A Importância da Auditoria Interna Hospitalar na Gestão Estratégica dos Custos Hospitalares1 Magnolia Fernandes Brito2 Leonardo Nunes Ferreira

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Resumo Na era da complexidade dos mercados competitivos e globalizado a gestão hospitalar exige conhecimento para tomada de decisão em áreas cada dia mais técnicas, como em ciências políticas, em economia, em finanças e teorias organizacionais, incluindo comunicação e relacionamento humano. E tudo isso considerando em nível local, regional, nacional e internacional. O presente artigo apresenta reflexos sobre a importância da auditoria interna hospitalar na gestão estratégica dos custos hospitalares.O método utilizado foi à revisão da literatura relativa ao tema Auditoria; exposição do relacionamento da auditoria hospitalar e custos hospitalares; estudo de caso em uma instituição hospitalar. Em função disso, a atividade de auditoria hospitalar tem se destacado como instrumento de fiscalização e controle mais adequado às necessidades de gerenciamento das informações no ambiente hospitalar, sendo considerada como uma área da empresa que fornece ao processo decisório o recurso da informação tempestivamente, a veracidade para levar todos a ação e precisão para orientar com foco em um mercado altamente competitivo. Ao final da pesquisa verificou-se a importância da correta análise dos custos no setor hospitalar, constatou-se também, perdas siguinificativas no resultado final do exercício. Por fim, frisa-se que a Contabilidade possui papel fundamental nesse processo.

Palavras-chave: Gestão Hospitalar. Custos Hospitalares. Auditoria Interna Hospitalar.

Trabalho desenvolvido na graduação de Ciências Contábeis da Universidade Católica de Brasília Bacharelando em Ciências Contábeis do 1º semestre de 2006 da UCB 3 Professor Orientador do Trabalho
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formar corretamente os gastos dos serviços prestados. Sob esse enfoque. Introdução Uma atividade hospitalar bem administrada não é.2 1. aprimoramento de apuração de custos. em economia. uma . o presente estudo se propõe a discutir qual a importância da auditoria interna hospitalar na gestão estratégica dos custos hospitalares. especialização. Os objetivos específicos são apresentar os fundamentos de gestão hospitalar. auditoria hospitalar a fim de discutir os aspectos conceituais. E tudo isso considerando em nível local. a atividade de auditoria interna hospitalar tem se destacado como instrumento de fiscalização e controle mais adequado às necessidades de gerenciamento das informações no ambiente hospitalar. nacional e internacional. o resultado de talento ou esforço individual. entre as diversas formas de apuração de custos. sendo considerada como uma área da empresa que fornece ao processo decisório o recurso da informação tempestivamente em um mercado altamente competitivo. Pelo contrário. técnicas de auditoria. Controlar e fiscalizar custos. estes fatores levam à necessidade de um melhor gerenciamento das informações para que as diversas alternativas sejam adequadamente conhecidas e mensuradas. principalmente no que se refere à fiscalização e prevenção de desperdícios e manutenção da qualidade da atividade. No que se refere aos fins da pesquisa. a organização hospitalar fornece o mecanismo para distribuir responsabilidade e canalizar os esforços de forma que não somente todas as tarefas necessárias sejam executadas. prontuários. a atividade de auditoria interna tem se destacado como instrumento de fiscalização e controle mais adequado às necessidades de gerenciamento das informações no ambiente hospitalar. este trabalho será exploratório. competência e flexibilidade. Segundo Vergara (2000) as pesquisas podem ser classificadas. geralmente. em finanças e teorias organizacionais. analisar os resultados. apresentar um estudo comparativo. apurar. incluindo comunicação e relacionamento humano. bem como as formas. e a onda de modernidade que predomina nos quatro cantos do mundo empurra para um salto qualitativo que exigirá muita criatividade. Em função das considerações apresentadas. sendo considerada como uma área da empresa. O artigo tem como objetivo geral demonstrar que a auditoria interna hospitalar pode auxiliar no resultado operacional das entidades hospitalares. Não será objeto de estudo desse artigo. Em função disso. como também todo o trabalho seja coordenado e controlado para atingir os objetivos do hospital da maneira mais eficiente e eficaz. de forma efetiva. O presente artigo mostra-se relevante em função do atual ambiente de negócios que é caracterizado pelos mercados abertos em que a competição se torna cada vez mais acirrada. real. procedimentos e gestão estratégica de custos hospitalares. de forma constante em tecnologia. quanto aos fins e quanto aos meios. a fim de oferecer um serviço de qualidade faz-se necessário que os hospitais invistam. com relação à auditoria hospitalar: propor nenhum modelo de auditoria interna hospitalar para hospitais sejam eles privados ou públicos. os custos de uma entidade hospitalar. é o produto dos esforços e intelectos de um grupo de indivíduos organizados para agirem de comum acordo. regional. analisar de forma prática a aplicabilidade da auditoria hospitalar no cumprimento da missão e continuidade da organização. A gestão hospitalar exige conhecimento para tomada de decisão em áreas técnicas. ciências políticas. Assim. contabilidade de custos.

