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Classificação e Identificação dos Solos - Aula

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Classificação e Identificação dos Solos 1 - Objetivo da classificação dos solos 2 - A classificação dos solos 3 - Sistemas utilizados 4 - Identificação táctil

-visual dos solos 1 - Objetivo da classificação dos solos: a) Representa uma linguagem de comunicação entre engenheiros e permite o acesso dos engenheiros à experiência acumulada de outros engenheiros. b) É um método sistemático de agrupar os solos de acordo com seu comportamento, facilitando a formulação e solução iniciais dos problemas de engenharia. c) Para medir as propriedades do solo, tais como permeabilidade, compressibilidade e resistência, pode ser difícil, caro e demorado enquanto que a divisão dos solos em grupos que têm comportamentos semelhantes pode ser muito útil dando uma idéia geral do comportamento do solo durante a construção, mediante carregamentos, etc. Obs.: Problemas de percolação, compressão e estabilidade não podem ser resolvidos simplesmente com a classificação do solo. 2 - A classificação dos solos: Características dos solos utilizados na divisão: - Granulometria - Limites de Atterberg (LL e LP)

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AASHTO . silte e argila.(American Association of State Highway and Transportation Officials) d) Sistema MCT (Miniatura Compactado Tropical) a) Sistema Trilinear: A identificação do solo é função da percentagem dos seus constituintes.Sistemas utilizados: a) Sistema Trilinear b) Sistema Unificado de Classificação dos Solos (USCS) c) Sistema HRB .3 . 2 . Lemo = barro (loam) = mistura de areia.

Desenvolvido por A. SC 3 .S. Army Corps of Engineers (aeroportos) Divisão dos Solos: .# 200%)/2 (# 200% < 5%) (# 200% > 12%) SW.ASTM) .Unified Soil Classification System (American Society for Testing and Materials . GC 1 < CC = ( D30 ) 2 <3 D10 xD60 e coeficiente de uniformidade coeficiente de curvatura . GP GM.# 4%) (# 200% < 5%) (# 200% > 12%) GW: CU = D60 >4 D10 CU = CC = GW.# 200%)/2 ≤ (100% .8 mm ↓ .b) Sistema Unificado: .074 mm – (# 200% < 50%) .Se não obedecer esta condição será GP GW – Gravel Well graded (bem graduados) GC – Gravel Clay GP – Gravel Poorly graded (mal graduados) GM – Gravel Mo ↑ 4.# 4%) < (100% .Granulares: granulometria (peneiramento) – pelo menos 50% dos grãos com diâmetro (d) > 0.U.U. Casagrande (1942) – USCS .S.pedregulhos (G): (100% .areias (S): (100% . SP SM.Utilizado pelo: . Bureau of Reclamation (barragens) e .

SW : CU = D60 >6 D10 e 1 < CC = ( D30 ) 2 <3 D10 xD60 . CH. .turfas (Pt) 4 . CL.074 mm (# 200% < 50%).Mo High CL – Clay High OH – Organic High .argilas (C) e siltes (M): .alta plasticidade – muito compressível (H) . OH ML . D30 e D60 são obtidos na curva granulométrica.baixa plasticidade – pouco compressível (L) Solos de baixa compressibilidade (LL < 50) – ML. SW – Sand Well graded SC – Sand Clay SP – Sand Poorly graded SM – Sand Mo .Orgânicos (O): exame visual .Os valores de D10 .Finos: Carta de Plasticidade (Limites de Atterberg) – mais de 50% dos grãos com d < 0. OL ML – Mo Low CL – Clay Low OL – Organic Low Solos de alta compressibilidade (LL > 50) – MH.

CARTA DE PLASTICIDADE 60 50 ÍNDICE DE PLASTICIDADE 40 LINHA A 30 CH OH 20 CL OL ou MH 10 CL-ML CL ML ML ou 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 LIMITE DE LIQUIDEZ Equação da Linha A – IP = 0. média e baixa compressibilidade • Argilas orgânicas • Siltes orgânicos 5 .73(LL .20) Divisão em oito grupos: • Argilas inorgânicas de alta. média e baixa plasticidade • Solos siltosos inorgânicos de alta.

AASHTO: .c) .Sistema HRB .Desenvolvido pelo U.S. Bureau of Public Roads (1920) (atual Federal Highway Administration) 6 .

em peso.Os solos são classificados em oito grupos: A1-A8 . A2.A8 Comportamento Excelente a bom Regular a mau 7 solo ótimo como fundação de pavimento solo péssimo como fundação e deve ser evitado o seu uso na .40 d = IP .01bd a = percentagem de material que passa na peneira nº 200 menos 35 b = percentagem de material que passa na peneira nº 200 menos 15 c = LL .. passa na peneira nº 200) A4. em peso. passa na peneira nº 200) A8 = solos orgânicos (identificação visual) A sua identificação em grupo se faz através do "índice de grupo" = IG. A6. Tipo de solo A1 .10 Para: IG = 0 IG = 20 obra. derivada da observação do comportamento no sub-leito das rodovias (capacidade de aterro como fundação de um pavimento): IG = 0.005ac + 0. A5. .HRB – Highway Research Board .Divisão dos solos: A1. A3 = solos granulares (menos de 35 % do material.A3 A4 .2a + 0.Mais utilizada para pavimentos – Classificação Rodoviária . através de fórmula empírica.A classificação é baseada na granulometria. no limite de liquidez e no índice de plasticidade. A7 = solos finos (mais de 35% do material.

