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solidificação

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Cap.

3 – Soluções sólidas, diagramas de fases e solidificação _______________________

93

3.6 – Solidificação dos metais
Tratando-se de uma transformação de fases, a solidificação dos metais é um processo perfeitamente reversível. Quando realizada em condições de equilíbrio termodinâmico, ela ocorre a uma temperatura constante e esta temperatura de equilíbrio está associada ao patamar de solidificação que aparece na curva de resfriamento, mostrada na figura 3.18.

Figura 3.18 – Curvas de resfriamento de metais puros e de uma liga com intervalo de solidificação, Müller (2002).

Grande parte das ligas metálicas utilizadas comercialmente são produzidas a partir da solidificação de misturas líquidas que são preparadas na composição química desejada, conforme já foi ilustrado na figura 1.43. Em algumas aplicações, os componentes podem ser produzidos pela compactação e sinterização (fusão incipiente) de pós metálicos1 sem que ocorra a fusão completa do material. Porém, em todos os casos as características da relação sólido-líquido devem ser consideradas para a melhor compreensão dos fenômenos associados ao processo de fabricação e, consequentemente, ao seu melhor controle e melhorias. Já foi comentado neste texto que as misturas metálicas líquidas normalmente não apresentam fases distintas, o que é verdade para todos os casos de importância prática. Isto ocorre porque os metais, uma vez fundidos, apresentam características muito similares entre si. A figura 3.19 esquematiza a disposição dos átomos nos sólidos, líquidos e gasosos, deve-se notar que no caso gasoso os átomos dos metais estão dispersos entre si basicamente da mesma forma, de maneira semelhante do que nos líquidos.
Figura 3.19 – Representação esquemática do estado de ordenação das estruturas sólida, líquida e gasosa dos metais, adaptado de Müller (2002).

1

Normalmente os materiais cerâmicos, que não são objeto deste curso, também são produzidos por este mesmo processo.

Materiais de construção mecânica I

94

Os átomos dos metais do sistema CFC, por exemplo, permanecem em contato com outros 12 átomos (número de coordenação ou NC = 12) no estado sólido, mas no estado líquido, estes metais tendem a reduzir o seu número de coordenação. Metais de sistemas menos compactos, que apresentam números de coordenação menores, tendem a aumentar o contato entre seus átomos no estado líquido, aproximando-se dos metais de estrutura CFC quando no estado líquido. Além disso, outras características, tais como, condutividades térmicas e elétricas são similares no estado líquido (Reed-Hill, 1994). A estabilidade de uma fase (se sólida, líquida ou gasosa) dependerá do valor de energia livre que esta fase apresentará nas condições termodinâmicas (temperatura, pressão, composição química). A figura 3.20 ilustra a relação entre as curvas de energia livre isobáricas e o respectivo diagrama de fases de uma substância pura em função da temperatura e pressão. Para cada pressão, existirá uma fase presente em função da temperatura dada pelos menores valores da energia livre que podem ser obtidos dos gráficos de energia livre ilustrados.

Figura 3.20 – Curvas de energia livre isobáricas para um elemento puro, adaptado de Reed-Hill (1994).

O processo de solidificação dos metais, similarmente ao processo de fusão, inicia-se por nucleação e crescimento. Apesar de serem processos similares, a nucleação de cristais sólidos na massa líquida dos metais é um processo mais instável e difícil do que a formação de núcleos de liquefação durante a fusão, conforme demonstrado no item 3.6.1. Como conseqüência, não é possível elevar metais (ou ligas metálicas) a temperaturas muito acima da temperatura de fusão mantendo, metaestavelmente, o estado sólido. Por outro lado, devido às dificuldades inerentes da solidificação, é possível resfriar os metais, assim como suas ligas metálicas, em vários graus abaixo da sua temperatura de fusão sem que os mesmos se solidifiquem, conforme ilustrado pelos dados da tabela 3.4.

Cap. 3 – Soluções sólidas, diagramas de fases e solidificação _______________________

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Tabela 3.4 – Temperaturas de superesfriamento (em K) para alguns metais puros de importância, obtido em Reed-Hill (1994).