na escassez de seus serviços (físico-materiais-humanos-financeiros). inclusive o domiciliar. tem matéria-prima – mercado finanças e recursos humanos. bem como de encaminhamento de pacientes. cabendo-lhe supervisionar e orientar os estabelecimentos de saúde a ele vinculado tecnicamente. na natureza do serviço (produto: a saúde). das finanças e dos recursos humanos e . capacidade de recursos humanos e de pesquisa em saúde. nas urgências das ações. Segundo Mezzomo. sob quaisquer regimes de atendimento. dos anos 30 aos 50. o seu propósito é representado por uma serie de serviços prestados a um paciente. 82-83). Hospital é parte integrante de uma organização médica e social. o conhecimento se expandiu a uma taxa acelerada.3 vez que discussão a respeito da auditoria interna em hospitais é recente.Assim. relacionada à estrutura da sociedade romana. p. Segundo Brasil apud Mezzono e Cherubin (1986. Reis. na divisão e uso do espaço físico (o mesmo espaço sendo usado por um grande fluxo de pessoas). e no início dos anos 80 começa o Movimento da Reforma Sanitária Brasileira. Como empresa o hospital tem: objetivos metas e resultados. A complexidade dos hospitais revela-se nas: funções e serviços muito diversificados (o administrador trata com profissionais com Doutorado a profissionais de funções de apoio). Para Ferreira. manutenção ou restabelecimento da saúde. (1975 apud MEZZOMO. o hospital emergiu como um centro de saúde para diagnóstico e tratamento da comunidade. com uma equipe de profissionais da saúde. 1986. 1982) a palavra hospital é derivada do latim hospitium. A principal característica dos hospitais para Peter Drucker. nas exigências múltiplas de sua clientela (o paciente e familiares). na interligação e interdependências dos serviços. constituída inicialmente por uma parcela da intelectualidade universitária e dos profissionais da área da saúde. organização. A principal razão da criação desses estabelecimentos foi de ordem econômica e militar. curativa e preventiva. constituindo-se também em centro de educação. (1986. Conceito de Hospital Os primeiros hospitais surgiram em Roma com a finalidade de atender e acolher os doentes. CHERUBIN. como ocorreu com os serviços de diagnóstico e tratamento e proliferou a especialização. em uma organização hospitalar. A duas ultimas décadas foram marcadas por intensas mudanças ocorridas no âmbitoinstitucional. p. Pereira (2002 apud CUNHA. a administração da produção. pois objetiva gerar novos conhecimentos com aplicação pratica prevista e por ter como procedimento técnico o levantamento bibliográfico e documental a respeito do tema e proporcionar maior familiaridade com o problema. avaliação e controle). Em relação aos meios. Exige: a aplicação de técnicas administrativas (planejamento. 2. 82) é que “O Hospital é a mais complexa das empresas modernas”. coordenação direção. 82). no componente humano á uma grande diversificação e carência de qualificação. hóspede. Hospital Prontonorte S/A. cuja função básica consiste em proporcionar à população assistência médica integral. realizar-se-á um estudo de caso em um hospital. Na área hospitalar. nos anos 60 até o início de 70. do mercado. Um hospital é uma unidade econômica que possui vida própria e. p. difere das outras empresas porque o seu objetivo básico é a prevenção. que se refere a um convidado.

organizando-se no planejamento e fiscalizando-se no controle das operações. Nesse propósito. ter uma gestão bem estruturada e formalizada.4 implica na existência de um sistema administrativo e operacional e na avaliação de resultados. Com linhas de ação bem determinadas e apropriadas. administrar é planejar. visando atingir determinado objetivo e que gerir é fazer as coisas acontecerem e conduzir a organização para seus objetivos. capaz de viabilizar o conjunto de diretrizes estratégicas existentes é uma premissa básica. p. organizar as bases para a utilização crescente do hospital no futuro. O principal objetivo da gestão hospitalar de acordo com Grabois (1995) é estabelecer as linhas de ação do hospital e fazer com que esses guias sejam seguidos. 82-83). persuadir e gerenciar e por fim delegar tarefas. bom senso. O hospital é um universo que contém todas as complexidades imagináveis. seja ela de grande ou pequeno porte. direção e controle de todos os esforços realizados em todas as áreas e em todos os níveis da empresa. As linhas de ação permitem uma comunicação uniforme por meio de todos os serviços. toda e qualquer organização. diferentemente do resto das organizações. unir os líderes. organizar. . planejar. baseado em um conjunto de conceitos e princípios coerentes entre si. Beuren e Colauto (2005) “gerir é interpretar os objetivos propostos pela empresa e transforma-la em ação empresarial por meio de planejamento. A linha de ação inclui: o objetivo pretendido. os empregados se encontram em melhor situação para saber o que se espera deles. alguns pontos podem ser considerados na formulação de uma proposição de gestão. As tarefas multifacetadas da direção exigem preparação integral. tomar decisões especificando as funções dos funcionários que trabalham nos diversos serviços do hospital. Para Chiavenato (1994. Quando tratamos de gerencia. direção e controle. a organização e os métodos e procedimentos apropriados. aplicação da mais exigente lógica. nos referíamos a um conjunto de técnicas e métodos de planejamento. mas por todos os profissionais que exercem funções que visem direcionar as práticas dos diferentes atores. p. visando um envolvimento e mobilização dos atores hospitalares na concretização dos objetivos da organização. Para isso o gestor deve implantar uma organização adequada. iniciativa. a fim de atingir tais objetivos”. pois compreende um conjunto de procedimentos. Gestão Hospitalar de acordo com Garrison (2001). coordenar todas as atividades que ocorrem dentro do hospital. Gestão Hospitalar Segundo Catelli (2001) gestão é o processo de decisão. necessariamente precisa de alguém para gerir os negócios e que seja responsável pelo planejamento e organização dos recursos. serenidade. autoridade. habilidade. no respeito às características de organização de serviço profissionais. O mesmo autor diz ainda que. Segundo Grabois (1995. No entanto. que seja baseada no cumprimento dos objetivos definidos pelo modelo assistencial. rever periodicamente as linhas de ações existentes. organização. dirigir e controlar recursos. a responsabilidade delegada para a concepção de planos e supervisão de operações necessárias para atingir os objetivos. sensatez e ética inquestionável. 3) apud Mambrini. grande capacidade de liderança. Tais funções são exercidas não apenas pelo diretor-geral. que visa garantir a consecução da missão da empresa. 3.

