. representante ou não da mesma categoria. 557.Agravo não provido. dessas duas modalidades de arrecadação.RI/STF.. . A manutenção do sistema confederativo pela Constituição de 1988 é mais uma restrição à liberdade de organização sindical porque as entidades pertencentes ao sistema não podem criar vínculos entre si de forma livre.distingue-se da contribuição sindical.

se adapta. em vigor no país. Os sindicatos tem o direito de representar os membros de sua categoria profissional nas convenções e dissídios coletivos. do artigo 8. Sobre o assunto Roberto Barreto Prado. O modelo sindical previsto na Constituição de 1988 apresenta uma restrição a esta liberdade quando. conforme mostramos acima. artigo 8º). 513. b) Liberdade de exercício das funções Esta liberdade refere – se ao fato de as entidades sindicais. desfiliação e não. no fundo. art. Por tudo o que foi mostrado. Favorece a constituição do monopólio sindical. mas nunca de monopólio que atentaria contra direitos de terceiros.Todos os empregados e todos os patrões são obrigados a contribuir. com todas as suas conseqüências. que se pretende um dia alcançarmos neste país. Torna – se inócua a exigência legal. podemos afirmar que sua existência é mais uma contradição de nosso modelo sindical.º). Uma vez que se admite. centralizada e exageradamente sujeita a fiscalização e direção do Ministro do Trabalho. com apoio em lei expressa. a celebração de acordo ou convenção coletiva efetuada diretamente pela empresa com seus empregados. na realidade. prevista pelo artigo 114 da Constituição. . mas de outro não garante a liberdade de não – contribuição. Por isso. Vamos falar primeiro da restrição contida no inciso VI. Segundo Brito Filho [93]. ao sistema da unicidade sindical. do artigo 7º). precipitou – se o legislador constituinte desnecessariamente em tornar obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho ( alínea VI do art. como federações. Revela–se. da Carta de 1937 ) atribuiu – se. Daí dizer – se que o mesmo tem poderes de impor contribuições a todos os que pertencem às categorias econômicas e profissionais ( letra e.º constitucional. os recursos tributários impostos pelo próprio Estado. portanto. dispõe que é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho. totalmente incompatível com um sistema baseado na liberdade.87 da OIT. CLT)" [92]. o que impede que outras entidades sindicais. Roberto Barreto Prado entende que a contribuição sindical existente no Brasil. [91] "Baseado numa fictícia representação legal dos interesses gerais da categoria profissional ( artigo 158. [89] " Praticamente impede que as associações profissionais regularmente registradas postulem a investidura sindical. principalmente pela opinião dos doutrinadores e da jurisprudência. uma deformação legal do poder representativo do sindicato. assim leciona : " Embora tenha expressamente reconhecido as convenções e acordos coletivos ( alínea XXVI. ao sindicato. dizem os autores. a serviço dos interesses coletivos das categorias representadas. visando a defesa da categoria representada. pois de um lado garante a liberdade de filiação. mas não com exclusividade. A prerrogativa que se reconhece às empresas não pode deixar de ser respeitada." [94] No modelo sindical brasileiro o sindicato possui. a manutenção do sistema confederativo e da contribuição sindical compulsória constituem resquícios de um sistema corporativista. por lei. perfeitamente. 8. também pode ser considerada como uma restrição a esta liberdade. Trata – se de faculdade conferida ao sindicato. o monopólio da negociação coletiva. no inciso VI. poderem eleger livremente a melhor forma de cumprirem suas funções institucionais. a competência normativa da Justiça do trabalho.filiação ( inciso V. Orlando Gomes e Elson Gottschalk afirmam que a contribuição sindical representa. apregoado pela Convenção n. " [90] diz o autor. à guisa de estar legislando em nome do sindicato. como mais uma afronta ao princípio da liberdade sindical. em sentido amplo.

