Apostila Texto e Gramática 4. Conteúdo Programático 4.1 Conceitos teóricos básicos VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS 4.1.

1 O modo de falar do brasileiro Alfredina Nery* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação Toda língua possui variações linguísticas. Elas podem ser entendidas por meio de sua história no tempo (variação histórica) e no espaço (variação regional). As variações linguísticas podem ser compreendidas a partir de três diferentes fenômenos: 1) Em sociedades complexas convivem variedades linguísticas diferentes, usadas por diferentes grupos sociais, com diferentes acessos à educação formal; note que as diferenças tendem a ser maiores na língua falada que na língua escrita; 2) Pessoas de mesmo grupo social expressam-se com falas diferentes de acordo com as diferentes situações de uso, sejam situações formais, informais ou de outro tipo; 3) Há falares específicos para grupos específicos, como profissionais de uma mesma área (médicos, policiais, profissionais de informática, metalúrgicos, alfaiates, por exemplo), jovens, grupos marginalizados e outros. São as gírias e jargões. Assim, além do português padrão, há outras variedades de usos da língua cujos traços mais comuns podem ser evidenciados abaixo. Uso de “r” pelo “l” em final de sílaba e nos grupos consonantais: pranta/planta; broco/bloco. Alternância de “lh” e “i”: muié/mulher; véio/velho. Tendência a tornar paroxítonas as palavras proparoxítonas: arve/árvore; figo/fígado. Redução dos ditongos: caxa/caixa; pexe/peixe. Simplificação da concordância: as menina/as meninas. Ausência de concordância verbal quando o sujeito vem depois do verbo: “Chegou” duas moças. Uso do pronome pessoal tônico em função de objeto (e não só de sujeito): Nós pegamos “ele” na hora. Assimilação do “ndo” em “no”( falano/falando) ou do “mb” em “m” (tamém/também). Desnasalização das vogais postônicas: home/homem. Redução do “e” ou “o” átonos: ovu/ovo; bebi/bebe. Redução do “r” do infinitivo ou de substantivos em “or”: amá/amar; amô/amor. Simplificação da conjugação verbal: eu amo, você ama, nós ama, eles ama. Variações regionais: os sotaques Se você fizer um levantamento dos nomes que as pessoas usam para a palavra "diabo", talvez se surpreenda. Muita gente não gosta de falar tal palavra, pois acreditam que há o perigo de evocá-lo, isto é, de que o demônio apareça. Alguns desses nomes aparecem em o "Grande Sertão: Veredas", Guimarães Rosa, que traz uma linguagem muito característica do sertão centro-oeste do Brasil: Demo, Demônio, Que-Diga, Capiroto, Satanazim, Diabo, Cujo, Tinhoso, Maligno, Tal, Arrenegado, Cão, Cramunhão, O Indivíduo, O Galhardo, O pé-de-pato, O Sujo, O Homem, O Tisnado, O Coxo, O Temba, O Azarape, O Coisa-ruim, O Mafarro, O Pé-preto, O Canho, O Duba-dubá, O Rapaz, O Tristonho, O Não-sei-que-diga, O Que-nunca-se-ri, O sem gracejos, Pai do Mal, Terdeiro, Quem que não existe, O Solto-Ele, O Ele, Carfano, Rabudo. Drummond de Andrade, grande escritor brasileiro, que elabora seu texto a partir de uma variação linguística relacionada ao vocabulário usado em uma determinada época no Brasil. Antigamente "Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito

prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio." Como escreveríamos o texto acima em um português de hoje, do século 21? Toda língua muda com o tempo. Basta lembrarmos que do latim, já transformado, veio o português, que, por sua vez, hoje é muito diferente daquele que era usado na época medieval. Língua e status Nem todas as variações linguísticas têm o mesmo prestígio social no Brasil. Basta lembrar de algumas variações usadas por pessoas de determinadas classes sociais ou regiões, para percebers que há preconceito em relação a elas. Veja este texto de Patativa do Assaré, um grande poeta popular nordestino, que fala do assunto: O Poeta da Roça Sou fio das mata, canto da mão grossa, Trabáio na roça, de inverno e de estio. A minha chupana é tapada de barro, Só fumo cigarro de paia de mío. Sou poeta das brenha, não faço o papé De argun menestré, ou errante cantô Que veve vagando, com sua viola, Cantando, pachola, à percura de amô. Não tenho sabença, pois nunca estudei, Apenas eu sei o meu nome assiná. Meu pai, coitadinho! Vivia sem cobre, E o fio do pobre não pode estudá. Meu verso rastero, singelo e sem graça, Não entra na praça, no rico salão, Meu verso só entra no campo e na roça Nas pobre paioça, da serra ao sertão. (...) Você acredita que a forma de falar e de escrever comprometeu a emoção transmitida por essa poesia? Patativa do Assaré era analfabeto (sua filha é quem escrevia o que ele ditava), mas sua obra atravessou o oceano e se tornou conhecida mesmo na Europa. Leia agora, um poema de um intelectual e poeta brasileiro, Oswald de Andrade, que, já em 1922, enfatizou a busca por uma "língua brasileira". Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. Uma certa tradição cultural nega a existência de determinadas variedades linguísticas dentro do país, o que acaba por rejeitar algumas manifestações linguísticas por considerá-las deficiências do usuário. Nesse sentido, vários mitos são construídos, a partir do preconceito linguístico. *Alfredina Nery Professora universitária, consultora pedagógica e docente de cursos de formação continuada para professores na área de língua/linguagem/leitura. Fonte: http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u60.jhtm Variações Linguísticas A linguagem é a característica que nos difere dos demais seres, permitindo-nos a oportunidade de expressar sentimentos, revelar conhecimentos, expor nossa opinião frente

aos assuntos relacionados ao nosso cotidiano, e, sobretudo, promovendo nossa inserção ao convívio social. E dentre os fatores que a ela se relacionam destacam-se os níveis da fala, que são basicamente dois: O nível de formalidade e o de informalidade. O padrão formal está diretamente ligado à linguagem escrita, restringindo-se às normas gramaticais de um modo geral. Razão pela qual nunca escrevemos da mesma maneira que falamos. Este fator foi determinante para a que a mesma pudesse exercer total soberania sobre as demais. Quanto ao nível informal, este por sua vez representa o estilo considerado “de menor prestígio”, e isto tem gerado controvérsias entre os estudos da língua, uma vez que para a sociedade, aquela pessoa que fala ou escreve de maneira errônea é considerada “inculta”, tornando-se desta forma um estigma. Compondo o quadro do padrão informal da linguagem, estão as chamadas variedades linguísticas, as quais representam as variações de acordo com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada. Dentre elas destacam-se: Variações históricas: Dado o dinamismo que a língua apresenta, a mesma sofre transformações ao longo do tempo. Um exemplo bastante representativo é a questão da ortografia, se levarmos em consideração a palavra farmácia, uma vez que a mesma era grafada com “ph”, contrapondose à linguagem dos internautas, a qual fundamenta-se pela supressão do vocábulo. Analisemos, pois, o fragmento exposto: Antigamente “Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio." Carlos Drummond de Andrade Comparando-o à modernidade, percebemos um vocabulário antiquado. Variações regionais: São os chamados dialetos, que são as marcas determinantes referentes a diferentes regiões. Como exemplo, citamos a palavra mandioca que, em certos lugares, recebe outras nomenclaturas, tais como: macaxeira e aipim. Figurando também esta modalidade estão os sotaques, ligados às características orais da linguagem. Variações sociais ou culturais: Estão diretamente ligadas aos grupos sociais de uma maneira geral e também ao grau de instrução de uma determinada pessoa. Como exemplo, citamos as gírias, os jargões e o linguajar caipira. As gírias pertencem ao vocabulário específico de certos grupos, como os surfistas, cantores de happy, tatuadores, entre outros. Os jargões estão relacionados ao profissionalismo, caracterizando um linguajar técnico. Representando a classe, podemos citar os médicos, advogados, profissionais da área de informática, dentre outros. Vejamos um poema e o trecho de uma música para entendermos melhor sobre o assunto: Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió

o baiano.Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. ver Schwarzneger E também o Van Damme.htm VARIANTES LINGUÍSTICAS Variantes Uma língua nunca é falada de maneira uniforme pelos seus usuários: ela está sujeita a muitas variações.de região para região: o carioca. Quanta alegria. Não vejo a hora de descer dos andaime. O modo de falar uma língua varia: . Quando eu estou no trabalho. (Dinho e Júlio Rasec. encarte CD Mamonas Assassinas. . Até que “tava” gostoso. . Esse tal Chopis Centis é muito legalzinho.com/gramatica/variacoes-linguisticas. A gente fomos no shopping Pra “mode” a gente lanchar. com um tal de gergelim. Comi uns bicho estranho. o paulista e o gaúcho falam de maneiras nitidamente distintas. Oswald de Andrade CHOPIS CENTIS Eu “di” um beijo nela E chamei pra passear. Pra pegar um cinema. mas eu prefiro aipim.) Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www.de época para época: o português de nossos antepassados é diferente do que falamos hoje. 1995.brasilescola. Pra levar a namorada e dar uns “rolezinho”. A minha felicidade é um crediário nas Casas Bahia. Quanta gente.

há outras variações.checar problemas ligados à acentuação. Há muitas formas de dizer que não perturbam em nada a comunicação. Como se sabe. a mais adequada a cada contexto. Diante de tantas variantes lingüísticas.observar o verbo em três níveis: . sob o ponto de vista do conteúdo. mas afetam a imagem social do falante. embora não contenha nenhum absurdo. . Costuma-se distinguir o português das pessoas mais prestigiadas socialmente (impropriamente chamada de fala culta ou norma culta) e o das pessoas de grupos sociais menos prestigiados (a fala popular ou norma popular). reconhecendo a sua utilidade para criar variados efeitos de sentido: caracterizar personagens no interior de um texto narrativo. No português atual. uma frase como “o povo exageram”. . Nada impede que. é inevitável perguntar qual delas é a correta. Usar o português rígido. numa situação descontraída da comunicação oral é falar de modo inadequado. em casa e em outras situações informais.o uso da forma adequada à sua função sintática. fala bem aquele que se mostra capaz de escolher a variante adequada a cada situação e consegue o máximo de eficiência dentro da variante escolhida. deprecia a imagem do falante.a regência. próprio da língua escrita formal. o coletivo. Um professor universitário ou um juiz falam de um modo na faculdade ou no tribunal e de outro numa reunião de amigos. é inadequado em situação formal usar gírias. à crase e à grafia de palavras problemáticas (especialmente aquelas que têm grafias semelhantes). artificial. há uma aproximação máxima entre língua e etiqueta social. Uma frase como “o povo exageram” tem o mesmo sentido que “o povo exagera”. Os vestibulares tradicionais.de situação para situação: cada uma das variantes pode ser falada com mais cuidado e vigilância (a fala formal) e de modo mais espontâneo e menos controlado (a fala informal). . a língua escrita e oral. estabelecer relações de intimidade entre os falantes. etc. Quando se fala das variantes. postulando como falar correto apenas aquele que corresponde às normas da linguagem culta e formal. quando tratam das variantes. a gíria própria de faixas etárias diferentes..a colocação. termos chulos. Além dessas. Para resolver essas chamadas questões de correção de frases. Nesse particular.a conjugação. mas sim. ridicularizar pessoas que as utilizam inadequadamente.observar os pronomes em dois níveis: . pedante. Resposta: não existe a mais correta em termos absolutos. Houve mesmo época em que o “chique” era a concordância com o conteúdo. Os vestibulares inovadores exploram as variantes lingüísticas de uma maneira bem mais apropriada. quase só se preocupam com o que chamam de correção gramatical. o modo de falar de grupos profissionais. por exemplo. desrespeitosos.a concordância. Por outro lado. Hoje. é aconselhável adotar os seguintes cuidados: .de grupo social para grupo social: pessoas que moram em bairros chamados nobres falam diferente dos que moram na periferia. . é sempre plural. mesmo na forma singular. . é preciso não perder de vista que a língua é um código de comunicação e também um fato com repercussões sociais. Soa como pretensioso. a concordância é com a forma. . como. fugir afinal das normas típicas dessa situação. . mande o verbo para o plural. Dessa maneira.

Na hora das perguntas (suposta interação com os participantes). As perguntas eram feitas com esmero entre gaguejos e cuidados. de mais idade. ele era uma pessoa importante. solicitando.mundovestibular.. porque ele não se denominou como tal. VIÇOSA) — Suponha um aluno se dirigindo a um colega de classe nestes termos: “Venho respeitosamente solicitar-lhe se digne emprestar-me o livro. Retórico. (U. Pairava no ar seriedade e admiração. No final da palestra. Certamente. formado em Praga entre as décadas de 50 e 60. Outro dia assisti a duas palestras sobre design. PERNAMBUCO) — Observe os inconvenientes linguísticos e reescreva a frase de forma que atenda à norma-padrão: Convidamos aos professores para que dê início as discursões dos assuntos em palta.com. seu português demarcou o tom. Na primeira. Na segunda.observar se as palavras estão empregadas na sua forma e no seu sentido correto.br/articles/413/1/VARIANTESLINGUISTICAS/Paacutegina1. pele alva. com balés de Mozart. e) vai ao Maracanã de chinelo e bermuda. Embora tenha fugido da . de fato. afinal. Digo arte. O primeiro. com peças de Chekov e Beckett. A questão que segue é um bom exemplo de proposta de correção lingüística no estilo tradicional. elegante. F. suas respostas evasivas eram tomadas com admiração.html 4. um sócio de uma empresa de Web Design. porque os perguntadores estavam inibidos. um instrumento de poder.2 Correção e adequação linguística A língua é. seu português impecável contribuiu para que se tornasse um renomado cenógrafo que já trabalhou com músicos importantíssimos. O que me marcou nas palestras foram as marcas pessoais no contraste lingüístico dos palestrantes. Seu espaço foi delimitado pelo seu discurso. um renomado cenógrafo.1. c) vai à praia de terno e gravata. F. vivenciou crises históricas.: Convidamos os professores para que dêem início às discussões dos assuntos em pauta. Enquanto os slides eram exibidos. comentários sobre o uso de certas variantes e propondo comparações entre elas. R. Digo artista porque se cobriu de uma aura artística.” A atitude desse aluno se assemelha à atitude do indivíduo que: a) comparece ao baile de gala trajando “smoking”. fiquei extasiado com o cenógrafo. d) põe terno e gravata para ir falar na Câmara dos Deputados. b) vai à audiência com uma autoridade de “short” e camiseta. como na questão que segue. um artista da técnica de criar arte para a web. Sua formação incluiu os grandes artistas da história. seus trabalhos eram famosos. (U. Por: Curso Anglo Fonte: http://www. o silêncio denotava o respeito ao seu trabalho e à sua qualificação. por exemplo. o seu português foi aprendido nas melhores escolas. Os vestibulares modernos exploram as variantes de maneira diferente. tintura alourada no cabelo. um verdadeiro artista da técnica de criar cenários famosos. já ultrapassada desde o Modernismo.

