P. 1
Simoes Da Silva e Santiago 2003 - Manual de Ligacoes Metalicas

Simoes Da Silva e Santiago 2003 - Manual de Ligacoes Metalicas

|Views: 2.481|Likes:
Publicado porMildeus

More info:

Published by: Mildeus on Jul 28, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

10/26/2015

pdf

text

original

Manual de Ligações Metálicas
Eds. L. Simões da Silva e A. Santiago http://www.cmm.pt ISBN 972-98376-4-3

Documento para divulgação do Projecto: Continuing Education in Structural Connections - CESTRUCO No. CZ/00/B/F/PP-134049 Ao abrigo do PROGRAMA LEONARDO DA VINCI da Comunidade Europeia. Este projecto foi desenvolvido com o apoio da Comunidade Europeia. O conteúdo deste projecto não reflecte necessariamente, a posição da Comunidade Europeia ou Departamentos Nacionais nem envolve a responsabilidade de nenhuma das partes.

manual de LIGAÇÕES METÁLICAS

editado por:

Luís Simões da Silva Aldina Santiago

Coimbra, Novembro de 2003 __________________________________________________________________ cmm – Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista

5 Q2.2 2.ÍNDICE ÍNDICE Prefácio 1 Introdução 2 Parafusos e Ligações Aparafusadas 2.3 2.11 Introdução Características mecânicas dos parafusos Comportamento de um parafuso numa ligação Parafusos em ligações ao corte Ligações resistentes ao escorregamento Perda de pré-esforço no parafuso Resistência de ligações da categoria C Resistência ao corte de parafusos solicitados também à tracção Distâncias máximas entre parafusos e dos parafusos às extremidades das placas Critério de deformação em ligações com parafusos ao corte Distâncias entre parafusos e dos parafusos às extremidades das placas Resistência ao esmagamento de um grupo de parafusos ao corte Resistência ao esmagamento em ligações com furos ovalizados Método de dimensionamento de ligações com parafusos ao corte em furos ajustados Parafusos solicitados ao corte mais tracção Resistência de ligações com aço de alta resistência ix 1 3 3 3 4 5 5 6 6 6 7 8 9 9 10 12 12 13 3 Soldadura e Ligações Soldadas 3.1 Q3.1 Q3.7 Q2.2 Q3.3 Q2.10 Q2.5 Q2.4 2.1 2.8 Q2.3 Q3.9 Q2.4 Q2.2 Q2.6 Q2.1 Q2.4 Introdução Ligação de duas cantoneiras a uma placa de gusset Resistência de um cordão de soldadura de ângulo Dimensionamento de cordões de soldadura de topo com penetração parcial Dimensionamento de cordões de soldadura em ligações com resistência total 15 15 18 19 19 20 .

4 5.5.2 Q5.4. para ligações com placa de extremidade Fórmula para o coeficiente α do comprimento efectivo do T-Stub Regras para dimensionamento de ligações com esquadro de reforço Regras para reforços diagonais e em K Manual de ligações metálicas .3 5.3 5.1 Q4.4 Introdução Integridade estrutural Métodos de cálculo Ligação viga-pilar 5.4 Método das componentes Caracterização do comportamento de componentes de uma ligação 43 43 43 45 46 47 48 49 Coeficiente de modificação da rigidez η.6.3 Q5.4 Q4.2 Q6.2 Q6.4.5 Introdução Cálculo preliminar de ligações Utilização da análise elástica para a análise global de estruturas Critérios de classificação para bases de pilar Cálculo de ligações solicitadas por esforços reduzidos Modelação da excentricidade da ligação no cálculo de pórticos 23 23 24 26 27 29 29 5 Ligações sem Transmissão de Momento 5.3 Q4.3 Q6.4 Modelação Estrutural 4.5.1 5.2 Q5.2 Q4.4 Dupla cantoneira de alma Cantoneira de alma simples Placa de extremidade flexível Placa de gousset Dupla cantoneira de alma Placa de extremidade flexível Placa de gousset Extremidades preparadas para o contacto Extremidades não-preparadas para o contacto 31 31 31 32 32 32 33 33 33 34 34 35 35 36 36 37 37 38 39 40 Ligação viga-viga Emendas de pilares Resistência dos parafusos ao esmagamento: tolerâncias permitidas Cantoneira ligada por um ou dois parafusos Capacidade de rotação Integridade estrutural 6 Ligações com Transmissão de Momento 6.5 5.1.4.5.1 5.4.6.2 5.2 5.2 5.1 5.1 Q5.1 Introdução 6.3 5.1 6.1 Q4.6 5.1.1 Q6.1 5.

3 Q7.10 Introdução Análise elástica da placa de base Cálculo da resistência da placa de base com argamassa de assentamento de baixa qualidade Cálculo comparativo da resistência do betão pela EN 1992-1-1 e EN 1993-1-8 Factor de concentração de tensões kj para bases de pilares Comprimento efectivo do T-stub associado à placa de base Comprimento efectivo do T-stub de bases de pilar com chumbadouros fora da largura dos banzos Coeficiente de atrito entre o aço e o betão Transmissão de forças de corte através dos chumbadouros Transferência de forças de corte por atrito e através de chumbadouros Regras para realização da ancoragem dos chumbadouros 61 61 62 63 64 66 67 69 72 72 73 74 8 Acção Sísmica 8.7 Q6.2 Q8.3 Q8.9 Q7.8 Q6.4 Q8.Q6.1 Q7.1 8.3 8.2 Q7.5 Q7.5 Q6.1 Q7.6 Q6.6 Q7.4 Q7.8 Q7.5 Q8.10 Distribuição plástica de forças numa ligação com placa de extremidade muito espessa Linhas de rotura em fiadas com quatro parafusos Distribuição de esforço transverso em ligações aparafusadas Efeito de alavanca no T-Stub e verificação da fadiga Determinação das propriedades de ligações submetidas a momento flector e esforço axial Regras de dimensionamento para reforços em K e do tipo Morris 49 50 52 52 54 58 7 Bases de Pilares 7.1 Q8.9 Q6.7 Q7.4 Q8.2 8.1 Introdução 89 89 Manual de ligações metálicas .6 Introdução Critérios de dimensionamento Tipos de ligações viga-pilar Recomendações de projecto e produção Dimensionamento de ligações sujeitas a carregamento dinâmico Influência de carregamento não-simétrico Influência de encruamento Influência da tecnologia e pormenorização da soldadura Utilização de parafusos de alta resistência em ligações de estruturas sujeitas a acções sísmicas Importância do comportamento do painel de alma do pilar (reforços) 79 79 79 81 82 84 84 85 85 87 87 9 Acção do Fogo 9.

Q9.3 Q9.1 Q9.1 11.2.2 Q11.2 Q9.1 11.2.3 10.1 Q11.3 Introdução Resistência da soldadura de ângulo Largura efectiva e espessura do cordão de soldadura de ângulo Soldadura de topo em ligações de alumínio 123 123 124 125 125 Manual de ligações metálicas . ao longo do tempo Comportamento de ligações metálicas a temperaturas elevadas – aplicação do método das componentes 89 91 91 93 10 Ligações de Secções Tubulares 10.4 Q10.7 Introdução Ligações soldadas Ligações aparafusadas Considerações de dimensionamento Modelos de previsão do comportamento para ligações com perfis circulares ocos (CHS) Modelos de previsão do comportamento para ligações com perfis rectangulares ocos (RHS) Modelos analíticos para ligações entre perfis ocos e secções abertas Ábacos de dimensionamento Sistemas de “Blind Bolting” – aparafusamento com acesso apenas por um dos lados Aço de alta resistência em ligações de secções tubulares Dimensionamento de estruturas offshore 97 97 97 98 99 99 102 104 106 108 110 111 11 Ligações de Perfis Enformados a Frio 11.1 10.1 Q12.2 Q12.6 Q10.4 Resistência dos parafusos a temperaturas elevadas Resistência da soldadura a temperaturas elevadas Distribuição da temperatura numa ligação.2 10.3 Q11.2 11.3 11.4 Ligadores mecânicos Soldadura Colas 113 113 113 113 117 119 119 120 120 121 121 Considerações de dimensionamento Aumento da tensão de cedência das secções enformadas a frio Capacidade de deformação de ligações ao corte Resistência dos parafusos em painéis sandwich Resistência ao esmagamento de placas finas 12 Ligações em Alumínio 12.1 Q12.2 Introdução Ligadores 11.1 Q10.4 Q10.2 Q10.2.3 Q11.3 Q10.5 Q10.

4 Zona afectada pelo calor (ZAC) 126 13 Exemplos de Dimensionamento 13.1 Casos práticos 131 131 Simbologia Referências Bibligráficas 137 143 Manual de ligações metálicas .Q12.

Os autores dedicam este trabalho a Martin Steenhuis. J. Leino. Steenhuis. Huber. nosso amigo. J. M. Braham. M. F. A. Luís Costa Neves. Jorge Andrade (UBI. G. Luciano Lima (UERJ. Janata (internal review). A. Dubina (chapter Seismic Design). F. Brekelmans. Eliášová. Beg. Johansson. chapter Introduction and Column Bases). F. T. T. Rui Simões. Evers (chapter Design Cases). N. and F. Mazzolani. Leiria). C. e morreu tragicamente no verão de 2001. D. Altino Loureiro(DEM. M. Gresnigt (chapter Moment-resistant Connections). Moore (chapter Simple Connections). Sandra Jordão. D. Yeomans. . Lennon. Covilhã). Bijlaard. Kouhi. Blok (internal review). Veljkovic (chapter Bolting). Rathbone. que trabalhou connosco durante vários anos na investigação de ligações metálicas. J-P. Luís Borges (ISTG. H. Wald (editor. Rio de Janeiro). Sokol (chapter Structural Modeling). M. Fernando Teixeira Gomes. A versão original inglesa desta publicação foi revista externamente por: D. R. Turcic. Jaspart. B. K.A versão original inglesa desta publicação foi elaborada no âmbito do Projecto Comunitário “CESTRUCO – Continuing Education in Structural Connections” com a colaboração das seguintes pessoas: C. Coimbra). Simões da Silva (chapter Fire Design). Baniotopoulos (chapters Welding and Aluminium). participou no início deste projecto. Měřínský (internal review). Z. R. J. T. D. M. Santiago (chapter Fire Design). Grecea (chapters Hollow Section Joints and Cold-formed Member Joints). L. G. Aldina Santiago (editora). Shipholt. V. A. Weynand. A edição e tradução desta publicação foi efectuada pelos seguintes membros do Grupo de Construção Metálica do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra: Luís Simões da Silva (editor).

isto é. e a prescrição de elementos e processos de aparafusamento. às pontes e aos edifícios industriais. Por outro lado. Tendo-se alterado esta situação. por outro lado. explorando. ao envolver cortes e tolerâncias. Esta relevância das ligações para o sucesso das estruturas de aço era contrariada. confinado-o em Portugal.deformabilidade e resistência . Eram. até há pouco tempo. ser frequentemente relegada para o âmbito da metalomecânica. isto é. as ligações. o funcionamento da estrutura. quando visíveis. especialmente. "pormenores" cujo dimensionamento não acompanhou os progressos da concepção estrutural com base nos critérios da análise limite e da visão integradora que proporciona. modelação e análise das ligações surge como tema de muitas comunicações a congressos sobre estruturas metálicas e é o motivo dos mais recentes desenvolvimentos ocorridos na redacção dos Eurocódigos. e montados . preparações e soldaduras.ou ligados . portanto. como o betão. afastavam do uso do aço quem mais pode contribuir para a sua difusão na área dos edifícios importantes . É que para a promoção do aço nunca é demais insistir que o seu moderno e eficaz uso assenta na préfabricação e na exploração de todas as técnicas que permitam reduzir o trabalho em obra à realização de montagens rigorosas mas fáceis e rápidas. tem tido neste domínio particular relevância.a competitividade da solução metálica depende das ligações projectadas por nelas se concentrar a maior parte do custo quer de fabrico quer de montagem em obra dos elementos a ligar. assim. furados. Isto não só para que a maior parte da preparação da estrutura seja executada em ambientes controlados e tirando partido de equipamentos e processos automatizáveis. o engenheiro de estruturas não assumia o seu controlo.em obra através de parafusos. a elas se devendo grande parte da popularidade que as estruturas de aço conhecem. dos arquitectos. por a sua concepção. Por isso. Independentemente do facto do modelo estrutural adoptado. As vantagens económicas das estruturas de aço estão. um problema a resolver pelo fabricante. a exposição de ligações criativamente concebidas está hoje "na moda" e pode-se dizer que o projecto e fabrico de ligações eficazes e belas tem estimulado significativos avanços na construção metálica. a principal diferença económica entre as estruturas de aço e as que usam materiais a moldar in situ. por isso.PREFÁCIO PREFÁCIO Os meus alunos sabem que inicio todas as aulas ou palestras sobre o uso de elementos estruturais de aço na construção salientando que devem ser concebidos para serem cortados. a concepção. O contributo português. soldados e pintados em instalações protegidas. até há poucos anos atrás. E. Diria que é também por esta razão que as ligações na construção metálica têm recentemente conhecido um crescente interesse por parte dos engenheiros projectistas e. ser muito condicionado pelo comportamento das ligações projectadas . em particular do grupo de Coimbra liderado pelo Professor Luís Simões da Silva.os arquitectos -. mas também para limitar o tempo de obra e ocupação de estaleiro. associadas à eficiência das suas ligações. . Por outras palavras. não integrando o comportamento das ligações na avaliação global da estruturas que concebia. exprimem de forma eloquente o nível tecnológico da estrutura que integram e delas depende muito a qualidade estética do conjunto.

na análise de estruturas metálicas. E também que. não deixa de abordar os problemas relacionados com a fadiga e a sua prevenção através de pormenores de forma e escolha adequada dos materiais. as recomendações para projecto têm ciclos de desenvolvimento. a que se seguem fases de teste e simplificação. traduzidos por regras complexas.PREFÁCIO Como sempre. Sublinharia do seu conteúdo a consideração da deformabilidade das ligações (semi-rigidez). por isso. será. nomeadamente sob acção de sismos. que resulta de um trabalho de equipa no âmbito do Projecto Europeu CESTRUCO. embora se trate de um Manual destinado a apoiar engenheiros civis e não a engenheiros metalúrgicos. bem como o tratamento do problema do comportamento das ligações sob a acção de incêndios. ANTÓNIO LAMAS Manual de ligações metálicas . Para a sua compreensão e ensino nos cursos de Engenharia Civil os textos de apoio escasseiam. cujas regras e modelos de cálculo são complexos e de difícil aplicação. muito útil. O presente Manual. No caso das ligações estamos num momento intermédio pois trata-se ainda de capítulo especializado do Eurocódigo 3. estimada através do método das componentes.

4. que ligado directamente ao controlo numérico das máquinas (CNC) permite cortar a laser.5. com um nível de segurança mais aferido e podem ser utilizadas em estruturas que se pretendam que sejam esteticamente agradáveis. em devido tempo. A introdução de aços de alta resistência aumentou a variedade de aços e de parafusos disponíveis no mercado. Actualmente os aços variam desde os tradicionais S235 a S355 aos aços de classe S690 ou S960 e os parafusos dividem-se em parafusos ordinários: classes 4. estando actualmente em fase de conversão em Normas definitivas que substituirão. Actualmente dispõe-se de métodos capazes de avaliar não só a capacidade resistente. placa de extremidade. . foram elaborados documentos de apoio. assim como em utilizações mais correntes.1 INTRODUÇÃO Desenvolvimentos recentes no projecto. A automação de fabrico tem evoluído desde o desenho manual (ou mesmo CAD-2D) e métodos de corte tradicionais. A metodologia apresentada na EN 1993-1-8 é designada por método das componentes e baseia-se no comportamento individual de cada uma das componentes (parafusos. os modelos de dimensionamento de cada um desses componentes forão progressivamente validados através de ensaios experimentais. a software sofisticado de projecto. Tradicionalmente. mas também a rigidez e capacidade de rotação de ligações aparafusadas e soldadas. e em particular a generalização da automação das tarefas de projecto e fabricação. resistência e capacidade de rotação para uma gama alargada de ligações aparafusadas e soldadas. fabricação e construção de estruturas metálicas. era usual utilizar rebites como elemento de ligação. dos desenvolvimentos tecnológicos e técnicas disponíveis nos diferentes países. nomeadamente nas ligações. banzo da coluna. A EN 1993-1-8 considerou estes desenvolvimentos e inclui uma abordagem ao cálculo da rigidez.9. Actualmente as ligações metálicas podem ser económicas de fabricar e montar. as ligações soldadas em oficina e aparafusadas em obra têm-se generalizado. tem conduzido a um aumento da qualidade e normalização relativamente a outros materiais estruturais. Como parte integrante do desenvolvimento das primeiras versões da EN 1993-1-8. a qualidade dos processos de soldadura tem sofrido avanços consideráveis. soldas.9 e 12. No passado. Numa primeira fase. mas com o desenvolvimento tecnológico. nomeadamente parafusos e soldadura. por punção ou furar automaticamente. a União Europeia decidiu implementar normas de dimensionamento. estes documentos apresentaram-se sob a forma de pré-normas. que referem recomendações de dimensionamento e montagem de elementos de ligação. Nos últimos dez anos. Esta parte inclui-se no documento principal do Eurocódigo 3 e é designada por EN 1993-1-8 – Dimensionamento de Ligações [prEN 1993-1-8: 2003]. Estas normas têm sido desenvolvidas ao longo de vários anos e constituem documentos designados por Eurocódigos Estruturais. tem sido feito um grande esforço para se tentar avaliar o seu comportamento real. os regulamentos nacionais. tem conduzido a alterações na filosofia de dimensionamento de estruturas metálicas. o projectista pode prever o comportamento real de pórticos metálicos simples. etc). o dimensionamento de ligações metálicas baseia-se apenas em verificações da capacidade resistente.8. Adicionalmente e antes de serem incluídos nas Normas Europeias. para descrever o comportamento global momento-rotação da ligação. 10. Para tirar partido da variabilidade dos produtos metálicos. Com base nesta informação. Do mesmo modo. No que se refere ao Eurocódigo de Estruturas Metálicas (Eurocódigo 3) foi “reconhecida” a importância das ligações e autonomizou-se uma parte específica com regras e recomendações para o seu dimensionamento.6 e parafusos de alta resistência: classes 8.6 e 5. Estas alterações. nomeadamente pela introdução de laminagem contínua de aços e utilização de robôs de soldadura. fabricação e montagem de estruturas metálicas. em simultâneo com a introdução de materiais de construção de alto desempenho.

de modo a fornecer aos projectistas a informação detalhada com base nos fundamentos e métodos de dimensionamento apresentados na EN 1993-1-8. 1997]. o desenvolvimento e a implementação de um conjunto de regras de dimensionamento para ligações metálicas. Huber. Cheal. A ideia deste projecto deve-se a Marc Braham (Astron. sob a égide do Programa Leonardo da Vinci (União Europeia). regras de verificação da capacidade resistente ao esmagamento em furos ovalizados. Adicionalmente. Consequentemente. 1998]. Mais tarde este trabalho foi alargado e incorporado num programa educacional Europeu: European Steel Design Educational Programme (ESDEP).um conjunto de lições em CD. 1983a. 2 Manual de ligações metálicas .. bem como a intensa actividade de investigação levada a cabo nos Estados Unidos (Projecto SAC) e no Japão. 1998. O Comité Técnico 10 (Ligações Estruturais) da Convenção Europeia de Construção Metálica (ECCS TC10) apoia. mais tarde foi alargado de modo a incluir ligações com cantoneiras [Jaspart. há mais de vinte anos. vários investigadores iniciaram pesquisas de modo a definir o comportamento das ligações metálicas sujeitas à acção sísmica. em trabalho realizado por Zoetemeijer [Zoetemeijer. Luxemburgo).um conjunto de lições em PowerPoint para o dimensionamento de elementos metálicos e mistos. O ensino faz parte integrante da apresentação e divulgação de novos métodos do dimensionamento de ligações metálicas. Finlândia). o SteelCal .um gabinete virtual de projectos metálicos e o SSEDTA . 1988]. encontra-se estruturada nos seguintes capítulos: Capítulo 1: Introdução Capítulo 2: Parafusos e Ligações Aparafusadas Capítulo 3: Soldadura e Ligações Soldadas Capítulo 4: Modelação Estrutural Capítulo 5: Ligações sem Transmissão de Momento Capítulo 6: Ligações com Transmissão de Momento Capítulo 7: Bases de Pilares Capítulo 8: Acção Sísmica Capítulo 9: Acção do Fogo Capítulo 10: Ligações de Secções Tubulares Capítulo 11: Ligações de Perfis Enformados a Frio Capítulo 12: Ligações em Alumínio Capítulo 13: Exemplos de Dimensionamento Cada capítulo apresenta uma breve descrição da aplicação da EN 1993-1-8.b] em ligações com placa de extremidade rasa e estendida. Dessas iniciativas cita-se o Projecto “Reliability of moment resistant connections of steel building frames in seismic areas (RECOS)”. regras de interacção momento-esforço axial na ligação. ligações mistas [Anderson. fabricação e montagem de ligações metálicas. seguida de questões e respectivas respostas. que é actualmente usado em várias Universidades Europeias. a informação contida neste documento será disponibilizada num curso interactivo de dimensionamento. Este projecto pretendeu reunir questões típicas sobre o dimensionamento de ligações metálicas e de seguida publicar as respectivas respostas. expressões de dimensionamento de ligações soldadas em perfis rectangulares ocos e critérios de verificação de Estados Limites de Utilização para ligações realizadas por cavilhas. a Jan Stark (TU Delft. Paralelamente. Após os sismos de Northridge (USA) e Kobe (Japão). O objectivo desta publicação é documentar cada uma dessas questões juntamente com a sua respostas.INTRODUÇÃO contínuos e semi-contínuos. Uma das prioridades deste Comité é facilitar a introdução da EN 1993-1-8 como Euro-Norma. sendo uma das fases deste processo o desenvolvimento de material educacional necessário para incentivar os projectistas Europeus a adoptarem a EN 1993-1-8. O método das componentes. que contribuiu para o conhecimento do comportamento de estruturas metálicas sob acções sísmicas. foi desenvolvido um projecto denominado “Continuing Education in Structural Connections (CESTRUCO)”. De modo a facilitar a sua utilização. baseia-se. Holanda) e a Jouko Kouhi (VTT. Outros trabalhos educacionais disponíveis pelo ESDEP incluem o WIVISS . a EN 1993-1-8 também inclui uma metodologia de dimensionamento de bases de colunas com placa de extremidade. Um dos primeiros trabalhos educacionais em ligações foi produzido por Owens e Cheal [Owens. 1999] e bases de colunas [Wald et al. entre outros.

8. recozido. devem utilizar-se parafusos com elevada resistência à fadiga e deformabilidade reduzida. 5. Genericamente. baseados em resultados de ensaios.6 300 500 6. em que os parafusos normalmente garantem a transmissão de forças entre dois elementos com pequenas excentricidades. a descrita na cláusula 3. Como regra semi-empírica tem-se. 6.6.8 e 10. Nas ligações sujeitas a forças cíclicas susceptíveis de induzir fenómenos de fadiga. por exemplo. pode-se dizer que as ligações aparafusadas são dimensionadas através de processos semi-empíricos. Características Mecânicas dos Parafusos No Quadro 2. Classe do parafuso fyb (MPa) fub (MPa) 4.1) .6. experiência e prática de boa execução.85. As diferentes tipologias de ligações aparafusadas incluem placas cobrejuntas. entre outas. A resistência de um parafuso é normalmente avaliada utilizando a “secção resistente à tracção” (também denominada por “secção resistente”). nas ligações sujeitas a forças e momentos estáticos. e de forma tradicional. placas de extremidade e cantoneiras.9 ou superiores. média percentagem de Liga de aço com uma percentagem média total ou parcialmente de carbono.8 e 10. temperado – parafusos de alta resistência. Quadro 2.1 apresentam-se as classes de parafusos mais utilizadas em ligações metálicas (classes 4. definida pela média entre o diâmetro do núcleo da espiga dn e o diâmetro “médio” dm: dres = dn + dm 2 (2.2 PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Introdução Ligações são dispositivos utilizados para transmitir forças entre elementos estruturais. nomeadamente os parafusos de classes 8. De um modo geral. Neste capítulo apresentam-se questões directamente relacionadas com o comportamento dos parafusos e tipologias de ligações muito simples.9 900 1000 Material e tratamento carbono. podem ser utilizadas todas as classes de parafusos. as ligações aparafusadas estão mais vulgarizadas pela sua facilidade de fabrico e montagem em obra.1). Para ligar estes elementos aos perfis estruturais utilizam-se parafusos.6 240 400 baixa ou 5. Embora em estruturas metálicas se possam usar ligações soldadas e ligações aparafusadas.1(3) da EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003]. A zona mais fraca de um parafuso é a parte roscada (Figura 2.8 480 600 8.9). segundo a qual a resistência ao corte de parafusos M12 e M14 deve ser calculada multiplicando a expressão de cálculo da resistência ao corte de parafusos de maior diâmetro por um factor igual a 0.6. 8.8 640 800 10.1: Características mecânicas dos parafusos.

.2 e 2. 2001]. esmagamento e tracção) podem ser transferidas por corte/esmagamento em ligações aparafusadas correntes e por atrito entre as placas em ligações pré-esforçadas. Rosca Figura 2.3 para ligações correntes e ligações pré-esforçadas. Além destas. Mazzolani. comprovadas experimentalmente. As forças internas (corte.1: Secção transversal e ”secção resistente” de um parafuso [Ballio. resistindo por atrito. Essas forças são descritas nas Figuras 2. • Parafusos traccionados. 4 Manual de ligações metálicas .2: Distribuição de forças em ligações aparafusadas sujeitas ao corte e em ligação aparafusadas préesforçadas [Trahair et al.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS O tamanho de um parafuso é definido em função do seu diâmetro nominal. Para as diversas distribuições de forças possíveis ao longo de uma ligação. do comprimento abaixo da cabeça e do comprimento da parte roscada. • Parafusos de alta resistência em ligações pré-esforçadas resistentes ao escorregamento – Neste caso as placas são comprimidas entre si devido às forças de aperto dos parafusos. Comportamento de um Parafuso numa Ligação A resistência última de uma ligação aparafusada é avaliada assumindo simplificações na redistribuição das forças internas. os parafusos podem ser solicitados como: • Parafusos ao corte – Neste caso o movimento das placas de ligação é restringido essencialmente pelo núcleo do parafuso. 1983]. força no parafuso força na placa esmagamento força no parafuso punçoamento esmagamento atrito corte esmagamento corte atrito esmagamento atrito tracção esmagamento esmagamento a) ligações resistentes ao corte b) ligações pré-esforçadas c) ligações resistentes à tracção Figura 2. existem muitos outros tipos de ligações onde os parafusos são solicitados por uma combinação de corte com tracção.

Cd Fp. e da força de aperto FpCd (Figura 2. Os valores de dimensionamento da resistência ao corte e ao esmagamento são obtidos com base no quadro 3. os parafusos de alta resistência devem ser apertados. Esmagamento da placa de ligação. com uma chave (“snug-tight” ou “spanner-tight”). Ligações Resistentes ao Escorregamento Em ligações pré-esforçadas resistentes ao escorregamento. Este aperto é suficiente para garantir força de atrito entre as placas ligadas e transferir uma pequena força sem que se verifique escorregamento. Na cláusula 3. Willems. A resistência de uma ligação deste tipo é função do coeficiente de atrito das superfícies em contacto μ.4 da EN 1993-1-8. Fp. A rotura • • • da ligação poderá ocorrer segundo um dos seguintes modos: Corte no parafuso. Para forças superiores à força de atrito ocorre um deslizamento permanente devido à folga entre o parafuso e o furo.10.1 da EN 1993-1-8 são definidas três categorias de ligações resistentes ao escorregamento.Cd Fp. o valor do coeficiente de atrito deve ser determinado com base em testes experimentais. Nestas ligações. A deformação plástica pode iniciar-se no parafuso e na placa de ligação em simultâneo. C e E. A resistência relativa à rotura em bloco é baseada em dois mecanismos de rotura possíveis: cedência por corte combinada com rotura por tracção ou rotura por corte combinada com cedência por tracção [Aalberg.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Parafusos em Ligações ao Corte Os parafusos predominantemente solicitados por cargas estáticas podem ser apertados manualmente. Rotura em bloco. verifica-se uma resposta elástica até que o núcleo do parafuso ou a placa de ligação entrem em fase plástica.3: Parafusos de alta resistência numa ligação pré-esforçada [Kuzmanovic. No caso de outras condições de tratamento das superfícies. No quadro 3.2 do mesmo Documento. enquanto que o método para avaliação da rotura em bloco é descrito na cláusula 3.2 e 0. Larsen. 1983].Cd μFp. μFp.7 da EN 1993-1-8 são definidas várias classes de tratamento das superfícies para as quais μ varia entre 0.Cd Manual de ligações metálicas 5 .5. Se aplicarmos forças superiores.Cd μFp. denominadas por B. O modo de rotura depende das dimensões da ligação e da resistência relativa entre o material dos parafusos e o material das partes ligadas. com 70% da sua tensão última. 2000].3) introduzida pelos parafusos de alta resistência. no mínimo.Cd Fp.4. Este deslizamento termina quando o núcleo do parafuso entra em contacto com a placa. os parafusos não são solicitados ao corte e as forças são transmitidas por atrito entre as placas ligadas.Cd μFp.Cd Figura 2.

5(4) da EN 1090-1 [EN 1090-1: 1996]. aplicado com uma chave dinamómetro.2 da EN 1993-1-8. podem ser usadas pinturas específicas que não reduzam o atrito. No entanto.2: Resistência de Ligações da Categoria C Porque é que as ligações resistentes ao escorregamento da Categoria C são verificadas ao esmagamento para cargas correspondentes aos Estados Limites Últimos. • Dispositivos indicadores de carga. • Método “Turn-of-the-nut”. A força de tracção instalada num parafuso de alta resistência pode ser controlada por um dos seguintes métodos: • Momento torçor. que consiste na aplicação de um determinado ângulo de rotação após se ter atingido a condição de “snug-tight” (o valor da rotação depende da espessura total das placas e anilhas). As pinturas correntes reduzem o coeficiente de atrito nas superfícies em contacto e consequentemente a capacidade resistente da ligação. cuja análise simplificada pode ser efectuada de 6 Manual de ligações metálicas . Como é que este efeito é incorporado no método de dimensionamento de ligações pré-esforçadas? _____________________________________________________________________ Os elementos de ligações resistentes ao escorregamento não devem ser protegidos com pinturas correntes.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Neste tipo de ligações. verifica-se uma deformação do conjunto constituído pelas placas de ligação e pelo parafuso. Questão 2. Questão 2.9.1: Perda de Pré-esforço no Parafuso Testes realizados em França mostraram que em ligações entre elementos de aço protegidos com pinturas correntes.Cd não é reduzida da totalidade da força de tracção Ft aplicada. • em parafusos de classe 10. Para se obter um nível de segurança adequado.8: uma anilha mais dura por baixo do elemento que roda durante o aperto (cabeça ou porca). • Combinação dos dois primeiros métodos. deve-se utilizar: • em parafusos de classe 8. de acordo com a cláusula 3. quando as forças de tracção e de corte são combinadas.3: Resistência ao Corte de Parafusos Pré-esforçados Solicitados Também à Tracção De acordo com a cláusula 3.9: uma anilha mais dura por baixo da cabeça e da porca. quando o escorregamento não é permitido para Estados Limites Últimos? _____________________________________________________________________ Neste tipo de ligações existe sempre a possibilidade do parafuso não ficar centrado no furo e entrar em contacto com as placas. deve ser verificada a resistência ao esmagamento. Qual a razão deste facto? _____________________________________________________________________ Quando se aplica uma força de pré-esforço num parafuso. Questão 2. e de acordo com a cláusula 8.1(1c) da EN 1993-1-8. podia ocorrer uma redução da força de pré-esforço entre 25% e 45% num prazo de 2 e 3 meses.4. a força de pré-esforço Fp.

2) A validade do factor 0.ext Figura 2. tendo em conta fenómenos como a instabilidade local das placas e os associados a juntas longas. segundo os critérios definidos no quadro 3. Devido à relação entre a rigidez do parafuso à tracção e das placas à compressão (com valores entre 1 e 4). as deformações nas placas ligadas conduzem a uma distribuição não uniforme das forças pelos parafusos). Ao aplicarmos a força de tracção à ligação.4: Distâncias Máximas entre Parafusos e dos Parafusos às Extremidades das Placas Quais os critérios em que se baseiam os valores de 14 t ou 200 mm para as distâncias máximas entre parafusos. 8 ⋅ Ft (2. a força total no parafuso será Fb e a deformação δb.ext Deformação no parafuso (δb) Encurtamento da placa (δp) δb. O aumento da força no parafuso é dado por ΔFb e a diminuição da força de aperto entre as placas é de ΔFp. 1995]. A instabilidade local das placas entre parafusos deve ser verificada de acordo com a EN 1993-1-8. Em juntas muito longas. os parafusos ficam submetidos a forças desiguais (se a junta for muito longa. nota 2.ext. Questão 2. Este efeito é considerado nas regras definidas na cláusula 3.4: Diagrama de forças internas numa ligação pré-esforçada solicitada à tracção [Bickford.ext. classe de aço e número de placas ligadas. a força de contacto entre as placas toma um valor. A linha a traço interrompido mostra a influência da flexibilidade das placas à flexão devido às forças de alavanca. classe de parafuso. ΔFb Pré-esforço no parafuso (Fp) Força total no parafuso (Fb) ΔFj Força externa no parafuso (Ft) Fj δp. de acordo com o quadro 3.3. é compatível com a força de pré-esforço Fp e com a diminuição de espessura da placa δp. A deformação do parafuso δb. Estes limites são definidos de forma a garantir um bom comportamento da ligação.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS acordo com a Figura 2. Manual de ligações metálicas 7 .4. no mínimo igual a: Fc = Fp − 0. uma parte da força de pré-esforço no parafuso mantém-se constante.3 da EN 1993-1-8? _____________________________________________________________________ Os valores limites para p1 e p2 são independentes das condições atmosféricas ou outros factores que influenciem a corrosão dos elementos da ligação.8. Se aplicarmos uma força exterior de tracção Ft. A força de tracção exterior será parcialmente transformada numa força adicional no parafuso ΔFb. sendo a restante equivalente a uma redução da força que as placas de ligação inicialmente (após o pré-esforço do parafuso) exerciam sobre o parafuso ΔFj. Estudos por elementos finitos indicam que esse factor deveria depender da espessura. devido a deformações no material de base.8 baseia-se num cilindro de compressão com área fixa. devido à deformação das placas. sendo a deformação da ligação dada por δp.

8 Manual de ligações metálicas .1. F (kN) Rigidez inicial/10 200 Rigidez inicial Fexp. A resistência de elementos estruturais obtida a partir de testes experimentais até à rotura Fexp. 1988]. tangente à parte não-linear da curva carga-deformação. como se ilustra na Figura 2.6: Valores limites da resistência de uma ligação [Piraprez. conv Fexp. A resistência avaliada com base na tensão limite convencional de elasticidade Fexp.5 é obtida com base numa deformação máxima de 1. Em ligações não expostas a ambientes corrosivos. fy/fum 150 100 50 0 0 Curva experimental 3 mm (para ambas as placas) 5 10 15 20 Deformação. no caso de rotura frágil da ligação [Snijder et al. para a tensão de cedência característica fy. não existem limites máximos para as distâncias dos parafusos às extremidades das placas e1 e e2 (Figura 2. 2000]. p 1 e1 F e2 p2 Figura 2.. de acordo com o indicado no Anexo D da EN 1990 [Wald et al. é definida pela intersecção entre uma recta com uma inclinação igual à rigidez inicial e uma recta com uma inclinação igual a 1/10 da rigidez inicial. Força.5: Simbologia relativa ao espaçamento de parafusos. 2002b]. a resistência convencional depende mais da rigidez inicial da ligação do que propriamente do modo de rotura.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS que obrigam a uma redução da resistência ao corte dos parafusos.5 mm. 2000]. 1.. Com base em que documentos foi definido o critério de deformação adoptado na fórmula de verificação da resistência ao esmagamento? _____________________________________________________________________ A maioria dos regulamentos consideram que a resistência Fexp.ult fy / fum. ult Fexp.5 Fexp. Este procedimento toma a forma Fexp. é avaliada com base numa redução da tensão resistente do material (tensão última) fum.5).fy/fum.fy/fum = 0.conv. Questão 2.6 [Piraprez. Desta forma. mais do que propriamente evitar a rotura da ligação. δ (mm) Figura 2.9 Fexp. De modo a validar este modelo de resistência foram efectuados ensaios experimentais com placas cobrejuntas com furos ovalizados. dependente do comprimento da ligação. facto que inclusivamente é comprovado por testes experimentais.5: Critério de Deformação em Ligações com Parafusos ao Corte A verificação da resistência ao esmagamento numa ligação com parafusos ao corte pretende essencialmente evitar uma deformação excessiva devido à ovalização dos furos.

as distâncias às arestas limite das placas e1 e e2 e as distâncias entre parafusos p1 e p2 podem ser determinadas com base nos semi-eixos de uma elipse tangente à aresta limite da placa. 22 360 ⎪ fu ⎩ (2.7: Espaçamentos entre parafusos e dos parafusos às extremidades da placa. 3) 2.6: Distâncias entre Parafusos e dos Parafusos às Extremidades das Placas Quais as distâncias entre parafusos e/ou espaçamentos entre parafusos e as extremidades das placas. como se ilustra na Figura 2. 7 = 1.8 Aço: S275 F F p1= 3d0 e1 = 1.2 d0 p2= 4d0 e2 = 3d0 Furos 1 Furos 2 Figura 2. 8 ⋅ 3 ⋅ d0 ⎧ 2.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Questão 2.5 ⎩ (2. quando as linhas de parafusos e/ou as arestas limite da placas não são nem paralelas nem perpendiculares à direcção de actuação das forças? _____________________________________________________________________ Nestas circunstâncias.1 ⎪ 3 ⋅ d0 k1 menor de ⎨ 3 ⋅ d0 ⎪2.8: Ligação não simétrica.5 da EN 1993-1-8. 8.7 e se descreve na cláusula 3. e nos semi-eixos com centro num furo e passando no furo adjacente. Figura 2. Parafusos M20. Furos 2: 1.7: Resistência ao Esmagamento de um Grupo de Parafusos ao Corte A resistência ao esmagamento de um grupo de parafusos pode ser obtida pela soma das resistências individuais de cada parafuso? Ver Figura 2. 7 = − 1. 4) Manual de ligações metálicas 9 .8 e o exemplo apresentado. 8e 2 − 1. 4 0 0 ⎪ ⎪ α menor de ⎨ 1 ⎪f 800 ⎪ ub = = 2. 2 ⋅ d0 ⎧ e1 ⎪ 3 ⋅ d = 3 ⋅ d = 0. Questão 2. respectivamente.

verificada no caso de furos ovalizados. deve ser considerada como 60% da resistência obtida para ligações com parafusos em furos com folga normalizada. A redução de resistência considerada em EN 1993-1-8 é baseada em ensaios recentes [Wald et al. Neste ensaios. 22 fu 360 ⎪ ⎩ (2.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS Furos 1: 3 ⋅ d0 ⎧ p1 ⎪ 3 ⋅ d − 0. 7 = − 1.4 do Documento EN 1993-1-8.1) ⋅ d ⋅ t ⋅ fu = 1.Rd = ( ∑ α b ⋅ k1 ) d ⋅ t ⋅ fu = ( 2 ⋅ 0. 5) 1. 1999]. 10 Manual de ligações metálicas .17 ⎪ 3 ⋅ d0 k1 menor de ⎨ 3 ⋅ d0 ⎪2.14 ⋅ d ⋅ t ⋅ fu γ M2 γ M2 γ M2 (2. 40 ⋅ 1.1 + 2 ⋅ 0. Na cláusula 3. [Piraprez.7 da EN 1993-1-8 são indicadas regras muito claras sobre como calcular a resistência ao esmagamento de um grupo de parafusos.Rd = ( ∑ α b ⋅ k1 ) d ⋅ t ⋅ fu = ( 2 ⋅ 0. solicitados segundo a direcção perpendicular à maior dimensão. 7) Método 2: A resistência ao esmagamento do grupo é baseada na resistência ao esmagamento do parafuso mais fraco Fb. os Estados Limites de Serviço devem ser verificados em separado. 25 = 0.5 ⎩ (2. Questão 2. 8) _____________________________________________________________________ De acordo com o método 1. Se houver necessidade de limitar as deformações na ligação. se a ligação for solicitada apenas por acções permanentes.. 2002a]. 75 ⋅ 0.1 + 2 ⋅ 0. observou-se que esta redução de resistência deve-se essencialmente a uma redução da rigidez. os parafusos devem ser dispostos simetricamente na ligação. a deformação nos furos 2 pode ser um pouco elevada nos Estados Limites de Serviço. O somatório das resistências individuais dos parafusos não condiciona a segurança mas apenas as condições de serviço. para assim evitar desnecessárias redistribuições internas de forças. 25 = 1 − 0.17 ) ⋅ d ⋅ t ⋅ fu = 1. [Tizani. 75 0 0 ⎪ ⎪ α menor de ⎨ 1 ⎪f 800 ⎪ ub = = 2. Com base em que estudos é que foi definido este critério? _____________________________________________________________________ Os valores da folga normalizada para parafusos em furos ovalizados são definidos na cláusula 8 do Documento EN 1090-1. 4 ⋅ 1. 7 = 0. a resistência ao esmagamento em ligações com parafusos em furos ovalizados.8: Resistência ao Esmagamento em Ligações com Furos Ovalizados Segundo a Nota 1 do quadro 3. 4 ⋅ 4 ⋅ d0 ⎧1. 25 = 3 ⋅ d − 0. Em ligações de emenda de elementos. 76 ⋅ d ⋅ t ⋅ fu γ M2 γ M2 γ M2 (2. 4 ⋅ 1. 6) Método 1: A resistência ao esmagamento do grupo é dada pela soma das resistências individuais de cada parafuso Fb. 2000]. 4p2 − 1.

apresenta menor rigidez e maior deformabilidade que uma ligação do mesmo tipo mas com furos circulares. F (kN) Furos circulares 40 40 8 16 8 M16 Furos ovalizados 10 35 50 25 110 10 35 50 25 110 80 60 40 20 0 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 Deslocamento.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS 22 18 40 40 8 16 8 M16 18 200 180 160 140 120 100 Força. Resistência experimental / Resistência obtida com o modelo analítico: r re t 1.4 0.9 e 2. Manual de ligações metálicas 11 .10.2 0 0 Tamanho do parafuso/ Diâmetro do parafuso 0.5 1 1.5 2 2. como se ilustra nas Figuras 2.6 0.. [Wald et al. a) esmagamento por corte (furos normalizados) b) esmagamento por flexão (furos ovalizados) Figura 2.5 3 3.11: Razão entre a resistência ao esmagamento obtida experimentalmente e através do modelo analítico de dimensionamento.5 4 Figura 2..2 1 0.8 0.9: Comparação entre a curva força-deslocamento numa ligação com furos circulares e com furos ovalizados. δ (mm) Figura 2. 2002b].4 1. 2002a]. Uma ligação com parafusos em furos ovalizados solicitados segundo a direcção perpendicular à maior dimensão.10: Esmagamento de uma placa de ligação [Wald et al.

