UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

PRÉUSO DE PRÉ-MOLDADOS - ESTUDO E VIABILIDADE

DIONI O. BRUMATTI

Monografia apresentada à Universidade Federal de Minas Gerais como parte dos requisitos para obtenção do título de Especialista na Construção Civil

ORIENTADOR: Prof. Dalmo Lúcio M. Figueiredo

VITÓRIA, 2008

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“Em engenharia não existem soluções prontas para vencer a batalha entre custos e benefícios. Somente um bom planejamento, baseado nas necessidades específicas de cada obra, na sua localização e nos recursos disponíveis para sua execução é que podem definir a melhor alternativa”. (Portal do Concreto - por DinamicSite 2005-2006)

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SUMÁRIO

LISTA DE FIGURAS 1 – RESUMO 2 - INTRODUÇÃO 3 – OBJETIVO

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3.1.1 - Objetivo Geral.......................................................................................................10 3.1.2 – Objetivo Específico..............................................................................................10 3.2 – Justificativa.............................................................................................................11

4 – ASPECTOS GERAIS

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4.1 – Racionalização........................................................................................................13 4.2 – Os Pré-moldados e o aumento de produtividade...................................................14 4.3 – Padronização..........................................................................................................15 4.4 – Organização do Canteiro........................................................................................16 4.5 – Tipos de concretos pré-fabricados..........................................................................18

5 – ESTUDOS PROPOSTOS

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5.1 – Escadas Pré-moldadas...........................................................................................20 5.1.1 – Escadas pré-moldadas de peças gandes................................................21 5.1.2 – Escadas pré-moldadas compostas por vários elementos........................23 5.1.2.1 – Escada Jacaré...........................................................................24 5.2 – Lajes Pré-moldadas................................................................................................26 5.2.1 – Lajes semi pré-fabricadas........................................................................27 5.2.2 – Lajes completamente pré-fabricadas.......................................................29 5.2.2.1 – Laje pré-fabricada alveolar........................................................30 5.2.2.2 – Lajes pré-fabricadas planas maciças........................................32

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6 – PRODUÇÃO DE PRÉ-FABRICADOS

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6.1 – Sistema produtivo Tilt-up........................................................................................33 6.1.1 – Vantagens do Sistema.............................................................................35 6.1.2 – Descrição do sistema produtivo...............................................................37 6.1.3 – Fabricação da placa................................................................................38. 6.1.4 – Processo de içamento de placas.............................................................39

7 – ESTUDO DE CASO

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7.1 – Processo executivo.................................................................................................41 7.1.1 – Pista de preparo.......................................................................................42 7.1.2 – Fôrma, armação e concretagem..............................................................43 7.1.3 – Içamento e montagem dos paoinéis........................................................45 7.1.4 – Finalização...............................................................................................46 7.1.5 – Análise da viabilidade econômica............................................................47

8 – CONCLUSÃO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Lance de escada pré-moldado........................................................................21 Figura 2: Fôrma metálica da escada pré-moldada.........................................................22 Figura 3: Projeto esquemático da escada pré-moldada.................................................22 Figura 4: Transporte e içamento do lance da escada pré-moldada...............................23 Figura 5: Escada pré-moldad espiral (FIP, 1994)...........................................................24 Figura 6: Elementos constituintes da escada jacaré: degrau (a), patamar (b), viga dentada ou jacaré (c)......................................................................................................25 Figura 7: Laje treliçada com enchimento cerâmico........................................................28 Figura 8: Laje treliçada com enchimento de isopor........................................................28 Figura 9: Laje mista pré-fabricada convencional (José Carlos, Lajes mediterrânea, 1991)...............................................................................................................................28 Figura 10: Laje treliçada com elemetos cerâmicos (Autor, 2006)..................................28 Figura 11: Laje alveolar com enchimento de isopor.......................................................30 Figura 12: Laje alveolar se aproximando da montagem.................................................30 Figura 13: Processo de fabricação e concretagem da laje.............................................32 Figura 14: Fôrma metálica e dimensão da laje pré-moldada.........................................32 Figura 15: Frontal da Igreja Metodista de Zion Illinois – USA – Robert Aiken – 1908....34 Figura 16: Mapa de uso do Tilt-up no mundo.................................................................34 Figura 17: Preparo da fôrma metálica e inicio da concretagem da mesma...................37 Figura 18: Polimento da laje pré-moldada e vista aérea do pré-moldado......................37 Figura 19: Inicio do processo de içamento da placa pré-moldada.................................37 Figura 20: Escoramento das placas pré-moldadas........................................................38 Figura 21: Fluxograma de produção de elementos em concreto armado (MELHADO, 1998)...............................................................................................................................39 Figura 22: Projeto esquemático das lajes pré-moldadas................................................39 Figura 23: Processo de montagem com guindaste........................................................40 Figura 24: Vista panorâmica do condomínio..................................................................41 Figura 25: Vista do modelo de casa do condomínio.......................................................41 Figura 26: Vista da produção máxima das lajes pré-moldadas......................................42 Figura 27: Vista do berço de produção das lajes pré-moldadas....................................42 5

....................................................................46 Figura 42: Pavimento com lajes instaladas.........46 Figura 40: Trinca causada pela não excentricidade dos cabos....43 Figura 33: Vista da instalação elétrica da laje..............................................Figura 28: Confecção da escada pré-moldada......................................47 Figura 43: Tratamento das juntas entre as lajes.............................................................................43 Figura 32: Vista da instalação dos rebaixos metálicos.................44 Figura 35: Concretagem da laje pré-moldada.............43 Figura 31: Travamento da fôrma metálica com tirante..............42 Figura 29: Vista da montagem das fôrmas pré-moldadas............................43 Figura 34: Vista esquemática do projeto executivo de produção da laje pré-moldada com o rebaixos e posicionamento dos ganchos.................................................44 Figura 37: Rigging de um guindaste utilizado para montagem das placas (Catálogo Liebherr.........................................................47 6 ................................................................45 Figura 38: Problema ocasionado pelo mau içamento da placa............................46 Figura 41: Desplacamento mau sucedido...................................................42 Figura 30: Vista dos perfis metálicos da fôrma..................................................................................................................................................................................................................................................46 Figura 39: Trinca de içamento........................................... 2006).....................................................................................................................44 Figura 36: Içamento e transporte das placas......................................

ou seja. compostas de um sistema misto de alvenaria estrutural e peças estruturais pré-moldadas. casas. sempre a coordenação modular e a compatibilização dimensional entre os componentes e subsistemas. Eles associam-se a particularidades desse processo com relação à rapidez de execução. Considerouse. Elementos pré-moldados são uma opção para aumentar a racionalização no processo construtivo em alvenaria estrutural. Neste trabalho pesquisaram-se os pré-moldados utilizados em edificações residenciais independentes. como pilares. como a facilidade de produção. lajes e outros. vigas. este conjunto de peças é também conhecido pelo nome de estrutura pré-fabricada. tais como: lajes e escadas prémoldadas.1 RESUMO Uma estrutura feita em concreto pré-moldado é aquela em que os elementos estruturais. Os pré-moldados foram analisados em seus aspectos estruturais. antes do seu posicionamento definitivo na estrutura. dimensionais e geométricos. 7 . respeitando-se as características que os tornam viáveis no aspecto construtivo. coordenação modular e alto nível organizacional da produção. rígido controle de qualidade. Por este motivo. de manuseio e de transporte. são moldados e adquirem certo grau de resistência.

No entanto. também os erros. e ainda atende. Entende-se por industrialização da construção o “processo evolutivo que. com sucesso. que é à base da industrialização. os procedimentos e os processos devem ser altamente coerentes.2 INTRODUÇÂO O processo construtivo em alvenaria estrutural foi introduzido no Brasil na década de 60 e consolidou-se nos anos procedentes com a evolução técnica e o desenvolvimento de normas brasileiras. as casas e os edifícios habitacionais. Este processo construtivo atendeu. técnicas de planejamento e controle objetiva incrementar a produtividade e o nível de produção e aprimorar o desempenho da atividade construtiva” (FRANCO. ao desafio de construírem-se no prazo. A racionalização e a industrialização caminham juntas. ao longo dos anos. 1992). A grande vantagem do uso da alvenaria estrutural está no alto potencial de racionalização dos materiais e dos métodos construtivos utilizados na construção de edifícios. Notadamente na 8 . métodos de trabalho. para não se correr o risco de reproduzirem em larga escala. tornou possível desenvolver edifícios de diversos padrões e estruturas cada vez mais altas. com qualidade e com baixo custo. bem representado pela prémoldagem que reduz os desperdícios e reflete diretamente na produtividade da mãode-obra. antes de se tornarem muito repetitivas. através de ações organizacionais e da implementação de inovações tecnológicas. A aplicação de medidas racionalizadas aumenta o nível organizacional dos processos. Os elementos pré-moldados são inseridos no processo construtivo sem que haja mudanças bruscas da base produtiva que caracteriza o setor. O aperfeiçoamento dos métodos de cálculo. A industrialização apresenta caráter repetitivo.

