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353_Classes Gramaticais e Semântica

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SÉRIE RUMO AO ITA PROFESSOR(A) TOM DANTAS ALUNO(A) TURMA

TURNO DATA SEDE Nº ___/___/___

ENSINO

PRÉ-UNIVERSITÁRIO

TC
LÍNGUA PORTUGUESA

Classes Gramaticais e Semântica
Hiponímia
Entre vocábulos de uma língua, é a relação que se estabelece com base na maior especificidade do significado de um deles, ou seja, palavra cujo significado está englobado no de outra. • • Mesa está numa relação de hiponímia com móvel. Cavalo está numa relação de hiponímia com animal.

Homônimos
São vocábulos que têm a mesma pronúncia e grafia, mas significados diferentes. são (v. ser) são (= sadio) são (= santo)

Parônimos
São vocábulos que têm certa semelhança na pronúncia, mas significados distintos. apoio (subst.) apoio (verbo) tráfego (trânsito) tráfico (negócio)

Hiperonímia
Entre vocábulos de uma língua, é a relação que se estabelece com base na menor especificidade do significado de um deles. • • Móvel está numa relação de hiperonímia com mesa. Animal está numa relação de hiperonímia com cavalo.

Conceito de classe gramatical
No romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, a personagem central (Brás Cubas) narra suas memórias depois de morta. O trecho abaixo foi extraído desse livro. “[...] eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço...” Vamos considerar as duas expressões destacadas: I. autor defunto. II. defunto autor. Observação: Como a inversão da ordem das duas palavras originou sentidos completamente diferentes: I. autor defunto (autor (o escritor) que morreu). • • autor: empregada para denominar um ser. defunto: empregada para atribuir uma característica ao ser.

Paronímia
outras. Diz-se das palavras que têm som semelhante ao de Descrição / Discrição Onicolor / Unicolor Vultoso / Vultuoso

Antonímia
Caráter das palavras antônimas.

Sinonímia
Fato linguístico que se caracteriza pela existência de palavras sinônimas.

Metonímia
Associação de termos e ideias relacionados que provoca, às vezes, a substituição de um termo por outro. • Não ter um teto onde morar me incomoda. ↓ Casa • Ele não vale um níquel ↓ Moeda • Geralmente ele fuma um havana ↓ charuto fabricado em Havana

II.

defunto autor (um defunto que escreve) • • defunto: palavra denominar um ser. que tem por finalidade

autor: palavra que tem por finalidade exprimir uma característica do ser.

Ou seja, em I e II, as palavras autor e defunto foram empregadas com finalidades diferentes. Dizemos, por isso, que elas pertencem a classes gramaticais diferentes. • Classe gramatical – conjunto formado por todas as palavras que têm a mesma finalidade.

Existem, em português, dez diferentes tipos de palavras, ou seja, dez classes gramaticais, conforme mostra o quadro seguinte.

