Manual de Ligações Metálicas
Eds. L. Simões da Silva e A. Santiago http://www.cmm.pt ISBN 972-98376-4-3

Documento para divulgação do Projecto: Continuing Education in Structural Connections - CESTRUCO No. CZ/00/B/F/PP-134049 Ao abrigo do PROGRAMA LEONARDO DA VINCI da Comunidade Europeia. Este projecto foi desenvolvido com o apoio da Comunidade Europeia. O conteúdo deste projecto não reflecte necessariamente, a posição da Comunidade Europeia ou Departamentos Nacionais nem envolve a responsabilidade de nenhuma das partes.

manual de LIGAÇÕES METÁLICAS

editado por:

Luís Simões da Silva Aldina Santiago

Coimbra, Novembro de 2003 __________________________________________________________________ cmm – Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista

2 2.1 Q3.4 Q2.4 Introdução Ligação de duas cantoneiras a uma placa de gusset Resistência de um cordão de soldadura de ângulo Dimensionamento de cordões de soldadura de topo com penetração parcial Dimensionamento de cordões de soldadura em ligações com resistência total 15 15 18 19 19 20 .3 2.ÍNDICE ÍNDICE Prefácio 1 Introdução 2 Parafusos e Ligações Aparafusadas 2.2 Q2.9 Q2.1 Q3.2 Q3.8 Q2.3 Q2.11 Introdução Características mecânicas dos parafusos Comportamento de um parafuso numa ligação Parafusos em ligações ao corte Ligações resistentes ao escorregamento Perda de pré-esforço no parafuso Resistência de ligações da categoria C Resistência ao corte de parafusos solicitados também à tracção Distâncias máximas entre parafusos e dos parafusos às extremidades das placas Critério de deformação em ligações com parafusos ao corte Distâncias entre parafusos e dos parafusos às extremidades das placas Resistência ao esmagamento de um grupo de parafusos ao corte Resistência ao esmagamento em ligações com furos ovalizados Método de dimensionamento de ligações com parafusos ao corte em furos ajustados Parafusos solicitados ao corte mais tracção Resistência de ligações com aço de alta resistência ix 1 3 3 3 4 5 5 6 6 6 7 8 9 9 10 12 12 13 3 Soldadura e Ligações Soldadas 3.10 Q2.5 Q2.7 Q2.5 Q2.1 Q2.4 2.6 Q2.3 Q3.1 2.

1 5.4 Método das componentes Caracterização do comportamento de componentes de uma ligação 43 43 43 45 46 47 48 49 Coeficiente de modificação da rigidez η.3 Q4.1.1 Q5.1 Q4.3 Q5.2 Q5.4 Modelação Estrutural 4.6.3 5.2 5.5.3 5.6 5.1 Q6.1 5.2 Q5.4 Q4.1 Q4.2 5.3 Q6.6.5.5 Introdução Cálculo preliminar de ligações Utilização da análise elástica para a análise global de estruturas Critérios de classificação para bases de pilar Cálculo de ligações solicitadas por esforços reduzidos Modelação da excentricidade da ligação no cálculo de pórticos 23 23 24 26 27 29 29 5 Ligações sem Transmissão de Momento 5.1 5.4.1 6.5 5.1 5.4.5.2 5. para ligações com placa de extremidade Fórmula para o coeficiente α do comprimento efectivo do T-Stub Regras para dimensionamento de ligações com esquadro de reforço Regras para reforços diagonais e em K Manual de ligações metálicas .4 5.4.3 5.2 Q6.1.1 Introdução 6.4 Dupla cantoneira de alma Cantoneira de alma simples Placa de extremidade flexível Placa de gousset Dupla cantoneira de alma Placa de extremidade flexível Placa de gousset Extremidades preparadas para o contacto Extremidades não-preparadas para o contacto 31 31 31 32 32 32 33 33 33 34 34 35 35 36 36 37 37 38 39 40 Ligação viga-viga Emendas de pilares Resistência dos parafusos ao esmagamento: tolerâncias permitidas Cantoneira ligada por um ou dois parafusos Capacidade de rotação Integridade estrutural 6 Ligações com Transmissão de Momento 6.2 Q6.4 Introdução Integridade estrutural Métodos de cálculo Ligação viga-pilar 5.4.2 Q4.

1 Q7.3 Q7.2 Q7.9 Q6.4 Q8.6 Q7.Q6.3 8.10 Distribuição plástica de forças numa ligação com placa de extremidade muito espessa Linhas de rotura em fiadas com quatro parafusos Distribuição de esforço transverso em ligações aparafusadas Efeito de alavanca no T-Stub e verificação da fadiga Determinação das propriedades de ligações submetidas a momento flector e esforço axial Regras de dimensionamento para reforços em K e do tipo Morris 49 50 52 52 54 58 7 Bases de Pilares 7.4 Q8.4 Q7.2 Q8.8 Q6.5 Q8.1 Introdução 89 89 Manual de ligações metálicas .9 Q7.7 Q6.1 Q8.6 Introdução Critérios de dimensionamento Tipos de ligações viga-pilar Recomendações de projecto e produção Dimensionamento de ligações sujeitas a carregamento dinâmico Influência de carregamento não-simétrico Influência de encruamento Influência da tecnologia e pormenorização da soldadura Utilização de parafusos de alta resistência em ligações de estruturas sujeitas a acções sísmicas Importância do comportamento do painel de alma do pilar (reforços) 79 79 79 81 82 84 84 85 85 87 87 9 Acção do Fogo 9.1 Q7.2 8.1 8.6 Q6.10 Introdução Análise elástica da placa de base Cálculo da resistência da placa de base com argamassa de assentamento de baixa qualidade Cálculo comparativo da resistência do betão pela EN 1992-1-1 e EN 1993-1-8 Factor de concentração de tensões kj para bases de pilares Comprimento efectivo do T-stub associado à placa de base Comprimento efectivo do T-stub de bases de pilar com chumbadouros fora da largura dos banzos Coeficiente de atrito entre o aço e o betão Transmissão de forças de corte através dos chumbadouros Transferência de forças de corte por atrito e através de chumbadouros Regras para realização da ancoragem dos chumbadouros 61 61 62 63 64 66 67 69 72 72 73 74 8 Acção Sísmica 8.8 Q7.5 Q7.3 Q8.7 Q7.5 Q6.

1 Q9.2 Q10.2.3 Q10.1 Q12.1 11.5 Q10.1 Q12.7 Introdução Ligações soldadas Ligações aparafusadas Considerações de dimensionamento Modelos de previsão do comportamento para ligações com perfis circulares ocos (CHS) Modelos de previsão do comportamento para ligações com perfis rectangulares ocos (RHS) Modelos analíticos para ligações entre perfis ocos e secções abertas Ábacos de dimensionamento Sistemas de “Blind Bolting” – aparafusamento com acesso apenas por um dos lados Aço de alta resistência em ligações de secções tubulares Dimensionamento de estruturas offshore 97 97 97 98 99 99 102 104 106 108 110 111 11 Ligações de Perfis Enformados a Frio 11.2 Q12.1 10.3 11.3 Q11.1 Q11. ao longo do tempo Comportamento de ligações metálicas a temperaturas elevadas – aplicação do método das componentes 89 91 91 93 10 Ligações de Secções Tubulares 10.2.2.6 Q10.4 Ligadores mecânicos Soldadura Colas 113 113 113 113 117 119 119 120 120 121 121 Considerações de dimensionamento Aumento da tensão de cedência das secções enformadas a frio Capacidade de deformação de ligações ao corte Resistência dos parafusos em painéis sandwich Resistência ao esmagamento de placas finas 12 Ligações em Alumínio 12.3 Q9.2 Q9.3 Introdução Resistência da soldadura de ângulo Largura efectiva e espessura do cordão de soldadura de ângulo Soldadura de topo em ligações de alumínio 123 123 124 125 125 Manual de ligações metálicas .2 10.3 10.4 Resistência dos parafusos a temperaturas elevadas Resistência da soldadura a temperaturas elevadas Distribuição da temperatura numa ligação.2 11.1 Q10.2 Introdução Ligadores 11.3 Q11.4 Q10.Q9.1 11.4 Q10.2 Q11.

Q12.1 Casos práticos 131 131 Simbologia Referências Bibligráficas 137 143 Manual de ligações metálicas .4 Zona afectada pelo calor (ZAC) 126 13 Exemplos de Dimensionamento 13.

A versão original inglesa desta publicação foi revista externamente por: D. A. M. and F. Fernando Teixeira Gomes. M. N. Os autores dedicam este trabalho a Martin Steenhuis. que trabalhou connosco durante vários anos na investigação de ligações metálicas. Janata (internal review). A. participou no início deste projecto. Bijlaard. D. A. D. Beg. M. J. . F. K. V. Eliášová. Lennon. Johansson. Steenhuis. Rio de Janeiro). T. Grecea (chapters Hollow Section Joints and Cold-formed Member Joints). R. Leino. R. Gresnigt (chapter Moment-resistant Connections). L. J. Covilhã). C. J-P. T. Luciano Lima (UERJ. B. Huber. Brekelmans. Mazzolani. Altino Loureiro(DEM. M. Coimbra). Leiria). Evers (chapter Design Cases). T. nosso amigo. Luís Costa Neves. G. Dubina (chapter Seismic Design). Baniotopoulos (chapters Welding and Aluminium). Blok (internal review). H. F. J. F. M. Sandra Jordão. Turcic. Braham. Sokol (chapter Structural Modeling). Kouhi. Jorge Andrade (UBI. Weynand. Wald (editor. Simões da Silva (chapter Fire Design). Santiago (chapter Fire Design).A versão original inglesa desta publicação foi elaborada no âmbito do Projecto Comunitário “CESTRUCO – Continuing Education in Structural Connections” com a colaboração das seguintes pessoas: C. Moore (chapter Simple Connections). Rui Simões. Veljkovic (chapter Bolting). Z. e morreu tragicamente no verão de 2001. Jaspart. Yeomans. Aldina Santiago (editora). D. Shipholt. Rathbone. Luís Borges (ISTG. chapter Introduction and Column Bases). Měřínský (internal review). A edição e tradução desta publicação foi efectuada pelos seguintes membros do Grupo de Construção Metálica do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra: Luís Simões da Silva (editor). G.

um problema a resolver pelo fabricante. exprimem de forma eloquente o nível tecnológico da estrutura que integram e delas depende muito a qualidade estética do conjunto. As vantagens económicas das estruturas de aço estão. E. Tendo-se alterado esta situação. a elas se devendo grande parte da popularidade que as estruturas de aço conhecem. soldados e pintados em instalações protegidas. Esta relevância das ligações para o sucesso das estruturas de aço era contrariada. o funcionamento da estrutura. o engenheiro de estruturas não assumia o seu controlo. não integrando o comportamento das ligações na avaliação global da estruturas que concebia. . às pontes e aos edifícios industriais. ser muito condicionado pelo comportamento das ligações projectadas . associadas à eficiência das suas ligações. Por isso. Eram. preparações e soldaduras. O contributo português. dos arquitectos. a exposição de ligações criativamente concebidas está hoje "na moda" e pode-se dizer que o projecto e fabrico de ligações eficazes e belas tem estimulado significativos avanços na construção metálica. por outro lado. até há pouco tempo. assim. Isto não só para que a maior parte da preparação da estrutura seja executada em ambientes controlados e tirando partido de equipamentos e processos automatizáveis.ou ligados . em particular do grupo de Coimbra liderado pelo Professor Luís Simões da Silva. Independentemente do facto do modelo estrutural adoptado. mas também para limitar o tempo de obra e ocupação de estaleiro. explorando. e montados . tem tido neste domínio particular relevância. a principal diferença económica entre as estruturas de aço e as que usam materiais a moldar in situ. furados. É que para a promoção do aço nunca é demais insistir que o seu moderno e eficaz uso assenta na préfabricação e na exploração de todas as técnicas que permitam reduzir o trabalho em obra à realização de montagens rigorosas mas fáceis e rápidas. ao envolver cortes e tolerâncias.deformabilidade e resistência . modelação e análise das ligações surge como tema de muitas comunicações a congressos sobre estruturas metálicas e é o motivo dos mais recentes desenvolvimentos ocorridos na redacção dos Eurocódigos. por a sua concepção. especialmente. isto é. as ligações. até há poucos anos atrás. ser frequentemente relegada para o âmbito da metalomecânica.a competitividade da solução metálica depende das ligações projectadas por nelas se concentrar a maior parte do custo quer de fabrico quer de montagem em obra dos elementos a ligar.em obra através de parafusos. e a prescrição de elementos e processos de aparafusamento. Por outro lado. a concepção. afastavam do uso do aço quem mais pode contribuir para a sua difusão na área dos edifícios importantes . confinado-o em Portugal. Por outras palavras. isto é. portanto. "pormenores" cujo dimensionamento não acompanhou os progressos da concepção estrutural com base nos critérios da análise limite e da visão integradora que proporciona. como o betão. por isso.os arquitectos -.PREFÁCIO PREFÁCIO Os meus alunos sabem que inicio todas as aulas ou palestras sobre o uso de elementos estruturais de aço na construção salientando que devem ser concebidos para serem cortados. quando visíveis. Diria que é também por esta razão que as ligações na construção metálica têm recentemente conhecido um crescente interesse por parte dos engenheiros projectistas e.

Para a sua compreensão e ensino nos cursos de Engenharia Civil os textos de apoio escasseiam. E também que. nomeadamente sob acção de sismos. a que se seguem fases de teste e simplificação. as recomendações para projecto têm ciclos de desenvolvimento. embora se trate de um Manual destinado a apoiar engenheiros civis e não a engenheiros metalúrgicos. bem como o tratamento do problema do comportamento das ligações sob a acção de incêndios.PREFÁCIO Como sempre. cujas regras e modelos de cálculo são complexos e de difícil aplicação. por isso. No caso das ligações estamos num momento intermédio pois trata-se ainda de capítulo especializado do Eurocódigo 3. muito útil. será. ANTÓNIO LAMAS Manual de ligações metálicas . não deixa de abordar os problemas relacionados com a fadiga e a sua prevenção através de pormenores de forma e escolha adequada dos materiais. Sublinharia do seu conteúdo a consideração da deformabilidade das ligações (semi-rigidez). O presente Manual. estimada através do método das componentes. que resulta de um trabalho de equipa no âmbito do Projecto Europeu CESTRUCO. traduzidos por regras complexas. na análise de estruturas metálicas.

9. No que se refere ao Eurocódigo de Estruturas Metálicas (Eurocódigo 3) foi “reconhecida” a importância das ligações e autonomizou-se uma parte específica com regras e recomendações para o seu dimensionamento. dos desenvolvimentos tecnológicos e técnicas disponíveis nos diferentes países. placa de extremidade. Numa primeira fase. Tradicionalmente. fabricação e montagem de estruturas metálicas. .6 e parafusos de alta resistência: classes 8. Como parte integrante do desenvolvimento das primeiras versões da EN 1993-1-8. estando actualmente em fase de conversão em Normas definitivas que substituirão. Actualmente as ligações metálicas podem ser económicas de fabricar e montar. com um nível de segurança mais aferido e podem ser utilizadas em estruturas que se pretendam que sejam esteticamente agradáveis. soldas.1 INTRODUÇÃO Desenvolvimentos recentes no projecto. A automação de fabrico tem evoluído desde o desenho manual (ou mesmo CAD-2D) e métodos de corte tradicionais. Nos últimos dez anos. A EN 1993-1-8 considerou estes desenvolvimentos e inclui uma abordagem ao cálculo da rigidez. fabricação e construção de estruturas metálicas. nomeadamente pela introdução de laminagem contínua de aços e utilização de robôs de soldadura. as ligações soldadas em oficina e aparafusadas em obra têm-se generalizado.6 e 5. que ligado directamente ao controlo numérico das máquinas (CNC) permite cortar a laser. a software sofisticado de projecto. Do mesmo modo.8. que referem recomendações de dimensionamento e montagem de elementos de ligação. Estas alterações. Actualmente dispõe-se de métodos capazes de avaliar não só a capacidade resistente. para descrever o comportamento global momento-rotação da ligação. foram elaborados documentos de apoio. tem conduzido a alterações na filosofia de dimensionamento de estruturas metálicas. etc). Actualmente os aços variam desde os tradicionais S235 a S355 aos aços de classe S690 ou S960 e os parafusos dividem-se em parafusos ordinários: classes 4. resistência e capacidade de rotação para uma gama alargada de ligações aparafusadas e soldadas. em devido tempo. No passado. por punção ou furar automaticamente. A introdução de aços de alta resistência aumentou a variedade de aços e de parafusos disponíveis no mercado. em simultâneo com a introdução de materiais de construção de alto desempenho.9 e 12. mas também a rigidez e capacidade de rotação de ligações aparafusadas e soldadas. tem conduzido a um aumento da qualidade e normalização relativamente a outros materiais estruturais. estes documentos apresentaram-se sob a forma de pré-normas. a qualidade dos processos de soldadura tem sofrido avanços consideráveis. o projectista pode prever o comportamento real de pórticos metálicos simples. mas com o desenvolvimento tecnológico. tem sido feito um grande esforço para se tentar avaliar o seu comportamento real. 4. 10. Com base nesta informação. e em particular a generalização da automação das tarefas de projecto e fabricação. Estas normas têm sido desenvolvidas ao longo de vários anos e constituem documentos designados por Eurocódigos Estruturais. A metodologia apresentada na EN 1993-1-8 é designada por método das componentes e baseia-se no comportamento individual de cada uma das componentes (parafusos.5. Adicionalmente e antes de serem incluídos nas Normas Europeias. o dimensionamento de ligações metálicas baseia-se apenas em verificações da capacidade resistente. nomeadamente parafusos e soldadura. assim como em utilizações mais correntes. os modelos de dimensionamento de cada um desses componentes forão progressivamente validados através de ensaios experimentais. Esta parte inclui-se no documento principal do Eurocódigo 3 e é designada por EN 1993-1-8 – Dimensionamento de Ligações [prEN 1993-1-8: 2003]. os regulamentos nacionais. era usual utilizar rebites como elemento de ligação. nomeadamente nas ligações. a União Europeia decidiu implementar normas de dimensionamento. banzo da coluna. Para tirar partido da variabilidade dos produtos metálicos.

1983a. ligações mistas [Anderson. a Jan Stark (TU Delft. o desenvolvimento e a implementação de um conjunto de regras de dimensionamento para ligações metálicas. sob a égide do Programa Leonardo da Vinci (União Europeia). expressões de dimensionamento de ligações soldadas em perfis rectangulares ocos e critérios de verificação de Estados Limites de Utilização para ligações realizadas por cavilhas. 1999] e bases de colunas [Wald et al. fabricação e montagem de ligações metálicas. há mais de vinte anos.. O método das componentes. foi desenvolvido um projecto denominado “Continuing Education in Structural Connections (CESTRUCO)”. encontra-se estruturada nos seguintes capítulos: Capítulo 1: Introdução Capítulo 2: Parafusos e Ligações Aparafusadas Capítulo 3: Soldadura e Ligações Soldadas Capítulo 4: Modelação Estrutural Capítulo 5: Ligações sem Transmissão de Momento Capítulo 6: Ligações com Transmissão de Momento Capítulo 7: Bases de Pilares Capítulo 8: Acção Sísmica Capítulo 9: Acção do Fogo Capítulo 10: Ligações de Secções Tubulares Capítulo 11: Ligações de Perfis Enformados a Frio Capítulo 12: Ligações em Alumínio Capítulo 13: Exemplos de Dimensionamento Cada capítulo apresenta uma breve descrição da aplicação da EN 1993-1-8. Outros trabalhos educacionais disponíveis pelo ESDEP incluem o WIVISS . a informação contida neste documento será disponibilizada num curso interactivo de dimensionamento.INTRODUÇÃO contínuos e semi-contínuos. 2 Manual de ligações metálicas . O ensino faz parte integrante da apresentação e divulgação de novos métodos do dimensionamento de ligações metálicas. Este projecto pretendeu reunir questões típicas sobre o dimensionamento de ligações metálicas e de seguida publicar as respectivas respostas. Mais tarde este trabalho foi alargado e incorporado num programa educacional Europeu: European Steel Design Educational Programme (ESDEP). O objectivo desta publicação é documentar cada uma dessas questões juntamente com a sua respostas. Adicionalmente. 1998]. em trabalho realizado por Zoetemeijer [Zoetemeijer. baseia-se. sendo uma das fases deste processo o desenvolvimento de material educacional necessário para incentivar os projectistas Europeus a adoptarem a EN 1993-1-8.um conjunto de lições em PowerPoint para o dimensionamento de elementos metálicos e mistos.um gabinete virtual de projectos metálicos e o SSEDTA . Cheal. de modo a fornecer aos projectistas a informação detalhada com base nos fundamentos e métodos de dimensionamento apresentados na EN 1993-1-8. vários investigadores iniciaram pesquisas de modo a definir o comportamento das ligações metálicas sujeitas à acção sísmica. 1998. a EN 1993-1-8 também inclui uma metodologia de dimensionamento de bases de colunas com placa de extremidade. seguida de questões e respectivas respostas. regras de verificação da capacidade resistente ao esmagamento em furos ovalizados. 1997]. 1988]. O Comité Técnico 10 (Ligações Estruturais) da Convenção Europeia de Construção Metálica (ECCS TC10) apoia. Finlândia). Consequentemente. Luxemburgo). Uma das prioridades deste Comité é facilitar a introdução da EN 1993-1-8 como Euro-Norma. Holanda) e a Jouko Kouhi (VTT. que contribuiu para o conhecimento do comportamento de estruturas metálicas sob acções sísmicas. bem como a intensa actividade de investigação levada a cabo nos Estados Unidos (Projecto SAC) e no Japão. mais tarde foi alargado de modo a incluir ligações com cantoneiras [Jaspart. que é actualmente usado em várias Universidades Europeias. Um dos primeiros trabalhos educacionais em ligações foi produzido por Owens e Cheal [Owens. regras de interacção momento-esforço axial na ligação. A ideia deste projecto deve-se a Marc Braham (Astron. entre outros. Dessas iniciativas cita-se o Projecto “Reliability of moment resistant connections of steel building frames in seismic areas (RECOS)”. De modo a facilitar a sua utilização. o SteelCal . Após os sismos de Northridge (USA) e Kobe (Japão). Huber.um conjunto de lições em CD.b] em ligações com placa de extremidade rasa e estendida. Paralelamente.

2 PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Introdução Ligações são dispositivos utilizados para transmitir forças entre elementos estruturais. e de forma tradicional. recozido. nas ligações sujeitas a forças e momentos estáticos. A resistência de um parafuso é normalmente avaliada utilizando a “secção resistente à tracção” (também denominada por “secção resistente”).6. entre outas.9 ou superiores.6. Nas ligações sujeitas a forças cíclicas susceptíveis de induzir fenómenos de fadiga.1) .85. nomeadamente os parafusos de classes 8. Neste capítulo apresentam-se questões directamente relacionadas com o comportamento dos parafusos e tipologias de ligações muito simples. Como regra semi-empírica tem-se. 8. devem utilizar-se parafusos com elevada resistência à fadiga e deformabilidade reduzida. Quadro 2.8. baseados em resultados de ensaios. definida pela média entre o diâmetro do núcleo da espiga dn e o diâmetro “médio” dm: dres = dn + dm 2 (2.1(3) da EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003]. 6. em que os parafusos normalmente garantem a transmissão de forças entre dois elementos com pequenas excentricidades.1 apresentam-se as classes de parafusos mais utilizadas em ligações metálicas (classes 4.9 900 1000 Material e tratamento carbono.8 640 800 10. 5. média percentagem de Liga de aço com uma percentagem média total ou parcialmente de carbono. As diferentes tipologias de ligações aparafusadas incluem placas cobrejuntas. A zona mais fraca de um parafuso é a parte roscada (Figura 2. podem ser utilizadas todas as classes de parafusos. De um modo geral. placas de extremidade e cantoneiras. Genericamente. a descrita na cláusula 3. por exemplo.1).6 240 400 baixa ou 5. as ligações aparafusadas estão mais vulgarizadas pela sua facilidade de fabrico e montagem em obra.9). Para ligar estes elementos aos perfis estruturais utilizam-se parafusos. temperado – parafusos de alta resistência.8 480 600 8. Embora em estruturas metálicas se possam usar ligações soldadas e ligações aparafusadas. segundo a qual a resistência ao corte de parafusos M12 e M14 deve ser calculada multiplicando a expressão de cálculo da resistência ao corte de parafusos de maior diâmetro por um factor igual a 0. Características Mecânicas dos Parafusos No Quadro 2.8 e 10.6.8 e 10.6 300 500 6. Classe do parafuso fyb (MPa) fub (MPa) 4.1: Características mecânicas dos parafusos. pode-se dizer que as ligações aparafusadas são dimensionadas através de processos semi-empíricos. experiência e prática de boa execução.

Comportamento de um Parafuso numa Ligação A resistência última de uma ligação aparafusada é avaliada assumindo simplificações na redistribuição das forças internas. Para as diversas distribuições de forças possíveis ao longo de uma ligação. Rosca Figura 2. resistindo por atrito. existem muitos outros tipos de ligações onde os parafusos são solicitados por uma combinação de corte com tracção. comprovadas experimentalmente.2 e 2.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS O tamanho de um parafuso é definido em função do seu diâmetro nominal. força no parafuso força na placa esmagamento força no parafuso punçoamento esmagamento atrito corte esmagamento corte atrito esmagamento atrito tracção esmagamento esmagamento a) ligações resistentes ao corte b) ligações pré-esforçadas c) ligações resistentes à tracção Figura 2. Além destas. Essas forças são descritas nas Figuras 2.3 para ligações correntes e ligações pré-esforçadas. 4 Manual de ligações metálicas . Mazzolani. 1983].2: Distribuição de forças em ligações aparafusadas sujeitas ao corte e em ligação aparafusadas préesforçadas [Trahair et al. os parafusos podem ser solicitados como: • Parafusos ao corte – Neste caso o movimento das placas de ligação é restringido essencialmente pelo núcleo do parafuso. do comprimento abaixo da cabeça e do comprimento da parte roscada. • Parafusos de alta resistência em ligações pré-esforçadas resistentes ao escorregamento – Neste caso as placas são comprimidas entre si devido às forças de aperto dos parafusos. • Parafusos traccionados.1: Secção transversal e ”secção resistente” de um parafuso [Ballio. esmagamento e tracção) podem ser transferidas por corte/esmagamento em ligações aparafusadas correntes e por atrito entre as placas em ligações pré-esforçadas. As forças internas (corte.. 2001].

Nestas ligações.7 da EN 1993-1-8 são definidas várias classes de tratamento das superfícies para as quais μ varia entre 0. μFp.2 e 0. Os valores de dimensionamento da resistência ao corte e ao esmagamento são obtidos com base no quadro 3.Cd Figura 2.Cd μFp. Para forças superiores à força de atrito ocorre um deslizamento permanente devido à folga entre o parafuso e o furo. A resistência relativa à rotura em bloco é baseada em dois mecanismos de rotura possíveis: cedência por corte combinada com rotura por tracção ou rotura por corte combinada com cedência por tracção [Aalberg.Cd Fp.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Parafusos em Ligações ao Corte Os parafusos predominantemente solicitados por cargas estáticas podem ser apertados manualmente.2 do mesmo Documento.Cd Fp. Na cláusula 3.10. 1983]. verifica-se uma resposta elástica até que o núcleo do parafuso ou a placa de ligação entrem em fase plástica. denominadas por B. Este aperto é suficiente para garantir força de atrito entre as placas ligadas e transferir uma pequena força sem que se verifique escorregamento. com 70% da sua tensão última. os parafusos de alta resistência devem ser apertados.Cd μFp. O modo de rotura depende das dimensões da ligação e da resistência relativa entre o material dos parafusos e o material das partes ligadas. no mínimo.1 da EN 1993-1-8 são definidas três categorias de ligações resistentes ao escorregamento.Cd Manual de ligações metálicas 5 . No caso de outras condições de tratamento das superfícies. Fp. enquanto que o método para avaliação da rotura em bloco é descrito na cláusula 3. A resistência de uma ligação deste tipo é função do coeficiente de atrito das superfícies em contacto μ. Este deslizamento termina quando o núcleo do parafuso entra em contacto com a placa. A deformação plástica pode iniciar-se no parafuso e na placa de ligação em simultâneo. Willems. A rotura • • • da ligação poderá ocorrer segundo um dos seguintes modos: Corte no parafuso. e da força de aperto FpCd (Figura 2. No quadro 3. Larsen. Se aplicarmos forças superiores. Rotura em bloco.Cd Fp.3: Parafusos de alta resistência numa ligação pré-esforçada [Kuzmanovic.4 da EN 1993-1-8. C e E.4. 2000].3) introduzida pelos parafusos de alta resistência.Cd μFp. com uma chave (“snug-tight” ou “spanner-tight”). Esmagamento da placa de ligação.5. o valor do coeficiente de atrito deve ser determinado com base em testes experimentais. Ligações Resistentes ao Escorregamento Em ligações pré-esforçadas resistentes ao escorregamento. os parafusos não são solicitados ao corte e as forças são transmitidas por atrito entre as placas ligadas.

No entanto. Questão 2.4. cuja análise simplificada pode ser efectuada de 6 Manual de ligações metálicas . Questão 2.9: uma anilha mais dura por baixo da cabeça e da porca. podia ocorrer uma redução da força de pré-esforço entre 25% e 45% num prazo de 2 e 3 meses.8: uma anilha mais dura por baixo do elemento que roda durante o aperto (cabeça ou porca). deve-se utilizar: • em parafusos de classe 8.9. • Método “Turn-of-the-nut”. aplicado com uma chave dinamómetro.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Neste tipo de ligações. a força de pré-esforço Fp. A força de tracção instalada num parafuso de alta resistência pode ser controlada por um dos seguintes métodos: • Momento torçor. verifica-se uma deformação do conjunto constituído pelas placas de ligação e pelo parafuso. Como é que este efeito é incorporado no método de dimensionamento de ligações pré-esforçadas? _____________________________________________________________________ Os elementos de ligações resistentes ao escorregamento não devem ser protegidos com pinturas correntes. • Combinação dos dois primeiros métodos.2 da EN 1993-1-8. Para se obter um nível de segurança adequado.2: Resistência de Ligações da Categoria C Porque é que as ligações resistentes ao escorregamento da Categoria C são verificadas ao esmagamento para cargas correspondentes aos Estados Limites Últimos. quando o escorregamento não é permitido para Estados Limites Últimos? _____________________________________________________________________ Neste tipo de ligações existe sempre a possibilidade do parafuso não ficar centrado no furo e entrar em contacto com as placas.5(4) da EN 1090-1 [EN 1090-1: 1996].1(1c) da EN 1993-1-8.3: Resistência ao Corte de Parafusos Pré-esforçados Solicitados Também à Tracção De acordo com a cláusula 3. de acordo com a cláusula 3. Qual a razão deste facto? _____________________________________________________________________ Quando se aplica uma força de pré-esforço num parafuso. Questão 2.Cd não é reduzida da totalidade da força de tracção Ft aplicada. quando as forças de tracção e de corte são combinadas. que consiste na aplicação de um determinado ângulo de rotação após se ter atingido a condição de “snug-tight” (o valor da rotação depende da espessura total das placas e anilhas). As pinturas correntes reduzem o coeficiente de atrito nas superfícies em contacto e consequentemente a capacidade resistente da ligação. podem ser usadas pinturas específicas que não reduzam o atrito.1: Perda de Pré-esforço no Parafuso Testes realizados em França mostraram que em ligações entre elementos de aço protegidos com pinturas correntes. • Dispositivos indicadores de carga. e de acordo com a cláusula 8. • em parafusos de classe 10. deve ser verificada a resistência ao esmagamento.

4: Distâncias Máximas entre Parafusos e dos Parafusos às Extremidades das Placas Quais os critérios em que se baseiam os valores de 14 t ou 200 mm para as distâncias máximas entre parafusos. A deformação do parafuso δb. Questão 2. Se aplicarmos uma força exterior de tracção Ft.4. tendo em conta fenómenos como a instabilidade local das placas e os associados a juntas longas. uma parte da força de pré-esforço no parafuso mantém-se constante. ΔFb Pré-esforço no parafuso (Fp) Força total no parafuso (Fb) ΔFj Força externa no parafuso (Ft) Fj δp.8. classe de parafuso. sendo a restante equivalente a uma redução da força que as placas de ligação inicialmente (após o pré-esforço do parafuso) exerciam sobre o parafuso ΔFj.ext Deformação no parafuso (δb) Encurtamento da placa (δp) δb. Estudos por elementos finitos indicam que esse factor deveria depender da espessura.ext.ext Figura 2. A força de tracção exterior será parcialmente transformada numa força adicional no parafuso ΔFb. A linha a traço interrompido mostra a influência da flexibilidade das placas à flexão devido às forças de alavanca. Em juntas muito longas.4: Diagrama de forças internas numa ligação pré-esforçada solicitada à tracção [Bickford. 1995]. 8 ⋅ Ft (2. as deformações nas placas ligadas conduzem a uma distribuição não uniforme das forças pelos parafusos). os parafusos ficam submetidos a forças desiguais (se a junta for muito longa. devido a deformações no material de base. O aumento da força no parafuso é dado por ΔFb e a diminuição da força de aperto entre as placas é de ΔFp. nota 2. Estes limites são definidos de forma a garantir um bom comportamento da ligação. a força total no parafuso será Fb e a deformação δb.2) A validade do factor 0.8 baseia-se num cilindro de compressão com área fixa. devido à deformação das placas. de acordo com o quadro 3. sendo a deformação da ligação dada por δp. Este efeito é considerado nas regras definidas na cláusula 3.3 da EN 1993-1-8? _____________________________________________________________________ Os valores limites para p1 e p2 são independentes das condições atmosféricas ou outros factores que influenciem a corrosão dos elementos da ligação. Manual de ligações metálicas 7 . no mínimo igual a: Fc = Fp − 0. Ao aplicarmos a força de tracção à ligação.3. segundo os critérios definidos no quadro 3. classe de aço e número de placas ligadas. é compatível com a força de pré-esforço Fp e com a diminuição de espessura da placa δp.ext.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS acordo com a Figura 2. A instabilidade local das placas entre parafusos deve ser verificada de acordo com a EN 1993-1-8. Devido à relação entre a rigidez do parafuso à tracção e das placas à compressão (com valores entre 1 e 4). a força de contacto entre as placas toma um valor.

.5 é obtida com base numa deformação máxima de 1.ult fy / fum.1. facto que inclusivamente é comprovado por testes experimentais. 8 Manual de ligações metálicas .5: Simbologia relativa ao espaçamento de parafusos. Força. Este procedimento toma a forma Fexp.. Desta forma.6: Valores limites da resistência de uma ligação [Piraprez. tangente à parte não-linear da curva carga-deformação. conv Fexp. mais do que propriamente evitar a rotura da ligação.9 Fexp. no caso de rotura frágil da ligação [Snijder et al.5 mm. Com base em que documentos foi definido o critério de deformação adoptado na fórmula de verificação da resistência ao esmagamento? _____________________________________________________________________ A maioria dos regulamentos consideram que a resistência Fexp.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS que obrigam a uma redução da resistência ao corte dos parafusos. é definida pela intersecção entre uma recta com uma inclinação igual à rigidez inicial e uma recta com uma inclinação igual a 1/10 da rigidez inicial. a resistência convencional depende mais da rigidez inicial da ligação do que propriamente do modo de rotura. Em ligações não expostas a ambientes corrosivos. p 1 e1 F e2 p2 Figura 2. De modo a validar este modelo de resistência foram efectuados ensaios experimentais com placas cobrejuntas com furos ovalizados. 1. não existem limites máximos para as distâncias dos parafusos às extremidades das placas e1 e e2 (Figura 2. fy/fum 150 100 50 0 0 Curva experimental 3 mm (para ambas as placas) 5 10 15 20 Deformação.5). 2000]. Questão 2. 2000]. como se ilustra na Figura 2.6 [Piraprez.5 Fexp.fy/fum = 0. F (kN) Rigidez inicial/10 200 Rigidez inicial Fexp. dependente do comprimento da ligação. ult Fexp. para a tensão de cedência característica fy. 1988]. 2002b].conv. é avaliada com base numa redução da tensão resistente do material (tensão última) fum. A resistência avaliada com base na tensão limite convencional de elasticidade Fexp. A resistência de elementos estruturais obtida a partir de testes experimentais até à rotura Fexp. de acordo com o indicado no Anexo D da EN 1990 [Wald et al. δ (mm) Figura 2.fy/fum.5: Critério de Deformação em Ligações com Parafusos ao Corte A verificação da resistência ao esmagamento numa ligação com parafusos ao corte pretende essencialmente evitar uma deformação excessiva devido à ovalização dos furos.

respectivamente. 8 ⋅ 3 ⋅ d0 ⎧ 2. 7 = − 1. 4 0 0 ⎪ ⎪ α menor de ⎨ 1 ⎪f 800 ⎪ ub = = 2.2 d0 p2= 4d0 e2 = 3d0 Furos 1 Furos 2 Figura 2.7: Espaçamentos entre parafusos e dos parafusos às extremidades da placa. quando as linhas de parafusos e/ou as arestas limite da placas não são nem paralelas nem perpendiculares à direcção de actuação das forças? _____________________________________________________________________ Nestas circunstâncias. Furos 2: 1. Figura 2.7 e se descreve na cláusula 3.6: Distâncias entre Parafusos e dos Parafusos às Extremidades das Placas Quais as distâncias entre parafusos e/ou espaçamentos entre parafusos e as extremidades das placas. Parafusos M20. 3) 2. como se ilustra na Figura 2. e nos semi-eixos com centro num furo e passando no furo adjacente. 8e 2 − 1.7: Resistência ao Esmagamento de um Grupo de Parafusos ao Corte A resistência ao esmagamento de um grupo de parafusos pode ser obtida pela soma das resistências individuais de cada parafuso? Ver Figura 2.8 e o exemplo apresentado. 2 ⋅ d0 ⎧ e1 ⎪ 3 ⋅ d = 3 ⋅ d = 0. 22 360 ⎪ fu ⎩ (2. as distâncias às arestas limite das placas e1 e e2 e as distâncias entre parafusos p1 e p2 podem ser determinadas com base nos semi-eixos de uma elipse tangente à aresta limite da placa.5 da EN 1993-1-8.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Questão 2. Questão 2.8: Ligação não simétrica.5 ⎩ (2. 4) Manual de ligações metálicas 9 . 8.1 ⎪ 3 ⋅ d0 k1 menor de ⎨ 3 ⋅ d0 ⎪2.8 Aço: S275 F F p1= 3d0 e1 = 1. 7 = 1.

