Notas de aula de Mecânica Geral

Prof. Alessandro Leonardo da Silva

INESP

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FUNEDI - UEMG

Notas de aula de

MÊCANICA GERAL

Prof. Alessandro Leonardo da Silva

Divinópolis - Minas Gerais 2011

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LISTA DE SÍMBOLOS

letras maiúsculas A área E módulo de elasticidade F força I momento de inércia L comprimento M momento, momento fletor Ms momento estático N força normal P carga concentrada R resultante de forças, esforço resistente S esforço solicitante V força cortante letras minúsculas a aceleração b largura g aceleração da gravidade h dimensão, altura l comprimento m metro, massa max máximo min mínimo q carga distribuída s segundo v deslocamento vertical x distância da linha neutra ao ponto de maior encurtamento na seção transversal de uma peça fletida

letras gregas α, θ ângulo, coeficiente δ deslocamento φ diâmetro ε deformação específica γf coeficiente de majoração das ações σ tensão normal − tensão normal admissível σ τ tensão tangencial − tensão tangencial admissível τ υ coeficiente de Poisson

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1 Introdução
1.1 Conceito As estruturas e as máquinas nunca são absolutamente rígidas, deformando-se sob a ação das cargas a que estão submetidas. Estas deformações são geralmente pequenas e não alteram apreciavelmente as condições de equilíbrio ou de movimento da estrutura considerada. No entanto, essas deformações terão importância quando houver riscos de ruptura do material. A Mecânica é uma ciência física aplicada que trata dos estudos das forças e dos movimentos. A Mecânica descreve e prediz as condições de repouso ou movimento de corpos sob a ação de forças. A finalidade da Mecânica é explicar e prever fenômenos físicos, fornecendo, assim, os fundamentos para as aplicações da Engenharia. No projeto de qualquer estrutura ou máquina é necessário primeiro usar os princípios da estática para determinar as forças que atuam tanto sobre como no interior de seus membros. As dimensões dos elementos, sua deflexão e sua estabilidade dependem não só das cargas internas como também do tipo de material do qual esses elementos são feitos.

1.2 Sistema Internacional de Unidades O Sistema Internacional de Unidades (SI) é subdividido em unidades básicas e unidades derivadas. As unidades básicas são: metro (m), quilograma (kg) e segundo (s). As unidades derivadas são, entre outras, força, trabalho, pressão, etc. As unidades do SI formam um sistema absoluto de unidades. Isto significa que as três unidades básicas escolhidas são independentes dos locais onde são feitas as medições. O comprimento é necessário para localizar a posição de um ponto no espaço e, por meio dele, descrever a dimensão de um sistema físico. O conceito de espaço é associado à noção de posição de um ponto material, o qual pode ser definido por três comprimentos, medidos a partir de um certo ponto de referência, ou de origem, segundo três direções dadas. Estes comprimentos são conhecidos como as coordenadas do ponto.

Da Equação P=m.81m/s é a aceleração da gravidade. e também irão oferecer a mesma resistência a uma variação de movimento de translação. Os princípios da estática são independentes do tempo. serão atraídos pela Terra de modo idêntico. onde g=9. O peso de um corpo também é uma força e é expresso em Newton (N). A partir da Equação F=m. Dois corpos de mesma massa. Pascal é também unidade de 2 tensões normais (compressão ou tração) ou tensões tangenciais (cisalhamento). perpendicular à direção da força Pa = N /m . por exemplo.81 m/s ) = 9. 2 2 A pressão é medida no SI em Pascal (Pa) que é definido como a pressão exercida por uma força de 1 Newton uniformemente distribuída sobre uma superfície plana de 1 metro quadrado de área. 2 As medidas estáticas de forças são efetuadas por meio de instrumentos chamados dinamômetros. 2 escreve-se: 1 N = 1 kg × 1 m/s .81 N. O tempo é concebido como uma sucessão de eventos. Múltiplos e submúltiplos . Alessandro Leonardo da Silva INESP 4 A massa é uma propriedade da matéria pela qual se pode comparar a ação de um corpo com a de outro.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. A força é medida em Newton (N) que é definido como a força que imprime a aceleração de 1 m/s à massa de 1 kg.a (segunda Lei de Newton).g (terceira Lei de Newton ou Lei da Gravitação) segue-se que o peso de um corpo de massa 1 kg é = (1 kg)×(9. O tempo desempenha papel importante no estudo da dinâmica.

m2 .01 0.001 1000 0.m2 .06451 9.45 N 1. Círculo e Funções Trigonométricas ____ sen α = EF cos α = OF tg α = AB ____ cot g α= DC sec α = OB cosec α = OC OE = R =1 ____ ____ ____ ____ ___ Triângulo retângulo .m .9144 SI kg kg kg kg kg kg kg kg kg Multiplicar por 0.Notas de aula de Mecânica Geral Prof.m MASSA Unidade .047.48.m Cm .m2 .m Km .m2 .688 ÁREA Unidade Are Acre Hectare km2 Pé2 (ft2) Polegada quadrada (in2) SI .m µ (micro) Dm .10-3 6.10-6 1016 9.m2 .g Ton lbm Slug oz (onça)avoirdupois Grão Tonelada (inglesa) Utm Arroba Multiplicar por 10-9 10-6 0.8 4.594 28.mm .m In .m yd (jarda) .290304 Força Unidade kgf Libra força(lbf) SI N Multiplicar por 9.80665 14.m .103 100 10000 106 0.35.m Ft . Alessandro Leonardo da Silva INESP 5 Conversão de Unidades COMPRIMENTO Unidade SI n(nano) .45359237 14.3048 0. A palavra trigonometria significa medida dos três ângulos de um triângulo e determina um ramo da matemática que estuda as relações entre as medidas dos lados e dos ângulos de um triângulo.1 0.3 Trigonometria Para o estudo da Matéria da Mecânica Geral necessitam-se dos conceitos fundamentais da trigonometria.0254 0.001 1000 0.m2 Multiplicar por 4.

