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Apostila+do+MOTOR+DE+INDUÇÃO+MONOFÁSICO

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DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

NOTAS DE AULA EM

MOTOR DE INDUÇÃO MONOFÁSICO
Apostila de Apoio às Disciplinas: SEL0329 – Conversão Eletromecânica de Energia SEL0422 – Máquinas Elétricas

DIÓGENES PEREIRA GONZAGA

São Carlos, Abril de 2007.

Este tipo de enrolamento apresenta facilidades de fabricação em série. sendo então necessários condutores de bitola bem maior e. alimentado com uma fonte trifásica simétrica. a qual conduzirá toda a corrente necessária ao funcionamento do MIM. o enrolamento de estator de um MIM é mais volumoso que o de um Motor de Indução Trifásico (MIT) para uma mesma potência mecânica. não apresenta oscilações. eventualmente. que causa volumosas cabeças de enrolamento. Por estes motivos. nele utilizado. resultando em P3Φ=3Vf If cosφ a partir dos produtos de tensão e corrente temporais. no comércio e na indústria. é muito usado. acrescentam-se grandes massas girantes e. Com relação ao rotor. a este tipo de motor. também. seja em atividades rurais onde não haja disponibilidade de alimentação trifásica de energia elétrica.O MOTOR DE INDUÇÃO MONOFÁSICO Comentários O Motor de Indução Monofásico (MIM) é um dispositivo de conversão eletromecânica de energia que. é sabido que com apenas um enrolamento de fase no estator não é criado o campo girante. para grandezas de fase. permite que se sinta um dos piores defeitos do MIM: sabe-se que a potência desenvolvida em um dispositivo trifásico equilibrado. Uma análise introdutória relativa à potência envolvida. da mesma forma que são acrescentados capacitores de grandes capacitâncias a dispositivos que apresentem correntes pulsantes.36 kW) no mercado. 2 . este é do tipo gaiola de esquilo. devido ao tipo de enrolamento. então. Em geral. como é o caso dos retificadores. malgrado alguns problemas inerentes a ele. daí dizer-se que o torque do MIM seja pulsante e. capacitores de marcha. o que é muito comum nas propriedades rurais Brasil afora. em residências. A expressão do torque é diretamente afetada por esta oscilação. já no circuito monofásico o resultado da multiplicação de tensão e corrente temporais é P1Φ=Vf If cosӨ + Vf If cos(2ωst – Ө). a potência mecânica é bem limitada no MIM. automatizada. como na maior parte dos MITs. por isso é necessário lançar mão de algum artifício para o motor apresentar torque de partida e. girar inicialmente. Em termos de operação. concentrado (concêntrico). haja vista a existência de apenas uma fase. para que se reduza tal problema. não passando muito de 10cv (7. seja em atividades urbanas. apresentando uma parcela oscilante com o dobro da freqüência angular da alimentação.

Eixo magnético do enrolamento Enrolamento monofásico de 2 pólos. 3 .1(b) mostra o enrolamento planificado. 1(a) mostra o esquema unifilar por ranhura do enrolamento no estator e a Fig.(a) Esquema unifilar do enrolamento monofásico de estator. 1. (b) Esquema planificado da fmm do enrolamento monofásico. que apresente uma distribuição espacial aproximadamente senoidal em função da posição θ na superfície interna do estator. A Fig. bem como um esboço da onda de FMM e sua 1a harmônica.Análise Inicial Considere-se um enrolamento monofásico de estator. de forma a não se cometer grandes erros ao se considerar apenas a 1a harmônica desta distribuição em sua análise. (a) (b) Fig.

