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Apostila - Engenharia de Métodos

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Faculdade Educacional de Araucária Curso de Engenharia de Produção

ENGENHARIA DE MÉTODOS
Métodos, tempos, modelos, posto de trabalho

Prof. João Junior Tigrinho 2009
1

ÍNDICE

......................................................................................................................... .........................................................................................3 INTRODUÇÃO ......................................................................................................................... 3 1 – DETERMINAÇÃO DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO....................................................... 3 2 – CÁLCULOS DOS CUSTOS DE MOD .............................................................................. 3 .................................................................................................... ....................................................................5 PROJETO DO TRABALHO .................................................................................................... 5 1 - DIFERENCIAÇÃO ENTRE PROCESSO E OPERAÇÃO................................................. 5 2 - Elementos Constituintes do Processo ....................................................................... 5 3 – FONTES DE DESPERDÍCIOS DO PROCESSO PRODUTIVO..................................10 4 - Elementos Constituintes da Operação......................................................................12 Trabalho................................................................................................ ........................................................................................................... Medida do Trabalho........................................................................................................... 19 1 - INTRODUÇÃO......................................................................................................................19 2 - TEMPO-PADRÃO .................................................................................................................20

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O Custo Direto de produção é fácil de ser conhecido. 3 . Isso significa. Simplificação das tarefas divididas em atividades ou operações.75 kg por pá. PARTE INDIRETA: Composta pelos gastos com outros elementos que concorreram indiretamente na fabricação como: aluguel. Mapeamento dos processos e sua produtividade. Estas técnicas têm origem nos estudos de padronização do trabalho sugeridos por Taylor em seus trabalhos iniciais. gás e energia elétrica (tecnicamente conhecidos por Custos Indiretos de Fabricação = CIF). você pode concluir que o Custo de Fabricação ou Custo de Produção apresenta duas partes: PARTE DIRETA: Composta pelos gastos de aquisição da matéria-prima utilizados integralmente na fabricação (tecnicamente conhecidos por Materiais Diretos = MD ou Matérias-Prima = MP) mais o custo das horas de trabalho (tecnicamente conhecidos por Mão-de-obra Direta = MOD). os tamanhos das pás devem ser ajustados para cada material. depreciação. para materiais pesados devem ser usadas pás pequenas e para materiais leves pás grandes. definir processos prioritários. “No ano 1896 Taylor entrou na Bethlehem Steel Works Taylor fez estudos de tempo para determinar qual a carga por pá que permitiria a um bom operador mover a quantidade máxima de material por dia. Entretanto. 2 – CÁLCULOS DOS CUSTOS DE MOD Uma maneira para se determinar a parcela referente à MOD nos custos de fabricação ou de produção é a aplicação de técnicas de Tempos e Métodos. a empresa não precisava mais do que 140 homens. A soma desses gastos também é denominada CUSTO DIRETO. mais a Mão-de-obra das pessoas que trabalharam diretamente na produção/fabricação. Dessa forma.” As principais vantagens da aplicação das técnicas de Tempos e Métodos num processo produtivo são: Cálculo de custos MOD e dimensionamento de processos produtivos na fase de projeto Permitir balanceamento do processo produtivo e sua otimização. Visto que a densidade das materiais varia. pois geralmente corresponde aos valores integralmente gastos na compra dos materiais utilizados.2 kg por pá. O problema era que os homens usavam a mesma pá para todas as matérias e portanto os trabalhadores movimentaram entre 1. todos os elementos que concorreram para que o produto fosse feito tem CUSTO e precisam ser considerados. o custo dessa mercadoria para o comprador é o preço pago por ele. o seu custo de produção corresponde aos gastos com a compra de todos recursos necessários à industrialização para obtenção do produto final. Conseqüentemente a empresa forneceu pás ótimos(um tipo de pá para cada material) para os trabalhadores e obtendo a mesma produção. Pelo que foi exposto até aqui. IPTU.6 e 17.INTRODUÇÃO 1 – DETERMINAÇÃO DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO Quando você compra um bem ou um serviço. O resultado foi que a carga ótima estava 9. pois suas quantidades e seus valores são facilmente identificados em relação ao produto.