Rd = ( ∑ α b ⋅ k1 ) d ⋅ t ⋅ fu = ( 2 ⋅ 0.8: Resistência ao Esmagamento em Ligações com Furos Ovalizados Segundo a Nota 1 do quadro 3. 7) Método 2: A resistência ao esmagamento do grupo é baseada na resistência ao esmagamento do parafuso mais fraco Fb.4 do Documento EN 1993-1-8. para assim evitar desnecessárias redistribuições internas de forças. verificada no caso de furos ovalizados.1 + 2 ⋅ 0. [Piraprez. 10 Manual de ligações metálicas . 4 ⋅ 1. 76 ⋅ d ⋅ t ⋅ fu γ M2 γ M2 γ M2 (2. 25 = 0. O somatório das resistências individuais dos parafusos não condiciona a segurança mas apenas as condições de serviço. solicitados segundo a direcção perpendicular à maior dimensão. 6) Método 1: A resistência ao esmagamento do grupo é dada pela soma das resistências individuais de cada parafuso Fb.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Furos 1: 3 ⋅ d0 ⎧ p1 ⎪ 3 ⋅ d − 0. 40 ⋅ 1. 75 ⋅ 0. 7 = 0. 2000]. a resistência ao esmagamento em ligações com parafusos em furos ovalizados. 5) 1. A redução de resistência considerada em EN 1993-1-8 é baseada em ensaios recentes [Wald et al. 2002a]. se a ligação for solicitada apenas por acções permanentes. deve ser considerada como 60% da resistência obtida para ligações com parafusos em furos com folga normalizada. os parafusos devem ser dispostos simetricamente na ligação.17 ) ⋅ d ⋅ t ⋅ fu = 1. 8) _____________________________________________________________________ De acordo com o método 1. os Estados Limites de Serviço devem ser verificados em separado. 7 = − 1. Neste ensaios. 25 = 3 ⋅ d − 0.1) ⋅ d ⋅ t ⋅ fu = 1.Rd = ( ∑ α b ⋅ k1 ) d ⋅ t ⋅ fu = ( 2 ⋅ 0.17 ⎪ 3 ⋅ d0 k1 menor de ⎨ 3 ⋅ d0 ⎪2.1 + 2 ⋅ 0.. a deformação nos furos 2 pode ser um pouco elevada nos Estados Limites de Serviço.7 da EN 1993-1-8 são indicadas regras muito claras sobre como calcular a resistência ao esmagamento de um grupo de parafusos. Em ligações de emenda de elementos. Questão 2. Com base em que estudos é que foi definido este critério? _____________________________________________________________________ Os valores da folga normalizada para parafusos em furos ovalizados são definidos na cláusula 8 do Documento EN 1090-1. 4p2 − 1. Se houver necessidade de limitar as deformações na ligação. Na cláusula 3. 25 = 1 − 0.14 ⋅ d ⋅ t ⋅ fu γ M2 γ M2 γ M2 (2. [Tizani.5 ⎩ (2. observou-se que esta redução de resistência deve-se essencialmente a uma redução da rigidez. 1999]. 4 ⋅ 4 ⋅ d0 ⎧1. 4 ⋅ 1. 22 fu 360 ⎪ ⎩ (2. 75 0 0 ⎪ ⎪ α menor de ⎨ 1 ⎪f 800 ⎪ ub = = 2.

.9: Comparação entre a curva força-deslocamento numa ligação com furos circulares e com furos ovalizados. F (kN) Furos circulares 40 40 8 16 8 M16 Furos ovalizados 10 35 50 25 110 10 35 50 25 110 80 60 40 20 0 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 Deslocamento.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS 22 18 40 40 8 16 8 M16 18 200 180 160 140 120 100 Força.2 1 0.5 3 3. δ (mm) Figura 2.11: Razão entre a resistência ao esmagamento obtida experimentalmente e através do modelo analítico de dimensionamento.. Resistência experimental / Resistência obtida com o modelo analítico: r re t 1.6 0. [Wald et al.5 4 Figura 2. Manual de ligações metálicas 11 . como se ilustra nas Figuras 2. 2002b].5 1 1.4 1.5 2 2.8 0.10. 2002a].4 0. apresenta menor rigidez e maior deformabilidade que uma ligação do mesmo tipo mas com furos circulares. Uma ligação com parafusos em furos ovalizados solicitados segundo a direcção perpendicular à maior dimensão. a) esmagamento por corte (furos normalizados) b) esmagamento por flexão (furos ovalizados) Figura 2.2 0 0 Tamanho do parafuso/ Diâmetro do parafuso 0.10: Esmagamento de uma placa de ligação [Wald et al.9 e 2.

Rd (2. Neste tipo de furos não é permitido o esmagamento na zona roscada do parafuso. a variação da razão resistência ao corte/resistência à tracção é de 0.Rd = 0. A montagem das ligações é efectuada segundo um processo normal se os furos forem realizados em fábrica. Questão 2. 1989].Sd + ≤1 Fv.4 da EN 1993-1-8. A resistência ao esmagamento é considerada independente das folgas. Em que critérios se baseia esta fórmula? Mais lógico parecia ser a seguinte fórmula: Fv. • Montagem da ligação. Cheal. em alternativa. Questão 2.Rd. • Limitação da resistência. e é de 0.Sd = 0. um parafuso sujeito a uma força de tracção igual à sua resistência.63-0. pode ser visualizada na Figura 2. • Resistência ao esmagamento.89 se o plano de corte se localiza na zona do liso do parafuso. De acordo com a Figura 2. 6 k1 ⋅ α b ⋅ fu ⋅ d ⋅ t γ M2 (2.Rd pode suportar uma força de corte Fv. tal como considerado em [Owens. onde se representam os resultados de 70 ensaios.9) sendo αb e k1 calculados de acordo com o quadro 3.75-0. os furos podem ser realizados em obra. A influência do comprimento do furo ovalizado na resistência ao esmagamento. um parafuso solicitado por uma força de tracção igual à força resistente de dimensionamento Ft. em Furos Ajustados Qual o método de dimensionamento de ligações com parafusos solicitados ao corte. Uma fórmula de interacção alternativa consiste em usar os termos ao quadrado e a resistência à tracção (que aparece em denominador) avaliada na zona do liso.3 mm. em furos ajustados? Qual a influência dos seguintes factores: • Tolerâncias nas folgas dos furos.9: Método de Dimensionamento de Ligações com Parafusos ao Corte.Rd Ft. A resistência à tracção de um parafuso é condicionada pela fractura na zona roscada e a interacção corte+tracção é considerada na parte lisa do parafuso.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS A resistência ao esmagamento em ligações com furos ovalizados. possui ainda uma reserva de resistência à corte.68 se o plano de corte se localiza na zona roscada. com o eixo longitudinal do furo perpendicular à direcção da força aplicada. é avaliada com base na expressão seguinte: Fb. 12 Manual de ligações metálicas .12.10: Parafusos Solicitados ao Corte mais Tracção De acordo com a o quadro 3.Sd Ft. no caso da zona de esmagamento e corte se localizarem na parte roscada do parafuso. 10) _____________________________________________________________________ Tal como observado experimentalmente.286 Fv. _____________________________________________________________________ Normalmente as tolerâncias aplicadas de acordo com [EN ISO 898-1: 1999] conduzem a folgas de aproximadamente 0.4 da EN 1993-1-8.11.

5 Resistência ao corte experimental Fv. logo não deve ser usado para o dimensionamento de ligações entre elementos de aço de classes superiores.Sd Ft. 1989].11: Resistência de Ligações com Aço de Alta Resistência Em ligações correntes e de acordo com os modelos de dimensionamento definidos em EN 1993-1-8.exp Fv.exp Ft.Sd + ≤1 Fv.Rd Resistência à tracção experimental / Resistência à tracção analítica Ft. 4 ⋅ Ft. os dois modos de rotura são os seguintes: Combinação de corte mais tracção no plano de corte. verificou-se que todos estavam do lado da segurança (Figura 2. 4 ⋅ Ft. com uma tensão de cedência nominal de 640 MPa? _____________________________________________________________________ O Documento EN 1993-1-8 foi desenvolvido para aços até à classe S460.R 0 0 Resistência ao corte analítica 0. é possível utilizar aço de alta resistência. Os resultados dos ensaios referidos foram comparados com os obtidos através dos modelos de dimensionamento definidos na EN 1993-1-8. rotura por corte em bloco em 6 ensaios e rotura da secção útil nos restantes 6 ensaios.9. Resultados experimentais têm comprovado que a resistência ao corte aumenta com o aumento do comprimento da zona do liso do parafuso.Rd 1. De modo a avaliar a resistência de ligações com aço de alta resistência.Rd 1.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS No caso possíveis • • de o plano de corte se localizar na zona do liso do parafuso.13): Manual de ligações metálicas 13 . Kortesmaa.max Ft.0 Figura 2.12: Curvas de interacção corte + tracção.Sd + ≤1 Fv. realizou-se um estudo experimental em ligações aparafusadas com corte duplo [Kouhi. Cheal. Questão 2. Foram usadas placas de aço com uma tensão de cedência nominal de 640 MPa e tensão última de 700 MPa e os parafusos eram de classe 10.R 1.Sd Ft.5 1.0 Plano de corte no liso Fv. Rotura por tracção do parafuso na zona da rosca.Rd (2. de acordo com com os requisitos definidos na EN 1993-1-8 [Owens. 11) Fv. A fórmula de interacção considerada em EN 1993-1-8 é a seguinte: Fv. Isto deve-se ao facto de um parafuso mais comprido desenvolver mais flexão quando comparado com parafusos mais curtos.Rd Plano de corte na rosca 0. 1990]. Foram observados os seguintes modos de rotura: esmagamento em 18 ensaios.

PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS

• As fórmulas para avaliação da resistência ao esmagamento e da resistência da área útil usada experimentalmente deram os mesmos resultados da EN 1993-1-8. • As fórmulas para avaliação da resistência ao corte em bloco definidas na EN 1993-1-8 são conservativas, quando comparadas com as experimentais. • A resistência ao esmagamento das ligações, obtida com base no somatório das resistências individuais de cada parafuso apresenta-se na Figura 2.13. A deformação avaliada experimentalmente nos Estados Limites Últimos foi da ordem de grandeza do diâmetro dos parafusos. A resistência ao esmagamento obtida com base na resistência mínima dos parafusos é mais segura.
Nota:

• Com o objectivo de estudar a resistência ao esmagamento, o programa de ensaios foi dividido em dois grupos. Num grupo de seis ensaios foi considerada apenas uma linha de parafusos enquanto que no segundo grupo foram consideradas duas linhas, indicadas na Figura 2.13 como esmagamento 1ª linha e esmagamento 2ª linha, respectivamente. • Nos testes foram usadas placas com espessuras de 3 mm, 4 mm, 6 mm e 8 mm. Os valores obtidos para as tensões de cedência foram de 604 MPa a 660 MPa para as placas de 6 mm e 4 mm de espessura, respectivamente. Para a tensão última foram obtidos valores entre 711 MPa e 759 MPa para as placas de 6 mm e 4 mm de espessura, respectivamente. As propriedades medidas correspondem à média de três provetes.
Resistência experimental / Resistência teórica
2 1,8 1,6 1,4 1,2 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 0 1 2 3 4 5 6

re rt

Rotura em bloco Esmagamento 1a linha Esmagamento 2a linha Secção útil

Ensaio

Figura 2.13: Resistência de ligações aparafusadas obtidas experimentalmente [Kouhi, Kortesmaa, 1990].

14

Manual de ligações metálicas

3
SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS
3.1 Introdução

A maioria das ligações soldadas são efectuadas em oficina. Um dos problemas que mais afecta as ligações soldadas é a falta de ductilidade do material de adição; todavia, este problema pode ser resolvido se forem respeitadas determinadas regras. Em ligações estruturais deve-se usar sempre soldadura por arco, excepto em casos especiais tais como “stud welding”. Quando se adopta este procedimento, as propriedades mecânicas do metal de adição devem ser compatível com as do metal de base e a espessura das peças a ligar deve ser igual ou superior a 4mm (na soldadura de elementos de paredes finas pode haver necessidade de se aplicar regras especiais). Os cordões de soldadura podem ser divididos em diversos tipos: • soldadura de ângulo, • soldadura por entalhe, • soldadura de topo, • soldadura por pontos e • soldadura sem chanfro. Na EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] são indicadas regras para avaliação do comprimento efectivo de um cordão de soldadura de ângulo com uma espessura a, ver Figura 3. 1.

a

a

Figura 3. 1: Definição da espessura de um cordão de soldadura, a.

No dimensionamento de um cordão de soldadura de ângulo, a tensão total é decomposta nas componentes paralelas e transversais ao plano crítico do cordão (Figura 3.2). A distribuição de tensões é assumida como uniforme ao longo do plano crítico do cordão, podendo desenvolver-se as seguintes componentes: • σ⊥ tensão normal perpendicular ao plano crítico do cordão de soldadura; • σ// tensão normal paralela ao eixo do cordão de soldadura, pode ser desprezada no dimensionamento de cordões de soldadura de ângulo; • τ⊥ tensão tangencial (no plano crítico do cordão de soldadura) perpendicular ao eixo do cordão de soldadura; • τ// tensão tangencial (no plano crítico do cordão de soldadura) paralela ao eixo do cordão de soldadura.

SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS

σ⊥

τ⊥ τ//

σ//

Figura 3.2: Tensões actuantes no plano crítico de um cordão de soldadura de ângulo.

A resistência de um cordão de soldadura de ângulo é suficiente se foram satisfeitas as condições seguintes:
2 σ ⊥ + 3 (τ ⊥ + τ // ) ≤ 2

fu β w ⋅ γ M2

(3. 1)

e

σ⊥ ≤

fu

γ M2

(3. 2)

O factor de correlação βw é definido no Quadro 3. 1, de acordo com o tipo de aço.
Quadro 3. 1: Factor de correlação para avaliação da resistência de uma soldadura.
Classes de Aço

EN 10025 S 235 S 235W S 275 S 275N/NL S 275M/ML S 355 S355N/NL S 355M/ML S 355W S 420N/NL S 420M/ML S 460N/NL S 460M/ML S 460Q/QL/QL1

EN 10210 S 235H S 275H S 275NH/NLH S 355H S355NH/NLH

EN 10219 S 235H S 275H S 275NH/NLH S 275MH/MLH S 355H S355NH/NLH S 355MH/MLH S 420MH/MLH

Factor de correlação βw

0,80 0,85

0,90

1,00 1,00

S 460NH/NLH

S 460NH/NLH S 460MH/MLH

A EN 1993-1-8 considera ainda um método simplificado alternativo para o dimensionamento de cordões de soldadura de ângulo. Consiste na avaliação da tensão resistente ao corte por unidade de comprimento de cordão, independentemente da direcção do esforço transmitido, como se ilustra na Figura 3.3,

fvw.d =

fu 3 ⋅ β w ⋅ γ M2

(3. 3)

sendo a força resistente do cordão de soldadura por unidade de comprimento dada por
Fw.Rd = a ⋅ fvw.d

(3. 4)

16

Manual de ligações metálicas

b) distribuição de tensões uniforme. 4: Ligações soldadas longas: a) distribuição de tensões não. devem ser tomadas medidas adequadas.Rd Fw. devem ser evitados pormenores de ligações que originem tensões perpendiculares à espessura das peças metálicas resultantes de soldadura.Sd V//. Quando esses pormenores forem necessários. as tensões a meio do cordão são inferiores às tensões nos topos (Figura 3. como se descreve na Figura 3. Sempre que possível e de forma a minimizar a possibilidade de arrancamento lamelar.uniforme.4a). Manual de ligações metálicas 17 .6 0. os cordões com penetração total devem ter uma resistência igual à resistência da parte mais fraca a ligar. A resistência de um cordão de soldadura com comprimento superior a 150a deve ser reduzida.8 0. Quando um cordão de soldadura muito comprido é solicitado Na direcção do seu eixo.Sd Fw. 2 − 0. independentemente da direcção do esforço transmitido.3: Dimensionamento de um cordão de soldadura. A resistência de um cordão de topo com penetração parcial deve ser determinada de uma forma análoga à considerada para os cordões de soldadura de ângulo. c) factor de redução βLw. A distribuição de forças numa ligação soldada pode ser obtida com base numa análise elástica ou numa análise plástica. 4c): βLw = 1. multiplicando-a pelo factor βLw. 2 ⎜ ⎛ La ⎞ ⎟ ⎝ 150a ⎠ (3.2 0 0 50 100 150 200 250 300 350 400 ΒLw c) L a Figura 3. A concentração de tensões pode provocar uma rotura nos topos dos cordões de soldadura (“zip effect”).5) τ// a) τ// b) τ// τ// Lw 1 0. esta variação deve-se à deformação das placas de ligação.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS N⊥ Sd Fw.Sd Figura 3.Rd La V⊥ .4b). Em relação às soldaduras de topo. A espessura ou profundidade adequadas de um cordão de soldadura deve ser obtida experimentalmente. as tensões no cordão serão uniformes (Figura 3. Se as placas tiverem uma espessura adequada às forças internas transmitidas.4 0.

No caso de cantoneiras de abas desiguais ligadas pela aba menor. // ≤ F2 a2 ⋅ L 2 (3. as excentricidades devem ser consideradas no dimensionamento dos cordões. as forças e os momentos causados por excentricidades devem ser tidos em conta no cálculo das tensões actuantes num cordão de soldadura.3. deve ser tida em conta a excentricidade? _____________________________________________________________________ Em geral. bem como no dimensionamento dos elementos ligados.6) a qual provoca uma tensão de corte na direcção paralela ao eixo do cordãoτ// τ 1. // ≤ fu 3 ⋅ β w ⋅ γ M2 (3.9) sendo a tensão de corte τ// dada por τ 2. é solicitado pela força F1 dada por F1 = FSd e 2 b (3. é dada por F2 = fSd ( b − e ) 2 b (3. a resistência do cordão de soldadura pode ser verificada através da expressão 3. O cordão inferior. que simplificada resulta na seguinte condição τ 1. // = F1 a1 ⋅ L1 (3.5: Cantoneiras ligadas por uma placa de gusset. designado por cordão 1. No entanto.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS Questão 3.7) Como se trata da única tensão actuante. O exemplo seguinte descreve o cálculo da distribuição de forças num cordão de soldadura.1: Ligação de Duas Cantoneiras a uma Placa de Gusset Numa ligação soldada entre duas cantoneiras e uma placa de gusset.8) A força F2 no cordão superior (cordão 2). no cálculo de ligações soldadas entre cantoneiras de abas iguais e placas de gusset é prática corrente na Europa desprezar os esforços causados pelas excentricidades. 2 e b 1 F Sd Figura 3.10) 18 Manual de ligações metálicas .

como se ilustra na Figura 3. as diferenças entre os dois métodos são significativas.Rd = fu 3 ⋅ β w ⋅ γ M2 a) τ// σ Figura 3. Quais as diferenças entre os dois métodos? ___________________________________________________________________________ Não existe qualquer diferença. b) ligações em T.13) Questão 3. Para cordões de soldadura solicitados por forças perpendiculares ao seu eixo.2: Resistência de um Cordão de Soldadura de Ângulo A EN 1993-1-8 inclui dois métodos para o dimensionamento de cordões de ângulo. t anom c nom a nom.2 Figura 3. um método exacto e um método simplificado.3: Dimensionamento de Cordões de Soldadura de Topo com Penetração Parcial Quais os procedimentos recomendados para o dimensionamento de cordões de soldadura de topo com penetração parcial? ___________________________________________________________________________ Os cordões de soldadura com penetração parcial podem ser dimensionados como os cordões de ângulo. Neste caso. como se ilustra na Figura 3.Rd (3. as tensões calculadas pelo método exacto são obtidas a partir de: σ⊥ = τ⊥ = σw 2 e τ // = 0 (3.Rd 3 2 = 1.1 a) anom anom b) a nom.Rd = Fw. b) forças perpendiculares. com uma espessura igual a: a = anom – 2 mm.11) Com base numa análise plana de tensões.12) As diferenças entre os dois métodos são traduzidas pela seguinte relação Fw.7a).6. 22 (3. no caso do cordão de soldadura ser solicitado por forças paralelas ao seu eixo. 6: Cordões de soldadura solicitados por: a) forças paralelas ao seu eixo. Manual de ligações metálicas 19 .end.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS Questão 3.7: Espessura efectiva de: a) cordões de soldadura de topo com penetração parcial.end. obtém-se fu ⎛ σw ⎞ ⎛ σw ⎞ ⎜ ⎟ + 3⎜ ⎟ ≤ β w ⋅ γ M2 ⎝ 2⎠ ⎝ 2⎠ 2 2 e σw ≤ fu β w ⋅ γ M2 2 = Fw. τ// FSd b) τ// σw FSd Fw.

14) No caso de penetração parcial (ver Figura 3. a espessura deve ser calculada através da condição: a > 0. o dimensionamento é feito com se tratassem de cordões de ângulo com uma espessura efectiva dada por: anom.8.7b).2 ≥ t c nom ≤ c nom t 5 ≤ 3mm (3. os cordões de soldadura podem ser dimensionados para resistir às forças aplicadas através da seguinte condição: a > 0.1 + anom. nos casos em que: anom. 8: Espessura efectiva de um cordão de soldadura solicitado por: a) forças normais.4: Dimensionamento de Cordões de Soldadura em Ligações com Resistência Total Quais as recomendações no dimensionamento de cordões de soldadura em ligações com resistência total? ___________________________________________________________________________ τ⊥ σ⊥ t t a) b) τ σw σ FSd τ VSd h Figura 3. b) por forças transversais.15) Questão 3. 7 (fy / γ M0 )t fu / γ M2 = 0.2 < t a1 = anom. 25 (3.1 + anom.1 − 2mm a2 = anom.2 − 2mm (3. No caso ilustrado na Figura 3. 0)t = 0.17) 20 Manual de ligações metálicas .SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS Em ligações em T. 7 σ ⋅t fu / γ M2 (3. os cordões de soldadura assumem-se como cordões com penetração total.57t ≈ 0. usando uma análise elástica e considerando aço S235. Para que a soldadura possa suportar uma força superior à resistência das placas de ligação. 6t 360 /1.16) sendo σ = FSd / (t h). 7 (235 /1.

18) Estruturas não contraventadas a > 1.19) De uma forma análoga. 7 ⋅ 0. 0)t = 0. 7 (235 /1. 25 (3. 8t 360 /1.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS Através de uma análise plástica. a espessura deve ser obtida considerando as seguintes condições: Estruturas contraventadas a > 1. a espessura pode ser calculada através da seguinte condição a > 0. 25 (3. 40t ≅ 0. 7 (fy / γ M0 )t fu / γ M2 = 1. para cordões de soldadura solicitados segundo uma direcção paralela ao seu eixo. 85 = 0. 97t ≈ 1. 7 ⋅ 0. 4 ⋅ 0. 4t fw / γ M2 fu / γ M2 360 /1. 79t ≈ 0. 7 (fy / γ M0 )t fu / γ M2 = 1. 7 (235 /1. 4 ⋅ 0.20) Manual de ligações metálicas 21 . 0t 360 /1. 85 = 0. 25 (3. 0 × 3)t ≈ 0. 85 fy /( 3γ M0 ) t τ ⋅t 235 /(1. 0)t = 0.

rígida Articulada M 2 MRd 3 Resistência total Contínua Semi. Estas possibilidades de análise são ilustradas na Figura 4.Contínua Semi.ini d) Análise Elásto . No caso de uma análise rígido-plástica.1: Determinação das características das ligações baseada no tipo de análise global. Os parâmetros considerados em cada uma destas modelações depende do tipo de análise aplicada à estrutura.Estados Limites de Serviço M MRd φ b) Análise Elástica .plástica φCd φ Figura 4. No caso da análise elástica global de pórticos.2.ini MSd Sj. .4 MODELAÇÃO ESTRUTURAL 4.Contínua M MRd Articulada Simples MSd Sj.ini /η φ a) Análise Elástica .Contínua - RESISTÊNCIA Resistência parcial Semi. RIGIDEZ Rígida Semi .1 Introdução O comportamento das ligações tem um efeito significativo na resposta das estruturas. apenas a rigidez das ligações é relevante para a modelação da ligação: a rigidez inicial para a determinação dos Estados Limites de Serviço e cálculos de estabilidade e a rigidez secante aproximada para a determinação dos Estados Limites Últimos. Em todos os outros casos. O Quadro 4.1 resume os três tipos de modelação de ligações adoptados pela EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003]: modelação contínua.plástica φ Sj.1 e no Quadro 4. semi-contínua e simples. Quadro 4. quer a rigidez quer a resistência devem ser incluídas na modelação da ligação.Estados Limites Últimos M MRd φCd c) Análise Rígido . as principais características das ligações são a resistência e a capacidade de rotação.1: Tipos de modelação de ligações.

Embora.2: Modelação da ligação através de molas rotacionais: a) zona nodal. o comportamento do painel de alma do pilar (em ligações viga-pilar) e da ligação.2: Modelação de ligações e análise global da estrutura. 1999]. b) modelo incluindo o painel da alma ao corte.Contínua Análise elástica Rígida Semi .3.1: Cálculo Preliminar de Ligações A EN 1993-1-8 fornece regras para a caracterização do comportamento das ligações viga-pilar de eixo forte. tal pode ser útil em alguns casos.Rd. ligações à esquerda e à direita e painel da alma do pilar.2) 24 Manual de ligações metálicas . Questão 4.app ς ⋅ fy. Haverá outro método mais simples que possa ser usado no cálculo preliminar? _____________________________________________________________________ Steenhuis desenvolveu um método simplificado para a previsão do comportamento das ligações [Steenhuis.app = E ⋅ r 2 ⋅ t fc ξ (4.2. ver Quadro 4. O momento resistente da ligação baseia-se na espessura do banzo do pilar tfc. M a M a M b φa T φb M b a) b) c) Figura 4.ini. incluídas na resposta da ligação. A estimativa da rigidez e da resistência das ligações é baseada na componente mais fraca. separando ou não. ver Figura 4.MODELAÇÃO ESTRUTURAL Quadro 4. c) características do painel da alma. MODELAÇÃO Contínua Semi. como por exemplo em estruturas mistas.1) O braço da alavanca r é aproximadamente igual à distância entre os centros dos banzos da viga. considerado como o elemento mais fraco Mj.fc ⋅ r 2 ⋅ t fc = γ M0 (4.rígida TIPO DE ANÁLISE DA ESTRUTURA Análise rígido-plástica Análise elásto-plástica Resistência total Rígida/ Resistência total Resistência parcial Rígida/ Resistência parcial Semi-rígida/ Resistência total Semi-rígida/ Resistência parcial Articulada Articulada Simples Articulada A modelação das ligações pode ser efectuada através de molas rotacionais. A rigidez pode ser aproximada por S j. na maior parte das aplicações não seja conveniente modelar o comportamento da ligação e do painel da alma separadamente.

considera-se a espessura da placa de extremidade tp superior à espessura do banzo do pilar tp ≥ tfc.5 5 r r 20 5 (placa de base) Manual de ligações metálicas 25 .3.3: Coeficientes ξ e ς e braço da alavanca r .MODELAÇÃO ESTRUTURAL O factor ς pode ser obtido do Quadro 4.0 5 r ∞ >7 r 7.5 5 r 15 r 11. Quadro 4. a espessura do reforço do pilar ts ≈ tfb e o diâmetro dos parafusos d ≥ tfc.0 7 r 40 r 5. utilizados para avaliar a rigidez inicial e o momento resistente da ligação e bases de pilares. Para assegurar que a componente mais fraca é o banzo do pilar. LIGAÇÃO viga-pilar t fc r M Sd COEFICIENTE LIGAÇÃO viga-pilar.5 5 r 7 r 3 >7 r 10 r 3 >7 r 35 r 11.5 5 r 14 r 6. placa de base COEFICIENTE ξ ς ξ ς 13.5 7 r 6 7 r 8.

obtida através de uma análise global elástica.ult então. (Figura 4.4.46 e a relação entre a resistência plástica e elástica à flexão de secções em I é cerca de 1. Por exemplo. A EN 1993-1-8 fornece alguns princípios básicos para a verificação da capacidade de rotação. logo. Para os Estados Limites de Serviço admite-se um comportamento elástico dos elementos. nos quais a verificação do comportamento elástico nos Estados Limites de Serviço faz parte do procedimento normal de cálculo. No entanto. O mesmo procedimento pode ser aplicado às ligações. têm sido um dos principais focus de investigação mais recente nesta área. M Sj.sec. com ligações concebidas por análise plástica? _____________________________________________________________________ A análise global elástica pode ser usada com ligações calculadas plasticamente.6 da EN 1993-1-1 [prEN 1993-1-1: 2003]. algumas componentes podem limitar a capacidade de rotação da ligação.0 = 1. No entanto.3: Rigidez inicial e rigidez secante de uma ligação. 26 Manual de ligações metálicas . desde que seja considerada a rigidez de ligação relevante. A relação de carregamento dos Estados Limites Últimos e Estados Limites de Serviço em estruturas de aço pode ser tipicamente avaliada em ((1x1. Este não é o caso dos elementos mistos.ini na análise. Normalmente. O mesmo princípio é aplicado no cálculo de ligações. deve usar-se a rigidez secante Sj. se se considerar o momento plástico Mj. Este procedimento é simples e prático. Admite-se que os Estados Limites Últimos apenas serão alcançados ocasionalmente.el Sj. ver cláusula 5. Nestas condições. Esta estimativa é conservadora e segura se for considerada a tensão de cedência fy no modelo de cálculo. O início do comportamento não-linear de placas de extremidade pode ser estimado a 2/3 do momento plástico de vigas de secção rectangular [Zoetemeijer.el deve usar-se a rigidez inicial Sj.5a).2: Utilização da Análise Elástica para a Análise Global de Estruturas É permitido o uso de métodos elásticos na análise global da estrutura.18.ini Mj. usando a esbelteza da alma e dos banzos.0 = 1. 1983b].MODELAÇÃO ESTRUTURAL Questão 4.sec φ Figura 4. É baseado na experiência e não num procedimento exacto de análise.50)/4)/1. a distribuição plástica de esforços é utilizada no cálculo das ligações de modo semelhante ao que é efectuado no cálculo de elementos estruturais (Figura 4. e de forma similar à classificação das partes comprimidas da secção das barras. se a capacidade resistente é baseada no momento elástico de cálculo Mj.ult Mj.35+3x1. Os procedimentos de cálculo para avaliação da capacidade de deformação das componentes e da capacidade de rotação das ligações. Na prática. A resistência de todos os elementos estruturais e ligações terá de satisfazer os critérios de dimensionamento. A capacidade de rotação das rótulas plásticas nas secções é garantida pela classificação das secções.18/1.3). a verificação do comportamento elástico para os Estados Limites de Serviço não é necessária. Esta relação foi observada experimentalmente para outros tipos de ligações. a resistência dos elementos é baseada numa distribuição plástica das tensões. a classe mínima da secção deverá ser Classe 2. ver Figura 4.

= Ft1.Rd b) distribuição elasto-plástica = Ft1. M Rotação elástica da viga Rotação última da viga Mb. a ligação deve ser calculada com uma distribuição plástica de esforços (ver a terceira fiada de parafusos na Figura 4. φ Rotação.Rd Mj. as componentes inferiores devem estar em regime elástico.4: Avaliação do comportamento da ligação. Questão 4.Rd < Ft3. Momento.6).6: Classificação das ligações baseada na resistência e na capacidade de rotação. Quando a componente frágil é colocada no meio da ligação (parafuso na segunda fiada de parafusos.d Mj.5: Distribuição dos esforços internos na ligação com placa de extremidade. As componentes da ligação podem ser dúcteis ou frágeis.3: Critérios de Classificação para Bases de Pilar Porque é que o Documento Normativo EN 1993-1-8 utiliza limites diferentes na classificação de ligações viga-pilar e bases de pilar? _____________________________________________________________________ As ligações podem ser classificadas relativamente à resistência.Rd = Ft3.MODELAÇÃO ESTRUTURAL M Mj. rigidez e capacidade de rotação (ver Figura 4. É usada uma distribuição elástica quando a componente frágil limita a resistência da ligação.Rd ≤ Fc.Rd c) distribuição elástica z3 z2 z1 Figura 4. M Ligação de resistência total Momento.exp Mj.Rd ≤ Fc.ult.Rd < Ft2.Rd = Ft2.ini φ Cd φ Figura 4. Manual de ligações metálicas 27 .pl. por exemplo).Rd < Ft3.el Curva experimental Método das componentes utilizando fu M M φ Método das componentes utilizando fy Sj.Rd a) distribuição plástica = Ft1. φ Figura 4. Em engenharia é recomendado sobredimensionar as componentes frágeis para aumentar a capacidade de deformação da ligação e consequentemente a segurança da estrutura.Rd Ligação de resistência parcial Momento resistente da viga M M Ligação dúctil (Classe 1) Ligação semi-dúctil (Classe 2) Ligação frágil (Classe 3) φ φ M Rotação. ver Figura 4.ult. Neste caso.5c).Rd = Ft2.Rd ≤ Fc.5b).

Rd S j.3) (4. 93 ≤ λ o limite é o limite é o limite é S j. Os limites de pórticos contraventados são deduzidos dos deslocamentos horizontais.u = 25) e contraventados (Sj. 28 Manual de ligações metálicas . 1999]. que modifica os esforços internos dentro dos limites de precisão requerida.ini. os limites para ligações viga-pilar introduzidos nos regulamentos são valores conservativos.5) é uma aproximação conservativa e pode ser usado em todos os pilares.pl. Por simplicidade.ini.p = 0. A rigidez limite.Mb.Ib.ini ≥ 0 S j. A rigidez limite 12 E Ic / Lc pode ser usada em pórticos não-contraventados com pilares de esbelteza inferior a λ = 1. Esta rigidez é o limite para ligações rígidas e todas as ligações com rigidez superior podem ser modeladas como rígidas. estimada em 30 E Ic / Lc é deduzida para um erro máximo da solução inferior a 10%.b = 8). 93 3.9.8.ini.Rd 0. As ligações articuladas são caracterizadas por uma fraca rigidez (Sj. fraca resistência à flexão e grande capacidade de rotação ( φCd = 60mrad ).5).2 0 Ligações semi-rígidas S j.7: Classificação das ligações viga-pilar baseado na rigidez à rotação. Seguindo o procedimento supracitado.ini ≥ 7 ( 2λ − 1) E S j. Por razões práticas.4) (4. ver Figura 4.5 Ligações articuladas φ Figura 4. ver Figura 4.ini.6 0. Este valor baseia-se em estudos numéricos realizados num pórtico com uma viga muito flexível. estes valores são função da rigidez à flexão da viga associada.MODELAÇÃO ESTRUTURAL A fronteira de rigidez entre ligações rígidas e semi-rígidas baseia-se na precisão de cálculo necessária à verificação dos esforços nos elementos e ligações.ini. ver Figura 4.5% do valor da carga crítica com ligações totalmente rígidas. Neste caso recomenda-se comparar a rigidez da base de pilar com a rigidez à flexão do pilar. A necessidade de verificação dos deslocamentos nos Estados Limites de Serviço é a razão para a existência de limites diferentes em pórticos não contraventados (Sj. A rigidez mínima da base do pilar depende da esbelteza relativa do pilar: para para para λ ≤ 0. Assume-se que as ligações são rígidas se a carga crítica não for inferior a 97. têm sido propostos limites entre ligações rígidas e semi-rígidas.4 0.8 0. Cálculos semelhantes foram realizados em pórticos com bases de pilares semi-rígidas [Wald.φ Lb. Pode-se avaliar a rigidez mínima da ligação num pórtico. 36 .ini.b = 8 φ= E.u =25 M b= Mb Mb. M b Ligações 1. 5 0.p = 0.7. Jaspart.ini ≥ 48E Ic Lc Ic Lc (4.5 ≤ λ ≤ 3.pl.5) O limite (4.0 rígidas S j.

Os esforços a considerar dependem do tipo de ligação.9: Classificação de bases de pilar baseada na rigidez à flexão.01 0.36 ⎯ φ= EIcφ LcMc.003 φ (rad) Base do pilar rígida Sj. a excentricidade da ligação ao banzo do pilar. Momento relativo Mj/Mpl. pode ser avaliado pela interacção entre esforço axial e momento flector (a encurvadura do pilar é desprezada): Manual de ligações metálicas 29 .8: Avaliação da resistência de um pilar baseada na rigidez à flexão do apoio inferior.5: Modelação da Excentricidade da Ligação no Cálculo de Pórticos Os pórticos são normalmente modelados por linhas ligando os centros de gravidade das secções.Rd Figura 4.ini. o pilar pode ser considerado como axialmente carregado (ver Figura 4.6 0.8 0.002 0.MODELAÇÃO ESTRUTURAL Rigidez relativa da placa de base 60 50 40 30 20 10 0 0 2 Sj.n = 30EIc/Lc λo = 1. comparado.2 0 0 Sj. é necessário ter em conta.10. Caso actuem forças muito reduzidas.10)? ___________________________________________________________________________ No caso da Figura 4.c. Questão 4. Se a ligação for considerada como articulada. será necessário calculá-la para um certo nível (razoável) de esforços. por exemplo.pl. cantoneiras de alma.0 0. λ Figura 4.ini.s = 12EIc/Lc Base do pilar semi-rígida Base do pilar rotulada 0.4: Cálculo de Ligações Solicitadas por Esforços Reduzidos Se a ligação for solicitada por esforços muito reduzidos.4 0. O erro na omissão da excentricidade e da flexão em torno do eixo fraco é relativamente elevado. Apenas a excentricidade de uma ligação viga-pilar aparafusada (placa de extremidade. etc. com a resistência da viga/pilar? _____________________________________________________________________ As ligações estruturais devem ser calculadas para transmitir esforços acidentais e nominais.c.) à alma de uma secção aberta pode ser omitida.ini E Ic / Lc Curva simplificada Curva real 4 6 8 10 Esbelteza relativa do pilar. na análise global. a integridade da estrutura e os esforços na montagem devem ser tidos em consideração.Rd 1. Questão 4.

c) e alma.5 mm FSd d) Figura 4.10: a) Exemplo de excentricidade da carga no pilar.1 ⋅ 106 Nmm (4. 0 = 47.y ⋅ fy / γ M0 = 642. 0 = 151.z.z ⋅ fy / γ M0 = 200. b) vigas ligadas ao banzo.7) e a resistência do pilar ao momento flector é Mpl.4*103 N para uma excentricidade de e = 100 mm. d) por placas de extremidade. O erro na omissão da flexão em torno do eixo forte pode ser avaliado pelo momento de cálculo do pilar: Mpl.6) A resistência do pilar ao esforço axial é Npl.8) A resistência ao esforço axial diminui para 1561kN com a excentricidade e = 4.y. 0 = 1835 ⋅ 103 N (4.Rd = A ⋅ fy / γ M0 = 7808 ⋅ 235 /1.MODELAÇÃO ESTRUTURAL HE 200 B e = 100 mm a) b) FSd c) 9 HE 200 B e = 4.Rd (4. 3 ⋅ 103 ⋅ 235 /1.Rd = Wpl. 0 ⋅ 106 Nmm (4.5 mm. NSd N ⋅e + Sd ≤1 Npl.Rd Mpl.9) A resistência ao esforço axial diminui para 828.5 ⋅ 103 ⋅ 235 /1.Rd = Wpl. 30 Manual de ligações metálicas .

