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VERTEDORES

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Published by: Fernando Luis Rodrigues Lima on Jul 19, 2011
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VERTEDORES Introdução: - Um vertedor é uma obstrução numa corrente sobre o qual o líquido passa.

Quando construído de acordo com um projeto padrão, e usado em laboratório ou sob condições controladas cuidadosamente no campo, é um meio de medição de vazão preciso em canais abertos. Os termos seguintes são usados freqüentemente na discussão deste tipo de sistema de medição. “Crista” é a aresta de base do entalhe. O vertedor com entalhe em V ou triangular não apresenta a crista pois começa na base a partir de um ponto. A quantidade de líquido passando através do entalhe e caindo após a “Crista” é chamada de lençol. Quando a superfície do líquido na juzante está bem abaixo da “crista”, tal que o ar tenha livre acesso á parte inferior do lençol, a vazão é dita livre; caso contrário é submergida. A quantidade de submergência é medida a partir do nível da “Crista”.

A altura líquida ( chamada simplesmente altura daqui em diante ) no vertedor é a distancia vertical da superfície do liquido até o nível da “ Crista”. A altura na montante Há é medida a uma distância de 4 ou mais vezes o máximo valor de Há na montante do vertedor. A depressão refere-se á curvatura da superfície do líquido. O ponto de observação da altura Há pode ser na extremidade montante desta curva ou mais afastada. FIGURA. Contração é o estreitamento da corrente do fluido que passa pela abertura e é governada pelo espaço entre as paredes do canal montante e a aresta do entalho.

Isto resulta numa maior sensibilidade em baixas vazões.A distância horizontal do fim “Crista” até a parede é chamada de contraçao final e a distância vertical de “ Crista” até a base do canal é a contração básica. Se os lados e a crista do entalhe não coincidirem respectivamente com as paredes e a base do canal o vertedor é dito de contrações completas. por exemplo. Muitos vertedores retangulares são construídas com contrações completas. a bacia de tranqüilização na montante do vertedor deverá ser suficientemente grande para armazenar o líquido de tal maneira que ele se aproxime do vertedor em baixa velocidade. Uma forma especial do vertedor trapezoidal é o vertedor Cippoletti que possui lados inclinados com 4 na vertical para 1 na horizontal. contração final e básica. mas o 60º e 90º são os mais usados comumente. . com crista horizontal e lados verticais. Para um vertedor completamente contraido . TIPO DE ENTALHES DOS VERTEDORES Uma das formas mais comuns de entalhe é o retangular . A vazão de líquido num vertedor deve ser através de uma represa em forma de placa em um canal natural. FIGURA 2 Muitos outros tipos de entalhes tem sido usados mas são de pequena importância comercialmente. imprimindo também melhor rangeabilidade para este tipo de entalhe. O entalhe triangular ou V pode ter um ângulo de qualquer valor desejado. O entalhe de 120º não é recomendado em virtude de aderências nas arestas superiores do entalhe. Quando estas distâncias são suficientemente grandes. ou através de uma caixa de vertedor. Os entalhes exponencial e proporcional são de difícil construção e as formas constituídas com arcos circulares tem pouca ou nenhuma vantagem em relação as formas mais comuns de entalhes. é muito pouco usado porque apresenta pouca precisão em baixas vazões. ESCOLHA DO VERTEDOR . a contração do lençol atinge um máximo e um aumento posterior nestas dimensões não afetará as características de vazão. A forma comercial tem o vértice do entalhe afiado. O entalhe circular . como mostrado na figura 1. por exemplo . O vertedor trapezoidal é na realidade uma combinação do entalhe triangular ( ou em V ) com o retangular. A bacia de tranqüilização é chamada de reservatório do vertedor.