ainda que não oficiais. em minha opinião. Se a gramática não existe para exibir a forma correta de se escrever ou falar. um erro gramatical não consistiria erro e isso seria ilógico. Mas não pretendo aqui defender um ou outro. em ambas. cabelo liso e bem preto. foi deixando o seu recado.blogs. porém. Fonte: http://simplificandoalingua. Não estudou na Europa e sua formação na ESPM não mereceu muita dedicação à língua portuguesa. Porém. há uma em que todos esses ramos se baseiam a que todos se referem formalmente como Norma Culta ou Padrão. “criente potencial”. quando as perguntas começaram. No final. O segundo. para que existe? No âmbito da linguagem. como formas de linguagem. da Norma Culta ou Padrão A fala e a escrita.3 Norma padrão e norma culta (outros registros) Da Gramática. . Sendo erro a falha da linguagem. mas por motivo diverso do do cenógrafo: por sua capacidade de clareza e transmissão do conteúdo de forma eficiente. “baita criente”. Serve apenas para destacar uma questão básica: o preconceito lingüístico. nesse ponto. que mantém os participantes distantes para que o centro das atenções seja ocupado somente por ele (um verdadeiro aprendizado do poder pela linguagem). materiais e modos de se construir design) e ter feito apenas sua autopromoção. Essa história que trago aqui é meramente ilustrativa. “tu fica”. Cada ramo desses possui sua própria gramática.sapo. Mais de 15 anos de escolaridade. função de comunicar o que se quer comunicar. a gramática é equiparada ao código. assim. brasileiro que mais parecia inca. ganhou prêmios de design para a web. Enquanto a platéia ria do segundo para sair de sua mediocridade e se aproximar do status do primeiro (pensavam que. todas as curiosidades foram satisfeitas sem rodeios. Usando a língua portuguesa como exemplo. quando essa não cumpre sua função. Em meio a sua apresentação carregada de “tu vai”. foi aplaudido de pé. estão sujeitas ao erro. para o outro.1. Mais de 15 anos de escolaridade. Não foi aplaudido de pé.pt/arquivo/1054713. Fiquei extasiado com o web designer. pele bem morena. não serviram nem como contribuição para uma leitura crítica dos discursos subjacentes. uma vez que. serviu para demarcar o lugar de uma soberba. para a platéia. Não fossem as premiações. ora mobilizados no ato das apresentações. Todos no Brasil ou fora estudam ou deveriam estudar essa Norma em sua forma mais unificada possível e. houve uma avalanche. Seu português era péssimo e provocou risos escusos. Já trabalhava com design antes de entrar para o mercado da internet. apesar dessas outras gramáticas. não serviram sequer para o aprimoramento do seu repertório verbal. jamais teria sido chamado a palestrar.proposta do ciclo de palestras (apresentar os recursos. ambos se apresentaram inadequadamente. empolada e arrogante. Todas as dúvidas foram dirimidas com precisão. muito mais jovem. seriam classificados como este). Mais de 15 anos de escolaridade. A falta de silêncio denotava o pouco caso à sua qualificação.html 4. para um. qual possui ramos em diversas localidades no mundo e mesmo em diversas localidades no Brasil.

ou seja. pois passam a quem ouve a impressão de total falta de escolaridade de parte de seu autor. não são muitos os desvios admitidos.com. também se use o padrão linguístico adequado para as diferentes situações de comunicação social. Usá-la corretamente indica certo grau de estudo dele e. sem grandes traumas.por todos o fazerem. deve-se procurar usar a forma gramatical mais correta da Norma Culta para que a mensagem seja recebida por todos sem qualquer falha na comunicação. para que qualquer texto destinado a essa universalidade de portugueses.br/existe-diferenca-entre-norma-culta-e-padrao- . o que é pior. embora exista. É a história do “vale o que está escrito”. “Me passe o arroz” e “Não te falei que você iria conseguir?”. tanto porque o falante tem mais tempo para se pronunciar de forma refletida como porque a escrita é supervalorizada na nossa cultura. usos próprios do padrão formal empregados na língua oral costumam parecer forçados ou artificiais no falar despreocupado do dia-a-dia e configuram o que se chama de preciosismo. evita-as na escrita. o remetente pode alterá-la ou modificá-la. porém. Contudo. Padrão coloquial – É a versão oral da língua culta e. E para isso se deve usar o código mais apropriado. de gramáticas. Tudo se resume à mensagem e ao destinatário.com. É a língua das pessoas elitizadas. Mas quando o destinatário for um público diverso demais. de modo geral. essa Norma tem um valor de unificar a língua. como (fazem) os romanos”. recebam a mensagem. flexões do mais-que-perfeito do indicativo – “Eu ainda não entrara no Banco quando aquilo aconteceu” e. inadmissíveis na língua escrita. Já em ambiente inculto seriam apropriadas: é a história de “Em Roma. ouvir-se certos empregos do pronome oblíquo – “Ainda não o vimos por aqui” -. O falante culto. num bate-papo. *Mesóclise: É a colocação do pronome quando o verbo se encontra no futuro simples do presente ou no futuro simples do pretérito do indicativo. para o bem da mensagem. Fonte: coloquial/ http://www. tem consciência dessa distinção e ao mesmo tempo em que usa naturalmente as construções acima na comunicação oral. construções como “Ainda não vi ele”. Mas isso é assunto para outro texto. a próclise. É esse poder nessas condições que se configura a liberdade poética. na linguagem coloquial. É o caso de.agitapirenopolis. O código qual o destinatário tenha maior facilidade de compreensão. Essa linguagem é mais elaborada. Moral da história: assim como se usa traje apropriado para cada situação social. a sua imagem é muito importante.br/teorialiteraria/980084 Existe diferença. admitem-se. Construções como “Nóis foi na fazenda” (o “na” ainda seria tolerado) e “Ele pagou dois milhão pelos boi” são impensáveis na boca de um falante culto em ambiente culto. tendo sempre em mente o bem da mensagem e a compreensão mais correta dela pelo destinatário. como se disse. desde que não haja palavras que exerçam atração sobre ele. a permissividade com relação às “transgressões” é pequena. Ela comporta dois padrões: o formal e o coloquial: Padrão formal – É o modelo culto utilizado na escrita. a margem de afastamento dessas regras é estreita e.recantodasletras. entre Norma Culta e Padrão Coloquial? 3 de maio de 2011 Norma culta é uma modalidade linguística escolhida pelos falantes escolarizados de uma sociedade como modelo de comunicação verbal. que segue rigidamente as regras gramaticais. como em “Você verse-ia em maus lençóis se continuasse a insistir naquilo”. Entretanto. Portanto é aconselhável seguir a Norma. tem um pouco mais de liberdade e está menos presa à rigidez das regras gramaticais. Outro ponto sobre a importância da Norma Culta ou Padrão é o status que ela garante ao remetente. Assim. o uso da mesóclise*. Por outro lado. por ser mais livre e espontânea. Fonte: http://www. e muitas formas peculiares da norma popular são condenadas mesmo na linguagem oral.

nada o impede. relate-me. Você.recantodasletras. antecipadamente. Qualquer discussão sobre essa questão deve ser feita em outro plano. cujo termo em questão era: mussarela ou muçarela.®Sérgio. ou ainda muzarela. não pertencem. Dizia-se surpreso. morzarela. Se você encontrar erros (inclusive de português).4. [.br/gramatica/1812926 . uma das questões de língua portuguesa pedia aos candidatos que assinalassem a frase correta. achava que fosse com [ss]. bom número de candidatos errou a questão por seguirem o uso popular de uma palavra. Essa é a determinação. ao nosso idioma.uma espécie de dicionário que lista as palavras reconhecidas oficialmente como pertencentes à língua portuguesa – é a autoridade oficial para nos dizer como “tal” palavra dever ser escrita e falada. mesmo que nos pareçam corriqueiros e batidos. como é o caso do professor de língua portuguesa da USP. constava que a frase correta era: O atacante Ronaldo. como não é demais insistir nos textos e lições sobre as dúvidas de nossa Língua. e ponto final. ou vestibular. Muçarela com [ç]? Tal fato causou indignação em muitos candidatos e criou grande polêmica gramatical na cidade. qualquer comentário. os cânones gramaticais. A começar pelos estabelecimentos comerciais que trabalham com a pizza. E por que o uso popular tradicionalizou o termo “mussarela”? Acredita-se que seja por estar mais próximo do termo de origem mozzarella. provavelmente estranharia se lesse nos cardápios pizza muçarela. mas não esqueça que em um concurso ou vestibular quem prevalece é a muçarela com [ç]. e isso. as formas: moçarela. Portanto. ____________________ Para copiar este texto: selecione-o e tecle Ctrl + C. Autor do livro "Gramática do Português Culto Falado no Brasil. você estará cometendo um erro. que estranhou a grafia da palavra com "ç". mussarela. em um concurso público.com. vai encontrar como formas corretas: mozarela. continuará prevalecendo nos cardápios e no uso popular.. o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) . muzzarela. Agradeço a leitura e. Sendo “muçarela” o termo “abrasileirado”. Ataliba Castilho. Mussarela. oficialmente.1. em um concurso.4 Confrontação entre normas e usos MUÇARELA OU MUSSARELA? ___________________________________________ Vícios de Linguagem Recentemente. não se admite. mas diante da norma gramatical. O VOLP é editado periodicamente pela Academia Brasileira de Letras (ABL). O que vale é a norma culta. mozzarela. pois sempre escreveu e leu desse jeito. Se você consultar o VOLP. ou mozarela. Mas.] é incapaz de resistir a uma pizza de muçarela.. murzarela. Não foram poucos os candidatos que entraram com recurso na prefeitura para reclamar dessa questão da prova. No gabarito do concurso. Veja você. mossarela. Porém. Esse confronto entre o uso popular e a norma culta. atinge até mestres graduados. Ricardo Sérgio Fonte: http://www. vamos aos fatos: Em nosso idioma. se você quiser grafar o termo fora dessas orientações. muçarela e muzarela. com certeza. Naquele concurso.

Entrega em domicílio ou a domicílio? As expressões “entrega em domicílio” e “entrega a domicílio” são muito recorrentes em restaurantes. nos atentando ao fato de que a finalidade é que vale: a entrega será feita no (em+o) domicílio de uma pessoa. obedecendo às normas gramaticais. com um mesmo sentido. ir. uma confrontação entre a norma culta e o uso popular. dar. Ouve-se e lêse. devemos usar “entrega em domicílio”. “A loja entregou meu sofá a casa” não está correto. na fala. No entanto. fazer. Veja alguns exemplos com “a domicílio” (= a casa) a)Não precisamos nos preocupar. cortar. com muita frequência. no folder. Contudo. Por quê? A regra estabelece que esta última locução adverbial deva ser usada nos casos de verbos que indicam movimento. b)Esta entrega deverá ser conduzida a domicílio. conforme recomenda a gramática. pois quem entrega se desloca de um lugar para outro. no catálogo. há aqueles que afirmam que este verbo indica sim movimento. c) Dirigiu-se a domicílio para cumprir sua obrigação. temos que ter cuidado. conduzir. neste caso. Já a locução adverbial “em domicílio” é usada com os verbos sem noção de movimento: entregar. trazer. A dúvida surge com o verbo “entregar”: não indicaria movimento? De acordo com a gramática purista não. dirigir-se. no outdoor. como: levar. pois “a domicílio” não é aceita. Fontes: Mundo Educação Recanto das Letras . enviar. Convivem juntas sem problemas maiores porque são entendidas da mesma forma. Uso verificado até mesmo em pessoas de escolaridade completa. c)Corta-se cabelo em domicílio. na propaganda televisa. quando falamos de gramática normativa. eles trazem a pizza a domicílio. Porém. Há. d) Dão-se aulas de violão em domicílio. no panfleto. a locução “entrega a domicílio” em substituição a “entrega em domicílio”. entrega algo em algum lugar. b)Entregas são feitas em domicílio. uma vez que quem entrega. Portanto. Agora observe exemplos com “em domicílio” a)Escova-se unhas em domicílio.

em relação às regras da gramática normativa. U purtuguêis é muinto fáciu di aprender. Essas diferenças geram muitos conflitos. A escrita não reflete a fala individual de ninguém e de nenhum grupo social. São as chamadas variações linguísticas.jhtm As Modalidades Orais e Escritas YAMARA MAMED RESUMO As modalidades orais e escritas não são só um instrumento utilizado para a comunicação ou veiculação de informações. a região. em todas as línguas. falamos. Qué coisa mais doida? Num bate nada cum nada.br/portugues/ult1706u79.com/dicas/entrega-em-domicilio-ou-adomicilio/#ixzz1TyGHOTJm 4. mas principalmente como uma forma de mostrar socialmente aquilo que gostaríamos que os outros enxergassem uns aos outros.pode-se pedir que se repita o que foi dito. "Malinculia". Im purtuguêis não. o que torna necessário assegurar que o texto escrito dê conta da comunicação. etc. ." Pois é. Na verdade. Já na linguagem escrita. A leitura de um trecho do poema de Antonino Sales. A maioria de nós. Quem soubé falá sabi iscrevê. a fala e a escrita exigem conhecimentos diferentes. Na língua escrita há mais exigências. ainda.uol. e ao mesmo tempo como vemos o outro de acordo com a nossa perspectiva de mundo. Qui bom qui a minha língua é u purtuguêis. mostra as interferências da fala na escrita e como elas não anulam a expressividade poética de suas imagens. a interação é mais complicada.1. as pessoas falam de um jeito e escrevem de outro. Num é cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri cumu é qui si iscrevi algumas palavras. Isso acontece porque. consultora pedagógica e docente de cursos de formação continuada para professores na área de língua/linguagem/leitura. Até nu espanhol qui é parecidu.com. que se escreva assim: "Ele me ensinou". *Alfredina Nery Professora universitária. Fonte: http://educacao. e o contexto histórico. ou seja. Malinculia. É um suspiro maguado Qui nace no coração! É o grito safucado Duma sodade iscundida Qui nos fala do passado Sem se torná cunhicida! É aquilo qui se sente Sem se pudê ispricá! Qui fala dentro da gente Mas qui não diz onde istá! (. ao falar. O comentário é do humorista Jô Soares. Marcos. Por essa razão. Ele brinca com a diferença entre o português falado e escrito. A gíria e o jargão são algumas dessas variações. as pessoas podem ainda recorrer a outros recursos para que a comunicação ocorra . si iscrevi muinto diferenti. purqui é uma língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala. O português na variante padrão exige. aquela que introjetamos ao longo da vida. onde a relação pensamento e linguagem são muitas próximas.Leia mais: http://www. conforme o grupo social.. "Eli me ensinô". Patrão. a fala e a escrita são antes de tudo. U alemão pur exemplu. "A Língua de Eulália: Uma Novela Sociolinguística) A língua muda. É só prestátenção. por exemplo. no entanto.. sistemas comunicativos que expressam a língua nas praticas sociais. para a revista Veja. A fala e a escrita são duas modalidades diferentes da língua e é com esse fato que o Jô brincou.5 Modalidade oral e escrita LÍNGUA ESCRITA E ORAL Não se fala como se escreve Alfredina Nery* Especial para a Página 3 Pedagogia e Comunicação "Português é fácil de aprender porque é uma língua que se escreve exatamente como se fala. estão entrelaçadas ambas caminham juntas apesar de apresentarem diferenças na produção e representação. há os gestos.) (BAGNO.sandralamego. brasileiros.