286 Fv. Questão 2. A montagem das ligações é efectuada segundo um processo normal se os furos forem realizados em fábrica. • Resistência ao esmagamento.Rd Ft.4 da EN 1993-1-8. • Limitação da resistência. • Montagem da ligação. Em que critérios se baseia esta fórmula? Mais lógico parecia ser a seguinte fórmula: Fv. A resistência ao esmagamento é considerada independente das folgas.63-0.75-0. A influência do comprimento do furo ovalizado na resistência ao esmagamento.89 se o plano de corte se localiza na zona do liso do parafuso. Neste tipo de furos não é permitido o esmagamento na zona roscada do parafuso. pode ser visualizada na Figura 2. é avaliada com base na expressão seguinte: Fb.Sd = 0. 1989].68 se o plano de corte se localiza na zona roscada. A resistência à tracção de um parafuso é condicionada pela fractura na zona roscada e a interacção corte+tracção é considerada na parte lisa do parafuso.9: Método de Dimensionamento de Ligações com Parafusos ao Corte. com o eixo longitudinal do furo perpendicular à direcção da força aplicada.12. no caso da zona de esmagamento e corte se localizarem na parte roscada do parafuso. um parafuso sujeito a uma força de tracção igual à sua resistência. Questão 2.PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS A resistência ao esmagamento em ligações com furos ovalizados. os furos podem ser realizados em obra. Uma fórmula de interacção alternativa consiste em usar os termos ao quadrado e a resistência à tracção (que aparece em denominador) avaliada na zona do liso.Sd + ≤1 Fv. 12 Manual de ligações metálicas . 10) _____________________________________________________________________ Tal como observado experimentalmente.Rd (2.4 da EN 1993-1-8.Rd pode suportar uma força de corte Fv.10: Parafusos Solicitados ao Corte mais Tracção De acordo com a o quadro 3. possui ainda uma reserva de resistência à corte. um parafuso solicitado por uma força de tracção igual à força resistente de dimensionamento Ft.3 mm.9) sendo αb e k1 calculados de acordo com o quadro 3. De acordo com a Figura 2. 6 k1 ⋅ α b ⋅ fu ⋅ d ⋅ t γ M2 (2. onde se representam os resultados de 70 ensaios.Rd = 0. e é de 0. em alternativa. em Furos Ajustados Qual o método de dimensionamento de ligações com parafusos solicitados ao corte. em furos ajustados? Qual a influência dos seguintes factores: • Tolerâncias nas folgas dos furos. Cheal.Rd. _____________________________________________________________________ Normalmente as tolerâncias aplicadas de acordo com [EN ISO 898-1: 1999] conduzem a folgas de aproximadamente 0. a variação da razão resistência ao corte/resistência à tracção é de 0.11. tal como considerado em [Owens.Sd Ft.

PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS No caso possíveis • • de o plano de corte se localizar na zona do liso do parafuso.exp Ft. é possível utilizar aço de alta resistência.Rd Resistência à tracção experimental / Resistência à tracção analítica Ft.5 1.R 0 0 Resistência ao corte analítica 0.13): Manual de ligações metálicas 13 . 1989]. Os resultados dos ensaios referidos foram comparados com os obtidos através dos modelos de dimensionamento definidos na EN 1993-1-8.12: Curvas de interacção corte + tracção. 11) Fv.Rd 1. verificou-se que todos estavam do lado da segurança (Figura 2.Sd Ft.9. os dois modos de rotura são os seguintes: Combinação de corte mais tracção no plano de corte.Sd Ft. Isto deve-se ao facto de um parafuso mais comprido desenvolver mais flexão quando comparado com parafusos mais curtos. Resultados experimentais têm comprovado que a resistência ao corte aumenta com o aumento do comprimento da zona do liso do parafuso. rotura por corte em bloco em 6 ensaios e rotura da secção útil nos restantes 6 ensaios. Foram usadas placas de aço com uma tensão de cedência nominal de 640 MPa e tensão última de 700 MPa e os parafusos eram de classe 10. De modo a avaliar a resistência de ligações com aço de alta resistência. Questão 2.R 1. A fórmula de interacção considerada em EN 1993-1-8 é a seguinte: Fv.11: Resistência de Ligações com Aço de Alta Resistência Em ligações correntes e de acordo com os modelos de dimensionamento definidos em EN 1993-1-8. Cheal.Sd + ≤1 Fv. 4 ⋅ Ft. 4 ⋅ Ft.exp Fv. realizou-se um estudo experimental em ligações aparafusadas com corte duplo [Kouhi.0 Plano de corte no liso Fv.0 Figura 2. Foram observados os seguintes modos de rotura: esmagamento em 18 ensaios. de acordo com com os requisitos definidos na EN 1993-1-8 [Owens.max Ft. Kortesmaa. 1990].5 Resistência ao corte experimental Fv. Rotura por tracção do parafuso na zona da rosca. logo não deve ser usado para o dimensionamento de ligações entre elementos de aço de classes superiores.Rd 1.Rd (2. com uma tensão de cedência nominal de 640 MPa? _____________________________________________________________________ O Documento EN 1993-1-8 foi desenvolvido para aços até à classe S460.Rd Plano de corte na rosca 0.Sd + ≤1 Fv.

PARAFUSOS E LIGAÇÕES APARAFUSADAS

• As fórmulas para avaliação da resistência ao esmagamento e da resistência da área útil usada experimentalmente deram os mesmos resultados da EN 1993-1-8. • As fórmulas para avaliação da resistência ao corte em bloco definidas na EN 1993-1-8 são conservativas, quando comparadas com as experimentais. • A resistência ao esmagamento das ligações, obtida com base no somatório das resistências individuais de cada parafuso apresenta-se na Figura 2.13. A deformação avaliada experimentalmente nos Estados Limites Últimos foi da ordem de grandeza do diâmetro dos parafusos. A resistência ao esmagamento obtida com base na resistência mínima dos parafusos é mais segura.
Nota:

• Com o objectivo de estudar a resistência ao esmagamento, o programa de ensaios foi dividido em dois grupos. Num grupo de seis ensaios foi considerada apenas uma linha de parafusos enquanto que no segundo grupo foram consideradas duas linhas, indicadas na Figura 2.13 como esmagamento 1ª linha e esmagamento 2ª linha, respectivamente. • Nos testes foram usadas placas com espessuras de 3 mm, 4 mm, 6 mm e 8 mm. Os valores obtidos para as tensões de cedência foram de 604 MPa a 660 MPa para as placas de 6 mm e 4 mm de espessura, respectivamente. Para a tensão última foram obtidos valores entre 711 MPa e 759 MPa para as placas de 6 mm e 4 mm de espessura, respectivamente. As propriedades medidas correspondem à média de três provetes.
Resistência experimental / Resistência teórica
2 1,8 1,6 1,4 1,2 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 0 1 2 3 4 5 6

re rt

Rotura em bloco Esmagamento 1a linha Esmagamento 2a linha Secção útil

Ensaio

Figura 2.13: Resistência de ligações aparafusadas obtidas experimentalmente [Kouhi, Kortesmaa, 1990].

14

Manual de ligações metálicas

3
SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS
3.1 Introdução

A maioria das ligações soldadas são efectuadas em oficina. Um dos problemas que mais afecta as ligações soldadas é a falta de ductilidade do material de adição; todavia, este problema pode ser resolvido se forem respeitadas determinadas regras. Em ligações estruturais deve-se usar sempre soldadura por arco, excepto em casos especiais tais como “stud welding”. Quando se adopta este procedimento, as propriedades mecânicas do metal de adição devem ser compatível com as do metal de base e a espessura das peças a ligar deve ser igual ou superior a 4mm (na soldadura de elementos de paredes finas pode haver necessidade de se aplicar regras especiais). Os cordões de soldadura podem ser divididos em diversos tipos: • soldadura de ângulo, • soldadura por entalhe, • soldadura de topo, • soldadura por pontos e • soldadura sem chanfro. Na EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] são indicadas regras para avaliação do comprimento efectivo de um cordão de soldadura de ângulo com uma espessura a, ver Figura 3. 1.

a

a

Figura 3. 1: Definição da espessura de um cordão de soldadura, a.

No dimensionamento de um cordão de soldadura de ângulo, a tensão total é decomposta nas componentes paralelas e transversais ao plano crítico do cordão (Figura 3.2). A distribuição de tensões é assumida como uniforme ao longo do plano crítico do cordão, podendo desenvolver-se as seguintes componentes: • σ⊥ tensão normal perpendicular ao plano crítico do cordão de soldadura; • σ// tensão normal paralela ao eixo do cordão de soldadura, pode ser desprezada no dimensionamento de cordões de soldadura de ângulo; • τ⊥ tensão tangencial (no plano crítico do cordão de soldadura) perpendicular ao eixo do cordão de soldadura; • τ// tensão tangencial (no plano crítico do cordão de soldadura) paralela ao eixo do cordão de soldadura.

SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS

σ⊥

τ⊥ τ//

σ//

Figura 3.2: Tensões actuantes no plano crítico de um cordão de soldadura de ângulo.

A resistência de um cordão de soldadura de ângulo é suficiente se foram satisfeitas as condições seguintes:
2 σ ⊥ + 3 (τ ⊥ + τ // ) ≤ 2

fu β w ⋅ γ M2

(3. 1)

e

σ⊥ ≤

fu

γ M2

(3. 2)

O factor de correlação βw é definido no Quadro 3. 1, de acordo com o tipo de aço.
Quadro 3. 1: Factor de correlação para avaliação da resistência de uma soldadura.
Classes de Aço

EN 10025 S 235 S 235W S 275 S 275N/NL S 275M/ML S 355 S355N/NL S 355M/ML S 355W S 420N/NL S 420M/ML S 460N/NL S 460M/ML S 460Q/QL/QL1

EN 10210 S 235H S 275H S 275NH/NLH S 355H S355NH/NLH

EN 10219 S 235H S 275H S 275NH/NLH S 275MH/MLH S 355H S355NH/NLH S 355MH/MLH S 420MH/MLH

Factor de correlação βw

0,80 0,85

0,90

1,00 1,00

S 460NH/NLH

S 460NH/NLH S 460MH/MLH

A EN 1993-1-8 considera ainda um método simplificado alternativo para o dimensionamento de cordões de soldadura de ângulo. Consiste na avaliação da tensão resistente ao corte por unidade de comprimento de cordão, independentemente da direcção do esforço transmitido, como se ilustra na Figura 3.3,

fvw.d =

fu 3 ⋅ β w ⋅ γ M2

(3. 3)

sendo a força resistente do cordão de soldadura por unidade de comprimento dada por
Fw.Rd = a ⋅ fvw.d

(3. 4)

16

Manual de ligações metálicas

os cordões com penetração total devem ter uma resistência igual à resistência da parte mais fraca a ligar.4 0. A resistência de um cordão de soldadura com comprimento superior a 150a deve ser reduzida. independentemente da direcção do esforço transmitido. 2 ⎜ ⎛ La ⎞ ⎟ ⎝ 150a ⎠ (3.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS N⊥ Sd Fw. A distribuição de forças numa ligação soldada pode ser obtida com base numa análise elástica ou numa análise plástica. esta variação deve-se à deformação das placas de ligação. devem ser evitados pormenores de ligações que originem tensões perpendiculares à espessura das peças metálicas resultantes de soldadura.Sd Figura 3.uniforme. Se as placas tiverem uma espessura adequada às forças internas transmitidas. Em relação às soldaduras de topo.8 0. b) distribuição de tensões uniforme.5) τ// a) τ// b) τ// τ// Lw 1 0. c) factor de redução βLw. 4: Ligações soldadas longas: a) distribuição de tensões não. Quando esses pormenores forem necessários.Sd Fw.Sd V//. Quando um cordão de soldadura muito comprido é solicitado Na direcção do seu eixo. Manual de ligações metálicas 17 .2 0 0 50 100 150 200 250 300 350 400 ΒLw c) L a Figura 3. Sempre que possível e de forma a minimizar a possibilidade de arrancamento lamelar.Rd Fw.4b). as tensões a meio do cordão são inferiores às tensões nos topos (Figura 3. multiplicando-a pelo factor βLw. as tensões no cordão serão uniformes (Figura 3. 4c): βLw = 1. A resistência de um cordão de topo com penetração parcial deve ser determinada de uma forma análoga à considerada para os cordões de soldadura de ângulo. 2 − 0. A espessura ou profundidade adequadas de um cordão de soldadura deve ser obtida experimentalmente.6 0. devem ser tomadas medidas adequadas.4a). A concentração de tensões pode provocar uma rotura nos topos dos cordões de soldadura (“zip effect”).Rd La V⊥ .3: Dimensionamento de um cordão de soldadura. como se descreve na Figura 3.

2 e b 1 F Sd Figura 3. // = F1 a1 ⋅ L1 (3. bem como no dimensionamento dos elementos ligados. é dada por F2 = fSd ( b − e ) 2 b (3.3. as forças e os momentos causados por excentricidades devem ser tidos em conta no cálculo das tensões actuantes num cordão de soldadura. que simplificada resulta na seguinte condição τ 1.5: Cantoneiras ligadas por uma placa de gusset. // ≤ F2 a2 ⋅ L 2 (3. é solicitado pela força F1 dada por F1 = FSd e 2 b (3. no cálculo de ligações soldadas entre cantoneiras de abas iguais e placas de gusset é prática corrente na Europa desprezar os esforços causados pelas excentricidades.9) sendo a tensão de corte τ// dada por τ 2. deve ser tida em conta a excentricidade? _____________________________________________________________________ Em geral.8) A força F2 no cordão superior (cordão 2). No caso de cantoneiras de abas desiguais ligadas pela aba menor.1: Ligação de Duas Cantoneiras a uma Placa de Gusset Numa ligação soldada entre duas cantoneiras e uma placa de gusset. designado por cordão 1. O exemplo seguinte descreve o cálculo da distribuição de forças num cordão de soldadura.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS Questão 3. as excentricidades devem ser consideradas no dimensionamento dos cordões.6) a qual provoca uma tensão de corte na direcção paralela ao eixo do cordãoτ// τ 1.7) Como se trata da única tensão actuante.10) 18 Manual de ligações metálicas . No entanto. a resistência do cordão de soldadura pode ser verificada através da expressão 3. O cordão inferior. // ≤ fu 3 ⋅ β w ⋅ γ M2 (3.

t anom c nom a nom.Rd 3 2 = 1.1 a) anom anom b) a nom. as tensões calculadas pelo método exacto são obtidas a partir de: σ⊥ = τ⊥ = σw 2 e τ // = 0 (3.12) As diferenças entre os dois métodos são traduzidas pela seguinte relação Fw.3: Dimensionamento de Cordões de Soldadura de Topo com Penetração Parcial Quais os procedimentos recomendados para o dimensionamento de cordões de soldadura de topo com penetração parcial? ___________________________________________________________________________ Os cordões de soldadura com penetração parcial podem ser dimensionados como os cordões de ângulo. obtém-se fu ⎛ σw ⎞ ⎛ σw ⎞ ⎜ ⎟ + 3⎜ ⎟ ≤ β w ⋅ γ M2 ⎝ 2⎠ ⎝ 2⎠ 2 2 e σw ≤ fu β w ⋅ γ M2 2 = Fw.2: Resistência de um Cordão de Soldadura de Ângulo A EN 1993-1-8 inclui dois métodos para o dimensionamento de cordões de ângulo. Para cordões de soldadura solicitados por forças perpendiculares ao seu eixo. b) ligações em T.2 Figura 3. Neste caso. b) forças perpendiculares.end. com uma espessura igual a: a = anom – 2 mm.Rd = fu 3 ⋅ β w ⋅ γ M2 a) τ// σ Figura 3.7: Espessura efectiva de: a) cordões de soldadura de topo com penetração parcial. as diferenças entre os dois métodos são significativas.Rd = Fw.Rd (3.6.13) Questão 3. τ// FSd b) τ// σw FSd Fw. no caso do cordão de soldadura ser solicitado por forças paralelas ao seu eixo.11) Com base numa análise plana de tensões. como se ilustra na Figura 3.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS Questão 3. 6: Cordões de soldadura solicitados por: a) forças paralelas ao seu eixo. Manual de ligações metálicas 19 . 22 (3. um método exacto e um método simplificado.end. como se ilustra na Figura 3.7a). Quais as diferenças entre os dois métodos? ___________________________________________________________________________ Não existe qualquer diferença.

o dimensionamento é feito com se tratassem de cordões de ângulo com uma espessura efectiva dada por: anom.16) sendo σ = FSd / (t h).1 + anom. 7 (235 /1.15) Questão 3. Para que a soldadura possa suportar uma força superior à resistência das placas de ligação.2 − 2mm (3. 7 (fy / γ M0 )t fu / γ M2 = 0. b) por forças transversais.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS Em ligações em T.8.7b). os cordões de soldadura assumem-se como cordões com penetração total.14) No caso de penetração parcial (ver Figura 3. a espessura deve ser calculada através da condição: a > 0.4: Dimensionamento de Cordões de Soldadura em Ligações com Resistência Total Quais as recomendações no dimensionamento de cordões de soldadura em ligações com resistência total? ___________________________________________________________________________ τ⊥ σ⊥ t t a) b) τ σw σ FSd τ VSd h Figura 3.2 < t a1 = anom. 25 (3.57t ≈ 0. No caso ilustrado na Figura 3. 6t 360 /1. 0)t = 0. 7 σ ⋅t fu / γ M2 (3. nos casos em que: anom. 8: Espessura efectiva de um cordão de soldadura solicitado por: a) forças normais.1 − 2mm a2 = anom. os cordões de soldadura podem ser dimensionados para resistir às forças aplicadas através da seguinte condição: a > 0.1 + anom.17) 20 Manual de ligações metálicas . usando uma análise elástica e considerando aço S235.2 ≥ t c nom ≤ c nom t 5 ≤ 3mm (3.

25 (3. 25 (3. 85 = 0. 4 ⋅ 0. 79t ≈ 0. a espessura deve ser obtida considerando as seguintes condições: Estruturas contraventadas a > 1. 25 (3. 7 (fy / γ M0 )t fu / γ M2 = 1. 7 ⋅ 0. 8t 360 /1.19) De uma forma análoga. 40t ≅ 0. 0)t = 0. 7 (235 /1. 0 × 3)t ≈ 0. 0t 360 /1.SOLDADURA E LIGAÇÕES SOLDADAS Através de uma análise plástica. 7 (fy / γ M0 )t fu / γ M2 = 1.18) Estruturas não contraventadas a > 1. 4t fw / γ M2 fu / γ M2 360 /1. 4 ⋅ 0. 85 fy /( 3γ M0 ) t τ ⋅t 235 /(1. 97t ≈ 1. 7 (235 /1.20) Manual de ligações metálicas 21 . 7 ⋅ 0. 85 = 0. para cordões de soldadura solicitados segundo uma direcção paralela ao seu eixo. a espessura pode ser calculada através da seguinte condição a > 0. 0)t = 0.

O Quadro 4.2.1 resume os três tipos de modelação de ligações adoptados pela EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003]: modelação contínua.plástica φ Sj.ini d) Análise Elásto . apenas a rigidez das ligações é relevante para a modelação da ligação: a rigidez inicial para a determinação dos Estados Limites de Serviço e cálculos de estabilidade e a rigidez secante aproximada para a determinação dos Estados Limites Últimos.Contínua M MRd Articulada Simples MSd Sj.ini MSd Sj.1 e no Quadro 4. Em todos os outros casos.1 Introdução O comportamento das ligações tem um efeito significativo na resposta das estruturas.1: Tipos de modelação de ligações.4 MODELAÇÃO ESTRUTURAL 4. No caso da análise elástica global de pórticos. Quadro 4.Estados Limites Últimos M MRd φCd c) Análise Rígido .Estados Limites de Serviço M MRd φ b) Análise Elástica . Os parâmetros considerados em cada uma destas modelações depende do tipo de análise aplicada à estrutura. .plástica φCd φ Figura 4. RIGIDEZ Rígida Semi .rígida Articulada M 2 MRd 3 Resistência total Contínua Semi.Contínua Semi. No caso de uma análise rígido-plástica.Contínua - RESISTÊNCIA Resistência parcial Semi. quer a rigidez quer a resistência devem ser incluídas na modelação da ligação. Estas possibilidades de análise são ilustradas na Figura 4. as principais características das ligações são a resistência e a capacidade de rotação.1: Determinação das características das ligações baseada no tipo de análise global.ini /η φ a) Análise Elástica . semi-contínua e simples.

1) O braço da alavanca r é aproximadamente igual à distância entre os centros dos banzos da viga. Embora. ver Figura 4. ver Quadro 4. o comportamento do painel de alma do pilar (em ligações viga-pilar) e da ligação.Contínua Análise elástica Rígida Semi . A rigidez pode ser aproximada por S j. c) características do painel da alma.2: Modelação da ligação através de molas rotacionais: a) zona nodal.rígida TIPO DE ANÁLISE DA ESTRUTURA Análise rígido-plástica Análise elásto-plástica Resistência total Rígida/ Resistência total Resistência parcial Rígida/ Resistência parcial Semi-rígida/ Resistência total Semi-rígida/ Resistência parcial Articulada Articulada Simples Articulada A modelação das ligações pode ser efectuada através de molas rotacionais.ini.fc ⋅ r 2 ⋅ t fc = γ M0 (4. tal pode ser útil em alguns casos.1: Cálculo Preliminar de Ligações A EN 1993-1-8 fornece regras para a caracterização do comportamento das ligações viga-pilar de eixo forte.app ς ⋅ fy. incluídas na resposta da ligação. A estimativa da rigidez e da resistência das ligações é baseada na componente mais fraca. separando ou não. O momento resistente da ligação baseia-se na espessura do banzo do pilar tfc. na maior parte das aplicações não seja conveniente modelar o comportamento da ligação e do painel da alma separadamente. considerado como o elemento mais fraco Mj.app = E ⋅ r 2 ⋅ t fc ξ (4. como por exemplo em estruturas mistas. 1999]. Questão 4.2.2: Modelação de ligações e análise global da estrutura.MODELAÇÃO ESTRUTURAL Quadro 4.2) 24 Manual de ligações metálicas . ligações à esquerda e à direita e painel da alma do pilar. b) modelo incluindo o painel da alma ao corte. M a M a M b φa T φb M b a) b) c) Figura 4.3. Haverá outro método mais simples que possa ser usado no cálculo preliminar? _____________________________________________________________________ Steenhuis desenvolveu um método simplificado para a previsão do comportamento das ligações [Steenhuis.Rd. MODELAÇÃO Contínua Semi.

considera-se a espessura da placa de extremidade tp superior à espessura do banzo do pilar tp ≥ tfc.3.5 5 r 15 r 11.5 5 r 7 r 3 >7 r 10 r 3 >7 r 35 r 11. Para assegurar que a componente mais fraca é o banzo do pilar. utilizados para avaliar a rigidez inicial e o momento resistente da ligação e bases de pilares.3: Coeficientes ξ e ς e braço da alavanca r . LIGAÇÃO viga-pilar t fc r M Sd COEFICIENTE LIGAÇÃO viga-pilar.5 5 r r 20 5 (placa de base) Manual de ligações metálicas 25 .0 5 r ∞ >7 r 7.0 7 r 40 r 5. a espessura do reforço do pilar ts ≈ tfb e o diâmetro dos parafusos d ≥ tfc.5 7 r 6 7 r 8.MODELAÇÃO ESTRUTURAL O factor ς pode ser obtido do Quadro 4.5 5 r 14 r 6. placa de base COEFICIENTE ξ ς ξ ς 13. Quadro 4.

ini na análise. M Sj. Normalmente.ult Mj. No entanto. deve usar-se a rigidez secante Sj. ver cláusula 5. A resistência de todos os elementos estruturais e ligações terá de satisfazer os critérios de dimensionamento. Este não é o caso dos elementos mistos. (Figura 4.18/1.MODELAÇÃO ESTRUTURAL Questão 4.3: Rigidez inicial e rigidez secante de uma ligação. Por exemplo. Na prática.sec. ver Figura 4. obtida através de uma análise global elástica. A relação de carregamento dos Estados Limites Últimos e Estados Limites de Serviço em estruturas de aço pode ser tipicamente avaliada em ((1x1.4. O mesmo procedimento pode ser aplicado às ligações. a distribuição plástica de esforços é utilizada no cálculo das ligações de modo semelhante ao que é efectuado no cálculo de elementos estruturais (Figura 4. usando a esbelteza da alma e dos banzos. Para os Estados Limites de Serviço admite-se um comportamento elástico dos elementos. a classe mínima da secção deverá ser Classe 2.46 e a relação entre a resistência plástica e elástica à flexão de secções em I é cerca de 1. Esta estimativa é conservadora e segura se for considerada a tensão de cedência fy no modelo de cálculo.el Sj. têm sido um dos principais focus de investigação mais recente nesta área. desde que seja considerada a rigidez de ligação relevante. Nestas condições. nos quais a verificação do comportamento elástico nos Estados Limites de Serviço faz parte do procedimento normal de cálculo.ult então. O início do comportamento não-linear de placas de extremidade pode ser estimado a 2/3 do momento plástico de vigas de secção rectangular [Zoetemeijer. No entanto.50)/4)/1. Admite-se que os Estados Limites Últimos apenas serão alcançados ocasionalmente. algumas componentes podem limitar a capacidade de rotação da ligação.0 = 1. Este procedimento é simples e prático. A EN 1993-1-8 fornece alguns princípios básicos para a verificação da capacidade de rotação.6 da EN 1993-1-1 [prEN 1993-1-1: 2003].35+3x1. se se considerar o momento plástico Mj. É baseado na experiência e não num procedimento exacto de análise.0 = 1.sec φ Figura 4. Os procedimentos de cálculo para avaliação da capacidade de deformação das componentes e da capacidade de rotação das ligações. logo. 1983b]. e de forma similar à classificação das partes comprimidas da secção das barras.3). a verificação do comportamento elástico para os Estados Limites de Serviço não é necessária. Esta relação foi observada experimentalmente para outros tipos de ligações.5a). A capacidade de rotação das rótulas plásticas nas secções é garantida pela classificação das secções. com ligações concebidas por análise plástica? _____________________________________________________________________ A análise global elástica pode ser usada com ligações calculadas plasticamente.el deve usar-se a rigidez inicial Sj.18. 26 Manual de ligações metálicas . se a capacidade resistente é baseada no momento elástico de cálculo Mj. a resistência dos elementos é baseada numa distribuição plástica das tensões.ini Mj.2: Utilização da Análise Elástica para a Análise Global de Estruturas É permitido o uso de métodos elásticos na análise global da estrutura. O mesmo princípio é aplicado no cálculo de ligações.

Rd < Ft2. M Rotação elástica da viga Rotação última da viga Mb.Rd ≤ Fc. Em engenharia é recomendado sobredimensionar as componentes frágeis para aumentar a capacidade de deformação da ligação e consequentemente a segurança da estrutura.Rd = Ft3. = Ft1. É usada uma distribuição elástica quando a componente frágil limita a resistência da ligação. a ligação deve ser calculada com uma distribuição plástica de esforços (ver a terceira fiada de parafusos na Figura 4.ini φ Cd φ Figura 4.6). Questão 4.5: Distribuição dos esforços internos na ligação com placa de extremidade.Rd = Ft2. Quando a componente frágil é colocada no meio da ligação (parafuso na segunda fiada de parafusos. φ Rotação. as componentes inferiores devem estar em regime elástico. rigidez e capacidade de rotação (ver Figura 4. Momento. ver Figura 4.el Curva experimental Método das componentes utilizando fu M M φ Método das componentes utilizando fy Sj.d Mj. Manual de ligações metálicas 27 .Rd ≤ Fc. As componentes da ligação podem ser dúcteis ou frágeis.3: Critérios de Classificação para Bases de Pilar Porque é que o Documento Normativo EN 1993-1-8 utiliza limites diferentes na classificação de ligações viga-pilar e bases de pilar? _____________________________________________________________________ As ligações podem ser classificadas relativamente à resistência.Rd Ligação de resistência parcial Momento resistente da viga M M Ligação dúctil (Classe 1) Ligação semi-dúctil (Classe 2) Ligação frágil (Classe 3) φ φ M Rotação.Rd a) distribuição plástica = Ft1.5c).5b).exp Mj.ult. φ Figura 4.Rd c) distribuição elástica z3 z2 z1 Figura 4.6: Classificação das ligações baseada na resistência e na capacidade de rotação. por exemplo).ult.pl.MODELAÇÃO ESTRUTURAL M Mj.Rd < Ft3.Rd < Ft3. Neste caso.Rd ≤ Fc.Rd b) distribuição elasto-plástica = Ft1. M Ligação de resistência total Momento.Rd = Ft2.Rd Mj.4: Avaliação do comportamento da ligação.

Rd 0.ini ≥ 7 ( 2λ − 1) E S j.5). A necessidade de verificação dos deslocamentos nos Estados Limites de Serviço é a razão para a existência de limites diferentes em pórticos não contraventados (Sj. Neste caso recomenda-se comparar a rigidez da base de pilar com a rigidez à flexão do pilar. 28 Manual de ligações metálicas .ini.9.φ Lb.ini ≥ 48E Ic Lc Ic Lc (4. têm sido propostos limites entre ligações rígidas e semi-rígidas.5% do valor da carga crítica com ligações totalmente rígidas. A rigidez limite.p = 0. os limites para ligações viga-pilar introduzidos nos regulamentos são valores conservativos. ver Figura 4.pl. Cálculos semelhantes foram realizados em pórticos com bases de pilares semi-rígidas [Wald. Esta rigidez é o limite para ligações rígidas e todas as ligações com rigidez superior podem ser modeladas como rígidas.ini.8.5) é uma aproximação conservativa e pode ser usado em todos os pilares.pl. Seguindo o procedimento supracitado.2 0 Ligações semi-rígidas S j. 36 .7.ini. Jaspart. ver Figura 4.3) (4. ver Figura 4. Por razões práticas. 93 ≤ λ o limite é o limite é o limite é S j. Assume-se que as ligações são rígidas se a carga crítica não for inferior a 97.Ib.4 0. 1999]. Pode-se avaliar a rigidez mínima da ligação num pórtico.7: Classificação das ligações viga-pilar baseado na rigidez à rotação.8 0.ini.6 0.5) O limite (4.5 ≤ λ ≤ 3. A rigidez limite 12 E Ic / Lc pode ser usada em pórticos não-contraventados com pilares de esbelteza inferior a λ = 1. fraca resistência à flexão e grande capacidade de rotação ( φCd = 60mrad ).ini. 93 3.ini ≥ 0 S j. A rigidez mínima da base do pilar depende da esbelteza relativa do pilar: para para para λ ≤ 0. 5 0.u =25 M b= Mb Mb. que modifica os esforços internos dentro dos limites de precisão requerida.b = 8 φ= E.u = 25) e contraventados (Sj. As ligações articuladas são caracterizadas por uma fraca rigidez (Sj.Rd S j. Este valor baseia-se em estudos numéricos realizados num pórtico com uma viga muito flexível.0 rígidas S j. M b Ligações 1.4) (4.p = 0.ini. estimada em 30 E Ic / Lc é deduzida para um erro máximo da solução inferior a 10%.b = 8).Mb. Por simplicidade.MODELAÇÃO ESTRUTURAL A fronteira de rigidez entre ligações rígidas e semi-rígidas baseia-se na precisão de cálculo necessária à verificação dos esforços nos elementos e ligações. Os limites de pórticos contraventados são deduzidos dos deslocamentos horizontais.5 Ligações articuladas φ Figura 4. estes valores são função da rigidez à flexão da viga associada.

Rd Figura 4. λ Figura 4.4 0. com a resistência da viga/pilar? _____________________________________________________________________ As ligações estruturais devem ser calculadas para transmitir esforços acidentais e nominais.2 0 0 Sj. comparado.Rd 1.01 0.6 0.10)? ___________________________________________________________________________ No caso da Figura 4.n = 30EIc/Lc λo = 1. a integridade da estrutura e os esforços na montagem devem ser tidos em consideração.003 φ (rad) Base do pilar rígida Sj.ini E Ic / Lc Curva simplificada Curva real 4 6 8 10 Esbelteza relativa do pilar. etc. a excentricidade da ligação ao banzo do pilar.c. Caso actuem forças muito reduzidas.36 ⎯ φ= EIcφ LcMc. será necessário calculá-la para um certo nível (razoável) de esforços. pode ser avaliado pela interacção entre esforço axial e momento flector (a encurvadura do pilar é desprezada): Manual de ligações metálicas 29 . cantoneiras de alma. Os esforços a considerar dependem do tipo de ligação.ini. o pilar pode ser considerado como axialmente carregado (ver Figura 4.) à alma de uma secção aberta pode ser omitida.5: Modelação da Excentricidade da Ligação no Cálculo de Pórticos Os pórticos são normalmente modelados por linhas ligando os centros de gravidade das secções.c.8 0.9: Classificação de bases de pilar baseada na rigidez à flexão.0 0. é necessário ter em conta. por exemplo.pl. O erro na omissão da excentricidade e da flexão em torno do eixo fraco é relativamente elevado. na análise global. Questão 4.ini.002 0.MODELAÇÃO ESTRUTURAL Rigidez relativa da placa de base 60 50 40 30 20 10 0 0 2 Sj. Momento relativo Mj/Mpl.s = 12EIc/Lc Base do pilar semi-rígida Base do pilar rotulada 0.4: Cálculo de Ligações Solicitadas por Esforços Reduzidos Se a ligação for solicitada por esforços muito reduzidos. Questão 4.10. Apenas a excentricidade de uma ligação viga-pilar aparafusada (placa de extremidade.8: Avaliação da resistência de um pilar baseada na rigidez à flexão do apoio inferior. Se a ligação for considerada como articulada.

8) A resistência ao esforço axial diminui para 1561kN com a excentricidade e = 4.y ⋅ fy / γ M0 = 642. 0 = 151. O erro na omissão da flexão em torno do eixo forte pode ser avaliado pelo momento de cálculo do pilar: Mpl.10: a) Exemplo de excentricidade da carga no pilar. c) e alma.9) A resistência ao esforço axial diminui para 828.5 mm.z ⋅ fy / γ M0 = 200.Rd = A ⋅ fy / γ M0 = 7808 ⋅ 235 /1.4*103 N para uma excentricidade de e = 100 mm.MODELAÇÃO ESTRUTURAL HE 200 B e = 100 mm a) b) FSd c) 9 HE 200 B e = 4.5 mm FSd d) Figura 4. NSd N ⋅e + Sd ≤1 Npl. 0 = 1835 ⋅ 103 N (4.z.Rd = Wpl.7) e a resistência do pilar ao momento flector é Mpl.Rd Mpl. 0 = 47. 3 ⋅ 103 ⋅ 235 /1.Rd = Wpl. 0 ⋅ 106 Nmm (4. d) por placas de extremidade.5 ⋅ 103 ⋅ 235 /1. b) vigas ligadas ao banzo. 30 Manual de ligações metálicas .y.Rd (4.6) A resistência do pilar ao esforço axial é Npl.1 ⋅ 106 Nmm (4.

Quando a viga roda. devem ser capazes de transferir uma força horizontal de tracção. Ao mesmo tempo. O método usual para o conseguir é assegurar que a ligação se prolongue pelo menos 10mm para além da extremidade da viga. esta rotação será consideravelmente menor pela restrição oferecida pela ligação. no caso de um acidente. as ligações simples devem permitir uma rotação adequada da extremidade da viga à medida que esta flecte e ocupa as folgas usuais. o qual embora não tido em conta no cálculo.5 LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 5. e de modo a prevenir grandes esforços na ligação.26°) quando solicitada pela carga máxima de cálculo. Placas de extremidade flexíveis. uma viga simplesmente apoiada com 457mm de altura e 6. Em teoria. no qual as vigas são calculadas como simplesmente apoiadas e os pilares são calculados para o esforço axial actuante e pequenos momentos introduzidos pelas reacções na extremidade das vigas.0m de vão. Este capítulo diz respeito ao cálculo de ligações simples no qual o método de análise global pode ser elástico.2). 5. é normalmente suficiente para permitir a montagem sem a necessidade de contraventamentos temporários. As estruturas devem ter um mínimo de robustez para resistir às cargas acidentais. Consideram-se • • • • as seguintes formas de ligações simples: Dupla cantoneira de alma. As ligações simples são definidas como as ligações que transmitem apenas esforço transverso e têm uma resistência à rotação desprezável. . Para verificar as hipóteses de cálculo. Placas de gousset. Emendas de pilares.022rad (1.2 Integridade Estrutural O colapso parcial de Ronan Point no Reino Unido em 1968 alertou a indústria da construção para o problema do colapso progressivo. é conveniente evitar que o banzo inferior da viga encoste ao banzo do pilar.1 Introdução As ligações são classificadas de acordo com o método de análise global e o tipo de modelo da ligação. Um método para o conseguir é ligar todos os elementos principais da estrutura. Esta definição sublinha o cálculo global estrutura. pode originar uma rotação de 0. Isto quer dizer que as ligações viga-pilar de um pórtico metálico. na prática. por forma a preservar a integridade estrutural (ver 5. esta rotação não deve prejudicar a resistência da ligação ao corte e à tracção. rígido-plástico ou elásto-plástico. que resulta da falta de ligação entre os principais elementos da estrutura. as ligações devem ter um grau de fixação. por forma a preservar a integridade da estrutura e impedir o colapso progressivo. e portanto não transferem momentos significativos nos Estados Limites Últimos. No entanto. na prática.

A prática corrente. o grupo de parafusos que liga as cantoneiras à alma da viga deve ser dimensionado para o esforço transverso. em grande parte. As fórmulas relevantes podem ser encontradas na bibliografia. Estes tipos de ligações são comuns porque permitem pequenos ajustamentos quando se usam parafusos não pré-esforçados em furos com folgas de 2mm. Nos itens seguintes descrevem-se os métodos de cálculo para cantoneiras. Normalmente as cantoneiras são usadas aos pares.1: Ligações típicas em torno do eixo de maior e menor inércia. pilar de suporte viga suportada pilar de suporte viga suportada Figura 5.1 apresentam-se ligações típicas. Durante a montagem. as cantoneiras de pilar raramente são críticas e o cálculo é quase sempre determinado pelos parafusos que solicitam a alma da viga. a espessura da cantoneira deve ser reduzida ao mínimo e a distância entre parafusos deve ser tão grande quanto possível. A capacidade de rotação desta ligação é. 32 Manual de ligações metálicas . Para aumentar a capacidade de rotação. realizadas pela aplicação de cantoneiras. determinada pela capacidade de deformação das cantoneiras e pelo escorregamento entre as partes ligadas. 5. varia entre os países membros da Comunidade. Esta secção diz respeito aos princípios gerais aplicáveis a todos os tipos de ligações simples. Usando este modelo.1 Ligações Viga-pilar Dupla Cantoneira de Alma Na Figura 5. placas de extremidade flexíveis e placas de gousset. em termos do tipo e natureza da fixação e tipos de ligações.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 5. Na prática. A recomendada nesta publicação assume que a linha de acção do esforço transverso entre a viga e o pilar actua na face do pilar. Os parafusos que ligam as cantoneiras à face do pilar devem ser dimensionados para o esforço transverso apenas. a viga com as cantoneiras ligadas é descida entre os banzos do pilar. aparafusadas por cantoneiras de alma em torno dos eixos de maior e menor inércia do pilar. não alterando a resistência ao corte da viga. e para o momento produzido pelo esforço transverso na extremidade multiplicado pela excentricidade do grupo de parafusos relativamente à face do pilar.3 Métodos de Cálculo O cálculo de ligações simples é baseado nos princípios e procedimentos adoptados pela EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003].4. É suficiente utilizar uma análise simples de equilíbrio para o cálculo deste tipo de ligação. Na ligação em torno do eixo de menor inércia do pilar pode ser necessário cortar os banzos da viga.4 5.

4 Placa de Gousset Seguindo a prática australiana e americana. mas tem a desvantagem de não ter espaço para ajustamentos em obra.2 apresenta ligações típicas em torno dos eixos de maior e menor inércia. é usada para transferir as reacções na extremidade da viga. embora possa ser usada uma placa para compensar as tolerâncias de fabrico e montagem. Em vigas com mais de 500mm de altura e até 10mm de espessura de placa combinada com 140mm de distância entre o centro dos parafusos. pilar de suporte Viga suportada pilar de suporte Viga suportada Figura 5. realizadas pela aplicação de placas de extremidade flexíveis.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 5. A placa de extremidade é frequentemente prolongada até à altura total da viga. Deve-se ter cuidado com o uso deste tipo de ligação em áreas onde a tracção é elevada. as cantoneiras de alma simples são usadas apenas em pequenas ligações. ou quando a acessibilidade exclui o uso de ligações por dupla cantoneira ou placa de extremidade. um dos desenvolvimento mais recente tem sido a introdução de ligações por placas de gousset. Este tipo de ligação é económica e de montagem simples.3 Placa de Extremidade Flexível A Figura 5. é frequentemente usada em vigas até cerca de 450mm de altura. uma placa de 8mm de espessura combinada com uma distância de 90mm entre centros de parafusos. No entanto. por causa da falta de ductilidade. É necessário que o comprimento total da viga esteja dentro de limites apertados. A Figura 5.4. Esta ligação é relativamente barata. Apresenta uma folga entre a extremidade da viga suportada e a viga ou pilar de suporte. mas não é necessário soldar a placa de extremidade aos banzos da viga. Manual de ligações metálicas 33 . a viga deve ser verificada e. Este tipo de ligação não é desejável do ponto de vista do construtor pela tendência da viga a rodar durante a montagem. ao pilar ou viga de suporte.4.2: Ligações típicas viga-pilar em torno dos eixos de maior e menor inércia. por vezes. 5. Estas ligações consistem numa placa soldada à extremidade da viga e aparafusada. as soldaduras entre a placa de extremidade e a alma da viga não devem ser o elo mais fraco. em obra. a placa de extremidade é soldada aos banzos da viga para melhorar a estabilidade do pórtico durante a montagem e evitar a necessidade de contraventamento temporário. com furos previamente realizados. Estas ligações compreendem uma única placa. assegurando assim um ajustamento fácil.3 mostra uma ligação típica por placa de gousset. que é soldada à alma ou banzo do pilar. 5.4. Os parafusos que ligam a cantoneira ao pilar devem ser verificados ao momento produzido pelo esforço transverso multiplicado pela distância entre os parafusos e o eixo da viga.2 Cantoneira de Alma Simples Normalmente. como por exemplo. Este tipo de ligação consegue a sua flexibilidade pelo uso de placas relativamente finas combinadas com grandes distâncias entre parafusos. em torno dos eixos de maior e menor inércia de um pilar.

o esforço de corte actua na face do pilar ou actua no centro do grupo de parafusos que ligam a placa de gousset à alma da viga. deve ser verificada à instabilidade local da alma não restringida. Há duas possibilidades. 5.4. placas de extremidade flexíveis e placas de gousset.4: Ligações viga-viga com entalhe simples e duplo. Por esta razão todas as secções críticas devem ser verificadas para o mínimo de momento.3: Ligações típicas em torno dos eixos de maior e menor inércia.5. 5.1 Dupla Cantoneira de Alma A Figura 5. O extremidade da alma cortada. realizadas por placas de gousset.5 Ligações Viga-viga Há três formas de ligação viga-viga: dupla cantoneiras de alma.4.4 também se podem aplicar às correspondentes ligações viga-viga. Em vigas que não são apoiadas lateralmente. pela distorção devida ao esmagamento dos furos e por flexão da placa de gousset fora do seu plano. que está em compressão. é necessário um estudo pormenorizado da estabilidade global da viga com entalhes.1. A validação desta e outras hipóteses de cálculo foram efectuadas com uma série de ensaios de ligações por placas de gousset. o banzo da viga secundária é cortado e a alma deve ser verificada tendo em conta o efeito do entalhe.4. 34 Manual de ligações metálicas . As ligações por placas de gousset conseguem a sua capacidade de rotação por deformação dos parafusos ao corte. Pilar de suporte Viga suportada Pilar de suporte Viga suportada Figura 5. relativamente à encurvadura lateral. Os ensaios mostraram também que as placas de gousset longas têm a tendência para rodar e atingir a ruína por instabilidade lateral. Viga principal Viga secundária Viga principal Viga secundária Figura 5. Quando os banzos superiores das vigas estão ao mesmo nível. tomado como o produto do esforço do corte vertical com a distância entre a face do pilar e o centro do grupo de parafusos.4.4 mostra ligações típicas viga-viga aparafusadas por cantoneiras de alma em vigas com entalhe simples ou duplo. como no caso da ligação da Figura 5. realçam-se alguns itens adicionais que devem ser considerados no cálculo e na utilização das ligações viga-viga.3 e 5. em conjunto com o esforço de corte. Nas secções seguintes. Os resultados destes testes concluíram que o método de cálculo era conservativo e dava resultados adequados da resistência.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Tem sido feito um esforço considerável de modo a identificar a linha de acção apropriada para o esforço de corte. 5. Os comentários dados nas secções 5.

as placas de extremidade espessas de altura total podem provocar sobretensões nos parafusos e nas soldaduras. Viga principal Viga secundária Figura 5.5: Ligação típica viga-viga com placa de extremidade flexível.5 ilustra ligações típicas viga-viga com placa de extremidade flexível. Nestes casos. se o comprimento dos cortes excede certos limites. numa ligação dos dois lados.2 Placa de Extremidade Flexível A Figura 5. Na prática. Em alternativa. haverá capacidade de rotação adequada mesmo com uma placa de extremidade espessa. No entanto. O projectista deve escolher entre capacidade reduzida de uma placa de gousset longa e a capacidade reduzida de uma viga cortada. a capacidade de rotação deve ser conseguida pela própria ligação.4 sobre placas de gousset viga-pilar aplicam-se também às placas de gousset viga-viga.4. os estudos experimentais têm mostrado que nestes casos os momentos torsores são reduzidos e podem ser desprezados. a alma não apoiada e a viga devem ser verificadas à instabilidade lateral.5. Uma outra consideração é a torção induzida quando as placas de gousset são ligadas a um dos lados da alma da viga apoiada. 5. Nos casos em que a viga principal não é livre de rodar. por exemplo. Os comentários na secção 5. Para além disso este tipo de ligação implica uma placa de gousset longa como se mostra na Figura 5. a cantoneira da viga maior pode ser prolongada e os parafusos colocados por baixo da base da viga menor. ou uma viga cortada como mostra a Figura 5. Se ambas as vigas têm altura semelhante ambos os banzos são cortados. b) placa de gousset curta com vigas com entalhe.6b). a placa de extremidade considera-se suficientemente flexível para ser classificada como ligação simples. a) b) Figura 5. a placa de extremidade tem frequentemente a altura total da viga cortada e é soldada ao nível do banzo inferior.6 mostra ligações típicas por placa de gousset aparafusada.6a). Este procedimento torna a ligação relativamente mais rígida que a placa de extremidade parcial mas. Neste caso é necessário cortar o banzo inferior da viga menor para impedir a obstrução dos parafusos. 5. Tal como a ligação por cantoneiras duplas. Se a viga principal é livre de rodar.5.6: Ligação viga-viga por placa de gousset: a) placa de gousset longa. o banzo superior da viga secundária é cortado para ajustar à alma da viga principal.3 Placa de Gousset A Figura 5. desde que a placa de extremidade seja relativamente fina e a distância entre parafusos seja grande. Nestes casos.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO O uso de cantoneiras pode tornar-se complexo quando se ligam vigas de diferentes tamanhos. Manual de ligações metálicas 35 .

Normalmente. considera-se que as forças do vento nas paredes externas dos edifícios actuam 36 Manual de ligações metálicas . Nesta secção consideram-se dois tipos de emendas. nestes casos o esforço de compressão é transmitido por contacto. b) pilares com secções semelhantes. Geralmente. As placas cobrejunta asseguram a continuidade da rigidez e são dimensionadas para resistir à tracção provocada por momentos flectores elevados para se sobreporem aos esforços de compressão no pilar. e o pilar é concebido como rotulado nesse ponto. As extremidades cortadas com serra são suficientemente lisas e plana para contacto e não é necessária maquinação. a tensão (se existir) resultante da presença de momentos flectores e os esforços de corte horizontais. se a emenda é posicionada longe do ponto de contraventamento lateral (isto é. ou se se assumiu um grau de encastramento ou continuidade no cálculo do comprimento efectivo do pilar. Nos três casos a emenda é construída com placas cobrejunta. a mais de 500mm acima do piso). Em geral estão submetidas ao esforço axial de compressão e momentos que resultam das reacções nas extremidades das vigas. as emendas de pilares são necessárias para assegurar continuidade da rigidez e resistência em torno dos dois eixos do pilar. aquelas nas quais as extremidades dos perfis são preparadas para o contacto. Contudo. A sua colocação no interior tem a vantagem de reduzir a altura total do pilar.1 Extremidades Preparadas para Contacto A Figura 5. Em qualquer caso.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 5. as barras devem estar posicionados de forma a que os centros de gravidade do material de emenda coincida com os centros de gravidade das secções dos pilares. o momento adicional que foi introduzido pela acção de escoramento deve ser tido em consideração. acima e abaixo da emenda. Cada emenda deve ser dimensionada para suportar os esforços axiais. Neste tipo de edifícios. as emendas de pilares devem suportar os perfis alinhados. No entanto não é necessário conseguir um ajustamento perfeito sobre toda a área do pilar. placas placas placas (se necessário) placa de separação a) b) c) Figura 5. uma vez que após a montagem as extremidades do pilar vão-se ajustando à medida que as sucessivas cargas permanentes actuam na estrutura. a emenda pode ser dimensionada para a carga axial e quaisquer momentos aplicados.6.7: Emendas de pilares com extremidades preparadas para contacto: a. e são usadas chapas para compensar as diferenças de espessura da alma e do banzo. c) pilares com secções diferentes. e sempre que possível. As extremidades dos pilares são frequentemente preparadas para contacto. 5.6 Emenda de Pilares Esta secção apresenta regras de cálculo para emendas de pilares em edifícios contraventados de vários andares.7 mostra pormenores típicos de emendas de pilares preparadas para o contacto. e aquelas nas quais as extremidades dos perfis não estão preparadas para esse contacto. os esforços horizontais de corte que resultam da variação de momento no pilar são absorvidos pelo atrito nas superfícies de contacto entre as dois pilares e pelas placas cobrejuntas da alma. As placas cobrejunta do banzo podem ser colocadas na parte exterior ou na parte interior. Se uma ligação é posicionada próximo do ponto de contraventamento lateral (digamos dentro de 500mm acima do piso).

5 da EN 1090-1 [EN 1090-1: 1996] é permitida uma tolerância de Δ = ±5 mm para o posicionamento de um grupo de furos.2 Extremidades não Preparadas para Contacto A Figura 5.8 e aço S235: A resistência ao esmagamento de um só parafuso é dada pela seguinte expressão: Fb. Neste tipo de emendas os esforços são totalmente suportados pelas placas cobrejunta e nenhuma carga é transferida por contacto directo. Quando se ligam pilares de diferentes tamanhos são necessárias várias chapas para compensar a variação de dimensões.8 apresenta pormenores típicos de emendas de pilares não preparadas para contacto.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO ao nível do piso e raramente as emendas de pilares transmitem esforço horizontal de corte devido à acção do vento. Normalmente. Ambas as figuras mostram que o pilar acima e abaixo da emenda têm tamanhos semelhantes. Esta variação deverá ser tida em conta no cálculo da resistência ao esmagamento do grupo de parafusos? Por exemplo.Rd = k 1 ⋅ α b ⋅ d ⋅ t ⋅ fu γ M2 • Resistência ao esmagamento. 8. para parafusos M12. assumindo Δ = ±0 mm d = 12mm d0 = 13mm e1 = e2 = 1.1: Resistência dos Parafusos ao Esmagamento: Tolerâncias Permitidas Na Figura T. 6mm (5. Questão 5. placas placas (se necessário) Placa no exterior do banzo Placa no interior do banzo Figura 5.5. 2d0 = 1. 1) Manual de ligações metálicas 37 . enquanto que o momento flector é suportado pelas placas cobrejunta de banzo.6.8: Emendas de pilares com extremidades não preparadas para contacto. 5. o esforço axial no pilar é partilhado entre o banzo e a placa cobrejunta de alma proporcionalmente às suas dimensões. Neste caso a emenda é construída com placas cobrejunta de alma e banzo e se necessário usam-se chapas para compensar as diferenças de espessura das almas e banzos. 2 ⋅ 13 = 15.

7 = − 1. 2 360 ⎪ fu ⎩ 2. 8e2 − 1. 7 = − 1. 27 ⎪ 0 ⎪ α menor de ⎨ 1 ⎪f 800 ⎪ ub = = 2. 2) Resistência ao esmagamento.6mm 10. 7 = 1. 8e2 − 1. 2d0 − 5 = 1. 40 ⎪ 0 ⎪ α menor de ⎨ 1 ⎪f 800 ⎪ ub = = 2.5 ⎩ (5. verificamos a resistência à tracção da secção útil: 38 Manual de ligações metálicas . 6mm Considera-se que existe deslocamento apenas na direcção da força. no segundo obtém-se uma resistência 32% inferior. 8 ⋅ 15.5 ⎩ (5. 6 ⎧ 2. 8 ⋅ 15. 2 ⋅ 13 − 5 = 10. logo e2 = 15. No cálculo da resistência da ligação.3 da EN 1993-1-8. 3) Comparado com o primeiro exemplo. 6 ⎧ e1 ⎪ 3d = 3 ⋅ 13 = 0. 7 = 1.2: Cantoneira Ligada por Um ou Dois Parafusos Como é possível que a resistência à tracção da secção útil de uma cantoneira com um parafuso seja superior à da cantoneira com dois parafusos? Ver o exemplo a seguir. Assume-se que as tolerâncias são pequenas em comparação com as distâncias ao bordo e que a redução da resistência é pequena e pode ser integrada no factor de segurança parcial. Dados: L 50 × 5 A = 480mm2 t = 5mm d0 = 14mm e2 = 25mm fu = 510MPa De acordo com a cláusula 3. Questão 5. 2 360 ⎪ fu ⎩ 2. deverá ser tida em conta a redução da distância ao bordo? _____________________________________________________________________ Normalmente as tolerâncias não são tidas em conta no cálculo da ligação. 6 ⎧ e1 ⎪ 3d = 3 ⋅ 13 = 0. 6 ⎧ 2. assumindo Δ = -5mm d = 12mm d0 = 13mm e1 = 1. devido à tolerância permitida.10.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 15. 66 ⎪ 13 k1 menor de ⎨ d0 ⎪ 2. 66 ⎪ 13 k1 menor de ⎨ d0 ⎪ 2.

Questão 5.Rd = A eff fu γ M2 = 180 ⋅ 510 = 73440N 1. Estes ensaios mostraram que a resistência de uma cantoneira ligada por um só parafuso é maior que uma cantoneira ligada por dois ou mais parafusos. • a base do comprimento do cordão de soldadura tem pelo menos 0.5d0 ) t = 2 ( 25 − 7 ) 5 = 180mm2 Nu.5 d0 1.5 d0 2.8. Para obter a ductilidade necessária numa placa de gousset deve-se assegurar que a rotura se verifica na placa de gousset ou na alma da viga. A razão deve-se. provavelmente.42 d (para aço S355) ≤ 0. 25 L 50 × 5. Esta rotura é normalmente conseguida pela adopção da seguinte pormenorização: • a espessura da placa de gousset ou da alma da viga é: ≤ 0. não pré-esforçados em furos com folga. 4 ( 480 − 14 ⋅ 5 ) = 164mm2 A eff fu (5.3: Capacidade de Rotação Como é que as ligações simples conseguem a sua capacidade de rotação? _____________________________________________________________________ A ductilidade das ligações por cantoneiras deve-se à espessura reduzida das cantoneiras (normalmente 8mm ou 10mm de espessura). Do mesmo modo é usual utilizar placas de extremidade relativamente delgadas (8mm ou 10mm) e afastamentos de 90mm ou 140mm entre os parafusos.Rd = A eff = β 2 A net = β 2 ( A − d0 t ) = 0. um parafuso 50 14 5 50 1.5 d0 ___________________________________________________________________________ Foram realizados vários ensaios em cantoneiras ligadas por um ou dois parafusos. 4 Nu. aos momentos adicionais que são atraídos pela ligação com mais de um parafuso. 4) Para dois parafusos: β 2 = 0. Manual de ligações metálicas 39 . dois parafusos 14 5 L 50 × 5. e ao afastamento dos parafusos no elemento de suporte (normalmente 100mm + a espessura da alma da viga).8 vezes a espessura da placa de gousset.50 d (para aço S275) • todas as distâncias ao bordos da placa e alma da viga são iguais ou superiores a 2d. 5) γ M2 = 164 ⋅ 510 = 66912N 1. para assegurar que uma ligação por placa de extremidade consiga a flexibilidade e ductilidade adequada para ser classificada como “ligação simples”.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Para um parafuso: A eff = 2 ( e2 − 0. 25 (5. • usam-se parafusos 8.

2002] especifica uma metodologia para o cálculo da resistência à tracção de ligações de dupla cantoneira e ligações por placas de extremidade flexíveis. ou próximo do centro dos furos e as outras duas localizam-se no ângulo da cantoneira. esta metodologia baseia-se numa análise de grandes deslocamentos das cantoneiras à tracção. • Há quatro secções críticas em cada cantoneira que estão sujeitas a fortes deformações plásticas sob a acção simultânea de corte. De um modo geral. Estas regiões podem ter sofrido alguma fragilização devido ao arrefecimento rápido após a soldadura. A comparação entre os resultados analíticos e experimentais mostrou que o método fornece uma margem de segurança adequada.10. Excentricidade Força de tracção Secções críticas δ Figura 5. a resistência à tracção de uma ligação por cantoneiras de alma é adequada. realizaram-se vários estudos experimentais [SCI Recomendation. As principais características desta metodologia são: • A amplitude potencial do deslocamento δ (ignorando os efeitos de segunda ordem. Parte da força de tracção é suportada por tracção nas abas das cantoneiras. 40 Manual de ligações metálicas . devido à sua capacidade para acomodar grandes deformações antes da rotura. mas apenas se houver rotação nas rótulas junto às soldaduras. 2002]. o deslocamento δ define a geometria deformada das cantoneiras). utilizando a representação deformada apresentada na Figura 5. se a ligação não suportar grandes forças de tracção. • Estes deslocamentos reduzem as excentricidades nas cantoneiras de alma. pode ser conseguida uma resistência adicional aumentando a espessura da cantoneira e/ou reduzindo a distância entre parafusos. tracção e momento.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Questão 5. o método para as ligações por placas de extremidade flexíveis é baseado numa análise de grandes deslocamentos da placa de extremidade à tracção. Em ambos os casos deve-se considerar o aumento da rigidez à rotação da ligação. De modo a validar esta metodologia. Do mesmo modo.9: Dupla cantoneira de alma à tracção. No entanto. As características deste método são: • Podem surgir deformações consideráveis. Para as ligações por dupla cantoneira.9.4: Integridade Estrutural Que método deverá ser usado para determinar a resistência à tracção de ligações simples? E qual é o fundamento deste método? _____________________________________________________________________ O Steel Construction Institute [SCI Recomendation. Duas localizam-se na ligação. A deformada da placa de extremidade é apresentada na Figura 5.

O motivo para esta variabilidade não é claro. dado que a análise depende de grandes deformações. 1990]. A resistência à tracção duma placa de extremidade é geralmente inferior à da ligação por cantoneira de alma ou placa de gousset. foi realizado um estudo experimental para verificar este método [Jarrett. deve-se aumentar a espessura da placa ou reduzir a distância entre parafusos. o modo crítico de rotura será a resistência à tracção da placa de extremidade.8 não excede 300 MPa. as forças de alavanca nos parafusos são normalmente superiores às que se obtêm nos métodos mais tradicionais. este efeito de membrana é ignorado. • Há quatro secções críticas na placa. Dado que o efeito de membrana é desprezado. Uma vez mais. que assegura que a tensão de tracção nominal de um parafuso 8. Esta restrição de membrana surge apenas se a placa de extremidade for aparafusada a uma placa ou banzo maior.LIGAÇÕES SEM TRANSMISSÃO DE MOMENTO • Estes deslocamentos reduzem as excentricidades dentro da ligação mas. De um modo geral. Para aumentar a resistência. assinaladas na Figura 5. Por isso se apresenta uma verificação simples para ambas as ligações. mas pode ser devido ao efeito de membrana variável e não quantificado. Em ligações de pilares em I. Embora a relação entre a resistência experimental PE e a resistência calculada PC tenha variado consideravelmente. basta ser considerada a acção do momento (a interacção momento/esforço transverso existe mas não é necessário considerá-la pois o esforço transverso actuante é uma pequena parte da sua resistência ao corte). Em ambos os métodos. produzem um efeito de membrana. Manual de ligações metálicas 41 . δ Momento último da placa desenvolvido na raíz do cordão de soldadura e nas extremidades do furo Força de tracção Figura 5.10 por Ο. os ensaios provaram que o método é conservativo.10: Placa de extremidade à tracção.

reforços. o contacto não-linear e escorregamento. 6. cujos resultados estão reproduzidos em bases de dados de ligações [Cruz et al.6 LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO 6. Observando a Figura 6. 1998]. permitindo dividir a N Fc M/2 dc Fc Fb N N db N M dc Fc M/2 N Fc Fb Figura 6. patamar de cedência).. e capacidade de rotação φCd.1 Introdução O comportamento deste tipo de ligações caracteriza-se por uma curva não-linear momento-rotação. 1989]. são morosos no cálculo dos modelos e muito sensíveis às opções de análise e modelação. A utilização de métodos numéricos com elementos finitos de comportamento não-linear permitem endereçar todos os fenómenos presentes numa ligação.. até à não-linearidade geométrica (instabilidade local). o establecimento de critérios de rotura e a calibração com base nos resultados contidos nas bases de dados. permitiram a previsão das principais propriedades das ligações: momento resistente Mj.1 é possível identificar trajectórias distintas para as forças de tracção.) dá-nos uma ideia da complexidade que constitui a análise do seu comportamento.1: Exemplo de trajectória de forças em ligações metálicas [Owens et al.1... . parafusos. tem sido efectuados numerosos ensaios de diversas configurações de ligações. que aliassem um maior rigor e simplicidade de análise. rigidez de rotação Sj. para condições de tensão residual e configurações geométricas complexas. e devido à sua complexidade. A aplicação de métodos de avaliação estatística.. Ao longo dos anos. cordões de soldadura. O comportamento destas ligações pode ser obtido por via experimental ou através de modelos (analíticos ou numéricos) desenvolvidos com base na geometria e nas propriedades mecânicas da ligação.Rd. A identificação das várias componentes que constituem uma ligação com transmissão de momento (placa de extremidade.1 Método das Componentes As dificuldades descritas levaram ao desenvolvimento de processos alternativos para a análise de ligações. No entanto. São necessárias considerações apropriadas para uma multiplicidade de fenómenos desde a não-linearidade material (plasticidade. corte e compressão.

além da geometria da ligação o comportamento das suas partes: resistência e a deformabilidade.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO ligação e estabelecer analogias com componentes mais simples e mais fáceis de analisar. • Zona comprimida. e consequentemente. Alma do pilar ao corte 3.2 10. A aplicação deste método.2: Zonas críticas de uma ligação viga-pilar.2 5.1 4. Zona traccionada Zona de corte Zona comprimida Figura 6. a rigidez de rotação Sj de uma ligação é obtida pela combinação das rigidezes das diversas molas que contribuem para a deformabilidade da ligação. dependente do tipo de carregamento.1 10. representando estas últimas uma parte específica da ligação que. identifica a contribuição de uma ou mais propriedades estruturais. com base na distribuição de forças internas.2 Banzo do pilar à flexão Mj Mj Parafusos à tracção Alma e banzo da viga à compressão 8 1 2 7 Alma da viga à tracção Parafusos à tracção Figura 6. que se traduz na discretização da ligação metálica nas suas componentes básicas que reproduzem. 1995]. 1974] corresponde a um modelo simplificado. As componentes podem ser solicitadas por tracção. • caracterização do comportamento de cada uma dessas componentes.3 para uma ligação viga-pilar com placa de extremidade estendida e duas fiadas de parafusos à tracção [Weynand et al.2 4. a estimativa da rigidez de uma ligação. tal como se ilustra na Figura 6. • assemblagem das várias componentes para caracterização do comportamento global da ligação. compreende três etapas: • enumeração das componentes activas numa ligação. a caracterização do comportamento de uma ligação pode ser efectuada através da associação das propriedades das suas zonas críticas (Figura 6..1 5. Deste modo. O método das componentes. O modelo simplificado adoptado na EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] é constituído por barras rígidas e por molas (componente). cuja origem se deve a Zoetemeijer [Zoetemeijer. Este método permite aliar às soluções tradicionais a verificação da compatibilidade de deformações. associadas em série ou em paralelo. De acordo com a EN 1993-1-8.1 φ Alma do pilar à compressão Banzo da viga à compressão 3. compressão ou corte. conduzindo a: 44 Manual de ligações metálicas . • Zona de corte.3: Método das componentes aplicado a uma ligação viga – pilar.2): • Zona traccionada.2 8.

que pode ser representada por uma aproximação bilinear ou trilinear. alma da viga à tracção.2. usadas por exemplo no âmbito do desenvolvimento de novos tipos de ligações.4). de modo a avaliar a resposta de cada uma das componentes (Figura 6. O método das componentes permite avaliações muito simples. de acordo com a sua capacidade de deformação: • Componentes de ductilidade elevada: painel de alma do pilar ao corte. 2/3 Mj.4: Capacidade de rotação. De acordo com este regulamento.. Kuhlmann [Kuhlmann et al. deformação correspondente ao início da plastificação Δy e deformação correspondente ao colapso Δf.Rd.Cd Rotação. Cada componente é caracterizada por uma curva força-deslocamento. necessariamente iterativo. 1998]. alma do pilar à tracção. não-linear.. em relação ao centro de compressão: M (F ) = ∑ Fr ⋅ zr (6. placa de extremidade à flexão. é obtido calculando o momento das forças desenvolvidas ao nível das linhas dos parafusos. nenhum método geral de verificação [Kuhlmann et al.. cordões de soldadura. esta interacção é tida em conta de uma forma aproximada já que um procedimento mais rigoroso.2) A capacidade de rotação necessária de uma ligação depende do tipo de estrutura. rigidez elástica Ke. É assumido que a maioria das propriedades das componentes são independentes. Mj. M Rigidez inicial. φ Figura 6. o conhecimento da ductilidade de ligações metálicas requer uma análise não-linear.ini Resistência da ligação. Sj.. e modelações mais complexas.. banzo e alma da viga à compressão. no entanto. Existe porém interacção entre algumas delas.. rigidez pós-limite Kpl.Rd Curva experimental Curva EN 1993-1-8 Capacidade de deformação φj. 1998] agrupa as principais componentes de uma ligação metálica em três classes. parafusos ao corte.Rd Limite elástico.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Sj = E ⋅ z2 1 μ∑ ki i (6...1.1) O momento flector resistente Mj. mas raramente excede 60mrad. 6. Manual de ligações metálicas 45 . A EN 1993-1-8 fornece alguns princípios básicos para a verificação da capacidade de rotação... identificando-se cinco propriedades distintas: força de cedência Fy.. para aplicações práticas. conduziria a uma metodologia demasiado complexa e pouco compatível com uma utilização prática. não existindo. • Componentes de rotura frágil: parafusos à tracção. banzo do pilar à flexão. • Componentes de ductilidade limitada: alma do pilar à compressão..2 Caracterização do Comportamento das Componentes de uma Ligação A precisão do método das componentes depende da precisão da avaliação das propriedades de cada componente. Na sequência do apresentado na Questão 4. Momento.

mas não o factor de modificação η. • Para vigas ligadas à alma de um pilar ou de vigas não reforçadas. é possível antever o comportamento da ligação. dados no quadro 5. a ligação pode ser considerada uma emenda de vigas com parafusos longos. relativamente frequentes. Sj. para Ligações com Placa de Os valores do coeficiente de modificação η. será que são adequados a ligações à alma de um pilar ou viga. necessária ao cálculo do momento flector. • Para uma viga ligada à alma não reforçada de um pilar. Jaspart. • Para uma viga contínua ligada a ambos os lados da alma do pilar.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Deste modo. os enrigecedores têm um efeito similar a uma emenda de vigas. dependendo da geometria da ligação. a ligação poderá. Este coeficiente η é indicado no quadro 5.ini η Rigidez inicial.. ver Figura 6.5.6a). basta conhecer o limite inferior de resistência. e a resistência da ligação é limitada à resistência do pilar em torno do eixo de menor inércia. desde que os momentos actuantes.1: Extremidade Coeficiente de Modificação da Rigidez η.5: Rigidez da ligação utilizada na análise global elástica. Neste caso é possível desprezar a alma. ser considerada como rotulada. [Gomes et al. 1996]. o coeficiente η pode não ser relevante nas situações. 1994].2 da EN 1993-1-8. _____________________________________________________________________ Para se proceder a uma análise global da estrutura do tipo elástica linear de acordo com a cláusula 5. é possível usar um valor de rigidez igual à rigidez inicial da ligação dividida por um coeficiente de modificação da rigidez η. estendidas e rasas. A espessura da placa de extremidade condiciona o valor rigidez inicial. para proceder à distribuição das forças entre as diversas componentes. • No caso em que a viga esteja ligada a uma alma de pilar reforçada como indicado na Figura 6. etc? Quais os fundamentos daquele quadro. Por exemplo. Para avaliar a resistência de uma determinada componente. 2002]. devesse conhecer o limite superior de resistência.ini φ Figura 6. 46 Manual de ligações metálicas . [Neves. em que estas ligações são consideradas como rótulas [Gomes.2 deste Documento Normativo. e uma vez que o método das componentes permite prever qual(is) a(s) componente(s) crítica(s). 1994]. de um e de outro lado da alma do pilar sejam simétricos.sec = Sj. Questão 6. Sj. M Mj.1. a placas de extremidade finas e espessas. no entanto. não cobrem a gama de possíveis geometrias de ligações com placa de extremidade.6b). A EN 1993-1-8 apresenta regras básicas para determinar os valores da força de cedência Fy e da rigidez elástica Ke de cada uma das componentes. ver Figura 6.2 da EN 1993-1-8. [Neves et al.el S 1 Rigidez secante.

5 0. usadas no cálculo do comprimento efectivo do T-stub e das equações para α em função de λ1 e de λ2? _____________________________________________________________________ Estas regras baseiam-se na teoria das linhas de rotura.75 4.8 0.3 1. No relatório de TU-Delft escrito por Zoetemeijer [Zoetemeijer.7 0.2: Fórmula para o Coeficiente α do Comprimento Efectivo do T-stub Qual o “background” das curvas que permitem determinar α.6: Ligações viga-pilar em torno do eixo de menor inércia: a) emenda de viga (momentos simétricos).1 8 7 2π 6 5.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO a) b) Figura 6.7 0.12 do mesmo relatório necessitam de ser divididos por 2 para comparação com EN 1993-1-8.9 1.6 0. λ 2 α= 1.5 4. b) viga ligada a pilar reforçado.2 1.2 0. De notar que os valores de α apresentados na figura 2.7: Valores de α para banzos de pilares reforçados e placas de extremidade.5 5 4.45 0 0.0 0.3 0. 1990] apresentam-se os pormenores deste estudo.0 λ 1 Figura 6.6 0.8 0. Questão 6.1 1.4 0.9 0. Manual de ligações metálicas 47 .5 0.2 0.4 1.4 0.1 0.3 0.

e consequentemente o valor de α (Figura 6. A cláusula 6. há dois aspectos relacionados com a descrição das componentes e sua assemblagem: • influência da inclinação da viga nas forças internas e influência na resistência do banzo da viga e da alma do pilar na zona de compressão (Figura 6. Se a altura da viga (incluindo o esquadro) exceder 600 mm.2. No estudo de Zoetemeijer acima mencionado.2) se λ2 ≥ λ2* : onde λ1 = λ1* λ1* = 1.7 da EN 1993-1-8 apresenta algumas especificações sobre esquadros de reforço. podendo ser aplicado a ligações com esquadros.3: Regras para Dimensionamento de Ligações com Esquadro de Reforço A EN 1993-1-8 não inclui especificações para dimensionamento de ligações com esquadro de reforço.25 e. As curvas para um valor constante α・ como ilustrado na figura 6. Neste caso particular.11 deste Documento Normativo. • o ângulo de intersecção entre o banzo do esquadro e o banzo do perfil a que este se liga. também a alma do pilar flectida e a alma do pilar à tracção). não deverá ser superior a 45º. • o comprimento de apoio ss deverá ser tomado igual à espessura do banzo do esquadro paralelo à viga (Figura 6.6. A EN 1993-1-8 disponibiliza o método das componentes que pode ser utilizado em qualquer geometria de ligações. • influência sobre as propriedades das componentes alma do pilar em compressão e placa de extremidade flectida (em ligações soldadas.8). a contribuição da alma da viga na resistência à compressão deverá ser limitada a 20%. Os problemas apresentados para os esquadros são semelhantes aos encontrados em secções de inércia variável.3) (6. Os esquadros deverão ser dimensionados dentro das seguintes limitações: • a classe de resistência do aço do esquadro deverá ser semelhante à da secção a que se liga. m2 e e. Como é que é feito o seu dimensionamento? _____________________________________________________________________ Podem ser distinguidos dois tipos fundamentais de esquadros: esquadros concebidos para economizar na viga de cobertura (cerca de 10%.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Com base nos valores de m1. 25 α − 2. 48 Manual de ligações metálicas . As curvas para α = 7 e 8 são acrescentadas na EN 1993-1-8.7) Para as partes paralelas das curvas. desde que se conheça o comportamento de todas as suas componentes. ou esquadros concebidos para aumentar a resistência ao momento flector (35-40%).4) λ2* = α ⋅ λ1 2 Questão 6.8). • a dimensão do banzo e a espessura da alma do esquadro não deverão ser inferiores às dimensões correspondentes da secção adjacente. é possível determinar os valores de λ1 e λ2.1) (6. resultam das equações: se λ2 < λ : * 2 ⎛ λ* − λ ⎞ λ1 = λ + (1 − λ ) ⎜ 2 * 2 ⎟ ⎝ λ2 ⎠ * 1 * 1 α 2 (6. Leff = α m1 corresponde à fórmula: Leff = 4 m1 + 1. 75 (6. se inclinadas). o valor de α não excede 2π.

