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CADERNO PARA PROFESSORESAS CRIANÇAS ESCOLA DOMINICAL

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CADERNO PARA PROFESSORES/AS CRIANÇAS ESCOLA DOMINICAL

1- APRESENTAÇÃO

2- INTRODUÇÃO

3- CONHECENDO AS CRIANÇAS

4- CONHECENDO A BÍBLIA - Antigo Testamento - Leitura c/ a Criança - Novo Testamento

5- CONHECENDO E VALORIZANDO NOSSA LITERATURA

6- CONHECENDO A NOSSA IGREJA

7 - CONHECENDO O E.C.A ( Estatuto da Criança e do Adolescente )

8 - CONHECENDO OS MELHORES MÉTODOS

9 - SUGESTÕES DE ATIVIDADES- Jogos e Brincadeiras - Criatividade - Oficina de Bonecos - Música

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2 - INTRODUÇÃO

• Lúcia Leiga de Oliveira

Em nosso ministério junto às crianças devemos nos colocar como aqueles e aquelas que Deus capacita para sermos facilitadores/as da aprendizagem, vivenciando experiências junto com elas e aprendendo delas. LC. 18.17 - “Em verdade vos digo : Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele.” Inspirados/as por estas orientação/ções bíblica/bíblicas, desenvolvemos nosso ministério, tendo sempre presente alguns desafios que precisam estar constantemente sendo trabalhados através de uma Capacitação contínua. Neste sentido, é importante que o/a professor/a esteja atento para algumas questões: 1- Conhecer a Criança O/A professor/a precisa buscar sempre conhecer melhor as crianças - suas características, o meio em que vivem, as coisas que influenciam seu desenvolvimento. As crianças aprendem muito mais quando têm oportunidade de desenvolver todas as dimensões da sua personalidade: físicas, psicológicas, cognitivas (conhecimentos,) sociais e religiosas. 2- Crescer na busca do Conhecimento: . da realidade que vivemos . da leitura da Bíblia (crítica) . da história e caminhada da Igreja. Não existem pessoas que sabem tudo. É através do estudo, da comunicação, da reflexão e da troca de experiências que crescemos na fé e na capacidade para facilitar o crescimento das crianças com as quais trabalhamos. A capacitação não ocorre num momento de encontro e curso apenas. Ocorre durante toda a vida, através do aproveitamento de todas as oportunidades que são colocadas diante de nós. 3- Aprender e escolher os melhores métodos A escolha do método relaciona-se a alguns fatores importantes na prática docente do/a professor/a: - conhecimento da criança; - o conteúdo a ser apreendido pela criança; - a interação professor/a - aluno/a Estando seguro e atento a estes fatores, o/a professor/a, encontrará o momento propício de optar pelo método mais adequado. E o que é o método? É o modo de trabalhar. E qual o melhor método? É aquele que se adequa as características e condições do processo de ensinoaprendizagem que se necessita. Têm muitos/as educadores/as descobrindo métodos mais criativos que podem nos ajudar. Precisamos pesquisar estes métodos e adequá-los ao nosso trabalho.

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4- Encontrar Recursos para o nosso trabalho . com motivação e criatividade podemos conseguir os recursos que necessitamos. - Em minha igreja não temos retro-projetor. Alguém pode dizer: mas posso conseguir um efeito bem maior usando uma caixa de papelão e quadros de papel (como um televisor). O que queremos dizer é que a falta de recursos financeiros não é o motivo para desanimarmos. Temos que responder este desafio com um pouco de criatividade. Tem muita gente nos ajudando neste processo. Portanto, para realizar bem o nosso trabalho junto às crianças, devemos estar sempre atentos a estes desafios: - Conhecer a criança (com quem trabalho) - Estudar (o que/conteúdo) - Escolher o método adequado (como?) - Criar os recursos necessários (com o quê?)

VAMOS EM FRENTE!

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Começa a falar. 4. Apresenta vocabulário simples e restrito. como: choro. 12.Oferecer variedades de atividades que estimulem a coordenação motora. 11. 8. 5. Estimular o processo. 9.CONHECENDO AS CRIANÇAS DE 0 A 12 ANOS 0 a 3 anos CARACTERÍSTICAS 1. Aprende a andar (9 a 15 meses). 20.. de fácil compreensão. 6.Sente necessidade de expressar. Começa a apresentar a diferença básica entre os sexos. Utilizar vocabulário conhecido pelo grupo. 19. Começa a alimentar-se. 11. COMO APROVEITÁ.Apresenta sentimento que demonstra sua fragilidade. 2.Vive no mundo do faz-de-conta: gosta muito de imaginar-se através da troca de papéis.versão de 31/10/2005 4 .Ativa. gradativamente.Estimular atividades coletivas e de cooperação. 13.Introduzir vocábulo novo. 3. Incentivar quando fizer algo certo.LAS 1. 12. verbalmente.Está pronta para desenvolver aprendizagem de hábitos e atitudes do seu dia a dia.Levar a criança ao desencorajamento de determinadas atitudes e fortalecer o companheirismo.Expressar-se através de pinturas. 2. Ter uma relação de afeto com a criança. a atenção para si. Aos poucos ajudá-la a separar o fato real da fantasia. 10. Dar atividades curtas e variadas.Dar oportunidades de exteriorizar as suas vivências. Oferecer objetos concretos de diversos tamanhos. 15.Enriquecimento da linguagem oral. 7. Começa a verbalizar várias partes do seu corpo. objetos isolados e gravuras. Procurar colocá-la em ambiente aconchegante. 10.. tais como: higiene. A pessoa mais próxima é seu referencial. 5. 8. repetida e com gestos). 14. outros. 3. 4. alimentação.Ainda é egocêntrica apesar de já estar aberta a pequeno grupo 16.Gosta de ouvir. 16. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. 15. Cansa facilmente. Começa a tomar consciência do certo e errado.. conversas informais. sentir e pensar no que é concreto. etc.Trazer atividades diferenciadas (curtas e repetitivas) 14.Continua agressiva. 6.doc . 7. 13. 9.Incentivar e proporcionar situações para o desenvolvimento do mesmo. agressividade. agradável.3 . 17. Responder somente aquilo que a criança perguntar. Incentivar com histórias. modelagens. inserindo.Continua com o poder de concentração limitado. Começa a desenvolver os pequenos músculos. 18. Incentivar a música (curta. Estabelecer limites de suas atitudes.

13. conversas informais. deixando-a livre para expressar-se. 10. 19.Gostam de histórias. SUGESTÕES 1. 3. sem ficarem cansadas. 7. Oferecer alimento sólido e agradável (trazido pelos pais). 10. observando se todas estão participando. 5 .. COMO APROVEITÁ-LAS 1. passeios. 7 .Tem vocabulário limitado.. com gestos. tinta e barro. 4.Gostam de "fazer de conta". Providenciar várias atividades para que as crianças.Desenvolver atividades que permitam a participação direta da criança. pegar no colo. 11. Usar sempre palavras que as crianças compreendam.Gostam de conversar. etc. 3. Oferecer brinquedos de borrachas. cânticos. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Brincar de casinha. possam mudar de uma para outra. conversas. Proporcionar atividades para que as crianças possam usar seu senso de investigação e curiosidade. livrinhos de tecidos. o/a professor/a deve estar certo/a de que as crianças podem entendê-la bem. Planejar contato com a natureza. Histórias. Proporcionar experiência com água.versão de 31/10/2005 5 . 3 . dar segurança. para que elas não dispersem a sua atenção. Deixar que as crianças elaborem as regras do grupo. 2.Gostam de brincar. Nas histórias. 2. 9 . 4 e 5 Anos CARACTERÍSTICAS 1 . buzina).Cansam facilmente. 2 .São ativas.Entendem linguagem simples.Tem pouco poder de concentração.Deixar a criança compartilhar. mostrando gravuras.Gostam de ser elogiadas. colagens.. etc.Gostam de música. pintura com guache. 4 . jogos. cânticos.doc .São curiosas.Estão exercitando os músculos maiores. dentro e fora da sala. 6. 5. Tem pouco controle dos músculos menores. músicas. músicas. Contar história. Colocar objetos que chamem sua atenção. provocando sua locomoção. Utilizar mesinha para o lanche. 6 . 18. Contar histórias. através do tato. História. 9. imitar sons diversos (animais. 8.Estimular através da oferta de materiais que proporcionem estes desenvolvimentos.17. 12. 8 . 4. atividades.Brincar com a criança. precisam ser curtas e do interesse das crianças. cheiro. utilizando bonecos(as). Selecionar músicas que trabalham o esquema corporal. desenhos em diferentes texturas. gosto.

Providencie roupa. Os/as professores/as precisam compreender estas características e procurar ouvir a criança. também. • aprendendo a ser responsável pelos seus atos.Aspecto Mental: • começa a desenvolver a noção do certo e do errado. 7. ao ar livre. uma linguagem simples que as crianças entendam. figuras e orações não devem conter símbolos e sim. 13..As crianças desta idade não podem entender símbolos. SUGESTÕES 1 . para o "faz de conta" das crianças.versão de 31/10/2005 6 . 12. histórias. Cante com as crianças sempre que houver oportunidade. Tenha sempre música na sala. 3. dê sempre papel grande e lápis grande também. Tenha sempre.doc . 6. sapato. Dê tempo para a criança descansar.Desenvolver atividades musical 7 A 9 Anos CARACTERÍSTICAS 1. porém em linguagem adequada). 2 . brincando de casinha.Aproveite para contar muitas histórias. pular. 9. Lembre-se que as crianças desta idade gostam muito de repetição.5. • tempo de concentração ainda é limitado. • está aprendendo a ler e a escrever. para que a criança possa desenhar melhor.Brinque e trabalhe com as crianças. 2.Estimular atividades com água. etc).Aspecto Emocional: d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. • estão crescendo e cansam-se facilmente. (Trabalhe com sons e confecção de instrumentos com sucata). (Estão no período concreto. Por isso. blocos e dê bastante tempo para brincar. As crianças desta idade aprendem muito através do brinquedo. Encoraje as crianças para que elas também contem a suas histórias. é lenta e meditativa.etc.Explorar atividades lúdicas (brincadeiras. (pedir aos membros da igreja estes objetos). com a natureza. de gente grande. cânticos. Através do brinquedo elas terão oportunidade de praticar o viver cristão.Aspecto Físico: • muita energia (necessita de expressão e expansão). Procure sempre utilizar uma palavra de estímulo e elogio 10. 8. tinta. Geralmente a criança nesta idade faz muitas perguntas e espera receber uma resposta (e esta resposta deve ser verdadeira). • mais prática do que teórica.Variar as atividades com constante freqüência. não se incomoda em repetir uma história várias vezes. • dificuldade de verbalização. Para desenho.Intercale períodos de atividades mais lentas com outras mais ativas. 11. Proporcionar experiências para que a criança possa correr. teatro. Dar oportunidade para que a criança possa dramatizar ou "fazer de conta". barro. chapéu. É preciso lidar com o concreto e também com o abstrato. guarda-chuva. 4 . 3 . etc.

5. SUGESTÕES 1. • Discutir termos como: respeito.versão de 31/10/2005 7 . • Aproveitar a curiosidade para pesquisar. ora chateada) sensível. 10 a 12 Anos CARACTERÍSTICAS 1234Fase de grandes transformações e uma certa instabilidade nos relacionamentos. Ex: desenhos.• É imprevisível (ora alegre. preferem brincar em grupos. jogos lúdicos. Há um grande desenvolvimento do pensamento realista e objetivo. confiança. 3. • Nunca deixar as perguntas sem respostas. irrita-se com facilidade e não gosta que riam dela.Incentivar a leitura e a escrita nas atividades.Atividades movimentadas e alegres as que motivem: bandinhas. Utilizar recursos visuais 2. perdão. Começa uma consciência de sua capacidade intelectual. pesquisas (revistas. dicionário).Interessa-se muito em ler livros onde aparecem heróis e identifica-se com eles. Explorar atividades que ajudam no desenvolvimento da coordenação motora. • Histórias objetivas.Utilizar histórias que abordem: amor. 6. como sujeito direto do seu desenvolvimento 3. tende a ser medrosa. dinâmicas. fé. 4. • Incentivar a solidariedade e oportunidades de sair do seu egocentrismo visando o bem-estar de outros e da comunidade. • Oferecer tempo suficiente para assimilação e responder perguntas com clareza. COMO APROVEITÁ-LAS 1.Possui grande facilidade em identificar-se e reproduzir comportamentos. ainda que tenha de responder depois.Atividades em grupos. colagem. Gosta de histórias dos heróis da Bíblia. É bastante ativa. 4.doc . • sente curiosidade a respeito de assuntos existenciais e religiosos. Estimular a participação da criança nas atividades. • Sensibilidade e respeito vão corrigir a criança. ilustradas e participativas. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Começa ver os fatos como realmente eles são.Aspecto Espiritual de sua fé: • Embora esteja num mundo essencialmente concreto. honestidade. etc. 2. sua compreensão de Deus já cresceu começando a entender conceitos abstratos. • Quer saber o "por quê" das coisas. • Incentivar atividades que enfatizam a responsabilidade. • Dizer sempre a verdade com respostas simples.

a julgar os acontecimentos e a concluir para sua vida. Gradualmente deve ser levada a perceber que o amor de Deus por ela se expressa através das pessoas que a cerca com amor e carinho. 2. ela passe a apreciá-los. raça.Abrir espaços para o diálogo entre educador/a e criança fazendo com que esta possa expressar seus sentimentos. 4.Deixar que a criança. compartilhando algo com seu amiguinho. jograis.Tem necessidade de descobrir o mundo e de procurar sentido para a vida. condições econômicas e social. pela experiência. aguardando a sua vez.O desenvolvimento do pensamento lógico pode ser notado neste sentido.versão de 31/10/2005 8 . mas observá-la discretamente. 3.Nesta idade a criança necessita ver como a fé acontece na prática. c) a compartilhar.Evitar comparações entre meninos e meninas e não cobrar dos meninos o que não podem fazer.Relatar qualquer anormalidade que tenha ocorrido com a criança. nas brincadeiras de dramatização. com relação a fé.Estimular a execução de atividades em grupos para fazê-las sentir que isso é possível. . . 6.Está desenvolvendo a capacidade de trabalho em equipes. como também de descobrir a importância desses para sua vida. 15. pesquisando e indicando fontes como a bíblia e outras literaturas.Estimular a leitura de bons livros e indicá-los. memorizam.Apresenta algumas dificuldades de relacionamento com o sexo oposto. 13.Proporcionar oportunidades para a realização de teatro de atividades.Não super proteger a criança. 12. 8. 14. aprenda: a) a repartir. a partir dela. 5.doc . SUGESTÕES: 1. barulhenta e briguenta.7. A criança quer mais liberdade de ação. OBSERVAÇÕES PARA PAIS E PROFESSORES/AS .Facilitar a busca para seus questionamentos. . levar a criança a analisar os fatos. celebrações. d) que através da troca de papéis com os diferentes membros da família. soluções para seus problemas e dificuldades. escutam e imitam. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.Não desenvolver preconceitos quanto a cor. . 9. Observam. repartindo. 11. interpretações de fatos.A criança terá a primeira noção de Deus pela convivência com pessoas cristãs que expressam sua fé através dos atos. 7.Por ser um período de busca da auto-afirmação a criança se apresenta competitiva. .Tem uma imensa curiosidade pelo mundo.Selecionar atividades que não constranjam como fase de seu desenvolvimento psico-sócioemocional. mais independência.Mostram a necessidade de entender Deus e os valores religiosos.Tenta buscar ela mesma. deve-se dar valor à pergunta por quê e. 10.Reunir com os pais para trocar experiências. b) ser paciente.

São Leopoldo. de alguma forma. Estágios da Fé. notaremos uma relação ampla com a vida concreta e com o cotidiano. fidelidade. onde outras formas de encarar as questões da vida se diferenciam. compromisso. Desta forma começamos a visualizar a fé de um outro ângulo. 17. algo para honrar e respeitar e que o poder de sustentar nosso ser”. até nos arriscar. quando o bebê. que começa a apontar os primeiros indícios de fé para o bebê. Chamaram esta fé de: fé humana. Deve-se visualizar também que o ser humano enquanto social. é necessário rever o seu próprio conceito. experiência com Deus. J. se formos pesquisar as diferentes formas de falar de um mesmo texto nas diversas traduções da Bíblia. • • • • • Corrigida firme fundamento Atualizada . A raiz da palavra fé. começa nos primeiros anos de vida. lealdade. a fé é muito mais do que algo que nos cativa. Entre os dois há uma fidelidade. pois por ela podemos fazer tudo. com o que valoriza a nossa vida e o que nos faz continuar vivendo. pois ela está ligada às perguntas pela vida e suas relações. poderemos encontrar uma série de textos que denotam e falam sobre fé. este conceito tem se fixado em preceitos bíblicos. desafio diante de situações difíceis e muitas vezes sem saída. é importante ressaltar que ao expor a nossa fé. E ainda. O texto clássico que fala sobre fé se encontra em Hb 11. A fé está intimamente ligada à busca de segurança em alguém ou algo que seja considerado o centro da vida humana: “procuramos algo para amar e que nos ame. A fé.doc . Sinodal.A CRIANÇA E SUA FÉ Blanches de Paula Para tratarmos sobre fé.Certeza Posse antecipada Modo de já possuir Certeza ALMEIDA JERUSALÉM PASTORAL LINGUAGEM DE HOJE Ligada à uma certeza . Ao mesmo tempo em que os vários testemunhos bíblicos e aqueles encontrados em nossas igrejas ressaltam a segurança que a fé em Deus proporciona. Relacioná-la com aquilo que mexe com a gente. o autor da teoria dos estágios da fé.versão de 31/10/2005 9 . expomos também o risco que tomamos pela vida. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. E. a fé se relaciona também com o conhecimento: a forma mais alta do conhecimento.4 . no sentido mais profundo da nossa existência. Alguém poderia perguntar à você: qual a maior preocupação que você tem em sua vida? O que hoje faz você viver? Alguns estudiosos da fé relacionaram o seu conceito com estes tipos de perguntas. A interação com o outro influencia na forma de dar um significado à vida.1 Fowler. interage com seus pais ou responsáveis. Se nos voltarmos para o texto bíblico. Há muito.1. vem do grego “pistis” e está intimamente relacionada com confiança. relaciona a fé ao significado atribuído à vida e também a um reconhecimento da necessidade do outro. está inserido em determinado grupo. como relação. 1992. E é justamente dentro do patamar das relações que pode-se visualizar a importância deste estudo para a vida da criança. A fé está relacionada aos significados e sentidos que damos à vida. Há uma relação do desenvolvimento humano com a fé. algo para valorizar e que nos dê valor. 1 FOWLER. de desenvolver a sua fé. segurança. p. Mas como fundamentar a premissa da relação da fé com o desenvolvimento humano? Voltemos para o subsídio psicológico.

