Philippe Perrenoud Os Ciclos de Aprendizagem.

Um caminho para combater o fracasso escolar Porto Alegre (Brasil), Artmed Editora, 2004.
Obra originalmente publicada sob o título Les cycles d'apprentissage. Une autre organisation du travail pour combattre l'échec scolaire, Sainte-Foy, Presses de l'Université du Québec, 2002. Os ciclos de aprendizagem plurianuais estão sendo discutidos em inûmeros sistemas educacionais no mundo. A idéia de base é simples : substituir as etapas anuais de progressão por etapas de ao menos dois anos ; fixar objetivos de aprendizagem para cada ciclo e capacitar os professores para orientar e facilitar os percursos de formaçao das crianças, como já fazem durante o ano letivo. Mas por que alterar pro fundamente a organização do trabalho escolar ? Philippe Perrenoud explicita com consistência e clareza os fundamentos pedagógicos dessa inovação estrutural e os passos necessários para colocá-la em prática, afirmando que esse é o caminho para tornar a escola mais justa e eficaz. Esta obra também conta com a valiosa contribuiçao de Elba Siqueira de Sa Barreto e Eleny Mitrulis, professoras da Faculdade de Educação da USP, que contextualizam essa proposta na realidade brasileira, descrevendo sua trajetória e desafios.

Sumário
Prefácio - Roger Deslile, Ginette Brisebois e Louise Lafortune Introdução 1. Um conceito definido muito diversamente O fim da reprovação O fim dos degraus anuais 2. Novos espaços-tempos de formação Um meio de ensinar melhor

Très condiçôes para aprender Situações não-ameaçadoras Situações mobilizadoras Situações sob medida 4. uma soluçào tentadora. Individualização dos percursos e diferenciação dos atendimentos A individualização dos percursos como simples conseqüência Dispositivos razoavelmente flexíveis . mas impraticável Redimensionar os objetivos 7. O papel decisivo dos objetivos de final de ciclo Um programa formulado em termos de objetivos : mudança de vocabulário ou revolução didática ? Objetivos sim.Objetivos de final de ciclo Dispositivos de pedagogia diferenciada Padronizar a duração de permanência em um ciclo Repensar os métodos de aprendizagem Uma autonomia profissional apoiada pelo sistema Confiar um ciclo de aprendizagem a uma equipe pedagógica Uma formaçâo e um apoio institucional Um processo negociado de inovação O objetivo e o risco 3. Objetivos comuns e percursos individualizados Individualizar o tempo. mas de que tipo ? O justo nível de correspondência entre objetivos e conteúdos do trabalho cotidiano As finalidades. um canteiro de obras aberto 6. Ciclos curtos ou ciclos longos: uma escolha estratégica A tentaçao dos ciclos curtos Passar de um programa a objetivos Diferenciar melhor Desenvolver a cooperação entre professores Favorecer a prática reflexiva do ofíício A arte da reforma que não muda quase nada 5.

As très funçôes da avaliaçao em uma escolaridade organizada em ciclos A regulação das aprendizagens e dos percursos Avaliação certificativa : uma obsessão prematura Avaliar as possibilidade de aprendizagem de um aluno : um desafio desde a escola de ensino fundamental 9. Pode-se imaginar uma verdadeira responsabilidade coletiva por um ciclo de aprendizagem ? O individualismo é muito resistente Apelar para a imaginação jurídica " Seja realista: peça o impossível " 12. garantia de uma eficácia maior Dispositivos mais flexíveis e mais diversificados Vários olhares sobre os alunos Idéias mais aprimoradas Uma visão comum dos objetivos e do acompanhamento dos alunos 11. Administrar um ciclo de aprendizagem em equipe A ação coletiva. Informar os pais O direito de saber Não é informando os pais que se regulam as aprendizagens dos alunos ! Uma via-crúcis Síntese periódica e interlocuções O desafio : saber realmente mais do que os pais 10. A organização do trabalho em um ciclo Concepção e papel dos grupos de base e dos outros grupos Sistema de distribuição ótima dos alunos Equidade na divisão do trabalho entre professores Conclusão .Recursos raros : a quem dar a prioridade ? 8.

