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  • 1. ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE
  • 2.1. CONCEITO CONTÁBIL E COMPONENTES PATRIMONIAIS
  • 2.2. ITENS PATRIMONIAIS
  • 2.3. EQUAÇÃO PATRIMONIAL E SUAS VARIAÇÕES
  • 3. CONCEITOS DE CAPITAL
  • 4.1. CONCEITO DE DÉBITO E CRÉDITO
  • 4.2. CONTAS CONTÁBEIS: SUA NATUREZA E SUA MOVIMENTAÇÃO
  • 4.3.1. LANÇAMENTOS
  • 4.4.1. LIVRO DIÁRIO
  • 4.4.2. Livro Razão
  • 4.4.3. LIVRO CONTAS-CORRENTES
  • 4.4.4. LIVRO CAIXA
  • 4.5.1. CONCEITOS
  • 4.5.2. CLASSIFICAÇÃO DOS FATOS ADMINISTRATIVOS
  • 5.1. CONCEITOS
  • 5.2. RESULTADO COM MERCADORIAS, PRODUTOS E SERVIÇOS
  • 5.3. APURAÇÃO DO RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
  • 5.4.1. RESULTADO DA CONTA MERCADORIAS – LUCRO BRUTO
  • 5.4.2. RESULTADO OPERACIONAL LÍQUIDO
  • 5.5.1. TRANSFERÊNCIA PARA LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
  • 6.1. CONCEITOS CONTÁBEIS APLICADOS E PRINCIPAIS CONTAS
  • 7. CONTABILIZAÇÃO DE ALGUMAS CONTAS ESPECÍFICAS
  • 8.1. DEPRECIAÇÃO
  • 8.2. AMORTIZAÇÃO
  • 8.4. PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA
  • 9.1. AJUSTES EM CONTAS DE DESPESAS
  • 9.2. AJUSTES EM CONTAS DE RECEITAS
  • 10.1.BALANÇO PATRIMONIAL
  • 10.2. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
  • 10.3.DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
  • 10.4.DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
  • 10.5.DEMONSTRAÇÕES DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS
  • 10.6.NOTAS EXPLICATIVAS
  • 11. FATOS QUE MODIFICAM COMPRAS E VENDAS

RESUMO - CONTABILIDADE BÁSICA

1. ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DA
CONTABILIDADE
Conceitos ¬
Contabilidade: é um instrumento da função administrativa que tem por finalidade
controlar o patrimônio, apurar o resultado e prestar informações sobre o
patrimônio das empresas.
Patrimônio: é o conjunto de elementos necessários à existência de uma entidade
(empresa), ou seja, é o conjunto de bens, direitos e obrigações
Objeto da Contabilidade: é o patrimônio das empresas (entidades)
Aziendas: entidades econômico-administrativas (pessoas físicas ou jurídicas) que para
atingirem seu objetivo, seja ele econômico ou social, utilizam bens patrimoniais
e necessitam de um órgão administrativo que pratique atos de natureza
econômica necessários a seus fins. Os elementos constitutivos das aziendas
são: pessoas e bens.
Campo de Aplicação da Contabilidade: as Aziendas
Empresa ou Entidade: é qualquer pessoa física ou jurídica detentora de um patrimônio.
Resulta da combinação de 3 fatores de produção: Natureza,
Capital e Trabalho.
Gestão: é o conjunto de eventos ocorridos na entidade, consentidos ou não pela
administração.
• Gestão de natureza técnica: realiza o objetivo social da entidade, como
a produção de bens e serviços.;
• Gestão de natureza administrativa procura orientar a utilização dos
recursos humanos disponíveis em busca dos objetivos sociais da entidade;
Rédito: é o resultado da atividade econômica que provoca variação patrimonial (lucro ou
prejuízo)
Regime de Caixa: regime pelo qual o rédito é apurado pelo confronto entre os
recebimentos e os pagamentos no decorrer do período
administrativo. É o regime utilizado pelas entidades sem fins
lucrativos.

Regime de Competência: regime pelo qual o rédito é apurado pelo confronto entre as
receitas e as despesas incorridas durante o exercício
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social. É o regime utilizado pelas entidades com fins
lucrativos.
Funções da Contabilidade:
• Administrativa: objetiva controlar o patrimônio das entidades e prestar
informações;
• Econômica: objetiva apurar o Rédito (Lucro ou Prejuízo)
Técnicas Contábeis ¬
• Escrituração: registro dos fatos patrimoniais de forma contínua e metódica, tendo
como apoio a documentação relativa a estes fatos;
• Demonstração: processo de prestação de informações úteis, oportunas e
adequadas, conforme a necessidade do usuário;
• Auditoria ou revisão: é a inspeção que se realiza sobre a escrituração contábil
com a finalidade de verificar a exatidão dos fatos administrativos;
• Análise de Balanços: processo de transformação dos dados em informações
úteis aos diversos usuários da informação contábil.
Princípios Contábeis Fundamentais
São os preceitos fundamentais em que se baseiam a doutrina e a técnica contábil.
PRINCÍPIO DA ENTIDADE:
¬ reconhece o patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia
patrimonial, onde não se pode confundir o patrimônio da entidade com o patrimônio de
seus proprietários;
PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE: .
¬ a continuidade ou não da entidade, bem como sua vida estabelecida ou provável,
devem ser considerados quando da classificação e avaliação das mutações
patrimoniais, quantitativas e qualitativas
PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE:
¬ refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro das
mutações patrimoniais (deve ser feito no tempo certo e com a extensão correta);
PRINCÍPIO DO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL: ;
¬ os componentes do patrimônio devem ser registrados pelo valor original das
transações, expressos em valor presente na moeda do País
PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA:
¬ os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser
reconhecidos nos registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos
2
valores; não representa nova avaliação, mas tão somente o ajustamento dos valores
originais;
PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA:
¬ as receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período
em que ocorrem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independente
de recebimento ou pagamento;
PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA:
¬ determina a adoção do menor valor para os componentes do ativo e do maior valor
para os componentes do passivo, ou seja, o Princípio da Prudência impõe a escolha
da hipótese de que resulte o menor patrimônio líquido.
Exercício Social: é o espaço de tempo (12 meses), findo o qual as pessoas jurídicas
apuram seus resultados; ele pode coincidir, ou não, com o ano-
calendário, de acordo com o que dispuser o estatuto ou o contrato
social.
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2. PATRIMÔNIO
2.1. CONCEITO CONTÁBIL E COMPONENTES PATRIMONIAIS

PATRIMÔNIO: É O CONJUNTO DE BENS, DIREITOS E OBRIGAÇÕES.
BENS: tudo que pode ser avaliado economicamente e que satisfaça as necessidades
humanas;
• Tangíveis: têm existência física, existe como coisa ou objeto. Ex.: Dinheiro,
mercadoria p/ revenda, imóveis, máquinas, veículos, móveis, equipamentos, etc.
• Intangíveis: Exs.: Marcas e patentes, ações ou Quotas de Capital.
DIREITOS : são bens de nossa propriedade que se encontram em poder de
terceiros. (valores a receber). Ex.: duplicatas a receber, títulos a
receber, notas promissórias a receber, aluguéis a receber, clientes,
dinheiro em banco, aplicações financeiras, etc.
OBRIGAÇÕES: são bens de propriedade de terceiros que se encontram em nosso
poder. (valores a pagar). Ex.: duplicatas a pagar, títulos a pagar, notas
promissórias a pagar, aluguéis a pagar, fornecedores, impostos a
recolher, etc.
Propriedade Plena - quando uma entidade tem posse e domínio sobre determinado bem.
2.2. ITENS PATRIMONIAIS
ATIVO: conjunto de bens e direitos (parte positiva). Chamado de Patrimônio Bruto
PASSIVO: conjunto de obrigações (parte negativa). Também chamado de Capital de
Terceiros ou Passivo Exigível.
PATRIMÔNIO LÍQUIDO : diferença entre o Ativo e o Passivo. Representa as
obrigações da entidade para com os sócios ou acionistas.
É a parte do Patrimônio que vai medir ou avaliar a situação
4
ou condição da entidade; é chamado, também, de Passivo
não exigível ou Situação Líquida.
2.3. EQUAÇÃO PATRIMONIAL E SUAS VARIAÇÕES
PATRIMÔNIO LÍQUIDO = ATIVO - PASSIVO
Situações Patrimoniais
a) ATIVO > PASSIVO ¬ Patrimônio Líquido é POSITIVO / SUPERAVITÁRIO
• Situação Favorável ¬ PL + ou SL +
• Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) excedem o valor das obrigações com
terceiros (Passivo Exigível)
b) ATIVO < PASSIVO ¬ Patrimônio Líquido é NEGATIVO / DEFICITÁRIO
• Situação Desfavorável ¬ PL (-) ou SL (-) ou Passivo a Descoberto
• Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) forem menores que as obrigações com
terceiros (Passivo Exigível)
c) ATIVO = PASSIVO ¬ Patrimônio Líquido é NULO / EQUILIBRADO
• Situação NULA, Equilíbrio Aparente ¬ A = PE, logo PL = 0
• Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) forem iguais às obrigações com terceiros
(Passivo Exigível); nessa hipótese o patrimônio líquido será nulo.
d) ATIVO = PATRIMÔNIO LÍQUIDO ¬
• Situação Plena ou Propriedade Total ¬ A = PL, logo PE = 0
• Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) forem iguais ao patrimônio líquido; nessa
hipótese , as obrigações com terceiros (Passivo Exigível) serão nulas.
e) PASSIVO EXIGÍVEL = PATRIMÔNIO LÍQUIDO ¬
• Situação de Inexistência de Ativos ¬ PE = ( PL ) , logo A = 0
• Ocorre quando as obrigações com terceiros (Passivo Exigível) for igual ao
patrimônio líquido negativo; nessa hipótese, o ativo será nulo.
2.4.
REPRESENTAÇÃO
GRÁFICA DOS
ESTADOS
PATRIMONIAIS
PATRIMÔNIO
BENS
DIREITOS
OBRIGAÇÕES
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¬ Na representação gráfica apresentada temos, de um lado, os Bens e os Direitos, que
formam o grupo dos ELEMENTOS POSITIVOS; e, do outro lado, as Obrigações, que
formam o grupo dos ELEMENTOS NEGATIVOS.
• Na maioria das empresas comerciais, o Ativo suplanta o Passivo Exigível
(obrigações). Assim, a representação mais comum do patrimônio de uma empresa
comercial assume a forma:
Ativo = Passivo Exigível + Patrimônio Líquido
• Diz-se que a:
o Situação Líquida é Negativa quando o Ativo Total é:
º menor que o Passivo Exigível.
o Situação Patrimonial inconcebível quando a:
º Situação Líquida maior que o Ativo.
o Aumenta o patrimônio líquido quando há:
º Recebimento de duplicatas com juros.
o Diminui o patrimônio líquido quando há:
º Pagamento de duplicatas com juros.
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3. CONCEITOS DE CAPITAL
CAPITAL SOCIAL ¬ é a obrigação da empresa para com os sócios originária da
entrega de recursos para a formação do capital da entidade.
Corresponde ao patrimônio líquido (PL)
CAPITAL PRÓPRIO ¬ são os recursos originários dos sócios ou acionistas da entidade
ou decorrentes de suas operações sociais.
CAPITAL DE TERCEIROS ¬ representam recursos originários de terceiros utilizados
para a aquisição de ativos de propriedade da entidade.
Corresponde ao passivo exigível (PE)
CAPITAL REALIZADO ¬ corresponde ao valor dos recursos entregues pelos
sócios e à disposição da entidade (em caixa, nos bancos,
em imóveis, etc).
CAPITAL A REALIZAR ¬ é o capital com que a entidade foi registrada mas que
por algum motivo ainda não foi colocado totalmente à
disposição da entidade. Com o desenrolar dos negócios,
este capital será posto à disposição da entidade, seja
através de dinheiro ou outros bens.
CAPITAL TOTAL A DISPOSIÇÃO DA EMPRESA ¬ corresponde à soma do capital
próprio com o capital de
terceiros. É também igual ao
total do ATIVO da entidade.
DIFERENÇA ENTRE CAPITAL E PATRIMÔNIO
CAPITAL: é o conjunto de elementos que o proprietário da empresa possui para iniciar
suas atividades. Ex.: Lúcia vai abrir uma papelaria. Ela possui, para esse fim,
R$ 10.000 em dinheiro. Logo, esses R$ 10.000 em dinheiro constituem o seu
Capital Inicial.
O Capital Inicial pode ser composto por:
• Dinheiro
• Móveis
• Veículos
• Imóveis
• Promissórias a Receber etc.
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PATRIMÔNIO: é o conjunto que COMPREENDE os bens da empresa (dinheiro em
caixa, contas a receber, imóveis, veículos., etc), seus direitos (contas a
receber) e suas obrigações para com terceiros (contas a pagar)
4. ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL
4.1. CONCEITO DE DÉBITO E CRÉDITO
¬ um alerta para não confundir termos da linguagem comum, quando usados na
terminologia contábil.
DÉBITO: na linguagem comum, significa:
— dívida
— situação negativa
— estar em débito com alguém
— estar devendo para alguém etc.
¬ Quando falarmos na palavra débito, procure não ligar o seu significado do ponto de
vista técnico com o que ela representa na linguagem comum.
• Na terminologia contábil, essa palavra tem vários significados, os quais
raramente correspondem aos da linguagem comum. Enquanto não se
conscientizar disso, dificilmente aceitará que débito pode representar elementos
positivos, o que prejudica sensivelmente a aprendizagem. Portanto, muito
cuidado com a terminologia.
CRÉDITO: na linguagem comum, significa:
— ter crédito com alguém, em uma loja etc.
— situação positiva
— poder comprar a prazo etc.
• Na terminologia contábil, a palavra crédito também possui vários significados.
As mesmas observações que fizemos para a palavra débito aplicam-se à palavra
crédito. Portanto é importante memorizar :
a. No gráfico das Contas Patrimoniais, o lado direito é o lado do Crédito,
exceto para as Contas Retificadoras.
b. No gráfico das Contas de Resultado, o lado direito é o lado do Crédito.
¬ Portanto:
DÉBITO é uma situação de dívida ou de responsabilidade da conta para com
entidade;
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CRÉDITO é uma situação de direito ou de haver da conta em relação à entidade;
SALDO é a diferença entre o total dos débitos e o total dos créditos
efetuados numa conta; O saldo pode ser:
• devedor - quando a soma dos débitos for maior do que a soma dos créditos;
• credor - quando a soma dos débitos for menor do que a soma dos créditos;
• nulo - quando a soma dos débitos for igual a soma dos créditos;
4.2. CONTAS CONTÁBEIS: SUA NATUREZA E SUA MOVIMENTAÇÃO
Razonete
Nome da Conta
Débitos
( D )
Créditos
( C )
Devedor Credor
Saldo
Mecanismo de Débito e Crédito
Contas
NATUREZA
Aumentos Diminuições
ATIVO
Dv D C
PASSIVO
Cr C D
DESPESAS
Dv D C
RECEITAS
Cr C D
SITUAÇÃO LÍQUIDA
Cr C D
Dv - conta de natureza DEVEDORA; D - debitar
Cr - conta de natureza CREDORA; C - creditar
Contas - são denominações contábeis que identificam e controlam os elementos
contábeis de natureza semelhante.
Teoria das Contas
ATIVO PASSIVO
CONTAS
DE
RESULTADO
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Teoria das
Contas
BENS DIREITOS OBRIGAÇÕES
PATRIMÔNIO
LÍQUIDO
RECEITAS
&
DESPESAS
Teoria Personalista
Contas ¬ Pessoas ÷
Débito/Crédito ¬ Entidade
Contas dos
Agentes
Consignatários
Contas dos Agentes
Correspondentes
Contas dos
Proprietários
Teoria Materialista
Contas ÷ Material ¬
Entidade
Contas Integrais Contas Diferenciais
Teoria Patrimonialista
Objeto ¬ Patrimônio
Finalidade ¬ controle,
apuração dos resultados e
prestação de informações
Contas Patrimoniais
Contas
de
Resultado
• Teoria Personalista ¬ as contas representam pessoas que se relacionam com a
entidade em termos de débito e crédito;
• Teoria Materialista · as contas e a entidade mantêm uma relação material, e
não pessoal;
• Teoria Patrimonialista ¬ o objeto da Contabilidade é o patrimônio das
entidades e a sua finalidade é o controle do patrimônio, a apuração dos
resultados e a prestação de informações;
• Contas de Resultado = compreendem as Receitas e as Despesas, que
devem ser encerradas quando da apuração do resultado do exercício. Este
resultado, lucro ou prejuízo, será incorporado ao patrimônio da entidade
através da conta do patrimônio líquido “Lucros Acumulados” ou “Prejuízos
Acumulados”
PLANO DE CONTAS: é constituído pelo conjunto de normas e procedimentos sobre a
utilização das contas integrantes do sistema contábil da entidade.
O Plano de Contas é composto pelas seguintes partes: Elenco
das contas, Codificação das Contas, Função das Contas e
Funcionamento das Contas.
• Elenco das Contas ¬ conhecido como estrutura do plano de contas, consiste na
relação ordenada de todas as contas utilizadas para o registro dos fatos contábeis
de uma entidade.
• Exemplo de Plano de Contas
Ativo
Ativo Circulante
Disponibilidades
Direitos Realizáveis
Estoques
Despesas do Exercício seguinte
Ativo Realizável a Longo Prazo
Ativo Permanente
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Investimento
Imobilizado
Diferido
Passivo
Passivo Circulante
Passivo Exigível a Longo Prazo
Resultado de Exercícios Futuros
Patrimônio Líquido
Capital Social
Reservas de Capital
Reservas de Lucros
Lucros ou Prejuízos Acumulados
• Codificação das Contas ¬ a codificação tem por objetivo simplificar a
classificação das contas nos respectivos grupos e subgrupos
• Exemplo: arbitramos o código 1 para o Ativo e 2 para o Passivo, o
restante
ficaria:
1. Ativo
1.1. Ativo Circulante
1.2. Ativo Realizável a Longo Prazo
1.3. Ativo Permanente
1.3.1. Investimento
1.3.2. Imobilizado
• Função das Contas ¬ tem como finalidade explicar a razão da existência da
conta, para que serve, onde se aplica, como se trabalha com ela. Ex.: a conta
CAIXA representa o dinheiro, recebendo a débito os recebimentos e a crédito os
pagamentos efetuados em dinheiro;
• Funcionamento do Plano de Contas ¬ é a parte do Plano de Contas que
demonstra o relacionamento de uma conta com as demais, assim como a sua
abertura, movimentação e encerramento.
4.3. MÉTODOS DE ESCRITURAÇÃO
MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS - é o método pelo qual cada débito efetuado em
uma ou mais contas, deve corresponder um
crédito em uma ou mais contas, de tal forma
que o total debitado seja sempre igual ao
total creditado.
PARTIDAS MENSAIS: admite-se a escrituração resumida no diário, por totais que não
excedam ao período de um mês, relativamente a contas cujas
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operações sejam numerosas ou realizadas fora da série do
estabelecimento, desde que utilizados livros auxiliares para
registro individualizado e conservados os documentos que
permitam sua perfeita verificação.
Escrituração: é o conjunto de lançamentos contábeis. A Escrituração completa é
composta pelos lançamentos contábeis e pelas demonstrações
financeiras elaboradas no encerramento de cada exercício social.
Função da Escrituração:

• Histórica = consiste no registro dos fatos na ordem cronológica (Livro Diário);
• Sistêmica = consiste na organização dos elementos contábeis de acordo com sua
natureza e valores respectivos (Livro Razão);
Processo de Escrituração:
• Pode ser manual, mecanizado ou por processamento de dados;
• Todo lançamento deve estar apoiado em documentos hábeis e idôneos e
adequados ao tipo de operação. Ex.: compra de mercadorias ¬ documento hábil
é a nota fiscal;
• Registro dos fatos no livro Diário;
• Transcrição dos registros para o livro Razão;
• Elaboração do Balancete de Verificação;
• Apuração do Resultado e elaboração das demonstrações contábeis (Balanço
Patrimonial e Demonstração do Resultado do Exercício), transcrevendo-se estas
demonstrações no livro Diário.
4.3.1. LANÇAMENTOS
Lançamento
Ex.: Compra de um veículo à vista, no dia 01/04/02, conforme NF nº 51, no valor de $
700.000, emitida pela MARELA.
S J Rio Preto, 01 de abril de 2002
Veículos
a Caixa ......................... $ 700.000
Fórmulas de Lançamento
1ª - Fórmula Simples – apenas uma conta é debitada e uma única conta é creditada.
Ex.: compra de uma bicicleta, à vista, por $ 1.000
Veículos
a Caixa ......................... $ 1.000
2ª - Fórmula Composta - apenas uma conta é debitada e mais de uma conta é
creditada.
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Ex.: compra de uma bicicleta por $ 1.000, pagando-se $
500 com cheque do Banco do Brasil e aceitando uma
duplicata pelo restante, $ 500.
Veículos
a Diversos
a Banco c/ Movimento .. $ 500
a Duplicatas a Pagar...... $ 500 $ 1.000
3ª - Fórmula Composta - mais de uma conta é debitada e uma única conta é
creditada.
Ex.: Integralização do capital Social no valor de $ 15.000,
sendo $ 5.000 em móveis e $ 10.000 em dinheiro.
Diversos
a Capital Social
Caixa ........................... $ 10.000
Móveis e Utensílios.... $ 5.000 $ 15.000
4ª - Fórmula Complexa - mais de uma conta é debitada e mais de uma conta é
creditada.
Ex.: pagamento do aluguel do mês no valor de $ 40.000 e
de uma duplicata no valor de $ 90.000, com a utilização de
$ 30.000 em dinheiro e $ 100.000 em cheque.
Débito Crédito
Diversos
a Diversos
Despesa de Aluguel .......... $ 40.000
Duplicatas a Pagar............. $ 90.000
a Caixa ....................................................... $ 30.000
a Bancos c/ Movimento .............................. $ 100.000
Partícula “a” ¬ é apenas indicadora da contra creditada, sendo seu uso facultativo.
4.4. PRINCIPAIS LIVROS CONTÁBEIS
¬ Dos vários livros usados pelas empresas, vamos mencionar apenas os utilizados pela
contabilização dos atos e fatos administrativos.
Os principais livros utilizados pela Contabilidade são:
• Livro Diário
• Livro Razão
• Livro Caixa
• Livro Contas-Correntes
4.4.1. LIVRO DIÁRIO
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¬ O Diário é um livro obrigatório pela legislação comercial. Por ser obrigatório, o Diário
está sujeito às formalidades legais extrínsecas e intrínsecas.
Objetivo: cumprimento da função histórica da Contabilidade (ordem cronológica dos fatos
ocorridos). O livro Diário é o mais importante livro contábil. Caso haja
extravio dos demais livros fiscais, com o livro Diário é possível a recuperação
dos mesmos.
Formalidades do Livro Diário
Formalidades extrínsecas ( ou externas): o livro Diário deve ser encadernado com folhas
numeradas em seqüência, tipograficamente.
Deve conter, ainda, os termos de abertura e
de encerramento e ser submetido à
autenticação do órgão competente do Registro
do Comércio.
Formalidades intrínsecas ( ou internas ): a escrituração do Diário deve ser completa,
em idioma e moedas nacionais, em forma
mercantil, com individuação e clareza, por
ordem cronológica de dia, mês e ano, sem
intervalos em branco nem entrelinhas,
borraduras, rasuras, emendas e transportes
para as margens.
• O livro Diário tradicional pode ser substituído por fichas ( contínuas, em
forma de sanfona, soltas ou avulsas ).Porém, a adoração desse sistema não
exclui a empresa de obediência aos requisitos intrínsecos, previstos na lei
fiscal e comercial para o livro Diário. As empresas que utilizam fichas são
obrigadas a adotar o livro próprio para a inscrição das demonstrações
financeiras.
¬ Os Termos de Abertura e de Encerramento devem ser transcritos na primeira e na
última página do livro Diário, respectivamente. Esses termos são colocados na época
da abertura dos livros, conforme o seguinte modelo:
Elementos Essenciais do Lançamento no Livro Diário
• 1º - local e data;
• 2º - conta ou contas debitadas;
• 3º - conta ou contas creditadas, precedida(s) da partícula “a”;
• 4º - Histórico da operação;
• 5º - valor da operação.
4.4.2. Livro Razão
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¬ O Razão é um livro de grande utilidade para contabilidade porque registra o
movimento de todas as contas. A escrituração do livro Razão passou a ser obrigatória
a partir de 1991. Na Contabilidade moderna, o Razão é escriturado em fichas.
4.4.3. LIVRO CONTAS-CORRENTES
¬ O Contas-Correntes é o livro auxiliar do Razão. Serve para controlar as contas que
representam Direitos e Obrigações para a empresa.
4.4.4. LIVRO CAIXA
¬ O livro Caixa também é auxiliar. Nele são registrados todos os fatos administrativos
que envolvam entradas e saídas de dinheiro.
4.5. ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS
4.5.1. CONCEITOS
Atos Administrativos: são os atos que não provocam alterações nos elementos do
Patrimônio ou do Resultado, portanto não interessam a
Contabilidade.
Fatos Administrativos : são os acontecimentos que de alguma forma alteram o
patrimônio das entidades, quer sob o aspecto qualitativo,
quer sob o aspecto quantitativo. São chamados, também,
de Fatos Contábeis. Ex.: emissão de cheques, depósitos
bancários, compra de veículos, compra de materiais,
pagamento de obrigações, recebimentos de direitos, venda
de mercadorias, etc.
4.5.2. CLASSIFICAÇÃO DOS FATOS ADMINISTRATIVOS
Fatos Permutativos: são fatos que alteram o patrimônio da entidade sem alterar o
seu patrimônio líquido. Refletem trocas entre os elementos
patrimoniais. Ex.: - compra de mercadorias à vista (bens por
bens); compra de mercadorias a prazo (bens por obrigações);
recebimento de valor pela quitação de uma duplicata; aumento do
capital social com lucros acumulados;
Fatos Modificativos: são aqueles que alteram o patrimônio da entidade e o
patrimônio líquido, aumentando (fato modificativo
aumentativo) ou diminuindo (fato modificativo diminutivo) a
riqueza própria do patrimônio.
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• fato modificativo aumentativo = qualquer tipo de receita quando lançada ao
Resultado, aumento do Capital Social;
• fato modificativo diminutivo = qualquer tipo de despesa quando lançada ao
Resultado, Distribuição de lucros ou dividendos;
Fatos Mistos ou Compostos: aqueles que combinam fatos contábeis
permutativos e modificativos. Podem ser
aumentativos ou diminutivos, conforme alterem para
maior ou menor o patrimônio líquido.
• Misto aumentativo = venda de mercadorias com lucro; recebimento de uma
duplicata com juros;
• Misto diminutivo = venda de mercadorias com prejuízo; pagamento de uma
duplicata com juros;
Registro dos Fatos Contábeis – Passos
1º passo ¬ identificar as contas envolvidas (pelo menos duas contas);
2º passo ¬ identificar a que grupo cada conta pertence. Uma conta só pode
pertencer a um determinado grupo, tais como:
ATIVO – PASSIVO – PATRIMÔNIO LÍQUIDO – RECEITA – DESPESA
3º passo ¬ identificar qual é o efeito do fato sobre cada conta envolvida, ou seja,
qual elemento contábil aumenta ou diminui devido a este fato;
4º passo ¬ efetuar o lançamento, segundo o mecanismo de débito e crédito.
Balancete de Verificação
¬ Após efetuarmos todos os lançamentos nos razonetes, devemos apurar os saldos de
todas as contas.
Balancete de Verificação
Contas
Saldos
Devedores
( D )
Credores
( C )
Total
BALANÇO PATRIMONIAL - conceitos
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ATIVO: No Ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente do grau de liquidez,
em 3 grandes grupos:
Ativo
Ativo Circulante
Ativo Realizável a Longo Prazo
Ativo Permanente
• Ativo Circulante ¬ representa os valores passíveis de serem transformados em
dinheiro a curto prazo, ou seja, tudo o que for se realizar dentro do exercício social
seguinte. Exs.: dinheiro em Caixa, contas corrente em Banco, Aplicações Financeiras de
curto prazo, Estoques de mercadorias, Duplicatas a Receber, Clientes, etc.
• Exercício Social - é o espaço de 12 meses, findo o qual as
pessoas jurídicas apuram os seus resultados.
• Ativo Realizável a Longo Prazo ¬ são os valores passíveis de transformações
em moeda a Longo Prazo, ou seja, após o decurso do exercício social subseqüente ao da
elaboração do Balanço Patrimonial. Exs.: direitos a Longo Prazo, empréstimos
compulsórios à União, adiantamentos ou empréstimos a sócios, acionistas e despesas
antecipadas.
• Ativo Permanente ¬ representa aplicação permanente ou fixa dos recursos da
empresa e, a princípio, não estão destinados à venda ou realização.
• Investimentos - Exs.: participações permanentes em outras sociedades
e os imóveis de renda;
• Imobilizado – bens e direitos necessários à manutenção das atividades
produtivas da empresa. Exs.: máquinas, equipamentos, veículos, imóveis
de uso, marcas e patentes, fundo de comércio, etc.
• Diferido – compreende as aplicações de recursos em despesas que
contribuirão para a formação do resultado em mais de um exercício social.
Exs.: despesas incorridas na fase pré-operacional da empresa, despesas
com pesquisas científicas ou tecnológicas, etc.
PASSIVO: as contas serão dispostas em ordem decrescente do grau de exigibilidade, e se
dividem em 4 grandes grupos:
Passivo
Passivo Circulante
Passivo Exigível a Longo Prazo
Resultado de Exercícios Futuros
Patrimônio Líquido
• Passivo Circulante ¬ compreende as obrigações ou dívidas a curto prazo. Exs.:
Duplicatas a Pagar, Fornecedores, Obrigações Fiscais, Trabalhistas e Sociais, Aluguéis,
Impostos a Recolher, etc.
• Passivo Exigível a Longo Prazo ¬ compreende as: Obrigações a Longo Prazo,
inclusive empréstimos recebidos de sócios e acionistas, etc.
• Resultado de Exercícios Futuros ¬ compreende as: receitas de exercícios
futuros, diminuídas dos custos e despesas a elas correspondentes;
17
• Patrimônio Líquido ¬ corresponde à diferença entre os valores que compõem o
Ativo, o Passivo Exigível e o Resultado de Exercícios Futuros. Divide-se em:
• Capital Social - divide-se em:
• Capital Subscrito - compromisso assumido pelos sócios ou
acionistas;
• Capital Realizado - pagamento efetivo do compromisso pelos
sócios ou acionistas;
• Capital a Realizar - parcela do compromisso assumido pelos
proprietários e ainda não quitada.
• Reservas – são parcelas do patrimônio líquido que excedem o valor do
Capital Social integralizado:
• Reservas de Lucros – são obtidas pela apropriação dos Lucros, de
acordo com exigência legal;
• Reservas de Capital – são contribuições recebidas dos
proprietários ou de 3ºs, que nada têm a ver com as receitas ou
ganhos.
• Reservas de Reavaliação – indicam acréscimos de valor ao custo
de aquisição de Ativos baseados em preços de mercado;
• Lucros ou Prejuízos Acumulados – ficam em destaque, legalmente;
enquanto não são distribuídos ou capitalizados são considerados como
reserva de lucros, tecnicamente.
• Contas Retificadoras – são contas redutoras do Patrimônio Líquido.
Exs.: Capital Social a Realizar (integralizar), Ações em Tesouraria ou
quotas, Dividendos distribuídos antecipadamente;
18
5. RECEITAS E DESPESAS
5.1. CONCEITOS
RECEITAS: são ingressos patrimoniais decorrentes da utilização dos recursos da
empresa e que geram gastos para a mesma. As receitas aumentam a
riqueza própria do patrimônio.
DESPESAS: são gastos executados com a finalidade de gerar receitas. As
despesas podem diminuir o ativo ou aumentar o passivo, mas sempre
provocam diminuições no patrimônio líquido. As despesas
reduzem a riqueza própria do patrimônio.
RESULTADO = RECEITAS - DESPESAS
a) LUCRO ¬ Despesas < Receitas
b) PREJUÍZO ¬ Despesas > Receitas
c) NULO ¬ Despesas = Receitas
Receitas e Despesas Financeiras
¬ Operações Financeiras são aquelas realizadas com a finalidade de CAPTAR ou
APLICAR recursos financeiros
19
¬ Dividem-se, portanto, em OPERAÇÕES ATIVAS (destinadas à aplicação de
recursos) e OPERAÇÕES PASSIVAS (praticadas com a finalidade de captação de recursos
financeiros)
RECEITAS FINANCEIRAS: correspondem aos ingressos patrimoniais originados das
aplicações de recursos financeiros, tais como:
• receitas de juros;
• descontos condicionais obtidos;
• variações monetárias pré-fixadas ativas (excedentes
às pós-fixadas)
Atenção: obedecendo ao regime de competência do exercício, quando derivadas
de operações ou títulos com vencimento posterior ao encerramento do
exercício social, as receitas financeiras podem ser distribuídas
proporcionalmente aos períodos-base a que competirem, podendo
também, a critério da empresa, ser apropriadas integralmente no
período-base correspondente à realização da operação.
DESPESAS FINANCEIRAS: correspondem aos gastos incorridos nas operações de
captação de recursos financeiros, tais como:
º despesas de juros;
º descontos condicionais concedidos;
º correção monetária pré-fixada;
Atenção: as despesas financeiras pagas antecipadamente DEVERÃO ser
apropriadas, pró rata tempore, por exercícios sociais a que competirem.
Já as despesas financeiras incorridas na fase pré-operacional serão
registradas como ativo diferido, para posterior amortização.
Contabilização:
Ex.: Aquisição de um CDB em 01/11/X1, com vencimento em 01/02/X2, no valor de
$ 7.000, com ganho pré-fixado de $ 2.100.
1. antecipando o reconhecimento da receita
Aplicações Financeiras – CDB
a Diversos
a Caixa / Bancos .................................. $ 7.000
a Receitas Financeiras ........................ $ 2.100 $ 9.100
º neste caso, a receita financeira foi apropriada integralmente ao
resultado do exercício social X1
2. apropriando a receita segundo o regime de competência
- quando da operação (01/11/X1):
20
Aplicações Financeiras – CDB
a Diversos
a Caixa / Bancos ................................... $ 7.000
a Receitas Financeiras a Apropriar ....... $ 2.100 $ 9.100
- em 31 de dezembro de X1:
Receitas Financeiras a Apropriar
a Receitas Financeiras ............................ $ 700
5.2. RESULTADO COM MERCADORIAS, PRODUTOS E SERVIÇOS
Mercadorias ¬ são os bens que as empresas comerciais adquirem com a finalidade de
revenda, sem industrializá-las. São revendidas da mesma forma como
foram adquiridas.
Compreendem:
• o registro dos fatos envolvendo as mercadorias: estoque inicial, compras, vendas
e estoque final;
• apuração do custo das mercadorias vendidas (CMV);
• apuração do resultado com mercadorias (RCM);
CMV ¬ Custo das Mercadorias Vendidas
CMV = Ei + C - Ef
Onde:
Ei ¬ Estoque Inicial
C ¬ Compras Líquidas
EF ¬ Estoque Final
RCM ¬ Resultado com Mercadorias = LUCRO BRUTO
RCM = V - CMV
Onde:
V ¬ Vendas Líquidas
CMV ¬ Custo das Mercadorias Vendidas
21
Inventário ¬ é a verificação de existências patrimoniais por meio de levantamento
individualizado e completo dos bens e valores ativos e passivos de uma empresa. Pode ser
Periódico ou Permanente.
Inventário Periódico ¬ ocorre quando os estoques existentes são avaliados na data de
encerramento do balanço, através de contagem física, obtendo-se o valor do estoque final
(Ef). O preço utilizado para sua avaliação é o de custo ou de mercado, dos dois o menor.
• o Estoque Final (Ef) de um exercício é o Estoque Inicial (Ei) do exercício
seguinte, e assim por diante.3
• Utiliza-se a conta Mercadorias Mista
Conta Mercadorias Mista ¬ no início do exercício esta conta é patrimonial (reflete
o valor do estoque inicial). No decorrer do exercício social, com entradas e saídas,
esta conta passa a ser conta de resultado. Após o registro do inventário final, o
saldo desta conta representa o RCM.
Estoque Inicial ¬ corresponde ao saldo da conta Mercadorias em estoque no
encerramento anterior.
Mercadorias Mista
a Mercadorias em Estoque
Compras de Mercadorias ¬ lançadas a débito da conta Mercadorias Mista, tendo
como contrapartida lançamentos a crédito das contas Caixa, Bancos, Contas a Pagar,
etc.
Mercadorias Mista
.a Caixa / Bancos / Contas a Pagar
Venda de Mercadorias ¬ lançadas a crédito da conta Mercadorias Mista, tendo
como contrapartida lançamentos a débito das contas Caixa, Bancos, Contas a
Receber, etc.
Caixa / Bancos / Contas a Receber
.a Mercadorias Mista
Estoque Final ¬ no encerramento do exercício, faz-se o inventário das mercadorias
que se encontram em estoque e o valor será lançado a débito da conta patrimonial
Mercadorias em Estoque, e em contrapartida a crédito da conta Mercadorias Mista
Mercadorias em Estoque
.a Mercadorias Mista
22
Compras Vendas
Redutores de Vendas Redutores de Compras
Aumentos de Compras
Estoque Inicial (EI) Estoque Final (EF)
Mercadorias Mista
Resultado Final ¬ o saldo da conta Mercadorias Mista será o RCM
Obs.: a apuração contábil do CMV é obrigatória; a apuração do RCM é facultativa
5.3. APURAÇÃO DO RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) ¬ o objetivo dessa demonstração é
fornecer o resultado líquido do exercício, ou seja, as Receitas e Despesas do Exercício
apuradas segundo o regime de Competência (as receitas e despesas são consideradas
independentemente de seus recebimentos ou pagamentos).
VENDAS BRUTAS
(-) DEDUÇÕES DE VENDAS
(=) VENDAS LÍQUIDAS
(-) CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS (CMV)
(=) LUCRO BRUTO / LUCRO OPERACIONAL BRUTO (LOB)
(-) DESPESAS OPERACIONAIS
(+-) RESULTADO FINANCEIRO (Receitas + Despesas Financeiras)
(=) RESULTADO OPERACIONAL
(+) RECEITAS NÃO OPERACIONAIS
(-) DESPESAS NÃO OPERACIONAIS
(=) LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA
(-) CONTRIBUIÇÃO SOCIAL S/LUCRO
(-) PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA
(=) LUCRO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES
(-) PARTICIPAÇÕES
(=) LUCRO LÍQUIDO (LL)
5.4. RESULTADO OPERACIONAL BRUTO
23
Operações com mercadorias
¬ Como vimos, as mercadorias compreendem todos os Bens que as empresas
comerciais compram para revender. As operações que envolvem as compras e as
vendas de mercadorias constituem a atividade principal das empresas comerciais.
¬ Como contabilizar as operações com mercadorias? Para contabilizar as operações
com mercadorias existem dois métodos:
MÉTODO DA CONTA MISTA: consiste em utilizar uma única conta, que poderá ser
chamada de Mercadorias, ou Estoque de Mercadorias, ou outra similar, para registrar
todas as operações com mercadorias (estoques inicial e final, compras, vendas, devoluções
de compras e devoluções de vendas).
MÉTODO DA CONTA DESDOBRADA: consiste em utilizar as três contas básicas:
Estoque de Mercadorias (para registrar os estoques inicial e final), Compras de
Mercadorias e Vendas de Mercadorias. Podem, ainda, ser utilizadas as contas Compras
Anuladas (para registrar as devoluções de compras) e Vendas Anuladas (para registrar as
devoluções de vendas).
• A empresa poderá optar por um dos dois métodos, mas não poderá utilizar
ambos ao mesmo tempo, para não prejudicar a uniformidade de seus registros
contábeis.
• Seja qual for o método utilizado, a empresa poderá, ainda, adotar um dos
seguintes sistemas:
INVENTÁRIO PERMANENTE: consiste em controlar permanentemente o
valor do estoque de mercadorias. Assim, a cada compra efetuada, seu
custo é incluído no estoque; e a cada venda efetuada, seu custo é
diminuído do estoque, permitindo que o estoque de mercadorias fique
atualizado constantemente.
INVENTÁRIO PERIÓDICO: por este sistema, o valor do estoque só é
conhecido no final do período, mediante levantamento (inventário) físico
realizado.
¬ Fizemos estas considerações porque, a partir de agora, adotaremos o método da
conta desdobrada com inventário periódico
¬ Registro das compras e das vendas de mercadorias durante o ano
a) Compras de mercadorias
Exemplo:
Compra de mercadorias, conforme Nota Fiscal n.º 85, do fornecedor Luzeletrica Ltda., no
valor de R$ 10.000, à vista.
Registro no livro Diário:
Compras de Mercadorias
a Caixa
Nota Fiscal n.º 85, de Luzeletrica Ltda ......................................... 10.000

