Manual de Ligações Metálicas
Eds. L. Simões da Silva e A. Santiago http://www.cmm.pt ISBN 972-98376-4-3

Documento para divulgação do Projecto: Continuing Education in Structural Connections - CESTRUCO No. CZ/00/B/F/PP-134049 Ao abrigo do PROGRAMA LEONARDO DA VINCI da Comunidade Europeia. Este projecto foi desenvolvido com o apoio da Comunidade Europeia. O conteúdo deste projecto não reflecte necessariamente, a posição da Comunidade Europeia ou Departamentos Nacionais nem envolve a responsabilidade de nenhuma das partes.

manual de LIGAÇÕES METÁLICAS

editado por:

Luís Simões da Silva Aldina Santiago

Coimbra, Novembro de 2003 __________________________________________________________________ cmm – Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista

3 Q3.3 2.1 Q2.7 Q2.1 2.2 Q3.11 Introdução Características mecânicas dos parafusos Comportamento de um parafuso numa ligação Parafusos em ligações ao corte Ligações resistentes ao escorregamento Perda de pré-esforço no parafuso Resistência de ligações da categoria C Resistência ao corte de parafusos solicitados também à tracção Distâncias máximas entre parafusos e dos parafusos às extremidades das placas Critério de deformação em ligações com parafusos ao corte Distâncias entre parafusos e dos parafusos às extremidades das placas Resistência ao esmagamento de um grupo de parafusos ao corte Resistência ao esmagamento em ligações com furos ovalizados Método de dimensionamento de ligações com parafusos ao corte em furos ajustados Parafusos solicitados ao corte mais tracção Resistência de ligações com aço de alta resistência ix 1 3 3 3 4 5 5 6 6 6 7 8 9 9 10 12 12 13 3 Soldadura e Ligações Soldadas 3.4 Introdução Ligação de duas cantoneiras a uma placa de gusset Resistência de um cordão de soldadura de ângulo Dimensionamento de cordões de soldadura de topo com penetração parcial Dimensionamento de cordões de soldadura em ligações com resistência total 15 15 18 19 19 20 .5 Q2.1 Q3.4 2.1 Q3.4 Q2.3 Q2.6 Q2.5 Q2.9 Q2.ÍNDICE ÍNDICE Prefácio 1 Introdução 2 Parafusos e Ligações Aparafusadas 2.10 Q2.2 Q2.8 Q2.2 2.

1 Q4.2 5.4 Q4.1 5.3 5.3 Q5.1 Q6.4 5.2 5.5.5 Introdução Cálculo preliminar de ligações Utilização da análise elástica para a análise global de estruturas Critérios de classificação para bases de pilar Cálculo de ligações solicitadas por esforços reduzidos Modelação da excentricidade da ligação no cálculo de pórticos 23 23 24 26 27 29 29 5 Ligações sem Transmissão de Momento 5.4.6.5.2 Q6.1 6.4 Dupla cantoneira de alma Cantoneira de alma simples Placa de extremidade flexível Placa de gousset Dupla cantoneira de alma Placa de extremidade flexível Placa de gousset Extremidades preparadas para o contacto Extremidades não-preparadas para o contacto 31 31 31 32 32 32 33 33 33 34 34 35 35 36 36 37 37 38 39 40 Ligação viga-viga Emendas de pilares Resistência dos parafusos ao esmagamento: tolerâncias permitidas Cantoneira ligada por um ou dois parafusos Capacidade de rotação Integridade estrutural 6 Ligações com Transmissão de Momento 6.3 Q4.3 Q6.6.2 Q4.1.2 Q6.5.1 Q4.4.3 5.1 5.4 Modelação Estrutural 4.1 5.3 5.1 Q5.2 Q5.4.2 5. para ligações com placa de extremidade Fórmula para o coeficiente α do comprimento efectivo do T-Stub Regras para dimensionamento de ligações com esquadro de reforço Regras para reforços diagonais e em K Manual de ligações metálicas .6 5.2 Q5.1.4 Introdução Integridade estrutural Métodos de cálculo Ligação viga-pilar 5.5 5.4 Método das componentes Caracterização do comportamento de componentes de uma ligação 43 43 43 45 46 47 48 49 Coeficiente de modificação da rigidez η.1 5.4.1 Introdução 6.

6 Introdução Critérios de dimensionamento Tipos de ligações viga-pilar Recomendações de projecto e produção Dimensionamento de ligações sujeitas a carregamento dinâmico Influência de carregamento não-simétrico Influência de encruamento Influência da tecnologia e pormenorização da soldadura Utilização de parafusos de alta resistência em ligações de estruturas sujeitas a acções sísmicas Importância do comportamento do painel de alma do pilar (reforços) 79 79 79 81 82 84 84 85 85 87 87 9 Acção do Fogo 9.5 Q7.1 Q7.9 Q7.8 Q7.6 Q7.3 Q8.10 Distribuição plástica de forças numa ligação com placa de extremidade muito espessa Linhas de rotura em fiadas com quatro parafusos Distribuição de esforço transverso em ligações aparafusadas Efeito de alavanca no T-Stub e verificação da fadiga Determinação das propriedades de ligações submetidas a momento flector e esforço axial Regras de dimensionamento para reforços em K e do tipo Morris 49 50 52 52 54 58 7 Bases de Pilares 7.1 8.2 Q8.4 Q8.Q6.9 Q6.2 Q7.5 Q6.3 8.4 Q7.6 Q6.7 Q6.10 Introdução Análise elástica da placa de base Cálculo da resistência da placa de base com argamassa de assentamento de baixa qualidade Cálculo comparativo da resistência do betão pela EN 1992-1-1 e EN 1993-1-8 Factor de concentração de tensões kj para bases de pilares Comprimento efectivo do T-stub associado à placa de base Comprimento efectivo do T-stub de bases de pilar com chumbadouros fora da largura dos banzos Coeficiente de atrito entre o aço e o betão Transmissão de forças de corte através dos chumbadouros Transferência de forças de corte por atrito e através de chumbadouros Regras para realização da ancoragem dos chumbadouros 61 61 62 63 64 66 67 69 72 72 73 74 8 Acção Sísmica 8.5 Q8.4 Q8.2 8.1 Introdução 89 89 Manual de ligações metálicas .1 Q7.1 Q8.7 Q7.8 Q6.3 Q7.

2 Q10.3 11.2.2 Q11.1 11.4 Ligadores mecânicos Soldadura Colas 113 113 113 113 117 119 119 120 120 121 121 Considerações de dimensionamento Aumento da tensão de cedência das secções enformadas a frio Capacidade de deformação de ligações ao corte Resistência dos parafusos em painéis sandwich Resistência ao esmagamento de placas finas 12 Ligações em Alumínio 12.4 Q10.2 Q9.1 10.4 Q10.1 Q9.3 Introdução Resistência da soldadura de ângulo Largura efectiva e espessura do cordão de soldadura de ângulo Soldadura de topo em ligações de alumínio 123 123 124 125 125 Manual de ligações metálicas .2 10.3 Q9.2 Q12.1 Q12. ao longo do tempo Comportamento de ligações metálicas a temperaturas elevadas – aplicação do método das componentes 89 91 91 93 10 Ligações de Secções Tubulares 10.1 Q12.1 Q11.6 Q10.2 11.2 Introdução Ligadores 11.4 Resistência dos parafusos a temperaturas elevadas Resistência da soldadura a temperaturas elevadas Distribuição da temperatura numa ligação.3 Q10.1 11.7 Introdução Ligações soldadas Ligações aparafusadas Considerações de dimensionamento Modelos de previsão do comportamento para ligações com perfis circulares ocos (CHS) Modelos de previsão do comportamento para ligações com perfis rectangulares ocos (RHS) Modelos analíticos para ligações entre perfis ocos e secções abertas Ábacos de dimensionamento Sistemas de “Blind Bolting” – aparafusamento com acesso apenas por um dos lados Aço de alta resistência em ligações de secções tubulares Dimensionamento de estruturas offshore 97 97 97 98 99 99 102 104 106 108 110 111 11 Ligações de Perfis Enformados a Frio 11.2.5 Q10.3 Q11.3 Q11.Q9.1 Q10.2.3 10.

Q12.4 Zona afectada pelo calor (ZAC) 126 13 Exemplos de Dimensionamento 13.1 Casos práticos 131 131 Simbologia Referências Bibligráficas 137 143 Manual de ligações metálicas .

Os autores dedicam este trabalho a Martin Steenhuis. Leiria). Moore (chapter Simple Connections). Rui Simões. Steenhuis. Yeomans. Luís Costa Neves. F. M. J. Jaspart. A edição e tradução desta publicação foi efectuada pelos seguintes membros do Grupo de Construção Metálica do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra: Luís Simões da Silva (editor). chapter Introduction and Column Bases). A. Weynand. Rio de Janeiro). nosso amigo. D. Huber. Luís Borges (ISTG. J. Luciano Lima (UERJ. Braham. J. A versão original inglesa desta publicação foi revista externamente por: D. Covilhã).A versão original inglesa desta publicação foi elaborada no âmbito do Projecto Comunitário “CESTRUCO – Continuing Education in Structural Connections” com a colaboração das seguintes pessoas: C. T. M. Altino Loureiro(DEM. M. Blok (internal review). R. Z. R. Leino. Dubina (chapter Seismic Design). Coimbra). Brekelmans. A. Shipholt. D. Fernando Teixeira Gomes. B. . Lennon. J-P. F. M. Bijlaard. Beg. Santiago (chapter Fire Design). e morreu tragicamente no verão de 2001. D. Měřínský (internal review). A. Turcic. Eliášová. Sandra Jordão. Wald (editor. C. L. G. Baniotopoulos (chapters Welding and Aluminium). Jorge Andrade (UBI. Kouhi. and F. T. Sokol (chapter Structural Modeling). V. G. Aldina Santiago (editora). que trabalhou connosco durante vários anos na investigação de ligações metálicas. N. T. Simões da Silva (chapter Fire Design). Johansson. Janata (internal review). Mazzolani. Evers (chapter Design Cases). Grecea (chapters Hollow Section Joints and Cold-formed Member Joints). M. H. Veljkovic (chapter Bolting). Rathbone. K. Gresnigt (chapter Moment-resistant Connections). F. participou no início deste projecto.

em particular do grupo de Coimbra liderado pelo Professor Luís Simões da Silva. . até há poucos anos atrás.em obra através de parafusos. afastavam do uso do aço quem mais pode contribuir para a sua difusão na área dos edifícios importantes . até há pouco tempo. assim. as ligações. o engenheiro de estruturas não assumia o seu controlo. tem tido neste domínio particular relevância. portanto. isto é.deformabilidade e resistência . É que para a promoção do aço nunca é demais insistir que o seu moderno e eficaz uso assenta na préfabricação e na exploração de todas as técnicas que permitam reduzir o trabalho em obra à realização de montagens rigorosas mas fáceis e rápidas. dos arquitectos. e a prescrição de elementos e processos de aparafusamento. ao envolver cortes e tolerâncias. ser frequentemente relegada para o âmbito da metalomecânica. a elas se devendo grande parte da popularidade que as estruturas de aço conhecem. soldados e pintados em instalações protegidas. a concepção. E. furados. Esta relevância das ligações para o sucesso das estruturas de aço era contrariada. exprimem de forma eloquente o nível tecnológico da estrutura que integram e delas depende muito a qualidade estética do conjunto.ou ligados . Por outras palavras. e montados .a competitividade da solução metálica depende das ligações projectadas por nelas se concentrar a maior parte do custo quer de fabrico quer de montagem em obra dos elementos a ligar. um problema a resolver pelo fabricante. explorando. como o betão.os arquitectos -. por outro lado. Por isso. O contributo português. preparações e soldaduras. às pontes e aos edifícios industriais.PREFÁCIO PREFÁCIO Os meus alunos sabem que inicio todas as aulas ou palestras sobre o uso de elementos estruturais de aço na construção salientando que devem ser concebidos para serem cortados. por a sua concepção. Independentemente do facto do modelo estrutural adoptado. especialmente. ser muito condicionado pelo comportamento das ligações projectadas . Eram. por isso. quando visíveis. Por outro lado. a principal diferença económica entre as estruturas de aço e as que usam materiais a moldar in situ. confinado-o em Portugal. isto é. As vantagens económicas das estruturas de aço estão. modelação e análise das ligações surge como tema de muitas comunicações a congressos sobre estruturas metálicas e é o motivo dos mais recentes desenvolvimentos ocorridos na redacção dos Eurocódigos. Isto não só para que a maior parte da preparação da estrutura seja executada em ambientes controlados e tirando partido de equipamentos e processos automatizáveis. mas também para limitar o tempo de obra e ocupação de estaleiro. Tendo-se alterado esta situação. Diria que é também por esta razão que as ligações na construção metálica têm recentemente conhecido um crescente interesse por parte dos engenheiros projectistas e. associadas à eficiência das suas ligações. o funcionamento da estrutura. não integrando o comportamento das ligações na avaliação global da estruturas que concebia. a exposição de ligações criativamente concebidas está hoje "na moda" e pode-se dizer que o projecto e fabrico de ligações eficazes e belas tem estimulado significativos avanços na construção metálica. "pormenores" cujo dimensionamento não acompanhou os progressos da concepção estrutural com base nos critérios da análise limite e da visão integradora que proporciona.

a que se seguem fases de teste e simplificação. O presente Manual. E também que. que resulta de um trabalho de equipa no âmbito do Projecto Europeu CESTRUCO. Para a sua compreensão e ensino nos cursos de Engenharia Civil os textos de apoio escasseiam. ANTÓNIO LAMAS Manual de ligações metálicas . bem como o tratamento do problema do comportamento das ligações sob a acção de incêndios. No caso das ligações estamos num momento intermédio pois trata-se ainda de capítulo especializado do Eurocódigo 3. estimada através do método das componentes. as recomendações para projecto têm ciclos de desenvolvimento. cujas regras e modelos de cálculo são complexos e de difícil aplicação.PREFÁCIO Como sempre. traduzidos por regras complexas. embora se trate de um Manual destinado a apoiar engenheiros civis e não a engenheiros metalúrgicos. Sublinharia do seu conteúdo a consideração da deformabilidade das ligações (semi-rigidez). muito útil. por isso. na análise de estruturas metálicas. nomeadamente sob acção de sismos. será. não deixa de abordar os problemas relacionados com a fadiga e a sua prevenção através de pormenores de forma e escolha adequada dos materiais.

soldas. que referem recomendações de dimensionamento e montagem de elementos de ligação. Para tirar partido da variabilidade dos produtos metálicos. Tradicionalmente. Estas normas têm sido desenvolvidas ao longo de vários anos e constituem documentos designados por Eurocódigos Estruturais. fabricação e montagem de estruturas metálicas. o dimensionamento de ligações metálicas baseia-se apenas em verificações da capacidade resistente. tem conduzido a alterações na filosofia de dimensionamento de estruturas metálicas. os modelos de dimensionamento de cada um desses componentes forão progressivamente validados através de ensaios experimentais. banzo da coluna. A introdução de aços de alta resistência aumentou a variedade de aços e de parafusos disponíveis no mercado. para descrever o comportamento global momento-rotação da ligação. estes documentos apresentaram-se sob a forma de pré-normas. A EN 1993-1-8 considerou estes desenvolvimentos e inclui uma abordagem ao cálculo da rigidez. .9. era usual utilizar rebites como elemento de ligação. a software sofisticado de projecto. a União Europeia decidiu implementar normas de dimensionamento. Actualmente dispõe-se de métodos capazes de avaliar não só a capacidade resistente. assim como em utilizações mais correntes. tem conduzido a um aumento da qualidade e normalização relativamente a outros materiais estruturais. por punção ou furar automaticamente.1 INTRODUÇÃO Desenvolvimentos recentes no projecto. Nos últimos dez anos. etc). fabricação e construção de estruturas metálicas. Esta parte inclui-se no documento principal do Eurocódigo 3 e é designada por EN 1993-1-8 – Dimensionamento de Ligações [prEN 1993-1-8: 2003].6 e parafusos de alta resistência: classes 8.9 e 12.6 e 5. tem sido feito um grande esforço para se tentar avaliar o seu comportamento real. Com base nesta informação.5. as ligações soldadas em oficina e aparafusadas em obra têm-se generalizado. Como parte integrante do desenvolvimento das primeiras versões da EN 1993-1-8. que ligado directamente ao controlo numérico das máquinas (CNC) permite cortar a laser. 4. os regulamentos nacionais. placa de extremidade. estando actualmente em fase de conversão em Normas definitivas que substituirão. No que se refere ao Eurocódigo de Estruturas Metálicas (Eurocódigo 3) foi “reconhecida” a importância das ligações e autonomizou-se uma parte específica com regras e recomendações para o seu dimensionamento. Do mesmo modo. nomeadamente nas ligações. Actualmente as ligações metálicas podem ser económicas de fabricar e montar. mas com o desenvolvimento tecnológico. e em particular a generalização da automação das tarefas de projecto e fabricação. a qualidade dos processos de soldadura tem sofrido avanços consideráveis.8. o projectista pode prever o comportamento real de pórticos metálicos simples. dos desenvolvimentos tecnológicos e técnicas disponíveis nos diferentes países. Estas alterações. 10. em devido tempo. Adicionalmente e antes de serem incluídos nas Normas Europeias. Numa primeira fase. com um nível de segurança mais aferido e podem ser utilizadas em estruturas que se pretendam que sejam esteticamente agradáveis. No passado. A automação de fabrico tem evoluído desde o desenho manual (ou mesmo CAD-2D) e métodos de corte tradicionais. mas também a rigidez e capacidade de rotação de ligações aparafusadas e soldadas. A metodologia apresentada na EN 1993-1-8 é designada por método das componentes e baseia-se no comportamento individual de cada uma das componentes (parafusos. resistência e capacidade de rotação para uma gama alargada de ligações aparafusadas e soldadas. Actualmente os aços variam desde os tradicionais S235 a S355 aos aços de classe S690 ou S960 e os parafusos dividem-se em parafusos ordinários: classes 4. nomeadamente pela introdução de laminagem contínua de aços e utilização de robôs de soldadura. foram elaborados documentos de apoio. nomeadamente parafusos e soldadura. em simultâneo com a introdução de materiais de construção de alto desempenho.

de modo a fornecer aos projectistas a informação detalhada com base nos fundamentos e métodos de dimensionamento apresentados na EN 1993-1-8. Este projecto pretendeu reunir questões típicas sobre o dimensionamento de ligações metálicas e de seguida publicar as respectivas respostas.um conjunto de lições em CD. regras de interacção momento-esforço axial na ligação. De modo a facilitar a sua utilização. mais tarde foi alargado de modo a incluir ligações com cantoneiras [Jaspart. sendo uma das fases deste processo o desenvolvimento de material educacional necessário para incentivar os projectistas Europeus a adoptarem a EN 1993-1-8. 1998]. O Comité Técnico 10 (Ligações Estruturais) da Convenção Europeia de Construção Metálica (ECCS TC10) apoia.um conjunto de lições em PowerPoint para o dimensionamento de elementos metálicos e mistos. baseia-se. Um dos primeiros trabalhos educacionais em ligações foi produzido por Owens e Cheal [Owens.um gabinete virtual de projectos metálicos e o SSEDTA . a informação contida neste documento será disponibilizada num curso interactivo de dimensionamento. fabricação e montagem de ligações metálicas. O ensino faz parte integrante da apresentação e divulgação de novos métodos do dimensionamento de ligações metálicas. seguida de questões e respectivas respostas. em trabalho realizado por Zoetemeijer [Zoetemeijer. 1988]. que contribuiu para o conhecimento do comportamento de estruturas metálicas sob acções sísmicas. Uma das prioridades deste Comité é facilitar a introdução da EN 1993-1-8 como Euro-Norma. 1983a.. Mais tarde este trabalho foi alargado e incorporado num programa educacional Europeu: European Steel Design Educational Programme (ESDEP). há mais de vinte anos. 1997]. A ideia deste projecto deve-se a Marc Braham (Astron. Outros trabalhos educacionais disponíveis pelo ESDEP incluem o WIVISS . bem como a intensa actividade de investigação levada a cabo nos Estados Unidos (Projecto SAC) e no Japão. O método das componentes. Paralelamente. Finlândia). Adicionalmente. a Jan Stark (TU Delft. sob a égide do Programa Leonardo da Vinci (União Europeia). o SteelCal . vários investigadores iniciaram pesquisas de modo a definir o comportamento das ligações metálicas sujeitas à acção sísmica. a EN 1993-1-8 também inclui uma metodologia de dimensionamento de bases de colunas com placa de extremidade. Consequentemente. Após os sismos de Northridge (USA) e Kobe (Japão). expressões de dimensionamento de ligações soldadas em perfis rectangulares ocos e critérios de verificação de Estados Limites de Utilização para ligações realizadas por cavilhas. Holanda) e a Jouko Kouhi (VTT. Dessas iniciativas cita-se o Projecto “Reliability of moment resistant connections of steel building frames in seismic areas (RECOS)”. 1998. encontra-se estruturada nos seguintes capítulos: Capítulo 1: Introdução Capítulo 2: Parafusos e Ligações Aparafusadas Capítulo 3: Soldadura e Ligações Soldadas Capítulo 4: Modelação Estrutural Capítulo 5: Ligações sem Transmissão de Momento Capítulo 6: Ligações com Transmissão de Momento Capítulo 7: Bases de Pilares Capítulo 8: Acção Sísmica Capítulo 9: Acção do Fogo Capítulo 10: Ligações de Secções Tubulares Capítulo 11: Ligações de Perfis Enformados a Frio Capítulo 12: Ligações em Alumínio Capítulo 13: Exemplos de Dimensionamento Cada capítulo apresenta uma breve descrição da aplicação da EN 1993-1-8.INTRODUÇÃO contínuos e semi-contínuos. regras de verificação da capacidade resistente ao esmagamento em furos ovalizados. 2 Manual de ligações metálicas . O objectivo desta publicação é documentar cada uma dessas questões juntamente com a sua respostas. que é actualmente usado em várias Universidades Europeias. foi desenvolvido um projecto denominado “Continuing Education in Structural Connections (CESTRUCO)”. o desenvolvimento e a implementação de um conjunto de regras de dimensionamento para ligações metálicas. Luxemburgo). Huber.b] em ligações com placa de extremidade rasa e estendida. Cheal. 1999] e bases de colunas [Wald et al. ligações mistas [Anderson. entre outros.

8 640 800 10.6. 8. a descrita na cláusula 3. recozido.1). definida pela média entre o diâmetro do núcleo da espiga dn e o diâmetro “médio” dm: dres = dn + dm 2 (2. Genericamente.9 ou superiores.8 480 600 8.9). Quadro 2. as ligações aparafusadas estão mais vulgarizadas pela sua facilidade de fabrico e montagem em obra.1) . em que os parafusos normalmente garantem a transmissão de forças entre dois elementos com pequenas excentricidades. baseados em resultados de ensaios. e de forma tradicional. podem ser utilizadas todas as classes de parafusos. placas de extremidade e cantoneiras.2 PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Introdução Ligações são dispositivos utilizados para transmitir forças entre elementos estruturais. pode-se dizer que as ligações aparafusadas são dimensionadas através de processos semi-empíricos.1(3) da EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003]. devem utilizar-se parafusos com elevada resistência à fadiga e deformabilidade reduzida.1: Características mecânicas dos parafusos.1 apresentam-se as classes de parafusos mais utilizadas em ligações metálicas (classes 4.8 e 10.8. Nas ligações sujeitas a forças cíclicas susceptíveis de induzir fenómenos de fadiga.6.6 240 400 baixa ou 5. A resistência de um parafuso é normalmente avaliada utilizando a “secção resistente à tracção” (também denominada por “secção resistente”). Para ligar estes elementos aos perfis estruturais utilizam-se parafusos. temperado – parafusos de alta resistência. Características Mecânicas dos Parafusos No Quadro 2. A zona mais fraca de um parafuso é a parte roscada (Figura 2.6 300 500 6. Classe do parafuso fyb (MPa) fub (MPa) 4. nomeadamente os parafusos de classes 8. experiência e prática de boa execução. De um modo geral. nas ligações sujeitas a forças e momentos estáticos.9 900 1000 Material e tratamento carbono. 5. As diferentes tipologias de ligações aparafusadas incluem placas cobrejuntas. Neste capítulo apresentam-se questões directamente relacionadas com o comportamento dos parafusos e tipologias de ligações muito simples. média percentagem de Liga de aço com uma percentagem média total ou parcialmente de carbono. Como regra semi-empírica tem-se. entre outas.85. segundo a qual a resistência ao corte de parafusos M12 e M14 deve ser calculada multiplicando a expressão de cálculo da resistência ao corte de parafusos de maior diâmetro por um factor igual a 0. Embora em estruturas metálicas se possam usar ligações soldadas e ligações aparafusadas. por exemplo.8 e 10.6. 6.

. esmagamento e tracção) podem ser transferidas por corte/esmagamento em ligações aparafusadas correntes e por atrito entre as placas em ligações pré-esforçadas. 2001]. 4 Manual de ligações metálicas . Além destas.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS O tamanho de um parafuso é definido em função do seu diâmetro nominal. comprovadas experimentalmente. As forças internas (corte. Mazzolani. Rosca Figura 2. existem muitos outros tipos de ligações onde os parafusos são solicitados por uma combinação de corte com tracção.3 para ligações correntes e ligações pré-esforçadas. os parafusos podem ser solicitados como: • Parafusos ao corte – Neste caso o movimento das placas de ligação é restringido essencialmente pelo núcleo do parafuso. Essas forças são descritas nas Figuras 2. resistindo por atrito. do comprimento abaixo da cabeça e do comprimento da parte roscada. Para as diversas distribuições de forças possíveis ao longo de uma ligação.1: Secção transversal e ”secção resistente” de um parafuso [Ballio.2 e 2. • Parafusos traccionados. força no parafuso força na placa esmagamento força no parafuso punçoamento esmagamento atrito corte esmagamento corte atrito esmagamento atrito tracção esmagamento esmagamento a) ligações resistentes ao corte b) ligações pré-esforçadas c) ligações resistentes à tracção Figura 2. 1983]. Comportamento de um Parafuso numa Ligação A resistência última de uma ligação aparafusada é avaliada assumindo simplificações na redistribuição das forças internas. • Parafusos de alta resistência em ligações pré-esforçadas resistentes ao escorregamento – Neste caso as placas são comprimidas entre si devido às forças de aperto dos parafusos.2: Distribuição de forças em ligações aparafusadas sujeitas ao corte e em ligação aparafusadas préesforçadas [Trahair et al.

no mínimo.Cd Fp.7 da EN 1993-1-8 são definidas várias classes de tratamento das superfícies para as quais μ varia entre 0. verifica-se uma resposta elástica até que o núcleo do parafuso ou a placa de ligação entrem em fase plástica. No caso de outras condições de tratamento das superfícies. Este deslizamento termina quando o núcleo do parafuso entra em contacto com a placa.Cd Figura 2. μFp.Cd Fp. os parafusos não são solicitados ao corte e as forças são transmitidas por atrito entre as placas ligadas. Na cláusula 3. A resistência relativa à rotura em bloco é baseada em dois mecanismos de rotura possíveis: cedência por corte combinada com rotura por tracção ou rotura por corte combinada com cedência por tracção [Aalberg.5.2 do mesmo Documento.3: Parafusos de alta resistência numa ligação pré-esforçada [Kuzmanovic.4. o valor do coeficiente de atrito deve ser determinado com base em testes experimentais.Cd μFp. C e E. Para forças superiores à força de atrito ocorre um deslizamento permanente devido à folga entre o parafuso e o furo.Cd μFp. 1983]. Willems.3) introduzida pelos parafusos de alta resistência. Fp.Cd Manual de ligações metálicas 5 . Nestas ligações. Este aperto é suficiente para garantir força de atrito entre as placas ligadas e transferir uma pequena força sem que se verifique escorregamento.Cd Fp. denominadas por B. Esmagamento da placa de ligação. Ligações Resistentes ao Escorregamento Em ligações pré-esforçadas resistentes ao escorregamento. O modo de rotura depende das dimensões da ligação e da resistência relativa entre o material dos parafusos e o material das partes ligadas. e da força de aperto FpCd (Figura 2. A resistência de uma ligação deste tipo é função do coeficiente de atrito das superfícies em contacto μ. com uma chave (“snug-tight” ou “spanner-tight”).PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Parafusos em Ligações ao Corte Os parafusos predominantemente solicitados por cargas estáticas podem ser apertados manualmente. No quadro 3.10.1 da EN 1993-1-8 são definidas três categorias de ligações resistentes ao escorregamento.Cd μFp. A deformação plástica pode iniciar-se no parafuso e na placa de ligação em simultâneo. Larsen. com 70% da sua tensão última. Os valores de dimensionamento da resistência ao corte e ao esmagamento são obtidos com base no quadro 3.2 e 0. A rotura • • • da ligação poderá ocorrer segundo um dos seguintes modos: Corte no parafuso. 2000]. Rotura em bloco. Se aplicarmos forças superiores. enquanto que o método para avaliação da rotura em bloco é descrito na cláusula 3. os parafusos de alta resistência devem ser apertados.4 da EN 1993-1-8.

1: Perda de Pré-esforço no Parafuso Testes realizados em França mostraram que em ligações entre elementos de aço protegidos com pinturas correntes.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Neste tipo de ligações.8: uma anilha mais dura por baixo do elemento que roda durante o aperto (cabeça ou porca). Como é que este efeito é incorporado no método de dimensionamento de ligações pré-esforçadas? _____________________________________________________________________ Os elementos de ligações resistentes ao escorregamento não devem ser protegidos com pinturas correntes.9: uma anilha mais dura por baixo da cabeça e da porca. Questão 2. cuja análise simplificada pode ser efectuada de 6 Manual de ligações metálicas . e de acordo com a cláusula 8. verifica-se uma deformação do conjunto constituído pelas placas de ligação e pelo parafuso. quando o escorregamento não é permitido para Estados Limites Últimos? _____________________________________________________________________ Neste tipo de ligações existe sempre a possibilidade do parafuso não ficar centrado no furo e entrar em contacto com as placas. deve ser verificada a resistência ao esmagamento.5(4) da EN 1090-1 [EN 1090-1: 1996]. deve-se utilizar: • em parafusos de classe 8.2 da EN 1993-1-8. A força de tracção instalada num parafuso de alta resistência pode ser controlada por um dos seguintes métodos: • Momento torçor. a força de pré-esforço Fp.4.9. • Dispositivos indicadores de carga.1(1c) da EN 1993-1-8. As pinturas correntes reduzem o coeficiente de atrito nas superfícies em contacto e consequentemente a capacidade resistente da ligação. que consiste na aplicação de um determinado ângulo de rotação após se ter atingido a condição de “snug-tight” (o valor da rotação depende da espessura total das placas e anilhas). Para se obter um nível de segurança adequado. Questão 2. No entanto. • Método “Turn-of-the-nut”. de acordo com a cláusula 3. • Combinação dos dois primeiros métodos. aplicado com uma chave dinamómetro. podia ocorrer uma redução da força de pré-esforço entre 25% e 45% num prazo de 2 e 3 meses. quando as forças de tracção e de corte são combinadas. Questão 2. Qual a razão deste facto? _____________________________________________________________________ Quando se aplica uma força de pré-esforço num parafuso.3: Resistência ao Corte de Parafusos Pré-esforçados Solicitados Também à Tracção De acordo com a cláusula 3. podem ser usadas pinturas específicas que não reduzam o atrito.2: Resistência de Ligações da Categoria C Porque é que as ligações resistentes ao escorregamento da Categoria C são verificadas ao esmagamento para cargas correspondentes aos Estados Limites Últimos.Cd não é reduzida da totalidade da força de tracção Ft aplicada. • em parafusos de classe 10.

2) A validade do factor 0. as deformações nas placas ligadas conduzem a uma distribuição não uniforme das forças pelos parafusos). segundo os critérios definidos no quadro 3. sendo a restante equivalente a uma redução da força que as placas de ligação inicialmente (após o pré-esforço do parafuso) exerciam sobre o parafuso ΔFj. Se aplicarmos uma força exterior de tracção Ft.3. ΔFb Pré-esforço no parafuso (Fp) Força total no parafuso (Fb) ΔFj Força externa no parafuso (Ft) Fj δp. nota 2. os parafusos ficam submetidos a forças desiguais (se a junta for muito longa. A linha a traço interrompido mostra a influência da flexibilidade das placas à flexão devido às forças de alavanca.ext Deformação no parafuso (δb) Encurtamento da placa (δp) δb.3 da EN 1993-1-8? _____________________________________________________________________ Os valores limites para p1 e p2 são independentes das condições atmosféricas ou outros factores que influenciem a corrosão dos elementos da ligação. 8 ⋅ Ft (2. Questão 2. Ao aplicarmos a força de tracção à ligação. é compatível com a força de pré-esforço Fp e com a diminuição de espessura da placa δp.8. uma parte da força de pré-esforço no parafuso mantém-se constante. tendo em conta fenómenos como a instabilidade local das placas e os associados a juntas longas. classe de aço e número de placas ligadas. a força de contacto entre as placas toma um valor. devido à deformação das placas. Este efeito é considerado nas regras definidas na cláusula 3. Manual de ligações metálicas 7 . Em juntas muito longas.ext Figura 2. A deformação do parafuso δb. sendo a deformação da ligação dada por δp.ext.4.4: Diagrama de forças internas numa ligação pré-esforçada solicitada à tracção [Bickford. Estes limites são definidos de forma a garantir um bom comportamento da ligação. A força de tracção exterior será parcialmente transformada numa força adicional no parafuso ΔFb. de acordo com o quadro 3.4: Distâncias Máximas entre Parafusos e dos Parafusos às Extremidades das Placas Quais os critérios em que se baseiam os valores de 14 t ou 200 mm para as distâncias máximas entre parafusos. a força total no parafuso será Fb e a deformação δb. Devido à relação entre a rigidez do parafuso à tracção e das placas à compressão (com valores entre 1 e 4). Estudos por elementos finitos indicam que esse factor deveria depender da espessura.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS acordo com a Figura 2. A instabilidade local das placas entre parafusos deve ser verificada de acordo com a EN 1993-1-8. devido a deformações no material de base.ext. 1995]. O aumento da força no parafuso é dado por ΔFb e a diminuição da força de aperto entre as placas é de ΔFp. classe de parafuso.8 baseia-se num cilindro de compressão com área fixa. no mínimo igual a: Fc = Fp − 0.

Com base em que documentos foi definido o critério de deformação adoptado na fórmula de verificação da resistência ao esmagamento? _____________________________________________________________________ A maioria dos regulamentos consideram que a resistência Fexp. para a tensão de cedência característica fy. a resistência convencional depende mais da rigidez inicial da ligação do que propriamente do modo de rotura.1. F (kN) Rigidez inicial/10 200 Rigidez inicial Fexp. facto que inclusivamente é comprovado por testes experimentais. como se ilustra na Figura 2. Questão 2. mais do que propriamente evitar a rotura da ligação.9 Fexp. A resistência de elementos estruturais obtida a partir de testes experimentais até à rotura Fexp. δ (mm) Figura 2. p 1 e1 F e2 p2 Figura 2.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS que obrigam a uma redução da resistência ao corte dos parafusos. 1. fy/fum 150 100 50 0 0 Curva experimental 3 mm (para ambas as placas) 5 10 15 20 Deformação. no caso de rotura frágil da ligação [Snijder et al. Força.5: Simbologia relativa ao espaçamento de parafusos. 2002b]. tangente à parte não-linear da curva carga-deformação. 2000].6 [Piraprez. 2000]. De modo a validar este modelo de resistência foram efectuados ensaios experimentais com placas cobrejuntas com furos ovalizados.5).ult fy / fum. 8 Manual de ligações metálicas . conv Fexp... ult Fexp. de acordo com o indicado no Anexo D da EN 1990 [Wald et al.5 Fexp. não existem limites máximos para as distâncias dos parafusos às extremidades das placas e1 e e2 (Figura 2.5: Critério de Deformação em Ligações com Parafusos ao Corte A verificação da resistência ao esmagamento numa ligação com parafusos ao corte pretende essencialmente evitar uma deformação excessiva devido à ovalização dos furos.fy/fum. é avaliada com base numa redução da tensão resistente do material (tensão última) fum. A resistência avaliada com base na tensão limite convencional de elasticidade Fexp. dependente do comprimento da ligação.6: Valores limites da resistência de uma ligação [Piraprez.conv. Este procedimento toma a forma Fexp. é definida pela intersecção entre uma recta com uma inclinação igual à rigidez inicial e uma recta com uma inclinação igual a 1/10 da rigidez inicial.5 mm.5 é obtida com base numa deformação máxima de 1. 1988]. Em ligações não expostas a ambientes corrosivos. Desta forma.fy/fum = 0.

