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Direito Constitucional

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Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr

ROTEIRO DE DIREITO CONSTITUCIONAL 1 BIBLIOGRAFIA BÁSICA PARA O EXAME DE ORDEM: 1. MORAES, Alexandre. Direito constitucional. São Paulo: Atlas, 2004. 2. KNOERR, Cibele Fernandes Dias. Direito constitucional didático. Curitiba: Juruá. 3. PINHO, Rodrigo César Rebello. Coleção Sinopses Jurídicas. Tomos 17 e 18. São Paulo: Saraiva, 2005. AULA 1: PODER CONSTITUINTE. 1. PODER CONSTITUINTE. 2. CONSTITUIÇÕES E DIREITO CONSTITUCIONAL. Conceituação de Constituição. Utilidade da conceituação. Direito Constitucional. Existência ou não da matéria constitucional. A forma constitucional. Constituições rígidas e flexíveis. 2 I - PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO. a) CONCEITO É o poder responsável pela elaboração da Constituição Federal.

b) TITULARIDADE E EXERCÍCIO (1º, §único, C F – relação com o regime de governo) O titular é o povo. O exercício depende da origem da Constituição. Se ela foi promulgada, quem exerceu a função constituinte originária foi uma Assembléia Nacional Constituinte. Se outorgada, a autoridade que ditou a Constituição em nome do povo.

c) CARACTERÍSTICAS JUSPOSITIVISTAS (STF) 1. inicial ou inaugural 2. ilimitado 3. incondicionado 4. soberano * 3 5. Natureza: poder de fato

JUSNATURALISTAS 1. derivado 2. limitado 3. condicionado 4. autônomo 5. Natureza: poder de direito

d) NORMAS CONSTITUCIONAIS QUE ELABORA:
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Roteiro elaborado pela Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr. Mestre e Doutoranda em Direito Constitucional PUC/SP. Professora de Direito Constitucional da Faculdade Tuiuti, no curso preparatório para concursos do Professor Luiz Carlos, na Escola da Magistratura Federal (ESMAFE) e na FEMPAR. Professora de Direito Constitucional no curso de ensino à distância da Saraiva (viasaraiva.com.br). Advogada. 2 Todas as questões do roteiro são do Exame de Ordem da OAB/Pr.
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A OAB/Pr insiste, porém, que o poder constituinte originário é autônomo, conforme a teoria juspositivista. Não está correto porque soberania implica o exercício de um poder ilimitado e autonomia, de um poder limitado pelo Direito. 1

Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr

Normas constitucionais originárias: normas da Constituição Federal que não sofreram processo de reforma (emenda).

e) CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DAS NORMAS C O N S T I T U C I O N A I S E L A B O R A D A S P E L O PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO? 1. JUSPOSITIVISTAS 2. JUSNATURALISTAS Nunca. Sim, se ofenderem o Direito Natural. II – CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO 1 . Elaboradas por uma Assembléia Nacional Constituinte I – Origem: composta de representantes do povo, eleitos com a finalidade de sua elaboração. PROMULGADAS, DEMOCRÁTICAS OU POPULARES 2. Elaboradas sem a participação popular, mediante imposição do poder da época. OUTORGADAS II – Estabilidade (ou 3. Podem ser alteradas pelo mesmo processo legislativo de elaboração das leis. FLEXÍVEIS mutabilidade): 4. Podem ser alteradas por um processo legislativo mais solene e oneroso do que o existente para a edição das demais espécies normativas. RÍGIDAS 5 . Algumas regras poderão ser alteradas pelo processo legislativo ordinário, enquanto outras somente por um processo legislativo especial e mais dificultoso. SEMI-RÍGIDAS OU SEMIFLEXÍVEIS II a) CONSTITUIÇÕES BRASILEIRAS 1. A Constituição brasileira é: (a) democrática, sintética, promulgada, rígida e dogmática; (b) democrática, promulgada, semi-rígida, sintética e dogmática; (c) democrática, outorgada, rígida, analítica e dogmática; (d) democrática, promulgada, rígida, analítica e dogmática; (e) democrática, promulgada, analítica, flexível e dogmática. 2. Tendo em vista a distinção doutrinária entre constituição material e constituição formal, é correto afirmar, a respeito da emenda constitucional n.º 1, de 17 de outubro de 1969 (Ec 1/69): (Agosto de 2003) a) Que ela é constituição material, mas não é constituição formal. b) Que ela é constituição formal, mas não é constituição material. c) Que ela é constituição formal e constituição material.

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(d) Que ela não se encaixa na referida classificação doutrinária. 3. A doutrina costuma apontar como conteúdo constitucional mínimo (normas materialmente constitucionais) os assuntos: (a) separação de poderes e direitos fundamentais; (b) direitos fundamentais e regime jurídico da magistratura; © direitos fundamentais e normas formalmente constitucionais; (d) regime jurídico da magistratura e separação de poderes; (e) regime jurídico dos servidores públicos e direitos políticos. 4. Assinale a alternativa correta: (2º Semestre 2004) (a) no direito brasileiro, há normas materialmente constitucionais e normas formalmente constitucionais, razão pela qual somente as primeiras são consideradas vigentes; (b) no direito brasileiro, a distinção entre normas formalmente constitucionais e normas materialmente constitucionais nunca existiu; (c) no direito brasileiro, a distinção entre normas formalmente constitucionais e normas materialmente constitucionais existiu somente na Constituição de 1824; (d) no direito brasileiro, a diferenciação entre normas materialmente constitucionais e formalmente constitucionais surgiu com a promulgação da CF de 1988. 5. Sobre o poder constituinte originário, assinale a alternativa correta (2004 e 2º Exame de 2005): (a) é inaugural, incondicionado e ilimitado juridicamente; (b) é limitado apenas no que tange ao respeito aos direitos e garantias fundamentais estabelecidos na ordem jurídica anterior; (c) deve respeito apenas aos tratados internacionais antes ratificados pelo órgão competente; (d) é constituído, ilimitado e incondicionado juridicamente. 6. Assinale a alternativa correta (1º Exame de 2005): (a) Poder constituinte originário é aquele exercitado pelo povo na constituição do Estado, novo e soberano; (b) o Poder constituinte originário manifesta-se no surgimento, apenas, de uma primeira Constituição, jamais nas posteriores; © o Poder Constituinte derivado manifesta-se de duas formas distintas: enquanto reformador ou decorrente; (d) não obstante seja incondicionado e ilimitado, o Poder Constituinte originário somente pode legitimamente se manifestar, contemporaneamente, na forma mundialmente consagrada para os estados constitucionais e democráticos de direito. 7. Assinale a alternativa incorreta (2º Exame 2006) (a) o povo pode ser reconhecido como o titular do Poder Constituinte, mas não é jamais quem o exerce.
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limitado 3. uma lei anterior à Constituição. (d) as normas infraconstitucionais compatíveis com a nova Constituição geram o fenômeno da constitucionalização. Assinale a alternativa incorreta: (3º Exame OAB 2006) (a) pela teoria da recepção. INSTITUÍDO OU REFORMADOR) a) CONCEITO É o poder responsável pela reforma da Constituição Federal. condicionado 4. derivado 2. © o povo pode ser reconhecido como o titular do poder constituinte. ilimitado e incondicionado. Natureza: Poder de direito FORMAS DE MANIFESTAÇÃO 1. 4 . (b) o poder constituinte originário caracteriza-se por ser inicial e autônomo. (60. CF) – emendas constitucionais (total: 53) EMENDAS À CONSTITUIÇÃO FEDERAL d) NORMAS CONSTITUCIONAIS QUE ELABORA: Normas constitucionais derivadas: emendas constitucionais e emendas constitucionais de revisão. continua válida desde que com ela compatível. autônomo e incondicionado. (d) o Poder Constituinte Originário esgota-se com a elaboração da Constituição. ilimitado. (c) o Poder Constituinte Originário caracteriza-se por ser inicial. mas não pode exercelo. ADCT) – emendas constitucionais de revisão (total: 6) 2. O exercício é realizado pelo Congresso Nacional. CONSTITUÍDO. b) TITULARIDADE e EXERCÍCIO O titular é o povo. c) CARACTERÍSTICAS 1. 8. (3º. III – PODER CONSTITUINTE DERIVADO (SEGUNDO GRAU.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (b) o Poder Constituinte pode ser classificado em Poder Constituinte Originário e Poder Constituinte Derivado.

Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr e) C O N T R O L E D E C O N S T I T U C I O N A L I D A D E D A S N O R M A S CONSTITUCIONAIS ELABORADAS PELO PODER CONSTITUINTE DERIVADO? Sim. CF): não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: a forma federativa de Estado. secreto. CF) I – LIMITES EXPRESSOS 1. no mínimo. CF): a proposta de emenda será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. f) LIMITES à REFORMA CONSTITUCIONAL (art. em dois turnos de discussão e votação. §2º. três quintos dos votos dos respectivos membros. mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da federação manifestando-s e c a d a u m a d e l a s p e l a m a i o r i a r e l a t i v a d e s e u s membros. no mínimo dos senadores (são 81 no total). (c) vedação ao processo de “dupla revisão”. ADCT. (b)DISCUSSÃO E VOTAÇÃO (60. (d) PROPOSTA DE EMENDA COM VOTAÇÃO PREJUDICADA OU REJEITADA (60. CF): Presidente da República. estado de defesa e intervenção federal. (b) alterar os limites expressos (a fim de facilitar ou dificultar o processo de reforma). CF) 2. a separação de poderes e os direitos e garantias individuais. ADCT) I – LIMITES EXPRESSOS: 5 . o voto direto. §1º. CF): a Constituição Federal não poderá ser reformada na vigência de estado de sítio. CF) – somente poderá ser reapresentada na próxima sessão legislativa (57. (c) PROMULGAÇÃO e PUBLICAÇÃO (60. 60. da CF para (a) suprimir os limites expressos. §3º. se ofenderem as normas constitucionais originárias que contém limites ao poder constituinte derivado. §4º. em ambos os turnos. um terço. I a IV. I I – LIMITES IMPLÍCITOS MATERIAIS: não é possível por via de emenda revogar o art. 3. LIMITES MATERIAIS (cláusulas pétreas) (60. universal e periódico. 60 + 3º. I a III. REVISÃO CONSTITUCIONAL (3º. LIMITES CIRCUNSTANCIAIS (60. §5º. e será considerada aprovada se obtiver. CF): a emenda constitucional é promulgada e publicada pela Mesa da Câmara dos Deputados e pela Mesa do Senado Federal. dos deputados federais (são 513 no total) ou um terço. LIMITES FORMAIS OU PROCEDIMENTAIS: (a) INICIATIVA (60. CF) EMENDA CONSTITUCIONAL (60.

Cláusulas pétreas (60. (b) Constituição flexível é aquela que permite sua reforma pelo mesmo processo estabelecido para os decretos-regulamentares. ADCT) Não. §1º. no mínimo. Assinale a alternativa incorreta (1º Exame de 2005): (a) Constituição rígida é aquela cujo processo de elaboração de emendas é diverso do relativo às normas infraconstitucionais. já realizada em 1993. Em 1994. É POSSÍVEL MODIFICAR A CONSTITUIÇÃO FEDERAL PELO PROCEDIMENTO DA REVISÃO CONSTITUCIONAL? (ligação com o art. (d) a Constituição Federal de 1988 – emendada – é rígida. Uma Constituição é qualificada de ‘rígida’ quando: (a) traz em seu texto as chamadas ‘cláusulas pétreas’. 2. num só turno de discussão e votação e aprovada por. h) PLEBISCITO (2º. A Constituição previu uma única revisão. LIMITES FORMAIS (3º. 6 . Limites circunstanciais (60. 10. §4º. o poder constituinte derivado promulgou e publicou 6 emendas constitucionais de revisão. diverso do processo legislativo comum criador das normas ordinárias. concluída a revisão. ADCT) h1) OPÇÃO PELA FORMA DE GOVERNO: REPÚBLICA h2) OPÇÃO PELO SISTEMA DE GOVERNO: PRESIDENCIALISMO 9. 11.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 1. (c) possui uma parte imodificável por processo legislativo comum. Assinale a alternativa correta: (1º Exame 2007) (a) Constituição rígida é aquela que não admite qualquer alteração. LIMITES IMPLÍCITOS: 1. LIMITE TEMPORAL (3º. que não podem ser modificadas pelo constituinte derivado. © Constituição semi-rígida (ou semi-flexível) é aquela sujeita a um processo de elaboração de emendas. 2º. CF) 3. (d) só pode ser modificada por um processo legislativo solene. CF) 2. ADCT): a revisão somente foi possível após cinco anos da data da promulgação da Constituição de 1988 (após 5 de outubro de 1993) 3. (b) pode ser alterada pelo mesmo processo legislativo gerador de normas legais ordinárias. ADCT) A proposta de emenda constitucional de revisão foi discutida e votada em sessão unicameral. especial e qualificado. Limites materiais implícitos das emendas constitucionais g) HOJE. pelo menos em parte. a maioria absoluta dos deputados federais e senadores. diferente do relativo às normas infraconstitucionais.

Assinale a alternativa correta. por ser obra do poder constituinte originário. (c) Constituição rígida é aquela que possui regras que podem ser alteradas pelo processo legislativo ordinário e outras regras que apenas podem ser modificadas através do processo legislativo especial.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (b) Constituição rígida é aquela que pode ser alterada por um processo legislativo mais solene e complexo que o exigido para a edição das outras espécies normativas. suas características são: (Agosto de 2003) (a) Ilimitado. abrange também o poder de reforma da Constituição – poder constituinte derivado. condicionado e constituído. exclusivamente. (1º Exame 2006) Emenda constitucional é ato normativo que pode ser proposto pelo Presidente da República. 12. É incorreto afirmar que o Poder Constituinte: (a) originário não pode alterar as cláusulas pétreas. originário e constituído. No que diz respeito ao poder constituinte derivado. (b) a Constituição é considerada obra do poder constituinte originário enquanto as leis são obra do poder constituinte reformador. (verdadeira) 7 . (d) as Constituições dos Estados-membros da federação brasileira são obra do poder constituinte derivado e não do poder constituinte originário. (2º Exame 2003) A forma federativa de Estado se constitui em cláusula pétrea. (c) denomina-se poder de terceiro grau ou decorrente quando alude ao poder dos Estados de editarem suas próprias Constituições. (c) Ilimitado. 14. 15. (falsa) 16. (d) ilimitado. (b) Limitado. enquanto aquela não admite alteração. Assinale a alternativa correta: (2º semestre . incondicionado e constituído 13. mas que não pode vir a integrar a ordem jurídica na vigência de intervenção federal e de estado de sítio. condicionado e constituído. (c) no direito brasileiro. (b) é um poder de fato para os adeptos do juspositivismo e um poder de direito para os que adotam o jusnaturalismo. (d) em seu sentido lato.2004) (a) uma importante diferença entre Constituição e as leis é que estas últimas podem ser alteradas. o processo legislativo de reforma da Constituição é diferente do processo legislativo de reforma das leis. (d) Constituição rígida é aquela que tem um núcleo imodificável e outro núcleo que pode ser alterado da mesma forma exigida para a elaboração das outras espécies normativas.

(d) a pena de morte pode ser introduzida em processo de revisão constitucional. (verdadeira) APLICABILIDADE DA CONSTITUIÇÃO NO TEMPO: 1. 19. A emenda constitucional é promulgada: (a) pelo Presidente da República. (falsa) 20. 21. (c) pela Mesa da Câmara dos Deputados. (2º Exame 2004) (a) O Presidente da República pode vetar proposta de emenda à Constituição (PEC) invocando razão de inconstitucionalidade. (falsa) (b) o Presidente da República pode vetar proposta de emenda à Constituição (PEC) invocando falta de interesse público. T E S E D A A Constituição nova revoga totalmente a DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO Constituição anterior (revogação tácita). (b) a pena de morte pode ser introduzida no Brasil por meio de emenda constitucional. © o direito de impenhorabilidade da pequena propriedade rural poderá ser objeto de deliberação em proposta de emenda à Constituição. O STF aceita a desconstitucionalização expressa. (b) a extinção da justiça desportiva poderá ser objeto de deliberação em proposta de emenda à Constituição. TESE DA AB-ROGAÇÃO (STF) b. (c) a pena de morte pode ser aplicada em caso de guerra declarada. (b) pelo Presidente do Congresso Nacional. 18.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 17. Assinale a alternativa correta (3º Exame 2006): (a) a supressão do poder de veto do Presidente da República no processo legislativo poderá ser objeto de deliberação em proposta de emenda à Constituição. (1º Exame 2003) As emendas constitucionais podem ser submetidas a controle de constitucionalidade. RELAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO NOVA COM A CONSTITUIÇÃO ANTERIOR: a. (d) pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. (d) as competências legislativas do Distrito Federal poderão ser objeto de deliberação em proposta de emenda à Constituição. 8 . mas rejeita a tácita. Assinale a alternativa correta: (1º Exame 2007) (a) a pena de morte não pode ser aplicada no Brasil. em nenhuma hipótese. (Maria Helena Diniz – doutrina minoritária): Normas da Constituição anterior são recepcionadas como lei ordinária federal se compatíveis com o texto da nova Constituição.

Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr RELAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO NOVA COM A LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL ANTERIOR: A “RECEPÇÃO” (princípio da continuidade da ordem jurídica e da segurança jurídica): as leis anteriores compatíveis com o conteúdo da nova Constituição são recebidas e continuam em vigor. valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e pluralismo político . ela será revogada totalmente (ab-rogação) se for totalmente contrária.1 Requisitos para revogação: se a lei anterior é incompatível com o conteúdo da nova Constituição. Ao consagrar o princípio do pluralismo político. promover o bem de todos. idade e quaisquer outras formas de discriminação. Como regra. (b) A constituição nova somente será válida se for compatível com a constituição revogada. Assinale a alternativa correta: (1º Exame 2007) (a) constituem objetivos da República Federativa do Brasil a garantia do desenvolvimento nacional. (3º) 23. raça. CF): soberania. 9 . esta recepção é tácita. (d) o princípio democrático. Como regra. T E S E D A R E V O G A Ç Ã O T O T A L ( A B -R O G A Ç Ã O ) O U P A R C I A L (DERROGAÇÃO) (STF): b. sexo. (e) As normas infraconstitucionais compatíveis com a nova constituição são recepcionadas. esta revogação é tácita. a prevalência dos direitos humanos e a construção de uma sociedade livre. é correto afirmar que (Agosto de 2003): (a) A constituição nova permite a sobrevivência da constituição revogada. (2) OBJETIVOS FUNDAMENTAIS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL: construir uma sociedade livre. garantir o desenvolvimento nacional. erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades sociais e regionais. justa e solidária. independentemente de manifestação do Supremo Tribunal Federal. Com a entrada em vigor de uma nova ordem constitucional. (b) os sindicatos como categorias sociais de produção. sem preconceitos de origem. (c) As normas infraconstitucionais incompatíveis com a nova constituição podem vir a ser recepcionadas pelo Supremo Tribunal Federal. dignidade da pessoa humana. 22. parcialmente (derrogação) se somente uma parte dela contrariar a nova Constituição. justa e solidária. a Constituição do Brasil institui (1º Exame 2003): (a) um dos fundamentos da República. 24. cor. J) A CONSTITUIÇÃO “CIDADÔ: (1) FUNDAMENTOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL (1º. a. (c) a multiplicidade de legendas partidárias. cidadania.

