IOF (IMPOSTO SOBRE “OPERAÇÕES FINANCEIRAS”

)
AULA – 28.03.2011 e 30.03.2011

O nome não retrata o caráter do imposto, dotado de múltipla personalidade porque poderia ser desdobrado em quatro grandes tributos. Este imposto não incide sobre todas as operações financeiras, incide sobre alguma delas. Por exemplo, não recai sobre as movimentações dos depósitos de conta-corrente (saque e depósito em conta corrente ou poupança não estão sujeitos a IOF). O IOF incide, portanto, sobre as operações de crédito, câmbio, seguro e valores mobiliários. Este imposto tem uma atuação que traz consequências importantes, é através do mercado financeiro que mais crédito ou menos crédito é injetado na economia. Portanto, quanto mais recursos correrem na sociedade mais esta consumirá. Quanto mais se consome de determinado produto, maior é a procura por este e o preço se eleva (inflação) – mercado aquecido. Se há interesse do governo em aquecer a economia, e que a economia precisa de mais recursos, o governo pode reduzir a carga de IOF nas operações de crédito. Sendo assim, num clima de inflação o IOF tende a aumentar. 1. Competências: União a. Justificativa: não se poderia estar a cargo dos Estados a competência em reger o IOF. 2. Função: Extrafiscal, predominantemente, Art. 22, I e VII da CF/88) - Assume muito mais uma função extrafiscal do que fiscal, sendo o sucessor Imposto do Selo. A função extrafiscal TEM COMO OBJETIVO o controle da política monetária, embora seja bastante significativa a sua função fiscal, ensejando o recolhimento de somas consideráveis. Sua arrecadação ocorre nas operações realizadas por instituições financeiras como BANCOS, CORRETORAS, CAIXAS ECONÔMICAS, LOJAS DE CÂMBIO, EMPRESAS DE SEGURI PRIVADOS. Art. 22. (*) Compete privativamente à União legislar sobre: I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho; VII - política de crédito, câmbio, seguros e transferência de valores; a. Fiscal: pelo fato do intuito ser meramente arrecadatório.

b. Extrafiscal: ultrapassa a ideia de arrecadar recursos, é também um instrumento regulatório da política de crédito. 3. Sujeito Passivo: Pode ser qualquer das partes na operação tributada, conforme dispõe o art. 66 do CTN, ficando a critério do legislador ordinário: a. PJ e PF tomadoras de crédito b. As compradoras ou vendedoras de moeda estrangeira nas operações de transferência financeira para o exterior. c. As PJ e PF seguradas d. Os adquirentes de títulos ou valores mobiliários e instituições financeiras e. Instituições autorizadas pelo BC do Brasil a efetuarem a 1ª aquisição do ouro, ativo financeiro ou instrumento cambial. f. Na operação de crédito o sujeito passivo é o mutuante (na condição de responsável) e o mutuário (o contribuinte). Na operação de câmbio são as instituições financeiras e casas de câmbio (responsáveis pela retenção do IOF) e o contribuinte é aquele que deseja ver a troca da moeda (pessoas físicas e jurídicas). 4. Fato Gerador: efetivação das operações cabíveis a incidência de IOF. Para ocorrer o fato gerador deve haver uma operação respectiva. a. Realização da operação de crédito: é uma prestação presente contra a promessa de uma prestação futura. É a contraprestação futura em troca de meios monetários do presente. O importante é se detectar a ideia fulcral de troca de bens presentes por bens futuros. i. Para o STF um mero saque em caderneta de poupança não tem o condão de gerar a incidência do imposto. b. Realização da operação de seguro: É o contrato pelo qual se garante algo contra o risco eventual dano (evento futuro e incerto). Assina-se um contrato (apólice) entre uma empresa (seguradora) e uma pessoa física ou jurídica (segurado), pelo qual a primeira se obriga, mediante a cobrança de uma certa quantia (prêmio) a pagar a segunda uma determinada importância (indenização) para compensar perdas e danos decorrentes de eventualidades, tais como acidentes, incêndios (sinistro), etc. c. Realização da operação de câmbio: é a troca de moedas de uma pela outra. As operações de câmbio podem ser: i. De câmbio manual: refere-se à compra e venda de moedas em espécie (troca física) e de travellers checks;

ii.De câmbio sacado: refere-se à troca escritural e se processa por meio de saques, com letras de câmbio, cartas de crédito, ordens de pagamento ou cheques. d. Realização da Operação de Títulos e Valores Mobiliários: Implica transferência de propriedade desses títulos, que são definidos como documentos ou instrumentos que materializam direitos de crédito, sendo aptos para circular no mercado entre mãos estranhas daquelas que lhes deram nascimento. i. As ações, partes beneficiárias, notas promissórias, letras de câmbio, debêntures, bônus de subscrição, apólices de dívida ativa (TDAs); ii.Os certificados de depósitos (CDBs); iii.Outros, exceto os Títulos da Dívida Pública (Federal, Estadual ou Municipal). 5. Momento da ocorrência do Fato Gerador: a. Operação de crédito: entrega total ou parcial do montante ou do valor que constitua o objeto da obrigação, ou sua colocação à disposição do interessado. O momento em que o mutuário recebe a quantia emprestada, depois disso dá-se a cobrança do IOF; b. Operação de câmbio: sua efetivação pela entrega de moeda nacional ou estrangeira, ou de documento que a represente, ou sua colocação à disposição do interessado, em montante equivalente à moeda estrangeira ou nacional, entregue ou posta a disposição por este. Ex: se alguém vai até uma casa de câmbio e troca de reais por euros cobra-se então o IOF. c. Operação de Seguro: sua efetivação ocorre pela emissão da apólice ou do documento equivalente, ou o recebimento do prêmio na forma da lei aplicável. Prêmio aqui se refere ao valor pago pelo assegurado ao assegurador. d. Sobre Títulos Valores mobiliários: na Emissão, transmissão, pagamento ou resgate do título ou valor mobiliário, na forma da lei (art. 25) (OBS: se a operação de crédito envolve título, a incidência é única). Saliente-se que se na operação vierem as três situações supramencionadas, o IOF será cobrado tão somente uma única vez. Outro viés é que, se houver emissão e transferência de desses títulos haverá duas tributações do IOF. Não há bitributação porque emissão é uma ação distinta da transmissão. a emissão, transmissão, pagamento ou resgate desses, na forma de lei aplicável 6. Definição

a. Crédito: prestação presente contra promessa de prestação futura. Fatores: confiança objetiva (mutuário com recursos suficientes para o cumprimento) e tempo (quanto maior o tempo de retorno, mais caro se torna o empréstimo). É assim que funciona num empréstimo (prestação presente) e o banco empresta na expectativa de receber os pagamentos desse empréstimo no futuro (as mensalidades do empréstimo1). b. Câmbio: é a troca de moedas, ambas com existência e valores atuais (operação de câmbio). Não vale moeda antiga, embora essas transações com moedas antigas sejam significativas. Se houver interesse de governo em inibir as importações de determinado produto ele pode elevar o IOF para tornar a transação menos interessante. OBS: quem paga o IOF é o importador. No caso do mútuo, quem paga o IOF é o mutuário. c. Seguro: garante-se algo contra o com risco de eventual dano futuro. OBS: Em Marco Aurélio Greco tema tributação de bens imateriais. Ex: o bumbum da cantora X no seguro. d. Com títulos e valores mobiliários: são valores representativos de bens e direitos. São os famosos títulos de crédito de direito empresarial. Ex: as famosas letras do tesouro nacional. A letra é o documento representativo de um crédito. O investido X que emprestar dinheiro ao governo, quando o governo aceita o empréstimo, o governo emite esta “letra do tesouro nacional”. Ao cabo do tempo fixado o investidor poderá resgatar esse dinheiro devidamente corrigido. Nesse caso o investidor é quem paga o IOF e não o governo. Outro exemplo de valor imobiliário são as ações. Quem tem ação tem direito sobre o capital da empresa. Todos esses documentos são títulos de valores imobiliários em que há incidência de IOF. 7. Alíquotas: São proporcionais variando conforme a natureza das operações financeiras ou de mercado de capitais. Variam de 1,5% até 25% ao mês: As alíquotas do IOF são as mais variáveis possíveis, a depender da operação. O intervalo está entre 1,5% a.d. até chegar a 25% a.m. a. Nas operações i. De crédito: é de 1,5% ao dia e incide sobre o valor das operações de crédito

1 Os juros são uma renumeração do capital

Definindo-se a alíquota como elemento essencial à reserva legal. Os tributos tidos como regulatórios ficam libertados parcialmente do principio da legalidade e totalmente da anterioridade ou noventena.De Câmbio: é de 25% e incide sobre o montante em moeda nacional recebido. ou seja. As alíquotas aqui. e não de poder ilimitado para modificá-las.Relativas a títulos ou Valores mobiliários: é de 1.ii. sendo proibido à lei instituir o tributo sem precisar a alíquota. 8. correspondendo ao valor em moeda estrangeira. Portanto. . A alteração da Alíquota não se sujeita ao princípio da anterioridade seja ele anual ou nonagesimal. da operação de câmbio. qualquer alteração que lhe faça produzirá efeitos jurídicos ao 1º dia da publicação da lei que o instituiu ou majorou e não noventa dias depois. é admissível que o Poder Executivo provoque uma alteração em sua fisionomia. Base de cálculo: A base de cálculo varia de acordo com o tipo de operação. anterioridade. Por que o IOF está liberado parcialmente da legalidade e totalmente da anterioridade? Pois esse é o imposto nitidamente regulatório do mercado financeiro. pois é de sua exclusiva competência descrever todos os aspectos da hipótese de incidência. Este princípio se mostra mitigado quanto ás ALIQUOTAS e NÃO com relação a base de cálculo. Liberadas ao princípio da legalidade.De Seguro: é de 25% e incide sobre o valor dos prêmios de seguro pagos. por causa da função extra fiscal. iv. v. ao lado disso ele também está liberado do principio da anterioridade. noventena: Todos os tributos estão sujeitos ao princípio da legalidade embora existam algumas exceções. 9. desde que dentro dos limites de variação da cotação vigente no mercado doméstico. entregue ou posto à disposição. é apenas uma autorização para a flexibilização da alíquota. O IOF está liberado parcialmente aos princípios da legalidade. no dia da operação.5% ao dia. a autoridade administrativa tem uma atuação “legalmente cercada”. de sorte que as medidas governamentais de majoração precisam ser implementadas imediatamente para serem sentidas.Com ouro (ativo financeiro ou instrumento cambial): é de 1% e a base de cálculo é o preço de aquisição do ouro. serão majoradas (reduzidas ou aumentadas) por ato do Poder executivo Federal que pode fazê-lo através de decreto ou portaria do Ministro da Fazenda. O IOF só poderá ser instituído por lei. iii. Por isso é um gravame flexível.