8: Ligação não simétrica. Furos 2: 1. Parafusos M20. como se ilustra na Figura 2. as distâncias às arestas limite das placas e1 e e2 e as distâncias entre parafusos p1 e p2 podem ser determinadas com base nos semi-eixos de uma elipse tangente à aresta limite da placa.5 ⎩ (2. respectivamente. 7 = − 1.5 da EN 1993-1-8.7 e se descreve na cláusula 3.7: Resistência ao Esmagamento de um Grupo de Parafusos ao Corte A resistência ao esmagamento de um grupo de parafusos pode ser obtida pela soma das resistências individuais de cada parafuso? Ver Figura 2. Figura 2. 4) Manual de ligações metálicas 9 . 8 ⋅ 3 ⋅ d0 ⎧ 2. 8e 2 − 1. 7 = 1.6: Distâncias entre Parafusos e dos Parafusos às Extremidades das Placas Quais as distâncias entre parafusos e/ou espaçamentos entre parafusos e as extremidades das placas.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Questão 2.8 e o exemplo apresentado.8 Aço: S275 F F p1= 3d0 e1 = 1. quando as linhas de parafusos e/ou as arestas limite da placas não são nem paralelas nem perpendiculares à direcção de actuação das forças? _____________________________________________________________________ Nestas circunstâncias. e nos semi-eixos com centro num furo e passando no furo adjacente.2 d0 p2= 4d0 e2 = 3d0 Furos 1 Furos 2 Figura 2. 4 0 0 ⎪ ⎪ α menor de ⎨ 1 ⎪f 800 ⎪ ub = = 2.1 ⎪ 3 ⋅ d0 k1 menor de ⎨ 3 ⋅ d0 ⎪2. 2 ⋅ d0 ⎧ e1 ⎪ 3 ⋅ d = 3 ⋅ d = 0. 3) 2. 22 360 ⎪ fu ⎩ (2. Questão 2. 8.7: Espaçamentos entre parafusos e dos parafusos às extremidades da placa.

Neste ensaios.1 + 2 ⋅ 0. 10 Manual de ligações metálicas . 25 = 3 ⋅ d − 0. 25 = 0. Em ligações de emenda de elementos.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Furos 1: 3 ⋅ d0 ⎧ p1 ⎪ 3 ⋅ d − 0.14 ⋅ d ⋅ t ⋅ fu γ M2 γ M2 γ M2 (2. 25 = 1 − 0. Questão 2. 2002a]. se a ligação for solicitada apenas por acções permanentes. 40 ⋅ 1. 4 ⋅ 1. 7) Método 2: A resistência ao esmagamento do grupo é baseada na resistência ao esmagamento do parafuso mais fraco Fb. os parafusos devem ser dispostos simetricamente na ligação. [Piraprez. 22 fu 360 ⎪ ⎩ (2. A redução de resistência considerada em EN 1993-1-8 é baseada em ensaios recentes [Wald et al. 4p2 − 1. os Estados Limites de Serviço devem ser verificados em separado. 8) _____________________________________________________________________ De acordo com o método 1.8: Resistência ao Esmagamento em Ligações com Furos Ovalizados Segundo a Nota 1 do quadro 3. 4 ⋅ 4 ⋅ d0 ⎧1. verificada no caso de furos ovalizados. 1999].17 ⎪ 3 ⋅ d0 k1 menor de ⎨ 3 ⋅ d0 ⎪2.. a resistência ao esmagamento em ligações com parafusos em furos ovalizados. O somatório das resistências individuais dos parafusos não condiciona a segurança mas apenas as condições de serviço.Rd = ( ∑ α b ⋅ k1 ) d ⋅ t ⋅ fu = ( 2 ⋅ 0. 6) Método 1: A resistência ao esmagamento do grupo é dada pela soma das resistências individuais de cada parafuso Fb. 75 0 0 ⎪ ⎪ α menor de ⎨ 1 ⎪f 800 ⎪ ub = = 2. 7 = 0. observou-se que esta redução de resistência deve-se essencialmente a uma redução da rigidez. 5) 1. 2000].5 ⎩ (2.7 da EN 1993-1-8 são indicadas regras muito claras sobre como calcular a resistência ao esmagamento de um grupo de parafusos. Se houver necessidade de limitar as deformações na ligação.Rd = ( ∑ α b ⋅ k1 ) d ⋅ t ⋅ fu = ( 2 ⋅ 0. 75 ⋅ 0.1 + 2 ⋅ 0. 4 ⋅ 1. Na cláusula 3. [Tizani. 7 = − 1. deve ser considerada como 60% da resistência obtida para ligações com parafusos em furos com folga normalizada. a deformação nos furos 2 pode ser um pouco elevada nos Estados Limites de Serviço. Com base em que estudos é que foi definido este critério? _____________________________________________________________________ Os valores da folga normalizada para parafusos em furos ovalizados são definidos na cláusula 8 do Documento EN 1090-1.17 ) ⋅ d ⋅ t ⋅ fu = 1.1) ⋅ d ⋅ t ⋅ fu = 1. 76 ⋅ d ⋅ t ⋅ fu γ M2 γ M2 γ M2 (2. para assim evitar desnecessárias redistribuições internas de forças.4 do Documento EN 1993-1-8. solicitados segundo a direcção perpendicular à maior dimensão.

10: Esmagamento de uma placa de ligação [Wald et al.10.11: Razão entre a resistência ao esmagamento obtida experimentalmente e através do modelo analítico de dimensionamento..5 4 Figura 2.. [Wald et al.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS 22 18 40 40 8 16 8 M16 18 200 180 160 140 120 100 Força. Resistência experimental / Resistência obtida com o modelo analítico: r re t 1. 2002a].6 0.9: Comparação entre a curva força-deslocamento numa ligação com furos circulares e com furos ovalizados. apresenta menor rigidez e maior deformabilidade que uma ligação do mesmo tipo mas com furos circulares.4 1.5 1 1.2 1 0. 2002b].5 2 2. δ (mm) Figura 2.2 0 0 Tamanho do parafuso/ Diâmetro do parafuso 0.9 e 2.8 0. F (kN) Furos circulares 40 40 8 16 8 M16 Furos ovalizados 10 35 50 25 110 10 35 50 25 110 80 60 40 20 0 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 Deslocamento. como se ilustra nas Figuras 2. Uma ligação com parafusos em furos ovalizados solicitados segundo a direcção perpendicular à maior dimensão.5 3 3. Manual de ligações metálicas 11 . a) esmagamento por corte (furos normalizados) b) esmagamento por flexão (furos ovalizados) Figura 2.4 0.

Sd + ≤1 Fv. um parafuso sujeito a uma força de tracção igual à sua resistência. De acordo com a Figura 2.3 mm. é avaliada com base na expressão seguinte: Fb. pode ser visualizada na Figura 2.Sd Ft. A resistência à tracção de um parafuso é condicionada pela fractura na zona roscada e a interacção corte+tracção é considerada na parte lisa do parafuso. e é de 0. Neste tipo de furos não é permitido o esmagamento na zona roscada do parafuso.Rd (2. _____________________________________________________________________ Normalmente as tolerâncias aplicadas de acordo com [EN ISO 898-1: 1999] conduzem a folgas de aproximadamente 0.Sd = 0. Questão 2. possui ainda uma reserva de resistência à corte. em Furos Ajustados Qual o método de dimensionamento de ligações com parafusos solicitados ao corte. 10) _____________________________________________________________________ Tal como observado experimentalmente.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS A resistência ao esmagamento em ligações com furos ovalizados.75-0.10: Parafusos Solicitados ao Corte mais Tracção De acordo com a o quadro 3.9) sendo αb e k1 calculados de acordo com o quadro 3. • Montagem da ligação.Rd Ft. Questão 2.63-0. A resistência ao esmagamento é considerada independente das folgas.Rd. em furos ajustados? Qual a influência dos seguintes factores: • Tolerâncias nas folgas dos furos. onde se representam os resultados de 70 ensaios.Rd = 0.89 se o plano de corte se localiza na zona do liso do parafuso. com o eixo longitudinal do furo perpendicular à direcção da força aplicada.11. Em que critérios se baseia esta fórmula? Mais lógico parecia ser a seguinte fórmula: Fv.12. um parafuso solicitado por uma força de tracção igual à força resistente de dimensionamento Ft. 12 Manual de ligações metálicas . Uma fórmula de interacção alternativa consiste em usar os termos ao quadrado e a resistência à tracção (que aparece em denominador) avaliada na zona do liso. os furos podem ser realizados em obra. 1989]. tal como considerado em [Owens.4 da EN 1993-1-8. A influência do comprimento do furo ovalizado na resistência ao esmagamento. em alternativa.68 se o plano de corte se localiza na zona roscada. Cheal.Rd pode suportar uma força de corte Fv. 6 k1 ⋅ α b ⋅ fu ⋅ d ⋅ t γ M2 (2.4 da EN 1993-1-8. • Limitação da resistência. no caso da zona de esmagamento e corte se localizarem na parte roscada do parafuso.286 Fv. A montagem das ligações é efectuada segundo um processo normal se os furos forem realizados em fábrica. • Resistência ao esmagamento. a variação da razão resistência ao corte/resistência à tracção é de 0.9: Método de Dimensionamento de Ligações com Parafusos ao Corte.

Resultados experimentais têm comprovado que a resistência ao corte aumenta com o aumento do comprimento da zona do liso do parafuso.5 1.Sd Ft. de acordo com com os requisitos definidos na EN 1993-1-8 [Owens.R 0 0 Resistência ao corte analítica 0.Rd 1. 1989].Rd 1.0 Figura 2. é possível utilizar aço de alta resistência.Rd Plano de corte na rosca 0. Rotura por tracção do parafuso na zona da rosca. Os resultados dos ensaios referidos foram comparados com os obtidos através dos modelos de dimensionamento definidos na EN 1993-1-8. Cheal.9.13): Manual de ligações metálicas 13 .PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS No caso possíveis • • de o plano de corte se localizar na zona do liso do parafuso. Questão 2.exp Ft.11: Resistência de Ligações com Aço de Alta Resistência Em ligações correntes e de acordo com os modelos de dimensionamento definidos em EN 1993-1-8.0 Plano de corte no liso Fv. Foram observados os seguintes modos de rotura: esmagamento em 18 ensaios. realizou-se um estudo experimental em ligações aparafusadas com corte duplo [Kouhi. De modo a avaliar a resistência de ligações com aço de alta resistência. com uma tensão de cedência nominal de 640 MPa? _____________________________________________________________________ O Documento EN 1993-1-8 foi desenvolvido para aços até à classe S460. A fórmula de interacção considerada em EN 1993-1-8 é a seguinte: Fv. 4 ⋅ Ft.exp Fv.R 1.5 Resistência ao corte experimental Fv. rotura por corte em bloco em 6 ensaios e rotura da secção útil nos restantes 6 ensaios. Kortesmaa.Rd Resistência à tracção experimental / Resistência à tracção analítica Ft. 1990].12: Curvas de interacção corte + tracção. os dois modos de rotura são os seguintes: Combinação de corte mais tracção no plano de corte. Isto deve-se ao facto de um parafuso mais comprido desenvolver mais flexão quando comparado com parafusos mais curtos. logo não deve ser usado para o dimensionamento de ligações entre elementos de aço de classes superiores. 4 ⋅ Ft. 11) Fv.max Ft.Sd + ≤1 Fv. verificou-se que todos estavam do lado da segurança (Figura 2.Sd Ft.Sd + ≤1 Fv.Rd (2. Foram usadas placas de aço com uma tensão de cedência nominal de 640 MPa e tensão última de 700 MPa e os parafusos eram de classe 10.

PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS

• As fórmulas para avaliação da resistência ao esmagamento e da resistência da área útil usada experimentalmente deram os mesmos resultados da EN 1993-1-8. • As fórmulas para avaliação da resistência ao corte em bloco definidas na EN 1993-1-8 são conservativas, quando comparadas com as experimentais. • A resistência ao esmagamento das ligações, obtida com base no somatório das resistências individuais de cada parafuso apresenta-se na Figura 2.13. A deformação avaliada experimentalmente nos Estados Limites Últimos foi da ordem de grandeza do diâmetro dos parafusos. A resistência ao esmagamento obtida com base na resistência mínima dos parafusos é mais segura.
Nota:

• Com o objectivo de estudar a resistência ao esmagamento, o programa de ensaios foi dividido em dois grupos. Num grupo de seis ensaios foi considerada apenas uma linha de parafusos enquanto que no segundo grupo foram consideradas duas linhas, indicadas na Figura 2.13 como esmagamento 1ª linha e esmagamento 2ª linha, respectivamente. • Nos testes foram usadas placas com espessuras de 3 mm, 4 mm, 6 mm e 8 mm. Os valores obtidos para as tensões de cedência foram de 604 MPa a 660 MPa para as placas de 6 mm e 4 mm de espessura, respectivamente. Para a tensão última foram obtidos valores entre 711 MPa e 759 MPa para as placas de 6 mm e 4 mm de espessura, respectivamente. As propriedades medidas correspondem à média de três provetes.
Resistência experimental / Resistência teórica
2 1,8 1,6 1,4 1,2 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 0 1 2 3 4 5 6

re rt

Rotura em bloco Esmagamento 1a linha Esmagamento 2a linha Secção útil

Ensaio

Figura 2.13: Resistência de ligações aparafusadas obtidas experimentalmente [Kouhi, Kortesmaa, 1990].

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Manual de ligações metálicas

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SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS
3.1 Introdução

A maioria das ligações soldadas são efectuadas em oficina. Um dos problemas que mais afecta as ligações soldadas é a falta de ductilidade do material de adição; todavia, este problema pode ser resolvido se forem respeitadas determinadas regras. Em ligações estruturais deve-se usar sempre soldadura por arco, excepto em casos especiais tais como “stud welding”. Quando se adopta este procedimento, as propriedades mecânicas do metal de adição devem ser compatível com as do metal de base e a espessura das peças a ligar deve ser igual ou superior a 4mm (na soldadura de elementos de paredes finas pode haver necessidade de se aplicar regras especiais). Os cordões de soldadura podem ser divididos em diversos tipos: • soldadura de ângulo, • soldadura por entalhe, • soldadura de topo, • soldadura por pontos e • soldadura sem chanfro. Na EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] são indicadas regras para avaliação do comprimento efectivo de um cordão de soldadura de ângulo com uma espessura a, ver Figura 3. 1.

a

a

Figura 3. 1: Definição da espessura de um cordão de soldadura, a.

No dimensionamento de um cordão de soldadura de ângulo, a tensão total é decomposta nas componentes paralelas e transversais ao plano crítico do cordão (Figura 3.2). A distribuição de tensões é assumida como uniforme ao longo do plano crítico do cordão, podendo desenvolver-se as seguintes componentes: • σ⊥ tensão normal perpendicular ao plano crítico do cordão de soldadura; • σ// tensão normal paralela ao eixo do cordão de soldadura, pode ser desprezada no dimensionamento de cordões de soldadura de ângulo; • τ⊥ tensão tangencial (no plano crítico do cordão de soldadura) perpendicular ao eixo do cordão de soldadura; • τ// tensão tangencial (no plano crítico do cordão de soldadura) paralela ao eixo do cordão de soldadura.

SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS

σ⊥

τ⊥ τ//

σ//

Figura 3.2: Tensões actuantes no plano crítico de um cordão de soldadura de ângulo.

A resistência de um cordão de soldadura de ângulo é suficiente se foram satisfeitas as condições seguintes:
2 σ ⊥ + 3 (τ ⊥ + τ // ) ≤ 2

fu β w ⋅ γ M2

(3. 1)

e

σ⊥ ≤

fu

γ M2

(3. 2)

O factor de correlação βw é definido no Quadro 3. 1, de acordo com o tipo de aço.
Quadro 3. 1: Factor de correlação para avaliação da resistência de uma soldadura.
Classes de Aço

EN 10025 S 235 S 235W S 275 S 275N/NL S 275M/ML S 355 S355N/NL S 355M/ML S 355W S 420N/NL S 420M/ML S 460N/NL S 460M/ML S 460Q/QL/QL1

EN 10210 S 235H S 275H S 275NH/NLH S 355H S355NH/NLH

EN 10219 S 235H S 275H S 275NH/NLH S 275MH/MLH S 355H S355NH/NLH S 355MH/MLH S 420MH/MLH

Factor de correlação βw

0,80 0,85

0,90

1,00 1,00

S 460NH/NLH

S 460NH/NLH S 460MH/MLH

A EN 1993-1-8 considera ainda um método simplificado alternativo para o dimensionamento de cordões de soldadura de ângulo. Consiste na avaliação da tensão resistente ao corte por unidade de comprimento de cordão, independentemente da direcção do esforço transmitido, como se ilustra na Figura 3.3,

fvw.d =

fu 3 ⋅ β w ⋅ γ M2

(3. 3)

sendo a força resistente do cordão de soldadura por unidade de comprimento dada por
Fw.Rd = a ⋅ fvw.d

(3. 4)

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Manual de ligações metálicas

Sd V//. multiplicando-a pelo factor βLw. independentemente da direcção do esforço transmitido. 4c): βLw = 1.6 0. 2 − 0. Quando um cordão de soldadura muito comprido é solicitado Na direcção do seu eixo. Sempre que possível e de forma a minimizar a possibilidade de arrancamento lamelar. Se as placas tiverem uma espessura adequada às forças internas transmitidas. os cordões com penetração total devem ter uma resistência igual à resistência da parte mais fraca a ligar.8 0. Em relação às soldaduras de topo.4a). 2 ⎜ ⎛ La ⎞ ⎟ ⎝ 150a ⎠ (3. A resistência de um cordão de soldadura com comprimento superior a 150a deve ser reduzida. A concentração de tensões pode provocar uma rotura nos topos dos cordões de soldadura (“zip effect”). devem ser tomadas medidas adequadas. Quando esses pormenores forem necessários.4 0.5) τ// a) τ// b) τ// τ// Lw 1 0. A resistência de um cordão de topo com penetração parcial deve ser determinada de uma forma análoga à considerada para os cordões de soldadura de ângulo.Rd La V⊥ . Manual de ligações metálicas 17 .2 0 0 50 100 150 200 250 300 350 400 ΒLw c) L a Figura 3. c) factor de redução βLw. A distribuição de forças numa ligação soldada pode ser obtida com base numa análise elástica ou numa análise plástica. A espessura ou profundidade adequadas de um cordão de soldadura deve ser obtida experimentalmente.Sd Fw. devem ser evitados pormenores de ligações que originem tensões perpendiculares à espessura das peças metálicas resultantes de soldadura.4b).Rd Fw. as tensões a meio do cordão são inferiores às tensões nos topos (Figura 3.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS N⊥ Sd Fw. como se descreve na Figura 3. 4: Ligações soldadas longas: a) distribuição de tensões não. esta variação deve-se à deformação das placas de ligação.Sd Figura 3.uniforme. b) distribuição de tensões uniforme. as tensões no cordão serão uniformes (Figura 3.3: Dimensionamento de um cordão de soldadura.

5: Cantoneiras ligadas por uma placa de gusset. é dada por F2 = fSd ( b − e ) 2 b (3. no cálculo de ligações soldadas entre cantoneiras de abas iguais e placas de gusset é prática corrente na Europa desprezar os esforços causados pelas excentricidades. No entanto.8) A força F2 no cordão superior (cordão 2). bem como no dimensionamento dos elementos ligados.3. No caso de cantoneiras de abas desiguais ligadas pela aba menor.9) sendo a tensão de corte τ// dada por τ 2. que simplificada resulta na seguinte condição τ 1. deve ser tida em conta a excentricidade? _____________________________________________________________________ Em geral. // ≤ fu 3 ⋅ β w ⋅ γ M2 (3. designado por cordão 1. as excentricidades devem ser consideradas no dimensionamento dos cordões. a resistência do cordão de soldadura pode ser verificada através da expressão 3.6) a qual provoca uma tensão de corte na direcção paralela ao eixo do cordãoτ// τ 1.1: Ligação de Duas Cantoneiras a uma Placa de Gusset Numa ligação soldada entre duas cantoneiras e uma placa de gusset. O cordão inferior. O exemplo seguinte descreve o cálculo da distribuição de forças num cordão de soldadura. as forças e os momentos causados por excentricidades devem ser tidos em conta no cálculo das tensões actuantes num cordão de soldadura.10) 18 Manual de ligações metálicas . 2 e b 1 F Sd Figura 3. // = F1 a1 ⋅ L1 (3.7) Como se trata da única tensão actuante. é solicitado pela força F1 dada por F1 = FSd e 2 b (3.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS Questão 3. // ≤ F2 a2 ⋅ L 2 (3.

como se ilustra na Figura 3.3: Dimensionamento de Cordões de Soldadura de Topo com Penetração Parcial Quais os procedimentos recomendados para o dimensionamento de cordões de soldadura de topo com penetração parcial? ___________________________________________________________________________ Os cordões de soldadura com penetração parcial podem ser dimensionados como os cordões de ângulo.end.1 a) anom anom b) a nom.12) As diferenças entre os dois métodos são traduzidas pela seguinte relação Fw. b) ligações em T. Manual de ligações metálicas 19 .6. Quais as diferenças entre os dois métodos? ___________________________________________________________________________ Não existe qualquer diferença. no caso do cordão de soldadura ser solicitado por forças paralelas ao seu eixo. como se ilustra na Figura 3.2: Resistência de um Cordão de Soldadura de Ângulo A EN 1993-1-8 inclui dois métodos para o dimensionamento de cordões de ângulo. com uma espessura igual a: a = anom – 2 mm. b) forças perpendiculares. t anom c nom a nom. um método exacto e um método simplificado.Rd 3 2 = 1.13) Questão 3. obtém-se fu ⎛ σw ⎞ ⎛ σw ⎞ ⎜ ⎟ + 3⎜ ⎟ ≤ β w ⋅ γ M2 ⎝ 2⎠ ⎝ 2⎠ 2 2 e σw ≤ fu β w ⋅ γ M2 2 = Fw.2 Figura 3.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS Questão 3.Rd (3. as tensões calculadas pelo método exacto são obtidas a partir de: σ⊥ = τ⊥ = σw 2 e τ // = 0 (3. 22 (3. 6: Cordões de soldadura solicitados por: a) forças paralelas ao seu eixo. Para cordões de soldadura solicitados por forças perpendiculares ao seu eixo.Rd = fu 3 ⋅ β w ⋅ γ M2 a) τ// σ Figura 3. as diferenças entre os dois métodos são significativas.11) Com base numa análise plana de tensões.Rd = Fw. τ// FSd b) τ// σw FSd Fw.7: Espessura efectiva de: a) cordões de soldadura de topo com penetração parcial.7a).end. Neste caso.

1 − 2mm a2 = anom.8.7b). usando uma análise elástica e considerando aço S235. 25 (3. b) por forças transversais. o dimensionamento é feito com se tratassem de cordões de ângulo com uma espessura efectiva dada por: anom. No caso ilustrado na Figura 3. nos casos em que: anom. Para que a soldadura possa suportar uma força superior à resistência das placas de ligação. 8: Espessura efectiva de um cordão de soldadura solicitado por: a) forças normais.16) sendo σ = FSd / (t h).57t ≈ 0.2 ≥ t c nom ≤ c nom t 5 ≤ 3mm (3. 7 σ ⋅t fu / γ M2 (3.15) Questão 3. 6t 360 /1. os cordões de soldadura assumem-se como cordões com penetração total.2 − 2mm (3.14) No caso de penetração parcial (ver Figura 3. 7 (fy / γ M0 )t fu / γ M2 = 0.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS Em ligações em T. a espessura deve ser calculada através da condição: a > 0.2 < t a1 = anom. 7 (235 /1. os cordões de soldadura podem ser dimensionados para resistir às forças aplicadas através da seguinte condição: a > 0. 0)t = 0.4: Dimensionamento de Cordões de Soldadura em Ligações com Resistência Total Quais as recomendações no dimensionamento de cordões de soldadura em ligações com resistência total? ___________________________________________________________________________ τ⊥ σ⊥ t t a) b) τ σw σ FSd τ VSd h Figura 3.1 + anom.1 + anom.17) 20 Manual de ligações metálicas .

18) Estruturas não contraventadas a > 1. 79t ≈ 0. 0 × 3)t ≈ 0. 85 = 0. 8t 360 /1. 0)t = 0. 7 ⋅ 0. 85 = 0. 0t 360 /1.20) Manual de ligações metálicas 21 . 25 (3. 0)t = 0. 97t ≈ 1. 7 (235 /1. 25 (3. 7 (fy / γ M0 )t fu / γ M2 = 1. 4 ⋅ 0. 7 ⋅ 0. para cordões de soldadura solicitados segundo uma direcção paralela ao seu eixo. 4t fw / γ M2 fu / γ M2 360 /1.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS Através de uma análise plástica. 7 (235 /1.19) De uma forma análoga. 85 fy /( 3γ M0 ) t τ ⋅t 235 /(1. a espessura pode ser calculada através da seguinte condição a > 0. 40t ≅ 0. 4 ⋅ 0. 25 (3. a espessura deve ser obtida considerando as seguintes condições: Estruturas contraventadas a > 1. 7 (fy / γ M0 )t fu / γ M2 = 1.

1 resume os três tipos de modelação de ligações adoptados pela EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003]: modelação contínua.1 Introdução O comportamento das ligações tem um efeito significativo na resposta das estruturas. No caso de uma análise rígido-plástica.1: Tipos de modelação de ligações. Estas possibilidades de análise são ilustradas na Figura 4.Contínua - RESISTÊNCIA Resistência parcial Semi.Contínua M MRd Articulada Simples MSd Sj.ini MSd Sj.rígida Articulada M 2 MRd 3 Resistência total Contínua Semi.1: Determinação das características das ligações baseada no tipo de análise global.ini /η φ a) Análise Elástica . O Quadro 4.Contínua Semi. .2.plástica φ Sj. Quadro 4.ini d) Análise Elásto . apenas a rigidez das ligações é relevante para a modelação da ligação: a rigidez inicial para a determinação dos Estados Limites de Serviço e cálculos de estabilidade e a rigidez secante aproximada para a determinação dos Estados Limites Últimos. as principais características das ligações são a resistência e a capacidade de rotação.Estados Limites de Serviço M MRd φ b) Análise Elástica . quer a rigidez quer a resistência devem ser incluídas na modelação da ligação. semi-contínua e simples. Os parâmetros considerados em cada uma destas modelações depende do tipo de análise aplicada à estrutura. RIGIDEZ Rígida Semi .1 e no Quadro 4.4 MODELAÇÃO ESTRUTURAL 4. No caso da análise elástica global de pórticos. Em todos os outros casos.plástica φCd φ Figura 4.Estados Limites Últimos M MRd φCd c) Análise Rígido .

O momento resistente da ligação baseia-se na espessura do banzo do pilar tfc. M a M a M b φa T φb M b a) b) c) Figura 4. ligações à esquerda e à direita e painel da alma do pilar.1: Cálculo Preliminar de Ligações A EN 1993-1-8 fornece regras para a caracterização do comportamento das ligações viga-pilar de eixo forte.1) O braço da alavanca r é aproximadamente igual à distância entre os centros dos banzos da viga. tal pode ser útil em alguns casos. Haverá outro método mais simples que possa ser usado no cálculo preliminar? _____________________________________________________________________ Steenhuis desenvolveu um método simplificado para a previsão do comportamento das ligações [Steenhuis.fc ⋅ r 2 ⋅ t fc = γ M0 (4. c) características do painel da alma.2: Modelação de ligações e análise global da estrutura. A estimativa da rigidez e da resistência das ligações é baseada na componente mais fraca.2: Modelação da ligação através de molas rotacionais: a) zona nodal.Rd.3. 1999]. ver Figura 4. Questão 4.ini. Embora. MODELAÇÃO Contínua Semi.app ς ⋅ fy. b) modelo incluindo o painel da alma ao corte. A rigidez pode ser aproximada por S j. o comportamento do painel de alma do pilar (em ligações viga-pilar) e da ligação.rígida TIPO DE ANÁLISE DA ESTRUTURA Análise rígido-plástica Análise elásto-plástica Resistência total Rígida/ Resistência total Resistência parcial Rígida/ Resistência parcial Semi-rígida/ Resistência total Semi-rígida/ Resistência parcial Articulada Articulada Simples Articulada A modelação das ligações pode ser efectuada através de molas rotacionais. ver Quadro 4.MODELAÇÃO ESTRUTURAL Quadro 4. incluídas na resposta da ligação.2. separando ou não.app = E ⋅ r 2 ⋅ t fc ξ (4.Contínua Análise elástica Rígida Semi . como por exemplo em estruturas mistas. na maior parte das aplicações não seja conveniente modelar o comportamento da ligação e do painel da alma separadamente.2) 24 Manual de ligações metálicas . considerado como o elemento mais fraco Mj.

5 5 r r 20 5 (placa de base) Manual de ligações metálicas 25 .0 5 r ∞ >7 r 7.5 5 r 7 r 3 >7 r 10 r 3 >7 r 35 r 11.0 7 r 40 r 5. LIGAÇÃO viga-pilar t fc r M Sd COEFICIENTE LIGAÇÃO viga-pilar.3.5 5 r 14 r 6. a espessura do reforço do pilar ts ≈ tfb e o diâmetro dos parafusos d ≥ tfc. Para assegurar que a componente mais fraca é o banzo do pilar.5 7 r 6 7 r 8.3: Coeficientes ξ e ς e braço da alavanca r .MODELAÇÃO ESTRUTURAL O factor ς pode ser obtido do Quadro 4.5 5 r 15 r 11. utilizados para avaliar a rigidez inicial e o momento resistente da ligação e bases de pilares. placa de base COEFICIENTE ξ ς ξ ς 13. considera-se a espessura da placa de extremidade tp superior à espessura do banzo do pilar tp ≥ tfc. Quadro 4.

0 = 1.50)/4)/1.18/1. se se considerar o momento plástico Mj. se a capacidade resistente é baseada no momento elástico de cálculo Mj. e de forma similar à classificação das partes comprimidas da secção das barras. Normalmente. Esta estimativa é conservadora e segura se for considerada a tensão de cedência fy no modelo de cálculo. O mesmo princípio é aplicado no cálculo de ligações. 26 Manual de ligações metálicas . A resistência de todos os elementos estruturais e ligações terá de satisfazer os critérios de dimensionamento. Nestas condições.5a).sec φ Figura 4. a classe mínima da secção deverá ser Classe 2.ult Mj. M Sj. Por exemplo. A relação de carregamento dos Estados Limites Últimos e Estados Limites de Serviço em estruturas de aço pode ser tipicamente avaliada em ((1x1.el Sj. O início do comportamento não-linear de placas de extremidade pode ser estimado a 2/3 do momento plástico de vigas de secção rectangular [Zoetemeijer. A EN 1993-1-8 fornece alguns princípios básicos para a verificação da capacidade de rotação. No entanto. Admite-se que os Estados Limites Últimos apenas serão alcançados ocasionalmente. 1983b]. a verificação do comportamento elástico para os Estados Limites de Serviço não é necessária. Este procedimento é simples e prático.2: Utilização da Análise Elástica para a Análise Global de Estruturas É permitido o uso de métodos elásticos na análise global da estrutura. Na prática.6 da EN 1993-1-1 [prEN 1993-1-1: 2003]. Este não é o caso dos elementos mistos.ini na análise. com ligações concebidas por análise plástica? _____________________________________________________________________ A análise global elástica pode ser usada com ligações calculadas plasticamente. É baseado na experiência e não num procedimento exacto de análise. usando a esbelteza da alma e dos banzos. Para os Estados Limites de Serviço admite-se um comportamento elástico dos elementos. No entanto.ini Mj. Esta relação foi observada experimentalmente para outros tipos de ligações. obtida através de uma análise global elástica. Os procedimentos de cálculo para avaliação da capacidade de deformação das componentes e da capacidade de rotação das ligações. logo. ver Figura 4. O mesmo procedimento pode ser aplicado às ligações. algumas componentes podem limitar a capacidade de rotação da ligação. ver cláusula 5. nos quais a verificação do comportamento elástico nos Estados Limites de Serviço faz parte do procedimento normal de cálculo.0 = 1. deve usar-se a rigidez secante Sj.35+3x1.3: Rigidez inicial e rigidez secante de uma ligação.18.sec. a resistência dos elementos é baseada numa distribuição plástica das tensões. têm sido um dos principais focus de investigação mais recente nesta área. desde que seja considerada a rigidez de ligação relevante. (Figura 4.3).4.ult então.el deve usar-se a rigidez inicial Sj. a distribuição plástica de esforços é utilizada no cálculo das ligações de modo semelhante ao que é efectuado no cálculo de elementos estruturais (Figura 4.46 e a relação entre a resistência plástica e elástica à flexão de secções em I é cerca de 1.MODELAÇÃO ESTRUTURAL Questão 4. A capacidade de rotação das rótulas plásticas nas secções é garantida pela classificação das secções.

Neste caso.5b).5: Distribuição dos esforços internos na ligação com placa de extremidade.4: Avaliação do comportamento da ligação.Rd c) distribuição elástica z3 z2 z1 Figura 4.Rd b) distribuição elasto-plástica = Ft1.Rd ≤ Fc. É usada uma distribuição elástica quando a componente frágil limita a resistência da ligação. = Ft1. Quando a componente frágil é colocada no meio da ligação (parafuso na segunda fiada de parafusos. as componentes inferiores devem estar em regime elástico. Em engenharia é recomendado sobredimensionar as componentes frágeis para aumentar a capacidade de deformação da ligação e consequentemente a segurança da estrutura.Rd Mj. a ligação deve ser calculada com uma distribuição plástica de esforços (ver a terceira fiada de parafusos na Figura 4. M Rotação elástica da viga Rotação última da viga Mb.Rd < Ft3.d Mj. rigidez e capacidade de rotação (ver Figura 4. por exemplo).Rd ≤ Fc.5c).Rd < Ft2.exp Mj. φ Rotação.Rd ≤ Fc. φ Figura 4. ver Figura 4.6).ult.Rd = Ft2. Manual de ligações metálicas 27 .ini φ Cd φ Figura 4.el Curva experimental Método das componentes utilizando fu M M φ Método das componentes utilizando fy Sj. As componentes da ligação podem ser dúcteis ou frágeis.pl.Rd a) distribuição plástica = Ft1.6: Classificação das ligações baseada na resistência e na capacidade de rotação. M Ligação de resistência total Momento.MODELAÇÃO ESTRUTURAL M Mj.ult.Rd Ligação de resistência parcial Momento resistente da viga M M Ligação dúctil (Classe 1) Ligação semi-dúctil (Classe 2) Ligação frágil (Classe 3) φ φ M Rotação. Questão 4.Rd = Ft3.Rd = Ft2.Rd < Ft3.3: Critérios de Classificação para Bases de Pilar Porque é que o Documento Normativo EN 1993-1-8 utiliza limites diferentes na classificação de ligações viga-pilar e bases de pilar? _____________________________________________________________________ As ligações podem ser classificadas relativamente à resistência. Momento.

