Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr

ROTEIRO DE DIREITO CONSTITUCIONAL 1 BIBLIOGRAFIA BÁSICA PARA O EXAME DE ORDEM: 1. MORAES, Alexandre. Direito constitucional. São Paulo: Atlas, 2004. 2. KNOERR, Cibele Fernandes Dias. Direito constitucional didático. Curitiba: Juruá. 3. PINHO, Rodrigo César Rebello. Coleção Sinopses Jurídicas. Tomos 17 e 18. São Paulo: Saraiva, 2005. AULA 1: PODER CONSTITUINTE. 1. PODER CONSTITUINTE. 2. CONSTITUIÇÕES E DIREITO CONSTITUCIONAL. Conceituação de Constituição. Utilidade da conceituação. Direito Constitucional. Existência ou não da matéria constitucional. A forma constitucional. Constituições rígidas e flexíveis. 2 I - PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO. a) CONCEITO É o poder responsável pela elaboração da Constituição Federal.

b) TITULARIDADE E EXERCÍCIO (1º, §único, C F – relação com o regime de governo) O titular é o povo. O exercício depende da origem da Constituição. Se ela foi promulgada, quem exerceu a função constituinte originária foi uma Assembléia Nacional Constituinte. Se outorgada, a autoridade que ditou a Constituição em nome do povo.

c) CARACTERÍSTICAS JUSPOSITIVISTAS (STF) 1. inicial ou inaugural 2. ilimitado 3. incondicionado 4. soberano * 3 5. Natureza: poder de fato

JUSNATURALISTAS 1. derivado 2. limitado 3. condicionado 4. autônomo 5. Natureza: poder de direito

d) NORMAS CONSTITUCIONAIS QUE ELABORA:
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Roteiro elaborado pela Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr. Mestre e Doutoranda em Direito Constitucional PUC/SP. Professora de Direito Constitucional da Faculdade Tuiuti, no curso preparatório para concursos do Professor Luiz Carlos, na Escola da Magistratura Federal (ESMAFE) e na FEMPAR. Professora de Direito Constitucional no curso de ensino à distância da Saraiva (viasaraiva.com.br). Advogada. 2 Todas as questões do roteiro são do Exame de Ordem da OAB/Pr.
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A OAB/Pr insiste, porém, que o poder constituinte originário é autônomo, conforme a teoria juspositivista. Não está correto porque soberania implica o exercício de um poder ilimitado e autonomia, de um poder limitado pelo Direito. 1

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Normas constitucionais originárias: normas da Constituição Federal que não sofreram processo de reforma (emenda).

e) CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DAS NORMAS C O N S T I T U C I O N A I S E L A B O R A D A S P E L O PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO? 1. JUSPOSITIVISTAS 2. JUSNATURALISTAS Nunca. Sim, se ofenderem o Direito Natural. II – CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO 1 . Elaboradas por uma Assembléia Nacional Constituinte I – Origem: composta de representantes do povo, eleitos com a finalidade de sua elaboração. PROMULGADAS, DEMOCRÁTICAS OU POPULARES 2. Elaboradas sem a participação popular, mediante imposição do poder da época. OUTORGADAS II – Estabilidade (ou 3. Podem ser alteradas pelo mesmo processo legislativo de elaboração das leis. FLEXÍVEIS mutabilidade): 4. Podem ser alteradas por um processo legislativo mais solene e oneroso do que o existente para a edição das demais espécies normativas. RÍGIDAS 5 . Algumas regras poderão ser alteradas pelo processo legislativo ordinário, enquanto outras somente por um processo legislativo especial e mais dificultoso. SEMI-RÍGIDAS OU SEMIFLEXÍVEIS II a) CONSTITUIÇÕES BRASILEIRAS 1. A Constituição brasileira é: (a) democrática, sintética, promulgada, rígida e dogmática; (b) democrática, promulgada, semi-rígida, sintética e dogmática; (c) democrática, outorgada, rígida, analítica e dogmática; (d) democrática, promulgada, rígida, analítica e dogmática; (e) democrática, promulgada, analítica, flexível e dogmática. 2. Tendo em vista a distinção doutrinária entre constituição material e constituição formal, é correto afirmar, a respeito da emenda constitucional n.º 1, de 17 de outubro de 1969 (Ec 1/69): (Agosto de 2003) a) Que ela é constituição material, mas não é constituição formal. b) Que ela é constituição formal, mas não é constituição material. c) Que ela é constituição formal e constituição material.

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(d) Que ela não se encaixa na referida classificação doutrinária. 3. A doutrina costuma apontar como conteúdo constitucional mínimo (normas materialmente constitucionais) os assuntos: (a) separação de poderes e direitos fundamentais; (b) direitos fundamentais e regime jurídico da magistratura; © direitos fundamentais e normas formalmente constitucionais; (d) regime jurídico da magistratura e separação de poderes; (e) regime jurídico dos servidores públicos e direitos políticos. 4. Assinale a alternativa correta: (2º Semestre 2004) (a) no direito brasileiro, há normas materialmente constitucionais e normas formalmente constitucionais, razão pela qual somente as primeiras são consideradas vigentes; (b) no direito brasileiro, a distinção entre normas formalmente constitucionais e normas materialmente constitucionais nunca existiu; (c) no direito brasileiro, a distinção entre normas formalmente constitucionais e normas materialmente constitucionais existiu somente na Constituição de 1824; (d) no direito brasileiro, a diferenciação entre normas materialmente constitucionais e formalmente constitucionais surgiu com a promulgação da CF de 1988. 5. Sobre o poder constituinte originário, assinale a alternativa correta (2004 e 2º Exame de 2005): (a) é inaugural, incondicionado e ilimitado juridicamente; (b) é limitado apenas no que tange ao respeito aos direitos e garantias fundamentais estabelecidos na ordem jurídica anterior; (c) deve respeito apenas aos tratados internacionais antes ratificados pelo órgão competente; (d) é constituído, ilimitado e incondicionado juridicamente. 6. Assinale a alternativa correta (1º Exame de 2005): (a) Poder constituinte originário é aquele exercitado pelo povo na constituição do Estado, novo e soberano; (b) o Poder constituinte originário manifesta-se no surgimento, apenas, de uma primeira Constituição, jamais nas posteriores; © o Poder Constituinte derivado manifesta-se de duas formas distintas: enquanto reformador ou decorrente; (d) não obstante seja incondicionado e ilimitado, o Poder Constituinte originário somente pode legitimamente se manifestar, contemporaneamente, na forma mundialmente consagrada para os estados constitucionais e democráticos de direito. 7. Assinale a alternativa incorreta (2º Exame 2006) (a) o povo pode ser reconhecido como o titular do Poder Constituinte, mas não é jamais quem o exerce.
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CF) – emendas constitucionais (total: 53) EMENDAS À CONSTITUIÇÃO FEDERAL d) NORMAS CONSTITUCIONAIS QUE ELABORA: Normas constitucionais derivadas: emendas constitucionais e emendas constitucionais de revisão. (c) o Poder Constituinte Originário caracteriza-se por ser inicial. (b) o poder constituinte originário caracteriza-se por ser inicial e autônomo.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (b) o Poder Constituinte pode ser classificado em Poder Constituinte Originário e Poder Constituinte Derivado. 8. (d) o Poder Constituinte Originário esgota-se com a elaboração da Constituição. 4 . Assinale a alternativa incorreta: (3º Exame OAB 2006) (a) pela teoria da recepção. mas não pode exercelo. b) TITULARIDADE e EXERCÍCIO O titular é o povo. c) CARACTERÍSTICAS 1. Natureza: Poder de direito FORMAS DE MANIFESTAÇÃO 1. CONSTITUÍDO. ilimitado. (3º. © o povo pode ser reconhecido como o titular do poder constituinte. (d) as normas infraconstitucionais compatíveis com a nova Constituição geram o fenômeno da constitucionalização. INSTITUÍDO OU REFORMADOR) a) CONCEITO É o poder responsável pela reforma da Constituição Federal. (60. condicionado 4. ADCT) – emendas constitucionais de revisão (total: 6) 2. autônomo e incondicionado. derivado 2. ilimitado e incondicionado. continua válida desde que com ela compatível. O exercício é realizado pelo Congresso Nacional. III – PODER CONSTITUINTE DERIVADO (SEGUNDO GRAU. uma lei anterior à Constituição. limitado 3.

um terço. §1º. LIMITES MATERIAIS (cláusulas pétreas) (60. (c) vedação ao processo de “dupla revisão”. três quintos dos votos dos respectivos membros. (c) PROMULGAÇÃO e PUBLICAÇÃO (60. se ofenderem as normas constitucionais originárias que contém limites ao poder constituinte derivado. no mínimo. o voto direto. e será considerada aprovada se obtiver. §3º. universal e periódico. 60 + 3º. §2º. REVISÃO CONSTITUCIONAL (3º. CF): a emenda constitucional é promulgada e publicada pela Mesa da Câmara dos Deputados e pela Mesa do Senado Federal. CF): a Constituição Federal não poderá ser reformada na vigência de estado de sítio. §5º. estado de defesa e intervenção federal. §4º. secreto. dos deputados federais (são 513 no total) ou um terço. f) LIMITES à REFORMA CONSTITUCIONAL (art. (b) alterar os limites expressos (a fim de facilitar ou dificultar o processo de reforma). em ambos os turnos. mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da federação manifestando-s e c a d a u m a d e l a s p e l a m a i o r i a r e l a t i v a d e s e u s membros. CF): a proposta de emenda será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. ADCT. CF) I – LIMITES EXPRESSOS 1. em dois turnos de discussão e votação. CF) 2. (d) PROPOSTA DE EMENDA COM VOTAÇÃO PREJUDICADA OU REJEITADA (60. ADCT) I – LIMITES EXPRESSOS: 5 . CF): não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: a forma federativa de Estado. (b)DISCUSSÃO E VOTAÇÃO (60. LIMITES CIRCUNSTANCIAIS (60. a separação de poderes e os direitos e garantias individuais. 60. LIMITES FORMAIS OU PROCEDIMENTAIS: (a) INICIATIVA (60. 3. CF) – somente poderá ser reapresentada na próxima sessão legislativa (57. I I – LIMITES IMPLÍCITOS MATERIAIS: não é possível por via de emenda revogar o art. I a IV. no mínimo dos senadores (são 81 no total). CF) EMENDA CONSTITUCIONAL (60. da CF para (a) suprimir os limites expressos. CF): Presidente da República. I a III.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr e) C O N T R O L E D E C O N S T I T U C I O N A L I D A D E D A S N O R M A S CONSTITUCIONAIS ELABORADAS PELO PODER CONSTITUINTE DERIVADO? Sim.

ADCT) Não. ADCT) A proposta de emenda constitucional de revisão foi discutida e votada em sessão unicameral.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 1. CF) 3. diverso do processo legislativo comum criador das normas ordinárias. no mínimo. A Constituição previu uma única revisão. 2º. h) PLEBISCITO (2º. §1º. concluída a revisão. ADCT) h1) OPÇÃO PELA FORMA DE GOVERNO: REPÚBLICA h2) OPÇÃO PELO SISTEMA DE GOVERNO: PRESIDENCIALISMO 9. É POSSÍVEL MODIFICAR A CONSTITUIÇÃO FEDERAL PELO PROCEDIMENTO DA REVISÃO CONSTITUCIONAL? (ligação com o art. ADCT): a revisão somente foi possível após cinco anos da data da promulgação da Constituição de 1988 (após 5 de outubro de 1993) 3. Limites materiais implícitos das emendas constitucionais g) HOJE. o poder constituinte derivado promulgou e publicou 6 emendas constitucionais de revisão. que não podem ser modificadas pelo constituinte derivado. diferente do relativo às normas infraconstitucionais. (c) possui uma parte imodificável por processo legislativo comum. 10. especial e qualificado. §4º. Em 1994. Assinale a alternativa incorreta (1º Exame de 2005): (a) Constituição rígida é aquela cujo processo de elaboração de emendas é diverso do relativo às normas infraconstitucionais. (b) Constituição flexível é aquela que permite sua reforma pelo mesmo processo estabelecido para os decretos-regulamentares. já realizada em 1993. Limites circunstanciais (60. CF) 2. LIMITE TEMPORAL (3º. © Constituição semi-rígida (ou semi-flexível) é aquela sujeita a um processo de elaboração de emendas. Cláusulas pétreas (60. 6 . pelo menos em parte. a maioria absoluta dos deputados federais e senadores. (b) pode ser alterada pelo mesmo processo legislativo gerador de normas legais ordinárias. 2. (d) só pode ser modificada por um processo legislativo solene. LIMITES FORMAIS (3º. (d) a Constituição Federal de 1988 – emendada – é rígida. Assinale a alternativa correta: (1º Exame 2007) (a) Constituição rígida é aquela que não admite qualquer alteração. num só turno de discussão e votação e aprovada por. Uma Constituição é qualificada de ‘rígida’ quando: (a) traz em seu texto as chamadas ‘cláusulas pétreas’. 11. LIMITES IMPLÍCITOS: 1.

Assinale a alternativa correta. No que diz respeito ao poder constituinte derivado. (b) é um poder de fato para os adeptos do juspositivismo e um poder de direito para os que adotam o jusnaturalismo. (d) Constituição rígida é aquela que tem um núcleo imodificável e outro núcleo que pode ser alterado da mesma forma exigida para a elaboração das outras espécies normativas. (d) as Constituições dos Estados-membros da federação brasileira são obra do poder constituinte derivado e não do poder constituinte originário. o processo legislativo de reforma da Constituição é diferente do processo legislativo de reforma das leis. enquanto aquela não admite alteração. exclusivamente. (b) a Constituição é considerada obra do poder constituinte originário enquanto as leis são obra do poder constituinte reformador. (verdadeira) 7 . condicionado e constituído. (c) denomina-se poder de terceiro grau ou decorrente quando alude ao poder dos Estados de editarem suas próprias Constituições. 14.2004) (a) uma importante diferença entre Constituição e as leis é que estas últimas podem ser alteradas. originário e constituído. condicionado e constituído. É incorreto afirmar que o Poder Constituinte: (a) originário não pode alterar as cláusulas pétreas. (c) Constituição rígida é aquela que possui regras que podem ser alteradas pelo processo legislativo ordinário e outras regras que apenas podem ser modificadas através do processo legislativo especial. suas características são: (Agosto de 2003) (a) Ilimitado. abrange também o poder de reforma da Constituição – poder constituinte derivado. (falsa) 16.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (b) Constituição rígida é aquela que pode ser alterada por um processo legislativo mais solene e complexo que o exigido para a edição das outras espécies normativas. (c) Ilimitado. por ser obra do poder constituinte originário. (2º Exame 2003) A forma federativa de Estado se constitui em cláusula pétrea. incondicionado e constituído 13. Assinale a alternativa correta: (2º semestre . (d) ilimitado. 12. (1º Exame 2006) Emenda constitucional é ato normativo que pode ser proposto pelo Presidente da República. (c) no direito brasileiro. (b) Limitado. mas que não pode vir a integrar a ordem jurídica na vigência de intervenção federal e de estado de sítio. (d) em seu sentido lato. 15.

(falsa) 20. (d) a pena de morte pode ser introduzida em processo de revisão constitucional. 8 . 19. © o direito de impenhorabilidade da pequena propriedade rural poderá ser objeto de deliberação em proposta de emenda à Constituição. (2º Exame 2004) (a) O Presidente da República pode vetar proposta de emenda à Constituição (PEC) invocando razão de inconstitucionalidade. RELAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO NOVA COM A CONSTITUIÇÃO ANTERIOR: a. (c) pela Mesa da Câmara dos Deputados. (1º Exame 2003) As emendas constitucionais podem ser submetidas a controle de constitucionalidade. A emenda constitucional é promulgada: (a) pelo Presidente da República. (falsa) (b) o Presidente da República pode vetar proposta de emenda à Constituição (PEC) invocando falta de interesse público. (verdadeira) APLICABILIDADE DA CONSTITUIÇÃO NO TEMPO: 1. 18. mas rejeita a tácita. Assinale a alternativa correta (3º Exame 2006): (a) a supressão do poder de veto do Presidente da República no processo legislativo poderá ser objeto de deliberação em proposta de emenda à Constituição. Assinale a alternativa correta: (1º Exame 2007) (a) a pena de morte não pode ser aplicada no Brasil.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 17. 21. O STF aceita a desconstitucionalização expressa. em nenhuma hipótese. (Maria Helena Diniz – doutrina minoritária): Normas da Constituição anterior são recepcionadas como lei ordinária federal se compatíveis com o texto da nova Constituição. (b) a extinção da justiça desportiva poderá ser objeto de deliberação em proposta de emenda à Constituição. T E S E D A A Constituição nova revoga totalmente a DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO Constituição anterior (revogação tácita). (d) as competências legislativas do Distrito Federal poderão ser objeto de deliberação em proposta de emenda à Constituição. (d) pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. (c) a pena de morte pode ser aplicada em caso de guerra declarada. (b) a pena de morte pode ser introduzida no Brasil por meio de emenda constitucional. (b) pelo Presidente do Congresso Nacional. TESE DA AB-ROGAÇÃO (STF) b.

a Constituição do Brasil institui (1º Exame 2003): (a) um dos fundamentos da República. 22. independentemente de manifestação do Supremo Tribunal Federal. é correto afirmar que (Agosto de 2003): (a) A constituição nova permite a sobrevivência da constituição revogada. sem preconceitos de origem. (c) a multiplicidade de legendas partidárias. promover o bem de todos.1 Requisitos para revogação: se a lei anterior é incompatível com o conteúdo da nova Constituição. J) A CONSTITUIÇÃO “CIDADÔ: (1) FUNDAMENTOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL (1º. idade e quaisquer outras formas de discriminação. esta revogação é tácita. raça. Com a entrada em vigor de uma nova ordem constitucional. Assinale a alternativa correta: (1º Exame 2007) (a) constituem objetivos da República Federativa do Brasil a garantia do desenvolvimento nacional. dignidade da pessoa humana. Como regra. CF): soberania. ela será revogada totalmente (ab-rogação) se for totalmente contrária.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr RELAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO NOVA COM A LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL ANTERIOR: A “RECEPÇÃO” (princípio da continuidade da ordem jurídica e da segurança jurídica): as leis anteriores compatíveis com o conteúdo da nova Constituição são recebidas e continuam em vigor. Como regra. cidadania. cor. justa e solidária. a. (c) As normas infraconstitucionais incompatíveis com a nova constituição podem vir a ser recepcionadas pelo Supremo Tribunal Federal. sexo. 24. valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e pluralismo político . (2) OBJETIVOS FUNDAMENTAIS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL: construir uma sociedade livre. (b) os sindicatos como categorias sociais de produção. (b) A constituição nova somente será válida se for compatível com a constituição revogada. a prevalência dos direitos humanos e a construção de uma sociedade livre. justa e solidária. esta recepção é tácita. erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades sociais e regionais. T E S E D A R E V O G A Ç Ã O T O T A L ( A B -R O G A Ç Ã O ) O U P A R C I A L (DERROGAÇÃO) (STF): b. parcialmente (derrogação) se somente uma parte dela contrariar a nova Constituição. garantir o desenvolvimento nacional. (3º) 23. (e) As normas infraconstitucionais compatíveis com a nova constituição são recepcionadas. (d) o princípio democrático. Ao consagrar o princípio do pluralismo político. 9 .

a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais. 25. (c) constituem objetivos da República Federativa do Brasil a garantia do desenvolvimento nacional. a redução das desigualdades regionais e a garantia do desenvolvimento nacional.2003) A soberania é um dos princípios fundamentais da República Federativa do Brasil. a construção de uma sociedade livre. (verdadeira) 10 . (2º Semestre . justa e solidária e a erradicação da pobreza. (d) constituem objetivos da República Federativa do Brasil a prevalência dos direitos humanos.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (b) constituem objetivos da República Federativa do Brasil a prevalência dos direitos humanos.