Estas. seio materno). está vinculado com outro estágio.1. Esta vivência está relacionada com o equilíbrio das três dimensões destacadas acima.1 .Dimensão Biológica . portanto.Herança dos pais . Explicando melhor: cada estágio do desenvolvimento humano. Sua teoria está fundamentada em três dimensões: . deve-se salientar que Erik Erikson foi um culturalista que considerou a cultura e o aspecto social como indispensáveis para a descrição das várias idades do homem. que pode contrabalançar os terrores da separação e do abandono” 2. A teoria dos estágios do desenvolvimento humano encontrada em Erikson ressalta o crescimento cronológico e um contínuo desenvolvimento humano.genética . A confiança desenvolvida na criança está vinculada com sua relação com o novo mundo. Segundo Erikson. percorrendo toda a vida humana. mas também na aquisição de novas experiências. Para se falar em psicologia do desenvolvimento. 1. inclusive foi não considerar na sua abordagem dos estágios do desenvolvimento humano a peculiaridade da mulher.Confiança Básica versus Desconfiança Básica Este estágio do desenvolvimento humano corresponde ao período do nascimento até em torno de 1 ano e 6 meses. porém objetivas a continuidade do desenvolvimento da pessoa.Sociedade Ele ressaltou que a identidade de cada pessoa é uma inter-relação e um equilíbrio entre as três dimensões. Para o bebê não há separação entre ele e o outro.Estágios do Desenvolvimento Humano na Criança. são momentos de teste de confiança na vida do bebê. sentindo-se querida e incluída nos significados dos pais. a criança não se fixa somente na oralidade (amamentação. Os representantes deste novo mundo são seus responsáveis ou pais. Elas são encaradas como oportunidades para um crescimento sadio. Na sua teoria de desenvolvimento humano.2. Os pais 2 Idem.Dimensão Cultural . O nascimento dos dentes bem como a sensação de perda sentida pelo bebê quando a mãe sai. A presença familiar estabelece um contato social com o bebê.Psicologia do Desenvolvimento e a Fé. sente um senso interior de fidedignidade e confiabilidade. cada estágio de vida humana vivencia crises.doc . É como se o estágio do desenvolvimento que ainda vou vivenciar dependesse do estágio que estou vivendo. São. como assim foi denominada as teoria. Evidentemente que cada estágio pode ser vivenciado de forma sadia ou patológica ( doentia ). “A criança. que não é só cronológico.A pessoa em si .1 .2 . d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. 1. 54. Erikson considerou como que o ser humano se organiza psiquicamente da infância até a velhice. Para Erikson.versão de 31/10/2005 10 . Uma de suas limitações. necessárias. p. Abaixo será destacado quatro estágios do desenvolvimento humano abordados por Erik Erikson que envolvem a infância.Dimensão Individual .

2. O senso de produtividade será indispensável para a sua participação no seu ambiente e para a formação da noção de profissão. Relacionado à genitalidade infantil. A virtude deste estágio é a força e o senso de lei e ordem.2 .Iniciativa versus culpa Estágio corresponde à criança de 4 a 5 anos. O aspecto produtivo treina a criança como trabalhadora e reconhecedora de algo que ela mesma construiu.agarrar ( reter ) e/ou soltar. Ela começa a aprender a utilizar as ferramentas.doc . As crianças começam a andar e a falar. Corresponde à criança de 18 à 3 anos mais ou menos. Neste momento a criança começa a se sentir ela mesma. O que se recomenda aos pais ou aos responsáveis pela criança é o contar histórias da vida em sociedade e em família. utensílios de sua própria cultura. ataque pelo prazer. onde se misturam sonhos e conquistas. 1. A educação desponta na frente da criança mostrando as virtudes e os insucessos próprios da cultura.3 . Erikson considera que a religião tem uma relação muito grande com a confiança. É a idade onde é chamada a época do não. É hora de se voltar para a escola. Neste estágio ressaltam-se os cuidados com a higiene pessoal . auto-julgamento. Outro lado importante é que há uma percepção das diferenças entre a criança e os outros. pois as crianças estão vivenciando os papéis sexuais pela primeira vez. 3 A referência à palavra virtude é feita no sentido de uma síntese sadia do estágio do desenvolvimento humano d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.devem permitir que as crianças dêem um significado em tudo que fazem. Na nossa cultura a vergonha está relacionada a um sentimento de culpa. Para ele a religião é a mais antiga e duradoura instituição à serviço da restauração ritual de um sentimento de confiança.versão de 31/10/2005 11 . pode denotar culpa. nesta idade é de suma importância.4 . Em relação à vergonha e dúvida. 1. 1. O reter e o eliminar são “testes” do próprio sentido do estágio.Autonomia versus vergonha e dúvida. A virtude deste estágio é o propósito. O referencial lúdico. vincula-se à exposição da criança e do produto de seu corpo ao público bem como o fato de possuir um traseiro. Há uma vontade de conquista.Indústria versus inferioridade Este estágio corresponde à idade de 6 anos em diante. A virtude 3 deste primeiro estágio é chamada de esperança. É muito importante para o exercício do imaginário da criança bem como de sua visão de futuro.2. A idade escolar começa a fascinar a criança. descobrindo novas áreas. Esta virtude desencadeia uma convicção firme de suas atitudes e sua posterior realização. A criança passa pelo jogo do olhar.2. a criança se mostra mais ativa. As chamadas “vozes constrangedoras dos pais “e do próprio ambiente cultural. A autonomia se evidencia quando a criança começa a se desvincular de certas dependências anteriores. onde a vergonha se dá pelo que é visto ( traseiro ).

As pesquisas neste campo ainda são muito restritas.doc . Deus mora no céu.2 . Fowler acredita que as pré-imagens de Deus estão inseridas neste primeiro estágio. Não sabe comparar diferenças. ( Ef. sendo Ele quem dá crescimento ( I Cor 3.8 ). Fé Universalizante 1. Fowler não invalida nem desconsidera que a fé seja dom de Deus. 2. 5. As discrepâncias sociais podem advir como uma barreira para a criança que se sentirá incapaz para o desenvolvimento de sua curiosidade bem como o interesse pelo conhecimento. onde ainda não se pode diferenciar a si mesmo dos outros. mas é encontrado em imagens antropomórficas. 2.O perigo para a criança nesta idade-estágio é a inferioridade. Fé Conjuntiva ( Meia-Idade e depois ). Os provedores representam a dependência e uma relação com alguém poderoso. As novidades encontradas pelas crianças ainda não tem categorias e nem mesmo estruturas desenvolvidas previamente. A virtude desenvolvida neste estágio é a competência.7 ). Fé Intuitivo-Projetiva ( Primeira Infância ) Fé Mítico. Fé Sintético. 2 . Traz o conhecimento dos estágios anteriores e forças para o seguinte.1 Lactância e Fé Indiferenciada A dependência do bebê é muito maior do que a de outros mamíferos.versão de 31/10/2005 12 . Eles também não representam alvos educacionais ou terapêuticos. 6. É necessário que o bebê sinta-se querido e bem recebido em seu ambiente. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. OS ESTÁGIOS DA FÉ DE FOWLER A teoria dos estágios da fé em Fowler não devem ser compreendidos como uma escala de realização pela qual se poderia avaliar o valor das pessoas. 3. 2. em direção aos quais deveríamos impelir as pessoas.Fé Intuitivo-Projetivo Acontece neste estágio o fenômeno da imitação e dos por quês.Literal ( Anos Escolares ). Abaixo está um quadro comparativo dos estágios de Erikson e Fowler. A confiança na vida e no mundo estão ausentes por uma qualidade dos provedores e de assistência inadequados.Reflexiva ( Início da Fase Adulta). Estágios Psicossociais de Erikson Confiança versus Desconfiança Autonomia versus Vergonha e Dúvida Iniciativa versus Culpa Indústria versus Inferioridade Identidade versus Confusão de Papéis Intimidade versus isolamento Generatividade versus Estagnação Integridade versus Desesperança Estágios de Fé de Fowler Fé indiferenciada ( Lactância ). 2. 4. Quando não é reconhecida ou mesmo preparada pelos pais e pela sociedade para uma vida escolar.Convencional ( Adolescência ) Fé Individuativo. Para Rizzuto “toda criança antes da idade escolar já tem uma imagem de Deus”. Os estágios da fé em Fowler devem ser encarados no sentido de um movimento em espiral.

no início até metade do presente estágio intuitivo-projético ela associa sempre a um final feliz. Deus continua a ser entendido em termos antropomórfico. A criança tende a investigar e a testar o novo ( ensinamento dos adultos ). Deus está relacionado com atitudes dos pais. uma sistematização do espaço e do tempo.versão de 31/10/2005 13 . tendo uma fé adulta precoce. Os nãos-tabus e proibições são projetadas e se vinculam à sexualidade e à religião. a negligência ou uma extrema reciprocidade. O perigo seria um perfeccionismo super-controlador. A imaginação flui para a brincadeira. As estórias contadas para as crianças abrem um grande cenário para a formação de imagens as quais. O diálogo entre as crianças parecem mais monólogos duais. A justiça de Deus é baseada também na reciprocidade. O perigo está presente nas imagens irrestritas de terror e destrutividade.Fé Mítico-Literal 7-11 Neste estágio há a presença do pensamento lógico. Evidentemente que os pressupostos aqui destacados não podem ser considerados como uma camisa de força para toda e qualquer realidade da criança. O que é salutar é o bom uso da imaginação pelas estórias incentivando assim a criança. Nos espaços de aprendizagem é necessário criar um ambiente em que a criança expresse livremente as imagens que está formando. Na outra metade do estágio pode se detectar o medo da morte. É conhecido pela TV. A criança fala sobre sua própria experiência. Cada criança fala para si mesmo. Deus para a criança se torna mais pessoal. Ex: o uso das parábolas. expressão de bondade que vence o mal. O pensamento da criança. fala por sinais. 2. A relação com Deus é de reciprocidade. Deus é um velho de barba branca e com mais detalhes. a presença dos limites da vida. Há uma diferenciação do eu e do outro. As características de Deus São: Está no céu. suas percepções e experiências para ela são os únicos disponíveis. Apresenta a realidade à criança por uma história e pessoas que apresentam confiabilidade é uma coisa. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Deus faz o que acha ser o melhor. Misturam-se ensinamentos paternos com formulações próprias. Dependendo do grupo religioso. A criança tende a um literalismo que vem em forma de regras e atitudes morais. O sadio neste estágio seria uma narrativa coerente da experiência. a criança pode se tornar rígida consigo mesma. pode ser visto num cartão. Se espalha por todo o mundo. A criança constrói um mundo mais ordenado. Mistura-se a realidade coma fantasia. Começa a diferenciar o natural do sobrenatural. Consideram-se as vitórias e os mitos de forma literal.doc .A percepção de Deus está centrada em símbolos e imagens concretas.3 . É necessário ressaltar que os subsídios delineados acima é pequena abordagem da relação da fé com o desenvolvimento humano da criança. é descrito como homem. Ele pode errar. assim como os pais ( ou responsáveis ).

T. Novo Testamento não surgiu não surgiu da noite para o dia.INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO Conteúdo: 1.T.. além dos escritos no N. copiadas e guardadas. A FORMAÇÃO DO N. Primeiro ele foi vivências de comunidades. 2. aí foram colecionadas. FORMAÇÃO DO NOVO TESTAMENTO O estudo do N. Nem todos os textos de experiências colecionados entraram no N. outras podemos encontrar em textos antigos e contemporâneos ao próprio N.. por exemplo: quando queremos saber sobre a história dos cristãos na Palestina podemos recorrer ao N. Os Evangelhos Escritos Paulinos Epístolas Católicas Apocalipse I. o Cânon. ou quando nos interessa algo sobre o cristianismo na Ásia Menor interessa. é um livro feito durante a caminhada da vida de muitas comunidades. um historiador judeu do primeiro século.T. por que não foram selecionados para entrar na coleção do N.doc .versão de 31/10/2005 14 . algumas informações que podemos encontrar em cartas comerciais ou escritos dos políticos da época. exige de nós uma melhor compreensão do processo que a igreja cristà viveu nas suas origens. Para nós é importante perceber como foi que as primeiras comunidades resolveram seus conflitos. como superaram suas dificuldades.T. A formação do Novo Testamento surgiu a partir de experiências concretas da comunidade.T. assim poderemos nos inspirar na tarefa de ser igreja hoje.T. Podemos dizer que o N.T.T. muitos deles ainda temos acesso hoje e são conhecidos como apócrifos. Por isso é importante perceber como viveram as comunidades dependendo da região onde situavam-se e como se relacionavam com a sociedade ao redor. como se relacionaram mutuamente. mas também encontramos muitas informações nos escritórios de Flávio Josefo. Hoje temos muitas pessoas que fizeram diferentes estudos sobre o Império Romano no período onde surgiu o cristianismo.T. depois virou texto para compartilhar com outras comunidades.. Um processo longo que resultou em várias cópias que se espalharam por vários lugares. VISÃO PANORÂMICA DO N.T. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. . Muitas das informações sobre a história do cristianismo das origens são colhidas do N.

Por isso não devemos cometer o equívoco de acreditar que é possível termos acesso a um texto original.8: Jerusalém. textos secundários 2. e que não devemos situar a origem do movimento cristão em Jerusalém. estas cópias são chamadas de secundárias. propomos o seguinte esquema: 1 .doc . Ásia Menor. Algumas pessoas acreditam que o movimento mais provável foi o descrito em Atos 1. por que não foram preservados ( nem tinha como ) até hoje. Samaria. etc. elas tinham suas características próprias. este trabalho é uma das tarefas da chamada exegese bíblica.T. na realidade. é que o movimento cristão foi uma experiência ampla em regiões diferentes com origem nos feitos de Jesus. Seleção de alguns textos ( cânon ) 4. determinamos comportamentos dentro da comunidade ( como o comer carne sacrificadas a ídolos ). África. Outras pessoas afirmam que devemos considerar o itinerário do próprio Jesus e pressupor que já havia cristãos em outras regiões.T. e de outras fontes podemos identificar vários elementos que constituíram a identidade das comunidades nas origens do cristianismo. Para melhor visualizar o processo de surgimento do texto do N. textos escritos para compartilhar com outras comunidades 3 . e tantas outras práticas são referências diretamente relacionadas aos locais onde as comunidades estão inseridas. O que temos na realidade são escritos preservados que muitas vezes possuem contradições entre si. traduções em diferentes idiomas ( nosso texto hoje ) Através do estudo dos textos do N. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. O que temos na realidade são cópias que foram passando de igreja em igreja. Geralmente convém situar as experiências das comunidades em regiões geográficas.). Itália. Grécia. O cristianismo em suas origens tem sido reconstituído de diferentes formas. isso significa que dependendo de onde estavam.versão de 31/10/2005 15 .O texto ao qual temos acesso hoje é fruto da tradução de algumas coleções que foram preservadas principalmente em mosteiros e bibliotecas de locais religiosos. Na realidade fica realmente difícil situar onde surgiu o movimento cristão. No entanto estes textos não são os primeiros escritos. Confins da terra ( Síria. Circulação dos textos entre as diferentes comunidades 3. As referências aos cltos a outros deuses. mosteiro em mosteiro. vivências das comunidades 2. Devido a essas contradições algumas pessoas gastam mito tempo estudando e tentando descobrir qual o texto mais próximo do original escrito. Surpreendentemente vamos encontrar uma diversidade de experiências tanto eclesiais como teológicas. As comunidades localizavam-se em diferentes regiões do Império Romano. mais provável. Judéia. Escolha de cópias mais próximas do original 5.

A esse exercício de notar as diferenças entre os sinóticos chamamos de comparação sinótica. fica muito mais difícil fazer esta leitura paralela com o evangelho de João. Mas isso não esgota tudo. tem em relacionamento muito próximo com diferentes culturas. podemos dizer que temos comunidades gentílicas com presença judaica ( justamente o inverso da anterior ). Comecemos pelo próprio início dos sinóticos: Mateus e Lucas apresentam uma narrativa da infância de Jesus. outras são totalmente diferentes? Isso deve-se ás tradições que as comunidades guardaram de Jesus: foram recordações que as comunidades celebravam nos cultos.O movimento cristão como tal. .T.T. nos cânticos que foi constituindo o livro das histórias do Jesus.versão de 31/10/2005 16 . II. a partir das exortações. no estudo do texto cabe a nós redescobrir essas comunidades que estão “por trás das palavras”. E assim poderíamos ir exemplificando uma série de diferenças entre os textos. VISÃO PANORÂMICA DO N. Entre os evangelhos temos algumas diferenças mais fortes: Mateus. Por isso. No estudo dos evangelhos é muito importante percebermos que muitas motivações determinaram a redação dos mesmos. linguagem mais filosófica. Marcos já começa pelo ministério de Jesus com a cena do Batismo. Mas também entre os três primeiros evangelhos vamos encontrar diferenças significativas. A.“visão de conjunto”). A maioria das pessoas situam a origem das primeiras comunidades em torno de círculos judaicos que gradativamente foram ampliando-se entre os gentios. narrativas encontradas nos sinóticos mas com estrutura diferente. A narrativa da infância em Mateus por sua vez não confere com a seqüência da narrativa em Lucas. desde suas origens. Vocês já repararam como os evangelhos são muitas vezes parecidos. por quem. em que período. quando pretendemos fazer um estudo detalhado. não somente o judaísmo. paralelamente. Por isso dizemos que os três primeiros são sinóticos ( do grego synopsis . dos hinos e das narrativas. ou seja que podem ser lidos num conjunto. Estas motivações por sua vez nada têm a ver com nossas d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Para que o texto surgisse. por causa de sua particularidade: estilo de linguagem diferentes. Podemos deduzir características específicas da vida das comunidades a partir de conflitos presentes nos textos. Marcos e Lucas são muito mais parecidos entre si do que com João. etc. podemos esquematizar os textos a partir de características como : região onde foi escrito. OS EVANGELHOS O estudo dos evangelhos requer alguns comentários introdutórios. diferentes comunidades experimentaram conflitos e celebraram com particularidades a fé no Cristo. Se de fato já havia comunidades cristãs na Síria contemporâneas às comunidades na Palestina. Mas isso não necessariamente o itinerário de todas as comunidades cristãs das origens.doc . Mas. No N.

marcos e Lucas. uma tarefa difícil e sem resposta definitiva. Alguns aspectos não vão nos deter minuciosamente. resgataremos as particularidades de cada evangelho sinótico em relação com as semelhanças e as diferenças entre si. outros vão exigir um exercício apurado de nossa parte. Fm 24.39. a maneira de recontar os fatos são indicativos das situações de vida da comunidade. O estudo individual de cada comunidade que está “por trás”dos evangelhos sinóticos e Atos dos Apóstolos pede em estudo conjunto inicialmente. Mas.14. E Lucas teria sido o companheiro de Paulo médico. 2 .37. Fm14.13 ) e posteriormente escrito o evangelho. reconstituir os principais aspectos da vida das primeiras comunidades. CI 4. É possível.25. que o autor achou importante enfatizar para despertar reflexão.11 ). o publicano chamado de Levi antes de ser apóstolo. para melhor estudarmos as comunidades que estão por detrás das narrativas dos evangelhos. Absolutamente. representadas pelas diferenças entre os escritos.15. Os tr6es evangelhos sinóticos beberam de uma mesma tradição quando foram escritos. daquele que falam as cartas de Paulo ( CI 4. dizer que não são históricos não significa dizer que as coisas escritas não aconteceram de verdade.19. O título do livro foi acrescentado posteriormente pela tradição eclesiástica. Por isso são textos teológicos.37. teria acompanhado Pedro em seus ensinos em Roma ( 1Pd 5. então. Se repararmos bem verificaremos que não há nenhum indicativo explícito na redação dos evangelhos que nos indiquem a autoria. 2 Tm 4.doc . Vejamos: 1. que desde o século II atribui os três sinóticos a Mateus. A TRANSMISSÃO DE TRADIÇÕES Os evangelhos são instrumentos para transmissão das tradições sobre Jesus.versão de 31/10/2005 17 . na realidade são narrativas que tinham a função de reafirmar a fé das primeiras comunidades. Tradição aqui chamaremos o material colecionado pelas primeiras comunidades que podia ser escrito ou falado. SOBRE A AUTORIA Neste texto não vamos ficar discutindo sobre auditoria.12. IITm 4. através dessa intencionalidade do autor na redação do evangelho. O que parece ser consenso é que os três provêm de tradições apostólicas autônomas. Por isso é que. o tom acentuado em narrativas específicas.11 ). A tradição eclesiástica diz basicamente que: Marcos é o João Marcos das viagens com Paulo no livro dos Atos ( 12. Por alguns anos os estudiosos tentaram compreender como se deu essa relação dos sinóticos com as tradições anteriores por eles utilizadas. A intencionalidade. Quer dizer sim que a preocupação primeira dos evangelistas foi de dar aos ouvintes a oportunidade de refletirem sobre sua fé ao escutarem sobre a vida e ensinamento de Jesus. Existem alguns temas que classificam as tradições e que nos ajudam a entender o papel das mesmas para chegar à compreensão da vida das comunidades: a) preocupação com a d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. e não históricos. Mateus.biografias modernas.

