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corações em ira

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Jessica 116.

1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter

DUTY, DESIRE AND THE DESERT KING

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mas. elausava lentes de contato. Jamie não p r e c i s a v a saber dos detalhes embaraçosos do encontro de 3 anos a t r á s . S h a r i f . espantada. e não por causa do irmão mais moço do rei Sharif Fehr. A m e n s a g e m e r a c u r t a e s i m p l e s . a assistente de Rou. Khalid deveria estar enganado.Pela primeira vez em 15 anos. Portanto. Ele expirou com dificuldade. e simp o r K h a l i d . s e u i r m ã o c a ç u l a .— O quê? — Rou recolocou os óculos e fitou Jamie.— Não tenho tempo e não quero vê-lo. acima de tudo. — Por quê? — Você disse a ele que não teria tempo de vê-lo em Portland o u e m Seattle. Zayed sentiu que possuía um coração e quee l e s e p a r t i r a . Ela disse a si mesma que tremia por causa do cansaço. um príncipe do desertosem preocupações. d e s a p a r e c e r a : s e u a v i ã o c a í r a e m algum lugar do deserto do Saara..— Você o conhece? — perguntou Jamie. na privacidade de seu quarto de hotel. O filho de Sharif tinhaapenas três anos e não poderia governar. e. Ele era irmão de Sharif.— Como assim. Bastava saber que ela jamais respeitaria ou confiaria num homem como . Canada O SHEIK Z AYED Fehr está aqui e m Vancouver? — repetiu a Dra. ele já teria ouvido alguma notícia antes de receber acorrespondência. confusa. masvárias vezes. pensou Rou. Rou desprezava playboys e grandes astros.— Quero dizer aqui.— Sim. mas a ovelha negra da família. no hotel. Zayed precisaria se casar e voltar para casa. Capítulo Um Vancouver. seu irmão mais velho. As mãos de Zayed tremeram. e Zayed fora feitono mesmo molde: bonito. odiava a facilidade comque satisfaziam os próprios desejos.. — Acho que ele não irá embora antes de vê-la.— Nós nos conhecemos — disse Rou com fingida indiferença. Em geral. apertandoas mãos.tirando os óculos com mão trêmula e esfregando o nariz. após uma turnê de sete semanas em que promovera o seu livro. preferiaos óculos. rico. não uma. Ela não fora enviada pelo rei. aqui? — perguntou Rou. — Jamie sorriu nervosamente. famoso. ansiosa. preocupada. Sefosse verdade. o homem que a humilhara e magoara como nenhum outro. Não podia ser verdade. detestava Zayed Fehr.Jessica 116. Rou Tornell. Rou fez um gesto de aborrecimento. A partir daquelemomento.o sheik Zayed. sem senso de responsabilidade e sem educação. Parece que é urgente:assunto de vida ou de morte. Ele não costumava se emocionar. e ele fora dado como morto. Zayed seria o rei. frívolo e egocêntrico. Tudo girava em torno dele. Uma pontada aguda feriu seu coração. porémmal conseguia respirar.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter Monte Cario O sheik ZAYED Fehr releu a carta escrita no grosso pergaminho usado pelafamília real. ele voou até aqui.Aquilo era o tipo de coisa que seu pai diria. Ele está aqui — disse Jamie. K h a l i d f o r a direto. Sharif. s e u a m a d o i r m ã o .

engolindo em seco. Projeto Revisoras4 . P e n s e i q u e v o c ê t e r i a t e m p o .. Ela mesma. e r a a g r a d á v e l e ef i c i e n t e . se dei-xara impressionar. mas isso não faz dele um homem bom. A assistente de produção só chegará dentro de meia hora e você vai se maquiarno estúdio de TV. J a m i e t r a b a l h a v a a r d u a m e n t e .— Ele é muito bonito — disse Jamie. Zayed em sua suíte. Ele está aqui. irritada. entusiasmada. — disse Jamie.— Há quanto tempo ele está esperando? — perguntou. ele era charmoso e carismático.e as mulheres caíam a seus pés. corando.ZayedFehr. — Rou juntou seus papéis para disfarçar opânico. na ante-sala. umafortuna ultrajante e um poder indescritível.— Na minha suíte?— E l e e s p e r a q u e v o c ê o r e c e b a . Além de bonito e rico. —Ele parece desesperado para vê-la..— Você o conheceu?— Bem.R o u a g a r r o u a b e i r a d a d a m e s a p a r a c o n t e r o t r em o r .— Há meia hora. com as mãos suando frio e oc o r a ç ã o d i s p a r a d o .. — Ele tem um corpo perfeito. a fria e racional cientista. Rou queria gritar que sim..— Tem razão — suspirou Rou.— Não — ela respondeu.— Ele me pareceu muito simpático. C l a r o q u e t er i a tempo... Sim. A a s s i s t e n t e e s t a v a q u a s e c h o r a n d o . R o u n ã o p o d e r i a c u l p á . O problema é que não desejava desperdiçar nem cinco segundos com Zayed Fehr. esperando-a do outro lado da porta? — Eu fiz algode errado? — perguntou Jamie. — Ela viu a expressão de Rou e apressou-se a esclarecer.l a p o r f i c a r encantada com Zayed.— Pensei que você teria cinco minutos — insistiu Jamie. nervosa.

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pedante e tensa. dominado pelo luto. Agora. palestrante internacional e casamenteira profissional. Tornell vai recebê-lo agora — disse ela corando —. ele não estaria ali. O irmão e a cunhada jamais lhe pediram algo. a s s i m c o m o o sofrimento infinito e silencioso de Khalid. em Sarq. — Mande-o entrar. Talvez por isso ele se comovera. um governante. As quatrocrianças estavam chocadas. porque ela dará várias entrevistas esta tarde. e talvez até deprimida. e encontrara Khalid. a experiência de Zayed lhe mostrara que ela era s e v e r a m e n t e reprimida. Todos nós precisamos. encontrou-a sentada do outro lado de uma m e s a. sem pedido des o c o r r o . Preciso de você. Khalid murmurara ao se despedirem. Todos recorriama Sharif. E s t á c e r t o .— A Dra. ela tinha a reputação de ser a melhor ems e u r a m o. Entretanto. d i a n t e d e u m l a p t o p . autora de best-sellers. Zayed também passaraalgum tempo com a esposa de Sharif. Aop e n s a r n e s t a ú l t i m a q u a l i f i c a ç ã o .Volte para casa.. mas quando se tratava deRou Tornell. .Na ante-sala. de repente. era impossível evitar. Rou Tornell exalava o calor de um cubo de gelo. — R o u endireitou os ombros e prendeu o lindo c a b e l o l o u r o W a t r á s d a o r e l h a . Zayed esperava ser recebido pela Dra. e e r a d i s t o q u e e l e p r e c i s a v a . nem que K h a l i d n ã o d o r m i s s e h á d i a s . O senhor terá apenas alguns minutos. e l e s o r r i u . ele gostava de chuva. mas anos de experiência como terapeuta a haviamensinado a não demonstrar suas emoções. Embora Sharif alegasse que ela era apenas o b j e t i v a .— P o r q u e n ã o m e d i s s e a n t e s . apenas quatro anos mais velho que ele. P a r a e l e . e com os sobrinhos. Jesslyn.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter Rou ficou desanimada. Ela era a mulher mais fria. ? N ã o i m p o r t a . Ninguém sabia o que acontecera. P o r l e i . Q u e m p e n s a r i a q u e a h u m i l d e protegida de Sharif se tornaria uma palestrante internacional. não de sol. Elepensou que era típico de Rou Tornell estar sempre ocupada e se fazendo deimportante. O palácioestava pior do que ele imaginara. E l a u s a v a ó c u l o s e s e u s l o n g o s c a b e l o s l o u r o s estavam displicentemente presos atrás das orelhas. mas deixe claro que ele só terá cinco minutos — disse em vozfirme e de cabeça erguida. odeserto não estava mais em seu sangue. No dia seguinte faria uma semana queo a v i ã o s i m p l e s m e n t e d e s a p a r e c e r a s e m sinal de alerta.— Não há problema — Zayed respondeu sorrindo e seguindo Jamie. Ao entrar no quarto. Agora. o centro da família. n o 1 4 ° d i a Z a y e d a s s u m i r i a o t r o n o .Jessica 116.o r o s t o d e J e s s l y n e s e u s o l h o s e s p a n t a d o s o p e r s e g u i a m ..Jamie abriu a porta. morreria? Quem poderia prever a queda do avião? Zayed fechou os olhos esentiu uma dor no peito. Osarranha-céus e os apartamentos de cobertura agora eram o seu lar. . Não admira que Jesslyn parecesse um fantasma. Loura. Porém. Sharif sefora. e muito menos uma casamenteira? Quem diria que a tímida professora entenderia algo sobrea t r a ç ã o s e x u a l e s o b r e r e l a c i o n a m e n t o s a m o r o s o s ? Z a y e d e r a c a v a l h e i r o demais para fazer comparações entre as mulheres. O m u n d o d e l e s v i r a r a d e c a b e ç a p a r a b a i x o e jamais seria o mesmo. a rocha. o mais velho.Ele voara para casa. antes danoite de autógrafos. pelo sofrimento e pelo medo. A a s s i s t e n t e s a i u discretamente e Projeto Revisoras5 . Sua dor parecia maior e mais intensa agora do que aoreceber a notícia cinco dias antes. seu lugar não era em Sarq. que tentaria cuidar detudo até que ele pudesse voltar e assumir seu lugar.mas quem poderia imaginar que Sharif. empertigada econvencida que eleja conhecera. mas receio que o tempo seja curto. e sua personalidade eratão interessante quanto um. desesperadas e sentiam a falta do pai. Rou Tornell. Se não fosse pelo irmão. magra. p a r e c i a impossível: ele não era um líder.

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um dos maioresastros de cinema de sua época. segundo Jamie.— Não imagino como possa ajudá-lo — ela disse friamente. E n t r et a n t o . Rou reviveu o fim de semana em que haviam se conhecido d u r a n t e o c a s a m e n t o d e L a d y P i p p a C o l l i n s .— Parece? Não para Pippa. Sentia-se envergonhada por ele tê-lamagoado. aproximando-se. não é?De repente. Z a y e d e r a incrivelmente lindo.— Eu não diria ansioso. O pai dela.— Lady Pippa teve dois filhos? Ela tem estado bastante ocupada. Zayednão era artista.— Boa tarde. queixo não . — Eu nãopoderia deixar de lhe apresentar minha amiga. irritada porques e u p u l s o a c e l e r a r a . Ela teve dois filhos nesse ínterim. Rou endureceu o queixo. Pippa os apresentara durante a recepção.— Parece que foi ontem que nos conhecemos.— Rou sustentou o olhar de Zayed. A percepção que tivera do caráter de Zayed se tornara o título de seu segundo best-seller: "Ele não é um príncipe — Como reconhecer os homens maldosos. e fazia o que queria. mesmo magoando os outros. ele pensou com cinismo. E l a n ã o g o s t a v a d e l e . a l g o d e p o s i t i v o r e s u l t a r a d o e p i s ó d i o h u m i l h a n t e e d o l o r o s o .s e d e c o m o e l e d o m i n a v a o ambiente com sua imponência e sua elegância. Ela não deveria admitir que um homem como ele tivesse tal poder.o p o r c o n s i d e r a ç ã o a Sharif. Como Sharif. E s q u e c e r a . Ele era maisa t r a e n t e d o q u e e l a s e l e m b r a v a . Sharif deveriacomparecer. quando e como desejava. — Rou sentiu um sobressalto ao vê-lo se aproximar. — Estou meio apressada. zombado dela.t i n h a o m b r o s l a r g o s e a c i n t u r a e s t r e i t a . Esqueça o cubo de gelo.os impostores e os trapaceiros e encontrar o verdadeiro amor". que lhe t i v e s s e provado que ela jamais deveria confiar num homem e que jamais encontraria um amor verdadeiro. mas não pudera e mandara s e u i r m ã o m a i s n o v o . S e S h a r i f e r a b o n i t o . observando que ela não mudara e quejamais mudaria. e m Winchester. — Dois anos?— Três. costumava produzir o mesmo efeito. sheik Fehr — cumprimentou Rou. mas um sheik que se comportava de maneira mais ocidentalque a maioria dos ocidentais. ele era bem mais alto que ela. — Tanto tempo assim? — ele retorquiu com um sorriso frio. — Faz algum tempo — ele disse. você está ansioso para me ver. em seu lugar.— Sheik Fehr — Pippa dissera. Tinha olhos e cabelos negros. Tornell. além da fortuna dafamília. Possuía milhões de dólares.mas. r e c e b e r a . Odiava que ele a tivesse magoado. Dra. — Ele se levantarade maneira imponente e elegante. apesar de seu coração disparar. Rou Tornell.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter fechou a porta.Zayed notou o tom gélido e apertou os lábios.Jessica 116. Ela oo d i a v a . parando diante da mesa do sheik. o p r í n c i p e Zayed Fehr. Elaé um iceberg. Determinado seria a palavra mais certa.

como psicóloga. já que a maioria dos homens bonitos é egoístae i m p i e d o s a . Em parte. em torno dos 32 ou 33 anos. q u e r i a g o s t a r d e l e p o r s e r i r m ã o d e S h a r i f . ela já ter ouvido de tudo. Era o protótipo da beleza. estamos aqui. mas um homem maduro.muito quadrado. Foi ela quem me apresentou a Henry.— Q u e s o r t e — e l e d i s s e r a n u m t o m d e i r o n i a q u e R o u j a m a i s o u v i r a . P o r o u t r o l a d o . Projeto Revisoras6 . apesar de. Pippa estava tão feliz quenão percebera. há um ano. — Graças a Rou. ela sabiaque jamais poderia confiar nele.m a s e x t r em a m e n t e m á s c u l o n a r i z r e t o e m a ç ã s d o r o s t o p r o n u n c i a d a s q u e fariam inveja a qualquer modelo.Os olhos do sheik Fehr brilharam. Rou reparara que ele não era um jovemde 20 anos.

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Ficara atraída por ele e percebera queZayed também estava atraído por ela.O nome é F-eh-r. r o ç o u . q u e r i a u m a esposa? Ela mal sufocou uma gargalhada. sheik Fehr?— S e t i v e s s e a t e n d i d o m e u s t e l e f o n e m a s . Sharif pretendia responder uma mensagem de Zayed. Q u e r d i z e r . Rou. Ele deveria estar brincando. Havia tempo que ela não tinha um encontro. quando ele a colocou num t á x i . mas ele não sorriu.— As coisas mudaram — disse ele sério.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter — R o u . r e n o m a d o p l a y b o y . T o r n e l l t e m u m v er d a d e i r o d o m . Zayed Fehr. Ele usava um bonito terno e uma camisa branca.l h e o r o s t o c o m o s l á b i o s e e l a t e v e a c e r t e z a de que logo ele aconvidaria para um encontro de verdade. — Não tenho mais opção. sempre curiosa. e todos acabaram em casamento. Um manequim de loja. nem piscou.— Estive viajando — respondeu secamente. Sharif prometera não contar. sheik Fehr?— Você podia pegar sua papelada e começar a preencher os formulários. Ela tem o calor eo charme de um manequim de loja.— Sim — disse ela simplesmente. Para sua surpresa. e ele fazia comque ela se sentisse bonita e fascinante. v o c ê s a b e r i a — e l e d i s s e .Rou o examinou por um tempo. Vou Projeto Revisoras7 . O p i o r é q u e p e r c e b i q u e e l a gostou de mim. a D r a . Não admirava que as mulheres Se encantassem. mas. Preciso soletrar?— Não. — O que posso fazer por você. maçante.A alegre Pippa se afastara..— Por que uma esposa agora? Você sempre declarou não ser favorável aocasamento. por você. atendendo a um aceno do marido.Jessica 116. Mais tarde. Era exatamentecomo ela se lembrava: profunda e firme. Rou se lembrava muito bem dos detalhes daquela noite e do calor do corpo de Zayedenquanto dançavam. sem gravata. Ele a escutara rira de suasbrincadeiras. — Ela rangeu os dentes ao ouvir a voz irônica. O primeiro nome é Zayed. " — Você ainda promove casamentos? — disse Zayed naquele momento. D á p a r a acreditar? O nosso é o centésimo casamento que ela faz. A únicavantagem é que ele nada sabia. enviara o e-mail para ela. assim como ela. mas a atração obviamente não foi recíproca. — Deixei várias mensagens para você. A gentileza dele a cativara . O cabelo estava mais curto do que quando o conhecera. Conversaram durante horas. Porém. falara sobre o próprio trabalho. .— O que faz aqui? — perguntou ela. rouca o suficiente para parecer uma carícia. .— O que posso fazer. As horas que passaram juntos foram deliciosas. de alguma forma.Rou esperou o fim da piada. o s o l t e i r o m a i s r i c o e f a m o s o d e M o n t e C a r i o . ela pensou. odiando reviver o episódio. e a deixarasozinha com o sheik. não fosse por um email de Sharif querecebera por engano. de fato. Ele percebera o erro antes d e l a e l i g a r a p a r a s e d e s c u l p a r e p a r a l h e p e d i r q u e a p a g a s s e a r u d e mensagem sem ler.— Talvez você precise atualizar sua tecnologia. corando. Comofora estúpida! A vergonha a fez falar secamente. Zayed a convidara para sentar e os dois passaram o resto da noite juntos. sentando-se numa poltrona. lera o e-mail: "Passar a noite com elaf o i c o m o p a s s e a r n u m m u s e u — maçante — mas você agüenta porque se c o n v e n c e d e q u e es t á f a z e n d o u m a b o a a ç ã o . sem mencionar os e-mails.. Preciso de uma esposa. As mãosdela tremeram. Ela já formou cem pares. ele n ã o t e l e f o n a r a e R o u jamais saberia o que ele sentia por ela.— Tenho 36 anos. Maçante. dançarame saíram juntos da recepção para tomar um último drinque num bar.

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Talvez houvesse outro reino ou alguma tribo do deserto que precisasse de umsenhor feudal. mas.Jessica 116. Rou se lembrou de que precisava mudar de roupa e se pentear.— Se você realmente quisesse uma esposa. E. vício. nem uma esposaagradável. Isso não quer dizer que.— Ela foi sua cliente há um ano. quando o fizer. você não encontraria sozinho uma c a n d i d a t a disponível. É p r e c i s o t em p o e pesquisa para encontrar um companheiro compatível. O sheik a conquistara e. Lembra-se dela? Magra. e q u i v a l e a u m a desintoxicação. É por isso que estou aqui. — Ela não sentia o menor remorso. depois dea l g u n s m e s e s . Ela percebera que precisava ajudar a pobre moça. deverá estar casado. Jamais condenaria alguéma passar a vida com ele. foram necessários meses de paciência e habilidade para tirá-la do f u n d o d o p o ç o . Rou se lembrou de sua mãe. Projeto Revisoras8 . a a b a n d o n a r a . R o u c o m p r e e n d e r a q u e o a m o r e r a a m a i s p o d e r o s a d r o g a conhecida pelo homem. 26 anos. Nenhum homem pode ocupar otrono antes de completar 25 anos e. mas sua expressão não era amigável.Zayed sorriu. Faltavam-lhe informações.— Não quero uma candidata disponível. O cérebro subitamente privado de alguns neurotransmissoresq u e o a l i m e n t a v a m i m p l o r a p e l o s er a m a d o . Quem ele pensava ser? Como podia ser tão insensível eegoísta. creio que conseguiriaencontrá-la. Tornell. — Sei que ela veio consultá-la — acrescentou Zayed sem expressão. Se fosse o caso. P a r a o u t r a s p e s s o a s . mesmo comsua ajuda. cabelos ruivos. melhor. quando dá errado. e sim uma sensaçãod e p o d e r . mas Zayed não as fornecera e ela não pretendia perguntar. — S i n t o m u i t o . Além disso.. O reiprecisa ter uma esposa. você vai me ajudar?— Não. Isso a faz recordar?Claro que Rou se lembrava de Angela. c o m u m p o u c o de esforço. Você é especialista em relacionamentos e pode encontrar a mulher perfeita para mim. deixaria que minha mãe a escolhesse. T o d o s s a b i a m q u e S h a r i f e r a o r e i d e S a r q . Amor é loucura. deleite.— N ã o p o s s o — e l a r e s p o n d e u br u s c a m e n t e . — Fui eu que lhe dei o seu nome.. Não querouma noiva qualquer. — U m c a s a m e n t o n ã o d e v e s er a p r e s s a d o . R o u s e r e c u s a r a a a t e n d e r a m o d e l o . Q u a n d o s e e s t á s o b o ef e i t o d o a m o r . u m c o r a ç ã o p a r t i d o e q u i v a l e a u m a f o r m a d e m o r t e . i n t r i g a d a . mas que nãoconseguira fazer seu pai feliz. e e s t a t e n t a r a s e suicidar. — E l a n ã o sentia. você não seencaixa no perfil dos candidatos com quem trabalho. Pensei que poderia ajudá-la. Jamais encontraria uma mulher para Zayed.R o u o b s e r v o u . p r e c i s o m e p r e p a r a r p a r a o m e u próximo compromisso. Jamie bateu na porta. n e c e s s i t a d e c o n t at o e d e s e r inundado pelos hormônios produzidos em sua presença. De modelo passou a estilista de bolsas. Depois de 12 anos dee x p e r i ê n c i a . entrou e acenou para o relógio.o . é destrutivo. Dra. Quanto menos soubesse. P o r c a u s a d e s e u s sentimentos pessoais emr e l a ç ã o à Z a y e d . De repente. — S e m e d á l i c e n ç a . e a lei assim o exige. Ela sel e v a n t o u . s h e i k F e h r . Ele era desagradável e queriaque ele fosse embora. admirada e invejada no mundo inteiro.. Negativo.— Estou com pressa.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter assumir o trono de Sarq.— Eu não conheço. uma famosamodelo inglesa.— Já percebi — retrucou ela com sarcasmo.. quero a esposa certa.— É por causa de Angela Moss? Rou se espantou. aparecendo para lhe pedir ajuda depois de tanto tempo?— Então.

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— Ela sorriu... capachos. Angela lhe dissera que Zayed usara sua incapacidade de amar como motivo para romperem seu relacionamento. Era o clássico narcisista. — Desculpe — ela disse. com base na minha experiência pessoalcom você.— Por que não?— Eu já lhe disse. Agora você vê por que eu não poderia trabalhar com você depois deatender Angela. como se fosse evidente.— Então. você tem consciência.— Desculpe interromper de novo. — Ela firmou a voz.— Você a mandou para mim? — Ela balançou a cabeça. Você me deu uma razão pessoal.— Eu mudei — disse ele. encarando-a. Eu quero uma razão profissional.— É muito simples.— Talvez você devesse parar de sair com mulheres que têm cérebro e coração. porque ele jamais se apaixonaria eela o amava cada vez mais. — Ela se inclinou sobre a mesa..— Você disse a Angela que jamais se casaria que nunca se apaixonaria e que éincapaz de amar. não é?Jamie abriu a porta.— Não. bonecas.— Não estou zangada..— Não precisa? — ele repetiu.— Eu não a amava. robôs.— Isso tudo com base nos seis encontros que tive com Angela? Não. — Interesse de quem?— Seu. e que. — Você é psicóloga. com necessidades próprias. N ã o p o d e r i a v e r a s i t u a ç ã o i s e n t a d e preconceitos. você é uma cientista. mas não queria magoá-la. ela respondeu intimamente. — Não gosto d e v o c ê . — Elas não serão magoadas quando você as dispensar. pedindo mais cinco minutos. Rou se voltou para ele. — Por quê?— Eu estava preocupado com ela — replicou ele. O pai de Rou também sóamava a si mesmo. N ã o d e v e r i a t er d i t o a ú l t i m a f r a s e p o r u m a q u e s t ã o d e sigilo. porque jamais lhe revelaria que sabia o que e l e pensava dela. Assim que ela se foi..1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter Rou sentou novamente.Ele era muito arrogante!— J á s e i d e m a i s s o b r e v o c ê . Mas nada disse. Projeto Revisoras9 . não se faça de obtuso. M i n h a c l í n i c a é um s u c e s s o e t e n h o m u i t o t r a b a l h o . s h e i k F e h r . mas sua acompanhante chegou Dra.Rou olhou-o com desdém. posso me dar ao luxo de ser seletiva.— Isso não é possível. Jamais trabalharia com você.— Deixe que eu seja clara. portanto. Haveria conflito de interesses. — Isso foi inadequado.— O que está sugerindo? — ele perguntou. portanto. sheik Fehr.— Não é? — Ele sustentou o olhar de Rou..— Porque eu não amava Angela?— Porque você não ama e é incapaz de amar — explodiu ela e trincou os d e n t e s . Fazia parte do sigilo entre p a c i e n t e e terapeuta.— Marionetes.Jessica 116.R o u p e r c e b e u q u e J a m i e a i n d a e s t a v a p a r a d a à p o r t a e f e z u m g e s t o. não acreditava poder ser fiel a uma mulher.— Você está zangada — ele disse surpreso. a b o r r e c i d a .Afinal. Os narcisistas não conseguem amar mais ninguém e nemver o outro como um ser separado. perplexa. Só não preciso de você. Ele a olhou com indiferença.