em função do aumento da competitividade. Estas exigências. estabelecimento de métodos e procedimentos que permitam controle. o calculo dos valores de inventário. as informações de custos tornaram-se imprescindíveis na realização das atividades de planejamento e de tomada de decisões. as rotinas e as técnicas. Segundo Ferreira (2002. controle e planejamento das empresas. as informações de custos passaram a ter um papel de decisivo na gestão das organizações. as normas. formar pessoas que o acompanhem nessa empreitada. (c) melhorar os processos de negócios com o objetivo de não se tornar vulnerável perante a concorrência. uma vez que as empresas enfrentam os seguintes desafios: (a) minimizar os custos ao invés de repassá-los ao cliente. porém. o que proporcionou excessivos avanços à contabilidade de custos. que contemplavam. (b) estar atento às exigências para oferecer novos produtos e/ou serviços. e se possível. principalmente por meio do controle dos diversos custos da organização. incluindo comunicação e relacionamento humano. em economia. 241). cada dia.5 Hoje. no entanto. A elaboração dos instrumentos administrativos. Custos Hospitalares A Contabilidade de custos pode ser vista como o centro processador de informações gerenciais para os níveis de decisão. é um tanto fácil. Leone (1995) salienta que a partir da Primeira Guerra Mundial. E tudo isso considerando em nível local. uma das grandes tarefas do gestor do nosso tempo é conseqüentemente. Após a Segunda Guerra Mundial nova técnicas de gestão foram desenvolvidas. O gestor deve estar aberto e atento às transformações do meio ambiente e a novas tendências. Para Martz (1978) a contabilidade de custos tem como função primordial à determinação de custos e lucros para período contábil. Àquela época o seu principal objetivo era o de calcular os custos dos produtos fabricados. na dificuldade de se conseguir das pessoas que fazem a administração em seus diversos níveis um verdadeiro comprometimento com os objetivos previstos e os resultados esperados. em ciências políticas. bem como das operações. As aceleradas transformações que hoje se processam em todas as áreas impedem que se faça uma Gestão Hospitalar baseada apenas no desempenho passado. A complexidade da Gestão Hospitalar exige conhecimento para tomada de decisões em áreas cada dia mais técnicas. auxílio e participação na elaboração e execução de orçamentos. em finanças e teorias organizacionais. p. Dessa forma. não são suficientes para garantir a adequada conduta das pessoas. prever e se antecipar ás mudanças. nacional e internacional. Eles. encontra uma grande barreira. os custos diretos: material direto e a mão-deobra aplicada. 4. que é sempre uma resposta proporcional à satisfação recebida do trabalho. Em outros termos. redução ou melhoria de custos. De acordo com Bornia (2002) a contabilidade de custo teve a sua origem na Revolução Industrial. um sistema aberto e voltado para a realidade e as pressões do meio que o envolve. como o regulamento. apenas. regional. os regimentos. o grande desafio do desenvolvimento gerencial do Gestor Hospitalar é “O desenvolvimento gerencial” (GRABOIS 1995). é difícil administrar as pessoas que administram. outras delas é liderar. dispor a . exigindo que o hospital seja.

implantação. (d) analisar e decidir sobre ajustamentos e melhorias. Segundo Ostrenga (1997. compreensão e aperfeiçoamento contínuos dos processos organizacionais. com o propósito de motivar o tomador de decisão a agir de modo consistente com os objetivos da organização. que tem os seguintes objetivos: (a) demonstrar os resultados que exijam . (b) estabelecer os objetivos departamentais que orientam as atividades para atingir as metas fixadas. desempenhos operacionais e objetivos estratégicos alinhados. o papel da contabilidade de custos é fornecer informações que subsidiem a tomada de decisão em todas essas fases. migrou o foco de atuação para o auxilio ao planejamento. como custo. suas relações. Na segunda finalidade. 21-22) “a principal finalidade da contabilidade de custos é fornecer aos gerentes um meio de monitorar a evolução em direção às metas e dirigir as energias para as situações que necessitam de atenção”. O propósito da informação é permitir a avaliação do desempenho da decisão tomada. o objetivo é minimizar a incerteza inerente ao processo decisório fornecendo informações antes da tomada de decisão. p. por meio da identificação das atividades. Como instrumento de facilitação. só que reconhecido com tal. p. suas causas e seus custos. 4.1. Kaplan (1998) consideram que os gerentes necessitam de informações precisas e adequadas sobre custos para tomar decisões estratégicas e conseguir aprimoramento operacional. O custo é também um gasto. 25) define o conceito para custo: É um gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens e serviços. A relevância da contabilidade de custos. no momento da utilização dos fatores de produção (bens e serviços) para a fabricação de um produto ou execução de um serviço. Garrison e Noreen (2001) consideram que a tomada de decisão ocorre durante todo o ciclo de planejamento e controle (planejamento. a informação de custos é fornecida após o tomador de decisão selecionar e implantar a sua decisão. isto é. Para Martins (2000) a gestão dos custos hospitalares representa um importante mecanismo de gestão. (c) medir e controlar o progresso com ajuda de orçamentos e padrões. Martins (2003. Assim. Demski (1976) atribuem duas finalidades para as informações de custos: facilitar e influenciar decisões.6 administração com informações relacionada com problemas que envolvem escolha entre os diversos cursos alternativos. ao controle e à ajuda na tomada de decisão. que tinha como primeira função à mensuração de estoques e resultados. Custos no Setor Hospitalar Uma das finalidades da Contabilidade de Custos é prover a administração de uma série de informações para o controle dos gastos interno. para que se possa efetivamente atuar sobre os custos hospitalares: torna-se necessário conhecer como evoluem os elementos que constituem tais custos para saber agir convenientemente. Esses autores apresentam como principais características de um sistema de custos: foco na prevenção. Para que a Contabilidade de custos possa cumprir as suas funções devera oferecer aos gestores informações que possibilitem: (a) fixar a meta da empresa. avaliação de desempenho e comparação do desempenho real com o planejado).

