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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA NO SERVIÇO COM ELETRICIDADE

ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA NO SERVIÇO COM ELETRICIDADE

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O objetivo do trabalho é adquirir
conhecimentos técnicos - científicos através da revisão bibliográfica pertinente, sobre as habilidades
e procedimentos técnicos da equipe de saúde e do enfermeiro na assistência ao individuo em
situação de parada cardiorrespiratória.
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conhecimentos técnicos - científicos através da revisão bibliográfica pertinente, sobre as habilidades
e procedimentos técnicos da equipe de saúde e do enfermeiro na assistência ao individuo em
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA NO SERVIÇO COM ELETRICIDADE1 Suênia Macena Neves2 Karine Maria Kohler de Miranda Koehler3

RESUMO
O trauma é uma doença que acomete principalmente o individuo no serviço com eletricidade em sua plenitude produtiva, sua morte significa inúmeras perdas na produção de bens e serviços potenciais para a sociedade, isso obriga um sistema assistencial a ser eficazmente organizado e compreendido no sentido de alcançar metas em relação a tempo de atendimento. O objetivo do trabalho é adquirir conhecimentos técnicos - científicos através da revisão bibliográfica pertinente, sobre as habilidades e procedimentos técnicos da equipe de saúde e do enfermeiro na assistência ao individuo em situação de parada cardiorrespiratória. Tratou-se de uma revisão da literatura sistemática realizada via online na base de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde). Para a construção do trabalho considerou-se análises de periódicos, dissertações e teses disponíveis em língua portuguesa. A equipe de enfermagem deve estar preparada para, sem conhecimento prévio, atender as mais variadas situações de emergência. O conhecimento técnico científico atualizado de toda a equipe de saúde, bem como a previsão e provisão de recursos materiais possibilitam a intervenção com agilidade e precisão, o que determina o sucesso de um atendimento. A educação continuada traz ao enfermeiro uma segurança maior no atendimento, com aprofundamento do seu conhecimento, o que propicia satisfação profissional e qualidade no atendimento em situação de Parada Cardiorrespiratória (PCR). Palavras chaves: acidentes do trabalho, assistência de enfermagem, PCR

ABSTRACT
The trauma is an illness that acomete mainly the individual in the service with electricity in its productive fullness, its death means innumerable losses in the production of potential goods and services for the society, this efficiently compels a system assistencial to be organized and understood in the direction to in time reach goals in attendance relation. The goal of the work is to acquire scientific expertise through relevant bibliographic review on the skills and technical procedures health team and the nurses on individual care in cardiac situation. It was a systematic literature review performed via online database LILACS (Latin American and Caribbean Health Sciences). For the construction of work considered periodic analyses, dissertations and theses available in Portuguese. The nursing staff in ready distress must be prepared, without prior knowledge, meet the most varied situations of emergency. The scientific and technical knowledge up-to-date health staff, as well as forecasting and provision of material resources enable intervention with speed and accuracy, which determines the success of a service. The continuing education brings to nurse a higher attendance, with deepening their knowledge, which provides professional satisfaction and quality patient care in situations of PCR. Keywords: Ready Distress, nursing care, PCR

1-INTRODUÇÃO Na área industrial, tem-se constantemente a preocupação de antecipar, reconhecer, avaliar e controlar os possíveis riscos de acidentes de grandes proporções que eventualmente possam resultar em uma catástrofe

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Artigo científico apresentado a Faculdade de Ciências Sociais de Marabá, para obtenção do título de especialista em Enfermagem no Trabalho.Sendo orientado pela Profa. Kélia Nakai. 2 Enfermeira, Pós graduando em Enfermagem do Trabalho-FACIMAB- Email suenianpa@hotmail.com 3 Enfermeira, Pós graduando em Enfermagem do Trabalho-FACIMAB- Email karine-km@hotmail.com

