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Gravidez Adolescencia

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  • 1.1 – A JUSTIFICATIVA
  • 1.2 - O PROBLEMA
  • 1.3 - OS OBJETIVOS
  • 4.1 - COMO SE PROTEGER DESSAS DOENÇAS:
  • 4.2.1 - COMO USAR O PRESERVATIVO:
  • 4.3.1.1 - MECANISMO DE AÇÃO:
  • 4.3.1.2 - EFICÁCIA:
  • 4.3.1.3 - RISCOS:
  • 4.3.1.4 - BENEFÍCIOS:
  • 4.3.2.1 - MECANISMO DE AÇÃO:
  • 4.3.2.2 - EFICÁCIA:
  • 4.3.2.3 - RISCOS:
  • 4.3.2.4 - BENEFÍCIOS:
  • 4.3.3.1 - MECANISMO DE AÇÃO:
  • 4.3.3.2 - EFICÁCIA:
  • 4.3.3.3 - RISCOS:
  • 4.3.3.4 - BENEFÍCIOS:
  • 4.3.4.1 - MECANISMO DE AÇÃO:
  • 4.3.4.2 - EFICÁCIA:
  • 4.3.4.3 - RISCOS:
  • 4.3.4.4 - BENEFÍCIOS:
  • 4.4 - FORMAS DE PREVENÇÃO DA AIDS:

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.

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ANA PAULA LEAL ALVES DO Ó TATIANA DE SOUSA TAVARES

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer

Belém - Pará UNAMA 2001

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.

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GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer

ANA PAULA LEAL ALVES DO Ö TATIANA DE SOUSA TAVARES

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Pedagogia do Centro de Ciências Humanas e Educação da UNAMA, como requisito para obtenção do grau de Pedagoga, orientado pela professora Dra. Elizabeth Teixeira.

Belém – Pará UNAMA 2001

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.

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GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer

ANA PAULA LEAL ALVES DO Ó TATIANA DE SOUSA TAVARES

Avaliado por: _________________________

Data: _____ / _____ / ________ .

Belém – Pará UNAMA 2001

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.

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DEDICATÓRIA

Dedicamos este trabalho aos nossos pais, amigos, coordenadores e professores do curso, e em especial aos que acreditaram neste sonho e estiveram conosco em todos os momentos.

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.

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AGRADECIMENTOS

Agradecemos a Deus, pois na sua ausência nada seria possível e a UNAMA pela oportunidade de cursar a graduação de Administradora Escolar e em especial aos professores do curso. Agradecemos com carinho especial aos familiares e amigos, que acreditaram na realização deste sonho e nos viram vencer mais esta etapa.

É importante aprender a aprender para que nossas aulas não se transformem em velhas lições”.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. É assim que o ser humano conhece e se reconhece. 6 EPÍGRAFE “A verdadeira pedagogia é a arte de fazer a curiosidade algo metódico e permanente. (Paulo Freire) .

entre os jovens e adolescentes. . não só da família. além de relatos informais coletados entre os docentes da mesma instituição de ensino sobre a gravidez na adolescência. na iniciativa de criar futuras gerações abertas a discurssões sobre um assunto que durante décadas foi um tabu para a sociedade. Outrossim. gerando. 7 RESUMO O estudo tem como objetivo principal. tolhidos dos questionamentos sobre a educação sexual. sob a suposição de que este assunto é impróprio. tendo que conviver com dúvidas e insatisfações que muitas vezes levam a resultados não muito satisfatórios. mas. daí as limitações impostas pelo preconceito. sugere-se aos professores. religiosos e educadores. que se importem mais com o assunto. uma geração de frustrados. entende-se que a maioria dos pais. despertar o interesse dos educadores para discutir os aspectos relevantes sobre educação sexual nas escolas. pela ignorância ou até mesmo pela aceitação dos padrões que o modismo fabricado pela mídia trazem a público como atuais e aceitáveis. enfatizando um aspecto importante. constatou-se que os primeiros responsáveis pela Educação Sexual são os pais. jovens e adolescentes porque não receberam educação adequada neste campo. toda educação exige participação. como aquela.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. enquanto educadores. estão despreparados para discutir sexo com crianças. Para tanto. como causa da evasão escolar entre as adolescentes que é a gravidez na adolescência. como também da escola. A pesquisa foi realizada em fontes bibliográficas e discussões realizadas em sala de aula com os professores do curso de Pedagogia da UNAMA. Diante disso. professores. das instituições religiosas e de toda a sociedade.

3 RISCOS 4.1 4.1 MECANISMO DE AÇÃO 4.3.3.3.1.1 4.3 A JUSTIFICATIVA O PROBLEMA OS OBJETIVOS 01 02 05 06 CAPITULO 2 – COMO O MEC JUSTIFICA A IMPORTÂCIA DE SE INCLUIR A ORIENTAÇÃO SEXUAL COMO TEMA TRANSVERSAL.1 MECANISMO DE AÇÃO .1 COMO SE PROTEGER DESSAS DOENÇAS PRESERVATIVOS MASCULINOS COMO USAR O PRESERVATIVO PRESERVATIVO FEMININO ANTICONSEPCIONAIS ORAIS COMBINADOS 16 17 19 20 22 22 22 22 23 23 24 25 11 08 4.2.1.1.3.1 1.3.2 CONDOM FEMININO 4.4 BENEFÍCIOS 4.2.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. 8 SUMÁRIO CAPÍTULO 1 – INTRODUÇÃO 1.2 1.3 4.3.3. CAPÍTULO 4 – O PERIGO DAS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS INCLUINDO A AIDS E COMO PREVENI-LAS 4.2 EFICÁCIA 4.1. CAPÍTULO 3 – OPNIÃO DOS AUTORES EM RELAÇÃO A ORIENTAÇÃO SEXUAL.2 4.

3.4.3.2.3 ESPERMICIDA 25 26 26 27 27 27 28 28 29 29 29 30 30 31 4.3.4.4 BENEFÍCIOS 4. 9 4.2.3.4 BENEFÍCIOS 4.2 EFICÁCIA 4.4.4.3.3.2.3.3 RISCOS 4.4 ESTERILIZAÇÃO 4.3.3.4 BENEFÍCIOS 4.3.3.3.2 EFICÁCIA 4.2 EFICÁCIA 4.3.3.3 RISCOS 4.3.3.4 FORMAS DE PREVENÇÃO DA AIDS CAPÍTULO 5 – FATORES QUE DETERMINAM O CRESCIMENTO DA GRAVIDEZ NA ADOLESCENCIA CAPÍTULO 6 – CONSIDERAÇÕES FINAIS BIBLIOGRAFIA ANEXOS 35 39 43 44 .3 RISCOS 4.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.3.1 MECANISMO DE AÇÃO 4.1 MECANISMO DE AÇÃO 4.

que atinge um segmento muito delicado de nossa sociedade que são as adolescentes.1 – A JUSTIFICATIVA A gravidez na adolescência não é um fato isolado. exigindo especial atenção principalmente quando diz respeito à dimensão que esse problema pode alcançar. são muitos os problemas que desafiam esta sociedade. dentro desse contexto. constatamos um grande número de pessoas desinformadas. mas foi observado um crescimento excessivo nos últimos anos. de sua identidade. como a miséria. vivendo em uma realidade de exclusão. o desemprego. diante da chegada do terceiro milênio. Na atual sociedade capitalista. os problemas sociais e outros. Em nossa prática escolar. 1. nos deparamos com um momento histórico junto do desenvolvimento cientifico e tecnológico super avançado que relaciona os diversos povos da terra em comunicação. por parte da adolescente. encontramos um problema. a violência. Esse problema se constitui na gravidez na adolescência. 10 CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO No mundo globalizado. Nesta procura a adolescente quase sempre apresenta dificuldades de adaptação ao meio em que vive podendo tornar-se rebelde e . pessoas que não tem acesso a um conhecimento mais elevado. Faz parte do processo de descoberta. a falta de informações. É inegável a importância desse desenvolvimento. que está alcançando índices cada vez mais altos. principalmente entre adolescente entre 14 (quatorze) e 18 (dezoito) anos.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. porém. A gravidez na adolescência não é fato novo.

ao iniciar sua vida sexual e afetiva. como forma de . Isto faz com que ela perca a corrida em direção a um emprego bem remunerado para aquelas adolescentes que continuaram a freqüentar a escola.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. diálogos constantes acerca do desenvolvimento natural da sexualidade. A própria noção de indivíduo pressupõe a noção do coletivo. desde a infância. é no nível da natureza humana que a singularidade de cada um se articula com a realidade histórica em volta. necessita de intervenções do educador. para que esta adolescente. 11 procurar entrar em contato com grupos que não pertencem ao seu circulo de amizades. que haja entre ela e seus familiares. que quase sempre deixa marcas profundas em suas vidas. os problemas de relacionamento entre as adolescentes grávidas e os seus familiares e sua contribuição para a reprodução da pobreza devido a adolescente geralmente abandonar a escola quando engravida. e o número de pessoas envolvidas na situação trouxe à luz um conjunto de determinações cujo conhecimento tornou viável e politicamente necessário um tipo de intervenção. com isso criam uma situação conflitiva. É muito importante para a adolescente. A gravidez prematura possue dois aspectos que se destacam dentre os inúmeros outros que ocorrem durante a mesma. A gravidez precoce deixou de ser uma ocorrência casual. não venha faze-lo. As adolescentes não cumprem o processo de passagem para a idade adulta. Na gravidez precoce os papéis de mãe e filha se confundem. ficar grávida na adolescência significa apressar a passagem de uma etapa confusa de todo o ser humano. e também perdendo toda a sua infância. como uma forma de se contrapor aos seus familiares e aos outros adultos também. passam por uma transição abrupta de mulher ainda em formação para mulher mãe. é ser mãe ao mesmo tempo em que se está descobrindo o amor e o desejo sexual. que por sua e pelas determinações a serem trabalhadas.

