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Depressão e Abuso de Substâncias Psicoativas I

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Depressão e Abuso de Substâncias Psicoativas I As investigações sobre pacientes deprimidos mostram que eles abusam mais de substâncias psicoativas

(psicotrópicos, drogas ilegais, álcool, toxinas) que a população em geral. Por outro lado os trabalhos com pessoas que abusam de substâncias psicoativas mostram que nessas pessoas há maior incidência de depressão do que na população em geral. O fato resultante é o mesmo: a comorbidade entre depressão e abuso de substâncias psicoativas. Este fato é forte por ser apoiado em observações independentes sob diferentes pontos de partida. Resta agora procurar entender melhor esta relação para melhor abordá-la, e é esta a finalidade deste trabalho.. Métodos ± Seiscentos e quarenta e dois pacientes participaram do estudo. Eles foram separados em dois grupos para realizar uma comparação: um grupo que apenas usava substâncias psicoativas e não tinha depressão e outro grupo com depressão e abuso. Foram comparadas as variáveis demográficas, a intensidade dos sintomas da depressão, período de abstinência ou dependência às substâncias psicoativas, número e tempo de substâncias usadas e atividades de auto-ajuda. Resultados ± O uso de cafeína, álcool e fumo se equivaleram nos dois grupos. A idade em que se usou pela primeira vez alguma substância psicoativa também foi equivalente nos dois grupos. Quanto ao tempo de uso de alguma substância, o sub-grupo com os dois distúrbios simultâneos apresentou menor utilização de cocaína e opióides. A severidade de abuso de substâncias foi equivalente nos dois grupos, assim como o grau de dependências. O grupo com abuso de substâncias apenas abusava de mais de uma substância, enquanto que o outro grupo tendia a usar de apenas uma substância.. Discussão ± O fato mais interessante foi a menor busca por cannabis, cocaína e opioiódes pelo grupo de transtornos misto. Embora não tenha sido comentado pelos autores, este fato talvez junto com outros encontrados, signifique uma distinção entre os pacientes que buscam substâncias psicoativas por prazer daqueles que o fazem como uma tentativa de se automedicarem. . Última Atualização 4-10-2004 Referência Biblio.: Am J Addict 1997; 6:284-292 Course and Severity of Substance Abuse Among Patients With Comorbid Major Depression Joseph Westermeyer, M.D., Ph.D. Stacy Kopka, B.A. Sean Nugent, B.S http://www.psicosite.com.br/tex/hum/dep003.htm Depressão x abuso de substância: causa ou consequência 19/03/2010 Andréia Lígia Vieira Correia A depressão, um transtorno comum nos dias atuais, é caracterizada por tristeza ou irritabilidade, perda de interesse ou prazer em atividades cotidianas, que resultam em diminuição de atividade, perda de concentração ou memória, diminuição da autoestima, alteração de sono ou apetite, entre outros sintomas. Segundo a Organização Mundial de Saúde, esta doença será a segunda maior causa de incapacidade para o trabalho até 2020. Transtorno que tem causas genéticas, ambientais e psicossociais, tem tratamento complexo, mas possível. A depressão é responsável também por boa parte dos quadros que antecedem ou sucedem o abuso de substâncias. Muitas vezes ouvimos o relato de alguém que está triste e ³bebe para esquecer´. De fato, boa parte do que se busca nas substâncias lícitas ou ilícitas é um estado prazeroso, que infelizmente cessa rapidamente ou apresenta consequências tardias. Um problema que envolve o tratamento para estas substâncias é que muitas vezes os sintomas de depressão ocorrem tão logo se instale a abstinência (sintomas ao se parar a substância), o que faz com que muitos usuários voltem ao uso da substância, evitando o desconforto. Infelizmente, já se sabe que o álcool em pessoas deprimidas faz com que elas fiquem mais impulsivas e eventualmente agressi vas. Em mulheres, a depressão muitas vezes antecede o abuso de substância, isto é verdadeiro com álcool, cocaína, crack, anfetaminas e cafeína. Nos usuários de nicotina e medicações ansiolíticas, os chamados ³calmantes´, é comum a depressão e a ansiedade. Outra associação frequente é exagerar em jogos de azar, fumar, praticar atos ou sexo inseguro etc., após uso de substâncias ou diante de um quadro depressivo. A bulimia e alcoorexia (beber para não comer) surgem com quadros depressivos. Vamos diferenciar uso recreativo e dependência. O primeiro, que é eventual e não traz prejuízos à vida: seria o consumo ³social´. Quando este padrão de ingestão já causa algum dano (brigas, atrasos no trabalho, problemas clínicos), mesmo de forma eventual, chama-se uso nocivo. Por último, a instalação da dependência, que pode ser física (sintomas corporais) ou psíquica (sintomas psicológicos, como a vontade de ter prazer, o desejo de voltar a usar) e há sinais de abstinência. Ainda não se sabe o mecanismo exato que faz com que depressão, abuso de substâncias e descontrole de hábitos e impulsos surgem frequente e concomitantemente. Talvez um mecanismo comum seja a causa. Portanto, estabelecer o grau de comprometimento, tratar doenças associadas e perceber outros descontroles em hábitos e impulsos faz grande diferença quando se quer tratar, quer a doença depressão, quer o abuso de substâncias ou outras dependências. Importante o tratamento multidisciplinar, com uma equipe treinada para nortear o tratamento mais eficaz.