pelo menos nessa área. c)PEC.º40/2003. conseguir melhores resultados para seus representados. desse passado libertário. nº 29/2003. cremos que ficou claro porque nosso modelo é contraditório. e analisar. pretendem realizar a chamada Reforma Sindical.A REFORMA SINDICAL 5. No próximo capítulo iremos discorrer sobre as diversas propostas de mudança do modelo e procurar apontar a melhor para o Brasil.PE). nada soluciona. 5. segundo Brito Filho. n. e que não levam a nada. Evidentemente. discussões intermináveis. conforme informa José Carlos Arouca. CAPÍTULO V 5 . é que ela desestimula a solução de conflitos pelos meios autocompositivos. Tem o apoio do governo federal. visto que o resultado das urnas em 2002 revelou o desejo de mudança da população. a vontade política do Governo Federal para realizar a reforma do sistema. ex–líder sindical. interfere no livre exercício do direito de greve. A Reforma Sindical deve ser levada a cabo não somente através de fóruns.SP) e Maurício Rands ( PT . a postura de determinados líderes sindicais. No que se refere as propostas de emenda que pretendem modificar o modelo sindical brasileiro existem três : a)PEC. 1º Os incisos do art. 8º da Constituição Federal passam a vigorar com as seguintes redações: . portanto. 2 – PEC. especialmente os trabalhadores. a PEC nº 29/2003 é a mais ampla e pretende instituir no Brasil a liberdade sindical plena. foi um dos poucos parlamentares que defenderam a pluralidade sindical. No entanto. ajuda a perpetuar um modelo de sindicalização ultrapassado e. ser empreendida uma reforma que realmente eleve o país à condição de nação civilizada. que não vão querer perder seus privilégios. a competência normativa da Justiça do Trabalho. o grande óbice à esta reforma será. debates. através da ratificação da Convenção 87 da OIT. nº 121/2003. mas deve sim ser empreendida através de atos governamentais firmes. consubstanciados no apoio popular. as propostas de emenda constitucional que atualmente tramitam no Congresso Nacional e que pretendem modificar o artigo 8º da CF/88. b)PEC. por fim. demonstrativos de vontade política. na época deputado federal pelo PT de São Paulo. Sobre a outra restrição. [96] Reside.confederações e até mesmo centrais sindicais. possam participar do processo de negociação e assim. nasce uma esperança para. o problema que surge. [95] Pelo exposto. a quando da promulgação da Constituição de 1988. Passemos a transcrevê–la : " Art.º 29/2003 De autoria dos deputados federais Vicentinho ( PT . n. indubitavelmente.1 – Considerações preliminares Neste capítulo iremos apresentar. Até porque o ilustre presidente. A seguir vamos apresentar cada proposta e proceder a respectiva análise. com o governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva.

se eleito............ ....... II – organizações sindicais representativas de trabalhadores e empregadores podem se organizar a partir do local de trabalho e constituir federações...... inclusive despedida... confederações e centrais sindicais e a elas se filiarem..... ... .. e qualquer uma dessas organizações pode filiar – se a organizações internacionais de trabalhadores e empregadores...... 8º da Constituição Federal passa a vigorar acrescido dos seguintes incisos: IX – nenhum empregado poderá sofrer retaliação. 8º....... Art. . 2º O art... IV – o empregador fica obrigado a descontar em folha de pagamento e a recolher às organizações sindicais as contribuições associativas... ..... federação. inclusive como substituto processual...os litígios entre as entidades sindicais pela legitimidade para negociação coletiva serão submetidos à central sindical a que elas sejam filiadas ou a comissão mista composta pelas diversas centrais sindicais quando elas forem filiadas a centrais distintas.. sendo – lhe facultado recorrer ao judiciário pleiteando tutela antecipada específica para anular o ato de retaliação........Art.. até um ano após o final do mandato... VIII – é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical.. confederação ou central sindical cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais dos trabalhadores. GA_googleCreateDomIframe("google_ads_div_revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280_ad_container" .. salvo se cometer falta grave nos termos da lei.. ...... X ......... ............. III ......."revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280"). ... em questões judiciais ou administrativas. inclusive com representante no local de trabalho e.. ainda que suplente..... ....... as contribuições para o custeio do sistema confederativo e as contribuições de fortalecimento sindical ou similares que sejam aprovadas pela assembléia geral representativa de acordo com os respectivos estatutos........ por motivo de participação em atividade sindical.ao sindicato...Textos relacionados • Da contribuição sindical dos profissionais liberais de categorias especiais regulamentadas • Do direito ao lazer nas relações de trabalho • A estabilidade do empregado público que ingressa na Administração Pública por meio de concurso • No atraso sindical impera o marasmo • O ministério cristão do sacerdote católico no âmbito do trabalho religioso GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_meio_336x280')... .........

