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Processo Do Trabalho - 2

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1 Processo do Trabalho

PETIÇÃO INICIAL
1 ± Noções Gerais: É um requisito importante porque é na sua análise que o juiz analisa a admissibilidade da ação. O Estado-juiz criou meios para que a pessoa possa requerer seus direitos: é a ação, que será materializada pela PI. No Processo do Trabalho, existem regras próprias, a PI possui requisitos próprios, diferentes do Processo Civil. Vigora aqui o Princípio da Simplicidade, além de outros ligados à celeridade. Isso quer dizer que a PI no Processo do Trabalho é mais simples, com regras próprias. Rito Sumaríssimo ± Art. 852±A/CLT e seguintes c/c art. 840/CLT (no que não for incompatível com o 852-A) Procedimento Rito Ordinário ± Art. 840 CLT Importante ressaltar que as regras estarão previstas na CLT e na Lei 5.584/70. Somente aplica-se o CPC onde não houver previsão expressa na CLT. Vigoram dois princípios: Jus postulandi- que indica que a parte interessada pode pedir escrita ou verbalmente a reclamação trabalhista, junto a Vara, depois a reclamação será reduzido a termo. OU SEJA, A PI pode ser segundo o art. 840/CLT, caput e §2º: Por escrito; Verbal, pois no Processo do Trabalho há o jus postulandi. Obviamente essa petição será atermada (posta a termo). Mas, a regra mesmo é que seja escrita. Simplicidade ± o Processo do Trabalho é mais simples que o Processo Civil, nasce do jus postulandi, onde deve ser obedecido principalmente o livre acesso ao judiciário. Bezerra Leite explica: A petição inicial da ação trabalhista de ser formulada: a) pelos sujeitos da relação de emprego, isto é, pelos empregados e empregadores ou pelos trabalhadores avulsos por equiparação constitucional, pessoalmente (ius postulandi), ou por seus representantes; b) pelos sindicatos, em defesa dos interesses ou direitos coletivos ou individuais da categoria que representam; c) pelo Ministério Público do Trabalho, nos casos previstos em lei. Com a ampliação da competência da Justiça do Trabalho, a petição inicial no processo do trabalho também poderá ser apresentada: a) por outros titulares da relação de trabalho, como os trabalhadores autônomos, eventuais, voluntários, estagiários e os tomadores de serviços; b) pela União, na hipótese de ação de cobrança das multas impostas aos empregadores pela DRT; c) pelos sindicatos, nas hipóteses de lides intersindicais ou entre eles e seus representados ou filiados;

Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação

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d) pelos empregadores e tomadores de serviços, quando sujeitos de uma relação de emprego ou de trabalho. Nas localidades em que houver apenas uma Vara do Trabalho (ou Juizado de Direito), a petição será protocolada diretamente na Secretaria da Vara ou no cartório do Juízo (CLT, art. 837). Se na localidade houver mais uma Vara ou Juízo, a petição inicial será, primeiramente, sujeita à distribuição (CLT, art. 838, c/c. os arts. 783 a 788). Tratando-se de ação oriunda de relação de trabalho distinta da relação de emprego, parece-nos que não é incompatível a utilização da petição inicial verbal, pois o art. 840 da CLT não tem por destinatários exclusivos o empregado e empregador. Todavia, em se tratando de lides sobre representação sindical, mandados de segurança, habeas corpus e habeas data e ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pela DRT, parece-nos incabível a petição verbal, pois tais demandas envolvem matérias eminentemente técnicas, o que exige a representação da parte por advogado. A petição inicial do dissídio coletivo (CLT, art. 856) e do inquérito para apuração de falta grave deve ser necessariamente escrita (CLT, art. 853). CLT, Art. 853 - Para a instauração do inquérito para apuração de falta grave contra empregado garantido com estabilidade, o empregador apresentará reclamação por escrito à Junta ou Juízo de Direito, dentro de 30 dias, contados da data da suspensão do empregado. CLT, Art. 856 - A instância em dissídio coletivo será instaurada mediante representação escrita ao Presidente do Tribunal. Poderá ser também instaurada por iniciativa do presidente, ou, ainda, a requerimento da Procuradoria da Justiça do Trabalho, sempre que ocorrer suspensão do trabalho. 2 ± Requisitos da Petição Inicial: Rito Ordinário: o art. 840 traz os requisitos legais obrigatórios. CLT, Art. 840 - A reclamação poderá ser escrita ou verbal. § 1º - Sendo escrita, a reclamação deverá conter a designação do Presidente da Junta, ou do juiz de direito a quem for dirigida, a qualificação do reclamante e do reclamado, uma breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio, o pedido, a data e a assinatura do reclamante ou de seu representante.
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Designação do Presidente da Junta: não há mais Junta, leia-se agora autoridade judicial. Partes qualificadas; Causa de Pedir (parte expositiva) = Breve exposição dos fatos não precisa constar tudo basta uma breve exposição;

Na PI você vai materializar os Elementos da Ação (partes, causa de pedir e pedido). Ela vai estar inepta quando, mesmo que haja breve exposição dos fatos, não seja possível que desses fatos se extraia a defesa do reclamado, pois não dá para ver o direito. O réu só poderá exercer seu direito de defesa a partir da breve exposição dos fatos e do pedido feito. Desta forma, a exposição dos fatos é que irá direcionar o pedido e possibilitar a Ampla defesa e o Contraditório. Isto significa que a exposição dos fatos não pode ser extremamente simples, tem que ser clara o suficiente para possibilitar a defesa.

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Aplica-se também o art. 295, § único/CPC ± INÉPCIA DA PI: CPC, Art. 295. A petição inicial será indeferida: I - quando for inepta; (...) Parágrafo único. Considera-se inepta a petição inicial quando: I - lhe faltar pedido ou causa de pedir; II - da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão; III - o pedido for juridicamente impossível; IV - contiver pedidos incompatíveis entre si. Pedidos: A regra no PROCESSO DO TRABALHO é haver CUMULAÇÃO DOS PEDIDOS. O pedido pode ser Líquido ou Ilíquido. No Rito Ordinário não há necessidade de se liquidar os pedidos, segundo o art. 840. O mesmo não ocorre no Rito Sumaríssimo, como veremos. Data e assinatura. Art. 840, § 2º - Se verbal, a reclamação será reduzida a termo, em 2 vias datadas e assinadas pelo escrivão ou secretário, observado, no que couber, o disposto no parágrafo anterior. Como já explicado, devido ao jus postulandi. Bezerra Leite ensina: É interessante notar que o CPC não exige a assinatura do subscritor - sempre advogado - da petição inicial. Já o processo do trabalho impõe a assinatura da parte, ou do seu representante, como requisito essencial da petição inicial da ação trabalhista, seja a escrita ou, depois de reduzida a termo, verbal (CLT, art. 840, §§ 1º e 2º). A petição inicial apócrifa, isto é, sem assinatura do seu subscritor, é mais que nula; é inexistente, o que, a rigor, inviabilizaria até mesmo a aplicação da regra do art. 284 do CPC. Todavia, em homenagem aos princípios da simplicidade e da economia processuais, nada impede que o juiz, em audiência, permita a sanação da anomalia, desde que a isso não se oponha o réu, sob pena de extinção do processo. Rito Sumaríssimo: o art. 852-B/CLT traz os requisitos obrigatórios. CLT, Art. 852-A. Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento Sumaríssimo. Parágrafo único. Estão excluídas do procedimento Sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional. Art. 852-B. Nas reclamações enquadradas no procedimento Sumaríssimo: I - o pedido deverá ser certo ou determinado e indicará o valor correspondente;
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Pedido certo e determinado: Se os pedidos forem ilíquidos, o rito é o Ordinário.

Caso não estejam líquidos, o juiz pode dar um prazo para que este defeito seja saneado. O juiz pode ainda, em audiência, modificar o rito, caso perceba que a parte quer apenas fugir do Rito Ordinário e ir para o Sumaríssimo, mandando os autos para o Rito Ordinário.

pelo reclamante. após intimada para suprir a irregularidade em 10 dias. Incumbe ao autor da ação o endereço certo do réu. 852-H da CLT que todas as provas serão produzidas na audiência de instrução e julgamento. TST. III . neste caso. O dia da audiência também já vai marcado. cabível se. por encontrar-se desacompanhada de documento indispensável à propositura da ação ou não preencher outro requisito lega somente é l. . o indeferimento da petição inicial. em alguns casos. quando. caso não traga o endereço. se converte em Ordinário. o juiz pode converter o rito e mandar citar por Edital. entendemos desnecessária a aplicação do CPC. o Rito Sumaríssimo não comporta citação por Edital. automaticamente. ainda que não requeridas previamente. independentemente de requerimento do autor ou de despacho do juiz. do disposto nos incisos I e II deste artigo importará no arquivamento da reclamação e condenação ao pagamento de custas sobre o valor da causa. É. § 2º As partes e advogados comunicarão ao juízo as mudanças de endereço ocorridas no curso do processo. Tem sido admitido. Súmula nº 263 PETIÇÃO INICIAL. de acordo com o movimento judiciário da Junta de Conciliação e Julgamento. 841 e parágrafos). o autor somente após a defesa saberá precisar o objeto da controvérsia.não se fará citação por edital. embora desnecessário.ex. uma cópia será enviada. No que tange à especificação das provas. A notificação citatória no processo do trabalho é ato processual praticado pelo Diretor de Secretaria ou Distribuição (CLT. automática a citação do réu no processo do trabalho. sendo certo que. não se consegue localizar o endereço de uma das partes. podendo constar de pauta especial. via de regra. é preciso citar por Edital. o "protesto por todos os meios de prova em direito admitidos".Salvo nas hipóteses do art.. No procedimento sumaríssimo. Ou seja. pois. INSTRUÇÃO OBRIGATÓRIA DEFICIENTE .Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 4 II . reputando-se eficazes as intimações enviadas ao local anteriormente indicado. § 1º O não atendimento. porque na PI do PROCESSO DO TRABALHO esta não precisa ser pedida. p. O rito.a apreciação da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de quinze dias do seu ajuizamento. Observações: Citação das Partes: não é causa de inépcia não pedir a Citação das Partes. na inicial. se necessário. 295 do CPC. O mesmo vale para os meios de prova. prescreve o art. INDEFERIMENTO. art. a parte não o fizer. uma vez que a PI é protocolada em duas vias e. porquanto as provas são geralmente produzidas em audiência. Bezerra Leite ensina: Parece-nos desnecessário o requerimento para citação do réu. incumbindo ao autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado. na ausência de comunicação. No entanto.

o direito de impugnar o valor fixado pelo juiz. se omissa a petição inicial quanto ao valor da causa nos procedimentos Ordinário e Sumário.não se fará citação por edital. a fim de possibilitar à parte. III . ensina: O Valor da Causa foi instituído como obrigatório na Lei 5584/70: Art. Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração Pública direta. fixar-lhe-á o valor para a determinação da alçada. e não havendo acordo. podendo constar de pauta especial. De lege lata. por força dos arts. deverá fixá-lo para determinação da alçada. o Presidente. se filia a esta corrente que entende que É REQUISITO NECESSÁRIO NA PI. proposta a conciliação. antes de passar à instrução da causa. pelo reclamante. fixá-lo. da Junta ou o Juiz. Todavia. cujo objetivo é estabelecer o tipo de procedimento a ser adotado (ordinário. 852-B. ainda que na própria sentença.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 5 Valor da causa: corrente majoritária diz que é necessário sempre colocar o valor da causa. § 1º da CLT: Art. sumário ou sumaríssimo) e. de ofício. de acordo com o movimento judiciário da Junta de Conciliação e Julgamento § 1º O não atendimento. Vale dizer. autárquica e fundacional. pois a fixação do valor da causa pelo juiz deveria ter sido feita antes da instrução. o juiz. Alguns o consideram requisito essencial da petição inicial da ação trabalhista. inciso I. o Juiz. pois ela fixa o Rito. II . Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo: I . do disposto nos incisos I e II deste artigo importará no arquivamento da reclamação e condenação ao pagamento de custas sobre o valor da causa. consequentemente. uma vez que o juiz pode.o pedido deverá ser certo ou determinado e indicará o valor correspondente. Adriano. Outros advogam a desnecessidade da indicação na petição inicial. cabe ao juiz fixá-lo de ofício. Art. E continua: Já nas ações individuais submetidas aos procedimentos Ordinário e Sumário. se este for indeterminado no pedido.a apreciação da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de quinze dias do seu ajuizamento. se o autor não indicar o valor da causa. ao aduzir razões fina is. 852-A e 852-B. possibilitar a interposição de recursos. Bezerra Leite explica: Há divergências quanto à exigência do valor da causa no processo laboral. se o recurso ordinário impugnar tal parte da sentença. o valor da causa é requisito obrigatório apenas para as causas sujeitas ao procedimento sumaríssimo. 2º Nos dissídios individuais. Adriano. incumbindo ao autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado. poderá o recorrente lograr êxito. antes de passar à instrução da causa. Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo. Parágrafo único. quando omissa a peça vestibular respeito. o juiz. se necessário. . 852-A.