em todas as vazões operacionais. O entalhe triangular deverá ser reto e aguçado no vértice O nível do ponto de intersecção dos catetos do triângulo deve ser indicado por uma linha horizontal gravada na placa do vertedor. FIGURA 5 – Curvas de vazão para vertedores. Placas de latão ou bronze são satisfatórias. Em outras palavras. ou então a contração final seria 2 H e a básica 3 H . Isto usualmente limita e escolha do vertedor ao entalhe em V ou triangular para pequenas vazões. Para maior precisão na medida com este tipo de vertedor. A largura da crista não deve ser inferior a 15 cm. Para um vertedor retangular com contrações completas . É prática usual chanfrar a aresta da juzante na inclinação de 45º . Respiradouros. A área do canal de entrada ou do poço do vertedor deve ser pelo menos 9 e preferivelmente 12. o entalhe triangular deve ser usado. Isto quer dizer que. muitas vezes usados nestes sistemas. O vertedor retangular sem contração deve ser usado sem aeração integral da base ou da parte inferior do lençol. PROJETO E INSTALAÇÃO : A caixa do vertedor é construida de acordo com a figura 6 . Consultar a figura 5 no intuito de assegurar-se que o sistema de medição encontrado permita um range utilizável de alturas nas condições de vazão mínima e máxima. Se grandes quantidades devem ser medidas em espaços limitados com mínima perda de altura. a escolha deve ser confinada ao entalhe retangular ou trapezoidal. demonstraram péssimos resultados. o vertedor retangular em contração é adequado para medições precisas somente quando o canal é mais largo na juzante a partir da placa do vertedor. a contração final deve ser 3 vezes a máxima altura H e a contração básica 2 H . a largura da caixa deve ser 3 vezes a largura do entale. quando as vazões são suficientemente pequenas para requererem um pequeno vertedor .5 vezes a área do entalhe na altura máxima. Isto é verdadeiro particularmente quando o fluido apresenta quantidade apreciável de sólidos. As arestas na montante da placa do vertedor devem ser retas e em canto vivo. a menos que materiais especiais sejam requeridos para resistir á corrosão. . com largura de chanfro de 1/32” . a contração básica deve ser 9 vezes aaltura máxima. Para uma precisão máxima. Crista de madeira são impráticaveis para instalações permanentes.O vertedor deve ser escolhido para dar uma altura maior que 3 cm. Freqüentemente a calha Parshall é encontrada com preferência sobre qualquer forma do vertedor.

FIGURA 6 – Esquema dimensional para vertedores .

a chicana pode ser usada para produzir uma distribuição de velocidades uniforme e reduzir o efeito dos distúrbios. mas falha geralmente na distribuição uniforme de velocidade. em se Ter a vazão no lado oposto em sentido contrário. ) . a 0.001. muitas vezes que um sistema opere sob condições adversas.8% a menos.25 ft pode ser usada com resultados satisfatórios e sob condições de laboratório. alternadas. A crista do vertedor retangular ou trapezoidal deve ser cuidadosamente nivelada. É desejável que a corrente ao aproximar-se do vertedor o faça em um canal reto.15 ft . O ponto zero do medidor deverá concordar com a crista dentro de 0.Em virtude das limitações dimensoriais é necessário. cippoletti e triangular 90º . de placas. Tal condição conduz o processo a um represamento com distúrbios.1 ft ou mais do que 1 ft devem ser evitadas.1 ft . uma altura de 1. 4 vezes a altura máxima. Mudanças bruscas na direção da vazão na parte imediatamente anterior ao vertedor farão com que a profundidade seja maior no lado de maior velocidade. Usualmente alturas de menos de 0. acarretando problemas quanto á medição exata da altura. a fórmula padrão dará a medida com 1% para menos .07 ft tem sido medidas sem aderência. a curva de descarga real começa a desviar da curva teórica. . obtemos um aumento na perda de altura agravando –se com incrustações e impurezas.2 ft. Quando.5 ft .Os orifícios através dos quais a placa vertedor é presa ao anteparo. na expectativa de uma medida precisa de vazão. cerca de 1. entretanto. a leitura de vazão é irreal. A 0. CHICANAS: . TABELA ( Dimensões das caixas de vertedores para entales retangular. Em alturas menores que 0. devem ser de tamanho grande para permitir ajustes. Em vertedores tendo um comprimento de crista de mais de 0. Isto deve ser executado sem uma excessiva perda de altura na operação. alturas de 0. A chicana convencional. Para líquidos. vertical. tem sido usada com sucesso em alguns casos. num caso extremo. PRECAUÇÕES GERAIS A medição de altura ( conexão do poço flutuador ) deverá localizar-se na montante da placa do vertedor a uma distância igual a pelo monos. a velocidade não é suficiente para contrabalançar a tensão superficial e o lençol não curva livremente. no limite inferior. Reduzindo o espaço entre as placas ou aumentando o nº de filas de peças verticais. resultando.

