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BIBLIOTERAPIA: O profissional bibliotecário como biblioterapeuta

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BIBLIOTERAPIA: O profissional bibliotecário como biblioterapeuta1 Diego Maradona Souza da Silva2 Edson Marques Almeida2 Resumo: Conceitua o que

seja biblioterapia, comenta seu histórico, sua tipologia, seus elementos e inclui a participação do profissional bibliotecário. Explica a origem da etimologia da palavra biblioterapia e traz conceitos sobre a mesma. Mostra no histórico a idéia de biblioterapia em diversos tempos e povos da humanidade e enfoca a origem de biblioterapia na biblioteconomia. Explica a divisão da biblioterapia em institucional, clínica e desenvolvimental. Explana seus principais elementos. Analisa a participação do profissional bibliotecário como biblioterapeuta. Cita instituições que disponibilizam os serviços de biblioterapia no território nacional. Conclui com a importância do serviço de biblioterapia no contexto atual. Palavras-chave: Biblioterapia. Biblioteconomia. Profissional Bibliotecário. 1 INTRODUÇÃO Diante dos mais diversificados tipos de serviço de informação investiga-se um serviço em especial: a biblioterapia. Desta forma, o presente artigo tem como objetivo comentar e explicar de maneira simples a atuação da biblioterapia no contexto atual, descrevendo suas principais características e enfocando bastante na importância do profissional bibliotecário no processo biblioterapêutico. Descreve a biblioterapia quanto a sua origem, abordando fatos históricos que mostram sua aplicabilidade por profissionais das áreas da medicina e psicologia para fins terapêuticos, suas divisões e elementos. Apresentam os locais onde pode ser aplicada a biblioterapia (hospitais, prisões, asilos, orfanatos) e quais profissionais podem atuar utilizando a leitura como processo cognitivo, também procura fazer uma inter-relação com a biblioteconomia e o bibliotecário como ser social e participativo, buscando acima de tudo uma melhor relação com pacientes e uma divisão de tarefas com outros profissionais. O presente trabalho teve como metodologia a pesquisa, tanto bibliográfica quanto eletrônica, na tentativa de mesclar conhecimentos e demonstrar qual a
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Artigo apresentado à Disciplina Serviços de Informação, ministrada pela Professora Renata Passos Filgueira do Departamento de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, para fins avaliativos. 2 Graduandos do curso de Biblioteconomia, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN. E-mails, respectivamente: dmss_biblio@hotmail.com, edsmarq@yahoo.com.br.

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importância da leitura com fins terapêuticos, o papel do bibliotecário como agente de mudanças e sua socialização perante a sociedade. 2 BIBLIOTERAPIA A palavra biblioterapia vem da junção de duas palavras gregas biblio e therapeia que respectivamente significam “livro” e “terapia”. Segundo Pereira (1996) essa nomenclatura é atribuída a Samuel Mechord Grothers que utilizou a palavra pela primeira vez em um artigo publicado em 1916. Inicialmente o termo “biblioterapia” não foi muito aceito na época. Alguns críticos acharam a denominação ampla demais, sugerindo termos como biblio – diagnóstico para avaliação ou bibliofilaxia como uso preventivo pela leitura. Outros acreditavam que a expressão se tornara muito restrita e dessa forma sugeriram bibliogonomia, biblioconselho ou Terapia Bibliotecária. Depois de muitas discussões e críticas a palavra biblioterapia permaneceu. Mas então, o que seria biblioterapia? Ouaknin descreveu de maneira simples e sintética como a “terapia por meio dos livros.” (OUAKNIN, 1996, p.11) Outro conceito vem de Caldin citado por Souza (2006) que admite a biblioterapia como a “leitura dirigida, seguida de discussão que facilita a interação dos sujeitos envolvidos, levando a expressar seus sentimentos.” (CALDIN apud SOUZA, 2006, p.22). A biblioterapia enfim, pode ser compreendida como uma prática que utiliza textos com o intuito de ajudar pessoas com problemas físicos ou mentais a encontrarem as soluções no prazer da leitura. Esse serviço pode ser disponibilizado por diversas áreas do conhecimento, inclusive na Biblioteconomia. Vale salientar que esta leitura deve ser cuidadosamente selecionada para cada tipo de caso e pessoa, por um profissional especializado. Visto que toda a definição sobre o assunto tratado foi iniciada, parte-se para um contexto histórico para aprofundamento dos conceitos sobre “essa terapia por intermédio dos livros”.