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industrial. De modo que se faça necessário controlar todos os fatores que possam causar danos ao individuo, à comunidade ou ao patrimônio. Os acidentes de trabalho contribuem de forma significativa para o aumento das estatísticas de morte ou seqüelas permanentes (NASI, 2006). Estratégias de prevenção e atendimento adequado às vitimas de acidente industrial na fase pré-hospitalar constituem um dos mecanismos fundamentais para a mudança do contexto epidemiológico do trauma. Ao circular pelo corpo humano, a corrente elétrica produz uma sensação desconfortável sentida pelo organismo, desde uma ligeira contração muscular superficial até uma violenta contração muscular ocasionando morte instantânea, o que torna o choque elétrico mais perigoso que outros riscos físicos, como o frio, calor ou ruído. A corrente elétrica pode causar um conjunto de perturbações de natureza e efeitos diversos tais como: inibição dos centros nervosos, produzindo parada respiratória; alteração do ritmo cardíaco podendo produzir fibrilação ventricular; contrações musculares; retenção sanguínea; eletrólise no sangue. Em decorrência disto, as várias regiões do corpo humano, para uma corrente de choque ficam sujeitas a diferentes densidades decorrentes. Deste modo os efeitos térmicos são mais intensos nas regiões de altas densidades. A corrente que provoca o choque elétrico sofre dentro do indivíduo uma distribuição diferenciada, isto é um espraiamento. Quando a corrente entra pela pele invade o corpo e sai novamente pela pele ocorre um macro choque, e quando o choque ocorre no interior do corpo humano provocado por defeito em equipamento médicohospitalar, ocorre o micro choque. Dessa forma quanto maior a área de contato com o circuito energizado, maior será a corrente de choque, em conseqüência maiores danos. Com a portaria 3.214/78, a Norma Regulamentadora (NR10) especifica para instalação e serviço em eletricidade, relata que: “Todo profissional, para instalar, operar, inspecionar ou reparar instalações elétricas, deve estar apto a prestar primeiros socorros a acidentados, especialmente através das técnicas de reanimação cardiorrespiratória”. A Parada Cardiorrespiratória (PCR) até pouco tempo atrás era sinônimo de morte, pois não mais que 2% sobreviviam, hoje este índice de sobrevida chega a alcançar acima de 70% se o socorro for precoce e eficaz. Para

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tanto é indispensável à capacitação profissional da enfermagem, a qual nem sempre se apresenta preparada frente a tal situação. Parte deste despreparo deve-se ao não fornecimento de treinamento por parte do enfermeiro o qual possui plena ciência da gravidade da situação além de ter conhecimento prático e teórico sobre as atitudes que devem ser tomadas prioritariamente a fim de preservar as funções fisiológicas visto que a gravidade aumenta a cada segundo de demora, podendo causar seqüelas irreversíveis. No cuidado emergencial de enfermagem estima-se a preservação da vida promovendo a restauração das funções fisiológicas até que seja providenciado o cuidado definitivo, este cuidado visa à reversão de vias aéreas obstruídas, respiração agônica e apnéia, inconsciência, ausência de pulsação arterial, reatividade de pupilas comprometidas, habilidade motora ineficaz, entre outras. A abordagem ABCD primária tem como objetivo básico a recuperação cardiopulmonar e a desfibrilação que consiste em: A- abrir vias aéreas, B- boa respiração, realizar ventilação por pressão positiva, C- circulação, realizar compressões torácicas, D- desfibrilação. A abordagem ABCD secundária como a primária também inclui abertura de vias aéreas, boa respiração e circulação, para tanto usa-se habilidades mais avançadas para manter a desobstrução de vias aéreas (intubação traqueal), monitorização cardíaca, acesso venoso e administração de medicamentos. A letra D não se refere à desfibrilação e sim a diagnóstico diferencial objetivando avaliação rápida e atendimento avançado, esta abordagem necessita também da intervenção médica. O enfermeiro deve estar apto a auxiliar e identificar problemas em situação de risco e fazer sucessivas reavaliações posteriores, visando sempre rapidez e sincronismo com a equipe para uma melhor assistência prestada, é função de o enfermeiro fornecer treinamento a toda equipe, pois a mesma necessita realizar procedimentos altamente técnicos em situações emergenciais. Sendo o tratamento "temporário" da morte súbita cardíaca é feito através das manobras de Reanimação Cardiopulmonar "(RCP) precoce", onde se visa manter, artificialmente, as funções circulatórias e respiratórias até que um desfibrilador esteja disponível (AHA, 2000). Atualmente há uma tendência em se