Alessandro Leonardo da Silva INESP 6 No triângulo retângulo.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. os catetos são os lados que formam o ângulo de 90º. A hipotenusa é o lado oposto ao ângulo de 90º e é determinada pela relação: a2 = b2 +c2. Relações trigonométricas Razões Trigonométricas Especiais .

4 Alfabeto Grego Os problemas usuais em engenharia são definidos por formulações matemáticas. utilizam letras do alfabeto grego. .Notas de aula de Mecânica Geral Prof. seu conhecimento para as práticas comuns da Engenharia. as quais. necessário. usualmente. É. Alessandro Leonardo da Silva INESP 7 1. pois.

Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Alessandro Leonardo da Silva INESP 8 Alfabeto Grego .

Sistema de forças é o conjunto de forças aplicadas simultaneamente em pontos diversos de um mesmo corpo. como indicado na Figura 2. este ponto permanece em repouso .2 Equilíbrio de um ponto material Ponto material é uma pequena porção de matéria que pode ser considerada como se ocupasse um ponto no espaço. O sentido da força é indicado por uma seta (vetor). os corpos analisados são considerados rígidos. é a reta ao longo da qual a força atua.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. A intensidade de uma força é expressa em Newton (N) no Sistema Internacional de Unidades (SI). ou seja. o conjunto de forças aplicadas em um único ponto de um corpo. sendo caracterizada pelo ângulo que forma com algum eixo fixo. Quando a resultante de todas as forças que atuam sobre um ponto material é nula. independentemente do movimento por elas produzido. direção e sentido. com velocidade constante e estuda as forças em equilíbrio. conseqüentemente. Denomina-se Grupo de forças. 2. os resultados obtidos independem das propriedades do material. este ponto está em equilíbrio. Alessandro Leonardo da Silva INESP 9 2 Estática A Estática se refere aos corpos em repouso ou em movimento. Na Estática.1 Forças no plano A Força representa a ação de um corpo sobre o outro e é caracterizada pelo seu ponto de aplicação. Este princípio é conseqüência da primeira lei de Newton: “se a força resultante que atua sobre um ponto material é zero. A direção de uma força é definida por sua linha de ação.1. sua intensidade. 2.

3 Resultante de uma força Constata-se experimentalmente que duas forças P e Q que atuam sobre um ponto material podem ser substituídas por uma única força R que tenha o mesmo efeito sobre esse .866 = 0 Resposta: O sistema de forças está em equilíbrio. escreve-se: ∑F = R = 0 F = força R = resultante das forças A representação gráfica de todas as forças que atuam em um ponto material pode ser representada por um diagrama de corpo livre. Exemplo: verificar se o sistema de forças indicado está em equilíbrio Σ F x =0 Σ Fx = 1500 – 1000sen30o – 2000sen30o = 0 Σ Fx = 1500 – 500 – 1000 = 0 ΣF y = 0 Σ Fy =2000cos30o – 1000cos30o – 866 = 0 Σ Fy =1732 – 866 . Para exprimir algebricamente as condições de equilíbrio de um ponto material.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. como indica a Figura 2. 2. Alessandro Leonardo da Silva INESP 10 (se estava originalmente em repouso) ou move-se ao longo de uma reta com velocidade constante (se originalmente estava em movimento)”.2.

Portanto.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Essa força é chamada de resultante de P e Q. produz ação idêntica à produzida pelo grupo ou sistema de forças. Alessandro Leonardo da Silva INESP 11 ponto material. . A resultante pode ser determinada por soluções gráficas ou analíticas. a resultante de um grupo de forças é a força que. atuando sozinha. como indicado nas figuras seguintes. a) Soluções gráficas: quando um ponto material está em equilíbrio sob a ação de mais de três forças o problema pode ser resolvido graficamente pelo desenho de um polígono de forças.

Notas de aula de Mecânica Geral Prof. componentes nas direções mostradas na . O parafuso na forma de gancho Decomponha essa força em mostrado abaixo está sujeito a uma força de 200N. Exemplos: 1. O parafuso tipo gancho da figura. determine a intensidade (módulo) e a direção da força resultante. Alessandro Leonardo da Silva INESP 12 b) Soluções analíticas: os métodos analíticos utilizam a trigonometria e as equações de equilíbrio. figura. 2. está sujeito a duas forças F1 e F2.

A força de atração exercida pela Terra sobre o ponto material é definida como o seu peso (P). P =m⋅g onde g = 9.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Alessandro Leonardo da Silva INESP 13 3. .81 m/s2 é aceleração da gravidade. Um caso particular da terceira lei de Newton é a lei da gravitação que trata da atração da Terra sobre um ponto material localizado em sua superfície. a intensidade do peso P de um ponto material de massa m é expresso como.

