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Artigo Final - CBAS - A POLÍTICA DE ATENDIMENTO À CRIANÇA E AO ADOLECENTE VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL E A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL

Artigo Final - CBAS - A POLÍTICA DE ATENDIMENTO À CRIANÇA E AO ADOLECENTE VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL E A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL

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A POLÍTICA DE ATENDIMENTO À CRIANÇA E AO ADOLECENTE VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL E A ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL

Este artigo apresenta uma reflexão sobre a problemática do abuso sexual infantil e sobre as políticas sociais voltadas a seu enfrentamento. Discutimos a importância de uma política eficaz para prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes e de um sistema que garanta todos os direitos sociais legalmente assegurados, relacionando com o Serviço Social e seu projeto ético-político. Palavras-chave: criança e adolescente; violência sexual; direitos sociais; Serviço Social; projeto ético-político.

algo inerente ao ser humano. a fragilização do vínculo familiar e inclusive a situação de pobreza e de desenvolvimento humano das crianças e dos adolescentes. 1. a “questão social” refere-se a manifestação da contradição entre o operariado e a burguesia na fase madura do capitalismo. umas das maiores vítimas são as crianças e os adolescentes. que é um dos tipos de violência que cresce a cada dia no Brasil. sendo frequentemente banalizada e aceita como algo normal. Discutiremos a importância de uma política eficaz que vise prevenir a violência sexual contra o público infanto-juvenil e de um sistema que garanta todos os direitos que lhes são legalmente assegurados. essa organização social é responsável por uma realidade marcada pela “questão social”1. Além disso. através de mecanismos físicos. Dessa forma. Essa estrutura social é resultado do modo de produção capitalista. a violência se mostra como um de seus mais graves problemas. . fundado na desigualdade da apropriação da produção social. A problemática do abuso sexual contra crianças e adolescentes A problemática da violência é extremamente complexa e multifacetada. fazendo com que muitos casos de violência permaneçam omissos. a violência encontra-se radicada no seio da sociedade. que passa a exigir do Estado e do empresariado seu reconhecimento. a desigualdade social. Uma dessas formas específicas da violência contra crianças e adolescentes é a sexual.Neste artigo iremos fazer uma reflexão sobre a problemática do abuso sexual contra crianças e adolescentes. por sua situação de vulnerabilidade. em que a classe burguesa é possuidora dos meios de produção e detém a maior parte do excedente econômico gerado pelo trabalho vivo. a pobreza. No que se refere à violência. faremos uma trajetória nos contornos da história. No Brasil. tais como: o alto índice de desemprego. demandando novas formas de enfrentamento que estivessem além da caridade e da filantropia. o alcoolismo. que se manifesta através de suas inúmeras expressões. para demonstrar como os direitos das crianças e dos adolescentes foram reconhecidos ao longo do tempo e explanaremos sobre a atuação do Assistente Social nesse contexto. afetando grande número das famílias por conta de uma configuração da sociedade em que a fragilidade social ganha destaque. em suas múltiplas demonstrações. Nos dias atuais. pois se trata de relações de domínio de um indivíduo sobre outro. quando da formação e desenvolvimento da classe operária e de seu ingresso no cenário político da sociedade. que pode ser 1 Segundo Iamamoto e Carvalho (2007). Dessa forma. psicológicos ou morais. ferindo a liberdade desses sujeitos e os direitos humanos. a fome. é comum as pessoas perderem a capacidade de indignação diante de tais fatos da realidade.

