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PO_Teoria da Decisão_RISCO

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Pesquisa Operacional e Modelagem

Curso de Engenharia de Produção

Prof. Marcelo Pacheco Toledo

Teoria da Decisão RISCO e INCERTEZA

Definição

Teoria da Decisão

Conjunto de técnicas quantitativas que tem por objetivo ajudar na tomada de decisão. Esta ajuda vem tanto na forma de sistematização do problema como na condução da solução.

Estrutura Teoria da Decisão Estratégias alternativas Estados da natureza Resultados .

nem mesmo teremos um problema de decisão. promovendo reformas e ampliações. Ex: Lançamento de um produto novo. Temos. apta a atender demandas maiores. especialmente dedicada a esse novo produto. portanto. Se não conseguirmos listar as alternativas. mas apresentará uma flexibilidade maior. . Construir uma nova unidade operacional. se a demanda pelo produto for pequena ou mesmo média. Resultados diferentes: 1)Uma nova unidade operacional provavelmente fará a empresa incorrer em custos maiores. que a demanda futura pelo produto irá influenciar nos resultados de se escolher uma ou outra alternativa. que serão necessárias. Duas estratégias alternativas: Aproveitar as instalações existentes.Estrutura Estratégias alternativas Teoria da Decisão São as possíveis soluções para o problema. os cursos de ação alternativos que podemos seguir. 2)Reformas e adaptações custarão eventualmente menos e talvez sejam mais interessantes economicamente.

Estrutura Estados da natureza Teoria da Decisão São todos os acontecimentos futuros que poderão influir sobre as alternativas de decisão que o tomador de decisão possui. No caso do lançamento do produto. Se imaginarmos que há três demandas possíveis grande. ficaremos com duas alternativas de decisão e três estados da natureza. conduzirá a um certo resultado. Cada alternativa de decisão. os estados da natureza são as demandas futuras possíveis. média e pequena -. sob cada estado da natureza. .

. quando ocorrer certo estado da natureza. então. A cada combinação alternativa de decisão/estado da natureza. teremos um resultado possível.Estrutura Resultados Teoria da Decisão Chama-se de resultado à consequência de se escolher uma dada alternativa de decisão. No exemplo que estamos considerando. 2 x 3 = 6 resultados possíveis. teremos. com duas alternativas e três estados da natureza.

pela novidade. · · · · Dados inadequados Dados únicos Condições dinâmicas Incerteza . · · · ·  Dados adequados Dados repetitivos Condições estáticas Certeza Decisões não-programadas são as caracterizadas pela não-estruturação e. basicamente.Tipos de decisão Decisões Teoria da Decisão programadas são as caracterizadas pela rotina e repetitividade.

objetivos). valores. Os problemas podem ser divididos em dois grandes grupos: – os problemas estruturados – os problemas não-estruturados . a realidade) e o que poderia ou deveria ser ( isto é. Um problema pode ser definido como uma discrepância entre o que é ( isto é.Grau de certeza da decisão As Teoria da Decisão organizações defrontam-se constantemente com problemas que variam em graus de complexidade. metas.

pois uma ou mais de suas variáveis é desconhecida ou não pode ser determinada com algum grau de confiança.Grau de certeza da decisão Problema não-estruturado Teoria da Decisão É aquele que não pode ser claramente definido. .

b) Decisão Tomada Sob Risco – DTSR (Mod.Grau de certeza da decisão Um Teoria da Decisão problema estruturado é aquele que pode ser perfeitamente definido pois as suas variáveis são conhecidas. A decisão conduz a um resultado específico . . mas as probabilidades para determinar a conseqüência de uma ação são desconhecidas ou não podem ser determinadas com algum grau de certeza. Probalilísticos): as variáveis são conhecidas e a relação entre ação é resultados é probabilística. c) Decisão Tomada Sob Incerteza – DTSI (Teoria dos Jogos): as variáveis são conhecidas. São classificados de acordo com o maior ou menor conhecimento que temos acerca dos estados da natureza.DTSC (Prog. As possibilidades associadas aos resultados são desconhecidas. a) Decisão Tomada Sob Certeza . Linear): as variáveis são conhecidas e a relação entre a ação e as conseqüências(resultados) é determinística.

