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Petrobras Apostila Conhecimentos EspeciFicos

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  • TERMOQUÍMICA
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  • PERMUTADORES CASCO/TUBOS

APOSTILA CONCURSO

CARGO:

TÉCNICO DE OPERAÇÃO JÚNIOR
Conhecimentos Específicos

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ÍNDICE
Conhecimentos básicos de Química Ácidos, bases, sais e óxidos .......................................................................................................03 Reações de oxidação-redução ...................................................................................................15 Termoquímica .............................................................................................................................16 Cálculos estequiométricos ......................................................................................................... 21 Transformações químicas e equilíbrio ....................................................................................... 23 Química Orgânica: hidrocarbonetos e polímeros ........................................................................41 Soluções aquosas ...................................................................................................................... 45 Dispersões...................................................................................................................................49 Natureza corpuscular da matéria ................................................................................................50 Natureza elétrica da matéria .......................................................................................................52 Conhecimentos básicos de Física Estática, Cinemática e Dinâmica ............................................................................................... 53 Leis de Newton .......................................................................................................................... 60 Condições de Equilíbrio ............................................................................................................. 63 Conservações da energia mecânica .......................................................................................... 71 Conservação do momento angular .............................................................................................75 Mecânica dos Fluidos .................................................................................................................77 Hidrostática .................................................................................................................................78 Termodinâmica Básica ...............................................................................................................83 Propriedades e processos térmicos ...........................................................................................87 Máquinas térmicas e processos naturais ...................................................................................97 Eletrostática ..............................................................................................................................101 Cargas em movimento ..............................................................................................................103 Eletromagnetismo .....................................................................................................................106 Radiações eletromagnéticas ....................................................................................................108 Noções de Eletricidade e Eletrônica .........................................................................................114 Instrumentação Noções de Instrumentação .......................................................................................................123 Noções de Metrologia ...............................................................................................................160 Tipos de Instrumentos, terminologia, simbologia .....................................................................170 Transmissão e transmissores pneumáticos e eletrônicos analógicos ......................................183 Noções de Operações Unitárias ...............................................................................................193 Noções de Processos de Refino ..............................................................................................198 Noções de Equipamentos de Processo ....................................................................................203 Bombas Centrífugas .................................................................................................................213 Permutadores Casco/Tubos .....................................................................................................217 Tubulações Industriais ..............................................................................................................222 Noções de Controle de Processo .............................................................................................225 Conhecimentos de Matemática Álgebra e trigonometria básicos ............................................ Ver na apostila de matemática ATENÇÃO: A comercialização desta apostila é exclusiva de MAXSHOPPING10, caso você a tenha comprado através de outro vendedor, favor envie um e-mail para maxshopping10@gmail.com com uma denúncia. Esta medida visa coibir o plágio e dar início às medidas cabíveis contra aqueles que usam de má fé, utilizando nicks falsos para comprar e depois revender no site, passando-se por autor de meu material. OBRIGADO E BOA SORTE!
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ÁCIDOS, BASES, ÓXIDOS E SAIS

Ácidos e Bases As funções mais importantes da química: ácidos e bases. São os grandes pilares de toda a vida de nosso planeta, bem como da maioria das propriedades do reino mineral. Íons carbonatos e bicarbonatos (ambos básicos) estão presentes na maior parte das fontes de água e de rochas, junto com outras substâncias básicas como fostatos, boratos, arsenatos e amônia. Em adição, vulcões podem gerar águas extremamente ácidas pela presença de HCl e SO2. A fotossíntese das plantas pode alterar a acidez da água nas vizinhanças por produzir CO2, a substância geradora de ácido mais comum na natureza. A fermentação do suco de frutas pode vir a produzir ácido acético. Quando utilizamos nossos músculos em excesso sentimos dores provocados pela liberação de ácido lático.

Com tamanha frequência em nosso ambiente, não é de se espantar que os ácidos e bases tenham sido estudados por tantos séculos. Os próprios termos são medievais: "Ácido" vem da palavra latina "acidus", que significa azedo. Inicialmente, o termo era aplicado ao vinagre, mas outras substâncias com propriedades semelhantes passaram a ter esta denominação. "Álcali", outro termo para bases, vem da palavra arábica "alkali", que significa cinzas. Quando cinzas são dissolvidas em água, esta se torna básica, devido a presença de carbonato de potássio. A palavra "sal" já foi utilizada exclusivamente para referência ao sal marinho ou cloreto de sódio, mas hoje tem um significado muito mais amplo. Nesta aula-virtual, veremos de que forma podemos classificar substâncias como ácidos ou bases, as principais propriedades destes grupos, o conceito de pH e a força relativa destas substâncias.

Auto-Ionização da água Os íons hidrônio e hidróxido A água, como já falamos no QMCWEB, é uma substância deveras bizarra. Entre várias propriedades anômalas, há uma de particular interesse no estudo de ácidos e bases: a auto-ionização. De fato, duas moléculas de água podem interagir e produzir dois íons: um cátion, o hidrônio, e um ânion, o hidróxido. É uma reação onde ocorre uma transferência de próton de uma molécula de água para outra. A existência da autoionização da água foi provada, ainda no século IXX, por Friedrich Kohlraush. Ele descobriu que a água, mesmo que totalmente purificada e de-ionizada, ainda apresenta uma pequena condutividade elétrica. Kohlraush atribuiu esta propriedade à existência de íons na água, mais precisamente íons hidrônios e hidróxidos. Reação de autoionização da água:

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A compreensão da auto-ionização da água é o ponto de partida para os conceitos de ácidos e bases aquosos.

Definição de Arrhenius Um dos primeiros conceitos de ácidos e bases que levavam em conta o caráter estrutural das moléculas foi desenvolvido no final do século 19, por Svante Arrhenius, um químico suéco. Ele propôs que os ácidos eram substâncias cujos produtos de dissociação iônica em água incluiam o íon hidrogênio (H+) e bases as que produzem o íon hidróxido (OH-). Este conceito, embora utilizado até hoje, tem sérias limitações: 1) só pode ser empregado a soluções aquosas; 2) o íon H+, de fato, sequer existe em solução aquosa; 3) não pode ser aplicado para outros solventes. 4) segundo este conceito, somente são bases substâncias que possuem OH- em sua composição.

É verdade para o NaOH, mas outras substâncias, como a amônia, não são bases de acordo com o conceito de Arrhenius. Definição de Bronsted

Em 1923, J.N. Bronsted, em Copenhagen (Denmark) e J.M. Lowry, em Cambridge (England) independentemente sugeriram um novo conceito para ácidos e bases. Segundo eles, ácidos são substâncias capazes de doar um próton em uma reação química. E bases, compostos capazes de aceitar um próton numa reação. Este conceito ficou conhecido como "definição de Bronsted", pois este e seus alunos foram mais ágeis na difusão da nova idéia. Esta nova definição é bem mais ampla, pois explica o caráter básico da amônia e o caráter ácido do íon amônio, por exemplo.

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e o íon hidrônio é o ácido conjugado da base H2O O íon HPO42. a água se comporta como um ácido.é a base conjugada do íon H2PO4-. o íon carboxilato pode atuar como uma base.Repare que. aceitando. para um ácido desempenhar seu caráter ácido.com 5 . gerando o íon carbonato. isto é. moléculas que podem se comportar como um ácido ou como uma base de Bronsted. A água. a água se comporta como uma base. Um par de substâncias que diferem pela presença de um próton é chamado de par ácido base conjugado. na reação inversa. assim como a água e o íon hidrônio. a transferência de um próton . De acordo com Bronsted.que atua como um ácido. Portanto. o íon carbonato é a base conjugada do ácido bicarbonato. pois doa um próton. a dissociação do HCl promove a formação de outro íon: o íon hidrônio Pares Conjugados Como vimos. um próton do íon hidrônio . é um exemplo de substância anfiprótica. ele deve estar em contato com uma base. sempre. Como a reação é reversível. os íons bicarbonato e carbonato estão relacionados entre si. Por exemplo: o íon bicarbonato pode transferir um próton para a água. portanto. Desta forma. pois aceita um próton deste íon. Isto é. pela doação ou ganho de um próton. já na reação com o amônio. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. na reação com amônia. a noção de ácidos e bases de Bronsted envolve.do ácido para a base.

enquanto que algumas bases são melhores aceptoras de prótons do que outras. duas bases entrarão numa disputa pelo próton: o íon cloreto e a água.com 6 . portanto. Numa solução aquosa de HCl. retornando ao ácido conjugado. Por exemplo: uma solução aquosa de HCl diluída consite. considerado um ácido Bronsted fraco. praticamente. Isto significa que a ligação H-A é uma ligação forte.a maior parte das moléculas permanece na forma não ionizada. pois o íon A. mais fraca é a base conjugada Neste caso. e o íon A. mais forte é a base conjugada. b) quanto mais fraco for o ácido. é uma base fraca. este composto é considerado um ácido de Bronsted forte. um ácido doa um próton para produzir uma base conjugada. praticamente todo o HCl perde o próton para esta.Força Relativa Em água. Por isso. de íons cloreto e hidrônio. a) quanto mais forte for o ácido. Este composto é. ou seja.é pouco estável e representa uma base forte.é estável. que tende a recapturar o próton. esta base conjugada pode vir a aceitar o próton de volta. alguns ácidos são melhores doadores de prótons do que outros. Entretanto. uma vez que quase 100% das moléculas do ácido são ionizadas. Como a água é uma base mais forte. De acordo com o modelo de Bronsted. Portanto. Em contraste. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. uma solução diluída de ácido acético contém apenas uma pequena quantidade de íons acetato e hidrônio . a ligação H-A é bastante fraca. A espécie capaz de se ligar mais fortemente ao próton é que vai determinar a força do ácido ou da base.

o equlíbrio é grandemente deslocado para o lado esquerdo da equação. Kw.5 mol/L). Kw Como vimos anteriormente. Quantitativamente. a água sai perdendo: a base mais forte é o íon acetato! Por isso.com 7 . a água sofre um processo de auto-ionização. Desta forma. como o íon hidróxido é uma base muito mais forte do que a água. Ka e Kb A constante de ionização da água. apenas 2 de cada um bilhão de moléculas sofrem auto-ionização. apenas parte das moléculas deste ácido sofrem ionização. De fato.Já numa solução aquosa de ácido acético. produzindo íons hidrônios e hidróxidos. da mesma forma que o íon hidrônio é um ácido muito mais forte. em água pura ou em uma solução aquosa diluída. o termo [H2O] é uma constante (55.[H2O]2 = Kw e MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. a 25oC. podemos simplificar a equação acima como: Keq. Entretano. podemos descrever o processo como: Todavia.

As tentivas de neutralizar ácidos derramados devem ser cuidadosas.[OH-] a 25oC. pois é através dela que todos os conceitos de pH e pOH são deduzidos. o termo [H2O] é constante. O contato com qualquer um dos ácidos ou MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.com 8 . e podemos substituir a equação por Keq.Kw = constante de ionização da água = [H3O+]. Ka. é definida como uma substância capaz de aceitar um próton de um ácido. [H2O]=Ka. De maneira mais simples. e deve ser memorizada. Um exemplo típico de uma reação ácido . Ka e Kb O equilíbrio da reação entre o ácido acético e a água pode ser descrito pela constante abaixo: Novamente. no caso de soluções diluídas.base que ocorre quando HCl é adicionado à água. HCl+H2O -à H3O++ClA Reação entre ácidos e bases fortes é bastante exotérmica. a constante de ionização básica. Bases então. que fica: Esta é a expressão para a constante de ionização ácida.008 x 10-14 M2 Esta expressão de Kw é muito importante. podemos escrever a expressão para Kb. ácido é um doador de próton e base é um receptor de próton. Da mesma forma. Vamos utilizar a reação da amônia com água como exemplo: Ácidos e Bases Eles definiram ácido como uma substância capaz de doar um próton (isto é. Kw = 1. um íon hidrogênico H+) a uma outra substância.

Ácidos de Importância Industrial ÁCIDO SULFÚRICO O ácido sulfúrico é o produto químico mais utilizado na indústria: por isso. O ácido sulfúrico é produzido industrialmente pelo processo denominado catalítico ou de contato.la. no processo das câmaras de chumbo.se em uma série de observações de propriedades comuns a certos tipos de compostos. no trabalho ou no laboratório nunca deve ser tratado através de uma tentativa de neutralização.se catalizadores. o pentóxido de vanádio. desta vez por G.bases fortes comuns no lar. principalmente. usam .N.a mesma exigência dos sistemas de Bronsted .com 9 . Lewis reconheceu que o fator comum a todas as reações de "neutralizações" era a formação de uma ligação covalente através da doação de um par de elétrons de valência.Lowry. as definições mais antigas de ácidos e bases. têm uma afinidade por prótons aproximadamente igual (ou maior que) a do OH-. oleoso. corrosivo e extremamente solúvel em água. Antigamente essa oxidação era catalizada pelo gás NO2. O H2SO4 puro é um líquido incolor. Força De Ácidos e Bases Qualquer reação ácido . em solução aquosa. atualmente em desuso. em solução aquosa. Uma das generalizações mais recentes é que um ácido é qualquer espécie eletrofílica que reage para aceitar um par de elétrons a uma velocidade determinada pela velocidade de difusão. costuma . e que uma base é qualquer espécie nucleofílica que reage para fornecer um par de elétrons a uma velocidade determinada pela velocidade de difusão. isto é. que é um valor bem acima da temperatura de ebulição dos ácidos comuns: por isso é considerado um ácido fixo. As bases de Lewis incluiriam qualquer substância com um ou mais pares de elétrons de valência não compartilhados .base foi proposto em 1923. Baseavam . não compartilhado. denso. A oxidação SO2 à SO3 é a etapa mais difícil e demorada: para acelerá . A força de um ácido ou base pode ser expressa por uma constante de equilíbrio que indica a extensão da competição com o solvente pelos prótons. pouco volátil.se dizer que "o consumo de ácido sulfúrico mede o desenvolvimento industrial de um país". Os catalizadores mais usados são a platina e. a uma espécie eletronicamente deficiente. Ainda um outro conjunto de generalizações para o comportamento ácido . As bases fortes têm uma tendência de receber prótons a tal ponto que.Lewis.base envolve uma competição por prótons. O H2SO4 ferve a 338º C. doam prótons à água muito rapidamente. Sistemas Ácido – Base Históricamente. são atribuídas a Svante Arrhenius (1887). MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Os ácidos fortes são aqueles que. ainda usadas comumente.

na produção de outros ácidos. o H2SO4 só age quando é concentrado e. para a producão de detergentes. óxidos básicos. introduzindo o radical nitro em moléculas orgânicas. etc.O ácido sulfúrico é muito reativo. reage como nitrante. etc. HNO. tintas.SO3H (chamado sulfônico) em moléculas orgânicas. o aquecimento irá provocar a "expulsão" dos ácidos mais voláteis.etc. libertando NO ou NO2 . chamado gás clorídrico ou cloridreto." na produção de compostos orgânicos. etc. ÁCIDO CLORÍDRICO O HCl puro. quando concentrado. em geral. Como desidratante o H2SO4 concentrado tem grande "avidez" por água. e sua ação química pode se dar de quatro formas diferentes: como ácido. corantes. que ferve a 83º C. Como sulfonante: o H2SO4 concentrado é usado para introduzir o radical . O ácido clorídrico é usado na hidrólize de amidos e proteínas: na produção de corantes. Como ácido (forte e fixo). Na limpeza de chãos e paredes de pedra ou de azulejo usa . ÁCIDO NÍTRICO O ácido nítrico é um líquido incolor. Esse gás é muito solúvel em água e a solução aquosa é denominada ÁCIDO CLORÍDRICO. Os principais usos do ácido sulfúrico são: na produção de fertilizantes agrícolas como os "super fosfatos. como oxidante. quando atua a quente. que é o ácido clorídrico impuro. Como oxidante. e com o tempo e a influência da luz sua solução fica avermelhada devido a decomposição do HNO3 em NO2. O ácido nítrico é usado na produção de compostos orgânicos e na produção de fertilizantes agrícola e de nitratos. etc. Nesses casos há sempre liberação de SO2. couros. O ácido nítrico é muito reativo: reage como ácido forte com bases. reage como oxidante enérgico. é um gás incolor. como desidratante e como sulfonante.se o ácido muriático. O H2 SO4 reage: com metais mais reativos que o hidrogênio e com sais.la" de outros compostos químicos. SAIS DEFINIÇÃO MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. conseguindo "arrancá . em baterias de automóveis. gás ou anidrido sulfuroso. É muito solúvel em água.com 10 . muito tóxico e corrosivo. no refino do petróleo. medicamentos. Considerando que o H2SO4 é pouco volátil. Reações desse tipo são muito importantes na indústria química orgânica. muito tóxico e corrosivo. na limpeza de metais e ligas metálicas. não inflamável. como HCl.

um cátion diferente do H+ e um ânion diferente do OH-. NOMENCLATURA DOS SAIS NORMAIS: O nome de um sal normal deriva do ácido e da base que lhe dão origem.da base. teremos: x B (OH)y + y HxA à BxAy + xyH2O Onde BxAy é a forma geral de um sal normal ou neutro. assim formado.com 11 . apenas a terminação do nome do ácido sofre alteração. formado pelo cátion B da base e pelo ânion A do ácido. REAÇÃO DE NEUTRALIZAÇÃO TOTAL SAIS NORMAIS OU NEUTROS: Dizemos que uma reação é de neutralização total quando reagem todos os H+ do ácido e todos os OH. o sal. Por exemplo: NaCl ou Na+ClNaHSO4 ou Na+H+SO42Já vimos que a reação de neutralização ou de salificação forma um sal. é chamado de sal normal ou neutro.Sais são compostos iônicos que possuem. Então podemos dizer que sais são compostos que podem ser formados na reação de um ácido com uma base de Arrhenius. pelo menos. de acordo com o seguinte código: ídricoà eto ÁCIDO à oso à ito à SAL ico à ato ÓXIDOS São compostos binários em que o oxigênio é o elemento mais eletronegativo.reação e fórmulas gerais dos sais normais: Representando o ácido. genericamente por HxA e a base por B (OH)y. Nomenclatura: · Quando o elemento forma apenas um óxido: MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. além da água.

Óxido de nome do elemento Exemplo: Al2O3 – óxido de alumínio · Quando o elemento forma 2 óxidos: Exemplo: FeO – · Quando o elemento forma 2 ou mais óxidos: prefixo Exemplo: Óxido de prefixo Nome do elemento Fe2O3 – trióxido de diferro Classificação dos óxidos: MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.com 12 .

PbO e PbO2. formando base. ora se comportam como ácido. SnO2. ou reagem com base.com 13 . Exemplo: Na2O + H2O --> Na2O + 2 HCl --> 2 NaOH 2 NaCl + H2O · Óxidos neutros: não reagem com água. · Óxidos mistos: se comportam como se fossem formados por dois outro óxidos. São exemplos de óxidos anfóteros: ZnO. SnO.· Óxidos ácidos ou anidridos: reagem com água. Exemplo: CO2 + H2O --> H2CO3 CO2 + 2 NaOH --> Na2CO3 + H2O · Óxidos básicos: reagem com água. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. formando água. formando ácido. NO. forman-do água. São exemplos de óxidos netros: CO. N2O. produzindo sal e peróxido de hidrogênio. produzindo base e peróxido de hidrogênio (H2O2) e reagem com ácido. ácido ou base. · Óxidos anfóteros: ora se comportam como base. ou reagem com ácido. Exemplo: Fe3O4 – FeO · Fe2O3 · Peróxidos: reagem com água. Al2O3.

Principais Sais Cloreto de Sódio (NaCl) --> Este sal é intensamente usado na alimentação e também na conservação de certos alimentos. além do cloreto de sódio existe uma pequena quantidade de iodeto de sódio (Nal) e de potássio (Kl). Nitrato de Sódio (NaNO3) --> Conhecido como salitre do Chile. usado na combate à desidratação. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. E. dão origem a um novo sal e um novo metal. O carbonato de cálcio (calcário) é também empregado na fabricação do vidro comum e do cimento. Quando reagem com hidróxido. Bicarbonato de Sódio (NaHCO3) --> É usado em medicamentos que atuam como antiácidos estomacais. com outros sais e com metais.. Ao reagir com um ácido. bolos. o gás carbônico permite o crescimento da massa.Exemplo: Na2O2 + 2 H2O Na2O2 + 2 HCl --> --> 2 NaOH + H2O2 2 NaCl + H2O2 SAIS Quando em solução. se o ácido formada for mais volátil que o empregado na reação. na confecção de pasta de dente. Carbonato de Cálcio (CaCO3) --> Componente do mármore. dão origem a dois novos sais se um deles for menos solúvel que os reagentes. quando reagem com um metal. conduzem corrente elétrica. dão origem a outro sal e outro ácido. se o hidróxido formado for menos solúvel que o empregado na reação. dão origem a outro sal e outro hidróxido. Se reagem com outros sais. esse sal é um dos adubos (fertilizantes) nitrogenados mais comuns. se o metal reagente for mais reativo que o metal deslocado na reação. Fluoreto de Sódio (NsF) --> É um sal usado na fluoretação da água potável e como produto anticárie. Os sais têm sabor salgado. etc. Os sais reagem com ácidos. usado para fabricar extintores de incêndio de espuma.com 14 . pias. com hidróxidos. é usado na confecção de pisos. por fim. é um dos componentes do soro caseiro. uma vez que libera gás carbônico aquecido. É também empregado como fermento na fabricação de pães. No sal de cozinha. além disso. ainda. etc. quando a alimentação é deficiente em sais de iodo. doença que se caracteriza por um crescimento exagerado da glândula tireóide. Isso previne o organismo contra o bócio ou "papo". É.

A redução. é extraido pela combinação do minério de ferro com o monóxido de carbono. está sendo reduzido a Cobre. Reação Redox Sabe-se que oxidação e redução ocorrem juntas na mesma reação química.Reação com transferência de elétrons de um reagente para outro. o Gás Hidrogênio entra em contato com o Óxido de Cobre super aquecido e como resultado ele perde oxigênio e vai aos poucos tornando-se rosa. e o oxigênio do ar é reduzido.com 15 . O ferro. quando uma substância perde hidrogênio ou quando a substância perde elétrons.Ganho de elétrons ou diminuição de nox. Redução . Agente oxidante ou substância oxidante . Algumas dessas reações são muito úteis para a indústria. Essa cinza é o óxido de magnésio. num alto-forno.Perda de elétrons ou aumento de nox. Oxidação . Esse fenômeno recebe o nome de reação redox (ou de oxirredução).Sulfato de Cálcio (CaSO4) --> É um sal usado na fabricação do giz e do gesso de porcelana. A ferrugem é um dos resultados de uma reação redox. o minério perde oxigênio para formar o ferro e o CO recebe oxigênio para formar o CO2. pois. por sua vez.Substância que sofre a redução ou substância que ganha elétrons. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. é o inverso e ocorre também de três maneiras: quando uma substância perde oxigênio. na qual o ferro se oxida e forma o óxido de ferro (ferrugem). Nessa reação. ou reação com variação de nox de pelo menos um elemento. por exemplo. Quando o magnésio queima no ar. A oxidação pode ocorrer em três circunstâncias: quando se adiciona oxigênio a substância. quando ganha hidrogênio ou quando ganha elétrons. o metal se transforma em cinza à medida que vai ganhando oxigênio e se torna oxidado. REAÇÕES DE OXIDAÇÃO-REDUÇÃO Oxidação e redução são exemplos de tipos de reações que ocorrem em nosso dia-a-dia. Quando o Óxido de Cobre (negro) é colocado em aparelhagem apropriada (câmara) para redução do Óxido de Cobre. Definições: Reação de oxirredução ou redox .

Fundamenta-se no fato de o número de elétrons cedidos na oxidação ser igual ao número de elétrons recebidos na redução. á o calor liberado na queima do gás butano que cozinha os nossos alimentos. também chamada de Termoquímica. Balanceamento de equações de oxirredução .Quando um mesmo elemento em parte se oxida e em parte se reduz. ocorre na presença de uma corrente elétrica).Agente redutor ou substância redutora . A maioria das reações químicas ocorre produzindo variações de energia. este processo é denominado de eletrólise. produzindo transferência de elétrons. é o calor liberado na combustão do álcool ou da gasolina que movimenta nossos veículos e á através das reações químicas dos alimentos no nosso organismo que obtemos a energia necessária para manutenção da vida. Energia liberada nas reações químicas está presente em várias atividades da nossa vida diária. é chamado de pilha ou bateria. (Resumindo: pilha e bateria são processos químicos que ocorrem espontaneamente e geram corrente elétrica. ou seja. Por exemplo. A eletroquímica abrange todos processo químicos que envolve transferência de elétrons. é o ramo da química que estuda o calor envolvido nas reações químicas baseando-se em princípios da termodinâmica.Substância que sofre a oxidação ou substância que perde elétrons. Quando um processo químico ocorre.com 16 .redução é a produção de energia elétrica a partir de uma célula eletroquímica. que freqüentemente se manifestam na forma de variações de calor. Reação auto-oxirredução ou de desproporcionamento . Exemplos • combustão (queima) do gás butano. A termoquímica ocupa-se do estudo quantitativo das variações térmicas que acompanham as reações químicas. já eletrólise é um processo químico (reação química) que ocorre de forma não espontânea. C4H10 C4H10(g) + 13/2 O2(g) => 4 CO2(g) + 5H20(g) + calor MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. TERMOQUÍMICA A Termodinâmica química. mas quando o processo químico é provocado por uma corrente elétrica (variação da quantidade de elétrons no temo). Uma das aplicações mais úteis das reações de oxidação . Essas reações são de dois tipos: Reações exotérmicas: as que liberam calor para o meio ambiente.

Exemplos • decomposição da água em seus elementos: H20(l) + calor => H2(g) + 1/2 O2(g) • fotossíntese: 6 CO2(g) + 6 H20(l) + calor => C6H12O6(aq) + 6 O2(g) Na equação química. É medida em graus Celsius. é a variação de temperatura sofrida pela massa de água devido a ocorrência da reação.com 17 . significando que foi fornecida pelo ambiente aos reagentes. O Sistema Internacional de Medidas (SI) recomenda a utilização do Joule. O recipiente é provido de um agitador e de um termômetro que mede a variação de temperatura ocorrida durante a reação.0ºC. contendo uma massa conhecida de parede água. C2H60: C2H60(l) + 3O2(g) => 2 CO2(g) + 3 H2O(g) + calor Na equação química. no entanto. o calor é representado junto aos produtos para significar que foi produzido. Reações endotérmicas: as que para ocorrerem retiram calor do meio ambiente. a caloria ainda é muito utilizada. onde se introduz um sistema em reação. MEDIDA DO CALOR DE REAÇÃO O calor liberado ou absorvido por um sistema que sofre uma reação química á determinado em aparelhos chamados calorímetros. um calorímetro é constituído de um recipiente com paredes adiabáticas. em gramas.0 g de água tenha sua temperatura aumentada de 1. no entanto. Estes variam em detalhes e são adaptados para cada tipo de reação que se quer medir o calor. liberado para o ambiente durante a reação. m é a massa. Cada caloria corresponde a 4.• combustão do etanol. a energia absorvida á representada junto aos reagentes. Uma caloria (1 cal) é a quantidade de calor necessária para fazer com que 1. Basicamente. Para a água seu valor é 1 cal/g . A determinação do calor liberado ou absorvido numa reação química á efetuada através da expressão: onde: • • • • Q é a quantidade de calor liberada ou absorvida pela reação. c é o calor especifico do liquido presente no calorímetro. isto á. de água presente no calorímetro.18 J. Esta grandeza pode ser expressa em calorias (cal) ou em Joules (J). MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. ºC.

O calor de reação pode ser medido a volume constante. armazenada nos produtos.A rigor. armazenada nos reagentes. a unidade da entalpia é o Joule por mol. A liberação de calor pela reação exotérmica significa que o conteúdo total de calor dos produtos á menor que o dos reagentes. num calorímetro hermeticamente fechado. portanto. quando uma reação ocorre à pressão constante. deve-se considerar a capacidade térmica do calorímetro que inclui. A energia armazenada nas substâncias (reagentes ou produtos) dá-se o nome de conteúdo de calor ou entalpia. à pressão atmosférica local. ENTALPIA E VARIAÇÃO DE ENTALPIA Entalpia é a grandeza física que descreve a energia interna total de um sistema. Essa diferença ocorre porque. portanto. portanto. e a variação de energia determinada à pressão constante é chamada de variação de entalpia. Esta é usualmente representada pela letra H. sob uma outra forma. que será alterado quando a substância sofrer uma transformação. pode apenas ser transformada de uma forma para outra. absorvida por uma reação química não se perdeu. Em vista disso. onde: • • Hp = entalpia dos produtos. a absorção de calor por uma reação endotérmica significa que o conteúdo total de calor armazenado nos produtos é maior que o dos reagentes. A variação de energia determinada a volume constante é chamada de variação de energia interna. fios. num calorímetro aberto. No Sistema Internacional de Unidades. como sabemos. ela não pode ser criada e nem destruída. Experimentalmente. armazena um certo conteúdo de calor. estudaremos mais detalhadamente a variação de entalpia das reações. Inversamente. ou à pressão constante. Hr = entalpia dos reagentes. segundo a Lei da Conservação da Energia. verifica-se que existe uma pequena diferença entre esses dois tipos de medidas calorimétricas. termômetro etc. além da capacidade térmica da água. representada por ?H. Numa reação. sob uma outra forma. 18 Numa reação exotérmica temos que Hp < Hr e.com . as capacidades térmicas dos materiais presentes no calorímetro (agitador. Como a maioria das reações químicas são realizadas em recipientes abertos. câmara de reação. < O (negativo). Cada substância. é uma forma de energia e. representada por ?E. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. ela permanece no sistema. ela já existia antes. O calor. somos levados a concluir que a energia: • • liberada por uma reação química não foi criada. envolvimento de energia na expansão ou contração do sistema.). a diferença entre as entalpias dos produtos e dos reagentes corresponde à variação de entalpia. pode haver variação de volume e. .

Não é correcto afirmar que um corpo tem mais calor que outro. no espaço de estados. Quando dois corpos ou fluidos em diferentes temperaturas entram em interação (por contato. Termodinamicamente falando. se um corpo recebe energia sob a forma de calor (e não sob a forma de trabalho). que descreve o sistema em uma evolução quase-estática ou reversível (no sentido termodinâmico) de um estado inicial A até um estado final B. o calor é uma forma de transferir energia de um sistema para outro. eles trocam energia interna até a temperatura ser equalizada. Todo corpo tem uma certa quantidade de energia interna que está relacionada ao movimento aleatório de seus átomos ou moléculas e às forças interativas entre essas partículas. se o sistema se encontrar isolado de outras formas de transferência de energia. a quantidade Q é positiva e se um corpo transfere energia sob a forma de calor. ENTROPIA > O (positivo). A quantidade de energia transferida enquanto houver diferença de temperatura é a quantidade Q de calor trocado. CALOR O calor (abreviado por Q) é a forma de transferir energia térmica entre dois corpos que se vale da diferença de temperaturas existente entre eles. Condução térmica é um dos meios de transferência de calor que geralmente ocorre em materiais sólidos. a quantidade transferida Q é negativa.18 J). Os sólidos. ou radiação). A unidade do Sistema Internacional (SI) para o calor é o joule (J). sem transporte de massa.com 19 . Ela mede a parte da energia que não pode ser transformada em trabalho.Numa reação endotérmica temos que Hp > Hr e. A entropia é uma grandeza termodinâmica geralmente associada ao grau de desordem. A transmissão de energia sendo função da diferença de temperatura entre os dois sistemas . A soma dessas vibrações de um corpo constitui a energia térmica do mesmo. não dependem apenas da diferença entre o estado inicial e o estado final do processo). Esta energia interna é diretamente proporcional à temperatura do objeto. líquidos ou gases apresentam constante movimento (vibrações) em suas partículas. portanto. Os processos pelos quais ocorre transferência de calor (transferências de energia sob a forma de calor) são: • • • Condução Convecção Irradiação. e que não corresponde à execução de um trabalho mecânico. 1 cal = 4. É uma função de estado cujo valor cresce durante um processo natural em um sistema fechado. mas dependem do caminho. e é a propagação do calor por meio do contato de moléculas de duas MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. calor e trabalho não são funções de estado (ou seja.Convencionalmente. embora seja usualmente utilizada a caloria (cal.

Calor de neutralização ou Entalpia de neutralização é a entalpia resultante de uma reação de neutralização ácido-base. porém nestes o aumento da temperatura provoca uma alteração na densidade do fluido na parte mais quente. etc.. ou seja.ou mais substâncias com temperaturas diferentes (metais. chamado de comprimento de onda principal de irradiação. A irradiação térmica é uma forma de transmissão de calor. são péssimos meios de propagação de calor. Todas as substâncias estão no estado padrão. Ocorre a propagação de calor sem transporte da substância formadora do sistema. objetos com temperaturas altas produzem uma luz mais "azul". Em outras palavras. um segundo corpo pode absorver as ondas caloríficas que se propagam pelo espaço em forma de energia eletromagnética aumentando assim sua temperatura. Quanto maior a temperatura. Em fluidos (líquidos e gases) também ocorre transferência de calor por condução.).. Ou seja. Irradiação térmica ou radiação térmica é a radiação eletromagnética emitida por um corpo em equilíbrio térmico causada pela temperatura do mesmo. cerâmicas.com 20 . Os gases e alguns sólidos. madeiras. através de choques entre suas partículas integrantes ou intercâmbios energéticos dos átomos. ao contrário da condução térmica e da convecção. Calor de combustão é a variação de entalpia (quantidade de calor liberada) pela queima de um mol de substância. o que provoca uma movimentação macroscópica. maior é a frequência da radiação e menor é o comprimento de onda. Sempre encontrará um valor negativo. enquanto objetos com temperaturas baixas produzem uma luz mais "vermelha". que possuem baixa condutividade térmica. a transferência de calor de um corpo a outro ocorre mesmo se não existir meio material entre os dois. pois toda combustao é exotermica Calor de formação ou entalpia de formação é a energia libertada ou "consumida" pela reação de formação de compostos. Por exemplo a entalpia de formação da água consiste no calor libertado na sua reação de formação a partir de hidrogênio gasoso e oxigênio gasoso. Como as ondas eletromagnéticas se propagam no vácuo. A maior parte da irradiação ocorre ao redor de um comprimento de onda específico. A este fenômeno dá-se o nome de convecção. Esse deslocamento que surge entre a parte do líquido mais quente e a mais fria aumenta a velocidade de transporte de energia térmica. que depende da temperatura do corpo. A reação de formação de composto consiste na formação do composto em questão a partir dos seus elementos na sua forma mais estável em condições PTN. Os metais devida elevada condutividade térmica são excelentes meios de propagação de calor. Pois os dois corpos têm entre si um intercâmbio de energia. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. moléculas. elétrons.

quantidade de matéria (mol).° passo – Efetuar a regra de três com os dados do exercício.CÁLCULOS ESTEQUIOMÉTRICOS Nas reações químicas. Exemplo da reação do hidrogênio com o oxigênio para formar água: As substâncias no lado esquerdo são chamadas reagentes e. 2. Os números antes dos símbolos (omitido se for 1) indicam a quantidade de moléculas. (g) gasoso e MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. volume nas CNTP. O cálculo estequiométrico. no lado direito. é importante se prever a quantidade de produtos que podem ser obtidos a partir de uma certa quantidade de reagentes consumidos. volume.com 21 . Equações químicas As reações que os elementos têm entre si para formar um composto são representadas por equações químicas. n. produtos. número de moléculas. É importante saber que. Os cálculos que possibilitam prever essa quantidade são chamados de cálculos estequiométricos (A palavra estequiometria vem do grego stoicheia (partes mais simples) e metreim (medida)). deixa de ser um problema se os seguintes passos forem seguidos: 1. Os cálculos estequiométricos baseiam-se nos coeficientes da equação. Essas quantidades podem ser expressas de diversas maneiras: massa.° passo – Montar e balancear a equação química. os coeficientes nos dão a proporção em mols dos participantes da reação. numa equação balanceada.° passo – Adaptar a proporção em mols às unidades usadas no enunciado do exercício (massa. apesar de temido por muitos.° passo – Escrever a proporção em mols (coeficientes da equação balanceada). (l) líquido. 4.° de moléculas etc). 3. Os símbolos entre parênteses indicam o estado físico: (s) sólido.

O balanceamento significa a necessária igualdade de massas entre os dois lados da equação uma vez que não pode haver perda ou ganho de massa.(aq) solução aquosa (muitas substâncias só reagem em solução aquosa). No exemplo dado. Massa atômica de um elemento – A massa atômica de um elemento é a massa média dos átomos desse elemento expressa em u. Indica quantas vezes a massa do átomo é maior que 1/12 da massa de 12C. Unidade de massa atômica (u) é a massa de 1/12 do átomo de 12C.de meio aquoso. Isto significa que a reação nem sempre ocorrerá com o simples contato físico das substâncias. Massa atômica de um átomo – É a massa desse átomo expressa em u. Na unidade comum.6g de carbono. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.0081u. Experimentalmente verifica-se que 44g de gás carbônico (CO2) são formados a partir da combustão (queima) de 12g de carbono (C). concluímos que a unidade de massa atômica é.0090u). cada elemento deve ter o mesmo número de átomos em ambos os lados da equação. 1 nêutron=1.com 22 . Pelo fato de o carbono 12 possuir 6 prótons e 6 nêutrons. Algumas precisam de aquecimento.6g de C produzirá x g de CO2: III) Relacionar os itens I e II escrevendo g de C embaixo de g de C e g de CO2 embaixo de g de CO2: IV) Logo em seguida fazer uma multiplicação em “cruz”. Resolução por regra de três: I) A partir de 12g de C são obtidos 44g de CO2: II) Então 0. esta condição está satisfeita. no lugar das unidades convencionais. para efetuar os cálculos. aproximadamente. a massa de um átomo é expressa em unidades de massa atômica (u) que equivale exatamente a 1/12 da massa do isótopo 12 C (carbono 12). corresponde a 1. O átomo de 12C foi escolhido como átomo padrão na construção das escalas de massas atômicas. a massa de um próton ou de um nêutron(1 próton=1. Calcular a massa de gás carbônico produzida na queima de 0. Sua massa atômica foi fixada em 12u. Massa atômica.etc. Lembrar que a equação química indica a possibilidade de uma reação. isto é. massa molecular Em química.6605402 x 10-27 kg .de ignição (é o caso do exemplo). É igual à média ponderada das massas atômicas dos isótopos constituintes do elemento. outras. outras. Uma equação química deve ser balanceada.

com 23 . Vamos observar algumas transformações: MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Para você notar se houve uma transformação precisará analisar a matéria em dois momentos diferentes. podem apenas ser transformadas.Resposta: A queima de 0. em um estado inicial e em um estado final. Pode-se afirmar que houve uma transformação na matéria considerada. quando for observada alguma diferença.2g de CO2 TRANSFORMAÇÕES QUÍMICAS E EQUILÍBRIO O que é transformação? A matéria e a energia não podem ser criadas ou destruídas . ao se comparar as características da matéria no estado inicial com as características no estado final.6g de C produzirá 2.

nessas transformações somente a forma e a aparência da prata e da madeira sofreram modificações. mas não altera suas propriedades. apenas ocorreu uma mudança no estado físico da água. A esse tipo de transformação é dado o nome de transformação física.Transformação Física altera apenas a forma e a aparência da matéria. Observe as transformações: Nota-se que a água sofreu uma transformação sem alteração das propriedades.com 24 . Transformação química Você pode realizar as experiências: MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Definindo .Como você pode constatar. Conclusão: todas as mudanças de estado sofridas pela matéria nesta experiência são transformações físicas.

fermento. fermentação alcoólica. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.TABELA 1 . Na produção de sabão usa-se óleos ou gorduras (animal ou vegetal). se substituirmos a soda cáustica por hidróxido de potássio (KOH) teremos os sabões moles. Existem transformações químicas que ocorrem rapidamente e outras lentamente. produção de sabão. através de: mudança de cor ou variação da temperatura ou formação de um precipitado etc. produção de pão (farinha. Na natureza ocorrem várias transformações químicas: apodrecimento de frutos. pode-se concluir que o sólido preto (sulfeto ferroso) produzido possui propriedades que o diferenciam do ferro e enxofre. produção do vinho a partir da fermentação da uva. durante a fermentação ocorre liberação de gás carbônico. água.74 g/ml Assim. pressão e superfície de contato entre as substâncias . Tal processo recebe o nome de transformação química. oxidação da prata. deteriorização de alimentos. neste caso teremos os sabões duros. enferrujamento do ferro.86 g/ml Enxofre Após o aquecimento Sólido formado Amarelo Preto não não 2. respiração dos seres vivos.com 25 .Transformação química altera as espécies de matéria envolvidas. por isso o pão "cresce"). e soda cáustica (NaOH).Observação do Ferro e do Enxofre Antes do aquecimento Cor Atração pelo imã Densidade Ferro Cinza brilhante sim 7. Pode-se perceber que ocorreu uma transformação química. produção do vidro a partir da areia. formação de coalhada. produção de tecido a partir do algodão. sal e açúcar. como a temperatura. A velocidade de uma transformação depende de vários fatores. fotossíntese.07 g/ml 4. Definindo . extração de corantes. surgiu uma nova espécie de matéria.

retira-se a lâmina de zinco da solução. Transformação química com produção de energia Uma transformação química pode produzir energia térmica. Amarra-se o prego em um barbante e mergulha-se o prego na solução aquosa de sulfato cúprico. a energia solar é transformada em energia térmica. vidro de boca larga) coloca-se sulfato de cúprico penta hidratado (sal azul. que pode ser retirado de um pilha descarregada). Para mostrar a influência da superfície de contato entre as substâncias. você poderá dissolver em um copo com água um Sonrisal e em um outro copo com água um Sonrisal macerado. porque a superfície de contato entre o Sonrisal e a água é menor. numa usina termoelétrica. uma forma de energia pode ser transformada em outra. O zinco passa para a solução em forma de íons. Para mostrar uma transformação química pode-se realizar as seguinte experiência: Em um recipiente de vidro (copo. É interessante notar. Essas transformações acontecem com liberação ou absorção de energia. pelo cobre. quando ocorre uma transformação química. O ferro agora na forma de íons substitui os íons cobre que estavam na solução. Isso ocorre porque o cobre da solução desloca o ferro do prego. elétrica. a energia térmica é transformada em energia elétrica. a energia luminosa é absorvida na fotossíntese dos vegetais e liberada na queima de uma vela. luminosa. Nessa experiência a lâmina de zinco pode ser substituída por um prego novo.. Transformação química com produção de calor (energia térmica) MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. em um ferro de passar roupa a energia elétrica é transformada em energia térmica. na observação das transformações químicas e físicas. a energia elétrica é liberada em uma pilha e absorvida na recarga de uma bateria de automóvel. O que ocorreu nesta experiência foi o deslocamento (substituição) do zinco. como por exemplo: numa lâmpada a energia elétrica é transformada em energia luminosa e térmica. chamado sulfato ferroso. em um aquecedor solar. dando origem a um novo sal. Depois de um certo tempo retira-se o prego da solução e nota-se o depósito de um metal marrom avermelhado sobre prego.com 26 . que é o cobre metálico. é que matéria e energia estão intimamente relacionadas. Após certo tempo (aproximadamente 10 min). por exemplo. Se analisarmos a solução depois de um certo tempo.. também. que da mesma forma que uma substância química pode ser transformada em outra. nota-se que sobre esta encontra-se agora depositado um sólido marrom avermelhado. notaremos a formação de uma nova substância que é o sulfato de zinco (sal) e essa solução com o passar do tempo vai se tornando incolor. que constituía a lâmina. muito utilizado na agricultura) dissolvido em água em seguida mergulha-se na solução uma lâmina de zinco (metal acinzentado.Um fato de grande importância. O primeiro Sonrisal demora mais para dissolver.