24
¬ Desta forma, toda vez que a empresa comprar mercadorias, a conta a ser debitada
será Compras de Mercadorias e a conta a ser creditada poderá ser Caixa, Bancos
Conta Movimento, Fornecedores ou Duplicatas a Pagar, conforme o caso.
b) Fatos que alteram o valor das compras
COMPRAS ANULADAS: consistem na devolução total ou parcial das mercadorias
adquiridas, tendo em vista fatos desconhecidos no momento da
compra.
Exemplo:
Nossa devolução de parte da compra de mercadorias do fornecedor All-Pack Ltda., conforme
nossa Nota Fiscal n.º 323, no valor de R$ 2.000. O fornecedor nos devolveu a importância
em dinheiro.
Registro no livro Diário:
Caixa
a Compras Anuladas
Nossa devolução de parte das mercadorias adquiridas do
Fornecedor All-Pack Ltda., conf. N/ NF n.º 323 ...................... 2.000
DESCONTOS OU ABATIMENTOS INCONDICIONAIS OBTIDOS: consistem nos descontos
obtidos do fornecedor no momento da compra das mercadorias, os quais vêm destacados na
própria Nota Fiscal de compra, desde que não dependam, para sua concessão, de eventos
posteriores à emissão da Nota Fiscal.
Exemplo:
Compra de mercadorias, à vista, do fornecedor Monitor S/A, conforme Nota Fiscal n.º 9730,
no valor de R$ 4.000. Houve desconto destacado na Nota Fiscal no valor de R$ 400.
Registro no livro Diário:
A contabilização desse tipo de desconto, do ponto de vista técnico, é desnecessária, sendo a
compra registrada pelo seu valor líquido. Entretanto, havendo interesse, a contabilização
poderá ser feita da seguinte maneira:
Compras de Mercadorias
a Diversos
Nossa compra, conf. NF n.º 9730 do fornecedor
Monitor S/A, como segue:
a Caixa
Valor líquido pago .............................................................. 3.600
a Descontos Incondicionais Obtidos
10% destacados na NF supra ........................................ 400 4.000
FRETES E SEGUROS SOBRE COMPRAS: correspondem à importância paga diretamente
ao fornecedor ou a uma empresa transportadora, referente a despesas com seguros e
transporte.
Exemplo:
Paga à empresa Transportadora Conde S/A a importância de R$ 3.000, referente a fretes e
seguros, conforme Nota Fiscal de Serviço de Transporte n.º 475.
Pelo sistema que estamos adotando para registro das operações com mercadorias, esse fato
poderá ser contabilizado da seguinte maneira:
25
Registro no livro Diário:
Fretes e Seguros sobre Compras
a Caixa
Fretes e seguros pagos à Transportadora Conde
S/A, conf. NF de Serviço de Transporte n.º 475 ........................ 3.000

c) Vendas de mercadorias
Exemplo:
Nossas vendas de mercadorias, à vista, conforme nossas Notas Fiscais n.
os
725 a 786, no
valor de R$ 15.000.
Registro no livro Diário:
Caixa
a Vendas de Mercadorias
Vendas de mercadorias, conforme nossas
Notas Fiscais n.
os
725 a 786 ...................................................... 15.000
¬ Assim, toda vez que ocorrer vendas de mercadorias durante o ano, a conta a ser
creditada será sempre Vendas de Mercadorias e a conta a ser debitada poderá ser
Caixa, Clientes ou Duplicatas a Receber, conforme o caso.
d) Fatos que alteram o valor das vendas
VENDAS ANULADAS: é comum as empresas receberem de seus clientes mercadorias
em devolução total ou parcial, por motivos também desconhecidos
no momento da venda.
Exemplo:
Recebemos do cliente Forte S/A, em devolução, mercadorias no valor de R$ 6.000,
referentes à parte de nossa venda através da nossa NF n.º 4475. Foi restituído ao cliente o
valor em dinheiro.
Registro no livro Diário:
Vendas Anuladas
a Caixa
Devolução de vendas recebida do cliente Forte S/A
ref. parte de nossa NF n.º 4475 .......................................... 6.000

DESCONTOS OU ABATIMENTOS INCONDICIONAIS CONCEDIDOS: independentemente
de qualquer condição posterior à emissão da Nota Fiscal, nossa empresa também poderá
oferecer descontos, destacando-os nas Notas Fiscais de venda.
Exemplo:
Venda de mercadorias a Matheus & Lucas Ltda, conforme nossa Nota Fiscal n.º 230, no
valor de R$ 8.000, tendo sido concedido desconto incondicional, destacado na própria NF,
igual a R$ 800.
Registro no livro Diário:
26
Diversos
a Vendas de Mercadorias
Nossa NF n.º 230, ref. venda a Matheus & Lucas Ltda,
Como segue:
Caixa
Valor líquido da Nota ............................................. 7.200
Descontos Incondicionais Concedidos
10% destacados na NF supra ............................... 800 8.000


e) Imposto e contribuições incidentes sobre as vendas
ICMS: o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre
Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação é
um imposto de competência estadual, incidente sobre a circulação de mercadorias e sobre a
prestação de alguns serviços, como o fornecimento de energia elétrica, transporte e
comunicações.
• Até agora, quando no referimos a compras e vendas de mercadorias, não nos
preocupamos com o ICMS, mas esse imposto incide sobre a maioria dessas
operações.
• O valor do ICMS já vem incluído no valor das mercadorias constantes da Nota
Fiscal.
ICMS incidente nas compras
Vamos citar o exemplo de uma Nota Fiscal no valor de R$ 1.000 de mercadorias incluindo
R$ 180 de ICMS (calculado com base em uma alíquota de 18 %)
Registro no livro Diário:
C Diversos
a Caixa
Nota Fiscal n° 345, de Gabriel S/A
em geral:
Compras de Mercadorias
Valor líquido da compra ................................... 820
ICMS a recuperar
18% sobre a NF supra ...................................... 180 1.000
Observações:
• A conta Compras de Mercadorias, que é de apuração do Resultado Bruto, foi
debitada pelo valor líquido da compra, ou seja, pelo valor pago, menos o valor do
ICMS. O saldo desta conta será transferido para a conta Custo das Mercadorias
Vendidas no momento da apuração do Resultado Bruto.
27
Compras de Mercadorias
C 820
ICMS a Recuperar
C 180
Compras de Mercadorias



C 820



• Conta ICMS a Recuperar, do Ativo Circulante, foi debitada pelo valor do ICMS
incidente nessa compra. Esse valor representa Direito para a empresa, que poderá
compensá-lo no valor do ICMS devido nas vendas efetuadas no mesmo mês.
ICMS incidente nas vendas
Exemplo: Nota Fiscal, referente à venda de mercadorias à vista com n.° 4521 da empresa
Luzeletrica S/A, no valor de R$ 500 (alíquota do ICMS = 18 %)
Registro no livro Diário:
C Caixa
a Venda de Mercadorias
Nossa Nota Fiscal n.° 4521, ref. à venda de
Mercadorias .............................................................................. 500

C ICMS sobre Vendas
a ICMS a Recuperar
Valor do ICMS incidente sobre a venda supra ...................... 90
¬ Veja a posição das contas envolvidas nos respectivos Razonetes, após os três
lançamentos efetuados:
Observações:
• A conta vendas de Mercadorias foi creditada no lançamento n.° 2 por R$ 500,
correspondentes ao valor da venda bruta. Essa conta representa Receita Bruta de
Vendas e seu saldo será transferido para a conta Resultado da Conta
Mercadorias no momento da apuração do Resultado Bruto.
• A conta ICMS sobre Vendas foi debitada no lançamento n.º 3 por R$ 90,
correspondente ao valor do ICMS incidente sobre a venda. Essa conta é redutora
da Receita Bruta de Vendas e seu saldo será transferido para a conta Resultado
da Conta Mercadorias no momento da apuração do Resultado Bruto.
28
Compras de Mercadorias
C 820
ICMS a Recuperar
90 C C 180
Caixa



820 C



C 500
ICMS sobre Vendas
C 90
Vendas de Mercadorias
500 C
• No lançamento n.º 1, a conta ICMS a Recuperar foi debitada pelo valor do ICMS
incidente sobre a compra (Direito da empresa), e no lançamento n.º 3 foi creditada
pelo valor do ICMS incidente sobre a venda (Obrigação da empresa).
• Como você pode observar, nas compras de mercadorias com incidência do
ICMS basta um lançamento para registrar o valor líquido das compras de
mercadorias e o valor do ICMS a débito da conta ICMS a Recuperar. Por outro
lado, nas vendas de mercadorias com incidência do ICMS são necessários dois
lançamentos: um para registrar o valor da venda bruta e outro para registrar o
valor do ICMS incidente na venda.
• Você pode notar, ainda, que a conta ICMS a Recuperar foi debitada no lançamento
n.º 1 pelo valor do ICMS incidente sobre a compra e creditada no lançamento n.º 3
pelo ICMS incidente sobre a venda. Veja novamente o respectivo Razonete:
¬ Essa conta funciona como conta corrente do ICMS, já que o valor desse imposto
pertence ao Governo do Estado. Assim, nas compras a empresa tem o direito de
recuperar o valor do ICMS pago ao fornecedor, e nas vendas, tem a obrigação de
recolher ao Governo do Estado o respectivo valor do ICMS incidente.
• No final de cada mês, as empresas deverão apurar o saldo da conta corrente do
ICMS (que estamos chamando de ICMS a Recuperar) para verificar se a
movimentação das mercadorias durante o mês acarretou direito ou obrigação da
empresa para com o Governo do Estado.
• Se, no último dia do mês, a conta ICMS a Recuperar apresenta saldo devedor,
significa que a empresa teve direito no referido mês; caso contrário, o valor deve
ser recolhido ao Governo do Estado, já que representa obrigação.
• Dessa forma, sendo o saldo credor, no último dia do mês deverá ser feito o
seguinte lançamento no livro Diário:
ICMS a Recuperar
a ICMS a Recolher
Transferência ref. saldo credor do período .................................... R$ 90
• Com esse lançamento, a conta ICMS a Recuperar fica com saldo igual a zero, e a
conta ICMS a Recolher, sendo creditada, representa a obrigação que a empresa
terá que recolher ao Governo do Estado nos primeiros dias do mês seguinte.
• Quando, no final do mês, o saldo da conta ICMS a Recuperar for devedor, não
haverá ajuste contábil a ser feito, pois esse saldo representa direito da empresa,
e a referida conta, sendo do Ativo Circulante, reflete tal situação.
29
ICMS a Recuperar
90 C

180
saldo: 90

PIS SOBRE FATURAMENTO : o Plano de Integração Social é uma contribuição que
as empresas comerciais devem efetuar mensalmente ao Governo Federal, com base em seu
faturamento, e destina-se ao pagamento do seguro-desemprego e do abono anual que a
Caixa Econômica Federal paga aos trabalhadores cadastrados.
• Atualmente, a alíquota é de 0,65%, calculada sobre o faturamento.
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL: a Contribuição Social sobre o Faturamento — COFINS — é
também uma contribuição que as empresas comerciais devem efetuar mensalmente ao
Governo Federal, com base no faturamento, e destina-se ao financiamento da seguridade
social.
• Atualmente, a alíquota é de 2%, calculada sobre o valor da receita bruta das
vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviços de qualquer
natureza, menos as vendas anuladas, menos os descontos incondicionais
concedidos e menos as vendas anuladas, menos os descontos incondicionais
concedidos e menos o valor do Imposto sobre Produtos Industrializados, quando
integrar o valor da receita bruta das vendas (empresas industriais).
5.4.1. RESULTADO DA CONTA MERCADORIAS – LUCRO BRUTO
LUCRO BRUTO: é a diferença entre a receita líquida de vendas de bens ou serviços e o
custo das mercadorias vendidas ou dos serviços prestados.
¬ Para apurarmos no final do ano o resultado da conta Mercadorias, precisamos,
inicialmente, verificar no livro Razão os saldos das contas utilizadas durante o ano
para o registro das operações com mercadorias.
Suponhamos que os saldos dessas contas em uma determinada empresa, em 31 de
dezembro, tenham sido os seguintes:
¬ Pelo método por nós adotado, ou seja, conta desdobrada com inventário
periódico, para apurarmos o resultado da conta Mercadorias em 31 de dezembro,
além das contas acima (que representam o estoque inicial e as compras e as vendas
de mercadorias efetuadas no período), precisamos conhecer o valor das mercadorias
em estoque no último dia do ano. Com esse objetivo, é feita uma contagem física
(inventário) das mercadorias.
30
Estoque de Mercadorias


5.000
Compra de Mercadorias




20.000
Vendas de Mercadorias




23.000
¬ Supondo que o inventário físico realizado em 31 de dezembro tenha sido de R$
12.000, vamos estudar dois processos de apuração: extracontábil e contábil.
APURAÇÃO EXTRACONTÁBIL
1ª fórmula:
CMV = Ei + C - Ef
onde:
CMV = Custo das Mercadorias Vendidas
Ei = Estoque Inicial de mercadorias
C = Compras de mercadorias
Ef = Estoque Final de mercadorias
Assim, temos:
CMV = 5.000 + 20.000 – 12.000 = 13.000
2ª fórmula:
RCM = V - CMV
onde:
RCM = Resultado da Conta Mercadorias
V = Vendas de mercadorias
CMV = Custo das Mercadorias Vendidas, apurado pela primeira fórmula
Logo:
RCM = 23.000 – 13.000 = 10.000
Sendo o RCM positivo (o valor das vendas supera o valor do custo), ele corresponde a lucro.
Esse é o Lucro Bruto do Exercício, ou seja, o lucro apurado nas vendas.
APURAÇÃO CONTÁBIL
¬ Para contabilizar o Resultado da Conta Mercadorias, tanto no Diário como no Razão
ou Razonete, vamos tomar como roteiro as duas fórmulas apresentadas e proceder
aos lançamentos, seguindo a ordem em que as contas aparecem nas respectivas
fórmulas.
¬ Comecemos pelo Custo das Mercadorias Vendidas (CMV). Como essa conta não foi
movimentada durante o ano, vamos abrir um Razonete para ela:
31
Custo das Mercadorias Vendidas
Seguindo a primeira fórmula, temos:
CMV = Ei + ...
¬ A primeira conta que aparece na fórmula é o Ei (Estoque Inicial) e seu valor está
registrado, na Contabilidade, na conta Estoque de Mercadorias, que apresenta saldo
devedor de R$ 5.000. A transferência do saldo dessa conta para a conta CMV é feita
através do seguinte lançamento:
C Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)
a Estoque de Mercadorias
Valor que se transfere para apuração do CMV, ref.
ao Estoque Inicial .............................................................................. 5.000
Veja como ficaram as contas envolvidas neste lançamento em seus respectivos Razonetes:
¬ Note que, após o lançamento, a conta Estoque de Mercadorias ficou com saldo igual
a zero, já que seu valor foi transferido para a conta CMV.
Continuando a fórmula, temos:
CMV = Ei + C
¬ A transferência do saldo da conta Compras de Mercadorias para a conta CMV é feita
através do seguinte lançamento:
C Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)
a Compras de Mercadorias
Transferência do valor das compras para
Apuração do CMV ...................................................................... 20.000

Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes:
32
Estoque de Mercadorias
5.000C


5.000
Custo de Mercadorias
Vendidas (CMV)
C 5.000
Custo de Mercadorias
Vendidas (CMV)
C 5.000
C 20.000
Compras de Mercadorias
20.000C





20.000
¬ Note que a conta Compras de Mercadorias ficou com saldo igual a zero, pois seu
saldo, de R$ 20.000, devedor, do transferido para a conta CMV.
Continuemos com a fórmula:
CMV = Ei + C - Ef
¬ O valor do Estoque Final, conforme dissemos, é apurado mediante levantamento
físico efetuado em 31 de dezembro; logo, até o presente, esse valor não foi registrado
pela Contabilidade. Porém, o seu registro é simples:
C Estoque de Mercadorias
a Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)
Registro do Estoque Final, conforme inventário
Físico realizado ............................................................................. 12.000

Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes:
¬ Note que a conta Estoque de Mercadorias, que teve seu saldo inicial de R$ 5.000
transferido para a conta CMV através do lançamento n.º 1, foi reaberta neste
lançamento pelo valor do Estoque Final.
¬ Chegamos, assim, ao final da fórmula do CMV; não há mais nenhuma conta a ser
lançada. Vamos, então, apurar o saldo da conta CMV, que deverá coincidir com o
valor apurado extracontabilmente:
¬ O próximo passo é proceder da mesma maneira com a segunda fórmula (do RCM).
Essa conta também não foi movimentada durante o ano; por isso, vamos abrir um
Razonete para ela neste momento:
33
Estoque de Mercadorias
5.000 C


5.000
C12.000
Custo das Mercadorias
Vendidas (CMV)
C 5.000
C 20.000
C 12.000
Custo de Mercadorias
Vendidas (CMV)
C 5.000
C 20.000
soma: 25.000

saldo: 13.000

12.000 C
Resultado da Conta
Mercadorias (RCM)
Seguindo a fórmula do RCM, temos:
RCM = V - ...
¬ A primeira conta que aparece na fórmula é Vendas de Mercadorias. A transferência
do saldo desta conta para a conta RCM é feita através do seguinte lançamento:
C Vendas de Mercadorias
a Resultado da Conta de Mercadorias (RCM)
Transferência do valor das vendas para apuração
do RCM ................................................................................. 23.000

Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes:
¬ Note que, após este lançamento, a conta Vendas de Mercadorias ficou com saldo
igual a zero, pois teve seu valor transferido para a conta RCM.
Continuando a fórmula, temos:
RCM = V- CMV
¬ A transferência do CMV para o RCM é feita através do seguinte lançamento:
C Resultado da Conta Mercadorias (RCM)
a Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)
Transferência do CMV para apuração do RCM ................. 13.000

Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes:
34
Venda de Mercadorias
23.000


C23.000
Resultado da Conta
Mercadorias (RCM)

23.000 C
Custo das Mercadorias
Vendidas (CMV)
13.000
13.000C
Resultado da Conta
Mercadorias (RCM)
C 13.000

23.000 C
¬ Note que, após este lançamento, a conta Custo das Mercadorias Vendidas, tendo
seu saldo transferido para a conta Resultado da Conta Mercadorias, ficou com
saldo igual a zero.
¬ Como na fórmula não há mais nenhuma conta para ser lançada, vamos, agora, apurar
o saldo da conta RCM, o qual deverá coincidir com o valor apurado através dos
cálculos extracontábeis.
¬ Se o saldo da conta RCM dor devedor, corresponderá a PREJUÍZO BRUTO, ou seja,
Prejuízo sobre Vendas; se for credor, corresponderá a Lucro Bruto, ou seja, Lucro
sobre Vendas. Vejamos:
¬ Com este lançamento n.º 5, encerramos os procedimentos necessários à apuração
do RESULTADO DA CONTA MERCADORIAS.
¬ Note que, após esse procedimento, permaneceram abertos, com saldos, apenas os
Razonetes das seguintes contas:
Estoque de Mercadorias: com débito de R$ 12.000, cujo valor corresponde ao
Estoque Final de mercadorias existente em 31 de
dezembro;
Resultado da Conta Mercadorias (RCM): com saldo credor de R$ 10.000, cujo valor
corresponde ao Lucro Bruto.
• A conta Estoque de Mercadorias representa Bens; portanto, é conta Patrimonial e
deve constar do Balanço Patrimonial no grupo do Ativo Circulante.
• A conta Resultado da Conta Resultado (RCM), que representa o LUCRO
BRUTO DO EXERCÍCIO, terá o seu saldo transferido para a conta Resultado do
Exercício no momento da Apuração do Resultado Líquido do Exercício. Entretanto,
para fixar melhor o resultado apurado nas operações com mercadorias,
didaticamente podemos transferi-lo para uma conta que reflita o respectivo
resultado. Assim, como no nosso caso o resultado foi lucro, podemos efetuar o
seguinte lançamento:
Resultado da Conta Mercadorias (RCM)
a Lucro sobre Vendas
Lucro bruto apurado ................................................................. 10.000

5.4.2. RESULTADO OPERACIONAL LÍQUIDO
Resultado Operacional Líquido: é o resultado do Lucro Bruto menos as Despesas
Operacionais, menos o Resultado Financeiro
(Receitas – Despesas Financeiras)
35
Resultado da Conta
Mercadorias (RCM)
C 13.000

23.000 C
10.000
DESPESAS E RECEITAS OPERACIONAIS
DESPESAS OPERACIONAIS : são aquelas decorrentes do desenvolvimento das atividades
normais da empresa.
Elas podem ser agrupadas do seguinte modo:
DESPESAS COM VENDAS
Pessoal
. Comissões sobre Vendas
. Encargos Sociais
. Salários
Outras
. Despesas com Créditos de Liquidação Duvidosa
. Fretes e Carretos
. Material de Embalagem
. Propaganda e Publicidade
DESPESAS FINANCEIRAS
. Descontos Concedidos
. Despesas Bancárias
. Juros Passivos
DESPESAS ADMINISTRATIVAS
Pessoal
. Café e Lanches
. Condução e Transporte
. Encargos Sociais
. Honorários da Diretoria
. Pró-labore
. Salários
Gerais
. Água e Esgoto
. Aluguéis Passivos
. Amortização
. Combustíveis
. Depreciação
. Luz e Telefone
. Material de Expediente
. Prêmios de Seguro
. Despesas Eventuais
Tributárias
. Impostos e Taxas
Outras
. Serviços de Terceiros
. Despesas Eventuais
OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS
. Multas Fiscais
. Variações Monetárias Passivas
. Perdas Não-cobertas por Seguros
36
Receitas Operacionais: são também aquelas decorrentes do desenvolvimento das
atividades normais da empresa.
As mais comuns são:
RECEITA BRUTA
. Vendas de Mercadorias
. Receitas de Serviços
RECEITAS FINANCEIRAS
. Descontos Obtidos
. Juros Ativos
. Rendimentos sobre Aplicações Financeiras
OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS
. Aluguéis Ativos
. Perdas recuperadas
. Variações Monetárias Ativas
. Receitas Eventuais
DESPESAS E RECEITAS NÃO-OPERACIONAIS
DESPESAS NÃO-OPERACIONAIS: são aquelas decorrentes de transações não-
incluídas nas atividades principais ou acessórias
da empresa, como, por exemplo, o custo (valor
contábil) de Bem do Ativo Permanente que deve ser
apurado quando este for alienado, baixado ou
liquidado.
• Quando o resultado apurado nessas transações for negativo, ele poderá ser
representado pela conta Perdas em Transações do Ativo Permanente.
RECEITAS NÃO-OPERACIONAIS: são aquelas provenientes de transações não-
incluídas nas atividades principais ou acessórias
que constituem objeto da empresa, como, por
exemplo, o montante obtido na alienação de Bens ou
Direitos integrantes do Ativo Permanente.
• Quando o resultado dessas transações for positivo, ele poderá ser registrado na
conta Ganhos em Transações do Ativo Permanente
5.3.4. APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO — RESULTADO LÍQUIDO
¬ Você deve ter percebido que, após os lançamentos exemplificativos apresentados
neste capítulo, quase sempre inserimos esta frase:
• “O saldo desta conta será transferido para a conta Resultado do
Exercício no momento da apuração do Resultado Líquido”.
¬ Quando chegamos a este ponto, após termos efetuados todos os ajustes e
apropriações necessários, para apurar o Resultado do Exercício, basta transferir
todas as despesas e encargos do período, bem como todas as receitas, para a
conta Resultado do Exercício. Se o saldo desta conta for devedor, corresponderá a
PREJUÍZO LÍQUIDO; se for credor, corresponderá a Lucro Líquido. Isso ocorre
porque esta conta recebe a débito todas as despesas e encargos e a crédito o
Resultado da Conta Mercadorias (saldo credor), bem como todas as demais
receitas do período.
37
Esse procedimento compõem, basicamente, de dois lançamentos:
a. Debita-se a conta Resultado do Exercício e creditam-se todas as Contas de
Despesas e encargos do período.
b. Debitam-se a conta Resultado da Conta Mercadorias (se credor) e todas as
demais receitas do período e credita-se a conta Resultado do Exercício.
¬ Suponhamos que a conta Resultado do Exercício, após efetuado os dois lançamentos
acima, tenha apresentado a seguinte situação:
¬ Observe que o saldo da conta RESULTADO DO EXERCÍCIO é credor de R$
414.300. Esse saldo representa LUCRO, pois as receitas superaram as despesas.
Sobre esse lucro, as empresas devem calcular e contabilizar a PROVISÃO para
Pagamento da Contribuição Social e a PROVISÃO para Pagamento do Imposto
de Renda.
PROVISÃO PARA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
¬ Trata-se de uma contribuição destinada ao financiamento da seguridade social devida
pelas empresas ao Governo Federal, com base no Resultado do Exercício apurado
no final de cada período, que poderá ser um mês, de um ano ou outro, conforme
estabeleça a legislação.
¬ Normalmente, a base para o cálculo desta provisão é o Resultado do Exercício
antes de calculada a Provisão para o Imposto de Renda, ajustado conforme determina
a legislação.
¬ Portanto, para se calcular adequadamente o valor a ser provisionado, é preciso
efetuar cálculos extracontábeis para se ajustar o Resultado do Exercício e, em
seguida, aplicar, nesse Resultado ajustado, a alíquota que estiver em vigor no
respectivo ano.
PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA
¬ Com base no Resultado do Exercício apurado no final de cada período, que poderá
ser de um mês, de um ano ou outro, conforme estabeleça a legislação, as empresas
estão obrigadas a pagar ao Governo Federal uma importância a título de Imposto de
Renda.
¬ Para fazer face a esse compromisso fiscal, como ocorre com a Contribuição Social, no
momento da apuração do Resultado do Exercício, é criada uma provisão,
contabilizada na conta Provisão para Imposto de Renda.
38
Resultado do Exercício
1.298.200

