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1)Considere as afirmações abaixo.

I -Rochas ígneas são aquelas formadas a partir do resfriamento do material magmático. As rochas ígneas podem ser

de

três tipos: intrusivas, vulcânicas e metamórficas.

II

-Movimentos orogenéticos são pressões laterais na crosta, que levam as rochas a se dobrarem, gerando as

montanhas.

III - Considera-se que o centro do núcleo interno da Terra – o nife – é sólido e que o núcleo externo, apesar de

bastante denso, é plástico.

Quais estão corretas?

(A)

Apenas I.

(B)

Apenas II.

(C)

Apenas I e III.

(D) Apenas II e III.

(E) I, II e III.

Detalhamento do Conteúdo:

Para compreender como surgiram os diversos tipos de relevo da superfície terrestre, é importante conhecer a

constituição do interior da Terra, pois é ali que estão as principais forças que modelaram a superfície terrestre (continental e oceânica). O raio médio da Terra é de aproximadamente 6.370 km. Os cientistas ainda não conhecem

de forma direta o interior do globo terrestre. Porém, a partir de estudos de vulcanismo, dos terremotos, da

densidade dos minerais, etc., eles deduziram a constituição do interior da Terra. Partindo do interior da Terra para a sua superfície, têm-se:

- o núcleo (parte central), região esférica de aproximadamente 3.475 km. As densidades calculadas para o núcleo terrestre indicam que ele é composto predominantemente por uma liga metálica de ferro (Fe) e níquel (Ni), minerais de elevada densidade (pesados). Por isso, o núcleo recebe também o nome de Nife. Entretanto, a

densidade não é uniforme para todo o núcleo. A parte externa dele tem densidade menor do que a interna, portanto

é possível inferir que, no setor externo, essa liga metálica inclua algum, outro elemento químico cuja presença

diminua a densidade. O núcleo externo é líquido, enquanto o interno é sólido e é composto pela liga de ferro e níquel. As temperaturas do núcleo terrestre variam muito, podendo alcançar valores de 6.000 °C no núcleo externo.

- o manto, situado ao redor do núcleo e com espessura de uns 2.900 km, é composto, genericamente, por matéria

mineral em estado sólido na sua porção externa, enquanto a parte interna é plástica e é constituída por material líquido quente, produzido pela fusão parcial das rochas, o magma. É do manto que saem as lavas vulcânicas que atingem a superfície, quando um vulcão entre em atividade.

- a crosta, também denominada de litosfera, é a camada externa que cobre o manto. A crosta nos continentes

(crosta continental) apresenta espessura variável, de 30 a 40 km nas regiões mais antigas e estáveis sismicamente (os crátons) até 60 a 80 km nas cadeias montanhosas, como; por exemplo, o Himalaia e os Andes. Já a crosta dos oceanos (crosta oceânica) tem ampla variação da sua espessura, apresentando uma espessura média em torno de 7,5 km.

As rochas classificam se de acordo com a sua origem em três tipos: magmáticas, ou ígneas, sedimentares e

metamórficas.

As rochas ígneas são resultantes da solidificação ou consolidação do magma. O termo ígneo provêm do latim ignis

e significa aquilo que tem sua origem no fogo. Assim, as rochas ígneas são aquelas formadas a partir de matéria

mineral fundida em altas profundidades e temperaturas. Já a palavra magma tem origem grega e é sinônima de massa ou pasta, ou seja, o magma é um material pastoso que originou as primeiras rochas do planeta e que ainda existe no interior da Terra. Os vulcões, ao expelirem as lavas, estão lançando na superfície terrestre o magma. Dito

de outra maneira: quando o magma extravasa na superfície, formando os derrames vulcânicos, recebe a denominação de lava.

Quando o magma, ao ascender em direção à superfície, se resfria no interior da Terra e se solidifica ou consolida, dá origem às rochas magmáticas plutônicas ou intrusivas. Como o resfriamento do magma se dá de maneira lenta, os cristais desenvolvidos nessas rochas são bem visíveis e podem ser vistos a olho nu. Essa rochas são também chamadas cristalinas. O granito, comumente utilizado no calçamento de ruas (os paralelepípedos) e na construção civil, é um exemplo de rocha ígnea intrusiva ou cristalina. As rochas intrusivas apresentam-se, geralmente, em massas enormes conhecidas por batólitos, que se extendem por áreas de milhares de km2 e, também, por muitos km de profundidade. O adjetivo plutônico é usado para esse e outros tipos de rochas intrusivas que se encontram em áreas de grande profundidade.