Achamos a mudança válida. como num canteiro de obra. natureza jurídica de entidade sindical.40% ( quarenta por cento) no terceiro ano. não se define pela pluralidade.ou por mediação e arbitragem. assim. A PEC 29 não diz de quem o empregador deve descontar essas contribuições. Sobre o assunto Ivan Alemão. vemos que o sindicato. assim se pronuncia: " Pela PEC. No entanto. dando margem a dúvidas. inclusive. é a expressão utilizada na Justificação do Projeto. confederações e centrais sindicais) a atribuição de defender os direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria representada e de se exercer a substituição processual. Juiz do Trabalho e Professor Assistente da UFF. pois irá permitir que a liberdade sindical de exercício das funções se desenvolva com mais intensidade.461 da CLT) em cada uma das empresas. A expressão "local de trabalho" é pouco definida. quando não houver acordo na comissão mista ou quando as entidades não forem filiadas a qualquer central. Com isso.3º A contribuição sindical compulsória devida por todos os integrantes da categoria profissional ou econômica à entidade sindical será extinta gradualmente. se de toda a . II – 60% ( sessenta por cento) no segundo ano. " Da leitura do texto do projeto podemos concluir. o que o projeto pretende. caso a emenda venha a ser aprovada. Essa. podendo ser cobrada com base no art. IV – 20% ( vinte por cento) no quarto ano. isso gerar problemas de equiparação salarial (art. III . em primeiro lugar. por isso afirmamos que o projeto não se define claramente pela pluralidade. como por exemplo se empregados de empresas diversas que trabalham concentrados. realmente. visto que na atual Constituição Federal sequer são mencionadas. que passa a ser o local de trabalho. Em caso positivo. nas seguintes proporções: I – 80% ( oitenta por cento ) do valor previsto no primeiro ano subsequente ao da aprovação desta Emenda. reconhece a criação de sindicatos de empresa. irá perder o monopólio da representação da categoria. 580 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. apenas diz que organizações sindicais representativas de trabalhadores e empregadores podem se organizar a partir do local de trabalho. as contribuições para o custeio do sistema confederativo e as contribuições de fortalecimento sindical ou similares que vierem a ser aprovadas pela assembléia geral representativa de acordo com os respectivos estatutos. dá condições para chegarmos a um modelo pluralista ao abandonar a atual redação do inciso II. Todavia. Art. As centrais ganham. podem ter um sindicato local. Outra questão importante refere – se à base territorial. O problema que surge é que o projeto não diz quantos sindicatos podem existir numa determinada empresa. do artigo 8º. hoje restrita ao sindicato. a base territorial mínima deixa de ser o município e passa a ser o local de trabalho. pela redação do projeto. Isto porque estabelece que o empregador é obrigado a descontar dos trabalhadores em folha e recolher às entidades sindicais as contribuições associativas. O inciso II." [97] No inciso III. que o objetivo principal dos deputados é fortalecer as centrais sindicais. visto que se pretende dar também às outras entidades sindicais (federações. sem as atuais amarras. é a criação de sindicato por empresa. No inciso IV é onde residem as maiores críticas.