11a).8: Representação de: a) uma ligação com esquadro. • A relação b/t do reforço é escolhida em função da tensão de cedência. No caso do banzo do pilar não ser muito espesso. verificar-se-á rotura frágil. enquanto que. é necessário verificar a encurvadura (Figura 6. Os reforços em K são solicitados à compressão e à tracção.5: Distribuição Plástica de Forças numa Ligação com Placa de Extremidade Muito Espessa Será adequado usar uma distribuição plástica de forças numa ligação de resistência parcial. Neste caso. pelo que ambas as verificações deverão ser efectuadas. Como simplificação. por não verificar as regras relativas à capacidade de rotação da ligação. este pode-se deformar e proporcionar a capacidade de rotação suficiente.fl ss = th. ver Figura 6. Manual de ligações metálicas 49 . ver Figura 6. Questão 6. Seguindo correctamente as indicações da EN 1993-1-8. Questão 6. já que este modo de rotura frágil não é admissível. se for aplicada uma placa de extremidade muito espessa? Caso não seja adequado. há critérios de escolha da espessura adequada a um dimensionamento elástico? _____________________________________________________________________ A rotura dos parafusos pode ser condicionante caso sejam usadas placas de extremidade demasiado espessas. Figura 6. Para um reforço solicitado em tracção é necessário verificar a resistência da secção transversal. para além da resistência da secção transversal.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO a) V b) Nr Mr N M Vr α th. a) viga de cobertura com esquadro.4: Regras para Reforços Diagonais e em K Será que é relevante analisar se um reforço diagonal de uma ligação viga-pilar está solicitado em tracção ou em compressão? _____________________________________________________________________ Existem diferenças no que respeita às verificações de resistência do reforço. é possível usar as seguintes regras: • A espessura da placa usada no reforço é igual à do banzo da viga.fl / cos α Fc / cos α Fc Fc tg α M = Mr V = Vr cos α + Nr sin α N = Nr cos α + Vr sin α Figura 6. para um reforço solicitado em compressão.9: Verificação de um reforço de alma relativamente à encurvadura. é necessário adoptar outro dimensionamento. de modo a que a secção seja pelo menos classe 3.9).11b).

a) Banzo do pilar espesso e placa de extremidade espessa. em relação à resistência dos parafusos.Rd. Questão 6. 50 Manual de ligações metálicas .6: Linhas de Rotura em Fiadas com 4 Parafusos Como estender as regras apresentadas na EN 1993-1-8 a fiadas com 4 parafusos ao invés de 2? _____________________________________________________________________ Em tracção. porém os parafusos c1 e c4 não deverão ser considerados para resistir à tracção. os parafusos ocasionarão rotura frágil sem capacidade de rotação suficiente (sendo β o quociente entre o modo 1 e o modo 3.pl. Estes parafusos.Rd > 1. de acordo com o quadro 6. Porém. bp e a1 w1 a2 w2 a3 w1 a4 e Parafusos traccionados ex mx a1 a2 a3 a4 a1 a2 a3 a4 b1 c1 b2 c2 b3 c3 b4 c4 Parafusos ao corte. • Distribuição plástica das forças nos parafusos. • A capacidade de rotação provém da placa de extremidade. em virtude da rigidez limitada da placa de extremidade. a capacidade de rotação necessária será fornecida pela própria viga (Figura 6.2 Mb. • Dimensionamento não permitido. importa notar que esta rotação plástica da viga só se verifica em secções transversais da classe 1 (no caso mais geral). Os parafusos c2 e c3 também podem ser considerados. ver Figura 6. em relação à resistência dos parafusos. b) Banzo do pilar espesso e placa de extremidade fina. Neste caso a capacidade de rotação plástica provém da própria viga-rótula plástica na viga.11). • Distribuição plástica das forças nos parafusos. Esta pormenorização só é permitida se o momento plástico da ligação for pelo menos 1. • Distribuição elástica das forças nos parafusos.11: Influência da placa de extremidade e do banzo do pilar na capacidade de rotação das ligações. • Sem capacidade de rotação plástica. • Momento plástico condicionado pela resistência da placa de extremidade. • A capacidade de rotação provém do banzo do pilar. e os parafusos da fiada d poderão no entanto. c) Divisão da fiada superior em T-stubs separados.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Para placas de extremidade e banzos de pilar com β > 2. • Momento plástico condicionado pela resistência do banzo do pilar. Figura 6. Nesse caso. todos os parafusos situados próximo do banzo traccionado da viga podem ser considerados no cálculo do momento resistente (a1-4 e b1-4). b) Separação em T-stubs em tracção.10. apenas b) b1 b2 c2 b3 c3 b4 b1 b2 b3 b4 c2 d1 a) c3 d2 d3 d4 c) Figura 6.10: a) Placa de extremidade com 4 parafusos por fiada.2 vezes superior ao momento plástico da viga adjacente. excepto se: Mj. c) Banzo do pilar fino e placa de extremidade espessa em relação à resistência dos parafusos. ser considerados para a transmissão do esforço transverso.2 da EN 1993-1-8).

1.op = 0.cp = π ⋅ m x + 2w1 + w 2 Leff . A fiada a pode ser considerada como uma fiada exterior ao banzo da viga.cp = 3π ⋅ m x + w 2 L eff .op = 2m x + 0.op = 6m x + 1. 25e x + e + 0.875e x + 0. haverá diferentes possibilidades de mecanismos de rotura para as fiadas a e b.cp = 2π ⋅ m x + w 2 + 2e L eff .5w 2 Leff . 25e x + w1 Leff . ver Figura 6. modificando o mecanismo de rotura plástico para o grupo de parafusos.5b p Manual de ligações metálicas 51 .op = 4m x + 1.875e x + e Leff .10c).1: Mecanismos de rotura plástica e comprimento efectivo do T-stub para fiadas de 4 parafusos junto ao banzo não reforçado da viga.op = 8m x + 2.5w 2 Leff . e ser adoptado o procedimento preconizado pela EN 1993-1-8.op = 2m x + 0. 625e x + w1 + 0.cp = 2π ⋅ m x + 2w1 L eff . A hipótese mais simples (e segura) considera fiadas de parafusos totalmente independentes. Quadro.5w 2 L eff .LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Dependendo das dimensões da placa de extremidade e do espaçamento dos parafusos.op = 6m x + 1.cp = π ⋅ m x + 2w1 + 2e Leff . evitando a resolução de mecanismos complexos. ver Quadro 6.cp = 3π ⋅ m x + 2e1 L eff .op = 4m x + 1. Padrão circular Padrão não-circular Leff . 6.5e x Leff . 625e x + e + w1 Leff .cp = 4π ⋅ m x L eff .

14 e 6. precisam apenas de ser verificados à tracção. o esforço transverso é frequentemente distribuído pelos parafusos na zona de compressão.8: Efeito de Alavanca no T-Stub e Verificação da Fadiga O efeito das forças de alavanca é tido em consideração nas fórmulas de dimensionamento das fiadas de parafusos. Porém. Como simplificação. então os parafusos na zona de tracção.13). Como se distribui o esforço transverso pelos diversos parafusos? _____________________________________________________________________ Em geral.12: a) Exemplo de distribuição das forças de corte na ligação. é possível distribuir o esforço transverso de forma equitativa por todos os parafusos (Figura 6. tal como indicado na EN 1993-1-8: Fv. Na Figura 6. o esforço de corte transmitido pelos parafusos não deve exceder 0. os parafusos deverão ser sempre pré-esforçados. A transferência das acções variáveis deverá passar por uma zona de contacto rígida e nunca através dos parafusos (Figura 6. Questão 6.15. 0 Fv. a força de tracção nos parafusos é compensada por uma força de contacto na zona de compressão da ligação. e para haver capacidade de rotação suficiente.Rd + ≤ 1. 52 Manual de ligações metálicas . pelo que não é necessário proceder a qualquer diminuição da resistência por escorregamento. Como é que este fenómeno é tido em conta? _____________________________________________________________________ No caso da fadiga. no caso da fadiga.Rd (6. o efeito dessas forças deverá ser conhecido. Neste caso. uma placa de extremidade é solicitada por momento flector e por esforço transverso. Resistência à tracção.4) Por este motivo.Sd Ft. para se poderem verificar os parafusos. A pormenorização da ligação é bastante importante. kN 100 Resistência ao corte remanescente Resistência Assume-se Distribuição distribuição plástica elástica 0 0 Resistência ao corte.7: Distribuição de Esforço Transverso em Ligações Aparafusadas Geralmente.12. No caso de parafusos pré-esforçados. Em geral. A importância do pré-esforço (mesmo que pequeno) na minimização das forças de alavanca é evidenciada nas Figuras 6.4/1.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Questão 6. Se a resistência ao corte desses parafusos for suficiente. kN 100 Figura 6. a distribuição de forças numa ligação é realizada pelo caminho mais rígido. é necessário que a resistência ao corte dos parafusos seja superior à resistência ao esmagamento por corte da placa ou do banzo do pilar na zona dos orifícios. esta gama de valores é denominada por “Resistência ao corte remanescente”. 4 Ft.11). Para além destas condições.4 vezes a resistência total ao corte dos parafusos que também são necessários para resistir à tracção. b) Interacção das forças de tracção e corte nos parafusos.Rd 1. os parafusos solicitados à tracção e corte deverão satisfazer a condição relativa à combinação desses esforços.

Introduzindo uma força externa de tracção 2Ft no ensaio representado à esquerda. Na Figura 6. Bt Força no parafuso. O ensaio da direita mostra o comportamento no caso da ligação de dois banzos sem placa intermédia e com contacto junto à zona da alma. Força no parafuso. Figura 6. Ft Força no T-stub. A força nos parafusos Fb pode ser dividida numa força de contacto Fc e numa força de tracção Ft. não haverá efeito do carregamento alternado sobre os parafusos. Fp 2F t 100 kN 2Ft Força de pré-esforço. Desde que.15: Resultados de ensaios a T-stubs.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO incorrecto correcto Figura 6. Fp 45° 0 Força de pré-esforço. Ft Figura 6. Bt Força no parafuso.14: Esquema de ensaio de um T-stub. Nos três casos a ligação foi préesforçada com uma força Fp. Num ensaio como o indicado na figura do meio. Bt 2Ft Forças de alavanca 100 kN 2Ft 2Ft 2F t 100 kN Força de pré-esforço.13: Pormenorização incorrecta e correcta de uma ligação pré-esforçada. Ft Força no T-stub. Fp 45° 0 0 0 45° 100 kN 0 100 kN 0 100 kN Força no T-stub. a força de contacto não se altera quando é aplicada uma força exterior. Manual de ligações metálicas 53 . O efeito das acções cíclicas seria mais gravoso caso a zona de contacto fosse perto das extremidades dos banzos. o que significa que toda a acção cíclica aparecerá no parafuso. o fluxo da acção variável através da ligação é representado pelas linhas tracejadas. a força nos parafusos é indicada com uma linha grossa.15. Ft seja inferior a Fp. como neste caso. a força de contacto será reduzida de Ft.

16: Curva de interacção momento – esforço axial. ponto de activação da segunda fiada de parafusos. O ângulo de inclinação da viga muda a geometria da ligação e deverão ser considerados valores modificados do braço das forças.16. e de seguida serão incorporadas numa assemblagem modificada para calcular a resistência e rigidez da ligação [Sokol et al. A interacção linear é considerada pela determinação dos valores extremos da resistência ao momento flector sem esforço axial (MRd) e a resistência ao esforço axial sem momento flector (NRd).4 da EN 1993-1-8. assumindo uma interacção linear entre MSd e NSd.9: Determinação das Propriedades de Ligações Submetidas a Momento Flector e Esforço Axial Que abordagem deverá ser adoptada numa ligação com esquadros usada em pórticos com travessas inclinadas. (Figura 6. o ponto de activação da segunda fiada de parafusos. ver Cláusula 6. o momento negativo no caso de esforço axial nulo. a resistência máxima ao momento flector negativo. 2002]. 54 Manual de ligações metálicas .3.5) Esta abordagem é conservativa. Outra abordagem para flexão com esforço axial de compressão é baseada no método das componentes aplicado a bases de pilares. kNm Figura 6. solicitada por momento flector e esforço axial? _____________________________________________________________________ Esta questão inclui dois aspectos que serão tratados separadamente. As propriedades das componentes deverão ser avaliadas de acordo com aquele documento como se não existisse esforço axial. a resistência máxima à tracção. a resistência à compressão no caso de momento nulo. sobretudo em ligações não-simétricas.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Questão 6. poderá ser determinada através de: NSd MSd + ≤1 NRd MRd (6. A resistência da ligação sob a acção combinada destes dois efeitos. O ponto representa a resistência máxima ao momento flector. kN EN 1993-1-8 200 100 -20 -10 0 -100 10 Método das componentes Momento.16). Qual a influência do ângulo de intersecção numa ligação de um pórtico inclinado? Qual a influência do esforço axial sobre a resistência ao momento flector de uma ligação? As regras da EN 1993-1-8 aplicam-se a a ligações cujos eixos dos elementos que aí se intersectam são perpendiculares (ou paralelos) entre si. baseada na EN 1993-1-8 e no método das componentes. de acordo com os resultados actualmente disponíveis. a resistência ao momento no caso de esforço axial. A resistência ao momento flector de uma ligação submetida a esforço axial e momento flector poderá ser determinada.. o valor de compressão axial. Força axial. ver Figura 6.

Manual de ligações metálicas 55 . b) Caminhos de carga no diagrama de interacção. mesmo nos casos em que a placa de extremidade excede aquele limite.17. respectivamente. os dois esforços são aplicados em simultâneo. a força normal é aplicada à ligação seguida do momento flector. pelo que apenas as componentes em compressão contribuem para a deformação da ligação. ver Figura 6. Centro da secção à tracção Ft. para níveis moderados de momento flector. No caso da existência de mais do que uma fiada de parafusos à tracção. a rigidez da ligação é superior ao caso de carregamento proporcional.ini Figura 6. e o esforço axial NSd e momento flector aplicado MSd. A força de tracção é localizada na fiada de parafusos à tracção. a resistência da parte em tracção é obtida a partir da resultante das forças dessas fiadas.18.Rd Secção activa Centro da secção à compressão Figura 6. A dimensão e a forma da área de contacto entre a placa de extremidade e o banzo do pilar são baseados no conceito de área rígida efectiva [Wald. No caso de carregamento não proporcional. Neste cálculo é assumida uma distribuição plástica das forças internas.19).17: a) Curva momento-rotação para carregamento proporcional e não proporcional. tomando em consideração a resistência das zonas em tracção e compressão Ft. NSd Carregamento proporcional Carregamento não-proporcional Resistência da ligação Momento. O modelo simplificado apenas considera a área efectiva junto aos banzos [Steenhuis. É assumido que a força de compressão actua no centro do banzo comprimido. MSd Rotação. banzo da viga à compressão e0 NSd Ambos os banzos da viga à compressão Sj. 1998] (Figura 6. φ Parafusos à tracção. Momento. No caso de carregamento proporcional. Este efeito deve-se à presença de esforço axial. No caso de carregamento não proporcional. que mantém a placa de extremidade em contacto com o banzo do pilar. MRd Carregamento não-proporcional Carregamento proporcional Curva não-linear Plastificação da componente mais fraca Força axial.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Podem ser distinguidos dois caminhos de carga. 1995]. A posição do eixo neutro pode ser avaliada a partir das equações de equilíbrio.Rd. mantendo constante a relação entre eles.18: Equilíbrio na ligação. ver Figura 6.Rd zt z zc NSd MSd Eixo neutro Fc.Rd e Fc.

Rd.6) e MSd NSd ⋅ z t − ≤ −Fc z z (6.l ⎪ ⎪1 − ⎪ e ⎭ ⎩ MSd NSd Mj.19: Modelo simplificado.Rd NSd MSd Fcb.Rd (6. não existe força de tracção na fiada de parafusos. e em compressão Fc. Fc. a equação (6.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Ft.Rd ⋅ z ⎫ ⎪ z ⎪ ⎪ c.Rd ⋅ z ⎪ ⎪ ⎪ z t.7) será modificada para: ⎧ −Fc.Rd zt z zc Fct.Rd ⋅ z ⎫ ⎪z ⎪ ⎪ c +1⎪ ⎪ e ⎪ = min ⎨ ⎬ Fc. Neste caso. b) ligação soldada.Rd ⋅ z ⎪ ⎪ ⎪ z c.Rd.9) 56 Manual de ligações metálicas . o modelo é desenvolvido apenas para carregamento proporcional.19b). Por simplicidade.t.7) podem ser reescritas como: ⎧ Ft.6) e (6.Rd (6.Rd.7) MRd Como e = MSd NSd = NRd = const . As forças representam resistências das componentes em tracção Ft. podem ser estabelecidas as fórmulas seguintes (Figura 6. para carregamento proporcional.20a): MSd ⎧ ⎪e = N ≤ −z c ⎪ Sd ⎨ ⎪ MSd + NSd ⋅ zc ≤ F t ⎪ z ⎩ z (6. estando as duas partes da ligação em compressão.t ⎪ −1 ⎪ ⎪ ⎩ e ⎭ Mj.t. as equações (6.Rd zct z zcb a) b) Figura 6.Rd NSd MSd Fc.b + 1 ⎪ ⎪ e ⎪ = min ⎨ ⎬ −Fc. Usando as equações de equilíbrio e assumindo a excentricidade e.b.b.8) Se a excentricidade e = ≥ −zc . considera como área efectiva apenas a zona dos banzo: a) ligação aparafusada com uma fiada à tracção. ver Figura 6.

20a).13) a rigidez é obtida substituindo a rotação da ligação (6.12) na equação (6.12) A rigidez da ligação depende do momento flector aplicado. que é produzido pelo esforço axial aplicado com a excentricidade constante e S j.5 γ ) 2.16) Manual de ligações metálicas 57 .15) a parte não linear da curva momento rotação pode ser modelada introduzindo o coeficiente de rigidez μ.b a) b) Figura 6.ini = MSd E ⋅ z2 e E ⋅ z2 = 1 MSd + NSd ⋅ e 0 ⎛ 1 1 ⎞ e + e0 ∑k ⎜ + ⎟ ⎝ kc kt ⎠ (6.7 ≥ 1 (6.b φ NSd z MSd zt NSd zc MSd δc δc.14) sendo a excentricidade e0. pode ser expressa como: MSd NSd ⋅ zc + M + NSd ⋅ zc z δt = z = Sd E ⋅ kt E ⋅ z ⋅ kt MSd NSd ⋅ z t − M − NSd ⋅ z t z δc = z = Sd E ⋅ kc E ⋅ z ⋅ kc (6.ini = MSd φ (6.11) Sendo a rotação da ligação determinada a partir daqueles valores: φ= δt + δc z = 1 ⎛ MSd + NSd ⋅ zc MSd − NSd ⋅ z t ⎞ + ⎜ ⎟ E ⋅ z2 ⎝ kt kc ⎠ (6.10) (6. A deformação elástica das componentes na zona de tracção e de compressão.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO A rigidez de rotação da ligação resulta da deformação das componentes: δt δc. definida da seguinte forma: e0 = zc ⋅ k c − zt ⋅ k t kc + kt (6.t φ zc.20: Modelo mecânico para a placa de extremidade.t z zc. ver Figura 6. que depende do quociente γ das forças actuantes μ = (1.13) S j.

a ligação está sobre-dimensionada [Lima et al. sendo o valor proposto pela EN 1993-1-8. metade da altura da viga. ser aplicadas a reforços tipo “K” e tipo “Morris”? _____________________________________________________________________ Se a alma tem uma resistência insuficiente. o momento resistente da ligação é superior ao proposto na EN 1993-1-8. podem ser usadas placas de alma.21). evidencia-se uma diminuição do momento resistente da ligação.. 2001]. na forma Sj = e E ⋅ z2 1 e + e0 μ∑ ki (6. Na primeira série foram analisadas ligações com placa de extremidade rasa e na segunda fase. até um determinado nível de carregamento. Figura 6. o factor γ pode ser definido como γ = MSd + 0. sub-dimensionado [Lima et al.17) e substituindo o valor da excentricidade e. 2002].19) Para se avaliar o comportamento destas ligações submetidas a momento flector e esforço axial não proporcional.. para esforços axiais de tracção. Os resultados obtidos mostraram que. ligações com placa de extremidade estendida [Silva et al. i. o Grupo de Construção Metálica e Mista do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra realizou quinze ensaios de dois tipos de ligações viga-pilar com placa de extremidade.18) Usando o factor μ acima referido. quando as ligações estão submetidas a esforços axiais de compressão.21: Reforço tipo “Morris”. é possível modelar a curva momento-rotação da ligação carregada proporcionalmente. 58 Manual de ligações metálicas .LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Assumindo os braços das forças zt e zc como aproximadamente iguais a h/2. reforços diagonais ou em “K” de modo a proporcionar a resistência adequada. esta grandeza pode ser simplificada para e+ h 2 γ = ⎛ MRd ⎞ h ⎜ ⎟e + 2 ⎝ MSd ⎠ (6..5h ⋅ NSd MRd + 0. Questão 6. O reforço de corte tipo “Morris” foi desenvolvido para resolver dois problemas simultaneamente – a resistência por corte do painel de alma e a distorção do banzo do pilar (Figura 6. 2002]. ou seja.e.10: Regras de Dimensionamento para Reforços em K e do Tipo Morris Poderão as regras para reforços transversais dadas na EN 1993-1-8.5h ⋅ NSd (6. No entanto.

20) sendo θ o ângulo entre o reforço e a horizontal.21) Manual de ligações metálicas 59 . têm uma rigidez inicial elevada e um melhor desempenho após a cedência. bastante eficientes. sendo Asn dada pela expressão seguinte: A sn = 2b sn ⋅ t s com A sn ≥ m1 yd F ⎛ F ⎞ ⎜m +m + m +m ⎟ f ⎝ ⎠ ri rj 1 2L 1 2U (6. Soldaduras: As soldaduras que ligam os reforços diagonais e os banzos do pilar deverão ser soldaduras de penetração total e a espessura da soldadura deve igualar a espessura do reforço. quando comparados com reforços tradicionais. mas mais difíceis de montar em secções mais pequenas. A parte diagonal deverá ser dimensionada como um reforço diagonal. permitem concluir que estes reforços são. De facto. O comprimento deverá ser suficiente para permitir o acesso dos parafusos (100 mm). Área dos reforços: A área dos reforços. A parte horizontal do reforço suporta a mesma força de tracção de um reforço de tracção colocado no mesmo alinhamento. Asg é dada por: A sg = 2bsg ⋅ t s com A sg ≥ Fv − Pv fyd cos θ (6. Revelam-se igualmente mais económicos e permitem uma maior facilidade de acesso dos parafusos para montagem. quando comparados com os reforços em “K” tradicionais. São particularmente eficazes para pilares do tipo UB.LIGAÇÕES COM TRANSMISSÃO DE MOMENTO Os ensaios realizados com reforços do tipo “Morris”. As soldaduras que ligam a parte horizontal do reforço tipo Morris ao banzo do pilar deverão ser dimensionadas de forma que a sua espessura permita obter Asn.

O procedimento preconizado no documento é aplicável a pilares de secção aberta ou fechada [Wald et al. Utilizando as equações de equilíbrio pode determinar-se o valor máximo da tensão na fundação de betão (considerando uma distribuição linear de tensões). O modelo de cálculo adoptado pela EN 1993-1-8 traduz a flexibilidade da placa de base numa placa rígida efectiva.1: Bases de pilar . Chumbadouros à tracção e flecção Alma e banzo do pilar à compressão Betão à compressão e flexão Enrigecedores em ambos os lados (opcional) Chumbadouros ao corte a) b) Figura 7. que pode ser considerável para determinadas características do solo de fundação. A abordagem tradicional para o dimensionamento de bases rotuladas conduz a espessuras da placa de base que lhe conferem rigidez suficiente para garantir uma distribuição uniforme de tensões sob a placa e consequentemente. nomeadamente o reforço através de chumbadouros e embebimento de um troço da zona inferior do pilar na fundação de betão. O dimensionamento tradicional de bases de pilares não rotuladas considera uma análise elástica. Outras disposições construtivas relativas a bases de pilares também podem ser aplicadas. A influência da sapata de betão.1 Introdução Uma ligação do tipo base de pilar é constituída por um pilar. as bases de pilares são dimensionadas sem reforços. Normalmente. 2000].Configuração habitual e componentes a utilizar para determinação da rigidez e resistência do conjunto: a) Parafusos no interior da base. estaca). a deformação e a força de tracção no conjunto de dispositivos que constituem a ancoragem. poderão prever-se reforços. b) Parafusos no exterior da base . ele ignora a flexibilidade da placa de base à flexão (mesmo quando reforçada). uma placa de base e dispositivos de ancoragem. esta pode ser modelada como rígida. a base de pilar é suportada ou por uma sapata de betão ou outro tipo de sub-estrutura (ex. o dispositivo de ancoragem e o betão. Apesar deste procedimento se ter mostrado satisfatório ao longo de vários anos de utilização prática. O documento normativo EN 1993-1-8 [prEN1993-1-8: 2003] indica regras para cálculo da resistência e rigidez das bases de pilares. De uma maneira geral. . não é tida em conta na EN 1993-1-8..reforço opcional. admitindo que as secções se mantêm planas.7 BASES DE PILARES 7. mas se a ligação de fundação estiver sujeita a momentos flectores elevados.

1/4 t2? _____________________________________________________________________ A área útil da placa de base (flexível) é determinada com base no comprimento efectivo c. O modelo garante ainda. 1/6 t2.8 da EN 1993-1-8. deve ser tomado como: M′ = 1 2 t ⋅ fyd 6 (7. Malha deformada e indeformada e direcções principais no betão [Wald. como efeito secundário. Para cálculo da rigidez e à semelhança do que acontece para as ligações viga-pilar. Figura 7. que a tensão de cedência do material da placa não é excedida. utiliza-se o método das componentes. c c O valor do momento resistente elástico por unidade de comprimento da placa de base. através da restrição das deformações da placa a comportamento elástico [Bijlaard.3. ver Figura 7.2. 1998]. na determinação da resistência da placa de base em vez de análise plástica.1) 62 Manual de ligações metálicas . Baniotopoulos. 1982]. Para cálculo relativamente aos Estados Limites Últimos. As regras homólogas para determinação da rigidez encontramse na cláusula 6.3. As fronteiras para a classificação das bases de pilares em termos de resistência e rigidez são apresentadas na cláusula 6.4. Questão 7.BASES DE PILARES permitindo que o nível de tensão na fundação de betão atinja o valor da resistência deste à compressão.2: Modelo 2D de elementos finitos da placa de base (T-Stub).1: Análise Elástica da Placa de Base Porquê utilizar análise elástica. considera-se uma distribuição plástica de tensões.2.2 do mesmo Documento Normativo.3: Modelo de análise da placa de base. O modelo utilizado limita os valores das tensões concentradas sob a placa de base flexível. M c c c c c t Figura 7. As regras para determinação da resistência de bases de pilares encontramse na cláusula 6. e do bloco de betão à compressão.

2) que é o momento actuante numa consola de vão c.2: Cálculo da Resistência da Placa de Base com Argamassa de Assentamento de Baixa Qualidade Na cláusula 6. deve ser considerado igual a: M′ = 1 fj ⋅ c 2 2 (7. a resistência ao esmagamento pode ser verificada. Nestes casos. Nas outras situações. tg t tg tg tg 45° Figura 7.2. a resistência característica da argamassa deve ser igual ou superior à resistência da fundação de betão [prEN 1993-1-8: 2003]. 1988]. A maior parte das argamassas tem uma resistência mais elevada do que o material que constitui o bloco [Stark. ver Figura 7. a camada de argamassa pode ser desprezada. quando a argamassa de assentamento tiver pelo menos 20% da resistência característica do betão da fundação.4: Distribuição de tensões na argamassa. a fina camada de argamassa não afecta a resistência do betão ao esmagamento. Que valor deve ser utilizado quando a resistência da argamassa é menor? ____________________________________________________________________ A problemática da argamassa de assentamento de baixa qualidade tem sido alvo de vários estudos experimentais e numéricos. Informações adicionais são fornecidas na Questão 7. No caso em que a espessura da argamassa é superior a 50 mm. Quando os momento anteriores são iguais.5 da EN 1993-1-8.3) então: c=t fy 3fj ⋅ γ M0 (7. quer dizer que foi atingida a capacidade de resistência à flexão da placa. o coeficiente da ligação βj é considerado igual a 2/3. admitindo uma distribuição de tensões normais a 45° sob a área útil da placa de base.4) Questão 7. Admite-se que a camada de argamassa esteja sujeita a compressão triaxial. Bijlaard. ver Figura 7.3. ou seja: a argamassa entre o betão e a placa de base é semelhante a um líquido.BASES DE PILARES e o valor do momento actuante na placa de base . e a fórmula para avaliar o comprimento c pode ser obtida de: 1 1 fj ⋅ c 2 = t 2 ⋅ fy 2 6 (7. 45° Manual de ligações metálicas 63 .4. Deste modo.3.

5 vezes a capacidade resistente calculada segundo a EN 1993-1-8. 1978. A Figura 7. e a resistência ao esmagamento relativa. [DeWolf. 64 Manual de ligações metálicas . A investigação realizada fez uso de modelos experimentais e analíticos e foram vários os parâmetros em estudo. sendo no entanto os métodos de cálculo diferentes. A bibliografia técnica. 3A c0 ⋅ fcd 3 O resultado é o mesmo.3: Cálculo Comparativo da Resistência do Betão pela EN 1992-1-1 e EN 19931-8 Aparentemente o cálculo da resistência da base do pilar ao esmagamento fj calculado de acordo com a EN 1993-1-8. com um valor médio de 1. No total. nomeadamente a relação entre a resistência do betão e a área da placa. mas é conservativa. A análise do betão para Estados Limites Últimos obriga à consideração do comportamento tridimensional do material. Por um lado.0.BASES DE PILARES Questão 7. Estudos experimentais [Shelson. a espessura relativa do bloco de betão. A capacidade resistente dos espécimes ensaiados correspondente à rotura do betão é 1.4 a 2. De acordo com EN 1992-1-1 têm-se: FRd = A c0 ⋅ fcd A c1 ≤ 3.b]. 3A c0 ⋅ fcd A c0 De acordo com EN 1993-1-8 o valor máximo de kj é 5. 1968a. foram analisados resultados de 50 ensaios para verificar a resistência esmagamento do betão [DeWolf. Qual é a justificação científica deste facto? _____________________________________________________________________ Ambos os Documentos Normativos apresentam forma de determinar a resistência esmagamento do betão quando sujeito à acção imposta por uma placa de aço.5 ilustra a relação existente entre a esbelteza da placa de base (quociente entre a espessura da placa e a distância livre até à extremidade da placa). Os espécimens ensaiados consistiam em cubos de betão com dimensões que variavam desde 150 até 330 mm. as investigações direccionaram-se no sentido da determinação da tensão de esmagamento de placas rígidas. 1957]. as dimensões da placa de aço e a resistência do betão. O modelo preconizado na EN 1993-1-8 foi verificado experimentalmente. A resistência ao esmagamento é limitada pela resistência do betão ao esmagamento. que tem vindo a ser adoptado pelos Documentos Normativos recentes. que trata o problema da resistência ao esmagamento de um bloco de betão carregado através de uma placa. mas para placas flexíveis carregadas pela secção transversal do pilar avalia a transferência da carga feita apenas numa parte da placa. 1968a].75. [Hawkins. pode ser dividida em duas categorias. Os parâmetros utilizados foram as dimensões do bloco de betão. Verificou-se que a rotura ocorre quando se forma uma pirâmide invertida no betão sob a placa. 33fcd ⇒ FRd = 3. A abordagem de dimensionamento preconizada na EN 1993-1-8 está de acordo com os resultados experimentais. um estudo análogo. com plastificação e fendilhação. é necessário uma verificação separada que depende da geometria e pormenorização do bloco. à flexão e ao punçoamento. Para este valor a resistência esmagamento da base do pilar será: fj = 2 ⋅ 5 ⋅ fcd = 3. Hawkins. com carga centrada actuando através de uma placa de aço. a posição da placa relativamente à fundação de betão e os efeitos de elementos de reforço. Para calcular a resistência do bloco de betão ao corte. Por outro lado. conduz a resultados semelhantes aos obtidos através da EN 1992-1-1. 1978] conduziram ao desenvolvimento de um modelo adequado para a tensão resistente ao esmagamento de bases de pilares.

1978].89 mm 25. é necessário utilizar a teoria do dano. A influência da flexibilidade da placa foi considerada através da utilização de uma placa rígida equivalente [Stockwell. pelo que esta situação define o limite de utilização da análise acima descrita.4 mm a b c d e f < > < > < > < > e d c b a 0 10 20 30 40 50 60 Fcd (MPa) a × b = 600 × 600 mm Figura 7.05 mm 6.6: Relação entre a resistência do betão e a carga última [Hawkins. O único factor variável foi a resistência do betão. 1968a]. Esta hipótese. 1980]. A EN 1993-1-8 adoptou este método numa forma conservativa. dada a sua complexidade. A influência da resistência do betão é apresentada na Figura 7. verificou-se que a tensão de esmagamento aumenta para valores elevados de excentricidade da força normal [DeWolf e Sarisley. Com base em observações experimentais. 1968a]. 1968a].BASES DE PILARES fj /fCd 2 Cálculo analítico Ensaios e 1 0 0 5 10 15 20 25 30 t/e Figura 7. N (kN) 700 600 500 400 300 200 100 0 t= Cálculo Ensaios f 0.35 mm 8. 1993]. foram seleccionados 16 ensaios em provetes com geometria e propriedades materiais semelhantes. Este tipo de análise não é aceitável para dimensionamento ordinário. 1982].76 mm 1. 31 e 42 MPa. Esta metodologia simples e prática foi modificada e verificada através de ensaios experimentais [Bijlaard.5 Relação: Resistência ao esmagamento relativa – Esbeltez da placa de base Resultados numéricos e experimentais [DeWolf. [Hawkins. [Murray. a área de contacto diminui. [Wald. No caso de esmagamento localizado da superfície de betão sob a superfície rígida. quando a distância desde a extremidade da placa até à extremidade de bloco é constante e a excentricidade da carga aumenta. vem de encontro à situação mais realista de distribuição não uniforme de tensões. Neste caso.6. 1975]. A partir de um programa experimental realizado por Hawkins sobre esta temática [Hawkins. com valores máximos sob a secção transversal do perfil. tendo sido utilizados os valores de 19. 1983].52 mm 3. o que conduz a um aumento da tensão de esmagamento. Manual de ligações metálicas 65 .

Para βj=2/3.7.g=3. Segundo a EN 1993-1-8.33 fcd. Nos modelos de cálculo utilizados.0 para uma placa de base quadrada. a placa de base flexível é substituída por uma placa rígida equivalente. e que a espessura da argamassa é tg ≤ 0. 2fck ).7.7) c= t (7. 66 Manual de ligações metálicas . é necessário determinar o coeficiente de concentração da ligação kj. Para este valor máximo. _____________________________________________________________________ A resistência da argamassa de assentamento e do bloco de betão à compressão é limitada pela resistência da argamassa de assentamento ao esmagamento ou pela resistência do betão sob uma placa de base flexível. Esta verificação deverá ser semelhante ao cálculo da resistência do bloco de betão. A qualidade e espessura da argamassa são consideradas no coeficiente da ligação βj. ver Figura 7.6) fj = 2 3 k j ⋅ fck γC fy 3 fj ⋅ γ M0 (7. A área da placa rígida equivalente obtém-se a partir da área da secção transversal do pilar acrescida de uma faixa de largura efectiva c.BASES DE PILARES Questão 7.Rd = A eff ⋅ fj (7. b1 ≥ b ⎪ b+h ⎪ ⎪ 5a ⎪ ⎩ ⎭ 1 a1 = min (7.66 fcd. o valor máximo de kj é 5.4: Factor de Concentração de Tensões kj para Bases de Pilares Indique bibliografia de apoio para justificar a utilização do valor de kj.8) Fc.2 = 16.5b) kj = a1 ⋅ b1 a⋅b (7.5a) b1 = min (7. sempre que a tensão característica da argamassa de assentamento seja igual ou superior a 20% da resistência característica do betão.g ≥ 0. obtém-se o valor de fj=2/3*5*fcd = 3. Recomenda-se a utilização do valor do coeficiente da ligação de βj=2/3. admite-se que a tensão característica da argamassa fck.2 min(a.Rd é calculada a partir de: ⎧a + 2 ar ⎫ ⎪ ⎪ ⎪ 5a ⎪ ⎨ ⎬ . que pode conduzir a valores de fj 10 vezes superiores aos da tensão característica da argamassa de assentamento. Para o cálculo da resistência do betão ao esmagamento fj. A resistência da placa de base ao esmagamento Fc. a1 ≥ a ⎪ a+h ⎪ ⎪ 5 b1 ⎪ ⎩ ⎭ ⎧b + 2 br ⎫ ⎪ ⎪ ⎪ 5b ⎪ ⎨ ⎬ .9) A área efectiva Aeff é definida de acordo com o ilustrado na Figura 7.g é igual ou superior 20% da tensão característica da fundação de betão fck ( Fck.33*fcd / 0. No caso da argamassa ter uma resistência menor ou uma espessura maior do que o admitido acima. como tal. é necessário fazer uma verificação separada em relação à argamassa. b). a resistência mínima da argamassa de assentamento é: fcd.

0.Rd m (7.BASES DE PILARES Só esforço axial A eff t h Esforço axial e momento flector Área efectiva em torno do pilar c Área efectiva em torno da zona comprimida do pilar a1 a ar Eixo neutro A eff Só momento flector A eff b br Eixo neutro Área efectiva em torno da zona comprimida do pilar Figura 7.8. mas os modos de rotura podem ser diferentes. e consequentemente à ausência de forças de alavanca. é ilustrada na Figura 7. O T-stub de placa de base é semelhante ao T-stub de uma ligação com placa de extremidade. Manual de ligações metálicas 67 . Questão 7. De uma maneira geral esta situação conduz a um afastamento do T-stub da fundação de betão. Uma camada pouco espessa de argamassa de assentamento não afecta a resistência da base do pilar. Na EN 1993-1-8. é necessária uma verificação separada da argamassa. O cálculo da resistência da camada de argamassa de assentamento baseia-se em vários pressupostos e não deve ser confundida com a resistência do betão ao esmagamento. Quando a camada de argamassa de assentamento é espessa ou é de má qualidade. Neste caso.5: Comprimento Efectivo do T-Stub Associado à Placa de Base No cálculo do comprimento efectivo do T-Stub da placa de base pode-se usar a tabela de comprimentos efectivos de uma ligação com placa de extremidade? _____________________________________________________________________ O comprimento efectivo de um T-stub à tracção é definido pelo modo de rotura do T-stub. quando comparada com uma placa de extremidade. este facto é tido em conta através da utilização de um factor de concentração de tensões kj com um valor máximo de 5. Esta diferença deve-se essencialmente à presença de chumbadouros com grande comprimento e de uma placa de base espessa. A resistência do T-stub sem contacto com o betão é: Ft = 2L eff ⋅ mpl. ver Figura 7.9.25 vezes superior à resistência à compressão do betão. como tal não é necessária uma verificação separada da argamassa.10) A relação entre o modo de rotura 1* e os modos de rotura do T-stub em situações de contacto. A verificação pode ser feita de forma semelhante à realizada para a resistência do betão. área efectiva da placa flexível. para uma placa de base quadrada. A resistência ao esmagamento do betão da fundação representa uma situação de carregamento tridimensional para o betão. O resultado é um novo modo de rotura designado 1*.7: Dimensões da fundação de betão. a resistência obtido experimentalmente é cerca de 6.

lim = 8.8: T-stub sem contacto com o bloco de betão.11.lim não há contacto ou forças de alavanca. tal como representado na Figura 7.10 [Wald. A fronteira entre os modos de rotura.lim.9: Modos de rotura para os T-stubs de bases de pilares.BASES DE PILARES F m n Q=0 Q=0 Figura 7.8 0. por exemplo em termos de dimensão máxima do chumbador Lb.2.10: Comprimento livre dos chumbadouros embebidos na fundação de betão. Essa fronteira pode ser expressa de diversas formas.6 0.1 e Quadro 7. com e sem contacto. Para dimensões dos chumbadouros superiores a Lb.4 0. 68 Manual de ligações metálicas . encontram-se sistematizados no Quadro 7. ver Figura 7.11) Para chumbadouros embebidos na fundação de betão. 82 m3 ⋅ A s < Lb > L eff ⋅ t 3 (7. 1999].λeff mpl. L b.2 0 Modo 1 Modo 1* Modo 2 Modo 3 4. determina-se através de uma análise das deformações elásticas do T-stub. Lbf Lb Lbe d Figura 7. F/ΣΒt.5 Figura 7.5 2 2.5 1 1. Os comprimentos efectivos do T-stub de uma placa de base. Este último pode ser estimado como: Lbe = 8 d.Rd /ΣBtRd 0 0.Rd 1 0. o comprimento Lb pode ser considerado como o comprimento acima da superfície de betão Lbf mais o comprimento efectivo da parte embebidos Lbe.

BASES DE PILARES

e

p

e

ex mx

e b

m

Figura 7.11: Dimensões da placa de base com parafusos dentro e fora dos banzos do pilar. Quadro 7.1: Comprimentos efectivos de T-stubs para placas de base com chumbadouros fora dos banzos do pilar. há efeito de alavanca não há efeito de alavanca

L1 = 4mx + 1, 25e x L 2 = 2π ⋅ mx L 3 = 0,5b L 4 = 2mx + 0, 625e x + 0,5p L 5 = 2mx + 0, 625e x + e L 6 = π ⋅ mx + 2e L 7 = π ⋅ mx + p
L eff.1 = min (L1 ; L 2 ; L 3 ; L 4 ; L 5 ; L 6 ; L 7 )
L eff.2 = min (L1 ; L 3 ; L 4 ;L 5 )

L1 = 4mx + 1, 25e x L 2 = 4π ⋅ mx L 3 = 0,5b L 4 = 2mx + 0, 625e x + 0,5p L 5 = 2mx + 0, 625e x + e L 6 = 2π ⋅ mx + 4e L 7 = 2π ⋅ mx + 2p
L eff.1 = min (L1 ;L 2 ; L 3 ;L 4 ; L 5 ; L 6 ;L 7 )
L eff.2 = min (L1 ; L 3 ; L 4 ; L 5 )

Quadro 7.2: Comprimentos efectivos de T-stubs para placas de base com chumbadouros dentro dos banzo do pilar.