2003) A soberania é um dos princípios fundamentais da República Federativa do Brasil. (verdadeira) 10 . (c) constituem objetivos da República Federativa do Brasil a garantia do desenvolvimento nacional. (2º Semestre . a construção de uma sociedade livre.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (b) constituem objetivos da República Federativa do Brasil a prevalência dos direitos humanos. 25. (d) constituem objetivos da República Federativa do Brasil a prevalência dos direitos humanos. a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais. justa e solidária e a erradicação da pobreza. a redução das desigualdades regionais e a garantia do desenvolvimento nacional.

são fundamentais em sentido formal porque estão positivados em normas constitucionais. 2. 26. direito de propriedade). direitos políticos. sobre o ordenamento constitucional. 11 . de forma clara e taxativa.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (AULA 2): DIREITOS FUNDAMENTAIS 7. direitos sociais. CF) Os direitos e garantias são fundamentais em sentido material. (1º Exame 2007) os direitos e garantias expressos na Constituição da República não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados. 45/04 – “os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados. São 5 (cinco) espécies: direitos e garantias individuais e coletivos. porque essenciais à proteção da dignidade da pessoa humana. ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. em dois turnos. por três quintos dos votos dos respectivos membros. 5º. CF. Princípio da isonomia. Direitos e garantias fundamentais expressos e implícitos (art. Pessoas físicas e pessoas jurídicas q u a n d o o d i r e i t o f o r compatível com sua personalidade (exemplo: direito à honra objetiva. Princípio da supremacia do interesse público. na redação da Emenda n. 3. Os implícitos decorrem do regime democrático ou dos princípios constitucionais (exemplo: privilégio contra a auto-incriminação e o direito de impetrar mandado de injunção coletivo).2004): (a) o artigo 5º. §2º da Constituição brasileira garante. direitos de nacionalidade. serão equivalentes às emendas constitucionais”) 27. §2º. TITULARIDADE dos direitos e garantias fundamentais (5º. CONCEITO E ESPÉCIES de DIREITOS e GARANTIAS FUNDAMENTAIS (Título II. em cada Casa do Congresso Nacional. 1. CF) Os expressos estão escritos na letra da Constituição Federal. CF) (art. 5º. a primazia dos tratados decorrentes de direitos humanos. DIREITOS E GARANTIAS. 1º. §2 º e 3º. caput) Os brasileiros e estrangeiros residentes no país (mas para estes somente os direitos e garantias individuais e coletivos e os direitos sociais). direitos de participação em partidos políticos. direito de pleitear indenização por danos morais e materiais. Assinale a alternativa correta (2º semestre . III. (verdadeira) a) Os direitos e garantias previstos em tratados internacionais do qual a República Federativa do Brasil seja parte (art.

decorrente de direitos humanos. 5º. LII. do art. só produzem efeitos negativos (servem d e parâ m e t r o p a r a r e v o g a r l e i s anteriores ou declarar a inconstitucionalidade de leis posteriores com elas incompatíveis). (verdadeira) (b) O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. em dois turnos. que complete o seu comando normativo para produzirem efeitos positivos e 12 . têm primazia sobre as leis (ordinárias ou complementares). caput (princípio da igualdade). mas possivelmente não integral. 28. (1º Exame 2006) (Direito Civil) Nem todos os direitos de personalidade se aplicam às pessoas jurídicas. APLICAÇÕES DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS. embora nem todos os direitos de personalidade assegurados para a pessoa natural o sejam para as pessoas jurídicas. e a Constituição Federal. em cada Casa do Congresso Nacional. De eficácia plena. prevalecerá esta. (verdadeiro) 4. isto é. (verdadeiro) 30. permitem que o legislador restrinja. diminua. automaticamente. EFICÁCIA PLENA As normas constitucionais d e e f i c á c i a p l e n a são normas de aplicabilidade direta. não precisam ser recepcionados. Precisam de lei regulamentadora. (Última Exame 2004) (Direito Civil) Aplica-se às pessoas jurídicas a proteção aos direitos de personalidade. De eficácia contida. © os tratados decorrentes de direitos humanos têm aplicabilidade direta no ordenamento jurídico nacional. mediata e reduzida. Embora sozinhas já consigam produzir todos os seus efeitos (positivos e negativos). Sozinhas. imediata. EFICÁCIA LIMITADA As normas constitucionais de e f i c á c i a l i m i t a d a têm aplicabilidade indireta. (d) os tratados decorrentes de direitos humanos não têm aplicabilidade direta em nosso ordenamento jurídico constitucional. (1º Exame 2007) (a) Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados. imediata e integral. já produzem todos os seus efeitos (positivos e n e g a t i v o s ) . 5º da Constituição da República Federativa do Brasil. sem necessidade de l e i regulamentadora. APLICABILIDADE: capacidade da norma constitucional de produzir efeitos jurídicos. EFICÁCIA CONTIDA A s normas constitucionais de eficácia contida s ã o normas de aplicabilidade direta. (verdadeira) 29. 5 º . Exemplos: a r t . por três quintos dos votos dos respectivos membros serão equivalentes às emendas constitucionais. que versem sobre a mesma matéria. Sozinhas. entretanto.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (b) na hipótese de conflito entre tratado. segundo previsão expressa do §1º.

XIII. 196. 5º LX. §4º. §1º. XLV. imediatamente.” Essa nomenclatura merece críticas porque as normas de eficácia limitada são auto-aplicáveis no tocante à eficácia negativa. da Constituição Federal de 1988. incidência. a normas constitucionais auto-aplicáveis (são as de eficácia plena e contida que não dependem do legislador para a produção de efeitos positivos) e a normas constitucionais não auto-aplicáveis (são as de eficácia limitada. VII. Exemplos: 5º. Súmula 648. 5º. do TSE: “Não é auto-aplicável o §9º. XII. 4 A doutrina e a jurisprudência referem-se. que estabelece a prisão administrativa. VIII. de 1945. 5º. 21 a 24. tinha sua aplicabilidade condicionada à edição de lei complementar”. em caráter excepcional. 14. da Constituição. 5º. 201 da Constituição Federal de 1988”. inciso VI. foi revogado pelos incisos LXI e LXVII do art. 88. como parâmetro para declaração de inconstitucionalidade de leis posteriores e revogação de leis anteriores com ela colidentes (imediatamente já produzem uma eficácia reduzida. do art. 17. Exemplo de utilização dessa classificação: Súmula 24. CF: “As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. ESPÉCIES: a) PROGRAMÁTICAS (fixam programas de ação que o Estado deve cumprir na área social. 5º. do STF: “A norma do §3º. XV. que dependem do legislador para produção de efeitos positivos). §§3º e 4º. 7661. Exemplos: 5º. 5º. XLIII. §7º. 5º. do Tribunal Regional Federal da 4ª Região: “São auto-aplicáveis os parágrafos 5º e 6º do art. XXIII. com a redação da emenda constitucional de revisão nº 4/94. 14. 66. 7º. do artigo 192 da Constituição. CF) ART. Exemplo de eficácia negativa de norma constitucional é o que mostra a Súmula 280 do STJ: “O art. 109. 143. XXXII. 33. VII. 14. muitas vezes. 5º. 5º. podendo servir. 5º. §único. a eficácia negativa ou paralisante).” 13 . CF) c) NORMAS DEFINIDORAS DE DIREITOS (definem direitos que somente poderão ser exercidos após a regulamentação legislativa – exemplo: art. §9º. XLII.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 12. 205 e 217. 37. entre prevendo exceções ou condicionamentos à sua outros. contenha a sua eficácia. assegurar o exercício do direito ou da competência nela previstos. econômica ou cultural exemplos: arts. LXI. que limitava a taxa de juros reais a 12% ao ano.” 4 – presunção de aplicabilidade imediata: como regra. caput. normas definidoras de direitos e garantias fundamentais têm eficácia plena ou contida. têm eficácia limitada (aplicabilidade mediata). CF) b)PRINCÍPIOS INSTITUTIVOS (princípios de organização de entes ou instituições públicas – exemplos: arts. 37. Súmula 13. 107. 53. 35 do Decreto-Lei n. revogada pela Emenda Constitucional 40/2003.

Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 5º. plena. norma constitucional de eficácia limitada é aquela que não produz desde logo todos os seus efeitos e precisa ser completada pelo legislador ordinário. 33. (b) as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação retroativa. (c) normas constitucionais de eficácia contida. © as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação programática. norma constitucional de eficácia plena é aquela que não pode ser alterada nem por via de emenda à Constituição.” 31. CF: “conceder-se-á mandado de injunção sempre que a FALTA de NORMA REGULAMENTADORA torne inviável o exercício dos DIREITOS E LIBERDADES CONSTITUCIONAIS e das prerrogativas inerentes à NACIONALIDADE. (d) as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais são todas de eficácia contida.2004): (a) as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. Assinale a alternativa incorreta: (2º semestre . (d) normas constitucionais de eficácia subjetiva. pois dependem de regulamentação. são denominadas 5: (a) normas constitucionais de eficácia superior. (d) nos termos da classificação formulada por José Afonso da Silva. LXXI. (b) nos termos da classificação proposta por José Afonso da Silva. (c) nos termos da classificação formulada por José Afonso da Silva. Doutrina e jurisprudência entendem que o mandado de injunção cabe apenas em relação a: (a) normas constitucionais de eficácia plena e aplicabilidade imediata. (b) normas constitucionais de eficácia plena definidoras de situações subjetivas. norma constitucional de eficácia contida é aquela que produz desde logo todos os seus efeitos jurídicos. mas não imediata. (falsa) 34. (b) normas constitucionais de eficácia postergada. Assinale a alternativa correta (1º semestre . 32. 35. (1º Exame 2007) As normas definidoras de direitos e garantias fundamentais têm aplicação direta. integral. 5 Todas as questões são de provas anteriores do Exame de Ordem do Paraná. mas que podem ter reduzido seu alcance pela atividade infraconstitucional. à SOBERANIA e à CIDADANIA.2004): (a) nos termos da classificação formulada por José Afonso da Silva. Normas constitucionais que têm aplicabilidade imediata. norma constitucional de eficácia plena é aquela que produz desde logo todos os seus efeitos jurídicos e não comporta a possibilidade de restrição em nível legal. 14 . mas admite algum condicionamento no âmbito legal.

5º. 3º. XXXVII – “não haverá juízo ou tribunal de exceção” e LIII – “ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente. CF 1. à soberania e à cidadania. (falsa) 38. nacionalidade e soberania. (c) o mandado de injunção não pode ser impetrado perante qualquer juiz ou tribunal. sem distinção de qualquer natureza”. 5º.ª PROMOTOR NATURAL (127. à soberania e à cidadania. DIREITOS FUNDAMENTAIS positivados no art. CF) 2 .Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr © normas constitucionais de eficácia contida e aplicabilidade imediata. desde que comprove o nexo de causalidade entre a omissão e o direito que quer exercer. caput: “Todos são iguais perante a lei. como é garantia constitucional. III) a) igualdade formal ou jurídica a. CF – princípio institucional do Ministério Público: independência funcional) 4. JUIZ NATURAL (5º. vedação à discriminação “negativa” b) igualdade material ou de fato: b. justas e razoáveis 6 O Princípio da razoabilidade nas Súmulas: SÚMULAS DO STF: 70: “É inadmissível a interdição de estabelecimento como meio coercitivo para cobrança de tributo” 547: “Não é lícito a autoridade proibir que o 15 .”) 3. IGUALDADE (Art. (d) o mandado de injunção.1 a discriminação positiva ou revertida e as políticas compensatórias (art.1. (OAB 1º Exame 2006) Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício de quaisquer direitos ou liberdades e/ou das prerrogativas inerentes à nacionalidade. definidoras de situações subjetivas. 36. (b) o mandado de injunção incide sobre legislação inconstitucional que interfere no exercício da cidadania. VIII. tem aplicação imediata. prescindindo de lei regulamentadora para sua adequada utilização. §1º. (falsa) 5. 5º. LIV – “ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”) (a) em sentido material ou substancial 6: as normas processuais devem ser lógicas. §1º. 37. XXXV – “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”) Exceções constitucionais: art. Assinale a alternativa incorreta: (OAB última 2004) (a) o mandado de injunção pode ser impetrado por qualquer pessoa. INAFASTABILIDADE DO PODER JUDICIÁRIO (5º. (OAB 2º Exame 2006) Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora dificultar o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. I. CF 3. §2º e 217. 142. 37. DEVIDO PROCESSO LEGAL (5º. (d) normas constitucionais de eficácia contida. (e) normas constitucionais de eficácia limitada e aplicabilidade reduzida.

entre os quais o de permanecer calado. XXX. no âmbito judicial e administrativo. LXXVIII – “a todos. 7º. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. DIREITO AO SILÊNCIO (5º.” 14: “Não é admissível. seja ela negativa ou positiva. da Constituição. são assegurados o contraditório e a ampla defesa. PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (5º. Assinale a alternativa correta: (Último Exame 2004) (a) a discriminação positiva é mecanismo previsto pela própria Constituição Federal como forma de realização da igualdade material. LXIII – “o preso será informado de seus direitos.” 683: “O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. INADMISSIBILIDADE DAS PROVAS ILÍCITAS (5º. (b) o Brasil repudia qualquer forma de discriminação. em processo judicial ou administrativo. com os meios e recursos a ela inerentes.”) 39. e aos acusados em geral. 16 . Assinale a alternativa incorreta (1º e 2º Exame 2005): (a) homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. LVI – “são inadmissíveis.”) 6. inscrição em concurso para cargo público. 40. no processo.”) 5. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA (5º. LV – “aos litigantes.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr ( b ) em sentido formal: direito à observância das formalidades previstas na Constituição e na lei para a defesa dos direitos RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO (5º.” 667: “Viola a garantia constitucional de acesso à jurisdição a taxa judiciária calculada sem limite sobre o valor da causa” 680:“O direito ao auxílio-alimentação não se estende aos servidores inativos. contribuinte em débito adquira estampilhas. restringir. despache mercadorias nas alfândegas e exerça suas atividades profissionais. por ato administrativo.” Súmula 266 do STJ: “O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser exigido na posse e não na inscrição para o concurso público”. sendo-lhe assegurada a assistência da família e do advogado. as provas obtidas por meios ilícitos”) a) Prova ilícita e prova ilegítima: prova ilícita é obtida com violação a normas constitucionais. quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. (d) a discriminação positiva somente pode ser admitida em relação à quota de deficientes nos serviços públicos. nos termos da Constituição Federal. LVII – “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”) 8. em razão da idade. enquanto a ilegítima com atentado a normas infraconstitucionais de caráter processual 7. (c) a discriminação positiva somente pode ser admitida entre homens e mulheres.

(verdadeira) (b) A vedação à obtenção da prova por meios ilícitos somente incide na fase da persecução penal em juízo. por este órgão. princípio este invocado para questionar a 17 . permitindose que a autoridade policial use de todos os meios necessários para a busca da verdade real. (b) cabe à lei complementar a definição da assistência jurídica a ser prestada pela Ordem dos Advogados do Brasil ao hipossuficiente. será inconstitucional a restrição de acesso aos cargos públicos a pessoas portadoras de deficiência. Segundo o princípio do Juiz natural: (a) todos são iguais perante a lei. (d) ao publicar a sentença de mérito o juiz torna efetivo o direito fundamental à tutela jurisdicional. mas também atinge a formulação dos preceitos primários. que acolheu o Tribunal Penal Internacional e foi ratificado pelo Brasil. 44. (1º Exame 2005) (a) O princípio da humanidade não fundamenta apenas a proibição de penas cruéis e degradantes. será constitucional a restrição de acesso aos cargos públicos por limite de idade. (verdadeira) (b) o Tratado de Roma. (1º Semestre – 2003) (a) Como corolário do princípio do devido processo legal podem ser citados o contraditório e a ampla defesa. (falsa) (d) o princípio do juiz natural tem como um de seus desdobramentos a proibição de tribunais e juízos de exceção. (d) cabe à Lei Orgânica do Ministério Público disciplinar a prestação. (d) A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. © é de competência do Poder Executivo a assistência jurídica ao hipossuficiente. 42.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (b) será inconstitucional qualquer tentativa de legal proteção do mercado de trabalho da mulher. assinale a alternativa correta: (1º Exame 2006) (a) fica obstada a via judicial até que se esgotem os recursos na via administrativa. da assistência jurídica ao hipossuficiente. © conforme o caso. Sobre o direito fundamental à tutela jurisdicional. não pode ser aplicado a fatos anteriores a sua vigência. (c) a tutela inibitória (preventiva) é corolário do direito fundamental à tutela jurisdicional. 45. (b) em hipótese alguma pode ser excluída da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. (c) não haverá juízo ou tribunal de exceção. Assinale a alternativa correta (3º Exame 2006): (a) a assistência jurídica ao economicamente hipossuficiente é da competência do Poder Judiciário. (verdadeira) 43. 41. (b) ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. (d) conforme o caso.

salvo nos casos previstos em lei.6. Alexandre de. no mínimo. em qualquer hipótese. 6. (d) a prisão ilegal não será necessariamente relaxada. DERIVADA OU ADQUIRIDA (12. (3) se fixarem residência no Brasil a qualquer tempo. de 7. (verdadeira) 46. 213. b. DIREITOS DE NACIONALIDADE a) Conceito de nacionalidade: “vínculo jurídico político que liga um indivíduo a certo e determinado Estado. II. independentemente de autorização de órgãos públicos. à eliminação da concorrência. (d) a ordem econômica é fundada exclusivamente na livre iniciativa. assinale a alternativa correta (2º Exame 2005): (a) é assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica.7 b) Espécies de nacionalidade: 1) NACIONALIDADE PRIMÁRIA OU ORIGINÁRIA (12. 2004. p. (b) a lei reprimirá o abuso de poder econômico que vise à dominação dos mercados. Assinale a alternativa incorreta (1º Semestre .Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr instituição do tribunal ad hoc para tratar dos crimes que teriam sido praticados na exIugoslávia. (5º. 7 MORAES. Direito constitucional. (b) haverá juízo ou tribunal de exceção. a. 15. desde que estes não estejam a serviço do seu país. esteja a serviço do seu país. LXV) – foi anulada 47. ofício ou profissão. (na redação da Emenda Constitucional de Revisão n.1994) 2) NACIONALIDADE SECUNDÁRIA. (4) e realizarem a opção a qualquer tempo. ed. (b) jus sanguinis + critério funcional: os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou mãe brasileira no exterior (ius sanguinis) + quando o pai ou a mãe está a serviço da República Federativa do Brasil (critério funcional). Logo. Sobre a ordem econômica. 18 . CF – brasileiro nato): (a) jus soli: nascidos na República Federativa do Brasil ainda que de pais estrangeiros. (c) nacionalidade potestativa: (1) nascidos de pai brasileiro ou mãe brasileira no exterior. a. São Paulo: Atlas.2004): (a) é livre o exercício de qualquer trabalho. fazendo deste indivíduo um componente do povo”. mas não reprimirá o aumento arbitrário dos lucros. © as empresas públicas e as sociedades de economia mista poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado. c. b. para que uma pessoa nascida no Brasil não seja brasileiro nato. I. 3. (c) o preso tem o direito de permanecer calado. (2) pai brasileiro ou mãe brasileira não estão a serviço do Brasil. é preciso a conjugação de dois fatores: ambos os pais estrangeiros (ius sanguinis) + um dos pais.

assinale a alternativa INCORRETA: (a) são brasileiros natos os nascidos na República Federativa do Brasil. adquiram a nacionalidade brasileira. (3) não estabelece um regime de dupla nacionalidade ou nacionalidade comum luso-brasileira. ratificada pelo Decreto Legislativo 82/71 e promulgada pelo Decreto 70391/72. A convenção internacional entre Brasil e Portugal prevendo os direitos e deveres dos brasileiros e dos portugueses equiparados foi assinada em 7 de setembro de 1971 dando origem à Convenção sobre Igualdade de Direitos e Deveres entre Brasileiros e Portugueses. (2) o Poder Executivo dispõe de competência para conceder a naturalização. a). PROCEDIMENTO da NATURALIZAÇÃO: (1) requerimento do interessado perante o Ministério da Justiça. 19 . na forma da lei.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr CF . II. 3 ) EQUIPARAÇÃO COM BRASILEIRO NATURALIZADO (1 2 . (2) concede os direitos do brasileiro naturalizado desde que haja reciprocidade em favor de brasileiros 8. 48. II. C F – o “português equiparado” ou a “quase nacionalidade”): (1) o título somente pode ser adquirido por portugueses com residência permanente no país. (3) entrega do certificado de naturalização pelo juiz federal competente (109. a Lei 6815/80 (12. 5 anos. b). porque o “português equiparado” continua sendo estrangeiro (não perde a nacionalidade portuguesa e nem adquire a nacionalidade brasileira) mas pode exercer alguns direitos (exclusivamente direitos civis caso adquira equiparação civil e também direitos políticos caso adquira equiparação política) inerentes aos brasileiros naturalizados. apátridas ou apólidos? São aqueles que não tem nenhuma nacionalidade. exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral. (2) estrangeiros não originários de países de língua portuguesa: adquirem a nacionalidade “na forma da lei”. de pai brasileiro ou mãe brasileira. a) (b) naturalização extraordinária – estrangeiros de qualquer nacionalidade: residência no Brasil há mais de quinze anos ininterruptos (quinzenária) + ausência de condenação penal + requerimento do interessado (12. ainda que de pais estrangeiros. há necessidade de requerimento e residência permanente no país por. pelos menos. (1º Exame 2006) Sobre a nacionalidade. X. II. desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil. (QUESTÃO) Quem são os heimatlos. Trata-se de um conflito negativo de nacionalidade.brasileiro naturalizado): (a) naturalização ordinária: ( 1 ) estrangeiros originários de países de língua portuguesa: os requisitos são constitucionais: residência por um ano ininterrupto no Brasil + idoneidade moral (12. (b) são brasileiros natos os nascidos no estrangeiro. § 1 º . (4) Para o exercício dos direitos políticos. 8 Cláusula do ut des ou de “admissão de reciprocidade” que depende de ato internacional. CF). que é o Estatuto do Estrangeiro. (c) são brasileiros naturalizados os que. desde que estes não estejam a serviço de seu país.