para que a gravidez indesejada não aconteça.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. que juntamente com os ricos psicológicos. As conseqüências de uma prática sexual não adequadamente orientada. outras repercussões biopsicossociais são tão ou mais importantes que a gestação. para atender às suas necessidades. a que a adolescente é exposta. abortar ou dar a luz. para incentivar a adolescente para ela desenvolva suas outras capacidades e não somente a de ser mãe e esposa. levando-se em consideração os direitos reprodutivos da mulher incluindo os da adolescente. não se restringem apenas às gestações não planejadas. é necessário que as informações sobre educação sexual. . saúde reprodutiva e prazer corporal. 12 compensar uma carência afetiva que possa ter. As necessidades das adolescentes precisam ser reconhecidas. No Brasil. numa idade em que ainda estão em fase de desenvolvimento físico e psicológico. Deve-se conceber a sexualidade as adolescentes. Este ciclo precisa ser quebrado e em seu lugar ser colocada principalmente a educação. reduzem significamente as possibilidades da adolescente levar uma vida independente e sadia. Esses temas devem ser abordados em casa com os pais e na escola onde os adolescentes recebem muitas informações. Há que se assegurar aos jovens (homens e mulheres) informações e acesso a métodos anticoncepcionais. físicos e sociais. As conseqüências de uma prática sexual não adequadamente orientada levam sempre a uma gravidez indesejada. as adolescentes estão expostas ao perverso ciclo de engravidar. em suas diferentes formas de expressão. sejam mais difundidas e temas como: Gravidez na adolescência. fantasiando um relacionamento que ansiava vivenciar. sofrendo todas as implicações que podem advir destes episódios. psicológica e social. a informação e a adequada assistência médica. AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis sejam incorporadas a uma concepção total de sexualidade e não abordados como temas isolados.

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. enquanto situação. em que pese à maturidade e as exigências delas decorrentes. possibilitam a percepção de necessidades a serem aproveitadas no sentido da reconstrução das relações sociais e do cotidiano. por sua natureza é interventiva. pois são geralmente esporádicas e imprevisíveis e em virtude da desinformação. A gravidez. é vulnerável ao nível de orientação pessoal sobre as questões para o ser humano. por nós transformadas em objeto de reflexão. 13 Enquanto técnicos e educadores compete-nos tomar a gravidez precoce como um fenômeno que possui laços fortes com aspectos vitais da vida da mulher. As possibilidades de redimensionar as questões relativas à gravidez na adolescência a inscrevem no conjunto de situações em que o educador comparece como provedor de uma ação profissional claramente delimitada e defensável. ou seja. assim como também da descontinuidade no uso . que possuem aspectos detectáveis apenas através de uma prática que. Essas questões abordadas acima. e é quase sempre problemática na adolescência. devido aos preconceitos das pessoas em se tratando de orientação sexual. elas geralmente desconhecem os métodos contraceptivos ou a forma correta de utilizá-los. dizem respeito a situações desde a sexualidade consciente à responsabilidade. As relações na adolescência não obedecem a uma regularidade. da baixa freqüência das relações sexuais. num rol de aptidões sociais que surgem do acaso e não podem ser vistas como virtude ou qualidade do indivíduo isolado do seu contexto social. A adolescente com freqüência não vincula a prática sexual à possibilidade de uma gravidez. São caracteres construídos a partir de vários níveis de percepção da realidade e não superáveis através de processos restritos a nível da culpa e da censura. as questões de relacionamentos familiares que surgem com a gravidez não desejada. dentre outros fatores.

Surge assim a discurssão sobre a inclusão da temática da sexualidade no currículo das escolas de primeiro e segundo graus. os anseios etc. de um mundo que interfere na construção do seu saber.O PROBLEMA Considerando os desafios que a nova LDB aponta. Assim. não é só um desafio para a lei. de uma educação que aliena e fragmenta o diálogo aberto entres as crianças e adolescentes. o homem pleno e completo.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. até então. necessidades. tal reação de orientação. esta tem como finalidade preparar o indivíduo para a vida. são muitas dúvidas e os aspectos inovadores. e fantasiosos. Todos juntos na educação sexual de jovens é o que se quer. . são vítimas de valores errôneos. provocando um grande número de evasão escolar entre as adolescestes. a demanda por trabalhos na área da sexualidade nas escolas aumentou devido à preocupação de nós educadores com o grande crescimento da gravidez indesejada entre as adolescentes e com o risco da contaminação pelo HIV (vírus da AIDS) entre os jovens. no que tange ao novo ensino. esses fatores mais contribuem para o aumento constante da gravidez na adolescência. a realidade. emoções... a historia de vida. predominava o caráter enciclopédico e bancário. Cabem a nós. bem como a família. as pessoas que possuem inquietações. Nós educadores detectamos em nossa prática um índice muito elevado de gravidez na adolescência. no ensino. haja vista que. ou seja. 1. educadores. para oferecer uma educação de qualidade no país. seu ritmo. dúvidas e falta de esclarecimento sobre a sexualidade.2 . Portanto. 14 dos métodos contraceptivos. A partir de meados dos anos 80. visando minar o aluno de informações sem levar em consideração sua individualidade. mas para nós educadores e educandos os sujeitos do processo educacional até hoje desenvolvido no Brasil.

que venha favorecer sua relação com os outros e com o mundo. a espontaneidade e a criatividade. a pensar nas várias maneiras de como se prevenir das doenças sexualmente transmissíveis e como evitar a gravidez na adolescência. que fazem com que desperte no aluno uma consciência crítica. e afetividade. mas pelas pessoas de maneira geral. percebemos que ainda é utópico associar e praticar estes princípios prescritos por lei numa sociedade capitalista. apesar de acreditarmos numa educação de qualidade.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. podendo desta forma compreender as coisas. as pessoas e o mundo. . Esta relação deve ser estabelecida com base nos princípios estéticos. Por fim. o respeito mútuo. preconceituosa. sensibilidade. o diálogo. éticos e políticos visto que. a responsabilidade.OS OBJETIVOS Como base em estudo bibliográfico pretendemos atingir os seguintes objetivos: GERAL: Discutir valores de concientizar as pessoas (o adolescente) a ver a sua função na sociedade. com sensibilidade. amor e respeito mútuo compreendendo assim. capazes de olhar o outro com um olhar de igualdade. a fim de se tornarem mais humanizados. 15 O professor deve favorecer um ambiente que permita a autoconfiança. as peculiaridades e as limitações de cada um. 1. eles deverão ser trabalhados não só pelo professor.3 . incapaz de olhar as pessoas de igual para igual.

Debater os aspectos relevantes de uma orientação sexual na escola como tema transversal de estudo. 16 ESPECÍFICOS: Identificar possíveis meios favoráveis para conduzir á gravidez na adolescência. No primeiro capítulo é abordado como o MEC justifica a importância de se incluir a orientação sexual como tema transversal nos currículos. No segundo capitulo evidenciamos como os quais a opinião dos autores em relação à educação sexual.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. No terceiro capítulo discute-se como os autores baseados em suas teorias transmitem aos adolescentes o perigo e a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis incluindo a AIDS. Este trabalho está estruturado em cinco capítulos. . Discutir a relevância da gravidez na adolescência como meio estimulador ao processo de mudança na escola. No quarto capitulo retrata-se. que fatores determinam o crescimento da gravidez na adolescência. segundo autores.

Deve-ser considera que no trabalho de relação escola-família. O trabalho de orientação sexual na escola deve ser acompanhado de ações pedagógicas que determinam-se a desenvolver o comportamento sexual do aluno de acordo com os valores que a cultura estabelece.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. De acordo com a proposta apresentada nos PCN`S (MEC. Porém e necessário levar em consideração que p professor ao estabelecer suas intervenções na sala de aula referentes a sexualidade deve ter consciência que seu papel e relevante. 17 CAPÍTULO 2 Como o MEC justifica a importância de se incluir a orientação sexual como tema transversal. a inclusão de conteúdos de orientação sexual deve-se fazer presente. 1997) a sexualidade apresenta grande importância no desenvolvimento e na vida psíquica que se manifesta desde o nascimento até a morte. . A sexualidade infantil ao desenvolver-se desde os primeiros dias de vida se manifesta de forma diferente em cada momento da infância e através da interação com o meio e a cultura ela é construída de modo que as representações sociais e culturais construídas a partir das diferenças biológicas dos sexos e transmitidas pela educação favorecem a construção da sexualidade humana. de formas diferentes a cada etapa do desenvolvimento de acordo que cada sociedade estabelece regras que fundamentam o comportamento sexual de cada indivíduo. assumindo uma postura ética favorável ao cumprimento de sua tarefa. e a escola ao oferecer informações atualizadas do ponto de vista cientifico pode ter grande contribuição ao processo de formação da sexualidade da criança.