De acordo com a conseqüente elevação dos gastos com saúde. entretanto para que a contabilidade de custos possa cumprir esse objetivo faz-se necessário a disponibilizarão de informações acuradas e tempestivas. no setor hospitalar. historicamente. novas tecnologias foram incorporadas à prestação de serviços de saúde. . (b) auxiliar na determinação do preço de venda. para aquilatação do grau de correspondência entre as afirmações e critérios estabelecidos. dependendo.7 correção. Segundo o Report of the Committe on Basic Auditing Consepts of American Accountin Association (Accounting Review. Investidores e analistas financeiros consideram valioso o trabalho dos profissionais que anualmente auditam as demonstrações contábeis. tornando-se imperativa a realização de estudos visando a sua racionalização e contenção. Segundo Falk (2001). Quanto mais o paciente gasta durante sua estada.47) A Auditoria e um processo sistemático de obtenção e avaliação objetivas de evidencias sobre afirmações a respeito de ações e eventos econômicos. no governo e na economia em geral. Ching (2001) identifica que a informação de custos é útil. (d) definir os volumes de estoques de materiais e equipamentos necessários. quando possibilita o entendimento de seu comportamento. os custos hospitalares variam por pacientes. (c) subsidiar as decisões de investimentos de infra-estrutura. em virtude da estratégia organizacional hospitalar adotada. 5. por exemplo. sobretudo ao longo destes últimos anos. conduzindo esforços dos setores públicos e privados para conter esses custos.2. O termo auditoria é utilizado em conexão com ampla gama de atividade. mais o hospital recebia. e identificação e a elaboração de estratégias de contenção de custos. da severidade da doença e o prazo médio de permanência no hospital. Nesse contexto de reembolso efetivo do gasto do paciente. consideram de modo geral. seguradoras e organizações privadas voltadas para convênios médicos. e de comunicação dos resultados a usuários interessados. o foco da contabilidade de custos em hospitais foi de maximizar os custos a fim de aumentar a receita obtida mediante reembolso baseado em custos. em uma estratégia organizacional de equipar-se para expandir o mercado. preocupou governo. a comparação e a determinação de correta alocação dos recursos entre os diversos serviços de um mesmo hospital. a identificação da rentabilidade dos diversos grupos de fontes pagadoras. o estabelecimento de tabelas de preços diferenciadas. Os custos hospitalares vêm crescendo em todo o mundo com certa intensidade. Finalidade da Informação de Custo no Setor Hospitalar As informações de custos são importantes. o conhecimento da rentabilidade dos diversos procedimentos e serviços. Auditoria Hospitalar A auditoria desempenha papel vital nos negócios. 4. v. pois à medida que auxiliam os gestores no processo decisório.

a todos os seguimentos da empresa que possam influir e gerar dados para as demonstrações financeiras em exame. bem como o resultado das operações e assessorar a companhia no aprimoramento dos controles internos. a contabilidade e os demais setores de uma empresa. p. é praticamente desconhecida uma acepção clara de controle interno. a execução de uma auditoria não se prende somente aos fatores sob controle da contabilidade. . o trabalho de auditoria converge. adequadas. ao passo que o controle interno se refere a procedimentos de organização adotados como planos permanentes da empresa. um crescimento substancial de conhecimento em todos que envolvem. p. cuja finalidade é avaliar as informações contábeis. comprovantes e outros registros financeiros de uma companhia. contas. É uma idéia totalmente equivocada. contábeis e administrativos.8 A Auditoria vista como profissão. e todas as transações realizadas estão refletidas contabilmente em concordância com os critérios previamente definidos. os sistemas contábeis e de controle interno estão sendo efetivamente seguidos. a auditoria é uma especialidade contábil voltada a testar a eficiência e eficácia do controle patrimonial implantado com o objetivo de expressar uma opinião sobre determinado dado. (WILLIAM. portanto. fatos e informações originados dos diversos seguimentos de uma empresa. os influenciam. atualmente. de alguma forma. assim como aos fatores externos que. no sentido de que sejam confiáveis. Em uma auditoria que tenha por objetivo expressar uma opinião sobre as demonstrações financeiras.1. com o propósito de determinar a integridade do sistema de controle interno contábil. aos que limitam na área. Às vezes imagina-se ser o controle interno sinônimo de auditoria interna. Em paises como o Brasil em que somente se começa a dar a devida importância aos métodos científicos de administração. 1988. p. permitindo. 5. (WILLIAM. normalmente executado por um departamento especializado. direta ou indiretamente. como um instrumento de controle administrativo.110) A importância que a auditoria interna tem em suas atividades de trabalho serve para a administração como meio de identificação que todos os procedimentos internos e políticas definidas pela companhia. Sendo vista. . totais e seguras. Auditoria Interna A Auditoria interna é uma atividade em franco desenvolvimento e de grande importância para a administração de uma companhia. A Auditoria pode ser entendida como um processo de investigação sistemático.15) define auditoria como sendo o exame científico e sistemático dos livros. que se destaca como ponto de convergência de todos os efeitos. estendendo-se necessariamente aos diversos seguimentos da empresa que geram dados para a contabilidade. tem experimentado expressiva evolução nos últimos anos.52). Tendo isto é verdade que a existência de uma auditoria interna eficiente e atuante é considerada como um ponto forte de controle interno. p. a contabilidade mantem estreitas conexões com os modernos sistemas de auditoria. 1988. em que são obtidas e analisadas evidenciais que permitam ao auditor pronunciar-se sobre a conformidade de uma situação vigente com os critérios de comparação selecionados e comunicar os resultados aos usuários interessados. Conseguintemente.25). Para Willian (1998. pois a auditoria interna equivale a um trabalho organizado de revisão e apreciação dos controles internos. Motta (1992.