Através de observações desta experiência. como o álcool. Você pode realizar a experiência: Por que a chama da vela foi diminuindo de intensidade até se apagar quando foi colocado o vidro sobre ela? Isto ocorreu porque todo o oxigênio que havia dentro do vidro foi consumido na queima da vela. Alguns combustíveis queimam com muita facilidade e são chamados de inflamáveis. Joule: é o trabalho realizado por uma força de 1N que desloca um corpo de 1 kg. óleo diesel são liberados gás carbônico. caminhões. como a madeira e o carvão. querosene. substância que alimenta a queima.com 27 . o gás de cozinha . por esse motivo deve-se tomar muito cuidado para manuseá-los. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. que é o oxigênio. substância que sofre a queima. no intervalo de 14. uma energia para iniciar a combustão.a temperatura de 1 grama de água. óleo diesel e gasosos como o hidrogênio. aquecimento da água nos aquecedores domésticos. Caloria: é a quantidade de calor necessária para elevar de 1o C . vapor de água e energia térmica. Os combustíveis podem ser sólidos. A energia liberada na combustão do hidrogênio com o oxigênio.Uma das mais importantes transformações químicas com produção de energia térmica é a combustão. é utilizada para mover os ônibus espaciais. A energia térmica é utilizada para mover motores de carros.na distância de 1m.5o C. pode-se afirmar que para ocorrer uma combustão são necessários: um combustível. produzindo novas substâncias e liberando calor. na combustão em forma de calor pode ser medida em calorias ou em joule.5 a 15. * Combustão é a queima das substâncias químicas. Na combustão completa da gasolina. líquidos. no caso o pavio da vela e a parafina: um comburente. produzindo água. álcool. gasolina. A energia térmica liberada na combustão do gás de cozinha é utilizada no cozimento de alimentos. tratores. que pode ser uma faísca elétrica ou a chama de um palito de fósforo. A energia liberada.

onde é absorvida. o monóxido de nitrogênio (NO) em gás nitrogênio (N2). como por exemplo. O dióxido de nitogênio se combina com a água da chuva formando dois ácidos. além da liberação do gás carbônico e do vapor de água.O gás carbônico liberado na combustão destes combustíveis é um dos responsáveis pelo efeito estufa. principalmente os raios ultravioletas. produzindo um gás que é o monóxido de nitrogênio (NO). gás metano e outros. o monóxido de carbono (CO) é transformado em gás carbônico (CO2). Por outro lado. pois a terra se torna ácida. Essa substância se combina com a água da chuva e produz um ácido que é o ácido sulfúrico. formando um outro gás que é o dióxido de nitrogênio (NO2). ferro e outros materiais usados em construções. não permitindo que ela escape para o espaço. Esses gases retém o calor na superfície da Terra e nas camadas inferiores da atmosfera. No entanto. o ácido nítrico e o ácido nitroso. De onde vem a energia liberada na combustão? MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Para diminuir a poluição da natureza com a liberação de gases tóxicos como o monóxido de carbono e o monóxido de nitrogênio. prejudica a agricultura. ocorre também a combustão do nitrogênio. de alguns gases como o gás carbônico. Os combustíveis derivados do petróleo.com 28 . necessitando que se coloque calcáreo para reduzir a acidez. contribuindo para um possível aquecimento global do planeta. como a corrosão do mármore . como a gasolina e o óleo diesel. Na combustão da gasolina e óleo diesel a partir do oxigênio do ar. nitrogênio e outros gases. há a liberação de um gás de enxofre. Os catalisadores transformam os gases tóxicos em não tóxicos. Na queima desses combustíveis. Efeito estufa O efeito estufa é uma das conseqüências do acúmulo. estão sendo utilizados em automóveis os catalisadores. o ar atmosférico é formado de oxigênio. para a radiação térmica emitida a partir da superfície da Terra. Estes gases são transparentes para a maior parte da radiação solar que chega à Terra. esse combina-se com o oxigênio do ar. contêm impurezas de enxofre. óxidos de nitrogênio. que se combina com o oxigênio do ar atmosférico produzindo uma outra substância chamada trióxido de enxofre (SO3). A chuva ácida causa grandes problemas. Esses dois ácidos e o ácido sulfúrico são responsáveis pelo fenômeno conhecido como Chuva Ácida. são opacos. como conseqüência da presença de enxofre nesses combustíveis. Esse gás é o dióxido de enxofre (SO2). permitindo que ela atinja a superfície terrestre. a água dos rios se torna ácida prejudicando a sobrevivência dos peixes e de toda a vida aquática. na atmosfera.

formando um sal. As fibras musculares devem contrair-se e descontrair-se para que os músculos trabalhem. nesse caso. 1 g de gasolina libera 11 500 calorias 1 g de álcool libera 6 400 calorias A gasolina tem maior poder energético que o álcool. formando sais e água. existente no estômago. cuidando do seu próprio metabolismo e formando novas células para substituir as desgastadas.Em toda combustão há liberação de calor. Existem outras formas de combater a azia. como a transformação do hidrogênio e cloro. dependendo de se determinar a causa do excesso de produção de ácido clorídrico pelo organismo. pega fogo. em gás clorídrico. as quantidades de calor liberadas serão diferentes. que é o cloreto de magnésio (MgCl2) e água. Ao sofrer uma transformação química. E a energia térmica liberada nas combustões. Transformações químicas entre ácidos e bases. O leite de magnésia reage com o ácido clorídrico (HCl). na presença de luz. que é a energia química. se queimarmos 1 g de gasolina e 1 g de álcool. Produção de soda cáustica e hidrogênio a partir de sódio metálico e água: esta reação libera uma grande quantidade de calor. Um exemplo do tipo de transformação entre ácido e base é a que ocorre entre o leite de magnésia (solução aquosa de hidróxido magnésio (Mg(OH)2) que possui caráter básico. tem-se uma transformação exotérmica. pois é mais poluente. essa diferença de energia será liberada na forma de energia térmica e. neutralizando o excesso de ácido que provoca a acidez (azia) estomacal. Quando a energia acumulada nos produtos da combustão é menor que a energia acumulada nos reagentes. Calor é energia e você já sabe que a energia não pode ser criada ou destruída. A energia química acumulada nas partículas das substâncias químicas varia de uma substância para outra. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. essas substâncias são transformadas em outras substâncias que também têm uma energia química acumulada. o hidrogênio formado (combustível) na presença do oxigênio (comburente) do ar. isto é. que recebe o nome de neutralização.com 29 . como por exemplo. mas também provoca um maior impacto ambiental. sofre combustão. apesar da combustão dos dois formar gás carbônico e água. usado como antiácido estomacal. Combustão no organismo humano As células do nosso corpo colaboram para mantê-lo com vida. de onde vem? As substâncias químicas têm uma energia própria acumulada nas partículas que as formam. Existem outras transformações exotérmicas além da combustão.

em um tempo relativamente curto. A morte ocorre por asfixia. necessária para os seres humanos . Esse gás se combina com a hemoglobina do sangue e esta combinação é extremamente estável. de água e hemoglobina. A hemoglobina liga-se. ora ao oxigênio. Devido a esta combinação. do peso. o monóxido de carbono (CO ). depende da idade . durante aproximadamente 10 minutos. ora ao gás carbônico transportando-os através da corrente sangüínea. O oxigênio necessário à combustão em nível celular é coletado do ar atmosférico através da respiração. que é um pigmento vermelho. gás letal. com liberação de energia. porque possui uma porcentagem maior de tecido muscular. 4 m de largura e 2. Se um carro ficar ligado em uma garagem fechada de 4 m de comprimento. O homem precisa de mais calorias que a mulher. os glóbulos vermelhos não podem transportar o oxigênio e o gás carbônico. que nesse caso são os alimentos e o comburente que é sempre oxigênio. obtidos através dos alimentos no aparelho digestivo. portanto.5 m de altura. rico em ferro. Para a combustão são necessários. Nas células ocorrem combustões lentas com produção de energia. por quê? Na combustão incompleta dos combustíveis nos motores de carros. um volume de 40 000 litros. A energia fornecida pelos alimentos é medida pela quantidade de calor liberada nas combustões que ocorrem nas células e é expressa em calorias. A quantidade de energia em quilocalorias (kcal) por dia. ônibus. Monóxido de carbono. através das paredes desses alvéolos.4% no ar em volume é letal para o ser humano. um gás extremamente tóxico. o sangue recebe o oxigênio necessário à combustão da glicose e elimina o gás carbônico produzido na combustão. Uma quantidade equivalente a 0. Alimentos sem produtos químicos: verdade ou mentira? MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Uma criança em fase de crescimento precisa de mais energia do que uma pessoa idosa. da altura e do trabalho físico que realizam. caminhões. à temperatura ambiente e a pressão ao nível do mar. O combustível das células são os nutrientes. A glicose é o alimento em condições de ser oxidado. Os alvéolos pulmonares são percorridos por uma rede de vasos sangüíneos. o combustível. tendo. juntamente com o oxigênio.com 30 . Através do sangue os nutrientes chegam até as células. além da água e gás carbônico é liberado. a quantidade de monóxido de carbono produzido já atingirá a quantidade letal. uma pessoa de estatura elevada precisa de mais calorias que uma de estatura menor . Os glóbulos vermelhos são formados. combinando-se com o oxigênio dentro das células. o ar atmosférico entra pelas vias respiratórias e chega aos alvéolos pulmonares. e os tecidos deixam de receber o oxigênio. principalmente.As células precisam de combustível para a produção de energia. em pequenas quantidades.

resultante da combinação de minúsculas partículas denominadas átomos. O desenvolvimento da química coincide com o aumento da população mundial. não há dúvida de que o uso indiscriminado causa grandes problemas. Com a descoberta dos aditivos químicos houve a perspectiva de conservação de alimentos por mais tempo. porque para passar para o estado de vapor o éter retira o calor necessário da pele esfriando o local da lesão. contêm os mesmos nutrientes necessários às plantas. com absorção de calor e este fica acumulado no vapor de água. antibióticos. A produção agropecuária aumentou com o uso de fertilizantes e pesticidas. Isso está de acordo com o balanço energético previsto pelo Princípio da Conservação da Energia: "A variação da energia do Universo é nula". Os vegetais retiram calor do ambiente para realizar a fotossíntese. o sarampo. alimentos etc. A reação da fotossíntese realizada pelas algas e por outros vegetais é a reação responsável pela vida no planeta Terra. tratamentos de água. Alguns pesticidas não são biodegradáveis e acumulam-se nos seres vivos e no ambiente. esse se transforma em água líquida e à água líquida passará para o estado de vapor. basta colocar éter. O que é necessário é uma conscientização quanto ao uso dos pesticidas. roupas. melhoria na produção e conservação dos alimentos. a água sofreu transformações físicas. animais plantas. conhecido como esterco. A fotossíntese realizada pelos vegetais é um processo endotérmico. Se uma pessoa sofre uma contusão e precisa rapidamente esfriar o local. as plantas sofrem tanto pela falta como pelo excesso de adubos. desidratação e congelamento. portanto. Conclui-se que toda passagem do estado sólido para o líquido e deste para o de vapor são processos endotérmicos. como os adubos químicos. como forma de combater as infecções. Estas transformações são chamadas de endotérmicas. portanto. desde as pessoas. Uma possível solução é a substituição desses pesticidas por outros biodegradáveis.Toda matéria é um produto químico. descoberta de vacinas para a prevenção de doenças consideradas fatais ou causadoras de seqüelas irreversíveis como: a poliomielite. A conservação também pode ser feita através da pasteurização. produtos químicos constituem tudo o que existe. Isto acontece porque as espécies químicas que sofrerão a transformação têm uma energia química acumulada menor que a dos produtos da transformação. Quanto aos pesticidas. a meningite. saneamento básico. Tanto o adubo natural. porque propiciou ao homem produção de remédios. Além das plantas produzirem seu próprio MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.com 31 . Se você fornecer calor ao gelo. O melhor desenvolvimento das plantas está relacionado com a dosagem correta e não com o tipo de adubo utilizado. por isso a temperatura sob uma árvore é mais amena. Transformação física e química com utilização de energia térmica Muitas transformações físicas e químicas ocorrem com absorção de calor. É necessário fornecer calor aos reagentes para que seja atingida a energia química acumulada nos produtos.

A eletrólise pode ser realizada a partir de substâncias fundidas. usada em construções. nas combustões. resultando cloreto de potássio e oxigênio. obtenção da cal virgem. A energia solar é transformada em energia química no processo da fotossíntese. que liberam altas quantidades de energia térmica.alimento. causa uma explosão que expulsa o oxigênio das proximidades do material combustível. se interpõe entre o combustível e o oxigênio do ar. na produção de óxidos etc. isto é. como por exemplo os incêndios em poços de petróleo são controlado com nitroglicerina que é um explosivo. Toda cadeia alimentar se inicia nas plantas. Para se controlar incêndios de grandes proporções. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Outra maneira de controle de incêndios é com o uso de substâncias que se combinam com o oxigênio consumindo-o. através da decomposição térmica de uma substância química chamada carbonato de cálcio. Através de reações químicas mais complexas o aldeido fórmico (H2CO) é transformado em proteínas e carboidratos. elas produzem também os alimentos necessários aos outros seres vivos. Na fotossíntese. que por aquecimento se decompõe em cal virgem (CaO) e gás carbônico (CO2). teríamos uma eletrólise ígnea ou a partir de substâncias dissolvidas em água. A água pode ser utilizada para apagar incêndios. que são produtores primários. Outras transformações químicas endotérmicas de aplicação prática são: obtenção de oxigênio à partir da decomposição térmica do clorato de potássio. O oxigênio é utilizado na respiração das plantas e dos seres vivos. dando origem à novas substâncias.com 32 . porque a energia acumulada na espécie química água é menor que a acumulada nas espécies químicas hidrogênio e oxigênio. Para que isso ocorra é necessário fornecer calor. pois além de consumir oxigênio. Transformação química com utilização de energia elétrica A energia elétrica pode ser utilizada para decomposição das substâncias químicas. teríamos uma eletrólise aquosa. A nitroglicerina consome o oxigênio e sem este não há combustão. preferencialmente usa-se produtos químicos que se interponham entre o combustível e o oxigênio. o gás carbônico e a água com absorção da energia solar são transformados em carboidratos e oxigênio. porque além dela provocar um resfriamento. Parte desta energia os vegetais utilizam para realizar as suas funções vitais e parte da energia é utilizada pelos outros seres vivos nas várias cadeias alimentares. A esse processo damos o nome de eletrólise. Uma outra reação endotérmica é a decomposição da água em hidrogênio e oxigênio.

ácido sulfúrico. isto é. que funcionarão como eletrodos. positivo. fabricação de utensílios domésticos. porque as partículas positivas denominadas cátions e negativas denominadas ânions que o formam estão presas em arranjos bem definidos. denominado ânodo e negativo denominado cátodo. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. A água é formada pela combinação do hidrogênio com o oxigênio. quando fundido e em solução aquosa. Mas não sofre decomposição por eletrólise no estado sólido.com 33 . por forças de ligações muito intensas. Essas partículas carregadas têm movimento e podem se deslocar para os polos negativo e positivo. fios condutores de corrente elétrica ligados a placas metálicas ou grafite. que impedem o movimento dessas partículas para os pólos negativo e positivo. O sal de cozinha sofre decomposição por eletrólise. por exemplo. não podem reagir com a substância que será eletrolisada. chamado de cátodo e o oxigênio no polo positivo. chamados eletrodos. um gerador de corrente contínua (pode-se usar pilhas). -. Na eletrólise da água. Eletrólise da água Para realização da eletrólise é necessário um recipiente para colocação da substância a ser eletrolisada. A eletrólise é muito utilizada industrialmente para obtenção e purificação de metais . por exemplo. o hidrogênio é liberado no polo negativo. soda cáustica. chamado ânodo. As partículas positivas são denominadas cátions e as negativas são denominadas ânions A ionização pode acontecer. Os eletrodos devem ser inertes. isto é.Para ocorrer a eletrólise de uma substância é necessário que essa esteja ionizada. que haja partículas carregadas positivamente e negativamente livres. O alumínio que é utilizado na construção de antenas para televisão. Para realização da eletrólise da água é necessário dissolver-se nela uma substância básica. é obtido por eletrólise ígnea de um minério chamado bauxita. quando é dissolvida em água. Pela ação da corrente elétrica podemos romper esta combinação e formar novamente hidrogênio e oxigênio. em alguns casos quando a substância é fundida e em outros. ou uma ácida.

. Esse depósito também pode ser feito. plástica. Os "banhos" de ouro. Para o depósito de películas de metais sobre superfícies é necessário uma solução aquosa do sal do metal cujo "banho" será dado. o processo recebe o nome de cromação. O ferro e o aço são utilizados para construção de cascos de navios. no branqueamento de produtos. se o "banho"for de níquel. recorre-se à purificação por meio da eletrólise. torneiras. pulseiras. carnes enlatadas. inseticidas e bactericidas. fechaduras. como no caso das películas depositadas em para-choques de carros. utilizado em fios e cabos elétricos. na fabricação de plásticos (PVC). Essa deposição é feita por eletrólise e esse processo é denominado galvanoplastia. óleos lubrificantes. Quando o "banho" é de cromo. na síntese da amônia. solventes. Sobre o ferro ou aço faz-se a deposição de uma camada de zinco ou coloca-se uma lâmina de zinco sobre o ferro ou aço. O zinco impede o contato entre o ferro ou o aço com a água e o oxigênio ou com o ar úmido. para que esta pureza seja atingida. mas essas substâncias na presença de água e oxigênio. pois através dessa eletrólise obtém-se: a soda cáustica que é um produto com importantes aplicações na indústria petroquímica.. A eletrólise do sal de cozinha em solução aquosa é um processo industrial muito importante. A galvanização é usada na proteção de cascos de navios contra a corrosão. mas o processo eletrolítico é melhor.com 34 . sofrem enferrujamento. óleos comestíveis. deve ter uma pureza próxima de 100% e. mergulhando-se a lâmina de aço em recipientes contendo estanho fundido. do metanol e na produção de margarinas através da hidrogenação dos óleos insaturados. niquelação. prata em brincos. utilizada para obtenção de latas para armazenagem de conservas. ou galvanização. na produção das "folhas de flandres". uma lâmina do metal que deverá ser colocada como anodo (eletrodo positivo) e o material a ser banhado deve ser colocado como catodo (eletrodo negativo) A eletrólise também é usada para depósito de uma película de estanho sobre lâminas finas de aço. para isso é necessário montar uma aparelhagem como a esquematizada abaixo: MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. têxtil. pulseiras. o hidrogênio que é usado como combustível dos ônibus espaciais. protegendo-os contra o enferrujamento. por esse motivo o zinco é chamado de "metal suicida" ou "metal de sacrifício". porque ocorre uma deposição mais homogênea e perfeita produzindo uma folha de flandres mais resistente e duradoura. dos sabões e detergentes. anéis. o cloro que é usado no tratamento de águas. Você pode dar um "banho" de níquel em prego ou um brinquedo de ferro. Esse processo de purificação denomina-se refino eletrolítico. consistem no depósito de uma película bem fina de ouro ou prata na superfície do metal que constitui os brincos.O cobre.

Para mostrar a produção de corrente elétrica a partir de uma transformação química, é necessário o seguinte material: dois pedaços de um fio condutor de corrente elétrica (fio de cobre), uma lâmpada de néon, papel de filtro (coador de café de papel), uma lâmina de zinco e outra de cobre, solução aquosa de sulfato de zinco e sulfato cúprico. Com esse material monta-se uma aparelhagem como a esquematizada abaixo:

Sobre a lâmina de cobre coloca-se o papel de filtro embebido em sulfato de cúprico e sobre a lâmina de zinco um papel de filtro embebido em sulfato de zinco. A seguir, coloca-se uma lâmina sobre a outra, separadas pelos papéis de filtro, e aperta-se o conjunto, a lâmpada acenderá. Ocorreu uma transformação química com produção de energia elétrica, o conjunto montado é uma pilha, isto é, um gerador de corrente elétrica. Para realizar novamente a experiência é necessário limpar a lâmina de zinco que estará recoberta por uma película de cobre. A limpeza da lâmina de zinco é feita passando-se um palhinha de aço para retirar o cobre depositado. Pode-se também mostrar a produção de corrente elétrica a partir de uma transformação química, montando-se um experimento como o esquematizado abaixo:

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6- O bicarbonato de sódio é um sal usado como antiácido estomacal. No estômago o bicarbonato encontra o ácido clorídrico e acontece uma transformação química com formação de cloreto de sódio (sal de cozinha), água e gás carbônico. Pode-se mostrar uma transformação química semelhante a que ocorre no estômago, realizando-se a experiência: coloca-se vinagre (o vinagre é uma solução diluída da ácido acético) em um copo, até a metade, em seguida dissolve-se no vinagre meia colher de sobremesa de bicarbonato de sódio, imediatamente nota-se uma efervescência, que é conseqüência da formação do gás carbônico. Nessa transformação, bem como na que ocorre no estômago, além do gás carbônico, formam-se um sal e água.

Equilíbrio químico Conceito Equilíbrio químico é uma reação reversível na qual a velocidade da reação direta é igual à da reação inversa e, conseqüentemente, as concentrações de todas as substâncias participantes permanecem constantes. Constante de equilíbrio
® ¬

aA + bB

cC + dD

Kc =

[C]c [D]d ———— [A]a [B]b

Kc não varia com a concentração nem com a pressão, mas varia com a temperatura. Quanto maior o Kc, maiores são as concentrações dos produtos em relação às dos reagentes, no equilíbrio. Quanto menor o Kc, menores são as concentrações dos produtos em relação às dos reagentes, no equilíbrio. Grau de equilíbrio Grau de equilíbrio = __quantidade consumida do reagente__ quantidade inicial do mesmo reagente

O grau de equilíbrio varia com a temperatura e com a concentração e, se o equilíbrio tiver participante gasoso, varia também com a pressão. Equilíbrios gasosos homogêneos
® ¬

aA(g) + bB(g)

cC(g) + dD(g) Kp = Kc (RT)Dn

Kp =

(pC)c (pD)d ————— (pA)a (pB)b

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Dn = (c + d) - (a + b)

Equilíbrios heterogêneos - Os participantes sólidos não entram na expressão do Kc nem do Kp (se houver). Princípio de Le Chatelier (fuga ante a força) Quando se exerce uma ação sobre um sistema em equilíbrio, ele desloca-se no sentido que produz uma minimização da ação exercida.

·

Equilíbrio e temperatura Um aumento da temperatura desloca o equilíbrio para a reação endotérmica. Uma diminuição da temperatura desloca o equilíbrio para a reação exotérmica (lei de van't Hoff). Equilíbrio e pressão Um aumento da pressão desloca o equilíbrio para a reação que ocorre com contração de volume. Uma diminuição da pressão desloca o equilíbrio para a reação que ocorre com expansão de volume. Equilíbrio e concentração Um aumento da concentração de um participante desloca o equilíbrio no sentido da reação em que este participante é consumido. Uma diminuição da concentração de um participante desloca o equilíbrio no sentido da reação em que este participante é formado . Equilíbrio e catalisador O catalisador não desloca equilíbrio, apenas diminui o tempo necessário para atingi-lo.

Constante de ionização de ácidos e bases CH3-COOH
® ¬

CH3-COO- + H+

Ka =

[CH3-COO-] [H+] ———————— [CH3-COOH] NH3 + H2O® ¬ NH4+ + OH[NH4+] [OH-] —————— [NH3]
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Kb =

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|H2O| não entra na expressão de constantes de equilíbrio em solução aquosa. Cada etapa da ionização tem sua constante, representada por K1, K2, K3, ..., sendo K1 > > K2 > > K3 > > ... No caso dos poliácidos, a [H+] pode ser considerada como proveniente só da primeira etapa da ionização (K1). Quanto maior for a constante Ka ou Kb, maior será a força do ácido ou base. Lei da diluição de Ostwald a2 —— — 1-a

K =

· |eletrólito|inicial

Para eletrólito fraco ® (1 - a ) = 1. Portanto: K = a 2|eletrólito|inicial. O grau de ionização de um eletrólito aumenta com a diluição ou com a diminuição da concentração em mol/L de eletrólito. Diluindo um ácido fraco, aumenta o a mas diminui a [H+]. Diluindo uma base fraca, aumenta o a mas diminui a [OH-]. Produto iônico da água Kw = [H+] [OH-] = 10-14 (25° C) pH = -log [H+] pOH = -log [OH-] \ pH = n Þ [H+] = 10-n mol/L \ pOH = n Þ [OH-] = 10-n mol/L

·

Água pura a 25° C: [H+] = [OH-] = 10-7 mol/L \ pH = 7 e pOH = 7 Solução ácida: [H ] > 10-7 e [OH-] < 10-7 \ pH < 7 e pOH > 7 (25° C)
+

·

·

Solução básica: [OH-] > 10-7 e [H+] < 10-7 \ pOH < 7 e pH > 7 (25° C)

Quanto menor o pH, mais ácida e menos básica é a solução. Quanto maior o pH, menos ácida e mais básica é a solução.

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um sal com o mesmo cátion (B+) produz: · · diminuição do grau de ionização de BOH ou enfraquecimento de BOH. diminuição da [H+]. portanto aumento do pH da solução. diminuição da [OH-]. A solução aquosa é básica: A.+ H2O · ® ¬ HA + OH- Sais de ácidos fortes e bases fracas (como o NH4Cl) em solução aquosa dão hidrólise do cátion. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. A solução aquosa será ácida se o Ka for maior que o Kb. responsáveis pela manutenção do pH do sangue. um sal com o mesmo ânion (A-) produz: · · diminuição do grau de ionização de HA ou enfraquecimento de HA. Portanto os sais de ácidos fortes e bases fortes (como o NaCl) não dão hidrólise e a solução aquosa é neutra. As soluções tampão têm grande importância biológica. caso contrário. Quando adicionado a uma base (BOH). portanto diminuição do pH da solução. Ânions de ácidos fortes e cátions de bases fortes não dão hidrólise. O íon comum não altera a constante de ionização do ácido. O íon comum não altera a constante de ionização da base. A solução aquosa é ácida: B+ + H2O ® ¬ BOH + H+ · Sais de ácidos fracos e bases fracas (como o CH3-COONH4) em solução aquosa dão hidrólise do ânion e do cátion. Exemplos: HCO3-/H2CO3 e HPO42-/H2PO4-.Efeito do íon comum Quando adicionado a um ácido (HA). será básica.com 39 . Solução tampão Uma solução tampão mantém o pH aproximadamente constante quando a ela são adicionados íons H+ ou íons OH-. · Sais de ácidos fracos e bases fortes (como o NaCN) em solução aquosa dão hidrólise do ânion. · Equilíbrio da dissolução Kps de (An+) x (Bm-) y = [An+] x · [Bm-] y na solução saturada.

A pressão não influi na solubilidade de sólidos em líquidos. maior será a diminuição da solubilidade. Exemplos: AgCl.do que em água pura. Exemplos: Mg(OH)2. mas de um de seus hidratos. Para que um composto iônico precipite de sua solução. (Fe3+)2 (S2-)3 · · · A solubilidade de um sólido em um líquido: · · aumenta quando DHsol > 0 diminui quando DHsol < 0 A solubilidade aumenta com a temperatura. BaSO4 Kps = 4M3 para compostos do tipo (A2+)1 (B-)2 ou (A+)2 (B2-)1. Pontos de inflexão nas curvas de solubilidade indicam a formação de sais hidratados. a solução estará saturada. Quando esse valor for atingido. Exemplos: Ag3PO4. quando o corpo de chão não é do soluto anidro. formados quando ele é dissolvido na água.com 40 . o AgCl é menos solúvel numa solução que já contém íons Cl. e DHsol > 0. Assim. Sendo M (mol/L) a solubilidade de um composto iônico: · Kps = M2 para compostos do tipo (An+)1 (Bn-)1.A solubilidade de um composto iônico em água pode ser diminuída pelo efeito do íon comum. Ag2S Kps = 27M4 para compostos do tipo (A+)3 (B3-) ou (A3+)(B-)3. é preciso que seja ultrapassado o valor do seu Kps. Al(OH)3 Kps = 108M5 para compostos do tipo (A2+)3 (B3-)2 ou (A3+)2 (B2-)3. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Quanto maior for a concentração do íon comum. Exemplos: (Ca2+)3 (PO43-)2. é diretamente proporcional à pressão (lei de Henry). A solubilidade de um gás em um líquido: · · diminui com o aumento da temperatura.

Apenas o metano. subdivididos em: o o o cicloalcanos ou ciclanos cicloalcenos ou ciclenos aromáticos. etc). Quanto à forma das cadeias carbônicas. aberta).com 41 . onde podem formar acumulações comerciais (petróleo. hidrocarbonetos cíclicos: possuem pelo menos uma cadeia carbônica fechada. As diferentes características físicas são uma conseqüência das diferentes composições moleculares. possuem alta estabilidade termodinâmica. Os hidrocarbonetos naturais formam-se a grandes pressões no interior da terra (abaixo de 150 km de profundidade) e são trazidos para zonas de menor pressão através de processos geológicos.QUÍMICA ORGÂNICA HIDROCARBONETOS E POLÍMEROS HIDROCARBONETOS Em química. que é a molécula mais simples (CH4). pode se formar em condições de pressão e temperatura mais baixas. que possuem pelo menos um anel aromático (anel benzênico) além de suas outras ligações. Contudo. todos os hidrocarbonetos apresentam uma propriedade comum: oxidam-se facilmente libertando calor. os hidrocarbonetos podem ser divididos. São conhecidos alguns milhares de hidrocarbonetos. sendo subdivido em: o o o o alcanos alcenos alcinos alcadienos 2. aos quais se podem juntar átomos de oxigénio (O). azoto ou nitrogênio (N) e enxofre (S) dando origem a diferentes compostos de outros grupos funcionais. As moléculas de hidrocarbonetos. sobretudo as mais complexas. Os demais hidrocarbonetos não são formados espontaneamente nas camadas superficiais da terra. a cadeia carbônica é acíclica (ou seja. gás natural. hidrocarbonetos alifáticos: neles. um hidrocarboneto é um composto químico constituído apenas por átomos de carbono e de hidrogénio. em: 1. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Os hidrocarbonetos naturais são compostos químicos constituídos por átomos de carbono (C) e de hidrogénio (H).

mas em maior quantidade absoluta. que possuem uma ou mais ligações dupla ou tripla entre átomos de carbono (entre eles os alcenos. A polimerização pode ser reversível ou não e pode ser espontânea ou provocada (por calor ou reagentes). a temperatura e pressão elevadas e em presença de pequenas quantidades de oxigênio gasoso resultando uma substância sólida. o polietileno. se o número de átomos de carbono for conhecido. é possível obter polímeros com cadeias moleculares de estrutura muito uniforme. O número de unidades estruturais repetidas numa macromolécula é chamado grau de polimerização. Os polímeros são macromoléculas formadas a partir de unidades estruturais menores (os monómeros). em: 1. didaticamente. alcadienos e cicloalcenos . etc. hidrocarbonetos insaturados. Estes contêm os mesmos elementos nas mesmas proporções relativas. mais ou menos ramificadas com a mesma composição centesimal. Na poluição urbana. que não possuem ligações dupla. os hidrocarbonetos podem ainda ser divididos.Quanto ao tipo de ligação entre os carbonos. enquanto hidrocarbonetos geológicos gasosos são chamados de gás natural. Estes podem formar-se por reação em cadeia ou por meio de reações de poliadição ou policondensação. esses compostos juntamente com NOx e a luz solar . Assim.contribuem para a formação do ozônio troposférico. tripla ou aromática. Exemplo: O etileno é um gás que pode polimerizar-se por reação em cadeia. utilizando as seguintes equações: • • • • • Alcanos: CnH2n+2 Alcenos: CnH2n Alcinos: CnH2n-2 Ciclanos: CnH2n Ciclenos: CnH2n-2 Hidrocarbonetos líquidos geologicamente extraídos são chamados de petróleo (literalmente "óleo de pedra") ou óleo mineral. e aromáticos) O número de átomos de hidrogênio em hidrocarbonetos pode ser determinado. ceras. englobando alcanos e cicloalcanos. petróleo. 2. solventes e óleos.com ligação dupla. resultantes de reações químicas de polimerização. Todos são importantes fontes de combustível. hidrocarbonetos saturados. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. A polimerização do etileno e outros monómeros pode efetuar-se à pressão normal e baixa temperatura mediante catalisadores. A polimerização é uma reação em que as moléculas menores (monómeros) se combinam quimicamente (por valências principais) para formar moléculas longas.com 42 . Hidrocarbonetos são de grande importância econômica porque constituem a maioria dos combustíveis minerais (carvão.) e biocombustíveis como o plásticos. POLÍMEROS Os polímeros são compostos químicos de elevada massa molecular relativa. alcinos .com ligações tripla -.gás natural.

os polímeros são bastante usados nos afazeres de casa. Logo. Reciclagem complicada pela incapacidade de fusão. como antigamente? Resposta: O revestimento plástico é mais flexível que a MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Nestas reações de polimerização. Quando são utilizados monômeros difuncionais obtêm-se uma estrutura linear.Na indústria química. Para que carregar um pesado balde metálico se o plástico torna o balde leve e estável o suficiente para transportar água? Por que os fios elétricos são revestidos de plástico e não mais de porcelana ou tecido isolante. Por exemplo: Na maioria das vezes não se faz uma polimerização direta. É um material cada vez mais dominante em nossa era e o encontramos frequentemente em nosso dia a dia. Um exemplo de um iniciador é o peróxido de benzoíla que se decompõe com facilidade em radicais fenilo. nas indústrias e etc. Elastômeros (Borrachas): Classe intermediária entre os termoplásticos e os termorrígidos: não são fusíveis. muitos polímeros são produzidos através de reações em cadeia. Obs: A polimerização é um tipo particular de reação química. como antigamente? Resposta: O plástico é mais leve que os outros materiais. Pode ser fundido diversas vezes. Termoendurecíveis (Termofixos): São rígidos e frágeis. e provavelmente o mais popular. e são os mais encontrados no mercado. Os compósitos poliméricos são usados em aplicações estruturais devido à uma combinação favorável de baixa massa específica e desempenho mecânico elevado. Termoplásticos: São também chamados plásticos. Por que há baldes em plástico e não de chapa metálica ou madeira. No caso de pelo menos um monômero ter mais de dois grupos funcionais é obtido um polímero contendo ligações cruzadas e uma estrutura ramificada. sua reciclagem é possível. Mesmo que o polímero não se decomponha facilmente ( geralmente levam décadas para isso). Características Uma das principais e mais importantes características dos polímeros são as mecânicas. Uma vez prontos. termoendurecíveis (termofixos) e elastômeros (borrachas). não sendo rígidos como os termofixos. sendo muito estáveis a variações de temperatura.com 43 . Aplicações O plástico é um dos materiais que pertence à família dos polímeros. nas construções. não mais se fundem. mas com terminais de extremidades para a descaregação de energia total. tornando sua reciclagem complicada. Segundo ela os polímeros podem ser divididos em termoplásticos. alguns podem até dissolver-se em vários solventes. mas apresentam alta elasticidade. Os radicais assim formados vão atacar as moléculas do monómero dando origem à reação de polimerização. característica bastante desejável atualmente. os radicais livres necessários para iniciar a reação são produzidos por um iniciador que é uma molécula capaz de formar radicais livres a temperaturas relativamente baixas. O aquecimento do polímero acabado promove decomposição do material antes de sua fusão.

abreviadamente. Filmes orientados. ao mesmo tempo que é mais leve e é bem menos frágil. pedais. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. peças diversas no habitáculo). filmes.Policarbonato Aplicações: Cd´s. persianas. Exemplos Polímeros termoplásticos (Polímeros de adiçao) • PC . gaiútas de barcos (imitação de vidro). • PVC .Poliestireno Aplicações: Grades de ar condicionado. ventiladores. Poliéster: usado em carrocerias. Peças para máquinas de lavar.porcelana. Material hospitalar esterilizável. divisórias. Por que as geladeiras são revestidas internamente com plástico? Resposta: O plástico é robusto o suficiente e é um ótimo isolante térmico. • PS . componentes de interiores de aviões. na forma de plástico reforçado (fiberglass). • PP . Autopeças (pára-choques. polias e correias. isolamento térmico em roupas impermeáveis. • PU – Poliuretano Aplicações: Esquadrias. Polímeros termoendureciveis (termofixos) (polimeros de condensaçao) • Baquelite: usada em tomadas. Seringas de injeção. esquadrias. ventoinhas. Tubos para cargas de canetas esferográficas.é tão transparente quanto o vidro. etc. carcaças de baterias. Sacarias (ráfia). brinquedos.Polipropileno Aplicações: Brinquedos.com • 44 . molduras. telefones antigos e no embutimento de amostras metalográficas. lanternas. matéria prima do isopor.. peças de máquinas e de automóveis. revestimentos. etc. fabricação de gavetas de geladeira. caixas d'água. chapas. remédios. molduras para teto e parede. perfis. Carpetes. Fibras. piscinas. portas sanfonadas. PC) .Poli Cloreto de Vinila Aplicações: Telhas translúcidas. coberturas translúcidas. Por que o CD é feito de plástico? Resposta: O plástico utilizado neste caso – policarbonato (ou. em móveis. isolante térmico.Recipientes para alimentos. exigindo menor esforço do compressor para manter os alimentos congelados. Carcaças para eletrodomésticos. E tudo isso sem prejudicar o isolamento elétrico que é absolutamente vital neste caso. tubos e conexões para esgoto e ventilação. produtos químicos. estofamento de automóveis. divisórias. Também é bem mais robusto e resistente às intempéries do que os tecidos. vitrines. isolamento em refrigeradores industriais e domésticos. garrafas. recipientes para filtros.

mangueiras de borracha. apresentam bom potencial econômico. Porém os que apresentam halogênio. correto — é a modalidade de dissociação [uma espécie química]. sem qualificá-la de iônica etc. Dissociação iônica é a separação dos íons de uma substância iônica. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. transformandoos em energia.) é conceito mais amplo: é a ação. qualquer que seja o meio. como o PE e PET. ou resultado de dissociar = desagregar = separar o que está unido. Por exemplo o que acontece com o NaCl: NaCl + H2O = Na+ + ClA dissociação iônica ocorre quando substâncias iônicas. Na maioria das vezes a reciclagem de termoplásticos não é economicamente viável devido ao seu baixo preço e baixa densidade. geram gases tóxicos na queima. Dissociação iônica — nesse raciocínio. ou veículo. quando ela se dissolve na água. Para que isso não ocorra esse material deve ser encaminhado para dehalogenação antes da queima. SOLUÇÕES AQUOSAS Dissociação iônica • • Dissociação (somente dissociação. como o PVC e o PTFE. como termofixos e borrachas. Outro problema é o fato dos plásticos reciclados serem encarados como material de segunda classe. efeito. Somente plásticos consumidos em massa. o Cátion é o Na e o ânion é o OH. quando as bases (hidróxidos) ou sais são dissolvidos em água. não podem ser reciclados de forma direta. vedações.com 45 . Quando a reciclagem não é possível a alternativa é queimar os plásticos. cujo resultado sejam íons. pois não existe uma forma de refundí-los ou depolimerizá-los. NaOH + H2O -> Na+ + OHNo hidróxido de sódio. A água separa os ânions e cátions da substância e forma soluções que conduzem corrente elétrica (soluções eletrolíticas).Elastômeros (borrachas)(Copolímeros) • Aplicações: pneus. Reciclagem Alguns polímeros.

Para que a reação seja rápida e completa é sempre indispensável um agente acelerador. os monómeros que constituem um polímero podem separar-se uns dos outros. hidrólise básica e hidrólise neutra. que significa poder de concentração. Os mais importantes são os álcalis. Reação de alteração envolvendo fluido aquoso com íons de hidrogênio (H+) ou de hidroxila (OH–) substituindo íons que são liberados para a solução. sem outra ajuda. ou básica/alcalina (pH>7). O "p" equivale ao simétrico do logaritmo (cologaritmo) de base 10 da a[c]tividade dos íons a que se refere. L. e o "H" é para o íon de hidrogênio (H+).com 46 . ácidos e enzimas hidrolizantes. o pH é um número que indica se uma solução é ácida (pH<7). Outro exemplo de hidrólise é na preparação de p-nitroanilina a partir da pnitroacetanilina (pode ser preparada através de Nitração da acetanilina). São raros os casos em que a água. resultantes da quebra da ligação química que ocorre em várias moléculas de água.HIDRÓLISE Hidrólise é uma reação química de quebra de uma molécula por água. neutra (pH=7). Neste caso é necessário operar a temperaturas e pressões elevadas. O conceito foi introduzido por S. neutralidade ou alcalinidade de uma substância líquida. pH é o símbolo para a grandeza físico-química 'potencial hidrogeniônico'. A hidrólise pode ser dividida em: hidrólise ácida. pode realizar uma hidrólise completa. o que implica variações do valor medido conforme a temperatura. A caolinização de K feldspato liberando K+ e SiO2 em solução é um exemplo de hidrólise. PH Em química. Através de reações de hidrólise. P. Essa grandeza (potencial hidrogeniônico) é um índice que indica o grau de acidez. Às vezes é referido do latim pondus hydrogenii. O "p" vem do alemão potenz. Uma solução neutra só tem o valor de pH = 7 a 25 ° C. Medida de Ph O pH pode ser determinado: MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. por si mesmo. Determinada substância quebra-se em dois ou mais pedaços e essas moléculas novas complementam suas ligações químicas com os grupamentos H+ e OH–. Sørensen em 1909.

Uma variação de 0. obtém-se a relação entre o pH e o pOH: pKw=pH+pOH=14 E quando provoca a chuva ácida atinge um ph próximo a 5.6. pode-se determinar a relação entre o pOH e o pH. A cor do indicador varia constante o pH da solução. Será que essa água é composta apenas por moléculas de H2O? Não. a concentração da água ─ [H2O] ≈ 55. para favorecer um determinado plantio. Assim pela definição de Kw tem-se a relação entre as duas atividades: Kw =[H+][OH-] Ao aplicar logaritmos. Resultado: uma molécula de água pode colidir e reagir com outra molécula de água! O equilíbrio gerado é conhecido como auto-ionização da água: HOH ↔ H+ + OHou HOH + HOH ↔ H3O+ + OHComo já é sabida.com 47 . pois como essas moléculas estão em constante movimento. pH e pOH de Soluções Aquosas É muito comum ouvirmos alguém dizer que o pH da água de uma piscina precisa ser controlado.4 pode ser fatal! O que exatamente é o pH e o que significam seus valores? Produto Iônico da Água Considere um copo com água.5 mol de água será consumido na formação dessas MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Até mesmo nosso sangue deve manter um pH sempre entre os valores de 7.45.35 e 7.6 mol/L ─ será desprezivelmente alterada caso alguma nova substância seja adicionada (como um ácido. o alaranjado de metila e o azul de bromofenol. Indicadores comuns são a fenolftaleína. elas se chocam o tempo todo.• • por adição de um indicador de pH na solução em análise. assim como o pH da água de um aquário ou de um solo. O medidor de pH é um milivoltímetro com uma escala que converte o valor de tensão do elétrodo de pH em unidades de pH. pOH Do mesmo modo pode-se definir o pOH em relação à concentração de íons OH-. usando um medidor de pH acoplado a um elétrodo de pH. Este tipo de elétrodo é chamado "íon seletivo" Um indicador é usado para medir o pH de uma substância. A partir da constante de dissociação da água que tem o valor de 10-14 à temperatura de 298 K C (25 ° ). por exemplo) para a formação de soluções diluídas como as que estamos estudando (dificilmente mais de 0.

[OH-] do que resulta uma única constante (o produto de duas constantes).1 mol de água não é uma alteração significativa). MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. onde o w se deve à palavra inglesa water.com 48 . Como a concentração molar da água é praticamente constante. podemos escrever: K. ou seja: Kw = [H+]. temos que [H+] = [OH-] = 10-7 mol/L.[OH-] = 1. Começar com 55.soluções.0. Caráter das Soluções Aquosas Solução ácida: [H+] > 10-7 mol/L e [OH-] < 10-7 mol/L Solução básica: [H+] < 10-7 mol/L e [OH-] > 10-7 mol/L Solução neutra: [H+] = 10-7 mol/L e [OH-] = 10-7 mol/L pH Sörensen definiu pH como sendo o logaritmo (decimal) do inverso da concentração hidrogeniônica: pH = log 1/[H+] Ou ainda. C. Como a água pura é neutra (já que para cada íon H+.[H2O] = [H+]. a 25 ° quando [H +]. forma-se também um íon OH-).10-14.[OH-] que é o chamado produto iônico da água. vamos considerar [H2O] constante. temos que [H+] = [OH-]. retomando a constante de equilíbrio.6 mol e terminar a experiência com 55. Portanto. como o cologarítmo da concentração hidrogeniônica: pH = colog [H+] Ou seja: pH = log 1/[H+] → pH = log 1 – log [H+] Como log 1 = 0: pH = -log[H+] ou pH = colog [H+] que é igual ao inverso do log.

com 49 .Vejamos a variação do pH em função das concentrações de H+ e OH-. como sendo o cologaritmo da concentração de OH-: pOH = colog [OH-] Assim: pOH = log 1/[OH-] → pOH = log 1 – log [OH-] Como log 1 = 0: pOH = -log[OH-] ou pOH = colog [OH-] Vejamos a variação do pOH em função das concentrações de OH. Por mais ácida que seja a solução. As concentrações desses íons jamais se anulam. íons OH-. sempre existirão. DISPERSÕES Dispersão. Uma dispersão é formada pela combinação de um dispersante com um disperso (soluto ou disseminado). embora em pequeno número. é qualquer disseminação de uma substância ao longo de todo o volume de outra substância. Nas soluções básicas também estarão presentes os íons H+. a 25 ° C: Meio neutro: pH = 7 Meio ácido: pH < 7 Meio básico: pH > 7 pOH Por analogia. define-se pOH como sendo o logaritmo (decimal) do inverso da concentração hidroxiliônica: pOH = log 1/[OH-] Ou ainda.e H+: Meio neutro: pOH = 7 Meio ácido: pOH > 7 Meio básico: pOH < 7 Relação entre pH e pOH: pH + pOH = 14 (25 ° C) Observação: Os conceitos de pH e pOH indicam que em qualquer solução coexistem H+ e OH-. na Química. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.

De acordo com a natureza das partículas: • • Molecular: São as soluções em que o soluto é de natureza molecular. Ex. O primeiro vai para o fundo do recipiente. Realizando uma centrifugação. junto com o fenômeno da diluição. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. 10 nm = 100 A (angstrons) 2. no Protocolo de Quioto e no Protocolo de Annapolis. Ex. É possível ver as partículas a olho nu. ar + poeira. De acordo com o tamanho das partículas dispersas. São misturas que. Kalynski e Veiga da Cunha. as dispersões se classificam em: • Solução: quando as partículas dispersas têm até 1 nm de diâmetro. Iônica: Soluções em que o soluto são íons. respectivamente. Geralmente usa-se a decantação ou filtração para separar as substâncias. a olho nu. • Colóide (ou dispersão coloidal): quando as partículas dispersas têm entre 1 nm e 100 nm de diâmetro. é um fenômeno ambiental muito importante pois permite o lançamento adequado de poluentes gasosos ou líquidos. Suspensão: quando as partículas dispersas têm mais de 100 nm de diâmetro.: água + sal. aparentam ser homogêneas. através de chaminés ou de emissários diminuindo o impacto da carga poluidora inicial. Ex. é possível separar o disperso do dispersante. Estes tipos de lançamentos estão previstos. Na natureza a dispersão.: sangue humano. mas na realidade não o são.000000001 metros. Não é possível ver as partículas dissolvidas nem com microscopia eletrônica. Estes cálculos de dispersão e de diluição são efetuados na engenharia sanitária utilizando-se modelos matemáticos ou modelos físicos.com 50 . a matéria é constituída por corpúsculos de tamanho reduzido e em permanente agitação. e a separação das substâncias (disperso e dispersante) é feita através da destilação. fumaça. água + terra. gelatina.: água + areia. A ciência que estuda as suspensões é a sedimentologia e teve como grandes expoentes Hans Albert Einstein. NATUREZA CORPUSCULAR DA MATÉRIA De acordo com a teoria atualmente aceita. • Observações: 1 nm = 1 nanometro = 10-9 metros = 0.Classificação 1. 1 nm = 10 A (angstrons) . água + matéria orgânica do esgoto .

Volume constante. elas têm diferente intensidade nos três estados físicos: as forças de ligação nos sólidos são maiores que nos líquidos. Volume constante. maior será a pressão. Entre os corpúsculos estabelecem-se forças que vão condicionar a sua organização e liberdade de movimento. menor será a sua pressão. Os movimentos são muito limitados. Gasoso As partículas de um gás estão muito separadas umas das outras. e as existentes nos líquidos são maiores que as forças existentes nos gases. por ocorrer maior número de colisões entre os corpúsculos e entre estes e a parede do recipiente. Sólido As partículas estão muito próximas umas das outras. e entre estes a as paredes do recipiente. Os estados físicos da matéria explicam-se em termos da agregação corpuscular. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Entre todas as partículas da matéria existem forças de ligação. Quanto mais elevada for a temperatura. provoca um aumento na agitação dos seus corpúsculos. prótons e nêutrons. os elétrons. sendo maior a pressão exercida.Teoria Cinético-Corpuscular A Teoria Cinético-Corpuscular da matéria afirma que toda a matéria é constituída por partículas em constante movimento. Forma própria.com 51 . Toda a matéria é constituída por átomos ou por grupos de átomos. Os átomos são partículas divisíveis. maior será o número de choques que ocorrem entre eles. Líquido As partículas têm liberdade de movimento. Forma variável (igual à do recipiente). Volume variável (todo o espaço possível). Um aumento na temperatura de uma substância. Forma variável (adaptável ao recipiente). compostos por partículas mais pequenas. Quanto maior for o número de corpúsculos existentes. Quanto maior for o volume ocupado por um gás.

todos os corpos são constituídos por partículas elementares que formam átomos. Os corpos condutores se constituem de átomos que perdem com facilidade seus elétrons externos. Os prótons dificilmente vencem as forças de coesão nucleares e. conforme transmitam ou não essa energia. A maior parte dos efeitos de condução elétrica. por sua vez. ou seja. o elétron circula pelo material ou entra na configuração de outro átomo. Grupos de átomos ligados entre si designam-se por moléculas. as substâncias se comportam como condutoras ou isolantes. Os nêutrons não possuem carga elétrica. Num átomo o número de prótons (carga positiva) é igual ao número de elétrons (carga negativa). enquanto as substâncias isolantes possuem estruturas atômicas mais fixas. Os elétrons livres dos condutores metálicos se movem através dos interstícios das redes cristalinas e assemelham-se a uma nuvem. Os metais sólidos constituem o mais claro exemplo de materiais condutores. as cargas positiva e negativa se compensam porque o átomo possui o mesmo número de prótons e elétrons . NATUREZA ELÉTRICA DA MATÉRIA Segundo a visão atomista do universo. Se o metal se encontra isolado e carregado eletricamente. As substâncias constituídas por átomos iguais designam-se por substâncias elementares. carregado positivamente. Um material condutor se descarrega imediatamente ao ser colocado em contato com a terra. abandona o átomo. o que impede que as correntes elétricas as utilizem como veículos de transmissão. porém. então. de forma que os efeitos elétricos se anulam no interior do sólido. diante da energia elétrica.partículas com a mesma carga. As partículas elementares são o próton e o nêutron. que é a decomposição das substâncias por ação da corrente elétrica. e o elétron.com 52 . o qual adquire uma carga global negativa. que fica. pelo que um átomo é uma entidade neutra. se deve à circulação de elétrons livres no interior dos corpos. por isso. contidos no núcleo. seus elétrons se distribuem de maneira uniforme sobre a superfície. A carga total do átomo é nula. raras vezes provocam fenômenos de natureza elétrica fora dos átomos. se enlaçam entre si para dar lugar às moléculas de cada substância. mas de sinais contrários.Os prótons e os nêutrons encontram-se no núcleo do átomo em torno do qual circulam a altas velocidades os elétrons. Quando um elétron consegue vencer a força de atração do núcleo. De maneira geral. que gira ao seu redor e descreve trajetórias conhecidas como órbitas. Os átomos que apresentam esse desequilíbrio de carga se denominam íons e se encontram em manifestações elétricas da matéria. Estes. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. como a eletrólise. Livre. As substâncias formadas por átomos diferentes designam-se por substâncias compostas.

todas as partes de um sistema em equilíbrio também estão em equilíbrio.) Movimento Uniforme MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Este facto permite determinar as forças internas de um corpo a partir do valor das forças externas. ESTÁTICA. com o atrito. As forças são estudadas na dinâmica. se deve a sua capacidade isolante pois.A eletrização de certos materiais. perdem elétrons que não são facilmente substituíveis por aqueles que provêm de outros átomos. De acordo com a segunda lei de Newton. CINEMÁTICA e DINÂMICA ESTÁTICA A estática é a parte da física que estuda sistemas sob acção de forças qe se equilíbram.U.com 53 . a aceleração destes sistemas é nula. esses materiais conservam a eletrização por um período de tempo tão mais longo quanto menor for sua capacidade de ceder elétrons. como o âmbar ou o vidro. CINEMÁTICA Cinemática é a parte da física que estuda o movimento sem se preocupar com os motivos (força) que originam esse movimento. Trajetória de um corpo Movimento Uniforme (M. De acordo com a primeira lei de Newton. Por isso.

pois relaciona o espaço com o tempo. instante em que se inicia a medição do tempo. O desenho mostra uma tartaruga em movimento uniforme. S0 chama-se de espaço inicial. A equação do movimento é uma equação horária do espaço. Com variação de espaço igual e variação de tempo igual. observe a figura abaixo: Temos: S = S0 + v .t v = Constante ≠ 0 v > 0: movimento no sentido da trajetória. com isso ocorrem iguais variações de velocidade e a variações de tempo. mas nunca igual a zero).com 54 . t ou S=v.Movimento uniforme (MU) é o movimento onde a velocidade escalar é sempre constante. a = constante = 0 v < 0: movimento no sentido oposto ao da trajetória. onde inicia o movimento. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Equações Adotamos uma origem de tempo t0 = 0. Podemos observar esse acontecimento em um carro ao sair de um semáforo. mas sempre diferente de zero (pode ser menor ou maior.

não nula. chamaremos de t 0 o exato momento em que se dispara um cronômetro para registrar o tempo t 0 = 0 v – v0 = a .U. é denominado movimento uniformemente variado. sendo assim a = . EXEMPLO : Um móvel tem velocidade de 20 m/s quando a ele é aplicada uma aceleração constante e igual a .t --> 2t = 20 --> t = 10 s b) Como o movimento é uniformemente variado.2 m/s 2 < 0 MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.V. t Movimento Uniformemente Variado (M.com 55 .2. b) classifique o movimento antes da parada e depois da parada sabendo-se que o móvel continuou com aceleração igual. 1. a aceleração escalar instantânea (a) e a aceleração escalar média (a m ) são iguais.t --> 0 = 20 . Determine: a) o instante em que o móvel pára.Equação das velocidades: Como no MUV a aceleração é constante.) Movimento Uniformemente Variado (M.V) : Um movimento no qual o móvel mantém sua aceleração escalar constante.S = S0 + v . t Esta expressão é chamada de equação horária das velocidades de um MUV. isto significa que a aceleração é constante.2 m/s 2 v = v0 + a. teremos a = a m ou seja: Como D t = t – t 0 .U.2 m/s 2 . Em consequência. Solução: Dados: v0 = 20 m/s a) t = ? v = 0 a = .