as modalidades escritas e orais. A fala é a modalidade mais utilizada em situações cotidianas e informais e a escrita é o registro permanente das idéias sociais. ou seja. os bilhetes dos casais. a distinção entre fala e escrita não se faz com precisão. as entrevistas especializadas e propostas de produtos de alta tecnologia por vendedores especialmente treinados. observou que a escolha dos falantes é rápida. quando os estudiosos começaram a vê-las como práticas sociais diferentes. por exemplo: os discursos de posse de cargo. por terem mais tempo para reproduzi-la e revisá-la. ora se aproxima da fala como. Marcuschi (2000:17) ressalta que: Hoje predomina a posição de que se pode conceber oralidade e letramento como atividades interativas e complementares no contexto das práticas sociais e culturais. não devem ser vistas de forma dicotômica. formal e abstrata. em cuja concepção a linguagem escrita não passa de uma reprodução da linguagem oral. onde tais condições estão em estreita relação com o contexto. cartas familiares e textos de humor. dentro de uma situação interativa social. na escolha e distribuição de padrões sintáticos e de vocabulário. julgar. mas a fala é comum a todos os povos. no entanto. A este respeito. com as condições de interação. em que a primeira ocupava um lugar de supremacia sobre a segunda. há também sociedades que não utilizam registro escrito. Esta visão dicotômica entre oralidade e escrita. corroborando a teoria de Goody e Watt (1968) acerca da diferença entre a oralidade e a escrita. Focalizando o modo de os falantes e escritores selecionarem as palavras ou estruturas para expressarem suas idéias. Nesse sentido. Falar e escrever são formas diferentes de dizer e expressar significados construídos na linguagem e pela linguagem. A esse respeito. as conferências. Refletir sobre as relações e especificidades da fala e da escrita nos permite entender um pouco também sobre a gramática. enquanto formas diferentes de dizer e modos diferentes de se expressar em significados lingüísticos. Chafe melhor estabeleceu as diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. uma vez que as restrições operativas não se associam propriamente ao fator velocidade do processo. Do vocabulário. enquanto a fala. apresentam uma interface: a analogia . De acordo com alguns autores renomados como Fávero. permaneceu por muito tempo no meio lingüístico. Com isso. Halliday (1989) propõe que falar e escrever. a intenção do falante ou do escritor e o tópico do que se diz ou escreve. ora se aproximando do pólo da escrita. de estrutura simples ou desestruturada. ver e lógico falar e escrever. principalmente as comunicativas e as transformou em práticas sociais. Conforme observa-se a oralidade e a escrita constituem duas possibilidades de uso da língua que utilizam o mesmo sistema lingüístico e que apesar de possuírem características próprias.INTRODUÇÃO Atualmente já se houve falar com frequência que a linguagem escrita e a linguagem oral são duas modalidades de expressão verbal. sendo mudada a partir dos anos 80. Rojo e Halliday. O grau de coloquialismo ou formalismo envolve decisões estilísticas e de domínio do léxico que podem transferir-se de um modo de produção para o outro com muita facilidade e propriedade. Uma vez adotada a posição de que lidamos com práticas de letramento e oralidade. para dar ao seu texto um caráter mais ou menos coloquial. Ainda afirma Chafe que as pessoas não escrevem do mesmo modo que falam. um conferencista seleciona palavras e expressões que possam conferir ao seu texto um caráter mais ou menos formal. apresentando uma proposta de analise. A fala e a escrita se apóiam em sons e letras articulados em sistemas de representação simbólica. Essas práticas fazem parte da cultura. ou seja. A fala procede à escrita. por exemplo: os bilhetes domésticos. escrita tem sido vista como de estrutura complexa. A escolha lexical também proporciona ao usuário a exibição de um estilo próprio e o controle do grau de formalismo e coloquialismo de suas produções discursivas. concreta e dependente do contexto. procurando identificar as diferenças para explicar as causas fundamentais de tais diferenças. como o faz um escritor de uma carta. contradizendo Bloomfield. numa sociedade letrada. sendo capaz de estabelecer uma comparação. as duas modalidades convivem e se entrelaçam. será fundamental considerar que as línguas se fundam em usos e não o contrário. agir. Alguns fatores são responsáveis pelas diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita: o contexto. do modo de pensar. sentir. de acordo com a produção do texto. Chafe. vão de um nível mais informal aos mais formais. Akinnaso. com os interlocutores e com o tipo de processamento da informação. isto é o homem construiu ferramenta para estabelecer relações sociais. admitindo que os textos possam apresentar-se de varias formas. a linguagem escrita tende a ter um vocabulário mais variado e de conveniência do usuário. Akinnaso (1982) afirma que fala e escrita apresentam formas superficiais diferentes e igual estrutura semântica subjacentes: utilizam o mesmo sistema léxico-semântico e variam. informal. em particular. passando por graus intermediários demonstradas com a produção de textos. enquanto a dos escritores é lenta.

Fonte: http://www.webartigos. o dos acontecimentos. REFERENCIAIS MAC-KAY. 1996:17). está permeado pelos sentidos e valores da ideologia do grupo social. a experiência humana. A correção idiomática e o conceito de exemplaridade.158p. Oralidade e escrita: perspectiva para o ensino da língua materna. Para esse autor. funcionais e da natureza de estímulo) entre a linguagem oral e a linguagem escrita. mas o processo se dá a partir da língua. concluem-se serem distintas tais modalidades. Por último. gradualmente. Leonor Lopes et alli. A. p. 2000. pois deixa de lado as participações paralingüísticas e prosódicas e.G. O ser humano aprende ouvindo e falando. o leitor/escritor vai incorporando. São Paulo. o desenvolvimento da escrita foi encarado como um treinamento de habilidades viso-motor e de transcrição de código sonoro em formas gráficas. O que não se pode negar é que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. Porém. a modalidade discursiva da escrita e as características dos papéis do leitor/escritor. não se pode negar a semelhança de seus produtos. CONSIDERAÇOES FINAIS Considerando as diferenças (formais. 2000.11-8. que podem expressar as mesmas intenções.html A NATUREZA DAS MODALIDADES ORAL E ESCRITA José Mario Botelho (UERJ e FEUDUC) INTRODUÇÃO .entre fala e escrita sustentada por três princípios. São Paulo: Cortez. 2ª Ed. que “é um conjunto de possibilidades lingüísticas. FÁVERO. A língua falada no Ensino de Português. ampliando assim o processo de desenvolvimento. Atividade verbal: processo de diferença e integração entre fala e escrita. São Paulo: Contexto. A linguagem oral se caracteriza essencialmente por ser falada &#8722. em sua essência. cada modalidade serviria para uma finalidade mais específica.de. tais aportes seriam formas possíveis de se olhar para o mesmo objeto de conhecimento. 2001. sem perder sua característica fundamental de ser “linguagem”. já que a seleção de elementos lingüísticos de ambos se dá a partir de um mesmo sistema gramatical. Um deles é que a escrita não incorpora todos os potenciais de significação da fala. Plexus. Dentro do espaço discursivo da interação. Logo.com/articles/39830/1/As-Modalidades-Orais-eEscritas/pagina1. Assim. 2000. porém. In: Azeredo. Jose c. CASTILHO. são de sinais e não de conteúdo. natureza do estímulo. p. suas interações passam a ser transpassadas pelo discurso escrito e as significações têm uma nova possibilidade de análise de construção além da oferecida pelo discurso oral. pois uma seria a duplicação da outra. o discurso escrito sofre interpenetrações sociais e culturais.dentro de um contexto sócio-histórico mais amplo. Língua em debate: conhecimento e ensino. pois. mas o fato de a linguagem oral ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos não é e nem pode ser o elemento fundamental para se determiná-la distinta da linguagem escrita no âmbito cientifico. T.13-19. estas diferenças. que “revela os ideais e as concepções de um grupo social numa determinada época” (Savioli e Fiorin. lendo e escrevendo. cujos usos se fazem de acordo com normas específicas a cada uma das modalidades”. Petrópolis: Vozes. Ataliba. a do âmbito do discurso escrito. É na escrita que a criança vai se explicitando segundo suas falas e lugares sociais. Isto acarretou uma grande centração dos estudos no momento da alfabetização e na questão da correspondência grafema-fonema e dos aparatos orgânicos envolvidos na transcrição desta correspondência. fala e escrita planteiam diferentes aportes para a experiência: a escrita cria o mundo da coisas/objetos e a fala.objeto de conhecimento . ou seja. a fala não apresenta os limites da sentença e do parágrafo. Segundo Rojo vêm focalizando sua atenção para questões da aquisição da escrita: Até recentemente a linguagem escrita não foi vista como processo de desenvolvimento ou construção.M. apresentam diferenças devido à condição de produção.P. BECHARA. Na medida em que as crianças pertencentes a culturas letradas vão-se desenvolvendo. a saber. Evanildo. Essas interpenetrações se refletem nas formas de interação da criança com a escrita . ou seja constrói significados mediante um sistema e uma estrutura samantica. durante décadas. embora não seja a linguagem escrita à transcrição da linguagem oral. O outro é que não há necessidade de duas linguagens para a mesma função.

como a gesticulação. e carta e artigo acadêmico (produções discursivas da escrita). nem por isso. A LINGUAGEM ORAL E A LINGUAGEM ESCRITA. com apagamento do texto anterior. há particularidades de outras ordens que as tornam modalidades específicas da língua. Chafe (1987) analisou quatro tipos de produções discursivas coletados para um projeto de estudos: conversação e conferência (produções discursivas da oralidade). na linguagem oral. SEGUNDO CHAFE Sem desprezar as diversas teorias acerca das modalidades de uma dada língua. “Writing is not language. Focalizando o modo de os falantes e escritores selecionarem as palavras ou estruturas para expressarem suas idéias. Chafe & Tannen. as pessoas não escrevem exatamente do mesmo modo que falam. para em seguida tentar explicar as causas fundamentais de tais diferenças. são estanques. que melhor estabeleceu as diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. apesar de apresentarem diferenças devido à condição de produção. apresentando uma proposta de análise. que se agrupam nas duas modalidades da língua. o autor já demonstrava o seu interesse pelo assunto. a linguagem escrita tende a ter um vocabulário mais variado e de conveniência do usuário. a intenção do falante ou do escritor e o tópico do que se diz ou escreve. but merely a way of recording language by means of visible marks. assim como usos de diferentes intenções. propiciam à criação de diferentes tipos de linguagem” (cf. a partir da qual se deveriam comparar todos os outros gêneros quer sejam falados. No mesmo parágrafo. por terem mais tempo para reproduzi-la e revisá-la. enquanto a dos escritores é lenta.” (Bloomfield. Nesses trabalhos. Na caracterização dessas diferenças. e do outro oposto. a escrita acadêmica. 1987: 390). em cuja concepção a linguagem escrita não passa de uma reprodução da linguagem oral. em parceria com Tannen (1987). Neles. o autor levanta a hipótese de que “diferentes condições de produção. Essas diferentes condições de produção para usos de diferentes intenções propiciam a criação de diferentes tipos de linguagem. A escolha lexical também proporciona ao usuário a exibição de um estilo próprio e o controle do grau de formalismo e coloquialismo de suas produções discursivas. 1985 e 1986). procurou identificar mais precisamente as diferenças a serem encontradas nos dois tipos de linguagem usados por falantes e escritores. Tais particularidades são. Com isso. a intenção do usuário e a temática. a partir da qual foi possível se estabelecer uma comparação. Do vocabulário. de fato. quer sejam escritos. este trabalho se deterá nos estudos de Chafe (1987). observou que a escolha dos falantes é rápida. um conferencista seleciona palavras e expressões que possam conferir ao seu texto um caráter . os autores demonstram acreditar que a conversação comum é a forma prototípica de linguagem. uma vez que se tratam de processos diferentes. e a reedição de texto.Que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. a conversação. corroborando a teoria de Goody e Watt (1968) acerca da diferença entre a oralidade e a escrita. contradizendo Bloomfield. que. por exemplo. elementos exclusivos de cada uma delas. Alguns fatores são responsáveis pelas diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita: o contexto. Mais tarde. Contudo. na linguagem escrita. Fatores como: o contexto. Chafe afirma que as pessoas não escrevem do mesmo modo que falam. Certamente. 1933: 21) Em trabalhos anteriores (Chafe. são responsáveis pelas diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. é um fato incontestável. as observações feitas pelo autor se restringem a uma comparação entre os dois extremos da fala e da escrita: de um lado. 1982.

A linguagem escrita se enriquece com a ampliação do seu repertório. uma vez que as restrições operativas não se associam propriamente ao fator velocidade do processo. a unidade de entonação da fala constitui-se de mais ou menos 6 (seis) palavras. em geral. Chafe ressalta. ao passo que a riqueza do repertório da linguagem falada constitui nas constantes transformações de sentido dos itens de seu repertório limitado. falantes e escritores fazem a seleção de palavras e expressões para exprimirem os seus pensamentos. que a unidade relevante da fala parece ser a entidade basicamente prosódica. que chama de “unidade de entonação”. 1985). o autor assume que falantes e escritores não fazem a seleção de itens lexicais de um mesmo estoque. o autor se baseia na oração gramatical. itens lexicais mais ou menos formais ou coloquiais podem ser utilizados pelo falante e pelo escritor quando lhes forem convenientes. que inicialmente (Chafe. como o faz um escritor de uma carta. 1980) denominava “unidade de idéias”. o usuário precisa ter um bom conhecimento da linguagem. provavelmente. A intenção dele é demonstrar as propriedades da linguagem falada e da linguagem escrita.mais ou menos formal. O autor observa que o vocabulário da fala é inovador e flutuante. a distinção entre fala e escrita não se faz com precisão. A esse respeito. pois nem sempre se traduz automaticamente. mas considera mais realista proceder em termos de “unidade de entonação”. Chafe especula que tal unidade de entonação expressa o que está na “memória de curto prazo” do falante ou “focos de consciência” no momento de produção. que ocorrem normalmente em ambos os repertórios. Tal fato confirma que. apesar de os vocabulários de cada modalidade serem característicos. Esse conhecimento inclui o conhecimento de um repertório de opções lexicais necessárias. a qual descreve em trabalho anterior (Chafe. conservador. construções de frases e envolvimento e distanciamento. para dar ao seu texto um caráter mais ou menos coloquial. Nível de vocabulário Quanto ao nível de vocabulário. o que se pensa. construção de orações. Para a discussão desse tópico. de Pawley & Syder (1976). Na escrita. como se dá essa combinação é o que mais importa para Chafe. nível de vocabulário. considerando a adequação dos itens escolhidos e do repertório em si. Por ser limitada a capacidade do falante em manter a atenção em expressões extensas. que se limita em tamanho pela “memória de curto prazo” ou capacidade de “consciência focal” do falante e. pela consciência que esse tem das limitações de capacidade do ouvinte. lança mão dos seguintes parâmetros: variedade de vocabulário. O grau de coloquialismo ou formalismo envolve decisões estilísticas e de domínio do léxico que podem transferir-se de um modo de produção para o outro com muita facilidade e propriedade. Como não há uma relação perfeita entre o que a pessoa pensa e a linguagem que usa para a sua expressão. que será ativado sempre que o usuário tiver que se expressar lingüisticamente. enquanto o vocabulário da escrita é. corroborando a “hipótese de uma oração de cada vez”. Ele considera haver palavras e expressões exclusivas de cada repertório e um sem-número de itens neutros. Para isso. Variedade de vocabulário De certo. ainda. Construção de oração A linguagem é mais do que um conjunto de palavras e expressões combinadas. as unidades de entonação são mais longas (em torno de nove palavras) do que na fala (em torno de seis palavras). . com palavras apropriadas. Os níveis se verificam nos distintos registros lingüísticos.

