EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ª VARA DA FAMÍLIA E SUCESSÕES DO FORO REGIONAL DA .......

C.T.Y., nos autos da AÇÃO DE GUARDA DE MENOR COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA que lhe move J.G.S., proc. nº 000.00.0000-0, em curso por esta mui culta Vara e Cartório do º Ofício da Família e Sucessões do Foro, estando em termos, vem, na quinzena legal, apresentar suas RAZÕES DE ADVERSÃO. MM.JUIZ. Trata-se de Pedido de Guarda de Menor, com antecipação de Tutela, este, na verdade, direcionado para o pleito de Alimentos; não bastasse, com o "acerto" da data que o casal começou a se relacionar (1999 e não 1997, como dito), já se preparando a mulher, também, para pleitear a Dissolução de Sociedade. Na trilha de seus mais menores e egoístas interesses, não se peja, não muda o semblante, a "cara lisa", em afirmar comportamento que o pai (e companheiro), jamais exibiu. Nada tendo a dizer acerca da exemplar conduta do acionado, devaneia (para ser gentil), com estórias de agressões e sempre (como usual em casos que tais), baseada em ingestão de bebidas alcoólicas; e como fecho desta já cansada e vetusta linha de argumentação - como não poderia deixar de ser -

numa das imprudentes "brincadeiras" da mãe.. esse o teor da peça de incoação.. para se dignar esquentar uma única mamadeira que fosse. a final agressão física para justificar (como se pudesse) a saída imotivada do lar. até. as cansadas vezes. de resto. que nunca foi dada aos afazeres domésticos (e. preocupação esta perfeitamente fundamentada. ..... sequer. a lamentável situação só não teve anterior basta do demandado de sorte a preocupação de relegar a filha às inconseqüências da genitora. e teve que se submeter a uma intervenção cirúrgica no Hospital . por duas vezes o supldo.. embora o esforço do acionado ..... A mulher....em gran finale. posto que certa vez. o bem estar físico-psicológico da filha . as adjetivações proliferam quando os argumentos escasseiam. em especial. certa feita. não foram poucas.tudo fez a seu alcance para tentar trazer a paz para o lar.. a acompanha-la.g. não tinha tempo o ócio. a um . ao trabalho de modo geral). De efeito.. a matriculou em curso de inglês. informática e. que a incentivou continuar os estudos.Na verdade.. em julho de 2004.. de fato. e não 1997. Nesse sentido.. foi a criança gravemente ferida (no nariz). não logrou permanecer mais que dois meses.. Como facilmente se pode dessumir. Ao longo desse período.tendo sempre como mote. em exame de vestibular (inscrevendo-se com ela).. sempre teve no companheiro o maior estimulador para seu progresso pessoal. v. a aprimorar-se. Tendo como companheiro o micro-ondas e a comida pronta. em todos os casos. com a televisão ligada o dia inteiro.. chegando. Debalde...De primeiro urge deixar consignado que a relação do casal teve seu início em abril de 1999. a dois . Em apertada síntese..

Acerca do tema. que poderão continuar como já vinha ocorrendo . em proveito próprio.. PREVALÊNCIA DO INTERESSE DA CRIANÇA. a cinco .. aliás. id est: GUARDA DE FILHO. com o pai ou mesmo com terceiro.. au contraire) . (que não é dado ao vício da bebida e nunca. que há de ser criada no ambiente que melhor assegure o seu bem-estar físico e espiritual. com a almejada guarda definitiva.O princípio orientador das decisões sobre a guarda de filhos é o de preservar o interesse da criança. pais vivos de lar bem formado. de forma alguma pode permitir. jamais. ditos por ela como educativos. e.O reqdo. trata-se de uma criança. já alertou que está de malas prontas para . nesse sentido. também. como moeda de troca.não só o refletido em relação a filha .. a três .auxiliando na boa e adequada educação e estabilidade emocional da filha..mas no sentido de que. hoje com oito anos de idade. cujas imoderadas repreensões (tapas e beliscões).... já tentou residir com diversas pessoas e sempre. ocorreu em suas minguadas tentativas de emprego. abandoná-la sabe-se lá onde e com quem. útil acrescer que o quadro (antigo) de instabilidade da mãe é evidente . tirante o temor e os hematomas.como já foi dito e facilmente se verifica . em ordem a continuar o errático caminhar do dolce far niente: situação essa que o pai.. na verdade.. formado em curso superior (engenheiro) e ocupa cargo de extrema confiança em empresa de renome (gerente). possui.. que nunca se preocupou com a tenra idade da filha.que conta com moradia própria há mais de dez anos.de momento . No caso. Por sinal. que . assim.. a final.ir ao Estado do ... tomou qualquer atitude agressiva com a autora. sabe-se lá onde. ao reverso da autora.A mulher. após. expulsa da casa dos próprios pais (dela)..poderiam trazer à criança.E não é só. a falta de paciência. com ele. qualquer benefício .como evidente . e neta. acabou sendo convidada a se retirar: igual fenômeno. a quatro . seja com a mãe..usar a filha como escudo. Não bastasse o evidente descaso.. pretende ...

Pinheiro Franco.1998. com estudo social favorável à conservação dessa situação. Ap. nº 63. ficando assegurado à mãe o direito de visita. garantindo-lhe a proteção integral dos direitos inerentes a pessoa humana. Cív. j. . permanece como determinado na sentença. TJSP .1998.br/pesquisa. BAASP. já que está sendo criado pelo pai e pelos avós paternos. nº 59. no momento. TJRS. G.912-São Caetano do Sul. REsp 469. concedida ao pai. Infr.php) GUARDA. de 13. Embargos infringentes recebidos.07. de Direito Privado. Min. 24. José Carlos Teixeira Giorgis. GUARDA. maioria de votos. GUARDA E VISITAS. Des. julgado em 4/2/2003. Apelação cível nº 70000448803. Assim recomenda o estudo social constante dos autos e o parecer ministerial de primeiro grau. j.10ª Câm. Precisa. rel.056-4/0-Marília-SP. Ruy Rosado. Rel. Provas. ficar integrado na micro sociedade que é a família e que quem tenha a guarda possa dar melhores oportunidades de desenvolvimento pleno. Guarda deferida ao pai para convívio do menor com os demais irmãos.03. Sétima Câmara Cível. TJSP . Ementa: Alteração de guarda. 09.Hipótese em que a prova dos autos revela que o filho será melhor assistido.gov. julgado em 26/04/00.in http://informativo. Emb. Confirma-se a decisão que tornou definitiva a guarda provisória da menor..desde os primeiros meses de vida sempre esteve sob a guarda do pai e sob os cuidados da avó paterna. Ação procedente para esse fim. Direito de visita. Rel. também. DISPUTA ENTRE PAI E MÃE . Apelo improvido. que lhe oferecem boas condições materiais e afetivas. Quanto à regulamentação de visita.stj. GUARDA. pelo pai. Não basta que o menor esteja bem. pois uma mudança para a companhia da mãe poderia acarretar-lhe traumas e prejuízos irreparáveis. Des Rangel Dinamarco. Ementa: Guarda de menor. v.1986. Apelação desprovida.1ª Câm. quando comprovado que este possui melhores condições de proporcionar à filha uma melhor qualidade de vida.u. Relator: Des.914-RS. O bem-estar do menor recomenda que permaneça sob a guarda do pai. 2063/636-j. Direito de visita.09. pois quanto maior a convivência do filho com a mãe.

Apelação cível nº 598171874. Des. a SINDICÂNCIA SOCIAL urge realizada. GUARDA.AC 96. Oitava Câmara Cível. para o exercício da guarda. estando o casal separado de fato. havendo conflito entre os genitores. é da prevalência do interesse do menor. 20. verbo pro verbo.1ª C. na linha do magistério de Pedro Augusto Lemos Carcereri (in "Aspectos Destacados da Guarda de Filhos no Brasil").Despacho mantido . Agravo de instrumento . Deve-se sempre ter em mente que utilizar o filho para atingir o ex-cônjuge é inconseqüente. rancor.melhor para o seu desenvolvimento psíquico.). não raro. pois o princípio a ser observado. Orli Rodrigues . as partes podem lançar-se ao litígio proferindo alegações graves. não seria razoável deixar o ônus da prova exclusivamente para as partes.000621-4 . a disputa pela guarda. José Ataídes Siqueira Trindade. até que se dissolva a sociedade através de separação judicial. TJRS. posto que.J. que preponderará em qualquer hipótese. ciúme e vingança. cruel e demonstra incapacidade. tanto em virtude da reconhecida dificuldade na sua produção (testemunhas pouco presenciam as altercações domésticas). ressentimento. como também devido ao volume de contradições constantes no . como exige o artigo 333 do Código de Processo Civil.96) em ordem que. como mui r. a tendência é manterem-se as coisas como estão. o juiz decidirá tendo em vista as circunstâncias de cada caso e sempre no interesse daquele.08. julgado em 23/12/99. Relator: Des. na guarda do filho menor. de regra absoluta. daí o largo arbítrio de que dispõe os tribunais para estabelecer o que julgar mais acertado em proveito dos menores. (14 fls.Irresignação da mãe . Diante desta realidade. . Não se trata.Decisão que deferiu a guarda provisória das filhas ao pai .Prevalência dos interesses das menores . Cív. porém.Rel.requer. Tratando-se de ação envolvendo interesses de menores. "Quando a guarda é requerida no pressuposto de uma preexistente separação de fato." (YUSSEF SAID CAHALI) (TJSC . de quem assim procede.Recurso conhecido e desprovido. mascara sentimentos pouco nobres dos pais: discordância quanto ao pensionamento. mas sem o correspondente respaldo probatório.

. é este o entendimento apontado pelo Superior Tribunal de Justiça: Na fase atual da evolução do direito de família. bem como do permissivo constante nos artigos 332 e 335 do Código de Processo Civil.processo. sobretudo quando em prejuízo de legítimos interesses de menor. feito pelo assistente social forense. pág. Prevalecendo o entendimento defendido pelo douto professor. do menor e do meio em que vivem.987-RJ.. através da "sindicância social". o trabalho de apoio ao juízo. os juízes vêm determinando o acompanhamento de ações envolvendo guarda de filhos pelos assistentes sociais. deve limitar-se a vistoria. a confecção do estudo social pode auxiliar o esclarecimento de fatos levantados pelas partes. de cunho informativo. 24ª ed.CPC e Legislação Processual em Vigor. (STJ. 272). 4. Deve-se ensejar a produção de provas sempre que ela se apresentar imprescindível à boa realização da justiça. Universitária de Direito.662/93. Sálvio de Figueiredo Teixeira. (Guarda de Filhos. Ed. pode o julgador dispor com mais segurança sobre o regime de guarda dos filhos. estaria o assistente social forense incumbido de executar uma tarefa que não seria atribuição sua. 203). inclusive indicando o melhor caminho para a instrução processual. mesmo restrito. bem como suas atribuições. econômicas e educacionais dos pais. EDGARD DE MOURA BITTENCOURT. e não a investigação dos fatos. citando a experiência da Corte de Paris. qual seja: investigar. Com isto. é injustificável o fetichismo de normas ultrapassadas em detrimento da verdade real. 1981. Entrementes. Valendo-se do trabalho do serviço social forense. sociais. regulamentadas pela Lei 8. Cit in "Theotônio Negrão . Rel. levando-se em consideração sua competência constitucional (CF. Resp. Nesse sentido. Min. p. art. defende a medida: A sindicância objetiva apurar as condições morais. das condições fáticas vividas pelo menor. E. 158).

aguarda. serenamente.e anexados ( ) docs. R. inquirição de testemunhas. Adv. Do Deferimento. por lídima. prova pericial. escorreita JUSTIÇA! Termos em que. 25 de outubro de 2004 FERNANDO HOMEM DE MELLO LACERDA FILHO.Ex positis et ipso facti. . .ulterior de documentos e demais (desde já requeridas). de sorte as contraprovas oportunamente formuladas ao longo da instrução (e demais meios de provas inerentes à sua adequada defesa). M. E. especialmente por depoimento pessoal. j. com a final improcedência . São Paulo.

...... nº . haja vista a exigüidade de tempo que dispomos.... portadora da Cédula de Identidade/RG sob o nº. instrumento de procuração em anexo. que foram feitos com o incentivo do marido....... 2... e outros tantos..... expor e requerer o quanto segue: 1..... ... através de seu procurador e advogado adiante assinado que esta subscreve. promovida por .. com fundamento nos artigos 803 e 889 do CPC.... o requerente exigiu que a mesma parasse de trabalhar... o que de fato acabou acontecendo. Exa.... apesar da MEDIDA CAUTELAR DE GUARDA E POSSE PROVISÓRIA.. 3.Que. neste período ainda....... quando então reclamou e teve como resposta atitudes agressivas. na Comarca de .. a requerida sempre trabalhou... chegando a agressões físicas.... (qualificação)..A requerida afirma que a vida conjugal do casal era excelente até a vinda do menor .. .. 4. passando inclusive a fazer uso contínuo do álcool.. a partir de então o requerente passou a dar atenção excessiva ao menor. do período de namoro até o nascimento do filho do casal de nome . colocando-a em segundo plano..... recebeu várias propostas para fazer fotonovelas.... ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE .. a requerida por ter diversos cursos de modelo e manequim.EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ...Que. os quais na sua maioria foram bloqueados pelo requerente por ciúmes e machismo. apresenta os documentos... para tanto....... residente e domiciliado na Rua . e CPF/MF nº .... frente a urgência que merece o caso em tela... vem mui respeitosamente à presença de V. Após o nascimento do menor .Que. passando a dedicar-se exclusivamente ao filho e esposo.. que seguem em anexo.. que serão juntados oportunamente.... desfiles de modelo/manequim e trabalhar em outros eventos da área...... vem a requerida CONTESTAR as inverdades assacadas contra si na peça inaugural......

Com isso. indo logo ao banheiro onde se despia e voltava para a requerida.Que.Diante do fracasso da reconciliação. 8...A requerida.5.. 7. não suportando as atitudes grotescas do requerente. chegando a reconhecer suas poucas qualidades. cuidados dispensados ao menor e afazeres domésticos. implicando em internações e tratamento prolongado. sendo em ambas aprovada. sendo contratada como psicóloga na . voltava a residência da requerida. viu-se obrigada a trabalhar. trabalho.. Tanto é verdade. A requerida cedeu algumas vezes para evitar escândalos e certa feita. podemos observar claramente que o propósito da requerida era trabalhar dignamente na profissão que escolheu. a requerida aceitou tentar viver conjugalmente mais uma vez.Que. insistentemente..Que diante de tanta insistência. que os bilhetes inclusos provam que o requerente fazia tal assédio. o casamento caminhou para a separação. forçando-a a manter relações sexuais. após a separação. realizando concurso na . para exercer o cargo de Orientadora Educacional. insistindo que a mesma voltasse a se reconciliar.. 9. 10. em decorrência da separação. 6. conforme documentos anexos. em decorrência da agressividade constante do requerente e do impedimento que a mesma sofria em relação ao seu trabalho. pedia para entrar. conforme documento . não obtendo êxito.Após a recuperação da saúde. registrou queixa. quando não forçava sua entrada na casa. mesmo após separados. vendo-se em dificuldades financeiras em virtude do exíguo valor recebido como pensão alimentícia.. porém até o momento não foi ainda convocada para assumir. acarretando com isso a sua saída do trabalho da função de psicóloga e consequentemente acarretou sérios transtornos financeiros. a requerida voltou a procurar emprego.Que. o requerente sempre procurava ir à casa da requerida. a requerida teve sua saúde abalada. o mesmo. 11.

se digne V.. através de uma terceira pessoa.... fez as fotos e as entregou para uma pessoa do sexo feminino que foi buscá-las. mantendo o menor em poder da requerida.. procurando um estúdio fotográfico para fazer um "BOOK".. com objetivo de conseguir trabalhos em revistas e desfiles. de . descobrindo tais fotos na casa da requerida.. . solicitando cópias das fotos. diante tal pedido. agiu de máfé. via telefone. Pede deferimento.O fotógrafo inadvertidamente. salientamos que a avó materna terá preferência.Frente ao exposto e por tudo mais será devidamente comprovado. de . 14. usando-as para denegrir a imagem da mesma. perguntamos: Quem irá cuidar do menor? No caso de ser avó paterna. Exa. achou por bem retornar a profissão de Modelo/Manequim.. determinando. inclusive fazendo comentários desairosos.. tirando várias fotografias... inclusive nua. consequentemente.O requerente. .. se assim entender. identificando-se como sendo a requerida. julgar improcedente a medida cautelar e. haja vista que o requerente trabalha. senão tomar providências no sentido de ingressar em juízo com a ação de indenização para reparar danos morais sofridos frente a reprodução das fotos sem consentimento e com desvirtuamento das mesmas. procurou o estúdio fotográfico. . 16. um estudo psicosocial para auxiliar numa decisão justa e coerente.Diante dos fatos a requerida não tem outra alternativa. 15.incluso.Frente as dificuldades encontradas na profissão de psicóloga.. 12. 13. portanto. Nestes termos.

. apresenta os documentos. em decorrência da agressividade constante do requerente e do impedimento que a mesma sofria em relação ao seu trabalho. recebeu várias propostas para fazer fotonovelas.. apesar da MEDIDA CAUTELAR DE GUARDA E POSSE PROVISÓRIA............ Após o nascimento do menor .. passando a dedicar-se exclusivamente ao filho e esposo. frente a urgência que merece o caso em tela. expor e requerer o quanto segue: 1.... chegando a agressões físicas. que seguem em anexo. Exa..Que... cuidados dispensados ao menor e afazeres domésticos.. que foram feitos com o incentivo do marido. que serão juntados oportunamente..... neste período ainda. haja vista a exigüidade de tempo que dispomos. a requerida por ter diversos cursos de modelo e manequim.. conforme documentos anexos. a partir de então o requerente passou a dar atenção excessiva ao menor... e outros tantos. com fundamento nos artigos 803 e 889 do CPC..Que.. e CPF/MF nº ...... para exercer o cargo de Orientadora Educacional........ nº ..A requerida.. instrumento de procuração em anexo. portadora da Cédula de Identidade/RG sob o nº. o requerente exigiu que a mesma parasse de trabalhar......... 5...... promovida por ..... quando então reclamou e teve como resposta atitudes agressivas.... Advogado OAB/..Que. colocando-a em segundo plano. a requerida sempre trabalhou..... passando inclusive a fazer uso contínuo do álcool... do período de namoro até o nascimento do filho do casal de nome .. 2.. vem mui respeitosamente à presença de V.... vendo-se em dificuldades financeiras em virtude do exíguo valor recebido como pensão alimentícia. em decorrência da separação.... através de seu procurador e advogado adiante assinado que esta subscreve. 3. sendo contratada como psicóloga na .. os quais na sua maioria foram bloqueados pelo requerente por ciúmes e machismo.. após a separação.. para tanto.... (qualificação)... o casamento caminhou para a separação..... 6. o que de fato acabou acontecendo.. ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE ... implicando em . ... a requerida teve sua saúde abalada..Que.... desfiles de modelo/manequim e trabalhar em outros eventos da área... 7.. viu-se obrigada a trabalhar. residente e domiciliado na Rua ..... 4.... EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA .. vem a requerida CONTESTAR as inverdades assacadas contra si na peça inaugural...A requerida afirma que a vida conjugal do casal era excelente até a vinda do menor . trabalho..Que. na Comarca de ..

se digne V. o mesmo. perguntamos: Quem irá cuidar do menor? No caso de ser avó paterna. Nestes termos. via telefone. a requerida aceitou tentar viver conjugalmente mais uma vez. 9. um estudo psicosocial para auxiliar numa decisão justa e coerente. insistindo que a mesma voltasse a se reconciliar. registrou queixa. fez as fotos e as entregou para uma pessoa do sexo feminino que foi buscá-las. de . conforme documento incluso. chegando a reconhecer suas poucas qualidades. não obtendo êxito. achou por bem retornar a profissão de Modelo/Manequim.Frente as dificuldades encontradas na profissão de psicóloga.. com objetivo de conseguir trabalhos em revistas e desfiles.. diante tal pedido. que os bilhetes inclusos provam que o requerente fazia tal assédio. A requerida cedeu algumas vezes para evitar escândalos e certa feita.O requerente.. consequentemente. insistentemente.Após a recuperação da saúde.... identificando-se como sendo a requerida.Que diante de tanta insistência. quando não forçava sua entrada na casa.. 11.Frente ao exposto e por tudo mais será devidamente comprovado. agiu de má-fé.. procurando um estúdio fotográfico para fazer um "BOOK"..internações e tratamento prolongado. Pede deferimento. inclusive fazendo comentários desairosos. salientamos que a avó materna terá preferência. Com isso. mesmo após separados. porém até o momento não foi ainda convocada para assumir. 14. 15. indo logo ao banheiro onde se despia e voltava para a requerida. Exa. julgar improcedente a medida cautelar e. . senão tomar providências no sentido de ingressar em juízo com a ação de indenização para reparar danos morais sofridos frente a reprodução das fotos sem consentimento e com desvirtuamento das mesmas.. portanto. através de uma terceira pessoa. solicitando cópias das fotos. procurou o estúdio fotográfico. determinando. realizando concurso na .Diante do fracasso da reconciliação. pedia para entrar.. .. inclusive nua. haja vista que o requerente trabalha. se assim entender.. tirando várias fotografias.. acarretando com isso a sua saída do trabalho da função de psicóloga e consequentemente acarretou sérios transtornos financeiros. não suportando as atitudes grotescas do requerente. o requerente sempre procurava ir à casa da requerida. 16.Que. mantendo o menor em poder da requerida. Tanto é verdade. podemos observar claramente que o propósito da requerida era trabalhar dignamente na profissão que escolheu. sendo em ambas aprovada. forçando-a a manter relações sexuais. ...Diante dos fatos a requerida não tem outra alternativa. de . voltava a residência da requerida.O fotógrafo inadvertidamente. a requerida voltou a procurar emprego. 8. 13. descobrindo tais fotos na casa da requerida. 12.. 10. usando-as para denegrir a imagem da mesma.

. residente e domiciliada na Rua (xxx). bem como o de sua família. vem. residente e domiciliado na Rua (xxx).. inscrita no CPF sob o nº (xxx).... Bairro (xxx). CONTESTAÇÃO À AÇÃO DE GUARDA DE MENORES C/C BUSCA E APREENSÃO MERITÍSSIMO JUIZ DE DIREITO DA ____ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE (XXX) Autos nº: (xxx) REQUERENTE. nos termos do art. nº (xxx). Cidade (xxx). (Nacionalidade). (xxx).. Advogado OAB/.... Cidade (xxx)... nº (xxx). com redação introduzida pela Lei 7510/86. (Profissão). (xxx). (Estado Civil). afirma que não possui condições de arcar com custas processuais e honorários advocatícios sem prejuízo do sustento próprio. portadora da Carteira de Identidade nº (xxx).. ...DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA: Inicialmente. razão pela qual faz jus o REQUERENTE ao benefício da gratuidade da justiça.. que lhe move REQUERIDA (Nacionalidade). portador da Carteira de Identidade nº (xxx). Cep. à presença de Vossa Excelência apresentar CONTESTAÇÃO nos autos da AÇÃO DE GUARDA DE MENORES C/C BUSCA E APREENSÃO. pelos motivos que passa a expor: I . mandato anexo (doc. no Estado de (xxx)... inscrito no CPF sob o nº (xxx). respeitosamente. 1).. nos termos do artigo 4º da Lei 1060/50. Cep... por seu procurador infra-assinado. Bairro (xxx).. (Estado Civil). 297 e seguintes do Código de Processo Civil. no Estado de (xxx). (Profissão).

na secretaria da (xxx)ª Vara de Família desta comarca. permanecesse com seu pai. de forma alguma. o REQUERENTE ingressou com a aludida ação de dissolução de sociedade de fato c/c guarda de menores (processo n° (xxx). Diante disto. DA AÇÃO DE DISSOLUÇÃO DE SOCIEDADE DE FATO De fato. fls. DA SEPARAÇÃO DO CASAL Não é verdadeira. No entanto. a afirmação de que a REQUERIDA foi. No entanto. a mãe. Após haver levado consigo a menor (xxx) no dia (xxx). a REQUERIDA realmente levou consigo os filhos. expulsa pelo REQUERENTE da casa onde moravam. insistindo que queria permanecer na companhia e sob a guarda do pai. aproximadamente cinco meses após haver abandonado o lar. 3. Devido a desentendimentos ocorridos entre ambos. de que o REQUERENTE levou um dia os filhos para passear e não retornou com eles. a REQUERIDA permitiu que os dois filhos mais velhos do casal voltassem a morar com o REQUERENTE. o menor (xxx) recusou-se a ir com sua mãe. no dia (xxx). enquanto o filho (xxx) permaneceu com o ora REQUERENTE. permitiu que o filho (xxx). No entanto. da forma relatada acima. Naquele dia (xxx).NO MÉRITO 1. é também falsa a afirmação da REQUERIDA. 2.II . no qual foi firmado o acordo mencionado na exordial. comprometendo-se o REQUERENTE a entregar os menores (xxx) à mãe. que a REQUERIDA não mencionou fatos muitíssimo relevantes em sua petição inicial. na época com (xxx) anos de idade. onde a REQUERIDA deveria recebê-los. a REQUERIDA abandonou a residência comum. Quando o casal se separou. a REQUERIDA manteve a filha em sua companhia até o final daquele mesmo ano. Excelência. que tramitou perante a (xxx)ª Vara de Família desta comarca). os dois filhos mais velhos dos litigantes permaneceram na companhia do pai. Até o dia (xxx). (xxx) daqueles autos. levando os menores até a mencionada secretaria. Ocorre. ora REQUERENTE. o REQUERENTE cumpriu sua parte no referido acordo. DO ABANDONO DA MENOR A REQUERIDA também deixou de expor em sua exordial um fato de enorme relevância. . ora REQUERIDA. juntamente com os filhos.

ou para qualquer aspecto do desenvolvimento humano das crianças. até que ela viesse buscá-la. de que muito lutou para ter consigo seus filhos. que a menor (xxx) tem queda de cabelo por estar desnutrida. que passam fome na companhia do pai. Diante de tais fatos. que ficaram na companhia do REQUERENTE. como havia dito que faria no bilhete. nem foi buscar sua filha. na petição inicial. durante o período em que os dois filhos (xxx) e (xxx) permaneceram com o REQUERENTE. DO COMPLETO DESINTERESSE DA REQUERIDA PELOS SEUS FILHOS A REQUERIDA. A única pessoa que ocasionalmente visitava os menores era a sua avó. DAS REAIS CONDIÇÕES EM QUE VIVIAM AS CRIANÇAS NA CASA DO RÉU A REQUERIDA fez. até a época em que ingressou com a inicial perante este Juízo. Simplesmente não se interessou mais em ver os dois filhos. durante o período em que os filhos permaneceram com o pai. mãe da REQUERIDA. a menor (xxx). em uma data situada entre o natal e o último dia do ano de (xxx). (xxx). e que não têm alimentação suficiente na casa do . encontrou a menor (xxx) sentada diante da casa. a REQUERIDA jamais fez qualquer esforço neste sentido. qualquer interesse em vê-los. que na época estava com apenas (xxx) anos de idade. A afirmação da REQUERIDA na inicial. e tia da menor. irmã do REQUERENTE. que os menores pedem esmolas na feira livre do bairro. O fato ocorreu da seguinte maneira: no dia mencionado. a REQUERIDA simplesmente dizia para que o REQUERENTE tomasse conta da filha. 5. Ademais. afirmações inverídicas. a autora abandonou sua filha. seus próprios filhos. que vivem mal trajados. Neste bilhete. A REQUERIDA nunca fez nenhum apelo ao REQUERENTE para ver os filhos. que era um bilhete da REQUERIDA. além de não haver contribuído em nada para a educação. ao abrir a porta. segurando um pedaço de papel. não mais procurou o REQUERENTE. Ao contrário. de que solicitava ver os filhos. em visitá-los. com cabelos desfeitos. 4. Afirmou.No entanto. é absolutamente falsa. que ambos os menores andam até altas horas nas ruas do bairro sem prestar contas de onde foram. desde o mencionado dia em que abandonou sua filha (xxx). A REQUERIDA simplesmente nunca demonstrou. descabidas e falsas. em resumo. jamais contribuiu para o sustento material de sua prole. é fácil concluir que é totalmente falsa a afirmação da REQUERIDA na exordial. de tarde. a Sra. é importante salientar que a REQUERIDA.

sempre foram mantidos nas melhores condições de asseio e higiene. tia dos menores. Afirma ainda. Além de tudo isto. os menores (xxx) e (xxx). permitiram que eles ficassem na rua até altas horas da noite. que o empurrou e jogou para dentro de casa. sempre se esforçou por dar a todas as crianças que vivem na casa. e sim com a mãe da REQUERIDA. enquanto estavam na companhia do pai. juntamente com sua irmã. estavam regularmente matriculados na Escola Municipal (xxx). e sempre tiveram constante ciência de onde os menores estavam. Os menores nunca pediram qualquer esmola. vestimenta adequada e decente. enquanto estiveram com o pai. a Sra. seja na feira. Os menores têm. Só este fato já demonstra a leviandade e a falsidade das afirmações da REQUERIDA. e nunca tiveram qualquer problema de saúde causado por desnutrição. Todas estas afirmações da REQUERIDA são falsas. seus filhos e seus três sobrinhos. O REQUERENTE. 6. O REQUERENTE. simplesmente porque nunca ficaram desnutridos. seja em qualquer outro lugar. DA ATUAL SITUAÇÃO DO MENOR A REQUERIDA afirmou na inicial que a avó materna do menor (xxx) foi com ele até a residência do REQUERENTE para buscar o material escolar e que então o menor foi lá detido pelo pai. de nome (xxx). e obtinham bom desempenho escolar. ou sua irmã. Sempre tiveram em casa alimentação adequada e abundante. não permitindo jamais que eles se expusessem a qualquer tipo de perigo. Jamais o REQUERENTE. no bairro (xxx). Os menores nunca passaram fome na companhia do pai. que (xxx) "muito gostaria que fossem morar com eles os dois filhos menores (xxx) e (xxx). Isto se . Tanto é falsa. Tal alegação é falsa. O pai dos menores não faz uso exagerado de bebidas alcoólicas. saudáveis e bem cuidados. (xxx). Crianças desnutridas não têm bom rendimento escolar. que o referido menor não está atualmente em companhia do REQUERENTE. e que o pai se alcooliza demais.pai. Os menores. através da própria avó materna dos menores. tomou ciência de que seu filho (xxx) não está residindo com a REQUERIDA. Isto é um fato relevante. para lhe ajudar a criar seus filhos. uma boa educação e a melhor qualidade de vida possível. na casa do pai. que o ajuda nos cuidados com os menores. A REQUERIDA afirmou ainda." Isto também não é verdade. que conta com a ajuda de seu novo companheiro. haja vista o fato de serem estimulados a estudar na casa do pai. pois é sabido que dificilmente uma criança tem bom desempenho escolar quando está sob a guarda de um adulto negligente.

permanecer em companhia de seu pai. diante de tudo o que foi exposto. O que se pode afirmar apenas é que é uma situação prejudicial ao menor. documental. ao final desta ação. Ademais. não mantém seu filho junto a si. Uma mãe que abandona sua própria filha de quatro anos de idade. que a ora REQUERIDA não tem nenhuma aptidão moral para exercer a guarda de seus filhos menores. O REQUERENTE provará tudo o que foi aqui afirmado por meio de qualquer prova em direito admitida. preferindo que ele viva com outra pessoa. emocional e intelectual de seus filhos menores. à tia (xxx) e aos primos. ao contrário. podendo exercer desde já a guarda de fato do menor. depoimento pessoal. sem querer ao menos saber como estão. que a guarda dos filhos menores dos litigantes seja exercida pelo REQUERENTE. ao mesmo tempo em que priva o pai de exercer a guarda de (xxx). Tal situação revela que a mãe não deseja a guarda do filho. revela ser uma pessoa que dificilmente proporcionará o bem estar e a qualidade de vida necessários para o bom desenvolvimento físico. REQUER: A improcedência do pedido. o REQUERENTE não tem como saber. não convive de forma amigável com o menor. (xxx) (filho) deseja. não o faz. pois a mãe de (xxx) é autora de uma ação na qual pretende a guarda dele mas. para deixar este filho com outra pessoa. sempre tiveram boa alimentação. Não se pode jamais admitir que uma mãe queira retirar do pai a guarda de um filho. características de um verdadeiro lar. junto ao pai. que se desinteressa dos filhos por um longo período de tempo. mas não pretende ela mesma exercê-la. os menores. . determinando-se. educação e segurança. O REQUERENTE. Em sua casa. O que ela pretende com isso. como sempre desejou. sempre demonstrou aptidão para manter os filhos em sua companhia.deve ao fato de que o referido companheiro da REQUERIDA. especialmente testemunhal. tendo com ele constantes desentendimentos. bem como pelo depoimento dos menores. III . bem-estar e um ambiente familiar tranqüilos. Tal fato gera uma situação absurda.CONCLUSÃO Constata-se. fato que pode ser comprovado com a oitiva do menor. que desde já requer. Pelo exposto. que pretende tirar do pai a guarda do filho.

Data e Ano).Termos que. (Nome e Assinatura do Advogado). . Pede Deferimento. (Local.

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