O art. é defeso ao autor modificar o pedido ou a causa de pedir.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 6 § 1º Em audiência.2008. 3 ± Aditamento / Indeferimento: ADITAMENTO: Ocorre antes da conciliação e pode ser feito até o momento anterior a defesa. B e C. salvo as substituições permitidas por lei.01.01. E se a pessoa já apresentou defesa e a outra parte quiser aditar? O réu deve autorizar o aditamento. entendimento doutrinário (Sérgio Pinto Martins) no sentido de que. o autor poderá aditar o pedido. O réu também pode aditar na hora de apresentar a defesa. O juiz pode dar um prazo para o aditamento. B e C (A e B aditados). não raro. só há interrupção da prescrição nos pedidos que já foram feitos na 1ª PI. ao aduzir razões finais." No processo do trabalho. Há. a partir do seu recebimento pelo Presidente do Tribunal Regional. Se negativa. 294 do CPC prescreve: "Antes da citação. a prescrição atinge os novos pedidos. ao Presidente do Tribunal Regional. instaurando novo processo.01. impugnar o valor fixado e. § 2º O pedido de revisão. Exemplo: Fulano entra com ação em 12.02. Já o aditamento da inicial depois da notificação citatória do réu só será admitido com a concordância deste. Se a resposta for positiva. que não terá efeito suspensivo deverá ser instruído com a petição inicial e a Ata da Audiência. É condição para a validade do aditamento que o autor formule-o antes da citação do réu. porque o prazo para pedi-los se esgotou.2008. e será julgado em 48 horas. restaria ao autor elaborar nova petição inicial. Quando se adita. Bezerra Leite explica: Antes do recebimento da notificação citatória pelo réu. que não incide no processo do trabalho a parte final do dispositivo em causa. E e F. antes da apresentação da resposta . o juiz autoriza o aditamento. D. E e F não podem mais ser pedidos. pedir revisão da decisão. no prazo de 48 horas. ou seja. por meio de simples aditamento da petição inicial. se o pedido de aditamento é feito na própria audiência. Para aplicar o valor." Cremos. usa-se o CPC. no mínimo. A 1ª audiência foi marcada para 25. Foi pedido um aditamento e marcada nova audiência para 15. poderá qualquer das partes. se o Juiz o mantiver. O juiz deve acolher todos os pedidos? Não! Somente os da inicial: A. ao autor é facultado modificar o pedido. aditou os pedidos A e B e acrescentou D. 5 dias para exercer a ampla defesa. No aditamento. correndo à sua conta as custas acrescidas em razão dessa iniciativa. não há previsão legal para o juiz impor ao réu a aceitação.2008. Havia sido demitido em 20. o autor não sofrerá qualquer sanção processual pelo fato de aditar a petição inicial. em cópia autenticada pela Secretaria da Junta. contudo. também terá direito a um prazo de. Pediu A. Se a outra parte precisar. Neste caso. É o que dispõe o art. caso em que o juiz indaga ao réu se concorda ou não com o aditamento. sem consentimento do réu.2006. porém. mantendo-se as mesmas partes. o autor formula pedido de aditamento da inicial na própria audiência. 264 do CPC: "Feita a citação.

INDEFERIMENTO: Extingue o processo sem julgamento do mérito. 219. V .Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 7 do réu. A petição inicial será indeferida: I . no prazo de 48 horas. ou ao valor da ação. O juiz pode indeferir a inicial quando mandar a parte emendá-la e esta não emenda. II .quando o autor carecer de interesse processual. Se o pedido foi feito antes da audiência. primeira parte. conforme os artigos 295 e 267. facultado ao juiz. CPC: Art. Parágrafo único. salvo se a empresa assim o consentir. e 284. ou com as causas do art. I. desde logo. Apresentada a defesa não é possível aditar a inicial.quando for inepta. o autor poderá aditar o pedido (art.lhe faltar pedido ou causa de pedir. a decadência ou a prescrição (art. IV . desde logo. § 5o).contiver pedidos incompatíveis entre si. II . porém. Apresentada a defesa.quando a parte for manifestamente ilegítima. ficando.da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão. 296. Antes da citação. Depois de feita a citação e apresentada a defesa. O aditamento poderá ser feito até na própria audiência. já não será mais possível aditar a inicial sem consentimento do réu. Para tanto designará nova audiência. Posição de Sérgio Pinto Martins: Antes de ser feita a citação. 295/CPC. 39. desde que o juiz designasse nova audiência para ser apresentada a contestação. caso em que só não será indeferida. Considera-se inepta a petição inicial quando: I . o juiz deve autorizá-lo. se puder adaptar ao -se tipo de procedimento legal. parágrafo único. pedidos feitos na réplica ou em razões finais são inadmissíveis. o autor poderá apelar. escolhido pelo autor. notificadas as partes. Indeferida a petição inicial. 267. sem resolução de mérito: I . 264/CPC). Não sendo reformada a decisão. não corresponder à natureza da causa. poderá o juiz determinar seu adiamento. Da mesma forma. VI . Art.quando o juiz indeferir a petição inicial. 295.quando não atendidas as prescrições dos arts. 294/CPC). é possível o aditamento à inicial a qualquer momento. Art. Parágrafo único. . é inadmissível a modificação do pedido ou da causa de pedir (art. os autos serão imediatamente encaminhados ao tribunal competente.quando o juiz verificar.o pedido for juridicamente impossível. reformar sua decisão. III . para que a empresa tenha a oportunidade de conhecer do novo pedido e poder contestá-lo. III . designando nova audiência. IV . Extingue-se o processo.quando o tipo de procedimento.

461. 588.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 8 Em procedimentos especiais. antecipar. em decisão fundamentada. os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial. então. o recurso cabível é o Ordinário. y Natureza: em regra é decisão interlocutória. ela vai ao Judiciário para satisfazer um direito. caberá um MS. o juiz já faz o julgamento de mérito. desde que. haverá prejuízo irreversível à outra parte (periculum in mora).8º o juiz pode indeferir o MS quando este não comprovar. Neste caso. Neste caso. há indeferimentos também especiais. Ao concedê-la. porque o MS não comporta dilação probatória. e 461-A. Se for dada neste caso. é preciso também prova inequívoca. sem ouvir a outra parte. 273. é satisfeito o direito. mas terá tratamento diferente. antes de ser verificada a via recursal).: *Lei do Mandado de Segurança. Se foi concedida inaudita autera parte. se convença da verossimilhança da alegação e: I . pois põe fim ao processo. como já foi dito. e. a requerimento da parte. de forma preliminar. ex. § 5o Concedida ou não a antecipação da tutela. Quando a parte pede a Tutela Antecipada. no que couber e conforme sua natureza. § 3o A efetivação da tutela antecipada observará. de modo claro e preciso. Alguns pontos merecem destaque sobre a Tutela Antecipada: y Pode ser concedida a qualquer momento. entrar com Ação Cautelar para conseguir a suspensão do efeito. o juiz indicará. p. ou II .art. caso não a conceda. O juiz poderá. 4 ± Tutela Antecipada: A Tutela Antecipada só será possível quando for possível a tutela pelo ordenamento jurídico (fumus boni iuris). Pode ser dada até a sentença (caso em que se cumpre desde já a sentença. Seu pedido deve constar na PI. em qualquer grau de jurisdição. § 1o Na decisão que antecipar a tutela. total ou parcialmente. Se a Tutela for dada na Sentença. Art. Requisitos: periculum in mora e fumus boni iuiris. O juiz pode esperar a contestação para concedê-la. Poderá ser pedida depois. Pode ser concedida inaudita autera parte.haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação. Ou seja. porque pode querer ouvir a outra parte. Norma Geral: CPC.fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório do réu. É preciso. é preciso haver prova inequívoca. não MS. de pronto. § 4o A tutela antecipada poderá ser revogada ou modificada a qualquer tempo. as razões do seu convencimento. . não cabe recurso. de pronto. o Recurso Ordinário não terá efeito suspensivo. existindo prova inequívoca. ou seja. LEMBRE-SE: de acordo com o Princípio da Irrecorribilidade das Decisões Interlocutórias. § 2o Não se concederá a antecipação da tutela quando houver perigo de irreversibilidade do provimento antecipado. §§ 4o e 5o. direito líquido e certo. prosseguirá o processo até final julgamento. as normas previstas nos arts.

fixando-lhe prazo razoável para o cumprimento do preceito. no prazo fixado pelo juiz. remoção de pessoas e coisas. ou parcela deles. § 2o A indenização por perdas e danos dar-se-á sem prejuízo da multa (art. citado o réu. 852-B ao 852-I. determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento. 461. Normas específicas: CPC. Art. A medida liminar poderá ser revogada ou modificada. na hipótese do parágrafo anterior ou na sentença. o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou. deferir a medida cautelar em caráter incidental do processo ajuizado. 843 ao 852. em decisão fundamentada. AUDIÊNCIA TRABALHISTA 1 ± Noções Iniciais: Normas gerais: art. a qualquer tempo. este a entregará individualizada. desfazimento de obras e impedimento de atividade nociva. § 3o Aplica-se à ação prevista neste artigo o disposto nos §§ 1o a 6o do art. o credor a individualizará na petição inicial. CLT Procedimento Ordinário: art. 461-A. quando presentes os respectivos pressupostos. Procedimento Sumaríssimo: art. § 1o Tratando-se de entrega de coisa determinada pelo gênero e quantidade. Art. é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou mediante justificação prévia.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 9 § 6o A tutela antecipada também poderá ser concedida quando um ou mais dos pedidos cumulados. se lhe couber a escolha. § 4o O juiz poderá. se necessário com requisição de força policial. caso verifique que se tornou insuficiente ou excessiva. independentemente de pedido do autor. PROCEDIMENTO ORDINÁRIO: Audiência Inaugural: . de ofício ou a requerimento. § 3o Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. busca e apreensão. de ofício. poderá o juiz. se for suficiente ou compatível com a obrigação. a título de antecipação de tutela. Na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer. § 5o Para a efetivação da tutela específica ou a obtenção do resultado prático equivalente. § 2o Não cumprida a obrigação no prazo estabelecido. determinar as medidas necessárias. impor multa diária ao réu. 813 ao 817. se procedente o pe dido. modificar o valor ou a periodicidade da multa. cabendo ao devedor escolher. conforme se tratar de coisa móvel ou imóvel. mostrar-se incontroverso § 7o Se o autor. 461. 287). fixará o prazo para o cumprimento da obrigação. tais como a imposição de multa por tempo de atraso. § 6o O juiz poderá. Na ação que tenha por objeto a entrega de coisa. § 1o A obrigação somente se converterá em perdas e danos se o autor o requerer ou se impossível a tutela específica ou a obtenção do resultado prático correspondente. ao conceder a tutela específica. o juiz. requerer providência de natureza cautelar. poderá o juiz. expedir-se-á em favor do credor mandado de busca e apreensão ou de imissão na posse.

