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Texto Eu sei mas nao devia (Interpretação)

Texto Eu sei mas nao devia (Interpretação)

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Published by: Ana Cristina Henrique Silva on Aug 02, 2011
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Texto: Eu sei, mas não devia

Queridos amigos, Conforme combinado, seguem as questões para interpretação do texto para serem respondidas até 03/05/2008 às 19h30m.

1. A crônica apresenta uma questão relacionada ao cotidiano do homem urbano na atualidade.

a) Qual é essa questão? b) Que situações, acontecimentos e atitudes apontados no texto, no seu entender, a maioria das pessoas se habitua a ver sem refletir sobre elas? c) Na sua opinião, por quer a maioria das pessoas acostuma -se a agir assim?^

2. No texto, a cronista não se limita a descrever imparcialmente o cotidiano do homem urbano moderno; ela narra expondo suas idéias e sua emoção a respeito dele.

a) Que frase evidencia a consciência da cronista sobre o assunto? b) Como ela se mostra diante das situações relatadas na crônica?

3. Nesse texto, a cronista apresenta seu ponto de vista sobre o fator de o ser humano acostumar-se a morar em apartamentos com janelas que têm vista para muros e paredes.

a) Qual a conseqüência dessa situação? b) Na sua opinião, que outras situações do cotidiano podem ter essa mesma conseqüência para as pessoas?

a) Que recurso. logo se acostuma a não olhar para fora. refere-se a comportamentos que fazem parte da rotina das pessoas. A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A . A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. a cronista revela o que pensa sobre a publicidade. No quinto parágrafo. E. esquece o ar. na construção do texto. porque não tem vista. E. logo se acostuma a acender mais cedo a luz. Mas não devia. logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. O sétimo parágrafo é dedicado à poluição. E. esquece a amplidão. qual mais o (a) sensibilizou? Por quê? Eu sei. segundo ela? b) Que frase nete parágrafo resume (sintetiza) a vida dee quem age assim? 5. à medida que se acostuma. porque não olha para fora. mas não devia Marina Colasanti Eu sei que a gente se acostuma. a cronista emprega para sensibilizar o leitor? b) Das situações apresentadas. E. No sexto parágrafo. a) Qual é a tese (idéia) dela? b) Você concorda ou discorda do ponto de vista apresentado? P or quê? 6. esquece o sol. a) Que fatores justificam esses comportamentos. porque não abre as cortinas.4.

aceitando os números. dos números. para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. para esquivar-se de faca e baioneta. E a ganhar menos do que precisa. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. a gente se consola pensando no fim de semana. E. À contaminação da água do mar. também. desnorteado. A nova Mulher. Que aos poucos se gasta. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. aceita ler todo dia da guerra. A ser instigado. e que. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Zooilógico. se perde de si mesma. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. para não sofrer. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza. Em doses pequenas. da longa duração. E a fazer fila para pagar. E. vai afastando uma dor aqui. não acreditando nas negociações de paz. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. Se a praia está contaminada. A sair do trabalho porque já é noite. a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Às bactérias da água potável. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. crônicas. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. aceitando a guerra. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. E a pagar mais do que as coisas valem.tomar o café correndo porque está atrasado. aceita não acreditar nas negociações de paz. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. Escreve. A cochilar no ônibus porque está cansado . A gente se acostuma a coisas demais. Intimidade Pública. Se acostuma a não ouvir passarinho. Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. À luz artificial de ligeiro tremor. a não ter galo de madrugada. a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. A gente se acostuma para poupar a vida. A ligar a televisão e assistir a comerciais. Ao choque que os olhos levam na luz natural. para poupar o peito. . A gente se acostuma à poluição. E. lançado na infindável catarata dos produtos. gasta de tanto acostumar. A Morada do Ser. Dentre outros escreveu E por falar em Amor. Publicou vários livros de contos. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. Se acostuma para evitar feridas. uma revolta acolá. tentando não perceber. A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. conduzido. Se o cinema está cheio. (1972) Marina Colasanti nasceu em Asmara. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant'Anna. Eu Sozinha. sangramentos. E a procurar mais trabalho. E a saber que cada vez pagar mais. aceita os mortos e que haja números para os mortos. a não colher fruta no pé. Se o trabalho está duro. Contos de Amor Rasgados. Aqui entre nós. um ressentimento ali. poemas e histórias infantis. a não ter sequer uma planta. para ganhar mais dinheiro. A ir ao cinema e engolir publicidade. para preservar a pele. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. A abrir as revistas e ver anúncios. Etiópia. a temer a hidrofobia dos cães. À lenta morte dos rios. para ter com que pagar nas filas em que se cobra. morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil.

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