doc Depressão. Outra associação freqüente é exagerar em jogos de azar. Sabese. em geral baseadas em abordagens não-médicas. Talvez um mecanismo comum seja a causa.4 Depressão em crianças e adolescentes é um transtorno pouco diagnosticado. mas possível. Vamos diferenciar uso recreativo e dependência. Em mulheres. Portanto. Um problema que envolve o tratamento para estas substâncias é que muitas vezes os sintomas de depressão ocorrem tão logo se instale a abstinência (sintomas ao se parar a substância). tem tratamento complexo.3.pdf olhar DEPRESSÃO x ABUSO DE SUBSTÂNCIA: CAUSA OU CONSEQUENCIA A depressão.http://www. Na faixa etária da adolescência em particular. chama-se uso nocivo. A bulimia e alcoorexia (beber para não comer) surgem com quadros depressivos. deve-se estar ciente de que.Importante o tratamento multidisciplinar. anfetaminas e cafeína. Transtorno que tem causas genéticas e ambientais e psicossociais. isto é verdadeiro com álcool. alteração de sono ou apetite. Nos usuários de nicotina e mediações ansiolíticas. . boa parte do que se busca nas substâncias lícitas ou ilícitas é um estado prazeroso. Infelizmente. comuns são depressão e ansiedade. Por último. estabelecer o grau de comprometimento. praticar atos ou sexo inseguro etc. a instalação da dependência. mesmo de forma eventual. quer a doença depressão. O primeiro. considerando-se a prevalência dos transtornos de humor. o que faz com que muitos usuários voltem ao uso da substância. vilacirilocorreia. pode-se mudar o rumo do tratamento e a evolução do quadro. quer o abuso de substâncias ou outras dependências. A ocorrência em conjunto de determinados diagnósticos na adolescência. pelo pediatra ou pelo clínico geral. Segundo a Organização Mundial de Saúde.com.br/pdf/rbp/v31n2/v31n2a05. ao evidenciar um outro diagnóstico concomitante ao abuso ou dependência de substâncias psicoativas.cienciasmedicas. cocaína. problemas clínicos). com uma equipe treinada para nortear o tratamento mais eficaz. o desejo de voltar a usar) e há sinais de abstinência. que depressão clinicamente grave em adolescentes costuma ocorrer em conjunto com transtorno de conduta e dependência de drogas. fumar. seja esta conduzida pelo psiquiatra. como a vontade de ter prazer.com/inicial/DEPRESSAO. perda de interesse ou prazer em atividades cotidianas. De fato. Ainda não se sabe o mecanismo exato que faz com que depressão. esta doença será a segunda maior causa de incapacidade para o trabalho até 2020. Muitas vezes ouvimos o relato de alguém que está triste e ³bebe para esquecer´. relata que de 30% a 90% dos pacientes atendidos em serviços especializados em dependência de álcool e outras drogas têm duplo diagnóstico.scielo. 12/22/2007 .. que infelizmente cessa rapidamente ou apresenta conseqüências tardias. transtorno desafiador opositivo e transtorno de conduta)2 e dos transtornos de ansiedade e da alimentação. abuso de substâncias e descontrole de hábitos e impulsos surgem freqüente e concomitantemente. que é eventual e não traz prejuízos à vida: seria o consumo ³social´. que pode ser física (sintomas corporais) ou psíquica (sintomas psicológicos. evitando o desconforto. que desconsideram o conhecimento acumulado sobre psicopatologia e semiologia psiquiátrica. dos chamados transtornos disruptivos do comportamento (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. após uso de substâncias ou diante de um quadro depressivo. em seu relatório de 2001 sobre a saúde no mundo. particularmente da depressão maior e da distimia. que resulta em diminuição de atividade. por exemplo. os chamados ³calmantes´. hipersonia. tratar doenças associadas e perceber outros descontroles em hábitos e impulsos faz grande diferença quando se quer tratar. a depressão muitas vezes antecede o abuso de substância. Quando este padrão de ingestão já causa algum dano (brigas. diminuição da auto-estima. transtorno de conduta e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade é tão freqüente que alguns autores chegam a levantar a hipótese de tais transtornos compartilharem de uma patobiologia comum. perda de concentração ou memória. suicídio e transtornos por uso de drogas na adolescência sab. é caracterizada por tristeza ou irritabilidade. tais como depressão. Pensamentos suicidas e história de tentativa de suicídio são comuns nesses adolescentes. a ocorrência de comorbidade parece ser ainda mais relevante do que no adulto. atrasos no trabalho. O espectro clínico abrange desde quadros mais leves até depressão maior ou transtorno bipolar.br/sistema/artigo. A sintomatologia inclui anedonia.php?idArtigo=1373 http://www. A depressão é responsável também por boa parte dos quadros que antecedem ou sucedem o abuso de substâncias. crack. um transtorno comum nos dias atuais. fato que contradiz as concepções mais exclusivistas da dependência de drogas. entre outros sintomas. A Organização Mundial da Saúde. já se sabe que o álcool em pessoas deprimidas faz com que elas fiquem mais impulsivas e eventualmente agressivas.1 Na assistência ao adolescente.22:31 by Daniel Tags: o News A presença de pelo menos um diagnóstico psiquiátrico associado a transtornos por uso de drogas é uma ocorrência freqüente na clínica.

no decorrer da vida. que a associação entre depressão e drogas é freqüente nesta faixa etária e que a presença de comorbidade tende a ser uma condição crônica. relativas às mudanças físicas e psíquicas. respectivamente. busca da identidade e de autonomia e o relacionamento com os pares e grupos acabam por influenciar na eclosão e manutenção dos transtornos depressivos.6 Entre 250 adolescentes matriculados em um programa de internação curta para dependência em Nova Jersey. prediz piores resultados.6 A presença de comorbidade com transtornos depressivos.9 utilizando uma amostra de 232 adolescentes admitidos para tratamento psiquiátrico. como também a usual comorbidade e a mortalidade associadas. a elaboração cuidadosa do diagnóstico ganha importância. lutas corporais. Adolescentes do sexo feminino apresentaram as maiores taxas de tentativas. 5 O abuso de substâncias psicoativas insere. com maior risco para abuso de substâncias psicoativas. São apresentados como fatores de risco: história familiar de depressão. os transtornos por uso de substâncias e os transtornos da conduta os mais freqüentes. 20% haviam tentado o suicídio nos dois anos que antecederam a internação. muitos médicos duvidavam da existência dos transtornos depressivos em crianças e adolescentes por acreditarem que antes da maturidade psicológica e sem uma estrutura cognitiva adulta. com sérias repercussões psicossociais. cognitiva e também diante de situações adversas. não há recurso biológico para reconhecer indivíduos sob risco. quando comparados com os adultos.7 Em adultos. com uma prevalência crescente em sucessivas gerações de crianças. um seguimento por um período de seis meses de adolescentes internados para tratamento psiquiátrico mostrou serem os transtornos de humor. mesmo sem abuso de drogas comórbido. Ainda naquela década. conflito familiar e incerteza quanto à orientação sexual. Até o momento. episódios depressivos prévios.apud7 Também quanto a essas diferenças de gênero mencionadas anteriormente. como também o aumento do consumo por ocasião do incidente..se facilmente nesse contexto sintomatológico. deve-se ter em mente que a concomitância de transtornos nem sempre implica causalidade. perda de suporte social e disfunção familiar e diversos comportamentos de risco. Assim. entretanto. manifestação patológica que não deve ser confundida com tristeza diante de situações habituais da vida. Depressão com ansiedade comórbida também está associada a um maior risco para o desenvolvimento de transtornos por uso de drogas. sugerindo uma vulnerabilidade biológica. já se havia encontrado uma taxa de 45% de adolescentes num programa de internação por drogas referindo ideação suicida num período de um ano antes da internação. Quanto às condições psiquiátricas mais estreitamente relacionadas às tentativas de suicídio. as situações estressantes habituais da adolescência. a associação entre transtorno de conduta.7 Estudos retrospectivos relatam não somente a presença de abuso ou dependência de álcool e outras drogas antes do incidente suicida. Atividade sexual precoce e sem proteção. mostrando que 10. Há 40 anos. por sua vez.7. Muitas vezes. desempenho escolar pobre. leva a uma maior utilização de serviços de tratamento e provoca prejuízo no funcionamento adaptativo. virão a apresentar os mais variados transtornos.11 Adolescentes e seus pais devem ser orientados quanto às conseqüências do uso de drogas acompanhado de depressão. os adolescentes. é conhecida a relação entre suicídio e alcoolismo. 25% dos adolescentes suicidas de 13 a 19 anos abusam de álcool e outras drogas. tentativas de suicídio e suicídios consumados tem sido repetidamente demonstrada. inclusive recidiva de transtorno depressivo maior e suicídio.3% de meninos e 30.4% de meninas tinham tentado o suicídio um ano antes da admissão em centros de tratamento para dependência de drogas. uma pesquisa realizada por Mehr et al. embora influencie no sentido de um pior prognóstico. Portanto. com o início ocorrendo em idades cada vez mais precoces. mas pesquisas têm apontado o aumento da secreção de cortisol plasmático perto do início do sono como possível recurso para a identificação de subgrupos mais homogêneos de adolescentes. porte de armas. Sabe-se que sintomas depressivos também podem ser induzidos farmacologicamente. realizadas na década de 80. apontou a maior freqüência de tentativas como sendo do sexo feminino. não só é possível observar o espectro dos transtornos de humor. Além disso. porém.10 Programas de tratamento de adolescentes nem sempre consideram a existência de depressão ou outros transtornos comórbidos. alteração ponderal e irritabilidade. nessas faixas etárias. que aumenta o risco de suicídio. Existem evidências de que muitos adolescentes mais adiante.8 A correlação entre tentativas de suicídio e abuso de substância em adolescentes com transtornos psiquiátricos já havia sido evidenciada através de pesquisas antigas. o diagnóstico de comorbidade pode ser dificultado pela presença de sintomas de intoxicação ou de síndrome de abstinência.4. publicada em 1981.sentimentos de desesperança. entre outras manifestações. com 