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Resumo - Enron - Os Caras Mais Espertos Da Sala

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Enron - Os caras mais espertos da sala (Filme) http://www.youtube.com/watch?

v=70XnlrwO7U4 A Enron é produto da deslumbrante desregulamentação do setor energético. Era um sucesso, todos queriam investir em suas ações pois era uma excelente garatia de retorno, sua s ações valorizavam-se a cada mês, mesmo nos tempos de crise. Nos anos 90 poucas empresas de capital aberto na Bolsa de Valores de Nova York t inham ações tão caras quanto as da Enron. Seu slogan era "Ask Why", pergunte por quê, su gerindo que a companhia não temia ultrapassar barreiras, quebrar mitos. Acionistas investiam às cegas. Funcionários eram incentivados a aplicar suas poupanças em ações da casa. Acontece que ninguém questionava o porquê do sucesso da Enron.

O segredo da desregulamentação da indústria é que o Estado não interfere no livre-comércio. No caso da Califórnia, por exemplo, revendedores de energia, como a Enron, poderia m elevar o preço como quisessem, enquanto as distribuidoras, aquelas que lidam dir eto com o consumidor, sofriam o limite de tarifas imposto pelo governo estadual. O ápice desse desequilíbrio de regulamentação foi o famoso blecaute de 2001. Porém surgiram dúvidas sobre um enorme e misterioso buraco em suas contas e a SEC (c omissão responsável pela fiscalização do mercado acionário americano) começou a investigar s resultados da empresa. As ações da Enron começaram a cair. As operações de comércio da companhia se baseavam na maior parte das vezes em transações f inanceiras complexas, a maioria referindo a negócios que deveriam ocorrer vários ano s depois, prática que inflava os seus lucros. Os operadores colocavam o valor das ações da companhia lá no alto, sugerindo que no prazo futuro essas ações iriam mesmo se va lorizar, sem ter que justificar a remarcação do preço, era o mark-to-market, marcar a mercado significa considerar os ativos de uma empresa tão valorizados que é possível l iquidá-los a qualquer momento pelo preço corrente do mercado. As ações chegaram a valer cerca de US$ 85, nos bastidores, porém, a empresa só dava prejuízos com projetos frac assados de internet e com usinas na Índia que nunca operaram. Há indícios que altos executivos da companhia estavam envolvidos em fraudes, além dos principais bancos. Com o objetivo de maquiar o balanço da companhia, foi usado um complexo sistema de parcerias financeiras para esconder prejuízos. Eles supostamen te tiveram grandes lucros vendendo suas ações antes que elas despencassem. O então presidente dos estados unidos na época tinha relações próximas com Kenneth Lay (ex -presidente da companhia) que era chamado de "Kenny Boy" por Bush. Não existem ind icações de envolvimento direto de Bush no escândalo, mas havia um vínculo entre o poder político e uma potência empresarial. A empresa que a auditava era de Arthur Andersen, um dos principais executivos da empresa, o que contribuiu para o encobrimento da farsa. Desde que foi envolvida com o colapso da Enron, a Andersen perdeu diversos clientes de prestígio. Os empregados da empresa levaram prejuízo, além de perderem o emprego, suas economia s estavam, na maior parte dos casos, investidas em ações da Enron. Por fim, todos aqueles que tinham ações da companhia, que há um ano valiam US$ 85, hoj e possuem papéis que não valem nada.

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