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2.1 BREVE HISTÓRICO Sobre o histórico da biblioterapia não há informações de onde e quando ao certo, a ideia de tratamento a partir dos livros tenha iniciado, mas se encontram alguns dados de manifestações “biblioterapêuticas” durante toda a história da humanidade. Conforme Souza (2006) pode-se citar alguns exemplos dessa idéia. Inicia-se partida na Grécia, onde se podem encontrar filósofos como Aristóteles discutindo e relacionando os prazeres da alma e a imitação trágica. Revelam-se também Descartes, quando assume que a leitura seria uma espécie de conversa com os antepassados. Analisando tal conversa como algo benéfico para quem lê, pode-se considerar segundo Souza (2006), que Descartes seria assim, um dos precursores da biblioterapia. Chegando ao Egito, observamos a relação destes com os livros os quais consideravam as bibliotecas como “casas de vida”. Pode-se comprovar isto de acordo com Pereira (1996), quando cita que o faraó Ramsés II, teria colocado na fachada principal de sua biblioteca a inscrição: “Remédios para a Alma”. Passando ao povo romano encontramos como tratamento médico a leitura que era ministrada aos pacientes para que estes pudessem criar o próprio desenvolvimento crítico. Na Idade Média, encontra-se uma grande valorização do livro e o status de “tesouro dos remédios da alma”. Finalizando o passeio histórico, cita-se a medicina hindu que tratava seus pacientes, que eram molestados com problemas psíquicos, com contos de fadas. 2.2 HISTÓRICO NA BIBLIOTECONOMIA Em conformidade com Pereira (1996), a biblioterapia teria sido integrada ao ramo da biblioteconomia em 1904. Tudo devido a uma corajosa bibliotecária que dirigia uma biblioteca em Massachusetts nos Estados Unidos, quando resolveu aplicar por conta própria e obteve bons resultados. O serviço de biblioterapia surgiu como um refinamento da função de aconselhamento de leitura dentro do serviço de “ajuda aos leitores e assistência aos leitores”, atual serviço de referência. (PEREIRA, 1996, p. 39-40).

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Nos anos de 1920 a 1930 notou-se que esse aconselhamento a leitores vinha conduzindo as atividades da biblioteconomia. Em 1931, Flexner iniciou um trabalho que foi um grande avanço para este serviço: ele começou a desenvolver programas de leitura para diversos grupos tanto a nível local, quanto nacional. Dessa forma, incentivou-se a leitura e criação de listas de leituras para adultos em liberdade condicional, depois de entrevistas com os envolvidos. Alguns programas surgiram desta iniciativa. Temos por exemplo na década de 1940, o programa “grandes livros”. Este programa foi desenvolvido pela Universidade de Chicago e seu principal embasamento era a partir de livros que orientavam terapeuticamente o desenvolvimento da leitura. Inicia-se assim a biblioterapia na Biblioteconomia. 2.3 DIVISÕES DA BIBLIOTERAPIA Para melhor compreender e obter uma aplicação efetiva da biblioterapia, fezse necessária uma divisão sistêmica em três níveis: a biblioterapia institucional, a biblioterapia clínica e a biblioterapia desenvolvimental. A Biblioterapia Institucional diz respeito à ação com o uso de literatura com clientes de uma instituição, individualmente. A literatura é voltada para pacientes com problemas mentais e o tratamento é feito a partir de obras específicas, devidamente selecionadas para a higiene mental do indivíduo. Esse tipo de biblioterapia é realizado com um profissional bibliotecário em conjunto com um ou mais profissionais da área médica. O objetivo deste método é informar e recrear. A Biblioterapia Clínica compreende-se pelo uso de literatura imaginativa com grupos de pessoas que apresentam problemas emocionais ou comportamentais. Pode ser realizado com um profissional bibliotecário ou com um profissional médico, sendo comum a união dos dois para a implementação do processo. O ambiente pode ser uma instituição ou uma comunidade e a principal meta é a mudança no comportamento. A Biblioterapia Desenvolvimental, refere-se ao método que utiliza a literatura de maneira imaginativa e didática para o tratamento das pessoas que não apresentam nenhum distúrbio ou alteração no comportamento. É realizada em grupo e com a liderança do profissional bibliotecário ou outro profissional. Sua meta é ajudar as pessoas a realizarem tarefas comuns e suportarem problemas diários.