Movimento Circular Um importante exemplo de movimento é o movimento circular.v > 0 e a < 0 . 2.Gráfico das velocidades no MUV: Como no MUV temos que v = v 0 + a t (uma função do 1º grau em t ) o diagrama correspondente será uma reta.MUV progressivo e retardado Depois da parada . basta substituir um tempo qualquer na equação das velocidades que verificará. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados 56 maxshopping10@gmail. Como exemplo deste movimento temos um corpo na superfície da Terra.v < 0 e a < 0 . . a área sob o gráfico v x t é numericamente igual ao espaço percorrido entre dois instantes: Uma outra propriedade relacionada ao diagrama v x t para o MUV . Obs: Se você não enxergou que a velocidade antes de 10 s é maior que zero e depois de 10 s é menor que zero. Da mesma forma que no M.U. que graças ao movimento de rotação desse último. Considere uma partícula em MC e tomemos como origem da trajetória a indicada na figura. está ligada à tangente do ângulo formado entre o eixo t e a reta do gráfico v x t: Sabemos que tg Q = D v / D t = a Portanto tg Q = a Conclusão : A tangente é numericamente igual a aceleração da partícula. faz com que tal corpo descreva MC ao redor do centro da Terra.Antes da parada .com . Seja S 0 a posição inicial da partícula e o ângulo j 0 (em radianos) será chamado ângulo horário inicial ou fase inicial da partícula. Essa reta poderá ser crescente ou decrescente conforme a aceleração seja maior ou menor que zero.MUV retrógrado e acelerado.

j 0 que chamaremos de deslocamento angular da partícula no intervalo de tempo D t .Em um certo instante t a partícula estará ocupando a posição S e o ângulo j da figura será chamado ângulo horário ou fase da partícula no instante t.com 57 . Nesse intervalo de tempo ( D t = t . Sabe-se que ele partiu com fase de p / 2 rad e em 10 s sua fase era 5 p / 2 rad. Qual foi sua velocidade angular média? MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. (deslocamento angular) Define-se então velocidade angular média ( w m ) da partícula como: EXEMPLO 7 : Um móvel descreve M.t 0 ) a partícula “varreu” um ângulo D j = j .C.

Dizemos então que a frequência do movimento da partícula é 2 voltas/s . Digamos que ela tenha dado 10 voltas em 5 segundos. A unidade mais comum de frequência é voltas / s que também é conhecida como rps (rotações por segundo) ou também Hertz (Hz) Obs.com 58 .: Existe uma relação muito simples entre f e T : número de voltas Tempo MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.2 . definimos também velocidade angular instantânea ( w ) : Em um MCU dá-se o nome de período (T) ao tempo gasto pela partícula para realizar uma volta completa. Logo:Frequência é o número de voltas que a partícula realiza por unidade de tempo. Quantas voltas ela terá dado em 1s ? A resposta é 2 voltas.C. Imagine uma partícula em M.Movimento Circular Uniforme (MCU) : De modo análogo que fazemos para a velocidade escalar instantânea .

Aceleração: efeito dinâmico da força. O módulo da velocidade não varia e a aceleração tangencial é nula.C.: O movimento circular uniforme é um movimento caracterizado pela variação da direção da velocidade.2 .U. quando sujeito à ação da força. Nesta parte da mecânica que passaremos a estudar propomo-nos a responder a uma pergunta.com 59 . isto é.Se resumirmos todas as nossas relações teremos: 2. pode-se basear em dois tipos de efeitos. sob a ação da força. Conceitos primitivos como os de força e de energia serão associados aos movimentos. sentido e módulo.Aceleração no M. além dos conceitos já estudados na Cinemática. que é algo intuitivo. só existe a aceleração centrípeta (ou normal) que é dada por: DINÂMICA Dinâmica é a parte da Mecânica que analisa os movimentos. daqui em diante. fazendo as relações entre causas e efeitos. Força : Para se compreender o conceito de força. o corpo sofre uma modificação em seu formato. Portanto. dos quais ela é causa: Deformação: efeito estático da força.C. varia pelo menos umas das seguintes características da velocidade: direção. as razões pelas quais os móveis adquirem ou modificam suas velocidades passarão a ser estudadas e relacionadas com as respectivas consequências. em que o corpo altera a sua velocidade vetorial. O estudo dos movimentos que relacionam as causas e os efeitos é a essência da Dinâmica.U. No M. talvez das mais antigas feitas pelo homem: como se relacionam forças e MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.

a lei da inércia . dois fatos decorrentes da situação “resultante das forças nula” (R = 0): • O corpo permanece em repouso.a lei da ação e reação Primeira Lei de Newton 1ª Lei de Newton (princípio da inércia): Quando a resultante das forças que atuam sobre um corpo for nula. Esse equilíbrio pode manifestar-se de duas formas: R = 0 => equilíbrio Mas perceba que. temos três leis em que todo o estudo do movimento pode ser resumido. À primeira vista. Esse fato pode ser. a esfera continuava a se mover até percorrer determinada distância. Cessando o empurrão (força). sua velocidade vetorial permanece constante. Nessa segunda parte do enunciado. sinônimo de equilíbrio. como vimos.Primeira lei de Newton . em primeira análise. ela anda.movimento? Uma das respostas. portanto.Segunda lei de Newton . no enunciado da lei. • O corpo permanece em movimento retilíneo uniforme. pode ser sintetizada como se segue: é impossível a um corpo se deslocar na ausência de forças. Newton apresenta. estudando uma esfera em repouso sobre um plano horizontal. dada por Aristóteles (século IV a. essa parece resumir de forma simples um fato bem conhecido. observou que.o princípio fundamental da dinâmica . Vejamos como podemos chegar a essa mesma conclusão. por se tratar do resultado mais simples e intuitivo contido na 1ª lei. que a esfera continuava em movimento sem a ação de uma força e MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. LEIS DE NEWTON Da dinâmica. através da experiência a seguir: Se um ponto material estiver livre da ação de forças. Verificou. ela se movimentava. Newton contradiz Aristóteles na medida em que passa a admitir a possibilidade de movimento na “ausência de forças” (R = 0) : Isso. Antes de passarmos à discussão das idéias contidas nesse 1º princípio. por exemplo. Galileu. Não discutiremos essa idéia. ela pára. para nós. ao você parar de puxar.Terceira lei de Newton . vejamos o significado de suas palavras. esse corpo permanecerá em repouso ou em movimento retilíneo uniforme.C.com 60 .). A expressão “resultante das forças que atuam sobre um corpo for nula” é. Essas leis são conhecidas como as leis de Newton: . empurrando-a com determinada força. puxar uma cadeira: enquanto você a puxa. era categoricamente negado por Aristóteles.

mas altera a direção da velocidade v . A figura logo acima representa uma nave espacial livre de ações gravitacionais significativas do resto do universo.com 61 . A partir dos exemplos do bloco. é incapaz de alterar o valor da velocidade. Generalizando temos: Força F será toda ação capaz de alterar a velocidade vetorial v de um corpo. Posto em movimento. segundo o princípio da inércia. pois exprimia somente uma relação qualitativa entre força e movimento: a força altera o estado de MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Com seus motores desligados. indefinidamente. observou que o corpo se movimentava durante um percurso maior após cessar o empurrão. sempre que alterarmos o estado de movimento de um corpo. isto é. perpendicular à direção de v . Embora o valor da velocidade venha a permanecer constante. ele mesmo percebeu que apenas essa lei não era suficiente. que está atado a um pino fixo em uma mesa horizontal e perfeitamente lisa.que a esfera parava em virtude do atrito entre a esfera e o plano horizontal. sempre que alterarmos a velocidade vetorial v de um corpo. porém ela mantém o seu movimento com velocidade constante. por inércia. esse bloco passará a se deslocar em movimento circular uniforme em torno do pino. como vemos na figura. ou. ou seja. o fio é responsável pela presença de uma força F . é necessário que sobre o mesmo atue uma força F . em outras palavras. a esfera continuaria a se movimentar. a relação entre força e movimento. Segunda Lei de Newton 2ª Lei de Newton: Princípio Fundamental da Dinâmica Newton conseguiu estabelecer. sem retardamento. graças à ação do fio sobre o corpo. a força propulsora da nave é nula. com sua 1ª lei. Entretanto. Analisemos agora o caso de um bloco preso a um fio. podemos perceber que. em movimento retilíneo e uniforme. podemos perceber que a direção de v é alterada de ponto para ponto da trajetória. Polindo o plano horizontal. Se pudesse eliminar completamente o atrito.

alterava sua velocidade . as idéias centrais são as mesmas do 1º princípio. uma força . A tendência atual da ciência se concentra na utilização do sistema internacional. já que. Esse resultado era de se esperar. • Peso de um corpo: Como já foi visto em cinemática. No quadro a seguir. o MKS (Sistema Internacional de Unidades) e o MK*S (MKS técnico). podemos escrever: • UNIDADES DE FORÇA: Serão apresentadas aqui três unidades utilizadas para se exprimir o valor de uma força em três diferentes sistemas de unidades: o CGS. na mesma direção e sentido de . isso significa que sobre o mesmo atuou uma força. qualquer corpo próximo à superfície da Terra é atraído por ela e adquire uma aceleração cujo valor independe da massa do corpo em questão. De acordo com o 2º princípio.com 62 . ao atuar sobre um corpo. Da segunda lei podemos relacionar a força resultante e a aceleração adquirida pelo corpo . está transmitindo ao corpo uma determinada aceleração . ou 2º princípio. como é mostrado na figura. Mas. só que formalizadas agora com o auxílio de uma expressão matemática. Essa é também a tendência que se revela nos grandes vestibulares realizados no país. como foi visto. No caso. denominada aceleração da gravidade g. Se modifica sua velocidade. Se o corpo adquire uma certa aceleração. como segue: A resultante das forças que atuam sobre um corpo de massa m comunica ao mesmo uma aceleração resultante . MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. com que intensidade? Como podemos relacionar matematicamente as grandezas envolvidas? Nessa 2º lei.movimento de um corpo. diremos que a Terra atrai o corpo e chamaremos de peso do corpo à força com que ele é atraído pela Terra. o princípio fundamental da dinâmica.

F = m . m/s 2 (quilograma-força) (kgf) CGS cm g s MK*S m utm s As definições de dina (d) newton (N) e quilograma-força (kgf) derivam da 2ª lei de Newton.8m/s 2 Þ F = 9. m/s = ( N ) (newton) g . F = m. 1 m/s 2 Þ F = 1 N • Um quilograma-força corresponde ao peso de um corpo de massa 1 kg num local onde g = 9. comunica ao mesmo uma aceleração de 1 cm/s 2 . aplicada a um corpo de massa 1 g .8 m/s 2 . transmite ao mesmo uma aceleração de 1 m/s 2 .apresentamos as unidades fundamentais de cada sistema. 1N = 10 5 d e 1kgf = 9. Elas estão baseadas nas três leis de Newton: 1ª Lei de Newton (Princípio da Inércia): “Todo corpo permanece em seu estado de repouso ou de movimentos retilíneo uniforme até que uma ação externa.8 N • DINAMÔMETRO: Chama-se dinamômetro todo aparelho graduado de forma a indicar a intensidade da força aplicada em um dos seus extremos. Internamente. como veremos: • Um dina corresponde à intensidade da força que. F = m. a Þ F = 1 kg .a Þ F = 1kg . está sendo aplicada ao dinamômetro uma força de intensidade 3 N. 1cm/s 2 Þ F = 1 d • Um newton é a intensidade da força que. O dinamômetro será ideal se tiver massa desprezível. não equilibrada. SISTEMA SI (MKS) COMPRIMENTO m MASSA kg TEMPO s FORÇA kg .com 63 .” MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.a Þ F = 1g . atue sobre ele. No caso da figura abaixo. bem como as unidades de força de cada um deles. o dinamômetro é dotado de uma mola que se distende à medida que se aplica a ele uma força. CONDIÇÕES DE EQUILÍBRIO ESTÁTICA Princípios físicos básicos para as condições de equilíbrio As condições de equilíbrio garantem o equilíbrio estático de qualquer porção isolada da estrutura ou da estrutura como um todo. aplicada a um corpo de massa 1 kg .8 N Þ F = 1 kgf Obs. 9. cm/s 2 (dina) (dyn) utm .

a ação à distância de uma força deve ser considerada. Portanto. sendo m a massa do corpo. o corpo irá adquirir uma aceleração a. 1 tf (tonelada-força) é a força cuja intensidade é capaz de deslocar uma massa de 1 tonelada (1000 kg) com a aceleração da gravidade: 1 tf = 1000 kg g = 1000 kgf 1 tf = 10 kN. O efeito de uma força F atuando à distância h é chamado de momento: M = F x h: MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Uma estrutura tem dimensões grandes e tem comportamento diferente de uma partícula sem dimensão.” 3ª Lei de Newton: “A toda ação corresponde uma reação de mesma intensidade e de sentido contrário. as cargas atuam em uma estrutura em vários pontos de aplicação. Nesse caso. 1 kgf = 10 N. Além disso.com 64 . de tal forma F = ma.” Lembre-se que uma força é uma grandeza vetorial. Para o caso de quadros planos. Discussão sobre as leis de Newton no contexto da análise de estruturas Estruturas civis estão sempre em estado de repouso (velocidade e aceleração nulas). “a força resultante em uma estrutura deve ser nula. 1 kN (kilo-Newton) = 1000 N. a imposição de resultante de força nula fornece duas condições para o equilíbrio global da estrutura: ΣFx = 0→somatório de forças na direção horizontal deve ser nulo. 1 kgf (kilograma-força) é a força cuja intensidade é capaz de deslocar uma massa de 1 kg com a aceleração da gravidade: 1 kgf = kg g. direção e sentido. Para conversão. ΣFy = 0→somatório de forças na direção vertical deve ser nulo. será adotada a aceleração da gravidade g = 10 m/seg2.” Unidades de força 1 N (Newton) é a força cuja intensidade é capaz de deslocar uma massa de 1 kg com a aceleração de 1 m/seg2.2ª Lei de Newton: “A partir do momento em que o corpo ficar submetido à ação de uma força resultante F. com intensidade.

com 65 . Essa condição de equilíbrio garante que o corpo não vai girar: Estruturas civis se deformam quando submetidas a solicitações (cargas. Esta hipótese é chamada de hipótese de pequenos deslocamentos. Mas as deformações e os deslocamentos de estruturas são muito pequenos. a 2ª lei de Newton. Isto é.). No caso de quadros planos. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. as condições de equilíbrio são impostas para a geometria original (indeformada) da estrutura. pode ser estendida para momentos: “o momento resultante em uma estrutura deve ser nulo”. etc. Esse princípio vale para forças em qualquer direção e para momentos. isso resulta em mais uma condição para o equilíbrio global da estrutura: ΣMo = 0→somatório de momentos em relação a um ponto qualquer deve ser nulo. para estruturas em repouso. A 3ª lei de Newton (princípio de ação e reação) é aplicável a todas as estruturas recebendo cargas e que estejam em equilíbrio.Assim. a ponto de serem desprezados quando são impostas condições de equilíbrio.

qualquer nó ou qualquer trecho da estrutura tem que isoladamente satisfazer as condições de equilíbrio. qualquer barra. Isto é. Isso vai resultar no conceito de esforço interno. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.As 2ª e 3ª leis de Newton também se aplicam para qualquer porção isolada da estrutura.com 66 .

Veja. o esforço interno axial em um cabo: Tração de um cabo Esforço interno axial (esforço normal) Vínculos externos (restrições de apoio) MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.com 67 . por exemplo.

Reações de apoio Cada restrição de apoio está associada a uma reação de apoio. Um engaste está associado a três reações de apoio: uma reação força horizontal. O impedimento a um deslocamento está associado ao aparecimento de uma reação força. Um apoio do 2º gênero está associado está associado a uma reação força horizontal e uma reação força vertical. Dessa forma. um apoio do 1º gênero está associado a uma reação força vertical. De uma maneira geral. O impedimento de uma rotação está associado ao aparecimento de uma reação momento. uma reação força vertical e uma reação momento: Aplicação das condições de equilíbrio para determinação de reações de apoio Conforme dito anteriormente. para se calcular as reações de apoio é necessário considerar todos as condições matemáticas que o modelo MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados 68 maxshopping10@gmail. um dos objetivos da Análise Estrutural é a determinação das reações de apoio de uma estrutura.com . que é a força ou momento que o vínculo externo exerce sobre a estrutura.

Portanto. existem três equações de equilíbrio disponíveis: Portanto. existe um caso especial de estruturas para as quais é possível determinar as reações de apoio (e também os esforços internos) utilizando apenas condições de equilíbrio.estrutural tem que atender: condições de equilíbrio. O caso mais geral de estruturas é o de estruturas hiperestáticas. Nesta seção. um quadro plano isostático pode ter mais do que três reações de apoio quando tiver rótulas. A análise de estruturas hiperestáticas é bem mais complexa do que a análise de estruturas isostáticas. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. que se enquadram como modelos de quadros planos. Os exemplos estudados são de vigas horizontais e barras verticais ou inclinadas. Entretanto. a condição para que quadros planos sejam isostáticos é que tenham apenas três reações de apoio. para as quais só é possível determinar reações de apoio utilizando todas as condições do modelo: equilíbrio. Esses tipos de estruturas são denominados estruturas isostáticas. leis constitutivas e compatibilidade. leis constitutivas dos materiais e condições de compatibilidade entre deslocamentos e deformações. Para esses tipos de modelos estruturais. Deve-se salientar que a presença de articulações internas (rótulas) acarreta equações de equilíbrio adicionais (isso será visto mais tarde). a determinação de reações de apoio é considerada apenas para estruturas isostáticas.com 69 .

MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.com 70 .

A queda de uma folha. O vôo de um inseto. Em todos esses casos. Um conceito mais completo de energia deve incluir outras áreas (calor. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. A rachadura em uma parede. eletricidade. À medida que procuramos abranger áreas da Física no conceito de energia. poderíamos conceituar energia como "algo que é capaz de originar mudanças no mundo". mais empregado em nossa vida cotidiana.CONSERVAÇÃO DE ENERGIA MECÂNICA O que é Energia ? Sem dúvida nenhuma energia é o termo técnico. a interveniência da energia é um requisito comum. avolumam-se as dificuldades para se encontrar uma definição concisa e geral. Mas esta é uma definição limitada a uma área restrita: a Mecânica. Energia é um conceito muito abrangente e. Muitos livros definem energia como "capacidade de realizar trabalho". A remoção de uma colina. por isso mesmo. A construção de uma represa.com 71 . muito abstrato e difícil de ser definido com poucas palavras de um modo preciso. luz. A correnteza de um rio. Usando apenas a experiência do nosso cotidiano. por exemplo). e em uma infinidade de outros que você pode imaginar. originário da Física.

recebem do aquário energia que causa um aumento em sua energia cinética de rotação e translação. alguns aspectos básicos para a compreensão do conceito de energia. ele oscila durante um determinado tempo mas acaba parando. por exemplo. ele armazena energia potencial. a energia pode "refluir" e assumir sua condição inicial. individualmente e como um todo. Nestas condições. a energia pode transformar-se em energia de menor qualidade.Mais fácil é descrever aspectos que se relacionam à energia e que. Por isso. a quantidade de energia não muda (conservação de energia). há necessidade de produção de energia apesar da lei de conservação. a seguir. Exemplo: A energia mecânica de uma queda d’água é convertida em energia elétrica a qual. Dizemos que a energia se degrada (degradação de energia). 4) Na conversão. nos ajudam a ter uma compreensão cada vez melhor do seu significado. As moléculas do meio. Exemplo: Em nenhum dos três exemplos anteriores. Energia pode ser transformada. Daí resulta a necessidade de produção constante (e crescente) de energia.com 72 . com isso. 3) Quando energia é transferida de um sistema para outro. a energia interna do sistema em relação à que teria à temperatura ambiente. Ela se degradou. Vejamos. Nunca se viu automóvel arrancar reutilizando a energia convertida devido ao acionamento dos freios quando parou. A energia mecânica que o sistema possuía inicialmente acaba transferida para o meio que o circunda (ar) na forma de um aumento da energia cinética de translação e rotação das moléculas do ar. Quando o sistema é solto. Energia pode ser transferida de um sistema para outro (transferência de energia). é utilizada para estabilizar a temperatura de um aquário (conversão em calor) aumentando. Exemplo: Um sistema massa/mola é mantido em repouso com a mola distendida. Exemplo: A energia cinética de um automóvel que pára é igual à soma das diversas formas de energia nas quais ela se converte durante o acionamento do sistema de freios que detém o carro por atrito nas rodas. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. por sua vez. 1) A quantidade que chamamos energia pode ocorrer em diversas formas. ou convertida. não aproveitável para o consumo. 2) Cada corpo e igualmente cada "sistema" de corpos contém energia. de uma forma em outra (conversão de energia). ou quando ela é convertida de uma forma em outra.

Podemos classificar a energia potencial em: a) Energia Potencial Gravitacional (EPG) Está relacionada com a posição que um corpo ocupa no campo gravitacional terrestre e sua capacidade de vir a realizar trabalho mecânico.Energia Mecânica Considerações Gerais Chamamos de Energia Mecânica a todas as formas de energia relacionadas com o movimento de corpos ou com a capacidade de colocá-los em movimento ou deformá-los.com 73 . Energia Mecânica Considerações Gerais Chamamos de Energia Mecânica a todas as formas de energia relacionadas com o movimento de corpos ou com a capacidade de colocá-los em movimento ou deformá-los. é capaz de realizar trabalho. Classes de energia mecânica 1) Energia potencial É a que tem um corpo que. é capaz de realizar trabalho. em virtude de sua posição ou estado. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Podemos classificar a energia potencial em: a) Energia Potencial Gravitacional (EPG) Está relacionada com a posição que um corpo ocupa no campo gravitacional terrestre e sua capacidade de vir a realizar trabalho mecânico. Classes de energia mecânica 1) Energia potencial É a que tem um corpo que. em virtude de sua posição ou estado.

Epg = m. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. b) Energia Potencial Elástica (EPE) É a energia armazenada em uma mola comprimida ou distendida.h Onde P é o peso do corpo e h é a altura em relação ao nível de referência (EPG = 0 ). A essa energia damos o nome de energia cinética.h Onde m é a massa do corpo e g é a aceleração gravitacional no local. sabendo que P = m. Matematicamente onde k é a constante elástica da mola e x é a deformação da mola (quanto a mola foi comprimida ou distendida). Ou.g. 2) Energia Cinética (EC) Todo corpo em movimento possui uma energia associada a esse movimento que pode vir a realizar um trabalho (em uma colisão por exemplo).com 74 .g. Matematicamente Onde m é a massa e v é o módulo da velocidade do corpo.Epg = P.

a força de atrito cinético. A quantidade de movimento de um corpo pode ser nula (o que significa que ele nã está em movimento de translação) e ainda assim ter momento angular total diferente de zero. em um sistema no qual só atuam forças conservativas (sistema conservativo). e usando expressão termos de velocidade angular. é uma força não-conservativa. No entanto. a ENERGIA MECÂNICA (EM) se conserva. mas alternando-se nas suas formas cinética e potencial (gravitacional ou elástica). L=rxp Vê-se que L é um vetor perpendicular a r e a p e.com . mantém-se com o mesmo valor em qualquer momento. Como p = mv. Desse modo. No entanto. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Ela é definida como o produto vetorial do vetor posição e do vetor quantidade de movimento. O momento angular total está para o movimento de rotação assim como a quantidade de movimento total está para o movimento de translação. CONSERVAÇÃO DO MOMENTO ANGULAR Momento angular O momento angular. é uma grandeza física muito importante. o peso de um corpo e a força elástica são exemplos desse tipo de força. mas cuja definição é um tanto quanto abstrata. por isso.A conservação da Energia Mecânica Uma força é chamada conservativa. que não pode devolver o trabalho realizado para vencê-la. podemos escrever o momento angular em 75 . como . Isso quer dizer que. L. ela acaba levando a dificuldades de visualização. isto é. quando pode devolver o trabalho realizado para vencê-la. ou dissipativa (ocorre degradação da energia mecânica). especialmente em se tratando de rotações. é uma quantidade física fundamental e importante no estudo da rotação de um corpo. na maioria das vezes.

mas a soma dos torques. A variação de velocidade angular ocorre sempre como resultado de torques aplicados a um corpo. Para duas forças F1 e F2. dizer que. portanto. Pode-se. . definimos o momento angular total como a soma dos momentos angulares de cada uma das partículas. ele tem momento angular e vice-versa. O torque ( ) de uma força (F) é definido como o produto vetorial entre a posição onde aplicamos a força. o torque total como a soma dos torques produzidos por cada uma das forças. Nesse caso. quando mais de uma força atua sobre o corpo. L é constante no tempo. temos: . Analogamente. não. Nesse caso. Um corpo em rotação tem um valor definido para o momento angular.Para um sistema de partículas. Trata-se. Rotações ocorrem como resultado de torques aplicados a um corpo.com 76 . Torque e rotação Um corpo se coloca em rotação quando aplicamos troques sobre ele. de uma grandeza vetorial. Conservação do momento angular Se os torques aplicados às partículas ou a um sistema de partículas tiverem uma resultante nula. Um exemplo muito simples é o binário de duas forças. se o corpo está em rotação. temos: . a força total é nula. o momento angular se conserva. portanto. aplicamos a um corpo a mesma distância (a partir de uma origem comum) duas forças de mesmo módulo mas sentidos opostos. . Escrevemos MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Para um sistema de N partículas. isto é. definimos.

A mecânica dos fluidos é a parte da física que estuda o efeito de forças em fluidos. A distinção entre gases. a tensão superficial é um efeito que ocorre na camada superficial de um líquido que leva a sua superfície a se comportar como uma membrana elástica. Propriedades físicas dos fluidos As propriedades dos fluidos relevantes para o estudo do escoamento dos fluidos são a massa volúmica.L = L0 onde L0 é um vetor constante. a tensão superficial. Osborne Reynolds (1842-912) concluía que. quanto maior a viscosidade. como também ao movimento de diferentes camadas do próprio fluido. como a elasticidade. líquidos e sólidos. A massa volúmica ou massa volumétrica. a viscosidade. se MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. os fluidos apresentam como característica mais importante a tendência a adotarem a forma do recipiente que os contém. Em 1883. e restantes propriedades reológicas. ou seja. Desta forma pode-se dizer que a massa volúmica mede o grau de concentração de massa em determinado volume.. MECÂNICA DOS FLUIDOS Natureza dos fluidos Do ponto de vista estritamente físico. A passagem de um escoamento laminar para turbulento era um problema bastante sério. A reologia é o ramo da mecânica dos fluidos que estuda as propriedades físicas que influenciam o transporte de quantidade de movimento num fluido. Os fluidos em equilíbrio estático são estudados pela hidrostática e os fluidos sujeitos a forças externas diferentes de zero são estudados pela hidrodinâmica. A viscosidade é a propriedade dos fluidos correspondente ao transporte microscópico de quantidade de movimento por difusão molecular. e a única que caracteriza os fluidos newtonianos. a viscosidade etc. define-se como a propriedade da matéria correspondente à massa por volume. fundamenta-se na diferença de intensidade entre as forças de coesão e repulsão que mantêm unidas as moléculas das substâncias. Há um critério para saber se um escoamento é laminar ou turbulento. A viscosidade é uma quantidade que descreve a resistência de um fluido ao escoamento.com 77 . no que diz respeito a essa e a outras propriedades. A viscosidade é a propriedade reológica mais conhecida. a proporção existente entre a massa de um corpo e seu volume. Trata-se do famoso número de Reynolds. Na física. Ou seja. Os fluidos resistem tanto aos objetos que se movem neles. menor a velocidade em que o fluido se movimenta.

É o ramo da Física que estuda as propriedades relacionadas aos líquidos em equilíbrio estático. e de entropia. também chamada fluidostática (hidrostática refere-se a água. pode-se usar o termo massa específica ou densidade absoluta como sinônimo de densidade. HIDROSTÁTICA A hidrostática. modificando dessa forma a densidade. A conservação de quantidade de movimento é expressa pelas equações de Navier Stokes. Por exemplo. O volume dos sólidos e dos líquidos pode ser alterado de forma sensível devido a MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. o escoamento deve ser laminar. devemos lembrar que alterações de temperatura provocam variações no volume.para determinada velocidade de escoamento e determinada forma geométrica de um corpo que se move num fluido viscoso. Quando encerrados num recipiente. Trata-se do famoso número de Reynolds Os fluidos respeitam a conservação de massa. seu volume permanece o mesmo. ele passa a ser turbulento. ocupando totalmente o recipiente que o contém. a relação entre forças de inércia e força de viscosidade é pequena. que foi o primeiro fluido a ser estudado. também denominado de elemento representativo de volume. • Os gases têm volume variável. definimos sua densidade através da relação: A unidade de densidade no Sistema Internacional de unidades é o kg/m 3 . Se o corpo for homogêneo. tais propriedades podem ser estendidas aos fluidos de um modo geral. de energia. mas se for grande. quantidade de movimento ou momentum linear e momentum angular. ATENÇÃO: Visto que a densidade absoluta d de um corpo de massa m depende do volume v. • Os líquidos têm volume praticamente invariável. No entanto. os fluidos adquirem a forma do recipiente. • Fluido: Denominamos fluidos os corpos que não têm forma própria. Quando se transfere água de um recipiente para outro. assim por razões históricas mantém-se o nome) é a parte da física que estuda as forças exercidas por e sobre fluidos em repouso. Estas equações são deduzidas a partir de um balanço de forças/quantidade de movimento a um volume infinitesimal de fluido. que são unidades equivalentes. a densidade da água vale: d = 1 000 kg/m 3 = 1 kg/l = 1 g/cm 3 . • Densidade: Se tivermos um corpo de massa m e volume v.com 78 . Os líquidos e os gases são considerados fluidos. usualmente são utilizados o g/cm 3 e o kg/l .

o que ocasiona mudanças em sua densidade. Importante Densidade e densidade absoluta são grandezas físicas diferentes. Observe que podemos obter qualquer das duas grandezas utilizando a fórmula acima. ou seja. porém. o que estaremos obtendo é uma característica do corpo chamada densidade. de outra forma. seu volume fica sujeito às variações de temperatura e pressão existentes. sempre que nos referimos à densidade de um gás. só teremos a densidade absoluta ou massa específica se o corpo em questão for maciço e homogêneo.com 79 . PRESSÃO Pressão é uma grandeza física obtida pelo quociente entre a intensidade da força (F) e a área (S) em que a força se distribui. a grandeza densidade relativa é adimensional e constitui uma forma de compararmos a densidade de duas substâncias distintas. . deveremos citar quais as condições de pressão e temperatura que nos levaram ao valor obtido. de densidades absolutas d A e d B . • Densidade Relativa: Dadas duas substâncias A e B. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. No caso de gases.variações de temperatura. portanto. . definimos densidade da substância A em relação à substância B (d A.Densidade: caracteristica do corpo.B ) através da relação: Observe que o resultado final não pode apresentar unidades.Massa específica ou densidade absoluta: característica da substância que compõe o corpo. respectivamente.

altura h.com 80 . num local onde a aceleração da gravidade é g exerce sobre o fundo de um recipiente é chamada de pressão hidrostática e é dada pela expressão: MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. (10 a quinta) Pressão de uma coluna de líquido A pressão que um líquido de massa específica m. também chamado de Pascal. Relação entre unidades muito usadas: 1 atm = 760 mmHg = 10(5) N/m2.No caso mais simples a força (F) é perpendicular à superfície (S) e a equação fica simplificada A unidade de pressão no SI é o N/m2.

Se o ponto A estiver na superfície do líquido.Se houver dois ou mais líquidos não miscíveis.com 81 . apresentam a mesma pressão. teremos: Teorema de Stevin A diferença de pressão entre dois pontos. no interior de um líquido homogêneo em equilíbrio. Então a pressão p em uma profundidade h é dada pela expressão: MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Uma coseqüência imediata do teorema de Stevin é que pontos situados num mesmo plano horizontal. é a pressão hidrostática exercida pela coluna líquida entre os dois pontos. no interior de um mesmo líquido homogêneo em quilíbrio. situados em alturas diferentes. a pressão em A será igual à pressão atmosférica.

Esfera B) E = P MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.com 82 . orientada de baixo para cima. o empuxo recebido pelo corpo é igual ao seu peso. flutuando na superfície do líquido. neste caso. cuja intensidade é igual ao peso do volume de fluido deslocado por um corpo total ou parcialmente imerso. Isto acontece quando a densidade do corpo é menor que a densidade absoluta do líquido e. Prensa hidráulica Empuxo Empuxo é uma força vertical. Esfera A) E = P A esfera A está em repouso.Princípio de Pascal A pressão aplicada a um líquido em equilíbrio se transmite integralmente a todos os pontos do líquido e das paredes do recipiente que o contém.

Muitos processos reais podem ser aproximados com precisão pelo processo de quaseequilíbrio. calor e entropia. energia. a energia não pode ser criada nem destruída. Esfera C) E + N = P A esfera C está em repouso. o empuxo é menor que o peso do corpo. Isto acontece quando a densidade do corpo é maior que a densidade absoluta do líquido e. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Um processo de quase-equilíbrio (quasi-estático) é aquele em que o desvio do equilíbrio termodinâmico é infinitesimal. o empuxo recebido pelo corpo é igual ao seu peso. O primeiro princípio da Termodinâmica estabelece uma equivalência entre o trabalho e o calor trocados entre um sistema e seu meio exterior. Princípios da Termodinâmica De acordo com o princípio da Conservação da Energia. apoiada pelo fundo do recipiente. diz-se que ocorreu uma mudança de estado. O caminho através de sucessivos estados pelo qual passa o sistema é definido como processo.A esfera B está em repouso e totalmente imersa no líquido. mas somente transformada de uma espécie em outra.com 83 . Peso aparente É a diferença entre o peso do corpo e o empuxo que ele sofreria quando imerso no fluido. e as leis que governam os processos de conversão de energia. neste caso. e todos os estados pelo qual o sistema passa pode ser considerado como estados de equilíbrio. . Processos Sempre que uma ou mais propriedades de um sistema varia. neste caso. TERMODINÂMICA BÁSICA A Termodinâmica é a parte da Termologia (Física) que estuda os fenômenos relacionados com trabalho. Isto acontece quando a densidade do corpo é igual à densidade absoluta do líquido e.

Para a aplicação do primeiro princípio de Termodinâmica devem-se respeitar as seguintes convenções: • • • • • • Q > 0: calor recebido pelo sistema. Transformação isométrica: como o volume do sistema se mantém constante.n. U < 0: temperatura diminui se o sistema cede calor. se V2 > V1. A quantidade de calor que o gás recebe é exatamente igual ao trabalho por ele realizado. não há realização de trabalho. Q < 0: calor cedido pelo sistema. A área sombreada sob a curva é numericamente igual ao trabalho realizado.V1). A expressão U = Q . Por exemplo.Consideremos um sistema recebendo uma certa quantidade de calor Q. o sinal é positivo (volume aumenta). a variação da energia interna é nula. Por exemplo.(Tf . U > 0: temperatura do sistema aumenta. o sinal do trabalho será positivo. t < 0: volume do sistema diminui. Uma forma fácil de saber o sinal sem ter que decorar essa tabela é usar as fórmulas.Ti).com 84 . na fórmula do trabalho (t = p.t Representa analíticamente o primeiro princípio da termodinâmica cujo enunciado pode ser: A variação da energia interna de um sistema é igual à diferença entre o calor e o trabalho trocados pelo sistema com o meio exterior. onde n é o número de mols do gás. Ela também pode ser representada pela fórmula U = 3/2 . Se o sistema recebe calor: • • Q>0 Q>0 U > 0: temperatura aumenta se o sistema recebe calor. quando o gás realiza trabalho sobre o meio (expansão). Logo.R. Todo o calor trocado com o meio externo é transformado em variação da energia interna.(V2 . Tf a temperatura final e Ti a temperatura inicial do gás. Transformações termodinâmicas particulares Transformação isotérmica: Como a temperatura do sistema se mantém constante. R é a constante dos gases. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. t > 0: volume do sistema aumenta. Parte desse calor foi utilizado para realizar um trabalho t e o restante provocou um aumento na sua energia interna U. considere um gás sofrendo uma expansão isotérmica conforme mostra as figuras. U < 0: temperatura do sistema diminui.

havendo uma igualdade entre o calor e o trabalho trocados em cada ciclo. e no sentido anti-horário o sistema cede calor e recebe trabalho. Como a temperatura final é igual à temperatura inicial. A área interna do ciclo é numericamente igual ao trabalho total trocado com o meio exterior. Leis da Termodinâmica A termodinâmica é baseada em leis estabelecidas experimentalmente: MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. e não é capaz de fornecer detalhes dela. mas uma vez que alguns dados sejam conhecidos. através do método da termodinâmica clássica. Também permite determinar as relações entre as diversas propriedades de uma substância. o sistema recebe calor e realiza trabalho. Contudo ela não trabalha com modelos da microestrutura da substância. Numa expansão adiabática. A termodinâmica permite determinar a direção na qual vários processos físicos e químicos irão ocorrer. volume aumenta Parte do calor que o sistema troca com o meio externo está relacionado com o trabalho realizado e o restante com a variação da energia interna do sistema. Ocorre uma elevação de temperatura.com 85 . o meio realiza trabalho sobre o sistema e a energia interna aumenta. o sistema não troca calor com o meio externo. Durante a compressão adiabática. o trabalho realizado é graças à variação de energia interna. ou seja. Transformação Cíclica Denomina-se transformação cíclica ou cilo de um sistema o conjunto de transformações sofridas pelo sistema de tal forma que seus estados final e inicial são iguais. Quando o ciclo é percorrido no sentido horário. a energia interna do sistema não varia.Transformação isobárica: Numa transformação onde a pressão permanece constante. quando a temperatura aumenta o volume também aumenta. U>0 T<0 temperatura aumenta. Transformação adiabática: Nessa transformação. a temperatura e o volume são diretamente proporcionais. outras propriedades podem ser determinadas. Expansão adiabática ocorre um abaixamento de temperatura. o sistema realiza trabalho sobre o meio e a energia interna diminui. Num diagrama p x V uma transformação cíclica é representada por uma curva fechada.

os processos ocorrem numa certa direção mas não podem ocorrer na direção oposta. A lei zero da termodinâmica define uma temperatura absoluta. • A Segunda Lei da Termodinâmica determina o aspecto qualitativo de processos em sistemas físicos. Esta energia corresponde a uma temperatura de aproximadamente -273. como sendo a temperatura em que a energia cinética das moléculas de um corpo é nula.com 86 . a conservação de energia. Enunciado de Clausius É impossível construir um dispositivo que opere.• A Lei Zero da Termodinâmica determina que. Enunciado de Kelvin . As quantidades W e Q são expressas algebricamente. Podemos dizer que existe uma função “U” (energia interna) cuja variação durante uma transformação depende unicamente de dois estados. quando dois corpos têm igualdade de temperatura com um terceiro corpo. Este princípio enuncia. Define também o conceito de zero absoluto. segundo um ciclo. e que não produza outros efeitos. Nela observamos a equivalência entre trabalho e calor. o inicial. ou 0 K. eles têm igualdade de temperatura entre si. Este princípio pode ser enunciado a partir do conceito de energia interna. • A Terceira Lei da Termodinâmica estabelece um ponto de referência absoluto para a determinação da entropia. e o final. Esta pode ser entendida como a energia associada aos átomos e moléculas em seus movimentos e interações internas ao sistema. representado pelo estado derradeiro de ordem MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. então. além da transferência de calor de um corpo frio para um corpo quente.W Onde Q é a quantidade de calor recebido pelo sistema e W o trabalho realizado. agora familiar. A primeira lei da termodinâmica é a lei de conservação da energia aplicada aos processos térmicos. : "A energia do Universo é constante".15ºC. É o princípio da conservação da energia e da conservação da massa. isto é.Planck É impossivel construir um dispositivo que opere num ciclo termodinâmico e que não produza outros efeitos além do levantamento de um peso e troca de calor com um único reservatório térmico. • A Primeira Lei da Termodinâmica fornece o aspecto quantitativo de processos de conversão de energia. Enunciada por Clausius da seguinte maneira: "A entropia do Universo tende a um máximo". Esta lei é a base para a medição de temperatura. Num sistema fechado a indicação desta variação é dada como: DELTA U = Q . A energia interna é definida como a soma das energias cinéticas e de interação de seus constituintes.

sem transporte de massa. Esta energia interna é diretamente proporcional à temperatura do objeto. eles trocam energia interna até a temperatura ser equalizada. conhecido no entanto como Primeira Lei da Termodinâmica.Convencionalmente. se o sistema se encontrar isolado de outras formas de transferência de energia. a quantidade Q é positiva e se um corpo transfere energia sob a forma de calor. não dependem apenas da diferença entre o estado inicial e o estado final do processo). o calor é uma forma de transferir energia de um sistema para outro. Todo corpo tem uma certa quantidade de energia interna que está relacionada ao movimento aleatório de seus átomos ou moléculas e às forças interativas entre essas partículas. Este princípio enuncia. no espaço de estados. Podemos dizer que existe uma função “U”(energia interna) cuja variação durante uma transformação depende unicamente de dois estados. As quantidades W e Q são expressas algebricamente. A Terceira Lei da Termodinâmica estabelece que é impossível. É extremamente útil na análise termodinâmica das reações químicas. A energia interna é definida como a soma das energias cinéticas e de interação de seus constituintes. A unidade do Sistema Internacional (SI) para o calor é o joule (J). Num sistema fechado a indicação desta variação é dada como : ∆U = Q . ou radiação).18 J). A quantidade de energia transferida enquanto houver diferença de temperatura é a quantidade Q de calor trocado.com 87 . Enunciada como "A entropia de uma substância cristalina pura na temperatura zero absoluto é zero". a quantidade transferida Q é negativa. a conservação de energia. como a combustão. A transmissão de energia sendo função da diferença de temperatura entre os dois sistemas . Os sólidos. embora seja usualmente utilizada a caloria (cal. mas dependem do caminho. por exemplo. o inicial. Termodinamicamente falando. que descreve o sistema em uma evolução quase-estática ou reversível (no sentido termodinâmico) de um estado inicial A até um estado final B. PROPRIEDADES E PROCESSOS TÉRMICOS Calor O calor (abreviado por Q) é a forma de transferir energia térmica entre dois corpos que se vale da diferença de temperaturas existente entre eles. calor e trabalho não são funções de estado (ou seja. 1 cal = 4. se um corpo recebe energia sob a forma de calor (e não sob a forma de trabalho). A soma dessas vibrações de um corpo constitui a energia térmica do mesmo. líquidos ou gases apresentam constante movimento (vibrações) em suas partículas. então. Quando dois corpos ou fluidos em diferentes temperaturas entram em interação (por contato.W onde Q é a quantidade de calor recebido pelo sistema e W o trabalho realizado. Não é correto afirmar que um corpo tem mais calor que outro. por meio de um número finito de etapas (ou estados) atingir a temperatura do zero absoluto (zero kelvin). e que não corresponde à execução de um trabalho mecânico.molecular máxima e mínima energia. e o final. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.

A convecção é um fenômeno físico observado num meio fluido (líquidos e gases) onde há propagação de calor através da diferença de densidade (g / m3) desse fluido submetido à um gradiente de temperatura. Como o volume ocupado por essa massa fluida aumenta. Os gases e alguns sólidos. moléculas. ela torna-se menos densa. através da força da gravidade. madeiras.Os processos pelos quais ocorre transferência de calor (transferências de energia sob a forma de calor) são: • • • Condução Convecção Irradiação. Transmissão de calor Quando uma certa massa de um fluido é aquecida suas moléculas passam a mover-se mais rapidamente.. especialmente através por meio do calor. O2) tendem a se concentrar nas camadas baixas da atmosfera enquando os solutos mais leves (CH4 e H2) tendem a se acumular nas camadas mais altas da atmosfera. em média. Os metais devida elevada condutividade térmica são excelentes meios de propagação de calor.. solutos da atmosfera de maior densidade específica (CO2. Esse deslocamento que surge entre a parte do líquido mais quente e a mais fria aumenta a velocidade de transporte de energia térmica. por bomba. A convecção é um processo de transporte de massa caracterizado pelo movimento de um fluido devido à sua diferença de densidade. Pela mesma razão. que possuem baixa condutividade térmica. tende a se acumular. o que provoca uma movimentação macroscópica.). ocasionando a falta de oxigênio nas montanhas mais altas. Ao transporte de massa devido a diferenças de densidade simples chama-se convecção livre ou natural. elétrons. de maior densidade. cerâmicas. afastando-se. Em fluidos (líquidos e gases) também ocorre transferência de calor por condução. através de choques entre suas partículas integrantes ou intercâmbios energéticos dos átomos. A este fenômeno dá-se o nome de convecção. são péssimos meios de propagação de calor. etc. Ocorre a propagação de calor sem transporte da substância formadora do sistema. A parte do fluido mais fria (mais densa) move-se para baixo tomando o lugar que antes era ocupado pela parte do fluido anteriormente aquecido. Outras formas de transmissão de calor são a condução térmica e a irradiação térmica. e é a propagação do calor por meio do contato de moléculas de duas ou mais substâncias com temperaturas diferentes (metais. o processo é chamado de convecção forçada. A tendência dessa massa menos densa no interior do fluido como um todo é sofrer um movimento de ascensão ocupando o lugar das massas do fluido que estão a uma temperatura inferior. se o movimento é forçado mecanicamente. Na química há um fenômeno semelhante conhecido como decantação onde um soluto insaturado. porém nestes o aumento da temperatura provoca uma alteração na densidade do fluido na parte mais quente. ou seja. ou ventilador. nas camadas inferiores da solução. uma das outras. Condução térmica é um dos meios de transferência de calor que geralmente ocorre em materiais sólidos.com 88 . Esse processo se repete inúmeras vezes MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.

