Manual de Ligações Metálicas
Eds. L. Simões da Silva e A. Santiago http://www.cmm.pt ISBN 972-98376-4-3

Documento para divulgação do Projecto: Continuing Education in Structural Connections - CESTRUCO No. CZ/00/B/F/PP-134049 Ao abrigo do PROGRAMA LEONARDO DA VINCI da Comunidade Europeia. Este projecto foi desenvolvido com o apoio da Comunidade Europeia. O conteúdo deste projecto não reflecte necessariamente, a posição da Comunidade Europeia ou Departamentos Nacionais nem envolve a responsabilidade de nenhuma das partes.

manual de LIGAÇÕES METÁLICAS

editado por:

Luís Simões da Silva Aldina Santiago

Coimbra, Novembro de 2003 __________________________________________________________________ cmm – Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista

5 Q2.3 2.5 Q2.2 2.ÍNDICE ÍNDICE Prefácio 1 Introdução 2 Parafusos e Ligações Aparafusadas 2.3 Q2.1 Q3.8 Q2.7 Q2.10 Q2.2 Q2.1 Q3.6 Q2.2 Q3.1 2.11 Introdução Características mecânicas dos parafusos Comportamento de um parafuso numa ligação Parafusos em ligações ao corte Ligações resistentes ao escorregamento Perda de pré-esforço no parafuso Resistência de ligações da categoria C Resistência ao corte de parafusos solicitados também à tracção Distâncias máximas entre parafusos e dos parafusos às extremidades das placas Critério de deformação em ligações com parafusos ao corte Distâncias entre parafusos e dos parafusos às extremidades das placas Resistência ao esmagamento de um grupo de parafusos ao corte Resistência ao esmagamento em ligações com furos ovalizados Método de dimensionamento de ligações com parafusos ao corte em furos ajustados Parafusos solicitados ao corte mais tracção Resistência de ligações com aço de alta resistência ix 1 3 3 3 4 5 5 6 6 6 7 8 9 9 10 12 12 13 3 Soldadura e Ligações Soldadas 3.4 2.3 Q3.9 Q2.4 Introdução Ligação de duas cantoneiras a uma placa de gusset Resistência de um cordão de soldadura de ângulo Dimensionamento de cordões de soldadura de topo com penetração parcial Dimensionamento de cordões de soldadura em ligações com resistência total 15 15 18 19 19 20 .4 Q2.1 Q2.

3 Q5.1 5.4 Q4.4 Introdução Integridade estrutural Métodos de cálculo Ligação viga-pilar 5.4 Modelação Estrutural 4.1 Q6.2 5.1 5.1 5. para ligações com placa de extremidade Fórmula para o coeficiente α do comprimento efectivo do T-Stub Regras para dimensionamento de ligações com esquadro de reforço Regras para reforços diagonais e em K Manual de ligações metálicas .5 5.5.4.2 Q6.5.3 Q4.3 5.2 Q5.1 6.3 5.2 Q4.4.5.1 Q4.5 Introdução Cálculo preliminar de ligações Utilização da análise elástica para a análise global de estruturas Critérios de classificação para bases de pilar Cálculo de ligações solicitadas por esforços reduzidos Modelação da excentricidade da ligação no cálculo de pórticos 23 23 24 26 27 29 29 5 Ligações sem Transmissão de Momento 5.1 Introdução 6.1.1 5.4 Método das componentes Caracterização do comportamento de componentes de uma ligação 43 43 43 45 46 47 48 49 Coeficiente de modificação da rigidez η.1 Q4.6.6.1.4 5.2 Q5.6 5.4.2 5.2 5.1 Q5.4.3 Q6.3 5.2 Q6.4 Dupla cantoneira de alma Cantoneira de alma simples Placa de extremidade flexível Placa de gousset Dupla cantoneira de alma Placa de extremidade flexível Placa de gousset Extremidades preparadas para o contacto Extremidades não-preparadas para o contacto 31 31 31 32 32 32 33 33 33 34 34 35 35 36 36 37 37 38 39 40 Ligação viga-viga Emendas de pilares Resistência dos parafusos ao esmagamento: tolerâncias permitidas Cantoneira ligada por um ou dois parafusos Capacidade de rotação Integridade estrutural 6 Ligações com Transmissão de Momento 6.

10 Introdução Análise elástica da placa de base Cálculo da resistência da placa de base com argamassa de assentamento de baixa qualidade Cálculo comparativo da resistência do betão pela EN 1992-1-1 e EN 1993-1-8 Factor de concentração de tensões kj para bases de pilares Comprimento efectivo do T-stub associado à placa de base Comprimento efectivo do T-stub de bases de pilar com chumbadouros fora da largura dos banzos Coeficiente de atrito entre o aço e o betão Transmissão de forças de corte através dos chumbadouros Transferência de forças de corte por atrito e através de chumbadouros Regras para realização da ancoragem dos chumbadouros 61 61 62 63 64 66 67 69 72 72 73 74 8 Acção Sísmica 8.7 Q7.6 Q6.2 Q8.1 Q7.9 Q6.6 Introdução Critérios de dimensionamento Tipos de ligações viga-pilar Recomendações de projecto e produção Dimensionamento de ligações sujeitas a carregamento dinâmico Influência de carregamento não-simétrico Influência de encruamento Influência da tecnologia e pormenorização da soldadura Utilização de parafusos de alta resistência em ligações de estruturas sujeitas a acções sísmicas Importância do comportamento do painel de alma do pilar (reforços) 79 79 79 81 82 84 84 85 85 87 87 9 Acção do Fogo 9.8 Q7.5 Q7.1 Q8.7 Q6.2 8.8 Q6.4 Q7.4 Q8.6 Q7.4 Q8.5 Q8.1 8.3 Q8.5 Q6.10 Distribuição plástica de forças numa ligação com placa de extremidade muito espessa Linhas de rotura em fiadas com quatro parafusos Distribuição de esforço transverso em ligações aparafusadas Efeito de alavanca no T-Stub e verificação da fadiga Determinação das propriedades de ligações submetidas a momento flector e esforço axial Regras de dimensionamento para reforços em K e do tipo Morris 49 50 52 52 54 58 7 Bases de Pilares 7.9 Q7.1 Introdução 89 89 Manual de ligações metálicas .1 Q7.Q6.2 Q7.3 Q7.3 8.

3 10.4 Q10.2 Q9.6 Q10.3 Q11.1 11.1 Q12.3 Introdução Resistência da soldadura de ângulo Largura efectiva e espessura do cordão de soldadura de ângulo Soldadura de topo em ligações de alumínio 123 123 124 125 125 Manual de ligações metálicas .2 Introdução Ligadores 11.4 Ligadores mecânicos Soldadura Colas 113 113 113 113 117 119 119 120 120 121 121 Considerações de dimensionamento Aumento da tensão de cedência das secções enformadas a frio Capacidade de deformação de ligações ao corte Resistência dos parafusos em painéis sandwich Resistência ao esmagamento de placas finas 12 Ligações em Alumínio 12.Q9.2 11.4 Q10.1 Q10.3 Q9.3 Q10.2.1 Q9.7 Introdução Ligações soldadas Ligações aparafusadas Considerações de dimensionamento Modelos de previsão do comportamento para ligações com perfis circulares ocos (CHS) Modelos de previsão do comportamento para ligações com perfis rectangulares ocos (RHS) Modelos analíticos para ligações entre perfis ocos e secções abertas Ábacos de dimensionamento Sistemas de “Blind Bolting” – aparafusamento com acesso apenas por um dos lados Aço de alta resistência em ligações de secções tubulares Dimensionamento de estruturas offshore 97 97 97 98 99 99 102 104 106 108 110 111 11 Ligações de Perfis Enformados a Frio 11.5 Q10.2 Q10.2.3 11. ao longo do tempo Comportamento de ligações metálicas a temperaturas elevadas – aplicação do método das componentes 89 91 91 93 10 Ligações de Secções Tubulares 10.3 Q11.2.1 10.1 Q11.2 Q11.1 Q12.2 Q12.2 10.1 11.4 Resistência dos parafusos a temperaturas elevadas Resistência da soldadura a temperaturas elevadas Distribuição da temperatura numa ligação.

1 Casos práticos 131 131 Simbologia Referências Bibligráficas 137 143 Manual de ligações metálicas .4 Zona afectada pelo calor (ZAC) 126 13 Exemplos de Dimensionamento 13.Q12.

T. Sandra Jordão. B. R. nosso amigo. T. Mazzolani. Rio de Janeiro). F. M. Os autores dedicam este trabalho a Martin Steenhuis. Jaspart. Eliášová. Grecea (chapters Hollow Section Joints and Cold-formed Member Joints). K. Johansson. Aldina Santiago (editora). . Lennon. Evers (chapter Design Cases). A. C. Sokol (chapter Structural Modeling). L. Luís Costa Neves. H. A edição e tradução desta publicação foi efectuada pelos seguintes membros do Grupo de Construção Metálica do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra: Luís Simões da Silva (editor). chapter Introduction and Column Bases). que trabalhou connosco durante vários anos na investigação de ligações metálicas. Altino Loureiro(DEM. J-P. D. N. e morreu tragicamente no verão de 2001. Blok (internal review). Luís Borges (ISTG. Weynand.A versão original inglesa desta publicação foi elaborada no âmbito do Projecto Comunitário “CESTRUCO – Continuing Education in Structural Connections” com a colaboração das seguintes pessoas: C. Beg. Janata (internal review). J. G. F. Braham. D. Měřínský (internal review). Steenhuis. J. R. Dubina (chapter Seismic Design). Turcic. M. M. participou no início deste projecto. Huber. Veljkovic (chapter Bolting). Simões da Silva (chapter Fire Design). T. A versão original inglesa desta publicação foi revista externamente por: D. Shipholt. G. Leino. Bijlaard. and F. Luciano Lima (UERJ. Covilhã). Coimbra). Santiago (chapter Fire Design). V. Moore (chapter Simple Connections). A. F. D. Fernando Teixeira Gomes. Wald (editor. M. Gresnigt (chapter Moment-resistant Connections). Leiria). Jorge Andrade (UBI. Yeomans. Kouhi. Brekelmans. Rathbone. A. Baniotopoulos (chapters Welding and Aluminium). M. J. Z. Rui Simões.

o engenheiro de estruturas não assumia o seu controlo. Esta relevância das ligações para o sucesso das estruturas de aço era contrariada. É que para a promoção do aço nunca é demais insistir que o seu moderno e eficaz uso assenta na préfabricação e na exploração de todas as técnicas que permitam reduzir o trabalho em obra à realização de montagens rigorosas mas fáceis e rápidas. preparações e soldaduras. por outro lado. Por isso.em obra através de parafusos. por a sua concepção. exprimem de forma eloquente o nível tecnológico da estrutura que integram e delas depende muito a qualidade estética do conjunto. . especialmente.deformabilidade e resistência .PREFÁCIO PREFÁCIO Os meus alunos sabem que inicio todas as aulas ou palestras sobre o uso de elementos estruturais de aço na construção salientando que devem ser concebidos para serem cortados. até há pouco tempo. tem tido neste domínio particular relevância. "pormenores" cujo dimensionamento não acompanhou os progressos da concepção estrutural com base nos critérios da análise limite e da visão integradora que proporciona. ser frequentemente relegada para o âmbito da metalomecânica. e montados . dos arquitectos. assim. isto é. Por outro lado.ou ligados . portanto. modelação e análise das ligações surge como tema de muitas comunicações a congressos sobre estruturas metálicas e é o motivo dos mais recentes desenvolvimentos ocorridos na redacção dos Eurocódigos. explorando. a concepção. não integrando o comportamento das ligações na avaliação global da estruturas que concebia. às pontes e aos edifícios industriais. Isto não só para que a maior parte da preparação da estrutura seja executada em ambientes controlados e tirando partido de equipamentos e processos automatizáveis. a elas se devendo grande parte da popularidade que as estruturas de aço conhecem. a exposição de ligações criativamente concebidas está hoje "na moda" e pode-se dizer que o projecto e fabrico de ligações eficazes e belas tem estimulado significativos avanços na construção metálica. associadas à eficiência das suas ligações. em particular do grupo de Coimbra liderado pelo Professor Luís Simões da Silva. ser muito condicionado pelo comportamento das ligações projectadas . As vantagens económicas das estruturas de aço estão. Eram. um problema a resolver pelo fabricante. mas também para limitar o tempo de obra e ocupação de estaleiro. confinado-o em Portugal. isto é. por isso. furados. afastavam do uso do aço quem mais pode contribuir para a sua difusão na área dos edifícios importantes . Tendo-se alterado esta situação. as ligações. e a prescrição de elementos e processos de aparafusamento.a competitividade da solução metálica depende das ligações projectadas por nelas se concentrar a maior parte do custo quer de fabrico quer de montagem em obra dos elementos a ligar. O contributo português. soldados e pintados em instalações protegidas.os arquitectos -. E. Por outras palavras. ao envolver cortes e tolerâncias. Independentemente do facto do modelo estrutural adoptado. o funcionamento da estrutura. quando visíveis. Diria que é também por esta razão que as ligações na construção metálica têm recentemente conhecido um crescente interesse por parte dos engenheiros projectistas e. a principal diferença económica entre as estruturas de aço e as que usam materiais a moldar in situ. como o betão. até há poucos anos atrás.

Para a sua compreensão e ensino nos cursos de Engenharia Civil os textos de apoio escasseiam. não deixa de abordar os problemas relacionados com a fadiga e a sua prevenção através de pormenores de forma e escolha adequada dos materiais. nomeadamente sob acção de sismos.PREFÁCIO Como sempre. No caso das ligações estamos num momento intermédio pois trata-se ainda de capítulo especializado do Eurocódigo 3. traduzidos por regras complexas. as recomendações para projecto têm ciclos de desenvolvimento. bem como o tratamento do problema do comportamento das ligações sob a acção de incêndios. na análise de estruturas metálicas. ANTÓNIO LAMAS Manual de ligações metálicas . será. por isso. E também que. estimada através do método das componentes. a que se seguem fases de teste e simplificação. muito útil. que resulta de um trabalho de equipa no âmbito do Projecto Europeu CESTRUCO. embora se trate de um Manual destinado a apoiar engenheiros civis e não a engenheiros metalúrgicos. O presente Manual. Sublinharia do seu conteúdo a consideração da deformabilidade das ligações (semi-rigidez). cujas regras e modelos de cálculo são complexos e de difícil aplicação.

Para tirar partido da variabilidade dos produtos metálicos.9. Tradicionalmente. nomeadamente nas ligações. Estas alterações. os modelos de dimensionamento de cada um desses componentes forão progressivamente validados através de ensaios experimentais. A metodologia apresentada na EN 1993-1-8 é designada por método das componentes e baseia-se no comportamento individual de cada uma das componentes (parafusos. era usual utilizar rebites como elemento de ligação. Actualmente os aços variam desde os tradicionais S235 a S355 aos aços de classe S690 ou S960 e os parafusos dividem-se em parafusos ordinários: classes 4. por punção ou furar automaticamente. etc).9 e 12. 4. dos desenvolvimentos tecnológicos e técnicas disponíveis nos diferentes países. Com base nesta informação. Esta parte inclui-se no documento principal do Eurocódigo 3 e é designada por EN 1993-1-8 – Dimensionamento de Ligações [prEN 1993-1-8: 2003]. Actualmente dispõe-se de métodos capazes de avaliar não só a capacidade resistente. a software sofisticado de projecto. soldas. foram elaborados documentos de apoio. mas com o desenvolvimento tecnológico. fabricação e montagem de estruturas metálicas. assim como em utilizações mais correntes. a União Europeia decidiu implementar normas de dimensionamento. 10. em simultâneo com a introdução de materiais de construção de alto desempenho. nomeadamente parafusos e soldadura.8. a qualidade dos processos de soldadura tem sofrido avanços consideráveis. tem conduzido a alterações na filosofia de dimensionamento de estruturas metálicas. A automação de fabrico tem evoluído desde o desenho manual (ou mesmo CAD-2D) e métodos de corte tradicionais. o projectista pode prever o comportamento real de pórticos metálicos simples. A EN 1993-1-8 considerou estes desenvolvimentos e inclui uma abordagem ao cálculo da rigidez. No passado. Numa primeira fase. Actualmente as ligações metálicas podem ser económicas de fabricar e montar. em devido tempo. No que se refere ao Eurocódigo de Estruturas Metálicas (Eurocódigo 3) foi “reconhecida” a importância das ligações e autonomizou-se uma parte específica com regras e recomendações para o seu dimensionamento. Adicionalmente e antes de serem incluídos nas Normas Europeias.6 e parafusos de alta resistência: classes 8. Como parte integrante do desenvolvimento das primeiras versões da EN 1993-1-8. e em particular a generalização da automação das tarefas de projecto e fabricação. banzo da coluna. resistência e capacidade de rotação para uma gama alargada de ligações aparafusadas e soldadas. Do mesmo modo.6 e 5. para descrever o comportamento global momento-rotação da ligação. com um nível de segurança mais aferido e podem ser utilizadas em estruturas que se pretendam que sejam esteticamente agradáveis. placa de extremidade.5. que ligado directamente ao controlo numérico das máquinas (CNC) permite cortar a laser. as ligações soldadas em oficina e aparafusadas em obra têm-se generalizado. estes documentos apresentaram-se sob a forma de pré-normas. Nos últimos dez anos. tem conduzido a um aumento da qualidade e normalização relativamente a outros materiais estruturais. os regulamentos nacionais. tem sido feito um grande esforço para se tentar avaliar o seu comportamento real. mas também a rigidez e capacidade de rotação de ligações aparafusadas e soldadas. Estas normas têm sido desenvolvidas ao longo de vários anos e constituem documentos designados por Eurocódigos Estruturais. que referem recomendações de dimensionamento e montagem de elementos de ligação. estando actualmente em fase de conversão em Normas definitivas que substituirão. fabricação e construção de estruturas metálicas.1 INTRODUÇÃO Desenvolvimentos recentes no projecto. o dimensionamento de ligações metálicas baseia-se apenas em verificações da capacidade resistente. A introdução de aços de alta resistência aumentou a variedade de aços e de parafusos disponíveis no mercado. . nomeadamente pela introdução de laminagem contínua de aços e utilização de robôs de soldadura.

Uma das prioridades deste Comité é facilitar a introdução da EN 1993-1-8 como Euro-Norma. De modo a facilitar a sua utilização. a informação contida neste documento será disponibilizada num curso interactivo de dimensionamento. Após os sismos de Northridge (USA) e Kobe (Japão). há mais de vinte anos. O objectivo desta publicação é documentar cada uma dessas questões juntamente com a sua respostas.INTRODUÇÃO contínuos e semi-contínuos. 1999] e bases de colunas [Wald et al. regras de interacção momento-esforço axial na ligação. O Comité Técnico 10 (Ligações Estruturais) da Convenção Europeia de Construção Metálica (ECCS TC10) apoia. sob a égide do Programa Leonardo da Vinci (União Europeia). encontra-se estruturada nos seguintes capítulos: Capítulo 1: Introdução Capítulo 2: Parafusos e Ligações Aparafusadas Capítulo 3: Soldadura e Ligações Soldadas Capítulo 4: Modelação Estrutural Capítulo 5: Ligações sem Transmissão de Momento Capítulo 6: Ligações com Transmissão de Momento Capítulo 7: Bases de Pilares Capítulo 8: Acção Sísmica Capítulo 9: Acção do Fogo Capítulo 10: Ligações de Secções Tubulares Capítulo 11: Ligações de Perfis Enformados a Frio Capítulo 12: Ligações em Alumínio Capítulo 13: Exemplos de Dimensionamento Cada capítulo apresenta uma breve descrição da aplicação da EN 1993-1-8. 1988]. seguida de questões e respectivas respostas.um conjunto de lições em PowerPoint para o dimensionamento de elementos metálicos e mistos. Este projecto pretendeu reunir questões típicas sobre o dimensionamento de ligações metálicas e de seguida publicar as respectivas respostas. vários investigadores iniciaram pesquisas de modo a definir o comportamento das ligações metálicas sujeitas à acção sísmica. ligações mistas [Anderson. Finlândia).um conjunto de lições em CD. Huber. Holanda) e a Jouko Kouhi (VTT. em trabalho realizado por Zoetemeijer [Zoetemeijer. Mais tarde este trabalho foi alargado e incorporado num programa educacional Europeu: European Steel Design Educational Programme (ESDEP).. que é actualmente usado em várias Universidades Europeias. foi desenvolvido um projecto denominado “Continuing Education in Structural Connections (CESTRUCO)”. sendo uma das fases deste processo o desenvolvimento de material educacional necessário para incentivar os projectistas Europeus a adoptarem a EN 1993-1-8. 1983a. mais tarde foi alargado de modo a incluir ligações com cantoneiras [Jaspart. O ensino faz parte integrante da apresentação e divulgação de novos métodos do dimensionamento de ligações metálicas. Adicionalmente. A ideia deste projecto deve-se a Marc Braham (Astron. 1998. baseia-se. Paralelamente. Dessas iniciativas cita-se o Projecto “Reliability of moment resistant connections of steel building frames in seismic areas (RECOS)”. expressões de dimensionamento de ligações soldadas em perfis rectangulares ocos e critérios de verificação de Estados Limites de Utilização para ligações realizadas por cavilhas. 1998]. bem como a intensa actividade de investigação levada a cabo nos Estados Unidos (Projecto SAC) e no Japão. Cheal. que contribuiu para o conhecimento do comportamento de estruturas metálicas sob acções sísmicas. Outros trabalhos educacionais disponíveis pelo ESDEP incluem o WIVISS .um gabinete virtual de projectos metálicos e o SSEDTA . o desenvolvimento e a implementação de um conjunto de regras de dimensionamento para ligações metálicas. entre outros. Um dos primeiros trabalhos educacionais em ligações foi produzido por Owens e Cheal [Owens. de modo a fornecer aos projectistas a informação detalhada com base nos fundamentos e métodos de dimensionamento apresentados na EN 1993-1-8. regras de verificação da capacidade resistente ao esmagamento em furos ovalizados. 1997]. O método das componentes. a Jan Stark (TU Delft. o SteelCal .b] em ligações com placa de extremidade rasa e estendida. 2 Manual de ligações metálicas . a EN 1993-1-8 também inclui uma metodologia de dimensionamento de bases de colunas com placa de extremidade. Luxemburgo). fabricação e montagem de ligações metálicas. Consequentemente.

baseados em resultados de ensaios. definida pela média entre o diâmetro do núcleo da espiga dn e o diâmetro “médio” dm: dres = dn + dm 2 (2. a descrita na cláusula 3.8 e 10. A resistência de um parafuso é normalmente avaliada utilizando a “secção resistente à tracção” (também denominada por “secção resistente”). Quadro 2.6 240 400 baixa ou 5.1 apresentam-se as classes de parafusos mais utilizadas em ligações metálicas (classes 4. experiência e prática de boa execução. A zona mais fraca de um parafuso é a parte roscada (Figura 2. Para ligar estes elementos aos perfis estruturais utilizam-se parafusos.6 300 500 6. Genericamente.6.2 PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Introdução Ligações são dispositivos utilizados para transmitir forças entre elementos estruturais.6.8. Características Mecânicas dos Parafusos No Quadro 2. as ligações aparafusadas estão mais vulgarizadas pela sua facilidade de fabrico e montagem em obra. em que os parafusos normalmente garantem a transmissão de forças entre dois elementos com pequenas excentricidades. entre outas. Embora em estruturas metálicas se possam usar ligações soldadas e ligações aparafusadas.9 ou superiores. e de forma tradicional. devem utilizar-se parafusos com elevada resistência à fadiga e deformabilidade reduzida. pode-se dizer que as ligações aparafusadas são dimensionadas através de processos semi-empíricos. segundo a qual a resistência ao corte de parafusos M12 e M14 deve ser calculada multiplicando a expressão de cálculo da resistência ao corte de parafusos de maior diâmetro por um factor igual a 0. De um modo geral.1: Características mecânicas dos parafusos. Classe do parafuso fyb (MPa) fub (MPa) 4. recozido.8 480 600 8.6.1) .1(3) da EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003]. média percentagem de Liga de aço com uma percentagem média total ou parcialmente de carbono.8 640 800 10.85. 6. As diferentes tipologias de ligações aparafusadas incluem placas cobrejuntas. 5. por exemplo. nomeadamente os parafusos de classes 8. 8.9 900 1000 Material e tratamento carbono. Neste capítulo apresentam-se questões directamente relacionadas com o comportamento dos parafusos e tipologias de ligações muito simples.1). nas ligações sujeitas a forças e momentos estáticos.9). placas de extremidade e cantoneiras. podem ser utilizadas todas as classes de parafusos. temperado – parafusos de alta resistência. Nas ligações sujeitas a forças cíclicas susceptíveis de induzir fenómenos de fadiga. Como regra semi-empírica tem-se.8 e 10.

Mazzolani. Rosca Figura 2. • Parafusos traccionados.. As forças internas (corte.1: Secção transversal e ”secção resistente” de um parafuso [Ballio. 1983]. comprovadas experimentalmente. os parafusos podem ser solicitados como: • Parafusos ao corte – Neste caso o movimento das placas de ligação é restringido essencialmente pelo núcleo do parafuso. esmagamento e tracção) podem ser transferidas por corte/esmagamento em ligações aparafusadas correntes e por atrito entre as placas em ligações pré-esforçadas.3 para ligações correntes e ligações pré-esforçadas. 4 Manual de ligações metálicas . existem muitos outros tipos de ligações onde os parafusos são solicitados por uma combinação de corte com tracção. Além destas. Para as diversas distribuições de forças possíveis ao longo de uma ligação. 2001]. Essas forças são descritas nas Figuras 2. do comprimento abaixo da cabeça e do comprimento da parte roscada. Comportamento de um Parafuso numa Ligação A resistência última de uma ligação aparafusada é avaliada assumindo simplificações na redistribuição das forças internas. força no parafuso força na placa esmagamento força no parafuso punçoamento esmagamento atrito corte esmagamento corte atrito esmagamento atrito tracção esmagamento esmagamento a) ligações resistentes ao corte b) ligações pré-esforçadas c) ligações resistentes à tracção Figura 2.2: Distribuição de forças em ligações aparafusadas sujeitas ao corte e em ligação aparafusadas préesforçadas [Trahair et al.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS O tamanho de um parafuso é definido em função do seu diâmetro nominal. resistindo por atrito.2 e 2. • Parafusos de alta resistência em ligações pré-esforçadas resistentes ao escorregamento – Neste caso as placas são comprimidas entre si devido às forças de aperto dos parafusos.

Cd Figura 2. no mínimo. os parafusos não são solicitados ao corte e as forças são transmitidas por atrito entre as placas ligadas. 1983].PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Parafusos em Ligações ao Corte Os parafusos predominantemente solicitados por cargas estáticas podem ser apertados manualmente. os parafusos de alta resistência devem ser apertados. Fp. No caso de outras condições de tratamento das superfícies. A resistência relativa à rotura em bloco é baseada em dois mecanismos de rotura possíveis: cedência por corte combinada com rotura por tracção ou rotura por corte combinada com cedência por tracção [Aalberg.Cd Fp.Cd μFp. Se aplicarmos forças superiores. enquanto que o método para avaliação da rotura em bloco é descrito na cláusula 3.4 da EN 1993-1-8.5.7 da EN 1993-1-8 são definidas várias classes de tratamento das superfícies para as quais μ varia entre 0. Nestas ligações. verifica-se uma resposta elástica até que o núcleo do parafuso ou a placa de ligação entrem em fase plástica. Este aperto é suficiente para garantir força de atrito entre as placas ligadas e transferir uma pequena força sem que se verifique escorregamento.Cd μFp.3: Parafusos de alta resistência numa ligação pré-esforçada [Kuzmanovic. Willems. A deformação plástica pode iniciar-se no parafuso e na placa de ligação em simultâneo. Larsen.1 da EN 1993-1-8 são definidas três categorias de ligações resistentes ao escorregamento. Ligações Resistentes ao Escorregamento Em ligações pré-esforçadas resistentes ao escorregamento.2 do mesmo Documento.4. com 70% da sua tensão última.10. Os valores de dimensionamento da resistência ao corte e ao esmagamento são obtidos com base no quadro 3. com uma chave (“snug-tight” ou “spanner-tight”). A resistência de uma ligação deste tipo é função do coeficiente de atrito das superfícies em contacto μ. o valor do coeficiente de atrito deve ser determinado com base em testes experimentais. A rotura • • • da ligação poderá ocorrer segundo um dos seguintes modos: Corte no parafuso.Cd Fp. 2000].Cd Manual de ligações metálicas 5 .Cd Fp. e da força de aperto FpCd (Figura 2.2 e 0. O modo de rotura depende das dimensões da ligação e da resistência relativa entre o material dos parafusos e o material das partes ligadas. Rotura em bloco.3) introduzida pelos parafusos de alta resistência. Na cláusula 3.Cd μFp. No quadro 3. μFp. Para forças superiores à força de atrito ocorre um deslizamento permanente devido à folga entre o parafuso e o furo. Este deslizamento termina quando o núcleo do parafuso entra em contacto com a placa. Esmagamento da placa de ligação. denominadas por B. C e E.

podia ocorrer uma redução da força de pré-esforço entre 25% e 45% num prazo de 2 e 3 meses.3: Resistência ao Corte de Parafusos Pré-esforçados Solicitados Também à Tracção De acordo com a cláusula 3. • Combinação dos dois primeiros métodos. Como é que este efeito é incorporado no método de dimensionamento de ligações pré-esforçadas? _____________________________________________________________________ Os elementos de ligações resistentes ao escorregamento não devem ser protegidos com pinturas correntes. verifica-se uma deformação do conjunto constituído pelas placas de ligação e pelo parafuso.9: uma anilha mais dura por baixo da cabeça e da porca. Qual a razão deste facto? _____________________________________________________________________ Quando se aplica uma força de pré-esforço num parafuso.1(1c) da EN 1993-1-8. cuja análise simplificada pode ser efectuada de 6 Manual de ligações metálicas . Questão 2. de acordo com a cláusula 3. a força de pré-esforço Fp.Cd não é reduzida da totalidade da força de tracção Ft aplicada. Para se obter um nível de segurança adequado. No entanto. • em parafusos de classe 10. Questão 2.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Neste tipo de ligações. quando o escorregamento não é permitido para Estados Limites Últimos? _____________________________________________________________________ Neste tipo de ligações existe sempre a possibilidade do parafuso não ficar centrado no furo e entrar em contacto com as placas.9. aplicado com uma chave dinamómetro. deve-se utilizar: • em parafusos de classe 8. quando as forças de tracção e de corte são combinadas. • Método “Turn-of-the-nut”. • Dispositivos indicadores de carga. deve ser verificada a resistência ao esmagamento. que consiste na aplicação de um determinado ângulo de rotação após se ter atingido a condição de “snug-tight” (o valor da rotação depende da espessura total das placas e anilhas).4. As pinturas correntes reduzem o coeficiente de atrito nas superfícies em contacto e consequentemente a capacidade resistente da ligação.8: uma anilha mais dura por baixo do elemento que roda durante o aperto (cabeça ou porca). Questão 2.2: Resistência de Ligações da Categoria C Porque é que as ligações resistentes ao escorregamento da Categoria C são verificadas ao esmagamento para cargas correspondentes aos Estados Limites Últimos. podem ser usadas pinturas específicas que não reduzam o atrito.2 da EN 1993-1-8.1: Perda de Pré-esforço no Parafuso Testes realizados em França mostraram que em ligações entre elementos de aço protegidos com pinturas correntes.5(4) da EN 1090-1 [EN 1090-1: 1996]. e de acordo com a cláusula 8. A força de tracção instalada num parafuso de alta resistência pode ser controlada por um dos seguintes métodos: • Momento torçor.

Estudos por elementos finitos indicam que esse factor deveria depender da espessura.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS acordo com a Figura 2. A linha a traço interrompido mostra a influência da flexibilidade das placas à flexão devido às forças de alavanca.4. Em juntas muito longas. uma parte da força de pré-esforço no parafuso mantém-se constante. sendo a restante equivalente a uma redução da força que as placas de ligação inicialmente (após o pré-esforço do parafuso) exerciam sobre o parafuso ΔFj. Manual de ligações metálicas 7 .4: Diagrama de forças internas numa ligação pré-esforçada solicitada à tracção [Bickford. Este efeito é considerado nas regras definidas na cláusula 3.2) A validade do factor 0.4: Distâncias Máximas entre Parafusos e dos Parafusos às Extremidades das Placas Quais os critérios em que se baseiam os valores de 14 t ou 200 mm para as distâncias máximas entre parafusos. Devido à relação entre a rigidez do parafuso à tracção e das placas à compressão (com valores entre 1 e 4).ext. ΔFb Pré-esforço no parafuso (Fp) Força total no parafuso (Fb) ΔFj Força externa no parafuso (Ft) Fj δp.3. classe de parafuso. as deformações nas placas ligadas conduzem a uma distribuição não uniforme das forças pelos parafusos). 8 ⋅ Ft (2. segundo os critérios definidos no quadro 3. devido à deformação das placas.3 da EN 1993-1-8? _____________________________________________________________________ Os valores limites para p1 e p2 são independentes das condições atmosféricas ou outros factores que influenciem a corrosão dos elementos da ligação. devido a deformações no material de base.ext Deformação no parafuso (δb) Encurtamento da placa (δp) δb. A força de tracção exterior será parcialmente transformada numa força adicional no parafuso ΔFb. de acordo com o quadro 3. nota 2. O aumento da força no parafuso é dado por ΔFb e a diminuição da força de aperto entre as placas é de ΔFp. a força de contacto entre as placas toma um valor. no mínimo igual a: Fc = Fp − 0. A deformação do parafuso δb. Se aplicarmos uma força exterior de tracção Ft. a força total no parafuso será Fb e a deformação δb. tendo em conta fenómenos como a instabilidade local das placas e os associados a juntas longas. sendo a deformação da ligação dada por δp. Questão 2. A instabilidade local das placas entre parafusos deve ser verificada de acordo com a EN 1993-1-8. Estes limites são definidos de forma a garantir um bom comportamento da ligação. 1995].ext Figura 2.ext.8. é compatível com a força de pré-esforço Fp e com a diminuição de espessura da placa δp.8 baseia-se num cilindro de compressão com área fixa. classe de aço e número de placas ligadas. os parafusos ficam submetidos a forças desiguais (se a junta for muito longa. Ao aplicarmos a força de tracção à ligação.

facto que inclusivamente é comprovado por testes experimentais.. é avaliada com base numa redução da tensão resistente do material (tensão última) fum..fy/fum = 0. Em ligações não expostas a ambientes corrosivos. 2002b]. Questão 2. não existem limites máximos para as distâncias dos parafusos às extremidades das placas e1 e e2 (Figura 2. A resistência avaliada com base na tensão limite convencional de elasticidade Fexp. 1988]. Desta forma.5 mm. 2000]. p 1 e1 F e2 p2 Figura 2.5 Fexp. tangente à parte não-linear da curva carga-deformação.conv.5: Critério de Deformação em Ligações com Parafusos ao Corte A verificação da resistência ao esmagamento numa ligação com parafusos ao corte pretende essencialmente evitar uma deformação excessiva devido à ovalização dos furos.6 [Piraprez. é definida pela intersecção entre uma recta com uma inclinação igual à rigidez inicial e uma recta com uma inclinação igual a 1/10 da rigidez inicial. Força. 8 Manual de ligações metálicas . mais do que propriamente evitar a rotura da ligação.fy/fum. δ (mm) Figura 2. 2000]. De modo a validar este modelo de resistência foram efectuados ensaios experimentais com placas cobrejuntas com furos ovalizados. dependente do comprimento da ligação.ult fy / fum.6: Valores limites da resistência de uma ligação [Piraprez. no caso de rotura frágil da ligação [Snijder et al. a resistência convencional depende mais da rigidez inicial da ligação do que propriamente do modo de rotura. F (kN) Rigidez inicial/10 200 Rigidez inicial Fexp. como se ilustra na Figura 2.5: Simbologia relativa ao espaçamento de parafusos. A resistência de elementos estruturais obtida a partir de testes experimentais até à rotura Fexp. ult Fexp.9 Fexp. 1. para a tensão de cedência característica fy.5).5 é obtida com base numa deformação máxima de 1. fy/fum 150 100 50 0 0 Curva experimental 3 mm (para ambas as placas) 5 10 15 20 Deformação. de acordo com o indicado no Anexo D da EN 1990 [Wald et al.1. conv Fexp. Este procedimento toma a forma Fexp. Com base em que documentos foi definido o critério de deformação adoptado na fórmula de verificação da resistência ao esmagamento? _____________________________________________________________________ A maioria dos regulamentos consideram que a resistência Fexp.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS que obrigam a uma redução da resistência ao corte dos parafusos.

2 d0 p2= 4d0 e2 = 3d0 Furos 1 Furos 2 Figura 2. 4 0 0 ⎪ ⎪ α menor de ⎨ 1 ⎪f 800 ⎪ ub = = 2. 8. Figura 2. 3) 2.5 da EN 1993-1-8. quando as linhas de parafusos e/ou as arestas limite da placas não são nem paralelas nem perpendiculares à direcção de actuação das forças? _____________________________________________________________________ Nestas circunstâncias. 2 ⋅ d0 ⎧ e1 ⎪ 3 ⋅ d = 3 ⋅ d = 0.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Questão 2. respectivamente. como se ilustra na Figura 2. 22 360 ⎪ fu ⎩ (2. Parafusos M20. 8e 2 − 1.7 e se descreve na cláusula 3.8 Aço: S275 F F p1= 3d0 e1 = 1.8 e o exemplo apresentado.6: Distâncias entre Parafusos e dos Parafusos às Extremidades das Placas Quais as distâncias entre parafusos e/ou espaçamentos entre parafusos e as extremidades das placas. Furos 2: 1.1 ⎪ 3 ⋅ d0 k1 menor de ⎨ 3 ⋅ d0 ⎪2. 8 ⋅ 3 ⋅ d0 ⎧ 2. 4) Manual de ligações metálicas 9 . Questão 2. e nos semi-eixos com centro num furo e passando no furo adjacente.5 ⎩ (2. 7 = − 1.7: Espaçamentos entre parafusos e dos parafusos às extremidades da placa. as distâncias às arestas limite das placas e1 e e2 e as distâncias entre parafusos p1 e p2 podem ser determinadas com base nos semi-eixos de uma elipse tangente à aresta limite da placa.7: Resistência ao Esmagamento de um Grupo de Parafusos ao Corte A resistência ao esmagamento de um grupo de parafusos pode ser obtida pela soma das resistências individuais de cada parafuso? Ver Figura 2. 7 = 1.8: Ligação não simétrica.