pelo menos se forem considerados profissionais. obviamente. mesmo estruturado em ciclos plurianuais. os programas continuam sendo anuais e apresenta-se um balanço ao final de cada ano letivo com base no qual alguns alunos podem ser reprovados.Elba Siqueira de Sa Barreto e E!eny Mitrulis O movimento dos anos de 1950 Iniciativa das décadas de 1960 e 1970 Os ciclos de alfabetização na transição democrática O bloco único no Rio de Janeiro Os ciclos nas respostas político-pedagógicas autodenominadas radicais O Panorama atual das escolas sob o regime de ciclos As propostas em curso nos estados de São Paulo e Ceara O Ponto de vista dos intelectuais contemporâneos A versão dos professores. " planejar as aprendizagens para vários anos não é um exercício completamente diferente do . eles estão condenados a ampliar suas competências e mesmo a desenvolver novas competências de planejamento e orientação das progressões individuais. A introdução de ciclos de aprendizagem plurianuais modifica esse parâmetro: o professor não precisa prestar contas de seu trabalho ao final de cada ano letivo. um sistema educacional funciona de fato por graus anuais. pois ele sabe que em seguida um colega o substituirá. Com certeza não partem do zero: " na maioria dos sistemas escolares que não funcionam em ciclos. no momento em que seus alunos passam para o ciclo seguinte. mas apenas na conclusão do ciclo. levando-se em conta os textos. porque na realidade nada mudou: o fim do ano letivo é sempre o horizonte do professor. Nesse caso. certos professores ficam por dois anos com seus alunos. a criação de um ciclo estende a zona de autonomia e de responsabilidade dos professores.13. mas a simples certeza de poder continuar o trabalho no ano seguinte com os mesmos alunos modifica as estratégias de ensino. de modo que cada professor fica responsável pelos alunos apenas por um ano. pais e alunos Considerações finais Referências bibliográficas Os Ciclos de Aprendizagem Novos Espaços . que. Alguns sistemas que introduzem ciclos obstinam-se em conservar progressões limitantes em etapas anuais. Os professores não necessariamente reclamam disso. facilita a diversificação de percursos e praticamente elimina a repetência. Uma zona mais extensa de autonomiae de responsabilidade Em princípio. Encarregados de etapas plurianuais supõe-se que se organizem à sua maneira durante o ciclo. Ocorre. os ciclos não requerem nenhuma competência nova.Tempos de Formação Ensinar é dispor de um tempo definido para atingir objetivos. alivia a pressão. os professores precisam e desejam verdadeiramente gerir os percursos de formação por dois anos ou mais. portanto. Trajetórias e desafios dos ciclos escolares no Brasil . Se ao contrário. Isso está longe de ser generalizado.

só exigem dos professores uma adaptação marginal. " permitir um planejamento mais maleável das progressões e uma diversificação das trajetórias. por conseqüência. Isso não significa que eles procedam de forma desordenada. ainda que seja coletivo esse trabalho cabe aos professores . que não se está submetendo os alunos a riscos impensados? De modo nenhum. principalmente com dois anos de duração. A verdadeira ruptura não consiste em fazer o contrário do que se fazia até agora do dia para a noite. Uma condição: saber por que se desenvolvem os ciclos A condição de tal desenvolvimento profissional é. ele se sentiria "apertado". sabendo que não se trata de um fim em si. procurei propor uma argumentação completa evocando particularmente cinco razões para desenvolver ciclos plurianuais: " definir as etapas mais compatíveis com as unidades de progressão das aprendizagens. Em outro trabalho (Perrenoud. Ela consiste antes em pôr-se a caminho para afastar-se gradualmente. Este pode ser apoiado por ofertas de formação e acompanhamento adequados.e apenas a eles. Pode-se concluir que os ciclos. adota novas referências e. não constitui um progresso. para que um professor ou uma equipe comece a estruturar um ciclo em etapas anuais. Só se chegará a isso à custa de um trabalho de desenvolvimento profissional de muito fôlego. mas de um meio de tornar a escola mais justa e eficaz. Segundo paradoxo: os professores só conseguem aprender a dominar o funcionamento ótimo dos ciclos enfrentando um a um os problemas que eles apresentam e desenvolvendo novas competências.de planejar para um ano. já não imagina como pode ter vivido de outra maneira. 2004). perceber o interesse e a pertinência de uma organização da escolaridade em ciclos plurianuais. " assegurar maior continuidade e uma coerência mais forte. O essencial é que eles trabalhem para se libertar progressivamente desse costume. ele se habitua. de uma estruturação das aprendizagens contidas nos programas anuais. Quem poderia se queixar disso? Tal cenário seria ótimo se não houvesse o risco de criar ciclos de aprendizagem que não mudam nada. eles não têm o que temer. Por que haveremos de introduzir ciclos se não for para combater o fracasso escolar e. e trata-se simplesmente de ampliar essa capacidade a etapas mais longas. os professores tem um certo hábito de comandar processos de longo prazo. mas sim que nenhuma formação atualmente pode proporcionar todos os conhecimentos e todas as competências requisitadas para explorar todas as potencialidades dos ciclos plurianuais. por simples tentativa e erro. Não há nenhuma razão para reagir. porém. em diversos tipos de grupos e de dispositivos didáticos. sem perder o controle dos acontecimentos. " favorecer uma maior flexibilidade para a incorporação diferenciada aos alunos. de forma a jamais perder o controle das aprendizagens e das defasagens entre os alunos. com a responsabilidade de uma . para criar melhores condições para uma pedagogia diferenciada para uma individualização dos percursos de formação? Primeiro paradoxo: se os professores conseguem rapidamente e sem dificuldade pôr em funcionamento ciclos plurianuais é porque essa nova organização do trabalho não aumenta verdadeiramente a eficácia da escola. já que todos conseguirão retomar suas rotinas após uma curta fase de adaptação. depois de algum tempo. e sabendo por que motivo. em nome de uma espécie de ortodoxia. então. Paradoxos Se os ciclos de aprendizagem plurianuais não exigem dos professores nenhuma nova competência. desde que os professores tenham a sabedoria de modificar progressivamente sua maneira de trabalhar. Será. evidentemente. Seria a mesma coisa que alguém mudar para uma casa maior: um pouco surpreso no início. em última instância. não compreendendo por que resistiu à mudança. Se o obrigássemos a voltar a sua antiga casa.