O método usual para o conseguir é assegurar que a ligação se prolongue pelo menos 10mm para além da extremidade da viga.022rad (1. as ligações simples devem permitir uma rotação adequada da extremidade da viga à medida que esta flecte e ocupa as folgas usuais. uma viga simplesmente apoiada com 457mm de altura e 6. devem ser capazes de transferir uma força horizontal de tracção. por forma a preservar a integridade estrutural (ver 5. pode originar uma rotação de 0. Para verificar as hipóteses de cálculo.2 Integridade Estrutural O colapso parcial de Ronan Point no Reino Unido em 1968 alertou a indústria da construção para o problema do colapso progressivo. por forma a preservar a integridade da estrutura e impedir o colapso progressivo. Ao mesmo tempo. .0m de vão. Placas de gousset. Em teoria. as ligações devem ter um grau de fixação. esta rotação não deve prejudicar a resistência da ligação ao corte e à tracção. e portanto não transferem momentos significativos nos Estados Limites Últimos. Consideram-se • • • • as seguintes formas de ligações simples: Dupla cantoneira de alma. esta rotação será consideravelmente menor pela restrição oferecida pela ligação. na prática. 5.1 Introdução As ligações são classificadas de acordo com o método de análise global e o tipo de modelo da ligação. As estruturas devem ter um mínimo de robustez para resistir às cargas acidentais. Placas de extremidade flexíveis.5 LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 5. e de modo a prevenir grandes esforços na ligação. Emendas de pilares. o qual embora não tido em conta no cálculo. no caso de um acidente. Esta definição sublinha o cálculo global estrutura. Quando a viga roda. Um método para o conseguir é ligar todos os elementos principais da estrutura. que resulta da falta de ligação entre os principais elementos da estrutura. rígido-plástico ou elásto-plástico. Isto quer dizer que as ligações viga-pilar de um pórtico metálico.2). Este capítulo diz respeito ao cálculo de ligações simples no qual o método de análise global pode ser elástico.26°) quando solicitada pela carga máxima de cálculo. No entanto. é conveniente evitar que o banzo inferior da viga encoste ao banzo do pilar. é normalmente suficiente para permitir a montagem sem a necessidade de contraventamentos temporários. As ligações simples são definidas como as ligações que transmitem apenas esforço transverso e têm uma resistência à rotação desprezável. na prática. no qual as vigas são calculadas como simplesmente apoiadas e os pilares são calculados para o esforço axial actuante e pequenos momentos introduzidos pelas reacções na extremidade das vigas.

realizadas pela aplicação de cantoneiras.4 5. Esta secção diz respeito aos princípios gerais aplicáveis a todos os tipos de ligações simples. determinada pela capacidade de deformação das cantoneiras e pelo escorregamento entre as partes ligadas. Estes tipos de ligações são comuns porque permitem pequenos ajustamentos quando se usam parafusos não pré-esforçados em furos com folgas de 2mm. Os parafusos que ligam as cantoneiras à face do pilar devem ser dimensionados para o esforço transverso apenas. A capacidade de rotação desta ligação é.1: Ligações típicas em torno do eixo de maior e menor inércia. placas de extremidade flexíveis e placas de gousset. em termos do tipo e natureza da fixação e tipos de ligações. 5. Normalmente as cantoneiras são usadas aos pares. As fórmulas relevantes podem ser encontradas na bibliografia. Usando este modelo. Para aumentar a capacidade de rotação.1 Ligações Viga-pilar Dupla Cantoneira de Alma Na Figura 5.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 5. a espessura da cantoneira deve ser reduzida ao mínimo e a distância entre parafusos deve ser tão grande quanto possível. aparafusadas por cantoneiras de alma em torno dos eixos de maior e menor inércia do pilar. o grupo de parafusos que liga as cantoneiras à alma da viga deve ser dimensionado para o esforço transverso. e para o momento produzido pelo esforço transverso na extremidade multiplicado pela excentricidade do grupo de parafusos relativamente à face do pilar. Na prática. não alterando a resistência ao corte da viga. É suficiente utilizar uma análise simples de equilíbrio para o cálculo deste tipo de ligação. A recomendada nesta publicação assume que a linha de acção do esforço transverso entre a viga e o pilar actua na face do pilar. Na ligação em torno do eixo de menor inércia do pilar pode ser necessário cortar os banzos da viga. pilar de suporte viga suportada pilar de suporte viga suportada Figura 5. as cantoneiras de pilar raramente são críticas e o cálculo é quase sempre determinado pelos parafusos que solicitam a alma da viga.4. A prática corrente. em grande parte. varia entre os países membros da Comunidade.1 apresentam-se ligações típicas. 32 Manual de ligações metálicas . Nos itens seguintes descrevem-se os métodos de cálculo para cantoneiras.3 Métodos de Cálculo O cálculo de ligações simples é baseado nos princípios e procedimentos adoptados pela EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003]. Durante a montagem. a viga com as cantoneiras ligadas é descida entre os banzos do pilar.

4. Manual de ligações metálicas 33 . É necessário que o comprimento total da viga esteja dentro de limites apertados. A Figura 5. ou quando a acessibilidade exclui o uso de ligações por dupla cantoneira ou placa de extremidade. assegurando assim um ajustamento fácil.4. em torno dos eixos de maior e menor inércia de um pilar. Este tipo de ligação é económica e de montagem simples. em obra. realizadas pela aplicação de placas de extremidade flexíveis. Estas ligações consistem numa placa soldada à extremidade da viga e aparafusada. pilar de suporte Viga suportada pilar de suporte Viga suportada Figura 5. é frequentemente usada em vigas até cerca de 450mm de altura. uma placa de 8mm de espessura combinada com uma distância de 90mm entre centros de parafusos. Estas ligações compreendem uma única placa. ao pilar ou viga de suporte. a placa de extremidade é soldada aos banzos da viga para melhorar a estabilidade do pórtico durante a montagem e evitar a necessidade de contraventamento temporário. Este tipo de ligação consegue a sua flexibilidade pelo uso de placas relativamente finas combinadas com grandes distâncias entre parafusos.4.2 apresenta ligações típicas em torno dos eixos de maior e menor inércia. 5. mas tem a desvantagem de não ter espaço para ajustamentos em obra.2: Ligações típicas viga-pilar em torno dos eixos de maior e menor inércia. como por exemplo. um dos desenvolvimento mais recente tem sido a introdução de ligações por placas de gousset. é usada para transferir as reacções na extremidade da viga. Apresenta uma folga entre a extremidade da viga suportada e a viga ou pilar de suporte. Os parafusos que ligam a cantoneira ao pilar devem ser verificados ao momento produzido pelo esforço transverso multiplicado pela distância entre os parafusos e o eixo da viga. por vezes. as cantoneiras de alma simples são usadas apenas em pequenas ligações. mas não é necessário soldar a placa de extremidade aos banzos da viga.3 Placa de Extremidade Flexível A Figura 5. Deve-se ter cuidado com o uso deste tipo de ligação em áreas onde a tracção é elevada. embora possa ser usada uma placa para compensar as tolerâncias de fabrico e montagem.3 mostra uma ligação típica por placa de gousset. Em vigas com mais de 500mm de altura e até 10mm de espessura de placa combinada com 140mm de distância entre o centro dos parafusos. Este tipo de ligação não é desejável do ponto de vista do construtor pela tendência da viga a rodar durante a montagem. as soldaduras entre a placa de extremidade e a alma da viga não devem ser o elo mais fraco.2 Cantoneira de Alma Simples Normalmente. 5.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 5. a viga deve ser verificada e. por causa da falta de ductilidade. A placa de extremidade é frequentemente prolongada até à altura total da viga. No entanto. Esta ligação é relativamente barata.4 Placa de Gousset Seguindo a prática australiana e americana. com furos previamente realizados. que é soldada à alma ou banzo do pilar.

A validação desta e outras hipóteses de cálculo foram efectuadas com uma série de ensaios de ligações por placas de gousset. Nas secções seguintes. realçam-se alguns itens adicionais que devem ser considerados no cálculo e na utilização das ligações viga-viga. As ligações por placas de gousset conseguem a sua capacidade de rotação por deformação dos parafusos ao corte. pela distorção devida ao esmagamento dos furos e por flexão da placa de gousset fora do seu plano.1. como no caso da ligação da Figura 5. 34 Manual de ligações metálicas .LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Tem sido feito um esforço considerável de modo a identificar a linha de acção apropriada para o esforço de corte.4 também se podem aplicar às correspondentes ligações viga-viga.4: Ligações viga-viga com entalhe simples e duplo. o esforço de corte actua na face do pilar ou actua no centro do grupo de parafusos que ligam a placa de gousset à alma da viga.4. 5. O extremidade da alma cortada. Viga principal Viga secundária Viga principal Viga secundária Figura 5.5 Ligações Viga-viga Há três formas de ligação viga-viga: dupla cantoneiras de alma.4. 5.5.4. Pilar de suporte Viga suportada Pilar de suporte Viga suportada Figura 5. Há duas possibilidades. Quando os banzos superiores das vigas estão ao mesmo nível.4 mostra ligações típicas viga-viga aparafusadas por cantoneiras de alma em vigas com entalhe simples ou duplo. Em vigas que não são apoiadas lateralmente. o banzo da viga secundária é cortado e a alma deve ser verificada tendo em conta o efeito do entalhe. realizadas por placas de gousset. 5.3 e 5. relativamente à encurvadura lateral.3: Ligações típicas em torno dos eixos de maior e menor inércia.4. tomado como o produto do esforço do corte vertical com a distância entre a face do pilar e o centro do grupo de parafusos. que está em compressão. Os comentários dados nas secções 5. Os ensaios mostraram também que as placas de gousset longas têm a tendência para rodar e atingir a ruína por instabilidade lateral.1 Dupla Cantoneira de Alma A Figura 5. em conjunto com o esforço de corte. deve ser verificada à instabilidade local da alma não restringida. é necessário um estudo pormenorizado da estabilidade global da viga com entalhes. Por esta razão todas as secções críticas devem ser verificadas para o mínimo de momento. Os resultados destes testes concluíram que o método de cálculo era conservativo e dava resultados adequados da resistência. placas de extremidade flexíveis e placas de gousset.

Uma outra consideração é a torção induzida quando as placas de gousset são ligadas a um dos lados da alma da viga apoiada.4. a capacidade de rotação deve ser conseguida pela própria ligação. Se a viga principal é livre de rodar.6: Ligação viga-viga por placa de gousset: a) placa de gousset longa. os estudos experimentais têm mostrado que nestes casos os momentos torsores são reduzidos e podem ser desprezados. se o comprimento dos cortes excede certos limites. 5. a) b) Figura 5. a placa de extremidade considera-se suficientemente flexível para ser classificada como ligação simples.6a). b) placa de gousset curta com vigas com entalhe. Na prática. Se ambas as vigas têm altura semelhante ambos os banzos são cortados.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO O uso de cantoneiras pode tornar-se complexo quando se ligam vigas de diferentes tamanhos.5. a alma não apoiada e a viga devem ser verificadas à instabilidade lateral. desde que a placa de extremidade seja relativamente fina e a distância entre parafusos seja grande. Para além disso este tipo de ligação implica uma placa de gousset longa como se mostra na Figura 5. Este procedimento torna a ligação relativamente mais rígida que a placa de extremidade parcial mas. Nestes casos. ou uma viga cortada como mostra a Figura 5. a placa de extremidade tem frequentemente a altura total da viga cortada e é soldada ao nível do banzo inferior. numa ligação dos dois lados.6 mostra ligações típicas por placa de gousset aparafusada. o banzo superior da viga secundária é cortado para ajustar à alma da viga principal. No entanto.4 sobre placas de gousset viga-pilar aplicam-se também às placas de gousset viga-viga. Viga principal Viga secundária Figura 5. haverá capacidade de rotação adequada mesmo com uma placa de extremidade espessa.2 Placa de Extremidade Flexível A Figura 5. Tal como a ligação por cantoneiras duplas. as placas de extremidade espessas de altura total podem provocar sobretensões nos parafusos e nas soldaduras. a cantoneira da viga maior pode ser prolongada e os parafusos colocados por baixo da base da viga menor. Manual de ligações metálicas 35 . Os comentários na secção 5. O projectista deve escolher entre capacidade reduzida de uma placa de gousset longa e a capacidade reduzida de uma viga cortada. Nestes casos.6b). Em alternativa. 5. Neste caso é necessário cortar o banzo inferior da viga menor para impedir a obstrução dos parafusos. Nos casos em que a viga principal não é livre de rodar.3 Placa de Gousset A Figura 5.5.5: Ligação típica viga-viga com placa de extremidade flexível. por exemplo.5 ilustra ligações típicas viga-viga com placa de extremidade flexível.

b) pilares com secções semelhantes.1 Extremidades Preparadas para Contacto A Figura 5. ou se se assumiu um grau de encastramento ou continuidade no cálculo do comprimento efectivo do pilar.7 mostra pormenores típicos de emendas de pilares preparadas para o contacto. as emendas de pilares devem suportar os perfis alinhados. Nesta secção consideram-se dois tipos de emendas. as emendas de pilares são necessárias para assegurar continuidade da rigidez e resistência em torno dos dois eixos do pilar. Neste tipo de edifícios. 5. se a emenda é posicionada longe do ponto de contraventamento lateral (isto é. a tensão (se existir) resultante da presença de momentos flectores e os esforços de corte horizontais. e o pilar é concebido como rotulado nesse ponto. considera-se que as forças do vento nas paredes externas dos edifícios actuam 36 Manual de ligações metálicas . As extremidades cortadas com serra são suficientemente lisas e plana para contacto e não é necessária maquinação. acima e abaixo da emenda.6 Emenda de Pilares Esta secção apresenta regras de cálculo para emendas de pilares em edifícios contraventados de vários andares. Nos três casos a emenda é construída com placas cobrejunta. os esforços horizontais de corte que resultam da variação de momento no pilar são absorvidos pelo atrito nas superfícies de contacto entre as dois pilares e pelas placas cobrejuntas da alma. nestes casos o esforço de compressão é transmitido por contacto. As extremidades dos pilares são frequentemente preparadas para contacto.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 5. As placas cobrejunta do banzo podem ser colocadas na parte exterior ou na parte interior. as barras devem estar posicionados de forma a que os centros de gravidade do material de emenda coincida com os centros de gravidade das secções dos pilares.6. Normalmente. A sua colocação no interior tem a vantagem de reduzir a altura total do pilar. Cada emenda deve ser dimensionada para suportar os esforços axiais. Em qualquer caso. a mais de 500mm acima do piso). Contudo.7: Emendas de pilares com extremidades preparadas para contacto: a. aquelas nas quais as extremidades dos perfis são preparadas para o contacto. e sempre que possível. As placas cobrejunta asseguram a continuidade da rigidez e são dimensionadas para resistir à tracção provocada por momentos flectores elevados para se sobreporem aos esforços de compressão no pilar. c) pilares com secções diferentes. No entanto não é necessário conseguir um ajustamento perfeito sobre toda a área do pilar. a emenda pode ser dimensionada para a carga axial e quaisquer momentos aplicados. uma vez que após a montagem as extremidades do pilar vão-se ajustando à medida que as sucessivas cargas permanentes actuam na estrutura. placas placas placas (se necessário) placa de separação a) b) c) Figura 5. Em geral estão submetidas ao esforço axial de compressão e momentos que resultam das reacções nas extremidades das vigas. e são usadas chapas para compensar as diferenças de espessura da alma e do banzo. o momento adicional que foi introduzido pela acção de escoramento deve ser tido em consideração. Se uma ligação é posicionada próximo do ponto de contraventamento lateral (digamos dentro de 500mm acima do piso). Geralmente. e aquelas nas quais as extremidades dos perfis não estão preparadas para esse contacto.

Neste tipo de emendas os esforços são totalmente suportados pelas placas cobrejunta e nenhuma carga é transferida por contacto directo. 8. Neste caso a emenda é construída com placas cobrejunta de alma e banzo e se necessário usam-se chapas para compensar as diferenças de espessura das almas e banzos.2 Extremidades não Preparadas para Contacto A Figura 5. 6mm (5. Questão 5. Normalmente.Rd = k 1 ⋅ α b ⋅ d ⋅ t ⋅ fu γ M2 • Resistência ao esmagamento.1: Resistência dos Parafusos ao Esmagamento: Tolerâncias Permitidas Na Figura T. para parafusos M12.8 apresenta pormenores típicos de emendas de pilares não preparadas para contacto. 2 ⋅ 13 = 15. Ambas as figuras mostram que o pilar acima e abaixo da emenda têm tamanhos semelhantes. placas placas (se necessário) Placa no exterior do banzo Placa no interior do banzo Figura 5.5. Esta variação deverá ser tida em conta no cálculo da resistência ao esmagamento do grupo de parafusos? Por exemplo. assumindo Δ = ±0 mm d = 12mm d0 = 13mm e1 = e2 = 1. 1) Manual de ligações metálicas 37 . enquanto que o momento flector é suportado pelas placas cobrejunta de banzo.8: Emendas de pilares com extremidades não preparadas para contacto.8 e aço S235: A resistência ao esmagamento de um só parafuso é dada pela seguinte expressão: Fb.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO ao nível do piso e raramente as emendas de pilares transmitem esforço horizontal de corte devido à acção do vento. 2d0 = 1.6. 5. o esforço axial no pilar é partilhado entre o banzo e a placa cobrejunta de alma proporcionalmente às suas dimensões.5 da EN 1090-1 [EN 1090-1: 1996] é permitida uma tolerância de Δ = ±5 mm para o posicionamento de um grupo de furos. Quando se ligam pilares de diferentes tamanhos são necessárias várias chapas para compensar a variação de dimensões.

27 ⎪ 0 ⎪ α menor de ⎨ 1 ⎪f 800 ⎪ ub = = 2.10. No cálculo da resistência da ligação. Questão 5. 6 ⎧ 2. no segundo obtém-se uma resistência 32% inferior. 66 ⎪ 13 k1 menor de ⎨ d0 ⎪ 2.6mm 10. 6 ⎧ e1 ⎪ 3d = 3 ⋅ 13 = 0. 2 360 ⎪ fu ⎩ 2. 8 ⋅ 15. 2) Resistência ao esmagamento. assumindo Δ = -5mm d = 12mm d0 = 13mm e1 = 1.5 ⎩ (5. 3) Comparado com o primeiro exemplo.2: Cantoneira Ligada por Um ou Dois Parafusos Como é possível que a resistência à tracção da secção útil de uma cantoneira com um parafuso seja superior à da cantoneira com dois parafusos? Ver o exemplo a seguir.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 15. logo e2 = 15. 2 ⋅ 13 − 5 = 10. devido à tolerância permitida. 7 = 1. 40 ⎪ 0 ⎪ α menor de ⎨ 1 ⎪f 800 ⎪ ub = = 2. 6 ⎧ e1 ⎪ 3d = 3 ⋅ 13 = 0. 6mm Considera-se que existe deslocamento apenas na direcção da força. 6 ⎧ 2. 8e2 − 1. Dados: L 50 × 5 A = 480mm2 t = 5mm d0 = 14mm e2 = 25mm fu = 510MPa De acordo com a cláusula 3. 2 360 ⎪ fu ⎩ 2.3 da EN 1993-1-8. 2d0 − 5 = 1. 8e2 − 1. 7 = − 1. deverá ser tida em conta a redução da distância ao bordo? _____________________________________________________________________ Normalmente as tolerâncias não são tidas em conta no cálculo da ligação. 7 = 1.5 ⎩ (5. Assume-se que as tolerâncias são pequenas em comparação com as distâncias ao bordo e que a redução da resistência é pequena e pode ser integrada no factor de segurança parcial. 66 ⎪ 13 k1 menor de ⎨ d0 ⎪ 2. verificamos a resistência à tracção da secção útil: 38 Manual de ligações metálicas . 8 ⋅ 15. 7 = − 1.

A razão deve-se.Rd = A eff fu γ M2 = 180 ⋅ 510 = 73440N 1. Esta rotura é normalmente conseguida pela adopção da seguinte pormenorização: • a espessura da placa de gousset ou da alma da viga é: ≤ 0.42 d (para aço S355) ≤ 0. aos momentos adicionais que são atraídos pela ligação com mais de um parafuso. Questão 5. 25 L 50 × 5.50 d (para aço S275) • todas as distâncias ao bordos da placa e alma da viga são iguais ou superiores a 2d. 4 Nu. • usam-se parafusos 8. 4 ( 480 − 14 ⋅ 5 ) = 164mm2 A eff fu (5. Manual de ligações metálicas 39 . provavelmente.5 d0 ___________________________________________________________________________ Foram realizados vários ensaios em cantoneiras ligadas por um ou dois parafusos. 25 (5. e ao afastamento dos parafusos no elemento de suporte (normalmente 100mm + a espessura da alma da viga).Rd = A eff = β 2 A net = β 2 ( A − d0 t ) = 0.8. Do mesmo modo é usual utilizar placas de extremidade relativamente delgadas (8mm ou 10mm) e afastamentos de 90mm ou 140mm entre os parafusos. Para obter a ductilidade necessária numa placa de gousset deve-se assegurar que a rotura se verifica na placa de gousset ou na alma da viga. um parafuso 50 14 5 50 1. não pré-esforçados em furos com folga. para assegurar que uma ligação por placa de extremidade consiga a flexibilidade e ductilidade adequada para ser classificada como “ligação simples”. • a base do comprimento do cordão de soldadura tem pelo menos 0.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Para um parafuso: A eff = 2 ( e2 − 0.3: Capacidade de Rotação Como é que as ligações simples conseguem a sua capacidade de rotação? _____________________________________________________________________ A ductilidade das ligações por cantoneiras deve-se à espessura reduzida das cantoneiras (normalmente 8mm ou 10mm de espessura).5 d0 1. 4) Para dois parafusos: β 2 = 0.5d0 ) t = 2 ( 25 − 7 ) 5 = 180mm2 Nu.5 d0 2.8 vezes a espessura da placa de gousset. Estes ensaios mostraram que a resistência de uma cantoneira ligada por um só parafuso é maior que uma cantoneira ligada por dois ou mais parafusos. dois parafusos 14 5 L 50 × 5. 5) γ M2 = 164 ⋅ 510 = 66912N 1.

utilizando a representação deformada apresentada na Figura 5. Excentricidade Força de tracção Secções críticas δ Figura 5. esta metodologia baseia-se numa análise de grandes deslocamentos das cantoneiras à tracção. De modo a validar esta metodologia. a resistência à tracção de uma ligação por cantoneiras de alma é adequada. ou próximo do centro dos furos e as outras duas localizam-se no ângulo da cantoneira. A comparação entre os resultados analíticos e experimentais mostrou que o método fornece uma margem de segurança adequada.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Questão 5. • Estes deslocamentos reduzem as excentricidades nas cantoneiras de alma. se a ligação não suportar grandes forças de tracção. devido à sua capacidade para acomodar grandes deformações antes da rotura. No entanto.4: Integridade Estrutural Que método deverá ser usado para determinar a resistência à tracção de ligações simples? E qual é o fundamento deste método? _____________________________________________________________________ O Steel Construction Institute [SCI Recomendation. o deslocamento δ define a geometria deformada das cantoneiras). Duas localizam-se na ligação. Do mesmo modo. realizaram-se vários estudos experimentais [SCI Recomendation. Estas regiões podem ter sofrido alguma fragilização devido ao arrefecimento rápido após a soldadura. • Há quatro secções críticas em cada cantoneira que estão sujeitas a fortes deformações plásticas sob a acção simultânea de corte.10. 2002]. As principais características desta metodologia são: • A amplitude potencial do deslocamento δ (ignorando os efeitos de segunda ordem. A deformada da placa de extremidade é apresentada na Figura 5. 2002] especifica uma metodologia para o cálculo da resistência à tracção de ligações de dupla cantoneira e ligações por placas de extremidade flexíveis. mas apenas se houver rotação nas rótulas junto às soldaduras. Em ambos os casos deve-se considerar o aumento da rigidez à rotação da ligação. Para as ligações por dupla cantoneira. tracção e momento. As características deste método são: • Podem surgir deformações consideráveis. De um modo geral. pode ser conseguida uma resistência adicional aumentando a espessura da cantoneira e/ou reduzindo a distância entre parafusos. o método para as ligações por placas de extremidade flexíveis é baseado numa análise de grandes deslocamentos da placa de extremidade à tracção.9.9: Dupla cantoneira de alma à tracção. 40 Manual de ligações metálicas . Parte da força de tracção é suportada por tracção nas abas das cantoneiras.

mas pode ser devido ao efeito de membrana variável e não quantificado. que assegura que a tensão de tracção nominal de um parafuso 8. Em ambos os métodos.10 por Ο. Para aumentar a resistência.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO • Estes deslocamentos reduzem as excentricidades dentro da ligação mas. Dado que o efeito de membrana é desprezado.8 não excede 300 MPa. assinaladas na Figura 5. dado que a análise depende de grandes deformações. este efeito de membrana é ignorado. δ Momento último da placa desenvolvido na raíz do cordão de soldadura e nas extremidades do furo Força de tracção Figura 5. basta ser considerada a acção do momento (a interacção momento/esforço transverso existe mas não é necessário considerá-la pois o esforço transverso actuante é uma pequena parte da sua resistência ao corte). • Há quatro secções críticas na placa. Uma vez mais.10: Placa de extremidade à tracção. os ensaios provaram que o método é conservativo. produzem um efeito de membrana. 1990]. foi realizado um estudo experimental para verificar este método [Jarrett. Manual de ligações metálicas 41 . o modo crítico de rotura será a resistência à tracção da placa de extremidade. O motivo para esta variabilidade não é claro. Embora a relação entre a resistência experimental PE e a resistência calculada PC tenha variado consideravelmente. De um modo geral. A resistência à tracção duma placa de extremidade é geralmente inferior à da ligação por cantoneira de alma ou placa de gousset. Esta restrição de membrana surge apenas se a placa de extremidade for aparafusada a uma placa ou banzo maior. deve-se aumentar a espessura da placa ou reduzir a distância entre parafusos. as forças de alavanca nos parafusos são normalmente superiores às que se obtêm nos métodos mais tradicionais. Em ligações de pilares em I. Por isso se apresenta uma verificação simples para ambas as ligações.

reforços. rigidez de rotação Sj. permitindo dividir a N Fc M/2 dc Fc Fb N N db N M dc Fc M/2 N Fc Fb Figura 6..) dá-nos uma ideia da complexidade que constitui a análise do seu comportamento..6 LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 6. 1989]. até à não-linearidade geométrica (instabilidade local). A aplicação de métodos de avaliação estatística. O comportamento destas ligações pode ser obtido por via experimental ou através de modelos (analíticos ou numéricos) desenvolvidos com base na geometria e nas propriedades mecânicas da ligação. para condições de tensão residual e configurações geométricas complexas.1 é possível identificar trajectórias distintas para as forças de tracção. Ao longo dos anos. tem sido efectuados numerosos ensaios de diversas configurações de ligações. corte e compressão.1 Introdução O comportamento deste tipo de ligações caracteriza-se por uma curva não-linear momento-rotação.. A identificação das várias componentes que constituem uma ligação com transmissão de momento (placa de extremidade. cordões de soldadura. A utilização de métodos numéricos com elementos finitos de comportamento não-linear permitem endereçar todos os fenómenos presentes numa ligação. patamar de cedência).1 Método das Componentes As dificuldades descritas levaram ao desenvolvimento de processos alternativos para a análise de ligações.. São necessárias considerações apropriadas para uma multiplicidade de fenómenos desde a não-linearidade material (plasticidade. o contacto não-linear e escorregamento. permitiram a previsão das principais propriedades das ligações: momento resistente Mj.1: Exemplo de trajectória de forças em ligações metálicas [Owens et al. 1998]. Observando a Figura 6. cujos resultados estão reproduzidos em bases de dados de ligações [Cruz et al.Rd. que aliassem um maior rigor e simplicidade de análise. o establecimento de critérios de rotura e a calibração com base nos resultados contidos nas bases de dados.1. .. No entanto. e devido à sua complexidade. 6. parafusos. são morosos no cálculo dos modelos e muito sensíveis às opções de análise e modelação. e capacidade de rotação φCd.

O modelo simplificado adoptado na EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] é constituído por barras rígidas e por molas (componente). representando estas últimas uma parte específica da ligação que.2 5. tal como se ilustra na Figura 6.2: Zonas críticas de uma ligação viga-pilar. conduzindo a: 44 Manual de ligações metálicas . • caracterização do comportamento de cada uma dessas componentes. dependente do tipo de carregamento. que se traduz na discretização da ligação metálica nas suas componentes básicas que reproduzem. As componentes podem ser solicitadas por tracção. • Zona de corte.3 para uma ligação viga-pilar com placa de extremidade estendida e duas fiadas de parafusos à tracção [Weynand et al.1 4..2 Banzo do pilar à flexão Mj Mj Parafusos à tracção Alma e banzo da viga à compressão 8 1 2 7 Alma da viga à tracção Parafusos à tracção Figura 6.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO ligação e estabelecer analogias com componentes mais simples e mais fáceis de analisar.2): • Zona traccionada. compreende três etapas: • enumeração das componentes activas numa ligação. • Zona comprimida. cuja origem se deve a Zoetemeijer [Zoetemeijer. a caracterização do comportamento de uma ligação pode ser efectuada através da associação das propriedades das suas zonas críticas (Figura 6. associadas em série ou em paralelo. a estimativa da rigidez de uma ligação. com base na distribuição de forças internas.2 8.2 4. Este método permite aliar às soluções tradicionais a verificação da compatibilidade de deformações.1 10. compressão ou corte. 1974] corresponde a um modelo simplificado. 1995]. Alma do pilar ao corte 3. A aplicação deste método. identifica a contribuição de uma ou mais propriedades estruturais. Deste modo. Zona traccionada Zona de corte Zona comprimida Figura 6.1 φ Alma do pilar à compressão Banzo da viga à compressão 3. • assemblagem das várias componentes para caracterização do comportamento global da ligação.1 5. De acordo com a EN 1993-1-8. além da geometria da ligação o comportamento das suas partes: resistência e a deformabilidade. O método das componentes.3: Método das componentes aplicado a uma ligação viga – pilar. e consequentemente.2 10. a rigidez de rotação Sj de uma ligação é obtida pela combinação das rigidezes das diversas molas que contribuem para a deformabilidade da ligação.

não existindo.4: Capacidade de rotação.. alma da viga à tracção.1) O momento flector resistente Mj.Rd Curva experimental Curva EN 1993-1-8 Capacidade de deformação φj. M Rigidez inicial. alma do pilar à tracção. em relação ao centro de compressão: M (F ) = ∑ Fr ⋅ zr (6... É assumido que a maioria das propriedades das componentes são independentes. conduziria a uma metodologia demasiado complexa e pouco compatível com uma utilização prática. φ Figura 6.. banzo do pilar à flexão.. A EN 1993-1-8 fornece alguns princípios básicos para a verificação da capacidade de rotação.2) A capacidade de rotação necessária de uma ligação depende do tipo de estrutura. Sj.. • Componentes de ductilidade limitada: alma do pilar à compressão..Rd Limite elástico. 1998]. no entanto. parafusos ao corte. o conhecimento da ductilidade de ligações metálicas requer uma análise não-linear. 2/3 Mj.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Sj = E ⋅ z2 1 μ∑ ki i (6. não-linear.1. usadas por exemplo no âmbito do desenvolvimento de novos tipos de ligações. e modelações mais complexas..ini Resistência da ligação.Cd Rotação.Rd.. Kuhlmann [Kuhlmann et al. placa de extremidade à flexão. é obtido calculando o momento das forças desenvolvidas ao nível das linhas dos parafusos. de acordo com a sua capacidade de deformação: • Componentes de ductilidade elevada: painel de alma do pilar ao corte. nenhum método geral de verificação [Kuhlmann et al. necessariamente iterativo. de modo a avaliar a resposta de cada uma das componentes (Figura 6. cordões de soldadura. 6. rigidez pós-limite Kpl. O método das componentes permite avaliações muito simples. para aplicações práticas. Mj. banzo e alma da viga à compressão. Momento.2 Caracterização do Comportamento das Componentes de uma Ligação A precisão do método das componentes depende da precisão da avaliação das propriedades de cada componente. identificando-se cinco propriedades distintas: força de cedência Fy.2. Manual de ligações metálicas 45 . Existe porém interacção entre algumas delas. Na sequência do apresentado na Questão 4. mas raramente excede 60mrad.. deformação correspondente ao início da plastificação Δy e deformação correspondente ao colapso Δf. De acordo com este regulamento. • Componentes de rotura frágil: parafusos à tracção. esta interacção é tida em conta de uma forma aproximada já que um procedimento mais rigoroso... 1998] agrupa as principais componentes de uma ligação metálica em três classes. rigidez elástica Ke. Cada componente é caracterizada por uma curva força-deslocamento.4). que pode ser representada por uma aproximação bilinear ou trilinear.

el S 1 Rigidez secante.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Deste modo. • Para uma viga contínua ligada a ambos os lados da alma do pilar. [Neves. • No caso em que a viga esteja ligada a uma alma de pilar reforçada como indicado na Figura 6. Por exemplo. mas não o factor de modificação η. ver Figura 6. a ligação poderá. é possível usar um valor de rigidez igual à rigidez inicial da ligação dividida por um coeficiente de modificação da rigidez η.6b). • Para uma viga ligada à alma não reforçada de um pilar.1. [Neves et al. em que estas ligações são consideradas como rótulas [Gomes. desde que os momentos actuantes. Questão 6. Sj.5: Rigidez da ligação utilizada na análise global elástica.2 da EN 1993-1-8. Jaspart. 2002]. dependendo da geometria da ligação.1: Extremidade Coeficiente de Modificação da Rigidez η. 1996].6a). Para avaliar a resistência de uma determinada componente.2 deste Documento Normativo.2 da EN 1993-1-8. no entanto. Neste caso é possível desprezar a alma. etc? Quais os fundamentos daquele quadro. os enrigecedores têm um efeito similar a uma emenda de vigas. Este coeficiente η é indicado no quadro 5. de um e de outro lado da alma do pilar sejam simétricos. para Ligações com Placa de Os valores do coeficiente de modificação η. para proceder à distribuição das forças entre as diversas componentes. será que são adequados a ligações à alma de um pilar ou viga. não cobrem a gama de possíveis geometrias de ligações com placa de extremidade. o coeficiente η pode não ser relevante nas situações. a placas de extremidade finas e espessas.5. 46 Manual de ligações metálicas . Sj. A EN 1993-1-8 apresenta regras básicas para determinar os valores da força de cedência Fy e da rigidez elástica Ke de cada uma das componentes. a ligação pode ser considerada uma emenda de vigas com parafusos longos. estendidas e rasas. relativamente frequentes. 1994]. e uma vez que o método das componentes permite prever qual(is) a(s) componente(s) crítica(s). [Gomes et al. ver Figura 6.ini φ Figura 6. basta conhecer o limite inferior de resistência.sec = Sj. devesse conhecer o limite superior de resistência. dados no quadro 5. A espessura da placa de extremidade condiciona o valor rigidez inicial. ser considerada como rotulada. necessária ao cálculo do momento flector.. 1994]. • Para vigas ligadas à alma de um pilar ou de vigas não reforçadas.ini η Rigidez inicial. _____________________________________________________________________ Para se proceder a uma análise global da estrutura do tipo elástica linear de acordo com a cláusula 5. M Mj. é possível antever o comportamento da ligação. e a resistência da ligação é limitada à resistência do pilar em torno do eixo de menor inércia.

7: Valores de α para banzos de pilares reforçados e placas de extremidade.1 1.8 0.1 0.4 0.2 0. 1990] apresentam-se os pormenores deste estudo.12 do mesmo relatório necessitam de ser divididos por 2 para comparação com EN 1993-1-8. λ 2 α= 1.5 0.5 5 4. No relatório de TU-Delft escrito por Zoetemeijer [Zoetemeijer.7 0.8 0.0 0.45 0 0.9 0. usadas no cálculo do comprimento efectivo do T-stub e das equações para α em função de λ1 e de λ2? _____________________________________________________________________ Estas regras baseiam-se na teoria das linhas de rotura.4 1. Manual de ligações metálicas 47 .2: Fórmula para o Coeficiente α do Comprimento Efectivo do T-stub Qual o “background” das curvas que permitem determinar α.3 1.2 0.6 0.75 4.5 0.4 0.0 λ 1 Figura 6. Questão 6.9 1.1 8 7 2π 6 5.6: Ligações viga-pilar em torno do eixo de menor inércia: a) emenda de viga (momentos simétricos). b) viga ligada a pilar reforçado. De notar que os valores de α apresentados na figura 2.3 0.7 0.3 0.6 0.5 4.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO a) b) Figura 6.2 1.

25 e.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Com base nos valores de m1. a contribuição da alma da viga na resistência à compressão deverá ser limitada a 20%.7) Para as partes paralelas das curvas.6. 48 Manual de ligações metálicas . Leff = α m1 corresponde à fórmula: Leff = 4 m1 + 1. podendo ser aplicado a ligações com esquadros. se inclinadas). • o ângulo de intersecção entre o banzo do esquadro e o banzo do perfil a que este se liga. A cláusula 6. há dois aspectos relacionados com a descrição das componentes e sua assemblagem: • influência da inclinação da viga nas forças internas e influência na resistência do banzo da viga e da alma do pilar na zona de compressão (Figura 6.2) se λ2 ≥ λ2* : onde λ1 = λ1* λ1* = 1. A EN 1993-1-8 disponibiliza o método das componentes que pode ser utilizado em qualquer geometria de ligações. • o comprimento de apoio ss deverá ser tomado igual à espessura do banzo do esquadro paralelo à viga (Figura 6. 25 α − 2.8). ou esquadros concebidos para aumentar a resistência ao momento flector (35-40%). Os esquadros deverão ser dimensionados dentro das seguintes limitações: • a classe de resistência do aço do esquadro deverá ser semelhante à da secção a que se liga. Neste caso particular.2.7 da EN 1993-1-8 apresenta algumas especificações sobre esquadros de reforço.4) λ2* = α ⋅ λ1 2 Questão 6. As curvas para um valor constante α・ como ilustrado na figura 6. resultam das equações: se λ2 < λ : * 2 ⎛ λ* − λ ⎞ λ1 = λ + (1 − λ ) ⎜ 2 * 2 ⎟ ⎝ λ2 ⎠ * 1 * 1 α 2 (6. Os problemas apresentados para os esquadros são semelhantes aos encontrados em secções de inércia variável. também a alma do pilar flectida e a alma do pilar à tracção).3) (6. e consequentemente o valor de α (Figura 6. 75 (6.11 deste Documento Normativo.3: Regras para Dimensionamento de Ligações com Esquadro de Reforço A EN 1993-1-8 não inclui especificações para dimensionamento de ligações com esquadro de reforço. desde que se conheça o comportamento de todas as suas componentes. é possível determinar os valores de λ1 e λ2. o valor de α não excede 2π. Se a altura da viga (incluindo o esquadro) exceder 600 mm. m2 e e. • influência sobre as propriedades das componentes alma do pilar em compressão e placa de extremidade flectida (em ligações soldadas. não deverá ser superior a 45º. As curvas para α = 7 e 8 são acrescentadas na EN 1993-1-8. Como é que é feito o seu dimensionamento? _____________________________________________________________________ Podem ser distinguidos dois tipos fundamentais de esquadros: esquadros concebidos para economizar na viga de cobertura (cerca de 10%.1) (6. • a dimensão do banzo e a espessura da alma do esquadro não deverão ser inferiores às dimensões correspondentes da secção adjacente. No estudo de Zoetemeijer acima mencionado.8).

ver Figura 6.11a). para um reforço solicitado em compressão.9). Seguindo correctamente as indicações da EN 1993-1-8. pelo que ambas as verificações deverão ser efectuadas. ver Figura 6.5: Distribuição Plástica de Forças numa Ligação com Placa de Extremidade Muito Espessa Será adequado usar uma distribuição plástica de forças numa ligação de resistência parcial.fl ss = th. Os reforços em K são solicitados à compressão e à tracção. de modo a que a secção seja pelo menos classe 3. • A relação b/t do reforço é escolhida em função da tensão de cedência.4: Regras para Reforços Diagonais e em K Será que é relevante analisar se um reforço diagonal de uma ligação viga-pilar está solicitado em tracção ou em compressão? _____________________________________________________________________ Existem diferenças no que respeita às verificações de resistência do reforço. Questão 6. Para um reforço solicitado em tracção é necessário verificar a resistência da secção transversal. há critérios de escolha da espessura adequada a um dimensionamento elástico? _____________________________________________________________________ A rotura dos parafusos pode ser condicionante caso sejam usadas placas de extremidade demasiado espessas.9: Verificação de um reforço de alma relativamente à encurvadura. por não verificar as regras relativas à capacidade de rotação da ligação. é possível usar as seguintes regras: • A espessura da placa usada no reforço é igual à do banzo da viga.8: Representação de: a) uma ligação com esquadro. é necessário adoptar outro dimensionamento. Figura 6. para além da resistência da secção transversal. é necessário verificar a encurvadura (Figura 6. Questão 6. enquanto que.fl / cos α Fc / cos α Fc Fc tg α M = Mr V = Vr cos α + Nr sin α N = Nr cos α + Vr sin α Figura 6. Neste caso. a) viga de cobertura com esquadro. No caso do banzo do pilar não ser muito espesso. se for aplicada uma placa de extremidade muito espessa? Caso não seja adequado. este pode-se deformar e proporcionar a capacidade de rotação suficiente. Manual de ligações metálicas 49 .11b). verificar-se-á rotura frágil. Como simplificação. já que este modo de rotura frágil não é admissível.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO a) V b) Nr Mr N M Vr α th.