Tomada de decisão individual e criativa. NãoEstruturados . Previsibilidade. incertos e não confiáveis.Problemas e Decisões Decisões Programadas Dados adequados e repetitivos. únicos e novos. Tomada de decisão individual e rotineira. Problemas Dados adequados e repetitivos. Pesquisa Operacional. incertos e não confiáveis. Imprevisibilidade. Dados inadequados. Problemas com situações conhecidas e estruturadas. Problemas com situações conhecidas e variáveis estruturadas. Problemas com situações desconhecidas e variáveis não estruturadas e ou desconhecida. Previsibilidade. certos e corretos. Problemas com situações desconhecidas e não-estruturadas. Processamento de dados convencional. únicos e novos. Teoria da Decisão Não Programadas Estruturados Dados inadequados. Técnicas Quantitativas. certos e corretos. Imprevisibilidade.

Teoria da Decisão DECISÃO TOMADA SOB RISCO Técnicas:  Matriz de Decisão  Árvore de Decisão .

sempre que possível. os estados da natureza e os resultados associados. as alternativas são listadas nas linhas e os resultados são apresentados nas células. que permite visualizar os elementos apresentados: as estratégias alternativas. tempo despendido etc. custos ou despesas. são expressos numericamente. . em termos de lucros ou receitas.  Os resultados. os estados da natureza são listados nas colunas.  Usualmente.Matriz de Decisão Teoria da Decisão  A matriz de decisão é uma ferramenta auxiliar.

. Rp1 R12 R22 ... R1k R2k ..... ENk A1 A2 .... Ap R11 R21 ...Matriz de Decisão Estados da Natureza Alternativa Teoria da Decisão EN1 EN2 . ....... Rp2 . Rpk .. .

VEA Teoria da Decisão  Solução depende do Valor Esperado da Alternativa VEA = a soma dos produtos dos resultados da alternativa pelas probabilidades de ocorrência de tais estados da natureza. b) Escolher o melhor dos valores calculados. . para cada alternativa.Valor Esperado da Alternativa .  Para escolher uma das alternativas deve-se: a) Calcular. Melhor valor: MAIOR para lucro e receita e MENOR para custos. o VEA.

Exemplo Teoria da Decisão A Estrela do Norte S. é uma companhia manufatureira de brinquedos que está diante da decisão de comprar de terceiros ou manufaturar um componente comum a vários de seus brinquedos. então a decisão de manufaturar o componente internamente terá sido bastante acertada. a demanda for muito pequena. As consequências são imediatas: lucro ou prejuízo. a Estrela do Norte ficará com instalações custosas e com baixa utilização de capacidade. Se. . Se a demanda pelos brinquedos nos próximos meses for alta. entretanto.A.

40 Demanda Média P=0. .25 Comprar o componente Manufaturar o componente 10 -30 40 20 100 150 Determinar a melhor alternativa para a Estrela do Norte.35 Demanda Alta P=0.Exemplo: Matriz de Decisão Teoria da Decisão Compra ou manufatura de um produto (lucro em milhares de reais) Estados da Natureza Alternativa Demanda Baixa P=0.

25) = 43 (mil reais) Alternativa Manufaturar o Componente: (-30) (0.35) + 100 (0.5 (mil reais) Logo.4) + 40 (0. a alternativa Comprar o Componente conduz a um lucro maior.4) + 20 (0.25) = 32.35) + + 150 (0. .Exemplo: Solução Solução: Temos os seguintes alternativas (VEA): valores esperados Teoria da Decisão para as Alternativa Comprar o Componente: 10 (0. portanto é a opção escolhida.

mesmo sabendo que algum dinheiro será gasto por isso. muitos ainda gostariam de ter tal informação melhorada. Dentro desses parâmetros realistas.Valor Esperado da Informação Perfeita Teoria da Decisão  Não seria interessante saber de antemão o que vai acontecer no futuro? Seria mas é impossível prever o futuro. pelo menos permitem estimá-lo com maior precisão. Surge a questão inevitável: Até quanto estaremos dispostos a gastar? . podemos gastar algum dinheiro a mais e procurar por informações melhores que. Entretanto. se não permitem prever o futuro.

. b) Se soubéssemos que a demanda seria média. é impossível evitá-los ou alterar a sua probabilidade (desde que tenha sido bem determinada). ainda assim seria melhor comprar o componente. a melhor alternativa seria comprar o componente.Valor Esperado da Informação Perfeita Teoria da Decisão Se há vários estados da natureza. O máximo que podemos fazer é dizer qual será o próximo estado da natureza. c) No entanto. obtendo um lucro de 40 (milhares de reais). permitindo assim ao tomador de decisão que escolha a opção melhor. se soubéssemos que a demanda seria alta. obtendo um lucro de 10 (milhares de reais). No exercício anterior: a) Se soubéssemos que a demanda seria baixa. auferindo um lucro de 150 (milhares de reais). o melhor a fazer seria fabricar o componente. considerando aquele estado.