1.712.500
R$ 414.300
Exclusivamente para fins didáticos, o seguinte:
• alíquota igual a 25%;
• base de cálculo igual ao Resultado do Exercício antes das provisões (a mesma
base de cálculo da Provisão para Contribuição Social).
• Entretanto, é importante saber que esta provisão deve ser calculada,
legalmente, com base no Lucro Real.
LUCRO REAL: é o Lucro Líquido do Exercício, ajustado pelas adições, exclusões ou
compensações prescritas ou autorizadas pela legislação tributária. O
Lucro Real é determinado com base na escrita que o contribuinte deve
manter, observando as leis comerciais e fiscais, e é demonstrado no Livro
de Apuração do Lucro Real — LALUR.
¬ Assim, no LALUR o LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO ( LL ) é ajustado observando
as adições, exclusões e compensações.
Devem ser ADICIONADOS:
• custos, despesas, encargos, perdas, provisões, participações e quaisquer
outros valores DEDUZIDOS na apuração do Lucro Líquido que, de acordo com a
legislação tributária, não sejam dedutíveis na determinação do Lucro Real;
• resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros valores NÃO-
INCLUÍDOS na apuração do Lucro Líquido que, de acordo com a legislação tributária,
devem ser computados na determinação do Lucro Real.
Devem ser EXCLUÍDOS:
• valores cuja DEDUÇÃO seja autorizada pela legislação tributária e que
não tenham sido computados na apuração do Lucro Líquido do período-base;
• resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros valores INCLUÍDOS na
apuração do Lucro Líquido que, de acordo com a legislação tributária, não sejam
computados no Lucro Real.
• Poderão ser compensados, total ou parcialmente, à vontade do contribuinte,
os prejuízos fiscais de exercícios anteriores, LIMITADOS AO LUCRO REAL do
exercício da compensação, observados os prazos previstos no Regulamento do Imposto
de Renda.
• O prejuízo fiscal é o apurado na demonstração do Lucro Real e registrado
no LALUR.
PREJUÍZOS ACUMULADOS
¬ Os Prejuízos Acumulados correspondem a prejuízos apurados pela contabilidade em
exercícios anteriores, que estejam devidamente contabilizados a débito da conta
Lucros ou Prejuízos Acumulados.
39
• Esses prejuízos deverão ser compensados pelo lucro apurado no exercício
atual, após as deduções da Provisão para Contribuição Social e da Provisão para o
Imposto de Renda.
PARTICIPAÇÕES
¬ Conforme a legislação atual, após apurado o Resultado do Exercício e calculadas
as Provisões para Contribuição Social e para pagamento do Imposto de Renda,
deverão ser calculadas e contabilizadas as participações:
• Debêntures;
• Empregados;
• Administradores;
• Partes beneficiárias;
• contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de
empregados.
¬ Assim, o Resultado do Exercício, após a Provisão para o Imposto de Renda, menos
as participações, denomina-se Lucro Líquido do Exercício.
5.5. DISTRIBUIÇÃO E DESTINAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
5.5.1. TRANSFERÊNCIA PARA LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
¬ O Lucro do Exercício, que no nosso exemplo foi igual a R$ 282.478, será transferido
para a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados através do seguinte lançamento:
Resultado do Exercício
a Lucros ou Prejuízos Acumulados
Transferência que se processa referente ao Lucro
Líquido do Exercício ....................................................................... 282.478
Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes:
Observações:
• A conta Resultado do Exercício, sendo debitada por R$ 282.478, fica com
saldo igual a zero, encerrando-se, pois seu saldo foi transferido para a conta Lucros
ou Prejuízos Acumulados.
• A conta Lucros ou Prejuízos Acumulados recebeu a crédito o Lucro
Líquido do Exercício, o qual terá as destinações constantes dos itens a seguir.
• O Lucro Líquido do Exercício poderá se destinar à formação de Reservas,
à distribuição aos sócios ou, ainda, parte dele poderá permanecer na própria
conta Lucros ou Prejuízos Acumulados.
40
Resultado do Exercício
282.478
S 20.000

282.478
Lucros ou Prejuízos
Acumulados
S 20.000

282.478
RESERVAS
As reservas podem ser dos seguintes tipos:
a. Reservas de Lucros: são extraídos do Lucro Líquido apurado pelas empresas e
podem ser:
Reserva Legal: segundo artigo 193 da Lei n.º 6.404/76
“ Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão aplicados, antes de qualquer
outra destinação, na constituição da reserva legal, que não excederá de 20% (vinte
por cento) do capital social.
§ 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício em que o
saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de capital de que trata o § 1º do
art. 182, exceder de 30% (trinta por cento) do capital social.
§ 2º A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente
poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital.
Reservas Estatutárias: são aquelas criadas em virtude de disposições contidas nos
estatutos (sociedades por ações), os quais fixarão seus limites e
destinação. Nos demais tipos de sociedades, essas reservas são
conhecidas por Reservas Contratuais.
Reservas Livres: são aquelas criadas livremente pela assembléia geral (sociedades
por ações), por proposta dos órgãos da administração com fins
específicos, como, por exemplo, as Reservas para
Contingências e as Reservas de Lucros a Realizar.
b. Reservas de Capital: são aquelas constituídas pelos ágios obtidos na colocação de
ações da empresa, pelo produto da alienação de partes
beneficiárias e bônus de subscrição, pelo prêmio recebido na
emissão de debêntures bem como as constituídas pelo
recebimento de doações e as subvenções para investimentos
(art. 182 da Lei n.º 6.404/76). A Reserva de Correção Monetária
do Capital também é Reserva de Capital.
c. Reservas de Reavaliação: são constituídas pelos aumentos de valor atribuídos aos
elementos do Ativo em virtude de novas avaliações, desde
que superiores aos acréscimos decorrentes da correção
monetária das demonstrações financeiras.
DIVIDENDOS
¬ Os dividendos correspondem à parte do Lucro Líquido que é distribuída aos
acionistas.
¬ As sociedades por ações são obrigadas a distribuir anualmente dividendos aos seus
acionistas, conforme determina o artigo 202 da Lei n.º 6.404/76:
41
Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório, em cada exercício, a parcela
dos lucros estabelecia no estatuto, ou, se este for omisso, metade do lucro líquido do
exercício diminuído ou acrescido dos seguintes valores:
I — quota destinada à constituição da reserva legal (art.193);
II — importância destinada à formação de reservas para contingência (art.195), e
reversão das mesmas reservas formadas em exercícios anteriores;
III — lucros a realizar transferidos para a respectiva reserva (art.197), e lucros
anteriormente registrados nessa reserva que tenham sido realizados no exercício.
§ 1º — O estatuto poderá estabelecer o dividendo como porcentagem do lucro ou do
capital social, ou fixar outros critérios para determiná-lo, desde que sejam regulados
com precisão e minúcia e não sujeitem os acionistas minoritários ao arbítrio dos
órgãos de administração ou da maioria.
¬ Os critérios para distribuição dos dividendos devem constar dos estatutos da
companhia, pois a lei assim determina. Desse modo, a porcentagem, bem como a
base sobre a qual serão calculados os dividendos, poderão ser diferentes em cada
empresa, porém, quando nos estatutos não constarem critérios para a
distribuição, os ACIONISTAS TERÃO DIREITO DE RECEBER 50% do Lucro
Líquido, conforme consta do artigo 202, transcrito anteriormente.
6. TRATAMENTO DOS ESTOQUES
6.1. CONCEITOS CONTÁBEIS APLICADOS E PRINCIPAIS CONTAS
Custos ¬ são gastos incorridos na aquisição de bens ou serviços. Quando se adquire um
bem, não há movimentação no ativo da empresa, visto que a mesma não teve
diminuída sua riqueza patrimonial. É um fato permutativo ¬ bens x bens
Inventário Permanente ¬ é quando acompanhamos passo a passo todos os fatos que
envolvem mercadorias; podemos saber a qualquer
momento o valor das mercadorias em estoque. A conta
Mercadorias em Estoque é essencialmente
PATRIMONIAL.
• Para se efetuar este controle, é indispensável a utilização de um sistema extra-
contábil, a Ficha de Controle e Avalização de Estoque, ou Ficha de Estoque.
Mercadoria: Método:
Data Histórico
Entrada Saída Saldo
Qtd. PU Total Qtd. PU Total Qtd. PU Total
42
Método CMPM – Custo Médio Ponderado Móvel
¬ consiste em se atribuir às mercadorias vendidas o preço médio das mercadorias
em estoque
Método PEPS – Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair
¬ consiste em se atribuir ao CMV os preços das primeiras compras, ficando o
estoque remanescente avaliado pelo valor das últimas aquisições;
Método UEPS – Último a Entrar, Primeiro a Sair
¬ consiste em se atribuir ao CMV os preços das últimas compras, ficando o estoque
remanescente avaliado pelo valor das primeiras aquisições;
Método CMPF - Custo Médio Ponderado Fixo
¬ consiste em se identificar o custo real para cada unidade vendida. Este método
somente é aplicável em produtos de valor significativo. Ex.: automóveis, terrenos, etc.
1. Método do Custo Médio Ponderado Móvel (CMPM) ¬
Exemplo:
Compras
1. Valor Total $ 6.341,46 - ICMS $ 1.141,26 = Líquido $ 5.200,00
2. Valor Total $ 10.670,73 - ICMS $ 1.920,73 = Líquido $ 8.750,00
3. Valor Total $ 8.033,05 - ICMS $ 1.440,25 = Líquido $ 6.562,50
Vendas
4. Valor Total $ 13.800,00 - ICMS $ 2.484,00 = Líquido $ 11.316,00
5. Valor Total $ 10.600,00 - ICMS $ 1.908,00 = Líquido $ 8.692,00
6. Valor Total $ 3.000,00 - ICMS $ 540,00 = Líquido $ 2.460,00
Mercadoria: Método: CMPM
Data Hist.
Entrada Saída Saldo
Qtd. PU Total Qtd. PU Total Qtd. PU Total
5 1 400 13,00 5.200,00 - - - 400 13,00 5.200,00
10 2 500 17,50 8.750,00 - - - 900 15,50 13.950,00
15 4 - - - 600 15,50 9.300,00 300 15,50 4.650,00
20 3 350 18,75 6.562,50 - - - 650 17,25 11.212,50
25 5 - - - 450 17,25 7.762,50 200 17,25 3.450,00
30 6 - - - 100 17,25 1.725,00 100 17,25 1.725,00

MERCADORIAS C/C ICMS Caixa / Fornecedores
1 5.200,00 9.300,00 4 1 1.141,26 2.484,00 4 6.341,46 1
43
2 8.750,00 7.762,50 5 2 1.920,73 1.908,00 5 10.670,33 2
3 6.562,50 1.725,00 6 3 1.440,55 540,00 6 8.003,05 3
1.725,00 ( S) 429,46 (S) 25.014,84 (S)
CAIXA / CLIENTES VENDAS C.M.V.
4 13.800,00 11.316,00 4 4 9.300,00
5 10.600,00 8.692,00 5 5 7.762,50
5 3.000,00 2.460,00 6 6 1.725,00
(S) 27.400,00 22.468,00 (S) (S) 18.787,50
RCM (Lucro Bruto) = Vendas Líquidas - CMV
RCM = 22.468,00 – 18.787,50 = $ 3.680,50 ¬ RCM/Vendas = 16.38 %
2. Método PEPS – Primeiro que entra / Primeiro que sai
Exemplo:
Compras
1. Valor Total $ 6.341,46 - ICMS $ 1.141,26 = Líquido $ 5.200,00
2. Valor Total $ 10.670,73 - ICMS $ 1.920,73 = Líquido $ 8.750,00
3. Valor Total $ 8.033,05 - ICMS $ 1.440,25 = Líquido $ 6.562,50
Vendas
4. Valor Total $ 13.800,00 - ICMS $ 2.484,00 = Líquido $ 11.316,00
5. Valor Total $ 10.600,00 - ICMS $ 1.908,00 = Líquido $ 8.692,00
6. Valor Total $ 3.000,00 - ICMS $ 540,00 = Líquido $ 2.460,00
Mercadoria: Método: PEPS
Data Hist.
Entrada Saída Saldo
Qtd. PU Total Qtd. PU Total Qtd. PU Total
5 1 400 13,00 5.200,00 - - - 400 13,00 5.200,00
10 2 500 17,50 8.750,00 - - - 500 17.50 8.750,00
15 4 - - - 400 13,00 5.200,00 - - -
200 17,50 3.500,00 300 17,50 5.250,00
600 8.700,00
20 3 350 18,75 6.562,50 - - - 300 17,50 5.250,00
350 18,75 6.562,50
25 5 - - - 300 17,50 5.250,00 - - -
150 18,75 2.812,50
450 8.062,50 200 18,75 3.750,00
30 6 - - - 100 1.875,00 100 18,75 1.875,00
44
MERCADORIAS C/C ICMS Caixa / Fornecedores
1 5.200,00 8.700,00 4 1 1.141,26 2.484,00 4 6.341,46 1
2 8.750,00 8.062,50 5 2 1.920,73 1.908,00 5 10.670,33 2
3 6.562,50 1.875,00 6 3 1.440,55 540,00 6 8.003,05 3
1.875,00 ( S) 429,46 (S) 25.014,84 (S)
CAIXA / CLIENTES VENDAS C.M.V.
4 13.800,00 11.316,00 4 4 8.700,00
5 10.600,00 8.692,00 5 5 8.062,50
5 3.000,00 2.460,00 6 6 1.875,00
(S) 27.400,00 22.468,00 (S) (S) 18.637,50
RCM (Lucro Bruto) = Vendas Líquidas - CMV
RCM = 22.468,00 – 18.637,50 = $ 3.830,50 ¬ RCM/Vendas = 17.05 %
3. Método UEPS – Último que entra / Primeiro que sai
Exemplo:
Compras
1. Valor Total $ 6.341,46 - ICMS $ 1.141,26 = Líquido $ 5.200,00
2. Valor Total $ 10.670,73 - ICMS $ 1.920,73 = Líquido $ 8.750,00
3. Valor Total $ 8.033,05 - ICMS $ 1.440,25 = Líquido $ 6.562,50
Vendas
4. Valor Total $ 13.800,00 - ICMS $ 2.484,00 = Líquido $ 11.316,00
5. Valor Total $ 10.600,00 - ICMS $ 1.908,00 = Líquido $ 8.692,00
6. Valor Total $ 3.000,00 - ICMS $ 540,00 = Líquido $ 2.460,00
Mercadoria: Método: UEPS
Data Hist.
Entrada Saída Saldo
Qtd. PU Total Qtd. PU Total Qtd. PU Total
5 1 400 13,00 5.200,00 - - - 400 13,00 5.200,00
10 2 500 17,50 8.750,00 - - - 500 17.50 8.750,00
15 4 - - - 500 17,50 8.750,00 - - -
100 13,00 1.300,00 300 17,50 5.250,00
600 10.050,00
20 3 350 18,75 6.562,50 - - - 300 17,50 5.250,00
350 18,75 6.562,50
25 5 - - - 350 18,75 6.562,50 - - -
100 13,00 1.300,00
450 8.062,50 200 13,00 2.600,00
30 6 - - - 100 13,00 1.300,00 100 13,00 1.300,00
MERCADORIAS C/C ICMS Caixa / Fornecedores
1 5.200,00 12.250,00 4 1 1.141,26 2.484,00 4 6.341,46 1
45
2 8.750,00 7.862,50 5 2 1.920,73 1.908,00 5 10.670,33 2
3 6.562,50 1.300,00 6 3 1.440,55 540,00 6 8.003,05 3
1.300,00 ( S) 429,46 (S) 25.014,84 (S)
CAIXA / CLIENTES VENDAS C.M.V.
4 13.800,00 11.316,00 4 4 12.250,00
5 10.600,00 8.692,00 5 5 7.862,50
5 3.000,00 2.460,00 6 6 1.300,00
(S) 27.400,00 22.468,00 (S) (S) 21.412,50
RCM (Lucro Bruto) = Vendas Líquidas - CMV
RCM = 22.468,00 – 18.637,50 = $ 21.412,50 ¬ RCM/Vendas = 4.70 %
4. Método do Custo Médio Ponderado Fixo (CMPF) ¬
Exemplo:
Compras
1. Valor Total $ 6.341,46 - ICMS $ 1.141,26 = Líquido $ 5.200,00
2. Valor Total $ 10.670,73 - ICMS $ 1.920,73 = Líquido $ 8.750,00
3. Valor Total $ 8.033,05 - ICMS $ 1.440,25 = Líquido $ 6.562,50
Vendas
4. Valor Total $ 13.800,00 - ICMS $ 2.484,00 = Líquido $ 11.316,00
5. Valor Total $ 10.600,00 - ICMS $ 1.908,00 = Líquido $ 8.692,00
6. Valor Total $ 3.000,00 - ICMS $ 540,00 = Líquido $ 2.460,00
Mercadoria: Método: CMPF
Data Hist.
Entrada Saída Saldo
Qtd. PU Total Qtd. PU Total Qtd. PU Total
5 1 400 13,00 5.200,00 - - - 400 13,00 5.200,00
10 2 500 17,50 8.750,00 - - - 900 15,50 13.950,00
15 4 - - - 600 300 15,50 4.650,00
20 3 350 18,75 6.562,50 - - - 650 17,25 11.212,50
25 5 - - - 450 200 17,25 3.450,00
30 6 - - - 100 100 17,25 1.725,00
Totais 1250 20.512,50 1150 16,41 18.871,50 100 16,41 1.641,00

MERCADORIAS C/C ICMS Caixa / Fornecedores
20.512,50 22.468,00 4.502,54 4.932,00 25.014,84
1.955,50 (s) 429,46 (s) 25.014,84 (S)
CAIXA / CLIENTES VENDAS C.M.V.
27.400,00 22.468,00 18.871,50
46
(S) 27.400,00 22.468,00 (s) (S) 18.871,50
Cálculo ¬ Toma-se o total financeiro das Entradas ($ 20.512,50), divide-se pelo total físico
das Entradas (1.250) e multiplica-se pelo total físico das saídas (1.150) = $ 18.871,50
RCM (Lucro Bruto) = Vendas Líquidas - CMV
RCM = 22.468,00 – 18.871,50 = $ 3.596,50 ¬ RCM/Vendas = 16.01 %
Resumo dos Métodos ¬
• o Método PEPS subavalia o CMV e superavalia o estoque final;
• o Método UEPS superavalia o CMV e subavalia o estoque final (não é aceito pela
Legislação do Imposto de Renda);
• o Método do Custo Médio Ponderado – CMP, mantém o CMV e o estoque final (Ef)
entre os valores obtidos através dos métodos anteriores;
• Observe que as únicas alterações existentes nos três métodos estão no valor do
estoque final (Ef) e no valor do custo das mercadorias vendidas (CMV);
• No inventário periódico, o estoque final (Ef) é avaliado ao preço de custo das
últimas unidades adquiridas, partindo do pressuposto que as primeiras unidades
compradas, foram vendidas também em primeiro lugar.
• No inventário permanente – método PEPS – os pressupostos são idênticos, logo
os inventários se eqüivalem, o que nos força a concluir que o resultado final obtido
no PEPS do inventário permanente é o mesmo obtido no inventário periódico.
• No inventário permanente a cada operação de venda, imediatamente, é possível
identificar o CMV; enquanto que no período-base, quando da apuração do CMV
através de contagem física do estoque final e uso da fórmula (CMV = Ei + C – Ef),
motivo pelo qual a conta Mercadorias Mista é utilizada apenas no inventário
periódico;
• Representam mercadorias disponíveis para venda durante o período o valor do
estoque inicial mais o valor das compras ¬ Mercadorias = Ei + C
• Seja qual for o inventário utilizado, periódico ou permanente, o valor
correspondente ao estoque existente no final do período-base, deverá ser
registrado em livro fiscal denominado Registro de Inventário.

47
7. CONTABILIZAÇÃO DE ALGUMAS CONTAS ESPECÍFICAS
OPERAÇÕES COM DUPLICATAS
Nas operações mercantis de venda, existe uma transferência de bens do vendedor para o
comprador. Logo, o comprador assume uma obrigação (de pagar) com o vendedor, e este,
por sua vez, adquire um direito (de receber) com o comprador.
• vendedor é considerado ¬ Emitente, Sacador, Cedente, Credor
• comprador é considerado ¬ Aceitante, Sacado, Devedor, Cliente
I. COBRANÇA SIMPLES ¬ Com a cobrança simples o Banco apenas recepciona as
duplicatas recebidas através de borderô pela empresa (emitente). Para o registro da
cobrança, a empresa poderá manter um controle extra-contábil das duplicatas enviadas ou
utilizar CONTAS DE COMPENSAÇÃO dentro da própria contabilidade.

Conta de Compensação ¬ são contas de uso paralelo e optativo, sendo criadas contas no
Ativo e no Passivo, somente para controle dos títulos que estão em cobrança, não afetando o
Patrimônio da empresa.
Ex.: Utilizando a Conta de Compensação
a) Remessa ao Banco conforme borderô:
Débito ¬ Banco Conta Cobrança Simples (ATIVO)
Crédito ¬ Efeitos para Cobrança (PASSIVO)
Obs.: se não optar pela Conta de Compensação não se deve proceder a nenhum
lançamento
b) Pelo recebimento das duplicatas pelo Banco:
Débito ¬ Banco Conta Movimento
Crédito ¬ Clientes (Duplicatas a Receber)
Débito ¬ Efeitos para Cobrança (PASSIVO)
Crédito ¬ Banco Conta Cobrança Simples (ATIVO)
48
Obs.: no caso de cobrança de duplicatas com juros, proceder o lançamento dos juros na
conta Juros Ativos
Na empresa devedora deverá ser processado o seguinte lançamento:
Débito ¬ Fornecedores
Crédito ¬ Disponível (CAIXA / BANCO)
Obs.: no caso de pagamento com juros, proceder o lançamento na conta Juros Passivos
II. DESCONTO DE DUPLICATAS ¬ é uma operação onde a empresa detentora dos títulos
recebe os valores dos títulos antecipadamente, como se o banco estivesse fazendo um
empréstimo à empresa e esta tivesse dado as duplicatas como garantia. Quando do envio
dos títulos para desconto, a empresa transfere os direitos de recebimento para a entidade
financeira que a descontou. Entretanto, caso o devedor não honre o pagamento do título, a
solidariedade entre devedor e credor dá à instituição financeira o direito de receber do
credor.
• a Conta Duplicatas Descontadas deve ser classificada como REDUTORA no AC
- Ativo Circulante ou ARLP – Ativo Realizável a Longo Prazo, dependendo do
vencimento das duplicatas.
• Os encargos financeiros decorridos da transação representam DESPESAS
ANTECIPADAS e também devem ser classificadas no AC ou ARLP, e, sendo
apropriados em contas de resultado à medida que forem sendo incorridos,
proporcionalmente ao prazo de vencimento das duplicatas.
• Quando do desconto, ocorrem 3 etapas, a saber: desconto, quando o cliente paga
a duplicata e quando o cliente não paga a duplicata.
Ex.: A empresa envia ao banco uma duplicata de $ 10.000 com vencimento em 10/01/2002;
o banco realiza o desconto em 21/12/2001, cobrando juros de $ 600.
Juros p/ dia de atraso: $ 5

Clientes Banco (-) Duplicatas Descontadas
1 10.000 10.000 2 1 9.400 10.000 3 2 10.000 10.000 1
50 4 3 10.000
Encargos Financeiros
1 600
4 50
1. No momento do Desconto ¬ na contabilidade do emitente:
• DEBITA-SE a conta BANCO pelo valor líquido;
• DEBITA-SE a conta ENCARGOS FINANCEIROS pelo valor dos juros;
• CREDITA-SE a conta DUPLICATAS DESCONTADAS pelo valor bruto;
• 2. No recebimento da Duplicata descontada ¬ quando a Duplicata Descontada é
PAGA pelo devedor, no vencimento.
¬ na contabilidade do emitente:
• DEBITA-SE a conta DUPLICATAS DESCONTADAS;
49
• CREDITA-SE a conta CLIENTES;
¬ na contabilidade do devedor:
• DEBITA-SE a conta FORNECEDOR;
• CREDITA-SE a conta CAIXA ou BANCO
• 3. Quando o devedor não paga a duplicata e a mesma é debitada pelo banco
¬
¬ na contabilidade do emitente:
• DEBITA-SE a conta DUPLICATAS DESCONTADAS;
• CREDITA-SE a conta BANCO
• 4. Se o banco cobrar juros pelos dias de atraso = 10 dias após o vencimento
• DEBITA-SE a conta ENCARGOS FINANCEIROS
• CREDITA-SE a conta BANCO
No caso em questão, foi descontada uma duplicata no dia 21/12/2001 e o seu vencimento
era para 10/01/2002. Logo devemos considerar como despesas 10 dias para o exercício de
2001 e 10 dias para o exercício de 2002.
• No encerramento do mês de dezembro/2001, a empresa deverá proceder ao
seguinte lançamento:
DÉBITO ¬ Encargos Financeiros
CRÉDITO¬ Juros a Vencer .................. $ 300 (600/20 x 10 = 300)
• No encerramento do mês de janeiro/2002, a empresa deverá apropriar o restante
(10 dias) em conta de resultado:
DÉBITO ¬ Encargos Financeiros
CRÉDITO¬ Juros a Vencer .................. $ 300 (600/20 x 10 = 300)
III. ADIANTAMENTOS DIVERSOS ¬ não é considerado despesa nem receita;
• Adiantamento concedido é DIREITO;
• Adiantamento recebido é OBRIGAÇÃO;
Adiantamento Viagens CAIXA Despesas de Viagem
500 500 1 3 100 500 1 600
500 2 100 1 2 500
500 3 3 400
Ex.: É feito um adiantamento para despesas de viagem no valor de R$ 500 ¬
• DEBITA-SE a conta ADIANT. VIAGENS pelo valor do adiantamento
• CREDITA-SE a conta CAIXA pelo valor do adiantamento;
Quando do acerto, podem ocorrer 3 momentos ¬
• 1. o valor gasto em despesas de viagem foi maior que o adiantamento
• DEBITA-SE a conta DESP. VIAGEM pelo valor correto das
despesas;
• CREDITA-SE a conta CAIXA pelo valor da diferença que
sobrou;
50
• CREDITA-SE a conta ADIANT. VIAGENS pelo valor do adiantamento;
• 2. O valor gasto em despesas de viagem foi igual ao valor do adiantamento;
• DEBITA-SE a conta DESP. VIAGEM pelo valor correto das
despesas;
• CREDITA-SE a conta ADIANT. VIAGENS pelo valor do adiantamento;
• 3. O valor gasto em despesas de viagem foi menor que o valor do adiantamento;
• DEBITA-SE a conta DESP. VIAGEM pelo valor correto das
despesas;
• DEBITA-SE a conta CAIXA pelo valor da diferença que
faltou;
• CREDITA-SE a conta ADIANT. VIAGENS pelo valor do adiantamento;
IV. ALUGUÉIS A VENCER ¬ é mais uma situação em que a conta se encontra no ATIVO,
sub-grupo DESPESAS DO EXERCÍCIO SEGUINTE. Geralmente devemos pegar o valor total
da despesa e dividir pelo período em que esta despesa será realizada.
Ex.: A empresa XYZ aluga um imóvel comercial de outra empresa, a BOA VIDA Ltda. O
prazo de vigência do aluguel será 3 meses. O contrato é assinado em 30/11/2001. O valor
do aluguel seria R$ 1.200 mensais, pagáveis todo dia 30 do mês. Mas a empresa XYZ
consegue um desconto de R$ 600 para pagamento à vista. Como será a situação em
31/12/2001 ( a ) para a contabilidade da empresa XYZ e da BOA VIDA ?
XYZ - LOCATÁRIO ( pagador )
Aluguel a Vencer Caixa ou Banco Despesas de Aluguel
1 3.000 1.000 a 3.000 1 a 1.000
.
BOA VIDA – LOCADOR ( recebedor )
REF (Result. Exerc. Futuros) Caixa ou Banco Aluguéis Ativos
a 1.000 3.000 1 1 3.000 1.000 a
Obs.:
• No contabilidade do LOCATÁRIO (Pagador – empresa XYZ)
• DEBITA-SE a conta ALUGUEL A VENCER no valor total do aluguel;
• DEBITA-SE a conta DESP. DE ALUGUEL no valor da parcela
rateada;
• CREDITA-SE a conta ALUGUEL A VENCER no valor da parcela
rateada;
• CREDITA-SE a conta CAIXA ou BANCO no valor total do aluguel;
• No contabilidade do LOCADOR (Recebedor)
51
• DEBITA-SE a conta RES. EXERC. FUTURO no valor da parcela
rateada;
• DEBITA-SE a conta CAIXA ou BANCO no valor total do aluguel;
• CREDITA-SE a conta ALUGUÉIS ATIVOS no valor da parcela
rateada;
• CREDITA-SE a conta RES. EXERC. FUTURO no valor total do aluguel;
8. DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO
8.1. DEPRECIAÇÃO
¬ A depreciação dos Bens materiais do Ativo Imobilizado corresponde à diminuição
do valor dos elementos ali classificáveis, resultante do desgaste pelo uso, ação
da natureza ou obsolescência normal.
¬ Os bens materiais que comumente aparecem no Ativo Imobilizado e estão sujeitos à
depreciação são:
. Computadores
. Imóveis ( construções)
. Instalações
. Móveis e Utensílios
. Veículos
¬ Por que DEPRECIAR?
¬ Quando a empresa compra bens para o uso próprio, ela efetua um gasto. Esse gasto,
por ser considerado investimento, não pode ser contabilizado como despesa.
Entretanto, esses bens, sendo utilizados pela empresa, desgastam-se e perdem o
valor. Por esse motivo é feito a depreciação. Através dela, a empresa pode
considerar como despesa o valor gasto na aquisição dos seus bens de uso.
¬ É evidente que para se depreciar o valor gasto na aquisição de um bem é preciso
atender a algumas exigências legais, tendo em vista, principalmente, o tempo de vida
útil do bem.
¬ Os bens não duram eternamente; eles têm um tempo de vida útil o qual, desgastados
pelo uso ou em função da natureza ou mesmo pela obsolescência, deixam de ser
convenientes para a empresa.
Veja:
52
Desgaste pelo uso: você compra um automóvel hoje. Daqui a cinco ou seis anos esse
automóvel, sendo usado diariamente, não terá o mesmo
rendimento de quando novo.
Ação do tempo: o próprio automóvel acima citado, por ficar exposto ao sol, à chuva, sofre
essas influências climáticas e se desgasta.
Obsolescência: por exemplo, antigamente existiam as calculadoras manuais, grandes, de
difícil manejo e transporte. Hoje, com os novos inventos, temos
calculadoras muito mais eficientes e em tamanhos incomparavelmente
menores.
• Além desses motivos, e por tais bens servirem às empresas em vários exercícios
sociais, é correto que se incorpore ao custo de cada exercício uma parcela do
valor desses bens, ao longo do período estimado de sua vida útil.
• Sendo assim, todas as empresas procedem, no final de cada exercício social, à
depreciação dos Bens materiais constantes do Ativo Imobilizado.
¬ Quais os procedimentos que devem ser tomados para se contabilizar a depreciação?
¬ O primeiro passo é estimar o tempo de vida útil para o bem e, consequentemente,
fixar a taxa anual de depreciação.