Na cláusula 3.17 ) ⋅ d ⋅ t ⋅ fu = 1.7 da EN 1993-1-8 são indicadas regras muito claras sobre como calcular a resistência ao esmagamento de um grupo de parafusos. 25 = 0.17 ⎪ 3 ⋅ d0 k1 menor de ⎨ 3 ⋅ d0 ⎪2. 10 Manual de ligações metálicas . 7) Método 2: A resistência ao esmagamento do grupo é baseada na resistência ao esmagamento do parafuso mais fraco Fb. 2000]. os parafusos devem ser dispostos simetricamente na ligação. 75 ⋅ 0. 76 ⋅ d ⋅ t ⋅ fu γ M2 γ M2 γ M2 (2. 7 = 0. verificada no caso de furos ovalizados. 7 = − 1.Rd = ( ∑ α b ⋅ k1 ) d ⋅ t ⋅ fu = ( 2 ⋅ 0.14 ⋅ d ⋅ t ⋅ fu γ M2 γ M2 γ M2 (2.4 do Documento EN 1993-1-8.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Furos 1: 3 ⋅ d0 ⎧ p1 ⎪ 3 ⋅ d − 0. deve ser considerada como 60% da resistência obtida para ligações com parafusos em furos com folga normalizada. 6) Método 1: A resistência ao esmagamento do grupo é dada pela soma das resistências individuais de cada parafuso Fb.1) ⋅ d ⋅ t ⋅ fu = 1. [Tizani. Com base em que estudos é que foi definido este critério? _____________________________________________________________________ Os valores da folga normalizada para parafusos em furos ovalizados são definidos na cláusula 8 do Documento EN 1090-1. observou-se que esta redução de resistência deve-se essencialmente a uma redução da rigidez. 25 = 3 ⋅ d − 0. 22 fu 360 ⎪ ⎩ (2.5 ⎩ (2.Rd = ( ∑ α b ⋅ k1 ) d ⋅ t ⋅ fu = ( 2 ⋅ 0. 4 ⋅ 4 ⋅ d0 ⎧1.1 + 2 ⋅ 0. Questão 2. Em ligações de emenda de elementos. os Estados Limites de Serviço devem ser verificados em separado. 25 = 1 − 0. 2002a]. 4p2 − 1. a resistência ao esmagamento em ligações com parafusos em furos ovalizados. 8) _____________________________________________________________________ De acordo com o método 1. Neste ensaios. [Piraprez. 75 0 0 ⎪ ⎪ α menor de ⎨ 1 ⎪f 800 ⎪ ub = = 2. O somatório das resistências individuais dos parafusos não condiciona a segurança mas apenas as condições de serviço. 1999]. 4 ⋅ 1. a deformação nos furos 2 pode ser um pouco elevada nos Estados Limites de Serviço. A redução de resistência considerada em EN 1993-1-8 é baseada em ensaios recentes [Wald et al. 4 ⋅ 1.8: Resistência ao Esmagamento em Ligações com Furos Ovalizados Segundo a Nota 1 do quadro 3.. 5) 1. se a ligação for solicitada apenas por acções permanentes. para assim evitar desnecessárias redistribuições internas de forças. 40 ⋅ 1. Se houver necessidade de limitar as deformações na ligação. solicitados segundo a direcção perpendicular à maior dimensão.1 + 2 ⋅ 0.

10. a) esmagamento por corte (furos normalizados) b) esmagamento por flexão (furos ovalizados) Figura 2.4 0. como se ilustra nas Figuras 2. Uma ligação com parafusos em furos ovalizados solicitados segundo a direcção perpendicular à maior dimensão.. F (kN) Furos circulares 40 40 8 16 8 M16 Furos ovalizados 10 35 50 25 110 10 35 50 25 110 80 60 40 20 0 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 Deslocamento.. Resistência experimental / Resistência obtida com o modelo analítico: r re t 1.5 3 3.5 1 1. 2002b]. [Wald et al.6 0.5 2 2.9: Comparação entre a curva força-deslocamento numa ligação com furos circulares e com furos ovalizados. 2002a]. Manual de ligações metálicas 11 .5 4 Figura 2.2 0 0 Tamanho do parafuso/ Diâmetro do parafuso 0.4 1.9 e 2. δ (mm) Figura 2.11: Razão entre a resistência ao esmagamento obtida experimentalmente e através do modelo analítico de dimensionamento. apresenta menor rigidez e maior deformabilidade que uma ligação do mesmo tipo mas com furos circulares.2 1 0.10: Esmagamento de uma placa de ligação [Wald et al.8 0.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS 22 18 40 40 8 16 8 M16 18 200 180 160 140 120 100 Força.

286 Fv. tal como considerado em [Owens. 1989]. onde se representam os resultados de 70 ensaios.3 mm.Sd Ft.Rd pode suportar uma força de corte Fv.Rd = 0.10: Parafusos Solicitados ao Corte mais Tracção De acordo com a o quadro 3.12. • Limitação da resistência. Cheal. com o eixo longitudinal do furo perpendicular à direcção da força aplicada. os furos podem ser realizados em obra.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS A resistência ao esmagamento em ligações com furos ovalizados. em alternativa. em furos ajustados? Qual a influência dos seguintes factores: • Tolerâncias nas folgas dos furos. A resistência ao esmagamento é considerada independente das folgas.63-0. Questão 2. A influência do comprimento do furo ovalizado na resistência ao esmagamento. e é de 0.Rd.11. a variação da razão resistência ao corte/resistência à tracção é de 0.Rd (2. 12 Manual de ligações metálicas . em Furos Ajustados Qual o método de dimensionamento de ligações com parafusos solicitados ao corte. _____________________________________________________________________ Normalmente as tolerâncias aplicadas de acordo com [EN ISO 898-1: 1999] conduzem a folgas de aproximadamente 0. Uma fórmula de interacção alternativa consiste em usar os termos ao quadrado e a resistência à tracção (que aparece em denominador) avaliada na zona do liso.4 da EN 1993-1-8. pode ser visualizada na Figura 2.4 da EN 1993-1-8. no caso da zona de esmagamento e corte se localizarem na parte roscada do parafuso. 6 k1 ⋅ α b ⋅ fu ⋅ d ⋅ t γ M2 (2.9) sendo αb e k1 calculados de acordo com o quadro 3. é avaliada com base na expressão seguinte: Fb. Neste tipo de furos não é permitido o esmagamento na zona roscada do parafuso. De acordo com a Figura 2. A montagem das ligações é efectuada segundo um processo normal se os furos forem realizados em fábrica. A resistência à tracção de um parafuso é condicionada pela fractura na zona roscada e a interacção corte+tracção é considerada na parte lisa do parafuso.Sd + ≤1 Fv. • Montagem da ligação. um parafuso sujeito a uma força de tracção igual à sua resistência.9: Método de Dimensionamento de Ligações com Parafusos ao Corte.Rd Ft.Sd = 0. • Resistência ao esmagamento. Em que critérios se baseia esta fórmula? Mais lógico parecia ser a seguinte fórmula: Fv.68 se o plano de corte se localiza na zona roscada.89 se o plano de corte se localiza na zona do liso do parafuso. possui ainda uma reserva de resistência à corte. Questão 2. 10) _____________________________________________________________________ Tal como observado experimentalmente. um parafuso solicitado por uma força de tracção igual à força resistente de dimensionamento Ft.75-0.

Sd Ft. Foram observados os seguintes modos de rotura: esmagamento em 18 ensaios.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS No caso possíveis • • de o plano de corte se localizar na zona do liso do parafuso.Rd Resistência à tracção experimental / Resistência à tracção analítica Ft.R 1. Os resultados dos ensaios referidos foram comparados com os obtidos através dos modelos de dimensionamento definidos na EN 1993-1-8. verificou-se que todos estavam do lado da segurança (Figura 2. De modo a avaliar a resistência de ligações com aço de alta resistência. logo não deve ser usado para o dimensionamento de ligações entre elementos de aço de classes superiores. os dois modos de rotura são os seguintes: Combinação de corte mais tracção no plano de corte.Rd Plano de corte na rosca 0. 4 ⋅ Ft. 1989]. realizou-se um estudo experimental em ligações aparafusadas com corte duplo [Kouhi.0 Plano de corte no liso Fv. de acordo com com os requisitos definidos na EN 1993-1-8 [Owens. 4 ⋅ Ft.11: Resistência de Ligações com Aço de Alta Resistência Em ligações correntes e de acordo com os modelos de dimensionamento definidos em EN 1993-1-8. rotura por corte em bloco em 6 ensaios e rotura da secção útil nos restantes 6 ensaios. Isto deve-se ao facto de um parafuso mais comprido desenvolver mais flexão quando comparado com parafusos mais curtos.5 1. com uma tensão de cedência nominal de 640 MPa? _____________________________________________________________________ O Documento EN 1993-1-8 foi desenvolvido para aços até à classe S460. 1990].0 Figura 2. Cheal.12: Curvas de interacção corte + tracção. A fórmula de interacção considerada em EN 1993-1-8 é a seguinte: Fv.R 0 0 Resistência ao corte analítica 0. 11) Fv. Resultados experimentais têm comprovado que a resistência ao corte aumenta com o aumento do comprimento da zona do liso do parafuso. é possível utilizar aço de alta resistência. Foram usadas placas de aço com uma tensão de cedência nominal de 640 MPa e tensão última de 700 MPa e os parafusos eram de classe 10. Kortesmaa.13): Manual de ligações metálicas 13 .exp Ft.9.Rd 1. Rotura por tracção do parafuso na zona da rosca.Sd + ≤1 Fv.Sd + ≤1 Fv.Sd Ft. Questão 2.Rd (2.5 Resistência ao corte experimental Fv.exp Fv.Rd 1.max Ft.

PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS

• As fórmulas para avaliação da resistência ao esmagamento e da resistência da área útil usada experimentalmente deram os mesmos resultados da EN 1993-1-8. • As fórmulas para avaliação da resistência ao corte em bloco definidas na EN 1993-1-8 são conservativas, quando comparadas com as experimentais. • A resistência ao esmagamento das ligações, obtida com base no somatório das resistências individuais de cada parafuso apresenta-se na Figura 2.13. A deformação avaliada experimentalmente nos Estados Limites Últimos foi da ordem de grandeza do diâmetro dos parafusos. A resistência ao esmagamento obtida com base na resistência mínima dos parafusos é mais segura.
Nota:

• Com o objectivo de estudar a resistência ao esmagamento, o programa de ensaios foi dividido em dois grupos. Num grupo de seis ensaios foi considerada apenas uma linha de parafusos enquanto que no segundo grupo foram consideradas duas linhas, indicadas na Figura 2.13 como esmagamento 1ª linha e esmagamento 2ª linha, respectivamente. • Nos testes foram usadas placas com espessuras de 3 mm, 4 mm, 6 mm e 8 mm. Os valores obtidos para as tensões de cedência foram de 604 MPa a 660 MPa para as placas de 6 mm e 4 mm de espessura, respectivamente. Para a tensão última foram obtidos valores entre 711 MPa e 759 MPa para as placas de 6 mm e 4 mm de espessura, respectivamente. As propriedades medidas correspondem à média de três provetes.
Resistência experimental / Resistência teórica
2 1,8 1,6 1,4 1,2 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 0 1 2 3 4 5 6

re rt

Rotura em bloco Esmagamento 1a linha Esmagamento 2a linha Secção útil

Ensaio

Figura 2.13: Resistência de ligações aparafusadas obtidas experimentalmente [Kouhi, Kortesmaa, 1990].

14

Manual de ligações metálicas

3
SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS
3.1 Introdução

A maioria das ligações soldadas são efectuadas em oficina. Um dos problemas que mais afecta as ligações soldadas é a falta de ductilidade do material de adição; todavia, este problema pode ser resolvido se forem respeitadas determinadas regras. Em ligações estruturais deve-se usar sempre soldadura por arco, excepto em casos especiais tais como “stud welding”. Quando se adopta este procedimento, as propriedades mecânicas do metal de adição devem ser compatível com as do metal de base e a espessura das peças a ligar deve ser igual ou superior a 4mm (na soldadura de elementos de paredes finas pode haver necessidade de se aplicar regras especiais). Os cordões de soldadura podem ser divididos em diversos tipos: • soldadura de ângulo, • soldadura por entalhe, • soldadura de topo, • soldadura por pontos e • soldadura sem chanfro. Na EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] são indicadas regras para avaliação do comprimento efectivo de um cordão de soldadura de ângulo com uma espessura a, ver Figura 3. 1.

a

a

Figura 3. 1: Definição da espessura de um cordão de soldadura, a.

No dimensionamento de um cordão de soldadura de ângulo, a tensão total é decomposta nas componentes paralelas e transversais ao plano crítico do cordão (Figura 3.2). A distribuição de tensões é assumida como uniforme ao longo do plano crítico do cordão, podendo desenvolver-se as seguintes componentes: • σ⊥ tensão normal perpendicular ao plano crítico do cordão de soldadura; • σ// tensão normal paralela ao eixo do cordão de soldadura, pode ser desprezada no dimensionamento de cordões de soldadura de ângulo; • τ⊥ tensão tangencial (no plano crítico do cordão de soldadura) perpendicular ao eixo do cordão de soldadura; • τ// tensão tangencial (no plano crítico do cordão de soldadura) paralela ao eixo do cordão de soldadura.

SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS

σ⊥

τ⊥ τ//

σ//

Figura 3.2: Tensões actuantes no plano crítico de um cordão de soldadura de ângulo.

A resistência de um cordão de soldadura de ângulo é suficiente se foram satisfeitas as condições seguintes:
2 σ ⊥ + 3 (τ ⊥ + τ // ) ≤ 2

fu β w ⋅ γ M2

(3. 1)

e

σ⊥ ≤

fu

γ M2

(3. 2)

O factor de correlação βw é definido no Quadro 3. 1, de acordo com o tipo de aço.
Quadro 3. 1: Factor de correlação para avaliação da resistência de uma soldadura.
Classes de Aço

EN 10025 S 235 S 235W S 275 S 275N/NL S 275M/ML S 355 S355N/NL S 355M/ML S 355W S 420N/NL S 420M/ML S 460N/NL S 460M/ML S 460Q/QL/QL1

EN 10210 S 235H S 275H S 275NH/NLH S 355H S355NH/NLH

EN 10219 S 235H S 275H S 275NH/NLH S 275MH/MLH S 355H S355NH/NLH S 355MH/MLH S 420MH/MLH

Factor de correlação βw

0,80 0,85

0,90

1,00 1,00

S 460NH/NLH

S 460NH/NLH S 460MH/MLH

A EN 1993-1-8 considera ainda um método simplificado alternativo para o dimensionamento de cordões de soldadura de ângulo. Consiste na avaliação da tensão resistente ao corte por unidade de comprimento de cordão, independentemente da direcção do esforço transmitido, como se ilustra na Figura 3.3,

fvw.d =

fu 3 ⋅ β w ⋅ γ M2

(3. 3)

sendo a força resistente do cordão de soldadura por unidade de comprimento dada por
Fw.Rd = a ⋅ fvw.d

(3. 4)

16

Manual de ligações metálicas

Sempre que possível e de forma a minimizar a possibilidade de arrancamento lamelar. as tensões no cordão serão uniformes (Figura 3.Sd V//. 4: Ligações soldadas longas: a) distribuição de tensões não. multiplicando-a pelo factor βLw. devem ser evitados pormenores de ligações que originem tensões perpendiculares à espessura das peças metálicas resultantes de soldadura. Se as placas tiverem uma espessura adequada às forças internas transmitidas. b) distribuição de tensões uniforme.Sd Fw. Quando esses pormenores forem necessários. independentemente da direcção do esforço transmitido. Quando um cordão de soldadura muito comprido é solicitado Na direcção do seu eixo. c) factor de redução βLw. as tensões a meio do cordão são inferiores às tensões nos topos (Figura 3.5) τ// a) τ// b) τ// τ// Lw 1 0. A resistência de um cordão de soldadura com comprimento superior a 150a deve ser reduzida. 4c): βLw = 1.Rd La V⊥ .3: Dimensionamento de um cordão de soldadura.6 0. Manual de ligações metálicas 17 . os cordões com penetração total devem ter uma resistência igual à resistência da parte mais fraca a ligar. Em relação às soldaduras de topo.4a).uniforme. 2 ⎜ ⎛ La ⎞ ⎟ ⎝ 150a ⎠ (3.4 0. esta variação deve-se à deformação das placas de ligação. A resistência de um cordão de topo com penetração parcial deve ser determinada de uma forma análoga à considerada para os cordões de soldadura de ângulo.Rd Fw. 2 − 0.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS N⊥ Sd Fw.4b).2 0 0 50 100 150 200 250 300 350 400 ΒLw c) L a Figura 3. A distribuição de forças numa ligação soldada pode ser obtida com base numa análise elástica ou numa análise plástica. A espessura ou profundidade adequadas de um cordão de soldadura deve ser obtida experimentalmente.8 0. A concentração de tensões pode provocar uma rotura nos topos dos cordões de soldadura (“zip effect”). como se descreve na Figura 3. devem ser tomadas medidas adequadas.Sd Figura 3.

2 e b 1 F Sd Figura 3. designado por cordão 1. // ≤ F2 a2 ⋅ L 2 (3.5: Cantoneiras ligadas por uma placa de gusset. bem como no dimensionamento dos elementos ligados.8) A força F2 no cordão superior (cordão 2).1: Ligação de Duas Cantoneiras a uma Placa de Gusset Numa ligação soldada entre duas cantoneiras e uma placa de gusset. No caso de cantoneiras de abas desiguais ligadas pela aba menor.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS Questão 3. O exemplo seguinte descreve o cálculo da distribuição de forças num cordão de soldadura.9) sendo a tensão de corte τ// dada por τ 2. No entanto. é solicitado pela força F1 dada por F1 = FSd e 2 b (3.6) a qual provoca uma tensão de corte na direcção paralela ao eixo do cordãoτ// τ 1. // ≤ fu 3 ⋅ β w ⋅ γ M2 (3.7) Como se trata da única tensão actuante. é dada por F2 = fSd ( b − e ) 2 b (3. deve ser tida em conta a excentricidade? _____________________________________________________________________ Em geral. a resistência do cordão de soldadura pode ser verificada através da expressão 3. as excentricidades devem ser consideradas no dimensionamento dos cordões. que simplificada resulta na seguinte condição τ 1. O cordão inferior. as forças e os momentos causados por excentricidades devem ser tidos em conta no cálculo das tensões actuantes num cordão de soldadura. // = F1 a1 ⋅ L1 (3.3.10) 18 Manual de ligações metálicas . no cálculo de ligações soldadas entre cantoneiras de abas iguais e placas de gusset é prática corrente na Europa desprezar os esforços causados pelas excentricidades.

end.1 a) anom anom b) a nom. as tensões calculadas pelo método exacto são obtidas a partir de: σ⊥ = τ⊥ = σw 2 e τ // = 0 (3. Para cordões de soldadura solicitados por forças perpendiculares ao seu eixo. Manual de ligações metálicas 19 . t anom c nom a nom. 6: Cordões de soldadura solicitados por: a) forças paralelas ao seu eixo. um método exacto e um método simplificado.7: Espessura efectiva de: a) cordões de soldadura de topo com penetração parcial. b) forças perpendiculares. Quais as diferenças entre os dois métodos? ___________________________________________________________________________ Não existe qualquer diferença.2: Resistência de um Cordão de Soldadura de Ângulo A EN 1993-1-8 inclui dois métodos para o dimensionamento de cordões de ângulo. obtém-se fu ⎛ σw ⎞ ⎛ σw ⎞ ⎜ ⎟ + 3⎜ ⎟ ≤ β w ⋅ γ M2 ⎝ 2⎠ ⎝ 2⎠ 2 2 e σw ≤ fu β w ⋅ γ M2 2 = Fw. Neste caso.Rd 3 2 = 1.Rd = fu 3 ⋅ β w ⋅ γ M2 a) τ// σ Figura 3. como se ilustra na Figura 3.end.Rd (3. b) ligações em T. as diferenças entre os dois métodos são significativas.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS Questão 3.3: Dimensionamento de Cordões de Soldadura de Topo com Penetração Parcial Quais os procedimentos recomendados para o dimensionamento de cordões de soldadura de topo com penetração parcial? ___________________________________________________________________________ Os cordões de soldadura com penetração parcial podem ser dimensionados como os cordões de ângulo.12) As diferenças entre os dois métodos são traduzidas pela seguinte relação Fw.6. com uma espessura igual a: a = anom – 2 mm.2 Figura 3.Rd = Fw. τ// FSd b) τ// σw FSd Fw. no caso do cordão de soldadura ser solicitado por forças paralelas ao seu eixo.13) Questão 3.11) Com base numa análise plana de tensões. 22 (3. como se ilustra na Figura 3.7a).

7 (fy / γ M0 )t fu / γ M2 = 0. nos casos em que: anom.14) No caso de penetração parcial (ver Figura 3.1 + anom. o dimensionamento é feito com se tratassem de cordões de ângulo com uma espessura efectiva dada por: anom.4: Dimensionamento de Cordões de Soldadura em Ligações com Resistência Total Quais as recomendações no dimensionamento de cordões de soldadura em ligações com resistência total? ___________________________________________________________________________ τ⊥ σ⊥ t t a) b) τ σw σ FSd τ VSd h Figura 3.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS Em ligações em T. a espessura deve ser calculada através da condição: a > 0.2 < t a1 = anom. os cordões de soldadura podem ser dimensionados para resistir às forças aplicadas através da seguinte condição: a > 0. os cordões de soldadura assumem-se como cordões com penetração total. No caso ilustrado na Figura 3.8.17) 20 Manual de ligações metálicas . 25 (3.16) sendo σ = FSd / (t h).1 − 2mm a2 = anom. usando uma análise elástica e considerando aço S235. 8: Espessura efectiva de um cordão de soldadura solicitado por: a) forças normais. 0)t = 0.7b).57t ≈ 0. b) por forças transversais. 6t 360 /1. Para que a soldadura possa suportar uma força superior à resistência das placas de ligação.2 ≥ t c nom ≤ c nom t 5 ≤ 3mm (3. 7 (235 /1.15) Questão 3.2 − 2mm (3.1 + anom. 7 σ ⋅t fu / γ M2 (3.

79t ≈ 0. 4 ⋅ 0. 7 (fy / γ M0 )t fu / γ M2 = 1.20) Manual de ligações metálicas 21 . 4 ⋅ 0. 0)t = 0. a espessura deve ser obtida considerando as seguintes condições: Estruturas contraventadas a > 1. 7 (fy / γ M0 )t fu / γ M2 = 1. para cordões de soldadura solicitados segundo uma direcção paralela ao seu eixo. 7 (235 /1. 25 (3. 8t 360 /1. 0)t = 0. 0 × 3)t ≈ 0. a espessura pode ser calculada através da seguinte condição a > 0. 40t ≅ 0.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS Através de uma análise plástica. 4t fw / γ M2 fu / γ M2 360 /1. 85 fy /( 3γ M0 ) t τ ⋅t 235 /(1.18) Estruturas não contraventadas a > 1. 7 (235 /1. 25 (3. 85 = 0. 97t ≈ 1. 25 (3. 7 ⋅ 0. 0t 360 /1. 85 = 0. 7 ⋅ 0.19) De uma forma análoga.

Estados Limites de Serviço M MRd φ b) Análise Elástica . Os parâmetros considerados em cada uma destas modelações depende do tipo de análise aplicada à estrutura.Contínua - RESISTÊNCIA Resistência parcial Semi. Estas possibilidades de análise são ilustradas na Figura 4. O Quadro 4. No caso de uma análise rígido-plástica.plástica φ Sj.Contínua Semi. Em todos os outros casos.1: Determinação das características das ligações baseada no tipo de análise global.rígida Articulada M 2 MRd 3 Resistência total Contínua Semi.ini MSd Sj.ini /η φ a) Análise Elástica . apenas a rigidez das ligações é relevante para a modelação da ligação: a rigidez inicial para a determinação dos Estados Limites de Serviço e cálculos de estabilidade e a rigidez secante aproximada para a determinação dos Estados Limites Últimos. RIGIDEZ Rígida Semi .1 resume os três tipos de modelação de ligações adoptados pela EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003]: modelação contínua.4 MODELAÇÃO ESTRUTURAL 4.1 e no Quadro 4.Contínua M MRd Articulada Simples MSd Sj.2.1: Tipos de modelação de ligações.1 Introdução O comportamento das ligações tem um efeito significativo na resposta das estruturas.ini d) Análise Elásto . semi-contínua e simples.plástica φCd φ Figura 4. No caso da análise elástica global de pórticos. Quadro 4.Estados Limites Últimos M MRd φCd c) Análise Rígido . quer a rigidez quer a resistência devem ser incluídas na modelação da ligação. as principais características das ligações são a resistência e a capacidade de rotação. .

tal pode ser útil em alguns casos.2: Modelação de ligações e análise global da estrutura.MODELAÇÃO ESTRUTURAL Quadro 4.ini. considerado como o elemento mais fraco Mj. A rigidez pode ser aproximada por S j. como por exemplo em estruturas mistas. ligações à esquerda e à direita e painel da alma do pilar.rígida TIPO DE ANÁLISE DA ESTRUTURA Análise rígido-plástica Análise elásto-plástica Resistência total Rígida/ Resistência total Resistência parcial Rígida/ Resistência parcial Semi-rígida/ Resistência total Semi-rígida/ Resistência parcial Articulada Articulada Simples Articulada A modelação das ligações pode ser efectuada através de molas rotacionais.3. ver Quadro 4. b) modelo incluindo o painel da alma ao corte. o comportamento do painel de alma do pilar (em ligações viga-pilar) e da ligação.fc ⋅ r 2 ⋅ t fc = γ M0 (4. MODELAÇÃO Contínua Semi.2.1) O braço da alavanca r é aproximadamente igual à distância entre os centros dos banzos da viga.2) 24 Manual de ligações metálicas . Haverá outro método mais simples que possa ser usado no cálculo preliminar? _____________________________________________________________________ Steenhuis desenvolveu um método simplificado para a previsão do comportamento das ligações [Steenhuis. incluídas na resposta da ligação. O momento resistente da ligação baseia-se na espessura do banzo do pilar tfc.1: Cálculo Preliminar de Ligações A EN 1993-1-8 fornece regras para a caracterização do comportamento das ligações viga-pilar de eixo forte. separando ou não.2: Modelação da ligação através de molas rotacionais: a) zona nodal. M a M a M b φa T φb M b a) b) c) Figura 4. Questão 4.app ς ⋅ fy.Contínua Análise elástica Rígida Semi . na maior parte das aplicações não seja conveniente modelar o comportamento da ligação e do painel da alma separadamente. ver Figura 4. 1999]. A estimativa da rigidez e da resistência das ligações é baseada na componente mais fraca. Embora. c) características do painel da alma.Rd.app = E ⋅ r 2 ⋅ t fc ξ (4.

Quadro 4.3: Coeficientes ξ e ς e braço da alavanca r .3.5 5 r 7 r 3 >7 r 10 r 3 >7 r 35 r 11. utilizados para avaliar a rigidez inicial e o momento resistente da ligação e bases de pilares.5 7 r 6 7 r 8. Para assegurar que a componente mais fraca é o banzo do pilar.5 5 r 15 r 11.0 7 r 40 r 5. considera-se a espessura da placa de extremidade tp superior à espessura do banzo do pilar tp ≥ tfc.0 5 r ∞ >7 r 7. placa de base COEFICIENTE ξ ς ξ ς 13. LIGAÇÃO viga-pilar t fc r M Sd COEFICIENTE LIGAÇÃO viga-pilar.5 5 r r 20 5 (placa de base) Manual de ligações metálicas 25 .MODELAÇÃO ESTRUTURAL O factor ς pode ser obtido do Quadro 4. a espessura do reforço do pilar ts ≈ tfb e o diâmetro dos parafusos d ≥ tfc.5 5 r 14 r 6.

MODELAÇÃO ESTRUTURAL Questão 4. A relação de carregamento dos Estados Limites Últimos e Estados Limites de Serviço em estruturas de aço pode ser tipicamente avaliada em ((1x1.3). O mesmo princípio é aplicado no cálculo de ligações. Na prática.18/1. se a capacidade resistente é baseada no momento elástico de cálculo Mj. têm sido um dos principais focus de investigação mais recente nesta área. a distribuição plástica de esforços é utilizada no cálculo das ligações de modo semelhante ao que é efectuado no cálculo de elementos estruturais (Figura 4.3: Rigidez inicial e rigidez secante de uma ligação.50)/4)/1. No entanto. No entanto.6 da EN 1993-1-1 [prEN 1993-1-1: 2003].4. Normalmente. Este não é o caso dos elementos mistos. algumas componentes podem limitar a capacidade de rotação da ligação. 1983b]. Por exemplo. obtida através de uma análise global elástica.el deve usar-se a rigidez inicial Sj.ult então. a verificação do comportamento elástico para os Estados Limites de Serviço não é necessária.ult Mj. A EN 1993-1-8 fornece alguns princípios básicos para a verificação da capacidade de rotação. 26 Manual de ligações metálicas .sec φ Figura 4.46 e a relação entre a resistência plástica e elástica à flexão de secções em I é cerca de 1. ver cláusula 5.5a). logo. se se considerar o momento plástico Mj.sec. nos quais a verificação do comportamento elástico nos Estados Limites de Serviço faz parte do procedimento normal de cálculo. É baseado na experiência e não num procedimento exacto de análise.el Sj.ini na análise.ini Mj. e de forma similar à classificação das partes comprimidas da secção das barras. Esta estimativa é conservadora e segura se for considerada a tensão de cedência fy no modelo de cálculo. O início do comportamento não-linear de placas de extremidade pode ser estimado a 2/3 do momento plástico de vigas de secção rectangular [Zoetemeijer.2: Utilização da Análise Elástica para a Análise Global de Estruturas É permitido o uso de métodos elásticos na análise global da estrutura. Admite-se que os Estados Limites Últimos apenas serão alcançados ocasionalmente. ver Figura 4. A capacidade de rotação das rótulas plásticas nas secções é garantida pela classificação das secções. com ligações concebidas por análise plástica? _____________________________________________________________________ A análise global elástica pode ser usada com ligações calculadas plasticamente. M Sj. Os procedimentos de cálculo para avaliação da capacidade de deformação das componentes e da capacidade de rotação das ligações. A resistência de todos os elementos estruturais e ligações terá de satisfazer os critérios de dimensionamento. Esta relação foi observada experimentalmente para outros tipos de ligações. usando a esbelteza da alma e dos banzos. O mesmo procedimento pode ser aplicado às ligações. (Figura 4.18. deve usar-se a rigidez secante Sj. desde que seja considerada a rigidez de ligação relevante. a classe mínima da secção deverá ser Classe 2.0 = 1.35+3x1. Nestas condições. a resistência dos elementos é baseada numa distribuição plástica das tensões. Este procedimento é simples e prático. Para os Estados Limites de Serviço admite-se um comportamento elástico dos elementos.0 = 1.

Rd = Ft2.4: Avaliação do comportamento da ligação.Rd = Ft3.Rd ≤ Fc.Rd b) distribuição elasto-plástica = Ft1.exp Mj.5: Distribuição dos esforços internos na ligação com placa de extremidade.Rd < Ft2. M Ligação de resistência total Momento.Rd ≤ Fc. Em engenharia é recomendado sobredimensionar as componentes frágeis para aumentar a capacidade de deformação da ligação e consequentemente a segurança da estrutura.Rd c) distribuição elástica z3 z2 z1 Figura 4.d Mj. por exemplo). a ligação deve ser calculada com uma distribuição plástica de esforços (ver a terceira fiada de parafusos na Figura 4. φ Rotação.el Curva experimental Método das componentes utilizando fu M M φ Método das componentes utilizando fy Sj. M Rotação elástica da viga Rotação última da viga Mb.3: Critérios de Classificação para Bases de Pilar Porque é que o Documento Normativo EN 1993-1-8 utiliza limites diferentes na classificação de ligações viga-pilar e bases de pilar? _____________________________________________________________________ As ligações podem ser classificadas relativamente à resistência. φ Figura 4. Manual de ligações metálicas 27 .6: Classificação das ligações baseada na resistência e na capacidade de rotação.pl. ver Figura 4. As componentes da ligação podem ser dúcteis ou frágeis.Rd = Ft2. É usada uma distribuição elástica quando a componente frágil limita a resistência da ligação.Rd Ligação de resistência parcial Momento resistente da viga M M Ligação dúctil (Classe 1) Ligação semi-dúctil (Classe 2) Ligação frágil (Classe 3) φ φ M Rotação.Rd < Ft3.MODELAÇÃO ESTRUTURAL M Mj.Rd a) distribuição plástica = Ft1. = Ft1.6).Rd ≤ Fc.ult.5b). as componentes inferiores devem estar em regime elástico.ult. Quando a componente frágil é colocada no meio da ligação (parafuso na segunda fiada de parafusos. Momento. rigidez e capacidade de rotação (ver Figura 4.5c).ini φ Cd φ Figura 4.Rd < Ft3. Questão 4.Rd Mj. Neste caso.

têm sido propostos limites entre ligações rígidas e semi-rígidas.u =25 M b= Mb Mb. Pode-se avaliar a rigidez mínima da ligação num pórtico. ver Figura 4.5 Ligações articuladas φ Figura 4. 93 3. Por simplicidade. M b Ligações 1.5% do valor da carga crítica com ligações totalmente rígidas.pl. fraca resistência à flexão e grande capacidade de rotação ( φCd = 60mrad ).7: Classificação das ligações viga-pilar baseado na rigidez à rotação.6 0.ini.ini.4 0. os limites para ligações viga-pilar introduzidos nos regulamentos são valores conservativos.3) (4.p = 0. ver Figura 4.Ib. Assume-se que as ligações são rígidas se a carga crítica não for inferior a 97. 5 0.ini ≥ 48E Ic Lc Ic Lc (4. Neste caso recomenda-se comparar a rigidez da base de pilar com a rigidez à flexão do pilar.Rd S j.2 0 Ligações semi-rígidas S j.4) (4. Cálculos semelhantes foram realizados em pórticos com bases de pilares semi-rígidas [Wald. Seguindo o procedimento supracitado.Rd 0.MODELAÇÃO ESTRUTURAL A fronteira de rigidez entre ligações rígidas e semi-rígidas baseia-se na precisão de cálculo necessária à verificação dos esforços nos elementos e ligações.Mb.φ Lb. 93 ≤ λ o limite é o limite é o limite é S j. As ligações articuladas são caracterizadas por uma fraca rigidez (Sj.9. 1999].ini. Os limites de pórticos contraventados são deduzidos dos deslocamentos horizontais. Este valor baseia-se em estudos numéricos realizados num pórtico com uma viga muito flexível. 36 .5).pl. estimada em 30 E Ic / Lc é deduzida para um erro máximo da solução inferior a 10%.b = 8 φ= E. Por razões práticas.ini.b = 8).5) O limite (4.p = 0.0 rígidas S j. A rigidez limite.5) é uma aproximação conservativa e pode ser usado em todos os pilares.ini.8. Jaspart. A rigidez mínima da base do pilar depende da esbelteza relativa do pilar: para para para λ ≤ 0. A necessidade de verificação dos deslocamentos nos Estados Limites de Serviço é a razão para a existência de limites diferentes em pórticos não contraventados (Sj.ini ≥ 0 S j. Esta rigidez é o limite para ligações rígidas e todas as ligações com rigidez superior podem ser modeladas como rígidas.7. ver Figura 4. A rigidez limite 12 E Ic / Lc pode ser usada em pórticos não-contraventados com pilares de esbelteza inferior a λ = 1. que modifica os esforços internos dentro dos limites de precisão requerida.ini ≥ 7 ( 2λ − 1) E S j. estes valores são função da rigidez à flexão da viga associada.ini.u = 25) e contraventados (Sj.5 ≤ λ ≤ 3.8 0. 28 Manual de ligações metálicas .

O erro na omissão da excentricidade e da flexão em torno do eixo fraco é relativamente elevado.c.9: Classificação de bases de pilar baseada na rigidez à flexão.6 0. a integridade da estrutura e os esforços na montagem devem ser tidos em consideração.ini E Ic / Lc Curva simplificada Curva real 4 6 8 10 Esbelteza relativa do pilar. Apenas a excentricidade de uma ligação viga-pilar aparafusada (placa de extremidade.8: Avaliação da resistência de um pilar baseada na rigidez à flexão do apoio inferior.s = 12EIc/Lc Base do pilar semi-rígida Base do pilar rotulada 0.8 0.ini.4: Cálculo de Ligações Solicitadas por Esforços Reduzidos Se a ligação for solicitada por esforços muito reduzidos.003 φ (rad) Base do pilar rígida Sj. pode ser avaliado pela interacção entre esforço axial e momento flector (a encurvadura do pilar é desprezada): Manual de ligações metálicas 29 .10. por exemplo.Rd 1. etc. Questão 4. Caso actuem forças muito reduzidas. Os esforços a considerar dependem do tipo de ligação. λ Figura 4. Momento relativo Mj/Mpl.n = 30EIc/Lc λo = 1.ini.10)? ___________________________________________________________________________ No caso da Figura 4. a excentricidade da ligação ao banzo do pilar. na análise global.pl. cantoneiras de alma.Rd Figura 4.01 0. será necessário calculá-la para um certo nível (razoável) de esforços. é necessário ter em conta.) à alma de uma secção aberta pode ser omitida.0 0. comparado. Se a ligação for considerada como articulada. Questão 4.MODELAÇÃO ESTRUTURAL Rigidez relativa da placa de base 60 50 40 30 20 10 0 0 2 Sj.5: Modelação da Excentricidade da Ligação no Cálculo de Pórticos Os pórticos são normalmente modelados por linhas ligando os centros de gravidade das secções. o pilar pode ser considerado como axialmente carregado (ver Figura 4. com a resistência da viga/pilar? _____________________________________________________________________ As ligações estruturais devem ser calculadas para transmitir esforços acidentais e nominais.2 0 0 Sj.36 ⎯ φ= EIcφ LcMc.4 0.002 0.c.

4*103 N para uma excentricidade de e = 100 mm. 0 ⋅ 106 Nmm (4.z.6) A resistência do pilar ao esforço axial é Npl.10: a) Exemplo de excentricidade da carga no pilar.Rd = Wpl.8) A resistência ao esforço axial diminui para 1561kN com a excentricidade e = 4.5 ⋅ 103 ⋅ 235 /1.z ⋅ fy / γ M0 = 200.9) A resistência ao esforço axial diminui para 828. 0 = 1835 ⋅ 103 N (4.5 mm.Rd (4.y. d) por placas de extremidade.MODELAÇÃO ESTRUTURAL HE 200 B e = 100 mm a) b) FSd c) 9 HE 200 B e = 4. c) e alma. 0 = 47. 3 ⋅ 103 ⋅ 235 /1. NSd N ⋅e + Sd ≤1 Npl. b) vigas ligadas ao banzo.Rd = Wpl.Rd = A ⋅ fy / γ M0 = 7808 ⋅ 235 /1. 30 Manual de ligações metálicas .Rd Mpl. O erro na omissão da flexão em torno do eixo forte pode ser avaliado pelo momento de cálculo do pilar: Mpl.7) e a resistência do pilar ao momento flector é Mpl.5 mm FSd d) Figura 4.y ⋅ fy / γ M0 = 642.1 ⋅ 106 Nmm (4. 0 = 151.

Este capítulo diz respeito ao cálculo de ligações simples no qual o método de análise global pode ser elástico. Um método para o conseguir é ligar todos os elementos principais da estrutura. no caso de um acidente. Placas de gousset. Placas de extremidade flexíveis. O método usual para o conseguir é assegurar que a ligação se prolongue pelo menos 10mm para além da extremidade da viga. No entanto. devem ser capazes de transferir uma força horizontal de tracção.0m de vão. Isto quer dizer que as ligações viga-pilar de um pórtico metálico. . que resulta da falta de ligação entre os principais elementos da estrutura.022rad (1. 5. pode originar uma rotação de 0. Para verificar as hipóteses de cálculo. esta rotação não deve prejudicar a resistência da ligação ao corte e à tracção. é normalmente suficiente para permitir a montagem sem a necessidade de contraventamentos temporários. e portanto não transferem momentos significativos nos Estados Limites Últimos.2 Integridade Estrutural O colapso parcial de Ronan Point no Reino Unido em 1968 alertou a indústria da construção para o problema do colapso progressivo. por forma a preservar a integridade da estrutura e impedir o colapso progressivo. Esta definição sublinha o cálculo global estrutura. Consideram-se • • • • as seguintes formas de ligações simples: Dupla cantoneira de alma. As estruturas devem ter um mínimo de robustez para resistir às cargas acidentais. Emendas de pilares. Ao mesmo tempo. por forma a preservar a integridade estrutural (ver 5.26°) quando solicitada pela carga máxima de cálculo. As ligações simples são definidas como as ligações que transmitem apenas esforço transverso e têm uma resistência à rotação desprezável. e de modo a prevenir grandes esforços na ligação. na prática. rígido-plástico ou elásto-plástico. as ligações simples devem permitir uma rotação adequada da extremidade da viga à medida que esta flecte e ocupa as folgas usuais. Em teoria.2). é conveniente evitar que o banzo inferior da viga encoste ao banzo do pilar. esta rotação será consideravelmente menor pela restrição oferecida pela ligação. no qual as vigas são calculadas como simplesmente apoiadas e os pilares são calculados para o esforço axial actuante e pequenos momentos introduzidos pelas reacções na extremidade das vigas.1 Introdução As ligações são classificadas de acordo com o método de análise global e o tipo de modelo da ligação. o qual embora não tido em conta no cálculo. as ligações devem ter um grau de fixação.5 LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 5. na prática. uma viga simplesmente apoiada com 457mm de altura e 6. Quando a viga roda.