montante juzante. A espessura de chicana pode ser alterada de maneira a se adaptar as condições. 12 EFEITOS DE OPERAÇÃO CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO IMPRÓPRIAS Vazões submersas em vertedores não são deduzíreis. O espaço intermediário é preenchido de pedras lisas de 1 a 2 polegadas de diâmetro. Caixa. Outro tipo de chicana com sucesso razoável consiste em colocar manilhas comuns de 4” dentro do canal. É constituída de uma tela com malhas de 1 polegada e presa nas faces montante e juzante da armação. A grandeza do efeito da submergência pode . A efetividade de tal esquema é aumentada usando tubos de pequenas diâmetros e com o prolongamento do espaço ocupado pela chicana. isto é . Seg. Uma armação flutuante de mais ou menos 3 ft de largura e suficientemente comprida para abranger o canal é conectada com flexibilidade á primeira armação e fica na superfície do líquido imediatamente á juzante da chicana. O nível superior das pedras deve superar o nível máximo do líquido. caixa na caixa na caixa. Se a profundidade do canal exceder 12 a 15 polegadas uns cabos deverão ser inseridos a meia altura da chicana para prevenir abaulamentos devido ao peso dos enchimentos de pedras. com distribuição uniforme através da base com uma Segunda série superposta. Crista. porque os valores dependem das alturas tanto na montante como na juzante. mento da mento da mento da total da descarga. Uma tal combinação fornece as condições de vazão praticamente ideais. elevando-a até um nível superior ao piso. caixa. à parede. ft ft ft ft ft ft 1/10 – 3 1 1 6 2 4 1/5 – 6 1 1/4 1 1/2 7 3 5 1/4 – 8 1 1/4 2 8 4 6 1/3 – 17 1 1/2 3 9 5 7 1/2 – 23 1 1/2 4 10 6 9 3/4 – 35 1 1/2 6 12 6 11 1/2 1 – 50 1 1/2 8 16 8 14 1 – 60 1 1/2 10 20 8 17 ENT.( as letras referem-se às dimensões da figura 6 ) VERTEDORES RETANGULAR E CIPPOLETTI Limites H L A K B aproxima Altura Compri Compri Compri Largura dos de Máxima.TRIANGULAR 90º 1/10-21/2 1 6 2 5 E* C D F Profund Distância Distância Distância idade do final da crista da total da da crista a base da tomada. aumentada se turbulência á montante for mais acentuada. consistindo de uma armação retangular de 6”de largura e de tal dimensão que se ajuste ao canal. ft ft ft ft 3 1 1/2 1 1/2 4 3 1/4 1 3/4 1 1/2 4 1/2 3 1/2 2 1 3/4 5 4 2 2 5 1/2 4 2 1/2 2 6 4 1/2 2 3/4 2 1/2 6 4 3/4 3 2 3/4 8 5 3 1/2 3 8 3 1 1/2 4 3 1/4 1 1/2 5 1/10-41/3 1 1/4 - 6 1/2 3 5 1/2 Nas práticas de laboratórios uma chicana prática e efetiva tem sido usada. em sentido axial.

Para medições precisas .5 feet . aproximadamente 0. O arredondamento da crista fará com que o medidor leia a menos da vazão real. .5% e para vertedores de 3 ft. é limitar a altura máxima a não mais do que 1/3 do comprimento da crista .5 ft . a vazão calculada para um vertedor retangular de 2 ft com 1 ft de altura. Conferir a estrutura do vertedor para evitar avarias e fugas. é aproximadamente 6% a menos. a área da caixa do vertedor deve ser pelo menos 9 (preferivelmente 12. mostrou-se que quando a altura atinge 1 ft .2%. Em geral.5) vezes a área do entalhe na altura máxima. As recomendações anteriores asseguram que este limite não seja ultrapassado. MANUTENÇÃO DOS VERTEDORES Se o vertedor é de entalhe retangular ou trapezoidal deve se testar ocasionalmente o nível da crista. e contração básica de 1.3 ft. . mas testes de laboratório mostram que a precisão na medição não é prejudicada ao exceder estes limites. . seja retangular ou Cippoletti. a descarga concorda com a vazão calculada em menos de 0. bolhas ou distúrbios origina dons na seção imediatamente anterior ao plano do vertedor . Conferir as arestas do entalhe quanto á incrustações e rebarbas. a descarga será aproximadamente 16% menor do que a vazão livre para a mesma altura na montante. na altura de 1. A aresta montante da crista deve ser feita em canto vivo. Fazer sondagens ocasionais para determinar se houve depósitos de sedimentos na caixa do vertedor. especialmente para comprimentos de crista de 1 a 4 ft. Com contrações finais de 0. há uma tendência para a formação de turbilhões. confira a leitura ocasionalmente. A abrasão desgasta irregularmente a aresta destruindo a referência. Em localidades onde é medida água de irrigação encontram-se muitas vezes crustáceos na estrutura do vertedor. Para um vertedor retangular de 3 ft com altura superior de 1 ft e inferior de 0.5% para vertedores de 1.5 ft . A grandeza do erro resultante da negligência desta precaução pode ser visualizada a partir do exemplo seguinte. Verificar também os tubos do poço de tranqüilização devido a possibilidade de bloqueio. na altura de 1 ft. A aresta poderá danificarse poderá danificar-se se o líquido transportar sedimentos ou areia.5 ft na altura de 1.ser visualizada no seguinte exemplo. .2 ft. Para vertedor de 1 pé. ou mais. medida a partir do nível da crista ( 50% de submergência ) . cerca de 0. Pratica geralmente aceitável no uso de vertedores. a velocidade do líquido na montante do vertedor não deve exceder 10 cm/seg. Se um registrador é usado. Para vertedores tendo cristas com comprimentos de 12 ft. o qual provavelmente tende a reduzir a vazão através do vertedor.