0 rígidas S j. Por razões práticas. ver Figura 4. ver Figura 4. 93 3. Assume-se que as ligações são rígidas se a carga crítica não for inferior a 97. os limites para ligações viga-pilar introduzidos nos regulamentos são valores conservativos.5) O limite (4. 36 .9.Mb. A rigidez limite. 5 0.2 0 Ligações semi-rígidas S j.b = 8).ini. Neste caso recomenda-se comparar a rigidez da base de pilar com a rigidez à flexão do pilar. As ligações articuladas são caracterizadas por uma fraca rigidez (Sj.4 0.5 ≤ λ ≤ 3. A rigidez mínima da base do pilar depende da esbelteza relativa do pilar: para para para λ ≤ 0. têm sido propostos limites entre ligações rígidas e semi-rígidas.ini.8 0.ini. Este valor baseia-se em estudos numéricos realizados num pórtico com uma viga muito flexível.6 0. M b Ligações 1.4) (4.5% do valor da carga crítica com ligações totalmente rígidas. fraca resistência à flexão e grande capacidade de rotação ( φCd = 60mrad ).ini.Rd 0.pl. ver Figura 4.3) (4.Ib.MODELAÇÃO ESTRUTURAL A fronteira de rigidez entre ligações rígidas e semi-rígidas baseia-se na precisão de cálculo necessária à verificação dos esforços nos elementos e ligações.u = 25) e contraventados (Sj.ini ≥ 7 ( 2λ − 1) E S j.7: Classificação das ligações viga-pilar baseado na rigidez à rotação.5 Ligações articuladas φ Figura 4.ini ≥ 0 S j.b = 8 φ= E. estimada em 30 E Ic / Lc é deduzida para um erro máximo da solução inferior a 10%.ini.8.p = 0. Cálculos semelhantes foram realizados em pórticos com bases de pilares semi-rígidas [Wald. A necessidade de verificação dos deslocamentos nos Estados Limites de Serviço é a razão para a existência de limites diferentes em pórticos não contraventados (Sj.5) é uma aproximação conservativa e pode ser usado em todos os pilares. estes valores são função da rigidez à flexão da viga associada. A rigidez limite 12 E Ic / Lc pode ser usada em pórticos não-contraventados com pilares de esbelteza inferior a λ = 1. Os limites de pórticos contraventados são deduzidos dos deslocamentos horizontais. 28 Manual de ligações metálicas .ini.u =25 M b= Mb Mb. Seguindo o procedimento supracitado.Rd S j. Esta rigidez é o limite para ligações rígidas e todas as ligações com rigidez superior podem ser modeladas como rígidas. 93 ≤ λ o limite é o limite é o limite é S j.7. que modifica os esforços internos dentro dos limites de precisão requerida. Pode-se avaliar a rigidez mínima da ligação num pórtico.ini ≥ 48E Ic Lc Ic Lc (4. 1999]. Jaspart. Por simplicidade.pl.φ Lb.5).p = 0.

comparado.ini.36 ⎯ φ= EIcφ LcMc. Apenas a excentricidade de uma ligação viga-pilar aparafusada (placa de extremidade. por exemplo.s = 12EIc/Lc Base do pilar semi-rígida Base do pilar rotulada 0. etc. Se a ligação for considerada como articulada. cantoneiras de alma.n = 30EIc/Lc λo = 1. na análise global.10.c. Questão 4. O erro na omissão da excentricidade e da flexão em torno do eixo fraco é relativamente elevado.6 0.Rd Figura 4.MODELAÇÃO ESTRUTURAL Rigidez relativa da placa de base 60 50 40 30 20 10 0 0 2 Sj.) à alma de uma secção aberta pode ser omitida. é necessário ter em conta.4: Cálculo de Ligações Solicitadas por Esforços Reduzidos Se a ligação for solicitada por esforços muito reduzidos.002 0.8: Avaliação da resistência de um pilar baseada na rigidez à flexão do apoio inferior. Momento relativo Mj/Mpl. Questão 4.8 0.003 φ (rad) Base do pilar rígida Sj. a integridade da estrutura e os esforços na montagem devem ser tidos em consideração.9: Classificação de bases de pilar baseada na rigidez à flexão.c.4 0. pode ser avaliado pela interacção entre esforço axial e momento flector (a encurvadura do pilar é desprezada): Manual de ligações metálicas 29 .ini. λ Figura 4.pl. Caso actuem forças muito reduzidas.ini E Ic / Lc Curva simplificada Curva real 4 6 8 10 Esbelteza relativa do pilar. a excentricidade da ligação ao banzo do pilar.10)? ___________________________________________________________________________ No caso da Figura 4.2 0 0 Sj.Rd 1.01 0. o pilar pode ser considerado como axialmente carregado (ver Figura 4. Os esforços a considerar dependem do tipo de ligação. com a resistência da viga/pilar? _____________________________________________________________________ As ligações estruturais devem ser calculadas para transmitir esforços acidentais e nominais.0 0. será necessário calculá-la para um certo nível (razoável) de esforços.5: Modelação da Excentricidade da Ligação no Cálculo de Pórticos Os pórticos são normalmente modelados por linhas ligando os centros de gravidade das secções.

Rd Mpl. NSd N ⋅e + Sd ≤1 Npl.8) A resistência ao esforço axial diminui para 1561kN com a excentricidade e = 4.Rd = Wpl.5 mm FSd d) Figura 4. d) por placas de extremidade.Rd = A ⋅ fy / γ M0 = 7808 ⋅ 235 /1. c) e alma.Rd (4.z.10: a) Exemplo de excentricidade da carga no pilar. 0 = 1835 ⋅ 103 N (4.4*103 N para uma excentricidade de e = 100 mm.1 ⋅ 106 Nmm (4.Rd = Wpl. O erro na omissão da flexão em torno do eixo forte pode ser avaliado pelo momento de cálculo do pilar: Mpl.7) e a resistência do pilar ao momento flector é Mpl. 0 = 151.z ⋅ fy / γ M0 = 200.5 ⋅ 103 ⋅ 235 /1.5 mm.y ⋅ fy / γ M0 = 642.6) A resistência do pilar ao esforço axial é Npl.9) A resistência ao esforço axial diminui para 828. 30 Manual de ligações metálicas .y. 3 ⋅ 103 ⋅ 235 /1. 0 ⋅ 106 Nmm (4. b) vigas ligadas ao banzo.MODELAÇÃO ESTRUTURAL HE 200 B e = 100 mm a) b) FSd c) 9 HE 200 B e = 4. 0 = 47.

O método usual para o conseguir é assegurar que a ligação se prolongue pelo menos 10mm para além da extremidade da viga. por forma a preservar a integridade estrutural (ver 5. o qual embora não tido em conta no cálculo. 5.2). Um método para o conseguir é ligar todos os elementos principais da estrutura. na prática. Ao mesmo tempo. Este capítulo diz respeito ao cálculo de ligações simples no qual o método de análise global pode ser elástico. esta rotação será consideravelmente menor pela restrição oferecida pela ligação. é normalmente suficiente para permitir a montagem sem a necessidade de contraventamentos temporários.0m de vão. Esta definição sublinha o cálculo global estrutura.5 LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 5. é conveniente evitar que o banzo inferior da viga encoste ao banzo do pilar. devem ser capazes de transferir uma força horizontal de tracção.26°) quando solicitada pela carga máxima de cálculo. Consideram-se • • • • as seguintes formas de ligações simples: Dupla cantoneira de alma. no caso de um acidente. Em teoria.022rad (1. Isto quer dizer que as ligações viga-pilar de um pórtico metálico. Quando a viga roda. As estruturas devem ter um mínimo de robustez para resistir às cargas acidentais. rígido-plástico ou elásto-plástico.2 Integridade Estrutural O colapso parcial de Ronan Point no Reino Unido em 1968 alertou a indústria da construção para o problema do colapso progressivo. e portanto não transferem momentos significativos nos Estados Limites Últimos. que resulta da falta de ligação entre os principais elementos da estrutura. e de modo a prevenir grandes esforços na ligação. Emendas de pilares. esta rotação não deve prejudicar a resistência da ligação ao corte e à tracção. as ligações simples devem permitir uma rotação adequada da extremidade da viga à medida que esta flecte e ocupa as folgas usuais. No entanto. Para verificar as hipóteses de cálculo. . Placas de extremidade flexíveis. uma viga simplesmente apoiada com 457mm de altura e 6. por forma a preservar a integridade da estrutura e impedir o colapso progressivo. no qual as vigas são calculadas como simplesmente apoiadas e os pilares são calculados para o esforço axial actuante e pequenos momentos introduzidos pelas reacções na extremidade das vigas. as ligações devem ter um grau de fixação.1 Introdução As ligações são classificadas de acordo com o método de análise global e o tipo de modelo da ligação. na prática. Placas de gousset. pode originar uma rotação de 0. As ligações simples são definidas como as ligações que transmitem apenas esforço transverso e têm uma resistência à rotação desprezável.

Usando este modelo. 32 Manual de ligações metálicas .3 Métodos de Cálculo O cálculo de ligações simples é baseado nos princípios e procedimentos adoptados pela EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003].4 5. determinada pela capacidade de deformação das cantoneiras e pelo escorregamento entre as partes ligadas. a viga com as cantoneiras ligadas é descida entre os banzos do pilar. Normalmente as cantoneiras são usadas aos pares. não alterando a resistência ao corte da viga. as cantoneiras de pilar raramente são críticas e o cálculo é quase sempre determinado pelos parafusos que solicitam a alma da viga. o grupo de parafusos que liga as cantoneiras à alma da viga deve ser dimensionado para o esforço transverso. placas de extremidade flexíveis e placas de gousset. varia entre os países membros da Comunidade. Nos itens seguintes descrevem-se os métodos de cálculo para cantoneiras. em termos do tipo e natureza da fixação e tipos de ligações. e para o momento produzido pelo esforço transverso na extremidade multiplicado pela excentricidade do grupo de parafusos relativamente à face do pilar. realizadas pela aplicação de cantoneiras. Para aumentar a capacidade de rotação. a espessura da cantoneira deve ser reduzida ao mínimo e a distância entre parafusos deve ser tão grande quanto possível. Durante a montagem. 5.1 apresentam-se ligações típicas.1: Ligações típicas em torno do eixo de maior e menor inércia. em grande parte. Na ligação em torno do eixo de menor inércia do pilar pode ser necessário cortar os banzos da viga. pilar de suporte viga suportada pilar de suporte viga suportada Figura 5.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 5.4. A prática corrente. As fórmulas relevantes podem ser encontradas na bibliografia. Estes tipos de ligações são comuns porque permitem pequenos ajustamentos quando se usam parafusos não pré-esforçados em furos com folgas de 2mm. É suficiente utilizar uma análise simples de equilíbrio para o cálculo deste tipo de ligação. Na prática. Esta secção diz respeito aos princípios gerais aplicáveis a todos os tipos de ligações simples. aparafusadas por cantoneiras de alma em torno dos eixos de maior e menor inércia do pilar. Os parafusos que ligam as cantoneiras à face do pilar devem ser dimensionados para o esforço transverso apenas. A capacidade de rotação desta ligação é. A recomendada nesta publicação assume que a linha de acção do esforço transverso entre a viga e o pilar actua na face do pilar.1 Ligações Viga-pilar Dupla Cantoneira de Alma Na Figura 5.

2 apresenta ligações típicas em torno dos eixos de maior e menor inércia. A placa de extremidade é frequentemente prolongada até à altura total da viga. a viga deve ser verificada e. em obra. assegurando assim um ajustamento fácil. realizadas pela aplicação de placas de extremidade flexíveis. Manual de ligações metálicas 33 . pilar de suporte Viga suportada pilar de suporte Viga suportada Figura 5. Estas ligações compreendem uma única placa. Estas ligações consistem numa placa soldada à extremidade da viga e aparafusada. Apresenta uma folga entre a extremidade da viga suportada e a viga ou pilar de suporte. É necessário que o comprimento total da viga esteja dentro de limites apertados. 5. Esta ligação é relativamente barata. 5.2: Ligações típicas viga-pilar em torno dos eixos de maior e menor inércia. No entanto.3 mostra uma ligação típica por placa de gousset. ou quando a acessibilidade exclui o uso de ligações por dupla cantoneira ou placa de extremidade. em torno dos eixos de maior e menor inércia de um pilar. Em vigas com mais de 500mm de altura e até 10mm de espessura de placa combinada com 140mm de distância entre o centro dos parafusos. A Figura 5.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 5. por vezes. é frequentemente usada em vigas até cerca de 450mm de altura. uma placa de 8mm de espessura combinada com uma distância de 90mm entre centros de parafusos. mas não é necessário soldar a placa de extremidade aos banzos da viga.4. Este tipo de ligação não é desejável do ponto de vista do construtor pela tendência da viga a rodar durante a montagem. Este tipo de ligação é económica e de montagem simples. como por exemplo.2 Cantoneira de Alma Simples Normalmente. com furos previamente realizados.4. embora possa ser usada uma placa para compensar as tolerâncias de fabrico e montagem. as cantoneiras de alma simples são usadas apenas em pequenas ligações. mas tem a desvantagem de não ter espaço para ajustamentos em obra. é usada para transferir as reacções na extremidade da viga. ao pilar ou viga de suporte. Os parafusos que ligam a cantoneira ao pilar devem ser verificados ao momento produzido pelo esforço transverso multiplicado pela distância entre os parafusos e o eixo da viga. Este tipo de ligação consegue a sua flexibilidade pelo uso de placas relativamente finas combinadas com grandes distâncias entre parafusos. Deve-se ter cuidado com o uso deste tipo de ligação em áreas onde a tracção é elevada.4. a placa de extremidade é soldada aos banzos da viga para melhorar a estabilidade do pórtico durante a montagem e evitar a necessidade de contraventamento temporário. as soldaduras entre a placa de extremidade e a alma da viga não devem ser o elo mais fraco. por causa da falta de ductilidade.3 Placa de Extremidade Flexível A Figura 5.4 Placa de Gousset Seguindo a prática australiana e americana. um dos desenvolvimento mais recente tem sido a introdução de ligações por placas de gousset. que é soldada à alma ou banzo do pilar.

é necessário um estudo pormenorizado da estabilidade global da viga com entalhes. Há duas possibilidades.4.5. como no caso da ligação da Figura 5.4 mostra ligações típicas viga-viga aparafusadas por cantoneiras de alma em vigas com entalhe simples ou duplo. As ligações por placas de gousset conseguem a sua capacidade de rotação por deformação dos parafusos ao corte. 34 Manual de ligações metálicas . 5. Quando os banzos superiores das vigas estão ao mesmo nível.4. relativamente à encurvadura lateral. realçam-se alguns itens adicionais que devem ser considerados no cálculo e na utilização das ligações viga-viga. Pilar de suporte Viga suportada Pilar de suporte Viga suportada Figura 5. 5.4. 5. o esforço de corte actua na face do pilar ou actua no centro do grupo de parafusos que ligam a placa de gousset à alma da viga. Viga principal Viga secundária Viga principal Viga secundária Figura 5. que está em compressão. A validação desta e outras hipóteses de cálculo foram efectuadas com uma série de ensaios de ligações por placas de gousset. tomado como o produto do esforço do corte vertical com a distância entre a face do pilar e o centro do grupo de parafusos. placas de extremidade flexíveis e placas de gousset. O extremidade da alma cortada.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Tem sido feito um esforço considerável de modo a identificar a linha de acção apropriada para o esforço de corte. Os comentários dados nas secções 5.1.4. Por esta razão todas as secções críticas devem ser verificadas para o mínimo de momento.5 Ligações Viga-viga Há três formas de ligação viga-viga: dupla cantoneiras de alma.4 também se podem aplicar às correspondentes ligações viga-viga. realizadas por placas de gousset. Os ensaios mostraram também que as placas de gousset longas têm a tendência para rodar e atingir a ruína por instabilidade lateral. Nas secções seguintes. em conjunto com o esforço de corte. deve ser verificada à instabilidade local da alma não restringida.3 e 5.4: Ligações viga-viga com entalhe simples e duplo. pela distorção devida ao esmagamento dos furos e por flexão da placa de gousset fora do seu plano. Em vigas que não são apoiadas lateralmente.1 Dupla Cantoneira de Alma A Figura 5.3: Ligações típicas em torno dos eixos de maior e menor inércia. Os resultados destes testes concluíram que o método de cálculo era conservativo e dava resultados adequados da resistência. o banzo da viga secundária é cortado e a alma deve ser verificada tendo em conta o efeito do entalhe.

Viga principal Viga secundária Figura 5. No entanto. O projectista deve escolher entre capacidade reduzida de uma placa de gousset longa e a capacidade reduzida de uma viga cortada. 5. por exemplo.6b). Nos casos em que a viga principal não é livre de rodar. haverá capacidade de rotação adequada mesmo com uma placa de extremidade espessa.4 sobre placas de gousset viga-pilar aplicam-se também às placas de gousset viga-viga. a placa de extremidade tem frequentemente a altura total da viga cortada e é soldada ao nível do banzo inferior. a capacidade de rotação deve ser conseguida pela própria ligação. a) b) Figura 5. a placa de extremidade considera-se suficientemente flexível para ser classificada como ligação simples.5. numa ligação dos dois lados. Os comentários na secção 5. Manual de ligações metálicas 35 . Na prática.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO O uso de cantoneiras pode tornar-se complexo quando se ligam vigas de diferentes tamanhos. Este procedimento torna a ligação relativamente mais rígida que a placa de extremidade parcial mas. Se ambas as vigas têm altura semelhante ambos os banzos são cortados. a alma não apoiada e a viga devem ser verificadas à instabilidade lateral.6a).6: Ligação viga-viga por placa de gousset: a) placa de gousset longa.4.2 Placa de Extremidade Flexível A Figura 5. Neste caso é necessário cortar o banzo inferior da viga menor para impedir a obstrução dos parafusos. Em alternativa. Nestes casos.5: Ligação típica viga-viga com placa de extremidade flexível.6 mostra ligações típicas por placa de gousset aparafusada. Tal como a ligação por cantoneiras duplas. os estudos experimentais têm mostrado que nestes casos os momentos torsores são reduzidos e podem ser desprezados. a cantoneira da viga maior pode ser prolongada e os parafusos colocados por baixo da base da viga menor. se o comprimento dos cortes excede certos limites. desde que a placa de extremidade seja relativamente fina e a distância entre parafusos seja grande. 5. ou uma viga cortada como mostra a Figura 5. Nestes casos.3 Placa de Gousset A Figura 5. as placas de extremidade espessas de altura total podem provocar sobretensões nos parafusos e nas soldaduras. o banzo superior da viga secundária é cortado para ajustar à alma da viga principal.5. Se a viga principal é livre de rodar. Uma outra consideração é a torção induzida quando as placas de gousset são ligadas a um dos lados da alma da viga apoiada. Para além disso este tipo de ligação implica uma placa de gousset longa como se mostra na Figura 5.5 ilustra ligações típicas viga-viga com placa de extremidade flexível. b) placa de gousset curta com vigas com entalhe.

e são usadas chapas para compensar as diferenças de espessura da alma e do banzo. acima e abaixo da emenda. A sua colocação no interior tem a vantagem de reduzir a altura total do pilar. Em qualquer caso.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 5. as barras devem estar posicionados de forma a que os centros de gravidade do material de emenda coincida com os centros de gravidade das secções dos pilares. Em geral estão submetidas ao esforço axial de compressão e momentos que resultam das reacções nas extremidades das vigas. a mais de 500mm acima do piso). a tensão (se existir) resultante da presença de momentos flectores e os esforços de corte horizontais. 5. Neste tipo de edifícios. e sempre que possível. As placas cobrejunta do banzo podem ser colocadas na parte exterior ou na parte interior. a emenda pode ser dimensionada para a carga axial e quaisquer momentos aplicados. b) pilares com secções semelhantes.7: Emendas de pilares com extremidades preparadas para contacto: a. Nos três casos a emenda é construída com placas cobrejunta. se a emenda é posicionada longe do ponto de contraventamento lateral (isto é. e aquelas nas quais as extremidades dos perfis não estão preparadas para esse contacto. placas placas placas (se necessário) placa de separação a) b) c) Figura 5. Nesta secção consideram-se dois tipos de emendas. aquelas nas quais as extremidades dos perfis são preparadas para o contacto. as emendas de pilares são necessárias para assegurar continuidade da rigidez e resistência em torno dos dois eixos do pilar. Cada emenda deve ser dimensionada para suportar os esforços axiais. As extremidades dos pilares são frequentemente preparadas para contacto. o momento adicional que foi introduzido pela acção de escoramento deve ser tido em consideração. Normalmente. uma vez que após a montagem as extremidades do pilar vão-se ajustando à medida que as sucessivas cargas permanentes actuam na estrutura. os esforços horizontais de corte que resultam da variação de momento no pilar são absorvidos pelo atrito nas superfícies de contacto entre as dois pilares e pelas placas cobrejuntas da alma. Contudo.6.1 Extremidades Preparadas para Contacto A Figura 5. considera-se que as forças do vento nas paredes externas dos edifícios actuam 36 Manual de ligações metálicas . as emendas de pilares devem suportar os perfis alinhados. As extremidades cortadas com serra são suficientemente lisas e plana para contacto e não é necessária maquinação. Se uma ligação é posicionada próximo do ponto de contraventamento lateral (digamos dentro de 500mm acima do piso).6 Emenda de Pilares Esta secção apresenta regras de cálculo para emendas de pilares em edifícios contraventados de vários andares. Geralmente.7 mostra pormenores típicos de emendas de pilares preparadas para o contacto. ou se se assumiu um grau de encastramento ou continuidade no cálculo do comprimento efectivo do pilar. c) pilares com secções diferentes. nestes casos o esforço de compressão é transmitido por contacto. e o pilar é concebido como rotulado nesse ponto. No entanto não é necessário conseguir um ajustamento perfeito sobre toda a área do pilar. As placas cobrejunta asseguram a continuidade da rigidez e são dimensionadas para resistir à tracção provocada por momentos flectores elevados para se sobreporem aos esforços de compressão no pilar.

5. enquanto que o momento flector é suportado pelas placas cobrejunta de banzo. 2d0 = 1.1: Resistência dos Parafusos ao Esmagamento: Tolerâncias Permitidas Na Figura T.8 apresenta pormenores típicos de emendas de pilares não preparadas para contacto.5 da EN 1090-1 [EN 1090-1: 1996] é permitida uma tolerância de Δ = ±5 mm para o posicionamento de um grupo de furos.8: Emendas de pilares com extremidades não preparadas para contacto.5. 2 ⋅ 13 = 15. Normalmente.Rd = k 1 ⋅ α b ⋅ d ⋅ t ⋅ fu γ M2 • Resistência ao esmagamento. assumindo Δ = ±0 mm d = 12mm d0 = 13mm e1 = e2 = 1. Ambas as figuras mostram que o pilar acima e abaixo da emenda têm tamanhos semelhantes. Quando se ligam pilares de diferentes tamanhos são necessárias várias chapas para compensar a variação de dimensões. 6mm (5. para parafusos M12. Questão 5. 1) Manual de ligações metálicas 37 . Esta variação deverá ser tida em conta no cálculo da resistência ao esmagamento do grupo de parafusos? Por exemplo. Neste tipo de emendas os esforços são totalmente suportados pelas placas cobrejunta e nenhuma carga é transferida por contacto directo. placas placas (se necessário) Placa no exterior do banzo Placa no interior do banzo Figura 5. Neste caso a emenda é construída com placas cobrejunta de alma e banzo e se necessário usam-se chapas para compensar as diferenças de espessura das almas e banzos.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO ao nível do piso e raramente as emendas de pilares transmitem esforço horizontal de corte devido à acção do vento.8 e aço S235: A resistência ao esmagamento de um só parafuso é dada pela seguinte expressão: Fb.2 Extremidades não Preparadas para Contacto A Figura 5. o esforço axial no pilar é partilhado entre o banzo e a placa cobrejunta de alma proporcionalmente às suas dimensões. 8.6.

No cálculo da resistência da ligação. 27 ⎪ 0 ⎪ α menor de ⎨ 1 ⎪f 800 ⎪ ub = = 2. 40 ⎪ 0 ⎪ α menor de ⎨ 1 ⎪f 800 ⎪ ub = = 2. no segundo obtém-se uma resistência 32% inferior.5 ⎩ (5. 7 = − 1. 66 ⎪ 13 k1 menor de ⎨ d0 ⎪ 2. 2 360 ⎪ fu ⎩ 2. 2) Resistência ao esmagamento. 66 ⎪ 13 k1 menor de ⎨ d0 ⎪ 2. 6mm Considera-se que existe deslocamento apenas na direcção da força. logo e2 = 15.10. 7 = − 1.3 da EN 1993-1-8. 6 ⎧ e1 ⎪ 3d = 3 ⋅ 13 = 0. 6 ⎧ 2. 6 ⎧ e1 ⎪ 3d = 3 ⋅ 13 = 0. 8e2 − 1. verificamos a resistência à tracção da secção útil: 38 Manual de ligações metálicas .2: Cantoneira Ligada por Um ou Dois Parafusos Como é possível que a resistência à tracção da secção útil de uma cantoneira com um parafuso seja superior à da cantoneira com dois parafusos? Ver o exemplo a seguir. 2d0 − 5 = 1. Dados: L 50 × 5 A = 480mm2 t = 5mm d0 = 14mm e2 = 25mm fu = 510MPa De acordo com a cláusula 3. 2 ⋅ 13 − 5 = 10. deverá ser tida em conta a redução da distância ao bordo? _____________________________________________________________________ Normalmente as tolerâncias não são tidas em conta no cálculo da ligação. 6 ⎧ 2. 8e2 − 1.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 15.6mm 10. 8 ⋅ 15. Assume-se que as tolerâncias são pequenas em comparação com as distâncias ao bordo e que a redução da resistência é pequena e pode ser integrada no factor de segurança parcial. assumindo Δ = -5mm d = 12mm d0 = 13mm e1 = 1. 7 = 1. 8 ⋅ 15. 2 360 ⎪ fu ⎩ 2. Questão 5. 7 = 1. 3) Comparado com o primeiro exemplo.5 ⎩ (5. devido à tolerância permitida.

25 (5. Questão 5.50 d (para aço S275) • todas as distâncias ao bordos da placa e alma da viga são iguais ou superiores a 2d. para assegurar que uma ligação por placa de extremidade consiga a flexibilidade e ductilidade adequada para ser classificada como “ligação simples”.5 d0 1. 5) γ M2 = 164 ⋅ 510 = 66912N 1. 4) Para dois parafusos: β 2 = 0.5d0 ) t = 2 ( 25 − 7 ) 5 = 180mm2 Nu. 25 L 50 × 5. Para obter a ductilidade necessária numa placa de gousset deve-se assegurar que a rotura se verifica na placa de gousset ou na alma da viga.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Para um parafuso: A eff = 2 ( e2 − 0. Do mesmo modo é usual utilizar placas de extremidade relativamente delgadas (8mm ou 10mm) e afastamentos de 90mm ou 140mm entre os parafusos.Rd = A eff = β 2 A net = β 2 ( A − d0 t ) = 0. e ao afastamento dos parafusos no elemento de suporte (normalmente 100mm + a espessura da alma da viga). • a base do comprimento do cordão de soldadura tem pelo menos 0.8. dois parafusos 14 5 L 50 × 5. um parafuso 50 14 5 50 1.5 d0 2. não pré-esforçados em furos com folga.Rd = A eff fu γ M2 = 180 ⋅ 510 = 73440N 1.8 vezes a espessura da placa de gousset. provavelmente. • usam-se parafusos 8. 4 Nu. 4 ( 480 − 14 ⋅ 5 ) = 164mm2 A eff fu (5. Manual de ligações metálicas 39 .5 d0 ___________________________________________________________________________ Foram realizados vários ensaios em cantoneiras ligadas por um ou dois parafusos.3: Capacidade de Rotação Como é que as ligações simples conseguem a sua capacidade de rotação? _____________________________________________________________________ A ductilidade das ligações por cantoneiras deve-se à espessura reduzida das cantoneiras (normalmente 8mm ou 10mm de espessura). aos momentos adicionais que são atraídos pela ligação com mais de um parafuso.42 d (para aço S355) ≤ 0. Estes ensaios mostraram que a resistência de uma cantoneira ligada por um só parafuso é maior que uma cantoneira ligada por dois ou mais parafusos. A razão deve-se. Esta rotura é normalmente conseguida pela adopção da seguinte pormenorização: • a espessura da placa de gousset ou da alma da viga é: ≤ 0.

realizaram-se vários estudos experimentais [SCI Recomendation. • Há quatro secções críticas em cada cantoneira que estão sujeitas a fortes deformações plásticas sob a acção simultânea de corte. 2002] especifica uma metodologia para o cálculo da resistência à tracção de ligações de dupla cantoneira e ligações por placas de extremidade flexíveis. tracção e momento. Para as ligações por dupla cantoneira. pode ser conseguida uma resistência adicional aumentando a espessura da cantoneira e/ou reduzindo a distância entre parafusos.9. Parte da força de tracção é suportada por tracção nas abas das cantoneiras.9: Dupla cantoneira de alma à tracção. De modo a validar esta metodologia. As principais características desta metodologia são: • A amplitude potencial do deslocamento δ (ignorando os efeitos de segunda ordem. se a ligação não suportar grandes forças de tracção. ou próximo do centro dos furos e as outras duas localizam-se no ângulo da cantoneira. devido à sua capacidade para acomodar grandes deformações antes da rotura. No entanto. De um modo geral. a resistência à tracção de uma ligação por cantoneiras de alma é adequada. Duas localizam-se na ligação. A comparação entre os resultados analíticos e experimentais mostrou que o método fornece uma margem de segurança adequada. esta metodologia baseia-se numa análise de grandes deslocamentos das cantoneiras à tracção. utilizando a representação deformada apresentada na Figura 5. Estas regiões podem ter sofrido alguma fragilização devido ao arrefecimento rápido após a soldadura. 40 Manual de ligações metálicas .LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Questão 5. Em ambos os casos deve-se considerar o aumento da rigidez à rotação da ligação. A deformada da placa de extremidade é apresentada na Figura 5. Excentricidade Força de tracção Secções críticas δ Figura 5.4: Integridade Estrutural Que método deverá ser usado para determinar a resistência à tracção de ligações simples? E qual é o fundamento deste método? _____________________________________________________________________ O Steel Construction Institute [SCI Recomendation. Do mesmo modo. mas apenas se houver rotação nas rótulas junto às soldaduras.10. o deslocamento δ define a geometria deformada das cantoneiras). • Estes deslocamentos reduzem as excentricidades nas cantoneiras de alma. As características deste método são: • Podem surgir deformações consideráveis. o método para as ligações por placas de extremidade flexíveis é baseado numa análise de grandes deslocamentos da placa de extremidade à tracção. 2002].

Em ligações de pilares em I. Embora a relação entre a resistência experimental PE e a resistência calculada PC tenha variado consideravelmente. • Há quatro secções críticas na placa. o modo crítico de rotura será a resistência à tracção da placa de extremidade. basta ser considerada a acção do momento (a interacção momento/esforço transverso existe mas não é necessário considerá-la pois o esforço transverso actuante é uma pequena parte da sua resistência ao corte). produzem um efeito de membrana. A resistência à tracção duma placa de extremidade é geralmente inferior à da ligação por cantoneira de alma ou placa de gousset.10: Placa de extremidade à tracção. Manual de ligações metálicas 41 . este efeito de membrana é ignorado. Para aumentar a resistência. Em ambos os métodos. Uma vez mais. que assegura que a tensão de tracção nominal de um parafuso 8. Esta restrição de membrana surge apenas se a placa de extremidade for aparafusada a uma placa ou banzo maior. δ Momento último da placa desenvolvido na raíz do cordão de soldadura e nas extremidades do furo Força de tracção Figura 5. assinaladas na Figura 5. De um modo geral. foi realizado um estudo experimental para verificar este método [Jarrett. dado que a análise depende de grandes deformações. O motivo para esta variabilidade não é claro. as forças de alavanca nos parafusos são normalmente superiores às que se obtêm nos métodos mais tradicionais. deve-se aumentar a espessura da placa ou reduzir a distância entre parafusos.10 por Ο.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO • Estes deslocamentos reduzem as excentricidades dentro da ligação mas. mas pode ser devido ao efeito de membrana variável e não quantificado. Dado que o efeito de membrana é desprezado. 1990]. Por isso se apresenta uma verificação simples para ambas as ligações.8 não excede 300 MPa. os ensaios provaram que o método é conservativo.

. permitindo dividir a N Fc M/2 dc Fc Fb N N db N M dc Fc M/2 N Fc Fb Figura 6. são morosos no cálculo dos modelos e muito sensíveis às opções de análise e modelação. e devido à sua complexidade.1 Introdução O comportamento deste tipo de ligações caracteriza-se por uma curva não-linear momento-rotação. São necessárias considerações apropriadas para uma multiplicidade de fenómenos desde a não-linearidade material (plasticidade. A utilização de métodos numéricos com elementos finitos de comportamento não-linear permitem endereçar todos os fenómenos presentes numa ligação. o contacto não-linear e escorregamento.. permitiram a previsão das principais propriedades das ligações: momento resistente Mj. que aliassem um maior rigor e simplicidade de análise. Observando a Figura 6. cujos resultados estão reproduzidos em bases de dados de ligações [Cruz et al. corte e compressão. cordões de soldadura. reforços.) dá-nos uma ideia da complexidade que constitui a análise do seu comportamento. A identificação das várias componentes que constituem uma ligação com transmissão de momento (placa de extremidade.6 LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 6. No entanto.1 Método das Componentes As dificuldades descritas levaram ao desenvolvimento de processos alternativos para a análise de ligações.1 é possível identificar trajectórias distintas para as forças de tracção. Ao longo dos anos... patamar de cedência). para condições de tensão residual e configurações geométricas complexas.Rd. rigidez de rotação Sj.. parafusos. 1998]. o establecimento de critérios de rotura e a calibração com base nos resultados contidos nas bases de dados.1. até à não-linearidade geométrica (instabilidade local).1: Exemplo de trajectória de forças em ligações metálicas [Owens et al. e capacidade de rotação φCd. 1989]. 6. O comportamento destas ligações pode ser obtido por via experimental ou através de modelos (analíticos ou numéricos) desenvolvidos com base na geometria e nas propriedades mecânicas da ligação. . A aplicação de métodos de avaliação estatística. tem sido efectuados numerosos ensaios de diversas configurações de ligações.

2: Zonas críticas de uma ligação viga-pilar. • caracterização do comportamento de cada uma dessas componentes. dependente do tipo de carregamento.2 Banzo do pilar à flexão Mj Mj Parafusos à tracção Alma e banzo da viga à compressão 8 1 2 7 Alma da viga à tracção Parafusos à tracção Figura 6. conduzindo a: 44 Manual de ligações metálicas . O modelo simplificado adoptado na EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] é constituído por barras rígidas e por molas (componente). Este método permite aliar às soluções tradicionais a verificação da compatibilidade de deformações.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO ligação e estabelecer analogias com componentes mais simples e mais fáceis de analisar.2 10. As componentes podem ser solicitadas por tracção.1 10. • assemblagem das várias componentes para caracterização do comportamento global da ligação. e consequentemente. com base na distribuição de forças internas. representando estas últimas uma parte específica da ligação que.1 4. • Zona comprimida. O método das componentes.2 5. compressão ou corte. a caracterização do comportamento de uma ligação pode ser efectuada através da associação das propriedades das suas zonas críticas (Figura 6. 1995]. identifica a contribuição de uma ou mais propriedades estruturais. compreende três etapas: • enumeração das componentes activas numa ligação.2 4. Alma do pilar ao corte 3. a estimativa da rigidez de uma ligação. associadas em série ou em paralelo. tal como se ilustra na Figura 6..1 5. Deste modo.2): • Zona traccionada. cuja origem se deve a Zoetemeijer [Zoetemeijer. A aplicação deste método. a rigidez de rotação Sj de uma ligação é obtida pela combinação das rigidezes das diversas molas que contribuem para a deformabilidade da ligação. • Zona de corte. De acordo com a EN 1993-1-8. Zona traccionada Zona de corte Zona comprimida Figura 6. além da geometria da ligação o comportamento das suas partes: resistência e a deformabilidade.3 para uma ligação viga-pilar com placa de extremidade estendida e duas fiadas de parafusos à tracção [Weynand et al.1 φ Alma do pilar à compressão Banzo da viga à compressão 3. que se traduz na discretização da ligação metálica nas suas componentes básicas que reproduzem.3: Método das componentes aplicado a uma ligação viga – pilar.2 8. 1974] corresponde a um modelo simplificado.

e modelações mais complexas. O método das componentes permite avaliações muito simples. Cada componente é caracterizada por uma curva força-deslocamento.. M Rigidez inicial.ini Resistência da ligação..LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Sj = E ⋅ z2 1 μ∑ ki i (6. que pode ser representada por uma aproximação bilinear ou trilinear.4).1) O momento flector resistente Mj. para aplicações práticas.1. rigidez pós-limite Kpl. Na sequência do apresentado na Questão 4.. usadas por exemplo no âmbito do desenvolvimento de novos tipos de ligações. nenhum método geral de verificação [Kuhlmann et al. conduziria a uma metodologia demasiado complexa e pouco compatível com uma utilização prática.4: Capacidade de rotação.. não-linear. Existe porém interacção entre algumas delas. rigidez elástica Ke.Rd Curva experimental Curva EN 1993-1-8 Capacidade de deformação φj. mas raramente excede 60mrad. alma do pilar à tracção.2. de acordo com a sua capacidade de deformação: • Componentes de ductilidade elevada: painel de alma do pilar ao corte.. banzo e alma da viga à compressão. placa de extremidade à flexão. É assumido que a maioria das propriedades das componentes são independentes... • Componentes de rotura frágil: parafusos à tracção. Sj. não existindo..2 Caracterização do Comportamento das Componentes de uma Ligação A precisão do método das componentes depende da precisão da avaliação das propriedades de cada componente. A EN 1993-1-8 fornece alguns princípios básicos para a verificação da capacidade de rotação. de modo a avaliar a resposta de cada uma das componentes (Figura 6... • Componentes de ductilidade limitada: alma do pilar à compressão. parafusos ao corte. φ Figura 6. alma da viga à tracção.Cd Rotação. em relação ao centro de compressão: M (F ) = ∑ Fr ⋅ zr (6. necessariamente iterativo.2) A capacidade de rotação necessária de uma ligação depende do tipo de estrutura. Mj. identificando-se cinco propriedades distintas: força de cedência Fy.Rd Limite elástico. é obtido calculando o momento das forças desenvolvidas ao nível das linhas dos parafusos. o conhecimento da ductilidade de ligações metálicas requer uma análise não-linear. banzo do pilar à flexão.. De acordo com este regulamento. esta interacção é tida em conta de uma forma aproximada já que um procedimento mais rigoroso. 6.. no entanto. cordões de soldadura. Kuhlmann [Kuhlmann et al.Rd. Manual de ligações metálicas 45 . 1998] agrupa as principais componentes de uma ligação metálica em três classes. 2/3 Mj. Momento. deformação correspondente ao início da plastificação Δy e deformação correspondente ao colapso Δf. 1998].

relativamente frequentes. etc? Quais os fundamentos daquele quadro. a ligação poderá. M Mj. o coeficiente η pode não ser relevante nas situações. ver Figura 6. dependendo da geometria da ligação. A espessura da placa de extremidade condiciona o valor rigidez inicial. será que são adequados a ligações à alma de um pilar ou viga.ini φ Figura 6. Sj.1.6a).. Jaspart. Para avaliar a resistência de uma determinada componente.2 deste Documento Normativo. Neste caso é possível desprezar a alma.2 da EN 1993-1-8. ver Figura 6. é possível antever o comportamento da ligação. mas não o factor de modificação η. devesse conhecer o limite superior de resistência. para Ligações com Placa de Os valores do coeficiente de modificação η. [Neves. 46 Manual de ligações metálicas . A EN 1993-1-8 apresenta regras básicas para determinar os valores da força de cedência Fy e da rigidez elástica Ke de cada uma das componentes. estendidas e rasas. a ligação pode ser considerada uma emenda de vigas com parafusos longos. 2002]. • Para uma viga ligada à alma não reforçada de um pilar. [Gomes et al. 1996]. Questão 6. • Para uma viga contínua ligada a ambos os lados da alma do pilar. a placas de extremidade finas e espessas.6b). [Neves et al.sec = Sj. para proceder à distribuição das forças entre as diversas componentes. ser considerada como rotulada. basta conhecer o limite inferior de resistência. 1994].el S 1 Rigidez secante.5: Rigidez da ligação utilizada na análise global elástica. Este coeficiente η é indicado no quadro 5. e a resistência da ligação é limitada à resistência do pilar em torno do eixo de menor inércia. desde que os momentos actuantes. e uma vez que o método das componentes permite prever qual(is) a(s) componente(s) crítica(s). dados no quadro 5. os enrigecedores têm um efeito similar a uma emenda de vigas. de um e de outro lado da alma do pilar sejam simétricos. • Para vigas ligadas à alma de um pilar ou de vigas não reforçadas. não cobrem a gama de possíveis geometrias de ligações com placa de extremidade. 1994]. no entanto. necessária ao cálculo do momento flector.2 da EN 1993-1-8. Por exemplo. _____________________________________________________________________ Para se proceder a uma análise global da estrutura do tipo elástica linear de acordo com a cláusula 5.ini η Rigidez inicial.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Deste modo. • No caso em que a viga esteja ligada a uma alma de pilar reforçada como indicado na Figura 6. em que estas ligações são consideradas como rótulas [Gomes. Sj.5.1: Extremidade Coeficiente de Modificação da Rigidez η. é possível usar um valor de rigidez igual à rigidez inicial da ligação dividida por um coeficiente de modificação da rigidez η.