mas o fato de a linguagem oral ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos não é e nem pode ser o elemento fundamental para se determiná-la distinta da linguagem escrita. Segundo Chafe. Outra importante diferença entre a fala e a escrita é o relacionamento entre o emissor e o receptor. apresentam diferenças devido à condição de produção. A NATUREZA DA LINGUAGEM ORAL Considerando as diferenças (formais. procura estabelecer diferenças entre elas. A linguagem escrita carece de qualquer desses aspectos e pode mostrar indicações de distanciamento do escritor com sua audiência. há uma forte tendência por parte dos falantes em produzir seqüências simples de orações coordenadas. por isso a linguagem falada de qualquer tipo tende a coordenar orações mais freqüentemente que qualquer tipo de linguagem escrita. quando opostos à cautela e a editabilidade da escrita. A linguagem oral se caracteriza essencialmente por ser falada − natureza do estímulo −. são bastante semelhantes a gêneros da outra modalidade. é comum o uso da conjunção “e” para ligar orações. A sintaxe elaborada requer maior esforço de produção do que os falantes possam normalmente aplicar. cujos usos se fazem de acordo com normas específicas a cada uma das modalidades”. A audiência da fala na maioria das vezes não só está presente como também pode participar física e efetivamente do processo. não se pode negar a semelhança de seus produtos. consigo mesmo e com a realidade. dando evidência do tempo e do esforço de sua construção. Porém. O que produz essa coerência pode variar de um momento para o outro. que o repertório de uma é diferente do da outra. que “é um conjunto de possibilidades lingüísticas. O que não se pode negar é que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. Envolvimento e Distanciamento Das propriedades da fala e da escrita que são atribuídas às diferenças entre os dois processos. principalmente. . Entretanto. evitando as relações interoracionais mais elaboradas. na linguagem falada há um envolvimento do falante com sua audiência. já que a seleção de elementos lingüísticos de ambos se dá a partir de um mesmo sistema gramatical. Chafe (1987). Isto é. no vocabulário. conclui-se serem distintas tais modalidades. Há gêneros intermediários que são produzidos de forma sonora e concebidos de forma gráfica e outros que são produzidos graficamente e concebidos sonoramente. há particularidades de outras ordens que tornam a linguagem oral uma modalidade específica da língua. a natureza falada da linguagem oral não basta para distingui-la e isolá-la da linguagem escrita. mas o processo se dá a partir da língua. ao contrário. a rapidez e a facilidade de esvaescimento da fala. que podem expressar as mesmas intenções.Construção de frase Na fala. inclusive. mas os falantes parecem produzir uma entonação final de frase quando julgam que chegaram ao fim de uma seqüência coerente. elas não são estanques e isto fica patente na análise sob o ponto de vista de um contínuo tipológico. Chafe reafirma que as frases da escrita são mais bem planejadas que as da oralidade. encontradas na escrita. ao contrário do que ocorre na escrita cuja audiência é normalmente ausente e freqüentemente desconhecida. Ainda há aqueles que. A função da frase na linguagem oral é problemática. apesar de serem produzidos e concebidos exclusivamente de forma sonora ou exclusivamente de forma gráfica. Assim. Diferenças que se verificam nas estruturas sintáticas e na formação dos períodos e. consigo mesmo e com a realidade concreta do que está sendo falado. são as principais. funcionais e da natureza de estímulo) entre a linguagem oral e a linguagem escrita. embora não seja a linguagem escrita a transcrição da linguagem oral. crendo.

A reiteração desse tipo de sujeito é simplesmente efetiva em textos da linguagem oral. que Chafe denominou neutros e reconheceu ser a maioria. é uma outra característica particular da linguagem oral. A fala não existe para ser escrita.Tais particularidades são. o conhecimento do que se diz é compartilhado pelo emissor e pelo receptor. que é uma vantagem da linguagem oral. em ambos os gêneros de ambas as modalidades. A fluidez das idéias expostas também é outra particularidade da oralidade. Ocorre principalmente a representação do sujeito de 1ª pessoa por meio de um pronome pessoal. em que as orações normalmente são ligadas ou pelas conjunções simples “e”. por ser momentânea. as eventuais falhas de comunicação quando a informação desejada não se efetiva. Quanto ao nível de vocabulário. que é causada pela falta de termos subentendidos e pelo uso de marcadores discursivos. facilitam o processo de produção daquele que por seu turno tem a responsabilidade da produção discursiva. Por último. ou por frases nominais na maioria dos casos reduzidas a uma única palavra. “mas” e “porém”. A velocidade da produção oral se dá em virtude de ser simultânea ao processo de produção em si. . Também constitui uma particularidade da linguagem oral a representação. por conter muitas “frases” incompletas. Outra particularidade da linguagem oral. muitos textos escritos não são apreciáveis na fala. a fragmentação. de que o próprio Chafe fala. à qual se relacionam várias outras características. Chafe chega a declarar que o vocabulário da fala é diferente do da escrita. O conhecimento compartilhado dos participantes da interlocução oral também gera outra particularidade: a simplicidade sintática. Assim. É característico na linguagem oral o uso preferencial de declarações ativas como observaram Chafe e outros estudiosos. que. Por essa razão. Como o falante ouve junto com o seu interlocutor as suas palavras proferidas e pode controlar os seus efeitos a partir das reações do outro. que poderia ser elíptico em virtude de a flexão verbal já declarar a pessoa do discurso. normalmente coniventes na comunicação. de fato. Essa característica. é outra característica da linguagem oral. Prefiro acreditar que os repertórios são os mesmos. A sintaxe da linguagem oral é tipicamente menos bem elaborada que a linguagem escrita. o que muda é o grau de formalismo ou coloquialismo. determina outra particularidade da fala: a cooperação dos participantes da comunicação. a simplicidade sintática deve ser entendida como estrutura de períodos curtos. Quando ocorre. por meio de uma pró-forma. ou por marcadores discursivos do tipo “aí”. que se submete à elocução. A utilização de estruturas de voz passiva é muito pouco freqüente na linguagem oral. Certamente esta prática tem a ver com a limitação do vocabulário e a conveniência da unidade de entonação. e da mesma forma. do sujeito. inclusive. Portanto. elementos exclusivos da linguagem oral: a gesticulação é um deles. A freqüência de termos topicalizados é flagrante. outra característica da linguagem oral é a repetição de termos. cada qual em suas obras acerca do assunto. é a eficácia na correção da informação em caso de incompreensão por parte do interlocutor. encontram-se. ou por orações absolutas. A fragmentação não deve ser confundida com uma “má formação da estrutura”. um número muito maior de itens comuns. pode ele corrigir com eficácia. que. esse texto pode parecer estar mal formado. apresentar-se freqüentemente com simples seqüências de frases e poucas estruturas subordinadas. como entenderam certos teóricos. é do tipo analítico com o uso de auxiliar do tipo “ser” e normalmente a serviço da topicalização. quando se tenta reproduzir um texto escrito como se fosse conversação. que é o traço predominante da fala. que é proporcionado pelo fato de o falante ter o controle da comunicação no momento de sua efetivação. Normalmente.

Por isso mesmo. como já demonstrou Chafe. na linguagem oral se observa o caráter de envolvimento e de distanciamento que é determinado pelo contexto. cujas idéias concisas (sem rodeios e bem organizadas) tornam o texto claro. porém. A produção do texto escrito se dá de forma coordenada. reorganizar o texto. ou seja. Não goza o escritor do direito de se valer de artifícios paralinguísticos com a gesticulação e expressão facial. A NATUREZA DA LINGUAGEM ESCRITA Assim como a característica fundamental da linguagem oral é o fato de ela ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos. Também a escrita apresenta as suas particularidades de outras ordens que a tornam uma outra modalidade da língua. a meu ver. há casos que o interlocutor é desconhecido. Ele não conta com a conivência do interlocutor que lhe compartilhe um conhecimento do que se expõe. Por ser eminentemente uma forma de comunicação em que emissor e receptor estão distantes e. tais traços não caracterizam necessariamente a fala ou a escrita. tem tudo para ser compreendido pelo receptor e nele provocar o efeito desejado. não são esses os elementos fundamentais para distingui-las. ele espera tê-lo. O fato de ter o escritor a obrigação de redigir um texto de acordo com as normas de uso padrão nos faz enumerar outras particularidades da linguagem escrita. a clareza e a concisão são essenciais. a objetividade. Eis uma outra particularidade da modalidade escrita: o escritor determina o tempo de produção de seu texto. acrescentar ou eliminar itens. em muitos casos. que a todo o momento as checa. que pode ser do falante com a sua audiência (muito comum) ou consigo mesmo (não menos comum) ou com o que se está falando (também comum). Por isso. Não tem o escritor o controle do sistema de recepção em si. normalmente não tem o emissor outra forma de retificar a mensagem se não esperar pela resposta. A responsabilidade do escritor é muito maior. que o traço envolvimento. pode comparar a sua produção com o que tinha em mente. pois requer planejamento: etapas são traçadas pelo escritor. Os motivos são os mesmos apontados no item anterior. Escrever é um ato solitário e sofre a imposição da correção. caso tenha a consciência de ter atendido às exigências da norma-padrão. em que se monitoram ao mesmo tempo o planejamento e a produto. Por poderem ser anulados pelo conteúdo apropriado. Contudo. fazendo as mudanças . Na falta de compreensão da informação transmitida. referencial. Em nome da correção. sob a qual estão a objetividade. porque não tem as mesmas exigências do processo de produção da fala. se manifeste com mais freqüência na fala. Daí. consultando-as no dicionário quando é necessário. sofre o escritor a inexorável pressão da correção gramatical.Quanto à questão do envolvimento e distanciamento. ser o texto escrito essencialmente normativo. O escritor não sofre tanta pressão no momento de produção do seu texto. a linguagem escrita se caracteriza fundamentalmente por ser escrita. a clareza e a concisão. o escritor examina o que escreve e usa um tempo considerável na escolha de suas palavras. para tentar numa tréplica. Nisso. exatamente o contrário o que ocorre. a linguagem escrita apresenta um processo de produção muito lento. Como disse anteriormente. É. pelo fato de ser ela produzida pela mão e recebida pelos olhos. mudar suas idéias. A particularidade de maior importância da escrita é a correção gramatical. a correção gramatical ser tão importante. Um texto em que o assunto é apresentado de forma objetiva. que pode demorar muito tempo. que pode não mais surtir efeito. até que o produto final surja. para não se correr o risco de ter o seu texto inutilizado por não se tornar um discurso (texto lido e compreendido). como já foi dito. É mais provável. desconhecidos um do outro. contudo.

típico da modalidade oral. “mas”. No encaixe dessas orações. o que constitui mais uma de suas características particulares. cujos planejamentos e execução ocorrem simultaneamente. A estrutura sintática da linguagem escrita tende a ser elegante. ocorrem os dois tipos de estruturas passivas: a analítica (com o auxílio de “ser” ou similar) e a pronominal (com o uso de pronome apassivador). Logo. não concordo com Chafe quando defende a hipótese de ser o vocabulário da escrita particular. Nela se percebem sujeito e predicado. Ainda em relação ao vocabulário. “mas” e “porém”. nada impede que o modalizador “aí”. Nos períodos em que há coordenação. e não à falta de compreensão do enunciado. é comum encontrarmos termos deslocados para a posição de tópico − a posição inicial da oração. Outra característica da escrita é a ocorrência de declarações passivas. já sendo bem formada. torna complexa a estrutura frasal. O escritor procura não repetir estruturas sintáticas ou palavras. mas não é conveniente distinguir três tipos de vocabulário. transformações de verbos ou predicados em nomes. que normalmente é ocupada pelo sujeito. que. marcadores discursivos típicos da escrita (os homógrafos: “e”. que só não terá abalada a sua compreensão. e recursos lingüísticos diversos. Complexidade da sintaxe é. seja usado num texto escrito. normalmente nesta ordem.necessárias. Não há. por isso é comum na escrita um grande número de sintagmas nominais modificados. também é muito comum encontrarmos o que Givón (1979b) chama de estrutura de tópico-comentário. decerto. mesmo que haja um replanejamento. ocorre a pontuação conveniente. se certos elementos estiverem presentes: o conhecimento compartilhado. é uma particularidade da escrita a ocorrência de nominalizações. portanto. pode-se dizer que o planejamento antecede a produção. já que as duas se valem do mesmo sistema linguístico. figuram conjunções diferentes de “e”. O vocabulário da modalidade escrita é muito variado e essencialmente conservador e dependente do grau do nível de formalismo. Ou seja. composto de itens que não ocorrem na modalidade falada. essencialmente na linguagem oral. . Embora seja comum a ocorrência da oração bimembre em ordem direta. relacionar itens. “porém” e “então”. isto é. mais uma característica da linguagem escrita. Não se podem determinar quantos e quais os itens que não ocorrem numa dada modalidade. além delas. e outro que ocorre igualmente nas duas modalidades. ainda estará antecedendo-a. Sob este ponto de vista. constituindo períodos compostos. o princípio da realidade. os principais) podem ocorrer. Não é exatamente esta a condição de produção do texto oral. o uso de conjunções e locuções conjuntivas é uma normalidade. durante a produção. e. por exemplo. portanto. cooperativismo entre falante e ouvinte. como o fez Chafe: um que ocorre essencialmente na linguagem escrita. Termos da oração (normalmente bimembre) são geralmente substituídos por orações subordinadas. já que o produto constitui o elemento cabal. outro. sendo os longos bem estruturados. Na verdade. é conveniente dizer que um vocabulário de nível mais formal que coloquial caracteriza a linguagem escrita. as estruturas tendem a ser completas. Isto também marca a característica de procurar não repetir estruturas sintáticas e de formar estruturas de tópico. para atender às exigências diversas (de ordem gramatical e / ou de outras ordens). fragmentação à semelhança do que se dá na linguagem oral. quando ocorre. já que é a frase o seu traço característico. Na linguagem escrita. que dependendo do grau do nível de formalismo ou coloquialismo (definido pelo objetivo do usuário e do contexto em si) tenham a propensão de ocorrer ou não num dos gêneros de uma das modalidades. Essa complexidade se refere a períodos compostos por subordinação. Os períodos complexos normalmente são de bom tamanho na modalidade escrita. Na escrita. Podem-se. o que dificulta um replanejamento. mas não com muita freqüência. Como já observei anteriormente. Quando não ocorrem tais conectivos.