Como a temperatura da superfície terrestre é bem menor do que a do material expelido pelos vulcões, quando o magma atinge o exterior ou se aproxima da superfície, ele se resfria rapidamente. Devido a esse rápido resfriamento, os cristais tem pouca possibilidade de desenvolvimento e apresentam uma textura vítrea, não podendo ser vistos a olho nu. Esse processo rápido de solidificação do magma dá origem às rochas ígneas vulcânicas ou extrusivas. O basalto é um dos tipos mais comuns de rochas vulcânicas. Derrames basálticos enormes ocorreram em vários continentes e ilhas vulcânicas, sendo os mais extraordinários os derrames do Deccan, na Índia, e os da Bacia do Paraná, na América do Sul.

As rochas metamórficas originam-se da transformação de outras rochas (ígneas e sedimentares) quando submetidas a certas condições de pressão, calor e umidade. O mármore, originado da transformação do calcário, é um típico exemplo de rocha metamórfica. Os processos metamórficos ocorrem, em geral, associados aos processos tectônicos. O termo orogênese deriva da palavra grega orós; que significa montanha. A orogênese se aplica aos processos tectônicos pelos quais extensas áreas da crosta são deformadas e elevadas para formar as grandes cadeias montanhosas. Os continentes estão constituídos basicamente por três tipos fundamentais de estruturas geológicas:

os escudos ou maciços antigos, as bacias sedimentares e as cadeias ou cinturões orogênicos. Esses últimos correspondem às cadeias montanhosas de grandes altitudes e que foram formadas pelas forças internas (tectônicas) da Terra. De modo geral, o tectonismo gera dobramentos e falhas. Mais especificamente, os dobramentos são provocados por forças tectônicas que exercem pressão lateralmente, de forma parecida aos enrugamentos que podem ser produzidos ao se pressionar os lados opostos de um maço de folhas de papel. Exemplos de dobramentos são as grandes cordilheiras, como os Andes, as Montanhas Rochosas, os Alpes e o Himalaia, formados em tempos geológicos recentes (período Terciário). Em suma, uma cadeia orogênica é uma região alongada da crosta, intensamente dobrada e falhada durante os processos de formação de montanhas.

2)Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas no fim do texto abaixo. A configuração dos continentes nem sempre foi como a atual. A Terra é uma estrutura dinâmica e, por-tanto,

sujeita a transformações. Essas mudanças, por exem-plo, são as responsáveis pela existência dos terre-motos, das montanhas e, também, das ilhas. Podemos dizer que a origem das ilhas do arquipélago de Fernando de Noronha, os abalos sísmicos sentidos em algumas cidades nordestinas e as montanhas da costa oeste do continente americano

estão associados a instabilidades

e ao processo de

(A)

internas – intemperismo

(B)

externas – isostasia

(C)

externas – fragmentação da Pangéia

(D)

internas – transgressões e regres-sões marinhas

(E)

internas – tectônica de placas

Foi proposta no início do século XX, por Alfred Wegener, a teoria da Deriva Continental, segundo a qual os continentes estariam se movimentando sobre a superfície terrestre, às vezes quebrando-se em porções, outras vezes colidindo entre si. A teoria da Deriva Continental é parecida com a da Tectônica de Placas, pois ambas tratam da movimentação dos continentes. Porém, Wegener nunca afirmou a existência de placas litosféricas ou tectônicas. A

Tectônica de Placas, que pode ser considerada uma evolução da Teoria da Deriva Continental, refere-se à construção, em placas, de toda a superfície terrestre, e constitui uma explicação mais generalizada da estrutura da superfície terrestre. Tectônica, em grego, significa “a arte de construir”, ou seja, o termo está relacionado às forças internas do globo que constroem o relevo terrestre. A teoria da Tectônica de Placas é um modelo que afirma que a litosfera rígida e fria “flutua” sobre a astenosfera plástica e quente. Cabe lembrar que a astenosfera é a região do manto superior, entre 100 e 350 km de profundidade, com características plásticas e capaz de fluir. A litosfera é dividida por fraturas, formando um “mosaico” com sete grandes placas e outras de tamanho menor, que deslizam horizontalmente, levando os continentes por cima da astenosfera. Assim, a litosfera rígida desliza sobre a astenosfera, tornando possível o deslocamento lateral das placas tectônicas. Portanto, admite-se, atualmente, que os continentes são transportados por formações rochosas subjacentes bem maiores, as denominadas placas tectônicas ou litosféricas. As principais placas litosféricas ou tectônicas são: a africana, a americana (norte e sul), a eurasiana, a pacífica, a indo-australiana, a antártica e a de nazca. Em média, a velocidade de movimentação dessas placas é de 2 a 3 cm por ano, embora algumas placas se movimentem mais rapidamente do que outras. Por exemplo, a placa sul-americana se desloca aproximadamente 4cm/ano para oeste e, outras, como a placa africana, parecem estar estacionárias.

