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Modelo de Memoriais de Defesa

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ILUSTRISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO CRIMINAL DA ___________ VARA CRIMINAL DA CAPITAL – ESTADO DE ___________________.

Processo nº. _________/_______

JOÃO__________________, já devidamente qualificado nos autos em epigrafe, que lhe move a Justiça Pública, por suposta infração com base no artigo 148, § 1º, V, do Código Penal, por seu advogado que a esta subscreve, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência apresentar em tempo o MEMORIAL DE DEFESA, com fundamento no artigo 403 parágrafo 3º do Código de Processo Penal, ante os fatos e fundamentos a seguir exposto:

PRELIMINAR DE NULIDADE

Preliminarmente, destacamos o cerceamento de defesa posto que a única testemunha arrolada pela defesa fosse dispensada pelo nobre Magistrado, a pedido do Ministério Público e sem aquiescência da defesa, sobre o fundamento de que, por não ter comparecido

à audiência de instrução.. ou. www. ainda. portanto. O juiz terá que se colocar entre as partes. Ressaltamos que a testemunha estava devidamente intimada. a insistência em sua oitiva somente iria tumultuar o andamento processual. sob pena de ocorrer o cerceamento de defesa e a conseqüente invalidade da decisão judicial que deixou de ser firmada na prova não produzida. com a produção de todas as provas lícitas admitidas pelo ordenamento jurídico. se entende necessário.univale. de fornecer uma interpretação jurídica diversa daquela feita pelo autor. necessariamente deverá ouvir a outra.br/. DO DIREITO O princípio constitucional da ampla defesa versa sobre a imparcialidade que é imposta ao juiz durante uma decisão judicial./acesso em 30 de maio 2010 às 13:40hs . devem ser garantidas as partes o direito de ampla defesa. enquanto o contraditório é a própria exteriorização da ampla defesa.. pois a todo ato produzido pela acusação caberá igual direito de defesa de opor-selhe ou de dar-lhe a versão que melhor lhe apresente. mas de forma eqüidistantes a elas. quando ouvir uma. influindo no convencimento do juiz. A ampla defesa é garantia do demandado inerente ao Estado.pergamum. Assim dispõe de Alexandre de Moraes: Por ampla defesa entende-se o assessoramento que é dado ao réu de condições que lhe possibilitem trazer para o processo todos os elementos tendentes a esclarecer a verdade ou mesmo omitir-se ou calar-se. impondo a condução dialética do processo (par conditio). somente assim se dará a ambas a possibilidade de por suas razões e de apresentar as suas provas.

RT 609/308 e RT 580/461acesso em 28 de maio de 2010 Em sintonia com o principio da verdade real o magistrado poderá ouvir outras testemunhas.O juiz. além das indicadas pelas partes. é em regra percebido por outrem. profissão. O depoimento é uma das provas mais antigas e generalizadas.). Salienta Mirabete: Não se pode afastar de plano depoimento de qualquer pessoa unicamente por seu estado social. o crime é um fato. op. etc. pág 290 . com os meios e recursos a ela inerentes.. 209 . § 1º . O testemunho é a prova por excelência.. como nos ensina o artigo 209 do Código de Processo Penal: Art. O juiz deve confiar nos depoimentos prestados desde que estejam de acordo com os demais elementos dos autos. quando julgar necessário. cit. . conforme o inciso LV do artigo 5º da Constituição Federal dispõe: (. aos litigantes em processo judicial ou administrativo. consequentemente. Não há sistema probatório que lhe negue um lugar mais ou menos importante entre as demais provas. além das indicadas pelas partes. é um trecho da vida e. Mirabete. não seria demasiado dizer que a ampla defesa e o contraditório são garantidos aos acusados em geral. idade. poderá ouvir outras testemunhas. A prova testemunhal é quase imprescindível na maioria das ações penais.. ocupação. o que proporcionarão maior esclarecimento e compreensão do caso em apreciação.Por força do que foi enunciado.Se ao juiz parecer conveniente. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa. serão ouvidas as pessoas a que as testemunhas se referirem.