MARCUSCHI. Luiz Antônio. (Monografia inédita). Proceedings II: Lecture. José Mário. In: Azeredo. 2000. Outra e última particularidade é a preocupação com a coesão referencial.filologia. como já foi visto anteriormente.htm 4. 1997. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. A representação física do sujeito de 1ª pessoa só ocorre quando se deseja um efeito estilístico. Norwood. No que se refere à questão do envolvimento e distanciamento.2.org.2 Aspectos Textuais 4. como ambos os traços são determinados pelo contexto e. TANNEN. Rosalind. a elipse. Deborah. Spoken and written language: Exploring coherence in spoken and written discourse. 2000. a elisão de termos é freqüente e. New York: Academic Press. Jane. certamente. Fonte: http://www. Jay (eds. Teaching the spoken language. A correção idiomática e o conceito de exemplaridade. DANIELEWICZ.Ao contrário do que ocorre na fala. Língua em debate: conhecimento e ensino. importante para direcionar o trabalho do professor de língua na leitura. 166-82. BROWN. Properties of speaking and written language. por conseguinte. In: HOROWITZ. Leonor Lopes et alii. BOTELHO. 11-8. Porém. O que pretendemos neste pequeno ensaio é apresentar algumas considerações sobre Gênero Textual e Tipologia Textual. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BECHARA. na escrita predomina o traço de distanciamento. São Paulo: Cortez. apresento minhas considerações a respeito de minha escolha pelo gênero ou pela tipologia. a do sujeito. 1984. The oral / literate continuum in discourse. Brussel. que faz apontamentos questionáveis para o termo Tipologia Textual. Rio de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.br/ixcnlf/3/03. 83-113. 1981. as considerações feitas por Marcuschi (2002) e Travaglia (2002). que se caracteriza por ser uma prática eminentemente solitária do escritor. A influência da oralidade sobre a escrita. NJ: Ablex. Gillian. são a fala e a escrita dois modos bem diferentes de o usuário representar as suas experiências. 2001. a paráfrase e a substituição por pró-formas são artifícios comuns de serem observados nos textos escritos. CHAFE. Wallace. S. usando. (org. principalmente. SAMUELS. no meu entender. In: Association Internationale de Linguistic Apliquée.). Evanildo. compreensão e produção de textos1. podem ser anulados pelo conteúdo. . p. A sinonímia. São Paulo: Cortez. José C. Petrópolis: Vozes. p. Comprehending oral and written language. In: –– (ed. No final. 2ª ed. ao contrário da modalidade oral em que predomina o traço de envolvimento. FÁVERO. Admite-se. Assim. não constitui o traço de distanciamento em si uma particularidade da linguagem escrita. 1987.). Oralidade e escrita: perspectivas para o ensino de língua materna.). para isso. p. que o traço de distanciamento se manifeste com maior freqüência nos gêneros da modalidade escrita da língua.1 Tipologia e gêneros textuais Gênero Textual e Tipologia Textual A diferença entre Gênero Textual e Tipologia Textual é.

Luiz Antônio Marcuschi (UFPE) defende o trabalho com textos na escola a partir da abordagem do Gênero Textual2. compreensão e a produção escrita em Língua Materna deve ter como meta primordial o desenvolvimento no aluno de habilidades que façam com que ele tenha capacidade de usar um número sempre maior de recursos da língua para produzir efeitos de sentido de forma adequada a cada situação específica de interação humana. e comenta que ela pode apresentar as tipologias descrição. de maneira equivocada. cada tipo de texto é apropriado para um tipo de interação específica. para ele. narração e argumentação. Ele atesta que a carta pessoal é um Gênero Textual. Por outro lado. e não em função do espaço ocupado por um tipo na constituição desse texto. para. por exemplo. O autor diz que em todos os gêneros os tipos se realizam. Num texto como a bula de remédio. não se trata de tipo de texto. a injunção e a predição4. Marcuschi afirma que os livros didáticos trazem. Deixar o aluno restrito a apenas alguns tipos de texto é fazer com que ele só tenha recursos para atuar comunicativamente em alguns casos. Para o autor. Marcuschi dá o nome de intertextualidade intergêneros. mas fala de um intercâmbio de tipos. o mesmo gênero sendo realizado em dois ou mais tipos. é um tipo de texto como fazem os livros. trazendo para o ensino alguns problemas. mas de gênero de texto. Travaglia (2002) fala em conjugação tipológica. autores como Luiz Carlos Travaglia (UFUberlândia/MG) defendem o trabalho com a Tipologia Textual. eles se concretizam em formas diferentes – gêneros – que possuem diferenças específicas. o professor teria que fazer uma espécie de levantamento de quais tipos seriam mais necessários para os alunos. Quando acontece o fenômeno de um texto ter aspecto de um gênero mas ter sido construído em outro. por exemplo. uma vez que não é possível. injunção. ensinar narrativa em geral. embora possamos classificar vários textos como sendo narrativos. Travaglia não fala de intertextualidade intergêneros. em outros. a partir daí. Travaglia afirma que um texto se define como de um tipo por uma questão de dominância. Realmente é raro um tipo puro. O autor diz que não é correto afirmar que a carta pessoal. sendo que um gênero assume a função de outro. que para Fávero & Koch (1987) é um texto injuntivo. ele afirma que um tipo pode ser usado no lugar de outro tipo. exposição. porque. como a descrição. em função do tipo de interlocução que se pretende estabelecer e que se estabelece. o termo tipo de texto. para ele. iniciar o trabalho com esses tipos mais necessários. ou pouco capaz. Na verdade. Para ele. por exemplo. o trabalho fica limitado. tornando-se incapaz. muitas das vezes. criando . Certamente. ocorrendo. dificilmente são encontrados tipos puros.Convém afirmar que acredito que o trabalho com a leitura. Ele chama essa miscelânea de tipos presentes em um gênero de heterogeneidade tipológica. Ele explica dizendo que isso acontece porque ocorreu no texto a configuração de uma estrutura intergêneros de natureza altamente híbrida. Ele apresenta uma carta pessoal3 como exemplo. sendo os textos de diferentes tipos. tem-se a presença de várias tipologias. Marcuschi não demonstra favorabilidade ao trabalho com a Tipologia Textual. De acordo com as idéias do autor. Explicando. eles se instauram devido à existência de diferentes modos de interação ou interlocução. O trabalho com o texto e com os diferentes tipos de texto é fundamental para o desenvolvimento da competência comunicativa. uma vez que.

mais uma vez. A segunda perspectiva faz com que surja o tipo argumentativo stricto sensu6 e não argumentativo stricto . mas artefatos culturais construídos historicamente pelo ser humano. Resumindo esse ponto. o termo Tipologia Textual é usado para designar uma espécie de seqüência teoricamente definida pela natureza lingüística de sua composição (aspectos lexicais. Mesmo que o autor da carta não tenha assinado o nome no final. para ele. exposição. uma maneira de interlocução.determinados efeitos de sentido impossíveis. com outro dado tipo. descrição e injunção (Swales. Para exemplificar. pode não ter uma determinada propriedade e ainda continuar sendo aquele gênero. cada uma das perspectivas apresentadas pelo autor gerará um tipo de texto. Se o produtor vir o receptor como alguém que concorda com ele. Tem-se ainda. Marcuschi traz a seguinte configuração teórica: • a) intertextualidade intergêneros = um gênero com a função de outro • b) heterogeneidade tipológica = um gênero com a presença de vários tipos Travaglia mostra o seguinte: • a) conjugação tipológica = um texto apresenta vários tipos • b) intercâmbio de tipos = um tipo usado no lugar de outro Aspecto interessante a se observar é que Marcuschi afirma que os gêneros não são entidades naturais. 22). graças as suas propriedades necessárias e suficientes5. Para exemplificar. Gênero Textual é definido pelo autor como uma noção vaga para os textos materializados encontrados no dia-a-dia e que apresentam características sócio-comunicativas definidas pelos conteúdos. Da mesma forma. quando o produtor vê o receptor como alguém que não concorda com ele. ela continuará sendo carta. assim. estimulando a compra por parte de clientes ou usuários daquele produto. Adam. Pode ser possível a perspectiva do produtor do texto dada pela imagem que o mesmo faz do receptor como alguém que concorda ou não com o que ele diz. na opinião do autor. o autor fala. dissertação. propriedades funcionais. Assim. estilo e composição característica. Resumindo. que uma publicidade pode ter o formato de um poema ou de uma lista de produtos em oferta. o discurso da transformação. relações lógicas) (p. 1990. Tipologia Textual é um termo que deve ser usado para designar uma espécie de seqüência teoricamente definida pela natureza lingüística de sua composição. ainda. Essas perspectivas podem. da carta pessoal. Em geral. Segundo ele. argumentação.Ele diz. injunção e narração. na opinião de Travaglia. Surge. ele fala de descrições e comentários dissertativos feitos por meio da narração. é possível encontrar a perspectiva dada pela atitude comunicativa de comprometimento ou não. 1999). Bronckart. ou conhecer/saber. Um gênero. os tipos textuais abrangem as categorias narração. segundo perspectivas que podem variar. a primeira perspectiva faz surgir os tipos descrição. tempos verbais. 1990. sintáticos. Travaglia define Tipologia Textual como aquilo que pode instaurar um modo de interação. Para Marcuschi. uma perspectiva em que o produtor do texto faz uma antecipação no dizer. surge o discurso da cumplicidade. estar ligadas ao produtor do texto em relação ao objeto do dizer quanto ao fazer/acontecer. segundo o autor. O que importa é que esteja fazendo divulgação de produtos. e quanto à inserção destes no tempo e/ou no espaço.

sensu. A perspectiva da antecipação faz surgir o tipo preditivo. A do comprometimento dá origem a textos do mundo comentado (comprometimento) e do mundo narrado (não comprometimento) (Weirinch, 1968). Os textos do mundo narrado seriam enquadrados, de maneira geral, no tipo narração. Já os do mundo comentado ficariam no tipo dissertação. Travaglia diz que o Gênero Textual se caracteriza por exercer uma função social específica. Para ele, estas funções sociais são pressentidas e vivenciadas pelos usuários. Isso equivale dizer que, intuitivamente, sabemos que gênero usar em momentos específicos de interação, de acordo com a função social dele. Quando vamos escrever um e-mail, sabemos que ele pode apresentar características que farão com que ele “funcione” de maneira diferente. Assim, escrever um e-mail para um amigo não é o mesmo que escrever um e-mail para uma universidade, pedindo informações sobre um concurso público, por exemplo. Observamos que Travaglia dá ao gênero uma função social. Parece que ele diferencia Tipologia Textual de Gênero Textual a partir dessa “qualidade” que o gênero possui. Mas todo texto, independente de seu gênero ou tipo, não exerce uma função social qualquer? Marcuschi apresenta alguns exemplos de gêneros, mas não ressalta sua função social. Os exemplos que ele traz são telefonema, sermão, romance, bilhete, aula expositiva, reunião de condomínio, etc. Já Travaglia, não só traz alguns exemplos de gêneros como mostra o que, em sua opinião, seria a função social básica comum a cada um: aviso, comunicado, edital, informação, informe, citação (todos com a função social de dar conhecimento de algo a alguém). Certamente a carta e o e-mail entrariam nessa lista, levando em consideração que o aviso pode ser dado sob a forma de uma carta, e-mail ou ofício. Ele continua exemplificando apresentando a petição, o memorial, o requerimento, o abaixo assinado (com a função social de pedir, solicitar). Continuo colocando a carta, o e-mail e o ofício aqui. Nota promissória, termo de compromisso e voto são exemplos com a função de prometer. Para mim o voto não teria essa função de prometer. Mas a função de confirmar a promessa de dar o voto a alguém. Quando alguém vota, não promete nada, confirma a promessa de votar que pode ter sido feita a um candidato. Ele apresenta outros exemplos, mas por questão de espaço não colocarei todos. É bom notar que os exemplos dados por ele, mesmo os que não foram mostrados aqui, apresentam função social formal, rígida. Ele não apresenta exemplos de gêneros que tenham uma função social menos rígida, como o bilhete. Uma discussão vista em Travaglia e não encontrada em Marcuschi7 é a de Espécie. Para ele, Espécie se define e se caracteriza por aspectos formais de estrutura e de superfície lingüística e/ou aspectos de conteúdo. Ele exemplifica Espécie dizendo que existem duas pertencentes ao tipo narrativo: a história e a não-história. Ainda do tipo narrativo, ele apresenta as Espécies narrativa em prosa e narrativa em verso. No tipo descritivo ele mostra as Espécies distintas objetiva x subjetiva, estática x dinâmica e comentadora x narradora. Mudando para gênero, ele apresenta a correspondência com as Espécies carta, telegrama, bilhete, ofício, etc. No gênero romance, ele mostra as Espécies romance histórico, regionalista, fantástico, de ficção científica, policial, erótico, etc. Não sei até que ponto a Espécie daria conta de todos os Gêneros Textuais existentes. Será que é possível especificar todas elas? Talvez seja difícil até mesmo porque não é fácil dizer quantos e quais são os gêneros textuais existentes.

Se em Travaglia nota-se uma discussão teórica não percebida em Marcuschi, o oposto também acontece. Este autor discute o conceito de Domínio Discursivo. Ele diz que os domínios discursivos são as grandes esferas da atividade humana em que os textos circulam (p. 24). Segundo informa, esses domínios não seriam nem textos nem discursos, mas dariam origem a discursos muito específicos. Constituiriam práticas discursivas dentro das quais seria possível a identificação de um conjunto de gêneros que às vezes lhes são próprios como práticas ou rotinas comunicativas institucionalizadas. Como exemplo, ele fala do discurso jornalístico, discurso jurídico e discurso religioso. Cada uma dessas atividades, jornalística, jurídica e religiosa, não abrange gêneros em particular, mas origina vários deles. Travaglia até fala do discurso jurídico e religioso, mas não como Marcuschi. Ele cita esses discursos quando discute o que é para ele tipologia de discurso. Assim, ele fala dos discursos citados mostrando que as tipologias de discurso usarão critérios ligados às condições de produção dos discursos e às diversas formações discursivas em que podem estar inseridos (Koch & Fávero, 1987, p. 3). Citando Koch & Fávero, o autor fala que uma tipologia de discurso usaria critérios ligados à referência (institucional (discurso político, religioso, jurídico), ideológica (discurso petista, de direita, de esquerda, cristão, etc), a domínios de saber (discurso médico, lingüístico, filosófico, etc), à inter-relação entre elementos da exterioridade (discurso autoritário, polêmico, lúdico)). Marcuschi não faz alusão a uma tipologia do discurso. Semelhante opinião entre os dois autores citados é notada quando falam que texto e discurso não devem ser encarados como iguais. Marcuschi considera o texto como uma entidade concreta realizada materialmente e corporificada em algum Gênero Textual [grifo meu] (p. 24). Discurso para ele é aquilo que um texto produz ao se manifestar em alguma instância discursiva. O discurso se realiza nos textos (p. 24). Travaglia considera o discurso como a própria atividade comunicativa, a própria atividade produtora de sentidos para a interação comunicativa, regulada por uma exterioridade sócio-histórica-ideológica (p. 03). Texto é o resultado dessa atividade comunicativa. O texto, para ele, é visto como uma unidade lingüística concreta que é tomada pelos usuários da língua em uma situação de interação comunicativa específica, como uma unidade de sentido e como preenchendo uma função comunicativa reconhecível e reconhecida, independentemente de sua extensão (p. 03). Travaglia afirma que distingue texto de discurso levando em conta que sua preocupação é com a tipologia de textos, e não de discursos. Marcuschi afirma que a definição que traz de texto e discurso é muito mais operacional do que formal. Travaglia faz uma “tipologização” dos termos Gênero Textual, Tipologia Textual e Espécie. Ele chama esses elementos de Tipelementos. Justifica a escolha pelo termo por considerar que os elementos tipológicos (Gênero Textual, Tipologia Textual e Espécie) são básicos na construção das tipologias e talvez dos textos, numa espécie de analogia com os elementos químicos que compõem as substâncias encontradas na natureza. Para concluir, acredito que vale a pena considerar que as discussões feitas por Marcuschi, em defesa da abordagem textual a partir dos Gêneros Textuais, estão diretamente ligadas ao ensino. Ele afirma que o trabalho com o gênero é uma grande oportunidade de se lidar com a língua em seus mais diversos usos autênticos no dia-a-dia. Cita o PCN, dizendo que ele apresenta a idéia básica de que um maior conhecimento do funcionamento dos Gêneros