Para aumentar a capacidade de rotação. 32 Manual de ligações metálicas . em termos do tipo e natureza da fixação e tipos de ligações.1: Ligações típicas em torno do eixo de maior e menor inércia. realizadas pela aplicação de cantoneiras. Normalmente as cantoneiras são usadas aos pares. Esta secção diz respeito aos princípios gerais aplicáveis a todos os tipos de ligações simples. A recomendada nesta publicação assume que a linha de acção do esforço transverso entre a viga e o pilar actua na face do pilar. É suficiente utilizar uma análise simples de equilíbrio para o cálculo deste tipo de ligação.1 Ligações Viga-pilar Dupla Cantoneira de Alma Na Figura 5. 5. as cantoneiras de pilar raramente são críticas e o cálculo é quase sempre determinado pelos parafusos que solicitam a alma da viga. e para o momento produzido pelo esforço transverso na extremidade multiplicado pela excentricidade do grupo de parafusos relativamente à face do pilar. a viga com as cantoneiras ligadas é descida entre os banzos do pilar. pilar de suporte viga suportada pilar de suporte viga suportada Figura 5. varia entre os países membros da Comunidade. Na prática.4 5. aparafusadas por cantoneiras de alma em torno dos eixos de maior e menor inércia do pilar.3 Métodos de Cálculo O cálculo de ligações simples é baseado nos princípios e procedimentos adoptados pela EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003]. a espessura da cantoneira deve ser reduzida ao mínimo e a distância entre parafusos deve ser tão grande quanto possível. não alterando a resistência ao corte da viga. determinada pela capacidade de deformação das cantoneiras e pelo escorregamento entre as partes ligadas. Estes tipos de ligações são comuns porque permitem pequenos ajustamentos quando se usam parafusos não pré-esforçados em furos com folgas de 2mm. A prática corrente.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 5. Durante a montagem. em grande parte.4. o grupo de parafusos que liga as cantoneiras à alma da viga deve ser dimensionado para o esforço transverso. Nos itens seguintes descrevem-se os métodos de cálculo para cantoneiras. As fórmulas relevantes podem ser encontradas na bibliografia. Na ligação em torno do eixo de menor inércia do pilar pode ser necessário cortar os banzos da viga. Usando este modelo. A capacidade de rotação desta ligação é.1 apresentam-se ligações típicas. placas de extremidade flexíveis e placas de gousset. Os parafusos que ligam as cantoneiras à face do pilar devem ser dimensionados para o esforço transverso apenas.

é usada para transferir as reacções na extremidade da viga.3 Placa de Extremidade Flexível A Figura 5. como por exemplo. as soldaduras entre a placa de extremidade e a alma da viga não devem ser o elo mais fraco. Este tipo de ligação não é desejável do ponto de vista do construtor pela tendência da viga a rodar durante a montagem. ou quando a acessibilidade exclui o uso de ligações por dupla cantoneira ou placa de extremidade.2 apresenta ligações típicas em torno dos eixos de maior e menor inércia. 5. assegurando assim um ajustamento fácil. A placa de extremidade é frequentemente prolongada até à altura total da viga. No entanto. Deve-se ter cuidado com o uso deste tipo de ligação em áreas onde a tracção é elevada. mas tem a desvantagem de não ter espaço para ajustamentos em obra. a placa de extremidade é soldada aos banzos da viga para melhorar a estabilidade do pórtico durante a montagem e evitar a necessidade de contraventamento temporário. em torno dos eixos de maior e menor inércia de um pilar.4.4. A Figura 5. Os parafusos que ligam a cantoneira ao pilar devem ser verificados ao momento produzido pelo esforço transverso multiplicado pela distância entre os parafusos e o eixo da viga. a viga deve ser verificada e.2 Cantoneira de Alma Simples Normalmente. Em vigas com mais de 500mm de altura e até 10mm de espessura de placa combinada com 140mm de distância entre o centro dos parafusos. um dos desenvolvimento mais recente tem sido a introdução de ligações por placas de gousset. É necessário que o comprimento total da viga esteja dentro de limites apertados. Manual de ligações metálicas 33 . mas não é necessário soldar a placa de extremidade aos banzos da viga. Estas ligações compreendem uma única placa.4 Placa de Gousset Seguindo a prática australiana e americana. Estas ligações consistem numa placa soldada à extremidade da viga e aparafusada.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 5. ao pilar ou viga de suporte. Esta ligação é relativamente barata.2: Ligações típicas viga-pilar em torno dos eixos de maior e menor inércia. Apresenta uma folga entre a extremidade da viga suportada e a viga ou pilar de suporte. é frequentemente usada em vigas até cerca de 450mm de altura.3 mostra uma ligação típica por placa de gousset. Este tipo de ligação é económica e de montagem simples. pilar de suporte Viga suportada pilar de suporte Viga suportada Figura 5. com furos previamente realizados. Este tipo de ligação consegue a sua flexibilidade pelo uso de placas relativamente finas combinadas com grandes distâncias entre parafusos. em obra. por causa da falta de ductilidade. 5. que é soldada à alma ou banzo do pilar. uma placa de 8mm de espessura combinada com uma distância de 90mm entre centros de parafusos. as cantoneiras de alma simples são usadas apenas em pequenas ligações. embora possa ser usada uma placa para compensar as tolerâncias de fabrico e montagem. realizadas pela aplicação de placas de extremidade flexíveis. por vezes.4.

5. A validação desta e outras hipóteses de cálculo foram efectuadas com uma série de ensaios de ligações por placas de gousset. O extremidade da alma cortada. que está em compressão. As ligações por placas de gousset conseguem a sua capacidade de rotação por deformação dos parafusos ao corte. tomado como o produto do esforço do corte vertical com a distância entre a face do pilar e o centro do grupo de parafusos. Os resultados destes testes concluíram que o método de cálculo era conservativo e dava resultados adequados da resistência. 34 Manual de ligações metálicas . 5. é necessário um estudo pormenorizado da estabilidade global da viga com entalhes.4. realçam-se alguns itens adicionais que devem ser considerados no cálculo e na utilização das ligações viga-viga.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Tem sido feito um esforço considerável de modo a identificar a linha de acção apropriada para o esforço de corte. pela distorção devida ao esmagamento dos furos e por flexão da placa de gousset fora do seu plano. Os comentários dados nas secções 5.4: Ligações viga-viga com entalhe simples e duplo. deve ser verificada à instabilidade local da alma não restringida. Os ensaios mostraram também que as placas de gousset longas têm a tendência para rodar e atingir a ruína por instabilidade lateral. placas de extremidade flexíveis e placas de gousset. em conjunto com o esforço de corte. o banzo da viga secundária é cortado e a alma deve ser verificada tendo em conta o efeito do entalhe. Viga principal Viga secundária Viga principal Viga secundária Figura 5.3 e 5. Em vigas que não são apoiadas lateralmente. Quando os banzos superiores das vigas estão ao mesmo nível. como no caso da ligação da Figura 5.4. Por esta razão todas as secções críticas devem ser verificadas para o mínimo de momento.5 Ligações Viga-viga Há três formas de ligação viga-viga: dupla cantoneiras de alma. 5. o esforço de corte actua na face do pilar ou actua no centro do grupo de parafusos que ligam a placa de gousset à alma da viga.3: Ligações típicas em torno dos eixos de maior e menor inércia.1.4.4 mostra ligações típicas viga-viga aparafusadas por cantoneiras de alma em vigas com entalhe simples ou duplo.4.1 Dupla Cantoneira de Alma A Figura 5. 5. Nas secções seguintes.4 também se podem aplicar às correspondentes ligações viga-viga. Pilar de suporte Viga suportada Pilar de suporte Viga suportada Figura 5. Há duas possibilidades. relativamente à encurvadura lateral. realizadas por placas de gousset.

a placa de extremidade tem frequentemente a altura total da viga cortada e é soldada ao nível do banzo inferior. Em alternativa. desde que a placa de extremidade seja relativamente fina e a distância entre parafusos seja grande. O projectista deve escolher entre capacidade reduzida de uma placa de gousset longa e a capacidade reduzida de uma viga cortada.5: Ligação típica viga-viga com placa de extremidade flexível. Uma outra consideração é a torção induzida quando as placas de gousset são ligadas a um dos lados da alma da viga apoiada.6 mostra ligações típicas por placa de gousset aparafusada. Manual de ligações metálicas 35 .5. Se ambas as vigas têm altura semelhante ambos os banzos são cortados. os estudos experimentais têm mostrado que nestes casos os momentos torsores são reduzidos e podem ser desprezados. 5.4.6: Ligação viga-viga por placa de gousset: a) placa de gousset longa. Para além disso este tipo de ligação implica uma placa de gousset longa como se mostra na Figura 5.6b). a) b) Figura 5. 5. Nestes casos.6a). a placa de extremidade considera-se suficientemente flexível para ser classificada como ligação simples. Nestes casos. Viga principal Viga secundária Figura 5. Os comentários na secção 5. ou uma viga cortada como mostra a Figura 5. Tal como a ligação por cantoneiras duplas. por exemplo. Na prática.3 Placa de Gousset A Figura 5. Se a viga principal é livre de rodar. numa ligação dos dois lados. b) placa de gousset curta com vigas com entalhe. Neste caso é necessário cortar o banzo inferior da viga menor para impedir a obstrução dos parafusos. a alma não apoiada e a viga devem ser verificadas à instabilidade lateral.5. Este procedimento torna a ligação relativamente mais rígida que a placa de extremidade parcial mas. No entanto. se o comprimento dos cortes excede certos limites. a cantoneira da viga maior pode ser prolongada e os parafusos colocados por baixo da base da viga menor.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO O uso de cantoneiras pode tornar-se complexo quando se ligam vigas de diferentes tamanhos. o banzo superior da viga secundária é cortado para ajustar à alma da viga principal. haverá capacidade de rotação adequada mesmo com uma placa de extremidade espessa.4 sobre placas de gousset viga-pilar aplicam-se também às placas de gousset viga-viga. a capacidade de rotação deve ser conseguida pela própria ligação. Nos casos em que a viga principal não é livre de rodar. as placas de extremidade espessas de altura total podem provocar sobretensões nos parafusos e nas soldaduras.5 ilustra ligações típicas viga-viga com placa de extremidade flexível.2 Placa de Extremidade Flexível A Figura 5.

nestes casos o esforço de compressão é transmitido por contacto.1 Extremidades Preparadas para Contacto A Figura 5. Em geral estão submetidas ao esforço axial de compressão e momentos que resultam das reacções nas extremidades das vigas.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 5. As placas cobrejunta asseguram a continuidade da rigidez e são dimensionadas para resistir à tracção provocada por momentos flectores elevados para se sobreporem aos esforços de compressão no pilar. Geralmente. aquelas nas quais as extremidades dos perfis são preparadas para o contacto.7: Emendas de pilares com extremidades preparadas para contacto: a. As extremidades cortadas com serra são suficientemente lisas e plana para contacto e não é necessária maquinação. A sua colocação no interior tem a vantagem de reduzir a altura total do pilar. e aquelas nas quais as extremidades dos perfis não estão preparadas para esse contacto. placas placas placas (se necessário) placa de separação a) b) c) Figura 5. a emenda pode ser dimensionada para a carga axial e quaisquer momentos aplicados. ou se se assumiu um grau de encastramento ou continuidade no cálculo do comprimento efectivo do pilar. as emendas de pilares devem suportar os perfis alinhados. o momento adicional que foi introduzido pela acção de escoramento deve ser tido em consideração.7 mostra pormenores típicos de emendas de pilares preparadas para o contacto. e são usadas chapas para compensar as diferenças de espessura da alma e do banzo. No entanto não é necessário conseguir um ajustamento perfeito sobre toda a área do pilar. Se uma ligação é posicionada próximo do ponto de contraventamento lateral (digamos dentro de 500mm acima do piso). Neste tipo de edifícios. e o pilar é concebido como rotulado nesse ponto. Normalmente. uma vez que após a montagem as extremidades do pilar vão-se ajustando à medida que as sucessivas cargas permanentes actuam na estrutura.6 Emenda de Pilares Esta secção apresenta regras de cálculo para emendas de pilares em edifícios contraventados de vários andares.6. 5. Em qualquer caso. e sempre que possível. Nesta secção consideram-se dois tipos de emendas. Contudo. as barras devem estar posicionados de forma a que os centros de gravidade do material de emenda coincida com os centros de gravidade das secções dos pilares. a mais de 500mm acima do piso). c) pilares com secções diferentes. Nos três casos a emenda é construída com placas cobrejunta. se a emenda é posicionada longe do ponto de contraventamento lateral (isto é. a tensão (se existir) resultante da presença de momentos flectores e os esforços de corte horizontais. As placas cobrejunta do banzo podem ser colocadas na parte exterior ou na parte interior. b) pilares com secções semelhantes. as emendas de pilares são necessárias para assegurar continuidade da rigidez e resistência em torno dos dois eixos do pilar. acima e abaixo da emenda. considera-se que as forças do vento nas paredes externas dos edifícios actuam 36 Manual de ligações metálicas . As extremidades dos pilares são frequentemente preparadas para contacto. os esforços horizontais de corte que resultam da variação de momento no pilar são absorvidos pelo atrito nas superfícies de contacto entre as dois pilares e pelas placas cobrejuntas da alma. Cada emenda deve ser dimensionada para suportar os esforços axiais.

Normalmente.2 Extremidades não Preparadas para Contacto A Figura 5. assumindo Δ = ±0 mm d = 12mm d0 = 13mm e1 = e2 = 1. 1) Manual de ligações metálicas 37 . enquanto que o momento flector é suportado pelas placas cobrejunta de banzo. o esforço axial no pilar é partilhado entre o banzo e a placa cobrejunta de alma proporcionalmente às suas dimensões.5 da EN 1090-1 [EN 1090-1: 1996] é permitida uma tolerância de Δ = ±5 mm para o posicionamento de um grupo de furos. Quando se ligam pilares de diferentes tamanhos são necessárias várias chapas para compensar a variação de dimensões.8 e aço S235: A resistência ao esmagamento de um só parafuso é dada pela seguinte expressão: Fb. para parafusos M12.8 apresenta pormenores típicos de emendas de pilares não preparadas para contacto.6. Questão 5. Ambas as figuras mostram que o pilar acima e abaixo da emenda têm tamanhos semelhantes. Neste caso a emenda é construída com placas cobrejunta de alma e banzo e se necessário usam-se chapas para compensar as diferenças de espessura das almas e banzos. Esta variação deverá ser tida em conta no cálculo da resistência ao esmagamento do grupo de parafusos? Por exemplo.Rd = k 1 ⋅ α b ⋅ d ⋅ t ⋅ fu γ M2 • Resistência ao esmagamento.1: Resistência dos Parafusos ao Esmagamento: Tolerâncias Permitidas Na Figura T. 2 ⋅ 13 = 15. 6mm (5. 5. Neste tipo de emendas os esforços são totalmente suportados pelas placas cobrejunta e nenhuma carga é transferida por contacto directo. placas placas (se necessário) Placa no exterior do banzo Placa no interior do banzo Figura 5. 8. 2d0 = 1.5.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO ao nível do piso e raramente as emendas de pilares transmitem esforço horizontal de corte devido à acção do vento.8: Emendas de pilares com extremidades não preparadas para contacto.

2: Cantoneira Ligada por Um ou Dois Parafusos Como é possível que a resistência à tracção da secção útil de uma cantoneira com um parafuso seja superior à da cantoneira com dois parafusos? Ver o exemplo a seguir. logo e2 = 15. 27 ⎪ 0 ⎪ α menor de ⎨ 1 ⎪f 800 ⎪ ub = = 2. 2) Resistência ao esmagamento. 7 = − 1. 8 ⋅ 15. 66 ⎪ 13 k1 menor de ⎨ d0 ⎪ 2. 7 = − 1. 8e2 − 1. 7 = 1. 6 ⎧ e1 ⎪ 3d = 3 ⋅ 13 = 0. 2d0 − 5 = 1. 3) Comparado com o primeiro exemplo.10. Assume-se que as tolerâncias são pequenas em comparação com as distâncias ao bordo e que a redução da resistência é pequena e pode ser integrada no factor de segurança parcial. 6 ⎧ 2. 7 = 1. Dados: L 50 × 5 A = 480mm2 t = 5mm d0 = 14mm e2 = 25mm fu = 510MPa De acordo com a cláusula 3. devido à tolerância permitida. 6 ⎧ 2.6mm 10. assumindo Δ = -5mm d = 12mm d0 = 13mm e1 = 1. no segundo obtém-se uma resistência 32% inferior. deverá ser tida em conta a redução da distância ao bordo? _____________________________________________________________________ Normalmente as tolerâncias não são tidas em conta no cálculo da ligação. 6 ⎧ e1 ⎪ 3d = 3 ⋅ 13 = 0. verificamos a resistência à tracção da secção útil: 38 Manual de ligações metálicas . 8e2 − 1. 66 ⎪ 13 k1 menor de ⎨ d0 ⎪ 2.5 ⎩ (5.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 15. 40 ⎪ 0 ⎪ α menor de ⎨ 1 ⎪f 800 ⎪ ub = = 2. 2 360 ⎪ fu ⎩ 2. 2 360 ⎪ fu ⎩ 2.3 da EN 1993-1-8.5 ⎩ (5. Questão 5. 8 ⋅ 15. 6mm Considera-se que existe deslocamento apenas na direcção da força. No cálculo da resistência da ligação. 2 ⋅ 13 − 5 = 10.

50 d (para aço S275) • todas as distâncias ao bordos da placa e alma da viga são iguais ou superiores a 2d.8.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Para um parafuso: A eff = 2 ( e2 − 0. 25 (5. Para obter a ductilidade necessária numa placa de gousset deve-se assegurar que a rotura se verifica na placa de gousset ou na alma da viga.5d0 ) t = 2 ( 25 − 7 ) 5 = 180mm2 Nu.5 d0 1. Questão 5. Manual de ligações metálicas 39 . dois parafusos 14 5 L 50 × 5. um parafuso 50 14 5 50 1. 4) Para dois parafusos: β 2 = 0. Estes ensaios mostraram que a resistência de uma cantoneira ligada por um só parafuso é maior que uma cantoneira ligada por dois ou mais parafusos. 4 Nu. Do mesmo modo é usual utilizar placas de extremidade relativamente delgadas (8mm ou 10mm) e afastamentos de 90mm ou 140mm entre os parafusos. provavelmente.8 vezes a espessura da placa de gousset.Rd = A eff fu γ M2 = 180 ⋅ 510 = 73440N 1. aos momentos adicionais que são atraídos pela ligação com mais de um parafuso. • usam-se parafusos 8.5 d0 ___________________________________________________________________________ Foram realizados vários ensaios em cantoneiras ligadas por um ou dois parafusos.5 d0 2.Rd = A eff = β 2 A net = β 2 ( A − d0 t ) = 0. 4 ( 480 − 14 ⋅ 5 ) = 164mm2 A eff fu (5.3: Capacidade de Rotação Como é que as ligações simples conseguem a sua capacidade de rotação? _____________________________________________________________________ A ductilidade das ligações por cantoneiras deve-se à espessura reduzida das cantoneiras (normalmente 8mm ou 10mm de espessura). e ao afastamento dos parafusos no elemento de suporte (normalmente 100mm + a espessura da alma da viga). 5) γ M2 = 164 ⋅ 510 = 66912N 1. A razão deve-se. 25 L 50 × 5. para assegurar que uma ligação por placa de extremidade consiga a flexibilidade e ductilidade adequada para ser classificada como “ligação simples”. Esta rotura é normalmente conseguida pela adopção da seguinte pormenorização: • a espessura da placa de gousset ou da alma da viga é: ≤ 0. • a base do comprimento do cordão de soldadura tem pelo menos 0.42 d (para aço S355) ≤ 0. não pré-esforçados em furos com folga.

Estas regiões podem ter sofrido alguma fragilização devido ao arrefecimento rápido após a soldadura. pode ser conseguida uma resistência adicional aumentando a espessura da cantoneira e/ou reduzindo a distância entre parafusos. As principais características desta metodologia são: • A amplitude potencial do deslocamento δ (ignorando os efeitos de segunda ordem. tracção e momento. 40 Manual de ligações metálicas . Do mesmo modo. Duas localizam-se na ligação. • Estes deslocamentos reduzem as excentricidades nas cantoneiras de alma. ou próximo do centro dos furos e as outras duas localizam-se no ângulo da cantoneira. Para as ligações por dupla cantoneira. • Há quatro secções críticas em cada cantoneira que estão sujeitas a fortes deformações plásticas sob a acção simultânea de corte.10. a resistência à tracção de uma ligação por cantoneiras de alma é adequada.9. Parte da força de tracção é suportada por tracção nas abas das cantoneiras.4: Integridade Estrutural Que método deverá ser usado para determinar a resistência à tracção de ligações simples? E qual é o fundamento deste método? _____________________________________________________________________ O Steel Construction Institute [SCI Recomendation. esta metodologia baseia-se numa análise de grandes deslocamentos das cantoneiras à tracção. No entanto.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Questão 5. De modo a validar esta metodologia. Excentricidade Força de tracção Secções críticas δ Figura 5. 2002]. As características deste método são: • Podem surgir deformações consideráveis. mas apenas se houver rotação nas rótulas junto às soldaduras. 2002] especifica uma metodologia para o cálculo da resistência à tracção de ligações de dupla cantoneira e ligações por placas de extremidade flexíveis. o método para as ligações por placas de extremidade flexíveis é baseado numa análise de grandes deslocamentos da placa de extremidade à tracção. utilizando a representação deformada apresentada na Figura 5. se a ligação não suportar grandes forças de tracção. o deslocamento δ define a geometria deformada das cantoneiras). De um modo geral. A deformada da placa de extremidade é apresentada na Figura 5. A comparação entre os resultados analíticos e experimentais mostrou que o método fornece uma margem de segurança adequada. realizaram-se vários estudos experimentais [SCI Recomendation. Em ambos os casos deve-se considerar o aumento da rigidez à rotação da ligação.9: Dupla cantoneira de alma à tracção. devido à sua capacidade para acomodar grandes deformações antes da rotura.

mas pode ser devido ao efeito de membrana variável e não quantificado. O motivo para esta variabilidade não é claro. os ensaios provaram que o método é conservativo. Dado que o efeito de membrana é desprezado. δ Momento último da placa desenvolvido na raíz do cordão de soldadura e nas extremidades do furo Força de tracção Figura 5. A resistência à tracção duma placa de extremidade é geralmente inferior à da ligação por cantoneira de alma ou placa de gousset. Em ligações de pilares em I. dado que a análise depende de grandes deformações. assinaladas na Figura 5. Uma vez mais.10 por Ο. Esta restrição de membrana surge apenas se a placa de extremidade for aparafusada a uma placa ou banzo maior. que assegura que a tensão de tracção nominal de um parafuso 8. produzem um efeito de membrana. este efeito de membrana é ignorado. Para aumentar a resistência.10: Placa de extremidade à tracção. De um modo geral.8 não excede 300 MPa. basta ser considerada a acção do momento (a interacção momento/esforço transverso existe mas não é necessário considerá-la pois o esforço transverso actuante é uma pequena parte da sua resistência ao corte). foi realizado um estudo experimental para verificar este método [Jarrett. Em ambos os métodos. Embora a relação entre a resistência experimental PE e a resistência calculada PC tenha variado consideravelmente. Por isso se apresenta uma verificação simples para ambas as ligações. Manual de ligações metálicas 41 . o modo crítico de rotura será a resistência à tracção da placa de extremidade.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO • Estes deslocamentos reduzem as excentricidades dentro da ligação mas. deve-se aumentar a espessura da placa ou reduzir a distância entre parafusos. 1990]. as forças de alavanca nos parafusos são normalmente superiores às que se obtêm nos métodos mais tradicionais. • Há quatro secções críticas na placa.

. o contacto não-linear e escorregamento. 1989]. cujos resultados estão reproduzidos em bases de dados de ligações [Cruz et al.1 Introdução O comportamento deste tipo de ligações caracteriza-se por uma curva não-linear momento-rotação. Observando a Figura 6. são morosos no cálculo dos modelos e muito sensíveis às opções de análise e modelação. No entanto. cordões de soldadura.. corte e compressão..6 LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 6. Ao longo dos anos. reforços. O comportamento destas ligações pode ser obtido por via experimental ou através de modelos (analíticos ou numéricos) desenvolvidos com base na geometria e nas propriedades mecânicas da ligação.. São necessárias considerações apropriadas para uma multiplicidade de fenómenos desde a não-linearidade material (plasticidade. A identificação das várias componentes que constituem uma ligação com transmissão de momento (placa de extremidade. rigidez de rotação Sj. tem sido efectuados numerosos ensaios de diversas configurações de ligações. permitiram a previsão das principais propriedades das ligações: momento resistente Mj. e devido à sua complexidade. A aplicação de métodos de avaliação estatística.1 Método das Componentes As dificuldades descritas levaram ao desenvolvimento de processos alternativos para a análise de ligações. . até à não-linearidade geométrica (instabilidade local). para condições de tensão residual e configurações geométricas complexas.1.Rd. o establecimento de critérios de rotura e a calibração com base nos resultados contidos nas bases de dados. permitindo dividir a N Fc M/2 dc Fc Fb N N db N M dc Fc M/2 N Fc Fb Figura 6. 1998]. 6. patamar de cedência). que aliassem um maior rigor e simplicidade de análise. e capacidade de rotação φCd.) dá-nos uma ideia da complexidade que constitui a análise do seu comportamento. A utilização de métodos numéricos com elementos finitos de comportamento não-linear permitem endereçar todos os fenómenos presentes numa ligação.1 é possível identificar trajectórias distintas para as forças de tracção.. parafusos.1: Exemplo de trajectória de forças em ligações metálicas [Owens et al.

O modelo simplificado adoptado na EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] é constituído por barras rígidas e por molas (componente). a caracterização do comportamento de uma ligação pode ser efectuada através da associação das propriedades das suas zonas críticas (Figura 6. • caracterização do comportamento de cada uma dessas componentes.1 5. a rigidez de rotação Sj de uma ligação é obtida pela combinação das rigidezes das diversas molas que contribuem para a deformabilidade da ligação.3 para uma ligação viga-pilar com placa de extremidade estendida e duas fiadas de parafusos à tracção [Weynand et al.2 8.3: Método das componentes aplicado a uma ligação viga – pilar.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO ligação e estabelecer analogias com componentes mais simples e mais fáceis de analisar.1 4.2): • Zona traccionada. As componentes podem ser solicitadas por tracção. que se traduz na discretização da ligação metálica nas suas componentes básicas que reproduzem. A aplicação deste método. De acordo com a EN 1993-1-8. • assemblagem das várias componentes para caracterização do comportamento global da ligação. identifica a contribuição de uma ou mais propriedades estruturais.1 φ Alma do pilar à compressão Banzo da viga à compressão 3. O método das componentes. e consequentemente. cuja origem se deve a Zoetemeijer [Zoetemeijer. tal como se ilustra na Figura 6.. além da geometria da ligação o comportamento das suas partes: resistência e a deformabilidade. Alma do pilar ao corte 3. compreende três etapas: • enumeração das componentes activas numa ligação.2 Banzo do pilar à flexão Mj Mj Parafusos à tracção Alma e banzo da viga à compressão 8 1 2 7 Alma da viga à tracção Parafusos à tracção Figura 6. Deste modo. • Zona comprimida. 1974] corresponde a um modelo simplificado. dependente do tipo de carregamento. • Zona de corte. compressão ou corte. associadas em série ou em paralelo.2 10. representando estas últimas uma parte específica da ligação que. 1995]. com base na distribuição de forças internas. Este método permite aliar às soluções tradicionais a verificação da compatibilidade de deformações.2: Zonas críticas de uma ligação viga-pilar.2 5. a estimativa da rigidez de uma ligação.1 10. conduzindo a: 44 Manual de ligações metálicas .2 4. Zona traccionada Zona de corte Zona comprimida Figura 6.

é obtido calculando o momento das forças desenvolvidas ao nível das linhas dos parafusos. Cada componente é caracterizada por uma curva força-deslocamento. esta interacção é tida em conta de uma forma aproximada já que um procedimento mais rigoroso. conduziria a uma metodologia demasiado complexa e pouco compatível com uma utilização prática.. alma do pilar à tracção. 6. usadas por exemplo no âmbito do desenvolvimento de novos tipos de ligações. nenhum método geral de verificação [Kuhlmann et al. 1998]. de acordo com a sua capacidade de deformação: • Componentes de ductilidade elevada: painel de alma do pilar ao corte. para aplicações práticas..2 Caracterização do Comportamento das Componentes de uma Ligação A precisão do método das componentes depende da precisão da avaliação das propriedades de cada componente. • Componentes de ductilidade limitada: alma do pilar à compressão. Manual de ligações metálicas 45 . parafusos ao corte. deformação correspondente ao início da plastificação Δy e deformação correspondente ao colapso Δf.1.Rd.. banzo e alma da viga à compressão. É assumido que a maioria das propriedades das componentes são independentes. rigidez elástica Ke. φ Figura 6..ini Resistência da ligação.1) O momento flector resistente Mj.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Sj = E ⋅ z2 1 μ∑ ki i (6. cordões de soldadura. não existindo. Momento. o conhecimento da ductilidade de ligações metálicas requer uma análise não-linear..Rd Curva experimental Curva EN 1993-1-8 Capacidade de deformação φj.. rigidez pós-limite Kpl. O método das componentes permite avaliações muito simples.4: Capacidade de rotação. 2/3 Mj. e modelações mais complexas. necessariamente iterativo.2) A capacidade de rotação necessária de uma ligação depende do tipo de estrutura. 1998] agrupa as principais componentes de uma ligação metálica em três classes.. placa de extremidade à flexão. Sj.. A EN 1993-1-8 fornece alguns princípios básicos para a verificação da capacidade de rotação. que pode ser representada por uma aproximação bilinear ou trilinear.4). M Rigidez inicial. Existe porém interacção entre algumas delas. mas raramente excede 60mrad.Rd Limite elástico. banzo do pilar à flexão. em relação ao centro de compressão: M (F ) = ∑ Fr ⋅ zr (6. • Componentes de rotura frágil: parafusos à tracção.2... de modo a avaliar a resposta de cada uma das componentes (Figura 6. Kuhlmann [Kuhlmann et al.Cd Rotação. não-linear. identificando-se cinco propriedades distintas: força de cedência Fy. De acordo com este regulamento... Na sequência do apresentado na Questão 4. Mj. alma da viga à tracção. no entanto.

etc? Quais os fundamentos daquele quadro.2 deste Documento Normativo.1: Extremidade Coeficiente de Modificação da Rigidez η. ver Figura 6. [Gomes et al. • Para vigas ligadas à alma de um pilar ou de vigas não reforçadas.2 da EN 1993-1-8. • Para uma viga contínua ligada a ambos os lados da alma do pilar. 1994]. basta conhecer o limite inferior de resistência. ver Figura 6. para proceder à distribuição das forças entre as diversas componentes. 46 Manual de ligações metálicas . desde que os momentos actuantes. necessária ao cálculo do momento flector. para Ligações com Placa de Os valores do coeficiente de modificação η. Para avaliar a resistência de uma determinada componente. A EN 1993-1-8 apresenta regras básicas para determinar os valores da força de cedência Fy e da rigidez elástica Ke de cada uma das componentes. 1994]. Sj. [Neves et al.5: Rigidez da ligação utilizada na análise global elástica. _____________________________________________________________________ Para se proceder a uma análise global da estrutura do tipo elástica linear de acordo com a cláusula 5. dependendo da geometria da ligação. de um e de outro lado da alma do pilar sejam simétricos..1. o coeficiente η pode não ser relevante nas situações. Sj.6b). mas não o factor de modificação η. ser considerada como rotulada. não cobrem a gama de possíveis geometrias de ligações com placa de extremidade. dados no quadro 5. relativamente frequentes. será que são adequados a ligações à alma de um pilar ou viga.el S 1 Rigidez secante. em que estas ligações são consideradas como rótulas [Gomes.6a). no entanto. é possível usar um valor de rigidez igual à rigidez inicial da ligação dividida por um coeficiente de modificação da rigidez η. a placas de extremidade finas e espessas. A espessura da placa de extremidade condiciona o valor rigidez inicial. M Mj. estendidas e rasas. é possível antever o comportamento da ligação. e uma vez que o método das componentes permite prever qual(is) a(s) componente(s) crítica(s). 1996].ini φ Figura 6. e a resistência da ligação é limitada à resistência do pilar em torno do eixo de menor inércia. devesse conhecer o limite superior de resistência. Neste caso é possível desprezar a alma. Jaspart.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Deste modo. Questão 6.2 da EN 1993-1-8. a ligação pode ser considerada uma emenda de vigas com parafusos longos. • No caso em que a viga esteja ligada a uma alma de pilar reforçada como indicado na Figura 6. Por exemplo. • Para uma viga ligada à alma não reforçada de um pilar. Este coeficiente η é indicado no quadro 5. os enrigecedores têm um efeito similar a uma emenda de vigas.ini η Rigidez inicial.sec = Sj. 2002].5. a ligação poderá. [Neves.

8 0.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO a) b) Figura 6.3 1.7 0.6 0.7 0.9 0. b) viga ligada a pilar reforçado.5 0.0 λ 1 Figura 6. usadas no cálculo do comprimento efectivo do T-stub e das equações para α em função de λ1 e de λ2? _____________________________________________________________________ Estas regras baseiam-se na teoria das linhas de rotura.3 0.2 1.2 0.9 1.5 5 4.0 0.4 0.12 do mesmo relatório necessitam de ser divididos por 2 para comparação com EN 1993-1-8.4 0.5 0.75 4.5 4.1 0.1 1.45 0 0. De notar que os valores de α apresentados na figura 2. Manual de ligações metálicas 47 .8 0.6: Ligações viga-pilar em torno do eixo de menor inércia: a) emenda de viga (momentos simétricos).4 1.7: Valores de α para banzos de pilares reforçados e placas de extremidade.3 0. 1990] apresentam-se os pormenores deste estudo.1 8 7 2π 6 5.6 0. λ 2 α= 1. No relatório de TU-Delft escrito por Zoetemeijer [Zoetemeijer.2 0.2: Fórmula para o Coeficiente α do Comprimento Efectivo do T-stub Qual o “background” das curvas que permitem determinar α. Questão 6.

podendo ser aplicado a ligações com esquadros. Os esquadros deverão ser dimensionados dentro das seguintes limitações: • a classe de resistência do aço do esquadro deverá ser semelhante à da secção a que se liga. Os problemas apresentados para os esquadros são semelhantes aos encontrados em secções de inércia variável. o valor de α não excede 2π. Leff = α m1 corresponde à fórmula: Leff = 4 m1 + 1. 48 Manual de ligações metálicas .3: Regras para Dimensionamento de Ligações com Esquadro de Reforço A EN 1993-1-8 não inclui especificações para dimensionamento de ligações com esquadro de reforço. • o comprimento de apoio ss deverá ser tomado igual à espessura do banzo do esquadro paralelo à viga (Figura 6. Como é que é feito o seu dimensionamento? _____________________________________________________________________ Podem ser distinguidos dois tipos fundamentais de esquadros: esquadros concebidos para economizar na viga de cobertura (cerca de 10%. há dois aspectos relacionados com a descrição das componentes e sua assemblagem: • influência da inclinação da viga nas forças internas e influência na resistência do banzo da viga e da alma do pilar na zona de compressão (Figura 6.1) (6. No estudo de Zoetemeijer acima mencionado.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Com base nos valores de m1.2. desde que se conheça o comportamento de todas as suas componentes.11 deste Documento Normativo. • o ângulo de intersecção entre o banzo do esquadro e o banzo do perfil a que este se liga.8). ou esquadros concebidos para aumentar a resistência ao momento flector (35-40%). se inclinadas). não deverá ser superior a 45º.4) λ2* = α ⋅ λ1 2 Questão 6. • a dimensão do banzo e a espessura da alma do esquadro não deverão ser inferiores às dimensões correspondentes da secção adjacente. resultam das equações: se λ2 < λ : * 2 ⎛ λ* − λ ⎞ λ1 = λ + (1 − λ ) ⎜ 2 * 2 ⎟ ⎝ λ2 ⎠ * 1 * 1 α 2 (6.7) Para as partes paralelas das curvas. 25 α − 2. é possível determinar os valores de λ1 e λ2.7 da EN 1993-1-8 apresenta algumas especificações sobre esquadros de reforço. Se a altura da viga (incluindo o esquadro) exceder 600 mm. e consequentemente o valor de α (Figura 6. m2 e e.6. As curvas para um valor constante α・ como ilustrado na figura 6. As curvas para α = 7 e 8 são acrescentadas na EN 1993-1-8.8). Neste caso particular. a contribuição da alma da viga na resistência à compressão deverá ser limitada a 20%. A cláusula 6. A EN 1993-1-8 disponibiliza o método das componentes que pode ser utilizado em qualquer geometria de ligações.25 e.2) se λ2 ≥ λ2* : onde λ1 = λ1* λ1* = 1. • influência sobre as propriedades das componentes alma do pilar em compressão e placa de extremidade flectida (em ligações soldadas. 75 (6. também a alma do pilar flectida e a alma do pilar à tracção).3) (6.

fl / cos α Fc / cos α Fc Fc tg α M = Mr V = Vr cos α + Nr sin α N = Nr cos α + Vr sin α Figura 6. Neste caso. há critérios de escolha da espessura adequada a um dimensionamento elástico? _____________________________________________________________________ A rotura dos parafusos pode ser condicionante caso sejam usadas placas de extremidade demasiado espessas. • A relação b/t do reforço é escolhida em função da tensão de cedência. é necessário adoptar outro dimensionamento. Para um reforço solicitado em tracção é necessário verificar a resistência da secção transversal. este pode-se deformar e proporcionar a capacidade de rotação suficiente.9: Verificação de um reforço de alma relativamente à encurvadura. Questão 6. verificar-se-á rotura frágil. ver Figura 6.8: Representação de: a) uma ligação com esquadro.5: Distribuição Plástica de Forças numa Ligação com Placa de Extremidade Muito Espessa Será adequado usar uma distribuição plástica de forças numa ligação de resistência parcial. Manual de ligações metálicas 49 . se for aplicada uma placa de extremidade muito espessa? Caso não seja adequado. Seguindo correctamente as indicações da EN 1993-1-8. para um reforço solicitado em compressão. pelo que ambas as verificações deverão ser efectuadas.4: Regras para Reforços Diagonais e em K Será que é relevante analisar se um reforço diagonal de uma ligação viga-pilar está solicitado em tracção ou em compressão? _____________________________________________________________________ Existem diferenças no que respeita às verificações de resistência do reforço. ver Figura 6. Figura 6.fl ss = th.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO a) V b) Nr Mr N M Vr α th. para além da resistência da secção transversal. Os reforços em K são solicitados à compressão e à tracção. enquanto que. Questão 6. é possível usar as seguintes regras: • A espessura da placa usada no reforço é igual à do banzo da viga.11a). já que este modo de rotura frágil não é admissível. a) viga de cobertura com esquadro. de modo a que a secção seja pelo menos classe 3. é necessário verificar a encurvadura (Figura 6.11b). por não verificar as regras relativas à capacidade de rotação da ligação.9). Como simplificação. No caso do banzo do pilar não ser muito espesso.