resultando na Eq. ia = I máx cos(ω s t ) ( A) Eq. 2. com f=60Hz no sistema elétrico brasileiro.3 e o produto de cossenos representa uma onda estacionária. 2. Kw é o fator de enrolamento e Ө o ângulo ao redor da face interna do estator. 1 na Eq. cujo valor máximo ocorre sobre o eixo magnético do enrolamento monofásico do estator. 2 – Onda estacionária de FMM do enrolamento monofásico de 2 pólos Aplicando alguns conhecimentos de trigonometria. Fa1 = Onde. a expressão da FMM fica com na Eq. N é o número de espiras. Substitui-se a Eq. Fa1 = 4 Ni a K w cos θ π 2 Eq. 4 4 . representada por sua 1a harmônica é dada pela Eq. A força magnetomotriz (FMM) espacial. 2 Onde. igual à metade do valor máximo.Este enrolamento solicitará de uma fonte de corrente alternada monofásica uma corrente como a da Eq. ωs=2πf. a qual representa a soma de duas ondas de FMM de mesma amplitude. 1 Onde. 4 NI máx K w cos(ω s t ) cosθ = Fmáx cos(ω s t ) cos θ π 2 Fmáx = 4 NI máx K w π 2 Eq. Fig. como é mostrado na Fig. 2. 1. girando em sentido contrário: Fa1 = 1 Fmáx [cos(θ − ω s t ) + cos(θ + ω s t ] 2 Eq. 3.4.

3 – Curva de Torque versus velocidade angular. tais velocidades angulares. O MIM possui um enrolamento chamado de principal ou de marcha. chamada de componente para trás (backward). ns = 2 dθ ωs = p dt (a) ns = 2 dθ ωs = − p dt (b) Eq. a velocidade angular é: opostos: a primeira no sentido de crescimento de Ө (anti-horário). Fig.Na primeira parcela o valor máximo ocorre quando (Ө – ωst )=0 e a velocidade angular desse pico da onda vale dθ = ω s . já que não há campo magnético girante. mostrando as componentes (Tf) para a frente e (Tb) para trás e a curva resultante. para frente e para trás assumiriam as expressões das Equações 5(a) e (b). caso haja um dispositivo auxiliar de partida. Processo de Partida do MIM. A curva de Torque versus Velocidade angular está representada na Fig. 5 . na qual o valor máximo dt dθ = −ω s . apenas uma onda estacionária de FMM. 5 Isto afeta diretamente o comportamento do MIM em relação ao torque. o MIM poderá girar em qualquer um dos sentidos. Caso a máquina possua p pólos. que sozinho não permite que o motor parta. quando ele está submetido a ma corrente alternada. cuja resultante é uma onda estacionária. 3 e nela pode ser visto que com um enrolamento monofásico. ou seja em sentidos dt ocorre para (Ө + ωst )=0. chamada de componente para a frente (forward) e a segunda ao contrário (horário). É como se houvesse um par de campos girantes em sentidos opostos. já na segunda parcela.

O enrolamento auxiliar é do mesmo tipo do enrolamento principal. em relação a este. sendo distribuído nas mesmas ranhuras do estator que este último. junto com o enrolamento principal. juntamente com o enrolamento principal. também. ou seja. denominado concêntrico ou espiral. (b) fotos do enrolamento concêntrico [LARAMORE] 6 . que é localizado no estator. meio passo polar. 4 – (a) Esquema dos enrolamentos principal e auxiliar no estator do MIM. O dispositivo auxiliar mais comum é o enrolamento auxiliar. ou conjugado. que o MIM apresente torque. 4(a) apresenta um esquema desta distribuição de ambos os enrolamentos estatóricos e. numa posição a 90o elétricos. de partida e se movimente no sentido de rotação que for definido. (a) (b) Fig.Qualquer dispositivo auxiliar de partida deve permitir. A Fig. uma foto deste tipo de enrolamento (b).

5 – Esboço das linhas de força dos campos magnéticos devido às correntes nos enrolamentos principal e auxiliar.O enrolamento principal é acomodado no fundo das ranhuras e o auxiliar é acomodado no topo das mesmas. já que o ângulo de defasagem espacial entre as bobinas do principal e do auxiliar (90o elétricos) é claramente diferente da defasagem temporal entre as correntes. devendo então ser construído com um condutor compatível com tal corrente. de maior bitola. configurando um motor de indução bifásico desequilibrado e com alimentação assimétrica. de modo que a corrente do auxiliar seja sempre adiantada em relação à do principal. o que permite a obtenção de um campo girante bifásico mal-comportado. sempre conduzindo a corrente elétrica de carga. comparando com a do condutor do enrolamento auxiliar. Com a presença deste campo girante. 5. ter-se-á uma diferença sensível entre elas e. ou seja. conseqüentemente para uma mesma tensão alternada alimentando-as. concatenadas ou não com as barras da gaiola. Considerando. que conduz corrente com menor intensidade e. relativamente ao “enrolamento” do rotor. ter-se-á. as impedâncias de ambos os enrolamentos. resultando disso que o principal apresenta maior valor de reatância de dispersão que o auxiliar. também. mesmo com números de espiras nos dois enrolamentos bem diferentes. Enrolamento auxiliar no topo e enrolamento principal no fundo da ranhura Fig. correntes com diferentes defasagens de natureza temporal em relação à tal tensão e entre si. a gaiola de esquilo será acelerada e o MIM gira no sentido da onda 7 . analogamente ao caso do MIT. que é a gaiola de esquilo. como é mostrado na Fig. a resistência elétrica do principal é marcadamente menor que a do auxiliar. Na maior parte das configurações do MIM apenas o enrolamento principal é mantido alimentado após o processo de partida. então.

ou em inglês split-phase.estacionária que passa pelo máximo primeiro (auxiliar). o diagrama fasorial e o esboço da curva de torque versus velocidade angular desta situação. acrescenta-se ao ramo do circuito relativo ao enrolamento 8 . para a onda estacionária que passa pelo máximo em seguida (principal). (a) (b) (c) Fig. 6 – (a) Circuito elétrico. apenas devido às impedâncias das bobinas e (c) esboço da curva T versus n. 6 mostra o circuito elétrico. A Fig. O MIM nesta configuração é chamado de motor de indução monofásico de fase dividida. Para que o MIM apresente um campo girante mais próximo daquele criado por um motor bifásico simétrico. (b) Diagrama fasorial do MIM com defasagem entre correntes.

auxiliar um capacitor de capacitância conveniente. o diagrama fasorial e o esboço da curva de torque versus velocidade angular desta situação. 7 – (a) Circuito elétrico. (b) Diagrama fasorial do MIM com capacitor no enrolamento auxiliar e (c) esboço da curva T versus n. A Fig. 9 . 7 mostra o circuito. (a) (b) (c) Fig.

Tal capacitor adiantará a corrente do enrolamento auxiliar de aproximadamente 90o elétricos no tempo em relação à corrente do enrolamento principal e. ainda que ocorram algumas imperfeições. 6 2 ⎣ 2 2 2 2 ⎦ p = Fm cos(ω s t − θ ) 2 A velocidade angular síncrona do campo é obtida da mesma forma que no MIT valendo ns=(2/p)ωs. 10 . seja no espaço. seja no tempo. Mais à frente serão mostradas algumas variações das duas situações aqui tratadas. ter-se-á um campo magnético girante muito mais adequado do que aquele tratado no parágrafo anterior. como pode ser visto em [LARAMORE] e é mostrado na Fig. pois se têm apenas a corrente do enrolamento principal. Motor de Indução Monofásico em Marcha Após a partida.2. os condutores do rotor diretamente embaixo experimentam fluxo máximo e sua velocidade em relação a tal fluxo causa máxima tensão induzida neles. De acordo com a teoria de campos cruzados. seja por uma chave centrífuga. já que esta situação remete à Fig. a corrente do rotor fornece um campo magnético.8. seja por alguma chave acionada termicamente em função da corrente do enrolamento principal. a aproximadamente 75% da velocidade final do MIM. na maior parte dos MIMs o enrolamento auxiliar é desconectado. A explicação da permanência em rotação pode vir por dois caminhos: o primeiro ligado à teoria dos “campos cruzados” (cross-field theory) e o segundo por meio da teoria dos “campos girantes em sentidos contrários” (counterrotating-field theory). em relação ao campo magnético devido à corrente do enrolamento do estator. o qual com muito mais capacidade iniciará o processo de partida do MIM. Quando a corrente do enrolamento principal está em seu pico. A partir daí o MIM permanecerá girando. embora o campo girante devido às correntes no estator não exista mais. Uma forma de deduzir-se a expressão da onda de FMM do campo girante exige que se considerem as fases principal e auxiliar do estator equilibradas (Fma=Fmp) e o capacitor em série com a auxiliar defasará as duas ondas compondo o campo girante: p p π π F = Fmp cos(ω s t ) cos( θ ) + Fma cos(ω s t + ) cos( θ + ) = 2 2 2 2 F ⎡ p p p p ⎤ = m ⎢cos(ω s t + θ ) + cos(ω s t − θ ) + cos(ω s t + θ + π ) + cos(ω s t − θ )⎥ = Eq. deslocado de aproximadamente 90o elétricos. a composição desses campos cruzados cria um campo magnético girante.

o campo do enrolamento principal é revertido e o campo do rotor é igual a zero. O fluxo de rotor está próximo do máximo quando o do enrolamento principal é zero. 8 – O rotor e o enrolamento principal do estator combinam para produzir um campo magnético girante num motor de indução monofásico. [LARAMORE] Como é visto na Fig. sua composição no entreferro 11 .8). Isto produz um campo magnético 90oelétricos à frente do eixo magnético da bobina do enrolamento principal. (a) Tensões de rotor induzidas pela rotação do rotor por causa do fluxo no enrolamento principal no instante t=t1 (máxima corrente no enrolamento principal). as correntes nestas barras estão próximas de seu máximo quando a corrente do enrolamento principal é zero (em t = t2 na Fig. substitui o campo devido à corrente do enrolamento auxiliar que foi desconectado após a partida. Em t = t4 o campo do estator é de novo zero e o campo do rotor é revertido. no sentido de rotação do rotor. que acontece estarem sob o enrolamento principal num certo instante. em conseqüência da corrente variável no tempo que circula no estator e da velocidade de rotação do rotor. A direção de rotação do campo é a mesma do rotor. como mostra a Fig. existem duas ondas estacionárias. (b) Corrente de rotor atrasada de 90o elétricos em relação à tensão de velocidade. Assim.Por outro lado. Fig. No instante t = t3. 8. Nestas circunstâncias. uma devida ao enrolamento principal do estator e uma devida ao rotor. a elevada permeância (inverso da relutância) do circuito magnético envolvido pelos pares de barras do rotor. a corrente que circula no rotor. dá causa a que as correntes nestas barras se atrasem em relação às tensões de velocidade de aproximadamente 90oelétricos.8(b).

. 1) Motor indução monofásico de fase dividida (split-phase): a Fig. manter a mesma polaridade de alimentação do enrolamento principal e inverter a polaridade da alimentação do enrolamento auxiliar.9 Ω . Calcular o valor da capacitância associada ao capacitor de partida que colocará as correntes dos dois enrolamentos. em quadratura no tempo.de ar leva a um campo magnético girante bifásico que permite ao rotor continuar girando no sentido em que girou na partida.7 + j 2. deve-se. já que seu campo girante é definido apenas pela defasagem devido a diferentes impedâncias dos enrolamentos principal e auxiliar.2 Ω e Z a = 8. Dados de placa do motor: 1/3 c. o capacitor é desligado juntamente com o enrolamento auxiliar.v. 120V e 60Hz.1 + j 3. como ventiladores de tetos. ou vice-versa. durante o transitório de partida. Exemplo 1 – Cálculo do Capacitor de Partida para o MIM de fase dividida. Para que ocorra reversão de sentido da velocidade angular do rotor. 2) Motor de indução monofásico de fase dividida e capacitor de partida: a Fig. com a forma que eles se mantém em marcha. na partida. 7 mostra este tipo de motor e seu diagrama fasorial. 7(a) • • 12 . Solução: considerar a Fig. O Exemplo 1 mostra uma forma simples de cálculo para esse capacitor. As impedâncias dos enrolamentos principal e auxiliar são. Seu uso é maior em cargas que não exigem torques elevados. 6 mostra o circuito deste tipo de motor e seu diagrama fasorial. mesmo. principal e auxiliar. Tipos de Motores de Indução Monofásicos Os MIMs podem ser classificados de acordo com o método de partida e. respectivamente: Z p = 4.