Presidente do Senado naturalizado pode sofrer o Federal. Brasileiro e imagens (222. oficial das forças armadas. §4º. Direito de 4 . LI empresa República: (89. proprietário tem de ser brasileiro n a t o o u naturalizado há mais de dez anos. desde que requeiram a nacionalidade brasileira. I e 15. d) PERDA DA NACIONALIDADE BRASILEIRA: 1) PERDA –MUDANÇA: (1) atinge brasileiros natos e naturalizados (12. expulsão e deportação somente cabem em relação a estrangeiros. II) (2) Requisitos: (1) aquisição de nacionalidade secundária estrangeira (exemplo: se naturaliza americano) + (2) por um ato voluntário (3) Procedimento: perda efetivada por meio de um procedimento administrativo no Ministério da Justiça oficializada por meio de decreto presidencial com efeitos ex nunc 2) PERDA-PUNIÇÃO: (1) atinge somente brasileiros naturalizados (12. §3º): Presidente e LII): jornalística e de CF): Cargos privativos da República e Vice. C a r g o s 2. CF) (2) Requisitos: prática de atividade nociva ao interesse nacional 20 . §2º): 1 . duas situações excepcionais: (1) crime comum (desde que não seja crime político ou de opinião) praticado antes da naturalização ou (2) participação comprovada em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. Agora. (12. d o s D e p u t a d o s . Ministro do extradição passiva em C F ) : STF. Extradição. §4º.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (d) são brasileiros naturalizados os estrangeiros de qualquer nacionalidade residentes na República Federativa do Brasil há pelo menos 10 (dez) anos ininterruptos ou 20 (vinte) anos alternados e sem condenação penal. c) S O M E N T E A C O N S T I T U I Ç Ã O F E D E R A L p o d e o u t o r g a r t r a t a m e n t o diferenciado aos brasileiros natos e naturalizados – matéria sujeita à reserva constitucional absoluta (12. 3. passiva. membro de carreira diplomática e Ministro de Estado da Defesa. I. VII. F u n ç ã o n o privativos de e x p u l s ã o e propriedade de C o n s e l h o d a brasileiros n a t o s deportação (5º. Brasileiro nato não pode radiodifusão p a r a 6 (seis) cidadãos Presidente da Câmara s o f r e r e x t r a d i ç ã o sonora e de sons brasileiros natos.

Como fica sua situação em face da nacionalidade brasileira? (1º Semestre . X. (d) o jus sanguinis. L á r e q u e r e o b t é m a nacionalidade israelense. porque o brasileiro pode acumular outras nacionalidades nas hipóteses de: (a) reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira (b) imposição de naturalização. na forma da lei. na redação da EC de revisão n. Ambrosino. (OAB 2006) Os cargos. (GABARITO DA OAB) (e) terá prazo de cinco anos para optar por uma das nacionalidades. Nossa Constituição de 1988 adotou para definir a nacionalidade brasileira: (a) o jus sanguinis. v a i r e s i d i r e m I s r a e l . exclusivamente. (c) o jus soli. sendo vedado aos estrangeiros o acesso aos cargos públicos no Brasil. com exceção concedida ao jus soli. (2º Semestre . (b) perde a nacionalidade brasileira através de decreto da Presidência da República. DIREITOS POLÍTICOS e CIDADANIA 1. assim como aos estrangeiros. ao brasileiro residente em Estado estrangeiro. como condição para permanência em seu território ou exercício de direitos civis. Regime de governo DEMOCRÁTICO (1º. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. brasileiro nato. (falsa) 52.2004) (a) permanece com a nacionalidade brasileira. (verdadeira) 7. CF) e) POLIPATRÍDIA (12. b. pela norma estrangeira. 51. (e) não usou como critério definidor nem o jus soli. com exceção concedida ao jus sanguinis. 50. nem o jus sanguinis. a. exclusivamente.2003) Quanto aos agentes públicos.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (3) Procedimento: cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado de competência da justiça federal na ação de cancelamento da naturalização de legitimidade exclusiva do Ministério Público Federal (109. 49. II. 3/94): é um conflito positivo de nacionalidade. §único): espécies a) DEMOCRACIA DIRETA OU b ) D E M O C R A C I A I N D I R E T A O U PARTICIPATIVA REPRESENTATIVA 21 . é correto afirmar que: (a) Somente podem ser brasileiros. §4º. © permanece com as duas nacionalidades. (b) o jus soli.

LXXIII) Ação popular LIGADOS À DEMOCRACIA INDIRETA 1.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 2. Vice-Presidente e Senador. 4. 18 para vereadores. 21 para deputados (federais. (17) sufrágio Direito de se filiar a a ) C a p a c i d a d e partidos políticos. Para os maiores de 16 e menores de 18 Para os maiores de 70 anos 3. Conceito e espécies de DIREITOS POLÍTICOS POSITIVOS São direitos que permitem a participação na vida política do Estado e propiciam o exercício da cidadania. CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA a) As condições gerais de elegibilidade (14. I) FACULTATIVO (14. §4º. (61. §1º. §2º. (14. estaduais e distritais). com valor igual para todos 2) Alistamento eleitoral (os inalistáveis – 14. II e 14. secreto. periódico. CF – estrangeiros. caput. §1º. pleno exercício dos direitos políticos. DIREITOS POLÍTICOS NEGATIVOS: IMPEDEM a participação na vida política do Estado. conscritos. 30 para Governador e Vice-Governador. eleitoral ativa (direito de votar): voto em e l e i ç õ e s ALISTABILIDADE b) Capacidade eleitoral passiva (direito de ser v o t a d o ) ELEGIBILIDADE 2a. vice-prefeito e juiz de paz. filiação partidária. §2º) Iniciativa popular 3. 22 . LIGADOS À DEMOCRACIA DIRETA 1. prefeito. ( 1 4 ) D i r e i t o d e 2. idade mínima: 35 para Presidente. CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA OU ALISTABILIDADE 1) Características do VOTO (60. CF): voto direto. menores de 16 anos e os que sofreram privação de direitos políticos): OBRIGATÓRIO (14. universal. §3º. (5º. domicílio eleitoral na circunscrição. CF): nacionalidade brasileira. alistamento eleitoral. I e II) Direito de sufrágio na modalidade capacidade eleitoral ativa (direito de votar) quan d o s e t r a t a d o v o t o e m plebiscitos e referendos 2. II) Para os alfabetizados maiores de 18 e Para os analfabetos menores de 70 anos.

(2º Semestre – 2003) São instrumentos de manifestação popular: o plebiscito. III e V.2. Vedações: (1) vinculação financeira ou hierárquica a entidade ou governo estrangeiro (I e II). §2º) + caráter nacional b. mas só pode ser aplicada às eleições que ocorram após um ano da data de sua vigência. Relativa (14. (2) utilização de organização paramilitar (§4º) 23 . (verdadeira) 54. III e IV. (c) a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor noventa dias após a sua promulgação. CF): CONSTITUCIONAIS + regra (PARCIAIS) e INFRACONSTITUCIONAIS: previstas na Lei Complementar 64/90 para proteger os valores do art. participar de iniciativa popular. PARTIDOS POLÍTICOS (17. sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional. Personalidade jurídica: pessoa jurídica de direito privado (são associações constituídas “na forma da lei civil”) + necessidade de registro posterior de seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral (17. CF. II. CF b) Inelegibilidades: são impedimentos PARCIAIS. II. CF) a.1.1. Autonomia partidária (17. §9º. Assinale a alternativa correta (1º Semestre 2004): (a) a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. Hipóteses de perda (privação definitiva) 15. §1º na redação da Emenda 52/06.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr a) Privação de direitos políticos (15. 14. aplicando-se desde logo. Absoluta (14. estadual. o referendo e a iniciativa popular. CF a. não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. §4º): CONSTITUCIONAIS + TOTAIS b. c. 53. LEI ELEITORAL (16. b. organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais. 5. Hipóteses de suspensão (privação temporária) 15. §5º a 9º. ajuizar ação popular ou se filiar a partidos políticos. (b) a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. CF): princípio da anualidade eleitoral: a lei que alterar o processo eleitoral entra em vigor na data de sua publicação.2. quem está privado de direitos políticos não pode votar. (d) a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. 6. CF): é um impedimento TOTAL. porque obstam somente o exercício da capacidade eleitoral passiva (direito de ser votado). aplicando-se a eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. I e IV. CF): autonomia para definir sua estrutura interna. caput. distrital ou municipal. ser votado. a.

(§3º).Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr d. 55. c) e. (c) os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão. devendo seus estatutos estabelecer normas de fidelidade e disciplina partidárias. Dever: prestação de contas à Justiça Eleitoral. (1º Exame 2006) Sobre os partidos políticos. organização e funcionamento. (b) os partidos políticos. após adquirirem personalidade jurídica. na forma determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral. (2) imunidade tributária em relação a impostos sobre seu patrimônio. registrarão seus estatutos no Congresso Nacional. renda ou serviços e de suas fundações (150. Direitos: (1) recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e televisão na forma da lei – direito de antena . VI. na forma da lei civil. 24 . assinale a alternativa CORRETA: (a) é assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna. (d) é permitida a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar.

Perfil constitucional da ação. POR VIA DE EXCEÇÃO OU DE DEFESA As partes se utilizam da questão da inconstitucionalidade da lei para fundamentar sua pretensão jurídica ou mesmo o Ministério Público para respaldar sua opinião ou o próprio Juiz para motivar sua decisão. Finalidade: CONCRETO OU SUBJETIVO Existe um caso concreto onde se discute a aplicação de uma determinada lei tendo em vista sua antinomia com a Constituição Federal e há direitos subjetivos supostamente ameaçados ou violados por uma lei que se alega ser inconstitucional. se ofenderem normas constitucionais paramétricas. A finalidade do controle é defender as liberdades.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr AULA (3) CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE 3. eventualmente. declaradas inconstitucionais. DIFUSO OU ABERTO Todos os juízes e tribunais – sejam federais ou estaduais são competentes para o controle de constitucionalidade. da causa de pedir. II) CONTROLE JURISDICIONAL INSPIRADO NO SISTEMA NORTEAMERICANO (DESDE A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE 1891) 1. 2. Modo de manifestação do controle de constitucionalidade 25 . Por isso. AÇÃO DIRETA DA DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. eventualmente. a declaração d e inconstitucionalidade não fará parte do pedido do autor e. Modo de provocação do órgão competente 4. Competência e legitimidade ativa. os direitos subjetivos que são ameaçados ou violados por uma lei inconstitucional. Piero Calamandrei refere-se a este controle como a “jurisdição constitucional das liberdades”.CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DO CONTROLE JURISDICIONAL DE CONSTITUCIONALIDADE a) Conceitos operacionais da jurisdição constitucional: PARÂMETRO e OBJETO O parâmetro é a norma constitucional que serve de paradigma para o controle. De outro lado. Número de órgãos dotados de competência: 3. sim. não integra o dispositivo da decisão e sim a sua fundamentação. POR VIA INCIDENTAL A questão da inconstitucionalidade da lei é prejudicial. Por isso. obstáculo que o juiz precisará enfrentar para julgar o mérito da ação. O objeto diz respeito às normas que serão impugnadas e. I .

em tese. Qualquer norma constitucional pode servir de parâmetro (CF. 3. a2) EFEITOS DA DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE 1. CF e art. 4. Constituição Estadual ou Lei Orgânica do Distrito Federal) conforme o caso. Exceções (quando o órgão fracionário pode declarar a inconstitucionalidade. 481. CF) O Senado pode suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo STF. uma lei ou ato normativo ofende ou não a Constituição. estadual. 16/65) 1. o caso é abstrato porque se examina se. Os órgãos fracionários dos tribunais não submeterão ao plenário. A competência do Senado: (1) é discricionária. sem submeter o incidente ao Tribunal Pleno ou Órgão Especial): quando já houver decisão do (1) Plenário do STF ou (2) do Tribunal Pleno ou Órgão Especial a que pertence o órgão fracionário. a4) OBJETO E PARÂMETRO Qualquer lei ou ato normativo (federal. 480 a 482. distrital ou municipal). DE LEI DECLARADA INCONSTITUCIONAL POR DECISÃO DEFINITIVA DO STF (ART. inter partes. II) CONTROLE JURISDICIONAL INSPIRADO NO SISTEMA AUSTRÍACO (DESDE A CONSTITUIÇÃO DE 1946. art. não produz efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário. 52. Finalidade ABSTRATO OU OBJETIVO Não há caso concreto. quando já houver pronunciamento destes ou do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a questão. X. CPC 9) A declaração de inconstitucionalidade. integra a fundamentação da decisão e não o dispositivo e por isso não transita em julgado. atribuindo com isso efeito erga omnes à decisão do STF que tinha efeitos meramente inter partes. (2) pode ser exercida em relação a qualquer lei ou ato normativo (federal. N O T O D O O U E M P ARTE. a3) COMPETÊNCIA PRIVATIVA DO SENADO FEDERAL PARA SUSPENDER A E X E C U Ç Ã O .Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr a1) CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO (Art. estadual. 97.” 26 . distrital ou municipal) posteriores à Constituição Federal de 1988 podem ser objeto de controle concreto de constitucionalidade. ex tunc. A 9 “Parágrafo único. ou ao órgão especial. nos Tribunais deve ser proferida pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal Pleno ou do Órgão Especial. a argüição de inconstitucionalidade. COM A EMENDA CONSTITUCIONAL N. 2. (3) tem efeitos erga omnes e ex tunc.

o órgão competente será o Tribunal de Justiça do respectivo Estado-Membro. Não há na paranaense. I. §2º CF) em que o pedido é a © ADC (102. portanto. se o parâmetro é a Lei Orgânica do Distrito Federal. CF) de ações específicas (b) ADIN por omissão (103. Número de CONCENTRADO órgãos dotados de Se o parâmetro é a Constituição Federal. se o parâmetro é Constituição competência: Estadual. INCONSTITUCIONALIDADE (125. do dispositivo da decisão. 3 . a. a) TÓPICOS DAS AÇÕES DO CONTROLE ABSTRATO DE COMPETÊNCIA DO STF: 27 . M o d o d e POR VIA DE AÇÃO AÇÕES: p r o v o c a ç ã o d o O J u d i c i á r i o é (1) competência originária do STF: órgão competente provocado por meio (a) ADIN (102. §1º. É um controle que não tem por finalidade imediata proteger pessoas ou direitos fundamentais e sim a própria Constituição. a. CF) inconstitucionalidade (2) competência originária do Tribunal o u d e de Justiça do Estado-Membro: constitucionalidade (a) R E P R E S E N T A Ç Ã O D E em tese (que se torna. o órgão competente será o Supremo Tribunal Federal.. o órgão competente será o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.) 2. INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO (c) ADC (se houver previsão expressa na Constituição Estadual. CF) principal do (b) REPRESENTAÇÃO DE processo).) (3) competência originária do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios: (a) ADIN (b)ADIN por omissão 4. I. CF) d e c l a r a ç ã o d e (d) ADPF(102. questão §2º.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr fiscalização é objetiva porque o interesse protegido é objetivo: a defesa da Constituição enquanto ordem objetiva. por sua vez. Modo de manifestação do controle de constitucionalidade POR VIA PRINCIPAL A questão da constitucionalidade ou inconstitucionalidade é o tema principal do processo: faz parte do pedido do autor e.

I. estadual. por ser exercido por via de exceção. §2º e 103. quando há declaração de inconstitucionalidade (como regra) COMPETÊNCIA DO STF PARA MODULAR (ou MODIFICAR) os efeitos da decisão: pode o STF por maioria de dois terços dos Ministros (mínimo 8) e estando presentes razões de segurança jurídica ou excepcional interesse social restringir os efeitos erga omnes. ADC (102. CF) e princípios constitucionais sensíveis (34. 28 . caput. Lei 9882/99) (c) ex tunc (como regra) (d) repristinatório. §2º. §3º. a. a competência para julgamento é do Supremo Tribunal Federal. CF)]. distrital e municipal (102. 28. 102. art. §1º. EFEITOS DA DECISÃO DEFINITIVA DE MÉRITO : (a) erga omnes (contra todos) (como regra) (b) efeito vinculante – e m r e l a ç ã o a o s demais órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública direta e indireta. Órgão competente: STF 2. CF + Lei 9868/99) 9882/99) STF Normas da CF. CF + Lei 103.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr ADIN (102. §4º. 3. 10 Todas as questões deste roteiro são do exame de ordem do Paraná. a. VII. I. CF (na redação da EC 45/04). STF Somente os preceitos fundamentais da CF [cláusulas pétreas (60. no passado ou no futuro) e afastar o efeito repristinatório. A questão do caráter “dúplice ou ambivalente” da ADIN e ADC: a procedência de uma é igual à improcedência da outra. 56. manipular a eficácia temporal (atribuindo efeitos ex nunc ou decidindo que a invalidação da lei será a partir de outro momento que venha ser fixado. Parâmetro: Normas da CF. CF + Lei 9868/99) 1. 4. é correto afirmar que 10: (a) no controle difuso. §único. §2º. Lei 9868/99 e 10. CF + 23. em ambas é possível tanto declarar a inconstitucionalidade quanto a constitucionalidade. 102. No que diz respeito ao controle de constitucionalidade das leis no Brasil. e. (b) o controle difuso é exercido por qualquer juiz e o controle concentrado pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça. CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO (97. ADPF (102. Lei 9868/99) A declaração de inconstitucionalidade ou de constitucionalidade somente pode ser proferida pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal Pleno (quando se trata de conferir efeitos erga omnes e ex tunc ). nas esferas federal.