Figura 6. • A capacidade de rotação provém do banzo do pilar.11). • Sem capacidade de rotação plástica. b) Separação em T-stubs em tracção. bp e a1 w1 a2 w2 a3 w1 a4 e Parafusos traccionados ex mx a1 a2 a3 a4 a1 a2 a3 a4 b1 c1 b2 c2 b3 c3 b4 c4 Parafusos ao corte. porém os parafusos c1 e c4 não deverão ser considerados para resistir à tracção. a) Banzo do pilar espesso e placa de extremidade espessa. importa notar que esta rotação plástica da viga só se verifica em secções transversais da classe 1 (no caso mais geral).2 Mb. • Momento plástico condicionado pela resistência da placa de extremidade. Esta pormenorização só é permitida se o momento plástico da ligação for pelo menos 1. ser considerados para a transmissão do esforço transverso. em virtude da rigidez limitada da placa de extremidade. Questão 6. e os parafusos da fiada d poderão no entanto. em relação à resistência dos parafusos.pl. em relação à resistência dos parafusos. Nesse caso. os parafusos ocasionarão rotura frágil sem capacidade de rotação suficiente (sendo β o quociente entre o modo 1 e o modo 3.10.2 vezes superior ao momento plástico da viga adjacente. c) Divisão da fiada superior em T-stubs separados.11: Influência da placa de extremidade e do banzo do pilar na capacidade de rotação das ligações.10: a) Placa de extremidade com 4 parafusos por fiada.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Para placas de extremidade e banzos de pilar com β > 2. • Distribuição plástica das forças nos parafusos. • Distribuição plástica das forças nos parafusos. Porém. • A capacidade de rotação provém da placa de extremidade. Neste caso a capacidade de rotação plástica provém da própria viga-rótula plástica na viga. • Dimensionamento não permitido. todos os parafusos situados próximo do banzo traccionado da viga podem ser considerados no cálculo do momento resistente (a1-4 e b1-4). ver Figura 6.2 da EN 1993-1-8). a capacidade de rotação necessária será fornecida pela própria viga (Figura 6. c) Banzo do pilar fino e placa de extremidade espessa em relação à resistência dos parafusos. apenas b) b1 b2 c2 b3 c3 b4 b1 b2 b3 b4 c2 d1 a) c3 d2 d3 d4 c) Figura 6.Rd. excepto se: Mj. Estes parafusos. 50 Manual de ligações metálicas . • Distribuição elástica das forças nos parafusos. • Momento plástico condicionado pela resistência do banzo do pilar. b) Banzo do pilar espesso e placa de extremidade fina. Os parafusos c2 e c3 também podem ser considerados.Rd > 1. de acordo com o quadro 6.6: Linhas de Rotura em Fiadas com 4 Parafusos Como estender as regras apresentadas na EN 1993-1-8 a fiadas com 4 parafusos ao invés de 2? _____________________________________________________________________ Em tracção.

1: Mecanismos de rotura plástica e comprimento efectivo do T-stub para fiadas de 4 parafusos junto ao banzo não reforçado da viga. ver Quadro 6.10c).875e x + e Leff .5b p Manual de ligações metálicas 51 .op = 2m x + 0. A hipótese mais simples (e segura) considera fiadas de parafusos totalmente independentes. e ser adoptado o procedimento preconizado pela EN 1993-1-8.5w 2 Leff .cp = π ⋅ m x + 2w1 + w 2 Leff . 625e x + w1 + 0.cp = 3π ⋅ m x + 2e1 L eff . 25e x + e + 0.1. 6.5w 2 Leff .5w 2 L eff .op = 6m x + 1.op = 6m x + 1. ver Figura 6. 625e x + e + w1 Leff .op = 0.op = 2m x + 0. evitando a resolução de mecanismos complexos.875e x + 0.op = 4m x + 1.cp = π ⋅ m x + 2w1 + 2e Leff . A fiada a pode ser considerada como uma fiada exterior ao banzo da viga. Padrão circular Padrão não-circular Leff .5e x Leff . haverá diferentes possibilidades de mecanismos de rotura para as fiadas a e b. 25e x + w1 Leff .cp = 2π ⋅ m x + w 2 + 2e L eff .cp = 3π ⋅ m x + w 2 L eff .LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Dependendo das dimensões da placa de extremidade e do espaçamento dos parafusos. Quadro. modificando o mecanismo de rotura plástico para o grupo de parafusos.op = 8m x + 2.cp = 2π ⋅ m x + 2w1 L eff .op = 4m x + 1.cp = 4π ⋅ m x L eff .

Na Figura 6. Como se distribui o esforço transverso pelos diversos parafusos? _____________________________________________________________________ Em geral. a distribuição de forças numa ligação é realizada pelo caminho mais rígido. Para além destas condições. o esforço de corte transmitido pelos parafusos não deve exceder 0. Resistência à tracção. os parafusos deverão ser sempre pré-esforçados.4 vezes a resistência total ao corte dos parafusos que também são necessários para resistir à tracção. Como simplificação. o esforço transverso é frequentemente distribuído pelos parafusos na zona de compressão.14 e 6. Como é que este fenómeno é tido em conta? _____________________________________________________________________ No caso da fadiga.7: Distribuição de Esforço Transverso em Ligações Aparafusadas Geralmente. 4 Ft. Porém.11). Neste caso. pelo que não é necessário proceder a qualquer diminuição da resistência por escorregamento. Em geral. 52 Manual de ligações metálicas .Sd Ft. os parafusos solicitados à tracção e corte deverão satisfazer a condição relativa à combinação desses esforços.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Questão 6.15.Rd + ≤ 1.12. o efeito dessas forças deverá ser conhecido. A pormenorização da ligação é bastante importante.Rd 1. precisam apenas de ser verificados à tracção. Se a resistência ao corte desses parafusos for suficiente. esta gama de valores é denominada por “Resistência ao corte remanescente”. A transferência das acções variáveis deverá passar por uma zona de contacto rígida e nunca através dos parafusos (Figura 6.8: Efeito de Alavanca no T-Stub e Verificação da Fadiga O efeito das forças de alavanca é tido em consideração nas fórmulas de dimensionamento das fiadas de parafusos.4/1.13). No caso de parafusos pré-esforçados. 0 Fv.Rd (6. kN 100 Figura 6. é necessário que a resistência ao corte dos parafusos seja superior à resistência ao esmagamento por corte da placa ou do banzo do pilar na zona dos orifícios. b) Interacção das forças de tracção e corte nos parafusos. então os parafusos na zona de tracção. no caso da fadiga. tal como indicado na EN 1993-1-8: Fv. uma placa de extremidade é solicitada por momento flector e por esforço transverso. a força de tracção nos parafusos é compensada por uma força de contacto na zona de compressão da ligação.4) Por este motivo. para se poderem verificar os parafusos. é possível distribuir o esforço transverso de forma equitativa por todos os parafusos (Figura 6. e para haver capacidade de rotação suficiente. A importância do pré-esforço (mesmo que pequeno) na minimização das forças de alavanca é evidenciada nas Figuras 6. Questão 6.12: a) Exemplo de distribuição das forças de corte na ligação. kN 100 Resistência ao corte remanescente Resistência Assume-se Distribuição distribuição plástica elástica 0 0 Resistência ao corte.

Nos três casos a ligação foi préesforçada com uma força Fp. Na Figura 6.15: Resultados de ensaios a T-stubs. Ft Figura 6. A força nos parafusos Fb pode ser dividida numa força de contacto Fc e numa força de tracção Ft. Manual de ligações metálicas 53 . a força de contacto será reduzida de Ft.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO incorrecto correcto Figura 6. Ft Força no T-stub. Desde que. Bt 2Ft Forças de alavanca 100 kN 2Ft 2Ft 2F t 100 kN Força de pré-esforço. Fp 2F t 100 kN 2Ft Força de pré-esforço. Ft seja inferior a Fp. O ensaio da direita mostra o comportamento no caso da ligação de dois banzos sem placa intermédia e com contacto junto à zona da alma. Ft Força no T-stub. a força nos parafusos é indicada com uma linha grossa. Bt Força no parafuso. o que significa que toda a acção cíclica aparecerá no parafuso.15.14: Esquema de ensaio de um T-stub. Fp 45° 0 0 0 45° 100 kN 0 100 kN 0 100 kN Força no T-stub. como neste caso. Força no parafuso. Num ensaio como o indicado na figura do meio. O efeito das acções cíclicas seria mais gravoso caso a zona de contacto fosse perto das extremidades dos banzos. Introduzindo uma força externa de tracção 2Ft no ensaio representado à esquerda.13: Pormenorização incorrecta e correcta de uma ligação pré-esforçada. a força de contacto não se altera quando é aplicada uma força exterior. Figura 6. Fp 45° 0 Força de pré-esforço. o fluxo da acção variável através da ligação é representado pelas linhas tracejadas. Bt Força no parafuso. não haverá efeito do carregamento alternado sobre os parafusos.

Força axial. Qual a influência do ângulo de intersecção numa ligação de um pórtico inclinado? Qual a influência do esforço axial sobre a resistência ao momento flector de uma ligação? As regras da EN 1993-1-8 aplicam-se a a ligações cujos eixos dos elementos que aí se intersectam são perpendiculares (ou paralelos) entre si.5) Esta abordagem é conservativa. ponto de activação da segunda fiada de parafusos. (Figura 6.16. a resistência máxima ao momento flector negativo. 54 Manual de ligações metálicas . assumindo uma interacção linear entre MSd e NSd..9: Determinação das Propriedades de Ligações Submetidas a Momento Flector e Esforço Axial Que abordagem deverá ser adoptada numa ligação com esquadros usada em pórticos com travessas inclinadas. o ponto de activação da segunda fiada de parafusos. O ângulo de inclinação da viga muda a geometria da ligação e deverão ser considerados valores modificados do braço das forças. a resistência máxima à tracção. kN EN 1993-1-8 200 100 -20 -10 0 -100 10 Método das componentes Momento. A interacção linear é considerada pela determinação dos valores extremos da resistência ao momento flector sem esforço axial (MRd) e a resistência ao esforço axial sem momento flector (NRd). de acordo com os resultados actualmente disponíveis. 2002]. e de seguida serão incorporadas numa assemblagem modificada para calcular a resistência e rigidez da ligação [Sokol et al. ver Cláusula 6. o momento negativo no caso de esforço axial nulo.16). baseada na EN 1993-1-8 e no método das componentes. poderá ser determinada através de: NSd MSd + ≤1 NRd MRd (6. Outra abordagem para flexão com esforço axial de compressão é baseada no método das componentes aplicado a bases de pilares.4 da EN 1993-1-8.16: Curva de interacção momento – esforço axial. A resistência ao momento flector de uma ligação submetida a esforço axial e momento flector poderá ser determinada. a resistência à compressão no caso de momento nulo. ver Figura 6. sobretudo em ligações não-simétricas.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Questão 6. O ponto representa a resistência máxima ao momento flector. A resistência da ligação sob a acção combinada destes dois efeitos. solicitada por momento flector e esforço axial? _____________________________________________________________________ Esta questão inclui dois aspectos que serão tratados separadamente. o valor de compressão axial. a resistência ao momento no caso de esforço axial. As propriedades das componentes deverão ser avaliadas de acordo com aquele documento como se não existisse esforço axial.3. kNm Figura 6.

MRd Carregamento não-proporcional Carregamento proporcional Curva não-linear Plastificação da componente mais fraca Força axial. b) Caminhos de carga no diagrama de interacção. tomando em consideração a resistência das zonas em tracção e compressão Ft. Centro da secção à tracção Ft. Momento. para níveis moderados de momento flector.18: Equilíbrio na ligação.Rd zt z zc NSd MSd Eixo neutro Fc. que mantém a placa de extremidade em contacto com o banzo do pilar. Este efeito deve-se à presença de esforço axial. É assumido que a força de compressão actua no centro do banzo comprimido. mesmo nos casos em que a placa de extremidade excede aquele limite. ver Figura 6. pelo que apenas as componentes em compressão contribuem para a deformação da ligação. No caso de carregamento não proporcional. No caso de carregamento proporcional. φ Parafusos à tracção. e o esforço axial NSd e momento flector aplicado MSd.17: a) Curva momento-rotação para carregamento proporcional e não proporcional. a força normal é aplicada à ligação seguida do momento flector. NSd Carregamento proporcional Carregamento não-proporcional Resistência da ligação Momento.ini Figura 6. respectivamente. A dimensão e a forma da área de contacto entre a placa de extremidade e o banzo do pilar são baseados no conceito de área rígida efectiva [Wald.17.Rd e Fc.Rd Secção activa Centro da secção à compressão Figura 6. No caso da existência de mais do que uma fiada de parafusos à tracção. Manual de ligações metálicas 55 . a rigidez da ligação é superior ao caso de carregamento proporcional. a resistência da parte em tracção é obtida a partir da resultante das forças dessas fiadas.Rd.19). Neste cálculo é assumida uma distribuição plástica das forças internas. 1998] (Figura 6. A força de tracção é localizada na fiada de parafusos à tracção. ver Figura 6. No caso de carregamento não proporcional. banzo da viga à compressão e0 NSd Ambos os banzos da viga à compressão Sj. MSd Rotação. mantendo constante a relação entre eles. os dois esforços são aplicados em simultâneo.18. A posição do eixo neutro pode ser avaliada a partir das equações de equilíbrio.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Podem ser distinguidos dois caminhos de carga. O modelo simplificado apenas considera a área efectiva junto aos banzos [Steenhuis. 1995].

Rd.6) e (6.t ⎪ −1 ⎪ ⎪ ⎩ e ⎭ Mj. e em compressão Fc.b. Fc.l ⎪ ⎪1 − ⎪ e ⎭ ⎩ MSd NSd Mj. a equação (6.b + 1 ⎪ ⎪ e ⎪ = min ⎨ ⎬ −Fc. as equações (6.t. estando as duas partes da ligação em compressão. Neste caso.9) 56 Manual de ligações metálicas . considera como área efectiva apenas a zona dos banzo: a) ligação aparafusada com uma fiada à tracção.Rd zt z zc Fct.Rd NSd MSd Fcb.20a): MSd ⎧ ⎪e = N ≤ −z c ⎪ Sd ⎨ ⎪ MSd + NSd ⋅ zc ≤ F t ⎪ z ⎩ z (6.Rd.Rd (6.8) Se a excentricidade e = ≥ −zc .Rd NSd MSd Fc. As forças representam resistências das componentes em tracção Ft.19b).6) e MSd NSd ⋅ z t − ≤ −Fc z z (6.19: Modelo simplificado.Rd ⋅ z ⎫ ⎪ z ⎪ ⎪ c.Rd ⋅ z ⎪ ⎪ ⎪ z t. podem ser estabelecidas as fórmulas seguintes (Figura 6.Rd ⋅ z ⎪ ⎪ ⎪ z c. ver Figura 6. para carregamento proporcional.Rd.Rd (6. o modelo é desenvolvido apenas para carregamento proporcional.Rd zct z zcb a) b) Figura 6.Rd ⋅ z ⎫ ⎪z ⎪ ⎪ c +1⎪ ⎪ e ⎪ = min ⎨ ⎬ Fc.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Ft. não existe força de tracção na fiada de parafusos.7) podem ser reescritas como: ⎧ Ft.7) será modificada para: ⎧ −Fc. Por simplicidade. b) ligação soldada.b.t.7) MRd Como e = MSd NSd = NRd = const . Usando as equações de equilíbrio e assumindo a excentricidade e.

7 ≥ 1 (6.12) na equação (6.15) a parte não linear da curva momento rotação pode ser modelada introduzindo o coeficiente de rigidez μ.11) Sendo a rotação da ligação determinada a partir daqueles valores: φ= δt + δc z = 1 ⎛ MSd + NSd ⋅ zc MSd − NSd ⋅ z t ⎞ + ⎜ ⎟ E ⋅ z2 ⎝ kt kc ⎠ (6.ini = MSd φ (6.14) sendo a excentricidade e0.20: Modelo mecânico para a placa de extremidade.t z zc. que é produzido pelo esforço axial aplicado com a excentricidade constante e S j.b a) b) Figura 6.10) (6.5 γ ) 2. definida da seguinte forma: e0 = zc ⋅ k c − zt ⋅ k t kc + kt (6.16) Manual de ligações metálicas 57 .13) a rigidez é obtida substituindo a rotação da ligação (6. pode ser expressa como: MSd NSd ⋅ zc + M + NSd ⋅ zc z δt = z = Sd E ⋅ kt E ⋅ z ⋅ kt MSd NSd ⋅ z t − M − NSd ⋅ z t z δc = z = Sd E ⋅ kc E ⋅ z ⋅ kc (6. ver Figura 6.20a).t φ zc. A deformação elástica das componentes na zona de tracção e de compressão.b φ NSd z MSd zt NSd zc MSd δc δc.ini = MSd E ⋅ z2 e E ⋅ z2 = 1 MSd + NSd ⋅ e 0 ⎛ 1 1 ⎞ e + e0 ∑k ⎜ + ⎟ ⎝ kc kt ⎠ (6.13) S j.12) A rigidez da ligação depende do momento flector aplicado.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO A rigidez de rotação da ligação resulta da deformação das componentes: δt δc. que depende do quociente γ das forças actuantes μ = (1.

No entanto.17) e substituindo o valor da excentricidade e.19) Para se avaliar o comportamento destas ligações submetidas a momento flector e esforço axial não proporcional. o momento resistente da ligação é superior ao proposto na EN 1993-1-8.. Questão 6. sub-dimensionado [Lima et al. ser aplicadas a reforços tipo “K” e tipo “Morris”? _____________________________________________________________________ Se a alma tem uma resistência insuficiente. Figura 6. metade da altura da viga. sendo o valor proposto pela EN 1993-1-8. é possível modelar a curva momento-rotação da ligação carregada proporcionalmente. o Grupo de Construção Metálica e Mista do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra realizou quinze ensaios de dois tipos de ligações viga-pilar com placa de extremidade. podem ser usadas placas de alma. Na primeira série foram analisadas ligações com placa de extremidade rasa e na segunda fase. reforços diagonais ou em “K” de modo a proporcionar a resistência adequada. evidencia-se uma diminuição do momento resistente da ligação. o factor γ pode ser definido como γ = MSd + 0.5h ⋅ NSd MRd + 0. 2002]. na forma Sj = e E ⋅ z2 1 e + e0 μ∑ ki (6.5h ⋅ NSd (6.. esta grandeza pode ser simplificada para e+ h 2 γ = ⎛ MRd ⎞ h ⎜ ⎟e + 2 ⎝ MSd ⎠ (6. para esforços axiais de tracção. ou seja. quando as ligações estão submetidas a esforços axiais de compressão. ligações com placa de extremidade estendida [Silva et al.10: Regras de Dimensionamento para Reforços em K e do Tipo Morris Poderão as regras para reforços transversais dadas na EN 1993-1-8. até um determinado nível de carregamento.21). i. 58 Manual de ligações metálicas .LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Assumindo os braços das forças zt e zc como aproximadamente iguais a h/2.18) Usando o factor μ acima referido.e. 2002]. O reforço de corte tipo “Morris” foi desenvolvido para resolver dois problemas simultaneamente – a resistência por corte do painel de alma e a distorção do banzo do pilar (Figura 6. Os resultados obtidos mostraram que. a ligação está sobre-dimensionada [Lima et al.. 2001].21: Reforço tipo “Morris”.

Revelam-se igualmente mais económicos e permitem uma maior facilidade de acesso dos parafusos para montagem. A parte horizontal do reforço suporta a mesma força de tracção de um reforço de tracção colocado no mesmo alinhamento. Soldaduras: As soldaduras que ligam os reforços diagonais e os banzos do pilar deverão ser soldaduras de penetração total e a espessura da soldadura deve igualar a espessura do reforço. sendo Asn dada pela expressão seguinte: A sn = 2b sn ⋅ t s com A sn ≥ m1 yd F ⎛ F ⎞ ⎜m +m + m +m ⎟ f ⎝ ⎠ ri rj 1 2L 1 2U (6. permitem concluir que estes reforços são. têm uma rigidez inicial elevada e um melhor desempenho após a cedência. O comprimento deverá ser suficiente para permitir o acesso dos parafusos (100 mm). bastante eficientes. quando comparados com os reforços em “K” tradicionais. quando comparados com reforços tradicionais. Área dos reforços: A área dos reforços. De facto.20) sendo θ o ângulo entre o reforço e a horizontal. As soldaduras que ligam a parte horizontal do reforço tipo Morris ao banzo do pilar deverão ser dimensionadas de forma que a sua espessura permita obter Asn. Asg é dada por: A sg = 2bsg ⋅ t s com A sg ≥ Fv − Pv fyd cos θ (6. A parte diagonal deverá ser dimensionada como um reforço diagonal. São particularmente eficazes para pilares do tipo UB.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Os ensaios realizados com reforços do tipo “Morris”.21) Manual de ligações metálicas 59 . mas mais difíceis de montar em secções mais pequenas.

o dispositivo de ancoragem e o betão.1: Bases de pilar . nomeadamente o reforço através de chumbadouros e embebimento de um troço da zona inferior do pilar na fundação de betão. Normalmente. as bases de pilares são dimensionadas sem reforços. O modelo de cálculo adoptado pela EN 1993-1-8 traduz a flexibilidade da placa de base numa placa rígida efectiva. O dimensionamento tradicional de bases de pilares não rotuladas considera uma análise elástica.reforço opcional. . O documento normativo EN 1993-1-8 [prEN1993-1-8: 2003] indica regras para cálculo da resistência e rigidez das bases de pilares. Chumbadouros à tracção e flecção Alma e banzo do pilar à compressão Betão à compressão e flexão Enrigecedores em ambos os lados (opcional) Chumbadouros ao corte a) b) Figura 7. A abordagem tradicional para o dimensionamento de bases rotuladas conduz a espessuras da placa de base que lhe conferem rigidez suficiente para garantir uma distribuição uniforme de tensões sob a placa e consequentemente. a deformação e a força de tracção no conjunto de dispositivos que constituem a ancoragem. admitindo que as secções se mantêm planas. O procedimento preconizado no documento é aplicável a pilares de secção aberta ou fechada [Wald et al. não é tida em conta na EN 1993-1-8. 2000].Configuração habitual e componentes a utilizar para determinação da rigidez e resistência do conjunto: a) Parafusos no interior da base. A influência da sapata de betão. estaca). que pode ser considerável para determinadas características do solo de fundação. poderão prever-se reforços. a base de pilar é suportada ou por uma sapata de betão ou outro tipo de sub-estrutura (ex. mas se a ligação de fundação estiver sujeita a momentos flectores elevados.. De uma maneira geral. Utilizando as equações de equilíbrio pode determinar-se o valor máximo da tensão na fundação de betão (considerando uma distribuição linear de tensões).1 Introdução Uma ligação do tipo base de pilar é constituída por um pilar. uma placa de base e dispositivos de ancoragem. Outras disposições construtivas relativas a bases de pilares também podem ser aplicadas. ele ignora a flexibilidade da placa de base à flexão (mesmo quando reforçada). esta pode ser modelada como rígida. Apesar deste procedimento se ter mostrado satisfatório ao longo de vários anos de utilização prática.7 BASES DE PILARES 7. b) Parafusos no exterior da base .

8 da EN 1993-1-8. O modelo garante ainda.3: Modelo de análise da placa de base. e do bloco de betão à compressão.2 do mesmo Documento Normativo.BASES DE PILARES permitindo que o nível de tensão na fundação de betão atinja o valor da resistência deste à compressão. Para cálculo relativamente aos Estados Limites Últimos. As regras homólogas para determinação da rigidez encontramse na cláusula 6.2. que a tensão de cedência do material da placa não é excedida. 1/6 t2. As regras para determinação da resistência de bases de pilares encontramse na cláusula 6. Figura 7. através da restrição das deformações da placa a comportamento elástico [Bijlaard. Malha deformada e indeformada e direcções principais no betão [Wald. deve ser tomado como: M′ = 1 2 t ⋅ fyd 6 (7. As fronteiras para a classificação das bases de pilares em termos de resistência e rigidez são apresentadas na cláusula 6. c c O valor do momento resistente elástico por unidade de comprimento da placa de base.3.2: Modelo 2D de elementos finitos da placa de base (T-Stub). Questão 7.3. 1982]. M c c c c c t Figura 7. como efeito secundário. O modelo utilizado limita os valores das tensões concentradas sob a placa de base flexível. considera-se uma distribuição plástica de tensões. utiliza-se o método das componentes. 1998]. na determinação da resistência da placa de base em vez de análise plástica.2. Baniotopoulos. 1/4 t2? _____________________________________________________________________ A área útil da placa de base (flexível) é determinada com base no comprimento efectivo c. Para cálculo da rigidez e à semelhança do que acontece para as ligações viga-pilar.4.1) 62 Manual de ligações metálicas .1: Análise Elástica da Placa de Base Porquê utilizar análise elástica. ver Figura 7.

e a fórmula para avaliar o comprimento c pode ser obtida de: 1 1 fj ⋅ c 2 = t 2 ⋅ fy 2 6 (7. Informações adicionais são fornecidas na Questão 7. Nestes casos. ver Figura 7.4: Distribuição de tensões na argamassa. Deste modo. No caso em que a espessura da argamassa é superior a 50 mm.4. ou seja: a argamassa entre o betão e a placa de base é semelhante a um líquido. quando a argamassa de assentamento tiver pelo menos 20% da resistência característica do betão da fundação. a fina camada de argamassa não afecta a resistência do betão ao esmagamento. 45° Manual de ligações metálicas 63 .3. 1988].3. a resistência ao esmagamento pode ser verificada.2. A maior parte das argamassas tem uma resistência mais elevada do que o material que constitui o bloco [Stark. o coeficiente da ligação βj é considerado igual a 2/3.2: Cálculo da Resistência da Placa de Base com Argamassa de Assentamento de Baixa Qualidade Na cláusula 6. Quando os momento anteriores são iguais. admitindo uma distribuição de tensões normais a 45° sob a área útil da placa de base. Nas outras situações. ver Figura 7. a resistência característica da argamassa deve ser igual ou superior à resistência da fundação de betão [prEN 1993-1-8: 2003]. deve ser considerado igual a: M′ = 1 fj ⋅ c 2 2 (7. Bijlaard. tg t tg tg tg 45° Figura 7.5 da EN 1993-1-8. Que valor deve ser utilizado quando a resistência da argamassa é menor? ____________________________________________________________________ A problemática da argamassa de assentamento de baixa qualidade tem sido alvo de vários estudos experimentais e numéricos.2) que é o momento actuante numa consola de vão c.3) então: c=t fy 3fj ⋅ γ M0 (7.BASES DE PILARES e o valor do momento actuante na placa de base .4) Questão 7. a camada de argamassa pode ser desprezada. Admite-se que a camada de argamassa esteja sujeita a compressão triaxial. quer dizer que foi atingida a capacidade de resistência à flexão da placa.

que tem vindo a ser adoptado pelos Documentos Normativos recentes. Por um lado. as investigações direccionaram-se no sentido da determinação da tensão de esmagamento de placas rígidas. à flexão e ao punçoamento. 1968a]. Para calcular a resistência do bloco de betão ao corte. A análise do betão para Estados Limites Últimos obriga à consideração do comportamento tridimensional do material. que trata o problema da resistência ao esmagamento de um bloco de betão carregado através de uma placa. 1957]. De acordo com EN 1992-1-1 têm-se: FRd = A c0 ⋅ fcd A c1 ≤ 3. a espessura relativa do bloco de betão.4 a 2. [DeWolf. No total. mas para placas flexíveis carregadas pela secção transversal do pilar avalia a transferência da carga feita apenas numa parte da placa. sendo no entanto os métodos de cálculo diferentes. mas é conservativa. Hawkins. um estudo análogo.5 ilustra a relação existente entre a esbelteza da placa de base (quociente entre a espessura da placa e a distância livre até à extremidade da placa). A investigação realizada fez uso de modelos experimentais e analíticos e foram vários os parâmetros em estudo. A bibliografia técnica. as dimensões da placa de aço e a resistência do betão. e a resistência ao esmagamento relativa. com um valor médio de 1. Por outro lado. 1978. com plastificação e fendilhação. A capacidade resistente dos espécimes ensaiados correspondente à rotura do betão é 1. Os parâmetros utilizados foram as dimensões do bloco de betão. A abordagem de dimensionamento preconizada na EN 1993-1-8 está de acordo com os resultados experimentais.5 vezes a capacidade resistente calculada segundo a EN 1993-1-8.0. Qual é a justificação científica deste facto? _____________________________________________________________________ Ambos os Documentos Normativos apresentam forma de determinar a resistência esmagamento do betão quando sujeito à acção imposta por uma placa de aço.BASES DE PILARES Questão 7. 1978] conduziram ao desenvolvimento de um modelo adequado para a tensão resistente ao esmagamento de bases de pilares. Estudos experimentais [Shelson. com carga centrada actuando através de uma placa de aço. foram analisados resultados de 50 ensaios para verificar a resistência esmagamento do betão [DeWolf.b]. Os espécimens ensaiados consistiam em cubos de betão com dimensões que variavam desde 150 até 330 mm. nomeadamente a relação entre a resistência do betão e a área da placa. A resistência ao esmagamento é limitada pela resistência do betão ao esmagamento. 33fcd ⇒ FRd = 3.3: Cálculo Comparativo da Resistência do Betão pela EN 1992-1-1 e EN 19931-8 Aparentemente o cálculo da resistência da base do pilar ao esmagamento fj calculado de acordo com a EN 1993-1-8. é necessário uma verificação separada que depende da geometria e pormenorização do bloco. [Hawkins. 3A c0 ⋅ fcd 3 O resultado é o mesmo. Verificou-se que a rotura ocorre quando se forma uma pirâmide invertida no betão sob a placa.75. 64 Manual de ligações metálicas . A Figura 7. conduz a resultados semelhantes aos obtidos através da EN 1992-1-1. 1968a. O modelo preconizado na EN 1993-1-8 foi verificado experimentalmente. Para este valor a resistência esmagamento da base do pilar será: fj = 2 ⋅ 5 ⋅ fcd = 3. pode ser dividida em duas categorias. a posição da placa relativamente à fundação de betão e os efeitos de elementos de reforço. 3A c0 ⋅ fcd A c0 De acordo com EN 1993-1-8 o valor máximo de kj é 5.

N (kN) 700 600 500 400 300 200 100 0 t= Cálculo Ensaios f 0. com valores máximos sob a secção transversal do perfil. vem de encontro à situação mais realista de distribuição não uniforme de tensões.52 mm 3. [Murray. foram seleccionados 16 ensaios em provetes com geometria e propriedades materiais semelhantes. Esta hipótese. [Wald. O único factor variável foi a resistência do betão. 1975].35 mm 8. 1968a].4 mm a b c d e f < > < > < > < > e d c b a 0 10 20 30 40 50 60 Fcd (MPa) a × b = 600 × 600 mm Figura 7. pelo que esta situação define o limite de utilização da análise acima descrita. 31 e 42 MPa. [Hawkins. 1968a]. 1980]. A influência da flexibilidade da placa foi considerada através da utilização de uma placa rígida equivalente [Stockwell. A partir de um programa experimental realizado por Hawkins sobre esta temática [Hawkins. Com base em observações experimentais. Manual de ligações metálicas 65 . é necessário utilizar a teoria do dano. 1978]. 1982].76 mm 1. 1968a]. verificou-se que a tensão de esmagamento aumenta para valores elevados de excentricidade da força normal [DeWolf e Sarisley. Esta metodologia simples e prática foi modificada e verificada através de ensaios experimentais [Bijlaard. A influência da resistência do betão é apresentada na Figura 7. 1983]. quando a distância desde a extremidade da placa até à extremidade de bloco é constante e a excentricidade da carga aumenta.5 Relação: Resistência ao esmagamento relativa – Esbeltez da placa de base Resultados numéricos e experimentais [DeWolf. tendo sido utilizados os valores de 19. 1993]. o que conduz a um aumento da tensão de esmagamento. Este tipo de análise não é aceitável para dimensionamento ordinário.6.05 mm 6.89 mm 25.6: Relação entre a resistência do betão e a carga última [Hawkins. A EN 1993-1-8 adoptou este método numa forma conservativa.BASES DE PILARES fj /fCd 2 Cálculo analítico Ensaios e 1 0 0 5 10 15 20 25 30 t/e Figura 7. dada a sua complexidade. No caso de esmagamento localizado da superfície de betão sob a superfície rígida. a área de contacto diminui. Neste caso.

A resistência da placa de base ao esmagamento Fc. Para o cálculo da resistência do betão ao esmagamento fj.7.33*fcd / 0.6) fj = 2 3 k j ⋅ fck γC fy 3 fj ⋅ γ M0 (7. sempre que a tensão característica da argamassa de assentamento seja igual ou superior a 20% da resistência característica do betão.4: Factor de Concentração de Tensões kj para Bases de Pilares Indique bibliografia de apoio para justificar a utilização do valor de kj.g é igual ou superior 20% da tensão característica da fundação de betão fck ( Fck. b).7) c= t (7.g=3.BASES DE PILARES Questão 7. ver Figura 7.33 fcd. A qualidade e espessura da argamassa são consideradas no coeficiente da ligação βj. como tal. e que a espessura da argamassa é tg ≤ 0.9) A área efectiva Aeff é definida de acordo com o ilustrado na Figura 7. 66 Manual de ligações metálicas .Rd é calculada a partir de: ⎧a + 2 ar ⎫ ⎪ ⎪ ⎪ 5a ⎪ ⎨ ⎬ . que pode conduzir a valores de fj 10 vezes superiores aos da tensão característica da argamassa de assentamento. o valor máximo de kj é 5. admite-se que a tensão característica da argamassa fck.7. Para βj=2/3. é necessário determinar o coeficiente de concentração da ligação kj. Segundo a EN 1993-1-8. _____________________________________________________________________ A resistência da argamassa de assentamento e do bloco de betão à compressão é limitada pela resistência da argamassa de assentamento ao esmagamento ou pela resistência do betão sob uma placa de base flexível.0 para uma placa de base quadrada.5b) kj = a1 ⋅ b1 a⋅b (7.8) Fc. b1 ≥ b ⎪ b+h ⎪ ⎪ 5a ⎪ ⎩ ⎭ 1 a1 = min (7. No caso da argamassa ter uma resistência menor ou uma espessura maior do que o admitido acima. A área da placa rígida equivalente obtém-se a partir da área da secção transversal do pilar acrescida de uma faixa de largura efectiva c.66 fcd. Nos modelos de cálculo utilizados. Para este valor máximo. é necessário fazer uma verificação separada em relação à argamassa. obtém-se o valor de fj=2/3*5*fcd = 3.2 = 16. a resistência mínima da argamassa de assentamento é: fcd. 2fck ).g ≥ 0. a1 ≥ a ⎪ a+h ⎪ ⎪ 5 b1 ⎪ ⎩ ⎭ ⎧b + 2 br ⎫ ⎪ ⎪ ⎪ 5b ⎪ ⎨ ⎬ .Rd = A eff ⋅ fj (7.2 min(a. a placa de base flexível é substituída por uma placa rígida equivalente.5a) b1 = min (7. Esta verificação deverá ser semelhante ao cálculo da resistência do bloco de betão. Recomenda-se a utilização do valor do coeficiente da ligação de βj=2/3.

ver Figura 7. A resistência do T-stub sem contacto com o betão é: Ft = 2L eff ⋅ mpl.0. Uma camada pouco espessa de argamassa de assentamento não afecta a resistência da base do pilar.9.10) A relação entre o modo de rotura 1* e os modos de rotura do T-stub em situações de contacto. Neste caso.Rd m (7. a resistência obtido experimentalmente é cerca de 6. é ilustrada na Figura 7. De uma maneira geral esta situação conduz a um afastamento do T-stub da fundação de betão. para uma placa de base quadrada. O resultado é um novo modo de rotura designado 1*. O T-stub de placa de base é semelhante ao T-stub de uma ligação com placa de extremidade. este facto é tido em conta através da utilização de um factor de concentração de tensões kj com um valor máximo de 5. quando comparada com uma placa de extremidade.8.5: Comprimento Efectivo do T-Stub Associado à Placa de Base No cálculo do comprimento efectivo do T-Stub da placa de base pode-se usar a tabela de comprimentos efectivos de uma ligação com placa de extremidade? _____________________________________________________________________ O comprimento efectivo de um T-stub à tracção é definido pelo modo de rotura do T-stub. Na EN 1993-1-8. Manual de ligações metálicas 67 . mas os modos de rotura podem ser diferentes. é necessária uma verificação separada da argamassa. Esta diferença deve-se essencialmente à presença de chumbadouros com grande comprimento e de uma placa de base espessa. O cálculo da resistência da camada de argamassa de assentamento baseia-se em vários pressupostos e não deve ser confundida com a resistência do betão ao esmagamento.25 vezes superior à resistência à compressão do betão. Quando a camada de argamassa de assentamento é espessa ou é de má qualidade.BASES DE PILARES Só esforço axial A eff t h Esforço axial e momento flector Área efectiva em torno do pilar c Área efectiva em torno da zona comprimida do pilar a1 a ar Eixo neutro A eff Só momento flector A eff b br Eixo neutro Área efectiva em torno da zona comprimida do pilar Figura 7. Questão 7. A resistência ao esmagamento do betão da fundação representa uma situação de carregamento tridimensional para o betão. área efectiva da placa flexível. como tal não é necessária uma verificação separada da argamassa.7: Dimensões da fundação de betão. A verificação pode ser feita de forma semelhante à realizada para a resistência do betão. e consequentemente à ausência de forças de alavanca.

Para dimensões dos chumbadouros superiores a Lb.Rd 1 0. 68 Manual de ligações metálicas .lim = 8.BASES DE PILARES F m n Q=0 Q=0 Figura 7. por exemplo em termos de dimensão máxima do chumbador Lb.λeff mpl.11. 82 m3 ⋅ A s < Lb > L eff ⋅ t 3 (7.10: Comprimento livre dos chumbadouros embebidos na fundação de betão.Rd /ΣBtRd 0 0. Lbf Lb Lbe d Figura 7. tal como representado na Figura 7.5 1 1. Os comprimentos efectivos do T-stub de uma placa de base. Este último pode ser estimado como: Lbe = 8 d. L b. ver Figura 7.10 [Wald.2 0 Modo 1 Modo 1* Modo 2 Modo 3 4.4 0.5 2 2.8: T-stub sem contacto com o bloco de betão.11) Para chumbadouros embebidos na fundação de betão.6 0.1 e Quadro 7. determina-se através de uma análise das deformações elásticas do T-stub.8 0.9: Modos de rotura para os T-stubs de bases de pilares. o comprimento Lb pode ser considerado como o comprimento acima da superfície de betão Lbf mais o comprimento efectivo da parte embebidos Lbe. Essa fronteira pode ser expressa de diversas formas.5 Figura 7. A fronteira entre os modos de rotura. 1999]. F/ΣΒt. encontram-se sistematizados no Quadro 7.lim.lim não há contacto ou forças de alavanca.2. com e sem contacto.

BASES DE PILARES

e

p

e

ex mx

e b

m

Figura 7.11: Dimensões da placa de base com parafusos dentro e fora dos banzos do pilar. Quadro 7.1: Comprimentos efectivos de T-stubs para placas de base com chumbadouros fora dos banzos do pilar. há efeito de alavanca não há efeito de alavanca

L1 = 4mx + 1, 25e x L 2 = 2π ⋅ mx L 3 = 0,5b L 4 = 2mx + 0, 625e x + 0,5p L 5 = 2mx + 0, 625e x + e L 6 = π ⋅ mx + 2e L 7 = π ⋅ mx + p
L eff.1 = min (L1 ; L 2 ; L 3 ; L 4 ; L 5 ; L 6 ; L 7 )
L eff.2 = min (L1 ; L 3 ; L 4 ;L 5 )

L1 = 4mx + 1, 25e x L 2 = 4π ⋅ mx L 3 = 0,5b L 4 = 2mx + 0, 625e x + 0,5p L 5 = 2mx + 0, 625e x + e L 6 = 2π ⋅ mx + 4e L 7 = 2π ⋅ mx + 2p
L eff.1 = min (L1 ;L 2 ; L 3 ;L 4 ; L 5 ; L 6 ;L 7 )
L eff.2 = min (L1 ; L 3 ; L 4 ; L 5 )

Quadro 7.2: Comprimentos efectivos de T-stubs para placas de base com chumbadouros dentro dos banzo do pilar.