DIREITOS E GARANTIAS. São 5 (cinco) espécies: direitos e garantias individuais e coletivos.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (AULA 2): DIREITOS FUNDAMENTAIS 7. direitos políticos. 26. são fundamentais em sentido formal porque estão positivados em normas constitucionais. em cada Casa do Congresso Nacional. Pessoas físicas e pessoas jurídicas q u a n d o o d i r e i t o f o r compatível com sua personalidade (exemplo: direito à honra objetiva. §2º.2004): (a) o artigo 5º. Assinale a alternativa correta (2º semestre . 2. §2 º e 3º. sobre o ordenamento constitucional. em dois turnos. por três quintos dos votos dos respectivos membros. (1º Exame 2007) os direitos e garantias expressos na Constituição da República não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados. 45/04 – “os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados. CF) (art. na redação da Emenda n. §2º da Constituição brasileira garante. CF) Os expressos estão escritos na letra da Constituição Federal. 5º. direitos sociais. Princípio da isonomia. direito de pleitear indenização por danos morais e materiais. TITULARIDADE dos direitos e garantias fundamentais (5º. de forma clara e taxativa. CF) Os direitos e garantias são fundamentais em sentido material. Direitos e garantias fundamentais expressos e implícitos (art. 1. Os implícitos decorrem do regime democrático ou dos princípios constitucionais (exemplo: privilégio contra a auto-incriminação e o direito de impetrar mandado de injunção coletivo). a primazia dos tratados decorrentes de direitos humanos. III. 1º. Princípio da supremacia do interesse público. CF. (verdadeira) a) Os direitos e garantias previstos em tratados internacionais do qual a República Federativa do Brasil seja parte (art. porque essenciais à proteção da dignidade da pessoa humana. 3. direitos de nacionalidade. direito de propriedade). serão equivalentes às emendas constitucionais”) 27. caput) Os brasileiros e estrangeiros residentes no país (mas para estes somente os direitos e garantias individuais e coletivos e os direitos sociais). ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. 5º. 11 . CONCEITO E ESPÉCIES de DIREITOS e GARANTIAS FUNDAMENTAIS (Título II. direitos de participação em partidos políticos.

5 º . Embora sozinhas já consigam produzir todos os seus efeitos (positivos e negativos). Sozinhas. (verdadeiro) 30. De eficácia contida. isto é. LII. só produzem efeitos negativos (servem d e parâ m e t r o p a r a r e v o g a r l e i s anteriores ou declarar a inconstitucionalidade de leis posteriores com elas incompatíveis). APLICABILIDADE: capacidade da norma constitucional de produzir efeitos jurídicos. Precisam de lei regulamentadora. do art. mediata e reduzida. decorrente de direitos humanos. automaticamente. já produzem todos os seus efeitos (positivos e n e g a t i v o s ) . por três quintos dos votos dos respectivos membros serão equivalentes às emendas constitucionais. Sozinhas. mas possivelmente não integral. em cada Casa do Congresso Nacional. (1º Exame 2006) (Direito Civil) Nem todos os direitos de personalidade se aplicam às pessoas jurídicas. De eficácia plena. diminua. entretanto. embora nem todos os direitos de personalidade assegurados para a pessoa natural o sejam para as pessoas jurídicas. imediata e integral. EFICÁCIA CONTIDA A s normas constitucionais de eficácia contida s ã o normas de aplicabilidade direta. Exemplos: a r t . 5º. sem necessidade de l e i regulamentadora. que versem sobre a mesma matéria. prevalecerá esta. que complete o seu comando normativo para produzirem efeitos positivos e 12 . e a Constituição Federal. EFICÁCIA LIMITADA As normas constitucionais de e f i c á c i a l i m i t a d a têm aplicabilidade indireta.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (b) na hipótese de conflito entre tratado. APLICAÇÕES DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS. © os tratados decorrentes de direitos humanos têm aplicabilidade direta no ordenamento jurídico nacional. não precisam ser recepcionados. (d) os tratados decorrentes de direitos humanos não têm aplicabilidade direta em nosso ordenamento jurídico constitucional. (Última Exame 2004) (Direito Civil) Aplica-se às pessoas jurídicas a proteção aos direitos de personalidade. segundo previsão expressa do §1º. EFICÁCIA PLENA As normas constitucionais d e e f i c á c i a p l e n a são normas de aplicabilidade direta. (verdadeiro) 4. caput (princípio da igualdade). permitem que o legislador restrinja. (verdadeira) 29. 28. têm primazia sobre as leis (ordinárias ou complementares). 5º da Constituição da República Federativa do Brasil. imediata. (verdadeira) (b) O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. em dois turnos. (1º Exame 2007) (a) Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados.

de 1945. podendo servir. XIII. §4º. imediatamente. a normas constitucionais auto-aplicáveis (são as de eficácia plena e contida que não dependem do legislador para a produção de efeitos positivos) e a normas constitucionais não auto-aplicáveis (são as de eficácia limitada. 14. §9º. 33. Súmula 13. 53. Exemplo de eficácia negativa de norma constitucional é o que mostra a Súmula 280 do STJ: “O art. 37. que limitava a taxa de juros reais a 12% ao ano. da Constituição. 196. caput. 205 e 217. 107. 109. incidência. §único. do STF: “A norma do §3º. CF) ART. Súmula 648. Exemplo de utilização dessa classificação: Súmula 24. do artigo 192 da Constituição. que dependem do legislador para produção de efeitos positivos). CF) b)PRINCÍPIOS INSTITUTIVOS (princípios de organização de entes ou instituições públicas – exemplos: arts. 201 da Constituição Federal de 1988”. a eficácia negativa ou paralisante). 5º LX. 5º. em caráter excepcional. XLIII. XII. 5º. VII. muitas vezes. §7º. XLII. Exemplos: 5º. Exemplos: 5º. 35 do Decreto-Lei n. 5º. entre prevendo exceções ou condicionamentos à sua outros. 5º. 14. 5º. 37. que estabelece a prisão administrativa. LXI. 5º. tinha sua aplicabilidade condicionada à edição de lei complementar”.” Essa nomenclatura merece críticas porque as normas de eficácia limitada são auto-aplicáveis no tocante à eficácia negativa.” 13 . 143. da Constituição Federal de 1988. CF: “As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. 7661. ESPÉCIES: a) PROGRAMÁTICAS (fixam programas de ação que o Estado deve cumprir na área social. revogada pela Emenda Constitucional 40/2003. 7º. 4 A doutrina e a jurisprudência referem-se. do art. XXXII. XLV. 5º. foi revogado pelos incisos LXI e LXVII do art. 5º. com a redação da emenda constitucional de revisão nº 4/94. VII. XV. 14. como parâmetro para declaração de inconstitucionalidade de leis posteriores e revogação de leis anteriores com ela colidentes (imediatamente já produzem uma eficácia reduzida. têm eficácia limitada (aplicabilidade mediata). §§3º e 4º. CF) c) NORMAS DEFINIDORAS DE DIREITOS (definem direitos que somente poderão ser exercidos após a regulamentação legislativa – exemplo: art.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 12. 17. econômica ou cultural exemplos: arts. 88. do TSE: “Não é auto-aplicável o §9º. normas definidoras de direitos e garantias fundamentais têm eficácia plena ou contida. VIII.” 4 – presunção de aplicabilidade imediata: como regra. contenha a sua eficácia. XXIII. 66. §1º. inciso VI. 5º. 21 a 24. do Tribunal Regional Federal da 4ª Região: “São auto-aplicáveis os parágrafos 5º e 6º do art. assegurar o exercício do direito ou da competência nela previstos.

à SOBERANIA e à CIDADANIA. mas admite algum condicionamento no âmbito legal. 33. (1º Exame 2007) As normas definidoras de direitos e garantias fundamentais têm aplicação direta.” 31. Doutrina e jurisprudência entendem que o mandado de injunção cabe apenas em relação a: (a) normas constitucionais de eficácia plena e aplicabilidade imediata. mas não imediata. norma constitucional de eficácia contida é aquela que produz desde logo todos os seus efeitos jurídicos. (b) nos termos da classificação proposta por José Afonso da Silva.2004): (a) nos termos da classificação formulada por José Afonso da Silva. (d) nos termos da classificação formulada por José Afonso da Silva. integral. LXXI. norma constitucional de eficácia plena é aquela que produz desde logo todos os seus efeitos jurídicos e não comporta a possibilidade de restrição em nível legal. (d) normas constitucionais de eficácia subjetiva. mas que podem ter reduzido seu alcance pela atividade infraconstitucional. Assinale a alternativa incorreta: (2º semestre . norma constitucional de eficácia limitada é aquela que não produz desde logo todos os seus efeitos e precisa ser completada pelo legislador ordinário. pois dependem de regulamentação. (c) normas constitucionais de eficácia contida. plena. Normas constitucionais que têm aplicabilidade imediata. são denominadas 5: (a) normas constitucionais de eficácia superior. (b) normas constitucionais de eficácia plena definidoras de situações subjetivas. (falsa) 34.2004): (a) as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. (c) nos termos da classificação formulada por José Afonso da Silva. 32. (b) as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação retroativa. (d) as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais são todas de eficácia contida. © as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação programática. 14 . (b) normas constitucionais de eficácia postergada. norma constitucional de eficácia plena é aquela que não pode ser alterada nem por via de emenda à Constituição. CF: “conceder-se-á mandado de injunção sempre que a FALTA de NORMA REGULAMENTADORA torne inviável o exercício dos DIREITOS E LIBERDADES CONSTITUCIONAIS e das prerrogativas inerentes à NACIONALIDADE.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 5º. 35. 5 Todas as questões são de provas anteriores do Exame de Ordem do Paraná. Assinale a alternativa correta (1º semestre .

sem distinção de qualquer natureza”. (falsa) 38.1. 37. VIII. 36. justas e razoáveis 6 O Princípio da razoabilidade nas Súmulas: SÚMULAS DO STF: 70: “É inadmissível a interdição de estabelecimento como meio coercitivo para cobrança de tributo” 547: “Não é lícito a autoridade proibir que o 15 . (b) o mandado de injunção incide sobre legislação inconstitucional que interfere no exercício da cidadania. à soberania e à cidadania. 142. 37. definidoras de situações subjetivas. tem aplicação imediata. caput: “Todos são iguais perante a lei. JUIZ NATURAL (5º. XXXV – “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”) Exceções constitucionais: art. §2º e 217. CF – princípio institucional do Ministério Público: independência funcional) 4.1 a discriminação positiva ou revertida e as políticas compensatórias (art. I. §1º. §1º. Assinale a alternativa incorreta: (OAB última 2004) (a) o mandado de injunção pode ser impetrado por qualquer pessoa. DIREITOS FUNDAMENTAIS positivados no art. DEVIDO PROCESSO LEGAL (5º. (e) normas constitucionais de eficácia limitada e aplicabilidade reduzida. LIV – “ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”) (a) em sentido material ou substancial 6: as normas processuais devem ser lógicas. 5º. (d) normas constitucionais de eficácia contida. (c) o mandado de injunção não pode ser impetrado perante qualquer juiz ou tribunal. (OAB 2º Exame 2006) Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora dificultar o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. CF) 2 . 3º.ª PROMOTOR NATURAL (127. prescindindo de lei regulamentadora para sua adequada utilização. INAFASTABILIDADE DO PODER JUDICIÁRIO (5º. como é garantia constitucional. 5º. IGUALDADE (Art. desde que comprove o nexo de causalidade entre a omissão e o direito que quer exercer. (OAB 1º Exame 2006) Conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício de quaisquer direitos ou liberdades e/ou das prerrogativas inerentes à nacionalidade. (falsa) 5. (d) o mandado de injunção. 5º. CF 1. III) a) igualdade formal ou jurídica a.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr © normas constitucionais de eficácia contida e aplicabilidade imediata.”) 3. CF 3. nacionalidade e soberania. XXXVII – “não haverá juízo ou tribunal de exceção” e LIII – “ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente. vedação à discriminação “negativa” b) igualdade material ou de fato: b. à soberania e à cidadania.

LXXVIII – “a todos. seja ela negativa ou positiva. despache mercadorias nas alfândegas e exerça suas atividades profissionais. as provas obtidas por meios ilícitos”) a) Prova ilícita e prova ilegítima: prova ilícita é obtida com violação a normas constitucionais. Assinale a alternativa correta: (Último Exame 2004) (a) a discriminação positiva é mecanismo previsto pela própria Constituição Federal como forma de realização da igualdade material. da Constituição. XXX. contribuinte em débito adquira estampilhas.” 14: “Não é admissível.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr ( b ) em sentido formal: direito à observância das formalidades previstas na Constituição e na lei para a defesa dos direitos RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO (5º. enquanto a ilegítima com atentado a normas infraconstitucionais de caráter processual 7.”) 39.”) 5. restringir. e aos acusados em geral. no processo.” 667: “Viola a garantia constitucional de acesso à jurisdição a taxa judiciária calculada sem limite sobre o valor da causa” 680:“O direito ao auxílio-alimentação não se estende aos servidores inativos. 16 .” 683: “O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima em face do art. INADMISSIBILIDADE DAS PROVAS ILÍCITAS (5º. Assinale a alternativa incorreta (1º e 2º Exame 2005): (a) homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. entre os quais o de permanecer calado. nos termos da Constituição Federal. LV – “aos litigantes. inscrição em concurso para cargo público. são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. no âmbito judicial e administrativo. LXIII – “o preso será informado de seus direitos.” Súmula 266 do STJ: “O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser exigido na posse e não na inscrição para o concurso público”. (b) o Brasil repudia qualquer forma de discriminação. 40. DIREITO AO SILÊNCIO (5º. em processo judicial ou administrativo. PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA (5º. com os meios e recursos a ela inerentes. LVI – “são inadmissíveis. por ato administrativo. sendo-lhe assegurada a assistência da família e do advogado. quando possa ser justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido. 7º.”) 6. (c) a discriminação positiva somente pode ser admitida entre homens e mulheres. são assegurados o contraditório e a ampla defesa. (d) a discriminação positiva somente pode ser admitida em relação à quota de deficientes nos serviços públicos. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA (5º. em razão da idade. LVII – “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”) 8.

por este órgão. (verdadeira) (b) A vedação à obtenção da prova por meios ilícitos somente incide na fase da persecução penal em juízo. da assistência jurídica ao hipossuficiente. Assinale a alternativa correta (3º Exame 2006): (a) a assistência jurídica ao economicamente hipossuficiente é da competência do Poder Judiciário. 44. que acolheu o Tribunal Penal Internacional e foi ratificado pelo Brasil. princípio este invocado para questionar a 17 . (verdadeira) 43. (1º Semestre – 2003) (a) Como corolário do princípio do devido processo legal podem ser citados o contraditório e a ampla defesa. 42. (b) cabe à lei complementar a definição da assistência jurídica a ser prestada pela Ordem dos Advogados do Brasil ao hipossuficiente. não pode ser aplicado a fatos anteriores a sua vigência. assinale a alternativa correta: (1º Exame 2006) (a) fica obstada a via judicial até que se esgotem os recursos na via administrativa. (falsa) (d) o princípio do juiz natural tem como um de seus desdobramentos a proibição de tribunais e juízos de exceção. (c) não haverá juízo ou tribunal de exceção. © é de competência do Poder Executivo a assistência jurídica ao hipossuficiente. será constitucional a restrição de acesso aos cargos públicos por limite de idade. (b) em hipótese alguma pode ser excluída da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. (1º Exame 2005) (a) O princípio da humanidade não fundamenta apenas a proibição de penas cruéis e degradantes. 41.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (b) será inconstitucional qualquer tentativa de legal proteção do mercado de trabalho da mulher. Sobre o direito fundamental à tutela jurisdicional. (verdadeira) (b) o Tratado de Roma. 45. (d) A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. (d) ao publicar a sentença de mérito o juiz torna efetivo o direito fundamental à tutela jurisdicional. será inconstitucional a restrição de acesso aos cargos públicos a pessoas portadoras de deficiência. (d) conforme o caso. (d) cabe à Lei Orgânica do Ministério Público disciplinar a prestação. mas também atinge a formulação dos preceitos primários. © conforme o caso. permitindose que a autoridade policial use de todos os meios necessários para a busca da verdade real. (b) ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. (c) a tutela inibitória (preventiva) é corolário do direito fundamental à tutela jurisdicional. Segundo o princípio do Juiz natural: (a) todos são iguais perante a lei.

(verdadeira) 46. (5º. DERIVADA OU ADQUIRIDA (12. b. no mínimo. Assinale a alternativa incorreta (1º Semestre . independentemente de autorização de órgãos públicos. CF – brasileiro nato): (a) jus soli: nascidos na República Federativa do Brasil ainda que de pais estrangeiros. c. (b) haverá juízo ou tribunal de exceção. (na redação da Emenda Constitucional de Revisão n. 3. desde que estes não estejam a serviço do seu país. Sobre a ordem econômica.1994) 2) NACIONALIDADE SECUNDÁRIA. (c) nacionalidade potestativa: (1) nascidos de pai brasileiro ou mãe brasileira no exterior. (2) pai brasileiro ou mãe brasileira não estão a serviço do Brasil. 15. LXV) – foi anulada 47. mas não reprimirá o aumento arbitrário dos lucros. (4) e realizarem a opção a qualquer tempo. salvo nos casos previstos em lei.2004): (a) é livre o exercício de qualquer trabalho.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr instituição do tribunal ad hoc para tratar dos crimes que teriam sido praticados na exIugoslávia. 6. fazendo deste indivíduo um componente do povo”. a. para que uma pessoa nascida no Brasil não seja brasileiro nato. ed.6. b.7 b) Espécies de nacionalidade: 1) NACIONALIDADE PRIMÁRIA OU ORIGINÁRIA (12. p. ofício ou profissão. São Paulo: Atlas. (b) jus sanguinis + critério funcional: os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou mãe brasileira no exterior (ius sanguinis) + quando o pai ou a mãe está a serviço da República Federativa do Brasil (critério funcional). 213. © as empresas públicas e as sociedades de economia mista poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado. a. 7 MORAES. de 7. Alexandre de. à eliminação da concorrência. (d) a ordem econômica é fundada exclusivamente na livre iniciativa. 18 . (d) a prisão ilegal não será necessariamente relaxada. I. assinale a alternativa correta (2º Exame 2005): (a) é assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica. em qualquer hipótese. II. Logo. esteja a serviço do seu país. DIREITOS DE NACIONALIDADE a) Conceito de nacionalidade: “vínculo jurídico político que liga um indivíduo a certo e determinado Estado. (3) se fixarem residência no Brasil a qualquer tempo. (c) o preso tem o direito de permanecer calado. 2004. Direito constitucional. (b) a lei reprimirá o abuso de poder econômico que vise à dominação dos mercados. é preciso a conjugação de dois fatores: ambos os pais estrangeiros (ius sanguinis) + um dos pais.