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OSG.: 34214/10

que corre ao fundo. enquanto estes ficam perplexos diante de reações ou perguntas da filha. Luciana. seja entre a garota e suas bonecas. ao próprio quarto. B) Janela – casa. vinha a riqueza duma existência que ia ser a legenda de Galafura. polido anos a fio pelos socos do Preguiças.] Ajzenberg B. estreia literária da psicanalista carioca Lívia Garcia Roza. É ela a narradora do livro. são incapazes de detectar o que se esconde sob os gestos e as frases dos mais velhos. a pique. Ao longo de 180 páginas. C) Apenas II e V estão corretas. a igreja e uma fonte a jorrar água muito fria. Já nas “conversas” com seus amigos de quarto. bem sabiam que a grandeza da herança estava apenas no íntimo sentido desses panos. é uma rua comprida. desabafa. duas quelhas menos alegres. a narradora expõe seu estranhamento. Nasceu pobre. aqui. Lá. Na recatada alvura que traziam da arca e na regularidade dos fios do linho de que eram feitos. enxergamos logo de cara. D) Galafura – casa. (UFRS) Pais e adultos. Normalidade do cotidiano. Nessa capacidade de explicar ao mesmo tempo uma história e não compreensão dessa mesma história pelo seu próprio narrador. ao mesmo tempo. mas de sólido granito. uma emoção contida. Miguel Torga mundo. Com o céu a servir-lhe de telhado e debruçada sobre o Varosa. são incompetentes para entender o que vai pela cabeça das crianças. D) Somente IV e V estão corretas. [. 02. morreu pobre. revela indireta e inconscientemente a dificuldade de captar o significado dos eventos que ela mesma narra. filha única de pais separados. por sua vez. sem papas na língua e mora com o pai. O berço digno da Maria Lionça. Abissal. à sala e à casa da mãe. no abismo.] Apesar disso. Observe o quadro. reside o objeto de ‘‘Quarto de Menina’’. E nem ler sabia! Bens – os seus dons naturais. e pelas ferraduras do macho que leva pela arreata. quem quiser tomar-lhe o bafo tem de subir por um carreiro torto. eleitores presumivelmente maduros. estas. Luciana frequentemente não entende certas insinuações dos pais. Fala-se nela e paira logo no ar um respeito silencioso. é inteligente. viveu pobre. B) Somente III e IV estão corretas. No primeiro caso. A construção híbrida da narrativa descarta episódios mais banais ou preocupações que seriam em tese mais comuns às crianças. o cruzeiro. 5-11 Texto I A MARIA LIONÇA Galafura. oito anos. Na zona cinzenta que reúne essas duas conhecidas limitações. C) Viveu – morreu. Montanha. o largo.. significado que nós. dando destaque para os diálogos. em geral. à biblioteca do pai.TC – LÍNGUA PORTUGUESA 01. seja entre Luciana e os pais.. lhe herdaram o pouco bragal. [. caladão. cavado na fraga. o moleiro. Mais nada. A. não se trata de uma obra para crianças. ITA/IME – PRÉ-UNIVERSITÁRIO 2 . e os que. • Texto para as questões 03 e 04.. por parentesco ou mais chegada convivência. A) Encardido – tempo.95. intelectual pacato. parece o talefe do Um talefe encardido pelo tempo.10. Folha de São Paulo. A relação correta entre as afirmações e os exemplos está estabelecida na opção: A) I e II estão corretas. p. Duas horas de penitência. sapeca. vista da terra chã. E) Todas as relações estão corretas. relata o seu cotidiano que se limita. de casas com craveiros à janela. aí está um dos pontos mais interessantes de “Quarto de Menina”. E) Macho – ferraduras.. professor de filosofia. como quando se ouve tocar a Senhor fora. faz planos e. Aponte o grupo de palavras que revelam hiponímia. 15. chora.