L1 = 2α ⋅ m − ( 4m + 1, 25e )

há efeito de alavanca

L1 = 2α ⋅ m − ( 4m + 1, 25e )

não há efeito de alavanca

L 2 = 2π ⋅ m L eff ,1 = min (L1 ;L 2 )

L 2 = 4π ⋅ m L eff ,1 = min (L1 ; L 2 )

L eff ,2 = L1

L eff ,2 = L1

Questão 7.6: Comprimento Efectivo do T-Stub da Placa de Base com Chumbadouros fora da Largura dos Banzos

Os quadros para cálculo do comprimento efectivo de um T-stub, consideram apenas os casos em que todos os parafusos se encontram dentro dos limites da largura do banzo da viga. Quando os parafusos se encontram fora dos limites do banzo da viga podem utilizar-se as mesmas fórmulas?

_____________________________________________________________________
Os padrões de linhas de rotura para placas com parafusos situados fora dos limite da largura do banzo da viga foram estudados por Wald [Wald et al., 2000]. O estudo concluiu que, para este caso, existe um padrão adicional, cuja fórmula deve ser adicionada aos quadros de ligações viga-pilar.

Manual de ligações metálicas

69

BASES DE PILARES

1

Δ

a a c b bc

d c

α
y Lb eb
eff.5 Caso 5 eff.4 Caso 4

eff.1 Caso 1

eff.2 Caso 2 eff.3 Caso 3

Linha de rotura

x La

α
ea

a)

b)

Figura 7.12: Placa de base com chumbadouros fora dos limites do banzo do pilar: a) geometria da placa de base, b) comprimentos efectivos do T-stub.

O comprimento efectivo do T-stub pode ser determinado através do método das linhas de rotura. A posição do chumbadouro é definida pelas coordenadas x e y. A linha de rotura é uma linha recta que é perpendicular à linha que une a posição do chumbadouro ao canto da placa. O ângulo α representa a inclinação da linha de rotura e c é a distância mínima desde a linha de rotura ao canto da placa. Para calcular a distância c, utiliza-se o método das linhas de rotura juntamente com o princípio dos trabalhos virtuais. O trabalho realizado pelas forças interiores (energia de deformação interna) na linha de rotura é: ⎛1 1 ⎞ Wi = mpl ⎜ x + y ⎟ x ⎠ ⎝y O trabalho realizado pelas forças exteriores é:
We = Fpl ⋅ Δ

(7.12)

(7.13)

O trabalho realizado pelas forças exteriores é igual à energia de deformação interna, logo:
⎛1 1 ⎞ mpl ⎜ x + y ⎟ = Fpl ⋅ Δ x ⎠ ⎝y

(7.14)

O deslocamento virtual Δ representa a deformação da placa na coordenada do chumbadouro, ver Figura 7.12, e é igual a: Δ= x2 + y2 c (7.15)

Substituindo a expressão de Δ na equação (7.14), vem:
Fpl e x2 + y2 ⎛ x2 + y2 ⎞ = mpl ⎜ ⎟ c ⎝ x⋅y ⎠ (7.16)

70

Manual de ligações metálicas

BASES DE PILARES

Fpl = mpl ⋅ c
∂Fpl ∂c = mpl

x2 + y2 x⋅y
x2 + y2 = const . x⋅y

(7.17) (7.18)

Como tal, o comprimento efectivo Leff é igual a:
L eff = c x2 + y2 x⋅y

(7.19)

No canto do pilar podem observar-se cinco padrões de linhas de rotura, ver Quadro 7.3 [Wald et al., 2000] admitindo que não há contacto entre a placa de base e a superfície do betão, e que portanto não há forças de alavanca.
Quadro 7.3: Determinação do comprimento efectivo do T-stub, Casos 1 a 3. Caso 1 Caso 2 Caso 3

Wext = Fpl ⋅ δ Wext = Fpl ⋅ δ

Wext = Fpl ⋅ δ

δ =

a − ac − 2e a a − ac

δ =

(b − bc ) + (a − ac ) − 2 ea2 + e b2 2 2 (b − bc ) + (a − ac )
2 2

Wint = 4π ⋅ mpl ⋅ δ
Fpl = 4π ⋅ mpl m= a − ac − ea 2

Wint = mpl Fpl = mpl

b a − ac

⎛e e ⎞ Wint = mpl ⎜ a + b ⎟ eb e a ⎠ ⎝ Fpl = mpl ⎛ e a eb ⎞ ⎜ + ⎟ δ ⎝ eb e a ⎠

b a − ac − 2e a

L eff.1 = π ⋅ m

L eff.2

b = 4

L eff.3 =

(a − a )
c

2

+ ( b − b c ) ⎛ e a eb ⎞ ⎜ + ⎟ 8 ⎝ eb e a ⎠
2

Os casos 4 e 5 são semelhantes aos casos 2 e 1 respectivamente. Os resultados das simulações com modelos de Elementos Finitos apresentam-se na Figura 7.13.

Figura 7.13: Simulações com modelos de Elementos Finitos de linhas de rotura. Representação da malha e dos diferentes padrões de rotura para diferentes posições diferentes do chumbadouro em relação à placa de base.

Manual de ligações metálicas

71

7: Coeficiente de Atrito entre o Aço e o Betão Qual é o coeficiente de atrito entre o aço e o betão? _____________________________________________________________________ Na cláusula 6.2. Neste caso. por forma a acomodar a tolerância relativa à posição dos chumbadouros. Considerase que os chumbadouros funcionam como uma consola com vão igual à espessura do betão acrescida de 0. 72 Manual de ligações metálicas . ver Figura 7. a força normal de compressão se anule ou passe mesmo a tracção.2(6) da EN 1993-1-8. A versão mais conservativa é sintetizada no documento CEB. O atrito depende na força de compressão mínima e do coeficiente de atrito.15. Na maior parte dos casos. os chumbadouros terão que transmitir estas forças de corte. soldados à base da placa de base. • corte e flexão dos chumbadouros. Questão 7. o vão pode ser reduzido para L/2.5. no caso da placa de base estar embebida no betão.5 d. ver Figura 7. (b) corte e flexão dos chumbadouros. quando é usada uma camada de argamassa de assentamento fina com menos de 3mm. O documento CEB [CEB. A utilização de chumbadouros para transferir a força de corte. deve utilizar-se um factor parcial de segurança γMf = 1.4 para coeficiente de atrito.30 para argamassa especial.20 é apresentado para argamassa com inerte do tipo areia. Por vezes pode suceder que. é apresentado o coeficiente de atrito entre a placa de base e a camada de solo. Quando a rotação da porca é impedida pela placa de base. no caso da placa de base estar embebida no betão. tem sido bastante difundida nos EUA [DeWolf and Ricker 1990]. • um dispositivo especial para resistir ao corte. em edifícios esbeltos. 14: Bases de pilares sujeitas a corte horizontal (a) atrito entre a placa de base e a argamassa e o betão da fundação. Se não forem previstos outros dispositivos (ex. Os furos da placa de base necessitam de ter as folga adequadas. A utilização de pré-esforço nos chumbadouros faz aumentar a resistência ao corte associada ao atrito. e um valor de Cf. O valor de Cf. soldados à base da placa de base. 1997] sugere a utilização de um valor de 0. para Estados Limites Últimos. como por exemplo um troço de perfil I ou T ou de uma simples placa. a) b) c) d) Figura 7. conforme recomendado no documento EN 1990 [prEN 1990: 2001]. (c) dispositivo especial para resistir ao corte. a força de corte é resistida por atrito entre a placa de base e a argamassa de assentamento.14.BASES DE PILARES Questão 7. Nestes casos.d = 0.d = 0. devido a acções horizontais (vento). (d) contacto directo. como por exemplo um troço de perfil I ou T ou de uma simples placa. a força horizontal de corte não pode ser transmitida por atrito entre a placa de base e a argamassa de assentamento.8: Transmissão de Forças de Corte Através dos Chumbadouros Os chumbadouros podem ser utilizados para transmitir forças horizontais à fundação de betão? _____________________________________________________________________ As forças horizontais de corte nas bases de pilares podem ser resistidas por: • atrito entre a placa de base e a argamassa e o betão da fundação. • contacto directo. conectores de esforço transverso).

Sd F v. o que corresponde ao desenvolvimento de tracção nos chumbadouros.. Questão 7.17: Atrito e resistência à tracção dos chumbadouros.Rd Fa Ft Fv Fv Resistência à tracção Resistência à tracção reduzida Resistência à flexão e corte δv δv Figura 7.2.16: Comportamento do chumbadouro solicitado ao corte. pelo que facilmente se pode atingir a capacidade resistente do material. Tal como indicado na EN 1993-1-8.16.Rd L Figura 7. Fv. A resistência dos parafusos à tracção é pequena. Considera-se que o chumbadouro vai deformar o que permite o desenvolvimento de tracção no chumbadouro e compressão na argamassa. o esquema de dimensionamento é simplificado de modo a permitir a sua implementação prática. Manual de ligações metálicas 73 . será seguro adicionar a resistência ao atrito à resistência de todos os chumbadouros? _____________________________________________________________________ O modelo de resistência às forças de corte preconizado na cláusula 6. Apenas os chumbadouros que se encontram na zona comprimida da placa de base podem ser utilizados para transferência de forças de corte.2 da EN 1993-1-8 baseia-se na hipótese de que os chumbadouros sujeitos ao corte têm deformação de flexão.16. A resistência total ao corte é então devida ao atrito entre a sapata de betão e a placa de base e à resistência à tracção dos chumbadouros da zona comprimida.Sd δv.Rd Resistência ao escorregamento (7.17.. resistência à tracção.Rd + n ⋅ Fvb. Nc. O método aí descrito baseia-se em trabalho experimental e analítico apresentado em Bouwman et al. ver Figura 7. 1989]. O modelo de resistência às forças de corte é descrito na EN 1993-1-8.Rd Ff.Rd Nc.furo δv Figura 7. ver Figura 7.20) Fv δ v δv.15: Esquema estrutural do chumbadouro à flexão.Rd = Ft.9: Transferência de Forças de Corte por Atrito e através de Chumbadouros Uma vez que as folgas na furação são grandes. [Bouwman et al. Este estado inicializa o efeito de encruamento do material de que são constituídos os parafusos. ver Figura 7.BASES DE PILARES Fv.furo Fv.

chumbadouros colados e chumbadouros cimentados. Modelos de resistência de chumbadouros de acordo com a EN 1993-1-8. Ancoragem a vigas embebidas em espera no bloco de betão.18: Tipos de chumbadouros: a) chumbadouros de cabeça aplicados na obra . O factor de redução tem o valor de βb = 0.18. Questão 7. d) chumbadouros colados.s = A s ⋅ fyb γ M2 (7. b) barras com gancho.Rd = βb 0. destina-se apenas a pilares com um momento flector muito elevado. ver Figura 7.Rd ≤ NRd. incluindo o dos chumbadouros.85.21) βb é o factor de redução a aplicar a peças obtidas a partir de varões redondos em que as roscas não são normalizadas. é necessária a verificação dos seguintes modos de rotura de chumbadouros: Cedência do aço NSd ≤ Na. não é considerado na EN 1993-1-8.p = NRk .22) Arrancamento NSd ≤ Na. foram publicados no Guia CEB [CEB. f) ancoragem a vigas embebidas em espera no bloco de betão. Podem ser utilizados diferentes sistemas de ancoragem. 9 A s ⋅ fub γ M2 (7. c) chumbadouros com extremidade em cone.BASES DE PILARES A resistência dos parafusos ao esmagamento deve ser verificada separadamente na zona do bloco de betão e na zona da placa de base. De acordo com este Guia. no entanto.10: Regras para Realização da Ancoragem dos Chumbadouros O estabelecimento de um sistema de ancoragem adequado é o critério mais importante para o dimensionamento de chumbadouros.Rd ≤ NRd. e) chumbadouros cimentados. chumbadouros com extremidade em cone. 1997] com base em trabalho de Eligehausen [Eligehausen 1990].p γ Mp (7.4 da EN 1993-1-8: para determinação da capacidade resistente de parafusos à tracção podem ser utilizadas para todos os tipo de aço. pois é uma solução muito onerosa. barras com gancho. se for aplicável. Que regras se devem seguir? _____________________________________________________________________ As regras indicadas no quadro 3. nomeadamente: chumbadouros de cabeça aplicados na obra.23) 74 Manual de ligações metálicas . A força actuante no parafuso NSd deve verificar: NSd ≤ Ft. a) b) c) d) e) f) Figura 7.

N ⋅ Ψ re. De seguida indica-se o dimensionamento de ancoragens realizadas com chumbadouros de cabeça aplicados na obra.c = NRd.p = pk ⋅ A h (7.25) Para os chumbadouros em grupo são necessárias as mesmas verificações.N ⋅ Ψ s.sp = NRk .N ⋅ Ψ ucr.26) γ Mp onde pk para betão não-fissurado. ver Figura 7.c A c. p e d 0.19).N ⋅ Ψ ec.29) onde: Manual de ligações metálicas 75 .27) e Ah é a área da cabeça do chumbadouros sujeita a esmagamento.sp γ Msp (7.N A0 c.28a) (7.19: Geometria dos chumbadouros de cabeça aplicados na obra. A resistência ao arrancamento é dada por: NRd.7 t 1 h ef ah t1 a1 h1 th dh Figura 7.BASES DE PILARES Rotura do cone de betão NSd ≤ Na.c = NRk .20.24) Resistência do betão à projecção NSd ≤ NRd. Para chumbadouros de cabeça circular e quadrada Ah é dada por: Ah = π (d 2 h − d2 ) 4 d2 4 (7.Rd ≤ NRd. é: pk = 11 fck (7.N (7.28b) A h = ah2 − π A resistência do cone de betão. é dada por: 0 NRd.c γ Mc (7. sujeitas a tracção (Figura 7.

N a) b) c) Figura 7.N p cr.N Ψ s.N A largura do cone de betão pode ser tomada aproximadamente como: pcr. 5 pcr.N e 0.c = 0. A perturbação na distribuição de tensões no betão pode ser contabilizada através do parâmetro Ψs. b) grupo de chumbadouros. pode ser impedida se o betão passar a ser armado e se se limitar a zona de aplicação dos chumbadouros.N = ( e + 0.33) O parâmetro Ψec.31a) (7. para chumbadouros aplicados em obra.5 k1 ⋅ fck ⋅ h1.31c) A c. O espaçamento dos chumbadouros deve ser maior que: pmin = ( 5 dh .32) 0.4. O coeficiente k1 = 11 (N/mm)0.N = 0. como: A 0 c. e2). O efeito geométrico relativo ao espaçamento dos chumbadouros (p1.N = ( pcr. c) chumbadouro individual junto à extremidade.N + p2 ) A c.N = 3 hef (7.30) é o valor da resistência de um elemento de ligação isolado.5 pcr.5 p cr.34) a distância dos chumbadouros à extremidade do bloco deve ser maior que: 76 Manual de ligações metálicas .N = 1.BASES DE PILARES 0 NRk .N ) pcr.5 ef γ Mc (7.5 pode ser utilizado para betão não fissurado. 3 e e cr.N p1 pcr.20). a resistência é aumentada através do parâmetro Ψure.N é introduzido para ter em conta o efeito de vários chumbadouros em conjunto. é incluído na expressão da área do cone (Figura 7.N pcr.N p2 0.20: Cone virtual de betão.5 pcr.31b) (7.50 mm ) (7.N + p1 )( pcr. A rotura do betão por projecção. 7 + 0.N = pcr. p2) e da distância à extremidade (e1.N ≤1 (7. utiliza-se no caso de chumbadouros a pequenas profundidades (hef ≤ 100 mm). Se a ancoragem for realizada numa zona de betão não fissurado.N2 (7. a) chumbadouro individual.

A descrição detalhada da resistência de diferentes tipos de chumbadouros sujeitos a esforços de tracção.36) Para chumbadouros a uma distância da extremidade do bloco e > 0.BASES DE PILARES emin = ( 3 dh . 1994].35) e a altura do bloco de betão não deve ser menor que: hmin = hef + t h + c ∅ (7.5 hef em todas as direcções.50 mm ) (7. a verificação de rotura do betão por projecção pode ser omitida. corte e a ambos está disponível no Guia CEB [CEB. Manual de ligações metálicas 77 .

Infelizmente. respectivamente. há condições básicas que têm que ser satisfeitas. que pode ser condicionante em regiões sísmicas. a utilização de perfis e ligações com dimensões significativamente maiores do que as dos modelos utilizados na maioria dos ensaios experimentais realizados. nomeadamente factores que se prendem com a pormenorização e técnicas de execução da soldadura vigentes no passado.1 Generalidades As estruturas metálicas porticadas são largamente utilizadas no dimensionamento associado a acções sísmicas. e ainda hoje os engenheiros tentam compreender a resposta deste tipo de estruturas face às acções sísmicas verificadas. • Critério de robustez (pormenorização e comportamento do material adequados). As deficiências no processo de soldadura prendem-se maioritariamente com o uso de metal de adição de baixa tenacidade e controlo de qualidade insuficiente. desenvolve-se em três vertentes principais: • Pesquisa bibliográfica aprofundada. • Critério de ductilidade (capacidade de rotação). A influência de acções sísmicas ou dinâmicas. 8. não é considerada neste Documento Normativo. incluem por um lado. no que diz respeito às ligações metálicas dimensionadas para zonas sísmicas. os procedimentos que se julga terem contribuído para uma má performance sísmica das ligações. incluem detalhes que conduziram ao desenvolvimento de grandes concentrações de tensões. É óbvio que. a resistência a acções sísmicas e o comportamento deste tipo de estruturas eram tidos como muito favoráveis até se verificarem os sismos de Northridge e de Kobe. comprometendo assim as capacidades dissipativas da ligação e o seu bom comportamento sísmico. A nível de projecto. As técnicas de pormenorização de soldadura. Entretanto foi desenvolvido um programa de investigação no sentido de analisar a razão do mau comportamento sísmico das ligações em determinadas estruturas metálicas. as estruturas metálicas sofreram danos durante estes sismos. a investigação direccionada para o desenvolvimento de procedimentos dimensionamento de edifícios de estrutura metálica. e por outro.2 Critérios de Dimensionamento de Actualmente. O Documento EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] inclui regras de avaliação da resistência e rigidez de ligações metálicas. . Nos EUA e no Japão. nomeadamente: • Critério de sobre-resistência. a utilização de opções de dimensionamento que conduzem a um enfraquecimento excessivo da zona do painel de alma do pilar. que alegadamente tiveram um papel de relevo nas roturas observadas pós-sismo. necessidades excessivas de ductilidade local e confinamento tri-axial elevado na zona de interface viga-pilar.8 ACÇÃO SÍSMICA 8. Os danos inesperados invalidaram os procedimentos de projecto e construção estabelecidos e utilizados nessa altura para ligações viga-pilar. Existe consenso no que diz respeito ao facto de que vários factores devem ter contribuído para as roturas observadas.

• Cordão de reverso e guias perdidas. do comportamento das ligações. Ligações Soldadas: • Resistência na espessura. e por outro disponibilizam uma gama alargada de informações relativas a certos itens relativos ou mesmo à totalidade dos processos de dimensionamento.viga fraca. tipo de furo. • Resistência da ligação e características de degradação do comportamento. Por um lado fornecem indicações específicas para ligações normalizadas. As recomendações fornecem indicações para escolha do sistema mais adequado para o fim em causa. apresenta informação adicional. ou seja: se duas ligações quaisquer. definida pelo momento resistente Mj. • Efeitos P-δ. • Tenacidade do entalhe para o material do cordão de soldadura. • Tenacidade do entalhe para o material de base.03. e de relações de dimensionamento que afectam o comportamento global do pórtico. Ligações Aparafusadas: • Dimensões do parafuso. quer seja a obtenção de redundância estrutural. 0. soldadura. tal como o indicado no Capítulo 6 desta publicação. a EN 1993-1-8 caracteriza as ligações metálicas através de uma curva não-linear momento-rotação. as recomendações de dimensionamento de pórticos sujeitos a acções sísmicas. em termos de capacidade de rotação. do mesmo tipo ou não. 80 Manual de ligações metálicas . Os três tipos de pórticos referidos devem ser classificados consoante a capacidade de rotação plástica.Rd. mão-de-obra. De um modo geral a investigação realizada conduz a procedimentos actualizados e mais rigorosos para o controlo de qualidade dos materiais e dos processos de fabrico. O comportamento dos pórticos é função de muitos factores relacionados entre si. material de base.01.02 e 0. Pórtico Não Rotulado de Resistência Intermédia (IMRF) e Pórtico Não Rotulado de Resistência Melhorada (SMRF). • Instabilidade local de secções. • Ensaios à escala real de ligações usuais ou suas componentes. direccionam-se para a determinação dos efeitos e da importância dos seguintes aspectos: • Critério de dimensionamento pilar forte . • Resistência da área útil. As suas ligações podem ser rígidas ou rotuladas. Na Europa. aspectos de dimensionamento do pórtico ou para o dimensionamento de ligações adequadas que verifiquem. respectivamente. relativamente a ligações metálicas sujeitas a acções sísmicas. e também. • Dimensões e forma do orifício de acesso. aperto. verificarem as mesmas condições. subdividem as estruturas consoante o nível de solicitação sísmica a que devem resistir à priori: Pórtico Não Rotulado de Resistência Ordinária (OMRF). Desses aspectos destacase a caracterização das solicitações sísmicas. • Resistência do painel da alma do pilar. em alguns casos. rigidez de rotação Sj e capacidade de rotação φCd. sendo os valores limites de 0. os limites da categoria estrutural seleccionada. A EN 1998-1 [prEN 1998-1: 2001]. análise estrutural.ACÇÃO SÍSMICA • Investigação analítica e experimental relativamente a vários aspectos que demonstraram ter um papel significativo na resposta sísmica de estruturas metálicas. Nos EUA. considera-se que o seu comportamento é semelhante ou que pelo menos têm as características exigidas para que assim seja. As recomendações para o dimensionamento de ligações dividem-se em dois campos. • Cordões de soldadura de ângulo para reforço. Estudos recentes que visam a produção de recomendações de projecto. As condições de dimensionamento apresentadas a seguir são consideradas genéricas.

ACÇÃO SÍSMICA 8.1: Ligações tipo pré-qualificadas em utilização nos EUA. Cada tipo de ligação é classificado como adequado para determinado intervalo. • Soldada – Banzos da viga não reforçados (SBVNR). Manual de ligações metálicas 81 .1b). • Soldada com T em espera ligado à viga por placa cobrejunta aparafusada (STELVCCA).3 Tipos de Ligações Viga-Pilar O programa de ensaios experimentais levado a cabo pelo consórcio FEMA/SAC (EUA). Figura 8. Os tipos de ligações apresentados abaixo estão pré-certificados para utilização corrente. forneceu dados suficientes para permitir o desenvolvimento de directivas fiáveis de dimensionamento para vários tipos de ligações soldadas. Placa de continuidade Placa dupla.1a). se necessário Placa de reforço a) Ligação viga-pilar pré-qualificada Placa cobrejunta soldada à viga (de ambos os lados) Ligação de alma soldada Placas nos banzos b) Ligação soldada com banzos da viga reforçados com placa Parafusos de alta resistência (c) Soldada com t em espera ligado à viga por placa cobrejunta aparafusada Placa cobrejunta soldada à viga (d) Ligação aparafusada com placa de extremidade estendida Parafusos de alta resistência Parafusos de alta resistência Placas soldadas ou Tês variáveis com placas soldadas (f) Ligação aparafusada com reforço duplo (e) Ligação soldada com placas cobrejunta aparafusadas à viga Figura 8. • Soldada com cantoneira na alma (SCA). especificado em termos de dimensões das secções e da rotação plástica. se necessário Guia para alma Parafusos de alta resistência Soldadura. • Soldada com reforço simples (SRS). Figura 8. • Soldada – Banzos da viga reforçados com placa (SBVRC). • Soldada com reforço duplo (SRD). semelhante à configuração da Figura 8.1c). • Soldada – Alma reforçada com placa cobrejunta (SARCC).

ACÇÃO SÍSMICA

As recomendações incluem, para além das ligações soldadas enumeradas acima, vários tipos de ligações aparafusadas em obra, que também se encontram pré-qualificadas para determinadas condições de utilização. As tipologias disponíveis, dentro das ligações aparafusadas são: • Aparafusada com placa de extremidade (ACT), Figura 8.1d); • Soldada com placas cobrejunta aparafusadas à viga (SCCAV), Figura 8.1e); • Aparafusada com esquadro simples (ARIVS) Figura 8.1f); • Aparafusada com esquadro duplo (ARIVD), Figura 8.1f). Na Figura 8.2 apresentam-se algumas ligações específicas utilizadas no Japão e na Figura 8.3, ligações ensaiadas e utilizadas habitualmente na Europa [Mazzolani, 2000].
diafragma metálico steel diaphragm diafragma metálico steel diaphragm

viga beam pilar column pilar column

cantilever consola

viga beam

Figura 8.2: Ligações usuais no Japão.
A
pilar

pilar

. . .

column beam viga

. . .
10M20 gr 10.9

column beam viga

. . .

column beam viga

pilar

A

B

B

C

C

3M20 gr6.6 B-B C-C

A-A

Ligação com Placa de Extremidade Estendida

Ligação Soldada

Ligação Soldada com Placas Soldadas ao Banzo da Viga

Figura 8.3: Ligações usuais na Europa.

8.4

Recomendações de Projecto e Produção

O Documento EN 1998-1 preconiza as seguintes regras de carácter geral para ligações metálicas, em estruturas dissipativas: • Devem-se evitar deformações plásticas localizadas, concentrações de tensões elevadas e defeitos de construção. A qualidade do dimensionamento deve ser comprovada através de ensaios experimentais. • Ligações não dissipativas de elementos dissipativos, realizadas com soldadura de penetração total, têm que verificar o critério de sobre-resistência. • Para ligações soldadas com cordão de ângulo, ou ligações aparafusadas não dissipativas, deve ser verificada a seguinte condição:

82

Manual de ligações metálicas

ACÇÃO SÍSMICA

R d ≥ 1, 35 R fy

(8.1)

em que Rd é a resistência da ligação e Rfy é resistência plástica do elemento dissipativo ligado. • Nas ligações aparafusadas com corte, apenas as categorias B e C devem ser utilizadas, e nas ligações aparafusadas com tracção, apenas a categoria E com aperto controlado dos parafusos deve ser utilizada. Parafusos desta categoria, também poderão ser utilizados em ligações ao corte com parafusos em furos sem folga. • Para ligações aparafusadas ao corte, a resistência dos parafusos ao corte deve ser 1,2 vezes superior à resistência da placa ao esmagamento. • A resistência e ductilidade dos perfis e suas ligações sujeitas a solicitações cíclicas devem ser comprovados através de ensaios experimentais, por forma a estarem de acordo com os requisitos definidos para cada tipo estrutural e para cada classe de ductilidade. Este procedimento aplica-se a todos os tipos de ligações em estruturas em zonas sísmicas. Os requisitos exigidos em termos de ductilidade para os vários tipos estruturais encontram-se expressos nas cláusulas 6.6 e 6.9 da EN 1998-1. Para esses mesmos requisitos, quando expressos em termos de capacidade de rotação plástica, o parâmetro utilizado é θp:

θp = δ

0,5L

(8.2)

em que δ é a flecha da viga a meio vão. O Documento EN 1998-1 apresenta os seguintes requisitos para ligações viga-pilar: • Se a estrutura for dimensionada de forma que a energia seja dissipada nas vigas, a ligação viga-pilar deve ser dimensionada de forma a verificar o critério de sobre-resistência, considerando o momento resistente Mpl.Rd e o esforço transverso avaliados conforme a cláusula 6.6.2 da EN 1998-1. • Ligações semi-rígidas dissipativas e/ou de resistência parcial podem ser utilizadas desde que sejam satisfeitas as seguintes condições: a) as ligações têm uma capacidade de rotação consistente com as deformações globais; b) os elementos associados às ligações se mantenham estáveis para Estados Limites Últimos; c) o efeito da deformação das ligações seja tido em conta no deslocamento horizontal global. • O dimensionamento das ligações deve ser tal que a capacidade de rotação plástica θp na linha de rotura, não seja menor que 35 mrad para estruturas de classe de ductilidade H, e 25 mrad para estruturas de classe de ductilidade M, com q>2. Estes valores devem ser obtidos para ensaios cíclicos em que a degradação de resistência e de rigidez se limite a 20%. Este requisito é válido independentemente do local onde se pretende a zona dissipativa. • Quando se utilizam ligações de resistência parcial, o dimensionamento do pilar deve ser condicionado pela capacidade de rotação plástica da ligação. A influência da pormenorização local e das propriedades materiais no comportamento plástico de ligações em pórticos de nós fixos tem sido investigado em vários países nos últimos anos. Algumas das conclusões dessas investigações são apresentadas de seguida [El-Tawil et al., 2000], [Mao et al., 2001]:

Propriedades Materiais – relação tensão de cedência/ tensão última (RTCTU) Ligações com RTCTU (fy/fu) de 0,65 e 0,80 exibiram um comportamento semelhante para capacidades de rotação plástica até 0,030 rad. Comparativamente com os dois casos referidos, ligações com RTCTU de 0,95 apresentaram um comprimento significativamente menor na linha de rotura, para uma capacidade e rotação plástica 0,030 rad. A dimensão da zona plastificada na viga com RTCTU de 0,95
Manual de ligações metálicas 83

ACÇÃO SÍSMICA

era sensivelmente metade da dimensão da zona plastificada na viga com RTCTU de 0,80. Como consequência de um menor comprimento plastificado verificou-se um aumento de extensões locais, o que por sua vez conduziu a instabilidade localizada prematura. Este nível elevado de extensões conduz também a uma maior susceptibilidade à rotura oligocíclica.

Pormenores construtivos – furo de acesso para soldar: dimensões e geometria
O aumento das dimensões do entalhe da alma para soldar torna mais fácil a operação de soldar no banzo inferior da viga e conduz a um trabalho de soldadura de melhor qualidade. No entanto, as investigações sugerem que é importante utilizar um furo de acesso de pequenas dimensões, por forma a reduzir o potencial de fractura frágil na base do furo. A análise confirma que o comportamento dos furos de acesso que terminam perpendicularmente ao banzo é inferior ao dos furos de configuração semi-circular, em termos de propensão à fractura frágil.

Pormenores construtivos – placas de continuidade
As recomendações FEMA-267 preconizam a utilização de placas de continuidade em todas as ligações. No entanto, a investigação sugere que as recomendações possam não ser cumpridas no caso de ligações em T.

Questão 8.1: Dimensionamento de Ligações Sujeitas a Carregamento Dinâmico

O Documento Normativo EN 1993-1-8 é aplicável a ligações sujeitas a acções estáticas. Será também aplicável a ligações sujeitas a acções dinâmicas, nomeadamente à acção do vento?

_____________________________________________________________________
A aplicabilidade do Documento EN 1993-1-8 depende do parâmetro em estudo: • No que diz respeito ao momento resistente Mj.Rd e à rigidez inicial de rotação da ligação Sj.ini, a formulação apresentada neste Documento pode ser perfeitamente utilizada para o caso de acções dinâmicas. • No que diz respeito à capacidade de rotação de ligações metálicas, as disposições apresentadas na EN 1993-1-8 não consideram a tipologia das ligações metálicas. De qualquer forma, após um vasto programa experimental, concluiu-se que a capacidade de rotação de uma ligação sujeita a acções dinâmicas é cerca de 0,5 da capacidade de rotação medida no caso de carregamento monotónico. • O mecanismo de colapso também pode sofrer alterações no caso de carregamento dinâmico em relação ao mecanismo de colapso determinado de acordo com este Documento Normativo.

Questão 8.2: Influência de Carregamento Não-simétrico

O Documento Normativo EN 1993-1-8 é aplicável a ligações sujeitas a acções estáticas. Será também aplicável a ligações sujeitas a acções sísmicas, nomeadamente à acção de cargas sísmicas nãosimétricas?

_____________________________________________________________________
Segundo um programa de investigação desenvolvido na Europa [Mazzolani, 2000], conclui-se que os valores preconizados na EN 1993-1-8 não podem ser utilizados para este tipo de carregamento. Na questão anterior foi apresentada uma comparação entre os valores apresentados na EN 1993-1-8 e os valores homólogos obtidos de ensaios de ligações simétricas sujeitas a carregamento cíclico. Foi realizado um estudo similar para estabelecer a comparação entre o comportamento de ligações

84

Manual de ligações metálicas

este fenómeno é já bem conhecido para o aço estrutural. Foram estudados três tipos de soldadura: duplo viés.ACÇÃO SÍSMICA sujeitas a carregamentos cíclicos simétricos e não simétricos. • A capacidade de rotação do segundo grupo é 150% a 200% da capacidade de rotação do primeiro grupo. No entanto. dependendo igualmente da configuração da ligação. De um modo geral. 2000]. sendo a causa principal de rotura. ângulo e viés simples. A explicação foi atribuída ao facto de este tipo de soldadura não apresentar imperfeições em comparação com os outros dois processos referidos. Também se verificou uma redução de ductilidade. As soldaduras de viés simples e duplo requerem operações mecânicas adicionais (preparação dos topos a soldar). Questão 8. No caso particular de ligações viga-pilar em pórticos não-rotulados. enquanto que as soldaduras de viés duplo e de ângulo obrigam a soldar em posição invertida no caso de o trabalho ser realizado na obra. já que os resultados deste tipo de ensaios apresentaram grande dispersão. tendo-se obtido as seguintes conclusões: • Os valores do momento resistente obtidos com o segundo grupo são menores entre 20% a 40% do momento resistente do primeiro grupo. Questão 8. um comportamento insatisfatório devido à penetração parcial da solda. que em muitos casos atingiu 27% do seu valor.03-0. em geral.3: Influência do Encruamento Qual é a influência do encruamento no comportamento de ligações metálicas? _____________________________________________________________________ Ensaios experimentais realizados por Mazzolani permitiram concluir que o encruamento tem um papel importante no comportamento das ligações [Mazzolani.06 s-1 (comum para perfis metálicos em cedência devido a acções sísmicas) provoca um aumento na tensão de cedência. são propostas as seguintes recomendações: • As técnicas de duplo viés e de ângulo são recomendadas para soldadura de componentes em estaleiro. e a um nível mais reduzido provoca o aumento da resistência última das ligações soldadas. Os espécimens com cordão de viés simples apresentam.4: Influência da Tecnologia e Pormenorização da Soldadura Qual é a influência da tecnologia e pormenorização da soldadura no comportamento de ligações metálicas? _____________________________________________________________________ Ensaios experimentais evidenciam uma vez mais a importância da qualidade da soldadura [Mazzolani. 2000]. A análise do comportamento destes três tipos de soldadura tem que ter em conta os aspectos tecnológicos e económicos da soldadura. não é possível retirar ilações com grande fiabilidade quanto à redução de ductilidade devido a altos níveis de extensão no caso de carregamento cíclico. o comportamento ideal que corresponde à rotura no metal de base. dependendo da configuração da ligação. permitindo assim o início da propagação de fendas. Este facto evidencia uma das desvantagens deste tipo de processo de soldadura. que consiste na dificuldade de controlar e verificar a dimensão do cordão. Uma taxa de extensão no intervalo 0. a dimensão insuficiente do cordão. verificou-se nas soldaduras de duplo viés. Manual de ligações metálicas 85 . particularmente quando o trabalho é realizado em obra. Os espécimens com soldadura de ângulo apresentaram um comportamento intermédio. No caso de soldadura de ângulo é condição obrigatória a verificação das dimensões do cordão.

Nos EUA e no Japão também foram realizados ensaios sobre a mesma problemática. do que o da configuração standard. cujo comportamento se considera melhor. Em ensaios cíclicos de ligações em regime plástico. a) Furo de acesso standard a) Standard Weld Access Hole b)b) furo de acesso Access Hole Modified Weld modificado Figura 8. A pormenorização consiste na utilização de soldadura de penetração completa na zona da alma e cordões suplementares como reforço da soldadura de ângulo utilizada na placa ao corte. Os resultados mostraram a importância de seleccionar uma configuração adequada para o furo de acesso.030 rad antes do início da fractura na base da soldadura. foi definida uma pormenorização que é recomendada para estruturas sujeitas a acções sísmicas. enquanto que no Japão é por arco submerso – fluxo gasoso. com dióxido de Carbono (CO2). Além disso recomenda-se a utilização de um painel de alma do pilar mais forte. devem ser executadas com todo o rigor de modo a minimizar os defeitos da solda. pequena sobreposição das resistências da solda e limitação das deformações de corte do painel.ACÇÃO SÍSMICA • A técnica de viés simples é adequada para trabalho em obra. Neste último aspecto destaca-se a remoção da barra de suporte. Na Figura 8.4: Configurações standard e modificada para o furo de acesso para soldar. Com base nos resultados analisados. 2001]. verificou-se que a fractura inicia-se na base dos furos de acesso para soldar.. As técnicas de soldadura que envolvam eléctrodo de elevada tenacidade para o cordão de ângulo usado para soldar a alma. A comparação entre ambas as técnicas sugere que a primeira é mais onerosa mas pode conduzir a uma maior tenacidade da solda. a técnica de soldadura utilizada é por arco submerso – fluxo metálico. Observou-se que o pormenor de ligação à alma tem um papel de relevo no potencial de fractura do banzo da viga junto à interface entre o metal da solda e o metal de base. Os resultados das várias análises demonstram que determinados procedimentos podem permitir uma rotação não elástica de 0. e que apenas se utilizem ligações por placa de alma aparafusada em pórticos ordinários. Esses procedimentos passam pela utilização de materiais com maior tenacidade e melhor acabamento superficial da soldadura. quer no caso de ligações soldadas. Foi feito um estudo da influência da geometria e dimensões do furo de acesso no potencial início de fractura na vizinhança dos furos. É de realçar que os defeitos referidos foram observados quer no caso de ligações viga-pilar. mas obriga à re-soldagem da base da soldadura de forma a eliminar os defeitos que aí aparecem.4a) [Mao et al. exibida na Figura 8.4b) mostra-se uma configuração modificada do furo de acesso que é recomendada para estruturas sujeitas a acções sísmicas. O carregamento cíclico faz aumentar a probabilidade de fractura da solda para ligações incompletas (solda de ângulo com dimensões insuficientes) e para soldas que apresentem defeitos como penetração incompleta (solda de viés simples). Nos EUA. 86 Manual de ligações metálicas . para este tipo de situação. com soldas nos banzos da viga.

representada na Figura 8.5. É recomendado que sejam apertados a um nível que corresponda a 50% da sua carga de pré-esforço. Para determinadas cargas não simétricas do tipo dinâmico e sísmico. mas apenas para acções estáticas. Estas soluções apresentam vantagens e desvantagens.5a) requer que sejam soldadas placas de alma junto à zona de transição almabanzo. No caso de ligações. relativas ao critério de resistência mínima dos Manual de ligações metálicas 87 .5: Utilização de Parafusos de Alta Resistência em Ligações de Estruturas Sujeitas a Acções Sísmicas É possível utilizar parafusos de alta resistência (HSFG) como parafusos ordinários em ligações de estruturas sujeitas a acções sísmicas. demonstrou-se que a resistência da ligação se reduz entre 20% e 40% e a ductilidade aumenta entre 150% e 200%. conforme Figura 8.. o painel de alma do pilar tem uma forte influência no comportamento da ligação. e que consiste em soldar as placas de alma directamente aos banzos. No entanto. Questão 8. 1998].5b). tem a vantagem de evitar as referidas tensões adicionais na zona de ligação alma-banzo. devido à influência do painel de alma do pilar. de modo a que as superfícies das placas não tenham que ser preparadas para resistir ao escorregamento. em nó externo ou em nó interno. _____________________________________________________________________ Os HSFG podem ser utilizados como parafusos ordinárias em ligações de estruturas sujeitas a acções sísmicas. 2000]. Amidi. r b) beff Ls beff a) Figura 8. A segunda solução. tendo chegado à conclusão que as normativas actuais. A solução da Figura 8. A resistência da ligação pode ser aumentada mediante a utilização de placas de alma como reforço do painel de alma do pilar. o que introduz tensões adicionais à ligação.6: Importância do Comportamento do Painel de Alma do Pilar (Reforços) Qual é a influência do painel de alma do pilar numa ligação sujeita a cargas dinâmicas? _____________________________________________________________________ O comportamento do painel da alma do pilar é descrito na EN 1993-1-8. Schneider e Amidi. realizaram um estudo numérico relativamente ao comportamento sísmico de estruturas metálicas com ligações com painéis de alma deformáveis [Schneider. esta solução reduz o comprimento útil do banzo e limita a utilização de uma ligação aparafusada de eixo forte [Dubina et al.ACÇÃO SÍSMICA Questão 8.5: Exemplos de placas de alma. com carregamento não simétrico.