sentiu a necessidade de dar maior ênfase às normas ou aos procedimentos internos. Está independência se obtém. De acordo com Martinelli (2002) o auditor interno interessa-se por qualquer fase das atividades do negócio em que possa ser útil à administração. O responsável pelas atividades de auditoria interna. Também destaca as responsabilidades do auditor interno que devem ser: informar e assessorar a administração e desincumbir-se dessa responsabilidade de maneira condizente com o código de ética do Instituto de Auditores Internos. Os objetivos da auditoria interna segundo (The Institute of Internl Auditors. que se destina a revisar as operações. o posicionamento da função da auditoria interna na estrutura organizacional e o apoio dado a esta função pela administração. De acordo com Martinelli (2002. a fim de obter uma visão completa das operações submetidas a exame.9 Para Cavalcanti (1996. Constitui um controle gerencial que funciona através de análise e avaliação da eficácia de outros controles. ou alguns casos o proprietário da empresa. através do posicionamento na estrutura organizacional e da objetividade. apreciações. O auditor interno deve sentir-se à vontade para revisar e avaliar diretrizes. Cavalcanti (1996. p. financeiros e outros de natureza operacional. procedimentos e registros. primordialmente. como um serviço prestado à administração. recomendações e comentários pertinentes às atividades examinadas. Fundamentar seu ponto de vista com fatos. Martinelli (2002. efetuar auditoria das diversas áreas das demonstrações contábeis e em áreas operacionais. destaca os principais objetivos do auditor interno que são: verificar se as normas internas estão sendo seguidas. (b) determinação do grau de entendimento das diretrizes planas e procedimentos estabelecidos. com mais facilidades os objetivos da auditoria em beneficio das atividades da Companhia. verificar a necessidade de novas normas internas. (d) determinação do grau de controle dos ativos da Companhia quanto á proteção de perdas de qualquer tipo. Entretanto. Inc-IIA) é auxiliar todos os membros da administração no desempenho de suas funções e responsabilidades. não poderia supervisionar pessoalmente todas as suas atividades. O entendimento desses objetivos globais envolve atividades. coordenar suas atividades com a de outros. são os principais determinantes de sua amplitude e valor.30). A auditoria interna é uma atividade de avaliação independente dentro da Companhia. Isto pressupõe sua incursão em campos além dos de contabilidade e finanças. com a expansão dos negócios. de modo a atingir. nas organizações devem ser claramente determinadas pelas políticas da Companhia. (e) determinação da fidelidade dos dados administrativos originados na própria Companhia. planos. de nada valia a implantação desses procedimentos internos sem que houvesse um acompanhamento. fornecendo-lhes análises.25) a administração da empresa. como: (a) revisão e avaliação da correção. no sentido de verificar se estes estavam sendo seguidos pelos empregados da empresa. propriedades e pessoal da Companhia que possam vir a ter importância para o assunto em exame. . A autoridade de correspondente deve propiciar o auditor interno livre acesso a todos os registros. (f) avaliação da qualidade de desempenho na execução de tarefas atribuídas. verificar a necessidade de aprimorar as normas internas vigentes. p. p.15) destaca que as responsabilidades da auditoria interna. p. proporcionando controles eficazes a custo razoável. devido ao fato de que o administrador. adequação e aplicação de controles contábeis.16) salienta que a independência é essencial para a eficácia da auditoria interna. evidencias e informações possíveis necessárias e materiais.

(d) objetividade. também fazem parte das qualidades ideais para o cargo de auditor: senso de equipe. portanto. preparar registros ou envolver-se em qualquer outra atividade que poderá vir normalmente a examinar e analisar e que venha a constituir empecilho à manutenção de sua independência. O objetivo da auditoria é garantir a qualidade da assistência médica prestada e o respeito às normas técnicas. autoridade e imparcialidade para exercer suas funções. pacientes e seus familiares). (f) capacidade profissional. eficácia. desenvolver e implantar procedimentos.10 deve. divulgar e incentivar a ética médica. (b) apresentação o auditor deverá trajar-se de forma adequada ao exercício de suas funções e. compete a Auditoria a difícil tarefa de manter equiparada a relação custo/beneficio na assistência médica. conhecimentos técnicos. como para garantir a tomada de ações efetivas. conhecimentos técnicos são requisitos básicos. comunicação. (c) imparcialidade. surgiram conflitos na execução da auditoria medica. tentar oferecer uma assistência médica de boa qualidade dentro de um custo compatível com os recursos financeiros disponíveis. De acordo com Curso (2003) ACMEDE – Assessoria e Consultoria Médica Empresarial a auditoria hospitalar é uma atividade de avaliação independente e de assessoramento na administração de planos de saúde. já que o exercício profissional esta em jogo e auditores e auditados. a auditoria tem que ser exercida à luz da ética médica.2. com observância de preceitos éticos e legais tais como: promover processo educativo com vistas à melhoria da qualidade do atendimento. dos médicos auditores. ética. enfermagem. Para que o auditor possa executar seu trabalho. seus deveres. principalmente. (a) identificação ao iniciar suas tarefas. Os interesses dos sistemas. respeito às normas da empresa que trabalha responsabilidade. portanto. previamente estabelecidas. administrativos da instituição. criatividade. (i) zelo profissional. deverá identificar-se perante a direção do mais elevado nível da Entidade a ser auditada. A objetividade é essencial à função de auditoria. Princípios na Execução do Trabalho do Auditor Nos dias de hoje. (j) comportamento ético. Alem desse conflito de interesses. Como não poderia deixar de ser. (l) sigilo e descrição. expondo-lhe o objeto de sua missão. em qualquer atividade que envolva recursos financeiros e inter-relações humanas. (h) cautela profissional. no momento da auditoria. éticas e administrativas. com respeito aos assuntos levantados e recomendações efetuadas. economicidade e qualidade de prestadores de serviços de saúde. ou em outras palavras. dos pacientes são freqüentemente conflitantes. para assegurar uma ampla cobertura de auditoria interna. Segundo Curso (2003) apresenta passos do Auditor na execução do trabalho. se apresentar ás pessoas envolvidas com o auditado (equipe médica. De acordo com Curso (2003) aponta o perfil desejado do Auditor (pré-requisitos). Um auditor interno não deve. voltada para o exame e análise da adequação. dos médicos prestadores de serviços. conhecimentos de regulamentação de cada . 5. atribuições da auditoria como também atribuições do auditor: bom senso. deverá levar em consideração alguns princípios segundo Curso (2003) tais como: (a) autonomia e Independência. (e) conhecimento técnico. (b) soberania. (g) atualização dos conhecimentos técnicos.