C F – o “português equiparado” ou a “quase nacionalidade”): (1) o título somente pode ser adquirido por portugueses com residência permanente no país. (2) concede os direitos do brasileiro naturalizado desde que haja reciprocidade em favor de brasileiros 8. pelos menos. 5 anos. a) (b) naturalização extraordinária – estrangeiros de qualquer nacionalidade: residência no Brasil há mais de quinze anos ininterruptos (quinzenária) + ausência de condenação penal + requerimento do interessado (12. 19 .Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr CF . PROCEDIMENTO da NATURALIZAÇÃO: (1) requerimento do interessado perante o Ministério da Justiça. na forma da lei. II. II. X. desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil. a Lei 6815/80 (12. exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral. há necessidade de requerimento e residência permanente no país por.brasileiro naturalizado): (a) naturalização ordinária: ( 1 ) estrangeiros originários de países de língua portuguesa: os requisitos são constitucionais: residência por um ano ininterrupto no Brasil + idoneidade moral (12. § 1 º . porque o “português equiparado” continua sendo estrangeiro (não perde a nacionalidade portuguesa e nem adquire a nacionalidade brasileira) mas pode exercer alguns direitos (exclusivamente direitos civis caso adquira equiparação civil e também direitos políticos caso adquira equiparação política) inerentes aos brasileiros naturalizados. A convenção internacional entre Brasil e Portugal prevendo os direitos e deveres dos brasileiros e dos portugueses equiparados foi assinada em 7 de setembro de 1971 dando origem à Convenção sobre Igualdade de Direitos e Deveres entre Brasileiros e Portugueses. (4) Para o exercício dos direitos políticos. que é o Estatuto do Estrangeiro. (b) são brasileiros natos os nascidos no estrangeiro. a). (c) são brasileiros naturalizados os que. desde que estes não estejam a serviço de seu país. 48. de pai brasileiro ou mãe brasileira. (QUESTÃO) Quem são os heimatlos. (2) estrangeiros não originários de países de língua portuguesa: adquirem a nacionalidade “na forma da lei”. adquiram a nacionalidade brasileira. 8 Cláusula do ut des ou de “admissão de reciprocidade” que depende de ato internacional. b). Trata-se de um conflito negativo de nacionalidade. apátridas ou apólidos? São aqueles que não tem nenhuma nacionalidade. (3) não estabelece um regime de dupla nacionalidade ou nacionalidade comum luso-brasileira. assinale a alternativa INCORRETA: (a) são brasileiros natos os nascidos na República Federativa do Brasil. (1º Exame 2006) Sobre a nacionalidade. 3 ) EQUIPARAÇÃO COM BRASILEIRO NATURALIZADO (1 2 . (3) entrega do certificado de naturalização pelo juiz federal competente (109. ainda que de pais estrangeiros. II. CF). (2) o Poder Executivo dispõe de competência para conceder a naturalização. ratificada pelo Decreto Legislativo 82/71 e promulgada pelo Decreto 70391/72.

I. passiva. §4º. (12. Direito de 4 . §4º. expulsão e deportação somente cabem em relação a estrangeiros. Extradição. proprietário tem de ser brasileiro n a t o o u naturalizado há mais de dez anos. oficial das forças armadas. F u n ç ã o n o privativos de e x p u l s ã o e propriedade de C o n s e l h o d a brasileiros n a t o s deportação (5º. duas situações excepcionais: (1) crime comum (desde que não seja crime político ou de opinião) praticado antes da naturalização ou (2) participação comprovada em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. Brasileiro e imagens (222.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (d) são brasileiros naturalizados os estrangeiros de qualquer nacionalidade residentes na República Federativa do Brasil há pelo menos 10 (dez) anos ininterruptos ou 20 (vinte) anos alternados e sem condenação penal. Presidente do Senado naturalizado pode sofrer o Federal. 3. VII. Brasileiro nato não pode radiodifusão p a r a 6 (seis) cidadãos Presidente da Câmara s o f r e r e x t r a d i ç ã o sonora e de sons brasileiros natos. §2º): 1 . LI empresa República: (89. membro de carreira diplomática e Ministro de Estado da Defesa. Ministro do extradição passiva em C F ) : STF. §3º): Presidente e LII): jornalística e de CF): Cargos privativos da República e Vice. c) S O M E N T E A C O N S T I T U I Ç Ã O F E D E R A L p o d e o u t o r g a r t r a t a m e n t o diferenciado aos brasileiros natos e naturalizados – matéria sujeita à reserva constitucional absoluta (12. C a r g o s 2. d o s D e p u t a d o s . I e 15. II) (2) Requisitos: (1) aquisição de nacionalidade secundária estrangeira (exemplo: se naturaliza americano) + (2) por um ato voluntário (3) Procedimento: perda efetivada por meio de um procedimento administrativo no Ministério da Justiça oficializada por meio de decreto presidencial com efeitos ex nunc 2) PERDA-PUNIÇÃO: (1) atinge somente brasileiros naturalizados (12. CF) (2) Requisitos: prática de atividade nociva ao interesse nacional 20 . desde que requeiram a nacionalidade brasileira. Agora. d) PERDA DA NACIONALIDADE BRASILEIRA: 1) PERDA –MUDANÇA: (1) atinge brasileiros natos e naturalizados (12.

(GABARITO DA OAB) (e) terá prazo de cinco anos para optar por uma das nacionalidades. nem o jus sanguinis. Ambrosino. §4º. pela norma estrangeira. (c) o jus soli. (OAB 2006) Os cargos.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (3) Procedimento: cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado de competência da justiça federal na ação de cancelamento da naturalização de legitimidade exclusiva do Ministério Público Federal (109. v a i r e s i d i r e m I s r a e l . com exceção concedida ao jus soli. Regime de governo DEMOCRÁTICO (1º. (b) o jus soli. §único): espécies a) DEMOCRACIA DIRETA OU b ) D E M O C R A C I A I N D I R E T A O U PARTICIPATIVA REPRESENTATIVA 21 . porque o brasileiro pode acumular outras nacionalidades nas hipóteses de: (a) reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira (b) imposição de naturalização.2004) (a) permanece com a nacionalidade brasileira. a. com exceção concedida ao jus sanguinis. (verdadeira) 7. brasileiro nato. assim como aos estrangeiros. exclusivamente. na forma da lei.2003) Quanto aos agentes públicos. (e) não usou como critério definidor nem o jus soli. (b) perde a nacionalidade brasileira através de decreto da Presidência da República. 51. L á r e q u e r e o b t é m a nacionalidade israelense. é correto afirmar que: (a) Somente podem ser brasileiros. como condição para permanência em seu território ou exercício de direitos civis. ao brasileiro residente em Estado estrangeiro. exclusivamente. 50. b. na redação da EC de revisão n. Como fica sua situação em face da nacionalidade brasileira? (1º Semestre . (d) o jus sanguinis. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. CF) e) POLIPATRÍDIA (12. (2º Semestre . sendo vedado aos estrangeiros o acesso aos cargos públicos no Brasil. 3/94): é um conflito positivo de nacionalidade. (falsa) 52. DIREITOS POLÍTICOS e CIDADANIA 1. X. Nossa Constituição de 1988 adotou para definir a nacionalidade brasileira: (a) o jus sanguinis. 49. © permanece com as duas nacionalidades. II.

universal.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 2. I e II) Direito de sufrágio na modalidade capacidade eleitoral ativa (direito de votar) quan d o s e t r a t a d o v o t o e m plebiscitos e referendos 2. eleitoral ativa (direito de votar): voto em e l e i ç õ e s ALISTABILIDADE b) Capacidade eleitoral passiva (direito de ser v o t a d o ) ELEGIBILIDADE 2a. caput. CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA a) As condições gerais de elegibilidade (14. 22 . §2º. CF): voto direto. 18 para vereadores. CF): nacionalidade brasileira. menores de 16 anos e os que sofreram privação de direitos políticos): OBRIGATÓRIO (14. domicílio eleitoral na circunscrição. conscritos. CF – estrangeiros. §1º. II e 14. idade mínima: 35 para Presidente. CAPACIDADE ELEITORAL ATIVA OU ALISTABILIDADE 1) Características do VOTO (60. (14. ( 1 4 ) D i r e i t o d e 2. Vice-Presidente e Senador. prefeito. filiação partidária. I) FACULTATIVO (14. 21 para deputados (federais. II) Para os alfabetizados maiores de 18 e Para os analfabetos menores de 70 anos. LXXIII) Ação popular LIGADOS À DEMOCRACIA INDIRETA 1. Para os maiores de 16 e menores de 18 Para os maiores de 70 anos 3. §4º. pleno exercício dos direitos políticos. DIREITOS POLÍTICOS NEGATIVOS: IMPEDEM a participação na vida política do Estado. 4. periódico. Conceito e espécies de DIREITOS POLÍTICOS POSITIVOS São direitos que permitem a participação na vida política do Estado e propiciam o exercício da cidadania. estaduais e distritais). (17) sufrágio Direito de se filiar a a ) C a p a c i d a d e partidos políticos. alistamento eleitoral. §1º. §2º) Iniciativa popular 3. §3º. secreto. 30 para Governador e Vice-Governador. vice-prefeito e juiz de paz. LIGADOS À DEMOCRACIA DIRETA 1. (61. (5º. com valor igual para todos 2) Alistamento eleitoral (os inalistáveis – 14.

b. (b) a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. Hipóteses de perda (privação definitiva) 15. Hipóteses de suspensão (privação temporária) 15. (2º Semestre – 2003) São instrumentos de manifestação popular: o plebiscito. CF): autonomia para definir sua estrutura interna. Autonomia partidária (17. organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais. CF): princípio da anualidade eleitoral: a lei que alterar o processo eleitoral entra em vigor na data de sua publicação. 53. ser votado. §4º): CONSTITUCIONAIS + TOTAIS b. III e V.2. I e IV. c.2.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr a) Privação de direitos políticos (15. aplicando-se desde logo.1. §2º) + caráter nacional b. distrital ou municipal. II. estadual. CF. CF) a. CF b) Inelegibilidades: são impedimentos PARCIAIS. não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. (d) a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. caput. Absoluta (14. aplicando-se a eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. LEI ELEITORAL (16. 5. II. Vedações: (1) vinculação financeira ou hierárquica a entidade ou governo estrangeiro (I e II). (2) utilização de organização paramilitar (§4º) 23 . §5º a 9º. §1º na redação da Emenda 52/06. o referendo e a iniciativa popular.1. CF): é um impedimento TOTAL. porque obstam somente o exercício da capacidade eleitoral passiva (direito de ser votado). 14. (verdadeira) 54. Assinale a alternativa correta (1º Semestre 2004): (a) a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. §9º. participar de iniciativa popular. Personalidade jurídica: pessoa jurídica de direito privado (são associações constituídas “na forma da lei civil”) + necessidade de registro posterior de seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral (17. 6. quem está privado de direitos políticos não pode votar. ajuizar ação popular ou se filiar a partidos políticos. PARTIDOS POLÍTICOS (17. CF a. CF): CONSTITUCIONAIS + regra (PARCIAIS) e INFRACONSTITUCIONAIS: previstas na Lei Complementar 64/90 para proteger os valores do art. Relativa (14. (c) a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor noventa dias após a sua promulgação. sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional. a. mas só pode ser aplicada às eleições que ocorram após um ano da data de sua vigência. III e IV.

registrarão seus estatutos no Congresso Nacional. 24 .(§3º). assinale a alternativa CORRETA: (a) é assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna. (1º Exame 2006) Sobre os partidos políticos.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr d. na forma determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral. devendo seus estatutos estabelecer normas de fidelidade e disciplina partidárias. após adquirirem personalidade jurídica. Direitos: (1) recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e televisão na forma da lei – direito de antena . 55. (c) os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão. organização e funcionamento. (d) é permitida a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar. na forma da lei civil. Dever: prestação de contas à Justiça Eleitoral. (b) os partidos políticos. (2) imunidade tributária em relação a impostos sobre seu patrimônio. VI. c) e. renda ou serviços e de suas fundações (150.

da causa de pedir. O objeto diz respeito às normas que serão impugnadas e. eventualmente. eventualmente. Modo de provocação do órgão competente 4. não integra o dispositivo da decisão e sim a sua fundamentação. II) CONTROLE JURISDICIONAL INSPIRADO NO SISTEMA NORTEAMERICANO (DESDE A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA DE 1891) 1. a declaração d e inconstitucionalidade não fará parte do pedido do autor e. De outro lado. Competência e legitimidade ativa. Modo de manifestação do controle de constitucionalidade 25 . I . Por isso. 2. DIFUSO OU ABERTO Todos os juízes e tribunais – sejam federais ou estaduais são competentes para o controle de constitucionalidade. A finalidade do controle é defender as liberdades. obstáculo que o juiz precisará enfrentar para julgar o mérito da ação. AÇÃO DIRETA DA DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. Perfil constitucional da ação. declaradas inconstitucionais. se ofenderem normas constitucionais paramétricas.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr AULA (3) CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE 3. Número de órgãos dotados de competência: 3. os direitos subjetivos que são ameaçados ou violados por uma lei inconstitucional. Finalidade: CONCRETO OU SUBJETIVO Existe um caso concreto onde se discute a aplicação de uma determinada lei tendo em vista sua antinomia com a Constituição Federal e há direitos subjetivos supostamente ameaçados ou violados por uma lei que se alega ser inconstitucional. POR VIA DE EXCEÇÃO OU DE DEFESA As partes se utilizam da questão da inconstitucionalidade da lei para fundamentar sua pretensão jurídica ou mesmo o Ministério Público para respaldar sua opinião ou o próprio Juiz para motivar sua decisão. Piero Calamandrei refere-se a este controle como a “jurisdição constitucional das liberdades”.CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DO CONTROLE JURISDICIONAL DE CONSTITUCIONALIDADE a) Conceitos operacionais da jurisdição constitucional: PARÂMETRO e OBJETO O parâmetro é a norma constitucional que serve de paradigma para o controle. Por isso. POR VIA INCIDENTAL A questão da inconstitucionalidade da lei é prejudicial. sim.

X. 16/65) 1. A 9 “Parágrafo único. 4. COM A EMENDA CONSTITUCIONAL N. A competência do Senado: (1) é discricionária. 481. o caso é abstrato porque se examina se. CF e art. em tese. II) CONTROLE JURISDICIONAL INSPIRADO NO SISTEMA AUSTRÍACO (DESDE A CONSTITUIÇÃO DE 1946. 2. inter partes.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr a1) CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO (Art. estadual. Qualquer norma constitucional pode servir de parâmetro (CF. (3) tem efeitos erga omnes e ex tunc.” 26 . sem submeter o incidente ao Tribunal Pleno ou Órgão Especial): quando já houver decisão do (1) Plenário do STF ou (2) do Tribunal Pleno ou Órgão Especial a que pertence o órgão fracionário. DE LEI DECLARADA INCONSTITUCIONAL POR DECISÃO DEFINITIVA DO STF (ART. Constituição Estadual ou Lei Orgânica do Distrito Federal) conforme o caso. 97. N O T O D O O U E M P ARTE. ex tunc. Finalidade ABSTRATO OU OBJETIVO Não há caso concreto. CPC 9) A declaração de inconstitucionalidade. uma lei ou ato normativo ofende ou não a Constituição. atribuindo com isso efeito erga omnes à decisão do STF que tinha efeitos meramente inter partes. ou ao órgão especial. art. Os órgãos fracionários dos tribunais não submeterão ao plenário. a argüição de inconstitucionalidade. estadual. CF) O Senado pode suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo STF. a4) OBJETO E PARÂMETRO Qualquer lei ou ato normativo (federal. 3. (2) pode ser exercida em relação a qualquer lei ou ato normativo (federal. distrital ou municipal). 52. distrital ou municipal) posteriores à Constituição Federal de 1988 podem ser objeto de controle concreto de constitucionalidade. a2) EFEITOS DA DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE 1. Exceções (quando o órgão fracionário pode declarar a inconstitucionalidade. quando já houver pronunciamento destes ou do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a questão. integra a fundamentação da decisão e não o dispositivo e por isso não transita em julgado. não produz efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário. a3) COMPETÊNCIA PRIVATIVA DO SENADO FEDERAL PARA SUSPENDER A E X E C U Ç Ã O . 480 a 482. nos Tribunais deve ser proferida pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal Pleno ou do Órgão Especial.

Modo de manifestação do controle de constitucionalidade POR VIA PRINCIPAL A questão da constitucionalidade ou inconstitucionalidade é o tema principal do processo: faz parte do pedido do autor e. I. por sua vez. CF) principal do (b) REPRESENTAÇÃO DE processo). M o d o d e POR VIA DE AÇÃO AÇÕES: p r o v o c a ç ã o d o O J u d i c i á r i o é (1) competência originária do STF: órgão competente provocado por meio (a) ADIN (102. do dispositivo da decisão.) (3) competência originária do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios: (a) ADIN (b)ADIN por omissão 4. INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO (c) ADC (se houver previsão expressa na Constituição Estadual. I. a. CF) d e c l a r a ç ã o d e (d) ADPF(102. CF) de ações específicas (b) ADIN por omissão (103. se o parâmetro é Constituição competência: Estadual. §1º. o órgão competente será o Tribunal de Justiça do respectivo Estado-Membro.. questão §2º. o órgão competente será o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr fiscalização é objetiva porque o interesse protegido é objetivo: a defesa da Constituição enquanto ordem objetiva. a) TÓPICOS DAS AÇÕES DO CONTROLE ABSTRATO DE COMPETÊNCIA DO STF: 27 . portanto. a. se o parâmetro é a Lei Orgânica do Distrito Federal. É um controle que não tem por finalidade imediata proteger pessoas ou direitos fundamentais e sim a própria Constituição. CF) inconstitucionalidade (2) competência originária do Tribunal o u d e de Justiça do Estado-Membro: constitucionalidade (a) R E P R E S E N T A Ç Ã O D E em tese (que se torna. Não há na paranaense.) 2. §2º CF) em que o pedido é a © ADC (102. o órgão competente será o Supremo Tribunal Federal. Número de CONCENTRADO órgãos dotados de Se o parâmetro é a Constituição Federal. INCONSTITUCIONALIDADE (125. 3 .

CF) e princípios constitucionais sensíveis (34. CF)]. estadual. distrital e municipal (102. a. STF Somente os preceitos fundamentais da CF [cláusulas pétreas (60. Lei 9868/99) A declaração de inconstitucionalidade ou de constitucionalidade somente pode ser proferida pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal Pleno (quando se trata de conferir efeitos erga omnes e ex tunc ). I. 10 Todas as questões deste roteiro são do exame de ordem do Paraná. 102. 28 . CF + Lei 9868/99) 1. (b) o controle difuso é exercido por qualquer juiz e o controle concentrado pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça. no passado ou no futuro) e afastar o efeito repristinatório. por ser exercido por via de exceção.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr ADIN (102. ADC (102. CF + Lei 9868/99) 9882/99) STF Normas da CF. VII. 3. 28. Órgão competente: STF 2. manipular a eficácia temporal (atribuindo efeitos ex nunc ou decidindo que a invalidação da lei será a partir de outro momento que venha ser fixado. CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO (97. No que diz respeito ao controle de constitucionalidade das leis no Brasil. A questão do caráter “dúplice ou ambivalente” da ADIN e ADC: a procedência de uma é igual à improcedência da outra. é correto afirmar que 10: (a) no controle difuso. §2º. Lei 9868/99 e 10. e. CF (na redação da EC 45/04). 4. a competência para julgamento é do Supremo Tribunal Federal. nas esferas federal. §1º. I. quando há declaração de inconstitucionalidade (como regra) COMPETÊNCIA DO STF PARA MODULAR (ou MODIFICAR) os efeitos da decisão: pode o STF por maioria de dois terços dos Ministros (mínimo 8) e estando presentes razões de segurança jurídica ou excepcional interesse social restringir os efeitos erga omnes. Lei 9882/99) (c) ex tunc (como regra) (d) repristinatório. §2º. §3º. §único. Parâmetro: Normas da CF. art. 102. CF + Lei 103. caput. CF + 23. §2º e 103. EFEITOS DA DECISÃO DEFINITIVA DE MÉRITO : (a) erga omnes (contra todos) (como regra) (b) efeito vinculante – e m r e l a ç ã o a o s demais órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública direta e indireta. a. ADPF (102. em ambas é possível tanto declarar a inconstitucionalidade quanto a constitucionalidade. 56. §4º.