88 Manual de ligações metálicas . podem conduzir a ligações com elevadas distorções por corte que aumenta a probabilidade de fractura dos banzos dos elementos ligados. Estes resultados sugerem que o valor preconizado na normativa de NEHRP 1991 para a resistência do painel de alma (pelo menos 90% da soma das resistências das vigas que confluem na ligação).ACÇÃO SÍSMICA painéis. seja apenas um valor mínimo.

2003]. 1997]. No seguimento do dimensionamento de ligações metálicas à temperatura ambiente. e ao desenvolvimento tensões devido à dilatação (fase de aquecimento) e à contracção dos elementos aquecidos (fase de arrefecimento). [Simões da Silva et al.. 2002]. actualmente. 1995].1: Resistência dos Parafusos a Temperaturas Elevadas Como se calcula a resistência dos parafusos a temperaturas elevadas? _____________________________________________________________________ Devido à diminuição das forças de aperto. No entanto. pela elevada concentração de massa existente na zona das ligações que retarda o seu aquecimento relativamente aos perfis ligados (vigas e colunas).. as estruturas metálicas estão sujeitas a alteração das suas propriedades (mecânicas e térmicas). O capítulo do Eurocódigo. onde a capacidade última dos parafusos em estado limite de incêndio é obtida pela aplicação do factor de redução da resistência elástica kb. Esta diminuição de força deve-se à relaxação dos parafusos e das placas metálicas. assim como a previsão da variação da temperatura nas ligações. em incêndios reais [SCI recommendation. inclui um Anexo com expressões de avaliação da resistência das soldaduras e parafusos sujeitos a temperaturas elevadas. Estas conclusões são reproduzidas na EN 1993-1-2. referente à avaliação da resistência estrutural à acção do fogo [prEN 1993-12: 2002]. tal como se indica na bibliografia [Simões da Silva et al. . aumentando o tempo de vida útil da estrutura. Para além da verificação isolada de cada ligação.1. considera-se que deverão ser verificadas tal como qualquer outro elemento estrutural. mostraram que a redução da resistência do aço tem uma influência significativa na redução da capacidade última dos parafusos. Para além disso. Ensaios experimentais em parafusos sujeitos a temperaturas elevadas. as ligações aparafusadas tendem a sofrer escorregamento quando sujeitas a temperaturas elevadas. [Spyrou et al. 1991] e em resultados experimentais de elementos isolados [El-Rimawi et al.1 Introdução Durante um incêndio. e tal como observado em ensaios em estruturas reais [Moore. o método das componentes também se poderá aplicar a temperaturas elevadas. e embora no passado [prEN 1993-1-2: 1995] se tenha desprezado a avaliação do seu comportamento em situação de incêndio. [Kirby.. assim como à redução do módulo de elasticidade (E). 1992]. Tradicionalmente. Questão 9. 1997]. em que o comportamento resultante da interacção entre elementos é fundamental. 2001].9 ACÇÃO DO FOGO 9...1 e no Quadro 9. as ligações entre vigas e pilares são consideradas perfeitamente rígidas ou perfeitamente rotuladas e raramente se considera que estas últimas consigam resistir a momentos flectores. as ligações consideradas rotuladas à temperatura ambiente conseguem absorver níveis de resistência e rigidez consideráveis quando sujeitas a temperaturas elevadas.θ definido na Figura 9. em situação de incêndio. nomeadamente entre 300 e 700ºC [Sakumoto et al. a EN 1993-1-2 permite a análise de sub-estruturas.

fi (9. Quadro 9.2 0.t .968 0.Rd = Ft . em situação de incêndio é: Ften.952 0.220 0.Rd ⋅ k b.ACÇÃO DO FOGO 1 0.θ γm γ m.t . ºC Figura 9.550 0.fi (9.2) e a resistência de cálculo de um parafuso traccionado.4 0.1: Factor de redução kb.1 0 0 200 400 600 800 1000 1200 kw.067 0.9 0.fi (9.775 0.3) 90 Manual de ligações metálicas .θ γm γ m.7 0.θ γm γ m.5 0.000 0.θ para a resistência de parafusos.935 0. Temperatura θa Factor de redução para parafusos kb.θ (tensão e corte) 20 100 150 200 300 400 500 600 700 800 900 1000 1.Rd ⋅ k b.6 0.000 A resistência de cálculo dos parafusos ao corte. em situação de incêndio é dada por: Fb.100 0. em situação de incêndio é dada por: Fv .θ ky.Rd = Fv .Rd ⋅ k b.Rd = Fb.1) a resistência de cálculo dos parafusos ao esmagamento.θ θa. kw.t .903 0.033 0.θ kb.θ para a resistência da soldadura e ky.θ para a resistência elástica do aço.3 0.8 0.1: Factor de redução para a resistência de parafusos.

A resistência de cálculo por unidade de comprimento de um cordão de soldadura. A resistência de cálculo da soldadura de topo por penetração completa.ACÇÃO DO FOGO Questão 9.fi (9. No entanto. utilizando o factor de reducção apropriado para o aço.7) θh = 0.3: Distribuição da Temperatura numa Ligação. 88θ0 ⎡1 − 0. para temperaturas inferiores a 700ºC. enquanto que em vigas mais compactas. este valor de temperatura poderá ser calculado com base no maior valor dos racios A/V dos perfis metálicos adjacentes. em que as vigas suportam uma laje de betão. Tendo como objectivo principal a quantificação da distribuição da temperatura em ligações. Manual de ligações metálicas 91 . a variação de temperatura na ligação deverá ser avaliada separadamente dos elementos ligados. Para temperaturas superiores a 700ºC.5) θh = 0. Aplicando as expressões referidas na EN 1993-1-2.6) (9. 3 ( h / D ) ⎤ ⎣ ⎦ • Altura da viga é superior a 400 mm (9. Para além disso. ao Longo do Tempo As expressões simplificadas referentes à distribuição da temperatura. Observa-se que. poderão ser utilizadas para qualquer geometria de ligação? _____________________________________________________________________ A conductilibidade térmica do aço é muito elevada. De acordo com a EN 1993-1-2. e a resistência da soldadura a temperaturas elevadas. foram efectuados estudos experimentais em várias tipologias de ligações. O Quadro 9.2 apresenta esses resultados. Como simplificação. sujeita a temperaturas elevadas? _____________________________________________________________________ A resposta a esta questão poderá ser dividida em duas partes: a variação da temperatura na ligação (ver resposta à Questão 9.3). deve ser determinada a partir de: Fw. [Lawson. a presença da laje de betão provoca uma redução na temperatura do banzo superior da viga. 88θ0 ⎡1 + 0.2).4) Questão 9.Rd ⋅ k w. os factores de redução apresentados para os cordões de soldadura de ângulo podem ser aplicados à soldadura de topo. 2 (1 − 2h / D ) ⎤ ⎣ ⎦ Sendo h a distância do banzo inferior da viga à componente em estudo (Figura 9. é considerada uma distribuição uniforme de temperatura na ligação. a temperatura nas componentes da ligação é determinada do seguinte modo: • Altura da viga é inferior a 400 mm θh = 0. a temperatura na alma de vigas esbeltas é similar à temperatura do banzo inferior.t. 88θ0 h é inferior a D/2 h é superior a D/2 (9.Rd = Fw .2: Resistência da Soldadura a Temperaturas Elevadas Como se avalia a resistência de uma ligação soldada. Para as ligações viga-pilar e viga-viga. a temperatura da ligação é calculada a partir da temperatura do banzo inferior da viga a meio vão. a temperatura na ligação deverá ser calculada em função do valor de massividade (A/V) das componentes da ligação. Existem várias distribuições de temperatura propostas e/ou utilizadas em ensaios experimentais. 1990]. indicadas na EN 1993-1-2.θ ⋅ γm γ m. a temperatura na alma é ligeiramente inferior. deverá ser considerado pelo menos igual à da peça ligada mais fraca. Descrições mais detalhadas encontram-se na bibliografia. devido à concentração de massa na ligação.

966 ×θ fb .・ 1.banzo superior da viga .928 ×θ fb .88 Figura 9. A sua temperatura foi 8%-26% superior à temperatura do banzo inferior da viga.banzo superior da viga.2: Gradiente térmico na viga mista.88 0. Os resultados obtidos indicam que a componente da ligação com temperaturas mais elevadas foi a alma do pilar. foi aplicada uma variação linear de temperatura.8)): No interior do forno. 3 parafusos M16 (8. A presença da laje de betão sobre a ligação provocou uma redução de 20%-30% da temperatura do banzo superior da viga.70 h D 0. θ fiada superior de parafusos ≈ 520 ºC. ・・ Placa de extremidade θ fb ・・: Temperatura do banzo inferior da viga Al-Jabri et al (1998) e Al-Jabri et al (1997) Ensaios em ligações viga-pilar metálicas e mistas: No interior do forno.parafusos inferiores . As temperaturas médias obtidas foram: Leston-Jones et al (1997) Banzo inferior da viga Alma da viga Fiada média de parafusos Banzo da coluna 1.banzo inferior da viga.88 0.036 ×θ fb .987 ×θ fb .・ 0. θ parafusos embebidos ≈ 350 ºC Ensaios em ligações de nó interno com placa de extremidade rasa (viga: 254x102x22. 0.677 ×θ fb . ao longo do tempo.・・ Banzo superior da viga ・・Fiada superior de parafusos Fiada inferior de parafusos 0.2: Distribuição da temperatura numa ligação.ACÇÃO DO FOGO Viga mista D < 400 mm 0.・・ 0.75 0. (1997) 92 Manual de ligações metálicas .banzo inferior da viga .parafusos superiores embebidos em betão SCI recommendation (1990) Temperatura (ºC) Compartimento de incêndio Temperatura no banzo inferior da viga (ºC) Modelação numérica de ligações de nó interno mistas com placa de extremidade estendida: Variação Liu (1996) da temperatura na ligação: Para t =45 min: θ fiada inferior de parafusos ≈ 650 ºC. θ placa de extremidade ≈ 550 ºC. de geometria similar às utilizadas em edifícios metálicos (ligações metálicas e mistas): As temperaturas médias obtidas foram: θ banzo inferior da viga = 650 ºC a 750 ºC θ fiada superior de parafusos = 150 ºC a 200 ºC inferior a θ banzo inferior da viga θ fiada inferior de parafusos = 100 ºC a 150 ºC inferior a θ fiada superior de parafusos Ligação com placa de extremidade estendida.982 ×θ fb . Quadro 9. Autor Distribuição de temperatura Lawson (1990) Ensaio em oito ligações viga-pilar. junto à ligação . Adoptou: θ banzo superior da viga = 0. foi aplicada uma variação linear de temperatura.7 θ banzo inferior da viga = θ alma da viga El-Rimawi et al. considerando a fiada superior de parafusos embebida no betão: 1 6 3 4 2 7 5 .62 D > 400 mm 0.parafusos superiores (expostos) .985 ×θ fb . de modo a atingir 900ºC em 90 min.000 ×θ fb . de modo a atingir 900ºC em 90 min. 0. pilar: 152x152x23. θ alma da coluna ≈ 450 ºC. 0. junto à ligação .

As equações (9..ACÇÃO DO FOGO [SCI recommendation. Kpl e Fy relativas ao comportamento das componentes à temperatura ambiente. Além do mais. tendo em consideração a curva não-linear força-deformação de cada uma das componentes. 1996].4: Comportamento de Ligações Metálicas a Temperaturas Elevadas – Aplicação do Método das Componentes À temperatura ambiente.20ºC (9. Os valores propostos na EN 1993-1-2.20ºC K pl i. [Al-Jabri et al. provavelmente pelas dimensões das componentes serem de ordem muito inferior às dimensões dos perfis ligados e a influência destes perfis ser sentida nas componentes da ligação [Franssen.θ para um dado nível de força F. o valor das constantes Ke.θ ⋅ K e i. A aplicação deste procedimento permite que o comportamento de ligações em situação de incêndio. tal como apresentado no Capítulo 6 para ligações à temperatura ambiente [Simões da Silva et al. é possível avaliar o comportamento da ligação para uma evolução de temperatura pré-definida.20ºC Introduzindo nas equações (9. A temperaturas elevadas. RESISTÊNCIA Tendo como base a Figura 9. 2002]. 1997]. ao esmagamento e tracção.. a deformação da componente ∆i. Dependendo do objectivo da análise. é directamente proporcional ao seu módulo de elasticidade (E). Questão 9.θ = k E. A rigidez elástica.10) K e i. em alternativa. é necessário conhecer a variação das propriedades mecânicas do aço com o aumento de temperatura. seja obtido em dois “domínios” diferentes: • Resistência: Resistência de cálculo à temperatura de dimensionamento.θ ⋅ Fi. como a curva dos hidrocarbonetos. é necessário efectuar uma análise específica.. [Liu. estão de acordo com os resultados experimentais aqui referidos. e da resistência de cálculo de um cordão de soldadura por unidade de comprimento. 1997] e [El-Rimawi et al.8) (9. 1998].9) (9.. [Leston-Jones et al.10). recorrendo a estudos numéricos e/ou experimentais.3.8) a (9. y Fi. 1990]. é dada pelas seguintes expressões: Manual de ligações metálicas 93 . e a resistência de cada componente depende da tensão de cedência do aço (fy). pode ser avaliada a resistência e a rigidez inicial ou. a curva de incêndio externo ou se se tratar de um incêndio natural.yθ = k y . De modo a avaliar a resposta não-linear de ligações metálicas em situação de incêndio.8) a (9. 2001].θ = k E. 1997]. para além de expressões de cálculo da resistência dos parafusos ao corte. estudos recentes contrariam as recomendações dadas pela EN 1993-1-2: Franssen mostrou que a variação da temperatura nas componentes é superior ao valor calculado com base na massividade local. esta variação é implementada ao nível das componentes. No entanto.θ ⋅ K pl i. se o incêndio seguir outras curvas. estes valores foram obtidos com base na curva de incêndio padrão ISO 834. [Al-Jabri et al. No contexto do método das componentes. o comportamento não linear da ligação. pode ser adaptado e aplicado ao cálculo do comportamento de ligações metálicas a temperaturas elevadas. também é aplicável esta metodologia? _____________________________________________________________________ O método das componentes.. • Temperatura: Cálculo da temperatura crítica.10) apresentam a variação da resposta força-deformação da componente i à temperatura θ. a EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] apresenta uma metodologia que permite calcular o comportamento global da ligação.

13) F fi.yθ F = Fi.20ºC Δ’ i.20ºC (F ' ) e e K i.20ºC k E. a partir da correspondente distribuição de forças nas componentes: Mθ = Fr .11) (9.θ k E.θ = k y .15) e a rotação da ligação na cedência da componente i obtêm-se a partir de: φ = y i.12) Δ y i.20ºC = k y .θ = F' F' 1 = = Δi.2 0ºC f Δ fi.3: Resposta isotérmica força-deformação de uma componente da ligação.θ ⋅ Mi.θ = Δi.2) (9.2 0ºC yi.20ºC (9. A rigidez inicial da ligação à temperatura θ é dada por: S1. Mj.20ºC − Δi.20ºC Análise à tem peratura am biente F yi.16) permitem definir a curva momento-rotação à temperatura constante θ.yθ F '' ≥ Fi.20ºC − Fi.14) Expressões similares poderão ser obtidas para o cálculo da rigidez e rotação da ligação.θ Figura 9.20ºC 1 ∑k i i.θ F yi.θ Fi.θ '' y Δi.20ºC (9.yθ ) f y k E.11) a (9.θ S y i.θ k E.θ ⋅ M20ºC (r =1.θ Δ” i.max.20 ºC (9.θ y φi.θ Δ” i.θ Δy i .yθ K e i. Δi O momento flector é calculado no âmbito do modelo das componentes.20ºC k E.θf (9. identificando-se a cedência de cada uma das componentes.θ + f y 1 Δi.θ z = k y .θ = Fi.20ºC (F ''− Fi.θ (9.17) 94 Manual de ligações metálicas .θ y Mi. a temperatura crítica representa a temperatura da ligação no instante em que se verifica a condição.θ (F ' ) = Δi.20ºCΔ i.ACÇÃO DO FOGO F ' < Fi.16) As equações (9.θ Δ Δ’ i.Sd = Mj.θ (F '' ) = Δi.20ºC F fi.yθ ' Δi.θ ⋅ K i.θ = y k y .θ ⋅ S1.θ = Eθ ⋅ z2 = k E.θ Análise iso térm ica à tem peratura θ Δ yi.θ ⋅ Si. TEMPERATURA Para uma ligação com distribuição uniforme de temperatura.θ k E.

a temperatura crítica depende do grau de utilização do elemento para t = 0.19ln ⎢ ⎤ 1 . o grau de utilização apresenta-se do seguinte modo: μ0 = Mj. para t = 0.Sd Mj.max . 967 μ0 ⎣ ⎦ ⎡ (9. que é definido como o quociente entre o valor de cálculo do efeito das acções em situação de incêndio e o valor de cálculo da capacidade resistente em situação de incêndio. No caso de ligações.833 0.20ºC (9.19) Manual de ligações metálicas 95 .ACÇÃO DO FOGO De acordo com EN 1993-1-2.18) conduz ao cálculo directo da temperatura crítica da ligação [prEN 1993-1-2: 2002]: θ cr = 39.18) A aplicação da Equação (9. η0.1⎥ + 482 3.

especialmente em treliças. As ligações podem ser aparafusadas ou soldadas. podendo no entanto. São ainda tratadas as ligações planas em estruturas compostas por combinações de perfis ocos e abertos do tipo I ou H. já que este tipo de acções não são consideradas passíveis de envolver fenómenos de fadiga.1 Introdução A tecnologia de ligação desempenha um papel preponderante no comportamento de estruturas com perfis tubulares. 10. O capítulo 7 do Documento Normativo EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] contém regras de aplicação detalhadas para o cálculo da resistência sob acções estáticas de ligações com geometria num só plano ou em vários planos. A espessura nominal dos perfis ocos deverá estar compreendida entre 2.1. a não ser que sejam tomadas medidas especiais para garantir propriedades adequadas ao longo da espessura. as resistências de cálculo de ligações entre perfis ocos e entre perfis ocos e secções abertas. A resistência estática das ligações é expressa em função do esforço axial resistente máximo.10 LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES 10. ser usadas em edifícios solicitados por acções sísmicas. Importa fazer a distinção entre perfis do tipo CHS (perfis circulares ocos – Circular Hollow Sections) e do tipo RHS (perfis rectangulares ocos – Rectangular Hollow Sections).1) e as regras de aplicação fornecidas no parágrafo 7.5 mm e 25 mm. quadrados ou rectangulares ocos. aplicável a ligações de vigas em perfis abertos ou fechados ocos e pilares do tipo RHS ou CHS.2 deste Documento Normativo. Este tipo de tecnologia permite a materialização da ligação ao pilar apesar da limitação do acesso.2 Ligações Soldadas Embora seja frequente a utilização de ligações aparafusadas. em estruturas compostas por perfis circulares. Um caso particular é o de pórticos com ligações viga-pilar em que os pilares sejam do tipo CHS ou RHS cheios de betão (CFHS). deverão ser baseadas nos seguintes modos de rotura. As regras de aplicação são válidas para perfis laminados de acordo com a EN 10210 e para perfis enformados a frio de acordo com a EN 10219. o método mais usado em ligações de perfis CHS é a soldadura. conforme a sua aplicabilidade: . apenas do lado exterior. Esta secção sumaria os aspectos principais do comportamento e do dimensionamento de ligações com perfis ocos solicitadas predominantemente por esforços estáticos. já que o seu comportamento é diferenciado. e/ou momento flector resistente máximo para os elementos da estrutura. Está ainda disponível a tecnologia tipo “blind bolting”. As tipologias de ligações abrangidas pela EN 1993-1-8 (Figura 10. desde que as dimensões desses perfis satisfaçam os requisitos necessários. De acordo com a EN 1993-1-8. só poderão ser usadas desde que satisfeitas todas as condições aí enumeradas.

• Rotura por corte do perfil principal. 10. a ligação aparafusada entre dois perfis ocos ou entre um perfil oco e um perfil aberto ou uma chapa pode ser difícil. as ligações aparafusadas continuam a ser de utilização vantajosa e económica. coroação ou dispositivos soldados e de seguida procede-se ao aparafusamento.3 Ligações Aparafusadas Uma vez que os perfis ocos permitem o acesso apenas pelo exterior. como a abertura de orifícios no elemento oco para acesso e aparafusamento a partir do interior. • Plastificação da face lateral do perfil principal. na maior parte das situações. • Rotura por encurvadura local de um elemento transversal. esmagamento local ou encurvadura da face lateral ou alma do perfil principal sob a acção de compressão do membro interior. Porém nestes casos. é necessário que sejam tomadas medidas especiais. • Rotura por punçoamento da face do perfil principal. Outra vantagem das ligações aparafusadas. é a fácil montagem e desmontagem 98 Manual de ligações metálicas .1: Tipologias de ligações em vigas treliçadas. Outra alternativa é a utilização de processos que materializem a ligação através do exterior – “Blind bolting”.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES • Plastificação da face do perfil principal ou plastificação da secção transversal do perfil principal. Apesar desta limitação. Nestas condições. os perfis ocos podem ser ligados indirectamente usando chapas de banzos. Figura 10.

preferível às soldaduras no local pelos defeitos que poderão advir destas e por serem mais onerosas que o aparafusamento no local. aparafusamento atravessando o perfil oco. e onde serão então materializadas as ligações aparafusadas. [CIDECT. com empalme. classificadas como ligações aparafusadas normais de acordo com o capítulo 3 da EN 1993-1-8. Wardenier et al. • Modelo de rotura por punçoamento.4 Considerações de Dimensionamento Uma estrutura realizada com secções ocas e solicitada predominantemente por acções estáticas. com extremidades em forquilha.1: Modelos de Previsão do Comportamento para Ligações com Perfis Circulares Ocos (CHS) Que modelos analíticos são usados no cálculo da resistência das ligações com CHS? _____________________________________________________________________ Actualmente são usados três modelos que permitem caracterizar o comportamento das ligações CHS: • Modelo de tubo de rotura da face do perfil principal. 2002]. Nos casos em que os elementos ou ligações críticas não tenham capacidade de rotação suficiente. Neste caso. apoio rotulado. As ligações aparafusadas entre dois perfis ocos são sempre realizadas usando dispositivos intermédios de ligação. deverá ser usada uma análise plástica de segunda ordem. aparafusadas com extremidades achatadas. Yeomans [Yeomans. 10. soldados aos perfis ocos. capítulo 6: pormenorização de ligações [CIDECT. com cantoneiras de topo. 1995] e “Guide on the use of bolts: single sided blind bolting systems” de N. pernos roscados. ou seja os elementos ou ligações críticas deverão proporcionar capacidade de rotação suficiente. Manual de ligações metálicas 99 . deverá ser dimensionada de modo a apresentar um comportamento dúctil. 1995]. os momentos secundários resultantes de deformações impostas ou da rigidez da ligação. O dimensionamento de ligações de perfis ocos deverá ser efectuado de acordo com o capítulo 7 da EN 1993-1-8: ligações de perfis ocos e capítulo 5 do Guia de Dimensionamento do CIDECT para ligações de perfis ocos em aplicações mecânicas: considerações de dimensionamento para ligações [CIDECT. 1995]. 1995]. aparafusamento de várias componentes e parafusos colocados através de orifícios de acesso [CIDECT. poderão ser desprezados no dimensionamento. Este parágrafo é apresentado de acordo com as publicações “Design guide for structural hollow sections in mechanical applications” de J. como é o caso de secções de paredes finas. A pormenorização para ligações soldadas e para ligações aparafusadas é indicada no Guia de dimensionamento do CIDECT para ligações de perfis ocos em aplicações mecânicas. Questão 10.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES em obra. F. bases de colunas. • Modelo de rotura por corte no perfil principal. Os principais tipos de ligações aparafusadas em estruturas de perfis ocos são: ligações aparafusadas tipo “joelho”.

o esforço correspondente à plastificação do tubo é dado por: N1y = C0 t2 ⋅ fyo ⋅ o 1 − C1 ⋅ β sin θ1 (10.2) Figura 10. Desprezando as forças axiais e de corte. Y e X. 100 Manual de ligações metálicas . a relação entre os diâmetros dos tubos. deverão ser adicionados outros parâmetros tais como o esforço axial actuante e a distância entre diagonais. Este modelo dá bons resultados para ligações do tipo T.2: Modelo de tubo para uma ligação tipo X em CHS.1) Sendo β = d1/d0. como indicado na Figura 10.2. O esforço axial na diagonal é dado pela expressão: N2 = fyo 3 ⋅ π ⋅ d2 ⋅ t o 1 + θ2 2 sin2 θ2 (10.3: Modelo para rotura por punçoamento do perfil principal numa ligação com perfis CHS. No entanto. Figura 10. Modelo de rotura por punçoamento Este modelo é apresentado na Figura 10.3 para um ligação do tipo Y traccionada. e considerando o comprimento efectivo Be calculado experimentalmente.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Modelo de tubo de rotura da face do perfil principal A ligação é modelada por um tubo de comprimento efectivo Be com geometria e propriedades mecânicas idênticas às do perfil principal em perfil CHS. para ligações mais complexas como do tipo K e N.

4: Modelo para rotura por corte no perfil principal numa ligação com perfis CHS.4. que aumenta consideravelmente a sua resistência ao esforço transverso. sendo β = d2/d0. são frequentemente usadas em recomendações de dimensionamento de estruturas do tipo “offshore”. corte e momento flector. g Figura 10. este critério aplica-se apenas para valores reduzidos de β. para ligações K e N com afastamento entre diagonais (g). pois se o valor de β aumentar.4) No ⋅ g ≤ π ( do − t o ) t o ⋅ fyo Mo ⋅ g ≤ ( do − t o ) t o ⋅ fyo (10. a carga será transmitida ao perfil principal através de tensões circulares. 0 ⎟ ⎟ ⎠ 2 ⎛ No ⋅ g ⎜ ⎜ π (d − t ) t ⋅ f o o o yo ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 2 (10.5) Geralmente o momento flector é reduzido e deve-se considerar apenas a interacção entre o esforço axial e o esforço transverso: ⎛ ⎜ Ni ⋅ sin θi +⎜ ⎜ 2fyo ( do − t o ) t o ⎜ ⎝ 3 ⎞ ⎟ ⎟ ≤ 1. Modelo de rotura por corte no perfil principal Tal como indicado na Figura 10.3) (10. Manual de ligações metálicas 101 .LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES De um modo geral. as diagonais funcionam como um reforço do perfil principal. As regras aplicadas ao cálculo da resistência ao punçoamento. Se o perfil principal é uma secção compacta. o dimensionamento plástico conduz às seguintes equações: Ni sin θi ≤ 2 fyo 3 (d 2 o − to ) to (10. a secção transversal do perfil principal pode ruir na secção desse afastamento (secção A) pela combinação entre esforço axial.6) Se o afastamento é reduzido.

6 para uma ligação do tipo Y traccionada. Tomar em consideração todos os parâmetros torna-se impraticável. Y e X.5 para um ligação do tipo Y.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Questão 10. ilustrado na Figura 10. A resistência ao corte de ligações do tipo T.7) Ligação Y Modelo Figura 10. Estes modelos simplificados e a sua combinação com resultados experimentais permitiram estabelecer expressões de dimensionamento.8) 102 Manual de ligações metálicas .5: Modelo de linhas de rotura para ligações do tipo T. Modelo de rotura por punçoamento Este modelo é representado na Figura 10.2: Modelos de Previsão do Comportamento para Ligações com Perfis Rectangulares Ocos (RHS) Quais os modelos analíticos usados no cálculo da resistência de ligações com perfis RHS? _____________________________________________________________________ Na caracterização deste tipo de ligações e no estudo da influência dos principais parâmetros são usados modelos analíticos. e igualar essa grandeza ao trabalho interno nas rótulas plásticas (comprimento li e ângulo de rotação ψi) [APK. Modelo de linhas de rotura plásticas O princípio geral deste modelo. por isso são utilizados modelos simplificados de acordo com o modo de rotura a estudar. 1996]: N1 = fyo ⋅ t o ⎛ 2h1 +4 1−β ⎜ 1 − β ⎝ bo ⋅ sin θ1 ⎞ 1 ⎟ ⎠ sin θ1 (10. consiste em estabelecer o trabalho da força N1 segundo o deslocamento δ. Y ou X (rotura da face do perfil principal). é dada pela expressão: N1 = fyo ⎛ 2h1 ⎞ 1 to ⎜ + 2bep ⎟ 3 ⎝ sin θ1 ⎠ sin θ1 (10.

7 apresenta o modelo para a resistência ao corte do perfil principal na secção de afastamento (g) de uma ligação K ou N.7: Modelo para a resistência ao corte do perfil principal na secção de afastamento (g) de uma ligação K ou N.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES (a) secção longitudinal (b) secção transversal (c) plano Figura 10. A resistência ao corte pode ser determinada analiticamente com base na resistência plástica da secção: Vpl.10) sendo Av = (2 h0+α b0) t0. Figura 10. Y e X.9) Modelo de rotura por corte do perfil principal A Figura 10. a resistência é dada por: N1 = fy1 ⋅ t1 ⋅ ( 2h1 − 4t1 + 2beff ) (10. Para ligações do tipo T.Rd = A v ⋅ fyo 3 γ M0 (10. Modelo da largura efectiva da diagonal da viga treliçada A resistência é calculada em função das dimensões da diagonal.6: Modelo de linhas de rotura para ligações do tipo T. Y ou X (rotura da face do perfil principal). Manual de ligações metálicas 103 .

8: Modelo de plastificação ou encurvadura local das paredes laterais do perfil principal. Com o aumento do carregamento. Este fenómeno deve-se às características da alma do perfil I ou H e à diferença de rigidez entre as extremidades e a parte central do banzo. Utilizando o critério de cedência de Von Mises.Sd ≤ ( A o − A v ) fyo + A v ⋅ fyo ⎛ V ⎞ 1 − ⎜ Sd ⎟ ⎜V ⎟ ⎝ pl. este fenómeno torna-se mais relevante. Este último é representativo para o perímetro da secção oca. Y e X com parâmetro β elevado podem ter a sua rotura associada à plastificação ou à encurvadura local das faces laterais do perfil principal.3: Modelos Analíticos para Ligações entre Perfis Ocos e Secções Abertas Que modelos analíticos são usados para ligações entre perfis CHS ou RHS e perfis principais de secções em I ou H? _____________________________________________________________________ São usados modelos analíticos simplificados para descrever o comportamento destas ligações e o efeito dos principais parâmetros. ver Figura 10.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES O resto da secção transversal suporta o esforço axial. são aplicados os conceitos de fissuração transversal e largura efectiva.9. podendo conduzir à rotura prematura da ligação pelo colapso na secção entre o elemento traccionado e o banzo do perfil principal.11) Modelo de plastificação ou encurvadura local das faces laterais do perfil principal As ligações T. capaz de transmitir o esforço de colapso iminente.8 conduz a: ⎛ h ⎞ 1 N1 = 2fyo ⋅ t o ⎜ 1 + 5t o ⎟ ⎝ sin θ1 ⎠ sin θ1 (10.Rd ⎠ 2 (10.10 [APK. a distribuição das tensões e deformações na extremidade do perfil de secção oca não é uniforme. 1996]. é obtida a seguinte fórmula de interacção: No. ver Figura 10. o modelo indicado na Figura 10. Questão 10. Modelo da largura efectiva do perfil principal Para ligações de perfis ocos soldados a perfis de secção I ou H. 104 Manual de ligações metálicas . ou por instabilidade localizada no bordo do elemento traccionado. Para ligações entre RHS de igual largura.12) Figura 10. Para ter em conta estes efeitos.

A resistência última de um elemento em ligações do tipo T. Figura 10.13) onde beff é igual a metade do perímetro efectivo do membro em perfil oco.11: Corte do perfil principal numa ligação do tipo K com afastamento.Rd = 2fyi ⋅ t i ⋅ beff (10. pode ser quantificada da seguinte forma: Ni. X. Figura 10. Y.9: Distribuição de tensões e deformações na extremidade de um perfil RHS.11.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Figura 10.10: Perímetro efectivo.Figura 10. e pode ser determinado por: beff = t w + 2r + 7 fyo fyi ⋅ tf (10. K ou N (com afastamento).14) Modelo de rotura por corte no perfil principal A rotura por corte no perfil principal é o modo de rotura mais provável numa ligação do tipo K ou N com afastamento . Manual de ligações metálicas 105 .

ver Figura 10. dado para cada diagonal. esta eficácia é dada pela seguinte expressão [APK. Questão 10. O esforço normal no perfil principal.17) O parâmetro de eficácia Ce (CT para ligações em T ou Y. é: Ni.16) Figura 10.12. com elementos interiores e perfil principal de espessura e classe de aço idênticas.12: Plastificação local da alma do perfil principal.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES A resistência ao corte do perfil principal pode ser quantificada através da seguinte expressão: Vpl.13 e 10.Rd = A v ⋅ fyo 3 γ M0 (10.15) Modelo de plastificação local da alma do perfil principal A plastificação localizada no perfil principal por tracção ou compressão. é directamente transposta da verificação da compressão local de ligações viga-pilar entre secções I ou H.0 e t1 = 90. Estes ábacos baseiam-se nas recomendações da EN 1993-1-8. 1996]: N1.Rd A1 ⋅ fy1 = Ce fyo ⋅ t o kp fy1 ⋅ t1 sin θ1 (10.14. CX para ligações em X e CK para ligações em K ou em N) avalia a eficácia de um ligação com kp = 1. e o valor da resistência é obtido a partir de um coeficiente de eficácia Ce. 106 Manual de ligações metálicas . Para ligações com secção do tipo CHS.Rd = fyo ⋅ t w ⋅ b w sin θi (10.4: Ábacos de Dimensionamento Qual o objectivo dos ábacos de dimensionamento de ligações numa época em que está vulgarizado o uso de meios informáticos na análise estrutural? _____________________________________________________________________ Para um dimensionamento rápido de uma ligação com perfis de secção oca é útil dispor de ábacos de dimensionamento como o representado nas Figura 10.

2 0.6 0.6 0.0 0.9 f yo t o k p N 1.5 0. A referência bibliográfica [CIDECT.1 0. 1996]: N1. Para ligações sem afastamento.7 0.6 f y0 t 0 k n N 1 .13: Ábaco de dimensionamento para ligações do tipo T e Y com secções do tipo CHS.1 0. C Kg 1.5 0.15.8 0.3 0. 1995] fornece ábacos de dimensionamento para todos os tipos de ligações RHS com afastamento ou com sobreposição.18) Por exemplo. Manual de ligações metálicas 107 .7 0.2 1. Rd = CT A1 f y 1 f y1 t 1 sin θ 1 d0 t0 10 15 20 30 40 50 1.0 0.5 0.Rd = C Kg f yi t i sin θ i Ai f yi b 1+ b 2 2 bi b0 t0 Figura 10.6 0.4 1.4 0.7 0.8 0.14 apresenta o coeficiente de eficácia para uma ligação do tipo K com afastamento em secções do tipo RHS.4 0. a Figura 10. a eficácia total é dada pelo ábaco da Figura 10.6 1.8 0.0 β Figura 10.8 0.9 0.14: Ábaco de eficácia da diagonal de uma viga treliçada para ligações soldadas em K ou N com afastamento.Rd A i ⋅ fyi = Ce fyo ⋅ t o k n fyi ⋅ t i sin θi (10.9 0.3 0. a eficácia é dada pela seguinte expressão [APK.3 0.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES C T 1.4 0. Para ligações com secção do tipo RHS.0 0.2 0.0 10 15 20 25 30 35 1.1 0.0 0.0 0.2 0.

realizada com recurso a este sistema.16.5 0.75 1. Na Figura 10.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES N i 1.3 0.1 0.2 0.0 f yj t j f yi t i bj tj Figura 10.7 0. O processo “Flowdrill” é esquematizado na Figura 10. Figura 10. com recurso a uma broca com quatro lóbulos de tungsténio e carbono [Yeomans.Aparafusamento com Acesso Apenas por um dos Lados Que sistemas do tipo “Blind Bolting” se encontram disponíveis no Mercado Europeu? _____________________________________________________________________ Sistema “Flowdrill” Este sistema actua por fricção e consiste na extrusão de orifícios que actua por fricção. 2002].15: Ábaco de eficácia para ligações de RHS soldados em K ou N sem afastamento entre as diagonais.25 1. concluiram que o sistema pode ser usado em aplicações estruturais.4 0.16: Representação esquemática do processo “Flowdrill”.0 1.8 0. Estes ensaios mostraram que: 108 Manual de ligações metálicas .0 10 15 20 25 30 35 2.9 0.6 0.5: Sistemas de “Blind Bolting” . ex.17 apresenta-se uma ligação típica viga-pilar com placa de extremidade.0 Ai f yi 0.17: Ligação viga-pilar executado através do sistema “Flowdrill”. placa de extremidade elemento ligado.5 1. Questão 10. 2002].8 completamente roscados Figura 10. Os resultados de uma série de ensaios com orifícios isolados executados através deste sistema [Yeomans.RHS parafusos standard 8.

8 6.1. Parafuso tipo “Huck Ultra-Twist” O parafuso Huck Ultra-Twist é um dispositivo pré-montado [Yeomans.19b). • Desde que a espessura mínima do material obedeça ao especificado no Quadro 10. Manual de ligações metálicas 109 .8 M20 classe 8. É instalado recorrendo a uma chave eléctrica específica.0 e 12.1: Espessuras mínimas do material para desenvolver a resistência total à tracção em parafusos da classe 8.18: a) Dispositivo Hollo-Bolt (como fornecido).18a). b) procedimento de instalação.5 mm.6 Dispositivo “Lindapter Hollo-Bolt” O Hollo-Bolt é um dispositivo pré-montado constituído por 3 partes: corpo principal.4 8. 2002].LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES • Os orifícios executados através de “flowdrill” podem ser usados em secções com espessuras compreendidas entre 5.1 e que a tensão de cedência nominal esteja compreendida entre 275 e 355 MPa. M20 e M24. Figura 10.8 M24 classe 8. Existe também um outro sistema semelhante constituído por 5 peças [Yeomans. Para roscas abertas pelos processos tradicionais. Dimensão e classe do parafuso Espessura mínima do material. placa de extremidade elemento ligado. poderá ser considerada a resistência total à tracção de parafusos de classe 8.8. 2002]. Quadro 10. ex.0 9.19: Parafuso Huck Ultra-Twist: a) vista do sistema.8. como apresentado na Figura 10. porca anilha resistente ao esmagamento anilha resistente ao corte manga manga núcleo da cavilha Figura 10.19a). • Os orifícios roscados poderão acomodar parafusos dos diâmetros M16. em orifícios de diâmetro 2 mm superior ao diâmetro exterior dos parafusos. indicada em EN 1993-1-8. b) Ligação viga-pilar executado através de Hollo-Bolt. ver Figura 10. • A capacidade resistente ao corte e pressão diametral do parafuso e orifício é calculada de forma usual. a resistência ao arrancamento é inferior ao indicado no Quadro 10. mm M16 classe 8.8. um cone roscado com rasgos e um parafuso standard de classe 8.RHS “Hollo-bolt” instalado Figura 10. o que corresponde às tolerâncias usuais de montagem.

