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Qual o Significado Do Juzu Rosario Budista

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Editora Brasil Seikyo

Brasil Seikyo - Edição 1848 - 17/06/2006 - Pág.A6 - Budismo Fácil

Brasil Seikyo - Budismo Fácil

Qual o significado do juzu (rosário budista)?
Utiliza-se o juzu na prática do Gongyo e do Daimoku diante do Gohonzon. A palavra “juzu” significa “um número de contas”, ou ainda os Três Tesouros (do Buda, da Lei e do Sacerdote). A forma circular desse objeto significa grande espelho da sabedoria. Revela também o princípio místico da natureza essencial da Lei. É costume colocar o juzu entre o dedo médio de cada mão — deixando o lado com as três borlas na mão direita e o de duas borlas na mão esquerda — torcendo-o para que cruze no meio entre as duas mãos. Diz-se que o juzu representa o corpo humano: as três borlas do lado direito são a cabeça e os braços; o cruzamento no meio indica o umbigo; e as duas borlas do lado esquerdo são as pernas. O juzu tem um total de 108 contas, que representam os 108 desejos mundanos, as fontes do sofrimento. As quatro contas menores representam os quatro bodhisattvas, que são os líderes dos Bodhisattvas da Terra no Sutra de Lótus (Bodhisattvas das Práticas Superiores, das Práticas Ilimitadas, das Práticas Puras e das Práticas Firmemente Estabelecidas.) A verdadeira identidade do Bodhisattva das Práticas Superiores é Nitiren Daishonin. Os quatro bodhisattvas representam o poder de se empenhar eternamente pela felicidade de toda a humanidade. Portanto, o juzu simboliza o fato de que, ao fazermos o Gongyo diante do Gohonzon, podemos transformar todos os problemas e sofrimentos em combustível para nos impulsionar para a felicidade. Além disso, as palmas das mãos juntas representam a fusão da realidade e da sabedoria — a fusão da nossa vida com a Lei Mística — ao passo que o encontro dos dedos das duas mãos representa a possessão mútua dos Dez Estados. Isso significa que nenhum dos Dez Estados — isto é, Inferno, Fome, Animalidade, Ira, Tranqüilidade, Alegria, Erudição, Absorção, Bodhisattva e estado de Buda — está separado do outro. É exatamente por isso que o poder do estado de Buda se manifesta nos outros nove estados na nossa vida diária. O comprimento do cordão entre o repositório e o pingente revela o desejo do praticante pelos benefícios. Os benefícios que transbordam do repositório passam pelo cordão e enchem o pingente. Isso significa que os benefícios ficam retidos, ou seja, ficam acumulados. Quanto ao ato de esfregar o juzu, não há significado. Algumas pessoas fazem isso por ansiedade, para manter a concentração ou apenas por hábito. Em relação à posição para colocar o juzu nas mãos é apenas uma convenção, ou seja, colocamos o juzu com o cordão com três pingentes na mão direita e com os dois pingentes na mão esquerda por formalidade. O importante é realizar a prática de forma correta e prazerosa, utilizando seus acessórios sem mistificá-los. Devemos lembrar, no entanto, que objetos como o juzu, o oratório, o incenso, entre outros, fazem parte do aspecto “ritual” da fé. Essas formalidades estão sujeitas a mudanças dependendo da época ou do lugar, e em muitos casos isso é perfeitamente aceitável. Fontes de Consulta: • Brasil Seikyo, edição no 1.484, 14 de novembro de 1998, pág. 4. • Ibidem, edição no 1.700, 17 de junho de 2003, pág. C4.
Impresso por Lidiane Lopes Bastos (194544-0)
página 1

Editora Brasil Seikyo Brasil Seikyo .17/06/2006 .Budismo Fácil Impresso por Lidiane Lopes Bastos (194544-0) página 2 .A6 .Edição 1848 .Pág.

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