A maior parte do tectonismo terrestre acontece nas áreas de limite das placas litosféricas, sendo que as regiões localizadas no interior dessas placas são, normalmente, menos ativas tectonicamente. Pode-se afirmar que quase todas as montanhas e cordilheiras são formadas no limite das placas. A evolução dessas formas de relevo - as montanhas - é normalmente acompanhada de dobramentos e falhamentos de rochas, terremotos, erupções vulcânicas, entre outros fenômenos. Assim, percebe-se que diversas forças geológicas internas (endógenas) atuam, significativamente, sobre o relevo terrestre, modificando-o durante o transcorrer do tempo geológico. Para maiores detalhes, ver: BRANCO, S.M. & BRANCO, F. C. A Deriva dos Continentes. São Paulo: Moderna, 1992 (Coleção Polêmica).

São Paulo: Moderna, 1992 (Coleção Polêmica). Resposta Certa: (E) A atual configuração dos continentes

Resposta Certa: (E) A atual configuração dos continentes é resultante de um processo dinâmico, fruto da atua-ção de agentes externos (o intemperismo cau-sa--do pelo vento, chuva, rios, geleiras, principalmen-te) e internos (movimento das placas tectônicas). A crosta terrestre é a camada sólida externa da Terra, que inclui a parte continental (mais ou menos 40 km de espessura) e a oceânica (aproximada-mente 6 km). A crosta é parte da litosfera, a qual é constituída de placas que se movimentam umas em relação às outras sobre a astenosfera (camada parcialmente fundida do manto). A esse processo dá-se o nome de Tectônica de Placas. As placas estão em movimento devido às grandes pressões e altas temperaturas da astenosfera. Nesse movi-mento ocorre a separação das placas, formando fendas na crosta (rift). Quando essas fendas ocorrem no oceano, há a expansão dos fundos oceânicos e a formação de cadeias de montanhas (dorsais). Quando o movimento é de uma em direção à outra, pode ocorrer subducção (uma placa mergulha sobre a outra). Além disso, as placas podem deslizar uma em relação à outra, como ocorre na falha de

Santo André, por exemplo. Desses fatores decorre a instabilidade do planeta (ocorrência de terremotos, vulcanismo, entre outros fenômenos), que favorece o aparecimento de ilhas oceânicas, cadeias de montanhas,

dorsais e vulcões. 3) Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, referentes ao sistema terrestre.

( ) As transformações ocasionadas na superfície terrestre pelas forças endógenas (atividade sísmica e vulcanismo) e pelas forças exógenas (processos erosivos e de sedimentação) modelam as formas de relevo.

( ) A crosta terrestre é constituída pela crosta continental, que inclui rochas predominantemente de composição granítica, e pela crosta oceânica, que contém rochas basálticas.

( ) Os desmatamentos e as queimadas nas florestas tropicais do planeta constituem um problema ambiental somente para os países dos continentes africano e sul-americano.

( ) A água dos rios e dos lagos e a existente na atmosfera são uma pequena fração da água doce disponível no

planeta, razão pela qual os depósitos de água subterrânea são uma alternativa para a escassez de água em alguns

lugares do mundo. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

(A)

V

– F – F – V.

(B)

F – V – F – F.

(C)

F – V – V – F.

(D)

F – F – V – V.

(E)

V

– V – F – V.

O

relevo terrestre é resultado da atuação de duas forças opostas: a endógena (interna) e a exógena (externa).