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usar a expressão Reanimação Cardiopulmonar e Cerebral, enfatizando a importância da recuperação do sistema nervoso central. Há de salientar também, que o êxito na reversão de uma parada cardíaca depende ainda de fatores como: condições clínicas do paciente antes da PCR, causas que determinaram a PCR, uniformidade e perfeição das manobras aplicadas de RCP envolvendo pessoal leigo, equipes, devidamente treinadas, no atendimento pré-hospitalar (APH), envolvendo tanto o suporte básico de vida (SBV) como também o suporte avançado de vida (SAV), do tempo decorrido entre a PCR e a realização das manobras, e da continuidade e qualidade da assistência prestada na esfera intra-hospitalar. "Os enfermeiros aliam-se à fundamentação teórica, (imprescindível), a capacidade de liderança, o trabalho, o discernimento, a iniciativa, a habilidade de ensino, a maturidade e a estabilidade emocional" (GOMES, 1994). Por isso, a constante atualização destes profissionais, é necessária pois, desenvolvem com a equipe médica e de enfermagem habilidades para que possam atuar em situações inesperadas de forma objetiva e sincrônica na qual estão inseridos. O objetivo deste trabalho foi de compilar conhecimentos técnicos científicos frente à bibliografia pertinente, sobre as habilidades e procedimentos técnicos da equipe de saúde e do enfermeiro em situação de parada cardiorrespiratória no serviço com eletricidade. A justificativa ocorreu da elaboração deste trabalho foi partir dos riscos associados com eletricidade e pretende-se analisar na literatura atualizações sobre o papel do enfermeiro e sua equipe no protocolo de PCR e fornecer mais subsídios técnicos científicos a fim de possibilitar maior atuação dos profissionais de enfermagem nessa assistência. A equipe atuante deve estar bem treinada e atualizada, é papel do enfermeiro deter uma boa atuação e conhecimento, pois é o profissional que permanece mais tempo no local de trabalho para qualquer situação de perigo, identificando a situação, solicitando a presença da equipe e iniciando as manobras de ressuscitação cardiopulmonar. Tratou de uma revisão da literatura sistemática realizada via online na base de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde). Para a construção do trabalho considerou-se análises de periódicos,

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dissertações e teses disponíveis em língua portuguesa. Utilizaram-se como descritores: acidentes do trabalho, assistência de enfermagem e PCR. O período de levantamento: estudos publicados nos anos de1991 a 2006 (15 anos). A coleta de dados foi executada nos meses de ago a set de 2010. Para análise do material bibliográfico utilizado neste estudo, foram analisados segundo o autor, o ano de publicação, o local, o período do estudo, o grupo alvo do estudo e o cuidado da equipe de enfermagem. Os aspectos

relacionados aos recursos humanos e materiais, com descrição detalhada foram realizados na composição deste trabalho.

2 - REVISÃO LITERÁRIA A parada cardiorrespiratória (PCR) ou morte súbita cardíaca é a cessação súbita da atividade ventricular cardíaca e circulação sistêmica em um indivíduo com expectativa de restauração das funções cardiopulmonar e cerebral, desde que o mesmo não seja portador de moléstia crônica intratável ou em fase terminal (GUIMARÃES, 2005). Uma vítima de parada cardíaca pode apresentar:
Morte clínica: Falta de movimentos respiratórios e batimentos cardíacos eficientes na ausência de consciência, com viabilidade cerebral e biológica. Morte biológica irreversível: Deterioração irreversível dos órgãos, que se segue à morte clínica, quando não se constitui as manobras de reanimação cardio-pulmonar (RCP). Morte encefálica: Ocorre quando há lesão irreversível do tronco e do córtex cervical, por injúria direta ou hipóxia, por um tempo, em geral, superior a 5 minutos em adultos com normatermia.