A Figura 10.20: Ligação efectuada através de pernos roscados soldados. deverá ser reduzida através do factor 0. Outro método [Kato.1. aços com composições químicas melhoradas ou especiais ou ainda aços patinados.RHS porcas Figura 10. De seguida serão apresentados dois destes métodos. O Guia de dimensionamento do CIDECT [CIDECT. 1988]. O primeiro consiste na abertura de um orifício e posterior abertura de uma rosca. mas geralmente necessita de uma espessura da parede mínima de 16 mm para resistir a esforços de arrancamento. como é o caso dos aços de alta resistência. Para aços da classe S420 e S460 a resistência estática avaliada de acordo com esta secção. ex.21: Porcas soldadas à face do perfil tubular. as especificações para o material são determinadas com base no produto final e não no material de base. ex. que são soldados à face do perfil oco.1 (4) da EN 1993-1-8 especifica que a tensão de cedência nominal de secções ocas laminadas e a tensão de cedência nominal do material de base de secções enformadas a frio. note-se que neste caso não existe cavidade para acomodar a anilha.21. 110 Manual de ligações metálicas .20 apresenta uma ligação típica efectuada através deste sistema. mas neste caso. De acordo com a EN 10210 e a EN 10219.90. Porcas soldadas Para além dos métodos apresentados. ver Figura 10. Questão 10.6: Aço de Alta Resistência em Ligações de Secções Tubulares Haverá alguma razão para que as regras indicadas na EN 1993-1-8 não possam ser aplicadas a aços de alta resistência? _____________________________________________________________________ A cláusula 7. 1995] estipula que é possível produzir secções estruturais ocas com aços especiais. com tensões de cedência de 640 MPa ou superiores. consiste na abertura de orifícios com dimensão suficiente para acomodar uma porca de tamanho adequado que é soldada à face do perfil de tal forma que não apresente saliências do lado exterior da secção.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Soldadura de pernos roscados Na materialização da ligação poderão ser usados pernos roscados. existem muitos outros que permitem executar ligações apenas de um dos lados. pernos roscados soldados elemento ligado.RHS placa de extremidade Figura 10. placa de extremidade parafusos ordinários elemento ligado. é necessário proceder à encomenda de quantidades elevadas. não deverá exceder 460 MPa.

No caso de estruturas offshore. poderão ser aplicadas a qualquer tipo de estrutura. para estruturas offshore solicitadas por acções que provoquem fadiga. é necessário considerar as disposições especiais dadas na EN 1993-1-9 [prEN 1993-1-9: 2002].LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Questão 10.7: Dimensionamento de Estruturas Offshore Poderão as recomendações da EN 1993-1-8 ser aplicadas às secções de grandes dimensões utilizadas em estruturas offshore? _____________________________________________________________________ O campo de aplicação de secções ocas é extenso e os domínios específicos de aplicação são enumerados no Guia de Dimensionamento do CIDECT. As regras de aplicação indicadas no capítulo 7 da EN 1993-1-8. estes limites de aplicação geralmente não são respeitados. desde que sejam reunidas as condições gerais. onde se incluem as estruturas offshore. Manual de ligações metálicas 111 . e terão que ser usadas recomendações especiais. Adicionalmente.

11 LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO 11. 11. nalguns casos. 1993].. ex.1b.2 Ligadores Para construções com elementos de secções de paredes finas. diferentes das regras previstas para elementos metálicos laminados. • rotura da chapa à tracção.9. Neste caso. Em comparação com ligações mais espessas (t> 3 mm) o comportamento de ligações em elementos de paredes finas é caracterizado pela pequena rigidez das placas. 2000]: • ligadores mecânicos. • interligação de dois ou mais painéis metálicos.. [Yu.: costuras longitudinais de chapas. • soldadura.8 ou 10. rotação do ligador em roturas por escorregamento ou a grande distorção da placa quando o ligador está à tracção e a chapa é solicitada directamente em cima da cabeça do ligador.2.1a. Figura 11. Exemplos de tais efeitos podem ser: a inclinação do ligador no esmagamento do orifício. • corte do parafuso.1 Introdução As ligações de elementos estruturais com secções de paredes finas são normalmente usadas para: • fixação de painéis metálicos a uma estrutura de suporte. Esta é a razão pela qual foram desenvolvidas regras específicas para ligações em elementos enformados a frio. • colas. • esmagamento ou enrugamento de material na frente do parafuso. podem surgir efeitos adicionais no Estados Limites Últimos e de Serviço e o nível de segurança pode depender do controle de qualidade. .1c. que são. podem ocorrer quatro tipos básicos de modos de rotura nas ligações aparafusadas de enformados a frio: • corte longitudinal da chapa ao longo de duas linhas paralelas. 1993]. O diâmetro do parafuso varia normalmente entre M5-M16 e as classes mais utilizadas são 8. 11. Figura 11. ex. Figura 11. De acordo com resultados obtidos experimentalmente. Parafusos com porcas constituem ligadores roscados a colocar em orifícios previamente executados nos elementos a unir. A utilização de elementos de secções de paredes finas requer o uso de parafusos roscados até à cabeça.1 Ligadores Mecânicos O Quadro 1 apresenta as possíveis aplicações para os diferentes tipos de ligadores mecânicos. Figura 11. de acordo com Toma [Toma et al. • assemblagem de secções lineares enformadas a frio.1d.: uma madre. podem-se utilizar os seguintes tipos de ligadores [Toma et al. Encontra-se disponível uma variedade de métodos de montagem de estruturas com elementos de secções de paredes finas. São ainda fornecidos alguns pormenores para cada um dos ligadores mecânicos. ex: estruturas de armazenamento.

Aço Espessas Ligador Observação madeira espessas X X Parafuso M5-M16 X Parafusos auto-roscáveis φ 6.5 mm φ 6.4 mm Pregos X X X Em muitos casos.1: Resumo dos campos de aplicação para ligadores mecânicos.5.3 com anilhar ≥ 16 mm. 1 mm de espessura com material elastomérico Parafusos auto-perfuradores. • parafusos auto-perfuradores. b) esmagamento da chapa.1: Tipos de roturas em ligações aparafusadas: a) corte longitudinal da chapa.0 mm φ 4.3 ou 6. com diâmetros:・ φ 4. d) rotura por corte do parafuso. a ligação está sujeita a uma combinação de modos de rotura. 1 mm de espessura com material elastomérico X X Parafusos com cabeça hexagonal φ 6.22 ou 4. 114 Manual de ligações metálicas . como ilustrado nas Figura 11. bem como servir de ligadores de painéis de gesso cartonado a perfis metálicos. A fractura da chapa é muitas vezes causada pela rotação excessiva do parafuso e deformação da chapa. c) rotura à tracção da chapa. Os parafusos podem constituir um modo rápido e efectivo de ligar chapas metálicas em painéis de fachada e cobertura.3 mm Rebites cegos.8 mm φ 5.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO Finas espessas Quadro 11. com diâmetros: φ 4.2. com anilha ≥ 16 mm. Podem também ser usados em sistemas metálicos porticados e treliças de cobertura. Figura 11.8 mm φ 6. Existem dois tipos de parafusos: • parafusos auto-roscáveis (por deformação ou furação).

LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO

A maior parte dos parafusos são combinados com anilhas de modo a aumentar a resistência ao esmagamento da ligação e/ou selar a ligação. Alguns tipos têm cabeças plásticas ou protectores plásticos para conferir resistência à corrosão ou a côr desejada.

.....nervurado

.....plano

V - viga de cobertura

Chapa de cobertura ondulada

Figura 11.2: Aplicação de parafusos auto-roscáveis.

A Figura 11.3 mostra dois exemplos de parafusos auto-perfuradores. A Figura 11.4 apresenta os vários tipos de rosca para parafusos auto-roscáveis por deformação. O tipo A é usado para ligar chapas finas. O tipo B é usado para fixações a bases de aço de espessura superior a 2 mm. O tipo C é usado normalmente para fixações de bases metálicas finas (espessura até 4 mm) a bases metálicas. Os parafusos auto-roscáveis são usualmente fabricados em aço-carbono (zincado e lubrificado). A Figura 11.5 apresenta alguns exemplos de parafusos auto roscáveis por furação. Os parafusos autoroscáveis por furação são usados para ligações a bases metálicas espessas. Os parafusos autoperfuradores abrem o seu próprio orifício e formam a rosca numa única operação.
drill thread Comprimento Comprimento length length de furação da rosca

drill point Ponto de furação drill diameter Diâmetro de furação 7.7

Figura 11.3: Exemplos de parafusos auto-perfuradores.

Tipo A Tipo B Tipo C Figura 11.4: Exemplos de rosca para parafusos auto-roscáveis por deformação.

Figura 11.5: Exemplos de rosca para parafusos auto-roscáveis por furação.

Manual de ligações metálicas

screw length Comprimento do parafuso

drill flute

115

LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO

Rebites cegos e rebites tubulares são muitas vezes usados na construção com perfis enformados a frio. São usados para simplificar a montagem, reduzir o custo da ligação bem como por questões estéticas. Um rebite cego é um ligador mecânico capaz de ligar peças onde o acesso é limitado e é feito apenas por um dos lados. De acordo com o método de aplicação, os rebites-cegos encontram-se ilustrados na Figura 11.3. Os rebites tubulares são muitas vezes usados para ligar chapas metálicas. A resistência ao corte ou compressão é comparável à dos rebites sólidos. Os diâmetros do corpo dos rebites variam entre 0,8 e 7,9 mm. Os comprimentos mínimos variam entre 0,8 a 6,4 mm, respectivamente.

Cut amolação da and grind Corte eat rivet head cabeça do rebite

Self-plugging

Pull-through

Extremidades abertas

Open end

Closed end Extremidades fechadas
a)

Extremidades abertas

Open end
b)

Extremidades fechadas

Closed end

c)
Figura 11.3: Rebites cegos.

Pregos, tal como ilustrado na Figura 11.7, são ligadores que atravessam os painéis metálicos a ligar por meio de disparo ou ar comprimido.

116

Manual de ligações metálicas

LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO

Pregos a aplicar por disparo Figura 11.4: Pregos

pregos a aplicar por ar comprimido

Ligação por pressão é uma técnica relativamente recente para ligar secções metálicas de perfis enformados a frio. A ligação é formada usando o metal das secções a ligar. As ferramentas usadas consistem num punçuador e numa matriz de punção. A Figura 11.8 apresenta as etapas para execução de uma ligação por pressão.
Placas metálicas a ligar

punçuador

Matriz (de punção)

Corte do metal

Deformação lateral do aço

Pressão final

Figura 11.5: Sequência de execução de uma ligação por pressão.

Ligação em roseta (“Rosette-joining”), é um novo processo automático de ligação de componentes metálicas enformadas a frio, tais como painéis metálicos e treliças de cobertura. O processo de ligação é apresentado na Figura 11.9.

Figura 11.6: Representação da ligação em roseta e processo de fabricação.

11.2.2

Soldadura

As ligações de secções enformadas a frio podem ser feitas recorrendo ao processo do arco aberto bem como à soldadura por resistência. Para secções de paredes finas, podem ser usados os seguintes procedimentos de soldadura [Toma et al., 1993]: • soldadura MAG/MIG; • soldadura por arco manual; • soldadura TIG; • Soldadura por plasma.

Manual de ligações metálicas

117

• soldadura com recobrimento.7 [Yu. a) b) c) d) (end view) Aspecto final e) f) Figura 11.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO Em construções metálicas com secções enformadas a frio. 118 Manual de ligações metálicas .7: a) Soldadura de topo. • soldadura de bordos interrompidos. são geralmente usados os seguintes tipos de soldadura por arco. • soldadura em entalhe. ver Figura 11. b) soldadura por costura. Ao contrário do processo de arco aberto não há necessidade de protecção do metal fundido através de escória ou gás de protecção. A Figura 11. b) soldadura por pontos. d) soldadura com recobrimento. electrodes or ou matriz dies punção) (de electrodes or eléctrodos welding tips electrodes or eléctrodos welding tips eléctrodos projection Projecção das soldas welds Before antes da welding soldadura After após a welding soldadura a) b) c) Figura 11. c) soldadura em entalhe. • soldadura de ângulo. e) soldadura em ângulo f) soldadura de bordos interrompidos. 2000]: • soldadura por pontos. c) soldadura projectada. • soldadura de topo.8: Processo de soldadura resistente: a) soldadura pontual. A soldadura por resistência é executada sem arco aberto.11 apresenta este processo de soldadura.

As ligações com ligadores mecânicos são tratadas no parágrafo 8. parafuso auto-perfuradores (quadro 8. com cordão de soldadura (8. respectivamente. resistência ao corte. quadro 8.3). uma combinação de colagem com ligadores mecânicos pode constituir uma opção. deverão ser aplicadas as disposições previstas na EN 1993-1-3. As colas usadas para aços de secções de paredes finas são os seguintes: • resina epoxy– o melhor endurecimento aparecerá a temperaturas elevadas (na gama dos 80-120°C).5. 2002]. As diferenças existentes referem-se aos coeficientes numéricos das fórmulas que estão especificados no Documento. ver Figura 11. resistência à tracção e secção útil de resistência dos elementos ligados. Especificações para ligações coladas são incluídas em EN 1999-1. No que diz respeito às ligações soldadas. estão na mesma situação e devem ser tratadas do mesmo modo que as restantes. No que diz respeito aos ligadores mecânicos. Esforço de corte Loaded by shear Esforço de peeling Loaded by arrancamento Figura 11. Por essa razão.2). 11.4).1).2. são calculadas do mesmo modo que as secções espessas para qualquer tipo de ligador.6. Algumas desvantagens são: a necessidade de a superfície estar lisa e limpa e o tempo necessário ao seu endurecimento. Modos de rotura específicos são verificados através de ensaios “pull-through” ou “pullout”.9: Corte e arrancamento de ligações coladas. Ligações mecânicas especiais. a soldadura por pontos representa uma tecnologia específica para ligar estruturas metálicas de paredes finas e já foram desenvolvidas regras de dimensionamento específicas [prEN 1993-1-3: 2002].9. pregos (quadro 8. As resistências de dimensionamento para soldadura por pontos são fornecidas no parágrafo 8.6. enquanto o parágrafo 8.3) e parafusos auto-roscáveis (quadro 8. por punção ou em roseta.5. • adesivos acrílicos– mais flexíveis que as resinas epóxidas.3 Considerações de Dimensionamento As considerações de dimensionamento para elementos enformados a frio estão especificadas no capítulo 8 do Documento Normativo EN 1993-1-3 [prEN 1993-1-3. Quando é usado dimensionamento com recurso a ensaios experimentais. Manual de ligações metálicas 119 .2) e soldaduras por pontos por arco (8.3 Colas Na apresentação deste tipo de ligação. e capítulo 9 e Anexo Z do Documento EN 1993-1-1.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO 11. interessa salientar que a ligação colada possui uma boa resistência ao corte e geralmente uma fraca resistência ao arrancamento. As vantagens das ligações coladas são: a distribuição uniforme das forças ao longo da ligação e um bom comportamento a cargas cíclicas.4 deste Documento Normartivo como rebites cegos (quadro 8. é de sublinhar que a sua resistência ao esmagamento.6 refere-se a soldaduras sobrepostas.

1: Aumento da Tensão de Cedência das Secções Enformadas a Frio Pode o aumento da tensão de cedência devido a enformagem a frio.3: Resistência característica ao corte Fv. a resistência da soldadura pode ser referida à tensão de cedência média fya.5 6. • A resistência da secção transversal e a resistência à encurvadura de um elemento comprimido axialmente. tendo em consideração as limitações anteriores e a dificuldade em controlar a aplicação destas limitações.2) Quadro 11.Rk de parafusos auto-perfurantes [EN 1993-1-3: 2002].2). O critério de dimensionamento para a capacidade de deformação por corte da ligação é apresentada como (Quadro 11.Rd no quadro 8.Rd ≥ 1. Aeff a tensão de cedência fy deve ser tomada como fyb (tensão de cedência do material base). com uma secção transversal totalmente efectiva.0 5200 7200 9800 16300 4600 6500 8500 14300 120 Manual de ligações metálicas . Diâmetro exterior da rosca Material do parafuso (mm) Aço endurecido Aço inoxidável 4.Rd = A net ⋅ fu γ M2 (11.2 do Documento EN 1993-1-3: Resistência de dimensionamento para parafusos auto-perfuradores. o aumento na tensão de cedência devido à enformagem a frio deve ser tido em consideração do seguinte modo: • Em elementos carregados axialmente nos quais a área da secção transversal efectiva Aeff iguala a área bruta Ag. O Documento EN 1993-1-3 permite o uso da tensão de cedência média fya da secção transversal para contabilizar o efeito de enformagem a frio (ver parágrafo 3. 2 Fn.Rd ≥ 1.8 5. • O momento resistente de uma secção transversal com banzos completamente efectivos. • Noutros casos pode ser demonstrado que os efeitos de enformagem a frio conduzem a um aumento da capacidade de carga. ser considerado no dimensionamento de ligações soldadas após a enformagem do elemento? _____________________________________________________________________ Este aumento pode ser usado no dimensionamento de ligações soldadas mas os efeitos devem ser avaliados experimentalmente.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO Questão 11. Questão 11.3 8. Para determinar a área efectiva da secção.2): FV . recomenda-se fyb como tensão.2: Capacidade de Deformação de Ligações ao Corte Qual a razão do limite Fv.2 do Documento Normativo EN 1993-1-3? _____________________________________________________________________ Esta questão refere-se ao quadro 8. A tensão de cedência media fya pode ser usado para determinar: • A resistência da secção transversal de um membro traccionado axialmente.Rd (11. Em principio. do material base.2 Fu.1.1) ou avaliada experimentalmente Fn. De acordo com o disposto no Documento.

11: a) Forças de alavanca provocadas pelos momentos de fixação adicionais.13c [Mareš et al.4: Resistência ao Esmagamento de Placas Finas Qual a diferença entre o esmagamento de placas finas e espessas? _____________________________________________________________________ Os modelos de previsão da resistência ao esmagamento são baseados em observações experimentais.10: a) Curva de deformação de um parafuso tradicional.1 do Documento EN 1993-1-3. parafusos auto-perfurantes e cavilhas. tal como apresentado na Figura 11.2 na expressão 11. Quando estas condições não são satisfeitas deve ser provado que a capacidade de deformação será proporcionada por outras partes da estrutura. são usados parafusos de aços austeníticos com formas especiais. c) modelo de componentes do parafuso no painel sandwich [Mareš et al.3: Resistência dos Parafusos em Painéis Sandwich De que forma é avaliada a resistência ao corte e à tracção. 2000]. Questão 11. A distribuição de forças nas faces interior e exterior do painel sandwich podem ser tidas em conta pelo método das componentes. Questão 11. b) parafuso com entalhe na rosca.1 considera o encruamento do aço. A fórmula para parafusos em placas espessas (com espessura maior ou igual a 3 mm) encontra-se no quadro 3. 2000].4 do Documento EN 1993-1-8 e para parafusos em placas finas no quadro 8. Parafusos em flexão Bolt in bending Parafusos ao corte Bolt in shear Rótula plástica Plastic hinge Placa ao esmagamento Plate in bearing Parafusosshear Bolt in ao corte Placa ao esmagamento Plate in bearing Fd a) b) c) Figura 11. A contribuição dos painéis é tida em conta para prevenir o colapso sob a acção das diferenças de temperaturas..10b). dos parafusos de painéis sandwich? _____________________________________________________________________ Os parafusos auto-perfurantes são normalmente usados para ligar painéis sandwich [prEN 14509.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO O factor 1. a2 a1 c) a) F b) a3 L d) a3 F Figure 11. As condições devem ser satisfeitas sempre que a capacidade de rotação é um requisito determinante. As acções normalmente condicionantes. Para prevenir a rotura sob acções de serviço. c) Modo de rotura por esmagamento no orifício interno. d) Modo de rotura por fractura da rosca do parafuso. 2000]. temperatura e vento são geralmente cíclicas. Manual de ligações metálicas 121 .. 2002]. ver Figura 11. b) Forças de membrana devidas à deflecção do painel sandwich [ECCS 66. onde se incluem também os rebites.

0 para t > 1. considerando a espessura da placa através do factor factor kt.Rd = k 1 ⋅ α b ⋅ fu ⋅ d ⋅ t γ M2 (11. com α b = 122 Manual de ligações metálicas .25 mm ou k t = 1.5 α b ⋅ k t ⋅ fu ⋅ d ⋅ t γ M2 (11. 8t + 1.25 mm.5) para 0.75 mm ≤ t ≤ 1.5) / 2. Fb. através do factor k1. 3d Espessuras para além desta gama de valores podem ser usadas desde que a sua resistência seja determinada experimentalmente.4) e1 e k t = (0. Fb.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO A resistência ao esmagamento de placas espessas considera o espaçamento na direcção perpendicular.3) A resistência ao esmagamento das placas finas.Rd = 2.

1. Quadro 12. tem sido feito um grande esforço de modo a caracterizar o comportamento de estruturas em alumínio. .1 de EN 1999-1-1. o processo TIG só deverá ser utilizado em materiais de espessura superior a t = 6 mm e em reparações de soldas. e se for especificada uma qualidade de soldadura inferior para os perfis semi ou não-estruturais. geralmente inferior à resistência do material de base. Os parafusos de aço galvanizado são preferidos em situação de risco de corrosão.12 LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO 12.65. No dimensionamento dos elementos da ligação é necessário considerar o limite de ductilidade do material de adição. Deverão ser tidos cuidados especiais no caso de ligações estruturais em alumínio. o comportamento de ligações estruturais em alumínio é um dos principais focus dessa investigação [Andrade. • O processo de soldadura MIG pode ser utilizado para todas as espessuras. A soldadura é preferida para trabalhos genéricos de engenharia. As indicações presentes em EN 1999-1-1. • O material de adição. devido à sua simplicidade de fabrico e de união. Os resultados obtidos têm sido incorporados no Documento Normativo EN 1999-1-1 [prEN 1999-1-1: 1999].1 Introdução Nas últimas décadas. Em contrapartida. No cálculo da resistência ao escorregamento de ligações soldadas.25 deverá ser substituido por γΜ = 1. O dimensionamento de ligações soldadas baseia-se na metodologia e considerações similares às utilizadas em estruturas metálicas (com as devidas modificações). Desde que a soldadura é utilizada em elementos estruturais de alumínio. ver Quadro 12. ao baixo custo e ao facto de não limitar a ductilidade da ligação. o factor parcial de segurança γΜ =1. Com excepção da estabilidade e fadiga. A escolha do metal de adição tem uma importância significativa na resistência da ligação. Liga Metal de adição 5356 4043A 3103 95 5052 170 5083 240 5454 220 6060 160 150 6061 190 170 6082 210 190 7020 260 210 De acordo com o capítulo 6. que inclui especificações e expressões de dimensionamento de estruturas de alumínio. poderão ser aplicadas desde que sejam satisfeitas as seguintes condições: • As estruturas estão carregadas com carregamento estático. frequentemente sujeitas a acções repetitivas ou cíclicas que podem conduzir à rotura por fadiga do elemento. 2002]. O dimensionamento deste tipo de ligações em relação ao estado limite de fadiga é apresentado em EN 1999-2 [prEN 1999-2: 1999].1: Valores da resistência característica do metal de adição fw [MPa]. as ligações soldadas tem sido bastante desenvolvidas e consideradas de grande importância. a transferência de forças é afectada pela relaxação das placas de alumínio.6. predominantemente. deve ser compatível com a liga de alumínio dos elementos a ligar.

As componentes da tensão total são as seguintes. que tensões deverão ser verificadas de modo a satisfazer o indicado na EN 1999-1-1? _____________________________________________________________________ A abordagem é similar ao indicado no Capítulo 3.2: σ⊥ tensão normal perpendicular ao plano crítico do cordão de soldadura. τ⊥ tensão tangencial (no plano crítico do cordão de soldadura) perpendicular ao eixo do cordão de soldadura.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Questão 12. ver Figura 12.1) e σ⊥ ≤ fu γ M2 (12. A resistência do cordão de soldadura de ângulo é suficiente se foram satisfeitas as seguintes condições: 2 σ ⊥ + 3 (τ ⊥ + τ // ) ≤ 2 fu β W ⋅ γ M2 (12. σ _ I τ τ II _ I a 2a Figura 12. é decomposta nas componentes paralelas e transversais ao plano crítico do cordão. ver Figura 12. τ// tensão tangencial (no plano crítico do cordão de soldadura) paralela ao eixo do cordão de soldadura. pode ser desprezada no dimensionamento dos cordões da soldadura de ângulo. g1 a a Figura 12.1: Resistência da Soldadura de Ângulo No cálculo da soldadura de ângulo.1.2) 124 Manual de ligações metálicas .1: Definição da espessura do cordão de soldadura: a. A tensão total num cordão de soldadura.2: Componente da tensão num cordão de soldadura de ângulo. σ// tensão normal paralela ao eixo da soldadura.

em que se verifique através de ensaios. deverá considerar-se o valor da espessura do cordão de soldadura. Se forem soldados elementos de espessuras diferentes. que não existem defeitos aparentes na soldadura.8) tensão de corte paralela ao eixo da soldadura τ ≤ 0.3. de preferência. perpendicular ao eixo da soldadura: σ⊥ ≤ fw γ M2 (12. a espessura da soldadura deverá ser igual à do elemento de menor espessura. deve-se usar. No que se refere às restrições geométricas não existe diferenças significativas entre a soldadura em elementos metálicos e elementos de alumínio. em relação às características da soldadura de topo em ligações de alumínio? _____________________________________________________________________ Quando se utiliza soldadura de topo em ligações de elementos estruturais de alumínio. No caso de soldadura de topo com penetração parcial. ver Figura 12. A soldadura de topo com penetração parcial deve usar-se apenas nos casos. a soldadura de topo com penetração parcial deverá ser aplicada com o factor parcial de segurança γΜ.9) combinação das tensões normais e de corte 2 σ ⊥ + 3τ 2 ≤ fw γ M2 (12. quais são as restrições geométricas. te te Figura 12.10) Manual de ligações metálicas 125 . soldadura de topo com penetração completa. relativas a largura efectiva e espessura do cordão de soldadura? _____________________________________________________________________ A pergunta já foi respondida no Capítulo 3. Questão 12. devido à susceptibilidade do aparecimento de defeitos neste tipo de soldadura.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Questão 12.3: Soldadura de Topo em Ligações de Alumínio Quais as informações dadas em EN 1999-1-1.3: Espessura efectiva do cordão de soldadura de topo com penetração parcial. O valor da tensão instalada em soldaduras de topo deverá satisfazer os seguintes critérios: tensão normal. 6 fw γ M2 (12. Noutros casos. tracção ou compressão.2: Largura Efectiva e Espessura do Cordão de Soldadura de Ângulo Quando se utiliza soldadura de ângulo. A espessura efectiva da soldadura de topo com penetração completa deverá ser igual à espessura dos elementos ligados.

30 dias após a soldadura. pode-se reduzir a área onde actuam as tensões.2 refere-se especificamente a zonas afectadas pelo calor (ZAC). a liga recupera o valor das propriedades resistentes rapidamente. 126 Manual de ligações metálicas . cláusula 6.2. O processo de soldadura TIG. Estas zonas deverão ser tidas em atenção no caso de se utilizarem as seguintes ligas: • Ligas que podem ser tratadas termicamente com qualquer tratamento térmico inferior a T4 (séries 6xxx e 7xxx).4: Zona afectada pelo calor numa soldadura de topo. reduzindo-as do factor de amaciamento correspondente ρhaz. no dimensionamento de ligações soldadas de alumínio? _____________________________________________________________________ O material estrutural alumínio composto por várias ligas e tratamentos é alterado nas zonas afectadas pelo calor (ZAC) junto à soldadura. Em alternativa. provoca uma maior ZAC e um amaciamento mais severo devido a uma maior quantidade de calor [Mazzolani. 1995]. Estes valores são válidos. t t ρ haz bhaz bhaz bhaz Figura 12.6. considerando que o material foi soldado a uma temperatura não inferior a 10°C: • Série de ligas: 6xxx . ver Figura 12. O Documento EN 19991-1.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Questão 12.4. Deste modo. fv na ZAC são calculadas de acordo com o indicado em EN 1999-1-1 para o metal de base. A severidade e dimensão da ZAC dependem do tratamento a que o elemento foi sujeito. As resistências características fo. A região afectada estende-se em torno da soldadura. Os dois aspectos principais do amaciamento da ZAC são a severidade e a dimensão.3 dias após a soldadura. é calculada a partir da expressão FRd = A ( fa ⋅ ρhaz ) = A ⋅ fa. do tipo de liga do elemento soldado e do processo de soldadura utilizado: TIG e/ou MIG. para além desta zona. Se o material é ligado a uma temperatura inferior a 10°C. O fabricante deverá informar-se relativamente a esta situação. o tempo de recuperação deverá ser aumentado.4: Zona Afectada pelo Calor (ZAC) Qual o efeito das temperaturas elevadas na zona da soldadura.11) Os valores de ρhaz são indicados no Quadro 12. a resistência de cálculo de uma secção rectangular afectada pelo amaciamento da ZAC.haz γ M2 γ M2 (12. fa. • Série de ligas: 7xxx . • Ligas que não podem ser tratadas termicamente com qualquer encruamento (séries 3xxx e 5xxx).

haz. No entanto.13) Manual de ligações metálicas 127 .60 0.haz para tensões de corte fv . Séries de ligas Quaisquer 6xxx Tratamento O F T4 T5 T6 T6 ρhaz (processo de soldadura MIG) 1. fa.86 0. 30 mm.00 1. chapas. Tês ou ligações cruciformes: transversalmente a partir do ponto de intersecção das superfícies soldadas.80 0.haz = fa ⋅ ρhaz (12.80 ρhaz (processo de soldadura TIG) 1.00 5xxx 3xxx H22 H24 H14 H16 H18 H14 0.60 0.00 0.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Quadro 12.65 0.3. a ZAC prolonga-se a toda a largura do elemento. Se a distância entre a zona da soldadura e a extremidade do elemento for inferior a três vezes bhaz.60 1xxx Assume-se que a zona afectada pelo calor se prolonga por uma distância bhaz. Quadro 12.2: Valores dos factores de amaciamento da ZAC.80 Aplicado quando as tensões de tracção actuam transversalmente ao eixo da soldadura de ângulo ou topo Aplicado em quaisquer condições Chapas. • Em soldaduras de topo aplicadas em extremidades. placas. espessura t 0 < t ≤ 6 mm 6 < t ≤ 12 mm 12 < t ≤ 25 mm t > 25 mm bhaz (soldadura MIG) 20 mm. em qualquer direcção a partir da soldadura. ver Figura 12.86 0.65 0. bhaz (soldadura TIG) 30 mm.haz = fa ⋅ ρhaz 3 (12.3: Extensão da ZAC para soldaduras MIG e TIG.60 Nota Extrusão.80 0. quando se pretende soldar materiais espessos pode-se assumir um limite curvo com raio igual a bhaz.5 e Quadro 12. • Em qualquer direcção radial a partir da extremidade da soldadura. tubos trefilados e peças forjadas 7xxx 1. 40 mm. 35 mm. A resistência característica das zonas afectadas pelo calor deverá ser reduzida a fa. especialmente se se tratar de chapas finas.50 0. O valor bhaz deve ser medido de seguinte modo: • Transversalmente a partir da linha central do cordão de soldadura.12) para tensões normais e a fv. placas e peças forjadas 0. De um modo geral.00 0. ρhaz. • Em soldaduras de ângulo: transversalmente a partir do ponto de intersecção das superfícies soldadas.60 0. os limites da ZAC deverão ser considerados com linhas rectas normais à superfície do metal.60 0.

14) 2) força de tracção perpendicular ao plano de rotura em ligações com soldadura de topo com penetração parcial σ haz ≤ t e fa.19) no limite da fusão. bhaz bhaz bhaz bhaz <3 bhaz A tensão instalada em zonas afectadas pelo calor deverá ser inferior a: 1) força de tracção perpendicular ao plano de rotura em ligações com soldadura de topo com penetração completa σ haz ≤ fa.haz γ M2 g1 fa.16) (12.21) 128 Manual de ligações metálicas . σ haz ≤ σ haz ≤ fa. em ligações de soldadura de ângulo.20) (12.5: Zona afectada pelo calor em soldadura de ângulo.haz γ M2 g1 fv.haz γ M2 (12.haz t γ M2 (12. Em soldadura de ângulo. aplicam-se condições similares τ haz ≤ τ haz ≤ fv.haz γ M2 (12. respectivamente.17) Quando se aplica esforço de corte na soldadura.15) 3) força de tracção na raiz do cordão da soldadura e nos limites de fusão.18) na raiz do cordão de soldadura e a τ haz ≤ t e fv. a tensão na zona afectada pelo calor de soldaduras de topo é limitada a: τ haz ≤ fv.haz t γ M2 (12.haz t γ M2 (12.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz Figura 12.haz t γ M2 (12.

haz t γ M2 (12.haz γ M2 g1 fa.25) 2 2 σ haz + 3τ haz ≤ Como conclusão.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Quando se aplica a combinação de tensão de corte e tensão normal na soldadura. Manual de ligações metálicas 129 . refere-se que a capacidade de deformação de ligações soldadas poderá aumentar se a resistência de cálculo da soldadura for superior à do material existente na ZAC.haz t γ M2 (12.23) 2 2 σ haz + 3τ haz ≤ Em soldadura de ângulo aplicam-se condições similares 2 2 σ haz + 3τ haz ≤ fa.haz γ M2 t e fa. devem ser aplicadas as seguintes condições 2 2 σ haz + 3τ haz ≤ fa.22) (12.24) (12.

o critério de escolha difere de país para país (custos de fabrico. Comprimento. 13. Os principais aspectos.1. produção. Adicionalmente. No contexto deste manual. com normalização extensiva. embora a primeira conduza habitualmente a soluções mais económicas. consideram-se soluções desadequadas aquelas que: (i) não cumprem os parâmetros pré-estabelecidos. (iv) soluções demasiado caras e pesadas em relação a outras.13 EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO 13. Entalhe. Classe. (ii) ligações que introduzem efeitos secundários (i. Ambas as abordagens apresentam vantagens e inconvenientes. (iii) ligações que apresentam limitações de fabrico ou montagem difícil.e.12 apresentam soluções correctas e incorrectas baseadas em alterações a projectos de estruturas completas e reais. Reparação de pequenas deformações Manutenção: Pintura e/ou Galvanização Transporte (estragos) Pré-montagem Dificuldades de montagem em obra Tolerâncias: Dimensões das secções dos perfis. etc. experiência e hábitos Limitação do número de operações por elemento: Corte. Cálculo • • • Transferência de forças através da ligação Excentricidade nas ligações Regulamentação: Dimensionamento de elementos [prEN 1993-1-1: 2003] Dimensionamento de ligações [prEN 1993-1-8: 2003] Montagem [EN 1090-1: 1996] Aspecto arquitectónico Corrosão Possibilidade de standarização Limitação do número de secções de perfis Limitação do número de tipo. As Figuras 13. Soldadura. excentricidades. calculadas como rotuladas quando se comportam como parcialmente rígidas. Precisão na produção Encaixe dos perfis em obra Número de parafusos: Tipo. tradição. Anilhas Método de aperto dos parafusos Aspecto estético Projecto Produção • • • • • • • • • • • • • • • Montagem . que deverão ser considerados no dimensionamento e pormenorização de ligações metálicas são indicados no Quadro.1 a 13.). Comprimento da parte roscadas. Furação. comprimentos e classes de parafusos Meios técnicos disponíveis. de acordo com a regulamentação vigente. Quadro 13. ou a escolha de ligações individualizadas. etc. O Quadro 13.2 indica as principais razões das soluções recomendadas.1: Aspectos a considerar no dimensionamento de ligações metálicas. teoricamente mais ajustadas a cada ligação. pelo que é difícil quantificar uma solução como a mais adequada.1 Casos Práticos Na concepção de ligações para estruturas metálicas verificam-se duas abordagens distintas: a procura de ligações “standard”. facilidade e condições de montagem).

EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO DADOS SOLUÇÃO INCORRECTA Momento na ligação vigas IPE 330.4 kNm. a) 132 Manual de ligações metálicas .3 kNm 1) Instabilidade durante a montagem. DADOS SOLUÇÃO INCORRECTA Esf. ligação rotulada no eixo fraco: a) solução incorrecta. parafusos 4xM20 placa de extremidade Mj.1: Ligação viga-pilar. b) solução correcta.Rd = 139. 2) Solução com custos elevados de fabricação e montagem SOLUÇÃO CORRECTA Momento na ligação Mj.9 kNm 1) Utilização de placa de extremidade estendida no eixo forte e placas de extremidade com altura parcial no eixo fraco a) b) Figura 13.72 kNm Utilização de placas de alma b) Figura 13. transverso na ligação VRd = 62.72 kNm Dificuldade de fabricação e montagem. soldadura: Mj. Solução com custos elevados SOLUÇÃO CORRECTA Esf. pilar: HEB180. b) solução correcta. parafusos 8xM20 VRd = 62. transverso na ligação vigas HEB180. transferência de momento no eixo forte do pilar.2: Ligação viga-pilar com contraventamentos diagonais: a) solução incorrecta.Rd = 98.Rd = 297.

4: Ligação viga-pilar. Manual de ligações metálicas 133 . 2) Solução com custos elevados.4 kNm 1) Transferência de forças confusa. ligação simples inclinada no eixo fraco: a) solução incorrecta.Rd = 48.3: Ligação viga-pilar. b) solução correcta.2 kNm. transferência de momento no eixo forte do pilar.viga de secção aberta e pilar de secção tubular RHS : a) solução incorrecta.3 kNm 1) Ligação de eixo forte com placa de extremidade estendida. Mj. 2) Solução com custos elevados na ligação. b) solução correcta. parafusos 6xM16 MRd = 65. 2) Ligação de eixo fraco com placa de extremidade com altura parcial ou placa de alma a) b) Figura 13.9 kNm a) b) Figura 13.Rd = 279. vigas secundárias: HEB120. na soldadura: Mj.Rd = 379. 1) Ligação com cantoneiras de alma Vj.EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO DADOS Momento na ligação SOLUÇÃO INCORRECTA SOLUÇÃO CORRECTA Momento viga principal IPE270. SOLUÇÃO INCORRECTA SOLUÇÃO CORRECTA Esforço transverso 1) Instabilidade durante a montagem.

5: Ligação viga-viga rotulada: a) solução incorrecta. 13. poderão ser introduzidos reforços a) b) Fig.EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO SOLUÇÃO INCORRECTA DADOS Esforço transverso na ligação viga principal HEA1000. 2) Instabilidade durante a montagem SOLUÇÃO CORRECTA DADOS Esforço transverso na ligação viga principal HEA1000.0 kN 1)Ligação com placas de alma alongadas (aleta longa) a) b) Figura 13. b) solução correcta SOLUÇÃO INCORRECTA SOLUÇÃO CORRECTA 1) Ligação muito complicada 2) Ligação com placa de base rotulada (sem transmissão de momento flector). vigas secundárias: IPE240. parafusos 4xM16 VRd = 35. b) solução correcta.6: Ligação à fundação a) solução incorrecta. vigas secundárias: IPE240. 134 Manual de ligações metálicas .0 kN 1) Introdução de excentricidades. parafusos 6xM16 VRd = 35.