L1 = 2α ⋅ m − ( 4m + 1, 25e )

há efeito de alavanca

L1 = 2α ⋅ m − ( 4m + 1, 25e )

não há efeito de alavanca

L 2 = 2π ⋅ m L eff ,1 = min (L1 ;L 2 )

L 2 = 4π ⋅ m L eff ,1 = min (L1 ; L 2 )

L eff ,2 = L1

L eff ,2 = L1

Questão 7.6: Comprimento Efectivo do T-Stub da Placa de Base com Chumbadouros fora da Largura dos Banzos

Os quadros para cálculo do comprimento efectivo de um T-stub, consideram apenas os casos em que todos os parafusos se encontram dentro dos limites da largura do banzo da viga. Quando os parafusos se encontram fora dos limites do banzo da viga podem utilizar-se as mesmas fórmulas?

_____________________________________________________________________
Os padrões de linhas de rotura para placas com parafusos situados fora dos limite da largura do banzo da viga foram estudados por Wald [Wald et al., 2000]. O estudo concluiu que, para este caso, existe um padrão adicional, cuja fórmula deve ser adicionada aos quadros de ligações viga-pilar.

Manual de ligações metálicas

69

BASES DE PILARES

1

Δ

a a c b bc

d c

α
y Lb eb
eff.5 Caso 5 eff.4 Caso 4

eff.1 Caso 1

eff.2 Caso 2 eff.3 Caso 3

Linha de rotura

x La

α
ea

a)

b)

Figura 7.12: Placa de base com chumbadouros fora dos limites do banzo do pilar: a) geometria da placa de base, b) comprimentos efectivos do T-stub.

O comprimento efectivo do T-stub pode ser determinado através do método das linhas de rotura. A posição do chumbadouro é definida pelas coordenadas x e y. A linha de rotura é uma linha recta que é perpendicular à linha que une a posição do chumbadouro ao canto da placa. O ângulo α representa a inclinação da linha de rotura e c é a distância mínima desde a linha de rotura ao canto da placa. Para calcular a distância c, utiliza-se o método das linhas de rotura juntamente com o princípio dos trabalhos virtuais. O trabalho realizado pelas forças interiores (energia de deformação interna) na linha de rotura é: ⎛1 1 ⎞ Wi = mpl ⎜ x + y ⎟ x ⎠ ⎝y O trabalho realizado pelas forças exteriores é:
We = Fpl ⋅ Δ

(7.12)

(7.13)

O trabalho realizado pelas forças exteriores é igual à energia de deformação interna, logo:
⎛1 1 ⎞ mpl ⎜ x + y ⎟ = Fpl ⋅ Δ x ⎠ ⎝y

(7.14)

O deslocamento virtual Δ representa a deformação da placa na coordenada do chumbadouro, ver Figura 7.12, e é igual a: Δ= x2 + y2 c (7.15)

Substituindo a expressão de Δ na equação (7.14), vem:
Fpl e x2 + y2 ⎛ x2 + y2 ⎞ = mpl ⎜ ⎟ c ⎝ x⋅y ⎠ (7.16)

70

Manual de ligações metálicas

BASES DE PILARES

Fpl = mpl ⋅ c
∂Fpl ∂c = mpl

x2 + y2 x⋅y
x2 + y2 = const . x⋅y

(7.17) (7.18)

Como tal, o comprimento efectivo Leff é igual a:
L eff = c x2 + y2 x⋅y

(7.19)

No canto do pilar podem observar-se cinco padrões de linhas de rotura, ver Quadro 7.3 [Wald et al., 2000] admitindo que não há contacto entre a placa de base e a superfície do betão, e que portanto não há forças de alavanca.
Quadro 7.3: Determinação do comprimento efectivo do T-stub, Casos 1 a 3. Caso 1 Caso 2 Caso 3

Wext = Fpl ⋅ δ Wext = Fpl ⋅ δ

Wext = Fpl ⋅ δ

δ =

a − ac − 2e a a − ac

δ =

(b − bc ) + (a − ac ) − 2 ea2 + e b2 2 2 (b − bc ) + (a − ac )
2 2

Wint = 4π ⋅ mpl ⋅ δ
Fpl = 4π ⋅ mpl m= a − ac − ea 2

Wint = mpl Fpl = mpl

b a − ac

⎛e e ⎞ Wint = mpl ⎜ a + b ⎟ eb e a ⎠ ⎝ Fpl = mpl ⎛ e a eb ⎞ ⎜ + ⎟ δ ⎝ eb e a ⎠

b a − ac − 2e a

L eff.1 = π ⋅ m

L eff.2

b = 4

L eff.3 =

(a − a )
c

2

+ ( b − b c ) ⎛ e a eb ⎞ ⎜ + ⎟ 8 ⎝ eb e a ⎠
2

Os casos 4 e 5 são semelhantes aos casos 2 e 1 respectivamente. Os resultados das simulações com modelos de Elementos Finitos apresentam-se na Figura 7.13.

Figura 7.13: Simulações com modelos de Elementos Finitos de linhas de rotura. Representação da malha e dos diferentes padrões de rotura para diferentes posições diferentes do chumbadouro em relação à placa de base.

Manual de ligações metálicas

71

conectores de esforço transverso). em edifícios esbeltos. O documento CEB [CEB.14. soldados à base da placa de base. soldados à base da placa de base.8: Transmissão de Forças de Corte Através dos Chumbadouros Os chumbadouros podem ser utilizados para transmitir forças horizontais à fundação de betão? _____________________________________________________________________ As forças horizontais de corte nas bases de pilares podem ser resistidas por: • atrito entre a placa de base e a argamassa e o betão da fundação. 1997] sugere a utilização de um valor de 0. Neste caso. (b) corte e flexão dos chumbadouros. o vão pode ser reduzido para L/2.30 para argamassa especial. (c) dispositivo especial para resistir ao corte. tem sido bastante difundida nos EUA [DeWolf and Ricker 1990]. a força horizontal de corte não pode ser transmitida por atrito entre a placa de base e a argamassa de assentamento. O valor de Cf. a) b) c) d) Figura 7. ver Figura 7. a força normal de compressão se anule ou passe mesmo a tracção. Os furos da placa de base necessitam de ter as folga adequadas.2(6) da EN 1993-1-8. ver Figura 7. como por exemplo um troço de perfil I ou T ou de uma simples placa.d = 0.2. Questão 7. (d) contacto directo. deve utilizar-se um factor parcial de segurança γMf = 1. é apresentado o coeficiente de atrito entre a placa de base e a camada de solo.5.BASES DE PILARES Questão 7.15. para Estados Limites Últimos. 14: Bases de pilares sujeitas a corte horizontal (a) atrito entre a placa de base e a argamassa e o betão da fundação. Quando a rotação da porca é impedida pela placa de base.4 para coeficiente de atrito. Nestes casos. Considerase que os chumbadouros funcionam como uma consola com vão igual à espessura do betão acrescida de 0. como por exemplo um troço de perfil I ou T ou de uma simples placa. por forma a acomodar a tolerância relativa à posição dos chumbadouros. • contacto directo. • corte e flexão dos chumbadouros. e um valor de Cf.20 é apresentado para argamassa com inerte do tipo areia. a força de corte é resistida por atrito entre a placa de base e a argamassa de assentamento. no caso da placa de base estar embebida no betão. 72 Manual de ligações metálicas . os chumbadouros terão que transmitir estas forças de corte. A versão mais conservativa é sintetizada no documento CEB. no caso da placa de base estar embebida no betão.7: Coeficiente de Atrito entre o Aço e o Betão Qual é o coeficiente de atrito entre o aço e o betão? _____________________________________________________________________ Na cláusula 6.5 d. Na maior parte dos casos.d = 0. devido a acções horizontais (vento). Se não forem previstos outros dispositivos (ex. O atrito depende na força de compressão mínima e do coeficiente de atrito. conforme recomendado no documento EN 1990 [prEN 1990: 2001]. Por vezes pode suceder que. A utilização de pré-esforço nos chumbadouros faz aumentar a resistência ao corte associada ao atrito. quando é usada uma camada de argamassa de assentamento fina com menos de 3mm. • um dispositivo especial para resistir ao corte. A utilização de chumbadouros para transferir a força de corte.

BASES DE PILARES Fv. será seguro adicionar a resistência ao atrito à resistência de todos os chumbadouros? _____________________________________________________________________ O modelo de resistência às forças de corte preconizado na cláusula 6. A resistência dos parafusos à tracção é pequena.Rd Ff. Apenas os chumbadouros que se encontram na zona comprimida da placa de base podem ser utilizados para transferência de forças de corte. 1989].Rd + n ⋅ Fvb. O método aí descrito baseia-se em trabalho experimental e analítico apresentado em Bouwman et al.Rd = Ft. Considera-se que o chumbadouro vai deformar o que permite o desenvolvimento de tracção no chumbadouro e compressão na argamassa. ver Figura 7.15: Esquema estrutural do chumbadouro à flexão. resistência à tracção.16: Comportamento do chumbadouro solicitado ao corte. A resistência total ao corte é então devida ao atrito entre a sapata de betão e a placa de base e à resistência à tracção dos chumbadouros da zona comprimida.furo Fv. ver Figura 7..Rd Fa Ft Fv Fv Resistência à tracção Resistência à tracção reduzida Resistência à flexão e corte δv δv Figura 7.20) Fv δ v δv.16. Questão 7. Manual de ligações metálicas 73 . Tal como indicado na EN 1993-1-8.9: Transferência de Forças de Corte por Atrito e através de Chumbadouros Uma vez que as folgas na furação são grandes.Rd L Figura 7.Rd Nc.Rd Resistência ao escorregamento (7.Sd δv. Fv.furo δv Figura 7. Nc.17: Atrito e resistência à tracção dos chumbadouros.16. ver Figura 7.2. [Bouwman et al.Sd F v.17. o que corresponde ao desenvolvimento de tracção nos chumbadouros. pelo que facilmente se pode atingir a capacidade resistente do material. Este estado inicializa o efeito de encruamento do material de que são constituídos os parafusos.2 da EN 1993-1-8 baseia-se na hipótese de que os chumbadouros sujeitos ao corte têm deformação de flexão. o esquema de dimensionamento é simplificado de modo a permitir a sua implementação prática. O modelo de resistência às forças de corte é descrito na EN 1993-1-8..

d) chumbadouros colados. nomeadamente: chumbadouros de cabeça aplicados na obra.BASES DE PILARES A resistência dos parafusos ao esmagamento deve ser verificada separadamente na zona do bloco de betão e na zona da placa de base. destina-se apenas a pilares com um momento flector muito elevado.p = NRk . e) chumbadouros cimentados.10: Regras para Realização da Ancoragem dos Chumbadouros O estabelecimento de um sistema de ancoragem adequado é o critério mais importante para o dimensionamento de chumbadouros. 9 A s ⋅ fub γ M2 (7. pois é uma solução muito onerosa. Questão 7.23) 74 Manual de ligações metálicas . no entanto. a) b) c) d) e) f) Figura 7. De acordo com este Guia. se for aplicável. ver Figura 7. barras com gancho. chumbadouros colados e chumbadouros cimentados.4 da EN 1993-1-8: para determinação da capacidade resistente de parafusos à tracção podem ser utilizadas para todos os tipo de aço.18: Tipos de chumbadouros: a) chumbadouros de cabeça aplicados na obra . f) ancoragem a vigas embebidas em espera no bloco de betão.s = A s ⋅ fyb γ M2 (7.Rd ≤ NRd. Ancoragem a vigas embebidas em espera no bloco de betão. Podem ser utilizados diferentes sistemas de ancoragem. c) chumbadouros com extremidade em cone. é necessária a verificação dos seguintes modos de rotura de chumbadouros: Cedência do aço NSd ≤ Na.21) βb é o factor de redução a aplicar a peças obtidas a partir de varões redondos em que as roscas não são normalizadas. 1997] com base em trabalho de Eligehausen [Eligehausen 1990].p γ Mp (7. O factor de redução tem o valor de βb = 0. incluindo o dos chumbadouros. A força actuante no parafuso NSd deve verificar: NSd ≤ Ft. chumbadouros com extremidade em cone. b) barras com gancho.Rd = βb 0.22) Arrancamento NSd ≤ Na. Que regras se devem seguir? _____________________________________________________________________ As regras indicadas no quadro 3.18.85. foram publicados no Guia CEB [CEB.Rd ≤ NRd. Modelos de resistência de chumbadouros de acordo com a EN 1993-1-8. não é considerado na EN 1993-1-8.

19).20.sp = NRk .28b) A h = ah2 − π A resistência do cone de betão.24) Resistência do betão à projecção NSd ≤ NRd.c = NRd. p e d 0.c γ Mc (7. A resistência ao arrancamento é dada por: NRd.sp γ Msp (7.BASES DE PILARES Rotura do cone de betão NSd ≤ Na.N ⋅ Ψ ucr.c = NRk .p = pk ⋅ A h (7.19: Geometria dos chumbadouros de cabeça aplicados na obra.N ⋅ Ψ s. é: pk = 11 fck (7. é dada por: 0 NRd.29) onde: Manual de ligações metálicas 75 .c A c.28a) (7.7 t 1 h ef ah t1 a1 h1 th dh Figura 7.27) e Ah é a área da cabeça do chumbadouros sujeita a esmagamento.N (7.25) Para os chumbadouros em grupo são necessárias as mesmas verificações. Para chumbadouros de cabeça circular e quadrada Ah é dada por: Ah = π (d 2 h − d2 ) 4 d2 4 (7. De seguida indica-se o dimensionamento de ancoragens realizadas com chumbadouros de cabeça aplicados na obra. ver Figura 7.N ⋅ Ψ ec.Rd ≤ NRd. sujeitas a tracção (Figura 7.N ⋅ Ψ re.26) γ Mp onde pk para betão não-fissurado.N A0 c.

N p1 pcr. utiliza-se no caso de chumbadouros a pequenas profundidades (hef ≤ 100 mm).5 pode ser utilizado para betão não fissurado.20: Cone virtual de betão.N = ( pcr.N = ( e + 0.N ) pcr. Se a ancoragem for realizada numa zona de betão não fissurado.5 p cr.c = 0. A perturbação na distribuição de tensões no betão pode ser contabilizada através do parâmetro Ψs. é incluído na expressão da área do cone (Figura 7. O espaçamento dos chumbadouros deve ser maior que: pmin = ( 5 dh .31a) (7.N é introduzido para ter em conta o efeito de vários chumbadouros em conjunto. O coeficiente k1 = 11 (N/mm)0. a resistência é aumentada através do parâmetro Ψure.N p2 0. para chumbadouros aplicados em obra.N = pcr. e2). b) grupo de chumbadouros. 3 e e cr. a) chumbadouro individual.N + p2 ) A c. como: A 0 c.30) é o valor da resistência de um elemento de ligação isolado.32) 0. O efeito geométrico relativo ao espaçamento dos chumbadouros (p1.N A largura do cone de betão pode ser tomada aproximadamente como: pcr. 5 pcr. 7 + 0.N2 (7.N = 0.31c) A c.4.5 ef γ Mc (7.33) O parâmetro Ψec. p2) e da distância à extremidade (e1.5 k1 ⋅ fck ⋅ h1.N + p1 )( pcr.N Ψ s.N a) b) c) Figura 7. A rotura do betão por projecção.N = 3 hef (7. c) chumbadouro individual junto à extremidade.50 mm ) (7.N p cr.N pcr.34) a distância dos chumbadouros à extremidade do bloco deve ser maior que: 76 Manual de ligações metálicas .N ≤1 (7.BASES DE PILARES 0 NRk .N e 0.5 pcr.5 pcr.20).31b) (7. pode ser impedida se o betão passar a ser armado e se se limitar a zona de aplicação dos chumbadouros.N = 1.

Manual de ligações metálicas 77 . a verificação de rotura do betão por projecção pode ser omitida.35) e a altura do bloco de betão não deve ser menor que: hmin = hef + t h + c ∅ (7.36) Para chumbadouros a uma distância da extremidade do bloco e > 0.50 mm ) (7. 1994]. A descrição detalhada da resistência de diferentes tipos de chumbadouros sujeitos a esforços de tracção.BASES DE PILARES emin = ( 3 dh .5 hef em todas as direcções. corte e a ambos está disponível no Guia CEB [CEB.

Os danos inesperados invalidaram os procedimentos de projecto e construção estabelecidos e utilizados nessa altura para ligações viga-pilar. As deficiências no processo de soldadura prendem-se maioritariamente com o uso de metal de adição de baixa tenacidade e controlo de qualidade insuficiente. a utilização de perfis e ligações com dimensões significativamente maiores do que as dos modelos utilizados na maioria dos ensaios experimentais realizados. • Critério de ductilidade (capacidade de rotação). Entretanto foi desenvolvido um programa de investigação no sentido de analisar a razão do mau comportamento sísmico das ligações em determinadas estruturas metálicas.8 ACÇÃO SÍSMICA 8. respectivamente. O Documento EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] inclui regras de avaliação da resistência e rigidez de ligações metálicas. no que diz respeito às ligações metálicas dimensionadas para zonas sísmicas. que alegadamente tiveram um papel de relevo nas roturas observadas pós-sismo. Infelizmente. comprometendo assim as capacidades dissipativas da ligação e o seu bom comportamento sísmico. e ainda hoje os engenheiros tentam compreender a resposta deste tipo de estruturas face às acções sísmicas verificadas. As técnicas de pormenorização de soldadura. . que pode ser condicionante em regiões sísmicas. e por outro. A nível de projecto. as estruturas metálicas sofreram danos durante estes sismos. É óbvio que.2 Critérios de Dimensionamento de Actualmente. Existe consenso no que diz respeito ao facto de que vários factores devem ter contribuído para as roturas observadas. a investigação direccionada para o desenvolvimento de procedimentos dimensionamento de edifícios de estrutura metálica. a utilização de opções de dimensionamento que conduzem a um enfraquecimento excessivo da zona do painel de alma do pilar. Nos EUA e no Japão. nomeadamente factores que se prendem com a pormenorização e técnicas de execução da soldadura vigentes no passado. há condições básicas que têm que ser satisfeitas. os procedimentos que se julga terem contribuído para uma má performance sísmica das ligações. necessidades excessivas de ductilidade local e confinamento tri-axial elevado na zona de interface viga-pilar. incluem por um lado. • Critério de robustez (pormenorização e comportamento do material adequados). A influência de acções sísmicas ou dinâmicas. não é considerada neste Documento Normativo. 8. a resistência a acções sísmicas e o comportamento deste tipo de estruturas eram tidos como muito favoráveis até se verificarem os sismos de Northridge e de Kobe. desenvolve-se em três vertentes principais: • Pesquisa bibliográfica aprofundada. incluem detalhes que conduziram ao desenvolvimento de grandes concentrações de tensões. nomeadamente: • Critério de sobre-resistência.1 Generalidades As estruturas metálicas porticadas são largamente utilizadas no dimensionamento associado a acções sísmicas.

as recomendações de dimensionamento de pórticos sujeitos a acções sísmicas. a EN 1993-1-8 caracteriza as ligações metálicas através de uma curva não-linear momento-rotação.Rd. definida pelo momento resistente Mj. Estudos recentes que visam a produção de recomendações de projecto.01. direccionam-se para a determinação dos efeitos e da importância dos seguintes aspectos: • Critério de dimensionamento pilar forte . • Cordão de reverso e guias perdidas. aspectos de dimensionamento do pórtico ou para o dimensionamento de ligações adequadas que verifiquem. 80 Manual de ligações metálicas . 0. De um modo geral a investigação realizada conduz a procedimentos actualizados e mais rigorosos para o controlo de qualidade dos materiais e dos processos de fabrico. Ligações Aparafusadas: • Dimensões do parafuso. O comportamento dos pórticos é função de muitos factores relacionados entre si. Ligações Soldadas: • Resistência na espessura. apresenta informação adicional. • Dimensões e forma do orifício de acesso. subdividem as estruturas consoante o nível de solicitação sísmica a que devem resistir à priori: Pórtico Não Rotulado de Resistência Ordinária (OMRF). ou seja: se duas ligações quaisquer. material de base. Desses aspectos destacase a caracterização das solicitações sísmicas. Na Europa. • Cordões de soldadura de ângulo para reforço. • Instabilidade local de secções. quer seja a obtenção de redundância estrutural. sendo os valores limites de 0. • Efeitos P-δ. do comportamento das ligações. As condições de dimensionamento apresentadas a seguir são consideradas genéricas. tal como o indicado no Capítulo 6 desta publicação. • Ensaios à escala real de ligações usuais ou suas componentes. rigidez de rotação Sj e capacidade de rotação φCd. considera-se que o seu comportamento é semelhante ou que pelo menos têm as características exigidas para que assim seja. A EN 1998-1 [prEN 1998-1: 2001]. e de relações de dimensionamento que afectam o comportamento global do pórtico. soldadura. e por outro disponibilizam uma gama alargada de informações relativas a certos itens relativos ou mesmo à totalidade dos processos de dimensionamento. aperto. os limites da categoria estrutural seleccionada. • Tenacidade do entalhe para o material do cordão de soldadura. Por um lado fornecem indicações específicas para ligações normalizadas. tipo de furo. • Tenacidade do entalhe para o material de base. relativamente a ligações metálicas sujeitas a acções sísmicas. Os três tipos de pórticos referidos devem ser classificados consoante a capacidade de rotação plástica. e também.ACÇÃO SÍSMICA • Investigação analítica e experimental relativamente a vários aspectos que demonstraram ter um papel significativo na resposta sísmica de estruturas metálicas. • Resistência da ligação e características de degradação do comportamento.03. mão-de-obra. As recomendações fornecem indicações para escolha do sistema mais adequado para o fim em causa.02 e 0. As suas ligações podem ser rígidas ou rotuladas. Pórtico Não Rotulado de Resistência Intermédia (IMRF) e Pórtico Não Rotulado de Resistência Melhorada (SMRF). verificarem as mesmas condições. em termos de capacidade de rotação. em alguns casos. • Resistência do painel da alma do pilar.viga fraca. análise estrutural. • Resistência da área útil. Nos EUA. respectivamente. do mesmo tipo ou não. As recomendações para o dimensionamento de ligações dividem-se em dois campos.

Figura 8. • Soldada com reforço duplo (SRD).1b). se necessário Guia para alma Parafusos de alta resistência Soldadura. se necessário Placa de reforço a) Ligação viga-pilar pré-qualificada Placa cobrejunta soldada à viga (de ambos os lados) Ligação de alma soldada Placas nos banzos b) Ligação soldada com banzos da viga reforçados com placa Parafusos de alta resistência (c) Soldada com t em espera ligado à viga por placa cobrejunta aparafusada Placa cobrejunta soldada à viga (d) Ligação aparafusada com placa de extremidade estendida Parafusos de alta resistência Parafusos de alta resistência Placas soldadas ou Tês variáveis com placas soldadas (f) Ligação aparafusada com reforço duplo (e) Ligação soldada com placas cobrejunta aparafusadas à viga Figura 8. especificado em termos de dimensões das secções e da rotação plástica. forneceu dados suficientes para permitir o desenvolvimento de directivas fiáveis de dimensionamento para vários tipos de ligações soldadas. Placa de continuidade Placa dupla. • Soldada – Alma reforçada com placa cobrejunta (SARCC). Cada tipo de ligação é classificado como adequado para determinado intervalo. Figura 8.1a).3 Tipos de Ligações Viga-Pilar O programa de ensaios experimentais levado a cabo pelo consórcio FEMA/SAC (EUA). Os tipos de ligações apresentados abaixo estão pré-certificados para utilização corrente. • Soldada com T em espera ligado à viga por placa cobrejunta aparafusada (STELVCCA).1: Ligações tipo pré-qualificadas em utilização nos EUA.1c). • Soldada com reforço simples (SRS). semelhante à configuração da Figura 8. • Soldada – Banzos da viga reforçados com placa (SBVRC). • Soldada com cantoneira na alma (SCA). • Soldada – Banzos da viga não reforçados (SBVNR). Manual de ligações metálicas 81 .ACÇÃO SÍSMICA 8.

ACÇÃO SÍSMICA

As recomendações incluem, para além das ligações soldadas enumeradas acima, vários tipos de ligações aparafusadas em obra, que também se encontram pré-qualificadas para determinadas condições de utilização. As tipologias disponíveis, dentro das ligações aparafusadas são: • Aparafusada com placa de extremidade (ACT), Figura 8.1d); • Soldada com placas cobrejunta aparafusadas à viga (SCCAV), Figura 8.1e); • Aparafusada com esquadro simples (ARIVS) Figura 8.1f); • Aparafusada com esquadro duplo (ARIVD), Figura 8.1f). Na Figura 8.2 apresentam-se algumas ligações específicas utilizadas no Japão e na Figura 8.3, ligações ensaiadas e utilizadas habitualmente na Europa [Mazzolani, 2000].
diafragma metálico steel diaphragm diafragma metálico steel diaphragm

viga beam pilar column pilar column

cantilever consola

viga beam

Figura 8.2: Ligações usuais no Japão.
A
pilar

pilar

. . .

column beam viga

. . .
10M20 gr 10.9

column beam viga

. . .

column beam viga

pilar

A

B

B

C

C

3M20 gr6.6 B-B C-C

A-A

Ligação com Placa de Extremidade Estendida

Ligação Soldada

Ligação Soldada com Placas Soldadas ao Banzo da Viga

Figura 8.3: Ligações usuais na Europa.

8.4

Recomendações de Projecto e Produção

O Documento EN 1998-1 preconiza as seguintes regras de carácter geral para ligações metálicas, em estruturas dissipativas: • Devem-se evitar deformações plásticas localizadas, concentrações de tensões elevadas e defeitos de construção. A qualidade do dimensionamento deve ser comprovada através de ensaios experimentais. • Ligações não dissipativas de elementos dissipativos, realizadas com soldadura de penetração total, têm que verificar o critério de sobre-resistência. • Para ligações soldadas com cordão de ângulo, ou ligações aparafusadas não dissipativas, deve ser verificada a seguinte condição:

82

Manual de ligações metálicas

ACÇÃO SÍSMICA

R d ≥ 1, 35 R fy

(8.1)

em que Rd é a resistência da ligação e Rfy é resistência plástica do elemento dissipativo ligado. • Nas ligações aparafusadas com corte, apenas as categorias B e C devem ser utilizadas, e nas ligações aparafusadas com tracção, apenas a categoria E com aperto controlado dos parafusos deve ser utilizada. Parafusos desta categoria, também poderão ser utilizados em ligações ao corte com parafusos em furos sem folga. • Para ligações aparafusadas ao corte, a resistência dos parafusos ao corte deve ser 1,2 vezes superior à resistência da placa ao esmagamento. • A resistência e ductilidade dos perfis e suas ligações sujeitas a solicitações cíclicas devem ser comprovados através de ensaios experimentais, por forma a estarem de acordo com os requisitos definidos para cada tipo estrutural e para cada classe de ductilidade. Este procedimento aplica-se a todos os tipos de ligações em estruturas em zonas sísmicas. Os requisitos exigidos em termos de ductilidade para os vários tipos estruturais encontram-se expressos nas cláusulas 6.6 e 6.9 da EN 1998-1. Para esses mesmos requisitos, quando expressos em termos de capacidade de rotação plástica, o parâmetro utilizado é θp:

θp = δ

0,5L

(8.2)

em que δ é a flecha da viga a meio vão. O Documento EN 1998-1 apresenta os seguintes requisitos para ligações viga-pilar: • Se a estrutura for dimensionada de forma que a energia seja dissipada nas vigas, a ligação viga-pilar deve ser dimensionada de forma a verificar o critério de sobre-resistência, considerando o momento resistente Mpl.Rd e o esforço transverso avaliados conforme a cláusula 6.6.2 da EN 1998-1. • Ligações semi-rígidas dissipativas e/ou de resistência parcial podem ser utilizadas desde que sejam satisfeitas as seguintes condições: a) as ligações têm uma capacidade de rotação consistente com as deformações globais; b) os elementos associados às ligações se mantenham estáveis para Estados Limites Últimos; c) o efeito da deformação das ligações seja tido em conta no deslocamento horizontal global. • O dimensionamento das ligações deve ser tal que a capacidade de rotação plástica θp na linha de rotura, não seja menor que 35 mrad para estruturas de classe de ductilidade H, e 25 mrad para estruturas de classe de ductilidade M, com q>2. Estes valores devem ser obtidos para ensaios cíclicos em que a degradação de resistência e de rigidez se limite a 20%. Este requisito é válido independentemente do local onde se pretende a zona dissipativa. • Quando se utilizam ligações de resistência parcial, o dimensionamento do pilar deve ser condicionado pela capacidade de rotação plástica da ligação. A influência da pormenorização local e das propriedades materiais no comportamento plástico de ligações em pórticos de nós fixos tem sido investigado em vários países nos últimos anos. Algumas das conclusões dessas investigações são apresentadas de seguida [El-Tawil et al., 2000], [Mao et al., 2001]:

Propriedades Materiais – relação tensão de cedência/ tensão última (RTCTU) Ligações com RTCTU (fy/fu) de 0,65 e 0,80 exibiram um comportamento semelhante para capacidades de rotação plástica até 0,030 rad. Comparativamente com os dois casos referidos, ligações com RTCTU de 0,95 apresentaram um comprimento significativamente menor na linha de rotura, para uma capacidade e rotação plástica 0,030 rad. A dimensão da zona plastificada na viga com RTCTU de 0,95
Manual de ligações metálicas 83

ACÇÃO SÍSMICA

era sensivelmente metade da dimensão da zona plastificada na viga com RTCTU de 0,80. Como consequência de um menor comprimento plastificado verificou-se um aumento de extensões locais, o que por sua vez conduziu a instabilidade localizada prematura. Este nível elevado de extensões conduz também a uma maior susceptibilidade à rotura oligocíclica.

Pormenores construtivos – furo de acesso para soldar: dimensões e geometria
O aumento das dimensões do entalhe da alma para soldar torna mais fácil a operação de soldar no banzo inferior da viga e conduz a um trabalho de soldadura de melhor qualidade. No entanto, as investigações sugerem que é importante utilizar um furo de acesso de pequenas dimensões, por forma a reduzir o potencial de fractura frágil na base do furo. A análise confirma que o comportamento dos furos de acesso que terminam perpendicularmente ao banzo é inferior ao dos furos de configuração semi-circular, em termos de propensão à fractura frágil.

Pormenores construtivos – placas de continuidade
As recomendações FEMA-267 preconizam a utilização de placas de continuidade em todas as ligações. No entanto, a investigação sugere que as recomendações possam não ser cumpridas no caso de ligações em T.

Questão 8.1: Dimensionamento de Ligações Sujeitas a Carregamento Dinâmico

O Documento Normativo EN 1993-1-8 é aplicável a ligações sujeitas a acções estáticas. Será também aplicável a ligações sujeitas a acções dinâmicas, nomeadamente à acção do vento?

_____________________________________________________________________
A aplicabilidade do Documento EN 1993-1-8 depende do parâmetro em estudo: • No que diz respeito ao momento resistente Mj.Rd e à rigidez inicial de rotação da ligação Sj.ini, a formulação apresentada neste Documento pode ser perfeitamente utilizada para o caso de acções dinâmicas. • No que diz respeito à capacidade de rotação de ligações metálicas, as disposições apresentadas na EN 1993-1-8 não consideram a tipologia das ligações metálicas. De qualquer forma, após um vasto programa experimental, concluiu-se que a capacidade de rotação de uma ligação sujeita a acções dinâmicas é cerca de 0,5 da capacidade de rotação medida no caso de carregamento monotónico. • O mecanismo de colapso também pode sofrer alterações no caso de carregamento dinâmico em relação ao mecanismo de colapso determinado de acordo com este Documento Normativo.

Questão 8.2: Influência de Carregamento Não-simétrico

O Documento Normativo EN 1993-1-8 é aplicável a ligações sujeitas a acções estáticas. Será também aplicável a ligações sujeitas a acções sísmicas, nomeadamente à acção de cargas sísmicas nãosimétricas?

_____________________________________________________________________
Segundo um programa de investigação desenvolvido na Europa [Mazzolani, 2000], conclui-se que os valores preconizados na EN 1993-1-8 não podem ser utilizados para este tipo de carregamento. Na questão anterior foi apresentada uma comparação entre os valores apresentados na EN 1993-1-8 e os valores homólogos obtidos de ensaios de ligações simétricas sujeitas a carregamento cíclico. Foi realizado um estudo similar para estabelecer a comparação entre o comportamento de ligações

84

Manual de ligações metálicas

verificou-se nas soldaduras de duplo viés. tendo-se obtido as seguintes conclusões: • Os valores do momento resistente obtidos com o segundo grupo são menores entre 20% a 40% do momento resistente do primeiro grupo. dependendo igualmente da configuração da ligação. 2000]. Foram estudados três tipos de soldadura: duplo viés.ACÇÃO SÍSMICA sujeitas a carregamentos cíclicos simétricos e não simétricos. a dimensão insuficiente do cordão. • A capacidade de rotação do segundo grupo é 150% a 200% da capacidade de rotação do primeiro grupo. A explicação foi atribuída ao facto de este tipo de soldadura não apresentar imperfeições em comparação com os outros dois processos referidos. Os espécimens com cordão de viés simples apresentam. Também se verificou uma redução de ductilidade. enquanto que as soldaduras de viés duplo e de ângulo obrigam a soldar em posição invertida no caso de o trabalho ser realizado na obra. De um modo geral. Questão 8. 2000]. dependendo da configuração da ligação. No caso particular de ligações viga-pilar em pórticos não-rotulados. permitindo assim o início da propagação de fendas. já que os resultados deste tipo de ensaios apresentaram grande dispersão. e a um nível mais reduzido provoca o aumento da resistência última das ligações soldadas. Questão 8. ângulo e viés simples. No caso de soldadura de ângulo é condição obrigatória a verificação das dimensões do cordão.06 s-1 (comum para perfis metálicos em cedência devido a acções sísmicas) provoca um aumento na tensão de cedência. Os espécimens com soldadura de ângulo apresentaram um comportamento intermédio. As soldaduras de viés simples e duplo requerem operações mecânicas adicionais (preparação dos topos a soldar). não é possível retirar ilações com grande fiabilidade quanto à redução de ductilidade devido a altos níveis de extensão no caso de carregamento cíclico. este fenómeno é já bem conhecido para o aço estrutural. particularmente quando o trabalho é realizado em obra.4: Influência da Tecnologia e Pormenorização da Soldadura Qual é a influência da tecnologia e pormenorização da soldadura no comportamento de ligações metálicas? _____________________________________________________________________ Ensaios experimentais evidenciam uma vez mais a importância da qualidade da soldadura [Mazzolani. Uma taxa de extensão no intervalo 0. que consiste na dificuldade de controlar e verificar a dimensão do cordão. Manual de ligações metálicas 85 . são propostas as seguintes recomendações: • As técnicas de duplo viés e de ângulo são recomendadas para soldadura de componentes em estaleiro.3: Influência do Encruamento Qual é a influência do encruamento no comportamento de ligações metálicas? _____________________________________________________________________ Ensaios experimentais realizados por Mazzolani permitiram concluir que o encruamento tem um papel importante no comportamento das ligações [Mazzolani. que em muitos casos atingiu 27% do seu valor. A análise do comportamento destes três tipos de soldadura tem que ter em conta os aspectos tecnológicos e económicos da soldadura. Este facto evidencia uma das desvantagens deste tipo de processo de soldadura.03-0. em geral. sendo a causa principal de rotura. o comportamento ideal que corresponde à rotura no metal de base. No entanto. um comportamento insatisfatório devido à penetração parcial da solda.

4b) mostra-se uma configuração modificada do furo de acesso que é recomendada para estruturas sujeitas a acções sísmicas.4: Configurações standard e modificada para o furo de acesso para soldar. Os resultados mostraram a importância de seleccionar uma configuração adequada para o furo de acesso. quer no caso de ligações soldadas. As técnicas de soldadura que envolvam eléctrodo de elevada tenacidade para o cordão de ângulo usado para soldar a alma.030 rad antes do início da fractura na base da soldadura. enquanto que no Japão é por arco submerso – fluxo gasoso. 86 Manual de ligações metálicas . Esses procedimentos passam pela utilização de materiais com maior tenacidade e melhor acabamento superficial da soldadura. do que o da configuração standard. a) Furo de acesso standard a) Standard Weld Access Hole b)b) furo de acesso Access Hole Modified Weld modificado Figura 8. mas obriga à re-soldagem da base da soldadura de forma a eliminar os defeitos que aí aparecem. Nos EUA e no Japão também foram realizados ensaios sobre a mesma problemática. cujo comportamento se considera melhor. O carregamento cíclico faz aumentar a probabilidade de fractura da solda para ligações incompletas (solda de ângulo com dimensões insuficientes) e para soldas que apresentem defeitos como penetração incompleta (solda de viés simples). A pormenorização consiste na utilização de soldadura de penetração completa na zona da alma e cordões suplementares como reforço da soldadura de ângulo utilizada na placa ao corte. para este tipo de situação. É de realçar que os defeitos referidos foram observados quer no caso de ligações viga-pilar. verificou-se que a fractura inicia-se na base dos furos de acesso para soldar. Nos EUA.4a) [Mao et al. Foi feito um estudo da influência da geometria e dimensões do furo de acesso no potencial início de fractura na vizinhança dos furos. 2001]. e que apenas se utilizem ligações por placa de alma aparafusada em pórticos ordinários. foi definida uma pormenorização que é recomendada para estruturas sujeitas a acções sísmicas. com soldas nos banzos da viga. Neste último aspecto destaca-se a remoção da barra de suporte. Além disso recomenda-se a utilização de um painel de alma do pilar mais forte. Em ensaios cíclicos de ligações em regime plástico. com dióxido de Carbono (CO2). A comparação entre ambas as técnicas sugere que a primeira é mais onerosa mas pode conduzir a uma maior tenacidade da solda. Com base nos resultados analisados. Observou-se que o pormenor de ligação à alma tem um papel de relevo no potencial de fractura do banzo da viga junto à interface entre o metal da solda e o metal de base. pequena sobreposição das resistências da solda e limitação das deformações de corte do painel. a técnica de soldadura utilizada é por arco submerso – fluxo metálico. devem ser executadas com todo o rigor de modo a minimizar os defeitos da solda.ACÇÃO SÍSMICA • A técnica de viés simples é adequada para trabalho em obra. Na Figura 8.. Os resultados das várias análises demonstram que determinados procedimentos podem permitir uma rotação não elástica de 0. exibida na Figura 8.

conforme Figura 8. 2000]. _____________________________________________________________________ Os HSFG podem ser utilizados como parafusos ordinárias em ligações de estruturas sujeitas a acções sísmicas. representada na Figura 8. de modo a que as superfícies das placas não tenham que ser preparadas para resistir ao escorregamento. r b) beff Ls beff a) Figura 8. Schneider e Amidi. No caso de ligações. Amidi. com carregamento não simétrico. A solução da Figura 8. em nó externo ou em nó interno.5: Utilização de Parafusos de Alta Resistência em Ligações de Estruturas Sujeitas a Acções Sísmicas É possível utilizar parafusos de alta resistência (HSFG) como parafusos ordinários em ligações de estruturas sujeitas a acções sísmicas. relativas ao critério de resistência mínima dos Manual de ligações metálicas 87 . É recomendado que sejam apertados a um nível que corresponda a 50% da sua carga de pré-esforço. Para determinadas cargas não simétricas do tipo dinâmico e sísmico. tem a vantagem de evitar as referidas tensões adicionais na zona de ligação alma-banzo.5b). A segunda solução. mas apenas para acções estáticas..ACÇÃO SÍSMICA Questão 8. e que consiste em soldar as placas de alma directamente aos banzos. demonstrou-se que a resistência da ligação se reduz entre 20% e 40% e a ductilidade aumenta entre 150% e 200%. esta solução reduz o comprimento útil do banzo e limita a utilização de uma ligação aparafusada de eixo forte [Dubina et al. o que introduz tensões adicionais à ligação. Questão 8. devido à influência do painel de alma do pilar. tendo chegado à conclusão que as normativas actuais.6: Importância do Comportamento do Painel de Alma do Pilar (Reforços) Qual é a influência do painel de alma do pilar numa ligação sujeita a cargas dinâmicas? _____________________________________________________________________ O comportamento do painel da alma do pilar é descrito na EN 1993-1-8. o painel de alma do pilar tem uma forte influência no comportamento da ligação.5a) requer que sejam soldadas placas de alma junto à zona de transição almabanzo. 1998]. realizaram um estudo numérico relativamente ao comportamento sísmico de estruturas metálicas com ligações com painéis de alma deformáveis [Schneider. A resistência da ligação pode ser aumentada mediante a utilização de placas de alma como reforço do painel de alma do pilar. No entanto. Estas soluções apresentam vantagens e desvantagens.5: Exemplos de placas de alma.5.