Questão 6.45 0 0.4 0.0 λ 1 Figura 6.1 0.5 0.4 0.5 5 4. No relatório de TU-Delft escrito por Zoetemeijer [Zoetemeijer.2 0. b) viga ligada a pilar reforçado.5 0.8 0.2 1.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO a) b) Figura 6.3 1.9 0. λ 2 α= 1.7 0.75 4.8 0.6 0.0 0.5 4.4 1.1 8 7 2π 6 5.7 0. usadas no cálculo do comprimento efectivo do T-stub e das equações para α em função de λ1 e de λ2? _____________________________________________________________________ Estas regras baseiam-se na teoria das linhas de rotura.2: Fórmula para o Coeficiente α do Comprimento Efectivo do T-stub Qual o “background” das curvas que permitem determinar α.12 do mesmo relatório necessitam de ser divididos por 2 para comparação com EN 1993-1-8. 1990] apresentam-se os pormenores deste estudo. Manual de ligações metálicas 47 .6 0.3 0.1 1.7: Valores de α para banzos de pilares reforçados e placas de extremidade. De notar que os valores de α apresentados na figura 2.2 0.6: Ligações viga-pilar em torno do eixo de menor inércia: a) emenda de viga (momentos simétricos).9 1.3 0.

3) (6. não deverá ser superior a 45º. As curvas para α = 7 e 8 são acrescentadas na EN 1993-1-8.7 da EN 1993-1-8 apresenta algumas especificações sobre esquadros de reforço. Leff = α m1 corresponde à fórmula: Leff = 4 m1 + 1. a contribuição da alma da viga na resistência à compressão deverá ser limitada a 20%. ou esquadros concebidos para aumentar a resistência ao momento flector (35-40%).2) se λ2 ≥ λ2* : onde λ1 = λ1* λ1* = 1. há dois aspectos relacionados com a descrição das componentes e sua assemblagem: • influência da inclinação da viga nas forças internas e influência na resistência do banzo da viga e da alma do pilar na zona de compressão (Figura 6. As curvas para um valor constante α・ como ilustrado na figura 6.8). m2 e e.25 e.1) (6. desde que se conheça o comportamento de todas as suas componentes. • o comprimento de apoio ss deverá ser tomado igual à espessura do banzo do esquadro paralelo à viga (Figura 6. No estudo de Zoetemeijer acima mencionado. Os esquadros deverão ser dimensionados dentro das seguintes limitações: • a classe de resistência do aço do esquadro deverá ser semelhante à da secção a que se liga.4) λ2* = α ⋅ λ1 2 Questão 6. resultam das equações: se λ2 < λ : * 2 ⎛ λ* − λ ⎞ λ1 = λ + (1 − λ ) ⎜ 2 * 2 ⎟ ⎝ λ2 ⎠ * 1 * 1 α 2 (6. 25 α − 2.11 deste Documento Normativo.3: Regras para Dimensionamento de Ligações com Esquadro de Reforço A EN 1993-1-8 não inclui especificações para dimensionamento de ligações com esquadro de reforço. • influência sobre as propriedades das componentes alma do pilar em compressão e placa de extremidade flectida (em ligações soldadas. • o ângulo de intersecção entre o banzo do esquadro e o banzo do perfil a que este se liga. Se a altura da viga (incluindo o esquadro) exceder 600 mm. o valor de α não excede 2π. Neste caso particular. A EN 1993-1-8 disponibiliza o método das componentes que pode ser utilizado em qualquer geometria de ligações. A cláusula 6. Como é que é feito o seu dimensionamento? _____________________________________________________________________ Podem ser distinguidos dois tipos fundamentais de esquadros: esquadros concebidos para economizar na viga de cobertura (cerca de 10%.7) Para as partes paralelas das curvas. • a dimensão do banzo e a espessura da alma do esquadro não deverão ser inferiores às dimensões correspondentes da secção adjacente. 48 Manual de ligações metálicas . e consequentemente o valor de α (Figura 6. se inclinadas). Os problemas apresentados para os esquadros são semelhantes aos encontrados em secções de inércia variável. é possível determinar os valores de λ1 e λ2.8). podendo ser aplicado a ligações com esquadros.6.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Com base nos valores de m1. também a alma do pilar flectida e a alma do pilar à tracção).2. 75 (6.

se for aplicada uma placa de extremidade muito espessa? Caso não seja adequado.9: Verificação de um reforço de alma relativamente à encurvadura. a) viga de cobertura com esquadro.9). já que este modo de rotura frágil não é admissível. • A relação b/t do reforço é escolhida em função da tensão de cedência. é necessário adoptar outro dimensionamento. este pode-se deformar e proporcionar a capacidade de rotação suficiente. Seguindo correctamente as indicações da EN 1993-1-8. enquanto que. há critérios de escolha da espessura adequada a um dimensionamento elástico? _____________________________________________________________________ A rotura dos parafusos pode ser condicionante caso sejam usadas placas de extremidade demasiado espessas. Neste caso. por não verificar as regras relativas à capacidade de rotação da ligação.11b).11a). é necessário verificar a encurvadura (Figura 6. Questão 6. Para um reforço solicitado em tracção é necessário verificar a resistência da secção transversal. é possível usar as seguintes regras: • A espessura da placa usada no reforço é igual à do banzo da viga.fl / cos α Fc / cos α Fc Fc tg α M = Mr V = Vr cos α + Nr sin α N = Nr cos α + Vr sin α Figura 6. ver Figura 6. Manual de ligações metálicas 49 . ver Figura 6. para um reforço solicitado em compressão. para além da resistência da secção transversal. No caso do banzo do pilar não ser muito espesso.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO a) V b) Nr Mr N M Vr α th. pelo que ambas as verificações deverão ser efectuadas.5: Distribuição Plástica de Forças numa Ligação com Placa de Extremidade Muito Espessa Será adequado usar uma distribuição plástica de forças numa ligação de resistência parcial. de modo a que a secção seja pelo menos classe 3. Os reforços em K são solicitados à compressão e à tracção. Como simplificação.8: Representação de: a) uma ligação com esquadro. verificar-se-á rotura frágil.4: Regras para Reforços Diagonais e em K Será que é relevante analisar se um reforço diagonal de uma ligação viga-pilar está solicitado em tracção ou em compressão? _____________________________________________________________________ Existem diferenças no que respeita às verificações de resistência do reforço. Questão 6. Figura 6.fl ss = th.

10. Porém. em relação à resistência dos parafusos. em relação à resistência dos parafusos.2 da EN 1993-1-8). ver Figura 6.Rd > 1. • Momento plástico condicionado pela resistência do banzo do pilar.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Para placas de extremidade e banzos de pilar com β > 2. a) Banzo do pilar espesso e placa de extremidade espessa. Esta pormenorização só é permitida se o momento plástico da ligação for pelo menos 1. Figura 6. • Distribuição plástica das forças nos parafusos. c) Banzo do pilar fino e placa de extremidade espessa em relação à resistência dos parafusos. Estes parafusos.Rd. todos os parafusos situados próximo do banzo traccionado da viga podem ser considerados no cálculo do momento resistente (a1-4 e b1-4). porém os parafusos c1 e c4 não deverão ser considerados para resistir à tracção.11: Influência da placa de extremidade e do banzo do pilar na capacidade de rotação das ligações. os parafusos ocasionarão rotura frágil sem capacidade de rotação suficiente (sendo β o quociente entre o modo 1 e o modo 3.pl. • Distribuição elástica das forças nos parafusos. em virtude da rigidez limitada da placa de extremidade. • Momento plástico condicionado pela resistência da placa de extremidade. c) Divisão da fiada superior em T-stubs separados. bp e a1 w1 a2 w2 a3 w1 a4 e Parafusos traccionados ex mx a1 a2 a3 a4 a1 a2 a3 a4 b1 c1 b2 c2 b3 c3 b4 c4 Parafusos ao corte.2 Mb. de acordo com o quadro 6.2 vezes superior ao momento plástico da viga adjacente.6: Linhas de Rotura em Fiadas com 4 Parafusos Como estender as regras apresentadas na EN 1993-1-8 a fiadas com 4 parafusos ao invés de 2? _____________________________________________________________________ Em tracção. • Dimensionamento não permitido. • A capacidade de rotação provém da placa de extremidade.11). a capacidade de rotação necessária será fornecida pela própria viga (Figura 6. • A capacidade de rotação provém do banzo do pilar. apenas b) b1 b2 c2 b3 c3 b4 b1 b2 b3 b4 c2 d1 a) c3 d2 d3 d4 c) Figura 6. importa notar que esta rotação plástica da viga só se verifica em secções transversais da classe 1 (no caso mais geral). • Sem capacidade de rotação plástica. Os parafusos c2 e c3 também podem ser considerados. Nesse caso. 50 Manual de ligações metálicas .10: a) Placa de extremidade com 4 parafusos por fiada. ser considerados para a transmissão do esforço transverso. e os parafusos da fiada d poderão no entanto. • Distribuição plástica das forças nos parafusos. b) Separação em T-stubs em tracção. b) Banzo do pilar espesso e placa de extremidade fina. Questão 6. Neste caso a capacidade de rotação plástica provém da própria viga-rótula plástica na viga. excepto se: Mj.

haverá diferentes possibilidades de mecanismos de rotura para as fiadas a e b. e ser adoptado o procedimento preconizado pela EN 1993-1-8.875e x + 0.cp = 2π ⋅ m x + w 2 + 2e L eff .op = 4m x + 1. 25e x + e + 0.5b p Manual de ligações metálicas 51 .op = 8m x + 2. 25e x + w1 Leff .op = 2m x + 0.cp = 2π ⋅ m x + 2w1 L eff .5w 2 Leff .op = 4m x + 1.875e x + e Leff . A fiada a pode ser considerada como uma fiada exterior ao banzo da viga.1.op = 6m x + 1. 6. modificando o mecanismo de rotura plástico para o grupo de parafusos.5w 2 Leff . ver Quadro 6.op = 2m x + 0.cp = π ⋅ m x + 2w1 + 2e Leff . evitando a resolução de mecanismos complexos.cp = π ⋅ m x + 2w1 + w 2 Leff .cp = 3π ⋅ m x + w 2 L eff . A hipótese mais simples (e segura) considera fiadas de parafusos totalmente independentes. Padrão circular Padrão não-circular Leff .5e x Leff .op = 6m x + 1.op = 0. ver Figura 6.cp = 3π ⋅ m x + 2e1 L eff .10c).5w 2 L eff . 625e x + e + w1 Leff .LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Dependendo das dimensões da placa de extremidade e do espaçamento dos parafusos.cp = 4π ⋅ m x L eff . 625e x + w1 + 0. Quadro.1: Mecanismos de rotura plástica e comprimento efectivo do T-stub para fiadas de 4 parafusos junto ao banzo não reforçado da viga.

kN 100 Resistência ao corte remanescente Resistência Assume-se Distribuição distribuição plástica elástica 0 0 Resistência ao corte.11).LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Questão 6.4) Por este motivo. kN 100 Figura 6.Sd Ft. Como simplificação. 4 Ft. no caso da fadiga. uma placa de extremidade é solicitada por momento flector e por esforço transverso. Na Figura 6. Questão 6.4 vezes a resistência total ao corte dos parafusos que também são necessários para resistir à tracção. para se poderem verificar os parafusos. esta gama de valores é denominada por “Resistência ao corte remanescente”.15. Neste caso. a força de tracção nos parafusos é compensada por uma força de contacto na zona de compressão da ligação. Resistência à tracção. A transferência das acções variáveis deverá passar por uma zona de contacto rígida e nunca através dos parafusos (Figura 6.Rd (6. 52 Manual de ligações metálicas . o efeito dessas forças deverá ser conhecido. precisam apenas de ser verificados à tracção. é necessário que a resistência ao corte dos parafusos seja superior à resistência ao esmagamento por corte da placa ou do banzo do pilar na zona dos orifícios. 0 Fv.12: a) Exemplo de distribuição das forças de corte na ligação. No caso de parafusos pré-esforçados. Como é que este fenómeno é tido em conta? _____________________________________________________________________ No caso da fadiga. Porém. então os parafusos na zona de tracção. b) Interacção das forças de tracção e corte nos parafusos. Em geral. o esforço de corte transmitido pelos parafusos não deve exceder 0.4/1. pelo que não é necessário proceder a qualquer diminuição da resistência por escorregamento. Se a resistência ao corte desses parafusos for suficiente.13). os parafusos deverão ser sempre pré-esforçados. o esforço transverso é frequentemente distribuído pelos parafusos na zona de compressão.Rd + ≤ 1. A importância do pré-esforço (mesmo que pequeno) na minimização das forças de alavanca é evidenciada nas Figuras 6. Como se distribui o esforço transverso pelos diversos parafusos? _____________________________________________________________________ Em geral. os parafusos solicitados à tracção e corte deverão satisfazer a condição relativa à combinação desses esforços.14 e 6. a distribuição de forças numa ligação é realizada pelo caminho mais rígido. é possível distribuir o esforço transverso de forma equitativa por todos os parafusos (Figura 6. e para haver capacidade de rotação suficiente.Rd 1. A pormenorização da ligação é bastante importante. Para além destas condições. tal como indicado na EN 1993-1-8: Fv.12.8: Efeito de Alavanca no T-Stub e Verificação da Fadiga O efeito das forças de alavanca é tido em consideração nas fórmulas de dimensionamento das fiadas de parafusos.7: Distribuição de Esforço Transverso em Ligações Aparafusadas Geralmente.

15. Ft Figura 6. Manual de ligações metálicas 53 . Desde que. Fp 45° 0 0 0 45° 100 kN 0 100 kN 0 100 kN Força no T-stub. como neste caso. A força nos parafusos Fb pode ser dividida numa força de contacto Fc e numa força de tracção Ft. a força de contacto não se altera quando é aplicada uma força exterior. Bt Força no parafuso. Bt Força no parafuso. Nos três casos a ligação foi préesforçada com uma força Fp. não haverá efeito do carregamento alternado sobre os parafusos. Ft Força no T-stub. Num ensaio como o indicado na figura do meio. Ft seja inferior a Fp. o que significa que toda a acção cíclica aparecerá no parafuso.13: Pormenorização incorrecta e correcta de uma ligação pré-esforçada.14: Esquema de ensaio de um T-stub. O ensaio da direita mostra o comportamento no caso da ligação de dois banzos sem placa intermédia e com contacto junto à zona da alma. Fp 45° 0 Força de pré-esforço. Na Figura 6. o fluxo da acção variável através da ligação é representado pelas linhas tracejadas.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO incorrecto correcto Figura 6. Bt 2Ft Forças de alavanca 100 kN 2Ft 2Ft 2F t 100 kN Força de pré-esforço. a força nos parafusos é indicada com uma linha grossa.15: Resultados de ensaios a T-stubs. Ft Força no T-stub. a força de contacto será reduzida de Ft. Força no parafuso. Fp 2F t 100 kN 2Ft Força de pré-esforço. Introduzindo uma força externa de tracção 2Ft no ensaio representado à esquerda. O efeito das acções cíclicas seria mais gravoso caso a zona de contacto fosse perto das extremidades dos banzos. Figura 6.

A resistência ao momento flector de uma ligação submetida a esforço axial e momento flector poderá ser determinada.5) Esta abordagem é conservativa. As propriedades das componentes deverão ser avaliadas de acordo com aquele documento como se não existisse esforço axial. a resistência ao momento no caso de esforço axial.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Questão 6.16). o momento negativo no caso de esforço axial nulo. a resistência máxima ao momento flector negativo.. e de seguida serão incorporadas numa assemblagem modificada para calcular a resistência e rigidez da ligação [Sokol et al.16: Curva de interacção momento – esforço axial. ver Figura 6. (Figura 6.16. solicitada por momento flector e esforço axial? _____________________________________________________________________ Esta questão inclui dois aspectos que serão tratados separadamente. Força axial. ver Cláusula 6. 54 Manual de ligações metálicas . O ponto representa a resistência máxima ao momento flector. kN EN 1993-1-8 200 100 -20 -10 0 -100 10 Método das componentes Momento. poderá ser determinada através de: NSd MSd + ≤1 NRd MRd (6. de acordo com os resultados actualmente disponíveis. sobretudo em ligações não-simétricas. Qual a influência do ângulo de intersecção numa ligação de um pórtico inclinado? Qual a influência do esforço axial sobre a resistência ao momento flector de uma ligação? As regras da EN 1993-1-8 aplicam-se a a ligações cujos eixos dos elementos que aí se intersectam são perpendiculares (ou paralelos) entre si.4 da EN 1993-1-8. a resistência à compressão no caso de momento nulo. A interacção linear é considerada pela determinação dos valores extremos da resistência ao momento flector sem esforço axial (MRd) e a resistência ao esforço axial sem momento flector (NRd).9: Determinação das Propriedades de Ligações Submetidas a Momento Flector e Esforço Axial Que abordagem deverá ser adoptada numa ligação com esquadros usada em pórticos com travessas inclinadas.3. 2002]. o ponto de activação da segunda fiada de parafusos. kNm Figura 6. o valor de compressão axial. ponto de activação da segunda fiada de parafusos. O ângulo de inclinação da viga muda a geometria da ligação e deverão ser considerados valores modificados do braço das forças. assumindo uma interacção linear entre MSd e NSd. Outra abordagem para flexão com esforço axial de compressão é baseada no método das componentes aplicado a bases de pilares. A resistência da ligação sob a acção combinada destes dois efeitos. a resistência máxima à tracção. baseada na EN 1993-1-8 e no método das componentes.

A força de tracção é localizada na fiada de parafusos à tracção. Momento.17: a) Curva momento-rotação para carregamento proporcional e não proporcional. A posição do eixo neutro pode ser avaliada a partir das equações de equilíbrio. 1995]. respectivamente. No caso da existência de mais do que uma fiada de parafusos à tracção.19). NSd Carregamento proporcional Carregamento não-proporcional Resistência da ligação Momento. b) Caminhos de carga no diagrama de interacção. 1998] (Figura 6.ini Figura 6. ver Figura 6. pelo que apenas as componentes em compressão contribuem para a deformação da ligação.18.18: Equilíbrio na ligação. a força normal é aplicada à ligação seguida do momento flector. ver Figura 6.Rd zt z zc NSd MSd Eixo neutro Fc. Neste cálculo é assumida uma distribuição plástica das forças internas. a resistência da parte em tracção é obtida a partir da resultante das forças dessas fiadas. A dimensão e a forma da área de contacto entre a placa de extremidade e o banzo do pilar são baseados no conceito de área rígida efectiva [Wald.17. Manual de ligações metálicas 55 . para níveis moderados de momento flector.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Podem ser distinguidos dois caminhos de carga.Rd e Fc. e o esforço axial NSd e momento flector aplicado MSd. os dois esforços são aplicados em simultâneo. Centro da secção à tracção Ft. No caso de carregamento não proporcional. O modelo simplificado apenas considera a área efectiva junto aos banzos [Steenhuis. banzo da viga à compressão e0 NSd Ambos os banzos da viga à compressão Sj.Rd Secção activa Centro da secção à compressão Figura 6. MRd Carregamento não-proporcional Carregamento proporcional Curva não-linear Plastificação da componente mais fraca Força axial. tomando em consideração a resistência das zonas em tracção e compressão Ft.Rd. que mantém a placa de extremidade em contacto com o banzo do pilar. É assumido que a força de compressão actua no centro do banzo comprimido. φ Parafusos à tracção. mesmo nos casos em que a placa de extremidade excede aquele limite. No caso de carregamento proporcional. a rigidez da ligação é superior ao caso de carregamento proporcional. No caso de carregamento não proporcional. mantendo constante a relação entre eles. MSd Rotação. Este efeito deve-se à presença de esforço axial.

Rd (6.Rd ⋅ z ⎪ ⎪ ⎪ z c.7) será modificada para: ⎧ −Fc. estando as duas partes da ligação em compressão.b.b + 1 ⎪ ⎪ e ⎪ = min ⎨ ⎬ −Fc.19b).t ⎪ −1 ⎪ ⎪ ⎩ e ⎭ Mj. ver Figura 6.Rd ⋅ z ⎫ ⎪z ⎪ ⎪ c +1⎪ ⎪ e ⎪ = min ⎨ ⎬ Fc. a equação (6. Fc.Rd (6. não existe força de tracção na fiada de parafusos. Neste caso.Rd.Rd ⋅ z ⎪ ⎪ ⎪ z t. b) ligação soldada.Rd NSd MSd Fcb.l ⎪ ⎪1 − ⎪ e ⎭ ⎩ MSd NSd Mj. o modelo é desenvolvido apenas para carregamento proporcional. e em compressão Fc. as equações (6.6) e MSd NSd ⋅ z t − ≤ −Fc z z (6.t. As forças representam resistências das componentes em tracção Ft. Por simplicidade.Rd. Usando as equações de equilíbrio e assumindo a excentricidade e. considera como área efectiva apenas a zona dos banzo: a) ligação aparafusada com uma fiada à tracção.Rd.7) MRd Como e = MSd NSd = NRd = const .8) Se a excentricidade e = ≥ −zc .Rd ⋅ z ⎫ ⎪ z ⎪ ⎪ c.Rd zt z zc Fct.19: Modelo simplificado. para carregamento proporcional.Rd zct z zcb a) b) Figura 6.6) e (6.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Ft.b.Rd NSd MSd Fc. podem ser estabelecidas as fórmulas seguintes (Figura 6.20a): MSd ⎧ ⎪e = N ≤ −z c ⎪ Sd ⎨ ⎪ MSd + NSd ⋅ zc ≤ F t ⎪ z ⎩ z (6.7) podem ser reescritas como: ⎧ Ft.9) 56 Manual de ligações metálicas .t.

20a).ini = MSd E ⋅ z2 e E ⋅ z2 = 1 MSd + NSd ⋅ e 0 ⎛ 1 1 ⎞ e + e0 ∑k ⎜ + ⎟ ⎝ kc kt ⎠ (6.15) a parte não linear da curva momento rotação pode ser modelada introduzindo o coeficiente de rigidez μ.ini = MSd φ (6. A deformação elástica das componentes na zona de tracção e de compressão. que depende do quociente γ das forças actuantes μ = (1.5 γ ) 2.13) S j. ver Figura 6.14) sendo a excentricidade e0.7 ≥ 1 (6.b a) b) Figura 6. pode ser expressa como: MSd NSd ⋅ zc + M + NSd ⋅ zc z δt = z = Sd E ⋅ kt E ⋅ z ⋅ kt MSd NSd ⋅ z t − M − NSd ⋅ z t z δc = z = Sd E ⋅ kc E ⋅ z ⋅ kc (6.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO A rigidez de rotação da ligação resulta da deformação das componentes: δt δc.20: Modelo mecânico para a placa de extremidade.t φ zc.b φ NSd z MSd zt NSd zc MSd δc δc.13) a rigidez é obtida substituindo a rotação da ligação (6.11) Sendo a rotação da ligação determinada a partir daqueles valores: φ= δt + δc z = 1 ⎛ MSd + NSd ⋅ zc MSd − NSd ⋅ z t ⎞ + ⎜ ⎟ E ⋅ z2 ⎝ kt kc ⎠ (6.12) na equação (6.10) (6.12) A rigidez da ligação depende do momento flector aplicado.16) Manual de ligações metálicas 57 . definida da seguinte forma: e0 = zc ⋅ k c − zt ⋅ k t kc + kt (6.t z zc. que é produzido pelo esforço axial aplicado com a excentricidade constante e S j.

19) Para se avaliar o comportamento destas ligações submetidas a momento flector e esforço axial não proporcional. ligações com placa de extremidade estendida [Silva et al. para esforços axiais de tracção.21).5h ⋅ NSd MRd + 0. 58 Manual de ligações metálicas . Figura 6. sendo o valor proposto pela EN 1993-1-8.10: Regras de Dimensionamento para Reforços em K e do Tipo Morris Poderão as regras para reforços transversais dadas na EN 1993-1-8.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Assumindo os braços das forças zt e zc como aproximadamente iguais a h/2.18) Usando o factor μ acima referido. a ligação está sobre-dimensionada [Lima et al. 2002]. ou seja. é possível modelar a curva momento-rotação da ligação carregada proporcionalmente. 2002].. O reforço de corte tipo “Morris” foi desenvolvido para resolver dois problemas simultaneamente – a resistência por corte do painel de alma e a distorção do banzo do pilar (Figura 6. quando as ligações estão submetidas a esforços axiais de compressão. No entanto. Questão 6. 2001]. i..5h ⋅ NSd (6. sub-dimensionado [Lima et al.17) e substituindo o valor da excentricidade e. ser aplicadas a reforços tipo “K” e tipo “Morris”? _____________________________________________________________________ Se a alma tem uma resistência insuficiente. evidencia-se uma diminuição do momento resistente da ligação. o factor γ pode ser definido como γ = MSd + 0. Na primeira série foram analisadas ligações com placa de extremidade rasa e na segunda fase. esta grandeza pode ser simplificada para e+ h 2 γ = ⎛ MRd ⎞ h ⎜ ⎟e + 2 ⎝ MSd ⎠ (6. até um determinado nível de carregamento.e. podem ser usadas placas de alma.. reforços diagonais ou em “K” de modo a proporcionar a resistência adequada. o Grupo de Construção Metálica e Mista do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra realizou quinze ensaios de dois tipos de ligações viga-pilar com placa de extremidade. na forma Sj = e E ⋅ z2 1 e + e0 μ∑ ki (6.21: Reforço tipo “Morris”. o momento resistente da ligação é superior ao proposto na EN 1993-1-8. metade da altura da viga. Os resultados obtidos mostraram que.

São particularmente eficazes para pilares do tipo UB. A parte diagonal deverá ser dimensionada como um reforço diagonal.20) sendo θ o ângulo entre o reforço e a horizontal. De facto. Área dos reforços: A área dos reforços.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Os ensaios realizados com reforços do tipo “Morris”.21) Manual de ligações metálicas 59 . O comprimento deverá ser suficiente para permitir o acesso dos parafusos (100 mm). quando comparados com reforços tradicionais. sendo Asn dada pela expressão seguinte: A sn = 2b sn ⋅ t s com A sn ≥ m1 yd F ⎛ F ⎞ ⎜m +m + m +m ⎟ f ⎝ ⎠ ri rj 1 2L 1 2U (6. têm uma rigidez inicial elevada e um melhor desempenho após a cedência. Soldaduras: As soldaduras que ligam os reforços diagonais e os banzos do pilar deverão ser soldaduras de penetração total e a espessura da soldadura deve igualar a espessura do reforço. A parte horizontal do reforço suporta a mesma força de tracção de um reforço de tracção colocado no mesmo alinhamento. permitem concluir que estes reforços são. As soldaduras que ligam a parte horizontal do reforço tipo Morris ao banzo do pilar deverão ser dimensionadas de forma que a sua espessura permita obter Asn. mas mais difíceis de montar em secções mais pequenas. quando comparados com os reforços em “K” tradicionais. Revelam-se igualmente mais económicos e permitem uma maior facilidade de acesso dos parafusos para montagem. bastante eficientes. Asg é dada por: A sg = 2bsg ⋅ t s com A sg ≥ Fv − Pv fyd cos θ (6.

A influência da sapata de betão. que pode ser considerável para determinadas características do solo de fundação. esta pode ser modelada como rígida.reforço opcional. ele ignora a flexibilidade da placa de base à flexão (mesmo quando reforçada). estaca). nomeadamente o reforço através de chumbadouros e embebimento de um troço da zona inferior do pilar na fundação de betão. Apesar deste procedimento se ter mostrado satisfatório ao longo de vários anos de utilização prática. De uma maneira geral. Outras disposições construtivas relativas a bases de pilares também podem ser aplicadas.1 Introdução Uma ligação do tipo base de pilar é constituída por um pilar. admitindo que as secções se mantêm planas..7 BASES DE PILARES 7. não é tida em conta na EN 1993-1-8. O modelo de cálculo adoptado pela EN 1993-1-8 traduz a flexibilidade da placa de base numa placa rígida efectiva. a deformação e a força de tracção no conjunto de dispositivos que constituem a ancoragem. O dimensionamento tradicional de bases de pilares não rotuladas considera uma análise elástica. a base de pilar é suportada ou por uma sapata de betão ou outro tipo de sub-estrutura (ex. o dispositivo de ancoragem e o betão. Chumbadouros à tracção e flecção Alma e banzo do pilar à compressão Betão à compressão e flexão Enrigecedores em ambos os lados (opcional) Chumbadouros ao corte a) b) Figura 7. as bases de pilares são dimensionadas sem reforços.1: Bases de pilar . b) Parafusos no exterior da base . . mas se a ligação de fundação estiver sujeita a momentos flectores elevados. uma placa de base e dispositivos de ancoragem. Utilizando as equações de equilíbrio pode determinar-se o valor máximo da tensão na fundação de betão (considerando uma distribuição linear de tensões). poderão prever-se reforços. 2000]. Normalmente. O procedimento preconizado no documento é aplicável a pilares de secção aberta ou fechada [Wald et al. O documento normativo EN 1993-1-8 [prEN1993-1-8: 2003] indica regras para cálculo da resistência e rigidez das bases de pilares.Configuração habitual e componentes a utilizar para determinação da rigidez e resistência do conjunto: a) Parafusos no interior da base. A abordagem tradicional para o dimensionamento de bases rotuladas conduz a espessuras da placa de base que lhe conferem rigidez suficiente para garantir uma distribuição uniforme de tensões sob a placa e consequentemente.

As regras homólogas para determinação da rigidez encontramse na cláusula 6. na determinação da resistência da placa de base em vez de análise plástica. Baniotopoulos. que a tensão de cedência do material da placa não é excedida. As regras para determinação da resistência de bases de pilares encontramse na cláusula 6. através da restrição das deformações da placa a comportamento elástico [Bijlaard. como efeito secundário. O modelo utilizado limita os valores das tensões concentradas sob a placa de base flexível. 1/4 t2? _____________________________________________________________________ A área útil da placa de base (flexível) é determinada com base no comprimento efectivo c. Para cálculo relativamente aos Estados Limites Últimos.2 do mesmo Documento Normativo. considera-se uma distribuição plástica de tensões.3: Modelo de análise da placa de base.2.4.3. Para cálculo da rigidez e à semelhança do que acontece para as ligações viga-pilar. As fronteiras para a classificação das bases de pilares em termos de resistência e rigidez são apresentadas na cláusula 6. Malha deformada e indeformada e direcções principais no betão [Wald.1: Análise Elástica da Placa de Base Porquê utilizar análise elástica. utiliza-se o método das componentes. O modelo garante ainda. e do bloco de betão à compressão. M c c c c c t Figura 7. Figura 7.8 da EN 1993-1-8.3. c c O valor do momento resistente elástico por unidade de comprimento da placa de base.2: Modelo 2D de elementos finitos da placa de base (T-Stub). Questão 7. 1982]. 1998]. deve ser tomado como: M′ = 1 2 t ⋅ fyd 6 (7.BASES DE PILARES permitindo que o nível de tensão na fundação de betão atinja o valor da resistência deste à compressão. ver Figura 7. 1/6 t2.1) 62 Manual de ligações metálicas .2.

Quando os momento anteriores são iguais. o coeficiente da ligação βj é considerado igual a 2/3.2. Nestes casos.BASES DE PILARES e o valor do momento actuante na placa de base .3. ou seja: a argamassa entre o betão e a placa de base é semelhante a um líquido. a resistência ao esmagamento pode ser verificada. quer dizer que foi atingida a capacidade de resistência à flexão da placa. Admite-se que a camada de argamassa esteja sujeita a compressão triaxial. No caso em que a espessura da argamassa é superior a 50 mm. A maior parte das argamassas tem uma resistência mais elevada do que o material que constitui o bloco [Stark. quando a argamassa de assentamento tiver pelo menos 20% da resistência característica do betão da fundação. deve ser considerado igual a: M′ = 1 fj ⋅ c 2 2 (7.2: Cálculo da Resistência da Placa de Base com Argamassa de Assentamento de Baixa Qualidade Na cláusula 6. a resistência característica da argamassa deve ser igual ou superior à resistência da fundação de betão [prEN 1993-1-8: 2003]. a camada de argamassa pode ser desprezada. 45° Manual de ligações metálicas 63 . Que valor deve ser utilizado quando a resistência da argamassa é menor? ____________________________________________________________________ A problemática da argamassa de assentamento de baixa qualidade tem sido alvo de vários estudos experimentais e numéricos. Nas outras situações.4. ver Figura 7. 1988]. ver Figura 7.2) que é o momento actuante numa consola de vão c.4) Questão 7.3) então: c=t fy 3fj ⋅ γ M0 (7.3. Informações adicionais são fornecidas na Questão 7. admitindo uma distribuição de tensões normais a 45° sob a área útil da placa de base. a fina camada de argamassa não afecta a resistência do betão ao esmagamento.5 da EN 1993-1-8. e a fórmula para avaliar o comprimento c pode ser obtida de: 1 1 fj ⋅ c 2 = t 2 ⋅ fy 2 6 (7.4: Distribuição de tensões na argamassa. tg t tg tg tg 45° Figura 7. Deste modo. Bijlaard.