Imunidade par o IOF ouro: o ouro como ativo financeiro ou instrumento cambial é devido na operação de origem e se sujeita à tributação exclusiva do IOF (princípio da unicidade). Ágio: a diferença do valor escritural e o valor efetivamente recebido d.Generalidades a. será cobrado uma única vez. . b. Logo tem que pagar dois IOFs. i. c. mas o negócio jurídico na origem que possibilite o surgimento do fato gerador. no local da extração. financiamento. preço. i. A base de cálculo é o montante da operação (mútuo. Na prática só temos a incidência de um IOF. Com títulos e valores imobiliários: valor nominal + ágio (na emissão). Nos depósitos judiciais não incide o IOF. valor nominal ou valor da cotação em bolsa (na transmissão). Câmbio: montante da moeda nacional entregue ou disponibilizado: Se é uma operação de crédito alguém recebe no presente para devolver remunerado com o juros. valor nominal ou valor da cotação em bolsa (na transmissão). Outros dizem que na verdade são dois IOF’s pois primeiro tem que converte o dólar em real e depois de real para euro. c. Não é a extração que o enseja. se houver (na emissão) 2.Valor nominal + Ágio (na emissão). Operação de Seguro: montante do prêmio C/ TIT e valores imobiliários . O preço. A base de cálculo é o montante da operação em moeda nacional. Alguns argumentam que como não está sendo entregue nenhuma moeda nacional não pode ter incidência nenhuma. A base de cálculo 1. Os municípios são imunes ao pagamento do IOF sobre suas aplicações financeiras . como determina a lei (na transmissão) 3. O respectivo preço (no pagamento ou resgate). preço. daí a base ser o valor principal do numerário emprestado + juros: Se vou trocar moeda estrangeira por moeda estrangeira (como trocar dólar por euros) como faço se a base de calculo é o montante em moeda nacional (no caso real). 10. b. preço (no pagamento do resgate). preço (no pagamento ou resgate). Valor nominal mais o ágio. empréstimo).a. recebido. Assim. entregue ou posto à disposição. A base de cálculo é o montante do prêmio. a valor nominal ou o valor da cotação em bolsa. Operação de crédito: montante da obrigação: Principal + Juros.

porque ele continua sendo o contribuinte. portanto o artigo 67 do CTN que vinculava a receita do IOF à formação de reservas monetárias ou cambiais. IOF e factoring: o IOF incide sobre as operações de factoring enquanto não deve incidir sobre as operações de poupança. Se a pessoa jurídica retém e não recolhe o sujeito ativo (o fisco) não vai deixar de ir até o contribuinte e cobrar dele. Empréstimo BANCO ------------------------------------------------------.Lançamento por homologação: O sujeito passivo toma todas as providências para o tributo Tributo retido e não recolhido é crime de apropriação indébita. No código tributário internacional. O empregador que retém não é o sujeito ativo. a responsabilidade por substituição é uma nova forma que permite que o fisco vá buscar o dinheiro não recolhido com o contribuinte.CONCESSIONÁRIA VEÍCULO Alienação fiduciária Venda à prazo Pessoa Física . A jurisprudência se divide. 12.Planejamento Tributário a. a própria lei tributária é quem determina a retenção. 11. penhorando um veículo com o aval de uma pessoa física (garantia). porque na verdade a obrigação tributária não será satisfeita. apesar de que o contribuinte (trabalhador) não tenha deliberado sobre a retenção ou não.CONCESSIONÁRIA VEÍCULO Penhor veículo + aval Pessoa Física 2º Momento O BANCO ---------------------------------------------. Nesse caso o contribuinte teria que pagar duas vezes. 1º Momento Uma concessionária toma um empréstimo de um banco.d. fundo ou despesa. e. Princípio da não-afetação dos impostos: o imposto não pode estar vinculado a órgãos. é o titular do tributo.

tem que se fazer uma reforma constitucional. Função: Extrafiscal.339/2008 1. n. no entanto é muito mais importante . pois visa proteger a indústria nacional. clientela. predominantemente. Sua participação no total da arrecadação tem variado em torno de 5% nos últimos cinco anos. Este imposto é uma importante receita para os cofres federais. como verdadeira política econômica e fiscal. Ao lado dele temos uma série de instrumentos que auxiliam na política de comércio exterior. Esse imposto grava a inserção.*** QUESTÃO POLÊMICA Hoje para se tributar bens intangíveis. no território nacional de bens procedentes de outros países. como também os personalíssimos.306/2007. Fala-se em bens intangíveis aqueles não corpóreos.6. Discute-se muito a possibilidade de tributação desses bens que atualmente também são objeto de transações/ operações financeiras. 2. A tributação de bens intangíveis não prenuncia uma possível bitributação. 6. Competência – União: Nada melhor que o governo federal implementando de forma homogênea a política na tributação do II sobre o território. Seria um problema se cada Estado tivesse um. entre outros como marca. II (IMPOSTO SOBRE A IMPORTAÇÃO DE PRODUTOS ESTRANGEIROS) Artigo 153. porque será um equívoco considerar que o IR (renda resultante da exploração do bem) e o IOF seria bitributação já que o fato gerador (operação financeira sobre um bem/ propriedade do bem) é diferente. Essas negociações com o exterior não são pacíficas. V da CF e seguintes do CTN e Decretos.

Fato gerador: É a entrada real ou ficta do produto estrangeiro no território nacional. como o momento do início do despacho aduaneiro. Considera-se ocorrido o . Desembaraço aduaneiro é o procedimento final da alfândega determinando que aquele produto está a disposição do importador. mas a propriedade só com o desembaraço. a. De acordo com o STF a alíquota aplicável é aquela contemporânea da efetiva introdução do produto estrangeiro no território nacional. etc. Incidência do Imposto: ocorrerá nos casos de permanência definitiva do bem no território. Quanto menor for o interesse do governo federal em admitir a impostação de determinados produtos tanto maior será a carga tributária.Por isso que a entrada não pode ser a física e sim a jurídica que é determinada pelo desembaraço aduaneiro. 1. Entre as despesas que são pagas temos a despesa de armazenagem pelo tempo que o produto ficou armazenado. pois ele tinha a posse. Com o desembaraço (liberação da alfândega) do produto o importador realiza a propriedade do produto. Momento da ocorrência do Fato Gerador – despacho aduaneiro. cabendo ao interprete assimilar o elemento temporal do fato gerado. a fim de que cumpram finalidades esporádica. na repartição competente da declaração de desembaraço aduaneiro). d. à taxa de câmbio vigente no momento da entrada. Aqui ele determina que a mercadoria está livre de ônus e a disposição do importador. no país.como instrumento regulatório da política exterior. Cálculo do Imposto: É importante dizer que para efeito de cálculo do imposto os valores em moeda estrangeira devem ser convertidos em moeda nacional. assim entendido o momento da apresentação ou registro da Declaração de Importação (DI) ou documento que lhe faça substituir (e demais documentos pertinentes ao desembaraço). por exemplo. exposições. b. Quanto maior for o interesse do governo federal em admitir a impostação de determinados produtos tanto menor será a carga tributária. não englobando as mercadorias estrangeiras que ingressam temporariamente. feiras. Entrada de produto no estrangeiro no território nacional: pela análise literal do fato gerador descrito pelo CTN esse fato gerador traria problemas terríveis com relação a operacionalização desse tributo. c. da mercadoria importada (será o câmbio do dia do registro. perante a autoridade aduaneira (Receita Federal do Brasil) para a liberação da mercadoria estrangeira entrepostada ou depositada. à luz de uma ficção jurídica.

1. d. O empresário que fica em prejuízo teria direito de entrar na justiça pelo fato de ter prejuízo com a alteração a alíquota? Com base na idéia de que ainda não havia tido a entrada jurídica e só a física.00 a tonelada. ou $0. visa auxiliar a política de comercio exterior.00 e R$ 5. por motivo de guerra ou calamidade pública.Retorno da mercadoria. Ou seja. $50. iii.fato gerado nas situações de retorno da mercadoria. Retorno de mercadoria enviada em consignação. Todavia essa regra não valerá nos seguintes casos. desfaz-se o fato gerador do imposto. O STF deu ganho de causa ao empresário pautado nos princípios da legalidade. e. “Ad valorem”: De maneira geral se conhece a alíquota “ad valorem” que incide sobre a base quantitativa tributária (base de cálculo). iv. é comumente praticada em alguns tributos. v. segurança jurídica. por exemplo.10 a unidade. 20%. Pena de Perdimento dos bens importados: nesse caso.Retorno de mercadoria (aqui se fala em devolução). ou $0. f. em face de modificações na sistemática de importação no país importador. Questões de direito Intertemporal: Quando um empresário faz o contrato de 80% e o fisco aumenta a alíquota para 200%. Específicas: As específicas podem ser expressadas sobre um valor absoluto e que se associam a uma unidade de medida.30 o metro cúbico. socorrer medidas urgentes dessa política logo seus efeitos deverão ser . por motivo de defeito técnico para reparo ou substituição. quando houver: i. de modo que não se pode admitir mais sua cobrança.00 por kg.Retorno da mercadoria. por outros fatores.Retorno da mercadoria. Por exemplo: 10% sobre R$ 5.03 o litro. Mistas: é a combinação das duas formas acima. b. Exceção parcial à legalidade e total à anterioridade: isso ocorre devido a sua função extrafiscal. c. Alíquota: a. ii. e não vendida no prazo autorizado. A alíquota especifica é um tipo de alíquota que embora não tão conhecida. 10% da base tributária. ou $1. por exemplo. alheios à vontade do exportador.000. Estas questões constituem exceção ao princípio da legalidade e anterioridade. 17%. anterioridade.

se a alíquota é específica quanto vai se recolher? $50. i. c. A quantidade de mercadoria. A Base de cálculo do imposto de importação será: a. 300 ton.500 b. X $50. aquela alíquota que prevê importâncias fixas. aplicáveis em relação aos modos de apresentação do produto importado). não vai ser este o valor da base de cálculo do II. Tal expressão monetária geralmente consta da fatura comercial no lugar da expedição da mercadoria. Se o produto não estiver tabelado ele será encaixado em uma categoria similar.Condição de Livre concorrência: é a aquela em que o mercado não está em desequilíbrio com os agentes econômicos. O preço da arrematação: do bem adquirido em licitação. i. ii. A base de cálculo do II não é o preço de venda. quando a alíquota for específica (isto é. Sujeito Passivo: . Não é o preço normal ou de referencia da mercadoria. Por tanto soa lógico que o II esteja liberado parcialmente da legalidade e totalmente da anterioridade 2. 1.00 a tonelada. Há casos de abando propositado da mercadoria nos depósitos aduaneiros. nos casos de oligopólio e monopólio. deixando que vá a hasta pública. cuida-se para que a mercadoria vá a leilão com falta de alguma peça. A base de cálculo é 300 toneladas. 3. para evitar a fraude. Aliomar Balleeiro entende que para evitar isso se faria do arrematante o contribuinte.sentidos imediatamente.00: $1. acrescentando-se ao custo as despesas de frete e seguro. até a entrega no porto ou local de destino no Brasil. Nem sempre é o preço que se está vendendo. Alíquota Específica: unidade de medida adotada em cada caso. por exemplo. componente importante para reconhecimento e interesse único naquele produto. Isto é. expressa na unidade de medida indicada. Mas e se o produto importado não constar na tabela de preços? É exatamente por isto que a legislação falou em produto similar. para que depois a comprem por preço vil. A expressão monetária do produto importado: quando a Alíquota for “ad valorem” (aquela que incidirá sobre o valor aduaneiro do produto importado): preço normal do produto ou similar de venda em condições de livre concorrência.

mas a legislação pode dividir a responsabilidade do II entre esses dois agentes econômicos. O destinatário de remessa postal internacional indicado pelo respectivo remetente d. O adquirente de mercadoria em entrepostos aduaneiros. A empresa X é quem vai pagar o II. 6. Embora W não seja a importadora. que vai importar pela empresa X. Planejamento Tributário: Uma forma adotada ao II é aquela em que o contribuinte se esforça em dar um enquadramento fiscal a uma ordem de tributação inferior. Os tipos de lançamento são de ofício. O arrematante de produtos apreendidos ou abandonados c. Existe na pratica os despachantes aduaneiros. Importador ou Equiparado: O importador é todo e aquele que vai assumir a propriedade do bem.a. 5. Para viabilizar o negócio a empresa contata um intermediário (conhecido no mercado e que pode ser outra empresa). b. Se o produto tiver classificação dúbia (onde na classificação 001: uma alíquota de 70% e na classificação 098: outra de 40%) o contribuinte pode escolher em qual classificação quer enquadrar seu produto e ter respaldo para isso. porque é privativo da entidade administrativa. O adquirente é X que é a importadora (a que assume a propriedade do bem importado). De ofício: Todas as providências pendentes é tomada pela entidade. e existem empresas de despacho aduaneiro. embora em todos os casos exista a participação do fisco. para cada produto há uma alíquota. Exemplo: A empresa X interessada no produto Z mantém contato com um fornecedor estrangeiro que impõe uma série de condições para que o contrato seja fechado já que a empresa X não é conhecida e não goza de idoneidade. por declaração e por homologação. Lançamento: Por homologação. ela será comparada a importadora. a empresa W. mas que não está na relação direta. Notas Gerais: . E todas as providências tomadas para com relação ao imposto (até mesmo o recolhimento) são feitas pelo contribuinte. a. O que extingue uma modalidade da outra é o grau de participação do fisco. 4. é quase um auto-lançamento. Por homologação: nos tributos regidos por este a participação do fisco é mínima. seja ele intermediário ou não. i. Na tabela. Por declaração: c. b.

