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Polimeros_Termorrigidos

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Polímeros Termorrígidos

Escola de Engenharia de Lorena – EEL/USP Prof.ª Dr.ª Daniela Camargo Vernilli

Autores: Gislaine Aparecida C. Fernandes Graziela de Paula Justino Mildred Carolina Élis Ribeiro Ulisses Carlos de Souza

05I067 05E084 05I020 05I042

1.Objetivos O objetivo desse trabalho visa estudar os polímeros quanto a sua classificação, mais especificamente os polímeros termorrígidos. Vamos apresentar suas propriedades, suas diferenças quantos aos outros tipos, meios de obtenção e aplicações na indústria. 2.Introdução 2.1Polímeros Polímeros naturalmente ocorrentes - aqueles derivados de plantas e animais - têm sido usados durante muitos séculos; estes materiais incluem madeira, borracha, algodão, lã, couro e seda. Outros polímeros naturais tais como proteínas, enzimas, amidos e celulose são importantes em processos biológicos e fisiológicos em plantas e animais. Muitos dos nossos úteis plásticos, borrachas e materiais de fibras são polímeros sintéticos. Em algumas aplicações partes de metal e de madeira foram substituídas por plásticos, que têm propriedades satisfatórias e podem ser produzidos a um custo mais baixo. Tal como com metais e cerâmicas, as propriedades dos polímeros estão intrinsecamente relacionadas aos elementos estruturais do material. Dentro de cada molécula, os átomos estão ligados entre si por ligações interatômicas covalentes. Para a maioria dos polímeros, estas moléculas estão na forma de cadeias longas e flexíveis, cuja espinha dorsal é constituída por um cordão de átomos de carbono; muitas vezes, cada átomo de carbono se liga por ligação simples a 2 adjacentes átomos de carbono em cada lado, representado esquematicamente em duas dimensões como se segue:

Cada um dos 2 remanescentes elétrons de valência para cada átomo de carbono pode ser envolvido em ligação lateral com átomos ou radicais que estão posicionados adjacentes à cadeia. Estas moléculas longas são compostas de entidades estruturais denominadas unidades meros, que são sucessivamente repetidas ao longo da cadeia. "Mero" origina-se da palavra Grega meros, que significa parte; um único mero é denominado monômero; o termo polímero criado para significar muitos de uma parte. "Mero" denota a

ela é simplesmente o processo pelo qual unidades monoméricas são juntadas entre si e sobre o produto da junção anterior. O primeiro se amolece quando aquecido e se endurece quanto resfriado. este ciclo é reversível e possível de ser repetido. enquanto que "monômero" é usado no contexto de uma molécula consistindo de um único mero. existe uma distribuição de massas moleculares. Em relação ao comportamento mecânico a elevadas temperaturas. a fim de gerar cada uma das constituintes moléculas gigantes. polímeros caem dentro de 3 classificações gerais: frágeis. as . Em contraste.unidade repetida numa cadeia polimérica. polímeros são classificados como termoplásticos ou termorrígidos. Sua característica principal é a apresentação de uma grande capacidade de deformação elástica em temperatura ambiente. Estes materiais não são nem tão fortes nem tão rígidos quanto os metais e suas propriedades mecânicas são sensíveis a mudanças em temperatura. Não existe nenhuma restrição em síntese de polímeros que previna a formação de compostos outros que não homopolímeros e. Com base no comportamento tensão-deformação. A resistência mecânica destes materiais pode ser melhorada por ligação cruzada induzida por radiação e por aumentos na cristalinidade e na massa molecular média. que são os polímeros intermediários. de fato. nas quais são chamadas copolímeros. Muitos dos elastômeros são co-polímeros. Muito geralmente. Resistências à fratura de materiais poliméricos são baixas em relação aos metais e as cerâmicas A síntese dos polímeros de grande massa molecular é denominada polimerização. De vez que todas as moléculas não são do mesmo tamanho. cadeias podem ser compostas de 2 ou mais diferentes unidades de meros. uma vez tenham sido endurecidos. plásticos e altamente elásticos. Existem também os polímeros elastômeros. o polímero resultante é chamado um homopolímero. não mais se amolecerão no aquecimento. Eles apresentam certo número de ligações cruzadas. os termorrígidos. Possuem cadeias predominantes lineares com alguma reticulação.Massas moleculares para polímeros superiores podem exceder a 1 milhão. Quando todas as unidades repetitivas ao longo de uma cadeia são todas do mesmo tipo. enquanto que os elastômeros de silicone são realmente materiais inorgânicos. A grande capacidade de deformação dos elastômeros está associada à configuração espiralada de suas cadeias poliméricas.