• Os prazos anualmente admitidos, bem como as respectivas taxas de depreciação,
são:
CONTAS
PRAZOS
ADMITIDOS
TAXAS
ANUAIS
Computadores 5 anos 20 %
Imóveis, exceto terrenos 25 anos 4 %
Instalações 10 anos 10 %
Móveis e Utensílios 10 anos 10 %
Veículos 5 anos 20 %
¬ Depois de estabelecidos o tempo de vida útil e a respectiva taxa anual de
depreciação, vamos verificar qual método de depreciação de vemos adotar.
¬ Existem vários métodos de depreciação, como método linear ou em linha reta,
método da soma dos dígitos, método do saldo decrescente etc.
¬ O mais usado é o método linear ou em linha reta, que consiste em aplicar taxas
constantes durante o tempo de vida útil estimado para o bem. Por exemplo, se o
tempo de vida útil de um bem foi determinado em 10 anos, a taxa anual de
depreciação será de 10%.
53
• A depreciação pode ser anual ou mensal.
• É anual quando calculada e contabilizada uma única vez ao ano. O valor da quota
anual é obtido aplicando-se a taxa normal de depreciação sobre o valor do bem.
• É mensal quando calculado e contabilizado mensalmente. O valor da quota
mensal é obtido dividindo-se o valor da quota anual por 12.
• A depreciação pode ser, ainda, normal ou acelerada, diferenciando-se tão-
somente em relação à taxa aplicada, que poderá variar conforme o número de
turnos de utilização do bem a ser depreciado (cada turno corresponde a um
período de oito horas).
• Assim, se o bem for utilizado durante um único turno, a ele será
aplicada a taxa normal; se for utilizado durante dois turnos, será
aplicada a taxa multiplicada pelo coeficiente 1,5; e se for utilizado
durante três turnos, será aplicada a taxa multiplicada pelo coeficiente
2,0.
• Para se conhecer o valor da depreciação do bem em cada
exercício, basta aplicar a taxa sobre o valor desse bem. Veja como é
fácil:
• Vamos calcular o valor da quota de depreciação da conta Móveis e Utensílios,
sabendo que o saldo da conta é de R$ 50.000 e a taxa anual é de 10%.
Temos:
Veja os cálculos:
¬ A contabilização da quota de depreciação é feita através do seguinte lançamento:
Depreciação
a Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios
Depreciação anual sobre Móveis e Utensílios pela taxa
De 10% a.a., ref. a esse período ........................................................ 5.000

Observações:
• A conta debitada, Depreciação, corresponde à despesa ou ao custo do período;
portanto, seu saldo será transferido para a conta Resultado do Exercício, no
momento da apuração do Resultado Líquido.
• A conta creditada, Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios, é patrimonial e
representará, sempre, o valor acumulado das depreciações efetuadas durante o
tempo de vida útil do bem.
54
Taxa x valor do bem =
100
quota de depreciação
10 x 50.000 =
100
R$ 5.000
• No Balanço Patrimonial, a conta Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios
aparecerá do lado do Ativo como conta retificadora da conta do Ativo Permanente
que serviu de base para seu cálculo.
• Quando o bem for adquirido durante o ano, a taxa de depreciação do referido ano
deverá ser proporcional ao número de meses durante o qual o bem foi utilizado.
¬ Vamos falar sobre o método de depreciação da soma dos dígitos:
¬ Este método consiste em somar os dígitos da vida útil do bem. O valor assim
encontrado será o denominador. O numerador será o dígito do ano ou o inverso,
conforme se está em quotas crescentes ou decrescentes.
Por exemplo, uma máquina com o valor de R$ 30.000,00 será depreciada em 5 anos.
Assim:
Ano 1
Ano 2
Ano 3
Ano 4
Ano 5
Soma = 15
Como a depreciação é crescente, será ela, então de:
1º ano ( 1 / 15 ) x R$ 30.000,00 = R$ 2.000,00
2º ano ( 2 / 15 ) x R4 30.000,00 = R$ 4.000,00
3º ano ( 3 / 15 ) x R$ 30.000,00 = R$ 6.000,00
4º ano ( 4 / 15 ) x R$ 30.000,00 = R$ 8.000,00
5º ano ( 4 / 15 ) x R$ 30.000,00 = R$ 10.000,00
Dessa forma, o valor contábil dessa máquina, ao fim do terceiro ano, será de R$ 18.000,00.
• Caso a depreciação fosse decrescente, os valores por ano seriam invertidos, isto
é, teríamos R$ 10.000,00 de depreciação no 1º ano, R$ 8.000,00 no 2º, R$
6.000,00 no 3º, R$ 4.000,00 no 4º e R$ 2.000,00 no 5º ano.
8.2. AMORTIZAÇÃO
AMORTIZAÇÃO é a diminuição do valor dos Bens imateriais em razão do tempo.
¬ Enquanto a depreciação é usada para os bens materiais (tangíveis), a amortização
é usada para os Bens imateriais (intangíveis), como Benfeitorias em Imóveis de
Terceiros, Marcas e Patentes, Despesas de Organização etc.
Contabilização
55
¬ Como ocorre com a depreciação, a contabilização da amortização poderá ser efetuada
debitando-se a conta Amortização e creditando-se a conta Amortização
Acumulada, englobando as amortizações efetuadas, ou creditando-se contas
específicas correspondentes a cada bem amortizado.
8.4. PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA
¬ No final de cada exercício social é permitido que as empresas criem a Provisão para
Créditos de Liquidação Duvidosa, aplicando um percentual sobre o montante dos
direitos existentes nesta data.
¬ Somente poderão compor a base de cálculo dessa provisão os direitos oriundos
da exploração da atividade econômica da empresa, decorrentes da venda de bens
nas operações de contas próprias, dos serviços prestados e das operações de conta
alheia, normalmente contabilizados nas contas Duplicatas a Receber, ou Clientes.
Por que criar a Provisão?
¬ É sabido que no final do exercício social as empresas possuem Direitos a receber de
terceiros, geralmente provenientes de vendas de mercadorias a prazo (se a empresa
for comercial). Para cobrir possíveis não-recebimentos desses Direitos é criada a
Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa.
¬ Sendo assim, essa Provisão tem por finalidade absorver as perdas que provavelmente
ocorrerão no recebimento desses Direitos existentes no final de cada exercício.
¬ O percentual a ser aplicado sobre os direitos citados SERÁ OBTIDO pela relação
entre a soma das perdas efetivamente ocorridas nos últimos três exercícios,
relativas aos direitos decorrentes do exercício da atividade econômica, e a soma dos
direitos da mesma espécie existente no início dos exercícios correspondentes,
observando-se que não poderão ser computadas as perdas relativas a direitos
constituídos no próprio exercício.
Ano
Saldos da Conta Duplicatas a
Receber em 1º de Janeiro
Perdas – Valores não Recebidos
X1 10.000 500
X2 20.000 3.000
X3 30.000 700
Totais 60.000 4.200
Cálculo do percentual:
60.000 = 100%
4.200 = x
56
Logo:
4.200 x 100 = 7%
60.000
¬ Neste caso, em 31 de dezembro de x3, o percentual para fins de cálculo da provisão
será de 7%.
9. TRATAMENTO DE RECEITAS E DESPESAS ANTECIPADAS
¬ Para que os resultados dos exercícios apurados pelas empresas estejam de acordo
com os Princípios Fundamentais de Contabilidade, é preciso proceder às
apropriações e aos ajustes em Contas de Despesas e de Receitas.
¬ Existem APROPRIAÇÕES que, por sua natureza, precisam ser feitas mensalmente.
Entretanto, algumas podem ser feitas uma única vez ao ano, por ocasião da apuração
dos resultados anuais.
¬ Segundo a Resolução CFC n.º 750/93, são sete os Princípios Fundamentais de
Contabilidade, entre os quais destacamos o Princípio da Competência: as receitas
e despesas devem ser reconhecidas na apuração do resultado do período a que
pertencerem e de forma simultânea quando se correlacionarem. As despesas devem
ser reconhecidas independentemente do seu pagamento e as receitas, somente
quando de sua realização.
¬ Assim, as despesas serão consideradas no exercício a que pertencerem, tenham
ou não sido pagas; e as receitas serão consideradas no exercício em que forem
realizadas (geradas), tenham ou não sido recebidas.
9.1. AJUSTES EM CONTAS DE DESPESAS
¬ Os ajustes nas Contas de Despesas devem ser feitos para apropriar tanto as
despesas pertencentes ao mês (ou ao ano) e não-pagas como as que foram pagas
antecipadamente.
57
¬ Existem despesas que ocorreram dentro do mês mas que serão pagas somente no
mês seguinte. As mais comuns são: DESPESAS com a folha de pagamento
(salários, contribuições de previdência, FGTS etc.), ICMS sobre vendas, PIS sobre
faturamento, COFINS, aluguéis etc. A APROPRIAÇÃO dessas despesas é feita
debitando-se uma Conta de Despesa que represente o referido encargo e creditando-
se uma conta que represente a respectiva Obrigação.
¬ As contas que representam as DESPESAS podem ser: Salários, Contribuições de
Previdência, FGTS, ICMS sobre Vendas, PIS sobre Faturamento, COFINS, Aluguéis
Passivos etc.
¬ As contas que representam as OBRIGAÇÕES podem ser: Salários a pagar,
Contribuições de Previdência a Recolher, FGTS a Recolher, ICMS a Recolher, PIS
sobre Faturamento a Recolher, COFINS a recolher, Aluguéis a Pagar etc.
a. DESPESAS INCORRIDAS E NÃO-PAGAS
¬ Suponhamos que o aluguel do período onde está instalada a nossa empresa,
referente ao mês de maio, no valor de R$ 5.000, deva ser pago no dia 10 de junho de
acordo com o contrato de locação.
¬ No dia 31 de maio, será feita a apropriação da referida despesa através do seguinte
lançamento:
Aluguéis Passivos
a Aluguéis a Pagar
Pela apropriação do aluguel deste mês a ser pago
Em 10 de junho p.f. ......................................................................... 5.000
¬ Através desse lançamento, fica apropriada a despesa de aluguel no mês de maio,
isto é, dentro do mês de sua ocorrência. Como o pagamento somente será efetuado
no dia 10 do mês seguinte, foi creditada a conta Aluguéis a Pagar para registrar a
referida Obrigação.
b. DESPESAS PAGAS ANTECIPADAMENTE
¬ As despesas do mês que foram pagas antecipadamente estão registradas em
Contas do Ativo Circulante. A apropriação no último dia do mês é feita debitando-se
uma conta que representa a referida despesa e creditando-se a Conta do Ativo
Circulante que registrou a despesa paga antecipadamente.
¬ A mais comum dessas despesas é a despesa com seguro, a qual, no dia do
pagamento, é registrada a débito da conta Prêmios de Seguro a Vencer;
mensalmente, ou no último dia do ano, deve ser apropriada a importância
correspondente à despesa do mês ou do ano.
¬ Suponhamos que no dia 4 de agosto a empresa tenha efetuado um pagamento no
valor de R$ 36.500 para a Companhia Seguradora, referente a seguro contra incêndio,
pelo período de um ano. (Geralmente, os seguros contra incêndio são feitos pelo
período de um ano, isto é, uma vez que paga a despesa de seguro, o Patrimônio
segurado fica coberto contra o risco durante 365 dias.)
58
¬ Assim, no dia 4 de agosto, a empresa efetuou o seguinte registro no livro Diário:
Prêmios de Seguro a Vencer
a Caixa (ou Bancos ou outra conta)
Paga à Companhia Seguradora X, referente à apólice de
Seguro n.º x, cobertura contra incêndio pelo período de 1 ano ......... 36.500
¬ A conta debitada (Prêmios de Seguro a Vencer) é Conta do Ativo Circulante que
registra a despesa paga antecipadamente.
¬ No final de cada mês, a empresa deverá apropriar o valor da despesa de seguro do
referido mês, debitando uma conta que representa a despesa de seguro e creditando
a Conta do Ativo Circulante que registrou a despesa paga antecipadamente.
¬ Para se conhecer o valor da despesa de seguro de cada mês, é feito o seguinte
cálculo: divide-se o valor da despesa paga por 365 dias, obtendo-se, assim, o valor da
despesa de seguro corresponde a um dia. A partir daí, basta multiplicar o número de
dias do mês pelo valor da despesa diária para se conhecer o valor a ser apropriado
naquele mês.
¬ Se a apropriação for feita somente no final do ano, basta multiplicar o número de dias
contados a partir do dia do pagamento da despesa (4 de agosto) até o último dia do
ano (31 de dezembro) pelo valor diário do seguro. Veja:
R$ 36.500 = R$ 100 por dia
365 dias
150 dias x R$ 100 = R$ 15.000
Esses R$ 15.000 serão considerados como despesa desse exercício.
Assim a contabilização é a seguinte:
Prêmios de Seguro
a Prêmios de Seguro a Vencer
Pela apropriação de despesa de seguro referente ao
Período de 4 de agosto a 31 de dezembro .......................................... 15.000

Veja a posição das contas envolvidas nos respectivos Razonetes, antes do lançamento:
A posição após o lançamento acima é:
59
Prêmios de Seguro a
Vencer
B 36.500

Prêmios de Seguro a
Vencer
B 36.500
S 21.500

15.000
Prêmios de Seguro
Prêmios de Seguro
15.000
Observações:
• A conta debitada (Prêmios de Seguro) é conta de Despesa Operacional
deste exercício, cujo salário será transferido para a conta Resultado do Exercício, no
momento da apuração do Resultado Líquido.
• A conta creditada ( Prêmios de Seguro a Vencer ) é conta que registra o
valor da despesa diferida (antecipada) que passará para o exercício seguinte,
referente aos 215 dias que restam para o vencimento do seguro (de 1º de janeiro a 3
de agosto).
9.2. AJUSTES EM CONTAS DE RECEITAS
¬ Os ajustes nas Contas de Receitas também devem ser feitos para registrar tanto as
receitas realizadas (geradas) e não-recebidas como as recebidas e ainda não-
realizadas.
a. RECEITAS REALIZADAS (GANHAS) E NÃO-RECEBIDAS
¬ Para apropriação das receitas ganhas e ainda não-recebidas debita-se uma conta do
Ativo que representa o referido Direito (Duplicatas a Receber, Aluguéis a Receber
etc.) e credita-se uma conta que representa a receita respectiva (Vendas de
Mercadorias, Aluguéis Ativos etc.).
Exemplo:
¬ Nossa empresa tem um imóvel alugado para o Sr. Rafael, o qual, conforme consta do
contrato de locação, paga o aluguel do mês sempre no dia 10 do mês seguinte. Assim,
o aluguel do mês de dezembro, que é de R$ 8.000 e deve ser recebido no dia 10 de
janeiro do ano seguinte, será contabilizado no dia 31 de dezembro através do seguinte
lançamento:
Aluguéis a Receber
a Aluguéis Ativos
Pela apropriação do aluguel ref. ao mês de
Dezembro, a ser recebido em 10 de janeiro p.f. ................................ 8.000
¬ Com esse lançamento, registramos a receita no valor de R$ 8.000 no mês de sua
realização (dezembro). Como a respectiva receita será recebida somente no dia 10 do
mês seguinte, foi debitada a conta Aluguéis a Receber, que representa Direito da
empresa.
b. RECEITAS RECEBIDAS ANTECIPADAMENTE
¬ No dia 19 de dezembro, nossa empresa recebeu a importância de R$ 15.000 de
aluguéis referentes ao mês de janeiro do ano seguinte. Nesse caso, no dia 19 de
dezembro, data do recebimento da receita antecipada, fazemos o seguinte:
Caixa
a Aluguéis Ativos a Vencer
Recebido nesta data, ref. ao aluguel de janeiro do
Ano seguinte .................................................................................... 15.000
60
¬ Com esse lançamento, a importância recebida de R$ 15.000 fica devidamente
registrada na conta Caixa. A receita, sendo creditada na conta Aluguéis Ativos a
Vencer, que representa a receita antecipada, não será considerada na apuração do
resultado do ano. No mês de janeiro do ano seguinte, quando a referida receita estiver
realizada, será feita a respectiva apropriação através do seguinte lançamento:
Aluguéis a Ativo a Vencer
a Aluguéis Ativos
Pela apropriação da receita recebida antecipadamente ......................
15.000
¬ Com esse lançamento, feito no mês da realização da receita, creditando a conta
Aluguéis Ativos, estaremos incluindo a receita no mês de sua competência. O débito
na conta Aluguéis Ativos a Vencer é feito para dar baixa na respectiva conta.
10. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OBRIGATÓRIAS
10.1. BALANÇO PATRIMONIAL
Balanço Patrimonial: é a demonstração financeira que evidencia, resumidamente, o
Patrimônio da entidade, QUANTITATIVA E
QUALITATIVAMENTE
¬ O artigo 178 da Lei n.º 6.404/76 evidencia o seguinte:
No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que
registrem e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e análise da situação
financeira da companhia.
§ 1º - No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez
dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:
a) ativo circulante;
b) ativo realizável a longo prazo;
c) ativo permanente, dividido em investimentos, ativo imobilizado e ativo
diferido.
§ 2º - No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos:
a) passivo circulante;
b) passivo exigível a longo prazo;
c) resultados de exercícios futuros;
d) patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital,
reservas de reavaliação, reservas de lucros e lucros ou prejuízos
acumulados.
61
§ 3º - Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de
compensar serão classificados separadamente.
¬ As Contas do Ativo sujeitas a depreciação, amortização, exaustão e provisão para
créditos de liquidação duvidosa aparecerão, no BALANÇO PATRIMONIAL,
DEDUZIDAS das respectivas depreciações, amortizações, exaustões ou provisões
para créditos de liquidação duvidosa.
Veja, na página seguinte, um modelo de Balanço Patrimonial:
62
MODELO DE BALANÇO PATRIMONIAL
* 1 - Colunas referentes aos valores deste exercício, 2 – Colunas referentes aos valores do
exercício anterior
63
1 – ATIVO
10. ATIVO CIRCULANTE
100 DISPONÍVEL
Dinheiro em Caixa e em Bancos
Aplicações de Liquidez Imediata
101 CONTAS A RECEBER
(-) Duplicatas Descontadas
(-) Provisão para Créditos de Liquidação
Duvidosa
102 IMPOSTOS A COMPENSAR
ICMS, IPI, ISS etc.
103 INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS
A CURTO PRAZO
(-) Provisão para Redução ao Valor de Mercado
104 ESTOQUES
(-) Provisão para Perdas
(-) Provisão para Redução ao Valor de Mercado
105 DESPESAS DO EXERCÍCIO SEGUINTE
11. ATIVO REALIZÁVEL A LONGO
PRAZO
110 CONTAS A RECEBER
(-) Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa
111 INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS A
LONGO PRAZO
(-) Provisão para Perdas
Provisão para Redução ao Valor de Mercado
112 DESPESAS ANTECIPADAS
12. ATIVO PERMANENTE
120 INVESTIMENTOS
Participações Permanente em Outras Empresas
Participações em Fundos de Investimento
Outros Investimentos em Bens
( -) Provisão para Perdas
(-) Depreciação Acumulada
121 ATIVO IMOBILIZADO
Bens Materiais (de uso)
Imobilizado em Andamento
(-) Depreciação Acumulada
(-) Exaustão Acumulada
Bens Imateriais
(-) Amortização Acumuladas
122 ATIVO DIFERIDO
(-) Amortização Acumuladas
1* 2*
2 - PASSIVO
20. PASSIVO CIRCULANTE
200 OBRIGAÇÕES A FORNECEDORES
201 OBRIGAÇÕES FINANCEIRAS
202 OBRIGAÇÕES FISCAIS
203 OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS
204 OUTRAS OBRIGAÇÕES
205 PROVISÕES
21. PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
210 OBRIGAÇÕES A FORNECEDORES
211 OBRIGAÇÕES FINANCEIRAS
212 OUTRAS OBRIGAÇÕES
22. RESULTADOS DE EXERCÍCIOS
FUTUROS
220 RECEITAS ANTECIPADAS
(-) Custos Correspondentes
23. PATRIMÔNIO LÍQUIDO
230 CAPITAL SOCIAL
(-) Capital a Realizar
231 RESERVAS DE CAPITA
232 RESERVAS DE REAVALIAÇÃO
233 RESERVAS DE LUCRO
234 LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
Lucros Acumulados
(-) Prejuízos Acumulados
235 ( - ) AÇÕES EM TESOURARIA
1* 2*
NOTA:
• Neste modelos de Balanço Patrimonial você encontra um roteiro com
informações para facilitar a classificação das contas no Balanço.
• Como vimos anteriormente, o Ativo é composto por contas de saldo devedor e
o Passivo, por contas de saldo credor. Entretanto, existem determinadas contas
que, embora com saldo devedor, aparecem no lado do Passivo e vice-versa.
¬ As Contas Retificadoras do Ativo que aparecem com mais freqüência são:
• Duplicatas Descontadas;
• Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa;
• Depreciação Acumulada;
• Amortização Acumulada.
Ações em Tesouraria – ocorrem quando a empresa adquire de seus acionistas ações dela
própria.
¬ No Balanço, será subtraído da conta Capital o valor correspondente ao Capital ainda
não integralizado, que, de acordo com a forma jurídica da empresa, poderá estar
representado por Acionistas Conta Capital a Integralizar, Quotistas Conta Capital a
Integralizar ou outra.
¬ A conta Ações em Tesouraria será destacada, no Balanço, como dedução da Conta
do Patrimônio Líquido que registra a origem dos recursos aplicados na sua aquisição.
¬ Além disso, do total do grupo do Patrimônio Líquido será subtraída a conta Prejuízos
Acumulados.
10.2. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
¬ Essa demonstração evidencia o resultado que a empresa obteve (lucro ou prejuízo) no
desenvolvimento de suas atividades durante um determinado período, geralmente
igual a um ano.
Segundo o artigo 187 da Lei n.º 6.404/76
A demonstração do resultado do exercício discriminará:
I – receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os
abatimentos e os impostos;
II – a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e
serviços vendidos e o lucro bruto;
III – as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das
receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas
operacionais;
IV – o lucro ou prejuízo operacional, as receitas e despesas não-
operacionais e o saldo da conta de correção Monetária (art. 185, §
3º);
V – o resultado do exercício antes do imposto de renda e a provisão para o
imposto;
VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e partes
beneficiárias, e as contribuições para instituições ou fundos de
assistência ou previdência de empregados;
64
VII – o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante – por ação do
capital social.
§ 1º - Na determinação do resultado do exercício serão computados:
a) as receitas e os rendimentos ganhos no período,
independentemente da sua realização em moeda; e
b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou
incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos.
§ 2º - O aumento do valor de elementos do ativo em virtude de novas
avaliações, registrado como reserva de reavaliação (art. 182, § 3º),
somente depois de realizado poderá ser computado como lucro, para
efeito de distribuição de dividendos ou participações.
¬ Veja um modelo de Demonstração do Resultado do Exercício:
MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

65
1 – RECEITA OPERACIONAL BRUTA
• Venda de Mercadorias e/ou Prestação de Serviços ........................................... 1
2 – DEDUÇÕES E ABATIMENTOS
• Vendas Anuladas .......................................................... X
• Descontos Incondicionais Concedidos .......................... X
• ICMS sobre Vendas ...................................................... X
• PIS s/ Faturamento ........................................................ X
• COFINS ......................................................................... X ..................................... 2
3 – RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA (1 – 2) ................................................................ 3
4 – CUSTOS OPERACIONAIS
• Custo das Mercadorias Vendidas e/ou Custo dos Serviços Prestados .................. 4
5 – LUCRO OPERACIONAL BRUTO (3 – 4) ................................................................ 5
6 – DESPESAS OPERACIONAIS
• Despesas com Vendas .................................................. X
• Despesas Financeiras .................. X)
• ( - ) Receitas Financeiras ............. (X) ........................... X
• Despesas Administrativas .............................................. X
• Outras Despesas Operacionais ..................................... X ..................................... 6
7 – OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS ........................................................................ 7
8 – LUCRO (PREJUÍZO) OPERACIONAL (5 – 6 + 7) ....................................................... 8
9 – RECEITAS NÃO-OPERACIONAIS ............................................................................... 9
10 – DESPESAS NÃO-OPERACIONAIS ............................................................................ 10
11 – RESULTADO DA CORREÇÃO MONETÁRIA (+ OU -) .............................................. 11
12 – RESULTADO DO EXERCÍCIO ANTES DA
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (8 + 9 – 10 + ou – 11) ..................................................... 12
13 – PROVISÃO PARA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL ............................................................ 13
14 – RESULTADO DO EXERCÍCIO ANTES DO IMPOSTO
DE RENDA (12 – 13) .................................................................................................. 14
15 – PROVISÃO PARA O IMPOSTO DE RENDA .............................................................. 15
16 – RESULTADO DO EXERCÍCIO APÓS O IMPOSTO
DE RENDA (14 – 15) ................................................................................................... 16
17 – PARTICIPAÇÕES*
• Debêntures ................................................................... X
• Empregados ................................................................. X
• Administradores ............................................................ X
• Partes Beneficiárias ...................................................... X
• Contribuições para Instituições ou Fundos de Assistência ou Previdência de
Empregados .................................................................. X ....................................
17
18 – LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (16 – 17) ............................................................ 18
19 – LUCRO LÍQUIDO POR AÇÃO DO CAPITAL ................................................................. 19
• De acordo com disposições legais, havendo participações no Capital da
empresa por Debêntures (títulos de créditos emitidos pelas Sociedades por Ações), por
empregados, administradores etc., estas participações têm preferência sobre o Lucro
Líquido e deverão ser deduzidas antes que se conheça o Lucro Líquido final.
10.3. DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS
¬ A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados evidencia o lucro apurado no
exercício e sua destinação, bem como os eventos que modificaram o saldo da conta
Lucros ou Prejuízos Acumulados, como correção monetária, ajustes e reversões de
reservas.
Segundo o artigo 186 da Lei n.º6.404/76:
A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados discriminará:
I – o saldo do início, os ajustes de exercícios anteriores e a Correção
Monetária do saldo inicial;
II – as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício;
III – as transferências para reservas, os dividendos e a parcela incorporada
ao capital e o saldo ao fim do período.
§ 1º - Como ajustes de exercícios anteriores serão
considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança
de critério contábil, ou da retificação de erra imputável a
determinado exercício anterior, e que não possam ser
atribuídos a fatos subseqüentes.
§ 2º - A demonstração de lucros ou prejuízos
acumulados deverá indicar o montante do dividendo por
ação do capital social e poderá ser incluída na
demonstração das mutações do patrimônio Líquido, se
elaborada e publicada pela companhia.
MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS E PREJUÍZOS ACUMULADOS
10.4. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
¬ A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido mostra as variações
ocorridas nas Contas do Patrimônio Líquido, evidenciando os saldos iniciais, os
ajustes de exercícios anteriores, a correção monetária, os aumentos do Capital, as
reversões de reservas, o Lucro Líquido do Exercício e sua destinação, além dos
saldos finais das respectivas contas que compõem o Patrimônio Líquido da empresa.
66
1. Saldo no início do período ............................................................................. 1
2. Ajustes de exercícios anteriores (+ ou - ) ...................................................... 2
3. Correção monetária do saldo inicial (+) ......................................................... 3
4. Saldo ajustado e corrigido ............................................................................. 4
5. Lucro ou prejuízo do exercício (+ ou -) .......................................................... 5
6. Reversão de reservas (+) .............................................................................. 6
7. Saldo à disposição ......................................................................................... 7
8. Destinação do exercício
• Reserva Legal ............................................. X
• Reserva Estatutária ...................................... X
• Reserva para Contingência .......................... X
• Outras Reservas ........................................... X
• Dividendos obrigatórios (R$ por ação) .......... X ....................................... 8
9. Saldo no fim do exercício .............................................................................. 9
¬ Essa demonstração financeira está prevista no parágrafo segundo do artigo 186 da Lei
n.º 6.404/76:
§ 2º - A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o
montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída
na demonstração das mutações do patrimônio líquido, se elaborada e
publicada pela companhia.
¬ Como vemos, a Lei das Sociedades por Ações permite que a empresa opte por
elaborar a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido em substituição à
Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados. Entretanto, a partir de 1985, as
sociedades anônimas de capital aberto ficaram obrigadas, por resolução da Comissão
de Valores Mobiliários – CVM, a elaborar essa demonstração, ficando dispensadas da
elaboração da Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.
• Os dados para a elaboração dessa demonstração são extraídos
do livro Razão.
10.5. DEMONSTRAÇÕES DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS
¬ Esta demonstração tem por objetivo identificar as modificações ocorridas na
posição financeira da empresa.
¬ A posição financeira, conforme definida na Lei das Sociedades por Ações, é o
CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO (CCL) da empresa.
¬ O CCL, também conhecido por Capital Circulante Próprio, é igual ao Ativo
Circulante (AC) menos Passivo Circulante (PC):
CCL = AC – PC
¬ Todos os fatos que modificam o Capital Circulante Líquido da empresa fazem parte
da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos.
.
¬ Essa demonstração não é obrigatória para todas as empresas; ESTÃO OBRIGADAS
a elaborá-las todas as sociedades anônimas de capital aberto e as de capital
fechado que possuam Patrimônio Líquido superior a R$ 1.000.000 (um milhão de
Reais) na data do Balanço.
¬ Veja o que dispõe o artigo 188 da Lei n.º 6.404/76:
A demonstração das origens e aplicações de recursos indicará as modificações
na posição financeira da companhia, discriminando:
I – as origens dos recursos, agrupadas em:
a) lucro do exercício, acrescido de depreciação, amortização ou exaustão
e ajustado pela variação nos resultados de exercícios futuros;
b) realização do capital social e contribuições para reservas de capital;
c) recursos de terceiros, originários do aumento do passivo exigível a longo
prazo, da redução do ativo realizável a longo prazo e da alienação de
investimentos e direitos do ativo imobilizado;
67
II – as aplicações de recursos, agrupadas em:
a) dividendos distribuídos;
b) aquisição de direitos do ativo imobilizado;
c) aumento do ativo realizável a longo prazo, dos investimentos e do ativo
diferido;
d) redução do passivo exigível a longo prazo;
III – o excesso ou insuficiência das origens de recursos em relação às
aplicações, representando aumento ou redução do capital circulante líquido;
IV – os saldos, no início e no fim do exercício, do ativo e passivo circulantes, o
montante do capital circulante líquido e o seu aumento ou redução durante o
exercício.
MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS
10.6. NOTAS EXPLICATIVAS
¬ As notas explicativas são informações que visam complementar as demonstrações
financeiras e esclarecer os critérios contábeis utilizados pela empresa, a composição
dos saldos de determinadas contas, os métodos de depreciação, os principais critérios
de avaliação dos elementos patrimoniais etc.
68
1 – ORIGENS DOS RECURSOS
Lucro Líquido do Exercício
(+) Depreciação, amortização ou exaustão
(+ ou -) Variação nos Resultados de Exercícios Futuros
(+ ou -) Resultado da Correção Monetária das Demonstrações Financeiras
Realização do Capital Social
Contribuições para Reservas de Capital
Aumento do Passivo Exigível a Longo Prazo
Redução do Ativo Realizável a Longo Prazo
Alienação de Investimentos e Direitos do Ativo Permanente
TOTAL DAS ORIGENS
2 – APLICAÇÕES DE RECURSOS
Dividendos distribuições
Aumentos de Bens ou Direitos do Ativo Permanente
Aumento do Ativo Realizável a Longo Prazo
Redução do Passivo Exigível a Longo Prazo
TOTAL DAS APLICAÇÕES
3 – AUMENTO OU DIMINUIÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO ( 1 – 2)
4 – VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO
Ativo Circulante Inicial
(-) Passivo Circulante Inicial
Capital Circulante Líquido Inicial
Ativo Circulante Inicial
(-) Passivo Circulante Inicial
Capital Circulante Líquido Final
Variação do Capital Circulante Líquido (b – a)
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
11. FATOS QUE MODIFICAM COMPRAS E VENDAS
FATOS QUE ALTERAM COMPRAS ¬ quando a empresa adquire mercadorias para
revenda, podem acontecer certos fatos que resultam num custo de aquisição, acrescentados
ao valor pago ao fornecedor. Tais como: fretes, seguros, descontos, devoluções e impostos
incidentes sobre compras.
• O custo das mercadorias ou matérias primas adquiridas para revenda ou
industrialização, compreende:
º o preço da aquisição,
º o custo do transporte e o respectivo seguro;
º os tributos devidos na aquisição ou importação exceto o ICMS e o IPI,
quando recuperáveis.
º as devoluções de compras, compras anuladas, devolvidas ou
canceladas;
º os descontos incondicionais obtidos e/ou abatimentos sobre compras.
COMPRAS BRUTAS
( - ) ICMS / Impostos Recuperáveis
( - ) Devoluções de compras
( - ) Compras canceladas
( - ) Descontos Comerciais
( - ) Descontos Incondicionais
( - ) Abatimentos
( + ) IPI
( + ) Outros Impostos incidentes
( + ) Fretes s/ compras
( + ) Seguros s/ compras
( + ) Embalagem
COMPRAS LÍQUIDAS COMPRAS LÍQUIDAS
Contabilização ¬ os registros contábeis são feitos de 2 maneiras: quando diminuem o
valor da compra (descontos, compras canceladas, abatimentos, ICMS)
e quando aumentam o valor da compra (fretes, IPI, seguros,
embalagem).
• Quando aumentam o valor da compra ¬
Ex.: compra de mercadorias no valor de $ 200, com frete (a pagar) de $ 10 e seguro (a
pagar) de $ 15.
Compras/Mercadorias
a Diversos
a Fornecedores ............. $ 200
a Contas a Pagar ,,,,,,,,,, $ 25 $ 225
º onde Contas a Pagar engloba o frete ($ 10) e o seguro ($ 15).
69
• Quando diminuem o valor da compra ¬
Ex.: compra de mercadorias no valor de $ 200, com desconto de 10 %
Compras/Mercadorias
a Diversos
a Fornecedores ............. $ 180
a Descontos s/Compras,,,, $ 20 $ 200
º onde Fornecedores é creditado pelo valor líquido, já com o desconto de
$ 20 (10 %) .
• Quando sobre as compras incidem Impostos não cumulativos (ICMS e IPI ) ¬
¬ Estes impostos são também, dependendo a forma de aquisição (se para revenda ou para
consumo), recuperáveis (caso do ICMS para revenda e do IPI para empresas que
industrializam). Estes impostos são cobrados do adquirente (pelo vendedor) que,
posteriormente, recolhe aos cofres públicos a diferença entre o imposto cobrado na revenda
e o imposto pago na aquisição.
¬ Os impostos recuperáveis são registrados em contas representativas de DIREITOS
REALIZÁVEIS, enquanto que os impostos não recuperáveis integram o CUSTO DAS
MERCADORIAS.
Ex.: compra de mercadorias, adquiridas a prazo no valor de $ 120.000, com alíquota de IPI
de 10 %. O ICMS, à alíquota de 18 % já está incluído no preço da mercadoria (sem o IPI).
a) Compra de mercadoria para REVENDA ¬ o ICMS e o IPI incidem sobre as
compras, porém apenas o ICMS incide sobre as vendas. Portanto, o ICMS é
recuperável.
Mercadorias adquiridas a Prazo ........ $ 120.000
( + ) IPI à alíquota de 10 % ................. $ 12.000
( = ) Total da Nota Fiscal .................... $ 132.000
ICMS já incluso no preço à alíquota de 18 % $ 21.600
Diversos
a Fornecedores
Compras/Mercadorias....... $ 110.400
ICMS a recuperar.............. $ 21.600 $ 132.000
b) Compra de matérias primas para INDUSTRIALIZAÇÃO ¬ o ICMS e o IPI
incidem sobre as compras, e também incidem sobre as vendas. Portanto,
ambos são recuperáveis.
Diversos
a Fornecedores
Compras Mat.Primas....... $ 98.400
IPI a recuperar ................ $ 12.000
ICMS a recuperar.............. $ 21.600 $ 132.000
c) Compra de mercadorias para CONSUMO ou IMOBILIZAÇÃO ¬ como estas
mercadorias não serão objeto de revenda, nem integrarão a produção para
venda, não há o que se falar em recuperação de impostos.
70
Mat.Consumo/Maqs.
a Fornecedores .................. $ 132.000
FATOS QUE ALTERAM VENDAS ¬ da mesma forma que o custo de aquisição de
mercadorias pode ser diferente do valor pago ao fornecedor, nas VENDAS de mercadorias a
receita líquida nem sempre corresponde ao valor recebido dos clientes.
• Os fatos que modificam ou alteram as VENDAS BRUTAS (Receita Operacional Bruta)
são:
º as devoluções de vendas;
º vendas anuladas, devolvidas ou canceladas;
º os descontos incondicionais concedidos e/ou abatimentos
sobre vendas;
º impostos incidentes sobre vendas e serviços (ISS, ICMS,
PIS, COFINS).
VENDAS BRUTAS
( - ) ICMS / Impostos Recuperáveis
( - ) Devoluções de vendas
( - ) Vendas canceladas
( - ) Descontos Concedidos
( - ) Descontos Incondicionais
( - ) Abatimentos
( - ) Outros Impostos incidentes
( - ) ISS
( - ) COFINS
( - ) PIS
VENDAS LÍQUIDAS LÍQUIDAS
Fretes e Seguros s/ vendas ¬ quando o comerciante entrega as mercadorias vendidas,
incorrendo nos gastos com fretes e seguros, estes fatos não alteram as VENDAS porque são
considerados como DESPESAS OPERACIONAIS.
Desconto sobre Vendas ¬ no momento da venda o comerciante poderá conceder algum
desconto ao cliente. Se este desconto for imediatamente utilizado pelo cliente, diz-se que o
desconto é DESCONTO INCONDICIONAL, ficando definido o valor da operação.
Se o desconto ficar pendente de algum evento futuro, como desconto para pagamento na
pontualidade, trata-se de DESCONTO CONDICIONAL.
• somente o DESCONTO INCONDICIONAL altera o valor da VENDA
• o DESCONTO CONDICIONAL será considerado como DESPESA
Ex.: venda de mercadorias, a prazo, no valor de $ 400, com desconto incondicional de 10 %
Diversos
a Vendas
Clientes ......................... $ 360
Descontos s/Vendas ...... $ 40 $ 400
Ou
Clientes
a Vendas ......................... $ 360
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Impostos sobre Vendas ¬ são aqueles que guardam proporcionalidade com o preço de
venda, mesmo que o montante integre as respectivas bases de cálculo, tais como o ICMS,
ISS e as contribuições ao PIS e COFINS.
• Não são considerados como incidentes sobre vendas os impostos não cumulativos
cobrados destacadamente do comprador, e do qual o vendedor é mero depositário.
Portanto, o IPI, por não ser cumulativo e cobrado em adição ao preço, não é
considerado como imposto sobre vendas e nem integra o valor da RECEITA
OPERACIONAL BRUTA
• os impostos incidentes sobre vendas são registrados, obrigatoriamente, em
contas específicas, redutoras de vendas, tendo como contrapartida créditos de contas
do passivo IMPOSTOS A RECOLHER. O IPI , por não integrar a Receita
Operacional Bruta, é registrado apenas sob o aspecto patrimonial.
Ex.: venda de mercadorias a prazo no valor de $ 800.000, com IPI à alíquota de 15 %.
ICMS já incluso no preço de venda.
Venda de Mercadorias a prazo ............... $ 800.000
( + ) IPI à alíquota de 15 % ..................... $ 120.000
( = ) Total da Nota Fiscal ........................ $ 920.000
ICMS já incluso no preço à alíquota de 18 % $ 144.000
Temos ainda os impostos PIS (com alíquota 0.65 %) e COFINS (com alíquota de 2 %)
Clientes
a Diversos
a Vendas ............................. $ 800.000
a IPI a recolher ................... $ 120.000 $ 920.000
ICMS s/ Vendas
a ICMS a recolher ....................................... $ 144.000
PIS s/ Vendas
a PIS a recolher ....................................... $ 5.200
COFINS s/ Vendas
a COFINS a recolher ....................................... $ 16.000
Devolução de Vendas ¬ também conhecida como VENDAS ANULADAS ou VENDAS
CANCELADAS, as devoluções de vendas correspondem às mercadorias recebidas em
devolução.
• sobre as devoluções incidem os mesmos impostos não cumulativos que incidiram
quando da saída das mercadorias.
Ex.:
Mercadorias recebidas em Devolução .... $ 400.000
( + ) IPI à alíquota de 15 % ..................... $ 60.000
( = ) Total da Nota Fiscal ........................ $ 460.000
ICMS já incluso no preço à alíquota de 18 % $ 72.000
Diversos
a Clientes
Devolução de Vendas .............. $ 400.000
IPI a recuperar ...................... $ 60.000 $ 460.000
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ICMS a recuperar
a ICMS s/Vendas........................... $ 72.000
73