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e sim de valores.— S e t i v e s s e i n v e s t i g a d o .Rou perdeu o fôlego. e esperou a porta fechar.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter Tornell.— Isto é baixo e ultrajante. as informações básicas.. e talvez fosse mais fácil.. tudo. Dra.— Então. Há um país inteiro a minha espera. — Ele a desafiou com um olhar. — Jamais.— Não sei se todos sairiam ganhando.— Não se trata de dinheiro.— Pensei que você fosse uma profissional.Ela se afastou da mesa.— Então. Vamos nos encontrar para jantar. e todos saem ganhando.E l a s e c a l o u p o r q u e n ã o p o d e r i a c o n t a r a l g o t ã o p e s s o a l a u m h o m em como Zayed. sheik Fehr? Ele parou e se virou Projeto Revisoras10 .— Este é o problema — ele disse. pelo visto.— Preciso ir. Não seriacorreto. — Determinação — ele corrigiu.. Atendo cinco por cento das pessoas que me procuram.. J am a i s c o b r e i u m a q u a n t i a t ã o a l t a e n u n c a aceitaria. O perfil. Ele deu uma gargalhada amarga. — Você não me conhece. Ótimo. E n c o n t r e . — I s s o é r i d í c u l o .— Não. dá no mesmo. de ética. calculando que seriam oito milhõesd e d ó l a r e s . — É o suficiente para você esquecer suasobjeções? — Não! Eu não ligo para o dinheiro — ela disse. Ajude-me. Trabalhar com vocêcontraria minha ética e.— O tempo é fundamental. que só se importava consigo mesmo. e que. como se tivesse levado um soco.Se ela esperava abatê-lo. —Talvez você devesse fazer uma pequena pesquisa antes de tirar conclusões. assim como fiz antes de procurála. — Ela se levantou mais tensa do que nunca. nenhuma quantia faria com que eu me comprometesse..m e u m a e s p o s a e t e r á o s e u c e n t r o .— Não lhe peço para encontrar a cura do câncer. A c h o q u e é u m a t r o c a justa: eu consigo o que quero você também. Meu sucesso sedeve ao fato de ser criteriosa. mas não é verdade.— Cinco milhões de libras? — repetiu. faça seu trabalho. francamente. Tornell. Não preciso da sua aprovação. que é o melhor que sabe fazer..— Qual foi o resultado da sua pesquisa.— Eu sou.Começaremos esta noite. falhara.Jessica 116..— Nem mesmo cinco milhões de libras? Rou ficou espantada. mas necessito do seu tempo e da sua habilidade. Estou lhe pedindo para me arranjar uma esposa. Faço por que. levantando. s a b e r i a q u e n ã o a c e i t o q u a l q u e r um c o m o cliente. — Ele caminhou para a porta.. — Não sei se gostaria de poder. sem despregar os olhos de Zayed. Não posso representá-lo com neutralidade. pelo qual você tem lutado nos últimos sete a n o s . — Ela respirou fundo. eprometo recompensá-la muito bem. Ela está esperando no saguão do hotel — Rou acenou com a cabeça. mas Rou o deteve. Só trabalho com pessoas que acredito poder ajudar.— Você pode me ajudar. veja esse dinheiro como a verba que precisa para construir ocentro de pesquisas em Oakland. A simples oferta demonstra o seu desespero. Pensa que me conhece. — Oque faço não é por dinheiro. é a única coisa em que é boa.— Pelo que me diz respeito. perdendo a paciência.— E v o c ê t a m b é m n ã o f o i ? V o c ê m e j u l g o u e s e n t e n c i o u a n t e s d e n o s encontrarmos hoje.

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Ele podia ser implacável. um nobre de títuloa u s t r í a c o q u e n a s c e r a e c r e s c e r a n o d e s e r t o a u s t r a l i a n o e m c o m p a n h i a d a mãe. O v e st i d o d a n o i v a c i n t i l a v a c o m o s cristais bordados à mão no tecido delicado. Afinal. ao ser abandonada Projeto Revisoras11 Jessica 116. A música inundou a igreja enquanto o casal saía.Rou ficou muda.— Eu sei por que você é tão rígida e reprimida. três anos antes. Era perfeito. sabendo de antemão que Rou Tornell não estaria m a i s h o s p e d a d a n o H o t e l F a i r m o n t .Zayed pegou o celular. Ela amaldiçoara os homens e o amor.. Ralf era perfeito para Georgina: forte. mas este era e x c e p c i o n a l . três anos antes.Seus pais eram famosos e suas disputas durante o divórcio foram publicadas pela mídia. Em geral. Ao terminar um relacionamento. o contrário da atenção que elalhe dedicara na festa de casamento de Lady Pippa. m a s q u a n d o o casamento dos pais naufragara. bebendo suas palavras. as mulheres se jogavam sobre ele.— Você tem uma noite de autógrafos na Fireside Books às sete. Como é que ele sabia? Ela nunca contara a alguém. dentro de dois dias. bonito. Os convidados aplaudiram quando o noivol e v a n t o u o v é u d e G e or g i n a e a b e i j o u .D u r a n t e a i n f â n c i a . pressionando-lhe o peito. E l e d e s c o n f i a v a q u e e l a j á e s t a r i a a caminho da Áustria. ele tivera irmãs. dramática e violentamente. onde compareceria a mais um de seus famososcasamentos. Irei buscá-la às nove. começara a procurar umhomem ideal para ela. Encontrara o barão Ralf van Kliesen.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter para ela. suas brigas exploradas pelos tablóides. certamente. mais máquina que mulher. Amiga de infância de Georgina.mas terno. independente. . e seus olhos se encheram de lágrimas. Ele também fora convidado parao casamento de Ralf com a princesa Georgina. Eu os declaro marido e mulher. A luz nos olhos da n o i v a b a s t o u p a r a f a z e r o c o r a ç ã o d e R o u s e contrair. Georgina encontrous e u p a r . Ele sempre as tratara bem. meiahora antes de terminar a noite de autógrafos. Os dois lutaram pela custódia de Rou.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter no altar. O nó na garganta de Rou cresceu e seespalhou. que a amasse para sempre.. alegando u m m a l estar. Era algo inusitado. A v i r g e m d e g e l o p r e f e r i r a f u g i r a encontrá-lo. sua vida mudara. e sim com o divórcio de seus pais.Ele saiu. Ela es-t a v a t ã o f e l i z q u e b r i l h a v a m a i s q u e os candelabros da catedral de SantoEstevão. mas ne -nhum deles a queria de fato. mas doce e carinhoso. Capítulo Dois Rou NÃO estava na Fireside Books quando ele chegou para buscá-la. que partiu seucoração. sentir-se abençoada. Boa sorte com a sua entrevista. Naquelanoite. Georgina fora profundamente magoada. Jurara nunca se tornar esposa emãe. mas não era um completo idiota. digerindo a informação. silenciosa e discretamente. Era disso que Georgina precisava: de um homem forte. Amar e ser amada para sempre. ele se certificava de que elas estavambem. A noite estava fresca e o vento arrastava as folhas v e r m e l h a s e a m a r e l a d a s p e l a c a l ç a d a . Zayed deu meia-volta e parou do lado de fora da l i v r a r i a . financeira e emocionalmente. Ela saíra mais cedo. Rou se recusara a aceitar que sua melhoramiga jamais seria feliz e. os telefonemas gravados ereproduzidos pela imprensa. e. inclusiveAngela. Rou Tornell se grudara a ele como velcro. brilhante. Os casamentos sempre a comoviam. Os noivos se viraram para encarara congregação e Rou conteve o fôlego ao ver a expressão de Georgina. R o u s e s e n t i r a s e g u r a e a m a d a .Nada tem a ver com dinheiro.Jessica 116.

Ele vinha na sua direção. m a l d i t o . Porém estava enganada.— Eu me comprometi com outros clientes.— Ou determinado — ele concordou. quase rindo. As pessoas se apaixonam por uma imagem. O que ele fazia ali? Ela sabia a resposta: ele pedira a suaa j u d a e e l a r e c u s a r a . Ninguém mais tinhaa q u e l a aparência e aquele andar. junto com tudo o que usaraenquanto casada.E l a e n t r o u n a l i m u s i n e e f e c h o u a g o l a d o e x t r a v a g a n t e m a n t o d e v e l u d o forrado de seda preta e com botões de diamantes que sua mãe usara duranteo lançamento de um dos filmes de seu pai. A belezad e s e u s p a i s e n c a n t a v a t o d o m u n d o . com o manto sobre os ombros. R o u s e e s c o n d e u n o b a n h e i r o durante 20 minutos. Rou ficou gelada.A limusine chegou ao palácio.A foto fora queimada havia muito tempo pela mãe. quando resolvo algo. e n ã o p o r m ot i v o s e x t e r n o s o u p e l a aparência. Ela hesitou diante da porta do salão de baile.— Como foi o seu evento em Vancouver? — ele perguntou como se fossemvelhos e bons amigos. a noite de outono estava perfumada e soprava uma brisa fria.na Inglaterra. e o p a l e t ó a c e n t u a v a o s o m br o s l a r g o s e s u a cintura. Você só está dificultando ascoisas mais do que o necessário.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter Rou se odiou por ficar corada. Não seria justo com eles que. Rou fingiu observar os convidados que chegavam. quando ele bloqueou-lhe a passagem. você diria que foi persistente — ela interrompeu bruscamente. Tornell. hoje de manhã você se encontrou com uma cliente em perspectiva. e acho que .— Fui convidado para o casamento.— Não é verdade. E preciso haver um laço de genuína compreensão. Rou se lembrou da foto dos dois sobre o tapete vermelho: a mãe sorria radiante. o gerente. Em pânico. pensou. mas é necessário que haja algo mais por detrás dela. cr e n ç a s e d e s e j o s .Z a y e d u s a v a um f r a q u e . No amor não s e t r a t a d e v e n c e r . — Não. conforme o combinado.. R o u desapareceu no meio da multidão e se refugiou no banheiro. Em Vancouver você me fez acreditar que p o d e r í a m o s trabalhar juntos.— Entretanto. — A única dificuldade é a sua incapacidade de lidar com a rejeição. m a s. a sua acompanhante e alguns leitores. respeito e cuidado. mantinha tranquilamente o controle de sua vida. — Ogerente da livraria me disse que o público foi menor do que o esperado. E l a n ã o e n c a n t a v a n i n g u é m . eu me dedicasse a um cliente novo.— Não acredito que tenha me seguido até aqui. Zayed já fora embora.Ao sair da catedral. entrei na livraria e encontrei o caixa. Dra. mas vocêjá saíra há muito tempo.. Ela alisou o tradicional vestido preto de Jérsey e entrou no salão iluminado por centenas dev e l a s . e m compensação. apesar desta contar. Não sabia se corara por ele ter descobertoque a noite de autógrafos não fora um sucesso.. até ouvir o som de trombetas anunciando a chegada dosnoivos. Concordou em me encontrar depois do s e u evento. n e m d e e x p l o r a r . Mal deraalguns passos de volta ao salão. agora. e os olhos dourados brilhavamintensamente.— Então. Não épossível. O a m o r é g e n e r o s i d a d e e t e r n u r a .Tudo o que desejavam era vencer. Ele era tentador. Este era o motivo pelo qual Rou juntava casais de acordo c o m s e u s v a l o r e s . ou por ele ter aparecido na livraria.. e eu não usaria a palavra seguir. onde Rou o descobrira ao completar 16 anos — dois anos depoisda morte de sua mãe. Rou estava mais emocionada do que gostaria. tentando se esconder. Andou de um ladopara outro. extremamente bonito. Rou sentiu a garganta seca e seu coração disparou. A pr i m e i r a p e s s o a q u e v i u f o i Z a y e d Fehr. Certamente. — Sou determinado e. Você ficou desapontada? — Não. Rou entrou e tirou seu precioso manto. não foi por isso que fugiu da cidade? Projeto Revisoras12 Jessica 116. O manto se salvara porque ficara esquecido na casa da avó. nervosa. Quando você não apareceu. Claro que era ele. A lua iluminava o céu. e l e a s e g u i r a . sempre consigo o que quero. Compareci e esperei. abençoando seu anonimato.

A s m o ç a s d e S a r q eram educadas para ser dóceis. R o u a t r a v e s s a r a a adolescência e chegara aos 20 anos tentando se recuperar. e o meu instinto me diz que você é perigoso. ela nãoconseguia raciocinar quando estava perto de Zayed Fehr.— Então.por consideração a Georgina. odiosas.— Estou falando sério. exposta. m ot o r i s t a s .advogados. Dra.Zayed observou a figura esguia. O tempo corria e sua mãe já procurava uma noiva para e l e e n t r e a s m o ç a s d e S a r q . g a r ç o n s . Semdúvida.— Eu lhe garanto que os mereci.Zayed riu. a s s i s t e n t e s . i n c l u s i v e a pr ó p r i a f i l h a . desaparecer na direção dasala de jantar. enfrentando a realidade?— Sim.— Fugindo de novo. Ele sorriu friamente. É i n t e r e s s a n t e c o m o o te mpo e o su ce sso modificam uma pessoa. tensa e desajeitada. Seuspais levaram sete anos para se divorciar. — Não consigo imaginar porque um homem poderoso como você me escolheu para ajudá-lo a procurar uma rainha. Divórcio. juízes. obrigada.— Você está me espionando?— E u n ã o .— Você tem talento e os casamentos que promove são duradouros.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter duvidar que seja uma cientista de fato.que lhe proporcionavam calor e segurança. pudera cumprir a promessa de trabalhar para evitar que outra c r i a n ç a o u f a m í l i a s o f r e s s e o q u e e l a s o f r e r a. sheik Fehr. h a v i a m d e s t r u í d o t u d o e t o d o s . porque como mulher eu o desprezo.— Ótimo. tribunal. Quando a conhecera. m a s s e t o r n a r a m a i s d u r a e f r i a . e. você não me interessa como mulher. m a s t e n h o s e g u r a n ç a s .ela saiu pensando que você irá atendê-la. Sua lógicadesaparecia numa nuvem de emoções nas quais ela não confiava. Rou ergueu a cabeça.Rou corou novamente. camareiros. Agora estava mais civilizada. mas você está tão enganada que chego a Projeto Revisoras13 Jessica 116. G e l a d a . Tornell? Você não é especialista em ensinar às mulheres a ser firmes e a encarar seus medos. Estava confusa. E r a o q u e e l e q u e ri a e v i t a r . mas. mas ele não se deixaria desencorajar pela rigidez deRou : precisava dela. Ela mudou. Não ouvi falar em nenhum divórcio até agora. — Ela se afastou com as pernas bambas. A sua amizade comSharif fora o fator fundamental para a sua cura. A simples palavra divórcio a apavorava. toda de preto. quando chegaram a um acordo.Rou sentiu um arrepio.— Já é tarde e eu estou muito cansada com a mudança de fuso horário.. . Em outra ocasião ela iria embora.. mas também as aconselho a confiar em seus instintos. ou que os seus diplomas de Cambridgesejam verdadeiros. porque é isto que desejo.— Tenho certeza de que sim. Ele providenciara para que elavoltasse à escola e tivesse dinheiro para cursar a faculdade.— Já percebi o quadro — disse ela friamente. e l a p e n s o u n o v e l u d o macio do manto pendurado no saguão e no quarto acolhedor do Hotel Bristol. resolveu ficar até que o jantar acabasse e o bailetivesse início. em vez de ficar aborrecido. Por algum motivo. comporte-se como uma cientista. ele pensou. ela era tagarela... Comoconseqüência . talvez devido ao sucesso. Sentia-se mal. compassivas. mentirosas. Alegações ofensivas.

p o r q u e n ã o s e n t i r i a c o n f i a n ç a e r e s p e i t o . e a coxa dele roçava a sua. Ele não era feio.— As duas coisas. Ele contemplou o entediante vestido preto e pensouse seria o mesmo do casamento de Lady Pippa. Ávidas demais. fascinada. aristocratas. sentindo ocorpo se aquecer perigosamente. Rou arregalou os olhos. em Nova York.Jamais uma delas conseguiria enfrentá-lo e ser sua igual. mas era extrema-mente habilidosa quando se tratava de formar casais. Resolvido a fazer comque o ajudasse. um misto de realeza.— Para sua informação. d o m e u i r m ã o . Ele não poderiac a s a r .Ele estava tão próximo que Rou notou os pontinhos dourados nas pupilascor de bronze e algumas rugas discretas no canto dos olhos.Zayed já quebrara muitas regras e desafiara algumas leis. furiosa. e eu o comprei naBarney s.Ele deu de ombros.— Vá embora. Ela sevirou para ele com um olhar frio e furioso. asmulheres ocidentais eram um problema. Elaso l h a v a m para ele e juntavam tudo: seu nome. mas acreditavana santidade do casamento. celebridades esocialites. a o v ê .— Você poderia usar uma cor mais favorável — ele disse. com os olhos mais escuros e a pele ruborizada. do meu povo.submissas e condescendentes. seu p o d e r .— Não posso Dra. s u a fortuna. — Não é verdade.— Vá embora — disse.s e d o m e u p a í s . todos vestidos por algum estilista em particular. O s l u g a r e s e r a m m a r c a d o s e e l e n ã o ficaria junto dela. feito num bom tecido. Preciso de sua ajuda.— Você está vendo o meu pedido como algo pessoal. Zayed r e c o n h e c e u q u e s e tratava de um grupo seleto. Portanto. o q u e transformaria a relação num tormento. — E l e c h e g o u m a i s p e r t o e s u a s cabeças quase se . tentador. sorriu e se inclinou para ela. Por outro lado. Você estámantendo um país inteiro como r e f é m .R o u a c a b a r a d e s e n t a r à me s a . Por quê? Você não gosta?Z a y e d p e n s o u q u e a c e r t a r a e m c h e i o . Você ficaria melhor com tonsrosados. E l a e s t a v a q u a s e bonita naquele momento. roçando o ombro no dela. Zayed foi atrás dela.— Há dez anos. — Este não é o mesmo vestidoque você usou há três anos?Ela se virou para ele e corou. T r a t a . a julgar pelo modelo. — Rou virou para o outrol a d o ..— É.s e c o m u m a d e l a s .— O preto é sempre elegante. seu título. Nunca dormira com uma mulher casada e jamaistrairia sua esposa. Todas caíam ávidas aos seus pés. oslábios tremendo de raiva. Rou mordeu olábio. A friae rígida Rou Tornell não tinha charme nem personalidade. contemplando os convidados. precisava encontrar a mulher certa. Rou parecia a únicaa ter se arrumado sozinha. este é um vestido de grife. O corpo de Zayedera firme.— Não posso.l a c o r a r . ele a deixa muito pálida. até que ela afastou a perna. mas ele é bem maisq u e i s s o . Tornell. o que não o impediu de puxar uma cadeira e sentar.— Eu já lhe disse que não pretendo ajudá-lo — ela respondeu. perfeita.— N ã o p o d e o u n ã o q u e r ? — E l a q u a s e e n g a s g o u q u a n d o e l e s e aproximou. pelo contrário..

ciente de que perdera ar a z ã o e o c o n t r o l e . Agora. Faça umaavaliação preliminar adequada. Sharif. e e l a s e n ti u o s d e d o s d e l e p e r i g o s a m e n t e p r ó x i m o s d e s u a p e l e . R o u f i c o u c a l a d a p o r u m m o m e n t o . — D i g a a l g u m a n o t í c i a d e S h a r i f ? Acabamos de saber. Ele a abafavaameaçava sua segurança. Fosse pelo perfume ou pelo calor do corpo dele. Dra. n a superfície. E l a n ã o e s t a v a c o m e l e .. Saiae me deixe em paz.. i n te l i g e n t e . f o r t e ? N ã o .. Dra. picante esedutor de Zayed..— Serei seu eterno devedor. abraçando Georgina. procurando uma saída. Estarei à disposição pelotempo necessário para completar o processo. Eu lhe disse.— O b r i g a d o — r e s p o n d e u R a l f . — Pensei que seria publicada depois demais alguns dias. — Eu lhes trago os v o t o s d e felicidade em nome de minha família. Tornell. Você n ã o f a l o u d e S h a r i f ..— Jesslyn estava.— Acalme-se. mas encontrou um para mim! — Ela recuou e Ralf se inclinou e deuum beijo no rosto de Rou. — Por favor. — Ela tremia da cabeça aos pés..— É mesmo? — perguntou Zayed. Vou lhe dar acesso à minha vida. Viena. menina malvada. agradecendo sua presença.. Preencha os formulários. sheik Fehr. c o m e x p r e s s ã o perturbada. transformava a racional cientista numagarota assustada. e l a retribuiu o abraço da amiga. Rou olhou em volta do salão. — Zayed baixou a cabeça e Ralf rapidamente ser e c o m p ô s .— Por quê?— P o r q u ê ? . q u e e l e s i m p l e s m e n t e desapareceu do radar? — insistiu Ralf. b e m . — A expressão de Zayed endureceu.. A l i v i a d a .— Rou. — Você disse que não existempríncipes..— Graças a você — sussurrou Georgina.s e e n v o l v i d a n u m f o r t e abraço. Tão.O c a s a l s e a f a s t o u . d e r e p e n t e ...— N ã o . ela sabia a verdade. Georgina. N e m a s c r i a n ç a s . — Estamos rezando por ele e p o r todos vocês.— Não posso! Você não me deixa em paz. Dra. e ela o desprezava por isso. Tornell. arriscava sua sobrevivência — algo que deveria serlevado a sério. Zayed confirmou. levantando. e ela não conseguia evitar. A televisão deu a notícia hoje cedo. Não devemos perder a esperança. vi u . Ela sentiu que afundava por culpa dele.— Você está linda — ela murmurou. D e ve r i a te r m e contado.Tudo daria certo.— Vá embora — disse. basta dizer uma palavra.— O que aconteceu com Sharif?— Ele está desaparecido.Ralf e Georgina trocaram um olhar.. Não era forte o suficiente. F o r a p o r i s s o q u e s a í r a d e V a n c o u v e r : Z a y e d F e h r a ameaçava abalava seu autocontrole. Sentira que ele era perigoso desde que o conhecera.— Sharif é tão. g r a ç a s a D e u s . Tornell. — Era para estarem todos juntos. o casamento. — Nunca vinoiva mais feliz.Rou respirou fundo para se acalmar e sentiu o perfume suave. o reino.tocaram. Erae s p e r t a .s u c e d i d a . — E um prazer — respondeu Zayed. O avião desapareceu há dez dias. mas sedeixara envolver e fora maravilhoso. investigue osantecedentes.— Não pretendo aborrecê-la. Sarq. — Os noivos cumprimentaramZayed calorosamente. onde estava? Procurei-a em todo canto! — A voza l e g r e d e G e o r g i n a i n t e r r o m p e u o tu m u l t o n a c a b e ç a d e R o u .— Não consigo acreditar — disse Ralf mais para si do que para os outros. Preciso. Ele fazia detudo para conseguir o que queria. m a s .. A p e n a s n o p a p e l .? — perguntou Georgina. Se houver algo que possamosfazer.R o u n ã o o u v i u o r e s t o p o r q u e .— V o c ê n ã o me c o n t o u — r e p l i c o u e l a c o m a voz embargada. Tudo estava bem. — Vocêmencionou o trono. Preciso de você. dando-lhe um tapa no ombro. sufocada. mas Zayed asegurou pela mão. os sentidosde Rou se aguçaram. Passou o braço em torno do espaldar da cadeira deR o u . — S ó quero que você me dê a mesma chance que dá aos outros clientes..— É v e r d a d e q u e n ã o e n c o n t r a r a m o a v i ã o .

S a t i s f e i t o . Poderiam se comunicar a distância. que raramente se divertia com algo. E l a a d o r a v a S h a r i f . — E l e é m e u herói. revirando-se na cama. Tornell. incluindo o histórico familiar e o médico. Ele viu Rou sentada numc a n t o . ela virou a cabeça e o encarou. às voltas com seusp e n s a m e n t o s e u m e n o r m e s o f r i m e n t o . mas prometera ajudá-lo apenas por causa do irmão. Ele lhe causavaprofunda admiração e era como o irmão mais velho que ela não tivera.quase riu. sentariam juntos e elapreencheria os formulários. Não existia outra possibilidade. Zayed. o n d e e l e a s s u m i r i a a l i d e r a n ç a a t é o r e t o r n o d o irmão. Para dizer a verdade.— Não tive notícias — respondeu ele —. assim como setornara um espinho na vida dela. c o n s i d e r a d o a o v e l h a n e g r a d a família e um constante espinho na vida do irmão mais velho.Na manhã seguinte. mas e l a passara a noite em claro. a o c o n t r á r i o d e Z a y e d . T i n h a o s lábios finos e um queixo firme. absolutamente tudo. v e s t i d a n u m s ó b r i o c o s t u m e c i n z a . Começariam do zero. e S h a r i f f o r a s e u mentor durante seis dos oito anos que passara na faculdade. deixando àvista apenas as pernas inclinadas de lado na cadeira.— O s o l h o s d e l a e s t a v a m c h e i o s d e l á g r i m a s . Eu o adoro e faria tudo. nem para os quatro filhos e para o país. e ele. p e s a d o s e g r a n d e s d e m a i s p a r a o s e u r o s t o . p e g o u a l g u n s p a p é i s e formulários e os empurrou sobre a mesa. dissera Rou. No dia seguinte. Ele diminuiu o passo paraapreciar suas pernas incrivelmente longas e bem torneadas.— Tudo bem? — ela perguntou. Naquele momento ela usava óculosd e a r o d e t a r t a r u g a . Ele suspirou: ela voltara a ser asimples e séria Dra. no saguão do hotelo n d e Z a y e d estava hospedado. Haviadesaparecido e Sarq estava em tumulto.E l a a s s e n t i u . por ele. L i mi t a r i a o te m p o p a s s a d o c o m e l e e c o n t r o l a r i a s u a p r o x i m i d a d e . t i n h a m e d o d e Zayed. Elee r a m u i t o a m a d o . a t r á s d e u m a m e s a b a i x a . Ela se sentia na obrigação de ajudarZ a y e d . Z a y e d a b r i u s u a p a s t a . Como se fossecronometrado. mastambém não podia ser considerada bonita. Ela parecia uma menininha medrosa. A únicacoisa que ele não sabia ao sentar diante dela era como podia ter pernas tãotentadoras. Zayed saiu do elevador rodeado por seguranças quese espalharam pelo saguão enquanto ele a procurava. Rou estudara emC a m b r i d g e g r a ç a s à b o l s a d e e s t u d o s d o a d a p e l o s F e h r . o bicho-papão.Não para a mulher dele. Rou Tornell não era feia. O mais importante era procurar Sharif e mandarZ a y e d d e v o l t a p a r a S a r q .Rou percebeu a estranha expressão no rosto dele. se é o que deseja saber. Capítulo Três E LES CONCORDARAM em se encontrar na manhã seguinte. Jesslyn. E l a prendera os cabelos num coque e se escondera atrás de um laptop. Sharif seria encontrado e voltaria vivo.— Já preenchi o perfil do cliente.Rou .

olhou para o conhecido conjunto de formulários confidenciais.— Eu nasci pálida — ela respondeu.— E n c o n t r a r a m u m a v i ã o — d i s s e . mas achei que você exigiriauma prova concreta. quando ela ficara encantada com o charme de Zayed. apesar de poder ter lhe dito o que sou.. irritada. De repente. ela fez perguntas e e l e r e s p o n d e u a t é q u e s e u c e l u l a r t o c o u novamente. observando-o. Isto me deu um pouco de trabalho. Durante àhora seguinte. — Rounão conseguia falar.— Não com a sua assistente. — O f o g o t o r n o u i m p o s s í v e l u m a identificação. Não é para isso que servem os formulários? Para selecionar o par? Selecionar o par repetiu Rou mentalmente. com os pais brigando aos gritos. foi Pippa.— Estes formulários são meus — disse ela. — Podemos nos concentrar no trabalho?E l e s s e c o n c e n t r a r a m n a p a p e l a d a e n o perfil que ele fizera.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter Zayed balançou a cabeça. Zayed empalideceu. — Onde foi que osconseguiu? Projeto Revisoras17 Jessica 116. Você vai encontrar alguém para mim. As palavras eram suas.— Nada disso. estava lívido. Para dizer a verdade. Toda vez que ela estava perto dele seu coração acelerava eo estômago se contraía.Você não está atraída por ele. e l e a i r r i t a .— Você vai desmaiar? — perguntou ele. desde o casamentode Lady Pippa. espantada. Étudo uma questão de hormônios e de substâncias químicas. Você não gosta d e l e . sentiu a mão de Zayed emseu braço. mas recuperaram a caixa preta.. Você irá comigo. ao ver o númeroque o chamava.— Não.— Não tente acobertar Jamie. . mas soavam frias na boca de Zayed. Quando desligou. causando-lhe uma sensação de enjôo. Logo saberemos mais. Eles precisam de mim. como se ela e s t i v e s s e n u m b a r c o q u e b a l a n ç a s s e .— Você me deixou pouca coisa para fazer — protestou ela. Aqui está o teste depersonalidade Myers-Briggs que você utiliza. V o c ê s e s e n t e a s s i m p o r q u e e l e a d e i x a nervosa e com medo. repreendeu a si mesma. tiradasd o s e u m a t e r i a l d e trabalho. Ela s e aborreceu porque seu pulso acelerou de repente. Zayed ignorara algumas ligações anteriores. Você nãopode permitir que ele faça isso com você novamente. Eu o preenchi. — Ela puxou o braço. — Preciso voltar para Sarq. Ela ficou feliz em me ajudar. Fazia anos que ela não sentiaaquela vertigem e aquela falta de ar.— Você está muito pálida. Agora vem o mais importante. Minha secretária fez cópias em branco. Ele disse algumas palavras e escutou com atenção. mas. Rou ficou sentada com um bloco no colo.Era verdade. Eu já havia feito este teste. mandando-me osformulários dela. atendeu. sua expressão mudou e os olhos se anuviaram. n u m v ô o t u r b u l e n t o o u d e n t r o d e u m carro.— Se quer saber. V o c ê o d e s p r e z a .Rou franziu as sobrancelhas. Não é a emoção que a faz sentir estas coisas. lendo seus pensamentos como se l e s s e u m livro. — Estou bem.