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2.4 ELEMENTOS DA BIBLIOTERAPIA A literatura pesquisada apresenta os seguintes elementos biblioterapêuticos: a catarse, o humor, a identificação, a introjeção, a projeção e a introspecção, esses elementos de alguma forma facilitam o entendimento do funcionamento da biblioterapia. 2.4.1 Catarse Segundo o dicionário Aurélio online diz que na Psicologia seria o “Tratamento das psiconeuroses que consiste em estimular o paciente a contar tudo o que lhe ocorre sobre determinado assunto, a fim de obter uma purgação da mente”. A catarse pode ser entendida com a exteriorização verbal e emocional dos traumatismos afetivos reprimidos, considerado como alívio das emoções e serenidade. 2.4.2 Humor A disposição de ânimo de alguma pessoa para alguma coisa, transformando o que antes poderia ser objeto de dor em prazer, a busca de literaturas que auxiliem essas transformações pode ajudar como elementos terapêuticos, segundo o dicionário Michaelis online diz que é a “Capacidade de compreender, apreciar ou expressar coisas cômicas, engraçadas ou divertidas” por isso o humor deve ser utilizado de forma terapêutica. O humor traz diversos benefícios fisiológicos e mentais e é observado na medida em que o indivíduo utiliza esse elemento. 2.4.3 Identificação A capacidade que o indivíduo tem de identificar algo e assimilá-lo a projeções internalizadas, seria a identificação do pensamento e do ser. Na biblioterapia seria a capacidade que o indivíduo tem de se identificar com alguns personagens, quase sempre inconscientemente, entretanto pode dar ao leitor uma experiência na qual não poderia ser na vida real.

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2.4.4 Introjeção No dicionário Aurélio significa “na psicanálise significa adotar ou incorporar inconscientemente, através da internalização”, aquilo que o individuo considera como seus sentimentos, atitudes, restrições, proibições, como também aparências e semelhanças com seus pais. 2.4.5 Projeção Conforme o Aurélio online conceitua projeção no campo da psicanálise como “Mecanismo pelo qual o ser humano atribui a outra pessoa seus próprios sentimentos e motivações”. Seria uma forma de externalizar, transferências de nossas idéias, sentimentos, intenções e expectativas a outras pessoas. 2.4.6 Introspecção Para conceituar este elemento, utiliza-se de dois dicionários o primeiro, o dicionário Aurélio que define como “Exame do interior. / Estudo da consciência por si mesma. (O valor científico da introspecção é muito discutível, dado o seu caráter subjetivo.)”, explicita o exame interior, análise da consciência. Já no dicionário Michaelis online, define como:
Psicol / 1. Descrição da experiência pessoal em termos de elementos e atitudes. 2. Observação, por uma determinada pessoa, de seus próprios processos mentais; os psicólogos experimentalistas julgam irrealizável a introspecção nesta acepção; não obstante, admitem a introspecção provocada, método que consiste em submeter uma pessoa a estimulações definidas que reclamem resposta imediata, seguindo-se o relato dos estados subjetivos que a pessoa haja experimentado.