Seguem algumas atribuições da Auditoria: efetuar visitas técnicas a redes hospitalares e sede dos convênios. o método de custeio é por absorção (considera todos os custos. realizada no setor de auditoria que funciona no departamento de glosa da instituição. a contabilidade é terceirizada. O modelo de gestão utilizado é a participativa. apoiar o médico assistente nas suas diversas necessidades em relação a pareceres. o sistema de contabilidade de custos atual é sistema por centros de custos ou responsabilidade. demonstrando-se quão essencial é a auditoria nas organizações hospitalares. 5. 1998). As informações acuradas podem auxiliar no processo de tomada de decisões. a melhor unidade hospitalar ao tipo de assistência que o paciente necessite. Os critérios para determinar o custo de cada paciente são os custos médios unitários de cada departamento. a pontualidade. Com os dados fornecidos e as informações apresentadas pelos funcionários verificouse que a auditoria está presente em todo o processo de estadia do paciente na instituição deste uma simples autorização para realização de um exame ao fechamento do prontuário. esses gestores devem gerenciar os seus direcionadores de custo. inicialmente. se pudesse ter uma visão geral de sua importância. manter contato com o médico assistente para maior conhecimento do caso. tem como forma do processo descentralizada. medicação prescrita e a evolução do caso. Este trabalho foi organizado de modo que. Pesquisa de Campo O objetivo do trabalho de campo trata-se de uma pesquisa qualitativa de caráter exploratório. analisar prontuário médico. A gestão da empresa utiliza relatórios de acompanhamento para a analise custo/lucro/volume.11 comprador de serviços.3. Adicionalmente. fixos ou variáveis). levantamento do processo de análise das perdas recuperáveis e irrecuperáveis das contas dos pacientes no setor de glosa junto aos funcionários e o departamento de contabilidade. e efetividade e a eficiência de seus processos. Os gestores dos hospitais precisam entender os custos de fornecer os vários serviços para seus pacientes para melhorar a qualidade. observando os exames. disponibiliza aproximadamente de 70 leitos. quando necessário. Com o objetivo de apresentar a importância da auditoria interna hospitalar e seu relacionamento na gestão dos custos foi realizado um estudo. exames especializados. adequar. Os gestores são médicos com especialização em gestão hospitalar. analise da necessidade de permanência do paciente em regime de internação. Seus deveres resumem-se a garantia da qualidade de atendimento ao usuário e isenção. possui cerca de 325 empregados. oferece todas as especialidades médicas. conhecimentos dos contratos e tabelas negociados entre as Instituições de Saúde e os compradores de serviços de saúde. tendo alto grau nas decisões. por meio da auditoria interna da instituição e qualificação dos profissionais. obedecendo-se o custo médio. . visto que grande proporção de seus custos tende a ser indireta e aparentemente fixas (KAPLAN. bem como na redução de custos. O presente estudo foi realizado no Hospital Prontonorte S/A que teve inicio às suas atividades em 28/07/1978 considerado um hospital de médio porte.

87 Sub-total 79.FIS 0.08 4.46 0. principalmente.05 2.56 1.45 Sub-total Total do CA V.32 4.02 1 31.05 2.02 4.68 0.12 266.9% 10ML GLICOSE 50% GLUCONATO DE CAL 10% 10ML LUFTAL GOTS 75MG/ML 15ML AMPICILINA INJ 500MG SOL.9 1.27 0.02 31.39 517.26 0.9$125ML KCL 10% 10M NOVALGINA 2ML AMP AMP AMP AMP AMP ML F/A FRS FRS FRS FRS AMP AMP 12=8 5=3 2 1 13 11 1 1 4 2 1 1 Sub-total ESPARADRAPO 10CMX4.46 4.6 12.48 113. aceitar e implantar estratégias que garantam um resultado positivo para a instituição.08 2. 10ML ALCOOL 70% ML EQUIPO SIMPLES CM UND UND UND UND UND ML UND 50=30 1 8 1 8 17 40=30 1 0.56 1.8 4.39 Fonte: Notas Financeiras do Hospital Prontonorte . TABELA 01 .NOTA DOS CUSTOS Prontuário Paciente Valores expressos em Reais MFB100300F Registro 223758 Convênio A Maria Fernandes Brito 21/04/2006 1500h Alta 23/04/2006 Processamento encerrado em Internado 1000h 23/04/2006 100h CODIGO DESCRICAO UNI QTDE P.9% 250ML SOL.27 0.36 2.87 APT TIPO B DIARIA APARTAMENTO TIPO B 14001 2 133. A execução do processo de auditoria exige envolvimento da equipe e.56 0.5MT EQUIPO MICROFIX 100ML ALGODAO EM BOLA JELCO N 24 LUVA P/ PROC SERINGA DESC. U P.78 10. 21008 TAXA DE INTERNACAO/ADMISSAO 1 79.T 0.01 4.58 0.FIS 0.24 Sub-total 266.35 2. da cultura organizacional e expectativas dos serviços permitindo oferecer sugestões apropriadas.22 2.47 1.9% 500ML SOL-GF 500ML SOL FIS 0.FIS 0.78 0.T POSTO DE ENFERMAGEM1 T.64 11. maturidade para identificar.45 58.45 1.12 0. 500143 500631 50121 503193 503711 504440 505692 505706 505757 600172 915408 931144 MATERIAL 509418 600822 600954 601683 601810 602108 602612 903205 AGUA BI-DESTILADA 10ML SOL.02 2.53 0.48 6.24 MED.78 6.6 3.26 517.14 66.87 79.12 A auditoria interna tem como vantagem realizar uma avaliação com maior profundidade. pelo conhecimento da estrutura administrativa.X DE REG.