Podemos terminar isto no caminho.Em vez de protestar, Rou concordou. A ideia era limitar o contato com elemantendo distância, mas, depois da última notícia, ela não poderia se recusara ajudá-lo. Noventa minutos mais tarde, estavam a bordo do jato particular deZayed . Enquanto o avião decolava, Rou pensou que voar não era seguro, que e s t a r s o z i n h a com Zayed também não era, e que, mais perigoso ainda e r a acompanhá-lo até seu país. Entretanto, viver é arriscar, e ela se lembrou dealgo que Sharif lhe dissera: "Seus pensamentos determinam seu futuro." Ele e s t a v a c e r t o , c o m o s e m p r e . E l e f o r a o primeiro a fazê-la perceber que nemsempre as emoções e s t ã o c e r t a s , e q u e a s d e s c o b e r t a s m a i s re c e n t e s d a p s i c o l o g i a r e v e l a v a m o e l o e n t r e p e n s a m e n t o s e s e n t i me n t o s . A l g u é m q u e tenha pensamentos alegres se sentirá mais alegre, se pensar que o mundo ébom, o verá como bom. Fora uma revelação para uma jovem que tivera tantosa n o s d e i n f e l i c i d a d e . R o u d e s c o b r i r a q u e s u a f e l i c i d a d e n ã o d e p e n d i a d o s outros. Ela poderia escolher ser feliz, mesmo que o mundo estivesse no maiortormento.E l a v i r o u p a r a Zayed e viu que ele a observava com olhos s o m b r i o s , torturados.— Você realmente nunca se apaixonou? — ela perguntou, surpreendendo-se com a própria pergunta.Ele levou algum tempo para responder.— Não — disse por fim. — Porém não sou insensível. Tenho laços fortescom a minha família, principalmente com Sharif.Rou se lembrou do formulário que continha os dados da família de Zayed.P a i : f al e c i d o . M ã e : a i n d a v i v a . I r m ã o m a i s v e l h o : 4 0 a n o s , casado, 4 filhos.Irmão mais novo: 33 anos, casado, esposa g r á v i d a . I r m ã s m a i s n o v a s : falecidas. A maior parte da família dele era um mistério, mas ela sabia o queacontecera com suas irmãs. Por causa delas, Sharif doara as bolsas de estudoem Cambridge.— Você era muito ligado às suas irmãs? — perguntou Rou.— Muito.Ela esperou que ele dissesse algo mais, porém ele ficou calado.— Elas morreram juntas, não foi? — insistiu ela.— Num acidente de carro, na Grécia. Tinham pouco mais de 20 anos. — Av o z n ã o m o s t r a v a e m o ç ã o , m a s R o u r e p a r o u q u e e l e c o n t r a í r a o r o s t o e crispara as mãos.— A m o r t e d e l a s d e v e t e r s i d o d i f í c i l p a r a a f a m í l i a — d i s s e e l a . E l e balançou a cabeça.— Que relevância tem este assunto?— Faz parte de você, da sua família...— N ã o e s t o u à p r o c u r a d e a m o r , D r a . T o r n e l l . E s t o u p r o c u r a n d o u m a esposa. Ela não precisará compartilhar meus segredos sombrios. Ela jamaisserá minha alma gêmea.Rou notou que o rosto dele estava impassível, mas o punho cerrado dizia ocontrário.— Você não quer encontrar sua alma gêmea?— Não. Quero apenas uma relação prática, que funcione.— N ã o h á m u i t a s m u l h e r e s q u e a c h e m a s u a i d e i a d e c a s a m e n t o aceitável.— Estou certo de que existem muitas mulheres práticas.R o u f r a n z i u a t e s t a e n a d a d i s s e , m a s e s c r e v e u à m a r g e m d e s u a s anotações: "Sim, a morte das irmãs o afetou profundamente." Ele temia o amorporque temia a perda. Ela se perguntou como seria perder três de seus quatroirmãos. Ela era filha única e não conseguia imaginar como seria ter um irmãoou irmã para amar, apesar de sempre ter desejado um.— Você desejava ser rei?— Não. Não era parte do meu plano de vida, nem das minhas ambições. —E l e hesitou. — As coisas mudam, e são como estão agora. N ã o p o s s o abandonar meu irmão. Preciso estar presente quando ele voltar...— Você acha que irão encontrá-lo vivo?— Acho.Rou sentiu uma onda de simpatia por ele. Ele devia saber que, depois de Projeto Revisoras19

Jessica 116.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter dez dias, Sharif talvez não fosse encontrado e, se fosse, não estaria vivo.— E se não estiver?— Sharif não morreu.E l a c o n c o r d o u c o m a c a b e ç a e r e c o n h e c e u q u e o s d oi s ti n h a m a l g o e m c o m u m : a m b o s s e recusavam a acreditar que Sharif estivesse morto. S ó acreditariam diante de provas irrefutáveis. Ela ficou perturbada e tentou mudarde assunto.— Gostaria de trabalhar um pouco, ou precisa de algum tempo?— Não. Preciso trabalhar.O t r a b a l h o s e m p r e f o r a u m a f o r m a de salvação para ela também, e osajudaria a atravessar aquele p e r í o d o . R o u a b r i u s u a p a s t a . A c o m i s s á r i a d e bordo perguntou se

queriam comer alguma coisa.— Apenas chá —

ela respondeu. —

Acho que não conseguiria comer agora.— Nem eu — disse ele. — Um chá e um café — ele pediu à comissária.R o u e n c o n t r o u o s p a p é i s q u e p r o c u r a v a e u m a c a n e t a , e o o b s e r v o u . Zayed era alto, musculoso e bonito, mas havia dor em seus olhos, tensão em sua boca. Ela suspirou. Ele não lhe era indiferente e jamais fora, o que era umabobagem. Ele era belo, rico e sensual. Ela era inteligente, mas insignificante. Rou conhecia as próprias forças e fraquezas. Apesar de inteligente, não era bonita. Se tivesse um corpo mais curvilíneo se sentiria mais seguras e x u a l m e n t e , m a s h e r d a r a a s i l h u e t a e s b e l t a d a

mãe e tinha os

q u a d r i s delicados e os seios pequenos. Um

homem como Zayed jamais olharia parauma mulher como ela. Homens como ele desejavam sereias voluptuosas, de cabelos brilhantes, lábios cheios e olhos provocantes. Por outro lado, era bomque Zayed a ignorasse como mulher porque ela não saberia lidar com ele deoutra forma. Ele tumultuava suas emoções e o seu autocontrole, deixando-anervosa e agitada, com o coração acelerado e as mãos trêmulas. Ela tentou disfarçar seu nervosismo.— F a l e - m e s o b r e s e u t i p o i d e a l d e m u l h e r . C i t e q u a t r o a d j e t i v o s q u e a descrevam.Ele pensou um pouco.— I n t e l i g e n t e , c u l t a , b e m - s u c e d i d a . C o n f i a n t e , l e a l e , d e p r e f e r ê n c i a , bonita. — Ele hesitou. — Eu disse seis.— Tudo bem. Seis está ótimo. — Claro que ele exigiria beleza. Era o que todos

os homens queriam, e Zayed Fehr tinha a fama de escoltar as mulheresmais belas do mundo. — Talvez uma modelo?— Não. Definitivamente, não uma modelo. Nem uma atriz. Nada desse tipo.— E mesmo? — ela perguntou, espantada.— O mais importante é a inteligência. Admiro mulheres cultas e bem-sucedidas, mas é preciso

Ele a estava levando na direçãooposta daquela que ela teria seguido sozinha. — Rou fez algumas anotações... As duas sempre pensamnos outros.— A esposa de Khalid também é muito generosa.que ela seja generosa. Talvez uma professora ou uma enfermeira.Rou escondeu sua surpresa.— Certo. s e n s o d e a v e n t u r a ? Reservada ou comunicativa? Você gosta de dar festas? Ela deverá ser uma boaanfitriã? Precisa falar bem em público? Espera que ela seja um exemplo em Projeto Revisoras20 . Uma mulher sensível. É algo que aprecio e respeito. mas era para isso que existia t o d o a q u e l e p r o c e s s o . — E q u a n t o a s e n s o d e h u m o r . Uma professora ou uma enfermeira?— Como a esposa de Sharif? Jesslyn era professora.

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o u d e u m a b e l e z a e s t o n t e a n t e q u e p u d e s s e e x i b i r . Eladeve defender suas idéias diante de mim e minha família.— Desde que nasceu ele foi preparado para governar. R o u p e g o u uma uva e um pequeno cubo de queijo e sel e m b r o u d e q u e não ingerira nada desde a noite anterior. Imaginara que ele quisesse alguém b o n i t a e t o l a .— E você não quer vê-lo como um homem vulnerável.. ela pensou. Ah. herdei ometabolismo dela em vez do lindo rosto.— Sharif não precisa de ninguém. que costuma ser assustadora. mas tenho um estômago sensível. b i s c o i t o s e q u e i j o . apoiando meus projetos.A c o m i s s á r i a v o l t o u t r a z e n d o o c h á .— Desconfio que você não come o suficiente. Seu irmão é um homem poderoso e muito rico.— De que maneira ele a ajudou?— C o m seus conselhos e sabedoria. — Ela sorriu ao fazer a piada. Ele é o rochedo da família.— Você não está falando do meu irmão. d e c e r t a f o r m a .— Sharif dizia a mesma coisa. quando podia. e l e p r e c i s a v a d e m i m t a n t o q u a n t o e u precisava dele. percebendo que o conhecia m e n o s d o q u e acreditava.— Você acha? — perguntou Rou.— Não. Invencível. Embora Sarq seja mais moderno que alguns países vizinhos. é umreino do Oriente Médio bem diferente de nossos amigos do Ocidente. A inteligência estava no primeiro. Não quero uma mulher subserviente. — Ela percebeu que ele a olhava com ceticismo. o c a f é e u m a b a n d e j a c o m f ru t a s . Ela me ajudou a pagar meus estudos. franzindo a testa.Jessica 116.. Você é tão magra.. A b e l e z a estava no sexto lugar da lista.O olhar de Zayed ficou sombrio ao ouvir o nome do irmão. Ele sempre soube oque se esperava dele e cumpriu sem reclamar. Só depois de acabar o mestrado e o doutorado é que percebi que ele me ajudara por causa de suas irmãs.. — Infelizmente.Rou segurou a caneta no ar. Interessante m a s intrigante.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter matéria de moda. a não ser umcafezinho pela manhã.— I s s o n ã o s i g n i f i c a q u e e l e n ã o s e n t i s s e a d o r e a p e r d a . mas Zayed não a imitou. e m Cambridge.— Algo de errado?— Não. Ela viu que Zayed a observava com interesse.— Minha mãe era magra — interrompeu ela.— Sharif não é vulnerável. Ele acabara de descrever uma mulher bemdiferente da que ela escolheria para ele. por que se dar ao trabalho de procurar uma Projeto Revisoras21 ..— Você conhecia bem meu irmão?— A c h o q u e v o c ê s a b e q u e g a n h e i a b o l s a d e e s t u d o s F e h r . Sharif se tornou um amigo e um mentor durante os meus anos emCambridge .— Se é nisso que acredita. voltará a Sarq ereassumirá o governo. ela precisa ser firme. minha garganta se fecha e só consigo tomar chá. Um pouquinho de comida a s u s t e n t a r i a p o r l o n g o tempo. que seja criativa?— Depende da mulher.Rou o observou com curiosidade.— Firme? — Intelectual e emocionalmente.. Ele será encontrado. mas tambémé m u i t o b o n d o s o . — Podeparecer estranho. Nunca foi.— É por isso que é tão devotada a Sharif? Ela corou. e . e q u e n ã o tivesse dúvidas ou preocupações. a b r i n d o portas. Quandofico nervosa ou ansiosa. É bom vê-la comendo.

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.Rou cobriu os olhos com as mãos.— Por que não?— V o c ê c o n h e c e a r e s p o s t a . para que o homem mostre à mulhercomo será tratada . Elas se casam porque são desejadas. confiantese fortes não correm para o Oriente Médio e se c a s a m c o m u m s h e i k . Alguém que contribua com o meu povo. mas não posso ser solteiro. — As mulheres ocidentais não aceitarão.. casar às pressas e ficar em Sarq durante os próximos 20 e tantos anos. É preciso tempo para cortejar.— As duas serão a mesma pessoa. você tem alguém que se sujeite a um curton o i v a d o . mas não fez comentários. mas se deseja uma mulher que seja sua companheira é diferente. H á a n o s q u e v o c ê s a i c o m m u l h e r e s ocidentais. Elas não se casam por dever. N e n h u m a m u l h e r q u e c o n h e c i a e representava iria querer viajar de repente.— Não. uma de suas prioridades. — Uma últimapergunta delicada. o que aconteceria se uma mulher. e.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter esposa e casar? Por que não esperar que ele volte?— Não posso — ele disse frustrado. É para isso que existe o namoro. mas Sarq fica no meio do nada. devo morar junto do meu povo.— Irá morar comigo.. sheik Fehr. . Se quer uma mulher que se case com vocêpara que possa assumir o trono é uma coisa.Jessica 116. q u e a c e i t e u m c a s a m e n t o d e c o n v e n i ê n c i a e q u e s e b e n e f i c i e d a minha posição e riqueza. Q u e poderia aceitar a ideia de um casamento arranjado — e l a continuou.S e i q u e n ã o é o q u e q u e r o u v i r . ou porque o noivo tem a obrigação decasar.— E sua esposa? Ele a olhou como se ela estivesse louca. Preciso de uma esposa e desejo que ocasamento dê certo.. Para a maioria das mulheres seria umaperspectiva terrível. bem-sucedidas.?R o u s a b i a q u e a r e s p o s t a e r a n ã o .— Vou respeitar e honrar minha mulher — ele disse. — A lei de Sarq exige a presença do rei. Projeto Revisoras22 .— Então. ignorando-o. Rounotou que ele não dissera "amar". franzindo a testa.— Eu o farei depois da cerimônia. amadas e respeitadas. q u e n ã o t i v e s s e escolha. uma vez que viemos de culturas diferentes. Seria impossível. Só uma m u l h e r d e s e s p e r a d a . não cumprissea lei?— Eu a protegeria.. m a s e s t á f a l a n d o d e u m c a s a m e n t o d e conveniência.— Desculpe. exausta. enterrando-se no deserto. inteligentes. Preciso assumir o trono.— É p r e c i s o t e m p o p a r a q u e e l a a c r e d i t e n i s s o . Com certeza.— Devo ser franca.— Depois da cerimônia? — Ela o olhou severamente. se for assim. provas. ou pretende morar na sua casa em Monte Cario?— Como rei. o que ela pode esperar.. Ainda. é melhor escolher uma mulher da sua própria cultura. Preciso saber q u a i s s ã o o s d i r e i t o s p ol í t i c o s e s o c i a i s d a s m u l h e r e s . a s s i m c o m o a t i t u d e s . Faça com que ela saiba que terá este tempo. Pretende ficar ali permanentemente. claro. e você não tem.— . se sua esposa. Isto éalgo que Sharif tem tentado mudar. acharia a vida de rainha do deserto atraente. será que elenão percebia? Mulheres maravilhosas.. A s mu l h e r e s t ê m o s mesmo direitos que os homens em Sarq? Existem leis que as protejam?—As mulheres não têm os mesmos direitos que os homens. Ficarão isolados.

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Ele não era comoo resto da família. Tinham muito a fazer e a tensão não ajudaria. a b a n d o n a r a o d e s e r t o e a família. m a s a s p e r g u n t a s d e Rou.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter — Você o faria? — Rou se inclinou para ele. assustada com a cólera em sua voz.. Ela jamais entenderia..— E acha que não quero? — ele interrompeu. Ele f o r a a m a l d i ç o a d o e . Só quero o que seja melhor para sua futuraesposa. Não sabia o que dissera paraaborrecer Zayed — algo sobre proteger a esposa —. Apesar de não ser o mais v e l h o .— Não é isso. — Ele se levantou e desapareceun o f u n d o d o a v i ã o .— Ótimo. Capítulo Quatro Rou OLHOU a porta fechada da cabine. Raramenteperdia o controle e se odiou por tê-lo perdido agora. — Conseguiria de fato?— Duvida da minha palavra?— Não duvido da sua palavra. p o r t a n t o .a s s i m c o m o a c e i t a r a s u a s o r t e .Zayed sentou na beirada da cama e afundou o rosto nas mãos. crianças felizes. Só que não havia prazer quando se era amaldiçoado.Jessica 116. o f a t o d e e s t a r d e s t i n a d o à g r a n d e z a e a o sucesso. sorrindo. e simamaldiçoada.A comissária de bordo apareceu depois de 15 minutos e trouxe mais chá. Sua vida não fora abençoada. Houve um tempo em que ele e oi r m ã o e r a m i g u a i s : e d u c a d o s d a m e s m a m a n e i r a . ansiosa. o povo que poderia sofrer por causa de sua maldição. quase com violência. Ele não sabia. Ninguém jamais compreendera. ansiosa.Rou olhou para ele em silêncio. Ele conseguiria proteger sua esposa? Tentaria com todas as suas forças. p rí n c i p e s á r a b e s . o n d e havia uma cabine que era um quarto confortável. Mais15 minutos e ela voltou para retirar a bandeja. e se voltara paraos prazeres do mundo.— Vamos aterrissar dentro de 50 minutos — ela disse. Este assunto está encerrado. era diferente. e l e sempre fora o favorito do pai e nunca se perguntara por que. — Posso Projeto Revisoras23 . apenas aceitara. Era óbvio que o destino o favorecera e que ele viveria uma vida aben-çoada. talvez o casamento escapasse da desgraça. masseria suficiente? Se eles não se amassem. amaldiçoado. mas era evidente que o ofendera e queria se desculpar. mas era o que esperava. f i l h o s a m a d o s do deserto... Porém estivera enganado.

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Por que eu gostaria dele? Porém. Seria conveniente e necessário se manter a distância. O calor subia em ondas dapista de pouso.pensou. ele apareceu e sentoudiante dela com uma expressão impenetrável.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter servir mais alguma coisa?Rou agradeceu e abanou a cabeça.— Prefiro a honestidade. Zayed explicou que a famíliaFehr não costumava utilizar aquele aeroporto porque tinha uma pista de pouso particular. Preciso deles. o avião fora escoltadopor naves militares por questão de segurança: o país não poderia perder dois r e i s e m 1 5 d i a s . você gosta dele e quer que ele goste de você. mas ainda não se sentia apaziguada. Quanto mais consciente ficava da p r e s e n ç a d e l e . A maioria dos edifícios parecia nova. — A capital de Sarq. A c a r a v a n a d e l i mu s i n e s M e r c e d e s e n t r o u n u m a l o n g a alameda cercada por muros cobertos de buganvílias e refrescada pela sombra .— Está quente — ela murmurou. Ele ainda estavadistante. introspectivo.— Desculpe — ela disse.— Esta é Isi — ele disse.— Está bem.— Na verdade está mais fresco do que há algumas semanas. Quando ela pensava que Zayed não voltaria mais e o piloto já anunciara que iriam aterrissar.— São os meus arquivos e o meu notebook. Fora uma péssima ideia vir com ele. o coração de Rou se apertou. H a v i a m u i t a s m u l h e r e s v e s t i d a s à m a n e i r a o c i d e n t a l . —A segurança deverá checar todas as bagagens antes de entrar no palácio.A ida para o palácio no carro blindado foi feita em pesado silêncio. rude. Quando pisaram no solo. Certo.G r a t a p e l a d i s t r a ç ã o .— Costumo ser muito franca.. ti n h a o m b r o s l a r g o s . egoísta efalso. R o u perdeu o fôlego ao descer do avião no fim da tarde. mas não havia comof u g i r .r e s p o n d e u u m a voz dentro dela. sem graça eentorpecida? Porque.— Faço um monte de perguntas. constrangida. Rou olhoupara a mão que ele lhe estendia e depois para o rosto dele. E l e e r a g r a n d e . mas a temperatura beirava os 33° e sua roupa cinza de lã a sufocava. indicando a cidade.— É o seu trabalho. Por que ela ficava daquele jeito perto dele? Por que não o tratava como um homem qualquer? Por que se sentia desajeitada. Rou deu um suspiro pesado.— Você não fez nada de errado — respondeu ele sem entonação.Jessica 116. Não sefalaram mais até o avião aterrissar no a e r o p o r t o d a F o r ç a A é r e a d e S a r q . Z a y e d s e vi r o u p a r a a j a n e l a e e l a f e z o m e s m o . que n ã o d e v e r i a e n c o r a j a r q u a l q u e r c l i m a d e i n t i m i d a d e e n t r e o s d o i s . entregando a valise para um dos guardas. R o u o l h o u p e l a j a n e l a e a p r e c i o u a c i d a d e q u e cintilava sob o sol. Vou recebê-la de volta assim que for possível?— Prometo — disse ele. ele indicou a valise que ela carregava. m a s preocupava-se com ele mesmo sem querer. Rou tinha a sensação de estar sentada muito perto de Zayed. Ela pegou-lhe a mão e desceu as escadas com dificuldade.. depois do acidente de Sharif. em parte.— Alguém levará esta mala para você. ela deu um suspirode medo e ficou tonta. Ela disse a si mesma que deveria ficar contente. Estavam em final de outubro. quando Zayed se virou para ela e a fitou com os olhos dourados. Ridículo! Ele é superficial. l o n g a s p e r n a s e p a r e c i a ocuparmuito espaço. m a i s s e u coração acelerava. U m f o r t e e s q u e m a d e p r o t e ç ã o o s a g u a r d a v a n o s o l o . mordendo o lábio. As ruas eram cercadasp o r p a l m e i r a s e e n f e i t a d a s p o r f o n te s . mas que. Rou nãoficou sossegada.

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O sorriso remetia ao menino que elefora e que. raramente se deixava entrever. falou num idioma que ela não conhecia e se voltou para ela. A entrada formadapor lindas colunas e por um domo dourado logo se encheu de homens vestidoscom túnicas brancas que se curvavam. n ã o c o s t u m a s e r usada e tem boa claridade. q u e conhecera muitos palácios. É muito gentil. — É incrível — . Arranje-me uma mesa enquanto espero pelocomputador. não é?— Ninguém diria pela maneira como me comporto. ela retirou a mão. separados por degraus de p e d r a e a r c o s .— Você é um príncipe. — Ele v i u a e xp r e s s ã o d e R o u e e s c l a r e c e u : — N ã o s e p r e o c u p e . As paredes internas eram brancas e o teto formava um mosaico azule dourado.— Queira me acompanhar.Jessica 116. Projeto Revisoras25 .— Ele está aqui — disse Manar. O s o l poente entrava pelas portas de vidro da sala de estarrebaixada e se refletia nas almofadas do sofá. — Foi aqui que você cresceu?Ele sorriu pela primeira vez desde que recebera o telefonema em Viena. inclinando-se timidamente.Rou se deu conta de que cometera uma gafe. Os dois caminharam em meio ao silêncio e entraram na fresca mansão. p o r é m . e R o u . m a s u m apartamento com cômodos em diferentes níveis. Embaraçada e constrangida. Rou viu que em seu rosto haviaum misto de orgulho e de tristeza.O q u a r t o e m q u e R o u f o i i n s t a l a d a n ã o e r a a p e n a s u m a s u í te .— Uma das suítes da família foi preparada para você. Acho que vou trabalhar. — Meu nome éManar. surpresa por Zayed não ter entendido. — E l a p ô s a m ã o n o b r a ç o d e l e i mp u l s i v a m e n t e . ela suspeitava.Um dos homens vestido de branco deu um passo à frente. sevocê precisar de ar fresco. Umsegurança abriu a porta do carro para que ele saísse.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter das palmeiras.— Seja bem-vinda — ela disse. cumprimentando o recém-chegado. mas quando ele olhou para sua mão. inclinando-se. esperando-a. disse ela sem fôlego. N a d a d i s s o .Rou sentiu uma estranha vontade de protegê-lo. m a i s u m a v e z e l e s e v o l t o u p a r a e l a . muito espaço e acesso para um pequeno jardim. Enquanto percorriam um caminho cercado. Estou aqui para servi-la durante a sua estada. milady — ele disse. É isto que você quer dizer? — O sorriso havia desaparecido. Corredores cercados por colunas e decorados c o m p r e c i o s a s e s t á t u a s s e e s te n d i a m e m t o d a s a s d i r e ç õ e s . jamais vira algum tão lindo e exótico como aquele. Provavelmente não se deveria tocar na família real.— Ótimo. e olhou para a mansão. O carro aguardou enquanto um alto portão de ferro e madeira abria lentamente. Rou vislumbrouuma construção cor-de-rosa encimada por domos e torres. apontando-lhe uma mesa num canto quedava para o jardim.— Obrigada. No centro da sala havia u m a mesa com um jarro de rosas perfumadas.— Este é o meu lar — admitiu ele.— O palácio — disse Zayed em voz rouca. mas não preciso de nada.— Preciso trabalhar. E r a e s p e t a c u l a r .Parecia algo das Mil e Uma Noites. Uma mulher estava parada sob um dos arcos. E l a .Zayed se virou para um de seus homens. apenas do meu computador. ealgo fez o coração de Rou se confranger. Manar.— N ã o . voltando-se para Zayed. Rou esperava que Zayeds e j u n t a s s e a s e u s h o m e n s .