97 o 8. mesmo após a partida.7 ⎝ 8.9 − X C ) 2.2 = 18.09∠ − 18. que permanece conectado à alimentação.03o que é o ângulo de fase da corrente do • • enrolamento auxiliar.43o A ' Têm-se.7 ⎠ • C=189 μFarad. Assim. manter-se o fator de potência em valor conveniente. assim I a ' = 8. Há. no novo circuito auxiliar ter-se-ia a seguinte impedância: Z a = 8. A permanência do segundo capacitor permite reduzirem-se as oscilações de potência e.03o A . não necessitando então de chave centrífuga.7 + j (2. capacitor de partida e capacitor permanente: neste caso apenas o capacitor de partida é desconectado.1 • Portanto.03o .9 − X C ) levando à nova corrente I a ' = ' ϕ a = −tg −1 ⎜ • ' • 120∠0 o e a fase fica: 8. 3) Motor de indução monofásico de fase dividida. podem-se escrever as impedâncias na forma polar: Considerando a referência de tensão V = 120∠0 o V .49∠52.9 − X C ⎞ = 1. também.28 . as correntes dos enrolamentos principal e auxiliar são: I p = 23. uma configuração com apenas um capacitor.7 + j (2. então − 8. também. juntamente com o enrolamento auxiliar. inerentes a motores de indução monofásicos e. portanto XC=14. 13 .04 Ω e ⎟ = 52. então: ϕ a = ϕ p + 90 o = 52.97 o A e I a = 13. conseqüentemente. 9 ilustra este tipo de motor.43o e ϕ p = tg −1 = 37. A Fig. já que o segundo capacitor permanece ligado em série com o enrolamento auxiliar. de torque. adiantada de 90oelétricos em relação à original.Cálculo dos ângulos φa e φp: ϕ a = tg −1 2.7 4. sem o capacitor de partida.07∠ − 37.9 3.9 − X C ⎛ 2.

Fig. em conseqüência disso. 10 mostra um corte desse tipo de motor. decorrente da aplicação de corrente alternada na bobina principal. por exemplo 1/20 c. concentradas.. Assim. 4) Motor de indução monofásico com bobinas de arraste ou “pólos sombreados” (shaded poles): são motores de baixa potência. A Fig. estão enroladas. ou operação normal. que se mantém na marcha. principalmente. a interação dos dois fluxos cria um campo girante embora não muito efetivo que permite que o motor apresente um pequeno conjugado de partida aplicado sobre o rotor gaiola de esquilo no sentido do fluxo φ P para o de φ S . onde as bobinas do enrolamento principal ( φ P ). passa pelo máximo sempre antes do fluxo de arraste e. um recorte onde está alojada a bobina de arraste ( φ S ) em curto circuito.v. O fluxo φ P . considerado alternado. 9 – MIM com capacitores de partida (C2 e permanente C3). ele possui nos pólos salientes. 14 . a qual causa um fluxo φ S . Sua aplicação é voltada para pequenos ventiladores. atrasado em relação a φ P (o efeito indutivo é sempre atrasado em relação à causa). induz uma corrente elevada na bobina de arraste. o fluxo principal.

entre os motores monofásicos. 10 – Corte do motor de pólo sombreado. a figura não mostra o enrolamento principal. Alguns autores incluem o motor de corrente contínua campo série. Esta onda estacionária pode ser decomposta em duas ondas de FMM girando em sentidos opostos.7 15 . o qual sempre ocorre sobre o eixo magnético da bobina. ou com bobina de arraste. Por simplicidade. entretanto ele não é da classe de indução ou assíncrono. Circuito Equivalente do Motor de Indução Monofásico Sabe-se que o campo magnético de uma bobina senoidalmente (espacial) distribuída no estator do MIM e alimentada com uma corrente senoidal (temporal). 7(a). (b) e (c) Fa = 1 p p ⎡ ⎤ Fmáx ⎢cos( θ − ω s t ) + cos( θ + ω s t ⎥ . como mostra a Eq. 4 e é repetida modificada nas Eqs. alimentado com corrente alternada e conhecido como ”motor universal”. onde: 2 2 2 ⎣ ⎦ (a) Ff = Fb = ⎡ ⎛p 1 ⎞⎤ Fmáx ⎢cos⎜ θ − ω S t ⎟⎥ é a onda para a frente (forward) e 2 ⎠⎦ ⎣ ⎝2 ⎡ ⎛p 1 ⎞⎤ Fmáx ⎢cos⎜ θ + ω S t ⎟⎥ é a onda para trás (backward) 2 ⎠⎦ ⎣ ⎝2 (b) (c) Eq.Fig. cria uma onda estacionária de FMM de valor máximo Fmáx. estendida a p/2 pares de pólos.