Textuais é importante para a produção e para a compreensão de textos. Travaglia não faz abordagens específicas ligadas à questão do ensino no seu tratamento à Tipologia Textual. O que Travaglia mostra é uma extrema preferência pelo uso da Tipologia Textual, independente de estar ligada ao ensino. Sua abordagem parece ser mais taxionômica. Ele chega a afirmar que são os tipos que entram na composição da grande maioria dos textos. Para ele, a questão dos elementos tipológicos e suas implicações com o ensino/aprendizagem merece maiores discussões. Marcuschi diz que não acredita na existência de Gêneros Textuais ideais para o ensino de língua. Ele afirma que é possível a identificação de gêneros com dificuldades progressivas, do nível menos formal ao mais formal, do mais privado ao mais público e assim por diante. Os gêneros devem passar por um processo de progressão, conforme sugerem Schneuwly & Dolz (2004). Travaglia, como afirmei, não faz considerações sobre o trabalho com a Tipologia Textual e o ensino. Acredito que um trabalho com a tipologia teria que, no mínimo, levar em conta a questão de com quais tipos de texto deve-se trabalhar na escola, a quais será dada maior atenção e com quais será feito um trabalho mais detido. Acho que a escolha pelo tipo, caso seja considerada a idéia de Travaglia, deve levar em conta uma série de fatores, porém dois são mais pertinentes: a) O trabalho com os tipos deveria preparar o aluno para a composição de quaisquer outros textos (não sei ao certo se isso é possível. Pode ser que o trabalho apenas com o tipo narrativo não dê ao aluno o preparo ideal para lidar com o tipo dissertativo, e vice-versa. Um aluno que pára de estudar na 5ª série e não volta mais à escola teria convivido muito mais com o tipo narrativo, sendo esse o mais trabalhado nessa série. Será que ele estaria preparado para produzir, quando necessário, outros tipos textuais? Ao lidar somente com o tipo narrativo, por exemplo, o aluno, de certa forma, não deixa de trabalhar com os outros tipos?); b) A utilização prática que o aluno fará de cada tipo em sua vida. Acho que vale a pena dizer que sou favorável ao trabalho com o Gênero Textual na escola, embora saiba que todo gênero realiza necessariamente uma ou mais seqüências tipológicas e que todos os tipos inserem-se em algum gênero textual. Até recentemente, o ensino de produção de textos (ou de redação) era feito como um procedimento único e global, como se todos os tipos de texto fossem iguais e não apresentassem determinadas dificuldades e, por isso, não exigissem aprendizagens específicas. A fórmula de ensino de redação, ainda hoje muito praticada nas escolas brasileiras – que consiste fundamentalmente na trilogia narração, descrição e dissertação – tem por base uma concepção voltada essencialmente para duas finalidades: a formação de escritores literários (caso o aluno se aprimore nas duas primeiras modalidades textuais) ou a formação de cientistas (caso da terceira modalidade) (Antunes, 2004). Além disso, essa concepção guarda em si uma visão equivocada de que narrar e descrever seriam ações mais “fáceis” do que dissertar, ou mais adequadas à faixa etária, razão pela qual esta última tenha sido reservada às séries terminais - tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio.

de uso social. 3 -Travaglia (2002) diz que uma carta pode ser exclusivamente descritiva. Por um interacionismo sócio-discursivo. I. caracterizado como carta. & KOCH. Liège. ou só apresenta características literárias. nº 01. In Letras & Letras. como o boletim meteorológico e o horóscopo. . 7 . o conteúdo. Acho meio difícil alguém conseguir escrever um texto. e suficientes para que o texto seja uma carta. o estilo e o nível de língua estão adequados ao interlocutor e podem cumprir a finalidade do texto. M. (1990). I. ou apenas com injunções. Referências ADAM. Acredito que abordando os gêneros a escola estaria dando ao aluno a oportunidade de se apropriar devidamente de diferentes Gêneros Textuais socialmente utilizados. 2 . (2004). se a estrutura.Pelo menos nos textos aos quais tive acesso. pp. ou injuntiva. apenas com descrições. distantes da realidade e da prática textual do aluno. ANTUNES.O ensino-aprendizagem de leitura. favoreceria o exercício da interação humana. não mais visto aqui como um especialista em textos literários ou científicos. enviar uma carta de solicitação a um secretário da prefeitura. 3-10.Outra discussão poderia ser feita se se optasse por tratar um pouco a diferença entre Gênero Textual e Gênero Discursivo. Mardaga.Termo usado pelas autoras citadas para os textos que fazem previsão.Penso que quando o professor não opta pelo trabalho com o gênero ou com o tipo ele acaba não tendo uma maneira muito clara para selecionar os textos com os quais trabalhará. 1 . “Contribuição a uma tipologia textual”. FÁVERO. 03. Theorie et pratique de l’analyse. ou argumentativa. São Paulo: Editora da PUC/SP. se a escolha do gênero. Atividades de linguagem. além de diversificar e concretizar os leitores das produções (que agora deixam de ser apenas “leitores visuais”) permite também a participação direta de todos os alunos e eventualmente de pessoas que fazem parte de suas relações familiares e sociais. BRONCKART. 5 . A avaliação dessas produções abandona os critérios quase que exclusivamente literários ou gramaticais e desloca seu foco para outro ponto: o bom texto não é aquele que apresenta. texto argumentativo stricto sensu é o que faz argumentação explícita. o espaço da sala de aula é transformado numa verdadeira oficina de textos de ação social. mas como um especialista nas diferentes modalidades textuais. São Paulo: Parábola. orais e escritas. 6 . textos e discursos. 4 . Assim. como enviar uma carta para um aluno de outra classe. realizar uma entrevista. da participação social dentro de uma sociedade letrada. percebendo que o exercício da linguagem será o lugar da sua constituição como sujeito. A atividade com a língua.Necessárias para a carta. o que é viabilizado e concretizado pela adoção de algumas estratégias. Vol. Élements de linguistique textuelle. mas aquele que é adequado à situação comunicacional para a qual foi produzido.-P. fazer um cartão e ofertar a alguém. compreensão e produção de texto pela perspectiva dos gêneros reposiciona o verdadeiro papel do professor de Língua Materna hoje. meio que contrariando o que acabara de afirmar. J. J. L. etc.Segundo Travaglia (1991). (1987). Aula de português: encontros e interação. V. Essas atividades. Uberlândia: Editora da Universidade Federal de Uberlândia. ele diz desconhecer um gênero necessariamente descritivo. ou narrativa. Por outro lado. L. assim. ou seja. sabendo movimentar-se no dia-a-dia da interação humana. ou dissertativa. (1999).

H. L. Substituição de palavras com o emprego de sinônimos ou de palavras ou expressões de mesmo campo associativo. Genre analysis. Muitas vezes essa incoerência é resultado do mau uso daqueles elementos de coesão textual. 2. (1991). sejam gramaticais (emprego de pronomes. Estrutura e función de los tiempos em el lenguaje. baseado em conhecimentos anteriores que os participantes do processo têm com o tema. J. não só entre os elementos que compõem a oração.composta de termos e expressões . L.2. Um estudo textual-discursivo do verbo no português. 330 + 124 pp. associação). o substantivo ou o adjetivo correspondente . 1991. relembre-se que. M. a coesão é uma linha imaginária . Há diversas formas de se garantir a coesão entre os elementos de uma frase ou de um texto: 1. numerais. WEIRINCH. (1968).algosobre. Tese de Doutorado / IEL / UNICAMP. Gêneros orais e escritos na escola. evita que se lance mão de repetições inúteis. ___ (2002). B. relação. Na organização de períodos e de parágrafos. & DOLZ.que une os diversos elementos do texto e busca estabelecer relações de sentido entre eles. Esses mecanismos lingüísticos que estabelecem a conectividade e a retomada do que foi escrito / dito são os referentes textuais e buscam garantir a coesão textual para que haja coerência. como também entre a seqüência de orações dentro do texto. elipses). um erro no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais prejudica o entendimento do texto. Nominalização – emprego alternativo entre um verbo. usamos mecanismos para garantir ao interlocutor a compreensão do que se lê / diz.html 4. Tipelementos e a construção de uma teoria tipológica geral de textos. TRAVAGLIA. Um texto incoerente é o que carece de sentido ou o apresenta de forma contraditória. por coesão. (1990). orações. Mimeo. que essas frases estejam coesas e coerentes formando o texto. English in academic and research settings. SCHNEUWLY. Por exemplo. Gêneros textuais e ensino. sejam lexicais (repetição.2 Coesão e Coerência Textual Por: Cláudia Kozlowski Na construção de um texto. períodos. “o enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e orações. A. C. entende-se ligação. assim como na fala. Numa linguagem figurada. Fonte: http://www. Campinas.com. Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e independência sintática e semântica. Rio de Janeiro: Lucerna. Nas palavras do mestre Evanildo Bechara (1). Essa coesão também pode muitas vezes se dar de modo implícito. “Gêneros textuais: definição e funcionalidade” In DIONÍSIO. que para o público a quem se dirige deveria ser de conhecimento geral. que irão apresentar o contexto – decorre daí a coerência textual. Â. com o emprego de diferentes procedimentos. Dessa forma. extrai-se que não se deve escrever frases ou textos desconexos – é imprescindível que haja uma unidade. Além disso. ou seja.br/gramatica/genero-textual-e-tipologia-textual. nexo entre os elementos que compõem a estrutura textual. (2002). recobertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios”. Cambridge: Cambridge University Press. Campinas: Mercado de Letras SWALES. Desta lição. Madrid: Gredos. conjunções. confere-se a ele uma unidade formal. o uso de uma determinada sigla.MARCUSCHI. J. Construído com os elementos corretos. constroem-se frases. et al. (2004). substituição.

Substitutos universais. Repetição na ligação semântica dos termos.” (Rocha Lima) 4. ___2___.6% –. estabelece a relação entre as duas orações. e coerência se relaciona intimamente a contexto. bem como os advérbios de tempo. Como nosso intuito nesta página é a apresentação de conceitos. Por exemplo. o grau de violência intencional aumentou. ___3___. nas duas décadas seguintes. elipses. como os verbos vicários (ex. o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26. doze homicídios por cem mil habitantes. no próximo ano. “Grande no pensamento. isto é. assim.: O jovem recolheu-se cedo. conjunções. felino está numa relação de hiperonímia com gato. entre outros. grande na glória. ao remeter a um enunciado anterior. de agora em diante.. a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990. podendo indicar simultaneidade. 6. certas locuções prepositivas e adverbiais. Sabia que ia necessitar de todas as suas forças. essa função de progressão textual. recentemente. Por exemplo. e não uma redundância . grande na ação. grande no infortúnio. dada sua característica: são elementos que não significam. ontem. em média.relações de um termo de sentido mais amplo com outros de sentido mais específico. certos advérbios e expressões adverbiais. A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. ultimamente. tínhamos uma média de. Vejamos como o examinador tem abordado o assunto: (PROVA AFTN/RN 2005) Assinale a opção em que a estrutura sugerida para preenchimento da lacuna correspondente provoca defeito de coesão e incoerência nos sentidos do texto. Os pronomes demonstrativos. a palavra elidida é facilmente identificável (Ex. sem aprofundá-los em demasia. esse é o papel da coerência. Exerce. Elisa Guimarães (2) nos ensina a esse respeito: “Os pronomes pessoais e as desinências verbais indicam os participantes do ato do discurso. 3.: Necessito viajar. agora.. ___1___ dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo. ele morreu desconhecido e só. A elipse se justifica quando.” Esse conceito será de grande valia quando tratarmos do uso dos pronomes demonstrativos. antes de (pretérito). neste momento (presente). .4%. levando-se em conta o risco de morte por homicídio. aproximadamente. depois de (futuro). há alguns dias. Já os componentes concentram em si a significação. 5. ___4___. . contudo. Somente a coesão. empregada como recurso estilístico de intenção articulatória. O termo o jovem deixa de ser repetido e. referenciam o momento da enunciação.resultado da pobreza de vocabulário. bastamnos essas informações. mesa (mais específico) e móvel (mais genérico). Em 1980. não é suficiente para que haja sentido no texto. chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 – 121.). Assim: este. anterioridade ou posterioridade. Dêiticos são elementos lingüísticos que têm a propriedade de fazer referência ao contexto situacional ou ao próprio discurso. como certos pronomes. apenas indicam. Uso de hipônimos – relação que se estabelece com base na maior especificidade do significado de um deles. Por exemplo. hoje. por excelência. porém só o farei no ano vindouro) A coesão apoiada na gramática dá-se no uso de conectivos. ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes. remetem aos componentes da situação comunicativa. Emprego de hiperônimos .(desgastar / desgaste / desgastante).

O cartaz é uma forma de escrita Foto: Acervo EducaRede No mundo da informação isso significa. idéia contrária à que foi apresentada até então pelo texto. Verifica-se. prever suas possíveis conseqüências para a qualidade de vida das pessoas.9% do PIB entre 1996 e 1997. que não se limitem a observar a realidade. 1. que tem várias naturezas — matemática. do planeta.br/acoes. estabelecendo.2. articular acontecimentos. Ou seja.htm) a) 1 – Tanto é assim que b) 2 – Lamentavelmente c) 3 – ou seja d) 4 – Simultaneamente e) 5 – Se bem que COMENTÁRIO: As lacunas no texto ocultam palavras e expressões que atuam como conectores – ligam orações estabelecendo relações semânticas entre os períodos.3 Estudo de textos básicos 4.html 4. Isso implica saber analisar criticamente as realidades sociais e organizar a ação para intervir nessa realidade. do sexo masculino. Dessas.com. uma vez que a expressão “Se bem que” deveria introduzir uma oração de valor concessivo. da cidade. entre 15 e 24 anos. contudo. apenas no setor saúde. (Adaptado de http:// www. entre outros.Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da violência consumiram. ___5___ a vitimização letal se distribui de forma desigual: são. a sociedade atual precisa de cidadãos atuantes. meio acadêmico e Internet. a coerência textual seria prejudicada. o gabarito é a opção E. Por isso. por exemplo —. Fonte: http://www. mas que nela saibam agir. saber lidar com a informação. filosófica. radiofônica e televisiva. A banca sugere algumas opções de preenchimento.br/articles/2586/1/COESAO-E-COERENCIATEXTUAL/Paacutegina1. Sendo aceita a sugestão da banca. sobretudo. a única que não atende ao solicitado é a de número 5. assim.4 Produção de Textos Escrita e produção de texto Todos sabem que as atuais demandas sociais requerem cidadãos capazes de exercer plenamente a sua cidadania.brasil. que o que se segue ratifica as informações anteriores ao fornecer dados complementares às estatísticas sobre homicídios.mundovestibular. os jovens pobres e negros. Lidar com a informação significa apropriar-se de: . religiosa.gov. que têm pago com a própria vida o preço da escalada da violência no Brasil. artística. do país. examinar os fatos. científica. e vem de várias fontes e por vários caminhos — mídia impressa.2. por um lado.