71% dos casos. tabagismo excessivo e intoxicação por álcool são freqüentemente acompanhados de pobre gerenciamento da rotina dos filhos por parte dos pais. 2% de escolares e de 5% a 8% de adolescentes.5 São muitas as conseqüências psicossociais da depressão em adolescentes. entretanto.apud7 Estudos epidemiológicos e clínicos sugerem correlação entre ideação e comportamento suicida com a presença de várias formas de adversidade psicossocial na adolescência. Não por acaso. delinqüência.12 . Depressão maior acomete 1% de pré-escolares. próximo de Nova York. abuso de substâncias. esses não seriam capazes de desenvolver tais doenças. têm taxas mais altas de tentativas precedendo o tratamento: 36% e 26%. tais como eventos estressantes. Para o clínico importa saber que a adolescência é um período de alto risco para o desenvolvimento de transtornos por uso de substâncias psicoativas.

o que exige. ser utilizada sem recurso medicamentoso associado. por exemplo. psicológicos e sociais do paciente. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry 1999. Na média. R. Adolescência e Drogas. Genebra.org/news/depressao-suicidio-transtornos-uso-drogas-adolescencia. tolerabilidade varia bastante o que implica em diferenças na efetividade das drogas para cada paciente. É controversa a utilização de antidepressivos sem o preenchimento dos critérios habituais para depressão. Riggs PD. o Cavaiola AA. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry 2001. Rahdert E. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry 1993. o Mehr M.1 São Paulo May 1999 doi: 10.p.283-302. não há diferenças significativas em termos de eficácia entre os diferentes antidepressivos mas o perfil em termos de efeitos colaterais.Quando há comorbidade. Colliver JD. tem encoberto a percepção de outros riscos. nova esperança. J Psychoative Drugs 2000. Dependência de Drogas . como de overdose. embora o adolescente comumente manifeste sintomas depressivos de maneira diferente da observada no adulto. Glantz MD. Am Fam Physician 2000. In: Seibel SD.37(3):252-61. Factors associated with the development of substance use disorder in depressed adolescents. Na depressão associada com dependência de álcool e/ou outras drogas são.32(1):95-105. como o de suicídio na vigência de depressão comórbida. o Crowley TJ. Suicidal behavior in chemically dependent adolescents.1(2):48-52. J Am Acad Child Adolesc Psychiatry 1998. vol. In: NIDA Research Monograph. Depression in children and adolescents. risco de suicídio. Disruptive behavior disorders and substance use disorders in adolescents. inclusive.7 A ênfase demasiada somente nos riscos imediatos decorrentes da utilização de drogas. preço.32(1):67-79. Psiquiatr. A prescrição profilática de antidepressivos irá depender da intensidade e .casadia. Adolescent substance abuse: a review of the past 10 years. o Son SE. J Adolesc Health Care 1981.40(7):837-46. a condução de esquema terapêutico com sessões individuais ou grupais de orientação familiar. Dahl RE. A. Relatório sobre a saúde no mundo 2001: Saúde mental: nova concepção. o Toscano Jr.62(10):2297-308. et al. Kolko DJ. Referências o Organização Mundial da Saúde. 2311-2.adroga. no mínimo.38(9):1109-17. et al. Adolescent substance use disorder with conduct disorder and comorbid conditions. em alguns casos. Wartella ME. Continued self-destructive behaviors in adolescent suidide attempters: part I.htm Revista Brasileira de Psiquiatria Print version ISSN 1516-4446 Rev. http://www. No caso de depressão leve a moderada.S Department of Health & Human Services 1995.1590/S1516-44461999000500005 Tratamento da depressão Fábio Gomes de Matos e Souza1 RESUMO O tratamento antidepressivo deve ser realizado considerando os aspectos biológicos. o esquema terapêutico deve ser compatível com os diagnósticos. o Rao U. Bras. Nos programas de tratamento. Toscano Jr A. São Paulo: Atheneu. essa modalidade pode. portanto. muitas vezes por meio de alterações comportamentais e exposição a riscos. Merece atenção o funcionamento da família e seu importante papel na evolução do quadro. o Weinberg NZ. Kirchner JT. La Revista Internacional de Psiquiatría y Salud Integral 2001.4 A psicoterapia é de grande utilidade.21 s. A conduta.156:49-111. Ryan ND. Portanto. editores. Zeltzer LK.34(136):735-44. Flisher AJ. o Brent DA. Schwab-Stone M. o Bukstein OG. indicados os inibidores seletivos de recaptação de serotonina. o conhecimento a respeito de comorbidade se impõe na assistência ao adolescente com abuso ou dependência de substâncias psicoativas. o King RA. Adolescent psychiatric inpatients' risk of suicide attempt at 6month follow-up. ainda são poucos os adolescentes submetidos a intervenções por ocasião de crises vitais ou seguimento pós-tratamento. Consecuencias psicosociales de la depresión adolescente. os inibidores seletivos de recaptação mista (serotonina e noradrenalina) e mesmo os antigos antidepressivos tricíclicos. Robinson. U. 2001. Psychosocial and risk behavior correlates of youth suicide attempts and suicidal ideation. deve ser individualizada. o Harrington RC. Lavender N .4.1(4):269-74. et al. 2001. Adolescence 1999.