Cabe ao juiz verificar a viabilidade da representação sindical. um estagiário). podendo ser ilidida a revelia mediante a apresentação de atestado médico. e o não -comparecimento do reclamado importa revelia. quando os empregados poderão fazer-se representar pelo Sindicato de sua categoria. o juiz dará um prazo para ser assinada. § 1º . devidamente comprovado. além de confissão quanto à matéria de fato. específica para um empregado da empresa ou para aquele que tem conhecimento dos fatos (p. motivo relevante. transigir. 845 . ATESTADO MÉDICO. Inteligência do art. as demais provas. Art.É facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente. nessa ocasião.Na audiência de julgamento deverão estar presentes o reclamante e o reclamado. Parágrafo único . TST. não for possível ao empregado comparecer pessoalmente. da CLT e do art. y Se vier apenas o procurador do réu: revelia.Ocorrendo. § 1º. y Réu falta: revelia. é revel.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 10 CLT. poderá fazer-se representar por outro empregado que pertença à mesma profissão. TST. designando nova audiência. ou qualquer outro preposto que tenha conhecimento do fato. art. ou contra micro ou pequeno empresário.O não-comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da reclamação. 54 da LC nº 123. de 14/12/2006. 844 . súmula 377: PREPOSTO. Art. independentemente do comparecimento de seus representantes salvo. CLT. CLT. nos casos de Reclamatórias Plúrimas ou Ações de Cumprimento. poderá o presidente suspender o julgamento. OU SEJA: y Autor falta: processo arquivado. ausente à audiência em que deveria apresentar defesa. expressamente. Ocorrerá a extinção do processo SEM julgamento do mérito (CPC. tem por motivo evitar o arquivamento dos autos (extinção do processo sem julgamento do mérito). ou pelo seu sindicato. recorrer etc. o representante não poderá confessar.O reclamante e o reclamado comparecerão à audiência acompanhados das suas testemunhas. aqui. 842/CLT). Art. súmula 122: REVELIA. Caso não esteja assinada. 843. Bezerra Leite explica o § 2º: a representação. A reclamada. renunciar ao direito sobre que se funda a ação. a impossibilidade de locomoção do empregador ou do seu preposto no dia da audiência. A carta de preposto é pessoal. EXIGÊNCIA DA CONDIÇÃO DE EMPREGADO Exceto quanto à reclamação de empregado doméstico. y Reclamatórias Plúrimas: é o mesmo que litisconsórcio ativo facultativo (art. com a extinção do processo sem resolução de mérito. o preposto deve ser necessariamente empregado do reclamado. que deverá declarar. por ausência de interesse/necessidade de agir do autor. 843 . . §2º . e cujas declarações obrigarão o proponente. VI). Ou seja. entretanto. 267. Esta revelia não é interpretada de maneira absoluta. apresentando.Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso. ainda que presente seu advogado munido de procuração. y Autor e réu faltam: arquivamento do processo. ex.

§ 1º . Art.Se houver acordo lavrar-se-á termo. TST. assinado pelo presidente e pelos litigantes.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 11 O arquivamento só pode ser feito na Audiência Inaugural ou se o juiz der prazo para sanear a PI e o autor não o fizer. sem prejuízo do cumprimento do acordo.A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta (art.A ausência do reclamante. II . I. 846 ao 850. y Autor e réu faltam: arquivamento do processo. Autor e/ou Réu faltam: confissão ficta. ex officio ou a requerimento de qualquer juiz temporário. consignando-se o prazo e demais condições para seu cumprimento. CPC).Aplica-se a pena de confissão à parte que.Entre as condições a que se refere o parágrafo anterior. art. não importa arquivamento do processo. súmula 09: Nº 9 AUSÊNCIA DO RECLAMANTE . o juiz ou presidente proporá a conciliação. poderá ser estabelecida a de ficar a parte que não cumprir o acordo obrigada a satisfazer integralmente o pedido ou pagar uma indenização convencionada. OBS.[ TST. Audiência em Prosseguimento: esta ocorre após a ³audiência de conciliação´. PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO: Audiência Inaugural ou de Instrução em Julgamento: É igual ao Ordinário. 848 . O autor pode replicar. Ou seja: y Autor falta: processo arquivado. pois este poderá ajuizar novamente a ação. após a leitura da reclamação.: não há que se falar em confissão ficta do autor devido ao seu não comparecimento à Audiência Inaugural. Também é na Inaugural que a defesa é entregue. na qual deveria depor. y Se vier apenas o procurador do réu: revelia 2 ± Fases da Audiência Trabalhista: PROCEDIMENTO ORDINÁRIO: CLT. não comparecer à audiência em prosseguimento. I . Art. 847 . pois a partir deste momento começa a correr o prazo recursal. Audiência em Julgamento: O juiz marca a data. y Réu falta: revelia. 400. quando adiada a instrução após contestada a ação em audiência.Não havendo acordo. súmula 74: CONFISSÃO.Aberta a audiência. podendo o presidente. Não há que se falar em arquivamento. seguir-se-á a instrução do processo. § 2º . 846 . o reclamado terá vinte minutos para aduzir sua defesa. interrogar os litigantes. expressamente intimada com aquela cominação.Terminada a defesa. É interessante que as partes compareçam para ter ciência da decisão do juiz. Art. . não implicando cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores. quando esta não for dispensada por ambas as partes.

se não for possível. o juiz ou presidente renovará a proposta de conciliação.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 12 § 1º .Espécies: O réu pode apresentar sua resposta por: .Serão. Advogado não tem o direito de perguntar ao seu constituinte. 2ª Conciliação RESPOSTA DO RÉU ± A DEFESA NO PROCESSO DO TRABALHO 1 ± Introdução: No Processo do Trabalho: y Vigora o Princípio da Simplicidade (a resposta pode ser oral). a seguir.O Presidente da Junta. e não se realizando esta. 2 . As partes não podem requerer os memoriais. Parágrafo único .A audiência de julgamento será contínua. tomará os votos dos vogais e. Art. y O momento de o réu apresentar a sua defesa é na Audiência Inaugural. mas. se houver.Terminada a instrução. mas o juiz. poderão as partes aduzir razões finais. havendo divergência entre estes. E se uma parte quiser por escrito e a outra oral? Prevalece o oral. por motivo de força maior. ouvidas as testemunhas.Findo o interrogatório. Não há memoriais complementares. no mínimo. pode 2 no Sumaríssimo ser ouvida como informante. poderá desempatar ou proferir decisão que melhor atenda ao cumprimento da lei e ao justo equilíbrio entre os votos divergentes e ao interesse social. 1ª Conciliação Não havendo acordo: Apresentação de Defesa Depoimentos Pessoais das Partes Testemunhas Por escrito Oral (posta a termo) Finalidade: conseguir a ³Confissão Expressa´. independentemente de nova notificação. após propor a solução do dissídio. em 10 min. Art. y A PI pode ser Oral ou Escrita. com a anuência das partes poderá conceder prazo maior. Em seguida. § 2º . 849 . concluí-la no mesmo dia. prosseguindo a instrução com o seu representante. 5 dias. os peritos e os técnicos. 3 no Ordinário Se uma das testemunhas for parente. poderá qualquer dos litigantes retirar-se. o juiz ou presidente marcará a sua continuação para a primeira desimpedida. será proferida a decisão. Razões Finais: Orais. 850 . y O prazo é de sua apresentação é de. em prazo não excedente de 10 minutos para cada uma.

I . VI . A doutrina cita como perempção os artigos 731 e 732/CLT. § 3o Há litispendência.perempção. 3 .inexistência ou nulidade da citação. o juiz conhecerá de ofício da matéria enumerada neste artigo. de que não caiba recurso.convenção de arbitragem. Sindicato entra com ação pela categoria. III . . No Processo do Trabalho não há obrigatoriedade de se apresentar as respostas em peças autônomas. II . será. X . § 4o Com exceção do compromisso arbitral.falta de caução ou de outra prestação. há coisa julgada.Contestação: 3. P. quando se repete ação que já foi decidida por sentença. a mesma causa de pedir e o mesmo pedido. 301 c/c 267: Art.coisa julgada.quando o juiz indeferir a petição inicial. II . que está em curso. Peça de defesa propriamente dita. § 2o Uma ação é idêntica à outra quando tem as mesmas partes. A questão é PRELIMINAR quando não engloba o mérito. IX . há relação direta com a causa de pedir. III . XI . antes de discutir o mérito. VIII . Pressuposto processual (de estar em juízo).carência de ação. que deve ser seguida. por não promover os atos e diligências que lhe competir.. quando se reproduz ação anteriormente ajuizada. Não se aplica. IV .1 ± Defesa contra o processo QUESTÕES PRELIMINARES. V . porém.quando. Mas.inépcia da petição inicial.incompetência absoluta.litispendência. A relativa é feita na Exceção. alegar: É uma ordem lógica. art. o autor abandonar a causa por mais de 30 dias. Alguém pertencente à categoria também entra com mesma ação.conexão. Extingue-se o processo. Compete-lhe.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 13 y y y Contestação (defesa propriamente dita) Exceção Reconvenção Pedido Contraposto: é possível também usá-lo em ações de natureza dúplice.quando ficar parado durante mais de 1 (um) ano por negligência das partes. 267. O importante é que sejam apresentadas na Audiência Inaugural. a defesa contra o processo argüida sob preliminar. São pressupostos de existência e validade. não se perde se não o for. quando se repete ação. defeito de representação ou falta de autorização. portanto.incapacidade da parte. ex. 301. CPC. Art. VII . que a lei exige como preliminar. § 1o Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada. sem resolução de mérito: I .

quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor. sem o consentimento do réu. quanto ao n III. como a possibilidade jurídica.quando não concorrer qualquer das condições da ação. o autor será condenado ao pagamento das despesas e honorários de advogado (art. modificativo e extintivo do direito do autor. 269.ao autor.. na primeira oportunidade em que lhe caiba falar nos autos. a legitimidade das partes e o interesse processual.pela convenção de arbitragem. CLT. § 3o O juiz conhecerá de ofício. XI . todavia.quando o réu reconhecer a procedência do pedido. II e III o arquivamento dos autos. não suprir a falta em 48 horas. V . O ônus da prova incumbe: I . vou lembrar! 3. intimada pessoalmente. art. o § 2o No caso do parágrafo anterior. da matéria constante dos ns. se a parte. Pode ser: y Direta: nega-se o fato ou o efeito dos fatos constitutivos do direito do autor y Indireta: não nega o fato. Art. em qualquer tempo e grau de jurisdição. litispendência ou de coisa julgada. Tá bom.. IX . IV. O ÔNUS É DO RÉU (CPC.quando se verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo. Art. quanto ao n II. V . Uma dica para quando estiver fazendo concurso de juiz: no julgamento da sentença. 333. o autor não poderá. X . mas apresenta um outro fato que pode ser impeditivo.nos demais casos prescritos neste Código. Art. 28). 333. o réu que a não alegar. coloque que é sem extinção do mérito. modificativo ou extintivo do direito do autor. Se acolher preliminar. VIII . IV .quando as partes transigirem. desistir da ação.quando a ação for considerada intransmissível por disposição legal.Defesa contra o mérito: O acolhimento das questões de mérito permite que se faça análise de mérito. V e VI. II . Atenção a Prescrição e Decadência são Prejudiciais de Mérito. CPC.quando o juiz acolher a alegação de perempção.quando ocorrer confusão entre autor e réu. VII . § 4o Depois de decorrido o prazo para a resposta. Na Indireta. as partes pagarão o proporcionalmente as custas e.ao réu. quanto à existência de fato impeditivo. 818 . III . quanto ao fato constitutivo do seu direito. enquanto não proferida a sentença de mérito.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 14 IV . Deve-se lembrar que na Defesa Direta O ÔNUS É DO AUTOR (818 CLT c/c 333 I e do CPC). nos casos dos ns. II). VI . II . responderá pelas custas de retardamento. declarando a extinção do processo.quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição.quando o autor renunciar ao direito sobre que se funda a ação . CPC.quando o autor desistir da ação.A prova das alegações incumbe à parte que as fizer.2 . pois assim o examinador não examinará o seu mérito. § 1o O juiz ordenará. nunca acolha preliminar. Haverá resolução de mérito: I .

Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 15 4 ± Exceção: CLT. somente podem ser opostas .As demais exceções serão alegadas como matéria de defesa. é relativa. 800 . as exceções de suspeição ou incompetência. y de suspeição: deve-se interpretar em sentido amplo. não caberá recurso. No entanto. há duas interpretações: 1ª interpretação competência material (absoluta). No Sumaríssimo. A norma aqui está misturando exceção com objeção (matéria de preliminar). Art. salvo. o juiz não pode decretá-la de ofício. 852-h. SEÇÃO VI . dela não cabe recurso. as partes alegálas novamente no recurso que couber da decisão final. no entanto. Essa hipótese não é só territorial. pois é um quesito mais objetivo).DAS EXCEÇÕES Art. Apresentação da Exceção de Incompetência Vista ao Excepto Prazo: 24 horas Esse prazo cabe no Sumaríssimo? Não. por 24 horas improrrogáveis. Pode ser esse prazo exigido pela parte excepta no Sumaríssimo? Não. o juiz pode concedê-lo se houver motivo justo. Caberá recurso de for ³terminativa do feito´. portanto. podendo. 799 . y de incompetência: é a incompetência territorial. § 1º . porque neste rito a audiência é UNA. suspendendo o processo (art. havendo anuência do excepto no procedimento Ordinário o juiz julga imediatamente. Caso em que pode ser prorrogada. ou seja. 2ª interpretação se você entra com a Exceção de Competência e o juiz a julga como procedente.Apresentada a exceção de incompetência. devendo a decisão ser proferida na primeira audiência ou sessão que se seguir. quanto a estas. A decisão sobre Exceção é interlocutória. OBS: pelo principio da concentração. com suspensão do feito. Pode-se recorrer dessa decisão. §7º/CLT) E no rito Ordinário. julga na mesma audiência. § 2º . envolve tanto a suspeição (o juiz não tem o dever de decretar de ofício) quanto o impedimento (juiz é obrigado a decretá-lo de ofício. Regra: Suspende + 24hs + Julga. Aqui o juiz se julga incompetente materialmente. Quando o artigo diz ³salvo se terminativa do feito´.Das decisões sobre exceções de suspeição e incompetência. abrir-se-á vista dos autos ao exceto. pode ser este prazo exigido? SIM! EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO: Julgamento . se terminativas do feito.Nas causas da jurisdição da Justiça do Trabalho.

: A Exceção de Suspeição/Incompetência não é obrigada a ser apresentada na Inaugural. em caso contrário. d) interesse particular na causa. se reconhecer o impedimento ou a suspeição. 802 . § 1º . Isso não existe.Se o recusante houver praticado algum ato pelo qual haja consentido na pessoa do juiz. § 2º . 314.será aplicado. ordenará a remessa dos autos ao seu substituto legal. 5 ± Reconvenção: .Se se tratar de suspeição de Juiz de Direito. presidente ou vogal.O juiz.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 16 Art. Neste caso. especificando o motivo da recusa (arts. é obrigado a dar-se por suspeito. dará as suas razões. quando já a conhecia. remete ao substituto) ou não aceita e faz sua defesa. aceitou o juiz recusado ou. salvo sobrevindo novo motivo. o suplente do membro suspeito. A parte oferecerá a exceção de impedimento ou de suspeição. ordenando a remessa dos autos ao tribunal. 312. OBS. não mais poderá alegar exceção de suspeição. dentro de 10 (dez) dias. ou que. dirigida ao juiz da causa. mandando remeter os autos ao seu substituto legal. A petição. ele tem duas opções: ou aceita e se declara como suspeito/impedido (neste caso. o artigo 312 ao 314 do CPC. poderá ser instruída com documentos em que o excipiente fundar a alegação e conterá o rol de testemunhas. o tribunal determinará o seu arquivamento. está errado. o juiz ou Tribunal designará audiência dentro de 48 horas. b) amizade íntima. Art. remetendo-a para um outro Tribunal julgar a Exceção. Art. Verificando que a exceção não tem fundamento legal. será este substituído na forma da organização judiciária local. finalmente. em relação à pessoa dos litigantes: a) inimizade pessoal. julgada procedente a exceção de suspeição. 801 . depois de conhecida. acompanhadas de documentos e de rol de testemunhas. não é o próprio juiz que irá julgá-la. ou para a seguinte. Despachando a petição. 134 e 135). se do processo constar que o recusante deixou de alegá-la anteriormente. o juiz. 313. o qual continuará a funcionar no feito até decisão final. no caso contrário condenará o juiz nas custas. Atenção para o caput deste artigo! O que tem aqui não existe no mu ndo jurídico. A suspeição não será também admitida. pois se a Exceção é contra ele (o juiz). Art. CPC. para instrução e julgamento da exceção.Nas Juntas de Conciliação e Julgamento e nos Tribunais Regionais. no que couber. Art. será logo convocado para a mesma audiência ou sessão. e pode ser recusado. por algum dos seguintes motivos. No caput diz que o juiz julgará em 48 horas a exceção. Parágrafo único . Proceder-se-á da mesma maneira quando algum dos membros se declarar suspeito. se houver. se procurou de propósito o motivo de que ela se originou. c) parentesco por consangüinidade ou afinidade até o terceiro grau civil.Apresentada a exceção de suspeição.

se o litígio versar sobre direitos indisponíveis. . na contestação. havendo pluralidade de réus. A Sentença julga as duas ações: a Principal e a Reconvenção. acompanhada de documentos e rol de testemunhas e. Este é o Pedido Contraposto. Não obtida a conciliação. desde que fundado nos mesmos fatos referidos na inicial. oferecerá o réu. não obsta ao prosseguimento da reconvenção. o autor reconvindo será intimado. Art. § 1º É lícito ao réu. 278. podendo indicar assistente técnico. no mesmo processo em que está sendo demandado. Reconvinte é o autor da reconvenção. É a ação proposta pelo réu contra o autor. resposta escrita ou oral. na pessoa do seu procurador. Art. Este não é uma ação autônoma. Art. Reconvindo é o réu da reconvenção. apresentar sua defesa). Reconvenção é DIFERENTE do Pedido Contraposto. 316. Se o réu não contestar a ação. Oferecida a reconvenção. II . em seu próprio nome. para contestá-la no prazo de 15 dias. O réu pode reconvir ao autor no mesmo processo. 320. algum deles contestar a ação. Art. 317.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 17 É uma ação em desfavor do autor. o efeito mencionado no artigo antecedente: I . A desistência da ação. contudo. o reconvindo tem o mesmo prazo mínimo de 5 dias para se manifestar sobre a reconvenção (ou seja. 6 ± Revelia: artigos 319 a 322/CPC Art. CPC 315 a 318: Art. A revelia não induz. reconvir ao autor. é um pedido que o réu pode fazer na Contestação. Julgar-se-ão na mesma sentença a ação e a reconvenção. formulará seus quesitos desde logo. que anteriormente era o Réu na Ação. 318. quando este demandar em nome de outrem. CPC. era o Autor na Ação anterior.se. na própria audiência. se requerer perícia. toda vez que a reconvenção seja conexa com a ação principal ou com o fundamento da defesa. 319. feito com base nos mesmos fatos apresentados na Inicial. formular pedido em seu favor. Parágrafo único. reputar-se-ão verdadeiros os fatos afirmados pelo autor. 315. Art. Não pode o réu. ou a existência de qualquer causa que a extinga. Ação Principal: autor (reclamante) Reconvenção: autor ( reconvinte) X X réu (reclamado) réu (reconvindo) Havendo reconvenção.

que a lei considere indispensável à prova do ato. o TST exige que o preposto seja empregado. Contra o revel que não tenha patrono nos autos.Lei 5584/ 70 . 322. 332 ao 443).Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 18 III . porque tem que ter conhecimento dos fatos. A PROVA NO D. nos casos de Reclamatórias Plúrimas ou Ações de Cumprimento. 843. 852 H (Procedimento Sumaríssimo ). da CLT e do art. a partir da publicação de cada ato decisório. aplica-se o CPC (art. ou pelo seu sindicato. de 14 de dezembro de 2006.Na audiência de julgamento deverão estar presentes o reclamante e o reclamado. Inteligência do art. Art. independentemente do comparecimento de seus representantes salvo.Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso. Preposto: súmula nº 377/TST PREPOSTO. EXIGÊNCIA DA CONDIÇÃO DE EMPREGADO . levando à revelia. § 1º. P.CLT art. Algumas observações: As provas ocorrem na Fase de Instrução. Isto significa que pode acontecer da parte comparecer. o preposto deve ser necessariamente empregado do reclamado. 843 .IN nº 27/2005. A revelia traz como consequência a Confissão Ficta. § 2º . CLT. Ou seja.CLT. nem demandar declaração incidente.Exceto quanto à reclamação de empregado doméstico. art.É facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente. . Art. § 1º . mas não apresentar uma defesa. devidamente comprovado. A conciliação é feita no mesmo momento em que a Instrução. salvo promovendo nova citação do réu. Parágrafo único O revel poderá intervir no processo em qualquer fase.se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público. ou a causa de pedir. ou qualquer outro preposto que tenha conhecimento do fato. Art. ou contra micro ou pequeno empresário. 321. quando os empregados poderão fazer-se representar pelo Sindicato de sua categoria. . o autor não poderá alterar o pedido. correrão os prazos independentemente de intimação. 1 ± Introdução: Legislação: . não for possível ao empregado comparecer pessoalmente. A revelia ocorre quando a parte reclamada não apresenta defesa. . poderá fazer-se representar por outro empregado que pertença à mesma profissão. recebendo-o no estado em que se encontrar. T. 818 ao 830 (Procedimento Ordinário). 54 da Lei Complementar nº 123. e cujas declarações obrigarão o proponente.TST De forma subsidiária. a quem será assegurado o direito de responder no prazo de 15 (quinze) dias. Ainda que ocorra revelia.

quanto ao fato constitutivo do seu direito. do Trabalho. 333. Inversão do ônus da prova: É aplicada ao Proc.notórios. Art.ex. quanto à existência de fato impeditivo.ex. Não dependem de prova os fatos: I . VIII.versões. Fato Constitutivo do direito: autor. Nenhuma das duas é prova. Fato extintivo. elas contêm fatos que necessitam de provas (princípio da necessidade das provas). y Exceção fatos quando não se tem que provar os fatos: CPC. 334.ao autor. IV . O ônus da prova incumbe: I . 818 . Também é aplicado quando uma súmula permite a inversão. pois o juiz deve saber o Direito.em cujo favor milita presunção legal de existência ou de veracidade OU SEJA. modificativo ou impeditivo de direito: réu. OBS. E o conteúdo da PI. deve-se provar: a) os FATOS (é a regra): aqueles controvertidos.ao réu. como incontroversos. . a súmula 338/TST. Art. CLT.admitidos.A prova das alegações incumbe à parte que as fizer. No entanto.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 19 2 . III . como. com fundamento no CDC art 6 . ASSIM. já é uma prova? E o da Contestação? O que tem na PI e na Contestação são meras alegações.Objeto da prova: ³o que devemos provar?´ Em regra tem que se provar FATOS. não se provam os fatos: y Notórios y Confessados pela parte contrária y Incontroversos y Milita a presunção legal de veracidade (fatos presumidos. deve-se provar também o Direito: A regra é que não precisa provar DIREITO FEDERAL.Ônus da prova: ³quem deve provar?´ Regra: quem alega deve provar.afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária. II . modificativo ou extintivo do direito do autor. II . p.: y Direito Estadual e Municipal y Direito consuetudinário y Legislação estrangeira y Acordos / Convenções Coletivas y Normas internas e Regulamentos 3 . CPC. Art. p. seja autor ou réu. no processo. há determinados direitos que precisam ser provados. com presunção legal) b) Em caráter excepcional.