contar a verdade do tamanho do amor que sente. Substituir a expressão ‘o que’ (ref.’’ TÁVOLA. recriação. da ação. seu conteúdo já é manifesto. tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. dádiva”. Cuide de você. Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto. estratagemas. ser. Rio: DIMAC. doação e dádiva. D) por meio de. Quem espera mais do que isso sofre. da dor do desencontro a maior beleza possível? Talvez não. Apenas isso: bonitos. atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência. Nem queira. e sofrendo deixa de amar bonito. 2 3 05. Estudo de texto: estrutura. foi possivel. Recomendam-se: encabulamentos. Tenho visto muito amor por aí. E) I. 4 ITA/IME – PRÉ-UNIVERSITÁRIO 3 . Substituir a palavra ‘O’ (ref. ‘aquela conversa importante que precisamos ter’. deixam de compreender. rotinizam”. se possível com beijos. 8 Jogue pro alto todas as jogadas. 4) por ‘aquilo’. ame. natural” parágrafo 1. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras. quando talvez dele devesse pouco esperar. D) “cobram. 10 Se o amor existe. as reclamações pela pouca atenção recebida. exatamente aquele você que a vida impede de ser. enfeia o amor. Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter. espertezas. Amores mesmo. se possível. pobres escritores que vemos a vida como a criança de nariz encostado na vitrina cheia de brinquedos dos nossos sonhos). Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender. belos ou embelezados tratados com carinho. I. eternos e descomunais de repente se percebem ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos. arquivar. C) Apenas III. C) há cerca de. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. exigem. 7 Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme. (Uece) PARA QUEM QUER APRENDER A GOSTAR 1 “Talvez seja tão simples. soube. equidade. mas criando sempre. 5 Não tema o romantismo. D) Portanto. As expressões a seguir poderiam substituir a expressão ‘Apesar disso’ (no início do terceiro parágrafo) sem causar alteração essencial no significado da frase. Cuide da fala. Cuide agora da forma. Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. gigantescos. necessitam mais do que oferecem. reclamam. Aprenda. Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar. Para quem quer aprender a amar. In. precisam mais do que atendem. exigem. nenhum amor é bonito. COSTA. bravios. igual. Aí esses amores que são verdadeiros. B) “descomunais. da saudade. Para quem ama. toda atenção é sempre pouca. tolo. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. 04. Cuide do carinho. depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito). ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto). B) Apenas II. ou bonitar fazendo o seu amor. parágrafo 2. Cuide do cuidado. Considere as seguintes propostas de substituições de expressões do texto. da alegria do encontro. 1987. não teorize sobre o amor. Sobre. Derrube as cercas da opinião alheia. Saia cantando e olhe alegre. ser pego em flagrante gostando. equiparação. deixa de ser alegre. rotinizam. da reação. não se cansar de olhar. Amar bonito é saber a hora de ter razão. eu estou com vontade. enchem-se de razões. Sim. sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. à excessão de: A) Contudo. não atrapalhar a convivência com teorizações. Sofrendo. Ter razão é o maior perigo do amor. mas todas as manhãs. Cheio ou cheia de razões. Substituir a palavra ‘que’ (ref. E sem soltar a criança. cuidado e atenção. pôde. criança.TC – LÍNGUA PORTUGUESA 03. e olhar. Cuide da voz. Não se preocupe mais com ele e suas definições. do olhar. parágrafo 6. Ponha a mão na consciência. de razões. você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas. como: a sinceridade. para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer. C) Todavia. doação. cobram. profundos. sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é. não dar certo. Seja você cantando desafinado. E) Entretanto. mas na hora errada. irmão. Quais delas poderiam ser realizadas sem acarretar erro? A) Apenas I. 9 Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito. Dirce Maura Lucchetti et al. mensagem. 25-6. p. Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos. golpes. 5) por ‘o qual’. Revivendo os carinhos que intuiu em criança. 06. III. sinceros”. parágrafo 3. profundos. sinceros. Ter razão é um perigo: em geral. C) “entrega. Gaguejando flores. e nunca: deixaram. 6 Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós. abrir o coração. adiar sempre. parágrafo 2. II e III. Sem medo de dizer eu quero. conseguiu. apenas. cheios de entrega. a tão difícil arte de amar bonito. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda a atenção possível. eu gosto. pode ser substituído por: A) acerca de. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim pode começar a tentar fazer o outro feliz. pois é invocado com justiça. Falando besteiras. 6) por ‘o qual’. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora. II. de exigir justiça. Arthur da. D) Apenas I e III. ou fazer bonito o seu amor. B) a cerca de. descomunais. descuidam. Pertencem à mesma área semântica as palavras: A) “simples. • Texto para as questões 05 a 07. B) No entanto.

ITA/IME – PRÉ-UNIVERSITÁRIO 4 . quando. D) “suficiente”. está classificada corretamente a palavra: A) “olhar”. parágrafo 8: substantivo. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar-condicionado. ed. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. em território tropical. 1993. Cristovam. incompatível com seus recursos. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. • Texto para as questões de 08 a 10. Não pode-se limitar a ver o Brasil. Como o homem dentro de um carro fechado. a respeito do fato que então se comenta. ( ) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. vê a si mesmo. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. usam linguagens especiais. os cientistas tendem a não expor as ideias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. desvinculada de sua cultura. falso. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. ( ) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. para dar a impressão do bem-estar do progresso. parágrafo 5: advérbio. como se tivessem lógica. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. ( ) “para dar a impressão de dispor dos intrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar-condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. denunciar que o carro não tem ar-condicionado e estamos todos morrendo de calor. como em qualquer mergulho. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. A teoria que se diz científica. com o carro e as janelas fechadas. no meio de engarrafamento. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usarmos o escafandro das teorias formuladas para explicar. para descrever e entender o país. em território tropical. A desordem do progresso. o que constituiria entrave cultural. eles não têm teorias alternativas. parágrafo 4: verbo. ( ) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. Aquele encontro. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. (UFBA) O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: ( ) “Para que todos pensem que tem ar-condicionado. 08. o motorista apontou para o carro à frente. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. para que os outros pensem que eles têm o ar-condicionado do saber academicamente oficial. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar-condicionado. parágrafo 10: adjetivo. B) “pouca”. ( ) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. Pervertendo o processo econômico. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. aventurando-se. Conforme o contexto. C) “você”. 5-6.’ Como aquele motorista. UM MERGULHO NO BRASIL Manaus Às duas da tarde do verão de 1984. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. construídas em torno de questões ultrapassadas. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. tentando usar o sentimento. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. teorias e linguagens pouco acuradas.” BUARQUE. ( ) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. Prendem-se a modelos já preparados.TC – LÍNGUA PORTUGUESA 07. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. p. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. 09. no calor sem ar-condicionado. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. além de dúvidas. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. A inconsequência não é apenas do consumidor. o caos e a irracionalidade. arriscando incoerências. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. Sobretudo. ( ) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. Um mergulho no Brasil que. ( ) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se autoavalia. 4. (UFBA) O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: ( ) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. trabalhando na inconsequência. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. ( ) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. São Paulo: Paz e Terra.