fidelidade: b) citação das Escrituras ( o então Antigo Testamento ): c) reprodução de diferentes tradições ( narrativas, ditos, etc). Nesse sentido os evangelistas ao escreverem seus textos como que tiveram que seguir alguns passos comuns: a) Selecionar os dados da tradição oral ou escrita b) Realizar sínteses c) Adaptar a tradição recebida ás situações das diversas Igrejas. d) Conservar o estilo da proclamação. O manuseio e organização de tradições na realidade não explicam as semelhanças entre as tradições utilizadas pelos sinóticos. Ajudam e muito a perceber o estilo próprio de cada evangelista, mas deixa ainda a pergunta pelas fontes/tradições comuns. Estamos diante da chamada Questão Sinótica. 3 . A QUESTÃO SINÓTICA Existem vários elementos a destacar na relação entre os sinóticos. O primeiro deles são as perícopes ( pequenos trechos ) comuns aos três evangelhos. O segundo são as perícopes comuns a Lucas e Mateus. O terceiro elemento é quando uma tradição é encontrada somente em um evangelho, que chamaremos daqui pra frente por “material Próprio”. Entre os três primeiros evangelhos vamos encontrar diferenças significativas. Comecemos pelo próprio início dos sinóticos: Mateus e Lucas apresentam uma narrativa da infância de Jesus, Marcos já começa pelo ministério de Jesus com a cena do Batismo. A narrativa da infância em Mateus por sua vez não confere com a seqüência da narrativa em Lucas. E assim poderíamos ir exemplificando uma série de diferenças entre os textos. A esse exercício de notar as diferenças e semelhanças entre os sinóticos chamamos de comparação sinótica. A comparação é a base do estudo dos evangelhos sinóticos. Ela faz nos dá o levantamento do material comum e próprio. O material comum pode apresentar concordâncias e discordâncias, depend6encia ou autonomia. Veja os quadros extraídos do livro de Monastério e Carmona: Concordância no material ( os números se referem aos versículos de cada evangelho): 330 versículos de Marcos se encontram também em Mateus e em Lucas; 278 versículos de Marcos estão em parte em Mateus e em parte em Lucas; 230 versículos são comuns em Mateus e Lucas; versículos próprios são 53 em Marcos, 330 em Mateus, 500 em Lucas. O material ordenado corresponde ao mesmo esquema geral:

a) Preparação para o ministério b)Ministério na

MATEUS 3.1-4.11 4.12-18.35

MARCOS 1.1-13 1.14-9.50

LUCAS 3.1-4.13 4.14-9.50

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Galiléia c) Viagem a Jerusalém d) Paixão e Ressurreição

19.1-20.34 21-28

10.1-50 11-16

9.51-18.43 19-24

As concordâncias podem ser de caráter total ou parcial. Pode existir acréscimos consideradas pequenas observações. Normalmente as semelhanças são nas palavras do Senhor ( coleção de ditos de Jesus ) na parte narrativa das mesmas perícopes, em que se encontram essas palavras ( cf. Mc 9.14-29 = Mt 17.14-20 = Lc 9.37-43; Mt 8.5-15 = Lc7.1-10 ). A comparação desses e vários outros foi base para criação de várias teorias sobre a redação dos evangelhos sinóticos. Há consenso hoje em aceitar o seguinte esquema como provável:

• Tradições orais Tradições escritas

Doc. Q Mateus

Marcos Lucas

Esse esquema não é difícil de ser entendido. Se baseia no fato de que houve tradições orais e escritas que serviram de base para a redação de duas tradições escritas principais ( Marcos e Q ). Marcos seria, nesta teoria, o primeiro evangelho escrito que serviu de base de redação pra Mateus e Lucas. Por sua vez, Q ( uma fonte de ditos ) seria o segundo texto principal que serviu de base pra redação de Mt e Lc. Além de dependerem de Q e Mc, Mt e Lc foram escritos considerando também tradições próprias, orais e escritas. Esta é uma teoria consensual na pesquisa hoje. Lembrando que Q é fruto da investigação do que há em comum entre Mt e Lc, ou seja, principalmente ditos de Jesus. Marcos é um texto que não se preocupa muito com uma seqüência lógica dos fatos . Apresenta uma seqüência solta dos trechos que dificulta a indicação de alguma estrutura. Por detrás de Marcos só são reconhecíveis unidades de tradição transmitidas isoladamente ou pequenos grupos de unidades de tradição oral juntas: os discursos polêmicos em 2.1- 3.35; as parábolas 4.1-32; os milagres à beira do lago 4.35-5.43. Existe muita discordância nas diferentes tentativas de organizar um itinerário teológico para Marcos. O evangelho com certeza é a forma mais antiga de evangelho que podemos observar: não há preocupação em narrar com uma seqüência cronológica biográfica, apenas reunião de tradições referentes a Jesus. A estrutura de Marcos está de acordo com determinados itinerários, onde a Galiléia é o lugar da atividade de
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Jesus ( Jerusalém é apenas o lugar do sacrifício). Mas devemos também ressaltar que existe um interesse muito grande na concepção messiânica de Jesus. Mateus, em suas narrativas apresenta certa dependência de Marcos. É muito provável que o autor conhecia o evangelho de Marcos e se utilizou como base para sua redação. À narrativa de Marcos incluiu resumos e reformulações mediante inserção de material do ponto de vista catequético: as seis antíteses em 5.21-48; os textos a respeito da maneira correta de orar em 6.1-18; as parábolas escatológicas em 24.37-25.46, etc. Toda a organização das tradições que Mateus se utiliza vai de encontro a uma intenção teológica mais personalizada de Jesus e sua mensagem universalista ( a todos os povos ), provando o caráter messiânico de Jesus com reconstruções teológicas judaico-cristãs. O interesse de Mateus está na prova de que Jesus é “messias, o filho do Deus vivo”( 16.16 ), prometido por Deus desde tempos imemoriais, que salvará o seu povo dos seus pecados( 1.21 ). Por outro lado a presença do Reino de Deus entre os homens. O evangelho de Lucas não deve ser lido desligado do livro de Atos dos Apóstolos . As semelhanças de estilo e as referências a Teófilo no início dos dois textos são indicativos da dependência direta dos dois textos. Em função desta dependência, a tradição dos pais da Igreja indica Lucas que acompanhou Paulo em algumas de suas viagens como autor dos textos. No livro de Atos em alguns momentos as narrativas assumem a primeira pessoa no plural ( Nós ) indicando um a participação do autor nas narrativas. O estilo da escrita e a redação do grego, a ausência de conhecimento da geografia da Palestina, são indicativos fortes da afirmação que estes escritos pertencem à memória de fé de comunidades gentílicas. Faltam em Lucas as polêmicas de Jesus contra as maneiras farisaicas de entender a lei. A obra lucana está preocupada no caráter universalista da pessoa de Jesus. Prega o perdão para todos, ternura com os pobres, condenação das riquezas. Jesus expressa o amor de Deus aos desprezados pelo mundo. É a primeira a apresentar a história de Jesus como o início da história da igreja em marcha. É a única que não apresenta Jesus como evento escatológico iminente. Elabora um discurso de História da Salvação. Por isso a continuidade das narrativas entre o evangelho de Lucas e o livro dos Atos dos apóstolos. A forte presença da tradição paulina nos relatos é significativa para relacionar uma proximidade entre as comunidades lucanas e as paulinas ( teológica e eclésia ). O livro de Atos constrói uma narrativa em cinco partes da história dos Apóstolos: Igreja em Jerusalém ( 1.15-8.3); propagação do evangelho na Samaria e proximidades ( 8.4-11.18 ); propagação até Antioquia ( 11.19-15.35 ); propagação nas terras circundantes ao mar Ageu ( 15.36-19.20); propagação desde Jerusalém até Roma ( 19.2129.31). Essa concepção histórica e gentílica da narrativa de Lucas vem de encontro à tradição de comunidades cristãs não judaicas, que por sua vez provavelmente enfrentam conflitos com tendências semi-gnósticas nas comunidades.

B.

A COMUNIDADE JOANINA

Os textos conhecidos atualmente como pertencentes à comunidade joanina são: Evangelho de João e 1,2,3 epístolas de João. A proximidade na linguagem e estilo literário nos impede de separá-las . A diferença surge nas ênfases teológicas, o que nos sugere períodos diferentes de redação numa comunidade comum. Por isso não é possível afirmar que uma única pessoa
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1 e 2 Coríntios. O procedimento fundado no amor distingue os filhos de Deus dos filhos do demônio. mas que são representativas de comunidades paulinas: 1 e 2 Timóteo.versão de 31/10/2005 21 . o paracleto ( espírito ) em 1Jo indica Jesus e não o Espírito Santo como em João. Mais provável é que os três textos foram escritos num contexto de uma mesma comunidade mas em períodos diferentes. Deutero-paulinas.18 luz é titulo de Cristo. Filemom. O itinerário da comunidade joanina nos remete a uma origem num grupo étnico judeu-helenista.5 se refere a Deus. Apesar de falar em amor o autor é radical com os que não comungam da mesma fé que ele.doc . Filipenses. Os temas nas epístolas são mais cotidiano. mas em 1Jo 1. Cada texto vai identificar um período de vida da comunidade: O evangelho de João: O autor de João escreve a comunidades separadas da sinagoga com objetivo de fortalecê-las tanto na controvérsia com o judaísmo como na delimitação contra o gnoticismo. além da futura.período de redação de evangelho ( leitura de Jesus com categorias dualistas). Devido a proximidades na linguagem. Essas diferenças indicam uma aproximação da comunidade joanina de 1Jo mais ligada aos grupos paulinos. Mas é inegável a proximidade entre as três epístolas de João. As demais podem ser classificadas como: Autênticas. Aparentemente aderiram à comunidade alguns grupos gentios que tinham concepções semignósticas . o caráter expiatório de Jesus só é mencionado em 1Jo. Mas está estabelecido uma divisão interna na comunidade entre os falsos ( como aspectos semi-gnósticos ) e os joaninos ) com proximidade ás comunidades paulinas). Gálatas.OS ESCRITOS PAULINOS O Novo Testamento citam 14 epístolas que são conhecidas como de Paulo. Tito.escreveu os três textos. As distinções com o evangelho são : em lJo não há citações ao AT . 2 tessalonicenses d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Colossenses e Efésios. C . no evangelho de João 8. extensão dos textos e as formas das epístolas ( endereço. introdução e conclusão. A vida eterna começa quando aceitamos o Cristo e é consumada com a sua segunda vinda. O evangelho tem como tema básica a encarnação do verbo e sua atuação entre nós. Aparentemente as diferenças se acentuaram e a tendência judeu-helenista se aproximou das comunidades paulinas: texto da 1Jo. A epístola aos Hebreus certamente não origina de Paulo ( apresenta diferenças estilísticas e teológicas totalmente diferentes dos demais escritos). designação do autor como “ancião”ou “o presbítero”) 2Jo e 3Jo foram escritas pelo mesmo autor. os falsos mestres são caracterizados como anticristos da atualidade em 1Jo. Acontece uma divisão na comunidade e os semi-gnósticos são afastados: 2 e 3 Jo. A segunda e terceira epístolas de João: O tamanho reduzido das epístolas nos impede de fazer relações próximas com 1Jo. a escatologia futurista recebe destaque em 1Jo. Romanos. que apresentam diferenças de estilo e teologia. que não apresentam dúvidas da autoria paulina: 1 Tessalonienses. O autor do evangelho propõe uma escatologia realizada. A primeira Epístola de João: Apresenta a necessidade do amor fraterno que gera comunhão com o próximo e com Deus e que dá sentido à vida.

Existe um aprofundamento em questões mais práticas da vida das comunidades e por outro lado uma formulação mais detalhada das bases da teologia paulina. Filipenses. Por outro lado outras lideranças surgem nas comunidades que são contrárias a alguns ensinos de Paulo. Em seguida temos as cartas aos Gálatas. É preciso estabelecer relações de hierarquia na comunidade ( Cristo. Efésios e Colossenses. São escritas por para um grupo mais genérico. Parece que o próprio Paulo vai amadurecendo sua espiritualidade com as experiências e conflitos das comunidades. Os grupos que representam oposição começam a ser excluídos como falsos mestres. O que caracteriza a comunidade já não são só as celebrações litúrgicas.A presença majoritária dos escritos paulinos no N. 2Ts. Homem. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.AS EPÍSTOLAS CATÓLICAS São chamadas epístolas católicas todas as epístolas não paulinas de autoria de outros discípulos. É um pequeno tratado de catequese doutrinário ético e que provavelmente foi concluído em forma de epístola ou pastoral às comunidades SíriaPalestinas. sobreviver e organizarem-se dentro do Império Romano. São elas: TIAGO: Vai além da exortação ética. Tito. Católicas que dizer “universais”.T não indicam necessariamente que todas as comunidades cristãs das origens experimentaram a espiritualidade paulina. isso porque3 atém de não serem de Paulo. Apresenta dias características principais: a) desconexão . também não são dirigidas a uma comunidade específica. Filemom e 1Co.dá a impressão de ser um escrito instrutivo composto de dizeres encadeados e de pequenos ensaios. D . É preciso confrontar quem anda ensinando coisas contrárias ao evangelho de Jesus. As comunidades enfrentam uma fase de organização cúltica mais litúrgica. Um terceiro estágio ( talvez paralelo ao anterior) na vida das comunidades paulinas é o conflito aberto com lideranças que ensinam diferenças substanciais aos ensinos de Paulo. Um quarto estágio nos lança a um confronto de caráter eclesial. Ambas são representativas de uma fase onde as comunidades já estão estabelecidas e têm problemas de caráter eclesial. Romanos. Paulo tem que formular defesas( defende seu apostolado em 2 Co e Romanos) e convocar conciliações e apoiar-se em comunidades que o sustentam 9 Filipenses ). Quem é líder? Como fazer para ser bom cristão/ã? Quem conhece melhor? Quem pode profetizar? Quais são os pontos mais importantes de afirmação da fé? É bonito de ver como Paulo se adequa às questões específicas das comunidades e se insere nelas como melhor lhe parece. Mas sem dúvida ela é indicativa de um grupo de comunidades resistir. Mulher ). Sua falta de coesão está de acordo com este caráter literário: existem apenas pequenos grupos de dizeres ou frases.versão de 31/10/2005 22 . 1 e 2Tm. mas também as atividades diaconais organizadas e administradas por lideranças na comunidade. As comunidades começam a se organizar em cargos e assumir organização administrativa. A epístola mais antiga sem dúvida é 1 Tessalonicenses. que se distanciam da sã doutrina ensinada pela liderança de tradição paulina.doc . pois apresenta uma fórmula mais antiga de afirmação cristológica: a da escatologia iminente. segundo as orientações de Paulo. Por isso devemos considerar os escritos como representativos desse processo de acomodação à vida no Império. Uma segunda fase de escritos são 2Co.

pois a comunidade é a casa onde eles se sentem em família. JUDAS : Combate os falsos mestres gnósticos. 2 PEDRO: Aborda dois assuntos principais: a) os falsos mestres. amados por Deus e guardados em Jesus Cristo”(1). continua como um sermão e conclui como uma carta. assim. incentivando na hora do sofrimento a sofrerem segundo o exemplo de Cristo. Uma curiosidade para nós é perceber que a maioria das comunidades paulinas localizam-se na Ásia Menor. 1 PEDRO: É escrita aos “estrangeiros da diáspora” que além de peregrinos eram também perseguidos. É bem provável que o autor tenha se utilizado de tradições já estabelecidas .versão de 31/10/2005 23 . Manuseia tradições do antigo testamento tipificadas em Jesus Cristo. b) o problema da escatologia: os gnósticos abandonam a esperança escatológica (3. como na idéia proeminente que apresenta do “peregrino povo de Deus”. criavam divisões e perturbavam os cristãos. Tem uma cristologia muito próxima a conceitos gnósticos da época ( Cristologia alta . entre irmãos. E . b) caráter judaico . que sofria calúnias. A forma da epístola de Jd nada mais faz senão dar a impressão de uma epístola: é dirigida “aos que foram chamados. HEBREUS : É um texto literariamente complexo. Existe uma compreensão abrupta da irrupção do reinado de Deus no mundo. O que existe acabará em chamas e será instalada uma nova terra.doc . e termina com uma conclusão litúrgica (24s). A linguagem simbólica do texto nos convida a perceber uma espiritualidade própria. respondendo. o projeto de Deus e esperando a libertação.O APOCALIPSE O livro do Apocalipse é muito peculiar e representante único de um estilo literário dentro do N.9-12).ou mensagens realmente individuais. Eram representantes de uma tendência gnóstica que sustenta e afirma que nada do que a carne fizer afetará a existência espiritual. Resgata o sofrimento dos mártires e idealiza a vitória triunfal dos Cristãos liderados pelo Cristo juiz. perseguição e violência física. ocasionalmente. Começa como tratado. como a exortação à prática do amor e o cuidado para que as comunidades permaneçam unidas na hora da perseguição. mas prefere os profetas do AT. Eles penetravam na comunidade. Provavelmente é fruto de um agrupamento de textos individuais literariamente. com objetivo de enviar a uma comunidade conhecida em sermão inusitadamente.4) e o autor de 2Pd defende a escatologia da cristandade primitiva contra as críticas com a seguinte argumentação : perante Deus mil anos são como um dia. A carta se preocupa com realidades cotidianas. morte e ressurreição de Jesus. É litúrgico pois trabalha com tradições sapienciais.17). Características da comunidade apocalíptica vamos encontrar nos capítulos 2 e 3 numa leitura das sete cartas ás igrejas na Ásia Menor. com muita herança de d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.T.10s.não há menção alguma da vida. que. anunciados e descritos como já presentes ( 2. Evidentemente a teologia e o processo de caracterização eclesial das comunidades são bem diferentes. à inquietação causada pela demora da parusia. Apresenta-nos a memória de uma comunidade judaico-cristã lideradas por um ancião profeta ( liderança por carismas). que são preditos. A maioria dos símbolos utilizados podem ser encontrados em literaturas apocalípticas judaicas. a parênese não aponta Jesus como exemplo. Jó e Elias ( 5. O livro é organizado em visões que descrevem uma crítica muito forte ao Império Romano ( a besta babilônia ). são reunidas por algumas palavras chaves que servem de ligação. Ela tem o seu jeito próprio de falar da realidade do povo.visão espiritualizada de Jesus).