(d) não existe controle difuso no Brasil. e pelo Supremo Tribunal Federal. jamais inter partes. eis que se trata de instrumento típico dos países de tradição jurídica da common law. declarando a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo. (d) a declaração de inconstitucionalidade proferida pelo senado federal produz efeitos ‘erga omnes’ e ‘ex tunc’. em alguns casos. jamais em face da Constituição Federal. podendo deixar de suspender a parte da lei que.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (c) o controle difuso é exercido por qualquer juiz e o concentrado pelos Tribunais de Justiça. Sobre o controle de constitucionalidade vigente no Brasil. 57. suspendendo a respectiva execução. assinale a alternativa correta: (Último Exame 2004): (a) as leis municipais somente podem ser questionadas em face da Constituição do Estado. produzirá efeitos erga omnes. podem ser objeto de questionamento todas as leis editadas pela União.2004): (a) no Direito brasileiro. (c) no Direito brasileiro. em sede de controle incidental. (d) a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal. (b) no Direito brasileiro. o controle de constitucionalidade de uma lei pelo Poder Judiciário produz efeitos erga omnes. o controle de constitucionalidade de uma lei pelo Poder Judiciário é difuso. (c) apenas os magistrados estaduais têm. (b) no controle difuso. Diante de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal.2003): (a) a declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo proferida pelos tribunais regionais federais produz efeitos apenas ‘erga omnes’. 60. na parte em que concorde com a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal. considerá-la inconstitucional. o controle de constitucionalidade de uma lei pelo Poder Judiciário pode ser abstrato e concreto. discordando da decisão do STF. (d) no direito brasileiro. 59. em outros. (c) a declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo proferida pelo STF possui efeitos ‘erga omnes’. pelos Estados. compete ao Senado Federal: (a) praticar ato vinculado. Assinale a alternativa correta (1º Semestre . pelo Distrito Federal e pelos Municípios. competência para declarar a inconstitucionalidade de lei estadual em face da Constituição Federal. unicamente. (b) a declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo proferida pelo STJ possui efeitos ‘erga omnes’ e ‘inter partes’. (b) praticar ato discricionário. 29 . o controle de constitucionalidade de uma lei pelo Poder Judiciário é incidental e nunca principal. em primeira instância. 58. Assinale a alternativa correta: (2º Semestre .

I. L E G I T I M A Ç Ã O 4. CF e 2º. quando declarada por órgãos jurisdicionais colegiados (Tribunais). Mesa da Câmara dos Deputados. 61. face a Constituição Federal. Assinale a alternativa correta (3º Exame 2006 e 1º Exame 2007): (a) ao Presidente da República compete exclusivamente suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. mediante resolução. Lei 9868/99) O s l e g i t i m a d o s d a Os legitimados da ADIN. total ou parcialmente. 63.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (c) revogar. ADC ADPF 4 . (d) ao Senado Federal compete privativamente suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. (c) Não existe controle difuso da constitucionalidade no ordenamento brasileiro. Assinale a alternativa falsa: (a) a incompatibilidade de lei federal. a respectiva execução. ADIN 4. Assinale a alternativa correta: (a) O controle de constitucionalidade de lei municipal face a Constituição Federal é feito na modalidade concentrada. I a IX. LEGITIMAÇÃO ATIVA ATIVA (103. (c) a inconstitucionalidade orgânica ou formal é aquela decorrente de vício na formação do ato legislativo. (d) as emendas constitucionais podem ser submetidas a controle de constitucionalidade. (b) compete privativamente à Mesa da Câmara dos Deputados suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. (b) o mandado de segurança é uma das ações em que se pode suscitar o controle incidental da constitucionalidade. o dispositivo legal declarado inconstitucional. mediante resolução. (b) a inconstitucionalidade exige quorum de maioria absoluta. legitima a propositura de ação direta de inconstitucionalidade pelos legitimados do art. CF (2º. 62. (d) suspender. Lei 9868/99): a) UNIVERSAIS Presidente da República. Lei 9882/99) e 13. 1. (d) A ação direta de inconstitucionalidade por omissão é forma de controle difuso da constitucionalidade. LEGITIMAÇÃO ATIVA (103. 103. Mesa do Senado Federal. 30 . © ao Presidente da Câmara dos Deputados compete exclusivamente suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. ADIN. I a IX. estadual ou municipal.

LEIS OU ATOS NORMATIVOS ANTERIORES À CF d e 1 9 8 8 (federais. a.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr Procurador-G e r a l d a República. estaduais. Partidos políticos com representação no Congresso Nacional. Norma de CE? NÃO 3. OBJETO (1º Lei 9882/99) a ) P r i n c í p i o d a subsidiariedade (4º. distritais ou municipais) 31 . entidade de classe de âmbito nacional e confederação sindical. Emenda à CF? SIM 2. Lei ou ato normativo distrital? NÃO 5. Norma de CE? SIM 3. Lei ou ato normativo anterior à CF (direito préconstitucional)? NÃO 5. Emenda à CF? SIM 2. OBJETO (102. §1º. OBJETO (102. b) ESPECIAIS Governadores de Estados e do Distrito Federal. LEIS OU ATOS NORMATIVOS MUNICIPAIS ( e distritais com caráter municipal) posteriores e anteriores à CF de 1988 2. incluídos os anteriores à CF 1. Lei ou ato normativo anterior à CF (direito pré-constitucional)? NÃO 5. L ei ou ato normativo distrital? (32. I. NÃO. se tiver caráter estadual. estadual ou municipal. Lei 9882/99 – “não será admitida ADPF quando houver outro meio eficaz de sanar a lesividade”) a 1 ) q u a n d o f o r relevante o fundamento de controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo federal. I. Mesas da Assembléias Legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal. 1º. CF) Leis ou at os norma tivos F E D E R A I S O U ESTADUAIS 1. 5. CF) SIM. Conselho Federal da OAB. se tiver caráter municipal 5. CF) LEIS OU ATOS NORMATIVOS FEDERAIS 1. Lei ou ato normativo municipal? NÃO 4. Lei ou ato normativo municipal? NÃO 4 . a.

mas pode propor ação declaratória de constitucionalidade. PROCURADORIgual na ADIN. como fiscal da lei. d e f o r m a independente. prevista na Constituição da República. prevista na Constituição da República. DA UNIÃO – A t u a como curador da norma impugnada. ADVOGADO-GERAL Não atua. Assinale a alternativa CORRETA (2º Exame 2006): (a) a Mesa do Senado Federal pode propor ação direta de inconstitucionalidade. mas não ação declaratória de constitucionalidade. 7. 65. tem por objetivo exclusivo reparar lesão a preceito fundamental resultante de ato da administração federal e estadual. prevista na Constituição da República. (b) o Procurador-Geral da República pode propor ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade. Igual na ADIN. G E R A L D A REPÚBLICA Pode atuar como legitimado ativo e sempre a t u a .Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 6. elaborando um parecer sobre a ação. d e f e n d e n d o a constitucionalidade da lei. tem como legitimados os mesmos para a ação direta de inconstitucionalidade. Assinale a alternativa correta (3º Exame 2006): (a) a argüição de descumprimento de preceito fundamental. © a argüição de descumprimento de preceito fundamental. mas somente a Mesa de Assembléia Legislativa do Distrito Federal pode propor a ação declaratória de inconstitucionalidade. prevista na Constituição da República. 32 . 64. contestando o pedido do autor. (b) a argüição de descumprimento de preceito fundamental. (d) a Mesa da Câmara Legislativa do Distrito Federal pode propor a ação direta de inconstitucionalidade. tem como legitimados os mesmos para a ação declaratória de constitucionalidade. defendendo a constitucionalidade da lei. tem como objetivo exclusivo reparar lesão a preceito fundamental resultante de lei ou ato normativo federal e estadual. (d) a argüição de descumprimento de preceito fundamental. Atua como curador da norma impugnada. contestando o pedido do autor. ( c ) a Mesa da Câmara dos Deputados não pode propor ação direta de inconstitucionalidade. * questão anulada por conter duas afirmações corretas.

diretamente perante o Supremo Tribunal Federal. a declaração de inconstitucionalidade da lei operará efeitos ex nunc e erga omnes. pode ser tomada pela maioria simples dos Ministros que integrarem a Turma a que estiver afeto o julgamento. 67. (2º semestre 2003) (a) Através da argüição de descumprimento de preceito fundamental. pela procedência da Adin.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 66. é possível questionar. estadual e municipal. Assinale a alternativa incorreta (1º e 2º Exame 2005): (a) as decisões definitivas de mérito. nas esfera federal. mesmo que a ADin busque invalidar a totalidade daquele ou deste. 68. (verdadeira) (b) É possível ação declaratória de constitucionalidade para defender a validade de uma lei municipal perante o Supremo Tribunal Federal. (b) leis municipais que contrariem dispositivo da Constituição Federal poderão ser objeto de Adin perante o STF. (falsa) (d) A argüição de descumprimento de preceito 33 . relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta. 69. proferidas pelo Supremo Tribunal Federal. a validade de lei municipal em matéria tributária. os governadores de estado e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. é correto afirmar: (a) organizações político-partidárias que tenham integrantes eleitos deputados estaduais têm legitimidade para propor Adin. (b) O j u l g a m e n t o p e l a i m p r o c e d ê n c i a d a A D C i m p l i c a n a d e c l a r a ç ã o d e inconstitucionalidade da lei ou ato normativo objeto da sua propositura. (d) a declaração de inconstitucionalidade pode atingir somente um ou alguns dos dispositivos da lei ou ato normativo. pois os atos normativos de natureza infraconstitucional jamais se convalidam pelo decurso do tempo. (d) A decisão proferida pelo STF não possui efeito vinculante. (c) A decisão proferida pelo STF produz efeitos apenas entre as partes envolvidas no processo. nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante. (b) o Governador do Distrito Federal pode propor ação direta de inconstitucionalidade e declaratória de constitucionalidade. No que diz com a ação direta de inconstitucionalidade (Adin). e os magistrados singulares poderão decidir em sentido contrário ao entendimento manifestado pelo STF. (d) mediante controle concentrado. é correto afirmar que: (a) Estão legitimados a sua impetração apenas o presidente da república. © o ajuizamento da ação direta de inconstitucionalidade não se sujeita à observância de qualquer prazo de natureza prescricional ou decadencial. No que diz respeito à Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC). (c) a decisão do Supremo.

acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e a relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. 9882/99. §1º A Súmula terá por objetivo a validade. §2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei. anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada. a c r e s c e n t a d o p e l a E m e n d a 4 5 / 0 4 e regulamentado pela Lei 11. após reiteradas decisões sobre matéria constitucional. a aprovação. estadual e municipal. aprovada com efeitos vinculantes. 103-A. (d) cabe reclamação ao Supremo Tribunal Federal voltada a garantir a aplicação de súmula. S Ú M U L A V I N C U L A N T E ( 1 0 3 -A . nas esferas federal. pela própria Administração Pública. (b) a súmula com efeitos vinculantes tem por objetivo evitar grave insegurança jurídica ou relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. CF) O pedido é a declaração de inconstitucionalidade por omissão. bem como proceder à sua revisão ou cancelamento. em matéria tributária. a interpretação e a eficácia de normas determinadas. O Supremo Tribunal Federal poderá. pode ser utilizada por qualquer cidadão. o STF dá ciência ao Poder Legislativo para que adote as providências necessárias (não fixa prazo para o Legislativo nem pode determinar sanções caso este não adote as providências) e. 70. Os legitimados são os da ADIN. ADIN por OMISSÃO (103. (c) o Conselho Federal da OAB pode provocar o Supremo Tribunal Federal no sentido de ver cancelada uma súmula aprovada com efeitos vinculantes. §2º. (OAB 1º Exame 2006) Assinale a alternativa INCORRETA: (a) o Supremo Tribunal Federal tem competência para aprovar súmula com efeitos vinculantes até mesmo em relação à administração pública indireta municipal. §3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar.417. de 2006): “ Art. conforme o caso. em se tratando de órgão administrativo. terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta. 34 . Se a ação é julgada procedente. e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula. julgandoa procedente. aprovar súmula que. 3 . (falsa) 2. nos termos da Lei n. revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. a partir de sua publicação na imprensa oficial. mediante decisão de dois terços dos seus membros. caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que. na forma prevista em lei. determina que o faça trinta dias (nesta última hipótese.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr fundamental. de ofício ou por provocação. a decisão tem efeito mandamental).

Partidos políticos com representação na Assembléia Legislativa. não caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal com a finalidade de que seja declarada a sua anulação. Parâmetro: normas da Constituição Estadual c. pois as súmulas vinculantes são de observância obrigatória pelos órgãos do Poder Judiciário e pela administração pública direta e indireta das esferas federal. entidades de classe de âmbito estadual e o deputado estadual. Sobre a relação da súmula vinculante com o ato administrativo. (d) se o ato administrativo contrariar súmula vinculante ou indevidamente a aplicar. estadual e municipal. o Supremo Tribunal Federal poderá revogá-lo a qualquer momento. CONTROLE ABSTRATO NA ESFERA ESTADUAL: 1. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE (125. pois as súmulas vinculantes somente são de observância obrigatória pelos órgãos do Poder Judiciário.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 71. desde que este ato tenha sido editado por autoridade integrante da administração pública federal. independentemente de provocação do interessado. OBJETO: leis ou atos normativos estaduais e municipais 35 . ProcuradorGeral do Estado. Conselho Seccional da OAB. pois as súmulas vinculantes somente são de observância obrigatória pelos órgãos do Poder Judiciário e pela administração pública direta e indireta das esferas federal e estadual. Prefeito. e não pela administração pública direta e indireta das esferas federal. caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal com a finalidade de que seja declarada a sua anulação. Procurador-Geral de Justiça. federações sindicais. Mesa da Assembléia Legislativa. §1º. caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal com a finalidade de que seja declarada a sua anulação. Órgão competente: Tribunal de Justiça do Estado-Membro b. (b) se o ato administrativo contrariar súmula vinculante ou indevidamente a aplicar. assinale a alternativa CORRETA (2º Exame 2006 e 1º Exame 2007– Direito Administrativo): (a) se o ato administrativo contrariar súmula vinculante ou indevidamente a aplicar. CF) a. e. não tem efeito vinculante d. (c) se o ato administrativo contrariar súmula vinculante ou indevidamente a aplicar. Mesa da Câmara Municipal (quando se tratar de lei ou ato normativo local ou estadual que afete a autonomia local). Efeitos: erga omnes e ex tunc. LEGITIMAÇÃO ATIVA (Constituição do Estado do Paraná): Governador do Estado. estadual e municipal.

2. d) Habeas corpus preventivo e repressivo. Habeas data. §2º . O coator será o diretor do hospital. XXXIV – DIREITO DE PETIÇÃO – é o único remédio constitucional que não constitui “ação constitucional” porque não é forma de provocação da tutela jurisdicional. Habeas corpus. 2. Ação civil pública. Mandado de injunção. já o agente público pode ser autoridade coatora se praticar atos ilegais ou com abuso de poder. DIREITOS E GARANTIAS. do qual abuso de poder é espécie.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr AULA (4) AÇÕES CONSTITUCIONAIS 7. O abuso de poder divide-se em: excesso de poder (a autoridade pratica um ato para o qual não tem competência) e o desvio de poder (a autoridade pratica um ato tendo em vista objetivos estranhos ao interesse público). autoridade competente. 5º. 3. GARANTIAS FUNDAMENTAIS OU REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS 1. b) Possível impetrar em favor de terceiros? Sim. q u a n d o n ã o s e p r e f i r a f a z ê-l o p o r p r o c e s s o s i g i l o s o . b) para a retificação de d a d o s . e) O coator pode ser um particular? Sim. Mandado de segurança unitário e coletivo. ampla defesa. constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público. É possível que o impetrante e o paciente sejam a mesma pessoa. h) Existe restrição ao habeas corpus em se tratando de punição disciplinar militar? Sim. O impetrante é quem ajuiza a ação. O preventivo é para evitar concretização da ameaça de lesão (salvo-conduto). 5º. Ação popular. O repressivo ou liberatório é para fazer cessar a coação ou violência já consumada. g) A ação é gratuita? Sim. Não é possível impetrar habeas corpus para discutir o mérito da punição disciplinar militar. O paciente é quem sofre coação ou ameaça de coação em sua liberdade de ir e vir. c) Há diferença entre impetrante e paciente? Sim. O particular pode ser coator ao praticar um ato ilegal.HABEAS CORPUS – “conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. LXVIII + LXXVII + 142. embora possível para impugnar vícios formais (ofensa ao contraditório. Ilegalidade é gênero. 5º. LXII + LXXVII – HABEAS DATA (Criado pela CF de 1988 e regulamentado pela Lei 9507/97) – “conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante. a ação não precisa ser ajuizada por advogado. f) Existe diferença entre ilegalidade e abuso de poder? Sim. por exemplo). j u d i c i a l o u 36 . O caso clássico é de um hospital particular que não dá alta ao paciente em virtude do não pagamento da conta. É possível também o impetrante ajuizar a ação em favor de terceiro (paciente). Provoca-se os Poderes Públicos contra ilegalidade ou abuso de poder. por ilegalidade ou abuso de poder” a) Necessidade de capacidade postulatória? Não.