114). dificuldades em se relacionar com outras pessoas e tornam-se inseguras. o vouyerismo e/ou a pornografia. ou até mesmo receio de acharem que não estão falando a verdade. não consente. Toda suspeita deve ser investigada e é sempre recomendado que procurem ajuda especializada. as vítimas passam a apresentar problemas emocionais. o termo pedofilia tem origem grega e designava o amor de um adulto pelas crianças. Essas atitudes são consideradas violência porque se parte do princípio de que a criança não tem a capacidade de consentir tal ato. por isso. Isso acontece pelo fato de que são poucas as vezes em que os mesmos relatam o abuso sofrido. físicos ou sociais. p. 2003. nervosismo. o exibicionismo. contato ou envolvimento da criança em atividades sexuais que ela não compreende. a palavra hoje denota outro sentido. vergonha. No entanto. 2003. 212). apud BRINO e WILLIAMS. Segundo Saffioti (1996. que perduram durante toda a sua vida. distúrbios de sono. o abuso sexual em que não existe agressão física. ferindo assim o direito da liberdade de escolha de suas ações. Já a violência manifestada por meio da agressão física pode ser caracterizada pela exploração sexual. O fato de grande parte dos casos ocorrerem nas relações intrafamiliares torna o abuso sexual muito difícil de ser identificado. comportamentos compulsivos e idealização de suicídio. violando assim as regras sociais e legais da sociedade” (PIRES. fazendo com que a omissão prevaleça (BRINO e WILLIAMS. apud BRINO e WILLIAMS. pode ser configurado pela violência verbal. com base no Catálogo Internacional de Doenças (CID). psicológicos.114). crianças que mal falam ou andam. é fundamental que todos estejam atentos para detectar os sinais da violência. Em geral. Segundo Jane Felipe (2006. p. p. p. especialmente quando é vivido por crianças que estão em seu processo de formação de personalidade. Consequentemente. esse tipo de violência mais tarde fará com que a vítima tenha sérios problemas e algumas dificuldades de relação interpessoal. a maioria dos abusos ocorre em casa. o direito ao respeito a seu desenvolvimento sexual adequado e o direito a não violação de sua dignidade. discorre que a pedofilia é um transtorno de preferência sexual por crianças (usualmente de idade pré-puberal ou no início da puberdade) . Por esses motivos. Esse tipo de abuso leva às vítimas a sofrerem grandes traumas. por carregarem um sentimento de culpa (muitas vezes devido aos conceitos morais que lhe são repassados).114). Também podem manifestar disfunções sexuais. 1999. na sua vida afetiva e até mesmo sexual. Segundo Sulai Só (2008. p. não é fácil identificar a ocorrência do abuso.16). depressão.acompanhada de agressões físicas ou não. Entre essas vítimas estão bebês. e as consequências são extremamente graves. A autora. o incesto e/ou o estupro. 2003. O abuso sexual pode ser definido como “qualquer interação. sem evidências físicas. pré-adolescentes e adolescentes. que na maioria das vezes sofrem calados. por medo.

devem ter o poder de decidir sobre o seu próprio corpo num momento adequado e escolhido por eles. da produtividade e dos diferentes tipos de família. que diz que os Estados devem tomar todas as medidas que garanta a proteção da criança contra todas as formas de violência física ou mental. por meio da Declaração de Genebra. Sendo assim.e também uma perversão sexual. pois o outro não existe para ele. no segundo perfil. o que permite ao abusador repensar o que fez. Diante dessa atual conjuntura da sociedade. aprovada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1948. A proteção à infância e à adolescência ao longo da história Para entender a política de proteção social à população infanto-juvenil. em que o agressor não sente culpa pelo ato cometido. Tendo em vista a referida problemática. por fim. abuso ou tratamento negligente. o terceiro e último perfil trata-se de um distúrbio do grupo das parafilias ou transtornos de preferências sexuais. Esses direitos também foram contemplados na Declaração Universal dos Direitos Humanos. mas só tiveram um maior enfoque no ano de 1989. já que na atualidade a sociedade se detém a preocupar-se com a questão da criança sob a pressão da economia. quando essa Assembléia Geral formalizou uma Convenção em que foi acordada uma declaração específica dos Direitos da Criança. é preciso trabalhar na garantia da efetivação dos direitos da criança e do adolescente porque são sujeitos de direitos em situação especial. destacamos o Artigo 19. No Brasil. chamado também de Código Mello Mattos. por volta dos anos 1930. Segundo Faleiros (2008).943-A. é necessário ressaltar alguns aspectos relacionados à preocupação com a infância e com a adolescência ao longo da história. 2. do trabalho da mulher. aos quais deve ser assegurado respeito e cidadania. na V Sessão da Liga das Nações. existem três perfis que caracterizam o agressor sexual: o primeiro deles refere-se à eventualidade da agressão. as questões referentes à infância tornaram-se uma preocupação pública e passaram a ter alguma interferência do Estado. colocando em prática formas inovadoras de enfrentamento. De acordo com o autor. Foi a primeira legislação específica voltada para tutelar os . em 1927 foi publicado o Código de Menores (Decreto nº 17. portanto o ato se repete mais vezes. o sentimento de culpa é bem menor. por isso há uma necessidade de atenção por parte dos familiares da criança. Nesse sentido. de 12 de outubro de 1927). a melhor prevenção contra esse abuso é o diálogo. que é cometida com algum sentimento de culpa. Os direitos da criança tiveram seus primeiros reconhecimentos internacionais a partir de 1923. há uma clara necessidade de se refletir sobre o conjunto da problemática. Dessa declaração. inclusive a violência sexual. maus tratos ou exploração.