2 classificação dos exemplos de dimensionamento apresentados nas Figuras 13.6.6 Base de pilar com possibilidade de rotação (ligação rotulada) 00 ++ 000 +++ 20 1 2 0 00 ++ 00 +++ 000 ++ 12 2 0 ++ 000 ++ 00 ++ 000 ++ 000 ++ Dimensionamento Projecto Placas Perfis Medição Furos Soldadura Parafusos Arquitectura Corrosão Transporte Tolerâncias de construção Montagem B G B G B G B G B G B G B G B G B G B G B G B G B G 00 + 0 ++ 0 ++ 16 14 0 + 00 ++ 0 + 0 + + + + + 0 + + + 6 4 0 + 0 + ++ 0 ++ + 0 + NOTA: Nº 000 00 0 Exemplos incorrectos B Nível de qualidade muito mau mau duvidoso Nº + ++ +++ Exemplos correctos G Nível de qualidade suficiente bom muito bom Manual de ligações metálicas 135 .3 13.5 Viga principal +1 travessa (ligação rotulada) 0 ++ 0 ++ 3 1 13.1 Pilar+2 vigas (mom.4 Pilar+2 Pilar+2 vigas+1 Pilar+4 vigas travessa vigas (ligação (momento na (ligação rotulada) ligação) rotulada) 000 0 000 +++ ++ +++ 000 00 00 ++ ++ ++ 7 9 8 3 3 2 0 8 000 00 00 +++ ++ +++ 00 + ++ + 00 00 00 + ++ + 12 10 14 12 8 12 00 00 00 ++ ++ + 000 0 00 ++ + ++ 0 0 0 + + + + ++ 00 00 +0 + ++ 0 0 0 + + ++ 13. 13.2 13.2 . Exemplo Parâmetros observados Fig.EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO Quadro 13.13. na ligação) 00 ++ 00 ++ 8 3 13.

diâmetro do parafuso. eb e1. distância da extremidade de uma cantoneira ao eixo neutro. ea. diâmetro do ligador Diâmetro do furo Diâmetro do chumbadouro Diâmetro médio do parafuso Diâmetro do núcleo da espiga do parafuso Largura efectiva da placa de base flexível Recobrimento mínimo para as armaduras do betão Excentricidade. comprimento da placa de base Altura da secção transversal do pilar Dimensão da cabeça do chumbador Comprimento efectivo da fundação Largura Largura efectiva da fundação Largura da zona afectada pelo calor Largura da secção transversal do pilar Largura efectiva Largura da placa de extremidade Largura do reforço de cada um dos lados Deformação. diâmetro. b1. distância do parafuso à face do T-stub Excentricidade da ligação Distância. ex. distâncias dos parafusos Distâncias entre parafusos Distância do parafuso à face da placa de extremidade Tensão característica à flexão e cedência à tracção e compressão Tensão característica local à tracção e compressão Tensão característica da zona afectada pelo calor Valor de dimensionamento da tensão de compressão para provete cilíndrico de betão fcd = fck / γc . b0.SIMBOLOGIA SIMBOLOGIA ZAC Zona Afectada pelo Calor a ac ah a1 b. bw b1 bhaz bc beff bp bsg d d0 dh dm dn c c∅ e e0 e. e2 ex fo fa fa.haz fcd Espessura de um cordão de ângulo.

fyi fya fyb fyc fyd fy. h1 hef kp.θ kt kw. fy1.θ kE. tensão de cedência do aço da viga Tensão de cedência do aço do pilar Tensão de cedência mais baixa.g fck fj fy. no cálculo da resistência ao esmagamento Factor de concentração de tensões Coeficiente de rigidez total da zona de compressão Coeficiente de rigidez total para uma fiada de parafusos à tracção Coeficiente de rigidez total da zona de tracção Coeficiente de rigidez da componente i Factor de redução da resistência dos parafusos à temperatura θ Factor que depende da espessura da placa e é utilizado no cálculo da resistência ao esmagamento Factor de redução da resistência da soldadura à temperatura θ Factor de redução da tensão de cedência do aço à temperatura θ Factor de redução do módulo de elasticidade do aço à temperatura θ Comprimento efectivo do T-stub Distância do parafuso ao banzo da viga λeff mx 138 Manual de ligações metálicas . h0.d g g1 h.SIMBOLOGIA fcd.θ ky. entre o pilar e o reforço. Tensão de cedência do banzo do pilar Tensão característica ao corte Tensão característica ao corte na zona afectada pelo calor Tensão última do aço Tensão última do parafuso Tensão característica do metal de adição Tensão resistente de um cordão de soldadura de ângulo por unidade de comprimento Comprimento do afastamento Comprimento do cordão de soldadura de ângulo Altura Comprimento do chumbadouro embebido no betão Constantes Factor relativo à distância entre parafusos e distancia dos parafusos à extremidade da placa.haz fu. kn k1 kj kc keff keq ki kb. fy0.θ Valor de dimensionamento da tensão de compressão para provete cilíndrico de argamassa Tensão característica de compressão para provete cilíndrico de betão Tensão de esmagamento do betão Tensão de cedência do aço Tensão de cedência média Tensão de cedência do parafuso.fc fv fv. fum fub fw fvw.

Distância do bordo do reforço ao centro da fiada mais abaixo. p2 q r rc. mx m1. A0 Ab Ac Área Área total do parafuso. por unidade de comprimento Distância do eixo do parafuso à extremidade da placa de base Número de chumbadouros na placa de base Distâncias entre parafusos Factor de comportamento Braço da alavanca Raio de concordância na ligação da alma com o banzo do pilar Resistência teórica obtida a partir do modelo de dimensionamento Resistência obtida a partir ensaios experimentais Espessura Espessura efectiva da soldadura de topo por penetração parcial Espessura do banzo da viga Espessura do banzo do pilar Espessura da placa de extremidade Espessura do reforço Espessura da alma do pilar Espessura do banzo Espessura da argamassa Espessura da cabeça do chumbadouro Espessura da porca Distância entre parafusos Braço. w2 z. braço da alavanca. tw te tfb tfc tp ts twc tf tg th twa w1. t0. t1. zona não roscada Área da secção transversal do pilar 139 Manual de ligações metálicas .SIMBOLOGIA m. m2 m1 m2L m2U mpl.t zc. t2. zr zeq zc zc. distância entre o eixo de tracção e o eixo de compressão Braço de alavanca equivalente Braço de alavanca da zona de compressão Braço de alavanca da zona de compressão na zona superior da ligação Braço de alavanca da zona de compressão na zona inferior da ligação Braço de alavanca da zona de tracção A.Rd n n p1.b zt Distância do eixo do parafuso à solda Distância do parafuso à alma do T-stub Distância do centro do parafuso ao raio de concordância. Distância do bordo do reforço ao centro da fiada mais acima Momento resistente plástico da placa de base. s re rt t.

CK Cf.Cd Fri Frj FRd FSd Fti.t. CX. CT.SIMBOLOGIA Aeff Ag Ah Anet As Asg Asn Av Be Bt.b.Rd Fc.d Fc. na zona roscada.Rd Ft.Rd Fp Fp.fb. C1 Ce.t.Rd FcR.Rd Fc. avaliada experimentalmente Força de compressão aplicada Força de pré-esforço de dimensionamento Força de tracção na fiada mais acima Força de tracção na fiada mais abaixo Resistência de cálculo Força de cálculo actuante Resistência à tracção da fiada i de parafusos Resistência da zona traccionada Força de tracção 140 Manual de ligações metálicas .d Eθ E F. Ft Área efectiva Área total (bruta) Área ao esmagamento da cabeça do parafuso Área útil Área útil do parafuso. P Fb.Rd Fc.Rd Fb.Sd. Área dos chumbadouros Área dos reforços Área de ambos os reforços Área de corte Comprimento efectivo Resistência de cálculo de um parafuso à tracção Constantes Parâmetro de eficácia Coeficiente de atrito Módulo de elasticidade do aço à temperatura θ Módulo de elasticidade do aço Força Resistência de cálculo ao esmagamento por parafuso Resistência de cálculo ao esmagamento por parafuso.Rd Ft.wc. em situação de incêndio Resistência da zona comprimida Resistência de cálculo em compressão na zona inferior da ligação Resistência de cálculo em compressão na zona superior da ligação Resistência de cálculo do banzo da viga comprimido Resistência de cálculo da alma do pilar comprimida Limite elástico Resistência dos elementos estruturais obtida experimentalmente Resistência de dimensionamento para parafusos auto-perfuradores.Rd Fel Fexp Fn.Rd C0.

Sd Fv.Rd Fv Fn. comprimento livre do chumbadouro Comprimento do pilar Comprimento efectivo de um T-stub Comprimento do cordão da soldadura de ângulo Comprimento efectivo do cordão da soldadura de ângulo Momento flector 141 Manual de ligações metálicas .Rd Fw.t.θ.Rd Ft.Rd Fv.θ. à temperatura θ Momento de inércia Momento de inércia da viga Momento de inércia do pilar Rigidez elástica da componente i.max Fv.20ºC Fyi.θ I Ib Ic Ke. à temperatura ambiente Forças de rotura da componente i.Sd Fv. à temperatura ambiente Forças de cedência e de rotura da componente i.t. à temperatura ambiente Rigidez elástica e plástica da componente i.Rd Ft.SIMBOLOGIA Ft.Rd Fw.ep.20ºC Fui. em situação de incêndio Força actuante num cordão de soldadura Esforço transverso actuante Máxima resistência ao corte obtida experimentalmente Resistência de cálculo dos parafusos ao corte.θ La Lb.Rd Ften. Fui.fc.Rd Fw.Rd Fy. Kpli.wb.wc.eff M Resistência de cálculo da placa de extremidade flectida Resistência de cálculo do banzo do pilar flectido Resistência de cálculo da alma da viga traccionada Resistência de cálculo da alma da viga comprimida Resistência de cálculo dos parafusos à tracção.Rd Ft. Kei.Rd Fw.lim Lbe Lbf Leq L. à temperatura ambiente Rigidez plástica da componente i.20ºC Kei. Kpl. Fyi.20ºC.t. Kpli. em situação de incêndio Resistência de um cordão de soldadura de ângulo por unidade de comprimento Forças de cedência da componente i. L1 Lb Lc Leff Lw Lw. à temperatura θ Comprimento da soldadura Comprimento limite dos parafusos para que haja forças de alavanca nos chumbadouros Comprimento da zona embebida do chumbadouro Comprimento do chumbadouro acima da fundação de betão Comprimento equivalente do chumbadouro Comprimento Comprimento da viga. em situação de incêndio Força de corte actuante Resistência característica de elementos ao corte Resistência de cálculo ao corte Resistência de um cordão de soldadura Resistência de um cordão de soldadura.

Rd N1y Pv Q Rd Rfy Sj Sj.SIMBOLOGIA M´ Mb Mpl.20ºC. Mj Mj.Rd Mb.d Mj.sec Si.pl.max.Rd Mj.θf Momento flector máximo da ligação j. ângulo. Wpl.ult. N2 NSd Npl.z.20ºC VG.Ed VM.Rd Nu.Rd Mc. à temperatura ambiente e a temperatura de rotura θf.y Momento flector resistente Momento flector actuante Esforço axial Esforço axial actuante Esforço axial plástico de cálculo Esforço axial resistente Esforço axial no elemento principal que corresponde à plastificação Resistência do painel de alma não reforçado Força de alavanca Resistência da ligação Resistência plástica do membro ligado. S1. no instante de cedência da componente i Esforço de corte devido a acções não sísmicas Esforço de corte devido aos momentos resistentes nas extremidades da viga Esforço transverso actuante Esforço transverso plástico de cálculo Resistência de cálculo do painel de alma do pilar em corte Módulo de flexão plástica na direcção z e na direcção y. respectivamente MRd MSd N.max.Ed VSd Vpl.Rd Wpl.exp Momento flector por unidade de comprimento Momento na viga Momento flector plástico de cálculo Momento flector plástico de cálculo na viga Momento flector plástico de cálculo no pilar Momento flector plástico de cálculo da ligação Momento flector actuante na ligação Momento flector elástico da ligação Momento flector de rotura da ligação Valor esperado do momento flector de rotura da ligação Valor experimental do momento flector de rotura da ligação Mj.Rd Mj.Rd Vwp.el Mj.ini. Mj.Sd. N0. respectivamente α 142 Coeficiente de comprimento efectivo de um T-stub.ult.ult Mj. com capacidade dissipativa Rigidez da ligação Rigidez inicial da ligação Rigidez secante da ligação Rigidez de rotação da ligação à temperatura ambiente.20ºC Sj. função Manual de ligações metálicas . N1.pl.

temperatura Ângulo entre a diagonal e o perfil principal Capacidade de rotação plástica Temperatura do banzo inferior da viga Dimensões do T-stub Esbelteza relativa Coeficiente de rigidez.fi δ δb δb. relativo à plastificação da secção transversal Coeficiente parcial de segurança da secção útil na zona da ligação Coeficiente parcial de segurança à temperatura ambiente Coeficiente parcial de segurança em situação de incêndio Deformação Deformação do parafuso Deformação total do parafuso. no cálculo da resistência ao esmagamento Coeficiente de transformação para solicitação por corte. pela aplicação de forças exteriores Deformação de componentes na zona de compressão Deformação de componentes na zona de compressão na parte superior da ligação Deformação de componentes na zona de compressão na parte inferior da ligação Variação da espessura da placa Deformação total da placa.SIMBOLOGIA αb Factor relativo à distância entre parafusos e distância dos parafusos à extremidade da placa.t δc. pela aplicação de forças exteriores Deformação de componentes na zona de tracção Capacidade de deformação Coeficientes utilizados para avaliar a rigidez inicial e o momento resistente da ligação e bases de pilares Coeficiente de modificação de rigidez Ângulo.ext δc δc. θ2. θi θp θ0 = θfb λ 1. ângulo entre o reforço e a horizontal.b δp δp. λ 2 λ μ μ0 ρhaz Manual de ligações metálicas .ext δt δCd ζ. coeficiente de atrito Grau de utilização da estrutura Factor da amaciamento da ZAC 143 β βj βw βLw γM0 γM2 γm γm. quociente entre diâmetros Coeficiente da ligação Factor de correlação para avaliação da resistência de uma soldadura Factor de redução para cordões longos Factor parcial de segurança para o aço. ξ η θ θ1.

θ Δfi. tolerância Deformação da componente i. à temperatura ambiente e à temperatura θ.20ºC .θ ψ ψi Δ Δi. à temperatura θ Deformação da componente i na rotura. à temperatura ambiente Deformação da componente i na rotura. à temperatura ambiente Deformação da componente i na cedência. respectivamente Deformação da componente i na cedência.θ Δyi.θ Δ f Tensão normal Tensão normal na soldadura Tensão normal perpendicular ao plano crítico de um cordão de soldadura Tensão normal paralela ao eixo de um cordão de soldadura Tensão de corte Tensão tangencial (no plano crítico do cordão) perpendicular ao eixo de um cordão de soldadura Tensão tangencial (no plano crítico do cordão) paralela ao eixo de um cordão de soldadura Rotação da ligação Capacidade de rotação da ligação Rotação da ligação no instante de cedência da componente i.SIMBOLOGIA σ σw σ⊥ σ// τ τ⊥ τ// φ. à temperatura θ 144 Manual de ligações metálicas . Δfi. Δy Δyi.20ºC.20ºC . à temperatura ambiente e à temperatura θ. Φj φCd φyi. respectivamente Factor de forma Ângulo de rotação Deformação. Δi. φy i.20ºC .

(Research into the connection of steel base plates to concrete foundations). IBBC-TNO. Thomas Telford Services Ltd.89. 1996] Bourrier P.A.: Construction metallique et mixte acier-beton. 2000. Rapport No. 1994.: An introduction to the design and behaviour of bolted joints. Chapman and Hall..M.T. 2002] Andrade. Plank. Tome 2: Conception et mise en oeuvre. Simões da Silva.S. Ricker D. Brozzetti J. Dutta D. BI-81-51/63. [Al-Jabri et al.6.: “A utilização do Alumínio como material estrutural – desenvolvimento de metodologia para análise de ligações”. Steel Design Guide. [APK. 1995] Bickford J. Melbourne. Larsen. [Andrade. [DeWolf. Construction with hollow steel sections. F. R. K. 1990. Editions Eyrolles. 1997] Design of Fastenings in Concrete. P. 233-234. Parker J.H.S. Marcel Decker inc.A.D. 1994] Fastenings to Concrete and Masonry Structures.: Strength and Ductility of Bolted Connections in Normal and High Strength Steels.. 2002. 7th International Symposium on Structural Failure and Plasticity (IMPLAST).. D. 1995] Wardenier J. Yeomans N. London. 46 (1-3). K. ISBN 92-827-9573-x.: Theory and Design of Steel Structures. [CEB. Larsen.P. D.: Composite steel-concrete joints in braced frames for buildings. Pergamon. in Dutch. ISBN 0 7277 1937 8. 1982] Bijlaard F.A.S..P. 1998] Cruz. COST C1. Design guide.J. CEB. [Bouwman et al. 1997. Department of Civil and Structural Engineering. 1. 248. 1990] DeWolf J. Delft. [Bijlaard. Plank. ISBN 0-8247 9297-1.. 1998] Anderson. A.. 1996. [Bickford. .. 1995. 1998. 1989] Bouwman.W. L.: Column Base Plates. 46. University of Sheffield.M. Third edition.K. 1983] Ballio. CEB. Bucak O.. P. Burgess...W. Journal of Constructional Steel Research.. [CEB. 1997. p. Verlag TUV Rheinland Gmbh. [Anderson. T. Series 1. Vol.05/c6. 1983. Ricker. CIDECT.. 2000] Aalberg. AISC.: Behaviour of steel and composite beam-to-column connections in fire... Rodrigues. [Cruz et al. G.3410.: Onderzoek naar de bevestiging van stalen voetplaten aan funderingen van beton. New York 1995.J. Tese de Mestrado.EU. London.: Rekenregels voor het ontwerpen van kolomvoetplaten en experimentele verificatie.: Design Guide for Structural Hollow Sections in Mechanical Applications. 1998. APK et ACIER. Lennon... Stevin Laboratory report 25. Research Report DCSE/97/F/7. p.K. Journal Constructional Steel Research.S. 1998] Al-Jabri.J. A. Romeijn. R.T. Delft 1982. [Ballio. I. 1997] Al-Jabri. In: Structural failure and Plasticity. Köln.4.: Behaviour of steel and composite beam-column connections in fire. Database for the Semi-rigid Behaviour of Beam-to-column Connections in Seismic Regions.. [Al-Jabri et al. 1989. 1-3. J. Vol. State of the Art Report. Thomas Telford Services Ltd. Paris. I. ISBN 0 7277 2558 0.... Mazzolani. L. and Simões.. Brussels 1998. p. Burgess.S. edited by Zhao and Grzebieta.. 83. Gresnigt A. London. R. [CIDECT. Mazzolani.. Chicago. pp. Coimbra.BIBLIOGRAFIA BIBLIOGRAFIA [Aalberg..

Vol. p. 1999] Dwight. 1999] Huber G.: The bearing strength of concrete loaded through flexible plates. No. 1996. Kluwer Academic Publishers... NATO Science Series. ISBN 0-7923-6700-6. 63. Building Research Establishment. [Gomes et al.. Vol. Brussels. University of Liège. 1990. F. [EN ISO 898-1: 1999]. 1997] El-Rimawi J. 129-139. ISBN 3-433-01250-4. [Hawkins. Second International Workshop “Structures in Fire”. [Jaspart. [ENV 1090-1: 1996] ENV 1090-1: 1996 E: Execution of steel structures –Part 1: General rules and rules for buildings. 1980. 79-87. 1999. 2000] European Recommendations for Sandwich Panels. [Eligehausen. Experimental research of minor-axis joint. Journal of Constructional Steel Research. 2000. No. 1990] Jarrett. 1991.T. ASCE. 1978. CEN. Jaspart. p. [DeWolf.: Design of fastenings in concrete using partial safety factors. PhD Thesis. p. 2000. (in French). R.. 43 (1-3). 1999 [El-Tawil et al. p. CEN. Journal of the Structural Division ASCE.C. 781-794. ST11. [Dwight. 2000. 295-305. No. 1994] Gomes F. 1990] Eligehausen R. Liège. Kunnath S. p. in German. [Jaspart. 20.T. 1978] DeWolf J. 26-28 October 1994. Thesis University of Liège.. Brussels. Christchurch.P. 2002] Franssen J-M: Numerical determination of 3D temperature fields in steel joints. 1980] DeWolf J.P. 63. [Huber. Maquoi. ECCS-TC7/CIB report N 257. Bauingenier. Plank R. Parte 1: Parafusos de pernos. N. 1994] Gomes F.L.: Column Base Plates with Axial Loads and Moments. Journal of Structural Engineering. Vol. 2000] Dubina D. 1991] Jaspart J. EN ISO 898-1: 1999: Características mecânicas dos elementos de fixação em aço ao carbono e em aço de liga.. Vol.: The bearing strength of concrete loaded through rigid plates. 2000] El-Tawil S.M. and Sarisley E. [Franssen. ST4. [EN10210] EN10210-1: Perfis tubulares acabados a quente: Parte 1.A. Journal of the Structural Division ASCE.: Effect of Local Details and Yield Ratio on Behaviour of FR Steel Connections.T..D: Axial tests on beam/column connections. Innsbruck 1999. 346.P. March 1968. J..K.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [DeWolf and Sarisley..: Etude de la semi-rigidité des neuds poutre-colonne et son influence sur la resistence des ossatures en acier. Jaspart. Comparison with theoretical predictions.: Recent advances in the field of steel joints – columns bases and further configurations for beam-to-column joints and beam-splices. Vol.F. Cost C1 document.J.W. Magazine of Concrete Research. Department MSM. 1997] Jaspart J. Jaspart. 1-15.T.. 1997. No. Design.: Axially Loaded Column Base Plates. 65. E & FN SPON. p. 1968a] Hawkins N. Burgess I. 2002. No. Behaviour of minor-axis joints and 3-D joints. Wald. Magazine of Concrete Research.: Aluminium Design and Construction.1. [Hawkins.. [Dubina et al. The Paramount Role of Joints into the Reliable Response of Structures. Vol. Mikesell T. BRE Client Report CR 55/90. Vol. 31-40.C. p. J. 4.: Non-linear calculation of composite sections and semi-continuous joint. Stratan A. 106.C. 1990. Series II. [ECCS 66.: Cyclic Tests on Bolted Steel and Composite Double-Sided Beam-to-Column Joints. [EN10219] EN10210-1: Perfis tubulares enformados a frio: Parte 1. 20. 126. 104. Ciutina A. [Gomes.P. edited by Baniotopoulos C. Ernst & Sohn. 25-26 November 1994.M.. London. [Jarrett. [El-Rimawi et al. June 1968. 1968b] Hawkins N. p. 95-102. J.: The Influence of Connections Stiffness and Behaviour of Steel Beams in Fire. 144 Manual de ligações metálicas . Dordrecht. 1997. p. Brussels.. No.. 2167-2185. Cost C1 document.

2000.. 1983. Plank R. [Kirby. Ricles J. CMM: Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista. da S. 68 (14). 2001. NATO Science Series.M. Coimbra. edited by Baniotopoulos C. 1997. O’Dell T. 1988. VTT Research Notes 1185. Furch. O.: Bolted beam to column moment connections. 1983. Vol. E&FN SPON.. Wald F. Lennon T.. London. Journal of Constructional Steel Research.. 6C-88/6. edited by Armer G. Portugal. [Murray.W.M. 122 (4). 2000] Mazzolani. [Leston-Jones et al. U. [Nakashima. p.M.. L. [Mazzolani. September 2002. The Structural Engineer.C. p. In: Fire. 2002] Luciano R. 1996] Liu T.: Finite element modeling of behaviour of steel beam and connections in fire. CIDECT report No. Inc. Sokol Z. [Mao et al.: Behaviour of steel beam-to-column connections in fire. 127.: Moment resistant connections of steel frame in seismic areas. Vellasco and Sebastião A. Pedro C...: Steel Design for Structural Engineers. 1997] Moore D. p. E&FN SPON.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [Kato. Burgess I. 2000. 2001. Luís Simões da Silva. Engineering Journal AISC.: Strength tests on bolted connection using highstrength steels (HSS steels) as a base material. 1995] Kirby B. 467-474. No.: Semi-Rigid joints in steel structures – stiffness prediction of minor-axis configurations. Luís Simões da Silva. MSc Thesis. Fisher J. 1988] Kato B.: Modelling of Joints of sandwich panels..: Aluminium Alloy Structures. 1998] Nakashima S. E & FN SPON. p.. “Avaliação Experimental de Ligações Viga-Coluna com Placa de Extremidade Rasa Sujeitas à Momento Flector e Esforço Axial de Compressão” In: III CMM 2001 – Actas do III Encontro de Construção Metálica e Mista. Vol. 4.. 2000] Mareš J. Willems. [Neves. v1. 1990].: Design of Lightly Loaded Steel Column Base Plates. Rotational Capacity of Steel Joints.W. II. 1998. Vellasco e Sebastião A. 181-199. 1990. Kortesmaa. ISBN 0-415-23577-4. [Mazzolani. L. Kluwer Academic Publishers. 1983] Kuzmanovic B. Kortesmaa M. Structures & Buildings. [Kuzmanovic.C. de Lima. 1996. 1036-1045. Series II. Proceedings of Institution of Civil Engineers..S. da S. Journal of Constructional Steel Research.. 2001. [Liu.9. de Lima. 387-394. p 263-271. p. 2. [Kuhlmann et al. [Kouhi. Coimbra (in portuguese) University of Coimbra Manual de ligações metálicas 145 . A. Wald. L. Kuhlmann.: The behaviour of high-strength grade 8. static and dynamics tests of building structures.. 33 (1-2). Portugal. The Paramount Role of Joints into the Reliable Response of Structures. G.265-276.M. Vol. Vol. 143-152.M. ASCE. p. London. Document COST C1/WD2/98-01.: Full-scale fire tests on complete buildings. Journal of Structural Engineering.C. 2001] Luciano R. F.... p 410-419. New Jersey.H. 3rd draft. vol. [Lima et al. 1121-1130.. de Andrade. [Lima et al. 36 (2).C. 2001] Mao C. [Moore. Prentice-Hall. London. 3-37. O.B. 20. Kouhi J. Willems N.. p. [Mareš et al. p. 1990] Lawson R.. G. 1983] Murray T. in Proceedings of Nordic Steel Construction Conference 98.: Effects of floors on mechanical behaviours of steel column bases. Aveiro. 1996] Neves.. Pedro C. [Lawson.: Effect of Local Details on Ductility of Welded Moment Connections..8 bolts in fire. R. de Andrade.J: Elevated temperature moment-rotation test on steelwork connections. Dordrecht. “Experimental Analysis of Extended Endplate Beam-to-Column Joints Under Bending and Axial Force” In: Eurosteel2002 – Third European Conference on Steel Structures. 1998. 1995] Mazzolani.. ISBN 0-7923-6700-6. Espoo. F. Oslo. 1995. 1997.. Vol. Proceedings of the second Cardington Conference Cardington. 1997] Leston-Jones L. 1998]. Lu L. 1990.. F.

CEN. European Pre-Standard. Eurocode 3. Part 1. A.A. 1993. CEN. General Rules and Rules for Buildings. p. 2001.: Structural Steelwork Connections. European Pre-Standard. Eurocode 2..B. Nethercot D. Cheal. 2002. [prEN 1993-1-9: 2002] EN 1993-1-9 . [prEN 1999-2. 2000] Piraprez E. Brussels. [Sakumoto et al.W. L. IABCE. Part 1: General Rules. Part 1. Structural Fire Design. 2001.. draft.Eurocode 3: Design of Steel Structures. 3131-3150. Butterworths. 146 Manual de ligações metálicas . Eurocode 3.2: General Rules. [prEN 1993-1-1: 2003] ENV 1993-1-1: Design of Steel Structures. European PreStandard. 2003. 1992. Brussels. London..P.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [Neves et al. CSI Ascot. & Silva. [prEN 14509. European PreStandard. Structural Fire Design. Cheal D. 1989] Owens G. 2000. 2003.W.. CEN. 2002.Eurocode 9: Design of Aluminium Structures. Part 1. Journal of Structural Engineering. Brussels. II: 1101-1110. edts. General Rules and Rules for Buildings. [Owens. 119 (11). Silva. 1992.Eurocode 8: Design of structures for earthquake resistance. CEN. Brussels 2002. Brussels. CEN. European Standard. [prEN 1990: 2001] EN 1990: Basis of Structural Design.: Behavior of plates with slotted holes. CEN. Eurocode 0.. Butterworths. 1989. [prEN 1993-1-3: 2002] EN 1993-1-3 . 1998. Proceeding of International Conference on Steel Structures of the 2000’s. 1992] Sakumoto Y. Brussels 1995. Cheal D. CEN. [prEN 1993-1-8: 2003] EN 1993-1-8 . [Piraprez..G. Brussels. Brussels. [prEN 1993-1-2: 2002] EN 1993-1-2 .2: General Rules. European Standard.8: Design of Joints. Brown D.C. European Pre-Standard. Tizani W. ISBN 0-408-01214-5. Part 1.Eurocode 3: Design of Steel Structures. P. Part 1. European Pre-Standard. Supplementary Rules for Cold-formed Thin Gauge Members and Sheeting. CEN. Part 2: Fadigue.. [prEN 1993-1-2: 1995] EN 1993-1-2 .S e Vellasco. Part 1. CRIF Belgium.1: General Rules. European Standard. L. Experimental Behaviour of End Plate Minor Axis Steel and Composite Joints under Static Monotonic Loading. London. CEN. Furumura F.W. European Pre-Standard.Eurocode 3: Design of Steel Structures.Eurocode 3: Design of Steel Structures. Seismic Actions and Rules for Buildings. 1998] EN 1999-1-1 . Brussels. 2002] Neves.: Tests of fire-resistance bolts and joints.: Structural steelwork connections. Brussels 2002.F. CEN.9: Fatigue Strength of Steel Structures. [Owens. King C. L.. CEN. Cheal.1: General rules. Malik A. [prEN 1992-1-1: 1992] ENV 1992-1-1: Design of Concrete Structures. In Proceedings of the Third European Conference on Steel Structures. Brussels. CEN.Eurocode 3: Design of Steel Structures. [prEN 1999-1-1. 2001.Eurocode 3: Design of Steel Structures.Eurocode 9: Design of Aluminium Structures.C. European Norm. Ave T. 1999] EN 1999-2 .. CEN. [prEN 1993-1-1: 1992] EN 1993-1-1 . 2001] EN 1998-1 .. Brussels. [prEN 1998-1. 1988] Owens G. 1999] Owens G.: The bearing capacity of Slotted Holes.A.S. Document RT755/02.C.M.B. Coimbra. European Norm.3: General Rules. vol. 2002] Self-supporting double skin metal façade insulating sandwich panels –Factory made products -Specification. European Pre-Standard. 1999. Taylor J.G. CEN. 1999. Brussels. Coimbra: Lamas.. Istanbul.. [prEN 1993–1-1: 2003] EN 1993-1-1 – Eurocode 3: Design of Steel Structures.. Part 1. Keira K. 19-20 September 2002. 1988. 2003. [Owens et al. Brussels.

. Journal of Structural Engineering.: Component-based studies on the behaviour of steel joints at elevated temperatures. Stark J. [Stark. No.W. November 1957. 2002] The Steel Construction Institute and The British Constructional Steelwork Association Ltd. September 1979. 2002] Spyrou S. 92-99. 405-414. p. 1998] Schneider S. 49. Davison B. Bouwen met staal. 2002. Delft. L. Part B: Evaluation. L.. “Experimental Behaviour of Endplate Beam-to-Column Joints Under Bending and Axial Force – Database Reporting and Discussion of the Results” In: ECCS Technical Committee 10 – CONNECTIONS – TWG 10.. Coimbra.1. [Shelson.: Preliminary Base Plate Selection. TNO Rapport BI-88-094. p.. and Borges. 21-28. Paper 49. London. Santiago.Appendix 6C . Vol. 1999] Tizani W.: De berenkening van voetplaten van stalen kolommen. [Silva et al. Vellasco and Sebastião A. TNO Building and Construction Research Report 98-R-0477. SCI Publication 086... 58.. 2002] Sokol Z. National Engineering Conference Proceedings.. in Proceedings of Eurosteel 2002 Conference. [SCI recommendation. 2001. 35-42. [Snijder.. No. Relatório UC/DEC/GCOM/2003-010/RR/JOINT. L. 2003] Simões da Silva. Bijlaard F. Delft 1998... Steel Construction Industry Forum: Investigation of Broadgate phase 8 fire. SG/TC10a. Vol. M.H. Delabre V. [SCI recommendation. [Steenhuis.2. 2003.W. No. In: Proceedings of Eurosteel 2002 – 3rd European Conference on Steel Structures. [Stockwell. Technical report. 1990] The Steel Construction Institute: Enhancement of fire resistance of beams by beam-to-column connections. Plank R. BI-88087. 21.. F. 1975] Stockwell F.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [Schneider. Muzeau J. 1987] Stockwell. [Simões da Silva et al. [Simões da Silva et al. in Dutch. 3.P.B.: The bearing capacity of plates made with long-slotted bolt holes. Vol. AISC. Švarc M. Ungerman D. Luciano R. 1169-1195.. 1979] Stark J. Coimbra. [SCI recommendation.B.. Pedro C. Vila Real P: A component model for the behaviour of steel joints at elevated temperatures. Journal of Constructional Steel Research.W.: Bearing Capacity of Concrete. 1975..K. edited by Lamas. 2002] Luís Simões da Silva. Background documentation. 1988] Snijder H. p. p. Santiago A.: Seismic Behaviour of Steel Frames with Deformable Panel Zones.S. report. 1988. 1991. [Stark. L. Engineering Journal AISC.S..P. Coimbra.. 5. p. HemmertHalswick A. [Tizani.B. 1957] Shelson W. Amidi A. 57 (11). [Sokol et al. 1988.. Delft. C. da S.: Eurocode 3 . No. 1991]. Bijlaard F. Jr.. Burgess I..: Momentverbindungen.W. Simões da Silva. 1998] Steenhuis. 1999] Steenhuis M. ‘Tensile membrane action and robustness of structural steel joints under natural fire (EC FP5 HPRI–CV 5535)”.Column Bases. Wald F. de Lima.K.. 1998. p.W. University of Nottingham. A. 1990. SCR 99002.. Bijlaard..: Evaluation of test results on bolted connections in order to obtain strength functions and suitable model factors. O. Assembly Procedure for Base Plates. 29... SCI. [Steenhuis. 124. The Steel Construction Institute. 14691478.. [Stockwell. 2001] Simões da Silva L. Jr. SCI No.: Base Plate Design. A. [Spyrou et al. April 2002. Joints in Steel Construction – Simple Connections. BCSA. Journal of the American Concrete Institute. G. ASCE. 2002. Amidi. Sedlacek G. Vol. Stalbouwkundig Genootschap. Design of End Plate Joints Subject to Moment and Normal Force. 1999. de Andrade. Manual de ligações metálicas 147 . Rotterdam 1999. April/May 1987. p. ISBN 90-72830-29-6. 1988] Stark J. 2002. Meeting in Ljubljana.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [Toma et al. Steven Laboratory. Bjorhovde. Strength and Design. Delft. CTU.. The Stiffness Model of Revised Annex J of Eurocode 3. 1983a] Zoetemeijer P. Michl T.: The Behaviour and Design of Steel Structures to BS5950.: Summary of the Research on Bolted Beam-to-Column Connections (period 1978 .1983).: Application of the Component Method to Column Bases. Praha. ISBN 80-01-02536-8. ECCS-TC10-01-WG3/188 (revised). 148 Manual de ligações metálicas . Report No. Sedlacek G. [Wald. Elsevier Science Publishers Ltd. Steven Laboratory. [Wald et al.: Cold-Formed Steel Design. Vol.. A Design Method for the Tension Side of Statically Loaded Bolted Beam-to-Column Connections. 2001] Trahair N...: Column Bases in Steel Building Frames. 6-85-M. 1993] Toma A. In: Cost C1. Sokol Z. [Wald et al. 16. 1983. 219-237. Brussels 1999. J. Praha... Column-Base Connections. edited by Huber G. May 8th-31st. Bouguin V. 2000] Yu W.Test and Analysis. Coimbra. [Wald. ISBN 92-828-6337-9. p. [Zoetemeijer.. and Steenhuis. Weynand K. ISBN 3-9501069-0-1.C..: Guide on the use of bolts: Single sided (blind) bolting systems. 1993. Rep. 2000] Wald F. 2002] Yeomans N. Baniotopoulos C... Delft. Heron. Mazura V. [Trahair et al. 79-97. 1983. 1999] Wald F. Mazura V.. 1990. Moal V. Spon Press.. No..: Experiments of bolted cover plate connections with slotted holes. 2. 1995.S. Summary of the research on bolted beam-to-column connections. [Weynand et al. Jaspart.. p.: Column and Anchor Bolts. CTU reports. p. Sokol Z. 2002b] Wald F. 155-166. edited by Weynand K. 1999. Muzeau J.. 2001.. 2000. 1974] Zoetemeijer P. [Wald et al.P..: Patky sloupů.. Connections in Steel Structures III: Behaviour.: Stiffness of cover plate connections with slotted holes. [Zoetemeijer. In: Proceedings of COST C1 Conference Liège 1998. [Yu. P. CTU.W.. Trenco.. p. Institut für Stahlbau. John Wiley & Sons. No. 1974. 1007-1016. in «Proceedings of the 3rd International Workshop on Connections» (eds R. A Comprehensive State of the Art Review. 317–330.. 1995] Weynand.: Connections in Cold-Formed Steel. Column Base. Colson and R. Weynand K. ISBN 97298376-3-5. 6-83-23. 1990] Zoetemeijer P. 1993. 2002. edited by Maquoi R. Eurosteel 2002... In: Proceedings of the Conference Connections in Steel Structures IV: Steel Connections in the New Millennium.P. ČVUT. Proposal for Standardisation of Extended End Plate Connection based on Test results . 1999] Wald F. Prague. 20 (1). 1998] Wald F. Zandonini)...F.A. 497-507. 1993] Wald F. TU-Delft report 26-6-90-2.. [Yeomans.. Jaspart.A.. ISBN 80-01-01337-5.P: Component Method for Base Plate of RHS. [Wald. [Wald et al.: Numerical modelling of column base connection. Innsbruck. 1999. Brussels. Roanoke. [Wald. 1983b] Zoetemeijer P... [Wald. Vol. In: COST C1 Conference Liège 1998. London. Delft. edited by Maquoi R. Holzbau und Michbautechnologie. K. 1998] Wald F. 2002. Nethercot D.. A.. 2002.. [Zoetemeijer. 2/2002. ThinWalled Structures. Gresnigt A. 1995. p. Jaspart J. M. Brussels. 1995] Wald F.. Moal M. No. 2000. 2002a] Wald F. p. Semirigid behaviour of structural steel connections. Sokol Z. Bradford M. Muzeau J.. 1999.. Italy. Festschrift Commerative Publikation to Ferdinand Tschemmernegg. Jaspart J. 22. ISBN 92-828-6337-9.M. [Zoetemeijer. Baniotopoulos.P.

em toda a União Europeia e respondidas por especialistas nas respectivas áreas. o dimensionamento de ligações metálicas baseia-se apenas em verificações da capacidade resistente. A parte 1. O Comité Técnico de Ligações Estruturais da Convenção Europeia de Construção Metálica (ECCS TC10) apoia o desenvolvimento e a implementação de um conjunto de regras para o dimensionamento de ligações metálicas. com base nos fundamentos e métodos de dimensionamento apresentados nesta Norma. construtores e fabricantes. . tem conduzido à evolução e desenvolvimento de novos critérios de dimensionamento e construção de estruturas metálicas. resistência e capacidade de rotação para uma gama alargada de ligações aparafusadas e soldadas. nomeadamente no que diz respeito às ligações. Foi elaborado a partir de questões recolhidas junto dos projectistas. fabricação e montagem de estruturas metálicas.O desenvolvimento no projecto. Este livro pretende fornecer informação detalhada sobre o comportamento das ligações. em simultâneo com a introdução de materiais de construção de alto desempenho. Uma das suas acções é o apoio ao desenvolvimento de material educacional necessário a incentivar os projectistas europeus a adoptarem a EN 1993-1-8.8 do Eurocódigo 3 (prEN 1993-1-8) considerou estes desenvolvimentos e inclui uma abordagem ao cálculo da rigidez. Nos últimos anos foi feito um grande esforço para se tentar avaliar o comportamento real das ligações. Tradicionalmente.