É facultado ao Poder Executivo alterar as alíquotas do Imposto de Importação. b. ajudar os governos a reduzir tarifas alfandegárias ou aduaneiras e abolir as barreiras comerciais entre as partes contratantes. mas com sentido invertido. é ressarcido do Imposto de Importação incidente sobre a própria importação de insumos de origem estrangeira.04. em potencial prática de lesão às leis de trabalho e comercais do país destinatário do bem. Tem a finalidade de criar no interior da Amazônia um centro industrial. e. Drawback: forma de proteção da indústria nacional pela qual o produtor quando exporta o produto acabado. Quanto à zona franca de Manaus: área de livre comércio de importação e exportação e de incentivos fiscais especiais. f. tem a mesma personalidade. Excepciona o princípio da legalidade e ao princípio da anterioridade anual e nonagesimal. d. GATT – Acordo Geral Sobre Tarifas e Comércio: pacto que visa estabelecer e administrar regras para o procedimento em comércio internacional. Faculta-se ao importador obter a devolução dos tributos alfandegários pagos pela matéria-prima quando a reexportada ou exportada. Regulamento Aduaneiro: normatiza as atividades aduaneiras no País IE (IMPOSTO SOBRE EXPORTAÇÕES) AULA 06. O II se refere à importação (entrada de produtos . c.11 É o irmão bivitelino do Imposto de Importação. Dumping: invasão de mercadorias estrangeiras por preços abaixo do custo praticado na indústria nacional.a.

predominantemente. Normalmente é um insumo importado utilizado para a fabricação de um produto nacional que depois é exportado. Naquela altura havia um movimento muito forte do Federalismo de conseguir forças para os estados membros e.Nacionalizado é um produto estrangeiro que ingressou no país sofreu uma espécie de beneficiamento podendo até ter se formado em outro produto e foi exportado. Na maioria das vezes o interesse do governo federal é exportar. 1. Mercadoria é um bem corpóreo resultante da transformação progressiva de elementos da natureza. Função: Extrafiscal. iii. uma dessas vias saiu sobre a competência do imposto sobre exportação. no momento da liberação pela autoridade aduaneira ou a data de embarque ou saída constante na Declaração de Exportação. 1. Considera-se nacionalizada a mercadoria estrangeira importada a título definitivo. É a saída de Produto nacional ou nacionalizado do território nacional. i. Ex: o produto X foi importado. Fato Gerador: a. por isso a maioria das alíquotas do IE está à zero 3. §1º). enquanto produto é todo bem produzido pelo homem ou pela natureza. Nacional é aquele que adquiriu feição em todos os seus insumos produzidos no país. o principal objetivo é o ESTÍMULO A EXPORTAÇÃO – a produção nacional.Mercadoria: é uma espécie do gênero produto. 2. (art. Isso trouxe alguns inconvenientes à medida que cada estado definiu sua política de exportação provocando um desequilíbrio. 221. pois traz divisas para o país – isto é. DRAW BACK: é um fenômeno muito comum e é uma atividade de comercio internacional que não se sujeita ao II e ao IE. mas já foi dos Estados Membros (Na CF democrática de 1946). portanto.estrangeiros) e o IE se refere à exportação (saída de produtos nacionais ou nacionalizados). Excluem-se. É importar para exportar. os bens que não tem existência física como aqueles transferidos por download. se tornou em plástico e . mas essa situação foi modificada. Competência da União: Atualmente é da União. Mercadoria é todo bem objeto de mercancia. iv.Território Aduaneiro: é todo o território nacional com pontos jurisdicionados por autoridade que exerce o controle aduaneiro. Teve origens de essência no exterior. ii.

foi exportado. Por exemplo. c. Este plástico com a desoneração de II e de IE. A quantidade de mercadoria expressa na unidade de medida indicada na Tarifa aduaneira do Brasil. Alíquotas a. mas favorece as exportações. vai ter uma redução no custo de produção e poderá ter um preço menor que poderá competir melhor no mercado internacional. em uma venda em condições de livre concorrência no mercado internacional. O IE constitui-se uma exceção à legalidade e anterioridade: o Poder Executivo pode alterar as alíquotas d. m³. etc. ao peso. Toda e qualquer alteração produzida pelo executivo deve se apoiar nos ajustes da política cambial (no sentido de controlar o ingresso ou a expulsão/ injeção de moeda estrangeira na economia nacional) e da política de comercio exterior. Com base em índices técnicos o governo consegue controlar o fenômeno do Draw Back. pacotes. Como o processo é regularizado? O governo controla a entrada e a saída dos produtos. c. “Ad valorem”: aplicação sobre determinado valor de operação. Específicas: valor em dinheiro que incide sobre uma unidade de medida prevista em lei. a. litros. Considera-se ocorrido o Fato Gerador no momento da expedição da guia de exportação. que pode referir-se à metragem. kilos). R$ 42. b. a empresa X.00 por metro cúbico. . Alíquota Específica: unidade de grandeza constatada na operação (toneladas. Por exemplo. 5. b. Atualmente a alíquota do IE é de 30% sendo facultado ao Poder Executivo aumentá-la em até cinco vezes (máxima de 150%). O produto X não sofre a incidência do II e o plástico que sai não sofre a incidência do IE. importou 30 toneladas de produto químico e exportou 200 toneladas de plástico. Nas lacunas do IE aplica-se subsidiariamente a legislação voltada para o Imposto por Importação (II) 4. a. Base de Cálculo: é o preço normal que a mercadoria ou sua similar alcançaria ao tempo da exportação. O Draw Back desestimula num primeiro momento a produção local daquele insumo.

mas em regra a base de cálculo não é o preço de venda praticado em cada caso. o preço FOB é a manifestação da política de precificação de um determinada empresa. Quem deixa de arrecadar IE sobre o 0.6% de juros. Pergunta de prova – Qual foi o objetivo do legislador em abater da base de cálculo os custos de financiamento. O preço de venda pode ser base de cálculo do II ou do IE. superiores aos vigentes no mercado internacional? Incentivar. se esse percentual de juros for maior deverá ser excluído da parte de cálculo.m. como também não é para o II). Alíquota “Ad Valorem”: A base de cálculo é o preço normal que o produto ou similar alcançaria em uma venda em condições de livre concorrência no mercado internacional. que são preços viciados. Em condições Estado.Preço “FOB” é apenas um indicativo do preço normal. Portanto. aquele preço vai estar contaminado por um excesso de 0. Se os juros em média alcança determinado valor. cartéis. não vão servir de base nem para o IE. Ao praticar os juros de 0.6% é a União. Para dar competitividade.8% a. fazer com que o produto tenha vantagem no cenário internacional! Toda venda a prazo pressupõe pagamento de juros. a. 1. nos casos de venda a prazo superior aos vigentes no mercado internacional.b. ii. de livre e concorrência seguro são deverá ser desconsiderado pelo Frete ingredientes extraempresariais. correndo por sua conta todos os custos e riscos até o . O valor em excesso vai ser abatido da base de cálculo do IE. para que a base de cálculo do IE coincida com o preço de venda (a não ser que haja oligopólios. O que é FOB? É uma expressão que significa “Free on board” é o preço praticado sem a inclusão do frete e do seguro. O exportador ou vendedor se compromete a colocar a mercadoria “livre a bordo” no porto de partida. Deduzidos os custos de financiamento. Literalmente significa que é livre para o embarque..8%. mas a média internacional é de 0. i. nos casos de venda a prazo. não se tributa esse excesso. Exemplo: Um empresário brasileiro acordou com um japonês uma compra a prazo com 0. o Fisco não está vinculado ao valor consignado na fatura comercial.2%.

Por meio do CIF (Custo. Seguro e Frete) o exportador responderá por todos os custos e riscos até a colocação da mercadoria a bordo do veículo que a transportará para o exterior e. 6. Artigo 155 da CF. Súmula de número novo e de ideia antiga. mais. assim como sobre o serviço prestado no exterior. Lançamento: por declaração (há um exame prévio das informações pela Receita prestadas pelo exportador. inciso XI. sobre o ICMS: IX . O importador. 8. O raciocínio do equiparado e exportador é o mesmo do II. assume todos os custos e riscos a partir do momento em que a mercadoria ingressa no navio. c. cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria.embarque da mercadoria naquele porto. para depois haver o recolhimento). Aqui primeiro há uma conferência das declarações. Preço da Arrematação: é o preço do produto adquirido em licitação. que não é o preço normal ou de referencia da mercadoria. Planejamento Tributário Súmula 660 do STF (válida somente até 2001): Não incide ICMS na importação de bens por pessoa física ou jurídica que não seja contribuinte do imposto. qualquer que seja a sua finalidade.incidirá também: A) Sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica. iii. de 2001) ITR (IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL) . 7. por todos os custos atinentes ao frete internacional e riscos (seguro internacional) até o porto de destino. Contribuinte: É o exportador ou equiparado – qualquer pessoa que promova a saída do produto nacional ou nacionalizado do território nacional. bem ou serviço. por sua vez. ainda que não seja contribuinte habitual do imposto. é uma súmula que não retrata a realidade. não tem a menor aplicação porque diz respeito a uma redação que já deixou de existir.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 33.

as atribuições de arrecadar e fiscalizar pode ser transferida para os Municípios na forma da lei e em convênios. Compete à União instituir impostos sobre: § 4º O imposto previsto no inciso VI do caput: III . Zona urbana é aquela área delimitada por lei municipal. 4º Inciso III). 153 par. III . Define-se a zona rural por exclusão do conceito de zona urbana.2011 1. Art.será fiscalizado e cobrado pelos Municípios que assim optarem.abastecimento de água. . entende-se como zona urbana a definida em lei municipal. vegetal ou agroindustrial e que tive área superior a um hectare.sistema de esgotos sanitários. variando suas alíquotas de forma a desestimular a manutenção de propriedades improdutivas. na forma da lei.União ITR já foi de competência estadual. Assim. daí a particularidade dos Municípios poderem cobrar.04. observados os requisitos delineadores previsto na lei complementar (no caso do CTN).meio-fio ou calçamento. Se a opção do art.04. desde que não implique redução do imposto ou qualquer outra forma de renúncia fiscal. e o Imposto acaba não preocupando gestores federais como deveria preocupar.2011 e 18. Os Gestores federais não querem cobrar. com a presença de melhoramentos indicados em pelo menos dois dos incisos abaixo: § 1º Para os efeitos deste imposto. ou seja. O ITR é um imposto progressivo. observado o requisito mínimo da existência de melhoramentos indicados em pelo menos 2 (dois) dos incisos seguintes. delegada aos Municípios na forma da lei. A União percebeu que não há interesse comercial e político em se cobrar o ITR. Apesar de ser competente a União. 153. definidas em lei. extrativa. pois os políticos são bastante financiados pelos proprietários de terra. Competência . construídos ou mantidos pelo Poder Público: I . II . Existe uma perceptível rejeição em relação ao ITR. é competência legislativa da União. O ITR não incidirá sobre pequenas glebas rurais. municipal e agora é da união. segundo a CF/88 a fiscalização cabe aos municípios (art. 153 for exercitada pelo município todo o produto da arrecadação fica nos cofres municipais. pecuária. quando as explore proprietário que não possua outro imóvel. mas se não houver a opção apenas metade fica nos cofres do município e a outra metade fica com a União.Dia 11. com canalização de águas pluviais. Porém a um interesse da União em resolver os problemas de dividendo (o dividendo político que se paga pela cobrança de ITR é maior que os benefícios trazidos). CONCEITO DE ZONA RURAL: Aquela que se destina a exploração agrícola.

vê outros motivos pelos quais o tributo foi instituído – impostos regulatórios da economia. . em 1º de janeiro de cada ano. É considerado um importante instrumento de política agrária. de combate aos latifúndios improdutivos.escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de 3 (três) quilômetros do imóvel considerado. 1. Então a função parafiscal se assemelha a extrafiscal. assim a reforma agrária e a consequente redistribuição de terra no país. isto é. mesmo sem o preenchimento dos dois requisitos indispensáveis a configuração do tributo. com ou sem posteamento para distribuição domiciliar. A Função Parafiscal (para= ao lado): A expressão parafiscal vem sendo abandonada pela doutrina moderna. Função – Extrafiscal – predominantemente: Todo tributo tem uma função fiscal (aquela que manifesta o cunho arrecadatório) e outra parafiscal (vai muito além do cunho arrecadatório. Quanto maior for o imóvel e mais improdutivo maior será a carga tributária. tem outros motivos como os voltados para o comércio exterior que são regulatórios (IOF e IPI). Podem ser consideradas urbanas as áreas urbanizáveis oi de expansão urbana. Não há que se falar mais em uma figura jurídica que caminhe ao lado do tributo com várias características ao lado. e quanto mais produtivo menos a carga tributária.IV . porque o prefixo para quer dizer ao lado. existem municípios sem Plano diretor para eles o CTN diferencia o que é zona urbana e zona rural). mesmo que localizados fora das zonas urbanas definidas no aludido §1º. As parafiscais são muito utilizadas para as contribuições. Fato gerador O fato gerador do ITR é a PROPRIEDADE (deve ser plena deve recair apenas sobre uma pessoa). • Instrumento de combate aos latifúndios improdutivos: Sempre foi vocacionado a se revestir da condição de veículo auxiliar do disciplinamento estatal da propriedade rural. Assim ele é um instrumento de combate aos latifúndios improdutivos. destinadas a habitação. Isto é. Como instrumento de combate aos latifúndios improdutivos sua carga tributária vai aumentar a medida que o imóvel rural crescer de tamanho e baixar de produtividade. fomentando. nessa medida. daria a ideia de que é uma função que caminha ao lado do tributo. A Função fiscal: é aquela manifestadamente arrecadatória. A Função Extrafiscal: Diz respeito a qualquer outra que não tenham por fim arrecadar tributos (extra=fora). o DOMÍNIO ÚTIL (propriedade repartida por duas ou mais pessoas) ou POSSE DO IMÓVEL POR NATUREZA SITUADO FORA DA ZONA URBANA DO MUNICÍPIO (plano diretor fixa critérios do que é zona urbana e zona rural. 2. vai muito além do intuito arrecadatório. V . à industrias e ao comércio e ao comércio. constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes. que haveria uma função arrecadatória e ao lado dela uma outra função. e parte da doutrina entende que a nomenclatura mais acertada é extrafiscal. por exemplo). (Tabela na Lei 93/93). mas que não são tributos.rede de iluminação pública.

com o caso de formação de ilhas. b. o fato de a propriedade ser transferida.a. Portanto. Posse: abrange a situações em que o possuidor age como se fosse titular do domínio útil. os acessórios e adjacências naturais. de construção e de edificação.É o solo nu e seus agregados da própria natureza (vegetação árvores. Elementos temporal e Espacial do fato Gerador i. Alíquotas: as alíquotas do ITR são proporcionais e progressivas. de modo delimitado por ficção. e não àquela índole irregular. Nu proprietário – transfere-se ao titular do domínio útil as principais funções dessa propriedade e fica coma propriedade nua. na amplitude não houve intervenção humana. Temporal: o fato gerador ocorre uma vez. Imóvel por natureza.) sem considerar o cultivo ou construções. Até mesmo a simples posse pode ser fato gerador do ITR. etc. Nº 4. Por isso. Domínio útil: um dos elementos de gozo jurídico da propriedade. compreendendo as árvores e frutos pendentes. alvo de incidência do ITR devem estar fora da zona urbana do município.Imóvel por acessão física – Representa tudo que se une ou adere ao imóvel por acessão. Imóvel que sofre intervenção do homem. Imóvel que só tem floresta intocada pelo homem. usufruí-la. ou permanecer com o mesmo proprietário.Espacial: a propriedade. mas não pode exercitá-la. entendendo a doutrina e a jurisprudência que o fato jurígeno se dá em primeiro de janeiro de cada ano. o espaço aéreo e o subsolo. Não há fato gerador quanto ao imóvel por “acessão física”. nada altera este aspecto. o espaço aéreo e o subsolo).382/2002. O Domínio útil possui duas facetas: i.Titular do domínio útil – aquele que detém a propriedade. de aluvião de avulsão. compreendendo árvores e frutos pendentes. o domínio útil ou a posse de imóvel. ii. ter privilégio das suas fruições. ii. de abandono. A fixação da alíquota é feita segundo critérios do art.Imóvel por acessão intelectual – Objetivo de aformoseamento do imóvel. Ex. 34 do Dec. ii. como se nota adiante: . por várias vezes no mesmo ano. o aspecto remete-nos ao conceito de zona rural. i. c. construção ficam sob o titular do domínio útil. de álveo. 2. é a posse caracterizada como usucapionem. Assim. Imóvel caracterizado pela ação exclusiva da natureza. como definido na lei civil (o solo com sua superfície. fruição e disposição do bem imóvel. segundo o grau de utilização da área rural (caráter extrafiscal – art. §4º. O Fato gerador do ITR recai sobre o Domínio útil. d. refere-se a posse juridicamente perfeita. iii. Direito de fruição. portanto. 153. mas somente quanto ao imóvel por natureza. vendida ou doada a terceiros. CF). A propriedade: o gozo jurídico pleno de uso. tem direito de alienação sobre essa propriedade. qualquer que seja ela. gozo.

Olhando a alíquota em si ela é confiscatória pois em 5 anos o valor do imóvel estará sendo pago a titulo de tributos e imóvel deve perdurar por gerações e gerações. pastagens. pois é imposto com finalidade regulatória da economia. isto é. Por outro lado existe um critério objetivo que resolve a maioria das questões: mesmo chegando a esse extremo essa alíquota recai sobre imóvel por natureza e não sob valor econômico total do bem.45% 20.03% até 20% (a questão do confisco) Pergunta de prova. compreende as árvores e frutos pendentes. o espaço aero e o subsolo.00% 0. excluído o valor das construções. a tributação elevada da propriedade rural não poderá ter caráter confiscatório. CF). O objetivo do tributo é retirar de maneira comedida uma parte da propriedade e não a transferência de toda essa propriedade. A terra nua é o preço de mercado. Todavia. É uma questão polêmica que tem sido resolvida caso a caso no judiciário. o ITR deve ter alíquotas fixadas de forma a desestimular a manutenção de propriedades improdutivas. A carga tributaria efetiva será bem menor que o valor do bem. Maneira abrupta de retirar propriedade do particular para o poder público. Ressalte-se que mesmo considerando o desestímulo à manutenção de propriedades improdutivas.Área ha Até 50 há Grau de Exploração/ Utilização 80% Até 30% Alíquota 0. .03% 1.uma alíquota de 20% mesmo recaindo por um imóvel improdutivo é confiscatória? Sim ou não e por quê? Tributo não pode ser utilizado como elemento confiscatório com objetivo de expropriar a propriedade do particular. este valor corresponde ao da terra nua sem benfeitorias: Alíquota de 20%. (art. culturas permanentes. • Variam de 0. instalações.0% Acima de 5. 150.000 ha 80% Até 30% Há a possibilidade de nítido confisco caso do imóvel acima de 5. benfeitorias. Base de cálculo • Valor fundiário do imóvel. Existem situações em que realmente existe um caráter confiscatório do bem (no caso do imóvel ser considerado todo por natureza por exemplo). florestas plantadas.000 ha. Quanto à progressividade. que não alcance o limite de 30% de utilização. IV. Conclui-se que o imóvel será confiscado no prazo de 5 anos (5x20%= 100%). sob pena de violar o princípio constitucional que veda ao tributo o efeito de confisco. 5.

OBS: Se imóvel for todo por acessão física e for improdutivo. O CTN diz que é só o proprietário (propriedade é plena e está na mão de uma pessoa ou um grupo). não importa. relativamente. a alíquota será maior. Se por ventura houver clausula no contrato dizendo o contrário. É o que ocorre nos casos de arrendamento do terreno rural. mas o proprietário é quem deverá solver o ITR. Possuidor (ou quem detiver a posse): Se a propriedade for desconhecida ou litigiosa contribuinte será que tem a posse. ao bem imóvel rural. i. tem-se uma brecha na lei. ou está na condição de cooproprietário). desnaturar rel. Os titulares são: a. A base de cálculo ainda será a do imóvel por naturez. Titular de Domínio Útil: (o enfiteuta e usufrutuário) Domínio útil é a propriedade está desdobrada. Ver art.a mas a porcentagem da alíquota será maior. com frequência. seja pleno ou limitado. O proprietário não pode se desonerar do pagamento do tributo alegando que tem cláusula de pagamento para o locatário. o proprietário. sem imóvel por natureza. é quem será o contribuinte do ITR. Jamais isto poderá desqualificar. Sujeito Passivo: a sujeição passiva abrange aquele que detém qualquer direito de gozo. Se alguém diferente do proprietário tenha a posse será que o fisco poderá atuara contra qualquer um deles indistintamente ou precisa haver uma determinada ordem ou . 34 do CTN. Se acessão física for comprovada como improdutiva. Assim a responsabilidade é do proprietário mesmo que haja clausula em contrário. O arrendatário tem a posse. porque o legislador não previu essa possibilidade. Nos casos em que houver possuidor e proprietário: nesse caso. Se o locatório não recolher o fisco entra com ação contra o proprietário e após regularizar o proprietário pode em outra ação privada entrar com ação contra o locatário. b. O fisco deve agir contra o proprietário ou contra quem apenas usa o imóvel? O imposto deverá ser cobrado do proprietário ainda que conste clausula em contrário. Se houver mais de um proprietário será o titular do domínio útil o contribuinte embora o direito de propriedade esteja repartido entre ele e o nu proprietário. tributária de direito publico entre sujeito ativo e passivo. Se a propriedade em toda sua manifestação está na mão de um proprietário ele será contribuinte do ITR.Ex: imóvel vale 500 reais imóvel por natureza 100 Acessão física 350 Acessão intelectual 50 Nesse caso só a parte por acessão por natureza será usada como base de cálculo. em face de a propriedade ter sido eleita como fato gerador. e não o possuidor. a responsabilidade é entre locador e locatário. Proprietário: (aquele que tem domínio pleno ou domínio exclusivo. 1. c.

No que diz respeito ao sujeito passivo do ITR uma questão prática é aquela relacionada ao fato de que será que quando a posse estiver em posse de outra pessoa. Noções Gerais a. • . seja feita por outras pessoas físicas. o que leva a uma interpretação esdrúxula de que a geração de empregos levaria a perda da imunidade. o contribuinte faz todos os cálculos para recolhimento do tributo. A tendência pró contribuinte já acredita que o fisco só deveria investir contra o que detém a posse direta e depois não poderia investir contra o proprietário. No entanto. fundamentado na ideia de que o bem público prevalece sobre o privado. Trata-se de IMUNIDADE e não de ISENÇÃO. Destaque-se que o art. Em reforma agrária: este imposto incide sobre o imóvel declarado de interesse social para fins de reforma agrária enquanto não transferida a propriedade.nem essa ordem existe (cobrar do titular e se não obtiver êxito não pode cobrar de mais ninguém). equivocadamente. A posição jurisprudencial é pró-contribuinte. ou seja.Se o contribuinte discordar da tributação poderá fazer um pedido de avaliação contraditória. laudos técnicos mostrando que existe equívoco. “isenção” – às operações de transferência de imóveis para fins de reforma agrária. §5º. procura-se aqui diferenciar o ausentismo na propriedade rural e seu adequado aproveitamento. exceto se houver imissão prévia na posse. O fisco defende que poderá investir contra qualquer uma dessas pessoas indistintamente. Casos de Imunidade: i. a legislação fazia referencia ao termo “exploração só com a família”. Sendo. No campo do planejamento tributário muito se pode fazer a respeito do ITR. ii. 1. ou seja. 2.Em função Social da propriedade: o proprietário que não possua outro imóvel poderá gozar da imunidade das pequenas glebas rurais. quer proteger o proprietário ou quem tiver a posse. Age assim. mas com a Emenda Constitucional 42/2003 resta o requisito de que o proprietário não pode ter outro imóvel. o fisco poderá investir contra qualquer um deles indistintamente? Ou teria que cobrar primeiro do titular do domínio útil e depois do proprietário – haveria uma ordem? Ou teria limitações na cobrança. Lançamento – Por homologação: Lançamento: por homologação. Aquela empresa rural que resolve simular vários contratos de parceria com seus próprios empregados no intuito de diminuir sua receita e então diminuir o ponto de partida de tributação sobre a renda. Isso é com o objetivo de fazer com que a receita apesar de ser contabilizada. ou quem está na posse ou quem está na propriedade? O que prevalece é que o fisco incorre contra qualquer um deles sem uma ordem prévia ou limitações. assim o fisco teria limitações de atuação. 184. mostrando elementos. da CF preconiza uma importante imunidade tributária – apesar de o dispositivo mencionar. pois o objetivo é arrecadar o tributo.