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Se pelo menos houvesse tempo.Rou ficou irritada com sua obsessão por Zayed.f r u s t r a d a . mas ela não sabia o que poderia ser... — ela sussurrou.Rou viu que Manar aguardava uma resposta e resolveu dispensá-la.Por que estava tão perturbada e se comportava de maneira tão incomum? Elajamais se deixara guiar pelas emoções porque elas são o principal inimigo daciência. Ainda sentia algo por ele. e l a p e r c e b e u o q u e d e v e r i a f a z e r : encontrar um par para ele e sair dali rapidamente porque Zayed era um perigo. Ele sentia muito? Ele se desculpava com ela? Rou corou entristecida.— F o r a d e s i .— Parece que não há sobreviventes. — Será preciso fazer testes. l e v a n t a n d o .não por seus instintos.Rou olhou para ele num horror silencioso. mas seus dedos não obedeciam e ela não conseguia passar os dadosdos formulários para o notebook. Digite logo o resto doperfil. ela disse a si mesma.. Ela demorara mais do que o normal.s e u s d e d o s n ã o o b e d e c i a m . Rou sentou-se devagar. Entretanto. não por conveniência. Pensamento. sentia-se sufocada por sentimentos intensos eperturbadores e a culpa era de Zayed Fehr.— Era o avião de Sharif — ele disse em voz baixa e rouca. mas agora o computador cruzaria os dados e lhe diria que candidatascombinavam com Zayed Fehr.S e e l a não tomasse cuidado. e pela primeira vez havia um desespero real em s u a v o z e em seu rosto. — Os corpos estão carbonizados.. O corpo de Sharif. E l a p e n s o u e m s e p e n t e a r e l a v a r o rosto. ele a contratara por suas habilidades. Tudo se resumira aos destroços..Jessica 116. quase irreconhecíveis.— Preciso fazer o que é . que ele era um homem com sentimentos maisprofundos do que demonstrava. Tola.— Sinto muito — soluçou. Parecia-lhe errado ajudar Zayed a encontraruma esposa daquela maneira. e v i u o b e l o r o s t o t o r t u r a d o d e Z a y e d . Seu instinto lhe dizia que ele precisava se casarpor amor. para poder ir embora.. Intelectualmente esperta eemocionalmente estúpida. Faça o que foi contratada para fazer. — R o u m o r d e u o l á b i o p a r a i m p e d i r q u e a s l á g r i m a s escorressem de seus olhos.. — Posso imprimir os perfis e você poderá lê-los agora ou quando tiver tempo. ele acabaria com a pequena porção t e r n a e sensível de seu coração. Porém. hesitante. Pediram as f i c h a s dentárias. Ela a p e n a s precisava se concentrar...— Sua alteza deseja vê-la... D e r e p e n t e . H a v i a a l g o m a i s q u e o preocupava algo que o consumia. Estava ali para trabalhar.— A esposa dele. — Sinto muito — disse ele roucamente. a c a b e ç a n ã o f u n c i o n a v a . obrigada. queria que ele gostasse dela.— Não.— Ele parou de repente. O resultado lhe mostrou 30 combinações.a restos mortais. prova. clarear a cabeça e ser objetiva: t e o r i a .— Não. lógica e razão são as bases de toda teoria científica. Pode recebê-lo agora?— C l a r o — d i s s e R o u . — Sinto muito por todos vocês.. Ela estremeceu de dor. quando Manar apareceu. Ela começou a ler os perfis das candidatas..1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter — Não deseja tomar banho ou trocar de roupa? — perguntou M a n a r . mas não teve tempo porque Zayed logo entrou na sala.Anoitecia quando Rou terminou sua tarefa. Ela fechou os olhos.. Seriamelhor trabalhar o mais depressa possível. Entretanto.— Já selecionei as primeiras candidatas — disse Rou nervosamente. tola Rou. pesquisa. — Rou se preparou para digitar as informações que colhera.

— Ele caminhou a t é e l a e . Rou percebeu que ele vestia uma túnica Projeto Revisoras26 .certo. a o e n t r a r na claridade. Farei o que é necessário.

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D e p o i s . Zayed também esqueceria. Não parecia hora de celebrar.. Enquanto montavauma pasta com os perfis.Zayed saiu. com um olhar atormentado. sem sentir. Q u a n d o f a l o u . ele plantou doze roseiraspessoalmente. É necessário que haja uma cerimônia. d e o l h o s v a z i o s .. encontro com você depois. p o r v i a d a s d ú v i d a s . lembrou-se de um milionário americano que recusara60 candidatas antes de se encantar com a 61ª. A imprensa. O país inteiro estaria de luto.— Você é tão teimosa quanto eu — disse ele.? Ele abanou a cabeça. apenas para se ocupar. quando as rosas chegaram.— Como se espera que você se case e se torne rei apenas dois dias após saber que seu irmão está morto?— Reis não são homens comuns. Ele se casara com ela e os doistinham três filhos. com tanta coisa com se preocupar. com um olhar penetrante. Ela nunca o vira com a veste tradicional de Sarq.. Quando tudo ficou pronto. E l a trabalhava sem pensar.A o a c a b a r s u a tarefa. Rou ficou de lado enquanto uma equipe montava um escritório completo para ela. assim comoa família de Sharif. — Não temos muito tempo. Traga os perfis. A desilusão é muito grande. Mas ele lembrara e também mandara uma copiadora. Eu tinha certeza de que ele estava vivo..— Talvez esteja — disse Rou. A g o r a n ã o p r e t e n d o f a z ê .— Claro. s u a v o z e s t a v a embargada:— Pensei que ele sobreviveria.R o u o l h o u p a r a o r o s t o m o r e n o r e c é m .— Até que se tenha prova. uma mesa epapel para impressão.Jessica 116. Rou ficou paralisada. com dificuldade.— Não quer examiná-los agora?— P r e c i s o f a l a r c o m K h a l i d ... S e v o c ê p u d e r i m p r i m i r o s p e r f i s . Por um momento.l o . até que viu Manar entrar. T e n h o u m a r e u n i ã o d e e m e r g ê n c i a c o m o ministério.— Está bem. de transtorno.— V o u l h e m a n d a r u m a i mp r e s s o r a . — Querovê-los. É o mínimo que posso fazer. mas parou..— Ele pegou um botão de rosa do vaso no meio da sala. Eu. Ela Projeto Revisoras27 . — Ainda segurando à rosa. — Ele respirou fundo.b a r b e a d o . Seus pensamentos eemoções se misturavam: Sharif. m a i s d e z . — Ele olhou para Rou. — Tão rápido?— V o c ê p o d e m e e n c o n t r a r u m a r a i n h a e m 4 8 h o r a s ? P r e c i s o c a s a r . Sarq. D e v o s e r v i r m e u país. podemos conversar mais tarde. — Ele se calou. — Tenho o dever de honrar meu irmão. A coroação será dentro de 48 horas. Rou esquecera aimpressora e achava que. Era u m momento de tragédia... Rou nada tinha a fazer até a hora do jantar. o n d e o s m a l a r e s s e salientavam.— A p ri n c í p i o m e a g a r r e i à e s p e r a n ç a .— Sua impressora chegou — disse Manar em voz baixa. ele se virou para sair. a qualquer momentoZ a y e d f i c o u c a l a d o . engolindo o nó na garganta. — Estas rosas foram p l a n t a d a s d e p o i s q u e m i n h a s i r m ã s m o r r e r a m . S h a r i f c r i o u u m j a r d i m e m homenagem a elas e. Ela ficou sentada por muito tempo. Eles se sacrificam pelo bem de seu país. E preciso fazer a transição do modo mais s e r e n o possível. ela imprimiu as fichasd a s p r i m e i r a s d e z c a n d i d a t a s . Zayed.. — Encontro-ano jantar e conversaremos.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter branca ..R o u sustentou o olhar de Zayed..

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n o f u n d o . Rou pegou as pastas com os formulários e a seguiu através dos corredores atée n t r a r e m n u m a p e q u e n a s a l a d e j a n t a r i l u mi n a d a p o r v e l a s .impossível. Quem você escolheria para mim?As mãos de Rou tremiam quando pegou a pasta.Não gostava do que fazia: era absurdo. Para ele. Queria que ele gostasse dela. Orgulhava-se de ser uma mulhers e n s a t a e p r á t i c a .— Isto é algo que você não sabe.— Também gosto dos painéis.Jessica 116. — Escolha as três melhores deste grupo. — Ela tentou parecer contente e entusiasmada. o teto formava uma abóbada azul-escura incrustadad e dourado. — Ele entrou na sala com sua discreta elegância. Apenas alguns minutos. abrindo o portfólio. Ela tentou esconder as pernas. Ela já vira quase todos quando percebeu que Zayed a observava. Trouxera apenas uma pequena mala e não tinha muita opção. m a s t r o u x e v i n te p e r f i s separados em dois grupos de dez. e mb o r a . tomou um longo banho e vestiu o costume cinza de novo. o cabelo dele brilhava como ônix e sua pele parecia dourada. Manar saiu e Rou vagou pela sala.— Nada? — perguntou. — Ela entregou a primeira pasta a Zayed.— E s t a s s ã o a s p r i me i r a s d e z c a n d i d a t a s — d i s s e . te n h o t r i n t a c a n d i d a t a s . onde zombava Projeto Revisoras28 .Manar apareceu pontualmente às 9h e pediu que Rou a acompanhasse. te n t a n d o p a r e c e r p r o f i s s i o n a l . Não temos os mesmos valores e gosto. A me s a b a i x a estava cercada por grandes almofadas e as paredes eram cobertas por painéisentalhados. preparando-se para lhe dar a segunda pasta.Você não gosta do que eu gosto. u m i n s t r u m e n t o ú t i l . Ele examinou os formulários em silêncio.Rou sentou numa almofada de seda e corou quando a saia subiu até as coxas. Ele não notava o que ela vestia. mas Zayed nãose importaria.A luz das velas.Acima do candelabro.— Nada. Rou era apenas um o b j e t o .— Não ouvi você chegar. devolvendoa pasta. dê-me a sua opinião de especialista — pediu ele.— Ótimo. parado na porta. d e s e j a s s e q u e p e l o m e n o s u m a v e z alguém a achasse bonita.— Por favor. R o u s e c o u o s c a b e l o s e f e z u m c o q u e . — Lindas m u l h e r e s d e v e m e s t a r c e r c a d a s d e coisas bonitas. Eram usados como divisórias nos haréns. — Seu coração batia acelerado.— Mostre-me o que conseguiu. o que era ridículo. São marroquinos e datam do século XVI. Eu estava admirando os painéis. Vejo que existem algumas possibilidades.— Você esperou muito tempo?— Não.para disfarçar o nervosismo.— Não posso fazer isso. — Eu não sou você. — A o t o d o . Ele a olhou com um ar aborrecido. mas desejava que ele não gostasse denenhuma daquelas mulheres.Zayed sentou numa das almofadas diante da mesa e acenou para que elase sentasse ao seu lado.Ele olhou para um deles. N ã o costumava se pintar e raramente usava jóias.— Você quer que eu escolha?— Três mulheres que seriam perfeitas para mim.Rou se lembrou do e-mail que Zayed mandara para Sharif.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter dormiu um pouco. apreciando os p a i n é i s q u e reproduziam flores e pássaros.— N ã o a d m i r a q u e s e j a m t ã o l i n d o s — d i s s e e l a despreocupadamente. mas não estava.

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Jessica 116.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter dela, chamava-a de maçante.— A h , m a s e u s e i — r e s p o n d e u e l a . A d o r a r a a c o m p a n h i a d e l e , e e l e simplesmente ficara entediado. Zayed suspirou frustrado.— Não estou à procura de uma relação amorosa, apenas de compatibilidade.— Ótimo. — Ela corou, folheou a pasta e escolheu Jeanette Gardnier, umalinda canadense, professora de Direito; Sarah 0'Leary, uma jornalista ruiva deDublin; Giselle Sanchez, uma loura proprietária de um banco em Buenos Aires.— Eis aqui três mulheres brilhantes, independentes e bem-sucedidas. Elas sãoo máximo. Todas muito bonitas.Zayed não pegou os formulários, apenas a fitou fixamente.— Por que estas mulheres?Rou odiou que seus olhos queimassem e a garganta se fechasse. Odiava aquela viagem que tumultuara suas emoções.— Elas correspondem ao que você pediu.— Você está aborrecida — ele disse, levantando uma sobrancelha.— Não estou aborrecida.— Então, por que não me olha de frente?— Não preciso olhar para você.— Você está quase chorando — ele disse surpreso.— Por favor. — Rou virou a cabeça para o outro lado, mordeu o lábio e ses e n ti u t r a í d a p o r s u a s e m o ç õ e s e p o r s u a f r a q u e z a . E l a e r a u m a c i e n t i s t a . Esperava-se que fosse objetiva e dedicada ao seu ofício. Zayed se inclinou e passou o dedo debaixo do olho dela, colhendo uma lágrima.— Você está chorando.— Não estou. — Rou sentia o coração apertado e a pressão das lágrimas que tentava conter. Ela não deveria ter vindo não deveria ter concordado comaquela proposta absurda. Nenhum homem a atingia, exceto Zayed Fehr. Ele lhe mostrou o dedo úmido.— Então, o que é isto?— É uma lágrima.— Por quê?— Por quê? — ela perguntou em voz aguda. — Porque estou triste. Eu souuma mulher, tenho sentimentos. Você pode achar que sou um museu ou umrobô, mas não sou e nunca fui. — Ela sacudiu a cabeça, descontrolada. Comopoderia trabalhar daquela maneira? Como poderia pensar? Ela só podia seruma cientista racional, fria e lógica se estivesse num ambiente que possuísse e s t a s c a r a c t e r í s t i c a s , m a s n ã o e s t a v a . Desde que Zayed aparecera em seuh o t e l e m V a n c o u v e r , e l a s e s e n t i a e m p u r r a d a e p u x a d a , d e s p e d a ç a d a e estressada. Era loucura, e ela nunca se sentira tão estúpida.— Eu nunca disse nada que sugerisse que você é um robô.— Não. Você só acha que sou como um museu: maçante, maçante! — Aspalavras caíram no silêncio. Zayed fechou os olhos e falou, depois de algum tempo:— Você sabia?Rou corou arrependida por ter explodido.— Sharif não pretendia que eu descobrisse. Eu preferia não saber.— É por isso que você me odeia tanto.— Acho que você pensou que estava sendo engraçado, mas issomagoou...Ele a interrompeu, beijando-a. Rou enrijeceu o corpo, espantada, e tentoue mp u r r á - l o p e l o s o m b r o s , m a s o c o r p o d e l e e s t a v a m o r n o e firme sob suas Projeto Revisoras29

Jessica 116.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter mãos . Ela sentiu as batidas do coração de Zayed e o perfume de sua pele. Asmãos que antes o empurravam se agarraram à roupa dele. O beijo de Zayed fora gentil até aquele momento, mas, sentindo que ela cedia, ele a beijou commais ardor, tirando-lhe o fôlego.Rou já fora beijada, mas nunca daquela maneira, não com tamanho ardorou ânsia, desejo ou raiva. Sua cabeça começou a girar e ela perdeu o senso: abriu os lábios e ele explorou sua boca lentamente com a língua, saboreando-ae enviando ondas de entorpecente calor através de seu corpo. Aquilo tinha deparar, ela pensou, atordoada, ela precisava detê-lo, mas seu corpo se recusavaa obedecer. Sentia sensações maravilhosas e estranhas demais, a começarpelas pernas bambas e pelo langor dos músculos. Seu coração parecia bater mais devagar, seguindo o ritmo dos arrepios que lhe percorriam a espinha e oventre, deixando-a enlouquecida e dolorosamente consciente do quantoestivera vazia.A c h e g a d a d o m o r d o m o d o p a l á c i o o s interrompeu. Rou não o ouvirac h e g a r , m a s Z a y e d s i m , e e l e t e r m i n o u o b e i j o e s e a f a s t o u c o m i n c r í v e l rapidez. Enquanto o mordomo falava com Zayed em voz baixa, Rou oscilou emc i m a d a almofada, sem conseguir se controlar. Ela ouviu Zayed fazer u m a pergunta, mas não entendeu a conversa. Quando o mordomo saiu, Zayed se virou para ela.— Preciso ir — disse ele abruptamente. Rou se esforçou para fitá-lo.— Tudo bem.Zayed se inclinou para ela, tocou-lhe o rosto e franziu a testa.— Minha mãe teve um colapso. Foi levada para o hospital. Rou pestanejou,voltando ao normal pouco a pouco, exceto pelo coração que batiarapidamente.— Ela vai ficar bem?— Tenho certeza de que sim. Foi apenas o choque ao receber a notícia sobre o avião de Sharif.— Claro. — Ela esperou que ele saísse, mas Zayed não se

mexeu.

Ficousentado, pensativo, olhando o rosto corado de Rou e

escolhendo as palavras com cuidado.— Aquele e-mail... O que escrevi... Não se dirigia a você.— Eu sei. — Ela sabia, mas não significava que magoasse menos.— Não tive a intenção de magoá-la.Rou sentiu uma dor no peito. Não queria as desculpas de Zayed, queria apenas que as coisas fossem diferentes: queria ser mais bonita, mais animadae a t r a e n t e . Ela tentou falar, mas não conseguiu. Gostara dele, pensara s e r retribuída, tivera fantasias românticas e absurdas, mas já haviam se passadotrês anos. Era muito tempo, não importava mais.— Isso é passado, já esqueci.— Acho que precisamos conversar sobre esse assunto, mas não agora...— Não quero falar sobre isso, você deve ir. Sua mãe precisa de você etenho muito trabalho a fazer. — Rou se levantou da almofada, sentindo-sedesajeitada. — Vou voltar para o meu quarto e entrar em contato com as três candidatas que selecionei. Vou marcar um encontro com cada uma.Ele levantou com agilidade, elegância e imponência.— Irei vê-la assim que voltar do hospital.— Não é necessário. Você tem muitas preocupações e tenho trabalho a fazer. Não estou aqui a passeio.— V o u p e d i r q u e m a n d e m o j a n t a r p a r a s e u q u a r t o . — E l e n ã o p a r e c i a contente. Projeto Revisoras30

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Suavida era uma série de prazeres cansativos — carros velozes.Zayed olhou para ela por algum tempo e saiu.tentando esquecer o beijo.Zayed fechou os olhos. horas rápidas. envergonhado. Rou o observou ir embora.Jessica 116. Zayed se recostou no banco.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter — Sou a última pessoa com quem você deve se preocupar. mas falhara.. Ele satisfazia cada capricho.. N a d a d o q u e e l e i m a g i n a r a . Precisava ver Rou. m a s e l a também não era como imaginara. e ele gostara de beijá-la. a estranha sensação. Agora. Tornell era uma mulher. Rou. Ele se encolheu na penumbra do carro. A sensação não era novidade.. se pudesse. Emgeral. Ele convivia com a desonra: provocara a própria maldição devido a seus atos. apesar de não se lembrardas palavras que usara. Se não a houvesse beijado. Dez minutos depois. a esposa que precisava encontrar — a mãe declarara que poderia lhe arranjar uma esposa para o dia seguinte.. Zayed sabia que provavelmente fora sarcástico ougrosseiro. explosivo. Se pelo menos conseguisse quebrar amaldição. não quisera beijá-la. salvar o que restara de sua família. mas aquele beijo. Apenas vá. Queria apenas cavar um buraco entre Sharif e sua estranha protegida. Zayed Projeto Revisoras31 . O que o levara a beijar Rou Tornell? Ele não a achavaparticularmente atraente. Deus não o deixara morrer e não o deixaria viver. e a Rou. Sharif esuas causas perdidas. em seus lábios e o sangueque parecia ferver em suas veias. Sua mãe estava bem e seu colapso fora causado por necessidade de atenção.la.Ele lhe dissera que iria vê-la quando voltasse. amantes passageiras.. Tentaria reparar seus erros. Fora quente. c o m o a c e r i m ô n i a d e coroação. Aloura e esbelta Dra. nãoteria descoberto que a imagem de cientista fria era apenas uma máscara. Não pretendera ofendê. experimentava cada vício enada o satisfazia. a culpa era insuportável e ele tentara se autodestruir durante os últimos15 anos. Capítulo Cinco E NQUANTO A limusine se afastava do hospital. Ela pegou suas anotações e voltou para o quarto. se necessário —. Sabia que ele a rejeitara e. Zayed se agitou no assento.. O beijo osurpreendera. Ela sabia sobre o e-mail para Sharif depoisdo casamento de Pippa.A g o r a e l e p o d e r i a s e d e d i c a r a o u t r o s p r o b l e m a s . voltara a Sarq e ocuparia o lugar do irmão. a limusineatravessou o portão do palácio.

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E quem eu sou e o que faço.— Já passa da meia-noite.— Esta noite foi a primeira vez que a vi em anos. Tornell.— O beijo nada significou? Projeto Revisoras32 . — Rou. histérica. Informal e tipicamente ocidental. Olá.— Fácil assim? — ele perguntou. Ele jamais se a p r o v e i t a r a d e u m a m u l h e r f r a g i l i z a d a . Sem pensar. — Ela não se mexeu. tão diferente do que ele pensava deR o u . ele pensou em deixá-la como estava. os lábiosficavam relaxados e cheios e ela parecia tremendamente frágil . acariciou-lhe o rosto.— Ainda bem. o rosto de Rou se suavizava. d e m u l h e r a l g u m a .E l a estava ali porque ele lhe pedira ajuda.— Eu separo as coisas. os lábios cheios e as longas p e s t a n a s espessas e escuras. — Ela sempre foi assim.— Mas você foi vê-la esta noite?— Ela é minha mãe — ele disse com um grunhido.— Você não se dá bem com ela? — Rou franziu a testa.— Olá.— Já esqueci. Sua pele era macia e morna.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter entrou no palácio e foi direto para a suíte de Rou. Ao dormir.— Como está sua mãe?— Insegura.. — Ela levantou a cabeça com dificuldade e olhoupara ele.Zayed sentiu uma pontada no peito. m a n i p u l a d o r a . Zayed tocou-lhe levemente no braço.— Dra.— Isso não é algo delicado de se dizer. Ela ainda usava o h o r r o r o s o costume cinza. Ele asacudiu com cuidado.— Se eu não o conhecesse. As luzes permaneciamacesas. mas a m e s a s e a c h a v a c o b e r t a d e p r a t o s e travessas que não haviam sido tocadas. diria que é um homem bom. Rou torceu os lábios. Ela deu de ombros.Ele ergueu a sobrancelha. mas os cabelos estavam soltos e caíam em ondas douradas eprateadas sobre os ombros. acorde. com a cabeça sobre os papéis e a mão apoiadan o t e c l a d o d o laptop.— Sinto muito por hoje cedo.— Ainda bem que você me conhece. você se esconde atrás da máscara de cientista. recordando. Zayed sentou na ponta da mesa.— Por quê?— E l a é c o n t r o l a d o r a . Zayed deu um sorriso.— Eu não a chamaria de delicada. a sala estava vazia. Está na hora de você ir para a cama. Ela nada comera? Ele se virou para sair e a viu dormindo sentada. exausta. P o r q u e a beijara? Confuso.— Ah.Jessica 116. — Ele deu de ombros..— O beijo ou o e-mail?— Os dois.Rou bocejou e afastou um cacho de cabelos do rosto ainda marcado de sono. V i c o m o e l a t r a t a v a S h a r i f e s u a família. Rou se empertigou de repente.— Não é uma máscara. mas se sentiu culpado. Jurei que jamais deixaria que acontecesse comigo. a l i á s . O mínimo que poderia f a z e r e r a mandá-la para a cama. Zayed se aproximou. Você precisa se deitar. Zayed observou o rosto lavado.

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— E e u d e ve r i a l e v á .Estou muito ciente da crise. em particular o sexual.l a m a i s a s é r i o ? — e l e c o m p l e t o u . — Estou aqui para ajudá-lo a encontrar uma esposa — ela acrescentou. o olharmais suave. a l g o controlado pelo cérebro que libera hormônios e neurotransmissores. afetada.— Passei as últimas três horas escutando as lamentações de minha mãe.— Você sabe um bocado sobre meu cérebro. e l e acariciou cada traço do rosto dela com o dedo. Rou se afastou.— Os homens são dados a impulsos. sinergia. pensou ele. p o r q u e p e n s a r a e m c o m o e l a p a r e c i a precisar desesperadamente de sexo bem-feito. Não sou seu tipo e jamais serei.Zayed deu um sorriso zombeteiro. É u m i m p u l s o i n c o n s c i e n t e . enganava-se. paixão e fogo. mas isso nãoquer dizer que a atração ou a compatibilidade sejam verdadeiras. Rou levantou da cadeira. Imaginou há quanto tempo elanão dormia com alguém. ela era a r d e n t e . S e m p e n s a r . percorrendo-lhe o corpo com o olhare se detendo nas pernas. Irritada. mas não a mulher certa para você. T a m b é m e r a m o r d a z . suas cores voltariam e aquela boca suave incharia por causa dos beijos. — Concorda? Nossa relação Projeto Revisoras33 . porém não ouvia mais. m a s l h e c a í a bem. É isto que interessa sheik Fehr: compatibilidade. teriao maior prazer em ensinar à Dra. apaixonada. Ele a beijaria atrás do lindo joelho e ela estremeceria c o m o a maioria das mulheres. fazia com que se tornasse viva. Rou corou vivamente. a n i m a d a . Ele sabia que Rou Tornell era o o p o s t o d a imagem que projetava. Ele parara de ouvir assim que e l a m e n c i o n a r a o i m p u l s o s e x u a l . — Não?— Quer dizer. é também habilidade. Depois de algumas horasna cama e de alguns orgasmos...1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter — Absolutamente nada — respondeu ela com firmeza. sou uma mulher. Cometemos um erro. casamento.Coragem. O amor não é apenas uma lição de ciência.— Mas foi ótimo.— Você acha que meu cérebro não a acha atraente?— Acho.. Se ele não estivesse preso à necessidade de arranjar uma esposa. paciência e desejo. p e n s a n d o q u e gostava mais da Rou Tornell que se escondia sob a máscara.Jessica 116. — E l a colocou o cabelo atrás daorelha. E l a e r a p r o v o c a n t e e d i v e r t i d a .enquanto ele continuava a observá-la. São apenas as leis da atração. seria outra: seu porte seria diferente.Zayed concordou. — Estamosestressados. Zayed riu de mansinho. — A ciência e a química do a m o r . Tornell o lado do amor que ela desconhecia: olado físico.— Leis da atração?— E s te é o m e u c a m p o d e p e s q u i s a . f e mi n i n a e d e c i d i d a .— Sim — ela concordou sem se abalar. sim. sorrindo.— Não.— Eu não saberia dizer — ela respondeu.— Talvez devesse ser — respondeu ele brandamente. os cabelos se espalhando sobre osombros e a respiração descompassada. Era disso que ela precisava. e Z a y e d c o m e ç o u a f a n t a s i a r s o b r e o q u e f a r i a c o m pernas como aquelas.. Acabou: é passado. sheik Fehr! — Se ela esperavadetê-lo com sua voz gélida e com o comentário seco.— Estamos no meio de uma crise.a p e s a r d o d i a c a n s a t i v o . e você é uma mulher.— Não sou uma das suas três pretendentes. corajosa. mas também sou homem. Sem os sapatos de saltos altos as pernas ficavam a i n d a m a i s t o r n e a d a s .