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administrativo.” a) É possível impetrar habeas data em favor de terceiros? Como regra, não. Há somente uma exceção: uma pessoa da família pode impetrar habeas data em favor de alguém já falecido para proteção da sua memória. Pessoa jurídica pode impetrar habeas data. b) Quais são as finalidades do habeas data? Segundo a CF, garantir o acesso a informações pessoais constantes de banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público e a retificação. (b.1) É constitucional a previsão da Lei 9507/97 no sentido de ser possível o habeas data “para a anotação dos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável”? Sim. (b.2) Cabe habeas data para obtenção de certidões em repartições públicas (5º, XXXIV, b)? Não, é caso de mandado de segurança. c) Existe diferença entre banco de dados de entidade governamental e banco de dados de “caráter público”? Sim. Banco de dados de entidade governamental é um banco de dados de um órgão ou ente público que contém informações de caráter público, porque acessíveis ao público. Banco de dados de caráter público é um banco de dados de uma entidade privada que contém informações de caráter público, porque acessíveis ao público (exemplo: banco de dados do serviço de proteção ao crédito). d) A ação é gratuita? Sim. 4. 5º, LXIX – MANDADO DE SEGURANÇA INDIVIDUAL (Lei 1533/51) – “conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público.” a) O que é direito líquido e certo? É direito respaldado em fato certo, comprovado de plano por prova pré-constituída. b) O que significa o caráter subsidiário do mandado de segurança? Só cabe mandado de segurança quando não couber habeas corpus ou habeas data. c) Por que o mandado de segurança não substitui a ação popular? (Súmula 101, STF) Porque a ação popular protege os interesses da coletividade no tocante à preservação do patrimônio público. Já o mandado de segurança protege direito material próprio do impetrante. d) Quem pode ser aut oridade coatora no mandado de segurança? Autoridade pública ou agente de pessoa jurídica de Direito Privado no exercício de atribuições do poder público (exemplo: diretor de uma empresa concessionária ou permissionária de serviço público; um notário ou registrador) e) Por que não cabe mandado de segurança contra lei em tese? (Súmula 266, STF). Porque a lei em tese é todo ato normativo geral e abstrato que não atinge, dada a sua
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generalidade e abstração, diretamente a esfera jurídica individual. No mandado de segurança, o ato impugnado tem de ser individual e concreto, ou seja, atingir diretamente a esfera jurídica de alguém. f) Existe prazo para impetração do mandado de segurança? Sim, o prazo é decadencial de 120 dias para impetração de mandado de segurança repressivo contra ato do Poder Público. Este prazo decadencial, previsto na Lei 1533/51, foi recepcionado pela CF de 1988, conforme a Súmula 632 do STF: “É constitucional lei que fixa o prazo de decadência para a impetração de mandado de segurança” . Não existe este prazo quando se trata de (1) mandado de segurança preventivo ou (2) mandado de segurança repressivo contra omissão. 5º, LXX - MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO – “o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional ou organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos 1 ano na defesa dos interesses de seus membros ou associados”. 5º, LXXI – MANDADO DE INJUNÇÃO (Criado pela CF de 1988) – “conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania.” 6. 5º, LXXIII – AÇÃO POPULAR (Lei 4717/65) – “qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência.” a) Quem pode ajuizar ação popular? Qualquer cidadão (pessoa física, brasileiro ou português equiparado, no pleno exercício dos seus direitos políticos). Pessoa jurídica ou mesmo órgãos públicos, porque não são cidadãos, não podem ajuizar ação popular. Nesse sentido, a Súmula 365 do STF: “ Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular.” b) Quais são os bens jurídicos protegidos nessa ação? Patrimônio público, patrimônio de entidade de que o Estado participe, moralidade administrativa, meio ambiente, patrimônio histórico e cultural. b) A ação é gratuita? Só se o autor estiver de boa-fé. Comprovada a má-fé, o autor terá de arcar com custas e ônus da sucumbência caso a ação seja julgada improcedente. 7. 129, III – AÇÃO CIVIL PÚBLICA (Lei 7347/85) – “São funções institucionais do Ministério Público: [...] promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos”.
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72. São características do mandado de segurança: (a) proteção de direito líquido e certo, inclusive contra lei em tese, quando o abuso for cometido por autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do poder público; (b) proteção de direito líquido e certo, exceto contra lei em tese, quando o abuso for cometido por autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do poder público; (c) proteção ao direito líquido e certo de ir, vir e permanecer, quando o abuso for cometido por autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do poder público; (d) proteção contra lesão de direito líquido e certo, exceto contra lei em tese. 73. Assinale a alternativa incorreta (Último Exame 2004): (a) o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político, desde que com representação no Congresso Nacional; (b) o mandado de segurança pode ser impetrado, em sua faceta coletiva, por qualquer associação, bastando estar legalmente constituída, em defesa dos interesses de seus associados; (c) o mandado de segurança tem por escopo proteger direito líquido e certo em face de dano potencial ou já consumado; (d) o mandado de segurança tem como destinatário (impetrado) necessariamente uma ‘autoridade pública’, ou quem lhe faça as vezes, no exercício de atribuições do poder público. 74. Assinale a alternativa incorreta (1º Exame 2005): (a) o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por qualquer entidade de classe, desde que legalmente constituída, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; (b) qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo ao patrimônio público; © conceder-se-á habeas data para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; (d) conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. 75. (1º Exame 2006) (a) conceder-se-á habeas data para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de caráter público, de pessoas jurídicas de direito público ou de direito privado. (verdadeira) (b) conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por abuso de
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(d) O STF não tem competência originária para julgar mandado de segurança aforado contra ato do Procurador-Geral da República. salvo comprovada má-fé. à moralidade administrativa e ao meio ambiente.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr poder praticado por autoridade pública ou. Sobre a ação popular. Assinale a alternativa CORRETA (2º Exame 2006): (a) conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém. 78. por qualquer motivo. quando constante de registro ou banco de dados de entidades de caráter público. © o mandado de injunção tem como pressuposto a existência de norma regulamentar. (b) sujeita sempre o autor ao pagamento de custas judiciais. para anular ato lesivo ao patrimônio público. 80. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. 79. até mesmo. (b) o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político em qualquer circunstância. (c) são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data. sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. assinale a alternativa correta (OAB última 2004): (a) pode ser proposta até mesmo por um condenado no cumprimento da pena de prisão. (d) afasta o ônus da sucumbência. (falsa) 76. desde que também atentatório à moralidade administrativa. (d) o habeas data não pode ser impetrado por pessoa jurídica. Assinale a alternativa correta (3º Exame 2006 e 1º Exame 2007): (a) qualquer brasileiro pode propor ação popular. (c) serve. (falsa) (d) a ação popular poderá ser proposta por qualquer um com vistas à anulação de ato lesivo ao patrimônio público. por particular. (verdadeira) (c) o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por qualquer associação na defesa dos interesses de seus associados. ficando o autor. apenas ao final do processo e antes da sentença. (falsa) (b) conceder-se-á habeas data para a retificação de dados do impetrante. Sobre as ações constitucionais. (b) o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por organização sindical em funcionamento há pelo menos um ano. à moralidade administrativa. salvo se comprovada a má-fé do autor. é correto afirmar: (a) a ação popular proposta pelo Ministério Público visa anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade que o Estado participe. exclusivamente. Marque a alternativa INCORRETA: (a) o julgamento e a concessão de mandado de injunção cabem exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal. 40 . (falsa) 77.

(c) Não é cabível habeas data para que pessoas já indiciadas ou sob investigação em inquérito policial possam obter informações da autoridade policial sobre as diligências que digam ou possam dizer respeito a elas.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (b) o habeas data é o remédio constitucional indicado em inquérito policial que resultou arquivado. (d) A ação popular. para que se possa obter do Instituto de Identificação da Polícia Civil ou de órgão congênere a anotação do arquivamento. 41 . o mandado de injunção e o habeas data só poderão ser ajuizados através de advogado.

sigilo fiscal e bancário. moralidade. (d) moralidade. (b) moralidade. São estáveis após 3 (três) anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. chefia e assessoramento.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr AULA (5) 8. na carreira. condições e percentuais mínimos previstos em lei. Art. Art. e os cargos em comissão. (c) três anos de efetivo exercício. por igual período. Acumulação. 41. (c) legalidade. competência. impessoalidade. REGIME CONSTITUCIONAL DOS SERVIDORES PÚBLICOS. Aplicabilidade das normas constitucionais aos servidores em geral. Estabilidade e efetividade. aquele aprovado em concurso público de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego. Aposentadoria e revisão de proventos. exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo. eficiência e poder de polícia. IV – durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. IX – a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a 42 . publicidade. III – o prazo de validade do concurso será de até dois anos. VII – o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. (b) dois anos de efetivo exercício. §4º. Classificação dos cargos públicos. Os servidores públicos nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público são estáveis após: (a) um ano de efetivo exercício. legalidade. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. 81. A Administração Pública obedecerá os princípios constitucionais da: (a) moralidade. impessoalidade e da legalidade. publicidade. eficiência. prorrogável uma vez. legalidade e honestidade. a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos. Como condição para a aquisição da estabilidade. 82. (d) cinco anos de efetivo exercício. V – as funções de confiança. na forma prevista em lei. destinam-se apenas às atribuições de direção. VI – é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical. 37 I I – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos.

85. (d) não podem. (b) são responsáveis pessoalmente pelos atos que. os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. é falso afirmar que: (a) a exigência constitucional de concurso público de provas ou de provas e títulos não fica restrita ao preenchimento de cargos da administração. © durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. tantas vezes quanto necessário para o preenchimento dos cargos ou empregos disponíveis. 83. alcançando os funcionários e empregados de autarquias. podendo ser prorrogado por igual período. (b) o prazo de validade do concurso público será de até 2 (dois) anos. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do artigo 40 ou dos artigos 42 e 142 com a remuneração de cargo. estendendo-se também à investidura em empregos públicos. (c) não podem acumular cargos ou empregos públicos em hipótese alguma. 84. No regime da Constituição Brasileira de 1988. sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Poder Público. em qualquer hipótese. b) a de um cargo de professor com outro. 43 . (b) a proibição constitucional de acumulação de cargos públicos compreende também a acumulação de funções públicas. À propósito do regime constitucional dos servidores públicos. desde que o referido cargo seja declarado em lei de livre nomeação e exoneração. na carreira. empresas públicas. XII – os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores ao pagos pelo Poder Executivo XVI – é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. pratiquem. será convocado com prioridade sobre os novos concursados para assumir cargo ou emprego. técnico ou científico. aquele aprovado em concurso público de provas. §10. (d) o direito de greve dos servidores públicos será exercido nos termos e nos limites definidos em lei ordinária.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr necessidade temporária de excepcional interesse público. independente de culpa. ou de provas e títulos. emprego ou função pública. a não ser que os novos concursados tenham atingido notas superiores aos aprovados no concurso público anterior. observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: a) a de dois cargos de professor. c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. com profissões regulamentadas. Assinale a alternativa correta (Último Exame 2004 e 2º Exame 2005): (a) a nomeação para cargo em comissão independe de aprovação prévia em concurso público. nessa qualidade. os servidores públicos: (a) não dependem de concurso público para investidura em cargo em comissão. associar-se a sindicatos. ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição. exceto quando houver compatibilidade de horários.

e desde que haja compatibilidade de horários. sempre. IX.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (c) o servidor público que tenha praticado crime contra a administração. (d) os cargos. da CF que ‘a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público’. Assinale a alternativa incorreta: (Último Exame 2004) (a) a Constituição Federal admite a contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. (d) dispondo o art. mesmo que estável. (c) a vedação de acumulação remunerada de cargos públicos estende-se a empregos e funções. uma vez presentes os requisitos do citado dispositivo constitucional. Assinale a alternativa correta: (a) é vedada. (d) aos servidores que foram titulares de cargos efetivos é vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria com a remuneração de cargo. Sobre o regime constitucional dos servidores públicos. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. mesmo que exercidas em subsidiárias de sociedades de economia mista ou sociedades controladas direta ou indiretamente pelo poder público. (b) é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. assinale a alternativa INCORRETA (1 Exame 2007 – Prova de Direito Administrativo): (a) a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. exceto quando prestado o serviço para entes públicos distintos. assim como aos estrangeiros. 37. poderá ser demitido após responder a processo disciplinar. exceto em alguns casos expressamente elencados na Constituição da República. desde que ocorra compatibilidade de horários e se trate de profissão regulamentada. a administração pública poderá dispensar a realização de concurso público. observado. em qualquer hipótese. o teto remuneratório estabelecido no texto constitucional. (b) os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. 88. técnico ou científico. não obstante sua absolvição no processo criminal referente a esse mesmo c r i m e . (b) a Constituição Federal autoriza a acumulação remunerada de 2 (dois) cargos públicos privativos de profissionais de saúde. desde que isso seja previsto expressamente na lei do orçamento. 87. exceto quando houver compatibilidade de horários para o exercício de um cargo de professor com outro. emprego ou função 44 . na forma da lei. (c) é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. 86. (d) todas as alternativas estão incorretas. (c) é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. a acumulação remunerada de cargos públicos. d e v i d a a o reconhecimento de causa de isenção de culpabilidade.

do Distrito Federal e dos Municípios. (b) a Constituição Federal prevê que o servidor público estável perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou decisão judicial sujeita ao duplo grau de jurisdição. 41. (b) A fixação dos padrões de vencimentos dos servidores públicos observará a complexidade dos cargos componentes de cada carreira. porque a Constituição Federal prevê que a perda do cargo público depende de decisão judicial transitada em julgado. assegurada ampla defesa. Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados. Assinale a alternativa correta: (a) a Constituição Federal atribui estabilidade após 2 (dois) anos de efetivo exercício aos servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. moléstia profissional ou doença grave. mediante contribuição do respectivo ente público. na forma da lei. assegurada ampla defesa. incluídas suas autarquias e fundações. contagiosa ou incurável. X e 39. na forma de lei complementar. (d) A fixação dos padrões de vencimentos dos servidores públicos independe dos requisitos para a investidura. I I – compulsoriamente. dos Estados. §1º. Assinale a alternativa correta (Verificar 37. “Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. 45 . observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas. II – mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. na forma de lei complementar. 89. sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário. mesmo nas hipóteses de cargos acumuláveis previstos pela Constituição Federal.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr pública. (c) O servidor público estável não perderá o cargo mediante processo administrativo. §1º): (a) A alteração dos subsídios do detentor de mandato eletivo independe de lei específica. 40. calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma dos §§3º e 17: I – por invalidez permanente. mesmo que lhe seja assegurada a ampla defesa. exceto se decorrente de acidente em serviço. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. 90. §1º. Art. (d) A Constituição Federal prevê que o servidor público estável perderá o cargo mediante processo de avaliação periódica de desempenho. III – mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. Art. O servidor público estável só perderá o cargo: I – em virtude de sentença judicial transitada em julgado. (c) A fixação dos padrões de vencimentos dos servidores públicos não observará o grau de responsabilidade dos cargos componentes de cada carreira. aos setenta anos de idade. CF.

Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr I I I – voluntariamente. o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal. e aos trinta. pelos servidores ativos. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. e sessenta anos de idade. aos setenta anos de idade. por exemplo. observado o teto constitucional estipulado e quando se tratar. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. compulsoriamente. Assinale a alternativa CORRETA (2º Exame 2006): ( a ) os servidores titulares de cargos efetivos da União serão aposentados compulsoriamente aos 70 (setenta) anos de idade. 46 . e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição. inativos e pensionistas. aos setenta anos de idade. se mulher. (b) aos servidores dos Estados titulares de cargos efetivos é assegurado regime de previdência custeado pelo ente público. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. prevista em lei. 91. b) sessenta e cinco anos de idade. desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em qu e s e d a r á a aposentadoria. observadas as seguintes condições: a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. se homem. se homem. exceto quando houver compatibilidade de horários. 92. (d) são estáveis os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público após 2 (dois) anos de efetivo exercício. (b) serão aposentados. (b) é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. estadual ou municipal será computado integralmente para os efeitos de aposentadoria e disponibilidade. (c) o regime de previdência dos servidores titulares de cargos públicos dos Municípios observará critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. se homem. Com relação à aposentadoria dos servidores públicos civis da União. integrado por representantes designados pelos servidores. se mulher com proventos integrais. aos trinta e cinco anos de serviço. (c) serão aposentados. compulsoriamente. (d) a União. (d) o tempo de serviço público federal. é correto afirmar que atualmente: (a) serão aposentados. Assinale a alternativa INCORRETA: (1º Exame 2006) (a) aos servidores da União titulares de cargos efetivos é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário. 93. (c) o teto constitucional de remuneração aos ocupantes de cargos públicos há de ser considerado como limite mesmo quando o titular possuir vantagem pessoal de caráter indenizatório. os Estados. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. voluntariamente. de dois cargos técnicos ou científicos.

a. © excepcionalmente. d a CF : l ei s complementares. o ordenamento jurídico. leis ordinárias. (d) Os regulamentos no Brasil equiparam-se formalmente aos atos legislativos. sob pena de ilegalidade. pois é indelegável (84. desenvolver o sentido de uma lei para que ela possa ser fielmente executada pela Administração Pública. IV. Os atos legislativos estão tipifica d o s ta x a ti v a m e n te n o a r t. medidas provisórias. regulamentar. (c) A lei não pode tratar de matéria estritamente técnica eis que este campo está reservado ao plano dos regulamentos.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr AULA (6) PROCESSO LEGISLATIVO 8. 94. Os atos secundários encontram seu fundamento de validade na lei e. da CF). CF) O processo legislativo compreende a elaboração de atos legislativos. (1º Exame 2005) Assinale a alternativa correta: (a) por ser manifestação do exercício da função administrativa. apenas. inc. 1. mas tão-somente secundariamente (nos termos da lei). PROCESSO LEGISLATIVO E ESPÉCIES LEGISLATIVAS (59. Os atos administrativos são secundários. 1. pode o Presidente da República editar regulamentos autônomos. Espécies normativas. Processo legislativo. Função legislativa. A função regulamentar tem natureza administrativa e não pode ser transferida para outras autoridades. PODERES E FUNÇÕES ESTATAIS. (b) Os regulamentos podem inovar. Não têm capacidade para inovar originariamente a ordem jurídica. 47 . Função judiciária. jamais restringi-los. do Senado Federal ou do Congresso Nacional). leis delegadas. resoluções (da Câmara dos Deputados. de forma originária. Governadores e Prefeitos) expedido para completar. Os atos legislativos são atos primários. indiretamente. Critérios de classificação. 95. Tripartição dos poderes. Diferença entre atos legislativos (primários) e atos administrativos (secundários) – Os atos primários encontram seu fundamento de validade na própria Constituição Federal e têm capacidade para inovar originariamente a ordem jurídica. ampliar direitos. na Constituição Federal. 5 9 . decretos legislativos (do Congresso Nacional). (b) o regulamento pode. (OAB agosto 2004) Assinale a alternativa correta: (a) O chefe do poder executivo não pode delegar o exercício da atividade regulamentar que lhe foi deferida constitucionalmente. O regulamento é um ato administrativo de competência privativa dos Chefes do Poderes Executivos (Presidente da República. desde que posteriormente edite medida provisória com efeitos ex tunc. F u n ç ã o executiva. o regulamento somente pode ser expedido pelas autoridades do Poder Executivo.

somente suprimir o que não aceita) 48 . CONSTITUTIVA 2a.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (d) o regulamento deve. parágrafo ou alínea) 4. S U P E R Á V E L O U R E L A T I V O (porque o veto pode ser derrubado pelos deputados federais e senadores. o voto favorável da maioria simples ou relativa (maioria dos presentes na sessão) 2b. em ambas. numa sessão conjunta. como condição de validade. EXPRESSO (por escrito no prazo fatal de quinze dias úteis a contar do recebimento do projeto de lei) 2. A s a n ç ã o p o d e s e r T O T A L o u PARCIAL. inciso. SUPRESSIVO (o Presidente não pode alterar o projeto de lei. O veto tem as seguintes características: 1. em votação secreta) 5. 1. na própria Constituição Federal. 2. MOTIVADO OU FORMALIZADO: o Presidente deve justificá-lo. A s a n ç ã o p o d e s e r EXP RESSA o u TÁCITA. DELIBERAÇÃO EXECUTIVA (66. podendo alegar inconstitucionalidade do projeto ou sua contrariedade ao interesse público 3. o seu consentimento. e será considerado aprovado se obtiver. buscar fundamento na lei e. por maioria absoluta. b. CF) b.b. ele se torna lei. INICIATIVA (61. A sanção é IRRETRATÁVEL. TOTAL OU PARCIAL (mas o veto parci a l s o m e n t e a b r a n g e r á t e x t o integral de artigo. 1.2 VETO: é a negativa do Presidente da República em relação ao projeto de lei. CF) Ato de apresentação do projeto de lei. FASES DO PROCESSO LEGISLATIVO ORDINÁRIO: 1. excepcionalmente. Quando um projeto de lei é sancionado. 3.1 SANÇÃO: é a aquiescência do Presidente da República. 2. separadamente. DELIBERAÇÃO PARLAMENTAR (65. CF) O projeto de lei será discutido e votado em cada Casa do Congresso Nacional.