A escola deve estabelecer critérios de relação dos conteúdos utilizados para a orientação sexual de modo que foram definidos três blocos compostos de corpo. Na escola a sexualidade apresenta como tema transversal coloca o aluno em contato com questões relativas ao cotidiano que são manifestadas de acordo com as condições de vida representadas no cotidiano e o trabalho de orientação sexual destina-se a formação da consciência do aluno segundo o modelo sócio-cultural que ele vive. 18 Quando a escola inclui a família nas propostas educativas direcionadas á formação do pensamento do aluno em relação à sexualidade. Assim a sexualidade é concebida como tema transversal no processo ensino aprendizagem em que o aluno de acordo com os aspectos culturais em que vive consolida seu saber. cada um assumindo dimensões que podem ser trabalhados em sala de aula. Considerando que o trabalho escolar não é fragmentado e a presença do diálogo oferece meios importantes atingimento dos fins que se destinam a educação. as situações que o sexo é apresentado podem ser utilizados como alternativas de promoção da educação e cabe ao professor intervir segundo a realidade que o aluno é inserido. identificar. relações de gênero e prevenção às doenças. conhecer. reconhecer as amplas dimensões que estão envolvidas na sexualidade. Observamos que os blocos definidos estão ligados a possíveis necessidades eventuais que os alunos devem ser contemplados e no sentido de estabelecer-se os critérios de avaliação da orientação sexual na escola espera-se que o aluno obtenha informações básicas . a orientação sexual objetiva no ensino fundamental compreender. proteger.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. visando o desenvolvimento do aluno nas suas inúmeras capacidade que estão relacionadas. os resultados são mais eficaz no contexto educativo que ele se insere. As manifestações da sexualidade infantis na escola sevem ser objeto de reflexão no cotidiano da prática docente de modo que as brincadeiras.

. O trabalho pedagógico deve ser direcionado ao sentido de articular o conhecimento à realidade vivenciada pelos alunos visto que as manifestações apresentada em relação a questão sexual pelos alunos. oferece meios favoráveis a busca do desenvolvimento saudável do ser humano. condições de promover o seu desenvolvimento na totalidade. Assim as manifestações da sexualidade na escola. de modo que a escola ao oferecer este tipo de conhecimento permite amplas oportunidade de desenvolvimento dos aspectos cognitivos do aluno. pois é necessário responder as possíveis perguntas feitas pelos alunos e as atitudes discriminatórias não podem se fazer revelar para a manifestação de comportamentos adversos na prática escolar. musicas e outros recursos que podem ser explorados em sala de aula. O professor deve manter-se neutro nas questões envolvendo a sexualidade. visto que as relações que se processam socialmente. Ao professor são oferecidas algumas orientações didáticas no sentido de desenvolver seu trabalho docente visto que na sala de aula estão presentes diferentes formas de expressão do pensar dos alunos e existem situações que a sexualidade está representado nas brincadeiras. Pode-se considerar válida a utilização do lúdico como meio articulador do conteúdo desenvolvido. são favoráveis a obtenção de um conviveu social armonioso a partir do entendimento da questão da sexualidade pela criança na escola. 19 do conteúdo apresentado ao mesmo tempo que dispõe de conhecimentos que auxiliem a elaboração da consciência reflexiva em relação a sexualidade. oferece condições de manipular esses saberes de acordo com a perspectiva prevista em sala de aula. visando oferecer ao aluno.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.

Esta abordagem também pode reafirmar conceitos ou. Esta forma de educação sexual é denominada. numa dada sociedade. programas e projetos deliberados. nesta informalidade. Segundo FREITAS (1999. TV. e aproxima-se do que denominado-se como educação formal. numa segunda visão. RÁDIO. não intencional. etc).GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. Com isso. Ainda podemos identificar. p. realizada principalmente em escolas por um educador ou outro profissional capacitado para tal. promover a difusão de informações relativas á sexualidade. e envolve toda a ação exercida sobre o indivíduo no seu cotidiano desde o nascimento. Este processo é global. surgindo no seio da vida da família e tende a reproduzir nos jovens os padrões de moralidade. acompanhadas de questionamentos e discussão da sexualidade. definindo-se como um processo de intervenção sistemática na área da sexualidade. a vinculação de informações dos meios de comunicação de massa (JORNAL. segundo alguns autores. segundo alguns autores. REVISTAS. combativa. com repercussão direta ou indireta sobre a sua vida sexual ao longo da vida. enquanto o segundo. que se denomina intelectual. a educação sexual considerada formal ganha o espaço institucional das escolas e centros comunitários. 32): Outros autores diferenciam a educação sexual da orientação sexual considera a educação sexual derivada do conceito pedagógico de orientação educacional. procura mostrar a fundamental importância da participação nas lutas mundiais. como informal. sob a forma de ações. preocupase com a precisão de conceitos e com a clareza de definições. Por outro lado. . pelas transformações dos padrões de relacionamento sexual. ainda podemos distinguir. dois novos conceitos distintos para a educação sexual: o primeiro. 20 CAPITULO 3 Opinião dos autores em relação a educação sexual A educação sexual parece caracterizar-se inicialmente como conjunto de orientações desenvolvidas sobre a sexualidade.

As famílias não estão preparadas para o diálogo. seus aspectos preventivos. É importante dizermos na dimensão INFORNAL que é reservada a família. E com isto. alvo de grande polêmica entre vários autores. O objetivo geral de um trabalho de educação sexual é permitir que crianças e adolescentes entendam a sexualidade como aspecto positivo e natural da vida humana. esta conceituação é ainda. Na dimensão FORMAL. 21 Enfim. A abordagem da sexualidade não deve limitar-se ao tratamento de questões biológicas e reprodutoras. O programa de educação ambiental e saúde da Secretaria municipal de educação de São Paulo considera a educação sexual como um conjunto de teorias e práticas. em duas dimensões: Formal e Informal. . como é a da educação sexual. devem incluir questionamentos mais amplos sobre o sexo. Ao nosso ver os autores focalizam a educação sexual. muito ao contrário. muitas vezes só é observado após muito tempo e certamente não tem poder de transformar todas as atitudes e comportamentos dos jovens. numa perspectiva educativa. como qualquer processo demorado. como forma de exercício da cidadania. seus valores. nos dias atuais. onde não só reproduzem os padrões morais como também não estão preparados para uma função tão sensível. implica a questão do processo educacional Brasileiro que sempre fechou os olhos para reformar a grade curricular das escolas. que abordam. propiciando-se a livre discussão de normas e padrões de comportamento em relação ao sexo e o debate das atitudes pessoais frente a própria sexualidade. A educação sexual. que é o cominho mais seguro para tal orientação. formais ou informais. aspectos da sexualidade humanas com as crianças e adolescentes.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. a escola nunca se preparou para tal missão. conseqüentemente sempre ficou a questão da educação sexual em segundo plano.

deveriam está lutando a frente às autoridades. histórico. como o cultural. para adolescência: *Iniciação sexual com parceiros (a primeira transa . Ao nosso ver esta Educação Sexual deve ser conduzida e preparada por alguém que seja do agrado e da confiança dos jovens. não tem poder de transformar todas as atitudes do comportamento dos jovens. para que possam ser discutidas. ou pelo menos. ser feito de modo contínuo e permanente. Se os jovens não se sentirem bem. o entanto. podem sim transformar a sociedade. Este é um processo lento de conquista. A educação sexual. Cada jovens tem suas particularidades e interesses.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. minha experiência de pesquisa aponta os seguintes temas. frente a sexualidade coletiva e a sexualidade individual. *Auto-erotismo (masturbação) em meninos e meninas. deverá durar um bom tempo. O educador sexual deve ficar ciente que a confiança é a questão principal. . social. para acelerar a introdução da disciplina nas escolas. pois nada e mais importante que a informação através do diálogo e de pessoas preparadas para desenvolver questões. ele deve ter a característica de partir das dúvidas existentes nas crianças e jovens dos temas mais urgentes. 35): A Educação sexual com adolescente deve. Ao invés dos autores estarem só escrevendo conceitos. p. econômico. *As desigualdades sociais frente aos sexos .discussão de gênero e como a sociedade vê homens e mulheres frente a sexualidade. 22 Na questão dos conceitos. onde a criança e os jovens sejam vistos como cidadãos é uma questão de visão holística da situação. mais comuns.aspectos práticos e sociais). além de informações. *Virgindade. *Os rituais sócio-cultural na adolescência atual (o ficar). não se "abrirão" na discussão e o trabalho ficará limitado. Segundo FURLANI (1997. *Sexo seguro (evitando a gravidez e as DSTs). novas atitudes nas pessoas. *Envolvimento sexual e afetivo com pessoa do mesmo sexo. pois é até difícil a abordagem para crianças e adolescentes. mas um conjunto de aspectos. político.