A química da reação específica não é importante. que é eliminado. mas sim. Polimerização por adição (às vezes denominada polimerização por reação de cadeia) é um processo pelo qual unidades monoméricas bifuncionais são anexadas uma de cada vez na forma de uma cadeia para formar uma macromolécula linear. Na primeira delas. que são compostos de moléculas tendo massas moleculares pequenas. uma molécula linear. o mecanismo de polimerização por condensação. Nenhuma das espécies reagentes tem a fórmula química unidade repetidora do mero e reação intermolecular ocorre cada vez que uma unidade repetidora do mero se forma. neste caso. Polimerização por condensação (ou reação em etapas) é a formação de polímeros por reações químicas intermoleculares em etapas que normalmente envolvem mais de uma espécie monomérica. a composição da molécula produto resultante é um exato múltiplo daquela do monômero reagente original. o período requerido para o crescimento de uma molécula consistindo de. produzindo. Propagação envolve o crescimento linear da molécula à medida que unidades monoméricas vão sendo anexadas umas às outras em sucessão para produzir a molécula de cadeia O crescimento de cadeia é relativamente rápido. Tempos de reação para condensação são geralmente mais longos do que para a polimerização por . as extremidades ativas de duas cadeias em propagação podem reagir entre si ou ligarem-se mutuamente para formar uma molécula não reativa.estão envolvidos na polimerização de adição. As reações pelas quais ocorre a polimerização são agrupadas em duas classificações gerais . 1000 unidades mero é da ordem de 10-2 a 10-3s. propagação e terminação . uma extremidade ativa de cadeia pode reagir com um iniciador ou outras espécies químicas tendo uma única ligação ativa com a resultante cessação do crescimento de cadeia.adição e condensação – de acordo com o mecanismo de reação. assim terminando o crescimento de cada cadeia. Propagação pode terminar ou chegar ao fim de diferentes maneiras. Durante a etapa inicial. Este processo em etapas é sucessivamente repetido. existe usualmente um subproduto de pequena massa molecular tal como água. Três distintos estágios . digamos.iniciação.matérias primas para polímeros sintéticos são derivadas dos produtos do carvão e do petróleo. um centro ativo capaz de propagação é formado pela reação entre uma espécie iniciadora (ou catalisadora) e a unidade monomérica. Ou.

a energia necessária para o rompimento destas ligações é muito alta e os polímeros são “queimados” antes de se transformarem em materiais moldáveis. Outros termorígidos. criando uma estrutura de cadeia tridimensional estável que impede um novo deslocamento das moléculas do polímero. já que são facilmente remodelados através da aplicação combinada de pressão e . os náilons. 3. que são normalmente moldados com componentes líquidos que podem reagir com alguns produtos químicos à temperatura ambiente. resultando em degradação das propriedades. Reações de condensação às vezes produzem monômenores trifuncionais capazes de formar polímeros cruzadamente ligados e de rede. Tal como acontece com a polimerização por adição. o que permite a deformação desses a partir da aplicação de pressão. fornecendo uma distribuição de massa molecular. vários comprimentos de cadeia são produzidos. visto que. Os termorrígidos poliésteres e fenolformaldeídos. é essencial que os tempos de reação sejam suficientemente longos e a conversão dos monômenores reagentes seja completa. e os policarbonatos são produzidos por polimerização por condensação. não necessitam de aquecimento externo ou algum tipo de pressão para serem produzidos. Quando resfriados.adição. no entanto. 3. somente haverá o rompimento da cadeia. poliuretano (pintura) e epóxi (adesivos e pisos). Com o aquecimento e pressão.2 Diferenças entre polímeros termoplásticos e termorrígidos Polímeros termoplásticos podem ser amolecidos. tais polímeros retomam a sua rigidez inicial. o mesmo não pode mais amolecer. O comportamento desse tipo de polímero viabiliza a produção em larga escala de artefatos através de meios como a extrusão e a moldagem por injeção. apenas uma vez. Desenvolvimento 3.1 Polímeros Termofixos Os polímeros termofixos possuem ligações covalentes entre as cadeias. tornando-se mais rígidos. Para produzir materiais de grandes massas moleculares. como o poliéster. O aquecimento é usado para dar formato a uma peça. Outro importante aspecto desses polímeros é que eles podem ser reciclados a partir de rejeitos e refugos. portanto não podem ser reciclados. Ao serem aquecidos os termofixos formam as ligações cruzadas entre as cadeias lineares.

os hidrogéis. essas ganham maior liberdade de se moverem umas em relação às outras levando à desintegração e solubilização do material. para polímeros termoplásticos. Exemplos desse tipo de polímero são o polietileno. as ligações de van der Waals são quebradas. PMMA [poli(metacrilato de metila)]. ligações químicas primárias (covalentes) são responsáveis pelas ligações cruzadas entre cadeias. polímeros termorrígidos são aqueles que não amolecem com o aumento da temperatura e por isso. tais materiais são de difícil reciclagem e após terem adquirido sua forma final. Assim. uma vez produzidos. Nylon®. quando tais materiais são aquecidos. uma elevação contínua da temperatura leva à degradação do material (queima) antes que qualquer alteração mais dramática nas propriedades mecânicas ocorra. Exemplos desse tipo de material englobam as borrachas vulcanizadas. Nesse caso. Com a redução do grau de interação entre cadeias do polímero submetido à ação de um solvente efetivo. a solubilização do polímero por um determinado solvente é possível quando as interações entre as moléculas do solvente e as cadeias poliméricas apresentam uma magnitude superior à magnitude de interações entre as cadeias poliméricas. polipropileno. politetrafluoretileno (Teflon®). entre outras. permitindo que haja uma maior facilidade para a movimentação de cadeias poliméricas umas em relação às outras. A capacidade das cadeias de fluir com a aplicação de temperatura garante a esses materiais suas características fundamentais de fácil re-processabilidade O comportamento dos polímeros frente a ação de solventes também pode ser explicado pelo tipo de interação entre cadeias existente. etc. Polímeros termorrígidos apresentam cadeias conectadas entre si por ramificações ou braços compartilhados. as moléculas de solvente são capazes de romper as ligações fracas (van der Waals) que unem as cadeias poliméricas e substituí-las por ligações um pouco mais fortes (mas ainda do tipo van der Waals) solvente-polímero. Dessa forma. as quais só são rompidas com a introdução de elevadas quantidades de energia que .temperatura. Para esse tipo de polímero. as resinas epoxidícas e fenólicas. Assim. Por outro lado. não podem ser re-deformados ou re-processados. apenas etapas de processamento via usinagem são possíveis. São caracterizados por possuir ligações químicas fracas (van der Waals) entre as cadeias que assim podem ser facilmente rompidas com a introdução de energia. Sendo assim.

3 Processamento de polímeros termorrígidos Fabricação de polímeros termorrígidos é ordinariamente realizada em 2 estágios. polímeros termorrígidos são normalmente insolúveis. pode ocorrer durante aquecimento e/ou pela adição de catalisador. de alta energia e que não são passíveis de rompimento pela ação de solventes. 3. já que o fluido se insere entre as cadeias poliméricas sem. Este material é convertido no produto final duro e rígido durante o segundo estágio. Assim. nesse caso. percebe-se que o tipo de ligação entre cadeias. Primeiro vem a preparação de um polímero linear (às vezes denominado pré-polímero) como um líquido. A introdução de fluidos quimicamente compatíveis com polímeros termorrígidos levam ao chamado “inchamento” desses. Nos polímeros termorrígidos as ligações entre cadeias são primárias. tendo uma pequena massa molecular. romper qualquer ligação cruzada. Assim sendo. e às vezes sob pressão. no entanto. que é normalmente realizado num molde tendo a desejada forma.queima . O grau de inchamento do polímero termorrígido é conseqüência do nível de afinidade química entre reticulado e fluido e também da densidade de ligações cruzadas no polímero. Este segundo estágio. Polímeros com alta densidade de ligações cruzadas apresentam inchamento em menor intensidade. Interação de reticulados e cadeias lineares poliméricas com solventes. Durante . denominado "cura".do polímero). é responsável pelo comportamento característico dos termorrígidos de não serem facilmente conformados e reprocessados através apenas da ação conjunta de pressão e temperatura.usualmente levam também ao rompimento das ligações constituidoras das cadeias poliméricas (com a conseqüente degradação .

Antes da moldagem.1 Moldagem por Compressão e Transferência Para moldagem por compressão. O molde é fechado e calor e pressão são aplicados. moldagem por injeção e por fundição. que é chamado uma pré-forma. estende o tempo de vida da matriz e produz uma peça acabada mais uniforme. Em moldagem por transferência. o baquelite. mudanças química e estrutural ocorrem num nível molecular. Esta técnica de moldagem presta-se para a fabricação de polímeros tanto termoplásticos quanto termorrígidos. 3. Ambas as peças de molde são aquecidas. uma vez que eles são agora dimensionalmente estáveis. os ingredientes sólidos são primeiro fundidos numa câmara de transferência aquecida. Em alguns casos somente a temperatura pode ser usada como agente de polimerização como.3. Este processo é usado com polímero termorrígidos e para peças tendo geometrias complexas. por exemplo. são usáveis a temperaturas maiores do que os termoplásticos. causando o material plástico a se tornar viscoso e ser conformado à forma do molde. Quando o material fundido é injetado para dentro da câmara do molde. Uma seção reta esquemática do aparelho usado está ilustrada na Figura 16. Os termorrígidos podem ser processados por alguns métodos. uma estrutura cruzadamente ligada ou de rede se forma. é a técnica mais largamente usada para a fabricação de materiais termoplásticos. onde se destacam a moldagem por compressão e transferência. entretanto. a pressão é distribuída mais uniformemente ao longo de todas as superfícies. e são quimicamente mais inertes. apenas uma é móvel.3.16. as apropriadas quantidades de inteiramente misturados polímero e os necessários aditivos são colocados entre os membros macho e fêmea do molde. uma variação de moldagem por compressão. Termorrígidos não podem ser reciclados. 3. Após a cura. A correta quantidade de material politizado é alimentada a . o análogo polimérico do lingotamento de metais em matrizes.a cura. não se fundem. matérias primas podem ser misturadas e prensadas a frio na forma de um disco. polímeros termorrígidos podem ser removidos do molde enquanto ainda quente. Preaquecimento da pré-forma reduz o tempo e a pressão de moldagem. seu uso com termoplásticos é mais consumidor de tempo e caro. entretanto.2 Moldagem por injeção Moldagem por injeção.

3.3. os silicones. e que posteriormente são reagidos com um álcool (R-OH) e são aplicados como camadas de proteção superficial. Na moldagem de polímeros termorrígidos. A sua resistência à ruptura é alta o suficiente para ser utilizado em componentes submetidos a tensão. 3. A seguir.4 Tipos de Polímeros Termorrígidos Os principais tipos de polímeros termorrígidos são: os aminoplásticos. o uréia-formaldeído e as resinas de melaminaformaldeído. 3. onde o material termoplástico se funde para formar um líquido viscoso. mediante o vazamento de um polímero fundido para dentro de um molde e a seguir deixando-o solidificar-se.1 Aminoplásticos O termo aminoplásticos foi criado para cobrir uma gama de polímeros resinosos produzida por interação de amina ou amida com aldeídos. materiais poliméricos podem ser fundidos ("cast"). o epóxi e o poliuretano. Dos vários polímeros deste tipo que foi produzido há dois de importância comercial atual no campo de plásticos. a peça é ejetada. Para termorrígidos. que é usualmente realizado numa temperatura elevada. adesivos para laminados e em pó. as fenólicos. a cura ocorre enquanto o material estiver sob pressão num molde aquecido. 3.1 Uréia-Formaldeído .3 Fundição Tal como metais e cerâmicos. através de um bocal para dentro da cavidade de um molde vedado. de novo movimento do êmbolo. Possui boas propriedades elétricas e térmicas. o endurecimento é uma conseqüência do processo de efetiva polimerização ou cura. o que resulta em maiores tempos de ciclo do que para os termoplásticos. Esta carga é empurrada para frente para dentro de uma câmara de aquecimento.4.4. apesar de o material ser frágil. Finalmente. poliéster. pó de madeira e outras adições. o molde é fechado e todo o ciclo é repetido. São as resinas obtidas da condensação do formaldeído com um composto que possui grupos aminos. o fato mais destacante desta técnica é a velocidade na qual peças podem ser produzidas. o molde é aberto. Provavelmente.1.partir de uma silo de carregamento para dentro de um cilindro pelo movimento de um êmbolo ou pistão. o plástico fundido é impelido. pressão é mantida até que o material em moldagem tenha se solidificado. São usualmente misturados com celulose.

Poliéster é um termo que significa: poli (muitos. Em virtude da reação ocorrer nas duas extremidades da cadeia. Através da reação da uréia com formaldeído. é uma amida que possui ponto de fusão de 132°C obtida por aquecimento de amoníaco e gás carbônico sob pressão. Isto resulta uma maior interação da melamina com o formaldeído. que irão caracterizar o tipo de ligação entre os átomos de carbono da cadeia molecular. com ponto de fusão em 354°C. sendo hexafuncional com o formaldeído. Esta em reação com n-butanol forma a mono ou dimetiloluréia butilada. Poliéster Saturado: É obtido pela reação entre um biálcool e um biácido saturado. éster (é uma função química. portanto muitos grupos ésteres). a melamina é um trímero da cianamida (N=C-NH2). O butanol é muito utilizado por ser uma molécula grande. pois nas uréicas.4. pode formar uma mono ou dimetiloluréia. Possui seis hidrogênios reativos. conhecida também como carbamida. esta funcionalidade é inferior a 4. resultantes da condensação de ácidos carboxílicos com glicóis. é melamina é largamente utilizada na indústria graças à sua melhor estabilidade ao calor. resultando num produto termoplástico.6-triamino-5-triazina. Desta maneira moléculas de biácido e de biálcool originarão várias moléculas formando o poliéster.4. é possível ter moléculas muito compridas e obter-se uma multiplicidade de grupos éster. 3. aumentando a compatibilidade deste com solventes convencionais e com resinas alquídicas. um éster é obtido através da seguinte reação: ácido + álcool = éster + água). Quimicamente. classificando-se como resinas saturadas ou insaturadas. comparadas com as uréicas. 3. O poliéster insaturado é produzido quando qualquer dos reagentes contém insaturações. de formula 2. A denominação insaturado é proveniente da presença de duplas ligações .2 Melamina-Formaldeído Esta substância. dependendo especificamente dos tipos de ácidos utilizados.A uréia. secagem e dureza.2 Poliéster Constituem uma família de polímeros de alto peso molecular.4. Poliéster Insaturado: Os poliésteres insaturados são ésteres complexos formados pela reação de um diálcool (glicol) e um anidrido ou ácido dibásico (diácido) com liberação de uma molécula de água. o que confere ao polímero uma grande plasticidade.1.

Os fenólicos representam um dos melhores polímeros para aplicações que exigem uma fluência reduzida. para reagirem novamente entre si. para uso em peças não tensionadas ou levemente submetidas à tensão. adição de um agente de interligação. São mais conhecidas pelo nome de baquelita. pelo ácido ou anidrido maleíco. para formar uma resina solúvel. como mica e fibra de vidro. bom aspecto visual e boa temperatura de serviço. O material possui boa resistência à ruptura. assim como pelo seus isômero. e portanto infusíveis e irreversíveis.3 Fenólicos (Fenol-Formaldeído) Este tipo de resina é obtida pela reação de condensação (reação esta que condensa dois compostos para dar lugar a um terceiro) e polimerização entre um fenol e um aldeído. As duplas ligações serão quebradas pela ação de um catalisador (peróxido orgânico. apesar de ser um pouco frágil. condensação do ácido e do álcool. 3. que também possui insaturações. são utilizadas para peças elétricas e estruturais. ou sozinhas. ácido fumárico. geralmente. O fenol formaldeído é usualmente preenchido com 50 a 70% de pó de madeira. calor ou radiação). e que são sistemas de resinas líquidas catalisavam a temperatura ambiente ou com pequena elevação para torná-los termoestáveis sem a necessidade de sistemas complexos de catalisação e transformação como nos filmes de poliéster. dando origem a um polímero tridimensional de características termoestáveis. As resinas de poliéster podem ser curadas a temperatura ambiente. Trata-se do . e depois.1 Baquelite A baquelite é uma resina quimicamente estável e resistente ao calor.3. Normalmente. Os poliésteres insaturados podem ser formados em duas etapas. A insaturação do poliéster é fornecida. É material comumente utilizado em combinação com fibra de vidro. a uma temperatura de 70 a 150ºC. utiliza-se o aldeído fórmico (também chamado de "Formol") e o hidroxibenzeno (ou "Fenol comum").4.presentes na sua cadeia molecular. com o uso de aditivos especiais. respectivamente. Outras adições.4. que foi o primeiro produto plástico. 3. para formar uma resina termoestável que são os filmes de poliéster (Mylar® e Terphane®) ou fibras têxteis (Dacron®). Poliésteres insaturados na sua fase solúvel com o monômero de estireno.

sob calor e pressão. Kipping por achar que eram as cetonas dos compostos silícicos (do inglês: Silicon + Ketone) possui atualmente cerca de 5. podendo ser laminado e moldado na fase inicial da sua manufatura. químico americano de origem belga. especialmente artigos de cozinha e brinquedos.000 tipos e variadas aplicações. Seu nome vem da denominação dada por F. O tipo principal constitui de cadeias lineares de átomos de silício e . não derivando essencialmente do petróleo. É resistente ao calor.4. é a junção do fenol com o formaldeido. de baixo custo e podendo ser incorporado em vernizes e lacas. ou seja.4 Silicones São compostos semi-orgânicos com o Silício na cadeia principal combinado principalmente com o Oxigênio. São formadas pela combinação por polimerização de fenol (C6H5OH) e formaldeído ou aldeído fórmico (HCHO). infusível. descobertos no final do século passado e tendo permanecido como curiosidade científica até a década de 40. produtos sintéticos. forte. Estrutura química da baquelite Rotor feito de baquelite Foi inventada em cerca de 1909 pelo Dr. Rádios. Antigos produtos deste material.S. A baquelite é pouco usada atualmente em produtos de consumo corrente. tornaram-se artigos de coleção muito apreciados. Leo Baekeland. 3.polioxibenzimetilenglicolanhidrido. arde lentamente. São fabricados a partir da areia de sílica e do cloreto de metila. formando um polímero chamado polifenol. telefones e artigos elétricos como interruptores e casquilhos de lâmpadas eram formados por baquelite por causa das propriedades de resistência ao calor e isolamento.

4. O Grupo epóxi mais simples é aquele formado por um anel de 03 elementos. circuitos e outras partes elétricas. o termo refere-se a um grupo constituído por um átomo de oxigênio ligado a dois átomos de carbono. durante a cura do material. o qual o termo α-epóxi ou 1. Neste estudo vamos nos concentrar somente em resinas contendo anéis de três elementos. Em um sentido geral . o qual é sem menor dúvida o mais correto que "EPOXY" utilizado pelos americanos. Os termos 1. Adições inertes. literalmente o termo significa oxigênio entre carbonos. possuem excelentes propriedades mecânicas. Existem mesmo. como no caso do óxido de etileno (epoxietano) .2epóxi pe aplicado. Eles podem ser processados a frio sem pressão ou a quente.4-epóxi são aplicados ao óxido de trimetileno e tetrahidrofurano. desde materiais muito flexíveis a sólidos rígidos. plastificantes e expansores proporcionam uma vasta gama de propriedades. Não existe nenhum acordo universal sobre a nomenclatura do anel epoxídico. pisos. A palavra epóxi vem do grego "EP"(sobre ou entre) e do inglês "OXI"(oxigênio). Os epóxis são utilizados em todas as áreas da engenharia. Os epóxis podem ser designados óxidos. O óxido de etileno é um exemplo desse tipo. estruturas com fibra de carbono e de vidro. metais e vidros. 3. sendo uma de suas principais vantagens.5 Epóxi As resinas epóxicas são extensivamente utilizadas como plásticos de engenharia. Os silicones também podem ser curados a frio ou a quente. e são utilizados em laminados e peças elétricas submetidas a altas temperaturas. incluindo grandes peças. ele praticamente não apresenta retração. os europeus geralmente preferem o termo "EPOXIDE". madeira. Unindo-se a praticamente todos os materiais.oxigênio alternados (siloxanas) com radicais metila ligados aos átomos de silício.3 e 1. uma divisão no próprio termo epóxi. por exemplo. elétricas e químicas. Um aspecto importante é que. camadas de proteção superficial e adesivos.

A molécula acima é a resina epóxi antes de ser catalisado podendo. de acordo com a natureza do grupo ligado ao terceiro carbono. Podem ser classificadas através do EEW (equivalent epoxy weight) ou seu peso equivalente em epóxi.2-epóxi ou 1. O grupo glicidil é usado como referência do grupo epóxi terminal. Com n< ou = 1 teremos resinas líquidas e n > 1 começará as resinas semi-sólidas e sólidas. e também usado em referência ao grupo epóxi.2-óxido de ciclohexano).. éter. é um nome trivial para o óxido de etileno. sendo o no me completado por éster.. O EEW é utilizado para cálculo estequiométrico de proporção entre resina e endurecedor.ou óxido de ciclohexano (1.. muitos dos mais comuns monoepóxi possuem nomes triviais como epicloridrina. as semi-sólidas de 230 a 459 e as sólidas acima de 460 podendo chegar a até 5000. ácido glicídico. O cálculo do EEW é simplesmente o peso molecular da resina dividido pelo n° de anéis epoxídicos. glicidol e grupo glicidil. A primeira resina comercial foi o produto da reação de EPICLORIDRINA e BISFENOL A dando assim a resina mais comum conhecida como DIGLICIDIL ÉTER DE BISFENOL A (DGEBA). amina. dependo do valor de n. ser líquida a até sólida sendo que a viscosidade aumenta conforme vai aumentando o n. . Grosso modo as líquidas ficam até 229. EEW = peso molecular da resina / nº de anéis epoxídicos As resinas epóxi são preparadas comercialmente por 03 métodos principais: 1. etc. Pela dehidrohalogenação da cloridrina obtida pela reação da epicloridrina com adequado Di ou Polihidroxi ou qualquer outra molécula contendo hidrogênios ativos. A resina básica líquida é a de EEW = 190. O termo oxirano.

Resinas epóxi flexíveis: são resinas que possuem longas cadeias lineares substituindo os bisfenóis por poliglicóis pouco ramificados. confere às resinas a característica de auto-extinguível. principalmente quando curado com aminas aromáticas ou anidridos. são . com essas quatro moléculas adicionais de bromo. Resinas epóxi Bromadas: são resinas à base de Epicloridrina. comercializados. proveniente da reação de Epicloridrina e Bisfenol A. Bisfenol A e Tetrabromobisfenol A. semi-sólidas ou sólidas dependo do peso molecular como descrito acima. podem ser líquidas. são: Resinas epóxi à base de Bisfenol A: são as mais utilizadas. Pela reação de olefinas com compostos contendo oxigênio. tais como Pela dehidrohalogenação de cloridrinas obtidas por outros mecanismos Existem atualmente quatro tipos principais de resinas epóxi peróxidos e perácidos.2. diferentes do primeiro. químico e térmico. 3. Resinas epóxi à base de Bisfenol F e/ou Novolac: a troca do Bisfenol A pelo Bisfenol F propiciam as resinas epóxi maior cross-link e melhor desempenho mecânico. pois são versáteis e de menor custo.

alta resistência química e podem ser aplicado á temperatura ambiente ou curado em estufa. pois qualquer método mecânico. alta dureza. excelente aderência. Manutenção industrial e Construção Civil . encapsulantes. As resinas epóxi podem ter infinitas combinações e formulações para se obter resultados desejados: Eletroeletrônica As resinas epóxi são utilizadas em várias aplicações na industria elétrica e eletrônica. Como isoladores.resinas de baixa reatividade que normalmente são utilizados como flexibilizantes reativos em outras resinas melhorando a resistência a impacto com acréscimo da flexibilidade. curados ficando as os resinas são impermeáveis componentes encapsulados totalmente invioláveis. São extremamente extremamente versáteis. resistentes Após e aplicados e . químico ou térmico para remover a resina com certeza ira destruir os componentes encapsulados antes. adesivos Elas possuem alta rigidez dielétrica.

aeromodelismo e onde houver necessidade de um adesivo termofixo de grande poder aderente. carbono e kevlar e também com naturais como juta. calafetante. junta de dilatação e rejunte. etc. etc. tanques. Laminados com fibras As resinas epóxi líquida são muito utilizadas em laminados de fibra sintéticas como o de vidro.As resinas epóxi são utilizados em manutenção industrial e como adesivo. estruturas. ela é utilizada em laminados especiais onde as resinas convencionais de laminação. remendo de trincas e fissuras. como os poliésteres insaturados. adesão de concreto novo com velho.. naval. Na construção civil elas são utilizadas para reconstituição de concreto. revestimento com resistência química. moveis. Confecção de moldes e matrizes . Devido a sua alta resistência mecânica e química. aeronaves. as resinas epóxi também são utilizadas como adesivos de metais e madeiras para colagem automotivas. primer anti-corrosivo. solda a frio. lazer (ex. artigos esportivos.: skateboard). veículos de alta performance. revestimentos especiais. São muito utilizados em tubulações. algodão. não atendem o necessário. piso industrial monolítico. térmica e mecânica. etc. Adesivos Industriais Além de uso como adesivos nas industrias eletrônicas e na construção civil. aeronaves. sisal. embarcações. com boa resistência química.

com um custo muito inferior a moldes metálicos. Bijuterias e Brindes As Resinas epóxi são muito utilizados em bijuterias em sistemas de colagem de pedras. são utilizados também como recobrimentos.6 Poliuretano . impactos e podem ser moldados a frio sem necessidade de calor. metais e plásticos e por possuir brilho e transparência com sistemas de cura a temperatura ambiente ou em leves aquecimentos ( 40o C) proporcionando uma superfície lisa e brilhante podendo ser pigmentado ou não.Devido a suas características de alta resistência mecânica e estabilidade dimensional. etc. elas são usadas para confeccionar protótipos. imitação de pedras. Possuem boa resistência a abrasão.4. 3. películas rígidas ou flexíveis. modelos e moldes com muita rapidez. preenchimentos de vãos.

surfactantes. contendo dois ou mais grupos de hidrogênio reativos).4. conferindo aos poliuretanos uma posição importante no mercado mundial de polímeros sintéticos de alto desempenho. flexibilidade/rigidez que ele . mais caro e complexo é o equipamento de transformação. retardadores de chama e outros aditivos usados na formulação. Os isocianatos podem ser aromáticos. formando a base rígida do polímero.4. extensores de cadeia (etileno glicol. resultava em produto de estrutura macromolecular. por exemplo). Os compostos contendo hidroxilas podem variar quanto ao peso molecular. o professor Otto Bayer e sua equipe desenvolveram um processo que. alifáticos.1 Poliuretanos termofixos 3. A resina para amaciamento é a precursora da porção elastomérica do polímero. Eles são normalmente produzidos pela reação de poliadição de poliisocianatos (no mínimo bifuncional) e um poliol ou outros reagentes. 3. Isso gera uma grande variedade de produtos comerciais (pares resina + catalisador) para produzir poliuretano.1 Resinas A polimerização é feita pelo transformador/fabricante da peça: misturase dois monômeros líquidos livres de solvente: um poliisocianato e uma mistura de materiais que reagem com os isocianatos. a partir da reação de dois compostos. butanodióis.6.Em 1937. sendo adequadas para a produção de espumas de PU. natureza química e funcionalidade. Os poliisocianatos combinam-se com os extensores de cadeia.6.1. Quanto mais rápida a polimerização. ciclo-alifáticos ou policíclicos. que se vaporiza em função do calor que a reação de polimerização provoca. glicerol) e resinas para amaciamento (conhecidas como polióis).5 segundos e 5 minutos. Esta flexibilidade de escolha de reagentes permite obter uma infinita variedade de compostos com diferentes propriedades físicas e químicas. O nível deste monômero na composição do polímero determina seu grau de maciez/dureza. ficando entre 1. Essa última mistura contém catalisadores. Há inúmeras reações químicas que podem dar origem aos poliuretanos. Os monômeros básicos usados na mistura que dará origem ao PU são três: poliisocianatos. Algumas das reações geram gás (CO2. Eventualmente pode ser incorporado um agente expansor à formulação. O tempo de polimerização (ou cura) depende da formulação.

produção de espumas flexíveis misturando-se continuamente os dois componentes numa esteira rolante. surfactantes (para controlar tamanho da célula.terá. Os polímeros . sistemas de controle de processo e esteiras rolantes. Serviu também para fabricação de armamento. etc. misturando-se os dois componentes e produzindo-se a polimerização (cura) dentro do molde (espumas inclusive). já que o cobre era necessário para suportar o esforço de guerra. sendo de grande importância para todos. cabeçotes misturadores. catalisadores (para acelerar reações de polimerização e formação das ligações cruzadas). por spray. em grande escala.2 Aditivos Podem ser usadas fibras para reforço. a peça irá sofrer cura posterior com a umidade atmosférica. Espumas rígidas contem pouco ou nenhum monômero elastomérico. Curiosidade Devido à dureza e durabilidade após arrefecimento.6. Espumas flexíveis tem de 50 a 70% em peso do monômero elastomérico. sistemas de controle de temperatura. 4. o baquelite foi considerado como material para fabricação de moeda (moedas de centavo de dólar) nos Estados Unidos da América durante a Segunda Guerra Mundial. Conclusão: Verificamos que os polímeros estão cada vez mais presentes no nosso dia-a-dia. aspergindo-se os dois componentes sobre uma superfície (ex. 3. argila). Há versões de poliuretano termofixo que pode ser processada pelos métodos normais (principalmente injeção). aditivos anti-chama. etc. corantes. resistência a verde). Trata-se somente da resina a base de poliisocianato. anti-oxidantes.4. já que não pode voltar a ser moldado ou amolecido.6. Atualmente já existem tecnologias desenvolvidas onde a baquelite pode ser pintado com diversas cores e ainda receber tratamentos de superfície melhorando o acabamento do produto.4.1.3 Máquinas para Moldagem Métodos de transformação: moldagem através de vazamento ("casting").: espumas rígidas no teto de automóveis). unidades de dosagem.reaction injection molding. 5. agentes de expansão (eventualmente água!). RIM .1. Equipamentos básicos para a produção de espuma: recipientes de matérias primas. cargas (barita. 3.

termorrígidos. George.org/wiki/Poliuretano#column-one http://pt.htm http://www. Plastics Materials.demet.wikipedia.com/tintasevernizes http://educar..silaex. Referências: Callister Jr.htm http://www.. 14 e 15 Odian.br/licenciatura/2003/quimica/paginahtml/polimeros3. Sendo assim podem substituir peças metálicas. Principles of Polymerization.Uma Introdução. John Wiley & Sons. Ciência Engenharia de Materiais . Butterworth-Heineman. apesar de não serem tão variados quanto os termoplásticos. Ed.org/wiki/Baquelite . Cap.ufmg.sc. tendo aplicações em situações onde seja necessária maior dureza ou resistência ao calor. Ed.br/smm/materiais/smm194/mfalcao/Aula-V. sua reciclagem se torna muito difícil. John A.. assim tornando-se um grande perigo ao meio ambiente.wikipedia.usp. A grande desvantagem na utilização de polímeros termorrígidos é que por seu comportamento rígido. 4th Edition.br/docentes/rodrigo/r2.eesc.geocities.pdf http://pt. Cap 2.usp.br/ http://www. Ed. Cap 23-30 http://br.12 Brydson. são muito importantes na indústria.com. Ltc. diminuindo os custos de produção. 6. William D.

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