2 – Determine os componentes x e y de cada uma das forças indicadas.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Determine a intensidade e a orientação da força resultante. 3 – A extremidade de uma lança O da figura está submetida as três forças concorrentes e coplanares. Alessandro Leonardo da Silva INESP 14 Exercícios: 1 – Determine os componentes x e y de cada uma das forças indicadas. .

y. com duas aplicações sucessivas da lei do paralelogramo pode-se decompô-lo em componentes. Alessandro Leonardo da Silva INESP 15 4 – O elo da figura está submetido a duas forças F1 e F2. Em geral. Determine a intensidade e a orientação da força resultante. 2. y. A = Ax + Ay + Az . A é representado pela soma vetorial de seus três componentes retangulares. dois ou três componentes ao longo dos eixos de coordenadas x. Combinando essas equações. z. quando A está orientado em um oitante do sistema x.4 Vetores Cartesianos Componentes retangulares de um vetor Um vetor A pode ter um. dependendo de como está orientado em relação aos eixos. como A = A’ + Az e depois A’ = Ax + A.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. z.

j. dependendo se indicam o sentido positivo ou negativo dos eixos x. A (escalar positivo) define a intensidade de A e uA (vetor adimensional) define a direção e o sentido de A.uA. que tem esse nome porque apresenta intensidade 1. o sentido (ou ponta da flecha) desses vetores será descrito analiticamente por um sinal positivo ou negativo. de modo que: A = A. visto que as unidades se anulam. costuma-se usar o conjunto de unidades apropriadas para descrevê-lo. Como foi dito anteriormente. Alessandro Leonardo da Silva INESP 16 Vetores Cartesianos Unitários Em três dimensões. portanto. y. respectivamente. o conjunto de vetores unitários i. vetor força. Vetor Unitário A direção de A é especificada usando-se um vetor unitário. Então pela equação anterior. por exemplo. Se A é um vetor com intensidade A≠ 0. . que o vetor A é expresso em termos tanto de sua intensidade quanto de sua direção separadamente. a referida equação. então o vetor unidade que tem a mesma direção de A é representado por: uA = A/A. indica. z. Os vetores cartesianos unitários positivos são os mostrados na figura acima. Sendo A um certo tipo.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. A intensidade de A também tem o mesmo conjunto de unidades. y e z. k é usado para designar as direções dos eixos x. ou seja. o vetor unitário é adimensional.

Como mostra a figura ao lado. j. Note que a intensidade e a direção de cada componente do vetor estão separadas e. Módulo de um Vetor Cartesiano É sempre possível obter a intensidade de A. desde que ele esteja expresso sob a forma vetorial cartesiana.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Pelo triângulo retângulo cinza-escuro. particularmente em três dimensões. . Alessandro Leonardo da Silva INESP 17 Representação de um Vetor Cartesiano Como os tres componentes de A. como resultado. atuam nas direções positivas i. pode-se escrever A sob a forma de vetor cartesiano como: A = Axi + Ayj + Azk Há uma vantagem em escrever os vetores dessa maneira. pelo triângulo retângulo cinza-claro. k. simplificam-se as operações de álgebra vetorial. temos.

z. tem-se: Direção de um Vetor Cartesiano A orientação de A é definida pelos ângulos diretores coordenados α (alfa). Observe que cada um desses ângulos está entre 0° e 180°.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Esses números são conhecidos como cossenos diretores de A. y. medidos entre a origem de A e os eixos positivos x. β (beta) e γ (gama). Alessandro Leonardo da Silva INESP 18 Combinando-se essas duas equações. z localizados na origem de A. vamos considerar a projeção de A sobre os eixos x. y. independentemente da orientação de A. β e γ. Para determinamos α. Direção de um Vetor Cartesiano .

anel conforme a figura abaixo. mostrada na figura abaixo. como vetor cartesiano. 2 – Determine a intensidade e os ângulos diretores coordenados da força resultante que atua sobre o. como um vetor cartesiano. Alessandro Leonardo da Silva INESP 19 Exercícios: 1 – Expresse a força F . 3 – Expresse a força F1. 4 – Duas forças atuam sobre o gancho conforme mostrado na figura abaixo. mostrada na figura abaixo.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Especifique os ângulos diretores coordenados de F2 de modo que a força resultante FR atue ao longo do eixo positivo y e tenha intensidade de 800 N. .

Notas de aula de Mecânica Geral Prof. . Expresse cada força na forma vetorial cartesiana e determine a intensidade e os ângulos diretores coordenados da força resultante. 7 – A viga está sujeita às duas forças mostradas. Alessandro Leonardo da Silva INESP 20 5 – Determine a intensidade e os ângulos diretores coordenados da força resultante. 6 – Especifique os ângulos diretores coordenados de F1 e F2 e expresse cada força como um vetor cartesiano.

Alessandro Leonardo da Silva INESP 21 2.Vetor Cartesiano: r = (xB-xA)i + (yB-yA)j + (zB-zA)k . Determine seu comprimento e sua direção. 2 – Expresse o vetor posição r na forma cartesiana.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. como vetor cartesiano e determine sua direção. conforme mostrado na figura. Represente essa força. . que atua sobre o suporte A. 3– O homem mostrado na figura puxa uma corda com uma força de 70 lb. depois determine sua intensidade e os ângulos diretores coordenados.Vetor unitário: u = r/r Exercícios: 1 – Uma fita elástica está presa aos pontos A e B.Módulo do Vetor Cartesiano: r = (rxi2 + ryj2 + rkk2)1/2 .5 Vetor Posição . medidos de A para B.

determine os componentes da força exercida pelo cabo no parafuso B. determine o módulo da força resultante atuante em A. 6 – Uma torre de transmissão é sustentada por três cabos de sustentação ancorados por parafusos B. C e D.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Alessandro Leonardo da Silva INESP 22 4 – Uma marquise é suportada por cabos conforme mostrado na figura. C e D. determine os componentes da força exercida pelo cabo no parafuso D. . Se os cabos exercem forças FAB = 100 N e FAC = 120 N sobre o gancho colocado na parede em A. 5 – Uma torre de transmissão é sustentada por três cabos de sustentação ancorados por parafusos B. Se a tração no cabo AD é de 1260 N. Se a tração no cabo AB é de 2100 N.