não há nulidade. ainda que prevista em instrumento normativo. da CLT. O advogado permanece. a qual pode ser elidida por prova em contrário. pode o juiz inverter isso se o empregado pedir a perícia e. II . previstos no CPC.1 ± Depoimento Pessoal das partes: y Ocorre após contestação. Outro exemplo: honorários periciais. ÔNUS DA PROVA I . súmula nº 338 JORNADA DE TRABALHO.Meios de prova: ³Como provar?´ O meio vai ser diferente da essência da coisa. nesse caso. ele prefere valorar o ônus da prova. y Finalidade: colher a confissão expressa. deve-se provar por todos os MEIOS LÍCITOS.Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes são inválidos como meio de prova. pode ser elidida). III . quem tem que pagar é o empregador. Ou seja. OBS. p. a prova testemunhal é. Somente é permitido MEIO LÍCITO.. mas o professor Adriano. que é quem tem maior poder aquisitivo. pode ser elidida por prova em contrário. 4 .2 ± Prova Testemunhal: Em alguns casos. 4.: é PERMITIDO o advogado perguntar ao cliente. Desta forma. O juiz dá o valor que quiser as provas. É só o caminho que a lei permite. invertendo-se o ônus da prova. quem a pede é que paga (adiantado). muitas vezes. REGISTRO. Prestar compromisso e ser advertida: pode incorrer em crime de falsidade. Ele acha que se deve analisar qualitativamente o ônus da prova. relativo às horas extras. Embate na prova: há quem utilize o ³in dúbio pro misero´ (nesses casos quem ganha é sempre o autor). o juiz não julga assim. A não-apresentação injustificada dos controles de frequência gera presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho. não é difícil coletar falsa documentação do empregado. mas não significa que o advogado tem o direito de perguntar ao seu cliente. em regra.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 20 TST. Não é proibido. mandar seu empregado assinar um documento em branco. O empregador pode. y Não é obrigatório de se ouvir. . desde que motivadamente. prevalecendo a jornada da inicial se dele não se desincumbir. decisiva e prevalece sobre a documental. ou seja. que passa a ser do empregador.A presunção de veracidade da jornada de trabalho.É ônus do empregador que conta com mais de 10 (dez) empregados o registro da jornada de trabalho na forma do art. Para a realização de perícia. 74. que possui presunção absoluta (considerada a rainha das provas) y Quando o autor presta depoimento o réu (ou preposto) sai da sala. § 2º. desde que fundamente. não é um direito! Se o juiz quiser deixar. 4. É diferente da Confissão Ficta (presunção relativa. ex. O primeiro depoimento é sem a parte adversa. y SISTEMA DO LIVRE CONVENCIMENTO MOTIVADO é o que é realmente aplicado. Porém.

poderá ser intimada caso recuse comparecer espontaneamente. Testemunha mora fora: ouve-se a testemunha por carta precatória. AÇÃO CONTRA A MESMA RECLAMADA. A regra é a testemunha comparecer espontaneamente. nacionalidade. residência. ou seja. sua . A revelia é não apresentar a defesa. Por isso não é prova muito valorizada.Os depoimentos das testemunhas serão resumidos. idade. ou adulterado posteriormente (ex: recibo). pois pode ser extraída a partir do depoimento pessoal. Serão 6 testemunhas no Inquérito de Apuração de Falta Grave. e seu depoimento valerá como simples informação. e. Esta súmula será mitigada quando o juiz detectar que houve testemunho cruzado. em caso de falsidade. 829 . Mas. Testemunha suspeita: pode ser ouvida como informante. CLT. indicando o nome. profissão. SUSPEIÇÃO . Art. Se só for detectada posteriormente.Não torna suspeita a testemunha o simples fato de estar litigando ou de ter litigado contra o mesmo empregador. o mesmo ocorre com o preposto que não conhece os fatos (gera confissão ficta). súmula ser assinada pelo Presidente do Tribunal e pelos depoentes. súmula nº 357 . somente a testemunha.Toda testemunha. um documento pode ser assinado coercitivamente.Prova Documental: Como já foi dito. por ocasião da audiência. às leis penais. Art. o tempo de serviço prestado ao empregador. amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes. ficando sujeita. Revelia É DIFERENTE de Confissão Ficta. pelo secretário da Junta ou funcionário para esse fim designad devendo a o. uma troce de favores entre os empregados (um ajudou o outro. pede-se o protesto nos autos. Lembre-se que informante não presta compromisso. será qualificada.A testemunha que for parente até o terceiro grau civil. então o juiz pode pedir ouvida desta. quando empregada. Testemunhas referidas: uma testemunha falou que ³fulana´ sabe dos fatos.TESTEMUNHA. antes de prestar o compromisso legal. 4. O momento de se pedir a suspeição é antes do compromisso. TST. não prestará compromisso. um testemunhou pro outro). A Confissão Ficta não implica revelia.3 .Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 21 Número de testemunhas: 3 no rito Ordinário e 2 no Sumaríssimo. Prova emprestada: deve-se ter cautela para não ferir o contraditório e a ampla defesa. que gera Confissão Ficta. A testemunha é ³do processo´ e não das partes. Parágrafo único . 828 .

É um direito do trabalhador. Art.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 22 presunção é totalmente relativa. Funcionário com mais de um ano de trabalho deve ter seu TRCT homologado pelo sindicato/DRT. Contrato de experiência quando não colocado na carteira configura o chamado ³período clandestino´. y Recibos em geral. y TRCT: É proibido colocar o chamado ³Salário Complessivo´ (quando não se discrimina cada verba). ainda que estas constem desse recibo. somente com a anuência da outra parte.A quitação não abrange parcelas não consignadas no recibo de quitação e. Caso não seja homologado. E o empregado que teve as verbas homologadas no Sindicato pode recorrer à Justiça para cobrá-las? TST. y Réu: na Audiência Inaugural (junto com a Contestação). II . Aí. 477 da CLT. VALIDADE . a quitação é válida em relação ao período expressamente consignado no recibo de quitação. O autor é quem deve provar. com observância dos requisitos exigidos nos parágrafos do art. Depois. Principais documentos na relação de emprego: y CTPS. com assistência de entidade sindical de sua categoria. seus reflexos em outras parcelas. CTPS: Prova documental de presunção relativa. súmula 330 . o juiz abrirá prazo para o réu se defender. um depoimento pode ter maior validade que uma prova documental. 2ª (majoritária) pode apresentar até o momento da apresentação da defesa. salvo se oposta ressalva expressa e especificada ao valor dado à parcela ou parcelas impugnadas.Quanto a direitos que deveriam ter sido satisfeitos durante a vigência do contrato de trabalho. Além do que. y TRCT ± termo de rescisão do contrato de trabalho. y Folhas de frequência. o hipossuficiente terá maior dificuldade em produzir a prova documental (presume-se que o empregador possa produzi-la mais facilmente).A reclamação escrita deverá ser formulada em 2 (duas) vias e desde logo acompanhada dos documentos em que se fundar. consequentemente. y . ao empregador. Desta forma. mas a falta de sua assinatura não afasta a relação de emprego. gera presunção de que não recebeu as verbas. I . E o autor poderá apresentá-la depois? Há duas correntes: 1ª aplica-se o CPC e a CLT: o momento de apresentar é até a citação.QUITAÇÃO. CLT. tem eficácia liberatória em relação às parcelas expressamente consignadas no recibo. 787 . Momento de sua apresentação: y Autor: na PI.A quitação passada pelo empregado.

chamará um perito para que este dê um laudo sobre o assunto. III .Argüida em juízo insalubridade ou periculosidade. que poderá ser. far-se-ão através de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho. essa súmula é mitigada. Situações mais comuns: Falsificação de documentos: a impugnação do documento falso deve ser feita assim que a parte dele tomar conhecimento. O juiz dá um prazo para a outra parte se defender e marca uma perícia. I É ônus do empregador que conta com mais de 10 empregados o registro da jornada de trabalho na forma do art. onde não houver. é necessário fazer a ressalva no TRCT. 195 .A caracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade.: prejudicial de mérito caso o empregado alegue dívida do empregador. § 1º . seja por empregado.JORNADA DE TRABALHO. pode ser elidida por prova em contrário. No entanto. Folhas de frequência: o horário britânico pode ser falso. requisitará perícia ao órgão competente do Ministério do Trabalho. CLT. § 2º . registrados no Ministério do Trabalho. Adicional de periculosidade e insalubridade: por força de lei. 74. ÔNUS DA PROVA. súmula 338 . OBS. TST. 4. segundo as normas do Ministério do Trabalho. a qual pode ser elidida por prova em contrário.É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho a realização de perícia em estabelecimento ou setor deste. Recibos: também não admite o Salário Complessivo. o juiz designará perito habilitado na forma deste artigo. O juiz. diferente do que ocorre no Processo Civil.A presunção de veracidade da jornada de trabalho. II . O juiz só chama a perícia se achar que o documento é realmente uma prova servível. y y y Aviso prévio: não retrata muito a realidade. contestado ou não. a súmula diz que as verbas homologadas não podem ser pedidas no judiciário. relativo às horas extras. o juiz DEVE (obrigatoriamente) pedir a perícia. seja por Sindicato em favor de grupo de associado. ainda que prevista em instrumento normativo. § 2º. pois o juiz não impede que se recorra ao Judiciário (seria cerceamento de defesa). prevalecendo a jornada da inicial se dele não se desincumbir. § 3º . Acidentes de trabalho: p.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 23 Ou seja. que passa a ser do empregador.Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes são inválidos como meio de prova. A não-apresentação injustificada dos controles de frequência gera presunção relativa de veracidade da jornada de trabalho. depois.4 ± Prova pericial: Quando deve ser feita? Sempre que necessário. com o objetivo de caracterizar e classificar ou delimitar as atividades insalubres ou perigosas. . e. REGISTRO. então. da CLT. Art . invertendo-se o ônus da prova. DORT. ex.O disposto nos parágrafos anteriores não prejudica a ação fiscalizadora do Ministério do Trabalho. sempre que for pedido um dos dois. nem a realização ex officio da perícia.

e assinada pelos juízes classistas presentes à mesma audiência. 850 . 852 .Os tramites de instrução e julgamento da reclamação serão resumidos em ata. mas pode ocorrer a inversão do ônus da prova e a outra parte pagar. 5 ± Razões Finais e Encerramento: CLT. será proferida a decisão. o juiz ou presidente renovará a proposta de conciliação. Art. ou por seu representante. a União é quem pagará o perito. podendo ser dilatado.. E se o empregado pede a perícia e a empresa é quem tem razão? Bem. e não se realizando esta. y Depoimento. Parágrafo único . O perito tem um prazo para entregar o laudo (suspende o processo). é pedido o seu adiantamento.Da decisão serão os litigantes notificados. Prova emprestada: permitida em dois casos: y Prova pericial. será dispensável. Este prazo é de 30 dias. pessoalmente. quem perde a perícia (na Sentença o juiz define os honorários definitivos). de forma oral. são 10 minutos para cada parte.5 ± Demais meios: Inspeção judicial: juiz quer saber algo e vai ao local fazer uma inspeção. contado da audiência de julgamento. poderá desempatar ou proferir decisão que melhor atenda ao cumprimento da lei e ao justo equilíbrio entre os votos divergentes e ao interesse social. desde que com a anuência da outra parte. O juiz encerra a instrução. § 1º . devidamente assinada. havendo divergência entre estes. p. pedir que o Oficial de Justiça percorra o caminho do empregado.Nos processos de exclusiva alçada das Juntas. de que constará. no prazo improrrogável de 48 horas. em prazo não excedente de 10 minutos para cada uma. § 2º . ou seja. para uma segunda tentativa de conciliação. ex. na íntegra. pelo presidente ou juiz. se o empregado gozar do benefício da Justiça Gratuita. 841. o resumo dos depoimentos. Art.A ata será. Art. contados a partir da ciência em que foi nomeado como perito do caso. então. Em seguida.O Presidente da Junta. a decisão. (pode haver memorial). Parte-se. a juízo do presidente. . a notificação far-se-á pela forma estabelecida no § 1º do art. na própria audiência. poderão as partes aduzir razões finais. após propor a solução do dissídio.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 24 Honorários periciais: Em regra. Quem paga a antecipação é quem pede a perícia. Razões finais: em regra. tomará os votos dos vogais e. devendo constar da ata a conclusão do Tribunal quanto à matéria de fato. 851 . y 4. Quem paga o honorário pericial definitivo é quem sucumbe. No caso de revelia. y Procedimento: Melhor fazer a perícia antes dos depoimentos. Diligência com mandado de observação: juiz pode.Terminada a instrução. junta ao processo.

Rito Sumaríssimo: art. A decisão que resolve os embargos de execução tem conotação de sentença. por não promover os atos e diligências que lhe competir. enquanto não proferida a sentença de mérito. VI . quanto ao n II.quando o autor desistir da ação.quando. 852-I/CLT. Coisa julgada: CPC. não suprir a falta em 48 horas. II e III. como a possibilidade jurídica.quando se verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo. IV. o § 2o No caso do parágrafo anterior. 2 ± Sentença no DPT: Noções: é todo ato do juiz que põe fim à fase de conhecimento. litispendência ou de coisa julgada. IX . desistir da ação. 267. O artigo 267 traz as SENTENÇAS TERMINATIVAS: Art. o autor não poderá.quando o juiz indeferir a petição inicial. declarando a extinção do processo. V e VI. VIII .pela convenção de arbitragem. na primeira oportunidade em que lhe caiba falar nos autos. 831 e 836/ CLT. X . o réu que a não alegar. VII . quanto ao n III. resolve o procedimento no primeiro grau de jurisdição. § 3o O juiz conhecerá de ofício.quando ocorrer confusão entre autor e réu. 267/CPC. em qualquer tempo e grau de jurisdição. Sentença. § 4o Depois de decorrido o prazo para a resposta. o arquivamento dos autos. III . tecnicamente falando. o autor abandonar a causa por mais de 30 dias. da matéria constante dos ns.quando a ação for considerada intransmissível por disposição legal. nos casos dos ns. Mas se usa ainda esse pensamento. a legitimidade das partes e o interesse processual. sem o consentimento do réu. as partes pagarão o proporcionalmente as custas e. sem resolução de mérito: I . II . responderá pelas custas de retardamento.quando não concorrer qualquer das condições da ação. Extingue-se o processo. XI . É o que se dá com todas as hipóteses do art. o autor será condenado ao pagamento das despesas e honorários de advogado (art.quando o juiz acolher a alegação de perempção. intimada pessoalmente.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 25 SENTENÇA E COISA JULGADA 1 ± Noções: Sentença: Rito Ordinário: art. IV .nos demais casos prescritos neste Código.quando ficar parado durante mais de 1 ano por negligência das partes. essa idéia ainda é válida. Bezerra Leite explica: Sentença terminativa é o procedimento judicial que. se a parte. sem apreciar o mérito. V . todavia. é mais que colocar um fim ao processo. . 28). § 1o O juiz ordenará.

sentença propriamente dita deve estar contida nestes dois artigos.quando as partes transigirem. y Além disso. III . Sérgio Pinto Martins explica: A decisão é proferida depois de rejeitada a proposta de conciliação (art. dependendo do tamanho da instrução. ensina com base na sua prática. porém. A sentença pode ser dividida em três partes: relatório. Embora outros artigos há o uso do nome ³sentença´. O que devemos ter no relatório: y Devemos ter uma especial atenção com a PI e com a Contestação (resposta do réu). o professor Adriano. apreciação das provas.quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição. não implica automática extinção do procedimento em 1º grau. Há. está colocado o artigo mais adiante). 2. IV . situações em que a sentença. V . mesmo terminativa. o resumo do pedido e da defesa. a sentença poderá ser reformada pelo próprio juiz que a proferiu. Partes da Sentença: y Relatório y Fundamentação y Dispositivo Salvo algumas exceções. y Devemos ainda citar as tentativas de conciliação e também expor a ordem cronológica dos fatos.quando o réu reconhecer a procedência do pedido.quando o autor renunciar ao direito sobre que se funda a ação. Não há lei sobre isso. 832 da CLT). 831 da CLT. o juiz deverá indicar as principais ocorrências existentes no processo: . Haverá resolução de mérito: I . pois se houver interposição de apelação (ou recurso ordinário trabalhista) ou de embargos de declaração (com efeitos infringentes).1 ± Relatório: É o resumo dos principais atos do processo. todas as Sentenças possuem essas três partes. o juiz. fundamentos e dispositivo. NÃO HÁ ESPAÇO PARA DECISÃO. O artigo 269 traz as SENTENÇAS DEFINITIVAS: Art. Da decisão deverão constar: o nome das partes. podendo mesmo esta ser nula. 269.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 26 A sentença terminativa tem por escopo resolver a relação jurídica processual sem se pronunciar sobre a lide (pedido).quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor. II . Sérgio Pinto Martins ensina: No relatório. os fundamentos da decisão e a respectiva conclusão (art. y Número de laudas: de 1 a 3.

pois a decisão do processo deve ficar para a fundamentação. pois o que transita em julgado é o dispositivo da sentença. O juiz deve motivar sua decisão. 301 e 267/CPC) CPC. ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença. Compete-lhe. apenas o dispositivo da sentença. II . . Procedimento Sumaríssimo: Em se tratando de ação sujeita ao procedimento sumaríssimo.coisa julgada. na fundamentação o juiz vai decidir os pedidos. 2. O CPC não exige que o juiz indique o artigo de lei no qual se baseia sua decisão. dispensado o relatório. As reclamações individuais plúrimas devem conter os nomes dos autores.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 27 a) o nome das partes.2 ± Fundamentação: Essencialmente. um inventário. VII . desenvolvendo seu raciocínio lógico. antes de discutir o mérito. indicando as normas jurídicas aplicáveis ao caso examinado. e ela não tem como discordar para poder recorrer. numa síntese dos atos nele ocorridos. 469. VI . uma descrição detalhada do que aconteceu em todas as folhas do processo. Não fazem coisa julgada: I .incapacidade da parte. portanto. não se sabe por que a parte não faz juz ao direito. Não será. Na fundamentação. Art. Não há nulidade do processo se não constar o nome de todos os litisconsortes no relatório.inépcia da petição inicial. 852-I. b) o resumo do pedido e da defesa. pois os advogados das partes também dele têm conhecimento. IV ± perempção. como a determinação de perícia.) A sentença que não tiver fundamentação será considerada nula. costuma-se colocar apenas o nome do primeiro autor e a expressão "e outros". Ou seja. 1ª Parte: resolverá questões processuais (preliminares ± arts. CLT.conexão. Art. V . O relatório deve mostrar que o juiz leu o processo e consistirá num resumo.incompetência absoluta. A fundamentação não fará coisa julgada. VIII . 301. o juiz deverá apreciar as provas existentes nos autos. dizer por que decide desta forma e não de outra.litispendência. a lei dispensa expressamente o relatório. o juiz vai pegar os fatos e verificar a subsunção ao direito. c) o resumo das principais ocorrências existentes no processo. defeito de representação ou falta de autorização. o laudo do perito etc.os motivos. Nesse caso. A decisão não será motivada no relatório nem haverá o trânsito em julgado deste. com resumo dos fatos relevantes ocorridos em audiência. Art. Se não apresentada a fundamentação da decisão.inexistência ou nulidade da citação. A sentença mencionará os elementos de convicção do juízo. fundamentando porque decidiu desta ou daquela forma. alegar: I . Sérgio Pinto Martins ensina: A motivação da decisão serve para verificar os argumentos utilizados pelo juiz como razões de decidir. porém. (CPC. III . fundamentá-la.

de que não caiba recurso. § 1o Verifica-se a litispendência ou a coisa julgada. que a lei exige como preliminar. declarar se a contribuição previdenciária incide sobre quais verbas deferidas na sentença. a assinar a CTPS). 2. . Só se analisa o mérito. Serão analisadas após as atípicas.3 ± Dispositivo: Resumo do que foi decidido (da decisão).falta de caução ou de outra prestação. X . o juiz pode: y Declarar (p. § 2o Uma ação é idêntica à outra quando tem as mesmas partes.convenção de arbitragem.. As Preliminares podem ser TÍPICAS ou ATÍPICAS: Preliminar Típica: são as constantes nos artigos 301 e 267 do CPC. ex. que está em curso. uma relação jurídica empregatícia). ex. 832 da CLT). § 4o Com exceção do compromisso arbitral. XI . mas só pode ser analisada com base no mérito. O juiz deverá. P. Na decisão de mérito. 161/CPC). inclusive o limite de responsabilidade de cada parte pelo recolhimento da contribuição previdenciária (§ 3º do art. a mesma causa de pedir e o mesmo pedido. mas deve decidir as questões que julgar relevantes nas demais manifestações das partes nos autos. P. Na decisão. Sérgio Pinto Martins doutrina: Na fundamentação. As matérias previstas na fundamentação (que é o motivo da decisão) não são abrangidas pela Coisa Julgada. É claro que não poderá o juiz decidir além ou fora do pedido ou do que foi debatido na contestação. há coisa julgada. o juiz deve indicar a natureza jurídica das parcelas constantes da condenação. ex. quando se repete ação. quando se reproduz ação anteriormente ajuizada. Prejudiciais Mérito Mérito propriamente dito (análise dos pedidos da parte autora) Preliminares Impróprias: parece preliminar.carência de ação.. contestação e demais arrazoados. y Obrigar a fazer (p. § 3o Há litispendência. y Condenar a pagar (uma verba qualquer). de questões processuais e de mérito. y y 2ª Parte: resolverá questões de MÉRITO. ex. o juiz deverá decidir tudo aquilo que tiver sido alegado pela partes: na inicial. quando se repete ação que já foi decidida por sentença. aplicação de multa ao advogado que risca o processo (art. o juiz conhecerá de ofício da matéria enumerada neste artigo. Preliminares Atípicas: são questões processuais que serão dadas de ofício pelo juiz. portanto.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 28 IX . preliminar de existência de vínculo empregatício. retificação do nome da parte.

Quando a decisão concluir pela procedência do pedido. § 4o A União será intimada das decisões homologatórias de acordos que contenham parcela indenizatória. poderão os mesmos. Exemplo pode ser o juiz determinar o fornecimento das guias de segurodesemprego em cinco dias após o trânsito em julgado. vindo ao final da sentença. § 3o As decisões cognitivas ou homologatórias deverão sempre indicar a natureza jurídica das parcelas constantes da condenação ou do acordo homologado. 833 . salvo para a Previdência Social quanto às contribuições que lhe forem devidas. mediante ato fundamentado. 831 . a União poderá interpor recurso relativo à discriminação de que trata o § 3o deste artigo. . o juiz acolherá ou rejeitará o pedido do autor. 832 . Art. Art. antes da execução. Art. ex officio. no todo ou em parte. CLT: Art. consideram-se realizadas nas próprias audiências em que forem as mesmas proferidas. os fundamentos da decisão e a respectiva conclusão. Dispositivo indireto é o que acolhe o pedido na forma da inicial. ou a seus patronos. na forma do art.Salvo nos casos previstos nesta Consolidação. sob pena de ser paga a indenização correspondente. o juiz deverá determinar o prazo e as condições para o cumprimento da decisão (§ 1º do art. § 5o Intimada da sentença. a indenizar o autor na importância que for apurada em liquidação. 832 da CLT). § 2º .Existindo na decisão evidentes erros ou enganos de escrita. Parágrafo único. § 6o O acordo celebrado após o trânsito em julgado da sentença ou após a elaboração dos cálculos de liquidação de sentença não prejudicará os créditos da União.A decisão mencionará sempre as custas que devam ser pagas pela parte vencida. Dispositivo direto é o que condena o réu a pagar o valor de tanto. se for o caso. a publicação das decisões e sua notificação aos litigantes.A decisão será proferida depois de rejeitada pelas partes a proposta de conciliação.033. Consistirá o dispositivo num resumo. o resumo do pedido e da defesa. § 1º . a apreciação das provas. numa síntese do decidido. dispensar a manifestação da União nas decisões homologatórias de acordos em que o montante da parcela indenizatória envolvida ocasionar perda de escala decorrente da atuação do órgão jurídico. 832 da CLT). determinará o prazo e as condições para o seu cumprimento. 834 .Da decisão deverão constar o nome das partes. Sendo acolhida a pretensão do autor ou acolhida em parte. § 7o O Ministro de Estado da Fazenda poderá. 20 da Lei no 11. o termo que for lavrado valerá como decisão irrecorrível. inclusive o limite de responsabilidade de cada parte pelo recolhimento da contribuição previdenciária. facultada a interposição de recurso relativo aos tributos que lhe forem devidos. de datilografia ou de cálculo. Da decisão deverão constar as custas que serão pagas pela parte vencida (§ 2º do art. ser corrigidos.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 29 Sérgio Pinto Marins explica: No dispositivo. No caso de conciliação. ou a requerimento dos interessados ou da Procuradoria da Justiça do Trabalho.

Não haveria como executar uma decisão em favor de uma pessoa. Do dispositivo deve constar a forma de liquidação da sentença. ex. se condeno a pagar a pagar hora-extra. Deve-se condenar também à contribuição previdenciária. Parágrafo único. os juros e correção monetária. Correção de verbas (Lei 8177): não há nulidade se for esquecida. Honorários periciais e advocatícios. Preliminares. salvo prova de miserabilidade jurídica do autor. . as verbas. Assim. Justiça gratuita (se foi ou não concedida).O cumprimento do acordo ou da decisão far-se-á no prazo e condições estabelecidas. atrasos e FGTS. que servirá de base para o cálculo das custas e para efeito do depósito recursal. não deixarão de ser corrigidas. 836. y y y y y y y y y y y Sérgio Pinto Martins ensina: É errado colocar no Dispositivo questões que deveriam ter constado dos fundamentos. que será admitida na forma do disposto no Capítulo IV do Título IX do Código de Processo Civil. pois se nada ficar registrado presume-se que a liquidação será feita por artigos. na forma da lei 8212). com a finalidade de se fixar o procedimento. sujeita ao depósito prévio de 20% do valor da causa. se houver. também não poderá faltar o nome de nenhum dos reclamantes ou reclamados. salários. As Custas e Despesas. deve ainda o juiz falar sobre: O prazo e forma para seu cumprimento (ex. A parte da sentença que transita em julgado é justamente o dispositivo da sentença. A execução da decisão proferida em ação rescisória far se-á nos próprios autos da ação que lhe deu origem. que é a forma ordinária. a partir de que data serão devidos e de que forma. Depois o juiz deverá arbitrar o valor da condenação. excetuados os casos expressamente previstos neste Título e a ação rescisória. Art. apontando dispositivos próprios. O valor da causa. sob pena de nulidade. se forem mais de um. Pode também abrir uma liquidação por artigos. Por fim. É vedado aos órgãos da Justiça do Trabalho conhecer de questões já decididas.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 30 Art. pois a verba é matéria de lei. ou da condenação. se seu nome não constou da decisão ou constou incorretamente. Deve o juiz especificar. 835 . No dispositivo. quantificando-os. Imposto de Renda. mesmo que o juiz não fale nada. e será instruída com o acórdão da rescisória e a respectiva certidão de trânsito em julgado. deverá sintetizar se são devidos ou não os honorários de advogado e os honorários de perito. Contribuição previdenciária (p. condeno a pagar no prazo de 48 h do trânsito em julgado as verbas tais e tais). ainda. Reexame necessário. No dispositivo.

Resumindo. fazendo apenas coisa julgada formal. Para Sérgio Pinto Marins: O art. art. pois esta só se for sentença que resolve o processo com análise do mérito. Nenhum juiz poderá decidir novamente as mesmas questões já decididas. tornando-a imutável. . pois a sentença tem força de lei entre as partes. envolvendo o direito discutido. A coisa julgada formal é também denominada de preclusão máxima. do mesmo diploma. não impedindo. não apenas no procedimento originário. 471/CPC) em decorrência da coisa julgada material. 485). pois. em razão da impossibilidade de a parte interpor qualquer recurso contra a sentença ou da preclusão dos prazos para sua interposição. da coisa julgada material é estabilizar definitivamente a relação jurídica que foi submetida à prestação jurisdicional Estado-juiz. 468 do CPC). salvo nas hipóteses previstas no inciso V do art. não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário". 268/CPC. a sentença que resolver o processo sem apreciação do mérito transita em julgado. à apreciação judicial. Sérgio Pinto Martins ensina: Ocorre a coisa julgada formal quando a sentença não mais pode ser modificada em razão da preclusão dos prazos para recursos. pressupõe a impossibilidade da discussão do direito material inserido. Somente a coisa julgada material pode ser impugnada pela ação rescisória (CPC. enquanto esta projeta sua eficácia para fora do processo onde foi prolatada a sentença. Já a coisa julgada material ou substancial. Ma como o mérito ainda não foi julgado. mas em qualquer outro que porventura venha a ser iniciado. porém não gera os drásticos efeitos da coisa julgada material. Tem a coisa julgada formal natureza processual. 267 do CPC. Material: impede que o assunto julgado no Judiciário seja discutido no mesmo ou em outro processo. O principal objetivo.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 31 3 ± Coisa julgada no DPT: 3. assim. por expressa determinação do art. Já a coisa julgada material diz respeito ao conteúdo da sentença. que a lide possa ser novamente submetida. Bezerra Leite ensina: A distinção basilar entre coisa julgada formal e material repousa circunstância de que aquela limita sua eficácia ao processo onde a sentença foi proferida.1 ± Noções: A Coisa Julgada pode ser: Formal: não pode ser discutida no mesmo processo. 467 do CPC denomina de "coisa julgada material a eficácia que toma imutável e indiscutível a sentença. nos limites da lide e das questões decididas (art. contanto que em outro processo. relativas à mesma lide (art. pode-se abrir um novo processo. que é condicionada a existência da coisa julgada formal. em razão da impossibilidade de a decisão ser reformada. ou na existência de renúncia ou desistência do recurso. seja porque da sentença não caibam mais recursos ou porque estes não foram interpostos nos prazos apropriados.

Importante ressaltar que a aplicação deste § 5º é controvertida. ainda que importantes para determinar o alcance da parte dispositiva da sentença. com base no art. se se tratar de interesses metaindividuais e dependendo da tutela dada. 470. no entanto esse direito pode ³cair´ ainda no Judiciário. 884. II . por parte do empregador. 884. Faz. implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços. Bezerra Leite ensina: a coisa julgada faz lei entre as partes nos limites da lide. ex. discutida e presente no dispositivo. III . Por outro lado. além de ferir a coisa julgada. P. 469 do CPC oferece-nos. pois este foi acrescido por uma MP. 3. CLT. No entanto. das empresas públicas e das sociedades de economia mista. a decisão sobre questão prejudicial pode fazer coisa julgada: Art. do pedido e da causa de pedir. IV/TST: O inadimplemento das obrigações trabalhistas. de acordo com o art.: súmula 331.os motivos. Lides individuais: a regra é que a Coisa Julgada atinge as partes e terceiros interessados.a apreciação da questão prejudicial. § 5o Considera-se inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou em aplicação ou interpretação tidas por incompatíveis com a Constituição Federal. art. decidida incidentemente no processo. Imagine que você ganha 10 mil reais em um Processo Trabalhista. o fundamento dessa decisão contraria o entendimento ou súmula do STF.a verdade dos fatos. o juiz for competente em razão da matéria e constituir pressuposto necessário para o julgamento da lide. vira coisa julgada. por via reflexa. 469/CPC. 469. Mesmo tendo sido coisa julgada. das autarquias. o art. No entanto. ou seja. Lides coletivas: a coisa julgada pode atingir sindicalizados (nos dissídios coletivos) ou pode ainda ser ultra partes ou erga omnes. quanto àquelas obrigações. b) Limites objetivos: diz respeito à matéria atingida. 5o e 325). inclusive quanto aos órgãos da administração direta. todavia. As exceções estão previstas no art. bem como das questões decididas no processo. então. coisa julgada a resolução da questão prejudicial. . a parte que perdeu pode dizer que é inexigível. § 5º/CLT. a saber: Art. 470.2 ± Limites: a) Limites subjetivos: são em relação aos sujeitos. estabelecida como fundamento da sentença.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 32 3. desde que constem do decisum. Isso. Não fazem coisa julgada: I . se a parte o requerer (arts.3 ± Relativização da coisa julgada: Tem-se a coisa julgada material. as matérias que não estão cobertas pelo manto da coisa julgada. das fundações públicas. desde que hajam participado da relação processual e constem também do título executivo judicial.

Ex. 2º. no sentido técnico. No STF e no TST. as ações originárias do TRT envolvem menos fatos. 6º e 7º. "b". são mais técnicas. da CLT) para reexame de fatos e provas. 896 e 894. há Instância Extrordinária e Especial. ou junto ao TST. STF: somente matéria tida como inconstitucional pode ser revista. que só ocorre na Instância Ordinária. NÃO é duplo grau. y Não é meio autônomo. O nome é duplo porque somente a Segunda Instância vai conhecer toda a matéria. . Normalmente. O TST é o duplo grau.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 33 TEORIA GERAL DOS RECURSOS TRABALHISTAS 1 ± Noções Gerais:     CLT. Lei 5584/70. partes terceiros interessados MPT QUEM pode propor RECURSO 2 ± Princípios Recursais: Duplo Grau de Jurisdição: não há triplo. Recurso Ordinário (Apelação) JUIZ: expede Sentença que pode ser revista. se a competência originária for do TRT. Recurso de Revista (Recurso Especial) TRT: revisa a Sentença e vai prolatar um ACÓRDÃO. CPC em caráter subsidiário. y Garantia de ampla defesa e do contraditório.: o MS tem origem no TRT. Recurso trabalhista: é a continuação do direito de ação/de defesa. respectivamente. arts. Lei 7701 processos no TST. Ou seja. CABIMENTO . --------------------------------------------------------------------------------___________________________________________________ Recurso Extraordinário TST: revisa o acórdão ± questões de direito violação a lei federal decisão contra jurisprudência do TST TST . arts.Súmula 126: RECURSO. de fato e de direito.Incabível o recurso de revista ou de embargos (arts. nem nova ação. 893 ao 901.

799. nos termos do art.Das decisões são admissíveis os seguintes recursos: I . CLT. 799 . c) que acolhe exceção de incompetência territorial. sou juiz em corrente.. §2º: Andou bem o TST ao permitir a interposição imediata de recurso de decisões dos TRTs contrárias às Súmulas ou Orientações Jurisprudenciais. da CLT. II . IRRECORRIBILIDADE . embora pareça exaurir o tema. O recurso dessa decisão vai para o TRT-PI. em Balsas-MA. admitindo-se a apreciação do merecimento das decisões interlocutórias somente em recursos da decisão definitiva. 893. § 1º . trata-se de "decisão . decisões interlocutórias dada pelo relator. P.embargos. 893 . as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato. 214 do TST. Mas a súmula 214 do TST traz exceções: TST. somente podem ser opostas. não caberá recurso. as partes alegá-las novamente no recurso que couber da decisão final.Das decisões sobre exceções de suspeição e incompetência. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. Basta lembrar a decisão interlocutória que acolhe preliminar de incompetência (absoluta) em razão da matéria ou da pessoa. Súmula 214 DECISÃO INTERLOCUTÓRIA.Nas causas da jurisdição da Justiça do Trabalho. porque acórdão NÃO é decisão interlocutória! b) Suscetível de impugnação ao mesmo tribunal. na verdade descuidou de mencionar outras decisões interlocutórias suscetíveis de interposição imediata de recurso. as exceções de suspeição ou incompetência. Com a devida vênia. Julgo procedente e mando para juiz competente. ex. das decisões interlocutórias. não cabe recurso. Em regra.recurso de revista. 799. no entanto.Os incidentes do processo são resolvidos pelo próprio Juízo ou Tribunal. não caberá recurso.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 34 Irrecorribilidade das Decisões Interlocutórias: CLT. salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. art. b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. IV . P.Na Justiça do Trabalho. Ou seja. quanto a estas. c) Acolha exceção de incompetência territorial: TRT distinto. § 2º. da CLT. Art. se terminativas do feito. alguns juízes aceitam o recurso no mesmo Estado.recurso ordinário. salvo.ex. Recebo exceção de incompetência. Trata-se de homenagem aos princípios da economia e celeridade processuais. com suspensão do feito.As demais exceções serão alegadas como matéria de defesa. Na prática. § 1º . III . consoante o disposto no art. cabe recurso em decisão interlocutória: a) Em decisão do TRT que implique violação de Súmula ou OJ. Se o juiz competente for do mesmo Estado. podendo. Bezerra Leite explica o art. § 2º . Nesse caso.agravo. § 1º. Não é o acórdão. pensamos que a Súmula n.

salvo as exceções previstas neste Título.O depósito de que trata o § 1º far-se-á na conta vinculada do empregado a que se refere o art.Revogado § 4º . aplicando-se-lhe os preceitos dessa Lei observado. para efeito do disposto no § 2º. 2º da Lei nº 5. Nos demais recursos. Art. 214. sem resolução de mérito: . o efeito é mais restrito.Quando o valor da condenação. § 2º Tratando-se de condenação de valor indeterminado. Na Justiça do Trabalho. de 13 de setembro de 1966.. esse efeito é mais amplo. a incompetência em razão da matéria ou da pessoa e o p rocesso é remetido para "fora" da Justiça Especializada. De nossa parte. o depósito corresponderá ao que for arbitrado. Transitada em julgado a decisão recorrida. a empresa procederá à respectiva abertura. pela Junta ou Juízo de Direito.Se o empregado ainda não tiver conta vinculada aberta em seu nome. § 1º Sendo a condenação de valor até 10 vezes o salário -mínimo regional. de 13 de setembro de 1966. permitida a execução provisória até a penhora. b) Efeito Suspensivo: não é regra. No Recurso Ordinário. o disposto no § 1º. § 5º . pensamos que o art. nos termos do art. por interpretação lógica. no Recurso de Revista não se olha os fatos. quanto ao respectivo levantamento. c) Efeito Translativo: matérias de ordem pública (pode o juiz reconhecer de ofício) Ex. o depósito para fins de recursos será limitado a este valor. Art. ordenar-se-á o levantamento imediato da importância de depósito. para efeito de custas. a despeito da nova redação da Súmula n. mediante prévio depósito da respectiva importância. só será admitido o recurso inclusive o extraordinário. ou declara. em favor da parte vencedora. Manutenção dos Efeitos da Sentença: Os Recursos possuem dois efeitos clássicos: o efeito devolutivo (presente em todos os recursos) e o suspensivo. se é admitido o recurso contra decisão interlocutória que acolhe exceção de incompetência em razão do lugar e o processo continua "dentro" da Justiça do Trabalho. de ofício. da CLT. P.107. 2º da Lei nº 5. até o limite de 10 vezes o salário-mínimo da região. com muito mais razão deve ser permitido o recurso contra decisão que acolhe preliminar. exceder o limite de 10 vezes o salário-mínimo da região. ou o arbitrado para fins de custas. 899 . pois o processo (ou melhor. § 3º . Pode acontecer nos Dissídios Coletivos e Embargos de Declaração.Os recursos serão interpostos por simples petição e terão efeito meramente devolutivo.ex. nos dissídios individuais. por simples despacho do juiz. os autos) é remetido para outro ramo do Poder Judiciário. Consiste em se devolver toda a matéria para conhecimento do Tribunal. mas limita-se aos pedidos do recurso. 267. § 6º . a regra é o recurso ter apenas o Efeito Devolutivo. 799.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 35 interlocutória terminativa do feito". Ora. Extingue-se o processo. § 2º.107. a) Efeito Devolutivo: CLT.: art. 267. §3º/CPC CPC. o TST continua permitindo a interposição imediata de recurso contra a decisão interlocutória terminativa do feito.

quando se verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo. há substituição da Sentença. enquanto não proferida a sentença de mérito. Os Pressupostos Recursais estão inseridos aqui. 3 . IV. será feito por duas pessoas: y O juiz que decidiu: fará o 1º juízo de admissibilidade. litispendência ou de coisa julgada. y O juiz que vai revisar: fará o 2º juízo de admissibilidade. a legitimidade das partes e o interesse processual. que é a verificação dos Pressupostos de Validade. na primeira oportunidade em que lhe caiba falar nos autos. como também as CONDIÇÕES DO RECURSO. Pode o Acórdão substituir parte da Sentença.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 36 IV . no prazo do outro. É oriunda da taxatividade dos recursos.quando não concorrer qualquer das condições da ação. e) Efeito Regressivo: possibilita ao juiz rever (reconsiderar ou reformar) sua própria decisão (indeferido pedido da PI) num juízo de admissibilidade.1 ± Visão Geral e Juízo de Admissibilidade: Sempre que se interpõe um recurso. Em regra. o réu que a não alegar. em qualquer tempo e grau de jurisdição. Unirrecoribilidade: há proibição da parte interpor mais de um recurso ao mesmo tempo. Fungibilidade: ocorre quando o recurso é interposto no lugar do outro. ou seja. AÇÃO + DEFESA 1ª Instância  Lei fixa para que o mérito seja reconhecido: PRESSUPOSTOS + CONDIÇÕES PROCESSUAIS DA AÇÃO PRELIMINAR . é necessário que o juiz faça um Juízo de Admissibilidade. V e VI.Pressupostos Recursais: 3. Questões Processuais Questões de Mérito do Recurso ____________________________________________________ Recurso Sentido amplo: Preliminares. V . da matéria constante dos ns. d) Efeito Substitutivo: se houver conhecimento do recurso. mas no efeito Translativo pode haver piora na situação do indivíduo.quando o juiz acolher a alegação de perempção. no prazo de 48 horas Proibição da Reformatio in Pejus: é a regra. como a possibilidade jurídica. responderá pelas custas de retardamento. para cada fato recorrível só há um único recurso. § 3o O juiz conhecerá de ofício. todavia. VI .

§ único e 823 §§ 3º e 4º). logo.2 ± Pressupostos Genéricos e Específicos: Todo recurso vai ter Pressupostos Recursais Genéricos e cada um terá seus Pressupostos Específicos. resultantes de condenação ou homologação de acordo. ou seja. torna-se irrecorrível. inclusive uma condição da ação. art.1 ± Subjetivos: dizem respeito à pessoa do recorrente. Quando faz o Juízo de Admissibilidade. Interposição do Recurso (Ordinário): Primeiro Juízo de Admissibilidade Juiz NÃO conhece do Recurso. Serão executadas ex-officio as contribuições sociais devidas em decorrência de decisão proferida pelos Juízes e Tribunais do Trabalho. como é que acontece? No recurso: PRESSUPOSTOS + PRESSUPOSTOS + CONDIÇÕES RECURSAIS PROCESSUAIS DA AÇÃO PRELIMINAR RECURSAL Serão revistos aqui de novo.. 876. Art. não poderá apreciar o mérito do recurso. porque há verbas condenatórias. por ele ser. verificar se estão presentes os requisitos que a lei condiciona para ser julgado o mérito do recurso. 3. Juízo de Admissibilidade: é verificar se os Pressupostos Recursais estão certos.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 37 E no Recurso. a) LEGITIMIDADE a própria parte MP do Trabalho (como fiscal ou parte) terceiros interessados INSS recorre INSS (União) Lembre-se: se o acordo é feito. pelo duplo grau. Parágrafo único. salvo no caso do INSS quanto às suas verbas (CLT.3. O recorrido pode ventilar qualquer matéria. Se o juiz modificar sua decisão ocorrerá o EFEITO REGRESSIVO e o recurso subirá para a Segunda Instância. 3. Mas.3 ± Pressupostos Genéricos: 3. 876. este caso é uma exceção: caberá AGRAVO DE INSTRUMENTO. intempestivo . o juiz conhece ou não do recurso:  Se conhecer Dá provimento Não dá provimento  Se não conhecer: é porque há ausência de algum Pressuposto Recursal. ex. Tem recurso contra essa decisão? Em regra. . normalmente com Agravo de Petição na fase de Execução. inclusive sobre os salários pagos durante o período contratual reconhecido. p. não. como também pode não levantar nenhuma preliminar.

Ou seja.3. As exceções: y Embargos de Declaração: 5 dias. inclusive o limite de responsabilidade de cada parte pelo recolhimento da contribuição previdenciária. y Recurso extraordinário: 15 dias. Lembre-se: o prazo para recorrer é em DOBRO para a Fazenda Pública. se for o caso. se liga à CAPACIDADE CIVIL. na forma do art. Para contrarazoar NÃO há prazo em dobro! c) PREPARO: Para o empregador: CUSTAS + DESPESA RECURSAL Para o empregado: CUSTAS Só haverá Depósito Recursal quando há obrigação de pagar. e) REGISTRO DE REPRESENTAÇÃO: sob pena de não ser conhecido o recurso. Exemplo: o juiz indefere perícia em Audiência. Vem da taxatividade dos recursos (para cada ato há recurso próprio). Jus Postulandi uns entendem que só vale na Instância Ordinária (Vara E TRT) corrente majoritária: é válido em qualquer jurisdição trabalhista. 823. IN 27/05: nos processos que não falam de relação empregatícia vale o preparo das relações de emprego. 20 da Lei no 11. Então o advogado protesta. são 8 dias para Intimação. quando a lei assim o exigir. que pode ser feita na própria Audiência. porque a lei não restringe.Lia Christine ± Processo do Trabalho ± 2ª avaliação 38 Art. pois não pode recorrer de imediato. ou seja. b) TEMPESTIVIDADE: em regra. deve ser ato que cause ou possa causar prejuízo.033/2004. a) ATO RECORRÍVEL: o ato tem que ser passível de recurso. . 3. Está relacionado com ESTAR EM JUÍZO. Isso causa prejuízo ou pode causar? Sim. facultada a interposição de recurso relativo aos tributos que lhe forem devidos. Ou seja. b) CAPACIDADE PROCESSUAL: representa o Pressuposto Processual de Validade.2 ± Objetivos: dizem respeito à matéria recursal. § 4o A União será intimada das decisões homologatórias de acordos que contenham parcela indenizatória. y d) ADEQUAÇÃO: é ingressar com um recurso próprio. o MP tem 16 dias para recorrer. § 3o As decisões cognitivas ou homologatórias deverão sempre indicar a natureza jurídica das parcelas constantes da condenação ou do acordo homologado. c) INTERESSE RECURSAL: se limita à necessidade. por notificação no DJ ou pessoalmente.

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