então garantir a livre manifestação sindical. ". é exatamente a questão do imposto sindical. " [99] Vamos analisar agora o inciso VIII. " [98] Mastrichi continua: "Ora. Dessa forma. O próprio Supremo Tribunal Federal tem entendido que a contribuição confederativa pode ser votada pela assembléia geral. no mínimo. Extinguir uma contribuição e assegurar a cobrança de pelo menos outras duas – confederativa e assistencial . Marco Aurélio Mello). para efeitos de estabilidade no emprego( RE 193. ainda adota a CLT que limita a diretoria em sete membros.categoria ou somente dos filiados. porque o STF. três são as hipóteses que podem ser adotadas: .345 – 3. um contra – senso. entende que a PEC em exame "carece de aperfeiçoamento na redação proposta. A novidade que a PEC 29 traz é a inclusão do representante no local de trabalho. isto porque a Constituição Federal garante o direito de filiar – se ou não à entidades sindicais. de empresas. nos termos de seu estatuto. até um ano após o mandato. O objetivo dos deputados foi vedar a conduta anti – sindical dos empregadores. Poderia se estabelecer um critério de quantidade de diretores em função da quantidade de filiados. etc. que trata da proteção dos empregados contra retaliações por parte de seus empregadores. que podem surgir entre as entidades sindicais. [101] Outra novidade é a inclusão do inciso X. [100] A PEC traz ainda. É preciso definir qual deles tem legitimidade para negociar e. fala da contribuição confederativa. da categoria. vários podem ser os sindicatos que representam trabalhadores e empregadores. Vicentinho e Rands.se à estabilidade do dirigente sindical. facultando – lhes ingressar na Justiça e pleitear tutela antecipada específica para anular a retaliação. mas apenas pode ser cobrada dos associados do Sindicato e. que trata da solução dos conflitos de representatividade para os fins de negociação coletiva. consequentemente. "Para sindicatos de categoria numerosa. no entanto. A atual redação já assegura a estabilidade daqueles empregados que se lançam candidatos a cargos eletivos no sindicato. Caso ocorra esse tipo de conflito. em caso de atividades anti–sindicais). assim justificam a inclusão do presente inciso: "Num sistema de liberdade sindical.em relação a todos os empregados da empresa é. que atinge empregados filiados e não filiados aos sindicatos. sejam eles associados ou não. Isto porque ao tratar das fontes de custeio do Sindicato. Procurou–se. pois a lei ordinária já a prevê. Este refere . diz Alemão. além da associativa. o que se critica no atual modelo. desde o registro de suas candidaturas e sendo eleitos. a criação de mais um cargo dentro do sindicato. acrescenta o inciso IX. Rel. Mastrichi Basso. isto é. dentro de um modelo de liberdade sindical plena. sete diretores é muito pouco. valores a serem descontados compulsóriamente de todos os empregados. Guilherme Mastrichi Basso. visto ser "a Constituição a fonte onde emana e sobre o qual se funda a lei infraconstitucional ". Isto causa problemas. da de melhoria ou assistencial. segundo Ivan Alemão. pensa não ser de boa técnica a Constituição fazer remissão a uma lei ordinária ( no caso da tutela antecipada. dando a entender que a assembléia geral possa fixar. de forma livre. como vemos na justificação do Projeto. como novidade. além da unicidade sindical. mais três incisos para serem acrescentados ao artigo 8º. O problema que surge é que a PEC não diz quantos diretores pode existir dentro de um sindicato. que punem ou demitem seus empregados pela participação em atividades sindicais. firmar convenção e acordo coletivo de trabalho. ainda que na suplência.