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Jamais experimentara um beijo como aquele ardentee p r o f u n d o . convencional e fingida? C o m o e l e e r a grosseiro. seu corpo ganharavida. demandas e desejos. e v o c ê . ela sabia que seria diferente. A revelação fora fantástica. para seu espanto... . e l a precisava sair dali!R o u rolou na cama. Nada de carícias. precisava. colorindo o céu de vermelho. pensou em reenviar os convites. Nenhuma das três candidatas respondera e. ficou aliviada. arrogante e. — Ele precisa voltar. R o u c a m b a l e o u a t é o sofá e deitou. manifestara suas necessidades. Meu nome é Jesslyn Fehr. Ela tentou esquecer o beijo. O problema era o beijo de Zayed. Eu deveria ter vindo maiscedo para lhe dar as boas-vindas. — De perto. jamais teria aquela sensação outra vez. S e r i a ó t i m o . queria. m i n h a tensa. — Não espero que faça seu papel deanfitriã enquanto estou aqui. nada posso fazer. talvez uma ex-namorada. t a l v e z .— Rainha Fehr! — Rou correu para receber a esposa de Sharif.— Eu me enganei quanto a você. Sensual. Elasempre fora acusada de ser muito racional. A q u i l o n ã o e s t a v a certo: viera fazer um trabalho e falhara.Nenhuma mulher sensata entraria no avião e iria até ali para conversar comele durante apenas uma hora e concordar com o casamento. R o u n ã o a p r e c i a v a o s e x o .uma amiga da família. ainda m a i s q u a n d o e s t á z a n g a d a . não c o n s e g u i u . Uma linda morena.— Não fui uma boa anfitriã com você. Ainda de pijama. Sentou-sen o s o f á e c o n s u l t o u s e u s e .m a i l s p a r a v e r s e r e c e b e r a a l g u m a r e s p o s t a . m a s . mas apavorante. apareceu entre as colunas. no momento em que partisse.Jesslyn parecia atordoada. Rou notou a fadiga. Nada me faz esquecer. apenas sentia. Sentindos e culpada. q u e a f i z e r a d e s e j a r i r a d i a n t e . Tentou ler. Deveria existir alguém mais próximo.. Quando Zayed a beijara. sem saberse deveria se inclinar ou cumprimentá-la. Cambaleou até a sala e apreciou o sol que se levantava. Está difícil me manter ocupada.. A questão é que e l a a i n d a e s t a v a e x c i t a d a emocional e fisicamente.— Infelizmente. porque. D e u s .1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter será estritamente profissional. Tensa. Tudo com ele era diferente. E muito interessante e atraente. nem mesmo as crianças. agitada e insone. s e n s a c i o n a l .. com Zayed. perdida. a reação de seu próprio corpo e a expectativa de c o m o s e r i a f a z e r a m o r c o m e l e .Você tem muito a fazer. com a cabeça doendo. Seria impossível arranjar uma noiva para Zayed nas próximas 36 horas. é um desafio. convencional e fingida Dra. uma prima distante. Desculpe. Rou se preparava para consultar aficha de Zayed quando bateram na porta. desejava e ansiava. Ele era terrível. colocou os óculos e pegou o laptop. Rou prendeuos cabelos num rabo de cavalo.— E n t r e — d i s s e e l a . Eu não deveria me intrometer numa hora dessas.Q u a n d o Rou conseguiu dormir já passava das três horas.Jessica 116. embora gostasse de se sentir viva. alguém que já o conhecesse. asolheiras e a palidez no rosto da rainha.Nenhuma mulher decente o aceitaria.agarrando uma almofada.E l e d e u u m ú l t i m o s o r r i s o e s a i u . arrogante! Não conseguiria encontrar uma mulher para ele. Tornell. mas admitiu que o e s f o r ç o s e r i a inútil. t o r c e n d o p a r a q u e f o s s e M a n a r t r a z e n d o c a f é e biscoitos. Ela a c o r d o u antes das oito. O s h o m e n s g o s t a m d e d e s a f i o s . beijos e insinuações. Ela parou e sorriu docemente. sabiaque. Com elenão se sentia frígida.. mas talvez suas emoções e desejosfossem controlados pelo medo. usando um vestido simples.

Eu estava gostando de trabalhar de pijama. sem sucesso. — Rou indicou o sofá.— Sentese. Projeto Revisoras34 . — Desculpe se não estou vestida.Não posso viver sem ele — disse tentando sorrir.

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traga-ostambém.— Nada de costume cinza hoje? — Ele usava uma calça preta e u m a camisa de linho.— Ainda não tive chance de vestilo — ela disse. b i s c o i t o s e iogurte. quanto mais Zayed!— Talvez seja melhor você vestir outra roupa. O dia vai ser muito quente epensei em lhe mostrar os jardins do palácio mais tarde. — Os olhos dela se encheramde lágrimas. aqui era o quarto delas — disse a rainha com ar distante. s u c o .J e s s l y n s e i n c l i n o u e a p e r t o u u m b o t ã o i n v i s í v e l n a p e r n a d a m e s a d e centro. na véspera da morte de Aman. Ganhei a Bolsa de Estudos Fehr para estudar em Cambridge. Ela não sabia. envergonhada. Não é engraçado como o mundo funciona? Sharif sempre me disseque o mal pode gerar o bem. Estes aposentos raramente são usados.Jessica 116. humilde.— De quem?— Das meninas — revelou Josslyn com uma cara triste. — Soube que você conheceSharif.Rou ficou espantada. Projeto Revisoras35 . verdadeira e realista.M e n t a e M a n a r e n t r a r a m c o m b a n d e j a s c o m c a f é . minha esperança. Talvez ele estivesse certo. Rou se sentiu desleixada.— Você era amiga delas? — A melhor amiga.— Você já foi lá fora.O rosto de Jesslyn se iluminou. mas as conteve e mudou de assunto. Jesslyn olhou ao redor. conheceu os jardins?— Não.— Sim. corrigindo provas. meu coração.Rou também engoliu as lágrimas. passava os fins de semana de pijama.Zayed chegou meia hora depois e as cumprimentou. — Faz tempo quenão venho aqui. Foiassim que o conheci. E um bonito lugar. Acho que eu e você somos as únicas que o usaram depois que elas morreram. Jamila e Aman. alteza?— Mehta.— Você é a psicóloga? Agora você e Zayed encontraram um ao outro. Quemaravilha. — Quando eu era professora. Pretendo fazêlo mais tarde. muito bom e generoso. Você já tomou café? Comeu alguma coisa?— Estou bem. — Depois que a moça saiu.Jesslyn era bonita. mas deveria. — Das gêmeas.— Claro que não me importo. estava barbeado e exalava sofisticação e elegância.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter — É a maneira mais cômoda de trabalhar — respondeu a r a i n h a . Não saberia viver sem ele. —Não posso perdê-lo.— Você sabe.— Sim. P o d e r í a m o s t o m a r c a f é j u n t a s enquanto conversamos se não se importar. Ele era um mentor maravilhoso. como jardim e o sol matinal. Talvez algo de bom resulte de tudo isso.— T a m b é m n ã o t o m e i c a f é d a m a n h ã . Já fora ruim receber a rainha de Sarq de pijamas. no hospital. Estávamos todos de férias na Grécia quando o acidente ocorreu.— Ela mordeu os lábios. conversando sobre os filhos de Jesslyn e Sharif.Rou percebeu por que Sharif amava Jesslyn e seu coração se confrangeu. As duas tomaram café. Fiquei aqui quando cheguei ao palácio. Nós nos conhecemos na escola e depois dividimos umapartamento.— É uma suíte muito bonita. Imediatamente apareceu uma jovem. poderia trazer café para dois? Se houver alguns doces. Foi assimque conheci Sharif. Ele étudo para mim. — Morreram com uma semana de diferença. — Ela piscou várias vezes e fitou Rou.

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Elabeijou Zayed e sorriu ternamente para Rou. — O silêncio se prolongou a ponto dos nervos de Rou quase explodirem. pronta para. pouca coisa mudou nos últimos 400 anos. no mínimo.— E o que todos pensam?— Não sei.— Uma amiga da família.— Ainda hoje. quando voltasse. — Quantas esposasse espera que tenha um rei?— Meu pai e meu avô eram homens modernos e ambos só tiveram uma esposa.— Foi um engano. A tradição de Sarq diz que o país deve ser governado por um homem que tenha mais de 25 anose que seja casado com. Isto explicaria por que a colocaram no quarto de minhas irmãs.Ele concordou pensativo. n ã o . Meu bisavô teve três. Fique à vontade para se juntar a nós. uma mulher. que estou aquipara lhe prestar um serviço. Vou deixá-los — disse Jesslyn. . Seria terrível se ela pensasse estar dianted e s u a f u t u r a c u n h a d a . Não quero que ela fique constrangida ao ver sua futura esposa chegar. sim. Moralmente? Durante os últimos cem anos os Fehr sótiveram uma esposa.— Deve haver alguém próximo de você. Tahir. e eu.. As crianças estão loucas de vontade de conhecer a nova tia... u m a p r i m a distante. Rou ficou apavorada. também serei. alguém conhecido..Estes aposentos só são usados pela família. um rei pode ter mais de uma esposa?— Legalmente.mas. traria minha noiva. — Talvez seja hora de reavaliar nossa pesquisa. há cincodias.— A h . Ela não sabia o que estava dizendo.— O que foi que ela disse? — perguntou Rou. Projeto Revisoras36 . tomar notas. somos um país moderno. Seria o ideal. Dra. Talvez pense que você é minha noiva. J e s s l y n j á e s t a v a p a s s a n d o p o r t a n t a c o i s a . — Tia? Zayed franziu a testae olhou para o corredor. —Ela sabe que sou psicóloga. — Ele se jogou no sofá e olhou para ela.— Concordo com você. — Rou soltou os cabelos. Ele olhou para ela e deu de ombros.— Por que pensaria isso?— Eu disse que. Tornell? Hoje? Amanhã? Não estamos maisperto de encontrar uma esposa do que estávamos em Vancouver. .— Como não sabe? Por que ela pensou que nós. — R o u c o b r i u o s o l h o s e p e n s o u n o q u e J e s s l y n e s t a r i a imaginando enquanto conversavam.— No mínimo uma mulher? — Ela balançou a cabeça. — É preciso que você esclareça tudo..— Creio que será um alívio para sua futura esposa. Diga-me uma coisa: Sharif tem três filhas eum filho de três anos.— Ótimo.— Não sei. levantando.— E quando será isso.. em outros. uma amiga da família que seja adequada.— Talvez ela não saiba. — Ela respirou fundo.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter — Vocês têm muito a fazer. — Rou pegou um bloco. — Certo? — Zayed continuou olhando na direção da porta.Jessica 116. Sob vários aspectos. especialmente a rainha. Somos fiéis às nossas mulheres. Certifique-se de que todos saibam que nãosou sua noiva. apesar do que vocêpensa. uma ex-namorada. Por que um deles não ocupa o trono? Por que ele passará para você?— E uma antiga lei de Sarq.Jesslyn saiu enquanto os dois se olhavam fixamente. estamos de acordo. especialista em relacionamentos. — Vou levar as crianças para nadarmais tarde.— Foi o que também escutei.

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. que nunca se abalava.R o u p a r o u n a p o r t a d o q u a r t o e o l h o u p a r a e l e .1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter — Também acho — ele sorriu.Jessica 116.Rou levantou e se afastou. m a s estava totalmente fora da realidade. Graçasaos pais. e e l e n ã o a p r e s e n t a v a n e n h u m . vá esclarecer este mal-entendido.A cabeça de Rou começou a girar.— Estamos praticamente comprometidos. Ela sorriu. não estamos. Escolhi você. — Ela se fechou noquarto.— Você sabe que é a solução perfeita. Ele falava sério? Dissera quelhe daria dinheiro para casar com ele? Ela se agarrou no degrau.— Acho que terá uma surpresa. tenho alguém em mente.. o dinheiro ainda será seu.. Meu único motivo para estar aqui é ajudá-lo a encontrar uma esposa. claro que a deixarei livre de todas as obrigações. Elesorriu de volta. confiante e calmo.— N ã o h á r a z ã o p a r a p â n i c o — e l e d i s s e .. tentando fugir para oquarto.— Excelente.. — Agora chegavam a algum lugar.— Ah. conheceminha situação.— Como?— Escolhi você. esperando.— Vou financiar seu centro de pesquisas. Tornell. culta.— Sheik Fehr — ela disse secamente.. A sala rodavaloucamente. bem-sucedida. — Te r e m o s u m p e rí o d o d e namoro.— Então. em qualquer situação. De jeito nenhum. protegida de Sharif. É exatamente o que quero. você pensou em alguém.— Nós não vamos nos casar.O coração de Rou deu um salto. E perfeita: educada.. Omelhor é que você é uma antiga amiga da família. satisfeito. — É melhor esclarecer tudo agora do que arruinar nossas vidas. Você é uma candidata altamente qualificada: é inteligente.— Sheik Fehr. para ver se Sharif éencontrado.. Se ele voltar. Ela não era do tipo que se casava.— Então. interessantee nossos filhos serão muito espertos. ou devemos começar a fazer uma lista?Ele fez uma cara indiferente. — Santo Deus! Filhos?— Poderíamos esperar um ano para você engravidar. e u c o n t o — e l a d i s s e f i r m e m e n t e .Rou.— Está na hora de me chamar de Zayed. C o n h e c i a o s s i n a i s d e l ou c u r a . quase desmaiou. Ela sentou num degrau da sala.— Você está falando sério — ela disse num sussurro. Ela entendera errado. ela jurara ter uma vida celibatária. Dra. Z a y e d a i n d a e s t a v a sentado no sofá.— Não. Projeto Revisoras37 .— Você andou bebendo?— Tomei um café. sob nenhuma circunstância. Rou apontou para ocorredor. Ela não podia sequer classificá-lo como l o u c o . só que ele começará depois do casamento.— Receio que Jesslyn e as crianças acreditem que sim. Sabe que preciso de um casamento de conveniência e não deamor. mas não era expresso.— S e v o c ê n ã o c o n t a r à r a i n h a .

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Asolução de Zayed — casamento — não era solução. q u e a m a v a e p r e c i s a v a d e s e u t r a b a l h o e q u e n ã o desistiria de sua missão. n ã o p a r a e l a . Ela amava sua vida e não pretendia casar.Jessica 116. Casamentoera para aqueles que queriam uma vida doméstica. pensando no que faria. Por outro lado. o problema e s t a r i a resolvido: teria uma esposa e o trono. Rou perambulou pelo quarto. muito menos por um homem como ele. e l e tinha razão. apesar de ela achar que. ela nada ganharia ao casar com Zayed Fehr. Assim que ela Projeto Revisoras38 .1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter Capítulo Seis D EPOIS QUE ele se foi. d e c e r t a f o r m a . dedicada à família e aos f i l h o s . Do ponto de vista dele.

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Ela se deleitou ao entrar na água. e ficou tentadaa aceitar a proposta de Zayed. D r a . . cujas idades iam dos 9 aos 11 anos. — Quero que conheçam alguém especial. m a s descobrira que o dinheiro não compra o amor nem a felicidade. Passara a noite rolando na cama.Jesslyn como que despertou e olhou para a porta. Zayed não poderia coagi-la a se casar. enquanto as meninas reclamavam. Calçou sapatos de saltos baixos. Contanto que conseguisse se sustentar. notando a presença de Rou. a u t o r r e s p e i t o . Desculpe. egoístas. olha. eela não tinha o direito de perturbá-los. d e t r ê s a n o s . ele lhe propuserac a s a m e n t o . nada ambicionava de material.Rou deixou que Manar lhe preparasse um banho perfumado com baunilhae especiarias na enorme banheira.E l a a c a b o u p o r e s c o l h e r u m c o s t u m e p r e t o .Jesslyn estava tão sensível e entristecida que seria uma maldade sobrecarregá-la ainda mais. cercada pore m p r e g a d o s . levantaram e s e inclinaram respeitosamente com um olhar curioso. c o n f i a n ç a .— Ah. Queriaa p e n a s t e r i n d e p e n d ê n c i a . mas no quarto. a p e n a s p o r q u e t i n h a m a n g a s curtas. R o u vi u q u e a s m ã o s d e l a t r e m i a m aoacariciar os cabelos do filho e seu coração se apertou. prendeu os cabelos num coque e saiupara procurar a rainha. mesquinhas edesagradáveis. Rou se arrependeu por ter pedido a Mehta que a levasse até o quarto.A família tentava manter a normalidade depois que seu mundo desmoronara. Porém ela era uma mulher diferente: crescerac o m m u i t o d i n h e i r o . Esta éa n o i v a d e t i o Z a y e d . Jesslyn e as crianças não estavam na piscina. Al m e j a v a u m m u n d o particular onde pudesse controlar suas emoções e seria impossível alcançá-loficando em Sarq. O dinheiro torna as pessoas arrogantes.fantasiando como seria fazer amor com ele. não tinha visto você.— Mama — disse Tahir. não tinha nenhum. Q u a n t o m a i s rápido conversasse com Jesslyn. n u m a e n o r m e mansão em Beverly Hills... t e n t a v a d e r r u b a r a s p e ç a s dotabuleiro. Jesslyn as .. Ela não tinha uma fila de homens bonitos e s e n s u a i s b a t e n d o à sua porta. Sua bagagemc o n t i n h a a s r o u p a s q u e u s a r a d u r a n t e a t u r n ê a t r a v é s d e c i d a d e s o n d e predominava a baixa temperatura e que não serviam para o calor do deserto. Agora. Sentias e extremamente atraída por Zayed. — M e n i n a s — d i s s e Jesslyn com fingida animação. Entre. ou melhor. Oe n d i a b r a d o p rí n c i p e T a h i r . como se fosse uma princesa das Mil e uma noites. mas em parte estava curiosa.Ao sair do banho. mas Rouhesitava em procurar a rainha depois da conversa que tiveram durante o café.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter contasse a verdade a Jesslyn. Porém. o que lhe restava? Deixar que Zayed a manipulasse atéconcordar? Jamais.Jessica 116. R o u T u r n e l l . ou talveza palavra certa fosse lisonjeada.. Ela jamais admitiria. N ã o é emocionante?A s m e n i n a s . E l e s v ã o s e c a s a r a m a n h ã . onde as filhas do primeiro casamento de Sharif jogavam Monopólio. Rou examinou seu limitado guarda-roupa. Jesslyn os o b s e r v a v a c o m a r ausente. C l a r o q u e e l a n e m s e q u e r p e n s a r i a n o a s s u n t o . — Mama. melhor. — Ela deu um sorriso e n q u a n t o T a h i r s u b i a e m s e u c o l o . Rou. Embora trabalhasse para pessoas ricas. Entretanto. . Rou não as invejava. moça. sentindo-se diferente.

Projeto Revisoras39 . Viera esclarecer o assunto. D i g a a l g o . e J i n a n . a voz lhe faltava ao perceber a tristeza que flutuava no quarto. Afinal. p e r g u n t o u s e o c a s a m e n t o s e r i a n o e s t i l o o c i d e n t a l o u segundo a tradição de Sarq. Rou ficou paralisada. Diga: não vou me casar com seu tio. de 9 anos. Porém. Takia. e x p l i q u e q u e t u d o é u m mal-entendido. jamais.rompeu o silêncio. a m a i s v e l h a .apresentou. mas não conseguia se mexer nem falar.

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Preciso de você para cumprir meu dever. É disto q u e p r e c i s a m o s . Semvocê não será possível. aconselhara. e isto inclui casar e assumir o governo. que odiava emoções e lamentos. Projeto Revisoras40 .— Nós nos encontraremos no almoço. abraçou-se à mãe. m u i t o i n t e n s o e dolorido. secando as lágrimas. Eu quero e preciso de você.— Acabo de sair do seu quarto — ele disse. devo fazer o que é necessário. dedicando-se a ajudar os outros.— Casar com tia Rou? — perguntou Saba.mas suspirou e concordou. Você se torna verdadeira. Você está sendo corajoso e forte ao se tornar rei. mas acabou se perdendo nos corredores e. S h a r i f e s t a v a m o r t o e n ã o v o l t a r i a .— G o s t o de você desse jeito. Não poderia fugir de onde mais a necessitavam. t r e m e s s e m .1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter — Vocês não vão esperar a volta de papai? Vão se casar sem ele? — O silêncio pesou no quarto e abriu caminho para a dor. abalada.— Fui ver a rainha — ela replicou. q u e n ã o haverá rei? A rainha me apresentou às crianças como tia Rou! Agora sou tiadelas. F o r a d e m a i s . filhos. clinicara. A pequena Takia não entendeu por que não esperamos o pai dela para casar!O turbilhão de palavras exaltadas terminou e ela olhou para ele. Porém nãop o d e r i a a b a n d o n a r u m a f a m í l i a n a q u e l a s i t u a ç ã o . A rainha e as crianças estão arrasadas.. o casamento não será bonito.— Você precisa de uma esposa. — O q u e d e v o f az e r ? D i z e r q u e n ã o v o u c a s a r c o m v o c ê .— Tio Zayed e tia Rou gostariam — disse Jesslyn —. e fugiu. s u a s l á g ri m a s r o l a r a m . — S e m e l e . sentiu o coração dilacerado. Porém.— Eu não gosto de ficar assim. — Daria tudo paraver Sharif entrar pela porta. ensinara. — Ela voltou ac h o r a r . O palácio estava repleto do que ela mais temia. pedindo socorro. escutara. de repente. Isto lhe dará algum tempo.— Essa esposa é você.. Jesslyn começou a chorarsilenciosamente.Rou. Saba e Jinan soluçaram.. Rou tentou retornar ao seu quarto.— Como pude pensar que você era insensível? — ele disse. opaís está em tumulto. não de mim. A dor de todos fizera com que a morte de Sharif se tornasse real e aa t i n g i s s e e m c h e i o .. confuso. perda. deu de cara com Zayed. — R o u m o r d e u o s l áb i o s p a r a e v i t a r q u e .— Algo errado? O que aconteceu?— Seu irmão está morto. Amor. cheio de medo. — S e e u pudesse.— Talvez dê para esperar — sussurrou Takia. Zayed pensou em argumentar. muito corajoso e forte. desfaria tudo isso — ele acrescentou com calma.— G o s t a r i a d e p o d e r e s p e r a r p o r s e u p a i — d i s s e R o u . gritando.casamento. sem seu pai.— Preciso de tempo — sussurrou. e tio Zayed. A s s i m q u e e l a s a i u .Rou pensou em Jesslyn e nas crianças e recomeçou a chorar. Daria tudo o que tenho e o que sou para vê-lo asalvo. Takia olhou para Rou com os olhos arregalados e os lábios apertados. pegando-a pelo braço. O h o m e m q u e e l a adorara se fora. até que chegue este dia. e Tahir. D u r a n t e a n o s e s t u d a r a . Aquelas crianças encaravama realidade muito cedo. O país está um caos. mas. está fazendo o que seu pai gostaria que ele fizesse.Jessica 116.— E se tornar rei — disse Jesslyn entre as lágrimasRou não aguentou. Deu um sorriso desesperado. Nada pode ser decidido sem o rei. As meninas tinham perdido a mãe havia muitos anos. — Não será suficiente. Crianças não deveriam sofrer nem amadurecer de repente.

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jamais voltaria a ser. ela abriu a tampa de uma caixa e descobriu um vaporoso vestido rosa.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter — Tem de ser. Nada era como deveria. mas sua alteza deseja que comece a usá-lo..— O quê? — Rou deu um pulo na cama. Nada pode ser decidido. Prada. Ele precisava dela e ela o ajudaria.— Já é uma hora?— Sim. mas é muitoquente..— Está certo. Ela reconheceu algumas marcas: Michael Kors. — Ambos se olharam frustrados e zangados. O país está semrei há quase 15 dias. Outra caixa continha um incrível casaco rosa claroc o m b o t õ e s d e b r i l h a n t e s .. Sarq.— Sou esperta. afundando no travesseiro. A senhora tem meia hora para se preparar. Tudo e r a t ã o l i n d o q u e i m a g i n o u a s i r m ã s d e Z a y e d v i v e n d o n a q u e l e s a p o s e n t o s dignos de duas princesas.. C o m o u m a m ã e s u p o r t a r i a p e r d e r t a n t o s f i l h o s ? A r e a l i d a d e e r a muito dura.. apenas me indique a direção. Zayed desistiu e lhe forneceu instruções. bocejando —. — Rou estava cansada e arrasada. Projeto Revisoras41 . Talvez fosse temporário. Tornell.. trocaria — ela disse. R o u p e r d e u o f ô l e g o e a b r i u m a i s u m a c a i x a .. que viera lembrá-la de que o almoço seria dentro de meia hora e perguntava se ela queria mudar de roupapara almoçar no terraço com sua alteza. mas as embalagens eramigualmente elegantes. o azul marinho.Se ela não tomasse cuidado.C a i u n o sono e foi despertada por Manar. o grafite? Onde estavam as roupas sérias que a dei. m a l a s e caixas. tenho tempo — ela respondeu.Valentino. sonolenta e esfregando os olhos. Rouprecisou pedir ajuda duas vezes aos empregados. r e c o n h e c e u c o m r e l u t â n c i a q u e e s t a o p ç ã o s e r i a i m p o s s í v e l . Não admira que a mãe de Zayed tivesse um colapso e precisasse seri n t e r n a d a . nem mesmo o funeral do meu irmão.— Tudo em tons de rosa? — ela perguntou a Manar. Rou se sentou na cama.— A senhora não quer trocar de roupa? O terraço é coberto. Ela abriu várias embalagens e a sala foi inundada por um mar em tons de rosa. mesmo por um homem comoele. Ao entrar no quarto. — Estou pronta. Dior. Quanto ao casamento. Estamos ficando sem tempo. jogou-se na cama e examinou o ambiente como se o visse pela primeira vez. — Está tudo na sala.Jessica 116. mas isto é tudo o que tenho. comovente e triste. Porém jamais deixaria de ser quem era. Tornell.R o u c o r r e u a t é a s a l a q u e e s t a v a c h e i a d e s a c o l a s c o l o r i d a s .— Vou levá-la até seu quarto. desesperada. Algumas ela não conhecia. Sharif também morrera. Zayed tinha razão. — A moça malcontinha a excitação. E os ajudaria a agüentaras próximas semanas. Hesitante. Eu. jovial. agora. venha ver. Ele disse que a senhora precisa de algo mais adequado à vida no palácio. Chanel. — Se eu pudesse.. encontrando um vestido plissado cor de coral com um fino cinto dourado.... No meio do caminho.— É seu enxoval.— Não. nem desistiria de seus projetos. invencível? Aquele guarda-roupa era feminino..— Venha ver.— Então. Ambas haviam morrido. Dra. num silênciocarregado. A senhora recebeu dezenas de caixas e sacolasque chegaram de Dubai.xavam segura. e. Dra.— E complicado. Onde estavamo preto. Embora desejasse voltar para São Francisco nop r ó x i m o v ô o . Elaficou tonta e sentou no braço do sofá: não costumava usar rosa.