em particular daqueles que têm dificuldades no sistema de graus anuais. sem a sua adesão. Se os ciclos forem impostos. No âmbito dos ciclos plurianuais. é preciso admitir que introduzir ciclos plurianuais não é um fim em si. Ora. uma equipe pedagógica encarregada de um . de orientação dos percursos durante um ano letivo ou. mas também de um conjunto de dispositivos que deve funcionar paralelamente ou em seqüência no espírito de uma pedagogia diferenciada: aulas convencionais. e sim para otimizar as aprendizagens dos alunos. sendo logo reconstituídos sob um novo rótulo. Tal fato supõe um duplo acordo: " sobre esse objetivo e. os que decidem as reformas sempre subestimam o trabalho prévio sem o qual os professores não se posicionam. Em uma situação de completa profissionalização do ofício de professor. solidariamente responsáveis por todos os alunos durante vários anos.. Para se colocar deliberadamente em desequilíbrio. mas porque julgam que estes serão mais eficazes.. não muito diferente de seus hábitos. No ensino médio. Logo. de planejamento de atividades. " sobre o interesse potencial que apresentam os ciclos plurianuais nessa perspectiva.até quatro anos de diferença e designa-lhes a tarefa de conduzi-los aos objetivos de fim de ciclo. mesmo que o sistema colocasse à disposição enormes recursos de pesquisa. um professor trabalha com várias turmas. de acordo com uma distribuição que varia em função da disciplina que leciona. os professores organizam-se. também sobre os valores que eles subtendem (recusa do fracasso e das desigualdades. " perseguir os objetivos de aprendizagens referentes a vários anos. confia-lhe um conjunto de alunos com idades diversas . a autoridade escolar atribui um conjunto de locais para uma equipe. Os ciclos requerem uma outra organização do trabalho. virtualmente mais poderosa. essas competências serão ao mesmo tempo individuais e coletivas. à sua maneira. sem interferir nos funcionamentos tradicionais.equipe por vários anos. se eles não são os primeiros a se empenhar ativamente em construir ciclos plurianuais dignos desse nome. essa equipe disporá de várias salas de aula e de um pool de competências e de interesse que nenhum professor reúne em si. além de grupos mais efêmeros e específicos. de formação ou de controle. Quando se confia um ciclo a uma equipe de professores. sem dúvida. em pouco tempo perceberão que trabalhar desse modo só terá um real interesse se um ciclo for confiado a uma equipe pedagógica preparada para desenvolver novas competências de planejamento e de gestão de progressões. que constituem referências essenciais para todos que orientam o trabalho dos professores. como qualquer reforma de estrutura. em função não apenas de suas competências. procurando recriar um ambiente de trabalho estável. de necessidades de projetos. Os sistemas educacionais que impõem os ciclos plurianuais aos professores. mas um meio potencial de tornar a escola mais eficaz. democratização do acesso aos saberes escolares). Não para aumentar o conforto dos professores. para uma parte do tempo escolar. criam ciclos no papel. Se os professores não estiverem convencidos. Dentro do espaço-tempo de uma aula e de um ano letivo. ninguém fará em seu lugar. A primeira preocupação de tal equipe será otimizar o uso desses recursos. Desde o século XIX. de apoio ou módulos temáticos trabalhando certos componentes do programa de forma intensiva. eles se limitarão a adaptar marginalmente suas rotinas. mas intervém apenas algumas horas por semana. portanto. grupos de níveis. em larga medida. de administração do espaço que lhe é atribuído. porém mais complexa. não se pode esperar que se empenhem em desenvolver novas competências. o sistema educacional atribui a cada professor do ensino fundamental uma turma. Portanto eles construíram competências de gestão de aula. uma sala de aula e um programa anual. ainda. única justificativa de uma mudança importante. Novas competências de organização do trabalho Os professores que trabalharem em ciclos não porque receberam ordens para isso. Lamentavelmente. A equipe imaginará uma divisão do trabalho entre seus membros.