(b) no controle difuso. 57. considerá-la inconstitucional. competência para declarar a inconstitucionalidade de lei estadual em face da Constituição Federal. compete ao Senado Federal: (a) praticar ato vinculado. Sobre o controle de constitucionalidade vigente no Brasil. o controle de constitucionalidade de uma lei pelo Poder Judiciário produz efeitos erga omnes. 29 . Assinale a alternativa correta: (2º Semestre . pelos Estados.2004): (a) no Direito brasileiro. (d) a declaração de inconstitucionalidade proferida pelo senado federal produz efeitos ‘erga omnes’ e ‘ex tunc’. o controle de constitucionalidade de uma lei pelo Poder Judiciário é incidental e nunca principal. em outros. pelo Distrito Federal e pelos Municípios. o controle de constitucionalidade de uma lei pelo Poder Judiciário é difuso. produzirá efeitos erga omnes. discordando da decisão do STF. declarando a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo. eis que se trata de instrumento típico dos países de tradição jurídica da common law. jamais em face da Constituição Federal. Diante de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal. (b) praticar ato discricionário.2003): (a) a declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo proferida pelos tribunais regionais federais produz efeitos apenas ‘erga omnes’. na parte em que concorde com a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal. e pelo Supremo Tribunal Federal. em alguns casos. suspendendo a respectiva execução. Assinale a alternativa correta (1º Semestre . podendo deixar de suspender a parte da lei que. em sede de controle incidental. assinale a alternativa correta: (Último Exame 2004): (a) as leis municipais somente podem ser questionadas em face da Constituição do Estado. em primeira instância. (c) apenas os magistrados estaduais têm. (b) no Direito brasileiro.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (c) o controle difuso é exercido por qualquer juiz e o concentrado pelos Tribunais de Justiça. (d) não existe controle difuso no Brasil. (d) no direito brasileiro. jamais inter partes. 60. podem ser objeto de questionamento todas as leis editadas pela União. 58. 59. o controle de constitucionalidade de uma lei pelo Poder Judiciário pode ser abstrato e concreto. (b) a declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo proferida pelo STJ possui efeitos ‘erga omnes’ e ‘inter partes’. (c) no Direito brasileiro. unicamente. (c) a declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo proferida pelo STF possui efeitos ‘erga omnes’. (d) a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal.

I a IX. (b) a inconstitucionalidade exige quorum de maioria absoluta. (d) ao Senado Federal compete privativamente suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. estadual ou municipal. CF (2º. (b) compete privativamente à Mesa da Câmara dos Deputados suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. mediante resolução. Assinale a alternativa correta: (a) O controle de constitucionalidade de lei municipal face a Constituição Federal é feito na modalidade concentrada. LEGITIMAÇÃO ATIVA ATIVA (103. mediante resolução. (d) suspender. 63. (d) A ação direta de inconstitucionalidade por omissão é forma de controle difuso da constitucionalidade. a respectiva execução. ADC ADPF 4 . 30 . total ou parcialmente. I a IX.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (c) revogar. © ao Presidente da Câmara dos Deputados compete exclusivamente suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. 62. LEGITIMAÇÃO ATIVA (103. ADIN. Lei 9868/99): a) UNIVERSAIS Presidente da República. Lei 9868/99) O s l e g i t i m a d o s d a Os legitimados da ADIN. (c) Não existe controle difuso da constitucionalidade no ordenamento brasileiro. L E G I T I M A Ç Ã O 4. (b) o mandado de segurança é uma das ações em que se pode suscitar o controle incidental da constitucionalidade. 61. Lei 9882/99) e 13. Mesa do Senado Federal. Mesa da Câmara dos Deputados. I. Assinale a alternativa falsa: (a) a incompatibilidade de lei federal. quando declarada por órgãos jurisdicionais colegiados (Tribunais). 1. 103. (c) a inconstitucionalidade orgânica ou formal é aquela decorrente de vício na formação do ato legislativo. (d) as emendas constitucionais podem ser submetidas a controle de constitucionalidade. face a Constituição Federal. Assinale a alternativa correta (3º Exame 2006 e 1º Exame 2007): (a) ao Presidente da República compete exclusivamente suspender a execução de lei declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal. legitima a propositura de ação direta de inconstitucionalidade pelos legitimados do art. CF e 2º. ADIN 4. o dispositivo legal declarado inconstitucional.

estadual ou municipal. 1º. I. Partidos políticos com representação no Congresso Nacional. Emenda à CF? SIM 2. Lei 9882/99 – “não será admitida ADPF quando houver outro meio eficaz de sanar a lesividade”) a 1 ) q u a n d o f o r relevante o fundamento de controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo federal. se tiver caráter estadual. OBJETO (102. LEIS OU ATOS NORMATIVOS ANTERIORES À CF d e 1 9 8 8 (federais. L ei ou ato normativo distrital? (32. Emenda à CF? SIM 2. 5. CF) Leis ou at os norma tivos F E D E R A I S O U ESTADUAIS 1. Norma de CE? NÃO 3. Conselho Federal da OAB. a. Lei ou ato normativo municipal? NÃO 4 . Lei ou ato normativo anterior à CF (direito préconstitucional)? NÃO 5. entidade de classe de âmbito nacional e confederação sindical. Norma de CE? SIM 3. OBJETO (1º Lei 9882/99) a ) P r i n c í p i o d a subsidiariedade (4º. CF) LEIS OU ATOS NORMATIVOS FEDERAIS 1. b) ESPECIAIS Governadores de Estados e do Distrito Federal. incluídos os anteriores à CF 1. I. Lei ou ato normativo anterior à CF (direito pré-constitucional)? NÃO 5. Lei ou ato normativo municipal? NÃO 4. a. CF) SIM. estaduais. LEIS OU ATOS NORMATIVOS MUNICIPAIS ( e distritais com caráter municipal) posteriores e anteriores à CF de 1988 2. Lei ou ato normativo distrital? NÃO 5. NÃO. §1º. distritais ou municipais) 31 .Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr Procurador-G e r a l d a República. OBJETO (102. se tiver caráter municipal 5. Mesas da Assembléias Legislativas e da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

contestando o pedido do autor. (d) a Mesa da Câmara Legislativa do Distrito Federal pode propor a ação direta de inconstitucionalidade. PROCURADORIgual na ADIN. Atua como curador da norma impugnada. como fiscal da lei. mas somente a Mesa de Assembléia Legislativa do Distrito Federal pode propor a ação declaratória de inconstitucionalidade. * questão anulada por conter duas afirmações corretas. tem por objetivo exclusivo reparar lesão a preceito fundamental resultante de ato da administração federal e estadual. prevista na Constituição da República. 64. Assinale a alternativa CORRETA (2º Exame 2006): (a) a Mesa do Senado Federal pode propor ação direta de inconstitucionalidade. tem como legitimados os mesmos para a ação declaratória de constitucionalidade. elaborando um parecer sobre a ação. d e f e n d e n d o a constitucionalidade da lei. mas não ação declaratória de constitucionalidade. contestando o pedido do autor. prevista na Constituição da República. © a argüição de descumprimento de preceito fundamental. tem como objetivo exclusivo reparar lesão a preceito fundamental resultante de lei ou ato normativo federal e estadual. ( c ) a Mesa da Câmara dos Deputados não pode propor ação direta de inconstitucionalidade. Igual na ADIN. (b) a argüição de descumprimento de preceito fundamental. prevista na Constituição da República. tem como legitimados os mesmos para a ação direta de inconstitucionalidade. DA UNIÃO – A t u a como curador da norma impugnada. prevista na Constituição da República.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 6. Assinale a alternativa correta (3º Exame 2006): (a) a argüição de descumprimento de preceito fundamental. defendendo a constitucionalidade da lei. 32 . 65. d e f o r m a independente. 7. ADVOGADO-GERAL Não atua. G E R A L D A REPÚBLICA Pode atuar como legitimado ativo e sempre a t u a . mas pode propor ação declaratória de constitucionalidade. (d) a argüição de descumprimento de preceito fundamental. (b) o Procurador-Geral da República pode propor ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade.

(d) a declaração de inconstitucionalidade pode atingir somente um ou alguns dos dispositivos da lei ou ato normativo. Assinale a alternativa incorreta (1º e 2º Exame 2005): (a) as decisões definitivas de mérito. (b) leis municipais que contrariem dispositivo da Constituição Federal poderão ser objeto de Adin perante o STF. é correto afirmar: (a) organizações político-partidárias que tenham integrantes eleitos deputados estaduais têm legitimidade para propor Adin. diretamente perante o Supremo Tribunal Federal. os governadores de estado e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. (d) A decisão proferida pelo STF não possui efeito vinculante. No que diz respeito à Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC). pela procedência da Adin. (c) a decisão do Supremo. (falsa) (d) A argüição de descumprimento de preceito 33 . 68. e os magistrados singulares poderão decidir em sentido contrário ao entendimento manifestado pelo STF. nas esfera federal. proferidas pelo Supremo Tribunal Federal. a validade de lei municipal em matéria tributária. (verdadeira) (b) É possível ação declaratória de constitucionalidade para defender a validade de uma lei municipal perante o Supremo Tribunal Federal. pois os atos normativos de natureza infraconstitucional jamais se convalidam pelo decurso do tempo. (d) mediante controle concentrado. (b) o Governador do Distrito Federal pode propor ação direta de inconstitucionalidade e declaratória de constitucionalidade. mesmo que a ADin busque invalidar a totalidade daquele ou deste. (b) O j u l g a m e n t o p e l a i m p r o c e d ê n c i a d a A D C i m p l i c a n a d e c l a r a ç ã o d e inconstitucionalidade da lei ou ato normativo objeto da sua propositura. nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante. (2º semestre 2003) (a) Através da argüição de descumprimento de preceito fundamental.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 66. 67. estadual e municipal. (c) A decisão proferida pelo STF produz efeitos apenas entre as partes envolvidas no processo. é correto afirmar que: (a) Estão legitimados a sua impetração apenas o presidente da república. a declaração de inconstitucionalidade da lei operará efeitos ex nunc e erga omnes. © o ajuizamento da ação direta de inconstitucionalidade não se sujeita à observância de qualquer prazo de natureza prescricional ou decadencial. pode ser tomada pela maioria simples dos Ministros que integrarem a Turma a que estiver afeto o julgamento. relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta. é possível questionar. No que diz com a ação direta de inconstitucionalidade (Adin). 69.

§2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei. de 2006): “ Art. S Ú M U L A V I N C U L A N T E ( 1 0 3 -A . acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e a relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. Se a ação é julgada procedente. 103-A. a c r e s c e n t a d o p e l a E m e n d a 4 5 / 0 4 e regulamentado pela Lei 11. aprovada com efeitos vinculantes. a decisão tem efeito mandamental). 3 . e determinará que outra seja proferida com ou sem a aplicação da súmula. conforme o caso. nas esferas federal. terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta. caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que. (d) cabe reclamação ao Supremo Tribunal Federal voltada a garantir a aplicação de súmula. revisão ou cancelamento de súmula poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade. Os legitimados são os da ADIN. pela própria Administração Pública. CF) O pedido é a declaração de inconstitucionalidade por omissão. anulará o ato administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada. após reiteradas decisões sobre matéria constitucional. em matéria tributária. pode ser utilizada por qualquer cidadão. (c) o Conselho Federal da OAB pode provocar o Supremo Tribunal Federal no sentido de ver cancelada uma súmula aprovada com efeitos vinculantes. (b) a súmula com efeitos vinculantes tem por objetivo evitar grave insegurança jurídica ou relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica. 9882/99. estadual e municipal. (falsa) 2. (OAB 1º Exame 2006) Assinale a alternativa INCORRETA: (a) o Supremo Tribunal Federal tem competência para aprovar súmula com efeitos vinculantes até mesmo em relação à administração pública indireta municipal. a partir de sua publicação na imprensa oficial. mediante decisão de dois terços dos seus membros. na forma prevista em lei. 34 . §2º.417. julgandoa procedente. aprovar súmula que. a aprovação. 70. o STF dá ciência ao Poder Legislativo para que adote as providências necessárias (não fixa prazo para o Legislativo nem pode determinar sanções caso este não adote as providências) e. O Supremo Tribunal Federal poderá. determina que o faça trinta dias (nesta última hipótese. §1º A Súmula terá por objetivo a validade.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr fundamental. de ofício ou por provocação. bem como proceder à sua revisão ou cancelamento. ADIN por OMISSÃO (103. a interpretação e a eficácia de normas determinadas. em se tratando de órgão administrativo. §3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente a aplicar. nos termos da Lei n.

CONTROLE ABSTRATO NA ESFERA ESTADUAL: 1. desde que este ato tenha sido editado por autoridade integrante da administração pública federal. caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal com a finalidade de que seja declarada a sua anulação. não tem efeito vinculante d. pois as súmulas vinculantes somente são de observância obrigatória pelos órgãos do Poder Judiciário. §1º. Sobre a relação da súmula vinculante com o ato administrativo. estadual e municipal. Parâmetro: normas da Constituição Estadual c. Mesa da Assembléia Legislativa. Partidos políticos com representação na Assembléia Legislativa. e não pela administração pública direta e indireta das esferas federal. (b) se o ato administrativo contrariar súmula vinculante ou indevidamente a aplicar. Efeitos: erga omnes e ex tunc. pois as súmulas vinculantes são de observância obrigatória pelos órgãos do Poder Judiciário e pela administração pública direta e indireta das esferas federal. assinale a alternativa CORRETA (2º Exame 2006 e 1º Exame 2007– Direito Administrativo): (a) se o ato administrativo contrariar súmula vinculante ou indevidamente a aplicar. pois as súmulas vinculantes somente são de observância obrigatória pelos órgãos do Poder Judiciário e pela administração pública direta e indireta das esferas federal e estadual. Prefeito. OBJETO: leis ou atos normativos estaduais e municipais 35 . Procurador-Geral de Justiça. não caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal com a finalidade de que seja declarada a sua anulação.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 71. CF) a. ProcuradorGeral do Estado. REPRESENTAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE (125. entidades de classe de âmbito estadual e o deputado estadual. estadual e municipal. o Supremo Tribunal Federal poderá revogá-lo a qualquer momento. (c) se o ato administrativo contrariar súmula vinculante ou indevidamente a aplicar. caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal com a finalidade de que seja declarada a sua anulação. LEGITIMAÇÃO ATIVA (Constituição do Estado do Paraná): Governador do Estado. Mesa da Câmara Municipal (quando se tratar de lei ou ato normativo local ou estadual que afete a autonomia local). independentemente de provocação do interessado. federações sindicais. e. Órgão competente: Tribunal de Justiça do Estado-Membro b. (d) se o ato administrativo contrariar súmula vinculante ou indevidamente a aplicar. Conselho Seccional da OAB.

O paciente é quem sofre coação ou ameaça de coação em sua liberdade de ir e vir. embora possível para impugnar vícios formais (ofensa ao contraditório. O abuso de poder divide-se em: excesso de poder (a autoridade pratica um ato para o qual não tem competência) e o desvio de poder (a autoridade pratica um ato tendo em vista objetivos estranhos ao interesse público). b) Possível impetrar em favor de terceiros? Sim. 5º. 5º. do qual abuso de poder é espécie. 5º. O repressivo ou liberatório é para fazer cessar a coação ou violência já consumada. Provoca-se os Poderes Públicos contra ilegalidade ou abuso de poder.HABEAS CORPUS – “conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. LXVIII + LXXVII + 142. XXXIV – DIREITO DE PETIÇÃO – é o único remédio constitucional que não constitui “ação constitucional” porque não é forma de provocação da tutela jurisdicional. O caso clássico é de um hospital particular que não dá alta ao paciente em virtude do não pagamento da conta. O particular pode ser coator ao praticar um ato ilegal.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr AULA (4) AÇÕES CONSTITUCIONAIS 7. constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público. O impetrante é quem ajuiza a ação. a ação não precisa ser ajuizada por advogado. GARANTIAS FUNDAMENTAIS OU REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS 1. g) A ação é gratuita? Sim. autoridade competente. Mandado de injunção. DIREITOS E GARANTIAS. Habeas corpus. já o agente público pode ser autoridade coatora se praticar atos ilegais ou com abuso de poder. e) O coator pode ser um particular? Sim. q u a n d o n ã o s e p r e f i r a f a z ê-l o p o r p r o c e s s o s i g i l o s o . Mandado de segurança unitário e coletivo. Não é possível impetrar habeas corpus para discutir o mérito da punição disciplinar militar. por exemplo). LXII + LXXVII – HABEAS DATA (Criado pela CF de 1988 e regulamentado pela Lei 9507/97) – “conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante. É possível que o impetrante e o paciente sejam a mesma pessoa. Habeas data. f) Existe diferença entre ilegalidade e abuso de poder? Sim. ampla defesa. Ilegalidade é gênero. Ação civil pública. por ilegalidade ou abuso de poder” a) Necessidade de capacidade postulatória? Não. O coator será o diretor do hospital. b) para a retificação de d a d o s . d) Habeas corpus preventivo e repressivo. É possível também o impetrante ajuizar a ação em favor de terceiro (paciente). 2. j u d i c i a l o u 36 . §2º . h) Existe restrição ao habeas corpus em se tratando de punição disciplinar militar? Sim. c) Há diferença entre impetrante e paciente? Sim. 3. 2. Ação popular. O preventivo é para evitar concretização da ameaça de lesão (salvo-conduto).