Porém.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Para placas de extremidade e banzos de pilar com β > 2. Nesse caso.10: a) Placa de extremidade com 4 parafusos por fiada. os parafusos ocasionarão rotura frágil sem capacidade de rotação suficiente (sendo β o quociente entre o modo 1 e o modo 3. b) Banzo do pilar espesso e placa de extremidade fina. em virtude da rigidez limitada da placa de extremidade.10. bp e a1 w1 a2 w2 a3 w1 a4 e Parafusos traccionados ex mx a1 a2 a3 a4 a1 a2 a3 a4 b1 c1 b2 c2 b3 c3 b4 c4 Parafusos ao corte.6: Linhas de Rotura em Fiadas com 4 Parafusos Como estender as regras apresentadas na EN 1993-1-8 a fiadas com 4 parafusos ao invés de 2? _____________________________________________________________________ Em tracção. Neste caso a capacidade de rotação plástica provém da própria viga-rótula plástica na viga. a capacidade de rotação necessária será fornecida pela própria viga (Figura 6. • A capacidade de rotação provém da placa de extremidade. em relação à resistência dos parafusos. • A capacidade de rotação provém do banzo do pilar. • Distribuição plástica das forças nos parafusos. e os parafusos da fiada d poderão no entanto. • Sem capacidade de rotação plástica. b) Separação em T-stubs em tracção. • Distribuição plástica das forças nos parafusos. 50 Manual de ligações metálicas . Figura 6. Os parafusos c2 e c3 também podem ser considerados. importa notar que esta rotação plástica da viga só se verifica em secções transversais da classe 1 (no caso mais geral). ser considerados para a transmissão do esforço transverso. • Dimensionamento não permitido. de acordo com o quadro 6.Rd > 1. • Momento plástico condicionado pela resistência do banzo do pilar. excepto se: Mj.pl.11: Influência da placa de extremidade e do banzo do pilar na capacidade de rotação das ligações.11). Questão 6. Esta pormenorização só é permitida se o momento plástico da ligação for pelo menos 1. em relação à resistência dos parafusos. • Distribuição elástica das forças nos parafusos.2 Mb. c) Divisão da fiada superior em T-stubs separados. a) Banzo do pilar espesso e placa de extremidade espessa. porém os parafusos c1 e c4 não deverão ser considerados para resistir à tracção.2 da EN 1993-1-8).Rd. apenas b) b1 b2 c2 b3 c3 b4 b1 b2 b3 b4 c2 d1 a) c3 d2 d3 d4 c) Figura 6. c) Banzo do pilar fino e placa de extremidade espessa em relação à resistência dos parafusos.2 vezes superior ao momento plástico da viga adjacente. todos os parafusos situados próximo do banzo traccionado da viga podem ser considerados no cálculo do momento resistente (a1-4 e b1-4). • Momento plástico condicionado pela resistência da placa de extremidade. Estes parafusos. ver Figura 6.

ver Figura 6.875e x + e Leff . 25e x + e + 0.1: Mecanismos de rotura plástica e comprimento efectivo do T-stub para fiadas de 4 parafusos junto ao banzo não reforçado da viga.1.5w 2 Leff .cp = 4π ⋅ m x L eff . 25e x + w1 Leff . 6.op = 4m x + 1.5e x Leff . 625e x + w1 + 0.5b p Manual de ligações metálicas 51 .5w 2 Leff . ver Quadro 6. modificando o mecanismo de rotura plástico para o grupo de parafusos. evitando a resolução de mecanismos complexos.cp = 2π ⋅ m x + 2w1 L eff .cp = π ⋅ m x + 2w1 + w 2 Leff .5w 2 L eff . e ser adoptado o procedimento preconizado pela EN 1993-1-8. A fiada a pode ser considerada como uma fiada exterior ao banzo da viga.10c).cp = 2π ⋅ m x + w 2 + 2e L eff .op = 6m x + 1.op = 8m x + 2.op = 2m x + 0.cp = 3π ⋅ m x + w 2 L eff .cp = 3π ⋅ m x + 2e1 L eff .op = 2m x + 0.op = 6m x + 1. A hipótese mais simples (e segura) considera fiadas de parafusos totalmente independentes.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Dependendo das dimensões da placa de extremidade e do espaçamento dos parafusos. haverá diferentes possibilidades de mecanismos de rotura para as fiadas a e b. Padrão circular Padrão não-circular Leff . Quadro.op = 0.875e x + 0.cp = π ⋅ m x + 2w1 + 2e Leff . 625e x + e + w1 Leff .op = 4m x + 1.

b) Interacção das forças de tracção e corte nos parafusos.8: Efeito de Alavanca no T-Stub e Verificação da Fadiga O efeito das forças de alavanca é tido em consideração nas fórmulas de dimensionamento das fiadas de parafusos. para se poderem verificar os parafusos. Como se distribui o esforço transverso pelos diversos parafusos? _____________________________________________________________________ Em geral.14 e 6. a distribuição de forças numa ligação é realizada pelo caminho mais rígido. 52 Manual de ligações metálicas .12: a) Exemplo de distribuição das forças de corte na ligação. tal como indicado na EN 1993-1-8: Fv. então os parafusos na zona de tracção.4 vezes a resistência total ao corte dos parafusos que também são necessários para resistir à tracção. 0 Fv.15. A importância do pré-esforço (mesmo que pequeno) na minimização das forças de alavanca é evidenciada nas Figuras 6. Para além destas condições.4) Por este motivo. No caso de parafusos pré-esforçados. Neste caso.Rd (6. no caso da fadiga. pelo que não é necessário proceder a qualquer diminuição da resistência por escorregamento. os parafusos deverão ser sempre pré-esforçados. Em geral. é possível distribuir o esforço transverso de forma equitativa por todos os parafusos (Figura 6. o esforço de corte transmitido pelos parafusos não deve exceder 0.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Questão 6. Resistência à tracção.13).12. a força de tracção nos parafusos é compensada por uma força de contacto na zona de compressão da ligação. esta gama de valores é denominada por “Resistência ao corte remanescente”. Como simplificação. kN 100 Resistência ao corte remanescente Resistência Assume-se Distribuição distribuição plástica elástica 0 0 Resistência ao corte.4/1.Rd 1.Rd + ≤ 1. A transferência das acções variáveis deverá passar por uma zona de contacto rígida e nunca através dos parafusos (Figura 6. Se a resistência ao corte desses parafusos for suficiente. precisam apenas de ser verificados à tracção. o efeito dessas forças deverá ser conhecido.11). Porém. 4 Ft. e para haver capacidade de rotação suficiente. o esforço transverso é frequentemente distribuído pelos parafusos na zona de compressão.Sd Ft. é necessário que a resistência ao corte dos parafusos seja superior à resistência ao esmagamento por corte da placa ou do banzo do pilar na zona dos orifícios. uma placa de extremidade é solicitada por momento flector e por esforço transverso. os parafusos solicitados à tracção e corte deverão satisfazer a condição relativa à combinação desses esforços. A pormenorização da ligação é bastante importante.7: Distribuição de Esforço Transverso em Ligações Aparafusadas Geralmente. Como é que este fenómeno é tido em conta? _____________________________________________________________________ No caso da fadiga. Na Figura 6. kN 100 Figura 6. Questão 6.

o que significa que toda a acção cíclica aparecerá no parafuso. a força de contacto será reduzida de Ft. Bt Força no parafuso. O efeito das acções cíclicas seria mais gravoso caso a zona de contacto fosse perto das extremidades dos banzos. Figura 6.15. Manual de ligações metálicas 53 . Fp 2F t 100 kN 2Ft Força de pré-esforço. Fp 45° 0 Força de pré-esforço. Na Figura 6. o fluxo da acção variável através da ligação é representado pelas linhas tracejadas. como neste caso. Nos três casos a ligação foi préesforçada com uma força Fp. Força no parafuso. a força de contacto não se altera quando é aplicada uma força exterior. Ft Força no T-stub. Ft seja inferior a Fp.14: Esquema de ensaio de um T-stub. a força nos parafusos é indicada com uma linha grossa. Bt Força no parafuso.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO incorrecto correcto Figura 6. Introduzindo uma força externa de tracção 2Ft no ensaio representado à esquerda. não haverá efeito do carregamento alternado sobre os parafusos. Ft Força no T-stub. O ensaio da direita mostra o comportamento no caso da ligação de dois banzos sem placa intermédia e com contacto junto à zona da alma.15: Resultados de ensaios a T-stubs. Bt 2Ft Forças de alavanca 100 kN 2Ft 2Ft 2F t 100 kN Força de pré-esforço. A força nos parafusos Fb pode ser dividida numa força de contacto Fc e numa força de tracção Ft. Desde que. Fp 45° 0 0 0 45° 100 kN 0 100 kN 0 100 kN Força no T-stub.13: Pormenorização incorrecta e correcta de uma ligação pré-esforçada. Ft Figura 6. Num ensaio como o indicado na figura do meio.

16. ponto de activação da segunda fiada de parafusos.3. a resistência máxima ao momento flector negativo. Qual a influência do ângulo de intersecção numa ligação de um pórtico inclinado? Qual a influência do esforço axial sobre a resistência ao momento flector de uma ligação? As regras da EN 1993-1-8 aplicam-se a a ligações cujos eixos dos elementos que aí se intersectam são perpendiculares (ou paralelos) entre si.5) Esta abordagem é conservativa. 2002]. A interacção linear é considerada pela determinação dos valores extremos da resistência ao momento flector sem esforço axial (MRd) e a resistência ao esforço axial sem momento flector (NRd). 54 Manual de ligações metálicas . kNm Figura 6. e de seguida serão incorporadas numa assemblagem modificada para calcular a resistência e rigidez da ligação [Sokol et al. As propriedades das componentes deverão ser avaliadas de acordo com aquele documento como se não existisse esforço axial. Força axial.9: Determinação das Propriedades de Ligações Submetidas a Momento Flector e Esforço Axial Que abordagem deverá ser adoptada numa ligação com esquadros usada em pórticos com travessas inclinadas. (Figura 6. o momento negativo no caso de esforço axial nulo. Outra abordagem para flexão com esforço axial de compressão é baseada no método das componentes aplicado a bases de pilares. ver Cláusula 6. o valor de compressão axial. o ponto de activação da segunda fiada de parafusos. solicitada por momento flector e esforço axial? _____________________________________________________________________ Esta questão inclui dois aspectos que serão tratados separadamente. A resistência ao momento flector de uma ligação submetida a esforço axial e momento flector poderá ser determinada. a resistência ao momento no caso de esforço axial. assumindo uma interacção linear entre MSd e NSd.16). de acordo com os resultados actualmente disponíveis. sobretudo em ligações não-simétricas. ver Figura 6. baseada na EN 1993-1-8 e no método das componentes. A resistência da ligação sob a acção combinada destes dois efeitos.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Questão 6. a resistência à compressão no caso de momento nulo.16: Curva de interacção momento – esforço axial.. O ângulo de inclinação da viga muda a geometria da ligação e deverão ser considerados valores modificados do braço das forças. O ponto representa a resistência máxima ao momento flector. a resistência máxima à tracção.4 da EN 1993-1-8. poderá ser determinada através de: NSd MSd + ≤1 NRd MRd (6. kN EN 1993-1-8 200 100 -20 -10 0 -100 10 Método das componentes Momento.

Centro da secção à tracção Ft. a rigidez da ligação é superior ao caso de carregamento proporcional.Rd Secção activa Centro da secção à compressão Figura 6. φ Parafusos à tracção. ver Figura 6. para níveis moderados de momento flector. 1998] (Figura 6.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Podem ser distinguidos dois caminhos de carga. mesmo nos casos em que a placa de extremidade excede aquele limite. NSd Carregamento proporcional Carregamento não-proporcional Resistência da ligação Momento. os dois esforços são aplicados em simultâneo. No caso de carregamento não proporcional. Neste cálculo é assumida uma distribuição plástica das forças internas.18. a força normal é aplicada à ligação seguida do momento flector.17. ver Figura 6. É assumido que a força de compressão actua no centro do banzo comprimido. banzo da viga à compressão e0 NSd Ambos os banzos da viga à compressão Sj. A dimensão e a forma da área de contacto entre a placa de extremidade e o banzo do pilar são baseados no conceito de área rígida efectiva [Wald. e o esforço axial NSd e momento flector aplicado MSd. 1995]. A posição do eixo neutro pode ser avaliada a partir das equações de equilíbrio. Momento. Manual de ligações metálicas 55 . No caso da existência de mais do que uma fiada de parafusos à tracção. No caso de carregamento não proporcional. respectivamente. No caso de carregamento proporcional. a resistência da parte em tracção é obtida a partir da resultante das forças dessas fiadas.ini Figura 6. b) Caminhos de carga no diagrama de interacção. MSd Rotação. O modelo simplificado apenas considera a área efectiva junto aos banzos [Steenhuis.18: Equilíbrio na ligação.Rd e Fc.Rd zt z zc NSd MSd Eixo neutro Fc. que mantém a placa de extremidade em contacto com o banzo do pilar.Rd. Este efeito deve-se à presença de esforço axial.17: a) Curva momento-rotação para carregamento proporcional e não proporcional.19). pelo que apenas as componentes em compressão contribuem para a deformação da ligação. A força de tracção é localizada na fiada de parafusos à tracção. tomando em consideração a resistência das zonas em tracção e compressão Ft. mantendo constante a relação entre eles. MRd Carregamento não-proporcional Carregamento proporcional Curva não-linear Plastificação da componente mais fraca Força axial.

a equação (6. considera como área efectiva apenas a zona dos banzo: a) ligação aparafusada com uma fiada à tracção.Rd ⋅ z ⎫ ⎪ z ⎪ ⎪ c.Rd ⋅ z ⎪ ⎪ ⎪ z t.7) será modificada para: ⎧ −Fc.Rd.19b).Rd ⋅ z ⎫ ⎪z ⎪ ⎪ c +1⎪ ⎪ e ⎪ = min ⎨ ⎬ Fc. estando as duas partes da ligação em compressão.Rd NSd MSd Fcb. Por simplicidade.7) podem ser reescritas como: ⎧ Ft.Rd (6.Rd NSd MSd Fc. As forças representam resistências das componentes em tracção Ft. Neste caso.b.6) e MSd NSd ⋅ z t − ≤ −Fc z z (6. b) ligação soldada.t. para carregamento proporcional.Rd ⋅ z ⎪ ⎪ ⎪ z c. o modelo é desenvolvido apenas para carregamento proporcional.Rd.6) e (6. Usando as equações de equilíbrio e assumindo a excentricidade e. ver Figura 6. as equações (6.b + 1 ⎪ ⎪ e ⎪ = min ⎨ ⎬ −Fc. e em compressão Fc.Rd (6.8) Se a excentricidade e = ≥ −zc .Rd.l ⎪ ⎪1 − ⎪ e ⎭ ⎩ MSd NSd Mj.20a): MSd ⎧ ⎪e = N ≤ −z c ⎪ Sd ⎨ ⎪ MSd + NSd ⋅ zc ≤ F t ⎪ z ⎩ z (6.t ⎪ −1 ⎪ ⎪ ⎩ e ⎭ Mj.Rd zct z zcb a) b) Figura 6.7) MRd Como e = MSd NSd = NRd = const .19: Modelo simplificado. podem ser estabelecidas as fórmulas seguintes (Figura 6.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Ft. Fc.b. não existe força de tracção na fiada de parafusos.9) 56 Manual de ligações metálicas .t.Rd zt z zc Fct.

LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO A rigidez de rotação da ligação resulta da deformação das componentes: δt δc.14) sendo a excentricidade e0.12) A rigidez da ligação depende do momento flector aplicado.t z zc.5 γ ) 2. que depende do quociente γ das forças actuantes μ = (1.7 ≥ 1 (6.b φ NSd z MSd zt NSd zc MSd δc δc.20: Modelo mecânico para a placa de extremidade.10) (6. que é produzido pelo esforço axial aplicado com a excentricidade constante e S j.t φ zc.ini = MSd E ⋅ z2 e E ⋅ z2 = 1 MSd + NSd ⋅ e 0 ⎛ 1 1 ⎞ e + e0 ∑k ⎜ + ⎟ ⎝ kc kt ⎠ (6.15) a parte não linear da curva momento rotação pode ser modelada introduzindo o coeficiente de rigidez μ.ini = MSd φ (6. pode ser expressa como: MSd NSd ⋅ zc + M + NSd ⋅ zc z δt = z = Sd E ⋅ kt E ⋅ z ⋅ kt MSd NSd ⋅ z t − M − NSd ⋅ z t z δc = z = Sd E ⋅ kc E ⋅ z ⋅ kc (6. ver Figura 6.b a) b) Figura 6.20a).12) na equação (6.13) S j.11) Sendo a rotação da ligação determinada a partir daqueles valores: φ= δt + δc z = 1 ⎛ MSd + NSd ⋅ zc MSd − NSd ⋅ z t ⎞ + ⎜ ⎟ E ⋅ z2 ⎝ kt kc ⎠ (6.16) Manual de ligações metálicas 57 .13) a rigidez é obtida substituindo a rotação da ligação (6. A deformação elástica das componentes na zona de tracção e de compressão. definida da seguinte forma: e0 = zc ⋅ k c − zt ⋅ k t kc + kt (6.

2002]. O reforço de corte tipo “Morris” foi desenvolvido para resolver dois problemas simultaneamente – a resistência por corte do painel de alma e a distorção do banzo do pilar (Figura 6. podem ser usadas placas de alma.. 2001].10: Regras de Dimensionamento para Reforços em K e do Tipo Morris Poderão as regras para reforços transversais dadas na EN 1993-1-8. na forma Sj = e E ⋅ z2 1 e + e0 μ∑ ki (6..17) e substituindo o valor da excentricidade e. ligações com placa de extremidade estendida [Silva et al. quando as ligações estão submetidas a esforços axiais de compressão. sendo o valor proposto pela EN 1993-1-8.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Assumindo os braços das forças zt e zc como aproximadamente iguais a h/2. i..18) Usando o factor μ acima referido. Os resultados obtidos mostraram que. o momento resistente da ligação é superior ao proposto na EN 1993-1-8.5h ⋅ NSd (6.19) Para se avaliar o comportamento destas ligações submetidas a momento flector e esforço axial não proporcional. No entanto. esta grandeza pode ser simplificada para e+ h 2 γ = ⎛ MRd ⎞ h ⎜ ⎟e + 2 ⎝ MSd ⎠ (6. ou seja. o Grupo de Construção Metálica e Mista do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra realizou quinze ensaios de dois tipos de ligações viga-pilar com placa de extremidade. é possível modelar a curva momento-rotação da ligação carregada proporcionalmente. para esforços axiais de tracção. evidencia-se uma diminuição do momento resistente da ligação. reforços diagonais ou em “K” de modo a proporcionar a resistência adequada. o factor γ pode ser definido como γ = MSd + 0. Questão 6.5h ⋅ NSd MRd + 0. 2002]. a ligação está sobre-dimensionada [Lima et al.e. Figura 6. ser aplicadas a reforços tipo “K” e tipo “Morris”? _____________________________________________________________________ Se a alma tem uma resistência insuficiente.21: Reforço tipo “Morris”. metade da altura da viga.21). Na primeira série foram analisadas ligações com placa de extremidade rasa e na segunda fase. 58 Manual de ligações metálicas . sub-dimensionado [Lima et al. até um determinado nível de carregamento.

mas mais difíceis de montar em secções mais pequenas. Asg é dada por: A sg = 2bsg ⋅ t s com A sg ≥ Fv − Pv fyd cos θ (6. Soldaduras: As soldaduras que ligam os reforços diagonais e os banzos do pilar deverão ser soldaduras de penetração total e a espessura da soldadura deve igualar a espessura do reforço. quando comparados com reforços tradicionais. têm uma rigidez inicial elevada e um melhor desempenho após a cedência. sendo Asn dada pela expressão seguinte: A sn = 2b sn ⋅ t s com A sn ≥ m1 yd F ⎛ F ⎞ ⎜m +m + m +m ⎟ f ⎝ ⎠ ri rj 1 2L 1 2U (6. quando comparados com os reforços em “K” tradicionais. As soldaduras que ligam a parte horizontal do reforço tipo Morris ao banzo do pilar deverão ser dimensionadas de forma que a sua espessura permita obter Asn. A parte diagonal deverá ser dimensionada como um reforço diagonal.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Os ensaios realizados com reforços do tipo “Morris”.21) Manual de ligações metálicas 59 . permitem concluir que estes reforços são. Área dos reforços: A área dos reforços.20) sendo θ o ângulo entre o reforço e a horizontal. De facto. bastante eficientes. A parte horizontal do reforço suporta a mesma força de tracção de um reforço de tracção colocado no mesmo alinhamento. O comprimento deverá ser suficiente para permitir o acesso dos parafusos (100 mm). São particularmente eficazes para pilares do tipo UB. Revelam-se igualmente mais económicos e permitem uma maior facilidade de acesso dos parafusos para montagem.

a deformação e a força de tracção no conjunto de dispositivos que constituem a ancoragem. Normalmente. poderão prever-se reforços. admitindo que as secções se mantêm planas. O documento normativo EN 1993-1-8 [prEN1993-1-8: 2003] indica regras para cálculo da resistência e rigidez das bases de pilares. mas se a ligação de fundação estiver sujeita a momentos flectores elevados. . O dimensionamento tradicional de bases de pilares não rotuladas considera uma análise elástica. Utilizando as equações de equilíbrio pode determinar-se o valor máximo da tensão na fundação de betão (considerando uma distribuição linear de tensões).reforço opcional. a base de pilar é suportada ou por uma sapata de betão ou outro tipo de sub-estrutura (ex. não é tida em conta na EN 1993-1-8. estaca).Configuração habitual e componentes a utilizar para determinação da rigidez e resistência do conjunto: a) Parafusos no interior da base.. 2000].1: Bases de pilar .1 Introdução Uma ligação do tipo base de pilar é constituída por um pilar. ele ignora a flexibilidade da placa de base à flexão (mesmo quando reforçada). O modelo de cálculo adoptado pela EN 1993-1-8 traduz a flexibilidade da placa de base numa placa rígida efectiva. b) Parafusos no exterior da base . nomeadamente o reforço através de chumbadouros e embebimento de um troço da zona inferior do pilar na fundação de betão. uma placa de base e dispositivos de ancoragem. Chumbadouros à tracção e flecção Alma e banzo do pilar à compressão Betão à compressão e flexão Enrigecedores em ambos os lados (opcional) Chumbadouros ao corte a) b) Figura 7. esta pode ser modelada como rígida. A abordagem tradicional para o dimensionamento de bases rotuladas conduz a espessuras da placa de base que lhe conferem rigidez suficiente para garantir uma distribuição uniforme de tensões sob a placa e consequentemente.7 BASES DE PILARES 7. A influência da sapata de betão. Outras disposições construtivas relativas a bases de pilares também podem ser aplicadas. que pode ser considerável para determinadas características do solo de fundação. O procedimento preconizado no documento é aplicável a pilares de secção aberta ou fechada [Wald et al. Apesar deste procedimento se ter mostrado satisfatório ao longo de vários anos de utilização prática. De uma maneira geral. as bases de pilares são dimensionadas sem reforços. o dispositivo de ancoragem e o betão.

8 da EN 1993-1-8. 1/4 t2? _____________________________________________________________________ A área útil da placa de base (flexível) é determinada com base no comprimento efectivo c.2: Modelo 2D de elementos finitos da placa de base (T-Stub).2 do mesmo Documento Normativo. na determinação da resistência da placa de base em vez de análise plástica.BASES DE PILARES permitindo que o nível de tensão na fundação de betão atinja o valor da resistência deste à compressão.3. Malha deformada e indeformada e direcções principais no betão [Wald. Para cálculo da rigidez e à semelhança do que acontece para as ligações viga-pilar. Baniotopoulos. 1998]. ver Figura 7. deve ser tomado como: M′ = 1 2 t ⋅ fyd 6 (7. O modelo utilizado limita os valores das tensões concentradas sob a placa de base flexível. M c c c c c t Figura 7. As fronteiras para a classificação das bases de pilares em termos de resistência e rigidez são apresentadas na cláusula 6.3: Modelo de análise da placa de base. Figura 7.1: Análise Elástica da Placa de Base Porquê utilizar análise elástica.1) 62 Manual de ligações metálicas . As regras homólogas para determinação da rigidez encontramse na cláusula 6.4. 1/6 t2. utiliza-se o método das componentes.2. Para cálculo relativamente aos Estados Limites Últimos. c c O valor do momento resistente elástico por unidade de comprimento da placa de base. e do bloco de betão à compressão. através da restrição das deformações da placa a comportamento elástico [Bijlaard. como efeito secundário. 1982].3. que a tensão de cedência do material da placa não é excedida. Questão 7. As regras para determinação da resistência de bases de pilares encontramse na cláusula 6. considera-se uma distribuição plástica de tensões. O modelo garante ainda.2.

4. a camada de argamassa pode ser desprezada. e a fórmula para avaliar o comprimento c pode ser obtida de: 1 1 fj ⋅ c 2 = t 2 ⋅ fy 2 6 (7. quer dizer que foi atingida a capacidade de resistência à flexão da placa. A maior parte das argamassas tem uma resistência mais elevada do que o material que constitui o bloco [Stark. 45° Manual de ligações metálicas 63 . a resistência ao esmagamento pode ser verificada.2. admitindo uma distribuição de tensões normais a 45° sob a área útil da placa de base. a resistência característica da argamassa deve ser igual ou superior à resistência da fundação de betão [prEN 1993-1-8: 2003]. No caso em que a espessura da argamassa é superior a 50 mm.4: Distribuição de tensões na argamassa. ou seja: a argamassa entre o betão e a placa de base é semelhante a um líquido. Nestes casos. deve ser considerado igual a: M′ = 1 fj ⋅ c 2 2 (7.3. Admite-se que a camada de argamassa esteja sujeita a compressão triaxial. ver Figura 7. ver Figura 7. Quando os momento anteriores são iguais. 1988].3) então: c=t fy 3fj ⋅ γ M0 (7. Nas outras situações. o coeficiente da ligação βj é considerado igual a 2/3. Deste modo. Bijlaard.2) que é o momento actuante numa consola de vão c.BASES DE PILARES e o valor do momento actuante na placa de base .4) Questão 7. a fina camada de argamassa não afecta a resistência do betão ao esmagamento. Informações adicionais são fornecidas na Questão 7. quando a argamassa de assentamento tiver pelo menos 20% da resistência característica do betão da fundação.3. Que valor deve ser utilizado quando a resistência da argamassa é menor? ____________________________________________________________________ A problemática da argamassa de assentamento de baixa qualidade tem sido alvo de vários estudos experimentais e numéricos.2: Cálculo da Resistência da Placa de Base com Argamassa de Assentamento de Baixa Qualidade Na cláusula 6.5 da EN 1993-1-8. tg t tg tg tg 45° Figura 7.

3A c0 ⋅ fcd 3 O resultado é o mesmo. a espessura relativa do bloco de betão. conduz a resultados semelhantes aos obtidos através da EN 1992-1-1. que tem vindo a ser adoptado pelos Documentos Normativos recentes. Qual é a justificação científica deste facto? _____________________________________________________________________ Ambos os Documentos Normativos apresentam forma de determinar a resistência esmagamento do betão quando sujeito à acção imposta por uma placa de aço. 1968a].0.b]. O modelo preconizado na EN 1993-1-8 foi verificado experimentalmente. Para calcular a resistência do bloco de betão ao corte. No total. 1968a. A resistência ao esmagamento é limitada pela resistência do betão ao esmagamento. a posição da placa relativamente à fundação de betão e os efeitos de elementos de reforço. mas para placas flexíveis carregadas pela secção transversal do pilar avalia a transferência da carga feita apenas numa parte da placa. 1978. Estudos experimentais [Shelson.3: Cálculo Comparativo da Resistência do Betão pela EN 1992-1-1 e EN 19931-8 Aparentemente o cálculo da resistência da base do pilar ao esmagamento fj calculado de acordo com a EN 1993-1-8. 64 Manual de ligações metálicas . mas é conservativa. que trata o problema da resistência ao esmagamento de um bloco de betão carregado através de uma placa. A investigação realizada fez uso de modelos experimentais e analíticos e foram vários os parâmetros em estudo.BASES DE PILARES Questão 7. nomeadamente a relação entre a resistência do betão e a área da placa. [Hawkins. Para este valor a resistência esmagamento da base do pilar será: fj = 2 ⋅ 5 ⋅ fcd = 3. 1978] conduziram ao desenvolvimento de um modelo adequado para a tensão resistente ao esmagamento de bases de pilares. A capacidade resistente dos espécimes ensaiados correspondente à rotura do betão é 1. 33fcd ⇒ FRd = 3. A abordagem de dimensionamento preconizada na EN 1993-1-8 está de acordo com os resultados experimentais. [DeWolf. Os parâmetros utilizados foram as dimensões do bloco de betão. Por um lado. pode ser dividida em duas categorias. sendo no entanto os métodos de cálculo diferentes. foram analisados resultados de 50 ensaios para verificar a resistência esmagamento do betão [DeWolf. 3A c0 ⋅ fcd A c0 De acordo com EN 1993-1-8 o valor máximo de kj é 5.5 vezes a capacidade resistente calculada segundo a EN 1993-1-8. Verificou-se que a rotura ocorre quando se forma uma pirâmide invertida no betão sob a placa. com plastificação e fendilhação. com um valor médio de 1. à flexão e ao punçoamento.5 ilustra a relação existente entre a esbelteza da placa de base (quociente entre a espessura da placa e a distância livre até à extremidade da placa).4 a 2.75. A análise do betão para Estados Limites Últimos obriga à consideração do comportamento tridimensional do material. A Figura 7. Os espécimens ensaiados consistiam em cubos de betão com dimensões que variavam desde 150 até 330 mm. Hawkins. 1957]. A bibliografia técnica. é necessário uma verificação separada que depende da geometria e pormenorização do bloco. De acordo com EN 1992-1-1 têm-se: FRd = A c0 ⋅ fcd A c1 ≤ 3. e a resistência ao esmagamento relativa. as dimensões da placa de aço e a resistência do betão. as investigações direccionaram-se no sentido da determinação da tensão de esmagamento de placas rígidas. com carga centrada actuando através de uma placa de aço. um estudo análogo. Por outro lado.

pelo que esta situação define o limite de utilização da análise acima descrita. [Hawkins. 1968a]. A influência da resistência do betão é apresentada na Figura 7. Esta hipótese. O único factor variável foi a resistência do betão.BASES DE PILARES fj /fCd 2 Cálculo analítico Ensaios e 1 0 0 5 10 15 20 25 30 t/e Figura 7. 1983]. quando a distância desde a extremidade da placa até à extremidade de bloco é constante e a excentricidade da carga aumenta.6: Relação entre a resistência do betão e a carga última [Hawkins.76 mm 1. vem de encontro à situação mais realista de distribuição não uniforme de tensões. tendo sido utilizados os valores de 19. é necessário utilizar a teoria do dano. 31 e 42 MPa. 1982]. A influência da flexibilidade da placa foi considerada através da utilização de uma placa rígida equivalente [Stockwell. a área de contacto diminui. 1975]. Esta metodologia simples e prática foi modificada e verificada através de ensaios experimentais [Bijlaard. No caso de esmagamento localizado da superfície de betão sob a superfície rígida. A partir de um programa experimental realizado por Hawkins sobre esta temática [Hawkins. 1978]. Com base em observações experimentais. A EN 1993-1-8 adoptou este método numa forma conservativa.89 mm 25. verificou-se que a tensão de esmagamento aumenta para valores elevados de excentricidade da força normal [DeWolf e Sarisley.6. Manual de ligações metálicas 65 .35 mm 8.52 mm 3.05 mm 6. 1968a]. 1968a]. dada a sua complexidade. 1980]. Este tipo de análise não é aceitável para dimensionamento ordinário. [Murray. [Wald.5 Relação: Resistência ao esmagamento relativa – Esbeltez da placa de base Resultados numéricos e experimentais [DeWolf. o que conduz a um aumento da tensão de esmagamento.4 mm a b c d e f < > < > < > < > e d c b a 0 10 20 30 40 50 60 Fcd (MPa) a × b = 600 × 600 mm Figura 7. foram seleccionados 16 ensaios em provetes com geometria e propriedades materiais semelhantes. N (kN) 700 600 500 400 300 200 100 0 t= Cálculo Ensaios f 0. com valores máximos sob a secção transversal do perfil. 1993]. Neste caso.

5b) kj = a1 ⋅ b1 a⋅b (7.7.Rd = A eff ⋅ fj (7. Nos modelos de cálculo utilizados. Esta verificação deverá ser semelhante ao cálculo da resistência do bloco de betão. _____________________________________________________________________ A resistência da argamassa de assentamento e do bloco de betão à compressão é limitada pela resistência da argamassa de assentamento ao esmagamento ou pela resistência do betão sob uma placa de base flexível.g=3. Para este valor máximo.33 fcd. sempre que a tensão característica da argamassa de assentamento seja igual ou superior a 20% da resistência característica do betão. A qualidade e espessura da argamassa são consideradas no coeficiente da ligação βj. como tal.4: Factor de Concentração de Tensões kj para Bases de Pilares Indique bibliografia de apoio para justificar a utilização do valor de kj. Para βj=2/3.6) fj = 2 3 k j ⋅ fck γC fy 3 fj ⋅ γ M0 (7. que pode conduzir a valores de fj 10 vezes superiores aos da tensão característica da argamassa de assentamento. Segundo a EN 1993-1-8.33*fcd / 0.g ≥ 0. 2fck ). obtém-se o valor de fj=2/3*5*fcd = 3. e que a espessura da argamassa é tg ≤ 0.9) A área efectiva Aeff é definida de acordo com o ilustrado na Figura 7. A área da placa rígida equivalente obtém-se a partir da área da secção transversal do pilar acrescida de uma faixa de largura efectiva c. o valor máximo de kj é 5. admite-se que a tensão característica da argamassa fck. b). No caso da argamassa ter uma resistência menor ou uma espessura maior do que o admitido acima. Recomenda-se a utilização do valor do coeficiente da ligação de βj=2/3. A resistência da placa de base ao esmagamento Fc.2 = 16. 66 Manual de ligações metálicas . é necessário fazer uma verificação separada em relação à argamassa.BASES DE PILARES Questão 7.7) c= t (7.2 min(a. a resistência mínima da argamassa de assentamento é: fcd.7. b1 ≥ b ⎪ b+h ⎪ ⎪ 5a ⎪ ⎩ ⎭ 1 a1 = min (7. Para o cálculo da resistência do betão ao esmagamento fj.Rd é calculada a partir de: ⎧a + 2 ar ⎫ ⎪ ⎪ ⎪ 5a ⎪ ⎨ ⎬ .5a) b1 = min (7. a1 ≥ a ⎪ a+h ⎪ ⎪ 5 b1 ⎪ ⎩ ⎭ ⎧b + 2 br ⎫ ⎪ ⎪ ⎪ 5b ⎪ ⎨ ⎬ .g é igual ou superior 20% da tensão característica da fundação de betão fck ( Fck. ver Figura 7.0 para uma placa de base quadrada. a placa de base flexível é substituída por uma placa rígida equivalente.66 fcd.8) Fc. é necessário determinar o coeficiente de concentração da ligação kj.

Manual de ligações metálicas 67 . A resistência do T-stub sem contacto com o betão é: Ft = 2L eff ⋅ mpl. este facto é tido em conta através da utilização de um factor de concentração de tensões kj com um valor máximo de 5. Neste caso. a resistência obtido experimentalmente é cerca de 6. área efectiva da placa flexível. O resultado é um novo modo de rotura designado 1*. para uma placa de base quadrada.10) A relação entre o modo de rotura 1* e os modos de rotura do T-stub em situações de contacto.7: Dimensões da fundação de betão.0. é necessária uma verificação separada da argamassa.BASES DE PILARES Só esforço axial A eff t h Esforço axial e momento flector Área efectiva em torno do pilar c Área efectiva em torno da zona comprimida do pilar a1 a ar Eixo neutro A eff Só momento flector A eff b br Eixo neutro Área efectiva em torno da zona comprimida do pilar Figura 7. Questão 7. O cálculo da resistência da camada de argamassa de assentamento baseia-se em vários pressupostos e não deve ser confundida com a resistência do betão ao esmagamento. quando comparada com uma placa de extremidade. De uma maneira geral esta situação conduz a um afastamento do T-stub da fundação de betão. Na EN 1993-1-8. A resistência ao esmagamento do betão da fundação representa uma situação de carregamento tridimensional para o betão. e consequentemente à ausência de forças de alavanca. A verificação pode ser feita de forma semelhante à realizada para a resistência do betão. Esta diferença deve-se essencialmente à presença de chumbadouros com grande comprimento e de uma placa de base espessa. como tal não é necessária uma verificação separada da argamassa. ver Figura 7.Rd m (7. Uma camada pouco espessa de argamassa de assentamento não afecta a resistência da base do pilar.25 vezes superior à resistência à compressão do betão.8. é ilustrada na Figura 7.5: Comprimento Efectivo do T-Stub Associado à Placa de Base No cálculo do comprimento efectivo do T-Stub da placa de base pode-se usar a tabela de comprimentos efectivos de uma ligação com placa de extremidade? _____________________________________________________________________ O comprimento efectivo de um T-stub à tracção é definido pelo modo de rotura do T-stub. mas os modos de rotura podem ser diferentes. O T-stub de placa de base é semelhante ao T-stub de uma ligação com placa de extremidade.9. Quando a camada de argamassa de assentamento é espessa ou é de má qualidade.

lim = 8. o comprimento Lb pode ser considerado como o comprimento acima da superfície de betão Lbf mais o comprimento efectivo da parte embebidos Lbe. Para dimensões dos chumbadouros superiores a Lb.Rd 1 0.1 e Quadro 7. com e sem contacto. Essa fronteira pode ser expressa de diversas formas. ver Figura 7.5 2 2.10 [Wald. F/ΣΒt. 68 Manual de ligações metálicas .lim.2 0 Modo 1 Modo 1* Modo 2 Modo 3 4.8: T-stub sem contacto com o bloco de betão. 82 m3 ⋅ A s < Lb > L eff ⋅ t 3 (7.11. Este último pode ser estimado como: Lbe = 8 d.lim não há contacto ou forças de alavanca. 1999].2.5 1 1.8 0.9: Modos de rotura para os T-stubs de bases de pilares. tal como representado na Figura 7. encontram-se sistematizados no Quadro 7. por exemplo em termos de dimensão máxima do chumbador Lb. A fronteira entre os modos de rotura.4 0.Rd /ΣBtRd 0 0. Lbf Lb Lbe d Figura 7.11) Para chumbadouros embebidos na fundação de betão. Os comprimentos efectivos do T-stub de uma placa de base.10: Comprimento livre dos chumbadouros embebidos na fundação de betão.5 Figura 7.6 0. L b.λeff mpl. determina-se através de uma análise das deformações elásticas do T-stub.BASES DE PILARES F m n Q=0 Q=0 Figura 7.

BASES DE PILARES

e

p

e

ex mx

e b

m

Figura 7.11: Dimensões da placa de base com parafusos dentro e fora dos banzos do pilar. Quadro 7.1: Comprimentos efectivos de T-stubs para placas de base com chumbadouros fora dos banzos do pilar. há efeito de alavanca não há efeito de alavanca

L1 = 4mx + 1, 25e x L 2 = 2π ⋅ mx L 3 = 0,5b L 4 = 2mx + 0, 625e x + 0,5p L 5 = 2mx + 0, 625e x + e L 6 = π ⋅ mx + 2e L 7 = π ⋅ mx + p
L eff.1 = min (L1 ; L 2 ; L 3 ; L 4 ; L 5 ; L 6 ; L 7 )
L eff.2 = min (L1 ; L 3 ; L 4 ;L 5 )

L1 = 4mx + 1, 25e x L 2 = 4π ⋅ mx L 3 = 0,5b L 4 = 2mx + 0, 625e x + 0,5p L 5 = 2mx + 0, 625e x + e L 6 = 2π ⋅ mx + 4e L 7 = 2π ⋅ mx + 2p
L eff.1 = min (L1 ;L 2 ; L 3 ;L 4 ; L 5 ; L 6 ;L 7 )
L eff.2 = min (L1 ; L 3 ; L 4 ; L 5 )

Quadro 7.2: Comprimentos efectivos de T-stubs para placas de base com chumbadouros dentro dos banzo do pilar.