Metal
Mercúrio Cádmio Chumbo Estanho

Superresf. máx.
88 110 153 187

Metal
Alumínio Cobre Prata Ouro

Superresf. máx.
160 236 227 230

Metal
F e r ro Manganês Níquel Nióbio

Superresf. máx.
286 308 365 525

O processo de solidificação pode ser auxiliado pela presença de interface ou de pequenos núcleos presentes no sistema líquido. Na produção industrial dos metais, normalmente estão presentes diversas impurezas (inclusões, partículas, etc.) que auxiliam na nucleação, diminuindo as temperaturas de superresfriamento observadas nestes casos. Volmer e Weber desenvolveram um modelo para o caso de uma bolha de ar no interior de um líquido em 1926. Este modelo tem sido utilizado para quantificar o fenômeno de nucleação e crescimento de cristais a partir de sementes ou embriões de sólido formados (ou já presentes) na solução líquida. A estabilidade termodinâmica do processo de solidificação é determinada pelo equilíbrio entre o aumento da energia livre pela superfície formada e a diminuição acarretada pela solidificação de uma parte da solução em equilíbrio metaestável (superresfriada). A figura 3.21 ilustra este equilíbrio com as respectivas equações utilizadas no Figura 3.21 – Variação da energia balanço de energia: o aumento de energia livre em função do raio das pela criação da superfície depende da área 2 sementes, Müller (2002). (r ) das sementes e a diminuição depende 3 do volume (r ) destas. A utilização de dados termodinâmicos, γ-tensão superficial, ρ-densidade, Lfcalor latente de solidificação, U-superresfriamento e TE-temperatura de equilíbrio (vide figura 3.18), aplicados a diversos metais, permite obter os valores aproximados do tamanho das sementes ou embriões necessários para “disparar” o processo de solidificação destes metais. As tabelas 3.5 e 3.6 ilustram os dados termodinâmicos necessários para tais cálculos e os valores do tamanho crítico da semente para alguns metais.
Tabela 3.5 – Dados termodinâmicos de diferentes metais, Müller (2002).

discutido no item 3. que não é reparada pela difusão na liga solidificada. conforme ilustrado pelos gráficos da figura 3.22.6 – Dados termodinâmicos e resultados do cálculo do tamanho das sementes necessários para estabilizar o processo de solidificação de alguns metais. Müller (2002).8. a composição química e a taxa de extração de calor influenciam diretamente o processo de solidificação. Experimentalmente verifica-se que à medida que cresce a taxa de resfriamento do líquido ocorre um decréscimo na sua temperatura de fusão. Consequentemente.6.3.Materiais de construção mecânica I 96 Tabela 3. conforme mostrado no gráfico da figura 3. . Isto ocorre por causa do processo de segregação de soluto.

acima da temperatura de fusão. 3. Rf0 e Rs0 são constantes. Os gráficos da figura 3.20. T. o que aumenta a chance de microsegregação com conseqüente diminuição da temperatura de solidificação (vide figura 3.b). Por outro lado.23. Na figura 3.22 – Gráficos ilustrando a variação da temperatura de solidificação com a extração de calor quando (a) se diminui a taxa de resfriamento durante a solidifi-cação ou (b) se for variada a composição química em ligas Al-Cu. na figura 3.8) sendo que este efeito é tanto maior quanto maior for a quantidade de soluto (3. diagramas de fases e solidificação _______________________ 97 (a) (b) Figura 3. 3 – Soluções sólidas. Nota-se.a que a diferença entre Qs e Qf é o calor latente de solidificação da substância.23.20. existe menor difusão na frente de solidificação formada. através da interface formada. .6.b pode-se notar que a taxa de saída de átomos da fase líquida para a fase sólida é ligeiramente maior do que a taxa de saída da fase sólida para a líquida até a temperatura de fusão. Se a taxa de retirada de calor for elevada (3.1 – Análise atomística do processo de solidificação Uma vez formada uma interface sólido/líquido em um sistema (metal ou liga) em processo de solidificação. R. a taxa de saída de átomos da fase sólida para a líquida aumenta rapidamente o que explica a dificuldade de se obter metais sólidos superaquecidos.Cap.23 ilustram a variação dos valores calculados por estas equações. Müller (2002).a). Este problema pode ser analisado por meio das seguintes equações: Rs = Rs 0 e − Qs RT (49) (50) R f = R f 0e − Qf RT Onde R é a taxa (de ratio) de anexação de átomos na fase sólida (s) ou fundida (f) e Q é a energia de ativação para um átomo mudar de uma fase para outra. a evolução deste processo dependerá da movimentação (ou difusão) de átomos da fase líquida para a sólida e vice versa.

23 – Avaliação termodinâmica das (a) energias e (b) taxas de migração de átomos entre a fronteira sólido-líquido. A perda de um átomo na superfície de um sólido para uma fase gasosa envolve uma energia conhecida como calor latente de vaporização.8J/gr·mol. faz com que os valores do calor latente de vaporização sejam relativamente elevados. ou liga metálica. dependendo das condições de solidificação. Dois casos extremos são as interfaces difusiva e a interface suave. Outros valores estão listados na tabela periódica do anexo I. pode-se considerar que a forma da interface entre as fases sólida e líquida de um metal. Por exemplo. em processo de solidificação varia consideravelmente. . Assim. esquematizadas na figura 3. Figura 3. O mesmo não ocorre com o calor latente de fusão. ReedHill (1994).Materiais de construção mecânica I 98 (a) (b) Figura 3. enquanto que o calor de vaporização vale 309J/gr·mol mais do que uma ordem de grandeza superior.1. Como este átomo metálico no estado gasoso possui interações desprezíveis com os demais átomos presentes nesta fase.24. adaptado de Reed-Hill (1994). para o mercúrio a 234K o calor de fusão é de 11.24 – Dois tipos de interfaces existentes entre as fases sólida e líquida em equilíbrio termodinâmica.