Por outro lado. conduz a resultados semelhantes aos obtidos através da EN 1992-1-1.75. De acordo com EN 1992-1-1 têm-se: FRd = A c0 ⋅ fcd A c1 ≤ 3. Hawkins. Estudos experimentais [Shelson. Os espécimens ensaiados consistiam em cubos de betão com dimensões que variavam desde 150 até 330 mm. 3A c0 ⋅ fcd 3 O resultado é o mesmo.5 ilustra a relação existente entre a esbelteza da placa de base (quociente entre a espessura da placa e a distância livre até à extremidade da placa). que trata o problema da resistência ao esmagamento de um bloco de betão carregado através de uma placa. as dimensões da placa de aço e a resistência do betão. Para calcular a resistência do bloco de betão ao corte. Os parâmetros utilizados foram as dimensões do bloco de betão. No total.0. 3A c0 ⋅ fcd A c0 De acordo com EN 1993-1-8 o valor máximo de kj é 5. e a resistência ao esmagamento relativa. 33fcd ⇒ FRd = 3. A análise do betão para Estados Limites Últimos obriga à consideração do comportamento tridimensional do material. a espessura relativa do bloco de betão. A Figura 7. 64 Manual de ligações metálicas . é necessário uma verificação separada que depende da geometria e pormenorização do bloco. 1978] conduziram ao desenvolvimento de um modelo adequado para a tensão resistente ao esmagamento de bases de pilares. Qual é a justificação científica deste facto? _____________________________________________________________________ Ambos os Documentos Normativos apresentam forma de determinar a resistência esmagamento do betão quando sujeito à acção imposta por uma placa de aço. 1968a. [Hawkins.5 vezes a capacidade resistente calculada segundo a EN 1993-1-8. Por um lado. sendo no entanto os métodos de cálculo diferentes.b]. foram analisados resultados de 50 ensaios para verificar a resistência esmagamento do betão [DeWolf. 1978. com um valor médio de 1. pode ser dividida em duas categorias. Para este valor a resistência esmagamento da base do pilar será: fj = 2 ⋅ 5 ⋅ fcd = 3. mas para placas flexíveis carregadas pela secção transversal do pilar avalia a transferência da carga feita apenas numa parte da placa. Verificou-se que a rotura ocorre quando se forma uma pirâmide invertida no betão sob a placa. A bibliografia técnica. com plastificação e fendilhação. as investigações direccionaram-se no sentido da determinação da tensão de esmagamento de placas rígidas. com carga centrada actuando através de uma placa de aço. a posição da placa relativamente à fundação de betão e os efeitos de elementos de reforço. 1957]. A resistência ao esmagamento é limitada pela resistência do betão ao esmagamento. [DeWolf. mas é conservativa. A abordagem de dimensionamento preconizada na EN 1993-1-8 está de acordo com os resultados experimentais. que tem vindo a ser adoptado pelos Documentos Normativos recentes.3: Cálculo Comparativo da Resistência do Betão pela EN 1992-1-1 e EN 19931-8 Aparentemente o cálculo da resistência da base do pilar ao esmagamento fj calculado de acordo com a EN 1993-1-8. 1968a]. O modelo preconizado na EN 1993-1-8 foi verificado experimentalmente. A investigação realizada fez uso de modelos experimentais e analíticos e foram vários os parâmetros em estudo. A capacidade resistente dos espécimes ensaiados correspondente à rotura do betão é 1.4 a 2. nomeadamente a relação entre a resistência do betão e a área da placa.BASES DE PILARES Questão 7. à flexão e ao punçoamento. um estudo análogo.

foram seleccionados 16 ensaios em provetes com geometria e propriedades materiais semelhantes. A partir de um programa experimental realizado por Hawkins sobre esta temática [Hawkins. No caso de esmagamento localizado da superfície de betão sob a superfície rígida. N (kN) 700 600 500 400 300 200 100 0 t= Cálculo Ensaios f 0.76 mm 1. 1983]. tendo sido utilizados os valores de 19. 1968a]. A EN 1993-1-8 adoptou este método numa forma conservativa. o que conduz a um aumento da tensão de esmagamento. [Murray.4 mm a b c d e f < > < > < > < > e d c b a 0 10 20 30 40 50 60 Fcd (MPa) a × b = 600 × 600 mm Figura 7. 31 e 42 MPa.5 Relação: Resistência ao esmagamento relativa – Esbeltez da placa de base Resultados numéricos e experimentais [DeWolf. 1968a]. [Wald. 1978]. é necessário utilizar a teoria do dano. verificou-se que a tensão de esmagamento aumenta para valores elevados de excentricidade da força normal [DeWolf e Sarisley. A influência da flexibilidade da placa foi considerada através da utilização de uma placa rígida equivalente [Stockwell.52 mm 3.6: Relação entre a resistência do betão e a carga última [Hawkins. Neste caso. Manual de ligações metálicas 65 . 1982]. 1993].BASES DE PILARES fj /fCd 2 Cálculo analítico Ensaios e 1 0 0 5 10 15 20 25 30 t/e Figura 7. 1975]. 1980]. Com base em observações experimentais.6. A influência da resistência do betão é apresentada na Figura 7. Esta hipótese. O único factor variável foi a resistência do betão. dada a sua complexidade.05 mm 6. 1968a]. vem de encontro à situação mais realista de distribuição não uniforme de tensões. [Hawkins.89 mm 25. quando a distância desde a extremidade da placa até à extremidade de bloco é constante e a excentricidade da carga aumenta. Esta metodologia simples e prática foi modificada e verificada através de ensaios experimentais [Bijlaard.35 mm 8. pelo que esta situação define o limite de utilização da análise acima descrita. com valores máximos sob a secção transversal do perfil. a área de contacto diminui. Este tipo de análise não é aceitável para dimensionamento ordinário.

b1 ≥ b ⎪ b+h ⎪ ⎪ 5a ⎪ ⎩ ⎭ 1 a1 = min (7. a1 ≥ a ⎪ a+h ⎪ ⎪ 5 b1 ⎪ ⎩ ⎭ ⎧b + 2 br ⎫ ⎪ ⎪ ⎪ 5b ⎪ ⎨ ⎬ . Segundo a EN 1993-1-8. b). e que a espessura da argamassa é tg ≤ 0. a resistência mínima da argamassa de assentamento é: fcd.66 fcd. sempre que a tensão característica da argamassa de assentamento seja igual ou superior a 20% da resistência característica do betão.6) fj = 2 3 k j ⋅ fck γC fy 3 fj ⋅ γ M0 (7. a placa de base flexível é substituída por uma placa rígida equivalente.33*fcd / 0.0 para uma placa de base quadrada. obtém-se o valor de fj=2/3*5*fcd = 3.g ≥ 0. Nos modelos de cálculo utilizados. é necessário fazer uma verificação separada em relação à argamassa.5a) b1 = min (7.2 = 16. A qualidade e espessura da argamassa são consideradas no coeficiente da ligação βj.4: Factor de Concentração de Tensões kj para Bases de Pilares Indique bibliografia de apoio para justificar a utilização do valor de kj. 66 Manual de ligações metálicas .7. Esta verificação deverá ser semelhante ao cálculo da resistência do bloco de betão.2 min(a.Rd = A eff ⋅ fj (7. No caso da argamassa ter uma resistência menor ou uma espessura maior do que o admitido acima. admite-se que a tensão característica da argamassa fck.8) Fc.33 fcd. ver Figura 7.7.g é igual ou superior 20% da tensão característica da fundação de betão fck ( Fck. como tal. Para βj=2/3.5b) kj = a1 ⋅ b1 a⋅b (7. Para este valor máximo. _____________________________________________________________________ A resistência da argamassa de assentamento e do bloco de betão à compressão é limitada pela resistência da argamassa de assentamento ao esmagamento ou pela resistência do betão sob uma placa de base flexível. que pode conduzir a valores de fj 10 vezes superiores aos da tensão característica da argamassa de assentamento. é necessário determinar o coeficiente de concentração da ligação kj. A resistência da placa de base ao esmagamento Fc. Para o cálculo da resistência do betão ao esmagamento fj.g=3.Rd é calculada a partir de: ⎧a + 2 ar ⎫ ⎪ ⎪ ⎪ 5a ⎪ ⎨ ⎬ . 2fck ). A área da placa rígida equivalente obtém-se a partir da área da secção transversal do pilar acrescida de uma faixa de largura efectiva c.7) c= t (7. Recomenda-se a utilização do valor do coeficiente da ligação de βj=2/3.BASES DE PILARES Questão 7.9) A área efectiva Aeff é definida de acordo com o ilustrado na Figura 7. o valor máximo de kj é 5.

9. Neste caso. como tal não é necessária uma verificação separada da argamassa. mas os modos de rotura podem ser diferentes.BASES DE PILARES Só esforço axial A eff t h Esforço axial e momento flector Área efectiva em torno do pilar c Área efectiva em torno da zona comprimida do pilar a1 a ar Eixo neutro A eff Só momento flector A eff b br Eixo neutro Área efectiva em torno da zona comprimida do pilar Figura 7. Uma camada pouco espessa de argamassa de assentamento não afecta a resistência da base do pilar. A verificação pode ser feita de forma semelhante à realizada para a resistência do betão.0. quando comparada com uma placa de extremidade. este facto é tido em conta através da utilização de um factor de concentração de tensões kj com um valor máximo de 5. Questão 7. O T-stub de placa de base é semelhante ao T-stub de uma ligação com placa de extremidade. é ilustrada na Figura 7.25 vezes superior à resistência à compressão do betão.5: Comprimento Efectivo do T-Stub Associado à Placa de Base No cálculo do comprimento efectivo do T-Stub da placa de base pode-se usar a tabela de comprimentos efectivos de uma ligação com placa de extremidade? _____________________________________________________________________ O comprimento efectivo de um T-stub à tracção é definido pelo modo de rotura do T-stub.10) A relação entre o modo de rotura 1* e os modos de rotura do T-stub em situações de contacto. Na EN 1993-1-8. O resultado é um novo modo de rotura designado 1*. O cálculo da resistência da camada de argamassa de assentamento baseia-se em vários pressupostos e não deve ser confundida com a resistência do betão ao esmagamento.8. A resistência ao esmagamento do betão da fundação representa uma situação de carregamento tridimensional para o betão. Esta diferença deve-se essencialmente à presença de chumbadouros com grande comprimento e de uma placa de base espessa.7: Dimensões da fundação de betão. e consequentemente à ausência de forças de alavanca. para uma placa de base quadrada. área efectiva da placa flexível. Quando a camada de argamassa de assentamento é espessa ou é de má qualidade. ver Figura 7. Manual de ligações metálicas 67 . De uma maneira geral esta situação conduz a um afastamento do T-stub da fundação de betão. é necessária uma verificação separada da argamassa.Rd m (7. a resistência obtido experimentalmente é cerca de 6. A resistência do T-stub sem contacto com o betão é: Ft = 2L eff ⋅ mpl.

lim = 8.10 [Wald. Essa fronteira pode ser expressa de diversas formas. Lbf Lb Lbe d Figura 7.5 1 1. 1999].BASES DE PILARES F m n Q=0 Q=0 Figura 7.lim não há contacto ou forças de alavanca.8: T-stub sem contacto com o bloco de betão.8 0.4 0.5 2 2. por exemplo em termos de dimensão máxima do chumbador Lb. ver Figura 7.1 e Quadro 7.2 0 Modo 1 Modo 1* Modo 2 Modo 3 4. F/ΣΒt.11.9: Modos de rotura para os T-stubs de bases de pilares.Rd /ΣBtRd 0 0. o comprimento Lb pode ser considerado como o comprimento acima da superfície de betão Lbf mais o comprimento efectivo da parte embebidos Lbe. com e sem contacto.10: Comprimento livre dos chumbadouros embebidos na fundação de betão.11) Para chumbadouros embebidos na fundação de betão.5 Figura 7. encontram-se sistematizados no Quadro 7. 82 m3 ⋅ A s < Lb > L eff ⋅ t 3 (7. L b. 68 Manual de ligações metálicas . determina-se através de uma análise das deformações elásticas do T-stub.6 0. tal como representado na Figura 7. Os comprimentos efectivos do T-stub de uma placa de base. Este último pode ser estimado como: Lbe = 8 d.λeff mpl.2. A fronteira entre os modos de rotura.lim. Para dimensões dos chumbadouros superiores a Lb.Rd 1 0.

BASES DE PILARES

e

p

e

ex mx

e b

m

Figura 7.11: Dimensões da placa de base com parafusos dentro e fora dos banzos do pilar. Quadro 7.1: Comprimentos efectivos de T-stubs para placas de base com chumbadouros fora dos banzos do pilar. há efeito de alavanca não há efeito de alavanca

L1 = 4mx + 1, 25e x L 2 = 2π ⋅ mx L 3 = 0,5b L 4 = 2mx + 0, 625e x + 0,5p L 5 = 2mx + 0, 625e x + e L 6 = π ⋅ mx + 2e L 7 = π ⋅ mx + p
L eff.1 = min (L1 ; L 2 ; L 3 ; L 4 ; L 5 ; L 6 ; L 7 )
L eff.2 = min (L1 ; L 3 ; L 4 ;L 5 )

L1 = 4mx + 1, 25e x L 2 = 4π ⋅ mx L 3 = 0,5b L 4 = 2mx + 0, 625e x + 0,5p L 5 = 2mx + 0, 625e x + e L 6 = 2π ⋅ mx + 4e L 7 = 2π ⋅ mx + 2p
L eff.1 = min (L1 ;L 2 ; L 3 ;L 4 ; L 5 ; L 6 ;L 7 )
L eff.2 = min (L1 ; L 3 ; L 4 ; L 5 )

Quadro 7.2: Comprimentos efectivos de T-stubs para placas de base com chumbadouros dentro dos banzo do pilar.

L1 = 2α ⋅ m − ( 4m + 1, 25e )

há efeito de alavanca

L1 = 2α ⋅ m − ( 4m + 1, 25e )

não há efeito de alavanca

L 2 = 2π ⋅ m L eff ,1 = min (L1 ;L 2 )

L 2 = 4π ⋅ m L eff ,1 = min (L1 ; L 2 )

L eff ,2 = L1

L eff ,2 = L1

Questão 7.6: Comprimento Efectivo do T-Stub da Placa de Base com Chumbadouros fora da Largura dos Banzos

Os quadros para cálculo do comprimento efectivo de um T-stub, consideram apenas os casos em que todos os parafusos se encontram dentro dos limites da largura do banzo da viga. Quando os parafusos se encontram fora dos limites do banzo da viga podem utilizar-se as mesmas fórmulas?

_____________________________________________________________________
Os padrões de linhas de rotura para placas com parafusos situados fora dos limite da largura do banzo da viga foram estudados por Wald [Wald et al., 2000]. O estudo concluiu que, para este caso, existe um padrão adicional, cuja fórmula deve ser adicionada aos quadros de ligações viga-pilar.

Manual de ligações metálicas

69

BASES DE PILARES

1

Δ

a a c b bc

d c

α
y Lb eb
eff.5 Caso 5 eff.4 Caso 4

eff.1 Caso 1

eff.2 Caso 2 eff.3 Caso 3

Linha de rotura

x La

α
ea

a)

b)

Figura 7.12: Placa de base com chumbadouros fora dos limites do banzo do pilar: a) geometria da placa de base, b) comprimentos efectivos do T-stub.

O comprimento efectivo do T-stub pode ser determinado através do método das linhas de rotura. A posição do chumbadouro é definida pelas coordenadas x e y. A linha de rotura é uma linha recta que é perpendicular à linha que une a posição do chumbadouro ao canto da placa. O ângulo α representa a inclinação da linha de rotura e c é a distância mínima desde a linha de rotura ao canto da placa. Para calcular a distância c, utiliza-se o método das linhas de rotura juntamente com o princípio dos trabalhos virtuais. O trabalho realizado pelas forças interiores (energia de deformação interna) na linha de rotura é: ⎛1 1 ⎞ Wi = mpl ⎜ x + y ⎟ x ⎠ ⎝y O trabalho realizado pelas forças exteriores é:
We = Fpl ⋅ Δ

(7.12)

(7.13)

O trabalho realizado pelas forças exteriores é igual à energia de deformação interna, logo:
⎛1 1 ⎞ mpl ⎜ x + y ⎟ = Fpl ⋅ Δ x ⎠ ⎝y

(7.14)

O deslocamento virtual Δ representa a deformação da placa na coordenada do chumbadouro, ver Figura 7.12, e é igual a: Δ= x2 + y2 c (7.15)

Substituindo a expressão de Δ na equação (7.14), vem:
Fpl e x2 + y2 ⎛ x2 + y2 ⎞ = mpl ⎜ ⎟ c ⎝ x⋅y ⎠ (7.16)

70

Manual de ligações metálicas

BASES DE PILARES

Fpl = mpl ⋅ c
∂Fpl ∂c = mpl

x2 + y2 x⋅y
x2 + y2 = const . x⋅y

(7.17) (7.18)

Como tal, o comprimento efectivo Leff é igual a:
L eff = c x2 + y2 x⋅y

(7.19)

No canto do pilar podem observar-se cinco padrões de linhas de rotura, ver Quadro 7.3 [Wald et al., 2000] admitindo que não há contacto entre a placa de base e a superfície do betão, e que portanto não há forças de alavanca.
Quadro 7.3: Determinação do comprimento efectivo do T-stub, Casos 1 a 3. Caso 1 Caso 2 Caso 3

Wext = Fpl ⋅ δ Wext = Fpl ⋅ δ

Wext = Fpl ⋅ δ

δ =

a − ac − 2e a a − ac

δ =

(b − bc ) + (a − ac ) − 2 ea2 + e b2 2 2 (b − bc ) + (a − ac )
2 2

Wint = 4π ⋅ mpl ⋅ δ
Fpl = 4π ⋅ mpl m= a − ac − ea 2

Wint = mpl Fpl = mpl

b a − ac

⎛e e ⎞ Wint = mpl ⎜ a + b ⎟ eb e a ⎠ ⎝ Fpl = mpl ⎛ e a eb ⎞ ⎜ + ⎟ δ ⎝ eb e a ⎠

b a − ac − 2e a

L eff.1 = π ⋅ m

L eff.2

b = 4

L eff.3 =

(a − a )
c

2

+ ( b − b c ) ⎛ e a eb ⎞ ⎜ + ⎟ 8 ⎝ eb e a ⎠
2

Os casos 4 e 5 são semelhantes aos casos 2 e 1 respectivamente. Os resultados das simulações com modelos de Elementos Finitos apresentam-se na Figura 7.13.

Figura 7.13: Simulações com modelos de Elementos Finitos de linhas de rotura. Representação da malha e dos diferentes padrões de rotura para diferentes posições diferentes do chumbadouro em relação à placa de base.

Manual de ligações metálicas

71

a força de corte é resistida por atrito entre a placa de base e a argamassa de assentamento. Questão 7.30 para argamassa especial. (c) dispositivo especial para resistir ao corte. por forma a acomodar a tolerância relativa à posição dos chumbadouros.2(6) da EN 1993-1-8.2. O valor de Cf. A utilização de pré-esforço nos chumbadouros faz aumentar a resistência ao corte associada ao atrito. os chumbadouros terão que transmitir estas forças de corte. quando é usada uma camada de argamassa de assentamento fina com menos de 3mm. • contacto directo. (b) corte e flexão dos chumbadouros. ver Figura 7. Considerase que os chumbadouros funcionam como uma consola com vão igual à espessura do betão acrescida de 0. a) b) c) d) Figura 7.8: Transmissão de Forças de Corte Através dos Chumbadouros Os chumbadouros podem ser utilizados para transmitir forças horizontais à fundação de betão? _____________________________________________________________________ As forças horizontais de corte nas bases de pilares podem ser resistidas por: • atrito entre a placa de base e a argamassa e o betão da fundação. soldados à base da placa de base.4 para coeficiente de atrito. Quando a rotação da porca é impedida pela placa de base. deve utilizar-se um factor parcial de segurança γMf = 1. tem sido bastante difundida nos EUA [DeWolf and Ricker 1990]. como por exemplo um troço de perfil I ou T ou de uma simples placa. para Estados Limites Últimos.5. no caso da placa de base estar embebida no betão. • corte e flexão dos chumbadouros.d = 0. Nestes casos. devido a acções horizontais (vento). Por vezes pode suceder que. Neste caso. soldados à base da placa de base. conectores de esforço transverso). 72 Manual de ligações metálicas . Na maior parte dos casos.5 d. no caso da placa de base estar embebida no betão.d = 0. e um valor de Cf. o vão pode ser reduzido para L/2.15. conforme recomendado no documento EN 1990 [prEN 1990: 2001]. A utilização de chumbadouros para transferir a força de corte.BASES DE PILARES Questão 7. como por exemplo um troço de perfil I ou T ou de uma simples placa. é apresentado o coeficiente de atrito entre a placa de base e a camada de solo. A versão mais conservativa é sintetizada no documento CEB. Os furos da placa de base necessitam de ter as folga adequadas. Se não forem previstos outros dispositivos (ex. a força normal de compressão se anule ou passe mesmo a tracção. a força horizontal de corte não pode ser transmitida por atrito entre a placa de base e a argamassa de assentamento. ver Figura 7.14. 1997] sugere a utilização de um valor de 0. 14: Bases de pilares sujeitas a corte horizontal (a) atrito entre a placa de base e a argamassa e o betão da fundação.20 é apresentado para argamassa com inerte do tipo areia. O documento CEB [CEB.7: Coeficiente de Atrito entre o Aço e o Betão Qual é o coeficiente de atrito entre o aço e o betão? _____________________________________________________________________ Na cláusula 6. • um dispositivo especial para resistir ao corte. O atrito depende na força de compressão mínima e do coeficiente de atrito. (d) contacto directo. em edifícios esbeltos.

17: Atrito e resistência à tracção dos chumbadouros.16. A resistência total ao corte é então devida ao atrito entre a sapata de betão e a placa de base e à resistência à tracção dos chumbadouros da zona comprimida.. Tal como indicado na EN 1993-1-8. Fv.Rd Resistência ao escorregamento (7.2.2 da EN 1993-1-8 baseia-se na hipótese de que os chumbadouros sujeitos ao corte têm deformação de flexão. o esquema de dimensionamento é simplificado de modo a permitir a sua implementação prática.Rd Ff.9: Transferência de Forças de Corte por Atrito e através de Chumbadouros Uma vez que as folgas na furação são grandes.Rd L Figura 7.15: Esquema estrutural do chumbadouro à flexão.furo δv Figura 7. ver Figura 7.16: Comportamento do chumbadouro solicitado ao corte. 1989].16.Sd F v. resistência à tracção. Considera-se que o chumbadouro vai deformar o que permite o desenvolvimento de tracção no chumbadouro e compressão na argamassa.Rd = Ft. Este estado inicializa o efeito de encruamento do material de que são constituídos os parafusos.Rd + n ⋅ Fvb. pelo que facilmente se pode atingir a capacidade resistente do material. ver Figura 7. Questão 7. A resistência dos parafusos à tracção é pequena.17.BASES DE PILARES Fv.. Manual de ligações metálicas 73 . O método aí descrito baseia-se em trabalho experimental e analítico apresentado em Bouwman et al. será seguro adicionar a resistência ao atrito à resistência de todos os chumbadouros? _____________________________________________________________________ O modelo de resistência às forças de corte preconizado na cláusula 6.Rd Nc.Sd δv.Rd Fa Ft Fv Fv Resistência à tracção Resistência à tracção reduzida Resistência à flexão e corte δv δv Figura 7. Nc. O modelo de resistência às forças de corte é descrito na EN 1993-1-8. o que corresponde ao desenvolvimento de tracção nos chumbadouros. [Bouwman et al. Apenas os chumbadouros que se encontram na zona comprimida da placa de base podem ser utilizados para transferência de forças de corte.furo Fv.20) Fv δ v δv. ver Figura 7.

c) chumbadouros com extremidade em cone. 9 A s ⋅ fub γ M2 (7. Que regras se devem seguir? _____________________________________________________________________ As regras indicadas no quadro 3.p γ Mp (7. é necessária a verificação dos seguintes modos de rotura de chumbadouros: Cedência do aço NSd ≤ Na.85. A força actuante no parafuso NSd deve verificar: NSd ≤ Ft. chumbadouros colados e chumbadouros cimentados.Rd ≤ NRd.22) Arrancamento NSd ≤ Na. não é considerado na EN 1993-1-8. e) chumbadouros cimentados. chumbadouros com extremidade em cone. Ancoragem a vigas embebidas em espera no bloco de betão. 1997] com base em trabalho de Eligehausen [Eligehausen 1990]. nomeadamente: chumbadouros de cabeça aplicados na obra.Rd = βb 0. foram publicados no Guia CEB [CEB. no entanto.Rd ≤ NRd.BASES DE PILARES A resistência dos parafusos ao esmagamento deve ser verificada separadamente na zona do bloco de betão e na zona da placa de base. Modelos de resistência de chumbadouros de acordo com a EN 1993-1-8.s = A s ⋅ fyb γ M2 (7. O factor de redução tem o valor de βb = 0.p = NRk .23) 74 Manual de ligações metálicas . incluindo o dos chumbadouros. b) barras com gancho. Questão 7. destina-se apenas a pilares com um momento flector muito elevado. Podem ser utilizados diferentes sistemas de ancoragem. De acordo com este Guia. pois é uma solução muito onerosa. d) chumbadouros colados. f) ancoragem a vigas embebidas em espera no bloco de betão. ver Figura 7.10: Regras para Realização da Ancoragem dos Chumbadouros O estabelecimento de um sistema de ancoragem adequado é o critério mais importante para o dimensionamento de chumbadouros.21) βb é o factor de redução a aplicar a peças obtidas a partir de varões redondos em que as roscas não são normalizadas.18. barras com gancho. se for aplicável.4 da EN 1993-1-8: para determinação da capacidade resistente de parafusos à tracção podem ser utilizadas para todos os tipo de aço.18: Tipos de chumbadouros: a) chumbadouros de cabeça aplicados na obra . a) b) c) d) e) f) Figura 7.

sp = NRk .7 t 1 h ef ah t1 a1 h1 th dh Figura 7. ver Figura 7.sp γ Msp (7.20. é dada por: 0 NRd. Para chumbadouros de cabeça circular e quadrada Ah é dada por: Ah = π (d 2 h − d2 ) 4 d2 4 (7.c γ Mc (7.N ⋅ Ψ ucr.28b) A h = ah2 − π A resistência do cone de betão. A resistência ao arrancamento é dada por: NRd.25) Para os chumbadouros em grupo são necessárias as mesmas verificações.N ⋅ Ψ re.19).c A c.Rd ≤ NRd.28a) (7.N A0 c.N (7.p = pk ⋅ A h (7.27) e Ah é a área da cabeça do chumbadouros sujeita a esmagamento.N ⋅ Ψ ec.29) onde: Manual de ligações metálicas 75 . p e d 0. é: pk = 11 fck (7.c = NRk .c = NRd.24) Resistência do betão à projecção NSd ≤ NRd.BASES DE PILARES Rotura do cone de betão NSd ≤ Na.19: Geometria dos chumbadouros de cabeça aplicados na obra. De seguida indica-se o dimensionamento de ancoragens realizadas com chumbadouros de cabeça aplicados na obra.26) γ Mp onde pk para betão não-fissurado.N ⋅ Ψ s. sujeitas a tracção (Figura 7.

50 mm ) (7. O espaçamento dos chumbadouros deve ser maior que: pmin = ( 5 dh .N + p1 )( pcr. a resistência é aumentada através do parâmetro Ψure.N pcr.N + p2 ) A c. para chumbadouros aplicados em obra.N p2 0.5 p cr.N = 0. é incluído na expressão da área do cone (Figura 7.N A largura do cone de betão pode ser tomada aproximadamente como: pcr.N p cr.N = 3 hef (7.5 pode ser utilizado para betão não fissurado. Se a ancoragem for realizada numa zona de betão não fissurado.30) é o valor da resistência de um elemento de ligação isolado.4. e2).N é introduzido para ter em conta o efeito de vários chumbadouros em conjunto.N a) b) c) Figura 7. O coeficiente k1 = 11 (N/mm)0.c = 0.N = ( e + 0. A perturbação na distribuição de tensões no betão pode ser contabilizada através do parâmetro Ψs.31a) (7.5 k1 ⋅ fck ⋅ h1. p2) e da distância à extremidade (e1. A rotura do betão por projecção. 7 + 0.N = pcr. 5 pcr.31c) A c. O efeito geométrico relativo ao espaçamento dos chumbadouros (p1.N e 0. c) chumbadouro individual junto à extremidade. pode ser impedida se o betão passar a ser armado e se se limitar a zona de aplicação dos chumbadouros.5 ef γ Mc (7.32) 0.31b) (7.N ≤1 (7.N = ( pcr.5 pcr. a) chumbadouro individual.5 pcr.34) a distância dos chumbadouros à extremidade do bloco deve ser maior que: 76 Manual de ligações metálicas . utiliza-se no caso de chumbadouros a pequenas profundidades (hef ≤ 100 mm).N2 (7. b) grupo de chumbadouros.BASES DE PILARES 0 NRk .20).N Ψ s.N = 1. como: A 0 c. 3 e e cr.33) O parâmetro Ψec.20: Cone virtual de betão.N p1 pcr.N ) pcr.

BASES DE PILARES emin = ( 3 dh . corte e a ambos está disponível no Guia CEB [CEB. a verificação de rotura do betão por projecção pode ser omitida.5 hef em todas as direcções. Manual de ligações metálicas 77 .35) e a altura do bloco de betão não deve ser menor que: hmin = hef + t h + c ∅ (7. A descrição detalhada da resistência de diferentes tipos de chumbadouros sujeitos a esforços de tracção.50 mm ) (7.36) Para chumbadouros a uma distância da extremidade do bloco e > 0. 1994].

nomeadamente factores que se prendem com a pormenorização e técnicas de execução da soldadura vigentes no passado. A nível de projecto. a resistência a acções sísmicas e o comportamento deste tipo de estruturas eram tidos como muito favoráveis até se verificarem os sismos de Northridge e de Kobe. A influência de acções sísmicas ou dinâmicas. não é considerada neste Documento Normativo.8 ACÇÃO SÍSMICA 8. O Documento EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] inclui regras de avaliação da resistência e rigidez de ligações metálicas. que pode ser condicionante em regiões sísmicas. há condições básicas que têm que ser satisfeitas. . que alegadamente tiveram um papel de relevo nas roturas observadas pós-sismo. nomeadamente: • Critério de sobre-resistência. É óbvio que. a utilização de perfis e ligações com dimensões significativamente maiores do que as dos modelos utilizados na maioria dos ensaios experimentais realizados. • Critério de ductilidade (capacidade de rotação). 8. respectivamente. no que diz respeito às ligações metálicas dimensionadas para zonas sísmicas. a utilização de opções de dimensionamento que conduzem a um enfraquecimento excessivo da zona do painel de alma do pilar. As deficiências no processo de soldadura prendem-se maioritariamente com o uso de metal de adição de baixa tenacidade e controlo de qualidade insuficiente.1 Generalidades As estruturas metálicas porticadas são largamente utilizadas no dimensionamento associado a acções sísmicas. • Critério de robustez (pormenorização e comportamento do material adequados). As técnicas de pormenorização de soldadura. e por outro. a investigação direccionada para o desenvolvimento de procedimentos dimensionamento de edifícios de estrutura metálica.2 Critérios de Dimensionamento de Actualmente. Entretanto foi desenvolvido um programa de investigação no sentido de analisar a razão do mau comportamento sísmico das ligações em determinadas estruturas metálicas. Existe consenso no que diz respeito ao facto de que vários factores devem ter contribuído para as roturas observadas. desenvolve-se em três vertentes principais: • Pesquisa bibliográfica aprofundada. incluem por um lado. Infelizmente. necessidades excessivas de ductilidade local e confinamento tri-axial elevado na zona de interface viga-pilar. e ainda hoje os engenheiros tentam compreender a resposta deste tipo de estruturas face às acções sísmicas verificadas. Os danos inesperados invalidaram os procedimentos de projecto e construção estabelecidos e utilizados nessa altura para ligações viga-pilar. os procedimentos que se julga terem contribuído para uma má performance sísmica das ligações. Nos EUA e no Japão. incluem detalhes que conduziram ao desenvolvimento de grandes concentrações de tensões. as estruturas metálicas sofreram danos durante estes sismos. comprometendo assim as capacidades dissipativas da ligação e o seu bom comportamento sísmico.

Ligações Aparafusadas: • Dimensões do parafuso. respectivamente. • Resistência da ligação e características de degradação do comportamento. subdividem as estruturas consoante o nível de solicitação sísmica a que devem resistir à priori: Pórtico Não Rotulado de Resistência Ordinária (OMRF). 0. apresenta informação adicional. Ligações Soldadas: • Resistência na espessura. Por um lado fornecem indicações específicas para ligações normalizadas. As recomendações fornecem indicações para escolha do sistema mais adequado para o fim em causa. em alguns casos. • Resistência do painel da alma do pilar. e por outro disponibilizam uma gama alargada de informações relativas a certos itens relativos ou mesmo à totalidade dos processos de dimensionamento. • Ensaios à escala real de ligações usuais ou suas componentes. • Cordões de soldadura de ângulo para reforço. aperto. As condições de dimensionamento apresentadas a seguir são consideradas genéricas. soldadura. A EN 1998-1 [prEN 1998-1: 2001]. sendo os valores limites de 0. aspectos de dimensionamento do pórtico ou para o dimensionamento de ligações adequadas que verifiquem. verificarem as mesmas condições. do comportamento das ligações. • Cordão de reverso e guias perdidas. do mesmo tipo ou não. 80 Manual de ligações metálicas . Os três tipos de pórticos referidos devem ser classificados consoante a capacidade de rotação plástica. • Tenacidade do entalhe para o material de base. Na Europa. material de base. • Dimensões e forma do orifício de acesso. Estudos recentes que visam a produção de recomendações de projecto. ou seja: se duas ligações quaisquer.Rd. Desses aspectos destacase a caracterização das solicitações sísmicas. • Resistência da área útil. considera-se que o seu comportamento é semelhante ou que pelo menos têm as características exigidas para que assim seja. e também. mão-de-obra. análise estrutural. quer seja a obtenção de redundância estrutural. direccionam-se para a determinação dos efeitos e da importância dos seguintes aspectos: • Critério de dimensionamento pilar forte .viga fraca. em termos de capacidade de rotação. • Tenacidade do entalhe para o material do cordão de soldadura. O comportamento dos pórticos é função de muitos factores relacionados entre si. definida pelo momento resistente Mj. as recomendações de dimensionamento de pórticos sujeitos a acções sísmicas. De um modo geral a investigação realizada conduz a procedimentos actualizados e mais rigorosos para o controlo de qualidade dos materiais e dos processos de fabrico. a EN 1993-1-8 caracteriza as ligações metálicas através de uma curva não-linear momento-rotação.02 e 0. relativamente a ligações metálicas sujeitas a acções sísmicas. • Efeitos P-δ. As recomendações para o dimensionamento de ligações dividem-se em dois campos. tipo de furo. os limites da categoria estrutural seleccionada. rigidez de rotação Sj e capacidade de rotação φCd.ACÇÃO SÍSMICA • Investigação analítica e experimental relativamente a vários aspectos que demonstraram ter um papel significativo na resposta sísmica de estruturas metálicas. As suas ligações podem ser rígidas ou rotuladas. • Instabilidade local de secções. Nos EUA. tal como o indicado no Capítulo 6 desta publicação. e de relações de dimensionamento que afectam o comportamento global do pórtico.03.01. Pórtico Não Rotulado de Resistência Intermédia (IMRF) e Pórtico Não Rotulado de Resistência Melhorada (SMRF).

3 Tipos de Ligações Viga-Pilar O programa de ensaios experimentais levado a cabo pelo consórcio FEMA/SAC (EUA). Os tipos de ligações apresentados abaixo estão pré-certificados para utilização corrente. • Soldada com reforço duplo (SRD). semelhante à configuração da Figura 8. • Soldada – Banzos da viga não reforçados (SBVNR). • Soldada com reforço simples (SRS). se necessário Placa de reforço a) Ligação viga-pilar pré-qualificada Placa cobrejunta soldada à viga (de ambos os lados) Ligação de alma soldada Placas nos banzos b) Ligação soldada com banzos da viga reforçados com placa Parafusos de alta resistência (c) Soldada com t em espera ligado à viga por placa cobrejunta aparafusada Placa cobrejunta soldada à viga (d) Ligação aparafusada com placa de extremidade estendida Parafusos de alta resistência Parafusos de alta resistência Placas soldadas ou Tês variáveis com placas soldadas (f) Ligação aparafusada com reforço duplo (e) Ligação soldada com placas cobrejunta aparafusadas à viga Figura 8. • Soldada – Banzos da viga reforçados com placa (SBVRC).1b). se necessário Guia para alma Parafusos de alta resistência Soldadura. • Soldada com cantoneira na alma (SCA). • Soldada com T em espera ligado à viga por placa cobrejunta aparafusada (STELVCCA). Placa de continuidade Placa dupla. Figura 8.1a).1c). Cada tipo de ligação é classificado como adequado para determinado intervalo. Manual de ligações metálicas 81 . • Soldada – Alma reforçada com placa cobrejunta (SARCC). especificado em termos de dimensões das secções e da rotação plástica. forneceu dados suficientes para permitir o desenvolvimento de directivas fiáveis de dimensionamento para vários tipos de ligações soldadas.ACÇÃO SÍSMICA 8.1: Ligações tipo pré-qualificadas em utilização nos EUA. Figura 8.

ACÇÃO SÍSMICA

As recomendações incluem, para além das ligações soldadas enumeradas acima, vários tipos de ligações aparafusadas em obra, que também se encontram pré-qualificadas para determinadas condições de utilização. As tipologias disponíveis, dentro das ligações aparafusadas são: • Aparafusada com placa de extremidade (ACT), Figura 8.1d); • Soldada com placas cobrejunta aparafusadas à viga (SCCAV), Figura 8.1e); • Aparafusada com esquadro simples (ARIVS) Figura 8.1f); • Aparafusada com esquadro duplo (ARIVD), Figura 8.1f). Na Figura 8.2 apresentam-se algumas ligações específicas utilizadas no Japão e na Figura 8.3, ligações ensaiadas e utilizadas habitualmente na Europa [Mazzolani, 2000].
diafragma metálico steel diaphragm diafragma metálico steel diaphragm

viga beam pilar column pilar column

cantilever consola

viga beam

Figura 8.2: Ligações usuais no Japão.
A
pilar

pilar

. . .

column beam viga

. . .
10M20 gr 10.9

column beam viga

. . .

column beam viga

pilar

A

B

B

C

C

3M20 gr6.6 B-B C-C

A-A

Ligação com Placa de Extremidade Estendida

Ligação Soldada

Ligação Soldada com Placas Soldadas ao Banzo da Viga

Figura 8.3: Ligações usuais na Europa.