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administrativo.” a) É possível impetrar habeas data em favor de terceiros? Como regra, não. Há somente uma exceção: uma pessoa da família pode impetrar habeas data em favor de alguém já falecido para proteção da sua memória. Pessoa jurídica pode impetrar habeas data. b) Quais são as finalidades do habeas data? Segundo a CF, garantir o acesso a informações pessoais constantes de banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público e a retificação. (b.1) É constitucional a previsão da Lei 9507/97 no sentido de ser possível o habeas data “para a anotação dos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável”? Sim. (b.2) Cabe habeas data para obtenção de certidões em repartições públicas (5º, XXXIV, b)? Não, é caso de mandado de segurança. c) Existe diferença entre banco de dados de entidade governamental e banco de dados de “caráter público”? Sim. Banco de dados de entidade governamental é um banco de dados de um órgão ou ente público que contém informações de caráter público, porque acessíveis ao público. Banco de dados de caráter público é um banco de dados de uma entidade privada que contém informações de caráter público, porque acessíveis ao público (exemplo: banco de dados do serviço de proteção ao crédito). d) A ação é gratuita? Sim. 4. 5º, LXIX – MANDADO DE SEGURANÇA INDIVIDUAL (Lei 1533/51) – “conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público.” a) O que é direito líquido e certo? É direito respaldado em fato certo, comprovado de plano por prova pré-constituída. b) O que significa o caráter subsidiário do mandado de segurança? Só cabe mandado de segurança quando não couber habeas corpus ou habeas data. c) Por que o mandado de segurança não substitui a ação popular? (Súmula 101, STF) Porque a ação popular protege os interesses da coletividade no tocante à preservação do patrimônio público. Já o mandado de segurança protege direito material próprio do impetrante. d) Quem pode ser aut oridade coatora no mandado de segurança? Autoridade pública ou agente de pessoa jurídica de Direito Privado no exercício de atribuições do poder público (exemplo: diretor de uma empresa concessionária ou permissionária de serviço público; um notário ou registrador) e) Por que não cabe mandado de segurança contra lei em tese? (Súmula 266, STF). Porque a lei em tese é todo ato normativo geral e abstrato que não atinge, dada a sua
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generalidade e abstração, diretamente a esfera jurídica individual. No mandado de segurança, o ato impugnado tem de ser individual e concreto, ou seja, atingir diretamente a esfera jurídica de alguém. f) Existe prazo para impetração do mandado de segurança? Sim, o prazo é decadencial de 120 dias para impetração de mandado de segurança repressivo contra ato do Poder Público. Este prazo decadencial, previsto na Lei 1533/51, foi recepcionado pela CF de 1988, conforme a Súmula 632 do STF: “É constitucional lei que fixa o prazo de decadência para a impetração de mandado de segurança” . Não existe este prazo quando se trata de (1) mandado de segurança preventivo ou (2) mandado de segurança repressivo contra omissão. 5º, LXX - MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO – “o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional ou organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos 1 ano na defesa dos interesses de seus membros ou associados”. 5º, LXXI – MANDADO DE INJUNÇÃO (Criado pela CF de 1988) – “conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania.” 6. 5º, LXXIII – AÇÃO POPULAR (Lei 4717/65) – “qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência.” a) Quem pode ajuizar ação popular? Qualquer cidadão (pessoa física, brasileiro ou português equiparado, no pleno exercício dos seus direitos políticos). Pessoa jurídica ou mesmo órgãos públicos, porque não são cidadãos, não podem ajuizar ação popular. Nesse sentido, a Súmula 365 do STF: “ Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular.” b) Quais são os bens jurídicos protegidos nessa ação? Patrimônio público, patrimônio de entidade de que o Estado participe, moralidade administrativa, meio ambiente, patrimônio histórico e cultural. b) A ação é gratuita? Só se o autor estiver de boa-fé. Comprovada a má-fé, o autor terá de arcar com custas e ônus da sucumbência caso a ação seja julgada improcedente. 7. 129, III – AÇÃO CIVIL PÚBLICA (Lei 7347/85) – “São funções institucionais do Ministério Público: [...] promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos”.
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72. São características do mandado de segurança: (a) proteção de direito líquido e certo, inclusive contra lei em tese, quando o abuso for cometido por autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do poder público; (b) proteção de direito líquido e certo, exceto contra lei em tese, quando o abuso for cometido por autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do poder público; (c) proteção ao direito líquido e certo de ir, vir e permanecer, quando o abuso for cometido por autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do poder público; (d) proteção contra lesão de direito líquido e certo, exceto contra lei em tese. 73. Assinale a alternativa incorreta (Último Exame 2004): (a) o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político, desde que com representação no Congresso Nacional; (b) o mandado de segurança pode ser impetrado, em sua faceta coletiva, por qualquer associação, bastando estar legalmente constituída, em defesa dos interesses de seus associados; (c) o mandado de segurança tem por escopo proteger direito líquido e certo em face de dano potencial ou já consumado; (d) o mandado de segurança tem como destinatário (impetrado) necessariamente uma ‘autoridade pública’, ou quem lhe faça as vezes, no exercício de atribuições do poder público. 74. Assinale a alternativa incorreta (1º Exame 2005): (a) o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por qualquer entidade de classe, desde que legalmente constituída, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; (b) qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo ao patrimônio público; © conceder-se-á habeas data para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; (d) conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. 75. (1º Exame 2006) (a) conceder-se-á habeas data para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de caráter público, de pessoas jurídicas de direito público ou de direito privado. (verdadeira) (b) conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por abuso de
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(falsa) (d) a ação popular poderá ser proposta por qualquer um com vistas à anulação de ato lesivo ao patrimônio público. (falsa) (b) conceder-se-á habeas data para a retificação de dados do impetrante. Assinale a alternativa CORRETA (2º Exame 2006): (a) conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. salvo comprovada má-fé. (d) afasta o ônus da sucumbência. quando constante de registro ou banco de dados de entidades de caráter público. Marque a alternativa INCORRETA: (a) o julgamento e a concessão de mandado de injunção cabem exclusivamente ao Supremo Tribunal Federal. (falsa) 76. ficando o autor. (b) o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por organização sindical em funcionamento há pelo menos um ano. (d) O STF não tem competência originária para julgar mandado de segurança aforado contra ato do Procurador-Geral da República. à moralidade administrativa. é correto afirmar: (a) a ação popular proposta pelo Ministério Público visa anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade que o Estado participe. 80. (verdadeira) (c) o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por qualquer associação na defesa dos interesses de seus associados. por particular. © o mandado de injunção tem como pressuposto a existência de norma regulamentar. 79. (c) serve. 40 . (d) o habeas data não pode ser impetrado por pessoa jurídica. 78. Sobre as ações constitucionais. até mesmo. (b) sujeita sempre o autor ao pagamento de custas judiciais. Assinale a alternativa correta (3º Exame 2006 e 1º Exame 2007): (a) qualquer brasileiro pode propor ação popular. por qualquer motivo. exclusivamente. assinale a alternativa correta (OAB última 2004): (a) pode ser proposta até mesmo por um condenado no cumprimento da pena de prisão. salvo se comprovada a má-fé do autor. apenas ao final do processo e antes da sentença. Sobre a ação popular. (falsa) 77.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr poder praticado por autoridade pública ou. à moralidade administrativa e ao meio ambiente. sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. (b) o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político em qualquer circunstância. desde que também atentatório à moralidade administrativa. para anular ato lesivo ao patrimônio público. (c) são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data.

Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (b) o habeas data é o remédio constitucional indicado em inquérito policial que resultou arquivado. para que se possa obter do Instituto de Identificação da Polícia Civil ou de órgão congênere a anotação do arquivamento. (d) A ação popular. 41 . o mandado de injunção e o habeas data só poderão ser ajuizados através de advogado. (c) Não é cabível habeas data para que pessoas já indiciadas ou sob investigação em inquérito policial possam obter informações da autoridade policial sobre as diligências que digam ou possam dizer respeito a elas.

Art. na forma prevista em lei. 37 I I – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. na carreira. legalidade e honestidade. Art. (c) três anos de efetivo exercício. legalidade. é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. REGIME CONSTITUCIONAL DOS SERVIDORES PÚBLICOS. a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos. sigilo fiscal e bancário. Aposentadoria e revisão de proventos. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. competência. (b) dois anos de efetivo exercício. 81. condições e percentuais mínimos previstos em lei. Aplicabilidade das normas constitucionais aos servidores em geral. (d) moralidade. publicidade. exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo. Como condição para a aquisição da estabilidade. 41. IV – durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. (d) cinco anos de efetivo exercício. (b) moralidade. prorrogável uma vez. (c) legalidade. Estabilidade e efetividade. Os servidores públicos nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público são estáveis após: (a) um ano de efetivo exercício. IX – a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a 42 . por igual período. III – o prazo de validade do concurso será de até dois anos. VII – o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. e os cargos em comissão. A Administração Pública obedecerá os princípios constitucionais da: (a) moralidade. Classificação dos cargos públicos. VI – é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical. impessoalidade e da legalidade. publicidade. destinam-se apenas às atribuições de direção. Acumulação. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. eficiência. chefia e assessoramento.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr AULA (5) 8. aquele aprovado em concurso público de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego. São estáveis após 3 (três) anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. V – as funções de confiança. eficiência e poder de polícia. moralidade. impessoalidade. 82. §4º.

43 . pratiquem. é falso afirmar que: (a) a exigência constitucional de concurso público de provas ou de provas e títulos não fica restrita ao preenchimento de cargos da administração. podendo ser prorrogado por igual período. será convocado com prioridade sobre os novos concursados para assumir cargo ou emprego. No regime da Constituição Brasileira de 1988. (b) são responsáveis pessoalmente pelos atos que. exceto quando houver compatibilidade de horários. aquele aprovado em concurso público de provas. 84. Assinale a alternativa correta (Último Exame 2004 e 2º Exame 2005): (a) a nomeação para cargo em comissão independe de aprovação prévia em concurso público. tantas vezes quanto necessário para o preenchimento dos cargos ou empregos disponíveis. em qualquer hipótese. 85. (b) o prazo de validade do concurso público será de até 2 (dois) anos. desde que o referido cargo seja declarado em lei de livre nomeação e exoneração. b) a de um cargo de professor com outro. sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Poder Público. XII – os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores ao pagos pelo Poder Executivo XVI – é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. (c) não podem acumular cargos ou empregos públicos em hipótese alguma. nessa qualidade. associar-se a sindicatos. alcançando os funcionários e empregados de autarquias. emprego ou função pública. estendendo-se também à investidura em empregos públicos. ou de provas e títulos. (d) o direito de greve dos servidores públicos será exercido nos termos e nos limites definidos em lei ordinária. 83. a não ser que os novos concursados tenham atingido notas superiores aos aprovados no concurso público anterior. © durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. com profissões regulamentadas. empresas públicas. observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: a) a de dois cargos de professor. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do artigo 40 ou dos artigos 42 e 142 com a remuneração de cargo. (b) a proibição constitucional de acumulação de cargos públicos compreende também a acumulação de funções públicas. ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição. (d) não podem.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr necessidade temporária de excepcional interesse público. À propósito do regime constitucional dos servidores públicos. os servidores públicos: (a) não dependem de concurso público para investidura em cargo em comissão. §10. na carreira. independente de culpa. c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. técnico ou científico.

desde que isso seja previsto expressamente na lei do orçamento. Assinale a alternativa incorreta: (Último Exame 2004) (a) a Constituição Federal admite a contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. (d) aos servidores que foram titulares de cargos efetivos é vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria com a remuneração de cargo. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. emprego ou função 44 . em qualquer hipótese. não obstante sua absolvição no processo criminal referente a esse mesmo c r i m e . (b) os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. na forma da lei. (d) os cargos. observado. d e v i d a a o reconhecimento de causa de isenção de culpabilidade. (d) dispondo o art.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (c) o servidor público que tenha praticado crime contra a administração. a acumulação remunerada de cargos públicos. (c) é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. mesmo que estável. (d) todas as alternativas estão incorretas. (c) a vedação de acumulação remunerada de cargos públicos estende-se a empregos e funções. (b) a Constituição Federal autoriza a acumulação remunerada de 2 (dois) cargos públicos privativos de profissionais de saúde. assim como aos estrangeiros. Assinale a alternativa correta: (a) é vedada. o teto remuneratório estabelecido no texto constitucional. mesmo que exercidas em subsidiárias de sociedades de economia mista ou sociedades controladas direta ou indiretamente pelo poder público. (c) é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. exceto quando prestado o serviço para entes públicos distintos. sempre. desde que ocorra compatibilidade de horários e se trate de profissão regulamentada. e desde que haja compatibilidade de horários. uma vez presentes os requisitos do citado dispositivo constitucional. da CF que ‘a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público’. 87. 86. a administração pública poderá dispensar a realização de concurso público. 88. (b) é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. exceto quando houver compatibilidade de horários para o exercício de um cargo de professor com outro. Sobre o regime constitucional dos servidores públicos. técnico ou científico. exceto em alguns casos expressamente elencados na Constituição da República. IX. 37. assinale a alternativa INCORRETA (1 Exame 2007 – Prova de Direito Administrativo): (a) a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. poderá ser demitido após responder a processo disciplinar.

III – mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. mesmo nas hipóteses de cargos acumuláveis previstos pela Constituição Federal. aos setenta anos de idade. porque a Constituição Federal prevê que a perda do cargo público depende de decisão judicial transitada em julgado. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. do Distrito Federal e dos Municípios. Art. I I – compulsoriamente. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. 89. §1º. X e 39. 41. exceto se decorrente de acidente em serviço. contagiosa ou incurável. (b) A fixação dos padrões de vencimentos dos servidores públicos observará a complexidade dos cargos componentes de cada carreira. moléstia profissional ou doença grave. §1º. na forma de lei complementar. assegurada ampla defesa. 40. II – mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. 45 . na forma da lei. assegurada ampla defesa. na forma de lei complementar. dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas. (d) A fixação dos padrões de vencimentos dos servidores públicos independe dos requisitos para a investidura. (b) a Constituição Federal prevê que o servidor público estável perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou decisão judicial sujeita ao duplo grau de jurisdição. mesmo que lhe seja assegurada a ampla defesa. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário. sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição. mediante contribuição do respectivo ente público. calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma dos §§3º e 17: I – por invalidez permanente.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr pública. Assinale a alternativa correta (Verificar 37. dos Estados. (d) A Constituição Federal prevê que o servidor público estável perderá o cargo mediante processo de avaliação periódica de desempenho. 90. O servidor público estável só perderá o cargo: I – em virtude de sentença judicial transitada em julgado. §1º): (a) A alteração dos subsídios do detentor de mandato eletivo independe de lei específica. (c) A fixação dos padrões de vencimentos dos servidores públicos não observará o grau de responsabilidade dos cargos componentes de cada carreira. Assinale a alternativa correta: (a) a Constituição Federal atribui estabilidade após 2 (dois) anos de efetivo exercício aos servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. (c) O servidor público estável não perderá o cargo mediante processo administrativo. incluídas suas autarquias e fundações. “Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. Art. CF. Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados.

aos setenta anos de idade. por exemplo. (d) são estáveis os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público após 2 (dois) anos de efetivo exercício. (d) o tempo de serviço público federal. aos trinta e cinco anos de serviço. se homem. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. exceto quando houver compatibilidade de horários. e aos trinta. 92. compulsoriamente. se mulher com proventos integrais. e sessenta anos de idade. de dois cargos técnicos ou científicos. os Estados. voluntariamente. (c) o regime de previdência dos servidores titulares de cargos públicos dos Municípios observará critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. (c) serão aposentados. inativos e pensionistas. 46 . com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. se homem. é correto afirmar que atualmente: (a) serão aposentados.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr I I I – voluntariamente. o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal. pelos servidores ativos. se homem. e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. 93. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. (c) o teto constitucional de remuneração aos ocupantes de cargos públicos há de ser considerado como limite mesmo quando o titular possuir vantagem pessoal de caráter indenizatório. estadual ou municipal será computado integralmente para os efeitos de aposentadoria e disponibilidade. observado o teto constitucional estipulado e quando se tratar. 91. observadas as seguintes condições: a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. Assinale a alternativa INCORRETA: (1º Exame 2006) (a) aos servidores da União titulares de cargos efetivos é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário. (b) aos servidores dos Estados titulares de cargos efetivos é assegurado regime de previdência custeado pelo ente público. (d) a União. (b) serão aposentados. integrado por representantes designados pelos servidores. b) sessenta e cinco anos de idade. prevista em lei. compulsoriamente. (b) é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. Assinale a alternativa CORRETA (2º Exame 2006): ( a ) os servidores titulares de cargos efetivos da União serão aposentados compulsoriamente aos 70 (setenta) anos de idade. Com relação à aposentadoria dos servidores públicos civis da União. desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em qu e s e d a r á a aposentadoria. se mulher. aos setenta anos de idade.

F u n ç ã o executiva. Critérios de classificação. (c) A lei não pode tratar de matéria estritamente técnica eis que este campo está reservado ao plano dos regulamentos. (1º Exame 2005) Assinale a alternativa correta: (a) por ser manifestação do exercício da função administrativa. do Senado Federal ou do Congresso Nacional). Espécies normativas. decretos legislativos (do Congresso Nacional). IV. Governadores e Prefeitos) expedido para completar. PROCESSO LEGISLATIVO E ESPÉCIES LEGISLATIVAS (59. (OAB agosto 2004) Assinale a alternativa correta: (a) O chefe do poder executivo não pode delegar o exercício da atividade regulamentar que lhe foi deferida constitucionalmente. d a CF : l ei s complementares. indiretamente.a. leis ordinárias. 1.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr AULA (6) PROCESSO LEGISLATIVO 8. A função regulamentar tem natureza administrativa e não pode ser transferida para outras autoridades. (b) Os regulamentos podem inovar. o regulamento somente pode ser expedido pelas autoridades do Poder Executivo. Diferença entre atos legislativos (primários) e atos administrativos (secundários) – Os atos primários encontram seu fundamento de validade na própria Constituição Federal e têm capacidade para inovar originariamente a ordem jurídica. Os atos legislativos são atos primários. desde que posteriormente edite medida provisória com efeitos ex tunc. Tripartição dos poderes. (b) o regulamento pode. medidas provisórias. sob pena de ilegalidade. Não têm capacidade para inovar originariamente a ordem jurídica. O regulamento é um ato administrativo de competência privativa dos Chefes do Poderes Executivos (Presidente da República. (d) Os regulamentos no Brasil equiparam-se formalmente aos atos legislativos. Os atos administrativos são secundários. inc. Os atos secundários encontram seu fundamento de validade na lei e. © excepcionalmente. 94. 95. pode o Presidente da República editar regulamentos autônomos. mas tão-somente secundariamente (nos termos da lei). 5 9 . Função legislativa. 47 . o ordenamento jurídico. Processo legislativo. de forma originária. PODERES E FUNÇÕES ESTATAIS. ampliar direitos. 1. leis delegadas. desenvolver o sentido de uma lei para que ela possa ser fielmente executada pela Administração Pública. resoluções (da Câmara dos Deputados. apenas. Os atos legislativos estão tipifica d o s ta x a ti v a m e n te n o a r t. pois é indelegável (84. regulamentar. jamais restringi-los. CF) O processo legislativo compreende a elaboração de atos legislativos. Função judiciária. na Constituição Federal. da CF).

em ambas. parágrafo ou alínea) 4. CONSTITUTIVA 2a. CF) b. somente suprimir o que não aceita) 48 . CF) O projeto de lei será discutido e votado em cada Casa do Congresso Nacional. S U P E R Á V E L O U R E L A T I V O (porque o veto pode ser derrubado pelos deputados federais e senadores. separadamente. A s a n ç ã o p o d e s e r T O T A L o u PARCIAL. na própria Constituição Federal. A s a n ç ã o p o d e s e r EXP RESSA o u TÁCITA. podendo alegar inconstitucionalidade do projeto ou sua contrariedade ao interesse público 3. numa sessão conjunta. DELIBERAÇÃO PARLAMENTAR (65. CF) Ato de apresentação do projeto de lei. SUPRESSIVO (o Presidente não pode alterar o projeto de lei. 2. Quando um projeto de lei é sancionado.1 SANÇÃO: é a aquiescência do Presidente da República. 1. DELIBERAÇÃO EXECUTIVA (66.2 VETO: é a negativa do Presidente da República em relação ao projeto de lei. MOTIVADO OU FORMALIZADO: o Presidente deve justificá-lo. 3. excepcionalmente.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (d) o regulamento deve. e será considerado aprovado se obtiver. INICIATIVA (61. TOTAL OU PARCIAL (mas o veto parci a l s o m e n t e a b r a n g e r á t e x t o integral de artigo. FASES DO PROCESSO LEGISLATIVO ORDINÁRIO: 1. em votação secreta) 5. por maioria absoluta. EXPRESSO (por escrito no prazo fatal de quinze dias úteis a contar do recebimento do projeto de lei) 2. inciso. b. O veto tem as seguintes características: 1. buscar fundamento na lei e. A sanção é IRRETRATÁVEL. 2. como condição de validade. o seu consentimento.b. ele se torna lei. 1. o voto favorável da maioria simples ou relativa (maioria dos presentes na sessão) 2b.