11 apresenta o circuito equivalente para o rotor bloqueado (partida) (a) e suas componentes f e b (b). (a) 16 . por unidade: . b: n = 1. e o campo b induz no rotor corrente na freqüência (2-s)fs. onde fs é a freqüência da corrente do estator. f: -em relação ao campo para trás. onde s é o escorregamento. somente é considerado o enrolamento principal.Um motor hipotético que apresentasse qualquer uma dessas ondas no estator acionaria o rotor com as seguintes velocidades angulares. O campo f induz no enrolamento do rotor corrente na freqüência sfs. a primeira oscilará em freqüência muito baixa (da ordem 10-1Hz) de e a segunda em freqüência bem maior (da ordem de 120 Hz).em relação ao campo para frente. A Fig.s 1+ n = 2 – s.

(b) Fig. 12 mostra o circuito equivalente do MIM em operação normal. (b) componentes f e b. 8 E = E f + Eb • • • (c) 17 . 11 – (a) Circuito equivalente do MIM com rotor bloqueado. A Fig. onde: • ⎛r ⎞ Z f = R f + jX f = ⎜ 2 + jx 2 ⎟ // jx m e ⎝s ⎠ • ⎛ r ⎞ Z b = Rb + jX b = ⎜ 2 + jx 2 ⎟ // jx m ⎝2−s ⎠ (a) (b) Eqs.

ainda.perdas no rotor devido à componente b = (2-s)Pgb. que incluem perdas no núcleo de Ferro e as perdas rotacionais.perdas no rotor devido à componente f = sPgf .5Rb I p T = T f + Tb = 1 (Pgf + Pgb ) nS Eqs. 12 – Circuito equivalente do MIM em operação normal. 9 Têm-se. sendo que estas são a soma das perdas por atrito viscoso na lubrificação dos mancais e na ventilação do próprio motor. Tf = 1 Pgf nS (a) Tb = 1 Pgb nS (c ) (d ) (e) 2 2 Pgf = 0. Potência mecânica devido à componente f PMECf = Pgf – sPgf = (1-s) Pgf (a) Eqs.Fig. 10 Potência mecânica devido à componente b PMECb = Pgb – (2-s)Pgb= – (1-s) Pgb (b) 18 . têm-se as expressões simplificadas para potências e conjugados nas Eqs. .5R f I p (b) Pgb = 0. 9. as perdas nas duas componentes do campo: . Conjugados ou Torques e Potências no Motor de Indução Monofásico Se desprezarem-se as perdas suplementares.

10 (a) e (b) resultam na potência mecânica total.Pgb) = ns(1-s). G. Ed. Florianópolis. 2a Edição. São Paulo (Brasil).. Editora McGraw-Hill . “Conversão Eletromecânica de Energia”. 19 . L. “Eletromecânica”. “Teoria de las Maquinas Electricas de Corrente Alterna”. McGraw-Hill/ New York (USA). A. São Paulo. Editora Globo. (1980). 11 Onde n é velocidade angular do MIM e T é o conjugado da Eq. Ed. New York (USA).. V. R. [LARAMORE] – McPherson. S. “An Introduction to Electrical Machines and Transformers”. “Máquinas Elétricas”. É sugerido estudar o exemplo 11-3 do livro [FITZGERALD].John Wiley & Sons.T Eq. SC. & Laramore.. [BARBI] – Barbi. S.(1/ns)( Pgf . Edgard Blücher/ São Paulo. Ed. Edgard Blücher/ São Paulo. Resultados mais exatos serão obtidos se da potência mecânica forem subtraídas as perdas suplementares. Editora. 13a Edição. Ed. Ed. D. C. 11. 1985.Mexico (Mexico). S. [FALCONE] – Falcone. A. I. “Electric Machinery Fundamentals”. Editora da Universidade Federal de Santa Catarina/ Eletrobrás. “Teoria Fundamental do Motor de Indução”.. da Eq. 1990. & Umans.. Bookman Cia. Referências Bibliográficas e Leituras Complementares [KOSOW] – Kosow. E. 9(e).A soma das Eqs... [BOFFI] – Boffi. “Máquinas Elétricas e Transformadores”. J. 2001. [LANGSDORF] – Langsdorf. G. [FITZGERALD] – Fitzgerald.. D. Kingsley Jr. I. [CHAPMAN] – Chapman. 2006. 1967.Pgb ) = n. L. PMEC = (1-s)( Pgf . 1998.. A..

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