discutir a sexualidade (e promover a Ed. nos casos em que se subordinam à violência e ao poder masculino e machista. gravidez. todo esse apelo sexual na mídia e na sociedade de um modo geral. DST´s. Já é possível conversar sobre menstruação. expressão de afeto as pesquisas revelam que as crianças de hoje sabem muito . Na nossa opinião o aspecto que consideramos mais importante numa geração de adolescentes. diante dos homens. que é a prática sexual. como se constitui as diferenças entre ambos. um dos responsáveis pela dificuldade da garota insistir o uso da camisinha. portanto. higiene corporal. com a gravidez na adolescência. médica que se preocupa apenas em falar de gravidez. reprodução. Essa discussão é fundamental para a igualdade entre as pessoas e para superar a inércia das mulheres frente a um relacionamento. como as idéias sobre o homem/masculino e a mulher/feminino são construídas na sociedade e. Sexual) é uma atividade que já devia estar sendo feita há muito tempo. nessa sociedade ocidental. não tem sido suficiente para que os (as) jovens adotem o comportamento do sexo seguro. HIV. numa transa. Este é um aspecto ligado. 23 É responsabilidade de qualquer sistema escolar promover a educação integral da criança e do adolescente e. A Educação Sexual deveria começar na INFÂNCIA! Não vamos subestimar a capacidade de compreensão de nossas crianças. ato sexual. Isso também é importante. que determina o ritual de passagem da infância para a vida adulta. relações de gênero. No entanto.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. ou seja. vida social. diretamente. em conseqüência. namoro. por exemplo. Apontamos a FALTA de EDUCAÇÃO SEXUAL como o principal motivo! Não falamos da educação sexual tradicionalmente pensada biológica. heterossexualidade. mas não é suficiente! No nosso ponto de vista que é necessário fazer é levar os (as) jovens a pensarem nas responsabilidades da prática sexual eles precisam discutir relações de gênero. antes mesmo da puberdade.

24 mais sobre sexualidade do que a nossa geração e a geração de nossos pais sabiam há 30 anos atrás.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. . a mídia e a Escola. torna-se indispensável o conhecimento histórico e político da humanidade e das suas instituições sociais como a Igreja. Para isso. necessariamente. o Estado. perceber como cada mito e cada tabu foram inventados e construídos nas sociedades. as Leis. Portanto essa discussão precisa.

mesmo residentes no organismo. Romero. A expressão venérea provém de Vênus. é o caso. como são popularmente conhecidas. entretanto. DST é sigla que significa: Doenças Sexualmente Transmissíveis. entretanto. Entretanto. Algumas são tão antigas quanto a humanidade. Colite. Candidíase. por exemplo. Esofagite e da Pneumonite. Sífilis (Cancro Duro). Mas existem outras. Isso ocorre porque estes microorganismos. do Citomegalovírus. mesmo assim. Linfogranuloma Venéreo (Mula). Herpes. Hepatite (tipo A e B). Uretrite não Gonocócicas (Chlamydia). livro Levítico 15. Geralmente os sintomas das DST . existem vírus causadores de DST que podem permanecer por quase toda vida sem ser em percebidos pelo hospedeiro. Doenças sexualmente transmissíveis ou doenças venéreas. indiferente dos parceiros serem homo ou heterossexuais. Segundo Dr. Na antigüidade acreditava-se que elas eram castigos da deusa que.Doenças Sexualmente Transmissíveis se fazem notar alguns dias após a infecção. enciumada. já descobriu-se que não se trata de uma punição divina. a origem da maioria das DST ainda é desconhecida. são geralmente .GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. punia os amantes. As DST mais comuns são: Gonorréia (Pingadeira ou Esquentamento) Cancro Mole (cavalo). já fazia menção a Gonorréia. 25 CAPÍTULO 4 O perigo das doenças sexualmente transmissíveis incluindo a AIDS e como preveni-las. continuam proliferando em diversas pessoas que insistem em não se prevenir. no relato do seu livro: “DST – Doenças Sexualmente transmissíveis – Se Educar da Para Evitar”. Tricomoníase e a AIDS – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA). Condiloma Acuminado. são aquelas que passam de uma pessoa para outra durante uma relação sexual. a deusa do amor. causador da renite. Atualmente. Relata que no antigo testamento da Bíblia.

usando o bom senso. em todas as relações sexuais. que apesar da busca incessante da cura pelos grandes centros de pesquisas. mesmo com as “pessoas confiáveis”. Porém. só se pronunciando em situações especiais. nem mesmo. Só utilize agulhas e seringas descartáveis ou desinfetadas. como um estado de imunodepressão (baixa de defesas imunológicas). o portador de uma DST é também um transmissor da doença. ou melhor. transmissores e ou proliferadores das Doenças Sexualmente 4.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. criando-se assim novos portadores e conseqüentemente Transmissíveis. mesmo desconhecendo seu estado de infecção. era de ser esperar que as pessoas procurassem mudar seus hábitos e costumes que pudessem expô-las ao risco de contaminação pelo HIV. O uso deve ser pessoal. podem deixar seqüelas em seus portadores. reduzindo as parceiras e utilizando o preservativo (camisinha). Contudo. que apesar de a maioria delas terem tratamento conhecido. não use Drogas. p. Com o nível crescente de informações veiculadas diariamente sobre a AIDS. as DST´s mais comuns. A melhor maneira de evitar as DST´s. por este motivo é que as campanhas sobre a prevenção devem ser mais constantes e esclarecedoras. 26 contidos. bloqueados por anticorpos produzidos pelo sistema imunológico.1 . Não divida nunca com outras pessoas. ainda faz vítimas fatais. a melhor maneira de tratar uma doença venérea é evitá-la. ainda é a prevenção. No entanto isso não tem acontecido.COMO SE PROTEGER DESSAS DOENÇAS: Hoje em dia a maioria das DST são facilmente tratadas com medicamentos. sem falar da AIDS. que é uma das DST mais grave. (ROMERO 1989. aumenta a cada dia em números significativos. pois o numero de aidéticos. As campanhas do governo não conseguem erradicar. pelo . 30).

superar inimigos difíceis. fosse desenvolvida e empregada no próximo ano. 27 contrário.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. e nem tão pouco o pior dos males. talvez possa. O livro das Pessoas Vivendo com HIV e AIDS. RACHID (1990. cor. mesmo que uma vacina 100% eficaz. com o apoio da fundação Viva Cazuzas. casos de ADIS continuariam a ocorrer em grande número nos próximos dez anos a vinte anos. porque julgam não “Ter comportamentos de risco”. Hoje. as estatísticas oficiais têm mostrado um acréscimo constante de casos notificados. credo. um dia. raça. ou pesam que nunca estarão expostas a “Situações de Risco”. sexo ou opção sexual. a discriminação. ou pior. capaz de interromper toda a transmissão. não discrimina classe social. publicado pelo grupo PELA VIDA em 1993. Lêdo engano! Se com a bênção de DEUS. bater na porta dos seus amigos. que AIDS é umas dessas coisas que só acontecem com os outros. na porta dos seus filhos. a dor das perdas sociais. com o advento de novas e potentes drogas e exames modernos a uma luta pelos limites impostos pelas doenças decorrentes da AIDS. p 43) afirma: Devido ao longo período de latência clínica (mediana de onze anos. retrata a realidade de forma clara: . principalmente entre jovens e adolescentes. dos filhos dos seus amigos. o desespero causado pela morte. diferentemente dos seres humanos. por que julgam não ter “Comportamentos de Risco”. porque não pertencem a nenhum dos chamados “Grupos de Risco”. na ausência de qualquer intervenção terapêutica). como o preconceito e a discriminação. antes de tudo. Ainda hoje existem pessoas que acreditam que a ADIS nunca vai fazer parte da suas vidas. nacionalidade. Para se enfrentar o HIV é necessário. tipo físico. O HIV. A AIDS não bater na sua porta. cultura. estado civil.

em detrimento de outros processos como a pílula anticoncepcional. causando uma série de problemas tanto para a mãe quanto para a criança”. natural e reservada a todos. 23). Não é apenas consumindo drogas que se contrai o vírus da AIDS. é também considerado um ótimo contraceptivo (anticoncepcional). Ultimamente as campanhas oficiais melhoraram muito em qualidade.PRESERVATIVOS MASCULINOS: As vantagens da utilização do preservativo. concorreu objetivamente para a estigmatização e a discriminação que. determinaram para a pessoa com HIV e AIDS uma condenação não só à morte biológica.2 . Por isso é muito importante salientar que a contaminação pelo HIV não está restrita aos “chamados grupos de risco. Existem casais que optam pelo uso constante do preservativo como forma de controle da natalidade. p. 4.além de proteger também contra a gravidez precoce e também uma serie de outras doenças sexualmente transmissíveis como: sífilis. A camisinha masculina reduz o risco de contaminação pelo HIV em mais de 85%. A AIDS deixa de ser uma doença para uma “PENA” aplicada aos “criminosos morais”. independente da sorologia para o HIV. 28 O fato pela infecção do HIV e AIDS ter sido detectada inicialmente em determinadas pessoas ou grupos sociais como os homossexuais masculinos e os usuários de drogas endovenosas. 1999. somadas à incurabilidade da doença (ou conjunto de doenças). de qualquer grupo social. numa relação sexual também se contrai o vírus. à morte civil. E. está sujeita a contrair o vírus. Qualquer pessoa. Ela protege tanto o homem quanto à mulher. se for usada corretamente. nível de informação e respeito aos portadores da AIDS. em todas as relações sexuais são imensas (DUARTE. impedindo-a de exercer plenamente todos os seus direitos de cidadã.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. com muito mais rigidez. herpes. gonorréia etc.(p 45). se a mulher engravidar é transmitido para o feto. mas. . mas ainda não encontraram o melhor caminho para a educação e o atalho da prevenção.

