Presidente da República Federativa do Brasil João Figueiredo Ministro da Educação e Cultura Esther de Figueiredo Ferraz

AVALIAÇÃO BIOMÉTRICA EM EDUCAÇÃO FÍSICA

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FlSICA E DESPORTOS

- SECRETARIO G E R A L DO MEC Sérgio Mário Pasqualí SECRETARIO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS Péricles Cavalcanti SUBSECRETARIO DE DESPORTOS (SUDES) Antonio Celestino Silveira Brocchi - .

OLIVEIRA .AVALIAÇÃO BIOMETRICA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ROMEU RODRIGUES DE SOUZA Professor Assistente Doutor Departamento de Anatomia Universidade de São Paulo JOSÉ ARI C.

antes de ser uma obra dedicada ao campo da Medicina.APRESENTAÇÃO AVALIAÇÃO BIOMÉTRJCA EM EDUCAÇÃO FÍSICA. Este trabalho demonstra pois. é uma orientação didática na área da Educação Física. a preocupação de seus autores em atender a especialistas e estudiosos do assunto. HÉLIO JOSÉ MAFFIA Diretor da Escola Superior de Educação Física de Jundiaí Preparador físico do Esporte Clube Corinthians Paulista Ex-preparador físico do Paulista Futebol Clube de Jundiaí Ex-preparador físico do São Paulo Futebol Clube Ex-preparador físico da Sociedade Esportiva Palmeiras Ex-preparador físico do Guarani Futebol Clube Ex-preparador físico da Seleção Brasileira . propiciando ao estudante a assimilação de maneira clara e objetiva. uma segura mostragem evolutiva do atleta nos sentidos qualitativo e quantitativo do treinamento. ela permite a treinadores e preparadores físicos. Não obstante ser uma obra didática. PROF. através da mensuração.

ÍNDICE Pág. CAPITULO I Generalidades sobre medição e avaliação em Educação Física CAPITULO II Agrupamento dos dados: Ficha Biométrica CAPITULO III Seleção das medidas. Técnica geral das medidas CAPITULO IV Análise e Interpretação dos dados: Noções de Estatísticas CAPITULO V Avaliação das dimensões e proporções externas do corpo e seus segmentos CAPITULO VI Avaliação do Estado Nutritivo: Medida da espessura de pregas cutâneas e peso CAPITULO VII Medida da capacidade vital e cardiocirculatória. Força muscular CAPITULO VIII Avaliação do crescimento CAPITULO IX Biotipologia: Aspectos gerais CAPlYULO X Teorias biótipológicas CAPITULO XI Biotipologia infantil 7 13 17 23 37 77 83 93 103 107 127 CAPÍTULO XII Diferenciação sexual CAPITULO XIII Importância da avaliação Biotipológica em Educação Física 133 141 .

De posse das informações obtidas. NECESSIDADE DE SE MEDIR EM EDUCAÇÃO FÍSICA Entre outras razões que podem explicar a necessidade de medidas. por outro lado. Em resumo. Este conhecimento. O desenvolvimento da aptidão física vai possibilitar ao indivíduo exercer melhor suas tarefas diárias e sentir-se melhor ao final de cada dia. como ciência. ou seja. o professor de Educação Física pode obter através de técnicas de avaliação e medição. aplicar um trabalho de desenvolvimento. serão citadas apenas as seguintes: divisão em turmas homogéneas. a seguir. aquilo que pretendemos desenvolver para. . isto é. é educação global: educação do físico. a capacidade de dar-se bem com os outros. especialmente. A educação do físico subentende desenvolver no indivíduo aptidão física. é preciso saber inicialmente em que situação se encontra nosso aluno. para que o programa a ser elaborado seja o mais efetivo possível ás necessidades individuais. saúde.CAPITULO I GENERALIDADES SOBRE MEDIÇÃO E AVALIAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA EDUCAÇÃO FÍSICA: OBJETIVOS A Educação Física. Entretanto. elas podem ser utilizadas. Mais tarde. Todas estas fases requerem medições. para sabermos se estamos conseguindo resultados satisfatórios. e a aptidão social. A aplicação de tal programa exige conhecimento prévio das condições físicas. ou seja. se ela puder fazer um programa específico de acordo com suas necessidades. acompanhar o progresso de um trabalho. da mente e educação social. Ao lado da aptidão física. temos que medir continuamente os parâmetros que queremos desenvolver. Em outras palavras. se for uma criança. participar com gosto de atividades recreativas. a Educação Física só poderá atingir seus objetivos em relação a um indivíduo. para depois aplicar-lhe um programa adequado à sua situação. estabilidade emocional. determinar o estado de aptidão atual de um aluno. voltamos a analisar suas condições para podermos avaliar os resultados. fisiológicas e psicológicas atuais da pessoa a quem ele é dirigido. necessitamos medir antes. desempenho eficiente em atividades motoras e um corpo esteticamente bem constituído. a Educação Física visa também desenvolver no jovem a capacidade para a recreação.

Esta é. Hegg e Luongo (1971) definem Biometria como "o ramo da Biologia que estuda os caracteres mensuráveis dos seres vivos. Biometria é uma palavra composta por dois radicais gregos. Gomes de Sá (1975) classifica esta definição de simplista e a critica por levar a interpretações ambíguas. As doses e intensidade do trabalho a ser realizado ficam mais objetivas e especificas. A ciência que trata das medidas corporais é a Biometria. amparado pela análise matemática e estatística". Entretanto. visando sempre atingir nossos objetivos. A medida do progresso obtido em um trabalho é fundamental visto que quando sabemos que estamos melhorando. nas páginas seguintes. nossa motivação aumenta. com o fim de determinar as leis que os regem". é um problema muito complexo definir o que é a vida em todas as suas manifestações e a medida de todas elas não cabe nos limites de um curso. CONCEITO DE BIOMETRIA Para se esclarecer o conceito de Biometria. preferindo entender Biometria como "a ciência que procura traduzir numericamente os fenómenos biológicos. compreendendo de modo geral o estudo das mais variadas medidas relacionadas ao corpo humano. Pode-se dizer em um sentido geral que a Biometria é a ciência que estuda quantitativamente os fenómenos vitais. especialmente aquelas que apresentem alguma importância para a Educação Física. respectivamente. fisiológico e psicológico. sem dúvida. estabelecendo relações entre os dados assim obtidos. cujo conceito veremos a seguir. os quais estão subentendidos na expressão "fenómenos biológicos" e que são os níveis em que será estudado o indivíduo. uma definição mais coerente. Objetivos deste compêndio A Biometria humana tem pois um campo muito amplo. A determinação das aptidões e qualidades de um aluno é muito importante para se conduzir um trabalho físico pois assim este poderá ser o mais adaptado possível às necessidades dos alunos. porém falta especificar os três níveis morfológico. O mesmo se pode dizer quando determinamos a frequência cardíaca ou a respiratória dos alunos em relação com a intensidade de um certo exercício. Temos assim um primeiro conceito de Biometria que é "a medida da vida". na Inglaterra. Entretanto. bios e metria. quando medimos a altura de um grupo de alunos estamos fazendo Biometria.Agrupar homogeneamente facilita a quem ensina e a quem aprende. serão abordados somente os aspectos relacionados a certo grupo de mensurações. vida e medida. que significam. . Assim. vamos iniciar estas considerações com a análise deste termo. A Biometria começou em 1901. A avaliação do progresso permite ainda mudanças e adaptações no trabalho.

para que possamos analisar. A determinação da frequência respiratória. Aqui está incluída a Biometria humana que estuda o Homem sob os pontos de vista: morfológico. batimentos cardíacos só terão valor se puderem ser medidos. fisiológico e psicológico.DIVISÕES DA BIOMETRIA A chave seguinte resume as divisões da Biometria: De acordo com os objetivos do trabalho biométrico De acordo com o modo de abordar os fenómenos em relação ao tempo e espaço A Biometria Geral estuda aspectos métricos ligados aos seres vivos em geral. em um determinado instante. Ao realizar um trabalho físico. Um exemplo típico é o estudo da variação da frequência cardíaca com doses de um determinado exercício. etc. . é outro exemplo. comparar. Precisamos pois conhecer bem o indivíduo a quem dirigimos o trabalho físico. A Biometria Dinâmica estuda as relações entre vários aspectos biométricos e um trabalho físico em função do tempo. acertar a dose ideal. IMPORTÂNCIA DA BIOMETRIA EM EDUCAÇÃO FÍSICA A ciência evolui quando os fenómenos estudados podem ser medidos. tanto animais quanto vegetais. peso. A Biometria Estática estuda os aspectos mensuráveis do indivíduo em um determinado instante sem se preocupar se estes variam ou não no tempo. os exercícios aplicados só produzem efeitos benéficos quando bem dosados em qualidade e em quantidade. Os resultados vão mostrar se o exercício está sendo muito ou pouco intenso. Em Educação Física. aspectos importantes como a altura. Depois de um certo tempo. poderemos verificar se o peso está diminuindo ou não com essa dieta. de um ou mais indivíduos quando submetidos a uma determinada dieta. A Biometria Especial estuda aspectos mensuráveis particulares do seres vivos. permitindo assim. Outro exemplo seria a variação do peso. Claude Bernard afirmava mesmo que só pode haver ciência quando se pode medir os fenómenos. A medida da altura de um indivíduo em um dado momento representa um exemplo. construir tabelas. Neste conhecimento estão incluídos os aspectos mensuráveis do indivíduo.

pode-se utilizar a medida de certos parâmetros como o pulso e a frequência respiratória por exemplo. Com isto. d. pode-se dosar os exercícios físicos que serão aplicados. b. procuramos formar turmas homogéneas e para isso necessitamos classificar os indivíduos usando parâmetros como a altura e o peso. deficiências que geralmente se traduzem por cansaço ou fadiga. os fenômenos biológicos caracterizam-se por sua grande variabilidade. Determinar a condição física do indivíduo. Através da aplicação de provas específicas. os selecionados. ao estudar os indivíduos seja do ponto de vista morfológico. Determinar o valor físico do indivíduo. Os objetivos principais do trabalho biométrico em Educação Física são os seguintes: a. que exigem novos esforços. A formação de grupos com características semelhantes é importante pois. resultados melhores que os previsíveis e os poupados não atingem estes valores esperados. detectar algumas assimetria de forma. o que é de grande importância pois assim ele poderá encaminhar o aluno para tratamento adequado. São feitas várias medidas e exame médico no indivíduo. Pode-se descobrir assim. no exame de seus alunos.Aqui estão dois exemplos da aplicação de conhecimentos biométricos em esporte: a. Através de exames periódicos do indivíduo pode-se detectar certa falta de adaptação do organismo frente a determinados exercícios. Como se sabe. c. No caso de escolares. Detectar assimetrias de forma. Os normais obtém nessas provas resultados previsíveis. selecionados e poupados. podemos classificar os indivíduos em normais. utiliza-se ainda o item inapto ou dispensado àqueles alunos que não são capazes de realizar nenhuma atividade física. a homogeneização de grupos facilita a aplicação de um trabalho físico. Detectar deficiências físicas. para acompanhar os progressos de um grupo submetido a um trabalho físico. como vimos. Algumas assimetrias podem inclusive ser corrigidas através da aplicação correta de exercícios adequados. ao aplicar um trabalho físico. mas devido a sua importância. Estas deficiências serão então tratadas . tem-se uma ideia do seu estado físico atual. Deste modo. fisiológico ou psicológico procura verificar a existência de semelhanças entre eles dando ideia dos fenômenos comuns a determinados grupos. A Biometria. O professor de Educação Física poderá. serão aqui estudados com mais pormenores. OBJETIVOS DO TRABALHO BIOMÉTRICO EM EDUCAÇÃO FÍSICA Estes aspectos foram já esboçados em item anterior. b.

Daí a necessidade de se utilizar ciências Matemáticas. resistência e força). Fisiologia. devido a sua maior massa corporal. Dosagem dos exercícios e avaliação dos resultados. Os brevilíneos e os longilíneos são os tipos extremos e o normolíneo é o tipo médio. os indivíduos terão um melhor rendimento. tais como: arremesso do martelo e levantamento de peso. e. . Assim sendo. devido ao maior desenvolvimento dos membros que apresentam estes indivíduos. têm maior resistência e força. Os primeiros tem maior desenvolvimento no sentido longitudinal enquanto os brevilíneos desenvolvem-se mais no sentido transversal. pode-se ter ideia do rendimento e dos resultados que se está obtendo com a aplicação daqueles determinados exercícios em função da finalidade que se tem em vista. Particularmente importantes para a Biometria são a Matemática e a Estatísticas. CIÊNCIAS AFINS À BIOMETRIA Algumas ciências estão muito relacionadas com a Biometria. Nos normolíneos há equilíbrio destas quatro qualidades. Este assunto será mais bem estudado posteriormente. Psicologia e Bioquímica. a variabilidade dos fenómenos biológicos torna os indivíduos diferentes uns dos outros. brevilíneos e lingilíneos. como a Estatística. Aqui veremos apenas alguns aspectos. Além disso. predominam a velocidade e a agilidade. para se realizar estudos biométricos. Determinar o tipo constitucional (biótipo ou somatotipo). Daí a importância do trabalho biométrico bem realizado f.convenientemente antes que produzam lesões mais graves e irreversíveis no organismo. O conhecimento do tipo constitucional de um indivíduo permite orientálo para determinadas atividades físicas mais indicadas para aquele tipo de indivíduo. Bem orientados. agilidade. nos longilíneos. os brevilíneos. adaptando-os às necesidades de cada indivíduo ou grupo. Através de exames biométricos poderemos acompanhar a dosagem dos exercícios. os brevilíneos devem ser orientados para esportes que requerem força e resistência. ao contrário. Assim. São amplamente conhecidos os três tipos constitucionais da Escola Biotipoiógica Italiana (Viola e Pende): normolíneos. pois também são ramos da Biologia: Anatomia. Classificar um determinado indivíduo em um destes grupos é muito importante em Educação Física. com menor gasto de energia. os longilíneos adaptam-se melhor com esportes que exigem velocidade e agilidade. Cada um destes tipos constitucionais possui em graus diferentes os elementos da sigla VARF (velocidade. quando se pretende administrar exercícios ou orientar e selecionar para práticas desportivas. como corridas de velocidade e saltos.

conhecimentos básicos de Estatística que serão apresentados mais . as medidas devem ser analisadas e interpretadas.Depois de coietadas. Isto requer adiante.

CAPITULO II AGRUPAMENTO DOS DADOS: FICHA BIOMÉTRICA Como já sabemos. Uma ficha biométrica poderia conter inúmeros dados. Alguns denominam a ficha biométrica de médico-biométrica porque vários dados devem ser colhidos exclusivamente pelo médico. Deve ser orientado de acordo com a idade e modalidade desportiva do indivíduo. devem ser selecionadas algumas medidas convenientes ao trabalho que vamos realizar. e assim sendo temos que escolher certas medidas de acordo com os objetivos que temos em vista. Antecedentes: refere-se aos antecedentes pessoais e familiares. Aqui incluem-se também exames de laboratório e outros que se fizerem necessários. Esta escolha depende então da finalidade que se tem na realização do trabalho físico. fisiológico e psicológico. d. Identificação: aqui são colocados o nome. Exame clínico geral e especial: consiste no exame dos vários sistemas orgânicos (respiratório. antecedentes. idade e outros dados pessoais. Geralmente são colhidos obrigatoriamente. as medidas a serem colhidas enquadram-se nos três níveis: morfológico. como já vimos. fisiológicas e psicológicas sobre um determinado indivíduo e que permite fazer um julgamento sobre suas condições de saúde e suas aptidões atuais. Análise dos dados obtidos Através da análise dos dados da ficha biométrica. exame clínico geral e especial e exame biométrico. digestivo e outros). Exame biométrico: as medidas a serem tomadas vão depender da finalidade que se tem em vista. as medidas a serem obtidas são agrupadas em uma ficha denominada ficha biométrica que será preenchida quando da realização do exame do aluno. CONCEITO DE FICHA BIOMÉTRICA A ficha biométrica é portanto um documento que contém informações morfológicas. a. poderemos tirar conclu- . b. Depois de escolhidas. o peso e a altura. são várias as mensuraçôes possíveis no corpo humano. serão apresentados os seguintes: identificação. c. Itens fundamentais de uma ficha biométrica Entre os itens fundamentais de uma ficha biométrica. Entretanto. mas.

c. Este é o estudo do desenvolvimento físico do homem e utiliza como métodos de estudo. Dosar exercícios . são de ordem morfológica. como a cor da pele. Determinar o somatótipo — A determinação do somatótipo ou tipo constitucional vai permitir compreender e orientar melhor cada aluno. de acordo com a finalidade que se tem em vista. f. destacam-se alguns relacionados ao conceito de raça. O inapto ou dispensado é o indivíduo que não pode exercer atividades físicas. Os dados morfológicos constituem uma série de informações que pertencem em última análise a uma ciência mais ampla. Detectar assimetrias de forma — Quando em presença de uma assimetria de forma o professor de Educação Física deverá orientar o aluno convenientemente. É preciso saber quais são estes dados para que possamos analisá-los. o tipo morfológico. podemos saber quais as possibilidades de cada aluno em diversos esportes com fins competitivos. e a raça determina.soes a respeito do aluno e que são os mesmos objetivos do trabalho biométrico: a.Aplicado um trabalho físico. Dados do exame biométrico As medidas e dados constantes da ficha biométrica. b. de nenhuma forma. pode ser prescrita a ginástica corretiva.Através da análise e interpretação dos dados obtidos na ficha. 0 indivíduo poupado. apresenta alguma deficiência que o limita para atividades desportivas. Determinar a condição física — Com base nos resultados do exame feito o indivíduo será considerado. Em alguns casos. d. Esta deficiência pode ser transitória ou permanente. podemos adequar os exercícios em duração e intensidade ás necessidades individuais. poupado ou inapto. O estudo dos tipos raciais tem importância pois eles estão ligados aos tipos morfológicos ou somatotipos dos indivíduos. aqui podemos relembrar o que já foi dito sobre este assunto: os aptos serão considerados normais ou selecionados segundo os resultados obtidos em provas específicas sejam os esperados ou superem estes resultados. é necessário verificar como o organismo está reagindo e que resultados estamos obtendo. como já sabemos. em parte. e. dos olhos e dos cabelos. Entre os aspectos não mensuráveis do indivíduo. a antropologia física. Avaliar resultados . a antroposposcopia e a antropometria. apto. A primeira estuda aspectos não mensuráveis do homem. fisiológica e psicológica. A antropometria é o estudo dos aspectos mensuráveis do homem. O indivíduo apto tem condições tais que pode praticar qualquer tipo de esporte. . Selecionar para a competição — Através da análise dos dados constantes da ficha biométrica.

verde e azul. São também englobados neste item as medições relativas ao crescimento. podemos classificar a cor dos olhos em castanho. louros e avermelhados. pois medidas em Psicologia. c) Cor dos cabelos . ulótricos são cabelos encarapinhados. fazem parte de uma ciência mais ampla. . Pode-se também comparar com modelos de olhos de vidro. podemos compreender raça como um grupo de indivíduos com características semelhantes. ulótricos e cimatótricos. cor dos olhos. As medidas morfológicas a serem colhidas serão grupadas sob o t í t u l o geral de medidas biométricas somáticas ou morfológicas. d) Forma dos cabelos — Quanto à forma os cabelos são classificados em lissótricos. As medidas fisiológicas referem-se aos sistemas orgânicos em geral. e mais especificamente ao funcionamento dos sistemas respiratório. parda e vermelha. Existe também uma escala cromática constituída por fios coloridos. Como a raça determina o t i p o morfológico. transmitidas hereditariamente e que se repetem no grupo de modo a imprimir-lhe um aspecto diferente de outros grupos.Assim. examinar uma parte que habitualmente é coberta pela roupa. Uma série de aspectos externos e medidas caracterizam cada grupo racial. Alguns destes aspectos são: a cor da pele.Através da observação podemos classificar os cabelos em castanhos. Os cimatótricos são os cabelos ondulados. em qualquer caso. Os dados de ordem psicológica constantes da ficha biométrica referem-se apenas a uma "impressão" a respeito do estado do indivíduo. Pode-se determinar também a cor da pele comparando-a com quadros representativos dos diversos matizes (escala cromática). classificandoa neste caso em branca. com cores diferentes. b) Cor dos olhos — Pela simples observação. amarela. preta. pretos. ao estado nutritivo e à maturação sexual. Lissótricos são cabelos lisos. Deve-se. a) Cor da pele — Pode ser determinada pela simples observação. próprios da raça negra. dos cabelos e a forma dos cabelos. circulatório e muscular. negra. a Psicometria. o seu estudo tem importância pois os tipos morfológicos estâo relacionados com o desempenho atlético.

b. que. Serão abordados aqui apenas as principais medidas e índices.CAPITULO III SELEÇÃO DAS MEDIDAS. e c. Pode-se ainda complementar as medidas através dos denominados índices. TÉCNICA GERAL DAS MEDIDAS A escolha das medidas a serem utilizadas depende dos objetivos que se tem em vista. detectar deficiências. de acordo com o tipo de avaliação que se quer fazer: a) medidas que permitem avaliar as dimensões e proporções externas do corpo e seus segmentos (medidas biométricas somáticas). medidas que permitem avaliar o estado de nutrição. podem ser resumidos nos seguintes: determinar a situação física atual. de acordo com a finalidade a atingir. Olivier (1960) considerou 34 medidas e 40 índices. Estas medidas caracterizam-se por serem de fácil execução e por não necessitarem a participação ativa do examinando. como vimos. Medidas biométricas somáticas São medidas que permitem avaliar as dimensões e proporções externas do corpo. As medidas biométricas somáticas podem ser subdivididas. b) medidas que visam avaliar o estado funcional de alguns sistemas orgânicos (medidas biométricas funcionais). medidas destinadas a apreciar o estado de maturação sexual. CLASSIFICAÇÃO DAS MEDIDAS BIOMÉTRICAS Várias medidas podem ser obtidas durante o trabalho biométrico. em: a. medidas que visam avaliar as proporções do corpo. elaborar um programa de trabalho de acordo com os resultados e acompanhar a evolução do trabalho. Vamos estudar pois quais são as medidas que podem ser obtidas. . de acordo com a finalidade a atingir. índices são relações numéricas centesimais entre as medidas. As medidas biométricas podem ser classificadas em dois grandes grupos.

como a força muscular e a capacidade cardio-circulatória. As medidas funcionais exigem instrumentos especiais e são de mais d i f í c i l execução.Medidas que visam avaliar as dimensões e proporções externas do corpo e seus segmentos. São: altura. espessura da dobra cutânea. comprimento dos membros. Altura Altura tronco-cefálica Medidas que visam Medidas biométricas somáticas Medidas que permitem avaliar o estado de nutrição Medidas destinadas a apreciar a maturação sexual avaliar as proporções do corpo Envergadura Comprimento dos membros Comprimento do tronco Perímetro cefálico Peso Espessura da dobra cutânea Perímetro torácico Perímetros dos membros Diâmetro do tórax Diâmetro bi-acromial Diâmetro bi-crista ilíaca Diâmetro bi-umeral Diâmetro bi-tocantérico Desenvolvimento dos genitais Medidas biométricas funcionais Capacidade vital Capacidade cárdio-circulatória Força muscular . comprimento do tronco e perímetro cefálico. Medidas que permitem avaliar o estado de nutrição: São as seguintes: peso. Medidas biométricas funcionais Estas medidas são as que permitem avaliar funções orgânicas específicas. Resumo das medidas biométricas mais importantes em Educação Física. perímetro dos membros e diâmetro do tórax. altura tronco-cefálica. envergadura. Medidas destinadas a apreciar a maturação sexual São: diâmetros bi-acromial. perímetro torácico. bi-umeral. bi-crista ilíaca e bi-troncantérico e o grau de desenvolvimento dos genitais.

Os instrumentos não devem pressionar a pele mas apenas tocá-la. Antes de iniciar as medidas. compasso de barras. Consta de uma haste de metal graduada de zero a 2000 milímetros. c. . compasso de corrediça. reunir os indivíduos em grupos homogéneos. b. Instrumentos aferidos e calibrados. sobre a qual desliza um cursor. d. 0 indivíduo deve estar o mais despido possível durante a realização das medidas. Antropômetro de Rudolf Martin É utilizado para tomar medidas no sentido vertical (Fig. de mesmo sexo e idade. e. 3. As medidas devem ser tomadas em locais bem iluminados.1). deve-se atender a uma série de requisitos dentre os quais destacam-se os seguintes: a. onde se coloca uma régua terminada em ponta e disposta perpendicularmente à haste graduada. Principais instrumentos de medida usados na obtenção das medidas biométricas somáticas Os principais instrumentos utilizados na realização destas mensurações são os seguintes: antropômetro de Rudolf M a r t i n .TÉCNICA GERAL DAS M E D I D A S BIOMÉTRICAS Cuidados que se deve tomar ao colher as medidas biométricas Para se evitar ao máximo a influência dos fatores de erro ao se obter as medidas biométricas. compasso de toque ou de pontas rombas e a fita métrica.

de zero a 950 milímetros e um cursor com uma régua que pode se deslocar. do tronco e comprimentos dos membros. . Compasso de corrediça É utilizado para tomar medidas pequenas como as da face.2).Compasso de barras Destina-se á tomada de medidas tais como: diâmetros transversos. Consta também de uma haste metálica graduada. fixa. 3.3). 3. na extremidade da haste graduada (Fig. apresenta ainda uma outra régua. Consta de uma régua de 25 centímetros. com uma haste fixa na extremidade zero da escala e um cursor que pode deslizar ao longo da régua (Fig.

As hastes são retas nas metades próximas ao ponto onde se articulam e curvas nas metades restantes. Estes pontos são denominados pontos antropométricos e serão também descritos juntamente com cada uma das medidas biométricas. . 3.3 — Compasso de Corrediça Compasso de toque ou de pontas rombas Este compasso é utilizado para tomar diâmetros do tronco e medidas da cabeça. Consta de duas hastes metálicas que se articularm em uma das extremidades. Outros instrumentos serão descritos nos itens correpondentes ao estudo que será feito mais adiante. Fita métrica Destina-se à medida dos perímetros. além de instrumentos adequados Além de instrumentos adequados é necessário ainda conhecer certos pontos de reparo existentes no corpo e que servem como pontos de referência para se obter as medidas.Figura 3. A maior distância que se pode medir é de 30 cm (Fig. que terminam em pontas rombas. Uma das hastes tem uma régua graduada a ela fixada e que permite fazer a leitura da medida encontrada. de cada uma das medidas biométricas.4). graduada. Outros elementos necessários para se colher as medidas biométricas. É representada por uma fita de metal ou linho.

Compasso de Pontas Rombas Os principais instrumentos utilizados no trabalho biométrico e algumas medidas que podem ser obtidas com estes instrumentos estão resumidos na tabela seguinte: Instrumento Medidas (altura.Figura 3. altura tronco-cefálica) tronco e comprimento dos membros das da cabeça .4 .

Parâmetro — Universo — População — Amostra Parâmetro é um número que caracteriza um conjunto de medidas. como veremos. As respostas a estas e outras questões semelhantes pertencem ao domínio de uma ciência denominada Estatística. a qual mostra as frequências com que aparecem os vários tipos.CAPITULO IV ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS: NOÇÕES DE ESTATÍSTICA INTRODUÇÃO Para estabelecer relações e leis entre os fenómenos. dentro do grupo? c. cada vez em um tempo diferente. é necessário que eles possam ser medidos. através do desvio padrão. por outro lado. Neste . Trabalhando por exemplo com um grupo de alunos. Este conjunto é a amostra. que são subconjuntos. podemos calcular o tempo médio do grupo que também é um parâmetro. teremos as populações. é necessário algum conhecimento desta ciência. podem ser representativas do grupo. Ao conjunto de alunos chamamos universo e se dividirmos o universo (grupo todo) em subgrupos. a variabilidade dos valores pode ser medida. geralmente utilizamos um conjunto de elementos e não a população toda. Qual a situação de um determinado aluno. Todos os tempos podem ser substituídos por um único que é o tempo médio. Ao realizar um trabalho estatístico. Devido às suas relações com a Biometria. A população é pois um grupo de alunos ou objetos que possuem características semelhantes dentro do mesmo universo. tais como a média. A Estatística é a ciência que procura tirar conclusões a partir de observações de dados numéricos. Como agrupar de maneira mais homogénea? Veremos que muitos tipos de medidas distribuem-se segundo uma curva denominada curva normal. A média destes tempos é um parâmetro. Como se encontra este grupo em relação a uma determinada medida? Neste caso. Variáveis contínuas e discretas A medida da altura de um grupo de escolares é um t i p o de variável. A própria repetição de experiências só é possível se for controlada através da medição dos dados. poderíamos perguntar: a. veremos que certas medidas. Por exemplo: um atleta faz um percurso várias vezes. Se um grupo de alunos faz um percurso. b.

médios e grandes. divisão segundo o sexo. t i p o constitucional. Construímos assim.1 conclui-se imediatamente que os pesos máximo e . Assim. Trata-se de uma variável contínua. etc. Os alunos podem também ser divididos segundo uma classificação hierárquica. Escores Frequência 28 29 30 31 32 33 34 35 1 0 2 0 1 0 0 1 Observando a tabela 4. A variável é discreta quando os valores se comportam de modo que se sucedem em saltos.12m podemos ter um valor de 1. utilizando a Estatística. a divisão deve obedecer a um único critério. Podemos por exemplo separar os alunos por categorias. Uma melhor maneira é ordená-los em sequência ascendente ou descendente e verificar se há valores que se repetem e quantas vezes se repetem.10m e 1. Neste caso.caso. os grupos são separados de acordo com uma certa ordem. idade. Suponhamos que determinamos o peso de 5 alunos e que os resultados tenham sido os seguintes: 30. as medidas podem ter qualquer valor e sempre pode haver uma medida que se interponha entre duas outras. precisamos frequentemente separar os indivíduos segundo certas características. Estes valores assim apresentados são difíceis de serem interpretados.5 por grupo ou 1. Grupamento de dados Ao realizar um trabalho biométrico. APRESENTAÇÃO DOS DADOS Os dados obtidos em um experimento podem ser apenas enumerados sem preocupação de ordem. Neste caso. 35.3 por grupo. o número de alunos por grupo ná"o pode ter valores parciais: 2.1 . por exemplo. que consiste em colocá-los em uma coluna ordenada e com as frequências com que cada valor ocorre. 28 e 30. 32. a distribuição de frequências dos dados. entre 1. Por exemplo: em pequenos. Por exemplo. Tabela 4.Distribuição de frequência de 5 observações (escores). por exemplo.11m.

O gráfico é construído utilizando-se dois eixos perpendiculares entre si. com linhas laterais levantadas a partir dos limites de cada classe. A diferença entre os valores máximo e mínimo nos dá a amplitude de distribuição (A): A = 35 . o professor podem querer agrupar os 5 alunos em 3 classes: peso alto. Tabela 4. o intervalo passa a ser o número inteiro mais próximo (no caso =2). os valores aumentam à medida que dele se afastam. o intervalo de classe (I) será: I (intervalo) = 7/3 = 2. um vertical (eixo das ordenadas. . Então os valores serão agrupados em intervalos de amplitude igual a 2 (tabela 4. A partir deste.28 = 7 Como se decidiu por três classes. As classes são colocadas ao longo da abcissa e na ordenada situam-se as frequências com que aparecem os valores. O ponto onde ocorre a intersecção dos dois eixos é o ponto zero.33 Como o número obtido é fracionário. sendo sua frequência zero. por exemplo.2). Os dados obtidos podem ainda ser agrupados em classes.2 — Distribuição de frequências de dados agrupados Classes 28 a 30 31 a 33 34 a 36 Frequência 3 1 1 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS RESULTADOS Às vezes é mais interessante apresentar os resultados obtidos. ou seja a variável dividida em classes de invidivíduos ou objetos. No eixo das abcissas coloca-se os valores da variável independente. a partir das abcissas. seja ao longo da abcissa. seja ao longo da ordenada. Um dos tipos mais comuns de gráficos é o histograma. representado geralmente pela letra Y) e um horizontal (eixo das abcissas.mínimo obtidos são respectivamente 35 e 28. com as frequências com que cada medida aparece. o eixo das ordenadas. médio e baixo. As frequências de cada classe serão representadas por uma barra. representando geralmente pela letra X). por meio de um gráfico. No caso de peso. representa a variável dependente. o peso mais frequente foi 30 (2 vezes) e que houve valores de peso que não aparecerem.

2. Examinando os gráficos. Figura 4. eles estão concentrados em torno de 5. pois a méida dos valores da distribuição II é maior que a média da distribuição I ou seja.1 — Histograma da distribuição de frequência do peso de 5 alunos.Um histograma construído a partir da tabela 4. ao passo que em I. Figura 4.1. seria a figura 4.Gráfico de duas distribuições de frequências . DISTRIBUIÇÃO DE FREQUÊNCIAS A figura 4. em II. vê-se logo que as duas distribuições diferem quanto â posição (tendência central) mas são semelhantes na forma (variabilidade). os valores concentram-se em torno de 11. Diferem quanto à posição.2 .2 é o gráfico representativo de duas distribuições de frequências.

Podemos ter o caso inverso ou seja, distribuições de frequências com a mesma tendência central, mas diferentes na forma (na variabilidade). A figura 4.3 é o gráfico destas distribuições.

Figura 4.3 - Distribuição de frequências com mesma tendência central

Quando a distribuição de frequência tem um ponto de frequência mais elevada, é denominada de unimodal. Se houver dois destes pontos, ela será bimodal. A figura 4.4 é um gráfico representativo deste tipo de distribuição.

Figura 4.5 - Distribuição bimodal

Curva normal As curvas das distribuições de frequências podem ter as mais variadas formas. Existe entretanto um t i p o de curva que por sua importância deve ser estudada com maior destaque: ela tem a forma de um sino, é simétrica e contínua (figura 4.5). É a chamada curva normal ou curva de Gauss que representa a distribuição normal. Em Biologia, muitas variáveis contínuas apresentam esse t i p o de distribuição. A altura é um tipo de variável com distribuição normal. No eixo das abcissas (X) a variável pode ir de menos infinito a mais infinit o : a curva nunca chega a tocar na base. Importância da curva normal em Biometria Em Biometria, a importância da curva normal é grande pois todas as vezes que se fala em classificar alguma coisa, uma das primeiras preocupações é se localizar o " n o r m a l " , para depois posicionar aquilo que dele se distancia. Normal foi colocado entre aspas por ter um sentido preciso em Biometria, que é o relacionado com o mais comum enquanto as formas que dele se distanciam são expressões menos comuns, ou melhor que mantém relações, em suas medidas, com diferenças mais acentuadas. Trabalhando com as diferenças individuais observamos que estas obedecem ao tipo de distribuição em que a maior parte dos indivíduos mantém as medidas próximas de uma média e que a partir deste ponto há uma distribuição decrescente para ambos os lados, que graficamente, obedece à distribuição semelhante á de Gauss (curva normal).

Figura 4.5 - Curva normal

MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL
As medidas de tendência central mais utilizadas em Estatística são a moda, a mediana e a média aritmética. Moda (M) É o valor que aparece com maior frequência, em uma série de medidas. Exemplo: na série seguinte de valores, a moda é o valor 8 pois é o que mais vezes aparece. 6 - 8 - 8 - 1 6 - 8 - 1 0 - 8 - 6 - 1 0 - 8 - 1 8 - 8 - 6 - 1 2 Neste caso, a série é unimodal porque tem uma única moda. Mas ela pode ser bimodal, multimodal ou ainda amodal, quando não possui moda. Exemplos: Série bimodal (possui 2 modas):

6-10-10-10-10-18-20-20-20-20-15
As modas são: 10 e 20. Série multimodal (possui várias modas): 4 - 6 - 5 - 8 - 6 - 5 - 8 - 5 - 6 - 8 - 3 - 9 As modas são: 5, 6 e 8. Série amodal (não há moda, pois todos os valores aparecem com igual frequência): 6-10- 16-8-4-2ou: 4_4_5_5_2_2_7_7_3_3. As curvas representativas das distribuições de frequências das séries estão na figura 4.6. Mediana (Me) Em uma série de rnedidas, colocadas em ordem crescentes a mediana é o valor precedido e seguido pelo mesmo número de valores. Exemplos: Séries a-2-3-5-7-18 b-1-5-8-15-21 c-1 - 3 - 5 - 5 - 2 0 - 2 4 Mediana 5 6,5 5

Quando o número de valores é impar, o cálculo da mediana pode ser feito usando a fórmula: N + 1 (N =número de valores). 2

(N =número Quando o número de valores é par usa-se a fórmula o número que ocupa a posição obtida por: .Figura 4. sendo P1.6 — Vários tipos de distribuição de frequências Assim. na série a: A mediana é o 39 valor (5).

A muda nos informa qual é a altura mais frequente no grupo. a mediana e a moda forem muito diferentes entre si. significa que houve muitas alturas diferentes na série. Portanto: (Mediana = 5). é também um valor que nem sempre consta da série de medidas. A mediana. mediana e média) não são exclusivas mas se complementam. (3ª posição). A medida. simplesmente. A média " e q u i l i b r a " uma série de medidas.5) Na série a„ temos o mesmo número de casos. . por sua vez. Portanto. Mas por convenção. facilita localizar um determinado aluno no grupo: sua altura estará acima ou abaixo daquele valor e portanto ele estará em um ou outro grupo. esta é a mediana. por exemplo 1. por exemplo. Assim na série b: 3 + 1 =4 (4ª posição). Consiste na soma dos valores dividido pelo número de valores. ou seja. (Mediana =6. Assim. os valores estão "esparramados". tal como a mediana.5) é um número que não consta dos valores obtidos na série. Quando as três medidas forem próximas ou semelhantes. no conjunto de medidas: Na realidade. É um valor que existe realmente na série e por sinal é o que mais aparece. observa-se que a mediana (6. O significado da mediana é que ela é um valor que divide o conjunto em dois grupos: um acima e outro abaixo daquele valor. é que houve menor variação. ou seja entre os 50% mais altos ou entre os 50% mais baixos. Se. a média. em uma série de medidas da altura. Em uma série de medidas da altura dos alunos. as três medidas que estudamos (moda. Por exemplo.de casos). passamos a considerar cada aluno como se tivesse aquela medida (média). se a mediana for.40 m significa que existe metade das crianças com altura acima e metade com altura abaixo deste valor. No caso da série b. fazendo uma série de medidas da altura em grupo de crianças. Média aritmética ( X ) É também chamada de média.

Figura 4. ao passo que o outro grupo pode ter alguns indivíduos muito baixos e a maioria. Duas distribuições podem ter a mesma média. mediana).Distribuições de frequências: simétrica e duas assimétricas M E D I D A S DE DISPERSÃO Geralmente os conjuntos de medidas apresentam certa dispersão ou variabilidade. dois grupos de alunos podem ter a mesma média de altura.Na figura 4. . média e mediana). mais altos.7 temos as curvas representativas de três tipos de distribuição de frequências. Já estudamos uma característica desses tipos de distribuição de frequência. moda.7 . mas os valores individuais em cada grupo podem ser muito diferentes. esta medida nada informa quanto à homogeneidade dos dois grupos: um pode ter indivíduos todos mais ou menos da mesma altura. Uma das medidas de dispersão ou variabilidade mais utilizada na prática é o desvio padrão. Por exemplo. mediana ou a mesma moda mas as medidas dos valores variam de modo diferente. uma simétrica e duas assimétricas. onde se indicam as posições das três medidas que estudamos (média. É necessário pois introduzir medidas de dispersão que informem o grau de variabilidade dos valores em cada grupo. que são as medidas de tendência central (moda. Embora tenham a mesma média.

podemos dizer que a estimativa do peso médio do grupo é 69. a uma determinada comunidade. Os desvios em relação a esta média são: 0. no caso) nos dá o desvio padrão (s). Começamos.5 10.5 15.5 Os desvios são calculados diminuindo-se da média.5 5.5 kg e que o desvio padrão dos valores observados é 10.5 -9. Os valores que se afastam desta média são chamados desvios.Desvio padrão O seguinte problema permitirá introduzir o conceito de desvio padrão. A raiz quadrada da soma dos desvios ao quadrado. determinando o peso de. A fórmula para se calcular o desvio padrão é pois: . Quanto maior for o desvio padrão. cada valor observado.5 - 9. são os seguintes: 70 80 60 50 70 60 65 80 75 85 A média aritmética desses 10 dados é 69. o número de observações (10.5 kg.5 19.5 -4. O desvio padrão indica pois o grau de variação dos valores da amostra. 10 indivíduos tomados ao acaso.5 0. Suponhamos que queiramos determinar o peso médio dos indivíduos perten_ centes.5 10. Assim: Portanto. maior será a variabilidade dos valores. por exemplo. Os pesos. em Kg. sendo N. dividido por N — 1.9 kg.

sendo X, cada valor observado; X, a média dos valores e N, o número de valores. Em Biotipologia, porém, o desvio padrão é calculado a partir da moda e não da média aritmética. Este assunto será abordado mais adiante. Aplicação da curva normal As medidas corporais utilizadas em Educação Física geralmente tem uma distribuição que segue a curva normal. Através de ca'lculos matemáticos pode-se obter as áreas que estão sob a curva quando ela é dividida em segmentos, através de linhas verticais (f ig. 4.8). A linha do meio representa a média. As outras três linhas de cada lado relacionam-se a unidades de desvio padrão. O lado direito a partir da média é positivo ou seja indica os escores mais altos da distribuição. 0 lado esquerdo é negativo: aqui estão os valores mais baixos da distribuição. A curva normal é dividida em seis desvios-padrão sendo três de cada lado da média. Assim, na curva normal, um desvio padrão acima da média contém cerca de 34,00 por cento dos escores; isto significa que a área situada entre um desvio padrão de cada lado, em torno da média, vale aproximadamente 68 por cento. A área compreendida entre 1 e 2 desvios-padrão vale aproximadamente 14 por cento. Estes conhecimentos são importantes para determinar, por exemplo, o número de alunos que obtiveram um determinado escore, em uma distribuição normal. Suponhamos que 200 alunos foram submetidos a um determinado tipo de exercício e tenham obtido escores com distribuição normal, sendo a média 100 e o desvio-padrão igual a 20.

Figura 4.8 - Área sob a curva normal

Como a média é 100, sabe-se que 100 alunos obtiveram 100 ou mais e 100 alunos obtiveram 100 ou menos. Quantos alunos tiveram um escore de 140? Sendo o desvio-padrâb igual a 20, o valor 140 encontra-se 2 desvios-padrão acima da média. A área compreendida entre 2 desvios padrão acima e abaixo da média corresponde a 95% e então sobram 5% dos casos, sendo 2,5% acima e 2,5% abaixo de dois desvios-padrão. Em outras palavras, apenas 2,5% dos alunos obtiveram escores superiores a 140 na prova realizada (fig. 4.9).

Figura 4.9 - Área sob a curva normal

CORRELAÇÃO
Às vezes em Educação Física é importante saber como varia uma determinada medida ou fenómeno em relação a outra, isto é, se existe ou não correlação entre essas duas variáveis, e se existe, saber se essa correlação é positiva ou negativa. Será positiva quando aumentando uma variável, a outra também aumenta, ou diminuindo uma, a outra também diminui. A correlação é negativa quando ao aumentar uma variável, a outra diminui ou vice-versa. Existe, por exemplo, correlação entre o Q.l. dos alunos e as notas obtidas, ou seja, quanto mais elevado o Q.l. mais altas são as notas obtidas pelos alunos. Mas não existe correlação, por exemplo, entre a altura e as notas obtidas nas provas. Através de fórmulas específicas, pode-se determinar a correlação entre duas variáveis, calculando o chamado coeficiente de correlação. Este assunto não será porém aqui abordado. Mais pormenores podem ser obtidos em tratados de Estatística.

TESTES DE S I G N I F I C Â N C I A Suponhamos uma situação em que submetemos dois grupos diferentes de alunos a um mesmo trabalho físico e gostaríamos de compará-los, para saber em qual grupo, o aproveitamento f o i melhor. Depois de obtidos os valores, as médias de cada grupo deveriam ser comparadas, uma com a outra. Se houvesse uma diferença entre estas medias, que medem o desempenho de cada grupo, esta diferença teria de ser testada para verificar se ela é verdadeira ou se houve qualquer tipo de interferência que determinou a diferença. Existem vários tipos de testes estatísticos que permitem determinar se essa diferença entre médias é real ou não. Um dos testes mais fáceis e mais utilizados na prática é o chamado teste " t " . Utilizando os valores das médias e desvios-padrão, calcula-se o valor de " t " , através de fórmulas próprias, o qual é depois comparado com valores constantes de tabelas e que nos dão o resultado ou seja, se as médias dos dois grupos diferem realmente ou não. Este assunto poderá ser melhor compreendido, consultando-se livros de Estatística.

os antímeros direito e esquerdo. 5. apresenta um princípio de construção chamado antimeria: o corpo é constituído por duas metades. Existe pois externamente. ou seja não existe uma simetria perfeita: os antímeros não são exatamente iguais.1 ~ Plano sagital mediano Os antímeros são simétricos apenas aparentemente. nem externamente. Figura 5.1). uma simetria aparente mas uma assimetria real.CAPITULO V AVALIAÇÃO DAS DIMENSÕES E PROPORÇÕES EXTERNAS DO CORPO E SEUS SEGMENTOS INTRODUÇÃO O corpo humano como dos vertebrados em geral. separados pelo plano sagital mediano (Fig. nem internamente. Exemplos destas assimetrias serão vistos em seguida. .

Nos indivíduos dextros. . O pavilhão da orelha é maior e está em nível mais alto do lado esquerdo. o inferior mais desenvolvido será o do lado oposto. quando examinado por trás.2). o membro superior direito é mais desenvolvido que o esquerdo: o comprimento. na maior parte dos indivíduos são assimétricos. Quando o membro superior de um lado é mais desenvolvido. Cerca de um terço dos indivíduos apresentam assimetrias nos membros inferiores. volume e força dos músculos são maiores do lado direito.Assimetrias externas Os dois lados da face não são simétricos: a linha que une as fendas palpebrais. bem como a linha que une as comissuras dos lábios são oblíquas e não paralelas (Fig. Os membros superiores. O antímero direito do tronco é mais desenvolvido que o esquerdo. ocorrendo o inverso quando se o examina anteriormente. 5. perímetro.

Esquema da coluna em vista posterior. para compensar (Fig. . Existe também maior acuidade no uso da visão e audição de um lado que do outro. Geralmente. Além destas assimetrias morfológicas observam-se também assimetrias funcionais: a maioria dos indivíduos usa com maior habilidade o membro superior direito em trabalhos com as mãos.A coluna vertebral quando examinada de frente mostra curvaturas normais. enquanto que a coluna lombar exibe uma curvatura de convexidade para a esquerda. Estas curvaturas são conhecidas como escolioses. Figura 5.3).5. As curvaturas estão exageradas propositalmente.3 — Escolioses da coluna vertebral. a região torácica da coluna apresenta uma curvatura de convexidade também para a direita. quando o membro superior direito é mais desenvolvido que o esquerdo.

Serão apresentadas na seguinte ordem: altura. do tronco e dos membros. altura tronco-cefálica. M E D I D A S QUE P E R M I T E M A V A L I A R AS DIMENSÕES E PROPORÇÕES E X T E R N A S DO CORPO H U M A N O Como já vimos.Há casos em que a musculatura de uma parte do corpo apresenta hipotonia ou hipertrofia. 5.4 . Fig.A l t u r a . estando o indivíduo em pé. 5. são indicados exercícios especiais para sua correçáb. um tangente à planta dos pés e outro tangente ao ponto mais alto da cabeça. envergadura. estas medidas são denominadas medidas biométricas somáticas. Após esta breve introdução. estudaremos algumas das principais medidas que avaliam as proporções do corpo. ALTURA Conceito de altura Altura ou estatura é a distância em linha reta entre dois planos. na "posição fundamental" (Fig. Nestes casos. medidas da cabeça.4). conferindo aspecto anti-estético ao seu portador.

e com o passar dos séculos. Cada um destes aspectos será analisado a seguir. obtida na posição em pé.5 — Variações da altura durante 24 horas (segundo Backman) .5). deve-se usar o termo altura para definir a medida longitudinal. a) Posição do corpo e hora do dia — A medida da altura na posição em pé pode deferir em até 3 cm da medida na posição deitada. 5. Figura 5. Quando se mede o indivíduo na posição deitada. fala-se em distância ou comprimento. fase da vida. a altura varia em 2. A ação da gravidade. o peso do corpo e o achatamento dos discos intervertebrais são os responsáveis por este fenómeno. No decorrer das 24 horas do dia.5 cm em média (Fig. Em consequência. Esta posição é utilizada para medir crianças até 3 anos.Fatores de variação da altura A altura varia fisiologicamente de acordo com os seguintes fatores: posição do corpo e hora do dia.

a altura média do ser humano tem aumentado ao longo dos séculos. as meninas crescem mais que os meninos e na idade adulta estes recuperam e ultrapassam aquelas. em média. condições sócio-econômicas e temperatura. quando começam a diminuir devido a procesos que afetam os discos intervertebrais. a média de altura é de 130 a 199 cm.b) Variação da altura com a fase do crescimento. em altura. d) Variação da altura com a passar dos séculos — Segundo alguns autores. também baseados em dados experimentais. Na idade adulta. Outros porém. Observa-se que os meninos crescem sempre mais que as meninas. menos que o homem. A mulher tem geralmente 10 cm. Na puberdade porém. de mesma idade. destacam-se o genético.Durante a vida. a altura passa por uma fase em que há uma elevação dos valores e que vai do nascimento até os 25 anos aproximadamente. na mesma raça. clima. os fatores externos mais importantes são: nutrição. Classificação dos indivíduos segundo a altura Existem várias classificações. c) Variação da altura com a fase da vida . afirmam que não tem havido aumento da altura. os valores se mantém até os 50 anos. o neuro-endócrino e as doenças. . a criança cresce em média 6 cm por ano. mas uma das mais conhecidas é a que considera os indivíduos como pertencentes a um dos três grupos: Masculino 130-160 cm 161-169 cm 170-199 cm Feminino 121-149 cm 150-158 cm 159-187 cm Pequena altura Média altura Grande altura Fatores que determinam a altura Entre os fatores internos. segundo o sexo e a idade O quadro seguinte mostra a variação da altura nos primeiros anos de vida. A seguir. Fase Recém-nascido 12 meses 24 meses 36 meses Masculino 50 cm 75 cm 85 cm 95 cm Feminino 49 cm 74 cm 84 cm 84 cm Após os três anos.

A técnica de medida da altura é simples: a haste vertical do instrumento é colocada junto ao dorso do aluno enquanto a haste horizontal toca a cabeça. enquanto corridas de fundo. . devido ao crescimento maior da altura tronco-cefálica. esportes como corrida de velocidade e boxe são apropriados para indivíduos de altura média. luta livre e arremesso de peso. a altura aumenta antes da puberdade. Fatores de variação da altura tronco-cefálica Esta medida varia com a posição do corpo e hora do dia. estando o indivíduo sentado. Segundo Godin. ALTURA TRONCO-CEFÁLICA Conceito É a distância entre um plano tangente ao ponto mais alto da cabeça e um plano que passa pelos ísquios.Importância da medida da altura O estudo da altura é muito importante porque esta medida se relaciona com quase todas as medidas somáticas. maior nos amarelos que nos brancos e maior nestes que nos pretos. A cabeça fica em posição tal que o aluno olha para frente (Fig. Atletas de grande altura são mais indicados para esportes como corrida de meio fundo. são indicados para indivíduos de pequena altura. Instrumento utilizado para medir a altura O instrumento que se utiliza para medir a altura é o antropômetro. tal como a altura e devido aos mesmos motivos.4). A altura tronco-cefálica é maior no sexo feminino que no masculino. natação. Os calcanhares devem estar unidos. 5. (1970) estudaram a evolução da altura tronco-cefálica em relação à altura. salto em altura e á distância e ciclismo. além de ser importante para estudos biotipológicose raciais. Entretanto. devido principalmente ao crescimento dos membros inferiores e durante e depois dessa fase. estas diferenças são pequenas. em crianças brasileiras de 0 a 12 anos (Tabela 1). Marcondes e cols. por exemplo.

13 Porcentagem da altura 68.22 117.59 73.15 71.33 53.50 68.04 54.33 60.15 51.95 55.15 59.04 54.26 56. em relação à altura (Marcondes e cols.07 49.88 44.37 132.77 64.91 63.82 137.94 99.24 71.66 85.06 64.60 Porcentagem da altura 68.02 72.38 64.26 49.06 57.01 59.93 59.37 84.42 56. O índice córmico (termo criado por Vallois) se o b t é m relacionando a altura tronco-cefálica e a altura (fórmula criada por Giuffrida-Ruggieri): .45 70.96 O anos 3 meses 6 meses 9 meses 12 meses 18 meses 2 anos 3 anos 4 anos 5 anos 6 anos 7 anos 8 anos 9 anos 10 anos 11 anos 12 anos 50.58 100.27 57.35 131.81 51.94 74.16 62.54 53.91 52. 1970) Utilidade da medida da altura tronco-cefálica Esta medida permite calcular os denominados indice esquélico de Monouvrier e indice córmico.33 63.14 61.81 49.59 138.03 45.18 39.60 47.26 53.98 64.70 135.61 38.20 46.54 55.62 Meninas Altura Altura troncocefálica 33.10 69.06 66.13 106.07 52.68 59.15 73.14 105.55 127.96 73.01 57.22 65.27 63.47 52.03 65.40 112.06 Tabela 1 — Evolução da altura tronco-cefálica.92 60.25 56.23 66.22 61.17 122. o desenvolvimento dos membros inferiores.56 54.86 128.43 70. indiretamente.19 139.01 69.74 53.08 43.26 79.57 62.86 53. o primeiro é dado pela relação centesimal entre o comprimento dos membros inferiores e a altura tronco-cefálica: Indice esquélico de Monouvrier Este índice permite apreciar.52 122.95 112.14 93..87 65.45 80.10 60.80 54.24 67.75 61.22 55.Meninos Idade Altura Altura troncocefálica 34.36 41.75 55.11 91.77 118.35 64.

Instrumento utilizado para se medir a altura tronco-cefálica Para se medir a altura tronco-cefálica. Figura 5. utiliza-se o antropômetro. ao passo que os macrocórmicos possuem mais resistência e mais força.De acordo com este índice. Ele é um pouco mais elevado no sexo feminino que no masculino.6 . os braquicórmicos são mais indicados para esportes de velocidade (corridas e saltos). estando o indivíduo em pé. estando o indivíduo sentado (Fig. pode-se classificar os indivíduos e m : Braquicórmicos Metriocórmicos Macrocórmicos menos que 51 (tronco pouco desenvolvido) 51 a 53 (tronco médio) mais que 53 (tronco muito desenvolvido) 0 índice córmico permite avaliar o desenvolvimento do tronco. 5. Em seleçãb desportiva. ao lado do corpo (Fig. 5.Altura tronco-cefálica ENVERGADURA Conceito de envergadura É a distância em projeção entre as extremidades dos dedos médios. .6).7). com os membros superiores estendidos horizontalmente.

arremesso e box. A pessoa fica em pé. remo.Figura 5. ao lado do corpo. da cabeça. Técnica de medida da envergadura Utilíza-se. o sexo e a raça A altura é maior que a envergadura desde o nascimento até os 10 anos. pelve e dos membros.7 — Envergadura Variação da envergadura com a idade. Na raça negra a envergadura é maior que na amarela. . passaremos a seguir a analisar alguns pontos importantes sobre medidas dos segmentos corporais. Tendo estudado os principais aspectos sobre as medidas biométricas: altura. Daí até a fase adulta. para medir a envergadura. um quadro mural ou prancha. ou seja. a diferença vai diminuindo. altura-tronco-cefálica e envergadura. os atletas que possuem grande envergadura têm melhor desempenho em esportes como:ténis. a envergadura ultrapassa a altura em 5 a 10 cm. abdome. encostada na prancha e com os membros superiores estendidos horizontalmente. do toráx. graduada horizontalmente. no homem e 5 cm na mulher. até que no adulto. Importância da medida da envergadura Em seleçâb desportiva.

pontos que servem de reparo para se obter as medidas deste segmento. temos que definir alguns pontos antropométricos da cabeça. como se segue: Principais medidas da cabeça índices da cabeça Entretanto. antes de iniciarmos o estudo destas medidas e índices. ou seja.8 — Pontos cefalométricos . Figura 5.MEDIDAS DA CABEÇA principais medidas e índices da cabeça Podemos resumir as principais medidas e índices da cabeça.

Tendo compreendido os principais pontos cefalométricos. o gnácio e o opistocrânio são ímpares e o êurio e o zígio são pontos pares. — Corresponde ao ponto mais saliente do arco zigomático.9 . gnácio. násio. Opistocrânio A glabela. — É o ponto mais saliente do bordo inferior da mandíbula. podemos estudar algumas medidas da cabeça.Figura 5. . A cabeça é dividida em crânio e face. que já foram citadas. 5. — É o ponto mais saliente na parte posterior da cabeça.8 e 5. Os principais são: glabela. Definição destes pontos cefalométricos Glabela — Násio Gnácio Êurio Zígio É o ponto situado entre as sobrancelhas. que neste caso são denominados pontos cefalométricos.Pontos cefalométricos Principais pontos antropométricos da cabeça Para estudar as medidas da cabeça.9). é necessário conhecer antes alguns pontos antropométricos desse segmento. estudaremos apenas as mais importantes. Entretanto. Várias medidas podem ser feitas nestas duas partes. o násio. — É o ponto mais saliente na parte lateral da cabeça. opistocrânio. êurio e zígio (Figs. — Situa-se na parte central da sutura entre os ossos frontal e nasais.

Corresponde ao diâmetro ântero-posterior da cabeça (Fig.10).11).10 — Comprimento da cabeça Largura da cabeça É a distância entre o êurio de um lado e o outro do lado oposto. Corresponde ao diâmetro transverso da cabeça (Fig. 5.Comprimento da cabeça É a distância entre a glabela e o opistocrânio. Largura da face Corresponde ao diâmetro bi-zigomático. . à distância entre o zfgio de cada lado. 5. Altura da face É a distância que vai do násio ao gnácio. Figura 5. ou seja.

9.Figura 5.0. Mesocéfalos (de cabeças intermediárias): índice de 76.11 — Largura da cabeça Principais índices da cabeça Os índices da cabeça são: o cefálico e o facial. índice cefálico A relação entre os diâmetros da cabeça constitui o índice cefálico: Classificação dos indivíduos de acordo com o índice cefálico De acordo com este índice. .0. Braquicéfalos (de cabeças arredondadas): índice maior que 81. podemos classificar os indivíduos em: Dolicocéfalos (de cabeças estreitas ou longas): índice cefálico menor que 76.0 a 80.

O perímetro cefálico é importante até os três anos de idade. 35 c m . Ao nascer. estudos ligados ao desenvolvimento do homem desde seu aparecimento. com relação aos grupos raciais.26 44.93 48.98 47. uma microcefalia. O prognatismo parcial superior e o inferior ocorrem quando somente a maxila ou somente a mandíbula. Importância das medidas da cabeça Os diâmetros e índices da cabeça são mais usados em estudos de antropologia racial.índice facial A relação entre as medidas da face fornece o índice facial: Instrumento utilizado para se obter as medidas da cabeça até agora estudadas As medidas da cabeça até agora estudadas (comprimento e largura da cabeça e altura e largura da face) são obtidas utilizando os compassos de pontas rombas ou de corrediça. Em relação à face. . 49 cm e aos 36 meses. que é a projeção da face para frente. Perímetro cefálico É a medida da circunferência da cabeça utilizando o plano que passa pela glabela e pelo opistocrânio.9 46. Em crianças brasileiras.84 Feminino 34. se projeta para frente.0 45. em média. foram obtidos os seguintes valores (cm) para o perímetro cefálico (Marcondes e cols.): Masculino 35. há uma macrocefalia e se é muito baixo.80 Idade Recém nascido 1 ano 47. quando tanto a maxila como a mandíbula se projetam para frente. aos 24 meses. aos 12 meses. mede 50 c m . o perímetro cefálico mede.87 2 anos 3 anos Instrumento utilizado para se medir os perímetros Os perímetros são medidos com a fita métrica. 47 c m . Ele pode ser t o t a l . pode haver o chamado prognatismo. ou seja. pois permite avaliar o desenvolvimento do volume da cabeça e detectar possíveis anomalias. Quando o valor do perímetro cefálico é muito elevado. respectivamente.

13 e 5.12. acromial. pontos de reparo. através do estudo de seus comprimentos. ou seja. em órgãos contidos em suas cavidades ou na coluna vertebral.14): jugular. Assim sendo. O estudo do tronco é muito importante pois seu exame nos informa sobre vários aspectos em relação ao indivíduo. xifoideano. Um tronco bem desenvolvido já indica um bom desenvolvimento orgânico. diâmetros e perímetros. no exame do tronco observamos o seu desenvolvimento e suas simetrias. As doenças que afetam os segmentos do tronco podem se assentar em sua parede. umbilical e pubiano (ímpares). o tronco é uma parte do corpo que nos permite acompanhar os progressos obtidos com um esquema de treinamento físico. abdome e pelve. . Principais pontos antropométricos do tronco Os principais pontos antropométricos do tronco são (Figs.: 5. temos que conhecer os principais pontos antropométricos do tronco. Principais medidas do tronco As principais medidas e índices do tronco estão resumidos na chave seguinte: Altura anterior do tronco Diâmetro bi-acromial Diâmetro transverso do tórax Diâmetro sagital do tórax índice torácico de Godin Diâmetro bi-crista ilíaca Diâmetro bi-trocantérico Perímetro torácico Coeficiente torácico Perímetro do abdome Altura do tórax Altura total do abdome Principais medidas e índices do tronco Antes de iniciarmos o estudo destas medidas. mamilar. Quando há doenças em órgãos contidos no tórax ou abdome pode haver deformidades correspondentes. Além disso.MEDIDAS DO TRONCO Introdução Neste estudo são consideradas as medidas do toráx. utilizados para se obter as medidas. ílio-espinhal anterior e troncanterion (pares). 5. ílio-cristal.

Figura 5.13 — Pontos antropométricos do tronco .Pontos antropométricos do tronco Figura 5.12 .

— ílio-cristal: no local onde a crista ilíaca mais se projeta lateralmente. — pubiano: no centro da parte superior da sínfise púbica. Pode ser decomposta em altura anterior do tórax e altura total do abdome.14 . do acrômio da escápula. — acromial: ponto mais saliente lateralmente. Altura anterior do tronco É a distância em projecão (em linha reta) entre o bordo superior do esterno (ponto jugular) e o bordo superior da sínfise púbica (ponto pubiano). — ílio espinhal: no local onde a espinha ilíaca ântero-superior mais se projeta anteriormente. — xifoideano: no centro da base do processo xifóide do esterno. — umbilical: no centro da cicatriz umbilical. — mamilar: no centro do mamilo. no ponto onde o trocanter maior do fémur mais se afasta .Pontos a n t r o p o m e t r i a » do tronco Localização dos pontos antropométricos do tronco Os pontos antropométricos do tronco estão situados: — jugular: no centro da incisura jugular do esterno. — trocanterion: lateralmente.Figura 5. Mede-se com o antropômetro estando o indivíduo em pé.

Tanto a altura do tórax como a do abdome. 5. mede-se com o antropômetro ou compasso de barras e na posição ereta (Fig. Segundo os estudos de Viola. Figura 5. .Altura anterior do tórax e sua importância É a distância em linha reta entre a borda superior do esterno (ponto jugular) e a borda superior do apêndice xifóide (ponto xifoideano) (Fig. 5.16). esta medida permite apreciar o desenvolvimento do tórax em relação ao abdome.15 — Altura do tórax Altura total do abdome É a distância que vai do ponto xifoideano à sínfise púbica (ponto pubiano).15). Estas medidas quando realizadas na posição deitada sao chamadas comprimentos ou distâncias.

13 e 5.Figura 5.17 — Diâmetro bi-acromial .17). 5. ou pontos acromiais (Figs.16 — Altura do abdome Diâmetro bi-acromial e seus valores médios É a distância entre os bordos laterais dos acrômios das escápulas. Figura 5. Seus valores médios sâo: 37 a 44 cm no homem e 34 a 38 cm na mulher.

estes diâmetros devem ser medidos entre dois pontos situados em um plano transversal ao eixo do tórax. que permite apreciar a forma do tórax: índice torácico de Godin Figura 5. Na mulher. índice torácico de Godin — A relação entre os diâmetros torácicos fornece o índice torácico de Godin.18 e 5.18 .Diâmetros transverso e sagital do tórax e seus valores médios Para a maioria dos autores.Diâmetro transverso do tórax . Diferenças entre estes diâmetros menores que 5 cm ou maiores que 12 cm.19). na fase intermediária entre a inspiração e a expiração (Figs. eles valem cerca de 2 cm menos. O valor médio do diâmetro transverso no homem é 30 cm e do sagital é 20 cm. traduzem tórax cilíndrico ou deformado. passando pela base do apêndice xifóide. 5.

Relação entre os diâmetros bi-trocantérico e bi-crista ilíaca Os diâmetros bi-trocantérico e bi-crista ilíaca estão intimamente ligados. 28 cm no homem e 27 cm na mulher. em média. Diâmetro bi-troncantérico e seu valor médio É a distância máxima. 5.Figura 5. a partir da puberdade ocorre um aumento progressivamente maior dos diâmetros da pelve em relação ao bi-acromial. em média. O bi-trocantérico vale. enquanto na mulher.19 .20). em linha reta.5 cm mais que o bi-crista ilíaca. Os estudos de Vague (1953) mostram que. no homem. o diâmetro bi-acromial e os da pelve (bi-crista ilíaca e bi-trocantérico) desenvolvem-se proporcionalmente. em média. Vale 32 cm. 3. entre os pontos mais laterais dos trocanteres maiores dos fémures (trochanterion) (Fig.Diâmetro sagital do tórax Diâmetro bi-crista ilíaca e seus valores médios É a distância em linha reta entre os pontos mais laterais das cristas ilíacas (ponto ilío-cristal) (Fig. . Vale.21). 5.

Importância dos diâmetros do tronco e instrumentos utilizados para medi-los Os diâmetros. Tanner (1951) propõe.Figura 5. Este último geralmente é 3 cm menor que o mamilar (Fig. Pode ser obtido em vários níveis do tórax. 93 ± 5 e 78 ± 5.20 — Diâmetro bi-crista Figura 5. Os mais utilizados sâo o perímetro mamilar (ao nível dos mamilos. a seguinte fórmula: 3 x diâmetro bi-acromial — diâmetro bi-crista Os valores médios para os sexos masculinos e feminino são. Perímetro torácico É a medida da circunferência do tórax. .22). Valores acima ou abaixo destes indicariam maior ou menor virilidade ou feminilidade. de modo geral.21 — Diâmetro bi-trocantérico A relação entre estes diâmetros permitiria avaliar o grau de feminilidade e masculinidade do indivíduo. para esse fim. respectivamente. 5. são importantes para avaliar o desenvolvimento horizontal do corpo no sentido transversal ou ântero-posterior e sâo obtidos com os compassos de toque ou de pontas rombas. no homem) e o perímetro xifoideano (ao nível da articulação xifo-esternal).

médio e largo. através do coeficiente torácico: Tórax estreito Tórax médio Tórax largo Coeficiente torácico menor que 51 Coeficiente torácico entre 51 e 56 Coeficiente torácico maior que 56 .Perímetro torácico mamilar Técnica para medir os perímetros torácicos Os perímetros torácicos são obtidos ao fim de uma expiração normal.22 .Figura 5. Classificação dos indivíduos de acordo com este parâmetro A medida do perímetro torácico indica o grau de desenvolvimento do tronco. relacionando o perímetro torácico com a altura. Elasticidade torácica A diferença entre as medidas dos perímetros torácicos depois de uma inspiração profunda e uma expiração forçada fornece a chamada elasticidade torácica. Coeficiente torácico. Pode-se também determinar um valor médio realizando duas medidas: uma no fim da inspiração e outra no fim da expiração. Brugsh classifica o tórax em estreito.

onde são mais frequentes os problemas de simetria. Se esta diferença for maior que 14 cm. utilizamos a semiperimetria mais para o tronco e neste. Os perímetros abdominais indicam o grau de adiposidade que o indivíduo possui. Assim. Instrumento utilizado para se obtê-lo Perímetro do abdome é a medida da circunferência do abdome obtida em um ponto situado à meia distância entre o rebordo costal e a crista ilíaca. o importante é verificar a simetria entre um membro e outro e não no mesmo lado. Ao determinar os semiperímetros desses segmentos corporais. na cabeça e no tronco as metades direita e esquerda são tidas como simétricas. arremessadores de peso e halterofilistas. externamente. pois no caso destes segmentos. Não se aplica semiperimetria nos membros. indica estado de magresa e se for menor que esse valor. queremos verificar a presença ou ausência de simetria. o perímetro é a linha de contorno de uma figura. indica obesidade. especialmente nos fundistas. No adulto.Alguns fatores que influenciam no valor do perímetro torácico 0 perímetro torácico é geralmente maior no sexo masculino e nos indivíduos que praticam esporte. A medida dos perímetros do tronco é feita com fita métrica. 0 objetivo é comparar uma metade do corpo com a outra para deduzir informações sobre simetrias e assimetrias. Utilidade da medida dos perímetros do tronco O perímetro torácico informa sobre o desenvolvimento do tronco em largura e sobre o estado nutritivo do indivíduo. a diferença entre os perímetros torácico e abdominal deve estar situada em torno de 14 cm. Semi perímetros Como já vimos. Existe geralmente relação diretamente proporcional entre perímetro torácico e peso. quando traçada sobre um plano transversal a um segmento do corpo. Certas doenças diminuem o perímetro torácico enquanto outras como a asma e o enfisema o aumentam. Semiperímetro é a metade dessa linha. interessa o estudo dos semiperímetros do tórax. . Perímetro do abdome. Em Educação Física.

É bastante obtuso e seu vértice está voltado anteriormente (fig. A fita é graduada em milímetros a partir do zero. Assim. é só situar a segunda. Se as medidas forem iguais dos dois lados. É facilmente palpado como uma saliência no osso esterno.A semiperimetria do tórax visa não só detectar assimetrias como também permite acompanhar a evolução de tratamento dessas mesmas assimetrias com o uso de ginástica corretiva. onde fazemos as leituras. 5. No caso da medida dos semiperímetros do tórax. por exemplo. por meio do ângulo de Louis e a seguir percorrer as demais até atingir a que nos interessa. .23).22-a — Centímetro simétrico de Rosenthal Ângulo de Louis ou ângulo do esterno É o ângulo entre o corpo e o manúbrio do esterno. Para medir os semiperímetros utiliza-se o chamado centímetro simétrico de Rosenthal que nada mais é que uma fita métrica. nos dois sentidos das extremidades. coloca-se o zero sobre os processos espinhosos da coluna e tracionamos as extremidades da fita até junto à linha média na face anterior do esterno. Mede-se os semiperímetros de um lado e de outro do tórax e compara-se as medidas. quando queremos localizar e saber que costela estamos palpando. por exemplo. há simetria.22). Figura 5. caracterizada por ter o zero da escala no centro da fita e não em uma das extremidades (fig. Sua importância reside no fato de estar situado ao nível da união da segunda cartilagem costal com o esterno. 5.

Os membros superiores na verdade servem não somente para a preensão e o tato mas também para manter o equilíbrio do corpo durante a locomoção. 5. Este ângulo tem importância em Biotipologia para classificar os indivíduos em somatótipos.Ângulo de Louis.Figura 5.23 . Os membros superiores são também chamados torácicos e os inferiores.13). oitava e sétima costelas que se unem ao esterno. em vista lateral do osso esterno Angulo de Charpy ou ângulo subcostal É o ângulo formado pelas cartilagens da décima. MEDIDAS DOS MEMBROS INTRODUÇÃO Os membros são apêndices destinados à locomoção e preensão. abdominais. nona. junto ao processo xifóide (fig. .

Daí serem mais desenvolvidos que os superiores.Situa-se no ápice do processo estilóidedo rádio Figura 5.É o ponto mais distai do dedo médio — Dobra do punho — Situado na parte central da prega que se forma quando o punho é flexionado. Às vezes o número de pregas que se formam é par.24 — Pontos antropométricos do membro superior . quanto durante a locomoção. Nos membros são estudados os comprimentos e os perímetros. tanto em posição estática. Neste caso. Pontos antropométricos dos membros No membro superior. — Acromial — Já descrito no estudo do tronco — Dactilium . Antes porém temos que conhecer seus pontos antropométricos.24). 5. — Radial — Situado na extremidade proximal do rádio — Stylion . o ponto situa-se entre as duas pregas centrais. destacam-se os seguintes pontos antropométricos (fig.Os membros inferiores sustentam o peso do corpo.

25 — Pontos antropométricos do membro inferior Principais medidas e índices dos membros A chave seguinte resume as principais medidas e índices dos membros: Comprimento do membro superior índice do comprimento do membro superior Comprimento do braço índice do comprimento do braço Comprimento do antebraço índice do comprimento do antebraço Comprimento do membro inferior índice do comprimento do membro inferior Comprimento da coxa índice do comprimento da coxa Comprimento da perna índice do comprimento da perna Perímetros do braço.No membro inferior. — Mio-espinhal anterior. perna e pé índice ósseo. 5. Medidas e índices dos membros .Já descrito no estudo do tronco — Pubiano — Já descrito no estudo do tronco — Tibial — Ponto mais medial da linha interarticular do joelho — Maleolar — Situa-se no maléolo medial Figura 5.25). antebraço e mão Perímetros da coxa. destacarn-se os seguintes pontos antropométricos (fig.

em linha reta. estando o indivíduo em pé. na posição fundamental (fig.9 maior que 47 . 5. classificam-se os indivíduos em: Membro superior curto Membro superior médio Membro superior longo até 44.26 . obtém-se o índice do comprimento do membro superior que é dado pela fórmula: Classificação dos indivíduos através do índice do comprimento do membro superior Através deste índice. Figura 5. O membro superior direito é mais comprido que o esquerdo em mais ou menos 1cm.Comprimento do membro superior É a distância entre o ponto acromial e o dactilium.9 de 45 a 46.Cumprimento do membro superior índice do comprimento do membro superior Relacionando esta medida com a altura.26).

Comprimento do braço . Comprimento do braço O comprimento do braço ó a distância em projeção entre os pontos acromial e radial (fig. No sexo feminino. predomina o membro superior longo. em geral.9 de 19 a 19.27 . o membro superior curto.9 maior que 19.9 Figura 5.Na raça negra. enquanto nas raças branca e amarela. classificam-se os indivíduos em: Braço curto Braço médio Braço longo até 18.27) O índice do comprimento do braço é obtido. utilizando a fórmula: De acordo com este índice. o comprimento do membro superior é 1cm menor que no masculino. 5.

5. em: Antebraço curto Antebraço médio Antebraço longo Comprimento da mão É a distância em linha reta.0 a 15.9 de 15.Comprimento do antebraço É a distância em linha reta entre os pontos radial e stylion (fig. entre o stylion e o dactilium até 14.28 — Comprimento do antebraço 0 índice do comprimento do antebraço obtém-se pela fórmula: índice do comprimento do antebraço Classif icam-se os indivíduos. de acordo com este índice.9 maior que 15.28) Figura 5.9 .

na mulher. 3. O primeiro ponto está situado em média 4 cm acima da linha interarticular ílio-femoral no homem e 3.29) Figura 5. utiliza-se a fórmula: índice do comprimento do membro inferior . até um plano que passa pela planta do pé. Esta medida nâb pode ser obtida diretamente pois o bordo superior da cabeça do fémur não é acessível. 5. que vai do bordo superior da cabeça do fémur. pode-se obter o índice do comprimento do membro inferior. Por esse motivo.Comprimento do membro inferior É a distância em linha reta. em média.30) Do mesmo modo que para o membro superior.5 cm. enquanto que o bordo superior da sínfise púbica encontra-se. 5. medindo a distância de um destes pontos ao plano do solo e fazendo-se os descontos necessários (fig. para isso.5 cm abaixo daquela linha (fig.29 — Pontos de reparo para medir o comprimento do membro inferior Pode-se então obter o comprimento do membro inferior indiretamente. utilizam-se pontos de reparo que fornecem a medida aproximada do comprimento do membro inferior. Estes pontos de reparo são: a espinha ilíaca ântero-superior e o bordo superior da sínfise púbica.

classificamos os indivíduos em: Membro inferior curto Membro inferior médio Membro inferior longo Comprimento da coxa É a distância em projecão entre os pontos ílio-espinhal anterior e o tibial (fig.9 de 29.9 de 55. 5.31).0 a 29.30 .9 Figura 5. classificam-se os indivíduos em: Coxa curta Coxa média Coxa longa até 28.31 .9 acima de 29.Comprimento do membro inferior Figura 5.Através deste índice.Comprimento da coxa . O índice de comprimento da coxa é obtido pela fórmula: até 54.9 acima de 57 De acordo com este índice.0 a 56.

em: Perna curta Perna média Perna longa até 21.32).Comprimento da perna É a distância em linha reta entre os pontos tibial e maleolar (fig.9 acima de 23. Obtemos o índice do comprimento do pé através da fórmula: . Obtém-se o índice do comprimento da perna.9 de 22.9 Figura 5.32 — Comprimento da perna Comprimento do pé É a distância entre o ponto mais posterior do calcanhar e a extremidade distai do primeiro ou segundo dedo (o que for mais longo). 5. através da fórmula: índice do comprimento da perna Classificamos os indivíduos de acordo com este índice.0 a 23.

Perimetro do braço índice ósseo e classificação dos indivíduos através deste índice Este índice é dado pela fórmula: . e de preferência no lado esquerdo. Figura 5. Nas partes moles. Os perímetros ósseos sao medidos ao nível do cotovelo. Os comprimentos dos membros são obtidos com o uso do antropômetro. antebraço. mão. do punho. coxa. Perímetros dos membros Podem ser obtidos medindo-se nas partes moles ou nas partes ósseas. segundo a finalidade. 5. mede-se no braço. perna e pé (Fig.33). do joelho e do tornozelo.Os comprimentos dos membros e seus segmentos são importantes para se estudar suas simetrias.33 .

de Godin. as articulações ficam imobilizadas por certo tempo. 5. Para medida das partes moles. na sua parte mais larga.5 a 1. no membro superior. Devem ser colhidos tanto de um lado como do o u t r o . por exemplo. os indivíduos são classificados em: Ossatura fraca Ossatura média Ossatura forte Utilidade da medida dos perímetros dos membros A medida dos perímetros dos membros permite apreciar seu desenvolvimento como um todo bem como o desenvolvimento ósseo dos membros. Dá uma ideia também do estado de nutrição e do desenvolvimento muscular. Os músculos ficam relaxados. e no pé. Os aparelhos utilizados para se medir ângulos articulares são os goniómetros (fig. Esta é a lei das assimetrias compensadoras. na articulação. Os perímetros ósseos são medidos ao nível das articulações. Retirado o gesso. Os perímetros dos membros são obtidos com a fita métrica. o que requer tratamento. o perímetro do braço mede-se ao nível da extremidade distai do músculo deltóide: no antebraço. com os dedos unidos exceto o polegar. mede-se ao nível do seu terço proximal.5 cm). pequena diferença entre ambos os lados (0. através da medida da amplitude de movimento. Ângulos articulares dos membros O ângulo articular é o ângulo formado pelos ossos. mede-se ao nível da raiz deste segmento.Através deste índice. havendo geralmente. Este pode ser acompanhado. o perímetro da perna é medido ao nível da sua porção mais volumosa. menor que 43 entre 43. em um plano que passa junto à prega glútea. por exemplo.5 e 46 maior que 46 Em tratamento de fraturas. A amplitude de movimento de uma articulação pode estar diminuída por vários motivos. onde as massas musculares apresentam maior volume e na mão. Godin verificou que sempre que o perímetro é maior em um lado. mede-se na sua parte mais larga. entre os quais. às vezes a amplitude de movimento das articulações pode estar diminuída.34) . como já vimos. no membro inferior ele será maior do outro lado e vice-versa. Na coxa. uma imobilidade prolongada.

36 é o registro gráfico das modificações da amplitude de movimento da articulação interfalângica proximal durante um período de quatro semanas. A figura 5.Figura 5. Figura 5. 5. O transferidor é graduado de um em um grau (f ig.35).34 — Tipos de goniómetro O goniómetro é basicamente um transferidor em cujo centro està"o unidos dois braços ou alavancas. antes e depois de aplicado tratamento com fisioterapia. Geralmente apenas um dos braços é móvel.35 — Medida dos ângulos articulares do ombro (a) e do cotovelo (b) .

Figura 5.36 — Gráfico da amplitude da articulação interfalángica proximal em 4 semanas de registro .

ou seja. Conceito de nutrição Nutrição pode ser considerado como o processo pelo qual as células do corpo usam o alimento ingerido para construir. com cansaço facial e irritação fácil. Ao contrário. subjetivãmente. proteínas. A nutrição é pobre quando algum elemento desta cadeia não está funcionando a contento: a criança pode estar ingerindo alimento em quantidade insuficiente ou o alimento pode ser deficiente em determinadas substâncias (vitaminas. pele corada. . força muscular e outros aspectos da criança. força muscular diminuída. A criança mal nutrida tem fadiga crónica. músculos frágeis. É claro que qualquer um destes processos vai influenciar na altura. É dever do professor de Educação Física saber avaliar o estado nutritivo de uma criança e encaminhá-la para o setor médico responsável para que um tratamento possa ser providenciado. etc). Quando há uma boa nutrição. Peso e alutra em torno da média. e habilidades motoras retardadas. todos os processos envolvidos na cadeia estão em equilíbrio: há oferta suficiente de alimento. corpo pouco desenvolvido. É possível também que a quantidade e a qualidade sejam suficientes mas os tecidos do corpo não conseguem absorver ou aproveitar os elementos por alguma deficiência orgânica ou metabólica. dentes cariados. pouco animado. regular a atividade corporal e permitir o trabalho do corpo. a digestão ocorre perfeitamente bem e as células do corpo estão usando de modo satisfatório esses alimentos. Um dos principais fatores que prejudicam o processo normal de crescimento é a deficiência nutritiva. peso. músculos firmes. para considerar apenas alguns aspectos. manter ou reparar os tecidos. são indícios de má nutrição.CAPITULO VI AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRITIVO: MEDIDA DA ESPESSURA DE PREGAS CUTÂNEAS E PESO INTRODUÇÃO A saúde e o desenvolvimento do indivíduo são muito importantes. O professor de educação física pode e tem condições de detectar casos de má nutrição e encaminhá-los para o médico. especialmente na época do crescimento. magro. olhos claros boa postura e bom apetite são alguns dos sinais de boa nutrição. AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRITIVO O estado nutritivo pode ser avaliado simplesmente pela observação da criança. pele flácida.

Entretanto, para eliminar erros que sempre ocorrem em avaliações subjetivas, foram criados meios objetivos de julgar o estado nutritivo. Tabelas de estatura-peso idade e tabelas de largura-peso Estas tabelas foram construídas a partir da avaliação de um grande número de indivíduos. 0 uso das tabelas idade-estrutura-peso apresenta desvantagens: não leva em conta a constituição corporal; é construída a partir de uma média, a qual, nem sempre é representativa para aquele caso específico. As tabelas de largura-peso (Pryor, 1940), sugerem que se pode avaliar o estado nutritivo utilizando não só o peso e a estatura mas também outras medidas como os diâmetros bi-crista ilíaca e o transverso do tórax. Assim, foram construídas tabelas relacionando idade, estatura, sexo, peso e as medidas acima relacionadas. Deste modo, para saber se o peso de uma determinada criança está dentro dos padrões normais, basta compará-lo com os valores indicados nas tabelas, levando em conta as várias medidas efetuadas. Alguns autores propõe a determinação da porcentagem de gordura corporal através de cálculos usando fórmulas em que entram a densidade, a massa e o volume do corpo. Estes dados são obtidos por métodos especiais. Entretanto, o meio mais fácil e prático de se avaliar o estado nutritivo é medindo o tecido adiposo através da medida das pregas cutâneas, pois o tecido adiposo subcutâneo, como se sabe, constitui aproximadamente metade de todo o estoque adiposo do corpo. MEDIDA DA ESPESSURA DE PREGAS CUTÂNEAS Importância da medida da espessura de pregas cutâneas. Esta medida permite avaliar o grau de adiposidade do indivíduo, e portanto seu estado nutritivo. Técnica de medida da espessura de pregas cutâneas Para medir a espessura da prega cutânea, utiliza-se um compasso especial que exerce pressão fixa sobre a pele, permitindo assim, uma medida sempre precisa. Um dos mais conhecidos é o compasso de Lauge (fig. 6.1).

Figura 6.1 - Compasso de Lange, para medida das pregas cutâneas

Os locais do corpo escolhidos para se efetuar as medidas são o dorso do braço, a região infra-escapular, região anterior da coxa, tórax e abdome (fig.6.2). Toma-se entre os dedos polegar e indicador uma dobra de tecido subcutâneo e mede-se sua espessura com o compasso. Em adulto, a medida vale cerca de 1cm, em média.

Pode-se também medir a espessura do tecido subcutâneo, através de chapas radiográficas. Além da medida da espessura de pregas cutâneas, uma das medidas mais utilizadas para avaliar o estado de nutrição é o peso, cujo estudo será feito a seguir. PESO Definição de peso O peso é resultante das forças exercidas pela gravidade sobre o corpo. Geralmente é interpretado, para efeitos práticos, como sendo igual à massa.

Figura 6.2 — Locais mais usados para medir a espessura da prega cutânea a — dorso do braço b — Região infra-escapular c — Regiáo lateral do abdome d - Coxa e — Região anterior do abdome

Elementos constituintes do peso A tabela seguinte mostra os elementos constituintes do peso e suas percentagens: Tecido subcutâneo, gordura e água Músculos Esqueleto, vísceras, sistema nervoso e pele 17% 50% 33%

o peso aumenta cerca de 2 quilogramas por ano de idade. o crescimento e a prática desportiva.100. b) Variação do peso com o crescimento — Durante a fase de crescimento. ao passo que à noite. A parte do peso representada pelo tecido subcutâneo. o peso é menor devido ao fato do estômago. esqueleto. Nestes casos. Esta diferença entre o peso pela manhã e à noite pode atingir até 2 quilogramas. há uma parte fixa que corresponde às vísceras. Entre os fatores externos. destacam-se:a hereditariedade. os mais importantes sío: hora do dia.Pela manhã.. os mais importantes são a alimentação e a atividade física. depois dos 2 anos. através de verificações periódicas. Esta parte se modifica por exercícios físicos. intestinos e bexiga estarem vazios. o peso é maior. gordura e água também é muito variável. c) Variação do peso com a prática de esportes — Esta é fator de redução de peso. = altura em centímetros. Finalmente. deve-se acompanhar a redução de peso. devido à perda de líquidos. Fatores de variação do peso Diversos fatores influenciam no valor do peso.Como se observa. . sistema nervoso e pele. Cálculo do peso ideal. Broca considera como valores normais os que se colocam para mais 10 ou menos 10 do peso ideal calculado. a maior parte do peso é representada pelos músculos. o peso ideal seria dado pela fórmula: P = A (cm) sendo: A . Entre os primeiros. sob várias condições. Fatores que determinam o peso Podemos considerar fatores internos e externos. constituição neuro-endócrina e patologias. condições de saúde e hábitos de vida. a) Variação do peso com a hora do dia . através da respiração e sudorese. segundo Broca Segundo Broca.

A balança de alavanca é preferida à de mola pois com o passar do tempo. Pessoas de peso elevado são indicadas para esportes que requerem resistência e força. Em seleção desportiva. Técnica da medida de peso Dois tipos principais de balança são utilizados para medir o peso. esta tem sua precisão diminuída. o peso é uma medida utilizada para orientar o indivíduo para um determinado tipo de esporte. enquanto os de peso baixo podem praticar esportes como corridas de fundo. sendo o resultado dado em quilogramas: a de alavanca e a de mola. .Utilidade da medida de peso O peso tem grande importância como medida biométrica por sua fácil obtenção e por indicar o estado de nutrição e de saúde do indivíduo.

no indivíduo normal. ao realizar um trabalho intenso e rápido. tais como: idade. capacidade vital e forca muscular. a frequência do pulso vai . Frequência do pulso Um indivíduo jovem tem em média. porque o coração do atleta é mais forte. mas todas baseiam-se em que o sistema muscular. de um atleta. Estudaremos as seguintes: capacidade cardio-circulatória. alimentação. Pode ser que na pessoa treinada o volume ejetado a cada batimento seja maior que numa não treinada. devido ao treinamento que fortalece não só a musculatura esquelética. como também a cardíaca. Em um atleta treinado. Se o coração e os pulmões estão funcionando à contento. os limites. MEDIDA DA CAPACIDADE CÁRDIO-CIRCULATÓRIA Veremos apenas uma noção sumária sobre a medida da capacidade cárdiocirculatória. FORÇA MUSCULAR CONCEITO DE MEDIDAS BIOMÉTRICAS FUNCIONAIS Medidas biométricas funcionais são medidas que permitem avaliar o estado fisiológico de alguns sistemas do corpo. o pulso e a pressão sanguínea devem voltar rapidamente aos níveis de repouso. hora do dia. O volume minuto é a quantidade de sangue bombeada por minuto e o volume sistólico é o volume ejetado em cada batida do coração. suprem perfeitamente de oxigénio os músculos durante o esforço.CAPITULO VII MEDIDA DA CAPACIDADE VITAL E CARDIOCIRCULATÓRIA . o coração deve responder prontamente. Entretanto. geralmente é maior que o de um indivíduo não treinado. Volume minuto. Quando um indivíduo é submetido a um trabalho. Além disso. e atividade física. Existem vários tipos de provas de esforço. em repouso. Volume sistólico. O volume sistólico em repouso. os valores da frequência do pulso variam com muitos fatores. Vejamos inicialmente algumas características fisiológicas do sistema cardiovascular. A medida da capacidade cárdio-circulatória é feita submetendo-se o indivíduo às chamadas provas de esforço. cessando o trabalho. a frequência do pulso pode ser 20 ou 30 batimentos mais baixa que uma pessoa não treinada. uma frequência do pulso de 64 batimentos por minuto. estando entre 38 e 110.

Quanto mais preparado fisicamente. geralmente utiliza-se medir variáveis como a pressão sanguínea e a frequência do pulso sob diferentes condições. esta é a pressão máxima. é obtida quando ela diminui ao máximo entre os batimentos. Só assim poderemos opinar sobre sua aptidão à atividade física.aumentando à medida que a intensidade do esforço é maior. É necessário pois submeter o coração do indivíduo a uma prova de esforço para se ter uma avaliação de seu desempenho funcional. A pressão máxima é a pressão do sangue durante a sístole ventricular esquerda e a pressão mínima. Terminado o trabalho. há um melhor aproveitamento de oxigénio. Vários cuidados devem ser tomados pois muitos fatores podem afetar os resultados. se desenvolvem mais e quando há um esforço.A pressão é medida no braço. quando se ouvir o som do batimento cardíaco nitidamente. aumenta a expansão do tórax e a profundidade respiratória. A eficiência dos músculos vai depender do oxigénio que chega até eles. como ocorre nos não treinados. Assim. lida no manómetro. sabe-se que os músculos respiratórios. Além disso. menor tempo leva para voltar a atingir a frequência de repouso. pois é nos pulmões que ocorrem as trocas gasosas e o oxigénio é absorvido e eliminado o gás carbónico. No indivíduo treinado. Pressão sangú ínea Quando necessária. porque o ar vai saindo. bem como do estado físico da pessoa. Para se medir a pressão sistólica (máxima). À medida que a pressão vai dímuindo. durante um esforço físico. chega um momento em que não se ouve mais o batimento. A pressão sanguínea é a pressão exercida pelo sangue sobre as paredes dos vasos. não ocorre tanto desconforto ao respirar mais fortemente. na pessoa treinada. a frequência do pulso volta ao estado inicial e o tempo que leva para que isto ocorra depende do esforço realizado. Respiração O sistema circulatório está funcionalmente ligado ao respiratório. sem um aumento tão grande da respiração. Por último. Esta é registrada como pressão diastólica (mínima). com mais economia. no treinado há uma melhor ventilação. a tomada da pressão sanguínea deve ser feita com o indivíduo sentado confortavelmente ou deitado . 0 uso dos testes que medem a capacidade cardiocirculatória em Educação . Depois solta-se lentamente o ar. Avaliação do sistema cardiovascular Nesta avaliação. insufla-se o ar no manguito colocado em posição no braço e ouvindo com o estetoscópio.

de minuto em minuto. obtendo-se resultados que indicam a aptidão física do indivíduo. Imediatamente mede-se o pulso. de um lado há uma conexão com um bocal. Mede-se a frequência do pulso e a pressão arterial antes e depois da prova. procurando fazer com que o mercúrio atinja um desnível de 40 m m . Mede-se o pulso 1 m i n u t o . Prova de Flack Esta prova é feita utilizando um tubo de vidro. com mercúrio. M E D I D A D A CAPACIDADE V I T A L Conceito de capacidade vital É a quantidade máxima de ar que uma pessoa pode expulsar após uma inspiração máxima. A prova é cansativa e deve ser feita somente em indivíduos previamente examinados pelo médico. Mas eles podem ajudar a detectar indivíduos com aptidão física muito baixa. a seguir. Normalmente. Prova do banco (Step test) Durante um período de 5 minutos. e suportando até os limites de suas possibilidades. Quando este volta aos valores iniciais de antes do teste em menos de 2 minutos. Estes indivíduos deverão ser encaminhados para o médico competente. examina-se o pulso do indivíduo. onde o indivíduo assopra. o indivíduo sobe em um banco de 50.Física é limitado.8 cm de altura a cada 2 segundos. Durante a prova. As modificações do pulso (ritmo cardíaco) e o tempo que o indivíduo consegue atingir permitem avaliar o desempenho cardíaco. 2 minutos e 3 minutos após o término da prova. os valores obtidos em uma fórmula conveniente. Teste de Lian O indivíduo faz 30 flexões em 1 minuto. Aplica-se. isto ocorre aos 2 ou 3 minutos após o término do teste. . Prova de Pachon-Martinet Consiste na execução de 20 flexões em 40 segundos. até que volte aos valores iniciais. o resultado é considerado bom. A seguir serão analisados alguns testes que medem a capacidade cardiocirculatória.

por exemplo. A figura 11. Aparelho utilizado para se medir a capacidade vital É o espirômetro. Insufla-se ar no aparelho.2). Nas doenças pulmonares. é o volume de ar que entra nos pulmões na inspiração. há alteração do traçado normal de uma espirometria. tem-se a reserva expiratória. O indivíduo começa a expirar no ponto 2. Figura 11*1 -A — Espirômetro em corte esquemático Utilidade da medida da capacidade vital Através da espirometria pode-se detectar insuficiências respiratórias e acompanhar progressos em reeducação respiratória. o qual permite medir a quantidade de ar insuflado. 11. Realizando uma inspiração forçada. Em outras palavras. de reserva inspiratória e de reserva expiratória. 11. O volume corrente é o volume de ar inspirado e expirado durante a respiração. A prova é denominada espirometria (figs. temos a reserva inspiratória e ao realizar uma expiração forçada. A capacidade vital é a soma dos volumes corrente.Depende basicamente dos músculos envolvidos na respiração (inspiração e expiração) e do volume máximo dos territórios dos pulmões. que desloca um sistema graduado. no .1.2 mostra um traçado de uma prova de capacidade vital de um indivíduo com enfisema.

70 a 80% da sua capacidade vital mas na realidade o gráfico mostra que ele expele somente 40% desta capacidade. se fosse normal.ponto 2 (primeiro segundo de prova) ele deveria expirar. Figura 11-1-B Componenetes da capacidade vital Figura 11.1 .C — Espirometria .

para uma mesma idade e altura. No adulto que pratica exercícios adequados. ao contrário. . bem como não se pode dizer que um atleta com capacidade vital elevada terá ótimos resultados físicos. Fatores que influenciam no valor da capacidade vital Os principais são: sexo. altura e desenvolvimento físico. maior será sua capacidade vital. a capacidade vital aumenta até 40 anos. Comportamento da capacidade vital nos sexos A capacidade vital nos homens é cerca de 800 ml maior que a das mulheres. quando o indivíduo respira com má técnica. considerar como incapaz um indivíduo que tenha uma capacidade vital pequena. A capacidade vital depende das dimensões da caixa torácica. entretanto. Nà"o se pode. Nos que levam vida sedentária. idade. Variação da capacidade vital com a altura Quanto mais desenvolvido for o indivíduo. Nos indivíduos bem desenvolvidos e de grande altura têm-se também um maior desenvolvimento da caixa torácica. Variação da capacidade vital com a idade Durante o crescimento do indivíduo. diminui.Figura 11. tipo constitucional e exercícios físicos. a capacidade vital aumenta.2 — Capacidade vital de um indivíduo com enfisema A capacidade vital pode ser melhorada com técnica respiratória adequada.

todo atleta sabe que a força muscular quando desenvolvida melhora a aparência e o físico. . Além disso. b) Realização da prova: com o estômago vazio. dá maior potência para saídas mais rápidas e permite melhor desempenho em quase todos os esportes. Técnica de medida da capacidade vital Deve-se observar os seguintes aspectos. MEDIDA DA FORÇA MUSCULAR A medida da força muscular é uma das mais importantes para se avaliar a aptidão física do indivíduo. e é influenciada por vários fatores entre quais processos patológicos. Conceito da medida da força muscular Consiste na medida da força máxima de determinados grupos musculares. Por este motivo. roupas folgadas e deve ser bem explicado ao examinando o modo de se realizar a prova. permite melhor desempenho em provas específicas e ajuda a evitar certas deficiências ortopédicas. A medida chama-sedinamometria. Exercícios físicos e a capacidade vital A ginástica e os exercícios só melhoram a capacidade vital nos indivíduos que apresentam técnica respiratória errada. há diferenças nas raças. O desenvolvimento da força muscular melhora a velocidade do indivíduo. A medida da força muscular pode ser um bom indicador da aptidão física geral pois é uma medida bastante obejtiva.Relacionamento entre capacidade vital e tipo constitucional A capacidade vital nos brevilíneos é menor que a dos longilíneos. ao se medir a capacidade vital: a) Posição: deve ser medida com a pessoa em pé. pois têm o tórax mais curto e suas costelas têm menor mobilidade que a dos longilíneos. A aquisição de um corpo bem modelado é aspiração natural de jovens masculinos e femininos.

os músculos são mais desenvolvidos no homem que na mulher. 11. Até a puberdade. Baseia-se no fato que a força muscular aplicada ao aparelho deforma uma mola. Músculos do dorso (força de traçâo vertical) (fig. 11. porém.Aparelho utilizado em dinamometria É o dinamômetro. Fatores que influenciam na medida da força muscular Sâb os seguintes: sexo. aumentando o rendimento muscular. Músculos do braço e da região escapular (força de traçâb horizontal). . idade e exercícios físicos. atingindo valores máximos enter 25 e 35 anos. 11. neste aspecto. há uma maior atividade física nos meninos e entram em açâo também os hormônios masculinos. Idade e a medida da força muscular A força muscular aumenta a partir da puberdade. Valores médios no homem adulto Força de preensão da mão Força de traçâb horizontal Força de traçâo vertical 40 a 60 kgf 30 a 40 kgf 130 a 150 kgf A mulher possui valores entre 50 a 60% dos masculinos. Sexo e medida da força muscular No adulto. c.4). Na puberdade e após esse período.3) b.3) Grupos musculares que podem ser explorados através da dinamometria São os seguintes: a. deslocando um ponteiro que corre em uma escala graduada (fig. Músculos flexores dos dedos (força de preensáb) (fig. as diferenças são pequenas.

3 — Medida da força de preensão Figura 11.Figura 11.Medida da força detraçfo .4 .

. Importância da dinamometria A dinamometria permite: a.Influência dos exercícios físicos na medida da força muscular Aumentam a força muscular. em 10 meses. Acompanhar variações da força muscular durante treinamento. pode-se fazer com que os músculos de um indivíduo atinjam a força máxima de que são capazes. Através de treinamento. Comparar forças musculares de indivíduos diferentes. e b.

Métodos de estudo do crescimento Existem dois métodos biométricos para se analisar o crescimento:o transversal e o longitudinal. Está intimamente ligado à nutrição. que ocorrem. Há o inconveniente de não se levar em conta as diferenças individuais no r i t m o de crescimento. pode-se distinguir dois processos diferentes entre si. durante o desenvolvimento. É pois um processo quantitativo. O inconveniente é a dificuldade de seguir o mesmo grupo de crianças durante um tempo mais ou menos longo. 1964). ASPECTOS GERAIS DO CRESCIMENTO Velocidade de crescimento A velocidade do crescimento é maior no início da via pós-natal. com o passar da idade. A maturação compreende as mudanças na estrutura e composição do corpo. O método transversal consiste em tomar medidas em crianças de diferentes idades e daí estabelecer valores médios para cada idade. embora intimamente interligados: crescimento propriamente dito e maturação. São exemplos: as dentições.CAPITULO V I I I A V A L I A Ç Ã O D O CRESCIMENTO Neste capítulo estudaremos os conceitos de crescimento e maturação. Crescimento propriamente d i t o é representado t i v o . O aumento da altura do indivíduo se deve ao aumento do comprimento dos pelas mudanças progressivas das várias medidas do corpo. as fases do crescimento. observando e anotando as caracterísitcas que surgem. acompanha-se um grupo de crianças durante seu crescimento. as características de cada fase e os conceitos de idade cronológica e idade fisiológica. É pois um processo quantita- . os processos de ossificação e as mudanças que ocorrem na puberdade. No método longitudinal. CONCEITOS DE CRESCIMENTO E M A T U R A Ç Ã O Diferença entre crescimento e maturação Durante o desenvolvimento do ser humano. diminuindo até os quatro ou cinco anos (Tanner.

como mostra a tabela seguinte: Autor Penna (1962) Fases Crescimento intra-uterino Primeira Infância Segunda Infância Adolescência Meninos Idades Fertilização até o nascimento Nascimento aos 2 anos Dos 3 aos 10 anos Dos 10 aos 20 anos Meninas Até 6—7 anos 7 aos 10 anos 10 aos 13 anos 13 aos 14 anos Claparède (1940) Primeira Infância Segunda Infância Adolescência Puberdade Nascimento aos 7 anos 7 aos 12 anos 12 aos 15 anos 15 aos 16 anos Vandervael Pequena Infância Média Infância Grande Infância Adolescência Juventude Nascimento aos 2 anos e meio 2 anos e meio aos 6 anos 7 aos 12 anos 11 aos 16—18 anos 16—18 anos aos 21—23 anos . costuma-se dividi-lo em fases caracterizadas por alguns fenómenos mais evidentes em cada fase. Crescimento dos órgãos Os órgãos do corpo crescem. antes da puberdade e ao aumento da altura tronco-cefálica. crescem pouco até a puberdade. em sua maioria. rapidamente durante os primeiros anos de vida e lentamente na puberdade. ao contrário. desenvolvem-se rapidamente. FASES DO CRESCIMENTO Embora o crescimento seja um processo contínuo. Os órgãos genitais. quando então. durante e após essa fase (Godin.membros inferiores. 1935). segundo os autores. há variação no número e nomenclatura das fases do crescimento. Entretanto.

secreção de hormônios sexuais pelas células testiculares e aparecimento de barba. que corresponde ao surto pubertário. aparecimento dos pelos pubianos e axilares. proporcionalmente. Nesta fase. nesta fase. A voz passa a ser mais grave. o que aumenta suas possibilidades atléticas. nos meninos. Nas meninas. Fenómenos que caracterizam a adolescência Esta fase. A cabeça é grande. A força muscular aumenta especialmente no sexo masculino devido a hormônios próprios.A seguir serão descritos os fenómenos principais que caracterizam cada fase do crescimento tomando por base. deixando pois de ser cilíndrico. são alcançadas e ultrapassadas. Aspectos que caracterizam a grande infância Vai dos 7 aos 1 0 . principalmente. Fenómenos que caracterizam a pequena infância Compreendendo o período que vai do nascimento aos dois anos e meio. os diâmetros da pelve. ao maior crescimento dos membros inferiores. aumento dos testículos. A altura aumenta devido. a forma oval. as meninas crescem mais que os meninos no início desta fase mas.1 1 anos. Acentuam-se as diferenças de forma: nos meninos alargam-se as espáduas e nas meninas. aparecem os pelos pubianos e ocorre a menarca (primeira menstruação). o fenómeno característico desta fase é o aumento da altura (quase 50%) e do peso. Características da média infância Estende-se dos dois anos e meio aos 6 anos. as medidas da cabeça e do tronco continuam a predominar sobre as dos membros. crescimento do pênis. Na área genital. ocorre. o mesmo ocorrendo com o seu término. crescem as mamas. Os membros são curtos. Existe grande variação quanto à data de início destes fenómenos. Aspectos que caracterizam a fase da juventude . as fases de Vandervael. O pescoço se alonga e fica delgado. O tronco adquire. de convexidade posterior. Por esse motivo. depois. O aumento da altura deve-se mais ao crescimento do tronco que dos membros inferiores. A capacidade vital aumenta nos meninos. O tórax tende cada vez mais a acentuar a forma ovalada. o tórax é cilíndrico e a coluna vertebral apresenta apenas uma curvatura. começa e termina antes nas meninas.

com sistema muscular pouco desenvolvido. Medidas biométricas Algumas medidas como o peso e a altura podem ser utilizadas como critério para determinar a idade fisiológica.Estende-se desde os 16—18 anos até o início da idade adulta. músculos bem desenvolvidos. Portanto. IDADE CRONOLÓGICA E IDADE FISIOLÓGICA Conceitos da idade cronológica a idade fisiológica A observação mostra que duas crianças do mesmo sexo e mesma idade cronológica (igual número de anos vividos) podem apresentar grandes diferenças morfológicas em relação ao estágio de desenvolvimento. Conta-se os dentes que já fizeram erupção e compara-se com tabelas. Estes centros podem ser detectados através de radiografias. a qual se baseia nos seguintes critérios: idade óssea. . órgãos genitais como os de um adulto. A idade óssea nas meninas é geralmente mais avançada que a dos meninos. Assim. o outro menino pode estar em uma fase intermediária entre os dois anteriormente citados. Assinala o início da idade adulta. outro tem bom desenvolvimento físico. Idade de erupção dos dentes O aparecimento dos chamados dentes de leite se faz de modo constante. Por esse motivo. A altura cresce cada vez mais lentamente. desde a vida fetal. Tanner (1964) considera o que se denomina idade fisiológica. entre 6 meses e dois anos e meio. entre três meninos de 14 anos. há um adiantamento de 2 anos mais ou menos. morfológico. idade de erupção dos dentes. podemos encontrar um que é menor. por exemplo. Toma-se as medidas que são depois comparadas com as constantes da tabelas. os três meninos tem a mesma idade mas encontram-se em diferentes estágios de desenvolvimento. assemelhando-se a um menino de menor idade. fisiológico e mental. o que dará ideia do grau de desenvolvimento. Na puberdade. algumas medidas biométricas e as características sexuais secundárias. Desenvolvimento dos ossos Os vários centros de ossificação dos ossos do esqueleto aparecem em idades constantes e podem servir pois como critério para se determinar o grau de desenvolvimento em que se encontra o indivíduo. Existem tabelas que mostram a idade de aparecimento de cada centro de ossificação de cada osso.

a cabeça representa 1/4 do corpo e no adulto. Até a idade adulta cresce apenas mais 5 cm. pois estes fenómenos. Depois de 3 anos na adolescência os rapazes voltam a pesar mais. A moça para de crescer geralmente aos 18 anos e o rapaz. O crescimento do crânio é importante pois está relacionado ao crescimento do encéfalo. a criança perde 5 a 6%do peso inicial devido a uma ingestão menor de líquidos. Durante o seu crescimento a cabeça sempre cresce mais em altura que em largura. CRESCIMENTO DO CORPO COMO UM TODO Peso O peso do recém-nascido é milhares e milhares de vezes maior que o ovo mas o peso do adulto é apenas 20 vezes o do recém-nascido.Características sexuais secundárias O grau de desenvolvimento dos órgãos genitais. Ao nascer a criança pesa em média 3. . Em mais ou menos 8 dias porém. No final do 19 ano de vida o peso triplica e no segundo ano quadruplica. CRESCIMENTO DAS PARTES DO CORPO Cabeça Ao nascer. dentro de certos limites de variação. nesta fase. aparecem em épocas constantes. 1/12. mamas e menarca que surgem na puberdade podem também ser usados como meios de determinar a idade do indivíduo. As fases em que o peso aumenta mais são na vida fetal e na adolescência. Aos três anos passa para 50 cm. as meninas pesam menos que os meninos mas na puberdade pesam mais. com frequência. recupera esse peso. a época do aparecimento de pelos. barba. No nascimento. o perímetro cefálico médio é 35 cm. Durante a meninice. Na puberdade há um surto de crescimento rápido que começa e termina antes nas meninas. a criança cresce pouco. aos 20 anos. Durante a infância e meninice. O comprimento da criança duplica aos 4 anos.5kg. Nos primeiros dias após o nascimento. Altura A altura aumenta cerca de 3 vezes e meia desde o nascimento até a idade adulta.

o perímetro torácico é igual ao cefálico. os diâmetros sagital e transverso do tórax são aproximadamente iguais mas no adulto o transverso é três vezes o sagital.1 — Proporções do corpo. Durante a infância. Na infância. supondo iguais os membros inferiores .1). Aos dois anos o perímetro torácico aumenta. A altura tronco-cefálica representa cerca de 70% da altura total ao nascer e cerca de 55% no adulto (f ig.Tronco O tronco contribui com cerca de 50% do comprimento do corpo em qualquer fase da vida. 12. Figura 12.

Nos primeiros 9 meses. sendo que no sexo feminino. Começa a aumentar novamente na adolescência. face.Membros O membro superior participa com 9% do peso total no nascimento e assim permanece no adulto. O mesmo ocorre com o centro de gravidade que no recém-nascido está ao nível do diafragma e no adulto passa para o promontório do osso sacro. Aos dois anos de idade os membros superiores tem o mesmo comprimento que os inferiores. O aumento maior do comprimento dos membros inferiores e menor do tronco leva o ponto médio do corpo para baixo. representa 15% do peso total e no adulto. os comprimentos sâb iguais. acima e abaixo do qual. A tela subcutânea aumenta. 0 membro inferior. peito e membros. A idade óssea é o estado em que se encontra o esqueleto em qualquer momento da vida. mas não nas mesmas proporções nas várias fases de desenvolvimento. . Existem tabelas próprias. Através de radiografias pode-se dizer a idade óssea do indivíduo. cerca de 6 meses após. sexuais. Pele e tela subcutânea Os pelos aparecem no início da adolescência. há acúmulos isolados nos quadris e nas mamas. a gordura subcutânea aumenta bruscamente mas no segundo ano de vida. axila. Portanto. Nas mulheres os pelos púbicos aparecem pouco antes da menarca e na axila. Por esse motivo não pode ser considerada como um critério absoluto para avaliar o estado de nutrição. O ponto médio do corpo é o ponto. No adulto o inferior fica 1/6 mais comprido que o superior. a idade óssea é ótimo critério para indicar a fase de desenvolvimento. No rapaz aparecem em ordem. nas seguintes regiões: púbica. em todas as fases. começa a diminuir e aos 5 anos. e influências de nutrição. esse valor sobe para 30%. mas há variações raciais. Esqueleto O aparecimento dos centros de ossificação segue uma ordem cronológica bem definida desde o nascimento até a vida adulta. no nascimento. atinge a metade do valor que possuía no primeiro ano. No recém-nascido situa-se ao nível do umbigo e no adulto está na crista púbica.

O peso total do encéfalo pode ser atingido aos 10 anos de idade. Órgãos endócrinos As glândulas supra-renais diminuem seu peso durante a infância. O testículo do adulto pesa 40 vezes mais do que o do recém-nascido. A medula espinhal cresce menos que a coluna vertebral de tal maneira que no adulto sua extremidade encontra-se ao nível da 2ª ou 3ª vértebra lombar. a força muscular duplica. o coração pesa cerca de 20 g. . No adulto o peso do coração é cerca de 12 vezes maior que ao nascer. O útero cresce realmente durante a adolescência. Coração Ao nascer. Os músculos crescem em tamanho e ná"o pelo aumento do número de fibras. Na adolescência. quando pesam o dobro do seu valor ao nascer. A glândula tiróide do adulto tem um peso cerca de 12 vezes maior que do recém-nascido e a hipófise aumenta seu peso em cerca de 5 vezes até a idade adulta. Sistema Nervoso Central O peso do encéfalo duplica no primeiro ano e triplica no terceiro. Ele cresce especialmente durante a adolescência.Músculos Aumentam grandemente de peso na infância. Este valor triplica no 3º ano. O ovário tem seu peso aumentado de 30 vezes no adulto. Durante a puberdade crescem lentamente até a idade adulta. Sistema genital Os órgãos genitais apresentam um padrão de crescimento que se afasta das outras vísceras. em relação ao da recém-nascida. Na adolescência essa participação é ainda maior.

ocorre grande variabilidade nos padrões normais. é necessário buscar as causas deste fenómeno.Curvas-padrffo de peio nos sexos masculino e feminino (Baseado em Boyd. raça e meio ambiente. para construir essas curvas-padrão.PADRÕES NORMAIS DE CRESCIMENTO Estudando-se o crescimento de crianças do mesmo sexo.2. Algumas medidas são mais frequentemente utilizadas para se verificar o crescimento e desenvolvimento. 1952) . o método longitudinal. podemos construir tabelas e curvas-padrâb (figs. são elas: 1 2 3 4 5 Peso e altura Altura tronco-cefálica Perímetro da cabeça Perímetro torácico Diâmetro bi-crista ilíaca.2 . Quando os valores de uma criança se afastam muito dos das curvas-padràb. Pode-se usar. Como cada criança tem um modo próprio de crescer. que examina as mesmas crianças em vários períodos ou o método transversal que examina crianças diferentes numa mesma época. 12. Figura 12. 12.3).

o órgão domina e parece inibir o desenvolvimento de outras estruturas.Figura 12. Se o órgão não aproveitar o período que lhe é destinado para se diferenciar. Cada órgão tem um modo próprio de se desenvolver e crescer. clima. raça. nutrição. Cada tecido ou órgão tem um período em que a diferenciação e crescimento são mais acelerados havendo então uma alternância destes períodos para cada órgão. .Curvas-padrão de altura em meninos e meninas (Baseado em Boyd. os órgãos e tecidos que mais vão sofrer essas influências e ficar com defeitos são os que estão se diferenciando nesse momento. porque nesta fase. hormônios. ele se diferencia num determinado momento e cresce com uma certa velocidade e que depende de fatores intrínsecos a esse órgão. 1952) FATORES RESPONSÁVEIS PELA VARIABILIDADE NO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO Os fatores principais responsáveis pela variação no crescimento e desenvolvimento sâb: hereditariedade. Este período é chamado período crítico. então ele não mais conseguirá se desenvolver ou então o fará defeituosamente. sexo. Se num determinado momento do desenvolvimento agentes nocivos atuarem sobre o corpo.3 . atividade.

dois indivíduos. através do qual se pode conhecer e entender muitas das características do ser humano e suas diferenças. sobretudo. mas sim como instrumento de estudo". que é o ser humano. CONCEITO DE BIOTIPOLOGIA 0 termo Biotipologia foi utilizado pela primeira vez por Nicola Pende. Estas variações na construção corpórea dos indivíduos decorrem da diferença de constituição individual. é melhor. é a própria unidade do seu estudo. Entretanto. á variedade.CAPITULO IX BIOTIPOLOGIA: ASPECTOS GERAIS Não existem dois indivíduos exatamente iguais. e se às vezes constrói uma síntese. ao orientador profissional. por mais parecidos. Os fatos gerais interessam ao filósofo. A constituição individual está ligada a uma ciência. ao historiador. da síntese das quais resulta o conhecimento do tipo estrutural-dinãmico especial de cada indivíduo". o caso particular. "este caso". que sejam iguais. cada indivíduo apresenta uma série de características morfológicas. o estudo das "manifestações vitais de ordem anatómica. ao político. como já dissemos. humoral. Não há. para designar a ciência que teria por objeto. funcional. certa de ser a variabilidade individual enorme e de que só de seu estudo resultará a possibilidade de desfazer muitos conceitos errados da biologia humana. passar o indivíduo é ótimo". com esta biologia diferencial e comparativa". concreto. Berardinelli faz ainda uma comparação entre a Biot pologia ea Antropologia: "Se a Antropologia analisa é para depois sintetisar. Mas ao educador. estas diferenças são importantes edevem ser levadas em consideração em Educação Física. o importante é o indivíduo uno e concreto. A Biotipologia tem por objetivo o estudo do indivíduo como um ser particular e concreto. ao passo que para a Biotipologia o que interessa é a análise. ao clínico importa. Muito comum e errónea é a idéia que se tem de que Biotipologia pretende tipificar os indivíduos para classificá-los. Duarte-Santos afirma: "a biotipologia pretende estudar não a abstração e mero universal. mas sim a realidade concreta que é o indivíduo. que o distingue dos demais. tal idéia provém do nome dessa ciência e das classificações existentes dentro da matéria. psicológica. atingir o caso concreto. . temperamentos e caracteres". a Biotipologia. em 1922. ao diretor de esporte. Como veremos mais adiante. Lembra Duarte-Santos: "classificar em um grupo é bom. ao administrador. apesar das classificações. ir ao sub-grupo. ou seja. Berardinelli define biotipologia como a "ciência das constituições. este indivíduo. ao economista. rasgando-lhe mais amplas perspectivas. não é como fim. cujos aspectos gerais serão descritos a seguir. fisiológicas e psicológicas.

Os fatores responsáveis por essa diferença no r i t m o de crescimento são: a hereditariedade. as glândulas endócrinas. básico para toda a biotipologia. ao mesmo tempo. constituição é "a especial combinação correlacionada das variantes dos caracteres físicos próprios da espécie no estado fisiológico". além dos elementos morfológicos. A seguir serão analisados sucintamente cada um destes fatores. a biotipologia tem sua terminologia própria. Compreende a hipófise. personalidade e biótipo. caráter. Experiências têm demonstrado que a presença de partes do sistema nervoso são necessárias para que outras partes do corpo se desenvolvam. Viola acrescenta também os fisiológicos. sem influir porém no aumento da massa corporal. o aspecto funcional que aparece como expressão daquele conjunto nos vários tipor de c o m p o r t a m e n t o " . Um primeiro grupo age sobre a diferenciação das formas dos órgãos. . citada por Coelho: "O conceito de constituição resulta de uma abstração que reúne o substrato anatômicoencefálico e somático em geral. doenças e número de gestações. o sistema nervoso e os fatores secundários ambientais. parátipo e f e n ó t i p o . Um segundo grupo de glândulas age aumentando a massa corporal sem interferir na diferenciação das formas. o que as torna um fator capaz de transformar forças do meio externo em forças internas do corpo.FATORES DE D I F E R E N C I A Ç Ã O DOS TIPOS HUMANOS Os tipos humanos diferenciam-se devido a desigualdades no ritmo de crescimento dos órgãos. Entretanto. Por outro lado. o t i m o e o córtex supra-renal. as glândulas também sofrem a ação do meio externo. Entre eles. que são os mais utilizados nesta ciência: constituição. consideram-se: região geográfica. ou seja. podem ser influenciadas por fatores como alimentação e clima. genótipo. condições sócio-econômicas. O termo constituição. Em outras palavras. Para Viola. Quanto às glândulas endócrinas podem ser divididas em dois grupos de acordo com seu modo de ação. portanto. temperamento. as glândulas endócrinas também dependem da ação genética e por esse motivo podemos considerá-las como mediadoras entre o genótipo e o fenótipo. elas contribuem para que um determinado genótipo possa realizar um fenótipo. Incluem-se neste grupo a tireóide e as gônadas. e. Os fatores ambientais constituem em conjunto o que se denomina de "peristase". As múltiplas possibilidades de combinações entre os gens nas primeiras fases do desenvolvimento sâb a maior causa de variabilidade na construção individual. A seguir. tem vários conceitos. serão definidos os seguintes termos. Aceitaremos como definição de constituição a de Silveira. T E R M I N O L O G I A BIOTIPOLÓGICA Como toda ciência.

e também compreensão. abrangendo sentimentos. reconhecidas como modalidade de caráter". abrangendo a parte afetivo-volitiva e as faculdades intelectuais do indivíduo. tendências e vontade. fixados através das gerações. tal termo apresenta como definição precisa "o conjunto de funções subjetivas agrupadas fundamentalmente em três setores: afetividade. temperamento seria a expressão humoral do b i ó t i p o . para Duarte-Santos. Parátipo (Lens. A expressão temperamento. Caráter. deriva de têmpera. 0 termo personalidade é muitas vezes usado como sinónimo de temperamento ou caráter. Admitia-se caráter como o conjunto de todas as características psicológicas do biótipo. excluindo-se a parte intelectual. de modo que o indivíduo traduzirá no comportamento interpessoal as disposições afetivas. pois engloba as caraterísticas afetivas. Caráter é considerado como traduzindo fenómenos de ordem psíquica. 0 componente morfológico se resume como biótipo e os componentes funcional. conação e . ampliam seu significado abrangendo também a parte psíquica e tendo assim significado volitivo-afetivo. Kretschmer considera temperamento o conjunto de qualidades afetivas que caracterizam uma individualidade tanto no que diz respeito á forma como sofre as "afecções" e à maneira como reage. Segundo Coelho. Para alguns autores. "a manifestação da atividade explícita. Siemens) ou caracteres potenciais (Pende) é o conjunto de caracteres que o indivíduo adquiriu hereditariamente. mas não se confunde com ela. temperamento corresponde ao aspecto dinâmico da constituição. conativas (volitivas) e intelectuais do indivíduo. as ações. Outros ainda dão-lhe significado somente psíquico. segundo Coelho. como temperamento. Fenótipo é o resultado da interação entre genótipo e parátipo. através das quais ele se contactua com o meio ambiente. idiótipo (Lenz. Portanto. isto é. Para Silveira. Depende mais das condições ambientais e é mais passível de modificações do que a constituição.Genótipo (Johansen). segundo o estímulo recebido. enquanto outros. de maneira a se conduzir socialmente. mas tem significado mais abrangente. é a parte volitivo-afetiva. mas é empregado com amplitude variada. psíquico e fisiológico. Biótipo e temperamento em conjunto. Viola dia que "temperamento é a especial combinação de caracteres dominantes da individualidade psíquica ou pessoa. derivados dos caracteres físico-funcionais e que determinam um modo especial e espontâneo de reação psíquica ao ambiente". significando assim a mistura dos diferentes traços de personalidade. estão implícitos na constituição individual. Siemens) ou caracteres atuais (Pende) é a totalidade dos caracteres acrescentados ao genótipo pelas complexas ações do meio ambiente. decorrem do estímulo afetivo. raciocínio e memória. Consideramos caráter como a expressão mais dinâmica do estado psicológico do indivíduo através do qual apresenta reações no meio ambiente. Confunde-se dessa forma com o conceito de personalidade.

O conhecimento do indivíduo " n o r m a l " deve preceder e servir de base ao estudo do indivíduo patológico. e. PRINCÍPIOS GERAIS DE BIOTIPOLOGIA Alguns dos princípios gerais da biotipologia são importantes e por esse motivo serão citados a seguir: a. . g. Todos os indivíduos são diferentes.inteligência. Estas funções psíquicas resultam da atividade cerebral. d. f. Uma definição precisa de biótipo é fornecida por Coelho: "a expressão somática da regência metabólica para com o mundo interno objetivo. Na génese da doença. como carga genética e como manifestação do instinto nutritivo. são peculiares à espécie humana e regem harmonicamente e de modo contínuo as disposições do indivíduo e as suas relações com os ambientes físico e social". Essa diferença individual não é caótica. mas obedece a determinadas leis. b. não há duas pessoas iguais. Apesar das diferenças entre os indivíduos há semelhanças que permitem grupá-los em " t i p o s " . consiste no b i ó t i p o " . O indivíduo é uma unidade existindo uma indissolúvel correlação entre suas diversas partes e funções. c. as reações individuais têm importância igual ou superior às causas externas. O mesmo indivíduo é diferente de si mesmo em momentos diferentes.

Hipócrates utilizava os ensinamentos de Empédocles em Medicina. Viola e Pende. Galeno admitiu que quatro humores entrariam na constituição do homem: sangue (quente e úmido). bile e atrabile. escrevia ele. apoiam-se em medidas biométricas. Encontramos indícios de tal fato já nas antigas sociedade orientais e ulteriormente entre os gregos. Goethe criou o termo morfologia para significar o estudo da forma. não só considerada sinteticamente e no sentido estático (GestaIt).Estes classificavam os indivíduos em cranianos. Kraus. surgiram várias teorias biotipológicas. segundo a predominância de uma destas três partes relativamente às outras. Brugsh. baseadas apenas no aspecto externo do indivíduo. como também no estado dinâmico e cinemático (Bildung). sangue. mas influenciável pelo meio externo. A vida resultaria da combinação desses quatro elementos sendo que um deles predomina no indivíduo. pituita (fria e úmida) em contraposição com a bile (quente e seca). Jaensch. devemos considerá-la sempre móvel e cambiante. ShekJon e Stevens. Stockard e Bean. umas. A tentativa de agrupar os indivíduos segundo certas características existe desde as mais antigas civilizações. da qual foram precursores Halé. melancólico. interpretadas estatiscamente. opondo-se â atrabile (fria e seca). sendo. que levaram esta ideia a outros povos. Tal predominância se reconhecia pelo contacto com o corpo do indivíduo. seu discípulo. enquanto outras. originando uma orientação morfológica. torácicos e abdominais.CAPITULO X TEORIAS BIOTIPOLÓGICAS Existem diferentes classificações biótipo lógicas. se transforma imediatamente e para termos uma ideia viva e verdadeira da Natureza. aceitava como fundamental a ideia que o indivíduo desde a fecundação teria seu destino evolutivo marcado. A predominância de um destes humores determinava o temperamento: sanguíneo." A partir do final do século XIX. "O que acaba de ser formado. e Hussen. Sigaud. pituitoso e bilioso. acreditando que o ser humano seria formado por quatro elementos: linfa. . Benecke. dentre as quais destacamos as de: De Giovanni. Mais tarde (século II DC). ESCOLA ITALIANA De Giovanni (1891). O método é criticável por basear-se unicamente na inspeção sem nenhum elemento mais concreto e objetivo. dando-lhe uma característica pela qual seria agrupado ou tipificado. Os progressos que se realizaram posteriormente na Anatomia humana deram à noção de temperamento um significado diverso. "pintor em Roma antes de ser médico em Paris". pois resultado da hereditariedade.

sendo 1/5 da base do apêndice xifoide ao umbigo e 1/5 do umbigo ao púbis. em idade mais avançada. mas sobretudo do abdome. circunferência torácica igual a metade da estatura. com predisposição para doenças do sistema linfático. Bom grau de nutrição. Representa uma forma hipo-evolutiva. média. tensão arterial baixa. A segunda combinação é a mais idêntica à ideal. entre o externo e o interno e até internamente entre os aparelhos e órgãos e as próprias partes constitutivas destes. característica das crianças. Hiperemia respiratória. Admitia estreitas correlações orgânicas entre a forma e a função. intestinos e afecções dos órgãos intra-abdominais como fígado. altura do esterno igual a 1/5 da circunferência do tórax. oom critério antropométrico. Os indivíduos da terceira "combinação" têm apreciável desenvolvimento do tronco. mesmo tuberculose pulmonar e. desproporções e variantes individuais. aspecto viçoso. havia. venosa ainda mais.1). 10. 10. desprezando só a parte psíquica. tórax largo. A cada combinação corresponderia determinado funcionamento orgânico e especiais tendências mórbidas. Na primeira combinação. insuficiência hepática e do aparelho digestivo. mas sobretudo este. capazes de servirem para classificar os homens em grupos a que chamou "combinações". Funcionalmente. um hipoevolutismo com tórax e abdome deficientes. na qual se incluiriam as pessoas dotadas de ótima constituição. com frequente catarro. De Giovanni levava em consideração o desenvolvimento harmónico de cada parte e do todo individual. Estas. sãs e resistentes. tendência à obesidade. em seu significado profundo. baço e das veias. membros alargados. predisposição para afecções pulmonares. podendo a individualidade total não atingir ou ultrapasar a maturidade plena. que é de volume normal ou maior (fig. Jacinto Viola (1905). doenças intestinais. segundo o conceito do autor. discípulo de De Giovanni é sem dúvida o mais impor- . eretismo do sistema nervoso. mas sem esquecer a investigação funcional e clínica. o que acarretaria excedência relativa do tórax.Este autor propôs-se a estudar os indivíduos baseando-se em sua morfolofia externa. a Anatomia e a Fisiologia. como hemorróidas. Harmónicos. Daí surgiu o conceito de hiper e hipo-evolutismo e a possibilidade de desequilíbrios. musculatura e sistema cardiovascular bem desenvolvidos. fraca musculatura esquelética. sobretudo dos vértices pulmonares. rins. coração proporcionado ou mais desenvolvido na metade direita e sistema venoso e linfático muito desenvolvidos. normal. desde as primeiras fases embrionárias até a completa maturidade.2) teria os seguintes caracteres antropométricos: estatura igual à grande abertura dos braços. pulmões grandes em relação ao coração. a combinação ideal (fig. mas com maior desenvolvimento somático (maior massa corpórea). Rara como em geral é a perfeição. há debilidade geral. membros curtos. seriam etapas diferentes da ontogênese. de morbilidade escassa. com leve excedência de tórax sobre o abdome. coração pequeno e sistema arterial deficiente em relação ao venoso e linfático. diâmetro bi-ilíaco igual a 4/3 de altura do abdomem. deficiência respiratória por musculatura fraca. refletindo até a evolução filogenética da espécie. pele.

2 .Tipo ideal de De Giovanni . c— 3 .Figura 10.1 — As "combinações" de De Giovanni: a—1ªcombinação b—2ª combinação. a combinação Figura 10.

Tal fenómeno é representado. . na linha mediana. ponto jugular correspondente ao ângulo formado pela superfície anterior do nanúbrio esternal e pela superfície superior da incisura jugular. Este autor admite pois como elemento fundamental a correlação entre o exterior e o interior. como elemento final. a alimentação e a idade no período adulto (entre os 20 e o s 50 anos). veremos que a multiplicidade de relações não nos permite a classificação em apenas três tipos: normolíneo. enquanto que as demais são as componentes do sistema aberto. Aceita como base formadora do indivíduo. a idade e a saúde. como o esperado. o sexo. ponto xifóideo correspondente à síntese do esterno com o apêndice xifóide. distribuem-se de maneira que existe um desvio uniforme dos vários indivíduos para os dois lados do valor médio central da curva de distribuição". brevilíneo e longilíneo. onde este genoma se desenvolve produzindo. graficamente. cria o grau centesimal. Tais pontos são: a. a hereditariedade influenciada pelo meio ambiente. que possibilitam maior por menor ização do indivíduo. Apesar de teoricamente ser elemento de muita facilidade de se entender e classificar. as diferenças raciais.a moda — através do que define todos os seus tipos biotiopológicos. o qual foi definido através da lei dos erros: "as variantes individuais. na linha mediana. Toda a comparação no método biotipológico de Viola se baseia na determinação da moda (normotipo) e das variações possíveis de se apresentarem para excedência ou deficiência das relações em comparação à medida modal. condição indispensável para se ter as correlações entre eles de maneira direta e simples. como causas acidentais dessa modelação. delimitado por leis e traduzindo os elementos de estudo de diferentes origens em um número puro. Seus pontos antropométricos são preferentemente ósseos para que haja precisão nas medidas. chegando á unidade. o qual é composto por dez medidas indispensáveis para a classificação biotipológica do indivíduo. a Anatomia e a Fisiologia.tante nome dentre os biotipologistas italianos. utilizando-se de método preciso. As variações se fazem em sentido antitético e se tornam mais escassas à medida que se vai distanciando do ponto médio da curva (vai ocorrendo uma maior amplitude de variação). A d m i t e como elemento mais bem adaptado ao ambiente aquele que mais vezes se faz presente . a higiene. os hábitos de vida. mas se fez necessário a criação de um quarto tipo — o misto — para abrangermos os indivíduos que apresentam tal relação entre as medidas. o ambiente físico. Estabeleceu as bases científicas da doutrina constitucionalista. por uma cruva binominal (lei de Quetelet—Gauss). o indivíduo em sua expressão unitária. Estabelece como elementos fundamentais para a avaliação tipológica. o morfológico e o fisiológico. que não podem ser incluídos em nenhum dos tipos padrões. b. e. num grupo étnico. Viola utiliza um sistema de medidas que chamou de fechado. O homem modal se torna indispensável para a classificação de Viola. a classe social.

Pende (1939) aceitava o sistema fechado do mestre. Discípulo de Viola. portanto. a gordura e a hipertrofia muscular. f. e. o estênico e o astênico. recorre a inúmeras medidas complementares. linha articular do punho direito na face dorsal. o tronco. ponto maléolo-tibial correspondente ao ponto de maior saliência do maléolo medial direito. a psíquica e a neuroquímica. Este autor admite também a correspondência das medidas. proveniente de exercícios exagerados. d. bem identificável ao se fazer movimentos de flexão e de extensão do punho. correspondente ao ponto de cruzamento da linha mediana abdominal. Viola procura retirar de seu método elementos que são influenciados diretamente e em grau muito elevado pelo ambiente como o meteorismo. teríamos o biótipo ou o homem t o t a l de onde sairá o conhecimento do indivíduo. é relacionado com a vida vegetativa e os membros com a vida de relação. a moda. sendo este um dos pontos mais criticados de sua classificação por abranger número muito elevado de indivíduos que são classificados por exclusão. o segmento abdominal inferior com a escolha e absorção dos alimentos. Tal fato encontra fundamento quando se faz o estudo da resistência em militares e desportistas. A proporção de distribuição encontrada pelo autor f o i de 40% para os mistos e 20% para cada um dos tipos. 10.4). segundo Viola. com uma linha horizontal. Da interação entre estas faces calcadas na base.3). no homem médio. Sua classificação é baseada no estudo endocrinologia) do indivíduo (Fig. 10. como elemento indispensável para a caracterização biotipológica. a conclusão sobre a re- . ponto púbico correspondente à borda anterior e superior da sínfise púbica. Por outro lado. porém com seu conceito de biotipologia — máxima individualização. passando pela borda inferior da 10ª costela (ponto em que esta cruza a linha axilar anterior). ponto acromial correspondente à borda externa do acrômio direito. para Pende. brevilíneo e longilíneo (Fig. Biótipo. que tem por base o património hereditário e por faces a morfológica. normolíneo. em bloco. confere melhor sistemática e menor possibilidade de erros do método. ou melhor. De acordo com Viola. admite haver dois poios em cada um deles. Não aceita também somação de medidas feitas em dois segmentos consecutivos e que tenham a mesma função fisiológica correspondente. ponto epigástrico. lembrando ainda a necessidade da medida basal.c. dos segmentos determinados pelas medidas com funções fisiológicas precisas. tais c o m o : segmento torácico com a hematose e distribuição de alimentos pelo organismo. g. na linha mediana. mesmo na classificação mais simples dos quatro tipo preconizados por Viola. é sinónimo de homem total que se encontra no ápice de uma pirâmide triangular. admitindo um número reduzido de medidas. segmento abdominal (digestão). a relação entre a vida vegetativa e a de relação se equivalem de forma harmónica e nele encontraríamos a expressão mais adequada de todas as funções fisiológicas.

3 .L N Figura 10. brevilíneo (B) e normolíneo (N) de frente e de perfil B .Tipos longilíneo (L).

em consequência. social e geral. do indivíduo no vastíssimo alcance médico. reprodutor. hipopituirárica ou hipopituitárico-hipotireoideia. hipogenital. etc. se existe hiper-funcionamento concomitante da suprarrenal ou das glândulas genitais. Pode-se dizer que os brevilíneos têm temperamento hipotireóideo. Baseado neste índices. das quais serão citadas a seguir. com orientação parassimpaticostênica e metabolismo de tendência anabólica. descreve Pende as seguintes variedades: hipotireoideia. entre os longilíneos temos: hipertiroideia. desenvolvimento sexual.Biótipo. hipossuprarrenal. mas. robustez. as características morfo-neuro-musculares. . . o valor económico. classificações e combinações as mais variadas. as aptidões manuais. escolares. segundo Pende sistência vital geral. intelectuais. Pende estabelece relações no âmbito da face morfológica determinando índices como o de nutrição. estenia e assim as duas primeiras variedades citadas são astênicas e as duas últimas estênicas. faz a determinação do caráter astênico ou estênico.Figura 10. . Estuda todas as faces da pirâmide de maneira bastante minuciosa. havendo neles astenia. Dentre os brevilíneos. profissionais. social. que é o fundamental. destes estudos. ocorre. apenas as mais comuns. hipogenital. retirando conclusões. hipersuprarrenal. hipertireoideia-hiperpituitárica.4 .

traduzindo caracteres morfológicos e funcionais diferentes. e o da vida de relação excedente. no brevilíneo astênico se vê o temperamento fleugmático. o colérico e no longilíneo astênico. c. Braquitipo com antagonismo ou megaloesplâncnico de Viola (3ª Combinação) Tronco + > Membros - Suas características morfológicas e fisiológicas são contrárias ao anterior. Mário Barbara (1929).5). d. Longitipo com antagonismo ou microesplâncnico de Viola (1ª Combinação) Tronco — < Membros + Os membros excedentes predominam sobre o tronco deficiente. Assim. porém através da comparação de cada elemento com o valor modal determina se há excedéncia. o qual é acompanhado de um antagonismo entre o desenvolvimento da vida vegetativa absolutamente deficiente. porém estabelece um critéiro de classificação que permite a localização de todos os indivíduos sem cair nos mistos de Viola. constituem seus tipos: a. no brevilíneo estênico. Ainda dentro da escola italiana. deficiência ou normalidade do dado avaliado (Fig. Longilíneo ou N o r m o l í n e o . dentro do t i p o brevilíneo e do tipo longilíneo há diferenças morfológicas grandes. fisiologicamente apresentam desenvolvimentos harmónico da vida vegetativa e de relação. É muito interessante a coincidência destes quatro biótipos (longilíneos astênicos e estênicos e brevilíneos astênicos e estênicos). Macrosômico harmónico ou Paracentral superior de Viola (2ª Combinação) . Deste modo se estabelecem o i t o variantes e quatro formas de passagem de uma a outra variedade. 10. o melancólico. Para t a n t o . utiliza-se dos mesmos parâmetros que seu mestre Viola. Seu método baseia-se na primeira relação estabelecida por Viola — Tronco/ membro para classificar sob a rubrica de Brevilíneo. Assim. com os quatro temperamentos dos antigos. caráter próprio e até por vezes t i p o intelectual característico. o sanguíneo. deficiência ou normalidade. dentro das quais se pode catalogar qualquer indivíduo.Na realidade. b. reconhece que sob uma mesma rubrica estabelecida através do mestre Viola há relações muito diferentes no sentido da excedéncia. Tipo médio ou normoesplâcnico de Viola: Tronco O = Membro O O tronco e os membros são iguais em seus valores absolutos e relativos. no longilíneo estênico. que servem para caracterizar essas variedades e às quais corespondem temperamento próprio.

d-brevilíneo. b normomélico c-microbrevilíneo. porém inferiores ao normal. n.normomélico. h-micronormolíneo.normolíneo. . g. Grupo normolíneo. l-microlongilíneo. j-longilíneo.Tipos de Barbara-Berardinelli Grupo brevilíneo: a-normocórmico. e. m-normocórmico. f-macronormolíneo.Figura 10. ocorrendo algo semelhante com os dois setores da vida orgânica. e-macrobrevilíneo. Grupo longilíneo. i-macrolongilíneo.5 . vida vegetativa e de relação proporcionadas. Microsômico harmónico ou Paracentral inferior de Viola (4ª Combinação) Tronco — = Membros 0 tronco e os membros são proporcionados. 0 tronco e os membros são proporcionados porém de valores superiores ao normal. porém excedem ao normal.

A variedade C (tronco O > membros -) o tronco encontra-se dentro do membros O) tem membros dentro do valor valor modal e é maior que os membros que se encontram abaixo do valor modal. A variedade D (tronco — < modal e predominando ao tronco. predomínio do tronco. porém menor que membros. correspondem à "forma de passagem". Variedade C. porém logo temos as quatro variedades que tornam possível a classificação dos restantes em quase sua totalidade: Variedade A. braquitipo excedente: Tronco + > Membros H Valores do tronco e dos membros superiores ao normal. com predomínio do sistema de relação. Os indivíduos que não são classificados em nenhuma dessas formas citadas.1 resume estes tipos. desenvolvimento deficiente dos sistemas orgânicos. Variedade B. A variedade A (tronco O < membros +) possui tronco dentro do valor modal. tronco maior que membros. cujas características sintéticas são as seguintes: Variedade D.Até aqui o critério de Barbara é semelhante ao de Viola. O quadro 10. os quais excedem o valor modal. . A variedade B (tronco + > membros 0 possui tronco acima do valor nodal e maior que os membros que se apresentam dentro do valor modal. longitipo excedente: Tronco + < Membros + Ambos os valores excedem à média e são desproporcionados entre si. braquitipo deficiente: Tronco — > Membros — Suas características são contrárias ao anterior. desenvolvimento maior da vida vegetativa sobre a da relação e ambos superiores ao normal. longitipo deficiente: Tronco — < Membros — Valores abaixo da média. cujo valor é inferior ao modal. corresponderia a desenvolvimento desarmônico dos sistemas orgânicos com predomínio do sistema de relação.

1 -CLASSIFICAÇÃO DE BARBARA-BERARDINELLI .QUADRO 10.

É também quem inicia o estudo das capacidade físicas de velocidade. e predomínio do abdome.6 . Da predominância de um desses sistemas. Figura 10. e cerebral. dá importância também à superfície corporal classificando os indivíduos em: superfície redonda ou chata. bosselada ou cúbica e ainda considera uma forma comprida e uma forma larga. tendo a cabeça em forma de pião (Fig. M = muscular e C = cerebral Thooris além de considerar a forma do corpo como o fazia Sigaud. muscular. os autores desta escola basearam-se na análise da superfície corporal e só mais recentemente vêm utilizando método diferente de estudo. com os andares da face iguais.ESCOLA FRANCESA A princípio. D = digestivo. propondo um índice que até hoje é válido. com predominância do tórax e do andar médio da face. com a cabeça em forma de pirâmide devido ao grande desenvolvimento do maxilar. o VARF. (1894) o primeiro vulto de destaque da escola francesa elaborou uma classificação dos indivíduos baseada na integração do conjunto de sistemas que constituem a economia humana e o meio específico no qual apresenta a sua continuidade. cujo tronco é igualmente repartido entre tórax e abdome. com predominância do crânio.Os quatro tipos de Sigaud: R=respiratório.6). 10. Claude Sigaud. . agilidade. uniforme ou ondulada. resistência e força. digestivo. seriam definidos os quatro tipos: respiratório.

Ambos os autores têm o mérito de ter dado à tonicidade e atonicidade das formas corpóreas o valor que elas merecem fora do t i p o de predominância. faz uso. peso. o cálculo dos coeficientes de correlação e mesmo . Benecke. com as principais vísceras pequenas (microesplancnia). A Escola Biotipológica Parisiense é constituída de vários autores que procuram estudar o indivíduo partindo. que posteriormente são trabalhadas estatiscamente para se determinar recorrendo a análise fatorial. mas de uma dúvida sistemática. Entre os autores modernos temos Olivier que classifica os tipos utilizandose de medidas biométricas que em conjunto. o longilíneo. diâmetro biacromial e diâmetro bicristailíaca). e o transversal (brevilíneo) inferior ou visceral. Usando tais medidas chega a quatro tipos: o mediolíneo. porém no aspecto de forma acrescenta a hidrófila inchada redonda e uma seca hidrófoba. constituem o denominado morfograma (altura. fortes. as características de seus tipos se superpõem às dos quatro biótipos de Pende. atarracados. altura troncocefálica. o transversal (brevilíneo) superior ou muscular. correlacionar o t i p o morfológico com o fisiológico e o psíquico. anêmicos. para sua classificação. resistentes às causas morbígenas e órgãos volumosos. mas ao estudo de grande número de variáveis. em seu trabalho. ESCOLA ALEMÃ Nota-se nos autores alemães do início do desenvolvimento das ideias biotipológicas uma preocupação em relacionar os tipos com as condições viscerais como o fez Benecke (1878) e também com as perturbações psíquicas como o fez Kretschmer (1921). utilizando um critério mais organicista e localisacionista que o geral. Classificou dessa foram dois tipos: o primeiro. também dá importância à superfície corporal e faz a mesma classificação que Thooris para esse fator. com bom estado de nutrição. Martiny procura.Mac Auliffe (1932). de relações quantitativas de peso e volume de vísceras de cadáveres. não de categorias pré-estabelecidas. débeis. Não se propõem a nenhuma classificação nova. constituído por indivíduos delgados. o segundo tipo englobaria os indivíduos de grande massa t o t a l . — O endoblástico ao brevilíneo astênico — O mesoblástico ao brevilíneo estênico — O extoblástico ao longilíneo astênico — O cordoblástico ao longilíneo estênico. pouco resistentes à fadiga e às infecções. O estudo da participação dos três folhetos embrionários na determinação dos tipos é o que caracteriza o trabalho de Martiny. Fazia uma antropometria mais interna do que externa e estudava o desenvolvimento em massa comparando as vísceras entre si e com a estatura e o peso corporal.

Aos esquizotímicos correspondem três formas exteriores: a dos leptosòmicos. os eunucóides. a cabeça forte. classifica-os em médios. fracos e delgados. Seu esqueleto e músculos são sólidos. bem desenvolvidos. o pescoço musculoso. 10. tronco cilíndrico. distanciamento notável do normal. músculos flácidos. que aceita a orientação de Pende. Leva em conta ação das glândulas de secreção interna que agem sobre duas coisas: a forma e o caráter. com acentuada tendência à calvície. etc. ombros estreitos. aliadas a uma beleza de formas que tem por base uma perfeita harmonia. O pícnico corresponde ao t i p o digestivo de Sigaud. o tórax amplo. músculos e pele. desarmonia do conjunto. As características do leptosòmico são: desenvolvimento dominante no sentido longitudinal. Kretschmer. Os ombros são largos. psicopatas. ombros estreitos. de abdome desenvolvido. em tipos tais como os agigantados. as quais abrangem. Estudando precoce. mais ou menos dolicocéfala. caixa torácica estreita e comprida. cabelos raros. pescoço e extremidades finais. pois seu sistema antopométrico é calcado nas comparações das medidas entre si. O atlético caracteriza-se por um aspecto de robustez inconfundível. Às duas tendências principais denominou de Ciclotímica e Esquizotímica. o abdomem é rijo e fino. Aos ciclotímicos corresponde uma única forma. mas sim relacionados com a estatura. encontramos Kraus (1897) que elabora sua classificação baseando-se no estudo da capacidade funcional do indivíduo (siziologia) e Brugsch (1918).o pícnico. A maior crítica feita a essa classificação é que o autor não considera a parte psíquica no seu método. o dorso se estreira para baixo. dando ao todo uma impressão de imponência e força física. Pelo valor absoluto da estatura. não somente os casos normais mas também os que se encontram no limiar da anormalidade ou que se encontram em estados psicóticos. Diferentemente do atlético. o displásico apresenta formas bizarras. relaciona o tipo morfológico com a tendência de se desencadear a psicose maníaco-depressiva ou para a demência . gorda. porém com uma metodologia diferente. o nariz longo e o queixo é retraído. a dos atléticos e a dos displásicos (fig.7). finos. Entre outros autores. altos e baixos.Tais tipos coincidem com a primeira e a terceira combinação de De Giovanni. os obesos por influência endócrina. contrastando com o desenvolvimento pelviano. É gorducho. os anões. Este autor estabelece índices variados que não são referentes a um homem médio padrão. a cabeça é pequena. Seu índice mais importante é o que relaciona o tórax com a estatura. ossos. fisionomia larga. de tórax estreito (menor que 51) e de tórax largo (maior que 56). feiura. dando origem a três tipos: normal (índice entre 51 a 56).

L Figura 10.7 — Os tipos de Kretschmer L — leptossòmico A —atlético P — pícnico A P .

independentes entre si (desintegração). Idealistas e ascetas. Com predomínio afetivo Com predomínio voluntário Dissolvido ou incorporado ao ambiente. Quase sempre sério. sua oposta (desintegração aparente) é o denominado tipo tetanóide ou tipo T. Eis aqui. Teóricos Curso representativo muito vivo e com frequência mutável. Curso representativo lento e com frequência adesivo e viscoso. com violentas ou vivas variações do humor. Tempo Firmeza Artistas do viver e hábeis práticos. quando se encontra acompanhada dos correspondentes sinais somáticos. irritável ou indiferen te. a título de expicação. mas animados para dentro (isto é. nô-la dá o denominado tipo basedowoide ou tipo B. Soldados de ação e cérebro. Fantasistas Homens de conflitos e obrigações. Natureza meiga e flexível Natureza dura e rígida Dirigido para a A r t e e o gozo estético-sensual. Com bom controle da expressão emocional. Adaptável e acomodável. Mais propenso à ingenuidade e à alegria infantil. Os primeiros são relativamente infantis e os segundo plenamente evoluídos ou adultos. até certo ponto. lábil. Compassivo. A forma básica da integração para fora.Merece atenção especial a teoria dos irmãos Henrique e Walter Jaensch. com grande "vida interior"). A base da teoria tipológica destes autores radica na oposição entre os denominados tipos integrados ou animados (besselter) para fora eos tipos desintegrados ou desanimados para fora. . às vezes simultaneamente. o quadro-resumo desta oposição tipológica: Tipo animado (integrado) para fora (e também para dentro) Tipo desanimado (desintegrado) para fora (quase sempre animado para dentro) Todas as funções (manifestações vitais) trabalham somato psiquicamente como uma totalidade fechada (integração) Todas as funções se encontram. firme ou obstinado. Fechado ao ambiente.

apresenta os tipos hiper-evoluídos (hiperontomorfo ou epiteliopático) e o hipo-evoluído (mesontomorfo ou mesodermopático). que se denomina viscerotônica. da tireóide (Stockard). este exibe uma desintegração patológica. os tipos linear e lateral respectivamente. À margem desses tipos. introvertido de Jung. coincidindo com integrações limitadas a determinados territórios de sua individualidade e se faz presente. Dentre os escolas modernas de Biotipologia. em indivíduos que possuem uma particular sensibilidade às toxinas tuberculosas. orelhas pequenas redondas e grossas. o tipo lítico ou t i p o S. tensão interior e retenção expressiva". em troca. extremidades curtas. Bean. partindo de concepções tipológicas sustentam que. Estes dois psicólogos da Universidade de Harward. de auto-afirmação e poder". cerebrotônico de Sheldon e alpino de Gunther. dando origem a dois tipos relacionados com o hiper e o hipo funcionamento desta glândula. ESCOLA A M E R I C A N A Nos Estados Unidos. própria do temperamento que o A A . viscerotônico de Sheldon. nariz largo e curto de grande depressão na raiz e narinas francamente orientadas para a frente. selecionaram vinte manifestações para caracterizar cada uma dessas atitudes (as quais não seria d i f í c i l identificar às três emoções básicas) e propõem definir cada indivíduo mediante uma fórmula numérica-tempe- . que do t i p o B. especialmente. temos que destacar a de Sheldon (1940) e Stevens. complacente e epicuriana". ao predomínio de cada uma das folhas blastodérmicas no indivíduo. baseandose na evolução. uma atitude de "reserva. Stockard (1923) e Bean (1924) criaram classificações estreitamente relacionadas com o desenvolvimento endócrino. corresponde um t i p o temperamental ao mesmo tempo que um tipo morfológico: o predomínio do endoderma se reflete por um aumento da área visceral e pela existência de uma atitude afetiva "branda. Ao predomínio do ectoderma corresponde. bervilíneo ou macrosplâncnico de Viola ou " d i n á r i c o " de Gunther e o t i p o desintegrado é o leptossômico (esquizotímico) de Kretschmer. uma atitude "dinâmica. descreveu W. que seria constituído por tronco comprido. a qual denominam somatotônica (embora melhor seria denominá-la miotônica). embora mais próximo do t i p o T. Pacientemente. denominam de cerebrotônico. Jaensch.Não é difícil verificar que o tipo integrado é o sintônico de Kretschmer ou o extrovertido de Jung. ao predomínio do mesoderma corresponde. sendo que este autor considera ainda um terceiro t i p o . finalmente. o hipoontomorfo.

cada um dos quais oscilará entre 1 e 7. mediante o uso de 17 medidas antropométricas. Para se obter o tipo morfológico neste método os AA. Para sermos breves. nas quais serão colhidos dados referentes à sua história familiar e individual e seu desenvolvimento psíquico nas esferas económica. vamos esclarecer apenas o termo "intemperança". e. com dissociação nítida do subconsciente e manifesta objetividade. somatônicas e cerebrotônicas). 5-6-3. é descrito como cerebrotônico extremo. a "clivagem vertical" indica a propensão para penetrar em profundidade a tendência à introversão e à retroversão (dependência do passado). Como apreciar e valorizar essas manifestações das três modalidades? Observando o indivíduo durante o período de um ano.. é descrito como somatotônico extremo e o que alcança o índice 1-1-7. . de acordo com a tabela do resultado de tais medidas. escrevendo estas notas com lápis apagável. sexual. Quanto ao termo "clivagem horizontal". segundo os AA. de fixação temperamental para as tendências sensuais. que dê uma ideia do valor de cada uma delas. O 1-7-1 corresponde á extrema mesomorfia (predomínio do esqueleto. básicas da vida. que possibilitam classificar o indivíduo com relação à sua estrutura afetivo-reacional. o qual é usado aqui como sinónimo de centrotônico".. a projeção e fixação da individualidade em um plano superficial. calcula-se o denominado índice Temperamental. O 7-1-1 corresponde à extrema endomorfia (predomínio das vísceras digestivas: gordos abdominais). que não tem têmpera em si". tais como 4-4-6. de extroversão. educativa (cultural) e física. que marcam sua posição nas escalas denominadas de endomorfia. etc. Uma vez obtidos os valores de cada uma das 60 manifestações. ademais. tomadas sobre uma série especial de imagens fotográficas e quadriculadas do indivíduo despido. Em troca. . determinam seu somatotipo e. submetendo-o a não menos de 20 "entrevistas" analíticas. é descrito como viscerotônico extremo e aquele que tem um índice de 1-7-1. Na obra original de Sheldon-Stevens. estática. Usa-se uma escala de pontos de 1 a 7 para cada manifestação observada. mesomorfia e ectomorfia. um indivíduo que obtém índice temperamental de 7-1-1. de sorte que o temperamento de cada indivíduo virá definido por 3 valores. social. Tais tipos extremos são raros e o frequente é obter valores intermediários. isto é. músculos e tecido conjuntivo: atletas ou . De acordo com este critério. obtendo-se as medidas dos valores de cada série de 20 manifestações (viscerotônicas. de sorte que o indivíduo dá a impressão de um "metal mole. para incluir possíveis retificações ulteriores. lhe conferem também três notas. os autores dão ampla definição de cada uma das 60 manifestações que constituem a escala. indica.ramental. em todas as possíveis situações e humores.

tórax e abdome planos. são poucos. 10. etc . . losângica. devem corresponder-se os índices de endomorfia e viscerotonia. Inicia a classificação analisando o ângulo de Charpy de onde resultam três tipos (45. trapezóide e pentagonal perfazendo um total de 45 tipos.Figura 10. depois analisa a altura atingindo um total de 9 classes e finalmente o aspecto da face: triangular. . os casos em que existe tão perfeita concordância. extremidades fracas. Naturalmente. Mas na vida quotidiana. o grau de abertura do ângulo de Charpy e a forma da cabeça constitui o chamado tríplice morfológico de Prado Valadares. (Fig. o 1-1-7.). . 90 e 135 graus). representa a extrema ectomorfia (máxima área superficial possível . Prado Valadares. secundariamente.8) ESCOLA BRASILEIRA Na Bahia.desnudez perante o mundo — fragilidade linear.8 — Tipos de Sheldon a — endomorfo b — mesomorfo c — médio d— ectomorfo homens fortes e ligeiros). quando não intervém fatores que provocam. de mesomorfia e somatotonia e de ectomorfia e cerebrotonia. relativamente. utilizando-se da altura. O comum é que existam desvios entre o somatotipo e o temperamento. uma discordância intra-individual (somato-psíquica).

Rocha Vaz e seus discípulos deram grande desenvolvimento á Biotipologia entre nós. 10. combinação digestivo braquiscélíco megalospláncnico braquiscélíco tórax largo pícnico latoral hipo-ontomorfo endomorfo meso-ontomorfo mesomorfo 2a.1). se utiliza de critério natural e simples. No Rio de Janeiro. combinação 1a. O quadro que segue fornece a classificação biotipológica dos indivíduos. Q U A D R O II . combinação respiratório marcroscélico microsplàncnico macroscélico tórax estreito leptossõmico linear hiperontomorfo ectomorfo cerebral . a que denominou de displásicas e um terceiro grupo. combinação muscular mesoscélico normosplãncnico mesoscélico tórax médio atlético Tipos Morfológicos phtisicus 1a. outro de mulheres franca e visivelmente anormais. o das intermediárias. combinação 3a.TIPOS CONSTITUCIONAIS SEGUNDO V Á R I O S A U T O R E S Autores Hipócrates (460 A.5 e quadro 10. Entre seus discípulos merece destaque Berardinelli. que são classificadas em três grandes grupos: um grupo de mulheres normais. que adotando o método da escola italiana fornece as denominações últimas para essa escola e é aceita pelo próprio Barbara (fig.C. de acordo com vários autores. seu grupo de estudos foram as mulheres.Martim Gomes.) Beneke (1878) De Giovanni (1891) Sigaud (1894) Manouvrier (1902) Viola (1905) Giuffrida-Ruggeri (1910) Brugsh (1918) Kretschmer (1921) Stockard (1923) Bean (1924) Sheldon (1940) apoplecticus 2a.

Em relação ao meio ambiente Silveira o divide em interno — citoplasmático — e externo — ambiente social. infecciosa. citado por Marcondes diz que "estímulos fracos aceleram as funções e estímulos poderosos reprimem-na". Pikunas acredita ser a hereditariedade o fatorchave do desenvolvimento humano. Essa dialética existente entre o genótipo e o meio caracteriza. O estímulo fraco deve ser de tal forma que seja assimilado. Marcondes afirma que o conceito de desenvolvimento é relacionado com a aquisição de capacidade e crescimento com o aumento de massa pela hipertrofia e divisão celular (hiperplasia). em sua integralidade de expressão. A princípio o crescimento e desenvolvimento se fazem em dialética exclusivamente com o meio interno onde estão dissolvidos os elementos plásticos necessários para que se concretize a informação genética. o processo de vida. Para Marcondes. Para Marcondes a herança está presente em todo o processo de crescimento e desenvolvimento através do genótipo. sendo que só a interação desses conhecimentos se aproxima da realidade. fisiológica ou mesmo psicológica. Para Pikunas o desenvolvimento é uma sequência ordenada de fenótipos que é a resultante da ação do meio e do genótipo. são de diferentes índoles: anóxica. etc".CAPITULO XI BIOTIPOLOGIA INFANTIL O ser humano é o resultado de uma interação complexa entre o genótipo e o meio ambiente. torna-se muito difícil distinguir as manifestações genéticas das decorrentes da agressão do ambiente ao feto. pelo duplo movimento contínuo de assimilação e desassimilação do meio ambiente pelo genótipo. imunológica. Arndt — Schultz. Marcondes e Pikunas entre outros tantos autores abordam o problema do crescimento e desenvolvimento como a interação entre a herança e o meio. A hereditariedade é constituída de todos os traços encontrados nos antecedentes. O genótipo é a confluência dessas informaçõc que se organizam para se iniciar a ação gênica indispensável ao crescimento e desenvolvimento do organismo. Malina comentando sobre a nutrição aventa ser esta o fator natural mais importante para o desenvolvimento plástico do indivíduo. porém Stent se contrapõem a essa ideia afirmando ser o DNA a estrutura do gen que abriga sua informação genética. Para Ford há suspeitas de que não haja uma base física para a hereditariedade. colaterais e descendentes que conseguiram ganhar expressão no meio que se desenvolveram. postural. segundo Comte citado por Coelho. . Mesmo em atos aparentemente simples como o andar. mecânica. torna-se difícil de entender. a qual se caracteriza por ser um processo no decurso do qual emergem os traços genéticos e que abrange todas as influências biologicamente transmitidas dos pais às células do sexo. que aliás. cabe uma análise que pode ser morfológica. "quando os fatores ambientais atuam na vida intra-uterina. que.

estudamos os aspectos gerais do crescimento.É portanto na determinação da intensidade do estímulo físico que se en- contra o problema da influência benéfica ou prejudicial da atividade física como elemento que propiciará melhor harmonia e desenvolvimento do organismo e de suas funções. circulatório e nervoso. No capítulo anterior. urinário. tão particular e diferente em cada fase de crescimento. Dessa forma acreditamos fornecer elementos para melhor compreensão do organismo e estágio de desenvolvimento deste. o indivíduo se desloca ladeira acima para níveis mais altos da operação comportamental. Impelido pelo código genético no seu interior e pela nutrição e estimulação sensorial no exterior. Rossi divide os períodos e os caracteriza quanto aos aspectos somáticos. mas na variabilidade de um organismo para outro e no mesmo organismo de um instante para o u t r o . fisiológico e psicológico. do terreno orgânico da criança. dentro da realidade do momento para o organismo. A dificuldade do estudo não se prende somente ao ser longitudinal." A primeira determinação dos períodos de crescimento segundo Rossi data de 1700 e foi realizado por Pagliani: O autor italiano dividia em 5 períodos compreendidos por: infância — 1º ano de vida até completar a primeira dentição. Entre nós Marcondes divide os períodos de crescimento e desenvolvimento pelo critério etário." Assim. metabolismo. o amadurecimento do sistema nervoso e o psiquismo. puerilismo — dos dois aos 6—7 anos. Malina preocupando-se de estudar a açâb da atividade física no crescimento e desenvolvimento abre a pergunta de quanto deve ser esse mínimo e faz sentir a necessidade de estudos nessa área. serão vistos outros pormenores. "Como não é possível que um agricultor não conheça o terreno no qual deve semear. aparelhos — digestivo. temperamento. Dizia Plutarco. a tendência simplista de se responder a pergunta da beneficidade ou não de um estímulo sobre o organismo deve ser analisado nos diferentes ângulos: morfológico. respiratório. adolescência — dos 7 anos até os primeiros fenómenos da faculdade reprodutiva. bioquímica hemática e psiquismo procurando estudar as mudanças encontradas. A seguir. o metabolismo. Chamamos então de Neonato ao recém-nascido nos 15 primeiros dias de . de cada fase do desenvolvimento. puberdade — correspondente ao período de desenvolvimento da diferenciação sexual e juventude que vai da puberdade até a consolidação do esqueleto. e tão d i ferente também em cada educando. tampouco é concebível um educador que ignore as capacidades fisiológicas e as potências psíquicas. citado por Rossi. Resumindo a classificação de Rossi para os objetivos do presente estudo levaremos em consideração o aspecto somático. Pikunas lembra que "o ser humano cresce e amadurece à medida que as dimensões básicas do organismo e da personalidade se desenvolvem. cada qual em seu próprio tempo e r i t m o .

o lactente. O parassimpáticotonismo e o predomínio do estado hipertímico linfático associado ao hiperrinsulinismo. A fórmula neuro-endócrina com predomínio dos vagotropos. O aspecto somático é o seguinte: A linha que divide a estatura do neonato passa sobre o umbigo. graças à insuficiência pancreática. seu peso é 1 /4 a 1 /5 da estatura em centímetros. pescoço curto. o perímetro torácico ultrapassa 7—8 cm da metade da estatura. assegurando com esta utilidade nutritiva as necessidades calóricas do 19 ano de vida. hipertonia muscular fisiológica e sinal de Babinsky. é dizer. do t i m o e do pâncreas. de um modo particular a associação hipertiroidismo-hiperparatiroidismo da 2ª metade da lactência. Predominam nessa fase todos os hormônios vagotropos favorecedores do metabolismo anabólico com a consequente deficiência dos hormônios simpáticotropos — catabólicos. o que assegura também o aumento do peso corporal. A altura no final do 19 ano é por volta de 70 c m . na classificação de Godin. a erupção dos 19 dentes e a tendência a certas diarreias. os membros superiores são maiores que os inferiores e a envergadura é maior que a estatura. A lactência é. Dominam os hormônios da córtex supra renal. seu tronco é grande. a primeira época de desenvolviment o . curto e de base alargada. o aspecto metabólico é caracterizado pela facilidade de assimilação de hidratos de carbono e dificuldade de assimilar proteínas. braquitipo. citado por Rossi. o predomínio dos processos assimilativos sobre a desassimilação. segundo Rossi. reflexos cutâneos ausentes. Para Pende. a altura da cabeça é 1/4 a 1/5 da estatura t o t a l . o metabolismo basal é muito alto e a ação específica dos alimentos é quase nula. o psiquismo é quase exclusivamente a prevalência da vida fisiológica e a resposta aos estímulos envolve o corpo todo. função da medula espinal bem desenvolvida. Resumidamente podemos dizer que se caracteriza morfologicamente da seguinte f o r m a : macroesplancnico cefálico. corre e pede para satisfazer suas necessidades.5 cm da cada três meses e meio. índice torácico de 90. o estado especial de nervosismo que acompanha a muitas crianças.vida. a ter mo regulação é imperfeita. O metabolismo se caracteriza por oxidações intensas. a circunferência craneana e torácica crescem 2. tem por finalidade essencial assegurar o predomínio do anabolismo sobre o catabolismo. justifica. predominando o anabolismo sobre o catabolismo. vai do final do neonato até o final do 1º ano. a constituição morfológica e dinâmica temperamental do 1º ano de vida. Ao nascer. hipopituitário para Pende. O temperamento é hipotiroideo para Concetti. No sistema nervoso vemos que seu volume e peso são 1/4 do definitivo. é grande a imperfeição da função cerebral. as necessidades calóricas são de 15o kcal/kg peso. . Seu desenvolvimento psíquico já lhe permite uma maior participação no meio compreendendo ordens simples. braquiesquélico e macrossômico. O estágio seguinte. reflexos tendinosos muito vivos. tórax relativamente maior que os membros superiores. fibras nervosas pobres em mielina. explica o possível desenvolvimento do raquitismo e do modo particular. pouco menos desenvolvido que o abdomem. usando frases.

Há o crescimento do pescoço. põe sapatos e usa bem a colher. a atenção. aos 2 anos reconhece perspectiva e dos 3 aos 4 anos em todos os planos. No aspecto somático encontramos um aumento rápido da estatura. Segundo Pende a evolução das percepções se faz da seguinte forma. segundo Marcondes são as sacolas e caminhões para puxar. 0 peso corporal que havia dimunuído em seu crescimento na segunda metade do 1º ano. No aspecto psíquico consegue manter equilíbrio em 1 pé só. função da atividade física que lhe permite a memória. bem como a marcha e a atitude postural". Na área física o autor supra citado preconiza duas sessões diárias de 5 repetições em cada um dos seguintes exercícios que deverão ser realizados também com o auxilio dos pais: circundação dos membros superiores. O período de 2 a 3. flexão e extensão dos inferiores. faz uma ponte com 3 cubos. relativo estreitamento do tórax e escasso aumento ponderal caracterizando maior longitipia fisiológica. A necessidade metabólica em calorias é 83 Kcal/Kg/dia para os meninos e 80 Kcal/Kg/dia para as meninas aos 7 anos. bonecas inquebráveis. como o engatinhar. Há aumento das proporções braquítípicas em ambos os sexos devido ao perímetro torácico. em grande parte. enovelamento. animais. a silhueta se define.Os brinquedos mais adequados.5 anos caracteriza o terceiro período de crescimento de Pende ou Turgor Primus. simples e de imaginação. a proteinemia é muito variável. aos 18 meses reconhece as figuras frontalmente. segundo período de Godin..nos homens predominam os diâmetros craneanos transversais e nas mulheres os longitudinais. o que dificulta a resposta plástica aos exercícios. a associação de ideias. o progresso psíquico da criança é. O crescimento prevalece em peso e amplitude. "Os exercícios visam aumentar a independência muscular e aperfeiçoar a coordenação m o t o r a " . apresenta no 2º semestre do 2º ano um notável aceleramento. movimentos laterais do quadril. porém não se deve pular nenhuma das fases do desenvolvimento. . cubos de encaixe. Os jogos dos 2 aos 5 anos são motores. o falar mais fluente. exercícios para os músculos dorsais e sacrolombares que podem ser executados a partir dos 2 meses. "proceritas p r i m a " ou pequena puberdade de Pende se caracteriza pelo crescimento longitudinal e se extende no período do 5º ao 7 º a n o de vida. Os exercícios ajudam a desenvolver o tonismo muscular necessário para a postura ereta e marcha. Marcondes falando da época pré-escolar lembra "a influência benéfica dos exercícios físicos se faz sentir claramente. A terceira época de Godin. Suas capacidades físicas de velocidade e agilidade ficam exacerbadas. exercícios de sentar e equilíbrio para sentar-se devem ser executados após o 4º mês e de ficar em pé e equilíbrio para ficar em pé após os 6 meses que podem se prolongar até os 2 anos. a 2 a dentição se inicia. O aspecto metabólico basal é máximo no 29 ano. panelinhas para as atividades imitativas do meio social em que se desenvolve. responde a perguntas simples e usa orações.

12º ano muscular é pouco expressivo. Os exercícios físicos preconizados por Marcondes para essa época divergem conforme o sexo. Para as mulheres exercícios que desenvolvam a graça e o r i t m o e Tanto Marcondes quanto Godin admitem ocorrer por volta do 12º — 13º ano para os rapazes e 11º . V época de Godin. Há a reafirmação da constelação hormônica anabólica. Quanto aos exercícios físicos nessa época do desenvolvimento preconiza Marcondes uma maior complexidade destes procurando desenvolver responsabilidade e disciplina. hipertiroidismo. um notável aumento da força muscular. O temperamento é dominado pelo vagotonismo. Para Marcondes há um maior desenvolvimento da função respiratória. o desenvolvimento muito. em ambos os sexos. pois os ossos ainda são maleáveis e os pontos de inserção dos músculos não estão consolidados". para as meninas. começa o desenvolvimento da crítica. educadores e pais. Há. Neste período desehvolve-se a consciência das relações interpessoais. aproximadamente. Domínio da extroversão e falta de introspecção. "proceritas segunda" caracteriza-se por nova crise de crescimento longitudinal. a hipertorfia muscular se opõe ao crescimento ósseo. os membros superiores sofrem intenso crescimento. Há aumento intenso do peso. Coincide com a queda dos dentes de leite. Salienta também que "os exercícios de força seriam usados excepcionalmente. No aspecto endócrino metabólico podemos ter: uma maior atividade hipercorticossuprarenal-hiperinsulínica-hipertímica com acúmulo de gordura e obesidade infantil ou do grupo tiroides-hipofisea-adrenal com constelação catabólica produzindo magreza submórbida ou mórbida. Também se observam neste período a maioria dos casos de ambivalência sexual por hipertimismo. No aspecto psíquico. obedecer e imitar. Existe uma evolução na capacidade de trabalho. É uma fase transitória em que o indivíduo ganha peso graças ao tecido adiposo e pouco devido ao tecido muscular. hipertimismo. motivo pelo qual ganha pouca força. A pré-puberdade. No aspecto metabólico encontramos hiperfunção da constituição anabólica. enquanto o psiconeuromotor é . O "turgor segundo" de Pende se caracteriza pelo acelerado crescimento ponderal dos 9 aos 11 anos.No aspecto psíquico a criança adquire a noçâb de tempo decorrido e assim adquiriu todas as noções tanto auto como halopsíquicas. Silveira e Rossi salientam que o 79 ano é a idade da mentira e que também. assim como os inferiores. Idade em que se formam os costumes morais e mentais pela ação dos colegas. hipergenitalismo. o diâmetro transverso do tórax desenvolve-se. Surge a necessidade da crítica e da prova. hiperpituitarismo. nessa fase. estamos no período pré-realista de Pende que se caracteriza pelo domínio da sugestionabilidade e tendência a crer. Deve-se evitar uma educação demasiado sistemática que choque com o real caráter criador.

O sistema piloso adquire o máximo de desenvolvimento. No homem. flexíveis e que desenvolvam a resistência. dos caracteres individuais. para o desenvolvimento harmónico das potencialidades contidas no genótipo e no meio ambiente em que ele se encontra. Preconiza também para esta época a iniciação esportiva do indivíduo. neste período. ocorre a mudança da voz. VI época de Godin e sétimo período de crescimento de Pende "turgor t e r t i u s " . os que possibliitam movimentos amplos. o cérebro adquire seu volume definitivo e o timo deve estar involuido.para os homens. Há diminuição do crescimento longitudinal e começa o crescimento em amplitude sobretudo ao nível do tronco. A puberdade. A pele aumenta em consistência. acompanhado de aumento da espessura dos membros.na mulher começa com a menarca e no homem com a primeira poluçãb noturna. hipertrofia e robustecimento das massas musculares. da pilosidade pubiana e axilar e esboça-se a barba e o bigode. . Na mulher completa-se o desenvolvimento pélvico com o aumento do diâmetro bicristailíaco. Nos homens além de mudanças na tonalidade da voz. o mesmo acontecendo com os dentes e unhas. que terão atingido o seu grau máximo de complexidade. adquirindo maior elasticidade e hiperpigmentação sobretudo nas zonas genitais. O acontecimento mais importante da crise puberal é a amadurecimento sexual. desenvolvimento das mamas e distribuição característica do tecido adiposo. Na mulher o sinal visível é a menarca e o invisível é a ovulação: os pelos pubianos e axilares aparecem e ocorre o desenvolvimento das mamas e dos genitais externos. o exercício físico torna-se um elemento catalizador. boas ou más. Quando respeitados os diferentes períodos de desenvolvimento do indivíduo. Do ponto de vista psicológico a puberdade determina profundas modificações tendendo todas a exagerar as características originais. Para Marcondes a ginástica e o desporto. um estímulo positivo. aumento do penis. há aumento dos testículos e produção dos espermatozóides. constituem a base dos exercícios físicos. Os exercícios de força são largamente utilizados bem como os de aprimoramento da formação corporal.

A mulher se distingue do homem por uma série de caracteres morfofísiopsicológicos. com laringe mais delicada. segundo Tanner (1962). A velocidade de crescimento decresce do nascimento até os quatro ou cinco anos. Lordose lombo-sacra mais pronunciada. alguns evidentes à primeira vista. Não nos utilizaremos nesta exposição da divisão proposta por Hunter em 1870 (caracteres sexuais primários e secundários). para ocorrer uma aceleração no início do surto pubertário.CAPITULO X I I DIFERENCIAÇÃO SEXUAL Como diz Marafión. cordas vocais mais débeis e curtas. trompas. Tal aumento se torna generalizado após o surto pubertário para toda a musculatura constituindo elemento de diferenciação entre os sexos. vagina e vulva. um dos aspectos mais nítidos da personalidade é. Pende procurando estudar as diferenças sexuais constitui três índices e classificação consequente. a asperidade onde se inserem os músculos nos ossos são menos salientes. Todo o sistema ósteo-músculo-ligamentoso mais delicado. Pescoço mais curto. Quanto às características gerais a mulher no seu conjunto apresenta dimensões menores. o sexual. mais regular. coluna lombar relativamente mais longa e coluna dorsal mais curta. que antes do surto pubertário é igual para os dois sexos. Esses índices são: ou pela precisão dos instrumentos de antropometria . mais cilíndrico. Em poucas coisas nos diferenciamos como nos traços de nossa sexualidade respectiva. já clássica. que é antecipado na mulher visto este ocorrer antes nelas. cérebro maior relativamente à massa corporal. mostra-se um fator de precoce diferenciação sexual. e outros postos em evidência pela observação mais minuciosa física e funcional. A resistência. a cabeça mais longa. visto que nos meninos a partir dos 11 anos já encontramos uma superioridade no teste da dinamometria. mas que com os conhecimentos endocrinológicos atuais se tornou muito estreita. base do pescoço mais larga e arredondada. Caracteres Sexuais Morfológicos Nas mulheres em relação aos homens encontramos além de órgãos tipicamente femininos como os ovários. nem mesmo da modificação de Marafión (caracteres genitais e sexuais) porque incide no mesmo incoveniente de dar um caráter radicalmente diferencial a órgãos que tem equivalentes nos dois sexos. superfície da pele mais lisa. sem dúvida. a força e o desenvolvimento das inserções musculares maiores são características de predominância masculina. A força. A altura da mulher adulta é 10 a 12 cm menores que o homem em igualdade de condições. e produzindo por pequeno período maior estatura nas meninas do que nos meninos.

4 para os homens.Gualco e Sarperi dizem haver uma estreita relação entre a predominância do diâmetro bi-troncanteriano e a fecundidade feminina.5 para as mulheres e 91. Pende (1955). A medida da coxa se obtém. a medida que a mulher vai desenvolvendo caracteres femininos. Na mulher normal há predominância da largura e da altura sobre o comprimento da cabeça. ao passo que os solicocéfalos. quando há diminuição das características femininas. diâmetro biacromial — diâmetro bicrista ilíaca O valor médio desse índice fica em torno de 93 para os homens e 78 para as mulheres. No homem haveria inversão destas características: os braquicéfalos são hipogenitais. As primeiras são as segundas são estéreis. comprimento da coxa X 100 comprimento da perna fecundas: 3º- Relação entre os diâmetros longitudinal.1º— Relação entre os diâmetros bi-acromial e bi-trocantérico . Tanner propõe uma fórmula simples para evidenciar a diferenciação sexual: I = 3.Nota-se na mulher bem desenvolvida uma predominância deste sobre o dos membros. bilateral e vertical do crânio. em que há predominância do segundo sobre o primeiro. As médias para os dois sexos são: 83.4 para as mulheres e 85. o índice: Diâmetro bi-trocanteriano X 100 diâmetro bi-acromial apresenta como média 90. Como já estudamos. segundo Gualco. hipergenitais. Pende classifica as mulheres e m : . mais se acentuam seus caracteres viris. 2º— Comprimento relativo da coxa e da perna — Nota-se um maior desenvolvimento longitudinal da coxa que da perna. ou quase.1 para os homens. no homem. Na mulher hipoovariana há predominância da perna. O grau de virilidade ou feminilidade será tanto mais acentuado quanto maior ou menor for o índice com relação aos seus valores médios. aproximando-se das do homem. quanto mais preponderante o bi-acromial. A mulher braquicéfala seria mais fecunda que a dolicocéfala. medindo os pontos supra-púbico e o ponto tibial interno na interlinha fêmoro-tibíal. Baseado nesses índices e outras caracteríticas auxiliares. começa-se a notar o inverso.

O t i p o evoluído pré-pubere se caracteriza por apresentar bacia pouco desenvolvida assim como as mamas. termina numa linha horizontal. isto é. A distribuição de gordura é muito diferente no homem e na mulher. prolongando-se para cima. o pescoço. pois. que permite. durante a puberdade. O t i p o de feminilidade maternal apresenta predominância do segmento inferior. na parte inferior do ventre. invadindo raramente. (Figs. a disposição dos pelos é também feminóide: mas nos anos sucessivos eles se transformam tipicamente. na posição ereta. Caracteriza-se por hiperfunções ovariana. prolongar às vezes muitos anos. embora haja mamas bem desenvolvidas. nos flancos. os braços. Nos homens ocorrem as "entradas". tiroidiana e suprarrenal.3) Os pelos pubianos tem na mulher a mesma disposição que nos adoslescentes de ambos os sexos. O t i p o de feminilidade pós-púbere é o tipo de mulher adulta bem desenvolvida. de aspecto quase infantil. pés juntos. Na época preclimatérica e climatérica. ao longo da linha mediana do abdome. na pube.1. fecundas. preponderância da bacia sobre a cintura escapular e a porção superior do tronco é bem acentuada.2. Berardinelli. No homem. as coxas das mulheres permaneçam em contato ao passo que as dos homens apresentam-se geralmente afastadas por um espaço mais ou menos largo. na metade inferior do corpo. com bacia ampla embora haja uma perfeita harmonia de formas. em que há predominância da porção inferior do tronco. a gordura da mulher invade a parte superior do tronco. nas coxas. 12. lembrando o desenvolvimento pré-púbere. a cintura escapular. e estendendo-se para o perineo e margem do ânus. em direção ao umbigo. Há predominância do timo redução da função ovariana. A gordura na mulher se acumula de preferência na região mamária. isto é. o períneo. sob uma nova forma. O t i p o intersexual atenuado é o que apresenta discreta tendência para a masculinidade. 12. Isso não impede que possam ser belas e algumas vezes. espessando-se mais do que na mulher. Na mulher há espessamento progressivo e acentuado do panículo adiposo sobre a face interna da coxa desde sua raiz até o bordo interno do joelho. na parte inferior. por . cita o sinal de Stein como um dos caracteres sexuais mais constantes no homem e que constitui da forma da implantação dos cabelos na região frontal.a) Tipo de feminilidade pré-púbere b) Tipo de feminilidade pós-púbere ou pré-maternal c) Tipo de feminilidade maternal d) Tipo intersexual atenuado. sendo tal espessamento mínimo no homem. preponderando. tal localização faz com que. 12. o que caracteza o tipo matronal. aumento da hipófise. os atrativos físicos da mulher.

Figura 12.1 — Perfis masculino e feminino em vistas anterior e posterior para comparação .

Fisiologicamente a mulher apresenta.Perfil do tronco masculino Caracteres sexuais fisiológicos. bem como sua densidade e taxa de ureia menores. endocrinologicamente.72% maior na mulheres. menor atividade das trocas gasosas e energéticas em geral. em relação ao homem os seguintes caracteres principais: temperatura um pouco mais elevada e ao mesmo tempo mais lábil. hiposuprarrenálica. maior precocidade sexual e também parada mais precoce da atividade sexual. menor energia muscular. coração mais célere. sendo que na mulher é 20.Baseados nessa característica Felice e Vassal propõem um índice que utiliza o perímetro da coxa e o peso. quantidade de urina. 2 . relativamente hipohipofisária. hipoparatiroidea. segundo Pende. maior número de movimentos respiratórios. Figura 1 2 . a mulher é mais hipertiroidea ou hipertimotiroidea. menor capacidade vital. .

O andar característico da mulher é devido sobretudo à maior largura da bacia. diz Maranon.3 . o andar do homem se caracteriza por um movimento pendular das coxas e muito reduzida mobilidade pélvica. A voz nitidamente feminina. é a de soprano nas suas diversas gradações. caracterizam também a mulher. e um movimento em báscula mais ou menos acentuado à bacia. o andar. Como consequência da estrutura menos sólida do seu aparelho ósteo-músculoligamentar.Figura 12. resultando como compensação um certo grau de geno valgo. as vozes nitidamente masculina são as de baixo e de barítono. a atitude das mãos e a aptidão especial para certos trabalhos. a mulher é dotada de menor aptidão motora e à resistência passiva. . que obriga as coxas a covergirem mais que no homem. disso resulta que a mulher para andar deve imprimir uma certa rotação às coxas.Perfil do tronco feminino A voz.

como o que se poderia chamar a labilidade da mímica emotiva (riso e choro fáceis).Diferença fisiológica importante. mas. Pesquisas de Lombroso e sua escola mostram menos sensibilidade dolorosa na mulher. suporta-a melhor" (Balzac). O mesmo pesquisador afirma que as mulheres apresentam todas as formas de sensibilidade mais obtusas do que nos homens. que é rápido no homem e mais demorado na mulher. Para Maranon. (Pende). "A mulher tem mais apreensão pela desgraça. Também para a dor moral as mulheres são mais fortes. Maior emotividade. mais prática. Caracteres sexuais psicológicos. mais intuitiva do que lógica. . principalmente nas mulheres mais jovens e sem experiência sexual. é a que se refere ao orgasmo. as mulheres se caracterizam psicologicamente por apresentarem uma afetividade mais aguda que a do homem. de desenvolvimento mais precoce. tendência aos fenómenos dependentes do menor controle dos centros nervosos superiores sobre os inferiores. inteligência mais viva e ágil. quando ela vem. mesmo sob o ponto de vista estritamente prático. maior irascibilidade. linguagem mais célere sendo por isso mais desenvolvidos os músculos da língua como aliás o são também os adutores da coxa. e uma menor aptidão do que a destes para a atividade abstrata e criadora.

A. os que terão maior rendimento em uma determinada especialidade. 0 conhecimento da formação harmónica do tipo geral do corpo. b. e. Conhecer e controlar também as aptidões psico-sensoriais e intelectuais. em detrimento da harmonia da forma e funções.R. O conhecimento e o controle das aptidões musculares e psicomotoras.F.A. e que serão estudadas a seguir. que deve guiar as atitudes do professor de Educação Física e do Técnico desportivo. de um grupo de alunos e comparando estes dados com os de uma nova tomada. coletados no início do ano. aconselhar sobre higiene mental. De posse dos dados biotipológicos. Segundo a escola de Pende. pode-se avaliar a validade do trabalho realizado pelo Prof." é formada pelas iniciais de quatro qualidades diretamente ligadas ao aparelho motor e que são: . Podemos assim. O estudo biotipológico dos alunos possibilita aconselhar a higiene somática e terapêutica.R. cada indivíduo apresenta certas habilidades motoras mais ou menos desenvolvidas e que devem ser consideradas no momento de se indicar um determinado tipo de esporte para esse indivíduo. pois foi demonstrado que o atletismo não controlado cientificamente pode levar á desarmonia dos biótipos corporais e psíquicos. isto equivale a dizer praticar medicina preventiva.F. Estas habilidades ou capacidades podem ser resumidas na sigla V. como sabemos. 0 dilucidar controlando a normalidade ou anormalidade do desenvolvimento sexual. de Educação Física. senão que fundamentam a base científica da projeção do indivíduo na sociedade. fatores que não só relacionam a biotipologia escolar com a medicina do trabalho. aconselhar em educação física. O controle da formação do caráter e do tipo mental. mais especificamente. quando feita criteriosamente. c. há cinco aplicações que a ficha biotipológica escolar tem estabelecido na ordem social: a. melhor avaliá-lo e orientá-lo sobre exercícios mais indicados e os que seriam prejudiciais à sua constituição. como consequência do excesso de desenvolvimento muscular e da força dos músculos em determinados segmentos do corpo.CAPITULO XIII IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO BIOTIPOLÓGICA EM EDUCAÇÃO FÍSICA A avaliação biotipológica do indivíduo. oferece material suficiente para se organizar um conceito objetivo e sólido dos seus atributos físicos e psíquicos. Por outro lado. que mescla a vida moral e social do indivíduo em formação. Assim sendo. aconselhar no rendimento e orientação profissional. Será mais fácil para o técnico desportista escolher os indivíduos que poderão render mais e se comportar melhor em esportes coletivos ou os que terão melhor desempenho em provas individuais e dentre estas. d. a Biotipologia constitui base verdadeiramente científica. A palavra "V. que necessariamente devem imperar em todo desportista.

é arte. Pode-se mesmo procurar um plano de treinamento para minorar as qualidades negativas do indivíduo e exacerbar suas qualidades. diz: "temos que admitir que a velocidade e a força muscular apresentam-se nos diferentes biótipos humanos de forma antitética. arremessadores de dardo. Thooris afirma que nenhum homem é capaz de reunir as quatro qualidades do " V A R F " no mesmo grau. voleibol. o biótipo de menor resistência.V — velocidade A . se prevalece a velocidade. Determinado o biótipo. é apreciar que este animal não é somente f o r t e . Esportes coletivos para os de espírito altruístico e individual para os de tendências mais egoístas. não pode prevalecer a força. musculatura delgada e frágil. equitação. em grande parte. mas também resistente. enquanto a resistência associa-se com a força. São bons atletas para corridas (de longa distância — estatura pequena. peso baixo. pois. O biótipo veloz (taquiprágico — taquipsíquico — hipertireóideo — simpaticotônico) equivale ao t i p o de cavalo de corrida. fácil. em consequência. Longilíneos — Tem como característica geral a velocidade. de média distância — mais altos com as proporções mais para a longitipia e os velocistas . acrobacia. . é destreza. comentando o índice " V A R F " . é a inteligência posta a serviço do músculo. ela equivale ao instinto automático do sujeito saber coordenar e precisar seus movimentos. saltadores. Pende. é o que mais rapidamente vai queimando suas reservas energéticas. agilidade R — resistência F — força Por resistência devemos entender o tempo máximo de duração do moviment o . vale dizer que. é. f r u t o da própria experiência. de modo que este é um fator decisivo no estudo da fadiga. é tática do movimento. A agilidade. com tendência à simpaticostenia. Exercícios que necessitem de agilidade para os longilíneos e os que requerem resistência para os brevilíneos. basquete. velocidade e agilidade traduzem quase sempre um temperamento neuro-vegetativo. É esta uma propriedade característica do longilíneo veloz. são reveladoras de uma tendência constitucional para a parasimpaticostenia.destreza. que em jogos olímpicos sabem suprir a falta de resistência ou força muscular com um maior emprego da agilidade. É conhecida a perspicácia de certos atletas. e a resistência e a força. Tudo ocorre ao contrário com o cavalo bretão (bradiprágico — bradipsfquico — hiperpituitárico — parasimpaticoestênico).tipicamente longilíneos e de musculatura variável). Assim é que geralmente a velocidade ocorre paralelamente com a agilidade. analisando-o de maneira ampla e completa. sendo em consequência. ao dizer de Pende. poderíamos indicar esportes competitivos para os estênicos e recreativos para os astênicos. emparelhadas. A relação entre biótipo e desempenho esportivo pode ser resumida como segue: a. esgrima. essa é a função do Educador Físico.

A ectomorfia exagerada. tem possibilidades de brilhar como atletas. Brevilíneos . r.F. teremos possibilidade de entender melhor o nosso educando e melhor avaliá-lo para orientar convenientemente sua atividade física. e. levantamento de peso e halteres. r. R. V. c. (3. .). R.Tem como característica geral o equilíbrio das formas. remadores (estatura alta).5 e 10 mil m) V. significando debilidade. Assim. V. F. O excesso de endomorfia tem efeito negativo em qualquer desporto. a.A.a.500m) V. F.F. igualando ou mesmo superando a mesomorf ia. natação (tendência para a longitipia). nadadores (devido ao bom desenvolvimento da caixa torácica). parece-nos porém mais aconselhável seguir a orientação de Silveira. R. Em desportos que necessitam de mais força. futebol. v. (800.f.f. A. Um estudo feito com atletas participantes de jogos olímpicos. pentatlo ou decatlo. v. A. F. F. R. mostra o seguinte: a.Classificar a parte psíquica pelo método de Rorschach. etc. A ectomorfia é condição necessária para as corridas de fundo e meio fundo e para saltos. judo.r. poliatleta. 29 — Classificar a face do temperamento pela escala de Sheldon. fragilidade e fatigabilidade. também constitui "handcap" em todas as especialidades atléticas. que tratam do assunto. pois torna o indivíduo pesado. . utilizando-sea metodologia proposta por Viola e a classificação de Berardinelli. Como vemos. 19— Classificar a face morfológica. quase sempre acima de 4. os praticantes de alto padrão são sempre mesomorfos. A.Tem como característica a força. f. Ginástica de aparelhos. 200m) V.F.a. há diferentes aspectos a serem considerados de acordo com os vários autores. terrestres ou aquáticas.b. Brandão faz uma correlação de alguns esportes com o índice VARF. v.R. 1. que transcrevemos: Corredores de velocidade Corredores de meio fundo Corredores de velocidade prolongada Corredores de fundo Saltos e barreiras Arremessos Futebol e basquete Levantamento de peso Lutadores Boxeadores Esgrima (100. v. (400 m) V. . A. d.R. o grau de mesomorfia é superior a 5. F. social e intelectual. Normolíneos . c. Nas provas de velocidade. Sâb bons atletas para lutas (luta romana.A. de intensidade igual ou superior a 5.A. Só os indivíduos de mesomorfia considerável. b.R. V. lento e pouco resistente. 39 .R. A.

Provas respiratórias: espirometria. deduzimos a necessidade do conhecimento integral da personalidade física e psíquica. Pende apresentou uma ficha biotipológica para aplicação em esportes. como na verdade se completam. b. Antecedentes patológicos. os caracteres somáticos e psíquicos individuais. deste autor. ambas devem necessariamente complementar-se. graduação e classificação não somente da cultura mental. como também. podemos dizer que a ficha biotipológica da educação física não pode ser outra que a ficha biotipológica da educação mental. mas identifica-se com a pirâmide biotipológica . Observação do médico A ficha de avaliação compreende duas partes fundamentais: 1a. Exame dos pulmões. diferencia-se somente pelo nome. que compreende: a.atuando em nível curativo e profilático. Provas cárdio-vasculares: estudo do pulso e da pressão arterial. sexo. desenvolvendo suas qualidades e respeitando suas limitações. por conseguinte. A l t u r a . altura e peso. A ficha consta da avaliação dos seguintes tópicos: antropometria. o que se pode obter através da ficha biotipológica. como diz Rossi. Amplitude torácica. morfologia constitucional e fisiológica e psicometria. Os resultados das "perfomances". podemos organizar grupos homogéneos segundo a idade. a. isto é. as "performances" se avaliam segundo o cânone olímpico. pode-se fazer a seleção. A ficha do controle mínimo contém os seguintes dados: Idade no momento do exame. Passamos a transcrever o modelo das duas fichas adotadas neste encontro e que se denominam: "controle m í n i m o " e "avaliação propriamente d i t a " . Assumindo essas diretrizes. Após essa análise. Peso. Exame de urina. Perímetro torácico na inspiração e na expiração. Como vemos. exame das vias aéreas superiores. FICHA BIOTIPOLÓGICA DE NICOLA PENDE EM EDUCAÇÃO FÍSICA Como resultado do estudo aqui apresentado. segundo o ponto de vista de seus temperamentos e capacidades intelectuais. Perímetro torácico médio. que f o i aceita na ocasião por uninimidade. há a possibilidade de que ocorra uma verdadeira reforma educacional. 2a. O controle e a avaliação biotipológica. No Congresso Internacional de Educação Física de Chamonix (Suiça) em 1934. Provas funcionais antes e depois do esforço — tempo para retornar ao normal. Assim. mas também da cultura física. O Congresso de Chamonix ocupou-se somente da primeira parte. Nos indivíduos adultos.

2º Exame morfológico-constitucional. ú t i l para t o d o exame biotipológico e orientação desportiva. Dedução dos índices: torácicos. Aborda os seguintes itens: altura. Consta de: 1. epigastropúbico e dos membros superiores e inferiores. Exame das funções sensório-motoras. d. parte: Estudo da orientação desportiva. Fórmula corporal. perímetros das coxas direita e esquerda. Pesquisa da albuminúria depois do trabalho ' T e s t e " da fadiga de Donnaggio. No exame deitado: determinação dos pontos: manubrial. Tipo morfológico. Pressão máxima. Acuidade sensorial. faz-se um novo exame respiratório e cárdío-vascular. diâmetro biacromial. Eletrocardiografia. 2º — Exame das funções intelectuais.b. c. a. A segunda parte. abrange: 1º — Exame das funções sensório-motoras. acromial e da interlinha do punho. Finura de apreciação das formas. Os exames psicométricos. 3º— desportiva. Capacidade vital. Exame das funções afetivas. Cada um destes itens será explicado a seguir. comprimento do membro inferior e peso corporal. movimentos e atitudes. 1a. b. Provas de trabalho: podem ser feitas as seguintes: uma corrida " i n s i t u " durante dois minutos. Antecedentes patológicos. a razão de dois saltos por segundo. Esta parte concerne somente ao médico e ao probando. com elevação dos joelhos até um plano horizontal. Com estas medidas. deduzimos os comprimentos xifo-epigástrico. Os exames funcionais. 1º— Exame antropométrico. estuda pontos especiais relacionados com a especialização . espessuras. epigástrico. c. O exame antropométrico e morfológico. púbico. Exame radiológico do tórax e do aparelho cardiovascular. Exames funcionais. do tronco e membros. xifoideano. pesos. Tempo de retorno à normalidade. Dinamometria horizontal e vertical. Exame antropométrico e morfológico. Depois desta prova horizontal. perímetro abdominal médio. perímetro torácico. perímetros dos braços direito e esquerdo. abdominal t o t a l . d. No exame em pé: determinação dos diâmetros torácicos (transversal e ântero-posterior). Exame psicométrico (segundo Pende). envergadura. mínima e mediana. maleolar. Frequência respiratória em repouso (de pé). Compreende duas partes: a primeira. hipocondríacos (transversal e ántero-posterior) e dos membros superiores e inferiores.

Determinação do "perfil psicológico". Apreciação de distâncias (jogos de lançamento. a. Exame das funções afetivas. segundo o sistema de Viola. Estudo das velocidades reacionais. 4. 3. e. Provas de esforço. Para classificar os longilíneos. largo-comprido cefálico. 1. que são: 1. Suscetibilidade à dor (boxe) A ficha proposta por Pende tem os seguintes fundamentos e aplicação ao caso: 19 Avaliação morfológica do biótipo. Estabilidade (tiro) 3. 7. por provas de " t a p p i n g " pontaria. b. Resistência à distração. d. sugestibilidade (aparelho de Binet). e. submersão) 5. tem sido criado os índices largo-longo. ténis. g. Compreende o peso corporal e a estatura e 41 medidas assim distribuídas: cabeça: seis pescoço: três tórax: nove abdome: seis membro superior: nove membro inferior: oito Figuram aqui as dez medidas fundamentais e suas relações recíprocas. estabilidade. Idem à monotonia e ao sono. Estudo de predomínio do direito ou esquerdo dos membros superiores e inferiores e dos olhos (preferência para fazer a mira). Expressa em medidas elementares. Estudo da capacidade de repetição de esforços iguais. 3. f. largo-longo abdominal superior. 6. 5. a classificação do biótipo morfológico se manifesta em graus centesimais. h. 2ª parte: Determinações especiais relacionadas com especializações desportivas. polo. Caráter. honestidade. largo-longo torácico. brevilíneos e normolíneos. Integridade das funções vestibulares-autitivas (natação. Exame das funções intelectuais. Idem aos afetos. golf. pingpong. largo-longo abdominal inferior. c. 2. largo-longo da mão. Em todos os casos se realiza: IP ) uma prova de atenção e 29) provas de nível intelectual. Visão estereoscópica (ténis) 4. Em continuação. que se obtém com uma ficha de exame do t i p o adotado para a orientação profissional. Tenacidade. . e. largo-longo do pé. modificado. Susceptibilidade às perturbações emocionais. largo-longo facial.Investigação da regularização dos movimentos. Poder de decisão rápida. etc) 6. Velocidade de reação (esgrima) 2. se registram os quocientes de crescimento do peso e do perímetro torácico e as relações: Estatura-peso e Estatura-perímetro torácico. 2.

Utilidade do trabalho efetivo (excelente. a qualidade moral dominante e a tendência afetiva orientadora da conduta. . a conduta de adaptação ao ambiente. grau de atenção. 2º — Avaliação funcional do biótipo. Mesmo com os esforços que muitos grupos vem realizando na área de avaliação da criança há necessidade de pesquisas multidisciplinares que venham correlacionar os diferentes níveis de manifestação do comportamento humano.. que se encontram no prelo e que irá constituir importante referencial prático e simples na avaliação dos alunos em suas capacidades físicas. etc . estabelecem padrões de referência para determinadas provas de avaliação física como: velocidade. reprodução. exame de urina antes e depois de um exercício de controle. os sentimentos egoístas e altruístas. O apêndice etnológico permite resumir conclusões sobre o tipo de raça individual. diagnóstico do temperamento endócrino. Estas observações tratam de avaliar as seguintes qualidades: grau de inteligência global. no dinamismo e psiquismo individual. exame das diferentes sensibilidades. metabolismo basal. ataque-defesa. Registram-se os resultados do treinamento ginástico e desportivo e seus efeitos na morfologia. exame de urina antes e depois de um exercício conhecido. Resistência ao trabalho intelectual. insuficiente). . força. Desenvolvimento do pensamento fantástico-místico. Síntese do biótipo. bom. Adaptação aos diversos trabalhos mentais. 3º — Avaliação do caráter individual (face moral). controle de certos movimentos. Com este estudo. em jejum e depois em exercício de controle.Os índices do desenvolvimento sexual se ajustam à diretivas de Pende e Gualco. 4º — Avaliação do grau e forma da inteligência. Ainda no solo pátrio o laboratório de São Caetano tem procurado determinar testes para a realidade brasileira e que já constitui publicação disponível nas livrarias. grau de memória e da capacidade de observação. investigação de uma predominância neuro-vegetativa simpática ou para-simpática ou pneumogástrica. Atitude e predisposição do sujeito a um trabalho especial. trabalhando com crianças do Sesi. os do hemolinfopoiético. Atitude introspectiva-extrospectivado espírito. aos de Gualco e Berreta.. a emotividade global. exame da excitabilidade neuro-muscular e dos reflexos. gregário. Tempo de elaboração dos processos ideativos. Entre nós Negrão & Molinkiss. dinamometria dos principais territórios musculares complexos. define-se o tipo de caráter. do abstrato e lógico e do sentido crítico. os do desenvolvimento cardíaco. . das modificações hemáticas da fadiga. medíocre. exame do aparelho do equilíbrio. a vontade e o auto-controle.. Predominância do sentido analítico ou do sintético. Compreende o exame da capacidade muscular dos diversos segmentos corporais. resistência. Estudam-se os instintos fundamentais: conservação. Influência da esfera emotiva sobre os pensamentos e destes sobre aquela. aos de Pende e Berreta.

Jornal de The effect of a four-mounth physical fitness program on a Pediatria. Brás. R. 1 2 . 1955. 1980. e LUONGO. 1969. Trad. 21 — PIKUNAS. Med. São Paulo. 0607COELHO. 1970 (200 p). Buenos Aires.MARCONDES. A. J.COELHO. V. J. 16-26.ROSSI. 19PENDE. Ed. Physiol. 1 4 . . Psicologia da criança e padagogia experimental. E. W. 40: 137-144. A. T r a i t é d e Medicine byotipologique. São Paulo: Ática. Vigot Frères.F O R D . 1 0 . J. de 1 a 30 meses. da USP. São Paulo. 1978.3 9 2 . B. 13ISMIL et Col. Livraria Francisco Alves. São Paulo. 1944. 1938. Coleção Ensaios n° 14. G. P. Human Types. Aspectos médico-biométricos em medicina escolar. Genética o adaptação. Morphologie et types humains. 2 2 . 1967. R. 1962. alemã. Ideas. 08 . Physiol. Paris. 1969. Crescimento infantil: uma fórmula para o peso em função Exercise on influence upon growth. V. Ed. Pediatria Básica.. 1 8 . Editora Scientífica. 1979. 84. Clin. Editora Ática. Pediatrics.1 7 0 . EPU . 1940. Ass. 1942. Rev. Tratado de biotipologia..3 5 5 . McGraw-Hill do Brasil. R. E. ai. Rio de Janeiro. Effect of physical training in adolescent boys. 20 . São Paulo. O. R. Rev. 1961. L Francisco Alves. 8: 1 6 3 . E. N. 1 9 7 1 . 3 2 : 3 9 9 .Ed. Epilepsia e personalidade. 27 (3): 3 5 0 .M A L I N A . 8: Elementos de Biometria Humana. 1 7 .C L A P A R È D E .B E N N E T . J.4 0 5 .O L I V I E R . 1 5 . Fundamentos epistemológicos de uma psicologia positiva. Amédée. Anais Nestlé. G. Recherches antropometriques sur la croissance des diverses Biometria em Educação Física. A p p l . 1980. Manual de Psiquiatria. young and old group matched for physical fitness.GOMES DE SÁ. L. Desenvolvimento Humano: uma ciência emergente. 1926. 1944. São Paulo. E K B L O M . Estudo antropométrico de crianças brasileiras de zero a doze anos de idade.HEGG. 09G O D I N . E. Tratado de Patologia Média. 0 5 . E.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 0 1 . Paris.PENNA. T. Nobel. da 3 a Ed. B. Editora 2 a ed. 1935.M I R A Y LOPES. Tratado teórico-prático de Biotipologia y ortogenesis. BRUGSCH. Biol. Guanabara. E.B E A N . da idade. Paris. 1975. Brasil. São Paulo. 1979. The Quart. McGraw-Hill do partiesdu corps. Legrand. A. R. Sarvier. Doin.HEGG. 1: 3 6 0 . São Paulo. 0203B E R A R D I N E L L I . A p p l . 0 4 . 6 a e d . Rio de Janeiro. Ed.MARCONDES. J. Rio de Janeiro. M. 1 1 . et 1 6 . S. 1982. Ed.

Blackwell. Paris. Ed.SOUZA. 3 2 . La constituzione individuale. M. A. Editions Desver. de Neuropsiquiatria. 1962. Bologna. Les varietés de la constitucion physique de 1'homme. de 300 matrículas do Centro de Saúde de Santana. 1964. Presses Universitaires de France. J. vols. 1932/1933. Biométrie humaine. R. Editora Gráfica Rossolillo. M. Ed. 2 8 . O x f o r d . Rio de Janeiro. Cerebral systems in the pathogenesis of endogenous phychoAnatomia topográfica. Paulo. Neuro-Psiquiatria 20: 263-278. L. Growth at adolescence. C. Psicologia Fisiológica. G. 26— S I L V E I R A . Suisse. 1966. R.23— S H E L D O N . 1950. 1914. A r q . J.T A N N E R . 1970. 14:117-135. EditionsDelachoux et Niestlé. . 3 0 . O. Anatomia para estudantes de Educação Física. 2 5 : Aplicação da genética humana à higiene mental.S I L V E I R A . 27 . Revisão 205-252. 2 4 .S I L V E I R A . F. A. 31 . Revista Maternidade e Infância.S I G A U D .T A N N E R .V A N D E R V A E L . A r q . H. W. 1-2. La forme humaine. A. Ed. Paris. 2 5 . Guanabara. Liège. 1956. 33— V I O L A . .SOUZA. Education et croissance. Cappelli. São ses. 2 9 . M. 1982. 1962. 1964.