Porque isso acontece ? Bem. E se esfriarmos algum corpo ou substância esta tende a diminuir seu volume (contração térmica). É o caso da água quando está na pressão atmosférica e entre 0ºC e 4ºC. a transferência de calor de um corpo a outro ocorre mesmo se não existir meio material entre os dois. o volume final do corpo acaba aumentando também" Quando esfriamos uma substância ocorre exatamente o inverso. ou alguma substância. Irradiação térmica ou radiação térmica é a radiação eletromagnética emitida por um corpo em equilíbrio térmico causada pela temperatura do mesmo. Como as ondas eletromagnéticas se propagam no vácuo. A irradiação térmica é uma forma de transmissão de calor.. São as correntes de convecção que mantêm o fluido em circulação. Diminuímos a agitação interna das mesmas o que faz com que o espaço entre as moléculas diminua. e isso faz com que elas se afastem umas das outras. Quanto maior a temperatura. embora tenham também sua importância... " . Pois os dois corpos têm entre si um intercâmbio de energia.. maior é a frequência da radiação e menor é o comprimento de onda. chamado de comprimento de onda principal de irradiação. ocasionando uma diminuição do volume do corpo. Mas estes casos são exceções e. ao contrário da condução térmica e da convecção. Então . enquanto objetos com temperaturas baixas produzem uma luz mais "vermelha".enquanto o aquecimento é mantido dando origem as chamadas correntes de convecção. quando esta está vibrando com mais intensidade. Isso acontece por causa da maneira como as forças moleculares agem no interior da matéria. ou seja. uns mais outros menos.com 89 . Dilatação térmica Todos os corpos na natureza estão sujeitos a este fenômeno. Existem alguns materiais que em condições especiais fazem o contrário. esta tende a aumentar seu volume (expansão térmica). você deve estar lembrado que quando esquentamos alguma substância estamos aumentando a agitação de suas moléculas. Em outras palavras. afastar-se das suas vizinhas do que aproximar-se delas. Geralmente quando esquentamos algum corpo.se o espaço entre elas aumenta. Ou seja. aumentando logicamente o espaço entre elas. Para uma molécula é mais fácil. o volume final do corpo acaba diminuindo também" MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. não serão estudados aqui neste capítulo. um segundo corpo pode absorver as ondas caloríficas que se propagam pelo espaço em forma de energia eletromagnética aumentando assim sua temperatura. A maior parte da irradiação ocorre ao redor de um comprimento de onda específico. quando esquentam contraem e quando esfriam dilatam. que depende da temperatura do corpo. objetos com temperaturas altas produzem uma luz mais "azul". "Se o espaço entre as moléculas diminui.

se soubermos o valor do coeficiente de dilatação linear (α ) de uma determinada substância.Dilatação térmica volumétrica ∆V = o quanto o corpo aumentou seu volume Vo = volume inicial do corpo γ = coeficiente de dilatação volumétrica (depende do material) ∆T = variação da temperatura ( Tf . e cada uma delas deve ser usada em uma situação diferente. Outra coisa interessante de notar é que.Dilatação térmica superficial ∆A = o quanto o corpo aumentou sua área Ao = área inicial do corpo β = coeficiente de dilatação superficial (depende do material) ∆T = variação da temperatura ( Tf . Com ele podemos comparar qual substância dilata ou contrai mais do que outra.Ti ) Obs: ∆L . quando esquentada.Ti ) Vale destacar que o coeficiente de dilatação linear ( a ) é um número tabelado e depende de cada material. quando esfriada. Eles se relacionam da seguinte maneira: β = 2α e γ = 3α 2 .Ti ) 3 . MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. ou diminuir seu tamanho. ∆A ou ∆V positivos significa que a substância aumentou suas dimensões. 1 .Dilatação térmica linear ∆L = o quanto o corpo aumentou seu comprimento Lo = comprimento inicial do corpo α = coeficiente de dilatação linear (depende do material) ∆T = variação da temperatura ( Tf . Quanto maior for o coeficiente de dilatação linear da substância mais facilidade ela terá para aumentar seu tamanho.Como calcular estas dilatações ou estas contrações ? Existem três equações simples para determinar o quanto um corpo varia de tamanho. poderemos também saber o valor do coeficiente de dilatação superficial (β ) e o coeficiente de dilatação volumétrica (γ ) da mesma.com 90 .

vai ter que decidir qual escala usar. Pois bem. Depois ele colocou este mesmo termômetro para determinar um segundo ponto. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. por exemplo. A escala Kelvin adota como ponto de partida (0 K) o zero absoluto. o ponto onde ocorre esta ausência total de vibração das moléculas. Dentro dos termômetros geralmente existe mercúrio (um metal líquido).com 91 . Daniel Gabriel Fahrenheit. Depois foi só dividir o espaço entre o zero e o 100 em cem partes iguais. ou seja. dentro de uma mistura de água. Quando o mercúrio novamente estacionou em determinada posição ele a marcou e chamou de 100. a temperatura deveria ser igual a zero. ou seja. ainda sem nenhuma escala. e quanto menor a agitação. Escala Fahrenheit Esta escala foi criada pelo inventor do termômetro de mercúrio. chamados atualmente de pontos fixos. a temperatura do corpo humano. Quanto maior a agitação maior a temperatura. ∆A ou ∆V negativos significa que a substância diminuiu suas dimensões. Inicialmente ele colocou seu termômetro. aumentava e diminuía seu volume ? Este é um exemplo de dilatação térmica). Esta escala é muito usada no meio científico. subindo ou descendo no tubo. gelo e sal de amônio. Nesta escala o gelo se forma a 273K e a água ferve a 373K (ao nível do mar). As três mais conhecidas e utilizadas são as escalas Celsius (ºC). embora possa se chegar muito próximo dele. e não pode ser experimentalmente alcançado. já que ela pertence ao Sistema Internacional (SI). menor a temperatura. O que seria então lógico pensar a respeito da temperatura quando as moléculas de um corpo qualquer não tivessem agitação nenhuma ??? Pois é. Escalas termométricas Você sabe que se quiser medir a largura de uma mesa. que dependem da escala usada. O quanto ele sobe ou o quanto ele desce nos dá valores de temperaturas. Este estado de ausência de agitação é conhecido como zero absoluto. Fahrenheit (ºF) e Kelvin (K). Para isso ele escolheu dois pontos de partida. Se não tem agitação não tem também temperatura. Escala Kelvin Já vimos que a temperatura é uma grandeza que mede o nível de agitação das moléculas de um corpo. que ao sofrer mudança de temperatura dilata ou se contrai.∆L . a qual ele marcou e chamou de zero. quando você precisar medir temperatura também terá que escolher uma escala. e o seu princípio de funcionamento está ligado à dilatação térmica dos corpos (lembra do ar dentro do saquinho que murchava e estufava. O mercúrio ficou estacionado em determinada posição. lá pelos anos de 1714. Talvez você use o metro. Estava criada a escala Fahrenheit. talvez o centímetro. O aparelho usado para se obter valores numéricos para a temperatura chama-se termômetro.

um astrônomo sueco. com exceção da Inglaterra. Note que estes pontos mudam dependendo da escala adotada. Esta escala é mais usada nos países de língua inglesa. em 1742.Depois disso. Seria mais ou menos se uma pessoa falasse que andou 2 metros enquanto outra falasse que andou 200 centímetros. e na posição onde o mercúrio estabilizou marcou o ponto zero. Se você me perguntar qual a temperatura de fusão do gelo eu posso te dar três respostas: 0ºC. e agora também na mesma temperatura. cada uma das três escalas foi definida de uma maneira diferente. Agora você deve estar se perguntando: MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. os quais a sua escala seria baseada. os pontos de fusão do gelo (quando o gelo vira água) e de ebulição da água (quando a água ferve). obteve o valor de 32ºF. na escala Fahrenheit a água vira gelo a 32ºF e ferve a 212ºF. Ele escolheu como pontos fixos. Escala Celsius A escala Celsius foi criada por Anders Celsius. a água sempre vira gelo e ferve no mesmo ponto. Portanto. a distância é a mesma nos dois casos. quando Fahrenheit colocou seu termômetro graduado numa mistura de água e gelo. Todas representam a mesma temperatura. e quando colocou-o em água fervendo obteve o valor de 212ºF. Depois colocou o termômetro na água em ebulição e onde o mercúrio estabilizou marcou o ponto 100. em equilíbrio térmico. que já adotou o Celsius.com 92 . Sua vantagem era que ela poderia ser reproduzida em qualquer canto do planeta. ao nível do mar. Embora os números sejam diferentes. Veja ao lado qual a relação existente entre elas levando-se em conta o ponto de ebulição da água e fusão do gelo. afinal. 32ºF ou 273K. Ele colocou um termômetro dentro de uma mistura de água e gelo. Estava criada a escala Celsius. A escala Celsius é a mais comum de todas as escalas termométricas Relação entre as escalas termométricas Como você pôde ver.

ao completar a troca de calor. onde cada um cede ou recebe a mesma quantidade de calor. de volume. de temperatura. Capacidade Térmica (C): Grandeza Física que permite prever dentro de um dado conjunto de corpos. A calorimetria é uma ramificação da termologia. já que eu estou acostumado com outra escala. A unidade de capacidade térmica no S. todas de mesma massa. qual deles estará mais quente ou mais frio. Com ela podemos transformar ºF em ºC. Calor Específico (c): Grandeza Física que permite prever dentro de um dado conjunto de amostras de diversos materiais. Tal pode envolver uma mudança de fase. Calorimetria Calorimetria é a parte da física que estuda as trocas de energia entre corpos ou sistemas quando essas trocas se dão na forma de calor. A unidade usual para determinar o calor específico é MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. • • • C: capacidade térmica do corpo. ao completar a troca de calor. a Celsius ? Existe uma equação que pode ser usada para fazer estas conversões. A palavra calorímetro é usada para designar um instrumento utilizado na medição de calor envolvido numa mudança de estado de um sistema. e outras transformações mais que quisermos. de pressão. qual delas recebendo ou cedendo a mesma quantidade de calor. K em ºC e ºF em K. estará mais quente ou mais fria. veja a equação abaixo."Como eu faço para transformar uma escala na outra ?" Se alguém me falar que a temperatura em Nova Iorque é de 59ºF. Calor significa uma transferência de energia térmica de um sistema para outro. é o J/K.com 93 . ∆θ: variação de temperatura do corpo. Q: quantidade de calor trocada pelo corpo. ou seja: podemos dizer que um corpo recebe calor. como vou saber realmente se lá está muito quente ou frio. de composição química ou qualquer outra propriedade associada com trocas de calor. mas não que ele possui calor.I.

Princípio da Igualdade das Trocas de Calor: quando vários corpos trocam calor apenas.com 94 . Q = m. observamos que alguns perdem enquanto outros recebem calor. Q<0 (o corpo cede calor) delta teta < 0 (o corpo se esfria). + Qn = 0 MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.c. em módulo. 2.0 g de água de 14. c=C/m • • • c: calor específico de um dado material. C: capacidade térmica da amostra deste material. Q1 + Q2 + . à quantidade de calor que um corpo cede ao voltar. pelo mesmo processo. chamada temperatura de equilíbrio térmico. M: massa da amostra deste material. à situação inicial. Função Fundamental da Calorimetria (Quantidade de Calor Sensível) Ocorre mudança de temperatura nas substâncias. 3. sob pressão normal. Princípios de transformações inversas: a quantidade de calor que um corpo recebe é igual..I. Princípio do Equilíbrio Térmico: quando vários corpos inicialmente a temperaturas diferentes trocam calor entre si.L Propriedades Envolvidas nas trocas de Calor (Princípios da Calorimetria) 1.. em módulo. Q = m. e só entre si.cal / g0C e no S. a soma das quantidades de calor que alguns cedem é igual. Quantidade de Calor Latente Ocorre mudança de estado nas substâncias. Uma caloria (1 cal): é a quantidade de calor necessária para aquecer. à soma das quantidades de calor que os restantes recebem. de tal maneira que decorrido um certo tempo.50ca15. 1. é o J/kgK. entre si.delta teta • • Q>0 (o corpo recebe calor) delta teta > 0 (o corpo se aquece).50c. todos estacionam numa mesma temperatura.

Estados físicos da matéria Fases ou estados da matéria são conjuntos de configurações que objetos macroscópicos podem apresentar. O estado físico tem a relação com a velocidade do movimento das partículas de uma determinada substância. Canonicamente e segundo o meio em que foram estudados, são três os estados ou fases considerados: sólido, líquido e gasoso. Outros tipos de fases da matéria, como o estado pastoso ou o plasma são estudados em níveis mais avançados de física. As características de estado físico são diferentes em cada substância e depende da temperatura e pressão na qual ela se encontra. Há muitas discussões sobre quantos estados da matéria existem, porém as versões mais populares atualmente são de que a matéria somente tem três estados: sólido, líquido e gasoso. Mas há também outros que, ou são intermediários ou pouco conhecidos. Por exemplo: os vapores, que nada mais são uma passagem do estado líquido para o gasoso na mesma fase em que o gás, porém quando está em estado gasoso, não há mais possibilidade de voltar diretamente ao estado líquido; já quando em forma de vapor, pode ir ao estado líquido, desde que exista as trocas de energia necessárias para tal fato. Por isto que diz-se comumente "vapor d´água" e não "água gasosa".

No estado sólido considera-se que a matéria do corpo mantém a forma macroscópica e a posição relativa de sua partícula. É particularmente estudado nas áreas da estática e da dinâmica. No estado líquido, o corpo mantém a quantidade de matéria e aproximadamente o volume; a forma e posição relativa da partículas não se mantém. É particularmente estudado nas áreas da hidrostática e da hidrodinâmica. No estado gasoso, o corpo mantém apenas a quantidade de matéria, podendo variar amplamente a forma e o volume. É particularmente estudado nas áreas da aerostática e da aerodinâmica

Propriedades dos Gases Ideais

O modelo dos gases ideais é uma aproximação bastante simplificada do comportamento dos gases. As relações entre as variáveis são dadas apenas por relações proporcionais diretas e inversas. As propriedades básicas de um gás são pressão, volume, massa e temperatura. Se fixarmos duas das propriedades, podemos determinar uma relação entre as outras duas. Estas relações foram estudadas e a prática demonstrou que se a pressão e temperatura forem constantes, o volume de um gás depende de sua massa (quantidade de móis). Se massa e temperatura forem mantidas constantes, a multiplicação da pressão e do volume resulta em um valor aproximadamente constante. Esta última relação é conhecida como Lei de Boyle, em homanagem a Robert Boyle que a observou em 1660. Ainda, se massa e pressão forem mantidas constantes, o volume será diretamente proporcional à temperatura, e esta relação foi observada por Charles e GayLussac.
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Equação de estado dos gases ideais • Qualquer objeto macroscópico em equilíbrio termodinâmico tem o seu estado descrito por um conjunto de variáveis macroscópicas que denominamos variáveis de estado do sistema.

• No caso particular de fluidos homogêneos o estado do sistema fica caracterizado por qualquer par escolhido entre ( P, V, T ) que obedecem à chamada equação de estado f (P,V,T)= 0

A lei de Boyle O volume de uma dada quantidade de gás, a temperatura constante, varia inversamente com a pressão.

A lei de Charles A pressão constante, o volume de um gas é diretamente proporcional à temperatura absoluta. medida de V = V(T) a P constante

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Vo – volume inicial

To – temperatura inicial

V – volume final

T – temperatura final

Lei de Gay-Lussac (V=const.) Esta lei, descoberta por Joseph Louis Gay-Lussac nos princípios do século XIX, relaciona linearmente a pressão e a temperatura de um gás ideal, se o volume se mantiver constante.

Lei geral dos gases Esta lei é válida somente quando o número do mols do gás não muda, ou seja, quando sua quantidade dentro do recipiente não muda. P1 ; V1 ; T1 = pressão, volume e temperatura antes de se mudar qualquer uma destas variáveis de estado. P2 ; V2 ; T2 = pressão, volume e temperatura depois de se mudar alguma destas variáveis de estado.

MÁQUINAS TÉRMICAS E PROCESSOS NATURAIS

Para que um dado sistema realize trabalho às custas da energia retirada na forma de calor de certa fonte térmica por um processo cíclico são necessárias duas fontes térmicas com temperaturas diferentes. Os dispositivos que realizam tal atividade por processos cíclicos são chamados de máquinas térmicas (M, na figura). Uma máquina térmica retira certa quantidade de energia na forma de calor (Q2) da fonte quente e transfere uma parcela desta energia (Q1) para a fonte fria. Em um ciclo completo, o sistema retorna ao estado inicial, de modo que U = 0, já que a energia interna é função de estado. Então, o trabalho realizado em cada ciclo fica: W = Q2 - Q1.

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O rendimento mede a eficiência com que uma máquina térmica converte o fluxo de energia na forma de calor em fluxo de energia na forma de trabalho. O rendimento é definido como a razão entre o trabalho realizado no ciclo e a quantidade de energia retirada da fonte quente na forma de calor: = W/Q2 ou = 1 - Q1/Q2

Pelo enunciado de Kelvin para a segunda lei da Termodinâmica, Q1é sempre diferente de zere e daí, < 1. Portanto, é impossível construir uma máquina térmica que transforme integralmente a energia retirada de uma fonte térmica na forma de calor em trabalho por um processo cíclico. Refrigeradores são dispositivos que retiram energia na forma de calor de uma fonte fria e a transferem para uma fonte quente (R, na figura). Nesta transferência, é indispensável fornecer trabalho para realizar o ciclo. Sendo Q1 a energia retirada como calor da fonte fria e W, o trabalho realizado sobre o sistema, a energia transferida como calor para a fonte quente é Q2 = W + Q1. Para um refrigerador, define-se a eficiência e pela relação: = Q1/W ou = Q1/(Q2 - Q1) Pelo enunciado de Clausius para a segunda lei da Termodinâmica, W é sempre diferente de zero. Assim, é impossível a um refrigerador, operando em ciclos, transferir energia na forma de calor de uma fonte fria para uma fonte quente sem receber trabalho. O problema, agora, é descobrir qual o máximo rendimento que se pode obter com uma máquina térmica que funcione entre duas fontes dadas. A resposta está no teorema de Carnot: Todas as máquinas térmicas que funcionam reversivelmente entre as mesmas temperaturas das fontes fria e quente possuem o mesmo rendimento.

Para demonstrar o teorema, consideremos duas máquinas reversíveis A e B, com rendimentos e ', respectivamente. Suponhamos que < '. Então W’ > W e Q1’ < Q1. Como as máquinas são reversíveis, podemos acoplar uma a outra mas com a máquina A operando como refrigerador. O resultado efetivo, então, é o seguinte:
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Ou seja. Na primeira parte da demonstração do teorema de Carnot mostramos que a condição h < ' é falsa. agora. agora. Com isso. Como o corpo A não foi deslocado verticalmente. Suponhamos.Q1’) de energia na forma de calor é produzido um trabalho (W’ . suponhamos que a máquina B seja irreversível. Assim. existe a transformação. o resultado efetivo é o seguinte: a fonte quente permanece inalterada a fonte fria recebe a quantidade (Q1' . apenas trocando entre si os papéis desempenhados pelas duas máquinas. Isto demonstra o teorema de Carnot. existe como único efeito a produção de trabalho às custas da energia retirada na forma de calor de uma única fonte térmica. para que se obtenha o máximo rendimento. perfeitamente possível. Como h não pode ser maior nem menor do que '. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. os processos envolvidos devem ser reversíveis. deslocamos o corpo A horizontalmente [figura (a)]. Para demonstrar este fato. ao acoplar as duas máquinas como antes. o pistão dispara para cima e (depois de algumas oscilações) atinge um estado de equilíbrio a uma certa altura h. a condição > ' não é falsa. O gás está isolado termicamente e em equilíbrio. como primeira tentativa. Um argumento interessante para mostrar que o trabalho é máximo (e daí. de um fluxo de energia na forma de trabalho em um fluxo de energia na forma de calor. O mesmo argumento pode ser repetido. Para descobrir que processo (adiabático) permite ao gás realizar o máximo de trabalho contra a vizinhança. sobre o qual repousa um corpo A.W). a condição < ' é falsa. que > '. Assim.W’) de energia na forma de trabalho.a fonte quente fica inalterada a fonte fria perde a quantidade (Q1 . a máquina B opera agora como refrigerador. E chegamos a conclusão de que a condição que > h' é falsa. então = '. Portanto.com 99 . Consideremos um gás dentro de um cilindro fechado por um pistão móvel e sem atrito. também o rendimento) quando o processo em questão é reversível é o seguinte. Mas. de massa m. Como isto viola a segunda lei da Termodinâmica (enunciado de Kelvin). o trabalho realizado pelo gás sobre o corpo é nulo.Q1) de energia na forma de calor existe o consumo de uma quantidade (W . Uma conseqüência imediata deste teorema é o seguinte: uma máquina térmica irreversível sempre tem um rendimento menor do que uma máquina reversível que opere entre as mesmas temperaturas. Como temos W’ < W e Q1’ > Q1.

Como a condução de energia na forma de calor é irreversível. o processo levado a cabo reversivelmente é o que custaria da vizinhança o trabalho mínimo sobre o sistema. Nesta segunda tentativa.T1/T2 independentemente da substância de operação na máquina. repetindo o procedimento feito na segunda tentativa. dividimos o corpo A em três partes iguais. o trabalho realizado pelo gás fica: W = (2m/3)g(h/3) + (m/3)g(h/3) = (1/3)mgh A partir dos resultados destas tentativas podemos perceber que o trabalho realizado pelo gás é máximo quando o corpo A for dividido no maior número possível de partes e estas forem. O processo levado em passos infinitesimais é quase-estático e porque não existe atrito. Pela mesma razão. fica evidente que todas as máquinas térmicas de Carnot que trabalham entre as mesmas temperaturas T1 MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados 100 maxshopping10@gmail. é reversível. Com isso. A última parte do corpo original será deslocada horizontalmente com o pistão quase na altura h. uma máquina reversível que funcione entre duas temperaturas deve operar necessariamente segundo um ciclo de Carnot. Então.com . Em outras palavras. o pistão alcança a posição de equilíbrio final elevando-se mais h/2. No final das contas.Como segunda tentativa (e partindo do mesmo estado inicial) deslocamos metade do corpo A horizontalmente [figura (b)]. o trabalho realizado pelo gás é equivalente ao trabalho de elevar o corpo A até uma altura h/2. deslocadas horizontalmente. o pistão dispara para cima e alcança o equilíbrio a uma altura h/2. o gás sofre uma pequena mudança com o pistão subindo uma pequena fração da altura h. Q1/Q2 = T1/T2. Para o ciclo de Carnot. o gás realizou trabalho sobre a metade do corpo A. deslocamos horizontalmente a outra metade do corpo A e. Então. Então: W = (m/2)g(h/2) = (1/4)mgh Como terceira tentativa. Assim. uma a uma. deslocando-se horizontalmente uma parte de cada vez. elevando-a a uma altura h/2. as trocas de energia na forma de calor com as fontes quente e fria devem ser isotérmicas (cada troca à temperatura da respectiva fonte). os processos onde há variações de temperatura devem ser adiabáticos. E então: W = W MAX = (1/2)mgh O processo levado em passos infinitesimais (e sem atrito) é o que permite ao gás realizar o trabalho máximo. o rendimento de uma máquina de Carnot pode ser expresso em função das temperaturas absolutas das duas fontes: = 1 . Se tivéssemos considerado um processo adiabático de compressão. Cada vez que movemos horizontalmente uma dessas partes. com isso. sem troca de energia na forma de calor. Assim.

e formam o chamado núcleo. um corpo pode ser: MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. a unidade de medida de carga elétrica é o coulomb (C). O átomo é um sistema eletricamente neutro. carga elementar: 1. é constituído de partículas ainda menores.6. ela foi tomada como carga padrão nas medidas de carga elétricas. os átomos. fica eletrizado. A carga do próton é positiva e a do elétron.10-19C carga do elétron: -1. ele adquire uma carga elétrica Q.10-19C carga do próton: +1. A carga elétrica do próton e a do elétron têm a mesma intensidade. que é sempre um número inteiro n de elétrons. Os prótons e os elétrons apresentam uma importante propriedade física. A carga do elétron. Quando um corpo apresenta uma falta ou um excesso de elétrons. Os elétrons giram em torno do núcleo na região chamada de eletrosfera. quando tomada em módulo. Cada átomo.6. Do mesmo modo. Sendo a carga do elétron a menor quantidade de carga elétrica existente na natureza. Uma máquina real sempre terá um rendimento menor do que o rendimento das máquinas de Carnot que trabalham entre as mesmas duas temperaturas. Entretanto quando ele perde ou ganha elétrons. Os prótons e os nêutrons localizam-se na parte central do átomo. o número de prótons é igual ao número de elétrons. por sua vez. negativa. Se num corpo o número de prótons for igual ao número de elétrons.com 101 .T2) ELETROSTÁTICA CARGA ELÉTRICA A matéria é formada de pequenas partículas.e T2 têm o mesmo rendimento. é chamada de carga elementar e é representada por e. e Portanto. Eletrizado positivamente quando perde elétrons e negativamente quando recebe elétrons. de modo que: Q = n. a eficiência de um refrigerador de Carnot pode ser expressa em função das temperaturas absolutas das duas fontes: = T1/(T1 . a carga elétrica. dizemos que ele está neutro. Num átomo não existe predominância de cargas elétricas.10-19C ELETRIZAÇÃO DE UM CORPO O processo de eletrização de um corpo é semelhante ao de um átomo.6. os elétrons e os nêutrons. mas sinais contrários. No Sistema Internacional de Unidades. os prótons.

Durante o contato. Evidentemente constatamos que a borracha e o vidro têm estados de eletrização diferentes. ocorrerá uma atração entre eles.com 102 .a) eletrizado positivamente: falta de elétrons Q = + n . Se suspendermos o bastão de borracha por um fio isolante e dele aproximarmos outro bastão de borracha carregado da mesma maneira. os bastões repelir-se-ão. e pela experiência concluímos que. .cargas diferentes se atraem. Suponhamos que carreguemos desta forma um bastão de borracha atritado com pele de animal e uma barra de vidro atritada com seda.cargas iguais se repelem. Por outro lado. Assim. ou quando tocamos um material isolante (ou condutor isolado) inicialmente descarregado com outro carregado. . nesta situação. O mesmo acontece para dois bastões de vidro. todo o corpo que for atraído pelo bastão de borracha (ou MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. ocorre uma transferência de elétrons entre os dois objetos. se aproximarmos a barra de vidro ao bastão de borracha. e b) eletrizado negativamente: excesso de elétrons Q = – n . Franklin convencionou que a carga da barra de vidro é positiva e a do bastão de borracha é negativa. e É usual o emprego dos submúltiplos: 1 microcoulomb 1 C = 10-6C 1 nanocoulomb 1nC = 10-9C 1 picocoulomb 1 pC = 10-12C corpo não eletrizado corpos eletrizados Métodos de eletrização Dois são os métodos de eletrização mais conhecidos e utilizados: eletrização por condução (ou por "fricção") e eletrização por indução. A eletrização por condução se dá quando friccionamos entre si dois materiais isolantes (ou condutores isolados) inicialmente descarregados.

e o magnético. Suponhamos que aproximemos o bastão de borracha (carga negativa) de uma barra metálica isolada e inicialmente neutra. Concluímos então. No processo de eletrização por indução não há contato entre os objetos. uma vez afastado o bastão indutor. Dizemos então que o isolante ficou polarizado. CARGAS EM MOVIMENTO Sabemos que uma carga elétrica Q produz ao seu redor um campo elétrico E (figura). Suponhamos que essa carga elétrica entre em movimento. pois pelo fio condutor aterrado seriam atraídos elétrons da terra. Ora. que existe sempre. os elétrons repelidos pelo bastão escaparão por este fio. Se agora ligarmos um fio condutor entre a barra metálica e a terra (o que chamamos de aterramento). uma corrente elétrica produz ao seu redor um campo magnético H. Observe que. fôsse a barra de vidro (carga positiva) aproximada da barra metálica. As cargas negativas (elétrons) da barra metálica serão repelidas para regiões mais afastadas e a região mais próxima ao bastão ficará com um excesso de cargas positivas. esta última ficaria carregada negativamente. deixando a barra carregada positivamente tão logo o fio seja removido. as cargas não retornam às suas posições iniciais devido à pouca mobilidade que possuem no isolante. todo o corpo que for repelido pelo bastão de borracha (ou atraído pela barra de vidro) deve ter carga negativa. Se. que ela produz pelo fato de estar em movimento. em ambos os processos.repelido pelo bastão de vidro) deve ter carga positiva.com 103 . que uma carga elétrica em movimento produz ao seu redor dois campos: o elétrico. Através da indução podemos carregar os materiais condutores mais facilmente. Novamente as cargas serão separadas no material isolante e. Situação parecida ocorre quando aproximamos objetos carregados dos isolantes. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Vejamos como isto é possível. Da mesma forma. Uma carga elétrica em movimento é uma corrente elétrica. por outro lado. os bastões carregados (indutores) não perderam carga alguma.

se movimento não for retilíneo e uniforme.. Evidentemente deve haver uma razão para que se chame “onda”.com 104 . e em todas as direções. A razão é a seguinte: consideremos uma direção r qualquer de propagação dos campos (fig. então só há propagação dos campos enquanto a carga está em movimento. Isso nos dá uma primeira idéia de como um campo elétrico e um magnético podem propagar-se juntos pelo espaço: basta que uma carga elétrica entre em movimento. abaixo). e se marcarmos os vetores em todos os pontos de r. Isso indica MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. abaixo). Mas. as extremidades dos vetores se dispõem sobre uma linha que tem a forma de uma onda. 2o) esses dois campos avançam com uma velocidade igual à velocidade de propagação da luz. o módulo do vetor campo elétrico varia.. se a carga for acelerada ou retardada. então se observa que: 1o) esses dois campos continuam avançando pelo espaço. os campos elétrico e magnético vão atingindo sucessivamente os pontos A.Representemos por R a região abrangida por êsses dois campos (Fig. à medida que a carga se desloca. êsses dois campos também se deslocam: considerando uma direção r qualquer. Quando a carga Q se desloca. Chama-se onda eletromagnética ao conjunto dos campos elétrico e magnético propagando-se pelo espaço. mesmo que a carga pare. Se o movimento da carga é retilíneo e uniforme.B. isto é.C. Ao longo dessa reta. As ondas eletromagnéticas são sempre produzidas por cargas elétricas aceleradas ou retardadas. Uma característica fundamental nessa propagação é a seguinte.

como por exemplo. como indica a figura MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. isto é. Uma propriedade importante das ondas eletromagnéticas é que êsses dois planos são perpendiculares: os vetores estão em um plano perpendicular ao plano dos vetores . no caso das ondas sonoras ou das ondas que se formam na superfície da água. depois vai aumentando até atingir um máximo num ponto F.com 105 . depois muda de sentido e vai novamente aumentando até atingir o máximo. vai diminuindo até se anular num ponto G.que o campo é nulo num certo ponto A. etc. Vemos por aí que nas ondas eletromagnéticas não existem partículas materiais em movimento ondulatório.. Com o campo magnético acontece o mesmo. Uma propriedade importante O campo elétrico se propaga num plano. O campo magnético se propaga num outro plano P2 . os vetores elétricos se dispõem num certo plano P1 .

que aproveitam o efeito magnético da corrente elétrica. o campo magnético é a tendência de atrair partículas carregadas. o peso. • Correntes e eletromagnetismo: A corrente elétrica num condutor produz campo magnético em torno dele. chamadas domínios. próximo à superfície de um planeta. sob campos magnéticos. o cobalto. mas dentro do orbital. distribuídos aos pares. elétrons e prótons. como o ferro. os elétrons se distribuem em orbitais. que atrai corpos.com 106 . cancelando este campo.: O campo gravitacional. e um campo magnético resultante da soma de todos os pares e domínios é exercido em volta do material: são os imãs. onde alguns dos pares de elétrons giram no mesmo sentido. • Campos magnéticos: Os elétrons giram em torno do núcleo dos átomos. em sentido oposto. o níquel e ligas como o alnico). uma tendência de influenciar corpos ou partículas no espaço que rodeia uma fonte. na maioria dos materiais. como o alumínio e o cobre. isto é semelhante ao que ocorre com os planetas e o sol. na Física. os repelem. Ao rodarem em torno de sí. O que é de fato um campo magnético ? A palavra campo significa. regiões onde executam a rotação. Os diamagnéticos.ELETROMAGNETISMO É o estudo dos campos magnéticos e suas interações com as correntes elétricas. com intensidade proporcional à corrente e inversamente à distância. e corpos metálicos magnetizáveis (materiais ferromagnéticos. os elétrons da camada mais externa produzem um campo magnético mínimo. o outro elétron do par gira também. Ex. Há diversas camadas de elétrons. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Assim. Permeabilidade Os materiais se comportam de várias maneiras. mas também em torno de sí mesmos (translação). produzindo uma força proporcional à massa destes. afastando as linhas de campo. O campo pode ser produzido pôr imãs e eletroimãs. e em cada uma. Porém nos materiais imantados (ferromagnéticos) há regiões.

esta é a explicação da reatância. Campos e forças Um campo magnético produz uma força sobre cargas elétricas em movimento. é o fato do campo resultante da corrente induzir uma tensão no indutor que se opõe à corrente. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. que é a quantidade de campo que atravessa o material. etc. e ao campo. É medida em Henry. fala-se em enrolamentos. Além desta força. pela permeabilidade menor que a do ar. que tende a fazê-las girar. Quando estas cargas deslocam-se em um condutor. que se opõe à corrente. Quando usadas para produzir campos magnéticos. Esta é usada nos eletroimãs. Os diamagnéticos são usados como blindagem magnética (ou às ondas eletromagnéticas). induzindo uma tensão proporcional à freqüência. movendo-o de modo a "cortar" as linhas de um campo magnético (perpendicularmente). e da qual deriva o nome. Eles tem permeabilidades centenas a vários milhares de vezes a do ar. É esta força que permite a construção dos motores elétricos. este sofre a ação de uma força perpendicular ao plano que contém o condutor e o campo.Os paramagnéticos se comportam quase como o ar. Os ferromagnéticos concentram o campo. que age orientando os domínios (e os "spins"). O processo é reversível: uma força aplicada a um condutor. proporcional à velocidade e ao comprimento do condutor. nos relés e contatores (relés de potência usados em painéis de comando de motores). induz uma tensão neste. há a de atração exercida pôr um campo num material ferromagnético. atuando como condutores magnéticos. A indutância é a relação entre o fluxo magnético e a corrente que o produz. Os materiais mais permeáveis são os ferromagnéticos. • Indutância: Vimos que os indutores produzem campo magnético ao conduzirem correntes. podendo imantá-los (conforme a intensidade e a duração). conforme a Lei de Faraday. chamam-se eletroimãs ou solenóides. H. A corrente alternada produz no indutor um campo. Já dentro de máquinas elétricas (motores e geradores). As bobinas nos circuitos elétricos são chamadas indutores.com 107 . reduzindo-a. motores e geradores elétricos. sempre concentrando o fluxo. A permeabilidade é a propriedade dos materiais de permitir a passagem do fluxo magnético. é o princípio do gerador elétrico e do microfone dinâmico. possibilitando grandes campos (e indutâncias). Uma propriedade importante da indutância. esta é chamada a Lei de Faraday. e são usados como núcleos de indutores. transformadores.

microfones e pequenos motores C.C. Quando a radiação electromagnética atravessa um condutor eléctrico induz uma corrente eléctrica no condutor. Podem propagar-se num meio material com velocidade menor que a obtida no vácuo. como aqueles usados em toca discos e gravadores. A luz visível é uma das partes da radiação electromagnética. Os raios x têm uma faixa de freqüências muito maior. ao se propagarem no espaço. esta radiação pode comportar-se como uma onda ou como uma partícula. O calor. o que nos possibilita vê-la. São ondas transversais (os campos são perpendiculares à direção de propagação). MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Os campos elétrico e magnético. Podemos resumir as características das ondas eletromagnéticas no seguinte: • • • • • São formadas por campos elétricos e campos magnéticos variáveis. A única diferença entre a luz e os raios x é que a luz tem uma faixa de freqüências específica que os nossos olhos conseguem perceber. (campo).É também usada na fabricação de imãs. usados entre outras aplicações nos autofalantes. Este efeito é utilizado nas antenas. A luz visível também é radiação eletromagnética. RADIAÇÕES ELETROMAGNÉTICAS A Radiação electromagnética é uma combinação de um campo eléctrico e de um campo magnético que se propagam através do espaço transportando energia. através de células especializadas localizadas na retina. Radiação eletromagnética é a energia transportada por um campo eletromagnético. Dependendo das circunstâncias. Propagam-se no vácuo com a velocidade "c" .com 108 . Quando um fio de cobre conduz corrente alternada é emitida radiação electromagnética à mesma frequência que a corrente eléctrica. O campo elétrico é perpendicular ao campo magnético. que se propaga em forma de ondas eletromagnéticas. as ondas de rádio e as microondas (aquelas mesmas que você usa para aquecer os alimentos) também são radiação eletromagnética. que fica fora do nosso limite de visão. geram-se mutuamente e transportam energia sob a forma de radiação eletromagnética. uma disciplina do electromagnetismo. O estudo das radiações electromagnéticas designa-se electrodinâmica.

que significa fantasma ou aparição) foi usada por Isaac Newton. para descrever a faixa de cores que apareceu quando numa experiência a luz do Sol atravessou um prisma de vidro em sua trajetória. Note que o campo elétrico é perpendicular à direção de propagação e o campo magnético também. o campo elétrico num ponto próximo ao fio pertence ao plano do fio. no sentido contrário. Além disso.. constituída pelos dois campos em recíprocas induções. E assim por diante . o que podemos verificar facilmente: quando um fio é percorrido por cargas em movimento. o que comprova que a onda eletromagnética é uma onda transversal. esse campo magnético irá gerar um campo elétrico. depois. que será também variável. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. por ser variável. gera outro campo: e está criada a perturbação eletromagnética que se propaga através do espaço. Por sua vez. Esse campo elétrico variável irá gerar um campo magnético .. o campo elétrico é perpendicular ao campo magnético. Cada campo varia e gera outro campo que.com 109 . no século XVII.Com isto. o campo elétrico ao redor do fio em um certo instante estará apontando num sentido e. enquanto o campo magnético está saindo ou entrando neste plano. ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO A palavra espectro (do latim "spectrum"..

para atingir uma maior região. modificando a freqüência de acordo com espécie e. as ondas longas e as próprias bandas de AM e FM. conseqüentemente. diferenciando no modo como podemos captá-las. As ondas eletromagnéticas no vácuo têm a mesma velocidade . Fisicamente.com 110 .Atualmente chama-se espectro eletromagnético à faixa de freqüências e respectivos comprimentos de ondas que caracterizam os diversos tipos de ondas eletromagnéticas. o comprimento de onda. as ondas curtas. As ondas de rádio são geradas por osciladores eletrônicos instalados geralmente em um lugar alto. Observe que algumas freqüências de TV podem coincidir com a freqüência de FM. ** As escalas de freqüência e comprimento de onda são logarítmicas. Podemos ter ondas de qualquer freqüências que são idênticas na sua natureza. acima da qual estão os raios infravermelhos. até 1012 Hz . Ondas de rádio propriamente ditas MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Logo o nome "ondas de rádio" inclui as microondas. Isso permite algumas vezes captar uma rádio FM na televisão ou captar um canal de TV num aparelho de rádio FM. não há intervalos no espectro. as ondas de TV. CARACTERÍSTICAS DAS PRINCIPAIS RADIAÇÕES Ondas de Rádio "Ondas de rádio" é a denominação dada às ondas desde freqüências muito pequenas.

edifícios. Estas ondas. que são: • • • • • VHF : very high frequency (54 MHz à 216 MHZ UHF : ultra-high frequency (470 MHz à 890 MHz SHF : super-high frequency EHF : extremely high frequency VHFI : veri high frequency indeed canal 2 à 13) canal 14 à 83) As ondas de TV não são refletidas pela ionosfera. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. de modo que é relativamente fácil captá-las num aparelho rádio-receptor.com 111 . têm a capacidade de contornar obstáculos como árvores. É costume classificar as ondas de TV em bandas de freqüência (faixa de freqüência). Ondas de TV As emissões de TV são feitas a partir de 5x107 Hz (50 MHz) .As ondas de rádio propriamente ditas. que vão de 104 Hz a 107 Hz . o que permite que elas sejam refletidas pelas camadas ionizadas da atmosfera superior (ionosfera). têm comprimento de onda grande. de modo que para estas ondas serem captadas a distâncias superiores a 75 Km é necessário o uso de estações repetidoras. além disso.

Freqüências abaixo desta não são visíveis e são chamados de raios infravermelhos . Freqüências acima desta também não são visíveis e recebem o nome de raios ultravioleta. Luz visível Note que nosso olho só tem condições de perceber freqüências que vão de 4. faixa indicada pelo espectro como luz visível. De acordo com a direção em que a radiação volta pode ser descoberta a localização do objeto que refletiu a onda. Uma fonte emite uma radiação que atinge um objeto e volta para o ponto onde a onda foi emitida. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados 112 maxshopping10@gmail. Têm também algumas aplicações.com . A faixa correspondente à luz visível pode ser subdividida de acordo com o espectro a seguir.Microondas Microondas correspondem à faixa de mais alta freqüência produzida por osciladores eletrônicos. que têm algumas aplicações práticas. As microondas também podem ser utilizadas para funcionamento de um radar. Nosso olho percebe a freqüência de 4.3x1014 Hz a 7x1014 . Freqüências mais altas que as microondas só as produzidas por oscilações moleculares e atômicas. As ligações de telefone e programas de TV recebidos "via satélite" de outros países são feitas com o emprego de microondas. A freqüência de 7x1014 é vista pelo olho como cor violeta. As microondas são muito utilizadas em telecomunicações.3x1014 como a cor vermelha.

Têm ainda outras aplicações: na pesquisa da estrutura da matéria. em Mineralogia e outros ramos. A energia cinética do feixe incidente é parcialmente transformada em energia eletromagnética. Raios Gama As ondas eletromagnéticas com freqüência acima da dos raios X recebe o nome de raios gama (γ ).com 113 . Os raios X têm freqüência alta e possuem muita energia. principalmente pelo chumbo. Os raios X são capazes de impressionar uma chapa fotográfica e são muito utilizados em radiografias. em Química. pelo físico alemão Wilhelm Röntgen. Esses raios são produzidos sempre que um feixe de elétrons dotados de energia incidem sobre um obstáculo material. dando origem aos raios X.Raios X Os raios X foram descobertos. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Os raios X são também bastante utilizados no tratamento de doenças como o câncer. mas são retidos pelos ossos. Os raios γ são produzidos por desintegração natural ou artificial de elementos radioativos. em 1895. São capazes de atravessar muitas substâncias embora sejam detidos por outras. já que conseguem atravessar a pele e os músculos da pessoa.

Quando uma carga for diferente da outra. A carga de um coulomb negativo significa que o corpo contém uma carga de 6.com 114 . expresso pela unidade coulomb (C). Diferença de Potencial Graças à força do seu campo eletrostático. A soma das diferenças de potencial de todas as cargas de um campo eletrostático é conhecida como força eletromotriz. A quantidade de carga elétrica de um corpo é determinada pela diferença entre o número de prótons e o número de elétrons que um corpo contém. O símbolo da carga elétrica de um corpo é Q. NOÇÕES DE ELETRICIDADE E ELETRÔNICA Carga Elétrica Um corpo tem carga negativa se nele há um excesso de elétrons e positiva se há falta de elétrons em relação ao número de prótons. Os raios γ podem causar graves danos às células.Um material radioativo pode emitir raios γ durante muito tempo. até atingir uma forma mais estável. haverá entre elas uma diferença de potencial(E). MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. de modo que os cientistas que trabalham em laboratório de radiação devem desenvolver métodos especiais de detecção e proteção contra doses excessivas desses raios. uma carga pode realizar trabalho ao deslogar outra carga por atração ou repulsão.25 x 1018 mais elétrons do que prótons. Raios γ de alta energia podem ser observados também nos raios cósmicos que atingem a alta atmosfera terrestre em grande quantidade por segundo. Essa capacidade de realizar trabalho é chamada potencial.

menor é a corrente que passa. Correntes e Tensões Contínuas e Alternadas A corrente contínua (CC ou DC) é aquela que passa através de um condutor ou de um circuito num só sentido.A diferença de potencial (ou tensão) tem como unidade fundamental o volt(V). No entanto. Resistência Elétrica Resistência é a oposição à passagem de corrente elétrica. 1 A é o deslocamento de 1 C através de um ponto qualquer de um condutor durante 1 s. Conseqüentemente a corrente também muda de sentido periódicamente. Isso se deve ao fato de suas fontes de tensão (pilhas.) manterem a mesma polaridade de tensão de saída. Corrente Corrente (I) é simplesmente o fluxo de elétrons. I=Q/t O fluxo real de elétrons é do potencial negativo para o positivo. A unidade fundamental de corrente é o ampère (A). Uma fonte de tensão alternada alterna a polaridade constantemente com o tempo.com 115 . Essa crrente é produzida pelo deslocamento de elétrons através de uma ddp em um condutor. Os resistores são elementos que apresentam resistência conhecida bem definida.. é convenção representar a corrente como indo do positivo para o negativo. É medida em ohms ( Quanto maior a resistência. A linha de tensão usada na aioria das residências é de tensão alternada. Símbolos em eletrônica e eletricidade Abaixo estão alguns símbolos de componentens elétricos e eletrônicos: ). MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.. baterias.. Podem ter uma resistência fixa ou variável.

com 116 . pelo menos quatro partes: fonte de fem (força eletromotriz).Lei de Ohm Um circuito elétrico consta de. carga e intrumentos de controle. na prática. condutores. tensão e resistência: I=V/R Onde: • • • I é a corrente em ampères V é a tensão em volts R é a resistência em ohms Abaixo. Como no circuito abaixo: A lei de OHM diz respeito à relação entre corrente. vemos como fica o circuito quando fechamos a chave: MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.

com 117 . Quando a combinação é feita em paralelo temos que a tensão (ou diferença de potencial elétrico) entre os terminais das resistências será a mesma. Exemplificando: Calcule a resistência equivalente no esquema abaixo: MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Já na associação em série. mas a corrente elétrica que percorre o circuito é dividida entre as resistências. Associações de Resistores Os resistores de um circuito podem ser combinados em paralelo ou em série.012A ou 12mA. A resistência equivalente é a soma das resistências individuais. dois resistores consecutivos têm um ponto em comum.. temos: P=RI2 e V2/R. de forma que a tensão total é a soma das tensões em cada resistor. temos que a corrente entre os terminais das resistências será a mesma.A tensão sobre o resistor de 1kW (ou 1000W) é de 12V (conforme é mostrado pelo voltímetro). Associação Série Na associação série. Potência A potência elétrica numa parte de um circuito é igual à tensão dessa parte multiplicada pela corrente que passa por ela: P=VI Combinando essa equação com I=V/R. De acordo com a lei de OHM.. Ou seja: Req = R1 + R2 + R3 + . a corrente deve ser 12/1000 = 0. de forma que a corrente elétrica total é a soma das correntes que passam pelos resistores. é essa a corrente indicada pelo amperímetro. De fato. mas a tensão sobre o circuito é dividida entre as resistências.

menor a resistência. a fórmula para a resistência equivalente é: 1/Req = 1/R1 + 1/R2 + 1/R3 + . Ele está em paralelo com um resistor de 22W.5 W Note que a resistência equivalente é menor do que as resistências individuais.6 x 10-9 + 45..5 x 10-6 1/Req = 46. Isto acontece pois a corrente elétrica tem mais um ramo por onde prosseguir. Corrente . Então: 1/Req = 1/1010470W + 1/22000W 1/Req = 989. e quanto maior a corrente. Neste caso.5 x 10-6 Req = 21.com 118 . Noções de Eletrônica Tensão .Req = 10kW + 1MW + 470W Req = 10000W + 1000000W + 470W Req = 1010470W Associação Paralelo Dois resistores estão em paralelo se há dois pontos em comum entre eles.È a força que empurra os elétrons .É o fluxo de elétrons.. quando aplicada uma tensão continua (DC) em seus terminais.Dispositivo que emite um som audível distinto. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Exemplo: Calcule a resistência equivalente no circuito abaixo: No exercício anterior calculamos que o ramo de baixo equivale a 1010470W. Buzzer .