Ao final apresenta-se o resultado dos processos de revisão que novamente são enviados à auditoria dos convênios ou o auditor visita a instituição prestadora dos serviços com seus respectivos valores definidos.13 O processo de auditoria após a alta do cliente acontece depois que o prontuário vai para o faturamento onde são analisados se todos os pedidos e anotações estão de acordo com a patologia e tratamento oferecido pelo médico responsável por seu caso. eficácia. o valor total da fatura. Essas contas são verificadas pelo perito responsável do convênio do paciente. Analisando os números obtidos pode-se perceber que o convênio não considerou a quantidade descrita pelo hospital no item que descreve as medicações. isso aconteceu com também o esparadrapo e o álcool. taxas de oxigênio e várias outras taxas e procedimentos utilizados. Sá (1994). desconto de impostos e o valor total líquido da fatura.F 768 763 G.39 Valores expressos em Reais ISS V. Após a análise feita pela auditoria do convênio não concordando com os resultados da fatura dos custos. glosas são as correções que o auditor faz das inconformidades encontradas nas contas médicas hospitalares.79 R$28. Auditoria é uma atividade de avaliação independente e de assessoramento na administração de planos de saúde.78 R$23. Em seguida ao fechamento do prontuário a fatura é encaminhada ao convênio do usuário se o mesmo obtiver. Com isso têm-se um custo para a instituição sendo incluído na fatura do usuário.83 Fonte: Notas Financeiras do Hospital Prontonorte . dependendo da doença e do prazo de permanência no hospital em regime de internação. tendo por base o exame dos registros que constam no prontuário.24 R$12.322. número da nota.995. Os funcionários do setor dão inicio à revisão de todo o prontuário. as medicações administradas. por exemplo. o auditor encaminha um processo de revisão do prontuário que será analisado pela auditoria interna do hospital no departamento de glosa.77 R$284.88 R$97. Essas faturas são enviadas para o departamento de quitação onde são elaboradas notas com os custos que os convênios não pagaram e encaminhadas a contabilidades da empresa para serem lançadas. R$279.25 R$4.L. baseados nas tabelas e contratos previamente firmados entre o Prestador e o Pagador dos Serviços de Saúde. A tabela apresentada é o modelo que o faturamento utiliza apresentando de forma precisa todas as taxas e custos dos materiais e medicamentos gastos com o tratamento do paciente desde sua internação a saída do cliente.43 N. com observância de preceitos éticos e legais.R R$816. um exame de cintilografia cardíaca que é realizado fora do hospital exigindo que o paciente seja transportado de ambulância.l R$33.184. Os custos variam por paciente. o valor da glosa.96 I.B R$13. Na existência de erros ou falta de anotações tanto por parte do médico ou da enfermagem o funcionário do faturamento encaminha o prontuário para os profissionais responsáveis para fazerem as devidas correções e anotações. voltada para o exame e análise da adequação. procedimentos realizados no paciente como.NOTA DA CONTABILIDADE Convenio A B V.866.479. economicidade e qualidade de prestadores de serviços de saúde. A descrição das notas que são entregues na contabilidade apresenta o nome do convênio. ao invés de pagar por 12 águas destiladas o convênio pagou somente 8. TABELA 2 .

ou seja.028) (178.923 (4. apoiando em um modelo de mensuração de resultados que atenda as necessidades informativas específicas de cada gestor e demais usuários.812 (1. voltado para o processo de gestão hospitalar. 6.178.324 (134. transformando os resultados do hospital como um todo e atingindo os objetivos traçados pelos gestores. afetando seu resultado final. . com vista a reduzir os custos e auxiliar na gestão estratégica dos custos hospitalares.320 (3.870.193 (10. Cerca de 10% a 20% dos gastos durante a internação do cliente o hospital não recupera.270) 3. Se ao final do exercício a auditoria interna não conseguiu resultado na revisão das faturas esses custos são lançados como perdas irrecuperáveis. como forma de canalizar os esforços individuais.206) -0 -0 (476. ficando em aberto até que novamente o hospital tenha recuperado esses custos não pagos pelos convênios.279) (772. de informação.993) 4.824) 18.373.759.129) (426. verificou-se perda significativa no fechamento das contas dos pacientes.096) (58.844) 13. Esses valores são lançados como Despesas Administrativas. a quantia que o convênio não pagou ao hospital a tabela descreve esse valor no convênio “A”a quantia foi de R$ 33.420) 806. juntamente com a auditoria interna. Os resultados da pesquisa apresentam que as informações de custos no setor hospitalar são de fundamental importância.751.773) 419 588. pois estão interligadas.697.513.14 As notas são lançadas mensalmente na DRE constando o valor da glosa.431 (4.885.676.133.079. é de extrema importância a otimização dos resultados alcançados pelas áreas.314) 613.78. afetando assim no resultado do exercício.107) (147.028) (58. Considerações finais O ambiente competitivo no qual os hospitais estão inseridos requer a concepção e desenvolvimento de técnicas.653) 399 137. TABELA 3 – DRE Demonstração dos Resultados dos Exercícios Findos em 31 de Dezembro Valores expressos em Reais Receita Bruta de Prestação e Serviços Dedução das vendas de serviços Receita Liquida de Prestação de Serviços Custos dos serviços Lucro Bruto Outras Receitas (Despesas) Operacionais Administrativas e gerais Tributárias Financeiras Receitas financeiras Outras receitas operacionais Lucro/(prejuízo) do Exercício Antes da IRPJ e CSLL Provisão para impostos de renda Provisão para contribuição social Lucro (prejuízo) Líquido do Exercício Fonte: Notas Financeiras do Hospital Prontonorte 2004 19.139.106) A partir dos dados fornecidos pela instituição hospitalar analisada Hospital Prontonorte.914 2003 14.744 (3. Para que os hospitais sobrevivam no ambiente econômico atual e competitivo.037 (873.993 (13.539.