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segurando-a pelos quadris. — Calma querida — ele murmurou sobre os l á b i o s dela. . Não posso. encaixando-se entre suas coxas. — Zayed a afastou e se despiu r a p i d a m e n t e . pertencia. mas ela não conseguiria lhe pedir que parasse. — E rápido. mas desta vez de frente para ele. chocante. despidos. p r o f u n d a e a v i d a m e n te . P o r i s s o e l a o temia. — Ele a beijou profunda e demoradamente. Rou soltou um suspiro ao senti-lo dentro desi. Rous a b i a q u e p a r t e d e l a p e r t e n c i a a Z a y e d e s e m p r e p e r t e n c e r a . sentindo como ele estava excitado. procurando seu ponto mais sensível. e ela sabia que com ele daria certo. que seria extre-mamente sensual e enlouquecedoramente excitante. de certa forma. Com um únicomovimento. laeela. afinal. No fundo. apossando-se desua boca como se lhe pertencesse e. Ela não estava habituadaa dividir. Roumergulhou os dedos nos cabelos de Zayed e esmagou os seios contra o peito d e l e .— Vou tentar — disse ela. Era loucura. Rou entrouem pânico e tentou empurrá-lo pelos ombros.— Não de você.Jessica 116. Ele a preenchia invadia o seu corpo e seu coração. — Não posso ficar nesta posição.a n t e s q u e eu acabe sozinha. puxando-a de volta para o colo.. — Ela o beijoud a m e s m a f o r m a q u e e l e a b e i j a r a .O coração de Rou se apertou e ela deixou as lágrimas escorrerem. úmida e ansiosa. Olhoupara ele: tão belo e com um olhar tão solitário. ele a livrou da calcinha e continuou a acariciá. não sei o que sentir.O corpo dele estava quente.. A minúscula calcinha des e d a d e Rou era um obstáculo inútil.— Pode sim..— E melhor você acabar o que começou — ela disse ofegante. seu corpo se abriu para ele e o acolheu como se formassem uma unidade. Temia o poder que ele exercia sobre ela. A sensação de prazer era superiora tudo que ela já sentira. A ú l t i m a c o i s a q u e q u e r i a e r a magoálo. A q u e l e homemprecisava dela. Zayed arrancou a saia de Rou e a puxou de volta sobre o corpo. Os dois se movimentaram juntos: ele a segurava pelos quadris. fazendo com que ela sentisse o poder de sua ereção. Assim que ela abriu seu coração. gemendo de prazer. Estavam ali. a ser parte de alguém. Rou mordeu o lábioao sentir o pesado tecido da túnica de Zayed friccionando a pele sensível entresuas coxas. C o m e ç o u a c h o r a r .Ele não se mexeu. Ela duvidou que ele estivesse respirando. abraçou-o pelo pescoço e escondeu o rosto no ombro de Zayed. e desta forma poderá olhar para mim. — É disso que tenho medo. Rou se contorceu selvagemente. Ele a ergueu e encaixou-a em seu corpo. Zayed a acariciou através do tecido. ela precisava dele. Não sei como fazer isso. Era injustificável. suportando o seu peso até q u e e l a relaxasse de novo e se acostumasse com a sensação. Quando ela trincou osdentes. Rou percebeu a hesitação e uma sombra det r i s t e z a n a v o z d e Z a y e d . sentindo algo diferente do medo.— Alguém precisa me amar — ele disse. Ela balançou a cabeça. — Deixe que eu tente..— Sou só eu. Quero que veja o quevocê faz comigo. Ela se sentia cada vez mais e x c i t a d a .la.— Você tem medo de mim?Embora estivesse em pânico. mesmo que quisesse. o que era um novo tormento.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter obedeceu. Rou abriu seu c o r a ç ã o e d e i x o u q u e e l e entrasse. Os lábios dela tremeram. — Assim não vou conseguir — ela disse. seu corpo ansiava para que ele continuasse a tocá-la. para que apossuísse. ela o beijava. Tenho medo de amá-lo. coladoscarne com carne. Estava em suas mãos.— Não posso. seus olhos ardiam. chorando.

o prazer crescia e só seus corpos Projeto Revisoras57 .enquanto a excitação aumentava.

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E r a t a r d e q u a n d o Z a y e d v e i o p r o c u r á . desejosa e carente? Ela se olhou longamente e seu coração se encolheu. E l a a b r i u a c a p a d o c a b i d e e e n c o n t r o u u m vestido de algodão rosa e branco com um largo cinto.— Disseram que você recusou o jantar.quando acordou. Era incrível. Rou se sentiu magoada.— Durma — ele respondeu. n o s o f á .E l a p e r c e b e u u m m o v i m e n t o n o e s p e l h o e p a r o u p a r a v e r s u a i m a g e m refletida. agora seria fácil. ela sentiu o corpo de Zayed se contrair e apressar oritmo dentro de si. Suasroupas estavam dobradas sobre a mesa. Rou e n t r o u n o banho e deixou que a água fria escorresse por seu corpo. Estonteada. Sentiu quando ele atingiu o orgasmo. Alguém o c o l o c a r a a l i . Estava pronto para se tornar rei.— Zangada não. aproximando-se.— E agora? — perguntou ela. E l a n o t o u a s t o a l h a s molhadas. Quem era aquela mulher? Quem era aquela loura suave eapaixonada. mas. Q u a n d o a c a b o u . R o u s e a f a s t o u o m a i s q u e p o d i a e colocou o laptop entre os dois. a mulher que queria ser. — Sua fragilidade a assustava. u m m i s t o d e t e r n u r a e d e s e j o . viu um cabide de roupas apoiado no sofá. s e u s d e n t e s b a t i a m . Enquanto estive aqui. viu-se sozinha. Deveria esperar por Zayed? A ideia de sentar e esperar por ele trouxe de voltaa s e n s a ç ã o d e v u l n e r a b i l i d a d e . só enjaulada. Ao fazerem amor ela lhe dera mais queseu corpo: dera-lhe seu coração.L a v a r a a t e r n u r a e a s e n s i b i l i d a d e . Ótimo.Ele a abraçou e puxou-a contra o corpo. Aquela era a mulher que ela conhecia. Exausta. até que Zayed a carregoupara a cama. Embora soubesse queagia como criança. Zayed se barbeara. o d e l a ainda tremia. querida?— Não abandonada.— Sou eu.— Está se sentindo abandonada. Ele poderia magoá-la.Z a y e d s e n t o u p e r t o d e l a . tomara banho e saíra. até que só lhe restava explodir numa tempestade desensações. recendia levemente a loção de barbear.— Talvez eu não quisesse outra refeição na bandeja. Ao voltar paraa s a l a . principalmente lavando a parte sensível entrea s c o x a s . Ela foi até o banheiro que. Rou estava aturdidaporque jamais tivera um orgasmo. indescritível. Nada de fogo e desejo. Projeto Revisoras58 . Ela o desejara e ele correspondera. E l a esfregou vigorosamente a pele.— Você está zangada — disse ele. E l a s e n t i u o c o r a ç ã o d i s p a r a r . sua doçura a ameaçava.Jessica 116. nada que pudesse ameaçá-la. abandonei meus clientes.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter e xi s t i a m . Ele a acomodou sob as cobertas e deitou ao lado dela. Eles ficaram quietos por algum tempo.— Não acredito. R o u m a l l e v a n t o u o s o l h o s d o computador. s e u c o r p o b ri l h a r e c a d a n e r v o s e esticar. Sua cabeça estava longe de tudo. serviria para cobri-la ao voltar para o seu quarto.l a . apesar devazio. O s c o r p o s d o s d o i s e s t a v a m q u e n t e s e ú mi d o s . exceto do intenso prazer que cresciaselvagem. ocupada. pensou com sarcasmo. Ele cumprira seu dever. ela se e n c o s t o u e m Z a y e d .— Eu não estava com fome. Embora não gostasse derosa. m a s cumprira sua tarefa. E l a s e enrolou numa toalha e se olhou no espelho com os cabelos pingando. incansável. Gostara do que houvera entre eles. Ela foi até a sala e viu que estava vazia. Voltara aser ela mesma. O perfume sutil lhe causou umas e n s a ç ã o e s t r a n h a .Rou não sabia por quanto tempo dormira no quarto escuro e fresco.mas ainda estava chocada consigo mesma. c o n g e l a r a a p a i x ã o e o d e s e j o .mas agora se sentia vazia e apavorada.

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Parece minha mãe.— Eu sei. s e m c o n s e g u i r . f e c h a n d o o l a p t o p e c o l o c a n d o . cujas necessidades eram ridicularizadas por seupai. Zayed?— Minha esposa — ele disse. Rou. s o f r i a e n ã o conseguia pensar. Ele a olhou c o m curiosidade." A mãe com quem ele mal falara durante a n o s . Fizemos sexo. mas nãotemos um relacionamento. R o u f e c h o u os olhos e virou o rosto como se tivesse levado u m a bofetada. fraca.— Sim.— Você não me conhece.— Você não me parece o tipo de pessoa que joga as coisas.— Não apenas no papel.— Gostaria de dormir no meu quarto. jurei ser fiel a você pelo resto da vida. — Ela engoliu em seco. dando de ombros.. ou pretende continuar com este joguinho de a d i v i n h a ç ã o ? — p e r g u n t o u e l e . E s t a v a cansada. Se ele lhe desse algum tempo.— Eu sei! — Rou agarrou uma almofada. foi um longo dia.Zayed contraiu o rosto sutilmente. mas para ela fora um verdadeiro terremoto. consumação..o s o b r e a mesinha. companheirismo e respeito — ela gostaria de responder. Jurei honrá-la e protegê-la. Rou cruzou os braços. M a s sentia-se horrivelmente parecida com a mãe durante as brigas com seu pai. Pense. magoada e zangada. com fome. — Se não se importa. — R o u n ã o estava disposta a ter aquele tipo dec o n v e r s a . — E então? Não vamos ficar juntos? Já vamos viver separados?— M a s n ã o estamos juntos.— Venha. Você conseguiu:casamento. p r e c i s a v a a p e n a s encontrar palavras que Zayed compreendesse.Jessica 116. O que represento para você.— Fui à coroação. ela tentaria se acalmar e lhe Projeto Revisoras59 . Ela tentou se controlar. Não sei por que você quer que e u d u r m a n o s e u quarto.— Foi um longo dia. Zayed baixou os olhos. Z a y e d l e v a n t o u e estendeu-lhe a mão.— Se não me importo — repetiu ele com um tom quase de ironia. É preciso fazer todo este drama? Parece até minha mãe. além disso? Amor.— Desculpe pelo drama. dependente. Rou tentou ignorar os olhos q u e a r d i a m . — E l a d e u u m s o r r i s o f o r ç a d o .— Você estava dormindo. olhando-a com expressão carregada. coroação.— Sozinha.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter — Você acha que o computador vai me manter afastado?— T a l v e z fosse melhor eu jogá-lo na sua cabeça. O que mais poderia lhe oferecer. Amãe emocionalmente frágil.— Você ficou fora durante sete horas. E l a n ã o e r a c o m o a m ã e . Amanhã será outro dia. patética. Jamais estivemos. — V o c ê te m r a z ã o .— A c h o q u e c o n h e ç o . a mãe carente. — Você vaime dizer por que está zangada. — É nossa noite de núpcias.— Vamos dormir um pouco. — Rou sentiu um nó na garganta e tentou conter as lágrimas. A tarde n a d a significara para ele.— Você me deixou.— Você não poderia ter se despedido ou deixado um bilhete?— Eu pretendia voltar. pense! P o r é m e l a e s t a v a c o n f u s a . Como você disse."Drama. Eu fui à coroação. porque o que dissera até agoraa p e n a s o afastara. Foi um grande dia para você.— Apenas no papel — ela disse em voz fraca. — Eu sei.

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Q u a n t o m a i s o te m p o p a s s a v a . Rou fez um gesto como se quisesse alcançá-lo. Era istoque não queria a cena que ela sempre temera: o homem que sai e a mulher q u e c h o r a . Ele era um homem bom. Já terminei.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter dizer que estava com medo. e l a s e p r e p a r a v a p a r a p r o c u r á . com os olhos cheios de lágrimas. confiante. Max Tornell. ignorando o próprio nervosismo. voltar not e m p o e a b r i r s e u coração. mas. E l a o d e i x a r a simplesmente sair. Zayed parou e virou-se para ela. Depois deuma noite insone. como se nada houvesse acontecido.— Eu queria uma mulher forte.Jessica 116.Rou concordou. Passei aúltima hora com Jesslyn e Khalid. Projeto Revisoras60 . se não tomasse cuidado. — Comoestá sendo o seu dia?— Ocupado. Ele não l h e prometera algo que não poderia lhe dar. sem deixar um bilhete. Parecia tão cansado quanto ela. — Boa noite. Certo. l á g r i m a s . Tudo o que ela queria era se desculpar. indicando o computador. saídas teatrais. Rou chorou e sentiu o coração partido porque compreendeu que ela não era melhor que seus pais.l a . reproduzindo opapel que o pai dela costumava interpretar: o vencedor do Oscar. honesto. ele a deixara sozinha durante horas. — T a l v e z possamos conversar amanhã — disse ele calmo e controlado. sentia-se impotente. emsua defesa. jamais se abrira com ninguém e percebia que ele estava irritado. mas Zayed balançou a cabeça. Repetia a história de s e u s p a i s . Capítulo Dez Rou ESPEROU a manhã toda por Zayed. ele tinha preocupações maiores e novas responsabilidades. Rou respondia alguns e-mails e levantou-se para recebê-lo. acabariacomo eles. e que. Não suportodramas nem cenas. o h o m e m q u e s o f r e e a m u l h e r q u e s e d e s e s p e r a . Entretanto. — Zayed caminhou para a porta. Rou não conseguiu falar.desgostoso e distante. — Ela sorriu. tinha dificuldade de expressar seus sentimentos. Tive uma reunião de gabinete durante toda a manhã. ela deveria ser a mais compreensiva e saber como a vida dele se tornara estressante.— Não. Rou ficou desesperada. odiava climas tensos.— Estou atrapalhando? — perguntou ele. m a i s d i f í c i l e r a a e s p e r a . E r a o q u e c o s t u m a v a a c o n t e c e r e n t r e o s d oi s : b ri g a s . sabia que se comportara mal. sem nada. Entretodas as pessoas. planejando o funeral de Sharif. Peça-lhe para ficar. soluçando silenciosamente. Rou. mas ele não apareceu nem mandouc h a m á .N o i n í c i o d a t a r d e . Peça! Implore como sua mãe c o s t u m a v a fazer. E l a n ã o sabia lidar com conflitos. Rou. Não consigo.— Olá..l o q u a n d o Z a y e d apareceu. por uma razão.Ele saiu e ela se agarrou na almofada. Abandonara-a sem se despedir..

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Gostaria de ter ido.— Você é uma recém-casada que foi deixada sozinha no dia docasamento.— Acho que gosto de algumas coisas cor-de-rosa — ela replicou. Na verdade. o c o r a ç ã o d e R o u a c e l e r o u e e l a s e encolheu.— Claro ótimo.. Estou aqui há apenas alguns dias e sei muito poucosobre o país.— Não. só animada. Sairíamos do palácio. Assim que ocarro começou a andar.. Em comparação com algumas Projeto Revisoras61 . ele se virou para ela. — Rou sorriu sem perceber. — Ele sorriu e lhe ofereceu o braço. — E l e s u s p i r o u e balançou a cabeça. Sei que seria apenas para homens. e suponho que Sharif lhe contou algosobre nosso país.— Você está longe de ser ignorante. Deixara os cabelos soltos.— O q u e me d e i x o u m a i s a b o r r e c i d a f o i n ã o p o d e r a s s i s t i r à c o r o a ç ã o . pensou Rou ao vê-lo entrar na sala.— Você o chamava de mentor. corando.— S ó q u e e s t e é m e u p a í s .Quando Zayed sentou ao lado d e l a . Desculpe.— Nó entanto. Num curto espaço de tempo tudo mudara entre os dois. — Tudo é novo para nós dois.— Fica bem em você.— T o d a n o i v a d a r e a l e z a t e m u m p r e ç o . Cobrei um preço. O j a n t a r f oi l o n g o . durante anos eu nãosabia quem ele era. D e ve r i a te r m e l e m b r a d o . — Ela respirou com facilidade pela primeira vez desde que acordara sozinha na cama de Zayed.— Venho buscá-la às 7h. — Fui egoísta e irracional. Não deve ter sido fácil. E u f u i à c o r o a ç ã o d e S h a r i f . Gostaria de reparar meu erro. — Ela corou. É preciso que você me ensine alguma coisa. E s q u e c i o pouco que você sabe sobre nossas tradições. — Poderia ter mandado avisá-la.— Tudo bem.— Desconfortável?Rou deu uma olhada pela janela e abanou a cabeça.— Não. vestido num terno preto. pontualmente. escolhera o vestido longo rosa e laranja e brincos de pingentes. Eu estava errada. — Vamos?D o l a d o d e f o r a . o que seria bom para nós dois. u m a M e r c e d e s p r e t a c o m motorista os aguardava. mas me importo com você e queria participar de alguma forma. não o fiz por altruísmo. d o q u a l g o s t o m u i t o . — Gostaria de ver algo além destas paredes. V a m o s j a n t a r f o r a e s t a n oi t e .R o u c o m p r e e n d e u q u e e l e q u e r i a d i v i d i r a r e s p o n s a b i l i d a d e e f i c o u aliviada. ou pensarão que se casou com uma mulher ignorante.— Você está deslumbrante — disse ele. H á u m l u g a r d i s c r e t o . m i n h a f a m í l i a e m e u s c o s t u m e s .— E s q u e c i q u e h a v e ri a u m j a n t a r d e p o i s d a c e r i m ô n i a . Era como um irmão mais velho ou um p a d r i n h o m á g i c o .— Estarei pronta. Ajudada por Manar.Rou estava pronta às 06h30min.— Ele foi muito bondoso comigo. A ú n i c a c o i s a q u e e l e m e p e d i u f o i p a r a q u e a j u d a s s e o s outros da maneira que eu pudesse.— Sinto muito por ontem à noite. Ele nunca falou sobre o assunto.Jessica 116. e você devese sentir tão pressionado quanto eu.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter Não era de admirar que ele estivesse tão tenso. — Foi o que você fez ao se casar comigo. O sorrisode Zayed valeu o esforço. Só descobri que era um príncipe ao ler um artigo sobre a coroação numa revista.

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Eu colaborei com estaexpansão: sou um dos maiores investidores dos cinco hotéis mais luxuosos. a p e s a r d e s e r n o v e n t a p o r c e n t o islâmico. mas o amor deles terácontinuidade. apesar de tratar Zulimamuito bem. e. l on g e d o b u r b u ri n h o d o c e n t r o . até que Tahir tenha idade parasubir ao trono.Zayed beijou-lhe a mão. Sem que Sharif soubesse. apesar de terem três filhas. Seis meses depois. o carro atravessava uma vizinhança sossegada.Enquanto conversavam. laeela. virando-se para ela. arcos. Ele será um grande conforto para Jesslyn.— N ã o t o r n e i a s c o i s a s m a i s f á c e i s . ocasamento não foi feliz. com fachadas pintadas de branco. aberto e receptivo a todos os povos e culturas.Em virtude da proximidade do mar.bonito e esperto. — Não depois de tantos anos separados.— Quero conhecer sua família. protegendo as dunas enquanto poderíamos transformar Sarq num paíscompetitivo. ela jamais o perdoou por amar outra mulher. — Ele citou a l g u n s n o m e s . e ele é um menino inteligente. Zulima.— N ã o .— Pode não ser um consolo para você. mas começo a pensar que foi um erro.Jessica 116. O desaparecimento das dunasrepresenta um prejuízo para a fauna e para a flora. Eles deveriam ter tido mais tempo. ti p i c a m e n t e islâmicas. O carro Projeto Revisoras62 .— Está falando sério?— A primeira mulher de Sharif. Eu o achava ridículo. Eles conceberam o príncipe Tahir. ela procurou Jesslyn e a mandou embora.— Ele era muito estimado e ficaria agradecido por você substituí-lo. um p e q u e n o p a í s à b e i r a d o m a r A r á b i c o . Fiquei honrado com a presença de tantos amigos e vizinhos quevieram oferecer seu apoio e que também prometeram protegê-lo. Agora acho que ele tinha razão. Meu pai não gostou. Sarq estava se tornando sede de vários hotéis. Estamos comemorando nosso casamento e tudo o quefiz foi falar da minha família. o seu preço foi razoável. S h a r i f estava apaixonado por Jesslyn. — A l e a l d a d e d e l e s é o t e s t e m u n h o d o q u e s e n t e m p o r m e u falecido irmão. olhando pela janela.— Deve ter sido difícil para Sharif dizer não para você.— E era? — ela perguntou. E u e K h a l i d t i v e m o s a l g u m a s discussões sobre o que eu estava fazendo ao ambiente. depois de Dubai e dos Emirados Árabes. jurei proteger meu sobrinho e meu país. Meu pai foi o primeiro a abrir as portase S h a r i f herdou sua política liberal.— Para todos nós — disse Zayed.Rou tocou na mão dele. mas minha mãe insistiu que Zulima era a mulhercerta para Sharif.Rou ficou comovida. era um país tolerante. mas creio que ele deveria ter i mp o s t o limites ao crescimento. A s c o n s t r u ç õ e s e r a m a n t i g a s . Sharif sempre amou Jesslyn e. ele estava noivo de Zulima.— Obrigado. foi uma noiva de 20 milhões de dólares.— Não durou o suficiente — ele disse. torres e colunas.Ele sorriu tristemente e se pôs a falar sobre o país.— Mas Sharif e Jesslyn se reencontraram.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter noivas da família Fehr. quero saber de tudo.— A p ó s u m a e x p a n s ã o i m o b i l i á r i a t e m o s o s h o t é i s m a i s l u x u o s o s d o Oriente Médio. mas minha mãe não a aceitou. Odeio pensar que meusfilhos crescerão num país que perdeu a diversidade que tinha quando eu era criança. Contou que Sarq. — Na cerimônia deontem.

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carregado de enormes responsabilidades. o sossegoé uma comodidade preciosa e vale cada centavo..Jessica 116. Gostaria que me f a l a s s e sobre essa nuvem que paira sobre você.— Eu gostava de morar em Monte Cario e de ter casas em Londres e NovaY o r k . — E d e m a i s v i n t e c o m o e l e p e l o mundo.— Não.— Vamos jantar você verá. todas vazias. muito exclusivo. V o u s e n ti r m a i s f a l t a d e s t a ilusão do que de Monte Cario ou da minha liberdade. — Ela o olhou. Pensei que deveria saber o mais que pudesse sobre meu marido. Rou não viu sinal do restaurante. — Seja bem-vindo. não significa que seja amaldiçoada. A m a l d i ç ã o s e c u m p r i u d e n o v o e S h a r i f morreu. A mesa está pronta. mas eu tinha a impressão de q u e . nem fez com que nos sentíssemos culpados por ele carregar opeso e suportar a pressão. avisou para que eu não desse atenção aos comentários sobre.— S e r s ó c i o c u s t a u m a f o r t u n a .— Mulher esperta — ele disse.— O lugar é todo nosso — ela observou ao sentar. Sei exatamente o momento em queaconteceu. e l e s e s t a r i a m s e g u r o s . A g o r a v e j o q u e n ã o p a s s a v a d e i l u s ã o . ao sair.. — Antes do casamento elame trouxe um presente e. e n q u a n t o f i c a s s e l o n g e .— Esta é uma tarefa que nunca desejei. rindo. surpreso. A maldição.E n t r a r a m n a e l e g a n t e s a l a i l u m i n a d a p o r v e l a s .Rou percebeu que ele parecia mais velho.— Um luxo pelo qual sou grato esta noite — ele respondeu e Rou notou ocansaço e as olheiras em seu rosto. — Pelo pouco quee l a d i s s e . Para muitos de meus conhecidos.— Onde estamos? — perguntou Rou. G o s t a v a d e t r a b a l h a r e v i a j a r . C oi s a s r u i n s p o d e m acontecer a qualquer momento. Um homem vestido dep r e t o a b r i u a p o r t a e e l e s e n t r a r a m n u m s a g u ã o i l u m i n a d o p o r u m e n o r m e candelabro. — S ó p o r q u e n ã o é segura.— É um clube privado. preocupada.— Como você sabia?— Entrei na internet e pesquisei o perfil da sua empresa e o seu portfóliode investimentos. m a s t o d o s f i c a m f e l i z e s p o r p a g a r p e l a privacidade. Minha família também sabe.Zayed a olhou.— Pensei que jantaríamos fora.— Muito exclusivo porque ninguém sabe que existe.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter parou diante do que parecia ser uma residência cercada por mansõeselegantes.— Jesslyn disse algo sobre isso — admitiu ela.Saíram do carro e Zayed apertou uma campainha.— É m a i s q u e u m a n u v e m . mais forte e mais maduro. H a v i a d e s e i s a o i t o mesas. Meu pai sempre demonstrou queera um trabalho exaustivo. Sharif nunca reclamou. Agora sei que nenhum denós está seguro.— V o c ê é d o n o d o c l u b e — e l a d i s s e . deduzi que houve algo em seu passado. rei Fehr. Projeto Revisoras63 . segurança e sossego. m a s o q u e e u m a i s v a l o r i z a v a e r a a segurança da família.— Foi uma mudança muito brusca para você.— Você vai sentir falta da sua antiga vida. Eu sou amaldiçoado.— A v i d a n u n c a é s e g u r a — d i s s e e l a g e n t i l m e n t e .