.........3. A figura 3. Já foi visto no item 1... Neste sentido....... <110> ou {110} . as direções cristalográficas preferenciais para o crescimento dos cristais em sólidos metálicos são os seguintes (nestes casos os planos e direções preferenciais têm os mesmos índices de Miller...a ilustra dois planos da estrutura cúbica dos metais que apresentarão diferentes graus de dificuldade de agregação de átomos e consequentemente diferentes velocidades de crescimento para dentro da fase líquida.. Reed-Hill (1994). Esta diferença nas velocidades de crescimento em função das direções cristalinas vai determinar a geometria dos cristais formados. a evolução do processo de solidificação depende da taxa de agregação de átomos nesta interface.. (b) Crecimento heterogêneo de um cristal com base nas diferentes características das superfícies cristalográficas formadoras das interfaces....25....... conforme mostrado na figura 3. (a) (b) Figura 3... isto significa que alguns planos irão apresentar sítios de agregação de átomos mais abertos e estáveis do que outros. diagramas de fases e solidificação _______________________ 99 O avanço desta interface para a fase líquida....3..25. <100> ou {100} sistema CCC (cúbico de corpo centrado) ... A facilidade de agregação de átomos em uma superfície é diretamente proporcional ao seu fator de acomodação... <1010> ou {1010} sistema TCC (tetragonal de corpo centrado) . que por sua vez é inversamente proporcional à densidade desta superfície.... oferecidas pelas equações (49) e (50)....25): • • • • sistema CFC (cúbico de faces centradas) .... A agregação dos átomos da fase líquida para a fase sólida ocorre pela junção destes na interface sólido-líquido e esta junção depende da relativa facilidade destes átomos encontrarem posições ou sítios na rede cristalina formada na interface.. 3 – Soluções sólidas.Cap.b..25 – (a) Dois tipos de planos formadores de uma interface crescendo para dentro da fase líquida durante a solidificação dos metais com diferentes graus de facilidade de agregação de átomos... Interfaces formadas por planos densos ou compactos apresentam menores velocidades de avanço devido a maior instabilidade dos átomos agregados a estas superfícies. que os planos cristalinos possuem densidades diferentes....... <100> ou {100} sistema HC (hexagonal compacto) . ou seja......... vide figura 3..

26 – (a) Deformação geométrica que sofre um cristal esférico em conseqüência das velocidades de crescimento diferenciadas em função da orientação cristalográfica do mesmo. a interface sólido-líquido. conforme mostrado na figura 3. por possuírem um grande fator de acomodação. atuam como pontos preferenciais para a agregação de átomos.26.26. normalmente possui uma temperatura maior do que o líquido e o sólido ao seu redor devido à liberação de energia do calor latente de solidificação. Este tipo de perfil é conhecido como inversão de temperatura.27. Müller-2002 e Sinha-2003) predizem que uma interface sólido-líquido ideal avança a uma velocidade linearmente proporcional ao superresfriamento da fase líquida à sua frente: (51) V = B·∆T Onde V é a velocidade de avanço da interface e ∆T é a temperatura de superresfriamento do líquido à frente da interface. Porém a taxa de extração ou fluxo de calor também influencia o crescimento dos cristais no metal. tal como representado pelo gráfico da figura 3. mesmo a partir de uma forma simétrica (como uma esfera). 3. . os cristais deverão crescer de maneira geometricamente determinada pelas direções mais favoráveis.2 – Crescimento dendrítico Cálculos termodinâmicos (Reed-Hill-1994. (b) Crescimento competitivo de cinco cristais com orientações preferenciais de crescimento em diferentes ângulos com a direção do fluxo (extração) de calor.6. Müller (2002). Neste caso àqueles cristais que possuem a direção preferencial <100> orientada na direção do fluxo de calor irão crescer em detrimento dos demais.b para um metal CCC. Sabe-se que quanto menor for a temperatura do líquido mais instável este se torna. conforme ilustrado pela figura 3.a. principalmente discordâncias em parafuso. tornando-se predominantes. defeitos na superfície. Caso não exista outras influencias externas.Materiais de construção mecânica I 100 Adicionalmente.a. (a) (b) Figura 3. Porém.

