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A IMOBILIDADE NO IDOSO O envelhecimento da população é um fenômeno de amplitude mundial, a OMS (Organização Mundial de Saúde) prevê que, em 2025, existirão 1,2 bilhões de pessoas com mais de 60 anos, sendo que os muitos idosos (com 80 ou mais anos) constituem o grupo etário de maior crescimento. No Brasil, estima-se que haverá cerca de 34 milhões de idosos em 2025, o que levará o Brasil à 6ª posição entre os países mais envelhecidos do mundo. O termo imobilidade é definido como ³qualidade ou estado do que não se move, inércia´, segundo dicionário da língua portuguesa. A imobilidade seria a complicação da perda de capacidade funcional, geralmente decorrente de doença crônico-degenerativa, de doença aguda incapacitante ou de inatividade por si só. As conseqüências , físicas e psíquicas, da imobilidade geram perda de independência e autonomia, reduzindo bem estar e qualidade de vida. Capacidade funcional pode ser definida como a capacidade que um indivíduo tem para desempenhar suas atividades do dia a dia, através da sua avaliação pode ser medido o grau de dependência deste indivíduo. Define-se pela habilidade (facilidade, dificuldade ou incapacidade) apresentada em tarefas que fazem parte do cotidiano, em funções que vão desde os cuidados pessoais como ir ao banheiro, banhar-se, transferir-se de um local ao outro, alimentar-se, até tarefas mais complexas como fazer compras, cozinhar, cuidar da casa, usar o telefone e outras. Diversas são as patologias que levam os idosos à imobilidade, podendo evoluir para a Síndrome da Imobilização; o resultado de todos esses problemas seria em ultima instância um equilíbrio precário, quedas, limitação da marcha, perda da marcha, perda da independência, imobilidade no leito e finalmente suas complicações, que seriam a Síndrome da Imobilidade.

atelectasias). Desnutrição. infecções cut neas. alterações proprioceptivas. impactação fecal e fecaloma. .Perda de massa óssea (desminerali ação óssea). isolamento social). de coordenação. incontinência fecal). tromboembolismo). ansiedade. pneumonias. Alterações neurológicas (neuropatias compressivas. pressão arterial. Alterações respiratórias (acúmulo de secreção pulmonar. Redução da massa muscular e perda da força.osteoporose. Alterações gastrintestinais (obstipação. equilíbrio. sobrecarga cardíaca. hipotensão ortost tica. Alterações cardiovasculares (freqüência cardíaca.4 C QUÊ C DA IM BILIDADE Redução da mobilidade arti ular e desenvolvimento de contraturas. Alterações metabólicas. cognição). dermatites. Conseqüências psíquicas (depressão. Desenvolvimento de ulceras de pressão. alterações comportamentais e perceptivas.

Tratamentos de todas as causas e conseqüências associadas. O comprometimento da mobilidade implica limitações importantes de função e perda de independência. nutricionistas etc. e nas diferentes condições clinicas de cada um. psicólogos. A imobilidade afeta o total funcionamento da pessoa em todos os seus aspectos. Varias medidas podem ser tomadas tanto para evitar situações de perda de movimentos nos idosos como para impedir que indivíduos que já apresentem comprometimento de mobilidade tenham piora dessa condição. dignidade e suporte de vida. seja em instituição de longa permanência. é essencial a realização de uma avaliação funcional completa. seja ambulatorial. dignidade de vida e de morte. terapeutas ocupacionais. hospitalar. uando não for possível a reabilitação: conforto. fisioterapeutas. O aparecimento de consequências da imobilidade depende de: duração da mesma e do seu . Em todos os níveis de atendimento ao idoso. até incapacidade grave. Suporte familiar e participação da família. A abordagem da imobilidade e a prevenção da síndrome da imobilização têm caráter multidisciplinar. Reabilitação com abordagem multidisciplinar.5 PREVENÇÃO A enfermagem tem como meta a manutenção e restauração da capacidade funcional do individuo idoso. envolvendo profissionais médicos. enfermeiros. abordando desde problemas que potencialmente podem causar danos á imobilidade. Conforto. domiciliar.

