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materia CUSTOS

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O ponto de equilíbrio (breakeven point) – PE, é o nível onde a empresa está produzindo (e

vendendo) a quantidade de produtos suficiente para cobrir, além dos CVs, os CFs, ou seja,

os Custos e Despesas Totais (CDTs). Acima do PE, a empresa obtém um lucro líquido para

cada unidade vendida. O PE em quantidades é calculado com a seguinte equação:

Custo Fixo

PE = ------------------------------

1 – CV/100

PE = Ponto de Equilíbrio (em unidades físicas ou monetárias)

CF = Custos e Despesas fixos.

MC = margem de contribuição, 1 – CV/100

CV = Custo Variável

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“O Ponto de Equilíbrio (também denominado Ponto de Ruptura – Break-even Point) nasce da

conjugação dos Custos e Despesas Totais com as Receitas Totais.” (MARTINS, 2003).

Faz parte do estudo da relação: custo x volume x lucro, e mostra a quantidade de produtos

que deve ser produzida (e vendida) para propiciar o resultado desejado pelos investidores.

“Ponto de Equilíbrio é o volume calculado em que as receitas totais de uma empresa

igualam-se aos custos e despesas totais; portanto, o lucro é igual a zero” (BERNARDI, 1998)

O equilíbrio, demonstrado pela quantidade de produtos, se faz por meio do lucro zero, ou do

lucro desejado.

Para chegar ao ponto de equilíbrio, tem que passar pela margem de contribuição (MC), que é

uma medida indicativa de resultado, proveniente da seguinte informação (BERNARDI, 1998):

Margem de Contribuição = Preço de venda – (Custos variáveis + Despesas variáveis)

Observa-se pela fórmula da margem de contribuição que esta se preocupa apenas com os

gastos variáveis da empresa. Assim, é uma interpretação de resultado diferente daquelas

que se observa na demonstração do resultado, mas é uma forma importante de se interpretar

a “contribuição” de cada produto ao resultado final.

Assim, para chegar ao ponto de equilíbrio, tem de segregar todos os gastos (custos ou

despesas) em fixos e variáveis.

“Para calcular o ponto de equilíbrio, é necessário o conhecimento e controle das variáveis

que o compõem, porém, note-se que o conceito desenvolvido no caso, em princípio, é válido

a um só produto” (BERNARDI, 1998).

Para cálculo do ponto de equilíbrio para vários produtos é necessário encontrar o

faturamento ideal em moeda e não em quantidade.

Para Bernardi (1998) “Ponto de equilíbrio é a quantidade física de vendas que gera uma

receita total que cobre os custos fixos e as despesas fixas”. Porém, com a necessidade do

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cálculo para empresas com variedade de produtos, “Pode-se também calcular o ponto de

equilíbrio, transformando a quantidade Q em $ moeda ou volume de faturamento [...]”.

Ponto de Equilíbrio Operacional (PEO)

Segundo Assef (2003): O ponto de equilíbrio operacional identifica o volume de operações da

empresa em que a receita total (RT) se iguala ao custo total (CT), que resulta da soma dos

custos fixos aos custos variáveis.

A fórmula para a obtenção do ponto de equilíbrio operacional é:

PEO = Custos Fixos / Margem de Contribuição

Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE)

“É o ponto de equilíbrio contábil acrescido da remuneração esperada do capital empregado”

(BERNARDI, 1998).

PEE = (Custos Fixos + Despesas Fixas + Remuneração do Capital) / Margem de

Contribuição

Para cálculo do PEE, Cogan (1999), diz que se deve acrescentar o lucro desejado aos

custos fixos. O ponto de equilíbrio econômico representa o lucro possível, o apresentado na

realidade ou o desejado pelos investidores. É a quantidade que iguala a receita total com a

soma dos custos e despesas acrescidas de uma remuneração mínima (custo de

oportunidade) sobre o capital investido pela empresa.

Ponto de Equilíbrio Financeiro (PEF)

Cogan (1999), diz que para encontrar o PEF, é necessário que diminua as despesas apenas

de natureza econômica, que não tenham gerado desembolso, como a depreciação; e some

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as receitas financeiras advindas do processo administrativo, como juros recebidos, aos

custos fixos.

A contabilidade inclui custos e despesas não em base de caixa, mas por período incorrido.

Assim, há custos e despesas provisionados que não representam necessidade imediata de

desembolso, assim como ativos que serão amortizados, embora o desembolso já tenha

ocorrido (BERNARDI, 1998).

PEF = (Custos Fixos + Despesas Fixas – Provisões + Despesas Financeiras) / Margem de

Contribuição

“Pode-se assim calcular o ponto de equilíbrio para os desembolsos fixos efetivos esperados”

(BERNARDI, 1998).

Exemplo:

Sabendo-se que a MCU é $ 4,80, e CDF é $ 36.000, a quantidade de venda necessária para

cobrir todos os custos e despesas é calculada como segue:

PE = 36.000 = 7.500 unidades

4,80

Mudanças no preço de venda, nos custos fixos ou nos custos variáveis alteram o ponto de

equilíbrio. Se o preço de venda do produto aumentar, a receita será maior e o ponto de

equilíbrio será menor. Se os custos fixos, ou os variáveis crescerem, o ponto de equilíbrio

será deslocado para cima.

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