5 – Vários cabos estão presos em A no topo de uma torre.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. . Encontre o módulo e os ângulos coordenados diretores da força resultante. β. a direção e o sentido da força resultante sabendo que θ = 50º. 2 – Determinar a intensidade e a direção da força resultante sabendo que F1 = 500 N e θ = 20º. Determine o ângulo θ formado entre os cabos AB e AC. Determine a intensidade e os ângulos diretores coordenados α. γ da força F1. Alessandro Leonardo da Silva INESP 23 Exercícios de Revisão: 1 – Determine a intensidade. 4 – Os cabos da figura são usados para sustentar a antena. 3 – O olhal da figura está sujeito às duas forças mostradas.

Alessandro Leonardo da Silva INESP 24 6 – Cada uma das quatro forças que atuam em E tem intensidade de 28 kN. Expresse cada força como um vetor cartesiano e determine a força resultante.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. .

2 – Determine o ângulo θ entre os dois vetores.6 Produto escalar: 1 – O tubo da figura está sujeito à força F = 80 lb.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. 4 – Determine o ângulo θ entre o eixo y do poste e o arame AB. Determine o ângulo θ entre F e o segmento BA do tubo. 3 – Determine o ângulo θ entre os lados da chapa triangular. . Alessandro Leonardo da Silva INESP 25 2.

7 Momento de uma força Define-se Momento como a tendência de uma força F fazer girar um corpo rígido em torno de um eixo fixo.1 e 2. Define-se o momento escalar do vetor F em relação a 0. O Momento depende do módulo de F e da distância (d) de F em ao eixo fixo. também chamada de braço de alavanca. No SI. o momento é expresso em newtons × metros (N × m). direção e sentido. Alessandro Leonardo da Silva INESP 26 2.7.1 Figura 2. d= distância perpendicular de 0 à linha de ação de F. Considere-se uma força F que atua em um corpo rígido fixo no ponto 0.1 Momento de um sistema de forças coplanares . 0 = pólo ou centro de momento. como sendo : Mo = × F d onde: Mo= momento escalar do vetor F em relação ao ponto 0.2 A força F é representada por um vetor que define seu módulo. Convenciona-se momento positivo se a força F tender a girar o corpo no sentido anti-horário e negativo. O vetor d é a distância perpendicular de 0 à linha de ação de F. Portanto.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. 2. Figura 2.2. se tender a girar o corpo no sentido horário. como indicado nas figuras 2. onde a força é expressa em newtons (N) e a distância em metros (m). O sentido de MO é definido pelo sentido de rotação imposto pelo vetor F. O momento MO é sempre perpendicular ao plano que contém o ponto 0.

. Figura 2.3 Exemplos: 1 .2 Teorema de Varignon Seja R a resultante do sistema de forças S. “O Momento da resultante de um sistema de forças em relação a um ponto é igual ao momento do sistema ou seja.. Em cada caso Ilustrado.. a soma algébrica dos Momentos de todas as forças componentes em relação ao mesmo ponto O”..A1).. à soma algébrica dos Momentos de cada força em relação ao mesmo ponto 0.3.(Fn. Observação: Cabe mencionar que muitas vezes o momento de uma força nem sempre provoca rotação. . 2. como se apresenta na figura 2.Notas de aula de Mecânica Geral Prof.Determine o momento da força em cada relação ao ponto O.7. Alessandro Leonardo da Silva INESP 27 Chama-se Momento de um sistema de forças coplanares S={(F1.An)} em relação ao ponto 0.

3 .3 Momento de um binário Duas forças F e –F que tenham o mesmo módulo. da Figura 2. 2. A soma das componentes das duas forças em . C e D. Alessandro Leonardo da Silva INESP 28 Figura 2.4 2 .4.5) Figura 2.7.Notas de aula de Mecânica Geral Prof.5 2. B.Determine os momentos da força de 800 N que atua sobre a estrutura em relação aos pontos A.Determine o momento resultante das quatro forças que atuam na haste em relação ao ponto O (Fig. linhas de ação paralelas e sentidos opostos formam um binário.

tendem a fazê-lo girar.7) Figura 2.6 2. Entretanto.Determine o momento de binário que atua sobre a estrutura de tubos.( Figura 2. composto por um par de forças que agem nos pontos A e B.Um binário atua nos dentes da engrenagem mostrada na Figura 2.7 . Alessandro Leonardo da Silva INESP 29 qualquer direção é zero. a soma dos momentos das duas forças em relação a um dado ponto não é zero. Apesar de as duas forças não transladarem o corpo no qual atuam. Exemplos: 1. O segmento AB está orientado em 30º abaixo do plano x –y.Notas de aula de Mecânica Geral Prof.6 substitua esse binário por um equivalente. Figura 2.

Um momento torsor de 4 N. Determine as forças F que os dois mancais criam no eixo.9 Exercícios: 1 . como mostra a ilustração. Alessandro Leonardo da Silva INESP 30 3.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Determine a intensidade do momento criado pela força em relação ao suporte em A. 2 . 4. de modo que o momento de binário resultante no rodízio seja nulo (Figura 2. respectivamente.O sistema de rodízio é submetido a dois binários. Decomponha esse momento de binário em um par de binários F exercido no cabo P atuando na lámina da ferramenta (Figura 2. são amarrados cabos AB e BC.9).8).m é aplicado ao cabo de uma chave de fenda. .8 Figura 2. Figura 2. determine o momento em relação a O da força resultante exercida sobre a árvore pelos cabos em B. Sabendo que as forças de tração nos cabos AB e BC são de 777 N e 990 N.Antes que o tronco de uma grande árvore venha a cair.O poste da figura esta sujeito a uma força de 60 N na direção de C para B.