6.1.28. existem certos planos cristalográficos de crescimento mais favorável do que outros (vide figura 3.b.27. secundários ou até mesmo terciários na frente de solidificação. gerando o tipo de estrutura mostrada na figura 3. já que a interface sólido-líquido poderá percorrer uma larga faixa de líquido superresfriado. Braços secundários são formados ao longo dos braços primários. com base no mesmo raciocínio. qualquer pequena perturbação na frente de solidificação produz o crescimento de células de solidificação fora da interface em crescimento. Além disso. Dependendo das condições do sistema braços terciários serão formados. conforme ilustrado na figura 3. conforme já visto no item 3. assim os braços deverão também possuir uma certa relação cristalográfica entre si. Nestes casos a formação de estrutura dendríticas se dá pela maior extração de calor. 3 – Soluções sólidas. de modo a aumentar a temperatura local do líquido. .Cap. Estas regiões estão suficientemente afastadas da frente de propagação para que o líquido não seja suficientemente aquecido pela liberação do calor latente de solidificação na frente de propagação.56 ao final do capítulo 2. O crescimento dendrítico com ilustrado acima irá ocorrer em metais puros.a.a.b.27. Já metais relativamente impuros são menos susceptíveis ao superresfriamento da fase líquida. conforme já ilustrado pela figura 2. tal como sugerido pela figura 3.b. diagramas de fases e solidificação _______________________ 101 (a) (b) Figura 3. tal como mostrado no gráfico da figura 3. ou braços. acompanhando as regiões mais instáveis (frias) do líquido. de solidificação. tal como esquematizado na figura 3. Sob as condições ilustradas pela figura 3.a.27.27 – (a) Variação normal da temperatura na região em torno da interface sólidolíquido de um metal ou liga metálica sob solidificação. O processo se auto estabiliza porque os braços formados irão aumentar localmente a temperatura do líquido.25). Assim novas frentes (braços) de solidificação são geradas. (b) Crescimento ordenado de braços na frente de solidificação do metal. conforme ilustrado na figura 3.28. Desta forma. estabilizando-o e evitando a formação de novas frentes.27. Reed-Hill (1994). estabilizando-o.29. formam-se braços primários.

29 – Representação de uma estrutura dentrítica metálica composta por três níveis de ramificações e uma microestrutura típica deste tipo de formação.b ilustra braços dendríticos obtidos pela solidificação de substâncias que apresentam grande e pouca anisotropia (orientação de planos). O gráfico da figura 3. Como regra geral. Figura 3.30 ilustra as condições gerais para a ocorrência da solidificação por meio de dendritas ou por meio de grãos colunares.31. condições contrárias levam ao surgimento de grãos colunares. maiores velocidades de solidificação e menores gradientes de temperatura no líquido favorecem a um processo de solidificação dendrítica. Müller (2002). . ReedHill (1994).31. maiores taxas de resfriamento. A figura 3.Materiais de construção mecânica I 102 (a) (b) Figura 3.28 – Processo de geração de (a) braços secundários de solidificação devido à (b) diminuição da temperatura (TB) ao longo dos braços de solidificação primários.a ilustra um esquema de um cristal dendrítico tridimensional e a figura 3.

Sinha (2003).8). Reed-Hill (1994). Sinha (2003).31 – (a) Representação de um cristal dendrítico que foi formado pela presença de frentes de solidificação (ou braços) primários. diagramas de fases e solidificação _______________________ 103 Figura 3.30 – Condições gerais para a formação de grãos dendríticos durante o resfriamento de um metal.6. para melhor ilustrar a evolução do processo de solidificação em um sistema binário será utilizado .3 – Solidificação de ligas metálicas Já foi discutido o resfriamento de ligas metálicas segundo analisado pelos seus respectivos diagramas de equilíbrio (figura 3.Cap. (a) (b) Figura 3. 3. secundários e terciários. (b) Efeito da orientação de planos cristalográficos na formação das dendrítas: à esquerda material CCC com pequena anisotropia e à direita material CCC com grande anisotropia. 3 – Soluções sólidas.

em forma de barra.4. será considerado que o sistema binário apresente solubilidade completa. . a extremidade da barra lingotada terá um teor mais baixo do elemento B. este tipo de análise pode ser aplicado para o crescimento de um grão colunar ou em uma dendrita. À medida que o processo de solidificação caminha. Primeiramente.32 quando o extremo do lingote atingir a temperatura T1 (vide) irá começar a solidificar metal. no qual está sendo solidificada lentamente uma liga metálica binária entre A e B. de acordo com o grau de aproximação da interface. É fácil comprovar que. Para simplificar a análise. Figura 3.Materiais de construção mecânica I 104 seguinte experiência. segundo mostrado pela porção do seu diagrama de fases ao lado. de acordo com a referência da figura 3. formando um sólido de composição a. mostrado pelo diagrama de fases da figura 3.34. da mesma forma que na barra sendo lingotada. a concentração química do sistema vai variar segundo ilustrado pelos gráficos da figura 3. segundo mostrado pelo gráfico da figura 3. Reed-Hill (1994). Seja considerado um lingote. pode-se perceber que. em média. Neste caso.32.33. Segundo o mesmo raciocínio.33. conforme ilustra a figura 3.b Apesar de simples.a. tal como o sistema Cu-Ni. A extração de calor será feita da esquerda para a direita. ao final do processo de solidificação. de acordo com a forma do diagrama de fases da liga solidificada e com as condições de resfriamento. pode-se concluir que o líquido à frente da interface de solidificação apresentará uma composição química crescente em A (b→d→e). tal como mostrado na figura 3. ocorrerá uma segregação de um dos elementos químicos presentes. Pelo diagrama de fases da figura 3.32 – Solidificação de uma barra de uma liga binária A-B de composição b. Assim. considerando que o processo de solidificação vai evoluir lentamente da esquerda para a direita.32. o sólido gerado vai mudando a sua composição química segundo os pontos a→c→b do diagrama de fases da figura 3. esta experiência possui grandes implicações práticas na produção e utilização dos metais. Ao final do processo será obtida uma barra de composição química heterogênea. até atingir a composição química e.32 até se solidificar completamente ao atingir T3.

