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INTRODUÇÃO À FILOSOFIA - Ato e potência, matéria e movimento, no pensamento Aristotélico

INTRODUÇÃO À FILOSOFIA - Ato e potência, matéria e movimento, no pensamento Aristotélico

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Publicado porGian Cornachini
Trabalho de Introdução à Filosofia que responde a seguinte questão:
- Associe ato e potência, matéria e movimento, no pensamento Aristotélico.
Trabalho de Introdução à Filosofia que responde a seguinte questão:
- Associe ato e potência, matéria e movimento, no pensamento Aristotélico.

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Published by: Gian Cornachini on Jul 06, 2011
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UNIVERSIDADE FEDERAL RURA DO RIO DE JANEIRO CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – JORNALISMO DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À FILOSOFIA ALUNO: GIAN CORNACHINI

PROFESSOR: ALESSANDRO BANDEIRA

Questão: - Associe ato e potência, matéria e movimento, no pensamento Aristotélico.

Discípulo mais genuíno de Platão, Aristóteles desenvolveu, em sua filosofia, um modo de pensar inspirado no seu mestre, com objetivos de ir além, abrangendo todas as formas de saber da época. Com um interesse especial pelas ciências empíricas, procurou entender, através da metafísica, fenômenos e realidades que estão além das realidades fáceis de serem compreendidas. Aristóteles dá à metafísica (ou física primeira, como também era chamada) quatro definições, que fazem entre si perfeita harmonia: a ciência que indaga “os princípios e causas primeiras”, o “ser enquanto ser”, que investiga a “substância em geral” e uma “substância supra-sensível, um ser supremo”. Essa ciência tem por finalidade suprir as necessidades não mais físicas e sim, espirituais, a necessidade de se responder aos “por quês” da existência. Seguindo o pensamento aristotélico, o ser é substância. Mas a substância pode ser definida como elemento composto de matéria ou, ao mesmo tempo, de matéria e forma. Relaciona-se, então, a substância com o ato e a potência. A matéria, como constituinte das realidades sensíveis, é “potência”, isto é, tem a capacidade de se transformar em outra. Já a forma, que concretiza e realiza a matéria, é o “ato”, a concretização da capacidade determinada pela potência. Podemos tomar, como exemplo, a semente, que tem como potência a capacidade de se tornar uma árvore, mas só será ato quando for, de fato, uma árvore. Dessa forma, temos que tudo que compõe o universo se manifesta em potência e em ato. Entretanto, Aristóteles abre uma exceção: o “Bem”. Um ato que não é nada em potência, nem realização de potência alguma. O “Bem” seria sempre igual a si mesmo e não

seria um antecedente de coisa alguma. Um “ato puro”. Esse conceito derivou, mais tarde, a noção de Deus. A transformação de um ser em potência para um ser em ato só pode se dar através de um movimento. Esse movimento se dá impulsionado pela energia potencial, e quando essa acaba, temos a matéria transformada em ato. Porém, sem a existência de potência não existe ato. Nessa analogia, percebemos que o “Bem” é um ato sem potência, tendo esse surgido de si mesmo, sem depender de outra coisa ou energia. É o começo de tudo. Podemos concluir, aqui, que a potência é algo sujeito a mudanças, algo indeterminado, uma possibilidade apenas. Já o ato é algo determinado, completo, concreto. Eis que brilhante foi a teoria que definiu Deus como um ato sem potência, uma vez que se ele é bom e perfeito, o será para sempre. Consagrou-se, assim, o modo como enxergamos a verdade e o cristianismo no mundo moderno.

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