2.1. MODALIDADES DE PARADA CARDÍACA O diagnóstico do mecanismo cardíaco da parada cardiorrespiratória (PCR) depende da monitorização do ritmo cardíaco sendo de extrema importância o reconhecimento precoce, que é necessário para adequar o tratamento e, portanto, melhorar a sobrevida da vítima.
Assistolia: Caracteriza-se pela ausência de pulso detectável na presença de algum tipo de atividade elétrica, excluindo-se a Taquicardia Ventricular (TV) e a Fibrilação Ventricular (FV) (NASI, 2006).

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Fibrilação Ventricular (FV): É a contração incoordenada do miocárdio em conseqüência da atividade caótica de diferentes grupos de fibras miocárdicas, resultando na ineficiência total do coração em manter um rendimento de volume sanguíneo adequado (NASI, 2006). Taquicardia Ventricular sem pulso (TVSP): É a sucessão rápida de batimentos ectópicos ventriculares que podem levar a acentuada deterioração hemodinâmica, chegando mesmo à ausência de pulso arterial palpável, quando, então, é considerada uma modalidade de parada cardíaca, devendo ser tratada com o mesmo vigor da fibrilação ventricular (FV).

2.2. DIAGNÓSTICO: O cérebro tem pouca reserva de glicose e oxigênio, e pode manter sua atividade durante um período de 4 minutos após a parada cardíaca, reforçando a importância em iniciar rápido as manobras de RCP. Após 4 minutos de PCR sem nenhuma intervenção, começa haver danos ao tecido cerebral e, em 10 minutos de anóxia, haverá morte cerebral certa (AHA, 2000). Outros sinais podem ser identificados, como a midríase. A presença de midríase paralítica pode indicar lesão cerebral, mas esse sinal isolado não é indicativo de suspender manobras de RCP. Cianose nas extremidades e palidez da pele também podem ser encontrados. 2.3. SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV) O suporte básico de vida (SBV) consiste em medidas essenciais que devem ser realizadas em indivíduos com PCR. Envolve reconhecimento da PCR, solicitar ajuda iniciar suporte ventilatório e circulatório. Pode ser realizado por qualquer cidadão, desde que devidamente treinado. Para que se obtenha êxito na reversão de uma PCR, quatro pontos são fundamentais, constituindo-se a "Cadeia da Sobrevida". 2.4. ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO SUPORTE BÁSICO E PARADA CARDIORESPIRATÓRIA Conhecer a seqüência do atendimento, manter certo nível de

tranqüilidade para poder organizar as manobras de ventilação e circulação artificiais e reunir material e equipamentos necessários para este período são condições imprescindíveis para uma boa equipe de enfermagem, principalmente porque é ela