social. É o regime utilizado pelas entidades com fins lucrativos. Funções da Contabilidade:

Administrativa: informações;

objetiva controlar o patrimônio das entidades e prestar

Econômica: objetiva apurar o Rédito (Lucro ou Prejuízo)

Técnicas Contábeis 

Escrituração: registro dos fatos patrimoniais de forma contínua e metódica, tendo como apoio a documentação relativa a estes fatos; Demonstração: processo de prestação de informações úteis, oportunas e adequadas, conforme a necessidade do usuário; Auditoria ou revisão: é a inspeção que se realiza sobre a escrituração contábil com a finalidade de verificar a exatidão dos fatos administrativos; Análise de Balanços: processo de transformação dos dados em informações úteis aos diversos usuários da informação contábil.

Princípios Contábeis Fundamentais São os preceitos fundamentais em que se baseiam a doutrina e a técnica contábil. PRINCÍPIO DA ENTIDADE:  reconhece o patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, onde não se pode confundir o patrimônio da entidade com o patrimônio de seus proprietários; PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE: .  a continuidade ou não da entidade, bem como sua vida estabelecida ou provável, devem ser considerados quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais, quantitativas e qualitativas PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE:  refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro das mutações patrimoniais (deve ser feito no tempo certo e com a extensão correta); PRINCÍPIO DO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL: ;  os componentes do patrimônio devem ser registrados pelo valor original das transações, expressos em valor presente na moeda do País PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA:  os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos

2

valores; não representa nova avaliação, mas tão somente o ajustamento dos valores originais; PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA:  as receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independente de recebimento ou pagamento; PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA:  determina a adoção do menor valor para os componentes do ativo e do maior valor para os componentes do passivo, ou seja, o Princípio da Prudência impõe a escolha da hipótese de que resulte o menor patrimônio líquido.

Exercício Social:

é o espaço de tempo (12 meses), findo o qual as pessoas jurídicas apuram seus resultados; ele pode coincidir, ou não, com o anocalendário, de acordo com o que dispuser o estatuto ou o contrato social.

3

notas promissórias a receber. DIREITOS E OBRIGAÇÕES. móveis. dinheiro em banco. etc. aluguéis a pagar. imóveis.1.: Marcas e patentes. títulos a pagar. notas promissórias a pagar. CONCEITO CONTÁBIL E COMPONENTES PATRIMONIAIS PATRIMÔNIO: É O CONJUNTO DE BENS. Representa as obrigações da entidade para com os sócios ou acionistas. Ex. impostos a recolher. OBRIGAÇÕES: Propriedade Plena . clientes.2. aplicações financeiras. Também chamado de Capital de Terceiros ou Passivo Exigível. Tangíveis: têm existência física.: Dinheiro. etc. aluguéis a receber. fornecedores. são bens de propriedade de terceiros que se encontram em nosso poder. máquinas. veículos. PATRIMÔNIO 2. Chamado de Patrimônio Bruto conjunto de obrigações (parte negativa). etc.: duplicatas a pagar.quando uma entidade tem posse e domínio sobre determinado bem. ações ou Quotas de Capital. Ex. títulos a receber. (valores a pagar). (valores a receber). equipamentos. Intangíveis: Exs. É a parte do Patrimônio que vai medir ou avaliar a situação 4 . existe como coisa ou objeto. mercadoria p/ revenda.2. BENS: • tudo que pode ser avaliado economicamente e que satisfaça as necessidades humanas. 2. • DIREITOS : são bens de nossa propriedade que se encontram em poder de terceiros. Ex. ITENS PATRIMONIAIS ATIVO: PASSIVO: conjunto de bens e direitos (parte positiva). PATRIMÔNIO LÍQUIDO : diferença entre o Ativo e o Passivo.: duplicatas a receber.

logo PE = 0 Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) forem iguais ao patrimônio líquido. nessa hipótese . EQUAÇÃO PATRIMONIAL E SUAS VARIAÇÕES PATRIMÔNIO LÍQUIDO = ATIVO . as obrigações com terceiros (Passivo Exigível) serão nulas. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS ESTADOS PATRIMONIAIS BENS DIREITOS OBRIGAÇÕES 5 .4.3. o ativo será nulo. logo PL = 0 • Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) forem iguais às obrigações com terceiros (Passivo Exigível). Equilíbrio Aparente  A = PE. e) PASSIVO EXIGÍVEL = PATRIMÔNIO LÍQUIDO  • Situação de Inexistência de Ativos  PE = ( PL ) . de Passivo não exigível ou Situação Líquida. é chamado. logo A=0 Ocorre quando as obrigações com terceiros (Passivo Exigível) for igual ao patrimônio líquido negativo.ou condição da entidade. nessa hipótese o patrimônio líquido será nulo. • PATRIMÔNIO 2. nessa hipótese. d) ATIVO = PATRIMÔNIO LÍQUIDO  • • Situação Plena ou Propriedade Total  A = PL.PASSIVO Situações Patrimoniais a) ATIVO • • > PASSIVO  Patrimônio Líquido é POSITIVO / SUPERAVITÁRIO Situação Favorável  PL + ou SL + Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) excedem o valor das obrigações com terceiros (Passivo Exigível) b) ATIVO • • < PASSIVO  Patrimônio Líquido é NEGATIVO / DEFICITÁRIO Situação Desfavorável  PL (-) ou SL (-) ou Passivo a Descoberto Ocorre quando os bens e direitos (Ativo) forem menores que as obrigações com terceiros (Passivo Exigível) c) ATIVO = PASSIVO  Patrimônio Líquido é NULO / EQUILIBRADO • Situação NULA. também. 2.

de um lado.  o  Situação Patrimonial inconcebível quando a: Situação Líquida maior que o Ativo. o  Diminui o patrimônio líquido quando há: Pagamento de duplicatas com juros. o Ativo suplanta o Passivo Exigível (obrigações). 6 . Assim. Na representação gráfica apresentada temos. que formam o grupo dos ELEMENTOS NEGATIVOS. as Obrigações. os Bens e os Direitos. a representação mais comum do patrimônio de uma empresa comercial assume a forma: Ativo = Passivo Exigível + Patrimônio Líquido • Diz-se que a: o Situação Líquida é Negativa quando o Ativo Total é: menor que o Passivo Exigível. o  Aumenta o patrimônio líquido quando há: Recebimento de duplicatas com juros. • Na maioria das empresas comerciais. do outro lado. e. que formam o grupo dos ELEMENTOS POSITIVOS.

O Capital Inicial pode ser composto por: • Dinheiro • Móveis • Veículos • Imóveis • Promissórias a Receber etc. corresponde à soma do capital próprio com o capital de terceiros. CONCEITOS DE CAPITAL CAPITAL SOCIAL  é a obrigação da empresa para com os sócios originária da entrega de recursos para a formação do capital da entidade.3. é o capital com que a entidade foi registrada mas que por algum motivo ainda não foi colocado totalmente à disposição da entidade. É também igual ao total do ATIVO da entidade. esses R$ 10. para esse fim. seja através de dinheiro ou outros bens. representam recursos originários de terceiros utilizados para a aquisição de ativos de propriedade da entidade. 7 . Corresponde ao passivo exigível (PE) corresponde ao valor dos recursos entregues pelos sócios e à disposição da entidade (em caixa. Corresponde ao patrimônio líquido (PL) são os recursos originários dos sócios ou acionistas da entidade ou decorrentes de suas operações sociais.000 em dinheiro constituem o seu Capital Inicial. etc). este capital será posto à disposição da entidade. CAPITAL PRÓPRIO  CAPITAL DE TERCEIROS  CAPITAL REALIZADO  CAPITAL A REALIZAR  CAPITAL TOTAL A DISPOSIÇÃO DA EMPRESA  DIFERENÇA ENTRE CAPITAL E PATRIMÔNIO CAPITAL: é o conjunto de elementos que o proprietário da empresa possui para iniciar suas atividades. Ex. R$ 10.000 em dinheiro.: Lúcia vai abrir uma papelaria. Logo. em imóveis. nos bancos. Com o desenrolar dos negócios. Ela possui.

veículos. significa: dívida situação negativa estar em débito com alguém estar devendo para alguém etc. dificilmente aceitará que débito pode representar elementos positivos. muito cuidado com a terminologia.  Portanto: No gráfico das Contas Patrimoniais. o lado direito é o lado do Crédito. No gráfico das Contas de Resultado. procure não ligar o seu significado do ponto de vista técnico com o que ela representa na linguagem comum. DÉBITO: — — — —  Quando falarmos na palavra débito. Na terminologia contábil. — situação positiva — poder comprar a prazo etc. As mesmas observações que fizemos para a palavra débito aplicam-se à palavra crédito. CONCEITO DE DÉBITO E CRÉDITO  um alerta para não confundir termos da linguagem comum. o que prejudica sensivelmente a aprendizagem. • CRÉDITO: na linguagem comum. DÉBITO é uma situação de dívida ou de responsabilidade da conta para com entidade. contas a receber. Na terminologia contábil. essa palavra tem vários significados. Portanto é importante memorizar : • a. os quais raramente correspondem aos da linguagem comum. Portanto. em uma loja etc. o lado direito é o lado do Crédito. exceto para as Contas Retificadoras. seus direitos (contas a receber) e suas obrigações para com terceiros (contas a pagar) 4.1. imóveis. Enquanto não se conscientizar disso. 8 . etc). quando usados na terminologia contábil.PATRIMÔNIO: é o conjunto que COMPREENDE os bens da empresa (dinheiro em caixa. ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL 4. a palavra crédito também possui vários significados. na linguagem comum.. b. significa: — ter crédito com alguém.

D C D C C DCdebitar creditar C D C D D Contas - são denominações contábeis que identificam e controlam os elementos contábeis de natureza semelhante. CONTAS CONTÁBEIS: SUA NATUREZA E SUA MOVIMENTAÇÃO Razonete Nome da Conta Débitos Créditos (D) Devedor Saldo (C) Credor Mecanismo de Débito e Crédito Contas ATIVO NATUREZA Aumentos Diminuições Dv PASSIVO Cr DESPESAS Dv RECEITAS Cr SITUAÇÃO LÍQUIDA Cr Dv Cr conta de natureza DEVEDORA. nulo . Teoria das Contas ATIVO PASSIVO CONTAS DE RESULTADO 9 . credor . conta de natureza CREDORA.quando a soma dos débitos for menor do que a soma dos créditos. O saldo pode ser: devedor . é a diferença entre o total dos débitos e o total dos créditos efetuados numa conta.quando a soma dos débitos for maior do que a soma dos créditos.quando a soma dos débitos for igual a soma dos créditos.CRÉDITO SALDO • • • é uma situação de direito ou de haver da conta em relação à entidade.2. 4.

que devem ser encerradas quando da apuração do resultado do exercício. lucro ou prejuízo. Função das Contas e Funcionamento das Contas. • Exemplo de Plano de Contas Ativo Ativo Circulante Disponibilidades Direitos Realizáveis Estoques Despesas do Exercício seguinte Ativo Realizável a Longo Prazo Ativo Permanente 10 . será incorporado ao patrimônio da entidade através da conta do patrimônio líquido “Lucros Acumulados” ou “Prejuízos Acumulados” PLANO DE CONTAS: é constituído pelo conjunto de normas e procedimentos sobre a utilização das contas integrantes do sistema contábil da entidade. • Contas de Resultado = compreendem as Receitas e as Despesas. e não pessoal. Codificação das Contas. a apuração dos resultados e a prestação de informações. • Elenco das Contas  conhecido como estrutura do plano de contas. consiste na relação ordenada de todas as contas utilizadas para o registro dos fatos contábeis de uma entidade. O Plano de Contas é composto pelas seguintes partes: Elenco das contas. Teoria Materialista · as contas e a entidade mantêm uma relação material.Teoria Contas Teoria Personalista das BENS DIREITOS OBRIGAÇÕES PATRIMÔNIO LÍQUIDO RECEITAS & DESPESAS Contas dos Agentes Contas  Pessoas  Consignatários Débito/Crédito  Entidade Teoria Materialista Contas  Entidade Material  Contas dos Agentes Correspondentes Contas dos Proprietários Contas Integrais Contas Diferenciais Teoria Patrimonialista Objeto  Patrimônio Finalidade  controle. Este resultado. Teoria Patrimonialista  o objeto da Contabilidade é o patrimônio das entidades e a sua finalidade é o controle do patrimônio. apuração dos resultados e prestação de informações Contas Patrimoniais Contas de Resultado • • • Teoria Personalista  as contas representam pessoas que se relacionam com a entidade em termos de débito e crédito.

recebendo a débito os recebimentos e a crédito os pagamentos efetuados em dinheiro. Ativo 1.2. Imobilizado • Função das Contas  tem como finalidade explicar a razão da existência da conta. assim como a sua abertura. PARTIDAS MENSAIS: admite-se a escrituração resumida no diário. o restante ficaria: 1.3.: a conta CAIXA representa o dinheiro.3.1. Investimento 1. Ex.Investimento Imobilizado Diferido Passivo Passivo Circulante Passivo Exigível a Longo Prazo Resultado de Exercícios Futuros Patrimônio Líquido Capital Social Reservas de Capital Reservas de Lucros Lucros ou Prejuízos Acumulados • Codificação das Contas  a codificação tem por objetivo simplificar a classificação das contas nos respectivos grupos e subgrupos • Exemplo: arbitramos o código 1 para o Ativo e 2 para o Passivo. Ativo Realizável a Longo Prazo 1. Ativo Circulante 1. para que serve. como se trabalha com ela.1.3. Ativo Permanente 1. Funcionamento do Plano de Contas  é a parte do Plano de Contas que demonstra o relacionamento de uma conta com as demais. • 4. MÉTODOS DE ESCRITURAÇÃO MÉTODO DAS PARTIDAS DOBRADAS - é o método pelo qual cada débito efetuado em uma ou mais contas. onde se aplica. relativamente a contas cujas 11 . deve corresponder um crédito em uma ou mais contas. movimentação e encerramento.2. por totais que não excedam ao período de um mês.3. de tal forma que o total debitado seja sempre igual ao total creditado.

.000 a 2ª .. Transcrição dos registros para o livro Razão. Função da Escrituração: • • Histórica = consiste no registro dos fatos na ordem cronológica (Livro Diário)...Fórmula Simples – apenas uma conta é debitada e uma única conta é creditada......000... Veículos Caixa .: Compra de um veículo à vista. $ 1... Ex. à vista...3. LANÇAMENTOS Lançamento Ex... no dia 01/04/02. Processo de Escrituração: • • • • • • Pode ser manual.... Ex.. $ 700.. desde que utilizados livros auxiliares para registro individualizado e conservados os documentos que permitam sua perfeita verificação.... S J Rio Preto. A Escrituração completa é composta pelos lançamentos contábeis e pelas demonstrações financeiras elaboradas no encerramento de cada exercício social..... transcrevendo-se estas demonstrações no livro Diário....Fórmula Composta Veículos Caixa .. Apuração do Resultado e elaboração das demonstrações contábeis (Balanço Patrimonial e Demonstração do Resultado do Exercício)... mecanizado ou por processamento de dados.000 12 ... 01 de abril de 2002 a Fórmulas de Lançamento 1ª .: compra de uma bicicleta.... Escrituração: é o conjunto de lançamentos contábeis. Registro dos fatos no livro Diário..operações sejam numerosas ou realizadas fora da série do estabelecimento.: compra de mercadorias  documento hábil é a nota fiscal.1. por $ 1. emitida pela MARELA. Elaboração do Balancete de Verificação.. 4.....000 apenas uma conta é debitada e mais de uma conta é creditada.. no valor de $ 700.. Sistêmica = consiste na organização dos elementos contábeis de acordo com sua natureza e valores respectivos (Livro Razão). conforme NF nº 51. Todo lançamento deve estar apoiado em documentos hábeis e idôneos e adequados ao tipo de operação.

$ 40.000 Caixa .... 4.000 $ 15.... $ 500 Duplicatas a Pagar.......... Ex.Ex.1......: compra de uma bicicleta por $ 1.....000..000 em cheque...........000 Duplicatas a Pagar... pagando-se $ 500 com cheque do Banco do Brasil e aceitando uma duplicata pelo restante..... sendo seu uso facultativo........000....000 em dinheiro e $ 100.........000 em dinheiro........ Os principais livros utilizados pela Contabilidade são: • • • • Livro Diário Livro Razão Livro Caixa Livro Contas-Correntes 4. $ 5. $ 500 $ 1....000 Partícula “a”  é apenas indicadora da contra creditada........ LIVRO DIÁRIO 13 ..... $ 30.Fórmula Complexa - mais de uma conta é debitada e mais de uma conta é creditada. PRINCIPAIS LIVROS CONTÁBEIS  Dos vários livros usados pelas empresas. com a utilização de $ 30.. $ 90... a a a Veículos Diversos Banco c/ Movimento ...... a Diversos Capital Social Caixa ..000 em móveis e $ 10..000 e de uma duplicata no valor de $ 90.000 Móveis e Utensílios.: Integralização do capital Social no valor de $ 15. vamos mencionar apenas os utilizados pela contabilização dos atos e fatos administrativos..000 3ª ............000 4ª ...000...: pagamento do aluguel do mês no valor de $ 40.. Ex........ $ 500.. sendo $ 5...Fórmula Composta - mais de uma conta é debitada e uma única conta é creditada..... $ 100...000 Bancos c/ Movimento .....4.... $ 10.........4. a a a Débito Crédito Diversos Diversos Despesa de Aluguel ..

previstos na lei fiscal e comercial para o livro Diário. o Diário está sujeito às formalidades legais extrínsecas e intrínsecas. Deve conter. Formalidades intrínsecas ( ou internas ): • O livro Diário tradicional pode ser substituído por fichas ( contínuas.Porém.  Os Termos de Abertura e de Encerramento devem ser transcritos na primeira e na última página do livro Diário.4. O Diário é um livro obrigatório pela legislação comercial. sem intervalos em branco nem entrelinhas. cumprimento da função histórica da Contabilidade (ordem cronológica dos fatos ocorridos). com o livro Diário é possível a recuperação dos mesmos. As empresas que utilizam fichas são obrigadas a adotar o livro próprio para a inscrição das demonstrações financeiras. soltas ou avulsas ). precedida(s) da partícula “a”. a escrituração do Diário deve ser completa. O livro Diário é o mais importante livro contábil. emendas e transportes para as margens. Histórico da operação. Livro Razão 14 . por ordem cronológica de dia. valor da operação. conta ou contas creditadas. Esses termos são colocados na época da abertura dos livros. em forma mercantil. Caso haja extravio dos demais livros fiscais. com individuação e clareza. a adoração desse sistema não exclui a empresa de obediência aos requisitos intrínsecos. rasuras. conta ou contas debitadas. conforme o seguinte modelo: Elementos Essenciais do Lançamento no Livro Diário • 1º • 2º • 3º • 4º • 5º local e data. borraduras. Objetivo: Formalidades do Livro Diário Formalidades extrínsecas ( ou externas): o livro Diário deve ser encadernado com folhas numeradas em seqüência. os termos de abertura e de encerramento e ser submetido à autenticação do órgão competente do Registro do Comércio. em idioma e moedas nacionais.2. Por ser obrigatório. tipograficamente. mês e ano. ainda. 4. em forma de sanfona. respectivamente.

4. São chamados.1. compra de veículos. O Razão é um livro de grande utilidade para contabilidade porque registra o movimento de todas as contas. compra de materiais. Na Contabilidade moderna.5. Serve para controlar as contas que representam Direitos e Obrigações para a empresa.3. são os acontecimentos que de alguma forma alteram o patrimônio das entidades. de Fatos Contábeis. são aqueles que alteram o patrimônio da entidade e o patrimônio líquido. recebimentos de direitos. Fatos Administrativos : 4. LIVRO CAIXA  O livro Caixa também é auxiliar. CLASSIFICAÇÃO DOS FATOS ADMINISTRATIVOS Fatos Permutativos: são fatos que alteram o patrimônio da entidade sem alterar o seu patrimônio líquido. depósitos bancários.5. recebimento de valor pela quitação de uma duplicata. Refletem trocas entre os elementos patrimoniais. portanto não interessam a Contabilidade. o Razão é escriturado em fichas. LIVRO CONTAS-CORRENTES  O Contas-Correntes é o livro auxiliar do Razão. quer sob o aspecto quantitativo. ATOS E FATOS ADMINISTRATIVOS 4. 4. venda de mercadorias. compra de mercadorias a prazo (bens por obrigações). aumentando (fato modificativo aumentativo) ou diminuindo (fato modificativo diminutivo) a riqueza própria do patrimônio.5. quer sob o aspecto qualitativo. CONCEITOS Atos Administrativos: são os atos que não provocam alterações nos elementos do Patrimônio ou do Resultado.4. Nele são registrados todos os fatos administrativos que envolvam entradas e saídas de dinheiro. Ex.4.2. aumento do capital social com lucros acumulados.: emissão de cheques. Ex.: compra de mercadorias à vista (bens por bens). A escrituração do livro Razão passou a ser obrigatória a partir de 1991. etc. pagamento de obrigações.4. 4. Fatos Modificativos: 15 . também.

conforme alterem para maior ou menor o patrimônio líquido. Distribuição de lucros ou dividendos. fato modificativo diminutivo = qualquer tipo de despesa quando lançada ao Resultado. 4º passo  efetuar o lançamento. Podem ser aumentativos ou diminutivos. devemos apurar os saldos de todas as contas. Balancete de Verificação  Após efetuarmos todos os lançamentos nos razonetes. Uma conta só pode pertencer a um determinado grupo. segundo o mecanismo de débito e crédito. • Registro dos Fatos Contábeis – Passos 1º passo  identificar as contas envolvidas (pelo menos duas contas). • Misto aumentativo = venda de mercadorias com lucro. ou seja. recebimento de uma duplicata com juros. pagamento de uma duplicata com juros.• fato modificativo aumentativo = qualquer tipo de receita quando lançada ao Resultado. 2º passo  identificar a que grupo cada conta pertence. Misto diminutivo = venda de mercadorias com prejuízo. • Fatos Mistos ou Compostos: aqueles que combinam fatos contábeis permutativos e modificativos. aumento do Capital Social. Balancete de Verificação Contas Saldos Devedores Credores (D) (C) Total BALANÇO PATRIMONIAL . qual elemento contábil aumenta ou diminui devido a este fato. tais como: ATIVO – PASSIVO – PATRIMÔNIO LÍQUIDO – RECEITA – DESPESA 3º passo  identificar qual é o efeito do fato sobre cada conta envolvida.conceitos 16 .

etc. etc. • Ativo Permanente  representa aplicação permanente ou fixa dos recursos da empresa e.é o espaço de 12 meses. PASSIVO: as contas serão dispostas em ordem decrescente do grau de exigibilidade. não estão destinados à venda ou realização. em 3 grandes grupos: Ativo Ativo Circulante Ativo Realizável a Longo Prazo Ativo Permanente • Ativo Circulante  representa os valores passíveis de serem transformados em dinheiro a curto prazo. • Resultado de Exercícios Futuros  compreende as: receitas de exercícios futuros. Duplicatas a Receber.: direitos a Longo Prazo. Exs. Fornecedores. Exs. acionistas e despesas antecipadas. diminuídas dos custos e despesas a elas correspondentes. após o decurso do exercício social subseqüente ao da elaboração do Balanço Patrimonial. ou seja.: dinheiro em Caixa. Trabalhistas e Sociais. ou seja. findo o qual as pessoas jurídicas apuram os seus resultados. equipamentos. • Exercício Social . contas corrente em Banco. • Passivo Exigível a Longo Prazo  compreende as: Obrigações a Longo Prazo. adiantamentos ou empréstimos a sócios. Aluguéis. veículos. Impostos a Recolher. • Diferido – compreende as aplicações de recursos em despesas que contribuirão para a formação do resultado em mais de um exercício social. • Imobilizado – bens e direitos necessários à manutenção das atividades produtivas da empresa. marcas e patentes. tudo o que for se realizar dentro do exercício social seguinte. Aplicações Financeiras de curto prazo. imóveis de uso. despesas com pesquisas científicas ou tecnológicas. etc.Exs.ATIVO: No Ativo.: máquinas. • Ativo Realizável a Longo Prazo  são os valores passíveis de transformações em moeda a Longo Prazo. Exs. a princípio. e se dividem em 4 grandes grupos: Passivo Passivo Circulante Passivo Exigível a Longo Prazo Resultado de Exercícios Futuros Patrimônio Líquido • Passivo Circulante  compreende as obrigações ou dívidas a curto prazo. etc. as contas serão dispostas em ordem decrescente do grau de liquidez.: Duplicatas a Pagar. Exs. Clientes. etc. Estoques de mercadorias.: despesas incorridas na fase pré-operacional da empresa. Obrigações Fiscais. Exs. fundo de comércio. inclusive empréstimos recebidos de sócios e acionistas. empréstimos compulsórios à União. 17 .: participações permanentes em outras sociedades e os imóveis de renda. • Investimentos .

• Reservas de Reavaliação – indicam acréscimos de valor ao custo de aquisição de Ativos baseados em preços de mercado.parcela do compromisso assumido pelos proprietários e ainda não quitada. • Reservas – são parcelas do patrimônio líquido que excedem o valor do Capital Social integralizado: • Reservas de Lucros – são obtidas pela apropriação dos Lucros.compromisso assumido pelos sócios ou acionistas. Exs. tecnicamente. Dividendos distribuídos antecipadamente.: Capital Social a Realizar (integralizar). enquanto não são distribuídos ou capitalizados são considerados como reserva de lucros.divide-se em: • Capital Subscrito . • Capital a Realizar . • Reservas de Capital – são contribuições recebidas dos proprietários ou de 3ºs.pagamento efetivo do compromisso pelos sócios ou acionistas. • Contas Retificadoras – são contas redutoras do Patrimônio Líquido. • Lucros ou Prejuízos Acumulados – ficam em destaque. 18 . • Capital Realizado . Ações em Tesouraria ou quotas. legalmente. que nada têm a ver com as receitas ou ganhos. o Passivo Exigível e o Resultado de Exercícios Futuros.• Patrimônio Líquido  corresponde à diferença entre os valores que compõem o Ativo. Divide-se em: • Capital Social . de acordo com exigência legal.

DESPESAS: RESULTADO = RECEITAS . As despesas reduzem a riqueza própria do patrimônio. As despesas podem diminuir o ativo ou aumentar o passivo.DESPESAS a) b) c) LUCRO  PREJUÍZO  NULO  Despesas < Receitas Despesas Despesas > = Receitas Receitas Receitas e Despesas Financeiras Operações Financeiras são aquelas realizadas com a finalidade de CAPTAR ou APLICAR recursos financeiros  19 . são gastos executados com a finalidade de gerar receitas. CONCEITOS RECEITAS: são ingressos patrimoniais decorrentes da utilização dos recursos da empresa e que geram gastos para a mesma.1. RECEITAS E DESPESAS 5. As receitas aumentam a riqueza própria do patrimônio. mas sempre provocam diminuições no patrimônio líquido.5.

portanto. tais como: receitas de juros.... 1.Dividem-se... em OPERAÇÕES ATIVAS (destinadas à aplicação de recursos) e OPERAÇÕES PASSIVAS (praticadas com a finalidade de captação de recursos financeiros)  RECEITAS FINANCEIRAS: correspondem aos ingressos patrimoniais originados das aplicações de recursos financeiros.. descontos condicionais concedidos.. Já as despesas financeiras incorridas na fase pré-operacional serão registradas como ativo diferido.. Receitas Financeiras .: Aquisição de um CDB em 01/11/X1........000. com vencimento em 01/02/X2... tais como:    DESPESAS FINANCEIRAS: despesas de juros.100 $ 9.. quando derivadas de operações ou títulos com vencimento posterior ao encerramento do exercício social.. Atenção: as despesas financeiras pagas antecipadamente DEVERÃO ser apropriadas.. as receitas financeiras podem ser distribuídas proporcionalmente aos períodos-base a que competirem.100 neste caso.. antecipando o reconhecimento da receita a a a Aplicações Financeiras – CDB Diversos Caixa / Bancos . podendo também..  $ 7.. correção monetária pré-fixada.100. pró rata tempore. no valor de $ 7.. descontos condicionais obtidos..... ser apropriadas integralmente no período-base correspondente à realização da operação.......quando da operação (01/11/X1): 20 .... com ganho pré-fixado de $ 2. Contabilização: Ex... variações monetárias pré-fixadas ativas (excedentes às pós-fixadas) • • • Atenção: obedecendo ao regime de competência do exercício. para posterior amortização..... a critério da empresa.. a receita financeira foi apropriada integralmente ao resultado do exercício social X1 2.... por exercícios sociais a que competirem..000 $ 2. apropriando a receita segundo o regime de competência ... correspondem aos gastos incorridos nas operações de captação de recursos financeiros.......