L1 = 2α ⋅ m − ( 4m + 1, 25e )

há efeito de alavanca

L1 = 2α ⋅ m − ( 4m + 1, 25e )

não há efeito de alavanca

L 2 = 2π ⋅ m L eff ,1 = min (L1 ;L 2 )

L 2 = 4π ⋅ m L eff ,1 = min (L1 ; L 2 )

L eff ,2 = L1

L eff ,2 = L1

Questão 7.6: Comprimento Efectivo do T-Stub da Placa de Base com Chumbadouros fora da Largura dos Banzos

Os quadros para cálculo do comprimento efectivo de um T-stub, consideram apenas os casos em que todos os parafusos se encontram dentro dos limites da largura do banzo da viga. Quando os parafusos se encontram fora dos limites do banzo da viga podem utilizar-se as mesmas fórmulas?

_____________________________________________________________________
Os padrões de linhas de rotura para placas com parafusos situados fora dos limite da largura do banzo da viga foram estudados por Wald [Wald et al., 2000]. O estudo concluiu que, para este caso, existe um padrão adicional, cuja fórmula deve ser adicionada aos quadros de ligações viga-pilar.

Manual de ligações metálicas

69

BASES DE PILARES

1

Δ

a a c b bc

d c

α
y Lb eb
eff.5 Caso 5 eff.4 Caso 4

eff.1 Caso 1

eff.2 Caso 2 eff.3 Caso 3

Linha de rotura

x La

α
ea

a)

b)

Figura 7.12: Placa de base com chumbadouros fora dos limites do banzo do pilar: a) geometria da placa de base, b) comprimentos efectivos do T-stub.

O comprimento efectivo do T-stub pode ser determinado através do método das linhas de rotura. A posição do chumbadouro é definida pelas coordenadas x e y. A linha de rotura é uma linha recta que é perpendicular à linha que une a posição do chumbadouro ao canto da placa. O ângulo α representa a inclinação da linha de rotura e c é a distância mínima desde a linha de rotura ao canto da placa. Para calcular a distância c, utiliza-se o método das linhas de rotura juntamente com o princípio dos trabalhos virtuais. O trabalho realizado pelas forças interiores (energia de deformação interna) na linha de rotura é: ⎛1 1 ⎞ Wi = mpl ⎜ x + y ⎟ x ⎠ ⎝y O trabalho realizado pelas forças exteriores é:
We = Fpl ⋅ Δ

(7.12)

(7.13)

O trabalho realizado pelas forças exteriores é igual à energia de deformação interna, logo:
⎛1 1 ⎞ mpl ⎜ x + y ⎟ = Fpl ⋅ Δ x ⎠ ⎝y

(7.14)

O deslocamento virtual Δ representa a deformação da placa na coordenada do chumbadouro, ver Figura 7.12, e é igual a: Δ= x2 + y2 c (7.15)

Substituindo a expressão de Δ na equação (7.14), vem:
Fpl e x2 + y2 ⎛ x2 + y2 ⎞ = mpl ⎜ ⎟ c ⎝ x⋅y ⎠ (7.16)

70

Manual de ligações metálicas

BASES DE PILARES

Fpl = mpl ⋅ c
∂Fpl ∂c = mpl

x2 + y2 x⋅y
x2 + y2 = const . x⋅y

(7.17) (7.18)

Como tal, o comprimento efectivo Leff é igual a:
L eff = c x2 + y2 x⋅y

(7.19)

No canto do pilar podem observar-se cinco padrões de linhas de rotura, ver Quadro 7.3 [Wald et al., 2000] admitindo que não há contacto entre a placa de base e a superfície do betão, e que portanto não há forças de alavanca.
Quadro 7.3: Determinação do comprimento efectivo do T-stub, Casos 1 a 3. Caso 1 Caso 2 Caso 3

Wext = Fpl ⋅ δ Wext = Fpl ⋅ δ

Wext = Fpl ⋅ δ

δ =

a − ac − 2e a a − ac

δ =

(b − bc ) + (a − ac ) − 2 ea2 + e b2 2 2 (b − bc ) + (a − ac )
2 2

Wint = 4π ⋅ mpl ⋅ δ
Fpl = 4π ⋅ mpl m= a − ac − ea 2

Wint = mpl Fpl = mpl

b a − ac

⎛e e ⎞ Wint = mpl ⎜ a + b ⎟ eb e a ⎠ ⎝ Fpl = mpl ⎛ e a eb ⎞ ⎜ + ⎟ δ ⎝ eb e a ⎠

b a − ac − 2e a

L eff.1 = π ⋅ m

L eff.2

b = 4

L eff.3 =

(a − a )
c

2

+ ( b − b c ) ⎛ e a eb ⎞ ⎜ + ⎟ 8 ⎝ eb e a ⎠
2

Os casos 4 e 5 são semelhantes aos casos 2 e 1 respectivamente. Os resultados das simulações com modelos de Elementos Finitos apresentam-se na Figura 7.13.

Figura 7.13: Simulações com modelos de Elementos Finitos de linhas de rotura. Representação da malha e dos diferentes padrões de rotura para diferentes posições diferentes do chumbadouro em relação à placa de base.

Manual de ligações metálicas

71

d = 0. e um valor de Cf. Por vezes pode suceder que. ver Figura 7. como por exemplo um troço de perfil I ou T ou de uma simples placa. o vão pode ser reduzido para L/2. 72 Manual de ligações metálicas . • corte e flexão dos chumbadouros.4 para coeficiente de atrito.15. 14: Bases de pilares sujeitas a corte horizontal (a) atrito entre a placa de base e a argamassa e o betão da fundação. conectores de esforço transverso).20 é apresentado para argamassa com inerte do tipo areia. O atrito depende na força de compressão mínima e do coeficiente de atrito.2(6) da EN 1993-1-8. Considerase que os chumbadouros funcionam como uma consola com vão igual à espessura do betão acrescida de 0. tem sido bastante difundida nos EUA [DeWolf and Ricker 1990]. soldados à base da placa de base. (c) dispositivo especial para resistir ao corte. quando é usada uma camada de argamassa de assentamento fina com menos de 3mm.2. Nestes casos. no caso da placa de base estar embebida no betão. os chumbadouros terão que transmitir estas forças de corte.30 para argamassa especial. devido a acções horizontais (vento). Os furos da placa de base necessitam de ter as folga adequadas.14. soldados à base da placa de base. no caso da placa de base estar embebida no betão. conforme recomendado no documento EN 1990 [prEN 1990: 2001]. Questão 7. Se não forem previstos outros dispositivos (ex. a força de corte é resistida por atrito entre a placa de base e a argamassa de assentamento. A utilização de chumbadouros para transferir a força de corte. O documento CEB [CEB. A versão mais conservativa é sintetizada no documento CEB. como por exemplo um troço de perfil I ou T ou de uma simples placa. • um dispositivo especial para resistir ao corte. para Estados Limites Últimos.7: Coeficiente de Atrito entre o Aço e o Betão Qual é o coeficiente de atrito entre o aço e o betão? _____________________________________________________________________ Na cláusula 6.5 d. a) b) c) d) Figura 7. em edifícios esbeltos. por forma a acomodar a tolerância relativa à posição dos chumbadouros. ver Figura 7. é apresentado o coeficiente de atrito entre a placa de base e a camada de solo. deve utilizar-se um factor parcial de segurança γMf = 1. (d) contacto directo. A utilização de pré-esforço nos chumbadouros faz aumentar a resistência ao corte associada ao atrito. • contacto directo. Neste caso.d = 0.8: Transmissão de Forças de Corte Através dos Chumbadouros Os chumbadouros podem ser utilizados para transmitir forças horizontais à fundação de betão? _____________________________________________________________________ As forças horizontais de corte nas bases de pilares podem ser resistidas por: • atrito entre a placa de base e a argamassa e o betão da fundação. 1997] sugere a utilização de um valor de 0.BASES DE PILARES Questão 7.5. a força horizontal de corte não pode ser transmitida por atrito entre a placa de base e a argamassa de assentamento. Na maior parte dos casos. O valor de Cf. (b) corte e flexão dos chumbadouros. Quando a rotação da porca é impedida pela placa de base. a força normal de compressão se anule ou passe mesmo a tracção.

Considera-se que o chumbadouro vai deformar o que permite o desenvolvimento de tracção no chumbadouro e compressão na argamassa.. Este estado inicializa o efeito de encruamento do material de que são constituídos os parafusos.furo Fv. Manual de ligações metálicas 73 . o esquema de dimensionamento é simplificado de modo a permitir a sua implementação prática. 1989].Sd F v. O método aí descrito baseia-se em trabalho experimental e analítico apresentado em Bouwman et al. Fv. ver Figura 7.16.9: Transferência de Forças de Corte por Atrito e através de Chumbadouros Uma vez que as folgas na furação são grandes.15: Esquema estrutural do chumbadouro à flexão.Rd + n ⋅ Fvb. ver Figura 7.16.Rd L Figura 7. Nc.Rd Nc.BASES DE PILARES Fv.. pelo que facilmente se pode atingir a capacidade resistente do material. o que corresponde ao desenvolvimento de tracção nos chumbadouros. [Bouwman et al.20) Fv δ v δv. Questão 7. Apenas os chumbadouros que se encontram na zona comprimida da placa de base podem ser utilizados para transferência de forças de corte. ver Figura 7.Rd = Ft.Sd δv.Rd Ff.2.Rd Fa Ft Fv Fv Resistência à tracção Resistência à tracção reduzida Resistência à flexão e corte δv δv Figura 7.16: Comportamento do chumbadouro solicitado ao corte. O modelo de resistência às forças de corte é descrito na EN 1993-1-8.17. A resistência dos parafusos à tracção é pequena. Tal como indicado na EN 1993-1-8. resistência à tracção.furo δv Figura 7. será seguro adicionar a resistência ao atrito à resistência de todos os chumbadouros? _____________________________________________________________________ O modelo de resistência às forças de corte preconizado na cláusula 6.Rd Resistência ao escorregamento (7. A resistência total ao corte é então devida ao atrito entre a sapata de betão e a placa de base e à resistência à tracção dos chumbadouros da zona comprimida.2 da EN 1993-1-8 baseia-se na hipótese de que os chumbadouros sujeitos ao corte têm deformação de flexão.17: Atrito e resistência à tracção dos chumbadouros.

destina-se apenas a pilares com um momento flector muito elevado. não é considerado na EN 1993-1-8.85. f) ancoragem a vigas embebidas em espera no bloco de betão. d) chumbadouros colados. chumbadouros com extremidade em cone.18.10: Regras para Realização da Ancoragem dos Chumbadouros O estabelecimento de um sistema de ancoragem adequado é o critério mais importante para o dimensionamento de chumbadouros.Rd ≤ NRd.22) Arrancamento NSd ≤ Na. se for aplicável. é necessária a verificação dos seguintes modos de rotura de chumbadouros: Cedência do aço NSd ≤ Na. 1997] com base em trabalho de Eligehausen [Eligehausen 1990]. O factor de redução tem o valor de βb = 0.Rd = βb 0. De acordo com este Guia. a) b) c) d) e) f) Figura 7. foram publicados no Guia CEB [CEB. A força actuante no parafuso NSd deve verificar: NSd ≤ Ft.BASES DE PILARES A resistência dos parafusos ao esmagamento deve ser verificada separadamente na zona do bloco de betão e na zona da placa de base.s = A s ⋅ fyb γ M2 (7. nomeadamente: chumbadouros de cabeça aplicados na obra. Questão 7. Que regras se devem seguir? _____________________________________________________________________ As regras indicadas no quadro 3. no entanto. Ancoragem a vigas embebidas em espera no bloco de betão.p = NRk . Podem ser utilizados diferentes sistemas de ancoragem. 9 A s ⋅ fub γ M2 (7. c) chumbadouros com extremidade em cone.Rd ≤ NRd. ver Figura 7. incluindo o dos chumbadouros.4 da EN 1993-1-8: para determinação da capacidade resistente de parafusos à tracção podem ser utilizadas para todos os tipo de aço.23) 74 Manual de ligações metálicas .21) βb é o factor de redução a aplicar a peças obtidas a partir de varões redondos em que as roscas não são normalizadas. barras com gancho. Modelos de resistência de chumbadouros de acordo com a EN 1993-1-8.p γ Mp (7. b) barras com gancho. pois é uma solução muito onerosa.18: Tipos de chumbadouros: a) chumbadouros de cabeça aplicados na obra . e) chumbadouros cimentados. chumbadouros colados e chumbadouros cimentados.

BASES DE PILARES Rotura do cone de betão NSd ≤ Na. Para chumbadouros de cabeça circular e quadrada Ah é dada por: Ah = π (d 2 h − d2 ) 4 d2 4 (7.sp = NRk .c = NRd.7 t 1 h ef ah t1 a1 h1 th dh Figura 7.28b) A h = ah2 − π A resistência do cone de betão.c = NRk .N (7.29) onde: Manual de ligações metálicas 75 .sp γ Msp (7. sujeitas a tracção (Figura 7. De seguida indica-se o dimensionamento de ancoragens realizadas com chumbadouros de cabeça aplicados na obra.p = pk ⋅ A h (7.Rd ≤ NRd. A resistência ao arrancamento é dada por: NRd.25) Para os chumbadouros em grupo são necessárias as mesmas verificações.N ⋅ Ψ ucr.c γ Mc (7.c A c. é dada por: 0 NRd. é: pk = 11 fck (7.N A0 c.24) Resistência do betão à projecção NSd ≤ NRd.27) e Ah é a área da cabeça do chumbadouros sujeita a esmagamento. p e d 0. ver Figura 7.28a) (7.20.N ⋅ Ψ ec.19: Geometria dos chumbadouros de cabeça aplicados na obra.N ⋅ Ψ s.26) γ Mp onde pk para betão não-fissurado.19).N ⋅ Ψ re.

A rotura do betão por projecção.N = 0.N = 3 hef (7. 5 pcr. como: A 0 c.5 pcr. c) chumbadouro individual junto à extremidade.N + p2 ) A c.31b) (7.N = pcr.31a) (7.N2 (7.4.N p cr.N = 1.N A largura do cone de betão pode ser tomada aproximadamente como: pcr.N pcr.N Ψ s.c = 0.N a) b) c) Figura 7. O coeficiente k1 = 11 (N/mm)0.5 pode ser utilizado para betão não fissurado. O espaçamento dos chumbadouros deve ser maior que: pmin = ( 5 dh . é incluído na expressão da área do cone (Figura 7.5 k1 ⋅ fck ⋅ h1.N é introduzido para ter em conta o efeito de vários chumbadouros em conjunto. a) chumbadouro individual.20). b) grupo de chumbadouros.N p1 pcr.N e 0. para chumbadouros aplicados em obra. p2) e da distância à extremidade (e1. Se a ancoragem for realizada numa zona de betão não fissurado.30) é o valor da resistência de um elemento de ligação isolado. A perturbação na distribuição de tensões no betão pode ser contabilizada através do parâmetro Ψs.N + p1 )( pcr.32) 0.N ) pcr.N p2 0.5 pcr.N = ( pcr.50 mm ) (7.34) a distância dos chumbadouros à extremidade do bloco deve ser maior que: 76 Manual de ligações metálicas .31c) A c. utiliza-se no caso de chumbadouros a pequenas profundidades (hef ≤ 100 mm).BASES DE PILARES 0 NRk .5 ef γ Mc (7.N = ( e + 0. O efeito geométrico relativo ao espaçamento dos chumbadouros (p1.20: Cone virtual de betão. 3 e e cr. pode ser impedida se o betão passar a ser armado e se se limitar a zona de aplicação dos chumbadouros. 7 + 0. a resistência é aumentada através do parâmetro Ψure.33) O parâmetro Ψec.N ≤1 (7. e2).5 p cr.

BASES DE PILARES emin = ( 3 dh . a verificação de rotura do betão por projecção pode ser omitida. Manual de ligações metálicas 77 .50 mm ) (7. A descrição detalhada da resistência de diferentes tipos de chumbadouros sujeitos a esforços de tracção. 1994].5 hef em todas as direcções.35) e a altura do bloco de betão não deve ser menor que: hmin = hef + t h + c ∅ (7.36) Para chumbadouros a uma distância da extremidade do bloco e > 0. corte e a ambos está disponível no Guia CEB [CEB.

a investigação direccionada para o desenvolvimento de procedimentos dimensionamento de edifícios de estrutura metálica.8 ACÇÃO SÍSMICA 8. a utilização de perfis e ligações com dimensões significativamente maiores do que as dos modelos utilizados na maioria dos ensaios experimentais realizados. As deficiências no processo de soldadura prendem-se maioritariamente com o uso de metal de adição de baixa tenacidade e controlo de qualidade insuficiente. 8. incluem detalhes que conduziram ao desenvolvimento de grandes concentrações de tensões. A nível de projecto. há condições básicas que têm que ser satisfeitas. O Documento EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] inclui regras de avaliação da resistência e rigidez de ligações metálicas. A influência de acções sísmicas ou dinâmicas. • Critério de robustez (pormenorização e comportamento do material adequados). nomeadamente: • Critério de sobre-resistência. e por outro. Infelizmente. Nos EUA e no Japão. a resistência a acções sísmicas e o comportamento deste tipo de estruturas eram tidos como muito favoráveis até se verificarem os sismos de Northridge e de Kobe. e ainda hoje os engenheiros tentam compreender a resposta deste tipo de estruturas face às acções sísmicas verificadas. Existe consenso no que diz respeito ao facto de que vários factores devem ter contribuído para as roturas observadas. . não é considerada neste Documento Normativo. As técnicas de pormenorização de soldadura. Entretanto foi desenvolvido um programa de investigação no sentido de analisar a razão do mau comportamento sísmico das ligações em determinadas estruturas metálicas. incluem por um lado. Os danos inesperados invalidaram os procedimentos de projecto e construção estabelecidos e utilizados nessa altura para ligações viga-pilar. no que diz respeito às ligações metálicas dimensionadas para zonas sísmicas. que pode ser condicionante em regiões sísmicas. nomeadamente factores que se prendem com a pormenorização e técnicas de execução da soldadura vigentes no passado.1 Generalidades As estruturas metálicas porticadas são largamente utilizadas no dimensionamento associado a acções sísmicas. a utilização de opções de dimensionamento que conduzem a um enfraquecimento excessivo da zona do painel de alma do pilar. necessidades excessivas de ductilidade local e confinamento tri-axial elevado na zona de interface viga-pilar. que alegadamente tiveram um papel de relevo nas roturas observadas pós-sismo. desenvolve-se em três vertentes principais: • Pesquisa bibliográfica aprofundada. as estruturas metálicas sofreram danos durante estes sismos. respectivamente. os procedimentos que se julga terem contribuído para uma má performance sísmica das ligações. • Critério de ductilidade (capacidade de rotação). comprometendo assim as capacidades dissipativas da ligação e o seu bom comportamento sísmico. É óbvio que.2 Critérios de Dimensionamento de Actualmente.

• Dimensões e forma do orifício de acesso. As recomendações fornecem indicações para escolha do sistema mais adequado para o fim em causa. • Resistência do painel da alma do pilar. Na Europa. • Ensaios à escala real de ligações usuais ou suas componentes. do comportamento das ligações. Ligações Soldadas: • Resistência na espessura. • Tenacidade do entalhe para o material de base. • Resistência da ligação e características de degradação do comportamento. verificarem as mesmas condições. considera-se que o seu comportamento é semelhante ou que pelo menos têm as características exigidas para que assim seja. os limites da categoria estrutural seleccionada. quer seja a obtenção de redundância estrutural. As suas ligações podem ser rígidas ou rotuladas. aperto. O comportamento dos pórticos é função de muitos factores relacionados entre si. De um modo geral a investigação realizada conduz a procedimentos actualizados e mais rigorosos para o controlo de qualidade dos materiais e dos processos de fabrico. apresenta informação adicional. respectivamente.02 e 0. do mesmo tipo ou não. rigidez de rotação Sj e capacidade de rotação φCd. • Efeitos P-δ. mão-de-obra. Por um lado fornecem indicações específicas para ligações normalizadas. aspectos de dimensionamento do pórtico ou para o dimensionamento de ligações adequadas que verifiquem. Pórtico Não Rotulado de Resistência Intermédia (IMRF) e Pórtico Não Rotulado de Resistência Melhorada (SMRF). e por outro disponibilizam uma gama alargada de informações relativas a certos itens relativos ou mesmo à totalidade dos processos de dimensionamento. análise estrutural. tal como o indicado no Capítulo 6 desta publicação. direccionam-se para a determinação dos efeitos e da importância dos seguintes aspectos: • Critério de dimensionamento pilar forte . sendo os valores limites de 0. e também. e de relações de dimensionamento que afectam o comportamento global do pórtico. • Instabilidade local de secções. • Cordão de reverso e guias perdidas. definida pelo momento resistente Mj. Estudos recentes que visam a produção de recomendações de projecto. • Cordões de soldadura de ângulo para reforço. As recomendações para o dimensionamento de ligações dividem-se em dois campos.03. as recomendações de dimensionamento de pórticos sujeitos a acções sísmicas. Nos EUA. • Tenacidade do entalhe para o material do cordão de soldadura. A EN 1998-1 [prEN 1998-1: 2001]. As condições de dimensionamento apresentadas a seguir são consideradas genéricas.ACÇÃO SÍSMICA • Investigação analítica e experimental relativamente a vários aspectos que demonstraram ter um papel significativo na resposta sísmica de estruturas metálicas. tipo de furo. soldadura. ou seja: se duas ligações quaisquer. Ligações Aparafusadas: • Dimensões do parafuso. em alguns casos.viga fraca.01. relativamente a ligações metálicas sujeitas a acções sísmicas. Desses aspectos destacase a caracterização das solicitações sísmicas.Rd. em termos de capacidade de rotação. Os três tipos de pórticos referidos devem ser classificados consoante a capacidade de rotação plástica. • Resistência da área útil. a EN 1993-1-8 caracteriza as ligações metálicas através de uma curva não-linear momento-rotação. 0. 80 Manual de ligações metálicas . material de base. subdividem as estruturas consoante o nível de solicitação sísmica a que devem resistir à priori: Pórtico Não Rotulado de Resistência Ordinária (OMRF).

Cada tipo de ligação é classificado como adequado para determinado intervalo. • Soldada com reforço simples (SRS). Placa de continuidade Placa dupla. • Soldada – Alma reforçada com placa cobrejunta (SARCC). forneceu dados suficientes para permitir o desenvolvimento de directivas fiáveis de dimensionamento para vários tipos de ligações soldadas.3 Tipos de Ligações Viga-Pilar O programa de ensaios experimentais levado a cabo pelo consórcio FEMA/SAC (EUA).1: Ligações tipo pré-qualificadas em utilização nos EUA.1c). • Soldada – Banzos da viga reforçados com placa (SBVRC).1b). • Soldada com cantoneira na alma (SCA). semelhante à configuração da Figura 8. Figura 8. Os tipos de ligações apresentados abaixo estão pré-certificados para utilização corrente. especificado em termos de dimensões das secções e da rotação plástica. Manual de ligações metálicas 81 .1a). • Soldada com T em espera ligado à viga por placa cobrejunta aparafusada (STELVCCA). • Soldada – Banzos da viga não reforçados (SBVNR). se necessário Placa de reforço a) Ligação viga-pilar pré-qualificada Placa cobrejunta soldada à viga (de ambos os lados) Ligação de alma soldada Placas nos banzos b) Ligação soldada com banzos da viga reforçados com placa Parafusos de alta resistência (c) Soldada com t em espera ligado à viga por placa cobrejunta aparafusada Placa cobrejunta soldada à viga (d) Ligação aparafusada com placa de extremidade estendida Parafusos de alta resistência Parafusos de alta resistência Placas soldadas ou Tês variáveis com placas soldadas (f) Ligação aparafusada com reforço duplo (e) Ligação soldada com placas cobrejunta aparafusadas à viga Figura 8. se necessário Guia para alma Parafusos de alta resistência Soldadura. • Soldada com reforço duplo (SRD). Figura 8.ACÇÃO SÍSMICA 8.

ACÇÃO SÍSMICA

As recomendações incluem, para além das ligações soldadas enumeradas acima, vários tipos de ligações aparafusadas em obra, que também se encontram pré-qualificadas para determinadas condições de utilização. As tipologias disponíveis, dentro das ligações aparafusadas são: • Aparafusada com placa de extremidade (ACT), Figura 8.1d); • Soldada com placas cobrejunta aparafusadas à viga (SCCAV), Figura 8.1e); • Aparafusada com esquadro simples (ARIVS) Figura 8.1f); • Aparafusada com esquadro duplo (ARIVD), Figura 8.1f). Na Figura 8.2 apresentam-se algumas ligações específicas utilizadas no Japão e na Figura 8.3, ligações ensaiadas e utilizadas habitualmente na Europa [Mazzolani, 2000].
diafragma metálico steel diaphragm diafragma metálico steel diaphragm

viga beam pilar column pilar column

cantilever consola

viga beam

Figura 8.2: Ligações usuais no Japão.
A
pilar

pilar

. . .

column beam viga

. . .
10M20 gr 10.9

column beam viga

. . .

column beam viga

pilar

A

B

B

C

C

3M20 gr6.6 B-B C-C

A-A

Ligação com Placa de Extremidade Estendida

Ligação Soldada

Ligação Soldada com Placas Soldadas ao Banzo da Viga

Figura 8.3: Ligações usuais na Europa.

8.4

Recomendações de Projecto e Produção

O Documento EN 1998-1 preconiza as seguintes regras de carácter geral para ligações metálicas, em estruturas dissipativas: • Devem-se evitar deformações plásticas localizadas, concentrações de tensões elevadas e defeitos de construção. A qualidade do dimensionamento deve ser comprovada através de ensaios experimentais. • Ligações não dissipativas de elementos dissipativos, realizadas com soldadura de penetração total, têm que verificar o critério de sobre-resistência. • Para ligações soldadas com cordão de ângulo, ou ligações aparafusadas não dissipativas, deve ser verificada a seguinte condição:

82

Manual de ligações metálicas

ACÇÃO SÍSMICA

R d ≥ 1, 35 R fy

(8.1)

em que Rd é a resistência da ligação e Rfy é resistência plástica do elemento dissipativo ligado. • Nas ligações aparafusadas com corte, apenas as categorias B e C devem ser utilizadas, e nas ligações aparafusadas com tracção, apenas a categoria E com aperto controlado dos parafusos deve ser utilizada. Parafusos desta categoria, também poderão ser utilizados em ligações ao corte com parafusos em furos sem folga. • Para ligações aparafusadas ao corte, a resistência dos parafusos ao corte deve ser 1,2 vezes superior à resistência da placa ao esmagamento. • A resistência e ductilidade dos perfis e suas ligações sujeitas a solicitações cíclicas devem ser comprovados através de ensaios experimentais, por forma a estarem de acordo com os requisitos definidos para cada tipo estrutural e para cada classe de ductilidade. Este procedimento aplica-se a todos os tipos de ligações em estruturas em zonas sísmicas. Os requisitos exigidos em termos de ductilidade para os vários tipos estruturais encontram-se expressos nas cláusulas 6.6 e 6.9 da EN 1998-1. Para esses mesmos requisitos, quando expressos em termos de capacidade de rotação plástica, o parâmetro utilizado é θp:

θp = δ

0,5L

(8.2)

em que δ é a flecha da viga a meio vão. O Documento EN 1998-1 apresenta os seguintes requisitos para ligações viga-pilar: • Se a estrutura for dimensionada de forma que a energia seja dissipada nas vigas, a ligação viga-pilar deve ser dimensionada de forma a verificar o critério de sobre-resistência, considerando o momento resistente Mpl.Rd e o esforço transverso avaliados conforme a cláusula 6.6.2 da EN 1998-1. • Ligações semi-rígidas dissipativas e/ou de resistência parcial podem ser utilizadas desde que sejam satisfeitas as seguintes condições: a) as ligações têm uma capacidade de rotação consistente com as deformações globais; b) os elementos associados às ligações se mantenham estáveis para Estados Limites Últimos; c) o efeito da deformação das ligações seja tido em conta no deslocamento horizontal global. • O dimensionamento das ligações deve ser tal que a capacidade de rotação plástica θp na linha de rotura, não seja menor que 35 mrad para estruturas de classe de ductilidade H, e 25 mrad para estruturas de classe de ductilidade M, com q>2. Estes valores devem ser obtidos para ensaios cíclicos em que a degradação de resistência e de rigidez se limite a 20%. Este requisito é válido independentemente do local onde se pretende a zona dissipativa. • Quando se utilizam ligações de resistência parcial, o dimensionamento do pilar deve ser condicionado pela capacidade de rotação plástica da ligação. A influência da pormenorização local e das propriedades materiais no comportamento plástico de ligações em pórticos de nós fixos tem sido investigado em vários países nos últimos anos. Algumas das conclusões dessas investigações são apresentadas de seguida [El-Tawil et al., 2000], [Mao et al., 2001]:

Propriedades Materiais – relação tensão de cedência/ tensão última (RTCTU) Ligações com RTCTU (fy/fu) de 0,65 e 0,80 exibiram um comportamento semelhante para capacidades de rotação plástica até 0,030 rad. Comparativamente com os dois casos referidos, ligações com RTCTU de 0,95 apresentaram um comprimento significativamente menor na linha de rotura, para uma capacidade e rotação plástica 0,030 rad. A dimensão da zona plastificada na viga com RTCTU de 0,95
Manual de ligações metálicas 83

ACÇÃO SÍSMICA

era sensivelmente metade da dimensão da zona plastificada na viga com RTCTU de 0,80. Como consequência de um menor comprimento plastificado verificou-se um aumento de extensões locais, o que por sua vez conduziu a instabilidade localizada prematura. Este nível elevado de extensões conduz também a uma maior susceptibilidade à rotura oligocíclica.

Pormenores construtivos – furo de acesso para soldar: dimensões e geometria
O aumento das dimensões do entalhe da alma para soldar torna mais fácil a operação de soldar no banzo inferior da viga e conduz a um trabalho de soldadura de melhor qualidade. No entanto, as investigações sugerem que é importante utilizar um furo de acesso de pequenas dimensões, por forma a reduzir o potencial de fractura frágil na base do furo. A análise confirma que o comportamento dos furos de acesso que terminam perpendicularmente ao banzo é inferior ao dos furos de configuração semi-circular, em termos de propensão à fractura frágil.

Pormenores construtivos – placas de continuidade
As recomendações FEMA-267 preconizam a utilização de placas de continuidade em todas as ligações. No entanto, a investigação sugere que as recomendações possam não ser cumpridas no caso de ligações em T.

Questão 8.1: Dimensionamento de Ligações Sujeitas a Carregamento Dinâmico

O Documento Normativo EN 1993-1-8 é aplicável a ligações sujeitas a acções estáticas. Será também aplicável a ligações sujeitas a acções dinâmicas, nomeadamente à acção do vento?

_____________________________________________________________________
A aplicabilidade do Documento EN 1993-1-8 depende do parâmetro em estudo: • No que diz respeito ao momento resistente Mj.Rd e à rigidez inicial de rotação da ligação Sj.ini, a formulação apresentada neste Documento pode ser perfeitamente utilizada para o caso de acções dinâmicas. • No que diz respeito à capacidade de rotação de ligações metálicas, as disposições apresentadas na EN 1993-1-8 não consideram a tipologia das ligações metálicas. De qualquer forma, após um vasto programa experimental, concluiu-se que a capacidade de rotação de uma ligação sujeita a acções dinâmicas é cerca de 0,5 da capacidade de rotação medida no caso de carregamento monotónico. • O mecanismo de colapso também pode sofrer alterações no caso de carregamento dinâmico em relação ao mecanismo de colapso determinado de acordo com este Documento Normativo.

Questão 8.2: Influência de Carregamento Não-simétrico

O Documento Normativo EN 1993-1-8 é aplicável a ligações sujeitas a acções estáticas. Será também aplicável a ligações sujeitas a acções sísmicas, nomeadamente à acção de cargas sísmicas nãosimétricas?

_____________________________________________________________________
Segundo um programa de investigação desenvolvido na Europa [Mazzolani, 2000], conclui-se que os valores preconizados na EN 1993-1-8 não podem ser utilizados para este tipo de carregamento. Na questão anterior foi apresentada uma comparação entre os valores apresentados na EN 1993-1-8 e os valores homólogos obtidos de ensaios de ligações simétricas sujeitas a carregamento cíclico. Foi realizado um estudo similar para estabelecer a comparação entre o comportamento de ligações

84

Manual de ligações metálicas

03-0. 2000]. dependendo da configuração da ligação. No caso particular de ligações viga-pilar em pórticos não-rotulados. Questão 8. este fenómeno é já bem conhecido para o aço estrutural. um comportamento insatisfatório devido à penetração parcial da solda. ângulo e viés simples. e a um nível mais reduzido provoca o aumento da resistência última das ligações soldadas.ACÇÃO SÍSMICA sujeitas a carregamentos cíclicos simétricos e não simétricos. o comportamento ideal que corresponde à rotura no metal de base. particularmente quando o trabalho é realizado em obra.3: Influência do Encruamento Qual é a influência do encruamento no comportamento de ligações metálicas? _____________________________________________________________________ Ensaios experimentais realizados por Mazzolani permitiram concluir que o encruamento tem um papel importante no comportamento das ligações [Mazzolani. verificou-se nas soldaduras de duplo viés. No caso de soldadura de ângulo é condição obrigatória a verificação das dimensões do cordão. A explicação foi atribuída ao facto de este tipo de soldadura não apresentar imperfeições em comparação com os outros dois processos referidos. Este facto evidencia uma das desvantagens deste tipo de processo de soldadura. Questão 8. Foram estudados três tipos de soldadura: duplo viés. 2000]. em geral. As soldaduras de viés simples e duplo requerem operações mecânicas adicionais (preparação dos topos a soldar). • A capacidade de rotação do segundo grupo é 150% a 200% da capacidade de rotação do primeiro grupo. De um modo geral. Uma taxa de extensão no intervalo 0. dependendo igualmente da configuração da ligação. que em muitos casos atingiu 27% do seu valor. No entanto. Manual de ligações metálicas 85 . são propostas as seguintes recomendações: • As técnicas de duplo viés e de ângulo são recomendadas para soldadura de componentes em estaleiro. tendo-se obtido as seguintes conclusões: • Os valores do momento resistente obtidos com o segundo grupo são menores entre 20% a 40% do momento resistente do primeiro grupo. já que os resultados deste tipo de ensaios apresentaram grande dispersão. Os espécimens com cordão de viés simples apresentam.06 s-1 (comum para perfis metálicos em cedência devido a acções sísmicas) provoca um aumento na tensão de cedência. A análise do comportamento destes três tipos de soldadura tem que ter em conta os aspectos tecnológicos e económicos da soldadura. permitindo assim o início da propagação de fendas. a dimensão insuficiente do cordão. que consiste na dificuldade de controlar e verificar a dimensão do cordão. não é possível retirar ilações com grande fiabilidade quanto à redução de ductilidade devido a altos níveis de extensão no caso de carregamento cíclico. sendo a causa principal de rotura.4: Influência da Tecnologia e Pormenorização da Soldadura Qual é a influência da tecnologia e pormenorização da soldadura no comportamento de ligações metálicas? _____________________________________________________________________ Ensaios experimentais evidenciam uma vez mais a importância da qualidade da soldadura [Mazzolani. Os espécimens com soldadura de ângulo apresentaram um comportamento intermédio. enquanto que as soldaduras de viés duplo e de ângulo obrigam a soldar em posição invertida no caso de o trabalho ser realizado na obra. Também se verificou uma redução de ductilidade.

do que o da configuração standard. cujo comportamento se considera melhor. e que apenas se utilizem ligações por placa de alma aparafusada em pórticos ordinários. 2001]. mas obriga à re-soldagem da base da soldadura de forma a eliminar os defeitos que aí aparecem. A comparação entre ambas as técnicas sugere que a primeira é mais onerosa mas pode conduzir a uma maior tenacidade da solda. exibida na Figura 8.. enquanto que no Japão é por arco submerso – fluxo gasoso. Os resultados mostraram a importância de seleccionar uma configuração adequada para o furo de acesso. Foi feito um estudo da influência da geometria e dimensões do furo de acesso no potencial início de fractura na vizinhança dos furos. com dióxido de Carbono (CO2). para este tipo de situação. quer no caso de ligações soldadas. com soldas nos banzos da viga. Nos EUA e no Japão também foram realizados ensaios sobre a mesma problemática. devem ser executadas com todo o rigor de modo a minimizar os defeitos da solda.4b) mostra-se uma configuração modificada do furo de acesso que é recomendada para estruturas sujeitas a acções sísmicas. Os resultados das várias análises demonstram que determinados procedimentos podem permitir uma rotação não elástica de 0. Observou-se que o pormenor de ligação à alma tem um papel de relevo no potencial de fractura do banzo da viga junto à interface entre o metal da solda e o metal de base. Em ensaios cíclicos de ligações em regime plástico.4: Configurações standard e modificada para o furo de acesso para soldar. É de realçar que os defeitos referidos foram observados quer no caso de ligações viga-pilar. Esses procedimentos passam pela utilização de materiais com maior tenacidade e melhor acabamento superficial da soldadura. foi definida uma pormenorização que é recomendada para estruturas sujeitas a acções sísmicas. A pormenorização consiste na utilização de soldadura de penetração completa na zona da alma e cordões suplementares como reforço da soldadura de ângulo utilizada na placa ao corte. 86 Manual de ligações metálicas . a técnica de soldadura utilizada é por arco submerso – fluxo metálico. a) Furo de acesso standard a) Standard Weld Access Hole b)b) furo de acesso Access Hole Modified Weld modificado Figura 8. Na Figura 8.4a) [Mao et al. pequena sobreposição das resistências da solda e limitação das deformações de corte do painel. Neste último aspecto destaca-se a remoção da barra de suporte. Com base nos resultados analisados. O carregamento cíclico faz aumentar a probabilidade de fractura da solda para ligações incompletas (solda de ângulo com dimensões insuficientes) e para soldas que apresentem defeitos como penetração incompleta (solda de viés simples). verificou-se que a fractura inicia-se na base dos furos de acesso para soldar. Nos EUA. As técnicas de soldadura que envolvam eléctrodo de elevada tenacidade para o cordão de ângulo usado para soldar a alma. Além disso recomenda-se a utilização de um painel de alma do pilar mais forte.030 rad antes do início da fractura na base da soldadura.ACÇÃO SÍSMICA • A técnica de viés simples é adequada para trabalho em obra.

A segunda solução.5a) requer que sejam soldadas placas de alma junto à zona de transição almabanzo. A solução da Figura 8. esta solução reduz o comprimento útil do banzo e limita a utilização de uma ligação aparafusada de eixo forte [Dubina et al. No entanto. Amidi. representada na Figura 8. o painel de alma do pilar tem uma forte influência no comportamento da ligação. 2000]. relativas ao critério de resistência mínima dos Manual de ligações metálicas 87 . Questão 8. No caso de ligações. em nó externo ou em nó interno.5: Utilização de Parafusos de Alta Resistência em Ligações de Estruturas Sujeitas a Acções Sísmicas É possível utilizar parafusos de alta resistência (HSFG) como parafusos ordinários em ligações de estruturas sujeitas a acções sísmicas. A resistência da ligação pode ser aumentada mediante a utilização de placas de alma como reforço do painel de alma do pilar.5: Exemplos de placas de alma. realizaram um estudo numérico relativamente ao comportamento sísmico de estruturas metálicas com ligações com painéis de alma deformáveis [Schneider. tem a vantagem de evitar as referidas tensões adicionais na zona de ligação alma-banzo. o que introduz tensões adicionais à ligação. de modo a que as superfícies das placas não tenham que ser preparadas para resistir ao escorregamento. e que consiste em soldar as placas de alma directamente aos banzos.6: Importância do Comportamento do Painel de Alma do Pilar (Reforços) Qual é a influência do painel de alma do pilar numa ligação sujeita a cargas dinâmicas? _____________________________________________________________________ O comportamento do painel da alma do pilar é descrito na EN 1993-1-8. Schneider e Amidi. Estas soluções apresentam vantagens e desvantagens. 1998]..ACÇÃO SÍSMICA Questão 8. tendo chegado à conclusão que as normativas actuais. devido à influência do painel de alma do pilar. conforme Figura 8. r b) beff Ls beff a) Figura 8. É recomendado que sejam apertados a um nível que corresponda a 50% da sua carga de pré-esforço.5. demonstrou-se que a resistência da ligação se reduz entre 20% e 40% e a ductilidade aumenta entre 150% e 200%. _____________________________________________________________________ Os HSFG podem ser utilizados como parafusos ordinárias em ligações de estruturas sujeitas a acções sísmicas.5b). com carregamento não simétrico. Para determinadas cargas não simétricas do tipo dinâmico e sísmico. mas apenas para acções estáticas.