34 – Mecanismo de formação de microsegregação nos contornos de um grão em solidificação. Sinha (2003). A ocorrência desta segregação permite utilizar este fenômeno para promover a purificação de metais através da fusão e solidificação em linha. . ilustra a avaliação das microsegregações em um braço dendrítico formado em um aço de baixo carbono. por exemplo. por exemplo). Figura 3. 3 – Soluções sólidas. especialmente quando se trata de produtos fundidos ou metais com pequenas adições de elementos de liga (aços microligados.33 – (a) Composição química da frente de solidificação da barra ilustrada na figura 3. tal como mostrado na figura 3.Cap. A figura 3.26 e (b) distribuição da composição química final. diagramas de fases e solidificação _______________________ 105 (a) (b) Figura 3.35. apresentando uma segregação do elemento A do lado esquerdo e do elemento B do lado direito. A tendência das impurezas se solidificarem em temperaturas diferentes do metal de interesse vai produzindo uma segregação a cada ciclo de fusão e solidificação em linha até se obter um dos extremos da barra praticamente pura. mas em várias passagens.32. Este tipo de segregação pode ter conseqüências práticas nas propriedades e condições de fabricação dos metais.

6.36 – Variação da temperatura da liga e da temperatura de fusão na região próxima da frente de solidificação. cujo diagrama de fases é parcialmente mostrado na figura 3.37 ilustra a presença de uma zona pastosa de uma liga. Reed-Hill (1996). de formação de inúmeros núcleos de solidificação. o efeito da existência de uma região bifásica (sólido e líquido) favorece a criação de uma região. Figura 3. conhecida como “zona pastosa”. Sinha (2003). A figura 3. . A temperatura no líquido aumenta linearmente na direção contrária da frente de solidificação (Reed-Hill.32 (solubilidade total).36. na direção do molde. Na frente de solidificação da liga.35 – Esquema ilustrando a microsegregação em um grão dendrítico. T3.Materiais de construção mecânica I 106 Figura 3. segundo descrita pelo seu diagrama de fases e com as temperaturas presentes na solidificação. conforme ilustrado pela figura 3. ou seja. a temperatura é igual à temperatura de fusão da liga (considera-se composição b). As curvas indicam regiões de mesma composição química. Esta região superresfriada é favorável para a formação de grãos dendríticos pelo mecanismo explicado no item 3. Assim sendo uma região de líquido superresfriado irá se formar até uma distância x da frente de solidificação.33. Seja considerado agora um processo de solidificação industrial da mesma liga.2. conforme ilustrado na figura 3. Porém a temperatura de fusão nesta região varia não linearmente e é maior do que a temperatura do líquido devido à mudança de composição química pela segregação. Sinha). Além disso.

39. possuem uma maior concentração de soluto. diagramas de fases e solidificação _______________________ 107 Figura 3.38.38 – (a) Frente de solidificação que ocorre quando a camada superresfriada é pequena. consequentemente. assim como as interfaces entre os cristais formados neste processo. (a) (b) Figura 3. (b) Estrutura final obtida por uma frente de soldificação mostrada em (a). ReedHill (1994). De uma maneira resumida.38. a instabilidade da superfície pode resultar na formação de uma frente de solidificação composta de projeções aproximadamente ovais como as mostradas na figura 3. da superfície solidificada final que surgirá . No nível da frente de solidificação. os principais tipos de interface na frente de solidificação estão ilustrados pela figura 3. Da mesma forma que no caso anterior. ilustrados na figura 3.Cap. que apresentam uma temperatura T2. Quando a camada superresfriada é pequena.37 – Relação entre a região de formação da “zona pastosa” de um metal cujo diagrama de fases apresenta um campo de equilíbrio sólido + líquido.8. A característica da frente de solidificação e. as regiões interfaciais desta frente.a. 3 – Soluções sólidas. a distribuição da composição química não é homogênea.b. Müller (2002). Este processo é exatamente o ilustrado pela figura 3.