Solos tropicais (2 classes): (I) (II) 7 Grupos: 8 Solos lateríticos (L) Solos saprolíticos (N) .Desenvolvido por Nogami e Villibor (1970) .Divisão: 2 classes e 7 grupos .Divulgação – meios geotécnicos viários (dosagem de materiais para o emprego em bases na pavimentação) .d) Sistema MCT (Miniatura Compactado Tropical) .

caracterizada pela cor. Presença de grãos muito resistentes mecânica e quimicamente. xistosidades. etc. em que predominam as matizes vermelho e amarelo com espessura: 2 a 10 m. baixa massa especifica aparente. Alto volume de vazios.não laterítico siltoso NG´.não laterítico arenoso NS´. manchas. elevada permeabilidade e aspecto esponjoso. (II) SOLOS SAPROLÍTICOS Camadas subjacentes às lateríticas ou outros solos pedogenéticos (solos sedimentares ou transportados). na fração argila. 9 .laterítico areia LA´ . Espessuras variadas – até dezenas de metros Cores variadas Aparência caracterizada pela presença de camadas. (herdada da rocha matriz).laterítico arenoso LG´.laterítico argiloso (I) SOLOS LATERÍTICOS Constituem a camada mais superficial das áreas bem drenadas.não laterítico argiloso LA . Solos residuais (diferente dos lateríticos) Presença de grande número de minerais. vazios.não laterítico areia NA´. presença de torrões. na fração areia e pedregulho e elevada percentagem de partículas constituídas de hidróxidos e óxidos de Fe e Al.NA .

contrário dos argilos-minerais. (b) Natureza físico-química da fração argila Podem apresentar cargas positivas em determinados PH. Comprovada pela presença de linhas de seixos. As camadas de solos lateríticos podem cobrir tanto camadas de solos saprolíticos como transportados. do tempo de manipulação e dispersão. Superfície especifica dos hidróxidos de ferro bastante elevada. Função do uso ou não de defloclante.Obs. Designá-las de camadas residuais maduras. pode não ser verdadeiro em muitas circunstâncias. Características dos solos tropicias que influem na efetividade das classificações geotécnicas tradicionais: (a) Agregação dos finos nos solos lateríticos O grau de destruição dos agregados influi na granulometria como no LL. portanto. Agregação muito forte. (c) Influência dos macrocristais das micas e da caulinita dos solos saprolíticos ao 10 .: As camadas de solos lateríticos não se relacionam diretamente (do ponto de vista genético) com as camadas subjacentes.

Identificação táctil-visual dos solos: Estágios: 11 . Para solos lateríticos – subestima Para solos saprolíticos – o contrário (b) Limitação do método táctil-visual Tradicional para solos tropicais.Os siltes. Alguns exemplos notáveis de limitações das classificações geotécnicas tradicionais: (a) Índice de grupo Avalia a capacidade de suporte dos pavimentos (CBR) em função do LL e IP e granulometria. A presença de cristais com vazios contribuem nas alterações da granulometria e no grau de saturação que ocorrem durante as operações de terraplenagem. Os ensaios de laboratório levam a grupos diferentes dos obtidos no exame táctil-visual. (d) Natureza porosa e fragmentável dos grãos de silte e areia dos solos saprolíticos. sem fração de argila. Argilas lateríticas – Grupo CH (T-V) Grupo MH (LL/LP) 4 . podem apresentar plasticidade (a presença de areia de mica diferente da areia de quartzo não segue a linha A) Efeito: diminuição do IP ou aumento do LL.

com mais de 5mm de diâmetro. b) Exame da resistência a seco: .Sacode-se a porção de solo fina e úmida na palma da mão e observa-se a sua reação.Separa-se os grãos. . 12 . tornando-a brilhante.As argilas oferecem resistência média e quanto maior a plasticidade.A reação positiva consiste no aparecimento de água na superfície da amostra. não oferecem resistência alguma.Para as frações ligantes do solo. .a) exame da granulometria b) exame da resistência a seco c) exame da dilatância d) exame da rigidez a) Exame da granulometria: .Instrumento de ajuda: lupa.Observa-se a resistência que um torrão de solo fino seco oferece ao ser quebrado com os dedos. . . caso contrário.Os solos siltosos (ML e MH).Utilizado para solos grossos. Se esses constituírem mais da metade da fração visível. c) Exame da dilatância: . de uma areia. . trata-se de um pedregulho. maior a resistência a seco. .

A rapidez e a nitidez com que a água aparece na superfície sacudida da amostra ao ser apertada pelos dedos. permite a classificação do solo fino. . .Ao apertar a amostra com os dedos a água e o brilho desaparecem da superfície.Depois do rompimento.Faz-se o julgamento da rigidez do solo quando próximo do seu limite de plasticidade. d) Exame de rigidez: . 13 . . .Quanto mais áspero for o rolinho e mais rija a massa.. mais ativa será a fração coloidal do solo. a amostra enrijece e se fragmenta. .A amostra preparada de 3mm de diâmetro é rolada sobre as palmas das mãos até que comece a romper.As areias finas e puras possuem uma reação mais rápida e distinta enquanto que as argilas plásticas não apresentam reação. agrupam-se novamente os fragmentos e continua-se a ação de amassamento.

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