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— Certo. — Ela me via como umirmão mais novo. s e n u n c a d o r m i u c o m e l a . Se o seu olho pecou. se as mãos pecaram.— Vou dar a versão resumida. ele não acreditava.— Ele pegou a mão dela. o rosto ficou tenso. até que se ouviu a notícia de sua m o r t e .— M a s ..— Pode ser para melhor. pensativo. s u s p e i t a n d o d e s u a f i d e l i d a d e . minha estupidez e minha arrogância a mataram. e isso se consegue destruindo o que lhecausou vergonha. Tornell? — ele perguntou. Nur era uma princesa de Dubai e se tornara esposa de um sheik vizinho. sorrindo. Rou fez uma careta. sempre nos esbarrávamos em eventos sociais. Às vezes ainda penso nela. E l a lidara com a culpa e a tragédia em sua clínica.n u n c a a b e i j e i . n ã o d a mesma maneira. — Rou observava as emoções se sucederem no rosto de Zayed. Dra. Nunca fiquei sozinho com ela. — Nós nunca dormimos juntos.observando-a.— Você manda matá-la. c o m a s m ã o s s o b r e o p e i t o . mas queria que fosse minha.— E se a esposa pecou?Zayed deu um sorriso assustador e seus olhos se encheram de ódio e de horror. —Ele olhou ao redor.E l e e r a c o n h e c i d o d e me u p a i e n o s e n c o n t r á v a m o s v á r i a s v e z e s p o r a n o .— Isto foi uma piada. — Eu me apaixonei por uma mulher casada. apertou por algum tempo e a soltou. Eutinha 17 anos. e o meu amor. hshuma — ele disse a palavra em árabe ef e c h o u o s o l h o s . E u t e r i a dado a vida por ela. mas aquele era o tipo de culpaque acabava com a vida de um homem. — Você quer mesmo saber?— Quero. eu achava que era o som mais lindo do mundo. Ela foiapedrejada por causa da minha falta de controle. o que para nós é o maior pecado entre todos. É preciso haver uma reparação. .— Pode ser que mude sua opinião a meu respeito — ele disse. s e m c o n s e g u i r f a l a r .R o u f i c o u p a r a d a . — Então. num casamento arranjado. cortam-se as mãos. ? — R o u sussurrava as perguntas. nós temos hshuma. Imagino o terror que ela sentiu. Quandoela ria.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter — Jesslyn disse que Sharif não acreditava em maldições. — E s t e é u m c o n c e i t o q u e n ã o e x i s t e n o o c i d e n te . elegante. por favor. Um pouco de humor faz bem quando as coisas estão difíceis. . ela d e s a p a r e c e u . O m a r i d o .— Eu gostei. —Aos 17 anoseu precisava dizer a ela que a amava. Vocês têm culpa. D u r a n t e d u a s semanas ninguém soube o que acontecera. — Rou sentiu um arrepio na espinha. — Ele encarou Rou fixamente. cega-se o olho. E onde ele está?— Conte-me o que aconteceu. q u e s i g n i f i c a q u e o s outros sabem que você foi desonrado. Sabia que ela era casada.Jessica 116. e ela 24.— Nós temos tempo. a minha impulsividade. Não seremos interrompidos. . Tudo o que desejava era amá-la.. bondosa e atraente. T u d o o que fiz foi declarar meu amor. quase sinto sua dor. Tratava-me com carinho e sorria para mim simplesmenteporque eu a divertia. — O maridoe a família acharam que estavam agindo corretamente — acrescentou depois Projeto Revisoras64 .l a .— Foi uma questão de desonra. Ela era linda.— É uma história terrível para um encontro romântico.— Uma piada de mau gosto. . É tudo o que posso agüentar esta noite. —A voz dele f o i sumindo. em como foi seu último dia. S e v o c ê n u n c a a t o c o u . m a n d a r a m a t á .— Ela era inocente — ele acrescentou com tristeza.

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R o u p e r c e b e u q u e a s m ã o s d e l e s e aproximavam de seus seios. dormir era dormir.Z a y e d n ã o s e j u n t o u a e l a .— Não sou seu amor — disse ela. mas desistiu de ficar acordada à medida que as horas passavam. — Rou deitou na cama e se cobriu até o pescoço. amor?R o u fechou os olhos e tentou ignorar a deliciosa s e n s a ç ã o .— Você prometeu. nem gritando. — Eu poderia saboreá-la agora mesmo. absorvendo o fogo que ele provocava com a Projeto Revisoras68 . Estou expressando meudesconforto por você estar tão perto. não conseguirá dormir de novo. — Zayed. ela pensou. mas isto lhe parecia certo. mas percebeu que não estava presa pelos lençóis. Havia muita coisa errada no mundo. R o u f i c o u a l a r m a d a .— N ã o . esta noite você só terá metade da cama. Se começar a espernear e a gritar.Rou deu uma cotovelada nas costelas de Zayed.— Em geral. Acordou por causa do calor epor se sentir presa. Ela fez uma careta e empurrou a coberta.. durmo no meio da cama.Rou o olhou por cima do ombro. fazendo os seios se avolumarem de prazer. e n t r e a b r i n d o o s l á b i o s e m p r o t e s t o . Rou sentiu o c o r a ç ã o d i s p a r a r e s e u c o r p o s e e n c h e r d e d e s e j o .— E para você também. Você perde tempo tentando me c o n v e n c e r d o c o n t r á r i o .— Não estou esperneando. corando. deitando-se sobre ela ebeijando-a. E l e e r a tentador como o diabo.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter — Em que lado você dorme? — disse ela.Rou pensou que não conseguiria dormir no quarto dele. Amanhã discutiremos o que for necessário. Ela o abraçoupelo pescoço e abriu os lábios.— Acalme-se antes de ficar irritada. o que era natural depois de fazer amor.Rou ficou dura como uma tábua.— Meus problemas de intimidade? Meus?Ele deu uma risada e ela sentiu seu hálito junto ao pescoço.— R e s p i r e f u n d o e s o l t e o a r d e v a g a r — d i s s e Z a y e d . A p a g o u t o d a s a s l u z e s e d e i x o u a p e n a s u m abajur aceso para que pudesse ler alguns documentos. Zayedolhou-a de cima a baixo. Para ela.— I s s o f o i a n t e s d e v o c ê v o l t a r p a r e c e n d o u m s o r v e t e d e c r e m e c o m cobertura de marshmallow.— Para você.— Boa noite. Não para mim. — Boa noite.— É gostoso... — D e novo. O braço de Zayed a envolvia e a mantinhac o l a d a a o c o r p o d e l e .Jessica 116. — ela protestou. Que lado você prefere?— O lado onde você vai deitar.— Talvez eu relaxe se você se afastar. com um olhar insinuante.— Vou dormir deste lado. ofegante. Esta noite era diferente: nãohavia motivo.— Talvez você precise resolver seus problemas a respeito de intimidade. e não queria ser abraçada.— Sim. — Ele não disfarçou o desejo em seu olhar. s o n o l e n t o .— Não é nada gostoso..— Infelizmente. — D e r e p e n t e . enquanto ele lhe acariciava os mamilos. v o c ê é mi n h a m u l h e r — ele disse.Rou sentiu seus mamilos endurecerem e teve vontade de se esconder. H a v i a m d o r m i d o j u n t o s n a t a r d e anterior. parada ao lado da cama.

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— Você faz com que seja difícil resistir. — Ela e n g a s g o u quando ele cobriu-lhe o seio com a boca.Jessica 116. laeela. despertando cada sensação.Z a y e d s e c o l o c o u e n t r e a s c o x a s d e l a e e n t r o u e m s e u c o r p o c o m u m movimento firme. E l a o b e i j o u p a r a t r a n s m i t i r o q u e n ã o p o d e r i a d i z e r c o m palavras: que o amava e que esperava que um dia ele pudesse retribuir.. atéque ela arqueou o corpo à procura de alívio. Nãoficou satisfeito com uma vez. mais poderosa einexorável que a anterior. ela pensou. Ele esperou enquanto Manar arrumava a bandeja no colo de Rou. desesperada e selvagemente. — Parece que você nãogosta que eu a toque. aumentando sua ansiedade.l h e a o r e l h a .1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter língua . e ela não conseguia pensar quando ele tratava seu corpo como um doce delicioso. — Eu estava enganada. Zayed não tinha pressa. antes de beijá-la de novo.— Graças a você.— Receio que não. insistentemente. lambia. trincando os dentes. aumentando sua ereção.. através da camisola.— Eu queria ver se você agüentava. despertando todos os seus sentidos. Ele acariciava seu ventre.— A culpa não é minha — ela protestou. Ela o amava. Ela a m o l e c e u n o s b r a ç o s d e l e . Zayed gemeu ao senti-la esfregar osquadris nos seus. Ele continuou a beijá-la de uma forma que a levou a menear o corpo. Rou perdeu o controle e apertou o corpo contra o dele. Você é gulosa. Ele gemeu novamente e perdeu ocontrole quando Rou intensificou os movimentos. Quando abriu os olhos.— Você está viva?— Por pouco. e vamos escapar.— O que foi laeela? — murmurou ele junto aos lábios dela. ele olhava para ela e tentava conter o riso.— Então não resista — ela arquejou.— Tenho uma teleconferência dentro de alguns minutos. suas pernas. Porém..Rou mordeu o lábio. com a respiração arquejante. Rou corou e franziu o nariz.No dia seguinte. Ele levantoulhe a camisola e acariciou-lhe o ventre. Você chegou lá?— Cheguei.— Você. Volto assim queterminar. Quando ela a c h o u q u e não agüentaria mais. Gosto que você me toque. — Não vou agüentar sua resistênciaagora. Zayed mandou que levassem o café para ela na cama.— O que é o quê?Ele a acariciava. Ocoração de Rou acelerou. — Foi você quem provocou. Projeto Revisoras69 . E l a f i c o u t o d a arrepiada.até que ela perdesse o controle e se entregasse totalmente..— Você sabe o que quero. m o l h a d a d e s u o r . n o v a o n d a d e p r a z e r a invadiu. ele acariciou o vértice de suas c o x a s e encontrou-a úmida e quente. tocava.R o u q u a s e g e m e u f r u s t r a d a .— Duas vezes. Z a y e d l a m b e u . num orgasmo quea surpreendeu e que atravessou seu corpo em sucessivos espasmos. Incrível. sim. — Ele mordiscou-lhe o pescoço. obrigado. Quando R o u p e n s o u q u e a c a b a r a .— É gostoso — ela disse. beijando-o no ombro. Zayed a beijou com ternura. Era incrível comoele se movimentava dentro dela.— Você é tão bonita — disse ele em voz rouca. Amava seu belo marido que amavao u t r a m u l h e r .— O m e u iceberg derreteu — ele disse.

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Sabia que ele tinha várias responsabilidades e preocupações. Será mais divertido. mas tente voltar esta noite. c o m e n d o e b e b e n d o .Na terça-feira. mais tempo livre teria com Zayed. interessante. de árvores. n a d a n d o . carros e palácios. Rou ficou magoada. É um belo retiro à beiramar. T a l v e z p u d e s s e a j u d a r d e a l g u m a forma. fazendo-a rir.. Estamos em lua de mel.Zayed parou a meio caminho do banheiro. dormindo. cercado de palmeiras e coqueiros. jatos. Seria difícil se concentrar num lugar cheio de sol. S e u s c l i e n t e s d e v e r i a m e s t a r p r e o c u p a d o s c o m s u a ausência e com a falta d e c o m u n i c a ç ã o . com uma enorme piscina.— E se você não conseguir resolver tudo num só dia?— Passarei a noite lá e voltarei amanhã cedo — ele disse. m a s t r a b a l h a r e m C a l a n ã o e r a a mesma coisa que trabalhar em São Francisco. quando e l e voltasse. na terçafeira. e e l a p ô d e a p r e c i a r o p a l á c i o construído em pedra.— Certo. Ele era divertido. casas. entusiasmada: seria divertido. e que se encontraria com Jesslyn para discutir os detalhes do funeral de Sharif. assim como com os brinquedos que ele possuía: iates. Fique.Passaram os próximos quatro dias fazendo amor.— Escapar para onde?— Para a minha casa em Cala.— T a l v e z e u d e v e s s e i r c o m v o c ê .Não será o mesmo sem você. helicópteros.— O clima está pesado em Isi. — Ele acariciou os cabelos de Rou. Quandof o r a a ú l t i m a v e z q u e s e d i v e r t i r a ? R o u v i r o u p a r a Z a y e d .— Meu palácio. Capítulo Doze Z AYED NÃO voltou naquela noite. inteligente.O h e l i c ó p t e r o s e a p r o x i m o u p a r a p o u s a r . estavam num helicóptero. Rou se sentou. Ficaria fora o dia inteiro e voltaria à noite.E l e t i n h a r a z ã o .— V o c ê p o d e s e a f a s t a r d a q u i a g o r a ? — p e r g u n t o u R o u . Ela viu uma piscina debruçada sobre o mare pegou na mão de Zayed. mas não aborrecida. Rou se concentrou no trabalho:q u a n t o m a i s trabalhasse. ele lhe apontou uma praia. Rou sabia que ele teria uma reunião degabinete em Isi.. nem na seguinte. Não telefonou n e m mandou alguma mensagem sobre quando voltaria. janelas em arco e grades trabalhadas. despreocupado. quando Zayed levantou da cama. aproveite. Rou ficou impressionadacom o número de pessoas que trabalhavam para Zayed. q u e l h e b e i j a v a a mão.— Você não precisa trabalhar? Não vejo você checar seus e-mails desde que chegamos. Talvez possa colocar seu trabalho em dia. Não era um sonho inatingível. Quando Projeto Revisoras70 . Talvez algum dia ele a amasse. c o r a n d o a o recordar como tinham passado a manhã. Z a y e d e r a t o d o a t e n ç ã o e g e n t i l e z a : contava-lhe histórias.Jessica 116.que dava apoio à família.Duas horas depois.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter Rou quase derrubou o café.Uma hora depois. Trabalharei enquanto você trabalha. Aqui está cheio de sol. Ele tomara um banho e estava lindo.Ela se ligara a Zayed. bronzeando-s e . D u r a n t e os primeiros dias. tentaria tornart u d o m a i s f á c i l . — Vou pedir a Manar que arrume sua mala. Não aumentaria a pressão sobre ele. com suas torres. Divertido. — Podemos ficar fora alguns dias.

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se ela quisesse. Ohomem respondeu que ele faria a ligação. digitando um artigo para uma revista epreparando uma palestra que daria em Chicago. afinal. O que a q u i l o significava? Depois de muito pensar. mas quando estava longe. talvez mais. Amava aquele lugar. Não há muita coisa para comprar. — E l e s e inclinou e foi embora. mas ele não funcionava naquela área: teria que ligar para o palácio.— Não — ela respondeu. mas o que ela esperava? Ele não falava inglêsfluentemente. A cidade estará cheia de gente e de turistas.— N ã o e s t o u i n te r f e r i n d o . Queria surpreendê-lo. esquecia dela. A l i n a d a e r a si m p l e s . Ela jurou não se entregarao medo e à insegurança. Gostaria de explorar a cidade.— É isto mesmo que quero. Por fim. indignada. aban.. mas se sentia sozinha. — Ele é meu marido e quero telefonarpara ele. e fariam um piquenique na praia. Ele lhe dera tantos presentes e ela n a d a l h e dera em troca. Tentou ocelular. A senhora nãovai se divertir. R o u p e r a m b u l o u d u r a n t e d u a s h o r a s e p a r o u p a r a t o m a r u m c h á d e hortelã.l a . a l te z a .R o u s a i u a c o m p a n h a d a p o r q u a t r o s e g u r a n ç a s . sua mãe se suicidara. ao entrar no jardim do palácio.Jessica 116. s e p r e c i s a s s e . onde ficou à janela fitando as ondas queq u e b r a v a m na areia. quando sua mãe entrara emdepressão.O mordomo não entendera. Ele não voltaria antes de alguns dias. Ele disse apenas "alguns dias". foiinformada de que Zayed havia telefonado.— Ele disse quando voltará? — ela perguntou. era atencioso. C r e i o q u e v o c ê m a n d a r á a l g u n s seguranças comigo. Ela sentou ao lado da p i s c i n a e trabalhou o dia inteiro.. afastada. não precisa se preocupar.O mordomo fechou a cara. deixara de cuidar dela. Rou caminhou pelabeira da praia. q u a n d o s e u p a i bebia. desaprovando. e não estava habituado a lidar com mulheres ocidentais e suase x p e c t a t i v a s . Quero ter a liberdade de chamá-lo sem a interferência de mordomosou de empregados. O mordomo se apavorou. Ele voltaria dentro de alguns dias.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter estava com ela. ela comprou pão. Embora fosse adulta. na Inglaterra.l h e lembranças de infância: fora jogada de um lado para outro. comunicou o mordomo. t u d o r e q u e r i a . alteza.— É sábado. Ela se empertigou ao ouvir o tom pomposo do empregado. O mercado estava cheio d e g e n te . Pediria à cozinheira que guardasse tudo até que Zayedvoltasse.Alguns dias podiam ser poucos ou uma semana. molhando os pés. porém mal conseguia aproveitar o passeio. lembrou a si mesma. O medo e a dúvida se retro. Zayed estava trabalhando. E s t o u t e n t a n d o a j u d á .— Eu deveria consultar sua alteza. D u v i d a v a q u e a q u e l e s a q u e m a m a v a e s t a r i a m a o s e u dispor quando buscasse seu apoio. Aa u s ê n c i a d e Z a y e d l h e d a v a a s e n s a ç ã o d e a b a n d o n o . À t a r d e . o juiz decidira dar s u a custódia à avó. Rou engoliua d e c e p ç ã o e f o i p a r a o quarto. pois pretendia fazer compras na cidade. Quando. queijo. Rou não se sentia segura de que alguém estaria ao seu l a d o . uma garrafa delimonada gasosa. Rou procurou o mordomo e pediu a ele que lhe desse o número do telefone. Quando ela voltou ao palácio. Tentou comprarum presente de casamento para Zayed. cercada por seguranças armados. bem-sucedida e instruída. R o u t e n t o u s e a c a l m a r .— N ã o p r e c i s a c o n s u l t a r s u a a l t e z a . d e s p e r t a n d o . V i s i t o u o a n t i g o c a i s e explorou o famoso bazar que faziam parte da história de Cala. chocolates e frutas.d o n a d a . ela resolveu falar com Zayed.alimentavam. p e d i u q u e l h e trouxessem o carro. — Não.

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O rei está numa reunião. por isso temia amar. P o r i s s o j a m a i s quisera se casar. nem mandou chamá-la. odiava pedir ajuda. com o coração aos pedaços. disse a si mesma. Ela odiava a falta de independência. como esperara por seus pais. Ela se casara com um homemexatamente igual a seu pai: ausente. aexpressão dele passou para desagrado. mas será informado que asenhora telefonou. P e g o u u m l i v r o p a r a s e d i s t r a i r enquanto o aguardava. E s t a v a f a r t a d e e s p e r a r s u a ve z . Ela esperou por uma hora: Zayed não apareceu. bonito.Eram as mesmas que ela dizia a si mesma enquanto esperava as visitas do pai. Aguardou sentada. e l a o u v i u o r u í d o d o h e l i c ó p t e r o s o b r e v o a n d o o palácio.R o u r a s g o u o bilhete e o jogou no lixo. mas apavorada por não saber o que pensar o u sentir. Você não pode chorar. egoísta. Fezuma leve maquiagem. Rou começava a sentirsaudade de sua vida. Esperar era um desespero. com a boneca no colo. perdera a individualidade e o bom-senso.Estava só e começava a achar que seus temores em relação ao casamento serealizavam: tornara-se dependente. o n d e j a m a i s e n t r a r a . para ganhar coragem. Zayed. Não lhe importava que todo o palácio a .1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter assistência . deveria sentir sua falta. As palavras de conforto eram dolorosamente familiares.s e n t a d a numa cadeirinha. exigente.R o u d e u u m s o r r i s o r a d i a n t e . esperando que ele se lembrasse dela. e praticamente marchou até o e s c r i t ó r i o d e Z a y e d . alteza. m a s e l a n ã o s e i mp o r t o u . Rou não se importou. ela perambulava pelo palácio em C a l a . pediu desculpas e lhe pediu que ligasse para o rei Fehr. Mais tarde. Vários minutos se passaram e eledesligou sem lhe passar o fone. Esperara por ele a cada segundo. estaria aqui. i g n o r o u o s seguranças parados ao lado da porta.— Sinto muito. Ele não sabe como você está animada e o quanto deseja vê-lo.Trocou de roupa. d e esperar para ser vista e ouvida. ignorando os olharesespantados da equipe de Zayed e caminhou direto até a mesa. Aquele era o homem que lhe fizera tanta falta. As horas passavam e nada de Zayed.D e s a p o n t a d a . Durante os últimos dias só pensara emZayed . Rou baixou a c a b e ç a e chorou em silêncio. " V o c ê j a n t a r á comigo às nove. Se elesoubesse. A o d e s c e r a e s c a d a . do movimento que a impedia de pensar no que não poderia mudar. do trabalho. e l a r e s o l v e u s e a c a l m a r . E n q u a n t o Zayed trabalhava em Isi.Jessica 116. uma e m p r e g a d a l h e t r o u x e u m b i l h e t e n u m a b a n d e j a d e p r a t a . a o s e a f a s t a r . Rou ficou contente. como e s p e r a r a q u e a m ã e p a r a s s e d e c h o r a r e o p a i . O celularnão funcionava. mas n ã o esperaria até as nove. Ela correu atrás do mordomo. d e b e b e r . mas só percebera sua solidão ao se sentir isolada. Elasentia falta dele. m a s . De surpresa. f o i i n v a d i d a p e l o desapontamento que derrubou todas as suas boas intenções. Ele não a via há 10 dias. escovou bem os cabelos e fez um rabo de cavalo. Os olhos de Rouse encheram de lágrimas. Ela não queria ser difícil.U m a s e m a n a d e p o i s . Não se tratava de um convite. Iria se encontrar com ele. enquantoele entrava em contato com o palácio em Isi. mas também não queria se sentir insignificante e solitária. mas de uma ordem. eventualmente recebia algum e-mail. Eles tentaram impedi-la de entrar sem p e r m i s s ã o . Rou invadiu o escritório. Ele está ocupado. porém oque mais desejava era falar com Zayed." Ela leu a mensagem várias vezes.

pensou Projeto Revisoras72 . Creio que você o guardou por segurança.— T e n h o a l g u n s e n c o n t r o s e m Z u r i q u e d e n t r o d e d o i s d i a s — d i s s e secamente. maspreciso do meu passaporte. — Minha bagagem está pronta. Vinha de uma cultura diferente. Reservei um vôo na Sarq Air.não costumava ser tratada como alguém subserviente e de segunda classe.Rapidamente todos se retiraram em silêncio. A reunião acabou.desaprovasse.

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— Então. Reuniões de gabinete.. rei Fehr? É tão difícil e desagradável passar algum tempo comigo?— Não estou evitando você para puni-la. — A falta deemoção de Zayed a feria profundamente. casou. há muito para cuidar. para quê? — ele disse. tudo o que ela conseguira fora sentar e chorar. concordamos que o casamento seriatemporário. Ela desistira de tudo por ele. mas Zayed nunca pensava nela. — E s t o u dizendo que preciso de mais. S e u p a i a d o r a r a s u a m ã e e acabara por desprezá-la. Ela não poderia suportar que Zayed a desprezasse.— Sinto falta do meu trabalho.— Você está indo embora — ele disse ao ficarem sozinhos. Mais tarde. c o m o s c a b e l o s u m p o u c o m a i s compridos. Não adianta ficar aqui. E s t a v a m a i s b o n i t o .— Mas não sua esposa. Agora não precisa mais de mim. Não. Rou percebeu que ele nada queria s e n t i r . e ele nem ligava. mas desde que nos casamos você mal ficou comigo. As mulheres desprezam a simesmas quando se tornam patéticas. Como sua mãe. q u e q u e r i a f i c a r m o r t o . foi coroado.— Você está sendo infantil. — A voz dela tremia de raiva. O coração de Rou bateu mais forte. pegar minha passagem e partir?— Você não é prisioneira.— Então. Não era verdade que suas malas estivessem prontas: tudodependeria de Zayed. — Você cumpriu seu dever. Preciso voltar a trabalhar. e que viajaria a negócios. O r e s t o d o t e m p o v o c ê f i c o u f o r a . a o c o n v i v e r c o m Z a y e d percebera que as emoções podem ser boas. tentando se controlar. q u a n t o a e l a . que os sentimentos são um . e . —Tenho um consultório e uma casa em São Francisco. Não sou necessária. Tivemos cincon o i t e s n u m t o t a l d e d u a s s e m a n a s .R o u o o b s e r v o u . Ela não se tornaria uma mulher d e p e n d e n t e . pensou Rou. levantando as mãos.Fez o que precisava. q u e p r e c i s a s s e d e u m h o m e m .— T u d o bem. Está livre para partir quando quiser.— Compreendo. ela se apaixonara e se perdera. Os homens desprezam mulheres patéticas. fizera por ele o que gostaria que alguémfizesse por ela. Ele não se importava. N ã o retornou meus telefonemas. — É tudo que preciso fazer? Preparar as malas. fraca e ridícula.Jessica 116. ridícula e fraca. para que discutir?— Tem razão. Sou tola. muita coisa aconteceu. Uma dor lancinante a atingiu. mas pelo menos sou honesta — ela disse devagar.— Não foi o que eu disse.. você está me evitando?Ele respirou fundo para manter a paciência. com embaixadoresde outros países.— Talvez. um complemento.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter Rou ansiosa. — Ela controlou a dor e a cólera. considerando-a tola. — Ela e s p e r o u q u e e l e d i s s e s s e a l g o q u e a t r i b u í s s e a l g u m s e n t i d o à s s e m a n a s anteriores. com um ar vazio.— Não pretendo voltar — disse ela com calma. e não lhe daria esta oportunidade. Rou ergueu a cabeça. é isso. Só de olhar para ele. Pelo menos admito que preciso de você. Ela é apenas uma mulher.Ele não se importava com ela. Concordamos que você continuaria a trabalhar — ele s e inclinou para trás na cadeira —. o queixo mais firme e um olhar mais frio. Você me despreza tanto. seucoração doía e sua vontade fraquejava.quando o divórcio fora o f i c i a l i z a d o e s u a m ã e s e v i c i a r a e m re m é d i o s p a r a suportar. O país ficou sem governante durante quase um mês. Estava tomado pelo luto e pela culpa. Ela fora paciente solidária. Além disso.— Não.Ele jamais se importaria com ela.— Tenho muito trabalho a fazer. Os segundos se passaram eele a olhava impassível.

Projeto Revisoras73 .