outros distúrbios clínicos. profilaxia. there are no significant differences in terms of efficacy among the different antidepressants but the profile in terms of collateral effects. continuaremos a usar a supramencionada denominação.2 Mudanças no estilo de vida deverão ser debatidas com cada paciente. suicide risk. em ensaios clínicos. de grupo. além da depressão (tabela 1). a terapia deve abranger todos esses pontos e utilizar a psicoterapia. KEYWORDS Depression. o médico deverá disponibilizar para o paciente informações concernentes à depressão bem como às opções terapêuticas. Em termos de eficácia. terapia interpessoal. depressão leve ou moderada. however. Infelizmente. mudanças no estilo de vida e a terapia farmacológica. ECT Introdução O moderno tratamento da depressão apresenta uma gama de opções que permitirá uma flexibilidade ao psiquiatra clínico. there is a large variety of drugs acting through different mechanisms of action which allows the possibility of therapeutic success in resistant depressions. therefore. . O risco de suicídio dever ser sempre avaliado e se necessário o ECT deverá ser indicado. comportamental. atualmente existe uma disponibilidade grande de drogas atuando através de diferentes mecanismos de ação o que permite que. tolerability shows great variation which implies in differences in the effectiveness of drugs for each patient. terapia concomitante. price. ambiente estável e capacidade para insight. 1-14 Discussão Qual deve ser a participação do paciente no tratamento da depressão? O tratamento deve ser realizado COM o paciente e não PARA o paciente. entretanto. adotando a forma de perguntas e respostas. antidepressants. risco de suicídio. Fatores que influenciam no sucesso psicoterápico incluem: motivação. In average. o que não significa dizer que cada paciente responderá a diferentes antidepressivos da mesma maneira. should be individualized. antidepressivos.4 Portanto. efeitos colaterais. mesmo em depressões consideradas resistentes. tratamento. uma melhora dos sintomas depressivos de 60% a 70%. danos cognitivos. custo. como psicoterapia de apoio. no sentido de adequar para cada paciente a melhor abordagem terapêutica. Deve-se questionar o próprio conceito de "antidepressivo". ECT ABSTRACT The antidepressant treatment should be accomplished considering the patient¶s biological. 15-17 Esta taxa de melhora dificilmente é encontrada em outras abordagens terapêuticas de depressão. Não há antidepressivo ideal. na falta de uma definição melhor. Qual é o melhor antidepressivo? Esta pergunta deveria ser formulada da seguinte forma: qual o melhor antidepressivo para quem? Todas as classes têm eficácia similar. Como tratar a depressão? O tratamento antidepressivo deve ser entendido de uma forma globalizada levando em consideração o ser humano como um todo incluindo dimensões biológicas. Assim. parece não haver diferenças significativas entre as várias drogas. Esta revisão discutirá os pontos mais importantes da terapia antidepressiva. enquanto a taxa de placebo é em torno de 30%. o tratamento possa obter êxito. There is no ideal antidepressant. psicológicas e sociais. DESCRITORES Depressão. psicodinâmica breve. objetivando uma melhor qualidade de vida. Afinal. psychological and social aspects. The suicide risk should always be evaluated and if necessary ECT should be prescribed. portanto. As intervenções psicoterápicas podem ser de diferentes formatos. cognitiva comportamental. tolerabilidade. contextualizados em seus meios sociais e culturais e compreendidos nas suas dimensões biológicas e psicológicas. Outras revisões devem ser mencionadas. etc. a não ser o ECT (eletroconvulsoterapia). Os antidepressivos produzem.freqüência dos episódios depressivos. as drogas antidepressivas são utilizadas para muitos outros distúrbios médicos. em média. a escolha do antidepressivo deve ser baseada nas características da depressão. deve-se mencionar que não se trata "depressão" de forma abstrata mas sim pacientes deprimidos. treatment. no prazo de um mês. de casais e de família. prophilaxis. The prophylactic prescription of antidepressants will depend on the intensity and frequency of the depressive episodes. Apesar de o enfoque desta revisão se concentrar na psicofarmaterapia. The therapy.