ACÇÃO SÍSMICA painéis. podem conduzir a ligações com elevadas distorções por corte que aumenta a probabilidade de fractura dos banzos dos elementos ligados. seja apenas um valor mínimo. 88 Manual de ligações metálicas . Estes resultados sugerem que o valor preconizado na normativa de NEHRP 1991 para a resistência do painel de alma (pelo menos 90% da soma das resistências das vigas que confluem na ligação).

. 2003].. 1995]. assim como à redução do módulo de elasticidade (E). No entanto.1 e no Quadro 9. as ligações consideradas rotuladas à temperatura ambiente conseguem absorver níveis de resistência e rigidez consideráveis quando sujeitas a temperaturas elevadas. o método das componentes também se poderá aplicar a temperaturas elevadas. referente à avaliação da resistência estrutural à acção do fogo [prEN 1993-12: 2002]. 2001]. Questão 9. O capítulo do Eurocódigo. [Kirby. Tradicionalmente. [Spyrou et al. em que o comportamento resultante da interacção entre elementos é fundamental. e ao desenvolvimento tensões devido à dilatação (fase de aquecimento) e à contracção dos elementos aquecidos (fase de arrefecimento). 1992]. tal como se indica na bibliografia [Simões da Silva et al. em incêndios reais [SCI recommendation. nomeadamente entre 300 e 700ºC [Sakumoto et al. Para além da verificação isolada de cada ligação. Estas conclusões são reproduzidas na EN 1993-1-2. actualmente.θ definido na Figura 9. inclui um Anexo com expressões de avaliação da resistência das soldaduras e parafusos sujeitos a temperaturas elevadas. 1997]. onde a capacidade última dos parafusos em estado limite de incêndio é obtida pela aplicação do factor de redução da resistência elástica kb. pela elevada concentração de massa existente na zona das ligações que retarda o seu aquecimento relativamente aos perfis ligados (vigas e colunas). assim como a previsão da variação da temperatura nas ligações.1 Introdução Durante um incêndio. e embora no passado [prEN 1993-1-2: 1995] se tenha desprezado a avaliação do seu comportamento em situação de incêndio..1: Resistência dos Parafusos a Temperaturas Elevadas Como se calcula a resistência dos parafusos a temperaturas elevadas? _____________________________________________________________________ Devido à diminuição das forças de aperto. as estruturas metálicas estão sujeitas a alteração das suas propriedades (mecânicas e térmicas).9 ACÇÃO DO FOGO 9.. [Simões da Silva et al. e tal como observado em ensaios em estruturas reais [Moore. . 2002]. em situação de incêndio. as ligações entre vigas e pilares são consideradas perfeitamente rígidas ou perfeitamente rotuladas e raramente se considera que estas últimas consigam resistir a momentos flectores. as ligações aparafusadas tendem a sofrer escorregamento quando sujeitas a temperaturas elevadas. 1997]. mostraram que a redução da resistência do aço tem uma influência significativa na redução da capacidade última dos parafusos. a EN 1993-1-2 permite a análise de sub-estruturas. Esta diminuição de força deve-se à relaxação dos parafusos e das placas metálicas..1. 1991] e em resultados experimentais de elementos isolados [El-Rimawi et al. considera-se que deverão ser verificadas tal como qualquer outro elemento estrutural. Para além disso. Ensaios experimentais em parafusos sujeitos a temperaturas elevadas. aumentando o tempo de vida útil da estrutura. No seguimento do dimensionamento de ligações metálicas à temperatura ambiente.

fi (9.2) e a resistência de cálculo de um parafuso traccionado.2 0.fi (9.fi (9.θ γm γ m.θ (tensão e corte) 20 100 150 200 300 400 500 600 700 800 900 1000 1. em situação de incêndio é dada por: Fb.000 0.220 0.5 0.033 0.7 0.θ θa.Rd = Fv .θ para a resistência elástica do aço.Rd = Fb.θ γm γ m.1: Factor de redução para a resistência de parafusos.t .1 0 0 200 400 600 800 1000 1200 kw.Rd ⋅ k b.6 0.000 A resistência de cálculo dos parafusos ao corte.9 0.θ para a resistência da soldadura e ky.3 0.903 0. ºC Figura 9.968 0.4 0. Temperatura θa Factor de redução para parafusos kb.θ γm γ m.067 0.t . kw.935 0.8 0.t .952 0.θ para a resistência de parafusos.Rd = Ft .3) 90 Manual de ligações metálicas .θ ky. em situação de incêndio é: Ften. Quadro 9.1) a resistência de cálculo dos parafusos ao esmagamento.550 0.Rd ⋅ k b.Rd ⋅ k b.ACÇÃO DO FOGO 1 0.775 0.1: Factor de redução kb.θ kb.100 0. em situação de incêndio é dada por: Fv .

Existem várias distribuições de temperatura propostas e/ou utilizadas em ensaios experimentais. Manual de ligações metálicas 91 . Para as ligações viga-pilar e viga-viga. 88θ0 h é inferior a D/2 h é superior a D/2 (9. Para temperaturas superiores a 700ºC.θ ⋅ γm γ m.ACÇÃO DO FOGO Questão 9. Tendo como objectivo principal a quantificação da distribuição da temperatura em ligações.2 apresenta esses resultados.3).Rd ⋅ k w. é considerada uma distribuição uniforme de temperatura na ligação. poderão ser utilizadas para qualquer geometria de ligação? _____________________________________________________________________ A conductilibidade térmica do aço é muito elevada. A resistência de cálculo da soldadura de topo por penetração completa. a presença da laje de betão provoca uma redução na temperatura do banzo superior da viga.fi (9. 1990]. devido à concentração de massa na ligação. os factores de redução apresentados para os cordões de soldadura de ângulo podem ser aplicados à soldadura de topo.3: Distribuição da Temperatura numa Ligação. A resistência de cálculo por unidade de comprimento de um cordão de soldadura. 3 ( h / D ) ⎤ ⎣ ⎦ • Altura da viga é superior a 400 mm (9.2: Resistência da Soldadura a Temperaturas Elevadas Como se avalia a resistência de uma ligação soldada. a variação de temperatura na ligação deverá ser avaliada separadamente dos elementos ligados.2). Aplicando as expressões referidas na EN 1993-1-2. e a resistência da soldadura a temperaturas elevadas. foram efectuados estudos experimentais em várias tipologias de ligações. No entanto. utilizando o factor de reducção apropriado para o aço. 88θ0 ⎡1 + 0. para temperaturas inferiores a 700ºC. Como simplificação. a temperatura nas componentes da ligação é determinada do seguinte modo: • Altura da viga é inferior a 400 mm θh = 0. indicadas na EN 1993-1-2. este valor de temperatura poderá ser calculado com base no maior valor dos racios A/V dos perfis metálicos adjacentes. enquanto que em vigas mais compactas.t.Rd = Fw . Observa-se que.6) (9. Para além disso. em que as vigas suportam uma laje de betão. 2 (1 − 2h / D ) ⎤ ⎣ ⎦ Sendo h a distância do banzo inferior da viga à componente em estudo (Figura 9. 88θ0 ⎡1 − 0. [Lawson. Descrições mais detalhadas encontram-se na bibliografia. a temperatura da ligação é calculada a partir da temperatura do banzo inferior da viga a meio vão. a temperatura na alma é ligeiramente inferior. a temperatura na ligação deverá ser calculada em função do valor de massividade (A/V) das componentes da ligação. ao Longo do Tempo As expressões simplificadas referentes à distribuição da temperatura. deverá ser considerado pelo menos igual à da peça ligada mais fraca. O Quadro 9. sujeita a temperaturas elevadas? _____________________________________________________________________ A resposta a esta questão poderá ser dividida em duas partes: a variação da temperatura na ligação (ver resposta à Questão 9. deve ser determinada a partir de: Fw.4) Questão 9. a temperatura na alma de vigas esbeltas é similar à temperatura do banzo inferior.7) θh = 0.5) θh = 0. De acordo com a EN 1993-1-2.

θ alma da coluna ≈ 450 ºC.・ 0. pilar: 152x152x23. de geometria similar às utilizadas em edifícios metálicos (ligações metálicas e mistas): As temperaturas médias obtidas foram: θ banzo inferior da viga = 650 ºC a 750 ºC θ fiada superior de parafusos = 150 ºC a 200 ºC inferior a θ banzo inferior da viga θ fiada inferior de parafusos = 100 ºC a 150 ºC inferior a θ fiada superior de parafusos Ligação com placa de extremidade estendida.banzo inferior da viga.88 0. Autor Distribuição de temperatura Lawson (1990) Ensaio em oito ligações viga-pilar.8)): No interior do forno.・・ Banzo superior da viga ・・Fiada superior de parafusos Fiada inferior de parafusos 0.70 h D 0.677 ×θ fb . A sua temperatura foi 8%-26% superior à temperatura do banzo inferior da viga.966 ×θ fb . Quadro 9. de modo a atingir 900ºC em 90 min. junto à ligação . 0.88 0.parafusos superiores (expostos) . de modo a atingir 900ºC em 90 min. 0. ao longo do tempo. θ fiada superior de parafusos ≈ 520 ºC.banzo superior da viga.000 ×θ fb . As temperaturas médias obtidas foram: Leston-Jones et al (1997) Banzo inferior da viga Alma da viga Fiada média de parafusos Banzo da coluna 1.2: Distribuição da temperatura numa ligação.928 ×θ fb . 3 parafusos M16 (8. ・・ Placa de extremidade θ fb ・・: Temperatura do banzo inferior da viga Al-Jabri et al (1998) e Al-Jabri et al (1997) Ensaios em ligações viga-pilar metálicas e mistas: No interior do forno. A presença da laje de betão sobre a ligação provocou uma redução de 20%-30% da temperatura do banzo superior da viga.88 Figura 9.62 D > 400 mm 0.banzo superior da viga . 0. (1997) 92 Manual de ligações metálicas .・・ 0.7 θ banzo inferior da viga = θ alma da viga El-Rimawi et al.ACÇÃO DO FOGO Viga mista D < 400 mm 0. considerando a fiada superior de parafusos embebida no betão: 1 6 3 4 2 7 5 .036 ×θ fb .2: Gradiente térmico na viga mista. θ placa de extremidade ≈ 550 ºC.parafusos superiores embebidos em betão SCI recommendation (1990) Temperatura (ºC) Compartimento de incêndio Temperatura no banzo inferior da viga (ºC) Modelação numérica de ligações de nó interno mistas com placa de extremidade estendida: Variação Liu (1996) da temperatura na ligação: Para t =45 min: θ fiada inferior de parafusos ≈ 650 ºC. foi aplicada uma variação linear de temperatura. junto à ligação . Os resultados obtidos indicam que a componente da ligação com temperaturas mais elevadas foi a alma do pilar. foi aplicada uma variação linear de temperatura.parafusos inferiores .・ 1. θ parafusos embebidos ≈ 350 ºC Ensaios em ligações de nó interno com placa de extremidade rasa (viga: 254x102x22.982 ×θ fb . Adoptou: θ banzo superior da viga = 0.987 ×θ fb .75 0.985 ×θ fb .banzo inferior da viga .

a curva de incêndio externo ou se se tratar de um incêndio natural. 1997] e [El-Rimawi et al.10). • Temperatura: Cálculo da temperatura crítica. para além de expressões de cálculo da resistência dos parafusos ao corte... RESISTÊNCIA Tendo como base a Figura 9. Os valores propostos na EN 1993-1-2. o valor das constantes Ke. estudos recentes contrariam as recomendações dadas pela EN 1993-1-2: Franssen mostrou que a variação da temperatura nas componentes é superior ao valor calculado com base na massividade local. a deformação da componente ∆i. No entanto.yθ = k y .20ºC Introduzindo nas equações (9. A temperaturas elevadas. também é aplicável esta metodologia? _____________________________________________________________________ O método das componentes. [Liu. pode ser adaptado e aplicado ao cálculo do comportamento de ligações metálicas a temperaturas elevadas. 1996].θ = k E. As equações (9. em alternativa. tendo em consideração a curva não-linear força-deformação de cada uma das componentes. se o incêndio seguir outras curvas..20ºC (9. y Fi. A aplicação deste procedimento permite que o comportamento de ligações em situação de incêndio. estes valores foram obtidos com base na curva de incêndio padrão ISO 834. recorrendo a estudos numéricos e/ou experimentais.ACÇÃO DO FOGO [SCI recommendation. [Al-Jabri et al. como a curva dos hidrocarbonetos. 1990].8) (9.3. é possível avaliar o comportamento da ligação para uma evolução de temperatura pré-definida. esta variação é implementada ao nível das componentes. e a resistência de cada componente depende da tensão de cedência do aço (fy). 2001]. é dada pelas seguintes expressões: Manual de ligações metálicas 93 . [Al-Jabri et al.θ ⋅ K e i. seja obtido em dois “domínios” diferentes: • Resistência: Resistência de cálculo à temperatura de dimensionamento.9) (9. 1997]. Dependendo do objectivo da análise. [Leston-Jones et al. tal como apresentado no Capítulo 6 para ligações à temperatura ambiente [Simões da Silva et al.8) a (9. provavelmente pelas dimensões das componentes serem de ordem muito inferior às dimensões dos perfis ligados e a influência destes perfis ser sentida nas componentes da ligação [Franssen.θ = k E.θ ⋅ Fi. estão de acordo com os resultados experimentais aqui referidos. Questão 9.8) a (9. o comportamento não linear da ligação. 1997]. é necessário efectuar uma análise específica. 1998]. é directamente proporcional ao seu módulo de elasticidade (E).. Além do mais.10) K e i.4: Comportamento de Ligações Metálicas a Temperaturas Elevadas – Aplicação do Método das Componentes À temperatura ambiente. Kpl e Fy relativas ao comportamento das componentes à temperatura ambiente.20ºC K pl i. é necessário conhecer a variação das propriedades mecânicas do aço com o aumento de temperatura. ao esmagamento e tracção.. pode ser avaliada a resistência e a rigidez inicial ou. No contexto do método das componentes.θ ⋅ K pl i. a EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] apresenta uma metodologia que permite calcular o comportamento global da ligação.10) apresentam a variação da resposta força-deformação da componente i à temperatura θ.θ para um dado nível de força F. e da resistência de cálculo de um cordão de soldadura por unidade de comprimento. De modo a avaliar a resposta não-linear de ligações metálicas em situação de incêndio. 2002]. A rigidez elástica.

20ºCΔ i.20ºC − Fi. TEMPERATURA Para uma ligação com distribuição uniforme de temperatura.11) a (9.20ºC − Δi.θ = y k y .θ y Mi.θ (F ' ) = Δi. a temperatura crítica representa a temperatura da ligação no instante em que se verifica a condição.yθ K e i.20ºC = k y .θ = Fi.θ Análise iso térm ica à tem peratura θ Δ yi.15) e a rotação da ligação na cedência da componente i obtêm-se a partir de: φ = y i.2 0ºC yi.θ Δ” i.θ F yi.Sd = Mj.θ (F '' ) = Δi.ACÇÃO DO FOGO F ' < Fi.yθ F '' ≥ Fi.20ºC 1 ∑k i i.20 ºC (9.θ ⋅ Si.yθ ) f y k E.16) As equações (9.20ºC Δ’ i.17) 94 Manual de ligações metálicas .θ k E.12) Δ y i.yθ F = Fi. Mj.θ Δ” i.θ Figura 9.θ = Eθ ⋅ z2 = k E.θ y φi.20ºC (9.θ ⋅ K i. a partir da correspondente distribuição de forças nas componentes: Mθ = Fr .θ Fi.θ '' y Δi.20ºC k E.20ºC F fi.θ ⋅ S1.θ = k y . identificando-se a cedência de cada uma das componentes.16) permitem definir a curva momento-rotação à temperatura constante θ.θf (9.20ºC (F ' ) e e K i.θ Δ Δ’ i.20ºC Análise à tem peratura am biente F yi.θ = Δi.2 0ºC f Δ fi.yθ ' Δi.20ºC (9. A rigidez inicial da ligação à temperatura θ é dada por: S1.2) (9.θ + f y 1 Δi.θ Δy i .14) Expressões similares poderão ser obtidas para o cálculo da rigidez e rotação da ligação.11) (9.θ z = k y .θ (9. Δi O momento flector é calculado no âmbito do modelo das componentes.θ S y i.max.θ = F' F' 1 = = Δi.20ºC k E.20ºC (F ''− Fi.θ k E.13) F fi.θ ⋅ M20ºC (r =1.3: Resposta isotérmica força-deformação de uma componente da ligação.θ k E.θ ⋅ Mi.

No caso de ligações.19ln ⎢ ⎤ 1 . 967 μ0 ⎣ ⎦ ⎡ (9. η0.ACÇÃO DO FOGO De acordo com EN 1993-1-2.1⎥ + 482 3. o grau de utilização apresenta-se do seguinte modo: μ0 = Mj.19) Manual de ligações metálicas 95 . para t = 0.18) A aplicação da Equação (9.20ºC (9. a temperatura crítica depende do grau de utilização do elemento para t = 0.Sd Mj.18) conduz ao cálculo directo da temperatura crítica da ligação [prEN 1993-1-2: 2002]: θ cr = 39.833 0. que é definido como o quociente entre o valor de cálculo do efeito das acções em situação de incêndio e o valor de cálculo da capacidade resistente em situação de incêndio.max .

já que este tipo de acções não são consideradas passíveis de envolver fenómenos de fadiga. apenas do lado exterior. As ligações podem ser aparafusadas ou soldadas. As regras de aplicação são válidas para perfis laminados de acordo com a EN 10210 e para perfis enformados a frio de acordo com a EN 10219. As tipologias de ligações abrangidas pela EN 1993-1-8 (Figura 10. em estruturas compostas por perfis circulares. Este tipo de tecnologia permite a materialização da ligação ao pilar apesar da limitação do acesso. Um caso particular é o de pórticos com ligações viga-pilar em que os pilares sejam do tipo CHS ou RHS cheios de betão (CFHS).2 deste Documento Normativo. A resistência estática das ligações é expressa em função do esforço axial resistente máximo. deverão ser baseadas nos seguintes modos de rotura. desde que as dimensões desses perfis satisfaçam os requisitos necessários.10 LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES 10. ser usadas em edifícios solicitados por acções sísmicas. já que o seu comportamento é diferenciado. o método mais usado em ligações de perfis CHS é a soldadura.2 Ligações Soldadas Embora seja frequente a utilização de ligações aparafusadas. podendo no entanto. De acordo com a EN 1993-1-8.5 mm e 25 mm. A espessura nominal dos perfis ocos deverá estar compreendida entre 2. as resistências de cálculo de ligações entre perfis ocos e entre perfis ocos e secções abertas. São ainda tratadas as ligações planas em estruturas compostas por combinações de perfis ocos e abertos do tipo I ou H.1) e as regras de aplicação fornecidas no parágrafo 7. Está ainda disponível a tecnologia tipo “blind bolting”. 10.1. especialmente em treliças. conforme a sua aplicabilidade: . quadrados ou rectangulares ocos.1 Introdução A tecnologia de ligação desempenha um papel preponderante no comportamento de estruturas com perfis tubulares. a não ser que sejam tomadas medidas especiais para garantir propriedades adequadas ao longo da espessura. O capítulo 7 do Documento Normativo EN 1993-1-8 [prEN 1993-1-8: 2003] contém regras de aplicação detalhadas para o cálculo da resistência sob acções estáticas de ligações com geometria num só plano ou em vários planos. só poderão ser usadas desde que satisfeitas todas as condições aí enumeradas. Importa fazer a distinção entre perfis do tipo CHS (perfis circulares ocos – Circular Hollow Sections) e do tipo RHS (perfis rectangulares ocos – Rectangular Hollow Sections). aplicável a ligações de vigas em perfis abertos ou fechados ocos e pilares do tipo RHS ou CHS. Esta secção sumaria os aspectos principais do comportamento e do dimensionamento de ligações com perfis ocos solicitadas predominantemente por esforços estáticos. e/ou momento flector resistente máximo para os elementos da estrutura.

Outra vantagem das ligações aparafusadas. Porém nestes casos. Nestas condições. os perfis ocos podem ser ligados indirectamente usando chapas de banzos. a ligação aparafusada entre dois perfis ocos ou entre um perfil oco e um perfil aberto ou uma chapa pode ser difícil. é necessário que sejam tomadas medidas especiais. coroação ou dispositivos soldados e de seguida procede-se ao aparafusamento.3 Ligações Aparafusadas Uma vez que os perfis ocos permitem o acesso apenas pelo exterior.1: Tipologias de ligações em vigas treliçadas. é a fácil montagem e desmontagem 98 Manual de ligações metálicas . • Rotura por corte do perfil principal. Outra alternativa é a utilização de processos que materializem a ligação através do exterior – “Blind bolting”. como a abertura de orifícios no elemento oco para acesso e aparafusamento a partir do interior. esmagamento local ou encurvadura da face lateral ou alma do perfil principal sob a acção de compressão do membro interior. na maior parte das situações. Apesar desta limitação. as ligações aparafusadas continuam a ser de utilização vantajosa e económica. • Rotura por punçoamento da face do perfil principal. 10. • Rotura por encurvadura local de um elemento transversal. Figura 10.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES • Plastificação da face do perfil principal ou plastificação da secção transversal do perfil principal. • Plastificação da face lateral do perfil principal.

1: Modelos de Previsão do Comportamento para Ligações com Perfis Circulares Ocos (CHS) Que modelos analíticos são usados no cálculo da resistência das ligações com CHS? _____________________________________________________________________ Actualmente são usados três modelos que permitem caracterizar o comportamento das ligações CHS: • Modelo de tubo de rotura da face do perfil principal. O dimensionamento de ligações de perfis ocos deverá ser efectuado de acordo com o capítulo 7 da EN 1993-1-8: ligações de perfis ocos e capítulo 5 do Guia de Dimensionamento do CIDECT para ligações de perfis ocos em aplicações mecânicas: considerações de dimensionamento para ligações [CIDECT. pernos roscados.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES em obra. Wardenier et al. 1995].4 Considerações de Dimensionamento Uma estrutura realizada com secções ocas e solicitada predominantemente por acções estáticas. Yeomans [Yeomans. deverá ser usada uma análise plástica de segunda ordem. 1995] e “Guide on the use of bolts: single sided blind bolting systems” de N. soldados aos perfis ocos. Manual de ligações metálicas 99 . bases de colunas. preferível às soldaduras no local pelos defeitos que poderão advir destas e por serem mais onerosas que o aparafusamento no local. e onde serão então materializadas as ligações aparafusadas. aparafusamento atravessando o perfil oco. com cantoneiras de topo. classificadas como ligações aparafusadas normais de acordo com o capítulo 3 da EN 1993-1-8. os momentos secundários resultantes de deformações impostas ou da rigidez da ligação. • Modelo de rotura por punçoamento. 10. capítulo 6: pormenorização de ligações [CIDECT. • Modelo de rotura por corte no perfil principal. com empalme. ou seja os elementos ou ligações críticas deverão proporcionar capacidade de rotação suficiente. Neste caso. F. 1995]. aparafusadas com extremidades achatadas. poderão ser desprezados no dimensionamento. As ligações aparafusadas entre dois perfis ocos são sempre realizadas usando dispositivos intermédios de ligação. aparafusamento de várias componentes e parafusos colocados através de orifícios de acesso [CIDECT. com extremidades em forquilha. 2002]. Questão 10. A pormenorização para ligações soldadas e para ligações aparafusadas é indicada no Guia de dimensionamento do CIDECT para ligações de perfis ocos em aplicações mecânicas. Nos casos em que os elementos ou ligações críticas não tenham capacidade de rotação suficiente. como é o caso de secções de paredes finas. Os principais tipos de ligações aparafusadas em estruturas de perfis ocos são: ligações aparafusadas tipo “joelho”. [CIDECT. deverá ser dimensionada de modo a apresentar um comportamento dúctil. 1995]. Este parágrafo é apresentado de acordo com as publicações “Design guide for structural hollow sections in mechanical applications” de J. apoio rotulado.

O esforço axial na diagonal é dado pela expressão: N2 = fyo 3 ⋅ π ⋅ d2 ⋅ t o 1 + θ2 2 sin2 θ2 (10. Este modelo dá bons resultados para ligações do tipo T.2: Modelo de tubo para uma ligação tipo X em CHS. Modelo de rotura por punçoamento Este modelo é apresentado na Figura 10.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Modelo de tubo de rotura da face do perfil principal A ligação é modelada por um tubo de comprimento efectivo Be com geometria e propriedades mecânicas idênticas às do perfil principal em perfil CHS.2) Figura 10. o esforço correspondente à plastificação do tubo é dado por: N1y = C0 t2 ⋅ fyo ⋅ o 1 − C1 ⋅ β sin θ1 (10. 100 Manual de ligações metálicas . a relação entre os diâmetros dos tubos. No entanto.2. Y e X.3: Modelo para rotura por punçoamento do perfil principal numa ligação com perfis CHS. para ligações mais complexas como do tipo K e N.3 para um ligação do tipo Y traccionada. Figura 10. como indicado na Figura 10. Desprezando as forças axiais e de corte. e considerando o comprimento efectivo Be calculado experimentalmente. deverão ser adicionados outros parâmetros tais como o esforço axial actuante e a distância entre diagonais.1) Sendo β = d1/d0.

LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES De um modo geral. g Figura 10. a secção transversal do perfil principal pode ruir na secção desse afastamento (secção A) pela combinação entre esforço axial. 0 ⎟ ⎟ ⎠ 2 ⎛ No ⋅ g ⎜ ⎜ π (d − t ) t ⋅ f o o o yo ⎝ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ 2 (10. sendo β = d2/d0. Manual de ligações metálicas 101 .4: Modelo para rotura por corte no perfil principal numa ligação com perfis CHS. para ligações K e N com afastamento entre diagonais (g). o dimensionamento plástico conduz às seguintes equações: Ni sin θi ≤ 2 fyo 3 (d 2 o − to ) to (10. pois se o valor de β aumentar. que aumenta consideravelmente a sua resistência ao esforço transverso. As regras aplicadas ao cálculo da resistência ao punçoamento. a carga será transmitida ao perfil principal através de tensões circulares.4) No ⋅ g ≤ π ( do − t o ) t o ⋅ fyo Mo ⋅ g ≤ ( do − t o ) t o ⋅ fyo (10. Modelo de rotura por corte no perfil principal Tal como indicado na Figura 10. Se o perfil principal é uma secção compacta. corte e momento flector.3) (10. este critério aplica-se apenas para valores reduzidos de β. são frequentemente usadas em recomendações de dimensionamento de estruturas do tipo “offshore”.5) Geralmente o momento flector é reduzido e deve-se considerar apenas a interacção entre o esforço axial e o esforço transverso: ⎛ ⎜ Ni ⋅ sin θi +⎜ ⎜ 2fyo ( do − t o ) t o ⎜ ⎝ 3 ⎞ ⎟ ⎟ ≤ 1.6) Se o afastamento é reduzido. as diagonais funcionam como um reforço do perfil principal.4.

Y ou X (rotura da face do perfil principal). ilustrado na Figura 10. Modelo de rotura por punçoamento Este modelo é representado na Figura 10.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Questão 10. e igualar essa grandeza ao trabalho interno nas rótulas plásticas (comprimento li e ângulo de rotação ψi) [APK. Tomar em consideração todos os parâmetros torna-se impraticável.5 para um ligação do tipo Y. Estes modelos simplificados e a sua combinação com resultados experimentais permitiram estabelecer expressões de dimensionamento. A resistência ao corte de ligações do tipo T. Y e X.8) 102 Manual de ligações metálicas .2: Modelos de Previsão do Comportamento para Ligações com Perfis Rectangulares Ocos (RHS) Quais os modelos analíticos usados no cálculo da resistência de ligações com perfis RHS? _____________________________________________________________________ Na caracterização deste tipo de ligações e no estudo da influência dos principais parâmetros são usados modelos analíticos. 1996]: N1 = fyo ⋅ t o ⎛ 2h1 +4 1−β ⎜ 1 − β ⎝ bo ⋅ sin θ1 ⎞ 1 ⎟ ⎠ sin θ1 (10. Modelo de linhas de rotura plásticas O princípio geral deste modelo. consiste em estabelecer o trabalho da força N1 segundo o deslocamento δ.5: Modelo de linhas de rotura para ligações do tipo T. é dada pela expressão: N1 = fyo ⎛ 2h1 ⎞ 1 to ⎜ + 2bep ⎟ 3 ⎝ sin θ1 ⎠ sin θ1 (10. por isso são utilizados modelos simplificados de acordo com o modo de rotura a estudar.7) Ligação Y Modelo Figura 10.6 para uma ligação do tipo Y traccionada.

Modelo da largura efectiva da diagonal da viga treliçada A resistência é calculada em função das dimensões da diagonal.9) Modelo de rotura por corte do perfil principal A Figura 10.10) sendo Av = (2 h0+α b0) t0.7: Modelo para a resistência ao corte do perfil principal na secção de afastamento (g) de uma ligação K ou N.Rd = A v ⋅ fyo 3 γ M0 (10. Figura 10.7 apresenta o modelo para a resistência ao corte do perfil principal na secção de afastamento (g) de uma ligação K ou N. Para ligações do tipo T.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES (a) secção longitudinal (b) secção transversal (c) plano Figura 10. Y e X. Y ou X (rotura da face do perfil principal). a resistência é dada por: N1 = fy1 ⋅ t1 ⋅ ( 2h1 − 4t1 + 2beff ) (10.6: Modelo de linhas de rotura para ligações do tipo T. Manual de ligações metálicas 103 . A resistência ao corte pode ser determinada analiticamente com base na resistência plástica da secção: Vpl.

Para ter em conta estes efeitos.Rd ⎠ 2 (10.Sd ≤ ( A o − A v ) fyo + A v ⋅ fyo ⎛ V ⎞ 1 − ⎜ Sd ⎟ ⎜V ⎟ ⎝ pl. são aplicados os conceitos de fissuração transversal e largura efectiva. 104 Manual de ligações metálicas . o modelo indicado na Figura 10. é obtida a seguinte fórmula de interacção: No.11) Modelo de plastificação ou encurvadura local das faces laterais do perfil principal As ligações T. Este fenómeno deve-se às características da alma do perfil I ou H e à diferença de rigidez entre as extremidades e a parte central do banzo. este fenómeno torna-se mais relevante. 1996]. a distribuição das tensões e deformações na extremidade do perfil de secção oca não é uniforme. Y e X com parâmetro β elevado podem ter a sua rotura associada à plastificação ou à encurvadura local das faces laterais do perfil principal. ou por instabilidade localizada no bordo do elemento traccionado. capaz de transmitir o esforço de colapso iminente.9. Este último é representativo para o perímetro da secção oca. Com o aumento do carregamento. Para ligações entre RHS de igual largura. ver Figura 10.10 [APK.8 conduz a: ⎛ h ⎞ 1 N1 = 2fyo ⋅ t o ⎜ 1 + 5t o ⎟ ⎝ sin θ1 ⎠ sin θ1 (10.3: Modelos Analíticos para Ligações entre Perfis Ocos e Secções Abertas Que modelos analíticos são usados para ligações entre perfis CHS ou RHS e perfis principais de secções em I ou H? _____________________________________________________________________ São usados modelos analíticos simplificados para descrever o comportamento destas ligações e o efeito dos principais parâmetros. podendo conduzir à rotura prematura da ligação pelo colapso na secção entre o elemento traccionado e o banzo do perfil principal.8: Modelo de plastificação ou encurvadura local das paredes laterais do perfil principal. Utilizando o critério de cedência de Von Mises. ver Figura 10.12) Figura 10. Questão 10.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES O resto da secção transversal suporta o esforço axial. Modelo da largura efectiva do perfil principal Para ligações de perfis ocos soldados a perfis de secção I ou H.

K ou N (com afastamento).Rd = 2fyi ⋅ t i ⋅ beff (10. Figura 10.Figura 10.11. e pode ser determinado por: beff = t w + 2r + 7 fyo fyi ⋅ tf (10. Manual de ligações metálicas 105 .LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Figura 10. A resistência última de um elemento em ligações do tipo T. Y.9: Distribuição de tensões e deformações na extremidade de um perfil RHS. Figura 10.10: Perímetro efectivo.14) Modelo de rotura por corte no perfil principal A rotura por corte no perfil principal é o modo de rotura mais provável numa ligação do tipo K ou N com afastamento .11: Corte do perfil principal numa ligação do tipo K com afastamento.13) onde beff é igual a metade do perímetro efectivo do membro em perfil oco. pode ser quantificada da seguinte forma: Ni. X.

Rd = fyo ⋅ t w ⋅ b w sin θi (10. O esforço normal no perfil principal. é directamente transposta da verificação da compressão local de ligações viga-pilar entre secções I ou H. Estes ábacos baseiam-se nas recomendações da EN 1993-1-8.12. 106 Manual de ligações metálicas .0 e t1 = 90. esta eficácia é dada pela seguinte expressão [APK. ver Figura 10.15) Modelo de plastificação local da alma do perfil principal A plastificação localizada no perfil principal por tracção ou compressão. é: Ni. dado para cada diagonal.4: Ábacos de Dimensionamento Qual o objectivo dos ábacos de dimensionamento de ligações numa época em que está vulgarizado o uso de meios informáticos na análise estrutural? _____________________________________________________________________ Para um dimensionamento rápido de uma ligação com perfis de secção oca é útil dispor de ábacos de dimensionamento como o representado nas Figura 10. com elementos interiores e perfil principal de espessura e classe de aço idênticas.12: Plastificação local da alma do perfil principal.13 e 10. 1996]: N1.17) O parâmetro de eficácia Ce (CT para ligações em T ou Y.Rd A1 ⋅ fy1 = Ce fyo ⋅ t o kp fy1 ⋅ t1 sin θ1 (10. Para ligações com secção do tipo CHS.Rd = A v ⋅ fyo 3 γ M0 (10.16) Figura 10. e o valor da resistência é obtido a partir de um coeficiente de eficácia Ce.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES A resistência ao corte do perfil principal pode ser quantificada através da seguinte expressão: Vpl.14. Questão 10. CX para ligações em X e CK para ligações em K ou em N) avalia a eficácia de um ligação com kp = 1.

A referência bibliográfica [CIDECT.0 0.1 0.7 0.4 1.0 0.Rd = C Kg f yi t i sin θ i Ai f yi b 1+ b 2 2 bi b0 t0 Figura 10.6 1. Para ligações sem afastamento.9 0. Rd = CT A1 f y 1 f y1 t 1 sin θ 1 d0 t0 10 15 20 30 40 50 1.8 0. 1995] fornece ábacos de dimensionamento para todos os tipos de ligações RHS com afastamento ou com sobreposição.1 0.0 0.6 0. Para ligações com secção do tipo RHS.0 0.Rd A i ⋅ fyi = Ce fyo ⋅ t o k n fyi ⋅ t i sin θi (10.6 0.14: Ábaco de eficácia da diagonal de uma viga treliçada para ligações soldadas em K ou N com afastamento.3 0.5 0.3 0.8 0. a Figura 10.13: Ábaco de dimensionamento para ligações do tipo T e Y com secções do tipo CHS.0 β Figura 10. 1996]: N1.14 apresenta o coeficiente de eficácia para uma ligação do tipo K com afastamento em secções do tipo RHS.6 0.9 0.8 0.4 0.2 0.6 f y0 t 0 k n N 1 .3 0.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES C T 1.0 0.8 0.7 0.18) Por exemplo.4 0. C Kg 1.7 0.2 1.5 0.2 0. a eficácia total é dada pelo ábaco da Figura 10.5 0.0 10 15 20 25 30 35 1.2 0.9 f yo t o k p N 1. Manual de ligações metálicas 107 .15.4 0.1 0. a eficácia é dada pela seguinte expressão [APK.

8 0. Figura 10.0 1.75 1.0 Ai f yi 0.17 apresenta-se uma ligação típica viga-pilar com placa de extremidade. Na Figura 10.5 0. ex.2 0. concluiram que o sistema pode ser usado em aplicações estruturais.8 completamente roscados Figura 10.16: Representação esquemática do processo “Flowdrill”.RHS parafusos standard 8.16.9 0.0 10 15 20 25 30 35 2. Questão 10. com recurso a uma broca com quatro lóbulos de tungsténio e carbono [Yeomans.3 0. realizada com recurso a este sistema. 2002].4 0.17: Ligação viga-pilar executado através do sistema “Flowdrill”. Estes ensaios mostraram que: 108 Manual de ligações metálicas .5 1. Os resultados de uma série de ensaios com orifícios isolados executados através deste sistema [Yeomans. 2002]. O processo “Flowdrill” é esquematizado na Figura 10.7 0.0 f yj t j f yi t i bj tj Figura 10.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES N i 1.25 1.5: Sistemas de “Blind Bolting” .1 0. placa de extremidade elemento ligado.6 0.Aparafusamento com Acesso Apenas por um dos Lados Que sistemas do tipo “Blind Bolting” se encontram disponíveis no Mercado Europeu? _____________________________________________________________________ Sistema “Flowdrill” Este sistema actua por fricção e consiste na extrusão de orifícios que actua por fricção.15: Ábaco de eficácia para ligações de RHS soldados em K ou N sem afastamento entre as diagonais.

Dimensão e classe do parafuso Espessura mínima do material.1: Espessuras mínimas do material para desenvolver a resistência total à tracção em parafusos da classe 8.RHS “Hollo-bolt” instalado Figura 10. M20 e M24.8. • A capacidade resistente ao corte e pressão diametral do parafuso e orifício é calculada de forma usual. Para roscas abertas pelos processos tradicionais.0 9. ver Figura 10.5 mm.19a).19b).6 Dispositivo “Lindapter Hollo-Bolt” O Hollo-Bolt é um dispositivo pré-montado constituído por 3 partes: corpo principal. mm M16 classe 8. • Os orifícios roscados poderão acomodar parafusos dos diâmetros M16.19: Parafuso Huck Ultra-Twist: a) vista do sistema. É instalado recorrendo a uma chave eléctrica específica.18a). indicada em EN 1993-1-8. 2002]. placa de extremidade elemento ligado.8 6. b) procedimento de instalação. porca anilha resistente ao esmagamento anilha resistente ao corte manga manga núcleo da cavilha Figura 10. como apresentado na Figura 10.18: a) Dispositivo Hollo-Bolt (como fornecido). em orifícios de diâmetro 2 mm superior ao diâmetro exterior dos parafusos.0 e 12. b) Ligação viga-pilar executado através de Hollo-Bolt. Existe também um outro sistema semelhante constituído por 5 peças [Yeomans. Manual de ligações metálicas 109 .LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES • Os orifícios executados através de “flowdrill” podem ser usados em secções com espessuras compreendidas entre 5.1. o que corresponde às tolerâncias usuais de montagem. • Desde que a espessura mínima do material obedeça ao especificado no Quadro 10.4 8. 2002]. Quadro 10. um cone roscado com rasgos e um parafuso standard de classe 8. Figura 10.8.8 M20 classe 8.8. ex.1 e que a tensão de cedência nominal esteja compreendida entre 275 e 355 MPa. a resistência ao arrancamento é inferior ao indicado no Quadro 10. poderá ser considerada a resistência total à tracção de parafusos de classe 8. Parafuso tipo “Huck Ultra-Twist” O parafuso Huck Ultra-Twist é um dispositivo pré-montado [Yeomans.8 M24 classe 8.

