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Apostila Metodologia PDF

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  • 1. Introdução
  • 2. Conhecimento Científico e outros tipos de conhecimentos
  • 2.1 Correlação entre Conhecimento Popular e Conhecimento Científico
  • 2.2 Os Quatro Tipos de Conhecimento
  • 2.2.1 Conhecimento Popular
  • 2.2.2 Conhecimento Filosófico
  • 2.2.3 Conhecimento Religioso
  • 2.2.4 Conhecimento Científico
  • 3 Ciências
  • 3.1 Conceituação
  • 1. Classificação da ciência
  • 1.1 - Classificação de Carnap
  • 1.2 - Classificação baseada em Bunge
  • 2. Ciências Formais e Ciências Factuais
  • 2.1 Aspectos Relacionados à Divisão em Ciências Formais e Factuais
  • 2.2 Características das Ciências Factuais
  • 3. Ciências Físicas e Sociais
  • 4. Ciências Básicas e Aplicadas
  • 1. Importância da leitura
  • 2. Como selecionar o que ler
  • 3. Velocidade e eficiência da leitura
  • 4. Comodidade e higiene na leitura
  • 5. Definição de propósitos
  • 6. Idéia mestra em sua constelação
  • 7. Sublinhar com inteligência
  • 7.1 Normas para sublinhar
  • 8. Vocabulário e leitura eficiente
  • 8.1 Usar melhor a vista
  • 8.2 Ler e levantar esquemas e resumos
  • 9. Com o texto diante dos olhos
  • l Caracterização
  • 2 Tipos de pesquisa
  • 2.1 Pesquisa experimental
  • 2.2 Pesquisa descritiva
  • 2.2.1 Pesquisa bibliográfica
  • 2.2.2 Pesquisa documental
  • 2.2.3 Pesquisa de campo
  • 2.2.4 Pesquisa de opinião
  • 2.2.5 Pesquisa de motivação
  • 2.2.6 Pesquisa ou estudos exploratórios
  • 2.2.7 Estudos descritivos
  • 2.2.8 Estudo de caso
  • 3. Referências
  • 1. A concepção do Projeto de Pesquisa
  • 1.1 Elaboração do Projeto de Pesquisa
  • 1.2 Características Fundamentais do Projeto de Pesquisa
  • 1.3 Tema
  • 1.3.1 Delimitação do tema
  • 1.4 A Estrutura e Conteúdo do Projeto de Pesquisa
  • 1.5 Referências
  • l. Trabalhos científicos ou acadêmicos nos cursos de graduação
  • 1.1 Trabalhos de síntese
  • 1.1.1 Sinopse
  • 1.1.2 Resumo de um escrito
  • 1.1.3 Resumo de assunto ou revisão de literatura
  • 1.1.4 Esquema
  • 1.2 Resenha crítica
  • 1.3 Resumo crítico
  • 1.4 Fichamento
  • 1.5 Artigo cientifico
  • 1.6 Relatório
  • 2 Trabalhos científicos nos cursos de pós-graduação
  • 2.1 Trabalhos monográficos
  • 1. O que é a internet
  • 1.1. De onde surgiu a internet
  • 2. Importância da internet
  • 3. O que significa "estar conectado" à internet
  • 4. Os endereços eletrônicos
  • 5. Os botões de navegação
  • 6. Como navegar pela web
  • 6.1 Como pesquisar na internet
  • . Introdução
  • . Características do seminário
  • 2.1 Objetivos
  • .2 Etapas
  • .3 Avaliação
  • . Referências
  • 1.1 Publicações avulsas consideradas no todo
  • 1.2 Partes de publicações avulsas
  • 1.3 Materiais especiais
  • 1.4 Documentos eletrônicos

APOSTILA

INTRODUÇÃO À METODOLOGIA CIENTÍFICA

Prof. Alysson Rodrigo Fonseca

Divinópolis/MG 2006

2

SUMÁRIO
CAPÍTULO 1. CIÊNCIA E CONHECIMENTO CIENTÍFICO ................................. 1. Introdução .................................................................................................................. 2. Conhecimento científico e outros tipos de conhecimentos ....................................... 2.1 Correlação entre conhecimento popular e conhecimento Cientifico ....................... 2.2 Os Quatro Tipos de Conhecimento ......................................................................... 2.2.1 Conhecimento Popular ......................................................................................... 2.2.2 Conhecimento Filosófico ...................................................................................... 2.2.3 Conhecimento Religioso ....................................................................................... 2.2.4 Conhecimento Científico ...................................................................................... 3 Ciências ....................................................................................................................... 3.1 Conceituação ............................................................................................................ 4. Referências ................................................................................................................ CAPÍTULO 2. CLASSIFICAÇÃO E DIVISÃO DA CIÊNCIA ................................. 1. Classificação da ciência ............................................................................................. 1.1 Classificação de Carnap ........................................................................................... 1.2 Classificação baseada em Bunge ............................................................................. 2. Ciências formais e ciências factuais .......................................................................... 2.1 Aspectos relacionados à divisão em ciências formais e factuais ............................. 2.2 Características das ciências factuais ........................................................................ 3 Ciências físicas e sociais ............................................................................................ 4 Ciências básicas e aplicadas ....................................................................................... CAPÍTULO 3. ESTUDO PELA LEITURA TRABALHADA .................................... 1. Importância da leitura ................................................................................................ 2. Como selecionar o que ler ......................................................................................... 3. Velocidade e eficiência da leitura .............................................................................. 4. Comodidade e higiene na leitura ............................................................................... 5. Definição de propósitos ............................................................................................. 6. Idéia mestra em sua constelação ................................................................................ 7. Sublinhar com inteligência ........................................................................................ 7.1 Normas para sublinhar ............................................................................................. 8. Vocabulário e leitura eficiente ................................................................................... 8.1 Usar melhor a vista .................................................................................................. 8.2 Ler e levantar esquemas e resumos ......................................................................... 9. Com o texto diante dos olhos ..................................................................................... CAPÍTULO 4. PESQUISA .......................................................................................... l. Caracterização ............................................................................................................ 2. Tipos de pesquisa ....................................................................................................... 2.1 Pesquisa experimental ............................................................................................. 2.2 Pesquisa descritiva .................................................................................................. 2.2.1 Pesquisa bibliográfica ........................................................................................... 5 5 7 7 8 8 8 9 9 9 9 10 12 12 12 12 13 13 14 14 16 17 17 18 18 18 19 20 20 21 22 23 23 25 28 28 29 29 29 29

3 2.2.2 Pesquisa documental ............................................................................................ 2.2.3 Pesquisa de campo ................................................................................................ 2.2.4 Pesquisa de opinião .............................................................................................. 2.2.5 Pesquisa de motivação .......................................................................................... 2.2.6 Pesquisa ou estudos exploratórios ........................................................................ 2.2.7 Estudos descritivos ............................................................................................... 2.2.8 Estudo de caso ...................................................................................................... 3. Referências ................................................................................................................ CAPÍTULO 5. O PROJETO DE PESQUISA .............................................................. 1. A concepção do Projeto de Pesquisa ......................................................................... 1.1 Elaboração do Projeto de Pesquisa .......................................................................... 1.2 Características Fundamentais do Projeto de Pesquisa ............................................. 1.3 Tema ........................................................................................................................ 1.3.1 Delimitação do tema ............................................................................................. 1.4 A Estrutura e Conteúdo do Projeto de Pesquisa ...................................................... 1.5 Referências .............................................................................................................. CAPÍTULO 6. TRABALHOS CIENTÍFICOS NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO ................................................................................................. l. Trabalhos científicos ou acadêmicos nos cursos de graduação .................................. 1.1 Trabalhos de síntese ................................................................................................. 1.1.1 Sinopse .................................................................................................................. 1.1.2 Resumo de um escrito ........................................................................................... 1.1.3 Resumo de assunto ou revisão de literatura .......................................................... 1.1.4 Esquema ................................................................................................................ 1.2 Resenha crítica ......................................................................................................... 1.3 Resumo crítico ......................................................................................................... 1.4 Fichamento .............................................................................................................. 1.5 Artigo cientifico ....................................................................................................... 1.6 Relatório .................................................................................................................. 2 Trabalhos científicos nos cursos de pós-graduação .................................................... 2.1 Trabalhos monográficos .......................................................................................... 3. Referências ................................................................................................................ CAPÍTULO 7. INTERNET COMO INSTRUMENTO DE PESQUISA ..................... 1. O que é a internet ....................................................................................................... 1.1 De onde surgiu a internet ......................................................................................... 2. Importância da internet .............................................................................................. 3. O que significa "estar conectado" à internet .............................................................. 4. Os endereços eletrônicos ........................................................................................... 5. Os botões de navegação ............................................................................................. 6. Como navegar pela web ............................................................................................. 6.1 Como pesquisar na internet ..................................................................................... 6.2 Download de arquivos na Internet ........................................................................... 30 30 30 30 30 31 31 31 32 32 32 33 33 34 35 39

40 40 41 41 41 42 42 42 42 43 43 45 46 46 48 49 49 49 49 50 50 51 53 53 55

........................ que nem sempre é de fácil acesso àqueles que nela estão iniciando................................. 1.......................................................... toda a crítica que vise melhoras será bem aceita.. Características do seminário ... O SEMINÁRIO COMO TÉCNICA DE APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS ........................................................................................... 3........................2 Etapas ......................4 CAPÍTULO 8. 2..................... CAPÍTULO 9....................................................... mas sim uma compilação do que já é conhecido daqueles mais tarimbados nas áreas da Metodologia e Pesquisa.............. 1................................................. 1..1 Objetivos ..... 57 57 57 58 58 58 59 60 60 60 62 63 64 Nota do Autor Este trabalho tem por finalidade fornecer aos estudantes de Gradução e Pósgraduação um livro texto que sirva de base às aulas de Metodologia Científica.............. APRESENTAÇÃO DE REFERÊNCIAS: BIBLIOGRÁFICAS............................................................................................. 2...................................................... Introdução ......................... ........................................... Referências ..................................................................................... 1..........................................3 Avaliação ................. 2............................................................. 2...................... 1......1 Publicações avulsas consideradas no todo .. Introdução ....................................3 Materiais especiais .................................................................................... MATERIAIS ESPECIAIS E DOCUMENTOS ELETRÔNICOS ........ Deixo meu expresso muito obrigado a todos que de um modo ou de outro contribuíram na elaboração dessa apostila...................................4 Documentos eletrônicos .................................................... Por isso.........2 Partes de publicações avulsas ........................................................................................ nem tampouco original........... Não se trata de uma obra completa........ 1...............................................

O método é o caminho ordenado e sistemático. Com o objetivo precípuo da universidade é ensinar e divulgar o procedimento científico. Introdução A Metodologia e a Universidade Aidil Barros e Neide Lehfeld Porque não começarmos pela apresentação de um problema àquele que acaba de ingressar no curso superior: O que é Metodologia? Que relação há entre Ciência e Metodologia Cientifica? Qual a sua importância e utilidade para o universitário? Partindo da definição etimológica do termo temos que a palavra Metodologia vem do grego "meta" = ao largo. A Metodologia é entendida como uma disciplina que consiste em estudar e avaliar os vários métodos disponíveis. mais perfeita de fazer uma atividade. integrando os conhecimentos a respeito dos métodos em vigor nas diferentes disciplinas cientificas ou filosóficas. um estudo que tem por objeto a própria Ciência e as técnicas especificas de cada Ciência. isto é. A Metodologia. Assim. Representa a maneira de atingir um propósito bem definido. num nível aplicado. "odos" = caminho. a orientação básica para se chegar a um fim e técnica é a forma de aplicação do método. formar cientistas e desenvolver o conhecimento cientifico. isto é. "logos" = discurso. mais vale o conhecimento e manejo desta instrumentação para o trabalho cientifico do que o conhecimento de uma série de problemas ou o aumento de informações acumuladas sistematicamente. examina e avalia as técnicas de pesquisa bem como a geração ou verificação de novos métodos que conduzem à captação e processamento de informações com vistas à resolução de problemas de investigação. A Metodologia seria a aplicação do método através de técnicas. identificando as limitações de suas utilizações. logo se leva em conta . estudo. A Metodologia no quadro geral da ciência é uma "Metaciência". Tem-se então o método como estratégia e as técnicas como táticas necessárias para se operacionalizar a estratégia. Para nós. A Metodologia não procura soluções mas escolhe as maneiras de encontrá-las. a maneira mais hábil. Estamos pois. esta é baseada na apresentação e exame de diretrizes aptas a instrumentar o universitário no que tange a estudar e aprender. Com relação a importância da disciplina Metodologia Cientifica. Constitui o procedimento que deve seguir todo conhecimento cientifico para comprovar sua verdade e ensiná-la. voltados para assessorar e colaborar com o crescimento intelectual do aluno para a formação de um compromisso científico frente à realidade empírica.5 CAPÍTULO 1 CIÊNCIA E CONHECIMENTO CIENTÍFICO 1. o método estabelece de modo geral o que fazer e técnica nos dá o como fazer.

normas técnicas e métodos reconhecidos pelo uso entre cientistas. práticas e reflexões sobre estas mesmas práticas. o universitário estará obtendo conhecimentos novos e ao mesmo tempo construindo-se como ativo e participante da História. Através da Metodologia Cientifica deve-se criar ou estimular o desenvolvimento do espírito crítico e observador do aluno para que ele possa ver a realidade com toda sua nudez. apresentação e comunicação dos seus resultados. a criatividade e o espírito critico. O uso de processos metodológicos permitirá ao estudante o desenvolvimento de seu raciocínio lógico e de sua criatividade. através do estudo da Metodologia Cientifica vão sendo apresentadas diretrizes para a formação paulatina de hábitos de estudos científicos já que a pesquisa e a reflexão devem constituir-se em objetivos principais da vida universitária. para contribuir para que a Universidade desenvolva as funções que lhe são impostas frente às necessidades culturais e econômicas emergentes. referentes ao planejamento da investigação cientifica. à estrutura e à aplicação. Considerando-se a Universidade como centro do saber. o conhecimento sistemático. Portanto devemos estar voltados para capacitar o estudante. orienta o universitário no processo de investigação para tomar decisões oportunas na busca do saber e na formação do estado de espírito critico e hábitos correspondentes necessários ao processo de investigação científica. Assim. A Metodologia auxilia e. Isto é. Metodologia Cientifica não é um amontoado de técnicas. deve estar explícita a preocupação em aprender as funções advindas de sua carreia profissional. com o rigor da aprendizagem e com o progresso da ciência. através de reflexões. selecionar e organizar cientificamente os fatos da realidade. a Metodologia Cientifica vem para auxiliar na formação profissional do estudante. analisando-a e refletindo-a à luz de concepções filosóficas e teóricas. Aprendendo a pensar. ela terá na Metodologia um valioso ajudante quanto ao desenvolvimento de capacidades e habilidades do universitário. A Metodologia Cientifica estrutura-se portanto. Assim. um curso de Metodologia Cientifica deve-se propor a desenvolver a capacidade de observar. portanto. mas sim uma disciplina que deve estar sempre em relacionamento e a serviço de uma proposta nova de Universidade e conhecimento. a pesquisar e tornando o seu espírito cientifico. . ou seja. A formação profissional competente está diretamente relacionada ao crédito dado ao estudo e à elaboração de um projeto de estudo.6 o estímulo do pensamento produtivo. Assim. a uma análise do conhecimento e do seu processo de produção. Pretende-se alcançar uma formação profissional competente bem como uma formação sócio-politica que conduzirão o aluno a ler critica e analiticamente o seu cotidiano. embora elas devam existir. como uma instituição preocupada com a qualificação do ensino. Vem portanto fornecer os pressupostos do trabalho cientifico.

empírico e desprovido de conhecimento sobre a composição do solo. o que leva um ao conhecimento científico e outro ao vulgar ou popular é a forma de observação. no século XVIII. Para que isso ocorra. a época da colheita. enxadas e outros tipos de maquinaria. de trigo.1 Correlação entre Conhecimento Popular e Conhecimento Científico O conhecimento vulgar ou popular. sendo um conhecimento obtido de modo racional.. o modo ou o método e os instrumentos do "conhecer". um camponês. de melhores arados. na segunda metade do século XV. Saber que determinada planta necessita de uma quantidade "X" de água e que. b) Um mesmo objeto ou fenômeno . alternando-as de ano para ano. Visa explicar "por que" e "como" os fenômenos ocorrem. as providências a serem tomadas para a defesa das plantações de ervas daninhas e pragas e o tipo de solo adequado para as diferentes culturas.7 2. . O início da Revolução Agrícola não se prende ao aparecimento. até aos nossos dias. seu ciclo de desenvolvimento e as particularidades que distinguem uma espécie de outra. cientifico. sua composição. patenteiam-se dois aspectos: a) A ciência não é o único caminho de acesso ao conhecimento e à verdade. científico. numa única faixa. o sistema de cultivo era em faixas: duas cultivadas e uma terceira "em repouso". na tentativa de evidenciar os fatos que estão correlacionados. numa visão mais globalizante do que a relacionada com um simples fato uma cultura específica. por exemplo. é necessário ir mais além: conhecer a natureza dos vegetais. conduzido por meio de procedimentos científicos. um mineral. Mesclam-se. sabe o momento certo da semeadura. 2. exaure o solo. geralmente típico do camponês. mesmo iletrado e/ou desprovido de outros conhecimentos. às vezes denominado senso comum não se distingue do conhecimento cientifico nem pela veracidade nem pela natureza do objeto conhecido: o que os diferencia é a forma. a necessidade da utilização de adubos.uma planta. de defensivos contra as pragas e tenta-se. Conhecimento Científico e outros tipos de conhecimentos Desde a Antiguidade. o controle biológico dos insetos pragas. deve ser irrigada pode ser um conhecimento verdadeiro e comprovável. nem por isso. portanto. do ciclo reprodutivo dos insetos etc. mas. no mesmo local. Dessa forma. das causas do desenvolvimento das plantas. até. pois seu plantio evitava o desperdício de se deixar a terra em pousio: seu cultivo "revitalizava" o solo. da cultura do nabo e do trevo. dois anos seguidos. mas à introdução. todos os anos. transmitido de geração para geração por meio da educação informal e baseado em imitação e experiência pessoal.pode ser matéria de observação tanto para o cientista quanto para o homem comum. Hoje. é transmitido por intermédio de treinamento apropriado. se não a receber de forma "natural". neste exemplo. dois tipos de conhecimento: o vulgar ou popular. de adubos químicos. da natureza das pragas. uma comunidade ou as relações entre chefes e subordinados . permitindo utilização constante. Já no período feudal. Tem também conhecimento de que o cultivo do mesmo tipo. nunca cultivando a mesma planta. o segundo. a agricultura utiliza-se de sementes selecionadas.

seus postulados. pois seu ponto de partida consiste em hipóteses.2. não pode ser reduzido a uma formulação geral. de outro. estando limitado pela familiaridade com o objeto. quer na busca da realidade capaz de abranger todas as outras. mas. Conhecimento Científico Real (factual) Contingente Sistemático Verificável Falível Aproximadamente exato Conhecimento Religioso (Teológico) Valorativo Inspiracional Sistemático Não verificável Infalível Exato . em virtude de consistir num conjunto de enunciados loucamente correlacionados. pelo cognoscente. pois suas hipóteses e enunciados visam a uma representação coerente da realidade estudada. de um lado o sujeito cognoscente e. quer na definição do instrumento capaz de apreender a realidade. É racional. e não em uma sistematização das idéias. os valores do sujeito impregnam o objeto conhecido. ao contrário do que ocorre no campo da ciência. não podem ser confirmados nem refutados.2 Conhecimento Filosófico O conhecimento filosófico é valorativo.1 Conhecimento Popular O conhecimento popular é valorativo por excelência. É também reflexivo. A característica de assistemático baseia-se na "organização" particular das experiências próprias do sujeito cognoscente. É verificável. Por último. na procura de uma formulação geral que explique os fenômenos observados. 2. Finalmente é falível e inexato. Tem a característica de sistemático. pois se conforma com a aparência e com o que se ouviu dizer a respeito do objeto.8 2. por este motivo. de pessoa a pessoa. portanto. é infalível e exato. desse modo de conhecer.2. o conhecimento filosófico é não verificável. isto é. numa tentativa de apreendê-la em sua totalidade. assim como suas hipóteses. visto que está limitado ao âmbito da vida diária e diz respeito àquilo que se pode perceber no dia-a-dia. que não poderão ser submetidas à observação: "as hipóteses filosóficas baseiamse na experiência. não são submetidos ao decisivo teste da observação (experimentação). já que os enunciados das hipóteses filosóficas. já que. o objeto conhecido. este conhecimento emerge da experiência e não da experimentação". e este é possuído.2 Os Quatro Tipos de Conhecimento Conhecimento Popular Valorativo Reflexivo Assistemático Verificável Falível Inexato Conhecimento Filosófico Valorativo Racional Sistemático Não verificável Infalível Exato 2. de certa forma. aspecto que dificulta a transmissão. pois se fundamenta numa seleção operada com base em estados de ânimo e emoções: como o conhecimento implica uma dualidade de realidades.

pode-se analisá-lo como um ser biológico. pode-se tirar uma série de conclusões sobre sua atuação na sociedade. incompletos. Apesar da separação "metodológica" entre os tipos de conhecimento popular.9 2. as relações existentes entre determinados órgãos e sua funções. mas. é aproximadamente exato: novas proposições e o desenvolvimento de técnicas podem reformular o acervo de teoria existente. assim como quanto à sua liberdade.2. em virtude de não ser definitivo. finalmente. o conhecimento científico é real (factual) porque lida com ocorrências ou fatos. e meditar sobre o que dele dizem os textos sagrados. teológico. significado. formando um sistema de idéias (teoria) e não conhecimentos dispersos e desconexos. baseada no senso comum ou na experiência cotidiana. através de investiga-ções experimentais.2. estas formas de conhecimento podem coexistir na mesma pessoa: um cientista. filosófico. verificando. já que se trata de um saber ordenado logicamente. a nosso ver. isto é. Constitui-se em conhecimento falível. a tal ponto que as afirmações (hipóteses) que não podem ser comprovadas não pertencem ao âmbito da ciência. agir segundo conhecimentos provenientes do senso comum. em muitos aspectos de sua vida cotidiana. 3 Ciências 3. É sistemático. pois suas proposições ou hipóteses têm sua veracidade ou falsidade conhecida através da experiência e não apenas pela razão. suas evidências não são verificadas: está sempre implícita uma atitude de fé perante um conhecimento revelado. com toda "forma de existência que se manifesta de algum modo". por esse motivo. apoia-se em doutrinas que contêm proposições sagradas (valorativas). o sujeito cognoscente pode penetrar nas diversas áreas: ao estudar o homem. Constitui um conhecimento contingente. Possui a característica da verificabilidade. tais verdades são consideradas infalíveis e indiscutíveis (exatas). Por sua vez.1 Conceituação Diversos autores tentaram definir o que se entende por Ciência. isto é.3 Conhecimento Religioso O conhecimento religioso. absoluto ou final e. voltado. ao estudo da física. por exemplo. pode ser crente praticante de determinada religião. no processo de apreensão da realidade do objeto. finalidade e destino) como obra de um criador divino. por terem sido reveladas pelo sobrenatural (inspiracional) e. são os seguintes: • "Acumulação de conhecimentos sistemáticos". à sua imagem e semelhança.4 Conhecimento Científico Finalmente. é um conhecimento sistemático do mundo (origem. religioso e científico. pode-se observá-lo como ser criado pela divindade. 2. Os conceitos mais comuns. por exemplo. como ocorre no conhecimento filosófico. • "Atividade que se propõe a demonstrar a verdade dos fatos experimentais e suas aplicações práticas". . por este motivo. estar filiado a um sistema filosófico e. pode-se questioná-los quanto à origem e destino.

pelo fato de que as afirmações. metodicamente demonstradas e relacionadas com objeto determinado".10 • "Caracteriza-se pelo conhecimento racional. • Verificáveis. • Relativos a objetos de uma mesma natureza. diferencia-se das sensações ou imagens que se refletem em um estado de ânimo. exato. hipóteses. fatos certos e seguros. Ao lado dos conhecimentos certos. que necessita. tais como sistema conceitual. de afirmações comprovadas pela observação. certos ou prováveis. obtidos metodicamente. • Certo ou provável. experiências. que não podem ser comprovadas ou que não passam pelo exame da experiência. Antes de tudo. e da compreensão imediata. pelo raciocínio e pela experimentação intensiva". não fazem parte do âmbito da ciência. que guardam entre si certos caracteres de homogeneidade. é grande a quantidade dos prováveis. • "Corpo de conhecimentos consistindo em percepções. constituindo um sistema de idéias (teoria). obtido através da investigação. já que não se pode atribuir à ciência a certeza indiscutível de todo saber que a compõe. por mais elevada que seja sua probabilidade. a) Conceito de Ander-Egg "A ciência é um conjunto de conhecimentos racionais. pois não se os adquire ao acaso ou na vida cotidiana. que fazem referência a objetos de uma mesma natureza. mas de um saber ordenado logicamente. sistemático. • Obtidos metodicamente. verificável e. sistematizados e verificáveis. definições." • "Estudo de problemas solúveis. objetos pertencentes a determinada realidade. como o conhecimento poético. . ou seja. que tem exigências de método e está constituído por uma série de elementos básicos. • "Conhecimento sistemático dos fenômenos da natureza e das leis que o regem. • "Forma sistematicamente organizada de pensamento objetivo". falível".' • Conhecimento racional isto é. • "Conjunto orgânico de conclusões certas e gerais. mediante método científico". sem que se busquem os fundamentos. mas mediante regras lógicas e procedimentos técnicos. toda lei indutiva é meramente provável. não se trata de conhecimento dispersos e desconexos. por conseguinte. como é o caso do conhecimento intuitivo. • Sistematizados. isto é. • "Conjunto de enunciados lógicos e dedutivamente justificados por outros enunciados". para incorporá-las. • "Conhecimento certo do real pelas suas causas".

J. TRUJILLO FERRARI. 1-14. In: Fundamentos de metodologia: um guia para a iniciação cientifica. consideramos mais precisa a definição de Trujillo. 1974. expressa em seu livro Metodologia da Ciência. 1986. Metodologia Cientifica. interpretação de textos: testes e exercícios.L A. 1983. 249p. Metodologia científica. 2001. Metodologia de Pesquisa.P. M. A. entendemos por ciência uma sistematização de conhecimentos. E.F.A. Rio de Janeiro: Editora Kennedy. LEHFELD. Filosofando: introdução à filosofia. Brasília.. sem data.A.A. BARROS. A. São Paulo: Editora Nova Cultural.M. A.P. 73p. M.L.S. (EMBRAPA-DTC. 3o Ed. N. E. Manual do projeto de pesquisa e de apoio ou desenvolvimento. Editora McGraw-Hill do Brasil. Editora Moderna. CERVO. dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado. P. 231p. 56p. 318p. M. BERVIAN. 1989. São Paulo: Editora Atlas. gramática. e MARCONI. 443p. A. A metodologia e a universidade. PATROCÍNIO. LAKATOS.S. 432p. 2a Ed. . 4.H.. um conjunto de proposições logicamente correlacionadas sobre o comportamento de certos fenômenos que se deseja estudar: "A ciência é todo um conjunto de atitudes e atividades racionais. MARTINS. ARANHA. São Paulo. ANTÓNIO. capaz de ser submetido à verificação". M. Assim. p.11 b) Conceito de Trujillo Apesar de maior abrangência do conceito de Ander-Egg.. São Paulo. Documentos. S. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. São Paulo: Mc Graw-Hill. 15) FERREIRA. que nos serve de ponto de partida. 1983... Referências AMARAL. Viçosa: Universidade federal de Viçosa. 1986. Metodologia cientifica. Redação.

levaram ao surgimento de diversos ramos de estudo e ciências específicas.12 CAPÍTULO 2 CLASSIFICAÇÃO E DIVISÃO DA CIÊNCIA A complexidade do universo e a diversidade de fenômenos que nele se manifestam.Classificação baseada em Bunge Lógica FORMAIS Matemática Física Química Biologia e outras Antropologia Direito Economia Política Psicologia Social Sociologia História CIÊNCIAS FACTUAIS NATURAIS SOCIAIS Transcrito em parte do Capítulo II do livro Metodologia Científica de Cervo e Bervian (1983). 1. Estas necessitam de uma classificação.1 . cuja verdade depende unicamente do significado de seus termos ou de sua estrutura lógica. podemos citar inicialmente a de Rudolf Carnap.2 . quer de acordo com sua ordem de complexidade. 1. aqueles cuja verdade depende não só do significado de seus termos. b) factuais: que. Classificação da ciência 1. quer de acordo com seu conteúdo: objeto ou temas. contêm sobretudo os sintéticos. mas igualmente dos fatos a que se referem. aliadas à necessidade do homem de estudá-los para poder entendê-los e explicá-los.Classificação de Carnap Quanto à classificação em relação ao conteúdo. isto é. Para este autor as ciências se dividem em: a) formais: que contêm apenas enunciados analíticos. além dos enunciados analíticos. diferença de enunciados e metodologia empregada. .

o conceito de número abstrato nasceu da coordenação de conjuntos de objetos materiais. c) O método através do qual se comprovam os enunciados. não tendo relação com algo encontrado na realidade. Ciências Formais e Ciências Factuais A primeira e a mais fundamental diferença que se apresenta entre as ciências diz respeito às ciências. composição. é uma decorrência de os seres humanos possuírem dez dedos. isto é. na matemática. em matemática. A lógica e a matemática tratam de entes ideais. fenômenos ou processos. d) O grau de suficiência em relação ao conteúdo e método de prova. ao contrário. estudo dos fatos. constróem seus próprios objetivos reais (naturais e sociais).1 Aspectos Relacionados à Divisão em Ciências Formais e Factuais A divisão em ciências formais e factuais leva em consideração: a) O objeto ou tema das respectivas disciplinas. Por exemplo. mesmo nela. as ciências factuais devem. em conseqüência. 2. Os enunciados formais consistem em relações entre símbolos e factuais referem-se a entes extracientíficos. três árvores. enquanto as ciências factuais dependem do "fato" no que diz respeito a seu conteúdo ou significação e do "fato experimental". a física e a sociologia. em sua forma. referem-se a fatos que supostamente ocorrem no mundo e. pois ela decorre da dedução. todavia. tocar três livros. por exemplo. Segundo Bunge. a nível conceitual e não fisiológico. sendo ciências factuais. As ciências formais são suficientes em relação aos seus conteúdos e métodos de prova. ao passo que as factuais tratam de objetos empíricos. não podem valer-se dos contatos com essa realidade para convalidar suas fórmulas. essência. fenômenos e processos. ou podemos imaginar três discos voadores. As ciências formais contentam-se com a lógica para demonstrar rigorosamente seus teoremas e as factuais necessitam da observação e/ou experimento. Entre as primeiras encontram-se a lógica e a matemática que. estudo das idéias. tanto abstratos quanto interpretados.13 2. encontrar. As formais preocupam-se com enunciados. as primeiras não empregam a experimentação para a demonstração de seus teoremas. manusear. "o conhecimento depende da coerência de enunciado dado com um sistema de idéias que foram admitidas previamente". formais. Em outras palavras. para sua convalidação. para verificar até que ponto suas hipóteses se ajustam aos fatos. recorrem à observação e à experimentação para comprovar (ou refutar) suas fórmulas (hipóteses). Por outro lado. sempre que possível. procurar alterar deliberadamente os objetos. . b) A diferença de espécie entre enunciados. existentes apenas na mente humana e. o sistema decimal. mas ninguém pode ver um simples três. e às ciências factuais. Dito de outra forma. os números não existem fora de nossos cérebros: podemos ver. de coisas e de processos. três carros.

dependente de investigação metódica. Ciências Físicas e Sociais São também denominadas de naturais (físicas) e humanas (sociais). isto é. da mesma forma que a submissão a um sistema de lógica é também necessária. por si só. Para Bunge. A demonstração é completa e final. mas não garante. 2. se os axiomas podem ser escolhidos à vontade. objetivo. se na matemática a verdade consiste "na coerência do enunciado dado com um sistema de idéias previamente admitido". verificável.14 "Isto explica por que se pode conseguir verdade formal completa. são provisórias. por isso. Portanto. explicativo. pode deixar de ser logicamente verdadeira em outra: por exemplo. factual. A divisão dessas ciências do ponto de vista didático ou pedagógico pode ser aceitável. comunicável. a racionalidade. o que ocorre com as ciências factuais é totalmente diferente. quer indiretamente (hipóteses gerais) quer diretamente (conseqüências singulares das hipóteses). então a divisão do ponto de vista científico não procede. se uma proposição é válida em uma teoria. analítico. porém do ponto de vista filosófico deve ser repensado. transcedente aos fatos. isto é. sistemático.2 Características das Ciências Factuais Assim. em sua maioria. verdadeiro e. sem excluir. Além da racionalidade. a probabilidade de que um estudo posterior possa dar melhores aproximações na reconstrução conceituai da parte de realidade escolhida". sem violar as leis do sistema de lógica que se determinou utilizar. aberto e útil. acumulativo. no sistema aritmético empregado para contar as horas de um dia. preditivo. e isto só se consegue respeitando a coerência lógica. O questionamento que faço é: existe ciência que não seja feita pelo homem e que não seja feita para o homem ou para a humanidade visando produzir o bem ou o mal? Se a resposta for não. temporária. mas não suficiente. 3. enquanto a verdade factual se revela tão fugidia". Não empregando símbolos "vazios" (variáveis lógicas). a experiência não pode garantir que seja o único verdadeiro: "somente nos dirá que é provavelmente adequado. por este motivo. geral. claro e preciso. mesmo assim. Por sua vez. mas relativa a este sistema. e) O papel da coerência para se alcançar a verdade. a obtenção da verdade. . f) O resultado alcançado. no âmbito das ciências factuais. Somente depois que um enunciado (hipótese) passa pelas provas de verificação empírica é que poderá ser considerado adequado ao seu objetivo. esta verdade não é absoluta. o conhecimento científico. as factuais verificam (comprovam ou refutam) hipóteses que. As ciências formais demonstram ou provam. ou seja. exige-se que os enunciados sejam verificáveis pela experiência. de tal forma que. a "coerência com um sistema de idéias previamente admitido" é necessária. mas apenas símbolos interpretados. somente as conclusões (teoremas) terão que ser verdadeiras. falível. ao passo que à verificação é incompleta e. caracteriza-se por ser: racional. a proposição 24 + l = l é válida.

zootecnia. não se pode concluir que as ciências humanas se constituem em simples opiniões mais ou menos viáveis. as ocasiões de erros e confusão. 3) Suas conclusões têm um caráter incontestável de certeza. Nas ciências experimentais. Psicologia. quer relações de causalidade ou de sucessão (a água ferve a 100 graus. biologia. quer enfim relações de finalidade (o fígado tem por função regular a quantidade de açúcar no sangue). o calor dilata os metais etc. etc) e toda área da ciência que envolve diretamente o homem pode ser classificadas como social ou humano (Antropologia. Com a complexidade. Economia. entende-se por método o conjunto de processos que o espírito humano deve empregar na investigação e demonstração da verdade e toda investigação nasce de algum problema observado ou sentido. As ciências humanas ocupam. Assim deve-se considerar que toda ciência é naturalmente humana. química. inodoro. por vezes desconcertante. os fenômenos psíquicos que apenas se manifestam no comportamento. tendo tal densidade. como. embora de ordem diferente da certeza das ciências experimentais. As leis exprimem quer relações de existência ou de coexistência (a água é um corpo incolor. Aqui reside a origem da diversidade de opiniões. suscetível de assumir o estado líquido.15 Como separação didática em áreas da ciência podemos considerar a classificação baseada em Bunge. Nas ciências. mais ou menos. crescem as dificuldades e. aquelas seguem o curso fatal do determinismo da natureza. por conseguinte. As leis científicas que o processo indutivo alcança são. fitotecnia. as relações constantes e necessárias que derivam da natureza das coisas. Isto porque: a) Muitos fatos considerados nas ciências humanas não são atingidos diretamente. Deste fato. Direito. o último lugar na hierarquia das ciências quanto à precisão e ao rigor de seus resultados. sem dúvida.). b) Os fatos humanos implicam maior complexidade do que os quantitativos ou físicos. as leis possuem mais rigor e exatidão do que nas ciências humanas pois. enquanto estas estão condicionadas. Isto acarreta dificuldades para a generalização. sólido e gasoso etc. 2) As causas e leis descobertas nesta área exprimem relações necessárias entre os fatos e entre os atos. . De uma maneira global as áreas das ciências naturais usam processos objetivos e as sociais usam processos subjetivos. qual seja toda área da ciência que envolve elementos da natureza pode ser classificada como natural ou física (física.). à liberdade humana. nas palavras de Montesquieu. Sociologia. entretanto. Pedagogia. por exemplo. sobre diversos assuntos das ciências humanas. As ciências humanas realizam todas as condições para se constituírem em ciência: 1) Os fenômenos que estudam são reais e distintos dos tratados nas ciências experimentais. O que as diferencia na verdade são os processos de pesquisa e investigação usadas em cada uma delas. história etc). Política.

d) Finalmente. A. capaz de ser submetido à verificação". a liberdade. a ponto de poderem fundamentar verdadeiras ciências. que interfere mais ou menos nos atos humanos. não é aplicável qualquer avaliação quantitativa. Viçosa: Universidade federal de Viçosa. Toda ciência é básica. Assim. porém considerar a existência de ciência básica e aplicada é um equívoco. entretanto. as ciências humanas são de resultados menos precisos e de mais difícil estudo. divisão em áreas. Por todos estes motivos. ao menos indiretamente. A dicotomia ciência básica e aplicada se fortaleceu no sistema capitalista também pela lógica mercantilista. do homem em compartimentalizar a ciência. de menor demanda de capital. Suas leis são mais flexíveis e menos rigorosas. enquanto isso. Esta divisão surgiu mais em função do acúmulo de conhecimentos científicos e da necessidade. pois os conhecimentos científicos gerados através de seus métodos devem servir de base para uso pela humanidade e toda ciência é aplicada. impede qualquer previsão exata tomando apenas aproximativos os cálculos nas ciências humanas. as ciências da natureza tratam de fatos e objetos materiais que se podem pesar e medir. enquanto que. Vocês já leram em algum livro ou já viram em alguma escola o seguinte: agora vamos estudar as ciências básicas e depois vamos estudar as ciências aplicadas ou neste capítulo vamos tratar das ciências básicas e no capítulo seguinte das ciências aplicadas. ou seja. realizar as pesquisas adaptativas. 56p. ou seja. esta intervenção de medida comunica aos resultados um pouco de rigor matemático.1 desse capítulo). Até meados do século passado (1950) era comum considerar as ciências formais como básicas e as factuais como aplicadas isso porque nas ciências formais contenta-se com a lógica para demonstrar rigorosamente os teoremas enquanto que nas factuais é necessário observação e/ou experimento. podem ser previstos e alguns provocados para serem melhor observados. Fonte: FERREIRA.. As fatos humanos. expressam suficiente estabilidade e constância.16 c) Os fenômenos físicos. Foi a partir da busca da divisão das ciências em formais e factuais que surgiu essa dicotomia entre básico e aplicado (reveja item 3. de modo que compete aos países ricos (que podem dispor de equipamentos sofisticados) fazer a pesquisa mais caro. pois servir de base para a humanidade significa poder ser aplicado em seu benefício. só procede por questões de compartimentação. aos países pobres (que não devem dispor de equipamentos sofisticados) compete repetir o que já foi descoberto para adaptar as suas condições. conforme visto anteriormente. por serem regidos por leis fatais. e ao mesmo tempo dificuldade.S. Metodologia de Pesquisa. pois como já vimos "a ciência é todo um conjunto de atitudes e atividades racionais. 2001. 4. . Ciências Básicas e Aplicadas A divisão das ciências. dirigidas ao sistemático conhecimento com objetivo limitado. por serem qualitativos.

mas que o aluno não pode ater-se exclusivamente a ele. os mestres apresentam criteriosa bibliografia. Ler bem é o ponto fundamental para os que quiserem ampliar e desenvolver as orientações e aberturas das aulas. e pode. é necessário ir às fontes. o crescimento cultural tem crises como o crescimento físico. não um pequeno depósito de conhecimentos. É necessário abeberar-se de outras fontes mais amplas. finalmente. não seria igualmente impossível pensar em fazer um bom curso sem ter à mão boas fontes de leitura? É possível que se pretenda fazer um curso universitário sem freqüentar bibliotecas ou sem adquirir. É preciso sentir atração pelo saber. aos autores. e encontrar onde buscá-lo. É muito importante participar das aulas. E. ao terminar um curso superior. através de pesquisas. Se não é possível pensar em fazer um bom curso sem descobrir ou fazer aparecer espaços de tempo para o estudo extra-aula e se é necessário programar criteriosamente a utilização desse tempo. apenas. principalmente. quem não lê memoriza elementos de um todo que não se atingiu. É preciso ler e. comprometeria . disciplinando a mente e alargando a consciência pelo contato com formas e ângulos diferentes sob os quais o mesmo problema pode ser considerado. mais especializadas sobre cada tema ou sobre cada pormenor dos programas. os livros básicos para cada programa? A leitura amplia e integra os conhecimentos. ler muito. ler bem. principalmente. Quem lê constrói sua própria ciência. ser indicado uma. outros são mais especializados ou se concentram em algum item do programa. É necessário iniciar este trabalho com determinação e perseverar nele. ler bem. elas não circunscrevem. ler bem. ler muito e. quase todas as cadeiras desenvolvem programas de pesquisa bibliográfica para que o aluno desenvolva temas e reconstrua ativamente o que outros já construíram. A indicação do livro de texto tem vantagens e inconvenientes cuja análise ultrapassaria os limites que este compêndio impõe. Diremos. alguns livros são básicos. ou de leitura obrigatória. Aliás. Deveríamos ser uma pequena fonte. temas nunca abordados em aula. ou mero encanamento por onde as coisas apenas passam. enriquecendo o vocabulário e a facilidade de comunicação. como também estar habilitados a desenvolver. Importância da leitura Não basta ir às aulas para garantir pleno êxito nos estudos. como livro de texto. aos livros. não saberá tomar apontamentos e. abrindo cada vez mais os horizontes do saber. Quem não sabe ler não saberá resumir. É preciso ler. é preciso ler. para quem quer colher todo fruto das aulas. ao menos.17 CAPÍTULO 3 ESTUDO PELA LEITURA TRABALHADA João Álvaro Ruiz 1. não limitam: ao contrário. que o livro de texto é muito bom para a preparação da aula. Devemos temer o homem de um livro só. Para elaborar trabalhos de pesquisa. não saberá estudar. entre os tratados gerais de consulta obrigatória. Durante as primeiras aulas de qualquer disciplina. abrem horizontes para as grandes caminhadas do aluno que leva a sério seus estudos e quer atingir resultados plenos de seus cursos. diziam os antigos. quem não sente apetite não deve deixar de alimentar-se. desonerando a memória. deveríamos não só estar capacitados a repetir o que foi aprendido na faculdade. "Timeo hominem unius libri".

devemos ler sua "orelha". já tiveram tempo para esquecer seu início. mas não deve figurar como critério de escolha para a leitura. Estes retornos representam nova forma de perda de tempo que se soma à lentidão da leitura. Não existe uma velocidadepadrão de leitura. e seu foco deve estar à esquerda de quem lê. a retenção e a integração de conhecimentos contidos no manancial dos textos lidos. mas oferecer uma seqüência de normas e de considerações que levarão normalmente a um aumento de velocidade e de eficiência na leitura cultural. E preferível ler sentado a ler em pé ou deitado. como. Não pretendemos apresentar um curso de leitura veloz. um romance e um manual de biologia. com enorme prejuízo. através da leitura. Quem assim procede não encontra tempo para ler. Velocidade e eficiência da leitura Alguns lêem tão devagar que. Devemos examinar sumariamente o livro cujo título nos interessa à primeira vista. a leitura veloz não prejudica a eficiência ou a compreensão. Todo estudante deveria interessar-se pela formação de uma pequena biblioteca de obras selecionadas. Não se lêem com a mesma velocidade textos de gênero diferente. que se vão acumulando e associando como frutos da leitura continuada. instala-se um verdadeiro círculo vicioso. Além do texto a ser lido. seu curriculum. da leitura eficiente decorrem a captação. Quem lê bem e depressa encontra tempo para ler e faz seu tempo render. devemos ver o nome do autor. assim como verificar a editora. desta. Normalmente. a maior ou a menor velocidade depende do gênero do próprio texto. arejado. bem iluminado e silencioso: se a luz for artificial. só esta perseverança garantirá aquela espécie de saltos de integração de dados. o índice da matéria. a documentação ou as citações ao pé das páginas. e voltam para revê-lo. Em nosso caso. a bibliografia. um curso que aumentará o rendimento do esforço pessoal no estudo. 3. Ademais. 4. em seguida as obras mais amplas e mais especializadas dentro da área profissional ou do interesse particular de cada um. E preferível ler em ambiente amplo. 2. bem como das peculiaridades do leitor. Comodidade e higiene na leitura O ambiente material de leitura deve reunir umas tantas condições que a favoreçam. deve ser difusa. a edição e ler rapidamente o prefácio. os livros são suas ferramentas de trabalho. podemos consultar professores da respectiva área. Por outro lado. A convergência destes vários elementos ajuda a selecionar o que ler. Também na leitura trabalhada devemos ser perseverantes. cada um deve atingir sua velocidade ideal. pois não há tempo que chegue e. por exemplo. ao final de um parágrafo. mas é certo que sempre é possível aumentar a velocidade sem prejuízo da compreensão.18 sua saúde. forma. a data. é importante ter à mão um bom . O primeiro passo é adquirir os livros citados pelos professores como indispensáveis ou fundamentais. Como selecionar o que ler O título do livro é a primeira informação que temos sobre seu conteúdo. isto é.

5. pois. a sua essência significativa. quando não esta em negrito. Cada texto. o leitor lento e ineficiente. Mas. Quem lê idéias é mais veloz na leitura e capta melhor o que lê. ou melhor dizendo. ou seja. . amigos leitores. estas são maneiras de dar alguma finalidade à leitura. de concentração naquilo que se vai fazer. Sou transferida de outra faculdade. e continua: "Assim. em seu Como estudar e como aprender. Não se julgue impossibilitado de ler aquele que não puder fazê-lo em ambiente de condições ideais. Por ocasião da última abordagem do presente assumo em classe. ". em primeiro lugar. escreve Emílio Mira y López. Confesso que estava chegando ao fim do curso sem saber ler. Nossa experiência de mais de vinte anos de magistério. Mas não é dessa finalidade ou propósito que estamos falando.. mas já estou no último semestre do curso de Estudos Sociais. isto é. ou para dar ares de intelectual. o clima de silêncio interior. cada série de pensamentos possui uma idéia diretriz ou conceito fundamental. lápis e um bloco de papel. Cada um constrói sua casa com as pedras que tem. uma palavra-chave. lê palavra por palavra. onde não existe a cadeira de Metodologia... uma aluna tomou a palavra para prestar interessante depoimento: "Estou cursando esta cadeira de Metodologia com calouros. cada capítulo e. “Se vocês. a estar mais atenta às aulas e a aplicar-se com maior dedicação à leitura cultural para trabalhos de pesquisa bibliográfica. mas é importante conhecer estas condições e procurar criá-las eu desfrutar delas tanto quanto possível. a captação. bem como de mais de trinta anos de continuados estudos confirmam as palavras de Mira y López e da generalidade dos autores que versaram sobre o assunto. lê idéias e as hierarquiza enquanto lê. também. também chamadas idéias diretrizes. Descobri-lo. cada parágrafo tem uma idéia principal. A finalidade básica da leitura cultural é a procura. deve concentrar-se em sua procura. E aquela classe passou a valorizar nossa cadeira. fio condutor do pensamento do mestre ou expositor". pois. antes tarde do que nunca!" Esse depoimento teve mais força persuasiva do que toda nossa aula. o bom leitor lê unidades de pensamento.é essencial que o estudante se preocupe em descobrir qual é essa idéia diretriz. para não manter conversação com o cidadão estranho que se sentou a seu lado no mesmo vagão. mesmo.. mas quem não dispuser do ambiente ideal de leitura deve aprender a ler com boa velocidade e eficiência num banco de jardim. um conceito fundamental. numa sala de espera ou numa fila de ônibus. exercitar-se-iam em uma técnica de abstração e de síntese que lhes permitiria tirar o máximo proveito de qualquer tipo de leitura ou estudo ulterior”. Percebo que fui muito prejudicada. Definição de propósitos Alguém pode ler só para passar o tempo. cada seção. a retenção e a integração de conhecimentos. concretizar e formular as idéias diretrizes de alguns parágrafos de diversos textos. de maneira a encontrar a idéia mestra ou a palavra-chave. o leitor deve captar a idéia principal. lê palavras. e isto se faz. é conquistar um dos fatores essenciais de toda aprendizagem cultural". de exercícios. É de suma importância. como cada fábula tem sua “moral”. como se todas tivessem igual valor. Não duvidamos de sua importância. dedicassem uma hora por dia à tarefa de descobrir. a crítica. Mas isto é fruto de treinamento. pela procura das idéias mestras. Tudo o que resumimos acima está amplamente desenvolvido provado e justificado nos tratados de pedagogia e de didática. das idéias principais.19 dicionário. Em cada parágrafo. O mau leitor.

mas não se interessa por pormenores e "coisinhas" está confessando. ou postulados não exime ninguém da pecha de mau leitor. não lê apenas resumos com o propósito insano de memorizá-los. por ocasião de exames ou em conversações rotineiras. reformular as idéias mestras. o hábito de sublinhar com . uma analogia que a torne verossímil e um fato ao qual ela se aplique são elementos de sustentação da idéia principal. leia com este propósito seu livro de textos. Sublinhar com inteligência Sublinhar é uma arte que ajuda a colocar em destaque as idéias mestras. Além desse efeito benéfico. deve mudar de conduta e começar a ler e a estudar com inteligência e sabedoria. já durante a leitura. o encadeamento. leia novamente a passagem para verificar se atingiu o propósito de toda leitura cultural. ou são aplicadas na solução de problemas ou na definição ou normalização da conduta. desta vez olhando-o bem para se certificar de que captou a idéia correta. O bom leitor não lê só o essencial. que é captar. em demonstrações de validade ponderável. um argumento que a justifique. "integrar e evocar conhecimentos reformulados". reter ou evocar idéias mestras totalmente despojadas de pormenores importantes. estas seriam encontradas nos índices. que não lê ou não sabe ler. Lembre-se. Procure. 7. e procura acompanhar a montagem. seções ou livros só com idéias mestras. Quem alega. com amor pelo saber. Se tiver dúvidas a respeito de sua seleção. é verdade. tenha de refraseá-la com palavras suas (uma boa prática. Nem é possível captar. especialmente. que não estuda ou não sabe estudar. O bom leitor produz seus resumos. Quem procede assim não tem razão para escusar-se.20 Quem não puder dedicar uma hora por dia ao trabalho de encontrar as idéias principais de alguns parágrafos não se julgue dispensado deste exercido. confira sua conclusão e mantenha a idéia em mente enquanto continua a ler. a idéia mestra e os pormenores mais importantes ou menos importantes. com a sentença-sumário. enunciados. as palavraschave e os pormenores importantes. porém. após a leitura de algumas páginas. isto é. que tem facilidade para responder á perguntas essenciais. reter. Quem sublinha com inteligência está constantemente atento à leitura. embora não seja esta a sua intenção. afinal de contas) para captá-la com exatidão. A idéia principal aparece sempre numa constelação de idéias que gravitam à sua volta. Idéia mestra em sua constelação Não existem capítulos. um exemplo que a elucide. a articulação das idéias em amplos e profundos textos nos quais as idéias principais são fundamentadas em bases sólidas. descobre o principal em cada parágrafo e o diferencia do acessório. em fatos de evidência comprovada. 6. e compare-a. Memorizar índices. releia o parágrafo. de mau estudante ou de pseudoselecionador de preciosidades. Quando julgar tê-lo feito. criticar. hierarquizar. suas apostilas e toda a bibliografia consultada na elaboração de seus trabalhos de pesquisa. em documentos insofismáveis. de que nem sempre pode encontrá-la numas poucas palavras dadas. Crie o hábito de encontrar a idéia principal em cada parágrafo que ler. teses. É importantíssimo discernir o principal e o secundário. nos prefácios e nos sumários. talvez. este propósito o mantém concentrado e em atitude de crítica durante todo o tempo dedicado à leitura.

desde a primeira leitora. devem ser identificadas para futuras buscas. Nada melhor que um traço vertical à margem do texto para tal identificação.21 inteligência favorece o trabalho das revisões imediatas. É supérfluo esclarecer esta norma que traduz a natureza e a finalidade do ato de sublinhar. Se essas normas não forem observadas. ou que tiveram colegas excelentes nos estudos. os textos sublinhados de acordo com esta norma permitirão uma leitura rapidíssima. Não se deve sublinhar em demasia. por isso resolveram sublinhar também. bem como as revisões globalizadoras posteriores. Não sublinhar longos períodos. apoiada nos pilares das palavras sublinhadas. 7. e com um único traço os pormenores importantes. que poderíamos transcrever em nossas fichas de documentação pessoal. e retomem para sublinhar aquelas palavras ou frases essenciais que. o sublinhamento indiscriminado atrapalhará mais do que ajudará. c) Reconstituir o parágrafo a partir das palavras sublinhadas. leiam primeiro um ou mais parágrafos. e que a releitura mais rápida confirma como tais. foram identificadas como principais. . Não raro. entendido. b) Não sublinhar por ocasião da primeira leitura. e seguem em frente como se tudo estivesse perfeitamente localizado. d) Ler o texto sublinhado com a continuidade e plenitude de sentido de um Telegrama. poderíamos sugerir algumas normas colhidas em fontes credenciadas e em larga experiência pessoal: a) Sublinhar apenas as idéias principais e os detalhes importantes. mas recomenda-se aos principiantes que não o façam.1 Normas para sublinhar Cada um pode adotar uma simbologia arbitrária e pessoal para sublinhar e fazer anotações à margem dos textos. essas passagens. terá um sentido fluente e concatenado. As pessoas mais experimentadas. quer durante a leitura. embora pertencentes a frases diferentes e até distanciadas. E há passagens em que o autor atinge uma espécie de clímax. Assinalar com linha vertical. sublinham inteligentemente por ocasião da primeira leitura. à margem do texto. as passagens mais significativas. Sublinhar é uma técnica que tem suas normas. que examinam textos pertinentes à sua área de especialização. Basta que a simbologia adotada mantenha uma significação bem definida e constante. a idéia principal retorna em diversos parágrafos e em diversos contextos. Há leitores que ouviram falar na vantagem de sublinhar. hierarquizado. a leitura das palavras sublinhadas. quer por ocasião das revisões. por outro lado. mas é bom agir de tal maneira que as idéias principais se mantenham destacadas. captado. Por ocasião das revisões imediatas ou posteriores. Mas esses imitadores de coisas vão sublinhando logo na primeira leitura todas as palavras que parecem mais importantes em determinado parágrafo. Devemos sublinhar tanto as idéias principais como os detalhes importantes. e) Sublinhar com dois traços as palavras-chave da idéia principal. Entretanto. cujos livros estavam sempre sublinhados inteligentemente. basta sublinhar palavras-chave.

a filosofia. não raro. sugerimos que se experimente não interromper a leitura ante um termo de sentido desconhecido. Para assinalar pontos mais obscuros. Mas como aumentar nosso vocabulário? Decorando algum dicionário? Quem o fez em seu tempo de estudante. interpretações tendenciosas de fontes e uma série de falhas ou de colocações que julgamos insustentáveis. todos os termos estarão claros e incorporados a nosso vocabulário. Há quem fale do uso de cores diferentes para assinalar idéias principais e pormenores importantes. Por nossa parte. pois. em lugar de usar um ou dois traços. Por certo. como também perceber incoerências. ou que assume sentido novo em determinado contexto? Morgan e muitos outros recomendam a imediata consulta aos dicionários: "A primeira coisa a fazer é procurá-la num dicionário". Mas o melhor recurso para aumentar o próprio vocabulário é. para todo aquele que aspira atingir nível de crescimento cultural. dignas de reparos ou passíveis de críticas. Devemos registrar o fato mediante uma interrogação à margem do texto em apreço. conforme preferirmos. O fundamental e que não se deve perder a oportunidade de enriquecer o próprio vocabulário pela preguiça da busca de palavras novas em algum dicionário. Adote a sugestão da consulta imediata ou a sugestão de não interromper a leitura cada vez que encontrar uma palavra desconhecida. em eras que não voltam mais. Vocabulário e leitura eficiente Muita gente lê mal porque não tem bom vocabulário e não tem bom vocabulário porque lê mal. preferimos a utilização de lápis e não de canetas a tinta. O estudante deve adquirir um bom dicionário dentro de sua área de especialização. a palavra desconhecida em um papel avulso. a biologia. Assim. paralogismos. Outras palavras não constam nos dicionários comuns. 8. estaríamos prejudicando a compreensão do texto e impedindo o próprio crescimento cultural. em textos de maior desenvolvimento. bem como do uso de uma terceira cor para assinalar pontos mais difíceis ou que não tenham ficado claros. acaba agradecendo aos professores exigentes de seu tempo. confessa que o trabalho era penoso. definido pelas diversas ciências. e assim por diante. sem dúvida. e continue a ler. Que cada um adote a simbologia que melhor lhe pareça.22 f) Assinalar com um sinal de interrogação. embora incorporadas à linguagem vulgar. Que dicionários consultar? Não se entende um estudante de nível superior que não tenha um bom dicionário comum da língua materna. O domínio cada vez mais amplo do vocabulário enriquece nossa possibilidade de compreensão e concorre para aumentar a velocidade na leitura. Ao final de um capítulo. à margem. as faculdades mantêm . quer durante a leitura de preparação para as a aulas. Podemos não concordar com as posições assumidas pelo autor. mas tão somente nos dicionários de maior porte ou em dicionários técnicos das diversas áreas. Mas há certas palavras que. entretanto. durante a segunda leitura. o que se torna um círculo vicioso que deve converter-se em círculo virtuoso. em que se sublinham as idéias principais e os pormenores importantes. Como proceder ante uma palavra de sentido desconhecido. a medicina. conservam ou assumem sentido especifico. a seqüência do texto deixará bem claro o sentido da palavra desconhecida. quer durante as leituras ulteriores. apanhe o dicionário para esclarecer todas as palavras anotadas como desconhecidas e verifique o sentido que melhor se coaduna com o respectivo contexto. os pontos de discordância. como a botânica. anote. a leitura. Entretanto.

a disposição de seus alunos. Nossos olhos podem fixar-se em uma sílaba. nessas paradas de reconhecimento dos estímulos gráficos. a pausa de reconhecimento deste grupo de palavras é curta. função e regras do esquema. em uma palavra. esse plano delimita um tema e estabelece a trajetória básica de sua apresentação. muito menos sílaba por sílaba. já preparou caminho para o levantamento do esquema seguido pelo autor.2 Ler e levantar esquemas e resumos Para acentuar os propósitos da leitura. com grande variedade de dicionários e enciclopédias. não pode evitar que o que ele diz se torne parte do seu próprio processo mental". é definir o tema e hierarquizar as partes de um todo numa linha diretriz. nada melhor do que procurar reproduzir ou refrasear aquilo que lemos: "Se você resolver anotar brevemente o que o autor diz. Quanto mais amplo for este campo de parada ou de reconhecimento. Quem faz leitura trabalhada exercita-se na habilidade de discernir o principal e o acessório. para a elaboração do resumo ou para transcrições em fichas de documentação pessoal. A elaboração ou levantamento do esquema obedece a algumas regras: . fará resumos falhos. mais compreensível toma-se o texto. ou em um grupo de palavras. tudo o que poderia fornecer elementos para o levantamento do esquema. e isto parece ser mais útil. para tomá-lo possível a uma visão global. A função do esquema. mas aos pulos.1 Usar melhor a vista Durante a leitura. bem como para a elaboração do resumo daquilo que leu. Natureza. à procura das idéias diretrizes e dos pormenores importantes. e deixa assinalado. 8. Mas. sínteses mutiladas que mais atrapalharão nos estudos e confundirão nas revisões do que ajudarão. inclusive com dicionários técnicos. não lemos durante o movimento dos olhos. sua vista incide sobre grupos de palavras. mais veloz será a leitura. quem não lê com discernimento. Não e preciso que cada um compre enciclopédias caríssimas para usar uma vez ou outra.23 bibliotecas ricas em fontes de consulta. Quem lê bem. a linha diretriz seguida pelo autor no desenvolvimento de seu escrito. selecionando fatos e argumentos. esta habilidade é fruto de exercícios e da prática da leitura. Sugerimos que se façam exercícios de leitura. como se o texto estivesse escrito com abreviaturas. subordinando idéias. pode-se atingir o todo numa única mirada. discernir. assimilar. O bom leitor não lê palavra por palavra. mas nas suas rápidas paradas. que podem ser observadas com aparelhos adequados. para melhor captar. e como essas paradas incidem em palavras principais. procurando fixar em cada grupo de palavras as sílabas iniciais. 8. Ao contrário. ou quem não sublinha com inteligência. Pelo esquema. nossos olhos percorrem as linhas não em movimento contínuo. de lápis na mão. durante a leitura. pois. gravar e facilitar a evocação futura dos conteúdos da leitura. com o dinheiro de uma enciclopédia de generalidades monta-se uma preciosa estante com obras da própria especialidade. Esquema é o plano.

com anotações à margem. resumo é trabalho de "extração" e não de "criação". provaram que recordamos muito melhor as coisas que fazemos. os resumos comportam apreciação crítica a partir de uma posição assumida. serão depois incorporados ou mesmo salientados no resumo.. b) Apanhe o tema do autor. subtítulos que guiaram a introdução. Isso pode ser muito bom. Destaque títulos. mas o resumo como recurso de aprendizagem e como material adaptado ao trabalho de revisão. não necessariamente científico. trabalhado. gráficos e símbolos para as divisões e subordinações que caracterizam a estrutura do texto. sua leitura dispensa a do texto original. entretanto. assim como facilita sua evocação e reduz o tempo destinado à preparação de provas. De resto.24 a) Seja fiel ao texto. O trabalho de resumir ajuda a captação. É possível fazer um resumo daquilo que se sabe. é um resumo em potencial. de maneira a apresentar límpida imagem concentrada do todo. os resumos elaborados com o intuito de divulgação científica nas seções especializadas de jornais ou revistas. Voltemos à idéia fundamental: quem lê bem será capaz de elaborar bom resumo. pois não temos condição ou interesse de possuí-lo. o resumo será útil para testar nosso entendimento de textos mais difíceis. quando o texto em apreço é muito amplo ou de acesso difícil.Quem pretende fazer resumo enquanto lê acaba sendo tão prolixo como o original e muito menos perfeito. a propósito. d) Subordine idéias e fatos. o desenvolvimento e as conclusões do texto. Ademais. claro e distribuído organicamente. o relacionamento. função e regras do resumo O resumo pedagógico. mas resumo de "texto" supõe. isso acontece quando estamos pesquisando obra rara em uma biblioteca pública.. de esclarecer todo o texto. Mas. anotar em papel avulso dados que. não concordamos com a posição daqueles que prescrevem a prática do resumo escrito de tudo o que se lê como condição necessária ao estudo eficiente. Não se pode trabalhar com esquemas fixos ou preconcebidos e forçar o texto lido a entrar neles. e obedecerá quase espontaneamente às seguinte regras: a) Não pretender resumir antes de ler. ou mesmo necessário. . para nos exercitar na arte de redigir com clareza e concisão. Natureza. mas condensa sua apresentação. Podem-se. Por outro lado. Não estamos considerando. independente de qualquer texto. e) Mantenha sistema uniforme de observações. sublinhado.". ou quando estamos coletando material para um trabalho de maior fôlego. c) Seja simples. possivelmente. de fazer breves anotações à margem do texto . um texto lido. consiste no trabalho de condensação de um texto capaz de reduzi-lo a seus elementos de maior importância. não indica tópicos apenas. Não concordamos com a sugestão de elaborar por escrito resumos de tudo o que estudamos. a fixação e a integração daquilo que estamos estudando. de sublinhar. no que diz respeito ao levantamento dos conteúdos. por exemplo. não os reúna apenas. a análise. "Numerosas pesquisas. analisado. aumentando o aproveitamento geral. O resumo torna-se aconselhável quando ouvimos uma aula ou conferência profunda e amplamente desenvolvida. no contexto da presente análise. O resumo difere do esquema e do sumário porque é formado por parágrafos de sentido completo.

embora marcados pelo caráter de objetividade e de fidelidade às fontes. Tome seu texto. como acontece com o esquema. usar aspas e fazer referência completa à fonte . discutidos. o próprio autor condensa admiravelmente seu pensamento em passagens lapidares. seja ele qual for. e) Juntar. assimilados. conseqüentemente. à procura da idéia mestra e dos pormenores importantes que serão sublinhados. a que devem necessariamente aspirar todos os que ultrapassaram o vestíbulo de uma faculdade. Concentre-se. Se é resumo. enriquecendo e valorizando nosso resumo. 9. para devotar-se à conquista da formação superior. mas é necessário iniciar e perseverar nesta prática.Depois de uma primeira leitura geral e corrida. Em breve. podemos transcrever tais passagens. b) Ser breve e compreensível. acomode-se à mesa. como deve dispensar a leitura do texto original. leitura e exame prévios. certo de que não é hora de se distrair com problemas alheios ao propósito de ler . Entretanto. com um dicionário e um bloco para apontamentos ao lado. basta seguir as anotações e sublinhas. estamos atingindo nosso objetivo. se nos convencermos da necessidade de partir. analisados. comporiam inclusões de crítica pessoal e cenas anotações de caráter integrador. Com o texto diante dos olhos Se entendermos. sente-se. o resumo não pode permanecer nas indicações sumárias de tópicos. em qualquer leitura cultural. Pode haver dificuldades numa primeira tentativa de leitura trabalhada. suavemente. referências bibliográficas e críticas de caráter pessoal – Os resumos. está preparado o caminho para um resumo perfeito. ao término de nossas considerações sobre o estudo através da leitura trabalhada. idéias integradoras. mas é importante destacar tais textos e transcrevê-los entre aspas. é necessário pôr em prática aquilo que se aceitou como importante e eficaz na vida de estudos. se isso acontecer aos nossos leitores como acontece a nossos alunos em classe. nem é preciso reler todo o texto.25 necessariamente. no trabalho que vai iniciar. mas como deve ser suficiente. que não se estenda em demasia. E todo nosso curso e todas as nossas leituras beneficiar-se-ão dessa maneira correta de trabalhar sobre um texto. especialmente ao final. depois de todos os esclarecimentos de termos e conceitos. no primeiro mês de aula. se compreendermos que é assim que nos preparamos para os exames e para as responsabilidades profissionais de amanhã. como propósito básico. a importância desse recurso. no processo de crescimento cultural. numa atividade de excelentes resultados práticos. diríamos que os resumos podem e devem ser "personalizados". fidelidade ao texto e. sentiremos concretamente seus efeitos benéficos.Às vezes. reduzidos a esquemas e resumos. d) Nos casos de transcrição textual. isto é. c) Percorrer especialmente as palavras sublinhadas e as anotações à margem do texto . indicando a fonte. depois de uma segunda leitura com anotações.

se encontrar termos desconhecidos. resumo ou fichamento. faça breves anotações à margem do texto. quando o texto é muito longo ou difícil. conforme as normas acima citadas. que se queiram fazer. se houver. sublinhe as idéias principais e os pormenores importantes. só então inicie a primeira leitura geral com a atenção sempre voltada para as idéias mestras e para os pormenores importantes. Vá associando novas conquistas a seus conhecimentos anteriores. Quem não é capaz de resumir mentalmente ou oralmente um filme a que assistiu. retê-lo. pois. uma peça de teatro. criticá-lo. Mas. é preciso começar para ir adquirindo cabedal sempre maior de conhecimentos. mas não se detenha. um romance ou um texto. promove o nosso real desenvolvimento à semelhança da digestão sempre mais lenta e mais proveitosa que a ingestão. pois o crescimento cultural não se realiza por agregação ou superposição de camadas de conhecimentos. é um trabalho. é ele que. questioná-lo. Ela disciplina nossa razão. neste caso. assimilar e reter com tenacidade. sem precisar tê-lo feito antes por escrito? Não basta ler uma. atenda. sublinhá-lo. mas oferece em troca excelentes gratificações. Essa sessão de estudos não deve ultrapassar vinte minutos ou meia hora. É preciso parar para analisá-lo. alimenta o espírito científico. Parece-nos um exagero de teóricos as prescrições insistentes em sentido contrário. reconstituição ou síntese. enriquecendoas com algo de seu. A leitura cultural é um trabalho de garimpeiro. Ao chegar ao fim. análise. caminhe decididamente. os subtítulos. previamente. A segunda leitura é mais trabalhosa. porque. quando necessário. . comece lendo o título do assunto. que pode ser um subtítulo do texto. refraseá-lo mentalmente e. Dizemos "que se queiram fazer". Numa espécie de fase inicial de aquecimento e concentração. desenvolve o senso crítico. assinale pontos obscuros para debater com colegas ou professores. crescer através do desenvolvimento interno e não por agregação ou amontoamento desordenado de informações superficiais e assistemáticas. ou mesmo elaborado sob forma de exercício. ao mesmo tempo que se enriquece com elas. o ponto a que deve chegar. isto é ou pode ser verdade. em resumos escritos. programe. não um passatempo ocioso. como diria Sócrates. anote-os em papel avulso. critique. mas por gestação de concepções. em grande parte. examine a coerência. ou até três vezes o mesmo texto. o que lhe parecer digno de ulteriores considerações. duas. associar. caminhe até o fim com velocidade compatível com a compreensão do texto. é bom refraseá-lo através de resumos. Detenha-se em cada parágrafo. pondere a natureza e a força dos argumentos. resumos e fichamentos escritos de tudo o que lemos. Recomece a segunda leitura procurando no texto respostas às questões que o autor se propôs analisar ou que você mesmo formulou após a primeira leitura. aos sinais que foi fazendo à margem do texto durante a primeira leitura. não perca de vista os títulos e os subtítulos. questione. "entretanto. o sumário. integrando-as. está aplainado o caminho para qualquer espécie de esquematização. a validade dos exemplos e a perfeição das divisões. a estrutura lógica do texto. Crescimento cultural é processo vital de captação. continue sua leitura até ao final do capítulo ou do texto em apreço. assimilação ou integração unificada e unificante das partes ou elementos em um todo maior. como já dissemos. compare. não precisamos elaborar esquemas. discuti-lo. à margem do texto. é preciso captar com discernimento. descubra e acompanhe a trajetória percorrida pelo autor. é fruto da leitura trabalhada. agora. Não alegue que este trabalho supõe um cabedal de conhecimentos. assinale a lápis. anotá-lo. analisar.26 com aplicação e inteligência. Ao término dessa segunda leitura. procure esclarecer o sentido das palavras desconhecidas que anotou durante a leitura.

E declararam também que não sabiam ler. passou a encontrar tempo para ler e fazê-lo mais depressa e com melhor compreensão. 177p. Fonte: RUIZ.A.27 Muitos alunos confessaram francamente que não pensavam ser a leitura tão importante. 1996. Quem não sabe ler jamais amará a leitura eu tirará dela o esperado benefício. J. São Paulo: Atlas. Nosso objetivo neste item é simples e direto: mostrar como se lê e mostrar que é fácil ler bem. . Quem aprendeu a ler confessa que passou a gostar de ler e a tirar grandes vantagens do estudo através da leitura. Metodologia científica: guia para a eficiência nos estudos.

28 CAPÍTULO 4 PESQUISA Ana Florência de C. não referenciadas devidamente. Martins Pinto l Caracterização Nos cursos. da parte do estudante. considerada como sinônimo de busca. pesquisar. opõe-se ao conceito de pesquisa como tratamento de investigação cientifica que tem por objetivo comprovar uma hipótese levantada através do emprego de processos científicos (ALMEIDA JÚNIOR. com o uso do método cientifico. de investigação e indagação. apoiando-se em observações. generalizar. o qual não é inato. Assim. busca uma resposta ou solução (CERVO e BERVIAN. originalidade e dedicação do pesquisador. através de uma reflexão crítica. 1988). A medida que o pesquisador amplia o seu amadurecimento na utilização de procedimentos científicos. é procurar uma informação que não se sabe e que se precisa saber. Assim. Consultar livros e revistas. No contexto acadêmico a palavra é utilizada para denotar o exame cuidadoso e metódico. vai. corrigir e verificar o conhecimento e teorias existentes. parte-se de uma dúvida ou problema que se quer resolver e. Sua edificação e seu aprimoramento são conquistas que o universitário vai obtendo ao longo de seus estudos. formando o seu espírito cientifico. persistência. 1983). da realização de pesquisas e elaboração de trabalhos acadêmicos. o que é pior. a preocupação na aplicação do método científico do que propriamente a ênfase nos resultados obtidos. paulatinamente. efetivamente tem sido mal compreendida quanto à sua natureza e finalidade por parte de alunos e professores. Esta. em todos os níveis. fazendo perguntas para obter respostas. Para os iniciantes em pesquisa o mais importante deve ser a ênfase. O estudante. alguma atividade de pesquisa. 1986). Todo trabalho de pesquisa requer. As pesquisas devem contribuir para a formação de uma consciência critica ou um espírito cientifico do pesquisador. Muito do que se chama de pesquisa não passa de mera compilação ou cópia de algumas informações desordenadas ou opiniões várias sobre determinado assunto e. Mas. através do emprego de processos científicos. Este sentido amplo de pesquisa. exige-se. torna-se mais hábil e capaz de realizar pesquisas (BARROS e LEHFELD. iniciativa. verificar documentos. O objetivo dos principiantes deve ser a aprendizagem quanto à forma de percorrer as fases do método cientifico e à operacionalização de técnicas de investigação. imaginação criadora. num sentido amplo. para descobrir novas informações e relações bem como para ampliar. são formas de pesquisa. análise e deduções interpretadas. o que é realmente uma pesquisa? Pode-se dizer que a pesquisa é uma atividade voltada para a solução de problemas. . conversar com pessoas.

2. de opinião. Não cabe.1 Pesquisa experimental É aquela em que o pesquisador procura refazer as condições de um fato a ser estudado. Assim.1 Pesquisa bibliográfica "É a pesquisa exploratória que os alunos realizam para obter conhecimentos. registra. a partir da coleta. para observá-lo sob controle e exigindo local apropriado e instrumental especial (KELLER e BASTOS. Caracteriza-se por manipular diretamente as variáveis relacionadas com o objeto de estudo. A pesquisa descritiva pode assumir diversas formas. proporcionando o estudo de suas causas e efeitos. enumerar todos os aspectos que a pesquisa possa abordar ou transcrever todas as classificações já apresentadas. os universitário devem ser incentivados a usarem métodos e técnicas cientificas para realizá-la. entre as quais se destacam: bibliográfica. sem manipulá-los. Para Cervo e Bervian (1983) qualquer tipo de pesquisa em qualquer área. documental. teóricos e sintetizados. características.2. A seguir será caracterizado a pesquisa experimental e descritiva. analisa e correlaciona fatos. causas. supõe e exige pesquisa bibliográfica prévia. sua natureza. da reflexão e critica pessoal e da documentação escrita. isto é. neste texto. além do núcleo comum de procedimentos. em documentos escritos" (BARROS e LEHFELD. 2. de motivação. quanto da natureza e nível de conhecimento do pesquisador. 1983). análise e interpretação das contribuições teóricas sobre determinado assunto. isto é. revistas.2 Pesquisa descritiva Tal pesquisa observa. da sua natureza e situação espaço-temporal em que se encontra. sem interferência do pesquisador. relações com outros fatos. eles afirmam que a pesquisa bibliográfica é um excelente meio de formação e como resumo de assunto ou revisão de literatura. enciclopédias. constitui geralmente o primeiro passo de qualquer pesquisa cientifica. A pesquisa bibliográfica propicia a elaboração de trabalhos recapitulativos. .29 2 Tipos de pesquisa O planejamento de urna pesquisa depende tanto do problema a ser estudado. de campo. sendo esta subdividida em vários outros tipos. estudos exploratórios. jornais. estudos descritivos e estudo de caso (CERVO e BERVIAM. procurando encontrar informações publicadas em livros. Isso significa que pode haver vários tipos de pesquisa. quer para o levantamento da situação em questão. Por isso. Através da criação de situações de controle procura-se evitar a interferência de variáveis intervenientes. 1991). suas peculiaridades próprias. 1986). 2. quer para a fundamentação teórica ou ainda para justificar os limites e contribuições da própria pesquisa. Procura descobrir a freqüência com que um fato ocorre. Cada tipo possui.

5 Pesquisa de motivação Segundo Cervo e Bervian (1983) esta pesquisa busca saber as razões inconscientes e ocultas que levam. canções. desenhos. tais como. . o consumidor a usar um certo produto ou que determinam certos comportamentos ou atitudes. familiarizando-se com ele.2. Tais informações são provenientes dos próprios órgãos que as realizaram e englobam todos os materiais escritos ou não.2. que podem servir como fonte de informações.6 Pesquisa ou estudos exploratórios A pesquisa ou estudo exploratório consiste no passo inicial de qualquer pesquisa pela experiência e auxilio que traz na formulação de hipóteses significativas para posteriores pesquisas.2. Esta pesquisa visa identificar as falhas ou erros. descrever interesses e outros comportamentos (CERVO e BERVIAN.2. com o objetivo de tomar decisões. 2. fontes estatísticas e fontes não escritas tais como: fotografias. folclore. 1983). Podem ser encontrados em arquivos. objetos de arte. 2. Assim. limitando-se a definir objetivos e buscar maiores informações sobre o tema em questão. O uso de tal pesquisa aconselhado quando existe poucos conhecimentos sobre o problema a ser estudado para adquiri-los em função de execução de posteriores pesquisas. pinturas. rádio e televisão. caracterizando-se pelo contato direto com o mesmo. contribuindo assim com a aquisição de embasamento para realizá-las. analisar e interpretar as contribuições teóricas já existentes sobre determinado fato. por exemplo.2. Os estudos exploratórios não formulam hipóteses a serem testadas no trabalho. etc. "O objetivo da pesquisa documental é recolher. pontos de vista e preferências que as pessoas têm a respeito de algum assunto. a pesquisa exploratória realiza descrições precisas da situação objetivando descobrir as relações existentes entre os seus elementos. obtendo percepções do mesmo e descobrindo novas idéias. sem interferência do pesquisador. assunto ou idéia. 2.4 Pesquisa de opinião Consiste em procurar saber atitudes. as descritivas ou experimental.30 2.2 Pesquisa documental É a que efetua tentando resolver um problema ou adquirir conhecimentos a partir do emprego de informações retiradas de material gráfico e sonoro. 2. gravações.3 Pesquisa de campo É a pesquisa em que sr observa e coleta os dados diretamente no próprio local em que se deu o fato em estudo.

3.).S. São Paulo: Mc Graw-Hill do Brasil. São Paulo: Mc Graw-Hill do Brasil. desde a escolha e delimitação do assunto até o relatório final.7 Estudos descritivos Segundo Cervo e Bervian (1983) trata-se do estudo e descrição das características. 87-121. LEHFELD. em suas diversas formas. A. 50-67. de. KOCHE. São apenas uma etapa. o questionário e o formulário. In: Fundamentos de metodologia: um guia para a iniciação cientifica. 1997. P. Petrópolis: Vozes. ed. J. deve-se salientar que a coleta e o registro de dados não constituem.A.L. propriedades ou relações existentes na comunidade. 2. p. por si só. p. p. CERVO. In: Aprendendo a aprender: introdução à Metodologia Cientifica. resulta da execução de várias tarefas. 1986.J. J. In: CARVALHO. A pesquisa. p. O fluxograma da pesquisa cientifica. 54-58. ed.A. A pesquisa. 1991. Construindo o saber: técnicas de Metodologia Cientifica. In: Metodologia Cientifica: para uso dos estudantes universitários. A.2. 1988.2. rev. p.. trabalha sobre dados ou fatos colhidos da própria realidade.C. seja qual for o tipo. N. Maria Cecília M de (Org. BARBOS. 14. . família grupo ou comunidade para estudar aspectos variados de sua vida.31 2. Campinas: Papirus. No entanto. A coleta de dados é uma das atividades da pesquisa descritiva e se utiliza de diversos instrumentos tais como: a observação. ed.8 Estudo de caso É a pesquisa sobre um determinado indivíduo. a entrevista. grupo ou realidade pesquisada. e amp. O estudo como forma de pesquisa. C. 2. 1983. Petrópolis: Vozes. uma pesquisa. BASTOS. a pesquisa descritiva. Referências ALMEIDA JÚNIOR. BERVIAN.B. Pesquisa cientifica. 107-129. V. Em síntese. In: Fundamentos de Metodologia Cientifica: teoria da ciência e prática da pesquisa.de. KELLER. 3. A pesquisa cientifica. 121-136: O fluxograma da pesquisa cientifica..

não conseguirá ter precisão de como chegar. ou seja. não se pode separá-los. 1. organização pessoal e método. Elaborar o projeto de pesquisa é planejar as idéias a serem desenvolvidas. curiosidade epistemológica. Se o/a pesquisador/a não definir claramente onde pretende chegar. o que faz com que o conhecimento seja produzido e avance cada vez mais. a sua relevância. h) apresentação e discussão dos resultados. j) indicação de cronograma e orçamento. A concepção do Projeto de Pesquisa . o teórico e o metodológico. . g) definição da forma de apresentação e análise dos resultados. O teórico se refere aos estudos já desenvolvidos por diferentes autores sobre aquele tema. Este momento é desafiante. pois envolve diversas atividades. indicando o que pesquisar. e) elaboração da justificativa que caracterize a relevância do trabalho. no projeto de pesquisa e nos resultados alcançados estes pólos se encontram. tanto sobre o tema escolhido quanto sobre o estágio atual dos estudos referentes a ele. Por isso. bem como o estágio atual das pesquisas. ou seja. as formas de execução e os custos materiais. no Projeto de Pesquisa devem aparecer três pólos intrínsecos do processo de construção do conhecimento: o epistemológico. Este processo não é feito às pressas. d) descrição e análise preliminar da bibliografia relacionada ao assunto que se pretende pesquisar. O trabalho científico exige tanto uma concepção de mundo e de ciência como um recorte da realidade concreta e particular. b) explicitação da problemática passível de ser pesquisada. O metodológico se refere aos caminhos e às técnicas que o/a pesquisador/a deve percorrer para realizar sua pesquisa. porque a produção acadêmica é algo que exige tempo. pois se esforça por eleger um problema da realidade para estudá-lo. financeiros e as exigências temporais. realiza a crítica e discute o caminho percorrido pela ciência no que tange aquilo que o/a pesquisador/a deseja aprofundar em termos de conhecimentos e que fundamenta a pesquisa para que possa avançar na explicitação do objeto de estudo e da relação deste com os sujeitos de investigação. ao contrário. i) indicação de referências bibliográficas. c) levantamento de hipóteses. O epistemológico se caracteriza pela atitude problematizadora.32 CAPÍTULO 5 O PROJETO DE PESQUISA 1.1 Elaboração do Projeto de Pesquisa A elaboração do Projeto de Pesquisa é um passo importante na vida do/a pesquisador/a. A construção do Projeto de Pesquisa exige conhecimentos. Por isso é necessário ter uma previsão de como será realizada a pesquisa. f) descrição detalhada do método e da metodologia a ser empregada. dentre as quais podemos citar: a) delimitação de uma área de estudo. Cabe ressaltar que estes pólos estão imbricados. prevendo as etapas do trabalho. ainda que informais.

oferecer argumentos sólidos. onde o projeto quer chegar. ainda ampla. ou seja. .delimitar o campo de observação. Assim. É necessário construir um objeto de pesquisa. . .33 1. .2 Características Fundamentais do Projeto de Pesquisa . É fundamental que o tema esteja vinculado a uma área de conhecimento com a qual a pessoa já tenha alguma intimidade intelectual. devem eliminar-se todas aquelas explicações ou afirmações que não sejam conseqüências de uma argumentação objetiva e clara. livres de viéses.ter coerência lógica interna. bem como facilitar a verificação das hipóteses e/ou da problemática investigada. . apresentando os argumentos com grande lucidez. .3 Tema A escolha de um tema representa uma delimitação de um campo de estudo no interior de uma grande área de conhecimento. ou seja.apresentar um tema bem delimitado e claramente definido.converter os problemas em operações práticas. . articulando a fundamentação teórica com a pesquisa empírica. . considerando o estado de arte em que se encontram as pesquisas e as críticas e avaliações existentes sobre o tema proposto.determinar com precisão o que será estudado. para possibilitar uma análise consistente. contextualizando o problema a ser investigado.demonstrar com clareza os objetivos a serem alcançados. o tema de pesquisa é.eliminar critérios arbitrários ou viesados. selecionar uma fração da realidade a partir do referencial teórico-metodológico escolhido. neste sentido. ao se definir um Projeto de Pesquisa é necessário: . epistemológica e tecnológica do projeto e a necessidade do apoio solicitado (se for o caso).explicitar as atividades a serem desenvolvidas pelos/as pesquisadores/as. para atender a essas características. sobre o qual se pretende debruçar. . uma área de interesse a ser abordada. delimitar e configurar o problema de estudo. associando-as a um cronograma de execução. sobre a qual já tenha alguma leitura específica e que. . social. esteja vinculada à carreira profissional que esteja planejando para um futuro próximo. isto é.apresentar elementos para justificar a relevância científica. É uma primeira delimitação. na verdade. 1.apresentar um referencial teórico adequado e atualizado. Assim. de alguma forma. . com base em revisão bibliográfica.realizar uma profunda revisão bibliográfica e selecionar o material que se utilizará como referência.

maior a compreensão conceitual. inversamente. Segue-se alguns exemplos de possíveis “delimitações” de temas Tema 1: Meio Ambiente e Sociedade a) A educação Ambiental nos livros didáticos do ensino básico no Estado de Minas Gerais.. b) Estudo sobre a opinião da população sobre a propaganda áudio-visual na cidade de Divinópolis – MG.1 Delimitação do tema Delimitar é indicar a abrangência do estudo. quanto maior a extensão conceitual. assim. menor a compreensão conceitual e..3. Para que fique clara e precisa a extensão conceitual do assunto. Contudo. mais preciso do assunto. quanto menor a extensão conceitual. está se referindo ao assunto de seu interesse. Construção rural. possibilitando.34 Exemplos de Temas: Meio ambiente e Sociedade. Enquanto princípio de logicidade. que se visualize a especificidade do objeto no contexto de sua área temática. Cultura e Linguagem. b) Análise técnico-científica da Agenda 21. Poluição dos recursos hídricos. é necessário para a realização de uma pesquisa um recorte mais “concreto”. é importante salientar que. c) A publicidade como instrumento da Educação Ambiental . em Divinópolis . c) Análise sócio-ambiental da população do perímetro do Parque do Gafanhoto.MG Tema 3: A publicidade e Meio Ambiente a) A publicidade e a poluição visual na cidade de Divinópolis – MG. através de cooperativas de produtores de codornas. na cidade de Três Pontas . Tema 2: Construção rural a) Análise de custo de diferentes galpões de granjas avícolas b) Viabilidade de Construção de abatedouros de baixo custo. estabelecendo os limites extencionais e conceituais do tema. é importante situá-lo em sua respectiva área de conhecimento. 1.MG. Quando alguém diz que deseja estudar a questão da “Poluição dos recursos hídricos” ou a relação entre “Cultura e Linguagem”. A publicidade e Meio Ambiente etc. Plantas medicinais.

resistentes a.. c) Objetivos Os objetivos devem ser expressos de forma clara e realista.4 A Estrutura e Conteúdo do Projeto de Pesquisa Segue uma apresentação dos principais tópicos que.. da forma mais breve e direta possível do problema principal que o projeto abordará. b) Introdução A introdução é uma breve apresentação do conteúdo do projeto. As proposições devem ser inovadoras..".Referências Bibliográficas .) ou meta (obtenção de clones de. Não deve ser confundido ou reduzido a uma atividade-meio (levantamento de.. Evite generalidades e abstrações como "uma proposta de estudo.Referencial Teórico . na qual podem incluir-se antecedentes que ajudem a compreender a magnitude do problema.Objetivos (Gerais e Específicos) .Orçamento . usualmente. Estrutura do Projeto de Pesquisa: ..Anexos a) Título do Projeto O título é o menor resumo e deve sintetizar o seu aspecto essencial. avaliação de.Materiais e Métodos . de seus objetivos e resultados esperados. mas expressar o propósito maior ou mais relevante do projeto.Título .Cronograma de Atividades .... Ele deve atrair atenção sobre os objetivos e limites do projeto. uma observação fundamental é que. é imprescindível contemplar os elementos essenciais de um projeto e manter a consistência lógica entre eles. para as quais o/a pesquisador/a deve estar sempre atento..Hipóteses ou Questões Problemas .Introdução . Deve dar uma idéia clara. viáveis e capazes de superar as limitações atuais e atender às expectativas de quem é afetado pelo problema.. É preciso deixar claro quem serão os beneficiários diretos dos resultados esperados. que é a solução buscada para o problema. assim como a importância dos impactos destes. em termos de respostas às questões relevantes do problema focalizado. Contudo. das práticas específicas de cada área de conhecimento. independentemente da forma de agregação indicada... são solicitados para a apresentação de um projeto de pesquisa.. . Essa estrutura pode variar dependendo das normas da instituição financiadora à qual se está apresentando o projeto.35 1.).

a importância e atualidade do problema a resolver (por exemplo. Respondem à pergunta "Para que?". Um erro freqüentemente encontrado é a redação de objetivos específicos como atividades ou como resultados esperados. selecionar. As hipóteses devem: a) ter consistência lógica. é essencial revisar os respectivos documentos. . Por isso. a relação entre o que se pretende alcançar e o caminho a ser percorrido deve ser preciso. Portanto. etc. materiais e humanos a serem investidos para alcançar os objetivos propostos. o pesquisador quer conhecer o obscuro. ou seja. devem indicar as metas das etapas que levarão à realização dos objetivos gerais. Por exemplo: classificar. aplicar. deve justificar o tema. e) Hipóteses ou Questões Problemas A hipótese é uma tentativa de explicação mediante uma suposição possível. Cada objetivo específico deve ser claro. se este está inserido em uma estratégia nacional ou regional). A problematização (questões problemas) é o momento de construção racional das questões para interrogar o objeto investigado. orientando-o na busca de soluções. Portanto. e à instituição financiadora. destinada a ser comprovada pela pesquisa empírica. justificando a importância do projeto mediante os critérios de enquadramento e adequar ao Edital/instituição. apontar sua relevância científica. Neste momento. pois justificativas longas e prolixas não garantem que a importância do projeto seja bem compreendida. É preciso ter cuidado. b) corresponder ao conjunto de conhecimentos existentes. a partir da utilização dos resultados do projeto. Tudo isto deve ser mostrado com clareza e síntese. Os objetivos específicos são alvos concretos que se buscam alcançar no âmbito do projeto. em que fique evidenciada a importância da pesquisa para o conhecimento científico e para a sociedade em geral. a pertinência dos objetivos e os possíveis impactos dos resultados esperados. tecnológica e social. c) ser constáveis pela experiência. o contraditório e desconhecido na realidade social. d) Justificativa A justificativa deve responder aos critérios básicos pelos quais o projeto é avaliado. Na justificativa. Os objetivos gerais e específicos devem ser expressos sucintamente e não em forma de relato. seja a partir dos problemas teóricos. distinguir. Assim. seja a partir dos problemas críticos da realidade.36 Os objetivos gerais são os alvos de maior abrangência aos quais o projeto trata de fazer uma contribuição. exemplificar. No caso de projetos que atendem a editais ou normas de agências financiadoras. cada objetivo específico deve ter uma clara correspondência com os resultados esperados. Relacionam-se aos impactos possíveis. enumerar. o proponente deve oferecer argumentos que demonstrem aos especialistas que examinarão o projeto. bem como a adequação ao tempo e aos recursos financeiros. ao apontar com lucidez o que se pretende atingir para esclarecer a(s) problemática (as) levantadas (as). passíveis de verificação por dados empíricos. Os objetivos específicos respondem à pergunta "O que?".

ou "metodologia próprias de tal disciplina. A metodologia a ser seguida deve manter rigorosa coerência e consistência com a solução buscada para o problema focalizado.. o método de análise estrutural... não se trata de oferecer uma dissertação sobre uma teoria. ou "a metodologia consistirá na observação participativa. assim. g) Referencial Teórico Existe uma relação direta entre o que se considera marco teórico-conceitual e a revisão bibliográfica. com o apoio de literatura. ou seja. Nela se deve definir exatamente como se executará o projeto (método) e com quais instrumentos(materiais). ou seja. os testes de medição e de verificação de hipóteses e. Por outra parte. Deve ficar claro que o conhecimento acumulado ou as ações até então desenvolvidas não foram suficientes para o equacionamento do problema. as ações de validação de tecnologia e de situação dos resultados. sua importância e relevância no contexto da área inserida. as análises estatísticas e econômicas. mas de abordar só os aspectos que estão relacionados com o problema da pesquisa e em correspondência com as questões presentes e os objetivos propostos. O referencial teórico requer a análise dos conhecimentos existentes (estado atual) sobre o problema e destacar o(s) elemento(s) inovador(es) do projeto. tais como "se utilizarão técnicas qualitativas e quantitativas. critérios indispensáveis na avaliação de projetos. Na caracterização do problema. descrever objetivamente. às teorias básicas e metodologias relacionadas ao tema e seus antecedentes. como se coletarão os dados. é necessário oferecer uma explicação breve do mesmo. por exemplo. É importante restringir o marco teórico ao que se deseja pesquisar. as variáveis de estudo. Uma revisão incompleta ou uma abordagem inconsistente do problema podem desqualificar o projeto. ou seja. o problema focalizado.".. o caminho estará aberto para a realização da pesquisa. Uma boa revisão ajuda a estabelecer a credibilidade do projeto. à definição de conceitos e hipóteses.37 f) Materiais e Métodos (Metodologia) Nesta seção encontram-se os elementos fundamentais que permitirão demonstrar a qualidade científica.". em casos de métodos muito específicos de uma disciplina como. as vias científico-técnicas pelas quais os objetivos serão alcançados. É fundamental que o proponente deixe bem explícito a forma como se pretende obter os dados e.". Ao construir este marco. bem como os critérios de seleção das mesmas. A literatura consultada deve ser atual e consistente em relação ao problema. É necessário deixar bem claro o método e as técnicas a serem utilizadas. sempre que pertinentes. É absolutamente necessário evitar enunciados vazios de conteúdo. Na revisão bibliográfica deve-se condensar o mais importante e relevante para o projeto. Descrever os materiais que serão empregados. .. o marco teórico-conceitual deve basear-se em uma revisão bibliográfica pertinente ao problema a ser estudado. resultando em desperdício de tempo e de recursos..

mostrando com clareza as bases de cálculo ou as estimativas e custos. quando ainda não se tem informação precisa sobre determinados preços. O cronograma resulta da organização das atividades com relação ao tempo. o projeto deve indicar as atividades necessárias à consecução dos resultados esperados. o cronograma e os gastos apresentados no orçamento. com maior clareza. coordenação com outros centros de pesquisa ou usuários potenciais. cursos e treinamentos. É conveniente apresentar com detalhes as atividades por três motivos fundamentais: em primeiro lugar. permitindo uma visão do ordenamento das atividades. de acordo com a natureza do projeto. conduzem ao orçamento necessário. estratégias de difusão. etc. ajuda a organizar a execução do projeto. Nesse sentido. a distribuição de responsabilidades. em segundo. e em terceiro. j). viagens. os resultados esperados e as atividades a realizar em forma detalhada. Esse deve ser calculado com todo rigor.38 h) Cronograma de Atividades Correspondente aos objetivos. Deve ser apresentado de forma clara. coleta e processamento de dados. Deve-se registrar o período (mês e ano) de início e término de execução do projeto. demonstra às instituições e ao especialista/avaliador que se tem idéias claras sobre o que é preciso realizar. de acordo com as normas do Capítulo 9. Segue-se exemplo de cronograma (Fonseca 2004): Etapas Jan Coleta dos adultos de Odonata Criação de peixes p/ alimentação das ninfas Montagem e identificação Coleta das ninfas Criação das ninfas Testes com Bacillus Teste de predação de alevinos Levantamento de literatura Tabulação dos dados Redação de Trabalho científico Envio para publicação X X X X Ano 2002/Meses Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X Set X Out Nov Dez X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X i) Orçamento Se todas as seções anteriores forem feitas em uma seqüência lógica e explícita: dos objetivos resultam claros os métodos e materiais a utilizar. permite identificar e justificar. Referências Bibliográficas Relacionar as obras citadas. a identificação de necessidades de recursos humanos e materiais. As atividades devem refletir cada um dos passos que serão seguidos no processo do projeto: desenho da pesquisa. .

ZART. Universidade do Sul de Santa Catarina Unisul: Florianópolis. O Projeto de Pesquisa.39 1. Universidade do Estado de Mato Grosso: Mato Grosso. . 2004. 31p.L. M. 11p.5 Referências HEERDT. Roteiro para elaboração de Projetos de Pesquisa na Unemat. L.L. 2004.

Manifestação de agradecimento a pessoas e instituições que. Epígrafe). 1998). Martins Pinto Trabalhos científicos ou acadêmicos consistem em escritos que resultam do desenvolvimento de pesquisas realizadas em Curso de Graduação ou Pós-graduação. Capa.Apêndices (Anexos).Referências bibliográficas . Agradecimentos. colaboraram para a execução do trabalho. que de forma alguma se propõe ser rígida e pode ter adaptações feitas pelo Curso ou Instituição em questão. . Desenvolvimento.Resumo . . do aluno e do trabalho. Pode aparecer também no inicio de cada capitulo ou parte. . Contém todos os dados de identificação da Instituição.Folha de rosto (Dedicatória. sumário. Epígrafe. Conclusão). Trabalhos científicos ou acadêmicos nos cursos de graduação Por ser uma primeira experiência de relato cientifico. Citação de um pensamento que possibilitou o embasamento da temática da obra. 1982). Por este motivo a estrutura do trabalho acadêmico assemelha-se à das dissertações e teses. trabalhos acadêmicos e memoriais" apresenta uma estrutura de trabalhos acadêmicos. resumo. l. Agradecimentos. Tendo em vista o grau de originalidade e profundidade. Folha da rosto. França (1998) em seu livro "Manual para Normalização de Publicações TécnicoCientíficas". desenvolvimento e conclusão) e referências bibliográficas. têm-se diferentes níveis e conseqüentemente diferentes tipos de trabalhos científicos. podendo deter-se aos elementos considerados essenciais. texto (Introdução.40 CAPÍTULO 6 TRABALHOS CIENTÍFICOS NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO E PÓSGRADUAÇÃO Anna Florência de C. . tais como: capa. rigor.Sumário (Lista de trabalhos e ou figuras).Capa . no capitulo dois "Trabalhos Monográficos: dissertações e teses. Mas em todos eles se exigem qualidade de método. o trabalho acadêmico constitui-se numa preparação metodológica para futuros trabalhos de investigação (FRANÇA. Deve conter autor e titulo de trabalho. . de alguma forma.Texto (Introdução. folha de rosto. organização. observação e respeito às normas técnicas (SALVADOR.

Resumo. gráficos. desenvolvimento e conclusão. capitulo ou obra. figuras etc (na mesma ordem em que são citados no trabalho. Sua estrutura redacional vem em destaque.1 Sinopse Consiste na apresentação condensada do texto de um artigo ou obra contendo uma síntese bem sintética da temática. fórmulas. Lista em ordem alfabética de todas as obras citadas no trabalho.1. a organização do texto das teses.41 Sumário.2 Resumo de um escrito Consiste na apresentação condensada de uma publicação contendo a síntese de todas as idéias principais do tema de um único artigo. Indicação da estrutura do trabalho com suas divisões e subdivisões. sem imitir juízo de valor a respeito delas.1 Trabalhos de síntese Os trabalhos de síntese consistem na condensação dos elementos essenciais de um texto ou obra(s). Anexos. Como todo trabalho cientifico. Texto. Ver texto: "Estrutura Redacional de um Trabalho Cientifico". dividindo-se em capítulos conforme a natureza do assunto. bem como recolher condensadamente os elementos principais desprezando os que são secundários. A originalidade em fazer síntese está na capacidade de distinguir as idéias principais das secundárias. 2-Desenvolvimento e 3Conclusão. utilizando-se de parágrafos. É feita em parágrafo(s) e utilizando-se de linguagem impessoal (verbo na 3o pessoa).Introdução. Listas. sem emissão de juízo de valor ou critica. escritas por extenso). Apêndices. A sinopse deve vir precedida da referência bibliográfica completa do texto ou obra a que se refere.1. Materiais ilustrativos elaborados pelo próprio autor do trabalho. dissertações e monografias deve obedecer a uma seqüência de introdução. 1. seguidas das palavras a que correspondem. . 1. precedida da numeração ou letração: l. Materiais ilustrativos não elaborados pelo autor do trabalho. Referências bibliográficas. 1. livre de todo comentário pessoal ou critico. com indicações da página onde estão localizados) e abreviaturas e siglas (em ordem alfabética. Rol de elementos ilustrativos ou explicativos tais como: tabelas. Ver resumo no texto "Artigo Cientifico".

1998). 2. dando uma informação visual e imediata das idéias principais do tema do mesmo. análise. 1. interpretação.Introdução. É um verdadeiro trabalho recapitulativo. seguindo as orientações próprias de cada um. utilizando-se para tal de opiniões de autoridades cientificas em relação com as defendidas pelo autor. tem-se resumo-crítico de um escrito e resumo-crítico de assunto. comparando. sob o ponto de vista pessoal do autor da resenha em relação a outros trabalhos (FRANÇA. 1983). sem discutir e julgar a temática que está sendo estudada.3 Resumo crítico Consiste num misto de trabalho de síntese com trabalho de critica. tais como: resenhas. em itens integrados.2 Resenha crítica Situa-se no segundo nível do trabalho científico. mas a apresentação condensada do seu conteúdo. pois não consiste puramente em sintetizar um artigo ou obra.Desenvolvimento. estruturando-a em: l.Introdução. 1.1.4 Esquema Consiste numa representação sintética de um texto.Critica. dissertações e teses. roteiro letrado (misto de números e letras)e quadro sinótico em chaves e colunas.42 1. avaliando e criticando a obra. Exige reflexão e elaboração nova e pessoal do assunto" (CERVO e BERVIAN. 3. que apresenta a critica como quarta etapa: l.Conclusão e 4. sobre o tema em questão. O esquema caracteriza-se pelo uso de palavras-chaves ou sintetizadoras ou conforme o tipo de texto. acompanhada de uma avaliação crítica. O que difere o resumo do resumo-critico é sua estrutura. Assim.Conclusão e utilizando-se de parágrafos para a síntese das idéias.1. 2-Desenvolvimento e 3. enquanto a resenha introduz um quadro de referência mais amplo. A diferença entre resumo e resenha critica é que o resumo se restringe apenas a síntese do texto ou obra. precedidos de diferentes símbolos que originam-se nos seguintes esquemas: roteiro numerado(numeração arábica progressiva). "Não é uma cópia. de frases curtas que representam a síntese das idéias que estão sendo esquematizadas. estabelecendo comparações com os enfoques. O resumo de assunto propicia o aumento de conhecimentos e treinamento metodológico necessários para a execução de trabalhos que exigem maior grau de profundidade e originalidade. sua compreensão. métodos de investigação e formas de exposição de outros autores. que expõe sinteticamente. analisa e compara conhecimentos e informações já publicadas por vários autores. monografias.3 Resumo de assunto ou revisão de literatura Consiste num trabalho de síntese que reúne. mas a reunião de informações sobre o tema. comparação e aplicação a casos semelhantes. . 1.

os objetivos pretendidos. os de monografia e artigos até 250. os resultados alcançados e as principais dificuldades encontradas no processo de pesquisa ou análise de uma questão (KDOCHE. ficha critica e ficha resumo critico. cópias ou criticas passando a denominação conforme o caso. palavras-chave. resumos. explicando o tema principal do documento (SÁ et al. Deve-se usar a terceira pessoa e de preferência o verbo deve vir na voz ativa. resumo ou abstract. e os de relatórios e teses. Não se deve confundir resumo com sinopse que é mais sucinta. O resumo deve ser auto-explicativo contendo o assunto do documento original. redigido em um único parágrafo composto de uma seqüência coerente de frases concisas e não de uma enumeração de tópicos. O outro tipo de fichamento é a ficha de conteúdo em que se registram: esquemas. a metodologia utilizada e os resultados alcançados.5 Artigo cientifico O artigo científico consiste na apresentação sintética dos resultados de pesquisas. de: ficha esquema. referências bibliográficas.Identificação Contém o titulo do artigo.Resumo (ou abstract) "Resumo é a apresentação concisa dos pontos relevantes de um texto” visando esclarecer o leitor sobre a conveniência ou não de consultar o texto integralmente. o referencial teórico utilizado (as teorias que serviram de base para orientar a pesquisa). . ficha resumo. o nome completo do autor do mesmo e sua qualificação (profissional. anexos ou apêndices (quando necessário) e data. a dúvida investigada. A primeira frase deve ser significativa. O resumo deve preceder o texto quando for escrito na língua original. capitulo ou obra. 1.4 Fichamento Consiste na utilização do sistema de fichas para documentação de leituras. ou apresentá-los juntamente com a sinopse dos mesmos. 1997). A tradução em outra língua deve vir após a conclusão (FEITOSA. . observando-se a sua apresentação em tamanho reduzido. nem com sumário que é a simples enumeração de tópicos e nem com resumo corno um dos tipos de trabalhos acadêmicos da graduação. contendo idéias novas ou abordagens que complementam estudos já realizados. Recomenda-se que os resumos de comunicação breves tenham até 100 palavras. O objetivo principal de um artigo é o de ser uma maneira rápida e sucinta de divulgar. 1996). local de trabalho e sua titulação acadêmica mais elevada. artigo (corpo). a metodologia empregada. 1997). em revistas especializadas. tendo a ficha bibliográfica por autor ou por assunto. e acadêmica): o que faz. . tese ou livro.43 1. ficha cópia. até 500. o que o limita de constituir-se em matéria para dissertação. podendo conter apenas os dados bibliográficos do artigo. Ao redigir um artigo cientifico deve-se observar a seguinte estrutura: identificação.

Artigo (corpo) Contêm as três partes redacionais de um trabalho científico: Introdução. Para que estas qualidades se manifestem é necessário. clareza na exposição das idéias. objetividade. desenvolvimento e conclusão. Martins Pinto do texto: "O artigo cientifico: estrutura e apresentação" de José Carlos Kooche. obras ou teorias que serviram de base teórica para construir a análise do problema. O corpo do artigo pode ser dividido em quantos itens quantos forem necessários. deve-se especificar o local e o nome do evento. . com as respectivas demonstrações dos argumentos teóricos e/ou resultados de provas experimentais que as sustentam.Apêndices Materiais ilustrativos elaborados pelo próprio autor do artigo.Referências bibliográficas Lista-se as referências bibliográficas pertinentes a todas ás citações feitas. concisão e fidelidade às fontes citadas.44 . principalmente. exige-se que tenha as qualidades próprias de todo trabalho cientifico: linguagem correta e precisa. No desenvolvimento (demonstração dos resultados) deve-se fazer uma exposição e discussão das teorias que foram'utilizadas para entender e esclarecer o problema. Deve-se também. A conclusão contém os comentários finais avaliando o alcance e limites do estudo desenvolvido. apresentando-as e relacionando-as com a dúvida investigada. apresentar as conclusões alcançadas.Palavras-chave Termos (palavras ou frases curtas) que indicam o conteúdo do artigo em Português e em idioma estrangeiro. .Anexos Materiais ilustrativos não elaborados pelo autor do artigo. de acordo com as normas da ABNT.Data do artigo Se o artigo consistir numa comunicação apresentada em algum Simpósio. os objetivos. . a metodologia usada no estudo e que autores. . Congresso ou Encontro. Tendo em vista que o artigo se caracteriza por ser um trabalho cientifico extremamente sucinto. em ordem alfabética. coerência na argumentação. de acordo com a natureza do trabalho elaborado. Na introdução apresenta e delimita o tema ou o problema em estudo. que o autor tenha um elevado conhecimento a respeito do que está escrevendo. . _______________________________________ . _______________________________________ Adaptação feita pela Professora Anna Florência de C.

amostragem. de acordo com as normas ABNT. Conclusão: Decorrência natural da análise e interpretação dos dados. _____________________________________________ . em ordem alfabética. Introdução: Inclui objetivos. obedecendo à ordem das hipóteses com as quais relaciona. Metodologia: Inclui técnicas utilizadas. Anexo: Elementos de outra autoria que servem para esclarecer o relatório.6 Relatório O relatório consiste na apresentação final de estudo. evidencia-se a confirmação ou rejeição das hipóteses. _______________________________ Adaptação feita pela prof " Anna Florência Martins Pinto do texto: "Relatório" de Vicente Keller e Cleverson Bastos. Referências bibliográficas: relação das obras e documentos consultados. Embasamento teórico: Teoria que sustenta o trabalho. Apresentação e análise da dados: Os dados coletados são apresentados. Interpretação: A partir dos dados.45 1. atividade. O relatório é constituído dos seguintes elementos: Apresentação: Capa e folha de rosto. o autor comunica resultados. justificativas e hipóteses trabalhadas. Recomendações e sugestões: Indicações práticas extraídas das conclusões. levantamento de estudos já realizados sobre o assunto e definição de conceitos. universo (população) da pesquisa. Resumo: Ver texto "Artigo cientifico". em que além dos dados coletados. gráficos ilustrativos etc. pesquisa. Apêndice: Tabelas. quadros. conclusões e recomendações a respeito do assunto trabalhado. que não figuram no texto e que foram elaborados pelo próprio autor do relatório.

leva os graduandos a iniciarem estudos em nível de pós-graduaçao. Estes "abordam um único tema. 1998). Monografia caracteriza-se pela abordagem de um único tema (monos = um só e graphein = escrever) resultante de investigação científica com a finalidade de apresentar uma contribuição importante. almanaques). A partir daí. Após tal levantamento deverá obter o material para iniciar a próxima etapa. Portanto. no Brasil. uma questão. que consistirá na leitura analítica dos textos. como a dissertação de mestrado e a tese de doutorado. com o objetivo de aprimorar o conhecimento ou concluir o processo de formação educacional.1 Trabalhos monográficos Os trabalhos monográficos ou monografias resultam de leituras. durante a referida leitura deverá ir anotando as idéias relevantes para o trabalho. a próxima etapa consistirá no levantamento bibliográfico. evitando assim que absorva passivamente os conhecimentos já feitos. todas as fontes disponíveis para poder acessar à informação pretendida.catálogos de bibliotecas. à redação e ao aparato técnico. dicionários. Para elaborar monografia é necessário que já se tenha definido una idéia. observações. elaboração e defesa de dissertação e de teses (MARCANTÔNIO. através da revisão de literatura. onde ele terá conhecimento de outros trabalhos já publicados na área(FRANÇA. 2. a necessidade de prosseguir os estudos além da graduação. Os cursos de pós-graduação sensu stricto realizados com a finalidade de obtenção de titulo de mestrado.46 2 Trabalhos científicos nos cursos de pós-graduação Atualmente. Desta forma os trabalhos científicos realizados nestes cursos caracterizam-se pelo domínio do assunto. quer quanto à elaboração. investigações. redes eletrônicas de comunicação. 1993). base de dados nacionais e internacionais. enfim. com o objetivo de situar o pesquisador em relação ao assunto escolhido. no primeiro nível e depois doutorado. SANTOS e LEHFELD. sobre o qual será direcionada a pesquisa. Esta compreende os cursos de sensu lato e sensu stricto. exigem. O que se tem em vista nestes cursos é o desenvolvimento da capacidade criadora e juízo crítico do aluno. Para fazer o levantamento bibliográfico poderá utilizar as obras de referência (enciclopédias. pela capacidade de sistematização e de pesquisa e pelo poder criador. original e pessoal para a ciência (SALOMON. como também os dados bibliográficos de cada fonte consultada. Os curso de sensu lato por sua vez compreendem os de especialização e aperfeiçoamento e os sensu stricto os de mestrado e doutorado. um problema. levando-o a exercer a atividade de pesquisa científica. reflexões e criticas realizadas nos cursos de graduação e pós-graduação. além de serem mais sofisticados e exigentes. 1973). índices de periódicos. um tema ou assunto. Tais dados serão utilizados tanto para fazer a referência bibliográfica no final do trabalho quanto para fazer as citações textuais e/ou conceptuais dos textos consultados. exigindo investigações próprias à área de especialização e métodos . Dentre os trabalhos monográficos mais usados destacam-se aqueles exigidos para obtenção de graus. atividades de pesquisa. além da freqüência a cursos e da aprovação nas respectivas disciplinas.

Sumário • . Introdução • . 1993). Resultados • . 1982). como iniciação a pesquisa e as cientificas. tese os trabalhos de conclusão de cursos de pós-graduaçâo independente do seu nível (mestrado e doutorado) (FRANÇA.Resumo . SANTOS. com isenção de ânimo. sem tentar convencer. A diferença entre tese e dissertação refere-se ao grau de profundidade e originalidade exigido na tese. Material e métodos • . Epígrafe . As monografias escolares são usadas na graduação. Neste trabalho o autor expressa o que sabe ou acredita saber a respeito de determinado assunto. pela originalidade das conclusões. Discussão dos resultados • . Agradecimentos • .Folha de rosto .Referências bibliográficas . deixando ao leitor total liberdade de formar opinião ou decisão. dando delas uma visão exata e fiel. testemunha incorreta generalização do conceito (MARCANTONIO.Capa . A dissertação resulta de um estudo teórico.Páginas preliminares • . Distinguem-se basicamente pela qualidade da tarefa. pelo nível e profundidade da pesquisa.Texto • . ou idéias que discorda. defendida no término do curso de doutorado. ou mesmo de graduação. expondo idéias que concorda. 1998). de acordo com França (1998) em seu livro "Manual para Normalização de Publicações Técnico-Cientificos": . Apesar de formalmente a dissertação ser exigência de conclusão de curso de mestrado e tese de doutorado. bem como a exigência de defesa pública principalmente no mestrado e doutorado. Assim. seguindo rigorosamente a metodologia própria de cada ciência. de natureza reflexiva. Dedicatória • . LEHFELD. que consiste na ordenação de idéias sobre determinado tema. o uso do termo monografia para designar todo o tipo de trabalho realizado em curso de graduação. Listas . Da tese. A dissertação e a tese podem ser compostas das seguintes partes. sem as combater. é interessante observar que a maioria das universidades brasileiras considera. Para a conclusão de cursos de especialização.47 específicos. em relação à tese. é comum a apresentação de trabalhos acadêmicos chamados simplesmente de monografias. ainda que resultante de investigação cientifica. Conclusão .Folha de aprovação . É conveniente distinguir as monografias escolares das cientificas. Na dissertação não se exige o mesmo nível de originalidade e o mesmo alcance de contribuição ao progresso e desenvolvimento da ciência em questão. usadas na pós-graduação são o resultado do estudo originai e pessoal de um tema especifico. a contribuição que se deseja é uma nova descoberta ou uma nova consideração de um tema velho: uma real contribuição para o progresso da ciência (SALVADOR.

175 -195. Campinas: Papirus. . p. Relatório de pesquisa bibliográfica. KOOCHE. J. 149-151. C. Referências CERVO.Bibliografia . p. In: Manual de normalização de trabalhos técnicos. ed. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil. In: Como fazer monografia. A redação do texto. 1998.C. 25.L. SALOMON. da UFM3. 10. V. ed. 2.L. 4. P.Anexos . 6.S. científicos e culturais. Trabalho cientifico.. p. 2. A. ed. 1994. 3. In: Fundamentos de Metodologia Cientifica. O artigo cientifico. E. 1973. ed. Porto Alegre: Sulina. A. In: Manual para normalização de publicações técnico-cientificos. ed. 1982. teses. trabalhos acadêmicos e memoriais. et al. 1997. ed. 170-172. p. A. Belo Horizonte: Ed. 9-40. In: Redação de textos científicos. MARCANTCNIO. p. p. V. p. Vozes. SANTOS.S. In: Metodologia Cientifica: para uso dos estudantes universitários.D. In: Elaboração e divulgação do trabalho cientifico. SÁ..Apêndices 3. Crítica. e amp.. BERVIAN.39. M. SALVADOR. p. Petrópolis: Vozes. KELLER. amp. In: Métodos e técnicas de pesquisa bibliográfica. 66-80. D.A. 1991. Apresentação de trabalhos científicos. 3.48 .M. 1997.A.V. 1993. Belo Horizonte: Interlivros. In: Aprendendo a aprender: introdução à Metodologia Cientifica. FRANÇA. Tipos de trabalho. estrutura e apresentação. ed. J. FEITOSA. Trabalhos monográficos: dissertações. Petrópolis.T. BASTOS. ed. 14. Petrópolis: Vozes. Introdução. São Paulo: Atlas..C. N. 59-78. 25-53. 62-79. 1983. LEHFELD. p. rev. rev.

cooperativas. Isso com certeza afetará substancialmente toda a estrutura de disseminação de informações existente no mundo. constituirá a principal motivação para utilização da Internet nos próximos anos. Nos meados dos anos 80 a NSF . teve um papel fundamental no desenvolvimento da Internet nos últimos 10 anos por reduzir substancialmente o custo da comunicação de dados para as redes de computadores existentes. sendo passado em sua grande totalidade para o controle privado. e nas próprias residências. Esses projetos visavam o desenvolvimento de uma rede de computadores para comunicação entre os principais centros militares de comando e controle que pudesse sobreviver a um possível ataque nuclear. canais de satélite e diversos outros meios de telecomunicação. por exemplo. 2. gerenciar e distribuir informações em larga escala. a Internet funciona como uma rodovia pela qual a informação contida em textos. algo que somente uma grande organização poderia fazer usando os meios de comunicação convencionais. O controle da "backbone" mantido pela NSF encerrou-se em abril de 1995. Pela primeira vez no mundo um cidadão comum ou uma pequena empresa pode (facilmente e a um custo muito baixo) não só ter acesso a informações localizadas nos mais distantes pontos do globo como também . Os computadores que compõem a Internet podem estar localizados.e é isso que torna a coisa revolucionária . som e imagem pode trafegar em alta velocidade entre qualquer computador conectado a essa rede.49 CAPÍTULO 7 INTERNET COMO INSTRUMENTO DE PESQUISA 1. Importância da internet A Internet é considerada por muitos como um dos mais importantes e revolucionários desenvolvimentos da história da humanidade. Ao longo dos anos 70 e meados dos anos 80 muitas universidades se conectaram a essa rede. prefeituras. linhas de comunicação privadas.criar. o que moveu a motivação militarista do uso da rede para uma motivação mais cultural e acadêmica.1. que inclui desde grandes computadores até micros. Essa rede da NSF. Com a Internet uma pessoa . 1. Esses equipamentos são interligados através de linhas comuns de telefone. no âmbito mundial. Muito possivelmente o interesse comercial. E por essa razão que a Internet é muitas vezes chamada da "super rodovia da informação". em universidades. chamada de "backbone da NSF". Fazendo um paralelo com a estrutura de estradas de rodagem.National Science Foundation dos EUA (algo como o CNPq do Brasil) constitui a uma rede de fibra ótica de alta velocidade conectando centros de supercomputação localizados em pontos chave no EUA. De onde surgiu a internet A tecnologia e conceitos fundamentais utilizados pela Internet surgiram de projetos conduzidos ao longo dos anos 60 pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos. a qual é controlada primariamente por grandes empresas. cabos submarinos. que foram amplamente estimuladas a se conectar ao "backbone" da NSF. empresas. O que é a internet A Internet é uma gigantesca rede mundial de computadores. ao lado do cultural e acadêmica.

50 qualquer (um jornalista, por exemplo) pode, de sua própria casa, oferecer um serviço de informação baseado na Internet, a partir de um microcomputador, sem precisar da estrutura que no passado só uma empresa de grande porte poderia manter. Essa perspectiva abre um enorme mercado para profissionais e empresas interessados em oferecer serviços de informação específicos. 3. O que significa "estar conectado" à internet Estar ligado ou conectado à Internet, usualmente significa ter uma "conta" em um computador "servidor" que esteja conectado à Internet localizado em uma instituição (ou empresa) que seja provedora de serviços de acesso à Internet. Essa "conta" nesse computador ligado à Internet é usualmente acessada de um microcomputador através de um modem e de uma ligação telefônica comum. Ter essa conta implica em se ter um "endereço eletrônico" na Internet, que funciona de forma similar ao endereço postal. A título de exemplo, um possível endereço na Internet poderia ser: lopes@artnet.com.br onde "lopes" representa uma identificação da pessoa no computador em que tem uma conta e "artnet.com.br" o endereço desse computador na Internet. O ".br" no final do endereço indica que o computador é da rede brasileira. 4. Os endereços eletrônicos Nesta seção iremos aprender como são formados os endereços eletrônicos, ou seja, por que existe esse www, .com, .br, .org etc. Veja abaixo. Exemplo.: Protocol Nome da Localidade da

http://www.microsoft.com.br World Wide Comercial

No exemplo acima mostramos um endereço (URL) situado na WWW, com fins comerciais, e localizado no Brasil, cujo o nome da empresa é Microsoft. Simples não? http:// (HyperText Transfer Protocol) Protocolo de transferência de Hipertexto, é o protocolo utilizado para transferencias de páginas Web. www: Significa que esta é uma página Web ou seja, aqui é possível visualizar imagens, textos formatados, ouvir sons, músicas, participar de aplicações desenvolvidas em Java ou outro script. Resumindo é a parte gráfica da Internet

org : Indica que o Website é uma organização. edu: Indica que o Website é uma organização educacional

51 gov: Indica que o Website é uma organização governamental. com: Indica que o Website é uma organização comercial. br: Indica que o Website é uma organização localizada no Brasil, assim como na França é ".fr" e EUA ".us" 5. Os botões de navegação Abaixo as funções de cada botão de seu navegador da Microsoft.

O botão acima possibilita voltar na página em que você acabou de sair ou seja se você estava na página da Microsoft e agora foi para a da Sun Microsystems, este botão lhe possibilita voltar para a da Microsoft sem Ter que digitar o endereço (URL) novamente na barra de endereços. O botão avançar tem a função invertida ao botão voltar citado acima.

O botão parar tem como função obvia parar o download da página em execução, ou seja, se você está baixando uma página que está demorando muito utilize o botão parar para finalizar o download.

O botão atualizar tem como função rebaixar a página em execução, ou seja ver o que há de novo na mesma. Geralmente utilizado para rever a página que não foi completamente baixada, falta figuras ou textos.

O botão página inicial tem como função ir para a página que o seu navegador está configurado para abrir assim que é acionado pelo usuário, geralmente o IE 4 está configurado para ir a sua própria página na Microsoft.

Este botão é mais uma novidade da Microsoft, é altamente útil pois clicando no mesmo o IE 4 irá abrir uma seção ao lado esquerdo do navegador que irá listar os principais, sites de busca na Internet, tal como Cadê, Lycos, Altavista etc. A partir daqui será possível encontrar o que você está procurando, mas veremos isto mais a fundo nas próximas páginas.

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O botão favoritos contem os Websites mais interessantes definidos pelo usuário, porém a Microsoft já utiliza como padrão do IE 4 alguns sites que estão na lista de favoritos. Para você adicionar um site na lista de favoritos basta você clicar com o botão direito em qualquer parte da página de sua escolha e escolher adicionar a favoritos. Geralmente utilizamos este recurso para marcar nossas páginas preferidas, para servir de atalho.

O botão histórico exibe na parte esquerda do navegador quais foram os sites visitados nas últimas 4 semanas, com isso você pode manter um controle dos sites que você passou nas últimas 4 semanas. Bastante útil para usuários esquecidos.

Semelhante ao botão favoritos, o botão de canais tem como função exibir uma série de sites desenvolvidos especialmente para o Explorer, ou seja que tem um maior desempenho caso sejam visualizados através do IE.

Esse sim é um botão com muita utilidade, uma vez que a versão anterior não possuía esse recurso de visualizar a página em execução em tela cheia como o nome já diz, quer dizer, o navegador torna-se mais amplo para se navegar, sem todas as barras do navegador a não ser a barra de navegação em um formato reduzido com as mesmas funções da barra padrão.

O botão de correio tem como função auxiliar no envio e a leitura de mensagens eletrônicas. Ao clicar no mesmo aparecerá um menu com opções para “Ler correio, nova mensagem, enviar link, enviar mensagens.” Como os botões já indicam as funções, não é preciso explicar suas finalidades que são obvias.

não vá clicando no primeiro Link que aparece na tela do navegador. procurar pelos sites de busca propriamente ditos em suas devidas páginas pode ser mais interessante. seja paciente. • Quando iniciar a baixar uma página evite trocar o endereço no mesmo momento para outra página.com. Novas tecnologias estão sendo desenvolvidas para aumentar a velocidade.lycos.surf. mas para isso é bom saber como proceder em suas viagens. isso tornará o download da página mais lento.com. • Evite conectar nos horários de pico. • Quando uma página estiver demorando para ser baixada.com UTH .excite.1 Como pesquisar na internet Está seção é destinada à procura de assuntos na Internet. 6.53 6. pois as linhas estão cheias de pessoas conectadas no momento.com.br/ HTU UTH Lycos http://www. pois isso poderá deixar a conexão mais devagar. pois bem a primeira barreira a ser ultrapassada é a paciência.com HTU UTH Surf http://www.cade. Como você irá notar que geralmente a Internet é um tanto quanto devagar comparada aos serviços telefônicos. Onde procurar? Como já foi dito antes o Explorer possui um recurso muito interessante e útil. para a busca de palavras-chave.radaruol.br/ HTU UTH Yahoo http://www. etc. Bem. A partir de agora vai ser impossível você não encontrar o que você procura na rede.com.altavista. Porém.br/ HTU UTH HTU EXTERIOR Altavista http://www.com UTH Radaruol http://www. uma vez que a busca efetuada a partir do site da Microsoft com o auxilio do botão Pesquisar é menos eficiente que a procura feita através dos respectivos sites de busca.br/ HTU UTH HTU Excite http://www. abaixo estão algumas regras que irão ajudar na hora de navegar. Como navegar pela web Navegar é preciso. isso torna a conexão mais lenta. BRASIL Cadê http://www.ondeir. além de você estar sujeito a perder a conexão.com HTU UTH Onde ir http://www. Alguns sites de pesquisa na Internet. Espere pela mensagem de concluído na barra de status do navegador.yahoo.

utilize palavras que exprimam sentido geral do assunto a ser procurado.br. • Caso você tenha procurado por Pragas Urbanas sem a utilização das “ ”.br e os periódicos da CAPES.embrapa.br.scielo.ufv. dentre outros.com.com. tendo-se a vantagem de poder contar com a idoneidade do material. devido a falta das aspas. Pois dessa forma o search irá procurar pela palavra Pragas Urbanas e não mais que isso.com UTH Zeek http://www. HTU UTH HTU UTH HTU UTH HTU UTH HTU UTH HTU UTH HTU UTH HTU UTH Como procurar Para a procura na Internet. como é o caso do www.bookmark. • Exemplo: “The Beatles”. não há nada mais a fazer além de digitar a palavra e mandar procurar. U U U U Portanto preste atenção quando for efetuar a sua procura. Outros sites de busca podem oferecer material importante para uso na área.com. U U • Caso queira procurar por palavras-chaves compostas a procura se torna diferente pois faz-se necessário o uso de aspas nos extremos da palavra tal como Pragas Urbanas.com UTH Na área da pesquisa científica.com. deve-se atentar para o fato que muitos sites indicados podem conter material de caráter não científico.com HTU UTH Bookmark http://www. geralmente em formato PDF. dentre outras) geralmente contém um rico acervo disponível para pesquisa via internet.br. www.infoseek. Sites de instituições de pesquisa como a EMBRAPA (www. www.webcrawler.br/ HTU UTH HTU Webcrawler http://www. “Guarda-chuva” etc.tay.br.br/ HTU UTH Dejanews http://www.ufla. Entretanto.com. www.br. incluindo a biologia e meio ambiente.br HTU UTH HTU Infoseek http://www. A palavra Pragas urbanas por ser uma palavra-chave composta deverá estar entre “ ”.zeek.dejanews. como o www.google. • Caso queira procurar por uma palavra-chave simples como Zoologia.unb.com. • Para procurar na Internet é preciso saber algumas regras que são básicas para que haja sucesso em suas buscas e que sejam objetivas.54 Aonde http://www.br) e ainda de Fundações e Universidades (www.ufmg.! . existem sites especializados em oferecer trabalhos publicados em revistas (periódicos). o www.br. o search irá procurar por Pragas e urbanas tornando assim uma procura por assuntos diferentes.aonde.

tente procurar por alergia. Download de figuras na Internet. 6. não irá complicar a sua vida pois encontrará bem poucas palavras. ou seja.2 Download de arquivos na Internet Download é nada mais que pegar para você algo que está na Internet. logo em seguida se o resultado não for satisfatório procure por alguma palavra relacionada tal como “John Lennon” ou. Utilize o mesmo método acima. Como é feito? • Clique com o botão direito em cima da figura. procure pelo mais difícil. Caso o resultado da procura não tenha sido satisfatório. • Salvar figura como • • Escolha o nome e a pasta onde o arquivo será baixado. Salvar . pois por ser uma palavra composta será mais difícil de encontrar e caso encontre. Exemplo2: Procura por “The Beatles” Procure por “The Beatles”.55 Exemplo1: Procura por Doenças alérgicas Procure por: Doenças alérgicas. mais uma vez uma palavra composta. “Rock”. desta vez o resultado será maior que o anterior pois é uma palavra simples e que envolve toda a categoria desde doenças a definição do assunto desejado.