abuso. exploração.. 2009. Sendo assim. com a promulgação da Constituição Federal e a partir da aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA – através da Lei n. não . a questão da violência sofrida por crianças e adolescentes recebe um maior enfoque na legislação brasileira. com serviços especiais de prevenção e atendimento médico e psicossocial às vítimas de negligência. executada pelas Fundações Estaduais do Bem-Estar do Menor – FEBEMs. visto que a reflexão conjunta desses profissionais e a diversidade de conhecimentos e percepções de uma equipe multiprofissional permitem uma abordagem global. que a política de atendimento das crianças e adolescentes instituída pelo ECA tem como um de seus principais horizontes de ação “a política de proteção integral. ocorreram algumas modificações nas estruturas sociopolítica e econômica. este serviço foi extinto em 1964 e. objetos de tutela e submissão. não foi solidificado pela falta de recursos para a sua manutenção e pelo fato de que os instrumentos utilizados para a reeducação eram a coerção e os maus tratos. pois possuía uma natureza mais coercitiva que protecionista. considerados como sujeitos de direito. sem direito a defesa.069. com o envolvimento de outras áreas do conhecimento – além do Serviço Social –. psicólogos. que abrange uma diversidade de profissionais. É de suma importância ressaltar. No entanto. Em meados da década de 1980. Em 1931. 220). pois para este qualquer criança ou adolescente que colocasse em perigo a segurança da população poderia ser encaminhado a internamentos. como pedagogos. que se realizou através de uma mobilização para a efetivação de mudanças no Código de Menores que estava defasado. pág. formando um sistema penitenciário voltado para internatos para os adolescentes infratores e menores abandonados. de 1990. que estão em desenvolvimento e que tem prioridades totais e não mais como menores incapazes. através do Decreto-lei nº 3. e só sair por ordem de um juiz. Somente a partir de 1988. no que se trata a proteção às crianças e aos adolescentes. no Brasil. maus tratos. médicos etc. na garantia dos direitos da criança e do adolescente. as crianças e os adolescentes são. juridicamente. a intervenção que contemple a totalidade do indivíduo parte de uma perspectiva interdisciplinar. Dessa forma.menores que eram submetidos a longas jornadas de trabalho e marcados pela criminalidade.799 de 05 de novembro. crueldade e opressão” (SIMÕES. foi criada a Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (FUNABEM). 8. em um contexto de redemocratização e de abertura política. em substituição. criou-se o Serviço de Assistência aos Menores – SAM. Por meio do ECA. As modificações ocorridas repercutiram na legislação concernente à infância e a juventude com vistas a sua ampliação. decorrente do fortalecimento da sociedade civil organizada. órgão que normatizava a Política Nacional de Bem-Estar do Menor.