Estes resultados sugerem que o valor preconizado na normativa de NEHRP 1991 para a resistência do painel de alma (pelo menos 90% da soma das resistências das vigas que confluem na ligação). podem conduzir a ligações com elevadas distorções por corte que aumenta a probabilidade de fractura dos banzos dos elementos ligados. seja apenas um valor mínimo.ACÇÃO SÍSMICA painéis. 88 Manual de ligações metálicas .

e ao desenvolvimento tensões devido à dilatação (fase de aquecimento) e à contracção dos elementos aquecidos (fase de arrefecimento). pela elevada concentração de massa existente na zona das ligações que retarda o seu aquecimento relativamente aos perfis ligados (vigas e colunas)..1: Resistência dos Parafusos a Temperaturas Elevadas Como se calcula a resistência dos parafusos a temperaturas elevadas? _____________________________________________________________________ Devido à diminuição das forças de aperto. a EN 1993-1-2 permite a análise de sub-estruturas. onde a capacidade última dos parafusos em estado limite de incêndio é obtida pela aplicação do factor de redução da resistência elástica kb. 2003]. mostraram que a redução da resistência do aço tem uma influência significativa na redução da capacidade última dos parafusos. as ligações entre vigas e pilares são consideradas perfeitamente rígidas ou perfeitamente rotuladas e raramente se considera que estas últimas consigam resistir a momentos flectores. O capítulo do Eurocódigo. e embora no passado [prEN 1993-1-2: 1995] se tenha desprezado a avaliação do seu comportamento em situação de incêndio. [Kirby. Tradicionalmente. referente à avaliação da resistência estrutural à acção do fogo [prEN 1993-12: 2002]. e tal como observado em ensaios em estruturas reais [Moore. o método das componentes também se poderá aplicar a temperaturas elevadas.1 e no Quadro 9.θ definido na Figura 9. Questão 9. assim como à redução do módulo de elasticidade (E). Ensaios experimentais em parafusos sujeitos a temperaturas elevadas. actualmente. as ligações aparafusadas tendem a sofrer escorregamento quando sujeitas a temperaturas elevadas.. No seguimento do dimensionamento de ligações metálicas à temperatura ambiente. aumentando o tempo de vida útil da estrutura. 1997]. 1995]. assim como a previsão da variação da temperatura nas ligações. 2002].. inclui um Anexo com expressões de avaliação da resistência das soldaduras e parafusos sujeitos a temperaturas elevadas. [Spyrou et al. Para além da verificação isolada de cada ligação. em que o comportamento resultante da interacção entre elementos é fundamental. Estas conclusões são reproduzidas na EN 1993-1-2. [Simões da Silva et al. Esta diminuição de força deve-se à relaxação dos parafusos e das placas metálicas. em incêndios reais [SCI recommendation.9 ACÇÃO DO FOGO 9. as estruturas metálicas estão sujeitas a alteração das suas propriedades (mecânicas e térmicas).1.1 Introdução Durante um incêndio. . considera-se que deverão ser verificadas tal como qualquer outro elemento estrutural.. em situação de incêndio.. 1991] e em resultados experimentais de elementos isolados [El-Rimawi et al. tal como se indica na bibliografia [Simões da Silva et al. 1997]. nomeadamente entre 300 e 700ºC [Sakumoto et al. 1992]. Para além disso. as ligações consideradas rotuladas à temperatura ambiente conseguem absorver níveis de resistência e rigidez consideráveis quando sujeitas a temperaturas elevadas. No entanto. 2001].

θ para a resistência de parafusos.4 0.3 0.000 A resistência de cálculo dos parafusos ao corte.1: Factor de redução para a resistência de parafusos. ºC Figura 9.033 0.t . em situação de incêndio é dada por: Fb.θ para a resistência elástica do aço.θ θa.θ γm γ m.t .968 0. kw.8 0.Rd = Fv .Rd ⋅ k b. Quadro 9.000 0.775 0.100 0.903 0.Rd = Ft .θ kb.935 0. em situação de incêndio é: Ften.067 0.θ γm γ m. em situação de incêndio é dada por: Fv .1: Factor de redução kb.7 0.Rd ⋅ k b.ACÇÃO DO FOGO 1 0.t .6 0.9 0.2) e a resistência de cálculo de um parafuso traccionado.1) a resistência de cálculo dos parafusos ao esmagamento.Rd ⋅ k b.5 0.fi (9.Rd = Fb.fi (9.fi (9.550 0.θ γm γ m.θ para a resistência da soldadura e ky.1 0 0 200 400 600 800 1000 1200 kw.θ (tensão e corte) 20 100 150 200 300 400 500 600 700 800 900 1000 1. Temperatura θa Factor de redução para parafusos kb.220 0.2 0.952 0.θ ky.3) 90 Manual de ligações metálicas .

ao Longo do Tempo As expressões simplificadas referentes à distribuição da temperatura. Manual de ligações metálicas 91 . poderão ser utilizadas para qualquer geometria de ligação? _____________________________________________________________________ A conductilibidade térmica do aço é muito elevada. Observa-se que. os factores de redução apresentados para os cordões de soldadura de ângulo podem ser aplicados à soldadura de topo. deve ser determinada a partir de: Fw.2). Tendo como objectivo principal a quantificação da distribuição da temperatura em ligações. 1990]. Como simplificação. Para além disso. a temperatura da ligação é calculada a partir da temperatura do banzo inferior da viga a meio vão. No entanto. Para temperaturas superiores a 700ºC. a temperatura nas componentes da ligação é determinada do seguinte modo: • Altura da viga é inferior a 400 mm θh = 0. De acordo com a EN 1993-1-2. a temperatura na ligação deverá ser calculada em função do valor de massividade (A/V) das componentes da ligação.θ ⋅ γm γ m.6) (9. enquanto que em vigas mais compactas. sujeita a temperaturas elevadas? _____________________________________________________________________ A resposta a esta questão poderá ser dividida em duas partes: a variação da temperatura na ligação (ver resposta à Questão 9. foram efectuados estudos experimentais em várias tipologias de ligações. a presença da laje de betão provoca uma redução na temperatura do banzo superior da viga. 2 (1 − 2h / D ) ⎤ ⎣ ⎦ Sendo h a distância do banzo inferior da viga à componente em estudo (Figura 9.3). Descrições mais detalhadas encontram-se na bibliografia.Rd = Fw . Existem várias distribuições de temperatura propostas e/ou utilizadas em ensaios experimentais. é considerada uma distribuição uniforme de temperatura na ligação. a temperatura na alma é ligeiramente inferior. a temperatura na alma de vigas esbeltas é similar à temperatura do banzo inferior. deverá ser considerado pelo menos igual à da peça ligada mais fraca.4) Questão 9. 88θ0 ⎡1 + 0.2: Resistência da Soldadura a Temperaturas Elevadas Como se avalia a resistência de uma ligação soldada. 88θ0 h é inferior a D/2 h é superior a D/2 (9. A resistência de cálculo por unidade de comprimento de um cordão de soldadura. utilizando o factor de reducção apropriado para o aço. A resistência de cálculo da soldadura de topo por penetração completa.2 apresenta esses resultados. [Lawson. 3 ( h / D ) ⎤ ⎣ ⎦ • Altura da viga é superior a 400 mm (9. 88θ0 ⎡1 − 0. devido à concentração de massa na ligação.fi (9.3: Distribuição da Temperatura numa Ligação.Rd ⋅ k w.ACÇÃO DO FOGO Questão 9. O Quadro 9.7) θh = 0. a variação de temperatura na ligação deverá ser avaliada separadamente dos elementos ligados. para temperaturas inferiores a 700ºC. Para as ligações viga-pilar e viga-viga. Aplicando as expressões referidas na EN 1993-1-2. e a resistência da soldadura a temperaturas elevadas.5) θh = 0.t. indicadas na EN 1993-1-2. este valor de temperatura poderá ser calculado com base no maior valor dos racios A/V dos perfis metálicos adjacentes. em que as vigas suportam uma laje de betão.

8)): No interior do forno. Os resultados obtidos indicam que a componente da ligação com temperaturas mais elevadas foi a alma do pilar. 0. As temperaturas médias obtidas foram: Leston-Jones et al (1997) Banzo inferior da viga Alma da viga Fiada média de parafusos Banzo da coluna 1. considerando a fiada superior de parafusos embebida no betão: 1 6 3 4 2 7 5 . junto à ligação .ACÇÃO DO FOGO Viga mista D < 400 mm 0. θ fiada superior de parafusos ≈ 520 ºC.987 ×θ fb .parafusos superiores embebidos em betão SCI recommendation (1990) Temperatura (ºC) Compartimento de incêndio Temperatura no banzo inferior da viga (ºC) Modelação numérica de ligações de nó interno mistas com placa de extremidade estendida: Variação Liu (1996) da temperatura na ligação: Para t =45 min: θ fiada inferior de parafusos ≈ 650 ºC. (1997) 92 Manual de ligações metálicas . Adoptou: θ banzo superior da viga = 0.000 ×θ fb . θ placa de extremidade ≈ 550 ºC. A sua temperatura foi 8%-26% superior à temperatura do banzo inferior da viga.2: Gradiente térmico na viga mista.88 0. ao longo do tempo. θ alma da coluna ≈ 450 ºC.banzo superior da viga .7 θ banzo inferior da viga = θ alma da viga El-Rimawi et al. de geometria similar às utilizadas em edifícios metálicos (ligações metálicas e mistas): As temperaturas médias obtidas foram: θ banzo inferior da viga = 650 ºC a 750 ºC θ fiada superior de parafusos = 150 ºC a 200 ºC inferior a θ banzo inferior da viga θ fiada inferior de parafusos = 100 ºC a 150 ºC inferior a θ fiada superior de parafusos Ligação com placa de extremidade estendida.928 ×θ fb .・ 1. A presença da laje de betão sobre a ligação provocou uma redução de 20%-30% da temperatura do banzo superior da viga.・・ Banzo superior da viga ・・Fiada superior de parafusos Fiada inferior de parafusos 0.parafusos inferiores .75 0.966 ×θ fb . 0. foi aplicada uma variação linear de temperatura. ・・ Placa de extremidade θ fb ・・: Temperatura do banzo inferior da viga Al-Jabri et al (1998) e Al-Jabri et al (1997) Ensaios em ligações viga-pilar metálicas e mistas: No interior do forno.70 h D 0.88 0. Autor Distribuição de temperatura Lawson (1990) Ensaio em oito ligações viga-pilar.036 ×θ fb .985 ×θ fb . pilar: 152x152x23. junto à ligação .banzo inferior da viga. de modo a atingir 900ºC em 90 min. 0.・・ 0.・ 0.banzo superior da viga. θ parafusos embebidos ≈ 350 ºC Ensaios em ligações de nó interno com placa de extremidade rasa (viga: 254x102x22.banzo inferior da viga . de modo a atingir 900ºC em 90 min.parafusos superiores (expostos) .88 Figura 9.62 D > 400 mm 0. 3 parafusos M16 (8.982 ×θ fb .2: Distribuição da temperatura numa ligação. Quadro 9.677 ×θ fb . foi aplicada uma variação linear de temperatura.

estes valores foram obtidos com base na curva de incêndio padrão ISO 834. Dependendo do objectivo da análise. No entanto. tal como apresentado no Capítulo 6 para ligações à temperatura ambiente [Simões da Silva et al.8) a (9.10) apresentam a variação da resposta força-deformação da componente i à temperatura θ. esta variação é implementada ao nível das componentes.10) K e i. para além de expressões de cálculo da resistência dos parafusos ao corte.. estudos recentes contrariam as recomendações dadas pela EN 1993-1-2: Franssen mostrou que a variação da temperatura nas componentes é superior ao valor calculado com base na massividade local.. Kpl e Fy relativas ao comportamento das componentes à temperatura ambiente. [Leston-Jones et al.θ ⋅ K e i.10). y Fi. é possível avaliar o comportamento da ligação para uma evolução de temperatura pré-definida. Além do mais. 1997] e [El-Rimawi et al. 1990].ACÇÃO DO FOGO [SCI recommendation..3. Os valores propostos na EN 1993-1-2. a deformação da componente ∆i. também é aplicável esta metodologia? _____________________________________________________________________ O método das componentes. é dada pelas seguintes expressões: Manual de ligações metálicas 93 . seja obtido em dois “domínios” diferentes: • Resistência: Resistência de cálculo à temperatura de dimensionamento. é necessário efectuar uma análise específica.yθ = k y .8) (9.. e a resistência de cada componente depende da tensão de cedência do aço (fy). a EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] apresenta uma metodologia que permite calcular o comportamento global da ligação. a curva de incêndio externo ou se se tratar de um incêndio natural. No contexto do método das componentes. 2001].20ºC Introduzindo nas equações (9.θ ⋅ Fi. [Liu.9) (9. [Al-Jabri et al. Questão 9. As equações (9. RESISTÊNCIA Tendo como base a Figura 9. [Al-Jabri et al. • Temperatura: Cálculo da temperatura crítica. 1997].θ = k E. De modo a avaliar a resposta não-linear de ligações metálicas em situação de incêndio.. pode ser adaptado e aplicado ao cálculo do comportamento de ligações metálicas a temperaturas elevadas.θ = k E. 1996].θ ⋅ K pl i.4: Comportamento de Ligações Metálicas a Temperaturas Elevadas – Aplicação do Método das Componentes À temperatura ambiente. 2002]. é necessário conhecer a variação das propriedades mecânicas do aço com o aumento de temperatura. A rigidez elástica. A aplicação deste procedimento permite que o comportamento de ligações em situação de incêndio. o valor das constantes Ke.8) a (9. estão de acordo com os resultados experimentais aqui referidos. tendo em consideração a curva não-linear força-deformação de cada uma das componentes. ao esmagamento e tracção. e da resistência de cálculo de um cordão de soldadura por unidade de comprimento. é directamente proporcional ao seu módulo de elasticidade (E).20ºC K pl i. em alternativa. como a curva dos hidrocarbonetos. A temperaturas elevadas.20ºC (9. 1998]. pode ser avaliada a resistência e a rigidez inicial ou. provavelmente pelas dimensões das componentes serem de ordem muito inferior às dimensões dos perfis ligados e a influência destes perfis ser sentida nas componentes da ligação [Franssen. 1997]. recorrendo a estudos numéricos e/ou experimentais. se o incêndio seguir outras curvas.θ para um dado nível de força F. o comportamento não linear da ligação.

TEMPERATURA Para uma ligação com distribuição uniforme de temperatura.14) Expressões similares poderão ser obtidas para o cálculo da rigidez e rotação da ligação.15) e a rotação da ligação na cedência da componente i obtêm-se a partir de: φ = y i.20ºC (9.13) F fi.θ F yi.20ºC Análise à tem peratura am biente F yi.16) permitem definir a curva momento-rotação à temperatura constante θ.θ Δ” i.Sd = Mj.θ y φi.20ºC = k y .20ºC − Δi.θ ⋅ M20ºC (r =1.θ k E.θ Figura 9.17) 94 Manual de ligações metálicas .θ Fi.θ = y k y .20ºC − Fi.θ ⋅ Mi.20ºC (F ''− Fi.θ (F '' ) = Δi.20ºC Δ’ i.20 ºC (9.20ºC 1 ∑k i i. Δi O momento flector é calculado no âmbito do modelo das componentes.yθ ) f y k E.2 0ºC f Δ fi.11) (9.θ = k y .θ k E.2 0ºC yi.20ºCΔ i.20ºC (9.θ Δ” i.θ + f y 1 Δi.2) (9.20ºC (F ' ) e e K i.θ = Fi.θ ⋅ K i. A rigidez inicial da ligação à temperatura θ é dada por: S1.θ Análise iso térm ica à tem peratura θ Δ yi.θ y Mi.θ ⋅ Si.θ (F ' ) = Δi. identificando-se a cedência de cada uma das componentes.θ (9.20ºC k E.θ '' y Δi.16) As equações (9.θ k E.ACÇÃO DO FOGO F ' < Fi.θ S y i.yθ K e i.11) a (9.yθ F '' ≥ Fi.θ z = k y .θ Δy i .θ = F' F' 1 = = Δi. a temperatura crítica representa a temperatura da ligação no instante em que se verifica a condição.20ºC k E.20ºC F fi.θ = Δi.θ ⋅ S1.max. a partir da correspondente distribuição de forças nas componentes: Mθ = Fr .3: Resposta isotérmica força-deformação de uma componente da ligação.θf (9.yθ F = Fi.yθ ' Δi. Mj.12) Δ y i.θ = Eθ ⋅ z2 = k E.θ Δ Δ’ i.

18) A aplicação da Equação (9.19) Manual de ligações metálicas 95 . No caso de ligações.ACÇÃO DO FOGO De acordo com EN 1993-1-2.19ln ⎢ ⎤ 1 .18) conduz ao cálculo directo da temperatura crítica da ligação [prEN 1993-1-2: 2002]: θ cr = 39. o grau de utilização apresenta-se do seguinte modo: μ0 = Mj.max . η0.1⎥ + 482 3. a temperatura crítica depende do grau de utilização do elemento para t = 0. 967 μ0 ⎣ ⎦ ⎡ (9. para t = 0.20ºC (9.Sd Mj. que é definido como o quociente entre o valor de cálculo do efeito das acções em situação de incêndio e o valor de cálculo da capacidade resistente em situação de incêndio.833 0.

quadrados ou rectangulares ocos. já que este tipo de acções não são consideradas passíveis de envolver fenómenos de fadiga.10 LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES 10. deverão ser baseadas nos seguintes modos de rotura. as resistências de cálculo de ligações entre perfis ocos e entre perfis ocos e secções abertas.1) e as regras de aplicação fornecidas no parágrafo 7. o método mais usado em ligações de perfis CHS é a soldadura. As regras de aplicação são válidas para perfis laminados de acordo com a EN 10210 e para perfis enformados a frio de acordo com a EN 10219. Um caso particular é o de pórticos com ligações viga-pilar em que os pilares sejam do tipo CHS ou RHS cheios de betão (CFHS). a não ser que sejam tomadas medidas especiais para garantir propriedades adequadas ao longo da espessura. apenas do lado exterior. São ainda tratadas as ligações planas em estruturas compostas por combinações de perfis ocos e abertos do tipo I ou H. e/ou momento flector resistente máximo para os elementos da estrutura.2 Ligações Soldadas Embora seja frequente a utilização de ligações aparafusadas. só poderão ser usadas desde que satisfeitas todas as condições aí enumeradas. aplicável a ligações de vigas em perfis abertos ou fechados ocos e pilares do tipo RHS ou CHS. Importa fazer a distinção entre perfis do tipo CHS (perfis circulares ocos – Circular Hollow Sections) e do tipo RHS (perfis rectangulares ocos – Rectangular Hollow Sections). desde que as dimensões desses perfis satisfaçam os requisitos necessários. Está ainda disponível a tecnologia tipo “blind bolting”.1. já que o seu comportamento é diferenciado. em estruturas compostas por perfis circulares. especialmente em treliças. 10. As tipologias de ligações abrangidas pela EN 1993-1-8 (Figura 10. podendo no entanto. As ligações podem ser aparafusadas ou soldadas. De acordo com a EN 1993-1-8.5 mm e 25 mm. O capítulo 7 do Documento Normativo EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] contém regras de aplicação detalhadas para o cálculo da resistência sob acções estáticas de ligações com geometria num só plano ou em vários planos. ser usadas em edifícios solicitados por acções sísmicas. Este tipo de tecnologia permite a materialização da ligação ao pilar apesar da limitação do acesso. A espessura nominal dos perfis ocos deverá estar compreendida entre 2. A resistência estática das ligações é expressa em função do esforço axial resistente máximo. Esta secção sumaria os aspectos principais do comportamento e do dimensionamento de ligações com perfis ocos solicitadas predominantemente por esforços estáticos.2 deste Documento Normativo.1 Introdução A tecnologia de ligação desempenha um papel preponderante no comportamento de estruturas com perfis tubulares. conforme a sua aplicabilidade: .

é a fácil montagem e desmontagem 98 Manual de ligações metálicas . Outra vantagem das ligações aparafusadas. as ligações aparafusadas continuam a ser de utilização vantajosa e económica. 10.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES • Plastificação da face do perfil principal ou plastificação da secção transversal do perfil principal. Apesar desta limitação. como a abertura de orifícios no elemento oco para acesso e aparafusamento a partir do interior. a ligação aparafusada entre dois perfis ocos ou entre um perfil oco e um perfil aberto ou uma chapa pode ser difícil. Porém nestes casos. Figura 10. é necessário que sejam tomadas medidas especiais. • Rotura por corte do perfil principal. coroação ou dispositivos soldados e de seguida procede-se ao aparafusamento. • Rotura por punçoamento da face do perfil principal. Outra alternativa é a utilização de processos que materializem a ligação através do exterior – “Blind bolting”. • Plastificação da face lateral do perfil principal.1: Tipologias de ligações em vigas treliçadas. na maior parte das situações.3 Ligações Aparafusadas Uma vez que os perfis ocos permitem o acesso apenas pelo exterior. Nestas condições. esmagamento local ou encurvadura da face lateral ou alma do perfil principal sob a acção de compressão do membro interior. os perfis ocos podem ser ligados indirectamente usando chapas de banzos. • Rotura por encurvadura local de um elemento transversal.

apoio rotulado. com extremidades em forquilha. os momentos secundários resultantes de deformações impostas ou da rigidez da ligação. Wardenier et al. preferível às soldaduras no local pelos defeitos que poderão advir destas e por serem mais onerosas que o aparafusamento no local. 2002]. F. com cantoneiras de topo. 1995]. As ligações aparafusadas entre dois perfis ocos são sempre realizadas usando dispositivos intermédios de ligação. 1995]. 1995] e “Guide on the use of bolts: single sided blind bolting systems” de N. • Modelo de rotura por punçoamento. pernos roscados. Nos casos em que os elementos ou ligações críticas não tenham capacidade de rotação suficiente. • Modelo de rotura por corte no perfil principal. deverá ser usada uma análise plástica de segunda ordem. 1995]. como é o caso de secções de paredes finas. Este parágrafo é apresentado de acordo com as publicações “Design guide for structural hollow sections in mechanical applications” de J. aparafusadas com extremidades achatadas. soldados aos perfis ocos.1: Modelos de Previsão do Comportamento para Ligações com Perfis Circulares Ocos (CHS) Que modelos analíticos são usados no cálculo da resistência das ligações com CHS? _____________________________________________________________________ Actualmente são usados três modelos que permitem caracterizar o comportamento das ligações CHS: • Modelo de tubo de rotura da face do perfil principal. com empalme. O dimensionamento de ligações de perfis ocos deverá ser efectuado de acordo com o capítulo 7 da EN 1993-1-8: ligações de perfis ocos e capítulo 5 do Guia de Dimensionamento do CIDECT para ligações de perfis ocos em aplicações mecânicas: considerações de dimensionamento para ligações [CIDECT. classificadas como ligações aparafusadas normais de acordo com o capítulo 3 da EN 1993-1-8. A pormenorização para ligações soldadas e para ligações aparafusadas é indicada no Guia de dimensionamento do CIDECT para ligações de perfis ocos em aplicações mecânicas. deverá ser dimensionada de modo a apresentar um comportamento dúctil. bases de colunas. aparafusamento atravessando o perfil oco. [CIDECT. Os principais tipos de ligações aparafusadas em estruturas de perfis ocos são: ligações aparafusadas tipo “joelho”.4 Considerações de Dimensionamento Uma estrutura realizada com secções ocas e solicitada predominantemente por acções estáticas. capítulo 6: pormenorização de ligações [CIDECT. Neste caso. 10.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES em obra. Yeomans [Yeomans. ou seja os elementos ou ligações críticas deverão proporcionar capacidade de rotação suficiente. poderão ser desprezados no dimensionamento. aparafusamento de várias componentes e parafusos colocados através de orifícios de acesso [CIDECT. e onde serão então materializadas as ligações aparafusadas. Manual de ligações metálicas 99 . Questão 10.

3 para um ligação do tipo Y traccionada. deverão ser adicionados outros parâmetros tais como o esforço axial actuante e a distância entre diagonais. para ligações mais complexas como do tipo K e N. Y e X. e considerando o comprimento efectivo Be calculado experimentalmente.1) Sendo β = d1/d0. a relação entre os diâmetros dos tubos. Desprezando as forças axiais e de corte.2: Modelo de tubo para uma ligação tipo X em CHS.2) Figura 10. como indicado na Figura 10.3: Modelo para rotura por punçoamento do perfil principal numa ligação com perfis CHS.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Modelo de tubo de rotura da face do perfil principal A ligação é modelada por um tubo de comprimento efectivo Be com geometria e propriedades mecânicas idênticas às do perfil principal em perfil CHS. Este modelo dá bons resultados para ligações do tipo T. Modelo de rotura por punçoamento Este modelo é apresentado na Figura 10. O esforço axial na diagonal é dado pela expressão: N2 = fyo 3 ⋅ π ⋅ d2 ⋅ t o 1 + θ2 2 sin2 θ2 (10. 100 Manual de ligações metálicas .2. Figura 10. o esforço correspondente à plastificação do tubo é dado por: N1y = C0 t2 ⋅ fyo ⋅ o 1 − C1 ⋅ β sin θ1 (10. No entanto.

as diagonais funcionam como um reforço do perfil principal. a carga será transmitida ao perfil principal através de tensões circulares.4: Modelo para rotura por corte no perfil principal numa ligação com perfis CHS. são frequentemente usadas em recomendações de dimensionamento de estruturas do tipo “offshore”.6) Se o afastamento é reduzido. Manual de ligações metálicas 101 . 0 ⎟ ⎟ ⎠ 2 ⎛ No ⋅ g ⎜ ⎜ π (d − t ) t ⋅ f o o o yo ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 2 (10. Se o perfil principal é uma secção compacta.4) No ⋅ g ≤ π ( do − t o ) t o ⋅ fyo Mo ⋅ g ≤ ( do − t o ) t o ⋅ fyo (10.4. a secção transversal do perfil principal pode ruir na secção desse afastamento (secção A) pela combinação entre esforço axial. As regras aplicadas ao cálculo da resistência ao punçoamento. Modelo de rotura por corte no perfil principal Tal como indicado na Figura 10.5) Geralmente o momento flector é reduzido e deve-se considerar apenas a interacção entre o esforço axial e o esforço transverso: ⎛ ⎜ Ni ⋅ sin θi +⎜ ⎜ 2fyo ( do − t o ) t o ⎜ ⎝ 3 ⎞ ⎟ ⎟ ≤ 1. este critério aplica-se apenas para valores reduzidos de β.3) (10. pois se o valor de β aumentar. que aumenta consideravelmente a sua resistência ao esforço transverso. para ligações K e N com afastamento entre diagonais (g). corte e momento flector. sendo β = d2/d0.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES De um modo geral. o dimensionamento plástico conduz às seguintes equações: Ni sin θi ≤ 2 fyo 3 (d 2 o − to ) to (10. g Figura 10.

5 para um ligação do tipo Y. e igualar essa grandeza ao trabalho interno nas rótulas plásticas (comprimento li e ângulo de rotação ψi) [APK.7) Ligação Y Modelo Figura 10. Y e X.2: Modelos de Previsão do Comportamento para Ligações com Perfis Rectangulares Ocos (RHS) Quais os modelos analíticos usados no cálculo da resistência de ligações com perfis RHS? _____________________________________________________________________ Na caracterização deste tipo de ligações e no estudo da influência dos principais parâmetros são usados modelos analíticos. A resistência ao corte de ligações do tipo T.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Questão 10. Modelo de linhas de rotura plásticas O princípio geral deste modelo.8) 102 Manual de ligações metálicas . Y ou X (rotura da face do perfil principal). por isso são utilizados modelos simplificados de acordo com o modo de rotura a estudar. 1996]: N1 = fyo ⋅ t o ⎛ 2h1 +4 1−β ⎜ 1 − β ⎝ bo ⋅ sin θ1 ⎞ 1 ⎟ ⎠ sin θ1 (10. Modelo de rotura por punçoamento Este modelo é representado na Figura 10.5: Modelo de linhas de rotura para ligações do tipo T. Tomar em consideração todos os parâmetros torna-se impraticável.6 para uma ligação do tipo Y traccionada. é dada pela expressão: N1 = fyo ⎛ 2h1 ⎞ 1 to ⎜ + 2bep ⎟ 3 ⎝ sin θ1 ⎠ sin θ1 (10. ilustrado na Figura 10. consiste em estabelecer o trabalho da força N1 segundo o deslocamento δ. Estes modelos simplificados e a sua combinação com resultados experimentais permitiram estabelecer expressões de dimensionamento.

7 apresenta o modelo para a resistência ao corte do perfil principal na secção de afastamento (g) de uma ligação K ou N. Manual de ligações metálicas 103 .Rd = A v ⋅ fyo 3 γ M0 (10. Para ligações do tipo T. Figura 10.10) sendo Av = (2 h0+α b0) t0.7: Modelo para a resistência ao corte do perfil principal na secção de afastamento (g) de uma ligação K ou N. Y e X. Y ou X (rotura da face do perfil principal).6: Modelo de linhas de rotura para ligações do tipo T. a resistência é dada por: N1 = fy1 ⋅ t1 ⋅ ( 2h1 − 4t1 + 2beff ) (10. A resistência ao corte pode ser determinada analiticamente com base na resistência plástica da secção: Vpl.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES (a) secção longitudinal (b) secção transversal (c) plano Figura 10. Modelo da largura efectiva da diagonal da viga treliçada A resistência é calculada em função das dimensões da diagonal.9) Modelo de rotura por corte do perfil principal A Figura 10.

Y e X com parâmetro β elevado podem ter a sua rotura associada à plastificação ou à encurvadura local das faces laterais do perfil principal.9. Com o aumento do carregamento.Sd ≤ ( A o − A v ) fyo + A v ⋅ fyo ⎛ V ⎞ 1 − ⎜ Sd ⎟ ⎜V ⎟ ⎝ pl.8: Modelo de plastificação ou encurvadura local das paredes laterais do perfil principal. este fenómeno torna-se mais relevante. são aplicados os conceitos de fissuração transversal e largura efectiva.8 conduz a: ⎛ h ⎞ 1 N1 = 2fyo ⋅ t o ⎜ 1 + 5t o ⎟ ⎝ sin θ1 ⎠ sin θ1 (10. 104 Manual de ligações metálicas . é obtida a seguinte fórmula de interacção: No. ou por instabilidade localizada no bordo do elemento traccionado. podendo conduzir à rotura prematura da ligação pelo colapso na secção entre o elemento traccionado e o banzo do perfil principal.12) Figura 10.Rd ⎠ 2 (10. o modelo indicado na Figura 10. Este último é representativo para o perímetro da secção oca. Para ter em conta estes efeitos.3: Modelos Analíticos para Ligações entre Perfis Ocos e Secções Abertas Que modelos analíticos são usados para ligações entre perfis CHS ou RHS e perfis principais de secções em I ou H? _____________________________________________________________________ São usados modelos analíticos simplificados para descrever o comportamento destas ligações e o efeito dos principais parâmetros.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES O resto da secção transversal suporta o esforço axial. Utilizando o critério de cedência de Von Mises. ver Figura 10. capaz de transmitir o esforço de colapso iminente. Este fenómeno deve-se às características da alma do perfil I ou H e à diferença de rigidez entre as extremidades e a parte central do banzo. 1996]. Modelo da largura efectiva do perfil principal Para ligações de perfis ocos soldados a perfis de secção I ou H. Para ligações entre RHS de igual largura. a distribuição das tensões e deformações na extremidade do perfil de secção oca não é uniforme.11) Modelo de plastificação ou encurvadura local das faces laterais do perfil principal As ligações T. Questão 10. ver Figura 10.10 [APK.

9: Distribuição de tensões e deformações na extremidade de um perfil RHS. Figura 10.Rd = 2fyi ⋅ t i ⋅ beff (10.10: Perímetro efectivo. pode ser quantificada da seguinte forma: Ni. Figura 10. Y. K ou N (com afastamento).11: Corte do perfil principal numa ligação do tipo K com afastamento.14) Modelo de rotura por corte no perfil principal A rotura por corte no perfil principal é o modo de rotura mais provável numa ligação do tipo K ou N com afastamento .Figura 10.11. e pode ser determinado por: beff = t w + 2r + 7 fyo fyi ⋅ tf (10. X.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Figura 10.13) onde beff é igual a metade do perímetro efectivo do membro em perfil oco. Manual de ligações metálicas 105 . A resistência última de um elemento em ligações do tipo T.

Para ligações com secção do tipo CHS. com elementos interiores e perfil principal de espessura e classe de aço idênticas.15) Modelo de plastificação local da alma do perfil principal A plastificação localizada no perfil principal por tracção ou compressão. e o valor da resistência é obtido a partir de um coeficiente de eficácia Ce.0 e t1 = 90. esta eficácia é dada pela seguinte expressão [APK.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES A resistência ao corte do perfil principal pode ser quantificada através da seguinte expressão: Vpl. CX para ligações em X e CK para ligações em K ou em N) avalia a eficácia de um ligação com kp = 1.17) O parâmetro de eficácia Ce (CT para ligações em T ou Y.Rd = A v ⋅ fyo 3 γ M0 (10.12: Plastificação local da alma do perfil principal. é: Ni. Questão 10.4: Ábacos de Dimensionamento Qual o objectivo dos ábacos de dimensionamento de ligações numa época em que está vulgarizado o uso de meios informáticos na análise estrutural? _____________________________________________________________________ Para um dimensionamento rápido de uma ligação com perfis de secção oca é útil dispor de ábacos de dimensionamento como o representado nas Figura 10. 106 Manual de ligações metálicas .Rd A1 ⋅ fy1 = Ce fyo ⋅ t o kp fy1 ⋅ t1 sin θ1 (10.12. Estes ábacos baseiam-se nas recomendações da EN 1993-1-8.14. ver Figura 10. é directamente transposta da verificação da compressão local de ligações viga-pilar entre secções I ou H. dado para cada diagonal.Rd = fyo ⋅ t w ⋅ b w sin θi (10. O esforço normal no perfil principal. 1996]: N1.16) Figura 10.13 e 10.

2 0. Para ligações sem afastamento.4 0.3 0.Rd A i ⋅ fyi = Ce fyo ⋅ t o k n fyi ⋅ t i sin θi (10.8 0.6 1.2 1. 1996]: N1.0 10 15 20 25 30 35 1. a eficácia é dada pela seguinte expressão [APK.7 0. C Kg 1.14: Ábaco de eficácia da diagonal de uma viga treliçada para ligações soldadas em K ou N com afastamento. A referência bibliográfica [CIDECT.8 0.1 0.7 0.18) Por exemplo.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES C T 1.Rd = C Kg f yi t i sin θ i Ai f yi b 1+ b 2 2 bi b0 t0 Figura 10.6 f y0 t 0 k n N 1 .4 0.4 0.5 0.0 0.5 0.3 0.1 0.1 0.4 1.14 apresenta o coeficiente de eficácia para uma ligação do tipo K com afastamento em secções do tipo RHS.13: Ábaco de dimensionamento para ligações do tipo T e Y com secções do tipo CHS. Para ligações com secção do tipo RHS.8 0.8 0. 1995] fornece ábacos de dimensionamento para todos os tipos de ligações RHS com afastamento ou com sobreposição.0 β Figura 10.9 0.0 0.0 0.5 0. a Figura 10.9 f yo t o k p N 1.6 0. a eficácia total é dada pelo ábaco da Figura 10.0 0.6 0.6 0.3 0.15. Rd = CT A1 f y 1 f y1 t 1 sin θ 1 d0 t0 10 15 20 30 40 50 1.2 0.0 0.7 0.9 0. Manual de ligações metálicas 107 .2 0.

17: Ligação viga-pilar executado através do sistema “Flowdrill”.16: Representação esquemática do processo “Flowdrill”.Aparafusamento com Acesso Apenas por um dos Lados Que sistemas do tipo “Blind Bolting” se encontram disponíveis no Mercado Europeu? _____________________________________________________________________ Sistema “Flowdrill” Este sistema actua por fricção e consiste na extrusão de orifícios que actua por fricção.6 0.15: Ábaco de eficácia para ligações de RHS soldados em K ou N sem afastamento entre as diagonais.8 completamente roscados Figura 10.5 1.5: Sistemas de “Blind Bolting” . ex.0 10 15 20 25 30 35 2. Os resultados de uma série de ensaios com orifícios isolados executados através deste sistema [Yeomans. realizada com recurso a este sistema. concluiram que o sistema pode ser usado em aplicações estruturais.16.1 0. Figura 10.RHS parafusos standard 8.7 0. O processo “Flowdrill” é esquematizado na Figura 10.9 0. placa de extremidade elemento ligado.17 apresenta-se uma ligação típica viga-pilar com placa de extremidade.2 0.5 0. Na Figura 10.75 1.4 0.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES N i 1. Questão 10. Estes ensaios mostraram que: 108 Manual de ligações metálicas .0 f yj t j f yi t i bj tj Figura 10.25 1.3 0. com recurso a uma broca com quatro lóbulos de tungsténio e carbono [Yeomans.8 0. 2002].0 1.0 Ai f yi 0. 2002].