3. sendo vedada a eleição de qualquer outro. O limite pode atingir 100% quando os Municípios fiscalizem e cobrem o tributo. Planejamento tributário: Uma empresa rural resolve simular vários contratos de parceria agrícola para diminuir sua receita. sem que dessa atividade possa resultar redução de importo ou qualquer forma de renúncia fiscal. mas não a capacidade tributária ativa. c. se esta não existir. Esses parceiros entravam no terreno da isenção e se você tem vários parceiros temos muita isenção. cuja base de cálculo seja idêntica a do ITR. Domicílio fiscal: o domicílio tributário é o do Município do imóvel. Delegação de Capacidade tributária ativa: 50% do ITR deve ser repartido com os Municípios nos quais os imóveis estão situados. 595 do STF: Segundo esta súmula é vedada a Taxa Municipal de Conservação das Estradas de Rodagem. Súmula n.b. . A União. d. detém a competência tributária. deverá ser enquadrado no município onde se localize a maior parte do imóvel. portanto. Imóvel em mais de um município: o imóvel que pertencer a mais de um município deverá ser enquadrado no municípios da sede do imóvel rural e. e.

Enquanto esses impostos são repartidos entres as entidades tributantes. recaindo sobre uma determinada categoria de bens. mas o IPI continuou. os Estados Membros estão com o ICMS e os municípios com o ISS e nenhum deles quer abrir mão da parcela que recebe. 2. a. Fiscal: tem o intuito de buscar recursos. Boa parcela do produto da arrecadação do IPI é distribuída entre os Estados. as contribuições não são repartidas. Tem parentesco forte com o ICMS. O IPI é imposto real. o bolo fica todo para a união. A reforma tributária para consolidar esses três impostos em um só não ocorre aqui.IPI (IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES COM PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS) O IPI tem efetivamente um lugar de destaque no cenário nacional e vêm sendo volta e meia objeto das reformas tributárias. mas o que se diz em relação ao IPI não se diz a respeito do ICMS. uma vez que representa importante incremento no orçamento do Fisco. ou seja. o ICMS e o ISS são tributos típicos que recaem sobre o consumo e do ponto de vista de sua essência eles podem ser agregados em qualquer produto. O IPI. É gravame federal de forte interesse fiscal. Função: Assume tanto fiscal como extrafiscal. produtos da indústria. O IPI já foi a principal fonte de tributação do governo. 1. O IPI é gravame federal de forte interesse fiscal. alguns saíram. Enquanto impostos são repartidos entre estados contribuintes. já foi principal fonte de recursos do governo federal. contribuições não são repartidas. . Todo o bolo da arrecadação fica par ao governo federal. Competência: O legislador decidiu que o IPI deveria ficar nas mãos da União até por que já estava antes de 88. pois o IPI está na mão da União.

Sujeito Passivo: a. mas isso também fará com que se gere . O objetivo da equiparação é dar crédito ao “Industrial 2” e preservar o mecanismo da não-cumulatividade. também o importador. em tese não temos IPI. Paralelamente a esta função há relevante função regulatória do mercado. contribuindo para a consecução da justiça social. O comerciante de produtos sujeitos ao imposto que os forneça a industriais ou a estes equiparados. Se o fato gerador do IPI é a saída do produto industrializado é claro que o sujeito passivo é o industrial. 3. como também o equiparado. Ex: armas. d. cigarros e bebidas alcoólicas. Extrafiscal Proibitiva: Para aqueles produtos industrializados de consumo proibitivo ou inibitório a carga tributário do IPI deverá ser grande. pois é saída de produto industrializado de estabelecimento comercial. que abaterá no débito. cuja variação dar-se-á em função da indispensabilidade do produto. levados a leilão. O arrematante de produtos apreendidos ou abandonados. quando vem onerar artigos supérfluos e nocivos a saúde. busca a essencialidade do produto. o que acabaria ferindo o princípio da não-cumulatividade. Quando o atacadista vende para o “Industrial 2”. i. portanto.b. já que é indiscutível sua natureza de imposto de consumo. e se assim for a venda gera IPI o que gerará crédito para o “Industrial 2”. b. pois um comerciante pode ser equiparado a um industrial se ele vender a um industrial: Aqui o produto industrializado é vendido pelo “Industrial 1” a um atacadista. Portanto. Seletividade: Urge mencionar que o IPI é um imposto SELETIVO que consiste numa técnica de incidência de alíquotas. a ter caráter seletivo. nessas situações a legislação considera o atacadista equiparado ao industrial. O industrial ou quem a lei a ele equiparar c. e como incide sobre as importações. O importador ou quem a lei a ele equiparar. mas se assim fosse com a venda o “Industrial 2” não teria crédito. existe fato gerador de IPI porque tem-se a saída de produto industrializado de estabelecimento industrial. e sim teria um débito posterior. efetivamente. munições . Os produtos de primeira necessidade devem ter baixa tributação (Produtos essenciais tem carga tributaria menor) A tendência do IPI é restringir-se à tributação de produtos considerados de luxo. com o que o imposto passará.

Considerar-se-á ocorrido o fato gerador nas situações de retorno de mercadoria. iii. Se o comerciante vender para outro comerciante ele não tem a incidência do IPI (ex.só temos incidência de IPI quando o produtor vende para o atacadista). industrial e comerciante equiparado. é que o STF entendeu não haver incidência de IPI quando o produto industrializado importado era feito para consumo final e não para revenda. Outras hipóteses específicas da lei. Exceto quando houver i.: produtor vende para atacadista que vende para varejista que vende para o consumidor final. em face de modificações na sistemática de importação no país importador. b. pois a sua venda não gera IPI. toda vez que ele comprar produto industrializado ele tem um crédito de IPI e pode um abater o outro. iv. A Aquisição em leilão de produto abandonado ou apreendido. e este (o atacadista) vende para outro industrial teremos incidência de IPI. Então o segundo industrial ao comprar tinha um crédito que foi abatido no débito que ele adquiriu quando vendeu. d. Quando o industrial vender para o consumidor final também incide IPI. logo vai fazer parte do custo de venda do produto pelo atacadista. c. A posição do STF: Recentemente o STF promulgou duas decisões inovando o raciocínio que se tinha em relação ao IPI. Fato Gerador a. Situação em que comerciante se interpõe na cadeia da produção e consumo: i. como no caso de saída de produtos de estabelecimentos equiparados a industrial ou a primeira saída por revenda de produtos importados. o industrial e o comerciante equiparado são sujeitos passivos. ii. A venda do industrial 2 para o atacadista 2 gerou um IPI que gerou crédito fiscal. que para o atacadista será aproveitado como despesa.Retorno de mercadoria. Retorno de mercadoria enviada em consignação e não vendida no prazo autorizado. Saída do produto industrializado do estabelecimento importador. assim o atacadista não se prejudica. e. iii. Ao contrário se uma empresa adquire produtos para revender haverá incidência do IPI. ii. Sob o argumento de não ser atendida a não cumulatividade. Importação (o início do Desembaraço aduaneiro. etc. quando imputados): i.Quando o industrial vende para o comerciante existe incidência do IPI.Retorno de mercadoria (= devolução). 4. . Se o industrial vende para um atacadista 2 que venderá para um varejista. não teremos a incidência do IPI na venda e ele não será equiparado a um industrial. para reparo ou substituição.Toda vez que houver saída a produto industrializado ele tem um débito de IPI.O industrial que vende para o atacadista e incide IPI. A regra é que o importador. por motivo de defeito técnico.um crédito e um débito em favor do atacadista.

por fatores.Renovação ou recondicionamento: processo exercido sobre um produto usado ou inutilizado. que lhe dá nova forma e finalidade. funcionamento ou finalidade. Ex: recondicionamento de baterias. por motivo de guerra ou calamidade pública. v.Beneficiamento: processo de modificação. i.: uma tábua é feita de madeira. Os produtos industrializados podem ser entendidos pela: i.Retorno de mercadoria. é o produto submetido por intervenção humana a qualquer operação que lhe modifique a natureza.Montagem: é a reunião de produtos e peças já existentes em nova sistematização. b. 1. v. tais como transformação. c. aperfeiçoamento.: o produto deixou de ser petróleo e passou a ser gasolina. espuma. quando é transformada em cadeira que também . Nesse processo o produto resultante fica na mesma classificação fiscal originária. O produto que surge pode ter nova classificação fiscal ou manter a do produto originário da montagem. iv. Industrializado: para fins de incidência do IPI. beneficiamento. no seu fim) ou é o aperfeiçoamento para consumo. fins e conceitos diversos daqueles que lhe vieram compor na acepção da matéria-prima ou produto intermediário. Ex. na sua finalidade (mudança no seu objetivo. fazendo surgir um produto com forma. resultando em produto novo. não tem nova classificação na nomenclatura brasileira de mercadorias. Ex: A montagem de veículos.Acondicionamento ou reacondicionamento: processo de alteração da embalagem visual do produto cria-se uma nova proposta de consumo. O produto resultante do processo continua a ter classificação fiscal originária. quanto à ampliação. Equiparado industrial é um comerciante que momentaneamente fornece o produto para um industrial e como incide IPI deve ser equiparado ao industrial. Houve mudança na sua finalidade. perde a “individualidade”.iv. como se novo voltasse a ser. alheios à vontade do exportador. molas e pregos velhos que se transformam numa poltrona. mas ele continua com a mesma característica físico-química. As peças perdem sua “individualidade” na obtenção de um produto novo. 5. Transformação: é um processo onde o produto velho. Conceitos a.Retorno da mercadoria. restaurando-lhe a utilização. Ex: tecidos. Legalmente: Para a legislação produto industrializado é aquele que sofre modificação na sua essência (transformação da natureza do produto). um novo visual para estimular a aquisição. montagem. Ex. a finalidade ou o aperfeiçoamento para consumo. ou seja. embelezamento ou alteração de funcionamento de um produto já existente. iii. ii. Tem que ocorrer uma das três acima pra se caracterize como produto industrializado. etc.