CALHA PARSHALL Este medidor foi idealizado por R. Mantendo a superfície da água no poço 0. O fundo é nivelado longitudinalmente e transversalmente. Se o líquido contém sedimentos ou outros sólidos. Possui características que o tornam superior aos medidores normais tipo vertedores. l . o ponto mais fácil de conferir é o zero. esgotos e resíduos industriais ela é recomendada dentro dos limites requeridos pela operação. SEÇÃO DIVERGENTE: é a parte jusante da estrutura. em pés e é idêntico à distância entre as faces internas das paredes da seção de restrição ( ou garganta) . FIGURA 7 – Esquema dimensional para pequenas calhas. a qual em um plano tem paredes laterais convergentes.Se existirem períodos sem vazão.L. tem paredes laterais verticais divergentes simétricas em relação ao eixo. Ocasionalmente deveremos usar uma purga contínua de água pura. Para medição em irrigação.01 ft mais alta que o nível verdadeiro. SEÇÃO DA RESTRIÇÃO: é a parte da estrutura que separa as seções convergentes e divergentes. a qual em um plano. TAMANHO DA CALHA : é o comprimento da crista . . As paredes são verticais e paralelas entre si. qualquer configuração pouco usual de vazão suspeitando da precisão da medida registrada. O fundo é inclinado para cima. Notar na curta. engenheiro do Serviço de Irrigação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Os termos mais usados na discussão da medição com Calha Parshall são: SEÇÃO CONVERGENTE: é a parte montante da estrutura. devemos limpar o poço de tranqüilização ocasionalmente. especialmente nas condições de campo. O fundo inclina-se para baixo na relação de 3 polegadas na vertical para 8 polegadas na horizontal. simétricas em relação ao eixo na direção da vazão. Marcas na parte interna do poço de flutuador indicam o zero e o final de escala. na direção da vazão. CRISTA : é a linha de junção da extremidade final do fundo da seção convergente com a extremidade inicial do fundo da seção restrita. deveremos manter uma vazão satisfatória através das linhas de conexão. Parshall.

muitas vantagens.03 Seg-ft para uma garganta mínima de 3” até 2. as coordenadas do ponto serão 1. Hb : é medida num ponto próximo à extremidade inferior da garganta. Ha é medida a uma distância de 1/8 ( l = 8 ) medição esta feita ao longo da parede lateral da calha. para calhas de tamanho moderado pode aproximar-se de 70% antes que a descarga seja afetada. VAZÃO SURMERSA : É obtida quando a relação Hb para Ha excede 0. sob o ponto de vista de operação no campo. PROJETO. Estes tipos de medidores foram calibrados para calas com larguras de crista de 3” até 40 ft .6 para calha de menos de 1 ft e 0. A tomada Hb pode ser desprezada para condições sobre vazões livres.ALTURA SUPERIOR : Ha : á medida a 2/3 do comprimento total da seção convergente. Com o uso de 2 alturas . INSTALAÇÃO E OPERAÇÃO DA CALHA PARSHALL . que afetariam a medição. as coordenadas são de 3 e 2 polegadas respectivamente. Em calhas de 10 a 50 ft . O aumento da na seção convergente da calha não permite que depósitos de areia e lama.000 Seg. Na seleção do tamanho da calha. Aplicável também na engenharia sanitária e em muitos processos industriais. quando referido a extremidade inferior da base da garganta. Em virtude da capacidade deste sistema em suportar altos graus de submergência antes de retardar a descarga em regime de vazão livre. O grau de submergência. para acomodar vazões tão pequenas quanto 0.6 para calhas < 1 ft é 0. Ambas as alturas são referidas ao nível da crista. de crista. o efeito da velocidade de aproximação é praticamente eliminada. sejam acumulados. ft para calha de 40 ft. VAZÃO LIVRE : É obtida onde a relação de Hb para Ha não exceda 0. Para uma calha de 3” .5” na vertical e 1” na horizontal montante. ALTURA INFERIOR .7 para calhas com crista de 1 a 8 ft.7 para calas de 1 a 8 ft o limite prático de submergência para todos os tamanhos é cerca de 95%. assegurando uniformidade na observação das 2 alturas quando usadas para determinar vazões submersas. Para calhas de 6” até 8 pés. como uma referência. PERDA DE ALTURA : é a diferença em elevação entre as superfícies montante e juzante do líquido. O aumento da velocidade de aproximação é praticamente eliminada. a perda de altura através da estrutura é cerca de ¼ daquela para um vertedor de igual dimensão com vazão livre. vazões submersas podem ser medidas com precisão razoável até submergência de 95%. A calha Parshall encontrou grande aplicação na medição de vazão de canais e diques bem como para medições de água de consumo. As tomadas são fixadas definitivamente na estrutura . A calha Parshall apresenta. a partir do final da crista em calhas de até 10 ft.