Quanto maior o valor do capacitor ou a freqüência da C. que em determinadas condições de polarização. Resistores fixos São eles: filme carbono. Por exemplo se o capacitor é de cerâmica. fio. o símbolo que representa a capacitância é a letra C e é medida em farad.C. de precisão Resistores ajustáveis São os potenciômetros (ajuste manual) ou trimpots (ajuste na placa).A. Componente que possui a propriedade da resistência é representado pela letra R e sua unidade é o ohm. É o dielétrico que dá nome ao capacitor. Tipos de resistores São divididos em duas categorias. devido às diversas aplicações existem vários modelos.Resistores Resistores são componentes usados para dificultar a passagem da corrente elétrica e diminuir a tensão em vários pontos de um circuito eletrônico. Também são usados para sintonizar determinados circuitos. e deixar passar apenas C.. possibilitam a circulação de corrente. os diodos possuem dois terminais: Ânodo (A) e o Cátodo (K) e há próximo ao terminal Cátodo uma faixa (Cinza ou vermelha) que o indica. Possui formato cilíndrico. na verdade é o dielétrico que é de cerâmica.com 119 . Diodo Os diodos são componentes eletrônicos formados por semicondutores. fixos e variáveis. filme metálico. Resistência È a propriedade do material de se opor a passagem da corrente elétrica. mais fácil para passar pelo capacitor. o silício e o germânio. FUNÇÕES DO CAPACITOR NO CIRCUITO ELETRÔNICO Os capacitores podem ser usados com filtro de fonte de alimentação. transformando corrente pulsante em contínua e também servem para bloquear C. São usados como semicondutores. Capacitância É a propriedade do capacitor apresenta armazenando mais ou menos cargas elétricas. São formados por duas placas condutoras separadas por um isolante chamado "dielétrico". por exemplo.A. Capacitor Capacitores são componentes usados em eletrônica como reservatórios de cargas elétricas. Externamente. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.

Existem também led de luz infravermelha e laser. Transformadores São dispositivos que transformam tensão alternada (Vca). sendo o contrário impossível. Principio de Funcionamento Seus princípios básicos de funcionamento são três: indução magnética. Disjuntores Realizam as mesmas funções que um fusível. ou seja. Os leds devem ser protegidos com uma resistência em série que limite a corrente que circula sobre ele. baixa em alta ou vice versa. Indutância É a propriedade do indutor de se opor as correntes do circuito. vermelha. papelão. A luz emitida por um diodo pode ser verde.com 120 . a diferença é que não se destroem podendo ser reconectados. porcelana e areia). ou seja. dependendo da construção.Funcionamento do diodo O diodo é a aplicação mais simples da união PN (semicondutores) e tem propriedade retificadora. Verificação do fusível Pode ser verificado visualmente ou através de um ohmimetro. Led (Diodo Emissor de luz) O led é um dispositivo de dois terminais chamados ânodo (A) e cátodo(K). Fusíveis São componentes destinados a proteção de circuitos contra correntes excessivas. amarela. só deixa passar a corrente em um certo sentido (Ânodo-Cátodo). azul. Indutor ou Bobinas Componente que armazena energia magnética. servindo como interruptores. o símbolo que representa a indutância é a letra L e é medida em henry. Constituição São constituídos de fios especiais que se partem. quando por eles passa uma corrente superior a especifica em seu corpo( vidro. possuindo a propriedade da indutância. quando o ânodo está positivo em relação ao cátodo. que emite luz quando polarizado diretamente. auto indução e MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.

é capaz de deixar passar tensões de até um certo limite. Geralmente. de força.de potencial. isolação. que é fácil de trocar. chamado metal oxide varistor. evitando que o filtro de linha seja inutilizado ao receber qualquer descarga mais forte. de pulso. Tipos de transformadores Existem vários entre eles os: de alimentação. cortando o circuito fisicamente quando a mesma for superior a uma voltagem máxima especificada e absorvendo a energia resultante de curta duração. mas protegendo o equipamento. VARISTORES Os varistores são componentes usados em filtros de linhas e em outros aparelhos que oferecem proteção contra descargas elétricas também denominados MOVs (metal oxide varistor) ou supressores de transitórios. O varistor tem um certo potencial de condutividade. de freqüência intermediária (FI). UJT (transistor de unijunção). inutilizando o filtro de linha. Caso a tensão exceda o limite. são dispositivos que limitam a voltagem aplicada a um circuito. ou seja. de áudio freqüência (AF). de distribuição . autotransformador. Tipos de Transistores Vejamos os mais importantes: FET (transistor de efeito de campo). Polarização Pode ser de dois tipos PNP (conduz com negativo na base) ou NPN (conduz com positivo na base). Constituição De modo geral são constituídos de 2 bobinas (usadas para transferir energia de um circuito a outro) e núcleo. consiste em um bloco de óxido de zinco. Transistor Dispositivo de 3 terminais que pode funcionar como amplificador ou como chave.170 volts por exemplo. de corrente de radio freqüência (RF). flyback. queime antes dos varistores. os filtros de linha usam dois ou quatro varistores..indutância mutua. etc. trifásicos. de saída. que é muito mais caro que ele. caso a sobretensão continue por muito tempo o varistor queima. auxiliados por um fusível. MOSFET(transistor de efeito de campo com metal oxido semicondutor). A idéia é que o fusível. IGBT(transistor bipolar de porta isolada). o excedente será transformado em calor. com dois eletrodos. transformadores diferenciais de variação linear. de ignição. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. O tipo mais comum de varistor.com 121 .

MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. lhes fazendo o sensor mais vantajoso para uma variedade larga de aplicações.TERMISTORES Termistores são controladores de modo térmico resistores sensíveis cuja função principal é exibir uma mudança grande. Coeficiente de Temperatura negativo (NTC) (Negative Temperature Coefficient) exibem uma diminuição em resistência elétrica quando submetido a um aumento em temperatura do equipamento e Coeficiente de Temperatura Positivo (PTC) (Positive Temperature Coefficient) exibem um aumento em resistência elétrica quando quando acontece a um aumento da temperatura do equipmento que está contido o termistor.com 122 . os termistores são os mais recomendados para medida de temperatura e controle de qualquer equipamento. previsível e precisa em resistência elétrica quando um equipamento ou produto sofrer uma mudança na temperatura de corpo. A característica mais importante de um termistor é. seu coeficiente de temperatura extremamente de resistência alta. sem dúvida. Tecnologia de um termistor moderno resulta na produção de dispositivos com resistência extremamente preciso contra características de temperatura. Por causa das características muito previsíveis deles e a excelente termo estabilidade longa deles. Os termistores são capazes de operar em temperatura abaixo de -100 ° a mais de +600 ° Fahrenheit.

INSTRUMENTAÇÃO Noções de Instrumentação INSTRUMENTAÇÃO é a ciência que aplica e desenvolve técnicas para adequação de instrumentos de medição. Os instrumentos que podem compor uma malha são então classificados por função.com 123 . NÍVEL. etc. as quais denominamos de variáveis de um processo. TEMPERATURA. A associação desses instrumentos chama-se malha e em uma malha cada instrumento executa uma função. Nas indústrias de processos tais como siderúrgica. Dentre os quais podemos ter: Classificação por: • função • sinal transmitido ou suprimento • tipo de sinal Classificação por Função Conforme será visto posteriormente. registro e controle de variáveis físicas em equipamentos nos processos industriais.. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. VAZÃO. transmissão. fazendo com que toda energia cedida. As principais grandezas que traduzem transferências de energia no processo são: PRESSÃO. indicação. seja transformada em trabalho na elaboração do produto desejado. a instrumentação é responsável pelo rendimento máximo de um processo. os instrumentos podem estar interligados entre si para realizar uma determinada tarefa nos processos industriais. alimentícia. petroquímica. papel. Classificação de Instrumentos de Medição Existem vários métodos de classificação de instrumentos de medição.

A figura abaixo mostra alguns transmissores típicos. Tipos de indicadores analógico e digital Registrador: Instrumento que registra a traço contínuo ou pontos em um gráfico. estas informações e fornece um sinal de saída resultante. Controlador: Instrumento que compara a variável controlada com um valor desejado e fornece um sinal de saída a fim de manter a variável controlada em um valor específico ou entre valores determinados. A variável pode ser medida diretamente pelo controlador ou indiretamente através do sinal de um transmissor ou transdutor.com 124 . tendo o mesmo sinal de saída (pneumático ou eletrônico) cujo valor varia apenas em função da variável do processo. Elemento Final de Controle: Instrumento que modifica diretamente o valor da variável manipulada de uma malha de controle. um transmissor ou outro dispositivo. Transmissores de pressão diferencial e de temperatura Transdutor: Instrumento que recebe informações na forma de uma ou mais quantidades físicas. Dependendo da aplicação. também. modifica. os indicadores digitais que mostram a variável em forma numérica com dígitos ou barras gráficas. caso necessário. A figura abaixo ilustra dois tipos de indicadores. O conversor é um tipo de transdutor que trabalha apenas com sinais de entrada e saída padronizados. o transdutor pode ser um elemento primário. Existem. Indicador: Instrumento que dispõe de um ponteiro e de uma escala graduada na qual podemos ler o valor da variável. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.Funções de Instrumentos Podemos denominar os instrumentos e dispositivos utilizados em instrumentação de acordo com a função que desempenham no processo. Transmissor: Instrumento que determina o valor de uma variável no processo através de um elemento primário.

) sempre utilizando uma mesma norma. comprovando sua correta calibração e detectando vazamentos de ar nas linhas de transmissão. conseguimos calibrar corretamente o instrumento. Nos países que utilizam o sistema métrico decimal. Por exemplo: de 20 a 100 kPa. de 3 a 15 psi (libras força por polegada ao quadrado) para uma faixa de medidas de 0 a 100 % da variável. a um instrumento receptor. Este é um dos motivos pelos quais devemos calibrar os instrumentos de uma malha (transmissor. Esta faixa de transmissão foi adotada pela SAMA (Scientific Apparatur Makers Association).2 kgf/cm2. Deste modo.com . Se o valor mínimo de saída fosse 0 psi. e pela maioria dos fabricantes de transmissores e controladores dos Estados Unidos. encontrar transmissores com outras faixas de sinais de transmissão. aproximadamente. Podemos. este C C estaria descalibrado. 5 % menor que o sinal de 3 a 15 psi. linear. controlador. elemento final de controle. registrador.Elementos finais de controle Transmissores Os transmissores são instrumentos que medem uma variável do processo e a transmitem. utilizam-se as faixas de 0. entretanto. O alcance do sinal no sistema métrico é. os transmissores pneumáticos geram um sinal pneumático variável. Existem vários tipos de sinais de transmissão: pneumáticos. 3 psi ou 0. controlador ou a uma combinação destes. etc. Para que pudéssemos detectá-lo. e sim. Transmissão Pneumática Em geral. elétricos. Note que o valor mínimo do sinal pneumático também não é zero. aproximadamente. de 3 a 15 psi. indicador. não seria possível fazermos esta comparação rapidamente. teríamos de esperar um aumento de temperatura para que tivéssemos um sinal de saída maior que 0 (o qual seria incorreto). Associação de Fabricantes de Instrumentos. Percebe-se que. à distância. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados 125 maxshopping10@gmail. se tivéssemos um transmissor pneumático de temperatura de range de 0 a 200° e o mesmo tivesse com o bulbo a 0° e um sinal de saída de 1 psi.2 a 1kgf/cm2 que equivalem. hidráulicos e eletrônicos.

Estes podem ser de fabricantes diferentes (Interoperabilidade) e ter controle distribuído (cada instrumento tem a capacidade de processar um sinal recebido e enviar informações a outros instrumentos para correção de uma variável: pressão. vazão. As desvantagens são que existe uma limitação quanto à velocidade de transmissão das informações e a falta de economia de cabeamento (precisa-se de um par de fios para cada instrumento). válvulas. etc. etc. Fieldbus É um sistema de comunicação digital bidirecional. A relação de 4 a 20 mA. 10 a 50 mA e 1 a 5 V. controladores. Temos estas discrepâncias nos sinais de saída entre diferentes fabricantes. permitindo a existência de dois mestres na rede simultaneamente. oferece a vantagem também de podermos detectar uma avaria (rompimento dos fios. temperatura. · Usa o mesmo tipo de cabo utilizado na instrumentação analógica. O "zero vivo" utilizado. conforme mostra a Figura 1. quando ele está em seu valor mínimo. 1 a 5 V está na mesma relação de um sinal de 3 a 15 psi de um sinal pneumático. sendo os mais utilizados: 4 a 20 mA. O Hart é baseado no sistema mestre escravo.). Protocolo HART (Highway Adress Remote Transducer) É um sistema que combina o padrão 4 a 20 mA com a comunicação digital. Este padrão permite comunicação entre uma variedade de equipamentos. que interliga equipamentos inteligentes de campo com o sistema de controle ou com equipamentos localizados na sala de controle. porque estes instrumentos estão preparados para uma fácil mudança do seu sinal de saída. que provoca a queda do sinal. Uma grande vantagem é a redução do número de cabos do controlador aos instrumentos de campo.10. tais como: transmissores. por exemplo). apenas um par de fios é o suficiente para a interligação de uma rede fieldbus. ou seja.com 126 . MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. CLPs. · Disponibilidade de equipamentos de vários fabricantes. É um sistema a dois fios com taxa de comunicação de 1200 bits/s (BPS) e modulação FSK (Frequency Shift Keying).Transmissão Eletrônica Os transmissores eletrônicos geram vários tipos de sinais em painéis. As vantagens do protocolo Hart são as seguintes: · Usa o mesmo par de cabos para o 4 a 20 mA e para a comunicação digital. quando adotamos o valor mínimo de 4 mA.

Ultra-sônicos .Laser Sensores de Proximidade Indutivo Os sensores de proximidade indutivos são equipamentos eletrônicos capazes de detectar a proximação de peças. Os sensores surgiram para auxiliar nas automatizações de máquinas e equipamentos. componentes. em substituição as tradicionais chaves fim de curso. Tipos de Sensores . etc. substituindo as chaves de acionamento mecânico dando maior versatilidade e durabilidade às aplicações.Magnéticos .Indutivos .Sistema Fieldbus Sensores Os sensores são transdutores eletrônicos que geram um sinal de saída quando um objeto é introduzido em seu campo de atuação.Fotoelétricos . A detecção ocorre sem que haja o MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.com 127 . elementos de máquinas.Capacitivos .

Os sensores Indutivos são sensores de proximidade. latão. Distância Sensora Nominal (Sn) . Distância de Acionamento .contato físico entre o acionador e o sensor. Face Sensora . Quando um metal aproxima-se do campo. ou seja.É à distância em que se aproximando o acionador da face sensora. E o valor em que os sensores de proximidade são especificados. diminuindo a amplitude do sinal gerado no oscilador. a distância sensora nominal informa também a máxima distância que o sensor pode operar. alumínio.À distância de acionamento é função do tamanho da bobina. sem que seja necessário o contato físico. cobre. Como utiliza o alvo padrão metálico. Distância Sensora (S) . a qual utiliza um alvo padrão como acionador e não considera as variações causadas pela industrialização temperatura de operação e tensão de alimentação. absorve a energia do campo. geram um sinal de saída quando um objeto metálico (aço. Princípio de Funcionamento Sensor de proximidade indutivo A bobina faz parte de um circuito oscilador que em condição normal (desacionada) gera um sinal senoidal.É à distância sensora teórica. este por correntes de superfície (Foucault). vindo de qualquer direção. o sensor muda o estado da saída.É a superfície onde emerge o campo eletromagnético. não podemos especificar a distância sensora e o tamanho do sensor simultaneamente. Assim. etc) entra na sua área de detecção. aumentando a vida útil do sensor por não possuir peças móveis sujeitas a desgastes mecânicos. A variação de amplitude deste sinal é convertida em uma variação contínua que comparada com um valor padrão. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. passa a atuar no estágio de saída.com 128 .

Alta durabilidade quando bem aplicado.É a diferença entre o ponto de acionamento (quando o alvo metálico aproxima-se da face sensora) e o ponto de desacionamento (quando o alvo afasta-se do sensor). Aplicações Os sensores indutivos substituem com muitas vantagens as chaves fim de curso.A freqüência de comutação é o máximo número de acionamentos por segundo (Hz). 2. pós. (PNP ou NPN). líquidos.8 .Valor influenciado pela industrialização.Distância Sensora Operacional (Sa) .Acionamento sem contato físico.É um acionador normalizado utilizado para calibrar a distância sensora nominal durante o processo de fabricação do sensor. . Histerese . Os sensores Capacitivos são semelhantes aos Indutivos.Valor influenciado pela temp. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. ou seja. evitando que em uma possível vibração do sensor ou acionador. considerando-se todas as variações de industrialização. SENSORES DE PROXIMIDADE CAPACITIVOS Os sensores de proximidade capacitivos são equipamentos eletrônicos capazes de detectar a presença ou aproximação de materiais orgânicos.À distância sensora operacional varia ainda com o tipo de metal. é especificada para o ferro ou aço e necessita ser multiplicada por um fator de redução.Funcionam em condições ambientais extremas. a saída oscile. 0 lado deste quadrado é iqual ao diâmetro do circulo da face sensora ou 3 vezes a distância sensora nominal quando o resultado for maior que o anterior. especificado em temperatura ambiente (20o C) e tensão nominal. . o qual baseia-se na mudança da capacitância da placa detectora localizada na região denominada face sensível do sensor. . Freqüência de Comutação . possui um desvio máximo de 10% . formato quadrado. Consiste de uma chapa de aço de um mm de espessura. metais. etc. plásticos.sobre a distância sensora real. Material do Acionador . Este valor é importante. madeiras. Vantagens . Alvo Padrão (Norma DIN 50010) .Distância Sensora Real .Saída em estado sólido. de operação. papéis. pois garante uma diferença entre o ponto de acionamento e desacionamento. desvio de 10%: Distância Sensora Efetiva .com 129 . temperatura e tensão de alimentação.É à distância em que seguramente pode-se operar. porém sua diferença básica é exatamente no princípio de funcionamento.

Permite ainda que se detecte alguns materiais dentro de outros. Quando um material aproxima-se da face sensora. de forma a projetar o campo elétrico para fora do sensor. com região sensora lateral. desenvolvido por um oscilador controlado por capacitor.É a superfície onde emerge o campo elétrico. carregadas com cargas elétricas opostas. Face sensora . Os líquidos de maneira geral são ótimos acionadores para os sensores capacitivos. Distância Sensora Nominal(Sn) . Esta variação é convertida em um sinal contínuo que comparado com um valor padrão passa a atuar no estágio de saída. que este seja influenciado por uma modificação do meio (temperatura. Metais. são sensíveis aos materiais a sua volta. como por exemplo: Iíquidos dentro de garrafas ou reservatórios com visores de vidro. granulados. ou seja. ou fluidos em canos ou mangueiras plásticas. formando desta forma um capacitor que possui como dielétrico o ar. quando aproximamos um material a capacitância também se altera. vidros. montadas na face sensora.É à distância sensora teórica a qual utiliza um alvo padrão como acionador e não considera as variações causadas pela industrialização temperatura de operação e tensão de alimentação.com 130 . do campo elétrico o dielétrico do meio se altera. Como o oscilador do sensor é controlado pelo capacitor frontal.O ajuste de sensibilidade presta-se principalmente para diminuir a influência do acionamento lateral no sensor. Ajuste de sensibilidade . pós dentro de embalagens. alterando também o dielétrico do capacitor frontal do sensor. É importante notar que os modelos não embutidos. provocando uma mudança no circuito oscilador. etc. talco. pós-minerais tipo cimento. por exemplo. plásticos. Deve se tomar em conta de que existe a possibilidade de que se o detector está regulado de maneira muito sensível. E a distância em que os sensores são especificados. ou poluição). Principio de Funcionamento O princípio de funcionamento baseia-se na geração de um campo elétrico.Estes sensores podem detectar praticamente qualquer tipo de material. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. madeira. umidades. O capacitor é formado por duas placas metálicas. diminuindo-se a distância sensora.

Princípio de Funcionamento Baseiam-se na transmissão e recepção de luz infravermelha (invisível ao ser humano). também conhecidos por sensores ópticos. denominado transmissor e outro responsável pela recepção do feixe de luz. Os fotoelétricos são compostos por dois circuitos básicos: um responsável pela emissão do feixe de luz. que pode ser refletida ou interrompida por um objeto a ser detectado.com 131 . MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.Saída em estado sólido. . . SENSORES ÓTICOS Os sensores fotoelétricos.Detectam praticamente todos os tipos de materiais. que na maioria das aplicações é o próprio produto. denominado receptor. Vantagens .Acionamento sem contato físico. porem podemos ressaltar que são mais sensível a perturbações externas o que torna mais atraente usar os sensores indutivos se existem metais a serem detectados.Alta durabilidade quando bem aplicado.Aplicações Pode-se destacar que os sensores capacitivos são mais versáteis do que os indutivos. . manipulam a luz de forma a detectar a presença do acionador.

que em conjunto com um filtro sintonizado na mesma freqüência de pulsação dos flashes do transmissor. Zona Morta É a área próxima ao sensor. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. que emite flashes. Sistema Refletivo Este sistema apresenta o transmissor e o receptor em uma única unidade. de modo que o receptor possa constantemente receber a luz do transmissor. Sistema por Barreira O transmissor e o receptor estão em unidades distintas e devem ser dispostos um frente ao outro. diferenciando-se por possuir um ponto focal.Os Sensores Ópticos funcionam pelo princípio de emissão e recepção de feixes de luz modulada e são divididos em 3 princípios distintos: Sistema por Óticas alinhadas. pois nesta região não existe um ângulo de reflexão da luz que chegue ao receptor. e o acionamento da saída ocorrerá quando o objeto a ser detectado interromper este feixe. portanto muito mais preciso.com 132 . Sistema por Difusão Óptica (Fotosensor) Neste sistema o transmissor e o receptor são montados na mesma unidade. faz com que o receptor compreenda somente a luz vinda do transmissor. O feixe de luz chega ao receptor somente após ser refletido por um espelho prismático. Sistema por Difusão Óptica Convergente Neste princípio o sensor tem seu funcionamento análogo ao princípio Difuso. O receptor é composto por um fototransistor sensível a luz. para evitar que o receptor confunda a luz emitida pelo transmissor com a iluminação ambiente. O acionamento da saída ocorrerá quando o objeto a ser detectado interromper o feixe de luz. com alta potência e curta duração. O transmissor envia o feixe de luz através de um fotodiodo. sendo. Sendo que o acionamento da saída ocorre quando a objeto a ser detectado entra na região de sensibilidade e reflete para o receptor o feixe de luz emitido pelo transmissor. Difusão e Sistema Reflectivo. onde não é possível a detecção do objeto.

Abaixo temos uma lista de alguns acessórios que podem ajudar a solucionar vários problemas de aplicação: . .Temporização. . As ondas sonoras voltam ao detector depois de um certo tempo.Ajuste remoto e inteligente.Espelhos prismáticos ultra-reflectivos. vidros ou superfícies liquidas.O emissor envia impulsos ultra-sônicos sobre o objeto a analisado. Os objetos a serem detectados refletem estas ondas e os sensores às recebem e interpretam. . Vantagens .Fibras ópticas em diversos diâmetros. O tempo de resposta é então dependente da velocidade do som e também da distância do objeto. sólidos e granulados.Modelos com Saída em estado sólido. .Maior durabilidade quando bem aplicado. diferente dos sensores fotoelétricos que dependem da opacidade ou refletividade do material. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.Acionamento sem contato físico.Acessórios para sensores ópticos Uma das grandes vantagens de se trabalhar com sensores ópticos é que eles são muito mais flexíveis do que os outros sensores.com 133 . . .Trabalha em grandes distâncias (Mais de 200mt E/R) SENSORES ULTRA-SÔNICOS Sensores Ultra-sônicos emitem ondas de som com freqüência acima da audível pelo ouvido humano.Detectam todos os tipos de materiais. Princípio de Funcionamento . Com estes sensores podemos detectar com facilidade objetos transparentes de plástico. Os detectores ultra-sônicos podem detectar líquidos. relê ou analógica. proporcional à distância.Fibras ópticas para alta temperatura. . .

quando submetido a uma deformação. As células de carga são. O uso de células de carga como transdutores de medição de força abrange hoje uma vasta gama de aplicações: desde nas balanças comerciais até na automatização e controle de processos industriais. . é proporcional à força que a provoca. Externamente o transdutor é usinado a partir de um único bloco de aço inoxidável sem qualquer parte soldada. Utiliza-se comumente em células de carga quatro extensômetros ligados entre si segundo a ponte de Wheatstone (Figura) e o desbalanceamento da mesma. É através da medição deste desbalanceamento que se obtém o valor da força aplicada. resistentes à vibração e impacto.Vantagens . .com 134 . ainda.Acionamento sem contato físico.Possui circuito inteligente Célula de Carga As células de carga são sensores projetados para medir cargas estáticas e dinâmicas de tração e compressão. O seu tamanho compacto permite sua aplicação em pequenos espaços e em locais de difícil acesso.A popularização do seu uso decorre do fato que a variável peso é Interveniente em qrande parte das transações comerciais e de medição das mais frequentes dentre as grandezas físicas de processo. em virtude da deformação dos extensômetros.Modelos com Saída em estado sólido. relê ou analógica. Princípios de Funcionamento O princípio de funcionamento das células de carga baseia-se na variação da resistência ôhmica de um sensor denominado extensômetro ou strain gage (Figura abaixo).Detectam todos os tipos de materiais. Extensômetro ou strain gage MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. As células são totalmente estanques (proteção IP67) e podem ser utilizadas em atmosferas agressivas. princípio extensométrico e cargas de 0 a 300t. .

há necessidade de se "compensar" os efeitos de temperatura através da introdução no circuito de Wheatstone de resistências especiais que variem com o calor de forma inversa a dos extensômetros. denominada corpo da célula de carga e inteiramente solidários à sua deformação. que por sua vez medirão sua intensidade. quando sujeita a uma força de 30Kg apresentará na saída uma variação de tensão de 20mV.000 divisões (ou 0. Quando a célula de carga esta carregada. o que acarreta que as medições de cargas sucessivas não coincidam com as descargas respectivas Outro efeito que também deve ser controlado é a "repetibilidade" ou seja.03 a 0.com 135 .De acordo com a aplicação. Isto significa que uma céluLa de carga de 30kg de capacidade nominal e 2mV/V de sensibilidade. este valor é dado em milivolt por volt aplicado e.000 divisões (ou 0. com uma tensão de excitação na entrada de 10 V.000 a 5.000 divisões (ou 0.A medição do desbalanceamento da ponte de Wheatstone é feita através da variação da tensão de saída em função da tensão de excitação aplicada na entrada da ponte. normalmente. Um efeito normalmente presente ao ciclo de pesagem e que deve ser controlado com a escolha conveniente da liga da matéria-prima da célula de carga é o da "histerese" decorrente de trocas térmicas com o ambiente da energia elástica gerada pela deformação. A força atua. indicação da mesma deformação decorrente da aplicação da mesma carga sucessivamente. portanto sobre o corpo da célula de carga e a sua deformação é transmitida aos extensômetros.1% da capacidade nominal) Média precisão: de 3. Alta precisão: 10. entre 2 e 3 mV/V. Precisão . também deve ser verificada e controlada através do uso de materiais isotrópicos e da correta aplicação da força sobre a célula de carga Sensibilidade . As células de carga neste caso podem ser divididas em: Baixa precisão: até 1. Ponte de Wheatstone Considerando-se que a temperatura gera deformações em corpos sólidos e que estas poderiam ser confundidas com a provocada pela ação da força a ser medida. determinados formatos são requeridos.É o erro máximo admissível relacionado em divisões da capacidade nominal.Os extensômetros são colados a uma peça metálica (alumínio.02% da capacidade nominal). considerando-se se a carga é apoiada (células tipa viga) ou se a carga é sustentada MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.01% da capacidade nominal) Formato . aço ou liga cobreberílio).

m.com 136 . normalmente um feixe luminoso. freezers e geladeiras)). conseguido comumente através de um emissor e um sensor separados pôr um nônio e um disco de vidro. na forma de metais puros ou de ligas homogêneas.e. destilação fracionada (produção de bebidas e derivados de petróleo). fechando um circuito elétrico por onde flui a corrente. plástico ou metais estriados que alternadamente permitem ou não a passagem de luz do emissor para o receptor. Medição de temperatura com Termopar Um termopar consiste de dois condutores metálicos. Partes de um Termopar MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.(célula tipo Z). ou ainda se a carga introduz momentos torsores na célula (células tipo single point). Encoders Podemos definir este equipamento como sendo um transdutor que executa a transformação (decodificação) de um movimento mecânico em um sinal eletrônico. A outra extremidade dos fios é levada ao instrumento de medição de f. Seu funcionamento está baseado na interrupção ou não de um sinal óptico. Sensores de Temperatura O controle de temperatura é necessário em processos industriais ou comerciais. O ponto onde os fios que formam o termopar se conectam ao instrumento de medição é chamado de junta fria ou de referência. fornos de fusão (produção de metais e ligas. (força eletromotriz). Os fios são soldados em um extremo ao qual se dá o nome de junta quente ou junta de medição. usinas nucleares e aquecedores e refrigeradores domésticos (fornos elétricos e microondas. Esta longetividade e precisão podem ser facilmente obtidas desde que sejam convenientemente especificadas e instaladas. de natureza distinta. As células de carga são transdutores bastante precisos e de vida útil muito longa (são projetados e testados em protótipo para dez milhões de ciclos de pesagem). como a refrigeração de alimentos e compostos químicos.

e.e.e. junta de referência de Tr. gerado pelo gradiente de temperatura (DT) existente entre as juntas quente e fria. Seebeck quando ele notou que em um circuito fechado.e. verifica-se que a f. O sinal de f. A aplicação científica e tecnológica dos efeitos termoelétricos é muito importante e sua utilização no futuro é cada vez mais promissora. O efeito Seebeck se produz pelo fato de que os elétrons livres de um metal diferem de um condutor para outro e depende da temperatura.J.m. Denominamos a junta de medição de Tm.m. será de um modo geral indicado. registrado ou transmitido. a difusão dos elétrons nas junções se produz a ritmos diferentes.m. Os estudos das propriedades termoelétricas dos semicondutores e dos metais levam.m. o efeito Peltier.com 137 .O aquecimento da junção de dois metais gera o aparecimento de uma f. na faixa de utilização. e a outra. por grau de mudança de temperatura. Efeito termoelétrico de Seebeck O fenômeno da termoeletricidade foi descoberto em 1821 por T. que seja detectável pelos equipamentos normais de medição. o efeito Thomson e o efeito Volta. devem desenvolver uma f. até os mais sofisticados para uso especial ou restrito a laboratório. Este fato permite utilizar um par termoelétrico como um termômetro.e. na prática. desde os mais corriqueiros de uso industrial. à aplicação dos processos de medições na geração de energia elétrica (bateria solar) e na produção de calor e frio. A existência de uma f. quatro fenômenos ocorrem simultaneamente: o efeito Seebeck. formado por dois condutores diferentes A e B. Quando a temperatura da junta de referência é mantida constante.m. Tipos e Características dos Termopares Existem várias combinações de dois metais condutores operando como termopares. Efeitos Termoelétricos Quando dois metais ou semicondutores dissimilares são conectados e as junções mantidas a diferentes temperaturas. O controle de temperatura feito por pares termoelétricos é uma das importantes aplicações do efeito Seebeck. assim cada tipo de termopar tem MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Essas combinações foram feitas de modo a se obter uma alta potência termoelétrica.m.e. Nas aplicações práticas o termopar apresenta-se normalmente conforme a figura acima. Este princípio conhecido por efeito Seebeck propiciou a utilização de termopares para a medição de temperatura. ocorre uma circulação de corrente enquanto existir um diferença de temperatura DT entre as suas junções. Foram desenvolvidas diversas combinações de pares de Ligas Metálicas. aliando-se ainda as melhores características como homogeneidade dos fios e resistência a corrosão. térmica AB no circuito é conhecida como efeito Seebeck. As combinações de fios devem possuir uma relação razoavelmente linear entre temperatura e f. Quando dois condutores diferentes são conectados para formar duas junções e estas são mantidas a diferentes temperaturas. térmica é uma função da temperatura Tm da junção de teste.

É a chamada termopilha. formando um condutor flexível.Termopares Especiais Termopares básicos São assim chamados os termopares de maior uso industrial.com 138 . Este tipo de ligação é muito utilizada em pirômetros de radiação total. para soma de pequenas mV. a saber: .Chama-se de fios ou cabos de extensão aqueles fabricados com as mesmas ligas dos termopares a que se destinam.Convenciona-se chamar de fios aqueles condutores constituídos por um eixo sólido e de cabos aqueles formados por um feixe de condutores de bitola menor. Fios de Compensação e Extensão Na maioria das aplicações industriais de medição de temperatura.Chama-se de fios ou cabos de compensação àqueles fabricados com ligas diferentes das dos termopares a que se destinam. Podemos dividir os termopares em três grupos. porém que forneçam. Associação de Termopares Associação série Podemos ligar os termopares em série simples para obter a soma das mV individuais. através de termopares. 3.Termopares Nobres . para que se tenha a maior vida útil do mesmo. Exemplo: Tipo SX e BX. 2. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.uma faixa de temperatura ideal de trabalho. afim de que no instrumento possa ser efetuada a correção na junta de referência. JX. o elemento sensor não se encontra junto ao instrumento receptor. Os fios e cabos de extensão e compensação são recomendados na maioria dos casos para utilização desde a temperatura ambiente até um limite máximo de 200 ° C. que deve ser respeitada. em que os fios são de custo relativamente baixo e sua aplicação admite um limite de erro maior. Definições: 1. uma curva da força eletromotriz em função da temperatura equivalente à desses termopares. ou seja. Nestas condições torna-se necessário que o instrumento seja ligado ao termopar. EX e KX. através de fios que possuam uma curva de força eletromotriz em função da temperatura similar aquela do termopar. na faixa de utilização recomendada.Termopares Básicos . Exemplo: Tipo TX.

Associação em paralelo Ligando 2 ou mais termopares em paralelo a um mesmo instrumento.Termopares ligados em Série O instrumento de medição pode ou não compensar a mV da junta de referência. O que mede maior temperatura vai ligado ao positivo do instrumento. Os termopares sempre são do mesmo tipo. Se compensar deverá compensar uma mV correspondente ao número de termopares aplicados na associação. teremos a média das mV geradas nos diversos termopares se as resistências internas foram iguais. Termoresistencia ligada em série oposta Não é necessário compensar a temperatura ambiente desde que as juntas de referência estejam a mesma temperatura. Exemplo: Os termopares estão medindo 56 ° e 50 ° respectiv amente. e a diferença será medida C C pelo milivoltímetro. Exemplo: Três termopares _ mVJR = 1 mV _ compensa 3 mV Associação série – oposta Para medir a diferença de temperatura entre 2 pontos ligamos os termopares em série oposta.com 139 . MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.

baixa índice de desvio pelo envelhecimento e tempo de uso. com Faraday. larga faixa de utilização e alta precisão. pois é a capacidade do sensor manter e reproduzir suas características ( resistência .2 % da variação da temperatura. Outro fator importante num sensor Pt 100 é a repetibilidade.100 são as mais utilizadas industrialmente. resistência à contaminação. as mesmas são utilizadas como padrão de temperatura na faixa de -270 ° a 660 ° A estabil idade é um fator de grande C C. Características da Termo-resistência De Platina As termo-resistências Pt . MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.Medição de Temperatura por termo-resistência Os métodos de utilização de resistências para medição de temperatura iniciaramse ao redor de 1835. Repetibilidade deve ser medida com leitura de temperaturas consecutivas. verificando-se a variação encontrada quando de medição novamente na mesma temperatura. devido a sua grande estabilidade. O tempo de resposta é importante em aplicações onde à temperatura do meio em que se realiza a medição está sujeito a mudanças bruscas. porém só houve condições de se elaborar as mesmas para utilização em processos industriais a partir de 1925.com 140 . Princípio de Funcionamento Os bulbos de resistência são sensores que se baseiam no princípio de variação da resistência em função da temperatura. Considera-se constante de tempo como tempo necessário para o sensor reagir a uma mudança de temperatura e atingir 63. esse sensor é padrão internacional para a medição de temperatura na faixa de -270 ° a 660 ° em seu mo delo de laboratório. Os materiais mais utilizados para a fabricação destes tipos de sensores são a platina. que é a característica de confiabilidade da termorresistência.temperatura ) dentro da faixa especificada de operação. b) Ter alto coeficiente de variação de resistência com a temperatura. Devido a alta estabilidade das termorresistências de platina. importância na indústria. que são metais que apresentam características de: a) Alta resistividade. permitindo assim uma melhor sensibilidade do sensor. Esses sensores adquiriram espaço nos processos industriais por suas condições de alta estabilidade mecânica e térmica. Devido a estas características. cobre ou níquel. c) Ter rigidez e ductilidade para ser transformado em fios finos. C C.

com 141 .R1 e desta forma não circula corrente pelo detector de nulo. teremos as seguintes configurações: Configuração da Termo-Resistência Ligação a 2 fios Como se vê na figura. d) Se adequadamente protegido. c) Temperatura máxima de utilização 630 ° C. b) Deterioram-se com mais facilidades. b) Com ligação adequada não existe limitação para distância de operação. permite utilização em qualquer ambiente.R2 = R3.Vantagens: a) Possuem maior precisão dentro da faixa de utilização do que outro tipo de sensores. a resistência R4 compreende a resistência da Pt-100 mais a resistência dos condutores RL1 e RL2. c) Dispensa utilização de fiação especial para ligação. sendo que o circuito encontra-se balanceado quando é respeitada a relação R4. dois condutores de resistência relativamente baixa RL1 e RL2 são usados para ligar o sensor Pt-100 (R4) à ponte do instrumento de medição. e) Têm boas características de reprodutibilidade. Para utilização deste circuito como instrumento de medida de termorresistência. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. d) É necessário que todo o corpo do bulbo esteja com a temperatura equilibrada para indicar corretamente. e) Alto tempo de resposta. f) Em alguns casos substitui o termopar com grande vantagem. Isto significa que os fios RL1 e RL2 a menos que sejam de muito baixa resistência. Desvantagens: a) São mais caras do que os sensores utilizados nessa mesma faixa. caso haja excesso na sua temperatura máxima de utilização. pois se esta relação é verdadeira. Princípio de Medição As termorresistências são normalmente ligadas a um circuito de medição tipo Ponte de Wheatstone. os potenciais nos pontos A e B são idênticos. Nesta disposição. podem aumentar apreciavelmente a resistência do sensor.

devido a variação da resistência de linha . a menos que algum tipo de compensação ou ajuste dos fios do sensor de modo a equilibrar esta diferença de resistência.Tal disposição resultará em erro na leitura da temperatura. agora na ligação a 3 fios elas estão separadas. embora a resistência dos fios não se altere em função do tamanho dos fios uma vez já instalado. Este tipo de ligação garante relativa precisão mesmo com grandes distâncias entre elemento sensor e circuito de medição. balanceando o circuito. os mesmos estão sujeitos às variações da temperatura ambiente. faz-se uso da pirometria óptica ou de radiação térmica. Concluindo. O método de ligação a dois fios. tem-se a tensão EAB. Na ligação a 2 fios. neste tipo de medição a 2 fios. como a energia luminosa. é transportada por ondas eletromagnéticas. enquanto o corpo está à temperatura não muito elevada. Ligação a 3 fios Este é o método mais utilizado para termorresistências na indústria. o que introduz uma outra possível fonte de erro na medição. a leitura de temperatura do medidor introduzirá um erro. Esta energia. Medição de temperatura por radiação Ao se medirem temperaturas em que o contato físico com o meio é impossível ou impraticável. Deve-se notar que. sempre que a temperatura ambiente ao longo dos fios de ligação variar. Neste circuito a configuração elétrica é um pouco diferente.com . a radiação térmica. Termo-Resistência ligada a 3 fios Nesta situação. somente deve ser usado quando o sensor estiver á uma distância de aproximadamente 3 metros. as resistências de linha estavam em série com o sensor. mas com predominância de freqüências bem menores que as do espectro visível. permitindo que o RL1 passe para o outro braço da ponte. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados 142 maxshopping10@gmail. variando linearmente em função da temperatura da PT-100 e independente da variação da temperatura ambiente ao longo dos fios de ligação. Um corpo aquecido emite energia mesmo que esteja no vácuo. fazendo com que a alimentação fique o mais próximo possível do sensor.

Variando a intensidade da luz emitida por uma lâmpada padrão (corrente que passa através do filamento) até atingir o mesmo brilho da fonte. a partir de temperaturas da ordem de 500 ° o C. pela Lei de Faraday é proporcional à velocidade com que o fluxo magnético é cortado pelo enrolamento do rotor. O pirômetro óptico mede a intensidade de energia radiante emitida numa faixa estreita do comprimento de onda do espectro visível. corpo começa a ficar visível porque começa a emitir radiações que tem uma fração apreciável com freqüência de luz: o espectro visível. o que fornece um meio natural para a determinação de temperaturas com boa precisão. Prática de Temperatura acima de 1064. eletrodomésticos como videocassete e CD. Tacogerador É um pequeno gerador elétrico de CC. A comparação do brilho entre a fonte a ser medida e o filamento da lâmpada é feita por um observador. Se pudéssemos aquecer indefinidamente o corpo. Os pirômetros utilizam dois métodos para comparação: . O pirômetro óptico é um instrumento com o qual a luminosidade desconhecida de um objeto é medida comparando-a com a luminosidade conhecida de uma fonte padrão. o Tacogerador é um transdutor mecânico elétrico linear.43 ° É usado para esta belecer a Escala Internacional C. Assim. da sensibilidade do olho humano às diferenças no brilho entre duas fontes da mesma cor . . A tensão gerada. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.com 143 . Isto indica que a predominância da intensidade de radiação emitida dentro do espectro visível corresponde a freqüências crescentes à medida que a temperatura do corpo é elevada. com uma pequena variação da temperatura há uma variação muito maior na luminosidade. ele passaria do rubro para o branco e para o azul. Ainda assim a maior parte da intensidade da radiação tem freqüência localizada na região do infravermelho. Sensores de Velocidade Empregam-se nos controles e medidores de velocidade de motores dentro de máquinas industriais. com campo fornecido por imã. Pirômetros Ópticos O pirômetro óptico é o dispositivo oficial reconhecido internacionalmente para medir temperaturas acima de 1064. A intensidade da luz no espectro visível emitida por um objeto quente varia rapidamente com sua temperatura. entre outros. portanto.À medida que se aquece um corpo. unidades de disquetes e Winchesters de computadores. na geração de eletricidade (garantindo a freqüência da CA). o que faz com que essa medida dependa.43 ° C.Variando a luminosidade aparente do corpo quente através de dispositivos ópticos enquanto uma corrente constante atravessa o filamento da lâmpada padrão que permanece com brilho constante. Assim.

balanças industriais. hidrômetros. ilustrados pela figura. a qualquer instante. mas não a vazão do fluxo que está passando. Exemplos: disco mutante. permitem saber que quantidade de fluxo passou. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. como as balanças industriais. Os medidores de quantidade podem ser classificados em: medidores de quantidade por pesagem e medidores de quantidade volumétrica. Medidores de Quantidade São aqueles que. tipo pistão. Exemplo: bombas de gasolina.com 144 .A polaridade da tensão gerada depende do sentido de rotação. Medidores de Vazão Existem dois tipos de medidores de vazão: os medidores de quantidade e os medidores volumétricos. passando em quantidades sucessivas pelo mecanismo de medição faz com que o mesmo acione o mecanismo de indicação. Os de quantidade volumétrica são aqueles que o fluido. etc. tipo pás giratórias. etc. Estes medidores são utilizados como os elementos primários das bombas de gasolina e dos hidrômetros. Os medidores de quantidade por pesagem são utilizados para medição de sólidos. tipo nódulos rotativo.

A vazão pode. então. A sua função é aumentar a velocidade do fluido diminuindo a área da seção em um pequeno comprimento para haver uma queda de pressão.com 145 . ser medida a partir desta queda (Figura abaixo).Tipos de medidores de quantidade Medidores Volumétricos São aqueles que exprimem a vazão por unidade de tempo. Medição de vazão por pressão diferencial MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Medição de Vazão por Pressão Diferencial A pressão diferencial é produzida por vários tipos de elementos primários colocados na tubulação de forma tal que o fluido passe através deles.

o método mais utilizado para medir vazão pelo princípio da pressão diferencial variável é através da placa de orifício. Desta forma. Podemos representar esquematicamente esta malha de medição através do fluxograma mostrado pela figura Fluxograma de uma malha de medição de vazão Partindo-se da Equação Geral de Bernoulli. envolvendo a maioria dos gases e líquidos. bem como fluidos viscosos. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. em uma faixa de temperatura e pressão bastante ampla. sendo a placa de orifício o dispositivo que provoca a maior perda de carga "irrecuperável" (de 40 a 80% do ∆P gerado). Um inconveniente deste tipo de medidor é a perda de carga que este causa ao processo.Uma vantagem primordial dos medidores de vazão por ∆P é que os mesmos podem ser aplicados a uma grande variedade de medições. inclusive fluidos com sólidos em suspensão. pois todos os outros parâmetros são constantes.Relação entre orifício e tubulação . Instalação e Método de Medição de Vazão por ∆p Na indústria. conclui-se que a vazão só irá variar em função de .Características do fluido ∆P = Diferença entre as pressões a montante a jusante da placa de orifício.com 146 . podemos simplificar a expressão da vazão por: Onde: Q = Vazão k = Constante que depende de fatores como: .

Placa de orifício montada entre flanges Tubo Venturi O tubo Venturi combina dentro de uma unidade simples. como pode ser visto na Figura abaixo. chamado anel MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. a qual é instalada perpendicularmente ao eixo da tubulação.Placa de Orifício Dos muitos dispositivos inseridos numa tubulação para se criar uma pressão diferencial. Eles são interligados por meio de um anel. o mais simples e mais comum é a placa de orifício. A figura ilustra. uma placa de orifício montada entre os flanges. Em geral.com 147 . sendo seu uso recomendado quando se deseja um maior restabelecimento de pressão e quando o fluido medido carrega sólidos em suspensão. uma curta garganta estreitada entre duas seções cônicas e está usualmente instalado entre dois flanges numa tubulação. O Venturi produz um diferencial menor que uma placa de orifício para uma mesma vazão e diâmetro igual à sua garganta. Tubo de Venturi O propósito do tubo de Venturi é acelerar o fluido e temporariamente baixar sua pressão estática. A recuperação de pressão é bastante eficiente. Consiste em uma placa precisamente perfurada. utilizam-se quatro furos espaçados de 90° em torno do tubo para fazer a tomada de pressão. com um detalhe em corte.

piezométrico. teremos um flutuador que se moverá verticalmente em função da vazão medida. Rotâmetros Rotâmetros são medidores de vazão por área variável. Basicamente. dispositivos nos quais a área da restrição pode ser modificada para manter constante o diferencial de pressão enquanto muda a vazão. proporcionalmente à vazão do fluido. contudo.14 podem ser vistos detalhes de construção de um tubo de Venturi. Na figura 4. A figura mostra detalhes de um rotâmetro típico.com 148 . • No interior do tubo cônico. Detalhes de construção de um dispositivo Venturi Medidores de Vazão por ∆P Constante (área variável) Os dispositivos de pressão diferencial até agora considerados têm por base restrições de dimensão fixa. um rotâmetro consiste de duas partes: • Um tubo de vidro de formato cônico. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. o qual é colocado verticalmente na tubulação em que passará o fluido cuja vazão queremos medir. que é destinado a obter a média das pressões em torno do ponto de medição. Existem. e a pressão diferencial criada através deles modifica-se com a vazão. A extremidade maior do tubo cônico ficará voltada para cima. Um exemplo deste tipo de medidor é o rotâmetro. nos quais um flutuador varia sua posição dentro de um tubo cônico.