Quer dizer. podemos escrever um anúncio para uma revista. como tal. podemos escrever uma carta. Por outro lado. A linguagem do jornal é diferente daquela do cartaz Foto: Acervo ANDI Se desejarmos informar um possível contratante sobre nossa formação e experiência profissional para que ele possa avaliar se correspondemos às expectativas que a empresa tem para um provável funcionário. elaboramos um currículo. No texto “Sobre leitura e formação de leitores”. para um determinado site. se o tratamento recebido por determinado assunto em uma determinada matéria nos causar indignação — ou mesmo admiração — podemos escrever uma carta para o jornal manifestando nossa forma de pensar a respeito. Como se pode ver. Se pretendermos divulgar dados organizados de determinada pesquisa que realizamos. para circularem em espaços sociais vários. formas de obtenção da informação para conhecer o real. ou podemos escrever um folheto de propaganda para ser distribuído na saída do metrô. com distintas finalidades. A cada circunstância correspondem: a) finalidades diferentes: manifestar nossa forma de pensar a respeito de determinada matéria lida. Agora. Produzir textos: uma prática social Assim como a leitura. convencer a respeito de determinadas interpretações de dados. para um jornal. Em uma sociedade letrada. a respeito da evasão dos alunos. ainda. escrevemos um artigo acadêmico-científico. organizar um outdoor para veicular informação a respeito do serviço nos lugares que se espera que circulem potenciais interessados no serviço divulgado. vamos priorizar o processo de produção de textos escritos. discutimos o que isso pode significar quando nos referimos à leitura. ou enviar uma mensagem por email. Quando se fala em domínio da linguagem escrita. fala-se em saber lidar de maneira proficiente com todos os conhecimentos com os quais se opera nas práticas de linguagem.  procedimentos que permitam o reconhecimento da pertinência e idoneidade da informação. saber divulgá-las e agir utilizando essas informações passa pelo domínio de um objeto social fundamental: a linguagem escrita. . Por exemplo: ao lermos um jornal. fala-se em ler e escrever utilizando os procedimentos e estratégias que conferem maior eficácia aos textos produzidos e às leituras realizadas. ou. divulgar determinados serviços buscando seduzir possíveis clientes. obter notícias sobre um ente querido.  recursos que possibilitem a divulgação da informação. Se quisermos divulgar um serviço que prestamos. uma prática social. produzimos textos em diferentes circunstâncias. Quer dizer: em várias circunstâncias da vida escrevemos textos para diferentes interlocutores. para ser publicado em uma revista de educação — ou um livro — que circule no espaço no qual essa discussão interesse. a produção de textos escritos é uma prática de linguagem e. organizados nos mais diversos gêneros. Se quisermos ter notícias de um ente querido que se encontre distante de nós geograficamente. por exemplo. obter informações analisá-las criticamente. exercer plenamente a cidadania significa saber agir utilizando a informação.

ou do lugar do pai que fala a seus filhos. nessas condições enumeradas. transeuntes de determinados locais (vias de circulação. caso seja produzido a partir do lugar de deputado federal. Se estiver conversando com amigos em um encontro casual. certamente produzirá um discurso permeado por análises técnicas e históricas. ao contrário. mas também porque o cineasta não poderá. c) lugares de circulação determinados: mídia impressa. a relação entre os interlocutores instituiu compromissos diferenciados entre eles. d) gêneros discursivos específicos: carta de leitores. entre outros. que se adequar a essas condições. rodoviária etc. revisores. folheto de propaganda. nem a mesma escolha lexical. produzir o discurso a partir do lugar de pai. que implicam responsabilidades assumidas. por exemplo. quando assumimos a palavra para dizer alguma coisa a alguém.informar sobre sua qualificação profissional. de filho/filha. certamente. se a uma pessoa for solicitado um discurso recomendando a redução do consumo de energia elétrica.. um possível contratante. E isto por causa de todas as condições de produção citadas. ou de amigo de determinado empresário do ramo. diretores de escola etc). currículo. o contexto de produção dado lhe permitirá assumir o lugar de espectador/apreciador da arte do cinema e seu discurso. outdoor. academia. o relativo à profissão que exercemos (professores. b) interlocutores diversos: leitores de um determinado veículo da mídia impressa (jornal. recomendações são feitas. Todos desempenhamos diferentes papéis na vida: o de mãe/pai. ou porque circulará na esfera acadêmica. digitadores. Ainda que esses papéis se articulem todo o tempo. colegas de trabalho. dentistas. tendo. uma vez que são todos constitutivos do sujeito e que. leitores de determinada revista acadêmico-científica ou de determinado tipo de livro. anúncio. Da mesma forma. artigo acadêmico-científico. menos comprometido com argumentações coerentes com determinadas posições teóricas. família ou círculo de amizades. carta pessoal. um parente próximo ou um amigo. médicos. de irmão/irmã. embora não apenas por este motivo. de cidadão brasileiro. significa saber lidar com todas as características do contexto de produção dos textos. Isso ocorrerá não só porque o discurso será uma conferência. Quer dizer: escrever um texto é uma atividade que nunca é a mesma nas diferentes circunstâncias em que ocorre. Por exemplo: um cineasta. dessa forma. atitudes são tomadas. Essas condições referem-se aos elementos apresentados acima. sob pena de não ser eficaz. Cada um desses papéis estabelece entre nós e aqueles com quem nos relacionamos determinados vínculos. que poderá ter como interlocutores estudantes ou outros cineastas. Ser um escritor proficiente. ao analisar determinado filme. de industrial do ramo da produção de lâmpadas. Um aspecto a ser considerado ainda é o lugar do qual se escreve. pontos de vista a partir dos quais os acontecimentos são analisados. influenciam-se mutuamente. incluindo-se nestas o papel social de onde fala o produtor. de consumidor de determinado produto. vias públicas de grande circulação de veículos e pessoas. revista). de maneira a orientar a produção do seu discurso pelos parâmetros por elas estabelecido. quando em uma conferência ou mesa-redonda. escritores. portanto.). feirantes. em função das demais características do contexto de produção (sobretudo do lugar de circulação do discurso e do interlocutor presumido). vereadores. Escrita: um processo individual e dialógico . este não será o mesmo. podendo ser mais descontraído. Mas não apenas a eles. de associado de determinado clube. portanto. porque cada escrita se caracteriza por diferentes condições que determinam a produção dos discursos.. determinada empresa (esfera profissional). um desses papéis predomina. não terá a mesma organização. Os argumentos serão diferentes porque.

com a finalidade de avisá-lo de sua visita. típicos da Idade Média. caem em desuso. As tecnologias digitais. Uma carta de amor. Dificilmente uma jovem hoje receberia uma carta que começasse com a expressão Estimada senhorita (ou Caríssima senhorita). Como é possível perceber. quanto interpessoal e dialógica. Se quiser ver um exemplo dessa inter-relação que existe entre os textos — denominada também de intertextualidade — clique aqui. Há também textos que se referem a outros já escritos. propriamente. As crônicas esportivas também foram gêneros que se constituíram em épocas recentes e apenas em determinadas culturas. Na literatura. por não corresponderem também às novas necessidades estéticas. de alguma forma. e. acabam por criar novas possibilidades de interlocução escrita com pessoas distantes geograficamente umas das outras: por e-mail. foram sendo preteridos pelos poetas e literatos. chegando mesmo a conter citações explícitas. os textos que produzimos são resultantes das escolhas que fazemos quanto a o que dizer e como dizer em função das condições de produção colocadas. ou que terminasse com a expressão Com votos de consideração e estima. com os textos já produzidos anteriormente no que se refere a:  o que se pode dizer por meio de determinados gêneros. Criam-se. mas determinadas historicamente. por exemplo. constituindo-se como referências. por exemplo. por outro lado. pelo menos modificações nos gêneros já existentes. das palavras a serem utilizadas. enviando-se mensagens que ora se assemelham a bilhetes.  os textos produzidos e seu conteúdo. se não novos gêneros. expressões usuais que acabam por caracterizá-los. Quer dizer. que podem marcar época. dessa forma. por exemplo.  os gêneros. gêneros como as cantigas de amigo. dos enunciados a serem organizados são escolhas do produtor do texto.Assim como a leitura. o processo de escrita é tanto uma experiência individual e única. Na Suécia. em tempo não-real. este não é um gênero presente. por exemplo. são criados. Essas escolhas não são aleatórias. que também são construções históricas. ainda em chats. por exemplo. É individual e única porque o processo de produção de um texto implica escolhas pessoais quanto a o que dizer e a como dizer: a seleção de tópicos a serem apresentados. Anotação no caderno: forma de aprender Foto: Acervo Instituto Sou da Paz  à forma de dizer (escolhas lexicais típicas do gênero. nos quais se pode conversar em tempo real com pessoas dos lugares mais longínquos do planeta. em um dado momento histórico há um conjunto de possibilidades disponíveis e é no interior . como a brasileira. assim. Escrever é um processo interpessoal e dialógico porque todo texto sempre se relaciona. modificam-se. ou. possuía fórmula de iniciação e de conclusão muito diferentes no século XVII e atualmente. Hoje essa prática caiu em desuso — e com ela a situação de utilização do gênero — tendo sido substituída por um telefonema. ora a cartas. como resultado de necessidades estéticas historicamente construídas em um determinado período. que refletirão seu estilo de dizer. No século XVII. era comum quando se pretendia visitar um parente ou amigo — ainda que residente na mesma cidade — escrever-se uma carta e entregá-la em mão. por exemplo. os poemas concretos passaram a existir a partir de determinada época.

em qualquer situação comunicativa. repente.  ao lugar de circulação. pode-se escrever um manual. fábula. tese. então a fábula é o gênero mais adequado. de fadas. receita culinária. anúncio. por outro lado. palestra. Se a finalidade. verbete. Esse é o gênero que pressupõe a argumentação em favor de questões controversas. relatório. sermão. Suas características. que se encontram disponíveis na cultura. cantiga. quer tenha sido produzida em linguagem oral ou linguagem escrita. Qualquer manifestação verbal organiza-se. o gênero escolhido pode ser a notícia. anúncio. Estes se referem. Pode-se mesmo afirmar que o conhecimento que se tem sobre um gênero determina as possibilidades de eficácia do discurso. a proficiência do aluno em Língua Portuguesa depende também do conhecimento que ele possa ter sobre os gêneros e sua adequação às diferentes situações comunicativas. conto (literário. Portanto. Se imaginarmos que alguém pretende discutir uma questão complexa como a descriminalização das drogas. de uma conversa de bar a uma tese de doutoramento.desse conjunto que as nossas escolhas pessoais são feitas. devem ser objeto de ensino. Gêneros do discurso e textos Os gêneros são formas de enunciados produzidas historicamente. mediante a apresentação de argumentos que possam sustentar a posição que se defende e refutar aquelas que forem contrárias à defendida no texto. essa pessoa precisará organizar o seu discurso em um gênero como o artigo de opinião. popular.. Se se deseja apresentar algum ensinamento utilizando situações vividas por animais que representam determinadas características humanas. poema. adivinha. crônica. Se o que se pretende é orientar alguém para a realização de determinada tarefa. As diferentes manifestações verbais concretizam-se em textos — orais ou escritos — organizados nos gêneros. panfleto. ou como a pena de morte como forma eficiente de combate à criminalidade. de aventuras. for relatar a um grande público um fato acontecido no dia anterior.. inevitavelmente. romance. ou relacionar instruções. a famílias de textos que possuem características comuns Não é qualquer gênero que serve para se dizer qualquer coisa. Partes dessas possibilidades relacionam-se aos gêneros do discurso. monografia. portanto. cordel.  a um contexto de produção determinado.  a sua forma composicional. receita médica. conferência. Redação: exercício de escrita Foto: Acervo EducaRede Os gêneros podem ser identificados por três características fundamentais:  o tipo de tema que podem veicular. saber selecionar o gênero para organizar o seu discurso implica conhecer suas características para avaliar sua adequação:  às finalidades colocadas para a situação comunicativa. reportagem. Dessa forma. maravilhoso.). precisam ser . parlenda. em algum gênero do discurso. seminário. como notícia. portanto. entre outros. por exemplo.  as marcas lingüísticas que definem seu estilo.

sob a orientação do professor. A criança passa por fases de produção. dita regras de uma brincadeira. saber redigir o que foi planejado. uma palavra . As produções deverão ser arquivadas em um caderno específico. ou não escreve. ou porque não está motivado. Começa aí o bloqueio: escreve pouco. no que se refere à dificuldade de execução. Tais procedimentos precisam ser sempre articulados no processo de escrita. aliadas às regras ortográficas e gramaticais não definidas por ela.interna&id_tema=9&id_subtema=3 Texto Informativo . ou sobre o que quer escrever. música. ela produz texto oral. Os procedimentos de escrita Além desse conhecimento. antes. descreve um passeio. e saber reescrever o texto produzido e revisado. ele escreve apenas para satisfazer uma exigência do professor. ou em pequenos grupos. de maneira que o progresso do aluno possa ser percebido e avaliado com maior segurança pelo professor e pelo próprio aluno. transmitem um significado ou uma idéia. Na escola. trabalhar textos coletivamente. Produzir textos é inerente à criança. seqüência e lógica . com base em modelos de escrita corretos e variados quanto à forma ( poesia. coesão e coerência). com forma e conteúdos próprios. e) notacionais (relativos ao sistema de escrita). A produção de texto não deve ser trabalhada isoladamente. Outras vezes. Algumas vezes. criar. o aluno não escreve porque não sabe o que. como características do gênero no qual o texto será organizado. Assim .tematizadas nas atividades de ensino. do contexto de produção especificado.cfm? pg=oassuntoe. . entre outras coisas. O professor deve requerer as produções dos alunos de maneira gradativa. trava-língua etc). independentemente de saber escrever ou não.org/educa/index. ela conta um fato . ou não se esforça muito para isso. saber revisar o que foi escrito — durante o processo mesmo de escrita e depois de finalizado —. d) gramaticais. precisa. Em sua rotina. b) pragmáticos (relativos às especificidades da situação de comunicação e às diferentes práticas sociais de escrita). conhecimentos de várias naturezas entram em jogo: a) discursivos (relativos às características do discurso. contos. por exemplo). mas de forma interdisciplinar. pontuação. Nesse processo. a criança precisa obedecer a regras de espaço. Fonte: http://www. dentro de um contexto. c) textuais (relativos à linearidade do texto em si: relativos à sintaxe. fabricar.educared. Para a criança chegar a elaborar um texto individualmente. O texto pode ser um desenho.Produção de texto PRODUÇÃO DE TEXTO Produzir é realizar. uma frase ou um conjunto de todas estas normas de registro e expressão que. que é outra competência que também precisa ser constituída. Antes mesmo de conhecer letras. escrever pressupõe o domínio de determinados procedimentos: saber planejar o que vai ser escrito em função das características do contexto de produção colocado. todas igualmente importantes para ela. a criança se nega a produzir.