1 e que a tensão de cedência nominal esteja compreendida entre 275 e 355 MPa. um cone roscado com rasgos e um parafuso standard de classe 8. M20 e M24. como apresentado na Figura 10.18a). É instalado recorrendo a uma chave eléctrica específica. 2002]. Para roscas abertas pelos processos tradicionais.RHS “Hollo-bolt” instalado Figura 10. indicada em EN 1993-1-8.8.6 Dispositivo “Lindapter Hollo-Bolt” O Hollo-Bolt é um dispositivo pré-montado constituído por 3 partes: corpo principal. poderá ser considerada a resistência total à tracção de parafusos de classe 8. o que corresponde às tolerâncias usuais de montagem. ver Figura 10. porca anilha resistente ao esmagamento anilha resistente ao corte manga manga núcleo da cavilha Figura 10. placa de extremidade elemento ligado. • A capacidade resistente ao corte e pressão diametral do parafuso e orifício é calculada de forma usual.4 8.8 M24 classe 8.8 M20 classe 8. a resistência ao arrancamento é inferior ao indicado no Quadro 10.19a). 2002].5 mm.19: Parafuso Huck Ultra-Twist: a) vista do sistema. Figura 10.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES • Os orifícios executados através de “flowdrill” podem ser usados em secções com espessuras compreendidas entre 5.8.18: a) Dispositivo Hollo-Bolt (como fornecido).0 e 12. b) Ligação viga-pilar executado através de Hollo-Bolt. Existe também um outro sistema semelhante constituído por 5 peças [Yeomans. em orifícios de diâmetro 2 mm superior ao diâmetro exterior dos parafusos. Dimensão e classe do parafuso Espessura mínima do material. Quadro 10. • Os orifícios roscados poderão acomodar parafusos dos diâmetros M16.0 9. b) procedimento de instalação.8 6.8.19b).1: Espessuras mínimas do material para desenvolver a resistência total à tracção em parafusos da classe 8. ex. • Desde que a espessura mínima do material obedeça ao especificado no Quadro 10. Parafuso tipo “Huck Ultra-Twist” O parafuso Huck Ultra-Twist é um dispositivo pré-montado [Yeomans. mm M16 classe 8.1. Manual de ligações metálicas 109 .

as especificações para o material são determinadas com base no produto final e não no material de base.21: Porcas soldadas à face do perfil tubular. 1995] estipula que é possível produzir secções estruturais ocas com aços especiais.90. De seguida serão apresentados dois destes métodos. Questão 10. mas neste caso. ex. 1988].LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Soldadura de pernos roscados Na materialização da ligação poderão ser usados pernos roscados. Outro método [Kato. mas geralmente necessita de uma espessura da parede mínima de 16 mm para resistir a esforços de arrancamento. consiste na abertura de orifícios com dimensão suficiente para acomodar uma porca de tamanho adequado que é soldada à face do perfil de tal forma que não apresente saliências do lado exterior da secção. aços com composições químicas melhoradas ou especiais ou ainda aços patinados. O Guia de dimensionamento do CIDECT [CIDECT. é necessário proceder à encomenda de quantidades elevadas.20: Ligação efectuada através de pernos roscados soldados. não deverá exceder 460 MPa. note-se que neste caso não existe cavidade para acomodar a anilha. O primeiro consiste na abertura de um orifício e posterior abertura de uma rosca. ex. Porcas soldadas Para além dos métodos apresentados.1.21. A Figura 10.1 (4) da EN 1993-1-8 especifica que a tensão de cedência nominal de secções ocas laminadas e a tensão de cedência nominal do material de base de secções enformadas a frio. com tensões de cedência de 640 MPa ou superiores. De acordo com a EN 10210 e a EN 10219. placa de extremidade parafusos ordinários elemento ligado.RHS placa de extremidade Figura 10. como é o caso dos aços de alta resistência. existem muitos outros que permitem executar ligações apenas de um dos lados. 110 Manual de ligações metálicas .20 apresenta uma ligação típica efectuada através deste sistema.RHS porcas Figura 10. ver Figura 10. deverá ser reduzida através do factor 0. que são soldados à face do perfil oco. Para aços da classe S420 e S460 a resistência estática avaliada de acordo com esta secção. pernos roscados soldados elemento ligado.6: Aço de Alta Resistência em Ligações de Secções Tubulares Haverá alguma razão para que as regras indicadas na EN 1993-1-8 não possam ser aplicadas a aços de alta resistência? _____________________________________________________________________ A cláusula 7.

é necessário considerar as disposições especiais dadas na EN 1993-1-9 [prEN 1993-1-9: 2002]. e terão que ser usadas recomendações especiais. estes limites de aplicação geralmente não são respeitados. Manual de ligações metálicas 111 . Adicionalmente. para estruturas offshore solicitadas por acções que provoquem fadiga. poderão ser aplicadas a qualquer tipo de estrutura. desde que sejam reunidas as condições gerais.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Questão 10.7: Dimensionamento de Estruturas Offshore Poderão as recomendações da EN 1993-1-8 ser aplicadas às secções de grandes dimensões utilizadas em estruturas offshore? _____________________________________________________________________ O campo de aplicação de secções ocas é extenso e os domínios específicos de aplicação são enumerados no Guia de Dimensionamento do CIDECT. onde se incluem as estruturas offshore. As regras de aplicação indicadas no capítulo 7 da EN 1993-1-8. No caso de estruturas offshore.

ex. • corte do parafuso. De acordo com resultados obtidos experimentalmente.8 ou 10. Exemplos de tais efeitos podem ser: a inclinação do ligador no esmagamento do orifício. • assemblagem de secções lineares enformadas a frio..: costuras longitudinais de chapas. 1993].1 Ligadores Mecânicos O Quadro 1 apresenta as possíveis aplicações para os diferentes tipos de ligadores mecânicos. A utilização de elementos de secções de paredes finas requer o uso de parafusos roscados até à cabeça. podem-se utilizar os seguintes tipos de ligadores [Toma et al. ex.9. 1993]. São ainda fornecidos alguns pormenores para cada um dos ligadores mecânicos. Figura 11. • colas. Em comparação com ligações mais espessas (t> 3 mm) o comportamento de ligações em elementos de paredes finas é caracterizado pela pequena rigidez das placas. [Yu.2.1b. Encontra-se disponível uma variedade de métodos de montagem de estruturas com elementos de secções de paredes finas.2 Ligadores Para construções com elementos de secções de paredes finas. de acordo com Toma [Toma et al. Esta é a razão pela qual foram desenvolvidas regras específicas para ligações em elementos enformados a frio. 11.1c. Figura 11. • interligação de dois ou mais painéis metálicos. rotação do ligador em roturas por escorregamento ou a grande distorção da placa quando o ligador está à tracção e a chapa é solicitada directamente em cima da cabeça do ligador. podem ocorrer quatro tipos básicos de modos de rotura nas ligações aparafusadas de enformados a frio: • corte longitudinal da chapa ao longo de duas linhas paralelas. diferentes das regras previstas para elementos metálicos laminados. 2000]: • ligadores mecânicos. Figura 11. O diâmetro do parafuso varia normalmente entre M5-M16 e as classes mais utilizadas são 8. Neste caso.. Parafusos com porcas constituem ligadores roscados a colocar em orifícios previamente executados nos elementos a unir. . ex: estruturas de armazenamento. podem surgir efeitos adicionais no Estados Limites Últimos e de Serviço e o nível de segurança pode depender do controle de qualidade. que são. nalguns casos.1 Introdução As ligações de elementos estruturais com secções de paredes finas são normalmente usadas para: • fixação de painéis metálicos a uma estrutura de suporte.1a. • esmagamento ou enrugamento de material na frente do parafuso.11 LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO 11. • soldadura.1d. Figura 11. 11.: uma madre. • rotura da chapa à tracção.

1 mm de espessura com material elastomérico X X Parafusos com cabeça hexagonal φ 6. c) rotura à tracção da chapa.3 com anilhar ≥ 16 mm.4 mm Pregos X X X Em muitos casos.2.22 ou 4.5. A fractura da chapa é muitas vezes causada pela rotação excessiva do parafuso e deformação da chapa.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO Finas espessas Quadro 11. Figura 11. Podem também ser usados em sistemas metálicos porticados e treliças de cobertura. Existem dois tipos de parafusos: • parafusos auto-roscáveis (por deformação ou furação).3 ou 6. a ligação está sujeita a uma combinação de modos de rotura. bem como servir de ligadores de painéis de gesso cartonado a perfis metálicos.3 mm Rebites cegos.1: Resumo dos campos de aplicação para ligadores mecânicos. • parafusos auto-perfuradores. b) esmagamento da chapa.1: Tipos de roturas em ligações aparafusadas: a) corte longitudinal da chapa.5 mm φ 6. 1 mm de espessura com material elastomérico Parafusos auto-perfuradores.0 mm φ 4.8 mm φ 6. 114 Manual de ligações metálicas . com diâmetros:・ φ 4.8 mm φ 5. com diâmetros: φ 4. d) rotura por corte do parafuso. Aço Espessas Ligador Observação madeira espessas X X Parafuso M5-M16 X Parafusos auto-roscáveis φ 6. Os parafusos podem constituir um modo rápido e efectivo de ligar chapas metálicas em painéis de fachada e cobertura. como ilustrado nas Figura 11. com anilha ≥ 16 mm.

LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO

A maior parte dos parafusos são combinados com anilhas de modo a aumentar a resistência ao esmagamento da ligação e/ou selar a ligação. Alguns tipos têm cabeças plásticas ou protectores plásticos para conferir resistência à corrosão ou a côr desejada.

.....nervurado

.....plano

V - viga de cobertura

Chapa de cobertura ondulada

Figura 11.2: Aplicação de parafusos auto-roscáveis.

A Figura 11.3 mostra dois exemplos de parafusos auto-perfuradores. A Figura 11.4 apresenta os vários tipos de rosca para parafusos auto-roscáveis por deformação. O tipo A é usado para ligar chapas finas. O tipo B é usado para fixações a bases de aço de espessura superior a 2 mm. O tipo C é usado normalmente para fixações de bases metálicas finas (espessura até 4 mm) a bases metálicas. Os parafusos auto-roscáveis são usualmente fabricados em aço-carbono (zincado e lubrificado). A Figura 11.5 apresenta alguns exemplos de parafusos auto roscáveis por furação. Os parafusos autoroscáveis por furação são usados para ligações a bases metálicas espessas. Os parafusos autoperfuradores abrem o seu próprio orifício e formam a rosca numa única operação.
drill thread Comprimento Comprimento length length de furação da rosca

drill point Ponto de furação drill diameter Diâmetro de furação 7.7

Figura 11.3: Exemplos de parafusos auto-perfuradores.

Tipo A Tipo B Tipo C Figura 11.4: Exemplos de rosca para parafusos auto-roscáveis por deformação.

Figura 11.5: Exemplos de rosca para parafusos auto-roscáveis por furação.

Manual de ligações metálicas

screw length Comprimento do parafuso

drill flute

115

LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO

Rebites cegos e rebites tubulares são muitas vezes usados na construção com perfis enformados a frio. São usados para simplificar a montagem, reduzir o custo da ligação bem como por questões estéticas. Um rebite cego é um ligador mecânico capaz de ligar peças onde o acesso é limitado e é feito apenas por um dos lados. De acordo com o método de aplicação, os rebites-cegos encontram-se ilustrados na Figura 11.3. Os rebites tubulares são muitas vezes usados para ligar chapas metálicas. A resistência ao corte ou compressão é comparável à dos rebites sólidos. Os diâmetros do corpo dos rebites variam entre 0,8 e 7,9 mm. Os comprimentos mínimos variam entre 0,8 a 6,4 mm, respectivamente.

Cut amolação da and grind Corte eat rivet head cabeça do rebite

Self-plugging

Pull-through

Extremidades abertas

Open end

Closed end Extremidades fechadas
a)

Extremidades abertas

Open end
b)

Extremidades fechadas

Closed end

c)
Figura 11.3: Rebites cegos.

Pregos, tal como ilustrado na Figura 11.7, são ligadores que atravessam os painéis metálicos a ligar por meio de disparo ou ar comprimido.

116

Manual de ligações metálicas

LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO

Pregos a aplicar por disparo Figura 11.4: Pregos

pregos a aplicar por ar comprimido

Ligação por pressão é uma técnica relativamente recente para ligar secções metálicas de perfis enformados a frio. A ligação é formada usando o metal das secções a ligar. As ferramentas usadas consistem num punçuador e numa matriz de punção. A Figura 11.8 apresenta as etapas para execução de uma ligação por pressão.
Placas metálicas a ligar

punçuador

Matriz (de punção)

Corte do metal

Deformação lateral do aço

Pressão final

Figura 11.5: Sequência de execução de uma ligação por pressão.

Ligação em roseta (“Rosette-joining”), é um novo processo automático de ligação de componentes metálicas enformadas a frio, tais como painéis metálicos e treliças de cobertura. O processo de ligação é apresentado na Figura 11.9.

Figura 11.6: Representação da ligação em roseta e processo de fabricação.

11.2.2

Soldadura

As ligações de secções enformadas a frio podem ser feitas recorrendo ao processo do arco aberto bem como à soldadura por resistência. Para secções de paredes finas, podem ser usados os seguintes procedimentos de soldadura [Toma et al., 1993]: • soldadura MAG/MIG; • soldadura por arco manual; • soldadura TIG; • Soldadura por plasma.

Manual de ligações metálicas

117

e) soldadura em ângulo f) soldadura de bordos interrompidos. b) soldadura por pontos. a) b) c) d) (end view) Aspecto final e) f) Figura 11.7 [Yu. Ao contrário do processo de arco aberto não há necessidade de protecção do metal fundido através de escória ou gás de protecção. • soldadura de ângulo. 118 Manual de ligações metálicas . d) soldadura com recobrimento. c) soldadura em entalhe. electrodes or ou matriz dies punção) (de electrodes or eléctrodos welding tips electrodes or eléctrodos welding tips eléctrodos projection Projecção das soldas welds Before antes da welding soldadura After após a welding soldadura a) b) c) Figura 11.7: a) Soldadura de topo. • soldadura de topo. A Figura 11. ver Figura 11. • soldadura em entalhe.11 apresenta este processo de soldadura. são geralmente usados os seguintes tipos de soldadura por arco. c) soldadura projectada. • soldadura de bordos interrompidos.8: Processo de soldadura resistente: a) soldadura pontual. b) soldadura por costura.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO Em construções metálicas com secções enformadas a frio. 2000]: • soldadura por pontos. A soldadura por resistência é executada sem arco aberto. • soldadura com recobrimento.

Por essa razão. estão na mesma situação e devem ser tratadas do mesmo modo que as restantes.2). 2002]. deverão ser aplicadas as disposições previstas na EN 1993-1-3. Algumas desvantagens são: a necessidade de a superfície estar lisa e limpa e o tempo necessário ao seu endurecimento. Especificações para ligações coladas são incluídas em EN 1999-1.6.2. Modos de rotura específicos são verificados através de ensaios “pull-through” ou “pullout”. No que diz respeito aos ligadores mecânicos. resistência ao corte. As ligações com ligadores mecânicos são tratadas no parágrafo 8. quadro 8. As vantagens das ligações coladas são: a distribuição uniforme das forças ao longo da ligação e um bom comportamento a cargas cíclicas. 11.9: Corte e arrancamento de ligações coladas.5. As diferenças existentes referem-se aos coeficientes numéricos das fórmulas que estão especificados no Documento. Ligações mecânicas especiais.1).3 Considerações de Dimensionamento As considerações de dimensionamento para elementos enformados a frio estão especificadas no capítulo 8 do Documento Normativo EN 1993-1-3 [prEN 1993-1-3. com cordão de soldadura (8. a soldadura por pontos representa uma tecnologia específica para ligar estruturas metálicas de paredes finas e já foram desenvolvidas regras de dimensionamento específicas [prEN 1993-1-3: 2002]. As resistências de dimensionamento para soldadura por pontos são fornecidas no parágrafo 8. Manual de ligações metálicas 119 . parafuso auto-perfuradores (quadro 8.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO 11.3).4). é de sublinhar que a sua resistência ao esmagamento.6.9.4 deste Documento Normartivo como rebites cegos (quadro 8. uma combinação de colagem com ligadores mecânicos pode constituir uma opção. interessa salientar que a ligação colada possui uma boa resistência ao corte e geralmente uma fraca resistência ao arrancamento.3) e parafusos auto-roscáveis (quadro 8. enquanto o parágrafo 8. As colas usadas para aços de secções de paredes finas são os seguintes: • resina epoxy– o melhor endurecimento aparecerá a temperaturas elevadas (na gama dos 80-120°C). ver Figura 11. e capítulo 9 e Anexo Z do Documento EN 1993-1-1. respectivamente. pregos (quadro 8.2) e soldaduras por pontos por arco (8. são calculadas do mesmo modo que as secções espessas para qualquer tipo de ligador.3 Colas Na apresentação deste tipo de ligação. resistência à tracção e secção útil de resistência dos elementos ligados.5. • adesivos acrílicos– mais flexíveis que as resinas epóxidas.6 refere-se a soldaduras sobrepostas. No que diz respeito às ligações soldadas. por punção ou em roseta. Esforço de corte Loaded by shear Esforço de peeling Loaded by arrancamento Figura 11. Quando é usado dimensionamento com recurso a ensaios experimentais.

Em principio.Rd (11. a resistência da soldadura pode ser referida à tensão de cedência média fya.Rd no quadro 8.1.Rd ≥ 1.1: Aumento da Tensão de Cedência das Secções Enformadas a Frio Pode o aumento da tensão de cedência devido a enformagem a frio. Diâmetro exterior da rosca Material do parafuso (mm) Aço endurecido Aço inoxidável 4.Rk de parafusos auto-perfurantes [EN 1993-1-3: 2002]. Questão 11.2 do Documento EN 1993-1-3: Resistência de dimensionamento para parafusos auto-perfuradores.2) Quadro 11. • O momento resistente de uma secção transversal com banzos completamente efectivos.Rd = A net ⋅ fu γ M2 (11.3 8.2: Capacidade de Deformação de Ligações ao Corte Qual a razão do limite Fv. Para determinar a área efectiva da secção. O Documento EN 1993-1-3 permite o uso da tensão de cedência média fya da secção transversal para contabilizar o efeito de enformagem a frio (ver parágrafo 3. O critério de dimensionamento para a capacidade de deformação por corte da ligação é apresentada como (Quadro 11.8 5.2 do Documento Normativo EN 1993-1-3? _____________________________________________________________________ Esta questão refere-se ao quadro 8.5 6.2). 2 Fn. ser considerado no dimensionamento de ligações soldadas após a enformagem do elemento? _____________________________________________________________________ Este aumento pode ser usado no dimensionamento de ligações soldadas mas os efeitos devem ser avaliados experimentalmente.2): FV .0 5200 7200 9800 16300 4600 6500 8500 14300 120 Manual de ligações metálicas .3: Resistência característica ao corte Fv.1) ou avaliada experimentalmente Fn. • A resistência da secção transversal e a resistência à encurvadura de um elemento comprimido axialmente. • Noutros casos pode ser demonstrado que os efeitos de enformagem a frio conduzem a um aumento da capacidade de carga. o aumento na tensão de cedência devido à enformagem a frio deve ser tido em consideração do seguinte modo: • Em elementos carregados axialmente nos quais a área da secção transversal efectiva Aeff iguala a área bruta Ag.Rd ≥ 1.2 Fu. Aeff a tensão de cedência fy deve ser tomada como fyb (tensão de cedência do material base).LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO Questão 11. De acordo com o disposto no Documento. recomenda-se fyb como tensão. com uma secção transversal totalmente efectiva. tendo em consideração as limitações anteriores e a dificuldade em controlar a aplicação destas limitações. do material base. A tensão de cedência media fya pode ser usado para determinar: • A resistência da secção transversal de um membro traccionado axialmente.

são usados parafusos de aços austeníticos com formas especiais.13c [Mareš et al. A distribuição de forças nas faces interior e exterior do painel sandwich podem ser tidas em conta pelo método das componentes. onde se incluem também os rebites. Quando estas condições não são satisfeitas deve ser provado que a capacidade de deformação será proporcionada por outras partes da estrutura. 2000]. 2000]. Manual de ligações metálicas 121 .3: Resistência dos Parafusos em Painéis Sandwich De que forma é avaliada a resistência ao corte e à tracção.. c) modelo de componentes do parafuso no painel sandwich [Mareš et al.10: a) Curva de deformação de um parafuso tradicional. Para prevenir a rotura sob acções de serviço.2 na expressão 11. As acções normalmente condicionantes. temperatura e vento são geralmente cíclicas.4 do Documento EN 1993-1-8 e para parafusos em placas finas no quadro 8. A fórmula para parafusos em placas espessas (com espessura maior ou igual a 3 mm) encontra-se no quadro 3. A contribuição dos painéis é tida em conta para prevenir o colapso sob a acção das diferenças de temperaturas.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO O factor 1. 2002]. Parafusos em flexão Bolt in bending Parafusos ao corte Bolt in shear Rótula plástica Plastic hinge Placa ao esmagamento Plate in bearing Parafusosshear Bolt in ao corte Placa ao esmagamento Plate in bearing Fd a) b) c) Figura 11. As condições devem ser satisfeitas sempre que a capacidade de rotação é um requisito determinante. dos parafusos de painéis sandwich? _____________________________________________________________________ Os parafusos auto-perfurantes são normalmente usados para ligar painéis sandwich [prEN 14509. 2000]. tal como apresentado na Figura 11. c) Modo de rotura por esmagamento no orifício interno.10b).4: Resistência ao Esmagamento de Placas Finas Qual a diferença entre o esmagamento de placas finas e espessas? _____________________________________________________________________ Os modelos de previsão da resistência ao esmagamento são baseados em observações experimentais. parafusos auto-perfurantes e cavilhas..1 considera o encruamento do aço. Questão 11. a2 a1 c) a) F b) a3 L d) a3 F Figure 11. b) Forças de membrana devidas à deflecção do painel sandwich [ECCS 66.1 do Documento EN 1993-1-3. b) parafuso com entalhe na rosca. ver Figura 11. d) Modo de rotura por fractura da rosca do parafuso.11: a) Forças de alavanca provocadas pelos momentos de fixação adicionais. Questão 11.

8t + 1. 0 para t > 1.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO A resistência ao esmagamento de placas espessas considera o espaçamento na direcção perpendicular. Fb.5) para 0.25 mm. considerando a espessura da placa através do factor factor kt.5) / 2. Fb. 3d Espessuras para além desta gama de valores podem ser usadas desde que a sua resistência seja determinada experimentalmente.Rd = k 1 ⋅ α b ⋅ fu ⋅ d ⋅ t γ M2 (11.3) A resistência ao esmagamento das placas finas.5 α b ⋅ k t ⋅ fu ⋅ d ⋅ t γ M2 (11.4) e1 e k t = (0.25 mm ou k t = 1. através do factor k1. com α b = 122 Manual de ligações metálicas .75 mm ≤ t ≤ 1.Rd = 2.

poderão ser aplicadas desde que sejam satisfeitas as seguintes condições: • As estruturas estão carregadas com carregamento estático.12 LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO 12.1 Introdução Nas últimas décadas. ao baixo custo e ao facto de não limitar a ductilidade da ligação. geralmente inferior à resistência do material de base. Deverão ser tidos cuidados especiais no caso de ligações estruturais em alumínio. . devido à sua simplicidade de fabrico e de união. que inclui especificações e expressões de dimensionamento de estruturas de alumínio. Liga Metal de adição 5356 4043A 3103 95 5052 170 5083 240 5454 220 6060 160 150 6061 190 170 6082 210 190 7020 260 210 De acordo com o capítulo 6. o comportamento de ligações estruturais em alumínio é um dos principais focus dessa investigação [Andrade. a transferência de forças é afectada pela relaxação das placas de alumínio. 2002]. As indicações presentes em EN 1999-1-1. Desde que a soldadura é utilizada em elementos estruturais de alumínio. o processo TIG só deverá ser utilizado em materiais de espessura superior a t = 6 mm e em reparações de soldas.1.1: Valores da resistência característica do metal de adição fw [MPa]. Quadro 12. frequentemente sujeitas a acções repetitivas ou cíclicas que podem conduzir à rotura por fadiga do elemento. Os parafusos de aço galvanizado são preferidos em situação de risco de corrosão. Em contrapartida. • O material de adição. A soldadura é preferida para trabalhos genéricos de engenharia. deve ser compatível com a liga de alumínio dos elementos a ligar. o factor parcial de segurança γΜ =1.25 deverá ser substituido por γΜ = 1. tem sido feito um grande esforço de modo a caracterizar o comportamento de estruturas em alumínio. predominantemente. ver Quadro 12.6. No cálculo da resistência ao escorregamento de ligações soldadas. O dimensionamento deste tipo de ligações em relação ao estado limite de fadiga é apresentado em EN 1999-2 [prEN 1999-2: 1999].65. as ligações soldadas tem sido bastante desenvolvidas e consideradas de grande importância. e se for especificada uma qualidade de soldadura inferior para os perfis semi ou não-estruturais. O dimensionamento de ligações soldadas baseia-se na metodologia e considerações similares às utilizadas em estruturas metálicas (com as devidas modificações). No dimensionamento dos elementos da ligação é necessário considerar o limite de ductilidade do material de adição. Com excepção da estabilidade e fadiga. Os resultados obtidos têm sido incorporados no Documento Normativo EN 1999-1-1 [prEN 1999-1-1: 1999]. • O processo de soldadura MIG pode ser utilizado para todas as espessuras.1 de EN 1999-1-1. A escolha do metal de adição tem uma importância significativa na resistência da ligação.

pode ser desprezada no dimensionamento dos cordões da soldadura de ângulo. A tensão total num cordão de soldadura.1: Resistência da Soldadura de Ângulo No cálculo da soldadura de ângulo. ver Figura 12.1. é decomposta nas componentes paralelas e transversais ao plano crítico do cordão. A resistência do cordão de soldadura de ângulo é suficiente se foram satisfeitas as seguintes condições: 2 σ ⊥ + 3 (τ ⊥ + τ // ) ≤ 2 fu β W ⋅ γ M2 (12.2) 124 Manual de ligações metálicas .1: Definição da espessura do cordão de soldadura: a.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Questão 12. τ// tensão tangencial (no plano crítico do cordão de soldadura) paralela ao eixo do cordão de soldadura.2: Componente da tensão num cordão de soldadura de ângulo. τ⊥ tensão tangencial (no plano crítico do cordão de soldadura) perpendicular ao eixo do cordão de soldadura. As componentes da tensão total são as seguintes. σ// tensão normal paralela ao eixo da soldadura. σ _ I τ τ II _ I a 2a Figura 12. ver Figura 12. g1 a a Figura 12.1) e σ⊥ ≤ fu γ M2 (12. que tensões deverão ser verificadas de modo a satisfazer o indicado na EN 1999-1-1? _____________________________________________________________________ A abordagem é similar ao indicado no Capítulo 3.2: σ⊥ tensão normal perpendicular ao plano crítico do cordão de soldadura.

6 fw γ M2 (12. de preferência. quais são as restrições geométricas.3. Se forem soldados elementos de espessuras diferentes. A espessura efectiva da soldadura de topo com penetração completa deverá ser igual à espessura dos elementos ligados. Questão 12. deverá considerar-se o valor da espessura do cordão de soldadura. deve-se usar. perpendicular ao eixo da soldadura: σ⊥ ≤ fw γ M2 (12. a soldadura de topo com penetração parcial deverá ser aplicada com o factor parcial de segurança γΜ. em relação às características da soldadura de topo em ligações de alumínio? _____________________________________________________________________ Quando se utiliza soldadura de topo em ligações de elementos estruturais de alumínio.8) tensão de corte paralela ao eixo da soldadura τ ≤ 0.3: Soldadura de Topo em Ligações de Alumínio Quais as informações dadas em EN 1999-1-1.9) combinação das tensões normais e de corte 2 σ ⊥ + 3τ 2 ≤ fw γ M2 (12.2: Largura Efectiva e Espessura do Cordão de Soldadura de Ângulo Quando se utiliza soldadura de ângulo. ver Figura 12. devido à susceptibilidade do aparecimento de defeitos neste tipo de soldadura. tracção ou compressão. relativas a largura efectiva e espessura do cordão de soldadura? _____________________________________________________________________ A pergunta já foi respondida no Capítulo 3.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Questão 12.3: Espessura efectiva do cordão de soldadura de topo com penetração parcial. No que se refere às restrições geométricas não existe diferenças significativas entre a soldadura em elementos metálicos e elementos de alumínio. te te Figura 12. A soldadura de topo com penetração parcial deve usar-se apenas nos casos.10) Manual de ligações metálicas 125 . em que se verifique através de ensaios. a espessura da soldadura deverá ser igual à do elemento de menor espessura. O valor da tensão instalada em soldaduras de topo deverá satisfazer os seguintes critérios: tensão normal. No caso de soldadura de topo com penetração parcial. que não existem defeitos aparentes na soldadura. soldadura de topo com penetração completa. Noutros casos.

2. Se o material é ligado a uma temperatura inferior a 10°C. é calculada a partir da expressão FRd = A ( fa ⋅ ρhaz ) = A ⋅ fa. para além desta zona. Estas zonas deverão ser tidas em atenção no caso de se utilizarem as seguintes ligas: • Ligas que podem ser tratadas termicamente com qualquer tratamento térmico inferior a T4 (séries 6xxx e 7xxx).haz γ M2 γ M2 (12. 1995]. cláusula 6.2 refere-se especificamente a zonas afectadas pelo calor (ZAC). A severidade e dimensão da ZAC dependem do tratamento a que o elemento foi sujeito.11) Os valores de ρhaz são indicados no Quadro 12. reduzindo-as do factor de amaciamento correspondente ρhaz. O processo de soldadura TIG. fv na ZAC são calculadas de acordo com o indicado em EN 1999-1-1 para o metal de base. • Série de ligas: 7xxx . Deste modo. 126 Manual de ligações metálicas . provoca uma maior ZAC e um amaciamento mais severo devido a uma maior quantidade de calor [Mazzolani. fa.3 dias após a soldadura. o tempo de recuperação deverá ser aumentado. O Documento EN 19991-1.6. O fabricante deverá informar-se relativamente a esta situação. Os dois aspectos principais do amaciamento da ZAC são a severidade e a dimensão. a resistência de cálculo de uma secção rectangular afectada pelo amaciamento da ZAC.30 dias após a soldadura. • Ligas que não podem ser tratadas termicamente com qualquer encruamento (séries 3xxx e 5xxx). no dimensionamento de ligações soldadas de alumínio? _____________________________________________________________________ O material estrutural alumínio composto por várias ligas e tratamentos é alterado nas zonas afectadas pelo calor (ZAC) junto à soldadura. A região afectada estende-se em torno da soldadura. ver Figura 12.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Questão 12.4: Zona afectada pelo calor numa soldadura de topo. Em alternativa. pode-se reduzir a área onde actuam as tensões. t t ρ haz bhaz bhaz bhaz Figura 12. As resistências características fo. do tipo de liga do elemento soldado e do processo de soldadura utilizado: TIG e/ou MIG.4. Estes valores são válidos. considerando que o material foi soldado a uma temperatura não inferior a 10°C: • Série de ligas: 6xxx .4: Zona Afectada pelo Calor (ZAC) Qual o efeito das temperaturas elevadas na zona da soldadura. a liga recupera o valor das propriedades resistentes rapidamente.

No entanto.60 1xxx Assume-se que a zona afectada pelo calor se prolonga por uma distância bhaz. • Em soldaduras de topo aplicadas em extremidades.60 0. especialmente se se tratar de chapas finas.haz. O valor bhaz deve ser medido de seguinte modo: • Transversalmente a partir da linha central do cordão de soldadura. espessura t 0 < t ≤ 6 mm 6 < t ≤ 12 mm 12 < t ≤ 25 mm t > 25 mm bhaz (soldadura MIG) 20 mm. • Em soldaduras de ângulo: transversalmente a partir do ponto de intersecção das superfícies soldadas. 30 mm.haz = fa ⋅ ρhaz 3 (12.haz = fa ⋅ ρhaz (12.65 0. De um modo geral.2: Valores dos factores de amaciamento da ZAC.haz para tensões de corte fv . ver Figura 12. fa.5 e Quadro 12.3: Extensão da ZAC para soldaduras MIG e TIG. a ZAC prolonga-se a toda a largura do elemento. placas.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Quadro 12.80 Aplicado quando as tensões de tracção actuam transversalmente ao eixo da soldadura de ângulo ou topo Aplicado em quaisquer condições Chapas.86 0.80 0. Se a distância entre a zona da soldadura e a extremidade do elemento for inferior a três vezes bhaz. placas e peças forjadas 0.13) Manual de ligações metálicas 127 .80 0. Séries de ligas Quaisquer 6xxx Tratamento O F T4 T5 T6 T6 ρhaz (processo de soldadura MIG) 1.60 0.60 Nota Extrusão.60 0.12) para tensões normais e a fv. Quadro 12. 40 mm.00 0. • Em qualquer direcção radial a partir da extremidade da soldadura. Tês ou ligações cruciformes: transversalmente a partir do ponto de intersecção das superfícies soldadas. chapas. bhaz (soldadura TIG) 30 mm.00 5xxx 3xxx H22 H24 H14 H16 H18 H14 0.00 1. em qualquer direcção a partir da soldadura.80 ρhaz (processo de soldadura TIG) 1. tubos trefilados e peças forjadas 7xxx 1. os limites da ZAC deverão ser considerados com linhas rectas normais à superfície do metal.3. 35 mm.60 0. A resistência característica das zonas afectadas pelo calor deverá ser reduzida a fa.50 0.00 0.65 0. quando se pretende soldar materiais espessos pode-se assumir um limite curvo com raio igual a bhaz. ρhaz.86 0.

haz t γ M2 (12. respectivamente.20) (12.5: Zona afectada pelo calor em soldadura de ângulo.14) 2) força de tracção perpendicular ao plano de rotura em ligações com soldadura de topo com penetração parcial σ haz ≤ t e fa.17) Quando se aplica esforço de corte na soldadura.haz γ M2 g1 fa.haz t γ M2 (12.haz γ M2 g1 fv. aplicam-se condições similares τ haz ≤ τ haz ≤ fv.15) 3) força de tracção na raiz do cordão da soldadura e nos limites de fusão.21) 128 Manual de ligações metálicas . σ haz ≤ σ haz ≤ fa.haz γ M2 (12.haz t γ M2 (12. Em soldadura de ângulo. em ligações de soldadura de ângulo.16) (12.18) na raiz do cordão de soldadura e a τ haz ≤ t e fv. a tensão na zona afectada pelo calor de soldaduras de topo é limitada a: τ haz ≤ fv.haz γ M2 (12. bhaz bhaz bhaz bhaz <3 bhaz A tensão instalada em zonas afectadas pelo calor deverá ser inferior a: 1) força de tracção perpendicular ao plano de rotura em ligações com soldadura de topo com penetração completa σ haz ≤ fa.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz Figura 12.19) no limite da fusão.haz t γ M2 (12.

devem ser aplicadas as seguintes condições 2 2 σ haz + 3τ haz ≤ fa.haz t γ M2 (12.25) 2 2 σ haz + 3τ haz ≤ Como conclusão.23) 2 2 σ haz + 3τ haz ≤ Em soldadura de ângulo aplicam-se condições similares 2 2 σ haz + 3τ haz ≤ fa. Manual de ligações metálicas 129 .haz γ M2 t e fa.haz t γ M2 (12.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Quando se aplica a combinação de tensão de corte e tensão normal na soldadura.24) (12.haz γ M2 g1 fa. refere-se que a capacidade de deformação de ligações soldadas poderá aumentar se a resistência de cálculo da soldadura for superior à do material existente na ZAC.22) (12.

(iv) soluções demasiado caras e pesadas em relação a outras. 13. pelo que é difícil quantificar uma solução como a mais adequada. Quadro 13.e. de acordo com a regulamentação vigente. Os principais aspectos. facilidade e condições de montagem).13 EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO 13. Ambas as abordagens apresentam vantagens e inconvenientes. (iii) ligações que apresentam limitações de fabrico ou montagem difícil. As Figuras 13. etc. calculadas como rotuladas quando se comportam como parcialmente rígidas. etc. experiência e hábitos Limitação do número de operações por elemento: Corte. consideram-se soluções desadequadas aquelas que: (i) não cumprem os parâmetros pré-estabelecidos. embora a primeira conduza habitualmente a soluções mais económicas. Adicionalmente.1: Aspectos a considerar no dimensionamento de ligações metálicas.).1 Casos Práticos Na concepção de ligações para estruturas metálicas verificam-se duas abordagens distintas: a procura de ligações “standard”. que deverão ser considerados no dimensionamento e pormenorização de ligações metálicas são indicados no Quadro. com normalização extensiva. produção. Classe. comprimentos e classes de parafusos Meios técnicos disponíveis. Reparação de pequenas deformações Manutenção: Pintura e/ou Galvanização Transporte (estragos) Pré-montagem Dificuldades de montagem em obra Tolerâncias: Dimensões das secções dos perfis. teoricamente mais ajustadas a cada ligação. Furação. Entalhe. Cálculo • • • Transferência de forças através da ligação Excentricidade nas ligações Regulamentação: Dimensionamento de elementos [prEN 1993-1-1: 2003] Dimensionamento de ligações [prEN 1993-1-8: 2003] Montagem [EN 1090-1: 1996] Aspecto arquitectónico Corrosão Possibilidade de standarização Limitação do número de secções de perfis Limitação do número de tipo. excentricidades. (ii) ligações que introduzem efeitos secundários (i. Comprimento da parte roscadas.1. Soldadura. No contexto deste manual. ou a escolha de ligações individualizadas.2 indica as principais razões das soluções recomendadas. tradição.12 apresentam soluções correctas e incorrectas baseadas em alterações a projectos de estruturas completas e reais. o critério de escolha difere de país para país (custos de fabrico. O Quadro 13.1 a 13. Precisão na produção Encaixe dos perfis em obra Número de parafusos: Tipo. Anilhas Método de aperto dos parafusos Aspecto estético Projecto Produção • • • • • • • • • • • • • • • Montagem . Comprimento.

Rd = 297. transverso na ligação vigas HEB180. Solução com custos elevados SOLUÇÃO CORRECTA Esf. a) 132 Manual de ligações metálicas .EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO DADOS SOLUÇÃO INCORRECTA Momento na ligação vigas IPE 330.72 kNm Utilização de placas de alma b) Figura 13. ligação rotulada no eixo fraco: a) solução incorrecta. 2) Solução com custos elevados de fabricação e montagem SOLUÇÃO CORRECTA Momento na ligação Mj.72 kNm Dificuldade de fabricação e montagem.Rd = 139.2: Ligação viga-pilar com contraventamentos diagonais: a) solução incorrecta. transverso na ligação VRd = 62.Rd = 98. pilar: HEB180.4 kNm. DADOS SOLUÇÃO INCORRECTA Esf. parafusos 4xM20 placa de extremidade Mj. b) solução correcta.1: Ligação viga-pilar. parafusos 8xM20 VRd = 62. transferência de momento no eixo forte do pilar. b) solução correcta.3 kNm 1) Instabilidade durante a montagem. soldadura: Mj.9 kNm 1) Utilização de placa de extremidade estendida no eixo forte e placas de extremidade com altura parcial no eixo fraco a) b) Figura 13.

2) Solução com custos elevados.2 kNm.3 kNm 1) Ligação de eixo forte com placa de extremidade estendida. 2) Solução com custos elevados na ligação. parafusos 6xM16 MRd = 65. transferência de momento no eixo forte do pilar. 2) Ligação de eixo fraco com placa de extremidade com altura parcial ou placa de alma a) b) Figura 13.Rd = 379. na soldadura: Mj. ligação simples inclinada no eixo fraco: a) solução incorrecta.3: Ligação viga-pilar. b) solução correcta. SOLUÇÃO INCORRECTA SOLUÇÃO CORRECTA Esforço transverso 1) Instabilidade durante a montagem.4: Ligação viga-pilar.viga de secção aberta e pilar de secção tubular RHS : a) solução incorrecta. vigas secundárias: HEB120. Manual de ligações metálicas 133 . b) solução correcta.9 kNm a) b) Figura 13.4 kNm 1) Transferência de forças confusa. 1) Ligação com cantoneiras de alma Vj.Rd = 279.EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO DADOS Momento na ligação SOLUÇÃO INCORRECTA SOLUÇÃO CORRECTA Momento viga principal IPE270. Mj.Rd = 48.

b) solução correcta. b) solução correcta SOLUÇÃO INCORRECTA SOLUÇÃO CORRECTA 1) Ligação muito complicada 2) Ligação com placa de base rotulada (sem transmissão de momento flector).0 kN 1)Ligação com placas de alma alongadas (aleta longa) a) b) Figura 13. parafusos 4xM16 VRd = 35.6: Ligação à fundação a) solução incorrecta. 2) Instabilidade durante a montagem SOLUÇÃO CORRECTA DADOS Esforço transverso na ligação viga principal HEA1000. vigas secundárias: IPE240. parafusos 6xM16 VRd = 35.EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO SOLUÇÃO INCORRECTA DADOS Esforço transverso na ligação viga principal HEA1000. vigas secundárias: IPE240. 134 Manual de ligações metálicas .5: Ligação viga-viga rotulada: a) solução incorrecta.0 kN 1) Introdução de excentricidades. poderão ser introduzidos reforços a) b) Fig. 13.