no entanto. Pergunta-se: Tendo. mas sempre sujeita à ocorrência ditada pelas probabilidades.4 ou b)que a probabilidade da demanda média fosse 0. podemos escolher a melhor alternativa sob esse estado.Valor Esperado da Informação Perfeita Não poderíamos evitar. que: a)a probabilidade da demanda baixa fosse 0.25. Teoria da Decisão Sabendo de antemão qual será o estado da natureza.35 ou c)que a probabilidade da demanda alta fosse 0. então. conhecimento prévio do estado da natureza que vai ocorrer. qual será o resultado médio obtido? .

Melhor Resultado Médio (MRM) ou Melhor VEA = a soma dos produtos das probabilidades pelos melhores resultados de cada estado da natureza. o melhor resultado médio (MRM) para todas as alternativas será construído a partir da soma dos produtos das probabilidades pelos melhores resultados de cada estado da natureza: MRM = 10 (0. com a melhor informação possível.25.Exemplo Solução: Teoria da Decisão Temos: o lucro será 10 com probabilidade de 0. Sem essa informação. o lucro era de 43. sempre com a melhor informação. Não corresponde a uma alternativa.4) + 40 (0.35 e será 150 com probabilidade de 0. .43) = 12.35) + 150 (0. Nessas condições. será 40 com probabilidade de 0.25) = 55.40.5 (mil reais).5 . mas à combinação de alternativas.5 (mil reais) Esse resultado é o melhor possível. Logo. a melhor informação possível traz um acréscimo de lucro de (55.

5) chamamos de Valor Esperado da Informação Perfeita. Representa o valor máximo que poderíamos pagar por uma informação melhor. ou seja. podemos dar a seguinte definição formal: VEIP = o excedente obtido (sobre o melhor VEA) quando temos de antemão a informação a informação perfeita. . Logo. aliás o valor máximo para a melhor das informações.Valor Esperado da Informação Perfeita  Teoria da Decisão Valor Esperado da Informação Perfeita (VEIP) A esse acréscimo de lucro (12. qual o estado da natureza que ocorrerá em seguida.

Árvore de Decisão  Árvore de Decisão Teoria da Decisão É a representação gráfica do processo de decisão. Nó de Decisão ou Ponto de Decisão Nó de Estado da Natureza Ramos de Decisão / Ramos de Estado da Natureza .

25) 150 .2 5) 100 .Árvore de Decisão do exemplo nda em a D te nen po (0 aixa B .35) 20 Dem anda Alta ( 0.40) a (0 aix -30 da B an Dem co mp on en te 3 Demanda Média (0.40) 10 2 rar mp Co com o 1 Ma nu fat ur ar o Demanda Média (0.35) 40 Dem anda Alta (0.

o que dará o Valor Esperado da Alternativa para cada uma delas. . faz-se a soma dos produtos dos resultados pelas probabilidades dos estados da natureza.Exemplo RESOLUÇÃO Teoria da Decisão Observa-se que acima de cada ramo de estado da natureza. A solução da árvore é simples: em cada nó de estado da natureza. escreveu-se a probabilidade correspondente ao estado da natureza.

25) = 32. .4) + 40 (0.4) + 20 (0.Exemplo Solução: Teoria da Decisão Temos os seguintes valores esperados para as alternativas: VEA (nó 2) = 10 (0.25) = 43 (Alternativa Comprar o Componente) VEA (nó 3) = (-30) (0. a alternativa Comprar o Componente conduz a um lucro maior.35) + 100 (0. como provando através da Matriz de Decisão.5 (Alternativa Manufaturar o Componente) Logo.35) + + 150 (0.

2ª Ed. Eduardo Leopoldino – Introdução à Pesquisa Operacional: Métodos e Modelos para a Análise de Decisão. São Paulo: Atlas. 2006. Gerson. 2004. – Introdução à pesquisa operacional. São Paulo. Lachtermarcher. 2007. Frederick S. 2009. José Vicente – Pesquisa Operacional: técnicas de otimixzação aplicadas a sistemas agroindustriais. Thomson Learning. 2ª Ed. LTC. Moreira. Daniel Augusto – Pesquisa Operacional: curso introdutório. 8ª Ed. São Paulo McGraw-Hill. 2006.Referências      Andrade. 1956 – Pesquisa Operacional na tomada de decisões. São Paulo. Pearson Prentice Hall. Caixeta-Filho. Hiller. .

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