trabalhando em um ritmo normal. normalmente aplica-se o que é conhecido como MTM ou Método de Medição de Tempo. verificar a presença de atividades e/ou movimentos improdutivos. se as atividades são executadas em um ritmo adequado. Nestes casos. Desenvolver o método de produção mais adequado. Avalia-se com maior precisão o espaço necessário e o número de pessoas a serem contratadas. e assim determinar o custo MOD relativo ao custo total de um produto. Tecnicamente o Estudo de Tempos e Métodos (ET&M) pode ser definido como o estudo sistemático dos sistemas de trabalho com os objetivos de: 1. e foi desenvolvido para linhas de produção. antes mesmo de iniciar a sua produção. Determinar o tempo gasto por uma pessoa qualificada e devidamente treinada. Com isso é possível determinar a capacidade de produção de uma máquina ou linha de montagem. Orientar o treinamento no método especificado As técnicas de Tempos e Métodos podem ser aplicadas em fases diversas do processo produtivo: A . para executar uma tarefa ou operação específica 4. Para atividades de montagem. Padronizar este método 3. Diz-se que uma operação está completa quando o operador ou a máquina volta para a posição inicial para produzir uma nova peça. que represente o menor custo 2. e dizer qual é o tempo padrão da operação completa.Estudo de Tempos ou Medida do Trabalho • Determinar o tempo-padrão para uma determinada atividade (em fase de operação já estabelecida) É feito normalmente utilizando-se cronômetros ou filmagens. já num novo ciclo de trabalho. B .Redação dos padrões e facilidade maior para treinamento. por exemplo. 4 . Como conceito o MTM prega que qualquer operação pode ser decomposta em movimentos básicos requeridos e associa a cada movimento um padrão de tempo pré-determinado que é estipulado pela natureza do movimento e as condições sob as quais é realizada. Facilidade de controle e garantia da produção e da qualidade.Projeto de Métodos Encontrar o melhor método de se executar uma tarefa (na fase de projeto) • Para esta parte aplicam-se técnicas de estimativas ou previsão de tempos produtivos. o objetivo é verificar se as atividades executadas estão de acordo com o projeto do processo. que é um método aplicado a partir de 1948.

Definição de Operação Trabalho desenvolvido sobre o material por homens e máquinas em um determinado tempo Ações efetuadas sobre o material pelos operadores e máquinas Trabalho realizado para efetuar a transformação – interação do fluxo de operadores e equipamentos no tempo e no espaço Motivos para Análise Separada de PROCESSO E OPERAÇÃO Análise do Processo examina o fluxo de um material ou produto (fluxo de produto) Análise de Operações examina o fluxo de operadores e equipamentos (fluxo de trabalho) Observação: A melhoria de operações individuais não significa o aumento da eficiência global do fluxo de processo do qual ela faz parte.PROJETO DO TRABALHO 1 .DIFERENCIAÇÃO ENTRE PROCESSO E OPERAÇÃO Definição de Processo Percurso realizado por um material desde que entra na empresa até que dela sai com um grau determinado de transformação. Caminho pelo qual a matéria-prima é transformada em produto Visualizado como o fluxo de materiais no tempo e no espaço. o pallet é levado para o almoxarifado pela empilhadeira 5 . barras sendo cortadas TRANSPORTE Movimento de materiais ou produtos. Analise profundamente e melhore o processo antes de tentar melhorar as operações 2 . mudança nas suas posições EXEMPLOS: O material é levado em esteiras para os silos. sendo transformado em componente semiacabado e daí a produto acabado.Elementos Constituintes do Processo PROCESSAMENTO Qualquer transformação realizada sobre o material Uma mudança física no material ou na sua qualidade (montagem ou desmontagem) EXEMPLOS: Peças sendo torneadas.