Mas porque? Se não houve mudança na essência (é o mesmo peixe do mar/rio que está na residência). (em ambos casos serve para contemplação/ divertir os olhos). isto é. o IPI NÃO É UMA EXCEÇÃO AO PRINCIPIO NONAGESIMAL. Em regra. secagem. fixadas na tabela de classificação de produtos (TIPI) a. pois estará sujeita aos princípios da anterioridade. b. i. de acordo com o STF são produtos industrializados. estão previstos em uma tabela (TIPI). 6. no entanto. ele não deveria ser considerado industrializado. e de acordo com o critério legal. obedecerá a noventena que consiste em observar o período de noventa dias se houver majoração.Fixação pela “TIPI” (tabelas de incidência do IPI): É a forma mais simples. No entanto. só há suspensão desse elemento do aspecto quantitativo.é de madeira passa a ter outra finalidade. A questão dos peixes ornamentais: Esses peixes ornamentais. a partir da data de sua publicação ou da data prevista no decreto. descaroçamento). O produto de alíquota zero está sujeito a tributação. As alíquotas do IPI são as mais variáveis possíveis. Exclui tributação sem isentar: Adotar alíquota zero não é isentar. nem houve mudança na finalidade. porque traz quais são os produtos entendidos como industrializados. nem houve aperfeiçoamento para consumo. figura na lista dos impostos “paga já”. mas não é isenção porque na isenção suspendese a eficácia de todos os aspectos do fato gerador. Ele é um importante instrumento regulatório da economia. enquanto aqui. mas calculandose o tributo devido o resultado dá zero. O legislador busca cerca todas as possibilidades para depois ir cortando os exageros. É um instrumento de exclusão temporária do ônus. ou seja. Essa foi uma solução encontrada pelo executivo para excluir a tributação sem isentar.Exemplo: 1. Toda intervenção humana para aperfeiçoar o produto implica em processo de industrialização (tingimento. O artifício da “alíquota zero”: Corresponde a inexistência de tributação por falta de um dos elementos quantitativos. logo seus efeitos financeiros só serão sentidos no 1º dia de exercício seguinte da publicação da lei que o instituiu ou aumentou. ii. Exceção à legalidade e anterioridade: através de decreto o IPI ele pode ser aumentado ou modificado e este decreto uma vez publicado produzirá efeitos jurídicos imediatos. pois com o artifício da alíquota zero o legislador . mas assim foi considerado pelo STF segundo o qual o peixe vive no rio/ mar. iii. Uma isenção quando é revogada significa que aquele tributo foi aumentado. Alíquotas: variadas de acordo com a “TIPI”. a água está armazenada em saquinhos que são industrializados e o principal segue a sorte do acessório. Aproxima-se da isenção em seus efeitos. Isso é uma maneira de driblar a isenção. as situações que beiram o ridículo. diferentemente dos outros vistos até então.

e o industrial B conserta e retorna. quando A entregar o produto para C que terá tributação. Assim o IPI está suspenso sob a condição do produto industrializado após ser consertado voltar. Também costuma ocorrer que o valor de venda seja desconhecido. pois o contribuinte quer sonegá-lo. temos IPI na operação de entrega de A para B. O valor da operação de saída do produto do estabelecimento do contribuinte. Somente. uma remessa para beneficiamento. Relembrando: Se A envia um produto para B para fins de conserto essa tributação esta suspensa se e somente se B devolver o produto para A. pois a venda foi sem nota fiscal a base de cálculo será o preço corrente do produto ou similar no . É claro que o legislador amplia o campo de incidência e elimina os excessos. um comodato. 7. Sendo este valor omisso o preço corrente do produto ou similar dele no atacado da praça do contribuinte: esta base de cálculo alternativa tende a ser maior ou menor que a base de cálculo originária? Tende a ser maior para inibir sem punir. Agora se B entregar o produto par D. mais os seus custos mais os seus lucros)— varejista]. representada pelo preço do produto acrescido do valor do frete e das demais despesas acessórias cobradas ou debitadas pelo contribuinte ao comprador destinatário. Base de cálculo a. Ela tende a ser maior pois como o atacadista está postado a frente na cadeia de produção entrou mais encargos [industrial—atacadista (tem aqui o lucro do industrial. Em se tratando de uma doação o legislador costuma ser também cauteloso. Vamos imaginar que o industrial A venda para o industrial B e não emita a nota fiscal. Sendo o valor da operação omisso. Assim na operação 1 o IPI estará suspenso sujeito a condição de retorno do produto industrializado para o estabelecimento remetente. uma remessa sob encomenda para prestação de serviços e retorno. uma doação. e de B para D. Venda é apenas uma espécie de operação. pode traduzir uma venda. É o valor da operação. será o valor da operação de que decorrer a saída do estabelecimento). Com a doação não há proveito econômico por parte do doador. Se a indústria A vende para a B por 300. Esta operação pode traduzir diversos acontecimentos jurídicos. Pois se não fosse assim o industrial B poderia consertar e vender. A alíquota zero é um artifício para driblar o raciocínio da isenção e já há jurisprudência no sentido de considerar revogação da isenção como tributo. i.00 há a incidência do IPI cuja base de cálculo é o valor da operação como foi venda será o valor da venda. O valor da operação (em se tratando de produtos industriais nacionais. Para evitar o exagero de tributar na remessa e no retorno o legislador trata como suspensão do IPI. Essa operação de volta a tributação também está suspensa. Uma “Indústria A” remete para conserto determinado produto industrializado para indústria B.pode a qualquer tempo aumentar essa alíquota sem aguardar 90 dias no caso do IPI.

São aqueles descontos concedidos sem nenhuma prévia. São aqueles descontos que se submetem a uma condição futura e incerta.Incondicional: não integra a base de cálculo. c.atacado da praça (município) do contribuinte.II+ II+ taxas ref. Essas taxas são as taxas de natureza tributária. O preço normal. mas também as taxas de entrada no País e os encargos cambiais. acrescido do próprio imposto de importação das taxas aduaneiras e dos encargos cambiais. cobradas pela legislação aduaneira que incide na importação. O preço é 10 (preço para . Essa base de cálculo costuma ser maior ou pior para o contribuinte? Pior. o Fisco adiciona ao valor para o despacho aduaneiro não só quantum pago. até mesmo na barganha.: a venda é R$100. pois o preço de venda já é repassado com os lucros que o atacadista tem. Apesar de discordâncias Vladimir concorda com a maioria. Na importação: mesma base de cálculo do imposto sobre importações mais imposto sobre importações. Mesmo sendo condicional esse desconto integra a base de cálculo do IPI.c. portanto essa base de cálculo tende a ser maior do que a base de cálculo praticada pelo industrial. b.00. Os encargos cambiais. Encargos cambiais são os encargos decorrentes de contrato de câmbio. Condicional: integra a base de cálculo. A inclusão do imposto de importação na base de cálculo do IPI. Esse é um desconto condicionado. O atacadista absorveu todas as despesas e acrescenta a sua margem de lucro. São os descontos não sujeitos a qualquer tipo de condição futura e incerta.00). o máximo que isso configura é excesso de tributação e não bitributação. senão também entraria as taxas de condomínio. Se a transação foi efetuada em 120 não pode ficar o sujeito ativo a mercê de eventos futuros e incertos que acabem diminuindo a operação em nome da estabilidade jurídica. porque Bitributação é quando determinado fato é tributado mais de uma vez pelo mesmo tributo. a título de imposto de importação. pois se o devedor para a dívida em 30 dias e não em noventa ao invés de 120 ele pagará 108. i. mas se lá na frente ocorrer algum evento eu lhe dou um desconto de 20%. no preço de venda. Isso é muito comum. mais taxas referenciais à entrada mais encargos cambiais pagos ou exigidos (b. Aqui a nota fiscal tem que sair por 120 e não por 108. à entrada+ encargos cambiais pagos ou exigidos). Mas esse excesso também pode ser justificada como meio de proteção à indústria nacional. pois o desconto só ocorrerá se houver a quitação da dívida. ii. logo envolve contrato de câmbio que pode conter juros que farão parte da base de cálculo do IPI. A questão dos descontos: são descontos concedidos no valor da transação. quanto mais a frente o produto tiver mais agregação ao seu valor terá. Temos que o cidadão compra um produto de R$120.00 para pagamento daqui a 90 dias e fica previamente acertado que se o contador pagar a sua dívida em 30 dias receberá um desconto de 10% (pagando apenas 108. embora represente bitributação. Ex. pois se é importação envolve moeda estrangeira. Nesse caso.

a expectativa é para receber o fisco sobre 5 e não sobre 10. 153 §3º. O IPI não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior. II . Por conta da complexidade do IPI e do ICMS (imposto e grande heterogeneidade pois herdou fenômenos econômicos que não se adaptaram direito). Ao se considerar a não cumulatividade um princípio. 8. Pois o fisco já sabe que a transação foi desse jeito. ou seja.art. após a realização dos cálculos. O argumento do fisco é que o mal contribuinte utilize isso para fazer o sub-faturamento. A não cumulatividade é um mecanismo. pagando apenas 5 (preço para baiano). um critério. mas você ganha um desconto de 50%. o que é um absurdo. A não cumulatividade pode ser encarada como princípio (ganha em importância e admite poucas flexibilizações) ou mecanismo (perde importância e admite flexibilização maiores) e consiste em atribuir Crédito a entrada de um produto industrializado e Débito à saída de um produto industrializado. pois os princípios prevalecem sobre as regras (para a maioria). Seletividade do IPI: técnica de incidência de alíquotas cuja variação dar-se-á em função da essencialidade do produto. e isso se trata de uma imunidade: limitação do direito tributário que não se limitam as previstas no art. Os cálculos impostos não-cumulativos ocorrem no Brasil pelo processo em . e para alguns juristas ela um princípio jurídico. Os produtos de primeira necessidade devem ter baixa tributação. Princípio (mecanismo) da Não Cumulatividade. podemos considera-lo mecanismo o que permitirá a sua flexibilização. é instrumento idôneo a frenar o consumo de produtos indesejáveis.II do CF: O IPI será não-cumulativo compensando-se o que for devido em cada operação com o montante do IPI cobrado nas anteriores. 120 do CTN.turista).será não cumulativo. conferimos a ela uma importância enorme. no entanto. Tal disciplinamento vem ao encontro dos valores da CF. estar vendendo por fora. Para caracterizar o desconto incondicional é de boa cautela que na nota fiscal se faça o registro do valor do desconto para não haver suspeita de sub-faturamento. Seguindo a teoria tradicionalista a importância prática de considerá-la um princípio é que ela não estaria submetida a nenhuma regra. mas isso é problema do fisco que deve controlar. 9. Esta é uma situação polêmica discutida na jurisprudência e o regulamento de IPI estabelece que também no desconto incondicional ele também integrará a base de cálculo do IPI. o imposto é recolhido. alcançando metas de redistribuição de rendas e maior aproximação da justiça fiscal. e os produtos supérfluos devem receber tributação mais elevada. compensando-se o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores. No final do período. tanto que os tribunais vem rechassando esse dispositivo que vem sendo considerado ilegal. se o crédito for maior o saldo credor é transferido para uso no período seguinte ou nos períodos seguintes. Esse impacto é reduzido através das alíquotas reduzidas ou dos créditos. se o débito for maior.