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. principalmente. a vagina. com as mucosas (camada úmida de tecido que reveste a ponta do pênis. sangue e etc. e principalmente. o ânus. ou outros contatos físicos. pois eles podem danificar o preservativo.COMO USAR O PRESERVATIVO: 1. 4. Apesar de todos os inegáveis benefícios proporcionados pelo preservativo (camisinha) é necessário chamar a atenção para o fato de que ele não é uma garantia absoluta de proteção contra a transmissão do HIV. 3.2. Embora o risco seja pequeno. barato e descartável. mas também. evitar todo e qualquer contato dos fluídos orgânicos. . tais como: esperma. 4.Não utilize objetos cortantes ou pontiagudos.1 . para que não rasgue.Coloque o preservativo após a ereção do pênis e antes de qualquer penetração na vagina.Abra-o cortando pelo picote no sentido vertical.. causando uma contaminação ou uma gravidez. 29 diafragma e etc. 2. a boca e etc. pois a proteção está diretamente relacionada com o seu uso correto. no ânus. É muito importante para que as pessoas aprendam a utilizar o preservativo. Além de ser mais prático. Alguns casais não gostam de usar o preservativo porque a pressão exercida pelo anel da extremidade do preservativo sobre a base do pênis incomoda na hora do ato. secreção vaginal.) ou com qualquer ferida ou escoriações expostas na pele do parceiro. não agride o organismo da mulher. existirá sempre a possibilidade de que venha a se romper durante a relação sexual. A função do preservativo não é apenas a de reter o sêmen após a ejaculação. ou parceira. a má utilização do mesmo.Só deve abrir o envelope contendo o preservativo no momento em que for utilizá-lo. o que hoje é muito comum.

no próprio pênis. com certeza. 9. 10.Logo após a ejaculação. 11. Nesses casos é importante que se faça o uso de lubrificantes artificiais à base de água. 7. retire-o segurando na borda do preservativo próximo ao anel. para que ele não escape e fique retido dentro da companheira. será utilizado como reservatório para o sêmen. após a ejaculação. no próprio pênis.Com a outra mão desenrole-o até a base do pênis sem permitir a retenção do ar no seu interior. ou companheiro. . Este espaço. e não haja vazamento de esperma.Nunca reutilize o preservativo. este em contato com a vagina pode ocasionar uma contaminação ou uma gravidez. para não prejudicar a sensibilidade ou promover aumento de risco de rompimento. Um dos motivos que causam o rompimento do preservativo durante o ato sexual é a falta de lubrificação natural.Depois de retirado o preservativo deve-se observar os cuidados necessários com a higiene pois resíduos de sêmen certamente ficarão retidos nas mãos e. como o KY Gel lubrificante. aperte a ponta do preservativo formando uma pequena bolsa e evitando que se forme uma bolha de ar no seu interior.Após a relação devem-se observar os cuidados necessários com a higiene. pois resíduos de sêmen certamente ficarão retidos nas mãos e. Utilizando o dedo indicador e o polegar. 6. 30 5. 8.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. com certeza.Retire-o do pênis logo após o uso. que aparentemente ficará sobrando.Para colocá-lo corretamente leve-o até a extremidade do pênis. enquanto o pênis ainda estiver ereto. quando estiver ereto.

3.ANTICONCEPCIONAIS ORAIS COMBINADOS: Os anticoncepcionais orais combinados (AOCs). São métodos muito eficazes quando usados corretamente e consistentemente: 0.1 .2 . A pílula é o método anticoncepcional reversível mais utilizado no país. para cada caso individual. .3. 31 4. são usados por cerca de 20% das mulheres casadas ou unidas em idade fértil (15-49 anos) no Brasil.EFICÁCIA: São métodos eficazes em uso típico ou rotineiro: 6-8 gravidez por 100 mulheres no primeiro ano de uso (1 em cada 17 a 1 em cada 12).MECANISMO DE AÇÃO: Inibem a ovulação e tornam o muco cervical espesso.3.1. São comprimidos que contêm dois hormônios sintéticos (estrogênio e progestogênio) parecidos com os produzidos pelo ovário da mulher.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. 4. dependerá fundamentalmente da maneira como a mulher toma as pílulas. mais conhecidos como pílula.1. dificultando a passagem dos espermatozóides. 4.PRESERVATIVO FEMININO: 4.3 .1 .1 mulheres grávidas por 100 mulheres no primeiro ano de uso (1 em cada 1000) A eficácia do método.

! Podem aumentar o risco de tumores no fígado. sendo extremamente raros ou tumores malignos. com sangramento durante menos tempo e em menor quantidade.BENEFÍCIOS: ! Podem aumentar o prazer sexual porque diminuem a preocupação com a possibilidade de engravidar. porém.RISCOS: ! Não são recomendados para lactantes. profundas ou infarto. podem causar acidentes vasculares.1.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. a pílula não aumenta o risco para câncer de colo uterino e mama.3 .4 .3. ! De acordo com a informação atualmente disponível. 4. 32 Orientação adequada é fundamental para que as mulheres usem o método corretamente. ! Proporcionam ciclos menstruais regulares. 4. ! A fertilidade retorna em seguida da interrupção da cartela.1. Além disso.3. pois afetam a qualidade e quantidade do leite. existem ainda dúvidas sobre a possível aceleração das evoluções de cânceres préexistentes com o uso da pílula. . trombose venosas. ! Muito raramente. sendo que o risco é maior entre fumantes (mais de 20 cigarros / dia) com 35 anos ou mais . ! Diminuem a freqüência e a intensidade de cólicas menstruais. novos estudos são necessários para obter-se conclusões mais precisas.

3. O produto é pré-lubrificado e serve para ser utilizado apenas uma vez. Assim como o Condom masculino. A bolsa possui um anel leve e flexível em cada extremidade. câncer de endométrio. ! Podem prevenir anemia ferropriva. após uma relação sexual desprotegida. forma uma barreira física entre o pênis e a vagina. doenças inflamatórias pélvica. impedindo a passagem de esperma através do trato genital feminino. Podem reduzir a transferência de agentes infecciosos entre os parceiros sexuais. ou preservativo. ! Diminuem a incidência de: gravidez ectópica.2 . protegendo os lábios e a base do pênis durante o ato sexual. Previne a gravidez e as doenças sexualmente transmissíveis (DST). . IMPORTAMTE: NÃO PROTEGE CONTRA DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEL. que se adapta à vagina e protege o colo do útero. câncer de ovário. 4. A extremidade fechada do preservativo feminino é inserida até o fundo da vagina. É conhecido pelos nomes de Femidom ou Reality. O anel aberto permanece do lado de fora da vagina após a inserção. Pode ser usado junto com outros métodos anticoncepcionais para prevenção de DST/HIV e proteção anticoncepcional adicional. frouxa. a vagina e a genitália externa. cistos de ovário. inclusive HIV/AIDS.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. É uma bolsa de plástico leve. é um método anticoncepcional utilizado por aproximadamente 45 milhões de casais em idade reprodutiva em todo o mundo. 33 ! Podem ser utilizados como anticoncepcional de emergência.CONDOM FEMININO: O condom. doenças mamarias benignas e miomas uterinos. particularmente os associados às úlceras genitais.

sífilis. Os condons provavelmente oferecem proteção.MECANISMO DE AÇÃO: Os condons ajudam a prevenir tanto a gravidez quanto às doenças sexualmente transmissíveis (DST). eles correm o risco de engravidar a parceira.2.2. gonorréia. de contrair uma DST. Muitos homens não usam condons corretamente ou não os usam em todas as relações sexuais. têm uma eficácia média para prevenir a gravidez: taxa de gravidez de 14 para cada 100 mulheres no primeiro ano de uso (uma em cada oito). e tricomoníase. mas não muita. ou de transmitir uma DST. eles não permitem que o esperma e os microorganismos contidos no sêmen entrem em contato com a vagina. Ajudam a prevenir as doenças sexualmente transmissíveis: Os condons são a melhor proteção contra as DST. clamídia. para ser altamente eficaz.3. Tem maior eficácia para prevenir a gravidez quando usados corretamente. Usados corretamente. Nestes casos. em todas as relações sexuais. Entre essas DST estão: HIV/AIDS. Eles impedem que o usuário adquira uma DST e que transmita DST para a parceira. 34 4.3. 4. também impedem que os microorganismos da vagina penetrem no pênis. . Quando usado da forma mais comum.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.EFICÁCIA: Importante: o condom deve ser usado corretamente. em todas as relações sexuais: taxa de gravidez de três em cada 100 mulheres no primeiro ano de uso (uma em cada 33).1 . contra herpes genital. vírus do condiloma genital e outras doenças que causam ulcerações na pele desprotegida.2 .