Determine o momento de binário que atua sobre a estrutura de tubos mostrada na figura. O segmento AB está orientado em 30º abaixo do eixo x-y.Uma viga de 4. Alessandro Leonardo da Silva INESP 31 3 . .Notas de aula de Mecânica Geral Prof.80 m de comprimento está sujeita às três forças mostradas. Determine o momento da força em relação ao ponto A. 5 . 4 . Reduza o sistema de forças dado: a) Um sistema força-binário equivalente em A.Uma força de 200 N atua sobre o suporte mostrado na figura.

Alessandro Leonardo da Silva INESP 32 b) Um sistema força-binário equivalente em B. .Notas de aula de Mecânica Geral Prof.

Notas de aula de Mecânica Geral Prof. quando todas as forças externas podem ser reduzidas a uma força nula e a um binário nulo. 3. A melhor maneira de fazer isso é construindo o diagrama de corpo livre (DCL) para esse corpo. O diagrama é um esboço da forma do corpo. encontramse as condições necessárias e suficientes para o equilíbrio de um corpo rígido o espaço. isto é.1 Equilíbrio em duas dimensões Para uma aplicação bem-sucedida das equações de equilíbrio. Equilíbrio de um Corpo Rígido Nesta seção vamos a conhecer as condições necessárias e suficientes para o equilíbrio de um corpo rígido. ∑F = 0 ∑M 0 =0 As expressões acima definem as equações fundamentais de Estática. representado . Figura 3.1. Decompondo cada força e cada momento em suas componentes cartesianas.1 Um corpo rígido está em equilíbrio quando todas as forças externas que atuam sobre ele formam um sistema de forças equivalente a zero. Para isso considere o corpo rígido da Figura 3. é preciso uma completa especificação de todas as forças externas conhecidas e desconhecidas que atuam no corpo. Alessandro Leonardo da Silva INESP 33 3.

como um ‘corpo livre’ (Figura 3. Figura 3. Alessandro Leonardo da Silva INESP 34 isolado ou ‘livre’ dos elementos vizinhos.Notas de aula de Mecânica Geral Prof.2 a. Escolhendo os eixos x e y no plano da estrutura. 3. tem-se: para cada uma das forças aplicadas ao corpo rígido. então as seis equações de equilíbrio no espaço reduzem-se a: ∑F X =0 ∑F y =0 ∑M A =0 onde A é um ponto qualquer no plano da estrutura.2 As condições de equilíbrio de um corpo rígido simplificam-se consideravelmente no caso de uma estrutura bidimensional. Apoios ou vínculos são elementos que restringem os movimentos das estruturas e recebem a seguinte classificação: . Estas três equações podem ser resolvidas para um máximo de três incógnitas. b). isto é. O equilíbrio em duas dimensões é também conhecido como equilíbrio no plano. mas também é necessário conhecer como este corpo rígido está apoiado.2 Reações de Apoio Para o estudo do equilíbrio dos corpos rígidos não bastam conhecer somente as forças externas que agem sobre ele.

• Impede rotação. Alessandro Leonardo da Silva INESP 35 Apoio móvel • Impede movimento na direção normal (perpendicular) ao plano do apoio. Engastamento • Impede movimento na direção normal ao plano do apoio. • Permite rotação. . • Permite movimento na direção paralela ao plano do apoio. • Impede movimento na direção paralela ao plano do apoio.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. • Impede movimento na direção paralela ao plano do apoio.3 Tipos de Estruturas As estruturas são classificadas em função do número de reações de apoio ou vínculos que possuem. Exemplo: Viga de ferro 3. Cada reação constitui uma incógnita a ser determinada. Apoio fixo • Impede movimento na direção normal ao plano do apoio. • Permite rotação.

Alessandro Leonardo da Silva INESP 36 Para as estruturas planas. Um tipo de estrutura hiperestática está ilustrado na figura ao lado.ex. HA e MA. a sua deformabilidade incógnitas.3. As incógnitas são quatro: RA.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. p. No exemplo da estrutura da figura. RB. 3. como. 3.3.2 Estruturas isostáticas Estruturas isostáticas são aquelas cujo número de reações de apoio ou vínculos é igual ao número de equações fornecidas pelas condições de equilíbrio da Estática. As equações fundamentais da Estática não são suficientes para resolver as equações outras de equilíbrio. as incógnitas são três: RA.1 Estruturas hipostáticas Estruturas hipostáticas são aquelas cujo número de reações de apoio ou vínculos é inferior ao número de equações fornecidas pelas condições de equilíbrio da Estática. relativas todas São ao as necessárias condições comportamento da estrutura. As incógnitas são duas: RA e RB.3 Estruturas hiperestáticas Estruturas hiperestáticas são aquelas cujo número de reações de apoio ou vínculos é superior ao número de equações fornecidas pelas condições de equilíbrio da Estática.. Esta estrutura não possui restrição a movimentos horizontais.3. RB e HA. Exemplos: para determinar . suas incógnitas podem ser resolvidas somente pelas equações fundamentais da Estática. A figura ao lado ilustra um tipo de estrutura hipostática. a Estática fornece três equações fundamentais: ∑F X =0 ∑F y =0 ∑M A =0 3. Esta estrutura está fixa.

