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Galvão (1993) ressalta que os cinco estágios de desenvolvimento do ser humano descritos
por Wallon ocorrem em fases, com predominância afetiva e cognitiva. São eles:

1) Impulsivo­emocional ­ ocorre no primeiro ano de vida e aponta para o fechamento da
consciência sobre si, ou seja, para a indiferenciação entre a criança e o outro.
Predomina a afetividade que orienta as primeiras reações do bebê para com as
pessoas que estão ao seu redor, e estas são os mediadores da relação do bebê com o
mundo físico.

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2) Sensório­motor e projetivo ­ vai até os três anos. A aquisição da marcha e da
preensão oferece à criança maior autonomia na manipulação de objetos e na
exploração dos espaços. Os objetos passam a ter significado. Também, nesse estágio,
a criança entra no mundo dos signos e da linguagem. O termo projetivo significa que a
ação do pensamento precisa dos movimentos para se exteriorizar. Para Wallon (1986),
o ato mental se desenvolve a partir do ato motor.

3) Personalismo ­ dos três aos seis anos. Nesse estágio desenvolve­se a construção da
consciência de si mediante as interações sociais, reorientando o interesse das crianças
para o mundo humano, colocando­se em situação de oposição, sedução e imitação.

4) Categorial – a criança passa a ter maior domínio do universo simbólico. Dessa forma,
ela consegue se dirigir a objetos que não estejam necessariamente presentes,
operando e pensando sobre eles usando apenas a representação. Os progressos
intelectuais dirigem o interesse da criança para as coisas, para o conhecimento e
conquista do mundo exterior.

5) Adolescência – Esse estágio tem início aos 12 anos com a puberdade; é marcado por
transformações fisiológicas e mudanças corporais devido ao amadurecimento sexual,
como também por transformações psíquicas com preponderância afetiva.

O meio social e cultural passam a ter grande relevância. Os adolescentes não aceitam
regras e não toleram o controle que os pais exercem sobre eles. Por esse motivo, necessitam
identificar­se com seu grupo de amigos. Assuntos de ordem pessoal, moral e existencial se
tornam relevantes.

De acordo com Nascimento (2004, p. 52),

[...] nessas etapas, as formas de atividade construídas pela criança passam por
reformulações. Ora preponderam os aspectos afetivos, voltados para o mundo humano, ora os
cognitivos, voltados para o mundo físico, que se alternam, proporcionando características próprias
de cada etapa. A ordem para a realização do desenvolvimento, além disso, é permeada pela
cultura e pelo ambiente onde a criança está inserida.

Wallon (1986) prioriza o papel da emoção no desenvolvimento infantil, pois, todo o contato
que a criança tem com seus cuidadores, desde o nascimento, é feito permeado de emoções.

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Você sabia que para Wallon “a criança só sabe viver a sua infância? Conhecê­la
pertence ao adulto. Mas o que vai prevalecer nesse conhecimento: o ponto de vista do
adulto ou o da criança?” (WALLON, 1986, p. 27).

Para Wallon, “o meio é um complemento indispensável ao ser vivo” (WALLON, 1986, p.
168).

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