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que permanece o maior tempo em contato com o paciente e, na maioria das vezes, é quem detecta a PCR. Desta forma é recomendado reciclar a equipe de enfermagem na execução das manobras de suporte básico de vida (CINTRA, 2005). O enfermeiro deve fornecer treinamento a sua equipe a fim de capacitá-la a realizar procedimentos altamente técnicos em situações emergenciais, uma vez que é exigido tal preparo para um atendimento eficaz (SMELTZER, 2005). O treinamento da equipe deve ter como prioridade a redução do tempo de atendimento com medidas que permitam atuação rápida e eficiente e sistematizada, porém cumprindo todas as etapas do atendimento (SILVA, 2004).Para tanto não basta apenas fornecer orientações a equipe e sim um treinamento atualizado e contínuo que abranja toda assistência, pois o profissional que cuida de pacientes com maior complexidade deve estar capacitado para atuar com competência e segurança. Como líder, é função do enfermeiro coordenar a equipe e gerenciar a assistência prestada ao paciente, pois conseqüentemente ele exerce influência não somente na equipe de enfermagem como também em outros membros que integram o serviço. O enfermeiro exerce uma liderança fundamentada no conhecimento das habilidades características individuais e necessidades dos membros da equipe de enfermagem (WHEBE, 2005). Também cabe ao enfermeiro a elaboração de escala diária de modo a escalar pelo menos 3 técnicos de enfermagem e um enfermeiro com funções previamente estabelecidas, considerando que o conhecimento prévio das atividades tende a otimizar o atendimento diminuindo assim o estresse da equipe, pois o atendimento da RCP deve transcorrer em ambiente tranqüilo de forma que todos ouçam o comando do líder lembrando que a postura ética deve entremear as ações durante o atendimento de emergência. Uma vez que a enfermagem requer habilidade de liderança, faz-se necessário que o enfermeiro atue como líder a fim de administrar a dinâmica da equipe conforme terapêutica adotada, pois a liderança tem a finalidade de proporcionar um bom trabalho em equipe. É também sua responsabilidade a elaboração de uma rotina de checagem de materiais quanto a datas de validade e de manutenção preventiva, teste do desfibrilador, controle do estoque mínimo de material e equipamento de proteção e lacre do carro de

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emergência. Uma vez que se faz presente uma situação emergencial como a PCR faz-se necessário o atendimento apropriado para tal situação. Sendo assim o enfermeiro tem como dever fornecer um arsenal terapêutico mínimo para atendimento emergencial e educação continuada ao pessoal da enfermagem, visando otimizar a emergenciais:
-compressões-torácicas; -ventilação; -desfibrilação.

execução dos procedimentos

A equipe de enfermagem deve estar pronta para o formato de atendimento por fases que consistem em sete etapas: antecipação, entrada, ressuscitação, manutenção, notificação da família, transferência e avaliação crítica. Assim que o líder chegar á cena do atendimento, deve apresentar-se à equipe e imediatamente avaliar o comando do atendimento, nesta fase da ressuscitação propriamente dita, os elementos da equipe devem posicionar-se e iniciarem imediatamente as ações. A divisão da equipe de enfermagem e suas atribuições é prerrogativa de enfermeiro e deve ser realizada respeitando-se a disponibilidade de recursos humanos da unidade. 2.5. A ENFERMAGEM NAS EMERGÊNCIAS CARDIOVASCULARES A parada cardíaca é um evento crítico que não escolhe a hora nem o local para acontecer, sendo o limite da gravidade que impõe o atendimento imediato da equipe de saúde. Por ser a RCP um conjunto de procedimentos padronizados que requer rapidez e eficiência, fazendo com que o indivíduo em risco de morte iminente seja ressuscitado, pode-se a afirmar que salvar vidas é uma tarefa estressante e até traumatizante. Portanto, comandar todas as etapas da ressuscitação deve ser tarefa de um "líder" que mantenha um bom estado de espírito, impedindo que a ansiedade interfira na sua capacidade de raciocínio, além de orientar com responsabilidade a equipe no desempenho de suas atividades, mantendo uma postura ética e moral, (GOMES, 2005). A American Heart Association (AHA) preconiza que um dos integrantes da equipe de ressuscitação seja o "líder", objetivando o melhor desempenho e organização durante a assistência prestada (AIRES, 2006). O

