O livro fala sobre as reflexões feitas a partir de suas experiências no cotidiano escolar e propostas inovadoras para o currículo.

Ele faz crítica aos órgãos de decisão escolar, que julgam que qualquer inovação só pode vir de algo acima da escola e não partir de dentro dela. Para ele, é importante que as decisões, as mudanças, planejamentos enfim, sejam elaborados por todos os que vivem a situação escolar de perto, ou seja, profissionais e alunos, pois as mudanças e estratégias para melhoria, cabem à quem vivencia o cotidiano escolar em sua totalidade, participando ativamente dos problemas e de tudo o que necessita de reforma. É um erro julgar os professores chamando-lhes de mal preparados, as escolas de desestruturadas, fala-se dos desperdícios, entre tantos outros. Problematizar o assunto não resolve nada, é preciso achar a causa e tentar combatê-la. Se as críticas veem de fora, porque nunca enxergam e afetam o alvo do problema? É preciso mais que apenas rever o estilo oficial de inovação, mas treinar os professores, fazer com que hajam perspectivas para que saiam de suas rotinas. Outra crítica a um estilo errôneo de inovação é contra limitar a função social da escola, é preciso redefinir os saberes e as competências a serem aprendidos pela infância e juventude, a escola não pode transmitir conteúdos obsoletos, pois dessa forma, perde sua função social. Para inovar a educação é necessário inovar os conteúdos, pois inovar a escola é sinônimo de mudar o currículo. Sobre pensamento crítico, percebemos a importância tão relevante para o pensamento escolar em geral, pensamentos que superam a visão normativa relativa em relação ao que fazer e como fazer dentro da escola, bem como nas salas de aula. É preciso superar a inocência das análises sobre a escola, sobre o saber que transmite e sobre as competências que ensina. O autor fala da dificuldade que as escolas tem sobre a quem compete o controle do saber e o que selecionar, pois as questões sobre poder, inserção social e consciência dos direitos e deveres, tem se tornado cada vez mais tensas. Inovar nesse caso, não significa apresentar modelos curriculares, definir parâmetros e depois treinar professores para que melhor transmitam os conteúdos tidos como mais contemporâneos, inovar é, antes de tudo, redefinir os critérios de seleção e de organização dos saberes escolares, mudar concepções, desenvolver nos professores uma consciência crítica para que

PROPOSTAS PEDAGÓGICAS OU CURRICULARES: SUBSÍDIOS PARA UMA LEITURA CRÍTICA O capítulo discute que a prática pedagógica não é transformada com base em propostas bem escritas. contém um projeto político de sociedade e um conceito de cidadania. uma aposta. de forma coletiva e organizada. Mais a frente. Isso é fundamental quando pretende-se inovar a escola. assim é possível redescobrir sua centralidade. os jovens e os adultos que freqüentam as escolas e a população em geral pudessem pensar a educação que temos hoje. os profissionais. “Pensar a realidade não é fazê-la. os tempos e espaços. as relações escolares. o autor fala da falta de interesse dos professores de educação básica para com a nova LDB e para com as publicações sobre ela e da falta de interesse para com os PCN. é necessário confronto de idéias e de tempo para a tomada das decisões organizadas. deixando intocadas as práticas. não estando em sintonia com os atuais problemas vividos pela escola e consequentemente por seus profissionais. questionar e mudar para conquistá-la. a estrutura. e compreender o que precisamos fazer. portanto não pode trazer respostas prontas apenas para serem implementadas se tem em mira contribuir para a construção de uma sociedade democrática. Do ponto de vista da autora. é fundamental a ressignificação dos conteúdos dos programas. porque sendo parte de uma dada política pública. nossa tradição pedagógica centrou a inovação na reforma de conteúdos e programas. Faz-se necessário uma nova proposta para a educação.possam questionar o conhecimento tido como oficialmente válido e recriar criticamente os conteúdos que transmitem. a transformação exige condições concretas de trabalho e salário e modos objetivos que operacionalizem a ampla participação na produção da proposta. um desafio. é ocultá-la ou redimensioná-la. discutir a que queremos. seria um novo convite. por vezes. .” Na visão do autor. o pior de tudo é que perdemos mais uma rica e interessante oportunidade de provocar situações nas quais. as crianças.

o eixo deveria ser central no que diz respeito à cooperação técnica a ser desenvolvida e à formação necessária dos profissionais. mas são necessários objetivos. que mecanismos de avaliação estão sendo planejados. aliás. SP:Papirus. não é um fim. Currículo: políticas e práticas. etc. vários meios que não levam a um único lugar.Uma proposta pedagógica é construída no caminho. Campinas. . 2010. Bibliografia: MOREIRA. Resenhando sobre o conteúdo do livro entendo que as propostas pedagógicas são caminhos a serem percorridos constantemente. mas um meio. Trata-se de conhecer como está sendo construída a proposta em questão e como sua experiência acumulada é registrada. Antônio Flávio Barbosa. como uma viagem onde o que importa não é chegar e sim percorrer os caminhos fazendo sempre o melhor e tentando sempre acertar. no caminhar e toda proposta pedagógica tem uma história que precisa ser contada. Na visão do autor.

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