Apostila de Comandos Elétricos

Instrutor: Anderson Batista

Julho/2006

1. O que é um comando elétrico?
Introdução: Dispositivos elétricos de potência como motores, resistências, válvulas solenóides, etc. precisam ser comandados, isto é, deve ser possível ligá-los ou desligá-los conforme a necessidade. Para tanto, são utilizados dispositivos específicos para este fim, que são conhecidos como dispositivos de manobra. Os dispositivos de manobra podem ser do tipo manual, como as chaves de potência ou automáticos como os contatores, relés e eletroválvulas. Estes dispositivos de manobra são ativados pelo acionamento de uma bobina, por isso eram conhecidos como chave eletromagnética. Dessa forma, bastava energizar a bobina de um contator para acionar a carga elétrica que este porventura estivesse comandando. E basta desenergizá-la para desligar a carga. Entretanto, não era suficiente controlar dispositivos por meio do acionamento de uma bobina de um contator era necessário muitas vezes acionar as cargas numa seqüência lógica, ou a intervalos de tempo regulares, ou seja, havia a necessidade de um relacionamento lógico entre os elementos de manobra, uma necessidade que levou a implementação da chamada “lógica de contato”. Além da necessidade de seqüênciar os acionamentos, uma outra necessidade se estabeleceu, que era há de desabilitar manobras que não poderiam ser executadas simultaneamente com outra, sob pena, de dano ou falha iminente. O bloqueio de manobras de forma automática, visando proteger o sistema de falhas e danos denomina-se intertravamento. Surgem também os dispositivos destinados a manobrar não cargas de potência, mas sim outros dispositivos de manobra, ou seja, são dispositivos destinados a trabalhar com pequenas correntes e a auxiliar no estabelecimento de lógica entre os dispositivos de manobra. São portanto chamados de dispositivos de comando ou dispositivos auxiliares. A necessidade de manobras seqüenciais e de intertravamento, implementados através de “lógica de contato” com dispositivos exclusivamente eletromecânicos deram origem ao que se chama de comandos elétricos. Atualmente os comandos não são mais puramente elétricos, mas envolvem alguma eletrônica, tais como, relés de tempo e outros. Assim sendo, hoje em dia, comandos elétricos são aqueles implementados por dispositivos de manobra e/ou comando eletromecânicos e dispositivos eletrônicos interligados por fios. Normalmente estes dispositivos ficam protegidos por meio de caixas metálicas e são conhecidas como painéis de comando ou quadros de comando. Dada a natureza discreta da atuação do contator, isto é, pode-se acionar a ele dois estados lógicos possíveis, como ligado ou desligado, temos que a representação binária de um computador ou controlador digitais é mais do que adequada para a implementação da chamada lógica de contato. Essa é à base dos Controladores Lógicos Programáveis, ou simplesmente CLP. Assim sendo, os arranjos de contatos para fins de lógica estão sendo substituídos pelos CLP’s com vantagens tais como: facilidade de manutenção, reduz de espaço e custo, etc.. Conceitos Básicos: Um dispositivo de manobra destina-se a comandar o momento do acionamento de uma carga e o momento de seu desligamento. Isto é feito pela abertura ou fechamento do circuito

elétrico ao qual a carga está inserida, ou seja, o dispositivo estabelece ou interrompe a corrente elétrica que alimenta a carga que está sendo manobrada. O dispositivo de manobra mais simples que existe é a chave elétrica, conforme abaixo:

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Uma chave elétrica é comanda sempre mecanicamente, por meio de um dispositivo do tipo alavanca ou outra forma qualquer. Quando uma chave elétrica é construída com a finalidade de manobrar cargas, isto é, ligar ou desligar cargas a qualquer momento ela é chamada de chave interruptora ou simplesmente interruptor. Quando a chave destina-se apenas a abrir ou fechar um circuito previamente desligado por uma chave interruptora, esta é chamada de chave seccionadora. Para comandos elétricos, apenas as chaves interruptoras são de nosso interesse. 2. Contatos Elétricos: Não passam de chaves elétricas para pequenos valores de corrente, destinadas à manobra de pequenas cargas. Normalmente são utilizados para o estabelecimento de funções lógicas e o acionamento de pequenas cargas, tais como bobinas de contatores e lâmpadas sinalizadoras. Normalmente seu acionamento é mecânico e estão associadas à ocorrência de algum evento. Exemplo: acionamento de um contato de um pressostato por um evento de pressão máxima, acionamento de um contato de um relé por ocorrência de uma sobrecarga, etc. São caracterizados por dois estados possíveis: • Repouso: Sem ocorrência de um evento associado ao contato; • Acionado: Sob a ocorrência de um evento que aciona o contato. Para fins de classificação, os contatos são designados por seu estado de repouso. Como os contatos “normalmente” se encontram nas situações de repouso, os contatos são classificados de duas formas: • Normalmente Aberto ( NA ): quando o contato é aberto na posição de repouso; • Normalmente Fechado ( NF ): quando o contato é fechado na posição de repouso. Assim como na classificação, na representação gráfica, os contatos são representados na posição de repouso, ou seja, uma contato NA será uma chave aberta e um contato NF uma chave fechada conforme podemos ver abaixo:

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2.1 Lógica de Contato: A “lógica de contato” é a essência do comando elétrico. Ela é implementada através de arranjos de contatos elétricos que combinados de forma adequada implementam funções

lógicas. Para a compreensão das funções lógicas é necessário compreender o conceito de estado lógico. Um contato elétrico tem dois estados lógicos: acionado ou repouso. Assim sendo, podemos associar aos estados lógicos algarismos binários, ou seja, “0” e “1” para facilidade de interpretação.
A associação fica portanto conforme a tabela abaixo:

2.2 Funções Lógicas: As funções lógicas são relacionamentos lógicos envolvendo proposições, sentenças ou eventos. No caso de comando eventos associados a contatos podem ter seus relacionamentos

lógicos implementados através de ligações apropriadas de contatos elétricos. Entretanto, um arranjo lógico funcional pode envolver complexas funções lógicas que pode ser difícil de analisar no todo. Portanto, as relações lógicas são implementadas através de blocos lógicos elementares que implementam funções lógicas bastante simples, mas que formam um conjunto lógico mínimo que permite estabelecer qualquer função lógica mais complexa. Assim sendo as funções lógicas são representadas na forma de blocos ou sentenças matemáticas, que dada à natureza discreta e binária normalmente é a Álgebra de Boole a mais utilizada. Para fins de projeto e simplificação de circuito, pode-se utilizar o mapa de Karnaugh. Abaixo, temos um circuito que utiliza contato para estabelecer uma relação lógica muito simples. Perceba que caso o contato E1, que é NA, seja acionado, teremos o acionamento da carga. Caso o contato não esteja acionado, teremos o desligamento da carga.

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Uma função lógica sempre relaciona um ou mais parâmetros de entrada com um parâmetro de saída. Assim sendo, temos que o estado lógico do contato C1 corresponde a um parâmetro de “entrada” desta função lógica, e o estado lógico da carga corresponde à saída desta função lógica. Na tabela abaixo, temos a ilustração destes relacionamentos.

No circuito anterior, o estado lógico da saída S1 acompanhava fielmente o estado lógico da entrada E1. Entretanto, ocorrem situações em que desejamos o contrário, ou seja, quando o contato aciona, a carga desliga e quando o contato está em repouso à carga fica acionada. Do ponto de vista lógico, temos que o circuito realiza uma “inversão” do estado lógico de sua entrada(de “0” para “1”e vice-versa), isto é, se a entrada está em “0”(desligada) a saída estará em “1”(ligado) e viceversa, portanto o estado lógico da saída é invertido em relação a entrada e dessa forma, quando a entrada está acionada, a saída está desligada e vice-versa, o que caracteriza uma função lógica inversora. Assim sendo, temos que o circuito abaixo, que substitui um contato NA por NF

implementa a função desejada.

S1

Quando o contato E1 está em repouso, estado lógico “0”, a carga está ativada porque o contato é NF e portanto a saída S1 está no estado lógico “1”, portanto a carga está ligada. Quando o contato é acionado E1 é “1” e a carga é desligada, portanto S1 será “0”. Portanto o circuito realiza uma função lógica do tipo inversora. Abaixo, temos um quadro sumário envolvendo os contatos NA e NF e suas saídas:

Função “E” ou “AND”:

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Entretanto, as funções lógicas implementadas até agora envolvem apenas uma única entrada, que no caso corresponde a um único contato elétrico. A função lógica “E”, já

envolve no mínimo duas entradas. Ela relaciona logicamente duas entradas de forma tal que uma entrada E outra devem ser acionadas simultaneamente para que a saída esteja ativa “1”. Para implementarmos isto em termos de circuito, devemos associar dois contatos em série como no circuito abaixo.

S1

Percebe-se pela figura acima, que para que a carga possa ser ligada, devemos acionar o contato E1 “e”o contato E2, ou seja, E1 “e” E2 devem estar simultaneamente acionados para que S1 esteja ativo. Do contrário, S2 estará inativo ou desligado. Abaixo temos uma tabela com todas as combinações possíveis para a função “E”:

Percebe-se pelo quadro acima que somente teremos a carga ativada, ou seja, S1=1, quando tivermos E1=E2=1, ou seja, ambos os contatos ativados.

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Função “OU” ou “OR” Se utilizarmos o circuito da função anterior, porém colocando os contatos em paralelo invés de série implementamos a função lógica “OU”, que pode ser observada pelo circuito abaixo:

Carga

Analisando o circuito acima, percebe-se claramente que para acionar a carga, basta que o contato E1 “ou” o contato E2 sejam acionados.
Assim a tabela verdade fica como abaixo:

Função “NE” ou “NAND”: Utilizando o circuito acima, substituindo os contatos NA por NF, temos: Perceba agora, que a carga permanece acionada com qualquer dos contatos na posição de repouso. Somente acionando os dois contatos simultaneamente teremos o desligamento da carga. Isto caracteriza uma função “E” invertida ou “NE”. Verifique a tabela verdade:

Carga

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Função “NOU” ou “NOR”: Vamos implementar o circuito da função “E” utilizando contatos NF no lugar dos contatos NA:

S1

Observe que agora, na situação de repouso, portanto contatos E1=E2=0, teremos a carga acionada, ou seja, S1=1. Qualquer contato que seja acionado, desligará a carga, ou seja, levará S1=0. Isso caracteriza a função “OU” invertida ou função “NOU”. Verifique a tabela verdade:

Exercício:

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Elabore uma tabela verdade para o circuito abaixo:

Tabela verdade:

3. Contatos:

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Contatores Auxiliares: Contatores auxiliares são dispositivos que possuem vários contatos acoplados mecanicamente entre si. Seu acionamento é promovido pela energização de uma bobina, que

se imanta e atrai um bloco de ferro, que está mecanicamente acoplado ao acionamento dos contatos. Em suma, ao energizar-se a bobina os contatos acionam, ao desenergizar-se os contatos retomam a posição de repouso. Os contatores podem ter contatos NA, NF ou ambos. Eles são úteis na implementação de funções lógicas complexas. Abaixo temos um esquema pictórico de um contator auxiliar:

Percebe-se que há uma codificação na numeração. Os terminais da bobina são identificados por A1 e A2. Os terminais do contato são compostos por um n de dois dígitos. O primeiro digito diz respeito à posição do contato no contator. O segundo digito identifica se é um contato NA ou NF. Contatos NA tem o segundo número iguais a 3 ou 4. Contatos NF tem o segundo número iguais a 1 ou 2. Contatores de Potência: São similares aos Contatores Auxiliares, mas seus contatos são de potência o que permite que estes sejam usados como dispositivos de manobra. Na verdade os contatos de um contator de potência são chaves interruptoras e cada terminal de cada chave é numerada. O contator de potência normalmente tem 3 chaves interruptoras em virtude das cargas trifásicas no meio industrial serem as mais utilizadas. Abaixo, vemos a representação de um contator de potência:

Além dos contatos principais de potência, os contatores de potência tem contatos auxiliares acionados pela mesma bobina. 4. Relés:

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Relés são dispositivos que introduzem modificações no circuito de forma súbita. Normalmente estão associados a eventos que requerem sinalização ou proteção como tempo, sobrecarga, sobretemperatura, sobretensão, etc.. Podem ser eletromecânicos, mas muitas vezes são eletrônicos por serem mais versáteis. Sua ação se faz sentir nos comandos elétricos por meio do acionamento de contatos elétricos simples. Por exemplo, um contato NF de um relé de sobrecarga permite alimentação da bobina de um contator de potencia que manobra um motor. Se houver sobrecarga no motor, o relé irá acionar e portanto desligará a bobina do contator de potência, e este desligará o motor protegendo-o de uma queima certa de seus enrolamentos. RELÉS DE PROTEÇÃO CONTRA SOBRECARGA: As sobrecargas são originadas por uma das seguintes causas: • Rotor bloqueado; • Elevada freqüência de manobra; • Partida difícil ( prolongada ); • Sobrecarga em regime de operação; • Falta de fase; • Desvio de tensão e de freqüência. 4.1.1. Conceito de sobrecarga:

A sobrecarga é uma situação que leva a um sobreaquecimento por perda joule, que os materiais utilizados somente suportam até um determinado valor e por tempo limitado. A determinação de ambas as grandezas é feita em Norma Técnica do referido produto. Portanto, esse relé controla o aquecimento que o componente/equipamento do circuito está sofrendo devido à circulação da corrente elétrica. Sobreaquecimentos de outras origens NÃO SÃO NECESSARIAMENTE registradas por esse relé, e que podem igualmente danificar ou até destruir o componente.

RELÉS DE SOBRECORRENTE CONTRA CORRENTES DE CURTO-CIRCUITO:

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Esses relés são do tipo eletromagnético, com uma atuação instantânea, e se compõe com os relés de sobrecarga para criar a proteção total dos componentes do circuito contra a ação prejudicial das correntes de curto-circuito e de sobrecarga, respectivamente. A sua construção é relativamente simples em comparação com a dos relés de sobrecarga (bimetálicos ou eletrônicos), podendo ser esquematizado, como segue: A bobina eletromagnética do relé é ligada em série com os demais componentes do circuito. Sua atuação apenas se dá quando por esse circuito passa a corrente Ik, permanecendo inativo perante as correntes nominais ( In ) e de sobrecarga ( Ir ). Pelo que se nota, a sua função é idêntica à do fusível, com a diferença de que o fusível queima ao atuar, e o relé permite um determinado número de manobras.

5. Proteção de circuitos de Comando: Circuitos de comando, como quaisquer outros circuitos podem sofrer um curto circuito em se não forem protegidos podem danificar toda a fiação de um comando. Para evitar isto utilizamos dispositivos de proteção ligados em série com o fio fase que alimenta o comando. Quando uma corrente muito elevada, como um curto-circuito percorre um dispositivos de proteção ele desliga o circuito, interrompendo o mesmo. Existem basicamente dois dispositivos utilizados para a proteção de circuitos de comando: 5.1. Fusível:

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Os fusíveis são dispositivos de proteção que, pelas suas características, apresentam destaque na proteção contra a ação de correntes de curto-circuito, podendo porém também atuar em

circuitos sob condições de sobrecarga, caso não existam nesse circuito, dispositivos de proteção contra tais correntes, que são os relés de sobrecarga. Sua atuação vem baseada na fusão de um elemento fusível, segundo o aquecimento resultante devido às perdas joule que ocorrem durante a circulação dessa corrente.

