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TCC- Jordana

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Published by: jordanawruck on Jul 18, 2011
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Acha-se importante começar escrevendo sobre a origem do nome bullying,

que segundo Escola (2006) é de origem inglesa, ―bully‖ significa ―valentão‖, ele

começou a ser pesquisado a cerca de uns 10 anos atrás na Europa, justamente por

haverem casos de tentativas ao suicídio pelos adolescentes, vítimas desta prática.

Sem termo equivalente na língua portuguesa, define-se universalmente como

―um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, adotado por um ou
mais alunos contra outro(s), causando dor, angústia e sofrimento‖ (ESCOLA, 2006).
Insultos, intimidações, apelidos cruéis e constrangedores, gozações que magoam

profundamente, acusações injustas, atuação de grupos que hostilizam, ridicularizam

e infernizam a vida de outros alunos, levando-os à exclusão, além de danos físicos,

psíquicos, morais e materiais, são algumas das manifestações do comportamento

bullying.

Na atualidade, Fante (2005) defende que este é um dos temas que vem

despertando cada vez mais o interesse de profissionais das áreas de educação e

saúde, principalmente o bullying escolar. Termo encontrado na literatura psicológica

anglo-saxônica, que conceitua os comportamentos agressivos e anti-sociais, em

estudos sobre o problema da violência escolar.

Ainda, Fante (2005) escreve que somente para ter-se noção, o bullying trata-

se de um problema mundial, encontrado em todas as escolas, que vem se

disseminado largamente nos últimos anos e que só recentemente vem sendo

estudado em nosso país. Em todo o mundo, as taxas de prevalência de bullying,

revelam que entre 5% a 35% dos alunos estão envolvidos no fenômeno. No Brasil,

através de pesquisas realizadas, inicialmente no interior do estado de São Paulo, em

estabelecimentos de ensino públicos e privados, com um universo de 1.761 alunos,

foi comprovado que 49% dos alunos estavam envolvidos no fenômeno. Desses,

22% figuravam como ―vítimas‖; 15% como ―agressores‖ e 12% como ―vítimas-
agressoras‖. Por isso, o tão necessário interesse dos profissionais, pois os números
estão altos, e mais são as vítimas que estão pelas escolas em nossa realidade.

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Alfabeto

A autora afirma que o bullying é um conceito específico, bem definido, mas

que por vezes ainda é confundido por pessoas sem conhecimento do tema, se faz

necessário entender o que realmente acontece, pois pode parecer nada

preocupante, mas é mais difícil do que se pensa, pois ele envolve e coloca em jogo

a vida de quem é vítima, seja qual(ais) for(em) a(s) agressão(ões) recebidada(s).

Zacher (2009) relata que pelo nome ‗bullying‘ não ser de origem brasileira, e

por não haver uma palavra que expresse tudo o que é esta prática envolve, ele citou

vários tipos de agressões que estão abaixo apresentadas, baseadas em seu artigo:

Tabela 1

Saiba como identificar o Bullying

Colocar apelidos;

Ofender;

Zoar;

Gozar;

Encarnar;

Sacanear;

Humilhar;

Fazer sofrer;

Discriminar;

Excluir;

Isolar;

Ignorar;

Intimidar;

Perseguir;

Assediar;

Aterrorizar;

Amedrontar;

Tiranizar;

Dominar;

Agredir;

Bater;

Chutar;

Empurrar;

Ferir;

Roubar;

Quebrar pertences;

Tabela 1- Saiba como identificar o bullying. ZACHER, 2009, p.13.

Como pode-se observar, nesta tabela estão classificadas algumas ações do

bullying, a primeira coluna apresenta ações de deboche, a segunda apresenta ações

de exclusão, amedrontamentos e ameaças e a terceira de agressões físicas e aos

bens materiais.

Segundo Fante (2005) o bullying é um conceito específico e muito bem

definido, uma vez que não se deixa confundir com outras formas de violência. Isso

se justifica pelo fato de apresentar características próprias, dentre elas, talvez a mais

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Alfabeto

grave, seja a propriedade de causar ―traumas‖ ao psiquismo de suas vítimas e
envolvidos. Possui ainda a propriedade de ser reconhecido em vários outros

contextos, além do escolar: nas famílias, nas forças armadas, nos locais de trabalho

(denominado de assédio moral), nos asilos de idosos, nas prisões, nos condomínios

residenciais, enfim onde existem relações interpessoais.

A autora aponta que estudiosos do comportamento bullying entre escolares

identificam e classificam assim os tipos de papéis sociais desempenhados pelos

seus protagonistas:

―vítima típica‖, como aquele que serve de bode expiatório para um grupo;
―vítima provocadora‖, como aquele que provoca determinadas reações contra

as quais não possui habilidades para lidar;

―vítima agressora‖, como aquele que reproduz os maus-tratos sofridos;
―agressor‖, aquele que vitimiza os mais fracos;
―espectador‖, aquele que presencia os maus-tratos, porém não o sofre
diretamente e nem o pratica, mas que se expõe e reage inconscientemente a

sua estimulação psicossocial.

Enfim, o bullying é o uso do poder e força para assustar e até agredir outra

pessoa, por vezes repetida, geralmente mais fraca, que não tem como se defender e

não conseguem pedir ajuda para outros, justamente pelo medo das ameaças feitas

pelo agressor.

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