RISCOS: ! Indivíduos alérgicos ao látex podem apresentar vermelhidão. e esses estudos incluíram indivíduos que usaram os condons incorretamente ou inconsistentemente.BENEFÍCIOS: ! Previnem DST. quando usados corretamente.3.2.2. ajudam a prevenir a gravidez ectópica.4 . em cada relação sexual. seu uso pode ser interrompido a qualquer momento. tricomoníase ou infecção por clamídia é aproximadamente dois terços maiores nos indivíduos que nunca usam condons do que nos indivíduos que usam.3 . seguros. o vírus que causa AIDS. os estudos mostram que o risco de contrair gonorréia.3. oferecem anticoncepção ocasional sem a necessidade de manutenção diária. prurido e edema após o uso do condom. permitem que o homem assuma a responsabilidade de prevenir uma gravidez e algumas doenças. ajudam a . inclusive HIV/AIDS.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. podem ser usados para prevenir DST durante a gravidez. Estudos mostram que os usuários de condons têm menos da metade do risco de contrair o HIV. dor pélvica crônica. Os indivíduos que usam condons corretamente em todas as relações têm risco menor de contrair doenças. diminuem a incidência das complicações causadas pelas DST doença inflamatória pélvica. 4. freqüentemente. não apresentam efeitos colaterais hormonais. possivelmente câncer de colo uterino e infertilidade nos homens e mulheres. 35 Em geral. assim como também a gravidez. 4.

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.3 .3.3. Em uso rotineiro: São pouco eficazes: a taxa de gravidez é de 26 para cada 100 mulheres no primeiro ano de uso (uma em cada quatro mulheres).2 .ESPERMICIDA: São métodos químicos de barreira. Usados correta e consistentemente: São eficazes: a taxa de gravidez é de 6 para cada 100 mulheres no primeiro ano de uso (uma em cada 17).EFICÁCIA: Importante! A eficácia depende do uso do espermicida de forma correta. que consistem em dois componentes: o espermicida químico e uma base inerte. 4. clamídias.3. 4. O espermicida pode contribuir para prevenir algumas doenças sexualmente transmissíveis (DST): os resultados "in vitro" mostram que o nonoxinol-9. 36 prevenir a ejaculação precoce (ajudam o homem a prolongar o período que antecede o orgasmo).3. todas as vezes que a mulher tenha uma relação sexual.1 .MECANISMO DE AÇÃO: Os espermicidas matam os espermatozóides ou impedem seu movimento até o óvulo.3. o vírus . gonococos. 4. que é o meio usado para manter o agente espermicida aderido ao colo uterino. o menfegol e o cloreto de benzalcônio inativam de modo efetivo treponemas.

É possível que ofereça .3. inconclusiva. podem aumentar o risco para candidíase genital. de forma consistente. câncer de colo uterino. que seriam mais elevados com o uso mais freqüente (várias vezes ao dias) e em dosagem mais elevada. Também vem demonstrando.3 .GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. Essas alterações do epitélio poderiam aumentar o risco para transmissão do HIV. gravidez ectópica e. em testes laboratoriais. as irritações causadas pelo uso do espermicida várias vezes ao dia podem aumentar o risco de HIV/AIDS.doença inflamatória pélvica (DIP).3. a relação entre o uso do nonoxinol-9 e a incidência do HIV permanece obscura e. até o momento. tricomoníase e vaginose bacteriana. Estudos epidemiológicos têm demonstrado. Contribui para prevenir algumas DST e complicações por ela causadas .4 .3. infecção por clamídia.3. 4. que os espermicidas.BENEFÍCIOS: ! Seguro é método controlado pela mulher. Todavia. 37 do herpes e organismos causadores da vaginose bacteriana. possivelmente. capacidade de desativar o HIV-4. Outros estudos têm relatado a ocorrência de irritação genital e de erosões no epitélio vaginal e do colo uterino. infertilidade. usados isoladamente ou combinados com outros métodos de barreira. vaginose bacteriana e infeções do trato urinário na mulher.RISCOS: ! Teoricamente. sendo que quase todas as mulheres podem usar. 4. reduzem a incidência de gonorréia.

3.3. Pode ser interrompido a qualquer momento.4. Não tem nenhum efeito sobre a função hormonal da mulher e não altera o seu ciclo menstrual. Sem efeitos no leite materno. 38 alguma proteção contra o HIV/AIDS. . Previne efetivamente a gravidez se utilizado corretamente em todas as relações sexuais.MECANISMO DE AÇÃO: A obstrução mecânica das trompas impede que os espermatozóides migrem ao encontro do óvulo. Pode ser inserido até uma hora antes da relação sexual para evitar interrupções no coito. em mulheres corretamente orientadas e motivadas.4 . A esterilização feminina é também conhecida como laqueadura tubária. Sem efeitos hormonais. impedindo a fertilização do mesmo. ligadura de trompas e anticoncepção cirúrgica voluntária. 4. ligadura tubária. Fácil de usar. 4.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.ESTERILIZAÇÃO FEMININA: A esterilização feminina é um método anticoncepcional permanente para mulheres que não desejam ter mais filhos.3. simples e seguro.2 . 4.4. O método requer um procedimento cirúrgico. mas isso ainda não foi demonstrado. a taxa de gravidez é de 0. Pode aumentar a lubrificação vaginal. Pode ser usado imediatamente após o parto.5 para 100 mulheres (1 em cada 200 mulheres).EFICÁCIA: Muito eficaz e permanente: No primeiro ano após o procedimento.1 .

segundo um estudo recente da OMS.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. em parte. a taxa de gravidez ectópica é menor do que em uma mulher sexualmente ativa que não usa métodos anticoncepcionais. lesão de órgãos pélvicos ou abdominais. 4. muito raramente. a gravidez ocorre raramente. . A eficácia depende. mas a taxa de gravidez é sempre baixa. de como as trompas foram bloqueadas.4. 39 A taxa acumulada de gravidez em dez anos. recuperação demorada. ! Não apresenta efeitos colaterais em longo prazo ou riscos à saúde. é de 1. dependendo da técnica utilizada e da idade da mulher. infecção ou sangramento intra-abdominal.3. ! Não interfere no prazer sexual.RISCOS: ! São complicações raras da cirurgia: infecção e sangramento no local da incisão.3.8 para 100 mulheres (1 em cada 55 mulheres).BENEFÍCIOS: ! É muito eficaz. 4. ! Não tem efeitos sobre o leite materno. riscos anestésicos: reação alérgica. a chance de ser uma gravidez ectópica varia entre um quinto a três quartos. mas quando ocorre. risco de morte devido a uma dose excessiva de anestésico ou outra complicação.3 . ! É permanente. efeitos colaterais. não interfere nas relações sexuais. Entretanto.4. ! Protege a mulher contra o câncer de ovário.4 .

A infecção pelo HIV pode ocorrer durante as relações sexuais. 40 ! Pode reduzir o risco de doença inflamatória pélvica. Ter uma boa aparência.FORMAS DE PREVENÇÃO DA AIDS: Existe muita gente que ainda acredita que a AIDS é uma dessas coisas que só acontece com os outros. Uma pesquisa recente demonstrou que a maioria das pessoas que se contaminam. simpática. aproximadamente 16 mil pessoas. ou possuir uma situação financeira privilegiada. bons hábitos de higiene. Devido a esse fato.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. tornam-se vítimas diariamente do HIV. e se consideravam bem informadas a esse respeito. •É necessário o aconselhamento adequado para diminuir o risco de arrependimento. nunca irá acontecer com ela. ser bem educada. quando os doadores forem soropositivos. não significa uma garantia. . ou pelo consumo de hemoderivados infectados. No entanto. já haviam visto campanhas de prevenção. Ou ainda. ou durante o aleitamento materno. Mulheres laqueadas têm risco 30% menor de desenvolverem câncer de ovário 4. já tinham ouvido falar na AIDS. durante a gestação. em todo o mundo. pelo compartilhamento ou reutilização de agulhas e seringas contaminadas. de uma mãe soropositivo para o feto. ou inseminação artificial. em média. no momento do parto. continuavam a manter “comportamentos de risco” ou se submetendo a “situações de risco”. através de transfusões de sangue. ! Não protege contra doenças sexualmente transmissíveis e HIV/AIDS. A contaminação pode ocorrer durante uma intervenção cirúrgica que envolva transplante de órgãos. de boa família. nos últimos anos.4 . mesmo assim. por acidente de trabalho com profissionais da área da saúde.

pela parceira. principalmente se não estiver utilizando preservativo”. que oferece cem por cento de certeza de não ocorrer à contaminação pelo HIV. uma série de cuidados preventivos devem ser observados: PROTEJA-SE: USE SEMPRE CAMISINHA NAS RELAÇÕES SEXUAIS. A mulher é aquela que recebe e abriga o esperma. involuntariamente. COM QUALQUER PESSOA. isso aumenta a propensão ao contágio. Segundo MATTOS “quanto à questão da prevenção nas relações sexuais. indiferente de ser homem ou mulher”. embora o perigo maior seja para a pessoa que recebe a penetração. . O homem. Qualquer pessoa contaminada pode transmitir o HIV durante uma relação sexual. durante uma ralação sexual sem o preservativo. também está exposto a possibilidade de infecção. Dessa forma. Como nos dias de hoje tais hábitos são reconhecidamente pouco comuns e. um ao outro. apesar de correr um risco menor. podem estar infectando outras pessoas. As estatísticas demonstram que ele é eficientemente transmissível a qualquer dos parceiros durante a relação heterossexual. e que tenham iniciado juntos (um com o outro) a vida sexual e se mantenha fieis. nem tenham sofrido transfusões de sangue ou recebido hemoderivados pelo menos nos últimos dez anos. a única forma realmente segura. 41 não é um atestado de não ser portador do HIV. “MESMO AS MAIS CONFIÁVEIS”. É muito importante que se tenha em mente que nem sempre as pessoas têm consciência da sua realidade sorológica.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. como quem vê cara não vê coração. Relação sexual: “É a forma mais freqüente de transmissão do HIV. é a abstenção” Também é considerada como uma prática sexual “segura” a relação entre parceiros que não sejam usuários de drogas. compartilhando ou reutilizando agulhas e seringas. Sexo vaginal: “O HIV é encontrado em grande quantidade no esperma e nas secreções vaginais.