caput e § Iº. Recurso provido. A nulidade ocorrerá nos seguintes casos: IV .www. não caracterizando tal ato tumulto processual ou insegurança jurídica.conteudojuridico. Indeferimento por preclusão Cerceamento de defesa: caracterização. Lei 9. tampouco erro ou abuso que venha a inverter a ordem legal do processo.dji.por omissão de formalidade que constitua elemento essencial do ato.4931acesso em 27 de maio de 2010 Uma única testemunha faz prova o bastante quando seu depoimento se harmoniza com o mais que se apurar no processo. CPP) Requerimento das partes na fase de debates: possibilidade. a testemunha arrolada que não compareceu pode com certeza vir a ser ouvida sem que isso venha a causar qualquer incidente processual.cpp/cpp202a 225. www. www. de 26. ao contrario garantindo assim o direito à ampla defesa e do contraditório. com fundamento no artigo 209 do Código de Processo Penal. podendo o juiz. Ouvida de testemunhas por determinação judicial: legalidade (art.099.br/? artigos&ver=3. ouvir as testemunhas extemporaneamente arroladas.gov. .htmacesso em 30 de maio de 2010.com. . 92. Conforme ensinamento: Ementa Juizado Especial Criminal Procedimento sumaríssimo: aplicação subsidiária do CPP (art.. 209.planalto.19.htm -acesso em 28 de maio de 2010 No processo penal vigem os princípios da ampla defesa e da verdade real. vendo por este prisma.br/codigos/1941_dl. 564.com.br/CCIVIL/DecretoLei/Del3689. Resta-nos finalmente analisar a nulidade prevista no artigo 564 do Código de Processo Penal: Art.1995)..

O artigo deixa clara a omissão ocorrida no processo em tela. DOS PEDIDOS Ante o exposto requer: . e que a moça foi embora dizendo que se vingaria. logo que chegaram à casa do acusado. fica assim configurado pela própria .que seja convertido o julgamento em diligência para a oitiva da testemunha arrolada às folhas ________ a qual foi devidamente intimada sob pena de não o fazendo configurar cerceamento de defesa. então quanto aos fatos que sejam observados os seguintes elementos: DOS FATOS Conforme narra a denuncia em 20 de outubro de 2009 o acusado teria levado uma dançarina de uma casa noturna “Noites de Prazer”. O acusado relata que a moça não é pessoa honesta. não chegaram a um acordo plausível. mas mediante remuneração. As testemunhas arroladas pela acusação asseguraram que encontraram a moça naquela noite na casa noturna após a saída do acusado. ausência do contraditório e via de conseqüência nulidade processual absoluta conforme artigo 564. DO MERITO Caso não seja esse o entendimento de Vossa Excelência o que se admite a título puramente argumentativo. mas passível de correção pelo magistrado. com fins libidinosos. o que foi aceito de pronto. O acusado foi interrogado e disse que realmente a convidou para ir a sua casa. ao discutirem o valor dos serviços. inciso V do Código de Processo Penal.

acesso em 30 de maio de 2010. sob juramento. Os fatos acima narrados revelam sem qualquer sobra de duvidas que a suposta vítima acompanhou o acusado de livre e espontânea vontade e que voltou ao onde se encontrava anteriormente. 148 . é pessoa diversa dos sujeitos principais do processo que é chamado em juízo para declarar.Privar alguém de sua liberdade. restando autoria e materialidade devidamente comprovada. privando-a de sua liberdade de locomoção e com finalidade libidinosa.jusbrasil. de dois a cinco anos: V .106. enquanto que a única testemunha arrolada pela defesa sequer foi ouvida..se o crime é praticado com fins libidinosos. de 2005.A pena é de reclusão. ao contrário do que configura na denuncia do Ministério Publico. +148&s. a partir da percepção sensorial que sobre eles obteve no passado. Mostra-nos o entendimento do TJMG: Ementa . DO DIREITO O acusado foi denunciado por supostamente ter praticado o delito previsto no artigo 148 parágrafo 1º inciso V do Código de Processo Penal: Art. portanto livre de lesões.com.acusação que o acusado não a privou de liberdade. lembramos que a testemunha em sentido próprio. a respeito de circunstancias referente ao fato delituoso objeto da ação penal. (Incluído pela Lei nº 11. Nota-se o cuidado ao ouvir as testemunhas de acusação. O Ministério Público fundamentou sua alegação no fato de que o acusado teria de qualquer forma retido a suposta vitima.. contra sua vontade. www. senão as testemunhas de acusação não a teriam visto novamente na casa noturna.br/busca?q=CP+-+ART. mediante seqüestro ou cárcere privado: § 1º .

/jt_/inteiro_teor. art.br/. consciente. ARTS.. Em se tratando de crime contra a liberdade sexual (CP. .jus. que do referido elemento probatório resplandeça coerência e harmonia com todo o conteúdo destinado a formar a convicção do julgador. os delitos contra a liberdade sexual. afigurando-se imprescindível. No entanto. Isso porque.. dada a peculiaridade de que são praticados às ocultas (qui clam comittit solent).ABSOLVIÇÃO QUE SE IMPÕE. de relevância preponderante. 213) e de delito conexo com idêntica restrição probante (CP. revestindo-se a palavra da ofendida. art. quase em sua totalidade. para o acolhimento da denúncia fundada em fatos dessa natureza.jsp?. do contrário. pois. em casos tais. são insuscetíveis de demonstração com base em vestígios ou mediante declarações de testemunha ocular. para legitimar a prolação de uma sentença condenatória. 213 E 148) ENTRECHOQUE DE VERSÕES APRESENTADAS PELA OFENDIDA DIVERGÊNCIAS ENTRE AS PALAVRAS DA VÍTIMA E O DEPOIMENTO DAS TESTEMUNHAS CARÊNCIA DE SUBSTRATO PROBATÓRIO .. as declarações da vítima. a absolvição é imperativa.APELAÇÃO CRIMINAL ..1acesso em 30 de maio de 2010..1. Restou provado no caso em tela pelas testemunhas de acusação que a suposta vitima foi à casa do acusado por vontade própria.tjmg. é de suma importância que se reconheça a eficácia probatória da palavra da vítima.CRIME CONTRA A LIBERDADE SEXUAL ESTUPRO E CÁRCERE PRIVADO (CP. não devem se apresentar isolada do contexto dos autos. www. 148)..

vez que inexiste prova suficiente para a condenação. portanto não existe cárcere privado. Inexistência do Dolo. Inexistência do dolo. Aplicação do princípio in dúbio pro reo. Relator (a): Tufi Maron Filho Julgamento: 18/06/2003 Órgão Julgador: Quarta Câmara Criminal (extinto TA) Publicação: 08/08/2003 DJ: 6429 Ementa Contra a liberdade de locomoção.. Seqüestro e cárcere privado. Absolvição. explícito ou implícito do sujeito passivo e a ilegitimidade da retenção ou detenção. dissentimento. que se impõe.Apelação Crime: ACR 2264535 PR Apelação Crime 0226453-5 Resumo: Contra a Liberdade de Locomoção. Autoria incerta. Impossibilidade.Provado também que a suposta vitima voltou ao local após sair da casa do acusado em perfeito estado. Não caracterizado. 1 . Não Caracterizado."Os requisitos para o delito de cárcere privado se caracterizam com a detenção ou retenção de alguém em determinado lugar. Consentimento da vítima. Materialidade comprovada. Impossibilidade." 2 "Agindo o acusado impelido por . Desclassificação Para o Crime de Ameaça.. Seqüestro e Cárcere Privado. Ensina-nos o Tribunal de Justiça do Paraná: TJPR . Desclassificação para o crime de ameaça. Ausência dos Requisitos do Tipo Penal. Lesões Corporais configuradas. Lesões Corporais Configuradas. Conduta atípica. Recurso provido. Ausência dos requisitos do tipo penal. Consentimento da Vítima. Conduta Atípica.

é prudente a decisão que absolve o Réu".O juiz absolverá o réu. www. uma vez que embasado nas versões da vitima e de testemunhas de acusação./ALEGACOES_FINAIS__PEDIDO_DE_ABSOLVICAO acesso em 30 de maio de 2010 .intento outro que não o de seqüestrar ou manter a vítima em cárcere privado. a constituição de um juízo correto e imparcial para apreciar as provas estaria comprometido.O crime de ameaça se caracteriza pelo ato de ameaçar.jusbrasil.. Assim sendo. não se configura o crime contra liberdade pessoal previsto no art./apelacaocrime-acr-2264535-pr-apelacao-crime-0226453-5-tjpr Em cache acesso em 30 de maio de 2010 - Com certeza o crime do qual o acusado esta sendo denunciado é inexistente.889."3 . TACrimSP.com. (AP. ou seja. por faltar o elemento subjetivo que constitui. portanto.estar provada a inexistência do fato. Relator Cunha Camargo). a vontade livre e consciente de privar alguém de sua liberdade de locomoção. conforme nos ensina o artigo 386 do Código de Processo Penal: Art. mencionando a causa na parte dispositiva.br/. 29.. prometer castigo.uj. a denominada violência moral. incabível a desclassificação pretendida.br/jurisprudencia/. 148.. como ocorreram agressões física. Com isso. desde que reconheça: I . 386 . comprovamos que a absolvição é o correto que se impõe conforme lição dos Ilustres Relatores Cunha Camargo e Álvaro Cury: "Sendo conflitante a prova e não se podendo dar prevalência a esta ou aquela versão..com. portanto a absolvição deve ocorrer. intimidar. www.