( 5 ( 10 15 20 25 Observação: Ralph Lauren. subestimam a aparência em favor da realidade. hein. Freire. ITA/IME – PRÉ-UNIVERSITÁRIO 5 . reservado à merenda. B) contornar as histórias mal contadas. é um ambiente de aprendizado. rola no chão. Quinta. D) fazer os leitores rirem do descaso no trato da educação no país. como se tivessem lógica. Inspirados nas ideias defendidas pelo jornalista Gilberto Dimenstein. e não só a escola. de modo preciso. E) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. por meio da clareza e da elegância do estilo. por serem mal contadas. Dolce & Gabanna. Os professores têm adorado. por suas características. em estilo preciso. Quero ver todo mundo cheiroso. mas nem os franceses são mais cheirosos. C) denunciar. Christian Dior. C) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração. toda semana.TC – LÍNGUA PORTUGUESA ( ) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. Dolce & Gabanna. O objetivo principal do texto é: A) informar. perfume Calvin Klein. 11. Tá certíssimo. B) uma crônica. mas volta perfumada para a sala de aula. Hugo Boss. com argumentos falseadores. na merenda. Gianni Versace e Hugo Boss são grifes estrangeiras (famosas e internacionais) de perfume. em lugar do caldinho. Educação. claro. ) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. antes. p. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. predicativos do sujeito moça. B) Na estrutura sintática predomina a subordinação. Sem falar que é coerente. D) uma notícia. Sentindo. o Tribunal de Contas da União (TCU) descobre. um nível de satisfação maior que o grau de conforto das janelas abertas.’’ Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. (PUC/Campinas-SP) A revista Veja anunciou-se a si mesma. pensa o quê? Segundafeira. abr. (Mackenzie-SP) “A moça não era formosa. Bonito. barriga vazia. Ironaldo. Paulo R. Christian Dior. para dar a impressão do bem-estar do progresso. num país que trata educação como perfumaria. o descaso com que se trata a educação no país. que nunca desconfiamos de que esse tipo de coisa acontecesse. de forma sarcástica. com o carro e as janelas fechadas. irregularidades no uso das verbas do FNDE pelo país. sobre o descaso com que se trata a educação no país. dentro da ótica do consumismo. talvez nem tivesse graça. lá de Brasília. Um funcionário do colégio. 35 30 • O texto a seguir servirá de base para as questões de 01 a 09. nesse anúncio.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma consequência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. D) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. Em Antonina. Chega de fazer feio nas grandes avaliações mundiais de educação! Nossos estudantes podem não saber tabuada do dois. esse visionário do ensino. Ainda bem que não fede. utilizando a seguinte frase: ‘‘Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas’’ Está implícito. ex-prefeito da cidade. ) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. pode ser classificado como: A) um artigo. pula. Gianni Versace. Terça. é assim. B) criticar. o caos a irracionalidade. de que o mundo todo. então.” A molecada corre. que a revista Veja se dispõe a: A) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. Tudo porque Ironaldo Pereira de Deus. saca um frasco de perfume do bolso. sintaticamente. PELAS NARINAS Intervalo de aula em escola pública de Antonina (PR): a molecada. no desvendamento dos fatores externos que a constroem. D) criticar certas histórias que. faz fila para pegar a merenda. sumindo com a própria escola. na contratação de uma empresa que vende perfumes e cosméticos. Quarta. faz aquela algazarra tradicional do intervalo. A) Formosa e graça são. manda uma borrifada num garoto e fala: “Hoje é Ralph Lauren. Para grande surpresa de todos nós. E) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. gastou o dinheiro do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). 10. ano 28. é um dos expoentes do que há de mais moderno na educação brasileira: a pedagogia da ausência. 2002. 01. os cabelos caíam despenteados. o agradável cheiro de perfume francês. O texto. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. 252. 02. C) convencer os leitores de que há um descaso no trato da educação no país. n. Calvin Klein. nossos governantes confundiram um pouco as coisas e deram um passo à frente (ou atrás). 13. Sexta. redundam em más reportagens. C) um conto.” — Os economistas. São Paulo: Segmento.