Rotâmetro

Princípio de Funcionamento O fluido passa através do tubo, da base para o topo. Quando não há vazão, o flutuador permanece na base do tubo e seu diâmetro maior é usualmente selecionado de tal maneira que bloqueie a pequena extremidade do tubo, quase que completamente. Quando a vazão começa e o fluido atinge o flutuador, o empuxo torna o flutuador mais leve, porém, como o flutuador tem uma densidade maior que a do fluido, o empuxo não é suficiente para levantar o flutuador. A área de passagem oferece resistência à vazão e a queda de pressão do fluido começa a aumentar. Quando a pressão diferencial, somada ao efeito de empuxo do líquido, excede a pressão devido ao peso do flutuador, o flutuador sobe e flutua na corrente fluida. Com o movimento ascendente do flutuador em direção à parte mais larga do tubo, a área anular, entre a parede do tubo de vidro e a periferia do flutuador, aumenta. Como a área aumenta, o diferencial de pressão, devido ao flutuador, decresce. O flutuador ficará em equilíbrio dinâmico quando a pressão diferencial, através do flutuador somada ao efeito do empuxo, contrabalançar o peso do flutuador. Qualquer aumento na vazão movimenta o flutuador para a parte superior do tubo de vidro e a diminuição causa uma queda a um nível mais baixo. Cada posição do flutuador corresponde a um valor determinado de vazão e somente um. É necessário colocar uma escala calibrada na parte externa do tubo, e a vazão poderá ser determinada pela observação direta da posição do flutuador. Mantendo-se a temperatura e viscosidade constantes, conclui-se que a vazão varia linearmente com a área de passagem e, assim, teremos uma escala de leitura também linear.

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Tipos de Flutuadores Os Flutuadores podem ter vários perfis de construção. Na Figura 4.21, podem ser vistos os tipos mais utilizados: • Esférico (1) - Para baixas vazões e muita incerteza; sofre uma influência considerável da viscosidade do fluido. • Cilindro com Bordo Plano (2) - Para vazões médias e elevadas; Sofre uma influência média da viscosidade do fluido. • Cilindro com Bordo Saliente de Face Inclinada para o Fluxo (3) - Sofre menor influência da viscosidade do fluido. • Cilindro com Bordo Saliente contra o Fluxo (4) - Sofre a mínima influência da viscosidade do fluido.

Tipos de flutuadores

Obs: Os rotâmetros são montados verticalmente na tubulação do fluido cuja vazão se quer medir, de maneira que o fluido seja dirigido de baixo para cima. Medidores Especiais de Vazão Os principais medidores especiais de vazão são: medidores magnéticos de vazão com eletrodos, tipo turbina, tipo Coriolis, Vortex e Ultra-sônico. Medidor Eletromagnético de Vazão O medidor magnético de vazão é seguramente um dos medidores mais flexíveis e universais dentre os métodos de medição de vazão. Sua perda de carga é equivalente a de um trecho reto de tubulação, já que não possui qualquer obstrução. É virtualmente insensível à densidade e à viscosidade do fluido de medição. Medidores magnéticos são, portanto, ideais para medição de produtos químicos altamente corrosivos, fluidos com sólidos em suspensão, lama, água, polpa de papel.

Sua aplicação estende-se desde saneamento até indústrias químicas, papel e celulose, mineração e indústrias alimentícias. A única restrição, em princípio, é que o fluido tem que ser eletricamente condutivo. Tem, ainda, como limitação, o fato de fluidos com propriedades magnéticas adicionarem um certo erro de medição. Aplicação - O medidor eletromagnético é um elemento primário de vazão volumétrica, independente da densidade e das propriedades do fluido. Este medidor não possui obstrução, portanto, apresenta uma perda de carga equivalente a um trecho reto de tubulação. Para medição de líquidos limpos com baixa viscosidade, o medidor MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados 150
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eletromagnético é uma opção. Se o líquido de medição tiver partículas sólidas e abrasivas, como polpa de mineração ou papel, ele é praticamente a única alternativa. Já que o mesmo possui como partes úmidas apenas os eletrodos e o revestimento, é possível, através de uma seleção cuidadosa destes elementos, medir fluidos altamente corrosivos como ácidos e bases. É possível, por exemplo, a medição de ácido fluorídrico selecionando-se eletrodos de platina e revestimento de teflon. Outro fluido, particularmente adequado para medição por essa técnica, é o da indústria alimentícia. Como o sistema de vedação dos eletrodos não possui reentrâncias, as aprovações para uso sanitário são facilmente obtidas. Princípio de Funcionamento - O princípio de funcionamento dos medidores magnéticos baseia-se na lei de indução eletromagnética (lei de Faraday). A lei enuncia que a força eletromotriz (fem) induzida em um condutor de comprimento L, movimentando-se em um campo magnético H ortogonal à direção do movimento, é proporcional à velocidade V do condutor. Como visto, o medidor eletromagnético de vazão é uma relação entre a direção do campo magnético, movimento do fluido e f.e.m. induzida. No caso do medidor eletromagnético, o corpo móvel é o fluido que flui através do tubo detector. Desta forma, a direção do campo magnético, a vazão, e a f.e.m. estão posicionadas uma em relação à outra em um ângulo de 90 graus. A figura 4.22 ilustra, esquematicamente, o funcionamento do medidor.

Medidor eletromagnético de vazão

Medidor Tipo Turbina O medidor é constituído basicamente por um rotor montado axialmente na tubulação. O rotor é provido de aletas que o fazem girar quando passa um fluido na tubulação do processo. Uma bobina captadora com um imã permanente é montada externamente fora da trajetória do fluido.

Quando este se movimenta através do tubo, o rotor gira a uma velocidade determinada pela velocidade do fluido e pelo ângulo das lâminas do rotor. À medida que cada lâmina passa diante da bobina e do imã, ocorre uma variação da relutância do circuito magnético e no fluxo magnético total a que está submetida a bobina. Verifica-se, então, a indução de um ciclo de tensão alternada.

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Medidor de vazão tipo turbina

A freqüência dos pulsos gerados desta maneira é proporcional à velocidade do fluido, e a vazão pode ser determinada pela medição/totalização de pulsos. Influência da Viscosidade Como visto acima, a freqüência de saída do sensor é proporcional à vazão, de forma que é possível, para cada turbina, fazer o levantamento do coeficiente de vazão k, que é o parâmetro de calibração da turbina, expresso em ciclos (pulsos) por unidade de volume. Numa turbina ideal, este valor k seria uma constante independente da viscosidade do fluido medido. Observa-se, entretanto, que, à medida que a viscosidade aumenta, o fator k deixa de ser uma constante e passa a ser uma função da viscosidade e da freqüência de saída da turbina. Abaixo de 2 cSt (centi Stokes) de viscosidade, o coeficiente k é aproximadamente constante para freqüências de saída acima de 50 Hz . Medidor por Efeito Coriolis É um instrumento de sucesso no momento, pois tem grande aplicabilidade nas indústrias alimentícia, farmacêutica, química, papel, petróleo etc., e sua medição independe das variáveis de processo - densidade, viscosidade, condutibilidade, pressão, temperatura, perfil do fluido. Resumidamente, um medidor Coriolis possui dois componentes: tubos de sensores de medição e transmissor (como ilustrado pela figura 4.25). Os tubos de medição são submetidos a uma oscilação e ficam vibrando na sua própria freqüência natural à baixa amplitude, quase imperceptível a olho nu. Quando um fluido qualquer é introduzido no tubo em vibração, o efeito do Coriolis se manifesta, causando uma deformação, isto é, uma torção que é captada por meio de sensores magnéticos que geram uma tensão em formato de ondas senoidais.

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monitorando a temperatura deste. Estas saídas são enviadas para instrumentos receptores que controlam bateladas. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Medidor de vazão tipo vortex Os vórtices também podem ser observados em nosso dia a dia. os quais se desprendem alternadamente de cada lado do anteparo. Este é um fenômeno muito conhecido e demonstrado em todos os livros de mecânica dos fluidos. etc. alimenta e recebe o sinal de medida. como por exemplo: • Movimento oscilatório da plantas aquáticas. Medidor de Vazão Tipo Vortex Princípio de Funcionamento Quando um anteparo de geometria definida é colocado de forma a obstruir parcialmente uma tubulação em que escoa um fluido.com 153 . • As bandeiras flutuando ao vento. de freqüência (0 a 10 KHz) e até digital RS 232 e/ou RS 485. SDCDs. como mostrado na figura abaixo. Um RTD (Termômetro de Resistência) é montado no tubo. auxiliam o fluido na região de saída dos tubos. propiciando saídas analógicas de 4 a 20 mA. em razão da correnteza. em oposição.Medidor por efeito Coriolis As forças geradas pelos tubos criam uma certa oposição á passagem do fluido na sua região de entrada (região da bobina 1) e. ocorre a formação de vórtices. indicam vazão instantânea e totalizada ou para PLCs. O atraso entre os dois lados é diretamente proporcional à vazão mássica. a fim de compensar as vibrações das deformações elásticas sofridas com a oscilação da temperatura. O transmissor é composto de um circuito eletrônico que gera um sinal para os tubos de vazão.

os transdutores-emissores projetam um feixe contínuo de ultra-som na faixa das centenas de kHz. adequados para medir vazão de fluidos que contêm partículas capazes de refletir ondas acústicas. • Vortex shedder – numerosos tipos de vortex shedder. Nos medidores baseados neste princípio (ver figura). com diferentes formas. • O projeto de um sensor e respectivo sistema eletrônico para detectar e medir a freqüência dos vórtices (Isto determinará os limites para as condições de operação do medidor). são: • A criação de um obstáculo gerador de vótices (vortex shedder) que possa gerar vórtices regulares e de parâmetros totalmente estabilizados (Isto determinará a precisão do medidor). conseqüentemente. Os ultra-sons refletidos por partículas veiculadas pelo fluido têm sua freqüência alterada proporcionalmente à componente da velocidade das partículas na direção do feixe. Medidores Ultra-Sônicos Os medidores de vazão que usam a velocidade do som como meio auxiliar de medição podem ser divididos em dois tipos principais: • Medidores a efeito Doppler O efeito Doppler é a aparente variação de freqüência produzida pelo movimento relativo de um emissor e de um receptor de freqüência.• As oscilações das copas das árvores ou dos fios elétricos quando expostos ao vento. Tipos de transdutores de efeito Doppler MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. No caso. Estes instrumentos são.com 154 . baseado no princípio vortex. foram sistematicamente testados e comparados em diversos fabricantes e centros de pesquisa (Um shedder com formato trapezoidal foi o que obteve um desempenho considerado ótimo). Método de Detecção dos Vórtices As duas maiores questões referentes ao desenvolvimento prático de um medidor de vazão. esta variação de freqüência ocorre quando as ondas são refletidas pelas partículas móveis do fluido.

ou seja. um transdutor-emissor-receptor de ultra-sons é fixado à parede externa do tubo. ao longo de duas geratrizes diametralmente opostas. Nestes medidores.Medidores de tempo de trânsito Ao contrário dos instrumentos anteriores. Sensor de Pressão Capacitiva MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. sendo necessário. O eixo que reúne os emissores-receptores formam com o eixo da tubulação um ângulo α. Os transdutores transmitem e recebem alternadamente um trem de ondas ultrasônicas de duração pequena. diretamente pelo processo de uma das armaduras do capacitor. Tipo Capacitivo A principal característica dos sensores capacitivos é a completa eliminação dos sistemas de alavancas na transferência da força / deslocamento entre o processo e o sensor. uma compensação ( linearização ) à cargo do circuito eletrônico . Sensores para medição de pressão É o sensor utilizado para medir pressão de um determinado equipamento. Este inconveniente pode ser superado através de circuitos sensíveis a temperatura montada juntos ao sensor. de uma forma eletrônica.com 155 . principalmente a temperatura do processo. Este tipo de sensor resume-se na deformação. Esta montagem. mas podem chegar com um tempo diferente caso haja vazão. Outra característica inerente a montagem. estes instrumentos não são adequados para medir vazão de fluidos que contém partículas. Tal deformação altera o valor da capacitância total que é medida por um circuito eletrônico. portanto . é a falta de linearidade entre a capacitância e a distância das armaduras devido á deformação não linear. se por um lado. os pulsos saem de ambos os transdutores ao mesmo tempo. elimina os problemas mecânicos das partes móveis. os medidores de tempo de trânsito devem medir vazão de fluidos relativamente limpos. Para que a medição seja possível. expõe a célula capacitiva às rudes condições do processo.

alterando. Esta alteração é medida pelo circuito eletrônico que gera um sinal proporcional à variação de pressão aplicada à câmara da cápsula de pressão diferencial capacitiva. mudando-se as suas dimensões.com 156 . o valor das capacitâncias formadas pelas armaduras fixas e a armadura móvel. alterando.Para variarmos a resistência de um condutor devemos analisar a equação geral da resistência: R: Resistência do condutor ρ : Resistividade do material L: Comprimento do condutor S: Área da seção transversal A equação nos explica que a resistência elétrica de um condutor é diretamente proporcional à resistividade e ao comprimento e inversamente proporcional a área da seção transversal. portanto. portanto. A maneira mais prática de alterarmos as dimensões de um condutor é tracionarmos o mesmo no sentido axial como mostrado a seguir: MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Esta alteração é medida pelo circuito eletrônico que gera um sinal proporcional à variação de pressão aplicada à câmara da cápsula de pressão diferencial capacitiva.O sensor é formado pêlos seguintes componentes: •Armaduras fixas metalizadas sobre um isolante de vidro fundido •Dielétrico formado pelo óleo de enchimento (silicone ou fluorube) •Armadura móvel (Diafragma sensor) Uma diferença de pressão entre as câmaras de alta (High) e de baixa (Low) produz uma força no diafragma isolador que é transmitida pelo líquido de enchimento. A força atinge a armadura flexível (diafragma sensor) provocando sua deformação. o valor das capacitâncias formadas pelas armaduras fixas e a armadura móvel. Tipo Strain Gauge Baseia-se no princípio de variação da resistência de um fio. A força atinge a armadura flexível (diafragma sensor) provocando sua deformação. •Dielétrico formado pelo óleo de enchimento (silicone ou fluorube) •Armadura móvel (Diafragma sensor) Uma diferença de pressão entre as câmaras de alta (High) e de baixa (Low) produz uma força no diafragma isolador que é transmitida pelo líquido de enchimento.

precisa estar eletricamente isolado da mesma. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. concluímos que para um comprimento L obtivemos ∆L. enquanto as fibras internas sofrem uma redução de comprimento (menor raio de curvatura). então para um comprimento 10 x L teríamos 10 x ∆L. Uma das extremidades da lâmina é fixada em um ponto de apoio rígido enquanto a outra extremidade será o ponto de aplicação de força. quanto maior o comprimento do fio. apesar de solidamente ligado à lâmina de base. O sensor consiste de um fio firmemente colado sobre uma lâmina de base. pois pertencem ao perímetro de maior raio de curvatura. As fibras mais externas sofrem um alongamento com a tração. ou seja. suas fibras internas serão submetidas a dois tipos de deformação: tração e compressão. Força exercida na lâmina Da física tradicional sabemos que um material ao sofrer uma flexão. dobrando-se tão compacto quanto possível.com 157 .Sensor do tipo Strain Gauge Seguindo esta linha de raciocínio. maior será a variação da resistência obtida e maior a sensibilidade do sensor para uma mesma pressão (força) aplicada. Esta montagem denomina-se tira extensiométrica como vemos na figura a seguir: Montagem em Tira Extensiométrica Observa-se que o fio.

Tração e compressão da lâmina Como o fio solidário à lâmina. Sensor por Silício Ressonante O sensor consiste de uma cápsula de silício colocada estrategicamente em um diafragma. pois todos os elementos estão montados em um único bloco. também sofrerá o alongamento. usaremos um circuito sensível a variação de resistência e uma configuração conforme esquema a seguir: Configuração do sensor Notamos que a ligação ideal para um Strain Gauge com quatro tiras extensiométricas é o circuito em ponte de Wheatstone. Sensor por silício ressonante MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. acompanhando a superfície externa. como mostrado a seguir. Visando aumentar a sensibilidade do sensor. que tem a vantagem adicional de compensar as variações de temperatura ambiente. afim de que essa freqüência seja proporcional à pressão aplicada. variando a resistência total.com 158 . utilizando o diferencial de pressão para vibrar em maior ou menor intensidade.

e os enrolamentos móveis são alojados sobre um pacote de chapas laminadas para formar o rotor.com 159 . Quando um enrolamento do rotor é excitado com um sinal de referência CA. por isso é utilizado em relógios de precisão. Este efeito é altamente estável e exato. uma vez que o quartzo é um elemento transmissor ativo. para tratamento posterior. resultará em uma correspondente alteração da forma cristalina. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Resolver São transdutores rotativos projetados de modo que o coeficiente de acoplamento entre rotor e estator varie com o ângulo do eixo. Uma das vantagens principais é que a leitura da posição é de forma absoluta bem como a robustez. São elementos pequenos e de construção robusta. O efeito piezelétrico é um fenômeno reversível. por ação de uma pressão. sendo indicada ou convertida em um sinal de saída. os enrolamentos do estator produzem uma saída de tensão CA que varia em amplitude conforme o senso e o coseno da posição do eixo. quando sofrem uma deformação física. uns em relação aos outros. são capazes de fornecer sinais de altíssimas freqüências de milhões de ciclos por segundo. Seu sinal de resposta é linear com a variação de pressão. Os enrolamentos estão posicionados em ângulos retos (90º). Esta carga é conectada à entrada de um amplificador.Tipo Piezoelétrico Os elementos piezelétricos são cristais. a turmalina e o titanato que acumulam cargas elétricas em certas áreas da estrutura cristalina. Entre os dispositivos mais comumente usados para fornecer a realimentação de posição em motores síncronos de imãs permanentes encontra-se o Resolver. já que este tem características construtivas similares ao motor. Enrolamentos fixos são alojados sobre um pacote de chapas laminadas. Se for conectado a um potencial elétrico. como o quartzo. formando o estator. A carga devida à alteração da forma é gerada sem energia auxiliar.

MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. aos instrumentos de medir e às medidas materializadas. 2) as funções principais de um serviço de metrologia legal são em geral as seguintes: • assegurar a conservação e a exatidão dos padrões de referência e de trabalho. meios técnicos e ações indispensáveis para garantir a segurança e a exatidão adequadas às medições. UNIDADE (DE MEDIDA) LEGAL Unidade de medida cuja utilização é obrigatória ou admitida pela lei relativa à metrologia legal. bem como o seu modo de utilização. • elaborar projetos de lei referentes à metrologia legal. • efetuar o controle de instrumentos de medir e medidas materializadas em serviço. • regulamentar. unidade de corrente elétrica o kelvin. Observações: 1) o serviço de metrologia legal é de âmbito nacional. aos métodos de medição.NOÇÕES DE METROLOGIA METROLOGIA LEGAL Parte da Metrologia que se refere às exigências legais. Observação: O SI é baseado atualmente nas sete unidades de base seguintes: o metro. unidade de comprimento o quilograma. • efetuar trabalhos científicos e técnicos no âmbito da metrologia legal. unidade de massa o segundo.com 160 . supervisionar e controlar a fabricação e a manutenção de instrumentos de medir e medidas materializadas. SI Sistema coerente de unidades adotado e recomendado pela Conferência Geral de Pesos e Medidas (CGPM). aconselhar. relativas às unidades de medida. unidade de temperatura termodinâmica o mol. SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES. GARANTIA METROLÓGICA Conjunto de regulamentos. unidade de tempo o ampère. unidade de quantidade de matéria a candela. técnicas e administrativas. unidade de intensidade luminosa SERVIÇO DE METROLOGIA LEGAL Serviço responsável pela implementação de leis e regulamentos no campo da metrologia legal.

CONTROLE DOS INSTRUMENTOS DE MEDIR OU MEDIDAS MATERIALIZADAS Conjunto de operações constituído de ações descritas a seguir: a) procedimentos de aprovação de modelo. embora não estejam sob o controle administrativo do serviço. executando diretamente as atividades quando se fizer necessário por motivos de ordem técnica e/ou administrativa.).a supervisão metrológica. etc.com 161 . Observação: – O termo MODELO DE UM INSTRUMENTO DE MEDIR OU MEDIDA MATERIALIZADA compreende o instrumento propriamente dito e toda sua documentação técnica (desenho. coordena e controla as atividades de metrologia legal.o controle dos instrumentos de medir ou medidas materializadas. que executam as verificações.a perícia metrológica. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. • representar o país em atividades internacionais referentes à metrologia legal.• coordenar as atividades das autoridades de supervisão metrológica que. composta de órgãos metrológicos regionais. . b) verificação. Atividades de um serviço de metrologia legal CONTROLE METROLÓGICO Operações que visam assegurar a garantia pública nos principais campos da metrologia legal. esquema. . PROCEDIMENTO DE APROVAÇÃO DE MODELO Conjunto de operações técnicas e administrativas que tem por fim verificar se o modelo do instrumento de medir ou medida materializada está de acordo com as exigências regulamentares. as inspeções e a supervisão metrológica. o serviço de metrologia legal compreende: • um órgão central que supervisiona. 3) para exercer suas funções. c) inspeção. • organizar o ensino da metrologia legal. • uma rede nacional de metrologia legal. cooperam com ele para assegurar o cumprimento da regulamentação da metrologia legal. Observação: O controle metrológico compreende: .

MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. 2) A verificação pode ser efetuada por uma entidade do serviço de metrologia legal ou por outra legalmente autorizada. REVOGAÇÃO DA APROVAÇÃO DE MODELO Decisão que estabelece a anulação da aprovação do modelo.com 162 .nas prescrições gerais. Observação: A anulação da aprovação de modelo pode ocorrer. VERIFICAÇÃO POR AMOSTRAGEM Verificação de um lote homogêneo de instrumentos de medir ou medida materializada baseada nos resultados de exames realizados num número limitado de exemplares deste lote. quando passar a não mais atender às exigências regulamentares. VERIFICAÇÃO Conjunto de operações. . por exemplo.na solicitação da aprovação de modelo.APRECIAÇÃO TÉCNICA DO MODELO Exame do modelo de um instrumento de medir ou medida materializada com vistas a sua aprovação: este exame é feito através do estudo da documentação. com base principalmente: . quando verificar-se que o instrumento de medir ou medida materializada com modelo aprovado pode ser facilmente fraudado. inspeção visual e ensaios em um ou mais exemplares do modelo. a marcação ou selagem e (ou) a emissão de um certificado e que constate que o instrumento de medir ou medida materializada satisfaz às exigências regulamentares. compreendendo o exame.em decisões individuais. APROVAÇÃO DO MODELO Decisão reconhecendo que o modelo de um instrumento de medir ou medida materializada satisfaz às exigências regulamentares. etc. Observações: 1) A verificação pode ser realizada quando for aceita a solicitação para verificação. . Em casos excepcionais. APROVAÇÃO DE MODELO EM CARÁTER PROVISÓRIO Aprovação do modelo com certas restrições (dando por exemplo um prazo de validade ou limitando o número de instrumentos). pode-se admitir a verificação de um instrumento de medir ou medida materializada sem aprovação do modelo.

VERIFICAÇÃO INICIAL (EXAME INICIAL) Verificação de um instrumento de medir ou medida materializada logo após sua construção e antes de sua instalação e/ou utilização. c) apresentação de defeito. b) deterioração ou destruição de marca ou selo. para sua utilização. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. segundo procedimentos fixados por regulamentos. PERDA DA VALIDADE DA VERIFICAÇÃO Cancelamento da validade de verificação quando um instrumento de medir ou medida materializada não satisfaz mais às exigências regulamentares. ou quando as autoridades competentes julgarem necessária. VERIFICAÇÃO EVENTUAL Verificação de um instrumento de medir ou medida materializada efetuada a pedido do usuário. Observação: A verificação após reparos é uma verificação posterior. Observações: A perda da validade da verificação pode resultar de: a) ultrapassagem da data-limite de validade. PRORROGAÇÃO DA VERIFICAÇÃO Decisão prorrogando a validade da verificação precedente durante período fixado por regulamento. REPROVAÇÃO DE UM INSTRUMENTO DE MEDIR OU MEDIDA MATERIALIZADA Decisão afirmando que um instrumento de medir ou medida materializada não satisfaz às exigências regulamentares da verificação. VERIFICAÇÃO PERIÓDICA (AFERIÇÃO PERIÓDICA) Verificação de um instrumento de medir ou medida materializada efetuada em intervalos de tempo predeterminados.com 163 . VERIFICAÇÃO POSTERIOR Verificação de um instrumento de medir ou medida materializada subseqüente à verificação inicial. Observação: Chama-se a esta decisão de Prorrogação do prazo de validade da verificação. a verificação for obrigatória. interditando seu uso no caso em que.

ou exame realizado num instrumento antes da montagem de determinados elementos. EXAME ADMINISTRATIVO Operações para verificar se um instrumento de medir ou medida materializada satisfaz às exigências regulamentares. também. EXAME DA CONFORMIDADE AO MODELO APROVADO Exame efetuado num instrumento de medir ou medida materializada que permite verificar a conformidade ao modelo aprovado. que o instrumento não sofreu modificações evidentes após a verificação e que seus erros não ultrapassam os valores máximos tolerados para sua utilização. na manutenção e no conserto de um instrumento de medir ou medida materializada para assegurar que estão sendo atendidas as exigências regulamentares: esses procedimentos se estendem. selo ou certificado de verificação estão ainda válidos. Observação: Entende-se por exigências regulamentares as que se referem às inscrições. etc. SUPERVISÃO METROLÓGICA Procedimentos de controle metrológico realizados na fabricação. excetuando-se as que se referem às qualidades metrológicas. INSPEÇÃO DE INSTRUMENTOS DE MEDIR OU MEDIDAS MATERIALIZADAS Exame de um instrumento de medir ou medida materializada para constatar que a marca. à localização de marcas de verificação e selagem e à documentação técnica. EXAME METROLÓGICO Operações para verificar se um instrumento de medir ou medida materializada satisfaz às qualidades metrológicas estabelecidas nas exigências regulamentares.com 164 . MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. EXAME PRELIMINAR Exame parcial em determinados elementos de um instrumento de medir ou medida materializada cuja verificação será completada no local de instalação.EXAME DE UM INSTRUMENTO DE MEDIR OU MEDIDA MATERIALIZADA Conjunto de operações efetuadas para constatar se um instrumento de medir ou medida materializada satisfaz às exigências regulamentares. ao controle da exatidão das indicações colocadas nas mercadorias pré-medidas. que nenhum selo de proteção foi danificado ou violado. na utilização. de acordo com as exigências regulamentares específicas.

Observação: Uma perícia metrológica é feita. e “calibration” em inglês. Observações: 1) O resultado de uma aferição permite determinar os erros de indicação de um instrumento de medir. em condições específicas. 3) O resultado de uma aferição pode ser registrado num documento chamado certificado ou relatório de aferição. CALIBRAÇÃO Conjunto de operações que estabelece. 2) Os termos “aferição” e “calibração” estão reunidos nos termos “étalonnage” em francês. através de ensaios. a correspondência entre o estímulo e a resposta de um instrumento de medir.com 165 . sistema de medição ou transdutor de medição. para a emissão de um laudo para fins judiciais. MARCAÇÃO Aposição de marcas ou selos de verificação num instrumento de medir ou medida materializada de acordo com as exigências regulamentares. Observações: 1) O resultado de uma calibração pode permitir a determinação de um ou mais parâmetros da curva característica que relaciona o estímulo à resposta ou valores das grandezas correspondentes às divisões de escalas indefinidas de um instrumento de medir. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. a correspondência entre os valores indicados por um instrumento de medir.AFERIÇÃO E CALIBRAÇÃO AFERIÇÃO Conjunto de operações que estabelece. determinar outras propriedades metrológicas. PERÍCIA METROLÓGICA Conjunto de operações que tem por fim examinar e certificar as condições em que se encontra um instrumento de medir ou medida materializada e determinar suas qualidades metrológicas de acordo com as exigências regulamentares específicas. também. por exemplo. em condições específicas. 2) Uma aferição pode. ou por um sistema de medição ou por uma medida materializada e os valores verdadeiros convencionais correspondentes da grandeza medida. sistema de medição ou medida materializada.

Observação: As operações normalmente compreendem uma aferição periódica. CERTIFICADO DE APROVAÇÃO DE MODELO Documento certificando que a aprovação de modelo foi concedida. CERTIFICADO DE VERIFICAÇÃO Documento certificando que foi efetuada a verificação de um instrumento de medir ou medida materializada e que ele satisfaz às exigências regulamentares. Observação: Num certificado de verificação podem ser mencionadas as prescrições e instruções que fixam as condições dessa verificação. bem como tornar obrigatório o controle de certos instrumentos de medir ou medidas materializadas.OBLITERAÇÃO DA MARCA OU SELO DE VERIFICAÇÃO Inutilização da marca ou selo de verificação quando se constata que o instrumento de medir ou medida materializada não mais satisfaz às exigências regulamentares. NOTIFICAÇÃO DE REPROVAÇÃO Documento constando que um instrumento de medir ou medida materializada não satisfaz às exigências regulamentares pertinentes.com 166 . um armazenamento em boas condições e uma utilização cuidadosa. instituir e organizar o serviço de metrologia legal. Documentos e marcas do serviço de metrologia legal LEI RELATIVA À METROLOGIA LEGAL Lei ou outros documentos legais que tem por objetivo fixar as unidades de medidas legais. CERTIFICADO (LAUDO) DE PERÍCIA METROLÓGICA Documento que indica as condições em que foi efetuada a perícia metrológica. Observação: No Brasil esse documento é uma portaria de aprovação de modelo cujo resumo é publicado no Diário Oficial da União. as investigações realizadas e os resultados obtidos. CONSERVAÇÃO DE UM PADRÃO Todas as operações necessárias para preservar os característicos metrológicos de um padrão dentro de limites apropriados. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Podem também ser indicados os resultados obtidos e o prazo de validade da verificação.

com 167 . manutenção e utilização. MARCA OFICIAL Marca de verificação ou parte dessa marca que identifica o órgão que efetuou a verificação. de trabalho e outros equipamentos utilizados. nacionais. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. esse documento é o próprio certificado de verificação denominado “certificado de aferição”. DOCUMENTAÇÃO DE UM PADRÃO Conjunto de documentos que identificam (e acompanham) um padrão descrevendo seus característicos técnicos e metrológicos e indicando as condições e métodos de conservação.Observação: No Brasil. Observação: As marcas são apostas utilizando-se por exemplo: selos ou peças cunhadas. de referência. MARCA DE VERIFICAÇÃO Marca colocada sobre um instrumento de medir ou medida materializada certificando que foi efetuada a verificação e que o instrumento satisfaz aos ensaios da verificação. atualmente. contendo indicação de que o instrumento de medir ou medida materializada satisfaz ou não às exigências regulamentares. MARCAS DE UM INSTRUMENTO DE MEDIR OU MEDIDA MATERIALIZADA Sinais colocados sobre um instrumento de medir ou medida materializada indicando ou confirmando certas características ou qualidades do instrumento. DIAGRAMA DE RASTREABILIDADE Documento mostrando a hierarquia dos padrões e instrumentos de medir ou medidas materializadas estabelecida para a medição de uma determinada grandeza. indicando a sucessão de operações destinadas a rastrear o valor da grandeza medida a padrões apropriados até o nível internacional e fixando as exatidões específicas a cada uma dessas operações. Observação: O diagrama de rastreabilidade compreende um conjunto de instrumentos padrões. tais como padrões internacionais.

MARCA DE SELAGEM Marca que indica que algumas partes que compõem o instrumento de medir ou medida materializada estão protegidas contra remoção. MARCA DE REPROVAÇÃO Marca que indica que o instrumento de medir ou medida materializada não satisfaz às exigências regulamentares de verificação e que inutiliza a marca de verificação precedente. internacionalmente. MARCA DA DATA Marca de verificação ou parte dessa marca que indica a data em que foi efetuada a verificação. etc. deslocamento. PADRÃO INTERNACIONAL Padrão reconhecido por um acordo internacional para servir. PADRÃO NACIONAL Padrão reconhecido por uma decisão nacional oficial. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados 168 maxshopping10@gmail. INSTRUMENTO DE MEDIR OU MEDIDA MATERIALIZADA ADMITIDO LEGALMENTE Instrumento de medir ou medida materializada que satisfaz a todas as exigências. para servir de base no estabelecimento dos valores de todos os demais padrões da grandeza a que se refere.MARCA ANUAL Marca de verificação ou parte dessa marca que indica o ano em que foi efetuada a verificação. MARCA DE APROVAÇÃO DE MODELO Sinal colocado num instrumento de medir ou medida materializada certificando que o modelo está aprovado. MARCA INTERNACIONAL Marca de um instrumento de medir ou medida materializada certificando que ele satisfaz às prescrições fixadas por regulamentos de uma organização internacional. modificação. Observação: A marca internacional pode ser a marca internacional de verificação ou a marca internacional de aprovação de modelo. em um país.com . de base no estabelecimento dos valores de todos os demais padrões da grandeza a que se refere.

Observação: Esta definição foi retirada do ISO GUIDE 30 . acompanhado de um certificado ou outra documentação emitida por um órgão de certificação. especificados em regulamentos de verificação. etc. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. em serviço. regulamentos.Observação: Padrão nacional em um país é. EXEMPLAR DE UM MODELO APROVADO Cópia de um modelo aprovado que sozinho ou com uma documentação conveniente serve como referência. MATERIAL DE REFERÊNCIA CERTIFICADO Material de referência que tem um ou mais valores de suas propriedades. um padrão primário.. Observações: 1) Os erros máximos tolerados são especificados em documentos do serviço de metrologia legal. 3) Os erros máximos tolerados de um instrumento de medir ou medida materializada. relativos a um dado instrumento de medir ou medida materializada. 2) Os erros máximos tolerados de um instrumento de medir ou medida materializada. e especificados em regulamentos são chamados ERROS MÁXIMOS TOLERADOS EM SERVIÇO.com 169 . MODELO APROVADO Modelo de um instrumento de medir ou medida materializada que recebeu aprovação de modelo. freqüentemente. são chamados ERROS MÁXIMOS TOLERADOS NA VERIFICAÇÃO. INSTRUMENTOS DE MEDIR OU MEDIDAS MATERIALIZADAS ADMISSÍVEIS À VERIFICAÇÃO Instrumento de medir ou medida materializada que está apto a ser submetido à verificação. certificados por um procedimento tecnicamente válido.1981. ERROS MÁXIMOS TOLERADOS (DE UM INSTRUMENTO DE MEDIR OU MEDIDA MATERIALIZADA) Limites de erros tolerados (de um instrumento de medir ou medida materializada) Valores extremos de um erro de indicação tolerados por especificações.

. Toda esta simbologia foi padronizada pelos órgãos normativos. listas de instrumentos. Especificações.Atrás do Painel (Behind the panel) Termo aplicado a instrumentos inacessíveis ao operador e que normalmente estão localizados no interior do painel ou em armários separados. Diagramas de sistemas de instrumentação. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Em geral esta notação é utilizada lado a lado com a representação dos equipamentos de processo formando um documento denominado diagrama P&I (Process and Instrumentation/ Piping and Instrumentation). Identificação de instrumentação e funções de controle. antiga Instrument Society of America) e a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). 1 INTRODUÇÃO A norma ANSI/ISA-S5. .com 170 . TERMINOLOGIA.1-1984 (R1992) Instrumentation Symbols and Identification foi concebida para ser uma padronização de simbologia e identificação de instrumentos e equipamentos de processo. Esta Norma éutilizada na elaboração dos seguintes documentos: Fluxogramas de processo e mecânico.Acessível (Accessible) Termo aplicado a um dispositivo ou função programada que poderá ser visto ou utilizado pelo operador com o propósito de acompanhamento do processo ou atuação em ações de controle.Alarme Indicação da existência de uma condição anormal por meio de um sinal sonoro. Para os Fluxogramas de Processo admite-se uma simplificação na utilização dos símbolos gráficos recomendados por esta Norma.TIPOS DE INSTRUMENTOS. sendo atualmente sua abrangência a nível mundial. no caso a ISA (The international society for measurement and control. 2 DEFINIÇÕES Para entendimento da Norma são utilizadas as seguintes definições: . visual ou de ambos. SIMBOLOGIA O uso correto da simbologia de representação de instrumentos é fundamental para a correta apresentação de documentos na área de controle e instrumentação.

Controlador (Controller) Dispositivo que tem por finalidade manter em um valor pré-determinado. O conceito exclui rearranjo de fiação como meio de alterar a configuração.Binário (Binary) Termo aplicado a um dispositivo ou sinal que tem somente 2 posições ou estados. uma variável de processo. desconecta ou transfere um ou mais circuitos. capaz de controlar simultaneamente diversas malhas de controle. também padronizado. manualmente ou automaticamente. o termo representa os estados "LIGA/DESLIGA" ou "ALTO/BAIXO". lâmpadas pilotos. não representa uma contínua variação de quantidade. . como em "SINAL BINÁRIO" (oposto a "SINAL ANALÓGICO"). .Controlador Programável (Programable Logic Controller) Controlador com múltiplas entradas e saídas. Quando usado na sua forma mais simples.. intertravamentos ou sistemas de segurança . .: 4-20 mA.Conversor (Converter) Dispositivo que emite um sinal de saída padronizado modificado (ex. Esta atuação poderá ser feita manual ou automaticamente. isto é. chamada de variável manipulada. ligação provisória ou mudança na fiação. que contém um programa que poderá ser configurado. O instrumento que converte o sinal de um sensor para um sinal padronizado deverá ser designado como transmissor. . em relação à natureza do correspondente sinal de entrada. Neste caso deverá ser atuado diretamente pela variável de processo ou seu sinal representativo e.Controlador Multi-Malha (Compartilhado) Controlador com algorítmos pré-programados que são usualmente acessíveis. 0~10Vcc). contendo várias entradas e saídas. agindo diretamente na variável controlada ou indiretamente através de outra variável.com 171 .Comutável Logicamente (Assignable) Termo aplicado a uma característica que permite logicamente o direcionamento de um sinal de um dispositivo para outro sem a necessidade de comutação manual.Configurável Termo aplicado a um dispositivo ou sistemas cuja estrutura ou característica funcional poderão ser selecionada ou rearranjada através de programação ou outros métodos. Dessa forma na malha de temperatura o componente MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. sua saída poderá ser utilizada para acionar alarmes. configuráveis e comutáveis logicamente. . 1-5Vcc.Chave (Switch) Dispositivo que conecta. .

.Digital Designação aplicada a dispositivos ou sinais que utilizem dígitos binários para representar valores contínuos ou estados discretos.Monitor Designação geral para um instrumento ou sistema de instrumentos utilizados para medir ou detetar o estado ou a grandeza de uma ou mais variáveis.Malha (Loop) Combinação de dois ou mais instrumentos ou funções de controle interligados para medir e/ou controlar uma variável de processo.ligado ao elemento primário (TE) deverá ser designado como transmissor (TT) e não como conversor (TY).com 172 . Os instrumentos locais deverão estar próximos aos elementos primários ou finais de controle. . . . . Como extensão. . pré-determinado e inteligível.Estação de Controle (Control Station) É uma estação manual de controle provida de chave de transferência de controle manual para automático e viceversa.Local Termo que designa a localização de um instrumento que não está montado em painel ou sala de controle. A palavra "campo" é frequentemente utilizada como sinônimo de local.Medição (Measurement) Determinação da existência ou magnitude de uma variável. correspondente ao valor da variável de processo. podemos dizer que a interface homem-máquina de um sistema de controle distribuído pode ser considerada como uma Estação de Controle. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. . Todos os dispositivos usados direta ou indiretamente com esse propósito são chamados de instrumentos de medida. . . É também conhecida como estação seletora auto-manual.Elemento Final de Controle (Final Control Element) Dispositivo que altera diretamente o valor da variável manipulada de uma malha de controle.Lâmpada Piloto (Pilot Light) Lâmpada que indica estados operacionais de um sistema ou dispositivo.Elemento Primário ou Sensor Parte de uma malha ou de um instrumento que primeiro sente o valor da variável de processo e que assume um estado ou sinal de saída.

. . consoles ou mesas de operador. obedecendo a uma hierarquia configurável.com 173 . desconecta ou transfere um ou mais circuitos. . controladores de duas posições ou outros relés. atuado por chaves. . não atuado diretamente pela variável de processo ou seu sinal representativo. cubículos.. .Ponto de Teste (Test Point) Tomada de conexão do sensor ao processo onde normalmente se instala um instrumento em caráter temporário ou intermitente para medição de uma variável de processo. Em geral deverá ser montado próximo do equipamento ou sistema.Painel (Panel) É um conjunto de instrumentos montados em estruturas.Mostrador Compartilhado (Shared display) Parte do dispositivo (usualmente uma tela de vídeo) que permite apresentar ao operador as informações de diversas malhas de controle. O elemento primário poderá ser ou não parte integrante do transmissor.Ponto de Controle/Ajuste (Set Point) O valor desejado da variável controlada. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. que abriga a interface do operador com o processo. isto é.Programa (program) Sequência repetitiva de ações que define o estado das saídas numa relação fixa com um conjunto de entradas. automaticamente.Relé (Relay) Dispositivo que conecta.Transmissor (Transmiter) Dispositivo que sente uma variável de processo por meio de um elemento primário e que produz uma saída cujo valor é geralmente proporcional ao valor da variável de processo. O painel pode consistir de uma ou mais seções. . .Painel Local (Local Panel) Painel que não é considerado central ou principal e que contém os instrumentos de controle.Sistema de Controle Distribuído (Distributed Control System) Sistema que embora funcionalmente integrado. indicação e/ou segurança de determinado equipamento ou sistema. consiste de subsistemas que poderão estar fisicamente separados e montados remotamente um do outro. .

que poderão ser: MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. a finalidade de dispositivos com varredura é indicar o estado ou valor de variáveis.3 O 2º Grupo de Letras identifica as funções do instrumento ou função programada. Normalmente.1.2 A identificação funcional deverá ser estabelecida de acordo com a função do instrumento ou função programada e não de acordo com sua construção. A designação de válvula de controle manual deverá ser limitada a válvulas atuadas manualmente que são usadas para regulagem de vazões de fluídos de processo ou necessitem de identificação como instrumento.1. obedecendo a seguinte estrutura: 3.Variável Manipulada Quantidade ou condição que varia em função do sinal de erro para mudar o valor de uma variável controlada. 3. .Válvula de Controle (Control Valve) Dispositivo que manipula diretamente a vazão de um ou mais fluídos de processo. Um indicador de pressão e um pressostato conectado à saída de um transmissor de nível deverão ser identificados respectivamente como LI e LS. porém poderão estar associados a outras funções tais como registro e alarme.Variável Diretamente Controlada Variável cujo valor medido origina um sinal de modo a originar um controle de "feedback". um registrador de pressão diferencial usado para registro de vazão deverá ser identificado por FR. Assim. . de uma maneira pré-determinada cada uma das variáveis de um grupo..1 A identificação funcional deverá ser formada por um conjunto de letras cujo significado está indicado na Tabela do Anexo I. . 3. 3 IDENTIFICAÇÃO (TAG NUMBER) Cada instrumento ou função programada deverá ser identificado por um conjunto de letras que o classifica funcionalmente e por um conjunto de algarismos que indica a malha a qual pertence o instrumento ou função programada.1 Identificação Funcional 3.Variável de Processo Qualquer propriedade mensurável de um processo. intermitentemente. O 1º Grupo de Letras identificará a variável medida ou iniciadora e o 2º Grupo de Letras identificará as funções do instrumento ou função programada. . Não deverão ser consideradas as válvulas manuais de bloqueio e as válvulas de retenção auto-atuadas.1.com 174 .Varredura Função que consiste em amostrar.

A letra modificadora altera ou complementa o significado da letra precedente.: Pressão . transmissor.P).1. 3. 3. nos casos em que não for conveniente caracterizar uma das malhas como principal. quando necessário. saídas e/ou funções. em qualquer ordem entre si. (d) Modificadora das funções.D).8 Todas as letras da identificação funcional deverão ser maiúsculas.2. as letras poderão ser divididas em subgrupos conforme estabelece o item 3. adotando os seguintes procedimentos: (a) para instrumentos com funções múltiplas. 3. orifício de restrição. .6 Dispositivo com Funções Múltiplas Deverão ser representados nos fluxogramas tantos símbolos quantos forem as variáveis medidas.controlador. (ex.função de informação . 3. como segue: (a) Variável medida ou iniciadora: 1ª letra (ex. chave.: Diferencial . poço.1. Dentro deste limite. registrador. por exemplo.2 Identificação da Malha 3.4 Algumas letras poderão ser utilizadas como modificadoras. (ex. (b) no caso de um instrumento com indicação e registro da mesma variável. Este número deverá ser comum a todos instrumentos que compõem uma mesma malha.2. 3. 3.L).: Alarme .com 175 .1.. (c) Funções passiva ou de informação.função passiva . e identificado com TIC-3 e o outro com TSH-3.elemento primário. um controlador de temperatura com uma chave deverá ser representado por dois círculos tangentes. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. 3. 3.6.7 A identificação funcional deverá ser composta de no máximo 4 letras.alarme. cada instrumento deverá receber um número que identificará a malha a qual ele pertence.1. usar o mínimo de letras.2. quando necessário. o instrumento poderá ser numerado considerando-o integrante de uma nova malha.1.1. indicador.3 A identificação da malha deverá ser composta por prefixos numéricos que corresponderão aos números de seqüencial de processo e subprocesso e por um número seqüencial de 3 dígitos numéricos.5 A seleção das letras de identificação deverá estar de acordo com a Tabela do Anexo I.1 Complementando a identificação funcional. (b) Modificadora da variável medida ou iniciadora. (ex. . a letra I poderá ser omitida.2 Um instrumento que pertence a duas malhas deverá receber o número da malha principal. recomenda-se ainda.A). Assim.funções ativa ou de saída .: Baixo .

MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. mas que precisam de designação em outros documentos.: Válvulas de controle que trabalhem em alcance bipartido deverão ter as notações "3.2. Quando no decorrer do projeto forem acrescentados novos instrumentos. quando referido em documentos avulsos.7 Sempre que numa malha houver mais que um instrumento com a mesma identificação. válvulas de controle.6 Na fase inicial de um projeto as malhas deverão ser preferencialmente numeradas em seqüência crescente de acordo com o fluxo principal do processo.9psig" e "9-15psig".5 As malhas deverão ser numeradas seqüencialmente por números de processo e subprocesso. As letras subseqüentes deverão ser escolhidas de acordo com a função do acessório. para cada variável. (b) identificar um instrumento que tem símbolo próprio (ex. como os fluxogramas.2.8 Acessórios de instrumentos. a seqüência estabelecida não deverá sofrer revisões.: controlador). colocado em todos os componentes da malha. isto é. sendo as malhas novas acrescidas à seqüência existente. deverá ser identificado com o número completo.1 Os desenhos dos Anexos IV a XII indicam os símbolos que deverão ser utilizados com o objetivo de representar a instrumentação em fluxogramas.: válvula de controle). deverão ser identificados pela primeira letra de identificação funcional e pelo número da malha a que pertencem. 3. um instrumento que no fluxograma foi identificado sem o prefixo. bem como as respectivas ações na falta de energia de atuação. e estender sua aplicação para uma variedade de processos. 4. o prefixo característico destes seqüenciais poderá ser omitido no intuito de se evitar a repetição. 4 SÍMBOLOS GRÁFICOS 4. tais como. Neste caso o traço que une o símbolo com identificação do instrumento ao símbolo representativo do instrumento não deverá tocar este último. 3. Por exemplo.3. dentro de um mesmo seqüencial de processo e subprocesso haverá uma seqüência numérica.3 O número de identificação de um componente de uma malha de controle não precisará ser obrigatoriamente.2. 4.com 176 . deverá ser utilizado um sufixo para identificar cada um dos instrumentos. tipicamente requisições. rotâmetros de purga e outros que não estejam simbolizados nos fluxogramas. incluindo estes prefixos. placas de orifícios e termopares poderão deixar de ser identificados. Porém. reguladores de ar. 3.2. As aplicações mostradas foram escolhidas para ilustrar os princípios dos métodos de identificação e símbolos gráficos. outros desenhos. apresentadas adjacentes às linhas de sinal. para esclarecer sua função na malha. onde aparece um único número de seqüencial de processo e subprocesso claramente identificados. 4. 3.2.4 Em documentos.4 Notações abreviadas poderão ser acrescentadas junto aos símbolos. Ex.2 Os símbolos gráficos gerais para instrumentos ou funções programadas do Anexo V são usados com finalidades distintas: (a) representar e identificar um instrumento (ex.