Despreze a espessura dela. como mostrado na Figura1.Determine a intensidade das reações na viga em A e B. (1000 lb = 1 kip (kilo-libra)) 4. 3. (Fig. Despreze o peso da viga em seus cálculos. A viga tem massa de 100 kg.Desenhe o diagrama de corpo livre e determine os componentes horizontal e vertical da reação para a viga carregada. como mostrada na Figura 2. Figura 1 Figura 2 2.A chave de boca mostrada na figura 5a e 5b é utilizada para apertar o parafuso em A.Desenhe o diagrama de corpo livre e determine os componentes horizontal e vertical da reação para a viga carregada.Determine as reações nos apoios em A e B da estrutura da Figura 3. Se a chave não gira quando a carga é aplicada ao seu cabo. Alessandro Leonardo da Silva INESP 37 1. . 4) Figura 4 Figura 3 5. determine o torque ou momento e a força da chave aplicados ao parafuso.Notas de aula de Mecânica Geral Prof.

o úmero H.O homem está puxando uma carga de 8 lb com um dos braços e segurando como mostra a figura 7. Despreze o peso do braço. exerce uma força normal Fc e FA no rádio C e no cúbito A. Despreze o peso do braço. 7.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. considerando liso. Figura 6 Figura 7 Exercícios de revisão: . A pedra tem centro de massa em G. como mostra a figura 6.Quando se segura uma pedra de 5 lb em equilíbrio. Determine a força FH exercida no osso úmero H e a tensão desenvolvida no músculo bíceps B. Determine essas forças e a força FB que o bíceps B exerce sobre o rádio para manter o equilíbrio. Alessandro Leonardo da Silva INESP 38 Figura 5 Figura 5 6.

3 – Substitua o sistema de forças que atua sobre a viga por uma força e momento equivalentes no ponto A. 4 – Determine os componentes horizontais e verticais das reações nos apoios.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Determine o menor contrapeso W que deve ser colocado em B para evitar que a plataforma tombe. Alessandro Leonardo da Silva INESP 39 1 – A estrutura da plataforma tem peso de 250 lb e centro de gravidade G1 e deve ser capaz de sustentar uma carga máxima de 400 lb colocada no ponto G2. 2 – Determine os componentes horizontais e verticais das reações nos apoios. .

Análise Estrutural 4.2 Estas treliças são utilizadas para sustentar o telhado do prédio de metal.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. O ponto de encontro das barras é chamado nó da treliça. A condição para que uma treliça de malhas triangulares seja isostática é: .1 Treliças 4. Alessandro Leonardo da Silva INESP 40 4.1). Note como os elementos se unem em um ponto comum de placa de reforço e como as travessas do telhado transmitem a carga aos nós Para se calcular uma treliça deve-se: a) determinar as reações de apoio. Os esforços externos são aplicados unicamente nos nós (Figura 4.1. Figura 4.1 Definição Treliça é toda estrutura constituída de barras ligadas entre si nas extremidades. quando todas as barras de uma treliça estão em um mesmo plano (Figura 2).1 Denomina-se treliça plana. b) determinar as forças nas barras. Figura 4.

Determine a força em cada elemento da treliça mostrada na figura ao lado. e indique se os elementos estão sob tração ou compressão. 4. ΣFy = 0 .Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Alessandro Leonardo da Silva INESP 41 2n = b +v onde: b = número de barras n = número de nós v = número de reações de apoio Adota-se como convenção de sinais: positivo barras tracionadas: negativo barras comprimidas: setas saindo do nó setas entrando no nó Os esforços nas barras das treliças podem ser resolvidos por métodos gráficos e analíticos. Um dos vários processos analíticos usuais é o Método do Equilíbrio dos Nós. devemos obter a força em cada um de seus elementos.1. é necessário primeiro desenhar o diagrama de corpo livre dos nós antes de aplicar as equações de equilíbrio. abaixo exemplificado. Ao utilizar o método dos nós. Solução: a) Diagrama de corpo livre b) Cálculo das reações de apoio Equação de equilíbrio das forças: ΣFx= 0.2 Método do equilíbrio dos nós Para analisarmos ou projetarmos uma treliça. Exemplos: 1 .

Considere que P1 = 800 lb e P2 = 400 lb (Figura 4. Nó B : Nó C : Nó A : 2- Determine em a força cada elemento da treliça mostrada na figura 4. As forças devem estar tracionando o nó (seta saindo). Considere que P1 = 600 lb e P2 = 400 lb. adotam-se como se fossem tracionadas.Determine a força em cada elemento da treliça e indique se esses elementos estão sob tração ou compressão. Como não se sabe a priori se as forças nas barras são de tração ou de compressão. Figura 4. Indique se os elementos estão sob tração ou compressão. o sentido da seta deve ser mudado. portanto.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Se o valor determinado for negativo. 4. Considere cada nó como um pino e determine a força em cada elemento. . significa que a barra está comprimida.4).5.3 DCL (Diagrama de Corpo Livre) 3. Indique se os elementos estão sob tração ou compressão.3. Alessandro Leonardo da Silva INESP 42 c) Cálculo das forças nas barras Iniciar a resolução pelo nó que tiver no máximo duas forças incógnitas.A treliça usada para sustentar uma sacada está sujeita ao carregamento mostrado na Figura 4.

Indique se os elementos estão sobre tração ou compressão. Considere que todos os nós estejam conectados por pinos.Utilizando o método dos nós. determine todos os elementos de força nula da treliça mostrada na figura. .Determinar as forças em cada uma das barras das treliças abaixo.4 Resultado FBA = 286 lb T FBC = 808 lb T FCA = 571 lb C Exercícios: 1 . FAD = 849 lb C FBD = 400 lb C FDC = 1400 lb T Figura 4.Notas de aula de Mecânica Geral Prof.5 Resultado FAB = 600 lb T FBC = 600 lb T FDE = 1600 lb C 2 . Alessandro Leonardo da Silva INESP 43 Figura 4.

Determine as forças nos elementos BC. Alessandro Leonardo da Silva INESP 44 3 . . 5 . CF e CD para a treliça da ponte e indique se eles estão sob tração ou compressão.Determine as forças nos elementos GF.Determinar as forças em cada uma das barras das treliças abaixo. 4 . HC e HG para a treliça da ponte e indique se eles estão sob tração ou compressão.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Indique se os elementos estão sobre tração ou compressão.