de areias. detritos. Desde que o grau de submergência é a relação da altura inferior. Dois fatores devem ser conhecidos com limites razoáveis. mais baixa que a superfície juzante da água e desde que a profundidade d’água é 1 ft ela deverá ser colocada a 0.16 = 0. e da altura Ha quando medida na seccão convergente. É desejável. no local da instalação tem 5 ft de largura e para uma vazão de 10 Seg – ft a elevação da superfície deve ser 1 ft acima do leito.60. O primeiro passo é selecionar o tamanho de calha mais adequado.7 ft.3 ft acima do leito do canal esta colocação dá uma vazão de 10 Seg-ft para uma submergência de 60%. suponhamos que a máxima vazão a ser medida é 10 Seg. este será o critério para estabelecer a elevação da crista da estrutura. de acordo com a figura 8.ft . a elevação da crista poderá ser determinada a partir da elevação da superfície d’água existente antes da instalação da calha. A unidade da calha pode ser constituída de concreto . Dimensões de pequenas calhas são mostradas na Tabela Nº 2 . acessível sob o ponto de vista de construção e razoavelmente estreito para prevenir uma alteração no fornecimento do líquido. Desde que a elevação da superfície da água imediatamente abaixe da calha permanecerá constante depois que a estrutura seja colocada em operação e desde que a elevação da onda estacionária na garganta da calha será idêntica á esta superfície d’água com 60% de submergência.16 ft. é prática usual que a estrutura opere em 60%. antes da construção da calha. Isto previne qualquer aumento na submergência depois que a calha seja construída. Para calha de grande porte ver Tabela 3 . ela será 0. a altura superior Ha será aproximadamente 1. Desde que o limite de submergência para este tamanho de calha é 70%. Nas tabelas de descarga em vazão livre.07 ft. O valor Hb deverá ser então aproximadamente 0. A perda de altura nessas condições de vazão será + ou – de 0. A relação Hb/ Ha = Hb / 1. a altura Ha será 0. O canal.53 ft. A locação deverá ser feita num treco relativamente reto do canal. que retardam a velocidade.47 ft. metal ou fibra de vidro. Para este caso a elevação da crista seria 0.. madeira. medida na garganta. Isto é. de acordo com a figura 7 . etc. ft e que a calha de 2 ft é selecionada como a mais adequada. Hb .5 ft. 2º .89 ft e a 60% de submergência a altura Hb será 0. Se uma calha de 3 ft foi a selecionada. achamos que para uma descarga de 10 Seg.Não é necessário que se tenha uma bacia de tranqüilização na montante da calha.a elevação da superfície do líquido no canal a uma dada vazão. no canal jusante. ou na figura 9 . entretanto que se tenha um canal aproximadamente reto a fim de que se tenha uma velocidade de uniforme na entrada da cala. Este aumento pode ser causado por depósitos. 1º .a quantidade de líquido a ser medido. através de uma calha de 2 ft . . Para ilustrar. A colocação da altura da crista em relação ao leito do canal requer estudos a fim de manter a perda de altura a um mínimo e assegurar ainda que a leitura de vazão não seja afetada pela submergência.

4 ft. para uma calha de 1 ft. a elevaçãoda crista seria de 0. FIGURA 8 – ESQUEMA DIMENSIONAL DE GRANDE CALHAS . torna-se maior e a perda de altura torna-se menor. a elevação da crista. Observamos que quando o tamanho calha aumenta.8 ft.1 ft abaixo do leito do canal e a perda de altura seria aproximadamente 0.acima do leito do canal e a perda total da altura seria cerca de 0. para uma mesma descarga a mesma submergência.

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