as intenções. Pai e crianças . Mesmo assim vou continuar usando a palavra família para as nossas considerações. seja um nenê. O corpo é um sistema com vários subsistemas.como modelo único de ser família.outras culturas orientais. ausências longas. as professoras de Escola Dominical com as crianças e suas famílias. claramente saídas resultam também. Com certeza hoje em dia não podemos falar da família no sentido da família burguesa: Mãe. O apocalipse pretende uma descrição da vida difícil dos cristãos na esperança do julgamento da história sob perspectiva dos perseguidos e oprimidos por um sistema destrutivo. Estes subsistemas podem se separar para formar subgrupos. Estas alianças d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. que resulta o fenômeno “menino/menina de rua”. Ele é uma forma completa composta de unidade em interação contínua. Teoria sistemática sobre “família” Existem muitas teorias que a gente pode usar para atender melhor o fenômeno “família”. sobretudo em fases de mudanças da família: entrada de pessoas novas. Para manter o equilíbrio porém surgem soluções que não raramente deixam sofrer.expulso. Da mesma forma podemos entender muitos fenômenos de famílias. Assim a “família” pode usar um membro como “bode expiatório”: “Tudo funcionaria se não tivesse esta criança problemática”. As várias ciências tentam identificar o que é uma família. mas também a possibilidade e criatividade de resolver conflitos.versão de 31/10/2005 24 . Para nos aproximarmos desta relação é importante que nós clareemos e reflitamos acerca da nossa experiência e visão da família. os conflitos. Se sofre um órgão do corpo ele tenta anunciar isto ou ele compensa usando outros órgãos para se equilibrar. Mas sabemos que também isto nem sempre funciona e assim a gente pode constatar que existem muitos tipos de família. Pelo menos cada pessoa tem uma família de origem. capacidades e energias. FAMILIA EM RELAÇÃO AO TRABALHO COM CRIANÇAS Família é um fenômeno global: Ou somos família ou éramos família.. pois cada pessoa participa com as suas características. Dentro desta forma tudo se desenvolve com uma aceleração enorme e com cada pessoa a mais aumentam as conversas. Dentro da família se juntam subsistemas de duas ou três pessoas. O sistema “família” é um sistema muito sensível que sempre procura se equilibrar para sobreviver. e família neste sentido seria um conjunto de adultos/as com crianças em relação de dependência mútua. o que nos interessa é a relação entre nós. um novo pai. etc.doc . ou doença que pode ser uma tarefa para uma pessoa. Mas como cada unidade também é um sistema em si mesmo com qualidades próprias. Para atender a idéia básica da teoria de sistema a gente usou o corpo como modelo. o sistema sempre é muito mais do que só a soma das unidades. alianças muito importante para estabelecer o sistema. O núcleo menor que existe deveria ser uma mãe e uma criança. Não realizamos um seminário sobre a família. ou no Brasil bem conhecido . morte da/o avó/ô.

Aí entra também a necessidade de pensar como podemos apoiar sistemas de convivência. conversar delicadamente respeitando a intimidade da família e suportar também limitações do lado da família vai mostrar mais da sua fé do que intervenções fortes. Nós precisamos pensar qual é a nossa tarefa e vocação trabalhando com as famílias das crianças.versão de 31/10/2005 25 . conflito também é um sinal de que a família ainda continua viva. Umas anotações importantes: Aceite a família com ela está no momento. ela pode ser bem diferente da sua . Para ajudar e ficar atenta com a criança que está na Escola Dominical . também conseguiu resolver os problemas que existiam. capacidades.Na Alemanha. Ser fiel em manter o contato. mesmo que ela crie problemas na sala de aula da Escola Dominical. Mas quem entra numa família e começa a contactá-la. A família não deve ser objeto da nossa missão ou evangelização mas sim sujeito de amor e de missão de Deus. vamos passar este amor. mudanças vem de aceitação e compreensão e não de interferências externas.não podemos usar o nosso contato com a família só para aumentar o número dos membros da Igreja. também grandes populações. mais do que a metade nas grandes cidades de “famílias” são ‘sozinhos”.doc . E a Igreja começa a entender que ela tem uma grande tarefa nesta área. CONHECENDO E VALORIZANDO NOSSA LITERATURA * Helena Maria V. Cada família é rica de experiências e histórias. “Divide e impera” é um moto. Uma pequena excursão para o mundo fora da família: nós percebemos hoje grandes concentrações econômicas e fusões industriais e por outro lado uma individualização na vida particular. para evitar uma singularização total. descubra valores.observe a situação desta criança na família.aproveite desta riqueza e valorize o que ela conseguiu.definem também as relações das “unidades” e ajudam a expor e conquistar o espaço necessário dentro do sistema. deve ter clara a responsabilidade que pega. Nunca fale mal da criança. sem resistência. Esta interação cria claramente conflitos e brigas. que sobre tudo em ditaduras é bem conhecido. mesmo assim .sobretudo crianças que chamam muito a sua atenção . Para viver e sobreviver num mundo tão ameaçador grupos de apoio. Borges d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. por exemplo. Nós chegamos como modelo do amor de Deus. Briga. pessoas estáveis podem ser uma grande ajuda para manter a convivência familiar. Se juntar com poderes e evitar subsistemas ajudam muito a governar com facilidade. precisamos nos preocupar mais com famílias que não mais conseguem brigar. Ninguém faz só turbulências. Como a mãe fala sobre esta criança pode oferecer-lhe uma visão maior da criança e das dificuldades enfrentadas por ela. . Estamos convencidas que com Cristo a vida é mais efetiva. É bom não ter medo destes conflitos.

que nos faz enxergar os opressores e repressores da vida e criticá-los. testemunhado Deus (o quanto se tem falado errado de Deus)... poderemos ver.10). Lemos (abertamente) para recebermos a Palavra Viva de Deus. qual o grupo envolvido? . com Deus. é a luta em.. qual a direção apontada? . . Que faz com que as pessoas percebam. combatendo-os. na Bíblia. e procurarmos caminhos mais curtos.. Avalie o que de positivo e de negativo está acontecendo. da.Introdução: Nas centenas de páginas que a Bíblia contém. ações favoráveis à vida. o rumo apresentado é o rumo certo? Sabemos que o rumo que Deus aponta é o certo. a partir da luz que a palavra de Deus nos traz.doc . abandonando o presente. se ele coincidir com os resultados concretos de nossa ação. . Assim. tem copiado esta omissão. mas que ela seja Luz. transcorrem experiências em dois sentidos: a. É preciso se informar.. .Vida Plena (Jo 10.. Devemos caminhar do presente ao passado. quem é o opressor.. quando estamos empenhados/as num compromisso pessoal e comunitário com este mesmo Deus.. b.. Mas. onde Deus quer que o povo chegue? . qual a solução o povo está vendo? . a comunidade que usa as “lentes da vida” comunitariamente assume.versão de 31/10/2005 26 . qual a sensibilidade deste grupo? . nos traz orientação concreta.. Não podemos deixar-nos seduzir pela curiosidade.. A própria experiência de Deus. O que presenciamos nas leituras e experiências. falado. e ficar com maravilhosos relatos dos autores bíblicos dos acontecimentos do povo de Deus do passado. É como ler jornal. porque conhecer e praticar é uma questão de vida e não apenas de conhecimento. descubram e critiquem as mais variadas. O passado é luz. Enquanto a sociedade tem se omitido do enfrentamento dos mais diversos tipos de problemas. Lemos e tiramos real proveito da Palavra de Deus. “de que lado Deus está”. É necessário um esforço para que a Palavra chegue a nós. É necessário cultivar o máximo de conhecimento possível para não recorrermos à Bíblia para justificar determinadas situações. Às vezes sofremos a tentação de abandonarmos o caminho difícil de caminhar com nossos problemas concretos para a Bíblia. contrárias e agressivas formas que erradamente tem se “passado”. qual a direção histórica que Deus parece estar apontando a seu povo no passado. reunir informações). a Igreja tem aprendido.. Ela é companheira de luta. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. vida . o prejudicador na ação do povo. (Ex. e não trazer o passado para o presente. Ver sempre: .

com uma pedagogia dinâmica. Ele fez isso dinamicamente. que não apenas expõem “novidades”.. e se o grau de dificuldade desta se resolve com apenas uma boa leitura do texto. Alguma história. fará com que cheguem “à moral da história” e que provavelmente alcançará resultados favoráveis. facilita o bom andamento da aula na Escola Dominical. Mas são também contos. .. Quando hermeneutizamos.. Tudo isso.doc . constatamos “semelhanças” próximas entre os textos bíblicos e a vida cotidiana. Tudo que dissemos até agora.. Acima de tudo. O que provoca estes problemas? Qual o conflito provocador. o Rei manda matar os meninos. Isto. Combate as divisões. anunciar. quando recebemos a revista Bem-Te-Vi e constatamos o assunto. Quando nasceu. é identificar os fatos para autêntica interpretação da Escritura. trabalhar sobre eles num aspecto promovedor de vida (onde esteja incluído.. procure auxílio de seu/sua pastor/a. Cria uma nova convivência (junto das prostitutas. Se isto não ocorre. Tira as máscaras dos poderosos. O que temos na Bíblia. Usa uma nova pedagogia (aquela que vai junto do povo. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. . novelas. inclui Leis da Vida.. fazer teologia. Há uma “moral na história”. logicamente. nada mais é do que aquilo que Jesus fez durante seu ministério.. .Hermenêutica. . .. Convive com marginalizados. humor (retratos). interpretar.versão de 31/10/2005 27 . Isto. Quais os obstáculos e quem os cria? . Verifiquemos agora a Teologia contida nas revistas Bem-Te-Vi: O Reino de Deus é das Crianças / O Reino de Deus já está entre nós. convive e vive com o próximo). O que precisa ser observado.. doentes. faça leituras de comentários bíblicos se for possível. no crescimento (em todo aspecto) e que estimule-o a lutar pela Vida Abundante.. Jesus passa por esta época e não se mantém neutro. Mostra uma nova forma de viver. Teologia ... a primeira coisa a se fazer é ler e verificar se o tema é complexo ou não. da Bíblia é similar com o que ocorre? Então.. Isto. ensinamentos de Deus) e que faça disso uma prática. Identificar os fatos. são experiências de vidas.. é impossível trabalhar com a Bíblia. é que tudo quanto lemos na Bíblia tem um porquê. Quais os problemas mais comuns que o grupo tem. que significa: declarar.. Ele traz boas novas: . é para auxiliar na Hermenêutica. você deve estar aberto/a a aprender e ensinar.. esclarecer e traduzir leis e textos bíblicos. procure textos paralelos. Falar do Reino de Deus é falar de crianças. das crianças)... isso é. Se não percebermos a realidade que nos cerca. pobres. fato. mas que auxilia o ser humano na compreensão. Nos evangelhos vimos que Jesus vive em uma sociedade conflitiva. para compreender e fazer teologia. .. Quem ou o quê contribui para a solução do problema? . junto toca as pessoas.O Reino de Deus .

e fala que o maior deve tornar-se o menor . 5º. sacerdotes. uma solicitação de cura.Qual o pedido sobre a cura? Qual a resposta de Jesus? O que está acontecendo em casa? Qual a ação de Jesus? E quais as reações do corpo? b) Critérios . ação e toque e ordem para levantar-se . Curas: Mc 5. 5.33-37. Critérios. anda.Expulas os comerciantes.. cegos e aleijados louvam a Deus.Qual a situação das crianças? Quais as atitudes no texto? Qual o critério que Jesus apresenta? c) Festa ..louvam. come. ler.. Na resposta de Jesus. 2º. Mc 10. toca o caixão e ordena que ele levante..13-16 3. falar e responder as questões sobre o texto. Pega na mão da menina. curar cegos e aleijados.do menor ele fez maior.As crianças são prioridades de Jesus em três ângulos diferentes: 1. 1º. 4º.. o corpo levanta. um compadecimento de Jesus. crianças.Quem aparece? Qual a ação de Jesus? Quais as reações das pessoas? Ver. Reação . crianças se animam e fazem festa ..versão de 31/10/2005 28 . 3º. Lc 7.21-24. 2. aleijados. 2. cegos. No primeiro é a filha de Jairo (homem da Sinagoga). Vejamos os textos . .em grupos 1.. fala.. 3... 9. Curas. com Jesus há: .42-50. indignação contra Jesus (sacerdotes). Festas/alegria..ser criança. defender as crianças. Ação . desespero. alvoroço... luto. .. atitudes curiosas.. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.35-43. choro.. 2ª Critérios: A situação da crianças é de exclusão até antes de Jesus.. uma inversão de valores . Talvez a expressão de Jesus tenha mudado quando ouviu o “apoio das crianças e dos doentes (aleijados). acontece a narrativa sobre o enterro do filho da viúva.11-17. No segundo. doutores da lei. comerciantes. Critérios: Mc 9.doc .Incompreensão e recriminação pelos sacerdotes.. há um consolo e solicitação: “Que haja fé”. 1ª Curas: Os textos falam sobre cura e ressurreição.12-17 a) Curas .. proximidade. Festas/alegria: Mt 21. 3ª Festa: Jesus.

. No critério e na festa: O critério para o Reino é ser criança. Veio espalhar a Boa Nova. Ele veio “ressuscitá-las”. A ação de Jesus está fundamentada com discurso. Jairo pede como se fosse favor. Ele coloca as crianças dentro do Templo. mortas. E o povo reconhece (os comerciantes) como um maior (por causa do eloqüente discurso?!).. Jesus vê. Nas curas: A filha de Jairo aparece em três evangelhos.1b. Jesus começou a ser falado. que trouxe Deus de novo para junto do povo. Começam a ver de novo as ações de Deus. Jesus encontra alvoroço. 2b e 3b. segura. Tenha fé”. Jesus teve compaixão. Toca.doc . na entrada triunfante de Jesus (criança gosta de repetir atos. E ele crê que através do toque no corpo da criança. põe as mãos. a menina será curada. um enviado por Deus. trazer uma nova pedagogia. A atitude de Jesus diante de corpos sem vida.. Ela deve ser a primeira a proporcionar vida à criança. Antes de entrar no Templo. Abraça. Jesus falava da entrada triunfal do Templo. choro e incredulidade.. do povo. toca. um profeta. Diz: “Não chore”. fala. em situações difíceis. Jesus é uma pessoa que veio mudar. O que as pessoas dizem após a ressurreição? . quando acreditavam que Ele não se fazia mais presente. ainda mais se tratando de um evento. A alimentação da criança é incluía como ação importante para continuidade de sua ação. Há ação de acolhimento. Jesus é o profeta. coloca no colo. entende e acompanha Jairo até a sua casa. Isto. é aproximação.. a partir dos menores. A família é convocada à responsabilidade.. manda que se levante. é ser como os menores. Filha de Naim: Ressurreição do filho da mulher de Naim.. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. mas com palavras.). Diz: “Não tenha medo. As duas situações tem o toque. Jesus expulsa os comerciantes não apenas com chicote.versão de 31/10/2005 29 . Se aproxima da criança. Acolhe o corpo. porque ele nada faria se não houvesse fé. que colocasse as mãos sobre o corpo da criança. Ele faz com que Jairo veja as coisas de uma outra maneira.. caídos. abençoa. Nestas circunstâncias as crianças estão doentes. Depois a comunidade se une a esta responsabilidade também.. Isto seria tarefa dos homens/humanidade. Talvez as crianças só estejam repetindo o que viram antes.Que Deus veio visitar seu povo.

. Is 8. à Escola Dominical. Is 7. Projeto Reino História Com isso Jesus mostra que através da história. Is 9.Emanuel.. a prioridade é a criança.. cura. como sempre foram sinal do Reino. Este projeto é o Reino. II Sm 7. tem seus corpos restaurados.1-4 ..3 . atendidas.doc .18 . coxos. e Jesus coloca as crianças no seu lugar.. E temos outros exemplos. fala...3: “da boca dos pequeninos e crianças de peito. no presente.12-13 ...versão de 31/10/2005 30 . Mostra que Ele tem um projeto. anda. leva-as à festa. Tem surgido cada vez mais. Começa a se realizar a promessa.Maer-Salal-Has-Raz (rápido-presa-pressa-saque) . também na área geral. com esse nome é sinal de Deus presente (Emanuel). levanta.: I Rs 16. não sacrificadas. tiraste o perfeito louvor”. “Não há mais sucessor”. É citado o Sl 8. aleijados. Este (futuro) não está nas armas ou guerras.. Elas são tocadas e não violentadas. Lembremos como elas sempre aparecem.. o Salmo nos faz remeter a isto.profetiza que os invasores assírios virão mas serão expulsos. pois Deus está no meio do povo. no projeto as crianças são valorizadas. Surge novamente a esperança de uma futuro. isto se faz necessário já há um bom tempo. Mesmo assim a criança é sinal de esperança.mata a esperança do povo.. Is 8. Essa criança. na “casa do Pai”.Anúncio do nascimento de uma criança .Natã diz para Davi que a promessa não será realizada. toque. há sinais de denúncia e esperança: .. são ouvidas. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.10-17 . Quando a criança está envolvida. Metodologia Já percebemos a especial atenção que tem sido dada. no Templo.. A partir disso..Desgraça sobre as crianças e juventude por causa dos maus condutores. Há um processo nessa caminhada: . Bem. são os marginalizados. senta.. grupos nas regiões trabalhando nesse sentido. Doutores se indignam..a criança como fonte de alegria para o povo.. sob proteção da casa do Pai. Há reações diversas.Acontece uma aproximação de cegos. mas sim na fraqueza de uma criança.15-16 . Neste projeto. como o de Obed (Filho de Rute). come. Is 9. Há ação favorável ao corpo..1-5 . e agora..Mostra seu filho como sinal de futuro.