terá o ..com. (JTACrim. 7226. Relator Alvaro Cury ). www. § 3o O juiz poderá. parágrafo 3º do Código de Processo Penal: “Art.uj. sentença. Para a condenação do réu a prova há de ser plena e convincente. respectivamente. pela acusação e pela defesa.br/./ALEGACOES_FINAIS__PEDIDO_DE_ABSOLVICAO acesso em 30 de maio de 2010 Resta-nos analisar a tempestividade do Memorial de Defesa. serão oferecidas alegações finais orais por 20 (vinte) minutos. proferindo o juiz.. consagrando o princípio "in dubio pro reo" contido no art. a seguir.br/. ou sendo indeferido. conceder às partes o prazo de 5 (cinco) dias sucessivamente para a apresentação de memoriais. apresentado dentro do prazo estipulado por lei conforme o artigo 403./ALEGACOES_FINAIS__PEDIDO_DE_ABSOLVICAO acesso em 30 de maio de 2010 Lição também de Magalhães Noronha: "A absolvição sumária autorizada pelo Código é norma tradicional do direito pátrio e inspira-se na razão preponderante de evitar para o réu inocente as delongas e nos notórios inconvenientes do julgamento pelo júri" (Magalhães Noronha.. www. “Nesse caso. 386. considerada a complexidade do caso ou o número de acusados.com. Direito Processual penal). Não havendo requerimento de diligências. ao passo que para a absolvição basta a dúvida.. 403”.uj. VI do CPP."Sentença absolutória. prorrogáveis por mais 10 (dez).

APELADO: MINISTÉRIO PÚBLICO. REVISORA: DESª. PLEITO DE NULIDADE DA SENTENÇA POR CERCEAMENTO DE DEFESA. ALEGAÇÕES FINAIS APRESENTADAS EM AUDIÊNCIA.156-9 DE REBOUÇAS .Apelação Crime: 5401569 PR 0540156-9 ACR APELAÇÃO CRIMINAL Nº. NEGADO. PEDIDO DE DIMINUIÇÃO DA PENA.prazo de 10 (dez) dias para proferir a sentença. CONCEDIDO. 540. IMPOSSIBILIDADE. os princípios do contraditório e da ampla defesa. PEDIDO DE DESCLASSIFICAÇÃO PARA FURTO. MARQUES CURY. Caracteriza a violência.VARA ÚNICA. não fere. o fato de os agentes arrancarem a bolsa à tira colo da vítima. RELATOR: DES. por si só. a pena-base deve ser fixada no . 403. SONIA REGINA DE CASTRO. O art. APELANTE: VALDIR LEAL E OUTRO. APELAÇÃO CRIMINAL. para o crime de roubo. ainda que tal fato não ocasione lesões. § 3º do Código de Processo Penal faculta ao magistrado a abertura de prazo de 05 dias para a apresentação de memoriais. VIOLÊNCIA COMPROVADA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. A apresentação de alegações finais de forma oral em audiência. Não concorrendo nenhuma circunstância judicial desfavorável.” (NR) Permite a lei que o acusa apresente o Memorial de Defesa no prazo de 5 dias conforme nos ensina o Tribunal de Justiça do Paraná: TJPR . ROUBO QUALIFICADO PELO CONCURSO DE AGENTES.

requer: .estar provada a inexistência do fato. mencionando a causa na parte dispositiva. ausência do contraditório e via de conseqüência nulidade processual absoluta conforme artigo 564. O juiz absolverá o réu. 386. _____ de ________ de 2010 ___________________________ . Art.” Termos em que Pede deferimento ______ ____________. inciso V do Código de Processo Penal. outra sorte não haverá que absolver o acusado já que ausente materialidade e autoria por força do que determina o artigo 386 inciso I do Código de Processo Penal: “Artigo 386 do Código Processo Penal .Decreto-lei 3689/41.que seja convertido o julgamento em diligência para a oitiva da testemunha arrolada às folhas ________ a qual foi devidamente intimada sob pena de não o fazendo configurar cerceamento de defesa. . desde que reconheça: “I .mínimo legal. ACR 5401569 PR 0540156-9 – acesso 26 de maio de 2010 DO PEDIDO Ante o exposto.caso não seja este o entendimento de Vossa Excelência.que seja deferida a preliminar argüida para determinar: .

ADVOGADO OAB nº. ____________ .

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