8.4

Recomendações de Projecto e Produção

O Documento EN 1998-1 preconiza as seguintes regras de carácter geral para ligações metálicas, em estruturas dissipativas: • Devem-se evitar deformações plásticas localizadas, concentrações de tensões elevadas e defeitos de construção. A qualidade do dimensionamento deve ser comprovada através de ensaios experimentais. • Ligações não dissipativas de elementos dissipativos, realizadas com soldadura de penetração total, têm que verificar o critério de sobre-resistência. • Para ligações soldadas com cordão de ângulo, ou ligações aparafusadas não dissipativas, deve ser verificada a seguinte condição:

82

Manual de ligações metálicas

ACÇÃO SÍSMICA

R d ≥ 1, 35 R fy

(8.1)

em que Rd é a resistência da ligação e Rfy é resistência plástica do elemento dissipativo ligado. • Nas ligações aparafusadas com corte, apenas as categorias B e C devem ser utilizadas, e nas ligações aparafusadas com tracção, apenas a categoria E com aperto controlado dos parafusos deve ser utilizada. Parafusos desta categoria, também poderão ser utilizados em ligações ao corte com parafusos em furos sem folga. • Para ligações aparafusadas ao corte, a resistência dos parafusos ao corte deve ser 1,2 vezes superior à resistência da placa ao esmagamento. • A resistência e ductilidade dos perfis e suas ligações sujeitas a solicitações cíclicas devem ser comprovados através de ensaios experimentais, por forma a estarem de acordo com os requisitos definidos para cada tipo estrutural e para cada classe de ductilidade. Este procedimento aplica-se a todos os tipos de ligações em estruturas em zonas sísmicas. Os requisitos exigidos em termos de ductilidade para os vários tipos estruturais encontram-se expressos nas cláusulas 6.6 e 6.9 da EN 1998-1. Para esses mesmos requisitos, quando expressos em termos de capacidade de rotação plástica, o parâmetro utilizado é θp:

θp = δ

0,5L

(8.2)

em que δ é a flecha da viga a meio vão. O Documento EN 1998-1 apresenta os seguintes requisitos para ligações viga-pilar: • Se a estrutura for dimensionada de forma que a energia seja dissipada nas vigas, a ligação viga-pilar deve ser dimensionada de forma a verificar o critério de sobre-resistência, considerando o momento resistente Mpl.Rd e o esforço transverso avaliados conforme a cláusula 6.6.2 da EN 1998-1. • Ligações semi-rígidas dissipativas e/ou de resistência parcial podem ser utilizadas desde que sejam satisfeitas as seguintes condições: a) as ligações têm uma capacidade de rotação consistente com as deformações globais; b) os elementos associados às ligações se mantenham estáveis para Estados Limites Últimos; c) o efeito da deformação das ligações seja tido em conta no deslocamento horizontal global. • O dimensionamento das ligações deve ser tal que a capacidade de rotação plástica θp na linha de rotura, não seja menor que 35 mrad para estruturas de classe de ductilidade H, e 25 mrad para estruturas de classe de ductilidade M, com q>2. Estes valores devem ser obtidos para ensaios cíclicos em que a degradação de resistência e de rigidez se limite a 20%. Este requisito é válido independentemente do local onde se pretende a zona dissipativa. • Quando se utilizam ligações de resistência parcial, o dimensionamento do pilar deve ser condicionado pela capacidade de rotação plástica da ligação. A influência da pormenorização local e das propriedades materiais no comportamento plástico de ligações em pórticos de nós fixos tem sido investigado em vários países nos últimos anos. Algumas das conclusões dessas investigações são apresentadas de seguida [El-Tawil et al., 2000], [Mao et al., 2001]:

Propriedades Materiais – relação tensão de cedência/ tensão última (RTCTU) Ligações com RTCTU (fy/fu) de 0,65 e 0,80 exibiram um comportamento semelhante para capacidades de rotação plástica até 0,030 rad. Comparativamente com os dois casos referidos, ligações com RTCTU de 0,95 apresentaram um comprimento significativamente menor na linha de rotura, para uma capacidade e rotação plástica 0,030 rad. A dimensão da zona plastificada na viga com RTCTU de 0,95
Manual de ligações metálicas 83

ACÇÃO SÍSMICA

era sensivelmente metade da dimensão da zona plastificada na viga com RTCTU de 0,80. Como consequência de um menor comprimento plastificado verificou-se um aumento de extensões locais, o que por sua vez conduziu a instabilidade localizada prematura. Este nível elevado de extensões conduz também a uma maior susceptibilidade à rotura oligocíclica.

Pormenores construtivos – furo de acesso para soldar: dimensões e geometria
O aumento das dimensões do entalhe da alma para soldar torna mais fácil a operação de soldar no banzo inferior da viga e conduz a um trabalho de soldadura de melhor qualidade. No entanto, as investigações sugerem que é importante utilizar um furo de acesso de pequenas dimensões, por forma a reduzir o potencial de fractura frágil na base do furo. A análise confirma que o comportamento dos furos de acesso que terminam perpendicularmente ao banzo é inferior ao dos furos de configuração semi-circular, em termos de propensão à fractura frágil.

Pormenores construtivos – placas de continuidade
As recomendações FEMA-267 preconizam a utilização de placas de continuidade em todas as ligações. No entanto, a investigação sugere que as recomendações possam não ser cumpridas no caso de ligações em T.

Questão 8.1: Dimensionamento de Ligações Sujeitas a Carregamento Dinâmico

O Documento Normativo EN 1993-1-8 é aplicável a ligações sujeitas a acções estáticas. Será também aplicável a ligações sujeitas a acções dinâmicas, nomeadamente à acção do vento?

_____________________________________________________________________
A aplicabilidade do Documento EN 1993-1-8 depende do parâmetro em estudo: • No que diz respeito ao momento resistente Mj.Rd e à rigidez inicial de rotação da ligação Sj.ini, a formulação apresentada neste Documento pode ser perfeitamente utilizada para o caso de acções dinâmicas. • No que diz respeito à capacidade de rotação de ligações metálicas, as disposições apresentadas na EN 1993-1-8 não consideram a tipologia das ligações metálicas. De qualquer forma, após um vasto programa experimental, concluiu-se que a capacidade de rotação de uma ligação sujeita a acções dinâmicas é cerca de 0,5 da capacidade de rotação medida no caso de carregamento monotónico. • O mecanismo de colapso também pode sofrer alterações no caso de carregamento dinâmico em relação ao mecanismo de colapso determinado de acordo com este Documento Normativo.

Questão 8.2: Influência de Carregamento Não-simétrico

O Documento Normativo EN 1993-1-8 é aplicável a ligações sujeitas a acções estáticas. Será também aplicável a ligações sujeitas a acções sísmicas, nomeadamente à acção de cargas sísmicas nãosimétricas?

_____________________________________________________________________
Segundo um programa de investigação desenvolvido na Europa [Mazzolani, 2000], conclui-se que os valores preconizados na EN 1993-1-8 não podem ser utilizados para este tipo de carregamento. Na questão anterior foi apresentada uma comparação entre os valores apresentados na EN 1993-1-8 e os valores homólogos obtidos de ensaios de ligações simétricas sujeitas a carregamento cíclico. Foi realizado um estudo similar para estabelecer a comparação entre o comportamento de ligações

84

Manual de ligações metálicas

dependendo igualmente da configuração da ligação.3: Influência do Encruamento Qual é a influência do encruamento no comportamento de ligações metálicas? _____________________________________________________________________ Ensaios experimentais realizados por Mazzolani permitiram concluir que o encruamento tem um papel importante no comportamento das ligações [Mazzolani. enquanto que as soldaduras de viés duplo e de ângulo obrigam a soldar em posição invertida no caso de o trabalho ser realizado na obra. são propostas as seguintes recomendações: • As técnicas de duplo viés e de ângulo são recomendadas para soldadura de componentes em estaleiro. ângulo e viés simples. Foram estudados três tipos de soldadura: duplo viés. e a um nível mais reduzido provoca o aumento da resistência última das ligações soldadas. Questão 8. dependendo da configuração da ligação. 2000]. No entanto. No caso de soldadura de ângulo é condição obrigatória a verificação das dimensões do cordão.06 s-1 (comum para perfis metálicos em cedência devido a acções sísmicas) provoca um aumento na tensão de cedência. • A capacidade de rotação do segundo grupo é 150% a 200% da capacidade de rotação do primeiro grupo. Este facto evidencia uma das desvantagens deste tipo de processo de soldadura. Os espécimens com soldadura de ângulo apresentaram um comportamento intermédio. De um modo geral. permitindo assim o início da propagação de fendas. não é possível retirar ilações com grande fiabilidade quanto à redução de ductilidade devido a altos níveis de extensão no caso de carregamento cíclico. um comportamento insatisfatório devido à penetração parcial da solda.ACÇÃO SÍSMICA sujeitas a carregamentos cíclicos simétricos e não simétricos. este fenómeno é já bem conhecido para o aço estrutural. 2000]. sendo a causa principal de rotura. que em muitos casos atingiu 27% do seu valor. A análise do comportamento destes três tipos de soldadura tem que ter em conta os aspectos tecnológicos e económicos da soldadura. o comportamento ideal que corresponde à rotura no metal de base. As soldaduras de viés simples e duplo requerem operações mecânicas adicionais (preparação dos topos a soldar).4: Influência da Tecnologia e Pormenorização da Soldadura Qual é a influência da tecnologia e pormenorização da soldadura no comportamento de ligações metálicas? _____________________________________________________________________ Ensaios experimentais evidenciam uma vez mais a importância da qualidade da soldadura [Mazzolani. Uma taxa de extensão no intervalo 0. tendo-se obtido as seguintes conclusões: • Os valores do momento resistente obtidos com o segundo grupo são menores entre 20% a 40% do momento resistente do primeiro grupo. que consiste na dificuldade de controlar e verificar a dimensão do cordão. particularmente quando o trabalho é realizado em obra. Também se verificou uma redução de ductilidade.03-0. Os espécimens com cordão de viés simples apresentam. já que os resultados deste tipo de ensaios apresentaram grande dispersão. No caso particular de ligações viga-pilar em pórticos não-rotulados. Questão 8. A explicação foi atribuída ao facto de este tipo de soldadura não apresentar imperfeições em comparação com os outros dois processos referidos. a dimensão insuficiente do cordão. Manual de ligações metálicas 85 . em geral. verificou-se nas soldaduras de duplo viés.

86 Manual de ligações metálicas . 2001]. mas obriga à re-soldagem da base da soldadura de forma a eliminar os defeitos que aí aparecem. Nos EUA e no Japão também foram realizados ensaios sobre a mesma problemática.030 rad antes do início da fractura na base da soldadura.4a) [Mao et al. Com base nos resultados analisados. enquanto que no Japão é por arco submerso – fluxo gasoso. A pormenorização consiste na utilização de soldadura de penetração completa na zona da alma e cordões suplementares como reforço da soldadura de ângulo utilizada na placa ao corte. exibida na Figura 8. do que o da configuração standard. verificou-se que a fractura inicia-se na base dos furos de acesso para soldar. a técnica de soldadura utilizada é por arco submerso – fluxo metálico.4b) mostra-se uma configuração modificada do furo de acesso que é recomendada para estruturas sujeitas a acções sísmicas. para este tipo de situação. com soldas nos banzos da viga. quer no caso de ligações soldadas. Foi feito um estudo da influência da geometria e dimensões do furo de acesso no potencial início de fractura na vizinhança dos furos. cujo comportamento se considera melhor.. O carregamento cíclico faz aumentar a probabilidade de fractura da solda para ligações incompletas (solda de ângulo com dimensões insuficientes) e para soldas que apresentem defeitos como penetração incompleta (solda de viés simples).ACÇÃO SÍSMICA • A técnica de viés simples é adequada para trabalho em obra. Neste último aspecto destaca-se a remoção da barra de suporte. A comparação entre ambas as técnicas sugere que a primeira é mais onerosa mas pode conduzir a uma maior tenacidade da solda. É de realçar que os defeitos referidos foram observados quer no caso de ligações viga-pilar. Esses procedimentos passam pela utilização de materiais com maior tenacidade e melhor acabamento superficial da soldadura. Em ensaios cíclicos de ligações em regime plástico. Nos EUA.4: Configurações standard e modificada para o furo de acesso para soldar. Além disso recomenda-se a utilização de um painel de alma do pilar mais forte. As técnicas de soldadura que envolvam eléctrodo de elevada tenacidade para o cordão de ângulo usado para soldar a alma. Na Figura 8. Os resultados das várias análises demonstram que determinados procedimentos podem permitir uma rotação não elástica de 0. Observou-se que o pormenor de ligação à alma tem um papel de relevo no potencial de fractura do banzo da viga junto à interface entre o metal da solda e o metal de base. pequena sobreposição das resistências da solda e limitação das deformações de corte do painel. foi definida uma pormenorização que é recomendada para estruturas sujeitas a acções sísmicas. e que apenas se utilizem ligações por placa de alma aparafusada em pórticos ordinários. com dióxido de Carbono (CO2). devem ser executadas com todo o rigor de modo a minimizar os defeitos da solda. Os resultados mostraram a importância de seleccionar uma configuração adequada para o furo de acesso. a) Furo de acesso standard a) Standard Weld Access Hole b)b) furo de acesso Access Hole Modified Weld modificado Figura 8.

tendo chegado à conclusão que as normativas actuais. Questão 8. No caso de ligações. Amidi. demonstrou-se que a resistência da ligação se reduz entre 20% e 40% e a ductilidade aumenta entre 150% e 200%. devido à influência do painel de alma do pilar.ACÇÃO SÍSMICA Questão 8. o que introduz tensões adicionais à ligação.5: Utilização de Parafusos de Alta Resistência em Ligações de Estruturas Sujeitas a Acções Sísmicas É possível utilizar parafusos de alta resistência (HSFG) como parafusos ordinários em ligações de estruturas sujeitas a acções sísmicas. Schneider e Amidi. com carregamento não simétrico. Estas soluções apresentam vantagens e desvantagens. A resistência da ligação pode ser aumentada mediante a utilização de placas de alma como reforço do painel de alma do pilar.6: Importância do Comportamento do Painel de Alma do Pilar (Reforços) Qual é a influência do painel de alma do pilar numa ligação sujeita a cargas dinâmicas? _____________________________________________________________________ O comportamento do painel da alma do pilar é descrito na EN 1993-1-8. A segunda solução. É recomendado que sejam apertados a um nível que corresponda a 50% da sua carga de pré-esforço. de modo a que as superfícies das placas não tenham que ser preparadas para resistir ao escorregamento. tem a vantagem de evitar as referidas tensões adicionais na zona de ligação alma-banzo. 1998]. A solução da Figura 8. realizaram um estudo numérico relativamente ao comportamento sísmico de estruturas metálicas com ligações com painéis de alma deformáveis [Schneider. Para determinadas cargas não simétricas do tipo dinâmico e sísmico.5a) requer que sejam soldadas placas de alma junto à zona de transição almabanzo. representada na Figura 8. esta solução reduz o comprimento útil do banzo e limita a utilização de uma ligação aparafusada de eixo forte [Dubina et al. conforme Figura 8.5. em nó externo ou em nó interno. _____________________________________________________________________ Os HSFG podem ser utilizados como parafusos ordinárias em ligações de estruturas sujeitas a acções sísmicas. relativas ao critério de resistência mínima dos Manual de ligações metálicas 87 . e que consiste em soldar as placas de alma directamente aos banzos. 2000]..5b). mas apenas para acções estáticas. r b) beff Ls beff a) Figura 8.5: Exemplos de placas de alma. o painel de alma do pilar tem uma forte influência no comportamento da ligação. No entanto.

88 Manual de ligações metálicas . seja apenas um valor mínimo.ACÇÃO SÍSMICA painéis. podem conduzir a ligações com elevadas distorções por corte que aumenta a probabilidade de fractura dos banzos dos elementos ligados. Estes resultados sugerem que o valor preconizado na normativa de NEHRP 1991 para a resistência do painel de alma (pelo menos 90% da soma das resistências das vigas que confluem na ligação).

.. e embora no passado [prEN 1993-1-2: 1995] se tenha desprezado a avaliação do seu comportamento em situação de incêndio. nomeadamente entre 300 e 700ºC [Sakumoto et al..1 e no Quadro 9. inclui um Anexo com expressões de avaliação da resistência das soldaduras e parafusos sujeitos a temperaturas elevadas. [Simões da Silva et al. 1992].. [Spyrou et al.1. mostraram que a redução da resistência do aço tem uma influência significativa na redução da capacidade última dos parafusos. em situação de incêndio. e ao desenvolvimento tensões devido à dilatação (fase de aquecimento) e à contracção dos elementos aquecidos (fase de arrefecimento). considera-se que deverão ser verificadas tal como qualquer outro elemento estrutural.. em que o comportamento resultante da interacção entre elementos é fundamental. Para além disso.9 ACÇÃO DO FOGO 9. 1997]. 2001]. [Kirby. as ligações aparafusadas tendem a sofrer escorregamento quando sujeitas a temperaturas elevadas.. e tal como observado em ensaios em estruturas reais [Moore. 1997]. Para além da verificação isolada de cada ligação. No entanto. as ligações consideradas rotuladas à temperatura ambiente conseguem absorver níveis de resistência e rigidez consideráveis quando sujeitas a temperaturas elevadas. as estruturas metálicas estão sujeitas a alteração das suas propriedades (mecânicas e térmicas). as ligações entre vigas e pilares são consideradas perfeitamente rígidas ou perfeitamente rotuladas e raramente se considera que estas últimas consigam resistir a momentos flectores.1 Introdução Durante um incêndio. aumentando o tempo de vida útil da estrutura. Questão 9. a EN 1993-1-2 permite a análise de sub-estruturas. 1991] e em resultados experimentais de elementos isolados [El-Rimawi et al. Esta diminuição de força deve-se à relaxação dos parafusos e das placas metálicas. No seguimento do dimensionamento de ligações metálicas à temperatura ambiente. 2002]. o método das componentes também se poderá aplicar a temperaturas elevadas. Estas conclusões são reproduzidas na EN 1993-1-2. em incêndios reais [SCI recommendation. 1995]. assim como a previsão da variação da temperatura nas ligações. actualmente. pela elevada concentração de massa existente na zona das ligações que retarda o seu aquecimento relativamente aos perfis ligados (vigas e colunas).1: Resistência dos Parafusos a Temperaturas Elevadas Como se calcula a resistência dos parafusos a temperaturas elevadas? _____________________________________________________________________ Devido à diminuição das forças de aperto.θ definido na Figura 9. tal como se indica na bibliografia [Simões da Silva et al. O capítulo do Eurocódigo. assim como à redução do módulo de elasticidade (E). Ensaios experimentais em parafusos sujeitos a temperaturas elevadas. Tradicionalmente. 2003]. onde a capacidade última dos parafusos em estado limite de incêndio é obtida pela aplicação do factor de redução da resistência elástica kb. referente à avaliação da resistência estrutural à acção do fogo [prEN 1993-12: 2002].

θ γm γ m.2 0.9 0.Rd = Fb.θ para a resistência da soldadura e ky. em situação de incêndio é dada por: Fb.100 0.Rd = Ft .θ γm γ m.4 0.935 0.θ para a resistência elástica do aço.7 0.033 0.3) 90 Manual de ligações metálicas .000 A resistência de cálculo dos parafusos ao corte.550 0.ACÇÃO DO FOGO 1 0.067 0.6 0.fi (9. em situação de incêndio é: Ften. Quadro 9.775 0.t .fi (9.θ θa.fi (9.1) a resistência de cálculo dos parafusos ao esmagamento.220 0.903 0.1: Factor de redução para a resistência de parafusos.t . Temperatura θa Factor de redução para parafusos kb.Rd ⋅ k b.5 0.1: Factor de redução kb.1 0 0 200 400 600 800 1000 1200 kw.952 0.t .θ para a resistência de parafusos.θ ky.8 0. ºC Figura 9.θ γm γ m.Rd ⋅ k b. kw. em situação de incêndio é dada por: Fv .000 0.2) e a resistência de cálculo de um parafuso traccionado.Rd ⋅ k b.θ (tensão e corte) 20 100 150 200 300 400 500 600 700 800 900 1000 1.θ kb.968 0.3 0.Rd = Fv .

Para as ligações viga-pilar e viga-viga. 88θ0 ⎡1 − 0. a temperatura na alma de vigas esbeltas é similar à temperatura do banzo inferior.Rd = Fw .ACÇÃO DO FOGO Questão 9. Aplicando as expressões referidas na EN 1993-1-2. Descrições mais detalhadas encontram-se na bibliografia.6) (9. deve ser determinada a partir de: Fw. é considerada uma distribuição uniforme de temperatura na ligação.2 apresenta esses resultados. Manual de ligações metálicas 91 .t.3). No entanto. Para temperaturas superiores a 700ºC. Tendo como objectivo principal a quantificação da distribuição da temperatura em ligações.2: Resistência da Soldadura a Temperaturas Elevadas Como se avalia a resistência de uma ligação soldada. este valor de temperatura poderá ser calculado com base no maior valor dos racios A/V dos perfis metálicos adjacentes. deverá ser considerado pelo menos igual à da peça ligada mais fraca. 3 ( h / D ) ⎤ ⎣ ⎦ • Altura da viga é superior a 400 mm (9. A resistência de cálculo por unidade de comprimento de um cordão de soldadura. devido à concentração de massa na ligação.4) Questão 9. os factores de redução apresentados para os cordões de soldadura de ângulo podem ser aplicados à soldadura de topo. e a resistência da soldadura a temperaturas elevadas. [Lawson. 2 (1 − 2h / D ) ⎤ ⎣ ⎦ Sendo h a distância do banzo inferior da viga à componente em estudo (Figura 9. Como simplificação.θ ⋅ γm γ m.2). a presença da laje de betão provoca uma redução na temperatura do banzo superior da viga. a temperatura na alma é ligeiramente inferior. a temperatura da ligação é calculada a partir da temperatura do banzo inferior da viga a meio vão. poderão ser utilizadas para qualquer geometria de ligação? _____________________________________________________________________ A conductilibidade térmica do aço é muito elevada. foram efectuados estudos experimentais em várias tipologias de ligações. De acordo com a EN 1993-1-2. 88θ0 h é inferior a D/2 h é superior a D/2 (9. enquanto que em vigas mais compactas. sujeita a temperaturas elevadas? _____________________________________________________________________ A resposta a esta questão poderá ser dividida em duas partes: a variação da temperatura na ligação (ver resposta à Questão 9.7) θh = 0. para temperaturas inferiores a 700ºC. Para além disso. Existem várias distribuições de temperatura propostas e/ou utilizadas em ensaios experimentais. A resistência de cálculo da soldadura de topo por penetração completa. a temperatura nas componentes da ligação é determinada do seguinte modo: • Altura da viga é inferior a 400 mm θh = 0. O Quadro 9. utilizando o factor de reducção apropriado para o aço.5) θh = 0. Observa-se que. indicadas na EN 1993-1-2. a variação de temperatura na ligação deverá ser avaliada separadamente dos elementos ligados. 1990]. ao Longo do Tempo As expressões simplificadas referentes à distribuição da temperatura. a temperatura na ligação deverá ser calculada em função do valor de massividade (A/V) das componentes da ligação.Rd ⋅ k w. 88θ0 ⎡1 + 0.fi (9. em que as vigas suportam uma laje de betão.3: Distribuição da Temperatura numa Ligação.

62 D > 400 mm 0.banzo inferior da viga. As temperaturas médias obtidas foram: Leston-Jones et al (1997) Banzo inferior da viga Alma da viga Fiada média de parafusos Banzo da coluna 1.banzo superior da viga .985 ×θ fb . 3 parafusos M16 (8. Os resultados obtidos indicam que a componente da ligação com temperaturas mais elevadas foi a alma do pilar.70 h D 0.928 ×θ fb .8)): No interior do forno. ・・ Placa de extremidade θ fb ・・: Temperatura do banzo inferior da viga Al-Jabri et al (1998) e Al-Jabri et al (1997) Ensaios em ligações viga-pilar metálicas e mistas: No interior do forno. θ parafusos embebidos ≈ 350 ºC Ensaios em ligações de nó interno com placa de extremidade rasa (viga: 254x102x22.982 ×θ fb . Adoptou: θ banzo superior da viga = 0. considerando a fiada superior de parafusos embebida no betão: 1 6 3 4 2 7 5 .036 ×θ fb . foi aplicada uma variação linear de temperatura.ACÇÃO DO FOGO Viga mista D < 400 mm 0.2: Distribuição da temperatura numa ligação. (1997) 92 Manual de ligações metálicas .000 ×θ fb . pilar: 152x152x23. θ placa de extremidade ≈ 550 ºC.2: Gradiente térmico na viga mista. de modo a atingir 900ºC em 90 min. θ alma da coluna ≈ 450 ºC. foi aplicada uma variação linear de temperatura. Autor Distribuição de temperatura Lawson (1990) Ensaio em oito ligações viga-pilar. de geometria similar às utilizadas em edifícios metálicos (ligações metálicas e mistas): As temperaturas médias obtidas foram: θ banzo inferior da viga = 650 ºC a 750 ºC θ fiada superior de parafusos = 150 ºC a 200 ºC inferior a θ banzo inferior da viga θ fiada inferior de parafusos = 100 ºC a 150 ºC inferior a θ fiada superior de parafusos Ligação com placa de extremidade estendida.・ 1.7 θ banzo inferior da viga = θ alma da viga El-Rimawi et al. junto à ligação . Quadro 9.・ 0.966 ×θ fb .parafusos superiores (expostos) .・・ Banzo superior da viga ・・Fiada superior de parafusos Fiada inferior de parafusos 0. 0.parafusos inferiores .parafusos superiores embebidos em betão SCI recommendation (1990) Temperatura (ºC) Compartimento de incêndio Temperatura no banzo inferior da viga (ºC) Modelação numérica de ligações de nó interno mistas com placa de extremidade estendida: Variação Liu (1996) da temperatura na ligação: Para t =45 min: θ fiada inferior de parafusos ≈ 650 ºC. 0. θ fiada superior de parafusos ≈ 520 ºC. A presença da laje de betão sobre a ligação provocou uma redução de 20%-30% da temperatura do banzo superior da viga.75 0.987 ×θ fb . ao longo do tempo.banzo inferior da viga . A sua temperatura foi 8%-26% superior à temperatura do banzo inferior da viga.88 Figura 9.banzo superior da viga. de modo a atingir 900ºC em 90 min.・・ 0. junto à ligação .88 0.677 ×θ fb .88 0. 0.

1997].. a curva de incêndio externo ou se se tratar de um incêndio natural. 1997]. é directamente proporcional ao seu módulo de elasticidade (E). 1996].20ºC (9..θ para um dado nível de força F. Questão 9. é possível avaliar o comportamento da ligação para uma evolução de temperatura pré-definida.8) (9. Kpl e Fy relativas ao comportamento das componentes à temperatura ambiente. As equações (9.. o valor das constantes Ke. também é aplicável esta metodologia? _____________________________________________________________________ O método das componentes. é necessário conhecer a variação das propriedades mecânicas do aço com o aumento de temperatura.θ ⋅ K e i.θ ⋅ Fi. No contexto do método das componentes.20ºC K pl i. No entanto. esta variação é implementada ao nível das componentes. pode ser avaliada a resistência e a rigidez inicial ou. 1998]. provavelmente pelas dimensões das componentes serem de ordem muito inferior às dimensões dos perfis ligados e a influência destes perfis ser sentida nas componentes da ligação [Franssen. Além do mais. o comportamento não linear da ligação. se o incêndio seguir outras curvas. A temperaturas elevadas. RESISTÊNCIA Tendo como base a Figura 9. y Fi. A aplicação deste procedimento permite que o comportamento de ligações em situação de incêndio. Os valores propostos na EN 1993-1-2. 1990].10) apresentam a variação da resposta força-deformação da componente i à temperatura θ. [Liu. [Leston-Jones et al. e da resistência de cálculo de um cordão de soldadura por unidade de comprimento. em alternativa. e a resistência de cada componente depende da tensão de cedência do aço (fy). estes valores foram obtidos com base na curva de incêndio padrão ISO 834.10) K e i. como a curva dos hidrocarbonetos. recorrendo a estudos numéricos e/ou experimentais.9) (9. 1997] e [El-Rimawi et al. para além de expressões de cálculo da resistência dos parafusos ao corte. pode ser adaptado e aplicado ao cálculo do comportamento de ligações metálicas a temperaturas elevadas. é dada pelas seguintes expressões: Manual de ligações metálicas 93 . [Al-Jabri et al. 2002]. estão de acordo com os resultados experimentais aqui referidos. a EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] apresenta uma metodologia que permite calcular o comportamento global da ligação.4: Comportamento de Ligações Metálicas a Temperaturas Elevadas – Aplicação do Método das Componentes À temperatura ambiente. 2001].θ = k E.yθ = k y .θ = k E. • Temperatura: Cálculo da temperatura crítica.3. Dependendo do objectivo da análise. De modo a avaliar a resposta não-linear de ligações metálicas em situação de incêndio. é necessário efectuar uma análise específica.10). [Al-Jabri et al. A rigidez elástica.ACÇÃO DO FOGO [SCI recommendation... tendo em consideração a curva não-linear força-deformação de cada uma das componentes.8) a (9. ao esmagamento e tracção. seja obtido em dois “domínios” diferentes: • Resistência: Resistência de cálculo à temperatura de dimensionamento. a deformação da componente ∆i.θ ⋅ K pl i. tal como apresentado no Capítulo 6 para ligações à temperatura ambiente [Simões da Silva et al.8) a (9. estudos recentes contrariam as recomendações dadas pela EN 1993-1-2: Franssen mostrou que a variação da temperatura nas componentes é superior ao valor calculado com base na massividade local.20ºC Introduzindo nas equações (9.

Δi O momento flector é calculado no âmbito do modelo das componentes.θ ⋅ M20ºC (r =1.θ = F' F' 1 = = Δi.θ = Eθ ⋅ z2 = k E.θ (F '' ) = Δi.θ Δ Δ’ i.θ k E.11) (9.θ Δy i .20ºC k E.yθ ) f y k E. TEMPERATURA Para uma ligação com distribuição uniforme de temperatura.ACÇÃO DO FOGO F ' < Fi.θ k E.θ '' y Δi.20ºC F fi.θ (9.θ ⋅ Mi. identificando-se a cedência de cada uma das componentes.θ ⋅ K i.θ y Mi.θ ⋅ Si.16) As equações (9.θ (F ' ) = Δi.θ Δ” i.11) a (9.15) e a rotação da ligação na cedência da componente i obtêm-se a partir de: φ = y i.3: Resposta isotérmica força-deformação de uma componente da ligação.2 0ºC yi.20ºC Análise à tem peratura am biente F yi.12) Δ y i.20ºCΔ i.θ z = k y .θ k E.20ºC − Fi. A rigidez inicial da ligação à temperatura θ é dada por: S1.θ F yi.θ = Δi.yθ K e i. a partir da correspondente distribuição de forças nas componentes: Mθ = Fr .θ S y i.20ºC − Δi.2 0ºC f Δ fi.max.θ Δ” i.20ºC k E.yθ ' Δi.yθ F '' ≥ Fi.θ = Fi.Sd = Mj.θf (9.θ y φi.13) F fi.20ºC (9.20ºC 1 ∑k i i.θ = y k y . Mj. a temperatura crítica representa a temperatura da ligação no instante em que se verifica a condição.17) 94 Manual de ligações metálicas .20ºC (9.20ºC (F ' ) e e K i.θ Análise iso térm ica à tem peratura θ Δ yi.20ºC (F ''− Fi.θ = k y .θ + f y 1 Δi.20ºC Δ’ i.θ Figura 9.14) Expressões similares poderão ser obtidas para o cálculo da rigidez e rotação da ligação.θ Fi.20ºC = k y .yθ F = Fi.θ ⋅ S1.20 ºC (9.2) (9.16) permitem definir a curva momento-rotação à temperatura constante θ.

que é definido como o quociente entre o valor de cálculo do efeito das acções em situação de incêndio e o valor de cálculo da capacidade resistente em situação de incêndio.19) Manual de ligações metálicas 95 . a temperatura crítica depende do grau de utilização do elemento para t = 0.18) conduz ao cálculo directo da temperatura crítica da ligação [prEN 1993-1-2: 2002]: θ cr = 39.max . η0.1⎥ + 482 3. No caso de ligações. para t = 0.19ln ⎢ ⎤ 1 .ACÇÃO DO FOGO De acordo com EN 1993-1-2.20ºC (9.833 0.Sd Mj.18) A aplicação da Equação (9. 967 μ0 ⎣ ⎦ ⎡ (9. o grau de utilização apresenta-se do seguinte modo: μ0 = Mj.

5 mm e 25 mm. As ligações podem ser aparafusadas ou soldadas. o método mais usado em ligações de perfis CHS é a soldadura. aplicável a ligações de vigas em perfis abertos ou fechados ocos e pilares do tipo RHS ou CHS. Este tipo de tecnologia permite a materialização da ligação ao pilar apesar da limitação do acesso.1) e as regras de aplicação fornecidas no parágrafo 7. Esta secção sumaria os aspectos principais do comportamento e do dimensionamento de ligações com perfis ocos solicitadas predominantemente por esforços estáticos. apenas do lado exterior. conforme a sua aplicabilidade: . e/ou momento flector resistente máximo para os elementos da estrutura. só poderão ser usadas desde que satisfeitas todas as condições aí enumeradas. 10. São ainda tratadas as ligações planas em estruturas compostas por combinações de perfis ocos e abertos do tipo I ou H. De acordo com a EN 1993-1-8. especialmente em treliças. já que o seu comportamento é diferenciado.1 Introdução A tecnologia de ligação desempenha um papel preponderante no comportamento de estruturas com perfis tubulares. deverão ser baseadas nos seguintes modos de rotura. Importa fazer a distinção entre perfis do tipo CHS (perfis circulares ocos – Circular Hollow Sections) e do tipo RHS (perfis rectangulares ocos – Rectangular Hollow Sections). em estruturas compostas por perfis circulares. As regras de aplicação são válidas para perfis laminados de acordo com a EN 10210 e para perfis enformados a frio de acordo com a EN 10219. O capítulo 7 do Documento Normativo EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] contém regras de aplicação detalhadas para o cálculo da resistência sob acções estáticas de ligações com geometria num só plano ou em vários planos. podendo no entanto.2 deste Documento Normativo. As tipologias de ligações abrangidas pela EN 1993-1-8 (Figura 10. já que este tipo de acções não são consideradas passíveis de envolver fenómenos de fadiga. desde que as dimensões desses perfis satisfaçam os requisitos necessários.2 Ligações Soldadas Embora seja frequente a utilização de ligações aparafusadas. Está ainda disponível a tecnologia tipo “blind bolting”. as resistências de cálculo de ligações entre perfis ocos e entre perfis ocos e secções abertas.1. ser usadas em edifícios solicitados por acções sísmicas. A resistência estática das ligações é expressa em função do esforço axial resistente máximo.10 LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES 10. Um caso particular é o de pórticos com ligações viga-pilar em que os pilares sejam do tipo CHS ou RHS cheios de betão (CFHS). quadrados ou rectangulares ocos. a não ser que sejam tomadas medidas especiais para garantir propriedades adequadas ao longo da espessura. A espessura nominal dos perfis ocos deverá estar compreendida entre 2.

Apesar desta limitação. Outra vantagem das ligações aparafusadas. os perfis ocos podem ser ligados indirectamente usando chapas de banzos. Porém nestes casos. • Plastificação da face lateral do perfil principal. a ligação aparafusada entre dois perfis ocos ou entre um perfil oco e um perfil aberto ou uma chapa pode ser difícil.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES • Plastificação da face do perfil principal ou plastificação da secção transversal do perfil principal.1: Tipologias de ligações em vigas treliçadas. é necessário que sejam tomadas medidas especiais.3 Ligações Aparafusadas Uma vez que os perfis ocos permitem o acesso apenas pelo exterior. esmagamento local ou encurvadura da face lateral ou alma do perfil principal sob a acção de compressão do membro interior. • Rotura por encurvadura local de um elemento transversal. como a abertura de orifícios no elemento oco para acesso e aparafusamento a partir do interior. na maior parte das situações. 10. coroação ou dispositivos soldados e de seguida procede-se ao aparafusamento. Figura 10. as ligações aparafusadas continuam a ser de utilização vantajosa e económica. é a fácil montagem e desmontagem 98 Manual de ligações metálicas . • Rotura por punçoamento da face do perfil principal. Nestas condições. • Rotura por corte do perfil principal. Outra alternativa é a utilização de processos que materializem a ligação através do exterior – “Blind bolting”.