A tecnologia a cada momento procura facilitar nossa vida. constrangimentos.tipo de família: vivência. O/A educador/a deve perguntar: . Para que educar? . . com expressões mais diversas ainda. antes de falar sobre o método de Jesus.VIDA. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. O que precisa ser mudado? Acrescentado? Compartilhar. Isto seria muito “prejuízo” pelo valor. Quem são os/as alunos/as? . jogos cooperativos. e também de Tecnologia. que facilita introjeção de culturas diversas. Mas. Mas. e descobrir melhores meios de usar este material rico que temos em mãos .. claro. causando controvérsias. dar dicas. trazendo a nós também maiores possibilidades e recursos para um ensino mais eficiente. queremos. juntamente a vocês. doutrinas.. ajuda. Onde ensinar? Qual a necessidade de uma ação educativa em um determinado lugar: Possibilidades e limitações. com as publicações Bem-Te-Vi.. e questões do cotidiano. etc. mas obviamente “ela não é um manual de técnicas pedagógicas para nossos dias”. pela riqueza de nosso material. Uso da Pedagogia de Jesus e. Já vimos a importância da Bíblia. o que Jesus fazia era usar Parábolas. ciências como a sociologia e a psicologia colaboraram e continuam colaborando com descobertas sobre o homem e o mundo.doc . Jd.Desde muito. O uso das Parábolas. Por quê isso acontece? Acredito que vocês responderiam melhor que eu. . Observaram que era um mesmo Deus que proporcionava tudo aquilo . Liberdade . é necessário verificar nossos métodos. alegrias. Falando de Bíblia e de Ensino. não gostaríamos de recorrer a materiais de outras denominações. Tudo que há em seus livros. . Nestas centenas de anos passados. interpretações bíblicas diferenciadas. ocupação. a Imprensa Metodista tem proporcionado surpresas. No entanto. é impossível “agradar” a todos. também. de uma época e de um pensamento. Assim. O que tenho feito (exp. Com os recursos que tenho. é a fé que tiveram em um Deus. São Marcos). Era o método pedagógico que Ele usava.. mais livre se é”. Por isso. são reflexos da cultura de algum lugar. São revistas produzidas dentro de uma dinâmica em que os temas relacionados com a Bíblia. que o que une tudo isso.. verificando se não há preconceito ou mentira naquilo que ensinamos. pois temos um país com área muito densa. .as revistas Bem-Te-Vi.análise do material.versão de 31/10/2005 31 . (isto é importante). Em grupos: Fazer um levantamento do que tem sido feito na Escola Dominical.. Temos “currículos” para as mais variadas faixas etárias.tentar responder (justiça. .“Quanto mais se sabe. pois com eles corremos o risco de trazer doutrinas contrárias às nossas e. lembramos da técnica contemporânea de Jesus.. Que ensinamos? . mudança).. sabemos das dificuldades de produzir este material para a Igreja Metodista.

ensinam. qual a realidade? O que se quer que passe deve ser feito dentro de seu mundo e de suas possibilidades. (coincidência/semelhança com alguma coisa que vocês têm vivido?). . principalmente na infância e adolescência. pois perder. Mas até então. nos apresentam uns aos outros. Músicas O que você conhece a nível geral.pág 154).” (Mesters.: Isto me fez lembrar de minha infância na Escola Dominical: Parábola do semeador (desperdiçador).“Uma parábola é uma espécie de comparação ou imagem tirada da realidade da vida. Onde está Deus . para esclarecer uma outra realidade. aprende-se a ganhar. muitas vezes o menor. significa colocar a perder a diversão. Brincar é cooperar e descobrir... Estórias 3. O ganhar quase sempre é solitária alegria. Nele coloque tudo que conhece e lembra sobre: 1. Atividades 5. Então... relacionada com o Reino de Deus. Brincadeiras 4. nunca consegui entender porque aquele homem desperdiçava tanta semente. Brincadeiras e jogos não são coisa de gente à toa ou coisa infantil demais para se fazer. (sugestões). Eles auxiliam a criatividade: .. Brincar significa aprender e desenvolver-se. Isso tudo apenas reforça os valores injustos da sociedade em que vivemos... ou de muitos. . d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. produz extroversão. . Ps. Como sempre via meu pai semear. Nem sempre ganhar é divertido pode produzir revanche/inveja/tristeza. A Importância das Brincadeiras/Jogos Dança com cadeiras (competitivo) Não podemos admitir/assimilar a divisão que nossa cultura tenta nos inculcar: lazer/trabalho e brincar/estudar. relaxam tensões. Uma atividade não pode excluir a outra. Histórias 2. ou mesmo familiar. é conviver com outros: é compreensão da sociedade e relações entre pessoas. onde só se produz: egoísmo/competição/agressividade/individualidade. A alegria de um é a tristeza de outro. Carlos. manipuladores e manipulados: opressores e oprimidos.doc . Precisa-se saber do que a criança gosta? Será que Jesus ficava lendo para as crianças quando elas se aproximavam? Faça um arquivo/baú. etc. regional. em si tratando de crianças. mais lento ou mais fraco sempre leva desvantagem: o mais forte (em qualquer sentido) estabelece as regras do jogo.. nos jogos e brincadeiras que conhecemos. . É um jogo de ganhadores e perdedores.versão de 31/10/2005 32 .

. É necessário COOPERAÇÃO..A competição gera o gosto pelo fracasso do outro (mesmo que não seja o melhor no momento. A competição afasta as pessoas. Competição é aceitação de dominação. Tirar proveito do fracasso do outro..versão de 31/10/2005 33 .doc . Dança com cadeiras (cooperativo) d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. se outro for “pior que você se sai “melhor”)..

. .doc . funções se tornam sempre coletivas. melhores resultados... .versão de 31/10/2005 34 . maior produtividade. . . Ele supera desafios: tem participação de todos: coletividade em tudo: elimina-se a agressão física. . Brincando e refletindo com as cadeiras. situação produtora de empatia. pois aquilo que o/a parceiro/a fez pode ter sido a maior colaboração para que a pessoa esteja “à mesma altura” que os demais.. valorização das ações. No jogo cooperativo. . Primeiro Jogo Competição Individualista Participação limitada Desordem Ganhador-perdedor Desunião Trapaça-esperteza Frustrante Limitante Repúdio Conformismo “O jogo sou eu” Segundo Jogo Cooperação Grupal Todos participaram Organização Todos ganham União Honestidade Reconfortante Amplo Acolhida-confiança Desafio coletivo “O jogo somos todos nós” d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. . maior sensibilidade quanto ao próximo. mais comunicação. responsabilidade pelos atos.Na cooperação há: . joga-se com os outros e não contra os outros.

. Jogos cooperativos. Como você experimenta Deus nestas crianças agora? Outra necessidade também muito importante. podemos voltar a questões anteriores e ver se algo mudaria em nossa metodologia. é conscientizar-se que.o corpo fala . depois de ver tudo isso. Vamos dar uma verificada nas revistas??? BROWN. __________. a criança fala muito mais com os gestos do que com palavras.deve haver sempre o contato físico.Como as crianças com os quais trabalhamos experimentariam Deus usando este método? (realidade e cotidiano). São Leopoldo.doc . G. Sinodal. . É necessário valorizar o corpo/gesto . Apostila do Curso Teológico da Faculdade da Igreja Metodista. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.versão de 31/10/2005 35 .Bom.

pelas nossas crianças e pela nossa criatividade. É difícil firmar esse pensamento quando temos. ruas e esquinas. a que fomos submetidos ao longo de nossa história. A miscigenação ocorrida em nossa terra resultou num povo bonito.versão de 31/10/2005 36 . ( texto do Rev. da saúde. É nessa hora que precisamos reunir de novo. não conseguiram roubar a doçura do nosso povo. nem inibir sua criatividade. ainda acreditamos no futuro. hoje estamos passando às suas mãos o ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. Por isso. comentado e enriquecido com textos bíblicos. bonita. com certeza. ainda temos esperança. Valdomiro Pires de Oliveira . em nosso país.APRESENTAR É TAMBÉM DESAFIAR Todos nós temos consciência de que fazemos parte de um povo especial. A exploração e a opressão. sensível. cabe a todos o desafio de divulgar este material e invocar as pessoas de boa vontade para fazer destas letras .doc . Mesmo vivendo graves problemas ba área da educação.VIDA. criativo. num grande movimento de Salvação. da habitação e tendo uma multidão de desempregados pelas ruas. que encontramos pelas estradas.IPI do Brasil) d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Não é possível separar o futuro do Brasil do presente dessa criançada de olhar esperto. o povo que tem fé em Deus e amor aos pequeninos do Senhor. praças. Agora. Este trabalho é fruto da paixão e do esforço de pessoas comprometidas com essa causa.. Seremos salvos. junta outra vez. mas miserável.. mais de trinta milhões de crianças carentes.

tornou-se o interlocutor entre a sociedade civil e o Congresso Nacional. do Menor e do idoso”. No mesmo ano. Em setembro de 1986 o ministério da Educação desenvolveu a campanha “Criança e Constituinte”. Rapidamente. Não houve consenso entre os participantes em sua estruturação e. A “questão do menor” não encontrava solução nas políticas sociais e leis existentes. ampliando-se posteriormente sua abrangência até a adolescência. Buscavam-se mecanismos políticos e legais que viabilizassem a justiça social. espaço de articulação. ampliou-se a atuação de grupos religiosos e movimentos sociais populares. que atraiu a participação de segmentos de governo e da sociedade civil. como conseqüência.versão de 31/10/2005 37 . a emenda “Criança. entre elas a “Da Família. adolescentes e jovens. Prioridade Nacional”.doc . ao final da década de 70 e início dos anos 80. em junto de 1987. foi criada a Frente Nacional de Defesa dos Direitos da Criança. No governo Sarney foi convocada a Assembléia Nacional Constituinte e criadas Comissões Temáticas que lhe davam suportem. Para regulamentação desses artigos. foi criado o Fórum Nacional Permanente de Entidades NãoGovernamentais de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente = Fórum DCA. A princípio apresentava propostas relacionadas às crianças de até seis anos de idade. surgiu a emenda popular “Criança.ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Histórico COMO SURGIU Perante a situação desumana vivida por crianças e adolescentes pobres em vários pontos do país. Nove meses depois. inclusive de crianças. A Pastoral do menor da Igreja Católica iniciou atividades em 1978. que recebeu 250 mil assinaturas de eleitores. Os meios de comunicação divulgaram campanha de propaganda. buscando mobilização nacional. organização e participação. apoiada pela Unicef. em fevereiro de 1989 foi apresentado à Câmara em primeiro projeto da lei: “Normas Gerais de Proteção à Infância e à Juventude”. além de em abaixo-assinado com mais de um milhão de assinaturas. A iniciativa popular deu origem ao Movimento Nacional de meninos e Meninas de Rua. pelo deputado d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. em 1985. em comissões estaduais e municipais. Paralelamente organizavam-se diversos movimentos pela transformação social. Prioridade Nacional” foi incluída em grande parte dos artigos 227 e 228 da Constituição Federal. a democracia e a vivência plena da cidadania. por iniciativa de algumas prefeituras.

Nelson Aguiar apresentou ao Congresso. ligados à prática educativa. como substitutivo do autor. no que se refere à atenção a este segmento importante da nossa população.069. Entre agosto de 1989 e junho de 1990. Ao substituir e termo “menor” por “crianças e adolescentes”.doc . juristas da área da infância e consultores de Unicef. Significa denunciar e corrigir o que se apresente como negação de direitos de cidadania. O Estado. a mesma forma final apresentada ao Senado por Ronan Tito ( PMDB ). O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE regulamenta os preceitos da Constituição Brasileira de 1988. A Câmara em 28 de junho e o Senado o homologou no dia seguinte. como lei federal nº 8. nem anular a responsabilidade deste no crescimento e desenvolvimento aqueles. Introduz três orientações que alteram radicalmente o modo de atenção à criança e ao adolescente.Nelson Aguiar ( PDT ). Reconhecê-los como sujeitos de direitos não significa anular sua relação de dependência para com os adultos. sem discriminações.versão de 31/10/2005 38 . na mesma data. com iguais direitos. entrou em vigor no 10 de outubro do mesmo ano. visando sua aprovação. O Código era um instrumento de controle social sobre a conduta enquanto o Estatuto concebe a criança e o adolescente com sujeitos de direitos. QUE MUDANÇAS TROUXE O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE instaurou um novo referencial político-jurídico frente ao então vigente Códigos de menores. a realização pessoal e a participação social dos indivíduos. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. A primeira orientação diz respeito ao modo de conceber criança e adolescente. que comprometa o desenvolvimento integral. O projeto de lei foi votado e aprovado pelo Senado em 25 de abril de 1990. Deverão ser punidos se não realizarem a atenção devida à criança e ao adolescente. a nova lei pretende que “a universalização dos direitos à população infanto-juvenil do país elimine uma visão discriminatória e elitista que enquadra na palavra menor aqueles pertencentes a famílias de baixa renda e os excluídos do processo produtivo”. em nível pessoal ou institucional. de 10 de outubro de 1979. Não há mais diferença entre criança rica e criança pobre. Sancionado pelo presidente da república em 13 de julho.representantes do movimento social. realizou-se um intenso movimento de discussão e divulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente. Finalmente. O estatuto tem caráter amplo e abrangente. Outros projetos surgiram e com eles alguns substitutivos. Especialistas de diversas áreas participaram da discussão e elaboração . a sociedade e a família agora são responsáveis por assegurar estes direitos. vinculado ao Fórum DCA. Decidiu-se então pela criação do “Grupo de Redação do Estatuto”. apoiado pela deputada Benedita da Silva ( PT ). passando a dar proteção a todas crianças e adolescentes.

É formado pelos 85 artigos iniciais e tem conteúdo programático. Este conselho é paritário em representantes do poder público e da sociedade civil local.Uma proposta de Assistência Técnica”.doc . da Rosa. É também deliberativo. de tal modo que os mesmos não percam o vínculo comunitário que possuam. Livro II PARTE ESPECIAL . o que significa que o mesmo decide. ao governo municipal a competência de assegurar a atenção às necessidades básicas da criança e do adolescente.A segunda orientação altera o modo de gestão pública das políticas de atenção à criança e ao adolescente. controla e fiscaliza. GUARA. Cria também o Conselho Tutelar. “A cidadania de Crianças e Adolescentes”. As instâncias federais passam a ser apenas normativas e co-responsáveis na injeção de recursos financeiros e na capacitação dos agentes municipais. Caderno 3 do Projeto Criança . Benedito Rodrigues dos. 1992. acompanhamento.Instituto de Pastoral da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista. Maria do Carmo Bandt de. A terceira grande orientação diz respeito à participação comunitária na formulação. A sociedade civil também é parceira fundamental nas decisões políticas e no controle das ações junto a criança e ao adolescente. Atribui.PARTE GERAL . dispõe sobre o que deve ser feito. Para facilitar a consulta de assuntos específicos. portanto. 1993 d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. 1990 SANTOS. EDITEO.Compreende os artigos 86 a 267. Propõe a maior integração e articulação entre as diversas políticas públicas setoriais. ou seja. isto é. Cria um fundo financeiro para assegurar a total atenção que a criança e o adolescente exigem. de conteúdo operacional. “O Estatuto da Criança e do Adolescente e a Política de Assistência Social”. com representação dos municípios responsáveis pela mediação entre a comunidade local e poder judiciário. COMO SE ORGANIZA O Estatuto da Criança e do Adolescente divide-se em dois livros: Livro I . ( texto mimeo ). de forma a garantir uma atenção globalizante das necessidades biopsicosociais destes seres em desenvolvimento. O local desta atenção é o município. Isa Maria F. controle e avaliação dos serviços públicos locais destinados à criança e ao adolescente. dispõe sobre como será cumprida a lei e cobrada sua execução. publicação conjunta do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência ao Menor e à Família ( Sitraemfa ) e do Centro Brasileiro para a infância e Adolescência ( CBIA. em conjunto com o executivo municipal. O estatuto cria o conselho de Direitos da Criança e do Adolescente para. publicamos a seguir o Índice Temático. Cadernos Populares nº 9. “A Municipalização do Atendimento aos Direitos da Criança e do Adolescente na Baixada Santista . acompanha a ação.versão de 31/10/2005 39 . REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CARVALHO. decidir sobre políticas. FORJA EDITORA.

01. Comparando direitos violados e ações e iniciativas dos diversos segmentos ( igreja.2.00.0 1.versão de 31/10/2005 40 .01.0 1.05.a 1. FORJA EDITORA. nos bairros.C.0 1. educação e etc. Tabela 2.05.00.A . 1991 TEIXEIRA. “O Estatuto da Criança e do Adolescente e a Questão do Delito”. Maria de Lourdes Trassi.0 1. publicação conjunta do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência ao menor e à Família ( Sitraemfa ) e do Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência ( CBIA ). no país e qual a situação das crianças nestas diversas realidades.08.1.0 1.0 DESCRIÇÃO VIDA E SAÚDE Não Atendimento Médico Falta de atendimento peri-natal e pré-natal Falta de atendimento emergencial Falta de atendimento especializado Falta de acompanhamento médico de rotina Falta de acompanhamento odontológico de rotina Falta de equipamentos Falta de vacinação Recusa de atendimento Falta de leitos para internação hospitalar Atendimento Médico Deficiente Cirurgias desnecessárias Danos cirúrgicos Esterilização de adolescente Intoxicação medicamentosa Interrupção de tratamento d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.PEREIRA.0.0 1. “O Estatuto da Criança e do Adolescente e os Trabalhadores da Área da Menoridade”.0 1. Cadernos Populares nº 3.06.1. Para isto é preciso ver o que acontece nas famílias.0 1. Além disto é preciso também verificar quais as ações da sociedade civil e das igrejas no sentido de atender a superação destas violações de direitos.02.2. publicação conjunta do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência ao Menor e à Família ( Sitraemfa ) e do Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência ( CBIA ).2.0 1.0 1.A ) para que possamos nos envolver neste projeto que não é nossa mas de Deus: a garantia de vida para crianças e adolescentes que tem seus direitos ameaçados e/ou violados. 1991 Por isso é preciso conhecer o Estatuto da Criança e do Adolescente ( E.2. Quais são dos direitos violados quanto a vida e saúde.0 1.1. na cidade. 03 a/b .0 1.04. FORJA EDITORA.02.03.1.00.0 1. Irandi e Gerlene VERAS.04.1.1. nas igrejas.2.04. Cadernos Populares nº 4.0 1. Só então poderemos concretizar projetos e ações que de fato vão ajudar na garantia da vida e dos direitos de nossas crianças e adolescentes.doc .2.1.ESPECIFICAÇÃO DA VIOLAÇÃO SOFRIDA CÓDIGO 1.1.1. liberdade. sociedade civil ) podemos verificar aquilo que não está sendo feito.b 1.07.03.1.

