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TCC- Jordana

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Tremblay, Gervais e Petitclerc (2008) apontam, segundo alguns especialistas,

a agressão é subdividida principalmente em três tipos, a física, verbal e indireta, e

ainda tem a proativa e reativa, cada qual com suas características.

A agressão física- Na faixa etária em que as crianças se encontram a

agressão física é utilizar de comportamentos como bater, chutar, morder, puxar,

jogar objetos no outro, enfim.

A agressão verbal- Este tipo de agressão é denominado por insultos e

ameaças que tem por poder intimidar o outro, é comum vermos entre crianças,

discussões como: ―-Eu não sou!‖, ―-sim, você é!‖, ―-Não é verdade!‖, ―-Sim, é
verdade!‖. Geralmente estas discussões ocorrem e permanecem até que um se
intimida e começa a chorar, são palavras, mas que acabam por machucar também.

A agressão indireta- Esta é mais ‗corriqueira‘ entre os adultos, mas na

infância também ocorre, este é um modo de agredir sem que o agressor

necessariamente tenha contato com a vítima, os agressores tentam ‗manipular‘ os

expectadores com diálogos, fazendo com que os mesmos não queiram mais o

amiguinho no grupo (por conta das tais ‗fofoquinhas‘), o excluindo deste, neste caso

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a criança não chegou a sofrer uma agressão corporal, mas ficarão marcas e

cicatrizes por ter sido rejeitado de seus vínculos afetivos.

Agressão proativa- É quando produzida sem provocação aparente, com

crianças ocorrem quando elas querem algo em troca, quando querem obter alguma

vantagem, sobre a outra, na medida em que esta cresce, ela aprenderá a dar uns

tapas, enquanto o adulto não a vê, obviamente, que eles escolherão vítimas

menores do que eles.

Agressão reativa- É o contrário da agressão proativa, nesta é manifestada

uma resposta mediante ameaça percebida ou provocação, mesmo que seja

acidental, por exemplo, se uma criança brinca com um brinquedo e percebe que tem

outra criança se aproximando, ela de imediato pensa que a outra se aproxima para

retirar seu brinquedo e então já parte para a agressão.

Os autores ainda escrevem nas crises de raiva, que estas podem aparecer

em decorrência de tais comportamentos agressivos no momento em que se tornam

repetitivos e uma das maneiras mais notórias é com demonstrações destas crises,

que ocorrem com maior frequência em crianças de 18 meses a três anos de idade e

são ‗desenvolvidas‘ com a criança atirando-se no chão, em seguida ela começa a
gritar e dar pontapés, enfim, e passará/terminará de maneira tão súbita, quanto

começou. As crises geralmente ocorrem por frustração, raiva, aflição etc., e se caso

a criança atingir o que deseja com essas demonstrações, provavelmente ela repetirá

por várias vezes em troca do desejo, elas (crises) tendem a cessar na fase em que a

criança procura meios construtivos de administrar suas emoções e reações, que são

geralmente por meio da linguagem, com o aparecimento desta a criança começa a

desabafar suas frustrações, e isto só ocorre por volta dos quatro anos, pois é onde

ocorre o amadurecimento cerebral facilitando o aprendizado.

1.3 A EVOLUÇÃO DOS COMPORTAMENTOS AGRESSIVOS EM CADA FAIXA

ETÁRIA DO SER HUMANO

Tremblay, Gervais e Petitclérc (2008) fazem um acompanhamento evolutivo

em cada faixa etária do ser humano, relacionado aos comportamentos agressivos,

no qual obteve-se:

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Recém nascidos até o primeiro ano de vida- por vezes nem passa na
imaginação que bebezinhos possam apresentar características agressivas, de

fato ele não baterá em ninguém e nem fará outra agressão destas quaisquer,

mas ele já irá emitir ‗gritos‘ e mostrar em sua expressão facial que estão

descontentes com algo, isto varia de bebê para bebê, e este dado relatado é

o primeiro sinal ocorrente como forma de agressão na vida das crianças/

pessoas. Agressões físicas surgem em seguida, é por volta dos seis meses a

um ano, nesta fase o bebê já consegue controlar alguns gestos e estes são

geralmente provocados pela frustração (deve-se estar atento, pois nem

sempre quem esta cuidando da criança percebe o que esta acontecendo ou

não entende).

De um a dois anos, as crianças estão começando a caminhar- nesta fase
nota-se o aumento dos comportamentos agressivos, claro isto é variável de

criança para criança, e é este fator que fará uma reagir contra a outra para

obter o que deseja. Nesta fase as agressões mais comumentes realizadas

são: bater, pegar a força um objeto de desejo que está com outrem e morder.

Estas são agressões tipicamente encontradas entre as crianças, mas que não

devem ser ignoradas, aos pais cabe conversar, explicar e educar, se mesmo

assim estas persistirem, deve-se recorrer a um profissional.

A partir dos dois até os seis anos, a criança da idade pré-escolar- nesta idade
as crianças começam a possuir mais capacidades motoras e por isso suas

agressões ‗podem‘ chegar semelhantes à de adolescentes, isto se intensifica
ainda mais em torno dos quatro anos. Felizmente, também é nesta faixa

etária que as crianças podem começar a diminuir os seus hábitos agressivos.

Isto ocorre devido o córtex frontal estar mais bem desenvolvido do que antes,

este é responsável por administrar as reações e emoções, incluindo as

agressões, o autor reforça a ajuda de profissional para o caso da criança não

conseguir se controlar.

Ao nascimento, o cérebro do bebê é cerca de três vezes menor que
o de um adulto, mas ao final de cinco anos, ele atinge aproximadamente o
mesmo tamanho. (TREMBLAY, GERVAIS E PETITCLERC, 2008, p.06)

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1.4 COMPREENDENDO OS COMPORTAMENTOS AGRESSIVOS E

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