manipulação. inspeção ou transporte Espera de Processo – um lote inteiro aguarda para ser processado Espera de Lote – o tempo que as peças de um lote aguardam enquanto são processadas as outras (n-1) desse mesmo lote. ESTOCAGEM Material é colocado em local previamente definido para a estocagem dos materiais. desperdícios e geradores de problemas. 6 . movimento e estocagem por que passam os fluxos de itens de produção. soldagem-pintura) ou o produto acabado esperando para ser levado para o cliente. Este modelo esquemático permite um entendimento global e compacto do processo de produção. auxiliando na sua tratativa. ao destacar e identificar as etapas constituintes e a sua ordem de execução. a armazenagem é prevista.ESPERA Período de tempo em que não acontece nenhum processamento. e ocorre mediante controle de entradas e saídas de material. EXEMPLOS: O material semi-acabado estocada entre duas áreas de processamento diferentes (usinagemmontagem. Um fluxograma do processo é uma figura esquemática que tem o objetivo de representar o processo de produção através das seqüências de atividades de transformação. As atividades distintas são representadas no modelo por símbolos gráficos e o fluxo de itens entre as atividades sucessivas por segmentos que usem os símbolos correspondentes. Esse fenômeno também pode ocorrer na inspeção e no transporte. exame. O modelo registra exclusivamente seqüências fixas e constantes de um trabalho. Diferentemente da espera. Também facilita identificar os pontos de perdas.

Utilizar corretamente a simbologia escolhida. Podem ser agregados pontos de entrada de materiais para processos como os de montagem. e Computar e sumarizar as informações mais importantes. 3. em um único documento. Checar a exatidão do registro. 5. definindo as etapas e as atividades. Recolher os dados e as características suplementares. Acrescentar ao esquema básico. as informações suplementares desejáveis. que recebe no seu curso novas peças ou conjuntos submontados. e suas ordens seqüenciais. Levantar o fluxo de processamento. 6. 7. Reconstruir esquematicamente o processo.Para a construção do fluxograma de processo é preciso definir uma seqüência básica de etapas: 1. 4. do processo e das atividades componentes. por meio das linhas de fluxo e símbolos. 7 . 2.

as distâncias percorridas ou tempo que cada etapa. que são as seqüências das atividades de processamento dos componentes.Fluxograma Analítico Além das informações contidas no fluxograma simples ou resumidas. contém informações como os pontos de introdução dos componentes fabricados e os pontos de introdução dos componentes comprados. Pode conter um resumo com o nº cada atividade. 8 .

9 . resolvê-lo e apresentar e instalar a solução. com o objetivo de entender o processo global de funcionamento das partes. Este registro consiste na coleta. Para cumprir esta função pode-se definir para o fluxograma alguns usos específicos. bem como meios de resposta rápidas. 4. é possibilitar ao projetista formular o problema. mantendo-se dentro do processo de resolução de problemas: 1. Este estudo de melhoria é feito pela análise do processamento global e pela identificação de atividades particulares. 3. que ocorrem durante a realização do processo. definindo uma seqüência lógica de processamento.Mapofluxograma Representa a movimentação ou o fluxo de materiais. pois consiste na representação gráfica deste no arranjo físico na unidade estudada Para um projeto de trabalho. organização e visualização de eventos e informações relacionadas. Apresentação visual completa. Registro esquemático da seqüência de atividades dos componentes de um processo produtivo. Auxilio na análise do processo pela separação e identificação gráfica das partes e etapas do processo. operadores ou equipamentos através dos centros de processamento dispostos no arranjo físico de um sistema de produção seguindo uma seqüência ou rotina fixa É um suplemento útil do Fluxograma Analítico. compacta e consistente do processo produtivo. 2. a função da representação esquemática do fluxograma de processo. Auxilio no desenvolvimento de métodos de trabalho melhores ao fornecer ao projetista uma visualização do processo.

. limpeza e conservação geral do estado geral dos componentes. devido a falta de padrão na estocagem ou depósito de ferramentas de produção.: Manutenção Preventiva: É aquela que busca MANTER os equipamentos em funcionamento através do monitoramento do estado geral dos componentes.. Microparadas: perda de produtividade por esperas. parada para troca de componentes danificados durante a produção. aumento da taxa de refugo.. 3. Manutenção Autônoma: É aquela que é executada sistematicamente pelo operador do equipamento. utilização de poka-yokes (error proofing). Prevenção: Aplicar técnicas de manutenção preventiva e manutenção autônoma. produção perdida para setup e ajuste após o reparo. demora na troca ou conserto de equipamentos por não ter a ferramenta adequada. Refugos e retrabalhos: perda de eficiência do processo por produzir peças não-conforme. 2. Prevenção: Aplicar técnicas manutenção autônoma. e serve para manter o estado adequado do mesmo através de ajustes. 4. Ferramentas: perda de tempo devido a necessidade de troca de ferramentas. Prevenção: Projeto robusto do processo.3 – FONTES DE DESPERDÍCIOS DO PROCESSO PRODUTIVO 1. má regulagem de máquinas. custo de descarte de material não-conforme. controle estatístico do processo. tempo e custos de inspeções de processo. para que seja possível fazer sua manutenção em intervenções programadas fora do tempo produtivo do equipamento. setup externo e 5S. ferramentas de troca rápida. OBS. custo de retrabalho. postos gargalos. custo de armazenamento de materiais não-conforme. Avarias de máquinas e equipamentos: perda de eficiência. 10 .

que variam os parâmetros com condições climáticas ou físicas. necessidade de medição ou controle de muitas características do produto para liberação ou funcionamento do equipamento. 7. Redução de velocidade: perda de eficiência do processo produtivo devido a variações nas características do produto devido a máquinas que perdem regulagem. máquinas com vários parâmetros de ajustes ou com alta variabilidade. ou devido à fadiga dos operadores de produção. máquinas auto-ajustantes. Milk run..5. Menor rendimento no startup: Máquinas que exigem excessivos ajustes e regulagens para funcionar.... 5S. custo de deterioração ou obsolescência de material. projeto do posto de trabalho e técnicas de organização do posto de trabalho. monitoramento dos parâmetros de produto em relação à máquina. Estoque excessivo de material ou produto: Custo logístico de manutenção e movimentação de estoques. Prevenção: Projeto robusto do processo. custo de correção ou inspeção de lote defeituoso.. Prevenção: Aplicar ferramentas de gestão de material direto: JIT. . 6. kanban. custo de transporte e gestão de material. 11 .

energias. outras atividades ou fatores como necessidade de setups. transportar o material. etc. verificações de máquinas ou do produto.. folgas para evitar a fadiga e para as necessidades fisiológicas dos operadores. de troca de embalagens.. e destinadas a transformar ou modificar a matéria-prima. ATIVIDADE: USINAGEM INICIAL – REMOÇÃO DE MATERIAL Operações 1 – POSICIONAR O PALETE ADEQUADO A PEÇA A SER PRODUZIDA E TRAVAR 2 – SELECIONAR PROGRAMA ADEQUADO 3 – PEGAR UMA PEÇA COM O MANIPULADOR E POSICIONAR SOBRE O PALETE 4 – TRAVAR PEÇA NA MÁQUINA 5 – FECHAR A PORTA E APERTAR BOTÃO INICIAR 6 – AGUARDAR OPERAÇÃO DE USINAGEM 7 – DESTRAVAR PEÇA USINADA E RETIRAR DO PALETE 8 – COLOCAR NO CARRINHO DE TRANSPORTE Tipicamente todas as operações executadas por uma pessoa ou por uma máquina estão posicionadas em 3 grupos: OPERAÇÕES DE SETUP Ajustes iniciais Troca de ferramentas Ajustes de parâmetros Posicionamento de elementos Ligação de fluidos. No dimensionamento dos tempos de operações deve-se levar em conta. . 12 . executadas por pessoas ou máquinas. inspecionar a qualidade. além do tempo das operações principais. ... USINAGEM INICIAL – REMOÇÃO DE MATERIAL ..4 .. de trocas de ferramentas.Elementos Constituintes da Operação Cada etapa de um processo é uma atividade que é constituída de uma série de operações produtivas ou não.

óleo de corte e remoção de cavacos por exemplo Folgas entre operações Utilizar alimentação automática das máquinas por exemplo Folgas com pessoal Melhoria dos métodos de trabalho e motivação e envolvimento das pessoas OPERAÇÕES PRINCIPAIS Usinar Montar Pintar Movimentar Inspecionar. retirada de rebarbas. etc. FOLGAS MARGINAIS Folgas na operação Exemplos: Lubrificação. 13 . substituição de produtos nos paletes Folgas ligadas ao pessoal Fadiga Necessidades Fisiológicas Melhoria das Folgas Marginais Folgas na Operação Automatizar lubrificação. Folgas entre operações Fornecimento de material...Melhoria das operações SETUP O setup compreende tipicamente quatro funções: Troca Rápida de Ferramentas (TRF) Aplicar o conceito de setup externo (pré-set) para diminuir o tempo necessário de máquina parada (setup interno) Utilizar Grampos Funcionais Usar dispositivos intermediários Adotar Operações Paralelas para mais de um operador Eliminar Ajustes Mecanização – instalação de matrizes com um toque (usando energis hidráulica ou pneumática).

Como exemplo pode-se montar um Diagrama Homem-Máquina ou um Diagrama de Equipe. Deste modo. mas a várias. quanto do homem. Munhão Nome da peça: Desenho: 07-001-A Nome da operação nº Usinagem inicial -remoção de material 001 Máquina: Fresa CnC Operador: João da Silva Tempo HOMEM Atividade MÁQUINA Atividade X 2 min Posicionar palete Espera X X 0.5 minutos (tempo para produzir uma peça). pois. Para levantamento e análise das atividades manuais e das atividades realizadas por máquinas são utilizadas algumas técnicas.5 min Apertar botão travamento peça Travar pinça penumática X X 0. Diagrama Homem-Máquina O Diagrama Homem-Máquina representa o trabalho coordenado de um operador na operação simultânea com uma ou mais máquinas.0 min Retirar peça do palete Espera X X 2.MELHORIAS DAS ATIVIDADES EXECUTADAS EM MÁQUINAS Separação do operador da máquina: Trabalhadores vinculados não a uma máquina. Estas ferramentas permitem visualizar o trabalho coordenado de um conjunto de unidades produtivas. por meio de um esquema gráfico que registra a seqüência de atividades de cada unidade e a relação de simultaneidade entre as atividades ou eventos de unidades que se interagem.5 minutos (tempo de atividade da máquina) e que o Tempo total do posto de trabalho é 16. principalmente ferramentas gráficas de análises de atividade simultâneas.5 min Apertar botão destravamento peça Soltar pinça penumática X X 1. 14 . o Tempo máquina é de 8. com alguns tempos de espera tanto da máquina.5 min Selecionar programa Ajustes iniciais ferramentas X 3 min Posicionar peça Espera X X 0.5 min Fechar porta e comando iniciar Zeramento posição 6.Melhoria das Operações Principais A .0 min Colocar peça carrinho Espera No exemplo podemos verificar que o Tempo homem é de 10 minutos (tempo de atividade do operador).5 min Espera Usinar X 0. ao passo que os trabalhadores devem ser pagos sempre. depois de depreciada a máquina é utilizada “de graça”. são preferíveis máquinas paradas ao invés de operadores parados.

MELHORIAS DAS ATIVIDADES MANUAIS 1. os tempos de cada operação ou elemento de trabalho e as atividades dos operadores para dar conta de cada operação. Atualmente tem sido aplicado como ferramenta para auxiliar a alocação de operadores em células de manufatura em sistemas produtivos regidos por técnicas de gestão da produção baseados em modelos japoneses. abastecimento. DISPOR OS MOVIMENTOS RESTANTES EM UMA MELHOR SEQUÊNCIA. limpeza da carenagem. ELIMINAR OS MOVIMENTOS DESNECESSÁRIOS. Instrução de Trabalho (FCT-Ficha de caracterização do Trabalho/Tarefa) Tem por objetivo a sistematizar e padronizar um conjunto de informações das operações no posto de trabalho. Nesta ficha são descritos os procedimentos das operações. 3. os equipamentos e instrumentos necessários a sua execução. estabelecendo a relação das operações e as atividades dos operadores com informações sobre o produto e o resultado esperado para o trabalho executado neste posto. PROMOVER O EQUILÍBRIO ENTRE O TRABALHO EXECUTADO PELAS DUAS MÃOS. 15 . O diagrama é especialmente apropriado no caso de trabalho que necessite de um método que coordene com precisão as atividades de seus componentes e que permita a execução do serviço no menor tempo possível. Um exemplo clássico é o trabalho nos pit-stop de corridas de automóveis quando as equipes de mecânicos executam simultaneamente troca de pneus. 6. em conjunto. etc.Diagrama de equipe O Diagrama de Equipe representa o trabalho coordenado de um grupo de operadores e de máquinas que executam. MELHORAR O MÉTODO REGISTRAR E PADRONIZAR TREINAR AS PESSOAS Este item será analisado mais profundamente no capítulo de Projeto do Posto de Trabalho. 2. É empregado com o objetivo de combinar e integrar as atividades do grupo e determinar o número mínimo de homens e máquinas empregados. uma seqüência de operações em centro de produção e/ou sobre um mesmo produto. B . 4. Não sendo muito aplicado quando poucos ou apenas um operador trabalha sobre o produto no posto de trabalho. 5.

2.Construção da instrução de trabalho A instrução de trabalho deve ser construída por observação direta de cada posto de trabalho em um processo já estabelecido ou na fase de construção de protótipos. 4. procurando envolvimento e interação com os operadores e lideranças ligadas à produção para um melhor entendimento das operações. 5. Neste sentido. Descrever os equipamentos e ferramentas utilizados para a realização de cada operação. fazendo uma lista de operações e procedimentos padrões com ilustrações ou fotos. 3. bem como os Equipamentos de Proteção Individual necessários (EPI) e demais dispositivos de segurança do trabalho ou do processo. Caracterizar o local (posto de trabalho) a ser estudado (preencher o cabeçalho da ficha). é recomendável seguir os seguintes passos: 1. Verificar os documentos de produção já existente no posto. Conversar com o operador e esclarecer os objetivos da observação para que ele se sinta a vontade para realizar as tarefas no posto. 16 . Descrever as operações realizadas no posto e outras as atividades realizadas pelos operadores.

2.. ponto-chave. Após o registro na Instrução de Trabalho deve-se treinar todos os operadores conforme registrado. e treinar os demais operadores. de atenção. 4.. acerta de qualidade. Caso existam seqüências diferentes. levando em conta a maior facilidade de execução que atende os requisitos de qualidade do produto. em caso de melhoria. Auditar periodicamente o trabalhador trabalhando e procurar entender o que ele faz. Identificar os requisitos de qualidade esperados em cada operação ou as perturbações (alterações de características) que a execução incorreta da operação pode ocasionar (ponto de alerta.Principais pontos a serem observados e sistematizados: 1. A seqüência das operações de cada operador. 17 . . Orientar em caso de discrepância ou revisar a Instrução de Trabalho para o novo procedimento. de acordo com o fluxo de trabalho.) 3. registrá-las em ordem necessária de execução ou pela importância. seus deslocamentos e suas atribuições com o trabalho prescrito que foi registrado anteriormente. comparando seus movimentos.

inspeções: formas. materiais de entrada: fornecedor interno ou externo. tamanho de lote. tempo de preparação para cada operação e procedimentos de troca de instrumentos técnicos. tamanho de lote. requisitos de qualidade. qualidade. periodicidade. rejeitos: destino. estoques.Além destas informações pode-se acrescentar informações de: • • • • • • • parâmetros técnicos de cada processo ou operação. estoques. tamanho de lote. forma de apresentação. disponibilidade de cada centro/posto ou equipamento para cada operação. operação geradora. forma de apresentação. materiais de saída: cliente. 18 . tempo de reposição. padrões. critérios. tempo entre entregas. estoques. cuidados.

mas por questões organizacionais ou técnicas decidiu-se pela sua interrupção. ou seja. Tempo de Ciclo é o tempo necessário para se completar o ciclo de uma operação. se esta interrupção foi feita de modo deliberado ou planejado costuma-se classificar esta parcela de tempo como sendo tempo disponível. Para atender a demanda do cliente o tempo de ciclo deve ser igual ou inferior ao takt time. é aquele que reúne as condições de funcionamento. para uma linha de montagem com demanda diária de 300 unidades e tempo disponível para produção de 10 horas. outras nomenclaturas relacionadas aos tempos de produção são paliçadas e devem ser mencionadas. Dentro do tempo de processamento o conceito mais importante é o tempo de manufatura. Tempo de preparação: O tempo de preparação é definido como o tempo decorrido na troca do processo do final da produção de um lote até a produção da primeira peça boa do próximo lote 19 . execute uma tarefa especificada. Este tempo é denominado tempo-padrão da operação. Ou seja. manutenção corretiva e preventiva. trabalhando em ritmo normal. Como exemplo de uma interrupção ou parada organizacional temos parada dos operadores (descansos. O Tempo de Manufatura (TM) pode ser medido a partir da chegada dos materiais nos estoques ou quando estes materiais estiverem disponíveis para a produção.INTRODUÇÃO Nos processos de produção são utilizados diversos conceitos de tempo. higiene). chamado de tempo de processamento. Outros conceitos importantes ligados ao Tempo de Manufatura são: Takt Time: O takt-time é definido como tempo de produção disponível dividido pelo índice da demanda do cliente. e para interrupções ou paradas técnicas carga e descarga de peças nos equipamentos. com o diferencial que não foram programadas. De forma simplificada: takt-time é o ritmo de produção necessário para atender a demanda do cliente. Neste caso. Por exemplo. abastecimento de materiais e de utilidades nos equipamentos. e aquele em que o processo é interrompido ou desligado. Além do tempo-padrão. relacionados com variáveis de diferentes naturezas e usados conforme os interesses de medida de desempenho do sistema. que é o tempo total de transformação das matérias-primas e componentes em produtos acabados. O final do período de tempo da manufatura se dá ao final da última operação ou pode também considerar como o final do período a expedição do produto para o cliente. Ele determina o ritmo da produção de acordo com a demanda do cliente. Uma primeira classificação para um funcionamento em condições normais seria entre o tempo em que o processo está em andamento. o takt-time será de 2 minutos. A duração deste ciclo é dada pelo período transcorrido entre a repetição de um mesmo evento que caracteriza o início ou fim desse ciclo. A medida do trabalho ou estudo de tempos consiste em aplicar certas técnicas com a finalidade determinar o tempo necessário para que uma pessoa qualificada e bem treinada. de setups previstos.Medida do Trabalho INTRODUÇÃO 1 . a cada 2 minutos deve sair um produto acabado no final da linha. Paradas ocasionadas por quebra de máquinas e equipamentos também podem ser enquadradas na parcela de tempo disponível.

TEMPO-PADRÃO É o tempo utilizado para a determinação da capacidade de trabalho do processo produtivo onde há atividades de operadores. seja na interação homem-máquina. seja em atividades exclusivamente manuais. 20 .TEMPO2 .

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