. Submeter o conflito à mediação e à arbitragem.. 3º. fica patente a necessidade de se implementar mudanças ao texto do projeto.. " Se prevalecer a vontade da instancia superior.8.. vale transcreve – la na integra e também a justificativa do senadores que a subscrevem : "Proposta de Emenda Constitucional n. 2. É muito tempo. O período é de quatro anos. pretende extinguir a contribuição sindical compulsória. pois seria o tempo necessário para que as entidades sindicais se acostumassem com o novo modelo.. pela contribuição espontânea somente dos filiados e a redução do período de transição de quatro para dois anos referente ao fim da contribuição compulsória. visto pretender revogar de vez o inciso II. Assim. mas de forma gradual.3 – PEC n.. Dois anos seriam suficientes.. É bastante interessante e até certo ponto ousada. Formar uma comissão composta pelas diversas centrais às quais são filiados os sindicatos envolvidos a fim de solucionar a disputa. Submeter o litígio de representação à central sindical à qual são filiados os sindicatos litigantes. 60 da Constituição Federal.. estabelecendo um período de transição para que as entidades sindicais se habituem ao novo sistema.. 8º... 8º da Constituição Federal passam a vigorar com a seguinte redação: "Art. 1º Os incisos III e IV do art.. por tudo o que foi dito a respeito da PEC 29. nos termos do § 3º do art. promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional: Art..º é dar a central o poder de decidir se o sindicato tem legitimidade para representar uma determinada categoria. entende que a proposta do inciso X do art... É preciso acabar de vez com a famigerada contribuição compulsória. ..... em questões judiciais ou administrativas.... inclusive como substituto processual. 8º... para custeio da representação sindical respectiva. que obrigatoriamente será descontada em folha." [103] diz o magistrado. do art. mas é justo que se conceda um período para que as entidades sindicais façam caixa e possam manter-se apenas com as contribuições espontâneas dos filiados..." [102] Ivan Alemão.. Por isso. IV – a assembléia geral fixará a contribuição dos associados... III – ao sindicato cabe a defesa dos direitos individuais e coletivos de seus associados.. 5. como a definição desde já pelo pluralismo.... As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. caso os sindicatos não sejam filiados a nenhuma central ou quando não alcançarem uma solução...1... estaremos incentivando ao sistema autoritário.. A PEC 29 em seu art... a fim de planejarem seu futuro sem a contribuição compulsória..º 40/ 2003 Altera a Constituição Federal para dispor sobre a unicidade sindical e a contribuição sindical obrigatória. 3.. .....º 40/ 2003 Esta proposta é de autoria do Senador Sibá Machado e de outros senadores...

no inciso I. em seguida.... no mínimo. . consagra o princípio da liberdade sindical. .. 3º Esta Emenda à Constituição entra em vigor na data de sua publicação... o que dificultava a formação dos organismos sindicais e a filiação dos operários a eles. conferindo um poder tributário anômalo aos sindicatos. 8º do texto constitucional. implica em as segurar que os grupos de trabalhadores ou de empresários. . A moderna organização sindical não florescerá plenamente enquanto pesar sobre ela o jugo do monopólio da representação... entendemos que o período em que o movimento sindical brasileiro necessitava de tamanho paternalismo para evitar o seu colapso encontra-se superado... arrimado no financiamento propiciado pela contribuição sindical obrigatória.. possibilita a manutenção da contribuição sindical obrigatória... A unicidade sindical por categoria desempenhou o seu papel de prevenir a fragmentação dos sindicatos e a debilitação de suas respectivas representações numa época em que não havia nos trabalhadores a consciência de classe. ligados por uma . A realidade das relações de trabalho atualmente é mais dinâmica. Art... Além disso. 4º Revoga-se o inciso II do art.12 Em que pesem os argumentos em contrário..(NR)" Art. .. Tanto a unicidade sindical quanto a contribuição sindical obrigatória são resquícios da implantação da atividade sindical no Brasil.. .... quando os sindicatos eram vistos como órgãos executores de funções delegadas do poder público e instrumentos subordinados à sua vontade.. deveras retrógrado. 8º da Constituição Federal encerra em si uma combinação.. 2º O disposto nesta emenda aplica-se integralmente as entidades sindicais patronais. estabelece o monopólio de representação sindical por categoria. no inciso IV.. que fulgura no caput do art...’’ Justificação [104] A presente proposta de emenda à Constituição visa a dar novo contorno a dois aspectos fundamentais da organização sindical pátria. Ademais o arcabouço legal vigente. 8º da Constituição Federal.. O art. Art. no inciso II. Nesse panorama.... a chamada unicidade sindical. No caput..... ocorrida no decorrer da década de 1930. afirma a plena autonomia sindical e. a contribuição sindical obrigatória desempenhava também o importante e essencial papel de dotar de fundos os sindicatos para que os mesmos pudessem funcionar e atender as demandas de seus representados...... .. ativa e consciente. estranha. . São eles a unicidade sindical e a contribuição sindical obrigatória..... O princípio da liberdade sindical. contribui para que sindicatos sem representatividade sobrevivam graças às contribuições compulsórias.

ou extra – judicialmente. pelo menos aqueles que a subscrevem. 8º. Todavia. Sobre o texto da PEC. possam constituir o sindicato de sua escolha. até hoje pendente de julgamento pelo Supremo Tribunal Federal. Políticos das mais diversas legendas. pois trata de eliminar de vez o inciso II do atual art. inclusive de partidos considerados conservadores. conforme se infere do disposto no seu inciso I. 8. objetiva. confederações e centrais sindicais). a democracia em nosso País. que as associações sindicais possuam autonomia no que importa à sua organização interna e funcionamento. as amarras do sindicalismo pátrio. na forma do disposto no art. implica ainda que cada trabalha dor ou empresário possa filiar-se ou desligar-se do sindicato de sua preferência e. pois serve para demonstrar o quanto estão conscientes do problema sindical os senadores. . inclusive patronais. mas não de toda categoria.º fará com que os sindicatos defendam os interesses coletivos ou individuais. A alteração proposta é válida. com a estruturação que lhes convier. 29 de maio de 2003. Mas. primeiramente. apenas dos associados. temos a dizer que a redação é. o que fortalece. que é eficiente. Temos a certeza de que a PEC que ora submetemos à apreciação do Senado Federal representará um importante avanço na consolidação do sindicalismo moderno. Não pretende modificar. a liberdade sindical restou traída ao se impor o monopólio de representação sindical e obrigar não associados a contribuir para a associação representativa da categoria. depois. termos que restou atendida a autonomia sindical. e sim. fundado no pluralismo e na liberdade de associação. Pretende mesmo é eliminar de uma vez por todas a unicidade sindical. Pela PEC 40 o inciso III do artigo 8. razões pelas quais contamos com o apoio dos nossos nobres pares. Do modo como se encontra estrutura do o referenciado art. a nova redação atribuída ao inciso IV estabelece que a contribuição aprovada em assembléia geral somente será devida pelos associados da entidade sindical respectiva. Por último. propõe a adoção do pluralismo sindical. base territorial mínima e a representação por categoria. ainda. a fim de se garantir a liberdade de exercício das funções. Sala das Sessões. assim.º A PEC. pois somente os associados devem decidir pela entidade que melhor possa defender seus interesses em juízo. Neste sentido.atividade comum. deveriam estender essa legitimidade também às outras entidades sindicais ( federações. em última análise.Tião Viana – Delcidio Amaral – Renan Calheiros – Gilberto Mestrinho. a alteração do inciso III visa dirimir a controvérsia que se estabeleceu sobre a substituição processual na Justiça do Trabalho. similar ou conexa. – Siba Machado – Saturnino Braga – Mão Santa – Efraim Morais – Mozarildo Cavalcanti – Fátima Gleide Almeida Lima – Marco Maciel – Antonio Carlos Valadares – Valmir Raupp – Flávio Arns – Eduardo Azeredo – Reginaldo Duarte – Papaléo Paes – Pedro Simon – Jefferson Péres – Ana Júlia Carepa – Eduardo Suplicy – Patrícia Saboya Gomes – Ideli Salvatti – Hélio Costa – Geraldo Mesquita Júnior Juvêncio da Fonseca – Luiz Otávio – José Maranhão – Eurípides Camargo – João Capiberibe . 2º desta Emenda Constitucional. Entendermos ser válida a transcrição da justificativa da PEC 40. atuante e independente.

........ O inciso II. ao contrário da PEC 29.... pois também pretende implantar a liberdade sindical plena...... quem irá fixar a contribuição será a assembléia geral. .... As inovações estão de acordo com o princípio da liberdade sindical............. custear a respectiva entidade representativa... .. Almir Moura ( PL ......... aqueles trabalhadores beneficiados com a negociação .. Desse modo. a liberdade sindical coletiva de filiação......... . e não a lei.................... se coaduna com a proposta da Convenção n º 87...... II – organizações sindicais representativas de trabalhadores e empregadores podem constituir federações. porém.. confederações e centrais sindicais............ especialmente.... possam trocar experiências e unirem – se para a defesa de seus objetivos...... a PEC 40 é mais eficiente.... Porém............ o inciso II..... Uma sugestão nossa é de que a contribuição deveria recair somente para os associados que concordaram com a deliberação da assembléia geral....... pois nada melhor que os sindicalizados do mundo. será a de manter............ Somente contribuirão os associados ao sindicato. pelo projeto. mas aí. como vimos no item anterior.......... Mas... e qualquer uma dessas entidades pode filiar-se a organizações internacionais de trabalhadores e empregadores. da OIT. 5... pela leitura de sua redação........... acreditamos ter vindo tal proposta em boa hora... da PEC... na nossa opinião........ pelo fato de apresentar redação mais objetiva. O inciso II............ os trabalhadores........ carece de alguns aperfeiçoamentos.. O que é justo.. IV – é devida contribuição negocial de todos os trabalhadores abrangidos pela negociação coletiva ao sindicato que celebrou acordo ou convenção coletiva que tenha beneficiado esses trabalhadores..... também...... além de outras contribuições previstas na norma coletiva. Estas....... garante....... Passemos à sua transcrição: ...... durante a sua vigência.. o deputado Almir Moura inova ao propor a contribuição negocial em substituição à contribuição sindical compulsória.....8º... Outra medida justa... no mais..... já em uma escala mundial........ 1º Os incisos II e IV do art.. que exercem enorme importância no país... ganham status de entidade sindical.................... No inciso IV. apenas dispõe que organizações sindicais que representem trabalhadores e patrões. que será descontada obrigatoriamente em folha.........A respeito da contribuição compulsória.. ao permitir que as entidades sindicais brasileiras filiem – se à organizações sindicais internacionais............ Art.... ........ Faltou à PEC 40 dispor acerca das centrais sindicais........RJ).. Pela PEC. Mas... para não se criar brechas para a unicidade.. deveria assegurar de vez o pluralismo............. E a finalidade da contribuição........ não assegura expressamente o pluralismo sindical......... no geral....... o projeto propõe sua extinção total..... do que a PEC 29......" (NR) O texto da PEC 121.... portanto....4– PEC nº 121/ 2003 De autoria do Deputado Federal.. 8º da Constituição Federal passam a vigorar com a seguinte redação: "Art.. difere pouco das anteriores................ e não dá prazo algum para as entidades sindicais se adequarem ao novo sistema... podem se organizar em federações................... confederações e centrais sindicais e a elas se filiarem.

espontaneamente. mas sim pela existência de trabalho. e sim. como a que estamos vivenciando. deve ser assegurada também. com alguns caracteres liberalizantes. Não se trata apenas de reformar o modelo sindical. portanto. que gera custos para manutenção de uma estrutura mínima. de emprego." Data vênia. Entendemos que deve haver união no movimento trabalhista. Por isso. nem por terceiros. E uma Reforma Sindical ideal para o Brasil seria aquela que assegurasse justamente o pluralismo sindical. nem pelo Estado. mas esta união não deve ser imposta. é preciso reformar também toda uma estrutura sócio–política–econômica que há séculos escraviza nosso povo e coloca o nosso país na condição de subalterno. como o dinheiro proveniente do famigerado imposto sindical. CONCLUSÃO Mostramos durante o decorrer deste trabalho porque nosso modelo sindical pode ser considerado contraditório. O problema é que o "lado corporativista" sobrepõe-se ao "lado liberalizante". mesmo os trabalhadores beneficiados pela atuação de seus sindicatos não devem jamais serem obrigados a fazer algo que não queiram. que extinguisse de vez a contribuição compulsória. e de todas as amarras que impedem o desenvolvimento de . pois como existe liberdade de filiação sindical. Agora. concluímos que o modelo deve ser reformado imediatamente. em retribuição ao beneficio alcançado.coletiva implementada pelo seu sindicato seriam obrigados a contribuir com um determinado valor mensal. é evidente a necessidade de se reformar nosso sistema sindical. não se pode deixar levar pelo discurso fácil de determinadas lideranças sindicais. o Governo Federal. sem qualquer obrigação de contraprestação. as contribuições necessárias à manutenção da máquina sindical devem ser efetuadas de forma livre e espontânea. de outro. e isto somente pode ser feito através de uma reforma constitucional que realmente opte pela pluralidade sindical e pelo fim do imposto sindical. o processo da reforma sindical deve ser irreversível. isto é. Portanto. como forma de retribuir a atuação sindical. representação por categoria e base territorial mínima. É preciso adequá–la à nossa realidade sócio–política. pelo ordenamento jurídico. da OIT. suprimindo essa obrigatoriedade de retribuir a atuação do sindicato. Por outro lado. toda e qualquer reforma sindical deve levar em conta estes fatores: luta contra o desemprego e as injustiças sociais. não é por melhores condições de trabalho. Nesse sentido. por isso o inciso em exame merece ser corrigido. que tem caráter de imposto. a liberdade de não– contribuição. Toda contribuição devida aos sindicatos deve ser efetuada. e as outras amarras. dependente do sistema financeiro mundial. Um outro fator que merece destaque é de que a luta do movimento sindical numa época de globalização. mas não imposta por lei. Pelo exposto. especialmente dos trabalhadores. Agora. que deve efetivamente ser extinta a cobrança compulsória. não é justo que um sindicato que legitimamente luta pelos interesses de seus representados somente receba a contribuição associativa. que ao invés de lutarem pelos interesses de seus representados pensam somente em manter seus privilégios. além de outras contribuições previstas na vigência da norma coletiva. se quiser realmente implementar a Reforma Sindical deverá adotar uma postura rígida no sentido de " impor a liberdade ". não se trata apenas de ratificar a Convenção nº 87. Deve ser espontânea. Evidentemente que um modelo sindical ideal para o Brasil seria aquele fundado na unidade. Na justificação do projeto o parlamentar assim se manifesta: "Julgamos. Acreditamos ser justo que todos os beneficiados pela atuação do sindicato contribuam para a sua manutenção. que para nós é exigência da própria liberdade sindical. portanto. De um lado corporativista. Portanto. decorrente da conscientização dos interessados.

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. 01 a 04 de maio de 2003. 102 103 104 Justificativas da PEC 29. Reforma Sindical Atrelada. DIÁRIO DO SENADO FEDERAL.97 98 Reforma Sindical Atrelada. 100 101 Comentário proferido no IX Ciclo de Estudos do Direito do Trabalho – Ilha de Comandatuba / Bahia. Artigo publicado no site " Defesa do trabalhador " em 30/06/2003. 01 a 04 de maio de 2003. 30 de Maio de 2003. 99 Idem. Sexta – feira. Artigo publicado no site " Defesa do trabalhador " em 30/06/2003. Comentário proferido no IX Ciclo de Estudos do Direito do Trabalho – Ilha de Comandatuba / Bahia. Reforma Sindical Atrelada. Artigo publicado no site " Defesa do trabalhador " em 30/06/2003.

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