conforme ilustra a figura 3. a presença de um campo de coexistência das fases sólida e líquida leva a formação mais ou menos maior de uma zona pastosa que influenciará diretamente na distribuição de descontinuidades nas peças solidificadas. Ademais.30. o crescimento de estruturas dendríticas será inviabilizado. correspondente às baixas taxas de resfriamento das ligas metálicas. Caso a camada superresfriada for fina (baixos valores de x). vide gráfico da figura 3.Materiais de construção mecânica I 108 dependerá da relação entre as regiões de início e término de solidificação segundo definido pelo equilíbrio termodinâmico do sistema. a camada superresfriada (distância x) é usualmente grande devido ao menor aumento da temperatura do líquido pela distância da frente de solidificação. Figura 3. Müller (2002). Nos processos industriais. Müller (2002). .39 – Principais tipos de interfaces existentes na solidificação progressiva de ligas metálicas de acordo com a variação das regiões de início e término de solidificação.40 – Influência do tamanho da região pastosa sobre a distribuição de descontinuidades em ligas solidificadas. Figura 3.40. Nesta situação o avanço da frente de soldificação pela formação de grãos dendríticos torna-se importante.

conforme mostrado na figura 3. Figura 3. que estão usualmente à temperatura ambiente ou próxima a isto.41. Reed-Hill (1994). O calor latente de soldificação liberado faz com que a temperatura vá subindo. 3 – Soluções sólidas.41 – Geometria da estrutura de grãos de uma placa sendo lingotada continuamente e a associação com os respectivos diagramas de temperatura de fusão da liga e temperatura do banho: (A) durante o crescimento dos grãos colunares e (B) na etapa de superresfriamento intenso e formação da estrutura de grãos equiaxiais centrais. a primeira parte do líquido a solidificar é a camada em contato com as paredes do molde. Isto resulta em um superresfriamento intenso do metal e à geração de inúmeros pontos de nucleação e consequentemente a uma microestrutura de grãos equiaxiais. diagramas de fases e solidificação _______________________ 109 Durante a solidificação em moldes ou lingoteiras. diminuindo a taxa de nucleação e favorecendo o crescimento dos grãos já .Cap.

À medida que se afasta da superfície do molde ou da lingoteira. quando empregada sob condições de fluência2 (creep). (a) (b) (c) Figura 3. os grãos nas direções mais favoráveis de crescimento irão prevalecer. Existem algumas aplicações onde são desejados metais ou componentes metálicos de grãos colunares ou mesmo monocristalinos. (b) grãos colunares e (c) monocristalina. aumentando a diferença entre a temperatura de fusão da solução e a temperatura que se encontra o líquido. estes grãos colunares tendem a crescer até o centro do lingote. equiaxiais. conforme mostrado na figura 3. conforme predito pelo gráfico da figura 3. (b) grãos colunares e (c) monocristalina. Este tipo de estrutura tem vantagens.42. Além disso.42 – Uma aleta de turbina aeronáutica com três tipos de microestruturas distintas: (a) grãos aprox.30. conforme está descrito no item 1. assim como a velocidade de resfriamento e o número de núcleos de cristalização presentes de modo a garantir um crescimento e orientação dos grãos formados (figura 3. estes grãos deverão crescer.41. Callister (1997). .b) ou mesmo a supressão de grãos 2 Associação de altas temperaturas e tensões de trabalho. por exemplo. possuindo uma forma colunar e dando origem à região colunar do lingote. nas ligas metálicas.Materiais de construção mecânica I 110 existentes. Este tipo de componente é produzido a partir de processos que controlam a taxa de resfriamento. a segregação de soluto altera o ponto de fusão da liga ainda não solidificada no centro do lingote.42 ilustra uma aleta de turbina aeronáutica produzida com uma microestrutura de (a) vários grãos aproximadamente equiaxiais.10. Nos metais puros. Este efeito aumentando novamente a taxa de nucleação e impõe o ressurgimento de uma microestrutura de grãos equiaxiais no centro do lingote. assim haverá uma diminuição na quantidade de grãos e o aumento de seu tamanho médio. Porém. A figura 3.

43 ilustra. ilustrada na figura 3. (a) (b) Figura 3. O tamanho do cristal que irá crescer vai depender do tamanho do recipiente (cadinho) e da habilidade em controlar o fluxo de extração de calor. 3 – Soluções sólidas. O Czochraslki é o principal método industrial para a 3 Um pequeno cristal da liga já formado. criando um gradiente de temperatura ao longo do cadinho e forçando a solidificação do metal da parte mais fria para a mais aquecida. como exemplo. dois processos conhecidos para a solidificação orientada de componentes metálicos (Sinha.42.Cap. além do bom ajuste do equipamento. . A figura 3.32 e 3.43. sob rotação sem vibração. No método de Czochralski o material é usualmente fundido em um cadinho por meio de aquecedores de resistência elétrica ou rádio-frequência (indução) sob uma atmosfera controlada e a uma temperatura ligeiramente superior à temperatura de fusão. Sinha (2003).33: um cadinho contendo a liga fundida é movido axialmente para fora de um forno. 2003).43 – Dois métodos de crescimento controlado de cristais: (a) técnica de Bridgman e (b) método de Czochralski.a é semelhante à experiência considerada nas figuras 3. O início do processo de solidificação tem origem em um ponto intencionalmente mais frio do cadinho ou a partir de um núcleo de solidificação ou semente3 adicionado na parte de baixo do cadinho. A técnica de Bridgman. A elevação da semente a partir do banho produz um cristal que vai sendo formado lentamente e cuja qualidade depende da destreza do operador. diagramas de fases e solidificação _______________________ 111 (3.c). A este banho é colocado em contato um núcleo de crescimento (ou semente) que é lentamente elevado do banho.

Estes inoculantes são formadores de partículas de segunda fase pequenos que aumentam a taxa de nucleação durante a solidificação. 4 Moldes metálicos. figura 3. boro e titânio podem ser utilizados para este fim. Estas técnicas são baseadas em dois mecanismos de aumento no número de grãos: pela multiplicação de núcleos de solidificação ou pela multiplicação de grãos. a solidificação rápida (utilizando-se coquilhas4 ou moldes pequenos) tende a aumentar a taxa de nucleação.44 – Maior monocristal de silício produzido comercialmente pelo método de Czochralski. Figura 3.44. No caso do alumínio. primariamente pela expansão da zona equiaxial central. que também pode ser aumentada com o uso de catalisadores (ou inoculantes) no banho metálico fundido. conforme ilustrado pela figura 3. e pela diminuição dos grãos propriamente dita.41. Existem algumas técnicas utilizadas para se diminuir o tamanho dos grãos formados por lingotamento. No primeiro caso. . com 8” de diâmetro e 100kg.Materiais de construção mecânica I 112 produção de monicristais de silício utilizados na confecção de semicondutores. Müller (2002).

calor latente de solidificação é liberado para as vizinhanças da frente de solidificação.45 – Estrutura de solidificação em função do fluxo resultante de calor de uma união soldada. liberando assim um pequeno cristal da frente de solidificação. Figura 3. deverão se solidificar por último (tal como já mostrado na figura 3. pode produzir refusão localizada nos braços das dendritas formadas de modo a rompê-los. diagramas de fases e solidificação _______________________ 113 A multiplicação de grãos é o método de aplicação mais geral. elementos residuais. alguns dos quais atuando como núcleos de formação de novos cristais. dependendo da liga em questão.). Meios artificiais podem ser empregados para aumentar a multiplicação dos grãos. ocorrendo em muitas operações de solidificação.Cap. que possuem um menor ponto de fusão e. Nestes casos as dendritas formadas na interface sólido líquido são fragmentadas e redistribuídas no banho através de um fluxo forçado. Esta energia liberada. No processo de soldagem.45 esquematiza a formação de um cordão de solda depositado por arco elétrico e as diferentes regiões presentes. alternância de fluxos magnéticos e vibrações ultrasônicas. Este pequeno cristal é arrastado pelas correntes de convecção presentes na parte líquida e ser redistribuído na fase líquida. . gases. Müller (2002). Considerando que as ligas metálicas deverão possuir os elementos de liga normais. Uma série de operações podem ser utilizadas com este propósito. No caso das ligas. À medida que os braços dos grãos dendríticos crescem. dentro do sistema da liga. são mais solúveis no estado líquido da liga do que no seu estado sólido. tais como: vibrações mecânicas. assim como algumas impurezas oriundas do processo de fabricação do metal (refratários.8). 3 – Soluções sólidas. Além disso. sob as condições apropriadas. existem algumas composições. inúmeras variáveis podem atuar de modo a alterar o tipo de microestrutura de solidificação formada. A figura 3. portanto. as impurezas. como regra geral. etc.

. composição química dos metais. Este líquido permanece em movimento ao redor das dendritas formadas. de acordo com os parâmetros de soldagem utilizados (por exemplo: tipo de processo. eletrodo. produz regiões muito ricas em soluto. a estrutura interna de uma barra de aço baixo C produzida por ligotamento contínuo. voltagem. ao redor dos espaços entre os braços das dendritas. associadas a possíveis mudanças de fases.47. A figura 3. conforme ilustrado na figura 3. Quando este líquido se solidifica. Uma forma muito freqüente de microsegregação é causada pela solidificação dendrítica em ligas que apresentam uma diferença de temperatura maior da linha liquidus e solidus.). Podem ocorrer segregações durante distúrbios do fluxo de líquido na região interdendrítica durante a fase final do lingotamento.46 – Representação esquemática dos nove tipos de macroestruturas possíveis de serem obtidas em processos de soldagem a arco. Nestes casos. Além da macrosegregação. Müller (2002). ou com baixo teor de solutos.Materiais de construção mecânica I 114 Estas variáveis atuam durante o processo de soldagem e. O líquido remanescente ao seu redor tem a concentração de soluto aumentada. podem gerar os diferentes tipos de estruturas de cordão de solda ilustrados na figura 3.b ilustra.47. especialmente se esta região é extensa. velocidade de solda. assim como pela contração de volume.46. os braços dos grãos dendríticos se solidificam como metal relativamente puro. durante a solidificação das ligas metálicas também poderá ocorrer a microsegregação devido ao mecanismo já explicado no item anterior. etc. por exemplo. Figura 3.

