AVALIAÇÃO MEDIADORA Uma prática em construção, da pré-escola à universidade Jussara Hoffmann, 1998 INTRODUÇÃO A autora faz sua

introdução afirmando que este livro é um compromisso! Compromisso de encaminhar-se da reflexão à ação, princípio maior de uma postura avaliativa mediadora. Este é seu segundo livro e nele ela busca o aprofundamento dos princípios da avaliação mediadora. Jussara Hoffmann procura discutir uma perspectiva de avaliação que se contraponha à prática tradicional. Busca o verdadeiro sentido em direção a uma educação igualitária e libertadora, que tenha sentido de vida. POR UMA ESCOLA DE QUALIDADE A perspectiva que a autora defende (avaliação mediadora) diz respeito à questão de melhoria da qualidade de ensino (que é a crença de toda a sociedade). Ela argumenta que popularmente toda inovação gera resistência, logo, propostas inovadoras em educação geram olhares na questão do resultado, que é o produto da educação. Inicia-se então uma reflexão quanto à avaliação classificatória e o ensino de qualidade: • O sistema de avaliação tradicional, classificatório, assegura um ensino de qualidade? • A manutenção das provas e notas é garantia do efetivo acompanhamento dos alunos no seu processo de aprendizagem? • O sucesso de um aluno na escola tradicional representa o seu desenvolvimento máximo possível? A partir destas questões Jussara se refere aos altos índices de reprovação e evasão, acesso e permanência. Segundo ela uma melhoria da qualidade de ensino deve absorver os dois níveis de preocupação: deve ser uma escola para todas, que as compreenda, que a auxilie a usufruir e ser consciente de seu direito, além de torná-la capaz de reivindicar uma escola de qualidade. Com a implementação dos ciclos, em 1992, pela SME surgiram discussões a cerca de que se os professores não vão avaliar tradicionalmente, então podem abandonar os alunos! A autora afirma que a não-reprovação não pode ser entendida como uma proposta de não-avaliação. Jussara cita países como Itália e França que tiveram boas experiências com os ciclos, mas que não é possível importar modelos, além de os professores enxergarem as notas e provas como controle sobre seus alunos. Mas então o que é qualidade? É o desenvolvimento de todas as possibilidades do educando? As notas altas podem garantir um indivíduo capaz de descobrir alternativas para enfrentar o mundo atual?

A maior parte desse tipo de “aprendizado” é esquecida assim que o exame termina. só havendo reprovação na passagem dos alunos de um ciclo para o outro. das escolas e dos pais sobre os professores. Controle esse que parece não garantir o . mas buscar alternativas para uma ação educativa voltada para a autonomia moral e intelectual. Desenvolvimento máximo possível Sucesso na escola “A parte que não se sobrepõe ao círculo à direita (. os professores em geral. O surgimento dos ciclos na PMSP ocorreu em 1992.. Finaliza o capítulo citando La Taille (1992): autonomia significa ser capaz de se situar consciente e competentemente na rede dos diversos pontos de vista e conflitos presentes numa sociedade. A autora afirma que esta proposta de não-reprovação não pode ser entendida como uma proposta de não-avaliação (a promoção automática não é abandono). numa perspectiva mediadora da avaliação. porém antes de compreender verdadeiramente “o sentido da avaliação na escola”. como uma proposta de aprovação automática. discutem muito “como fazer avaliação” e chegam a sugerir metodologias diversas.. do sistema sobre suas escolas.Citando Kamii (1991): o desenvolvimento máximo possível do aluno não pode ser representado por dois círculos que se sobreponham perfeitamente. sem limites préestabelecidos. significa desenvolvimento máximo possível.” QUALIDADE.) refere-se às respostas corretas que os estudantes aprendem somente para satisfazer o professor e passar nos exames. Deste modo. Por muito tempo a autora vem estudando a postura dos professores em relação à avaliação e constatou que esta se transformou em uma rede de segurança a eles. desencadeadores da ação educativa. a escola não pode aceitar as pré-condições sócio-culturais do aluno. PROVAS E NOTAS: REDE DE SEGURANÇA DOS PROFESSORES? Segundo a autora. As notas e provas funcionam como redes de segurança em termos de controle exercido pelos professores sobre seus alunos. embora com objetivos claramente delineados. um permanente “vir a ser”. portanto.

Aí a necessidade indiscutível de atentarmos à contribuição da teoria de Piaget para o avanço em sérias questões da prática avaliativa. carentes. p. mesmo. esfomeados. entusiasmo de professor novo!” OS RESPONSÁVEIS PELO FRACASSO: PROFESSOR. ALUNO OU SOCIEDADE? Normalmente quanto aos alunos que não aprendem. não realizam atividades. São esses considerados competentes? Então a turma de alunos é rebelde. então. há um visível privilégio pelo professor quanto a questões atitudinais e. “Utilizam-se.ensino de qualidade que viemos pretendendo. Sugestões de outros colegas que deram certo? Nem pensar! É utopia. desatentos. compreender e perseguir esse princípio. nos professores anteriores. os professores de escudos e armaduras para resistir a quaisquer ataques no momento de apresentação dos resultados. “o sistema classificatório reforça a manutenção de uma escola para poucos. são agitados.”(Hoffman. Não é esse o perfil dos alunos? Então são incapazes. Sujeito aluno: “Analisar o caráter de sua desatenção ao estímulo selecionado ou incapacidades várias de perceber aquela experiência como lhe foi apresentada. indisciplinada. pois as estatísticas são cruéis em relação à realidade das nossas escolas. desatenta. Convite à reflexão: • • • Os alunos que APRENDEM: prestam atenção. . Os alunos que NÃO APRENDEM: não faltam e prestam atenção.26) AS CHARADAS DA AVALIAÇÃO Porque o aluno não aprende? (uma questão e também uma charada que a prática avaliativa nos propõe. os encaminhamentos ao aluno ou aos pais acabam sendo referentes ao comportamento deles em termos de disciplina ou comprometimento. Índices de reprovação elevados? A culpa está nas séries anteriores. Os alunos que NÃO APRENDEM: faltam muito. Porque os alunos não aprendem? Sujeito professor: “Discutir o fracasso significa delinear a incompetência do professor.) Na verdade é preciso antes saber como se adquire conhecimento. participam das aulas. alcançam bons resultados de aprendizagem. realizam todas as tarefas.

sabendo o que o aluno sabe. Segundo Paulo Freire: “a educação crítica considera os homens como seres inacabados.” Então o aluno AINDA não aprendeu! UMA VISÃO CONSTRUTIVISTA DO ERRO O que é erro na visão construtivista? São as hipóteses construídas e generalizadas. Fuga do professor Para a autora a fuga do professor aparece em sua incansável busca por questões não subjetivas. Voltemos à pergunta: PORQUE O ALUNO NÃO APRENDE? Se entendermos a construção do conhecimento como permanente e sucessiva. podemos compreender que não depende exclusivamente da explicação clara do professor o entendimento do aluno sobre uma ou outra questão. incompletos em uma realidade igualmente inacabada e juntamente com ela. semelhanças e diferenças. em busca da construção do conhecimento. sugere que o professor interaja com o aluno fazendo anotações significativas. . a negativa (não aprende) torna-se incoerente. vão sendo paulatinamente reformuladas pelo indivíduo a partir da observação dos fenômenos em suas relações. Postura de correção do professor Ao contrário. O princípio da teoria construtivista é fundamental para a avaliação! Por isso. Tipo de exercício que se deve evitar: A ______ é formada de __________. Jussara Hoffman sugere que o professor tenha uma postura de correção. para ultrapassar determinados estágios de desenvolvimento e ser capaz de estabelecer relações cada vez mais complexas e abstratas. em prol de uma “justiça” na correção e aferição de notas ou conceitos. Este tipo de atividade não tem significado e pressupõe que o aluno deva obviamente decorar o conteúdo de modo a encaixar as palavras que o professor quer que sejam respondidas. da vivencia de objetos e situações.AS DIFERENÇAS INDIVIDUAIS O aluno constrói o seu conhecimento na interação com o meio em que vive. É utilizada na _________. num primeiro momento. Deste modo depende das condições desse meio. mostra-se contra a correção por certo e errado. Este entendimento só ocorrerá de acordo com a vivência anterior do aluno.

algumas mais extensas. porque para fazê-lo temos que nos recolher no silêncio de quem olha para ver.  OPORTUNIZAR DISCUSSÃO ENTRE OS ALUNOS A PARTIR DE SITUAÇÕES DESENCADEADORAS Na teoria construtivista é essencial a interação entre iguais para o desenvolvimento do conhecimento lógico-matemático. através de jogos. prestando atenção para desencadear novas questões.” • Sugere também que se trabalhe com o professor não a partir da teoria de avaliação mediadora. apenas para saber o que ele pensa ou faz. sendo acompanhado pelo professor. os estudantes refletem sobre os seus argumentos iniciais. outras menores. descobrir-se-á como reformulá-las para serem adequadas a tal investigação. Cita Kamii: “a proporção de cooperação na interação adulto-criança será o fator determinante para o desenvolvimento da autonomia.. de quem ouve para escutar. (caso do Kevin na leitura da Rapunzel) . em casa. momentos de troca de idéias entre educadores e educandos na busca de um conhecimento gradativamente aprofundado. formular conceitos. condição para a arte refletir pelo poder de refletir.Citando Lino de Macedo: “é que nós observamos pouco. buscam contraargumentos. bem como desencadear-se-ão processos de revisão em relação a determinados conteúdos rotineiramente trabalhados pelos professores. exige do observador uma atividade nada passiva de estruturar com sentido aquilo que lhe é dado complementar.) Segundo Jussara. (. encaminhar-se efetivamente à aprendizagem. A autora ainda nos lembra que a escola não tem por objetivo a eliminação de candidatos como tais concursos e age como se tivesse tal finalidade.) e que um observar. debates e a partir de textos. mas nunca elementos de avaliação individual. enriquecem suas idéias. PRINCÍPIOS DA AÇÃO AVALIATIVA MEDIADORA  OPORTUNIZAR AOS ALUNOS MUITOS MOMENTOS DE EXPRESSAR SUAS IDÉIAS Não quer dizer que devemos abandonar a realização de tarefas pelos alunos. mas realizar sessões de estudo a partir de tarefas realizadas pelos alunos em diversas ocasiões. A escola deve ter o caráter problematizador e dialógico. têm a oportunidade de fazer descobertas próprias.” Na avaliação mediadora o momento de correção passa a existir como um momento de reflexão sobre as hipóteses que vierem sendo construídas pelo aluno e não para considerá-las como definitivamente certas ou erradas. que deve estar alerta aos vários argumentos surgidos. que produz conhecimento. A hipótese que defende é que se as tarefas de aprendizagem forem consideradas como elementos de investigação do professor sobre o processo de construção do conhecimento. (por isso agrupamento produtivo. de quem pode contemplar e admirar o outro. Em aula. Jussara sugere muitas e diversificadas tarefas em todos os momentos..

A correção exige respeitar a criança em suas etapas de desenvolvimento. sugerindo seu próprio prestar atenção.  TRANSFORMAR OS REGISTROS DE AVALIAÇÃO EM ANOTAÇÕES SIGNIFICATIVAS SOBRE O ACOMPANHAMENTO DOS ALUNOS EM SEU PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO. o professor passa a fazer parte do AINDA. é preciso ultrapassar a sistemática tradicional e atribuir significado ao que se observa em sua tarefa.” Assim. A avaliação mediadora exige a OBSERVAÇÃO INDIVIDUAL de CADA ALUNO. O ERRO NÃO É UM PECADO “O erro tem natureza diversa e a observação é o que possibilita o exercício do aprendizado do olhar (.” (Freire) O acompanhamento das tarefas exige um registro sério e significativo. PROCURANDO ENTENDER RAZÕES PARA AS RESPOSTAS APRESENTADAS PELOS EDUCANDOS. AUXILIANDO-OS A LOCALIZAR AS DIFICULDADES. OFERECENDO-LHES A OPORTUNIDADE DE DESCOBRIR MELHORES SOLUÇÕES. REALIZAR VÁRIAS TAREFAS INDIVIDUAIS. No vocabulário dos professores “incluir a expressão AINDA. que resulta no possível aprender..  AO INVÉS DE CERTO/ERRADO E DA PONTUACAO TRADICIONAL. comprometendo- .. PORQUE CORRIGIR PROFESSOR? A autora justifica meu projeto de leitura e escrita realizado na EMEF Eurico Gaspar Dutra. INVESTIGANDO TEORICAMENTE. MENORES E SUCESSIVAS.) É uma leitura da realidade para que eu possa me ler. ATENÇÃO: PROVA EM BRANCO É SINAL DE ALERTA! Não responder uma tarefa quer dizer que ela não chegou a ser perturbadora a ponto de levá-lo a inventar respostas! Investigar tarefas avaliativas exige a interpretação das respostas dos alunos em termos da natureza dos erros cometidos para o planejamento de intervenções coerentes. que não se reduz a número de acertos ou a conceitos amplos. FAZER COMENTÁRIOS SOBRE AS TAREFAS DOS ALUNOS. atenta ao seu momento no processo de construção do conhecimento. Jussara sugere jamais atribuir notas às tarefas. valorizando idéias.

bem como relatar o processo vivido em sua evolução.) os pais ao tomarem conhecimento destes registros não recebem tais considerações com bons olhos.se em tornar o “vir a ser” possível. às sugestões de cooperação entre todos que participam do processo. este tem sempre privilegiado questões atitudinais (relação com os colegas. Possibilita também a apropriação e socialização do conhecimento e a construção da memória como história desse processo. o interesse do aluno está intimamente relacionado às questões cognitivas. descobertas e dos alunos. A curiosidade desperta o interesse. dirigindo-se aos encaminhamentos. quando o professor faz algum tipo de registro. em oportunizar-lhes muitos desafios que favoreçam sua descoberta do mundo. do medo... perdição.. do sofrimento. uma resposta transformadora. mas alerta que o perigo está em exigir atenção. disciplina como únicos determinantes da aprendizagem.a afetividade é a mola propulsora das ações e a Razão está a seu serviço. do branco das idéias.” Madalena Freire . para depois conquistar o relaxamento.. “Construir conhecimento implica enfrentar a tensão do não saber. adequados aos estágios de desenvolvimento de seus alunos. o repouso temporário da construção de um conhecimento. atenção. interesse. do escuro. (Madalena Freire) Lembra-nos ainda que os professores não foram ensinados ou acostumados a relatar suas experiências e sim acostumados a planejar o futuro e não a refletir. Muitas vezes. Professor. sem buscar outras razões para as dificuldades dos alunos. É o registro que historifica o processo para a conquista do produto histórico.. conquistas.” Deste modo alterações nos registros de avaliação exigem do professor a reflexão sobre o significado da prática avaliativa. em seu desenvolvimento. re-apresenta o que nossa consciência pedagógica se deflagra. então planeje desafios possíveis de serem resolvidos.. Não existe sujeito do conhecimento sem apropriação de história. desafia-nos a prestar atenção em todos os alunos e a refletir PROFUNDAMENTE sobre avaliação educativa: a escrita – reapresentação da fala. RELATÓRIOS DE AVALIAÇÃO Neste capítulo a autora chama a atenção para a importância dos registros citando Paulo Freire: “Porque é importante registrar? O ato de conhecer é permanente? Então está implícito o conhecimento como ato social e que esse educador faz história. comprometimento. numa visão construtivista.” La Taille ELABORANDO RELATÓRIOS DE ACOMPANHAMENTO Neste capítulo a autora nos convida a refletir sobre os relatórios de acompanhamento de construção do conhecimento (avaliação mediadora) e aponta para a necessidade destes relatórios expressarem avanços. De modo algum a autora desvincula as questões sócio-afetivas das questões cognitivas. “.

construído a partir da tempo que sala de aula com compreensão dos fenômenos estudados.Como é possível alterar A avaliação termos de contribuir.AVALIAÇÃO MEDIADORA NO ENSINO DE 2º E 3º GRAUS Nesta parte do livro Jussara Hoffmann nos convida a refletir sobre a avaliação mediadora nos graus mais elevados de ensino. A análise das atividades provoca um diálogo entre o professor e o aluno. que os professores classificatória profissional competente favoreçam a descoberta do significado da forma um sem uma prática avaliação mediadora. num considerando o número do professor maior movimento de superação do saber de alunos com que tempo de transmitido a uma produção de saber trabalhamos e o reduzido permanência em enriquecido.Não estaremos nós. nesta A avaliação Neste caso o ato de acompanhar pode ser proposta. cita Amélia Castro: a concepção fracasso de alunos matéria e não piagetiana incide diretamente sobre a própria desinteressados e prestam atenção relação entre o ensinar e o aprender. uma enorme mediadora exige definido por favorecer ou por estar junto a.. ARGUMENTAÇÕES DE JUSSARA HOFFMANN Tal argumentação denota uma concepção behaviorista de aprendizagem. Para isso exige acompanhamento e diálogo. .) O ensinar e o aprender ficam presos um ao outro. responsabiliza-se atendimento aos alunos? ao aluno. sociedade (competitiva)? competitiva. disponibilidade do atendimento direto Este acompanhar deve ir além do observar. se os professores trabalhassem a avaliação mediadora. permanecemos com as os alunos. na desatentos? em aula. favorecer a nossa prática mediadora exige troca de idéias entre e com seus alunos. O aluno deve ignorar indivíduo capaz de avaliativa exigente e notas e médias e concentrar-se em aprender enfrentar a classificatória e se aprimorar. Os alunos não aprendizagem? Se a educação é uma professores. às questões que são apontadas em seminários em encontros. Responde então. A avaliação . os professores não repetiriam com seus alunos posturas conservadoras de avaliação. o professor para e individualizado professor acompanhando.Em que medida tradicional formaremos um Este é o maior desafio. sendo aprendem porque relação entre seres humanos racionais e responsabilizados pelo não estudam a afetivos. turmas? que pode significar simplesmente conversar. Será que o professor apresenta adequados estímulos de . elucidar. medida em que a interação adaptativa entre o sujeito e o objeto está no centro de sua teoria (. .” A perspectiva de avaliação mediadora pretende evoluir no sentido de uma ação reflexiva e desafiadora do educador em .Será possível alterar o A avaliação É necessária a abertura a novas condutas a paradigma de avaliação classificatória não partir de investigações sérias que levem PERGUNTAS DOS PROFESSORES HIPÓTESES DE CONCEPÇÕES . pelo aprimoramento do aluno..Não é necessária.

mas burocráticas do sistema? decorrência de Não se deveria começar exigências por alterá-las? burocráticas. outros professores a acreditar que é possível. Ao invés de simplesmente assinalar certo e errado nas tarefas dos alunos e atribuir conceitos ou notas a cada tarefa realizada. Converter a tradicional rotina de atribuir conceitos classificatórios às tarefas. tarefas relacionadas às anteriores. apontando-lhes soluções equivocadas. possibilidades de aprimoramento. mas garantindo o acompanhamento de cada aluno a partir de tarefas avaliativas individuais em todas as etapas do processo. ao desenvolvimento do conteúdo. na tentativa de explicitar uma sequencia e gradação de dificuldades que melhor favorecesse a compreensão das aprendizagens percorridas pelos alunos e o efetivo acompanhamento de suas tarefas. a cada etapa. AVALIAÇÃO MEDIADORA: UMA POSTURA DE VIDA . tornando o aluno comprometido com tal processo. Concluiu-se que: AVALIAÇÃO MEDIADORA = METODOLOGIA DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS = CONCEPÇÃO CONSTRUTIVISTA DE ENSINO/APRENDIZAGEM LINHAS MESTRAS PARA A PRÁTICA AVALIATIVA • • • • • Oportunizar aos alunos muitos momentos para expressar suas idéias e retomar dificuldades referentes aos conteúdos introduzidos e desenvolvidos.é opção do diante das exigências professor. Realizar muitas tarefas em grupo para que os próprios alunos e auxiliem nas dificuldades (princípio de interação entre iguais). pois foi preciso repensar o currículo. a professora necessitou estudar a fundo os conteúdos da disciplina. Propor. O CÍRCULO AMPLIA-SE Neste capítulo a autora apresenta o resultado de um projeto em uma turma de matemática da graduação em que a professora da disciplina de matemática elementar se propôs a experienciar a avaliação mediadora com seus alunos. às dificuldades apresentadas por eles. fazer anotações significativas para professor e aluno. em tomada de decisão do professor com base nos registros feitos sobre a evolução dos alunos nas diferentes etapas do processo. calculando médias de desempenho final. revendo seus objetivos. numa gradação de desafios coerentes às descobertas feitas pelos alunos. A hipótese da autora se confirmou.

Os estudos de avaliação desafiam-nos: • Análise de experiências vividas • Respeito à sensibilidade do professor • Aprofundamento teórico A avaliação na escola carrega um significado muito diferente da avaliação no nosso dia-a-dia. É histórico o sentido primeiro do “juízo de valor”. Conhecimento das possibilidades dos educandos de contínuo vir a ser. desde que lhe sejam oferecidas as oportunidades de viver muitas e desafiadoras situações de vida. Posturas de avaliação? Posturas de VIDA! . desde que se confie neles diante dos desafios que lhe oportunizamos.

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