5 kN. 2 – Determine a força em cada elemento da treliça e indique se esses elementos estão sob tração ou compressão.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Considere que P1 = 2 kN e P2 = 1. 5. Alessandro Leonardo da Silva INESP 45 Exercícios de revisão: 1 – Determine a força em cada elemento da treliça e indique se esses elementos estão sob tração ou compressão. Considere que P1 = 500 lb e P2 = 100 lb. Características Geométricas de Figuras Planas .

A área é utilizada para a determinação das tensões normais (tração e compressão) e das tensões de transversais ou de corte.2 Momento Estático Momento de Inércia (I) Módulo de resistência (W) Raio de giração (i) . etc). Figura 5.1 ilustra uma barra reta de seção transversal constante. como de qualquer elemento estrutural dependem de grandezas chamadas tensões. as quais se distribuem ao longo das seções transversais de um corpo. O lado da barra que contém o comprimento (L) e a altura (h) é chamado de seção longitudinal e o que contém a largura (b) e a altura (h) é chamado de seção transversal. triângulos. Daí vem a necessidade de se conhecer claramente as características ou propriedades das figuras geométricas que formam essas seções transversais. chamada barra prismática.1 Barra prismática As principais propriedades geométricas de figuras planas são: Área (A) Momento estático (M) Centro de gravidade (CG) 5. Alessandro Leonardo da Silva INESP 46 O dimensionamento e a verificação da capacidade resistente de barras.Notas de aula de Mecânica Geral Prof.1 Área A área de uma figura plana é a superfície limitada pelo seu contorno. A unidade de área é [L]2 (unidade de comprimento ao quadrado). a área pode ser obtida aproximando-se a forma real pela justaposição de formas geométricas de área conhecida (retângulos. 5. Para contornos complexos. A Figura 5.

O Momento Estático de uma superfície composta por várias figuras conhecidas é a somatória dos Momentos Estáticos de cada figura. x + M 2. M x = y ⋅ dA e M y = x ⋅ dA Momento Estático de uma superfície plana é definido como a somatória de todos os momentos estáticos dos elementos de superfície que formam a superfície total. O Momento Estático é utilizado para a determinação das tensões transversais que ocorrem em uma peça submetida à flexão. Alessandro Leonardo da Silva INESP 47 Analogamente à definição de momento de uma força em relação a um eixo qualquer. x = y CG3 ⋅ A3 M x = M 1.3 Centro de Gravidade . x = y CG 2 ⋅ A2 M 3. Exemplo: Determinar o Momento Estático das figuras abaixo: M 1. x 5. x − M 2. defini-se Momento Estático (M) de um elemento de superfície como o produto da área do elemento pela distância que o separa de um eixo de referência. M x = ∫ ydA A e M y = ∫ xdA A A unidade do Momento Estático é área é [L]× [L]2 = [L]3. x + M 3. x = y CG1 ⋅ A1 M 2.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. x Elemento vazado M x = M 1.

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Se um corpo for dividido em partículas mínimas, estas ficam sujeitas à ação da gravidade, isto é, em todas estas partículas está aplicada uma força vertical atuando de cima para baixo. A resultante de todas estas forças verticais e paralelas entre si, constitui o peso do corpo. Mesmo mudando a posição do corpo aplicando-lhe uma rotação, ele permanecerá sempre sujeito à ação da gravidade. Isto significa que as forças verticais girarão em relação ao corpo, mas continuaram sempre paralelas e verticais. O ponto onde se cruzam as resultantes dessas forças paralelas, qualquer que seja a posição do corpo, chama-se Centro de Gravidade (CG). Portanto, atração exercida pela Terra sobre um corpo rígido pode ser representada por uma única força P. Esta força, chamada peso do corpo, é aplicada no seu baricentro, ou cento de gravidade (CG). O centro de gravidade pode localizar-se dentro ou fora da superfície. O centro de gravidade de uma superfície plana é, por definição,
My A =

o

ponto

de
y CG = Mx 1 = ∫ y ⋅ dA A AA

coordenadas:
xCG = 1 x ⋅ dA A∫ A

onde: xCG = distância do CG da figura até o eixo y escolhido arbitrariamente; yCG = distância do CG da figura até o eixo x escolhido arbitrariamente; Mx = momento estático da figura em relação ao eixo x; My = momento estático da figura em relação ao eixo y; A = área da Figura.

Centro de gravidade de áreas compostas por várias figuras

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O centro de gravidade de uma superfície composta por várias figuras, é expresso por:

x CG =

∑A ⋅x
i =1 i

n

i

∑A
i =1 n i =1 i

n

i

y CG =

∑A ⋅y ∑A
i =1 n i

i

Centro de gravidade de algumas figuras planas

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Exemplos:

Notas de aula de Mecânica Geral Prof. determine os momentos de primeira ordem em relação aos eixos x e y e a localização do centróide. Alessandro Leonardo da Silva INESP 51 1 – Determine o centro de gravidade da figura composta abaixo: 2 – Para a superfície plana mostrada. 3 – Determine o centróide das superfícies planas mostradas: 5.4 Forças Distribuídas .

Ação da pressão hidrostática.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Considerando tratar-se de um corpo rígido. por exemplo. Ação do vento (pressão).. Cargas Distribuídas em Vigas . a ação da pressão hidrostática sobre superfícies submersas. a ação da gravidade pode ser substituída pela ação da sua resultante – o peso P do corpo. Substituição pela resultante. etc. O mesmo se passa com outras forças distribuídas como. aplicada no centro de gravidade do corpo.. a ação do vento sobre uma superfície. Alessandro Leonardo da Silva INESP 52 Generalidades A atração da Terra sobre um determinado corpo é constituída por um sistema de forças distribuídas aplicadas em cada partícula do corpo.