Tribunal de Contas da União (73. INICIATIVA COMUM OU CONCORRENTE (todos os legitimados podem apresentar o projeto de lei ordinária ou complementar. senadores. no mínimo.caput. b. porque tem duas alternativas incorretas. Procurador-Geral da República (127. Comissão do Senado Federal. distribuído pelo menos por 5 (cinco) Estados. (d) a iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados. CF) (Lei Orgânica Nacional do MP: Lei 8625/93) b .INTEGRATIVA DE EFICÁCIA: a. Presidente da República em se tratando da lei ordinária que fixa normas gerais para a organização do Ministério Público e Defensoria Pública dos Estados. §2º.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 6. 61. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. Comissão da Câmara dos Deputados. Distrito Federal e Territórios (61. Tribunais Superiores e Tribunais de Justiça (96. PROMULGAÇÃO (66. publica a lei ordinária determinando a sua remessa ao Diário Oficial da União. a competência será do Vice-Presidente do Senado Federal. §1º. CF). salvo as matérias sujeitas à iniciativa privativa): Presidente da República. Comissão do Congresso Nacional. PUBLICAÇÃO: quem promulga. CF) c. c a p u t . * A questão foi anulada pela OAB. (c) a iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão do Senado Federal. 96. mas se ele não o fizer em quarenta e oito horas. II. CF). §7º): O primeiro que deve promulgar a lei ordinária é o Presidente da República. CF) REGRA INICIATIVA PRIVATIVA OU EXCLUSIVA (só uma autoridade ou um órgão pode apresentar o projeto de lei ordinária ou complementar): a. deputados federais. um por cento do eleitorado nacional.1. CF) EXCEÇÃO: DEPENDE SEMPRE DE PREVISÃO EXPRESSA NA CF INICIATIVA FACULTADA (ou o Presidente ou o Procurador-Geral da República/ ou o Governador ou o Procurador-Geral de Justiça) 49 . C F ) . §1º + 165. IRRETRATÁVEL 3. a competência será do Presidente do Senado Federal e se ele também não o fizer em quarenta e oito horas. §2º. dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Assinale a alternativa INCORRETA (2º Exame 2006): (a) a iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação ao Senado Federal de projeto de lei subscrito por. (61. cidadãos (iniciativa popular. d. (b) a Constituição da República de 1988 poderá ser emendada mediante proposta de um terço. Presidente da República (61. CF) a. Supremo Tribunal Federal ( 9 3 . no mínimo.

do Senado Federal. da CF). pelos parlamentares. CF) EXCEÇÃO A INICIATIVA LEGISLATIVA DETERMINA A CASA INICIAL E CASA REVISORA: 1. p. §5º. sobre os quais o Chefe do Poder Executivo pode propor modificações enquanto não iniciada a votação da parte que se quer alterar. em regra. incorreção de técnica legislativa ou lapso manifesto). atribuições e o estatuto do Ministério Público dos Estados (128. Tribunal de Contas da União.. Presidente da República. CF): projetos de lei de iniciativa exclusiva do Presidente da República e que verse sobre organização dos serviços administrativos da Câmara dos Deputados. c) Os parlamentares podem emendar projeto de lei de iniciativa privativa ou reservada? Sim. na Comissão mista (art. atribuições e o estatuto do Ministério Público da União (61. com exclusividade. (MORAES. Tribunais C A S A R E V I S O R A : C â m a r a d o s Superiores. Atenção: esta proibição não se aplica em se tratando de emendas parlamentares à lei do 11 Emenda é a proposição apresentada. como acessória de outra. modificativas (alteram a proposição sem modificar substancialmente). d + 128. op. dos Tribunais Federais ou do Ministério Público. Projeto de lei de iniciativa de deputado 2. O poder de emendar é. 166. exclusivo dos parlamentares. CASA INICIAL: Senado Federal Supremo Tribunal Federal. I e II. cit. Espécies de emendas parlamentares: supressivas (determinam a erradicação de qualquer parte da proposição inicial). Constituição. 50 . 4) Limites às emendas parlamentares: (4a) Limite expresso: a emenda parlamentar que não pode causar aumento da despesa prevista (63. C o m i s s ã o d a C â m a r a dos Comissão do Senado Federal: Deputados. aditivas (acrescentam algo à proposição inicial).Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr a . Projeto de lei de iniciativa de senador. emendas de redação (sanar vício de linguagem. §5º. f e d e r a l . Exceções: projetos de lei de natureza orçamentária.. Deputados iniciativa popular e Procurador-Geral da República: CASA INICIAL: Câmara dos Deputados CASA REVISORA: Senado Federal b) Quem tem o poder de apresentar emendas a um projeto de lei? 11 Somente os parlamentares na fase de discussão e votação do projeto de lei (fase de deliberação parlamentar). CF) (Lei Complementar 75/93) b. Governador de Estado ou Procurador-Geral de J u s t i ç a e m s e t r a t a n d o d a lei complementar que estabelece a organização. Presidente da República ou Procurador-Geral da República em se tratando da lei complementar que estabelece a organização. §1º e 5º... §1º. 1177).

98. na próxima sessão legislativa. §§3º e 4º. rejeitado o veto presidencial em um projeto de lei pelo Congresso Nacional. na iniciativa comum decorre exclusivamente do Regimento Interno da Câmara e do Senado Federal. que teve seu processo legislativo deflagrado por senador.” Excepcionalmente. §8º. (e) arquivada. de parágrafo. ressalvada a possibilidade de autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito. CF). (d) remetida ao Presidente para sanção e promulgação. (d) não há. (b) remetida ao Presidente da República para promulgação. 99. pode ter o vício sanado na hipótese de sanção presidencial posterior. 230. só podendo ser analisada. do Regimento Interno do Senado Federal estabelece: “Não se admitirá emenda: a) sem relação com a matéria da disposição que se pretenda emendar. desde a edição. Assinale a alternativa correta: (a) o Presidente da República não poderá vetar projeto de lei sob fundamento de contrariedade ao interesse público (b) o Presidente da República não pode solicitar urgência na apreciação de projetos de sua iniciativa porque pode lançar mão das medidas provisórias. a exigência de que os artigos do projeto de lei versem sobre o mesmo tema. se não forem convertidas em lei no prazo de trinta dias.12 97. a Constituição Federal exige a “adequação temática” no próprio projeto de lei. projeto de lei ou de resolução. (d) é admitido o veto parcial no sistema brasileiro desde que incida sobre texto integral de artigo. 12 O art. veto tácito. novamente. (166. a lei será: (a) promulgada pelo Vice-Presidente da República. (4b) Limite: o “vínculo de pertinência temática” ou “adequação temática” entre a emenda parlamentar e o projeto de lei: em se tratando de iniciativa privativa ou exclusiva decorre imediatamente do princípio da separação dos poderes (Adin 1835/SC). a partir de sua publicação. b) em sentido contrário à proposição quando se trate de proposta de emenda à Constituição. devendo o Senado Federal disciplinar as relações jurídicas dela decorrentes. ainda que por antecipação de receita). 51 . (c) o projeto de lei delegada pode ser emendado pelo Congresso Nacional. 165. (c) sancionada e promulgada pelo Presidente do Congresso Nacional. o que acontece nas leis do orçamento: art. Sobre o processo legislativo. CF (estabelece que a lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. Nossa Constituição Federal prevê que. (c) projeto de lei de iniciativa do Presidente da República. de inciso ou de alínea.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr orçamento anual que indicarem a fonte dos recursos necessários (admitidos apenas os recursos decorrentes de anulação de outras despesas). no direito brasileiro. (b) as medidas provisórias perderão eficácia. ou seja. é correto afirmar que: (a) a discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República terá início no Senado Federal.

sanção ou veto. aos cidadãos. será discutida e votada somente no Senado. Se é uma resolução da Câmara dos Deputados. todos da CF): são atos legislativos em que o Poder Legislativo formaliza suas competências privativas.c. 100. RESOLUÇÕES (Câmara dos Deputados – art. aprovada por maioria simples. da CF e no art. DECRETOS LEGISLATIVOS (CN – artigos 49 e 62. CF): apresentam tão-somente duas diferenças em relação às leis ordinárias: (1) no processo legislativo. OUTRAS ESPÉCIES DE ATOS LEGISLATIVOS: 1.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 1. autorizar o estado de sítio. não há participação do Presidente da República. promulgados e publicados pelo Presidente do Senado enquanto Presidente do Congresso. 68. nesse processo legislativo. Não há. LEIS COMPLEMENTARES (69. da CF. promulgar e fazer publicar as leis. será discutida e votada em ambas as Casas. 51. 52. (1º Exame 2007) Assinale a alternativa incorreta: (a) é de competência exclusiva do Congresso Nacional aprovar o estado de defesa e a intervenção federal. (d) compete privativamente ao Presidente da República sancionar. 101. (2) no aspecto material. são aprovador por maioria simples ou relativa. porque a sua aprovação depende do voto favorável da maioria absoluta dos deputados federais e senadores. Senado Federal – art. exige maioria absoluta. aprovada por maioria simples ou relativa e promulgada e publicada pelo Presidente da Câmara. promulgada e publicada pelo Presidente do Senado enquanto Presidente do Congresso Nacional. 3. bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução. dentre outros e salvo exceções em relação ao seu conteúdo. aprovada por maioria simples ou relativa e promulgada e publicada pelo Presidente do Senado. da CF): são atos legislativos em que o Congresso Nacional formaliza suas competências privativas previstas no artigo 49. (verdadeira) 2. 62. 52 . Se é uma resolução do Senado. São discutidos e votados em ambas as Casas do Congresso. participação do Presidente da República . ou suspender qualquer uma dessas medidas. (b) compete privativamente ao Presidente da República fixar os seus subsídios. (1º Exame 2006) A iniciativa das leis complementares cabe. Se é uma resolução do Congresso Nacional. mediante processo legislativo próprio. promulgação ou publicação presidencial). © compete exclusivamente ao Congresso Nacional sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites da delegação legislativa. será discutida e votada somente na Câmara. §3º.não há iniciativa presidencial. porque a Constituição Federal reserva assuntos que somente poderão ser tratados por lei complementar. §2º. mas sua aprovação. do VicePresidente e dos Ministros de Estado. ou do Congresso Nacional – art. §3º.

Nessa situação. depois de elaborado pelo Presidente da República. Nacionalidade. e. Assim. mas não poderá apresentar emendas parlamentares (aliás. o Congresso Nacional discutirá e votará o projeto de lei delegada. direitos individuais. Legislação sobre organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. CF): Quando o Congresso Nacional transfere ao Presidente o exercício da competência legislativa. que o projeto de lei delegada. 4 9 . CF): o Presidente da República pede ao Congresso Nacional que lhe transfira competência legislativa sobre matéria específica. na resolução. não passa pela fase da sanção ou veto.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 4. CF): o Presidente da República pede ao Congresso Nacional que este lhe transfira competência para legislar sobre determinado assunto. CF) 1. políticos e eleitorais (II. Planos plurianuais. ou o Congresso rejeita o projeto de lei delegada que será arquivado. I a III. 68) 2. em que a CF proíbe a apresentação de emendas parlamentares ao projeto de lei). automaticamente. ou o Congresso aprova o projeto de lei delegada que. seguindo para promulgação e publicação pelo Presidente da República. Atos de competência exclusiva do Congresso Nacional. 68) b. quando o Congresso Nacional rejeita e arquiva o projeto de lei delegada. de competência privativa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal (§1º. CF): leis delegadas e medidas provisórias 4a. LEIS DELEGADAS (68. o Presidente elabora uma lei delegada. a. cidadania. O Congresso Nacional autoriza. Note-se que o projeto de lei delegada. o Presidente da República a editar lei delegada sobre um assunto. O “veto parlamentar”: ocorre na delegação atípica. LIMITES MATERIAIS EXPRESSOS OU MATÉRIAS QUE NÃO PODEM SER OBJETO DE LEI DELEGADA (68. 68. X . Matéria reservada à lei complementar (§1º. porque o Congresso retira a eficácia de uma 53 . a carreira e a garantia de seus membros (I. FUNÇÃO LEGISLATIVA ATÍPICA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA e PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES (2º. C F ) : t r a t a-s e d e u m c o n t r o l e d e constitucionalidade político repressivo. trata-se de única hipótese. d. exige. Delegação típica (art. §2º. diretrizes orçamentárias e orçamentos (III. num processo legislativo. c. Delegação atípica ou imprópria (art. 68) 5. 68) 3. §1º. justamente porque não pode sofrer emendas parlamentares. retorne ao Congresso Nacional para ser discutido e votado. mediante resolução. se transforma em lei delegada. O Presidente elabora a lei delegada. A competência do Congresso Nacional de sustar a lei delegada que exorbita dos limites da delegação legislativa (a r t . 68) 4. Caso autorizado pelo Congresso. 68. §3º.

32/2001): (c. 62) – (similar ao II. de acordo com a redação da EC 32/01) 1. a fim de enquadrá-lo nos limites da delegação legislativa. §1º. Diante de ato normativo que exorbite do poder regulamentar ou dos limites de delegação do legislativo. 102. 68) 3. diretrizes orçamentárias.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr lei delegada inconstitucional. Esta competência do Congresso pode ser exercida tanto na delegação típica. 62) (= I. §1º. Matéria relativa à nacionalidade. 4. no caso das leis delegadas. somente nas hipóteses em que a resolução delegante prevê a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional. CF. Assinale a alternativa correta (1º Semestre – 2004): (a) a lei delegada é elaborada pelo Presidente da República mediante delegação congressual. orçamento e créditos adicionais e suplementares.1) Vedações similares àqueles previstos para a edição de lei delegada: 1. 103. (1º Exame 2006) As leis delegadas são elaboradas pelo Presidente da República. §1º. partidos políticos e direito eleitoral (I. §1º. planos plurianuais. Natureza jurídica e pressupostos constitucionais para sua edição: a medida provisória tem força de lei e pode ser editada pelo Presidente da República se estiverem presentes os pressupostos de relevância e urgência. (b) Extinguir o poder regulamentar. Organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. 168) (exceção: para 54 . §1º. quanto na delegação atípica. (verdadeira) (b) Veto parlamentar é aquele exercido pelo poder legislativo para impor ao Presidente da República o afastamento de um ministro de Estado. cidadania. a carreira e a garantia de seus membros (I. (2º Semestre – 2004) (a) Veto parlamentar pode ocorrer. ressalvado o disposto no 167. §3º (similar ao III. a. c. 68) 2. 2. (b) a lei delegada delega aos Ministros do Supremo Tribunal Federal o controle de constitucionalidade das leis. direitos políticos.b MEDIDAS PROVISÓRIAS (62. (d) Emendar o ato. (d) a lei delegada delega poderes excepcionais aos Ministros de Estado. (falsa) 105. (falsa) 104. (c) a lei delegada pode dispor sobre matéria de lei ordinária ou de lei complementar. LIMITES MATERIAIS ou matérias que não podem ser objeto de medida provisória (acrescentado pela Emenda Constitucional n. compete exclusivamente ao Congresso Nacional (2002): (a) Argüir a inconstitucionalidade do ato. (c) Sustar o ato. mas dependem de ratificação pelo Congresso Nacional para sua válida entrada no ordenamento jurídico.

(d) é vedada a edição de medida provisória sobre matéria já disciplinada em projeto de lei pendente de aprovação pelo Congresso Nacional. 62. I. (b) é vedada a edição de medida provisória sobre matéria relativa à cidadania. com força de lei. mas que não pode tratar. 57.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr abertura de crédito extraordinário para atender despesas imprevisíveis e urgentes como as decorrentes de guerra. de direito penal e de direito tributário. 6º e 7º do art. (1º Exame 2006) Medida provisória é ato normativo de competência do Presidente da República. DURAÇÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA (§3º.4) art. de direito eleitoral. Assinale a alternativa INCORRETA (2º Exame 2006): (a) é vedada a edição de medida provisória sobre matéria relativa à nacionalidade. (c) é vedada a edição de medida provisória que vise o seqüestro de bens e/ou de poupança popular. 68) 5. reservada à lei complementar (III. já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso Nacional e pendente de sanção ou veto do Presidente da República (IV. processual penal e processual civil (b. estabelecendo limites constitucionais.3) A questão da medida provisória sobre direito tributário 1. privativa do Senado ou da Câmara dos Deputados (c. §2º admite expres samente a instituição e majoração de impostos. que vise a detenção ou seqüestro de bens. (falsa) 107. de poupança popular ou de qualquer outro ativo financeiro (II. dentre outras matérias. Procedimento: d. 6/95. regulamentar a exploração do serviço local de gás canalizado. 62) 3. CF (acrescentado pela Emenda n. Faltou vedar medida provisória em matéria de competência exclusiva do Congresso Nacional. inclusive. 246. ao direito processual penal e à organização do Ministério Público.2) Vedações previstas exclusivamente para a medida provisória: 1. §1º. (c. 62) 2. art. §2º) (c. de competência estadual (25. na redação da Emenda 32/01) Vedada a adoção de medida provisória na regulamentação de artigo da Constituição cuja redação tenha sido alterada por meio de emenda promulgada entre 1º de janeiro de 1995. do art. d. direito penal. 4º. 62) 4. 62 + §8º. a ser adotado em situações de relevância e urgência. comoção interna ou calamidade pública) 4. CF) 55 . O art. ao direito penal e à organização do Poder Judiciário.1. 62) (= parte do §1º. até a promulgação desta emenda. 106.

CF: A deliberação de cada uma das Casas do Congresso Nacional sobre o mérito das medidas provisórias dependerá de juízo prévio sobre o atendimento de seus pressupostos constitucionais) 4. na mesma sessão legislativa. antes de serem apreciadas. 2º da Emenda 32/2001: “As medidas provisórias editadas em data anterior à da publicação desta emenda continuam em vigor até que medida provisória ulterior as revogue explicitamente ou até deliberação definitiva do Congresso Nacional”.2 Tramitação da medida provisória no Poder Legislativo (§5º. Após 60 dias.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 1. CASA INICIAL: Câmara dos Deputados 3. A contagem é suspensa durante o recesso parlamentar (férias do Congresso Nacional). Após 60 dias. a medida provisória deverá ter seu prazo de vigência prorrogado. Bicameralismo do Poder Legislativo da União (44 a 46. por igual período (mais sessenta dias). CASA REVISORA: Senado Federal (62. CF): a. 62): 1. O art. pelo plenário de cada uma das Casas do Congresso Nacional) 2. Prorrogação automática da vigência: se não for concluída a votação no prazo inicial de sessenta dias. o Congresso Nacional. 6. do art. uma única vez. 56 . PODER LEGISLATIVO 1. §9º. b) No 45º dia. em sessão separada. COMISSÃO MISTA (62. §5º. o Congresso não edita o decreto legislativo: a medida provisória perde eficácia desde a sua rejeição ou desde o momento em que perdeu vigência (efeitos ex nunc) 5. d. §11. 62. CF – Caberá à Comissão mista de deputados e senadores examinar as medidas provisórias e sobre elas emitir parecer. REEDIÇÃO DA MEDIDA PROVISÓRIA – a r t . CF) O Poder Legislativo da União divide-se em duas Casas: Câmara dos Deputados (que representa o povo) e Senado Federal (que representa os Estados e o Distrito Federal). Rejeição EXPRESSA ou perda de eficácia por decurso de prazo (art. 62. edita o decreto legislativo regulando as situações jurídicas constituídas durante a vigência da MP: a medida provisória perde eficácia desde a sua publicação (efeitos ex tunc) b. trancando a pauta da Casa que estiver sobre ela deliberando. Prazo inicial de vigência: 60 (sessenta) dias 2. §8º e 9º. de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo”. a) A contagem do prazo é ininterrupta? Não. C F – “É vedada a reedição. §10. se não tiver sido concluída a votação da MP: entra em regime de urgência.

para que. RE 210. opiniões e votos que guardem pertinência temática com o exercício do mandato legislativo – ATOS FUNCIONAIS (c) Dentro ou fora do recinto parlamentar (d) Não afasta a responsabilidade disciplinar pelos excessos – “quebra de decoro parlamentar” (55. §3º) – “Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado. (a) Causa excludente penal e civil da ilicitude do fato: “A inviolabilidade parlamentar elide não apenas a criminalidade ou a imputabilidade criminal do parlamentar. palavras e votos”.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr O bicameralismo é uma conseqüência da adoção do federalismo. relacionados ao exercício das funções parlamentares. caput. CF) – “Os deputados e senadores são invioláveis. Relator: Ministro Celso de Mello. os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva. 57 . IMUNIDADE FORMAL (53. INVIOLABILIDADE OU IMUNIDADE MATERIAL 13: (53. na doutrina nacional e estrangeira. Informativo do STF n. (a. por crime ocorrido após a diplomação. pelo voto da maioria de seus membros. §2º) – “Desde a expedição do diploma.1) Abrangência: prisão penal e civil (a.6. palavras e votos proferidos. RE 210. mas também a sua responsabilidade civil por danos oriundos da manifestação coberta pela imunidade ou pela divulgação dela: é conclusão assente. o parlamentar não poderá ser processado por opiniões. o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa 13 14 Informativo do STF n. (b) imunidade processual: em relação ao processo penal tratando-se de crimes ocorridos após a diplomação a) Imunidade em relação à prisão (53. DJU 18. os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos. II.”14 (b) Palavras. 118. Nesse caso.01. salvo em fragrante de crime inafiançável. civil e penalmente. enquanto durou o mandato.2) Termo inicial e final: começa na diplomação e termina quando findar o mandato b) Imunidade em relação ao processo penal somente nos crimes ocorridos após a diplomação (53. 2. 232. por quantos se tem ocupado especificamente do tema.917-RJ. CF) (e) eficácia temporal permanente ou absoluta: mesmo depois de extinto o mandato.917-RJ. Relator: Ministro Sepúlveda Pertence. resolva sobre a prisão”. por quaisquer de suas opiniões. 2. §2º a 5º): (a) imunidade em relação à prisão.

