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Direito Da Seguridade Social

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Para certas prestações, verificado o fato material que as explica, tem lugar o nascimento do direito
subjetivo à prestação, em favor do cidadão beneficiário, independentemente da época em que tal fato
venha a ocorrer. Em outras, entretanto, o legislador estabeleceu prazos e condições para a aquisição
desse direito, além do fato de ser o cidadão vinculado ao sistema. E esses prazos para aquisição do
direito à prestação, contados do ingresso do segurado no regime vinculado a uma instituição,
denomina-se “períodos de carência”’ costumando-se defini-los como “o lapso de tempo durante o qual
os beneficiários não têm direito a determinadas prestações, em razão de não haver o segurado
completado o número mínimo de contribuições mensais exigido para esse fim”. O que a lei, na verdade,
exige do segurado, especialmente do seguro-desemprego, é a permanência do vínculo, durante certo
lapso de tempo, e não, especificadamente, a contribuição devida nesse período, que pode ou não ter
sido vertida, sem embargo de seu direito se aperfeiçoar com o passar do tempo. Mais acertado será ver
na exigência de período mínimo de vinculação, para a concessão de certas prestações, a natural
cautela contra tentativas de fraude, pelas quais se intentasse configurar uma filiação, de fato não
existente, a fim de obter uma prestação indevida. A contagem dos prazos, para que se gere o direito ao
benefício, é feita a partir da vinculação. A esse respeito é bastante esclarecedora a orientação
ministerial, derivada de pré-julgado, no sentido de que “perdida a qualidade, caducam os direitos a ela
inerentes. Por conseguinte, é inadmissível que o ex-segurado possa desfrutar benefícios próprios de
uma situação da qual já não participa ou de uma condição que não mais ostenta”. No reingresso no
sistema da previdência social, as contribuições pertinentes ao direito decaído não elidem a exigência de
novos períodos de carência, como salientou a autoridade ministerial no processo. É necessário
considerar que, perdido o status de segurado, se este novamente se vincula ao regime, o tempo de
filiação anterior será levado em conta, para efeito de carência, após ser mantido o novo vínculo por
período igual a um terço da carência fixada para a prestação pretendida.
Tempo computável – para a formação do período de aquisição do direito à prestação, é de se levar em
conta, a permanência do segurado, vinculado à previdência social, sempre que a lei exija. Em
determinadas situações jurídicas, o tempo de serviço ou de vinculação se amplia em favor do
beneficiário. Ainda é computável o tempo de aprendizado profissional em escolas técnicas, o de
freqüência em escolas técnicas mantidas por entidades privadas, endereçadas aos seus empregados
aprendizes, e o dos cursos de aprendizagem ministrados pelos empregadores aos seus empregados,
bem como o realizado em cursos do SENAC ou do SENAI, para a formação de trabalhadores menores.

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