A escolha da droga deve considerar esses fatores. Praticamente todos os antidepressivos podem ser dados uma vez por dia. Quando os antidepressivos não fazem efeito? Dosagens inadequadas e não adesão são as principais causas da falha de resposta.Como os antidepressivos são classificados? A classificação mais usada dos antidepressivos tem sido baseada no neurotransmissor/receptor envolvido em seu mecanismo de ação (tabela 2). . O modo mais eficiente de tratar a depressão tem sido relacionado com uso de tricíclicos ou inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRSs).

tem sido utilizada para aumentar a libido. e a ciproheptadina. 16 a 20 semanas com doses completas após a melhora ou remissão completa. do médico.5 Que conduta adotar na terapia aguda? O tratamento adequado da depressão requer não somente a melhora dos sintomas observados na fase aguda. apesar de meia vida em torno de 24 horas. uso de anticolinérgicos para alívio sintomático ou simplesmente o ato de esperar. se for necessário. por períodos adequados de tempo. se forem computados os custos totais do tratamento (horas de atendimento. Os pacientes devem ser orientados para aguardar as três semanas. que começa em médis de 3 a 15 semanas após o término de utilização do antidepressivo e continua a piorar. dos referidos sintomas. excesso de cafeína. esta divisão tem importância relativa. não retornam no período de manutenção (recaída).18. mas também a observação de quais. por exemplo. Um incremento nas sessões psicoterápicas pode ser indicado e. 19 Em pacientes idosos. Entretanto. Infelizmente. 4mg ao dia por via oral. Os antidepressivos tricíclicos são realmente mais baratos? O custo inicial dos antidepressivos tricíclicos ainda continua mais baixo do que o de outros antidepressivos. pois permite que as drogas sejam administradas uma vez por dia. devido aos efeitos col aterais. Portanto. Na prática. pode reverter a anorgasmia. são administrados de 2 a 3 vezes por dia. a terapia de continuação até dois anos após a melhora pode ser necessária.21 Quando mudar de antidepressivo? Mudança de antidepressivo antes de três semanas deve-se à ansiedade da família. enquanto a pessoa permanece vulnerável. 3.causas ambientais. Quatro semanas ou mais são necessárias para um efeito ótimo. 21 Antidepressivos causam dependência ou síndrome de retirada? Os pacientes também devem ser avisados que os antidepressivos não são aditivos. Após quatro semanas. não há um algoritmo disponível de forma consensual que oriente qual droga deve ser experimentada após a primeira ter falhado no alívio dos sintomas depressivos. Aumentar a dosagem de antidepressivo aos níveis terapêuticos. 24 Sintomas de retirada podem ocorrer com dosagens não tomadas. A pergunta mais apropriada seria: por quanto tempo deve-se prescrever a medicação? As doses de continuação devem ser as mesmas ou próximas às doses terapêuticas. Síndrome de descontinuação ou retirada tem sido mencionada na literatura. uma mudança de classe de antidepressivo e/ou potencialização da terapia podem ser experimentadas.25 A Organização Mundial da Saúde sugere 6 meses ou mais após a . 21 Mesmo assim. visto que a droga com a qual o paciente melhorou deve ser prescrita nas fases subseqüentes do tratamento. Se a depressão continua após quatro semanas de dosagem terapêutica. 23 Sintomas de descontinuação normalmente aparecem de 1 a 14 dias após o fim do tratamento e melhoram dentro de uma semana. incluindo alterações somáticas e gastrintestinais. ou dos dois juntos. continuação (até 6 meses) e preventiva (após 6 meses). tomada 30 minutos antes da relação. Os principais efeitos colaterais dos tricíclicos são anticolinérgicos. Os efeitos mais comuns estão descritos na tabela 3. 25% não respondem por seis semanas.5mg a 15mg. Eliminar as causas contribuintes . agentes físicos. se o antidepressivo não tiver tido o efeito desejado. pelo menos. a redução dos efeitos colaterais é fundamental para o êxito do tratamento. embora síndromes de descontinuação possam ser observadas em alguns pacientes. considerando a resposta e a tolerância do paciente. os antidepressivos mais modernos ficam mais baratos. Neostigmina na dose de 7. Síndrome de descontinuação não deve ser confundida com recorrência de depressão. e hipomania. outras drogas capazes de causar a depressão.25 Os antidepressivos devem ser prescritos indefinidamente? A Associação Psiquiátrica Americana sugere. Os tratamentos do sintoma de descontinuação incluem: reinstalação de baixas doses do antidepressivo. Por que os efeitos colaterais são importantes na escolha dos antidepressivos? A principal variável relacionada à não adesão dos pacientes são os efeitos colaterais. de 150 mg ou mais de tricíclicos. alterações do sono. 2. outro antidepressivo deve ser tentado. 22 4. a prescrição de algum ansiolítico. ou nenhum tratamento após resposta inicial é observado. Já com os ISRSs os efeitos sexuais despontam. Como é dividido o tratamento antidepressivo? Usualmente é dividido nas seguintes fases: aguda. distúrbio dos movimentos. Doses adequadas. etc).É evidente. As seguintes variáveis devem ser consideradas: 1. dias perdidos. etc. com exceção dos tricíclicos que. 20 Uma taxa de recaída de até 50% é observada se o tratamento é inadequado.

Se a droga utilizada for um tricíclico: 1. Duas alternativas têm sido mencionadas ± a utilização do pindolol e a buspirona.1. mudança na patologia da doença. As razões podem incluir: falta de adesão. tolerância farmacológica. doenças psiquiátricas não-afetivas. O próprio antidepressivo tem sido associado a tentativas de suicídio ± no Reino Unido cerca de 300 pessoas morrem de dosagem de tricíclicos a cada ano. distúrbio médico crônico. mas as taxas de morte são maiores com tricíclicos ± 97% de todas as mortes por superdosagem de antidepressivos foram decorrentes de tricíclicos. 14 Os antidepressivos perdem eficácia? Para muitos depressivos. pois os antidepressivos levam em torno de quatro semanas para fazer efeito. mudança para uma classe diferente de droga e garantia da adesão. entretanto. potencialização por estabilizadores do humor e anticonvulsivantes. se outro antidepressivo tiver sido usado. um paciente com um episódio aos 20 anos. o tratamento por pelo menos cinco anos pode ser necessário. O risco é 14 a 18 vezes maior em relação àqueles pacientes que tiveram mais de um episódio prévio de depressão. 4.4 mas com eficácia duvidosa.30 Os níveis de descontinuação dos IRSS são menores (10%) quando comparados aos dos tricíclicos (20%). se não for tratado. e no momento apresenta o terceiro episódio aos 22 necessitaria de um tratamento profilático que outro paciente com um episódio aos 20 anos. Como proceder quando o risco de suicídio é detectado? Deve-se pesar o sigilo que o paciente suicida algumas vezes nos solicita versus o compromisso terapêutico com a vida que o médico deve ter. ou até a tolerância. acumulação de metabólicos. Estratégias para superar este problema incluem: aumento da dose. verificar se outras classes foram usadas em suas doses máximas. Se o episódio anterior ocorreu há menos de dois anos e meio. diminuição da dose de modo que fique na janela terapêutica. Se ainda assim a descontinuação é processada. o segundo aos 21. A primeira é usando o lítio e a segunda é através de agentes tireoidianos. Da mesma maneira. Como tratar depressão resistente? De 30% a 80% dos pacientes deprimidos podem ter recebido doses inadequadas de antidepressivos. O ECT é uma opção importante. adição de bromocriptina. um primeiro episódio de um paciente com tentativa de suicídio deve ter um acompanhamento posterior maior e melhor monitorado que um outro paciente em primeiro episódio. Pacientes com um episódio prévio de depressão apresentam um risco 10 vezes maior de recorrência de depressão em relação àqueles indivíduos que não apresentaram nenhum episódio prévio de depressão. e severos danos no funcionamento do indivíduo aumentam a probabilidade de agudização do episódio atual (recaída) e de episódios subseqüentes (recorrência). bem como a vigilância do suporte social deverá ser envolvida se a internação não é possível. usar combinações lógicas de antidepressivos (lítio e tricíclico). usar doses mais altas até 300mg de tricíclicos ou mais. história de recaída prévia.melhora. mas evitar carbamazepina com tricíclicos porque os níveis sangüíneos dos antidepressivos são reduzidos. checar os níveis de séricos.26 Entre 50% e 85% das pessoas sofrendo de um episódio de depressão aguda irão ter um futuro episódio. perda do efeito da droga. Assim. tentativas de suicídio. 2. cicladores rápidos. e agora está apresentando o terceiro episódio aos 40 anos.28 O risco de suicídio parece ser o mesmo com tricíclicos e com as novas drogas. seria apropriado ir reduzindo as doses lentamente por um período mínimo de quatro semanas para avaliar se está ocorrendo recaída. 29 Quais os fatores de risco para a recaída e recorrência? Distimia. 24 . e o 3 o episódio de cinco anos ou mais. uso de hormônios tireoidianos. usualmente dentro de dois a três anos. Quando interromper a terapia antidepressiva? O paciente deve estar a par dos riscos envolvidos. precisa de um enfoque sistemático para melhorá-la. Como apressar o efeito dos antidepressivos? Algumas drogas têm sido propostas no sentido de apressar o efeito dos antidepressivos. 300 a 400 microgramas por litro.31 3. e destes. perda da resposta placebo inicial. 2 o episódio de dois a três anos. características psicóticas. 21 Alguns grupos recomendam que a duração do tratamento do 1o episódio seja de 12 meses após a melhora. mas sem risco de vida. mas também deve-se avaliar a intensidade e freqüência dos episódios antidepressivos atual e anterior(es) antes de tomar uma decisão acerca do tempo de terapia. 50% respondem somente com o aumento da dose. perda da eficácia durante o tratamento de manutenção tem sido relatada em algo entre 9% e 33% dos pacientes.5. perda da eficácia profilática.32 Como realizar a potencialização da terapia antidepressiva? Duas estratégias têm sido bastante utilizadas na potencialização da terapia antidepressiva. A depressão resistente verdadeira. outro aos 30 anos. 27 Essas recomendações devem ser levadas em consideração.