0 1.2.02.11.03. espancamento.1.3.3.05.4. Negligência no atendimento extrações odontológicas desnecessárias Prejuízo por Ação ou Omissão de Agentes Externos Omissão de socorro à criança/adolescente Recusa de atendimento médico por razões filosóficos/ideológicos/religiosas.0 1.01.0 1.0 1.02.00.0 1.06.01.00.0 1. Falta de condições para o aleitamento ( Trabalhadora ) Falta de condições para o aleitamento ( Presidiária ) Falta de programas de complementação alimentar para crianças Falta de programas de complementação alimentar para gestantes e nutrizes.0 1.0 1.04.0 1.06.0 1.01.00.0 1.04.5.3.04.0 1.0 1.1.2.5.01.b 1.12.02.2.3. queimadura ) Agressões com objetos contundentes Supressão da alimentação com caráter punitivo Tortura Violência Psicológica Ameaças de morte Humilhação pública ou privada Tortura psicológica Exposição indevida da imagem da criança / adolescente Violência Sexual Sedução Abuso sexual d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.4.0 1.0 1.2.0 2.03.03.0 2. RESPEITO E DIGNIDADE Aprisionamento Confinamento de qualquer espécie Seqüestro Detenção.0 2.02.07.00.05.0 2.a 1.2. Falta de registro e/ou denúncia de maus-tratos Falta de notificação de doenças infecto-contagiosas falta de saneamento básico Intoxicação na gravidez por razões externas Falta de programas de educação sanitária Práticas hospitalares e Ambulatoriais Irregulares Proibição da permanência do responsável em caso de internação Falta de alojamento conjunto.0 2.5.04.1.0 2.6.0 1.0 1.0 1.5.01.0 1.08.02.01.5.0 1.2.3.01.3. no nascimento Inexistência ou não preenchimento de prontuário Não fornecimento de declaração de nascimento Não identificação do recém-nascido e sua mãe Irregularidades na Garantia da Alimentação Doenças decorrentes da nutrição deficiente da mãe.4.1.4.0 Diagnóstico incorreto Tratamento incorreto Falta de medicamento Falta de precedência no atendimento à Cr.0 1.2.6.0 2.0 2.00.2.0 1.1.2.4. / Ad.6.0 1.00.0 1.0 2.02.4.0 2.4.07.05.0 2. ilegal temporária Prisão ilegal Tráfico de crianças Violência Física Violência Física ( Surra. Atos Atentatórios à Vida Homicídio Tentativa de homicídio Cirurgias com fins ilícitos LIBERDADE.00.2.0 1.versão de 31/10/2005 41 .01.1.02.0 2.1.0 2.02.4.04.03.09.0 2.02.0 2.doc .3.4.5.2.6.0 1.00.03. Falta de orientação aos pais no tratamento a Cr.0 2.04.0 1.3.3.0.3.0 1.00.0 2.03.0 2.10.3.3.3.0 2.2.0 2.03.

de sua situação processual Local inadequado para permanência de criança/ adolescente em situação de apreensão.0 3.6.0 2.03.7.6.5.0 2.5.0 2.01. Oriundas de entidades de assistência Práticas Institucionais Irregulares Desrespeito à opinião da criança/adolescente Impedimento de acesso a familiares.1.05.10.5.7.6.0 2.3.03.3.0 2. comunidade. atividades culturais de lazer e esporte Impedimento de posse e guarda de objetos particulares Restrição de direitos.00.5.0 2.1.2.2.5.0 2.1.05.06.05.0 2.5.0 2.07.0 2.03.01.2.7.1.00.0 2.6.0 3.00.2.0 Estupro Discriminação Impedimento de acesso a bens materiais Humilhação intrafamiliar Isolamento e tratamento desigual no convívio familiar Isolamento e tratamento desigual no convívio comunitário Impedimento de acesso a logradouros públicos Impedimento de acesso à educação Impedimento de acesso à saúde Critérios discriminatórios no acesso à profissionalização Cerceamento político Cerceamento religioso Incitação da população contra criança/adolescente Discriminação de cr.06.7.0 2.0 2.0 2.c 3.0 3.02.a 3.03.02. drogas.7.1.0 3.03.0 2.0 3.09.0 3.0 2.08. habitabilidade e segurança Ausência de alimentação.1.b 3.07.0 2.04.01.versão de 31/10/2005 42 .7.0 2.2.0 2.03.6.justiça e meios de comunicação Condições precárias de saneamento.0 3.11.01.5.2.0 2.0 2.02.5.0 2.04.6. vestuário.03.0 2.00.06.0 2.4.01.00.5.02.5./ad.2.0 3.0 2.08. internação ou assistência Atos Atentatórios ao Exercício da Cidadania omissão das autoridades na apuração de queixa Não cumprimento dos direitos assegurados de acesso à justiça Impedimento de acesso à documentação de identificação Aliciamento de criança/adolescente para atividades ilícitas ou impróprias ( Prostituição. orientação Permanência de criança/adolescente em locais proibidos CONCIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA Ausência de Convívio Familiar Abandono por pais e/ou responsáveis Expulsão de casa por pais e/ou responsáveis Impedimento de acesso a pais/irmãos Privação da convivência com pais ou responsáveis.5.0.03.02.0 3. ao adolescente.3.03.0 3.04.00.6.5.7.0 2.01.0 3. etc. abrigo.0 3. não prevista judicialmente Não informação.a 2.06.2. mendicância.6. devido à perda do pátrio poder por razões materiais Devolução de criança/adolescente por família adotiva Internação sem fundamento legal Ausência de Condições Materiais para Convívio Familiar Não pagamento de pensão alimentícia Falta de moradia Falta de condição de sobrevivência por miséria Falta de condição de sobrevivência por doença Falta de condição de sobrevivência por desemprego Inadequação de Convívio Familiar Prisão Domiciliar Confinamento d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.doc .1.00.6.04. refúgio.05.0 3.5.0 3.b 2.0 2.) Recusa de auxílio.

03.3.3.1.3. da obrigatoriedade de creches ( instalação ou auxílio ) Falta de equipamento especializado para atendimento de 0 a 6 anos Distância física empresa/creche.0 4.3.0 4.01.02.09.03.0 3.00.03.0 4.01.c 3.0 4.0 4.1.1.4.3.01.05.0 3.01. casa/pré-escola Ausência de condições Educacionais Adequadas Ausência de merenda escolar Professores despreparados Falta de segurança nas escolas Ausência de serviços especializados Alto índice de repetência d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.03.05.04.a 3.0 4.4.0 3.0 4.3.5.4.2.0 4.02.a 4.4.4.02.0 3.0 3.3.0 3.5. quando da adoção por estrangeiros Impedimento de contato de pais presidiários com filhos Não reconhecimento de direitos sucessórios de crianças/adolescentes adotados EDUÇAÇÃO.3.0 4.00.09.5.0 3.03.03.0 3.00.04.06.0 3.2.04.3.0 4.2.00.01.3.05.05. CULTURA.0 4.4.0 3.3.0 4.01.0.0 4.5.5.05.08.04.0 3.0 3.versão de 31/10/2005 43 .00.06. Utilização de criança/adolescente na mendicância Utilização de criança/adolescente na prostituição Utilização de criança/adolescente na produção e tráfico de drogas Ausência de Infra-estrutura Inexistência de abrigos temporários para criança/adolescente Falta de atendimento especializado para portadores de deficiências Internação inadequada de portadores de deficiência Internação de adolescente em presídios de adultos Falta de assistência integral aos filhos de presidiários Atos Atentatórios ao Exercício da Cidadania Não registro de nascimento Negação de filiação Indefinição de paternidade desrespeito à opção da criança ou adolescente em situação de guarda.0 4.0 4.0 4.0 3. ESPORTE E LAZER Impedimento de Acesso à Educação Falta de escola Falta de vagas Falta de ofertas de ensino noturno regular ao adolescente trabalhador Incompatibilidade do calendário escolar com as atividades sócio-econômicas locais Inexistência de ensino fundamental completo Impedimento de Permanência no Sistema Educacional Punições abusivas Critérios avaliativos discriminatórios Expulsão indevida Constrangimento de qualquer espécie Ausência ou Impedimento de Acesso à Creche/Pré-escola Falta de creche/pré-escola Falta de vagas em creches/pré-escola Não cumprimento.02.09.3.02.03.04.1.00.5.3.4.0 4.5.3. adoção ou tutela Não cumprimento da legislação brasileira.3.0 3.0 4.3. substâncias químicas e álcool.0 3.5.2.b 3.0 4.07.04.0 3.05.04.1.05.07.00.4.4. por parte das empresas.0 3.0 4.b 4.0 Seqüestro por um dos cônjuges Cárcere de deficientes físicos ou mentais Violência Física Violência psicológica Abuso Sexual intrafamiliar Convivência com dependentes de drogas.3.1.4.02.0 3.doc .2.4.0 3.0 4.0 4.0 4.4. casa/creche Distância física empresa/pré-escola.

01.3.0 5.6.05.00.1.1.4.04.02.0 4.1.4.0 4.3.4.0 4.00.3.3.0 5.01.05.0 5.00.0 5.0 5.4.0 5.03.0 4.0 4.03.02. Impedimento do uso de espaços/equipamentos de lazer existentes Atos Atentatórios ao Exercício da Cidadania Ausência ou impedimento de acesso a meios de transporte Impedimento do acesso à escola Restrição ao direito de organização e participação em entidades estudantis Não comunicação ao Conselho Tutelar de situações de maus-tratos.6.6.2. evasão escolar e/ou elevados índices de repetência Impedimento legal de garantias educacionais às crianças indígenas PROFISSIONALIZAÇÃO E PROTEÇÃO NO TRABALHO Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes Exploração no trabalho doméstico Não remuneração Remuneração inadequada Apropriação indevida do resultado do trabalho Exploração do trabalho por entidades assistenciais Trabalho em regime de escravidão Outros Condições Adversas de Trabalho Exposição a acidentes de trabalho Horário incompatível com a faixa etária/desenvolvimento físico Trabalho desprotegido de deficientes Inobservância da legislação Trabalhista Negação de carteira de trabalho assinada Violação dos direitos previdenciários e trabalhistas Trabalho perigoso. Esporte e lazer Ausência de equipamento e programa de esporte/lazer/cultura Falta de manutenção dos equipamentos existentes Falta de segurança nos locais destinados à cultura.5.0 5.0 4.5.02.6.0 5.0 5.5.0 4.1.02.0 5.02.01. excesso de faltas injustificadas.03.0 5.0 5.0 4.00.0 5. insalubre ou penoso Coação a trabalho noturno Extensão da jornada de trabalho Trabalho em horários ou locais que impeçam a freqüência à escola.08.4.0 4.04.00.0 4.02.0 5.a 5.doc .1.03.00.2.4.05.03.3.02.0.3.4.1.0 5.00.01.01.4.3.10.4.0 4.0 5.b Falta de informação aos pais sobre freqüência do aluno Interrupções sistemáticas do processo de ensino Falta de material didático condições insalubres dos estabelecimentos escolares Impedimento de acesso aos critérios avaliativos Ausência ou Impedimento de Uso de Equipamento de Cultura.6.0 5.01.0 5.03.b 5.0 4.versão de 31/10/2005 44 .03.07.5.0 5.0 5.07.04.3.0 4.6.0 5. esporte e lazer.0 5.0 4.2.5.0 5.4.2.1.80.06.1.06.0 5.04.4.06.09.a 5.4. Inadequação da atividade à idade Ausência de condições de Formação/Desenvolvimento Não acesso à capacitação/formação técnica/profissional do aprendiz Ausência de encaminhamento a programas de capacitação/ profissionalização de adolescentes sujeitos a medidas de proteção especial Impedimento de acesso a programas de capacitação/ profissionalização de adolescentes sujeitos a medida de proteção especial Ausência ao acesso à capacitação/ profissionalização de crianças/ adolescentes portadores de deficiências Impedimento de acesso à capacitação/ profissionalização de crianças/ adolescentes portadores de deficiências d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.0 4.

A Criança no mundo da Bíblia 1. A Criança na Monarquia 3.na história 1.3.10 .4. que contribua com o resgate da criança na memória bíblica.na geografia 1. Criar condições para o aprendizado da hermenêutica bíblica. no qual foi vivido e escrito.doc .Egito 2.2.1.2.1.Exilados X os que ficaram d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.Os profetas 4.2.A sociedade dos iguais 2.CONHECENDO A BÍBLIA A PARTIR DAS CRIANÇAS OBJETIVOS: Oferecer balizas históricas para uma leitura tenta e inteligente.1.3.2.Grupos formadores do povo de Deus 3.versão de 31/10/2005 45 . A Criança no Exílio 4.O princípio da escrita 3.Memória e Identidade 4.4.IAHWEH (Deus dos marginalizados) 2.1. A Criança no Êxodo: 2. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 1. Estimular a reflexão do texto bíblico na sua relação com o contexto histórico.na cultura 2.3.Os reis 3.Origem 3.

3.A reconstrução 5. A Criança e a Igreja 6.Apóstolos 6. refletindo o texto bíblico do Salmo 119.Jesus Cristo 5.Confecção do mapa da Palestina . O salmo é uma exaltação a lei divina.. pés. etc. preceito.1. com exceção do versículo 122. promessa. mandamento. EXPOSIÇÃO TEMÁTICA Introduzir o tema.3.1. A Criança na Plenitude dos tempos 5.versão de 31/10/2005 46 .Império Romano 5.Pentecostes 6. palavra. como instrumento de ensinamento da revelação de Deus. o povo valorizava a lei mosaica.Jogos .2.Teatro DESENVOLVIMENTO 1.doc . VERSÍCULO 105: PALAVRA: lâmpada e luz PÉS: Caminhos d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. estatuto.3.Paulo 6. Contém 176 versículos.105: "LÂMPADA PARA OS MEUS PÉS É A TUA PALAVRA E LUZ PARA OS MEUS CAMINHOS. luz e caminho.4.” Apresentar figuras da lâmpada/lamparina.A formação dos Evangelhos METODOLOGIA . norma. O salmo é um ruminar do sentido da lei para a vida do povo.Dinâmica: Linha do tempo . e perguntar aos/as participantes se eles/as identificam o versículo da Bíblia que contém as palavras das figuras: CONSIDERAÇÕES SOBRE O SALMO: O salmo foi escrito no contexto de Israel no seu retorno do exílio. Em sua articulação social.4. divididos em 22 estrofes (22 letras do alfabeto hebraico). Cada estrofe contêm 8 versos. Em todos os versículos a lei é designada com um sinônimo: testemunho. tábuas da lei/Bíblia.Exposição Bíblica .2-A pregação apostólica 6.

Ela não é o caminho. FECHAMENTO DO TEMA I 1.Êxodo GRUPO 3. Apresentação do jogo 3. obedecendo a cronologia histórica. O caminho é do povo.Monarquia GRUPO 4.doc . 2.A lei de Deus é luz para facilitar os passos na caminhada. luz que o ajude na caminhada. Os grupos irão confeccionar bonecos de papel com a identificação da criança e posteriormente colocarão na linha do tempo (barbante). 5. ATIVIDADE BÍBLICA .versão de 31/10/2005 47 . Dividir os participantes em 5 grupos. GRUPO 2 . não permitindo inclusive. Apresentação do teatro 4. aquela que mais se identifica. Apresentar a linha do tempo contando a história com a participação das crianças. DINÂMICA DA LINHA DO TEMPO 1. a revelação dinâmica e criativa de Deus na história humana. GRUPO 3 .O mesmo que o 2. 3. Avaliação do aprendizado d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. A reflexão da Bíblia deve estimular uma prática docente que contribua com a descoberta e construção do caminho. utilizando o teatro. 4.Dividir os participantes em três grupos: 1º Confecção do mapa palestina 2º jogo 3º teatro Cada participante escolherá entre as três atividades. para iluminar seu caminho. Exposição da história utilizando o mapa da Palestina 2. Cada Participante dos grupos estará identificado com o símbolo da época histórica. Este busca.Igreja 4.Confeccionar o mapa da Palestina do tempo bíblico. 2.Escolher na linha do tempo uma personagem criança e elaborar uma apresentação para os participantes. Fazer da Bíblia o caminho é uma forma de dogmatizá-la.Plenitude dos tempos GRUPO 5. Os grupos buscarão na Bíblia a participação das crianças na história do povo de Deus. utilizando o jogo como método de aprendizado. GRUPO 1.Exílio GRUPO 2. GRUPO 1 . Avaliar a atividade 3. 6.

Escolas Bíblicas de Férias. por parte do(a) educador(a).3. dedicaram esforços em transmitir conhecimentos bíblicos.A leitura popular e o método Ler a Bíblia a partir/com/pela criança é tarefa importante e desafiadora em nossos dias. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.Tema II: LER A BÍBLIA A PARTIR DA CRIANÇA . no conhecimento da Bíblia. A leitura. Sempre se utilizou a leitura. Princípios da lingüística textual 2. no transcurso do tempo. A leitura bíblica popular. no protestantismo.Leitura para prática de vida comprometida 2. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 1. Exercícios: análise de textos DESENVOLVIMENTO 1.O texto como leitura da realidade: a leitura de Jesus 3.Luz para a caminhada.1. catequese na Igreja Católica.versão de 31/10/2005 48 . a partir e com a criança.doc . Exposição Temática: 1. Há muito a educação cristã tem dedicado ao exercício do ensino bíblico. que contribua com sua aplicação na prática de vida. descobre-se uma nova maneira de leitura. Escolas Dominicais. leitura essa.A Bíblia: texto-contexto-mensagem 3. Exposição temática 2. Hoje.CHAVE DE LEITURA DO(A) EDUCADOR(A). Dinâmica 3. METODOLOGIA 1. utilizando novos recursos pedagógicos.Interação da leitura: educador(a) . está superada. hoje.Ponto de partida: a vida 3. tendo a criança como sujeito da ação. que se dedica a uma visão hermenêutica. sempre. apenas.o que é ler e como fazê-lo 1.1. os aspectos fatuais. analisando. A leitura popular e o método 1.1. permitindo a própria criança. Uma leitura.2.A importância do método 1. construir sua leitura na interação com sua realidade de vida.3.1. destacando os personagens como heróis. Etapas para o estudo de texto 3. − Propiciar o conhecimento do método de estudo bíblico a partir da criança. foi feita para criança. A metodologia utilizada. − Possibilitar a compreensão da leitura interativa da Bíblia entre educador(a) e criança.Ponto de Chegada: Interpretação (hermenêutica) .criança Leitura Bíblica para a criança. Ler a Bíblia com a criança.Relação mundo bíblico/mundo da criança OBJETIVOS: − Apresentar instrumentos e técnicas que viabilizem a constatação da compreensão do texto bíblico.1. com o fim de auxiliar a criança.

a reflexão bíblica mostra que as outras crianças enfrentam situações semelhantes. propõem-se uma leitura com a criança. Construir sua história. mas lutaram e alcançaram a libertação. A história do povo de Deus lida a partir da realidade e do mundo da criança. Esse processo pedagógico é a conhecida contextualização bíblica. formando uma unidade sociocomunicativa.doc . no mundo próprio da criança.PRINCíPIOS DA LINGUÍSTICA TEXTUAL Idéias trabalhadas no livro Redação e Textualidade de Maria das Graças Costa Val. É na vida que se desencadeia a educação e o processo da maturidade humana. Este contexto exerce um papel preponderante na d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Não é bastante a leitura da Bíblia por si só. propõe-se a espiral metodológica que retrata a vida: o existencial trabalha os conflitos e inquietações que estão presentes. alegrias e tristezas da comunidade. conflitos. são elementos fortes que devem ser utilizados. sem o confronto com a realidade da criança. que sua realidade confronta com a realidade bíblica. A definição de texto como uma unidade sociocomunicativa relaciona-se com a função e atuação que a linguagem tem em seu contexto de uso. partindo do existencial. Por isso. resgatando a experiência do povo de Deus. na qual a criança se encontra inserida. A assimilação.2 . devendo resgatar o sentido original da Bíblia. inserida no processo histórico. participando dos anseios. parte do esforço da compreensão da vida. presentes na vida da criança. na vida no presente. semântica e formal. daquilo que é concreto. que o ser humano pode tornar-se pessoa indivisivelmente. EXISTENCIAL REFLEXÃO INSERÇÃO = Realidade concreta da criança = Mensagem da Bíblia = Passagem da mensagem à vida-ação A proposta para estudar Bíblia com a criança.Nesta nova modalidade de leitura. A linguagem e outros recursos didáticos. na vida da criança. somente acontecerá. É na vida. símbolos e recursos naturais. Os aspectos sociológicos. favorecerão a assimilação. com vistas a sua linguagem. no passado. A inserção se dá. 1. ela compreenderá e sentirá parte do povo de Deus. No momento em que a criança perceber. Uma linguagem acessível. E para que estes aspectos seja levantados será necessário que o(a) educador(a) esteja presente.versão de 31/10/2005 49 . valores e etnias. em sua dimensão histórica e espiritual. a partir da consciência de que a mensagem deve ser encarnada. É no seio da realidade de vida da criança que se descobre o referencial para leitura. Buscar o sentido para a vida. dentro da realidade da criança. como instrumento de luta. a partir da experiência e revelação de Deus. no momento em que a criança se sentir parte da história. Esta comunicação pode ser escrita ou oral. também. na perspectiva da inserção. O QUE É TEXTO É o meio utilizado pelas pessoas para comunicar o que se tem a dizer. políticos e econômicos estão presentes no dia a dia de uma comunidade. libertação e esperança.