isto é. A pressão exercida pelo músculo do anu. permitindo. com mais facilidade. esfolamentos e microrompimentos das mucosas e do tecido peniano. pesquisadores. 42 Sexo anal: “De todas as práticas sexuais é provavelmente. É muito importante saber se o mesmo foi devidamente testado por exames antivirais antes da transfusão. etc. Compartilhamento ou Reutilização de agulhas e /ou Seringas: “No caso de usuários de drogas injetáveis. este perigo pode ser reduzido. Contaminação por Acidente de Trabalho: “Ocorre com profissionais de saúde (médicos. estará sujeito a infecção. ou nas mucosas. Quem fizer uso da mesma seringa. Outra forma de contaminação é o contato direto do sangue de um portador do HIV com uma ferida na pele.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. se uma pessoa é portadora do HIV (mesmo desconhecendo este fato) compartilhar a mesma agulha ou seringa com outras pessoas. porque além do HIV existem outras doenças sexualmente transmissíveis. ou durante o aleitamento materno. no pênis. a mais perigosa. pessoas que trabalham em laboratórios de análise clínica e. de forma significativa. ou agulha. O contágio é irreversível”. Esta prática sexual parece oferecer o mesmo risco de infecção. Isso pode ate mesmo ocorrer numa briga de rua se houver sangramento”. Entretanto. poderá contaminar as demais. no momento do parto. e ainda pode ser . depois dela. A contaminação pelo Sangue: “Uma pessoa pode se contaminar durante uma transfusão de sangue ou recebendo hemoderivados infectados. o acesso do HIV a corrente sangüínea. não portadora do vírus. é muito grande e provoca invariavelmente irritações. Contaminação Vertical: “Uma gestante soropositivo tem uma grande probabilidade de transmitir o HIV para o neném. principalmente quando o coito ocorre sem a utilização de um preservativo”. enfermeiros. durante a gravidez.) A ocorrência desse tipo de contagio é relativamente pequena. se a futura mamãe for adequadamente tratada durante a gestação”. de uma pessoa soropositivo. tanto para quem sofre a penetração como para quem penetra.

O risco de contaminação não está vinculado a classe do indivíduo. A AIDS não vê cara. credo ou posição social. Cada um é responsável pela permanência ou não no grupo de risco. e sim a responsabilidade que cada um tem consigo. sem fazer nenhum tipo de prevenção. ela não está apenas nas prostitutas. formado pelas pessoas optam por uma vida sexual com vários parceiros ou ainda pelo compartilhamento de seringas entre dependentes químicos. deusa do amor. capaz de se proliferar rapidamente entre as pessoas. indo mais além. a AIDS é uma das piores doenças sexualmente transmissível. . nem a profissão que ele exerce. realmente não é fácil. que se vendem por motivos diversos.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. cor. 28). p. a AIDS se manifesta como um castigo dos amantes descuidados. 1989. pois implica em uma série de abstenções e cuidados que levem qualquer indivíduo a pensar em Vênus. 43 reduzida quase que a zero se forem observadas as normas de segurança especificas pra o seu trabalho”. Como se fosse realmente um castigo divino. como também entre as pessoas bem afeiçoadas pertencentes aos níveis economicamente mais elevados. Prevenir. (DUARTE. aliás. que segundo a lenda punia seus amantes com doenças sexualmente transmissíveis.

62): As políticas de saúde. a saúde. pois os resultados mecânicos da acumulação nem a manifestação exclusiva do poder das classes dominantes ou do Estado. possuir bens que possibilitem . Assim sendo. 44 CAPÍTULO 5 Fatores que determinam o crescimento da gravidez na adolescência. Elas são ganhos conquistados em duras lutas e resultados de processos complexos de reação de forças. principalmente no que tange a educação. não construindo. a previdência. Essas políticas não caem do céu. habitação. culturais e educacionais. em cada conjuntura. que ficam na espera das decisões mais importantes para que possam posicionar-se de acordo com suas necessidades. é visível que a luta constante entre os grupos que monopolizam o poder representem as relações cotidianas da população. Ao nosso ver não há interesse político nas necessidades básicas da população. trabalho. diz-se que é indiscutível que se atenda as necessidades “básicas” da população. a assistência médica. conseqüentemente nas formulações liberais. Segundo Faleiros (1986. assistência. mas também as biológicas. recreação e nutrição são objetos de luta entre diferentes forças sociais. educação. que são elementos indispensáveis ao desenvolvimento cultural. o que. De acordo com trecho citado anteriormente. porém não só as necessidades físicas. previdência.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. além das necessidades sociais. ao invés de ficar esperando que alguma decisão possa de alguma forma lhes beneficiar. p. proporcionaria uma consciência política e conseqüentemente uma exigência maior dos direitos. Garantir o mínimo é permitir que o indivíduo obtenha os produtos básicos para a manutenção de sua vida e de seus familiares e mais ainda. nem são um presente ou uma outorga do bloco do poder. saúde e laser.

desta forma a reduzir de um lado. prevenção. tentando compensar a carência afetiva deixada de lado pelos seus familiares. o que possibilitará o desenvolvimento natural de sua vida sexual. de outro a formação da . é muito importante também. enquanto o pai responde sem constrangimento as dúvidas surgidas sobre o assunto. esteja em constante diálogo com as mesmas. pois o assunto é de importância para formação geral. controle. biologia e outras extras curriculares que venham a contribuir positivamente para o desenvolvimento das adolescentes.Doenças Sexualmente Transmissíveis. para que as adolescentes não iniciem de forma errônea o seu cotidiano. entendemos que este processo é. Porém. muitas vezes. a proliferação de DST . 70) escreve sobre os homens e suas necessidades básicas ao desenvolvimento sócio-cultural: Todo ser humano tem necessidades afetivas. psicológicas espirituais. que a família desde a infância. Ajudando. principalmente nas relacionadas ao sexo. e é nesta hora que entra o papel da escola enquanto formadora. como ciências. Em outros termos. Neste momento entra o papel do educador para demostrar para o aluno as varias maneiras de evitar a gravidez precoce e as dificuldades que irão encontrar se esta ocorre. não se podendo falar do homem como indivíduo sem lembrar que esse indivíduo não vive sozinho. ajuda na formação de uma sociedade mais consciente.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. porque além de existir na vida de cada um. 45 viver melhor. sobre os riscos. Faleiros (1986. p. É de extrema importância para a adolescente. a orientação do educando em disciplinas afins. Além da família. etc. A vida em sociedade é uma necessidade da natureza humana. a mãe orienta sobre o processo de formação do seu corpo. penoso para algumas famílias. que só podem ser atendidas com a ajuda e a participação de outros seres humanos. mas sempre relacionando com outro indivíduo. é importante o dialogo aberto entre as adolescentes e seus pais. Pensamos que o indivíduo precisa do apoio da família nas mais diversas situações. a participação da escola neste momento. devido a falta de diálogo de alguns pais.

como a prática ilegal do aborto e o risco de morrer. muitas vezes discutido no cenário político nacional. carência afetiva. 10) A liberdade sexual tornou-se mais visível através dos meios de comunicação. vida vazia. que explicam o crescimento de partos mais precoces. Com isso. (LAGÔA. 1995.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. a gravidez na adolescência apresenta-se da seguinte forma: . a introdução de estratégias para colocar a serviço dessa demanda. que trouxeram modificações no modo do agir e pensar da população adolescente. ao mesmo tempo. ocorreu uma imitação da mídia ocasionando aumento da gravidez indesejada e por isso resultando em complicações. tema este. A educação. Fragilidade de uma mulher ainda em informação física é emocionalmente misturada aos apelos vindos de todos os lados. p. fantasia juvenis de prender o namorado. estes são os motivos em algumas variações dependendo de que classe social e do grau de integração. sem perceber a gravidade do ato impensado. psicológica e social. uma vez que a presença de profissionais qualificados para intervir nessa situação é de extrema importância para que essa problemática possa desaparecer e. As necessidades que se fazem presente no âmbito de uma gravidez precoce são inúmeras. para ingressar na vida adulta. a assistência médica. A ausência dos pais. são serviços necessários a essa intervenção para que se efetive de forma coerente e eficaz ao atendimento e a prevenção da gravidez entre as adolescentes. falta de informações incapacidade da menina se colocar na aula de Biologia ou se quer entender do que o professor está falando. 46 população no controle da natalidade. Segundo dados divulgados por FREITAS (1999). a informação.