5.2. Disjuntor: O disjuntor é um dispositivo que, entre outros, é capaz de manobrar o circuito nas condições mais críticas de funcionamento, que são as condições de curto-circuito. Ressalte-se que apenas o disjuntor é capaz de manobrar o circuito nessas condições, sendo que, interromper Ik é ainda atributo dos fusíveis, que porém não permitem uma religação. A manobra através de um disjuntor é feita manualmente ( geralmente por meio de uma alavanca ) ou pela ação de seus relés de sobrecarga ( como bimetálico ) e de curto-cicuito ( como eletromagnético ). Observa-se nesse ponto que os relés não desligam o circuito: eles apenas induzem ao desligamento, atuando sobre o mecanismo de molas, que aciona os contatos principais. Conforme pode ser visto na representação abaixo, cada fase do disjuntor tem em série, as peças de contato e os dois relés. É válido mencionar que para disjuntor de elevadas correntes nominais, os relés de sobrecorrentes são constituídos por transformadores de corrente e módulo eletrônico que irá realizar a atuação do disjuntor por correntes de sobrecargas, correntes de curto-circuito com disparo temporizado e instantâneo e até disparo por corrente de falha à terra. Representação dos componentes de um disjuntor tripolar.

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5.3. DISPOSITIVOS DE MANOBRA: Preliminarmente vamos destacar que a Terminologia da ABNT aboliu, totalmente o termo “chave” para caracterizar genericamente todos os dispositivos de manobra. Por definição do Dicionário Brasileiro de Eletricidade ( ABNT ), temos: Dispositivo de manobra - Dispositivo elétrico destinado a estabelecer ou interromper corrente elétrica, em um ou mais circuitos elétricos.

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Características de operação e controle:

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A seguir temos tabelas como os principais símbolos adotados pelas normas internacionais:

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6. Conversão Eletromecânica de Energia Elétrica:
Na natureza a energia se encontra distribuída sob diversas formas, tanto energia mecânica, térmica, luminosa e outras formas; no entanto a energia mecânica é a mais conhecida forma de energia e na qual o homem tem mais domínio. A energia mecânica, tal como ela está disponível na natureza é de difícil utilização prática, além de ser uma energia variável no tempo. Então, convertese a energia mecânica em Energia Elétrica através das Máquinas Elétricas conhecidas como geradores. A energia elétrica possui as vantagens de ser uma energia limpa, de fácil transporte e de fácil manuseio, podendo ser reconvertida em energia térmica, luminosa, eletromagnética, e também em energia mecânica. Quem efetua esta última transformação são as Máquinas Elétricas conhecidas como motores. Então, o motor é um elemento de trabalho que converte energia elétrica em energia mecânica de rotação. Já o gerador é uma máquina que converte energia mecânica de rotação em energia elétrica. Há ainda um terceiro conjunto de máquinas elétricas que são os transformadores que não convertem energia, mas sim níveis de tensão em corrente num valor e outro. 6.1 Geradores: Geradores de CA destinam-se basicamente ao suprimento de potência num sistema elétrico. No Brasil boa parte da energia elétrica consumida provém usinas hidrelétricas instaladas em quedas d’água. É possível gerar energia através de outros meios como as termelétricas que aquecem a água e trabalham com vapor a alta pressão, ou termonuclear. Hoje em dia utiliza-se os geradores acionados por motor à diesel em unidades industriais para a geração de emergência. Geradores CC eram utilizados para a geração de CC para motores CC e excitatrizes de geradores CA. Com o avanço da eletrônica de potência, ficaram em secundo plano.

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6.2 Motores:
O interesse maior está nos motores alimentados em CC ou CA, em virtude das aplicações dos mesmos nas máquinas industriais. Podemos classificar os motores conforme o quadro abaixo:

6.2.1

Motores CC:

Dentre as máquinas de corrente contínua, podemos destacar os geradores e motores de CC. A figura abaixo ilustra a montagem básica tanto do gerador como do motor, lembrando que no caso do gerador devemos aplicar energia mecânica ao eixo e retirar energia elétrica dos terminais, ao passo que no caso do motor devemos aplicar energia elétrica o rotor e retirar energia mecânica do mesmo. Pela figura abaixo, verificamos que o rotor tem uma bobina enrolada ao mesmo e que a mesma é cortada por um fluxo fixo, que na prática correspondente ao fluxo dos pólos do motor fixados no estator.

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Nas figuras abaixo nos mostra a sua configuração física e a sua representação básica de um motor CC. Pela figura (a), verificamos a presença da bobina de campo presa a peça polar e a bobina da armadura presa ao rotor. A bobina da armadura é ligada ao comutador, que por sua vez está em contato com a s escovas. É graças a escova e ao comutador que é possível alimentar o enrolamento da armadura (bobina do rotor).