que tem sua importância em dar a ele um conjunto significativo de coerência. ligadas aos aspectos conceituais e lingüísticos: INTENCIONALIDADE.produção e recepção do texto. Em função disto. Um terceiro fator a considerar é o que se pode entender como SITUACIONALIDADE. Diferentemente da intencionalidade. não só daquele que o elabora. 1. Outra qualidade especial do texto é sua unidade semântica. naquilo que se refere ao seu contexto. Esta coesão expressa-se nos conceitos e relações subjacentes ao texto. torna-se necessária a utilização de vários fatores pragmáticos. que favorecerão seu sentido e reconhecimento usual da língua. mas também daquele que o recebe. que são os aspectos relacionados aos fatores pragmáticos da sociocomunicação. a ACEITABILIDADE diz respeito à expectativa do recebedor. por ser responsável pelo seu sentido. coesão. Nestes dois fatores descritos. ASPECTOS CONCEITUAIS E LINGUÍSTICOS A COERÊNCIA tem sua importância no texto. quanto à coerência. Por último. INFORMATIVIDADE.1. 1. permitindo compreensibilidade do seu todo coeso. semânticos. o texto é uma construção. utilidade e relevância do texto. que é responsável por torná-lo integrado. Em outras palavras. além dos cognitivos.versão de 31/10/2005 50 . Por este motivo. que atenda aos objetivos propostos para sua comunicação.2. Ela diz respeito aos componentes responsáveis pela pertinência e importância do texto.doc . SITUACIONALIDADE.2. o jogo de imagens mentais que cada um(a) dos(as) interlocutores(as) faz de si. ACEITABILIDADE. que faz com ele seja não apenas um emaranhado de palavras mas propriamente um texto. tais como: as intenções do produtor. que é a COESÃO. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.2. que são mecanismos gramaticais e léxicas. a unidade formal de um texto. FATORES PRAGMÁTICOS A INTENCIONALIDADE diz respeito aos esforços que o produtor tem que fazer na elaboração do texto coerente e coeso. do outro e do outro com relação a si mesmo e ao tema do discurso. O QUE É TEXTUALIDADE É o nome que se dá ao conjunto dos elementos do texto. e o espaço de perceptibilidade visual e acústica comum na comunicação face a face. São sete os fatores responsáveis pela textualidade: COERÊNCIA E COESÃO. Engloba aspectos lógicos. Pode ser considerado coerente o texto que demonstra compatibilidade com a experiência de quem lê. percebe-se que a comunicação somente se realiza quando fica estabelecido o acordo de cooperação entre o produtor e o recebedor. é a conformidade do texto à realidade sociocomunicativa. Na coerência encontramos a notoriedade da lingüística. INTERTEXTUALIDADE.

. O último fator responsável pela textualidade é a INTERTEXTUALIDADE. disseram-lhe. de suficiência de dados.Mas o que é o mar? Perguntou ele. quem é você? Posso conhecê-lo mais ainda? E o Mar respondia: .versão de 31/10/2005 51 . para que seu recebedor compreenda seu sentido. Neste fator.O contexto é o elemento orientador. ainda duvidando. se dissolvendo. . Ela tem a ver com a expectativa que o recebedor tem do texto. começou. analisar-se-á o texto O BONECO DE SAL: Era uma vez. tanto para o produtor quanto para o recebedor.Entre mais em mim para conhecer-me melhor O Bonequinho de Sal continuou a mergulhar no Mar.doc . situacionalidade. torna-se imprescindível o conhecimento de outro(s) texto(s).O que é isto? perguntou ele. dissolvendo-se cada vez mais.Mar.Continua a entrar que você encontrará a resposta e saberá certamente quem sou eu! Finalmente o Bonequinho de Sal se dissolveu no Mar. um Bonequinho de Sal que não conhecia o mar.Para me conhecer você tem que me experimentar: tem que entrar dentro de mim! É a única maneira possível de nos tornarmos conhecidos. ele ainda perguntava: .Mas quem é você? E o Mar respondia: . E o Bonequinho de Sal ainda perguntava: . paulatinamente... então. O texto precisa. O nível de informatividade do recebedor será preponderante naquilo que se refere ao seu interesse. aceitabilidade. à medida que ele entrava o seu corpo ia.Isto é o mar. Certo dia foi levado até a praia e ficou extasiado a contemplar aquela imensidão de água. Quando faltava apenas a sua cabeça para ser dissolvida.. E ele entendeu: . necessariamente.O MAR SOU EU!!! d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Primeiro os pés. devagarinho a entrar dentro do Mar. O Bonequinho de Sal. depois as pernas. o tronco. Então o próprio Mar respondeu ao Bonequinho de Sal: . na utilização de um texto. no seu plano conceitual e formal. Utilizando os Fatores Pragmáticos dos princípios da lingüística textual(intencionalidade. Mas. informatividade e intertextualidade).. . O quarto fator é a INFORMATIVIDADE.

O grupo de dentro será o grupo de verbalização e o de fora o de observação 2.Todos os participantes terão o texto antes de começar a dinâmica.3. Funcionamento: 2. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.Inverter a posição dos grupos e proceder como anteriormente. 2.O grupo de verbalização irá comentar o texto seguindo a orientação dos princípios da lingüística textual.4. é uma dinâmica que objetiva a verbalização e observação.4.doc . 2. DINÂMICA G. Dinâmica G.2. Dividir os participantes em dois grupos circulares: o primeiro formará uma roda interna de frente para o segundo que estará circulando-o.versão de 31/10/2005 52 .G. 2.G. 2.1.2. Avaliar o processo.Fazer a divisão dos dois grupos 2.6. isto é: o grupo que era de verbalização passará a observar e vice-versa.1.O. 2. 2.4.4.4.3.4.5.2.V.4.V.4.O (Grupo de Verbalização e Grupo de Observação) 2.O grupo de observação fará anotações sobre o comentário do grupo de verbalização.

PONTO DE CHEGADA (interpretar o texto para iluminar a nossa situação hoje) A. MENSAGEM DO TEXTO: Qual foi a intenção do autor do texto para com a comunidade daquele tempo? Como a comunidade leva. possibilitando uma reflexão comunitária. Que compromisso Deus quer de nós? D.Avaliar a atividade. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. O texto lança luzes para nos ajudar enfrentar as dificuldades? B. O que é dito no contexto global do livro no qual o texto está inserido. utilizando as ETAPAS PARA O ESTUDO DE UM TEXTO.ECONÔMICAS: Como o povo vivia? O que o povo produzia? Em que condições ele trabalhava? . O texto nos anima ao compromisso com a transformação da vida? C. B. Os conflitos apresentados no texto 4. Ponto de partida: a realidade da criança 2. ETAPAS PARA ESTUDO DE UM TEXTO 1. Bíblia: A. 2.3.Discutir o relato dos estudos em grupo para todos os participantes. O texto leva-nos ao aprofundamento da fé? E. Texto 1. O que é dito ou feito 3.doc .Estudar em grupo os textos escolhidos 3.SOCIAIS: Como o povo se relacionava? Quais eram suas condições de vida? Como os grupos viviam na sociedade? Quem liderava?governava? meios? Como o governo e o povo se relacionavam? O que o povo pensava da vida? O que o povo pensava da religião? Como Deus se revela no texto? Qual o meio político usado para governar? . Lugar 2.Escolher com antecedência alguns textos bíblicos para análise. De que forma Deus se revela na nossa luta pela vida? Exercícios: Análise de textos 1.versão de 31/10/2005 53 . Contexto do Texto 1. entende e aplica o texto na vivência da fé? 1. As condições de vida evidenciadas . 4. Quem fala ou age 2.IDEOLÓGICAS: C.POLÍTICAS: . Tempo 3.

mulher . Deverá ser analisado apenas um livro. 4. 5.indivíduo 6. ilustrações e exercícios (adequação. ROTEIRO PARA ANÁLISE DOS LIVROS 3. tipos de código lingüístico). Convidar os grupos para uma visita a exposição dos livros.3. Reunir todos os grupos para socialização das análises.3.7.versão de 31/10/2005 54 . preferencialmente fora da sala de atividade 2. Questões centrais: 4. 6. Que tipo de visão educacional possui os autores? 5. Possibilitar o estudo da história. Avaliar o processo de ensino-aprendizagem. Faça uma apreciação do material didático analisado são os seguintes aspectos: 5.5.2.natureza . Abordagem ou linha teórica a que se filia ou autor (coerência interna). Favorecer a criatividade. Como são tratados os seguintes conceitos: . nos seus aspectos doutrinários. ideológicos. Fazer uma exposição dos livros em uma mesa. 5. clareza.Tema III: A LEITURA DA BÍBLIA NA LITERATURA INFANTIL Objetivo: Estimular a utilização da literatura infantil na prática de ensino.3.7. gradação) 5. 3.6. Sugestões de alternativas na utilização dos livros. Como podem os livros auxiliar aos(às) educadores(as) e alunos(as) na aprendizagem? 4.doc . 4. O livro contém alguma apresentação do autor ou autores? 5. 5.criança . Você recomenda a leitura do livro analisado? 7. linguagem utilizada (clareza de conceitos. Desenvolvimento: 1.4. Analisar a história seguindo o roteiro. 8.relação adulto .4.relação homem . num processo de produção e interpretação literária. Examine o sumário do livro (se houver) Que critérios presidem à ordenação dos conteúdos? 5. 5. Com que concepção teológico-doutrinária trabalha os autores? (explícita ou implicitamente). d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.4.relação homem . correção do texto do ponto de vista do conteúdo (verdade bíblica) 5. Roteiro: 5.7. Oportunizar a reflexão dos conteúdos oferecidos pela literatura infantil.sociedade . Conteúdo Programático Literatura Bíblica para criança. teológicos.7. Sugerir a escolha de um livro para análise pelo grupo.8. Dividir os participantes em grupos de quatro pessoas.1. Até que ponto os livros analisados podem servir para um ensino eficiente e interessante? 5. etc. 7.7.

BEM-TE-VI 25.Aprendendo a aprender. Petrópolis. 1988 22. São Paulo. Paulinas. Terezinha Nunes. 1993. COELHO.MEDEIROS. Petrópolis. CARRAEH. Petrópolis.Modelo de mapa da Palestina dos tempos bíblicos BIBLIOGRAFIA 3. 32. Silvino José.1991 14. Pontes Editora. 1983 19. Marcelo. Paulinas. 1982 11. BASTOS.GRUEN. Vozes 9 12. Papel Cráfit 9. 1986 20. 1992 17.apagador 11. Petrópolis. 13.Dinâmica de Recreação. giz 10. São Paulo. Papel para a confecção de bonecos:computador 2. Paulinas. Vozes.versão de 31/10/2005 55 . Vozes. José Gonsalves. 1991 15.PEREIRA. Paulinas. São Paulo. Tesoura 6. Vozes. 1989 24. Um teatro que liberta. Paulinas. SP. 2. W. e Filho. Paulinas.Aprender pensando. Lápis/caneta 7.quadro de giz 12. CORTEY.doc . Ismar de Oliveira. ABC da Bíblia.A Bíblia é nosso livro Sagrada. 1985 16. São Paulo. SP 18. Cola 5. São Paulo. São Paulo. A Formação do Povo de Deus. São Paulo. CARNIATO. J.RECURSOS E MATERIAIS DIDÁTICOS 1. São Paulo. William César Castilho. Edições Loylola. Vozes.Dinâmicas de grupos populares. Vozes.REVISTAS DAS ESCOLA DOMINICAL . Vicente. Ângela .Flor sem defesa. 1992 21. 1991 4. Petrópolis. Paulinas. Vozes. COSTA VAL. Coleção Tua Palavra é vida nº2. Papel para escrever 3.. 1992 7. Cleverson e KELLER. Edições Loyola.Comunidade Criativa.MESTERS. Campinas.ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE.DIVERSOS.Revistas de histórias bíblicas para crianças (diversas edições teológicas) 13. Vozes. 1988 8.Oficina Pedagógicas.1991 23. São Paulo. C. 1990 6. Marly S.KLEIMAN.PIXLEY.SOARES.Comunicação e Criatividade na escola.069 de 13 de Julho de 1990. Panorama da História da Bíblia. Petrópolis. Paulinas. Xerox dos textos que serão distribuídos 8. de.FRITZEN. Primeiros passos na Bíblia. Silvino José.DIVERSOS.Texto e Leitor.Jogos Dirigidos. Carlos.FRITZEN.Redação e Textualidade. Maria Inês.PASTORAL DE JOVENS DO MEIO POPULAR. 1990. 1990 d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Maria da Graça. Barbante . O tempo que se chama hoje. 1988 9. 5. e Santos Manoel de Souza. História de Israel a partir dos pobres.R. Paulinas. C.Pincel atômico 14. Petrópolis. Maria José R. 10.ESTUDOS BÍBLICOS Cadernos 1. Lei nº 8. Bíblia livro feito em mutirão. São Paulo. Martins Fontes. Petrópolis. 7. São Paulo.30 metros 4. José M.MESTERS.MUTSCHELE.B.

As crianças recebiam instrução religiosa no lar. podemos pensar na metodologia bíblica apresentada desde o Pentateuco até a prática de Jesus. modo de agir. vivenciados. eles precisam ser praticados. Pensar em Educação Cristã como um processo. Dt 6. intelectual e espiritual. mas como se processa o espiritual no intelecto. apontando como uma preocupação bíblica o processo educativo. A Bíblia está repleta de ensinamentos que apontam todos os aspectos da vida.5 . o desafio era manter a tradição pertinente e promover a nova abordagem educacional apontando mudanças e transformações. que envolvem aspectos físicos. Processo porque diz respeito às transformações sucessivas de cada um/a e que contribuem para a integridade de caráter e da personalidade social do indivíduo. significa que cada um/a pode interferir no andamento e no resultado. de viver. No Pentateuco a função pedagógica era de conservar. Estes livros relatam as histórias fundamentais da tradição judaica. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Walter Brueggemann. o espiritual apenas. O método utilizado era de perguntas e respostas (Ex 13. Educador/a e educando/a deverá ser ouvinte e praticante da Palavra.21). Se existe um processo e se aprendemos praticando.doc . o tempo todo. estuda os textos sagrados como um modelo para a educação. De uma maneira resumida. Na segunda divisão os Profetas. Possui uma lógica e metodologia na seqüência e apresentação dos assuntos abordados. que explicavam sua fé e comemoravam os feitos de Deus. Js 4. as orientações éticas e os ensinamentos acerca de Deus. em seu livro "A Palavra Criativa" (The Cretiver Word). e os lares são o centro da educação religiosa. No Pentateuco. comunitariamente o sentido e significado da vida.CONHECENDO OS MELHORES MÉTODOS TEMA: Educação Cristã em Processo Não se pode falar em educação sem paixão! Todos nós somos chamados/as a participar. ideais. no emocional e no comportamento das pessoas. Não basta ouvir os ensinamentos bíblicos. transmitir e manter a herança histórica.versão de 31/10/2005 56 . ou seja. perpassando uma concepção de mundo. O conceito de educação em seu sentido abrangente. de pensar. afetivo-emocional.20-21. mas da igreja toda. existe uma preocupação e importância dadas ao ensino pelos judeus. se refere ao processo de desenvolvimento global do indivíduo. esse ministério não é apenas do/a educador/a. psíquico. todos ensinam e todos aprendem. em que os/as educadores/as são os pais. a construir coletividade. valores. diz respeito a um aspecto dela. Se for processo de vida. Dentro de cada um de nós. 14. existe uma necessidade de crescimento e realização em harmonia com todos os elementos vitais de nossa vida: biológico. morais intelectuais e religiosos.

. sonhar e através do sonho-esperança fortalecer os cansados e desanimados. que visava preparar.. informal. era modelo e exemplo do que ensinava.. um professor Corpo Discente. A terceira divisão.. nenhuma sala de aula. refletir dentro do contexto a situação do povo em relação a Deus.. Nestes livros são abordados temas da vida cotidiana das crianças....Nascimento da Escola Dominical. O profeta anunciava a mensagem do Senhor. atentarmos e observarmos a nossa prática pedagógica para que ela não seja vazia de experiência prática... criticando.. FICHA ..... O processo ensino/aprendizagem se fez ao relento. Somos chamados a vivermos profeticamente.. A função pedagógica dos profetas era examinar. os Escritos.. descobertas em relação aos aspectos da vida e a experiência humana.. criticar. examinando. investigações científicas..Aula Inaugural Se todos os domingos são especiais aquele o era ainda mais. equipar e enviar seus discípulos para uma missão.. A finalidade da educação era criar espaços para questionamentos. Jesus ensinava primeiro pelas suas ações e segundo pela palavra de forma concreta e contextualizada. contextualizando a mensagem de Cristo de forma criativa e inspirada.. mas acima de tudo criando novas possibilidades. centra-se agora no trono. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.doc . crises políticas e espirituais.... No Novo Testamento..D. um professor. O papel do profeta não era só de criticar as estruturas.O ensino antes doméstico. Dois alunos... chegam a conclusões desalentadoras: .. revendo a nossa realidade..com a morte do libertador morrem os seus sonhos e agora as razões para viver não existem mais... jovens.... 33 A.... A chave do seu método era: Faze isto e viverás....... íntimo e constante numa convivência diária..... marcava o nascimento de uma escola diferente... questionar.versão de 31/10/2005 57 .. dando oportunidade e espaço para compartilhá-los. seu método era de relacionamento pessoal.... a natureza Enquanto os alunos caminham e dialogam sobre as últimas lições de vida. Israel passou por um período de incerteza e tensão. é composta de livros diversos com caráter mais subjetivos e existencial. criativa e conscientizadora.. Além de ser Páscoa. o Mestre.... reis que não sabiam governar.. homens.. Respeitava o conhecimento e a experiência do outro........ filosóficas.. Precisamos enquanto educadores/as. dois alunos Sala de aula . mulheres e idosos. mas de criar novas possibilidades... TÉCNICA Corpo Docente. Jesus.. Sugestões Práticas COMENTANDO Escola Dominical ... e que não haja distância entre o que pensamos e o que fazemos. debates....