As forças internas determinam as grandes formas estruturais do relevo, e as externas, as formas esculturais. Assim, as forças endógenas são responsáveis pela formação das grandes cadeias montanhosas, pela movimentação dos continentes e pelos basculamentos de grandes blocos continentais, enquanto as forças exógenas são responsáveis pela degradação física e química das rochas, pela alteração dos minerais, pela formação dos solos e pela erosão das montanhas e planaltos. A análise de milhares de terremotos durante muitas décadas permitiu compreender a estrutura interna do planeta. As principais camadas são: a crosta, o manto, o núcleo externo e o núcleo interno. A primeira camada superficial é a crosta, com espessura que varia de 25 a 50 km nos continentes e de 5 a 10 km nos oceanos. A grande diferença entre as velocidades sísmicas da crosta e do manto indica uma mudança de composição química das rochas. A crosta e a parte superior do manto formam uma camada mais dura e rígida, chamada de litosfera. A verdadeira “casca” da Terra é a litosfera. O estudo dos fundos oceânicos revelou que as rochas que sustentam a crosta oceânica são quase totalmente constituídas por rochas básicas, representadas pelos basaltos e diabásios ricos em silicatos de magnésio e ferro (SIMA), pertencentes ao grupo das rochas ígneas ou magmáticas. As rochas da crosta continental ou terrestre são de menor densidade e ricas em silicatos de alumínio (SIAL). Essas rochas fazem parte do grupo das metamórficas, das ígneas e das sedimentares. Cerca de 97,5% de toda a água do planeta são salgadas. Menos de 2,5% são doces, e estão distribuídas entre as calotas polares (68,9%), as águas subterrâneas (29,9%), rios e lagos (0,3%) e outros reservatórios (0,9%). As águas subterrâneas representam 97% da água doce líquida do planeta, sendo fundamentais para o abastecimento público e privado no mundo. Estima-se que mais de 1,5 bilhão de pessoas que vivem em núcleos urbanos e grande parcela da população que habita as áreas rurais sejam supridas pelos mananciais subterrâneos. As tendências mundiais mostram que cresce significativamente o abastecimento doméstico e industrial a partir das águas subterrâneas, pois elas são, geralmente, uma alternativa de baixo custo e de boa qualidade. Resposta Certa: (E) Somente a terceira afirmação é falsa. Ela se refere aos problemas ambientais provocados pelos desmatamentos e queimadas nas florestas tropicais. A destruição das florestas tropicais não constitui um problema ambiental somente para os países dos continentes africano e sul-americano, pois as florestas tropicais localizadas no sudeste asiático também sofrem com a degradação. Além disso, as florestas tropicais apresentam a maior diversidade biológica da Terra e sua extinção possui repercussões mundiais. Com o desflorestamento, ocorre a destruição da biodiversidade, o aumento da erosão dos solos e o assoreamento dos cursos d´água. Soma-se a isso a alteração dos índices pluviométricos, que modifica o clima local.

4) ufrgs 2005 - Com base nos estudos dos fósseis e da dinâmica terrestre, os geocientistas procuram compreender

as transformações do ambiente, organizadas em uma ordem cronológica expressa na escala de tempo geológico.

Associe adequadamente as características apresentadas no bloco inferior com os intervalos de tempo geológico do bloco superior.

1

- Mesozóico

2

- Paleozóico

3

- Cenozóico

4

- Pré-Cambriano

(

)Surgimento das primeiras formas de vida.

(

)Formação das cadeias de montanhas atuais, como os Alpes, o Himalaia e os Andes.

( )Início da fragmentação do continente primitivo (Pangea), dando origem a duas massas continentais: Gondwana e Laurásia.

A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo,é

(A)

4 – 1 – 3.

(B)

4 – 3 – 1.

(C)

2 – 4 – 3.

(D)

3 – 4 – 1.

(E)

1 – 2 – 4.

Os fósseis são restos ou vestígios de seres orgânicos (vegetais ou animais) que deixaram suas marcas ou pegadas nas rochas sedimentares da crosta terrestre. O princípio da sucessão biótica (ou faunística/florística) estabelece a possibilidade de se colocarem rochas fossilíferas em ordem cronológica pelo caráter de seu conteúdo fóssil, pois cada período, época ou subdivisão do tempo geológico tem um conjunto particular de fósseis, representativo dos organismos que viviam naquele tempo. No século XIX, cientistas ingleses descreveram camadas espessas de rochas, cada uma delas com o seu respectivo conteúdo fossilífero. Cada camada ou sistema de rochas foi depositado durante um período específico, identificado pelo conjunto de fósseis relacionado ao sistema e designado por um nome associado a alguma feição da região ou área onde o sistema foi definido, como, por exemplo, um termo geográfico: Jurássico, relativo aos Montes Jura, localizados na Europa; e Permiano, da cidade de Perm, na Rússia. Os Períodos foram subdivididos em Épocas e em unidades menores. Também as semelhanças e diferenças entre fósseis de vários períodos possibilitaram a agregação dos Períodos em Eras: Paleozóica, Mesozóica e Cenozóica. Recentemente, as Eras têm sido agrupadas em intervalos de tempo maiores conhecidos como Eons: Arqueano, Proterozóico e Fanerozóico. O termo “Fanerozóico” refere-se ao intervalo de tempo caracterizado por abundantes e facilmente reconhecíveis registros fósseis. Os Eons Arqueano e Proterozóico são conhecidos, coletivamente, pelo termo informal Pré- Cambriano. Algumas das características da Era Paleozóica, por exemplo correspondem ao grande desenvolvimento de peixes, moluscos e anfíbios. No fim dessa era, houve um grande desenvolvimento de formações florestais. Já na Era Mesozóica, que durou aproximadamente 140 milhões de anos, ocorreu o aparecimento dos primeiros mamíferos, das aves e dos répteis gigantescos, como o dinossauro, entre outros. No Período Terciário da Era Cenozóica, houve a formação das grandes cadeias montanhosas como os Andes, os Alpes, o Himalaia, as Rochosas e os Atlas, enquanto no Quaternário da mesma Era se estabeleceram os atuais contornos dos oceanos e continentes, além de ter aparecido o homem. Resposta Certa: (B)

A comparação das marcas fósseis encontradas em diversos lugares mostrou ser possível colocar rochas fossilíferas

em ordem cronológica pelo caráter do seu conteúdo fóssil, pois cada intervalo de tempo geológico possui um conjunto particular de fósseis, representativo dos organismos que viviam naquele tempo. Para estabelecer a ordem cronológica das rochas, utilizando o estudo dos fósseis, foi definido que, caso não haja deformação, cada camada rochosa se superpõe à anterior em ordem cronológica. No processo de deposição, os sedimentos mais antigos estão na camada mais profunda, e os mais recentes na mais superficial. A escala de tempo geológico pode ser subdividida em quatro grandes intervalos, nos quais se identificam eventos significativos na história evolutiva da Terra: Pré-Cambriano (marcado pelo surgimento das primeiras formas de vida); Era Paleozóica (intervalo de tempo da história da Terra com intenso desenvolvimento da vida marinha); Era Mesozóica (que compreende a

fragmentação do Pangea em duas massas continentais, denominadas Gondwana e Laurásia); e Era Cenozóica (caracterizada pela formação das cadeias montanhosas atuais, como os Alpes, o Himalaia e os Andes).

5)Com o desenvolvimento da Teoria da Tectônica de Placas, fenômenos como a formação das cadeias montanhosas e das fossas submarinas foram melhor compreendidos. Com isso, sabe-se que a Cordilheira dos Andes se encontra em uma região da crosta terrestre que

(A)

apresenta uma área de colisão de placas tectônicas.

(B)

forma margem continental do tipo passiva.

(C)

se situa em uma área de expansão do assoalho oceânico.

(D)

apresenta uma área falhada pela formação de uma dorsal oceânica.

(E)

coincide com limites divergentes de placas tectônicas.

A Teoria da Tectônica de Placas explica adequadamente o dinamismo da crosta terrestre. A litosfera é formada por

uma série de blocos, ou placas, de diferentes dimensões, que não são fixas e se movimentam sobre a astenosfera, zona do manto superior plástica e viscosa, principalmente no sentido horizontal. A área de contato entre placas é marcada por forte atividade sísmica, onde a grande pressão que uma placa exerce sobre a outra é capaz de gerar uma enorme quantidade de energia, traduzida principalmente em terremotos. Associada aos limites das placas, tem-se também a presença de cadeias montanhosas, fossas tectônicas, além de dorsais meso-oceânicas. A superfície terrestre está em permanente deriva. Assim, os continentes se deslocam, ao mesmo tempo que o fundo de alguns oceanos se alarga, como o Atlântico, ou se estreita, como o Pacífico.

A partir do movimento das placas tectônicas, pode-se compreender a origem dos vulcões e das zonas mais

sujeitas a terremotos, assim como o processo de formação das grandes cadeias montanhosas como os Andes, os Alpes ou o Himalaia. Existem basicamente três tipos de contatos entre as placas tectônicas:

a) limites divergentes: esse tipo de contato ocorre quando as placas se movimentam para direções contrárias

entre si. Acontece principalmente nas áreas ao longo das cadeias meso-oceânicas, extensas elevações submarinas,

cuja topografia é muito mais acentuada e exuberante do que as zonas montanhosas existentes nos continentes.

Quando as placas se afastam uma da outra, o material em estado de fusão – o magma – existente no topo da astenosfera sobe através das fendas situadas na crista das cadeias submarinas e extravasa-se, formando um novo fundo oceânico.

b) limites convergentes: esse tipo de contato ocorre quando duas placas se chocam. Na maior parte das vezes,

uma delas desliza por debaixo da outra, formando profunda trincheira que penetra pelo fundo oceânico. A placa inferior desliza no interior da astenosfera. Essa área de junção de placas recebe o nome de zona de subducção. Mais de 75% dos terremotos mundiais ocorrem nesse tipo de limite de placas. É aí também que se encontram os

sismos de foco profundo, com 300 a 700 km de profundidade. Ao descer para zonas mais profundas da astenosfera, a placa rígida encontra altas temperaturas, podendo ser parcialmente fundida. Esse novo magma, que é menos denso que as rochas circunvizinhas, sobe através de zonas de fraqueza da crosta e extravasa-se sob a forma de vulcões. Aproximadamente 2/3 das erupções vulcânicas conhecidas ocorrem nesse tipo de limite de placas. Exemplos de placas convergentes são a de Nazca e a da América do Sul. A interação do movimento entre essas placas possibilitou a formação da Cadeia Andina.

c) limites conservativos: esse tipo de contato ocorre quando as placas tectônicas deslizam lateralmente uma em

relação à outra, sem destruição ou origem de crostas. Exemplo: a falha de San Andrés, na América do Norte.

É em torno desses limites de placas que se concentra a mais intensa atividade geológica do planeta, como

terremotos, vulcanismo e orogênese. Resposta Certa: (A)

A Teoria da Tectônica de Placas compreende que a litosfera é segmentada por fraturas, formando um mosaico de placas que deslizam horizontalmente, arrastando os continentes por cima da astenosfera. As placas são geradas junto às dorsais oceânicas, com a formação do assoalho oceânico, e são destruídas nas fossas oceânicas, ditas zonas de subducção. A Cordilheira dos Andes é formada pela colisão de placas convergentes, ou seja, duas placas que se movem uma em direção à outra. Fossas oceânicas e margens continentais ativas são formadas nesses eixos de colisão.

6)O perfil esquemático a seguir representa os tipos de rochas predominantes e as formas de relevo num trajeto, em linha reta, entre as cidades gaúchas A e B.

As cidades indicadas pelas letras A e B são, respectivamente,

cidades indicadas pelas letras A e B são, respectivamente, (A) Passo Fundo e Caçapava do Sul.

(A)

Passo Fundo e Caçapava do Sul.

(B)

Alegrete e Santo Ângelo.

(C)

Porto Alegre e Lavras do Sul.

(D)

Cruz Alta e Santa Maria.

(E)

Caxias do Sul e Ijuí.

O estado do Rio Grande do Sul apresenta formas de relevo resultantes de processos geológicos e geomorfológicos. Os planaltos são constituídos por superfícies topográficas irregulares. Sua origem associa-se a processos erosivos que, prolongando-se por longo tempo, ressaltam relevos residuais. O Planalto Meridional, que ocupa o quadrante norte do estado, é constituído por rochas sedimentares e vulcânicas, apresentando uma altitude que varia de 1200 metros nos Aparados da Serra, na porção leste, a um valor próximo a 250 metros em São Luiz Gonzaga , na porção oeste. Em média, apresenta altitude de 600 metros acima do nível do mar. Nessa região encontra-se a cidade de Passo Fundo. As depressões são constituídas por superfícies aplainadas decorrentes de longos processos erosivos onde predominam formas planas ou levemente onduladas. As depressões são rebaixadas e localizam-se entre superfícies mais elevadas, geralmente planaltos. A Depressão Periférica Gaúcha foi esculpida sobre rochas sedimentares e caracteriza-se pela drenagem dos principais cursos d'água provenientes do Planalto Meridional, como os rios Jacuí, Taquari, Caí e Sinos. É o domínio típico das coxilhas. As altitudes são baixas, não atingem a cota dos 200 metros e decaem em direção à Laguna dos Patos, nível de base do rio mais importante, o Jacuí. Os escudos constituem as porções mais antigas das plataformas dos continentes. São os primeiros núcleos rochosos normalmente formados de rochas ígneas e metamórficas, que afloraram durante a formação da crosta terrestre. O Escudo Uruguaio Sul-Riograndense, composto por rochas cristalinas do Período Pré-Cambriano, com formas resultantes predominantemente convexas ou topos aplainados e vertentes dissecadas, apresenta uma altitude que varia de 200 a 400 metros acima do nível do mar. Nessa região localiza-se a cidade de Caçapava do Sul.

Resposta Certa: (A)

A alternativa (A) é a correta, porque o trajeto entre as cidades de Passo Fundo e Caçapava do Sul possui características geológicas e geomorfológicas correspondentes às localizações indicadas no perfil esquemático pelas letras A e B, respectivamente. A cidade de Passo Fundo encontra-se no Planalto Meridional, constituído por rochas sedimentares e vulcânicas, e Caçapava do Sul, no escudo Uruguaio Sul-Riograndense, composto por rochas cristalinas do Pré-Cambriano. Nesse trajeto, passa-se sobre o rio Jacuí, que se encontra na Depressão Periférica Gaúcha, formada sobre rochas sedimentares.

7) Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, referentes à classificação genética das rochas.

(

) A rocha ígnea intrusiva mais abundante na crosta terrestre é o granito.

(

) As rochas sedimentares são formadas a partir da compactação de fragmentos provenientes somente das rochas

ígneas e metamórficas.

( ) Quando ocorrer a litificação do material magmático em áreas profundas da crosta terrestre, a rocha resultante será do tipo ígnea vulcânica.

( ) O gnaisse e o mármore são rochas metamórficas resultantes da transformação de outras rochas devido ao aumento de pressão e temperatura sobre a rocha preexistente.

A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

(A)

V – F – F – V.

(B)

F – F – V – V.

(C)

V – V – F – F.

(D)

V – F – V – V.

(E)

F – V – F – F.