60% QUADRO 2 BEBIDAS ALCÓOLICAS ANTES DA RELAÇÃO ENTRE 16 E 25 ANOS SIM 18. pois o maior número de adolescentes grávidas este entre as jovens sem nenhuma instrução formal.4% das adolescentes com mais de 09 anos de escolaridade ou já eram mães ou estavam grávidas do 1º filho. ! 49. ! 6. A educação também é evidenciada como fator determinante de prevenção.40% NÃO 55. onde a cultura e acesso à educação são mais limitados do que na zona urbana.1% destes filhos foram indesejados. ! 54% das adolescentes sem escolaridade já haviam ficado grávidas. ! 1 em cada 10 mulheres de 15 a 19 anos já tinham 2 filhos. 47 QUADRO 1 USO DE PRESERVATIVO ENTRE 16 E 25 ANOS SIM 44.70% O AUTOR INFORMA AINDA QUE ! 18% das adolescentes de 15 a 19 anos já haviam ficado grávidas alguma vez.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. enquanto que as que .80% NÃO 71. ! 1 em cada 3 mulheres de 19 anos já são mães ou estão grávidas do 1º filho. além de evidenciar que o número de mães que voltam a engravidar é menor do que as que não tinham nenhuma instrução sobre como é penosa a gravidez na adolescência. ! 20% das adolescentes residentes na zona rural tem pelo menos 1 filho. ! 13% das adolescentes residentes na área urbana tem pelo menos 1 filho. Tais dados revelam que o maior índice de gravidez precoce ocorre na zona rural.

48 freqüentaram um banco de escola pelo menos até o nível fundamental.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. representam um número menor de adolescentes grávidas por desinformação .

tem aumentado os casos de gravidez na adolescência e diminuindo a idade das adolescentes grávidas. a educação dada as adolescentes faz com que elas não queiram assumir que tem uma vida sexual ativa e por isso não usam métodos contraceptivos ou usam outros de baixa eficiência (coito interrompido. muitas delas fogem de casa e quase todas abandonam os estudos.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. as meninas de hoje engravidam mais do que as de três décadas passadas. 49 CAPITULO 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Desde 1970. Nesses cinco anos. Entre as garotas grávidas atendidas pelo SUS no período de 1993 a 1998. A grande maioria dessas adolescentes não tem condições financeiras nem emocionais para assumir a maternidade e. por causa da repressão familiar. A gravidez ocorre geralmente entre a primeira e a quinta relação. mostrou um dado alarmante. apesar das informações serem trabalhadas de forma mais aberta hoje em dia. Quase três mil na faixa dos 10 a 14 anos. . Percebemos que as principais causas da gravidez são o desconhecimento de métodos anticoncepcionais. A Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde. tebelinha) por que estes não deixam “rastros” e tem aquelas que engravidam para se casar. 50 mil adolescentes foram parar nos hospitais públicos devido a complicações de abortos clandestinos. 14% das adolescentes já tinhas pelo menos um filho e as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior. os números demonstram que três vezes mais garotas com menos de 15 anos engravidam do que na década de 70. No Brasil a cada ano cerca de 20% das crianças que nascem são filhos de adolescentes. houve aumento de 31% dos casos de meninas grávidas entre 10 e 14 anos. ou seja. de 1996.

principalmente a solteira e não planejada. precisa dispor bastante de um diálogo esclarecedor e. no aspecto indesejado da gravidez. conflitos traumáticos de relacionamento. todos clandestinos e ilegais. precisa encarar sua gravidez a partir do valor da vida que nela habita. São mais de 600 mil partos de adolescentes no Brasil por ano. incompreensão e punições atrozes. Se a família da adolescente que engravida for capaz de acolher o novo fato com harmonia. Não podemos descrever a adolescência como simples adaptação às transformações corporais. mas como um importante período no ciclo existencial da pessoa.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.100. da presença constante de amor e solidariedade que a ajude nos altos e baixos emocionais. respeito e colaboração. precisa sentir segurança e apoio necessários para seu conforto afetivo. para o desenvolvimento da gravidez e para a vida do bebê. um momento de conflitivo ou de crise. Pensando relativamente. 50 Os números são realmente assustadores. submeter-se a toda sorte de atitudes que “resolverão” seu problema. poderá correr o risco de procurar abortar. a adolescência implica num período de mudanças físicas e emocionais considerado. por alguns. O bem-estar afetivo da adolescente grávida é muito importante para si própria. comuns na gravidez. Porém. havendo rejeição. finalmente.000 adolescentes engravidam por ano no Brasil. sair de casa. e algo em torno de 500 mil abortos. mais gravemente. a adolescente poderá sentir-se profundamente só nesta experiência difícil e desconhecida. . A adolescente grávida. familiar. até o nascimento de seu bebê. a gravidez tem muito maior probabilidade de ser levada a termo normalmente e sem grandes transtornos. sexual e entre o grupo. a expectativa é de que uma em cada 17 adolescentes engravide nos próximos meses. Observamos que os problemas associados com a gravidez da adolescente mulher concentram-se. podemos estimar que 1. Com isso. uma tomada de posição social.

o dialogo. prejudicando com isso. o próprio jovem. Não podemos nos esquecer que ainda existe um tabu muito grande nas famílias. além dos importantíssimos elementos psicológicos e afetivos possivelmente presentese e também o risco de adquirir o vírus da AIDS. a elasticidade dos músculos uterinos. enquanto formadora de opiniões. bastante a vontade para falar sobre o assunto. o respeito mútuo. para que os adolescentes se sintam a vontade para falar sobre o assunto. 51 Mesmo diante de casamentos ocorridos na adolescência de forma planejada e com gravidez também planejada. através de seus professores e funcionários. a responsabilidade. esta pode dar sua parcela de contribuição para amenizar esse problema fazendo um trabalho sistematizado de educação sexual desde as séries iniciais do Ensino Fundamental. em conversar sobre sexo com nossos adolescentes. favorecendo um ambiente que permite a auto confiança. que também fica constrangido para falar sobre o assunto. um problema que deve ser tratado com mais seriedade e não deve ser subestimado.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. os temores. Contudo percebemos a importância de inserir a educação sexual nos currículos. tais como o tamanho e conformidade da pelve. É neste caso que entra a escola. por mais preparado que esteja o casal. Diante de todos esses fatos percebemos que a gravidez na adolescência é. preparar seus professores para tal missão. portanto. tirando dúvidas de forma pertinente e ao mesmo . Este pode ser dificultado por problemas anatômicos e comuns da adolescente. esse problema não e só familiar e sim também da escola. a adolescente não deixará de enfrentar a somatória das mudanças físicas e psíquicas decorrentes da gravidez e da adolescência. assim como deve ser mais evidenciado nas campanhas de pré-natal como processo de amadurecimento e conscientização das responsabilidades a serem adquiridas pela futura mamãe desde a hora da concepção até a hora do parto. deixarem os discentes. e o mais importante. desinformação e fantasias da mãe excriança. desde a infância.

Diante disso. é diversificada. é que a escola deve proporcionar aos seus alunos. podemos criar uma grande conscientização em nossos alunos de que as dúvidas devem ser tomadas e que eles mesmos podem mobilizar seus pais a se conscientizarem e participarem de debates nas escolas e ou orientando seus filhos dentro casa sobre os prazeres e riscos de uma relação. com seus filhos. se tratada de forma ampla. a liberdade de falar e tirar todas a dúvidas sobre o assunto. como forma de evidenciar para a criança e jovem educando. A sexualidade. principalmente os do ensino infantil constante debates sobre a sexualidade. além de termos como frutos futuros. desta forma trabalhado como disciplina da parte diversificada e fizesse um paralelo com as disciplinas da base nacional comum como CFB – ciências físicas e biológicas. que iria desde o conhecimento do seu corpo até os detalhes mais amplos do coito. e dispõe de assuntos para que se crie uma atividade paralela com nossos alunos. 52 tempo proporcionar a abertura para que o aluno continue a perguntar sem nenhum tipo de constrangimento. da fecundação e do prazer.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. Dessa forma. gerações formadas para o debate em casa. Podendo ser. .

DARLLARI. Márcia. TAKIUTT. Doenças Sexualmente Transmissíveis. DUARTE. A Adolescente está ligeiramente grávida e agora gravidez na adolescência. RICHID. Ana. FALEIROS. EDUCAÇÃO SEXUAL. 1995. São Paulo: Imago. Gravidez na Adolescência. In Parâmetros Curriculares Nacionais. Pluralidade cultural e orientação sexual. São Paulo: Brasiliense. AIDS . 1995. Elizabete Freitas.Manual de Sobrevivência. Manual HIV / AIDS. 10. Rio de Janeiro: Ática. DUARTE. São Paulo: Abril. 1994. 53 BIBLIOGRAFIA BRASIL. O guia dos Curiosos. Claudete E. São Paulo: Brasiliense. São Paulo: Abril. 1986. ROMERO. 1996. O que é Participação Política. Campinas: Atual.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. 1986. O que é Política Social. v. Rio de Janeiro: Moderna. Rio de Janeiro: Scipione. Dalmo. Jimena. Meninas In. . LAGOA. 1997. São Paulo: Brasiliense. A sexualidade na Adolescência. Marcelo. Mauro. FURLANI. Ministério da Educação e do Desporto. Gravidez na Adolescência. 1990. São Paulo: Atual 1997. Albertina. 1989. 1989. RODRIGUES. Marcelo. FREITAS. 1990. Gilda de Castro. Vicente de Paula. São Paulo: Coleção e Sociedade Precisa Saber. JONES.

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