2 13.EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO Quadro 13. na ligação) 00 ++ 00 ++ 8 3 13. Exemplo Parâmetros observados Fig.6 Base de pilar com possibilidade de rotação (ligação rotulada) 00 ++ 000 +++ 20 1 2 0 00 ++ 00 +++ 000 ++ 12 2 0 ++ 000 ++ 00 ++ 000 ++ 000 ++ Dimensionamento Projecto Placas Perfis Medição Furos Soldadura Parafusos Arquitectura Corrosão Transporte Tolerâncias de construção Montagem B G B G B G B G B G B G B G B G B G B G B G B G B G 00 + 0 ++ 0 ++ 16 14 0 + 00 ++ 0 + 0 + + + + + 0 + + + 6 4 0 + 0 + ++ 0 ++ + 0 + NOTA: Nº 000 00 0 Exemplos incorrectos B Nível de qualidade muito mau mau duvidoso Nº + ++ +++ Exemplos correctos G Nível de qualidade suficiente bom muito bom Manual de ligações metálicas 135 .2 classificação dos exemplos de dimensionamento apresentados nas Figuras 13.3 13.13.5 Viga principal +1 travessa (ligação rotulada) 0 ++ 0 ++ 3 1 13.2 . 13.1 Pilar+2 vigas (mom.4 Pilar+2 Pilar+2 vigas+1 Pilar+4 vigas travessa vigas (ligação (momento na (ligação rotulada) ligação) rotulada) 000 0 000 +++ ++ +++ 000 00 00 ++ ++ ++ 7 9 8 3 3 2 0 8 000 00 00 +++ ++ +++ 00 + ++ + 00 00 00 + ++ + 12 10 14 12 8 12 00 00 00 ++ ++ + 000 0 00 ++ + ++ 0 0 0 + + + + ++ 00 00 +0 + ++ 0 0 0 + + ++ 13.6.

eb e1. e2 ex fo fa fa. diâmetro do parafuso. ex. distâncias dos parafusos Distâncias entre parafusos Distância do parafuso à face da placa de extremidade Tensão característica à flexão e cedência à tracção e compressão Tensão característica local à tracção e compressão Tensão característica da zona afectada pelo calor Valor de dimensionamento da tensão de compressão para provete cilíndrico de betão fcd = fck / γc . distância do parafuso à face do T-stub Excentricidade da ligação Distância. bw b1 bhaz bc beff bp bsg d d0 dh dm dn c c∅ e e0 e. b0. distância da extremidade de uma cantoneira ao eixo neutro. comprimento da placa de base Altura da secção transversal do pilar Dimensão da cabeça do chumbador Comprimento efectivo da fundação Largura Largura efectiva da fundação Largura da zona afectada pelo calor Largura da secção transversal do pilar Largura efectiva Largura da placa de extremidade Largura do reforço de cada um dos lados Deformação.haz fcd Espessura de um cordão de ângulo.SIMBOLOGIA SIMBOLOGIA ZAC Zona Afectada pelo Calor a ac ah a1 b. diâmetro do ligador Diâmetro do furo Diâmetro do chumbadouro Diâmetro médio do parafuso Diâmetro do núcleo da espiga do parafuso Largura efectiva da placa de base flexível Recobrimento mínimo para as armaduras do betão Excentricidade. b1. diâmetro. ea.

θ Valor de dimensionamento da tensão de compressão para provete cilíndrico de argamassa Tensão característica de compressão para provete cilíndrico de betão Tensão de esmagamento do betão Tensão de cedência do aço Tensão de cedência média Tensão de cedência do parafuso. fy0. h1 hef kp.SIMBOLOGIA fcd. kn k1 kj kc keff keq ki kb.d g g1 h.g fck fj fy. entre o pilar e o reforço. tensão de cedência do aço da viga Tensão de cedência do aço do pilar Tensão de cedência mais baixa. Tensão de cedência do banzo do pilar Tensão característica ao corte Tensão característica ao corte na zona afectada pelo calor Tensão última do aço Tensão última do parafuso Tensão característica do metal de adição Tensão resistente de um cordão de soldadura de ângulo por unidade de comprimento Comprimento do afastamento Comprimento do cordão de soldadura de ângulo Altura Comprimento do chumbadouro embebido no betão Constantes Factor relativo à distância entre parafusos e distancia dos parafusos à extremidade da placa.fc fv fv.θ kE. fyi fya fyb fyc fyd fy.haz fu. no cálculo da resistência ao esmagamento Factor de concentração de tensões Coeficiente de rigidez total da zona de compressão Coeficiente de rigidez total para uma fiada de parafusos à tracção Coeficiente de rigidez total da zona de tracção Coeficiente de rigidez da componente i Factor de redução da resistência dos parafusos à temperatura θ Factor que depende da espessura da placa e é utilizado no cálculo da resistência ao esmagamento Factor de redução da resistência da soldadura à temperatura θ Factor de redução da tensão de cedência do aço à temperatura θ Factor de redução do módulo de elasticidade do aço à temperatura θ Comprimento efectivo do T-stub Distância do parafuso ao banzo da viga λeff mx 138 Manual de ligações metálicas .θ ky. fum fub fw fvw. fy1.θ kt kw. h0.

braço da alavanca. zr zeq zc zc. Distância do bordo do reforço ao centro da fiada mais acima Momento resistente plástico da placa de base.b zt Distância do eixo do parafuso à solda Distância do parafuso à alma do T-stub Distância do centro do parafuso ao raio de concordância. w2 z. t1.SIMBOLOGIA m. tw te tfb tfc tp ts twc tf tg th twa w1.t zc. t2. Distância do bordo do reforço ao centro da fiada mais abaixo. zona não roscada Área da secção transversal do pilar 139 Manual de ligações metálicas . p2 q r rc. mx m1. por unidade de comprimento Distância do eixo do parafuso à extremidade da placa de base Número de chumbadouros na placa de base Distâncias entre parafusos Factor de comportamento Braço da alavanca Raio de concordância na ligação da alma com o banzo do pilar Resistência teórica obtida a partir do modelo de dimensionamento Resistência obtida a partir ensaios experimentais Espessura Espessura efectiva da soldadura de topo por penetração parcial Espessura do banzo da viga Espessura do banzo do pilar Espessura da placa de extremidade Espessura do reforço Espessura da alma do pilar Espessura do banzo Espessura da argamassa Espessura da cabeça do chumbadouro Espessura da porca Distância entre parafusos Braço. s re rt t. A0 Ab Ac Área Área total do parafuso.Rd n n p1. distância entre o eixo de tracção e o eixo de compressão Braço de alavanca equivalente Braço de alavanca da zona de compressão Braço de alavanca da zona de compressão na zona superior da ligação Braço de alavanca da zona de compressão na zona inferior da ligação Braço de alavanca da zona de tracção A. t0. m2 m1 m2L m2U mpl.

CT.Rd Fc. C1 Ce.t.Rd Fb. CK Cf.Rd FcR.Rd Ft.Rd C0.d Fc.wc.Rd Fc. em situação de incêndio Resistência da zona comprimida Resistência de cálculo em compressão na zona inferior da ligação Resistência de cálculo em compressão na zona superior da ligação Resistência de cálculo do banzo da viga comprimido Resistência de cálculo da alma do pilar comprimida Limite elástico Resistência dos elementos estruturais obtida experimentalmente Resistência de dimensionamento para parafusos auto-perfuradores. P Fb.Rd Fel Fexp Fn.fb.d Eθ E F. CX.Sd. Ft Área efectiva Área total (bruta) Área ao esmagamento da cabeça do parafuso Área útil Área útil do parafuso.b. na zona roscada.Cd Fri Frj FRd FSd Fti.Rd Ft. avaliada experimentalmente Força de compressão aplicada Força de pré-esforço de dimensionamento Força de tracção na fiada mais acima Força de tracção na fiada mais abaixo Resistência de cálculo Força de cálculo actuante Resistência à tracção da fiada i de parafusos Resistência da zona traccionada Força de tracção 140 Manual de ligações metálicas .Rd Fc.SIMBOLOGIA Aeff Ag Ah Anet As Asg Asn Av Be Bt. Área dos chumbadouros Área dos reforços Área de ambos os reforços Área de corte Comprimento efectivo Resistência de cálculo de um parafuso à tracção Constantes Parâmetro de eficácia Coeficiente de atrito Módulo de elasticidade do aço à temperatura θ Módulo de elasticidade do aço Força Resistência de cálculo ao esmagamento por parafuso Resistência de cálculo ao esmagamento por parafuso.t.Rd Fp Fp.

em situação de incêndio Força de corte actuante Resistência característica de elementos ao corte Resistência de cálculo ao corte Resistência de um cordão de soldadura Resistência de um cordão de soldadura. Fyi. à temperatura ambiente Rigidez elástica e plástica da componente i.wc. Kpli.Sd Fv.20ºC Fyi.θ.Rd Fy. Kpli.Rd Ft.t.max Fv. em situação de incêndio Resistência de um cordão de soldadura de ângulo por unidade de comprimento Forças de cedência da componente i.ep.Rd Fw.SIMBOLOGIA Ft. à temperatura θ Comprimento da soldadura Comprimento limite dos parafusos para que haja forças de alavanca nos chumbadouros Comprimento da zona embebida do chumbadouro Comprimento do chumbadouro acima da fundação de betão Comprimento equivalente do chumbadouro Comprimento Comprimento da viga.θ La Lb.20ºC.Rd Fv Fn. em situação de incêndio Força actuante num cordão de soldadura Esforço transverso actuante Máxima resistência ao corte obtida experimentalmente Resistência de cálculo dos parafusos ao corte. à temperatura ambiente Forças de rotura da componente i.Rd Ften.θ.θ I Ib Ic Ke.20ºC Kei.20ºC Fui.t.t.fc.eff M Resistência de cálculo da placa de extremidade flectida Resistência de cálculo do banzo do pilar flectido Resistência de cálculo da alma da viga traccionada Resistência de cálculo da alma da viga comprimida Resistência de cálculo dos parafusos à tracção. Kpl. Fui.Rd Fw. à temperatura ambiente Rigidez plástica da componente i. Kei. L1 Lb Lc Leff Lw Lw.Sd Fv. à temperatura ambiente Forças de cedência e de rotura da componente i. à temperatura θ Momento de inércia Momento de inércia da viga Momento de inércia do pilar Rigidez elástica da componente i.lim Lbe Lbf Leq L.Rd Fw. comprimento livre do chumbadouro Comprimento do pilar Comprimento efectivo de um T-stub Comprimento do cordão da soldadura de ângulo Comprimento efectivo do cordão da soldadura de ângulo Momento flector 141 Manual de ligações metálicas .wb.Rd Ft.Rd Ft.Rd Fw.Rd Fv.

função Manual de ligações metálicas . N0. ângulo.Rd N1y Pv Q Rd Rfy Sj Sj.Rd Nu.20ºC.Rd Mj.sec Si. N2 NSd Npl.Rd Wpl.max.exp Momento flector por unidade de comprimento Momento na viga Momento flector plástico de cálculo Momento flector plástico de cálculo na viga Momento flector plástico de cálculo no pilar Momento flector plástico de cálculo da ligação Momento flector actuante na ligação Momento flector elástico da ligação Momento flector de rotura da ligação Valor esperado do momento flector de rotura da ligação Valor experimental do momento flector de rotura da ligação Mj.el Mj.z.Rd Mb. respectivamente MRd MSd N. Mj.d Mj.pl.ult Mj.y Momento flector resistente Momento flector actuante Esforço axial Esforço axial actuante Esforço axial plástico de cálculo Esforço axial resistente Esforço axial no elemento principal que corresponde à plastificação Resistência do painel de alma não reforçado Força de alavanca Resistência da ligação Resistência plástica do membro ligado. com capacidade dissipativa Rigidez da ligação Rigidez inicial da ligação Rigidez secante da ligação Rigidez de rotação da ligação à temperatura ambiente.Sd.20ºC VG. S1.Ed VSd Vpl. Wpl. no instante de cedência da componente i Esforço de corte devido a acções não sísmicas Esforço de corte devido aos momentos resistentes nas extremidades da viga Esforço transverso actuante Esforço transverso plástico de cálculo Resistência de cálculo do painel de alma do pilar em corte Módulo de flexão plástica na direcção z e na direcção y.ult.SIMBOLOGIA M´ Mb Mpl.Ed VM.ini.max.20ºC Sj.Rd Vwp.Rd Mj. à temperatura ambiente e a temperatura de rotura θf.Rd Mc.pl.ult. Mj Mj.θf Momento flector máximo da ligação j. respectivamente α 142 Coeficiente de comprimento efectivo de um T-stub. N1.

λ 2 λ μ μ0 ρhaz Manual de ligações metálicas .b δp δp. ângulo entre o reforço e a horizontal. no cálculo da resistência ao esmagamento Coeficiente de transformação para solicitação por corte. temperatura Ângulo entre a diagonal e o perfil principal Capacidade de rotação plástica Temperatura do banzo inferior da viga Dimensões do T-stub Esbelteza relativa Coeficiente de rigidez. coeficiente de atrito Grau de utilização da estrutura Factor da amaciamento da ZAC 143 β βj βw βLw γM0 γM2 γm γm. quociente entre diâmetros Coeficiente da ligação Factor de correlação para avaliação da resistência de uma soldadura Factor de redução para cordões longos Factor parcial de segurança para o aço. ξ η θ θ1.ext δt δCd ζ. pela aplicação de forças exteriores Deformação de componentes na zona de compressão Deformação de componentes na zona de compressão na parte superior da ligação Deformação de componentes na zona de compressão na parte inferior da ligação Variação da espessura da placa Deformação total da placa. relativo à plastificação da secção transversal Coeficiente parcial de segurança da secção útil na zona da ligação Coeficiente parcial de segurança à temperatura ambiente Coeficiente parcial de segurança em situação de incêndio Deformação Deformação do parafuso Deformação total do parafuso.SIMBOLOGIA αb Factor relativo à distância entre parafusos e distância dos parafusos à extremidade da placa. θi θp θ0 = θfb λ 1. pela aplicação de forças exteriores Deformação de componentes na zona de tracção Capacidade de deformação Coeficientes utilizados para avaliar a rigidez inicial e o momento resistente da ligação e bases de pilares Coeficiente de modificação de rigidez Ângulo. θ2.t δc.ext δc δc.fi δ δb δb.

20ºC . Δfi.20ºC . à temperatura ambiente e à temperatura θ. Δi. respectivamente Factor de forma Ângulo de rotação Deformação.θ ψ ψi Δ Δi. à temperatura θ 144 Manual de ligações metálicas .SIMBOLOGIA σ σw σ⊥ σ// τ τ⊥ τ// φ. tolerância Deformação da componente i. à temperatura ambiente Deformação da componente i na cedência.θ Δ f Tensão normal Tensão normal na soldadura Tensão normal perpendicular ao plano crítico de um cordão de soldadura Tensão normal paralela ao eixo de um cordão de soldadura Tensão de corte Tensão tangencial (no plano crítico do cordão) perpendicular ao eixo de um cordão de soldadura Tensão tangencial (no plano crítico do cordão) paralela ao eixo de um cordão de soldadura Rotação da ligação Capacidade de rotação da ligação Rotação da ligação no instante de cedência da componente i. φy i. à temperatura ambiente Deformação da componente i na rotura. Φj φCd φyi. Δy Δyi.θ Δfi. respectivamente Deformação da componente i na cedência.θ Δyi. à temperatura ambiente e à temperatura θ.20ºC. à temperatura θ Deformação da componente i na rotura.20ºC .

CIDECT.S.A. 1997. Dutta D. 7th International Symposium on Structural Failure and Plasticity (IMPLAST). 1990] DeWolf J. Tome 2: Conception et mise en oeuvre. Köln. T. in Dutch. 1998] Cruz. A. 1996] Bourrier P. 1994] Fastenings to Concrete and Masonry Structures. Third edition. 2000] Aalberg. 1989. [CIDECT. edited by Zhao and Grzebieta. D. Delft 1982.: Behaviour of steel and composite beam-column connections in fire.T.S. 1997] Design of Fastenings in Concrete.J. 1995] Bickford J. L.: Onderzoek naar de bevestiging van stalen voetplaten aan funderingen van beton. Mazzolani.BIBLIOGRAFIA BIBLIOGRAFIA [Aalberg.M. (Research into the connection of steel base plates to concrete foundations). Construction with hollow steel sections. Rodrigues. 1-3.A. ISBN 0-8247 9297-1.. p. [APK.W. Plank. 1983] Ballio.. Simões da Silva. A. Steel Design Guide. Design guide. D. p. [CEB... Vol. 1990. State of the Art Report. 1998. 1997. K. [Al-Jabri et al. Stevin Laboratory report 25.: Theory and Design of Steel Structures. 1995] Wardenier J. [Cruz et al.J. Larsen. [Andrade.T. ISBN 0 7277 1937 8. 1989] Bouwman. F... Plank. Burgess. COST C1..: Design Guide for Structural Hollow Sections in Mechanical Applications. 1996.. London. CEB. G. BI-81-51/63. [Bijlaard. APK et ACIER. and Simões.S. Series 1. Coimbra.K. In: Structural failure and Plasticity. Paris. Ricker D. I. Verlag TUV Rheinland Gmbh..S. 1.4. Vol. Bucak O. 1998] Al-Jabri. ISBN 92-827-9573-x..K.. P. 1983. Marcel Decker inc.: “A utilização do Alumínio como material estrutural – desenvolvimento de metodologia para análise de ligações”. Chapman and Hall.. R. P.: Strength and Ductility of Bolted Connections in Normal and High Strength Steels. Department of Civil and Structural Engineering.. University of Sheffield.: Column Base Plates. I. [Ballio. [Anderson.J. Yeomans N. 248.. IBBC-TNO.. Melbourne.W.. 46 (1-3).M. .6.D. 1982] Bijlaard F. Journal of Constructional Steel Research. [Bouwman et al. Larsen. Thomas Telford Services Ltd. Research Report DCSE/97/F/7.: An introduction to the design and behaviour of bolted joints. Database for the Semi-rigid Behaviour of Beam-to-column Connections in Seismic Regions.P.3410..: Rekenregels voor het ontwerpen van kolomvoetplaten en experimentele verificatie. Thomas Telford Services Ltd. Chicago.89. 1998] Anderson. 2002] Andrade. 46.: Construction metallique et mixte acier-beton. p. Brussels 1998. 83.: Behaviour of steel and composite beam-to-column connections in fire. J.. Parker J. London.A. Lennon.H. AISC. [DeWolf.. Gresnigt A. [Al-Jabri et al.05/c6..S. L. 1994. Ricker.. 1998. CEB. K. Romeijn. R. [Bickford. [CEB. R. ISBN 0 7277 2558 0. 233-234. 1995.. New York 1995. Editions Eyrolles. London. Brozzetti J. Tese de Mestrado.. Burgess.. pp.P. Mazzolani. Journal Constructional Steel Research. 1997] Al-Jabri. Pergamon. Delft. 2000. Rapport No.EU.: Composite steel-concrete joints in braced frames for buildings. 2002.

Maquoi. 1968b] Hawkins N.. Jaspart. 1990.: Non-linear calculation of composite sections and semi-continuous joint. Christchurch.P. 2167-2185. March 1968. [DeWolf.. [El-Rimawi et al. [Gomes et al. 1-15.: Effect of Local Details and Yield Ratio on Behaviour of FR Steel Connections. 1999.W. Thesis University of Liège. 1999] Huber G. 2000] European Recommendations for Sandwich Panels. [ENV 1090-1: 1996] ENV 1090-1: 1996 E: Execution of steel structures –Part 1: General rules and rules for buildings.: Etude de la semi-rigidité des neuds poutre-colonne et son influence sur la resistence des ossatures en acier. [Dwight. Ciutina A. p. Jaspart. 63. [Hawkins. (in French). p. 2000. 2000] Dubina D. Journal of the Structural Division ASCE. ECCS-TC7/CIB report N 257. Brussels. 25-26 November 1994.M. 346. 106. No. Parte 1: Parafusos de pernos. No. 1991] Jaspart J. Magazine of Concrete Research.: The Influence of Connections Stiffness and Behaviour of Steel Beams in Fire. 126. Stratan A. Plank R. Jaspart. Vol.D: Axial tests on beam/column connections.: Axially Loaded Column Base Plates. ST11. Brussels. 95-102. 144 Manual de ligações metálicas ..T. 31-40. Vol. Burgess I. CEN. [Jaspart.. CEN.P. ISBN 0-7923-6700-6.T. 129-139. 2000. 1978] DeWolf J. p. Liège. 4. p.. J. 1990. Second International Workshop “Structures in Fire”. J. 26-28 October 1994. 63. Kunnath S. 1980.. Journal of the Structural Division ASCE. 1994] Gomes F.K. 1990] Eligehausen R. [Jarrett. 104. 1997. 1968a] Hawkins N. 1978. June 1968. Journal of Structural Engineering. No. R.. Dordrecht. Cost C1 document.. 20.J.. ST4.1. No.F.C. E & FN SPON. Department MSM. Mikesell T.T. Behaviour of minor-axis joints and 3-D joints. [Hawkins.. [EN10210] EN10210-1: Perfis tubulares acabados a quente: Parte 1.T.. Vol.. 1991. Ernst & Sohn. London. EN ISO 898-1: 1999: Características mecânicas dos elementos de fixação em aço ao carbono e em aço de liga. Vol.L. 1994] Gomes F. 79-87. p.C. 1997] El-Rimawi J. [Jaspart.. 2002] Franssen J-M: Numerical determination of 3D temperature fields in steel joints. NATO Science Series. No. The Paramount Role of Joints into the Reliable Response of Structures. 2000. [Huber. Design. 295-305. edited by Baniotopoulos C. 2000] El-Tawil S.: Cyclic Tests on Bolted Steel and Composite Double-Sided Beam-to-Column Joints. 1997] Jaspart J.P. ISBN 3-433-01250-4. 43 (1-3). Brussels. [Franssen. University of Liège.: The bearing strength of concrete loaded through rigid plates. [EN ISO 898-1: 1999]. PhD Thesis.C.: The bearing strength of concrete loaded through flexible plates. Series II.A. [Dubina et al. Wald. [EN10219] EN10210-1: Perfis tubulares enformados a frio: Parte 1. p. in German. p. Vol. F. Building Research Establishment. 1999] Dwight. 1990] Jarrett. Comparison with theoretical predictions. BRE Client Report CR 55/90. Vol. p. 1980] DeWolf J. 1997.: Design of fastenings in concrete using partial safety factors. Experimental research of minor-axis joint.P. J.: Aluminium Design and Construction. No. [ECCS 66. 20.M. 2002. Kluwer Academic Publishers. Cost C1 document. N. Magazine of Concrete Research. Bauingenier. p.. Vol.: Column Base Plates with Axial Loads and Moments. 1999 [El-Tawil et al. Innsbruck 1999. [Eligehausen. ASCE. 65. and Sarisley E. [Gomes. 1996. 781-794.: Recent advances in the field of steel joints – columns bases and further configurations for beam-to-column joints and beam-splices. Journal of Constructional Steel Research.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [DeWolf and Sarisley.

de Andrade. 1998. Kluwer Academic Publishers. [Lawson.. da S. L. O.. 1990] Lawson R. Ricles J. Journal of Constructional Steel Research. London. 1988. NATO Science Series. [Lima et al. Dordrecht. 1988] Kato B. 1997. Vellasco and Sebastião A. Vol. [Kuzmanovic. E&FN SPON. Structures & Buildings. 4. [Moore. Oslo. London. de Lima. 1998]..: Modelling of Joints of sandwich panels. 1036-1045. 2002] Luciano R. v1. 1997. p. G.: Steel Design for Structural Engineers. in Proceedings of Nordic Steel Construction Conference 98. E & FN SPON.. [Mazzolani.. Burgess I. The Structural Engineer. p. 3rd draft. Wald F.: Effect of Local Details on Ductility of Welded Moment Connections.H. O. Vellasco e Sebastião A. Engineering Journal AISC. 3-37. A.: Finite element modeling of behaviour of steel beam and connections in fire.M. ISBN 0-415-23577-4. “Experimental Analysis of Extended Endplate Beam-to-Column Joints Under Bending and Axial Force” In: Eurosteel2002 – Third European Conference on Steel Structures.M. Journal of Constructional Steel Research. [Neves. No.: The behaviour of high-strength grade 8.W.: Full-scale fire tests on complete buildings.: Effects of floors on mechanical behaviours of steel column bases. p. 1995] Mazzolani.B.M. 2001] Luciano R.. p. Luís Simões da Silva. L. [Liu.C. p. 2001. 1990.. Willems. Coimbra (in portuguese) University of Coimbra Manual de ligações metálicas 145 . Proceedings of Institution of Civil Engineers. 1983. [Lima et al. 6C-88/6. 36 (2). CIDECT report No...: Strength tests on bolted connection using highstrength steels (HSS steels) as a base material. 122 (4). Kortesmaa.W. p.. [Nakashima. 1995] Kirby B. [Mareš et al. 1990.: Design of Lightly Loaded Steel Column Base Plates. 2000. 1121-1130. R. 387-394. [Mao et al. static and dynamics tests of building structures. edited by Baniotopoulos C.M.. 2. F. Series II. Rotational Capacity of Steel Joints. 1998] Nakashima S. Lennon T. 1990]. Vol. 2000] Mareš J. 1998. Portugal. Journal of Structural Engineering.9.: Bolted beam to column moment connections.C. 20. London. 1996. 1997] Moore D. Kuhlmann. [Kuhlmann et al. G. [Murray. Vol. U. Willems N.. edited by Armer G..... “Avaliação Experimental de Ligações Viga-Coluna com Placa de Extremidade Rasa Sujeitas à Momento Flector e Esforço Axial de Compressão” In: III CMM 2001 – Actas do III Encontro de Construção Metálica e Mista. da S. p 410-419. Inc. E&FN SPON. 181-199.M. p 263-271. Espoo. Wald.8 bolts in fire. 1995.S. ISBN 0-7923-6700-6.: Aluminium Alloy Structures.C.. 2000] Mazzolani... 2001. In: Fire.: Moment resistant connections of steel frame in seismic areas. 1983] Kuzmanovic B. II.J: Elevated temperature moment-rotation test on steelwork connections. [Kirby. Proceedings of the second Cardington Conference Cardington.: Behaviour of steel beam-to-column connections in fire. Fisher J. Pedro C.C. New Jersey. [Kouhi. September 2002. The Paramount Role of Joints into the Reliable Response of Structures. Pedro C. VTT Research Notes 1185. 2001] Mao C. de Lima. Prentice-Hall. Kortesmaa M. 1983] Murray T. Plank R. 127. O’Dell T. Sokol Z. [Mazzolani. 2000... F. 467-474. Luís Simões da Silva. Kouhi J. Lu L. 1996] Liu T. MSc Thesis. 2001. 143-152. 1996] Neves. 68 (14)... p. p.265-276. L.: Semi-Rigid joints in steel structures – stiffness prediction of minor-axis configurations. 1997] Leston-Jones L. Document COST C1/WD2/98-01. 33 (1-2). ASCE. [Leston-Jones et al. 1983. Portugal. de Andrade. Furch. CMM: Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista. F. Coimbra.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [Kato. vol. Vol. Aveiro. Vol..

S.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [Neves et al. vol. Brussels. 2001] EN 1998-1 . 2003. [prEN 1998-1. Part 1: General Rules.. European Pre-Standard. [prEN 1990: 2001] EN 1990: Basis of Structural Design. Coimbra: Lamas. Seismic Actions and Rules for Buildings. Tizani W. CEN.Eurocode 3: Design of Steel Structures. CEN. 1989. Coimbra. European PreStandard. CRIF Belgium. 2002. [Owens. Brussels 1995. Furumura F. London. edts. CEN. 1989] Owens G. Brussels. Part 1. Butterworths. Part 2: Fadigue. CEN.. European Norm. European Pre-Standard. Butterworths. Malik A.W. Ave T. 2000] Piraprez E. Part 1. [Owens et al. [prEN 1993-1-8: 2003] EN 1993-1-8 . 1992. European Norm. L. 2002] Neves. CEN. Brussels. 1992] Sakumoto Y. 1988. 2001. 1999] Owens G.P. [prEN 1993–1-1: 2003] EN 1993-1-1 – Eurocode 3: Design of Steel Structures. 2003. 19-20 September 2002. Istanbul. 2001. 1999. Keira K.: Structural steelwork connections.Eurocode 9: Design of Aluminium Structures. Experimental Behaviour of End Plate Minor Axis Steel and Composite Joints under Static Monotonic Loading. Part 1. Cheal D. L. [prEN 1999-2.. Eurocode 2.G.8: Design of Joints. P. European Pre-Standard.1: General rules. Brussels 2002. ISBN 0-408-01214-5.A. Structural Fire Design. Cheal.: The bearing capacity of Slotted Holes. [Piraprez. Part 1. European PreStandard. Part 1. CEN. 2000. European Pre-Standard. 2003.B. Brussels. [prEN 1999-1-1. [prEN 1993-1-3: 2002] EN 1993-1-3 .: Behavior of plates with slotted holes.Eurocode 3: Design of Steel Structures. Part 1.Eurocode 3: Design of Steel Structures. London. 119 (11). Cheal.Eurocode 8: Design of structures for earthquake resistance.. CEN.Eurocode 3: Design of Steel Structures. Brussels.Eurocode 3: Design of Steel Structures. CEN.S e Vellasco. Brown D. CEN.Eurocode 3: Design of Steel Structures. II: 1101-1110. Brussels.9: Fatigue Strength of Steel Structures. A.. 2001. Structural Fire Design. 2002. Proceeding of International Conference on Steel Structures of the 2000’s. [prEN 1993-1-2: 2002] EN 1993-1-2 .F. draft. Brussels. CEN.Eurocode 9: Design of Aluminium Structures.2: General Rules. CEN... [prEN 1993-1-2: 1995] EN 1993-1-2 . General Rules and Rules for Buildings. 3131-3150. [prEN 1992-1-1: 1992] ENV 1992-1-1: Design of Concrete Structures.. European Pre-Standard. [prEN 1993-1-9: 2002] EN 1993-1-9 . Journal of Structural Engineering.. Brussels.1: General Rules. Silva.G. IABCE.2: General Rules. 1992.A. [prEN 14509.. King C. Part 1.C. & Silva. 1988] Owens G. L. 1993. p. CSI Ascot. 2002] Self-supporting double skin metal façade insulating sandwich panels –Factory made products -Specification. [prEN 1993-1-1: 2003] ENV 1993-1-1: Design of Steel Structures.B.: Tests of fire-resistance bolts and joints. CEN. Eurocode 3. In Proceedings of the Third European Conference on Steel Structures.W. CEN. European Standard.C.. Cheal D. Brussels 2002. [Sakumoto et al. Eurocode 3. European Pre-Standard.W. Document RT755/02.: Structural Steelwork Connections. 146 Manual de ligações metálicas . Supplementary Rules for Cold-formed Thin Gauge Members and Sheeting. Nethercot D.M. Brussels. [prEN 1993-1-1: 1992] EN 1993-1-1 . CEN. Eurocode 0. European Standard. Brussels.3: General Rules. Brussels. 1999] EN 1999-2 . [Owens. General Rules and Rules for Buildings. European Standard. 1998] EN 1999-1-1 . 1998. 1999..C. Taylor J..

: Evaluation of test results on bolted connections in order to obtain strength functions and suitable model factors.P. de Andrade. [SCI recommendation. Manual de ligações metálicas 147 . “Experimental Behaviour of Endplate Beam-to-Column Joints Under Bending and Axial Force – Database Reporting and Discussion of the Results” In: ECCS Technical Committee 10 – CONNECTIONS – TWG 10. Muzeau J. 1991].. 1169-1195. L. p. and Borges. [SCI recommendation. September 1979. Joints in Steel Construction – Simple Connections. Bijlaard F. Santiago A. Jr.. Vol. 21. Wald F.. [Stockwell. p. SG/TC10a..: Eurocode 3 .. [Silva et al. p. The Steel Construction Institute. Assembly Procedure for Base Plates. 1988] Snijder H. Ungerman D. In: Proceedings of Eurosteel 2002 – 3rd European Conference on Steel Structures. 2002] Spyrou S. Bouwen met staal. 1988] Stark J. Davison B. ‘Tensile membrane action and robustness of structural steel joints under natural fire (EC FP5 HPRI–CV 5535)”..K. Amidi. [Simões da Silva et al.. 49.. 1998] Schneider S. Amidi A. Background documentation. November 1957. 2003] Simões da Silva. 57 (11). 21-28. 1988. Journal of the American Concrete Institute. 1975.. Bijlaard. April/May 1987.. 5. Rotterdam 1999. L. A. 14691478.: Bearing Capacity of Concrete. Stark J..: Component-based studies on the behaviour of steel joints at elevated temperatures. Jr. [Stockwell. [Stark. Sedlacek G. Journal of Structural Engineering.K. TNO Building and Construction Research Report 98-R-0477.. 1990. 2003. p. [Simões da Silva et al. Luciano R.W. Simões da Silva. 1991. p. April 2002.. 2002.S. No.: Seismic Behaviour of Steel Frames with Deformable Panel Zones.B. Vol. SCI No.. O. Relatório UC/DEC/GCOM/2003-010/RR/JOINT. Vol. in Proceedings of Eurosteel 2002 Conference. Burgess I.. L. in Dutch. p. Švarc M.. de Lima. Plank R.... [Snijder. 1999. 1998.. C. Vellasco and Sebastião A.1. Vol. SCI Publication 086. da S. National Engineering Conference Proceedings.B.Column Bases. Vila Real P: A component model for the behaviour of steel joints at elevated temperatures. TNO Rapport BI-88-094. 1975] Stockwell F. p.. edited by Lamas.P. No. Pedro C.W.W. [Stark. Stalbouwkundig Genootschap. F.H. 29.: Momentverbindungen. 405-414. A..: Preliminary Base Plate Selection. Santiago. 1988. SCI. 2002] The Steel Construction Institute and The British Constructional Steelwork Association Ltd. 2002. [Sokol et al. [Steenhuis. University of Nottingham. SCR 99002.2. 1957] Shelson W. Steel Construction Industry Forum: Investigation of Broadgate phase 8 fire.W. Delft.W. Journal of Constructional Steel Research.: The bearing capacity of plates made with long-slotted bolt holes. report. 35-42.: De berenkening van voetplaten van stalen kolommen. Part B: Evaluation. Bijlaard F. 2002] Luís Simões da Silva. 1999] Tizani W.Appendix 6C . 1987] Stockwell. 2002. AISC. No. London. [Tizani. Coimbra. 3. [Spyrou et al. Delft. 2002] Sokol Z. Paper 49. 1979] Stark J. Technical report. 124.B. 1999] Steenhuis M.S. [SCI recommendation. Delabre V. Delft 1998. 1990] The Steel Construction Institute: Enhancement of fire resistance of beams by beam-to-column connections. Engineering Journal AISC. [Steenhuis.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [Schneider. ISBN 90-72830-29-6.. 58. G. 1998] Steenhuis. BI-88087. No. Coimbra.: Base Plate Design. ASCE.. Meeting in Ljubljana. Design of End Plate Joints Subject to Moment and Normal Force. Coimbra. 92-99. M. 2001. [Shelson. 2001] Simões da Silva L. HemmertHalswick A. L.. BCSA..

p.. Steven Laboratory. In: Proceedings of the Conference Connections in Steel Structures IV: Steel Connections in the New Millennium.W.. Sedlacek G.: Application of the Component Method to Column Bases. Strength and Design. 1999] Wald F. Brussels. Jaspart J. Column-Base Connections. Michl T. p. Jaspart J.: Column Bases in Steel Building Frames. Innsbruck. A. Bouguin V. Delft. Moal M. 2000] Yu W.. Baniotopoulos. 6-83-23. Weynand K. Report No.: Stiffness of cover plate connections with slotted holes.. Connections in Steel Structures III: Behaviour. Sokol Z. A Design Method for the Tension Side of Statically Loaded Bolted Beam-to-Column Connections. 1999. Eurosteel 2002. 2001] Trahair N. Roanoke. TU-Delft report 26-6-90-2. Mazura V. Coimbra. ISBN 80-01-01337-5..: The Behaviour and Design of Steel Structures to BS5950.C. Rep. Steven Laboratory. 2002. 2000. 1993] Wald F.... London. [Wald. [Trahair et al. 2002a] Wald F. 1983.P: Component Method for Base Plate of RHS.. Muzeau J. ISBN 92-828-6337-9.. The Stiffness Model of Revised Annex J of Eurocode 3. 2002b] Wald F. M. Nethercot D. [Wald et al.F. 1998] Wald F.. ISBN 80-01-02536-8.. No. 2000] Wald F.S... P. [Wald. 219-237. 16. Muzeau J. 20 (1). Baniotopoulos C. Festschrift Commerative Publikation to Ferdinand Tschemmernegg. Jaspart.... Prague.. John Wiley & Sons.. Trenco. No. 1993] Toma A. ECCS-TC10-01-WG3/188 (revised). 2002. [Zoetemeijer. ČVUT. 1990] Zoetemeijer P. Delft. 1974.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [Toma et al. 6-85-M.: Guide on the use of bolts: Single sided (blind) bolting systems.: Summary of the Research on Bolted Beam-to-Column Connections (period 1978 . Colson and R. 317–330. Summary of the research on bolted beam-to-column connections.. 1999] Wald F. [Wald. 1983a] Zoetemeijer P. Moal V. 1995] Weynand. 1990.. CTU reports. Brussels 1999. Semirigid behaviour of structural steel connections.M.1983).. 22.. [Yeomans.A.P. Bradford M. p. [Wald et al.. Brussels. 1007-1016. edited by Huber G.. Holzbau und Michbautechnologie. 2/2002. K. p.: Column and Anchor Bolts. Column Base. 2. Vol. [Yu. Praha.. [Zoetemeijer. 2002. ISBN 97298376-3-5. Institut für Stahlbau. 1995. 2000. ISBN 92-828-6337-9. 1999. Sokol Z. 2001... CTU. In: Proceedings of COST C1 Conference Liège 1998. No.P. ISBN 3-9501069-0-1. 1995] Wald F. In: COST C1 Conference Liège 1998.. 497-507. Praha. Jaspart. 79-97.A. 1998] Wald F. Elsevier Science Publishers Ltd. edited by Maquoi R. [Wald et al. [Wald. p. [Wald. Italy... edited by Maquoi R. Zandonini)..: Numerical modelling of column base connection. Mazura V. Bjorhovde. 148 Manual de ligações metálicas . [Weynand et al. 2002] Yeomans N. Spon Press. Proposal for Standardisation of Extended End Plate Connection based on Test results .. Heron. CTU.Test and Analysis.: Experiments of bolted cover plate connections with slotted holes. Gresnigt A. In: Cost C1.: Connections in Cold-Formed Steel. 1993.. [Zoetemeijer. p. Delft. 1995. [Wald et al. ThinWalled Structures. 1999. [Zoetemeijer. 1974] Zoetemeijer P. Vol..: Cold-Formed Steel Design. Sokol Z. 155-166. and Steenhuis. 1983b] Zoetemeijer P. Weynand K. 1993. in «Proceedings of the 3rd International Workshop on Connections» (eds R. 1983. May 8th-31st.. J. edited by Weynand K. A Comprehensive State of the Art Review.: Patky sloupů.P.

em simultâneo com a introdução de materiais de construção de alto desempenho. Este livro pretende fornecer informação detalhada sobre o comportamento das ligações. Tradicionalmente. com base nos fundamentos e métodos de dimensionamento apresentados nesta Norma. fabricação e montagem de estruturas metálicas. nomeadamente no que diz respeito às ligações.8 do Eurocódigo 3 (prEN 1993-1-8) considerou estes desenvolvimentos e inclui uma abordagem ao cálculo da rigidez. . Foi elaborado a partir de questões recolhidas junto dos projectistas. tem conduzido à evolução e desenvolvimento de novos critérios de dimensionamento e construção de estruturas metálicas. construtores e fabricantes. A parte 1. Uma das suas acções é o apoio ao desenvolvimento de material educacional necessário a incentivar os projectistas europeus a adoptarem a EN 1993-1-8. o dimensionamento de ligações metálicas baseia-se apenas em verificações da capacidade resistente. em toda a União Europeia e respondidas por especialistas nas respectivas áreas. resistência e capacidade de rotação para uma gama alargada de ligações aparafusadas e soldadas. O Comité Técnico de Ligações Estruturais da Convenção Europeia de Construção Metálica (ECCS TC10) apoia o desenvolvimento e a implementação de um conjunto de regras para o dimensionamento de ligações metálicas. Nos últimos anos foi feito um grande esforço para se tentar avaliar o comportamento real das ligações.O desenvolvimento no projecto.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful