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Sistema_Tributario_Mocambicano[1]

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Published by: Vicente Marcos Mcavala on Jul 29, 2011
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INTRODUÇÃO

Neste trabalho, abordaremos a matéria relacionada com a históriado sistema fiscal moça mbicano postindependência. Trata-se de umbreve excursus histórico que apresentará as três grandes re formas dosistema tributário moçambicano face à realidade social que Moçambique percorreu desde a independên cia até aos nossos dias. Não se trata de um enfoque histórico cabal, mas breves trechos queelucidarão a primeir a grande Reforma Tributária de 1978, a segundade 1987 e a terceira de 2002, segundo a nomenclatura de Dr. Ibraimo Ibraimo, contudo sem querermos sair da linha do nosso professor, Dr.Teodoro Waty que apre senta seis Reformas, designadamente as de1978, 1982, 1987, 1997, 1999 e 2003, porém, todas elas serão eng lobadas naquelas três supracitadas.

Em breve trecho, a Reforma de 1978 visava uma adequação aosprincípios constitucionais do recém-criado Estado moçambicano, comoo de justiça social, próprio do Socialismo (art. 13 CRPM) e à qu alidade do pessoal profissional existente. Também consta o problema dodeclínio das receitas pro vindas da Contribuição Industrial e do Impostode Consumo; a de 1987, em função da implementação do Programapara a Reabilitação Económica, consequência da Reforma anterior quepermitiu o enfraquecimento d a colecta e a consequente agravante,que resultou do mercado paralelo, vulgo candonga que tinhade bilitado e tornado ineficaz o Sistema Fiscal até então vigente. Aqui,revitalizou-se a política dos impost os directos. Durante este período,duas situações ocorreram: a introdução no Sistema Fiscal de ImpostosAutárquicos pel Lei 11/97 de 31 de Maio e a Introdução do IVA(Imposto sobre Valor Acrescentado) e do ICE (Impo sto sobre Consumo Específicos) e; a última Reforma que só apresenta diferença de datas(2002 e/ou 2 003) em função dos autores supracitados, mas mesmoconteúdo, refere-se à aprovação da Lei Base do Si tema Tributário(15/2002 de 25 de Junho). Nesta, estabelecem-se as bases para aimplement ação do novo Sistema de Tributação do rendimento,obedecendo a princípios de unidade e progressividade, as g arantias e obrigações do contribuinte e Administração. Queremos, desde já, referir que seguiremos a linha orientadora doDr. Ibraimo Ibrai mo por apresentar de forma sintética as três Reformase, ainda, por a sua síntese não pôr em causa as diversas Reformas queocorreram até a última, a de 2002. Apesar disso, não prescindiremosda refe rência bibliográfica do Dr. Waty. Para a elaboração deste trabalho recorremos a livros e entrevistacom pessoas que viv eram a época postindependência e sentiram opulsar das Reformas ocorridas, principalmente a de 1987.

Seguiremos uma metodologia que facilitará a leitura deste opúsculo. Desde já, o nosso tema tratará de abordar o sistema fiscal dandoenfoque à primeira Ref orma (I), à segunda Reforma (II) e à terceiraReforma (III). Não se trata do cúmulo de toda a história do direito fiscal post-independência, mas uma ilustração das situações que ocorreram até aúltima Reforma

porquanto estes mesmos impostos dependiam de lucros das indústriase s ociedades ou empresas comerciais. Desde logo. até à data daindependência. o que implicava um a tributação pesadasobre os rendimentos de trabalho. A PRIMEIRA REFORMA TRIBUTÁRIA DE 1978 A necessidade de garantir o funcionamento dos sectores sociais. a saída dos portugueses originou um declínio naAdministração fiscal em termos d e pessoal qualificado. a queda da produção industrial causou igualmente a quedanas cobranças em impost os de produção e de consume. queda naprodução de bens. Só para ilustrar. as estatísticas mostram que 82% do valor dasdespes as era financiado pelas receitas fiscais. cujas taxas eramconsideravelmente elevadas. cuja exequibilidade não pas sa de simples sonho. Reforma que seconcretizou em Feve reiro de 1978. ou antes da independência). como era de esperar em contradição com o sistema anterior. tornou-seinadequado com o sistema fiscal colonial que não se baseava nosprincípios de justiça social. Por assim dizer. o sistema clamava por uma Reforma. daí aimpossibilidade de manter as receitas ora atingidas (entenda-se n otempo colonial. mas deconcretização.O SISTEMA FISCAL MOÇAMBICANO PÓS-INDEPENDÊNCIA A proclamação da Independência total e completa de Moçambique ea adopção do socialismo em 1977 trouxe uma grande virada para osistema fiscal que se pretendia de justiça social. Ademais.nomeadamente a saúd e e a educação trouxe para o Estadomoçambicano a problemática dos meios para assegurar a realizaçãodas receita s para os objectivos de justiça social traçados (ossupracitados). . que se basearia nos princípios depolítica fiscal definidos na Resolução 5/77 da Assembleia P opular (AP) que incluía taxas progressivas e outras medidas que visavam a prossecução da justiça social. Em resultado desta situação nefasta. Assim. sabotagem nas empresas privadas e indústrias or aexistentes e um assalto às propriedades privadas. os impostos vindos ou quedependiam destes organismos ficaram de ce rto modo inexistentes.

pois dispunha que o rendimento e a propriedadeprivada estavam sujeitos a impostos progressivos.A RESOLUÇÃO 5/77 DA ASSEMBLEIA POPULAR O princípio da legalidade e a observância das normas constantes daConstituição evidencia vam uma profunda razão para a Reforma (Cfr. fixados segundo oscritérios de justiça soc ial. .Art. 13 CRPM).

em suma. d) CRPM). que tinham p rerrogativas para definir as bases da políticafiscal. a Resolução supracitada. notou-se que o estado detinha 30% do controlo tributário emdetrimento dos 70 .manutenção da contribuição industrial e do Imposto . foi revisto e alterado o Código dos Impostos sobre o Rendimento. retendo-o no processo de circulação de mercadoriase facturação de serviços. virada à solução de problemas socia de todo opovo. Porém. estab elecendose taxas progressivasnos termos da Constituição vigente. FINS DA REFORMA Os objectivos que a Reforma visava assentavam. . A não ser assim . . (art. por fim. dos estudos feitos em 1986. que agravava a contribuição dos produtossupérfluos em detrimento dos produtos de primeira necessidade foialterado pelo Decreto-Lei 27/76.Imposto de Circulação e. na defesa da soberania e numa economia centralmenteplanificada em que o s ector público tinha papel preponderante naarrecadação de receitas do Orçamento Geral do Estado. DC. 44 al. enquadrava os impostos adoptadosna política orçamental d o país assentes na política económica da ideologia concebida. Tal situaçãodeveu-se porque o sistema estava concebido para vigorar numambie nte de paz e segurança social onde o mercado oficial fossecontrolado pelo Estado. nos 2/78 que aprovava o Códig o doImposto de Circulação e 4/78 que introduzia alterações do Código dosImpostos sobre Rendimentos. Dentro dos moldes da Resolução 5/77 da AP introduziu-se o Impostode Reconstrução Naciona l (IRN) com tendências a ser temporário.simplificação do processo de captação do rendimento dasempresas.Complementar apenas como impostos correctivos. Todavia. O Imposto do Consumo. .Ainda. A Reforma foi materializada pelos Decretos do Conselho deMinistros. naarrecadação de receitas co m base numa fórmula que fizesse face àsexigências orçamentais. em 1984.simplificação da legislação fiscal em vigor.agravamento das taxas dos impostos sobre o lucro das Empresas.fusão das diversas formas de tributação do Rendimento doTrabalho num só imposto. . o PIB baixou para 13%. esta Reforma funcionou eficazmente até 1983 com reflex no PIB que passou de 9% em 1976 para 16% em 1983. o que demonstrou ainadequação do sistema adopta do à realidade da época. Analiticamente destaca-se: .

.pois a cobrança não incidia sobre o mercado paralelo.% que escapavam. houve muita indiferença nos contribuintes para com o fisco. debilitando deste modo aeconomia nacional e tornando o sistema fiscal cada vez m ais ineficaz. Aliás. vulgo candonga . que não satisfaziam os objectivos preconizad os na Resolução 5/77. daí os prejuízos enunciados.

cujos princípios já não ucionavam os problemas da altura. a a lteração do sistema tributário e amoralização do Direito fiscal. créditos e outros.Ainda. rendimentos de transacçãotributáveis das pessoas singulares no m ercado oficial. Desta feita.impunha-se nos fins de 1986. As consequências deste sistema não tardaram. inadequação do sistema tributário que não incidia sobre o mercado paralelo. Neste período. factor quefez com que do lado da procura aumentasse cada vez mais o dinheiroe do lado da oferta. a Reforma implicava a revogação da Resolução5/77. pois dificultavam acaptação de excedentes g erados pelos agentes económicos. aumentar o abastecimento e a produção e ajudar a restabelecer o equilíbrio financeiro. câmbios.aumentar a elasticidade das receitas em relação ao crescimento do PIB. assistiuse ao nascimento da candonga. alteraçã ca e legislação fiscal eoutras estruturais e administrativas. Por cons eguinte. Quer dizer. Por assim dizer. em função das situações demonstradas. sendo este instrumento fundamenta l do conjunto das normas do Direito Financeiro e a reactivação das leisuniversais da economia que se c ircunscreviam no domínio dos preços. importa referir a queda da matéria cole ctável e ocrescimento excessivo dos lucros. o agravamento das receitas públicas e a inadaptação das receitas fiscais à econom ia prejudicou o Estado na aceleração progressiva do PIB. A SEGUNDA REFORMA DE 1987 Dadas as circunstâncias da guerra e a preocupação em minimizaros seus efeitos para mel horar o estado da economia nacional foilançado em 1987 o Programa de Reabilitação Económica (PRE). de taxa de câmbio. os preços oficiais não correspondessem o valor daoferta. De todo o exposto. . a redução da distribuição das riquezas pelo Estado por via dos impostos era notável por seguintes causas: graves distorções na estrutura económica e comercial. Este programa consistia numa série de acções nas áreas de formação dospreços. visando melhorar a eficiência do agentes económicos. progressiva deterioração da economia por causa da guerra. pelaLei 3/87 que fixava novos princípios em que deveria as sentar o sistemafiscal de modo a: . salários. uma nova Reforma se exigia para repor a situação à normalidade.

. com ob jectivo de captar para o Estadode forma selectiva os proveitos anormais que em condições denovo s preços e salários e encontravam nas mãos de umnúmero reduzido de cidadãos. sobre as Transacções e sobre oConsumo e Importação. sobre L ucro de Empresas. mantiveram-se os seguintes Impostos: sobre o Rendimentode Trabalho. .a amplitude e a base de incidência dos impostos sobre oconsumo e importação. Porém.alargar a base tributária. e alterou-se: .

Criou-se o calendário fiscal que introduziu o sistema de cobranças antecipadas em lu gar de sistemas de correcção. . o sistema fiscal da RPM passou a integrar: Impostos Directos e Impostos Indirectos dos quais se destacam: A) DIRECTOS: .Contribuição industrial. Secção A: incidente sobre remunerações. . o imposto sucessório.Outros impostos cuja situação concreta o justificasse como a sisa. .Imposto sobre os Rendimentos de Trabalho.o IRN. OU SOBRE DESPESAS .a sujeição das empresas estatais ao regime geral dos impostos. passando a designar-se Imposto de capitação e. rendimento de aplicação de capitais(singulares e colectivos) e sobre rendimento de trabalhoinde pendente.Imposto de Consumo. (DC 20/78).. incidente sobre produtos nacionais e importados. .a redistribuição da tributação dos rendimentos do trabalhofazendo com que: os trabalhadores do estado ficassem isen tos.o imposto complementar que passou a incidir sobre os rendimentos de trabalho. . . Secção A e B. Secção B: incidente sobre o valor da produção e dos serviços. completou-se a Reforma adoptando-se algumas medidas adicionais no domínio aduaneiro. 1. incidente sobre os lucros da actividade Comercial. etc. imposto do selo . .Imposto de Circulação.a adaptação das taxas não desvirtuasse o significado doaumento salarial. Em 1988. obrigou apartilhar com o Estado uma porção maior dos lucros realizadospe lo sector comercial.Imposto Complementar. . . B) INDIRECTOS. com incidência sobre todos os bens e serviços. .a gravosidade do imposto sobre transacções imposto decirculação repercutindo sobre o consumidor.Direitos Aduaneiros. IMPOSTOS ADOPTADOS PELA REFORMA DE 1987 Com a Reforma de 1987. incidente sobre o rendimento global depessoas singulares .

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2. o nível da fiscalidade alterou a situaçãoaté então existente. passando-se da tributação que a ngia osprodutos transaccionados no mercado não oficial. Estes novos impostos visavam alargar da base tributária. extrai-se que a lei 3/87 contribuiu para oaumento das recei tas fiscais e para a reposição de alguns princípiosque orientam as leis do mercado. que pelas características dava azoao contrabando e evasão fiscal6. EFEITOS DA REFORMA Em concordância com os objectivos da elasticidade das receitas emrelação ao cresciment o do PIB. a adequação do sistema de liquidação e cobrança e acorrecção do calendário fisc mo antecipação da cobrança daContribuição Industrial através da tributação das mais-valias nas tações e da Contribuição Industrial provisória possibilitaram aarrecadação em tempo útil dos impostos devidos.Contudo.e introd ução do Imposto de Consumo de Produtos Específicos (ICE) quesubstituía o Imposto de Consumo. não nos cabe aquitomar posições sobre a per eição ou não de um sistema. modernizar o sistema de i mpostos e . Isto aten uou o índice de evasão e contribuiu para acorrecção monetária da dívida fiscal. Este sistema vigorou até 31 de Dezembro de 2002. conhecida pela sigla LBST5. os impostosde consumo pa ssaram a ter relevância deveras decisiva e eficaz. Entretanto. Em jeito de conclusão. Assim. aumentar o nível dasreceitas fiscais. reduzir acarga fiscal no conjunto da tributação directa. A TERCEIRA REFORMA DE 2002 A terceira Reforma teve como prenúncio a introdução do IVA comosubstituição do imposto de circulação que apesar de ter constituídogrande fonte de receita para os cofres do E stado fomentava o mercadoinformal e aumento dos preços dos produtos produzidos internamente. atestando osresultados benéficos de uma escalonação dos impostos no tempo e noespaço dada a pontualidade com que as obrigações fiscais passaram aser cumpridas. permitiu uma maior eficá ia dascobranças e elevou as receitas dos orçamentos provinciais. Dado que as posições diverg em emfunção da preferência de um ou outro sistema. os mesmos significavam maior sac rifício do rendimento daspopulações. altura em quecomeçou a funcionar o novo sistema aprovado pela Lei 15/2002 de 26de Junho.

racionalizar osistema de benefícios fiscais. Por assim dizer.substituindo também a matéria do Código dos Impostos sobre oRend nto de 1987. nem toda a legislação fiscal colonial foi revogada. Como ficou dito.restando para ta l tudo o que não fosse contrário à Constituição de1975. . assistiu-se a uma reformulação da tributação.

requisitos necessários para um sis tema fiscalideal7.IRPS e Imposto sobreRendimento de Pessoas Colectivas . 5. da eficiência esimplicidade do sistema. 17.Ainda. das modalidades de cobr ança dosimpostos e do conceito de infracção tributária (arts. 37 e 41 todos da LBST). as garantias e as obrigações tributárias do ontribuintes e daAdministração fiscal. passandodo clássico modelo cedul ar para um modelo de tributação deRendimentos. o reg me geral de infracções tributárias. 6. revoga a Lei 3/87 de 19 de Janeiro e a Lei 8/88 de 21 deDezembro. os procedimentos básicos de liquidação ecobrança de impostos. introduz uma alteração na tributação directa.no tratamento dos elementos da relação jurídico tributária. O SISTEMA TRIBUTÁRIO DE 2002 A última Reforma introduz alterações profundas na estrutura dosimpostos e coloca princíp ios que foram deixados à parte pelas duasanteriores Reformas designadamente de 1978 e 1987 de forma a alcançar melhor eficiência de execução face à realidade da época querquanto `a capacidade t ica do pessoal administrativo quer doscontribuintes.conceituação de substituição fiscal e de retenção na fonte. Ainda. fora m constituídos os princípios de organização tributaria nopaís. . apresentação das formas de extinção daresponsabilidade tributária. A lei 15/2002 introduz técnicas modernas de tributação e consagraos princípios de genera lidade. garantiasdos contrib tes.Nesta reforma de 2002. Uma outra inovação consistiu na materialização dos princípios e nafixação de regras de inte etação e integração de lacunas da mesma. estabeleceram-se as bases para aimplementação do novo sistema de tributação do rendimento (Impostosobre Rendimento de Pessoas Singulares .32.IRPC) com carácter progressivo.introduz-se a tributação das empresas pelo seu rendimento real. Ainda mais. 11 e 12. da justiça material.

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IRN. de referir que esta Lei trouxe grandes inovações e modernizou o sistema fiscal moçambicano por quanto adopta princípios universais do direito fiscal e está virado para a justiça social. Actuam com base em: . sobre sucessões. especial sobre o jogo. TRIBUTAÇÃO INDIRECTA (art. .IRPS. Imposto sobre os Combustíveis. ICE. Impostos específicos sobre a produção de petróleo e prospecção e exploração mineira Contudo. Contribuição de Registo.IRPC. sisa. IVA. e Direitos Aduaneiros O sistema de impostos sobre a despesa compreende o Imposto sobre o Valor Acresce ntado e o Imposto sobre Consumos Específicos. actuam com base em: imposto sobre a despesa. sobre veículos. Imposto de Turismo. e . a LBST manteve os seguintes impostos das Reformas anteriores: Imposto d o selo. A terminar. De todo resulta que o s impostos do sistema fiscal nacional classificam-se em directos e indirectos e actuam da seguinte man eira: TRIBUTAÇÃO DIRECTA (art. 57 LBST). O sistema tributário inclui ainda outros impostos e taxa s específicas nomeadamente: Contribuição Predial.TIPOS DE IMPOSTOS DA ÚLTIMA REFORMA O sistema tributário integra impostos nacionais e autárquicos. 66 LBST).

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000uma parte são contribuintes indivi duais e outra são o contribuintes colectivos. as receitas tributárias representam 19 a 20%do PIB.que foram atrasadas em relação aos planos. inscrever maiscontribuintes detro do sist ema. que tem na manga oseu plano Estratégico 20082010.5% ao ano. . sendo que deste modo engajar-se á totalmente em aumentar o número de cont ibuintes no sistema fiscal moçambicano. ou seja. aponta que asreceitas tributárias em moçambique constituem cerca de 15% do total do PIBem Moçambique. que visam a consolidação de um sistema fiscaljusto e equilibrado.Autoridade Tributária em Moçambique O ano de 2006 foi de desafios particulares para a administração tributária. em Novembro de 2006.mas o início formal do seu funcionamento foi somente efectivo aquando datomada de posse do seu presidente. Em linhas gerais. Nospaíses da região austral de áfrica. ainda há umtrabalho a se fa zer para o alargamento da base tributária pois destes 630. comum proc esso importante de mudanças no contexto do estabelecimento daAutoridade Tributária Moçambicana (ATM) no i nício do ano. Alargamento da base tributária -este é o objectivo primordial da Autoridade Tributár ia moçambicana. e o grande objectivo de simplificação dosprocedimetos do processo de tributação em Moçambique. a Autoridade Tributária de Moçambique. Osestatutos orgânico e do pessoal da ATM foram aprovados a mea dos do ano. privile giando o crescimento económico sustentado. com uma previsão de incremento de 0. Num País cujo número de contribuintes é de cerca de 630. Reduzir a fuga ao Fisco a autoridade tributária é uma instituição dedicada exclusivame nte a cobrança de receitas fiscais no país. .visto que a principal fonte serão os impostos colectados dentro país . Este processocondicionou de certa forma a tomada de decisões est ratégicas e operacionais. Vantagens: .Estes números num país com cerca de 20 milhões de habitantes são bastanteinsignificantes e um dos desafios do Governo na área fiscal é a inversão deste cenário e o alargamento da base tributária. e destemodo pode dedicar-se e conseguir regist . reduzir a necessidade de recorrer a fontesexternas para financiar a cobertura da s despesas orçamentais do país. Reduzir a dependência externa do país através do alargamento da base tributária será poss l.000. visando ofortalecimento e modernização dos órgãos encarregues da execução daspolíticas trib a e aduaneira.

Educação fiscal à população um dos principais constragimentos a obtenção das receitas fi . .os que comprovem. . ou não. visto que instalouestabelecimentos que permitem os contribuintes obterem maisinformação sobre o sistema fiscal moçambicano. A autor idade tributáriamoçambicana pode minimizar este facto. pode ser o facto de os próprioscontribuintes não perceberem o funcionamento. acontribuição dos cidadãos moçambicanos.

a existênciadesta autoridade. Melhorias no controle e desembaraço aduaneiro . Assim. Aumento dos níveis de corrupção fiscal um dos principais problemas apontandos pelos contribuintes e reconhecidos pelas autoridadescompetentes é a cor rupção que existe neste sector. Mudança do cenário fiscal moçambicano o alargamento da base tributária (impostos directo s) poderá permitir a inversão do cenário fiscal .. Desvantagens: . . moçambicano que está dependente da tributação indirecta. se não estiver bem direccionada pode te r efeitos inversos. .

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o imposto é de longe a maisimportante. estesistema fiscal baseado na tributação indirecta demonsta a ineficiência do mesmo. progredindo e recuperando o que foi perdido. O principal problema relacionado coma existência desta autoridade segundoos contri buintes e reconhecido pela própria é um eventual crescimento da corrupção fiscal. Concluindo. uma vez que constitui uma prestação coativa e períodica. como forma de reverter a situação foram implementadas reformasfiscais no país q ue culminaram com a criação da Autoridade Tributária emMoçambicana. Esta traria importantes modificações ara o sistema fiscal moçambicano. visto que grandeparte dos recursos fiscais estão nos rendimentos dos cont ribuintes. No entanto entes estas três formas de tributação. com o conhecimento da história e dos seus princípiosfundantes podemos ir mai s longe. Noentanto é de se notar que esta não é uma situação desejável. diremos que este trabalho contribuiu bastante para enriquecer a noss a percepção de todo um conjunto de arsenal que compõe a história da fiscalidade pós independência de Moçambiqu e. a maio r fonte das receitas fiscais provêm dos impostos indirectos. Assim. Desde já. Não se trata do cúmulo da matéria.ou seja. as taxas e as contribuições esp eciais. mas um percurso pela história do direito tributário moça bicano.CONCLUSÃO A tributação é um das principais formas de obter receitas que irão compor oorçamento e gar antir o cobrimento das despesas. Deste modo. . Assim. Moçambique possui um sistema de tributação baseado na tributação indirecta. sem anecessidade de uma contrapartida dir ecta. constitui vantagem o facto da existência desta autoridade permitiro al argamento da base tributária. A tributação inclui osimpostos. segundo as palavras dos latinos his toria magistra vita est. redução da dependência externa e mudançasno sistema fiscal moçambicano.

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A. 3. Um Contributo para o Direito Fiscal Moçambicano.BIBLIOGRAFIA 1. CRM de 2004 5. 2004 2. .a. O Direito e a fiscalidade. s. Maputo. LBST 6. T. Lei das Finanças autárquicas. WATY. Introdução ao Direito Fiscal.. Maputo. CRPM de 1975 4. IBRAIMO.. W&W Editora. I.

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