n a m e s m a extensão dos parlamentares federais. sustar o andamento da ação. CF a ) G o z a m d e i m u n i d a d e m a t e r i a l e f o r m a l ? S i m . CF) 5. por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros. DEPUTADOS ESTADUAIS e DISTRITAIS: 27. só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva. §1º) – “Os deputados e senadores.“As imunidades dos deputados ou senadores subsistirão durante o estado de sítio. se é um Senador) pode sustar o andamento de uma ação penal depois de recebida a denúncia e antes da decisão final (3) Pessoa competente para instaurar o processo de sustação: a própria Casa se houver pedido de partido político nela representado (4) Quórum qualificado para a sustação do processo penal: maioria absoluta dos membros da Casa (5) Prazo para o exerc ício da competência de sustação: 45 dias a partir do recebimento do pedido do partido político (trata-se de prazo improrrogável) (6) Suspensão da prescrição (53. até a decisão final. §1º. §5º): “A sustação do processo suspende a prescrição. §6º. Imunidade em relação à incorporação às Forças Armadas (53. §8º. Não podem ser obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do mandato (53. contravenção penal e crime eleitoral 4. CF .Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr respectiva. depende de licença da respectiva Casa 6.” 7. Prerrogativa de foro (53.1) Termo inicial e final – eficácia temporal limitada: começa na diplomação e termina quando finda o mandato (b. e ainda que militares. Senado Federal. b) Prerrogativa de foro (implícita na Constituição Federal decorrente do princípio da simetria): 58 . que. enquanto durar o mandato” 3. §7º. CF) – a incorporação. que sejam incompatíveis com a execução da medida. mesmo em tempo de paz.” (b.2) Requisitos para a sustação do processo penal pela Casa parlamentar: (1) Momento da prática do crime: somente se o crime tiver sido cometido depois da diplomação (2)Termos para sustação do processo exclusivamente criminal: a Casa (Câmara dos Deputados se é um deputado federal. desde a expedição do diploma. serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal” (a) Abrangência: “infrações penais comuns”: crime comum (inclusive crime doloso contra a vida). poderá. Suspensão das imunidades no estado de sítio: 53. nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional.

nos limites da circunscrição do município b) Gozam de imunidade formal: Não c ) G o z a m d e p r e r r o g a t i v a d e f o r o ? (S ú m u l a 7 2 1 d o S T F : “A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual”) 1. crimes eleitorais? Não tem prerrogativa de foro. No Paraná. 2. 4. os vereadores e os senadores. (b) a imunidade parlamentar material implica na não punição aos membros do legislativo pelas suas opiniões. VEREADORES (29. (d) os deputados federais. crimes de competência da justiça federal? Não tem prerrogativa de foro. 109. crimes comuns de competência da justiça estadual que não sejam dolosos contra a vida? No Tribunal de Justiça. VIII e IX. como não há dispositivo na nossa Constituição. CF) a) Gozam de imunidade material? Sim. compõem o Poder Legislativo federal. compõem o Poder Legislativo Federal. os deputados estaduais. CF) 108. somente se houver previsão expressa na Constituição Estadual. crimes comuns de competência da justiça estadual que sejam dolosos contra a vida? Não tem prerrogativa de foro. Quanto ao Poder Legislativo na CF de 1988 é correto afirmar que: (1º Semestre 2003) (a) os deputados federais e senadores da República são eleitos segundo o critério da proporcionalidade. 59 . os Estados-Membros e o Distrito Federal. crimes eleitorais: Tribunal Regional Eleitoral 8. Serão julgados pelo Tribunal do Júri. Assinale a alternativa falsa: (a) a imunidade parlamentar formal e material. crimes de competência da Justiça Federal: Tribunal Regional Federal (inclusive os crimes dolosos contra a vida) 4. 38. crimes de competência da Justiça Estadual: Tribunal de Justiça (inclusive os crimes dolosos contra a vida) 2. (b) os deputados federais representando o povo e os senadores da república. QUANDO O DETENTOR DE MANDATO ELETIVO É SERVIDOR PÚBLICO (art. compõem o Poder Legislativo federal.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 1. distritais e vereadores. 3. representando no Congresso Nacional. eles não tem prerrogativa de foro. 9. representando os Estados-Membros e o Distrito Federal. (c) os deputados federais e senadores da república reprentando o povo. palavras e votos. compõem o Poder Legislativo federal. aplicável aos deputados federais e senadores estende-se aos deputados estaduais.

operacional. só podendo ser suspensa pelo voto de 2/3 dos membros da Casa respectiva. 4. da Constituição Federal – “As Comissões Parlamentares de Inquérito. atualmente. C F ) – Fiscalização contábil. a qual concretiza a exigência prévia de autorização da casa legislativa respectiva para o início da persecução penal. financeira e operacional – o Poder Legislativo exerce com o auxílio dos Tribunais de Contas 2. §3º. dispõe sobre garantias processuais dos parlamentares. o que não impede a apuração de fatos conexos ao principal ou o aditamento do objeto inicial da CPI ao longo da investigação. FUNÇÃO TÍPICA DO PODER LEGISLATIVO: FISCALIZAÇÃO a. ( 7 0 . (1º Exame 2006) Os parlamentares. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas. sendo suas conclusões. se for o caso. PODERES – O QUE A CPI PODE FAZER: 60 . serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. (iii) o objeto da investigação tem de se relacionar com a competência legislativa ou fiscalizatória do Congresso não podendo adentrar na análise dos negócios privados Quando não estejam ligados com a gestão da coisa pública.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (c) a imunidade parlamentar formal. (iv) respeito ao princípio federativo e às competências dos Poderes Legislativos locais. Limites de seu poder investigatório: (i) poder de investigação é sinônimo de “poder de instrução processual penal” respeitando os mesmos limites constitucionais impostos ao Poder Judiciário (necessária fundamentação (exposição dos motivos de fato e de direito) de suas decisões (93. Prazo certo: delimitado na sua extensão 3. encaminhadas ao Ministério Público. CF). para a apuração de fato determinado e por prazo certo. §3º. entre elas. 5. 58.” 1. ESPÉCIES DE FISCALIZAÇÃO 1. em conjunto ou separadamente. (falsa) 2. Amplitude do seu campo de atuação: fatos determinados. (58. patrimonial. nos casos praticados fora do Congresso e incompatíveis com a execução da medida. mediante requerimento de um terço de seus membros. (d) a imunidade parlamentar subsistirá durante o estado de sítio e o estado de defesa. o foro privilegiado e a remessa dos autos de prisão de deputados e senadores para a análise do plenário do parlamento. IX e X. que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. (ii) fatos definidos e relacionados ao Poder Público. Requisitos formais para criação: requerimento de pelo menos um terço dos membros da Casa em que ela é criada 2. possuem imunidade material. CF) – Fiscalização político-administrativa: o Poder Legislativo exerce por meio das Comissões Parlamentares de Inquérito. 110. orçamentária. respeito ao sigilo de determinadas informações). para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.

determinar arresto. CF) 111.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (a) (5º. 61 . CF) quebrar o sigilo da comunicação telefônica (realizando interceptação telefônica) porque este ato depende de ordem judicial (f) (2º. seqüestro. condenando ou absolvendo porque não dispõem deste poder jurisdicional 7. respeitando o direito ao silêncio (c) determinar a realização de provas lícitas (obtidas sem agressão à Constituição Federal) como. prisão preventiva. b. A CF proíbe a criação de Tribunais e Conselhos de Contas municipais. no entanto. Os Tribunais de Contas Estaduais auxiliam as Assembléias Legislativas e as Câmaras Municipais. X. ampla defesa e devido processo legal (c) (5º. XI. porque estes atos dependem de ordem judicial (b)(5º. O QUE A CPI NÃO PODE FAZER (a) exercer o poder geral de cautela. Possibilidade de controle judicial dos atos das CPIs: Sim. Poder Executivo e particulares que gerenciam recursos públicos. Tribunais de Contas (art. ou seja. CF) ouvir testemunhas e investigados. devendo respeito o direito ao contraditório. CF) determinar qualquer ato que implique invasão domiciliar. §1º e §4º. O Tribunal de Contas da União auxilia o Congresso Nacional. exames e requisição de documentos (d) determinar duas medidas cautelares: busca e apreensão (desde que não seja domiciliar) e busca pessoal (revistar a pessoa e seus pertences estando presentes os pressupostos do Código de Processo Penal) 6. LXI. como por exemplo. LIV e LV) proibir ou restringir a assistência jurídica dos investigados. abusivos. CF): são órgãos do Poder Legislativo e o auxiliam no controle externo. ou seja. porque este ato depende de ordem judicial (e) (5º. CF) investigar atos praticados pelo Poder Judiciário no exercício da função jurisdicional (podendo investigar. proibição de o investigado se ausentar do país ou da comarca. CF) determinar prisão. CF) quebrar sigilo bancário. provas periciais. por exemplo. aceitando somente os que já existiam antes da CF de 1988 (31. XII. 75. determinar sua condução coercitiva se necessário. Assinale a alternativa incorreta (2º Exame 2004 e 2º Exame 2005): (a) as comissões parlamentares de inquérito – CPIs – não podem julgar ou condenar ninguém. fiscal e telefônico (b) (5ºLXIII. atos administrativos do Poder Judiciário) (g) Ajuizar ação penal porque não detém poderes acusatórios (h) Julgar. indisponibilidade de bens. quando os atos das CPIs ameaçarem ou violarem direitos fundamentais. porque este ato depende de ordem judicial (com exceção da prisão em flagrante que pode ser decretada pela CPI) (d)(5º. hipoteca judiciária. na fiscalização das contas do Poder Judiciário. intimá-los para comparecer.

(d) As CPIs. Os Tribunais de Contas são órgãos auxiliares do: (a) Poder Legislativo (b) Poder Executivo (c) Poder Judiciário (d) Nenhuma das alternativas anteriores. a criação dos tribunais. nos termos da lei processual penal. (c) Comissão Parlamentar de Inquérito somente pode decretar prisão de testemunhas em se situação que tipifique flagrante delito. 62 . podem ser trancadas pela deliberação da maioria em plenário em vista do princípio majoritário que orienta o poder legislativo. 113. (d) as Comissões parlamentares de Inquérito estão constitucionalmente autorizadas a promover a responsabilização civil ou criminal dos infratores. embora possam ser abertas pelo requerimento de 1/3 da casa parlamentar. Assinale a alternativa correta (1º Exame 2007): (a) as Comissões parlamentares de Inquérito estão constitucionalmente autorizadas a determinar a prisão preventiva dos infratores. 115. 114. se verificada ilegalidade. pois esta atribuição é exclusiva do Poder Judiciário. pois possuem os mesmos poderes investigatórios da autoridade policial. assinale a alternativa correta: (1º Exame 2007) (a) somente as pessoas jurídicas de direito público prestarão contas ao Tribunal de Contas. (b) as Comissões parlamentares de Inquérito estão constitucionalmente autorizadas a solicitar o depoimento de qualquer autoridade ou cidadão. pois possuem os mesmos poderes da autoridade judicial. pois possuem os mesmos poderes da autoridade judicial. © as Comissões parlamentares de Inquérito estão constitucionalmente autorizadas a determinar a quebra do sigilo bancário. Sobre o Tribunal de Contas.000 (duzentos mil) habitantes na localidade a ser beneficiada. Segundo o direito constitucional vigente. conselhos e órgãos de contas municipais: (a) reclama prévia inscrição no plano plurianual. (b) o Tribunal de Contas é um órgão auxiliar do Poder Executivo. 112. (d) requer a prévia demonstração de população superior a 200. (c) exige aprovação de quorum de 2/3 dos membros do Parlamento. (b) encontra-se vedada. pois a ele compete julgar as contas dos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (b) a proporcionalidade partidária na composição de uma CPI não é necessariamente matemática. unicamente. (c) as decisões dos Tribunais de Contas de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo. (d) o Tribunal de Contas jamais poderá sustar a execução de atos administrativos.

(d) exerce função indelegável na medida em que o interesse público é inalienável. Sobre o Poder Legislativo é correto afirmar que: (a) exerce funções exclusivamente legislativas em face do princípio da autonomia entre os Poderes. excepcionalmente.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 116. (c) as Comissões Parlamentares de Inquérito são manifestações do poder fiscalizatório do qual o Poder Legislativo também está imbuído. (b) ao Poder Judiciário incumbe. tipicamente. atipicamente. atos judiciais. atipicamente. o exercício das funções executiva e legislativa. (c) ao Poder Legislativo incumbe. o exercício da função legislativa. mas jamais atos administrativos. Assinale a alternativa INCORRETA (2º Exame 2006): (a) ao Poder Executivo incumbe. tipicamente. atipicamente. (d) os Tribunais de Contas exercem função tipicamente jurisdicional. o exercício da função administrativa e. o exercício da função executiva. 63 . o exercício da função legislativa e. o exercício da função jurisdicional e. (b) além das funções legislativas pratica. tipicamente. 117.

P r e r r o g a t i v a d e 4. I. O SISTEMA DE GOVERNO PRESIDENCIALISTA a) Competências privativas do Presidente da República (art. Q u a l q u e r c i d a d ã o denúncia: R e p ú b l i c a p o d e a j u i z a r exercendo o seu direito de a ç ã o p e n a l c o n t r a o petição pode reclamar à Presidente da República Câmara dos Deputados providências políticas para instauração do processo 3 . a Súmula 451. P o d e s e r u m c r i m e 1. CF) 2. Quem pode oferecer 2. CF ): Supremo Tribunal CF): Senado Federal Federal 5. Câmara dos Deputados a u t o r i z a r a i n stauração por maioria de dois terços por maioria de dois terços do processo-crime – juízo de seus membros de seus membros de admissibilidade da acusação (51. I. instaurar o processo. JURISDICIONAL 5. ainda que o inquérito ou a ação penal sejam iniciados após a cessação daquele exercício. C o m p e t e n t e p a r a 3. CF): prerrogativa de foro no STF se for crime funcional b) crimes de responsabilidade (51. I. instruir e julgá-lo (52. todavia. c o n t r a v e n ç ã o administrativa penal ou crime eleitoral praticados no cargo ou em razão dele 2. do STF: “A competência especial por prerrogativa de função não se estende ao crime cometido após a cessação definitiva do exercício funcional”. P r o c u r a d o r -G e r a l d a 2 . 102. I n f r a ç ã o p o l í t i c o abrangência: c o m u m . Órgão competente para 4. I. CF): 4. b. Responsabilidade penal do Presidente da República a) crimes comuns (51. POLÍTICO 15 Revogação da Súmula 394. 84. CF): prerrogativa de foro no Senado Federal RESPONSABILIDADE (jurídico-penal) do Presidente da República e do VicePresidente: INFRAÇÃO PENAL C R I M E S D E C O M U M ( in officio o u RESPONSABILIDADE propter officium) (85. prevalece a competência especial por prerrogativa de função. C o n c e i t o e 1 . Natureza do processo: 5. processar e julgar (102. b. 52.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr PODER EXECUTIVO 1. do STF: “Cometido o crime durante o exercício funcional. 64 . Órgão competente para foro 15: receber a denúncia. Câmara dos Deputados 3. I. I e parágrafo único. CF + Lei 1079/50) 1 .” Prevalece. I.

CF) 8. o Senado julga o impeachment. §único. CF): pena prevista na lei + efeito da condenação: suspensão dos direitos políticos 6. §1º. Conseqüência 6. O Presidente retorna ao exercício de suas funções 8. (c) sob a presidência do Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). acessória ou são penas autônomas? S ã o p e n a s autônomas b) a r e n ú n c i a d e p o i s d a instauração do processo impede a continuidade do processo? Não. exercício de suas funções §2º. (d) sob a presidência do Presidente do STF no próprio STF. N ã o c o n c l u s ã o d o 7. O Presidente retorna ao processo em 180 dias (86. (b) sob a presidência do Presidente da Câmara. I. §1º. (52. III. o Congresso julga o impeachment. Penas 8. Conseqüência da instauração do processo (86. CF): suspensão das funções presidenciais 7 . Conseqüência do recebimento da denúncia (86. o Plenário do Senado julga o impeachment.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 6. (15. após aprovado o processo pela Câmara dos Deputados: (a) sob a presidência do Presidente do Congresso. No julgamento por crime de responsabilidade do Presidente da República. II. CF): penas de perda do cargo e inabilitação para o exercício de qualquer função pública por oito anos a) a p r i m e i r a p e n a é principal e a segunda. 65 . 118. CF): suspensão das funções presidenciais 7.

O Decreto n. c . Distrito Federal e Municípios) gozam de autonomia Política: b. CF e 11. de 15 de novembro de 1889: formalização da República e da Federação no Brasil. ADCT) PODER CONSTITUINTE DERIVADO DECORRENTE (dos Estados-M e m b r o s p a r a e l a b o r a r e r e f o r m a r a s s u a s Constituições Estaduais e do Distrito Federal para elaborar e reformar a sua Lei Orgânica) 2. Elementos de direito constitucional. o pacto confederativo está formalizado numa Constituição escrita num tratado internacional 3 . A Constituição brasileira de 1891. Discriminação da competência do Estado. FEDERAÇÃO 1. Estado unitário e estado federal. existe o direito de secessão porque o pacto é indissolúvel a. CF) BICAMERALISMO DO PODER LEGISLATIVO DA UNIÃO (o Congresso Nacional se divide em Câmara dos Deputados e Senado Federal) c. CF) INTERVENÇÃO FEDERAL (da União nos Estados -Membros. 3. ESTADO. DESCENTRALIZAÇÃO POLÍTICA PREVISTA NUMA CONSTITUIÇÃO ESCRITA Os entes federados (União. § 4 º . os Estados federados são autônomos CONFEDERAÇÃO 1. auto-organização e competência do estado-membro. Limites à autonomia. Autonomia municipal. o pacto federativo está formalizado 2. São Paulo: Malheiros. CONTROLE JURISDICIONAL DE CONSTITUCIONALIDADE c. n ã o e x i s t e o d i r e i t o d e s e c e s s ã o . ( 2 5 e 3 2 caput. Distrito Federal e Municípios localizados em Território Federal) e ESTADUAL (dos Estados-Membros em seus Municípios) 16 Segundo Michel TEMER. (60. 1. (44. 1. Estados-Membros. Requisitos de manutenção da federação: a. Requisitos de caracterização da federação 16: a. I . (34 a 36. O município em face das demais pessoas de direito público. os Estados confederados são soberanos 2.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr AULA (7) FEDERAÇÃO 5. C F ) R I G I D E Z C O N S T I T U C I O N A L + A F E D E R A Ç Ã O É CLÁUSULA PÉTREA b. 66 .

Governador do Distrito Federal. (4) Cada território. Quem são? União. nem Município. Quem é? República Federativa do Brasil (pessoa jurídica de Direito Público Internacional) 2. Como é equiparado aos Estados e não pode ser dividido em Municípios. os impostos municipais (art. (2) podem ser criados por lei complementar a partir de Estados Membros (18. XIV). (3) Governo sem “autonomia política” em Territórios com mais de cem mil habitantes: Governador nomeado pelo Presidente da República após aprovação do Senado Federal (art. c) REGIÕES EM DESENVOLVIMENTO (43. Atributo: autonomia política PECULIARIDADE DO DISTRITO FEDERAL: Não é Estado-Membro.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr ESTADO FEDERAL 1. 147. independentemente do número de habitantes. Quem não tem autonomia política? a) TERRITÓRIOS (18. compete à União. por essa razão. 2. §1º). §2º). os impostos estaduais e. §2º + 33): (1) autarquias territoriais com capacidade genérica (art. §2º) e podem ser divididos em Municípios (33. 84. A estrutura dos Poderes é semelhante a dos Estados. se o Território não for dividido em Municípios. (e) a Constituição como seu elemento criador. CF 14 e 15. XVII). (b) a pluralidade de ordens jurídicas incidentes sobre um mesmo território. em Território Federal. (2º Semestre . exerce competências estaduais (quase todas) e municipais. planejamento e execução de funções públicas de interesse comum. (d) a repartição de competências entre os entes federados prevista na Constituição Federal. 18. (falsa) 67 . ADCT). Câmara Legislativa (composta por deputados distritais).OAB 2003) O Distrito Federal não é entidade federativa. CF) 119. com a particularidade que o Poder Judiciário do Distrito Federal e Territórios é organizado e mantido pela União. (5) Os Territórios Federais não tem autonomia financeira e. Distrito Federal e Municípios (pessoas jurídicas de Direito Público Interno) 2. eleição de Câmara Territorial com competência deliberativa. Justiça do Distrito Federal e Territórios organizada e mantida pela União (21. AGLOMERAÇÕES URBANAS E MICROREGIÕES (25. Atributo: soberania ENTES FEDERADOS 1. §2º. 120. §3º): (1) lei complementar estadual + conjunto de Municípios limítrofes + finalidade de organização. Estados-Membros. b) REGIÕES METROPOLITANAS. O Estado Federal clássico não tem como característica essencial: (a) a autonomia dos municípios. (c) o poder de auto-organização dos Estados-Membros. da CF). A Constituição Federal proíbe a divisão do Distrito Federal em Municípios. XIII + 22. elege quatro Deputados Federais (45.