O motor de corrente contínua apresenta quatro terminais acessíveis, dois para as bobinas de campo ( terminais 3 e 4 ) e dois para as bobinas de armadura ( terminais 1 e 2 ). Em alguns motores de baixa potência, as bobinas de campo são substituídas por ímãs permanentes. Neste caso, o motor apresenta apenas dois terminais de acesso ( terminais 1 e 2 ). O princípio de funcionamento elementar de um motor de corrente contínua está baseado na Força mecânica que atua sobre um condutor imerso num campo magnético, quando sobre ele circula uma corrente elétrica. Inversão no Sentido de Rotação e Controle de Velocidade Para inverter o sentido de rotação de qualquer motor CC é necessário inverter a corrente de armadura em relação a corrente de campo. Deve-se inverter somente um deles, e a inversão em ambos os circuitos manterá o mesmo sentido de rotação. No momento da inversão, o motor que está girando num sentido, entra num processo de frenagem (freio) até alcançar a velocidade zero e depois começa a girar no sentido contrário.Essa etapa de frenagem é muito importante para trens, elevadores, guindastes que necessitam de Força de Frenagem. A principal aplicação dos motores de corrente contínua é o acionamento de máquinas com controle preciso de velocidade. Os métodos mais utilizados para este fim são:

• • •

_

_

_

Ajuste da tensão aplicada na armadura do motor; Ajuste da corrente nas bobinas de campo, ou seja, controle do fluxo magnético do motor; Combinação dos anteriores.

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6.2.2

Motores AC:

Neste tipo de motor, o fluxo magnético do estator é gerado nas bobinas de campo pela corrente alternada da fonte de alimentação monofásica ou trifásica, portanto trata-se de um campo magnético cuja a intensidade varia continuamente e cuja polaridade é invertida periodicamente. Quanto à velocidade do rotor do motor, há dois casos a considerar:

• •

_

_

Motores Síncronos Motores Assíncronos

No motor síncrono, o rotor é constituído por um ímã permanente ou bobinas alimentadas em corrente contínua mediante anéis coletores. Neste caso, o rotor gira com uma velocidade diretamente proporcional a freqüência da corrente no estator e inversamente proporcional ao número de pólos magnéticos do motor. São motores de velocidade constante e constitui-se a sua principal aplicação. São utilizados somente para grandes potências devido ao seu alto custo de fabricação. A seguinte equação define a velocidade síncrona nS deste tipo de motor:

Os motores assíncronos são aqueles cujo rotor ou é feito por barras metálicas interligadas formando uma estrutura conhecida como “rotor gaiola de esquilo” ou é feito por bobinas de forma similar ao estator. É um tipo de motor que trabalha sempre abaixo da velocidade síncrona, daí o nome assíncrono. 6.2.3 Motor de Indução:

A máquina de indução é a mais simples das máquinas elétricas rotativas, seja sob o ponto de vista de sua construção, seja sob o ponto de vista de sua operação. O seu principal campo de aplicação é o acionamento, isto é, ela opera sempre como motor. Apesar de eletricamente ser possível a máquina de indução funcionar como gerador, são raros os exemplos neste campo de aplicação. Nas fábricas e plantas industriais os motores de indução são encontrados às centenas. Assim, ao longo deste capítulo, a menos que se afirme o contrário, a máquina de indução será sempre considerada motor. Será visto posteriormente, seu papel como gerador e como freio. Como toda máquina elétrica rotativa, o motor de indução possui uma parte fixa, o estator ou armadura, e uma parte que gira, o rotor. Não há, praticamente, nenhuma diferença entre o estator de um motor ou gerador síncrono e o estator de um motor de indução de mesma potência, mesmo numero de pólos, etc. O rotor é que é diferente. Enquanto nas máquinas síncronas o rotor de pólos salientes é uma montagem comum, nos motores de indução ela não existe: todos os rotores de motores de indução são de pólos lisos. Como toda máquina rotativa, os núcleos do rotor e do estator são montados com chapas de aço silício, de granulometria orientada, para reduzir a relutância do circuito magnético e as perdas magnéticas devidas ao fenômeno das correntes parasitas. Os pacotes de chapas de aço são perfurados em diversas formas (circular, retangular, etc) criando as ranhuras. Enquanto o estator é fixado em bases metálicas ou de concreto, o rotor é montado sobre um eixo de aço que se acopla, mecanicamente, ao eixo da máquina a ser acionada.

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Os motores de indução podem ser monofásicos ou polifásicos (trifásicos). Os motores de indução monofásicos podem ser estudados como um caso particular dos motores trifásicos. Enquanto os motores de indução trifásicos são os acionadores mais comuns utilizados na indústria, praticamente em qualquer nível de potência, o principal campo de aplicação dos motores monofásicos é o acionamento de pequenas cargas, destacando-se as de uso doméstico (bombas d'água, geladeiras, ventiladores e outros). Como tais cargas são de pequena potência, menor do que 1 kW, eles recebem, algumas vezes, o nome de motores fracionários. Os motores monofásicos de potência maior do que 1 kW são usados no acionamento de cargas de uso rural e comercial, onde a tensão disponível é quase sempre monofásica. O estudo que será feito se inicia com os motores trifásicos. Isto se justifica pelo fato de a operação e mesmo a construção de um motor trifásico ser mais simples do que a de um monofásico.