A Figura 10. placa de extremidade parafusos ordinários elemento ligado. Outro método [Kato. Porcas soldadas Para além dos métodos apresentados. O Guia de dimensionamento do CIDECT [CIDECT. com tensões de cedência de 640 MPa ou superiores. é necessário proceder à encomenda de quantidades elevadas. Para aços da classe S420 e S460 a resistência estática avaliada de acordo com esta secção.1 (4) da EN 1993-1-8 especifica que a tensão de cedência nominal de secções ocas laminadas e a tensão de cedência nominal do material de base de secções enformadas a frio. De seguida serão apresentados dois destes métodos. 1995] estipula que é possível produzir secções estruturais ocas com aços especiais.1. que são soldados à face do perfil oco. 110 Manual de ligações metálicas . note-se que neste caso não existe cavidade para acomodar a anilha. existem muitos outros que permitem executar ligações apenas de um dos lados. não deverá exceder 460 MPa. 1988].RHS porcas Figura 10.20: Ligação efectuada através de pernos roscados soldados. as especificações para o material são determinadas com base no produto final e não no material de base. Questão 10.20 apresenta uma ligação típica efectuada através deste sistema.6: Aço de Alta Resistência em Ligações de Secções Tubulares Haverá alguma razão para que as regras indicadas na EN 1993-1-8 não possam ser aplicadas a aços de alta resistência? _____________________________________________________________________ A cláusula 7. mas neste caso. deverá ser reduzida através do factor 0. aços com composições químicas melhoradas ou especiais ou ainda aços patinados. como é o caso dos aços de alta resistência.LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Soldadura de pernos roscados Na materialização da ligação poderão ser usados pernos roscados.90. O primeiro consiste na abertura de um orifício e posterior abertura de uma rosca. mas geralmente necessita de uma espessura da parede mínima de 16 mm para resistir a esforços de arrancamento. De acordo com a EN 10210 e a EN 10219.21: Porcas soldadas à face do perfil tubular. ex. ver Figura 10. consiste na abertura de orifícios com dimensão suficiente para acomodar uma porca de tamanho adequado que é soldada à face do perfil de tal forma que não apresente saliências do lado exterior da secção.21. ex.RHS placa de extremidade Figura 10. pernos roscados soldados elemento ligado.

para estruturas offshore solicitadas por acções que provoquem fadiga. poderão ser aplicadas a qualquer tipo de estrutura. Manual de ligações metálicas 111 . estes limites de aplicação geralmente não são respeitados. No caso de estruturas offshore. desde que sejam reunidas as condições gerais. é necessário considerar as disposições especiais dadas na EN 1993-1-9 [prEN 1993-1-9: 2002].LIGAÇÕES DE SECÇÕES TUBULARES Questão 10.7: Dimensionamento de Estruturas Offshore Poderão as recomendações da EN 1993-1-8 ser aplicadas às secções de grandes dimensões utilizadas em estruturas offshore? _____________________________________________________________________ O campo de aplicação de secções ocas é extenso e os domínios específicos de aplicação são enumerados no Guia de Dimensionamento do CIDECT. onde se incluem as estruturas offshore. Adicionalmente. e terão que ser usadas recomendações especiais. As regras de aplicação indicadas no capítulo 7 da EN 1993-1-8.

O diâmetro do parafuso varia normalmente entre M5-M16 e as classes mais utilizadas são 8. • corte do parafuso. ex.11 LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO 11. Figura 11. diferentes das regras previstas para elementos metálicos laminados. • colas.2. • interligação de dois ou mais painéis metálicos.8 ou 10. 2000]: • ligadores mecânicos.2 Ligadores Para construções com elementos de secções de paredes finas. .: uma madre. de acordo com Toma [Toma et al. podem ocorrer quatro tipos básicos de modos de rotura nas ligações aparafusadas de enformados a frio: • corte longitudinal da chapa ao longo de duas linhas paralelas. De acordo com resultados obtidos experimentalmente. Figura 11.9. ex. Em comparação com ligações mais espessas (t> 3 mm) o comportamento de ligações em elementos de paredes finas é caracterizado pela pequena rigidez das placas.1 Ligadores Mecânicos O Quadro 1 apresenta as possíveis aplicações para os diferentes tipos de ligadores mecânicos. São ainda fornecidos alguns pormenores para cada um dos ligadores mecânicos. podem-se utilizar os seguintes tipos de ligadores [Toma et al.1b.: costuras longitudinais de chapas. 11. Figura 11. • assemblagem de secções lineares enformadas a frio. Neste caso. que são. 1993]. 1993]. Exemplos de tais efeitos podem ser: a inclinação do ligador no esmagamento do orifício. podem surgir efeitos adicionais no Estados Limites Últimos e de Serviço e o nível de segurança pode depender do controle de qualidade.1c. nalguns casos. Esta é a razão pela qual foram desenvolvidas regras específicas para ligações em elementos enformados a frio. A utilização de elementos de secções de paredes finas requer o uso de parafusos roscados até à cabeça.1d. • soldadura. 11. rotação do ligador em roturas por escorregamento ou a grande distorção da placa quando o ligador está à tracção e a chapa é solicitada directamente em cima da cabeça do ligador..1a.1 Introdução As ligações de elementos estruturais com secções de paredes finas são normalmente usadas para: • fixação de painéis metálicos a uma estrutura de suporte. Encontra-se disponível uma variedade de métodos de montagem de estruturas com elementos de secções de paredes finas.. • rotura da chapa à tracção. [Yu. ex: estruturas de armazenamento. Figura 11. Parafusos com porcas constituem ligadores roscados a colocar em orifícios previamente executados nos elementos a unir. • esmagamento ou enrugamento de material na frente do parafuso.

1 mm de espessura com material elastomérico X X Parafusos com cabeça hexagonal φ 6.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO Finas espessas Quadro 11. 114 Manual de ligações metálicas . Os parafusos podem constituir um modo rápido e efectivo de ligar chapas metálicas em painéis de fachada e cobertura.5. a ligação está sujeita a uma combinação de modos de rotura.2. • parafusos auto-perfuradores. Existem dois tipos de parafusos: • parafusos auto-roscáveis (por deformação ou furação). bem como servir de ligadores de painéis de gesso cartonado a perfis metálicos. Podem também ser usados em sistemas metálicos porticados e treliças de cobertura. A fractura da chapa é muitas vezes causada pela rotação excessiva do parafuso e deformação da chapa.8 mm φ 5. com diâmetros: φ 4. d) rotura por corte do parafuso. com diâmetros:・ φ 4. c) rotura à tracção da chapa. com anilha ≥ 16 mm.3 com anilhar ≥ 16 mm.4 mm Pregos X X X Em muitos casos.5 mm φ 6. Aço Espessas Ligador Observação madeira espessas X X Parafuso M5-M16 X Parafusos auto-roscáveis φ 6.8 mm φ 6. 1 mm de espessura com material elastomérico Parafusos auto-perfuradores. Figura 11.3 ou 6.0 mm φ 4. b) esmagamento da chapa. como ilustrado nas Figura 11.3 mm Rebites cegos.22 ou 4.1: Resumo dos campos de aplicação para ligadores mecânicos.1: Tipos de roturas em ligações aparafusadas: a) corte longitudinal da chapa.

LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO

A maior parte dos parafusos são combinados com anilhas de modo a aumentar a resistência ao esmagamento da ligação e/ou selar a ligação. Alguns tipos têm cabeças plásticas ou protectores plásticos para conferir resistência à corrosão ou a côr desejada.

.....nervurado

.....plano

V - viga de cobertura

Chapa de cobertura ondulada

Figura 11.2: Aplicação de parafusos auto-roscáveis.

A Figura 11.3 mostra dois exemplos de parafusos auto-perfuradores. A Figura 11.4 apresenta os vários tipos de rosca para parafusos auto-roscáveis por deformação. O tipo A é usado para ligar chapas finas. O tipo B é usado para fixações a bases de aço de espessura superior a 2 mm. O tipo C é usado normalmente para fixações de bases metálicas finas (espessura até 4 mm) a bases metálicas. Os parafusos auto-roscáveis são usualmente fabricados em aço-carbono (zincado e lubrificado). A Figura 11.5 apresenta alguns exemplos de parafusos auto roscáveis por furação. Os parafusos autoroscáveis por furação são usados para ligações a bases metálicas espessas. Os parafusos autoperfuradores abrem o seu próprio orifício e formam a rosca numa única operação.
drill thread Comprimento Comprimento length length de furação da rosca

drill point Ponto de furação drill diameter Diâmetro de furação 7.7

Figura 11.3: Exemplos de parafusos auto-perfuradores.

Tipo A Tipo B Tipo C Figura 11.4: Exemplos de rosca para parafusos auto-roscáveis por deformação.

Figura 11.5: Exemplos de rosca para parafusos auto-roscáveis por furação.

Manual de ligações metálicas

screw length Comprimento do parafuso

drill flute

115

LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO

Rebites cegos e rebites tubulares são muitas vezes usados na construção com perfis enformados a frio. São usados para simplificar a montagem, reduzir o custo da ligação bem como por questões estéticas. Um rebite cego é um ligador mecânico capaz de ligar peças onde o acesso é limitado e é feito apenas por um dos lados. De acordo com o método de aplicação, os rebites-cegos encontram-se ilustrados na Figura 11.3. Os rebites tubulares são muitas vezes usados para ligar chapas metálicas. A resistência ao corte ou compressão é comparável à dos rebites sólidos. Os diâmetros do corpo dos rebites variam entre 0,8 e 7,9 mm. Os comprimentos mínimos variam entre 0,8 a 6,4 mm, respectivamente.

Cut amolação da and grind Corte eat rivet head cabeça do rebite

Self-plugging

Pull-through

Extremidades abertas

Open end

Closed end Extremidades fechadas
a)

Extremidades abertas

Open end
b)

Extremidades fechadas

Closed end

c)
Figura 11.3: Rebites cegos.

Pregos, tal como ilustrado na Figura 11.7, são ligadores que atravessam os painéis metálicos a ligar por meio de disparo ou ar comprimido.

116

Manual de ligações metálicas

LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO

Pregos a aplicar por disparo Figura 11.4: Pregos

pregos a aplicar por ar comprimido

Ligação por pressão é uma técnica relativamente recente para ligar secções metálicas de perfis enformados a frio. A ligação é formada usando o metal das secções a ligar. As ferramentas usadas consistem num punçuador e numa matriz de punção. A Figura 11.8 apresenta as etapas para execução de uma ligação por pressão.
Placas metálicas a ligar

punçuador

Matriz (de punção)

Corte do metal

Deformação lateral do aço

Pressão final

Figura 11.5: Sequência de execução de uma ligação por pressão.

Ligação em roseta (“Rosette-joining”), é um novo processo automático de ligação de componentes metálicas enformadas a frio, tais como painéis metálicos e treliças de cobertura. O processo de ligação é apresentado na Figura 11.9.

Figura 11.6: Representação da ligação em roseta e processo de fabricação.

11.2.2

Soldadura

As ligações de secções enformadas a frio podem ser feitas recorrendo ao processo do arco aberto bem como à soldadura por resistência. Para secções de paredes finas, podem ser usados os seguintes procedimentos de soldadura [Toma et al., 1993]: • soldadura MAG/MIG; • soldadura por arco manual; • soldadura TIG; • Soldadura por plasma.

Manual de ligações metálicas

117

• soldadura com recobrimento. d) soldadura com recobrimento. ver Figura 11. • soldadura de topo.7: a) Soldadura de topo.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO Em construções metálicas com secções enformadas a frio. 2000]: • soldadura por pontos. b) soldadura por costura. são geralmente usados os seguintes tipos de soldadura por arco. a) b) c) d) (end view) Aspecto final e) f) Figura 11. electrodes or ou matriz dies punção) (de electrodes or eléctrodos welding tips electrodes or eléctrodos welding tips eléctrodos projection Projecção das soldas welds Before antes da welding soldadura After após a welding soldadura a) b) c) Figura 11. • soldadura de bordos interrompidos. • soldadura de ângulo. b) soldadura por pontos. A soldadura por resistência é executada sem arco aberto. A Figura 11. 118 Manual de ligações metálicas . c) soldadura em entalhe. e) soldadura em ângulo f) soldadura de bordos interrompidos. Ao contrário do processo de arco aberto não há necessidade de protecção do metal fundido através de escória ou gás de protecção.7 [Yu.8: Processo de soldadura resistente: a) soldadura pontual. • soldadura em entalhe.11 apresenta este processo de soldadura. c) soldadura projectada.

11.6 refere-se a soldaduras sobrepostas. Especificações para ligações coladas são incluídas em EN 1999-1.3). As vantagens das ligações coladas são: a distribuição uniforme das forças ao longo da ligação e um bom comportamento a cargas cíclicas.3 Considerações de Dimensionamento As considerações de dimensionamento para elementos enformados a frio estão especificadas no capítulo 8 do Documento Normativo EN 1993-1-3 [prEN 1993-1-3. por punção ou em roseta.2).6.6. enquanto o parágrafo 8. As resistências de dimensionamento para soldadura por pontos são fornecidas no parágrafo 8. No que diz respeito às ligações soldadas. uma combinação de colagem com ligadores mecânicos pode constituir uma opção. são calculadas do mesmo modo que as secções espessas para qualquer tipo de ligador.2) e soldaduras por pontos por arco (8. Por essa razão. resistência ao corte.4). No que diz respeito aos ligadores mecânicos. é de sublinhar que a sua resistência ao esmagamento.9: Corte e arrancamento de ligações coladas. As ligações com ligadores mecânicos são tratadas no parágrafo 8. resistência à tracção e secção útil de resistência dos elementos ligados. As diferenças existentes referem-se aos coeficientes numéricos das fórmulas que estão especificados no Documento. Algumas desvantagens são: a necessidade de a superfície estar lisa e limpa e o tempo necessário ao seu endurecimento. 2002].LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO 11. • adesivos acrílicos– mais flexíveis que as resinas epóxidas. deverão ser aplicadas as disposições previstas na EN 1993-1-3. Manual de ligações metálicas 119 . ver Figura 11.3 Colas Na apresentação deste tipo de ligação. estão na mesma situação e devem ser tratadas do mesmo modo que as restantes.1). pregos (quadro 8. Esforço de corte Loaded by shear Esforço de peeling Loaded by arrancamento Figura 11. respectivamente. Modos de rotura específicos são verificados através de ensaios “pull-through” ou “pullout”. As colas usadas para aços de secções de paredes finas são os seguintes: • resina epoxy– o melhor endurecimento aparecerá a temperaturas elevadas (na gama dos 80-120°C). parafuso auto-perfuradores (quadro 8. interessa salientar que a ligação colada possui uma boa resistência ao corte e geralmente uma fraca resistência ao arrancamento. e capítulo 9 e Anexo Z do Documento EN 1993-1-1. a soldadura por pontos representa uma tecnologia específica para ligar estruturas metálicas de paredes finas e já foram desenvolvidas regras de dimensionamento específicas [prEN 1993-1-3: 2002]. Ligações mecânicas especiais. Quando é usado dimensionamento com recurso a ensaios experimentais.4 deste Documento Normartivo como rebites cegos (quadro 8.3) e parafusos auto-roscáveis (quadro 8.9. com cordão de soldadura (8.5.5. quadro 8.2.

5 6.2: Capacidade de Deformação de Ligações ao Corte Qual a razão do limite Fv.Rd = A net ⋅ fu γ M2 (11. 2 Fn.3 8. do material base. • Noutros casos pode ser demonstrado que os efeitos de enformagem a frio conduzem a um aumento da capacidade de carga.Rd (11.1: Aumento da Tensão de Cedência das Secções Enformadas a Frio Pode o aumento da tensão de cedência devido a enformagem a frio. O critério de dimensionamento para a capacidade de deformação por corte da ligação é apresentada como (Quadro 11. a resistência da soldadura pode ser referida à tensão de cedência média fya.Rk de parafusos auto-perfurantes [EN 1993-1-3: 2002].0 5200 7200 9800 16300 4600 6500 8500 14300 120 Manual de ligações metálicas . Questão 11.2) Quadro 11.2 do Documento EN 1993-1-3: Resistência de dimensionamento para parafusos auto-perfuradores. recomenda-se fyb como tensão.1. ser considerado no dimensionamento de ligações soldadas após a enformagem do elemento? _____________________________________________________________________ Este aumento pode ser usado no dimensionamento de ligações soldadas mas os efeitos devem ser avaliados experimentalmente.1) ou avaliada experimentalmente Fn. Aeff a tensão de cedência fy deve ser tomada como fyb (tensão de cedência do material base). O Documento EN 1993-1-3 permite o uso da tensão de cedência média fya da secção transversal para contabilizar o efeito de enformagem a frio (ver parágrafo 3. A tensão de cedência media fya pode ser usado para determinar: • A resistência da secção transversal de um membro traccionado axialmente. com uma secção transversal totalmente efectiva.8 5. • O momento resistente de uma secção transversal com banzos completamente efectivos.3: Resistência característica ao corte Fv.Rd ≥ 1. Para determinar a área efectiva da secção.Rd ≥ 1.2 do Documento Normativo EN 1993-1-3? _____________________________________________________________________ Esta questão refere-se ao quadro 8. De acordo com o disposto no Documento.Rd no quadro 8.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO Questão 11.2): FV . • A resistência da secção transversal e a resistência à encurvadura de um elemento comprimido axialmente. Diâmetro exterior da rosca Material do parafuso (mm) Aço endurecido Aço inoxidável 4. tendo em consideração as limitações anteriores e a dificuldade em controlar a aplicação destas limitações. o aumento na tensão de cedência devido à enformagem a frio deve ser tido em consideração do seguinte modo: • Em elementos carregados axialmente nos quais a área da secção transversal efectiva Aeff iguala a área bruta Ag.2).2 Fu. Em principio.

A distribuição de forças nas faces interior e exterior do painel sandwich podem ser tidas em conta pelo método das componentes. dos parafusos de painéis sandwich? _____________________________________________________________________ Os parafusos auto-perfurantes são normalmente usados para ligar painéis sandwich [prEN 14509. As acções normalmente condicionantes. são usados parafusos de aços austeníticos com formas especiais.1 do Documento EN 1993-1-3. Questão 11. tal como apresentado na Figura 11.10: a) Curva de deformação de um parafuso tradicional. Quando estas condições não são satisfeitas deve ser provado que a capacidade de deformação será proporcionada por outras partes da estrutura.3: Resistência dos Parafusos em Painéis Sandwich De que forma é avaliada a resistência ao corte e à tracção.4: Resistência ao Esmagamento de Placas Finas Qual a diferença entre o esmagamento de placas finas e espessas? _____________________________________________________________________ Os modelos de previsão da resistência ao esmagamento são baseados em observações experimentais. b) parafuso com entalhe na rosca. A fórmula para parafusos em placas espessas (com espessura maior ou igual a 3 mm) encontra-se no quadro 3. Questão 11.13c [Mareš et al.LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO O factor 1. b) Forças de membrana devidas à deflecção do painel sandwich [ECCS 66. temperatura e vento são geralmente cíclicas. d) Modo de rotura por fractura da rosca do parafuso.11: a) Forças de alavanca provocadas pelos momentos de fixação adicionais.4 do Documento EN 1993-1-8 e para parafusos em placas finas no quadro 8.2 na expressão 11. ver Figura 11. 2002]. onde se incluem também os rebites. As condições devem ser satisfeitas sempre que a capacidade de rotação é um requisito determinante.. a2 a1 c) a) F b) a3 L d) a3 F Figure 11..10b). Manual de ligações metálicas 121 . 2000]. parafusos auto-perfurantes e cavilhas.1 considera o encruamento do aço. 2000]. 2000]. c) Modo de rotura por esmagamento no orifício interno. A contribuição dos painéis é tida em conta para prevenir o colapso sob a acção das diferenças de temperaturas. Para prevenir a rotura sob acções de serviço. Parafusos em flexão Bolt in bending Parafusos ao corte Bolt in shear Rótula plástica Plastic hinge Placa ao esmagamento Plate in bearing Parafusosshear Bolt in ao corte Placa ao esmagamento Plate in bearing Fd a) b) c) Figura 11. c) modelo de componentes do parafuso no painel sandwich [Mareš et al.

LIGAÇÕES DE PERFIS ENFORMADOS A FRIO A resistência ao esmagamento de placas espessas considera o espaçamento na direcção perpendicular.25 mm ou k t = 1.5 α b ⋅ k t ⋅ fu ⋅ d ⋅ t γ M2 (11. Fb. 8t + 1. através do factor k1.25 mm. 0 para t > 1.4) e1 e k t = (0. com α b = 122 Manual de ligações metálicas .75 mm ≤ t ≤ 1.5) para 0. 3d Espessuras para além desta gama de valores podem ser usadas desde que a sua resistência seja determinada experimentalmente.Rd = k 1 ⋅ α b ⋅ fu ⋅ d ⋅ t γ M2 (11. Fb.Rd = 2.5) / 2.3) A resistência ao esmagamento das placas finas. considerando a espessura da placa através do factor factor kt.

• O processo de soldadura MIG pode ser utilizado para todas as espessuras. ao baixo custo e ao facto de não limitar a ductilidade da ligação. Liga Metal de adição 5356 4043A 3103 95 5052 170 5083 240 5454 220 6060 160 150 6061 190 170 6082 210 190 7020 260 210 De acordo com o capítulo 6. No dimensionamento dos elementos da ligação é necessário considerar o limite de ductilidade do material de adição.6. a transferência de forças é afectada pela relaxação das placas de alumínio.1 de EN 1999-1-1. ver Quadro 12. Quadro 12. o comportamento de ligações estruturais em alumínio é um dos principais focus dessa investigação [Andrade. O dimensionamento de ligações soldadas baseia-se na metodologia e considerações similares às utilizadas em estruturas metálicas (com as devidas modificações). devido à sua simplicidade de fabrico e de união. Com excepção da estabilidade e fadiga. Desde que a soldadura é utilizada em elementos estruturais de alumínio. • O material de adição. Em contrapartida.25 deverá ser substituido por γΜ = 1. o processo TIG só deverá ser utilizado em materiais de espessura superior a t = 6 mm e em reparações de soldas.1 Introdução Nas últimas décadas. predominantemente.12 LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO 12. deve ser compatível com a liga de alumínio dos elementos a ligar. .65. poderão ser aplicadas desde que sejam satisfeitas as seguintes condições: • As estruturas estão carregadas com carregamento estático. e se for especificada uma qualidade de soldadura inferior para os perfis semi ou não-estruturais. frequentemente sujeitas a acções repetitivas ou cíclicas que podem conduzir à rotura por fadiga do elemento. O dimensionamento deste tipo de ligações em relação ao estado limite de fadiga é apresentado em EN 1999-2 [prEN 1999-2: 1999]. A escolha do metal de adição tem uma importância significativa na resistência da ligação. o factor parcial de segurança γΜ =1.1: Valores da resistência característica do metal de adição fw [MPa]. 2002]. Os resultados obtidos têm sido incorporados no Documento Normativo EN 1999-1-1 [prEN 1999-1-1: 1999]. As indicações presentes em EN 1999-1-1. as ligações soldadas tem sido bastante desenvolvidas e consideradas de grande importância. que inclui especificações e expressões de dimensionamento de estruturas de alumínio. tem sido feito um grande esforço de modo a caracterizar o comportamento de estruturas em alumínio. Deverão ser tidos cuidados especiais no caso de ligações estruturais em alumínio. geralmente inferior à resistência do material de base. No cálculo da resistência ao escorregamento de ligações soldadas. A soldadura é preferida para trabalhos genéricos de engenharia. Os parafusos de aço galvanizado são preferidos em situação de risco de corrosão.1.

ver Figura 12. g1 a a Figura 12. σ _ I τ τ II _ I a 2a Figura 12.2: σ⊥ tensão normal perpendicular ao plano crítico do cordão de soldadura.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Questão 12.1: Definição da espessura do cordão de soldadura: a. τ⊥ tensão tangencial (no plano crítico do cordão de soldadura) perpendicular ao eixo do cordão de soldadura. que tensões deverão ser verificadas de modo a satisfazer o indicado na EN 1999-1-1? _____________________________________________________________________ A abordagem é similar ao indicado no Capítulo 3. é decomposta nas componentes paralelas e transversais ao plano crítico do cordão. As componentes da tensão total são as seguintes. pode ser desprezada no dimensionamento dos cordões da soldadura de ângulo. A tensão total num cordão de soldadura. σ// tensão normal paralela ao eixo da soldadura.1.1: Resistência da Soldadura de Ângulo No cálculo da soldadura de ângulo. A resistência do cordão de soldadura de ângulo é suficiente se foram satisfeitas as seguintes condições: 2 σ ⊥ + 3 (τ ⊥ + τ // ) ≤ 2 fu β W ⋅ γ M2 (12. ver Figura 12.1) e σ⊥ ≤ fu γ M2 (12.2) 124 Manual de ligações metálicas . τ// tensão tangencial (no plano crítico do cordão de soldadura) paralela ao eixo do cordão de soldadura.2: Componente da tensão num cordão de soldadura de ângulo.

em que se verifique através de ensaios. deverá considerar-se o valor da espessura do cordão de soldadura. perpendicular ao eixo da soldadura: σ⊥ ≤ fw γ M2 (12. que não existem defeitos aparentes na soldadura. No caso de soldadura de topo com penetração parcial. Se forem soldados elementos de espessuras diferentes. Noutros casos. a soldadura de topo com penetração parcial deverá ser aplicada com o factor parcial de segurança γΜ. ver Figura 12.3: Soldadura de Topo em Ligações de Alumínio Quais as informações dadas em EN 1999-1-1.2: Largura Efectiva e Espessura do Cordão de Soldadura de Ângulo Quando se utiliza soldadura de ângulo.8) tensão de corte paralela ao eixo da soldadura τ ≤ 0. A soldadura de topo com penetração parcial deve usar-se apenas nos casos.3: Espessura efectiva do cordão de soldadura de topo com penetração parcial.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Questão 12. a espessura da soldadura deverá ser igual à do elemento de menor espessura. devido à susceptibilidade do aparecimento de defeitos neste tipo de soldadura. em relação às características da soldadura de topo em ligações de alumínio? _____________________________________________________________________ Quando se utiliza soldadura de topo em ligações de elementos estruturais de alumínio.10) Manual de ligações metálicas 125 . quais são as restrições geométricas. relativas a largura efectiva e espessura do cordão de soldadura? _____________________________________________________________________ A pergunta já foi respondida no Capítulo 3. 6 fw γ M2 (12. tracção ou compressão.9) combinação das tensões normais e de corte 2 σ ⊥ + 3τ 2 ≤ fw γ M2 (12. soldadura de topo com penetração completa. te te Figura 12. No que se refere às restrições geométricas não existe diferenças significativas entre a soldadura em elementos metálicos e elementos de alumínio. O valor da tensão instalada em soldaduras de topo deverá satisfazer os seguintes critérios: tensão normal. A espessura efectiva da soldadura de topo com penetração completa deverá ser igual à espessura dos elementos ligados. deve-se usar. de preferência.3. Questão 12.

A região afectada estende-se em torno da soldadura. • Ligas que não podem ser tratadas termicamente com qualquer encruamento (séries 3xxx e 5xxx). ver Figura 12.haz γ M2 γ M2 (12. As resistências características fo. • Série de ligas: 7xxx .LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Questão 12. do tipo de liga do elemento soldado e do processo de soldadura utilizado: TIG e/ou MIG. para além desta zona. Os dois aspectos principais do amaciamento da ZAC são a severidade e a dimensão. a liga recupera o valor das propriedades resistentes rapidamente. pode-se reduzir a área onde actuam as tensões. provoca uma maior ZAC e um amaciamento mais severo devido a uma maior quantidade de calor [Mazzolani. cláusula 6. 126 Manual de ligações metálicas . no dimensionamento de ligações soldadas de alumínio? _____________________________________________________________________ O material estrutural alumínio composto por várias ligas e tratamentos é alterado nas zonas afectadas pelo calor (ZAC) junto à soldadura.4: Zona afectada pelo calor numa soldadura de topo. O processo de soldadura TIG.6.30 dias após a soldadura. a resistência de cálculo de uma secção rectangular afectada pelo amaciamento da ZAC. o tempo de recuperação deverá ser aumentado. 1995]. fv na ZAC são calculadas de acordo com o indicado em EN 1999-1-1 para o metal de base. O Documento EN 19991-1. reduzindo-as do factor de amaciamento correspondente ρhaz. é calculada a partir da expressão FRd = A ( fa ⋅ ρhaz ) = A ⋅ fa. considerando que o material foi soldado a uma temperatura não inferior a 10°C: • Série de ligas: 6xxx . t t ρ haz bhaz bhaz bhaz Figura 12. Se o material é ligado a uma temperatura inferior a 10°C. Estes valores são válidos.11) Os valores de ρhaz são indicados no Quadro 12. Deste modo.2 refere-se especificamente a zonas afectadas pelo calor (ZAC). Estas zonas deverão ser tidas em atenção no caso de se utilizarem as seguintes ligas: • Ligas que podem ser tratadas termicamente com qualquer tratamento térmico inferior a T4 (séries 6xxx e 7xxx).4: Zona Afectada pelo Calor (ZAC) Qual o efeito das temperaturas elevadas na zona da soldadura.2. fa.4. A severidade e dimensão da ZAC dependem do tratamento a que o elemento foi sujeito. Em alternativa.3 dias após a soldadura. O fabricante deverá informar-se relativamente a esta situação.

5 e Quadro 12. fa. A resistência característica das zonas afectadas pelo calor deverá ser reduzida a fa.60 Nota Extrusão. tubos trefilados e peças forjadas 7xxx 1. placas. ρhaz. quando se pretende soldar materiais espessos pode-se assumir um limite curvo com raio igual a bhaz.80 0.60 0.haz para tensões de corte fv . 40 mm. Tês ou ligações cruciformes: transversalmente a partir do ponto de intersecção das superfícies soldadas. os limites da ZAC deverão ser considerados com linhas rectas normais à superfície do metal.60 1xxx Assume-se que a zona afectada pelo calor se prolonga por uma distância bhaz.haz = fa ⋅ ρhaz (12. espessura t 0 < t ≤ 6 mm 6 < t ≤ 12 mm 12 < t ≤ 25 mm t > 25 mm bhaz (soldadura MIG) 20 mm.60 0.60 0. a ZAC prolonga-se a toda a largura do elemento. 30 mm.86 0.50 0.haz.65 0. ver Figura 12. De um modo geral.65 0. Se a distância entre a zona da soldadura e a extremidade do elemento for inferior a três vezes bhaz.80 Aplicado quando as tensões de tracção actuam transversalmente ao eixo da soldadura de ângulo ou topo Aplicado em quaisquer condições Chapas. Quadro 12.86 0. 35 mm. No entanto.2: Valores dos factores de amaciamento da ZAC.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Quadro 12.3. • Em soldaduras de ângulo: transversalmente a partir do ponto de intersecção das superfícies soldadas. Séries de ligas Quaisquer 6xxx Tratamento O F T4 T5 T6 T6 ρhaz (processo de soldadura MIG) 1. O valor bhaz deve ser medido de seguinte modo: • Transversalmente a partir da linha central do cordão de soldadura. placas e peças forjadas 0. bhaz (soldadura TIG) 30 mm. em qualquer direcção a partir da soldadura.13) Manual de ligações metálicas 127 .haz = fa ⋅ ρhaz 3 (12.3: Extensão da ZAC para soldaduras MIG e TIG.12) para tensões normais e a fv.60 0.80 ρhaz (processo de soldadura TIG) 1. • Em qualquer direcção radial a partir da extremidade da soldadura. chapas.00 5xxx 3xxx H22 H24 H14 H16 H18 H14 0. especialmente se se tratar de chapas finas. • Em soldaduras de topo aplicadas em extremidades.00 0.00 1.00 0.80 0.

17) Quando se aplica esforço de corte na soldadura.haz t γ M2 (12.haz γ M2 (12. Em soldadura de ângulo.21) 128 Manual de ligações metálicas .haz γ M2 g1 fv.14) 2) força de tracção perpendicular ao plano de rotura em ligações com soldadura de topo com penetração parcial σ haz ≤ t e fa.haz t γ M2 (12.19) no limite da fusão. em ligações de soldadura de ângulo.haz γ M2 g1 fa. σ haz ≤ σ haz ≤ fa.20) (12.haz t γ M2 (12. a tensão na zona afectada pelo calor de soldaduras de topo é limitada a: τ haz ≤ fv. bhaz bhaz bhaz bhaz <3 bhaz A tensão instalada em zonas afectadas pelo calor deverá ser inferior a: 1) força de tracção perpendicular ao plano de rotura em ligações com soldadura de topo com penetração completa σ haz ≤ fa.18) na raiz do cordão de soldadura e a τ haz ≤ t e fv.haz γ M2 (12. respectivamente.15) 3) força de tracção na raiz do cordão da soldadura e nos limites de fusão.haz t γ M2 (12.5: Zona afectada pelo calor em soldadura de ângulo. aplicam-se condições similares τ haz ≤ τ haz ≤ fv.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz bhaz Figura 12.16) (12.

refere-se que a capacidade de deformação de ligações soldadas poderá aumentar se a resistência de cálculo da soldadura for superior à do material existente na ZAC.25) 2 2 σ haz + 3τ haz ≤ Como conclusão.LIGAÇÕES EM ALUMÍNIO Quando se aplica a combinação de tensão de corte e tensão normal na soldadura.24) (12. Manual de ligações metálicas 129 .23) 2 2 σ haz + 3τ haz ≤ Em soldadura de ângulo aplicam-se condições similares 2 2 σ haz + 3τ haz ≤ fa.haz γ M2 t e fa.haz γ M2 g1 fa.haz t γ M2 (12. devem ser aplicadas as seguintes condições 2 2 σ haz + 3τ haz ≤ fa.22) (12.haz t γ M2 (12.

Quadro 13. Cálculo • • • Transferência de forças através da ligação Excentricidade nas ligações Regulamentação: Dimensionamento de elementos [prEN 1993-1-1: 2003] Dimensionamento de ligações [prEN 1993-1-8: 2003] Montagem [EN 1090-1: 1996] Aspecto arquitectónico Corrosão Possibilidade de standarização Limitação do número de secções de perfis Limitação do número de tipo.e.1 Casos Práticos Na concepção de ligações para estruturas metálicas verificam-se duas abordagens distintas: a procura de ligações “standard”. experiência e hábitos Limitação do número de operações por elemento: Corte. (iii) ligações que apresentam limitações de fabrico ou montagem difícil. comprimentos e classes de parafusos Meios técnicos disponíveis. o critério de escolha difere de país para país (custos de fabrico. (ii) ligações que introduzem efeitos secundários (i. Precisão na produção Encaixe dos perfis em obra Número de parafusos: Tipo. ou a escolha de ligações individualizadas. facilidade e condições de montagem). embora a primeira conduza habitualmente a soluções mais económicas. Entalhe. Adicionalmente.2 indica as principais razões das soluções recomendadas. com normalização extensiva. teoricamente mais ajustadas a cada ligação. que deverão ser considerados no dimensionamento e pormenorização de ligações metálicas são indicados no Quadro. As Figuras 13. Furação. O Quadro 13. Anilhas Método de aperto dos parafusos Aspecto estético Projecto Produção • • • • • • • • • • • • • • • Montagem . consideram-se soluções desadequadas aquelas que: (i) não cumprem os parâmetros pré-estabelecidos. Classe. 13. Comprimento.13 EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO 13. excentricidades.1: Aspectos a considerar no dimensionamento de ligações metálicas. Ambas as abordagens apresentam vantagens e inconvenientes. Reparação de pequenas deformações Manutenção: Pintura e/ou Galvanização Transporte (estragos) Pré-montagem Dificuldades de montagem em obra Tolerâncias: Dimensões das secções dos perfis. Comprimento da parte roscadas.).1 a 13. pelo que é difícil quantificar uma solução como a mais adequada.12 apresentam soluções correctas e incorrectas baseadas em alterações a projectos de estruturas completas e reais. tradição. de acordo com a regulamentação vigente. Soldadura. etc. etc.1. Os principais aspectos. (iv) soluções demasiado caras e pesadas em relação a outras. No contexto deste manual. produção. calculadas como rotuladas quando se comportam como parcialmente rígidas.

72 kNm Utilização de placas de alma b) Figura 13.Rd = 297. 2) Solução com custos elevados de fabricação e montagem SOLUÇÃO CORRECTA Momento na ligação Mj. b) solução correcta.3 kNm 1) Instabilidade durante a montagem. a) 132 Manual de ligações metálicas . parafusos 4xM20 placa de extremidade Mj. DADOS SOLUÇÃO INCORRECTA Esf. b) solução correcta. ligação rotulada no eixo fraco: a) solução incorrecta.4 kNm.2: Ligação viga-pilar com contraventamentos diagonais: a) solução incorrecta.Rd = 139.Rd = 98. Solução com custos elevados SOLUÇÃO CORRECTA Esf.9 kNm 1) Utilização de placa de extremidade estendida no eixo forte e placas de extremidade com altura parcial no eixo fraco a) b) Figura 13. transferência de momento no eixo forte do pilar.EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO DADOS SOLUÇÃO INCORRECTA Momento na ligação vigas IPE 330. soldadura: Mj. parafusos 8xM20 VRd = 62. transverso na ligação vigas HEB180.72 kNm Dificuldade de fabricação e montagem. pilar: HEB180. transverso na ligação VRd = 62.1: Ligação viga-pilar.

b) solução correcta. ligação simples inclinada no eixo fraco: a) solução incorrecta.Rd = 279.EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO DADOS Momento na ligação SOLUÇÃO INCORRECTA SOLUÇÃO CORRECTA Momento viga principal IPE270.9 kNm a) b) Figura 13.viga de secção aberta e pilar de secção tubular RHS : a) solução incorrecta.Rd = 48. 1) Ligação com cantoneiras de alma Vj. 2) Solução com custos elevados.3: Ligação viga-pilar.4: Ligação viga-pilar.Rd = 379. b) solução correcta.3 kNm 1) Ligação de eixo forte com placa de extremidade estendida.2 kNm. Mj. 2) Ligação de eixo fraco com placa de extremidade com altura parcial ou placa de alma a) b) Figura 13. vigas secundárias: HEB120. parafusos 6xM16 MRd = 65. transferência de momento no eixo forte do pilar. 2) Solução com custos elevados na ligação. SOLUÇÃO INCORRECTA SOLUÇÃO CORRECTA Esforço transverso 1) Instabilidade durante a montagem. na soldadura: Mj. Manual de ligações metálicas 133 .4 kNm 1) Transferência de forças confusa.

2) Instabilidade durante a montagem SOLUÇÃO CORRECTA DADOS Esforço transverso na ligação viga principal HEA1000. 13. vigas secundárias: IPE240. vigas secundárias: IPE240.5: Ligação viga-viga rotulada: a) solução incorrecta. parafusos 6xM16 VRd = 35.EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO SOLUÇÃO INCORRECTA DADOS Esforço transverso na ligação viga principal HEA1000. b) solução correcta.6: Ligação à fundação a) solução incorrecta. b) solução correcta SOLUÇÃO INCORRECTA SOLUÇÃO CORRECTA 1) Ligação muito complicada 2) Ligação com placa de base rotulada (sem transmissão de momento flector).0 kN 1)Ligação com placas de alma alongadas (aleta longa) a) b) Figura 13. parafusos 4xM16 VRd = 35. 134 Manual de ligações metálicas . poderão ser introduzidos reforços a) b) Fig.0 kN 1) Introdução de excentricidades.