B) controle eventual.TC – LÍNGUA PORTUGUESA 03. contradizendo a ideia defendida na frase anterior. D) uma contradição. 10. • As questões 11 e 12 dizem respeito ao seguinte aforismo de Millôr Fernandes: Beber é mal. toda semana. “Nossos estudantes podem não saber tabuada do dois. na merenda . contradizendo a ideia defendida na frase anterior..” (linhas 33 a 37) A forma verbal em destaque encontra-se no singular por: A) não apresentar sujeito. Christian Dior . 05. claro. Considere o trecho. B) semelhança. O confronto das frases “Os cavalos pisavam” e “A rigor não pisavam” concretiza: A) um desmentido. Considere o trecho. C) antecedência. (ITA) Leia o seguinte trecho com atenção. B) todas as vírgulas poderiam ser substituídas por dois-pontos. D) concessão. D) qualquer ponto poderia ser substituído por vírgula. B) não apresentar sujeito determinado. Considere o trecho. mas nem os franceses são mais cheirosos. No trecho “Sentindo. D) intervenção eficaz. B) desempenham a mesma função sintática. C) narração de um fato real. C) vigilância constante. de que o mundo todo. E) preposição. predomina: A) descrição de cena rotineira. D) concordar com sujeito explicitado em período anterior. Quinta . o agradável cheiro de perfume francês. no caso específico da frase de Millôr. “[.” (linhas 10 a 13) No que se refere aos sinais de pontuação em destaque no trecho transcrito. B) uma indecisão. 04. Mais! Folha de São Paulo. Sem falar que é coerente. B) descrição de pessoas simples. A oração sublinhada desempenha a mesma função sintática da oração destacada em: A) Educadores têm certeza de que a escola pública precisa de mudanças urgentes. Na madrugada do silêncio. que nunca desconfiamos de que esse tipo de coisa acontecesse.] o Tribunal de Contas da União (TCU) descobre. São Paulo: jun. E) um reforço. nossos governantes confundiram um pouco as coisas [. Raymundo Farias de. C) uma ironia. Considere o trecho abaixo. p. em lugar do caldinho .. seguindo as regras estabelecidas. irregularidades no uso das verbas do FNDE pelo país” (linhas 32 a 35).. No primeiro parágrafo do texto. A rigor não pisavam. Ainda bem que não fede. “Iniciamos a jornada. é: A) adjetivo. Para grande surpresa de todos nós.]” (linhas 26 a 30). D) pronome.. Terça . D) uma explicação. de que o indivíduo necessita para seu crescimento pessoal. C) substantivo. toda semana. C) uma explicação. C) retomam informações explicitadas anteriormente. 2001. 28. e não só a escola. o Tribunal de Contas da União (TCU) descobre. o emprego conotativo da linguagem atribui ao TCU uma imagem de: A) atuação repressora. ITA/IME – PRÉ-UNIVERSITÁRIO 6 . 11. “Inspirados nas ideias defendidas pelo jornalista Gilberto Dimenstein. E) consequência. Dolce & Gabanna . reforçando a ideia defendida na frase anterior. Hugo Boss. 2001. A palavra mal. 12. perfume Calvin Klein .. Quarta . Faziam cafuné com as patas delicadas ao longo do caminho. Os cavalos pisavam tão macio. reforçando a ideia defendida na frase anterior. mas é muito bom. Texto HERANÇA – Vamos brincar de Brasil? Mas sou eu quem manda Quero morar numa casa grande 09.. Gianni Versace . nem sempre está ao alcance de todos. As expressões “todo mundo” (linha 06) e “o mundo todo” (linhas 27 e 28): A) apresentam o mesmo núcleo. p. é um ambiente de aprendizado.” (linhas 20 a 23) A frase em destaque revela: A) uma ironia. Linguagem Viva. D) narração de um fato fictício. irregularidades no uso das verbas do FNDE pelo país. D) mantêm equivalência semântica entre si. uma jornada sentimental. Sexta . n° 142. C) todos os pontos poderiam ser substituídos por ponto e vírgula. lá de Brasília. 2. B) advérbio.] Segunda-feira . FERNANDES. C) concordar com o sujeito pronominal elíptico ele. D) A educação de que se faz defesa veemente deve ser pública e gratuita. conforme dizem os jornais. 08. B) uma ironia. B) Educadores desconfiam. “[. é correto afirmar que: A) nenhuma vírgula poderia ser substituída por travessão.” OLIVEIRA. de que houve desvio de verbas do FNDE. Millôr. 06. num país que trata educação como perfumaria. 07. C) A educação. tão macio que parecia estarem calçados de sapatilhas. 5 ago. O efeito de sentido da frase de Millôr Fernandes deve-se a uma relação de: A) causa.