de gestão de agrupamentos de alunos nessa escala. O que está em jogo nessa reforma. Contudo. com essa parte de engenharia que evoca toda pedagogia diferenciada. I : Alunos professores e escola face à sociedade de informação Era da sociedade da informação que passou a ser e agora SOCIEDADE DA APRENDIZAGEM. um melhor acompanhamento dos alunos. Novas competências em didática e em avaliação Não se pode reduzir os ciclos a uma nova organização do trabalho ou a uma maior cooperação profissional. uma avaliação realmente formativa. dos dispositivos de diferenciação. Referência Bibliográfica PERRENOUD. Os ciclos de aprendizagem. Faltam-lhes igualmente competências de gestão. em didática e em avaliação. combinada com um bom conhecimento das práticas sociais de referência. e dos percursos dos alunos supõe particularmente um excelente conhecimento dos objetivos de formação. um caminho para combater o fracasso escolar. que são a fonte da transposição didática. uma individualização diferenciada de seus percursos. não mais apenas em escala da sala de aula. dos agrupamentos. portanto. maiores espaços-tempos de formação. deve ser organizada para se tornar saber e constituir poder. assim como em outras. é elevar o nível de qualificação pedagógica e didática dos professores. SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO Informação: condição necessária para o conhecimento. Isso modificaria a partilha do poder de organizar o trabalho que é transferido em parte aos professores. O essencial é que a organização e a cooperação favoreçam intervenções didáticas mais eficazes. da organização do tempo e do espaço. de resolução de problemas de justiça. Tudo isso costuma conduzir as autoridades escolares a impor percursos-tipo e balizas anuais. Os professores ainda necessitam de competências pontuais de cooperação. A regulação dos processos de aprendizagem.ciclo deveria ter o direito. Porto Alegre: Artmed. 2004. Isso é lastimável. Essa transferência geralmente é muito limitada. de negociação. . que é o fundamento de balanços lúdicos.maio/julho 2004 PROFESSORES REFLEXIVOS EM ESCOLA REFLEXIVA Cap. assim como dos saberes eruditos. P. essas competências permanecerão estéreis sem uma formação ampla em didática ou nas disciplinas ensinadas. em razão do temor da administração de perder o controle. de organização do trabalho. passando eles próprios por uma avaliação criteriosa. uma cultura no âmbito das pedagogias de grupos e do acompanhamento personalizado dos percursos. nesse contexto. como eles colocam desde o momento em que os professores já não fazem todos exatamente o mesmo trabalho. In Revista Pátio . de se organizar como bem entendesse. de regulação conjunta de dispositivos complexos. de sua sensibilidade às expectativas dos pais. mas de conjuntos mais amplos e por tempos mais longos que um ano letivo. O desafio dos ciclos plurianuais vai muito além. Ou seja. é de se temer que as virtudes de tal estrutura sejam apenas virtuais. e é de se esperar que os professores detenham um poder de organização do trabalho. Se a instauração de ciclos de aprendizagens não é acompanhada de competências mais pontuais e amplas em pedagogia. É preciso ainda que eles tenham esse desejo e que construam competências correspondentes. a regulamentar a divisão do trabalho entre professores e a normalizar os modos de agrupamento dos alunos. como também pela observação fina do trabalho pelos alunos. de sua preocupação em não criar desigualdades de tratamento.