Percebeu-se que essa carga tributária era pesada e prejudicava o consumidor final e os empresários. Incidência em cascata: Aqui é o que acontecia antes da reforma de 1965.00 $400.00 $300. logo sua incidência é em cada etapa.00. porque continua havendo saída de produto industrializado. logo o IPI será de $40. logo o IPI será de $20. Assim dentro deste esquema parcial.00 a uma alíquota de 10%. constata-se que o tributo fica com uma alíquota de de 25% de IPI (pois 100 é 25% de 400). ou pelo sistema de Imposto sobre Imposto (Taxo on Tax).00 $200. Incidência em Cascata: $100. Na “Indústria 4” ele sofre novo processo de industrialização e é vendido para o atacado por $400.00 a uma alíquota de 10%. O mecanismo da não-cumulatividade veio combater o efeito em cascata. isso revoltava não só os empresários como também a classe média (boa parte da classe média apoio o golpe.que se comparam as bases de cálculo.00 que se analisado com relação ao valor final atribuído ao produto ($400. criou-se o mecanismo do Crédito fiscal e do Débito fiscal. Para que essa carga tributária não onerasse tanto o mercado de produtos industrializados e o Princípio da não-cumulatividade. Usaremos muito essa ideia de cadeia de produção e consumo. pois o IPI se configura com a saída de produto industrializado e não temos ainda aqui produto industrializado. Da “Indústria 1” para a “2” temos a incidência de fato gerador de IPI. muito menos possibilidade de incidência de IPI.00. como também o mercado nacional de produtos industrializados. pois estava insatisfeita).00. Quando O atacadista vende para um Vendedor/ Comerciante não há novo processo de industrialização. compensasse.00 * As setas indicam a incidência de IPI Todo elemento participa de um ciclo desde o momento em que nasce até o momento em que é consumido. Sendo assim.00. logo o IPI será de $30. Na “Indústria 2” ele sofre novo processo de industrialização e o produto é vendido para vende para a “Indústria 3” por $200. Na “Indústria 3” ele sofre novo processo de industrialização e o produto é vendido vende para o “Indústria 4” por 300. também.00 10% de IPI é $10. Do produtor não há incidência de IPI.00 a uma alíquota de 10% de IPI. Conceito: compensa-se o que for devido em cada operação com o valor cobrado nas operações anteriores b.00). pois tanto o IPI como o ICMS são impostos que incidem sobre produção e consumo. a. quando a “Indústria . e se o produto é $100. Somando todos os IPI’s (10+20+30+40) temos o valor de $100.

o crédito será de $20. pois uso esse crédito para abater de um débito existente). a cada etapa.00. é o crédito constituído em favor do sujeito ativo) é diferente de crédito fiscal (é um crédito em favor do sujeito passivo.00 e quando vender seu produto ao Atacadista. não importa a natureza dele. portanto material de uso e consumo essa operação teria a incidência de IPI. que serão utilizadas pela administração e não utilizarão estas canetas no processo industrial.00 para a “Indústria 3”. Ex. os sacos são materiais de embalagem. É chamada de Teoria do crédito físico porque só se pode usar o credito se de alguma maneira o produto adquirido fizer parte do processo de industrialização direta ou indiretamente. porque o Fato gerador é a saída de produto industrializado de estabelecimento industrial.: Tributo não é pena. pois aqui nem todo IPI . Quando a “Indústria 2” vendo o produto por $200. Obs.00 terá um crédito de $20. Essa teoria é mais restritiva para o contribuinte. o legislador precisa saber qual a destinação que o industrial 1 dará ao produto industrializado. O recolhedor de direito do IPI na 1ª transação é o industrial 1. ela diz que antes do industrial 2 aproveitar os 10.00. alíquota total se mantém em 10% não havendo tributação exarcerbada e o principio da na-cumulatividade passa a atenuar a carga tributária que vem incidindo em tributações dessa natureza.00 para a “Indústria 2”. Esse mecanismo vem umbilicalmente ligado a um sistema de débitos e créditos legais.00 de IPI.00 a ser pago como IPI a recolher. no entanto este não poderá servir de crédito por causa da finalidade tomada. c. pois foi ele que suportou o ônus desse IPI. restando $10. Estabelece um condicionante. não é sanção. as madeiras são matérias primas.00 menos os $10. sendo.00. sem questionar a origem desse crédito. Logo aqui só se admite o crédito para abatimento se o produto adquirido for matéria prima. Apuração do IPI i.00 ele tem um débito fiscal de $10. Teoria do crédito financeiro: Todas as duas teorias foram inspiradas nos franceses.00 para a “Indústria 3”. a “Indústria 2” tem um débito fiscal de $20. Ex: para produzir cadeiras. restando um débito de $10. tendo que arrecadar um IPI de $10. No entanto. logo tem IPI. por $400.00 de crédito que ele tinha. 2: Se o Pólo petroquímico precisa comprar 500 canetas de uma indústria de canetas. ii.: Crédito tributário (visto em teoria geral. que quando vendê-lo para a “Indústria 4” por $300.1” vende seu produto por $100. material de embalagem ou material intermediário. mas o recolhedor de fato é o industrial 2.00 e um débito de $40.00 que será crédito fiscal de $10.00 terá um crédito de $30. como material de uso e consumo.00 e um débito de $30. Obs. Agora se for material de consumo para o Industrial 2 não haverá incidência desse mecanismo de crédito e débito. Ela diz que o que se pagou de IPI se aproveita como crédito.Teoria do crédito físico: Todas as duas teorias foram inspiradas nos franceses. logo pode utilizar esse débito que será convertido em crédito como quiser. A partir disso. “A Indústria 4” terá crédito de $30.

Pela inexistência de conceituação específica sobre o que seriam estes materiais intermediários. 10. que quando direcionasse esses bens ao estrangeiro tinham direito de ressarcimento dos tributos internos mediante a constituição de créditos tributários oriundos das vendas ao exterior que poderia vir a ser compensadas com o IPI devido as operações realizadas dentro do mercado brasileiro. O ICMS está tendendo mais para o crédito físico. b. e fungicidas e algicidas que são utilizados para que ela não enferruje e possa refrigerar a corrente produtiva. Aquisição de bens de Capital: Haverá atenuação legal do impacto do IPI sobre a aquisição de bens de capital pelo contribuinte do imposto. por razões óbvias: a União pode se dar ao luxo de se aproximar da teoria do crédito financeiro. .A discussão do conceito de material intermediário: Existe uma polêmica muito grande do que isto seja.Considerações Gerais: a. os antioxidantes. c. poderão gerar crédito. Houve na União e Estados tentativas de se objetivar o conceito. e pelas longas divergências doutrinárias. são materiais intermediários? Pela definição de Vladimir não. Obs.pago por ele na situação de contribuinte de fato poderá ser utilizado. Ex. o professor recomenda que se entenda como material intermediário aquele que seja decisivo para o processo de produção e seja aplicado diretamente na corrente produtiva.: Na grande maioria dos processos químicos se utiliza um catalisador para acelerar as reações químicas. Mas se o catalisador não for considerado material intermediário. No caso das torres de refrigeração. mas estes não se incorporam diretamente ao produto acabado. Hoje existem algumas definições que resolvem a maior parte dos problemas. mas existe uma zona cinzenta separando material intermediário (gerador de crédito) do material de uso e consumo na produção (material que não gera crédito). iii. dentro do mecanismo da nãocumulatividade. e não se conseguiu.: Na área do IPI a legislação tende a teoria do crédito financeiro. mas possuem uma função essencial para a matéria prima se transformar em produto acabado. pois tem milhões de impostos e o IPI está longe de ser o carro chefe deles. material de consumo. enquanto esses catalisadores forem considerados material intermediário. Crédito-Prêmio do IPI: è um estímulo fiscal às empresas fabricantes e exportadoras de produtos manufaturados.Quando for realizada entre os contribuintes iii. e sim. ele não poderá gerar crédito para a indústria. Já os Estados tem o ICMs como o carro chefe e por isso não adotam uma teoria mais restritiva. IPI na base de cálculo do ICMS: O texto constitucional indica a exclusão do IPI da base de cálculo do ICMS i.E quando referir-se a produto destinado a industrialização ou comercialização. Entretanto. Quando a operação configurar fato gerador dos dois impostos ii. logo não são matéria prima nem material de embalagem.

d. Produto não destinado a industrialização ou comercialização ii. Imposto sobre a Renda (IR) 1. estará autorizada a incidência do IPI na base de cálculo do ICMS no casos de: i. muito embora. tenha havido tentativas no passado.Entre contribuinte e não contribuinte do ICMS. O IR tem que ficar na mão do poder central para implementar uma política de . Competência: União. seria complicado deixar que o IR fosse taxado pelos estados membros. No entanto.

As contribuições cresceram muito. Não elevar a carga a mais 10% totalizando 28%. 1. estes Estados sobretaxaram a arrecadação em mais 10%. (art. Fiscal. 4. titular de renda ou provento de qualquer riqueza: a lei pode atribuir ainda à fonte pagadora de renda a possibilidade pela retenção e recolhimento do IR. A melhor solução aplicada seria pegar a carga anterior de 18% e redefinir a forma de tributação. O ICMS é regido na maioria das vezes pelo principio da origem. A ideia principal é redistribuir a riqueza (efeito “Robin Hood – tirar dos ricos para dar aos pobres”). Os Estados aprovaram um acordo interestadual para manter esta situação. enquanto dever ser cobrado o imposto não recolhido da pessoa física. Por conveniência administrativa e sempre por meio de lei. A legalização desta situação caracteriza uma afronta a Constituição não existindo ponderação jurídica. Critérios da Generalidade e Universalidade: o imposto sobre a renda será informado pelos critérios da generalidade. contribuinte do imposto. com o passar do tempo. predominantemente: O IR é a principal fonte da receita tributária da UNIÃO possuindo portanto nítido função FISCAL. se o produto comprado pela internet sai de SP. PESSOA FÍSICA ou JURÍDICA. aumentando portanto a tributação de ICMS.Por mais relevância que assuma o Ir. i. b. 153. Deve ser encarado como meio hábil a promover a distribuição de renda. então a União começou a diminuir esta arrecadação por conta desse crescimento. ii. ii. 2. §2º. figurando o empregado como contribuinte e o empregador como responsável. I) . a fonte pagadora irá arcar com a multa pelo não cumprimento da obrigação. na forma de repartição do recurso. visando a praticabilidade da arrecadação a fonte pagadora pode ficar no polo passivo da relação jurídica como responsável pelo recolhimento do tributo. No caso de omissão de retenção do IRRF. o legislador constitucional se debruçou muito pouco sobre ele. como por exemplo. Como os estados consumidores perceberam que estavam perdendo muita arrecadação.As pessoas jurídicas estrangeiras que funcionam no País. 3. serão igualmente consideradas como contribuintes. todo o imposto é cobrado em São Paulo. b. Sujeito Passivo: a. em termos de arrecadação. OBS: compras pela internet: os estados consumidores ao longo desses anos perderam muito em arrecadação de ICMS. i. universalidade e progressividade na forma da lei. Extrafiscal. completamente: é mais relevante que a função fiscal. criando uma carga tributária inadmitida pela Constituição Federal. O produto do IR pode ser mobilizado pelos anseios da determinação geográfica. Função a.redistribuição de riqueza igualitária.

Renda – Renda é sempre um produto. Antes de 1988. porque no final quer se dizer a mesma coisa. a. Existe uma intenção do governo em estimular a poupança para controlar a inflação. Na prática. Renda de Capital: aluguéis. indicando incidência sobre todos os contribuintes que pratiquem o fato descrito na hipótese de incidência da exação. 1. magistrados. recebimentos de aplicações financeiras. artigo 153. O professor prefere defender a acepção generalidade no sentido de que TODOS (critério subjetivo – as pessoas) deverão ser tributados pelo IR e considerar universalidade como se todas as rendas (critério objetivo – foco nas rendas) e proventos deverão ser tributados pelo IR. devendo ser “recompensado” com a não tributação do IR). c. de competência da União. A doutrina se divide. b. algumas categorias de pessoas não eram tributadas pelo IR por serem determinadas pessoas (diplomatas. II . a. independentemente da denominação da receita ou do rendimento. e CTN artigo 43: Art. um resultado. assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no inciso anterior. existe muita discussão a respeito do caráter das verbas salariais impagas no tempo certo. 5. quer do trabalho. lucros. É a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica de:2 i. sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: I . ou dos proventos de qualquer natureza. que deve abranger quaisquer rendas e proventos auferidos pelo contribuinte.a. Não importa qual a corrente se adere. mas a aquisição da disponibilidade da renda. assim entendido o produto do capital. anteriormente dilapidado. Generalidade: diz respeito à sujeição passiva. Universalidade: demarca o critério atrelável à base de cálculo do gravame.de proventos de qualquer natureza. OBS: as ações anteriormente não sofriam tributação do IR e agora já estão sofrendo. para incentivar esse campo. Progressividade: prevê a variação positiva da alíquota do imposto à medida que há aumento de base de cálculo. quer do capital. . porque indenização traz a ideia de reposição do patrimônio. OBS: as verbas de caráter indenizatório não podem sofrer a tributação do IR. 2 Descrição na CF. etc. O imposto. por isso. apesar de ser produto do capital o governo não tributa o IR na poupança. bonificações. defendia-se que o magistrado exercia uma função social muito grande. 43. e algumas rendas não eram tributadas por terem determinadas características. por exemplo. parlamentares. i. do trabalho ou da combinação de ambos. nem sempre é fácil distinguir o que é verba indenizatória. Fato Gerador: O fato gerador desse imposto não é a renda.de renda. quer da combinação desses dois fatores. participação em lucros.

