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fenômenos fonológicos

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Published by: Fabiano Sorrequia Oliveira on Aug 02, 2011
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Fenômenos Fonológicos

Expandindo Noções

Save]. Não é possível haver distinção de significado entre [ Savi. .Neutralização Examinemos as vogais anteriores do português:  Embora haja distinção entre [E. no entanto. Isso. esse contraste não existe em sílaba átona final. i] como em em vela e vila. não invalida o fato de que é possível contrastar palavras através da distinção entre as vogais anteriores.

tanto faz pronunciarmos de uma forma como de outra. Na verdade. a vogal transcrita como [I] (semelhante ao i do inglês lip) . Ou seja.Neutralização A oposição de abertura das vogais anteriores é neutralizada em português em posição átona final. ocorre a realização dessa vogal neutralizada. que é algo intermediário entre [e] e [i].

Temos assim um único elemento abstrato. que representa esses três elementos: a esse representante abstrato dos três segmentos.Arquifonema Se em contextos de tonicidade.E. .i]). por exemplo. esses três fonemas deixam de ter esse papel distintivo. na sílaba pós-tônica. temos três fonemas distintos ([e. O arquifonema é o resultado de uma neutralização. chamamos arquifonema.

É o que acontece no francês: /bo/ (bon) em oposição a /b n/ (bonne)  Vogal nasalizada pelo contato com uma consoante nasal adjacente.Nasalidade Há dois tipos de vogais nasais nas línguas do mundo (Câmara Junior. . É o que acontece no português. 1970):  Vogais nasais puras.

a emissão nasal da vogal é fonológica. Vejamos: . tem valor distintivo. daquela resultante do contato com uma nasal na sílaba seguinte. é preciso distinguir a nasalidade transmitida por uma consoante nasal na mesma sílaba.Nasalidade Ainda segundo Matoso Câmara Jr. Ex1: lança (lan-ça) Ex2: lama (la-ma) No primeiro caso.

em português. vogal nasal é resultado de vogal seguida de consoante nasal na mesma sílaba. Ou seja. a nasalização da vogal é consequência obrigatória em português do travamento da sílaba por uma consoante nasal pós-vocálica . (1984.Nasalidade lança [las ] laça [las ] No caso de lama. p 31). para Matoso Câmara. . Assim. a emissão nasal da vogal não gera contrastes de sentido.

essa consoante é indiferenciada quanto ao ponto de articulação: pode ser labial. simbolizando a neutralização dos traços articulatórios da nasal. portanto. Estabelece-se. em termos fonéticos. . corresponde a um arquifonema dos fonemas nasais existentes em português . Assim. Essa consoante.Nasalidade Segundo matoso Câmara. o autor analisa a consoante nasal de travamento como um arquifonema representado por /N/. velar ou palatal. uma relação de homorganicidade entre as consoantes como em [ kapu] e [leda]. de acordo com a consoante que a segue. dental.

Observemos exemplos na língua ainu. falada no norte do Japão: mak-a abrir ker-e tocar pis-i perguntar pop-o ferver tus-u agitar .Assimilação Termo genérico que se refere a qualquer processo em que um som adquire características e traços de sons que o rodeiam.

Assimilação Nesses caso.samba [samb ] . Nos casos abaixo.longo [lo gu] . temos um processo de assimilação total: a vogal do sufixo é uma cópia exata da vogal da raiz.janta [ ant ] . dizemos que a consoante nasal assimila o ponto de articulação da consoante oclusiva que a segue: .  Assimilação parcial (Ponto de Articulação) Um segmento assimila o ponto de articulação de um segmento vizinho.

Harmonia Vocálica Fenômeno pelo qual as vogais dentro de um determinado domínio concordam com relação a um ou mais traços: .cotuca [cutuk ] .menino [mininu] .

Alguns verbos apresentam um sufixo que.Dissimilação Processo pelo qual um som adquire características distintas dos sons que o rodeiam. em vez de assimilar a vogal da raiz. com valor oposto ao da raiz com relação ao traço [±posterior]: hum-i picar pir-u limpar com pano pok-i abaixar ker-u esfregar . [i] ou [u]. Vejamos o que ocorre no ainu. apresentam um sufixo com uma vogal alta.

A B / C___D Ex: /t/ [tS] / ___ [i] .  em que situação isso ocorre (o contexto da regra).  em que ele se transforma (a mudança estrutural da regra).Notação de Regras Quando formulamos uma regra fonológica. devemos indicar os seguintes elementos:  o que muda (o foco da regra).

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