Ensino que é ensino não busca só armazenamento de idéias e sim mudanças de comportamento.Ausência de perspectiva . identificação e companheirismo. Para onde? Para dentro deles que entenderam a lição e foram repartir com os outros colegas.Excelente!! "Porventura não nos ardia o coração?". Acima de tudo está o seu valor educativo e pedagógico para poder transmitir alegria ao/a ouvinte e também ao/a próprio/a contador/a no d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. um ensinamento e etc. Participa do contexto de onde brotam as suas preocupações. O mestre senta à mesa com seus alunos numa demonstração de empatia. antes adormecidas.Integrar a fé com a vida .histórico de Deus .A REALIDADE DOS ALUNOS . mas no partilhar o pão). Preocupa-se com um ensino participativo e libertador.Desânimo .T PROGRAMÁTICO . CONTEÚDO .Conscientizar a respeito do projeto . A presença carismática do mestre desperta nos alunos coisas belas. . OBJETIVOS E METODOLOGIA DO MESTRE .versão de 31/10/2005 58 .Cristo o cumprimento das profecias. APLICAÇÃO PRÄTICA . Não dá respostas prontas para perguntas não feitas.. E é nesse instante que o rosto do professor se revela claramente. ( Não é no partilhar de idéias que nos tornamos irmãos. julgar e agir Aos poucos a conversa dos três peregrinos de Emaús se torna cada vez mais envolvente. e indagando-os sobre a escola da vida: . No partir do pão que se descobre quem era ele: o Mestre dos mestres. "Vamos a Jerusalém contar aos outros que a vida sempre vence a morte.A teimosia da Esperança Ao final da tarde uma celebração se torna o clímax da aula dominical.. Um passeio pelas paisagens e históricas do Antigo Testamento mostrou-lhes que o Cristo é a concretização de todos os sonhos dos profetas.Um passeio pelas Escrituras do A. de mansinho. É aquele que vai onde o aluno está.Algumas sugestões para contar histórias: É importante sabermos que a história pode ser um dos meios mais eficientes para que seja comunicado uma idéia. Jesus vai se embora. Era tarde." AVALIAÇÃO DA AULA ."O que vocês estão conversando?" "Por que vocês estão desanimados?" O que acontece de tão grave?" Bom professor é aquele que pergunta. Portanto o sol há de brilhar mais uma vez.doc ."Vamos a Jerusalém repartir o que vimos e ouvimos!!!" SUGESTÕES DIDÁTICAS PARA OS ORIENTADORES/AS 1).Devolver alegria de viver aos alunos .Ver. Dali tira os objetivos de sua aula.Fim da alegria de viver O mestre intervém.

ou seja. Primeiramente deixe que o ouvinte busque o sentido da história para a sua vida. 2. faça de conta que você está chorando. Cuidado para não deixar o ferro muito tempo exposto sobre a figura. 7) Procure envolver sempre o ouvinte na história 8) Nunca termine a história contando a moral. c) desperta novas idéias. 13) Quando possível.doc . use o método de "improvisação". 2. o contador deve conhecer também O VALOR DA HISTÓRIA: a) a história mantém o interesse do ouvinte. procure usar gestos. de acordo com a faixa etária da criança. Clímax e Conclusão. Para tanto é preciso que o/a contador/a de histórias se envolva com os personagens e com o enredo. identifique cada personagem.Coloque as figuras que você escolheu para a história sobre a intertela e passe levemente um ferro de passar roupa quente para que a figura se fixe no intertela. 10) Se no momento de contar a história você esqueceu de algo. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. mas não de forma excessiva. 6) Viva a história ao contá-la. se o personagem está alegre. Se o personagem chora.4. 2) Nunca leia a história na hora de ser contada. Se a sua igreja não tem condições de comprar uma história ilustrada para ser contada no flanelógrafo. Enredo.Recorte figuras de revistas ou livros usados que servirão para ilustrar a sua história. que é uma espécie de tecido. 9) Dirija o seu olhar para todos os/as ouvintes no momento de contar a história. Para que uma história seja bem eficaz siga algumas orientações: 1) Leia várias vezes a história antes de contá-la. d) leva o ouvinte a se identificar com os personagens e também tomar novas posturas de vida e etc. procure no dicionário qualquer palavra que você não entendeu e interprete a história bíblica a fim de relacionar com o dia-a-dia da criança atual (realidade e necessidade).qual deve reviver a história cada vez que contá-la. 3) Se for uma história que está contida na Bíblia.Depois novamente recorte as bordas e está pronta as figuras para serem utilizadas no flanelógrafo.1 .Algumas sugestões para confeccionar figuras para o uso no flanelógrafo: Todos nós sabemos que muitos materiais bíblicos tem um custo muito alto. procure saber quando e onde o fato aconteceu. 5) Fixe na mente a seqüência lógica dos eventos da história. 2.2. ou ainda. 11) Use sempre palavras de fácil compreensão 12) A voz tem que estar bem empostada. você mesmo/a pode criar figuras para tal utilização. 4) Procure selecionar histórias de fácil compreensão. o fundamental é entendê-la. Ao transmitir uma história. bem articulada e com altura adequada para que todos/as possam ouvi-la perfeitamente. Esse material é adquirido por centímetros ou metros e não é caro. mas ao estudá-la.3. 2.versão de 31/10/2005 59 . Veja como é simples: 2. 14) Lembre-se: a história deve ter começo. faça de conta que você está alegre e assim por diante.Adquira em papelarias e bazares o produto "intertela". b) motiva o ouvinte.

OBS: Pode ser utilizado também no lugar da intertela o papel acamurçado. guarde as figuras de uma série de lições em envelopes grandes e escreva o nome da história no envelope. depois que recortá-las. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.doc .versão de 31/10/2005 60 . Para que suas figuras fiquem bem organizadas.

Algumas sugestões na hora do bate-papo: Vocês perceberão que nesse compêndio há vários momentos de bate-papos com as crianças.versão de 31/10/2005 61 . Verifique o nível de participação e interesse das crianças. 3.3. 4. Disponha-as sentadas em forma de um círculo.3. 4.Algumas sugestões no uso de recursos didáticos: Antes do início das atividades de cada estudo. 4.Algumas Sugestões em relação às perguntas: Muitas crianças gostam de fazer perguntas. Se for possível. 4. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. 3. procure substituí-lo por um outro. Não isole o diálogo com uma única criança. Antes de cada encontro.2. 3. Para tanto. Procure não desperdiçar e aproveite tudo aquilo que sobrar.2. Para tanto é preciso que: EM RELAÇÃO ÀS PERGUNTAS FEITAS PELOS/AS ALUNOS/AS. É necessário dar-lhes bastante atenção e incentivalas a fazerem perguntas. 3) Responda com clareza e com bastante objetividade. Na falta de algum material.3. Para que esses bate papos fiquem mais agradáveis façam o seguinte: 3.4. É importante que as crianças tenham contato com os materiais que elas utilizarem.1. 1) Ouça com agrado e responda com bastante interesse às perguntas que as crianças lhe fizerem.1. O bate papo deve ser bem informal e de forma bem descontraída. O orientador/a tem que estar sensibilizado/a para isso. verifique: 4.4. há uma listagem dos recursos didáticos que serão utilizados no estudo. 3. 2) Estenda à todos a resposta à pergunta feita por uma criança. 5. quintal e etc. O bate papo não deve delongar muito tempo. 4) Transforme as perguntas como um recurso motivador à aprendizagem.doc . certifique-se que não está faltando nenhum material. procure ter esses momentos de bate papos em um outro ambiente que estiver disponível: jardim. mas cabe ao orientador/a orientar às crianças quanto ao uso correto e não abusivo dos materiais. Deixe as crianças ficarem sentadas no chão.5.

mas seria mais correto dizer. Relacionar experiências do personagem com o/a aluno/a...EM RELAÇÃO ÀS PERGUNTAS FEITAS PELO ORIENTADOR/A. Interpretar um texto. "não” e etc. 6) Repita a resposta se for para acentuar a sua importância ou para torná-la mais audível a todos/as os/as presentes.) 5) Anime os mais tímidos/as.doc . Feita a pergunta. 1) 2) 3) 4) d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Introduzir um novo assunto.versão de 31/10/2005 62 . Faça sempre uma pergunta por vez. Você pode usar as perguntas em várias situações: 1) 2) 3) 4) 5) Revisar algo estudado. Evite perguntas que use respostas como "sim". Mostre interesse pela resposta ainda quando incorreta (sua colocação é interessante. preste atenção na resposta dada. Incentivar um debate. sem constrangê-los.

na coordenação motora. rítmicos e melódicos tem uma ligação profunda com a vida e principalmente com a vida das nossas crianças. sons .na orientação espaço-temporal.versão de 31/10/2005 63 . canções com gestos . III. expressão corporal e gestos .promover a recreação e a alegria no ambiente da criança. cantar em grupo . movimentar-se no ritmo da canção . bandinha . Propriedade do som . construção de instrumento a partir de sucatas .A MÚSICA NO NOSSO TRABALHO OFICINA DE MÚSICA I. sonorização de textos bíblicos IV. Ritmo. canções em uníssono . II. ritmo .na formação dos conceitos cooperativos e de sociabilidade . explorar os sons do próprio corpo e do meio ambiente .Atividades A) . canções com movimentos .6 . utilizá-los com o que já foi trabalhado d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.Objetivos Específicos: ajudar: . Com isto ela é subsídio importante na educação da criança e principalmente de grande ajuda para atividades de grupo.tempo forte pulsação ritmo da melodia subdivisões D) Construção de instrumentos/bandinha . .Objetivo Geral: A música em todos os seus conceitos harmônicos.do corpo do meio ambiente B) C) .doc .Conteúdo: . .

fita adesiva. pregos.O que você precisa saber.Ezequiel 37. utilize microfones.I Sam. arame grosso. furadeira. toquinhos de madeira. violão. no Pós. 6-8 . alicate. Assim.Todo o trabalho musical não deve ser encarado como sendo o fim. 37-38. desafinam. Assim. por isso não têm ainda graves na voz.A voz infantil Toda criança. mas o meio pelo qual você desenvolverá nas crianças os conceitos e valores do Reino de Deus. objeto. moedas velhas. latas (vários tipos e tamanhos). mas faça com que ela seja parte de sua vivência diária com as crianças. com bastante volume. procure cantar sempre no seu registro mais agudo. martelo.1-14 . embalagem de iogurte.Material A. fraco) Duração (breves e longas) Timbre (o som próprio de cada voz. tampinhas de garrafa. jornais e revistas.para expressão corporal Panos coloridos de vários tamanhos Expressão Corporal: d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. as crianças não cantam.. meio-forte. flautas).. sementes. tampas.Exílio. B. Se os mesmos forem eletro-acústicos. 21: 12 a 16 V . instrumento) C). grãos. agudos) Intensidade (forte. Procure não pensar em música apenas como forma atrativa de exibir as crianças nas festas de Páscoa. chaves velhas. 15. na Plenitude dos tempos Mt. no Exílio . 20-21 . seja menino ou menina tem sua corda vocal com pequena extensão.Lamentações .para a bandinha: barbante. na Monarquia. caixas (vários tipos e tamanhos). Se você cantar no registro grave. mas falam. no Êxodo 12. pedrinhas. Natal etc. Além do agudo. médios. Não as faça gritar! B)-Propriedades do som Altura (sons graves. com a corda vocal pouco extensa elas não vão conseguir cantar forte.E) sonorizar textos bíblicos .doc . VI . 18. procure utilizar com as crianças os instrumentos acústicos (piano.versão de 31/10/2005 64 . bem como ajudará a promover a vida das crianças e a participação delas na comunidade de fé. não desenvolvem o ouvido musical e você pode "estragar" a sua voz.. A).

6. Corte a lata na lateral.EXPRESSÃO CORPORAL Formular uma definição exata e precisa sobre a expressão corporal é tarefa difícil. a expressão corporal ajuda a criança através de movimentos. Na foto nº 2 temos as CLAVAS Como fazer: use pedaços de cabo de vassoura no tamanho de 15 cm. tampinhas de garrafas e arame. Satisfaz suas necessidades biológicas. fitas coloridas. adquirir segurança. Assim.use gestos de acordo com o que a letra da música lhe sugere. de forma horizontal.doc . 5.A música Sua finalidade é contribuir para a integração do ser compondo um todo harmônico. (um palmo mais ou menos).delimite espaços. Visto que esses valores contemplam nossa prática cristã. BANDINHA RÍTMICA Na foto nº 1 temos o PANDEIRO Como fazer: use lata de goiabada. use-a no seu trabalho com as crianças. intelectuais e sócio-emocionais.versão de 31/10/2005 65 . contudo pode-se dizer que ela é uma forma de comunicação e expressão que o ser humano adota e é canalizada por duas vias fundamentais: 1). ajustar-se ao outro. panos de diversos tamanhos e cores. liberar suas tensões. seguir seu próprio ritmo. 2. adaptar-se à sua comunidade.crie movimentos diferentes. Bata um no outro. fure as tampinhas de garrafas no centro das mesmas. 3.O corpo 2). etc. uma prática importante e que contribui em boa medida para o processo evolutivo natural da criança. a experimentar seu corpo. expressar suas necessidades e sentimentos. trabalhar em grupo.faça movimentos para indivíduos e grupos. juntar-se aos/as companheiros/as. ATIVIDADES 1. criar. Esta atividade é.use movimentos de acordo com o ritmo. amarre o arame com as tampinhas nos cortes laterais. 4.use objetos tais como: bola. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. graças a seus valores.

Na foto nº 3 temos o GONGO Como fazer: use uma tampa de panela que seja grande. Amasse as tampinhas com o martelo. Enfeite como quiser. Você também pode fazer este instrumento com potinhos de DANONE vazios usando o mesmo processo. entorte-o no formato de um triângulo. No mais use sua criatividade para. permitindo que fiquem soltas.doc . cerveja. Para soar deixe a mesma suspensa por um barbante e bata com um pedaço de madeira roliça com panos amarrados na ponta. Coloque qualquer tipo de grãos dentro e cole uma lata na outra com fita adesiva. TAMBORES Como fazer: usar latas grandes ou caixas de sapato. fazer outros instrumentos e aí é só tocar. etc. lembrando sempre de agrupá-los por uma espécie de som. a partir de sucatas. Coloque os orifícios para baixo e bata com madeira ou as mãos. Na foto nº 5 temos o TRIÂNGULO Como fazer: use um pedaço de ferro. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. os tambores ficam todos juntos. triângulos.versão de 31/10/2005 66 . Na foto nº 4 temos a castanhola. fure ao meio. contudo esse modelo servirá como base para a PRATINELA Como fazer: pedaço de madeira. isto é. tendo o cuidado de segurá-lo de forma que ele fique pendurado no dedo. pregue algumas na ponta do pedaço de madeira. prego e tampinhas de garrafas. Há ainda outros instrumentos que você pode fazer. deixando uma pequena abertura lateral. Faça soar com um pedaço de arame. São eles: GANZÁ Como fazer: use latas de refrigerantes. os ganzás. conservas.

elas jogam. assim como o tato. materiais livres e materiais variados. produzindo sons à vontade Jogos − Tudo o que elas pegam. automaticamente. − Colocar objetos espalhados no espaço da criança. deixando-a livre para que possa locomover-se.doc . bater. − Tudo o que elas pegam. caminha. com firmeza: sacudir.7. elas jogam. Produzindo ruídos: Fornece-se à criança objetos que possa segurar. Brincadeiras − Procurar desenvolver a coordenação motora. o adulto pega suas perninhas movimentando-as como se estivesse pedalando. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. − Canguru: A criança prende os braços ao pescoço e as pernas e à cintura do adulto a mantém e começa um percurso que. − Determinados materiais que produzam sons variados. automaticamente. − O brinquedo deve ser colorido.versão de 31/10/2005 67 . − Pedalando: enquanto o bebê permanece deitado de costas.SUGESTÕES . anda a trote e dá pequenos saltos enquanto cantarola.Jogos e Brincadeiras por idade 0 a 1 ano − Oferecer brinquedos de borrachas atóxicas.

versão de 31/10/2005 68 . ter na sala uma caixa com diversos materiais que possam ser usados em imitações. bichos. − Amarelinha − Pular corda (cobrinha no chão. − Bloco de montagem de diversos modelos e cores (cones.João sem casa. − Fazer colagem com papéis coloridos. usando várias cores. tampinhas de refrigerante e etc. − Blocos lógicos − Memória d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. − Desenhar com giz de cera − Livro dobraduras (dobra a folha em 4 partes ou 8 e reproduz a história através de desenho) − Fazer massa de modelar com as crianças. ou usar argila. professora. etc − Os vizinhos − Quebra-cabeça − Estátua − Dominó − Imitando animais encontre seu par − Amarelinha − Pular corda (várias maneiras) − Bambolê (diversas brincadeiras) − Andar sobre latas de Nescau (vazias) presas por cordas finas (sapato de salto) − Coelhinho na toca . plantas. calçados. cereais − Pintar os dedinhos com guache e colocar sua impressão digital em um papel colocado ao seu alcance. − Faz de conta (ser pai.doc . colocase montinhos de tintas de várias cores em seguida dobre a folha em várias maneiras) − Pintura a dedo Individual: colocar várias opções de cores(tinta) em pratos.2 a 3 anos − Pinturas com guache usando as mãos. − Simples e de poucas peças. tais como: roupas. objetos. plástico para encaixar as partes do corpo e outros. espuma digitais. tampas ou em recipiente de margarina. − Brincadeira do faz de conta. etc. − Fazer carimbos com legumes. − Trabalho com massa de modelar atóxica. orientar a criança a pintar livremente Brincadeiras − Brincadeira dos dez dedinhos. etc. − Fazer pinturas usando folhas de árvores. cubos de madeira e sucata) − Dominó (pode ser de cores. − Telefone sem fio. Deixar a criança criar a personagem de acordo com o conteúdo dado. − Brincadeira de roda Jogos − Quebra-cabeça de bonecos podendo ser de madeira. mãe. ondas do mar) − Bambolês (passar por dentro). − Fixar o papel na parede oferecer tintas de várias cores e deixar a criança livre para criar. peruca. etc − Mistura de cores (numa folha em branco.

diversas caixas criando diversos personagens − Pintura com pincel e guache no cavalete ou mesa.versão de 31/10/2005 69 . Brincadeiras − Brincadeiras de roda − Com pneus Jogos d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. etc. rolo de papel higiênico. chão..2 a 3 anos − Em grupo: colocar no chão folha de papel grande de tinta sobre o papel e deixar a criatividade fluir − Fantoche: confeccionar utilizando: copos descartáveis.doc ..

7 a 9 anos − Maquetes − Modelagem (massa) e confeccionar personagem − Desenhos com pincéis e tintas − Fantoches com sucatas (confecção e apresentação). jornal. etc. cones. Montar maquetes. − Cartazes diversos de acordo com o trabalho em estudo − Construir.doc . utilizando: goma.palavras − Palavra cruzada − − Brincadeiras − O melhor telegrama − Rima fatal − A passagem da tesoura Jogos − Quebra-cabeça − Criatividade − Jogo das caretas − − − O semáforo − Empresta-me casinha − Toque no azul − Barreira do Som − Brincadeiras de roda − Jogo do espelho − Jogo das expressões − Jogo das mãos − Jogo dos ritmos − Palavra-Cruzada − Caça-Palavras tua − Montar livros. potes vazios de margarina.versão de 31/10/2005 70 . podendo ser individual ou coletivo − Cartazes diversos − Construir instrumento de bandinha com sucatas d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. instrumentos de bandinha com sucatas 10 a 12 anos Dramatização Confeccionar fantoches de sucata. conforme a unidade em estudo Compor histórias Brincadeiras − Telefone sem fio − Que envolvam bolas − Ping-Pong − Bola queimada − Brincadeiras de roda − Com pneus Jogos − Memória − Caça.

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