CF). um por cento do eleitorado nacional. §7º): O primeiro que deve promulgar a lei ordinária é o Presidente da República. Assinale a alternativa INCORRETA (2º Exame 2006): (a) a iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação ao Senado Federal de projeto de lei subscrito por.1. (d) a iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados. §2º. PUBLICAÇÃO: quem promulga. d. b. Comissão da Câmara dos Deputados. II. IRRETRATÁVEL 3. Supremo Tribunal Federal ( 9 3 . no mínimo. INICIATIVA COMUM OU CONCORRENTE (todos os legitimados podem apresentar o projeto de lei ordinária ou complementar. a competência será do Vice-Presidente do Senado Federal. Comissão do Senado Federal. CF) a. PROMULGAÇÃO (66. §1º + 165. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. CF) REGRA INICIATIVA PRIVATIVA OU EXCLUSIVA (só uma autoridade ou um órgão pode apresentar o projeto de lei ordinária ou complementar): a.caput. Presidente da República (61. Procurador-Geral da República (127. §1º. publica a lei ordinária determinando a sua remessa ao Diário Oficial da União. senadores.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 6. a competência será do Presidente do Senado Federal e se ele também não o fizer em quarenta e oito horas. CF). C F ) . c a p u t . 61. Distrito Federal e Territórios (61. Tribunal de Contas da União (73. CF) (Lei Orgânica Nacional do MP: Lei 8625/93) b . deputados federais. §2º. porque tem duas alternativas incorretas.INTEGRATIVA DE EFICÁCIA: a. salvo as matérias sujeitas à iniciativa privativa): Presidente da República. Comissão do Congresso Nacional. distribuído pelo menos por 5 (cinco) Estados. 96. Presidente da República em se tratando da lei ordinária que fixa normas gerais para a organização do Ministério Público e Defensoria Pública dos Estados. cidadãos (iniciativa popular. (61. no mínimo. CF) c. Tribunais Superiores e Tribunais de Justiça (96. dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. mas se ele não o fizer em quarenta e oito horas. (b) a Constituição da República de 1988 poderá ser emendada mediante proposta de um terço. (c) a iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão do Senado Federal. CF) EXCEÇÃO: DEPENDE SEMPRE DE PREVISÃO EXPRESSA NA CF INICIATIVA FACULTADA (ou o Presidente ou o Procurador-Geral da República/ ou o Governador ou o Procurador-Geral de Justiça) 49 . * A questão foi anulada pela OAB.

emendas de redação (sanar vício de linguagem. na Comissão mista (art. §5º. Presidente da República ou Procurador-Geral da República em se tratando da lei complementar que estabelece a organização. 50 . cit. c) Os parlamentares podem emendar projeto de lei de iniciativa privativa ou reservada? Sim. d + 128.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr a . Deputados iniciativa popular e Procurador-Geral da República: CASA INICIAL: Câmara dos Deputados CASA REVISORA: Senado Federal b) Quem tem o poder de apresentar emendas a um projeto de lei? 11 Somente os parlamentares na fase de discussão e votação do projeto de lei (fase de deliberação parlamentar). CF) (Lei Complementar 75/93) b. I e II. com exclusividade. 166. (MORAES. Tribunais C A S A R E V I S O R A : C â m a r a d o s Superiores. CASA INICIAL: Senado Federal Supremo Tribunal Federal. CF) EXCEÇÃO A INICIATIVA LEGISLATIVA DETERMINA A CASA INICIAL E CASA REVISORA: 1. como acessória de outra.. 1177). f e d e r a l . do Senado Federal.. p. Atenção: esta proibição não se aplica em se tratando de emendas parlamentares à lei do 11 Emenda é a proposição apresentada. sobre os quais o Chefe do Poder Executivo pode propor modificações enquanto não iniciada a votação da parte que se quer alterar. O poder de emendar é. Tribunal de Contas da União. §5º.. op. Governador de Estado ou Procurador-Geral de J u s t i ç a e m s e t r a t a n d o d a lei complementar que estabelece a organização. incorreção de técnica legislativa ou lapso manifesto). C o m i s s ã o d a C â m a r a dos Comissão do Senado Federal: Deputados. 4) Limites às emendas parlamentares: (4a) Limite expresso: a emenda parlamentar que não pode causar aumento da despesa prevista (63. atribuições e o estatuto do Ministério Público da União (61. Constituição. Presidente da República. Espécies de emendas parlamentares: supressivas (determinam a erradicação de qualquer parte da proposição inicial). CF): projetos de lei de iniciativa exclusiva do Presidente da República e que verse sobre organização dos serviços administrativos da Câmara dos Deputados. em regra. atribuições e o estatuto do Ministério Público dos Estados (128. pelos parlamentares. §1º. dos Tribunais Federais ou do Ministério Público. §1º e 5º. Exceções: projetos de lei de natureza orçamentária. modificativas (alteram a proposição sem modificar substancialmente). Projeto de lei de iniciativa de deputado 2. exclusivo dos parlamentares.. Projeto de lei de iniciativa de senador. da CF). aditivas (acrescentam algo à proposição inicial).

b) em sentido contrário à proposição quando se trate de proposta de emenda à Constituição. 98. que teve seu processo legislativo deflagrado por senador. desde a edição. é correto afirmar que: (a) a discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República terá início no Senado Federal. do Regimento Interno do Senado Federal estabelece: “Não se admitirá emenda: a) sem relação com a matéria da disposição que se pretenda emendar. (4b) Limite: o “vínculo de pertinência temática” ou “adequação temática” entre a emenda parlamentar e o projeto de lei: em se tratando de iniciativa privativa ou exclusiva decorre imediatamente do princípio da separação dos poderes (Adin 1835/SC). 51 . (d) remetida ao Presidente para sanção e promulgação. (c) sancionada e promulgada pelo Presidente do Congresso Nacional.12 97. devendo o Senado Federal disciplinar as relações jurídicas dela decorrentes. §8º. CF). na próxima sessão legislativa. ressalvada a possibilidade de autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito. (e) arquivada. Nossa Constituição Federal prevê que. se não forem convertidas em lei no prazo de trinta dias. (c) projeto de lei de iniciativa do Presidente da República. 12 O art. Sobre o processo legislativo. (d) é admitido o veto parcial no sistema brasileiro desde que incida sobre texto integral de artigo. pode ter o vício sanado na hipótese de sanção presidencial posterior. §§3º e 4º. (c) o projeto de lei delegada pode ser emendado pelo Congresso Nacional. a exigência de que os artigos do projeto de lei versem sobre o mesmo tema. a partir de sua publicação. CF (estabelece que a lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. o que acontece nas leis do orçamento: art. (d) não há. Assinale a alternativa correta: (a) o Presidente da República não poderá vetar projeto de lei sob fundamento de contrariedade ao interesse público (b) o Presidente da República não pode solicitar urgência na apreciação de projetos de sua iniciativa porque pode lançar mão das medidas provisórias. rejeitado o veto presidencial em um projeto de lei pelo Congresso Nacional.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr orçamento anual que indicarem a fonte dos recursos necessários (admitidos apenas os recursos decorrentes de anulação de outras despesas). (b) as medidas provisórias perderão eficácia. (b) remetida ao Presidente da República para promulgação. de parágrafo. a Constituição Federal exige a “adequação temática” no próprio projeto de lei. (166. ou seja. só podendo ser analisada. de inciso ou de alínea. na iniciativa comum decorre exclusivamente do Regimento Interno da Câmara e do Senado Federal. projeto de lei ou de resolução. 230. no direito brasileiro. veto tácito. 99. ainda que por antecipação de receita). novamente. a lei será: (a) promulgada pelo Vice-Presidente da República.” Excepcionalmente. 165.

aprovada por maioria simples ou relativa e promulgada e publicada pelo Presidente da Câmara. §2º. mediante processo legislativo próprio. São discutidos e votados em ambas as Casas do Congresso. da CF): são atos legislativos em que o Congresso Nacional formaliza suas competências privativas previstas no artigo 49. ou suspender qualquer uma dessas medidas. (2) no aspecto material. sanção ou veto. 68. todos da CF): são atos legislativos em que o Poder Legislativo formaliza suas competências privativas. bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução. será discutida e votada somente na Câmara. Se é uma resolução do Senado. DECRETOS LEGISLATIVOS (CN – artigos 49 e 62. promulgar e fazer publicar as leis. aos cidadãos. será discutida e votada somente no Senado. da CF.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 1. do VicePresidente e dos Ministros de Estado. da CF e no art. são aprovador por maioria simples ou relativa. porque a sua aprovação depende do voto favorável da maioria absoluta dos deputados federais e senadores. Senado Federal – art. 52 . OUTRAS ESPÉCIES DE ATOS LEGISLATIVOS: 1. (b) compete privativamente ao Presidente da República fixar os seus subsídios. (1º Exame 2007) Assinale a alternativa incorreta: (a) é de competência exclusiva do Congresso Nacional aprovar o estado de defesa e a intervenção federal. (d) compete privativamente ao Presidente da República sancionar. ou do Congresso Nacional – art. aprovada por maioria simples. nesse processo legislativo. promulgados e publicados pelo Presidente do Senado enquanto Presidente do Congresso. CF): apresentam tão-somente duas diferenças em relação às leis ordinárias: (1) no processo legislativo. aprovada por maioria simples ou relativa e promulgada e publicada pelo Presidente do Senado. 101. §3º. será discutida e votada em ambas as Casas. LEIS COMPLEMENTARES (69. 62. 3. §3º. dentre outros e salvo exceções em relação ao seu conteúdo. 52. 100. porque a Constituição Federal reserva assuntos que somente poderão ser tratados por lei complementar. mas sua aprovação. autorizar o estado de sítio.c. não há participação do Presidente da República. promulgação ou publicação presidencial). exige maioria absoluta. Se é uma resolução do Congresso Nacional. RESOLUÇÕES (Câmara dos Deputados – art. © compete exclusivamente ao Congresso Nacional sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites da delegação legislativa. Não há. (1º Exame 2006) A iniciativa das leis complementares cabe. (verdadeira) 2. Se é uma resolução da Câmara dos Deputados. participação do Presidente da República .não há iniciativa presidencial. promulgada e publicada pelo Presidente do Senado enquanto Presidente do Congresso Nacional. 51.

cidadania. 68) b. O Congresso Nacional autoriza. se transforma em lei delegada. 4 9 . trata-se de única hipótese. ou o Congresso aprova o projeto de lei delegada que. o Presidente da República a editar lei delegada sobre um assunto. c. CF): Quando o Congresso Nacional transfere ao Presidente o exercício da competência legislativa. quando o Congresso Nacional rejeita e arquiva o projeto de lei delegada. 68) 5. diretrizes orçamentárias e orçamentos (III. d. CF) 1. A competência do Congresso Nacional de sustar a lei delegada que exorbita dos limites da delegação legislativa (a r t . LEIS DELEGADAS (68. O Presidente elabora a lei delegada. o Congresso Nacional discutirá e votará o projeto de lei delegada. I a III. não passa pela fase da sanção ou veto. CF): leis delegadas e medidas provisórias 4a. Atos de competência exclusiva do Congresso Nacional. seguindo para promulgação e publicação pelo Presidente da República. Nacionalidade. CF): o Presidente da República pede ao Congresso Nacional que este lhe transfira competência para legislar sobre determinado assunto. O “veto parlamentar”: ocorre na delegação atípica. depois de elaborado pelo Presidente da República. mas não poderá apresentar emendas parlamentares (aliás. 68. políticos e eleitorais (II. Assim. §3º. §1º. o Presidente elabora uma lei delegada. que o projeto de lei delegada. Delegação atípica ou imprópria (art.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 4. e. CF): o Presidente da República pede ao Congresso Nacional que lhe transfira competência legislativa sobre matéria específica. 68) 3. a carreira e a garantia de seus membros (I. FUNÇÃO LEGISLATIVA ATÍPICA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA e PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES (2º. ou o Congresso rejeita o projeto de lei delegada que será arquivado. Caso autorizado pelo Congresso. C F ) : t r a t a-s e d e u m c o n t r o l e d e constitucionalidade político repressivo. Matéria reservada à lei complementar (§1º. 68. de competência privativa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal (§1º. 68) 4. em que a CF proíbe a apresentação de emendas parlamentares ao projeto de lei). a. num processo legislativo. Delegação típica (art. mediante resolução. automaticamente. na resolução. Nessa situação. LIMITES MATERIAIS EXPRESSOS OU MATÉRIAS QUE NÃO PODEM SER OBJETO DE LEI DELEGADA (68. Planos plurianuais. porque o Congresso retira a eficácia de uma 53 . justamente porque não pode sofrer emendas parlamentares. §2º. Legislação sobre organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. Note-se que o projeto de lei delegada. direitos individuais. exige. 68) 2. X . retorne ao Congresso Nacional para ser discutido e votado.

§1º.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr lei delegada inconstitucional. (c) a lei delegada pode dispor sobre matéria de lei ordinária ou de lei complementar. direitos políticos. (d) a lei delegada delega poderes excepcionais aos Ministros de Estado. a carreira e a garantia de seus membros (I. §1º. c. 68) 2. 168) (exceção: para 54 . (b) a lei delegada delega aos Ministros do Supremo Tribunal Federal o controle de constitucionalidade das leis. Esta competência do Congresso pode ser exercida tanto na delegação típica. (falsa) 104. 2. Organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. (d) Emendar o ato. 103. Diante de ato normativo que exorbite do poder regulamentar ou dos limites de delegação do legislativo. a. 32/2001): (c. (2º Semestre – 2004) (a) Veto parlamentar pode ocorrer. §1º. LIMITES MATERIAIS ou matérias que não podem ser objeto de medida provisória (acrescentado pela Emenda Constitucional n. Matéria relativa à nacionalidade. (c) Sustar o ato. 62) – (similar ao II. (b) Extinguir o poder regulamentar. Assinale a alternativa correta (1º Semestre – 2004): (a) a lei delegada é elaborada pelo Presidente da República mediante delegação congressual. §1º.b MEDIDAS PROVISÓRIAS (62. 4. diretrizes orçamentárias. partidos políticos e direito eleitoral (I. cidadania. ressalvado o disposto no 167. orçamento e créditos adicionais e suplementares. no caso das leis delegadas. (verdadeira) (b) Veto parlamentar é aquele exercido pelo poder legislativo para impor ao Presidente da República o afastamento de um ministro de Estado. 62) (= I. CF. Natureza jurídica e pressupostos constitucionais para sua edição: a medida provisória tem força de lei e pode ser editada pelo Presidente da República se estiverem presentes os pressupostos de relevância e urgência. §1º. somente nas hipóteses em que a resolução delegante prevê a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional. compete exclusivamente ao Congresso Nacional (2002): (a) Argüir a inconstitucionalidade do ato. de acordo com a redação da EC 32/01) 1. §3º (similar ao III. 102. mas dependem de ratificação pelo Congresso Nacional para sua válida entrada no ordenamento jurídico.1) Vedações similares àqueles previstos para a edição de lei delegada: 1. a fim de enquadrá-lo nos limites da delegação legislativa. (1º Exame 2006) As leis delegadas são elaboradas pelo Presidente da República. planos plurianuais. (falsa) 105. quanto na delegação atípica. 68) 3.

Faltou vedar medida provisória em matéria de competência exclusiva do Congresso Nacional. 62 + §8º. até a promulgação desta emenda. estabelecendo limites constitucionais. privativa do Senado ou da Câmara dos Deputados (c.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr abertura de crédito extraordinário para atender despesas imprevisíveis e urgentes como as decorrentes de guerra. inclusive. que vise a detenção ou seqüestro de bens. §2º) (c. já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República (IV. 6/95. 106. art. (1º Exame 2006) Medida provisória é ato normativo de competência do Presidente da República.4) art. mas que não pode tratar. 4º. §2º admite expres samente a instituição e majoração de impostos. (b) é vedada a edição de medida provisória sobre matéria relativa à cidadania. d. ao direito processual penal e à organização do Ministério Público. de poupança popular ou de qualquer outro ativo financeiro (II. regulamentar a exploração do serviço local de gás canalizado. comoção interna ou calamidade pública) 4. 62) 2. com força de lei.1. 62) 4. ao direito penal e à organização do Poder Judiciário. de direito eleitoral. do art.2) Vedações previstas exclusivamente para a medida provisória: 1. Procedimento: d. O art. (c. 68) 5. a ser adotado em situações de relevância e urgência. §1º. 62.3) A questão da medida provisória sobre direito tributário 1. I. (falsa) 107. de competência estadual (25. na redação da Emenda 32/01) Vedada a adoção de medida provisória na regulamentação de artigo da Constituição cuja redação tenha sido alterada por meio de emenda promulgada entre 1º de janeiro de 1995. Assinale a alternativa INCORRETA (2º Exame 2006): (a) é vedada a edição de medida provisória sobre matéria relativa à nacionalidade. 62) 3. processual penal e processual civil (b. CF) 55 . reservada à lei complementar (III. 6º e 7º do art. (c) é vedada a edição de medida provisória que vise o seqüestro de bens e/ou de poupança popular. 246. 62) (= parte do §1º. dentre outras matérias. (d) é vedada a edição de medida provisória sobre matéria já disciplinada em projeto de lei pendente de aprovação pelo Congresso Nacional. de direito penal e de direito tributário. 57. direito penal. DURAÇÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA (§3º. CF (acrescentado pela Emenda n.

CF: A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais) 4. 62. §10. §5º. uma única vez. COMISSÃO MISTA (62. trancando a pauta da Casa que estiver sobre ela deliberando. Prorrogação automática da vigência: se não for concluída a votação no prazo inicial de sessenta dias. §11. a medida provisória deverá ter seu prazo de vigência prorrogado. Prazo inicial de vigência: 60 (sessenta) dias 2. CF – Caberá à Comissão mista de deputados e senadores examinar as medidas provisórias e sobre elas emitir parecer. o Congresso Nacional. edita o decreto legislativo regulando as situações jurídicas constituídas durante a vigência da MP: a medida provisória perde eficácia desde a sua publicação (efeitos ex tunc) b. 6. CF): a.2 Tramitação da medida provisória no Poder Legislativo (§5º. C F – “É vedada a reedição. se não tiver sido concluída a votação da MP: entra em regime de urgência. a) A contagem do prazo é ininterrupta? Não. §9º. 62. pelo plenário de cada uma das Casas do Congresso Nacional) 2. PODER LEGISLATIVO 1. O art. Após 60 dias. 62): 1. CASA REVISORA: Senado Federal (62. CASA INICIAL: Câmara dos Deputados 3. de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo”. Rejeição EXPRESSA ou perda de eficácia por decurso de prazo (art. por igual período (mais sessenta dias). 56 . na mesma sessão legislativa. Após 60 dias. em sessão separada. CF) O Poder Legislativo da União divide-se em duas Casas: Câmara dos Deputados (que representa o povo) e Senado Federal (que representa os Estados e o Distrito Federal). do art. 2º da Emenda 32/2001: “As medidas provisórias editadas em data anterior à da publicação desta emenda continuam em vigor até que medida provisória ulterior as revogue explicitamente ou até deliberação definitiva do Congresso Nacional”. o Congresso não edita o decreto legislativo: a medida provisória perde eficácia desde a sua rejeição ou desde o momento em que perdeu vigência (efeitos ex nunc) 5. §8º e 9º. antes de serem apreciadas. REEDIÇÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA – a r t . A contagem é suspensa durante o recesso parlamentar (férias do Congresso Nacional).Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 1. Bicameralismo do Poder Legislativo da União (44 a 46. b) No 45º dia. d.

na doutrina nacional e estrangeira. Relator: Ministro Celso de Mello. palavras e votos”. palavras e votos proferidos. 2. §2º) – “Desde a expedição do diploma. para que. relacionados ao exercício das funções parlamentares. 57 . por crime ocorrido após a diplomação. 232. enquanto durou o mandato. o parlamentar não poderá ser processado por opiniões. Relator: Ministro Sepúlveda Pertence.6. salvo em fragrante de crime inafiançável. mas também a sua responsabilidade civil por danos oriundos da manifestação coberta pela imunidade ou pela divulgação dela: é conclusão assente.2) Termo inicial e final: começa na diplomação e termina quando findar o mandato b) Imunidade em relação ao processo penal somente nos crimes ocorridos após a diplomação (53. os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos. CF) – “Os deputados e senadores são invioláveis. (b) imunidade processual: em relação ao processo penal tratando-se de crimes ocorridos após a diplomação a) Imunidade em relação à prisão (53. IMUNIDADE FORMAL (53. §3º) – “Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado. Nesse caso.01. civil e penalmente. pelo voto da maioria de seus membros. RE 210. (a) Causa excludente penal e civil da ilicitude do fato: “A inviolabilidade parlamentar elide não apenas a criminalidade ou a imputabilidade criminal do parlamentar. RE 210.917-RJ. por quaisquer de suas opiniões.”14 (b) Palavras. o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa 13 14 Informativo do STF n. INVIOLABILIDADE OU IMUNIDADE MATERIAL 13: (53. opiniões e votos que guardem pertinência temática com o exercício do mandato legislativo – ATOS FUNCIONAIS (c) Dentro ou fora do recinto parlamentar (d) Não afasta a responsabilidade disciplinar pelos excessos – “quebra de decoro parlamentar” (55. caput. II. CF) (e) eficácia temporal permanente ou absoluta: mesmo depois de extinto o mandato.917-RJ. Informativo do STF n. 118. DJU 18. 2.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr O bicameralismo é uma conseqüência da adoção do federalismo. resolva sobre a prisão”. os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva. §2º a 5º): (a) imunidade em relação à prisão. (a.1) Abrangência: prisão penal e civil (a. por quantos se tem ocupado especificamente do tema.