4.5 Os símbolos poderão ser traçados com qualquer orientação. As linhas de sinal poderão ser desenhadas entrando ou saindo de um símbolo em qualquer ângulo. Entretanto os indicadores de função do Anexo III e as identificações dos instrumentos deverão estar sempre na horizontal. As setas direcionais deverão ser utilizadas nas linhas do sinal quando necessárias para o esclarecimento do sentido de fluxo de informações. 4.6 As fontes de suprimento elétrico, pneumático ou outras poderão ser omitidas, a não ser que a sua representação seja essencial para se entender a operação de um instrumento ou malha de controle. 4.7 De um modo geral apenas uma linha de sinal é suficiente para representar as interconexões entre dois instrumentos, embora fisicamente, tais interconexões se façam através de várias linhas. 4.8 A seqüência em que os instrumentos ou funções programadas de uma malha são conectados num fluxograma, deverão refletir, a lógica funcional, podendo ou não corresponder à seqüência das conexões físicas. 4.9 Os Fluxogramas de Engenharia deverão mostrar todos os componentes essenciais de um processo, mas poderão diferir de usuário para usuário quanto à quantidade de detalhes não essenciais a serem implementados. 4.10 Os anexos XI e XII foram escolhidos para representar exemplos típicos de utilização dos símbolos gráficos. 5 TABELAS A finalidade das tabelas é apresentar o conjunto de caracteres padronizados e símbolos indicadores de funções utilizadas na norma. 5.1 Tabela de Letras de Identificação (ANEXO I) 5.1.1 Apresenta o significado das letras de identificação, utilizadas na identificação funcional, de acordo com o item 3.1. 5.1.2 Notas Complementares da Tabela de Letras de Identificação: Nota 1 – Letras definidas como “escolha do usuário” (user´s choice) destina-se a cobrir significados não cobertos pela tabela, que posem ser utilizados em um, projeto particular. Nota 2 - A letra “X” que serve para representar variáveis não previstas devido ao uso pouco freqüente. Nota 3 - Os termos “ALTO (H)” e “BAIXO (L)”, quando utilizados para indicar a posição de válvulas e outros equipamentos como aberto e fechado são definidas como: - ALTO (H) - indica que a válvula está ou aproxima-se da posição totalmente aberta; - BAIXO (L) - indica que a válvula está ou aproxima-se da posição totalmente fechada.
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Nota 4 - As letras modificadoras de função “L” ou “H” quando repetidas, representam a graduação de valores de uma variável em uma mesma malha. Ex.: HH - muito alto LL - muito baixo Nota 5 - Quando uma "lâmpada piloto" é parte de uma malha de instrumentos deverá ser designada por uma "primeira letra" seguida pela "letra-subsequente" L. Por exemplo, uma "lâmpada piloto" que indica um período de tempo esgotado poderá ser identificada como KL. Entretanto se é desejado identificar uma "lâmpada piloto" que não é parte de uma malha de instrumentos, esta deverá ser designada por uma simples letra L. Por exemplo, a luz que indica a operação de um motor elétrico deverá ser designada com EL, assumindo que voltagem é a variável de medida. 5.2 Tabela de Combinação de Letras de Identificação Típica (Anexo II) Apresenta um conjunto de combinações típicas, a partir da sistemática estabelecida na Tabela de Identificação de Letras (Anexo I). 6 DESENHOS A finalidade dos desenhos apresentados nos Anexos IV a VI será padronizar os símbolos utilizados nos documentos de projeto de instrumentação. 6.1 Os títulos Fluxograma Complexo e Fluxograma Detalhado, dos Anexos XI e XII, representam uma utilização típica dos tipos de sinais dos símbolos gráficos detalhados e de identificação completa. 6.2 Símbolos Binários 6.2.1 O Anexo IV, Símbolos de Linha para Instrumentação apresenta nos itens 11 e 12 uma opção para a representação dos sinais binários, para aplicações onde haja necessidade de distinção entre sinais analógicos e binários. 6.2.2 Quando for utilizada a opção pelos símbolos binários, deve-se manter a consistência para os sinais elétricos apresentados como alternativa. 6.2.3 Quando se utilizar a linha tracejada para sinal elétrico, deve-se usar a linha tracejada com barras para o sinal elétrico binário. 7 ANEXOS 7.1 - ANEXO I - Tabela de Letras de Identificação (1 folha); 7.2 - ANEXO IV - Símbolos de Linha para Instrumentação (1 folha); 7.3 - ANEXO V - Símbolos Gerais Instrumentos ou Funções Programadas (1 folha); 7.4 - ANEXO VI - Símbolos de Corpo de Válvulas (1 folha);

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ANEXO I TABELA DE LETRAS DE IDENTIFICAÇÃO

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ANEXO IV
SÍMBOLOS DE LINHA PARA INSTRUMENTAÇÃO

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com 181 .ANEXO V SÍMBOLOS GERAIS PARA INSTRUMENTOS OU FUNÇÕES PROGRAMADAS MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.

com 182 .ANEXO VI SÍMBOLOS DE CORPO DE VÁLVULAS MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.

Vantagens: 1) . através de seus elementos de trabalho. robótica e outras infindáveis aplicações. O termo pneumática é derivado do grego Pneumos ou Pneuma (respiração. a única diferença é que dentro de cada um deles corre o Ar comprimido fornecido pelo Compressor de AR ou o Óleo sob pressão gerada pelas Bombas Hidráulicas. ferramentas pneumáticas (brocas de dentista. enquanto que quando precisamos fazer uma grande força para movimentar grandes objetos. dosadora. além de fornecer segurança ao trabalho. bem como estuda a conversão de energia produzida pelo ar em energia mecânica. pois sua principal característica é trabalhar com baixa pressão e pouca força de movimentação. 2) . freio à ar. Os circuitos pneumáticos normalmente são utilizados para transmitir movimento em equipamentos que não necessitam de grande esforço de operação. martelo. Este resultado final da aplicação da força é resultante da baixa pressão encontrada nos circuitos pneumáticos e da alta pressão encontrada nos circuitos hidráulicos. É também o estudo da conservação da energia pneumática em energia mecânica.com 183 . lixadeira. Pneumática trabalha com Ar enquanto que Hidráulica com Óleo. leves. Pneumática é a ciência que estuda as propriedades físicas do ar e dos outros gases. e é definido como o segmento da física que se ocupa da dinâmica e dos fenômenos físicos relacionados com os gases e com o vácuo.TRANSMISSÃO E TRANSMISSORES PNEUMÁTICOS E ELETRÔNICOS ANALÓGICOS Como o próprio nome indica. etc. executando operações sem fadiga. sistemas de pintura. soldadora. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. sopro) e é definido como a parte da Física que se ocupa da dinâmica e dos fenômenos físicos relacionados com os gases ou vácuos. pesados. que tanto a pneumática quanto a hidráulica são Sistemas de Controle de Força e Movimento. furadeira . trata das propriedades mecânicas dos gases. em força mecânica com movimento controlado. britadeira. Os Circuitos Hidráulicos e Pneumáticos são muito semelhantes e funcionam da mesma maneira. motores pneumáticos. Por finalidade última podemos dizer que quando precisamos de uma pequena força para movimentar pequenos objetos . . sopro. abertura e fechamento da porta de ônibus. o controle do ar suplanta os melhores graus da eficiência. que significa respiração. usamos a Hidráulica. ferramentas e materiais. através dos respectivos elementos de trabalho. cilindros lineares e /ou rotativos. prensas de impacto.SISTEMA PNEUMÁTICO É um mecanismo que funciona com ar comprimido.). Exemplos de atuação da força pneumática: máquinas de manufaturas. O termo pneumática é derivado grego “pneumos”ou “pneuma”. usamos a Pneumática. economizando tempo.Redução dos custos operacionais. É composto de tubulações e válvulas cuja função é transformar a pressão do fluido ali confinado.Incremento da produção com investimento relativamente pequeno. Atualmente. válvulas de controle. PNEUMÁTICA É O RAMO DA FÍSICA QUE TRATA DAS PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS GASES. Precisamos estar sempre cientes. aparafusadeira. injetoras.

Como os equipamentos pneumáticos envolvem sempre pressões moderadas. A fadiga é um dos principais fatores que favorecem acidentes. Limitações: 1) .A rapidez nos movimentos pneumáticos e a libertação do operário (homem) de operações repetitivas possibilitam o aumento do ritmo de trabalho.com 184 . quer no próprio equipamento. 6) . tornam-se seguros contra possíveis acidentes. Os controles pneumáticos não necessitam de operários superespecializados para sua manipulação. 2) . submersão em líquidos. 4) .O ar comprimido necessita de uma boa preparação para realizar o trabalho proposto: remoção de impurezas. são os requisitos necessários para implantação dos controles pneumáticos. o seu uso é vantajoso para recolher ou transportar as barras extrudadas.Robustez dos componentes pneumáticos.Resistência a ambientes hostis. um menor custo operacional. Assim. permitindo que ações mecânicas do próprio processo sirvam de sinal para as diversas sequências de operação. quando projetados para essa finalidade. atmosfera corrosiva.6 kPa. 5) . 3) . Portanto. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. a implantação de controles pneumáticos reduz sua incidência (liberação de operações repetitivas).Simplicidade de manipulação. engates ou travamentos e maiores desgastes nas partes móveis do sistema. Pequenas modificações nas máquinas convencionais. aliadas à disponibilidade de ar comprimido. 7) . as forças envolvidas são pequenas se comparadas a outros sistemas. não é conveniente o uso de controles pneumáticos em operação de extrusão de metais. além de evitarem problemas de explosão. quer no pessoal.Os componentes pneumáticos são normalmente projetados e utilizados a uma pressão máxima de 1723. portanto. raramente prejudicam os componentes pneumáticos. umidade. aumento de produtividade e. Provavelmente. Poeira.Facilidade de implantação. São de fácil manutenção. oscilações de temperatura. eliminação de umidade para evitar corrosão nos equipamentos.Segurança. 8) .Redução do número de acidentes. A robustez inerente aos controles pneumáticos torna-os relativamente insensíveis a vibrações e golpes.

Neste caso. é impossível se obterem paradas intermediárias e velocidades uniformes. podemos encerrá-lo num recipiente com volume determinado e posteriormente provocarlhe uma redução de volume usando uma de suas propriedades .com 185 .O ar é um fluido altamente compressível. inodoro e incolor. Podemos concluir que o ar permite reduzir o seu volume quando sujeito à ação de uma força exterior. Compressibilidade O ar.Velocidades muito baixas são difíceis de ser obtidas com o ar comprimido devido às suas propriedades físicas. tem a propriedade de ocupar todo o volume de qualquer recipiente. Esta poluição pode ser evitada com o uso de silenciadores nos orifícios de escape. aviões e pássaros que nele flutuam e se movimentam. adquirindo seu formato. Elasticidade Propriedade que possibilita ao ar voltar ao seu volume inicial uma vez extinto o efeito (força) responsável pela redução do volume.3) . sentimos também o seu impacto sobre o nosso corpo. O ar comprimido é um poluidor sonoro quando são efetuadas exaustões para a atmosfera. Propriedades Físicas do Ar Apesar de insípido. percebemos o ar através dos ventos. 4) . assim como todos os gases. recorre-se a sistemas mistos (hidráulicos e pneumáticos). ocupando lugar no espaço. portanto. Assim. já que não tem forma própria. Concluímos facilmente que o ar tem existência real e concreta. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.a compressibilidade.

com 186 .Difusibilidade Propriedade do ar que lhe permite misturar-se homogeneamente com qualquer meio gasoso que não esteja saturado. adquirindo o seu formato. Expansibilidade Propriedade do ar que lhe possibilita ocupar totalmente o volume de qualquer recipiente. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.

mostrou que a pressão atmosférica pode ser medida por uma coluna de mercúrio. mas não a sentimos.Peso do Ar Como toda matéria concreta. o inventor do barômetro. pois ela atua em todos os sentidos e direções com a mesma intensidade. isto significa que. suporta uma coluna de mercúrio de 760 mm de altura. vivemos sob esse peso. o ar tem peso. Qualquer elevação acima desse nível deve medir evidentemente menos MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Atmosfera Camada formada por gases. em altitudes diferentes. principalmente por oxigênio (O2 ) e nitrogênio (N2). Pressão Atmosférica Sabemos que o ar tem peso. o oceano de ar cobrindo a terra exerce pressão sobre ela.293 X 10-3 Kgf ao nível do mar. portanto. ao nível do mar. o peso tem valor diferente.com 187 . A pressão atmosférica ao nível do mar mede ou é equivalente a 760 mm de mercúrio. as camadas inferiores são comprimidas pelas camadas superiores. Medição da Pressão Atmosférica Nós geralmente pensamos que o ar não tem peso. que envolve toda a superfície terrestre. Esta variação pode ser notada. Assim as camadas inferiores são mais densas que as superiores. portanto. Pelo fato do ar ter peso. Enchendo-se um tubo com mercúrio e invertendo-o em uma cuba cheia com mercúrio. ele descobriu que a atmosfera padrão. Concluímos. que um volume de ar comprimido é mais pesado que o ar à pressão normal ou à pressão atmosférica. A pressão atmosférica varia proporcionalmente à altitude considerada. responsável pela existência de vida no planeta. A atmosfera exerce sobre nós uma força equivalente ao seu peso. Torricelli. Mas. Quando dizemos que um litro de ar pesa 1.

durante a passagem do ar através do compressor. exigida na execução dos trabalhos realizados pelo ar comprimido. atingindo velocidades elevadas e consequentemente os impulsores transmitem energia cinética ao ar. A rede de distribuição de A. unidas. onde seu volume é gradualmente diminuído. o processo mais conveniente e racional é efetuar a distribuição do ar comprimido situando as tomadas nas proximidades dos utilizadores. Comunicar a fonte produtora com os equipamentos consumidores. seu escoamento é retardado por meio de difusores.um compressor próprio.do que isso. Classificação e Definição Segundo os Princípios de Trabalho São duas as classificações fundamentais para os princípios de trabalho. As pressões abaixo da pressão atmosférica são medidas em unidade de milímetros de mercúrio. Elementos de Produção de Ar Comprimido Compressores Compressores são máquinas destinadas a elevar a pressão de um certo volume de ar. admitido nas condições atmosféricas. Deslocamento Positivo Baseia-se fundamentalmente na redução de volume. orientam o ar comprimido até os pontos individuais de utilização. obrigando a uma elevação na pressão. Deslocamento dinâmico A elevação da pressão é obtida por meio de conversão de energia cinética em energia de pressão. Rede de Distribuição Aplicar. Num sistema hidráulico. 2. ou simplesmente o ar é empurrado para o tubo de descarga durante a contínua diminuição do volume da câmara de compressão. Quando uma certa pressão é atingida. Posteriormente. compreende todas as tubulações que saem do reservatório. O ar admitido é colocado em contato com impulsores (rotor laminado) dotados de alta velocidade. passando pelo secador e que. as pressões acima da pressão atmosférica são medidas em kgf/ cm2. Onde existem vários pontos de aplicação. O ar é admitido em uma câmara isolada do meio exterior. provoca a abertura de válvulas de descarga. Funcionar como um reservatório para atender às exigências locais. é possível somente em casos esporádicos e isolados. até uma determinada pressão. processando-se a compressão. Este ar é acelerado.com 188 .C. Um sistema de distribuição perfeitamente executado deve apresentar os seguintes requisitos: MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. A rede possui duas funções básicas: 1. para cada máquina ou dispositivo automatizado.

a fim de manter a pressão dentro de limites toleráveis em conformidade com as exigências das aplicações. O layout apresenta a rede principal de distribuição. Este deve ser construído em desenho isométrico ou escala. Formato Em relação ao tipo de linha a ser executado. pode-se então definir o menor percurso da tubulação.Pequena queda de pressão entre o compressor e as partes de consumo. etc. moduladoras. permitindo a obtenção do comprimento das tubulações nos diversos trechos. curvaturas. Não apresentar escape de ar. Geralmente a rede de distribuição é em circuito fechado. do contrário haveria perda de potência. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. qual a pressão destes pontos. incluindo futuras aplicações. conexões. Deste anel partem as ramificações para os diferentes pontos de consumo. em torno da área onde há necessidade do ar comprimido. Layout Visando melhor performance na distribuição do ar. Ao serem efetuados o projeto e a instalação de uma planta qualquer de distribuição. é necessário levar em consideração certos preceitos. suas ramificações. acarretando menores perdas de carga e proporcionando economia.com 189 . e a posição de válvulas de fechamento. O não-cumprimento de certas bases é contraproducente e aumenta sensivelmente a necessidade de manutenção. separadores de condensado. devem-se analisar as condições favoráveis e desfavoráveis de cada uma. todos os pontos de consumo. anel fechado (circuito fechado) ou circuito aberto. a definição do layout é importante. Apresentar grande capacidade de realizar separação de condensado. Através do layout.

diafragma. Nos circuitos pneumáticos e hidráulicos. Assim. por ex. pontos distantes.O Anel fechado auxilia na manutenção de uma pressão constante. circula em duas direções. que pode influenciar a força. evitamos que outras seções sejam simultaneamente atingidas. o torque. etc. são estendidas linhas principais para o ponto. não havendo paralisação do trabalho e da produção. porque o fluxo não possui uma direção.com 190 . óleo. de um conversor de energia. Válvulas de Fechamento na Linha de Distribuição São de grande importância na rede de distribuição para permitir a divisão desta em seções. além de proporcionar uma distribuição mais uniforme do ar comprimido para os consumos intermitentes. fazendo com que as seções tornemse isoladas para inspeção. especialmente em casos de grandes redes. Manômetros São instrumentos utilizados para medir e indicar a intensidade de pressão do ar comprimido. modificações e manutenção. As válvulas mais aplicadas até 2" são do tipo de esfera. pontos isolados. dependendo do local de consumo. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Acima de 2" são utilizadas as válvulas tipo gaveta. etc.: área onde o transporte de materiais e peças é aéreo. os manômetros são utilizados para indicar o ajuste da intensidade de pressão nas válvulas. neste caso. Existem casos em que o circuito aberto deve ser feito. Dificulta porém a separação da umidade.

A U L A não importando se são cilíndricos. Os lineares convertem energia pneumática em movimento linear. quadrados ou com outros formatos. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. e os rotativos convertem energia pneumática em movimento rotativo. Pela simbologia adotada pela ISO 1219.Manômetro tipo Tubo de Bourdon Atuadores Pneumáticos Os atuadores pneumáticos se dividem em duas categorias: os lineares e os rotativos.com 191 . Os atuadores lineares de simples efeito e de duplo efeito são os mais usuais. esses atuadores são assim representados.

Um exemplo da aplicação de termopares e termopilhas pode ser a medição de temperaturas em linhas de gás.TRANSMISSORES ELETRÔNICOS ANALÓGICOS Tipos de sinais em instrumentação . até à sala de controle. o envio destes sinais em cabos especiais. Agora estamos discutindo outra face da instrumentação . Neste caso os sensores que monitoram a variável de processo (pressão. temperatura. Os termopares são dispositivos electrónicos com larga aplicação para medição de temperatura. isto porque possuem tensões de saída previsíveis e suportam grandes gamas de temperaturas. sendo o terceiro fio usado para anular a resistência ôhmica resultante do comprimento do cabo. obtido em termopares. quando o valor monitorado ultrapassa um pré-determinado ponto. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. utilizam-se apenas algumas combinações normalizadas. que se abre (ou fecha). quando a pressão da descarga de um compressor exceder um determinado limite. Como Funciona o Termopar Em 1822.com 192 . Neste caso. Uma termopilha é o nome que se dá a C um conjunto de termopares ligados em série. uma vez que erros inferiores a 1 ° são difíceis de obter.desligar o compressor.que é alarme e intertravamento. chamados cabos de compensação ou extensão. Embora praticamente se possa construir um termopar com qualquer combinação de dois metais. Esta junção gera uma milivoltagem. Os termopares são um tipo de sensor de temperatura que possui uma ponta com junção de dois tipos de metais.incialmente pneumático (3 a 15 psi) e depois eletrônico (4 a 20 mA e 1 a 5 Vcc) Outro tipo de sinal analógico bastante usado é o sinal em mV. Esta resistência varia proporcionalmente à temperatura à que é submetido o sensor. que é constituído de um bulbo de platina. o físico Thomas Seebeck descobriu (acidentalmente) que a junção de dois metais gera uma tensão eléctrica que é função da temperatura. Também é comum um outro tipo de sensor de temperatura. o cabo leva um sinal de resistência e é constituído de 3 fios. que é conhecido como Efeito de Seebeck. A sua maior limitação é a exatidão. podem medir uma vasta gama de temperaturas e podem ser substituídos sem introduzir erros relevantes. nível) possui um contato. proporcional à temperatura a que é submetida. Este sinal pode ser usado para acionar um alarme visual e sonoro (lâmpada piscando e buzina) ou para acionar um sistema de segurança.Sinais discretos . cuja resistência a zero graus centígrados é 100 ohms.Analógico . Por exemplo : um sensor chamado pressostato abre um contato. . O funcionamento dos termopares é baseado neste fenómeno. São baratos. vazão. É comum portanto. por exemplo .são sinais obtidos de contatos que só tem duas possibilidades : aberto ou fechado Esses sinais são muito comuns em alarmes e sistemas de segurança. chamado termoresistência.

Termodinâmica. Suas funções estão associadas a uma preparação do produto para o posterior processamento ou uma melhoria das condições sanitárias da matéria-prima. aqui elas foram divididas em quatro grupos de acordo com sua finalidade dentro do processo produtivo : • • • • Operações preliminares Operações de conservação Operações de transformação Operações de separação As operações unitárias preliminares. podendo esse ser sólido. Por Exemplo: Transferência de calor é a mesma operação em um processo petroquímico ou em uma indústria de alimentos. líquido em movimento sobre uma placa. ou seja. líquido ou gasoso. Transferência de Quantidade de Movimento.NOÇÕES DE OPERAÇÕES UNITÁRIAS As Operações Unitárias são as etapas individuais que constituem todos os processos que transformam uma matéria-prima em produto final.com 193 . por exemplo. a diferença de concentrações entre dois locais num dado sistema. os processos podem ser estudados de forma simples e unificada. A difusão deve-se à diferença de potenciais químicos das espécies. são normalmente realizadas antes de qualquer outra operação. Alguns exemplos de aplicação deste fenômeno são o endurecimento de aços. Desta forma. O transporte das espécies químicas pode ser feito por dois mecanismos: difusão e/ou convecção. Transferência de massa Transferência de massa é o processo de transporte onde existe a migração de uma ou mais espécies químicas em um dado meio. Cada Operação Unitária é sempre a mesma operação. As operações unitárias podem ser classificadas de acordo com critérios variados. independente da natureza química dos componentes envolvidos. Biotecnologia e Cinética Química. As principais operações unitárias preliminares são: • • • • • Limpeza Seleção Classificação Eliminação Branqueamento MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. como já diz o próprio nome. A convecção deve-se às condições de escoamento de um sistema. Transferência de Calor. As técnicas de projeto de operações unitárias são baseadas em princípios teóricos ou empíricos de Transferência de Massa. o tempo total para ocorrer uma dada reação química em um leito reativo e a operação de filtragem utilizando membranas.

e há a transferência de massa da fase líquida para o vapor e deste para aquele. pode ocorrer a transferência de componentes de uma fase a outra e vice-versa. A e C. ou mesmo um chimarrão. estamos fazendo uma extração sólido-líquido. O líquido e o vapor contêm. Em todos os exemplos. no líquido. a extração é descontínua. componentes que estavam na fase sólida (no pó de café ou nas ervas) passam para a fase líquida (água). um café. utiliza-se a técnica da extração contínua. os mesmos componentes. O efeito final é a concentração maior do constituinte mais volátil no vapor e o menos.Operações envolvendo a transferência de massa Quando se colocam em contato duas fases de composições diferentes. Por exemplo. ou quando quisermos maximizar a extração do soluto. em geral. em uma situação onde temos dois líquidos. nos casos onde a solubilidade do soluto é pequena. que seja mais miscível com A do que com B (veja figura). Porém. Nestes casos. isto é possível porque a solubilidade dos componentes extraídos em água é grande. e queremos separar A de B. podemos usar um terceiro líquido. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. A recuperação de A a partir do extrato é geralmente feita por destilação. A separação dos constituintes está baseada nas diferenças de volatilidades entre diferentes constituintes químicos. é feita com uma ampola de decantação ou um funil separador. Extração líquido-líquido A extração líquido-líquido é um processo de separação que se utiliza da propriedade de miscibilidade de líquidos. C. Extração Sólido-Líquido Quando preparamos um chá. Esta transferência entre as fases ocorre até que o estado de equilíbrio seja atingido. miscíveis entre si. mas em quantidades relativas diferentes. Em muitas situações é conveniente realizar a destilação em equipamentos multiestágios. A e B. Na destilação ocorre o contato de uma fase vapor com a fase líquida. A separação entre o extrato. A e B. Dentre as principais operações de transferência de massa destacam-se: Destilação É o processo de separação mais amplamente utilizado nas indústrias químicas.com 194 . e o rafinado.

Transferência de Calor OPERAÇÕES COM TRANSFERÊNCIA DE CALOR E DE MASSA As operações envolvendo a transferência de calor. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. a transferência de massa ou a transferência de calor e massa simultaneamente são descritas pelos fundamentos de Fenômenos de Transporte. Esta é uma operação com denominação muito genérica. Esta operação é utilizada para purificação de gases e para recuperação de solutos.Adsorção e Absorção A adsorção é a adesão de moléculas de um fluido (o adsorvido) a uma superfície sólida (o adsorvente). casco e tubos e compactos. contracorrente. correntes cruzadas e multipasse.Tipo de construção: segundo a construção.A disposição das correntes dos fluidos: correntes paralelas. As forças que atraem o adsorvato podem ser químicas ou físicas. o grau de adsorção depende da temperatura.os sólidos porosos como o carvão são ótimos adsorventes. ou a fixação de um líquido por um sólido. A Absorção é a fixação de um gás por um sólido ou um líquido.com 195 . assim vamos definir um trocador de calor como um dispositivo que efetua a transferência de calor de um fluido para outro. portanto o conhecimento em termodinâmica é imprescindível para se projetar ou operar uma coluna de Absorção. Aquecimento e resfriamento de fluidos Os equipamentos industriais utilizados para troca térmica tanto no aquecimento quanto no resfriamento são normalmente chamados de trocadores de calor. Esta operação está limitada as restrições termodinâmicas assim como a destilação. Um exemplo desta operação é a eliminação do odor de geladeira com o uso de carvão ativado (o odor se fixa nas superfícies livres nos poros do carvão. A substância absorvida se infiltra na substância que absorve. • com armazenagem intermediária. . Os trocadores de calor podem ser classificados de acordo com: . • pelo contato entre os fluidos. e • através de um parede que separa os fluidos quente e frio. da pressão e da área da superfície . A transferência de calor pode se efetuar de quatro maneiras principais: • pela mistura dos fluidos. os trocadores podem ser de tubos coaxiais.

sendo a liquida então desprezada. Os equipamentos mais comuns são o cristalizador de tabuleiros. de forma mais conveniente. Por ser uma das operações unitárias mais antigas de que se tem conhecimento existe uma infinidade de equipamentos (leitos fixos. Secagem A desidratação ou secagem de um sólido ou líquido. Para produzir cloreto de sódio (Sal) a partir da água do mar. umidade e corrente de ar cuidadosamente controladas. entre outros.com 196 . utiliza-se a técnica da evaporação. Equipamentos industriais para evaporação nada mais são do que recipientes que concentram uma solução pela evaporação do solvente. numa temperatura inferior à de ebulição. Fenomenologicamente ocorre então a transferência simultânea de calor e massa. por radiação. Entre os equipamentos. fornos.Aplicações de Trocadores de Calor • Torres de Refrigeração • Condensadores • Evaporadores • Leito Fluidizado • Condicionadores de ar • Aquecedores • Alambique • Radiador Automotivo Evaporação É usada quando há interesse somente na fase sólida. cristalizadores descontínuos com agitação. convectiva. secadores convectivos. Entre os equipamentos há o evaporador de simples efeito e o de múltiplos efeitos. o sólido pode ser obtido. ou de qualquer outro líquido na forma de vapor. Cristalização Às vezes o produto de interesse deve estar na forma de partículas sólidas.) e de técnicas de secagem (secagem solar. etc. liofilizadores. provocando evaporação da água. Esta desidratação é realizada através de calor produzido artificialmente em condições de temperatura. pela concentração de uma solução até a sua saturação e conseqüente formação de cristais. têm-se o evaporador de tubos horizontais. de jorro. Quando o processo de fabricação leva a uma solução. etc). spray dryer. O mesmo conduz calor. etc. microondas. por microondas. sendo também o veículo no transporte do vapor úmido literalmente do alimento. verticais. é a operação de remoção de água. fluidizados. de estufas. para uma fase gasosa insaturada através de um mecanismo de vaporização térmica. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. O ar é o mais usado meio de secagem.

O resultado final da passagem ao acaso das moléculas entre as camadas do fluido é diminuir a velocidade média das moléculas da camada que se move mais rapidamente e aumentar a da camada que se move mais lentamente. ao passar de uma para outra camada do fluido. Transferência de Quantidade de Movimento Viscosidade de um fluido A viscosidade desempenha nos fluidos o mesmo papel que o atrito nos sólidos. Entretanto. volume de produção. com velocidade média de arraste coincidindo com a velocidade do fluido. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. econômicas. Para apresentar a explicação da causa microscópica da força de viscosidade. A transferência de momentum ocorre devido à colisão da molécula transferida com uma molécula da camada de chegada e sua conseqüente captura por esta camada. pois sai de uma camada que tem uma certa velocidade de arraste e chega a outra com velocidade de arraste diferente.A técnica mais conveniente de secagem deve ser escolhida em função das características físicas. não pudesse ser transmitida para as suas camadas mais internas. seja para colocá-lo em movimento. seja pela presença de um meio sólido em torno do qual escorre. consideramos um fluido em movimento.com 197 . uma molécula transfere momentum entre essas camadas. Num fluido ideal as moléculas são consideradas esferas rígidas e. Como conseqüência. as moléculas de um fluido em movimento terão preferência de orientar suas velocidades no sentido do fluxo. Este conceito é encontrado em problemas de escoamento de fluidos e tratado como uma medida da resitência que um fluido oferece a uma força de cisalhamento aplicada. deveríamos esperar que uma força de cisalhamento exercida sobre uma camada superficial de fluido. tipo de pós-processamento. por hipótese. etc. não exercem forças umas nas outras exceto nas colisões elásticas. químicas e biológicas do produto e da matéria prima. Enquanto as moléculas de um fluido em repouso movem-se em todas as direções com igual probabilidade.

Nessa etapa. sem entrar como componente do produto. o petróleo é submetido a diversos processos pelos quais se obtém grande diversidade de derivados: gás liquefeito de petróleo (GLP) ou gás de cozinha. • A terceira etapa do refino consiste no craqueamento. como óleo diesel e óleo combustível. nafta e querosene. pois são variáveis a constituição e o aspecto do petróleo bruto. um para cada fração desejada. O princípio desses processos é o mesmo e se baseia na quebra de moléculas longas e pesadas dos hidrocarbonetos. Petróleos mais leves dão maior quantidade de gasolina. querosenes de aviação e de iluminação. transformando-as em produtos vendáveis. uma série de pratos perfurados em várias alturas. dessulfurização. enquanto no catalítico o processo é realizado com a utilização de um produto chamado catalisador. onde recebem mais calor. No meio da cadeia estão os derivados médios. Mais complexo. Já os petróleos pesados resultam em maiores volumes de óleos combustíveis e asfaltos. • As frações mais pesadas do petróleo. que possuem. que pode ser térmico ou catalítico. parafinas. O petróleo é pré-aquecido na retorta e introduzido na metade da torre de fracionamento. lubrificantes. é recolhido novo resíduo. alquilação. transformando-as em moléculas menores e mais leves. alguns pretos e outros. ao longo da coluna principal. gás. agora sob vácuo. o sistema segue o mesmo processo dos pratos que recolhem as frações menos pesadas. os hidrocarbonetos gasosos tendem a subir e se condensar ao passarem pelos pratos. coque de petróleo e resíduos. desidratação e hidrogenação. amarelos. verdes. pela qual passa todo o petróleo a ser beneficiado. • Nas refinarias. que será usado para produção de asfalto ou como óleo combustível pesado. polimerização. como diesel e querosene. Na parte de baixo. verde-escuros. são recolhidos como derivados da primeira destilação. asfalto. GLP e naftas. • A primeira etapa do refino é a destilação atmosférica. O refino do petróleo constitui-se da série de beneficiamentos pelos quais ele passa para a obtenção de produtos. óleo combustível. Como a parte de baixo da torre é mais quente. gasóleos. é separar as frações desejadas. cracking ou craqueamento.NOÇÕES DE PROCESSOS DE REFINO PROCESSOS DE REFINO Os processos normalmente empregados nas refinarias modernas para o processamento do petróleo (óleo cru) são: destilação. Uma série de outras unidades de MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. O craqueamento térmico exige pressões e temperaturas altíssimas para a quebra das moléculas. descem para o fundo da torre e vão constituir o resíduo ou a carga para uma segunda destilação. Confira: • O objetivo inicial das operações na refinaria consiste em conhecer a composição do petróleo a destilar. As parcelas dos derivados produzidos variam de acordo com o tipo de petróleo processado. solventes. substância que favorece a reação química. gasolina. Refinar petróleo. principalmente.com 198 . óleo diesel. que não foram separadas na primeira destilação. As frações retiradas nas várias alturas da coluna ainda precisam de novos processamentos para ser transformadas em produtos ou servir de carga para derivados mais nobres. que são produtos leves. outros marrons. portanto. segundo a formação geológica do terreno de onde ele é extraído. gasolina. dessalinização. Ela se realiza em torres de dimensões variadas. naftas. processá-las e industrializá-las. Há tipos leves e claros. ainda.

Os dois principais tipos são o craqueamento térmico e o catalítico. convertendo-as em gasolina e outros destilados com maior valor comercial. que é extraído do fundo da torre. O petróleo é aquecido e fracionado em uma torre que possui pratos perfurados em várias alturas. POLIMERIZAÇÃO Por meio deste processo ocorre a combinação entre moléculas de hidrocarbonetos mais leves do que a gasolina com moléculas de hidrocarboneto de densidades semelhantes. DESTILAÇÃO ATMOSFÉRICA E DESTILAÇÃO A VÁCUO A primeira etapa do processo de refino é a destilação atmosférica. onde o seu fracionamento ocorrerá a uma pressão abaixo da atmosfera. ALQUILAÇÃO É um processo semelhante ao da polimerização. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. nafta. Os catalisadores mais usados são: platina. Esse resíduo é então reaquecido e levado para uma outra torre. CRAQUEAMENTO Este processo quebra as moléculas de hidrocarbonetos pesados. Nessa etapa são extraídos. GLP. os hidrocarbonetos gasosos sobem e se condensam ao passarem pelos pratos.processo transforma frações pesadas do petróleo em produtos mais leves e coloca as frações destiladas nas especificações adequadas para consumo. chamado resíduo atmosférico. O térmico utiliza calor e altas pressões para efetuar a conversão de moléculas grandes em outras menores e o catalítico utiliza um catalisador que é uma substância que facilita essa conversão. porém em condições de pressão mais reduzidas. por ordem crescente de densidade. Também há conversão de moléculas pequenas de hidrocarbonetos em moléculas mais longas. que possui elevado valor comercial. Em ambos os tipos de craqueamento a utilização de temperaturas relativamente altas é essencial. porém difere da polimerização porque neste processo pode haver combinação de moléculas diferentes entre si. gases combustíveis. Ele servirá como matéria-prima para produção de gases combustíveis. alumina. O resíduo de fundo da destilação a vácuo é recolhido na parte inferior da torre e será destinado à produção de asfalto ou será usado como óleo combustível pesado. GLP. O objetivo do processo é produzir gasolina com alto teor de octano (hidrocarboneto com oito carbonos). solventes e querosenes. Nesta torre será extraída mais uma parcela de óleo diesel e um produto chamado genericamente de Gasóleo. bentanina ou sílica. Como a parte inferior da torre é mais quente.com 199 . óleo diesel e um óleo pesado. que não constitui um produto pronto. gasolina e outros. gasolina.

A gasolina obtida por meio da alquilação geralmente apresenta um alto teor de octanagem. que transformam frações pesadas em frações mais leves. o que eqüivale a reduzir ao mínimo a produção de óleo combustível. mercaptanas. compostos oxigenados. que dão elevado rendimento em nafta e óleo diesel. adicionalmente. etc. hidrocraqueamento. sendo de grande importância na produção de gasolina para aviação. pois um petróleo leve tem maior rendimento de produtos leves (GLP. petróleos pesados. A relação entre o tipo do petróleo e os rendimentos dos derivados obtidos é direta. o objetivo de atender o mercado nacional de derivados em qualquer circunstância. que são compostos formados por átomos de carbono e de hidrogênio. coqueamento retardado. a PETROBRÁS tem sempre procurado instalar unidades de conversão (craqueamento catalítico. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Por meio deste processo. Ao longo do tempo. onde ocorre o inverso. é fundamental para as operações de refinação. DESSALINIZAÇÃO E DESIDRATAÇÃO O objetivo destes processos é remover sal e água do óleo cru. por deter o monopólio do refino no País. as frações do petróleo são submetidas a altas pressões de hidrogênio e temperaturas elevadas. sendo que o conhecimento prévio destas características facilita a operação do refino. pode atenuar essa diferença em rendimentos. HIDROGENIZAÇÃO Processo desenvolvido por técnicos alemães para a transformação de carvão em gasolina.. tais como: gás sulfídrico. sulfurados e metais pesados. nafta. Este processo melhora a qualidade desejada para o produto final. Por meio dele o óleo é aquecido e recebe um catalisador. A PETROBRÁS. em presença de catalisadores. etc. sulfetos e dissulfetos. tem. Assim. mas não consegue eliminá-la. é uma mistura de hidrocarbonetos. o petróleo contém. em estado natural. Na indústria de refino como um todo o principal objetivo é obter do petróleo processado o máximo possível de derivados de maior valor de mercado. com a finalidade de diminuir a influência da natureza do petróleo nos rendimentos dos produtos obtidos. conhecidos como contaminantes.) em suas refinarias. óleo diesel) e menos rendimento de produtos pesados (óleos combustíveis e asfalto) do que um petróleo pesado. DESSULFURIZAÇÃO Processo utilizado para retirar compostos de enxofre do óleo cru. A instalação de unidades de conversão. Conhecer a qualidade do petróleo a destilar. em proporções bem menores. segundo a formação geológica do terreno de onde foi extraído e a natureza da matéria orgânica que lhe deu origem. A massa resultante é decantada ou filtrada para retirar a água e o sal contidos no óleo. PETRÓLEO Todo petróleo. que têm alto rendimento em óleo combustível. há petróleos leves.com 200 . portanto. nitrogenados. Além de tais hidrocarbonetos. pois a sua composição e o seu aspecto variam em larga faixa. petróleos com alto ou baixo teor de enxofre e outros contaminantes.

Lubrificantes de máquinas e motores em geral Fabricação de velas. em suas refinarias. caminhões. uma listagem básica de tais produtos. solventes 201 Eteno Dióxido de carbono Petroquímica Fluído refrigerante Propanos especiais Fluído refrigerante Lubrificantes básicos Parafinas Óleos combustíveis Resíduo aromático Extrato aromático Propeno Butanos especiais Gás liqüefeito de petróleo Gasolinas Petroquímica Propelentes Combustível doméstico Combustível automotivo Solventes Petroquímica Solventes Solventes Petroquímica.com . com a sua utilização principal. Abaixo. mais de 80 produtos diferentes.Quais os principais produtos obtidos do petróleo? A PETROBRÁS produz. Produto Gás ácido Utilização Produção de enxofre Produto Querosene de iluminação Querosene de aviação Óleo diesel Utilização Iluminação e combustível doméstico Combustível para aviões Combustível para ônibus. extração de óleos Solventes Petroquímica. indústria de alimentos Combustíveis industriais Produção de negro de fumo Óleo extensor de borracha e plastificante Usos variados Pavimentação Indústria de produção de alumínio Produção de ácido sulfúrico Produção de detergentes biodegradáveis Petroquímica Petroquímica. solventes Naftas Naftas para petroquímica Aguarrás mineral Solventes de borracha Hexano comercial Óleos especiais Asfaltos Coque Enxofre N-Parafinas Solventes diversos Tolueno Benzeno Xilenos MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. etc.

Tratamento Merox Craqueamento/cracking retardado/térmico: processo em que moléculas grandes (de menor valor comecial) são "quebradas" em moléculas menores (de maior valor comercial) pela ação de temperaturas elevadas. querosene de aviação e outros. Hidrotratamento Reforma catalítica Craqueamento/cracking catalítico: processo em que moléculas grandes (de menor valor comercial) são "quebradas" em moléculas menores (de maior valor comercial) através de um catalisador. nafta. Por isso. Destilação atmosférica: processo em que o óleo bruto é separado em diversas frações sob pressão atmosférica. produzindo diversos derivados de petróleo. como lubrificantes. O petróleo bruto (não processado) é composto de diversos hidrocarbonetos. asfalto. com propriedades físico-químicas diferentes. coque. querosene. GLP. gasolina. Alquilação / alcoilação MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.Refinaria A refinaria é o nome usual para referir-se as destilarias de petróleo que realizam o processo químico de limpeza e refino do óleo cru extraído dos poços e minas de óleo bruto. por destilação. Destilação à vácuo: processo em que o resíduo da destilação atmosférica é separado em diversas frações sob pressão reduzida. e as impurezas removidas. Refino Principais produtos • • • • • • Asfalto Diesel / óleo diesel Nafta Óleo combustível Gasolina Querosene e querosene de aviação • • • • • Gás liqüefeito de petróleo Óleos lubrificantes Ceras de parafinas Coque petróleo Processos comumente encontrados em uma refinaria • • • • • • • • • Dessaltação : processo de remoção de sais do óleo bruto.com 202 . aguarrás. tem pouca utilidade prática ou uso. os hidrocarbonetos são separados. diesel. No processo de refino.

Regulamentações e/ou legislações em vigor QUAL EQUIPAMENTO POSSUI O MAIOR RISCO? Intuitivamente.Histórico de falhas de equipamentos similares em outras unidades operacionais . Este é sem dúvida um dos fatores que mais impulsionam a crescente difusão dos conceitos de avaliação de integridade e o constante desenvolvimento de técnicas de inspeção cada vez mais modernas e eficazes A definição da estratégia. tornam necessário a adoção de metodologias de controle de falhas e da vida útil destes componentes. Esta metodologia se aplica também para recomendar e especificar as alterações necessárias para estender a vida útil do equipamento ou a repotencialização do mesmo.NOÇÕES DE EQUIPAMENTOS DE PROCESSOS Os equipamentos de processo são a parte mais importante e a maior parcela de custo de industrias como: refinarias. consideramos que o reator possui maior risco e merece maior atenção Mas é importante procurar quantificar o risco de cada componente Pode haver uma inversão em relação ao que originalmente imaginamos MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.Risco de explosão ou incêndio . 41% dos acidentes ocorreram em decorrência de falhas mecânicas. passíveis de detecção através de uma inspeção adequada. farmacêuticas e alimentícias. químicas. estudos de análise de tensões e mecânica da fratura. A exigência de alta performance normalmente por períodos de longa duração e a crescente preocupação com os aspectos de segurança. frequência e metodologia de avaliação de integridade de um determinado equipamento ou de um conjunto de equipamentos de uma planta industrial deve levar em consideração fatores importantes tais como: .com 203 . A Avaliação de Integridade consiste na identificação e quantificação dos mecanismos de danos ativos que irão limitar a disponibilidade de equipamentos industriais que tenham operado alem da metade da vida útil projetada.Importância operacional do equipamento . petroquímicas em geral. implementadas normalmente através de técnicas de ensaios não destrutivos. O maior índice. Como conseqüência é avaliada a probabilidade de oferecer risco de acidente e se calcula a vida remanescente.Probabilidade de falha a partir de mecanismos ativos conhecidos .

Ensaio p/ Ultra-Som . que por absorção tornará visível os defeitos. na verificação da suas condições de operação e manutenção.Termografia .Emissão Acústica . Vantagens: • Aplicável a materiais ferrosos e não ferrosos • Baixo custo MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.Iris . Finalidade: Detecção de descontinuidades superficiais.Diversos são os Ensaios Não Destrutivos aplicados na avaliação de integridade de equipamentos em unidades industriais.Ensaio Visual .com 204 .É a principal ferramenta para inspeção de componentes e equipamentos. tais como trincas resultantes de mecanismos ativos de deterioração e falha em equipamentos.Ensaio p/ Líquido Penetrante . Um exame visual cuidadoso possibilitará a verificação de evidências de: √ Corrosão √ Protuberâncias √ Incrustações √ Trincas no metal base Requisitos: • • • Boa preparação de superfície Boa Iluminação Experiência profissional √ Erosão √ Empeno √ Superaquecimento √ Fraturas √ Deformações √ Desalinhamentos √ Trincas de soldas √ Defeitos superficiais Ensaio Por Líquido Penetrante Princípio Básico: Ação da capilaridade. entre os quais podemos citar: . procedendo-se em seguida a remoção do mesmo e aplicação de um revelador.Ensaio p/ Partícula Magnética . durante um tempo suficiente para que o líquido penetre nas descontinuidades.Flow Scan -Réplica Metalográfica Ensaio Visual . O método consiste na aplicação de um líquido colorido de baixa tensão superficial que molhe a superfície a ser ensaiada.Radiografia .

que saltará para fora da peça. Quando as partículas magnéticas são aplicadas sobre a peça. trefilados. Vantagens: • Permite a determinação tridimensional de descontinuidades lineares provendo dados para análise de tensões segundo princípios da mecânica da fratura. usinados e etc. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Se uma descontinuidade estiver no sentido perpendicular ao campo magnético.com 205 . Ensaio p/ Ultra Som .Ensaio Por Partículas Magnéticas .. podendo caracterizar ou não descontinuidades relevantes de acordo com o critério de aceitação adotado. Limitações do ensaio: • • Aplicável apenas para detectar descontinuidades superficiais e sub-superficiais (próximas da superfície). Este feixe sônico se for introduzido numa direção favorável em relação a interface da descontinuidade.A principal finalidade do ensaio por ultra som é a detecção de descontinuidades internas através da introdução de um feixe sônico com faixa de freqüência geralmente entre 0. soldados. pois a presença de óxidos e carepas resultam em indicações que se confundem com descontinuidades. pólo Norte e pólo Sul. extrudados. Requer boa preparação superficial. em peças e materiais ferromagnéticos.Este ensaio é utilizado para detectar descontinuidades superficiais e subsuperficiais em materiais ferromagnéticos fundidos. A peça é magnetizada utilizando uma corrente elétrica que cria ou induz um campo magnético. que será avaliado de acordo com a sua amplitude. desviará este campo. será refletido por esta descontinuidade e será mostrado na tela do aparelho como um pico (eco). Este campo de fuga formará um dipolo magnético.5 MHz e 20 MHz. criando o que chamamos de campo de fuga. laminados. forjados. os pólos irão atraí-las e uma indicação desta descontinuidade é formada na superfície.