6 Base de pilar com possibilidade de rotação (ligação rotulada) 00 ++ 000 +++ 20 1 2 0 00 ++ 00 +++ 000 ++ 12 2 0 ++ 000 ++ 00 ++ 000 ++ 000 ++ Dimensionamento Projecto Placas Perfis Medição Furos Soldadura Parafusos Arquitectura Corrosão Transporte Tolerâncias de construção Montagem B G B G B G B G B G B G B G B G B G B G B G B G B G 00 + 0 ++ 0 ++ 16 14 0 + 00 ++ 0 + 0 + + + + + 0 + + + 6 4 0 + 0 + ++ 0 ++ + 0 + NOTA: Nº 000 00 0 Exemplos incorrectos B Nível de qualidade muito mau mau duvidoso Nº + ++ +++ Exemplos correctos G Nível de qualidade suficiente bom muito bom Manual de ligações metálicas 135 . 13.2 classificação dos exemplos de dimensionamento apresentados nas Figuras 13.2 .2 13.3 13.6.EXEMPLOS DE DIMENSIONAMENTO Quadro 13. na ligação) 00 ++ 00 ++ 8 3 13. Exemplo Parâmetros observados Fig.1 Pilar+2 vigas (mom.4 Pilar+2 Pilar+2 vigas+1 Pilar+4 vigas travessa vigas (ligação (momento na (ligação rotulada) ligação) rotulada) 000 0 000 +++ ++ +++ 000 00 00 ++ ++ ++ 7 9 8 3 3 2 0 8 000 00 00 +++ ++ +++ 00 + ++ + 00 00 00 + ++ + 12 10 14 12 8 12 00 00 00 ++ ++ + 000 0 00 ++ + ++ 0 0 0 + + + + ++ 00 00 +0 + ++ 0 0 0 + + ++ 13.5 Viga principal +1 travessa (ligação rotulada) 0 ++ 0 ++ 3 1 13.13.

b1. diâmetro do ligador Diâmetro do furo Diâmetro do chumbadouro Diâmetro médio do parafuso Diâmetro do núcleo da espiga do parafuso Largura efectiva da placa de base flexível Recobrimento mínimo para as armaduras do betão Excentricidade. bw b1 bhaz bc beff bp bsg d d0 dh dm dn c c∅ e e0 e. distância do parafuso à face do T-stub Excentricidade da ligação Distância. diâmetro do parafuso. ea. eb e1. b0. diâmetro. e2 ex fo fa fa.SIMBOLOGIA SIMBOLOGIA ZAC Zona Afectada pelo Calor a ac ah a1 b. comprimento da placa de base Altura da secção transversal do pilar Dimensão da cabeça do chumbador Comprimento efectivo da fundação Largura Largura efectiva da fundação Largura da zona afectada pelo calor Largura da secção transversal do pilar Largura efectiva Largura da placa de extremidade Largura do reforço de cada um dos lados Deformação. distância da extremidade de uma cantoneira ao eixo neutro.haz fcd Espessura de um cordão de ângulo. ex. distâncias dos parafusos Distâncias entre parafusos Distância do parafuso à face da placa de extremidade Tensão característica à flexão e cedência à tracção e compressão Tensão característica local à tracção e compressão Tensão característica da zona afectada pelo calor Valor de dimensionamento da tensão de compressão para provete cilíndrico de betão fcd = fck / γc .

fum fub fw fvw. fy0.θ ky. h1 hef kp. Tensão de cedência do banzo do pilar Tensão característica ao corte Tensão característica ao corte na zona afectada pelo calor Tensão última do aço Tensão última do parafuso Tensão característica do metal de adição Tensão resistente de um cordão de soldadura de ângulo por unidade de comprimento Comprimento do afastamento Comprimento do cordão de soldadura de ângulo Altura Comprimento do chumbadouro embebido no betão Constantes Factor relativo à distância entre parafusos e distancia dos parafusos à extremidade da placa.fc fv fv.θ kt kw. tensão de cedência do aço da viga Tensão de cedência do aço do pilar Tensão de cedência mais baixa. fyi fya fyb fyc fyd fy. kn k1 kj kc keff keq ki kb.θ kE.SIMBOLOGIA fcd.d g g1 h.θ Valor de dimensionamento da tensão de compressão para provete cilíndrico de argamassa Tensão característica de compressão para provete cilíndrico de betão Tensão de esmagamento do betão Tensão de cedência do aço Tensão de cedência média Tensão de cedência do parafuso. entre o pilar e o reforço.haz fu. fy1. no cálculo da resistência ao esmagamento Factor de concentração de tensões Coeficiente de rigidez total da zona de compressão Coeficiente de rigidez total para uma fiada de parafusos à tracção Coeficiente de rigidez total da zona de tracção Coeficiente de rigidez da componente i Factor de redução da resistência dos parafusos à temperatura θ Factor que depende da espessura da placa e é utilizado no cálculo da resistência ao esmagamento Factor de redução da resistência da soldadura à temperatura θ Factor de redução da tensão de cedência do aço à temperatura θ Factor de redução do módulo de elasticidade do aço à temperatura θ Comprimento efectivo do T-stub Distância do parafuso ao banzo da viga λeff mx 138 Manual de ligações metálicas .g fck fj fy. h0.

braço da alavanca. zona não roscada Área da secção transversal do pilar 139 Manual de ligações metálicas . mx m1. s re rt t. Distância do bordo do reforço ao centro da fiada mais acima Momento resistente plástico da placa de base. t2. Distância do bordo do reforço ao centro da fiada mais abaixo. tw te tfb tfc tp ts twc tf tg th twa w1. p2 q r rc. distância entre o eixo de tracção e o eixo de compressão Braço de alavanca equivalente Braço de alavanca da zona de compressão Braço de alavanca da zona de compressão na zona superior da ligação Braço de alavanca da zona de compressão na zona inferior da ligação Braço de alavanca da zona de tracção A. por unidade de comprimento Distância do eixo do parafuso à extremidade da placa de base Número de chumbadouros na placa de base Distâncias entre parafusos Factor de comportamento Braço da alavanca Raio de concordância na ligação da alma com o banzo do pilar Resistência teórica obtida a partir do modelo de dimensionamento Resistência obtida a partir ensaios experimentais Espessura Espessura efectiva da soldadura de topo por penetração parcial Espessura do banzo da viga Espessura do banzo do pilar Espessura da placa de extremidade Espessura do reforço Espessura da alma do pilar Espessura do banzo Espessura da argamassa Espessura da cabeça do chumbadouro Espessura da porca Distância entre parafusos Braço. t0. t1. A0 Ab Ac Área Área total do parafuso.SIMBOLOGIA m. w2 z.b zt Distância do eixo do parafuso à solda Distância do parafuso à alma do T-stub Distância do centro do parafuso ao raio de concordância.Rd n n p1. zr zeq zc zc. m2 m1 m2L m2U mpl.t zc.

Rd C0.d Eθ E F.Rd Fb.wc. P Fb. Ft Área efectiva Área total (bruta) Área ao esmagamento da cabeça do parafuso Área útil Área útil do parafuso.b. CT.t. Área dos chumbadouros Área dos reforços Área de ambos os reforços Área de corte Comprimento efectivo Resistência de cálculo de um parafuso à tracção Constantes Parâmetro de eficácia Coeficiente de atrito Módulo de elasticidade do aço à temperatura θ Módulo de elasticidade do aço Força Resistência de cálculo ao esmagamento por parafuso Resistência de cálculo ao esmagamento por parafuso.Sd.Rd Fc.SIMBOLOGIA Aeff Ag Ah Anet As Asg Asn Av Be Bt.Rd Fp Fp.d Fc.Rd Fel Fexp Fn. avaliada experimentalmente Força de compressão aplicada Força de pré-esforço de dimensionamento Força de tracção na fiada mais acima Força de tracção na fiada mais abaixo Resistência de cálculo Força de cálculo actuante Resistência à tracção da fiada i de parafusos Resistência da zona traccionada Força de tracção 140 Manual de ligações metálicas .t. em situação de incêndio Resistência da zona comprimida Resistência de cálculo em compressão na zona inferior da ligação Resistência de cálculo em compressão na zona superior da ligação Resistência de cálculo do banzo da viga comprimido Resistência de cálculo da alma do pilar comprimida Limite elástico Resistência dos elementos estruturais obtida experimentalmente Resistência de dimensionamento para parafusos auto-perfuradores.Rd FcR. CK Cf.Rd Ft.Cd Fri Frj FRd FSd Fti.Rd Ft.Rd Fc. CX. na zona roscada.fb.Rd Fc. C1 Ce.

Sd Fv. à temperatura ambiente Forças de cedência e de rotura da componente i.Rd Fv.Sd Fv.Rd Fv Fn.SIMBOLOGIA Ft.t.20ºC Fyi. Fui. à temperatura θ Comprimento da soldadura Comprimento limite dos parafusos para que haja forças de alavanca nos chumbadouros Comprimento da zona embebida do chumbadouro Comprimento do chumbadouro acima da fundação de betão Comprimento equivalente do chumbadouro Comprimento Comprimento da viga.Rd Ft. comprimento livre do chumbadouro Comprimento do pilar Comprimento efectivo de um T-stub Comprimento do cordão da soldadura de ângulo Comprimento efectivo do cordão da soldadura de ângulo Momento flector 141 Manual de ligações metálicas .fc.eff M Resistência de cálculo da placa de extremidade flectida Resistência de cálculo do banzo do pilar flectido Resistência de cálculo da alma da viga traccionada Resistência de cálculo da alma da viga comprimida Resistência de cálculo dos parafusos à tracção. à temperatura ambiente Rigidez plástica da componente i. Kpl. em situação de incêndio Resistência de um cordão de soldadura de ângulo por unidade de comprimento Forças de cedência da componente i.ep. à temperatura θ Momento de inércia Momento de inércia da viga Momento de inércia do pilar Rigidez elástica da componente i.20ºC.Rd Ft. à temperatura ambiente Forças de rotura da componente i.max Fv. Kpli. em situação de incêndio Força de corte actuante Resistência característica de elementos ao corte Resistência de cálculo ao corte Resistência de um cordão de soldadura Resistência de um cordão de soldadura.θ.t. Kpli.Rd Fw. em situação de incêndio Força actuante num cordão de soldadura Esforço transverso actuante Máxima resistência ao corte obtida experimentalmente Resistência de cálculo dos parafusos ao corte.θ La Lb.20ºC Fui.20ºC Kei.t.θ I Ib Ic Ke.Rd Fw.lim Lbe Lbf Leq L.wb. Fyi.wc.θ.Rd Ft.Rd Ften. Kei.Rd Fw.Rd Fw. L1 Lb Lc Leff Lw Lw. à temperatura ambiente Rigidez elástica e plástica da componente i.Rd Fy.

Rd Mb. N1.Ed VSd Vpl. respectivamente α 142 Coeficiente de comprimento efectivo de um T-stub.Rd N1y Pv Q Rd Rfy Sj Sj. Mj Mj. Mj.ult.Rd Nu.Rd Vwp.max.ult Mj.Ed VM.20ºC Sj.θf Momento flector máximo da ligação j. no instante de cedência da componente i Esforço de corte devido a acções não sísmicas Esforço de corte devido aos momentos resistentes nas extremidades da viga Esforço transverso actuante Esforço transverso plástico de cálculo Resistência de cálculo do painel de alma do pilar em corte Módulo de flexão plástica na direcção z e na direcção y.20ºC VG.sec Si. N2 NSd Npl.d Mj.Rd Mc.Rd Wpl.y Momento flector resistente Momento flector actuante Esforço axial Esforço axial actuante Esforço axial plástico de cálculo Esforço axial resistente Esforço axial no elemento principal que corresponde à plastificação Resistência do painel de alma não reforçado Força de alavanca Resistência da ligação Resistência plástica do membro ligado. N0. respectivamente MRd MSd N.pl.max. à temperatura ambiente e a temperatura de rotura θf.SIMBOLOGIA M´ Mb Mpl.Rd Mj.z. S1.ult.Rd Mj.exp Momento flector por unidade de comprimento Momento na viga Momento flector plástico de cálculo Momento flector plástico de cálculo na viga Momento flector plástico de cálculo no pilar Momento flector plástico de cálculo da ligação Momento flector actuante na ligação Momento flector elástico da ligação Momento flector de rotura da ligação Valor esperado do momento flector de rotura da ligação Valor experimental do momento flector de rotura da ligação Mj.pl. Wpl. com capacidade dissipativa Rigidez da ligação Rigidez inicial da ligação Rigidez secante da ligação Rigidez de rotação da ligação à temperatura ambiente.20ºC.el Mj.Sd.ini. ângulo. função Manual de ligações metálicas .

fi δ δb δb. quociente entre diâmetros Coeficiente da ligação Factor de correlação para avaliação da resistência de uma soldadura Factor de redução para cordões longos Factor parcial de segurança para o aço.t δc. λ 2 λ μ μ0 ρhaz Manual de ligações metálicas . ângulo entre o reforço e a horizontal.ext δt δCd ζ. temperatura Ângulo entre a diagonal e o perfil principal Capacidade de rotação plástica Temperatura do banzo inferior da viga Dimensões do T-stub Esbelteza relativa Coeficiente de rigidez. θ2. coeficiente de atrito Grau de utilização da estrutura Factor da amaciamento da ZAC 143 β βj βw βLw γM0 γM2 γm γm. relativo à plastificação da secção transversal Coeficiente parcial de segurança da secção útil na zona da ligação Coeficiente parcial de segurança à temperatura ambiente Coeficiente parcial de segurança em situação de incêndio Deformação Deformação do parafuso Deformação total do parafuso.SIMBOLOGIA αb Factor relativo à distância entre parafusos e distância dos parafusos à extremidade da placa.ext δc δc. no cálculo da resistência ao esmagamento Coeficiente de transformação para solicitação por corte. θi θp θ0 = θfb λ 1. pela aplicação de forças exteriores Deformação de componentes na zona de tracção Capacidade de deformação Coeficientes utilizados para avaliar a rigidez inicial e o momento resistente da ligação e bases de pilares Coeficiente de modificação de rigidez Ângulo.b δp δp. ξ η θ θ1. pela aplicação de forças exteriores Deformação de componentes na zona de compressão Deformação de componentes na zona de compressão na parte superior da ligação Deformação de componentes na zona de compressão na parte inferior da ligação Variação da espessura da placa Deformação total da placa.

respectivamente Factor de forma Ângulo de rotação Deformação. Δfi.20ºC . Δy Δyi. φy i.20ºC . à temperatura ambiente e à temperatura θ. à temperatura ambiente Deformação da componente i na cedência. à temperatura ambiente Deformação da componente i na rotura.SIMBOLOGIA σ σw σ⊥ σ// τ τ⊥ τ// φ. à temperatura θ 144 Manual de ligações metálicas .20ºC . à temperatura θ Deformação da componente i na rotura. tolerância Deformação da componente i. respectivamente Deformação da componente i na cedência.θ Δ f Tensão normal Tensão normal na soldadura Tensão normal perpendicular ao plano crítico de um cordão de soldadura Tensão normal paralela ao eixo de um cordão de soldadura Tensão de corte Tensão tangencial (no plano crítico do cordão) perpendicular ao eixo de um cordão de soldadura Tensão tangencial (no plano crítico do cordão) paralela ao eixo de um cordão de soldadura Rotação da ligação Capacidade de rotação da ligação Rotação da ligação no instante de cedência da componente i.θ Δyi.θ Δfi. Δi. à temperatura ambiente e à temperatura θ.θ ψ ψi Δ Δi. Φj φCd φyi.20ºC.

Research Report DCSE/97/F/7.: Onderzoek naar de bevestiging van stalen voetplaten aan funderingen van beton.: Rekenregels voor het ontwerpen van kolomvoetplaten en experimentele verificatie.: Column Base Plates. P. A.. 46.: An introduction to the design and behaviour of bolted joints. J.: Strength and Ductility of Bolted Connections in Normal and High Strength Steels.D. Dutta D..3410. Tome 2: Conception et mise en oeuvre.: Design Guide for Structural Hollow Sections in Mechanical Applications. R. Design guide. 1995] Wardenier J.W. 1996] Bourrier P. Series 1..: Behaviour of steel and composite beam-to-column connections in fire.A.. . Editions Eyrolles. Bucak O. 1997] Design of Fastenings in Concrete.. Rapport No. K. in Dutch.M. Romeijn. Vol. Mazzolani. A.T. 1983] Ballio. Paris. Simões da Silva. T. Larsen. CIDECT. In: Structural failure and Plasticity. R. [CIDECT. Burgess. F. p. IBBC-TNO.. [Al-Jabri et al. Stevin Laboratory report 25. p. 2000. CEB. Vol. 1-3. 83.. Yeomans N. Journal of Constructional Steel Research. BI-81-51/63..S. [Anderson. Chicago.. 233-234. edited by Zhao and Grzebieta..A.BIBLIOGRAFIA BIBLIOGRAFIA [Aalberg. New York 1995. ISBN 0 7277 1937 8..K. Tese de Mestrado. 1. Brozzetti J. [CEB. Delft.S. p. 248. [DeWolf. 1998] Anderson.: Theory and Design of Steel Structures.J...M. I. Melbourne. 1994. Third edition. [Al-Jabri et al.P. London. [Ballio.W. 2002] Andrade. Plank.. 1998.: Behaviour of steel and composite beam-column connections in fire. 2002. [Bickford.H. University of Sheffield. I. 1998] Al-Jabri. Construction with hollow steel sections. Larsen. 7th International Symposium on Structural Failure and Plasticity (IMPLAST). G. 1998] Cruz. Marcel Decker inc. D.S. R.T. Steel Design Guide. pp. 1997] Al-Jabri.. Journal Constructional Steel Research.. D. L.J. Rodrigues. Lennon. 2000] Aalberg. 1995] Bickford J.EU. London.6.: Composite steel-concrete joints in braced frames for buildings. Brussels 1998. [Bouwman et al. 1983. 1995. Köln.4. Ricker.A. Verlag TUV Rheinland Gmbh. 1982] Bijlaard F. ISBN 92-827-9573-x. 1997. (Research into the connection of steel base plates to concrete foundations). [Cruz et al. P. State of the Art Report. Burgess. ISBN 0 7277 2558 0. AISC. Chapman and Hall.. Gresnigt A.J. Thomas Telford Services Ltd. Parker J. [APK.: “A utilização do Alumínio como material estrutural – desenvolvimento de metodologia para análise de ligações”. Department of Civil and Structural Engineering.. 1990. Plank. Pergamon. Database for the Semi-rigid Behaviour of Beam-to-column Connections in Seismic Regions. Coimbra. L. [Bijlaard.. 1989] Bouwman.P.89. 1990] DeWolf J.... Mazzolani. 1996. ISBN 0-8247 9297-1. Ricker D.K. and Simões. [CEB.05/c6. CEB.. APK et ACIER. K.: Construction metallique et mixte acier-beton. [Andrade.S.. 1989. COST C1. Thomas Telford Services Ltd. Delft 1982. 1994] Fastenings to Concrete and Masonry Structures. 1997. London. 1998. 46 (1-3).S.

[EN10219] EN10210-1: Perfis tubulares enformados a frio: Parte 1.. R. 346. Vol.: Non-linear calculation of composite sections and semi-continuous joint. 63.: Design of fastenings in concrete using partial safety factors. Vol. University of Liège. No. 25-26 November 1994. [ECCS 66. Burgess I. Series II.P. ECCS-TC7/CIB report N 257.K.. p. Journal of the Structural Division ASCE.1. 2000] El-Tawil S. ISBN 0-7923-6700-6. No. 1980] DeWolf J. 1994] Gomes F. 63. Experimental research of minor-axis joint. 1991. Plank R. London. 1997] Jaspart J. Comparison with theoretical predictions.P. p. 43 (1-3). No.T.: The bearing strength of concrete loaded through flexible plates. J. Innsbruck 1999. [Jaspart. Maquoi. 2002. 20.T. The Paramount Role of Joints into the Reliable Response of Structures. ST4. 1-15. Department MSM. [Jaspart.L... [EN10210] EN10210-1: Perfis tubulares acabados a quente: Parte 1. Kunnath S. Building Research Establishment. and Sarisley E. (in French). No. Wald. Journal of Constructional Steel Research. Vol. Brussels. Stratan A. N..: Effect of Local Details and Yield Ratio on Behaviour of FR Steel Connections. p. ISBN 3-433-01250-4. 1999] Huber G. Cost C1 document. [El-Rimawi et al. p. 2000.T. Jaspart.J.: Recent advances in the field of steel joints – columns bases and further configurations for beam-to-column joints and beam-splices.D: Axial tests on beam/column connections.M. 1978. 1999 [El-Tawil et al. Vol. Mikesell T. ASCE. p. Ciutina A. 2000. PhD Thesis. [Dubina et al. J. 106. 1990] Jarrett. p..F.M. 2167-2185. [Gomes et al. 781-794. ST11...: Column Base Plates with Axial Loads and Moments. 1968a] Hawkins N. 65. 1999. 79-87. Brussels..C. Second International Workshop “Structures in Fire”. 2002] Franssen J-M: Numerical determination of 3D temperature fields in steel joints.. Behaviour of minor-axis joints and 3-D joints. p. Bauingenier. 1980.: The bearing strength of concrete loaded through rigid plates. 1978] DeWolf J. 1996. Dordrecht. 2000] Dubina D. 1999] Dwight.: Cyclic Tests on Bolted Steel and Composite Double-Sided Beam-to-Column Joints. in German. [Eligehausen. BRE Client Report CR 55/90. 129-139. 2000] European Recommendations for Sandwich Panels. [Huber. Christchurch..C. Journal of Structural Engineering. Ernst & Sohn. Brussels. [Hawkins. No. March 1968. Thesis University of Liège.. 1997. CEN. Jaspart. 1990. [Dwight.W. 2000. Jaspart. [ENV 1090-1: 1996] ENV 1090-1: 1996 E: Execution of steel structures –Part 1: General rules and rules for buildings. [Franssen.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [DeWolf and Sarisley. [DeWolf. CEN. 104. 1997. J. Magazine of Concrete Research. 1991] Jaspart J. 95-102. EN ISO 898-1: 1999: Características mecânicas dos elementos de fixação em aço ao carbono e em aço de liga. 144 Manual de ligações metálicas . NATO Science Series. Kluwer Academic Publishers.: Etude de la semi-rigidité des neuds poutre-colonne et son influence sur la resistence des ossatures en acier. Cost C1 document. [Gomes. E & FN SPON. [EN ISO 898-1: 1999].P. Vol. Vol. 295-305. 1994] Gomes F. Journal of the Structural Division ASCE.: Aluminium Design and Construction. p. 1990] Eligehausen R. Vol..T. 1990. Liège. No. Parte 1: Parafusos de pernos. Design.: The Influence of Connections Stiffness and Behaviour of Steel Beams in Fire. [Hawkins. 4.. 31-40.C.A. Magazine of Concrete Research. [Jarrett. 26-28 October 1994.: Axially Loaded Column Base Plates. June 1968. p. 1968b] Hawkins N. 20. F. 126.P. 1997] El-Rimawi J. edited by Baniotopoulos C.

3-37. v1. edited by Baniotopoulos C. Coimbra (in portuguese) University of Coimbra Manual de ligações metálicas 145 . 1983. Espoo. Journal of Structural Engineering. [Lima et al..C. London..: Effects of floors on mechanical behaviours of steel column bases. 1998. F.. Portugal. [Moore.. Prentice-Hall. 1996] Liu T. O’Dell T. 1995] Mazzolani. ISBN 0-415-23577-4. 1997. 2001.265-276.8 bolts in fire. 2000. Lennon T. 2000] Mazzolani. E&FN SPON.: Effect of Local Details on Ductility of Welded Moment Connections.C. da S. Plank R. 1988] Kato B. edited by Armer G... Ricles J. 1996] Neves. L. p. U. O. 1121-1130.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [Kato. Journal of Constructional Steel Research.C. 68 (14).M.: Bolted beam to column moment connections. [Mazzolani. Willems. “Avaliação Experimental de Ligações Viga-Coluna com Placa de Extremidade Rasa Sujeitas à Momento Flector e Esforço Axial de Compressão” In: III CMM 2001 – Actas do III Encontro de Construção Metálica e Mista. 2001. de Lima. Vol. Oslo. Wald. London. de Andrade. 1997] Leston-Jones L. 1988. 1997. 4. E&FN SPON. [Kouhi.W. F. de Lima. Portugal. Proceedings of Institution of Civil Engineers.: Semi-Rigid joints in steel structures – stiffness prediction of minor-axis configurations... Rotational Capacity of Steel Joints.: Modelling of Joints of sandwich panels. [Mao et al. Burgess I.9. ISBN 0-7923-6700-6. Furch. 20.M. Willems N.. Series II. 1990. “Experimental Analysis of Extended Endplate Beam-to-Column Joints Under Bending and Axial Force” In: Eurosteel2002 – Third European Conference on Steel Structures. E & FN SPON.C. London. p. Pedro C.. p.: Moment resistant connections of steel frame in seismic areas.: The behaviour of high-strength grade 8. [Neves. [Leston-Jones et al. p 410-419. Engineering Journal AISC.M. Luís Simões da Silva.W.M. 1996. 1036-1045. VTT Research Notes 1185. 2000.: Behaviour of steel beam-to-column connections in fire. MSc Thesis. Inc. 3rd draft. Vol. 122 (4).. Dordrecht. Sokol Z. 36 (2). 1998].H. 33 (1-2). Pedro C. [Lima et al. A. static and dynamics tests of building structures. in Proceedings of Nordic Steel Construction Conference 98. In: Fire.. 2002] Luciano R. Kuhlmann. O. Kortesmaa. 1990]. Document COST C1/WD2/98-01. Vol. 2001...M.. 1998. Vol. p.S. [Kuzmanovic.. p 263-271.B.: Finite element modeling of behaviour of steel beam and connections in fire. 1990] Lawson R. Kortesmaa M. Journal of Constructional Steel Research. Vol... [Mazzolani. 1983. ASCE. New Jersey. [Murray. 387-394.: Full-scale fire tests on complete buildings. Vellasco e Sebastião A. Wald F. Lu L. L. Aveiro. Vellasco and Sebastião A. p. [Nakashima.: Strength tests on bolted connection using highstrength steels (HSS steels) as a base material. 2001] Luciano R. 181-199. 127. vol. 467-474. 2. 1990. CIDECT report No. Structures & Buildings. de Andrade. [Lawson. 1983] Murray T. [Kuhlmann et al. No. 1998] Nakashima S.: Design of Lightly Loaded Steel Column Base Plates. [Liu.. da S. G. 143-152. The Structural Engineer. Fisher J. II. p. CMM: Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista.. [Mareš et al. Kouhi J. Coimbra. Kluwer Academic Publishers. [Kirby. p. R.: Steel Design for Structural Engineers. L. 1995.. 6C-88/6. September 2002. NATO Science Series. 2001] Mao C.: Aluminium Alloy Structures... 1997] Moore D. p. The Paramount Role of Joints into the Reliable Response of Structures. F. 1995] Kirby B. Luís Simões da Silva. 2000] Mareš J.J: Elevated temperature moment-rotation test on steelwork connections. G.. 1983] Kuzmanovic B. Proceedings of the second Cardington Conference Cardington.

edts. [prEN 1990: 2001] EN 1990: Basis of Structural Design. CEN. 1992.9: Fatigue Strength of Steel Structures. Part 1: General Rules. 2000. L.: Tests of fire-resistance bolts and joints. CEN. 2003. IABCE. CEN.3: General Rules. Brussels. General Rules and Rules for Buildings.G. Malik A. Brussels. [prEN 1998-1. Butterworths. European PreStandard. 2002. Ave T. Part 1.1: General Rules. Brussels. [prEN 1993-1-9: 2002] EN 1993-1-9 .. General Rules and Rules for Buildings. European Pre-Standard. CEN. 146 Manual de ligações metálicas . Butterworths. European Standard. 2002. 1999. Cheal D. 19-20 September 2002. European PreStandard. Brussels. Part 1. 2002] Self-supporting double skin metal façade insulating sandwich panels –Factory made products -Specification. 2002] Neves. Eurocode 2. Part 1.Eurocode 9: Design of Aluminium Structures.. Nethercot D.B. 2003. Eurocode 3. CEN. Furumura F. European Norm. European Pre-Standard. European Standard. p. Cheal D. 3131-3150. Eurocode 0. [prEN 1993-1-1: 2003] ENV 1993-1-1: Design of Steel Structures. European Pre-Standard. [prEN 1993-1-2: 1995] EN 1993-1-2 . draft. Brown D. European Norm. [prEN 1993-1-2: 2002] EN 1993-1-2 . 2001.. [prEN 1993-1-3: 2002] EN 1993-1-3 . II: 1101-1110.G..C.: Structural steelwork connections. [prEN 1993-1-1: 1992] EN 1993-1-1 . 1993. Brussels 2002. CEN. 2001. CEN. [Sakumoto et al. 1992] Sakumoto Y. London. CSI Ascot. Part 1.. 2003.. Experimental Behaviour of End Plate Minor Axis Steel and Composite Joints under Static Monotonic Loading. Part 2: Fadigue. [prEN 1999-1-1. European Pre-Standard.W. Istanbul.Eurocode 3: Design of Steel Structures.2: General Rules. Brussels.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [Neves et al. Brussels. CEN.F. [Owens et al.. [Piraprez.Eurocode 3: Design of Steel Structures. Brussels.. L.. Document RT755/02. Brussels. 1989. Proceeding of International Conference on Steel Structures of the 2000’s.2: General Rules. [Owens. Tizani W. CEN.1: General rules..: Behavior of plates with slotted holes. Coimbra. 1989] Owens G.S e Vellasco. King C. Brussels 2002. 1988.B. Brussels.: Structural Steelwork Connections. Structural Fire Design. [prEN 14509. 2001] EN 1998-1 . 2001.Eurocode 9: Design of Aluminium Structures. 119 (11). & Silva. 1998.Eurocode 3: Design of Steel Structures. Part 1. 2000] Piraprez E. [Owens. Journal of Structural Engineering. Keira K. Structural Fire Design.W.S. CRIF Belgium.W. 1988] Owens G.C.A.Eurocode 3: Design of Steel Structures. CEN. European Standard. Silva. CEN. [prEN 1993-1-8: 2003] EN 1993-1-8 .Eurocode 8: Design of structures for earthquake resistance. European Pre-Standard..Eurocode 3: Design of Steel Structures. [prEN 1993–1-1: 2003] EN 1993-1-1 – Eurocode 3: Design of Steel Structures.. vol. Eurocode 3. European Pre-Standard. 1998] EN 1999-1-1 .Eurocode 3: Design of Steel Structures. 1999] Owens G. CEN. Seismic Actions and Rules for Buildings. In Proceedings of the Third European Conference on Steel Structures.. L. Brussels. [prEN 1992-1-1: 1992] ENV 1992-1-1: Design of Concrete Structures. 1992. Brussels.: The bearing capacity of Slotted Holes. Part 1. CEN. Cheal. Supplementary Rules for Cold-formed Thin Gauge Members and Sheeting.C. [prEN 1999-2. Part 1. 1999] EN 1999-2 .P.M. Brussels 1995.8: Design of Joints. Taylor J. P. ISBN 0-408-01214-5. Cheal. 1999. London. Coimbra: Lamas.A. A. CEN.

TNO Rapport BI-88-094. Amidi A.: The bearing capacity of plates made with long-slotted bolt holes. p. de Andrade..Appendix 6C . 1988] Stark J.2.. 2002. Coimbra.. 29. 1999] Tizani W.. Vol. 405-414. in Dutch. University of Nottingham. Pedro C.. 2002. [Silva et al. No. [Tizani. Rotterdam 1999. Ungerman D.W. Journal of the American Concrete Institute. 1998] Steenhuis. L. Bijlaard F. 49. 1990] The Steel Construction Institute: Enhancement of fire resistance of beams by beam-to-column connections.W. L.: De berenkening van voetplaten van stalen kolommen.. BCSA. Meeting in Ljubljana. [Simões da Silva et al. Coimbra.. A. p. The Steel Construction Institute.. No. Delabre V. p. 2002] Spyrou S. 14691478.W. Stalbouwkundig Genootschap. [Stark. Part B: Evaluation. 1999] Steenhuis M. [Snijder. p.1. 2003] Simões da Silva. Vila Real P: A component model for the behaviour of steel joints at elevated temperatures. 57 (11).S..P. Delft 1998. Manual de ligações metálicas 147 . Amidi. TNO Building and Construction Research Report 98-R-0477. ISBN 90-72830-29-6. Vellasco and Sebastião A. 1991].: Preliminary Base Plate Selection.S. ‘Tensile membrane action and robustness of structural steel joints under natural fire (EC FP5 HPRI–CV 5535)”. 3. Luciano R. Journal of Structural Engineering.. London. Jr. SCI Publication 086. In: Proceedings of Eurosteel 2002 – 3rd European Conference on Steel Structures. Paper 49.W. 5. [Sokol et al. 2001. 92-99.B. and Borges. ASCE. p. Jr.H. Technical report. No. 1998. “Experimental Behaviour of Endplate Beam-to-Column Joints Under Bending and Axial Force – Database Reporting and Discussion of the Results” In: ECCS Technical Committee 10 – CONNECTIONS – TWG 10. Wald F. Švarc M. A.W. Santiago A. Sedlacek G.. SCI No. Relatório UC/DEC/GCOM/2003-010/RR/JOINT. 1999. 1975.. Assembly Procedure for Base Plates. Coimbra. Santiago. SCR 99002.B. 2003.. 1988.. 2001] Simões da Silva L. M. Bijlaard. 1987] Stockwell.: Momentverbindungen. Vol.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [Schneider. 124. p. Muzeau J. 1991. Engineering Journal AISC..: Component-based studies on the behaviour of steel joints at elevated temperatures. 1998] Schneider S. [Steenhuis. O.. 1169-1195. 21-28. AISC. 2002] Sokol Z.B. 1988] Snijder H. 21. C.. in Proceedings of Eurosteel 2002 Conference. 1975] Stockwell F. Delft.. F. Background documentation. report. Vol. Delft.: Base Plate Design. Vol.P..K. Burgess I. de Lima. 2002] The Steel Construction Institute and The British Constructional Steelwork Association Ltd. November 1957. [Stockwell.: Eurocode 3 . National Engineering Conference Proceedings. 1988. 2002] Luís Simões da Silva. April 2002. [Stockwell. 1990. BI-88087. Bouwen met staal. SG/TC10a.: Bearing Capacity of Concrete. [Steenhuis. Simões da Silva. G. [Stark. L. L.: Seismic Behaviour of Steel Frames with Deformable Panel Zones. Steel Construction Industry Forum: Investigation of Broadgate phase 8 fire. Stark J... Davison B. 1979] Stark J.. HemmertHalswick A. [Spyrou et al. Design of End Plate Joints Subject to Moment and Normal Force.K. [SCI recommendation.. Journal of Constructional Steel Research. [SCI recommendation. No. Plank R. [SCI recommendation.Column Bases.. 1957] Shelson W. Joints in Steel Construction – Simple Connections. 35-42. SCI. Bijlaard F. 58. 2002. p. [Shelson.. September 1979. [Simões da Silva et al. da S.: Evaluation of test results on bolted connections in order to obtain strength functions and suitable model factors. April/May 1987. edited by Lamas..

W.. Nethercot D. 6-83-23.P. p. 1993.: Guide on the use of bolts: Single sided (blind) bolting systems. Innsbruck. 6-85-M. 2002] Yeomans N. ISBN 80-01-01337-5. Prague. edited by Maquoi R. Report No. Sokol Z.. Brussels. [Wald et al. 497-507. Sokol Z.. May 8th-31st. 2000.: Stiffness of cover plate connections with slotted holes.. [Wald. Steven Laboratory.C.: Summary of the Research on Bolted Beam-to-Column Connections (period 1978 .. ISBN 97298376-3-5.. ISBN 3-9501069-0-1.P. 1007-1016.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [Toma et al..M. and Steenhuis. 2002. [Wald et al. 148 Manual de ligações metálicas . ISBN 80-01-02536-8. Delft. [Yeomans.: The Behaviour and Design of Steel Structures to BS5950..S. in «Proceedings of the 3rd International Workshop on Connections» (eds R. p.P.. Institut für Stahlbau. Jaspart.. 1999.. No. Michl T. Sokol Z.F. Weynand K. [Zoetemeijer. 1993] Toma A.. Delft. 155-166. The Stiffness Model of Revised Annex J of Eurocode 3. CTU reports. Strength and Design. Baniotopoulos.: Numerical modelling of column base connection. 1993] Wald F. ČVUT. Colson and R.: Application of the Component Method to Column Bases. Trenco.. 2000. 1990.. edited by Maquoi R.P: Component Method for Base Plate of RHS. London.Test and Analysis.: Connections in Cold-Formed Steel. [Weynand et al. Summary of the research on bolted beam-to-column connections. [Zoetemeijer.: Cold-Formed Steel Design. 1999] Wald F. Brussels 1999..A. [Wald. 2002a] Wald F. Praha. 2001] Trahair N.. [Yu. Mazura V. 1995. Holzbau und Michbautechnologie.... Column-Base Connections. In: Proceedings of the Conference Connections in Steel Structures IV: Steel Connections in the New Millennium. [Wald. Baniotopoulos C. Rep. 219-237. TU-Delft report 26-6-90-2... Brussels. edited by Huber G. CTU.. Spon Press. No. ThinWalled Structures. J. 1993.: Column and Anchor Bolts. p. P.1983). Eurosteel 2002. 1990] Zoetemeijer P. Zandonini).. Coimbra. Muzeau J. John Wiley & Sons. p.: Experiments of bolted cover plate connections with slotted holes. CTU. Heron. Delft. Vol. 1974. 2002b] Wald F. [Trahair et al. Weynand K. No. Elsevier Science Publishers Ltd.. 2/2002. ECCS-TC10-01-WG3/188 (revised). 1998] Wald F. 1999. Column Base. 1995] Weynand... In: Cost C1. 1995.: Column Bases in Steel Building Frames.. 1983a] Zoetemeijer P.. 79-97. Vol. Bouguin V.. 1998] Wald F. 2002. Steven Laboratory. Bjorhovde. Semirigid behaviour of structural steel connections. 2. 20 (1). 1983.. [Zoetemeijer. ISBN 92-828-6337-9. [Wald et al. Moal M. Moal V. Roanoke. 1983b] Zoetemeijer P. M. 1999] Wald F. Jaspart J. Proposal for Standardisation of Extended End Plate Connection based on Test results .. 1999. [Wald. A Comprehensive State of the Art Review. A Design Method for the Tension Side of Statically Loaded Bolted Beam-to-Column Connections.. [Zoetemeijer. p. Connections in Steel Structures III: Behaviour.: Patky sloupů. 1974] Zoetemeijer P. Gresnigt A. p. K.. Jaspart J. 1983. 22. Praha. Italy. 2001. 2000] Wald F. A. In: Proceedings of COST C1 Conference Liège 1998. Festschrift Commerative Publikation to Ferdinand Tschemmernegg. Bradford M. Sedlacek G. Muzeau J.. ISBN 92-828-6337-9.. 317–330. 2000] Yu W. 1995] Wald F. [Wald et al. 16. [Wald. Mazura V. edited by Weynand K.A. 2002. Jaspart. In: COST C1 Conference Liège 1998..

Tradicionalmente. resistência e capacidade de rotação para uma gama alargada de ligações aparafusadas e soldadas. fabricação e montagem de estruturas metálicas. Nos últimos anos foi feito um grande esforço para se tentar avaliar o comportamento real das ligações. Foi elaborado a partir de questões recolhidas junto dos projectistas. com base nos fundamentos e métodos de dimensionamento apresentados nesta Norma. em simultâneo com a introdução de materiais de construção de alto desempenho. o dimensionamento de ligações metálicas baseia-se apenas em verificações da capacidade resistente. . nomeadamente no que diz respeito às ligações. construtores e fabricantes.O desenvolvimento no projecto.8 do Eurocódigo 3 (prEN 1993-1-8) considerou estes desenvolvimentos e inclui uma abordagem ao cálculo da rigidez. Uma das suas acções é o apoio ao desenvolvimento de material educacional necessário a incentivar os projectistas europeus a adoptarem a EN 1993-1-8. A parte 1. tem conduzido à evolução e desenvolvimento de novos critérios de dimensionamento e construção de estruturas metálicas. em toda a União Europeia e respondidas por especialistas nas respectivas áreas. Este livro pretende fornecer informação detalhada sobre o comportamento das ligações. O Comité Técnico de Ligações Estruturais da Convenção Europeia de Construção Metálica (ECCS TC10) apoia o desenvolvimento e a implementação de um conjunto de regras para o dimensionamento de ligações metálicas.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->