. Podemos. substituir a carga distribuída pela sua resultante aplicada na sua linha de ação. Intensidade da Força Resultante: Localização da Força Resultante: . Essa intensidade é medida em N/m ou lb/pé. ao peso dos elementos estruturais e não estruturais restantes.. à ação do vento. etc. Alessandro Leonardo da Silva INESP 53 As vigas estão habitualmente sujeitas a uma função de carregamento w = f(x) – devido ao próprio peso. para efeito do equilíbrio global.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. – que indica a intensidade de cargas ao longo do comprimento de um elemento de sustentação.

. triângulos. a intensidade desta carga única é igual à área da superfície sob a curva de carregamento e a sua linha de ação passa pelo centróide do carregamento”.Determine a intensidade e a localização da força resultante equivalente que atua no eixo mostrado na figura. cargas distribuídas complexas devem ser divididas nas superfícies de formas usuais conhecidas (retângulos. 2 . Se necessário pode-se ainda reduzir o sistema de forças equivalentes a uma força única equivalente. Sempre que possível.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. círculos). A força resultante é equivalente à área sob o diagrama das cargas distribuídas e tem uma linha de ação que passa pelo centróide ou centro geométrico dessa área. Cada uma dessas superfícies pode então ser substituída por uma força única equivalente. Alessandro Leonardo da Silva INESP 54 Conclusão: “uma carga distribuída atuante numa viga pode ser substituída por uma carga concentrada.Para a viga e o carregamento mostrados nas figuras determine a intensidade da força resultante da carga distribuída e as reações de apoio da viga. Exemplos: 1 .

Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Alessandro Leonardo da Silva INESP 55 Exercícios: 1 – Determine a intensidade e a localização da força resultante equivalente que atua no eixo mostrado na figura. 2 – Para a viga e o carregamento mostrados nas figuras determine a intensidade da força resultante da carga distribuída e as reações de apoio da viga. .

Alessandro Leonardo da Silva INESP 56 Exercícios de revisão: 1 .Determine a força resultante e especifique onde ela atua sobre a viga em relação a A. .Notas de aula de Mecânica Geral Prof.

maior a sua resistência.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. a resistência da peça. I y = ∫ x 2 dA A x O momento de inércia é uma característica geométrica importantíssima no dimensionamento dos elementos estruturais. 3 . em valores numéricos. I x = ∫ y 2 dA A dA y A unidade do momento de inércia é [L]2×[L]2=[L]4 .5 Momento de Inércia O momento de inércia de uma superfície plana em relação a um eixo de referência é definido como sendo a integral de área dos produtos dos elementos de área que compõem a superfície pelas suas respectivas distâncias ao eixo de referência. elevadas ao quadrado.Determine a localização do centróide da área mostrada na figura. 5. Quanto maior for o momento de inércia da seção transversal de uma peça. pois fornece. Determine a localização do centro de gravidade G para a parede.A barragem de gravidade é feita de concreto. Alessandro Leonardo da Silva INESP 57 2 . y .

I y CG = momento de inércia da figura em relação ao eixo y CG que passa pelo CG da figura. .Notas de aula de Mecânica Geral Prof. I x = I 1. Alessandro Leonardo da Silva INESP 58 Propriedade: O momento de inércia total de uma superfície é a somatória dos momentos de inércia das figuras que a compõe. acrescido do produto da área (A) pelo quadrado da distância que separa os dois eixos. Translação de eixos (Teorema de Steiner) O momento de inércia de uma superfície em relação a um eixo qualquer é igual ao momento de inércia em relação ao eixo que passa pelo seu centro de gravidade. x Exemplo 1: Determinar o momento de inércia da superfície em relação ao eixo x. I y = momento de inércia da figura em relação ao eixo x. I x = I xC G + A ⋅ y 2 C G I y = I yCG + A ⋅ x 2 CG Onde: I x = momento de inércia da figura em relação ao eixo y. x + I 2. I x CG = momento de inércia da figura em relação ao eixo x CG que passa pelo CG da figura. x + I 3. x CG = distância do eixo y até o eixo y CG .

Alessandro Leonardo da Silva INESP 59 y CG = distância do eixo x até o eixo x CG .Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Exemplo 2: Determine o momento de inércia das seguintes figuras compostas. .

Para o retângulo.6 Módulo Resistente Define-se módulo resistente de uma superfície plana em relação aos eixos que contém o CG como sendo a razão entre o momento de inércia relativo ao eixo que passa pelo CG da figura e a distância máxima entre o eixo e a extremidade da seção estudada. onde: ICG = momento de inércia da peça em relação ao CG da figura x.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. y = distância entre o eixo do CG da figura e a extremidade da peça. Alessandro Leonardo da Silva INESP 60 5. [ L] 4 = [ L]3 A unidade do módulo resistente é [ L] O módulo resistente é utilizado para o dimensionamento de peças submetidas à flexão. tem-se: .

O raio de giração é utilizado para o estudo da flambagem. I A h/2 i= cm 4 = cm cm 4 b Características Geométricas de algumas figuras conhecidas .7 Raio de Giração CG . Alessandro Leonardo da Silva INESP 61 h/2 5. A unidade do raio de giração é o comprimento.Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Define-se raio de giração como sendo a raiz quadrada da relação entre o momento de inércia e a área da superfície.

Alessandro Leonardo da Silva INESP 62 Momentos de Inércia das figuras básicas .Notas de aula de Mecânica Geral Prof.

Notas de aula de Mecânica Geral Prof. Alessandro Leonardo da Silva INESP 63 .

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