CF .2) Requisitos para a sustação do processo penal pela Casa parlamentar: (1) Momento da prática do crime: somente se o crime tiver sido cometido depois da diplomação (2)Termos para sustação do processo exclusivamente criminal: a Casa (Câmara dos Deputados se é um deputado federal. §7º. nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional. até a decisão final. mesmo em tempo de paz. por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros. §5º): “A sustação do processo suspende a prescrição. que sejam incompatíveis com a execução da medida. poderá. que. Suspensão das imunidades no estado de sítio: 53. desde a expedição do diploma. contravenção penal e crime eleitoral 4. Senado Federal. CF a ) G o z a m d e i m u n i d a d e m a t e r i a l e f o r m a l ? S i m . só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva.” 7. DEPUTADOS ESTADUAIS e DISTRITAIS: 27. §8º. Imunidade em relação à incorporação às Forças Armadas (53. §6º. §1º) – “Os deputados e senadores. sustar o andamento da ação. enquanto durar o mandato” 3. CF) 5. e ainda que militares. serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal” (a) Abrangência: “infrações penais comuns”: crime comum (inclusive crime doloso contra a vida).” (b. §1º.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr respectiva. Prerrogativa de foro (53. se é um Senador) pode sustar o andamento de uma ação penal depois de recebida a denúncia e antes da decisão final (3) Pessoa competente para instaurar o processo de sustação: a própria Casa se houver pedido de partido político nela representado (4) Quórum qualificado para a sustação do processo penal: maioria absoluta dos membros da Casa (5) Prazo para o exerc ício da competência de sustação: 45 dias a partir do recebimento do pedido do partido político (trata-se de prazo improrrogável) (6) Suspensão da prescrição (53. Não podem ser obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do mandato (53. CF) – a incorporação. b) Prerrogativa de foro (implícita na Constituição Federal decorrente do princípio da simetria): 58 .“As imunidades dos deputados ou senadores subsistirão durante o estado de sítio. depende de licença da respectiva Casa 6.1) Termo inicial e final – eficácia temporal limitada: começa na diplomação e termina quando finda o mandato (b. n a m e s m a extensão dos parlamentares federais.

CF) a) Gozam de imunidade material? Sim. CF) 108. 2. (d) os deputados federais. (b) os deputados federais representando o povo e os senadores da república. (b) a imunidade parlamentar material implica na não punição aos membros do legislativo pelas suas opiniões. QUANDO O DETENTOR DE MANDATO ELETIVO É SERVIDOR PÚBLICO (art. compõem o Poder Legislativo federal. crimes eleitorais? Não tem prerrogativa de foro. 38. os Estados-Membros e o Distrito Federal. crimes de competência da Justiça Estadual: Tribunal de Justiça (inclusive os crimes dolosos contra a vida) 2. Quanto ao Poder Legislativo na CF de 1988 é correto afirmar que: (1º Semestre 2003) (a) os deputados federais e senadores da República são eleitos segundo o critério da proporcionalidade. 109. crimes de competência da justiça federal? Não tem prerrogativa de foro. crimes eleitorais: Tribunal Regional Eleitoral 8. distritais e vereadores. aplicável aos deputados federais e senadores estende-se aos deputados estaduais. crimes de competência da Justiça Federal: Tribunal Regional Federal (inclusive os crimes dolosos contra a vida) 4. compõem o Poder Legislativo federal. os vereadores e os senadores. somente se houver previsão expressa na Constituição Estadual. representando no Congresso Nacional. Assinale a alternativa falsa: (a) a imunidade parlamentar formal e material. 59 . crimes comuns de competência da justiça estadual que sejam dolosos contra a vida? Não tem prerrogativa de foro. nos limites da circunscrição do município b) Gozam de imunidade formal: Não c ) G o z a m d e p r e r r o g a t i v a d e f o r o ? (S ú m u l a 7 2 1 d o S T F : “A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual”) 1. VIII e IX. 3. como não há dispositivo na nossa Constituição. VEREADORES (29. crimes comuns de competência da justiça estadual que não sejam dolosos contra a vida? No Tribunal de Justiça. (c) os deputados federais e senadores da república reprentando o povo. palavras e votos. compõem o Poder Legislativo federal. Serão julgados pelo Tribunal do Júri. No Paraná. 4. representando os Estados-Membros e o Distrito Federal. eles não tem prerrogativa de foro. 9. compõem o Poder Legislativo Federal.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 1. os deputados estaduais.

se for o caso. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas. (58. possuem imunidade material. §3º. sendo suas conclusões. a qual concretiza a exigência prévia de autorização da casa legislativa respectiva para o início da persecução penal.” 1. mediante requerimento de um terço de seus membros. o foro privilegiado e a remessa dos autos de prisão de deputados e senadores para a análise do plenário do parlamento. CF). só podendo ser suspensa pelo voto de 2/3 dos membros da Casa respectiva. Limites de seu poder investigatório: (i) poder de investigação é sinônimo de “poder de instrução processual penal” respeitando os mesmos limites constitucionais impostos ao Poder Judiciário (necessária fundamentação (exposição dos motivos de fato e de direito) de suas decisões (93. que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. (d) a imunidade parlamentar subsistirá durante o estado de sítio e o estado de defesa.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (c) a imunidade parlamentar formal. orçamentária. dispõe sobre garantias processuais dos parlamentares. 4. 5. IX e X. para a apuração de fato determinado e por prazo certo. ( 7 0 . §3º. respeito ao sigilo de determinadas informações). (ii) fatos definidos e relacionados ao Poder Público. entre elas. financeira e operacional – o Poder Legislativo exerce com o auxílio dos Tribunais de Contas 2. da Constituição Federal – “As Comissões Parlamentares de Inquérito. FUNÇÃO TÍPICA DO PODER LEGISLATIVO: FISCALIZAÇÃO a. (iii) o objeto da investigação tem de se relacionar com a competência legislativa ou fiscalizatória do Congresso não podendo adentrar na análise dos negócios privados Quando não estejam ligados com a gestão da coisa pública. patrimonial. ESPÉCIES DE FISCALIZAÇÃO 1. o que não impede a apuração de fatos conexos ao principal ou o aditamento do objeto inicial da CPI ao longo da investigação. em conjunto ou separadamente. (iv) respeito ao princípio federativo e às competências dos Poderes Legislativos locais. 110. C F ) – Fiscalização contábil. (falsa) 2. nos casos praticados fora do Congresso e incompatíveis com a execução da medida. para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. (1º Exame 2006) Os parlamentares. Amplitude do seu campo de atuação: fatos determinados. Requisitos formais para criação: requerimento de pelo menos um terço dos membros da Casa em que ela é criada 2. atualmente. CF) – Fiscalização político-administrativa: o Poder Legislativo exerce por meio das Comissões Parlamentares de Inquérito. Prazo certo: delimitado na sua extensão 3. operacional. serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. PODERES – O QUE A CPI PODE FAZER: 60 . 58. encaminhadas ao Ministério Público.

quando os atos das CPIs ameaçarem ou violarem direitos fundamentais. CF) quebrar o sigilo da comunicação telefônica (realizando interceptação telefônica) porque este ato depende de ordem judicial (f) (2º. Poder Executivo e particulares que gerenciam recursos públicos. X. na fiscalização das contas do Poder Judiciário. 61 . aceitando somente os que já existiam antes da CF de 1988 (31. LIV e LV) proibir ou restringir a assistência jurídica dos investigados. abusivos. CF) quebrar sigilo bancário. CF) determinar qualquer ato que implique invasão domiciliar. como por exemplo. ampla defesa e devido processo legal (c) (5º. exames e requisição de documentos (d) determinar duas medidas cautelares: busca e apreensão (desde que não seja domiciliar) e busca pessoal (revistar a pessoa e seus pertences estando presentes os pressupostos do Código de Processo Penal) 6. fiscal e telefônico (b) (5ºLXIII. porque este ato depende de ordem judicial (e) (5º. LXI. determinar sua condução coercitiva se necessário. O QUE A CPI NÃO PODE FAZER (a) exercer o poder geral de cautela. ou seja. Os Tribunais de Contas Estaduais auxiliam as Assembléias Legislativas e as Câmaras Municipais. devendo respeito o direito ao contraditório. CF): são órgãos do Poder Legislativo e o auxiliam no controle externo. determinar arresto. porque estes atos dependem de ordem judicial (b)(5º. b. XI. CF) ouvir testemunhas e investigados. porque este ato depende de ordem judicial (com exceção da prisão em flagrante que pode ser decretada pela CPI) (d)(5º. indisponibilidade de bens. provas periciais. Tribunais de Contas (art. O Tribunal de Contas da União auxilia o Congresso Nacional. no entanto.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (a) (5º. CF) determinar prisão. proibição de o investigado se ausentar do país ou da comarca. XII. Assinale a alternativa incorreta (2º Exame 2004 e 2º Exame 2005): (a) as comissões parlamentares de inquérito – CPIs – não podem julgar ou condenar ninguém. respeitando o direito ao silêncio (c) determinar a realização de provas lícitas (obtidas sem agressão à Constituição Federal) como. CF) investigar atos praticados pelo Poder Judiciário no exercício da função jurisdicional (podendo investigar. intimá-los para comparecer. atos administrativos do Poder Judiciário) (g) Ajuizar ação penal porque não detém poderes acusatórios (h) Julgar. ou seja. A CF proíbe a criação de Tribunais e Conselhos de Contas municipais. prisão preventiva. hipoteca judiciária. 75. condenando ou absolvendo porque não dispõem deste poder jurisdicional 7. §1º e §4º. CF) 111. Possibilidade de controle judicial dos atos das CPIs: Sim. por exemplo. seqüestro.

Assinale a alternativa correta (1º Exame 2007): (a) as Comissões parlamentares de Inquérito estão constitucionalmente autorizadas a determinar a prisão preventiva dos infratores. assinale a alternativa correta: (1º Exame 2007) (a) somente as pessoas jurídicas de direito público prestarão contas ao Tribunal de Contas. embora possam ser abertas pelo requerimento de 1/3 da casa parlamentar. © as Comissões parlamentares de Inquérito estão constitucionalmente autorizadas a determinar a quebra do sigilo bancário. (d) As CPIs. (b) as Comissões parlamentares de Inquérito estão constitucionalmente autorizadas a solicitar o depoimento de qualquer autoridade ou cidadão.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (b) a proporcionalidade partidária na composição de uma CPI não é necessariamente matemática. unicamente. pois a ele compete julgar as contas dos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário. pois possuem os mesmos poderes investigatórios da autoridade policial. 113. pois possuem os mesmos poderes da autoridade judicial. Sobre o Tribunal de Contas. a criação dos tribunais. nos termos da lei processual penal. Os Tribunais de Contas são órgãos auxiliares do: (a) Poder Legislativo (b) Poder Executivo (c) Poder Judiciário (d) Nenhuma das alternativas anteriores.000 (duzentos mil) habitantes na localidade a ser beneficiada. 114. Segundo o direito constitucional vigente. conselhos e órgãos de contas municipais: (a) reclama prévia inscrição no plano plurianual. 115. (c) Comissão Parlamentar de Inquérito somente pode decretar prisão de testemunhas em se situação que tipifique flagrante delito. (d) o Tribunal de Contas jamais poderá sustar a execução de atos administrativos. 112. (c) as decisões dos Tribunais de Contas de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo. (d) requer a prévia demonstração de população superior a 200. (b) o Tribunal de Contas é um órgão auxiliar do Poder Executivo. 62 . se verificada ilegalidade. (c) exige aprovação de quorum de 2/3 dos membros do Parlamento. pois esta atribuição é exclusiva do Poder Judiciário. (b) encontra-se vedada. podem ser trancadas pela deliberação da maioria em plenário em vista do princípio majoritário que orienta o poder legislativo. pois possuem os mesmos poderes da autoridade judicial. (d) as Comissões parlamentares de Inquérito estão constitucionalmente autorizadas a promover a responsabilização civil ou criminal dos infratores.

o exercício da função legislativa e. atipicamente. 117. (c) ao Poder Legislativo incumbe. (b) além das funções legislativas pratica. o exercício da função executiva. mas jamais atos administrativos. atipicamente. o exercício da função jurisdicional e. tipicamente. Assinale a alternativa INCORRETA (2º Exame 2006): (a) ao Poder Executivo incumbe. (d) os Tribunais de Contas exercem função tipicamente jurisdicional. (d) exerce função indelegável na medida em que o interesse público é inalienável. o exercício das funções executiva e legislativa. o exercício da função legislativa. tipicamente. o exercício da função administrativa e. excepcionalmente. Sobre o Poder Legislativo é correto afirmar que: (a) exerce funções exclusivamente legislativas em face do princípio da autonomia entre os Poderes. (b) ao Poder Judiciário incumbe. atipicamente. tipicamente.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 116. 63 . atos judiciais. (c) as Comissões Parlamentares de Inquérito são manifestações do poder fiscalizatório do qual o Poder Legislativo também está imbuído.

CF ): Supremo Tribunal CF): Senado Federal Federal 5. I n f r a ç ã o p o l í t i c o abrangência: c o m u m . 102. CF): prerrogativa de foro no Senado Federal RESPONSABILIDADE (jurídico-penal) do Presidente da República e do VicePresidente: INFRAÇÃO PENAL C R I M E S D E C O M U M ( in officio o u RESPONSABILIDADE propter officium) (85. b. C o n c e i t o e 1 . P r o c u r a d o r -G e r a l d a 2 . JURISDICIONAL 5. I e parágrafo único. Câmara dos Deputados 3. ainda que o inquérito ou a ação penal sejam iniciados após a cessação daquele exercício. 52. a Súmula 451. CF + Lei 1079/50) 1 . prevalece a competência especial por prerrogativa de função. Órgão competente para foro 15: receber a denúncia. I. CF): prerrogativa de foro no STF se for crime funcional b) crimes de responsabilidade (51. I. Quem pode oferecer 2. I. POLÍTICO 15 Revogação da Súmula 394. I. 64 . I. instruir e julgá-lo (52. CF) 2.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr PODER EXECUTIVO 1. Q u a l q u e r c i d a d ã o denúncia: R e p ú b l i c a p o d e a j u i z a r exercendo o seu direito de a ç ã o p e n a l c o n t r a o petição pode reclamar à Presidente da República Câmara dos Deputados providências políticas para instauração do processo 3 . I. C o m p e t e n t e p a r a 3. Órgão competente para 4. 84. CF): 4. Natureza do processo: 5. processar e julgar (102. P r e r r o g a t i v a d e 4. todavia. Câmara dos Deputados a u t o r i z a r a i n stauração por maioria de dois terços por maioria de dois terços do processo-crime – juízo de seus membros de seus membros de admissibilidade da acusação (51.” Prevalece. b. P o d e s e r u m c r i m e 1. instaurar o processo. do STF: “A competência especial por prerrogativa de função não se estende ao crime cometido após a cessação definitiva do exercício funcional”. Responsabilidade penal do Presidente da República a) crimes comuns (51. c o n t r a v e n ç ã o administrativa penal ou crime eleitoral praticados no cargo ou em razão dele 2. do STF: “Cometido o crime durante o exercício funcional. O SISTEMA DE GOVERNO PRESIDENCIALISTA a) Competências privativas do Presidente da República (art.

CF) 8. após aprovado o processo pela Câmara dos Deputados: (a) sob a presidência do Presidente do Congresso. acessória ou são penas autônomas? S ã o p e n a s autônomas b) a r e n ú n c i a d e p o i s d a instauração do processo impede a continuidade do processo? Não. §1º. (15. §1º. CF): pena prevista na lei + efeito da condenação: suspensão dos direitos políticos 6. CF): suspensão das funções presidenciais 7. CF): penas de perda do cargo e inabilitação para o exercício de qualquer função pública por oito anos a) a p r i m e i r a p e n a é principal e a segunda. No julgamento por crime de responsabilidade do Presidente da República. (d) sob a presidência do Presidente do STF no próprio STF.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 6. o Plenário do Senado julga o impeachment. (52. N ã o c o n c l u s ã o d o 7. II. o Senado julga o impeachment. O Presidente retorna ao exercício de suas funções 8. exercício de suas funções §2º. I. Penas 8. Conseqüência 6. III. Conseqüência da instauração do processo (86. (c) sob a presidência do Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Conseqüência do recebimento da denúncia (86. O Presidente retorna ao processo em 180 dias (86. §único. 118. CF): suspensão das funções presidenciais 7 . 65 . (b) sob a presidência do Presidente da Câmara. o Congresso julga o impeachment.

Elementos de direito constitucional. Distrito Federal e Municípios localizados em Território Federal) e ESTADUAL (dos Estados-Membros em seus Municípios) 16 Segundo Michel TEMER. O município em face das demais pessoas de direito público. Autonomia municipal.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr AULA (7) FEDERAÇÃO 5. os Estados confederados são soberanos 2. § 4 º . São Paulo: Malheiros. Requisitos de manutenção da federação: a. 3. Limites à autonomia. de 15 de novembro de 1889: formalização da República e da Federação no Brasil. (34 a 36. 66 . Estado unitário e estado federal. Discriminação da competência do Estado. 1. o pacto confederativo está formalizado numa Constituição escrita num tratado internacional 3 . C F ) R I G I D E Z C O N S T I T U C I O N A L + A F E D E R A Ç Ã O É CLÁUSULA PÉTREA b. (60. ESTADO. existe o direito de secessão porque o pacto é indissolúvel a. Distrito Federal e Municípios) gozam de autonomia Política: b. ( 2 5 e 3 2 caput. Estados-Membros. I . ADCT) PODER CONSTITUINTE DERIVADO DECORRENTE (dos Estados-M e m b r o s p a r a e l a b o r a r e r e f o r m a r a s s u a s Constituições Estaduais e do Distrito Federal para elaborar e reformar a sua Lei Orgânica) 2. auto-organização e competência do estado-membro. n ã o e x i s t e o d i r e i t o d e s e c e s s ã o . o pacto federativo está formalizado 2. CONTROLE JURISDICIONAL DE CONSTITUCIONALIDADE c. DESCENTRALIZAÇÃO POLÍTICA PREVISTA NUMA CONSTITUIÇÃO ESCRITA Os entes federados (União. 1. CF e 11. CF) BICAMERALISMO DO PODER LEGISLATIVO DA UNIÃO (o Congresso Nacional se divide em Câmara dos Deputados e Senado Federal) c. A Constituição brasileira de 1891. CF) INTERVENÇÃO FEDERAL (da União nos Estados -Membros. Requisitos de caracterização da federação 16: a. c . (44. FEDERAÇÃO 1. O Decreto n. os Estados federados são autônomos CONFEDERAÇÃO 1.

147. XIII + 22. planejamento e execução de funções públicas de interesse comum. (2) podem ser criados por lei complementar a partir de Estados Membros (18. A Constituição Federal proíbe a divisão do Distrito Federal em Municípios. AGLOMERAÇÕES URBANAS E MICROREGIÕES (25. CF 14 e 15. (4) Cada território. §2º) e podem ser divididos em Municípios (33. Como é equiparado aos Estados e não pode ser dividido em Municípios. Atributo: soberania ENTES FEDERADOS 1. 120. Justiça do Distrito Federal e Territórios organizada e mantida pela União (21. (3) Governo sem “autonomia política” em Territórios com mais de cem mil habitantes: Governador nomeado pelo Presidente da República após aprovação do Senado Federal (art. 2. §1º). exerce competências estaduais (quase todas) e municipais. compete à União. XIV). por essa razão. XVII). CF) 119. da CF). independentemente do número de habitantes. se o Território não for dividido em Municípios. §2º. Atributo: autonomia política PECULIARIDADE DO DISTRITO FEDERAL: Não é Estado-Membro. §3º): (1) lei complementar estadual + conjunto de Municípios limítrofes + finalidade de organização. Governador do Distrito Federal. os impostos estaduais e. ADCT). O Estado Federal clássico não tem como característica essencial: (a) a autonomia dos municípios.OAB 2003) O Distrito Federal não é entidade federativa. Quem não tem autonomia política? a) TERRITÓRIOS (18. (e) a Constituição como seu elemento criador. Câmara Legislativa (composta por deputados distritais).Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr ESTADO FEDERAL 1. (2º Semestre . eleição de Câmara Territorial com competência deliberativa. (b) a pluralidade de ordens jurídicas incidentes sobre um mesmo território. 84. §2º + 33): (1) autarquias territoriais com capacidade genérica (art. (5) Os Territórios Federais não tem autonomia financeira e. (d) a repartição de competências entre os entes federados prevista na Constituição Federal. nem Município. A estrutura dos Poderes é semelhante a dos Estados. em Território Federal. com a particularidade que o Poder Judiciário do Distrito Federal e Territórios é organizado e mantido pela União. b) REGIÕES METROPOLITANAS. os impostos municipais (art. §2º). (c) o poder de auto-organização dos Estados-Membros. Quem são? União. Distrito Federal e Municípios (pessoas jurídicas de Direito Público Interno) 2. Estados-Membros. Quem é? República Federativa do Brasil (pessoa jurídica de Direito Público Internacional) 2. elege quatro Deputados Federais (45. c) REGIÕES EM DESENVOLVIMENTO (43. 18. (falsa) 67 .

mediante aprovação da população diretamente interessada. Assinale a alternativa INCORRETA (2º Exame 2006): (a) a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União. e dependerão de consulta prévia. competência exclusiva dos Municípios que integrarão a região metropolitana a ser criada. os Territórios Federais e os Municípios. C F ) Indelegável Requisitos para delegação aos EstadosMembros e (ao Distrito Federal): a. transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. instituir regiões metropolitanas. dentro do período determinado por lei complementar federal. LEI COMPLEMENTAR FEDERAL b. por lei complementar. (c) não é competência dos Estados e sim.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 121. (c) os Estados podem incorporar-se entre si. Assinale a alternativa correta: (3º Exame 2006) (a) os Estados. o Distrito Federal. É possível aos Estados: (25. (d) apenas os Estados podem ser divididos em Municípios. a incorporação. aglomerações urbanas e microregiões. REPARTIÇÃO CONSTITUCIONAL DE COMPETÊNCIAS COMPETÊNCIAS ADMINISTRATIVAS (MATERIAIS) COMPETÊNCIAS LEGISLATIVAS (FORMAIS) 1. CF) – 1 . (d) a criação. 3. mediante plebiscito. a fusão e o desmembramento de Municípios far-se-ão por lei estadual. P R I V A T I V A S d a U N I Ã O ( 2 2 . (b) os Territórios Federais integram a União. subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros. e do Congresso Nacional. todos autônomos. (b) apenas os Estados e o Distrito Federal podem ser divididos em Municípios. os Estados. DELEGAR QUESTÕES ESPECÍFICAS 68 . através de plebiscito. 123. © apenas os Estados e os Territórios podem ser divididos em Municípios. ou formarem novos Estados ou Territórios Federais. o Distrito Federal e os Territórios podem ser divididos em Municípios. às populações dos Municípios envolvidos. instituir regiões metropolitanas. após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal. constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes. (b) mediante lei complementar. competência exclusiva da União. 122. nos termos da lei complementar. aglomerações urbanas e microrregiões constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes. §3º. EXCLUSIVAS da UNIÃO (21. e sua criação. apresentados e publicados na forma da lei. CF) (a) mediante decreto. (d) não é competência dos Estados e sim.

CF19 b.” “O Município (e não a União) ‘é competente para. 18 Decisão do STF na ADIN 1.2003). MUNICÍPIOS: a. desde que não infrinjam leis estaduais ou federais válidas. CF) 3. CF) d. i l u m i n a ç ã o p ú b l i c a 17. GUARDA MUNICIPAL (144. §3º. Relator Ministro Carlos Velloso.I.221-RJ.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 2. CONCORRENTE (NÃO CUMULATIVA OU VERTICAL) ENTRE UNIÃO. SUPLEMENTAR A LEGISLAÇÃO FEDERAL E ESTADUAL NO QUE COUBER 30. 39/02 permitiu a instituição. Informativo 324.CF) b. ESTADOS-MEMBROS E DISTRITO FEDERAL (24. PLANO DIRETOR (182. RE 240406-RS. pelos Municípios. SUPLETIVA DOS ESTADOSMEMBROS E DISTRITO FEDERAL (24. IMPOSTOS MUNICIPAIS (156. CF) (pressuposto: inércia do legislador federal.” 69 . D I S T R I T O FEDERAL E MUNICÍPIOS (23. CF): a. possibilidade do exercício de competência legislativa plena temporária) 3. a Emenda Constitucional n. §2º.11.§1º. CF): serviços públicos de interesse local: transporte coletivo intramunicipal. Carlos Velloso. CF) 17 Súmula 670 do STF: “O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa”. III a IX. ESTADOS-M E M B R O S .” Súmula 646 do Supremo Tribunal Federal: Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área. rel. I a III. (STF. dispondo sobre segurança de sua população. impor a estabelecimentos bancários a obrigação de instalarem portas eletrônicas. Todavia. s e r v i ç o s funerários18 2. COMUM (CUMULATIVA OU PARALELA) ENTRE UNIÃO.2003. 19 Súmula 645 do Supremo Tribunal Federal: “É competente o município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial” e Súmula 419 do Supremo Tribunal Federal: “Os Municípios tem competência para regular o horário do comércio local. julgamento: 25. como detector de metais. de contribuição para custeio da prestação do serviço de iluminação pública que poderá ser cobrada na fatura de consumo de energia elétrica. MUNICÍPIOS (30. Min. CF) c. CF) e. §8º. UNIÃO LEGISLA NORMAS GERAIS (24. travamento e retorno automático e vidros à prova de balas’.10. CF c. LEGISLAR SOBRE INTERESSE LOCAL 30.II. ESTADOS-MEMBROS E DISTRITO FEDERAL EXERCEM COMPETÊNCIA SUPLEMENTAR (COMPLETAR A LEGISLAÇÃO FEDERAL PARA ADAPTÁ-LAS ÀS PECULIARIDADES LOCAIS) (24. 9.

uma lei estadual. (b) uma lei federal é. © uma lei estadual é. §4º. (c) Nos termos da Constituição Brasileira. (d) O Distrito Federal é dotado de todas as competências legislativas reservadas ao EstadoMembro. §2º. R E S E R V A D A O U R E M A N E S C E N T E ( 2 5 . também e por evidente. §1º.Competência enumerada (25. D I S T R I T O F E D E R A L : EXERCE C O M P E T Ê N C I A S E S T A D U A I S COMPETÊNCIAS ESTADUAIS ( q u a s e (quase todas) E MUNICIPAIS (32. I a III. CF) 5. CF) §3º. CF): o ESTADOS-MEMBROS: o que sobra que sobra das outras das outras 4a. no sistema federativo brasileiro. CF) CF) 124. 4a . C F ) ESTADOS-MEMBROS (25. RESERVADA OU REMANESCENTE 4 . Competências enumeradas (18. 70 . (b) Competência exclusiva e competência privativa distinguem-se pela possibilidade de delegação inerente à segunda. 155. (c) Competência concorrente e competência comum são ambas inerentes à competência material. também e por evidente. (b) Adotou-se. (d) todas as alternativas anteriores estão incorretas. um rígido modelo horizont al de distribuição de competência legislativa.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr d. §1º. 25. 126. Assinale a alternativa correta: (Agosto 2004): (a) Competência privativa e competência exclusiva distinguem-se apenas pelos entes da federação aos quais se destinam. de forma precisa e expressa. §1º. também e por evidente. A superveniência de lei federal: SUSPENDE A LEGISLAÇÃO ESTADUAL OU DISTRITAL CONTRÁRIA (24. Assinale a alternativa correta: (Abril 2004) (a) a Constituição Federal elenca. os municípios não dispõem de competência material específica. § 1 º . Assinale a alternativa correta (1º Exame . uma lei municipal. 125. uma lei federal. a competência dos EstadosMembros e da União. 125 e 126. CF) 4. DISTRITO FEDERAL: EXERCE 5 . §4º.2005): (a) uma lei nacional é. todas) E MUNICIPAIS (32.

nos termos da Constituição da República. proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas. 131. do Distrito Federal e dos Municípios. (b) é uma competência cumulativa de normas gerais. (b) a competência da União para editar normas gerais exclui a competência suplementar dos Estados. o Distrito Federal e os Municípios. 130. (d) compete privativamente à União legislar sobre defesa territorial. quando se tratar de assunto de interesse local. (b) compete aos Municípios suplementar a legislação federal e a estadual. (1º Exame 2006) Assinale a alternativa INCORRETA: (a) a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União. cultural. (d) é uma competência cumulativa residual. ao Distrito Federal e aos Municípios legislar concorrentemente sobre proteção ao patrimônio histórico. defesa aeroespacial.* (c) é competência comum da União. (c) compete à União. artístico. aos Estados. 127. (c) é uma competência cumulativa suplementar. defesa marítima. A competência concorrente dos Estados e do Distrito Federal: (a) é uma competência não cumulativa suplementar. (c) inexistindo lei federal sobre normas gerais. dos Estados. os Estados. 128.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (d) Competência suplementar é aquela atribuída à União no caso de os Estados-Membros e Municípios não legislarem sobre matérias locais. (b) compete privativamente à União legislar sobre trânsito e transporte. Na distribuição constitucional de competência legislativa concorrente: (a) a União edita as normas suplementares e os Estados e o Distrito Federal as normas gerais. (d) as atribuições para União e Estados são rigorosamente iguais. Assinale a alternativa correta: 71 . (d) são reservadas aos Estados as competências que não lhe sejam vedadas pela Constituição da República. turístico e paisagístico. todos autônomos. Assinale a alternativa INCORRETA (2º Exame 2006): (a) são reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas pela Constituição da República. os Estados exercerão a competência legislativa plena. 129. defesa civil e mobilização nacional.

(c) ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios. sendo-lhes possível adotar. econômico e urbanístico constitui competência concorrente dos Estados. Assinale a alternativa correta: (1º Exame 2007) (a) legislar sobre direito tributário. votada em turno único e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal. 134. econômico e urbanístico constitui competência privativa da União. (b) legislar sobre direito tributário. Assinale a alternativa correta: (3º Exame 2006) (a) compete privativamente à União legislar sobre direito econômico. 34. econômico e urbanístico constitui competência privativa dos Municípios. econômico e urbanístico constitui competência concorrente da União. financeiro. penitenciário. Estados e Distrito Federal. (d) a organização administrativa e judiciária dos Territórios será regulada por decreto do Presidente da República. ou mediante concessão. financeiro. (c) legislar sobre direito tributário. inciso VII) (c) Os Estados-membros podem dispor sobre o sistema eleitoral. pelo Estado-membro. na forma da lei. 132. (d) A competência legislativa concorrente disciplinada na Constituição Federal impõe que o Estado-membro somente atue supletivamente. os serviços locais de gás canalizado. podendo dar ensejo a representação para fins de intervenção federal. podendo ser editada medida provisória para a sua regulamentação. Sobre a guarda municipal. (b) compete privativamente à União legislar sobre previdência social. financeiro. (é a não aplicação na saúde e educação. energia e trânsito. Assinale a alternativa CORRETA: (1º Exame 2006) (a) cabe aos Estados explorar diretamente. previdência social e direito econômico. (d) legislar sobre direito tributário. por exemplo. 133. penitenciário. (d) compete privativamente à União legislar sobre águas. conforme art. o sistema distrital misto nas eleições parlamentares estaduais e municipais. águas e energia. penitenciário. (b) os Municípios reger-se-ão por lei orgânica.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (a) Os Estados-membros podem adotar. direito econômico e águas. (b) A não aplicação. do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais. no âmbito do seu poder de conformação. assinale a alternativa correta: (3º Exame 2006) 72 . penitenciário. configura violação a princípio constitucional. financeiro. (c) compete privativamente à União legislar sobre trânsito. Município e Distrito Federal 135. o regime parlamentar de governo.

C F ) – princípios constitucionais constitucionais SENSÍVEIS: têm esse ESTABELECIDOS no m e p o r q u e a s u a v i o l a ç ã o p elo Estado-membro o u p e l o D i s t r i t o Federal pode desencadear o processo da intervenção federal 5.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (a) a Constituição da República autoriza a criação de guarda municipal pelos municípios com o objetivo de suplementar eventual omissão do Estado em matéria de segurança pública. (d) o Município está constitucionalmente autorizado a criar guarda municipal com o objetivo de auxiliar na preservação da ordem pública no âmbito do seu território. Sujeitos (ativo e passivo) b. da Lei Federal 4320/67: “A dívida fundada compreende os compromissos de exigibilidade superior a doze meses. 73 . dentro dos prazos estabelecidos em lei. Os artigos 157 a 162. PRESSUPOSTOS DE FUNDO OU MATERIAIS da intervenção federal nos Estados-Membros e Distrito Federal ESPONTÂNEA: O Presidente age de ofício e sua competência é discricionária 1. salvo motivo de força maior ou o (b) Estado deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição. C F ) – p r i n c í p i o s ( 2 5 a 2 8 . V I I . colaborar com a polícia civil na função de polícia judiciária. serviços e instalações do Município representa o escopo da guarda municipal. I e II) 2. 4. limitado e condicionado c) Limites: ( 3 4 . PODER CONSTITUINTE DERIVADO DECORRENTE (ou de terceiro grau) (artigos 25 e 32. o pagamento da dívida fundada. da CF e 83 a 94 do Código Tributário Nacional tratam da repartição de receitas. Defesa das finanças públicas (34. por mais de dois anos consecutivos. Quem exerce são as Assembléias Legislativas e a Câmara Legislativa do Distrito Federal b) Características: derivado decorrente. b)20 20 Se o Estado ou o Distrito Federal (a) suspenderem. III) 3. Defesa da ordem pública (34. V. (b) pode a guarda municipal. contraídos para atender a desequilíbrio orçamentário ou financiamentos de obras e serviços públicos”) e artigos 29 a 42 da Lei Complementar n. típica do federalismo cooperativo. 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal). constitucionalmente autorizada. INTERVENÇÃO FEDERAL a. (c) a proteção dos bens. CF) a) Titularidade e exercício: O titular é o povo dos Estados-Membros e do Distrito Federal. conforme a Constituição da República. a. 98. O conceito de dívida fundada é jurídico-legal (art. Defesa da unidade nacional (34.

PRESSUPOSTOS FORMAIS (procedimento) da INTERVENÇÃO FEDERAL: 1. de competência originária do Tribunal de Justiça local. a amplitude. I) PROVOCADA: O P r e s i d e n t e p r e c i s a s e r provocado. há continuidade. §1º). 2. se reprovála. cessa a intervenção (art. III. mas sua competência é discricionária 1. 36. se aprová-la. 36. POR REQUISIÇÃO a. Do STF. nomear um interventor (art. STJ ou TSE: descumprimento de ordem ou decisão judicial (34. da Intervenção provocada por solicitação e da provocada por requisição quando se trata de coação contra o Poder Judiciário: (1) o Presidente da República decreta a intervenção. II) c. VI + 36. I) b. Do STF: recusa de execução de lei federal – representação interventiva ou ação de executoriedade de lei federal de legitimidade exclusiva do Procurador-Geral da República (34. A Lei 4337/64 (parcialmente recepcionada pela Constituição de 1988) regula o processo da representação interventiva. recusa de cumprir lei federal ou violação de princípios constitucionais sensíveis pelo Estado-Membro ou pelo Distrito Federal: (1) o Presidente da República decreta a intervenção normativa. devendo especificar. VI + 36. III)21 c. IV + 36. IV + 36. porque somente suspende a execução do ato impugnado. VII + 36. se couber. se a medida bastar ao restabelecimento da normalidade (art. no decreto interventivo. o prazo. mas sua competência é vinculada 1. §§2º e 3º). (2) o Congresso Nacional deve realizar o controle político posterior da intervenção. ao lado da ação direta de inconstitucionalidade interventiva de ato municipal perante princípios indicados na Constituição Estadual. POR SOLICITAÇÃO: garantir o livre exercício dos Poderes das unidades da federação: coação contra o Poder Executivo ou Poder Legislativo locais (34. (2) o controle político do Congresso 21 Única modalidade de controle de constitucionalidade concreto concentrado no direito brasileiro. redação da Emenda 45/04) d. D o S T F : v i o l a ç ã o a p r i n c í p i o s constitucionais sensíveis – representação interventiva ou ação direta de inconstitucionalidade interventiva de legitimidade exclusiva do Procurador-Geral da República (34. 74 . §4º). Procedimento da intervenção provocada por requisição quando há descumprimento de ordem ou decisão judicial. Procedimento da Intervenção Espontânea. Do STF: garantir o livre exercício do Poder Judiciário nas unidades da federação coação exercida contra o Poder Judiciário (34. 36. condições de execução e.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr PROVOCADA: O P r e s i d e n t e precisa ser provocado.

137. (c) não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino. a) DECRETO INTERVENTIVO b) CONTROLE POLÍTICO POSTERIOR DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA PROVOCADA 2. Aponte a alternativa INCORRETA. por dois anos consecutivos. (d) a eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito for anulada através de sentença judicial. PRESSUPOSTOS DE FUNDO c. pelo instituto da intervenção da União nos Estados. I). sem motivo de força maior. O Estado não intervirá em seus Municípios. II). a dívida fundada. é correto afirmar que: (a) é fenômeno meramente retórico na medida em que inexistem instrumentos jurídicos para sua proteção. ausência de prestação de contas (35. POR REQUISIÇÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual ou para prover a execução de lei. 6. a) DISPENSA DE CONTROLE POLÍTICO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA (36. 75 . exceto quando: (a) não forem prestadas contas devidas. (c) não constando do rol das cláusulas pétreas. Sobre a autonomia municipal. não aplicação do mínimo da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. DEFESA DAS FINANÇAS PÚBLICAS: suspensão do pagamento da d í v i d a f u n d a d a p o r d o i s a n o s consecutivos. na forma da lei. ordem ou decisão judicial. INTERVENÇÃO ESTADUAL a. (b) integra as chamadas cláusulas pétreas. §3º): o decreto limita-se a suspender a execução do ato impugnado se bastar para o restabelecimento da normalidade 136. salvo motivo de força maior (35. PRESSUPOSTOS FORMAIS ESPONTÂNEA: 1.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr Nacional é dispensado. desafia mecanismo de proteção de feição exclusivamente política. (b) deixar de ser paga. dentre outros. sendo protegida juridicamente. Sujeito ativo (Estado-Membro) e passivo (Municípios pertencentes ao Estado) b.

que especificará a amplitude. (d) cessados os motivos da intervenção. (c) o descumprimento pelo Estado de decisão judicial estadual configura causa de intervenção federal. se couber. É manifestação da autonomia constitucional consagrada aos Municípios: (a) a atribuição exclusiva de competências concorrentes com os demais entes federativos. (b) a não-aplicação pelo Estado na manutenção e desenvolvimento do ensino. compreendida a proveniente de transferências. por 3 (três) anos consecutivos a dívida fundada. do percentual de receita exigido na Constituição. o prazo e as condições de execução e que. (e) a intervenção direta da União nos Municípios que deixarem de prestar contas ao Tribunal de Contas do respectivo Estado. será submetido à apreciação do Câmara dos Deputados ou da Assembléia Legislativa do Estado. (b) O Estado poderá intervir em seus Municípios quando deixar de ser paga. nomeará o interventor. Assinale a alternativa CORRETA: (1º Exame 2006) (a) a União poderá intervir nos Estados para assegurar a aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais. sem motivo de força maior. 140.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (d) é princípio sem efetividade porque a própria Constituição dispõe que os Municípios serão criados por lei estadual. 138. (d) a competência legislativa suplementar. (b) a possibilidade de fiscalização abstrata da compatibilidade das leis municipais em relação à Constituição da República. 76 . as autoridades afastadas somente voltarão aos seus cargos após determinação do Chefe do Poder Executivo respectivo. 139. (c) o decreto de intervenção. configura causa de intervenção federal no Estado. na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. (d) o desrespeito da autonomia municipal pelo Estado configura causa de intervenção federal. da legislação estadual. (c) a criação de novos Municípios através de lei complementar federal. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. Assinale a alternativa incorreta: (3º Exame 2006) (a) o descumprimento de lei estadual pelo Estado configura causa de intervenção federal. no que couber.

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