mostrada figura 3. diagramas de fases e solidificação _______________________ 115 (a) (b) Figura 3.49. em aços com maior teor em carbono. conforme ilustrado pela figura 3.47 – (a) Fluxo fluído de líquido entre dendritas formadas em um metal sob solidificação. por exemplo. Estas segregações possuem um maior conteúdo em solutos (tais como S. regiões de falta de coesão entre os grãos ou mesmo tensões residuais. conforme pode ser percebido pela parte do diagrama Fe-C correspondente à região de solidificação dos aços de maior teor em carbono (>0. O tipo de fluxo e a composição do metal em fluxo pode provocar a formação de segregações localizadas. deve-se notar as regiões de possível segregação. Leslie (1982).25%). As contrações produzidas pelas mudanças de fase.48 – Parte do diagrama de fases Fe-C na região de solidificação. associadas com as velocidades de resfriamento/solidificação podem produzir segregações ou regiões mais ricas em soluto dentro do metal (vide figura 3. Sinha (2003).Cap. Figura 3. . P e C) e são mais frenquentes. 3 – Soluções sólidas.48.40) ou então vazios. Müller (2002). (b) Estrutura de solidificação obtida na seção transversal de uma barra de baixo carbono lingotada continuamente.

3. sendo determinadas pelos diagramas de fases de suas ligas.49 – Regiões de vazios formadas em uma junta soldada de aço carbono com velocidade de resfriamento inadequada. Seja considerado o sistema binário chumbo-estanho (Pb-Sn). assim como a distribuição de sua composição química dependem das condições de solidificação: direção de extração de calor.50 – Diagrama de fases do sistema Pb-Sn. Eisenhuttenleute (1997). Callister (1997). a geometria dos cristais ou grãos formados. Agora serão apresentados alguns tipos de microestruturas obtidas sob condições de equilíbrio. Esquemas das respectivas estruturas de grão formadas por resfriamento lento de quatro composições distintas estão mostradas na mesma figura 3. Figura 3. cujo diagrama de fases está mostrado na figura 3.50.6.51. composição química e fases presentes.Materiais de construção mecânica I 116 Figura 3. .4 – Produtos de solidificação de diagramas de fase Como foi discutido anteriormente.

diagramas de fases e solidificação _______________________ 117 (a) 40% Sn (b) 61.Cap.51 – Detalhes das microestruturas indicadas nos diagramas de fase do sistema Pb-Sn. 3 – Soluções sólidas.9% Sn Figura 3. Callister (1997). .

A figura 3. Shackelford (1996) . Assim sendo a estrutura esperada é semelhante à microestrutura ilustrada para o resfriamento do mesmo tipo de composição da liga Fe-C (aço). No caso da composição C2 (15%Sn).52 – Diagrama de equilíbrio ferro-Fe3C com a esquematização de três ligas de aço obtidas após resfriamento lento. que é mais intensa nos contornos de grão (vide capítulo 4). a fase β seja formada por difusão.52 e 3. Também é ilustrada a microestrutura eutética obtida com 61.Materiais de construção mecânica I 118 A figura 3.9% de estanho. Figura 3.51 também ilustra com maior detalhe o aspecto de uma microestrutura hipoeutética composta de uma fase α rica em chumbo imersa em uma matriz de eutético. formado posteriormente. que é considerado o mais importante na metalurgia.53 ilustram as diversas microestruturas obtidas para o resfriamento em equilíbrio do sistema Fe-Fe3C.

54 e 3. diagramas de fases e solidificação _______________________ 119 Figura 3. Reed-Hill (1993). Shackelford (1996) A figura 3. Figura 3.55 ilustram o diagrama prata-cobre e três microestruturas obtidas pelo resfriamento de ligas deste diagrama.54 – Diagrama de fases prata-cobre.Cap. 3 – Soluções sólidas. .53 – Diagrama de equilíbrio ferro-carbono (à esquerda) e Fe3-C (à direita) com a esquematização de duas ligas de ferro-fundido obtidas após resfriamento lento.

.Materiais de construção mecânica I 120 Figura 3. Reed-Hill (1993).55 – Duas microestruturas hipoeutéticas (acima) e uma estrutura hipereutética para o sistema prata-cobre.

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3 – Soluções sólidas. diagramas de fases e solidificação _______________________ 123 .Cap.

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