Nas ranhuras do estator está montado um enrolamento trifásico será percorrido por uma corrente trifásica equilibrada quando o motor for ligado à rede elétrica. Será criada a FMM girante do estator, conforme definido no capítulo I, que vai girar a uma velocidade definida pela freqüência da rede e número de pólos do motor. As ranhuras do rotor também recebem um segundo enrolamento trifásico que é uma reprodução do enrolamento do estator, quando o rotor for do tipo rotor bobinado1. Um outro tipo de rotor é o chamado rotor em gaiola de esquilo ou, simplesmente,

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rotor em gaiola que é o tipo mais usado. O enrolamento do rotor bobinado é, em geral, ligado em estrela e os terminais de cada uma das fases são soldados a três anéis de cobre montados sobre o eixo (fig.c), isolados entre si e do eixo, que lhe dão o seu outro nome: rotor em anéis. Sobre eles deslizam escovas de carvão que irão ligar os terminais do enrolamento a um reostato trifásico que terá um papel importante na partida do motor, como se verá mais adiante. O rotor em gaiola não apresenta a forma convencional de um enrolamento, isto é, ele não é feito de fios enrolados formando bobinas, como o rotor bobinado. O seu “enrolamento” é feito de barras de cobre ou de alumínio que se acham curto-circuitadas nas suas extremidades por dois anéis chamados anéis de curto circuito que lhe dão o outro nome: rotor em curto-circuito. A forma do conjunto lembra uma gaiola de esquilo. Como se percebe, trata-se de um enrolamento muito mais simples do que o de rotor bobinado e que tem uma propriedade que o rotor bobinado não tem: ele reproduz o número de pólos do enrolamento do estator. Se o estator é um enrolamento de 2 pólos, o rotor formará, por indução, dois pólos; se o enrolamento do estator é de 4 pólos, serão formados 4 pólos no rotor. Isto não ocorre com o rotor bobinado cujo enrolamento deve ser igual ao do estator em número de pólos e de fases. 6.2.3.1 MOTORES DE INDUÇÃO MONOFÁSICOS: • CONCEITOS FUNDAMENTAIS:

A possibilidade de se obter um campo magnético girante com facilidade é uma das principais vantagens da corrente trifásica em relação à monofásica. Todavia, motores de indução monofásicos são fabricados apesar de, tecnicamente, serem inferiores aos motores trifásicos. Eles são utilizados principalmente no acionamento de pequenas cargas tais como ventiladores domésticos, geladeiras, pequenas bombas dágua, etc. O estator do motor monofásico é construído para receber dois enrolamentos: um, chamado enrolamento principal, e um outro, chamado enrolamento auxiliar, que é essencial para se dar a partida do motor, como se verá mais abaixo. O rotor é sempre em gaiola. O campo magnético criado pelo enrolamento principal ao ser percorrido por uma corrente alternada senoidal é um campo pulsativo cujo eixo magnético é fixo no espaço, mas cujo sentido varia de acordo com a corrente. O fluxo deste campo induz tensões e correntes nas barras do rotor, da mesma forma que o fluxo magnetizante criado pelo enrolamento primário de um transformador induz tensões e correntes no enrolamento secundário.

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a) Motor Monofásico de dois terminais: É destinado a apenas um único valor de tensão e não é possível inverter o sentido de rotação. Este motor possui dois terminais que são ligados aos condutores de fase e neutro. Se trocarmos fase e neutro não terá nenhum efeito. Simbologia:

b) Motor Monofásico com quatro terminais: Estes tipo de motor possui o enrolamento dividido em duas partes iguais e isto torna possível a adaptação para dois valores de tensão, uma tensão maior(220V) e outra menor(127V). Não é possível inverter o sentido de rotação deste motor. Para a tensão de alimentação em 220V as duas partes do enrolamento devem ser ligadas em série.

Para a tensão de alimentação em 127V as duas partes do enrolamento devem ser ligadas em paralelo.

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c) Motor monofásico com seis terminais: Este tipo de motor oferece a opção de adaptação de dois valores de tensão, bem como a possibilidade de inverter o sentido de rotação. Sendo que para inverter o sentido de giro, tanto para a menor tensão quanto para a maior tensão é necessário trocar a ligação dos terminais 5 e 6.

Esquema de ligação para menor tensão(127V): Inversão do sentido de rotação

Esquema de ligação para a maior tensão(220V):

Inversão do sentido de rotação

6.2.3.2 Motor de indução trifásico:

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Os motores de indução trifásicos são os acionadores mais comuns utilizados na indústria. Seus enrolamentos possuem, para um único pólo , três bobinas e conseqüentemente há seis terminais de ligação, como mostra a figura abaixo:

Este tipo de motor é utilizado para duas tensões distintas, como por exemplo:220 e 380V

Rotação de um motor de indução trifásico:

O numero de rotações de um motor de indução trifásicos assíncronos dependem de três parâmetros: a) Da freqüência da rede: A freqüência da tensão de alimentação na rede publica é constante (60Hz). Podemos variar a velocidade de um motor através da variação da freqüência, mas é necessário um equipamento eletrônico chamado conversor de freqüência. b) Do numero de polos do motor: A cada motor o numero de polos é variável e de acordo com a tabela abaixo: Nº de polos 2 4 6 8 10 c) Do escorregamento: Representa a defasagem entre a velocidade do campo girante do estator e a rotação efetiva do rotor, normalmente o escorregamento pode variar até 4%. Rotação (Rpm) 3600 1800 1200 900 720

A relação entre a frequencia da rede, o numero de polos e do escorregamento é apresentado na formula a seguir:

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Sentido de rotação:

A mudança de sentido de rotação para este tipo de motor é necessário inverter duas das três fases de alimentação.

6.2.3.3 – Esquemas de ligação: • Motor Trifásico com seis terminais:

a) Ligação em estrela (Y): Sua principal característica é que entre duas fases estão sempre
existem duas bobinas em serie, então a tensão de linha que á a tensão entre duas fases da rede (VL) divide-se entre as duas bobinas, o que chamamos de tensão de fase ou tensão de fase-neutro (VF). Utilizado para uma tensão de 380V.

ou

VL = VF x IL = IF

3

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b) Ligação em Triângulo ou Delta (∆ ): neste caso uma bobina é ligada diretamente entre

duas fases, por isso a tensão em cada bobina (VF) é igual a tensão entre as fases (VL).

VL = VF IL = IF x 3

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Motor trifásico com 12 terminais: Neste motor as bobinas foram divididas pela metade e com isso podemos trabalhar com outros valores de tensões (220V, 380V, 440V e 760V ), lembrando que a tensão em cima de cada bobina deve ser de 220V. Por este motivo as ligações do motor são de forma a manter esta tensão nas bobinas.

Para uma tensão de 220V – ligação triângulo paralelo:

Para uma tensão de 380V – ligação estrela-paralelo:

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Para uma tensão de 440V: ligação triângulo série:

Para uma tensão de 760V: ligação estrela série

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7. Esquemas de Partida: A partida de um motor trifásico é a fase mais critica , onde os motores solicitam uma corrente mais elevada do que a corrente nominal de trabalho. O valor de pico desta corrente pode chegar a 10(dez) vezes o valor da corrente nominal, isso poderá ocasionar o disparo de dispositivos de proteção dos circuitos de força e de comando. Existem então diferentes esquemas de partida para melhorar este quadro, que serão apresentadas a seguir: 7.1 . Partida direta: É a forma mais simples de acionamento de um motor elétrico, que de acordo com orientação das concessionárias de energia e dos fabricantes, são utilizadas para motores de indução trifásicos de até 5cv(3,7KW).

7.2. Partida estrela-triângulo: Neste esquema de partida a ligação do motor será feita em duas etapas. Na primeira etapa o motor será ligado em estrela, pois a tensão será dividida entre as duas bobinas em série, reduzindo a tensão de cada uma o que acarreta em uma redução da potência e conseqüentemente a corrente de partida será reduzida quase pela metade. Assim que o motor alcançar a sua velocidade nominal será ligado em esquema de triângulo, onde as bobinas receberão a tensão nominal da rede fazendo com que o motor disponha de sua potência nominal. De acordo com a orientação acima citada este tipo de partida é utilizada para motores de potência acima de 5cv (3,7KW).

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Partida estrela-triângulo com comutação automática:

7.3. Partida Compensada: Uma outra forma de reduzir a tensão no momento da partida de um motor é o uso de um autotransformador, chamado também de transformador de partida. O autotransformador é intercalado entre a rede e o motor no momento da partida através de contatores. Ao alcançar a velocidade nominal de trabalho este transformador é retirado do circuito. O tipo de transformador mais utilizado é o que oferece uma serie de saídas com reduções percentuais (40 , 60 , 80 e 100%), escolhendo-se então a melhor saída que combine com as condições de partida do motor. A redução da tensão resulta na redução do valor de pico da corrente de partida, mas também causa a redução do conjugado de partida. A corrente de partida não está registrada pelo relé térmico porque as saídas do autotransformador estão conectadas diretamente ao motor, pelos contatos de C1 e C2 , como mostrado na figura abaixo. Após o motor ter alcançado a velocidade nominal, a rede será ligada diretamente ao motor pelos contatos de C3, mas antes disso C1 e C2 devem ser desligados.

