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1 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA PORTARIA N.º 518, DE 25 DE MARÇO DE 2004. Estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, e dá outras providências. NORMA DE QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO CAPÍTULO II DAS DEFINIÇÕES Art. 4.º Para os fins a que se destina esta Norma são adotadas as seguintes definições: I - água potável – água para consumo humano cujos parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos atendam ao padrão de potabilidade e que não ofereça riscos à saúde; II - sistema de abastecimento de água para consumo humano – instalação composta por conjunto de obras civis, materiais e equipamentos, destinada à produção e à distribuição canalizada de água potável para populações, sob a responsabilidade do poder público, mesmo que administrada em regime de concessão ou permissão; III - solução alternativa de abastecimento de água para consumo humano – toda modalidade de abastecimento coletivo de água distinta do sistema de abastecimento de água, incluindo, entre outras, fonte, poço comunitário, distribuição por veículo transportador, instalações condominiais horizontais e verticais; IV - controle da qualidade da água para consumo humano – conjunto de atividades exercidas de forma contínua pelo(s) responsável(is) pela operação de sistema ou solução alternativa de abastecimento de água, destinadas a verificar se a água fornecida à população é potável, assegurando a manutenção desta condição; V - vigilância da qualidade da água para consumo humano – conjunto de ações adotadas continuamente pela autoridade de saúde pública, para verificar se a água consumida pela população atende a esta Norma e para avaliar os riscos que os sistemas e as soluções alternativas de abastecimento de água representam para a saúde humana; VI - coliformes totais (bactérias do grupo coliforme) – bacilos gram-negativos, aeróbios ou anaeróbios facultativos, não formadores de esporos, oxidase-negativo, capazes de

com produção de ácido e gás a 44.6 desenvolver na presença de sais biliares ou agentes tensoativos que fermentam a lactose com produção de ácido. oxidase negativa. Klebsiella e Enterobacter.Escherichia coli – bactéria do grupo coliforme que fermenta a lactose e manitol.0 g LACTOSE____________________________5.2ºC em 24 horas. COMPOSIÇÃO TRIPTOSE___________________________20. 2005).5ºC em 24-48 horas.5 ± 0.75 g NaCl________________________________5. sendo considerado o mais específico indicador de contaminação fecal recente e de eventual presença de organismos patogênicos. teste presuntivo (SILVA. 2005 .2 – 121ºC/15 min Fonte: SILVA.0 ± 0. VIII . A maioria das bactérias do grupo coliforme pertence aos gêneros Escherichia. VII . tendo como principal representante a Escherichia coli.75 g FOSFATO DIPOTÁSSICO______________2. gás e aldeído a 35. de origem exclusivamente fecal.5 ± 0. e que podem apresentar atividade da enzima ß-galactosidase. Citrobacter.coliformes termotolerantes – subgrupo das bactérias do grupo coliforme que fermentam a lactose a 44. MEIO DE CULTURA Caldo Lauril Sulfato Triptose Aplicação: Meio para determinação de coliformes pelo método dos tubos múltiplos. não hidrolisa a ureia e apresenta atividade das enzimas ß-galactosidase e ß-glucoronidase.0 g LAURIL SULFATO TRIPTOSE___________0.2ºC em 24 horas produz indol a partir do triptofano.0 g FOSFATO MONOPOTÁSSICO___________2.8 ± 0.1 g ÁGUA DESTILADA____________________1 L pH 6. embora vários outros gêneros e espécies pertençam ao grupo.

A determinação do número de microorganismos é baseada no princípio de que. A combinação de tubos com crescimento positivo ou negativo. resultando numa suspensão em que as células estejam uniformemente distribuídas. eles utilizam ß-galactosidase para metabolizar o indicador de nutriente ONPG e alterá-lo de incolor para amarelo. por cálculo de probabilidade. À medida que os coliformes se reproduzem no Colilert. uma amostra líquida. pode ser separada por agitação. através da distribuição de alíquotas em uma série de tubos contendo um meio de cultura diferencial para crescimento dos microorganismos alvo. TECNOLOGIA DE SUBSTRATO DEFINIDO O Colilert utiliza tecnologia de substrato definido [Defined Substrate Technology (DST)] para detecção de coliformes totais e E. coli em água. após a incubação permite estimar. eles não podem se reproduzir e interferir. Já que a maioria dos não coliformes não conta com estas enzimas. 2005).7 TÉCNICA DOS TUBOS MÚLTIPLOS A técnica de tubos múltiplos é um método de análise quantitativo que permite determinar o Número Mais Provável (NMP) dos microorganismos alvo da amostra. coli utiliza ß-glucuronidase para metabolizar MUG e criar fluorescência. . 2011. Figura 1: reação cromogênica e fluorogênica Fonte: IDEXX. O E. a densidade original dos microorganismos na amostra (SILVA. Esta abordagem diminui a incidência de falso-positivos e falso-negativos. Os poucos não coliformes que têm estas enzimas são seletivamente suprimidos pela matriz especificamente formulada do Colilert.

. detectar e quantificar a presença/ausência do Grupo Coliforme seja eles. Termotolerantes ou Totais em uma amostra de Água Mineral envasada da Marca Água Crim utilizando a técnica do número mais provável (NMP) e pelo método americano – Colilert – Tecnologia do Substrato Definido (TSD).8 2 – OBJETIVO Este relatório tem por objetivo analisar.

 Barbante.  Erlenmeyer.  Papel Madeira.  Saco estéril coletor para amostra.9 3 – MATERIAIS E REAGENTES MATERIAIS  Estufa para crescimento microbiano (BOD).  Capela de Fluxo Laminar.  Tubos de Duhram.  Pera.  Tubos de Ensaio. REAGENTES  Caldo Lauryl Sulfato Triptose (LST).  Estantes para tubos de Ensaio.  Autoclave.  Proveta de 100 mL.  Pipetas Graduadas. .  Água mineral.  Banho Maria.

INOCULAÇÃO 1ª ETAPA: TESTE PRESUNTIVO Higienizou-se a capela de fluxo laminar com álcool 70%. em seguida esterilizou-se na estufa por 15 minutos à 121ºC juntamente com as pipetas. Transferiu-se a amostra da garrafa de água mineral para uma proveta de 100 mL. Cálculo LST 35. Em seguida incubou-se a 35ºC por 24-48 horas. Pipetou-se 20 mL da amostra de água e transferiu-se para cada tubo contendo 10 mL de caldo LST com concentração tripla homogeneizou-se.60 g --------------------------.87 g de LST sólido ESTERILIZAÇÃO Transferiu-se o caldo LST com concentração tripla para 5 tubos de ensaio.87 g de LST sólido e homogeneizou-se em 55 mL de água destilada. aqueceu-se para melhor diluição do sólido. sendo 5 amostras para o teste presuntivo com tubos de Duhram invertido. os tubos de ensaio e Erlenmeyeres. .55 mL de água X = 5.10 4 – PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS MÉTODO DO NMP – SÉRIE DE 5 TUBOS PREPARO DO MEIO DE CULTURA Caldo LST Com Concentração Tripla Pesou-se 5.1000 mL de água 3 · X--------------------------------.

2 – Coliformes termotolerantes (E. Figura: Caldo EC e amostra MÉTODO AMERICANO – COLILERT – TECNOLOGIA DO SUBSTRATO DEFINIDO Coletou-se 100 mL da amostra em um saco estéril. COLI) Adiciona-se 1 mL das amostras com resultado positivo em quantidades de tubos de ensaio referente a quantidade de tubos positivos contendo 9 mL de caldo EC. Figura: Caldo Verde Brilhante e amostra 2.1 – Coliformes Totais Adiciona-se 1 mL das amostras com resultado positivo em quantidades de tubos de ensaio referente a quantidade de tubos positivos contendo 9 mL de caldo Verde brilhante. Incubou-se a 35ºC por 18 horas. Incuba-se a 35ºC por 24-48h.11 Figura: Caldo LST e amostra 2ª ETAPA: CONFIRMATIVO 2. Incuba-se a 35ºC por 24-48h. em seguida adicionou-se o conteúdo de uma ampola contendo quantidade pré-distribuída do meio de cultura. disponível comercialmente e já esterilizado. .

Com o resultado negativo do teste presuntivo não foi necessário à realização do teste confirmativo. confirmando o resultado negativo do teste presuntivo com LST.12 5 – RESULTADOS E DISCURSSÕES Após o período de 48h depois da incubação não ocorreu à formação de gás indicando resultado negativo para o teste presuntivo de coliformes. O método americano após 18 horas mostrou-se negativo. . Porém para um resultado confiável e conclusível é necessário à realização do teste em triplicata.

.13 6 – CONCLUSÃO Com este experimento foi possível concluir que a água mineral analisada atende aos parâmetros microbiológicos de potabilidade e que não oferece riscos à saúde. porém para um resultado mais confiável ou para que se possa emitir um laudo é necessário à realização do teste em triplicata. o que foi confirmado pelos métodos do NPM e Colilert com o resultado negativo para presença de coliformes.

Disponível em: < www.º 518/2004 / Ministério da Saúde. 2005. – (Série E.. 28 p..br/portal/arquivos/pdf/portaria_518_2004. 2005.idexx. SILVA. Coordenação. Qualidade Microbiológica de Águas Minerais. Método 2011. Colilert: Tecnologia de Substrato Definido. SANT’ANA. São Paulo: livraria Varela.Geral de Vigilância em Saúde Ambiental – Brasília: Editora do Ministério da Saúde. Ministério da Saúde.pdf > Acesso: 17 de junho de 2011.14 7 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Brasil. S. N. Legislação em Saúde). 2007. Portaria MS n. Manual de métodos de análise microbiológica da água. Coordenação-Geral de Vigilância em Saúde Ambiental.saude. et al. Secretaria de Vigilância em Saúde. et al. Secretaria de Vigilância em Saúde.gov.compubwebresourcespdfen_uswater6406300l. A.pdf> Acesso: 17 de junho de . Disponível em: < http://portal.

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