baixa produtividade. morosidade e baixo controle de qualidade. A Construção Civil tem sido considerada uma indústria atrasada quando comparada a outros ramos industriais. à coordenação modular e à diminuição das improvisações e dos desperdícios sendo capaz de levarmos em consideração redução da ociosidade e risco de desvios de compra.alvenaria estrutural. é na parcela relativa às fôrmas e ao cimbramento. ao controle de qualidade. que ela é mais significativa. Uma das formas de buscar a redução desse atraso é com técnicas associadas à utilização de elementos pré-fabricados de concreto. A razão disso está no fato de ela apresentar. eles irão associar-se às particularidades deste processo construtivo. de uma maneira geral. normalmente de maior peso no custo do concreto armado. basicamente o concreto e a armadura. Com a utilização do concreto pré-fabricado pode-se atuar no sentido de reduzir o custo dos materiais das estruturas de concreto. 9 . rotatividade menor da mão-de-obra e maior organização do canteiro de obras. obra limpa e menor dano possível ao meio ambiente. grande desperdício de materiais. O emprego dessas técnicas recebe a denominação de concreto-pré-moldado ou de pré-moldagem e as estruturas formadas pelos elementos pré-fabricados recebem a denominação de estruturas de concreto pré-fabricado. Entretanto. redução das horas do pessoal exposto ao risco. com relação à rapidez de execução.

1. tais como: facilidade de produção. organização da produção e coordenação dimensional. 10 . listando-se vantagens e desvantagens em comparação com outros procedimentos executivos. respeitando-se sempre as características que os tornam viáveis no aspecto construtivo.1. tais elementos como lajes maciças e escadas. de manuseio e de transporte. que servirão de respaldo teórico para a concepção dos pré-moldados.2. padronização. Pretende-se analisar.3 3. compatibilidade com os outros subsistemas. como facilidade de produção e de transporte e interferências com outros subsistemas. viáveis de serem empregados nas edificações residenciais de alvenaria estrutural. sob o ponto de vista estrutural. baseada na redação de diversos autores especialistas no tema. e respeito às modulações planimétrica e altimétrica da edificação.OBJETIVO ESPECIFICO Os objetivos específicos da pesquisa são: – Formação de base teórica sobre conceitos de racionalização. – Análise dos elementos pré-moldados sob aspectos executivos. produtividade. 3. – Caracterização da produção dos pré-moldados.OBJETIVO GERAL OBJETIVOS O objetivo da presente pesquisa é estudar os tipos de pré-moldados pesados que possam ser utilizados em edificações de alvenaria estrutural.1. – Obtenção de experiências práticas com visitas às obras para auxiliar a análise e a seleção dos pré-moldados mencionados anteriormente.

associadas ao processo construtivo em alvenaria estrutural. bem como a redução do prazo de execução da obra e com isso. elevar a produtividade e os lucros da empresa construtora.2 – JUSTIFICATIVA Atualmente. melhorem a eficiência do processo. no entanto. pode ser um caminho para melhorar a eficiência do processo. principalmente com a pré-moldagem. 11 . minimizando interferências entre os subsistemas e elevando a qualidade do produto final. A presente pesquisa pretende estudar os pré-moldados compatíveis com os edifícios de alvenaria estrutural.3. resultando em uma demanda crescente por projetos de edifícios em alvenaria estrutural racionalizada. para favorecer a industrialização e a racionalização do processo. A grande competitividade do mercado atual. visando ao aumento da produtividade e à redução dos custos de construção. Adotar soluções voltadas à industrialização. tem havido uma progressiva busca de racionalização dos processos construtivos. eliminando etapas construtivas. demanda soluções que.

ASPECTOS GERAIS torna-se cada vez mais importante a Construção Civil ser analisada sob aspectos referentes à industrialização por emprego racionalizado de técnicas construtivas que viabilizem o aumento da produtividade e a redução de custos. baixa produtividade. industrializar-se para a construção é sinônimo de evoluir. que caracteriza as ações artesanais. A pré-fabricação. “a industrialização é um método baseado essencialmente em processos organizados de naturezas repetitivas. Segundo Sabbatini (1989). é substituída. Conforme Ciribini (apud ROSSO. Portanto. de partes da construção. grande desperdício de materiais. por graus pré-determinados de uniformidade e continuidade executiva. pode-se dizer que a pré-fabricação é um instrumento de grande potencial para incrementar os níveis de industrialização dos processos construtivos. 12 . “é uma fabricação fora do canteiro. nos quais a variabilidade incontrolável e casual de cada fase de trabalho.4 Atualmente. Uma das formas de reduzir esse atraso é empregar técnicas associadas à utilização de elementos pré-moldados de concreto. A Construção Civil tem sido considerada uma indústria atrasada quando comparada a outros ramos industriais. segundo Ordonez (1974). capazes de serem utilizadas mediante ações posteriores de montagem”. 2000). 1980). morosidade e baixo controle de qualidade (EL DEBS. de maneira geral. características das modalidades operacionais parcial ou totalmente mecanizadas”. “evoluir no sentido de aperfeiçoar-se como indústria é o caminho natural da construção civil”. mas de forma algum único. por apresentar. portanto.

associandose a particularidades deste processo. Assim. 4. bem como pela maior simplicidade inerente ao processo. o controle na execução dos procedimentos e conseqüentemente a qualidade”. rígido controle de qualidade e coordenação modular. é muito mais que um modismo. pode-se utilizar a organização da produção como ferramenta para se atingir um grau mais elevado de industrialização do processo. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) concluiu durante suas pesquisas que “através do processo de racionalização. as empresas procuram obter ganhos de produtividade e minimizar os custos e os prazos. elevar a produtividade e reduzir desperdícios e custos. Nas edificações em que o processo construtivo é em alvenaria estrutural.1 – RACIONALIZAÇÃO A nova mentalidade voltada para a produção racionalizada com qualidade. encontram-se boas condições de implementação de uma ação organizacional em obra. 1992).A aplicação de pré-fabricados nos processos construtivos tem como objetivo proporcionar um aumento da racionalização construtiva e com isso. A abertura do Brasil para o mercado competitivo mundial. os pré-moldados desempenham papel fundamental. é uma questão de sobrevivência para as empresas. aumentando a sua produtividade. ou seja é mais racionalizado. FRANCO & AGOPYAN (1994) afirmam que “na alvenaria estrutural em particular. sem uma ruptura da base produtiva que caracteriza o setor” (IPT apud FRANCO. exige da indústria nacional uma rápida adaptação às rigorosas exigências de um consumidor consciente de seus direitos. 13 . Isto se explica pelo maior detalhamento do projeto em relação às obras convencionais. em relação à rapidez de execução. pela maior padronização na execução dos procedimentos construtivos.

até atingir a etapa de produção. Esta definição prescreve que a “racionalização da construção é o processo dinâmico que torna possível a otimização do uso dos recursos humanos. uma possibilidade é a utilização do conceito de produtividade como proposto por FRANCO (1992). passando pelo desenvolvimento do projeto. Segundo TRIGO (1978). a qual foi aceita e adotada por vários autores. A racionalização deve estar presente em todas as fases do processo. Para ROSSO (1980). todos concordam em ser este um instrumento para melhorar a qualidade e a produtividade e reduzir os custos. inclusive neste trabalho.Vários autores definem a racionalização da construção. porém. tecnológicos e financeiros. materiais. “a racionalização pressupõe a organização. SABBATINI (1989) propõe sua definição sobre o tema. com objetivo de eliminar a casualidade das decisões”. “racionalizar a Construção Civil significa “agir contra os desperdícios de materiais e mão-de-obra e utilizar mais eficientemente o capital” e completa explicando que isso se faz por meio da aplicação de princípios de planejamento e gerenciamento. sem uma mudança radical na base tecnológica. a planificação. desde as concepções iniciais.2 – OS PRÉ-MOLDADOS E O AUMENTO DA PRODUTIVIDADE A racionalização construtiva caracteriza-se pela introdução de alterações que têm por objetivo um melhor aproveitamento dos recursos disponíveis em todas as fases dos empreendimentos. torna-se difícil encontrar um parâmetro para quantificar “o grau ou nível de racionalização”. visando atingir objetivos fixados nos planos de desenvolvimento de cada país e de acordo com a realidade sócio-econômica própria”. 4. À primeira vista. Embora apresente uma definição clara. a verificação e as técnicas adequadas à melhoria da qualidade e ao acréscimo de produtividade”. organizacionais. 14 .

anteriormente resolvidos de modo artesanal. ainda mais. interferência com outras tarefas. etc”. Segundo HEINECK (1991). como a qualidade do produto final. ou ingerência de causas naturais como chuvas.Estudos sobre aumento de produtividade concluem que o efeito aprendizagem. 15 . dentro da própria tarefa.3 – PADRONIZAÇÃO Uma das maneiras de se obterem ganhos de produtividade é através da padronização. efeito continuidade e efeito concentração elevam consideravelmente a produtividade da mão-de-obra de um serviço. há necessidade de que os operários desloquem-se sem interrupção de uma tarefa para outra. Dados extraídos de MEDEIROS & SABBATINI (1994) apontam que a adoção de alguns pré-moldados tem permitido incrementos significativos na produtividade dos pedreiros assentadores de blocos. representando um aumento de aproximadamente 30% na produtividade de execução das paredes estruturais. sem interrupções e em grandes quantidades resulta na experiência da mão-de-obra e conseqüentemente na melhoria do seu desempenho. Estes efeitos partem do princípio de que um trabalho executado repetidas vezes. Os elementos pré-fabricados apresentam. diversas vantagens técnico-econômicas que permitem otimizar tanto a execução da obra. desbalanceamento e falta de elementos na equipe de trabalho. Em concordância com estes princípios. os pré-moldados preenchem os requisitos para serem considerados instrumentos de melhoria da produtividade na execução da alvenaria estrutural. segundo os autores. principalmente com a diminuição de desperdício de material na execução de detalhes de obra. não pode haver paradas devido à falta de materiais. “não basta que o canteiro seja repetitivo. 4. falta de detalhamento construtivo.

o canteiro de obra deve ser organizado de forma a otimizar. Na Construção Civil. sem contar com a elevada rotatividade da mão-de-obra que dificulta o planejamento das áreas de vivência. a problemática do ambiente de trabalho torna-se mais acentuada. tipificação. como qualitativo. mas com características idênticas. o fluxograma da produção. a determinação de 16 . O investimento no planejamento e elaboração de um canteiro de obra trará resultados positivos para a empresa. de forma a permitir a substituição de um produto por outro de procedência diferente. com segurança. Segundo o mesmo autor. “não há sentido em se falar em qualidade na obra ou produtividade no processo construtivo quando não se tem planejado o local onde os serviços da construção acontecem”.Padronização é definida por ROSSO (1966) como “a aplicação de normas a um ciclo de produção ou a um setor industrial completo com objetivo de estabilizar o produto ou o processo de produção”. unificação e permutação. e nos ciclos produtivos é estabelecida por equipes técnicas aptas a determinarem a melhor maneira de se executar uma tarefa. É estabelecida para os componentes em concordância com fabricantes e consumidores. ela assume os critérios de simplificação. o maior desafio da economia é produzir mais com menor custo e em menos tempo. o edifício. A correta estocagem de materiais e componentes reduzirá as perdas.4 – ORGANIZAÇÃO DO CANTEIRO DE OBRA Atualmente. sempre visando à qualidade e um dos pontos críticos que afeta a produção é o ambiente de trabalho. Na opinião de SOUZA (2000). o fluxo de suprimentos e de pessoas e. tanto no sentido quantitativo. 4. pois a fábrica se movimenta e não o produto. conseqüentemente. Portanto.

é necessário espaço suficiente para estocagem do elemento até a sua utilização definitiva. conseguem-se melhores dados sobre o espaço destinado no canteiro. Nas duas situações. é conveniente introduzir o 17 . é necessário o planejamento da área destinada às unidades produtivas. Todos estes fatores levam a uma economia. além da região de armazenamento e transporte citados anteriormente. “é possível empregar mão-de-obra não especializada. com definições de espaços previamente destinados a estes elementos. Pela análise do cronograma físico. permitindo melhor interação entre o local de armazenamento e equipamentos de içamento.linhas de fluxo afetará a produtividade e a melhoria das condições das áreas de vivência dos trabalhadores será absorvida como forma de motivação. evitando-se grandes investimentos de capital. proporcionando a previsão dos quantitativos de materiais e de operários. Entretanto. No primeiro caso. com o que se reduz o risco de avarias nas peças e o risco de acidentes. com pouca ou nenhuma mecanização. bem como a previsão do início e duração do serviço. com definições de fluxos de transporte otimizados. ao armazenamento dos pré-moldados. assim como se diminui o esforço físico do operário. assim como o tempo necessário para a estocagem. a distância entre o estoque e o local de utilização deverá ser a mínima possível. Os elementos pré-moldados podem ser industrializados ou produzidos no próprio canteiro. Já no caso da produção do elemento ocorrer no próprio canteiro. Caso o transporte dos pré-moldados seja feito manualmente pelos próprios operários da obra. A forma de transporte dos pré-moldados já deve estar definida previamente ao planejamento do canteiro. na visão de HANAI & EL DEBS (1993). Em muitas situações. Elementos pré-moldados leves podem ser produzidos em instalações mais simples e mais baratas. é necessário que haja um canteiro organizado. É interessante também que o cronograma físico da obra esteja pronto.

como por exemplo. • Quanto ao local de produção dos elementos • Quanto à incorporação de material para ampliar a seção Estrutura de seção resistente no local de utilização completa definitivo • Quanto à categoria do peso dos elementos • Quanto ao papel Desempenhado pela aparência Concepção normal Concepção arquitetônica Estrutura “pesada” Estrutura “leve” Estrutura de seção parcial Pré-fabricado de fábrica Pré-moldado de canteiro PLANILHA 1 . do concreto pré-fabricado. podem ser pequenas ou grandes. Nesse caso. em nível geral. o controle de qualidade rigoroso e o incentivo à maior produtividade”. quanto à seção transversal. Uma classificação de grande interesse é em relação à concepção.treinamento do pessoal. originando ao que está sendo aqui denominado de “tipos de concreto pré-moldado”.5 – TIPOS DE CONCRETOS PRÉ-FABRICADOS Os elementos pré-fabricados podem ser classificados de diversas formas. Esse tipo de pré-fabricado pode ou não atingir o nível de préfabricado. segundo o critério da NBR-9062/85. deve-se considerar a questão do transporte da fábrica até a obra. e quanto a sua função estrutural. 4. A capacidade de produção da fábrica e a produtividade do processo. conforme tabela abaixo. tanto no que se refere ao custo dessa atividade como no que diz respeito à obediência aos gabaritos de transporte e às facilidades de transporte. que dependem principalmente dos investimentos em fôrmas e equipamentos. 18 . com tendência maior ao último caso.QUADRO DE CLASSIFICAÇÃO DE PRÉ-MOLDADOS O pré-fabricado de fábrica é aquele executado em instalações permanentes distantes da obra. quanto ao processo de execução.

Além disso. esse tipo de elemento não está sujeito a impostos referente à produção industrial e à circulação de mercadorias. conseqüentemente.Em contrapartida ao tipo anterior. 19 . portanto. as facilidades de transporte e a obediência a gabaritos de transporte não são condicionantes para seu emprego. o pré-moldado de canteiro é executado em instalações temporárias nas proximidades da obra. dependendo da produção e da produtividade que se deseja. há certa propensão a ter baixa capacidade de produção e. Em geral. Essas instalações podem ser mais ou menos sofisticadas. Para este tipo de elemento não se tem o transporte à longa distância e. pequena produtividade.

com a repetição das atividades e os elementos pré-moldados acabam por simplificar a execução. Os leves servem mais como composição do conjunto estrutural da alvenaria enquanto que os pesados fazem parte integral do sistema estrutural em questão. fez-se um levantamento dos elementos pré-moldados não muito comuns a serem utilizados. caracterizada por planos inclinados e dentes. A pré-moldagem. com pequeno dispêndio de energia. mas que mereceriam ser objeto de estudo deste trabalho. viabilidade econômica e compatibilidade com o processo construtivo. de modo geral. A sua geometria irregular. traz transtornos de montagem das formas e da armação e complicações para a 20 .1 – ESCADAS PRÉ-MOLDADAS Escadas são elementos da edificação projetados para que o ser humano. implica em linhas de produção mais organizadas.5 ESTUDOS PROPOSTOS Por meio de análise de projetos e de visita a obras de edifícios de alvenaria estrutural. eliminar retrabalhos e reduzir o número de etapas construtivas sem interferir na realização de outros serviços ou interrompê-los. Os aspectos considerados nesta análise referem-se à facilidade de produção e montagem. Os elementos pré-moldados selecionados foram: lajes maciças planas e escadas pré-moldadas no qual se adequassem ao projeto de alvenaria estrutural de forma única a formarem um conjunto de sistemas estruturais integrados. que serão discutidos e comentados com mais afinco no desenvolvimento do trabalho. consiga ir andando de um nível a outro. Os pré-moldados podem ser classificados em duas classes: os leves e os pesados. 5.

1. As soluções construtivas ideais para a racionalização do processo são aquelas em que determinados serviços não interferem no andamento dos outros. 5. podendo ter ou não o patamar incorporado. mesmo quando a laje do pavimento for moldada no local. FIG. Uma das principais vantagens dessas escadas é que. as vantagens deste componente já se faz sentir em outros sistemas construtivos e. impondo o uso de equipamentos especiais de içamento. Visando minimizar os transtornos provenientes da moldagem das escadas no local. elas não deixam de ser uma solução a se considerar. O peso dos elementos impossibilita-os de serem transportados manualmente. 1 – Lance de escada pré-moldado 21 . a adoção deste tipo de escada depende basicamente do equipamento de montagem disponível na obra. como alternativa. surgem. Baseando-se nesta afirmação. as escadas pré-moldadas. onde esse tipo é composto por elemento único. Por todas as dificuldades que a geometria irregular proporciona.1 – ESCADAS PRÉ-MOLDADAS DE PEÇAS GRANDES A escada pré-moldada a ser estudada é a monolítica de grandes dimensões. os acessos definitivos para o transporte vertical são liberados. O uso de escadas pré-moldadas é muito comum quando a estrutura também é pré-moldada.concretagem. apoiado diretamente em vigas ou lajes. pode-se dizer que a escada pré-moldada ajuda à racionalização do processo. a escada requer um tempo considerável de execução em obra. porém. após a sua montagem. buscando-se sempre minimizar as operações de grande duração. Portanto.

este tipo de escada fica restrito à industrialização de ciclo fechado.A produção industrial é feita por formas especais metálicas. portanto. do comprimento dos patamares e da largura total da escada. possibilitando a uma mesma forma a produção de escadas com várias dimensões. FIG. NBR 5717. apenas de alguns que. às quais é permitida alguma liberdade para a regulagem da inclinação. modulares. As formas metálicas permitem alguma flexibilidade de dimensão. não há conhecimento de indústrias brasileiras de pré-moldados que atuem no mercado fornecendo escadas compostas por grandes dimensões pelo sistema de industrialização de ciclo aberto. porém. onde não há intercambialidade dos elementos. necessariamente. Atualmente. da largura (passo) e da altura (espelho) dos degraus. prescreve que o passo e o espelho dos degraus devem ser escolhidos de acordo com as exigências do projeto e não são. 2 – Fôrma Metálica da Escada Pré-moldada No entanto. FIG. ao se centímetros. adquirirem significando escadas pré-moldadas industrializadas. ou à produção no próprio canteiro de obra. recomenda que os comprimentos dos degraus sejam. ainda se está sujeito às condições impostas pelos fabricantes quanto às variações dimensionais e sobrecargas máximas. 3 – Projeto Esquemático da Escada Pré-moldada 22 . A norma sobre espaço modular para escadas da ABNT (1982).

23 . emprega-se a escada jacaré ou a nervurada. de tal forma que cada elemento possa ser manuseado sem o auxílio de equipamentos especiais de içamento. mas há o conhecimento de escadas pré-moldadas espirais. em que são freqüentes ocorrerem solicitações diferentes das que ocorrem na situação final. com o acréscimo das considerações referentes às situações transitórias.2 – ESCADAS PRÉ-MOLDADAS COMPOSTAS POR VÁRIOS ELEMENTOS Este tipo de escada é constituído por vários elementos pré-moldados de concreto armado. FIG. O transporte por içamento das escadas compostas por elementos de grandes dimensões é um exemplo de situação transitória com solicitações diferentes das que ocorrem na situação final e que devem ser previstas em projeto.1. 4 – Transporte e Içamento do lance da escada pré-moldada 5.O dimensionamento destes elementos segue o mesmo procedimento usado para as escadas de concreto armado moldadas no local. Usualmente.

1.FIG. – a execução em obra resume-se em fixar os componentes no local previsto. pode ser manual. favorecendo a rapidez e a simplificação.2. como anteriormente apresentado. 1994) As vantagens quanto ao manuseio. 5 – Escada Pré-moldada Espiral (FIP. eliminando gastos com equipamentos especiais de içamento. sendo estas duas características compatíveis com edifícios em alvenaria estrutural. rapidez de execução. A afinidade entre o processo construtivo em alvenaria estrutural e as escadas jacaré está na presença de paredes portantes capazes de suportarem as cargas provenientes do chumbamento de peças pré-moldadas e pelo fato de os elementos 24 . e – a redução do peso proporcionada pela espessura reduzida traz economia de armadura 5.1 – ESCADA JACARÉ A escada jacaré é um expressivo exemplo do uso de elementos pré-moldados de pequena espessura compatíveis com o manuseio do operário da construção e plenamente aplicáveis em edifícios de alvenaria estrutural. pois o peso dos componentes o permite. simplificação e a economia são particulares às escadas pré-moldadas compostas por vários elementos: – o transporte.

FIG. O peso máximo dos elementos pré-moldados é de 50 kg por operário (GRANDJEAN. elevando-se o limite de peso para 100 kg.3 mm. e – peças complementares de ajuste. cobrimento da armadura de 1 cm e diâmetro das barras de aço de. – peças de apoio do patamar. 25 . – degraus em “L”. 6 – Elementos constituintes da escada jacaré: degrau (a). restando apenas a montagem no devido local. no máximo. o que leva o projetista à redução das dimensões das peças. 6. a escada jacaré é composta por: – duas vigas denteadas ou vigas jacaré. – patamares pré-moldados. 1991). Em geral.pré-moldados da escada chegarem ao local de execução já prontos. A escada jacaré é assim denominada pois os dentes da viga de sustentação assemelham-se à cauda de um jacaré. Há a possibilidade das peças serem manuseadas por dois operários. patamar (b) e viga dentada ou viga jacaré (c) Uma opção para trabalhar-se com pequenas espessuras é o uso de concretos de granulometria fina.

que analisará a relação custo/benefício que o investimento trará para seu empreendimento.2 – LAJES PRÉ-MOLDADAS Uma laje é o elemento estrutural de uma edificação responsável por transmitir as ações que nela chegam para as vigas (ou diretamente para os pilares no caso de lajes fungiformes) que a sustentam. As lajes pré-moldadas surgiram através de muita pesquisa em busca de vencer grandes vãos com a quantidade minima de possível de altura. principalmente com relação às dimensões. é recomendável preestabelecer os furos nas vigas e preferencialmente. cuidados devem ser tomados na fase de execução. caracterizadas por ter a espessura muito menor do que as outras duas dimensões e o carregamento que nelas atuam serem perpendiculares ao seu plano médio. ao cobrimento da armadura e ao acabamento final. preencher os blocos que receberão os parafusos com graute. O chumbamento é feito com buchas e parafusos ou com chumbadores. muitas vezes. diminuindo-se o seu peso próprio. As pequenas espessuras e o cobrimento mínimo exigem técnicas apuradas de execução. 5. sendo elementos estruturais bidimensionais. esta é uma decisão a ser tomada pelo construtor. para tanto. A conformação da escada começa pelo chumbamento das vigas denteadas na alvenaria. pois. 26 . Isso só é possivel com o trabalho geométrico bem definido onde se constitui de placas de lajes que ao serem submetidas a esforços de tração e compressão. São bem aceitas as técnicas aplicadas à argamassa armada. e destas para os pilares. mais ágil para ser montadas e não precisando de escoramentos e formas. Os ajustes dimensionais precisam ser rigorosamente respeitados e o acabamento final da superfície das peças deve apresentar boa aparência.Para garantir o comportamento eficaz dos elementos. porém. Sugere-se o uso de formas metálicas para atender aos cuidados propostos. juntamente com um controle de execução. não se fará uso de revestimentos.

que irá resistir a compressão. 1988). Hoje. observando-se em algumas regiões do país a utilização de processos racionalizados e semiindustrializados" (Souza. isopor. a base de concreto armado: a) lajes semi-pré-fabricadas. na obra. utiliza-se o sistema treliçado com nervuras pré-moldadas. como as lajes nervuradas “in loco”. por meio de introduzir elementos como: tijolo furado. as quais acarretam vantagens e desvantagens. concreto.2. bloco de concreto leve. EPS (isopor). que devem ser consideradas em cada caso em particular. executadas com armaduras treliçadas. distingue dois tipos característicos de lajes pré-moldadas. Cada um destes tipos têm características diferentes. onde as lajes treliçadas pré-moldadas têm como vantagem a redução da quantidade de fôrmas.podendo ser dimensionada com armação CA50 e CA60. 5. Dentro desse sistema existem variações das nervuras tais como: .Nervurada treliçada. é lançado no próprio local. “a grande maioria das tecnologias utilizadas na construção. Baud (1981). A laje treliçada é composta de uma estrutura espacial com vigas e elementos de enchimento que podem ser cerâmicas. tubo de papelão reforçado. 27 . concreto celular e outros. Segundo SOUZA (1988). posteriormente. onde o consumo de concreto é reduzido e o peso próprio aliviado. onde todo o elemento estrutural é confeccionado na indústria e colocado. constitui-se de processos e produtos convencionais. nas quais o elemento resistente a tração é executado em fábricas e o concreto. b) lajes completamente pré-fabricadas. cordoalhas de protensão e cabos de protensão. lajotas cerâmicas entre outras.1 – LAJES SEMI-PRÉ-FABRICADAS Visando um menor custo/ benefício começou-se analisar várias formas na concepção e fabricação de lajes.

reduzindo assim significativamente o custo de fôrmas e aumento a praticidade do sistema construtivo economizando-se em mão-de-obra e tempo.Nervurada protendida. este sistema é bastante limitado não podendo com ele atender e grandes cargas acidentais. tais como a falta de aderência entre a superfície das vigotas e o concreto de cobertura. 9 – Laje mista Pré-fabricada convencional (José Carlos. Em busca de minimizar esse custo. Mesmo com tantas vantagens em relação a redução de concreto e peso próprio é apontado como desvantagem desse sistema o custo excessivo dos elementos de madeira utilizados como fôrmas para receber e moldar o concreto. onde as lajes nervuradas podem ser executadas com vigas ou vigotas protendidas de fábrica. 8 – Laje treliçada com enchimento de isopor . gerando benefícios razoáveis dentro da estrutura como um todo. FIG. Lajes Mediterrânea 1991) FIG. 10 – Laje treliça com elementos cerâmicos. não garantindo a monoliticidade a estrutura. Com este sistema consegui-se uma redução considerável no custo final da laje. Isso se deve a alguns fatores principais. (Autor 2006) 28 . quando é necessário resistir a vãos maiores. Por outro lado. surgirão então as vigotas pré-fabricadas de concreto armada utilizadas em conjunto com lajotas cerâmicas.FIG. 7 – Laje treliçada com enchimento cerâmico FIG.

Os elementos pré-moldados empregados na laje nervurada apresentam boa capacidade portante no momento da moldagem do restante da laje. Quando executada sem os elementos pré-fabricados. 29 .O mercado oferece uma série de alternativas para execução de lajes pré-moldadas com nervuras. pois dispensa estocagem de material.2 – LAJES COMPLETAMENTE PRÉ-FABRICADAS As lajes pré-fabricadas de concreto de grande porte podem servir de pré-lajes ou de lajes acabadas. recebendo depois capa de solidarização de concreto armado com tela soldada. pois pode apresentar trincas depois de pronta em razão da falta de aderência da capa de concreto. são utilizadas como laje acabada. Quando as lajes treliçadas são executadas de forma nervurada. elimina desperdícios e oferece boa produtividade. Atualmente. • Desvantagens . pilares e até fechamentos pré-moldados.• Vantagens . que varia de 5 cm a 10 cm. apresentam redução do volume de concreto e armaduras. o que resulta em peças sem deformações e com textura e coloração uniformes. 5. As lajes pré-fabricadas contam com controle de qualidade no processo industrial. são controladas a umidade. as lajes pré-fabricadas mais usadas são alveolares (mais leves) e já vêm protendidas de fábrica. Em outro tipo de aplicação. mezaninos de áreas comerciais etc. • Vantagens . libera espaço no canteiro.2. cura. reduzindo assim a quantidade de fôrmas e escoramentos em relação ao sistema convencional. junto com vigas. grandes supermercados.As peças chegam prontas na obra e são içadas até os pavimentos. temperatura. a laje treliçada tem como desvantagem a baixa produtividade e a utilização intensiva de mãode-obra. O trabalho de armação é demorado e há dificuldade de concretagem. As lajes pré-fabricadas são empregadas em edificações em que pilares e vigas são moldados in loco.. Durante a produção. Esse processo de montagem industrial aumenta a rapidez de execução da obra.A execução da laje nervurada deve ser cuidadosa. tais como plantas industriais. adições ou tensão das cordoalhas.

5KN/m² sendo peças de lajes sem a utilização do concreto protendido e sim apenas armaduras CA60 em sua parte inferior para resistir aos esforços de tração até 2.1 – LAJE PRÉ-FABRICADA ALVEOLAR A laje Alveolar tem sua altura estabelecidas em H16. H20. podem gerar patologias inesperadas.2.A modulação das peças pré-fabricadas ainda não foi adotada pelo mercado como um todo. As lajes alveolares protendidas são produzidas por extrusoras que se movem devido a alta compactação do sistema de extrusão formando um bloco único. Se os elementos não forem utilizados de modo compatível.2. 11 – Laje Alveolar com enchimento de isopor FIG. podendo resistir sobrecargas de 1. H40 e H50. 12 – Laje Alveolar se aproximando da montagem 30 . As vigas apresentam contra flechas devido a esforços de protensão a que são submetidas. Por isso. A estrutura pré-fabricada também tem movimentação diferente da tradicional entre os seus vários componentes. são indicadas para vão maiores que 5 metros e obras acima de 100m² . permite produzir lajes com até 50cm de altura para vãos de 20 metros FIG.5KN/m² com o uso do concreto protendido.• Desvantagens . 5. H30. e a escolha depende das necessidades específicas de cada obra ou da conjuntura econômica. Os custos iniciais dos pré-fabricados também são mais altos. Esse processo assegura perfeita aderência aos cabos evitando segregação entre camadas. é importante o construtor administrar os elementos a serem utilizados em cada tipo de obra.

apresentam a superfície inferior lisa. por exemplo. As lajes são transportadas em carreta padrão e colocadas sobre suporte de madeira. excedendo a resistência de tração do concreto. A resistência ao cisalhamento de lajes alveolares pode ser governada por dois mecanismos básicos: a) quando a força de cisalhamento próxima ao apoio produz uma tensão principal de tração em um ponto crítico da nervura entre os alvéolos. além de avaliar a resistência ao cisalhamento da laje alveolar. eliminando a necessidade de revestimento. O ensaio de cisalhamento permite. ao serem retiradas da pista. b) quando a tensão de tração produzida por cisalhamento é combinada com outras tensões de tração no concreto.Após o corte. empilhadas de forma a não exceder 6 lajes por pilhas. avaliar indiretamente a resistência à tração do concreto e a ancoragem. por serem executadas em pistas metálicas. podendo-se acomodar até duas lajes entre pilhas de uma mesma carga. as lajes passam por um inspeção final e são encaminhadas para o setor de estocagem ou diretamente carregadas. 31 . Na face superior se necessário é especificado capeamento com tela soldada para melhor distribuir as sobrecargas. A eficiência do projeto de lajes alveolares pré-moldadas de concreto pode ser avaliada por meio de ensaios de elementos de lajes (ensaios para controle da qualidade. as tensões de tração causadas pela introdução da força de protensão na região de transferência e/ou por tensões de tração causadas pela presença combinada de flexão. desde que não exceda 28t. ensaios de prova de carga para verificação de projeto e ensaios de pesquisa e desenvolvimento). como. As lajes alveolares.

5 metros de largura a 8. portanto vencem pequenos vãos dependendo do dimensionamento dado pelo calculista. 14 – Fôrma Metálica e dimensão da laje pré-moldada. O dimensionamento é feito para que suportem os vãos com apenas malhas de tela soldada tipo Q e reforços pontuais nos ganchos de içamento para montagem e desplacamento das mesmas. chamado Tilt-up. FIG. onde será descrito mais detalhadamente no capítulo seguinte. ou seja.2. Elas são produzidas por um processo semelhante ao de placas de vedação vertical.00 metros de comprimento. Tratam-se de lajes que variam de espessura de 10cm a 12cm e dimensões de vãos de 2. 13 – Processo de fabricação e concretagem da laje. sendo necessário o apoio por completo na alvenaria estrutural.2 – LAJES PRÉ-FABRICADAS PLANAS MACIÇAS As lajes pré-fabricadas planas e maciças são consideradas completamente préfabricadas porque são produzidas totalmente pelo processo industrializado.2. no qual é necessário a utilização de apoio mecanizado para o transporte e para a montagem. 32 . FIG.5. numa fábrica produtora ou em uma central implantada dentro do próprio canteiro de obras.

içando-os para a posição vertical e definitiva. num concurso de “Novos Métodos Construtivos” para habitações com dois pavimentos nos EUA.. Após preparada a superfície e ultrapassado o período estabelecido para a cura do concreto.1 – SISTEMA PRODUTIVO TILT-UP O processo Tilt-up consiste na técnica de produzir elementos em concreto armado na posição horizontal. nada mais. moldadas na própria obra utilizando uma laje (Rivera) et al. no próprio canteiro de obras. fixava-os com um tipo de gipsita formando um arco e então erguia o arco em sua posição final “ (Rivera et al. ou então. pois se realizada sem controle pode pôr a perder todo um projeto bem elaborado. “A origem do sistema Tilt-up não é claramente definida entre os pesquisadores. com as aberturas para as janelas e portas.6 PRODUÇÃO DE PRÉ-MOLDADOS A produção dos pré-moldados merece atenção especial. nada menos que por Thomas Edson aonde concorreu apresentando um sistema de execução da fachada em um único painel. 2005). o elemento é içado e pocisionado. como forma.5. 6. função estrutural permitindo o dimensionamento ou até o mesmo a eliminação de alguns elementos estruturais. e posteriormente “basculálos”. escrito pelo historiador Willian Eton. posicionava os blocos. p5. p. Pode-se definir o sistema construtivo estrutural baseado na execução de paredes pré-moldadas em concreto armado. Uma das primeiras citações que encontramos ocorre no livro “A survery of the Turkish Empire” de 1799. pela primeira vez. O Tilt-up foi proposto. 2005 piso ou outra superficie extremamente plana e sem imperfeções designada para esses. trazer patologias à edificação e até comprometer a segurança estrutural do elemento. Essas peças podem ter somente função de vedação como painéis já utilizados em grande escala no mercado. 33 . em 1904. No livro o historiador cita u exemplo de construção onde um pedreiro com pregos e cordas marcavam um semicírculo no chão.

FIG. 2005).. (Rivera et al. posteriormente.USA . p. FIG. 16 – Mapa de Uso do Tilt-up no mundo 34 . para a realização da obra do Camp Logan Rifle Range. 15 – Frontal da Igreja Metodista de Zion. 2005). Aiken já aplicou essa técnica em diversos projetos dentre os quais se destaca o projeto para a construção de uma Igreja Metodista em Zion. as paredes eram então içadas na posição final. Ilinois/ EUA. foram erguidas e colocadas na fundação já prontas.1908 As paredes foram moldadas in-loco em uma base lisa composta de areia.“No início do século XX.5. em 1910”. (Rivera et al. Com as paredes finalizadas e com o auxilio de uma talha e um primitivo guindaste. o americano Robert Aiken projetou e executou paredes de sustentação armadas e escoradas. Illinois . com o concreto lançado envolta das armações das portas e janelas. em Ilinois nos EUA.Robert Aiken . As paredes foram construídas no chão e então.

Do primeiro dia de terraplanagem. • Economia – Não é necessário o uso de calculadora para saber o significado de custo zero em pilares e vigas laterais. significando maior segurança para a equipe de construção. qualidade não é apenas uma vantagem. Em alguns casos. piso padrão superior. á última mão de pintura. na inclusão de sistemas especiais. mas uma regra. 35 . eliminando formas verticais. além da significativa economia em fundações e maior velocidade de construção. • Segurança – As paredes são moldadas no nível do piso. é fácil observarmos o benefício financeiro que representa uma obra entregue em tempo muito menor.1. e maior segurança de qualidade homogênea. a ausência de colunas e fundações simplificadas. • Qualidade – Concreto armado. graças à eficácia de custos. na aplicação de coberturas sofisticadas.1 – VANTAGENS DOS SISTEMA Dentre inúmeras vantagens que encontramos no sistema podemos destacar: • Rapidez – Com a construção horizontal das paredes.6. este fator significa a solução para uma aparente inviabilidade. coberturas em sistemas avançados. • Versatilidade – Na confecção de paredes. construído em condições que permitem maior controle e homogeneidade. acabamento e tratamentos específicos para cada indústria.

com haletas. mostram poucos sinais de idade. • Expansão – Um edifício em Tilt-up pode ser projetado e construído permitindo fácil expansão. tais como colorações ilimitadas. De fato.• Beleza . È a massa térmica inerente aos painéis reduzirá os picos e cargas térmicas do sistema de refrigeração. 36 . mesmo após meio século de vida. Grandes painéis Tilt-up poderão receber uma enorme variedade de tratamentos decorativos. podem. que podem ser adicionadas a misturas do concreto ou as pinturas texturizadas. • Custos com seguro menores – O concreto fornece maior resistência ao fogo que outras estruturas convencionais. contar com painéis tipo sanduíche. ou moldes superficiais em diversos tipos. • Conforto Acústico e Térmico – Se o edifício estiver em área ruidosa. A massa absorve com mais eficácia que qualquer edifício de fechamento metálico. além de muitos outros efeitos decorativos. tijolos. principalmente estruturas metálicas. edifícios construídos em 1908 ainda se encontram em serviço. simples destacando e re-locando os painéis ou corando novas aberturas sobre os mesmos. você contará com todas as vantagens das propriedades acústicas do concreto. com isolamento térmico entre duas camadas de concreto.Com Tilt-up a estrutura do edifício pode ser muito atrativa. ou abrigar um processo industrial ruidoso. pedras. • Durabilidade – Muitos edifícios construídos na década de 50. Indústrias que exigem controle de temperatura interna próxima de zero.

17 – Preparo da Fôrma metálica e inicio da concretagem da mesma FIG. ao contrário dos outros tipos de sistemas onde o piso é executado no final da obra. 19 – Inicio do processo de içamento da placa pré-moldada 37 . 18 – Polimento da laje pré-moldado e vista área do pré-moldado Após a confecção do piso. nesta etapa são incluídas as aberturas de portas e janelas. as fôrmas e armações dos painéis são montados sobre o piso. Ainda.2 – DESCRIÇÃO DO SISTEMA PRODUTIVO A idéia básica do sistema consiste na construção de paredes e lajes de concreto armado sobre o piso nivelado que funciona como uma fôrma. Deve-se utilizar um desmoldante adequado que seja suficientemente eficaz. o piso é grande importância para o sistema Tilt-up e.6. no sistema Tilt-up é o marco inicial da obra. FIG. FIG.1. bem como frisos e texturas decorativas. Portanto.

Caso não haja nenhum piso executado ou não haja possibilidade executiva de realização. os mesmos são içados por um guindaste e posicionados sobre as fundações e. 20 – Escoramento das placas pré-moldadas 6. afirma Vendramini. prepara-se uma pista de produção. Mais tarde as escoras são retiradas quando a execução das lajes de coberturas que fornecerão aos painéis o travamento e estabilizações necessárias. que nada mais é do que um piso de concreto magro de espessura variável de 5 a 7cm com um acabamento liso. Segundo ele. apresentam características próprias para a realização do processo. é possível empilhar até seis painéis. planejando o reúso assim que completado o perímetro da obra. escorados. 38 . FIG. a seqüência de montagem deve fazer parte de um plano bem elaborado. A primeira etapa do processo consiste na preparação da base que servirá como fôrma para a placa.Após a execução dos painéis e a cura. não é necessário o aumento de área para a montagem. uma vez que os painéis podem ser executados e montados no interior da obra".3 – FABRICAÇÃO DA PLACA O processo de fabricação assemelha-se muito ao de execução de um piso de concreto. a fim de economizar com o aluguel de guindastes e principalmente acelerar a solidarização do conjunto. mais com outras peculiaridades. “Na maioria dos casos. que devido a sua planicidade. Conforme o número de placas. Quando não há espaço suficiente.1. Definidas as dimensões. é possível otimizar o uso das fôrmas. Thomaz lembra que "as primeiras peças fundidas serão as últimas a serem montadas". essas pistas são geralmente construídas por pisos de concreto concluídos e. executa-se uma pista.

porém há outros tipos que por serem metálicos atuam como ponte de ligação através de solda entre a cobertura e o painel entre pilares e painéis e até mesmos entre duas placas. Segundo Vendramini.1. 1998) Aplica-se o desmoldante no piso para evitar que o painel seja aderido. facilitando desta forma. juntamente com todas as aberturas. geralmente no período de 5 a 7 dias. Itens e pontos de conexão são expostos para a fixação de elementos de içamento. o içamento do painel quando concluído. FIG. o mais costumeiro é o emprego FIG. nivelado e a sua superfície regularizada.4 – PROCESSO DE IÇAMENTO DAS PLACAS Durante a cura do painel. A quantidade e o posicionamento das pegas são determinados em função da geometria e do peso das paredes. Um dos inserts que existem é o “lift”. O concreto especificado com base no dimensionamento do painel é lançado. 22 – Projeto esquemático das lajes pré-moldadas 39 . as formas são retiradas.Na concretagem inserimos em determinadas posições inserts na fôrma. adensado. 21 – Fluxograma de produção de elementos em concreto armado (MELHADO. 6.

planeja-se mais cabos. FIG. A preparação para o içamento também inclui o trabalho de fundação. marcação. 23 – Processo de montagem com o guindaste. Utilizam-se grandes guindastes para essa operação. nivelamento de juntas e qualquer pino de conexão. 40 . se as placas forem irregulares.de dois pares de quatro pegas com duas linhas. Oggi diz que em uma mesma obra é possível ter diferentes configurações de cabos. No entanto.

1– PROCESSO EXECUTIVO As lajes pré-moldadas foram dimensionadas em função da variação de modelos de casas. sendo o método construtivo produzido em grande escala. 7. 25 – Vista do modelo de casa do condomínio. sendo cada modelo composto por até 7 tipos de lajes com medidas diferentes. logística do canteiro e logística de transporte.7 ESTUDO DE CASO O objetivo do estudo de caso desse trabalho é a obra do Aldeia Parque Igarapé da Construtora e Incorporadora Morar em parceria com a Cyrela Brazil Reality. A obra está sendo executada na cidade de Laranjeiras-ES. onde teria um resultado satisfatório para esse tipo de negócio. Fig. 24 – Vista Panorâmica do condomínio Fig. no entanto com uma variação de tipologia executiva e processual. de placas Tilt-up. Para que o prazo de entrega do condomínio fosse garantido. Por esse motivo os métodos tradicionais não atendiam plenamente essa condição. portanto diante desses critérios foi estabelecido que as casas fossem construídas através de um sistema misto de alvenaria estrutural e lajes pré-moldadas baseados numa sistemática. Trata-se de um condomínio residencial de casas no Alto da Colina do qual é composto de 191 casas com um prazo de execução de obra de 20 meses. então a solução foi à adoção de sistemas construtivos baseados em pré-moldados. rapidez na execução era imprescindível sem que gerassem maiores transtornos. 41 . bem parecido de produção.

para tanto. utiliza-se o próprio piso de concreto do prédio como fôrma para execução das placas. sendo a superfície das placas polidas para que a placa de baixo sirva de fôrma de fundo da de cima. 27 – Vista do berço de produção das lajes pré-moldadas.1.1– PISTA DE PREPARO Normalmente. Fig. em uma área do condomínio. uma central de pré-moldados no qual conforme o número de placas foi possível otimizar o uso de fôrmas e seus reusos através da confecção de até 10 lajes uma sobre a outra apartir de uma pista ou berço especifico em função do modelo de laje de cada casa. Na obra do Aldeia Parque. Fig. foi criada. Fig. O concreto utilizado para a fabricação foi de Fck 30Mpa. Como as placas são fabricadas uma sobre as outras o 42 . 29 – Vista da montagem das fôrmas pré-moldadas. Dessa forma.7. 26 – Vista da produção máxima de lajes pré-moldadas. não foi possível esse formato devido a restrição de espaços para a confecção das placas próximo as casas. não houve necessidade de nenhum projeto especifico. Por isso. foi capaz de concentrar a mão-de-obra em apenas uma área facilitando a otimização do processo e produtividade da equipe. 28 – Confecção de escadas pré-moldadas Fig. As pistas ou berços não possuem qualquer função estrutural.

Fig.2– FÔRMA.1. 43 . 31 – Travamento da fôrma metálica com tirante. Para execução de diversos rebaixos. 7. sustentadas através de cantoneiras metálicas e tirantes.tempo de cura entre elas é diferenciado sendo necessário que a última laje da pilha tenha no mínimo 8 dias de cura para que seja feito o processo de içamento. Fig. após a instalação da laje no local é recomendado que se coloque algumas escoras pontuais nos panos para que se evitem parte da deformação gradativa da estrutura. Fig. Mesmo assim. frisos e acabamentos nas bordas foram determinados que se utilizassem cantoneiras de alumínio. quadros de metalon e frisos trapezoidais de madeiras de 5cm de altura para a previsão das futuras ligações das instalações elétricas e hidráulicas entre uma placa e outra ou entre um pavimento e outro. 32 – Vista da instalação dos rebaixos metálicos. As placas possuem uma espessura média de 12cm. 33 – Vista da instalação elétrica da laje. ARMAÇÃO E CONCRETAGEM A produção das fôrmas baseia-se nas técnicas utilizadas para execução de pisos de concreto. 30 – Vista dos perfis metálicos da fôrma. Fig.

sendo determinados para as placas o Fck 30Mpa. 35 – Concretagem da laje pré-moldada Fig. 34 – Vista esquemática do projeto executivo de produção da laje pré-moldada com os rebaixos e posicionamento dos ganchos. Fig. 36 – Içamento e transporte das placas. O lançamento e o adensamento do concreto obedecem aos padrões estabelecidos. Fig. alcançar valores mínimos de resistência da peça e realizar a desforma e o içamento dos painéis com segurança e num tempo bem menor que o convencional realizado.A armação obedeceu a um projeto especifico para cada placa em função de seu modelo sendo composta por duas camadas de telas soldadas e com reforços nos ganchos para o içamento das mesmas. conseguindo assim. 44 .

Devido a isso. o não atingimento do fck de cura ou desequilíbrio nos cabos de içamento gera provenientes fissuras e trincas que podem acarretar até a perda da função estrutural da peça. assim uma atuação concentrada de esforços. condenando-a. Como dito anteriormente. 37 – Rigging de um guindaste utilizado para a montagem das placas (Catálogo Liebherr.3– IÇAMENTO E MONTAGEM DOS PAINÉIS As placas são dimensionadas conforme sua disposição e esforços recebidos. como na maioria dos pré-moldados. normalmente. um dos momentos de e maior de esforço localizado importante consideração nos cálculos estruturais. 45 .7.1. Fig. 2006) A montagem das placas é. realizada por guindastes com capacidade de carga de 30 toneladas. é o do içamento da placa de concreto. Esse guindaste devido ao seu plano de rigging. quando o içamento não é bem sucedido ou a placa não é bem equilibrada na hora do erguimento. suporta na situação oferecida pela obra placas de no máximo 10 toneladas. esse fator contribui decisivamente para a alteração na especificação do concreto dos painéis. Porém.

Fig. 46 . 38 – Problema ocasionado pelo mau içamento da placa. 7.. 41 – Desplacamento mau sucedido.4– FINALIZAÇÃO No dia seguinte ao içamento são realizadas as interligações elétricas entre as placas e as juntas entre as lajes são seladas através do grouteamento e protegidas contra as intempéries. 40 – Trinca causada pela não excentricidade dos cabos. Fig. Fig.1.Fig. 39 – Trinca de içamento. No encontro entre a alvenaria e a laje pré-moldada é realizado o aperto a fim de evitar possíveis trincas ou ação das chuvas.

com uma sistemática construtiva convencional e uma no sistema misto de alvenaria estrutural e laje pré-moldada.5– ANÁLISE DA VIABILIDADE ECONÔMICA Com o objetivo de fazer uma primeira avaliação da viabilidade econômica da proposta construtiva.1. portanto sem função estrutural. foi desenvolvida uma comparação de custos para um caso típico entre uma casa. com um conjunto de pilares e laje maciça plana executada in-loco enquanto que a alternativa mista de alvenaria estrutural e laje pré-moldada foi necessária à criação de uma central de pré-moldados para que fosse possível produzir e armazenar um volume maior de lajes pré-moldadas maciças e planas para assim dar vazão para a execução da alvenaria estrutural. A alternativa construtiva convencional remete a uma edificação na qual a sua alvenaria é uma alvenaria de vedação.Fig. 42 – Pavimento com lajes instaladas Fig. 7. de dois pavimentos com as mesmas dimensões e tamanhos. 43 – Tratamento das juntas entre as lajes. 47 .

73 193.38 19.56 193.1 1. PREÇO PREÇO QUANT.631.09 518.811.00 63. TOTAL UNIT R$ TOTAL R$ TOTAL UNIT R$ TOTAL R$ INFRA-ESTRUTURA GABARITO FÔRMA E DESFORMA FORMA RADIER FORMA EXTRA RADIER FORMA METÁLICA DO RADIE MÃO-DE-OBRA PARA FORMA METÁLICA RADIÊ DESFORMA 5.09 221.94 166.19 13.41 193.4.48 250.60 345.48 0.00 17.4.4.695.64 3.90 229.587.59 2 2.1.3.13 28.35 1.1.1.88 3.48 164.695.74 1.09 193.3 62.2.40 CONCRETO CONCRETO MAGRO LAJE PISO TÉRREO = 5CM CONCRETO MAGRO EXTRA RADIER E=5CM CONCRETO BOMBEADO 30MPa RADIER CONCRETO BOMBEADO 30MPa EXTRA LAJE PISO M³ M³ M³ M³ 3.592.00 3.4.00 ESCORAMENTO ARMAÇÃO TELA LAJA TÉRREO E SUPERIOR ARMAÇÃO CORTADA E DOBRADA kg kg 610.60 449.37 2.2 2.40 3.29 5.4 ESTRUTURA CONVENCIONAL X PRÉ-MOLDADO .038.99 1.25 ARMAÇÃO TELA LAJE PISO TÉRREO TELA EXTRA RADIER kg kg 288.1 1.2 1.96 2.4.2 1.00 35.048.00 3.2 1.40 13.23 154.795.23 154.13 28.88 69.4 2.3.00 2.3 1.00 139.87 101.25 7.1 1.2.ESCADA SINAL PARA TRANSPORTE DE MOLDE 14.41 1.1.89 0.539.58 600.1.79 207.87 13.00 14.01 1.15 517.048.35 216.32 127.2 2.44 13.2.96 2.CASA A PRÉ-MOLDADO CONVENCIONAL DESCRIÇÃO QUANT.00 14.90 CASA 1.75 2.3 2.20 M² M² M² M² M² M³ 126.22 150.3 2.76 2.44 - 12.89 13.00 55.00 48.35 216.1.27 22.4 2.00 1.00 1.1 2.64 1.015.000.58 1.00 12.34 465.4 1.4 1.60 3.00 35.5 1.24 3.500.54 430.93 126.19 4.48 4.29 1.3.00 2.1 2.27 22.25 95.2.3 1.37 2.7 M³ M³ CASA 1.40 288.406.64 3.881.00 284.09 518.29 284.38 1.73 154.1 1.87 7.59 3.35 1.09 221.2 2.1 2.00 2.2 2.39 13. PREÇO PREÇO UNID.40 13.93 3.17 284.00 2.32 127.54 430.50 63.56 82.00 14.62 2.99 - 48 .09 193.022.64 3.79 3.29 M² M² CASA CASA M² 6.4.00 284.5 SUPER ESTRUTURA FÔRMA E DESFORMA FÔRMA PILAR TÉRREO E SUPERIOR METÁLICO FÔRMA LAJE TÉRREO E SUPERIOR FÔRMA ESCADA E VIGA PASTA DESMOLDANTES DESFÔRMA FÔRMA ENCARREGADO E CONSULTORIA DA STONE ESTRUTURA PRÉ-MOLDAD0 LAJES E VIGAS FÔRMA ENCARREGADO E CONSULTORIA DA STONE ESTRUTURA PRÉ-MOLDADO .30 6.88 95.2.56 14.00 3.1 2.3 1.1.ITEM 1 1.2 1.3.22 740.571.73 154.1.91 201.73 193.64 1.6 2.788.461.4.8 2.62 2.35 250.64 3.000.48 69.00 4.58 CONCRETO CONCRETO BOMBEADO 30 Mpa CONCRETO CONVENCIONAL PILARES 30 Mpa GROUTEAMENTO DE ALVENARIA ESTRUTURAL M³ M³ M³ 2.220.

1 CONTROLE TECNOLÓGICO DOS MATERIAIS GROUTEAMENTO DOS PILARES.924.374.313.03 497.8 2.12 1. .03 199.81 1. Já no sistema convencional existe a utilização de fôrmas de madeira na qual além do custo elevado.90 79.50 1.22 4.32 652.7 28.94 REVESTIMENTOS GESSO LISO NO TETO PARA CORREÇÕES QUADROS DE GRANITO DIFERENÇA ENTRE PAREDE DE 14CM E 9CM 2.90 79.7 2.02 754.4.00 126.42 1.4.6.00 1.00 466.48 17.00 116.00 7.53 126. devido a isso o uso da fôrma metálica se torna mais vantajosa quando o volume a ser produzido de peças é elevado.80 M² M² 142.4 2.00 2.860.94 4.22 4.00 126.492.50 1.99 230.50 1.1 2.2.6 2.42 CONVENCIONAL 30.Fôrma – No sistema pré-moldado há a utilização de fôrmas metálicas para a confecção das lajes e diante disso por ser um sistema não muito comum existe a necessidade do acompanhamento de uma empresa terceirizada detentora do conhecimento para a produção dos pré-moldados sendo essa assistência baseada no valor do metro cúbico produzido.5 2.877.8.1 2. 49 .889.4.2 ALVENARIA ALVENARIA ESTRUTURAL DE 14CM ALVENARIA ESTRUTURAL DE 9CM 5.92 2.02 2.7.2 2.55 254.Escoramento – No sistema pré-moldado essa etapa não é considerada enquanto que no convencional deve-se levar muito em consideração devido ao elevado custo.92 PRÉ-MOLDADO 28.7 2.8.5.6 2.00 1.50 1. desperdício de materiais se comparado com a metálica ainda tem o baixo número de repetições nas suas reutilizações.00 1.1 2.689.12 EQUIPAMENTOS EQUIPAMENTOS PARA MONTAGEM DAS LAJES PRÉMOLDADAS (MUCK E GUINDASTE) CASA 1.889.5 2.7. ENCONTRO DE LAJES E FUROS DE INSTALAÇÃO PLATAFORMA PARA MOLDAGEM DAS LAJES POLIMENTO PARA ACABAMENTO DAS LAJES PRÉ-MOLDADAS VB CASA VB M² 1. MATERIAIS PARA IÇAMENTO DAS LAJES PRÉ-MOLDADAS M³ 14.00 754.92 Planilha 2 – Estudo comparativo entre estrutura convencional e sistema misto de alvenaria estrutural e lajes pré-moldadas Diante dos custos apresentados na planilha acima percebemos que existem pontos relevantes a serem considerados quando comparado os dois sistemas (Convencional In-loco x Alvenaria estrutural e Laje Pré-moldada).47 21.00 1.877. tais como: .806.523.313.00 4.32 126.32 OUTROS OUTROS ITENS ESPECIAIS LAJES PRÉ-MOLDADAS.74 87.53 M² VB 199.063.32 652.44 21.4.

. . . mão de obra.Concreto – No sistema convencional pela estrutura ser executada antes da alvenaria é necessário que a mesma seja autoportante e resista aos esforços solicitados em função dos vãos variando assim a seção da laje para mais ou para menos. sendo assim os custos de confecção dos blocos mais elevados. instalação de canteiro e. reduzindo-se assim o volume de concreto utilizado. transporte e montagem há os benefícios da racionalização da construção com o emprego do concreto pré-moldado. diante das mesmas condições. agilidade do processo construtivo já que não há a necessidade do escoramento e cura in loco.Equipamentos de Montagem – Essa é uma etapa peculiar somente ao pré-moldado que deve ser observar pelo fato de ser necessário ter toda uma logística de transporte e risco no processo de içamento e instalação no seu destino. sendo um equipamento não muito comum. para a alternativa em concreto pré-moldado. portanto com custo elevado no conjunto. Os valores encontrados na planilha acima mostram que entre os dois sistemas. possibilidade de capacitação da mão-de-obra e especialização e redução dos erros executivos. aumento do nível de qualidade dos serviços. Diante disso. Já no sistema pré-moldado por já existir a alvenaria estrutural que é capaz de distribuir melhor os esforços consegue-se reduzir a espessura das lajes. ainda pode-se desconsiderar a necessidade de regularização do piso (contrapiso) e da laje de teto (gesso liso e reboco) além do acabamento das superfícies ficarem muito melhor. A diferença e a vantagem do sistema pré-moldado diante dos custos considerados pelas as fôrmas.Alvenaria – No sistema convencional a alvenaria tem apenas a função de vedação enquanto que a estrutural tem a função de suporte aos esforços. 50 . a variação de custos é reduzida podendo ser considerado quase o mesmo e desprezível. no entanto se analisarmos todo o sistema perceberemos que isso se dilui.

em geral. quanto em rapidez.8 CONCLUSÃO Devido a grande necessidade por prazos que o mercado nos impõe. devemos cada vez mais estar à procura de novos e práticos métodos construtivos que nos atendam tanto financeiramente. vemos cada vez mais. controle e agilidade não há a menor dúvida sobre a adoção de pré-moldados. chegando assim. nos levando a crer que dentro de alguns anos conseguiremos valores razoáveis para a execução desses métodos. também em construções de pequeno e médio porte. a um meio termo que atenda todas as necessidades da obra. pois eles terão um resultado bem mais satisfatório que outro método. a construção civil partindo para a modulação e pré-fabricação dos mais variados elementos. Em termos de planejamento. apresentam um custo muito parecido com o sistema convencional. que analisemos o objetivo do empreendimento e o valor disponível para a realização do mesmo. É necessário antes da definição dos métodos construtivos a serem adotados. Por outro lado. Os sistemas construtivos pré-moldado. 51 .

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