salientando-se que não há necessidade de o rendimento ser efetivamente recebido pelo sujeito passivo. A questão do IR incidente sobre lucros não distribuídos aos sócios. 2. etc. a. o salário é sobretaxado em relação ao lucro da pessoa jurídica (as empresas) que pagam menos IR do que a pessoa física (distorção clara do direito tributário). b. Renda do trabalho: salários. Todo acréscimo patrimonial vai ser tributado sobre a renda. é produto do trabalho. a. deu o conceito de provento por exclusão do que é renda). etc. O IR só pode incidir quando há acréscimo patrimonial. A questão da cessão de uso gratuito de imóvel iii. iv. Econômica: é a obtenção da faculdade de usar. a disponibilidade jurídicaEconômica: renda ou proventos pagos. Por isso ele é tributado pelo IR. pró-labore. a.OBS. Ex: Um comerciante vende com carência de dois meses. gozar e dispor de dinheiro ou de coisas conversíveis. OBS2: o salário é renda com a ideia de acréscimo do patrimônio. gerando lucro que será tributado pelo imposto sobre a renda ii. Renda da combinação do capital e do trabalho: prólabore. sendo suficiente que tenha adquirido o direito de crédito sobre ele. OBS: a premiação em jogos de azar é claramente um provento. como também o produto do seu próprio trabalho. quando alguém ganha na mega sena. comissões. Ainda representa ter o direito abstratamente. É ter o fato concretamente e não é sinônimo de disponibilidade financeira. honorários. 3. Jurídica consiste na obtenção de direitos de crédito não sujeitos a condição suspensiva. na atividade empresarial.: Não há renda nem provento sem que haja acréscimo patrimonial. Basta a disponibilização da Renda ou Proventos creditados. OBS3: A combinação de ambos diz respeito a união do produto do capital aplicado. lucro. ou seja. postos à disposição. tem o IR incidindo. A compra foi feita em janeiro e só será .Disponibilidade 1.Proventos de qualquer natureza – proventos são os acréscimos patrimoniais não compreendidos no conceito de renda. 1. 2. Como acréscimos se há de entender o que foi auferido. representados por títulos ou documentos de liquidez e certeza.2. (O legislador vem tentando expandir o campo de incidência do IR.

que foi julgado inconstitucional. têm-se basicamente três faixas de alíquotas além da faixa de isenção. A iniciativa de tornar o IR mais progressivo fez parte do pacote de medidas utilizadas para amenizar a repercussão da crise financeira que irradiou negativamente em 2008.00: 7.dedução são as despesas. positivos ou negativos que se agregam ao patrimônio. por critério constitucional atribuído a este imposto. maior a carga tributária respectiva. Alíquotas Progressivas: hoje. em regra geral. Alíquotas: As alíquotas atuais são 15% e 27. presumido ou arbitrado pode ser o montante da renda. a alíquota é de 15%. é uma alíquota adicional aplicada sobre a renda devido ao fato de ser pessoa jurídica. Pessoa Jurídica i.5% 7.582.150. Pessoa Jurídica: lucro real. A base de cálculo vai ser o Montante real.5% 5. que é um TRIBUTO EXTINTO.886. para a pessoa física para algumas despesas são admitidas as deduções e ainda há a . admitidas algumas deduções . ii. ii. b. Dentro do processo de redemocratização. Devese somar todos os rendimentos e lucros. arbitrado ou presumido – para a pessoa jurídica. A tributação incide no momento da venda e não do recebimento. Acima de R$ 2.582. Base de Cálculo: Depende se é pessoa jurídica ou física. O AIR consistia no fato de que se o contribuinte não arrecadasse junto a União. Pessoa Física i.00: 22. trimestral com antecipações mensais. Aqui o fato gerador engloba além das hipóteses tributadas na fonte.5% 3.00 atpe R$ 3. os Estados reivindicavam certos mecanismos tributários. A progressividade traz a ideia de que quanto maior a renda. Pode-se dar por apuração real. A incidência ocorre sobre o crédito líquido (renda e gastos).Adicional de 10%: não é o tributo.00: 27. Mas isso não se confunde com o AIR. tinha que arrecadar para o estado.00 – alíquota zero 2.434. i.Salvo situações específicas.recebido o valor em março. Incidência genérica.00 e até R$ 2. iii.00 e até R$ 2.150. presumida ou arbitrada. Não existe renda presumida.Faixas do Imposto 1. e dentre estes estava o AIR. sendo de periodicidade trimestral. a. portanto. ii. a incidência deste adicional. Acima de R$ 3.Pessoa Física: rendimento bruto mensal. pelas economias de todo o mundo.434.5% a. arbitrado ou presumido da renda ou dos proventos: este é um conceito genérico. o lucro. Acima de R$ 2. Esse adicional sempre recai quando a base de cálculo da PJ atingir determinado limite.866. 6. por período de tempo: este período de tempo pode ser anual.00: 15% 4. todos os tipos de despesas são dedutíveis. As alíquotas são progressivas. havendo. É a soma de valores. Até R$ 1. Acima de R$ 1.

Lucro: a ideia de lucro diz respeito ao encontro de receitas e despesas. i. pra que não se retire indefinidamente. em regra. por isso que o conceito de renda para a pessoa física é diferente. formado pelos seus direitos reais. se houver um valor positivo desse encontro. A base de cálculo da pessoa física tende a ser maior do que para a pessoa jurídica. direitos pessoais e intelectuais. por determinado período de tempo. . não possuem limites. Lucro Real: encontro de receitas e despesas previstas na legislação. exclusões e compensações. O conceito de lucro acaba se aproximando muito do conceito de renda. exclusões e compensações.existência de limites. e o que exceder retorna ao lucro líquido a título de adição. c. Legal (DEC-LEI 1598/77): lucro líquido do exercício. O fato gerador é a receita líquida b. e isso aumenta a base de cálculo sobre a renda. mas são acompanhadas a pari passu pela Receita Federal. no entanto. Adições: fatos jurídicos contábeis que incrementam a base de cálculo do imposto sobre a renda porque houve algum excesso de despesa. 1. ajustado pelas adições. Este lucro líquido não é a base de cálculo do IR. se alguém tem lucro ele tem consequentemente um acréscimo real ao seu patrimônio. também previsto na legislação societária e é o lucro de acréscimo real havido pelo patrimônio de uma pessoa jurídica. Lucro líquido do exercício é o encontro de receitas com despesas. Nítida crueldade frente a pessoa física. i. Considere-se lucro líquido um lucro previsto na legislação societária e apurado através das ciências contábeis. ele precisa ser ajustado pelas adições. Conceitos: a. b. há lucro. É um conceito muito utilizado pela contabilidade para a transparência do lucro. As despesas com saúde. Conceito de Patrimônio: é o conjunto de direitos e obrigações de titularidade de uma pessoa. Ex: as retiradas pró-labore (são retiradas admitidas na legislação e promovidas pelos sócios da empresa a título de despesas pessoais – auto-sustentação). Em determinado período de tempo. Doutrinário: acréscimo real do patrimônio da Pessoa Jurídica em certo período. Pela incompetência e falta de operacionalidade do órgão arrecadatório se muda a forma de arrecadação e ocorre uma subversão do conceito de renda. A tributação na pessoa jurídica será quase toda sobre a renda real. Mas também há um limite de retirada pró-labore.

não havendo jurisprudência formada sobre o assunto. constituindo uma facultatividade. essa depreciação não é real. parte da realidade das receitas e despesas. ao passo que o lucro presumido não faz nada disso.ii. Vamos supor que o prejuízo admitido seja de 10. um lucro imaginado. Exemplo: na depreciação é o valor econômico que o bem perde a cada período de tempo. não precisa . Em outras palavras. A legislação já prevê que determinado bem se deprecia 20% a. no respectivo período de apuração. A despesa com depreciação é abatida da receita e a alíquota é de 20%. Depreciação acelerada: é feita a título de incentivo fiscal. propõe-se aqui uma depreciação de 25%. O lucro real. Portanto. aqui é possível que a PJ opte pelo lucro presumido. Consiste na presunção legal de que o lucro da empresa é aquele por ela estabelecido com base na aplicação de um percentual sobre a receita bruta desta. não precisa de lançamentos contábeis. é outra metodologia de cálculo. 200 Lucro Líquido Exercido 90 Adicional (+) 50 Exclusão (-) (vai ter 5% a mais de exclusão) 10 Compensação (-) 265 Lucro Real (Base de cálculo) OBS: as hipóteses de adição são muito mais numerosas que as hipóteses de exclusão. é a desvalorização do bem (um veículo). que se dá através do lucro estimado. que visa a menor incidência de um tributo. é estimada.Lucro Presumido: Trata-se de sistema opcional pela pessoa jurídica não obrigada por lei a apuração do lucro real. i. A doutrina discorda muito a respeito disso.Exclusões: aquilo que vai ser abatido do lucro líquido. 1. não tem contabilidade. Compensação: é o abatimento de prejuízos a título de compensação até determinado limite.a. os 5% serão excluídos no cálculo do Lucro Líquido exercido. prevista na legislação. ii. Nessa situação aqui é este lucro real que vai servir como base de cálculo.

comunica ao Fisco a impossibilidade de apuração do imposto de renda pelo lucro real ou presumido. Sendo assim. O que é a receita Bruta anual? É tudo o que ingressar no patrimônio da empresa. 2. 1. incidentes sobre a receita bruta anual. Critérios (RB e Alternativas) a. Não apresentação do Livro Contábil Razão 15% Incidência da Alíquota 18. ainda que seja de maneira bruta. de forma espontânea.00 Base de cálculo do imposto d PJ – Lucro Presumido R$ Presumido ii. livres de fazer essa contabilidade. conforme a natureza da atividade. Hipóteses a. Pessoa Jurídica com receita bruta inferior a certo valor e exercentes de certas atividades. Pode ser espontâneo: quando a parte.00 Imposto de Rena devido pelo Lucro . por exemplo. ficando assim.apurar resultados porque ele trabalha em cima de estimativas. Pessoa Jurídica com base em coeficientes definidas em lei. O lucro presumido é fixado em coeficientes definidos em lei.Receita Bruta Anual 20% Coeficiente atribuído R$ 120. Constitui opção do contribuinte. e certas PJ’s que exercem determinadas atividades. Não apresentação regular dos livros fiscais ou comerciais b. 3. 4. a PJ que tenha uma renda bruta limitada por determinado valores. c.Lucro Arbitrado: Decorre da possibilidade de se apurar o lucro da pessoa jurídica pelo critério real ou presumido em razão do não cumprimento de obrigações tributárias acessórias. pode optar pelo presumido. optando por sujeitar-se à tributação do lucro arbitrado no perído. Em cima da receita bruta anual o legislador atribuiu um coeficiente de margem de lucro estimada. Não apresentação do sistema de escrituração de arquivos de documentos na forma da lei. Pode ser compulsório: quando a parte perde o período de disponibilização dos documentos necessários. R$ 600 . 2. b.

Arbitrado o lucro. O pagamento de férias não gozadas por rescisão do contrato: natureza indenizatória. Observações: a. depois disso. b. 1. O IR é uma exceção ao principio da anterioridade qualificada ou nonagesimal. Já os benefícios recebidos em razão de rescisão para a qual concorra voluntariamente não tem natureza jurídica de indenização. já que tributo não é sanção. 4. não mais. O caráter salarial é fundamental. razão pela qual são acréscimos patrimoniais tributáveis como renda. quando começar a execução. Obedece a anterioridade anual. iii. ii. A renda é tributável no país onde reside o contribuinte. . i. pode o lucro ser demonstrado? Pode ser apresentado na fase administrativa. Técnica ou penalidade? É sempre técnica. que possuir caráter indenizatório também não está sujeito a IR. As verbas indenizatórias não se sujeitam a IR devendo o ônus incidir sobre as parcelas que compõem o ganho como o timbre de salário. c. sem respeitar o período de 90 dias.3.Indenização recebida pela adesão a programa de incentivo a demissão voluntária: não sujeito a IR. salvo se tiver residência fixa em outro país ou comércio.Aviso Prévio.

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