Este parágrafo é apresentado de acordo com as publicações “Design guide for structural hollow sections in mechanical applications” de J. apoio rotulado. 1995] e “Guide on the use of bolts: single sided blind bolting systems” de N.4 Considerações de Dimensionamento Uma estrutura realizada com secções ocas e solicitada predominantemente por acções estáticas. ou seja os elementos ou ligações críticas deverão proporcionar capacidade de rotação suficiente. capítulo 6: pormenorização de ligações [CIDECT. 1995]. poderão ser desprezados no dimensionamento. 1995]. preferível às soldaduras no local pelos defeitos que poderão advir destas e por serem mais onerosas que o aparafusamento no local. com cantoneiras de topo. aparafusadas com extremidades achatadas. classificadas como ligações aparafusadas normais de acordo com o capítulo 3 da EN 1993-1-8. 1995]. [CIDECT. com extremidades em forquilha.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES em obra. aparafusamento atravessando o perfil oco. como é o caso de secções de paredes finas. • Modelo de rotura por corte no perfil principal. Neste caso. os momentos secundários resultantes de deformações impostas ou da rigidez da ligação. As ligações aparafusadas entre dois perfis ocos são sempre realizadas usando dispositivos intermédios de ligação. soldados aos perfis ocos. aparafusamento de várias componentes e parafusos colocados através de orifícios de acesso [CIDECT. Questão 10. F. 10. deverá ser usada uma análise plástica de segunda ordem. e onde serão então materializadas as ligações aparafusadas. pernos roscados. 2002].1: Modelos de Previsão do Comportamento para Ligações com Perfis Circulares Ocos (CHS) Que modelos analíticos são usados no cálculo da resistência das ligações com CHS? _____________________________________________________________________ Actualmente são usados três modelos que permitem caracterizar o comportamento das ligações CHS: • Modelo de tubo de rotura da face do perfil principal. com empalme. • Modelo de rotura por punçoamento. Nos casos em que os elementos ou ligações críticas não tenham capacidade de rotação suficiente. Manual de ligações metálicas 99 . O dimensionamento de ligações de perfis ocos deverá ser efectuado de acordo com o capítulo 7 da EN 1993-1-8: ligações de perfis ocos e capítulo 5 do Guia de Dimensionamento do CIDECT para ligações de perfis ocos em aplicações mecânicas: considerações de dimensionamento para ligações [CIDECT. A pormenorização para ligações soldadas e para ligações aparafusadas é indicada no Guia de dimensionamento do CIDECT para ligações de perfis ocos em aplicações mecânicas. deverá ser dimensionada de modo a apresentar um comportamento dúctil. Wardenier et al. Os principais tipos de ligações aparafusadas em estruturas de perfis ocos são: ligações aparafusadas tipo “joelho”. Yeomans [Yeomans. bases de colunas.

Y e X. O esforço axial na diagonal é dado pela expressão: N2 = fyo 3 ⋅ π ⋅ d2 ⋅ t o 1 + θ2 2 sin2 θ2 (10. Este modelo dá bons resultados para ligações do tipo T.2: Modelo de tubo para uma ligação tipo X em CHS. como indicado na Figura 10. e considerando o comprimento efectivo Be calculado experimentalmente. o esforço correspondente à plastificação do tubo é dado por: N1y = C0 t2 ⋅ fyo ⋅ o 1 − C1 ⋅ β sin θ1 (10.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Modelo de tubo de rotura da face do perfil principal A ligação é modelada por um tubo de comprimento efectivo Be com geometria e propriedades mecânicas idênticas às do perfil principal em perfil CHS.3 para um ligação do tipo Y traccionada.1) Sendo β = d1/d0. Desprezando as forças axiais e de corte. a relação entre os diâmetros dos tubos. Figura 10.3: Modelo para rotura por punçoamento do perfil principal numa ligação com perfis CHS.2. deverão ser adicionados outros parâmetros tais como o esforço axial actuante e a distância entre diagonais. 100 Manual de ligações metálicas .2) Figura 10. No entanto. para ligações mais complexas como do tipo K e N. Modelo de rotura por punçoamento Este modelo é apresentado na Figura 10.

corte e momento flector. são frequentemente usadas em recomendações de dimensionamento de estruturas do tipo “offshore”.6) Se o afastamento é reduzido. a secção transversal do perfil principal pode ruir na secção desse afastamento (secção A) pela combinação entre esforço axial. as diagonais funcionam como um reforço do perfil principal. sendo β = d2/d0.5) Geralmente o momento flector é reduzido e deve-se considerar apenas a interacção entre o esforço axial e o esforço transverso: ⎛ ⎜ Ni ⋅ sin θi +⎜ ⎜ 2fyo ( do − t o ) t o ⎜ ⎝ 3 ⎞ ⎟ ⎟ ≤ 1. este critério aplica-se apenas para valores reduzidos de β.4) No ⋅ g ≤ π ( do − t o ) t o ⋅ fyo Mo ⋅ g ≤ ( do − t o ) t o ⋅ fyo (10.4: Modelo para rotura por corte no perfil principal numa ligação com perfis CHS. que aumenta consideravelmente a sua resistência ao esforço transverso. para ligações K e N com afastamento entre diagonais (g). pois se o valor de β aumentar.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES De um modo geral.4. Se o perfil principal é uma secção compacta. o dimensionamento plástico conduz às seguintes equações: Ni sin θi ≤ 2 fyo 3 (d 2 o − to ) to (10. Modelo de rotura por corte no perfil principal Tal como indicado na Figura 10. g Figura 10. Manual de ligações metálicas 101 . a carga será transmitida ao perfil principal através de tensões circulares. 0 ⎟ ⎟ ⎠ 2 ⎛ No ⋅ g ⎜ ⎜ π (d − t ) t ⋅ f o o o yo ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 2 (10. As regras aplicadas ao cálculo da resistência ao punçoamento.3) (10.

Estes modelos simplificados e a sua combinação com resultados experimentais permitiram estabelecer expressões de dimensionamento. Y e X.6 para uma ligação do tipo Y traccionada.5 para um ligação do tipo Y. e igualar essa grandeza ao trabalho interno nas rótulas plásticas (comprimento li e ângulo de rotação ψi) [APK.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Questão 10. consiste em estabelecer o trabalho da força N1 segundo o deslocamento δ. é dada pela expressão: N1 = fyo ⎛ 2h1 ⎞ 1 to ⎜ + 2bep ⎟ 3 ⎝ sin θ1 ⎠ sin θ1 (10. Tomar em consideração todos os parâmetros torna-se impraticável. 1996]: N1 = fyo ⋅ t o ⎛ 2h1 +4 1−β ⎜ 1 − β ⎝ bo ⋅ sin θ1 ⎞ 1 ⎟ ⎠ sin θ1 (10. Y ou X (rotura da face do perfil principal).8) 102 Manual de ligações metálicas .5: Modelo de linhas de rotura para ligações do tipo T. A resistência ao corte de ligações do tipo T.2: Modelos de Previsão do Comportamento para Ligações com Perfis Rectangulares Ocos (RHS) Quais os modelos analíticos usados no cálculo da resistência de ligações com perfis RHS? _____________________________________________________________________ Na caracterização deste tipo de ligações e no estudo da influência dos principais parâmetros são usados modelos analíticos. ilustrado na Figura 10.7) Ligação Y Modelo Figura 10. Modelo de rotura por punçoamento Este modelo é representado na Figura 10. Modelo de linhas de rotura plásticas O princípio geral deste modelo. por isso são utilizados modelos simplificados de acordo com o modo de rotura a estudar.

LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES (a) secção longitudinal (b) secção transversal (c) plano Figura 10. a resistência é dada por: N1 = fy1 ⋅ t1 ⋅ ( 2h1 − 4t1 + 2beff ) (10.7 apresenta o modelo para a resistência ao corte do perfil principal na secção de afastamento (g) de uma ligação K ou N. Y e X. Modelo da largura efectiva da diagonal da viga treliçada A resistência é calculada em função das dimensões da diagonal.6: Modelo de linhas de rotura para ligações do tipo T. Manual de ligações metálicas 103 . Para ligações do tipo T.7: Modelo para a resistência ao corte do perfil principal na secção de afastamento (g) de uma ligação K ou N.Rd = A v ⋅ fyo 3 γ M0 (10. Y ou X (rotura da face do perfil principal). Figura 10.9) Modelo de rotura por corte do perfil principal A Figura 10.10) sendo Av = (2 h0+α b0) t0. A resistência ao corte pode ser determinada analiticamente com base na resistência plástica da secção: Vpl.

Y e X com parâmetro β elevado podem ter a sua rotura associada à plastificação ou à encurvadura local das faces laterais do perfil principal.3: Modelos Analíticos para Ligações entre Perfis Ocos e Secções Abertas Que modelos analíticos são usados para ligações entre perfis CHS ou RHS e perfis principais de secções em I ou H? _____________________________________________________________________ São usados modelos analíticos simplificados para descrever o comportamento destas ligações e o efeito dos principais parâmetros. a distribuição das tensões e deformações na extremidade do perfil de secção oca não é uniforme. são aplicados os conceitos de fissuração transversal e largura efectiva.11) Modelo de plastificação ou encurvadura local das faces laterais do perfil principal As ligações T. Este último é representativo para o perímetro da secção oca. capaz de transmitir o esforço de colapso iminente. Modelo da largura efectiva do perfil principal Para ligações de perfis ocos soldados a perfis de secção I ou H.9.Rd ⎠ 2 (10. é obtida a seguinte fórmula de interacção: No.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES O resto da secção transversal suporta o esforço axial.Sd ≤ ( A o − A v ) fyo + A v ⋅ fyo ⎛ V ⎞ 1 − ⎜ Sd ⎟ ⎜V ⎟ ⎝ pl. ou por instabilidade localizada no bordo do elemento traccionado. 1996]. Para ter em conta estes efeitos.8 conduz a: ⎛ h ⎞ 1 N1 = 2fyo ⋅ t o ⎜ 1 + 5t o ⎟ ⎝ sin θ1 ⎠ sin θ1 (10. ver Figura 10. este fenómeno torna-se mais relevante. Este fenómeno deve-se às características da alma do perfil I ou H e à diferença de rigidez entre as extremidades e a parte central do banzo.12) Figura 10. podendo conduzir à rotura prematura da ligação pelo colapso na secção entre o elemento traccionado e o banzo do perfil principal.8: Modelo de plastificação ou encurvadura local das paredes laterais do perfil principal. Com o aumento do carregamento. Questão 10. ver Figura 10. 104 Manual de ligações metálicas . o modelo indicado na Figura 10. Utilizando o critério de cedência de Von Mises. Para ligações entre RHS de igual largura.10 [APK.

e pode ser determinado por: beff = t w + 2r + 7 fyo fyi ⋅ tf (10. Manual de ligações metálicas 105 .13) onde beff é igual a metade do perímetro efectivo do membro em perfil oco. Figura 10.9: Distribuição de tensões e deformações na extremidade de um perfil RHS. Figura 10.14) Modelo de rotura por corte no perfil principal A rotura por corte no perfil principal é o modo de rotura mais provável numa ligação do tipo K ou N com afastamento . A resistência última de um elemento em ligações do tipo T. pode ser quantificada da seguinte forma: Ni.11.10: Perímetro efectivo.Figura 10.Rd = 2fyi ⋅ t i ⋅ beff (10. X.11: Corte do perfil principal numa ligação do tipo K com afastamento. K ou N (com afastamento).LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Figura 10. Y.

ver Figura 10.0 e t1 = 90. é: Ni.17) O parâmetro de eficácia Ce (CT para ligações em T ou Y. é directamente transposta da verificação da compressão local de ligações viga-pilar entre secções I ou H.12. e o valor da resistência é obtido a partir de um coeficiente de eficácia Ce. CX para ligações em X e CK para ligações em K ou em N) avalia a eficácia de um ligação com kp = 1. 106 Manual de ligações metálicas .15) Modelo de plastificação local da alma do perfil principal A plastificação localizada no perfil principal por tracção ou compressão. Estes ábacos baseiam-se nas recomendações da EN 1993-1-8.Rd = fyo ⋅ t w ⋅ b w sin θi (10. Para ligações com secção do tipo CHS.12: Plastificação local da alma do perfil principal.16) Figura 10. com elementos interiores e perfil principal de espessura e classe de aço idênticas. Questão 10. dado para cada diagonal.14.Rd = A v ⋅ fyo 3 γ M0 (10. 1996]: N1.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES A resistência ao corte do perfil principal pode ser quantificada através da seguinte expressão: Vpl. O esforço normal no perfil principal.13 e 10. esta eficácia é dada pela seguinte expressão [APK.4: Ábacos de Dimensionamento Qual o objectivo dos ábacos de dimensionamento de ligações numa época em que está vulgarizado o uso de meios informáticos na análise estrutural? _____________________________________________________________________ Para um dimensionamento rápido de uma ligação com perfis de secção oca é útil dispor de ábacos de dimensionamento como o representado nas Figura 10.Rd A1 ⋅ fy1 = Ce fyo ⋅ t o kp fy1 ⋅ t1 sin θ1 (10.

Manual de ligações metálicas 107 .14: Ábaco de eficácia da diagonal de uma viga treliçada para ligações soldadas em K ou N com afastamento.2 0. Para ligações sem afastamento.4 0.0 0.0 β Figura 10.15.2 1.2 0.13: Ábaco de dimensionamento para ligações do tipo T e Y com secções do tipo CHS.Rd = C Kg f yi t i sin θ i Ai f yi b 1+ b 2 2 bi b0 t0 Figura 10.5 0.2 0.0 0.8 0.7 0.6 0.7 0. A referência bibliográfica [CIDECT.14 apresenta o coeficiente de eficácia para uma ligação do tipo K com afastamento em secções do tipo RHS.7 0.1 0.3 0.9 0. 1995] fornece ábacos de dimensionamento para todos os tipos de ligações RHS com afastamento ou com sobreposição.1 0.1 0.6 0. Para ligações com secção do tipo RHS.0 0.0 0.6 f y0 t 0 k n N 1 .0 10 15 20 25 30 35 1.4 1. C Kg 1. a eficácia total é dada pelo ábaco da Figura 10.6 0.8 0.3 0.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES C T 1.5 0.5 0. a Figura 10.Rd A i ⋅ fyi = Ce fyo ⋅ t o k n fyi ⋅ t i sin θi (10.8 0. a eficácia é dada pela seguinte expressão [APK.9 f yo t o k p N 1.8 0.18) Por exemplo.0 0.9 0.4 0. 1996]: N1.6 1.4 0. Rd = CT A1 f y 1 f y1 t 1 sin θ 1 d0 t0 10 15 20 30 40 50 1.3 0.

8 0.Aparafusamento com Acesso Apenas por um dos Lados Que sistemas do tipo “Blind Bolting” se encontram disponíveis no Mercado Europeu? _____________________________________________________________________ Sistema “Flowdrill” Este sistema actua por fricção e consiste na extrusão de orifícios que actua por fricção.0 1.1 0.17 apresenta-se uma ligação típica viga-pilar com placa de extremidade.8 completamente roscados Figura 10.6 0.2 0. placa de extremidade elemento ligado.9 0. ex. 2002].4 0.75 1.7 0. Questão 10.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES N i 1.25 1. Na Figura 10. realizada com recurso a este sistema. 2002]. Os resultados de uma série de ensaios com orifícios isolados executados através deste sistema [Yeomans.5: Sistemas de “Blind Bolting” .0 f yj t j f yi t i bj tj Figura 10. com recurso a uma broca com quatro lóbulos de tungsténio e carbono [Yeomans.0 Ai f yi 0.0 10 15 20 25 30 35 2. Estes ensaios mostraram que: 108 Manual de ligações metálicas .15: Ábaco de eficácia para ligações de RHS soldados em K ou N sem afastamento entre as diagonais. Figura 10.RHS parafusos standard 8.16.3 0.5 0.17: Ligação viga-pilar executado através do sistema “Flowdrill”. concluiram que o sistema pode ser usado em aplicações estruturais. O processo “Flowdrill” é esquematizado na Figura 10.16: Representação esquemática do processo “Flowdrill”.5 1.

Existe também um outro sistema semelhante constituído por 5 peças [Yeomans.4 8. Quadro 10. ver Figura 10.8.1.5 mm. mm M16 classe 8.18: a) Dispositivo Hollo-Bolt (como fornecido). Parafuso tipo “Huck Ultra-Twist” O parafuso Huck Ultra-Twist é um dispositivo pré-montado [Yeomans.8 M24 classe 8. • A capacidade resistente ao corte e pressão diametral do parafuso e orifício é calculada de forma usual. porca anilha resistente ao esmagamento anilha resistente ao corte manga manga núcleo da cavilha Figura 10.8 6. indicada em EN 1993-1-8.RHS “Hollo-bolt” instalado Figura 10. M20 e M24. ex. o que corresponde às tolerâncias usuais de montagem.0 e 12.8 M20 classe 8.8. • Desde que a espessura mínima do material obedeça ao especificado no Quadro 10. • Os orifícios roscados poderão acomodar parafusos dos diâmetros M16. É instalado recorrendo a uma chave eléctrica específica.6 Dispositivo “Lindapter Hollo-Bolt” O Hollo-Bolt é um dispositivo pré-montado constituído por 3 partes: corpo principal. 2002].19a). poderá ser considerada a resistência total à tracção de parafusos de classe 8.0 9. 2002]. a resistência ao arrancamento é inferior ao indicado no Quadro 10. em orifícios de diâmetro 2 mm superior ao diâmetro exterior dos parafusos. como apresentado na Figura 10. b) Ligação viga-pilar executado através de Hollo-Bolt.1 e que a tensão de cedência nominal esteja compreendida entre 275 e 355 MPa. Para roscas abertas pelos processos tradicionais. placa de extremidade elemento ligado.8. b) procedimento de instalação. Dimensão e classe do parafuso Espessura mínima do material.19b). um cone roscado com rasgos e um parafuso standard de classe 8. Manual de ligações metálicas 109 .19: Parafuso Huck Ultra-Twist: a) vista do sistema.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES • Os orifícios executados através de “flowdrill” podem ser usados em secções com espessuras compreendidas entre 5. Figura 10.1: Espessuras mínimas do material para desenvolver a resistência total à tracção em parafusos da classe 8.18a).

com tensões de cedência de 640 MPa ou superiores. existem muitos outros que permitem executar ligações apenas de um dos lados. 110 Manual de ligações metálicas .6: Aço de Alta Resistência em Ligações de Secções Tubulares Haverá alguma razão para que as regras indicadas na EN 1993-1-8 não possam ser aplicadas a aços de alta resistência? _____________________________________________________________________ A cláusula 7. como é o caso dos aços de alta resistência.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Soldadura de pernos roscados Na materialização da ligação poderão ser usados pernos roscados. O Guia de dimensionamento do CIDECT [CIDECT.1 (4) da EN 1993-1-8 especifica que a tensão de cedência nominal de secções ocas laminadas e a tensão de cedência nominal do material de base de secções enformadas a frio. De seguida serão apresentados dois destes métodos. De acordo com a EN 10210 e a EN 10219. ver Figura 10. Porcas soldadas Para além dos métodos apresentados. O primeiro consiste na abertura de um orifício e posterior abertura de uma rosca.20: Ligação efectuada através de pernos roscados soldados. Outro método [Kato. as especificações para o material são determinadas com base no produto final e não no material de base. é necessário proceder à encomenda de quantidades elevadas.1. A Figura 10.21. Questão 10. consiste na abertura de orifícios com dimensão suficiente para acomodar uma porca de tamanho adequado que é soldada à face do perfil de tal forma que não apresente saliências do lado exterior da secção. aços com composições químicas melhoradas ou especiais ou ainda aços patinados. ex. que são soldados à face do perfil oco. note-se que neste caso não existe cavidade para acomodar a anilha. 1988].RHS porcas Figura 10. ex. 1995] estipula que é possível produzir secções estruturais ocas com aços especiais. deverá ser reduzida através do factor 0. não deverá exceder 460 MPa.20 apresenta uma ligação típica efectuada através deste sistema. mas geralmente necessita de uma espessura da parede mínima de 16 mm para resistir a esforços de arrancamento. mas neste caso.RHS placa de extremidade Figura 10.21: Porcas soldadas à face do perfil tubular. Para aços da classe S420 e S460 a resistência estática avaliada de acordo com esta secção.90. pernos roscados soldados elemento ligado. placa de extremidade parafusos ordinários elemento ligado.

7: Dimensionamento de Estruturas Offshore Poderão as recomendações da EN 1993-1-8 ser aplicadas às secções de grandes dimensões utilizadas em estruturas offshore? _____________________________________________________________________ O campo de aplicação de secções ocas é extenso e os domínios específicos de aplicação são enumerados no Guia de Dimensionamento do CIDECT. e terão que ser usadas recomendações especiais. No caso de estruturas offshore. estes limites de aplicação geralmente não são respeitados. poderão ser aplicadas a qualquer tipo de estrutura. onde se incluem as estruturas offshore. Manual de ligações metálicas 111 . desde que sejam reunidas as condições gerais. Adicionalmente.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Questão 10. As regras de aplicação indicadas no capítulo 7 da EN 1993-1-8. para estruturas offshore solicitadas por acções que provoquem fadiga. é necessário considerar as disposições especiais dadas na EN 1993-1-9 [prEN 1993-1-9: 2002].

11 LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO 11.2 Ligadores Para construções com elementos de secções de paredes finas. Figura 11. ex. .9.1b. podem-se utilizar os seguintes tipos de ligadores [Toma et al. Encontra-se disponível uma variedade de métodos de montagem de estruturas com elementos de secções de paredes finas. que são. Figura 11. 1993]. A utilização de elementos de secções de paredes finas requer o uso de parafusos roscados até à cabeça. O diâmetro do parafuso varia normalmente entre M5-M16 e as classes mais utilizadas são 8. [Yu. São ainda fornecidos alguns pormenores para cada um dos ligadores mecânicos..1c. • corte do parafuso. 1993].2. De acordo com resultados obtidos experimentalmente. Figura 11. Exemplos de tais efeitos podem ser: a inclinação do ligador no esmagamento do orifício. • esmagamento ou enrugamento de material na frente do parafuso.1a. • rotura da chapa à tracção. Em comparação com ligações mais espessas (t> 3 mm) o comportamento de ligações em elementos de paredes finas é caracterizado pela pequena rigidez das placas. Figura 11. rotação do ligador em roturas por escorregamento ou a grande distorção da placa quando o ligador está à tracção e a chapa é solicitada directamente em cima da cabeça do ligador. 11. podem surgir efeitos adicionais no Estados Limites Últimos e de Serviço e o nível de segurança pode depender do controle de qualidade. • assemblagem de secções lineares enformadas a frio. 11.: costuras longitudinais de chapas.1d.8 ou 10. ex: estruturas de armazenamento.: uma madre.1 Ligadores Mecânicos O Quadro 1 apresenta as possíveis aplicações para os diferentes tipos de ligadores mecânicos. podem ocorrer quatro tipos básicos de modos de rotura nas ligações aparafusadas de enformados a frio: • corte longitudinal da chapa ao longo de duas linhas paralelas. • interligação de dois ou mais painéis metálicos.1 Introdução As ligações de elementos estruturais com secções de paredes finas são normalmente usadas para: • fixação de painéis metálicos a uma estrutura de suporte. • colas. ex. nalguns casos. • soldadura. Neste caso.. 2000]: • ligadores mecânicos. Esta é a razão pela qual foram desenvolvidas regras específicas para ligações em elementos enformados a frio. diferentes das regras previstas para elementos metálicos laminados. Parafusos com porcas constituem ligadores roscados a colocar em orifícios previamente executados nos elementos a unir. de acordo com Toma [Toma et al.

Podem também ser usados em sistemas metálicos porticados e treliças de cobertura.3 com anilhar ≥ 16 mm.5. d) rotura por corte do parafuso.3 mm Rebites cegos. 1 mm de espessura com material elastomérico Parafusos auto-perfuradores.8 mm φ 5.0 mm φ 4. A fractura da chapa é muitas vezes causada pela rotação excessiva do parafuso e deformação da chapa. Os parafusos podem constituir um modo rápido e efectivo de ligar chapas metálicas em painéis de fachada e cobertura. Figura 11. Existem dois tipos de parafusos: • parafusos auto-roscáveis (por deformação ou furação). 1 mm de espessura com material elastomérico X X Parafusos com cabeça hexagonal φ 6.2. Aço Espessas Ligador Observação madeira espessas X X Parafuso M5-M16 X Parafusos auto-roscáveis φ 6. com diâmetros: φ 4. b) esmagamento da chapa. com anilha ≥ 16 mm.8 mm φ 6. a ligação está sujeita a uma combinação de modos de rotura. como ilustrado nas Figura 11.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO Finas espessas Quadro 11. com diâmetros:・ φ 4. c) rotura à tracção da chapa. • parafusos auto-perfuradores.3 ou 6.1: Tipos de roturas em ligações aparafusadas: a) corte longitudinal da chapa.4 mm Pregos X X X Em muitos casos. bem como servir de ligadores de painéis de gesso cartonado a perfis metálicos.1: Resumo dos campos de aplicação para ligadores mecânicos. 114 Manual de ligações metálicas .22 ou 4.5 mm φ 6.

LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO

A maior parte dos parafusos são combinados com anilhas de modo a aumentar a resistência ao esmagamento da ligação e/ou selar a ligação. Alguns tipos têm cabeças plásticas ou protectores plásticos para conferir resistência à corrosão ou a côr desejada.

.....nervurado

.....plano

V - viga de cobertura

Chapa de cobertura ondulada

Figura 11.2: Aplicação de parafusos auto-roscáveis.

A Figura 11.3 mostra dois exemplos de parafusos auto-perfuradores. A Figura 11.4 apresenta os vários tipos de rosca para parafusos auto-roscáveis por deformação. O tipo A é usado para ligar chapas finas. O tipo B é usado para fixações a bases de aço de espessura superior a 2 mm. O tipo C é usado normalmente para fixações de bases metálicas finas (espessura até 4 mm) a bases metálicas. Os parafusos auto-roscáveis são usualmente fabricados em aço-carbono (zincado e lubrificado). A Figura 11.5 apresenta alguns exemplos de parafusos auto roscáveis por furação. Os parafusos autoroscáveis por furação são usados para ligações a bases metálicas espessas. Os parafusos autoperfuradores abrem o seu próprio orifício e formam a rosca numa única operação.
drill thread Comprimento Comprimento length length de furação da rosca

drill point Ponto de furação drill diameter Diâmetro de furação 7.7

Figura 11.3: Exemplos de parafusos auto-perfuradores.

Tipo A Tipo B Tipo C Figura 11.4: Exemplos de rosca para parafusos auto-roscáveis por deformação.

Figura 11.5: Exemplos de rosca para parafusos auto-roscáveis por furação.

Manual de ligações metálicas

screw length Comprimento do parafuso

drill flute

115

LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO

Rebites cegos e rebites tubulares são muitas vezes usados na construção com perfis enformados a frio. São usados para simplificar a montagem, reduzir o custo da ligação bem como por questões estéticas. Um rebite cego é um ligador mecânico capaz de ligar peças onde o acesso é limitado e é feito apenas por um dos lados. De acordo com o método de aplicação, os rebites-cegos encontram-se ilustrados na Figura 11.3. Os rebites tubulares são muitas vezes usados para ligar chapas metálicas. A resistência ao corte ou compressão é comparável à dos rebites sólidos. Os diâmetros do corpo dos rebites variam entre 0,8 e 7,9 mm. Os comprimentos mínimos variam entre 0,8 a 6,4 mm, respectivamente.

Cut amolação da and grind Corte eat rivet head cabeça do rebite

Self-plugging

Pull-through

Extremidades abertas

Open end

Closed end Extremidades fechadas
a)

Extremidades abertas

Open end
b)

Extremidades fechadas

Closed end

c)
Figura 11.3: Rebites cegos.

Pregos, tal como ilustrado na Figura 11.7, são ligadores que atravessam os painéis metálicos a ligar por meio de disparo ou ar comprimido.

116

Manual de ligações metálicas

LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO

Pregos a aplicar por disparo Figura 11.4: Pregos

pregos a aplicar por ar comprimido

Ligação por pressão é uma técnica relativamente recente para ligar secções metálicas de perfis enformados a frio. A ligação é formada usando o metal das secções a ligar. As ferramentas usadas consistem num punçuador e numa matriz de punção. A Figura 11.8 apresenta as etapas para execução de uma ligação por pressão.
Placas metálicas a ligar

punçuador

Matriz (de punção)

Corte do metal

Deformação lateral do aço

Pressão final

Figura 11.5: Sequência de execução de uma ligação por pressão.

Ligação em roseta (“Rosette-joining”), é um novo processo automático de ligação de componentes metálicas enformadas a frio, tais como painéis metálicos e treliças de cobertura. O processo de ligação é apresentado na Figura 11.9.

Figura 11.6: Representação da ligação em roseta e processo de fabricação.

11.2.2

Soldadura

As ligações de secções enformadas a frio podem ser feitas recorrendo ao processo do arco aberto bem como à soldadura por resistência. Para secções de paredes finas, podem ser usados os seguintes procedimentos de soldadura [Toma et al., 1993]: • soldadura MAG/MIG; • soldadura por arco manual; • soldadura TIG; • Soldadura por plasma.

Manual de ligações metálicas

117

b) soldadura por pontos. A soldadura por resistência é executada sem arco aberto.8: Processo de soldadura resistente: a) soldadura pontual. c) soldadura projectada. • soldadura com recobrimento. c) soldadura em entalhe. • soldadura de ângulo. b) soldadura por costura. 2000]: • soldadura por pontos.7: a) Soldadura de topo. d) soldadura com recobrimento. electrodes or ou matriz dies punção) (de electrodes or eléctrodos welding tips electrodes or eléctrodos welding tips eléctrodos projection Projecção das soldas welds Before antes da welding soldadura After após a welding soldadura a) b) c) Figura 11. • soldadura de bordos interrompidos. são geralmente usados os seguintes tipos de soldadura por arco. • soldadura em entalhe. 118 Manual de ligações metálicas . a) b) c) d) (end view) Aspecto final e) f) Figura 11. Ao contrário do processo de arco aberto não há necessidade de protecção do metal fundido através de escória ou gás de protecção.11 apresenta este processo de soldadura.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO Em construções metálicas com secções enformadas a frio. • soldadura de topo. e) soldadura em ângulo f) soldadura de bordos interrompidos. ver Figura 11. A Figura 11.7 [Yu.

2).2.6 refere-se a soldaduras sobrepostas. No que diz respeito aos ligadores mecânicos. ver Figura 11.3 Colas Na apresentação deste tipo de ligação. uma combinação de colagem com ligadores mecânicos pode constituir uma opção.4 deste Documento Normartivo como rebites cegos (quadro 8. Quando é usado dimensionamento com recurso a ensaios experimentais. enquanto o parágrafo 8.3 Considerações de Dimensionamento As considerações de dimensionamento para elementos enformados a frio estão especificadas no capítulo 8 do Documento Normativo EN 1993-1-3 [prEN 1993-1-3. No que diz respeito às ligações soldadas. deverão ser aplicadas as disposições previstas na EN 1993-1-3.2) e soldaduras por pontos por arco (8. Manual de ligações metálicas 119 . são calculadas do mesmo modo que as secções espessas para qualquer tipo de ligador.9: Corte e arrancamento de ligações coladas.5.5. Modos de rotura específicos são verificados através de ensaios “pull-through” ou “pullout”. a soldadura por pontos representa uma tecnologia específica para ligar estruturas metálicas de paredes finas e já foram desenvolvidas regras de dimensionamento específicas [prEN 1993-1-3: 2002]. As resistências de dimensionamento para soldadura por pontos são fornecidas no parágrafo 8.1).3) e parafusos auto-roscáveis (quadro 8. respectivamente. As diferenças existentes referem-se aos coeficientes numéricos das fórmulas que estão especificados no Documento.4). Algumas desvantagens são: a necessidade de a superfície estar lisa e limpa e o tempo necessário ao seu endurecimento. Especificações para ligações coladas são incluídas em EN 1999-1. estão na mesma situação e devem ser tratadas do mesmo modo que as restantes. Esforço de corte Loaded by shear Esforço de peeling Loaded by arrancamento Figura 11. é de sublinhar que a sua resistência ao esmagamento. e capítulo 9 e Anexo Z do Documento EN 1993-1-1. As vantagens das ligações coladas são: a distribuição uniforme das forças ao longo da ligação e um bom comportamento a cargas cíclicas.6. interessa salientar que a ligação colada possui uma boa resistência ao corte e geralmente uma fraca resistência ao arrancamento. Ligações mecânicas especiais. com cordão de soldadura (8. pregos (quadro 8.3).LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO 11. As colas usadas para aços de secções de paredes finas são os seguintes: • resina epoxy– o melhor endurecimento aparecerá a temperaturas elevadas (na gama dos 80-120°C).9. resistência ao corte. As ligações com ligadores mecânicos são tratadas no parágrafo 8. • adesivos acrílicos– mais flexíveis que as resinas epóxidas. por punção ou em roseta. Por essa razão.6. 11. quadro 8. 2002]. parafuso auto-perfuradores (quadro 8. resistência à tracção e secção útil de resistência dos elementos ligados.

Em principio.1) ou avaliada experimentalmente Fn.1.Rd ≥ 1. a resistência da soldadura pode ser referida à tensão de cedência média fya.0 5200 7200 9800 16300 4600 6500 8500 14300 120 Manual de ligações metálicas .3 8. • A resistência da secção transversal e a resistência à encurvadura de um elemento comprimido axialmente.2).3: Resistência característica ao corte Fv.5 6. De acordo com o disposto no Documento.2: Capacidade de Deformação de Ligações ao Corte Qual a razão do limite Fv. Para determinar a área efectiva da secção.Rd (11. A tensão de cedência media fya pode ser usado para determinar: • A resistência da secção transversal de um membro traccionado axialmente. recomenda-se fyb como tensão. • O momento resistente de uma secção transversal com banzos completamente efectivos.Rk de parafusos auto-perfurantes [EN 1993-1-3: 2002]. o aumento na tensão de cedência devido à enformagem a frio deve ser tido em consideração do seguinte modo: • Em elementos carregados axialmente nos quais a área da secção transversal efectiva Aeff iguala a área bruta Ag. Aeff a tensão de cedência fy deve ser tomada como fyb (tensão de cedência do material base). O critério de dimensionamento para a capacidade de deformação por corte da ligação é apresentada como (Quadro 11. Questão 11.2 Fu.2 do Documento Normativo EN 1993-1-3? _____________________________________________________________________ Esta questão refere-se ao quadro 8.2): FV . Diâmetro exterior da rosca Material do parafuso (mm) Aço endurecido Aço inoxidável 4.Rd ≥ 1. do material base. 2 Fn. • Noutros casos pode ser demonstrado que os efeitos de enformagem a frio conduzem a um aumento da capacidade de carga.Rd no quadro 8.2 do Documento EN 1993-1-3: Resistência de dimensionamento para parafusos auto-perfuradores.8 5.Rd = A net ⋅ fu γ M2 (11. ser considerado no dimensionamento de ligações soldadas após a enformagem do elemento? _____________________________________________________________________ Este aumento pode ser usado no dimensionamento de ligações soldadas mas os efeitos devem ser avaliados experimentalmente.1: Aumento da Tensão de Cedência das Secções Enformadas a Frio Pode o aumento da tensão de cedência devido a enformagem a frio. com uma secção transversal totalmente efectiva. O Documento EN 1993-1-3 permite o uso da tensão de cedência média fya da secção transversal para contabilizar o efeito de enformagem a frio (ver parágrafo 3.2) Quadro 11. tendo em consideração as limitações anteriores e a dificuldade em controlar a aplicação destas limitações.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO Questão 11.

4 do Documento EN 1993-1-8 e para parafusos em placas finas no quadro 8..10: a) Curva de deformação de um parafuso tradicional. b) Forças de membrana devidas à deflecção do painel sandwich [ECCS 66. tal como apresentado na Figura 11. Manual de ligações metálicas 121 . d) Modo de rotura por fractura da rosca do parafuso. A fórmula para parafusos em placas espessas (com espessura maior ou igual a 3 mm) encontra-se no quadro 3. A distribuição de forças nas faces interior e exterior do painel sandwich podem ser tidas em conta pelo método das componentes.1 considera o encruamento do aço. 2000]. c) Modo de rotura por esmagamento no orifício interno. c) modelo de componentes do parafuso no painel sandwich [Mareš et al. Para prevenir a rotura sob acções de serviço..3: Resistência dos Parafusos em Painéis Sandwich De que forma é avaliada a resistência ao corte e à tracção.11: a) Forças de alavanca provocadas pelos momentos de fixação adicionais.1 do Documento EN 1993-1-3. As condições devem ser satisfeitas sempre que a capacidade de rotação é um requisito determinante. Questão 11.13c [Mareš et al. a2 a1 c) a) F b) a3 L d) a3 F Figure 11.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO O factor 1.10b). temperatura e vento são geralmente cíclicas. ver Figura 11. 2002]. As acções normalmente condicionantes. são usados parafusos de aços austeníticos com formas especiais. b) parafuso com entalhe na rosca. A contribuição dos painéis é tida em conta para prevenir o colapso sob a acção das diferenças de temperaturas. 2000]. Parafusos em flexão Bolt in bending Parafusos ao corte Bolt in shear Rótula plástica Plastic hinge Placa ao esmagamento Plate in bearing Parafusosshear Bolt in ao corte Placa ao esmagamento Plate in bearing Fd a) b) c) Figura 11. onde se incluem também os rebites.4: Resistência ao Esmagamento de Placas Finas Qual a diferença entre o esmagamento de placas finas e espessas? _____________________________________________________________________ Os modelos de previsão da resistência ao esmagamento são baseados em observações experimentais. parafusos auto-perfurantes e cavilhas. Questão 11. 2000].2 na expressão 11. dos parafusos de painéis sandwich? _____________________________________________________________________ Os parafusos auto-perfurantes são normalmente usados para ligar painéis sandwich [prEN 14509. Quando estas condições não são satisfeitas deve ser provado que a capacidade de deformação será proporcionada por outras partes da estrutura.