As rochas são produtos consolidados resultantes da união natural de minerais. Assim, uma informação importante no estudo das rochas é a determinação dos seus minerais constituintes, que podem ser reconhecidos como minerais essenciais (sempre presentes e mais abundantes numa determinada rocha) e minerais acessórios (que podem ou não estar presentes, sem modificar a classificação da rocha). Uma das principais classificações das rochas é a classificação genética, em que elas são agrupadas de acordo com o seu modo de formação na natureza. Nesse caso, as rochas se dividem em três grandes grupos: ígneas ou magmáticas, sedimentares e metamórficas. As rochas ígneas ou magmáticas resultam do resfriamento de material rochoso fundido, chamado magma. Quando o resfriamento ocorrer no interior do globo terrestre, a rocha resultante será do tipo ígnea intrusiva. Se o magma conseguir chegar à superfície, a rocha resultante será do tipo ígnea extrusiva, também chamada de vulcânica. A rocha vulcânica mais abundante é o basalto; e o granito é a rocha ígnea intrusiva mais abundante na crosta terrestre. Parte das rochas sedimentares é formada a partir da compactação de fragmentos produzidos pela ação dos agentes de intemperismo e pedogênese sobre uma rocha preexistente, e após serem transportados por agentes erosivos, do ponto de origem até o ponto de deposição. Nesse sentido, para formar uma rocha sedimentar, é necessário que exista uma rocha anterior, que pode ser ígnea, metamórfica e mesmo outra sedimentar, fornecendo, pelo intemperismo, sedimentos para a formação da futura rocha sedimentar. O processo que une as partículas sedimentares é conhecido como litificação ou diagênese, e compreende uma combinação dos processos de compactação e cimentação. As rochas metamórficas resultam da transformação de uma rocha preexistente em estado sólido. O processo de transformação se dá por aumento de pressão e/ou temperatura sobre a rocha preexistente, sem que o ponto de fusão de seus minerais seja atingido. O metamorfismo ocorre em grandes extensões da subsuperfície terrestre, em conseqüência, por exemplo, de eventos relacionados à edificação de cadeias montanhosas. O gnaisse, o mármore, o xisto, a ardósia são exemplos de rochas metamórficas. Resposta Certa: (A)

Apenas a primeira e a quarta afirmações são verdadeiras. A segunda afirmação é falsa, porque as rochas sedimentares são formadas a partir da compactação de fragmentos provenientes das rochas preexistentes, que

podem ser ígneas, metamórficas e mesmo outras sedimentares. A terceira afirmação é falsa, porque o material magmático em áreas profundas da crosta terrestre forma rocha ígnea intrusiva ou plutônica após sua solidificação.

8) Assinale a afirmação correta em relação aos movimentos tectônicos e ao vulcanismo. (A)Os movimentos tectônicos são provocados por forças basicamente exógenas, atuando de forma lenta e prolongada na estrutura e no modelado da crosta terrestre. (B)As forças tectônicas, que atuam predominantemente no sentido vertical sobre as camadas de rochas resistentes, originam as grandes cadeias montanhosas. (C)O material vulcânico que se acumula na superfície produz o chamado relevo cárstico, caracterizado pelas formas dômicas derivadas da sobreposição contínua de material piroclástico. (D)A diferença, em energia liberada, de um terremoto de nível 5 para outro de nível 6 na Escala de Richter é equivalente à diferença, em energia, de um terremoto de nível 6 para outro de nível 7. (E)O surgimento da Dorsal Meso-Atlântica corresponde a áreas de divergência de placas litosféricas, onde ocorrem fenômenos vulcânicos e tectônicos.

O avanço dos conhecimentos sobre o interior da Terra por métodos indiretos, como a análise dos freqüentes abalos sísmicos, os estudos do vulcanismo e as pesquisas dos fundos oceânicos, permitiu que nas últimas décadas ocorressem significativas mudanças de interpretações da gênese e dinâmica da litosfera. A análise minuciosa dos gráficos produzidos pelos sismógrafos indicou a ocorrência de importantes descontinuidades no comportamento das ondas sísmicas na própria litosfera. Também os estudos realizados nos fundos dos oceanos com equipamentos de sondagens modernos possibilitam obter muitas informações a respeito das rochas predominantes e das grandes formas de relevo submarino. Desse modo, sabe-se que a litosfera não é uma camada de estrutura rígida contínua,

mas se constitui de dois tipos de rochas distintas que dividem a litosfera em duas crostas – uma crosta continental

crosta oceânica (SIMA).

A Teoria da Tectônica de Placas refere-se a uma interpretação da gênese e da dinâmica da litosfera, sustentáculo do relevo terrestre e submarino. A litosfera se divide em vários blocos ou placas que não possuem a mesma dimensão e também não são fixas, apresentando sinais de deslocamento no plano horizontal e deslizando sobre o manto. Esses blocos ou placas tectônicas incorporam estruturas tanto da crosta continental como da crosta oceânica. Seus limites são aproximadamente determinados pela presença de linhas de forte atividade sísmica, como vulcanismo e terremotos. Desse modo, os limites estão sempre associados às áreas das cadeias ou dorsais mesoceânicas, que são áreas montanhosas nos fundos oceânicos. Quando se situam nas margens dos continentes, esses limites estão associados a cadeias montanhosas nas partes emersas e a fossas oceânicas nos fundos marinhos. Os limites das placas tectônicas podem ser de três tipos distintos: divergentes, convergentes e conservativos. Os limites divergentes são marcados pelas dorsais mesoceânicas, onde as placas tectônicas afastam-se umas das outras, com a formação de nova crosta oceânica. É justamente nessas cadeias que ocorrem fortes atividades sísmicas e intensas atividades magmáticas, com a presença de abalos sísmicos, intrusões magmáticas, vulcanismos, grandes alinhamentos de falhas longitudinais e transversais e rochas intrusivas e vulcânicas de idades recentes. Nos limites convergentes, as placas tectônicas colidem, tendo-se como resultado a geração das montanhas orogênicas nos continentes e a criação das fossas submarinas, ambas margeando a borda continental. Quando as placas colidem, a placa mais densa mergulha sob a outra, gerando uma zona de intenso magmatismo a partir de processos de fusão parcial da crosta que mergulhou. Nesse processo, parte do material rochoso da superfície sofre dobramentos e soerguimento (orogênese – movimento tectônico que atua no sentido predominantemente horizontal) e parte mergulha sob o continente em direção ao manto. Os limites conservativos são áreas em que as placas tectônicas deslizam lateralmente uma em relação à outra, sem destruição ou geração de crostas, ao longo de fraturas denominadas falhas transformantes. Em 1935, para comparar os tamanhos relativos dos sismos, Charles F. Richter, sismólogo americano, formulou uma escala de magnitude baseada na amplitude de registros das estações sismográficas. O princípio básico da escala é que as magnitudes sejam expressas na escala logarítmica, de maneira que cada ponto na escala corresponda a um fator de 10 vezes nas amplitudes de vibrações.

ou

siálica

(SIAL)

e

outra

Resposta Certa: (E)

Com o desenvolvimento da sondagem acústica, tornou-se possível o mapeamento das dorsais submarinas, como a Dorsal Meso-Atlântica, uma longa cadeia de montanhas submarinas que se estende de norte a sul, no Atlântico. Corresponde a áreas de divergências entre as placas litosféricas Sul-Americana e Africana e, acima do Trópico de Câncer, entre as placas Norte-Americana e da Eurásia, ocorrendo fenômenos vulcânicos e tectônicos nessas áreas de divergências.

9)

vulcânicos e tectônicos nessas áreas de divergências. 9) Assinale a afirmação correta com relação aos pontos

Assinale a afirmação correta com relação aos pontos de 1 a 5 que constam no mapa.

(A)

O ponto 1 situa-se entre as placas tectônicas Sul-Americana e Nazca.

(B)

O ponto 2 localiza-se numa área de separação de placas tectônicas, responsável pela formação de uma dorsal

oceânica.

(C)

O ponto 3 localiza-se numa área de colisão entre as placas Africana e Indo-Australiana.

(D)

O ponto 4 situa-se numa área de expansão do assoalho oceânico, responsável pela formação da Cordilheira dos

Andes.

(E) O ponto 5 localiza-se numa área de formação de arco de ilhas, que corresponde a uma zona de subducção.

Resposta Certa: (B)

A litosfera é segmentada por fraturas, formando um mosaico de placas tectônicas que deslizam horizontalmente,

arrastando os continentes por cima da astenosfera. Quando, no limite das placas, o movimento é divergente, isto é, quando as placas tectônicas se afastam uma da outra, ocorre a expansão do fundo oceânico e a formação de uma cadeia montanhosa ou uma dorsal meso-oceânica. Na questão, as afirmações relativas aos pontos 1 (A), 3 (C), 4

(D) e 5 (E) estão incorretas. O ponto 1, no mapa, situa-se entre as placas tectônicas Sul-Americana e Africana. O

ponto 3 refere-se a uma área de separação entre as placas Africana e Indo-Australiana. A Cordilheira dos Andes, indicada no ponto 4, é formada pela colisão de duas placas que se movem uma em direção à outra. O ponto 5 refere-se a uma área de colisão entre placas continentais, responsável pela formação da Cordilheira do Himalaia. A alternativa correta é a que se refere ao ponto 2 (B), onde as placas tectônicas que se separam são a Norte- Americana e a Euro-Asiática, formando a dorsal meso-oceânica Atlântica.