A escola não tem mais o monopólio do saber. Desafio da escola: dar a competência para transformar a informação conhecimento. o mundo está marcado por riqueza informativa que necessita do poder clarificador do pensamento para transformar em conhecimento. por serem aceitar e manipuladoras. acontecimentos e suas relações. contexto nacional e global. reflexão individual (e apoio do professor ). As escolas podem transformar a si próprias por dentro: com as pessoas que a compõe. colaboração. gerir informações para transformá-las em conhecimento. Característica maior da escola reflexiva: • • escola comunidade ¨contextualizada na cultura local. O professor não é a única fonte de saber. Esta reorganização de . As escolas que já possuem esta consciência são chamadas de escola reflexiva. A informação que se transforma em conhecimento prescindi da competência que inclui: • conhecimentos/capacidades/experiência/valores. Conhecimento pertinente: informação em contexto. interativa. A sociedade da informação em que vivemos é complexa e contraditória. ESCOLA REFLEXIVA: processo heurístico/ constrói conhecimento sobre si própria. Cabe ao aluno. competências se assentam em um conjunto de capacidades. maior consciência crítica. É com compreensão que percebemos objetos. o que prejudica o desenvolvimento do espírito critico. pesquisa.ecológica. Soa a reflexão pode organizar os conhecimentos (informação o contexto e em relação com outros assuntos). As diferenças no acesso à informação pode levar à info-exclusão.Saber = aprendizagem que é um direito e uma necessidade. O conhecimento só existe com a aprendizagem. Atualmente. O professor também precisa atribuir o valor formativo para tanto desenvolver pesquisa-ação: análise de casos/ narrativas/ elaboração Cap. prazer da consciência do seu próprio progresso. maior auto-determinação. O aluno está em uma sociedade que aprende e se desenvolve. professores e escola em face a sociedade da informação A Sociedade da Informação – aberta e global. Disso resulta: menor dependência do professor. sistematização. se encontra sempre em construção Capítulo 1 . II e III: A formação do professor reflexivo Professor reflexivo: criativoresulta da mistura de ciência/ arte/técnica/sensibilidade/competência profissional. logo precisa ser capaz de ser APRENDENTE/ PESQUISA-AÇÃO que inclui as seguintes habilidades: consciência. Cap.Alunos. Esse desenvolvimento envolve dimensão holística. IV: Gerir uma escola reflexiva: Educar não é uma missão exclusiva da escola. pessoas. Finalidade filtrar informações para preparar alunos para a sociedade. De acordo com Edgar Morin. diferenças de acesso à informação que causam a exclusão. com muitas informações sem saber lidar e selecioná-las.