É possível aos Estados: (25. 122. mediante aprovação da população diretamente interessada. dentro do período determinado por lei complementar federal. através de plebiscito. (c) os Estados podem incorporar-se entre si. DELEGAR QUESTÕES ESPECÍFICAS 68 . a incorporação. transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes. EXCLUSIVAS da UNIÃO (21. todos autônomos. por lei complementar. nos termos da lei complementar. © apenas os Estados e os Territórios podem ser divididos em Municípios. os Estados. 3. o Distrito Federal e os Territórios podem ser divididos em Municípios. REPARTIÇÃO CONSTITUCIONAL DE COMPETÊNCIAS COMPETÊNCIAS ADMINISTRATIVAS (MATERIAIS) COMPETÊNCIAS LEGISLATIVAS (FORMAIS) 1. 123. competência exclusiva da União. CF) – 1 . (b) os Territórios Federais integram a União. C F ) Indelegável Requisitos para delegação aos EstadosMembros e (ao Distrito Federal): a. instituir regiões metropolitanas. os Territórios Federais e os Municípios. CF) (a) mediante decreto. LEI COMPLEMENTAR FEDERAL b. instituir regiões metropolitanas. (d) a criação. após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal. e do Congresso Nacional. (d) apenas os Estados podem ser divididos em Municípios. P R I V A T I V A S d a U N I Ã O ( 2 2 . subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros. a fusão e o desmembramento de Municípios far-se-ão por lei estadual. apresentados e publicados na forma da lei. o Distrito Federal. e sua criação. (b) apenas os Estados e o Distrito Federal podem ser divididos em Municípios. competência exclusiva dos Municípios que integrarão a região metropolitana a ser criada. mediante plebiscito. (d) não é competência dos Estados e sim. Assinale a alternativa INCORRETA (2º Exame 2006): (a) a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União. §3º. Assinale a alternativa correta: (3º Exame 2006) (a) os Estados. aglomerações urbanas e microregiões. aglomerações urbanas e microrregiões constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes. às populações dos Municípios envolvidos. e dependerão de consulta prévia.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 121. (b) mediante lei complementar. ou formarem novos Estados ou Territórios Federais. (c) não é competência dos Estados e sim.

CF) c. I a III.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr 2. CF): a. Todavia. CF) e. CF) d. impor a estabelecimentos bancários a obrigação de instalarem portas eletrônicas. rel. MUNICÍPIOS (30. a Emenda Constitucional n. CF) 17 Súmula 670 do STF: “O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa”. MUNICÍPIOS: a. 39/02 permitiu a instituição. como detector de metais.I.2003).” 69 . 9. PLANO DIRETOR (182. SUPLETIVA DOS ESTADOSMEMBROS E DISTRITO FEDERAL (24.” “O Município (e não a União) ‘é competente para. CONCORRENTE (NÃO CUMULATIVA OU VERTICAL) ENTRE UNIÃO. CF): serviços públicos de interesse local: transporte coletivo intramunicipal. desde que não infrinjam leis estaduais ou federais válidas.11. pelos Municípios. dispondo sobre segurança de sua população. possibilidade do exercício de competência legislativa plena temporária) 3. CF) 3.” Súmula 646 do Supremo Tribunal Federal: Ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área. UNIÃO LEGISLA NORMAS GERAIS (24. i l u m i n a ç ã o p ú b l i c a 17. Carlos Velloso. (STF. travamento e retorno automático e vidros à prova de balas’. §8º. Min. ESTADOS-M E M B R O S . III a IX. de contribuição para custeio da prestação do serviço de iluminação pública que poderá ser cobrada na fatura de consumo de energia elétrica.221-RJ. 18 Decisão do STF na ADIN 1. §2º. 19 Súmula 645 do Supremo Tribunal Federal: “É competente o município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial” e Súmula 419 do Supremo Tribunal Federal: “Os Municípios tem competência para regular o horário do comércio local. D I S T R I T O FEDERAL E MUNICÍPIOS (23.§1º. RE 240406-RS. GUARDA MUNICIPAL (144.II. CF c. §3º. COMUM (CUMULATIVA OU PARALELA) ENTRE UNIÃO.10. ESTADOS-MEMBROS E DISTRITO FEDERAL EXERCEM COMPETÊNCIA SUPLEMENTAR (COMPLETAR A LEGISLAÇÃO FEDERAL PARA ADAPTÁ-LAS ÀS PECULIARIDADES LOCAIS) (24. s e r v i ç o s funerários18 2. Informativo 324.CF19 b. Relator Ministro Carlos Velloso.CF) b. LEGISLAR SOBRE INTERESSE LOCAL 30. ESTADOS-MEMBROS E DISTRITO FEDERAL (24. SUPLEMENTAR A LEGISLAÇÃO FEDERAL E ESTADUAL NO QUE COUBER 30. CF) (pressuposto: inércia do legislador federal.2003. julgamento: 25. IMPOSTOS MUNICIPAIS (156.

§2º. os municípios não dispõem de competência material específica. (c) Competência concorrente e competência comum são ambas inerentes à competência material. (b) Adotou-se. © uma lei estadual é. uma lei estadual. também e por evidente. CF) CF) 124. um rígido modelo horizont al de distribuição de competência legislativa. (b) Competência exclusiva e competência privativa distinguem-se pela possibilidade de delegação inerente à segunda. §4º.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr d. 125. I a III. Assinale a alternativa correta (1º Exame . § 1 º . CF) §3º. no sistema federativo brasileiro. a competência dos EstadosMembros e da União. RESERVADA OU REMANESCENTE 4 . uma lei municipal. 126. 25. (b) uma lei federal é. §1º. de forma precisa e expressa. CF) 4. uma lei federal. §4º. (d) todas as alternativas anteriores estão incorretas.2005): (a) uma lei nacional é. 4a .Competência enumerada (25. Assinale a alternativa correta: (Agosto 2004): (a) Competência privativa e competência exclusiva distinguem-se apenas pelos entes da federação aos quais se destinam. (d) O Distrito Federal é dotado de todas as competências legislativas reservadas ao EstadoMembro. §1º. Competências enumeradas (18. CF) 5. 70 . R E S E R V A D A O U R E M A N E S C E N T E ( 2 5 . CF): o ESTADOS-MEMBROS: o que sobra que sobra das outras das outras 4a. A superveniência de lei federal: SUSPENDE A LEGISLAÇÃO ESTADUAL OU DISTRITAL CONTRÁRIA (24. DISTRITO FEDERAL: EXERCE 5 . Assinale a alternativa correta: (Abril 2004) (a) a Constituição Federal elenca. C F ) ESTADOS-MEMBROS (25. também e por evidente. 125 e 126. D I S T R I T O F E D E R A L : EXERCE C O M P E T Ê N C I A S E S T A D U A I S COMPETÊNCIAS ESTADUAIS ( q u a s e (quase todas) E MUNICIPAIS (32. também e por evidente. 155. (c) Nos termos da Constituição Brasileira. todas) E MUNICIPAIS (32. §1º.

o Distrito Federal e os Municípios. A competência concorrente dos Estados e do Distrito Federal: (a) é uma competência não cumulativa suplementar. proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas. artístico. todos autônomos. 129. defesa aeroespacial. (1º Exame 2006) Assinale a alternativa INCORRETA: (a) a organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União. os Estados exercerão a competência legislativa plena. (c) inexistindo lei federal sobre normas gerais. nos termos da Constituição da República. dos Estados. (b) a competência da União para editar normas gerais exclui a competência suplementar dos Estados. Assinale a alternativa INCORRETA (2º Exame 2006): (a) são reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas pela Constituição da República. (d) é uma competência cumulativa residual. os Estados. quando se tratar de assunto de interesse local. defesa civil e mobilização nacional.* (c) é competência comum da União. (d) são reservadas aos Estados as competências que não lhe sejam vedadas pela Constituição da República. turístico e paisagístico. (b) é uma competência cumulativa de normas gerais. (d) as atribuições para União e Estados são rigorosamente iguais. Assinale a alternativa correta: 71 . (d) compete privativamente à União legislar sobre defesa territorial. defesa marítima. (c) é uma competência cumulativa suplementar. (c) compete à União. cultural. ao Distrito Federal e aos Municípios legislar concorrentemente sobre proteção ao patrimônio histórico. do Distrito Federal e dos Municípios. (b) compete privativamente à União legislar sobre trânsito e transporte. Na distribuição constitucional de competência legislativa concorrente: (a) a União edita as normas suplementares e os Estados e o Distrito Federal as normas gerais. 131. aos Estados. 130. 127. (b) compete aos Municípios suplementar a legislação federal e a estadual. 128.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (d) Competência suplementar é aquela atribuída à União no caso de os Estados-Membros e Municípios não legislarem sobre matérias locais.

o regime parlamentar de governo. 133. financeiro. ou mediante concessão. (b) legislar sobre direito tributário. financeiro. Estados e Distrito Federal. (d) a organização administrativa e judiciária dos Territórios será regulada por decreto do Presidente da República. penitenciário. o sistema distrital misto nas eleições parlamentares estaduais e municipais. (c) ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios. financeiro. pelo Estado-membro. assinale a alternativa correta: (3º Exame 2006) 72 . Sobre a guarda municipal. previdência social e direito econômico. no âmbito do seu poder de conformação. Assinale a alternativa CORRETA: (1º Exame 2006) (a) cabe aos Estados explorar diretamente. inciso VII) (c) Os Estados-membros podem dispor sobre o sistema eleitoral. (c) compete privativamente à União legislar sobre trânsito. econômico e urbanístico constitui competência privativa da União. 34. (d) legislar sobre direito tributário. financeiro.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (a) Os Estados-membros podem adotar. (c) legislar sobre direito tributário. do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais. podendo dar ensejo a representação para fins de intervenção federal. (b) compete privativamente à União legislar sobre previdência social. águas e energia. os serviços locais de gás canalizado. Assinale a alternativa correta: (3º Exame 2006) (a) compete privativamente à União legislar sobre direito econômico. podendo ser editada medida provisória para a sua regulamentação. penitenciário. (d) A competência legislativa concorrente disciplinada na Constituição Federal impõe que o Estado-membro somente atue supletivamente. na forma da lei. conforme art. configura violação a princípio constitucional. (é a não aplicação na saúde e educação. econômico e urbanístico constitui competência concorrente dos Estados. econômico e urbanístico constitui competência concorrente da União. econômico e urbanístico constitui competência privativa dos Municípios. (d) compete privativamente à União legislar sobre águas. por exemplo. (b) os Municípios reger-se-ão por lei orgânica. Assinale a alternativa correta: (1º Exame 2007) (a) legislar sobre direito tributário. direito econômico e águas. penitenciário. (b) A não aplicação. 134. energia e trânsito. votada em turno único e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal. penitenciário. 132. sendo-lhes possível adotar. Município e Distrito Federal 135.

limitado e condicionado c) Limites: ( 3 4 . (b) pode a guarda municipal.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (a) a Constituição da República autoriza a criação de guarda municipal pelos municípios com o objetivo de suplementar eventual omissão do Estado em matéria de segurança pública. conforme a Constituição da República. Defesa das finanças públicas (34. Defesa da unidade nacional (34. V I I . por mais de dois anos consecutivos. 98. Sujeitos (ativo e passivo) b. (c) a proteção dos bens. V. (d) o Município está constitucionalmente autorizado a criar guarda municipal com o objetivo de auxiliar na preservação da ordem pública no âmbito do seu território. a. Quem exerce são as Assembléias Legislativas e a Câmara Legislativa do Distrito Federal b) Características: derivado decorrente. constitucionalmente autorizada. C F ) – p r i n c í p i o s ( 2 5 a 2 8 . III) 3. Defesa da ordem pública (34. b)20 20 Se o Estado ou o Distrito Federal (a) suspenderem. serviços e instalações do Município representa o escopo da guarda municipal. 4. dentro dos prazos estabelecidos em lei. 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal). 73 . CF) a) Titularidade e exercício: O titular é o povo dos Estados-Membros e do Distrito Federal. da CF e 83 a 94 do Código Tributário Nacional tratam da repartição de receitas. INTERVENÇÃO FEDERAL a. típica do federalismo cooperativo. contraídos para atender a desequilíbrio orçamentário ou financiamentos de obras e serviços públicos”) e artigos 29 a 42 da Lei Complementar n. PRESSUPOSTOS DE FUNDO OU MATERIAIS da intervenção federal nos Estados-Membros e Distrito Federal ESPONTÂNEA: O Presidente age de ofício e sua competência é discricionária 1. PODER CONSTITUINTE DERIVADO DECORRENTE (ou de terceiro grau) (artigos 25 e 32. Os artigos 157 a 162. da Lei Federal 4320/67: “A dívida fundada compreende os compromissos de exigibilidade superior a doze meses. salvo motivo de força maior ou o (b) Estado deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição. O conceito de dívida fundada é jurídico-legal (art. I e II) 2. C F ) – princípios constitucionais constitucionais SENSÍVEIS: têm esse ESTABELECIDOS no m e p o r q u e a s u a v i o l a ç ã o p elo Estado-membro o u p e l o D i s t r i t o Federal pode desencadear o processo da intervenção federal 5. o pagamento da dívida fundada. colaborar com a polícia civil na função de polícia judiciária.

(2) o Congresso Nacional deve realizar o controle político posterior da intervenção. se reprovála. há continuidade. 36. VII + 36. §4º). VI + 36. I) b. no decreto interventivo. §§2º e 3º). da Intervenção provocada por solicitação e da provocada por requisição quando se trata de coação contra o Poder Judiciário: (1) o Presidente da República decreta a intervenção. 74 . IV + 36. IV + 36. mas sua competência é vinculada 1. Do STF: garantir o livre exercício do Poder Judiciário nas unidades da federação coação exercida contra o Poder Judiciário (34. Procedimento da intervenção provocada por requisição quando há descumprimento de ordem ou decisão judicial. porque somente suspende a execução do ato impugnado. I) PROVOCADA: O P r e s i d e n t e p r e c i s a s e r provocado. III. (2) o controle político do Congresso 21 Única modalidade de controle de constitucionalidade concreto concentrado no direito brasileiro. 36. cessa a intervenção (art. redação da Emenda 45/04) d. recusa de cumprir lei federal ou violação de princípios constitucionais sensíveis pelo Estado-Membro ou pelo Distrito Federal: (1) o Presidente da República decreta a intervenção normativa. se a medida bastar ao restabelecimento da normalidade (art. o prazo. 2. mas sua competência é discricionária 1. POR REQUISIÇÃO a. nomear um interventor (art. ao lado da ação direta de inconstitucionalidade interventiva de ato municipal perante princípios indicados na Constituição Estadual. 36. a amplitude. se aprová-la. PRESSUPOSTOS FORMAIS (procedimento) da INTERVENÇÃO FEDERAL: 1. VI + 36. III)21 c. §1º). A Lei 4337/64 (parcialmente recepcionada pela Constituição de 1988) regula o processo da representação interventiva.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr PROVOCADA: O P r e s i d e n t e precisa ser provocado. Procedimento da Intervenção Espontânea. II) c. D o S T F : v i o l a ç ã o a p r i n c í p i o s constitucionais sensíveis – representação interventiva ou ação direta de inconstitucionalidade interventiva de legitimidade exclusiva do Procurador-Geral da República (34. STJ ou TSE: descumprimento de ordem ou decisão judicial (34. Do STF. devendo especificar. se couber. de competência originária do Tribunal de Justiça local. Do STF: recusa de execução de lei federal – representação interventiva ou ação de executoriedade de lei federal de legitimidade exclusiva do Procurador-Geral da República (34. condições de execução e. POR SOLICITAÇÃO: garantir o livre exercício dos Poderes das unidades da federação: coação contra o Poder Executivo ou Poder Legislativo locais (34.

a dívida fundada. Sujeito ativo (Estado-Membro) e passivo (Municípios pertencentes ao Estado) b. I). (c) não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino. §3º): o decreto limita-se a suspender a execução do ato impugnado se bastar para o restabelecimento da normalidade 136. dentre outros. Sobre a autonomia municipal. sem motivo de força maior. a) DECRETO INTERVENTIVO b) CONTROLE POLÍTICO POSTERIOR DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA PROVOCADA 2. Aponte a alternativa INCORRETA. pelo instituto da intervenção da União nos Estados. por dois anos consecutivos. POR REQUISIÇÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual ou para prover a execução de lei. 137. INTERVENÇÃO ESTADUAL a. O Estado não intervirá em seus Municípios. é correto afirmar que: (a) é fenômeno meramente retórico na medida em que inexistem instrumentos jurídicos para sua proteção. sendo protegida juridicamente. PRESSUPOSTOS FORMAIS ESPONTÂNEA: 1. não aplicação do mínimo da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. 75 . a) DISPENSA DE CONTROLE POLÍTICO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA (36. (d) a eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito for anulada através de sentença judicial. II). (b) deixar de ser paga. PRESSUPOSTOS DE FUNDO c. ausência de prestação de contas (35. DEFESA DAS FINANÇAS PÚBLICAS: suspensão do pagamento da d í v i d a f u n d a d a p o r d o i s a n o s consecutivos. ordem ou decisão judicial. salvo motivo de força maior (35. (c) não constando do rol das cláusulas pétreas. na forma da lei. (b) integra as chamadas cláusulas pétreas. exceto quando: (a) não forem prestadas contas devidas.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr Nacional é dispensado. desafia mecanismo de proteção de feição exclusivamente política. 6.

(c) a criação de novos Municípios através de lei complementar federal. Assinale a alternativa incorreta: (3º Exame 2006) (a) o descumprimento de lei estadual pelo Estado configura causa de intervenção federal. (b) a possibilidade de fiscalização abstrata da compatibilidade das leis municipais em relação à Constituição da República. que especificará a amplitude. 140. no que couber. (b) a não-aplicação pelo Estado na manutenção e desenvolvimento do ensino. Assinale a alternativa CORRETA: (1º Exame 2006) (a) a União poderá intervir nos Estados para assegurar a aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais. se couber. compreendida a proveniente de transferências.Professora Cibele Fernandes Dias Knoerr (d) é princípio sem efetividade porque a própria Constituição dispõe que os Municípios serão criados por lei estadual. da legislação estadual. o prazo e as condições de execução e que. (b) O Estado poderá intervir em seus Municípios quando deixar de ser paga. na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. (d) a competência legislativa suplementar. configura causa de intervenção federal no Estado. sem motivo de força maior. será submetido à apreciação do Câmara dos Deputados ou da Assembléia Legislativa do Estado. (d) o desrespeito da autonomia municipal pelo Estado configura causa de intervenção federal. É manifestação da autonomia constitucional consagrada aos Municípios: (a) a atribuição exclusiva de competências concorrentes com os demais entes federativos. por 3 (três) anos consecutivos a dívida fundada. 139. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. (c) o descumprimento pelo Estado de decisão judicial estadual configura causa de intervenção federal. do percentual de receita exigido na Constituição. 138. (c) o decreto de intervenção. 76 . nomeará o interventor. (d) cessados os motivos da intervenção. as autoridades afastadas somente voltarão aos seus cargos após determinação do Chefe do Poder Executivo respectivo. (e) a intervenção direta da União nos Municípios que deixarem de prestar contas ao Tribunal de Contas do respectivo Estado.

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