Termografia .O princípio básico do ensaio de ultra-som é também aplicado para medição de espessuras de componentes e seções de equipamentos. Objetivo e Vantagens: • • Obter informações relativas à condição operacional de um componente.. Permite a avaliação da espessura de revestimentos refratários e o cálculo de trocas térmicas. Permite realizar medições sem contato físico com a instalação. etc. possibilitando inspeções de equipamentos em pleno funcionamento sem interferência na produção. acompanhamento de performance de placas e circuitos eletrônicos. equipamento ou processo. distribuidoras e transmissoras de energia elétrica. vazamentos de vapor em plantas industriais.Utiliza-se de raios infravermelhos. monitoramento de sistemas mecânicos como rolamentos e mancais. dificultando desta forma sua aplicação em unidades operacionais. para medir temperaturas ou observar padrões diferenciais de distribuição de temperatura. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Ensaio Radiografico Técnicas: • Radiografia (gerador de RX) • Gamagrafia (isótopo radioativo) • Radioscopia Desvantagens: Requer grandes isolamentos de área em função das radiações ionizantes emitidas.com 206 . O Ultra-Som é atualmente um dos ensaios mais aplicados na pesquisa de descontinuidades internas. face a sua facilidade de execução e custo moderado. • É largamente aplicada na manutenção preditiva dos sistemas elétricos de empresas geradoras. controlando a evolução do processo corrosivo e auxiliando no cálculo da vida residual destes.

a sua propagação irá provocar ondas acústicas detectadas pelo sistema. Todas as medições feitas durante varredura circunferencial completa do tubo são mostradas na tela do computador ou osciloscópio. Este método não deve ser utilizado para determinar o tipo ou tamanho das descontinuidades em uma estrutura. mas sim. que permitem informar as reais condições do tubo. fricção. Aplicamos a emissão acústica quando queremos analisar ou estudar o comportamento dinâmico de defeitos.5mm. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Esta metodologia permite medir espessuras remanescentes inferiores a 0. auxiliando na definição de sua vida útil. ou outros fenômenos físicos. descontinuidade ou defeito.Técnica ultrassônica relativamente nova para inspeção de tubos. crescimento do defeito.Ensaio de IRIS .com 207 . Caso este material tenha uma trinca. produzindo imagens em tempo real. e emprega o princípio convencional de pulso-eco para medição de espessuras. para se registrar a evolução das descontinuidades durante a aplicação de tensões para as quais a estrutura estará sujeita. O ensaio tem sido largamente utilizado na avaliação da integridade física de tubos de trocadores de calor. desde que as cargas sejam suficientes para gerar deformações localizadas. assim como registrar sua localização. Emissão Acústica Baseado na detecção de ondas acústicas emitidas por um material em função de uma força ou deformação aplicada nele. porém com recursos mais modernos para apresentação dos resultados das medições.

pittings. Microestrutura com fina rede contínua de carbonetos nos contornos de grão.. Reatores. além de ser proporcional com a gravidade do defeito. Aplica-se na avaliação de transformações metalúrgicas provocadas por utilização continua à temperaturas elevadas de componentes em Caldeiras. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. etc. Tubulações de Processo. O equipamento é baseado no método eletromagnético de geração de campos de fuga. A magnitude dos campos de fuga. bem como a identificação de mecanismos de degradação. Réplica Metalográfica . é também função principalmente da intensidade de fluxo magnético imposto ao material e a geometria da descontinuidade. de superfícies com trincas. Fornos.DEMAC O DEMAC ( Detector Magnético de Corrosão ) foi projetado para detectar alvéolos de corrosão em chapas de fundo de tanques de armazenamento.Flow Scan .Exame indireto da microestrutura que permite avaliar as propriedades dos materiais metálicos.com 208 . indicativa de material sensitizado. Trinca típica de ataque intergranular..

pressão e temperatura. Todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo. c) dispor de ventilação permanente com entradas de ar que não possam ser bloqueadas.EQUIPAMENTOS DE PROCESSOS Vasos de Pressão Vasos de pressão são equipamentos que contêm fluidos sob pressão interna ou externa. respiros. sendo que. as seguintes informações: a) fabricante. permanentemente desobstruídas e dispostas em direções distintas. sejam facilmente acessíveis. d) pressão máxima de trabalho admissível. a categoria do vaso. Além da placa de identificação. quando existentes. Quando os vasos de pressão forem instalados em ambientes confinados. bocas de visita e indicadores de nível. a instalação deve satisfazer os seguintes requisitos: a) dispor de pelo menos duas saídas amplas. e) pressão de teste hidrostático. Instalação de Vasos de Pressão Todo vaso de pressão deve ser instalado de modo que todos os drenos. b) dispor de acesso fácil e seguro para as atividades de manutenção. os vãos devem ter dimensões que impeçam a queda de pessoas. deverão constar em local visível. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.com 209 . no mínimo. operação e inspeção. e seu número ou código de identificação. e) possuir sistema de iluminação de emergência. d) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes. para guarda-corpos vazados. b) número de identificação. em local de fácil acesso e bem visível. c) ano de fabricação. f) código de projeto e ano de edição. placa de identificação indelével com.

com 210 . c) antes do vaso ser recolocado em funcionamento. inspecionadas e recalibradas por ocasião do exame interno periódico. Os permutadores de calor existem em várias formas construtivas consoante a aplicação a que se destinam: • • • Permutador de calor de carcaça e tubos (shell and tube heat exchanger) Permutador de calor de placas (plate heat exchanger) Permutador de calor de placas brazadas com alhetas (brazed plate fin heat exchanger) MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Permutadores de Calor Permutador de calor é um equipamento que permite trocar calor entre dois fluídos que se encontram a temperaturas diferentes. que passa a fazer parte da sua documentação. capazes de alterar sua condição de segurança. "d" e "e" do subitem anterior. "b". periódica e extraordinária. quando permanecer inativo por mais de 12 (doze) meses.Quando o vaso de pressão for instalado em ambiente aberto a instalação deve satisfazer as alíneas "a". INSPEÇÃO DE SEGURANÇA DE VASOS DE PRESSÃO Os vasos de pressão devem ser submetidos a inspeções de segurança inicial. A inspeção de segurança inicial deve ser feita em vasos novos. As válvulas de segurança dos vasos de pressão devem ser desmontadas. devendo compreender exame externo. interno e teste hidrostático. A inspeção de segurança deve ser realizada por "Profissional Habilitado" ou por "Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos". Um permutador de calor é normalmente inserido num processo com a finalidade de arrefecer ou aquecer um determinado fluído. no local definitivo de instalação. antes de sua entrada em funcionamento. Após a inspeção do vaso deve ser emitido "Relatório de Inspeção". d) quando houver alteração de local de instalação do vaso. b) quando o vaso for submetido a reparo ou alterações importantes. A inspeção de segurança extraordinária deve ser feita nas seguintes oportunidades: a) sempre que o vaso for danificado por acidente ou outra ocorrência que comprometa sua segurança.

flamotubulares ou ainda gástubulares são aquelas em que os gases provenientes da combustão "fumos" (gases quentes e/ou gases de exaustão) atravessam a caldeira no interior de tubos que se encontram circundados por água. logo abaixo do espelho inferior.Consiste num equipamento integrado por diversas placas metálicas independentes e por onde circulam fluidos que se contactam mas não se misturam. mas em lados diferentes. As fornalhas externas são utilizadas principalmente para combustíveis de baixo teor calorífico. Caldeiras Caldeira é um recipiente metálico cuja função é. As caldeiras em geral são empregadas para alimentar máquinas térmicas. Tipos Caldeiras flamotubulares As caldeiras de tubos de fogo ou tubos de fumaça. aquecendo e vaporizando a água que se encontra externamente aos mesmos. A fornalha interna fica no corpo cilíndrico. o que permite o processo de transferência de calor do lado aquecido e saturado para o lado frio e novo. cedendo calor a mesma. Ambos os fluxos de ar (ar fresco e ar saturado) passam pelas placas. a produção de vapor através do aquecimento da água.com 211 . fechado nas extremidades por placas chamadas espelhos . Podem ser de fornalha interna ou externa MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Caldeiras verticais Os tubos são colocados verticalmente num corpo cilíndrico. Os gases de combustão sobem através de tubos. entre muitas.

Caldeiras escocesas Esse tipo de caldeira foi concebido para uso marítimo. FORNOS Nos processos de destilação de petróleo é necessário fornos.por usar carvão ou lenha como combustivel. podem circular em 2. Os fornos tem a função de aquecer o petróleo bruto ou reduzido a ser destilado.A parte inferior de uma coluna de destilação. até as modernas unidades compactas.com 212 . Refervedor . São concepções que utilizam tubulação e tubos de menor diâmetro. constituindo-se. Conseguem rendimentos de até 83%. por ser bastante compacta. e a circulação dos gases é feita por ventiladores. de grande volume de água. A caldeira locomóvel é tipo multitubular. Podem ter de 1 a 4 tubos de fornalha.Caldeiras horizontais Esse tipo de caldeira abrange várias modalidades. As de 3 e 4 são usadas na marinha. Caldeiras locomotivas e locomóveis Como o proprio nome já diz: nas caldeiras Locomotivas o vapor gerado serve para movimentar a própria caldeira (e os vagões). São construídas para pressão de até 21kg/cm2 e vapor superaquecido. por onde passam os gases quentes. por onde se injeta o calor MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. apresentando uma dupla parede metálica. São de largo emprego pela facilidade de transferência de local e por proporcionarem acionamento mecânico em lugares desprovidos de energia elétrica. Essas caldeiras operam exclusivamente com óleo ou gás. Podem ser: aquecedores ou refervedores. Os gases quentes. oriundos da combustão verificada na fornalha interna. assim num todo trans portável e pronto para operar de imediato. necessário a cada operação.3 e até 4 passes. por onde circula a água do próprio corpo. As pricipais caldeiras horizontais apresentam tubulações internas. desde as caldeiras cornuália e lancashire.praticamente fora de uso hoje em dia. Todos os equipamentos indispensáveis ao seu funcionamento são incorporados a uma única peça.

motor a diesel. A entrada do líquido na bomba é chamada de sucção. A diferença de pressão na sucção e no recalque da bomba é conhecido como altura manométrica total (Hman) e que determina a capacidade da bomba em transferir líquido.com 213 . como um motor elétrico. onde a pressão pode ser inferior à atmosférica (vácuo) ou superior. manutenção adequada • • • Mesmo tomando todos os cuidados com a operação e manutenção.ruído anormal. Os principais requisitos para que uma bombacentrífuga tenha um desempenho satisfatório. sem apresentar nenhum problema. O local de saída do líquido da bomba é conhecido como de recalque.) problemas relacionados a partes da bomba ou do motor: .refrigeração . é considerada defeituosa e deve ser retirada de operação o mais cedo possível. expressa em energia de pressão. operação com os devidos cuidados e.perda de lubrificação . são: instalação correta. movimentando o líquido e criando a força centrífuga que se trasnforma em energia de pressão. etc. os engenheiros freqüentemente enfrentam problemas de falhas no sistema de bombeamento. • • • vazamentos na carcaça da bomba níveis de ruído e vibração muito altos problemas relacionados ao mecanismo motriz (turbina ou motor) MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Ela funciona da seguinte maneira: Uma fonte externa à bomba. é a inabilidade para produzir a vazão ou a carga desejada. etc. em função das pressões que deverá vencer. perda de jato. refrigeração deficiente.contaminação por óleo . Existem muitas outras condições nas quais uma bomba. ou carga. As causas mais comuns. apesar de não sofrer nenhuma perda de fluxo. etc. são: • • problemas de vedação (vazamentos.. gira um ou mais rotores dentro do corpo da bomba. Uma das condições mais comuns que obrigam a substituição de uma bomba no processo.BOMBAS CENTRÍFUGAS Bomba centrífuga é o equipamento mais utilizado para bombear líquidos. transferindoos de um local para outro.

erros de projeto 2. e no caso de uma falha. a tarefa mais importante é descobrir se houve falha mecânica da bomba. Um pouco de cuidado. nem as condições são mutuamente excludentes. Assim. mas os sintomas são diferentes. No caso de qualquer falha mecânica ou dano físico interno na bomba. é converter a energia de uma fonte motriz principal (um motor elétrico ou turbina). Qualquer engenheiro operacional. em energia de pressão do fluido que está sendo bombeado. ou difusor. se a deficiência é do processo. em velocidade ou energia cinética. que deseje proteger suas bombas de falhas freqüentes. a princípio. Muitas vezes quando uma bomba é enviada à oficina. pode prevenir a bomba de defeitos permanentes. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. má operação 3. Seu propósito.Obviamente. também deverá ter um bom conhecimento da mecânica das bombas. Freqüentemente a causa raiz da falha é a mesma.com 214 . ou ambos. nem a lista de condições de falhas mostrada acima é completa. na maioria das vezes. há principalmente três tipos de problemas com as bombas centrífugas: 1. o engenheiro de operação deverá informar com detalhes à unidade de manutenção. e então. quando os primeiros sintomas de um problema aparecem. a decisão de retirar uma bomba de operação e enviá-la para manutenção/conserto. práticas de manutenção ineficientes Mecanismo de Funcionamento de uma Bomba Centrífuga Uma bomba centrífuga é. Em tais situações. com o passar do tempo. A prevenção efetiva requer a habilidade para observar mudanças no desempenho. só deve ser tomada depois de uma análise detalhada dos sintomas e causas do defeito. com formação típica em engenharia química. os encarregados da manutenção não acham nada de errado ao desmontá-la. As transformações de energia acontecem em virtude de duas partes principais da bomba: o impulsor e a voluta. a capacidade para investigar a sua causa e adotar medidas para impedir que o problema volte a acontecer. Em geral. além de de um bom entendimento do processo. o equipamento mais simples em qualquer planta de processo.

Geração da Força Centrífuga O líquido entra no bocal de sucção e. proporcionando-lhe uma aceleração centrífuga. abaixo. são expressas em termos de altura de coluna do líquido. Quanto mais rápido o impulsor move-se. ou quanto maior é o impulsor. Cria-se uma área de baixa-pressão no olho do impulsor. causando mais fluxo de líquido através da entrada. carga. A Figura 1. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados 215 maxshopping10@gmail. Trajetória do fluxo de líquido dentro de uma bomba centrífuga Conversão da Energia Cinética em Energia de Pressão A energia criada pela força centrífuga. Note bem: Todas as formas de energia envolvidas em um sistema de fluxo de líquido. como folhas líquidas. Fazendo uma analogia para melhor compreensão. A voluta ou difusor. no centro de um dispositivo rotativo conhecido como impulsor.• • O impulsor é a parte giratória que converte a energia do motor em energia cinética. isto é. o fluido é impulsionado nas direções radial e tangencial pela força centrífuga. é a parte estacionária que converte a energia cinética em energia de pressão. logo em seguida.com . Como as lâminas do impulsor são curvas. esta força que age dentro da bomba é a mesma que mantém a água dentro de um balde. A quantidade de energia fornecida ao líquido é proporcional à velocidade na extremidade. é energia cinética. da hélice do impulsor. ele imprime uma rotação ao líquido situado nas cavidades entre as palhetas externas. Quando o impulsor gira. ou periferia. mostra um corte lateral de uma bomba centrífuga indicando o movimento do líquido. girando na extremidade de um fio.

suas causas. que reduz a velocidade do líquido. Em geral. Entre elas se incluem: • • • • • • • • Grandes vazamentos na carcaça. A compreensão clara do conceito de cavitação. A primeira exigência é que nenhuma cavitação ocorra ao longo da grande faixa operacional da bomba 2. Como há muitas formas de cavitação. durante a operação. cada uma exigindo uma solução diferente. há várias condições desfavoráveis que podem acontecer separadamente ou simultaneamente. Exigências Básicas para uma Operação Perfeita de Bombas Centrífugas As bombas centrífugas são extremamente simples. e na caixa de recheio Deflexão e cisalhamento de eixos Travamento do mecanismo interno da bomba Erosão de tolerâncias íntima Cavitação Degradação da qualidade do produto Estocadas hidráulicas excessivas Quebra prematura de mancais MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.com 216 . de acordo com o princípio de Bernoulli. em termos de altura de líquido) é aproximadamente igual à energia de velocidade na periferia do impulsor. A segunda exigência é que um fluxo contínuo mínimo seja sempre mantido. no lacre. Então. a carga desenvolvida (pressão. ganha no impulsor. A primeira resistência é criada pela carcaça da bomba. tende a diminuir pelas resistências que se opõem ao fluxo. há duas exigências básicas que sempre têm que ser satisfeitas para se ter uma operação livre de dificuldades e uma vida útil mais longa para bombas centrífugas. 1. o líquido sofre desaceleração e sua velocidade é convertida a pressão. e tanto maior será a energia fornecida ao líquido. seus sintomas.maior será a velocidade do líquido na hélice. Esta energia cinética do líquido. No bocal de descarga. e suas conseqüências são muito essenciais na análise efetiva e prevenção do problema de cavitação. quando a bomba é operada a baixas vazões.

pelo contato entre os fluidos. atingindo uma temperatura final comum. Estes equipamentos podem ser fabricados com diversos tipos de configurações e materiais. para um meio de difícil transferência (a. Cobre. Alumínio. seja envolvendo modificações na bomba e sua tubulação ou alterando as condições operacionais. As conseqüências de condições prolongadas de operação com cavitação e baixo fluxo podem ser desastrosos para a bomba e para o processo. Desuperaquecedores de caldeira ("desuperheater"). freqüentemente causam fogos prejudiciais que resultam em perda da máquina. A transferência de calor pode se efetuar de quatro maneiras principais: • • • • pela mistura dos fluidos. etc. mas também diminui significativamente os seus efeitos prejudiciais. Quando necessitamos de grandes áreas para transmissão de calor. PERMUTADORES CASCO/TUBOS Os trocadores de calor sempre serão utilizados quando houver necessidade de transferir calor de um meio de fácil transferência de calor * (água. de vidas humana. (Aço..). Tais falhas. quando se opera com hidrocarbonetos. etc. ... Assim. A decisão final sobre o fluxo mínimo recomendado é tomada após cuidadosa análise "tecno-econômica" pelo usuário da bomba e o fabricante. Aquecedores da água de alimentação em ciclos de potência regenerativos.. Condensadores de contato direto ("direct contact condenser"). O ELEMENTO TUBULAR: A realização de serviços industriais requer o uso de um grande número de equipamentos com tubos duplos. • • • • Troca de calor sensível. com armazenagem intermediária.Cada condição pode ditar uma exigência de baixo fluxo mínimo diferente. gás. ou vice versa..). Troca de calor pela mistura dos fluidos Um fluido frio em um fluido quente se misturam num recipiente. tais situações devem ser evitadas a todo custo. da produção.com 217 .. Estes consomem uma considerável área do terreno e também garantem um grande número de pontos através dos quais é possível ocorrer escoamento ( vazamentos ). etc.) Trocador de calor é o dipositivo que efetua a transferência de calor de um fluido para outro. A seleção e dimensionamento correto da bomba e da tubulação associada. não só eliminam as chances de cavitação e operação a baixa vazão. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. e através de um parede que separa os fluidos quente e frio. Latão. vapor. Aço Inoxidável. elas podem ser facilmente obtidas com equipamentos multitubular fechado (Casco Tubos) que consiste de diversos tubos que passam no interior de um invólucro ou carcaça. e pior de tudo.

Ar seco e quente. Existem dois tipos básicos de regeneradores: Estacionários e Rotativos. geralmente gases. como o existente em climas desérticos. caldeiras. tendo utilização em amplas faixas de capacidade. Coeficiente de película bastante elevados são obtidos do lado do leito fluidizado. Resfriamento e umidificação da ar . Eles podem ser classificado quanto: Utilização: • • • • • Permutadores. Ar quente e úmido é resfriado e desumidificado em contato com "spray"de água fria. quente e frio. Resfriadores / Aquecedores Condensadores Evaporadores vaporizadores Classificação dos Recuperadores quanto ao Arranjo do Escoamento dos Fluidos • • • Correntes Paralelas Contracorrente Correntes Cruzadas Assim pode-se dizer que a aplicabilidade dos trocadores de calor é bastante diversificada e variada. como a areia po exemplo. é resfriado e umidificado.("spray dehumidifier"). Este tipo compreende basicamente os recuperadores. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.Troca Témica por Contato entre os Fluidos • • • Resfriamento da água .com 218 . reatores nucleres etc. Resfriamento e desumidificação da ar . além dos trocadores de calor com leito fluidizado. O ar é aquecido e umidificado em contato com um "spray"de água fria.torres de resfriamento ("cooling tower"). através da qual passa o calor. Troca térmica com armazenagem intermediária • A troca térmica com armazenagem intermediária se dá nos regenerado: neles o calor é alternativamente fornecido e retirado das paredes e do enchimento do trocador ( "Packing" ou "Filler") pelo escoamento sucessivo dos fluidos. neste último uma das superfícies da parede está em contato com um leito de partículas sólidas fluidizadas.("Air washer"). desde um pequeno transistor até refinarias. • Troca térmica através de uma parede que separa os fluidos Neste tipo de trocador um fluido é separado do outro por uma parede.

MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.com 219 .

com 220 .MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.

com 221 .MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.

. Em indústrias de processamento. . boa parte das indústrias alimentícias e farmacêuticas. indústrias petroquímicas. indústrias químicas.com 222 . refinarias de petróleo.Distribuição de gases e/ou líquidos industriais.Distribuição de ar comprimido.TUBULAÇÕES INDUSTRIAIS Conjunto de tubos e seus acessórios Aplicações: .Distribuição de vapor para força e/ou para aquecimento. . . PROCESSOS DE FABRICAÇÃO DE TUBOS MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.Distribuição de água potável ou de processos industriais. o custo das tubulações pode representar 70% do custo dos equipamentos ou 25% do custo total da instalação.Distribuição de óleos combustíveis ou lubrificantes.

impurezas ou contaminantes. na maioria dos casos.MATERIAIS PARA TUBOS É muito grande a variedade dos materiais atualmente utilizados para a fabricação de tubos.com 223 . Velocidade. Caso típico é corrosão versus custo. FATORES DE INFLUÊNCIA NA SELEÇÃO DE MATERIAIS A seleção adequada é um problema difícil porque. Toxidez. Resistência à corrosão. pH. os fatores determinantes podem ser conflitantes entre si. Possibilidade de contaminação. Só a ASTM especifica mais de 500 tipos diferentes. A seleção e especificação do material mais adequado para uma determinada aplicação pode ser um problema difícil cuja solução depende de diversos fatores. Os principais fatores que influenciam são: Fluido conduzido – Natureza e concentração do fluido. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.

Natureza dos esforços mecânicos – Tração. Tempo de vida para efeito de projeto é de aproximadamente 15 anos. usinabilidade. Segurança – Do maior ou menor grau de segurança exigido dependerão a resistência mecânica e o tempo de vida. pesos. esforços de montagem etc.) Nível de tensões do material – O material deve ter resistência mecânica compatível com a ordem de grandeza dos esforços presentes. Disponibilidade dos materiais – Com exceção do aço-carbono os materiais tem limitações de disponibilidade. reações de dilatações térmicas. ação do vento.Condições de serviço – Temperatura e pressão de trabalho. ( pressão do fluido. mesmo que sejam condições transitórias ou eventuais. Flexão. sobrecargas. Esforços cíclicos etc. (Consideradas as condições extremas. Sistema de ligações – Adequado ao tipo de material e ao tipo de montagem. facilidade de conformação etc. Custo dos materiais – Fator freqüentemente decisivo. Facilidade de fabricação e montagem – Entre as limitações incluem-se a soldabilidade. Experiência prévia – É arriscado decidir por um material que não se conheça nenhuma experiência anterior em serviço semelhante. Compressão. Vibrações. Deve-se considerar o custo direto e também os custos indiretos representados pelo tempo de vida. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Tempo de vida previsto – O tempo de vida depende da natureza e importância da tubulação e do tempo de amortização do investimento.com 224 . Esforços estáticos ou dinâmicos. e os conseqüentes custos de reposição e de paralisação do sistema. Choques.

A EVOLUÇÃO DAS TECNOLOGIAS E SISTEMAS DE CONTROLE DE PROCESSOS INDUSTRIAIS O controle de processos industriais. as vantagens geradas compensavam essas desvantagens. assim como. em alguns casos. Com o crescimento do número de processos gerenciados nas plantas. sendo inicialmente uma tecnologia proprietárias. necessitando da interferência constante de um operador. que se seguidas. inclusive utilizando-se sistemas wireless. pode-se retornar os elementos controladores para o campo. era totalmente executado de forma manual. considerando sempre os aspectos particulares de cada processo específico. os quais ficaram mais robustos.com 225 . sendo os mesmos. podendo-se. os quais possuem normas bem definidas e de domínio público. perdendo-se as vantagens geradas pela referida proximidade entre os equipamentos. As plantas de processo antigas possuíam seus controladores e registradores instalados diretamente no campo. no início de sua implantação. entretanto. mais vantajosa para uma determinada aplicação específica. sempre objetivam a eliminação ou minimização de algum problema gerado pela implementação anterior. a mesma traz consigo. As alternativas desenvolvidas durante o desenrolar da historia da automação e controle de processos foram sendo consolidadas ou invalidadas por essa metodologia a qual confronta as vantagens e as desvantagens de cada implementação. garantem a intercomunicação entre equipamentos certificados. Devicebus e Fieldbus. A definição pela utilização ou não da nova solução é sempre baseada em uma análise da relação custo x benefício disponibilizada. o qual MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. ajuste e configuração a partir de uma localização remota. os quais podem ser fornecidos por vários fabricantes diferentes. diminuindo o atraso e a dificuldade de manutenção. necessitou-se implementar as salas de controle centralizadas. com o desenvolvimento das comunicações digitais. Esses protocolos ficaram conhecidos como Barramentos de Campo ou Fieldbuses. fisicamente muito próximos aos sensores e elementos finais de controle. Com a evolução dos sistemas eletrônicos. equipamentos e sistemas de controle de processos industriais. entretanto sempre que se desenvolve uma nova solução buscando a obtenção de maiores vantagens. sem contudo perder-se as funcionalidades de monitoramento.NOÇÕES DE CONTROLE DE PROCESSOS A evolução das tecnologias. o que garantia simplicidade e velocidade de comunicação entre esses elementos. sendo cada uma destas. A tecnologia atual evoluiu dessas implementações. A implementação que permitiu essa evolução foi denominada Rede de Chão de Fábrica. algumas desvantagens intrínsecas. concretizando os chamados Protocolos Abertos de Comunicação Digital. classificados quanto ao tipo de dispositivo que comunicam e quanto ao formato dos dados que transportam. Esta classificação abrange as redes Sensorbus. Isso gerou atrasos e dificuldades de manutenção na planta. efetua-los via internet.

(figura). Controle Executado de Forma Manual Muito rapidamente identificou-se que esse tipo de controle não era eficiente. resultando em amplitudes excessivamente grandes de variação.com 226 . pois existia um retardo muito grande na correção do valor da variável. Ação do Controle Manual MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. dentro de limites pré-estabelecidos.era responsável por monitorar suas variáveis e intervir de forma corretiva visando à manutenção dos valores das mesmas. Isso demonstrou concretamente sua inviabilidade para o controle de processos que priorizavam a qualidade do produto e/ou a segurança em suas instalações.

forçando-a a se aproximar cada vez mais do referido valor de referência. com a mínima interferência humana. a qual se encarrega de desenvolver e aplicar técnicas para medição. Derivativo). Esse por sua vez. começaram os esforços para a automatização dos sistemas de controle. indicação. possibilitaram a realização de um controle da variável do processo. Estes sistemas de controle utilizavam equipamentos que realizavam a medição do valor da variável e transmitiam uma informação referente ao mesmo a um dispositivo controlador. Com isso. foram desenvolvidas estratégias que. emitindo um comando de correção. Este comando de correção era transmitido por um determinado meio de comunicação até um atuador. objetivando desenvolver dispositivos que pudessem governar a si próprios. caso os mesmos apresentassem alguma diferença. o qual se responsabilizaria pela ação de correção da variável. visando a sua otimização. Ação do Controle Automático MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Este desenvolvimento baseou-se em uma ciência denominada Instrumentação.com 227 .A partir dessa conclusão. Integral. registro e controle de processos de fabricação. diminuindo a amplitude de sua variação e estabilizando-a em um tempo suficientemente curto. efetuava comparações entre esse valor e um valor de referencia. a exemplo do controle PID (Proporcional.

controladores e elementos finais de controle. em malhas de controle mais antigas. a partir da diminuição o número de operadores necessários para a manutenção do controle. modulado proporcionalmente ao valor da variável medida. considerando-se os padrões da época.O desenvolvimento desse tipo de controle trouxe várias vantagens. • Diminuição dos acidentes de trabalho. a tecnologia pneumática. • Aumento da qualidade dos produtos. a partir de uma menor presença humana em áreas insalubres e/ou perigosas. fossem instalados bem perto uns dos outros. permitia uma boa velocidade de comunicação. equipamentos funcionando perfeitamente com esse tipo de metodologia. a partir da diminuição do tempo necessário à correção dos parâmetros e do aumento de precisão no ajuste dos mesmos. sendo esta tecnologia a primeira a receber uma faixa padronizada de valores (3 e 15 psi). a qual funcionava através da emissão de um sinal analógico.com 228 . podendo ainda hoje se encontrar. Esta implementação denominada de Controle Local. Diminuição do gasto com remuneração de mão-de-obra. A primeira metodologia de transmissão de informações entre os componentes dos sistemas de controle utilizava. • Desenvolvimento de possibilidades para efetivação de controle em áreas inviáveis à presença humana. permitindo que os sensores. a citar: • • Aumento da produtividade. Os primeiros sistemas automáticos desenvolvidos foram implementados totalmente no campo. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.

tanto para os operadores quanto para os dispositivos controladores. uma velocidade de comunicação maior que o da tecnologia anterior. conforme aumentavam o tamanho e a complexidade dessas instalações. Essas metodologias de controle situadas totalmente no campo possuíam. Essa nova disposição das instalações permitiu a execução da configuração de vários controladores do processo a partir de um único ponto. Com o passar do tempo. (figura abaixo). Isso também possibilitou a implementação de um ambiente protegido. tinham a grande desvantagem de necessitar que o operador se deslocasse ao campo sempre que o mesmo tinha de efetuar algum ajuste nos equipamentos. centralizando-os em uma sala de controle.com 229 . os quais também eram analógicos e modulados proporcionalmente ao valor da variável medida. Os mesmos foram padronizados na faixa de 4 a 20 mA. entre outras vantagens. as dificuldades no gerenciamento das plantas de processo foram gradativamente aumentando. Entretanto.A segunda metodologia de transmissão já utilizava sinais de corrente elétrica. possuindo como vantagem. O desenvolvimento de processo evolutivo moveu os controladores do campo para um local remoto ao processo. um projeto simples. um custo reduzido e controle totalmente distribuído. Sala de Controle Remota ao Processo MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. sem a necessidade do operador deslocar-se até o campo.

a qual era utilizada para melhorar e garantir o desempenho do transmissor. Com essa incorporação os transmissores de campo começaram a poder contar com algum processamento digital e com uma certa inteligência. tornando os componentes eletrônicos menos suscetíveis aos problemas de mudança de temperatura. Com a continuidade do processo evolutivo. Outro aspecto a se considerar é que o operador. ainda não era capaz de conviver com os níveis de umidade e temperatura característicos do campo. aumentando também. a possuir comunicação digital. foram ocorrendo muitos avanços na tecnologia de semicondutores e de microprocessadores. como por exemplo: O grande número e comprimento dos cabos de interligação. pois a tecnologia eletrônica da época. Apesar de todas as vantagens obtidas com a implantação das salas de controle. Outra desvantagem foi o aumento do atraso na comunicação. (figura abaixo). toda comunicação entre os dispositivos continuava seguindo o padrão de 4 a 20 mA. serem incorporados aos transmissores que operam diretamente no campo. os quais acarretavam um aumento tanto na dificuldade quanto nos custos de instalação e manutenção. gerado pelo distanciamento entre os controladores instalados no interior da sala e os demais dispositivos que continuavam instalados no campo. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Um próximo passo na evolução foi a criação dos chamados SDCD (Sistemas Digitais de Controle Distribuído) os quais se apresentaram como um dos primeiros sistemas utilizados na automação. Entretanto a sala de controle poderia abrigá-los e mantê-los em perfeitas condições de operação. aos mesmos. Entretanto. acabava tendo que se deslocar ao campo sempre que precisava efetuar algum ajuste nos transmissores ou posicionadores de válvula lá instalados.Foram as características do ambiente da sala de controle que possibilitaram a implantação dos primeiros equipamentos eletrônicos no controle de processos.com 230 . a mesma também possuía suas desvantagens. ou seja continuava sendo realizada analogicamente. apesar da possibilidade de configuração dos controladores sem sair da sala de controle. aumentando sua confiabilidade e robustez e permitindo. a possibilidade de falha de comunicação devido ao rompimento de algum desses condutores.

com 231 . impossibilitando a instalação de instrumentos fornecidos por outros fabricantes na planta.Arquitetura de um Sistema Digital de Controle Distribuído As vantagens desses sistemas estavam em sua grande eficiência. robustez e na possibilidade de distribuição do controle em diversas placas eletrônicas interligadas pela rede. dessa alternativa e que os equipamentos utilizados só possuíam compatibilidade de comunicação entre si mesmos. Outra desvantagem é que estes sistemas possuíam preços muito elevados e exigiam mão-de-obra extremamente especializada. Entretanto. de forma que se uma placa apresentasse defeito e não fosse redundante perder-se-ia somente uma parte do controle da planta. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. os mesmos apresentaram-se como uma solução A desvantagem proprietária. o que deixava a empresa compradora em uma condição de dependência em relação ao fabricante do sistema. onde cada fabricante de SDCD disponibilizava toda a instalação. implicando em um risco econômico muito grande para a compradora.

inicialmente. em seu custo. entretanto. uma grande aceitação no mercado como uma alternativa de substituição dos controladores baseados em relés eletromecânicos. possuíam as mesmas desvantagens dos SDCD’s quanto à questão da interoperabilidade com equipamentos de outros fabricantes. desenvolvendo paralelamente a isso. utilizando um par de fios para cada instrumento. apesar de já se utilizar a tecnologia de redes digitais para a interligação das placas do SDCD. os quais. a comunicação com os instrumentos de campo continuava sendo analógica (4-20 mA).com 232 . esse desenvolvimento de sua capacidade impôs um aumento considerável em sua complexidade e. Uma outra inovação foi a criação dos CLP´s (Controladores Lógicos Programáveis). também procurando desenvolver métodos de comunicação digital entre seus dispositivos. e por conseguinte. cada um criou um protocolo próprio para intercomunicação entre seus controladores. se dispunham a trabalhar somente com variáveis do tipo on/off tendo pó isso. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Posteriormente. conseqüentemente. Controladores Lógicos Programáveis. foi implementada a capacidade de se efetuar controle de variáveis analógicas.Outro dado importante a ser considerado e que. Dessa forma. com Cartões de Entrada e Saída Os fabricantes dos CLP´s seguiram os mesmos passos dos fabricantes de SDCD´s. os quais também utilizavam protocolos proprietários para troca de informações. o conceito dos módulos remotos de entrada e saída de dados (Módulos de I/O).

MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.Redes Digitais de Comunicação entre CLP´s e Módulos Remotos de I/O Os fabricantes dos CLP´s seguiram os mesmos passos dos fabricantes de SDCD´s. Dessa forma. diretamente na parte físicas do equipamento instalado no campo. e por conseguinte. nos quais todos os ajustes eram feitos através de jumper’s. os mesmos migraram da classificação de transmissores convencionais. os quais também utilizavam protocolos proprietários para troca de informações. A mesma tendência evolutiva incidiu sobre os transmissores de campo. o conceito dos módulos remotos de entrada e saída de dados (Módulos de I/O). também procurando desenvolver métodos de comunicação digital entre seus dispositivos.com 233 . desenvolvendo paralelamente a isso. cada um criou um protocolo próprio para intercomunicação entre seus controladores. microswitch’s ou potenciômetros. possuíam as mesmas desvantagens dos SDCD’s quanto à questão da interoperabilidade com equipamentos de outros fabricantes. A partir da incorporação gradativa de circuitos eletrônicos.

o Protocolo Hart. pois o operador não necessitava mais ir ao campo para efetuar ajustes e configurações. constituiu um importante avanço no controle de processos. apesar da efetivação da comunicação digital. A implementação deste tipo de transmissor. tanto pela sua velocidade. e da re-aproximação física entre elemento controlador e os demais dispositivos de controle. mantendo-se a capacidade de intercomunicação entre dispositivos disponibilizados por fabricantes distintos. acabaram culminando na elaboração do Protocolo HART (Highway Addressable Remote Transducer). Os próximos estudos evolutivos visaram à eliminação das desvantagens geradas pela implementação das salas de controle. partindo de duas diretrizes principais: a diminuição do número de cabos de interligação. BIONDO & SOUZA (2001.passando em um segundo momento. desde que se pudesse continuar efetuando seus ajustes e configurações remotamente. o que diminuiria o tempo gasto durante a comunicação entre os mesmos. podendo então se classificar como transmissores Smart. os referidos protocolos de comunicação erram proprietários. apesar de possibilitar inúmeras inovações. 31). Segundo FAYAD. ela se restringia a transmissão de dados de configuração. A obtenção real dessa solução começou a ser permitida quando do desenvolvimento dos Transmissores Inteligentes e dos Protocolos Abertos de Comunicação Digitais de Dados para MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Entretanto. o que aumentaria a confiabilidade do sistema e facilitaria a identificação e correção dos pontos de falha. mas no decorrer dos anos. o primeiro padrão onde equipamentos de vários fabricantes diferentes foram capazes de se comunicar entre si. quanto pela sua implementação de mensagens.com 234 . A conclusão obtida nesses estudos e que a solução ideal seria o retorno dos dispositivos controladores ao campo. ainda não era o ideal para a troca de dados de controle entre inúmeros equipamentos em um mesmo par de fios. que continuavam sendo transmitidos na forma de um sinal analógico de 4 a 20 mA. Inicialmente. p. a permitir configuração remota através de um protocolo de comunicação digital. não contemplando ainda. os valores das variáveis de processo.

em um sistema com comunicação analógica. Ao chegar ao controlador. a informação relativa ao valor da variável de processo precisa passar novamente por uma conversão A/D. também conhecidos como Barramentos de Campo. Os Transmissores Inteligentes. Isso repercute em uma maior imunidade aos campos magnéticos existentes nas proximidades do processo controlado. incluindo a transmissão dos valores relativos às variáveis de processo. ser enviada ao posicionador da válvula de controle. antes de ser processada. Para esclarecer isso. o qual necessita ser convertido para um valor digital (conversão A/D) de forma a ser processado pelo transmissor. existe um grande número de conversões de dados analógicos para digitais (A/D) e de digitais para analógico (D/A). pois o mesmo funciona digitalmente. na possibilidade de se ter um maior número de informações de diagnóstico circulando na rede. pois o método de transmissão utilizado funciona analogicamente (4 a 20 mA).11. o que aumenta ainda mais a confiabilidade da mesma. A variável controlada. que agora representa um comando para a válvula de controle. e MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. para poder ser transmitido ao controlador. passando por outra conversão D/A para poder. podendo efetuar o chamado controle local. fornecem a possibilidade de realização de processamento on-board. Entretanto. por serem micro-processados. ou seja. assim como.com 235 . Fieldbuses ou Redes de Chão de Fábrica. necessita ser re-convertido para um valor analógico (conversão D/A). podendo executar no próprio campo.Controle de Processos. Outra vantagem obtida com a utilização de Transmissores Inteligentes conjuntamente com um sistema Fieldbus é que toda a comunicação realizada é digital. Um outro aspecto importantíssimo a ser considerado é o ganho de precisão e de desempenho obtido com a comunicação digital. vazão no caso do exemplo. as funções do controlador. faz-se necessário uma análise comparativa entre um sistema com comunicação analógica e um com comunicação digital: Conforme pode ser observado na figura 2. Neste ponto o sinal. possui um valor essencialmente analógico. finalmente. depois de processado pelo transmissor.

a necessidade de se ter um elemento a mais. Considerando-se que.novamente convertido para digital. uma do valor analógico da variável controlada para um valor digital na entrada do transmissor. eliminando-se assim. esse valor. sendo. reprocessado no posicionador da válvula e somente aí será reconvertido de digital para um valor análogico de deslocamento da haste da válvula. pode-se concluir que o processo seria muito mais eficiente caso se minimizasse esse número de conversões. única e exclusivamente para a realização das funções de controle. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. No caso de um sistema com comunicação digital. Perceba que em um sistema Fieldbus. porcessado digitalmente. totalizando 6 (seis). Sistema com Comunicação Analógica Pode-se observar que ocorreram 3 (três) conversões A/D e 3 (três) conversões D/A.com 236 . como os elementos de campo podem executar a função de controlador. a cada conversão perde-se. sendo processado de forma a produzir um valor analógico de deslocamento da haste da referida válvula. somente duas conversões serão executadas. enviado neste mesmo formato pelo meio de comunicação digital. tanto é possível se realizar o processamento do PID no transmissor quanto no posicionador da válvula. um pouco da precisão do valor e necessita-se de um tempo a mais para a realização das mesmas.

nenhuma outra conversão seria realizada. O controle em malha aberta consiste em aplicar um sinal de controle pré-determinado. esperando-se que ao final de um determinado tempo a variável controlada atinja um determinado valor ou apresente um determinado comportamento. tendo em vista que tanto o processamento quanto à transmissão do sinal são digitais. Mais MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Na presença de distúrbios. mesmo que existisse um ou mais controladores intermediários no sistema.Entretanto. a saída do sistema não é nem medida nem realimentada para comparação com a entrada de referência. Sistema com Comunicação Digital SISTEMAS DE CONTROLE E REALIMENTAÇÃO Controle em Malha Aberta São sistemas de controle em que a saída não tem efeito algum sobre a ação de controle. cada entrada de referência está associada a uma condição de operação fixa. Portanto. Em outras palavras. Assim. um sistema de controle de malha aberta não terá um desempenho satisfatório.com 237 . um sistema em malha aberta sópode ser utilizado se a relação entre entrada e saída for conhecida e se não há distúrbios internos nem externos. Neste tipo de sistema de controle não são utilizadas informações sobre evolução do processo para a determinar o sinal de controle a ser aplicado em um determinado instante. na prática.

Em geral. o sinal de controle não é calculado a partir de uma medição do sinal de saída. a temperatura do forno ao final do tempo pré-determinado será exatamente a desejada. Dependendo da experiência do motorista a velocidade final se mantera' próxima de 80 Km\h. dependência do julgamento e da estimativa humana. a temperatura ficará um pouco acima ou um pouco abaixo do valor desejado. mas somente com muita sorte ele conseguirá manter a velocidade em 80 Km\h. Assim. a temperatura interna final do forno será diferente se a temperatura externa for de 5 C (inverno) ou 30 C (verão). nenhuma adaptação a variações externas (perturbações). Controle em malha aberta Exemplo: Imagine um automóvel sem velocimetro. Obviamente. De uma maneira geral. estima o tempo que o forno deve ficar ligado a plena potência para que a temperatura chegue a um determinado valor. Controle em Malha Fechada No controle em malha fechada. Isto é feito a partir de uma realimentação da saída para a entrada. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Deseja-se manter a velocidade constante em um determinado valor: 80 Km\h por exemplo. O dispositivo que utiliza o sinal de erro para determinar ou calcular o sinal de controle a ser aplicado à planta é chamado de controlador ou compensador. Exemplo: Considere o controle de um forno onde um operador com uma determinada experiência. este tipo de sistemas são em geral simples e baratos. Os exemplos acima ilustra as características básicas de um sistema de controle que opera em malha aberta: imprecisão. informações sobre como a saída de controle está evoluindo são utilizadas para determinar o sinal de controle que deve ser aplicado ao processo em um instante específico. Por outro lado. se ele precisar subir (descer) uma lomba. a fim de tornar o sistema mais preciso e de fazer com que ele reaja a perturbações externas. o sinal de controle é determinado de forma a corrigir este desvio entre a saída e o sinal de referência. Além disto. apenas com muita sorte.com 238 . pois não envolvem equipamentos sofisticados para a medição e/ou determinação do sinal de controle. a velocidade irá diminuir (aumentar). O diagrama básico de um sistema de controle em malha-fechada é mostrado na figura abaixo. a temperatura final do forno provavelmente irá variar dependendo de variações temperatura ambiente. ou seja. O motorista estima então com qual pressão ele deverá pisar no acelerador e mantém o acelerador com esta pressão. Por outro lado. o sinal de saída é comparado com um sinal de referência (chamado no jargão industrial de set-point) e o desvio (erro) entre estes dois sinais é utilizado para determinar o sinal de controle que deve efetivamente ser aplicado ao processo.especificamente.

Neste sentido. simplesmente. Além disto. O mesmo tipo de controle ele fará quando estiver subindo ou descendo uma lomba. então aplica-se ao forno uma potência proporcional a esta diferença. Em termos de estabilidade: Um sistema de controle em malha aberta costuma ser mais simples de se implementar. Se a velocidade passar do valor desejado ele "alivia o pé". uma vez que a estabilidade do sistema não éa maior preocupação. garantindo ao sistema de controle uma boa precisão. Se a temperatura dentro do forno é menor que a referência. garantindo ao sistema capacidade de adaptação a perturbações externas. o que não épossível em malha aberta. a temperatura dentro do forno tenderá a crescer diminuindo a diferença com relação a referência. Desta maneira. MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. Esta característica permite que se utilize componentes relativamente menos precisos e mais baratos para se obter um controle satisfatório de uma dada planta. Exemplo: Considere o mesmo exemplo do forno. O motorista pode então monitorar a velocidade e variar a pressão com que ele pisa no pedal de forma a manter a velocidade no valor desejado. se a velocidade cair um pouco do valor desejado ele "pisa" um pouco mais forte no acelerador. Suponha agora que a temperatura interna do forno é medida e o seu valor é comparado com uma referência préestabelecida. se desligaria o aquecimento do mesmo. a temperatura do forno tenderia sempre a estabilizar no valor de referência ou em um valor muito próximo desta. e.Controle em malha fechada Vantagens: O uso de realimentação torna o sistema relativamente insensível a distúrbios externos e variações internas de parâmetros do sistema. ou. No caso do erro ser negativo (temperatura do forno maior que o valor de referência) acionaria-se um sistema de resfriamento do forno com potência proporcinal a este erro. Suponha agora que o carro possui um velocímetro.com 239 . Exemplo: Considere o mesmo exemplo do automóvel. variações da temperatura externa (que fariam variar a temperatura dentro do forno) seriam compensadas pelo efeito da realimentação.

ou seja. permite entre outros: • • • • aumentar a precisão do sistema. caso você a tenha comprado através de outro vendedor.com 240 . ATENÇÃO A comercialização desta apostila é exclusiva de MAXSHOPPING10. passando-se por autor de meu material.com com uma denúncia.Em resumo. tornar o sistema robusto Observações: Para sistemas em que as entradas são conhecidas a priori e nos quais não hádistúrbios é aconselhável o uso de controle em malha aberta. eventualmente. diminuir a sensibilidade do sistema a variações dos parâmetros do processo. utilizando nicks falsos para comprar e depois revender no site. Obrigado e Boa Sorte! MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail. a utilização da realimentação e. estabilizar um sistema naturalmente instável em malha aberta. O uso de sistemas de controle em malha fechada évantajoso basicamente quando estão presentes distúrbios imprevisíveis e/ou variações imprevisíveis nos componentes do sistema. melhorar a dinâmica do sistema e. rejeitar o efeito de perturbações externas. favor envie um e-mail para maxshopping10@gmail. Esta medida visa coibir o plágio e dar início às medidas cabíveis contra aqueles que usam de má fé. portanto. do controle em malha fechada.

com 241 .MAXSHOPPING10 – Direitos Reservados maxshopping10@gmail.

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