um novo antidepressivo. depressão com características catatônicas. porque os pacientes incluídos nos ensaios clínicos com antidepressivos são pacientes virtuais ± raramente são vistos em consultórios psiquiátricos. Distúrbio do sono e ansiedade podem ser exacerbados por fluoxetina em alguns pacientes. é uma questão absolutamente essencial na prática psiquiátrica. Perda das funções de ereção e ejaculação no homem e perda da libido e anorgasmia em ambos os sexos são observados principalmente com os ISRSs. depressão com características psicóticas. o ECT é uma excelente opção desde que seja administrado de forma ética com anestesia. Desipramina e bupropion podem também aumentar a ansiedade. inclusive as severas. Estes sintomas adversos podem ser contornados com administração de pequenas doses da droga usada.O ECT é ultrapassado? Definitivamente não. de modo que decidir o que prescrever ou não prescrever para qual paciente. depressão com características atípicas. constipação e esforço para urinar. mania ou hipomania prévia. quando falta ao paciente suporte psicossocial. Os principais efeitos do ECT são cognitivos. depressão pós-psicótica. só a prática clínica continuada nos oferece respaldo. pois só têm depressão. Estes poderão ser os novos antidepressivos disponíveis no nosso país.1 Conclusões Existe antidepressivo ideal? O antidepressivo ideal deveria ser eficaz em todas as formas de depressão. Estima-se que a hipomania é uma complicação que atinge de 5% a 20% de pacientes deprimidos tratados com antidepressivos. não apresentam qualquer outro distúrbio clínico e/ou psiquiátrico. para evitar interações medicamentosas indesejáveis. sem distúrbios colaterais. Efeitos colaterais mais freqüentes como tontura e sedação. alterações cognitivas e comprometimento subclínico da memória podem ser decorrentes de efeitos anticolinérgicos. mas quanto aos estudos sobre eficiência. Complicações resultantes de bloqueio muscarínico são: boca seca. pessoal treinado e ambiente apropriado. trazodona e inibidores da MAO usualmente provocam hipotensão ortotática como principal efeito cardiovascular.1 Quando hospitalizar o indivíduo com depressão? Nas seguintes situações: quando o risco de suicídio e homicídio é claro. dependência de álcool ou abuso de substâncias. depressão com pânico e outros distúrbios de ansiedade. poucas interações medicamentosas. Este efeito indesejável poder ser minimizado com o aumento mais lento da dose. nem o milnacipran. . 1 Quais as complicações do tratamento antidepressivo? É necessário. quando há abuso de substância grave ou o paciente não coopera. severidade. Qual o futuro da terapia antidepressiva? Novas drogas estarão disponíveis no mercado em breve. Antidepressivos tricíclicos. Indução de convulsão pode ser atribuída a alguns antidepressivos ± o risco tem sido discreto (menor do que 1%) e pode aumentar com o aumento da dose. visão turva. Qual a porcentagem dos dois terços que melhoram com o antidepressivo. investigar a coexistência de distúrbios decorrentes do uso de substâncias e outras condições médicas que estão sendo tratadas concomitantemente. com características psicóticas e em grávidas. e têm isto atribuído ao efeito do placebo? Quais os fatores clínicos que influenciam o tratamento? O tratamento antidepressivo torna-se mais complicado quando são observados: risco de suicídio. depressão durante a gravidez ou após o parto. não tomam qualquer outra medicação. Ganho de peso é induzido principalmente por antidepressivos tricíclicos. ter custo baixo. inibidores da monoaminoxidase (IMAO) e lítio. ter posologia fácil e efeito ansiolítico. Obviamente. poder ser aplicado em todas as idades. episódios recorrentes. Os ensaios clínicos nos demonstram a eficácia dos antidepressivos. O bupropion ainda não é fabricado no Brasil. Deve-se mencionar que a qualidade da relação médico-paciente é fundamental para o sucesso terapêutico do tratamento antidepressivo. pois um terço dos pacientes melhoram em ensaios clínicos com o placebo. Devemos traduzir os ensaios clínicos para a prática psiquiátrica literalmente? Não. esta droga ainda não existe (existirá?). por enquanto. melancolia. e todos são jovens com idades entre 20 e 40 anos. melhorar a qualidade do sono. não ter qualquer efeito colateral. depressão superposta à distimia. e depressão superposta a distúrbios de personalidade. A reboxetina já disponível em alguns países ainda não se encontra disponível no Brasil. antes de iniciar terapia com antidepressivo. Em depressões graves com risco de suicídio.

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