.em 31 de dezembro de X1: $ 9.2......... $ 7.... • apuração do resultado com mercadorias (RCM). CMV  Custo das Mercadorias Vendidas CMV = Ei + C .100 a Receitas Financeiras a Apropriar Receitas Financeiras .. sem industrializá-las. São revendidas da mesma forma como foram adquiridas.......... • apuração do custo das mercadorias vendidas (CMV).Ef Onde: Ei  Estoque Inicial C  Compras Líquidas EF  Estoque Final RCM  Onde: Resultado com Mercadorias = LUCRO BRUTO RCM = V ............a a a Aplicações Financeiras – CDB Diversos Caixa / Bancos ... PRODUTOS E SERVIÇOS Mercadorias  são os bens que as empresas comerciais adquirem com a finalidade de revenda......... RESULTADO COM MERCADORIAS.....CMV V  Vendas Líquidas CMV  Custo das Mercadorias Vendidas 21 ..... Compreendem: • o registro dos fatos envolvendo as mercadorias: estoque inicial.100 . compras...... $ 700 5......000 Receitas Financeiras a Apropriar ....... vendas e estoque final. $ 2.

etc.a Caixa / Bancos / Contas a Pagar Venda de Mercadorias  lançadas a crédito da conta Mercadorias Mista. Contas a Receber. Inventário Periódico  ocorre quando os estoques existentes são avaliados na data de encerramento do balanço. faz-se o inventário das mercadorias que se encontram em estoque e o valor será lançado a débito da conta patrimonial Mercadorias em Estoque. e em contrapartida a crédito da conta Mercadorias Mista . dos dois o menor. etc.a Mercadorias em Estoque Mercadorias Mista M rc d ria M ta e a o s is C m ra V n a o p s eds R d to s d V n a e u re e e d s R d to s d C m ra e u re e o p s A m n s d C m ra u e to e o p s E q e In l (E sto u icia I) E q e F a (E ) sto u in l F 22 . No decorrer do exercício social. Bancos. esta conta passa a ser conta de resultado. através de contagem física. com entradas e saídas. Após o registro do inventário final. o saldo desta conta representa o RCM. Contas a Pagar.3 • • Utiliza-se a conta Mercadorias Mista Conta Mercadorias Mista  no início do exercício esta conta é patrimonial (reflete o valor do estoque inicial). tendo como contrapartida lançamentos a crédito das contas Caixa. o Estoque Final (Ef) de um exercício é o Estoque Inicial (Ei) do exercício seguinte. Caixa / Bancos / Contas a Receber . e assim por diante. O preço utilizado para sua avaliação é o de custo ou de mercado. Estoque Inicial  corresponde ao saldo da conta Mercadorias em estoque no encerramento anterior. a Mercadorias Mista Mercadorias em Estoque Compras de Mercadorias  lançadas a débito da conta Mercadorias Mista. Mercadorias Mista . Pode ser Periódico ou Permanente.a Mercadorias Mista Estoque Final  no encerramento do exercício. obtendo-se o valor do estoque final (Ef). tendo como contrapartida lançamentos a débito das contas Caixa.Inventário  é a verificação de existências patrimoniais por meio de levantamento individualizado e completo dos bens e valores ativos e passivos de uma empresa. Bancos.

as Receitas e Despesas do Exercício apuradas segundo o regime de Competência (as receitas e despesas são consideradas independentemente de seus recebimentos ou pagamentos). RESULTADO OPERACIONAL BRUTO 23 .) (=) (. a apuração do RCM é facultativa 5.: a apuração contábil do CMV é obrigatória. APURAÇÃO DO RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)  o objetivo dessa demonstração é fornecer o resultado líquido do exercício.) (=) (+) (. ou seja.) (= ) (.4.3.) (+ . VENDAS BRUTAS DEDUÇÕES DE VENDAS VENDAS LÍQUIDAS CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS (CMV) LUCRO BRUTO / LUCRO OPERACIONAL BRUTO (LOB) DESPESAS OPERACIONAIS RESULTADO FINANCEIRO (Receitas + Despesas Financeiras) RESULTADO OPERACIONAL RECEITAS NÃO OPERACIONAIS DESPESAS NÃO OPERACIONAIS LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL S/LUCRO PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA LUCRO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES PARTICIPAÇÕES LUCRO LÍQUIDO (LL) (.) (.) (=) (.) (=) 5.Resultado Final  o saldo da conta Mercadorias Mista será o RCM Obs.) (=) (.

que poderá ser chamada de Mercadorias. do fornecedor Luzeletrica Ltda..... ainda. a partir de agora.000 24 .... a cada compra efetuada.. de Luzeletrica Ltda . vendas. ainda. • A empresa poderá optar por um dos dois métodos. MÉTODO DA CONTA DESDOBRADA: consiste em utilizar as três contas básicas: Estoque de Mercadorias (para registrar os estoques inicial e final)... INVENTÁRIO PERIÓDICO: por este sistema. a empresa poderá...... ou outra similar... Seja qual for o método utilizado.º 85. adotaremos o método da conta desdobrada com inventário periódico Registro das compras e das vendas de mercadorias durante o ano  a) Compras de mercadorias Exemplo: Compra de mercadorias.º 85. 10. o valor do estoque só é conhecido no final do período. seu custo é diminuído do estoque. ou Estoque de Mercadorias.. para registrar todas as operações com mercadorias (estoques inicial e final.... no valor de R$ 10. compras... devoluções de compras e devoluções de vendas). adotar um dos seguintes sistemas: INVENTÁRIO PERMANENTE: consiste em controlar permanentemente o valor do estoque de mercadorias..... As operações que envolvem as compras e as vendas de mercadorias constituem a atividade principal das empresas comerciais.000. Registro no livro Diário: Compras de Mercadorias a Caixa Nota Fiscal n. permitindo que o estoque de mercadorias fique atualizado constantemente...Operações com mercadorias  Como vimos.. Podem. conforme Nota Fiscal n. mediante levantamento (inventário) físico realizado. seu custo é incluído no estoque.. para não prejudicar a uniformidade de seus registros contábeis... •  Fizemos estas considerações porque... à vista.. mas não poderá utilizar ambos ao mesmo tempo. Assim. ser utilizadas as contas Compras Anuladas (para registrar as devoluções de compras) e Vendas Anuladas (para registrar as devoluções de vendas)... Compras de Mercadorias e Vendas de Mercadorias. e a cada venda efetuada.  Como contabilizar as operações com mercadorias? Para contabilizar as operações com mercadorias existem dois métodos: MÉTODO DA CONTA MISTA: consiste em utilizar uma única conta... as mercadorias compreendem todos os Bens que as empresas comerciais compram para revender..

.. Exemplo: Nossa devolução de parte da compra de mercadorias do fornecedor All-Pack Ltda..000. conforme nossa Nota Fiscal n......º 323.... a contabilização poderá ser feita da seguinte maneira: Compras de Mercadorias a Diversos Nossa compra. Bancos Conta Movimento. conforme Nota Fiscal de Serviço de Transporte n. é desnecessária. 400 4... os quais vêm destacados na própria Nota Fiscal de compra...º 475... 3.. Registro no livro Diário: Caixa a Compras Anuladas Nossa devolução de parte das mercadorias adquiridas do Fornecedor All-Pack Ltda.000.. desde que não dependam.000..... havendo interesse.000 DESCONTOS OU ABATIMENTOS INCONDICIONAIS OBTIDOS: consistem nos descontos obtidos do fornecedor no momento da compra das mercadorias... do fornecedor Monitor S/A..º 323 .. no valor de R$ 2..... Houve desconto destacado na Nota Fiscal no valor de R$ 400.. esse fato poderá ser contabilizado da seguinte maneira: 25 ....600 a Descontos Incondicionais Obtidos 10% destacados na NF supra ..... para sua concessão... Exemplo: Compra de mercadorias. conforme o caso.. sendo a compra registrada pelo seu valor líquido.... conforme Nota Fiscal n. Desta forma..... Pelo sistema que estamos adotando para registro das operações com mercadorias.. N/ NF n... Registro no livro Diário: A contabilização desse tipo de desconto... referente a fretes e seguros. no valor de R$ 4................. como segue: a Caixa Valor líquido pago ... de eventos posteriores à emissão da Nota Fiscal.. toda vez que a empresa comprar mercadorias..000 FRETES E SEGUROS SOBRE COMPRAS: correspondem à importância paga diretamente ao fornecedor ou a uma empresa transportadora.. conf........ referente a despesas com seguros e transporte.. conf.º 9730 do fornecedor Monitor S/A..º 9730. O fornecedor nos devolveu a importância em dinheiro. NF n........ à vista... do ponto de vista técnico.......... Entretanto... a conta a ser debitada será Compras de Mercadorias e a conta a ser creditada poderá ser Caixa... 2.... b) Fatos que alteram o valor das compras COMPRAS ANULADAS: consistem na devolução total ou parcial das mercadorias adquiridas.. Exemplo: Paga à empresa Transportadora Conde S/A a importância de R$ 3.. tendo em vista fatos desconhecidos no momento da compra........... Fornecedores ou Duplicatas a Pagar...

Registro no livro Diário: Fretes e Seguros sobre Compras a Caixa Fretes e seguros pagos à Transportadora Conde S/A, conf. NF de Serviço de Transporte n.º 475 ........................ 3.000 c) Vendas de mercadorias Exemplo: Nossas vendas de mercadorias, à vista, conforme nossas Notas Fiscais n.os 725 a 786, no valor de R$ 15.000. Registro no livro Diário: Caixa a Vendas de Mercadorias Vendas de mercadorias, conforme nossas Notas Fiscais n.os 725 a 786 ...................................................... 15.000  Assim, toda vez que ocorrer vendas de mercadorias durante o ano, a conta a ser creditada será sempre Vendas de Mercadorias e a conta a ser debitada poderá ser Caixa, Clientes ou Duplicatas a Receber, conforme o caso.

d) Fatos que alteram o valor das vendas VENDAS ANULADAS: é comum as empresas receberem de seus clientes mercadorias em devolução total ou parcial, por motivos também desconhecidos no momento da venda.

Exemplo: Recebemos do cliente Forte S/A, em devolução, mercadorias no valor de R$ 6.000, referentes à parte de nossa venda através da nossa NF n.º 4475. Foi restituído ao cliente o valor em dinheiro. Registro no livro Diário: Vendas Anuladas a Caixa Devolução de vendas recebida do cliente Forte S/A ref. parte de nossa NF n.º 4475 .......................................... 6.000 DESCONTOS OU ABATIMENTOS INCONDICIONAIS CONCEDIDOS: independentemente de qualquer condição posterior à emissão da Nota Fiscal, nossa empresa também poderá oferecer descontos, destacando-os nas Notas Fiscais de venda. Exemplo: Venda de mercadorias a Matheus & Lucas Ltda, conforme nossa Nota Fiscal n.º 230, no valor de R$ 8.000, tendo sido concedido desconto incondicional, destacado na própria NF, igual a R$ 800. Registro no livro Diário:

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Diversos a Vendas de Mercadorias Nossa NF n.º 230, ref. venda a Matheus & Lucas Ltda, Como segue: Caixa Valor líquido da Nota ............................................. 7.200 Descontos Incondicionais Concedidos 10% destacados na NF supra ............................... 800 e) Imposto e contribuições incidentes sobre as vendas

8.000

ICMS: o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre
Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação é um imposto de competência estadual, incidente sobre a circulação de mercadorias e sobre a prestação de alguns serviços, como o fornecimento de energia elétrica, transporte e comunicações. • Até agora, quando no referimos a compras e vendas de mercadorias, não nos preocupamos com o ICMS, mas esse imposto incide sobre a maioria dessas operações. O valor do ICMS já vem incluído no valor das mercadorias constantes da Nota Fiscal.

ICMS incidente nas compras Vamos citar o exemplo de uma Nota Fiscal no valor de R$ 1.000 de mercadorias incluindo R$ 180 de ICMS (calculado com base em uma alíquota de 18 %) Registro no livro Diário:  Diversos a Caixa Nota Fiscal n° 345, de Gabriel S/A em geral: Compras de Mercadorias Valor líquido da compra ................................... 820 ICMS a recuperar 18% sobre a NF supra ...................................... 180

1.000 Compras de Mercadorias

Compras de Mercadorias

ICMS a Recuperar

820

180

  

  

820

Observações: • A conta Compras de Mercadorias, que é de apuração do Resultado Bruto, foi debitada pelo valor líquido da compra, ou seja, pelo valor pago, menos o valor do ICMS. O saldo desta conta será transferido para a conta Custo das Mercadorias Vendidas no momento da apuração do Resultado Bruto.

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Conta ICMS a Recuperar, do Ativo Circulante, foi debitada pelo valor do ICMS incidente nessa compra. Esse valor representa Direito para a empresa, que poderá compensá-lo no valor do ICMS devido nas vendas efetuadas no mesmo mês.

ICMS incidente nas vendas Exemplo: Nota Fiscal, referente à venda de mercadorias à vista com n.° 4521 da empresa Luzeletrica S/A, no valor de R$ 500 (alíquota do ICMS = 18 %) Registro no livro Diário:

 Caixa
a Venda de Mercadorias Nossa Nota Fiscal n.° 4521, ref. à venda de Mercadorias .............................................................................. 500

 ICMS sobre Vendas
a ICMS a Recuperar Valor do ICMS incidente sobre a venda supra ...................... 90

Veja a posição das contas envolvidas nos respectivos Razonetes, após os três lançamentos efetuados: Compras de Mercadorias ICMS a Recuperar

820

 180

90

Vendas de Mercadorias

ICMS sobre Vendas

500


Caixa
     

 90

 500
Observações:

820 

A conta vendas de Mercadorias foi creditada no lançamento n.° 2 por R$ 500, correspondentes ao valor da venda bruta. Essa conta representa Receita Bruta de Vendas e seu saldo será transferido para a conta Resultado da Conta Mercadorias no momento da apuração do Resultado Bruto. A conta ICMS sobre Vendas foi debitada no lançamento n.º 3 por R$ 90, correspondente ao valor do ICMS incidente sobre a venda. Essa conta é redutora da Receita Bruta de Vendas e seu saldo será transferido para a conta Resultado da Conta Mercadorias no momento da apuração do Resultado Bruto.

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. as empresas deverão apurar o saldo da conta corrente do ICMS (que estamos chamando de ICMS a Recuperar) para verificar se a movimentação das mercadorias durante o mês acarretou direito ou obrigação da empresa para com o Governo do Estado.. o valor deve ser recolhido ao Governo do Estado... a conta ICMS a Recuperar foi debitada pelo valor do ICMS incidente sobre a compra (Direito da empresa). Você pode notar. no final do mês. Como você pode observar... Veja novamente o respectivo Razonete: ICMS a Recuperar 180 saldo: 90 90  • •  Essa conta funciona como conta corrente do ICMS. Quando... nas compras de mercadorias com incidência do ICMS basta um lançamento para registrar o valor líquido das compras de mercadorias e o valor do ICMS a débito da conta ICMS a Recuperar.... e a referida conta..º 3 pelo ICMS incidente sobre a venda....... que a conta ICMS a Recuperar foi debitada no lançamento n. no último dia do mês. já que o valor desse imposto pertence ao Governo do Estado. significa que a empresa teve direito no referido mês. Por outro lado.. R$ 90 • Com esse lançamento. Dessa forma.º 1 pelo valor do ICMS incidente sobre a compra e creditada no lançamento n... nas compras a empresa tem o direito de recuperar o valor do ICMS pago ao fornecedor. Se. e no lançamento n.. tem a obrigação de recolher ao Governo do Estado o respectivo valor do ICMS incidente. a conta ICMS a Recuperar apresenta saldo devedor. não haverá ajuste contábil a ser feito.. • No final de cada mês... ainda. nas vendas de mercadorias com incidência do ICMS são necessários dois lançamentos: um para registrar o valor da venda bruta e outro para registrar o valor do ICMS incidente na venda. pois esse saldo representa direito da empresa.º 1.. saldo credor do período .. a conta ICMS a Recuperar fica com saldo igual a zero..º 3 foi creditada pelo valor do ICMS incidente sobre a venda (Obrigação da empresa). já que representa obrigação..• No lançamento n. o saldo da conta ICMS a Recuperar for devedor. representa a obrigação que a empresa terá que recolher ao Governo do Estado nos primeiros dias do mês seguinte. e nas vendas.. • 29 ... sendo o saldo credor. e a conta ICMS a Recolher.. no último dia do mês deverá ser feito o seguinte lançamento no livro Diário: • • ICMS a Recuperar a ICMS a Recolher Transferência ref. sendo creditada. caso contrário. Assim. reflete tal situação.. sendo do Ativo Circulante..

quando integrar o valor da receita bruta das vendas (empresas industriais). • Atualmente. com base no faturamento.000 Vendas de Mercadorias    23. menos os descontos incondicionais concedidos e menos as vendas anuladas. 30 . inicialmente. precisamos conhecer o valor das mercadorias em estoque no último dia do ano.000  Pelo método por nós adotado. • Atualmente. tenham sido os seguintes: Estoque de Mercadorias Compra de Mercadorias    5.PIS SOBRE FATURAMENTO: o Plano de Integração Social é uma contribuição que as empresas comerciais devem efetuar mensalmente ao Governo Federal.1. é feita uma contagem física (inventário) das mercadorias. Com esse objetivo.000 20. ou seja. em 31 de dezembro. precisamos. e destina-se ao financiamento da seguridade social. menos os descontos incondicionais concedidos e menos o valor do Imposto sobre Produtos Industrializados. calculada sobre o faturamento. verificar no livro Razão os saldos das contas utilizadas durante o ano para o registro das operações com mercadorias.  Para apurarmos no final do ano o resultado da conta Mercadorias. calculada sobre o valor da receita bruta das vendas de mercadorias. a alíquota é de 0. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL: a Contribuição Social sobre o Faturamento — COFINS — é também uma contribuição que as empresas comerciais devem efetuar mensalmente ao Governo Federal. a alíquota é de 2%.4. menos as vendas anuladas.65%. conta desdobrada com inventário periódico. RESULTADO DA CONTA MERCADORIAS – LUCRO BRUTO LUCRO BRUTO: é a diferença entre a receita líquida de vendas de bens ou serviços e o custo das mercadorias vendidas ou dos serviços prestados. e destina-se ao pagamento do seguro-desemprego e do abono anual que a Caixa Econômica Federal paga aos trabalhadores cadastrados. com base em seu faturamento. 5. para apurarmos o resultado da conta Mercadorias em 31 de dezembro. Suponhamos que os saldos dessas contas em uma determinada empresa. de mercadorias e serviços e de serviços de qualquer natureza. além das contas acima (que representam o estoque inicial e as compras e as vendas de mercadorias efetuadas no período).

Como essa conta não foi movimentada durante o ano.000 Sendo o RCM positivo (o valor das vendas supera o valor do custo).000 2ª fórmula: RCM = V . Esse é o Lucro Bruto do Exercício. vamos estudar dois processos de apuração: extracontábil e contábil. vamos tomar como roteiro as duas fórmulas apresentadas e proceder aos lançamentos. o lucro apurado nas vendas.000 = 13.CMV onde: RCM V CMV Logo: = Resultado da Conta Mercadorias = Vendas de mercadorias = Custo das Mercadorias Vendidas. tanto no Diário como no Razão ou Razonete.000 = 10. ele corresponde a lucro.000 – 12.000 + 20.000. seguindo a ordem em que as contas aparecem nas respectivas fórmulas. ou seja.000 – 13. APURAÇÃO CONTÁBIL  Para contabilizar o Resultado da Conta Mercadorias. APURAÇÃO EXTRACONTÁBIL 1ª fórmula: CMV = Ei + C . temos: = Custo das Mercadorias Vendidas = Estoque Inicial de mercadorias = Compras de mercadorias = Estoque Final de mercadorias CMV = 5. Supondo que o inventário físico realizado em 31 de dezembro tenha sido de R$ 12. apurado pela primeira fórmula RCM = 23.Ef onde: CMV Ei C Ef Assim. vamos abrir um Razonete para ela:  31 . Comecemos pelo Custo das Mercadorias Vendidas (CMV).

. 20..... temos: CMV = Ei + C  A transferência do saldo da conta Compras de Mercadorias para a conta CMV é feita através do seguinte lançamento:  Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) a Compras de Mercadorias Transferência do valor das compras para Apuração do CMV .........................000 Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes: Compras de Mercadorias    Custo de Mercadorias Vendidas (CMV)  5........000 Custo de Mercadorias Vendidas (CMV)  5......000 32 20......................... após o lançamento....000  20....000  Note que............. que apresenta saldo devedor de R$ 5....... ref.Custo das Mercadorias Vendidas Seguindo a primeira fórmula. temos: CMV = Ei + ...000 ..000 Veja como ficaram as contas envolvidas neste lançamento em seus respectivos Razonetes: Estoque de Mercadorias 5.... na Contabilidade... já que seu valor foi transferido para a conta CMV............... na conta Estoque de Mercadorias...........000........  A primeira conta que aparece na fórmula é o Ei (Estoque Inicial) e seu valor está registrado. a conta Estoque de Mercadorias ficou com saldo igual a zero.....000 20........000 5.. Continuando a fórmula...... ao Estoque Inicial ... 5. A transferência do saldo dessa conta para a conta CMV é feita através do seguinte lançamento:  Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) a Estoque de Mercadorias Valor que se transfere para apuração do CMV..

que teve seu saldo inicial de R$ 5.... que deverá coincidir com o valor apurado extracontabilmente: O próximo passo é proceder da mesma maneira com a segunda fórmula (do RCM).... por isso.. Porém.000  20. Vamos.º 1.000  Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)  5.... conforme inventário Físico realizado ...... então.... foi reaberta neste lançamento pelo valor do Estoque Final. ao final da fórmula do CMV.. devedor.000  soma: 25.000........ assim.000 transferido para a conta CMV através do lançamento n. é apurado mediante levantamento físico efetuado em 31 de dezembro.......... Note que a conta Compras de Mercadorias ficou com saldo igual a zero. do transferido para a conta CMV.Ef  O valor do Estoque Final. até o presente.. apurar o saldo da conta CMV.. Essa conta também não foi movimentada durante o ano. 12. esse valor não foi registrado pela Contabilidade.. conforme dissemos..... pois seu saldo...000 12.... logo...000  Chegamos. o seu registro é simples:  Estoque de Mercadorias a Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) Registro do Estoque Final..000  12.000 12.000  Note que a conta Estoque de Mercadorias.000 Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes: Estoque de Mercadorias 5.........000 5... Custo de Mercadorias Vendidas (CMV)   5..000 saldo: 13.... de R$ 20...... vamos abrir um Razonete para ela neste momento: Resultado da Conta Mercadorias (RCM)  33 .....000 20. Continuemos com a fórmula: CMV = Ei + C ... não há mais nenhuma conta a ser lançada..

..... temos: RCM = V ........000  34 .......  A primeira conta que aparece na fórmula é Vendas de Mercadorias..000  Note que..... A transferência do saldo desta conta para a conta RCM é feita através do seguinte lançamento:  Vendas de Mercadorias a Resultado da Conta de Mercadorias (RCM) Transferência do valor das vendas para apuração do RCM ........000 13..............000 23..............CMV  A transferência do CMV para o RCM é feita através do seguinte lançamento:  Resultado da Conta Mercadorias (RCM) a Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) Transferência do CMV para apuração do RCM .. 13....000 Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes: Resultado da Conta Mercadorias (RCM) 23...........000 Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes: Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) 13..Seguindo a fórmula do RCM......000 Resultado da Conta Mercadorias (RCM)  13. após este lançamento.000 23. a conta Vendas de Mercadorias ficou com saldo igual a zero. pois teve seu valor transferido para a conta RCM......000  Venda de Mercadorias 23.............. temos: RCM = V.... Continuando a fórmula. 23...

.  Estoque de Mercadorias: Resultado da Conta Mercadorias (RCM): • A conta Estoque de Mercadorias representa Bens..... após esse procedimento...º 5.. Lucro sobre Vendas... com saldos......000..000 23... tendo seu saldo transferido para a conta Resultado da Conta Mercadorias. menos o Resultado Financeiro (Receitas – Despesas Financeiras) 35 . para fixar melhor o resultado apurado nas operações com mercadorias.4. cujo valor corresponde ao Estoque Final de mercadorias existente em 31 de dezembro. Note que... ou seja...... Entretanto... Se o saldo da conta RCM dor devedor. corresponderá a Lucro Bruto. como no nosso caso o resultado foi lucro.... após este lançamento.... Vejamos: Resultado da Conta Mercadorias (RCM)    13.. vamos.. Assim... apurar o saldo da conta RCM.. Note que.. Como na fórmula não há mais nenhuma conta para ser lançada.... é conta Patrimonial e deve constar do Balanço Patrimonial no grupo do Ativo Circulante. corresponderá a PREJUÍZO BRUTO.. A conta Resultado da Conta Resultado (RCM)..000  Com este lançamento n. podemos efetuar o seguinte lançamento: • Resultado da Conta Mercadorias (RCM) a Lucro sobre Vendas Lucro bruto apurado . agora... com saldo credor de R$ 10... permaneceram abertos.000 5. apenas os Razonetes das seguintes contas: com débito de R$ 12..... se for credor...000  10... Prejuízo sobre Vendas..000.. cujo valor corresponde ao Lucro Bruto. didaticamente podemos transferi-lo para uma conta que reflita o respectivo resultado. encerramos os procedimentos necessários à apuração do RESULTADO DA CONTA MERCADORIAS. 10.... o qual deverá coincidir com o valor apurado através dos cálculos extracontábeis.2. portanto. terá o seu saldo transferido para a conta Resultado do Exercício no momento da Apuração do Resultado Líquido do Exercício. ficou com saldo igual a zero... ou seja. que representa o LUCRO BRUTO DO EXERCÍCIO. a conta Custo das Mercadorias Vendidas. RESULTADO OPERACIONAL LÍQUIDO Resultado Operacional Líquido: é o resultado do Lucro Bruto menos as Despesas Operacionais..

Encargos Sociais . Variações Monetárias Passivas . Salários Outras . Impostos e Taxas Outras . Café e Lanches . Luz e Telefone . Material de Embalagem . Despesas com Créditos de Liquidação Duvidosa . Pró-labore . Despesas Bancárias . Material de Expediente . Encargos Sociais . Aluguéis Passivos . Combustíveis . Juros Passivos DESPESAS ADMINISTRATIVAS Pessoal . Serviços de Terceiros . Honorários da Diretoria . Descontos Concedidos . Fretes e Carretos . Depreciação . Elas podem ser agrupadas do seguinte modo: DESPESAS COM VENDAS Pessoal . Despesas Eventuais Tributárias . Comissões sobre Vendas . Salários Gerais . Perdas Não-cobertas por Seguros 36 .DESPESAS E RECEITAS OPERACIONAIS DESPESAS OPERACIONAIS: são aquelas decorrentes do desenvolvimento das atividades normais da empresa. Condução e Transporte . Propaganda e Publicidade DESPESAS FINANCEIRAS . Prêmios de Seguro . Multas Fiscais . Água e Esgoto . Despesas Eventuais OUTRAS DESPESAS OPERACIONAIS . Amortização .

se for credor. como.3. ele poderá ser registrado na conta Ganhos em Transações do Ativo Permanente 5. Se o saldo desta conta for devedor. como. corresponderá a Lucro Líquido.  Quando chegamos a este ponto. 37 . após os lançamentos exemplificativos apresentados neste capítulo. por exemplo. bem como todas as demais receitas do período. Receitas Eventuais DESPESAS E RECEITAS NÃO-OPERACIONAIS DESPESAS NÃO-OPERACIONAIS: são aquelas decorrentes de transações nãoincluídas nas atividades principais ou acessórias da empresa. Juros Ativos .4. o montante obtido na alienação de Bens ou Direitos integrantes do Ativo Permanente. por exemplo. para apurar o Resultado do Exercício. Aluguéis Ativos . são aquelas provenientes de transações nãoincluídas nas atividades principais ou acessórias que constituem objeto da empresa. Variações Monetárias Ativas . Descontos Obtidos . APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO — RESULTADO LÍQUIDO  Você deve ter percebido que. Receitas de Serviços RECEITAS FINANCEIRAS . Vendas de Mercadorias . corresponderá a PREJUÍZO LÍQUIDO. Perdas recuperadas . ele poderá ser representado pela conta Perdas em Transações do Ativo Permanente. o custo (valor contábil) de Bem do Ativo Permanente que deve ser apurado quando este for alienado. RECEITAS NÃO-OPERACIONAIS: • Quando o resultado dessas transações for positivo. quase sempre inserimos esta frase: • “O saldo desta conta será transferido para a conta Resultado do Exercício no momento da apuração do Resultado Líquido”. basta transferir todas as despesas e encargos do período. As mais comuns são: RECEITA BRUTA .Receitas Operacionais: são também aquelas decorrentes do desenvolvimento das atividades normais da empresa. Rendimentos sobre Aplicações Financeiras OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS . após termos efetuados todos os ajustes e apropriações necessários. baixado ou liquidado. Isso ocorre porque esta conta recebe a débito todas as despesas e encargos e a crédito o Resultado da Conta Mercadorias (saldo credor). bem como todas as receitas. para a conta Resultado do Exercício. • Quando o resultado apurado nessas transações for negativo.

Debitam-se a conta Resultado da Conta Mercadorias (se credor) e todas as demais receitas do período e credita-se a conta Resultado do Exercício.Esse procedimento compõem. é preciso efetuar cálculos extracontábeis para se ajustar o Resultado do Exercício e. ajustado conforme determina a legislação. as empresas devem calcular e contabilizar a PROVISÃO para Pagamento da Contribuição Social e a PROVISÃO para Pagamento do Imposto de Renda. em seguida. Normalmente. com base no Resultado do Exercício apurado no final de cada período.500 R$ 414. pois as receitas superaram as despesas. Para fazer face a esse compromisso fiscal. para se calcular adequadamente o valor a ser provisionado. 38  . de um ano ou outro.712. Debita-se a conta Resultado do Exercício e creditam-se todas as Contas de Despesas e encargos do período. conforme estabeleça a legislação. conforme estabeleça a legislação. de um ano ou outro.298. a alíquota que estiver em vigor no respectivo ano. que poderá ser de um mês. tenha apresentado a seguinte situação: Resultado do Exercício 1.200 PROVISÃO PARA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL  Trata-se de uma contribuição destinada ao financiamento da seguridade social devida pelas empresas ao Governo Federal. após efetuado os dois lançamentos acima. aplicar. como ocorre com a Contribuição Social. basicamente.  1. Portanto. as empresas estão obrigadas a pagar ao Governo Federal uma importância a título de Imposto de Renda. é criada uma provisão. que poderá ser um mês.300. no momento da apuração do Resultado do Exercício. Esse saldo representa LUCRO. a base para o cálculo desta provisão é o Resultado do Exercício antes de calculada a Provisão para o Imposto de Renda. Sobre esse lucro. b.   PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA  Com base no Resultado do Exercício apurado no final de cada período. contabilizada na conta Provisão para Imposto de Renda. nesse Resultado ajustado. Suponhamos que a conta Resultado do Exercício. de dois lançamentos: a.300  Observe que o saldo da conta RESULTADO DO EXERCÍCIO é credor de R$ 414.

39 . rendimentos. • Poderão ser compensados. os prejuízos fiscais de exercícios anteriores. base de cálculo igual ao Resultado do Exercício antes das provisões (a mesma base de cálculo da Provisão para Contribuição Social). despesas. • PREJUÍZOS ACUMULADOS  Os Prejuízos Acumulados correspondem a prejuízos apurados pela contabilidade em exercícios anteriores. no LALUR o LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO ( LL ) é ajustado observando as adições. rendimentos.Exclusivamente para fins didáticos. legalmente. receitas e quaisquer outros valores INCLUÍDOS na apuração do Lucro Líquido que. provisões. com base no Lucro Real. O Lucro Real é determinado com base na escrita que o contribuinte deve manter. observados os prazos previstos no Regulamento do Imposto de Renda. é importante saber que esta provisão deve ser calculada. perdas. e é demonstrado no Livro de Apuração do Lucro Real — LALUR. LUCRO REAL: é o Lucro Líquido do Exercício.  Assim. receitas e quaisquer outros valores NÃOINCLUÍDOS na apuração do Lucro Líquido que. exclusões e compensações. • O prejuízo fiscal é o apurado na demonstração do Lucro Real e registrado no LALUR. exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação tributária. LIMITADOS AO LUCRO REAL do exercício da compensação. • Entretanto. ajustado pelas adições. à vontade do contribuinte. devem ser computados na determinação do Lucro Real. Devem ser ADICIONADOS: • custos. encargos. total ou parcialmente. não sejam dedutíveis na determinação do Lucro Real. de acordo com a legislação tributária. não sejam computados no Lucro Real. de acordo com a legislação tributária. o seguinte: • • alíquota igual a 25%. observando as leis comerciais e fiscais. que estejam devidamente contabilizados a débito da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados. resultados. resultados. de acordo com a legislação tributária. • Devem ser EXCLUÍDOS: • valores cuja DEDUÇÃO seja autorizada pela legislação tributária e que não tenham sido computados na apuração do Lucro Líquido do período-base. participações e quaisquer outros valores DEDUZIDOS na apuração do Lucro Líquido que.