saber-uso. e as informações devem ser passar com responsabilidade e autonomia. o professor deve tomar abertura pra aprender e ensinar essa visão para seus alunos. deve combinar observações para resolver os problemas. A formação critica. A cidadania é revista. capacidade de encontrar meios de como interagir na vida social. dificuldades para atuar no novo programa de formação. intere-relacionando ciclos . compartilhando pensamentos. -conclusão: a formação profissional reflexiva deve incluir a intenção de conhecer o mundo. Além de ser uma ferramenta de formação tem embasamento teórico. sistematizando reflexões. A sala de aula é o lugar onde se produzem conhecimentos. A pesquisa-ação é analisar um problema destrinchá-lo em partes ara resolvê-lo (observar. Este deve processar informações acuradas e criticamente. se atualizar e desenvolver suas competências de aprender a aprender. esta é um organismo vivo. Capítulo 2 A formação do professor reflexivo – e ativo. informação-pensamento. Com criatividade. O conheicimento da compreensão das informações. observando. Novas Competências Exigidas Pela Sociedade Da Informação E Da Comunicação Do Conhecimento E Da Aprendizagem. Tal reflexão deve ampliar seu desempenho e competência profissional visando o todo (motivo de atração pela profissão). refletir. Os professores na sociedade da aprendizagem devem ajudar o aluno a desenvolver a competência de aprender. A desilusão é conceituada como uma reflexão não entendida. que pode ser explicado. analisando situações. deve ser auto-dirigida de acordo com a realidade e seus problemas. -perguntas pedagógicas: o caráter formativo é o moto do desenvolvimento e da aprendizagem reflexiva. reflexiva. O professor faz parte da escola. facilita a auto e hetero-avaliação. fundamenta a reflexão. ver do que precisam. A iniciativa cientifica amplia o gosto pelo saber. propicia a compreensão e é a base de outras estratégicas. Professor e escola devem agir relacionados. numa visão de valorizar a relação professor-aluno. Casos e narrativas caminham juntos transmitidos tornam-se narrativas elaboradas que viabilizam o conhecimento. A escola na sociedade da aprendizagem deve transforma o aluno em ativo. compreendendo. produto da análise critica. Os alunos na sociedade da aprendizagem devem aprender a aprender ao longo da vida. Seu trabalho deve estar em parceria com a escola e a comunidade. A competência é entendida como “saber fazer bem”. dissecado e reconstruído. isto é mobilizando saberes e utilizando-os. tornando-se auto-reflexivas e criticas. organizar e interar professor-aluno. planificar e agir). professore-alunos-escola. estrutura e estimular a aprendizagem e autoconfiança. Abordar problemas com perspectivas de solucioná-los de modo reflexivo. tirando proveito das novas tecnológicas como meios de pesquisas. pó do o cidadão como um pressuposto um ser responsável. em desenvolvimento e em . a escola deve fornecer infra-estrutura para fazer a ponte entre seus membros. em salas de aulas e em atividades extras curriculares.valores reorganiza as competências do cidadão atual. Nos anos 90. preparando para mudanças. Promove o desenvolvimento reflexivo. dar suporte. e analisando e refletindo. Para isso. transformar em aprendizagem. estudantes e desenvolvendo novas competências numa formação holística (integral). interpretado discutido. relacionando as coisas ao seu redor com sentido. sabedora de sua missão social. a nova visão chega as universidades européias e resultam numa maior reflexão na educação. Para lidar com a informação na sociedade da aprendizagem é importante filtrar informações. que encara a formação associando o indivíduo-escola. -narrativas: narrar é um hábito que constitui reflexão. A criatividade e responsabilidade são fatores essenciais na aprendizagem. contextualizando-se. Para complementar a pesquisa e ampliar a reflexão temos: . Deve ser repensada e reformulada contextualizada e relacionada com as pessoas que as constituem. direcionando a informação processual. aprendendo autonomamente. -portfólio – seleções de fatos ou resultados.análise de caso: de acontecimentos teorizados com valor explicativo. Capítulo 4 – Gerir Uma escola Reflexiva Na nota auto-biográfica a autora afirma que questionar traz desenvolvimento e conhecimento.

A escola é uma comunidade com atores sociais que deve unir a sociedade com objetivo comum: educar. interativa. Deve estar contextualizada com a cultura local e articular com o contexto nacional e global. democrática. A escola nunca está formada completamente. Todos devem decidir. pratica e atual. A escola reflexiva deve agir de acordo com sua realidade e no momento apropriado. em grupos flexíveis. Segundo Rodan e Perrenoud. . O aluno torna-ser o centro da missão e com a cooperação de todos como objetivo de educar de forma reflexiva. utilizar do próprio conhecimento para desenvolver-se. pensar e si própria -e na sua missão. A gestão da escola reflexiva deve ser participativa coerente. Questiona-se a sua validade se comparado a nova realidade da sociedade da informação. Deve ter personalidade. O saber desenvolvido pela escola interage com a tarefa de educar. personalidade e forma própria de funcionar de acordo com sua realidade e contexto. Seus atores devem ter um único objetivo: a educação das novas gerações. saber onde está e ode quer chegar com o objetivo de educar. O projeto da escola é o conjunto que propicia e concebe esforços para criar condições de aprendizagem e desenvolvimento. analisar. O processo (projeto) e o produto (objetivo) estão ligados à gestão da escola reflexiva. avaliadora. Ela é inteligente. desafiadora. tarefas escolares à base de problemas e projetos. Objetivos e projetos (também o currículo) são referencias para uma ação compartilhada. perceber dificuldades e agir para melhorá-la. devemos trabalhar baseado em objetivos. Ela liga sociedade adulta com crianças e jovens em desenvolvimento. assim. exigente. flexível. não burocrática e ultrapassada. O Currículo é um conjunto de aprendizagens necessárias à formação.aprendizagem. Deve se avaliar. formadora. A escola tem caráter.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful