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imunidade tributária com relação ao patrimônio, renda e serviços ligados às finalidades essenciais das pessoas jurídicas de caráter religioso

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PROCESSUS FACULDADE DE DIREITO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PÚBLICO

LAEL FERREIRA NETO

IMUNIDADE TRIBUTÁRIA AMPLA ÀS PESSOAS JURÍDICAS DE CARÁTER RELIGIOSO: Imunidade sobre patrimônio, renda e serviços ligados às finalidades essenciais previstas em seus atos constitutivos

BRASÍLIA 2009

Sob a Orientação do Professor SEVERINO OLIVEIRA “CAJAZEIRAS” Departamento de DIREITO TRIBUTÁRIO BRASÍLIA 2009 . renda e serviços ligados às finalidades essenciais previstas em seus atos constitutivos Artigo científico de revisão bibliográfica apresentado em cumprimento às exigências para obtenção do título de Especialista em Direito Público.PROCESSUS FACULDADE DE DIREITO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO PÚBLICO LAEL FERREIRA NETO IMUNIDADE TRIBUTÁRIA AMPLA ÀS PESSOAS JURÍDICAS DE CARÁTER RELIGIOSO: Imunidade sobre patrimônio.

AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente à Deus. agradeço à minha amantíssima esposa Tatiana. um agradecimento especial pelo suporte e incentivos constantes. À minha mãe. te amo muito. companheira incessante de todas as horas e de todos os momentos. minha herança no Senhor e herdeiros de minhas tradições. Samuel e o herdeiro que está chegando. aos meus amados filhos Natália. o autor e consumador da vida e dos tempos. Amo todos vocês. .

bem como da não intervenção do Estado na realização do mister da instituição religiosa. são detentoras das mesmas imunidades garantidas ao templo. previstas nos atos constitutivos da Igreja. Instituições Congêneres. mantidas pela mesma mantenedora do templo. a questão das imunidades ainda é um tanto obscuro e demanda um maior esforço jurisprudencial e doutrinário para sua melhor adequação à realidade fática que o legislador buscava proteger.RESUMO Em matéria de Direito Tributário. tudo no espeque de garantia da liberdade de culto. Aplicabilidade. Imunidade. da livre manifestação do pensamento e idéias. vinculadas às funções essenciais. Palavras-chave: Tributário. . acreditamos não haver óbices à que as instituições congêneres. Atos Constitutivos. No sentido que está se insurgindo a jurisprudência da Corte Constitucional brasileira. Finalidades Essenciais. Templos.

.................................................ÍNDICE ANALÍTICO AGRADECIMENTOS..8 II...............................2 – À Guisa de Conclusão: O Posicionamento do Supremo Tribunal Federal..........................10 BIBLIOGRAFIA....1 – Conceito e Natureza Jurídica de Imunidade Tributária..............................................................3 I......................................................2 – A Imunidade Tributária concedida sobre o Patrimônio.............................. a Renda e os Serviços relativos aos Templos de qualquer culto...................................12 .............................5 II – A IMUNIDADE COM RELAÇÃO AOS IMPOSTOS INCIDENTES SOBRE AS FINALIDADES ESSENCIAIS DAS INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS.........1 – As Finalidades Essenciais das Instituições Religiosas: A necessidade de previsão nos atos constitutivos da instituição religiosa...........................................8 II........................................................................................1 I – IMUNIDADE TRIBUTÁRIA OU COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA NEGATIVA...................................iii INTRODUÇÃO.....................................................3 I.......................................................................................................ii ÍNDICE ANALÍTICO.....i RESUMO........................................................................

Acreditamos que a questão não é tão simples e que as normas de inintributabilidade previstas na Constituição Federal hão de ser interpretadas conforme a constituição. o STF tem interpretado as normas de inintributabilidade conforme a constituição. sufragado pelo excelso Supremo Tribunal Federal. a citar quais seriam as imunidades previstas no ordenamento jurídico-tributário brasileiro. esse. unicamente. limitando-se. Podemos dizer que a matéria relativa às imunidades tributárias seria um limbo no universo jurídico brasileiro.INTRODUÇÃO Em matéria de Direito Tributário. haja vista a sua obrigatoriedade de previsão constitucional. seja restringindo os efeitos da norma constitucional. segundo uma hermenêutica constitucional que preza pela essência do dispositivo e do instituto ou princípio que a norma constitucional visa proteger. algo etéreo e ainda não definitivamente firmado na cultura jurídica. . a questão das imunidades ainda é um tanto obscuro e demanda um maior esforço jurisprudencial e doutrinário para sua melhor adequação à realidade fática que o legislador buscava proteger. Não apenas em jurisprudência isolada das turmas. seja ampliando. talvez porque a maioria dos autores não considere as imunidades como algo controverso. entendimento. não despendendo mais do que poucas linhas na sua discriminação. mas em recorrente entendimento plenário.

da livre manifestação do pensamento e idéias. No sentido que está se insurgindo a jurisprudência da Corte Constitucional brasileira. acreditamos não haver óbices à que as instituições congêneres. publicação oficial. material instrucional. e a imunidade tributária garante que esse objetivo seja atingido sem a intervenção do Estado e sem a concorrência de outras denominações religiosas mais abastadas. vinculados às funções essenciais das instituições religiosas. inclusive. iremos nos ater a questão da imunidade tributária sobre patrimônio. que nitidamente poderiam arcar com os ônus tributários sem prejuízo das obras necessárias à realização do mister religioso. previstas em seus atos constitutivos.A Suprema Corte está direcionando seus entendimentos no sentido de preservar a função e os objetivos sociais à que a norma constitucional se direcionou quando da sua edição. direta ou indiretamente ligadas à função principal de culto. A previsão das finalidades essenciais da Igreja. e disseminação espírito-cultural. tudo no espeque de garantia da liberdade de culto. são detentoras das mesmas imunidades garantidas ao templo. abrangendo. que a imunidade garantida às funções essenciais previstas nos atos constitutivos da Igreja visa garantir a paridade entre as manifestações religiosas na consecução de seus objetivos. vinculadas às funções essenciais. previstas nos atos constitutivos da Igreja. inclusive. aí. 2 . renda e serviços. Nesse trabalho. delimita o alcance que a profissão de fé propalada busca atingir. mantidas pela mesma mantenedora do templo. não só os templos. bem como da não intervenção do Estado na realização do mister da instituição religiosa. Podemos dizer. mas as instituições criadas com base nas disposições estatutárias da pessoa jurídica. que vise assistência social. em seus atos constitutivos.

Enquanto na isenção ocorre a hipótese de incidência.artigonal. No cotejo entre imunidade e isenção. as pessoas elencadas pela Constituição Federal como imunes. ou seja. definir imunidade como a característica conferida pelo legislador constituinte. Assim. Tributação Sobre Templos De Qualquer Culto – Imunidades Conferidas Pela Constituição Federal De 1988.I – IMUNIDADE TRIBUTÁRIA OU COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA NEGATIVA I.com/authors_98302. “Podemos assim. com relação ao conceito e à amplitude da imunidade tributária: 1 Franceschini Leite. acesso em 15 de março de 2009.1 – CONCEITO E NATUREZA JURÍDICA DE IMUNIDADE TRIBUTÁRIA A imunidade tributária é instituto jurídico de cunho social. 3 . não podendo. por força de disposição constitucional. por determinação constitucional. no qual impede. Rafael. http://www. limita a própria competência tributária. segundo alguns autores. É instituto jurídico de natureza constitucional que. em seu Curso de Direito Tributário. a formação da obrigação tributária. dizemos que os referidos institutos encontram-se em planos jurídicos distintos. consagrado constitucionalmente. serem sujeito passivo de obrigação tributária. e cinge-se numa limitação ao poder de tributar. mas o ente tributante opta por conceder o benefício e não gerar lançamento. a imunidade está fora do campo da hipótese de incidência ou da imposição tributária. portanto. a realização do fato gerador.html.”1 Boa é a lição ensinada por Hugo de Brito Machado. haja vista que a imunidade tributária não é alcançada por qualquer hipótese de incidência. estão desobrigadas ao pagamento de impostos.

É limitação da competência tributária. relativamente ao desenho constitucional do âmbito do tributo. bens ou situações. ampla. vale dizer. c) com efeito de confisco. 2002. quer pelo tipo de atividade que desempenham. aplicável às normas constitucionais que. resulta evidente que a imunidade é uma limitação dessa competência. e) fazendo tábua rasa do princípio da não-discriminação tributária em razão da origem ou do destino dos bens. b) sem a observância dos princípios constitucionais tributários. 20ª edição revista atualizada e ampliada de acordo com as EC 32 e 33/2001. Uma. d) de modo a estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens (salvo a hipótese do pedágio). Há quem afirme. A imunidade impede que a lei defina como hipótese de incidência tributária aquilo que é imune. restrita. de modo expresso declararam ser vedado às pessoas políticas tributárias determinadas pessoas. que a imunidade não é uma limitação da competência tributária porque não é posterior à outorga desta. O Importante é notar que a regra da imunidade estabelece exceção.24l-242) Não outro é o ensinamento de Roque Antônio Carrazza: “A expressão imunidade tributária tem duas acepções. Malheiros Editores. que formam o chamado estatuto do contribuinte. p. Hugo de Brito.“Imunidade é o obstáculo decorrente da regra da Constituição à incidência de regra jurídica de tributação. outra. Opera a regra imunizante. 4 . Se toda atribuição de competência importa uma limitação e se a regra que imuniza participa da demarcação da competência tributária. quer.” (MACHADO. da mesma forma que opera a regra de isenção relativamente à definição da hipótese de incidência tributária. E. finalmente porque coligadas a determinados fatos. o campo dentro do qual pode o legislador definir a hipótese de incidência da regra de tributação. e) afrontando o princípio da uniformidade geográfica. A Constituição define o âmbito do tributo. que pela natureza jurídica que possuem. que torna imune. é certo. Curso de Direito Tributário. A regra de imunidade retira desse âmbito uma parcela. O que é imune não pode ser tributado. dignificando a incompetência da pessoa política para tributar: a) pessoas que realizam fatos que estão fora das fronteiras do seu campo tributário.

vedando à União. no sentido de que o poder público está obrigado. apenas os impostos. serviços ou renda uns dos outros. 2001. 11 ed.. renda ou serviços. Curso de Direito Constitucional Tributário. Malheiros Editores.. 2 BALEEIRO. proveniente da Constituição"2. I. aos Estados.) como uma exclusão da competência de tributar. uma competência tributária negativa. a não tributar os entes que a Constituição Federal menciona. 16ª edição revista. Roque Antônio. constitucionalmente. estando assim redigido as disposições constitucionais que nos interessam: “ART. Atualizada por Mizael Abreu Machado Derzi. é vedado à União. ampliada e atualizada até a EC nº 31/2000. Direito Tributário Brasileiro.instituir impostos sobre: a) patrimônio. além de uma limitação ao poder de tributar. 150 Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. 2001 5 . p. inciso VI da Constituição Federal. Baleeiro "(. Em sua acepção restrita. Assim. ao Distrito Federal e aos Municípios: (…) VI .Em sua acepção ampla. 600-601). Na melhor definição do que seja imunidade tributária temos a visão do precursor do Direito Tributário no Brasil. podemos afirmar que a imunidade é. A RENDA E OS SERVIÇOS RELATIVOS AOS TEMPLOS DE QUALQUER CULTO As imunidades tributárias estão expressas no artigo 150. Estados.” (CARRAZZA. taxas e contribuição de melhoria. Distrito Federal e Municípios instituírem impostos sobre diversas entidades. Aliomar. uns dos outros.2 – A IMUNIDADE TRIBUTÁRIA CONCEDIDA SOBRE O PATRIMÔNIO. a expressão 'imunidade tributária' alcança quaisquer tributos: impostos. Rio: Forense.

182. das entidades sindicais dos trabalhadores. RJ. Aliomar. jornais. não se devem considerar templo “apenas a igreja. sem fins lucrativos. alíneas "b" e "c". Não é fato econômico”. a renda e os serviços. periódicos e o papel destinado a sua impressão. consagrada no artigo 5 o. Forense. p. sejam instalações e pertences. Para ele. sinagoga ou edifício principal.” O clássico Aliomar Baleeiro escreveu que a produção dos efeitos da imunidade dos “templos de qualquer culto” depende de “interpretação sem distinções sutis nem restrições mesquinhas”. atendidos os requisitos da lei. da Constituição Federal. inclusive suas fundações. mas também a dependência acaso contígua. inclusive a casa ou residência do pároco ou pastor. Baleeiro enfatiza que “o templo se integra de tudo o que é necessário. onde se celebra a cerimônia pública. compreendem somente o patrimônio. compatível ou comp1ementar. “Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar”. d) livros. RJ. renda ou serviços dos partidos políticos. sejam outros edifícios anexos. os anexos por força de compreensão. (…) § 4 . 6 . 176).As vedações expressas no inciso VI. A imunidade tributária foi a forma que o Estado encontrou de garantir o direito à livre manifestação de culto. p. o convento. Em obra anterior. Assim. para esse fim”. desde que não empregados em fins econômicos”. 1959. relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas. o “culto não tem capacidade econômica. c) patrimônio. (BALEEIRO. inciso VI. das instituições de educação e de assistência social. “O Direito Tributário da Constituição Financeira”. 1977.b) templos de qualquer culto.

não atingindo as Taxas e as Contribuições. concedendo isenção tributária somente com relação aos Impostos. e também porquanto a incidência de taxas e contribuições não afeta diretamente à capacidade de prestar os serviços a que se destina a instituição religiosa. ante o texto constitucional. o Estado estaria interferindo na liberdade religiosa. À despeito de posicionamento isolado de Hugo de Brito Machado. haja vista que os templos ou a capacidade contributiva das instituições religiosas é diretamente proporcional ao número de membros efetivos congregantes. verifica-se que a imunidade atinge apenas a espécie tributária do Imposto. porquanto o texto constitucional é claro quanto à limitação com relação aos impostos.De alguma forma. Visivelmente. que são tributos de espécie e natureza jurídica distinta dos Impostos. Esse também é nosso posicionamento. ou de valorização patrimonial em virtude de obras públicas. na medida em que poderia estar limitando a manifestação de fé de comunidades religiosas menos abastadas. mas também as iniciantes e as de pequeno grupo de fiéis. porquanto refletem apenas em fatos esporádicos. que preleciona que a imunidade tributária atingiria toda espécie de tributo incidente sobre patrimônio renda e serviços ligados às finalidades essenciais dos templos de qualquer culto. 7 . E não só as comunidades menos abastadas. não constantes como os impostos. ainda mais quando as manifestações religiosas nitidamente não possuem fins lucrativos. que não poderiam arcar com a pesada carga tributária que recai sobre patrimônio renda e serviços. o posicionamento do Supremo Tribunal Federal é congruente com a maioria da doutrina. tributando patrimônio renda ou serviços.

encontram-se desamparadas das garantias constitucionais. sendo que tal analogia é perfeita para o caso em questão com relação às igrejas. inclusive da imunidade tributária. a sociedade empresária despersonalizada não possui os mesmos direitos e garantias das sociedades personificadas.II – A IMUNIDADE COM RELAÇÃO AOS IMPOSTOS INCIDENTES SOBRE AS FINALIDADES ESSENCIAIS DAS INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS II. para que ela “nasça” no ordenamento jurídico e seja titular de direitos e deveres.1 – AS FINALIDADES ESSENCIAIS DAS INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS: A NECESSIDADE DE PREVISÃO NOS ATOS CONSTITUTIVOS DA INSTITUIÇÃO RELIGIOSA Como qualquer pessoa jurídica. Obviamente. onde a pessoa jurídica de direito público assume as obrigações do ente administrativo. ou em sede de direito empresarial. A existência de entes despersonalizados acontece apenas em sede de administração pública. posto que estar-se-ia perpetuando uma ilegalidade de existência de uma entidade sem personalidade jurídica. Outro não poderia ser o posicionamento do ordenamento jurídicoconstitucional. onde se reconhece a possibilidade de sociedade empresária sem personalidade jurídica. 8 . As instituições religiosas que não estejam formalmente constituídas. a finalidade à que se destina a instituição religiosa há de estar expressa nos seus atos constitutivos. uma vez que qualquer negócio jurídico celebrado à de ser de maneira personalíssima com a pessoa do ministro que preside os cultos ou na pessoa de algum dos fiéis que se predisponha a emprestar sua pessoa para celebrar negócios em prol da igreja. não possuam atos constitutivos registrados.

Saliente-se bem. Portanto. filme. Editoras. ou edifícios anexos por acepção teleológica. como funções essenciais. agremiações religiosas. que irão nortear as atividades da instituição e a doutrinação de fé dos seguidores. elevadas à categoria de essenciais pelos seus fundadores. com seus atos constitutivos devidamente registrados. seja com relação ao produto da atividade. Comércios de material exclusivamente religioso. não obstante estarem as mesmas amparadas por qualquer outro tipo de imunidade ou isenção. tudo aquilo que for previsto nos atos constitutivos da instituição religiosa. bem como toda a renda auferida à de ser revertida para o desenvolvimento da atividade fim à que a instituição religiosa se destina. as finalidades essenciais são aquelas devidamente expressas em seus atos constitutivos. relativamente aos impostos sobre patrimônio. mídias. imunizam o patrimônio. nas dependências do Templo.Portanto. a renda e os serviços relativamente a esses estabelecimentos. as finalidades essenciais de uma igreja despersonalizada seriam aquelas que o senso comum reconhece como finalidade de uma igreja. são alcançadas pelos benefícios e garantias da imunidade tributária. renda ou serviços. 9 . maquinários e peças de reposição). Nitidamente a previsão estatutária de criação de Produtoras. que todo o tipo de atividade produtiva aqui mencionada à de ser voltada exclusivamente para material de cunho religioso. Nas instituições religiosas personificadas. Gráficas. a mera profissão de fé e celebração de cultos. seja com relação aos insumos (papel. posto que vinculados às finalidades essenciais da instituição religiosa. não podendo ocorrer concorrência desleal com a atividade econômica laica. ou seja.

renda ou serviços” já existente na letra “c” e o fez justamente para abarcar a letra “b”. CF. que foi assim ementado: No julgamento em questão a Suprema corte assentou entendimento de que “a imunidade prevista no art. o patrimônio. renda ou serviço ligado às finalidades essenciais da instituição religiosa.II. a renda e os serviços “relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas”. deve abranger não somente os prédios destinados ao culto.2 – À GUISA DE CONCLUSÃO: O POSICIONAMENTO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL O Supremo Tribunal Federal entendeu. O precedente com relação ao presente assunto abriu-se no julgamento do Recurso Extraordinário no 325. 150. em que não se falava em patrimônio. VI. proveniente de São Paulo. “b”.822-2. também. 10 . que a imunidade tributária afeta todo e qualquer patrimônio. acertadamente.” Nos debates. renda ou serviço. o então Ministro Moreira Alves sustentou que o § 4o do artigo 150 da Constituição Federal quis fazer uma equiparação entre as letras “b” e “c” porque não precisaria repetir “patrimônio. mas.

não há como ser afastada a imunidade. a destinação.” E conclui afirmando que havendo o elo. ao vedar à União. e. Portanto. no tocante à imunidade. um aporte uma vantagem que seja outorgada. muito claramente assim se manifestou: “Os bens. doutrinas e filosofias eclesiásticas. plenamente vinculada à atividade espiritual ou de disseminação de idéias. na espécie. independentes da atividade a ser explorada. são destinados à finalidade do próprio templo. o patrimônio. entendidas aquelas presentes nos atos constitutivos da pessoa jurídica. dos bens para com a finalidade essencial do templo. não há esse aporte. 11 . e desde que dissociada da atividade laica. Não vejo. uma pertinência maior. a renda e os serviços ligados à finalidade essencial da instituição religiosa. são imunes à tributação de impostos. nos estritos termos da decisão recorrente da Suprema Corte. no caso. pressupõe um ato positivo. aos Estados. ao Distrito Federal e aos Municípios subvencionar cultos. considerada a necessidade de distinguirem-se institutos. Ministro Marco Aurélio. porque esse artigo.O então presidente da Corte. do disposto no artigo 19 da Constituição Federal.

Atualizada por Mizael Abreu Machado Derzi. 2001. Rafael. 12 .artigonal. 1977. 2002. Malheiros Editores. ampliada e atualizada até a EC nº 31/2000. Roque Antônio.BIBLIOGRAFIA BALEEIRO. Limitações Constitucionais ao Poder de Tributar. 16ª edição revista. Curso de Direito Tributário. RJ. Curso de Direito Constitucional Tributário.com/authors_98302. http://www. Malheiros Editores. Tributação Sobre Templos De Qualquer Culto – Imunidades Conferidas Pela Constituição Federal De 1988. acesso em 15 de março de 2009.html. 20ª edição revista atualizada e ampliada de acordo com as EC 32 e 33/2001. Aliomar. Hugo de Brito. Aliomar. 11 ed. MACHADO. 2001 BALEEIRO. CARRAZZA. Forense. Rio: Forense. FRANCESCHINI LEITE. Direito Tributário Brasileiro.

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