478 S 20... • 40 .....  5... • Empregados..5..........478 Veja a posição das contas envolvidas em seus respectivos Razonetes: Resultado do Exercício 282....000 Lucros ou Prejuízos Acumulados S 20.......... parte dele poderá permanecer na própria conta Lucros ou Prejuízos Acumulados. o qual terá as destinações constantes dos itens a seguir............ • Administradores.. deverão ser calculadas e contabilizadas as participações: • Debêntures.000 282..... encerrando-se.. ainda.• Esses prejuízos deverão ser compensados pelo lucro apurado no exercício atual. à distribuição aos sócios ou... • O Lucro Líquido do Exercício poderá se destinar à formação de Reservas. após as deduções da Provisão para Contribuição Social e da Provisão para o Imposto de Renda. • contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados.. TRANSFERÊNCIA PARA LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS  O Lucro do Exercício... PARTICIPAÇÕES  Conforme a legislação atual.. fica com saldo igual a zero. após a Provisão para o Imposto de Renda.478 Observações: A conta Resultado do Exercício..... sendo debitada por R$ 282. 282.478.. • Partes beneficiárias. após apurado o Resultado do Exercício e calculadas as Provisões para Contribuição Social e para pagamento do Imposto de Renda. denomina-se Lucro Líquido do Exercício.. será transferido para a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados através do seguinte lançamento: Resultado do Exercício a Lucros ou Prejuízos Acumulados Transferência que se processa referente ao Lucro Líquido do Exercício .5. • A conta Lucros ou Prejuízos Acumulados recebeu a crédito o Lucro Líquido do Exercício.. menos as participações.. Assim.. o Resultado do Exercício..1.... que no nosso exemplo foi igual a R$ 282.478... pois seu saldo foi transferido para a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados..478 282. DISTRIBUIÇÃO E DESTINAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 5..

são aquelas criadas livremente pela assembléia geral (sociedades por ações).º 6. As sociedades por ações são obrigadas a distribuir anualmente dividendos aos seus acionistas. A Reserva de Correção Monetária do Capital também é Reserva de Capital. na constituição da reserva legal. conforme determina o artigo 202 da Lei n. as Reservas para Contingências e as Reservas de Lucros a Realizar. Reservas de Capital: são aquelas constituídas pelos ágios obtidos na colocação de ações da empresa. Reservas Livres: b.404/76). Reservas Estatutárias: são aquelas criadas em virtude de disposições contidas nos estatutos (sociedades por ações). DIVIDENDOS  Os dividendos correspondem à parte do Lucro Líquido que é distribuída aos acionistas.RESERVAS As reservas podem ser dos seguintes tipos: a. antes de qualquer outra destinação.º 6. que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social.404/76 “ Do lucro líquido do exercício. essas reservas são conhecidas por Reservas Contratuais. 182.404/76:  41 . § 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no exercício em que o saldo dessa reserva.º 6. pelo produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição. Reservas de Reavaliação: são constituídas pelos aumentos de valor atribuídos aos elementos do Ativo em virtude de novas avaliações. desde que superiores aos acréscimos decorrentes da correção monetária das demonstrações financeiras. exceder de 30% (trinta por cento) do capital social. 5% (cinco por cento) serão aplicados. pelo prêmio recebido na emissão de debêntures bem como as constituídas pelo recebimento de doações e as subvenções para investimentos (art. c. como. acrescido do montante das reservas de capital de que trata o § 1º do art. por exemplo. § 2º A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar o capital. 182 da Lei n. os quais fixarão seus limites e destinação. por proposta dos órgãos da administração com fins específicos. Nos demais tipos de sociedades. Reservas de Lucros: são extraídos do Lucro Líquido apurado pelas empresas e podem ser: Reserva Legal: segundo artigo 193 da Lei n.

e reversão das mesmas reservas formadas em exercícios anteriores. metade do lucro líquido do exercício diminuído ou acrescido dos seguintes valores: I — quota destinada à constituição da reserva legal (art. PU Total Qtd. se este for omisso. em cada exercício. ou Ficha de Estoque. 6. podemos saber a qualquer momento o valor das mercadorias em estoque. Mercadoria: Data Histórico Método: Entrada Qtd.Os acionistas têm direito de receber como dividendo obrigatório. Saída PU Total Qtd. Desse modo. a porcentagem. II — importância destinada à formação de reservas para contingência (art. § 1º — O estatuto poderá estabelecer o dividendo como porcentagem do lucro ou do capital social. conforme consta do artigo 202. é indispensável a utilização de um sistema extracontábil. • Para se efetuar este controle. É um fato permutativo  bens x bens Inventário Permanente  é quando acompanhamos passo a passo todos os fatos que envolvem mercadorias. desde que sejam regulados com precisão e minúcia e não sujeitem os acionistas minoritários ao arbítrio dos órgãos de administração ou da maioria. porém.1. quando nos estatutos não constarem critérios para a distribuição. Quando se adquire um bem. os ACIONISTAS TERÃO DIREITO DE RECEBER 50% do Lucro Líquido. Saldo PU Total 42 . TRATAMENTO DOS ESTOQUES 6. ou. pois a lei assim determina. III — lucros a realizar transferidos para a respectiva reserva (art. A conta Mercadorias em Estoque é essencialmente PATRIMONIAL. bem como a base sobre a qual serão calculados os dividendos.195).193). ou fixar outros critérios para determiná-lo. transcrito anteriormente. poderão ser diferentes em cada empresa. a parcela dos lucros estabelecia no estatuto.  Os critérios para distribuição dos dividendos devem constar dos estatutos da companhia. a Ficha de Controle e Avalização de Estoque. CONCEITOS CONTÁBEIS APLICADOS E PRINCIPAIS CONTAS Custos  são gastos incorridos na aquisição de bens ou serviços.197). não há movimentação no ativo da empresa. e lucros anteriormente registrados nessa reserva que tenham sido realizados no exercício. visto que a mesma não teve diminuída sua riqueza patrimonial.

6. Método UEPS – Último a Entrar.00 Valor Total $ 10. Valor Total $ 6. 400 500 350 - Saída Total 5.750.562. Primeiro a Sair  consiste em se atribuir ao CMV os preços das primeiras compras.212.562. 1.692.00 Mercadoria: Data Hist. 600 450 100 PU 15.: automóveis.341.46 Valor Total $ 10.762.200. Este método somente é aplicável em produtos de valor significativo.00 C/C ICMS 4 1 1.00 ICMS $ 1. Ex. ficando o estoque remanescente avaliado pelo valor das últimas aquisições.46 1 43 .50 15.00 MERCADORIAS 1 5.50 18.670.00 Valor Total $ 3.450.00 6.00 Líquido $ 8.Método CMPM – Custo Médio Ponderado Móvel  consiste em se atribuir às mercadorias vendidas o preço médio das mercadorias em estoque Método PEPS – Primeiro a Entrar.50 1.200.00 17.00 7.200.316.920.200.50 Vendas 4.50 17.25 17.800.73 ICMS $ 1. etc.26 ICMS $ 1. 9. Método: CMPM Entrada Qtd.00 Líquido $ 2.00 11. 2.50 - Saldo Total Qtd.460.000. Primeiro a Sair  consiste em se atribuir ao CMV os preços das últimas compras.950.341.300.Custo Médio Ponderado Fixo  consiste em se identificar o custo real para cada unidade vendida.26 2.650. terrenos.25 17. ficando o estoque remanescente avaliado pelo valor das primeiras aquisições.00 8.725.440.00 Líquido $ 8.725.141.25 = = = Líquido $ 5.00 Caixa / Fornecedores 4 6.484.50 3.00 9.750.300.25 Total 5. 5.00 ICMS $ 2.00 = = = Líquido $ 11. 3.908.75 - Qtd.00 13.05 ICMS $ 1.25 17. Método CMPF .033.73 Valor Total $ 8.141.00 Líquido $ 6.00 400 900 300 650 200 100 PU 13. Valor Total $ 13.600.00 ICMS $ 540.25 PU 13.00 15.00 4.484. Método do Custo Médio Ponderado Móvel (CMPM)  Exemplo: Compras 1.50 17.00 5 10 15 20 25 30 1 2 4 3 5 6 1.

05 25.316.440. Valor Total $ 6. Método PEPS – Primeiro que entra / Primeiro que sai Exemplo: Compras 1.46 5 6 (S) 10.680.00 8.920.84 2 3 (S) CAIXA / CLIENTES 4 5 5 (S) 13.812.062.692.05 Vendas 4.00 Líquido $ 2. 400 500 - Saída Total 5.46 2.25 ICMS $ 2.00 Líquido $ 8.75 3.33 8.725.700.014.00 1.75 5.00 17.50 - Qtd.750.00 3.000.M.00 C.00 7.50 1.00 1.26 ICMS $ 1.300. 5. Valor Total $ 13.V.00 8. Valor Total $ 3.468.50 = $ 3.50 18.00 5.750.00 VENDAS 11.875.00 18.762. Valor Total $ 10.003.600.2 3 8.00 8.341.762.787.00 - 200 100 18.800.00 6. 4 5 6 (S) 4 5 6 (S) 9.00 2.00 ICMS $ 1.562.50 - - - 300 350 17.50 6.50 17.562.50 1.00 Líquido $ 6.73 1.200.73 3.460.484.50 - 25 5 - - - 300 150 450 17.50 Líquido $ 11.200.033.00 10.00 ICMS $ 540.50 18.50 PU 13.000.800.468.787.200.600.562.00 400 500 300 PU 13.00 22.670.908.440.670.50 8.CMV RCM = 22.316. Valor Total $ 8.692.00 6.00 27.750.00 1.50  RCM/Vendas = 16.00 8.50 Total 5. 400 200 600 PU 13.00 Mercadoria: Data Hist.00 – 18.00 = = = = = = Líquido $ 5.00 30 6 - - - 100 44 .00 Líquido $ 8.920.00 - Saldo Total Qtd.00 5.875.00 5 10 15 1 2 4 20 3 350 18.500.00 5 6 ( S) 2 3 1.200.50 RCM (Lucro Bruto) = Vendas Líquidas .00 3.250.750.562.750.75 18.250.908.73 ICMS $ 1.725.00 429.400.00 2.141. Valor Total $ 10.00 7.00 17.250.75 - 5.55 540.725.75 6.460.00 17. Método: PEPS Entrada Qtd.50 1.38 % 2.00 ICMS $ 1.

00 Líquido $ 8.50 1.562.00 8.468.750.V.00 8.00 Método: UEPS Entrada Qtd.700. Valor Total $ 13.300.00 13.50 1.00 Líquido $ 2.25 ICMS $ 2.46 2.00 1.440.84 1 2 3 (S) CAIXA / CLIENTES 4 5 5 (S) 13.00 C/C ICMS 4 1 1.33 8.692.00 8.00 C. - ICMS $ 1.00 17.141.460.341.000.00 1.908.00 ICMS $ 1.600. Valor Total $ 3.50 1.00 400 500 300 PU 13.00 12. 8.50 - 25 5 - - - 350 100 450 18.562.50 = $ 3.00 1.00 30 6 - - - 100 13.484.300.50 - - - 300 350 17.562.00 2.200.00 5.830.00 18.00 Caixa / Fornecedores 4 6.00 Líquido $ 6. 8.00 8.062.875.00 429.50 18.00 ICMS $ 540.750.700.50 13.920.50 6.200.468.73 3.00 1.670.062.00 1.00 - Saldo Total Qtd.875. Valor Total $ 6.75 - 5.637.05 25.200.00 6.00 5 10 15 1 2 4 20 3 350 18.250.341.003.50 - 200 100 13.920.562.05 Vendas 4.200. 400 500 - Saída Total 5.00 Mercadoria: Data Hist.75 13.00 6.00 22.M.050.00 8.250.014.00 Líquido $ 8.00 3.50 Líquido $ 11.316.341.875.50  RCM/Vendas = 17.062. Método UEPS – Último que entra / Primeiro que sai Exemplo: Compras 1.00 10.600.75 6.00 C/C ICMS 4 5 6 ( S) 1 2 3 1.46 1 45 .033.50 Total 5.26 2. Valor Total $ 10.55 540.00 10.250.00 8.00 8.750.00 8.637.460.00 6. Valor Total $ 8.00 MERCADORIAS 1 5.562.400.750.692.750.300.00 – 18.316.26 ICMS $ 1.00 17.73 ICMS $ 1.50 RCM (Lucro Bruto) = Vendas Líquidas .141.00 5.200.CMV RCM = 22. 500 100 600 PU 17.05 % 3.141.00 2.00 PU 13.26 2.46 Caixa / Fornecedores 4 5 6 (S) 4 5 6 (S) 4 5 6 (S) 6.00 = = = = = = Líquido $ 5.800.300.00 1.908. Valor Total $ 10.46 10.670.00 VENDAS 11.MERCADORIAS 1 2 3 5.440.73 1.800.50 17.00 27.600.50 - Qtd.484.484.000.

014.641.950.412.460.341.00 22.CMV RCM = 22.00 21.908.750.25 17.512. Valor Total $ 13.670.00 5 10 15 20 25 30 1 2 4 3 5 6 - - 650 200 100 1.468.300.2 3 8.00 Totais 1250 20.00 5 6 ( S) 2 3 1.460.00 – 18.50 18. 3.50 RCM (Lucro Bruto) = Vendas Líquidas .00 1.50 17.468.00 8.871.50 = $ 21. Método do Custo Médio Ponderado Fixo (CMPF)  Exemplo: Compras 1.00 429.316.50 100 MERCADORIAS 20. 400 900 300 PU 13.00 10.00 Valor Total $ 3.00 Valor Total $ 10. 12.725.50 3.000.73 ICMS $ 1.200.468.920.73 Valor Total $ 8.00 17.00 VENDAS 22.50 6.54 4.05 ICMS $ 1.00 Caixa / Fornecedores 25.468.212.600.484.400.70 % 4.26 ICMS $ 1.562.650.512.55 540.000.014.412.00 15.920.00 Líquido $ 6.50 1.33 8.00 1.800. 600 450 100 1150 PU - PU 13.50 15.41 18.033.00 8.V.00 Líquido $ 8. 5.862.00 13.637.562.440. 18.25 16. 6.00 Líquido $ 8.141.750.692.00 = = = Líquido $ 11.41 Total 5.014.003.316.50 Vendas 4.75 - Qtd.00 C.200.25 17.50 46 . 400 500 350 - Saída Total 5.00 7.50 (s) 429.73 1. Método: CMPF Entrada Qtd.800.46 (s) 25.00 2.25 = = = Líquido $ 5.00 6.84 (S) CAIXA / CLIENTES 27.00 ICMS $ 540.600.M. Valor Total $ 6.300.50  RCM/Vendas = 4.871.V.M.00 1.00 C/C ICMS 4.692.05 25.450.908.502.200.00 ICMS $ 1.00 3.00 ICMS $ 2.50 - Saldo Total Qtd.50 22.00 7.00 27.955. 2.00 Líquido $ 2.50 1.440.670.300.84 1.84 2 3 (S) CAIXA / CLIENTES 4 5 5 (S) 13.400.00 11.00 VENDAS 11.00 C.50 16.00 Mercadoria: Data Hist.46 5 6 (S) 4 5 6 (S) 4 5 6 (S) 10.00 4.932.750.562.250.862.46 Valor Total $ 10.

foram vendidas também em primeiro lugar.00 – 18.CMV RCM = 22. No inventário permanente a cada operação de venda.150) = $ 18. quando da apuração do CMV através de contagem física do estoque final e uso da fórmula (CMV = Ei + C – Ef). mantém o CMV e o estoque final (Ef) entre os valores obtidos através dos métodos anteriores.50). motivo pelo qual a conta Mercadorias Mista é utilizada apenas no inventário periódico. periódico ou permanente.468.250) e multiplica-se pelo total físico das saídas (1.512.596. imediatamente. • • • • • • • 47 .871.400. logo os inventários se eqüivalem. partindo do pressuposto que as primeiras unidades compradas. No inventário periódico. deverá ser registrado em livro fiscal denominado Registro de Inventário.50 RCM (Lucro Bruto) = Vendas Líquidas . o Método UEPS superavalia o CMV e subavalia o estoque final (não é aceito pela Legislação do Imposto de Renda). enquanto que no período-base.871.468.50 = $ 3.01 % Resumo dos Métodos  • • o Método PEPS subavalia o CMV e superavalia o estoque final.50  RCM/Vendas = 16. o estoque final (Ef) é avaliado ao preço de custo das últimas unidades adquiridas. divide-se pelo total físico das Entradas (1.50 Cálculo  Toma-se o total financeiro das Entradas ($ 20. o que nos força a concluir que o resultado final obtido no PEPS do inventário permanente é o mesmo obtido no inventário periódico.00 (s) (S) 18.(S) 27. é possível identificar o CMV.871. No inventário permanente – método PEPS – os pressupostos são idênticos. o Método do Custo Médio Ponderado – CMP. Observe que as únicas alterações existentes nos três métodos estão no valor do estoque final (Ef) e no valor do custo das mercadorias vendidas (CMV). o valor correspondente ao estoque existente no final do período-base. Representam mercadorias disponíveis para venda durante o período o valor do estoque inicial mais o valor das compras  Mercadorias = Ei + C Seja qual for o inventário utilizado.00 22.

adquire um direito (de receber) com o comprador. por sua vez. CONTABILIZAÇÃO DE ALGUMAS CONTAS ESPECÍFICAS OPERAÇÕES COM DUPLICATAS Nas operações mercantis de venda. • • vendedor é considerado  Emitente. e este. Credor comprador é considerado  Aceitante. não afetando o Patrimônio da empresa. Devedor. somente para controle dos títulos que estão em cobrança. a empresa poderá manter um controle extra-contábil das duplicatas enviadas ou utilizar CONTAS DE COMPENSAÇÃO dentro da própria contabilidade. Cliente I. Ex. Para o registro da cobrança. Cedente.7.: Utilizando a Conta de Compensação a) Remessa ao Banco conforme borderô: Débito Crédito  Banco Conta Cobrança Simples  Efeitos para Cobrança (ATIVO) (PASSIVO) Obs. Sacado.: se não optar pela Conta de Compensação não se deve proceder a nenhum lançamento b) Pelo recebimento das duplicatas pelo Banco: Débito Crédito Débito Crédito     Banco Conta Movimento Clientes (Duplicatas a Receber) Efeitos para Cobrança Banco Conta Cobrança Simples 48 (PASSIVO) (ATIVO) . Conta de Compensação  são contas de uso paralelo e optativo. Logo. existe uma transferência de bens do vendedor para o comprador. sendo criadas contas no Ativo e no Passivo. Sacador. o comprador assume uma obrigação (de pagar) com o vendedor. COBRANÇA SIMPLES  Com a cobrança simples o Banco apenas recepciona as duplicatas recebidas através de borderô pela empresa (emitente).

No recebimento da Duplicata descontada  quando a Duplicata Descontada é PAGA pelo devedor.Obs.  na contabilidade do emitente: • DEBITA-SE a conta DUPLICATAS DESCONTADAS. Entretanto.: no caso de pagamento com juros. • CREDITA-SE a conta DUPLICATAS DESCONTADAS pelo valor bruto. Ex. a saber: desconto. Os encargos financeiros decorridos da transação representam DESPESAS ANTECIPADAS e também devem ser classificadas no AC ou ARLP. Quando do desconto.000 Banco 9.400 10.: A empresa envia ao banco uma duplicata de $ 10.000 1 2 1 3 4 1 4 1. caso o devedor não honre o pagamento do título. Juros p/ dia de atraso: $ 5 Clientes 10. a solidariedade entre devedor e credor dá à instituição financeira o direito de receber do credor. • DEBITA-SE a conta ENCARGOS FINANCEIROS pelo valor dos juros. no vencimento. quando o cliente paga a duplicata e quando o cliente não paga a duplicata.: no caso de cobrança de duplicatas com juros. cobrando juros de $ 600.000 com vencimento em 10/01/2002. Quando do envio dos títulos para desconto.000 10.Ativo Circulante ou ARLP – Ativo Realizável a Longo Prazo. a empresa transfere os direitos de recebimento para a entidade financeira que a descontou. 49 . e. • 2. • • • a Conta Duplicatas Descontadas deve ser classificada como REDUTORA no AC . proporcionalmente ao prazo de vencimento das duplicatas.000 50 Encargos Financeiros 600 50 (-) Duplicatas Descontadas 2 10. proceder o lançamento dos juros na conta Juros Ativos Na empresa devedora deverá ser processado o seguinte lançamento: Débito Crédito  Fornecedores  Disponível (CAIXA / BANCO) Obs. No momento do Desconto  na contabilidade do emitente: • DEBITA-SE a conta BANCO pelo valor líquido. o banco realiza o desconto em 21/12/2001. DESCONTO DE DUPLICATAS  é uma operação onde a empresa detentora dos títulos recebe os valores dos títulos antecipadamente. dependendo do vencimento das duplicatas.000 10.000 1 3 10. ocorrem 3 etapas. como se o banco estivesse fazendo um empréstimo à empresa e esta tivesse dado as duplicatas como garantia. proceder o lançamento na conta Juros Passivos II. sendo apropriados em contas de resultado à medida que forem sendo incorridos.

Quando do acerto..... • CREDITA-SE a conta CAIXA ou BANCO • • 3... 50 . a empresa deverá apropriar o restante (10 dias) em conta de resultado: DÉBITO  Encargos Financeiros CRÉDITO Juros a Vencer ........ $ 300 (600/20 x 10 = 300) III. VIAGEM pelo valor correto das despesas... Quando o devedor não paga a duplicata e a mesma é debitada pelo banco  na contabilidade do emitente: • DEBITA-SE a conta DUPLICATAS DESCONTADAS. ADIANTAMENTOS DIVERSOS  não é considerado despesa nem receita.. • • No encerramento do mês de dezembro/2001.... Logo devemos considerar como despesas 10 dias para o exercício de 2001 e 10 dias para o exercício de 2002... • CREDITA-SE a conta BANCO  4. a empresa deverá proceder ao seguinte lançamento: DÉBITO  Encargos Financeiros CRÉDITO Juros a Vencer ... Se o banco cobrar juros pelos dias de atraso = 10 dias após o vencimento • DEBITA-SE a conta ENCARGOS FINANCEIROS • CREDITA-SE a conta BANCO No caso em questão.. o valor gasto em despesas de viagem foi maior que o adiantamento • DEBITA-SE a conta DESP. $ 300 (600/20 x 10 = 300) • No encerramento do mês de janeiro/2002..CREDITA-SE a conta CLIENTES. foi descontada uma duplicata no dia 21/12/2001 e o seu vencimento era para 10/01/2002.. • • Adiantamento concedido é DIREITO......  na contabilidade do devedor: • DEBITA-SE a conta FORNECEDOR. • CREDITA-SE a conta CAIXA pelo valor da diferença que sobrou. CAIXA 100 500 100 Despesas de Viagem 600 500 400 Adiantamento Viagens 500 500 1 500 2 500 3 3 1 1 2 3 Ex. VIAGENS pelo valor do adiantamento CREDITA-SE a conta CAIXA pelo valor do adiantamento... Adiantamento recebido é OBRIGAÇÃO.. podem ocorrer 3 momentos  • 1.: É feito um adiantamento para despesas de viagem no valor de R$ 500  • • DEBITA-SE a conta ADIANT.

VIAGEM pelo valor correto das despesas. 2.• • CREDITA-SE a conta ADIANT.000 1 a 1 a . • DEBITA-SE a conta DESP.000 Aluguéis Ativos 1. O valor gasto em despesas de viagem foi menor que o valor do adiantamento. BOA VIDA – LOCADOR ( recebedor ) REF (Result. • CREDITA-SE a conta CAIXA ou BANCO no valor total do aluguel. Como será a situação em 31/12/2001 ( a ) para a contabilidade da empresa XYZ e da BOA VIDA ? XYZ . sub-grupo DESPESAS DO EXERCÍCIO SEGUINTE. Futuros) a 1.000 Caixa ou Banco 3.: A empresa XYZ aluga um imóvel comercial de outra empresa. VIAGENS pelo valor do adiantamento.LOCATÁRIO ( pagador ) Aluguel a Vencer 3.: • No contabilidade do LOCATÁRIO (Pagador – empresa XYZ) • DEBITA-SE a conta ALUGUEL A VENCER no valor total do aluguel.000 1. • DEBITA-SE a conta DESP. O valor gasto em despesas de viagem foi igual ao valor do adiantamento.000 Despesas de Aluguel 1. ALUGUÉIS A VENCER  é mais uma situação em que a conta se encontra no ATIVO.200 mensais. VIAGENS pelo valor do adiantamento. O prazo de vigência do aluguel será 3 meses. VIAGENS pelo valor do adiantamento. Geralmente devemos pegar o valor total da despesa e dividir pelo período em que esta despesa será realizada.000 3. • IV. 3. VIAGEM pelo valor correto das despesas. DE ALUGUEL no valor da parcela rateada.000 1 Caixa ou Banco 3.000 1 a Obs. Mas a empresa XYZ consegue um desconto de R$ 600 para pagamento à vista. • CREDITA-SE a conta ADIANT. O valor do aluguel seria R$ 1. pagáveis todo dia 30 do mês. • DEBITA-SE a conta DESP. • CREDITA-SE a conta ALUGUEL A VENCER no valor da parcela rateada. Exerc. O contrato é assinado em 30/11/2001. • DEBITA-SE a conta CAIXA pelo valor da diferença que faltou. No contabilidade do LOCADOR (Recebedor) 51 • . • CREDITA-SE a conta ADIANT. Ex. a BOA VIDA Ltda.

não pode ser contabilizado como despesa. tendo em vista. Através dela. Entretanto. sendo utilizados pela empresa. É evidente que para se depreciar o valor gasto na aquisição de um bem é preciso atender a algumas exigências legais. Esse gasto. resultante do desgaste pelo uso. • CREDITA-SE a conta ALUGUÉIS ATIVOS no valor da parcela rateada. deixam de ser convenientes para a empresa. principalmente. • CREDITA-SE a conta RES. DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO 8. Os bens materiais que comumente aparecem no Ativo Imobilizado e estão sujeitos à depreciação são: . FUTURO no valor total do aluguel. EXERC. Computadores . desgastam-se e perdem o valor. Por esse motivo é feito a depreciação. EXERC. Instalações . • DEBITA-SE a conta CAIXA ou BANCO no valor total do aluguel. o tempo de vida útil do bem. a empresa pode considerar como despesa o valor gasto na aquisição dos seus bens de uso. Imóveis ( construções) .1. esses bens. 8. desgastados pelo uso ou em função da natureza ou mesmo pela obsolescência. Móveis e Utensílios . FUTURO no valor da parcela rateada.• DEBITA-SE a conta RES.      Veja: 52 . Veículos Por que DEPRECIAR? Quando a empresa compra bens para o uso próprio. eles têm um tempo de vida útil o qual. Os bens não duram eternamente. por ser considerado investimento. ação da natureza ou obsolescência normal. DEPRECIAÇÃO  A depreciação dos Bens materiais do Ativo Imobilizado corresponde à diminuição do valor dos elementos ali classificáveis. ela efetua um gasto.

Sendo assim. Ação do tempo: Obsolescência: o próprio automóvel acima citado. é correto que se incorpore ao custo de cada exercício uma parcela do valor desses bens. sofre essas influências climáticas e se desgasta. O mais usado é o método linear ou em linha reta. Existem vários métodos de depreciação. grandes. com os novos inventos.Desgaste pelo uso: você compra um automóvel hoje. que consiste em aplicar taxas constantes durante o tempo de vida útil estimado para o bem. ao longo do período estimado de sua vida útil. fixar a taxa anual de depreciação. Por exemplo. são: CONTAS Computadores Imóveis. •   Quais os procedimentos que devem ser tomados para se contabilizar a depreciação? O primeiro passo é estimar o tempo de vida útil para o bem e. se o tempo de vida útil de um bem foi determinado em 10 anos. como método linear ou em linha reta. e por tais bens servirem às empresas em vários exercícios sociais. a taxa anual de depreciação será de 10%. de difícil manejo e transporte. exceto terrenos Instalações Móveis e Utensílios Veículos  PRAZOS ADMITIDOS 5 anos 25 anos 10 anos 10 anos 5 anos TAXAS ANUAIS 20 % 4% 10 % 10 % 20 % Depois de estabelecidos o tempo de vida útil e a respectiva taxa anual de depreciação. vamos verificar qual método de depreciação de vemos adotar. sendo usado diariamente. por exemplo. antigamente existiam as calculadoras manuais. Daqui a cinco ou seis anos esse automóvel. método do saldo decrescente etc. • Além desses motivos. todas as empresas procedem. temos calculadoras muito mais eficientes e em tamanhos incomparavelmente menores. à depreciação dos Bens materiais constantes do Ativo Imobilizado. por ficar exposto ao sol. à chuva. no final de cada exercício social. • Os prazos anualmente admitidos.   53 . método da soma dos dígitos. não terá o mesmo rendimento de quando novo. consequentemente. bem como as respectivas taxas de depreciação. Hoje.

. ref. Taxa x valor do bem = 100 Veja os cálculos: 10 x 50.. se for utilizado durante dois turnos.. sabendo que o saldo da conta é de R$ 50.. a esse período .. portanto.a.. que poderá variar conforme o número de turnos de utilização do bem a ser depreciado (cada turno corresponde a um período de oito horas). normal ou acelerada. se o bem for utilizado durante um único turno.000 Observações: • A conta debitada. Depreciação..... a ele será aplicada a taxa normal.. no momento da apuração do Resultado Líquido.. será aplicada a taxa multiplicada pelo coeficiente 1. Veja como é fácil: • • • Temos: Vamos calcular o valor da quota de depreciação da conta Móveis e Utensílios..000 100  = quota de depreciação R$ 5....... e se for utilizado durante três turnos.000 A contabilização da quota de depreciação é feita através do seguinte lançamento: Depreciação a Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios Depreciação anual sobre Móveis e Utensílios pela taxa De 10% a... 5. o valor acumulado das depreciações efetuadas durante o tempo de vida útil do bem.. • Assim. é patrimonial e representará. É mensal quando calculado e contabilizado mensalmente. O valor da quota mensal é obtido dividindo-se o valor da quota anual por 12.. O valor da quota anual é obtido aplicando-se a taxa normal de depreciação sobre o valor do bem. É anual quando calculada e contabilizada uma única vez ao ano.. seu saldo será transferido para a conta Resultado do Exercício... sempre..... basta aplicar a taxa sobre o valor desse bem...• • A depreciação pode ser anual ou mensal...5........ diferenciando-se tãosomente em relação à taxa aplicada...000 e a taxa anual é de 10%. Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios..0.... 54 ..... ainda. • Para se conhecer o valor da depreciação do bem em cada exercício... será aplicada a taxa multiplicada pelo coeficiente 2.. corresponde à despesa ou ao custo do período.. A depreciação pode ser. • A conta creditada..

• No Balanço Patrimonial. AMORTIZAÇÃO AMORTIZAÇÃO é a diminuição do valor dos Bens imateriais em razão do tempo.000.00. 8. será ela.000.000.000.00 Dessa forma. uma máquina com o valor de R$ 30.2. R$ 8.000. os valores por ano seriam invertidos.00 no 4º e R$ 2. • Caso a depreciação fosse decrescente. o valor contábil dessa máquina. ao fim do terceiro ano.00 ( 4 / 15 ) x R$ 30.000. a taxa de depreciação do referido ano deverá ser proporcional ao número de meses durante o qual o bem foi utilizado.00 = R$ 4. Contabilização 55 . •   Vamos falar sobre o método de depreciação da soma dos dígitos: Este método consiste em somar os dígitos da vida útil do bem.00 = R$ 8. será de R$ 18.00 = R$ 2.000.000. isto é.  Enquanto a depreciação é usada para os bens materiais (tangíveis).00 no 3º. Marcas e Patentes.000.00 = R$ 6.00 no 5º ano. Assim: Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Soma = 15 Como a depreciação é crescente. R$ 6.000. O numerador será o dígito do ano ou o inverso. teríamos R$ 10. Quando o bem for adquirido durante o ano. como Benfeitorias em Imóveis de Terceiros.00 ( 4 / 15 ) x R$ 30. então de: 1º ano 2º ano 3º ano 4º ano 5º ano ( 1 / 15 ) x R$ 30. O valor assim encontrado será o denominador. Por exemplo.000.00 ( 2 / 15 ) x R4 30. conforme se está em quotas crescentes ou decrescentes. a amortização é usada para os Bens imateriais (intangíveis).00 será depreciada em 5 anos.000.000.000.000. a conta Depreciação Acumulada de Móveis e Utensílios aparecerá do lado do Ativo como conta retificadora da conta do Ativo Permanente que serviu de base para seu cálculo.00 ( 3 / 15 ) x R$ 30.00 de depreciação no 1º ano. R$ 4.00 no 2º. Despesas de Organização etc.000.000.00 = R$ 10.

4. PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA  No final de cada exercício social é permitido que as empresas criem a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa. dos serviços prestados e das operações de conta alheia.200 = x 56 . observando-se que não poderão ser computadas as perdas relativas a direitos constituídos no próprio exercício. geralmente provenientes de vendas de mercadorias a prazo (se a empresa for comercial).000 = 100% 4. relativas aos direitos decorrentes do exercício da atividade econômica. essa Provisão tem por finalidade absorver as perdas que provavelmente ocorrerão no recebimento desses Direitos existentes no final de cada exercício. normalmente contabilizados nas contas Duplicatas a Receber.000 60. aplicando um percentual sobre o montante dos direitos existentes nesta data. O percentual a ser aplicado sobre os direitos citados SERÁ OBTIDO pela relação entre a soma das perdas efetivamente ocorridas nos últimos três exercícios.000 30. Para cobrir possíveis não-recebimentos desses Direitos é criada a Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa.000 20.  Por que criar a Provisão?  É sabido que no final do exercício social as empresas possuem Direitos a receber de terceiros.000 Perdas – Valores não Recebidos 500 3. ou creditando-se contas específicas correspondentes a cada bem amortizado. decorrentes da venda de bens nas operações de contas próprias. Somente poderão compor a base de cálculo dessa provisão os direitos oriundos da exploração da atividade econômica da empresa. a contabilização da amortização poderá ser efetuada debitando-se a conta Amortização e creditando-se a conta Amortização Acumulada.200 Cálculo do percentual: 60.  Ano X1 X2 X3 Totais Saldos da Conta Duplicatas a Receber em 1º de Janeiro 10. Como ocorre com a depreciação. englobando as amortizações efetuadas. e a soma dos direitos da mesma espécie existente no início dos exercícios correspondentes.000 700 4. ou Clientes.  Sendo assim. 8.

000  7% Neste caso. As despesas devem ser reconhecidas independentemente do seu pagamento e as receitas. as despesas serão consideradas no exercício a que pertencerem. tenham ou não sido recebidas. por ocasião da apuração dos resultados anuais. algumas podem ser feitas uma única vez ao ano. Segundo a Resolução CFC n. Entretanto.Logo: 4. 9. são sete os Princípios Fundamentais de Contabilidade. tenham ou não sido pagas. o percentual para fins de cálculo da provisão será de 7%.200 x 100 = 60. Assim. é preciso proceder às apropriações e aos ajustes em Contas de Despesas e de Receitas. TRATAMENTO DE RECEITAS E DESPESAS ANTECIPADAS  Para que os resultados dos exercícios apurados pelas empresas estejam de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade.º 750/93. precisam ser feitas mensalmente. somente quando de sua realização. por sua natureza. Existem APROPRIAÇÕES que. 57 . em 31 de dezembro de x3. AJUSTES EM CONTAS DE DESPESAS  Os ajustes nas Contas de Despesas devem ser feitos para apropriar tanto as despesas pertencentes ao mês (ou ao ano) e não-pagas como as que foram pagas antecipadamente. entre os quais destacamos o Princípio da Competência: as receitas e despesas devem ser reconhecidas na apuração do resultado do período a que pertencerem e de forma simultânea quando se correlacionarem. e as receitas serão consideradas no exercício em que forem realizadas (geradas).1.    9.

isto é........000. COFINS.... ou no último dia do ano......   a. PIS sobre Faturamento.... .... PIS sobre faturamento. No dia 31 de maio.... uma vez que paga a despesa de seguro... A mais comum dessas despesas é a despesa com seguro. no dia do pagamento. (Geralmente.. ICMS sobre Vendas.. a qual... no valor de R$ 5.. pelo período de um ano. COFINS a recolher.. DESPESAS INCORRIDAS E NÃO-PAGAS  Suponhamos que o aluguel do período onde está instalada a nossa empresa.. contribuições de previdência.. referente a seguro contra incêndio. deva ser pago no dia 10 de junho de acordo com o contrato de locação.. Aluguéis a Pagar etc..)   58 ....000  Através desse lançamento.f. FGTS etc.. é registrada a débito da conta Prêmios de Seguro a Vencer. Suponhamos que no dia 4 de agosto a empresa tenha efetuado um pagamento no valor de R$ 36. dentro do mês de sua ocorrência. o Patrimônio segurado fica coberto contra o risco durante 365 dias.. Existem despesas que ocorreram dentro do mês mas que serão pagas somente no mês seguinte. A APROPRIAÇÃO dessas despesas é feita debitando-se uma Conta de Despesa que represente o referido encargo e creditandose uma conta que represente a respectiva Obrigação.... COFINS. referente ao mês de maio.. deve ser apropriada a importância correspondente à despesa do mês ou do ano.. ICMS a Recolher... Contribuições de Previdência a Recolher. Contribuições de Previdência..500 para a Companhia Seguradora...... 5..... isto é. aluguéis etc. PIS sobre Faturamento a Recolher.. Como o pagamento somente será efetuado no dia 10 do mês seguinte..  b. foi creditada a conta Aluguéis a Pagar para registrar a referida Obrigação..... FGTS. As contas que representam as OBRIGAÇÕES podem ser: Salários a pagar. A apropriação no último dia do mês é feita debitando-se uma conta que representa a referida despesa e creditando-se a Conta do Ativo Circulante que registrou a despesa paga antecipadamente. fica apropriada a despesa de aluguel no mês de maio.).... mensalmente. ICMS sobre vendas.. os seguros contra incêndio são feitos pelo período de um ano.... DESPESAS PAGAS ANTECIPADAMENTE  As despesas do mês que foram pagas antecipadamente estão registradas em Contas do Ativo Circulante. será feita a apropriação da referida despesa através do seguinte lançamento: Aluguéis Passivos a Aluguéis a Pagar Pela apropriação do aluguel deste mês a ser pago Em 10 de junho p. As contas que representam as DESPESAS podem ser: Salários. FGTS a Recolher. Aluguéis Passivos etc.. As mais comuns são: DESPESAS com a folha de pagamento (salários.

500   A conta debitada (Prêmios de Seguro a Vencer) é Conta do Ativo Circulante que registra a despesa paga antecipadamente. 15... Veja: R$ 36..... Se a apropriação for feita somente no final do ano..... a empresa efetuou o seguinte registro no livro Diário: Prêmios de Seguro a Vencer a Caixa (ou Bancos ou outra conta) Paga à Companhia Seguradora X. Assim a contabilização é a seguinte: Prêmios de Seguro a Prêmios de Seguro a Vencer Pela apropriação de despesa de seguro referente ao Período de 4 de agosto a 31 de dezembro . a empresa deverá apropriar o valor da despesa de seguro do referido mês.500 15.000 59 Prêmios de Seguro 15. debitando uma conta que representa a despesa de seguro e creditando a Conta do Ativo Circulante que registrou a despesa paga antecipadamente. referente à apólice de Seguro n.500 S 21. o valor da despesa de seguro corresponde a um dia.. assim... obtendo-se..500 = 365 dias R$ 100 por dia   150 dias x R$ 100 = R$ 15....500 Prêmios de Seguro A posição após o lançamento acima é: Prêmios de Seguro a Vencer B 36. basta multiplicar o número de dias contados a partir do dia do pagamento da despesa (4 de agosto) até o último dia do ano (31 de dezembro) pelo valor diário do seguro. cobertura contra incêndio pelo período de 1 ano .º x........ A partir daí......... basta multiplicar o número de dias do mês pelo valor da despesa diária para se conhecer o valor a ser apropriado naquele mês.........000 Veja a posição das contas envolvidas nos respectivos Razonetes. Assim..000 Esses R$ 15. é feito o seguinte cálculo: divide-se o valor da despesa paga por 365 dias.000 serão considerados como despesa desse exercício... 36..000 . antes do lançamento: Prêmios de Seguro a Vencer B 36.. No final de cada mês... Para se conhecer o valor da despesa de seguro de cada mês... no dia 4 de agosto.

... no momento da apuração do Resultado Líquido.. Como a respectiva receita será recebida somente no dia 10 do mês seguinte... será contabilizado no dia 31 de dezembro através do seguinte lançamento: Aluguéis a Receber a Aluguéis Ativos Pela apropriação do aluguel ref. a.. ao aluguel de janeiro do Ano seguinte . conforme consta do contrato de locação..000 e deve ser recebido no dia 10 de janeiro do ano seguinte.. Rafael. a ser recebido em 10 de janeiro p.. Aluguéis Ativos etc. 8. nossa empresa recebeu a importância de R$ 15....000  Com esse lançamento... cujo salário será transferido para a conta Resultado do Exercício.. data do recebimento da receita antecipada. o qual.. Aluguéis a Receber etc.. ao mês de Dezembro...... Assim........ b........ ....Observações: A conta debitada (Prêmios de Seguro) é conta de Despesa Operacional deste exercício. 15. que representa Direito da empresa.......... Nesse caso...... referente aos 215 dias que restam para o vencimento do seguro (de 1º de janeiro a 3 de agosto)...............000 de aluguéis referentes ao mês de janeiro do ano seguinte...000 60 ...000 no mês de sua realização (dezembro)..2... RECEITAS RECEBIDAS ANTECIPADAMENTE  No dia 19 de dezembro... Exemplo:  Nossa empresa tem um imóvel alugado para o Sr..)... que é de R$ 8.. paga o aluguel do mês sempre no dia 10 do mês seguinte... • A conta creditada ( Prêmios de Seguro a Vencer ) é conta que registra o valor da despesa diferida (antecipada) que passará para o exercício seguinte. • 9....) e credita-se uma conta que representa a receita respectiva (Vendas de Mercadorias. ref.... RECEITAS REALIZADAS (GANHAS) E NÃO-RECEBIDAS  Para apropriação das receitas ganhas e ainda não-recebidas debita-se uma conta do Ativo que representa o referido Direito (Duplicatas a Receber..f.......... registramos a receita no valor de R$ 8... fazemos o seguinte: Caixa a Aluguéis Ativos a Vencer Recebido nesta data. foi debitada a conta Aluguéis a Receber.... AJUSTES EM CONTAS DE RECEITAS  Os ajustes nas Contas de Receitas também devem ser feitos para registrar tanto as receitas realizadas (geradas) e não-recebidas como as recebidas e ainda nãorealizadas...... o aluguel do mês de dezembro.. no dia 19 de dezembro.....

sendo creditada na conta Aluguéis Ativos a Vencer. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OBRIGATÓRIAS 10.. O débito na conta Aluguéis Ativos a Vencer é feito para dar baixa na respectiva conta.. feito no mês da realização da receita. No mês de janeiro do ano seguinte. Com esse lançamento.  Com esse lançamento... 10. será feita a respectiva apropriação através do seguinte lançamento: Aluguéis a Ativo a Vencer a Aluguéis Ativos Pela apropriação da receita recebida antecipadamente 15.. o Patrimônio da entidade.No ativo.... § 1º . BALANÇO PATRIMONIAL Balanço Patrimonial: é a demonstração financeira que evidencia.. as contas serão classificadas nos seguintes grupos: a) passivo circulante.. 61 .. reservas de reavaliação... resumidamente. a importância recebida de R$ 15. b) passivo exigível a longo prazo.. c) ativo permanente.. as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados. b) ativo realizável a longo prazo.. estaremos incluindo a receita no mês de sua competência. creditando a conta Aluguéis Ativos.. A receita. dividido em capital social. d) patrimônio líquido. QUANTITATIVA E QUALITATIVAMENTE  O artigo 178 da Lei n..º 6.000 . ativo imobilizado e ativo diferido. reservas de lucros e lucros ou prejuízos acumulados. nos seguintes grupos: a) ativo circulante.000 fica devidamente registrada na conta Caixa..1. reservas de capital.No passivo. dividido em investimentos. que representa a receita antecipada. quando a referida receita estiver realizada. as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e análise da situação financeira da companhia... c) resultados de exercícios futuros. § 2º . não será considerada na apuração do resultado do ano.404/76 evidencia o seguinte: No balanço.

Veja. DEDUZIDAS das respectivas depreciações. na página seguinte. no BALANÇO PATRIMONIAL. exaustão e provisão para créditos de liquidação duvidosa aparecerão. amortizações. um modelo de Balanço Patrimonial: 62 .Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de compensar serão classificados separadamente. amortização.§ 3º .  As Contas do Ativo sujeitas a depreciação. exaustões ou provisões para créditos de liquidação duvidosa.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO 230 CAPITAL SOCIAL (-) Capital a Realizar 231 RESERVAS DE CAPITA 232 RESERVAS DE REAVALIAÇÃO 233 RESERVAS DE LUCRO 234 LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS Lucros Acumulados (-) Prejuízos Acumulados 235 ( .MODELO DE BALANÇO PATRIMONIAL 1 – ATIVO 2 . 103 INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS A CURTO PRAZO (-) Provisão para Redução ao Valor de Mercado 104 ESTOQUES (-) Provisão para Perdas (-) Provisão para Redução ao Valor de Mercado 105 DESPESAS DO EXERCÍCIO SEGUINTE 11.Colunas referentes aos valores deste exercício. ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO 110 CONTAS A RECEBER (-) Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa 111 INVESTIMENTOS TEMPORÁRIOS LONGO PRAZO (-) Provisão para Perdas Provisão para Redução ao Valor de Mercado 112 DESPESAS ANTECIPADAS 12. PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 210 OBRIGAÇÕES A FORNECEDORES 211 OBRIGAÇÕES FINANCEIRAS 212 OUTRAS OBRIGAÇÕES 22. ATIVO CIRCULANTE 100 DISPONÍVEL Dinheiro em Caixa e em Bancos Aplicações de Liquidez Imediata 101 CONTAS A RECEBER (-) Duplicatas Descontadas (-) Provisão para Créditos Duvidosa 102 IMPOSTOS A COMPENSAR ICMS. ISS etc. RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS 1* 2* 220 RECEITAS ANTECIPADAS (-) Custos Correspondentes 23. IPI. PASSIVO CIRCULANTE 200 OBRIGAÇÕES A FORNECEDORES 201 OBRIGAÇÕES FINANCEIRAS 202 OBRIGAÇÕES FISCAIS 203 OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS 204 OUTRAS OBRIGAÇÕES 205 PROVISÕES 21.) AÇÕES EM TESOURARIA 1* 2* * 1 . ATIVO PERMANENTE 120 INVESTIMENTOS Participações Permanente em Outras Empresas Participações em Fundos de Investimento Outros Investimentos em Bens ( -) Provisão para Perdas (-) Depreciação Acumulada 121 ATIVO IMOBILIZADO Bens Materiais (de uso) Imobilizado em Andamento (-) Depreciação Acumulada (-) Exaustão Acumulada Bens Imateriais (-) Amortização Acumuladas 122 ATIVO DIFERIDO (-) Amortização Acumuladas A de Liquidação 20.PASSIVO 10. 2 – Colunas referentes aos valores do exercício anterior 63 .

e outras despesas operacionais. V – o resultado do exercício antes do imposto de renda e a provisão para o imposto. que. VI – as participações de debêntures. Depreciação Acumulada. Amortização Acumulada.  No Balanço. Quotistas Conta Capital a Integralizar ou outra. Além disso. de acordo com a forma jurídica da empresa. do total do grupo do Patrimônio Líquido será subtraída a conta Prejuízos Acumulados. Ações em Tesouraria – ocorrem quando a empresa adquire de seus acionistas ações dela própria. II – a receita líquida das vendas e serviços.º 6. e as contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados. no Balanço. geralmente igual a um ano. será subtraído da conta Capital o valor correspondente ao Capital ainda não integralizado. as despesas financeiras. embora com saldo devedor. deduzidas das receitas.   10. § 3º). por contas de saldo credor. administradores e partes beneficiárias. 185. empregados. os abatimentos e os impostos.NOTA: • Neste modelos de Balanço Patrimonial você encontra um roteiro com informações para facilitar a classificação das contas no Balanço. Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa. o Ativo é composto por contas de saldo devedor e o Passivo. existem determinadas contas que. Entretanto. • Como vimos anteriormente. as receitas e despesas nãooperacionais e o saldo da conta de correção Monetária (art. Segundo o artigo 187 da Lei n. 64  . o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto. como dedução da Conta do Patrimônio Líquido que registra a origem dos recursos aplicados na sua aquisição. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Essa demonstração evidencia o resultado que a empresa obteve (lucro ou prejuízo) no desenvolvimento de suas atividades durante um determinado período. as deduções das vendas.404/76 A demonstração do resultado do exercício discriminará: I– receita bruta das vendas e serviços. as despesas gerais e administrativas. aparecem no lado do Passivo e vice-versa. III – as despesas com as vendas. IV – o lucro ou prejuízo operacional.  As Contas Retificadoras do Ativo que aparecem com mais freqüência são: • • • • Duplicatas Descontadas. A conta Ações em Tesouraria será destacada.2. poderá estar representado por Acionistas Conta Capital a Integralizar.

....... X • Administradores .......................................................................................................................... 12 13 – PROVISÃO PARA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL ........... X • Contribuições para Instituições ou Fundos de Assistência ou Previdência de Empregados ........................................................ correspondentes a essas receitas e rendimentos.............. X • Despesas Administrativas ...... X ......................................... X ...... 7 8 – LUCRO (PREJUÍZO) OPERACIONAL (5 – 6 + 7) ........................................ 3 4 – CUSTOS OPERACIONAIS • Custo das Mercadorias Vendidas e/ou Custo dos Serviços Prestados ................... § 2º ....... X • COFINS ...................... X • ICMS sobre Vendas ........ registrado como reserva de reavaliação (art............ 1 2 – DEDUÇÕES E ABATIMENTOS • Vendas Anuladas ..................... 8 9 – RECEITAS NÃO-OPERACIONAIS ................... 18 19 65 ...... 6 7 – OUTRAS RECEITAS OPERACIONAIS ........ 9 10 – DESPESAS NÃO-OPERACIONAIS ....................... X ...................................................................... X • Outras Despesas Operacionais ................................ e b) os custos..........................VII – o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante – por ação do capital social...................................... X • Despesas Financeiras .. 11 12 – RESULTADO DO EXERCÍCIO ANTES DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (8 + 9 – 10 + ou – 11) ............. X • PIS s/ Faturamento ..................................................................................... (X) .........................................Na determinação do resultado do exercício serão computados: a) as receitas e os rendimentos ganhos no período................................................................................................................................... 14 15 – PROVISÃO PARA O IMPOSTO DE RENDA .................................................................................................................. somente depois de realizado poderá ser computado como lucro......................................... § 1º .............................. para efeito de distribuição de dividendos ou participações.................. despesas........................................ 13 14 – RESULTADO DO EXERCÍCIO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA (12 – 13) .......................................................... 17 18 – LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO (16 – 17) ............... X • Partes Beneficiárias .................................... X • Empregados ..................................................................... pagos ou incorridos............................................. 182............O aumento do valor de elementos do ativo em virtude de novas avaliações....................) Receitas Financeiras .......................................................................... X) • ( ............................................................................................................. encargos e perdas......................................................... X • Descontos Incondicionais Concedidos ................ 16 17 – PARTICIPAÇÕES* • Debêntures ............ 19 – LUCRO LÍQUIDO POR AÇÃO DO CAPITAL ........................ § 3º)............  Veja um modelo de Demonstração do Resultado do Exercício: MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO 1 – RECEITA OPERACIONAL BRUTA • Venda de Mercadorias e/ou Prestação de Serviços ................................................................... 5 6 – DESPESAS OPERACIONAIS • Despesas com Vendas .... 10 11 – RESULTADO DA CORREÇÃO MONETÁRIA (+ OU -) ................... 15 16 – RESULTADO DO EXERCÍCIO APÓS O IMPOSTO DE RENDA (14 – 15) ......................................... 2 3 – RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA (1 – 2) .. 4 5 – LUCRO OPERACIONAL BRUTO (3 – 4) ....................................................... independentemente da sua realização em moeda....................................

.....................404/76: A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados discriminará: I – o saldo do início..... • • • • • 9................. § 2º A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio Líquido.. III – as transferências para reservas.............. MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS E PREJUÍZOS ACUMULADOS 1.............................. X Reserva para Contingência .. DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS  A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados evidencia o lucro apurado no exercício e sua destinação.. como correção monetária... DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO  A Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido mostra as variações ocorridas nas Contas do Patrimônio Líquido...................... os ajustes de exercícios anteriores................ 66 ....... ou da retificação de erra imputável a determinado exercício anterior.. X Outras Reservas ...................................................º6........... os dividendos e a parcela incorporada ao capital e o saldo ao fim do período................... 7...... 4............................... X ......... evidenciando os saldos iniciais.................... bem como os eventos que modificaram o saldo da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados.... 8..... 3 Saldo ajustado e corrigido .................. por empregados......... 4 Lucro ou prejuízo do exercício (+ ou -) .................... os ajustes de exercícios anteriores e a Correção Monetária do saldo inicial.............. estas participações têm preferência sobre o Lucro Líquido e deverão ser deduzidas antes que se conheça o Lucro Líquido final...... 9 10...................................... se elaborada e publicada pela companhia............... e que não possam ser atribuídos a fatos subseqüentes......... 2...... 7 Destinação do exercício Reserva Legal ...........3....................................) .............. 5.................... X Reserva Estatutária ....... as reversões de reservas... havendo participações no Capital da empresa por Debêntures (títulos de créditos emitidos pelas Sociedades por Ações).... 3....... administradores etc.. 6............................ 10. § 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil.............. o Lucro Líquido do Exercício e sua destinação.....• De acordo com disposições legais.. Segundo o artigo 186 da Lei n......................... 2 Correção monetária do saldo inicial (+) .. os aumentos do Capital... X Dividendos obrigatórios (R$ por ação) .............. 5 Reversão de reservas (+) ...... a correção monetária.......... Saldo no início do período ...............4.................................................. além dos saldos finais das respectivas contas que compõem o Patrimônio Líquido da empresa............................................. II – as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício....... 8 Saldo no fim do exercício .... 1 Ajustes de exercícios anteriores (+ ou ....................... ajustes e reversões de reservas.................... 6 Saldo à disposição ..

por resolução da Comissão de Valores Mobiliários – CVM.000 (um milhão de Reais) na data do Balanço. b) realização do capital social e contribuições para reservas de capital. Entretanto. c) recursos de terceiros. • Os dados para a elaboração dessa demonstração são extraídos do livro Razão. amortização ou exaustão e ajustado pela variação nos resultados de exercícios futuros.404/76: § 2º . Essa demonstração financeira está prevista no parágrafo segundo do artigo 186 da Lei n. é o CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO (CCL) da empresa. também conhecido por Capital Circulante Próprio.000.º 6. . A posição financeira.404/76: A demonstração das origens e aplicações de recursos indicará as modificações na posição financeira da companhia. ficando dispensadas da elaboração da Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.5. se elaborada e publicada pela companhia. as sociedades anônimas de capital aberto ficaram obrigadas. a Lei das Sociedades por Ações permite que a empresa opte por elaborar a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido em substituição à Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados. acrescido de depreciação.   67 . discriminando: I– as origens dos recursos. conforme definida na Lei das Sociedades por Ações. a partir de 1985.º 6. Essa demonstração não é obrigatória para todas as empresas. agrupadas em: a) lucro do exercício. é igual ao Ativo Circulante (AC) menos Passivo Circulante (PC):   CCL = AC – PC  Todos os fatos que modificam o Capital Circulante Líquido da empresa fazem parte da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. DEMONSTRAÇÕES DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS  Esta demonstração tem por objetivo identificar as modificações ocorridas na posição financeira da empresa. originários do aumento do passivo exigível a longo prazo. 10. ESTÃO OBRIGADAS a elaborá-las todas as sociedades anônimas de capital aberto e as de capital fechado que possuam Patrimônio Líquido superior a R$ 1. Veja o que dispõe o artigo 188 da Lei n. da redução do ativo realizável a longo prazo e da alienação de investimentos e direitos do ativo imobilizado. a elaborar essa demonstração.A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social e poderá ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido.  Como vemos. O CCL.

d) redução do passivo exigível a longo prazo. MODELO DE DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS 1 – ORIGENS DOS RECURSOS Lucro Líquido do Exercício (+) Depreciação.6. 68 . dos investimentos e do ativo diferido. agrupadas em: a) dividendos distribuídos. c) aumento do ativo realizável a longo prazo. os métodos de depreciação. III – o excesso ou insuficiência das origens de recursos em relação às aplicações. amortização ou exaustão (+ ou -) Variação nos Resultados de Exercícios Futuros (+ ou -) Resultado da Correção Monetária das Demonstrações Financeiras Realização do Capital Social Contribuições para Reservas de Capital Aumento do Passivo Exigível a Longo Prazo Redução do Ativo Realizável a Longo Prazo Alienação de Investimentos e Direitos do Ativo Permanente TOTAL DAS ORIGENS 2 – APLICAÇÕES DE RECURSOS Dividendos distribuições Aumentos de Bens ou Direitos do Ativo Permanente Aumento do Ativo Realizável a Longo Prazo Redução do Passivo Exigível a Longo Prazo TOTAL DAS APLICAÇÕES 3 – AUMENTO OU DIMINUIÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO ( 1 – 2) 4 – VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO Ativo Circulante Inicial (-) Passivo Circulante Inicial Capital Circulante Líquido Inicial Ativo Circulante Inicial (-) Passivo Circulante Inicial Capital Circulante Líquido Final Variação do Capital Circulante Líquido (b – a) X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X 10. b) aquisição de direitos do ativo imobilizado. NOTAS EXPLICATIVAS  As notas explicativas são informações que visam complementar as demonstrações financeiras e esclarecer os critérios contábeis utilizados pela empresa. representando aumento ou redução do capital circulante líquido. do ativo e passivo circulantes. os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais etc. IV – os saldos. o montante do capital circulante líquido e o seu aumento ou redução durante o exercício. a composição dos saldos de determinadas contas.II – as aplicações de recursos. no início e no fim do exercício.

.... • Quando aumentam o valor da compra  Ex. O custo das mercadorias ou matérias primas adquiridas para revenda ou industrialização. embalagem).11... os tributos devidos na aquisição ou importação exceto o ICMS e o IPI. ICMS) e quando aumentam o valor da compra (fretes. podem acontecer certos fatos que resultam num custo de aquisição. abatimentos.... compras canceladas. acrescentados ao valor pago ao fornecedor..: compra de mercadorias no valor de $ 200.. compras anuladas. devoluções e impostos incidentes sobre compras. o custo do transporte e o respectivo seguro.. a a a  Compras/Mercadorias Diversos Fornecedores . FATOS QUE MODIFICAM COMPRAS E VENDAS FATOS QUE ALTERAM COMPRAS  quando a empresa adquire mercadorias para revenda. devolvidas ou canceladas.. com frete (a pagar) de $ 10 e seguro (a pagar) de $ 15. Tais como: fretes.    (-) (-) (-) (-) (-) (-) (+) (+) (+) (+) (+) COMPRAS BRUTAS ICMS / Impostos Recuperáveis Devoluções de compras Compras canceladas Descontos Comerciais Descontos Incondicionais Abatimentos IPI Outros Impostos incidentes Fretes s/ compras Seguros s/ compras Embalagem COMPRAS LÍQUIDAS Contabilização  os registros contábeis são feitos de 2 maneiras: quando diminuem o valor da compra (descontos. quando recuperáveis. $ 200 $ 25 $ 225 onde Contas a Pagar engloba o frete ($ 10) e o seguro ($ 15)... seguros.. compreende: • o preço da aquisição. 69 .  as devoluções de compras. IPI..  os descontos incondicionais obtidos e/ou abatimentos sobre compras... Contas a Pagar ... descontos. seguros.

$ 120.: compra de mercadorias no valor de $ 200................... $ 98..600 a Diversos Fornecedores Compras/Mercadorias...... ICMS já incluso no preço à alíquota de 18 % $ 21........... $ 180 Descontos s/Compras. posteriormente..400 $ 21...: compra de mercadorias... recuperáveis (caso do ICMS para revenda e do IPI para empresas que industrializam).. com desconto de 10 % • a a a  Compras/Mercadorias Diversos Fornecedores ....  Os impostos recuperáveis são registrados em contas representativas de DIREITOS REALIZÁVEIS. à alíquota de 18 % já está incluído no preço da mercadoria (sem o IPI).000 $ 12... dependendo a forma de aquisição (se para revenda ou para consumo).. ( = ) Total da Nota Fiscal ..000 $ 21. adquiridas a prazo no valor de $ 120. ( + ) IPI à alíquota de 10 % ..600 $ 132. ambos são recuperáveis.... Estes impostos são cobrados do adquirente (pelo vendedor) que.. e também incidem sobre as vendas. não há o que se falar em recuperação de impostos......Primas. enquanto que os impostos não recuperáveis integram o CUSTO DAS MERCADORIAS.. • Quando sobre as compras incidem Impostos não cumulativos (ICMS e IPI)   Estes impostos são também...... Ex.. nem integrarão a produção para venda.Quando diminuem o valor da compra  Ex.... IPI a recuperar .... Portanto..... Portanto. o ICMS é recuperável....... com alíquota de IPI de 10 %. porém apenas o ICMS incide sobre as vendas......... ICMS a recuperar.000.......000 Mercadorias adquiridas a Prazo . $ 20 $ 200 onde Fornecedores é creditado pelo valor líquido. $ 110....000 $ 132... ICMS a recuperar.000 c) Compra de mercadorias para CONSUMO ou IMOBILIZAÇÃO  como estas mercadorias não serão objeto de revenda. já com o desconto de $ 20 (10 %) ...000 b) Compra de matérias primas para INDUSTRIALIZAÇÃO  o ICMS e o IPI incidem sobre as compras. recolhe aos cofres públicos a diferença entre o imposto cobrado na revenda e o imposto pago na aquisição. a) Compra de mercadoria para REVENDA  o ICMS e o IPI incidem sobre as compras... O ICMS.600 $ 132. a Diversos Fornecedores Compras Mat....400 $ 12.... 70 ..

.  vendas anuladas.000 FATOS QUE ALTERAM VENDAS  da mesma forma que o custo de aquisição de mercadorias pode ser diferente do valor pago ao fornecedor. Se o desconto ficar pendente de algum evento futuro... COFINS).. com desconto incondicional de 10 % a Diversos Vendas Clientes ... incorrendo nos gastos com fretes e seguros.Consumo/Maqs..... Se este desconto for imediatamente utilizado pelo cliente..... como desconto para pagamento na pontualidade. ficando definido o valor da operação......... • (-) (-) (-) (-) (-) (-) (-) (-) (-) (-) VENDAS BRUTAS ICMS / Impostos Recuperáveis Devoluções de vendas Vendas canceladas Descontos Concedidos Descontos Incondicionais Abatimentos Outros Impostos incidentes ISS COFINS PIS VENDAS LÍQUIDAS Fretes e Seguros s/ vendas  quando o comerciante entrega as mercadorias vendidas. diz-se que o desconto é DESCONTO INCONDICIONAL.. a Fornecedores .. ICMS. devolvidas ou canceladas.. $ 132... • somente o DESCONTO INCONDICIONAL altera o valor da VENDA • o DESCONTO CONDICIONAL será considerado como DESPESA Ex....... nas VENDAS de mercadorias a receita líquida nem sempre corresponde ao valor recebido dos clientes..  impostos incidentes sobre vendas e serviços (ISS..... PIS.. $ 400 Ou a $ 360 71 .... Desconto sobre Vendas  no momento da venda o comerciante poderá conceder algum desconto ao cliente.... trata-se de DESCONTO CONDICIONAL.. no valor de $ 400......Mat.. $ 360 Descontos s/Vendas . estes fatos não alteram as VENDAS porque são considerados como DESPESAS OPERACIONAIS.: venda de mercadorias.... a prazo...............$ 40 Clientes Vendas .  os descontos incondicionais concedidos e/ou abatimentos sobre vendas.. Os fatos que modificam ou alteram as VENDAS BRUTAS (Receita Operacional Bruta) são:  as devoluções de vendas.

.. $ 920... redutoras de vendas.. • sobre as devoluções incidem os mesmos impostos não cumulativos que incidiram quando da saída das mercadorias.. mesmo que o montante integre as respectivas bases de cálculo..000 $ 5........000 $ 120... por não ser cumulativo e cobrado em adição ao preço...........................000 ICMS s/ Vendas ICMS a recolher ..000 Temos ainda os impostos PIS (com alíquota 0.....: venda de mercadorias a prazo no valor de $ 800.. ( + ) IPI à alíquota de 15 % .000 ( + ) IPI à alíquota de 15 % ............................. • Não são considerados como incidentes sobre vendas os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador..........000 $ 60. o IPI. PIS s/ Vendas PIS a recolher .. com IPI à alíquota de 15 %.. tendo como contrapartida créditos de contas do passivo IMPOSTOS A RECOLHER...... Portanto... em contas específicas... $ 60.000 Ex...000 IPI a recuperar ..... • Ex..... $ 400.................000 ( = ) Total da Nota Fiscal ............000 $ 460..... Venda de Mercadorias a prazo .. $ Devolução de Vendas  também conhecida como VENDAS ANULADAS ou VENDAS CANCELADAS.. IPI a recolher .........000 $ 72. ISS e as contribuições ao PIS e COFINS.: Mercadorias recebidas em Devolução ....... não é considerado como imposto sobre vendas e nem integra o valor da RECEITA OPERACIONAL BRUTA os impostos incidentes sobre vendas são registrados......000 ICMS já incluso no preço à alíquota de 18 % $ 144. por não integrar a Receita Operacional Bruta...... é registrado apenas sob o aspecto patrimonial.... COFINS s/ Vendas COFINS a recolher ...... $ 800.................Impostos sobre Vendas  são aqueles que guardam proporcionalidade com o preço de venda...... $ 800...........000.........000 72 . ICMS já incluso no preço à alíquota de 18 % a Diversos Clientes Devolução de Vendas .... $ 120..200 16..............000 $ 920................. ICMS já incluso no preço de venda..... obrigatoriamente. as devoluções de vendas correspondem às mercadorias recebidas em devolução...............000 $ 460........ tais como o ICMS..000 $ 144......... ( = ) Total da Nota Fiscal .... $ 400.. O IPI .65 %) e COFINS (com alíquota de 2 %) a a a a a a Clientes Diversos Vendas ........... e do qual o vendedor é mero depositário.......

..........000 73 .................a ICMS a recuperar ICMS s/Vendas.$ 72.

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