da condição de sujeito de direito e do desenvolvimento adequado das pessoas em condições peculiares. psíquica e moral. moral. A contribuição do Serviço Social frente à problemática do abuso sexual contra crianças e . seletivas e focalistas. Esse Plano configurou-se como um importante passo para definição de diretrizes para as políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência sexual infanto-juvenil. Entretanto. com participação de representantes das três esferas do poder e de centenas de ONGs voltadas a esse público. espiritual e social. como alguns programas sociais. mental. ainda há um distanciamento entre os conteúdos dessas legislações e a realidade. que mesmo passados mais de vinte anos de promulgação da Constituição Federal (1988). É notório que no Estado capitalista não há igualdade no acesso aos direitos e nem tampouco universalidade na cobertura e no atendimento. enfrentando as expressões da “questão social” através de políticas sociais setoriais. programas e serviços de enfrentamento a esse tipo de abuso. em condições de liberdade e dignidade. Por mais que se queira defender os direitos da criança e do adolescente e garantir que sejam respeitados o direito da inviolabilidade física. e quase duas décadas do ECA (1990). foi deliberado em 2000 na cidade de Natal (RN) e revisado nessa mesma cidade no ano de 2008. O Plano Nacional de enfrentamento da violência infanto-juvenil possui o ECA como parâmetro de referência. 3. Essa defasagem entre o amparo legal que o público infanto-juvenil adquiriu com a criação da legislação citada e o real reconhecimento desses direitos é um retrato das determinações socioeconômicas que sofrem os núcleos familiares em que as crianças e adolescentes estão inseridos. reafirmando os princípios da proteção integral. nem mesmo que recebam oportunidades que facultem seu pleno desenvolvimento físico. mesmo com o estabelecimento desses direitos.fragmentada. o Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil. tornando-se uma referência para estruturação de políticas. na prática há uma defasagem entre o que garante a legislação e a real efetivação dos direitos sociais. Nesse contexto de intensa mobilização da sociedade civil e da ampliação de um debate teórico voltado para uma nova abordagem das políticas sociais para o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes. é evidente que as determinações socioeconômicas não permitem que todas as crianças e adolescentes recebam a proteção integral assegurada pelo Estado. que são por sua vez são impostas pelos modos de produção vigentes em cada sociedade. fazendo com que o Estado utilize mecanismos compensatórios. Não é difícil constatar.

e o abuso sexual praticado contra crianças e adolescentes se mostra como um dos tipos de violência que ferem sua dignidade. Dentre suas atribuições. destacamos a importância da profissão na reflexão sobre a construção de uma sociedade com novos valores e conceitos que garantam uma nova abordagem sobre o assunto em questão. em que se tenha uma realização plena da liberdade de todos os indivíduos. como parte da necessidade do Estado burguês em encontrar formas de enfrentamento das múltiplas expressões da “questão social”. na qual haja uma prevalência do reconhecimento desses indivíduos como sujeitos de direitos e de uma visão humanitária que permita garantir o combate a esse tipo de violência. aprofundando sempre os estudos nessa área para que assim possa oferecer subsídios práticos e teóricos mais eficazes no enfrentamento da referida problemática. emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais. Com a visão de uma sociedade mais humana e igualitária. com a luta pela efetivação dos direitos sociais da criança e do adolescente. mostrando que seu posicionamento é em favor dos direitos humanos. . o Assistente Social pode contribuir. que aponta para a construção de uma nova sociedade. mas reconhecida como valor ético central. participa da elaboração e do gerenciamento das políticas sociais. na recusa do uso do arbítrio e do autoritarismo. baseia-se numa cultura arbitrária e autoritária que alimenta visões de mundo que justificam a violência. especialmente a partir de sua fase do capitalismo monopolista. com base em seus princípios ético-políticos. contribuindo para que possam ser realmente reconhecidos como sujeitos de direito. individualista. O senso comum. não uma liberdade liberal. Para que essa liberdade preconizada pela categoria se efetive no âmbito da criança e do adolescente. Para romper com esse conservadorismo. a categoria deve se posicionar contra todas as situações que ferem a integridade dos indivíduos e desenvolver uma postura que tenha como diretriz uma cultura humanística e democrática. No seu exercício profissional. O projeto ético político do assistente social tem como o primeiro princípio a liberdade. Dessa forma. impregnado por conceitos conservadores proclamados pela ideologia dominante. Suas estratégias de ação profissional podem contribuir para prevenir a agressão sexual contra crianças e adolescentes. tortura e violência. o que inclui a formulação e implementação das políticas relacionadas às crianças e adolescentes. é necessário que sejam garantidas as demandas que são vinculadas a esse conceito de liberdade: autonomia. a categoria dos assistentes sociais se posiciona contra todo o tipo de abuso de autoridade.adolescentes Consideramos que o Serviço Social é uma profissão que surge no interior das contradições do sistema capitalista.

O Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais. ausência de condições mínimas de sobrevivência. como o estudo de caso. Com isso. Cabe ao profissional. com o intuito de valorizar a sua auto-estima e resgatar a sua condição de sujeito de direito. pois quanto mais a família tem problemas de relacionamento. incorporar dados sociais. a visita domiciliar. como o estímulo ao diálogo. anuncia que faz parte dos deveres do assistente social “denunciar. ações de mobilização. articular os instrumentos de modo que consiga identificar a realidade e encontrar o encaminhamento devido. às entidades de organização das categorias. abuso de autoridade individual e institucional. o trabalho articulado em rede social. intersetorial e interinstitucional para que haja uma política de enfrentamento na qual seja garantida a sua operacionalidade. quanto a: corrupção. a pesquisa. encorajar a notificação. interdisciplinar. o Assistente Social utiliza-se de inúmeros instrumentos técnico-operativos. mais condições a criança tem de sofrer o abuso. no exercício da Profissão. alínea b. Neste sentido. O Assistente Social deverá trabalhar com as vítimas de violência sexual através de ações que visem o fortalecimento do vínculo familiar. às autoridades e aos órgãos competentes. o fortalecimento da identidade. discriminação. mostra que a categoria deve estar engajada no reconhecimento dessas situações que ferem a integridade dos indivíduos para desenvolver uma postura de denúncia a essas práticas ilegais. colocamos a necessidade de um esforço contínuo. a socialização das informações. de participação e controle envolvendo articulações com o movimento. estabelecer vínculos e fazer um acompanhamento social das situações . o Assistente Social pode tornarse uma indispensável “porta de entrada” para se abordar as situações de violência sexual contra crianças e adolescentes devendo favorecer o acolhimento. preconceito. através de um sistema efetivo e eficaz que garanta os direitos da criança e do adolescente e fortaleça a sua proteção integral. vemos que esse posicionamento em defesa dos Direitos Humanos. qualquer forma de agressão ou falta de respeito à integridade física. sem que fira a individualidade do usuário. etc. como um processo democrático pelo qual se torna transparente a realidade. estimulando à ação de indivíduos e grupos sociais no combate a eliminação da violência sexual. social e mental do cidadão”. as reuniões com a equipe multiprofissional. torturas. maus tratos. 14. Para realizar a análise da referida situação. no Art. devendo ser transmitido ao usuário sob a ótica do direito. Diante da complexidade da violência sexual cometida contra crianças e adolescentes. em sua prática cotidiana. casos de violação da Lei e dos Direitos Humanos.

quem é mesmo pedófilo?. de 13 de julho de 1990. Brasília. Disponível em: <http://www. Afinal. 4. Coordenação de Publicações. Rachel de Faria. mas sim iniciar um processo de reflexão sobre o fenômeno da violência sexual contra crianças e adolescentes. 2003. Disponível em: <www. Coordenação de Publicações. Constituição Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988.php?id=24> Acesso em: 08 dez. Lúcia Cavalcanti de Albuquerque. Brasília. Constituição (1988). BRINO. ações que visem à proteção social desse público. p. Campinas.de violência sexual contra crianças e adolescentes. ed. 2009. 2008. pois esse profissional deve pautar seus esforços para garantir. 2010.br/pdf/cp/n119/n119a06. n. 2008. O Processo de Revisão do Plano Nacional. A melhor prevenção contra a pedofilia é o diálogo. Acesso em 09 fev. Brasília: Câmara dos Deputados. 2005. A discussão apresentada não objetiva fazer conclusões fechadas. BRASIL. 25.aprovado em 15 de março de 1993. 2009. A questão da violência sexual contra crianças e adolescentes é um tema que não deve sair da agenda de discussão do Serviço Social. bem como contribuir com uma visão mais politizada e crítica que reconhece a criança como sujeito de direitos. WILLIAMS. 26. FELIPE.scielo. Jane. 119.br/noticias/entrevistas/entrevista. Entrevista cedida a UnB Agência em 17 abr. 201-223. Código de Ética Profissional dos Assistentes Sociais . ed.scielo. p. através da operacionalização das políticas sociais. 1993. 1989. Estatuto da Criança e do Adolescente: Lei n. Acesso em: 02 nov. 113-128. ONU. Disponível em: <http://www. CFESS – Conselho Federal de Serviço Social. Brasília: Câmara dos Deputados. FALEIROS. COMITÊ NACIONAL DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES. Caderno Pagu [online]. São Carlos-SP.unb. 2003. 2006.pdf>. REFERÊNCIAS BRASIL.pdf>. Cadernos de pesquisa. Vicente de Paula. n. .br/pdf/cpa/n26/30391. CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA. Concepções da professora acerca do abuso sexual infantil. 8069.

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