M. 2002. São Paulo 1996. ATKINSON. a veracidade para levar todos a ação e precisão para orientar com foco em um mercado altamente competitivo. et al. São Paulo: Atlas. juntamente com os conceitos de gestão e custos no que se refere a mensurar e analisar os custos das entidades hospitalares. CASTELAR. ed. MORDELET. M. A. Analise gerencial de custos. sendo considerada como uma área da empresa que fornece ao processo decisório o recurso da informação tempestivamente. Como sugestão para pesquisas futuras entende-se que seria importante aplicar a pesquisa nos hospitais privados e públicos do DF com vista a realizar uma análise comparativa entre ambos com o propósito de verificar a qualidade da auditoria e modelo de custo utilizado na busca de diminuir as perdas irrecuperáveis. 2002.. Durante o estudo buscou-se apresentar a importância da correta apuração dos custos hospitalares. pois sua função de fiscalizar. Gestão Hospitalar: um desafio para o hospital brasileiro. BRIMSOM. São Paulo 1998. ENSP 1995. A. 2002. fazendo mais e melhor com menos recursos (eficiência).C. A. São Paulo: Atlas. Auditoria: um curso moderno e completo. Sistema de custeio e avaliação de empresa. 7. Patrick. 5.A. Universidade de Brasília. C.15 A atividade de auditoria hospitalar tem se destacado como instrumento de gestão e fiscalização mais adequado às necessidades de gerenciamento das informações no ambiente hospitalar. 3. analisar e relatar informações e alternativas de ação para os hospitais é fator decisório para a otimização dos resultados e manutenção da saúde econômico-financeira do hospital. Por fim verificou-se que a Contabilidade tem um papel primordial na definição e análise de auditoria. diminuindo as perdas. no cotidiano das instituições. Mesmo com os recursos escassos utilizados pelo hospital. J. 2000. Referências utilizadas ALMEIDA. Com essas informações pode-se concluir que a auditoria interna hospitalar exerce papel de extrema importância na gestão estratégica dos custos no ambiente hospitalar. GRABOIS. atingimento das metas previamente definidas (eficácia) e agregação de pessoas cada vez mais satisfeitas com o padrão de serviços oferecidos (efetividade). BORNIA. W. a auditoria hospitalar é unidade administrativa que tem a capacidade de auxiliar os gestores no cumprimento da missão e na continuidade da entidade. 1996. como conseqüência. Dissertação (Mestrado em Administração) – Curso de Pós-Graduação em Administração. Contabilidade por Atividade: uma abordagem de custeio baseado em atividades. Porto Alegre: BOOKMAN.S.173 f. Auditoria: conceitos e aplicações. AZEVEDO. Rosa M. que serve para proporcionar a auditoria interna melhor desempenho por meio do fornecimento da informação necessária para a contenção de custos irrecuperáveis. ATTIE. ed. Contabilidade Gerencial. . capacidade de inovar. V.

MEZZOMO. CURRY. E. GARRISON.J FRANK. 1994. Eric W. George Sebastião Guerra. Futura.. GARISSON. Demonstrações Financeiras 2004/2003. FELTHAM.br/bvs/publicacoes/57cbe/resumos/1806.coren-df.br/ http://www.saudebusinessweb. 2001. 2. Domingos dos Santos. NOREEN.htm= http://www. A. Recursos humanos na empresa. R Custo e desempenho. 2000.. Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis. São Paulo: Atlas. O. COOPER. J. G. CHERUBIN. Rio de Janeiro: Tecnoprint Ltada.gecon. Atuarias e Financeiras (Coord. J. São Paulo: Atlas. HOSPITAL PRONTONORTE S/A. C. A. São Paulo: CEDAS – Centro São Camilo de Desenvolvimento em Administração da Saúde 1986. M.. MOTTA.br/sbw_artigo. LEONE. 1998. São Paulo: Atlas 1978. 3. Contabilidade de Custos.W. S.Y. 2001. FALK. de.S. Controladoria: Uma abordagem da gestão econômica . MARTINS.ed. A. http://dtr2001. ed.org. CURSO em Auditoria e Analise de Contas Hospitalares. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. V 1. 1976.16 CATELLI. 2001.gov. Ed. 2003.martinelliauditores.com. A. A.br/saude/ http://www. Ames: The Iowa State University Press. H. MEZZOMO. DEMSK. São Paulo: Atlas. R. Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas. 9 ed. 2003. Elizeu. W. São Paulo: Atlas. Contabilidade Gerencial. Administre seus custos para ser mais competitivo.G. Auditoria: princípios e técnicas. KAPLAN. J. São Paulo: Atlas. VERGARA. 1994. Gestão de custos para hospitais. Contabilidade Gerencial. Brasília: Assessoria e Consultoria Médica Empresarial. J. ed.C. Sistemas tradicionais de custos e sistemas de custeio baseado em atividades (ABC). 3.saude. MARZ.). 11. São Paulo. I. Rio de Janeiro: LTC.com. ed.saude. R S. Manual de Custos de Instituições de Saúde. 2.br/Auditoria/audaudi.A.htm http://www. SÁ. H.gov.br/ . L. CHIAVENATO. NOREEN.ghc. Ray H. 1992. Contabilidade de Custos. 2001. Niversindo.com. MARTINS. Custos e orçamentos hospitalares. CHING. 2001. O Executivo Hospitalar: subsídios para a ação. 9. 1995. São Paulo: Atlas. A. Custos: Um enfoque administrativo. Rio de Janeiro: LTC. 9 ed.vxlpub?id 43040 http://portal. A.Cost determination: a conceptural approach. Auditoria Básica. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. 2000. ed.

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