8t + 1.Rd = k 1 ⋅ α b ⋅ fu ⋅ d ⋅ t γ M2 (11.25 mm ou k t = 1.5) para 0. com α b = 122 Manual de ligações metálicas .3) A resistência ao esmagamento das placas finas.4) e1 e k t = (0.25 mm. 3d Espessuras para além desta gama de valores podem ser usadas desde que a sua resistência seja determinada experimentalmente. através do factor k1.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO A resistência ao esmagamento de placas espessas considera o espaçamento na direcção perpendicular. considerando a espessura da placa através do factor factor kt.75 mm ≤ t ≤ 1.5) / 2.Rd = 2. 0 para t > 1.5 α b ⋅ k t ⋅ fu ⋅ d ⋅ t γ M2 (11. Fb. Fb.

Deverão ser tidos cuidados especiais no caso de ligações estruturais em alumínio.65. 2002]. O dimensionamento de ligações soldadas baseia-se na metodologia e considerações similares às utilizadas em estruturas metálicas (com as devidas modificações). que inclui especificações e expressões de dimensionamento de estruturas de alumínio. Desde que a soldadura é utilizada em elementos estruturais de alumínio. deve ser compatível com a liga de alumínio dos elementos a ligar. • O processo de soldadura MIG pode ser utilizado para todas as espessuras. A soldadura é preferida para trabalhos genéricos de engenharia. geralmente inferior à resistência do material de base.25 deverá ser substituido por γΜ = 1. o factor parcial de segurança γΜ =1. . o comportamento de ligações estruturais em alumínio é um dos principais focus dessa investigação [Andrade. predominantemente. a transferência de forças é afectada pela relaxação das placas de alumínio. No dimensionamento dos elementos da ligação é necessário considerar o limite de ductilidade do material de adição. tem sido feito um grande esforço de modo a caracterizar o comportamento de estruturas em alumínio. e se for especificada uma qualidade de soldadura inferior para os perfis semi ou não-estruturais. Quadro 12. o processo TIG só deverá ser utilizado em materiais de espessura superior a t = 6 mm e em reparações de soldas. Os resultados obtidos têm sido incorporados no Documento Normativo EN 1999-1-1 [prEN 1999-1-1: 1999]. devido à sua simplicidade de fabrico e de união. Com excepção da estabilidade e fadiga.6. Os parafusos de aço galvanizado são preferidos em situação de risco de corrosão. No cálculo da resistência ao escorregamento de ligações soldadas.1 de EN 1999-1-1. as ligações soldadas tem sido bastante desenvolvidas e consideradas de grande importância. ao baixo custo e ao facto de não limitar a ductilidade da ligação. Em contrapartida. • O material de adição.1. As indicações presentes em EN 1999-1-1. ver Quadro 12. poderão ser aplicadas desde que sejam satisfeitas as seguintes condições: • As estruturas estão carregadas com carregamento estático.1 Introdução Nas últimas décadas. Liga Metal de adição 5356 4043A 3103 95 5052 170 5083 240 5454 220 6060 160 150 6061 190 170 6082 210 190 7020 260 210 De acordo com o capítulo 6.1: Valores da resistência característica do metal de adição fw [MPa]. O dimensionamento deste tipo de ligações em relação ao estado limite de fadiga é apresentado em EN 1999-2 [prEN 1999-2: 1999].12 LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO 12. A escolha do metal de adição tem uma importância significativa na resistência da ligação. frequentemente sujeitas a acções repetitivas ou cíclicas que podem conduzir à rotura por fadiga do elemento.

é decomposta nas componentes paralelas e transversais ao plano crítico do cordão. τ// tensão tangencial (no plano crítico do cordão de soldadura) paralela ao eixo do cordão de soldadura.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Questão 12. ver Figura 12. A tensão total num cordão de soldadura.2: σ⊥ tensão normal perpendicular ao plano crítico do cordão de soldadura.1.1: Resistência da Soldadura de Ângulo No cálculo da soldadura de ângulo.2) 124 Manual de ligações metálicas .1: Definição da espessura do cordão de soldadura: a. As componentes da tensão total são as seguintes. σ _ I τ τ II _ I a 2a Figura 12. σ// tensão normal paralela ao eixo da soldadura. ver Figura 12.2: Componente da tensão num cordão de soldadura de ângulo. A resistência do cordão de soldadura de ângulo é suficiente se foram satisfeitas as seguintes condições: 2 σ ⊥ + 3 (τ ⊥ + τ // ) ≤ 2 fu β W ⋅ γ M2 (12. que tensões deverão ser verificadas de modo a satisfazer o indicado na EN 1999-1-1? _____________________________________________________________________ A abordagem é similar ao indicado no Capítulo 3. τ⊥ tensão tangencial (no plano crítico do cordão de soldadura) perpendicular ao eixo do cordão de soldadura. g1 a a Figura 12. pode ser desprezada no dimensionamento dos cordões da soldadura de ângulo.1) e σ⊥ ≤ fu γ M2 (12.

Noutros casos. No caso de soldadura de topo com penetração parcial. te te Figura 12. Questão 12. em que se verifique através de ensaios. perpendicular ao eixo da soldadura: σ⊥ ≤ fw γ M2 (12. 6 fw γ M2 (12. Se forem soldados elementos de espessuras diferentes.3: Soldadura de Topo em Ligações de Alumínio Quais as informações dadas em EN 1999-1-1. No que se refere às restrições geométricas não existe diferenças significativas entre a soldadura em elementos metálicos e elementos de alumínio. tracção ou compressão.9) combinação das tensões normais e de corte 2 σ ⊥ + 3τ 2 ≤ fw γ M2 (12. relativas a largura efectiva e espessura do cordão de soldadura? _____________________________________________________________________ A pergunta já foi respondida no Capítulo 3. O valor da tensão instalada em soldaduras de topo deverá satisfazer os seguintes critérios: tensão normal. em relação às características da soldadura de topo em ligações de alumínio? _____________________________________________________________________ Quando se utiliza soldadura de topo em ligações de elementos estruturais de alumínio. a soldadura de topo com penetração parcial deverá ser aplicada com o factor parcial de segurança γΜ. A espessura efectiva da soldadura de topo com penetração completa deverá ser igual à espessura dos elementos ligados. devido à susceptibilidade do aparecimento de defeitos neste tipo de soldadura. deve-se usar.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Questão 12. a espessura da soldadura deverá ser igual à do elemento de menor espessura.2: Largura Efectiva e Espessura do Cordão de Soldadura de Ângulo Quando se utiliza soldadura de ângulo. A soldadura de topo com penetração parcial deve usar-se apenas nos casos.3.8) tensão de corte paralela ao eixo da soldadura τ ≤ 0. quais são as restrições geométricas. que não existem defeitos aparentes na soldadura. ver Figura 12.10) Manual de ligações metálicas 125 . de preferência.3: Espessura efectiva do cordão de soldadura de topo com penetração parcial. soldadura de topo com penetração completa. deverá considerar-se o valor da espessura do cordão de soldadura.

haz γ M2 γ M2 (12.2 refere-se especificamente a zonas afectadas pelo calor (ZAC). Se o material é ligado a uma temperatura inferior a 10°C. a liga recupera o valor das propriedades resistentes rapidamente. O processo de soldadura TIG. Estas zonas deverão ser tidas em atenção no caso de se utilizarem as seguintes ligas: • Ligas que podem ser tratadas termicamente com qualquer tratamento térmico inferior a T4 (séries 6xxx e 7xxx). • Ligas que não podem ser tratadas termicamente com qualquer encruamento (séries 3xxx e 5xxx). o tempo de recuperação deverá ser aumentado. As resistências características fo.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Questão 12.11) Os valores de ρhaz são indicados no Quadro 12. no dimensionamento de ligações soldadas de alumínio? _____________________________________________________________________ O material estrutural alumínio composto por várias ligas e tratamentos é alterado nas zonas afectadas pelo calor (ZAC) junto à soldadura. A região afectada estende-se em torno da soldadura. • Série de ligas: 7xxx . 126 Manual de ligações metálicas . A severidade e dimensão da ZAC dependem do tratamento a que o elemento foi sujeito. t t ρ haz bhaz bhaz bhaz Figura 12.6.30 dias após a soldadura. Os dois aspectos principais do amaciamento da ZAC são a severidade e a dimensão. cláusula 6. considerando que o material foi soldado a uma temperatura não inferior a 10°C: • Série de ligas: 6xxx .4: Zona afectada pelo calor numa soldadura de topo.2. a resistência de cálculo de uma secção rectangular afectada pelo amaciamento da ZAC. do tipo de liga do elemento soldado e do processo de soldadura utilizado: TIG e/ou MIG. fv na ZAC são calculadas de acordo com o indicado em EN 1999-1-1 para o metal de base.4: Zona Afectada pelo Calor (ZAC) Qual o efeito das temperaturas elevadas na zona da soldadura. Estes valores são válidos. O fabricante deverá informar-se relativamente a esta situação. para além desta zona. 1995]. é calculada a partir da expressão FRd = A ( fa ⋅ ρhaz ) = A ⋅ fa. Em alternativa.4. Deste modo. fa. ver Figura 12. provoca uma maior ZAC e um amaciamento mais severo devido a uma maior quantidade de calor [Mazzolani. reduzindo-as do factor de amaciamento correspondente ρhaz. pode-se reduzir a área onde actuam as tensões.3 dias após a soldadura. O Documento EN 19991-1.

40 mm. placas.13) Manual de ligações metálicas 127 .00 0.60 1xxx Assume-se que a zona afectada pelo calor se prolonga por uma distância bhaz. fa.haz.00 5xxx 3xxx H22 H24 H14 H16 H18 H14 0. quando se pretende soldar materiais espessos pode-se assumir um limite curvo com raio igual a bhaz. Quadro 12.12) para tensões normais e a fv.haz = fa ⋅ ρhaz 3 (12.00 1.50 0.haz para tensões de corte fv .60 0.65 0. Séries de ligas Quaisquer 6xxx Tratamento O F T4 T5 T6 T6 ρhaz (processo de soldadura MIG) 1. • Em soldaduras de topo aplicadas em extremidades. placas e peças forjadas 0. De um modo geral. 35 mm.86 0. No entanto.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Quadro 12.80 0. • Em qualquer direcção radial a partir da extremidade da soldadura.60 0. O valor bhaz deve ser medido de seguinte modo: • Transversalmente a partir da linha central do cordão de soldadura.3.2: Valores dos factores de amaciamento da ZAC. os limites da ZAC deverão ser considerados com linhas rectas normais à superfície do metal. chapas.80 ρhaz (processo de soldadura TIG) 1.5 e Quadro 12. tubos trefilados e peças forjadas 7xxx 1. em qualquer direcção a partir da soldadura.60 0. ver Figura 12.80 Aplicado quando as tensões de tracção actuam transversalmente ao eixo da soldadura de ângulo ou topo Aplicado em quaisquer condições Chapas. • Em soldaduras de ângulo: transversalmente a partir do ponto de intersecção das superfícies soldadas. A resistência característica das zonas afectadas pelo calor deverá ser reduzida a fa. bhaz (soldadura TIG) 30 mm. especialmente se se tratar de chapas finas. 30 mm.80 0. ρhaz. Se a distância entre a zona da soldadura e a extremidade do elemento for inferior a três vezes bhaz.86 0.haz = fa ⋅ ρhaz (12.60 0. espessura t 0 < t ≤ 6 mm 6 < t ≤ 12 mm 12 < t ≤ 25 mm t > 25 mm bhaz (soldadura MIG) 20 mm. a ZAC prolonga-se a toda a largura do elemento.60 Nota Extrusão.3: Extensão da ZAC para soldaduras MIG e TIG.65 0.00 0. Tês ou ligações cruciformes: transversalmente a partir do ponto de intersecção das superfícies soldadas.

haz γ M2 (12.haz t γ M2 (12.haz γ M2 g1 fa. σ haz ≤ σ haz ≤ fa. respectivamente.haz t γ M2 (12.21) 128 Manual de ligações metálicas .5: Zona afectada pelo calor em soldadura de ângulo.haz t γ M2 (12.haz t γ M2 (12. Em soldadura de ângulo. bhaz bhaz bhaz bhaz <3 bhaz A tensão instalada em zonas afectadas pelo calor deverá ser inferior a: 1) força de tracção perpendicular ao plano de rotura em ligações com soldadura de topo com penetração completa σ haz ≤ fa.18) na raiz do cordão de soldadura e a τ haz ≤ t e fv.19) no limite da fusão.haz γ M2 g1 fv.16) (12. aplicam-se condições similares τ haz ≤ τ haz ≤ fv.17) Quando se aplica esforço de corte na soldadura.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz Figura 12.14) 2) força de tracção perpendicular ao plano de rotura em ligações com soldadura de topo com penetração parcial σ haz ≤ t e fa. em ligações de soldadura de ângulo.15) 3) força de tracção na raiz do cordão da soldadura e nos limites de fusão.haz γ M2 (12. a tensão na zona afectada pelo calor de soldaduras de topo é limitada a: τ haz ≤ fv.20) (12.

refere-se que a capacidade de deformação de ligações soldadas poderá aumentar se a resistência de cálculo da soldadura for superior à do material existente na ZAC.haz γ M2 t e fa.25) 2 2 σ haz + 3τ haz ≤ Como conclusão.haz γ M2 g1 fa.haz t γ M2 (12.22) (12. devem ser aplicadas as seguintes condições 2 2 σ haz + 3τ haz ≤ fa.24) (12.haz t γ M2 (12. Manual de ligações metálicas 129 .23) 2 2 σ haz + 3τ haz ≤ Em soldadura de ângulo aplicam-se condições similares 2 2 σ haz + 3τ haz ≤ fa.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Quando se aplica a combinação de tensão de corte e tensão normal na soldadura.

Cálculo • • • Transferência de forças através da ligação Excentricidade nas ligações Regulamentação: Dimensionamento de elementos [prEN 1993-1-1: 2003] Dimensionamento de ligações [prEN 1993-1-8: 2003] Montagem [EN 1090-1: 1996] Aspecto arquitectónico Corrosão Possibilidade de standarização Limitação do número de secções de perfis Limitação do número de tipo. produção. No contexto deste manual. 13. de acordo com a regulamentação vigente. experiência e hábitos Limitação do número de operações por elemento: Corte.1: Aspectos a considerar no dimensionamento de ligações metálicas. Furação. As Figuras 13. teoricamente mais ajustadas a cada ligação. (iv) soluções demasiado caras e pesadas em relação a outras. Ambas as abordagens apresentam vantagens e inconvenientes.13 EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO 13. O Quadro 13. (iii) ligações que apresentam limitações de fabrico ou montagem difícil. Precisão na produção Encaixe dos perfis em obra Número de parafusos: Tipo.e. (ii) ligações que introduzem efeitos secundários (i. o critério de escolha difere de país para país (custos de fabrico.1 a 13. facilidade e condições de montagem). Os principais aspectos. Reparação de pequenas deformações Manutenção: Pintura e/ou Galvanização Transporte (estragos) Pré-montagem Dificuldades de montagem em obra Tolerâncias: Dimensões das secções dos perfis. que deverão ser considerados no dimensionamento e pormenorização de ligações metálicas são indicados no Quadro. Soldadura. consideram-se soluções desadequadas aquelas que: (i) não cumprem os parâmetros pré-estabelecidos.2 indica as principais razões das soluções recomendadas. Comprimento. Comprimento da parte roscadas.1 Casos Práticos Na concepção de ligações para estruturas metálicas verificam-se duas abordagens distintas: a procura de ligações “standard”. Entalhe. embora a primeira conduza habitualmente a soluções mais económicas. tradição. etc. comprimentos e classes de parafusos Meios técnicos disponíveis. calculadas como rotuladas quando se comportam como parcialmente rígidas. Quadro 13. Classe.12 apresentam soluções correctas e incorrectas baseadas em alterações a projectos de estruturas completas e reais. pelo que é difícil quantificar uma solução como a mais adequada. ou a escolha de ligações individualizadas. Anilhas Método de aperto dos parafusos Aspecto estético Projecto Produção • • • • • • • • • • • • • • • Montagem . com normalização extensiva.). Adicionalmente. excentricidades.1. etc.

Rd = 297.2: Ligação viga-pilar com contraventamentos diagonais: a) solução incorrecta. transverso na ligação vigas HEB180.3 kNm 1) Instabilidade durante a montagem. parafusos 8xM20 VRd = 62. parafusos 4xM20 placa de extremidade Mj. pilar: HEB180. transverso na ligação VRd = 62.1: Ligação viga-pilar.4 kNm.72 kNm Dificuldade de fabricação e montagem.EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO DADOS SOLUÇÃO INCORRECTA Momento na ligação vigas IPE 330. ligação rotulada no eixo fraco: a) solução incorrecta. a) 132 Manual de ligações metálicas .9 kNm 1) Utilização de placa de extremidade estendida no eixo forte e placas de extremidade com altura parcial no eixo fraco a) b) Figura 13. b) solução correcta. transferência de momento no eixo forte do pilar. Solução com custos elevados SOLUÇÃO CORRECTA Esf. soldadura: Mj. DADOS SOLUÇÃO INCORRECTA Esf. b) solução correcta.Rd = 139.Rd = 98. 2) Solução com custos elevados de fabricação e montagem SOLUÇÃO CORRECTA Momento na ligação Mj.72 kNm Utilização de placas de alma b) Figura 13.

EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO DADOS Momento na ligação SOLUÇÃO INCORRECTA SOLUÇÃO CORRECTA Momento viga principal IPE270.viga de secção aberta e pilar de secção tubular RHS : a) solução incorrecta. 1) Ligação com cantoneiras de alma Vj. na soldadura: Mj.3: Ligação viga-pilar. 2) Solução com custos elevados na ligação. 2) Solução com custos elevados. 2) Ligação de eixo fraco com placa de extremidade com altura parcial ou placa de alma a) b) Figura 13.Rd = 279.4: Ligação viga-pilar. ligação simples inclinada no eixo fraco: a) solução incorrecta. Mj.3 kNm 1) Ligação de eixo forte com placa de extremidade estendida.Rd = 48.2 kNm. Manual de ligações metálicas 133 .4 kNm 1) Transferência de forças confusa. parafusos 6xM16 MRd = 65.9 kNm a) b) Figura 13. b) solução correcta. transferência de momento no eixo forte do pilar. b) solução correcta.Rd = 379. vigas secundárias: HEB120. SOLUÇÃO INCORRECTA SOLUÇÃO CORRECTA Esforço transverso 1) Instabilidade durante a montagem.

134 Manual de ligações metálicas .6: Ligação à fundação a) solução incorrecta.EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO SOLUÇÃO INCORRECTA DADOS Esforço transverso na ligação viga principal HEA1000. parafusos 6xM16 VRd = 35. parafusos 4xM16 VRd = 35.0 kN 1)Ligação com placas de alma alongadas (aleta longa) a) b) Figura 13. 13. b) solução correcta. vigas secundárias: IPE240.0 kN 1) Introdução de excentricidades. 2) Instabilidade durante a montagem SOLUÇÃO CORRECTA DADOS Esforço transverso na ligação viga principal HEA1000. poderão ser introduzidos reforços a) b) Fig. b) solução correcta SOLUÇÃO INCORRECTA SOLUÇÃO CORRECTA 1) Ligação muito complicada 2) Ligação com placa de base rotulada (sem transmissão de momento flector).5: Ligação viga-viga rotulada: a) solução incorrecta. vigas secundárias: IPE240.

13. 13.2 13.2 classificação dos exemplos de dimensionamento apresentados nas Figuras 13.3 13.2 . Exemplo Parâmetros observados Fig.6 Base de pilar com possibilidade de rotação (ligação rotulada) 00 ++ 000 +++ 20 1 2 0 00 ++ 00 +++ 000 ++ 12 2 0 ++ 000 ++ 00 ++ 000 ++ 000 ++ Dimensionamento Projecto Placas Perfis Medição Furos Soldadura Parafusos Arquitectura Corrosão Transporte Tolerâncias de construção Montagem B G B G B G B G B G B G B G B G B G B G B G B G B G 00 + 0 ++ 0 ++ 16 14 0 + 00 ++ 0 + 0 + + + + + 0 + + + 6 4 0 + 0 + ++ 0 ++ + 0 + NOTA: Nº 000 00 0 Exemplos incorrectos B Nível de qualidade muito mau mau duvidoso Nº + ++ +++ Exemplos correctos G Nível de qualidade suficiente bom muito bom Manual de ligações metálicas 135 .6.EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO Quadro 13.4 Pilar+2 Pilar+2 vigas+1 Pilar+4 vigas travessa vigas (ligação (momento na (ligação rotulada) ligação) rotulada) 000 0 000 +++ ++ +++ 000 00 00 ++ ++ ++ 7 9 8 3 3 2 0 8 000 00 00 +++ ++ +++ 00 + ++ + 00 00 00 + ++ + 12 10 14 12 8 12 00 00 00 ++ ++ + 000 0 00 ++ + ++ 0 0 0 + + + + ++ 00 00 +0 + ++ 0 0 0 + + ++ 13.1 Pilar+2 vigas (mom.5 Viga principal +1 travessa (ligação rotulada) 0 ++ 0 ++ 3 1 13. na ligação) 00 ++ 00 ++ 8 3 13.

b0. ea. distância do parafuso à face do T-stub Excentricidade da ligação Distância. eb e1. e2 ex fo fa fa. diâmetro do ligador Diâmetro do furo Diâmetro do chumbadouro Diâmetro médio do parafuso Diâmetro do núcleo da espiga do parafuso Largura efectiva da placa de base flexível Recobrimento mínimo para as armaduras do betão Excentricidade. diâmetro. b1.SIMBOLOGIA SIMBOLOGIA ZAC Zona Afectada pelo Calor a ac ah a1 b. comprimento da placa de base Altura da secção transversal do pilar Dimensão da cabeça do chumbador Comprimento efectivo da fundação Largura Largura efectiva da fundação Largura da zona afectada pelo calor Largura da secção transversal do pilar Largura efectiva Largura da placa de extremidade Largura do reforço de cada um dos lados Deformação. distâncias dos parafusos Distâncias entre parafusos Distância do parafuso à face da placa de extremidade Tensão característica à flexão e cedência à tracção e compressão Tensão característica local à tracção e compressão Tensão característica da zona afectada pelo calor Valor de dimensionamento da tensão de compressão para provete cilíndrico de betão fcd = fck / γc .haz fcd Espessura de um cordão de ângulo. distância da extremidade de uma cantoneira ao eixo neutro. diâmetro do parafuso. ex. bw b1 bhaz bc beff bp bsg d d0 dh dm dn c c∅ e e0 e.

fum fub fw fvw.θ kt kw. fy0. tensão de cedência do aço da viga Tensão de cedência do aço do pilar Tensão de cedência mais baixa. fyi fya fyb fyc fyd fy.g fck fj fy.SIMBOLOGIA fcd. Tensão de cedência do banzo do pilar Tensão característica ao corte Tensão característica ao corte na zona afectada pelo calor Tensão última do aço Tensão última do parafuso Tensão característica do metal de adição Tensão resistente de um cordão de soldadura de ângulo por unidade de comprimento Comprimento do afastamento Comprimento do cordão de soldadura de ângulo Altura Comprimento do chumbadouro embebido no betão Constantes Factor relativo à distância entre parafusos e distancia dos parafusos à extremidade da placa. entre o pilar e o reforço. h1 hef kp.d g g1 h. h0.θ ky.haz fu.θ kE. no cálculo da resistência ao esmagamento Factor de concentração de tensões Coeficiente de rigidez total da zona de compressão Coeficiente de rigidez total para uma fiada de parafusos à tracção Coeficiente de rigidez total da zona de tracção Coeficiente de rigidez da componente i Factor de redução da resistência dos parafusos à temperatura θ Factor que depende da espessura da placa e é utilizado no cálculo da resistência ao esmagamento Factor de redução da resistência da soldadura à temperatura θ Factor de redução da tensão de cedência do aço à temperatura θ Factor de redução do módulo de elasticidade do aço à temperatura θ Comprimento efectivo do T-stub Distância do parafuso ao banzo da viga λeff mx 138 Manual de ligações metálicas . fy1.θ Valor de dimensionamento da tensão de compressão para provete cilíndrico de argamassa Tensão característica de compressão para provete cilíndrico de betão Tensão de esmagamento do betão Tensão de cedência do aço Tensão de cedência média Tensão de cedência do parafuso.fc fv fv. kn k1 kj kc keff keq ki kb.

mx m1. m2 m1 m2L m2U mpl. zona não roscada Área da secção transversal do pilar 139 Manual de ligações metálicas .t zc.Rd n n p1. distância entre o eixo de tracção e o eixo de compressão Braço de alavanca equivalente Braço de alavanca da zona de compressão Braço de alavanca da zona de compressão na zona superior da ligação Braço de alavanca da zona de compressão na zona inferior da ligação Braço de alavanca da zona de tracção A. t0. tw te tfb tfc tp ts twc tf tg th twa w1.SIMBOLOGIA m. braço da alavanca. por unidade de comprimento Distância do eixo do parafuso à extremidade da placa de base Número de chumbadouros na placa de base Distâncias entre parafusos Factor de comportamento Braço da alavanca Raio de concordância na ligação da alma com o banzo do pilar Resistência teórica obtida a partir do modelo de dimensionamento Resistência obtida a partir ensaios experimentais Espessura Espessura efectiva da soldadura de topo por penetração parcial Espessura do banzo da viga Espessura do banzo do pilar Espessura da placa de extremidade Espessura do reforço Espessura da alma do pilar Espessura do banzo Espessura da argamassa Espessura da cabeça do chumbadouro Espessura da porca Distância entre parafusos Braço. s re rt t. zr zeq zc zc.b zt Distância do eixo do parafuso à solda Distância do parafuso à alma do T-stub Distância do centro do parafuso ao raio de concordância. t1. w2 z. p2 q r rc. Distância do bordo do reforço ao centro da fiada mais acima Momento resistente plástico da placa de base. A0 Ab Ac Área Área total do parafuso. t2. Distância do bordo do reforço ao centro da fiada mais abaixo.

Rd Fel Fexp Fn.Rd Fc.b.Rd C0.Rd Ft.Cd Fri Frj FRd FSd Fti. Ft Área efectiva Área total (bruta) Área ao esmagamento da cabeça do parafuso Área útil Área útil do parafuso.Sd.Rd Fb.t. CX. em situação de incêndio Resistência da zona comprimida Resistência de cálculo em compressão na zona inferior da ligação Resistência de cálculo em compressão na zona superior da ligação Resistência de cálculo do banzo da viga comprimido Resistência de cálculo da alma do pilar comprimida Limite elástico Resistência dos elementos estruturais obtida experimentalmente Resistência de dimensionamento para parafusos auto-perfuradores. CK Cf.fb.Rd Fc.Rd Ft. na zona roscada.d Eθ E F.Rd FcR. avaliada experimentalmente Força de compressão aplicada Força de pré-esforço de dimensionamento Força de tracção na fiada mais acima Força de tracção na fiada mais abaixo Resistência de cálculo Força de cálculo actuante Resistência à tracção da fiada i de parafusos Resistência da zona traccionada Força de tracção 140 Manual de ligações metálicas . Área dos chumbadouros Área dos reforços Área de ambos os reforços Área de corte Comprimento efectivo Resistência de cálculo de um parafuso à tracção Constantes Parâmetro de eficácia Coeficiente de atrito Módulo de elasticidade do aço à temperatura θ Módulo de elasticidade do aço Força Resistência de cálculo ao esmagamento por parafuso Resistência de cálculo ao esmagamento por parafuso.Rd Fp Fp. CT. P Fb.SIMBOLOGIA Aeff Ag Ah Anet As Asg Asn Av Be Bt. C1 Ce.d Fc.wc.Rd Fc.t.

à temperatura ambiente Forças de rotura da componente i.20ºC Fui. Kei. em situação de incêndio Força de corte actuante Resistência característica de elementos ao corte Resistência de cálculo ao corte Resistência de um cordão de soldadura Resistência de um cordão de soldadura. à temperatura θ Comprimento da soldadura Comprimento limite dos parafusos para que haja forças de alavanca nos chumbadouros Comprimento da zona embebida do chumbadouro Comprimento do chumbadouro acima da fundação de betão Comprimento equivalente do chumbadouro Comprimento Comprimento da viga.Rd Ft.20ºC Kei. à temperatura θ Momento de inércia Momento de inércia da viga Momento de inércia do pilar Rigidez elástica da componente i.θ I Ib Ic Ke.Rd Ften.eff M Resistência de cálculo da placa de extremidade flectida Resistência de cálculo do banzo do pilar flectido Resistência de cálculo da alma da viga traccionada Resistência de cálculo da alma da viga comprimida Resistência de cálculo dos parafusos à tracção. à temperatura ambiente Rigidez plástica da componente i. Kpl.Rd Fy.max Fv. à temperatura ambiente Rigidez elástica e plástica da componente i. em situação de incêndio Força actuante num cordão de soldadura Esforço transverso actuante Máxima resistência ao corte obtida experimentalmente Resistência de cálculo dos parafusos ao corte.θ La Lb.Rd Fw. à temperatura ambiente Forças de cedência e de rotura da componente i. Kpli.wb.SIMBOLOGIA Ft.Rd Ft. L1 Lb Lc Leff Lw Lw.t.20ºC Fyi.20ºC.θ.wc.Rd Fw. Kpli.t.fc.Sd Fv. comprimento livre do chumbadouro Comprimento do pilar Comprimento efectivo de um T-stub Comprimento do cordão da soldadura de ângulo Comprimento efectivo do cordão da soldadura de ângulo Momento flector 141 Manual de ligações metálicas .t. em situação de incêndio Resistência de um cordão de soldadura de ângulo por unidade de comprimento Forças de cedência da componente i.Sd Fv.Rd Fv Fn. Fyi.Rd Fw.Rd Fw.θ.lim Lbe Lbf Leq L. Fui.ep.Rd Fv.Rd Ft.

exp Momento flector por unidade de comprimento Momento na viga Momento flector plástico de cálculo Momento flector plástico de cálculo na viga Momento flector plástico de cálculo no pilar Momento flector plástico de cálculo da ligação Momento flector actuante na ligação Momento flector elástico da ligação Momento flector de rotura da ligação Valor esperado do momento flector de rotura da ligação Valor experimental do momento flector de rotura da ligação Mj.Rd Wpl.ult. N0.20ºC.Ed VM. respectivamente MRd MSd N. S1. respectivamente α 142 Coeficiente de comprimento efectivo de um T-stub.Rd Mc. Wpl.ult. com capacidade dissipativa Rigidez da ligação Rigidez inicial da ligação Rigidez secante da ligação Rigidez de rotação da ligação à temperatura ambiente.Rd Nu.d Mj.pl.y Momento flector resistente Momento flector actuante Esforço axial Esforço axial actuante Esforço axial plástico de cálculo Esforço axial resistente Esforço axial no elemento principal que corresponde à plastificação Resistência do painel de alma não reforçado Força de alavanca Resistência da ligação Resistência plástica do membro ligado.ini. ângulo. Mj. N2 NSd Npl.Rd Mb.20ºC Sj.θf Momento flector máximo da ligação j. Mj Mj.Rd Vwp.20ºC VG.ult Mj.Rd Mj. no instante de cedência da componente i Esforço de corte devido a acções não sísmicas Esforço de corte devido aos momentos resistentes nas extremidades da viga Esforço transverso actuante Esforço transverso plástico de cálculo Resistência de cálculo do painel de alma do pilar em corte Módulo de flexão plástica na direcção z e na direcção y.max.Rd N1y Pv Q Rd Rfy Sj Sj.z.Sd.Rd Mj.el Mj.pl.SIMBOLOGIA M´ Mb Mpl. N1. função Manual de ligações metálicas .max.Ed VSd Vpl. à temperatura ambiente e a temperatura de rotura θf.sec Si.

b δp δp.fi δ δb δb. θi θp θ0 = θfb λ 1. ξ η θ θ1.ext δt δCd ζ. no cálculo da resistência ao esmagamento Coeficiente de transformação para solicitação por corte. coeficiente de atrito Grau de utilização da estrutura Factor da amaciamento da ZAC 143 β βj βw βLw γM0 γM2 γm γm.SIMBOLOGIA αb Factor relativo à distância entre parafusos e distância dos parafusos à extremidade da placa.t δc. pela aplicação de forças exteriores Deformação de componentes na zona de tracção Capacidade de deformação Coeficientes utilizados para avaliar a rigidez inicial e o momento resistente da ligação e bases de pilares Coeficiente de modificação de rigidez Ângulo. ângulo entre o reforço e a horizontal. temperatura Ângulo entre a diagonal e o perfil principal Capacidade de rotação plástica Temperatura do banzo inferior da viga Dimensões do T-stub Esbelteza relativa Coeficiente de rigidez. pela aplicação de forças exteriores Deformação de componentes na zona de compressão Deformação de componentes na zona de compressão na parte superior da ligação Deformação de componentes na zona de compressão na parte inferior da ligação Variação da espessura da placa Deformação total da placa. θ2. relativo à plastificação da secção transversal Coeficiente parcial de segurança da secção útil na zona da ligação Coeficiente parcial de segurança à temperatura ambiente Coeficiente parcial de segurança em situação de incêndio Deformação Deformação do parafuso Deformação total do parafuso. quociente entre diâmetros Coeficiente da ligação Factor de correlação para avaliação da resistência de uma soldadura Factor de redução para cordões longos Factor parcial de segurança para o aço. λ 2 λ μ μ0 ρhaz Manual de ligações metálicas .ext δc δc.

20ºC .SIMBOLOGIA σ σw σ⊥ σ// τ τ⊥ τ// φ. Δfi. Δy Δyi. respectivamente Deformação da componente i na cedência. Φj φCd φyi. à temperatura ambiente Deformação da componente i na cedência.20ºC .20ºC. Δi. φy i. à temperatura θ Deformação da componente i na rotura.θ ψ ψi Δ Δi. respectivamente Factor de forma Ângulo de rotação Deformação. à temperatura ambiente Deformação da componente i na rotura. tolerância Deformação da componente i.θ Δ f Tensão normal Tensão normal na soldadura Tensão normal perpendicular ao plano crítico de um cordão de soldadura Tensão normal paralela ao eixo de um cordão de soldadura Tensão de corte Tensão tangencial (no plano crítico do cordão) perpendicular ao eixo de um cordão de soldadura Tensão tangencial (no plano crítico do cordão) paralela ao eixo de um cordão de soldadura Rotação da ligação Capacidade de rotação da ligação Rotação da ligação no instante de cedência da componente i. à temperatura ambiente e à temperatura θ. à temperatura ambiente e à temperatura θ.θ Δyi.20ºC . à temperatura θ 144 Manual de ligações metálicas .θ Δfi.

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8 do Eurocódigo 3 (prEN 1993-1-8) considerou estes desenvolvimentos e inclui uma abordagem ao cálculo da rigidez. construtores e fabricantes. com base nos fundamentos e métodos de dimensionamento apresentados nesta Norma. Este livro pretende fornecer informação detalhada sobre o comportamento das ligações.O desenvolvimento no projecto. em toda a União Europeia e respondidas por especialistas nas respectivas áreas. Tradicionalmente. o dimensionamento de ligações metálicas baseia-se apenas em verificações da capacidade resistente. . A parte 1. fabricação e montagem de estruturas metálicas. Foi elaborado a partir de questões recolhidas junto dos projectistas. tem conduzido à evolução e desenvolvimento de novos critérios de dimensionamento e construção de estruturas metálicas. Uma das suas acções é o apoio ao desenvolvimento de material educacional necessário a incentivar os projectistas europeus a adoptarem a EN 1993-1-8. nomeadamente no que diz respeito às ligações. Nos últimos anos foi feito um grande esforço para se tentar avaliar o comportamento real das ligações. O Comité Técnico de Ligações Estruturais da Convenção Europeia de Construção Metálica (ECCS TC10) apoia o desenvolvimento e a implementação de um conjunto de regras para o dimensionamento de ligações metálicas. resistência e capacidade de rotação para uma gama alargada de ligações aparafusadas e soldadas. em simultâneo com a introdução de materiais de construção de alto desempenho.

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