A procura desses conceitos em ambos os dicionários, mostra a importância da auto-análise do paciente (orientado pelo profissional) , onde o indivíduo verifica sua própria personalidade. Pode-se concluir que com a leitura há um favorecimento a esse elemento de introspecção justamente pela capacidade que o indivíduo tem de refletir sobre os seus sentimentos.

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3 ONDE PODE SER APLICADA A BIBLIOTERAPIA A que leitura com fins terapêuticos é bastante utilizada nas diversas áreas do conhecimento, na literatura pesquisada apresentam onde poderá ser aplicada a biblioterapia observando sua multidisciplinaridade. A leitura como processo cognitivo é bastante utilizada em hospitais, em especial no atendimento de pacientes com alguma disfunção psíquica, segundo Guedes e Ferreira (2008 p.45) “sua aplicação é feita em hospitais, prisões, asilos, orfanatos, ou seja, locais que lidam com o tratamento de problemas psicológicos em crianças, jovens, adultos, deficientes físicos, doentes crônicos e viciados”, o local onde poderá ser aplicada a biblioterapia dependerá em qual contexto o paciente deve ser incluído, como também qual profissional deverá assisti-lo. 4 A BIBLIOTECONOMIA, O BIBLIOTECÁRIO E A BIBLIOTERAPIA A Biblioteconomia, por pertencer à área de humanas, mais precisamente na parte das ciências sociais aplicadas, vem sofrendo inúmeras modificações ou adaptações devido às TICs (Tecnologia da Informação e comunicação) e à globalização, causando assim mudanças que afetam a sociedade como um todo. Nessas mudanças, a biblioteconomia, como também as outras áreas do conhecimento, deve promover mudanças metodológicas para fim de adaptação, segundo Pinto (2005, p.33)
O ambiente exige mudanças inevitáveis tanto de natureza do campo de atuação, como de formação do pessoal, assim como dos suportes de informação: entre outras mudanças, contam-se as de estruturas arquitetônicas de bibliotecas que passaram de ambientes estáticos para dinâmicos.

E é neste contexto, que a biblioteconomia como ciência que trata a informação se insere na sociedade contemporânea, acompanhando as mudanças e participando de uma maneira mais humana na formação dessa sociedade. Pinto (2005, p.34) afirma que a “Biblioteconomia é um campo com certa especificidade e relativa autonomia, uma vez que possui regras e normas específicas para legitimar seus discursos e suas ações” e como intuito de formar

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profissionais que atuem com legitimidade e que tenham habilidades e competências para atuarem nesse campo. Além dessa legitimidade temos o bibliotecário como intermediário entre a sociedade e os serviços de informação, Pinto (2005, p.34) apresenta como
Gestor de unidades de informação, ou responsável pelo planejamento de desenvolvimento de acervos, o bibliotecário também ocupa o papel de mediador entre a comunidade de usuários e o espaço documentário ou de informação. Penso assim porque, além de sua natureza de campo no espaço social, o específico do fazer bibliotecário também produz, representa, enuncia e interpreta aspectos tratados em documentos de todos os outros campos, visando contribuir para o acesso ao conhecimento registrado em suporte material, seja papel ou eletrônico.

O bibliotecário tem um papel fundamentalmente social de disseminar a informação, ou seja, de transmitir a informação seja a quem for e a onde estiver, seguindo este contexto de disseminação, tem-se o serviço de informação e referência como ponto de partida, devido aos serviços oferecidos. O Serviço de Informação e Referência (SIR) tem o cenário ideal para por em prática essa socialização do bibliotecário, por um setor de atendimento. O SIR pode reforçar o elo entre o usuário e o bibliotecário ou entre o paciente e o biblioterapeuta. O SIR em dados históricos tinha a função de aconselhamento a leitores, onde segundo Pereira (1996, p, 40) diz que “Essa iniciativa de leitura [...] é precursora óbvia da biblioterapia, pois ela desenvolveu listas de leitura para adultos” e esses serviços eram destinados a presidiários que estavam em condicional. A junção do poder terapêutico da leitura e a biblioteca faz com que o profissional bibliotecário torne-se um individuo sensível e capaz de assumir responsabilidades, justamente partindo da multidisciplinaridade da biblioterapia, Pinto (2005, p. 39) justifica
Entendo que a biblioterapia utiliza outras ferramentas, contemplando as várias formas de leitura, [...] textos não verbais (jogos, imagens, música). Portanto, trata-se de uma vivência que se apóia em vários domínios e, portanto, multidisciplinar.

A multidisciplinaridade da biblioterapia faz com que o trabalho em conjunto com outros profissionais torne-se eficaz e proveitoso. O paciente teria o atendimento médico, para diagnósticos e indicação de tratamento sendo que sua

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responsabilidade seria dividida com o bibliotecário, segundo Pereira (1996, p.65) seria
O medico deveria saber o que esperava alcançar com a leitura prescrita, sumarizar os mecanismos psicológicos básicos do paciente e indicar que tipo de leitura seria de beneficio e qual outro seria indicado ao paciente. Aos bibliotecários a elaboração de uma lista de materiais comumente usados em biblioterapia.

Neste

caso

o

bibliotecário

seguiria

as

prescrições

médicas

com

responsabilidade, primeiro nas escolhas dos livros prescritos e depois na sugestão e debates com os pacientes. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Na biblioteconomia a biblioterapia tem um papel fundamental e social para com as pessoas que desenvolvam algum distúrbio seja ele emocional ou psíquico, vê-se a função social e terapêutica da leitura como ferramenta necessária para tal papel e o bibliotecário como agente dessa ação. Na pesquisa observamos a multidisciplinaridade da biblioterapia devido à participação de diversos profissionais como: assistentes sociais, educadores, enfermeiros, médicos, psicólogos, bibliotecários, entre outros profissionais. O bibliotecário tem que ser visto como agente de socialização na biblioteconomia, tem que ter um perfil social para atender as necessidades de pacientes, trabalho desenvolvido em conjunto com outros profissionais. Constatou-se que por meio da leitura terapêutica os pacientes podem compartilhar suas emoções, dúvidas e angústias, bem como vivenciarem momentos de alegria no grupo, cuja vida estava sendo tecida coletivamente por fios que os uniam rumo à cura. Conclui-se que a Biblioterapia deve ser vista como um complemento a outras terapias e não apenas como única possibilidade de tratamento psicológico, ela apenas serve como alívio das tensões, medos e angústias, desenvolvidas e vivenciadas por pacientes e que o bibliotecário pode ser um agente direto neste tratamento.

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REFERÊNCIAS Dicionário Aurélio. Disponível em: <http://www.dicionariodoaurelio.com> Acesso em: 15 nov. 2010. Dicionário Michaelis. Disponível em: <http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index>. Acesso em: 15 nov. 2010. FERREIRA, Nélia Barros; GUEDES, Mariana G.A importância da biblioteca e da Biblioterapia na formação dos internos do orfanato lar Rita de Cássia. Disponível em: <http://bdm.bce.unb.br/bitstream/10483/650/1/2008_NeiliaFerreira_MarianaGuedes. pdf>. Acesso em: 15 Nov. 2010. OUAKNIN, Marc-Alain. Biblioterapia. Tradutor Nicólas Niymi Campanário. São Paulo: Edições Loyola,1996. PEREIRA, Marília Mesquita Guedes. Biblioterapia: proposta de um programa de leitura para portadores de deficiência visual em bibliotecas públicas. João Pessoa: UFPB/ Editora Universitária, 1996. PINTO, Virginia Bentes. Biblioterapia e o bibliotecário. Transinformação. Campinas, 17(1):31-43, jan./abr., 2005. SOUZA, Danielle Medeiros de. Do ato mágico da leitura à experiência terapêutica: a contribuição da interface biblioterapia e literatura infantil na educação de crianças. Natal: EdUFRN, 2006.

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