2 Download de arquivos na Internet Como é feito? Geralmente os arquivos na Internet são colocados para download. Abrir arquivo ou Salvar arquivo em disco. • Janela de download em execução.0. e o procedimento é parecido com o download de figuras. volume 1. a partir de links. 39p. Apostila People Computação. Fonte: Navegando com o Internet Explorer 4.56 6.. • Escolha a pasta de destino e logo em seguida clique em salvar. . • • • Clique no respectivo link de download Aparecerá uma tela com duas opções. Escolha salvar arquivo em disco.

encaminhar conclusões. . como técnica de ensino. Pode-se dizer que ele é uma ferramenta de aprendizado ativa. percebe-se que o seminário. questionar o conhecimento que está sendo discutido. Características do seminário É uma técnica que oportuniza aos alunos o desenvolvimento da investigação. para expor e criticar o assunto. que significa viveiro de plantas onde se fazem as sementeiras. Através do seminário. Não há aquisição de uma nova atitude em relação ao processo de ensino. nota-se que os alunos não estão percebendo a importância de sua participação como elementos ativos e críticos do processo ensino-aprendizagem. Verificou-se que o emprego da técnica se limita a distribuir um tema para cada grupo. enfim. visto como técnica de ensino é o grupo de estudos em que se discute ou se debate um ou mais temas apresentados por um ou vários alunos. estabelecer relações. Introdução Etimologicamente. Embora seja possível desenvolver toda uma disciplina ou curso. Isso significa que o seminário deva ser a ocasião de semear idéias ou de favorecer sua germinação (Dicionário da Língua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda). a eficiência do ensino escolar. do conhecimento a ser assimilado. avaliando. Local onde se coloca a semente. pode-se medir o grau de aproveitamento dos alunos nas disciplinas do planejamento regular do ensino. participar da discussão. de recursos materiais e de abordagens. reelaborado ou produzido. visto que os alunos não recebem um conhecimento pronto. Compete a eles elaborá-lo para apresentação em formato final. não vem acompanhado de uma mudança por parte do professor. Sementeira indica a idéia de proliferação daquilo que se semeia. provocar o aluno. sob a direção do professor responsável pela disciplina ou curso. ou seja. para despertar o interesse dos alunos. nem uma tomada de consciência das contradições inerentes ao seu trabalho. principalmente no que diz respeito aos vazios ou lacunas existentes na formação profissional de nossos jovens. que devem ter responsabilidades e obrigações no desenvolvimento da técnica. deve-se atender ao princípio de variedade. mediante a técnica de seminário. Isso implica estudar o tema do seminário com profundidade. mas estudado e investigado pelo aluno. Ao professor cabe aprofundar o estudo. conduzir o seminário. de certa forma. que é sujeito predominante de seu processo de aprender.57 CAPÍTULO 8 O SEMINÁRIO COMO TÉCNICA DE APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS 1. na graduação ou no ensino médio. especialmente no caso da pós-graduação. Atualmente. Ao analisar a prática pedagógica de professores com alunos de diferentes cursos. querer conhecer. No sentido restrito. levantar hipóteses. o emprego variado de técnicas de ensino. o nome desta técnica vem da palavra latina “seminariu”. o seminário. da critica e da independência intelectual. Tal conhecimento não é transmitido pelo professor. 2.

exemplificar. experimentações. expor o tema com objetividade. utilizando resultados de pesquisa e estimular conclusões com o fim de consolidá-las.1 Objetivos Os objetivos de um seminário são o de investigar um tema buscando alcançar profundidade de compreensão. Na fase de preparação. com cópia para os participantes. estabelecer relações do conteúdo com outras áreas do conhecimento. É aconselhável que o trabalho escrito ou síntese sejam revistos a partir das discussões desencadeadas ao longo do seminário. idéias. quanto do professor.58 2. Os temas ou assuntos de seminários exigem pesquisa específica em diversas fontes. 2. definir posturas.3 Avaliação Considera-se como terceira etapa a apreciação final do trabalho realizado. . solicitar esclarecimentos para sanar dúvidas. É necessário observar que. propor alternativas para resolução de problemas identificados e ensinar como se trabalhar em grupo. para utilizar-se esse tipo de técnica os alunos devem apresentar interesse e conhecimento nivelados em relação aos temas centrais. Aos alunos compete apresentar o trabalho por escrito (relatório ou síntese). O coordenador é um membro do grupo que tem a função de organizar o trabalho e não resolve sozinho nenhum assunto. 2. formular questões críticas e discuti-las. sintetizar as idéias principais. constituem-se papéis do professor ou do organizador do Seminário tomar explícitos os seus objetivos. Os participantes de seminários procuram a informação por seus próprios meios em um clima de colaboração recíproca. por intermédio de pesquisas. Aos alunos compete obter informações. sugerindo novos estudos a respeito do tema. temas e sub-temas que serão tratados devem ser planejados nas sessões iniciais do grupo de trabalho e os resultados ou conclusões são de responsabilidade de todo o grupo. Um tema ou assunto já publicado não justifica o trabalho ou a realização do seminário. dados. treinando a iniciativa e a criatividade. entrevistas. ler a bibliografia sugerida e estudar previamente o tema escolhido com profundidade. leituras. analisar criticamente fenômenos observados ou idéias do autor(es) estudado(s). apresentando ou assistindo. indicar bibliografia (mínima e complementar) a ser estudada pelos participantes e formular questões para serem analisadas e discutidas. que tece comentários gerais. buscar respostas às questões levantadas. escolher relatores e comentaristas.2 Etapas As etapas de um seminário são cumpridas pelo professor ou organizador do seminário e pelos alunos que dele participam. levando os alunos a refletir de forma aprofundada sobre o assunto que é explorado. levantamentos. sugerir temas apropriados para sua organização. As tarefas. que os capacitem a participar ativamente do seminário. tanto por parte dos responsáveis pelo seminário e demais participantes. estabelecer confrontos e encaminhar conclusões. providenciar materiais e recursos auxiliares de ensino necessários à realização do seminário. Para a fase de apresentação o professor preocupar-se-á em direcionar o processo de forma exigente e não permissiva. argumentar e contra argumentar. quando for o caso.

43p. S. Referências OLIVEIRA. 2002. . demonstra preocupação com a melhoria da qualidade do ensino. Lavras: Editora Ufla. 55p. ora como atividade complementar. exposição oral e utilização de recursos audiovisuais. 2001.59 Diversas escolas.W.W. S. Lavras: Editora Ufla. Monografia: preparo. de nível básico e superior. têm inserido o seminário como atividade obrigatória em seus currículos. ora como disciplina. sem dúvida. 3. Técnicas e recursos didáticos para a sala de aula. o que. OLIVEIRA.

MATERIAIS . A. Bibliografia é a relação dos documentos existentes sobre determinado assunto ou de determinado autor. periódicos e material audiovisual. Apesar de haver uma variedade de estilos para a apresentação das referências bibliográficas.60 CAPÍTULO 9 APRESENTAÇÃO DE REFERÊNCIAS: BIBLIOGRÁFICAS. Título: subtítulo. MARX. ed. Ano de apresentação: Número de folhas ou volumes. ESPECIAIS E DOCUMENTOS ELETRÔNICOS 1. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil. Manuscritos econômico-filosóficos e outros textos escolhidos. 1978. Metodologia científica: para uso dos estudantes universitários. por exemplo). 2. Referências bibliográficas são a relação das fontes utilizadas pelo autor ao fazer um trabalho. dissertações e teses FORMATO: AUTOR. 1. Introdução Referência bibliográfica é o conjunto de elementos que permite a identificação de documentos impressos ou registrados em qualquer suporte físico. (categoria e área de concentração) – Nome da Faculdade.2001. (Nome e número de série). esse trabalho obedece à orientação do Manual para Normalização de Publicações Técnico-científicas da UFMG . Quando se faz uma referência bibliográfica deve-se levar em consideração a ordem convencional dos seus elementos. ed. Local (cidade) de publicação: Editora. BERVIAN. Edição. data. Kart. sistemática (por assunto) ou cronológica. L. com referências numeradas consecutivamente em algarismos arábicos. Monografias. Não se deve confundir referência bibliográfica com bibliografia. A lista bibliográfica apresentada ao final de um trabalho pode ser feita de forma alfabética. A. ano de defesa. 208 p. 6). Número de páginas ou volumes. 2. Título: subtítulo. 1978. 144 p. tais como: livros. São Paulo: Abril Cultural. Nome da Universidade. no todo ou em parte. Todas as obras citadas no trabalho devem obrigatoriamente constar nas referências bibliográficas. (Os Pensadores. cidade. prevista pelos manuais de Normalização (ABNT. Exemplos: CERVO.1 Publicações avulsas consideradas no todo livros e folhetos FORMATO: AUTOR. P.

Resumos. Holger Kirchner and Huub Schellekens. Obs. Local de publicação (cidade). Proceeding: The biology of lhe interferon system 1984. 1990. Dissertação (Mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares) . Normas Técnicas AUTOR. 10. 1983. 24 p. SENNE JÚNIOR. Lisboa: Idéia e matéria: comunicações ao congresso de Hegel.. Número de páginas. subtítulo da publicação.. 96 p. Salvador: FEBAB. 11. Número da edição. Murilo. 1976. Universidade Federal de Minas Gerais.61 Exemplos: VASCONCELOS. Monografia (Especialização em Conservação. 180 p. Rio de Janeiro. 196 f. data de publicação.Faculdade de Direito. Exemplo: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Instrumentação sísmica para centrais nucleares. conferências. Exemplos: CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE BIBLIOTECONOMIA DOCUMENTAÇÃO. Número da Norma. menciona-se apenas os dados do evento. Belo Horizonte. Ed. Lisboa: Livros Horizonte. encontros e outros eventos científicos FORMATO: NOME DO CONGRESSO. Número de páginas ou volumes. 1980. Tese (Doutorado em Direito) . 1975. Se a publicação não incluir um título geral. 1982. adicionando-se em nota especial qualquer explicação que for julgada necessária. 1984. 350 p. Lídia Jane de. 1985. Congressos. Salvador. Universidade Federal de Minas Gerais. Local de publicação (cidade): Editora.. Universidade Federal de Minas Gerais. José 1: recuperação de valores estético/históricos. INO-ISIR MEETING ON THE INTERFERON SYSTEM. Editora. l. E CONGRESSO INTERNACIONAL DE HEGEL. 75 f. 1982.Escola de Engenharia. NBR-6023: informação e documentação: referências: elaboração... 116 f. . Amsterdam: Elsevier Science. Arthur José Almeida. Direito internacional público e o atado moderno. Restauração de Bens Culturais Móveis) . 1976. Belo Horizonte.Escola de Belas Artes. Exemplo: ENCONTRO DE PESQUISA DA ESCOLA DE VETERINÁRIA DA UFMG. ano de realização (cidade). número. Belo Horizonte. Belo Horizonte: Núcleo de Assessoramento à Pesquisa. Anais. data. 2002. 1992. Amsterdam. DINIZ. D. Titulo. Belo Horizonte. Título e subtítulo.

1980. Hamburg: [s. 1983.. In: EUROPEAN POULTRY CONFERENCE.. R. capítulo. 1983. R. cap. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PARASITOLOClA. local de publicação (cidade): Editora.2 Partes de publicações avulsas Capítulos de livro FORMATO: AUTOR DO CAPÍTULO. Exemplos: CANÇADO. subtítulo. p. 1976. p. número. stability and requirement in chikens. Vitamin K as menadione dimethyl pyrimidonal bissulfite. EL BOUSHY. In: ROBERT JR. 29. ano. FREUD. 1958. Sigmund. Porto Alegre: [s. Rio de Janeiro: Imago. Anais. 1983. Anais.]. Social systems. Proccedings.n. Páginas inicial-final do trabalho. 1982. volume. Toxicomanias de substituição. 1980.. Número da edição. Comparative atherosclerosis. data. et al. Glasgow: Blackie. The gross and microscopic occurrence and distribution of spontaneous atherosclerosis in the arteries of swine. 225. L et al. p. A. (Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Estimativas de parâmetros genéticos. M..).. LEDIC. R. Trabalhos apresentados em congresso FORMATO: AUTOR DO TRABALHO. Avian ecology. (Ed. Pelotas: Sociedade Brasileira de Zootecnia. p.Novas conferencias introdutórias sobre psicanálise e outros trabalhos. 1982. 1954. . Pelotas. its metabolism. Local de publicação (cidade): Editora.. Título: subtítulo. 1965. In: _________. Título do capítulo. In: NOME DO CONGRESSO. 20. R. São Paulo.62 1.. Resumos dos trabalhos apresentados. 11-20. 7. 7-32.. PERRINS. Feminilidade. Agenor Lopes. Infecção pelo Plasmodium berhei em camundongos albinos previamente infectados por leishmania. Titulo: subtítulo do livro... In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA. p. 322-339. Exemplo: GETTY. New York: Harper & Row. A. 259-300. 139-l65. páginas inicial-final da parte. In: CONGRESSO FARMACÊUTICO E BIOQUÍMICO PAN-AMERICANO. data.]. p. STRAUSS. C...n.. local de realização.. Hamburg. 22). p. Título da publicação. 2. I. Porto Alegre. In: __________ . SILVA. São Paulo: Federação das Associações de Farmacêuticos do Brasil. A. In: AUTOR DO LIVRO.

p. Maria das Graças. páginas inicial-final. 20 ago. (Blackhawh Films Collection). . Exemplo: ELIAS.. PU UP Exemplos: AZEVEDO. 1980. videodisco e videodisco digital . Suplemento agrícola. p. Belo Horizonte.). E.. 1. seção ou suplemento. l7 set. fascículo. p. Dermi. Sarney convida igrejas cristãs para diálogo sobre o pacto. São Paulo: Look Filmes. Estado de Minas. Local de publicação (cidade). jan..63 CASTRO. 22 out. In: ENCONTRO NACIONAL DE LINGUÍSTICA. p&b. NUNES. 1971. 1986. páginas inicial-final. 158-200. Local.Paulo. ano. Yeda P. dia. THE BLUE angel. legendado. Um monumento brasileiro na paisagem histórica de Roma. caderno ou parte. 1930. Título do jornal. l fita de vídeo (97 min. Pbysiol. 56-61. Sterology: applications to biomedical research. p. 1978. SCHWARTZ... Artigos de publicações periódicas FORMATO: AUTOR. D. 11 mar. Rio de Janeiro: PUC/RJ. Raul. Tradução de: Bleu. 1978. Conferências. son. mês. MASCARENHAS. 14-16. Sua safra. mês e ano. seu dinheiro. Bethesda. São Paulo. São Paulo. v. Estado de Minas. Retrato do nordeste: ou observações de uma estagiária do jornalismo. son. 8. VHS. Caderno 2. Direção: Kraysztof Kieslowski. H.. Artigo de jornal FORMATO: AUTOR. Folha de São Paulo. 14.DVD) Exemplos: A LIBERDADE é azul.. Título do artigo. E. 3. 51. l. número volume. Rio de Janeiro.3 Materiais especiais Filmes (fitas de vídeo. n. de. Título do artigo. 2 videodiscos (94 min.. Tradução de: Der blaue Engel. Título do periódico. 13. color. 1994. Níveis sociolingüísticos da interação de influências africanas no português. No ou título do caderno. p. O Estado de S. Belo Horizonte.). p. 2001. MOREIRA. a paginação do artigo precede a data. Chatsworth: Film Preservation.. Rev. Quando não houver seção. Caderno economia. Direção: Josef von Sternberg. 1985. A. HENNING. na terra que o presidente não viu.

IGA (Belo Horizonte. disquetes e fitas magnéticas. Jeffrey Jones.l]: Warner Home Video .4 Documentos eletrônicos A referenciação do documento eletrônico deve incluir os dados comumente usados para os documentos convencionais. Direção: Milos Forman. Local: Editora. Christine Ebersole. considerados no todo FORMATO: AUTOR. Belo Horizonte. Neste trabalho serão incluídos apenas os elementos considerados essenciais para apresentação das referências de documentos eletrônicos.000. Material cartográfico (Atlas e mapas) Exemplos: . [S.Acesso em: . Jacutinga MG. Produtores executivos: Michael Hausman e Bertil Ohlsson. color.Brasil l998.RJ). bases de dados. Disponibilidade e acesso: Endereço eletrônico entre “brackets” < >. como. Charles Kay. . Rio de Janeiro. widescreen. Atlas do Brasil.. . Elizaberthe Berridge.. Intérpretes: F.: Para indicar a disponibilidade e acesso. usar as expressões abaixo. 1959. l DVD (160 min.Disponível em: . Mapa físico. resultados de pesquisas. Estes documentos podem ser apresentados on-line ou em diversos suportes como: CDROM. 705 p. Murray Abraham. ISBN Obs. Roteiro: Peter Shaffer. bases de dados e softwares. Os documentos eletrônicos mais comuns são: monografias. Data de acesso. por exemplo. Direção de fotografia: Miroslvav Ondricek.Mapas INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS APLICADAS . softwares (programas de computador). publicações periódicas. legendado. Música: Neville Marriner.Atlas INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (Rio de Janeiro . Título. mensagens pessoais. arquivos variados etc. o endereço eletrônico. Monografias. Simon Callow.Available from www . documentos da www. Tom Hulce. 1981. geral e regional.64 AMADEUS.. Produção: Saul Zaentz. Roy Dotrice. Escala l: 50. MG). 1. acrescentando-se os específicos que possibilitem sua localização e recuperação.). Edição. de acordo com a língua em que se apresenta a referência. data de publicação.

1995. Local: Editora. n. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. 5-21. 1995. c) publicações periódicas consideradas em parte (artigo) FORMATO: AUTOR DO ARTIGO. Available from Internet: <gopher://info. Nov. 5. 230p. Available from Internet <gopher://borg. Exemplo: JOURNAL OF TECHNOLOGY EDUCATION. Alice's Adventures in Wonderland. Using the World Wide Web to Deliver Complex Eletronic Documents: Implications for Libraries. Fonte: FRANÇA. Título do artigo – Título do periódico. ISSN 1045-1064. páginas.eu.lib. volume. Dortmund.vt. J.lib.L. . Belo Horizonte: ed. Disponibilidade e acesso: <Endereço eletrônico> Data de acesso.edu:70/1/jte>. Germany: WindSpiel.edu:70/00/articlesejounals/uhlibrary/pacsreview/v5/n3/pricewil. 2003. fascículo. Disponibilidade e acesso: <Endereço eletrônico> Data de acesso. v. data. l989. Local. p. Cited: 28 jul. Publicações periódicas consideradas no todo (fascículo) FORMATO: Título do periódico. Cited: 10 Feb. Cited: 15 Mar. 2. Available from <http://www. 3.net/books/carroll/alice. Lewis.uh. UFMG. Blacksburg: Virginia Polytechnic Institute and State University. John. ISSN.germany. data de publicação [data de citação]. 1994.5n3>.65 Exemplo: CARROLL.1. The Public – Acess Computer Systems Review. Texinfo ed.html>. Exemplos: PRICE-WILKION. ISBN 0681006447. 1994. 1994.

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