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. Elesentiu um amargo desgosto. e a teria magoado. Parecera firme. queria telefonar a todo instante para ouvir av o z d e l a . — Adeus. . Não conseguia dormir direito. R o u e s t a v a l i n d a q u a n d o i n v a d i u o e s c r i t ó r i o . agarradaao passaporte. mantendo-se ocupado.Dez minutos depois. Diga algo que me faça perdoar e esquecer. — M e u passaporte? — ela sussurrou. E l a p e n s o u e m J e s s l y n . E tão magoada! Zayed sentiu o coração apertadode tristeza. . Sharif vivo ? Ela ficou tonta e começou a suar frio. com os cabelos brilhando. Zayed não sabia como ser o rei deque Sarq necessitava e o homem que Rou precisava. Ele continuou calado. Ele. Ficou sentado e a viu sair pela porta. estaria a salvo. estendendo a mão. Capítulo Treze S HARIF F EHR f oi e n c o n t r a d o v i v o .. A s m ã o s d e l a t r e m i a m e a contração em seu estômago se transformou em enjôo.lo. — Boa sorte. Tentara ficar longe. mas tremia tanto que o jornal não parava eela o abriu sobre a mesa. como sentira durante osúltimos dez dias.. ele ouviu o barulho de um motor e foi até a janelapara ver uma das Mercedes do palácio desaparecer na direção do portão.Jessica 116. ela imploroumentalmente. por outro l a d o . à f a m í l i a e m s e g u n d o . Se não fosse amaldiçoado. R o u r e l e u a m a n c h e t e d o Chicago Tribune. recusava-se a reconhecer. Era melhor deixá-la ir agora. era uma mulher moderna que gostava de exercer s u a profissão e que o esqueceria rapidamente. Ele preferia sofrer a vê-la sofrer. Rou pegou o passaporte. . e em Zayed. o rei Sharif fora e n c o n t r a d o vi v o . . Diga algo.. Pelo menos. Se ele não fosse Zayed Fehr. C o m o c o r a ç ã o a c e l e r a d o e u m f r i o nab a r r i g a . Z a y e d apertou as têmporas que latejavam havia alguns dias. ele repetiu para si mesmo. . Ela ficaria bem. Deus sabia o quanto ele chegara perto de se apaixonar por ela. vestida de verde-esmeralda. masseu mundo era complicado e estressante. Zayed — disseela. C o m o s e r i a p o s s í v e l ? D e v i a s e r u m m i l a g r e . b a n h a d a p e l a claridade. Rou era inteligente e forte.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter acréscimo à vida desde que sejam retribuídos e c o m p a r t i l h a d o s . Ela não pertencia aquele lugar. n a s crianças.. tinha uma carreira e ficaria bem.. algo que me f a ç a ficar. Suas prioridades eram c l a r a s : S a r q v i n h a e m p r i m e i r o l u g a r . . Você é que jamais irá se recuperar. . Zayed procurou na gaveta elhe entregou o documento sem se levantar da cadeira. E R o u ? E l e abanou a cabeça e trincou os dentes. Ela vai ficar bem. resoluta e orgulhosa.. apesar de sua promessa de protegê-la..Zayed a deixou ir embora. Nada poderia ajudá. gelada por dentro. D e p o i s d e 8 0 d i a s desaparecido. Se ele sentia algo. Rou prendeu a respiração e tentou continuar a ler. ele disse a si mesmo. não pertenciaa ele. Sentiria falta de Rou. que deveriam estar em êxtase.minimizar o impacto que ela causara em sua vida.

Sharif esquecera quem era. Rou apertou o estômago. L e v a r a q u a s e u m m ê s p a r a e n c o n t r a r o s n ô m a d e s n o S a a r a . Por causa dos f e r i m e n t o s na cabeça. rezando para que seu enjôo diminuísse. ouvira um boato de que havia uma tribo nômade à p r o c u r a d e r e mé d i o s p a r a t r a t a r u m f e r i d o . Sarq. Não Projeto Revisoras74 .. Ela enxugou aslágrimas e tentou ler mais detalhes. Sharif.Depois do terrível acidente. onde o rei estava sendotratado. A família se reunira em Isi. e r e s o l v e r a i n ve s t i g a r . muito queimado e ferido. K h a l i d Fehr . No mês anterior. e i m e d i a t a m e n t e reconhecera o irmão. foraresgatado por uma tribo de nômades que não o reconhecera..Zayed. irmão caçula do rei.

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o que aconteceria aZayed ? Só de pensar nele. correndo para o hospital. sobre os efeitos fisiológicos do amor. transmitia credibilidade.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter queria vomitar naquela hora. Ela era como os gatos. Rou estava lívida. Elafalava bem. ela não demonstrava a angústia que sentia desde que partira de S a r q . porque percebeu que a vida é injusta.c o m o coração destruído. Rou nunca o ouvira falar naquele tom e. Falou da importância de se exercitar e de se ocupar. que não queria casar ou ter filhos. nós. apesar de nada eliminar completamente osofrimento. Ela estava doente! O susto fez com que ele seaproximasse. s e m p r e p a s s a .Ao sair do palco. que semprec a e m d e p é .. resultando em ansiedade. Ele já fizera muito. Com sua vozfria e clara. estava grávida de dois meses e tremendamentesozinha. E l a n e m s e q u e r a b r i r a o s extratos que o banco lhe enviava.surpresa. tudo isso. Ela agüentaria estar sozinha... anão ser logo após sua partida. ele agira certo ao deixá-la ir embora. Ela sempre fora magra. Deus sabe o tipo de mãe que ela seria. seu peito doía e um nó se formava na garganta.Os dois não haviam mais se falado — quando o teriam feito. N ã o p e n s e n i s s o . foi salvo pelo irmão.E STAVAM NA limusine de Zayed.O rei Zayed Feh assistira à palestra de Rou.Jessica 116. Deus do céu. Rou dava uma palestra numa sala de conferênciasem Chicago.— Não estou doente — repetiu ela. — Não preciso de hospital.— N ã o e s t o u e m n e g a ç ã o — i n t e r r o m p e u e l a . c a m i n h a n d o n a s u a d i r e ç ã o . — Os . e l e s e escondeu na sombra e viu que ela vomitava dentro de uma lata de lixo. Demonstrava a terapeutas como as pesquisas de laboratório haviam provado que os efeitos da dopaminano cérebro eram viciantes. E s c l a r e c e u a o s o u v i n t e s q u e o s e f e i t o s d a a b s t e n ç ã o d e d o p a m i n a poderiam durar meses. abrindo a janela para pegar ar fresco. agarrou a primeira coisa no caminho — uma lata de lixo — e vomitou. transtornos do sono e dificuldade de concentração. Ela falou sobre as conseqüências de se romper uma relação no estágio inicial. Eles nada podem fazer por mim. deu uma risada fraca. Zayed não era mais seu problema. quando adopamina inunda o cérebro e causa sofrimento físico e emocional. v a i p a s s a r . T o d o m ê s e l e mandava algum dinheiro no qual e l a n ã o t o c a v a . não queriaque ele financiasse seu centro de pesquisas. t e n t a n d o a c a l m a r s e u estômago. O fato de você se casar com a única mulher que não o desejava. Não queria o dinheiro de Zayed. vestida no habitual conjunto preto. Se Sharif estava vivo.— Você está em negação e. A s a l a e s t a v a l o t a d a e e l e p a g a r a a o z e l a d o r p a r a f i c a r n o s bastidores. Rou estavabem. — O quehá de engraçado? — Ele estava zangado. Sharif está vivo. e agora. Não queria ter nenhuma ligação com ele. Ele não a escutava. Ele abrira uma conta para ela num banco em S ã o F r a n c i s c o e t r a n s f e r i r a a q u a n t i a q u e l h e p r o m e t e r a . antes de desaparecerem.— Você. mudança decomportamento. Rou c a i u de joelhos e sentou ao lado da lata com o corpo tremendo e os o l h o s cheios de lágrimas. de fato? —. o que faria? Não queria se casar nem ter filhos. mas não s u p o r t a r i a e s t a r s o z i n h a e grávida. ela respondeu a perguntas durante 20 minutos. mas parecia estar esquálida e muito pálida. Quando Rou s a i u d o p a l c o . partindo seu coraçãoQuatro horas depois..— Você não sabe — trovejou ele. Depois da palestra. tinha domínio sobre o público.

olhos dela brilharam ee l a e n g o l i u e m s e c o . S u a n á u s e a p i o r a v a : e r a q u e s t ã o d e t e m p o a t é e l a vomitar outra vez. — Não estou doente, Zayed. Estou grávida.A c a b a r a m n o h o s p i t a l , f o s s e p o r q u e ele não acreditara, fosse porque Projeto Revisoras75

Jessica 116.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter precisava de provas. Ao ouvir o nome dele, o médico os atendeuimediatamente e fez uma ultrassonografia.— Hum — disse ele, observando a tela. — Então, é isto que nos espera.Zayed se inclinou e tentou olhar o monitor.— O quê? — vociferou com uma cara preocupada.— Duas batidas de coração — disse o médico, virando a tela e apontandoas imagens. — Gêmeos.Rou quase desmaiou e lutou para respirar. Gêmeos?— Não é possível — ela gemeu.— E comum na minha família — respondeu Zayed em voz calma. — Jamilae Aman.— Não é possível — repetiu Rou. Um bebê já era mau, imagine dois!O médico desligou o aparelho.— Parabéns, vocês estão absolutamente grávidos.Vinte minutos depois, eles se dirigiam ao hotel onde Rou se hospedara.Ela estava calada, mas ele a observava atentamente. Ela estava grávida de dois meses e já deveria saber a algum tempo. Nada lhe contara, ep r o v a v e l m e n te n ã o p r e te n d i a l h e c o n t a r . Z a y e d d e u u m s u s p i r o . E l e n ã o a culpava: ele não lhe dera apoio. Agora, seria diferente. Ela teria seus filhos, dois bebês. Ele se lembrou de Jamila e Aman, correndo pelo palácio, brincandode esconder, e sentiu uma pontada de dor. As irmãs eram lindas.R o u s e e n c o l h e u n o b a n c o . Z a y e d l h e e n t r e g o u u m s a c o de papel. Elavomitara no estacionamento e ele achava que ela v o m i t a r i a d e n o v o . R o u olhava pela janela com um olhar vazio.— Você está bem? — ele perguntou com a maior gentileza.— Não. Não posso ter um filho — ela disse, abanando a cabeça. — Quantomais, dois.— Pretendo ajudá-la.— Não. — Laeela, querida.— Não me chame de querida, nem de laeela. Eu não sou nada disso.— É apenas minha mulher.— Não somos casados.— Somos casados e sempre seremos. Jamais vou me divorciar de você. Prometi...—Você e suas promessas estúpidas! — gritou ela, voltandose afinal parae l e . S e u s o l h o s e s t a v a m c h e i o s d e l á g r i m a s . — V o c ê vi v e n u m m u n d o d e promessas e maldições, de superstição e de fantasmas. É um mundo no qual eu não me encaixo, nem quero me encaixar. Acredito na ciência, naobjetividade, em fatos, e não vou entregar a minha vida a um homem que nãome ama. — Ela estava descontrolada e cutucou-lhe o peito. — Eu mereço mais,Z a y e d . M e r e ç o m u i t o m a i s . — R o u c o m e ç o u a c h o r a r c o m o u m a c r i a n ç a , encolhida, com as mãos no rosto e muito pálida. Zayed olhou para ela como sea visse pela primeira vez. Ela o amava. Rou nada dissera, e nem precisara. Elepercebeu pelo modo como ela o fitava, pela angústia em sua voz, pela força deseus soluços. Ela o amava e ele a magoara demais. O coração dele doeu maispor arrependimento que por culpa. Ela parecia uma menina, e ele se perguntoupor que jamais percebera. Zayed tentou tocá-la, mas Rou se afastou. — Não me toque.Ele retirou a mão, mas viu que as lágrimas caíam através dos dedos de Rou e umedeciam seus joelhos. Ela estava sozinha, sem família e sem amigos.Quem a confortaria, se ele não o fizesse? Rou precisava dele, não de qualquer Projeto Revisoras76

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mas. R o u s e n t o u n a c a m a e s e i n c l i n o u s o b r e e l e . para ele. Sharif voltara ferido. Ela tomou um banho. muito magoada e se sentia mal.l a l i v r e m e n te c o m o jamais amara depois da morte de Nur. Ele sentiu a mão fresca tocando-lhe o rosto. Ele não sabia por que ela o escolhera. e sua própria culpa o torturara durante anos. ou talvez estivesse prestes a sequebrar. ela jamais tivesse existido. Rou.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter pessoa. combatendo a tristezae destruindo-a.— Zayed. Ele ignorou os protestos dela. n a s ú l t i m a s h o r a s . Talvez estivesse na hora de se livrar dela. e l a mesma dissera que o amor é estranho e imprevisível. não porque queria. m a s . d e a m á . vestiu seuspijamas de flanela e deitou na cama. pleno. tão básicos efundamentais? Agora. Por que ela nunca pensara em anticoncepcionais. que comentou que ele temia que ela fugisse. sua mulher. — Zayed. O suor escorria por .Estava com ela porque devia. Sentia-se vivo vibrante. Ele disse que ficava porque não queria deixá-la sozinha. como Rou dissera. Zayed estava alie d e c l a r a r a q u e j a m a i s a a b a n d o n a r i a . ele percebeu que chorava. e dever a vida e seus desafios de outra maneira. olhe para mim! — Ele abriu os olhos com esforço. — Algo de errado? — Elen ã o c o n s e g u i a f a l a r . a mãe de seus filhos. dera à luz um menino. Sua.l a . — Z a y e d .Afinal. mas vivo. Talvez a maldição tivesse enfraquecido.Zayed olhou para Rou que. E l a e s t a v a l ou c a por ele.isto era algo extremamente importante. O que faria? Duas pessoas que ela corria o risco d e magoar? Duas pessoas que ela talvez fosse capaz de prejudicar? Agora. O calor que sentia era ele voltando à vida. A paz e a prosperidade haviam voltado ao palácio. P o r q u e e l a n ã o s e s e n t i a f e l i z e vitoriosa? Porque ele o fazia por dever. Talvez ele pudesse ser feliz.Rou não teve forças para mandá-lo embora. Talvez. assumindo sua responsabilidade. a c a r i c i a n d o s e u s c a b e l o s e beijando-a no rosto. sua esposa. Durante sua infância. Eles e n ti u u m a i m e n s a n e c e s s i d a d e d e p r o t e g ê . E l e pensava incansavelmente. pretendendo se manter o mais distante p o s s í v e l . Quando Rou secou seus olhos. o que foi?E l e j a m a i s i m a g i n a r i a s e n t i r t a l s o f r i m e n t o . Voltara para ela. Estavag r á v i d a d e gêmeos. e n ã o s a b i a o q u a n t o i r i a agüentar. os dois passaram a noite no hotel de Rou. durante a p a l e s t r a . tudo seria diferente. se virara para ele e se aconchegaraa seu corpo.Jessica 116. agarrou-a e colocou no colo. Zayed? — ela murmurou. Era o que ela queria: uma oportunidade para sevingar. Fechou os olhos e se deixou invadir pelocalor. Duvidou que agüentasse tantossentimentos e tentou não fazer nenhum ruído que pudesse despertar Rou. Sarq estava emfesta.Z a y e d e sp e r o u q u e R o u a d o r m e c e s s e p a r a s e d e i t a r a o l ad o d e l a . Eles nem sequer tinhamconversado a respeito de S h a r i f . dormindo. esposa de Khalid. ela esperara que o pai e a mãe reconhecessem que a amavam e precisavam dela. Ele iria ser pai. Zayedestava ali. Não vou deixá-la nunca mais.— N ã o c h o r e q u e r i d a — m u r m u r o u e l e . Olivia. Ela o amava e. preocupada. olhou para ela e imaginoupor que seu lindo rosto lhe parecia enevoado. Prometo. a v o l t a d e S h a r i f perdera um pouco de sua importância quando comparada às duas vidas que ela carregava. Jesslyn e as criançasestavam mais que felizes. lutando por ela. Ele afastou uma mecha de cabelos do rosto dela e seu coração seincendiou e doeu. — Estou aqui e amo você. porém jamais acontecera.

seu rosto. — De súbito.— Você está passando mal? — perguntou ela. Perdoe-me. confusa. meu amor. mas preciso de você. laeela. Projeto Revisoras77 . — Amo você e preciso de você.— Amo você — disse ele em voz rouca. a dor desapareceu e ele se sentiu exausto. o calor que oqueimava se apagou.

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apoiando-se no braço eolhando para ela. Tornell.— De jeito nenhum. Não é do seufeitio. — Você tem vários diplomas.— Não. metade de uma torrada. e nunca pensei no assunto. Ele sorria. — Não estou curada. em seguida. — Não é estranho? Sou tãom a n í a c a c o m tudo. é mais forte que a superstição e a desgraça. E o amor. — Inconscientemente. Eu não seria uma boa mãe. — D o i s b e b ê s — d i s s e d e r e p e n te . Z a y e d l i g o u p a r a o s e r v i ç o d e q u a r t o e p e d i u u m b a l d e d e g e l o . ou uma intoxicação.— Ah. desconfiada.— Talvez.Quando Rou voltou para a cama ele lhe ofereceu a bandeja. contente.O m ê s f o r a d i f í c i l .. Pela primeira vez. Era o que Olivia comia quando estava enjoada.— Não é uma comida qualquer — ele disse.— Ah. Foi por isso que o d e i x e i . mas fico contentepor mim.— Isto tudo aconteceu nas últimas horas? Ele sentiu vontade de rir. Não há sinal de maldição. Estava fresca e adocicada. — Zayed deu uma gargalhada e deitou na cama. E l a o o u v i u s u s p i r a r e abriu os olhos. Acho que não pensei q u e pudesse engravidar. mas bem melhor. sorrindo pela primeira vez em dias.— Eu sei. o nascimento do filho de Olivia e Khalid. E u o d e i x e i p o r q u e s o u t o l a . amor. Sou igual àminha mãe.. — Ela estremeceu e franziu a testa. Acho que não pensei que sexo resultaria em filhos. Talvez você soubesse que não se parece com sua mãe e que jamais abandonaria seu filho. Zayed. e se deitou. Rou bateu Projeto Revisoras78 . arrumando a bandeja.— Porém você nunca falou em controle de natalidade. — Por quê?— Porque amo você. não há nada de errado comigo. a felicidade de Jesslyn.— Eu não queria ser mãe. —A maldição — ele disse. você soubesse que seria. não.— Estou melhor — disse ela. apavorada. um prato de torradas e bolachas. até mesmo o meu.Rou o olhou. A felicidade está espalhada ehá vida e amor em todos os lugares.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter — Está tudo bem — respondeu ele. f r a c a e ridícula como ela. Não há nada de errado comigo. melão e uvas geladas. — Rou acendeu a luz e o fitou calada. — Estacomida é mágica. u m a garrafa de ginger ale. s o d a .— Você está delirando?— Porque eu lhe disse que a amo?— Talvez esteja com uma virose.. — Ele arrancou uma uva do cachoe deu a ela. não conseguirei comer. Dra. Ela pegou mais umae depois comeu melão.— Eu sei. A volta de Sharif. Zayed deu uma gargalhada.. A infelicidade estava dentro de mim. m a s é exatamente o oposto. acaba com o enjôo.. Rou mordeu a uva. — Ela fechou os olhos.— Sinto muito por você — disse ele de maneira fingida.— G o s t a r i a d e l h e d a r r a z ã o . O amor é mais forte que tudo. E ela me trouxe até você. Vamos ser pais. em 20 anos. é preocupante.— Talvez você quisesse ficar grávida — disse ele.— Vem acontecendo há algum tempo.Jessica 116. Vou vomitar! — Ela correu para o banheiro. Vamos ver se dará certo com você. Vou ser pai. — Acho que acabou finalmente.— Como?— Percebi o quanto a amava. feliz por estar contente. Não novamente. e. — Rou fez umacareta. no fundo..

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Eu sempre soube onde você estava e o quefazia. Porém. Fico perdida no s e u mundo.. mas não acontecerá de novo.?— E s t á b e m o s u f i c i e n t e p a r a r e t o m a r a l i d e r a n ç a . mas suas lembranças são do tempo em que viviaem Londres.— Você está dizendo isso porque perdeu seu emprego?— Não perdi meu emprego — ele disse.— Ele está com amnésia?— Houve uma perda significativa de memória. t e n t a n d o esconder as lágrimas. e ficar sozinha e grávida só aumentara sua infelicidade. laeela — Os dentes dele brilharam num sorriso. — O r i s o d e l e s e apagou.— Mas.— Por que está rindo? Acabo de lhe contar meu segredo mais escondido evocê ri como uma hiena!— Se você é tão fraca..Rou tentou ver nele o homem que a abandonaria na primeiraoportunidade. Podíamos ter o que queremos o que precisamos. como conseguiu sobreviver sem meu dinheiro e meu apoio emocional? Seé tão ridícula.— Podíamos ficar juntos e nos amarmos. Ela se sentira miserável sem ele. mas tudoo que via era Zayed. s i n t o s u a f a l t a . Eu me escondia de você. Poderia estar comigo. era tentador. você ainda é rei — disse ela gentilmente. quisemos esconder a informação da imprensa.. Fico perdida nos seus palácios. minha rainha.— Ele reconhece Jesslyn e as crianças?— Ele reconhece Jesslyn. Porém a vida em Sarq não era fácil paraela.. O trauma foi violento eos médicos querem que ele tenha tempo para descansar e se recuperar. perseguido por fantasmas.— Como posso ter certeza?— Porque estou aqui. quejamais vou abandoná-la.— Você jamais ficou perdida. Prometo.. Projeto Revisoras79 .— Então. — Não quero precisar recorrer a ninguém para falar comvocê quando sentir necessidade. A culpa foi minha. Não consegui ficar longe de você. mas Sharif ainda não recuperou totalmente a memória. Tive q u e v i r procurá-la.. como conseguiu coragem para me deixar? Se é tãotola. mas poderia estar melhor.— Não sei Zayed. por que sou tão louco por você?Rou olhou para ele.— E o que é Dr.Amo você demais para magoá-la outra vez.— E estou bem?— Está. como homem e como rei. V o l t e p a r a casa comigo. antes de ser coroado. rindo.Jessica 116. Ele era o que ela queria tudo de que precisava. nem saudável. não consigo sem você.— Você é louco por mim? — Zayed se inclinou sobre ela e afastou-lhe os cabelos do rosto. Sharif. V o c ê a l e g r o u o p a l á c i o . o homem cheio de dúvidas. E l e e s t á v a z i o s e m v o c ê . sentindo esperança. Seja minha esposa. medo e ansiedade. — Não foi noticiado.De fato. Eu me sinto solitário.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter nele com o travesseiro. verificar se você estava bem.— Q u e r o u m a l i n h a d i r e t a c o m o s d o i s p a l á c i o s — d i s s e e l a .— Sou. Juro. nem quero. Ele se lembra de você.— Você terá uma linha exclusiva.Rou afundou no travesseiro. Fehr?— Amor.— Totalmente.

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Rou fechou os olhos ao sentir os lábios dele sobre os seus e acariciou-lhe orosto. sua esposa. sua mulher. suanoiva. e p e r c e b e u q u e t u d o d e q u e precisava era de tempo para confiar. Com o tempo e a confiança. beijando-a. Ele sentiu um nó na garganta. sua a l e g r i a .— Espero que sim. que nos amemos o suficiente para colocálos sempre emprimeiro lugar. Preciso de você e do seu amor.— Quero que nossos filhos cresçam num ambiente feliz — disse.Rou sorriu e o coração de Zayed derreteu. — Ele tudo renova. para atender às necessidades deles antes das nossas. n ã o agüentaria que fossem magoados da mesma maneira que fui. era mais forte do que esperava.— Amo você. todos os seust e m o r e s s e a p a g a r i a m e s u a f e r i d a e s t a r i a s a r a d a .— Algo mais. Z a y e d enfiou as mãos nos cabelos dela. Nossos filhos também precisam. E l e s e s e n t i a f e l i z . — Faremos com que dê certo. com todo o meu coração — ele disse.Jessica 116.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter — Quero viajar com você. E l e r e c e b e r a v á r i a s b ê n ç ã o s .R o u o abraçou e beijou com tal ternura que o coração de Zayed d o e u antes de se encher de júbilo. E l a e r a d i f e r e n te d e s u a mãe.— Sei que sim.— Dará certo — ela disse resoluta. Projeto Revisoras80 . Quero estar onde você estiver.J ú b i l o . — Queroque sejamos fortes.— O amor cura — ela disse em voz baixa e doce. meu amor?O sorriso dele era enorme estava mais bonito que nunca. Eu não s u p o r t a r i a q u e n o s s o s f i l h o s s e v i s s e m e n c u r r a l a d o s e n t r e n ó s d o i s . m a s n e n h u m a maior que aquela mulher.— Concordo totalmente. Rou pensou ump o u c o s e i m p o r i a m a i s a l g u m a c o n d i ç ã o .

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O rei Sharif sorriu ao pegar o bebê e olhou para Rou. observava o pequeno e calmo Kamil ser colocado no colo de Khalid. Zayed queria ficar perto da família. Adorava ser mãe eadorava seu marido. Ao perceber que Rou estava à beira das lágrimas. algo incomum na família Fehr. F o r a u m v e r d a d e i r o milagre ver Sharif de volta. R o u a d o r a v a o c l i m a e a p r a i a d o l i n d o p o r t o histórico. m a s e l e s d e c i d i r a m m o r a r e m S a r q e criar os meninos emC a l a . ela e Zayed estavam livres para viver o n d e q u i s e s s e m . E l a j á e s t a v a c o m a v i s t a enevoada e mal conseguia acompanhar a c e r i m ô n i a .mandou buscar um padre em Londres.Com o retorno de Sharif ao trono. se ela quisesse. n o casamento e na maternidade. encontrara sua missão. Nada mais natural do quedar seu nome a um dos gêmeos.O batizado aconteceu numa das salas do palácio e a cerimônia foi curta. Jesslyn e Olivia aapoiaram. mas Rou não tinha vontade de retomar seu trabalho. Zayeda a b r a ç o u p e l a c i n t u r a . não suportariam um ritual mais demorado. e. poderiamviajar. m a s e r a t a r d e d e m a i s . Zayed. acreditando que todas as crianças deveriam ser abençoadas. R o u escolhera os irmãos de Zayed como padrinhos. que jamais quisera se casar ou ter filhos. c o m seis meses. Ela ficou emocionadae s o r r i u p a r a o c u n h a d o e a m i g o q u e s e e sf o r ç a r a t a n t o p a r a r e c u p e r a r a memória e a energia. Ele também dissera à esposa que. Ela. **** *** * .Jessica 116. no momento. S u a m i s s ã o e s t a v a e m c a s a . O s b e b ê s . n o a m o r . assumindo seu reinado. mas sem interferir: Cala era a solução perfeita.1 [Corações em Ira] – Tradição do Deserto – Jane Porter Epilogo ROU QUIS batizar os filhos. três campos de estudo que ela pretendia cursarpelo resto da vida. apreciava a vida que levava. n o p a l á c i o d e v e r ã o . Sua missão não era passar horas noc o n s u l t ó r i o o u d a r p a l e s t r a s . e o inquieto e teimosoSharif ser colocado nos braços do tio Sharif.

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