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7.4. Partida com resistores de choque: Outra alternativa para reduzir o pico de corrente no momento da partida é a intercalação de resistores nas fases do motor, com a finalidade de reduzir a tensão do motor. Este tipo de partida reduz os custos do comando porque não é necessário a utilização de um autotransformador. Mas em compensação aumenta as perdas de energia, por isso este método é utilizado onde temos uma pequena freqüência de partida. O processo de partida se inicia pelo fechamento de C3, que coloca R1 e R2 em série com o motor. Após um determinado tempo C3 é desligado e C2 acionado o que faz com que a tensão do motor seja aumentada de um grau. Após mais alguma tempo

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7.5. Partida para motores com rotor bobinado: Motores com rotor bobinado oferecem a possibilidade de influenciar as características do motor na fase de partida. Isto possibilita a redução do pico de corrente no instante da partida do motor, sem a perda significativa do conjugado. No momento da partida será acionado o contator C1, cujos contatos conectam a rede diretamente nos terminais do motor. Neste momento as resistências R1 e R2 estão energizadas. Logo após é acionado C3 que curto-circuita as resistências de R2 e após mais algum tempo é acionado C2 que curto-circuita as resistências de R1.

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8. Esquemas de freio: Em muitos casos o motor deve ser freado ao ser desligado. Para freá-los são utilizados freios mecânicos ou o próprio motor. Freio Mecânico: Este tipo de freio é montado na carcaça do motor e está normalmente ativado. Através de uma bobina o freio é desativado, com a finalidade de dar a partida no motor. A vantagem do freio mecânico é que não resulta em equipamento adicional do motor e sim do próprio freio. Portanto o motor pode permanecer bloqueado por tempo indeterminado sem consumir energia e sem aquecer. O que deve ser considerado neste caso é o desgaste das partes integrantes do freio.

Freio por contracorrente: Para os motores elétricos existe a possibilidade de freá-lo ao inverter o sentido de rotação até que o mesmo alcance a velocidade zero. Sendo a reversão desligada justamente no momento em que o motor atingir esta velocidade, através de comandos apropriados. Este método de frenagem tem duas desvantagens: • • O considerável aquecimento do motor por causa da corrente elevada no momento da reversão; O freio não segura (bloqueia) o motor após desligado.

Freio por corrente continua: Ao invés de frear o motor através da reversão, neste método é utilizado a injeção de corrente continua a dois terminais do motor (uma bobina). Isto causa um campo magnético estacionário que força o motor a parar. Este tipo de frenagem tem uma vantagem adicional que através da variação da intensidade da fonte de corrente contínua podemos variar o campo magnético, ou seja, o efeito do freio.

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9. Exemplos de partida: Partida direta:

Partida direta com reversão instantânea:

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Partida direta consecutiva de motores trifásicos:

Partida Estrela-Triângulo com comutação automática:

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10. Exercícios Práicos:

Elaborar um circuito de comando para o funcionamento descrito abaixo: Acionando o botão B1 a seguinte seqüência acontecerá: • • • A lâmpada L1 ligará; Após 10 segundos a lâmpada L2 ligará e L1 permanecerá acessa; Após 10 segundos a lâmpada L3 ligará, L2 e L3 permaneceram ligadas;

Acionando o botão B0 as três lâmpadas desligarão. Acionando o botão B1 novamente a seqüência se repetirá.

10.2 Partida Direta de um motor trifásico. Faça o circuito de força e de comando para uma partida direta de um motor trifásico de acordo com as descrições abaixo: B1 – botão liga motor B2 – botão desliga motor L1 – lâmpada verde motor ligado L3 – lâmpada vermelha motor desligado L2 – lâmpada amarela motor em sobrecarga 10.3 Partida Direta, com reversão instatânea, de um motor trifásico. Faça o diagrama de força e de comando para uma partida direta, com reversão de um motor trifásico de acordo com as descrições abaixo: B0 – Botão desliga motor B1 – botão liga motor sentido horário B2 – botão liga motor sentido anti-horário L1 – lâmpada verde motor ligado sentido horário L2 – lâmpada vermelha motor desligado L3 – Lâmpada amarela motor ligado sentido anti-horário Obs: Fazer os intertravamentos necessários. 47

10.4 Partida Estrela/triângulo com botões. Faça o diagrama de força e de comando para uma partida estrela/triângulo de um motor trifásico de acordo com as descrições abaixo: B0 – Botão desliga motor B1 – botão liga motor estrela B2 – botão liga motor triângulo L1 – lâmpada verde motor estrela L2 – lâmpada vermelha motor desligado L3 – Lâmpada amarela motor triângulo 10.5 Partida Estrela/triângulo temporizada. Faça o diagrama de força e de comando para uma partida estrela/triângulo de um motor trifásico de acordo com as descrições abaixo: B0 – Botão desliga motor B1 – botão liga motor estrela Após 5 segundos motor passará para triângulo L1 – lâmpada verde motor ligado L2 – lâmpada vermelha motor desligado 10.6 Partida consecutiva de dois motores trifásicos. Faça o diagrama de força e de comando para uma partida consecutiva de 2 motores trifásicos ligados em Y, de acordo com as condições abaixo. B0 – Botão desliga motores B1 – botão liga motor M1 Após 10 segundos liga motor M2 L1 – lâmpada verde motor M1 ligado L3 – lâmpada amarela motor M2 ligado L2 – lâmpada vermelha motor desligado

Relação de Potencias de Motores Elétricos e Unidades de Medidas relacionadas com Watts CV – Cavalo Vapor 1 CV = 736 Watts HP – Horse Power 1 HP = 746 Watts

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