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profissional que assume tal posição em geral é o médico, pois ele também assume o aspecto legal da terapêutica a ser aplicada. Neste contexto, toda liderança é reconhecida como um valioso instrumento, que proporciona um bom trabalho em equipe, sendo todo enfermeiro um líder e administrador em algum nível, pois o papel da enfermagem requer habilidades de liderança e administração (WEHBE, 2005). A previsão de necessidades e a garantia de funcionamento de materiais e equipamentos espelham uma enfermagem de alta qualificação técnica, e este é o primeiro passo para todas a ações que serão realizadas durante e após o atendimento da PCR (COSTA, 2005). O enfermeiro líder deve fazer dos funcionários parceiros do sucesso na atuação de suas atribuições, mesmo que o objetivo a ser alcançado venha a falhar (insucesso na ressuscitação). Deve também valorizar este comportamento, ensinando a sua equipe no seu dia-a-dia. (GOMES, 2005). Assim, pode-se distinguir o médico do líder líder que enfermeiro atua no atendimento que coordena o da parada deste

cardiorrespiratória

processo

atendimento.Os enfermeiros aliam-se à fundamentação teórica (imprescindível) a capacidade de liderança, o trabalho, o discernimento, a iniciativa, a habilidade de ensino, a maturidade e a estabilidade emocional. 3 – DISCUSSÃO Na analise dos resultados procuramos enfocar o papel da enfermagem, pois identificamos na revisão bibliográfica que é indispensável à capacitação profissional deste profissional, a qual nem sempre se apresenta preparada frente a tal situação. É de fundamental importância o papel do enfermeiro no sucesso da reanimação cardíaca (habitualmente o diagnóstico de parada cardíaca é feito pela equipe de enfermagem). Assim cabe a ela iniciar uma assistência rápida, eficiente, segura e com espírito de equipe para obter sucesso no atendimento e minimizar stress desnecessário e risco de acidentes. É função prioritária do enfermeiro prestar assistência de enfermagem ao paciente grave com maior comprometimento, principalmente em situação de emergência visto que em qualquer lugar exerça sua atividade, o enfermeiro deve estar pronto sob todos os pontos de vista para atender uma PCR. Torna-se imprescindível que as técnicas relacionadas a RCP sejam padronizadas para alcançar qualidade e eficiência no atendimento as vitimas de

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PCR. O enfermeiro tem um papel fundamental e abrangente na assistência ao paciente, cabendo a este profissional a responsabilidade do provimento de materiais e treinamento da equipe. A adequação de recursos materiais, humanos e treinamento continuado é função do enfermeiro, independente da unidade de trabalho em que esteja alocado para o atendimento de emergência (GUIMARÃES, 2005). A educação continuada traz ao enfermeiro uma segurança maior no atendimento com aprofundamento do seu conhecimento, o que propicia satisfação profissional e qualidade no atendimento ao paciente em situação de PCR, organizando o atendimento, priorizando situações de risco e orientando outros profissionais envolvidos no atendimento. 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os conhecimentos técnico científicos, com base na bibliografia pertinente identificam condutas para obtenção de um atendimento com sucesso.As principais diretrizes para realizar com sucesso um atendimento de urgência/emergência são: o treinamento de pessoas leigas, a nível extra-hospitalar, e a nível intra-hospitalar, e o treinamento de profissionais de enfermagem para o reconhecimento precoce de sinais e sintomas de PCR, com uso adequado de precauções-padrão. O conhecimento técnico - científico atualizado de toda a equipe de saúde, bem como a previsão e provisão de recursos materiais possibilitam a intervenção com agilidade e precisão, o que determina o sucesso de um atendimento. Sabemos que atualmente, os profissionais de saúde extra-hospitalar têm conhecimento e familiarização com a situação RCP melhor do que no ambiente intra-hospitalar. Os profissionais precisam estar mais preparados para situações de estresse e decisões rápidas. Um atendimento organizado, com distribuição de funções e análise sobre os pontos negativos de um atendimento de RCP estressante, alivia e estimula a equipe para que, no próximo atendimento ofereçam um melhor desempenho positivo. O enfermeiro é o elemento principal no atendimento de uma RCP, ele necessita manter-se informado e treinado, obtendo sucesso e entrosamento entre a equipe. A educação continuada traz ao enfermeiro uma segurança maior no atendimento, com aprofundamento do seu conhecimento, o que propicia satisfação profissional e qualidade no atendimento ao paciente em situação de PCR.

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5. REFERÊNCIAS
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