ou outras (ex. dor. efeitos secundários de fármacos e depressão). inadequação arquitectónica) . cardiopatia isquémica grave. . associada a uma diminuição da densidade óssea e alterações da mobilidade das articulações por imobilização no leito. . Parkinson. doenças sistémicas graves. demências.: insuficiência cardíaca congestiva severa. fracturas do colo do fémur. neurológicas e cardiovasculares são as que mais provocam uma diminuição da capacidade física.: AVC.músculo-esquelético (ex. redução essa que muitas vezes é estimulada pelos próprios familiares/elementos cuidadores. as principais causas da imobilidade podem ser classificadas segundo vários níveis: .: malnutrição. . nos mais idosos. por exemplo. são consequências que conduzem ao aparecimento de uma das complicações mais frequentes da imobilidade.cardiovasculares (ex. As patologias músculoesqueléticas. osteoporose.neurológico (ex. volume e força do músculo. polimialgia reumática).respiratório (ex. São muitas e diversas as causas que podem levar a uma imobilidade parcial ou mesmo total nas pessoas. Assim. . O medo das quedas (devido ao enfraquecimento ósseo inerente à idade avançada ou a problemas relacionados com osteoporose e perca de acuidade visual). .: osteoartroses e poliartrites.: alterações da visão).sensorial (ex.ambiental (ex. as alterações cutâneas (úlceras de pressão). idade e estado de saúde anterior à imobilidade. que por sua vez deriva do processo patológico.6 grau. com especial incidência nos mais idosos. .: doença pulmonar obstrutiva crónica. neuropatias). vai levar a uma redução voluntária da atividade física. infecções respiratórias graves). A perda de massa muscular.: Imobilidade forçada. insuficiência vascular periférica).

estase e acumulação de secreções que propiciam o aparecimento de infecções respiratórias frequentes. o enfermeiro deve fazer ensino para uma respiração profunda.) são decorrentes da formação de trombos/coágulos promovidos pela imobilidade. flebotromboses. realização e ensino de mobilizações activas/passivas com mudança frequente de posição. monitorizando o adequado cumprimento do plano terapêutico no que toca ao uso de antiagregantes ou anticoagulantes é fundamental. Assim. prevenindo alterações da eliminação (ex: obstipação). O mesmo passa pela promoção de um bom nível de cuidados de higiene. na elaboração de um plano de cuidados personalizado e negociado com utente/família. quer no domicílio. etc. Nenhuma pessoa deve ser deixada imóvel mais tempo do que o absolutamente necessário. orientar para a mobilização dos recursos da comunidade. que permita a prevenção de lesões e a recuperação da pessoa. por movimentos respiratórios menos amplos. Os Cuidados de Enfermagem deverão. A avaliação do estado nutricional e a orientação para a importância do aporte hídrico e nutricional adequados. também. insistir na participação da pessoa/família. proceder à aspiração de secreções se necessário e cinesioterapia respiratória. Perante alterações do padrão respiratório. nos seus próprios . incentivar uma tosse eficaz.7 Ela pode conduzir ainda a diminuição da função respiratória. estimulação do levante precoce do indivíduo de acordo com as suas limitações e grau de capacidade. assegurando o uso de laxantes se necessário. A distensão abdominal e a obstipação são igualmente consequências importantes e frequentes. quer no meio hospitalar. tromboembolismo pulmonar. quando o repouso é inevitável a intervenção de Enfermagem revela-se fundamental. Muitas das doenças derivadas de processos tromboembólicos (AVC.

doença de Parkinson. psicológicos e ambientais. mas a independência e mobilidade do idoso já estão seriamente comprometidas. limitação na marcha. reabilitação para doenças cardiorespiratórias. Desde então este procedimento passou a ser adotado de forma abusiva para todos os estados patológicos. o repouso no leito passou a ser visto como terapêutico. o repouso ao leito tornou-se uma pratica universal. doença de Paget. tendo como objetivo poupar ³a energia´ do individuo para se restabelecer da doença. Em algumas situações. podendo evoluir para Síndrome da Imobilidade (SI) e conseqüentemente ter déficit de equilíbrio. apoiando e orientando a família/elementos cuidadores em todo este processo. quedas.etc. Efeitos Deletérios da Imobilidade ³Do ponto vista médico. perda da independência. etc. Diversas são as patologias que levam o idoso a imobilidade. cura-se a doença de base. seqüelas . sendo que atualmente esta visão vem sofrendo mudanças com as novas condutas de mobilização precoce no pós-operatório. neuropatias periféricas. seja na comunidade ou em instituições. Este fato. Na população idosa. fraturas. compromete a independência do indivíduo e por fim leva ao estado de incapacidade ou fragilidade. tais como: artrites. sejam eles físicos. a imobilidade é definida como a perda da capacidade de realizar movimentos autônomos empregados no desempenho atividades de vida diária em decorrência da diminuição das funções motoras.8 cuidados. que geralmente detém uma maior fragilidade. O problema é que a imobilidade prolongada leva a uma deteriorização funcional progressiva de vários sistemas no organismo. Cerca de 20-50% dos idosos que sofrem com alguma ou algumas das síndromes geriátricas perdem sua independência física e ficam confinados no leito após tratamento hospitalar. Muitos fatores podem causar imobilidade em pessoas idosas.´ A partir de 1960. encorajando a mobilidade física e psicológica visando a independência.

Outro fator importante e geralmente esquecido são os efeitos dos medicamentos os sedativos e os hipnóticos. demonstrando que. ao causarem sonolência e ataxia. insuficiência cardíaca grave. podem prejudicar a mobilidade. . Não podemos dizer que todo o paciente confinado ao leito tenha síndrome da imobilidade. já indivíduos que ficam de 12 a 15 dias. Os medicamentos antipsicóticos. O critério maior seria o déficit cognitivo médio a grave e múltiplas contraturas. Os idosos. O termo geral ³descondicionamento´ pode agrupar os diversos efeitos adversos da imobilidade e é definido como uma capacidade funcional reduzida tanto do sistema musculoesquelético como dos demais sistemas. assim como pessoas com doenças crônicas ou incapacitadas são mais suscetíveis aos efeitos deletérios da imobilidade. os efeitos indesejáveis sobrepujam os efeitos terapêuticos. A Síndrome da imobilidade é uma complicação da restrição total ao leito e o paciente é portador quando tem todas as características consideradas como critério maior e pelo menos duas do critério menor. o critério menor é considerado os sinais de sofrimento cutâneo ou úlcera de decúbito. dupla incontinência e afasia. têm efeitos extrapiramidais e podem causar rigidez muscular e redução da mobilidade.9 de acidente vascular cerebral. disfagia leve a grave. dor crônica. Algumas classificações são consideradas para este tipo de restrição no leito. denomina-se decúbito de longa duração. já é considerado imobilização. sendo que a partir de 15 dias de restrição no leito. Estudos realizados nas últimas décadas com pessoas normais e astronautas em condições de gravidade zero apontaram claramente as desvantagens do repouso prolongado no leito. desnutrição grave. claudicação (doença vascular periférica). etc. doença coronariana instável (anginas). especialmente os agentes do tipo fenotiazina. doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). dentre estas classificações a mais aceita e difundida diz que um individuo que fica de 7 a 10 dias imobilizado no leito esteja em período de repouso.

Para prevenir deve manter uma higiene adequada. Como método preventivo deve evitar usar fraldas em pacientes do sexo masculino.10 A imobilidade. Dermatite Amoniacal são lesões causadas pelo contato da pele com a urina. controle de glicemia e não fazer uso de colchões com superfície plástica. para não deixar molhada de urina. como a perda da elasticidade. como citada acima. uso de roupas porosas. São desencadeadas por uma compressão com tempo maior que duas horas sobre uma área tecidual restrita. Para prevenção deve ser usado hidratante na pele. xeroses. pode ser causada por diversos fatores e se ocorrer de maneira prolongada pode ser responsável por diversas alterações em todos os órgãos e sistemas humanos. dar preferência ao coletor. principalmente em pacientes com Diabettes Melitus. e são porta de entrada para infecções bacterianas. apresentando incidência de 10-20% e taxa de mortalidade de 70% ao ano. As úlceras de decúbito são muito freqüentes nos idosos acamados. e nas mulheres fazer uso de fraldas porem dar banho toda vez que troca-lás. As micoses ocorrem devido a umidade constante na superfície corporal causada por líquidos como urina e suor. As lacerações ocorrem devido a pouca elasticidade da pele do idoso associado ao constante atrito sobre o leito. exposição ao sol. uma boa nutrição. SISTEMA TEGUMENTAR A pele do idoso sofre alterações que são próprias do envelhecimento. produzindo isquemia dos . As lesões mais freqüentes de ocorrer no paciente acamado são as micoses. dermatite amoniacal e as úlceras de decúbito. Xerose é o ressecamento da pele causado pela diminuição das glândulas sudoríparas e que gera prurido. tornando-se mais susceptível a lesões quando o paciente está restrito ao leito. lacerações.

A imobilidade articular prolongada é o fator de risco mais reconhecido para o surgimento de artrofibrose. Como o processo da imobilidade ocorrem alterações articulares. atrofia muscular. levando a necrose tecidual. como a diminuição da difusão do liquido sinovial e seus nutrientes para a cartilagem intra-articular. formação de cistos e perda das características de coloração da substância fundamental extracelular. esta provocando anoxia. atrofia nas áreas responsáveis pela sustentação do peso e erbunação óssea regional. número de sarcômeros em série e aumento de tecido conjuntivo. provocando diminuição dos capilares para a fibra com conseqüente atrofia muscular e diminuição da força muscular. resultando em rápida rigidez muscular durante a primeira semana. Autores citam que de duas a três semanas .além de alterações na cartilagem articular como: fibrilação. SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO No sistema músculo-esquelético. a proliferação de tecido conjuntivo faz com que as fibras colágenas tenham contato mais íntimo umas com as outras. levando conseqüências como as contraturas que são definidas como ³limitação da amplitude de movimento a ponto de impedir um desempenho normal de sua função´. diminuição da área da fibra. morte celular e inflamação em cadeia. proliferação da cartilagem nas bordas articulares.11 vasos sanguíneos. Além disso. as principais alterações que podem ser observadas dizem respeito a encurtamento. podendo estimular a formação de ligação cruzada anormal. que causa a morte e necrose das células. esclerose e reabsorção da cartilagem após 2 semanas de imobilização. graus variáveis de degeneração dos condrocitos. esgarçamento. Esse aumento de tecido conjuntivo forma uma barreira mecânica que dificulta o suprimento sangüíneo para as fibras musculares. o que resulta em perda da extensibilidade e aumento na rigidez tecidual.

O número de unidades motora excitável (neurônio motor único mais o conjunto de fibras musculares por ele inervado) no músculo estriado diminui acentuadamente. reduzem sua capacidade de proporcionar estabilidade articular.12 de imobilização em posição de encurtamento ocorre proliferação de tecido conjuntivo. com a imobilidade este processo é mais intenso e acelerado. ao passo que a inatividade produz uma estrutura mais fraca e mas complacente. como resultado da menor capacidade oxidativa. A falta de mobilidade leva a perda de massa óssea de forma rápida. podendo ser vista na densidometria óssea e pelo aumento da calciúria. Evidências mostram menos número de mitocôndrias no músculo atrofiado e redução da atividade mitocondrial sete dias após a imobilização. A imobilidade diminui a reserva de ATP. No processo do envelhecimento fisiológico há redução de massa muscular. A evolução da atrofia muscular pode ser medida através da eliminação na urina de nitrogênio e prevenida fazendo mobilização precoce e posicionamento no leito. redução do comprimento da fibra muscular e atrofia muscular. portanto. As alterações dão origem a uma redução na força de tensão do ligamento e. Nota-se uma perda maior em membros inferiores do que nos membros superiores. glicogênio e causa deficiência na utilização de ácidos graxos provocando fadiga precoce. Isto ocorre devida a falta de atividade . As contraturas devem ser prevenidas com a movimentação ativa e passiva da articulação e o posicionamento no leito . o que acarreta grande perda de fibras de contração rápida ( tipo II) e menor proporção de fibras lentas ( tipo I). o que acarreta uma redução na respiração celular e contribui para menor resistência (endurance) do músculo. o que resulta em redução da amplitude de movimento quando a imobilização é removida. A imobilidade causa também aumento da fatigabilidade do músculo. O estresse resulta em um ligamento mais rígido e mais resistente.

. A posição de supina faz com que favoreça o acumulo de liquido na base dos pulmões e este liquido serve de meio de cultura para bactérias que causarão a pneumonia hipostática. promove alinhamento mais funcional da fibras colágenas. da amplitude de movimento das articulações costovertebrais e costocondrais. pesquisas confirmam que o alongamento previne a atrofia muscular. baixa ingestão de cálcio e falta de exposição solar. fraqueza dos músculos intercostais e função ciliar comprometida predispõem o individuo a infecções respiratórias e pneumonias hipostática. como a eletroestimulação. do volume-minuto. da capacidade vital e da capacidade de reserva funcional. o osso torna-se mais quebradiço e portanto mais susceptível as fraturas. observa-se um declínio na resistência elástica. A mobilização é importante para reorganização do tecido conjuntivo. A mobilidade diafragmática reduzida. a proliferação de tecido conjuntivo. minimizando o surgimento de aderências após o período de imobilização. da capacidade respiratória máxima. As secreções da mucosa tendem a acumular e a tosse pode ser ineficaz por causa da piora da mobilidade ciliar e da fraqueza dos músculos abdominais. redução da PaO2 e alterações na relação V/ . podem sem minimizados utilizando diversos recursos. SISTEMA RESPIRATÓRIO No sistema respiratório. evidencia-se redução de 25 a 50% do volume corrente. há redução da excursão torácica. a perda de sarcômeros em série.13 muscular. além de ativar a síntese protéica e induzir hipertrofia e hiperplasia muscular. A pneumonia é a principal causa de morte em idosos acamados. ma explicação para a diminuição das capacidades é que o movimento diafragmático fica diminuído.Os prejuízos causados aos músculos com a imobilização. a respiração torna-se mais superficial. falta de descarga de peso corporal. a mobilização e o alongamento. havendo ainda.

ou seja. hiperemia difusa. SISTEMA URINÁRIO A grande maioria dos pacientes com SI são incontinentes. hipotensão ortostática. redução do debito cardíaco e diminuição da utilização de oxigênio periférico causa declínio no consumo máximo de O2. hipotermia. hipersensibilidade. ausência de pulso e por fim gangrena. isto porque são geralmente portadores de demência avançada.14 SISTEMA CARDIOVASCULAR No sistema cardiovascular evidencia-se aumento da freqüência cardíaca (FC) máxima. tem dificuldade de comunicação e . tonturas. vertigens. também compõe uma das conseqüências da imobilidade no sistema cardíaco. A embolia pulmonar é responsável por 20% das mortes dos pacientes acamados e é conseqüência da trombose venosa profunda. Na SI. dor intensa. redução do retorno venoso e consequentemente redução do volume de enchimento e do volume de ejeção. Os sinais e sintomas são edema. As contraturas de joelho e quadril são uma das causas de fechamento da luz arterial e formação de trombos. levando a isquemia do membro. aumento da freqüência de pulso acima de 20 batimentos por minuto. O paciente vai apresentar parestesia. A diminuição da tolerância ao ortostatismo. desmaios. as contraturas dos MMII e a falta do efeito bomba dos músculos da panturrilha predispõe a estase venosa que associado a hipercoagulabilidade e lesões nas paredes dos vasos formando a tríade de Virchow facilita a formação de trombose venosa profunda2. distensão venosa e sinal de Homans. A isquemia arterial aguda dos MMII é causada por uma obstrução ateromatosa da artéria tendo como manifestação um quadro insidioso de palidez do membro.

A desnutrição e a caquexia . Os fatores que predispõe estas infecções são as incontinências urinárias. diminuição da capacidade renal para acidificar a urina e man a ter osmolaridade. vômitos e agitação psicomotora. diminuição da IgA na parede vesical. obstrução uretral. evoluindo para o fecaloma. alem de ser comum a presença de incontinência urinária. Por este motivo os idosos com SI tem alta susceptibilidade as infecções e pouca resposta as vacinas de influenza e pneumonia pneumocócica1. estomago e intestino fica lento. são portadores de infecções urinarias crônicas.15 deambulação. Além disso. internação hospitalar. Dos idosos com a SI 90% tem desnutrição. baixa ingestão de líquidos. O enfraquecimento dos músculos abdominais. devido a imobilidade ocorre comumente a estase urinaria. Dados mostram que pacientes restritos ao leito têm 40% de incidência de infecção do trato urinário. Em decúbito dorsal. anorexia. No sistema urinário devido a hipercalciúria e a fosfatúria podem provocar a formação de litíase renal levando a hemáturia e infecções do trato urinário. uso de fraldas geriátricas. usam muitos fármacos e estão muito fragilizados. Os pacientes acamados podem apresentar fezes endurecidas e impactadas no sigmóide e reto. O paciente cursa com desconforto abdominal. diminuição da velocidade de absorção dos alimentos e hipoproteinemia nutricional. SISTEMA DIGESTÓRIO A imobilidade provoca perda de apetite. diminuição da incursão diafragmática e relaxamento incompleto do assoalho pélvico resultam em retenção urinária parcial. sendo a infecção mais comum em pacientes institucionalizados. contra 14% dos idosos normais acima de 80 anos. a passagem do alimento pelo esôfago.

diarréia. problemas odontológicos.16 podem ser causada por disfagia e uso de sondas. anorexia. síndromes dolorosas. aumento do catabolismo. perda de olfato. má absorção intestinal. pneumopatias e cardiopatias. visão e paladar. . estados demenciais avançados. etc. falta de pessoas para preparar e oferecer o alimento. fecaloma. seqüela de AVE. constipação. gastroparesia.

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