C) a primeira enfoca o passado numa perspectiva da história. 16. B) significação da forma verbal continua (verso18). D) em I e III. B) a primeira sugere o processo de formação da cultura brasileira.TC – LÍNGUA PORTUGUESA 5 . a segunda. É correto o que se afirma: A) apenas em I. a manifestação. II. as marcas de um passado esquecido. o presente em contradição com o passado. C) substantivo Brasil (verso 18). B) superestima-se a voz do colonizador português. no interior (verso 18). pelo (a): A) notação de lugar. C) em I e II. D) a primeira focaliza o legado cultural herdado pelo povo brasileiro. Gabarito – Exercícios Propostos 01 B 09 A 02 B 10 E 03 A 11 A 04 A 12 D 05 C 13 A 06 D 14 D 07 C 15 B 08 A 16 D 10 15 Anotações 20 25 13. e a segunda. a diversidade cultural brasileira. do verso 1 ao 17. Começou desse jeito a nossa história. D) subestima-se a influência do índio em nossa cultura. ITA/IME – PRÉ-UNIVERSITÁRIO 7 . 14. D) uso da quadra. C) minimiza-se a importância do negro na formação do povo brasileiro. Sobre essas duas partes. do verso 18 ao 29. no presente. A articulação das duas partes do texto é feita. Negro fez papel de sombra. de valores do passado. podemos afirmar que: A) a primeira retrata a realidade brasileira do tempo da colonização. E foram chegando soldados e frades Trouxeram as leis e os Dez-Mandamentos Jabuti perguntou: "— Ora é só isso?" Depois vieram as mulheres do próximo Vieram imigrantes com alma a retalho Brasil subiu até o 10º andar Litoral riu com os motores Subúrbio confraternizou com a cidade Negro coçou piano e fez música Vira-bosta mudou de vida Maitacas se instalaram no alto dos galhos No interior o Brasil continua desconfiado A serra morde as carretas Povo puxa bendito pra vir chuva Nas estradas vazias Cruzes sem nome marcam casos de morte As vinganças continuam Famílias se entredevoram nas tocaias Há noites de reza e cata-piolho Nas bandas do cemitério Cachorro magro sem dono uiva sozinho De vez em quando a mula sem cabeça sobe a serra ver o Brasil como vai Raul Bopp B) apenas em III. a segunda. 15. constata-se que o pretérito perfeito dialoga com o presente. a segunda. III. de modo a permitir a divisão do texto em duas partes: a primeira parte. principalmente.. como ideia(s) básica(s) do poema: I. Considerando-se as formas verbais empregadas no poema. a precariedade da cultura brasileira. No poema “Herança”: A) revelam-se as influências dos povos que deram origem ao brasileiro. que repete o formato da estrofe inicial. a permanência da tradição na cultura brasileira. a segunda.. O cotejo das duas partes do texto sugere-nos. os primeiros anos do século XX.

: MHC 8 .10 – Rev.: 3421410 HA 8.7.TC – LÍNGUA PORTUGUESA ITA/IME – PRÉ-UNIVERSITÁRIO OSG.

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