Escrever sobre um recorte de revista. . animal. .Desenhar o pai ou a mãe e escrever “meu pai” ou “minha mãe” de acordo com o desenho.Escrever sobre “O que gostaria de ser quando crescer”e desenhar. entregador de merenda.Desenhar sua casa. .Desenhar um meio de transporte e escrever sobre ele. . O aluno deve identificar a figura ( distinção parte/todo) e escrever sobre a parte ou sobre o todo.Escrever sobre palavras recortadas e coladas em folhas: a criança escreve o que quiser a respeito da palavra.Fazer um desenho com base numa história contada e copiar o título.Escrever sobre uma cor.Depois de assistir a um filme em vídeo. escrever sobre ela. . político. Em seguida. . .Escrever seu nome e desenhar o seu retrato. O professor escreve-as num papel manilha ou na lousa para que as crianças possam recorrer a elas durante a produção.Escolher uma letra. . fazer um desenho e escrever uma frase ou um texto que se refira à palavra formada.Sugestões: . a criança escolhe aquele sobre o qual escreverá. as crianças fazem um texto coletivo e transcrevem para o livro.Recortar letras e formar uma palavra. recortar e colar em uma folha.Escrever sobre um fato da atualidade ( ecológico.Fazer uma montagem e escrever sobre ela.Escolher uma figura.As crianças fazem perguntas diretamente à pessoa e depois escrevem um texto. . escrever sobre ela. escrever uma história sobre ele. onde fazem as ilustrações.Escrever o que quiser sobre uma data comemorativa. . . fazer o desenho e escrever o que quiser sobre ela. . Ao terminar. . recortar e colar em uma folha. Desenhar os personagens utilizando sucata e transcrever a história.Desenhar sua família e escrever os nomes.Ouvir uma história contada pelo professor e escrever sobre ela. Em seguida. O professor seleciona alguns recortes e cola em folhas. policial etc). . escrever a história.Escrever a respeito do brinquedo ou da brincadeira de que mais gosta. alimento ou brinquedo e cola em uma folha.Depois de ouvir uma história.Montar personagens com material de sucata e .Desenhar sua classe e seus colegas e escrever sobre eles. . e sugere as palavras que entrarão na história. montar seu nome e escrever uma frase ou um texto. . vidraceiro. . .Escrever sobre um assunto de Ciências e Saúde e montar um livro. . em grupo. O professor recorta pedaços de papel colorido de revistas e cola em folhas de linguagem. Em seguida.O professor pode aproveitar uma notícia de jornal ou uma pergunta de um aluno para propor o tema. . social. . Em seguida. cada criança terá o seu .Escrever sobre uma figura: o professor recorta uma parte de uma figura de objeto. . .Observando um desenho. .Escrever sobre um profissional que esteve na escola ( jardineiro. . O professor promove e coordena uma discussão sobre o tema. sua família e escrever os nomes .Escrever sobre seu animal preferido e depois fazer o desenho. .Desenhar seus amigos e escrever seus nomes. guarda etc). .Desenhar seus brinquedos e escrever os nomes. produzir uma história oral.Recortar letras de jornais e revistas.Fazer uma história tomando por base um Banco de Palavras. . .Fazer o desenho de um animal de que tem medo e escrever sobre ele. . A classe decide sobre o que vai escrever. O aluno escolhe a cor sobre a qual quer escrever.

Fazer um desenho com materiais artísticos e escrever sobre ele.Escrever um bilhete para um colega. (Rafael Nunes. Estou pensando em fazer um livro em casa”. formar palavras e desenhar. a . Aí. o professor responderá a todos os bilhetes.. cor ou tamanho. p. traz. desenho para ser pintado. cruzadinha.livro. ou alguém da escola. as crianças fazem um banco de palavras. professora. Por exemplo. . As crianças escrevem algumas palavras em pequenos papéis e colocam numa caixa: o Tesouro de Nomes. Cada aluno faz um trabalho que pode ser produção. a criança resolve fazer um livro sobre frutas: ela recorta e cola uma figura em cada página e escreve uma frase sobre a fruta ou apenas o nome dela. As informações são complementadas pelo professor como conteúdo de Ciências. foi dado pelo aluno Rafael à sua professora e demonstra bem como ocorre.1991) . “ Às vezes. . Cada aluno transcreve seu trabalho para folha e assina.Escrever sobre uma experiência vivenciada. Em seguida.Montar um livro: recortar letras. . escrever uma lista de dez palavras e fazer uma produção. receita.Escrever sobre figuras seqüenciadas.Escrever um bilhete para o professor e assinar. Cada aluno escreve sua história e transcreve cada frase em uma página.Escrever sobre uma palavra-surpresa. começo a juntar algo dos desenhos com outras imagens que eu já vi. . . o aluno decide fazer um livro sobre animais: ele recorta as letras t. O professor escreve um nome em folhas que serão sorteadas entre as crianças. . O professor pode contribuir com alguma atividade. escondido um animal e não diz qual é. .Escrever um livro. ao zoológico etc. eles selecionam os trabalhos e montam o jornalzinho. De vez em quando. colando as letras na folha. escreve o título e assina. Escrever comentários baseados nas fichas de animais do chocolate Surpresa. descobrir qual é. e grampeia. Se possível.Montar um livro com recortes de jornal ou revista. plástico etc. para ele. Cada aluno escreve o bilhete para o colega sorteado. elabora a capa. .Escrever sobre um animal que foi trazido para a classe. Em seguida. o. O depoimento.9 anos. e faz a ilustração. . Um aluno.Fazer um livro sobre o arco-íris: cada folha terá uma cor pintada ou um recorte colorido de tecido. As crianças conversam com o dono para saber os hábitos. . O professor dobra as folhas de papel sulfite no meio. os alunos comentam e escrevem seus textos. desenho para ligar os pontos etc. de qualquer forma. a seguir. forma a palavra pato. . formando o livro.Em grupos pequenos de alunos. adivinhações. o processo de produção de texto. O professor lê as informações da ficha. Rafael foi incentivado a criar e a produzir textos desde o início da 1ª série. O aluno escreve o nome da cor e o que ela significa para ele. por exemplo. faz os desenhos. vendo os desenhos.. repetindo o processo em todas as páginas do livro. papel. Parece que estou fazendo um filme. Sob a orientação do professor. Por exemplo.2ª série.Contar um sonho que teve e escrever sobre ele. . O professor faz a entrega e os alunos têm que identificar quem foi que escreveu o bilhete.Fazer o Jornal da Classe. . a alimentação. tentando após a exploração. vem uma história inteirinha na minha cabeça. . Por exemplo. um passeio à feira. a utilidade e outras características do animal. uma criança sorteia uma palavra que será tema de uma produção.

o e ainda i ou u e que terminam em l. pás. s ou z – adorá-lo(s). pé. grave. com as vogais tônicas/tônicas grafadas e e o em fim de sílaba. rês. velho. homem. provéns. pá.3 Aspectos normativos 4. se fechado: pônei e pônei. tênis e ténis. detém. mocotó. louvamos (louvámos). nós. herói(s). dó. mesa.: Poucas paroxítonas deste tipo. habitá-la(s). vá. seguidas das consoantes nasais grafadas m e n. né. São acentuadas as paroxítonas que apresentam. pontapé. batéis. fé. salvo raras exceções. bônus e bônus. podendo estes dois últimos ser seguidos ou não de s – anéis. remói (de remoer). Tejo. Obs. corrói (de corroer). pénis e pênis. olá. acém. o(s) ou em(ns) −está(s). papéis. As formas verbais oxítonas. o qual é assinalado com acento agudo. Oxítonas: Levam acento as oxítonas terminadas em vogais tônicas/tónicas a(s). má. se aberto. É facultativo o acento agudo em formas verbais do pretérito perfeito do indicativo: amamos (amámos). Paroxítonas: Em geral. pôs. fiéis. na sílaba tônica/tónica. Vénus e Vênus. dê. lá. rapê (rapé). cós. assim como. após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas r. as respectivas formas do plural: amável (amáveis). Oxítonas com ditongos abertos ei.html 4. o(s) − dá. filé. terminam na vogal tônica/tônica aberta grafada a. as palavras paroxítonas não são acentuadas graficamente: enjoo. rés. n. éden (édenes ou edens). quando conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s). provêm. cadáver (cadáveres). . céu(s). x e ps. chapéu(s). açúcar (açúcares).blogspot. eu ou oi.1 A norma ortográfica a) Acordo Ortográfico 1990 Vide material em PDF b) Acentuação Regras de Acentuação Monossílabos Tônicos: São acentuados os monossílabos tônicos terminados com a(s). Zé. tórax (tórax ou tóraxes). votamos (votámos). já. apresentam oscilação de timbre nas pronúncias. vejo. mês. purê (puré). pés. r. más. floresta. dá-la(s). e(s). judô. ou circunflexo. voo.com/2006/08/texto-informativo-produo-de-texto.3. as vogais abertas a. sóis. e(s). metrô. e. vê-la.Fonte: http://profa-val. pó. ilhéu(s). véu(s).

heroico. náusea. o que ocorre em poucas palavras: vadiice. Convém lembrar que. aquela. O verbo pôr e as formas verbais pôde. último. Raul. cairmos. quem. àquilo.Recebem acento gráfico paroxítonas terminadas em que. tônico (tónico). Vênus (Vénus). raiz. àqueloutra(s). retórque. blasfêmia (blasfémia). perdoo. qui. apazigue (apazígue). enjoo. quando a vogal i ou u for acompanhada de outra letra que não seja s. sucuuba. trêmulo. atraiu. Também não leva acento se a vogal i ou u se repetir. aqueles. Ipuiuna. lúdico. tireóide. assembleia. que. qui − argui. músico. glória. Exceções: Palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros: hübneriano. xiita. Müller. distribuiu. que. averigue. Ditongos: Perdem o acento gráfico o i ou u tônicos/tônicos precedidos de ditongo em paroxítonas − baiuca. público. têm e vêm recebem acentos diferenciais. Acento grave: Na contração da preposição a com as formas do artigo ou pronome demonstrativo o: à (de a+a). Perde o acento gráfico o u tônico/tónico dos grupos. mandriice. contribuinte. fêmea (fémea). oblique (oblíque). aquelas e aquilo ou ainda da mesma preposição com os compostos aqueloutro e suas flexões: àqueles(s). Trema: Este sinal de diérese foi inteiramente suprimido. contribuiu. paul. às (de a+as) e também na contração da preposição a com os demonstrativos aquele. feiura. período. Proparoxítonas: Todas são acentuadas − árabe. veem. àquela(s). Pode-se usar acento agudo ou circunflexo na letra e ou o antes de m ou n que não formam sílaba: acadêmico (académico). cômodo (cómodo). releem. Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei ou oi − alcateia. as duas últimas quando na terceira pessoa do plural do presente do indicativo de ter e vir. deem. . fenômeno (fenómeno). dinâmico. juiz. com u pronunciado: alongínque. Perdem o acento gráfico os vocábulos terminados em oo ou eem − creem. zoo. viríamos. não haverá acento − ruim. delínque. mariice (neologismo de Guimarães Rosa). mágoa. câmara. àqueloutro(s).

caráter. X. país. igarapé. faísca. fémur (Portugal). fenômeno (Brasil) académico. ES.com. órfãs. ÃO. UNS. látex. Observe: 1) Terminadas em ENS não levam acento: hifens. carnaúba. IS.br/gramatica/regras-de-acentuacao. redemoinho. não haverá acento − moinho. tênis. L. caíste. ENS . Morumbi. U. órfãos. IS. Observe: Pode-se usar acento agudo ou circunflexo de acordo com a pronúncia da região: acadêmico. Observe: 1. haverá acento − proíbo. aí. Ã. hífen. sólido. Se o i for seguido de nh. ímã. 3) Não ponha acento nos prefixo paroxítonos que terminam em R nem nos que terminam em I: inter-helênico. antiherói. ÃOS. E. I. Fonte: http://www. polens. 2. balaústre. semi-internato. Oxítonas Se terminadas vatapá. N. Continua tudo igual. vírus. US não levam acento: tatu. O. Jaú. fenómeno (Portugal). lúcido.Hiatos: Quando a segunda vogal do hiato for i ou u. Usa-se Paroxítonas Se terminadas em: R. éden. cômodo Observações (como ficaram) Continua tudo igual ao que era antes da nova ortografia. ÃS. cárie. árduos. baú.html Tabela traz regras já de acordo com a nova ortografia Márcia Lígia Guidin* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação Tipo de palavra ou sílaba Proparoxítonas Quando acentuar sempre Exemplos (como eram) simpática.algosobre. seguido ou não de S fácil. OS. refém. avô. heroína. pólen. em: A. abacaxi. tainha. US. próton. saúva. bíceps. AS. terminadas em I. paraíso. 2) Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: sêmen. parabéns EM. Continua tudo igual. ditongo oral. super-homem. tônicos/tónicos. bênção. avós. campainha. acompanhados ou não de s. fêmur (Brasil) ou sêmen. PS. saúde. táxi. álbum(ns). UM.

Esaú. ÉU(S).indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: bebê. bebé. baús. Monossílabos tônicos (são oxítonas também) terminados em A. Esta regra é nova: nas paroxítonas. Méier. 4. ES. boia. o i e u não serão mais acentuados se vierem depois de um ditongo: baiuca. pó. purê (Brasil). Luís. bóia desapareceu (para palavras paroxítonas). pôs igual. Se o i e u forem seguidos de s. maoista. colmeia. papéis. mesmo com ditongo. 2. Piauí 1. etc. 3. tainha. celuloide. debatê-lo. a regra se mantém: balaústre. Observe: há casos em que a palavra se enquadrará em outra regra de acentuação. Itaú. pás. heróis. saiinha (saia pequena). Não se acentuam i e u se depois vier 'nh': rainha. Esta regra colméia. jacuís. bocaiuva. teiú. céu. Continua tudo mês. baús. AS. troféu. O. o i e u estiverem no final.OS vá. se. feiura. herói. Por exemplo: contêiner. OI. saída. Piauí. moinho. miúdo. mói (moer) Continua tudo igual (mas. nas oxítonas. Araújo. ÓI(S) . cuidado: somente para palavras oxítonas com uma ou mais Ditongos abertos em palavras oxítonas ÉIS. aí. pé. Escreve-se agora: ideia. E. destróier serão acentuados porque terminam em R. cheiinho (cheio). Í e Ú em palavras oxítonas e paroxítonas Í e Ú levam acento se estiverem sozinhos na sílaba (hiato) Ditongos abertos em palavras paroxítonas EI. Atente para os acentos nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo. Mas. idéia. haverá acento: tuiuiú. egoísmo. saúde. puré (Portugal).

eles águam e enxáguam a roupa (a tônico). Observe:. obliquar usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo. mantém. eles delínquem (í tônico). detém. aí acentuamos estas vogais: eu águo. mas não acentue. eu aguo a planta (diga a-gú-o. ele argui (fale: argúi). mas não acentue) o caso.sílabas). voo. perdoo veem. Verbos terminados em guar. mas não acentue). eles vêm aqui. apazíguem os grevistas. Continua tudo igual. zôo. do subjuntivo e do imperativo afirmativo. eles têm. detêm. na pronúncia. na terceira pessoa do plural do presente ele obtém. enjôo. Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes. intervir) singular leva acento agudo. eles obtêm. ee vôo. usando a ou i tônicos. Agora se escreve: zoo. mantêm . Esta regra desapareceu. cair sobre o u. Eles têm sede. delinquir. vêem Verbos ter e vir na terceira pessoa do plural do presente do indicativo Derivados de ter na terceira e vir (obter. apaziguar. ela tem sede. averiguar. Esta regra desapareceu. ôo. Verbos arguir e arguir e redarguir (agora redarguir sem trema) usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo. quar e quir aguar enxaguar. eles vêm Continua tudo igual. do subjuntivo e do imperativo afirmativo. Os verbos arguir e redarguir perderam o acento agudo em várias formas (rizotônicas): eu arguo (fale: ar-gúo. magoo. Esta regra sofreu alteração. tu apazíguas as brigas. ele não será acentuado: Eu averiguo (diga averigú-o. Se a tônica. mas não acentue). eu delínquo. Ele vem aqui. pessoa do manter.

müleriano Fonte: http://educacao. exceto para os verbos: PODER (diferença entre passado e presente. linguístico. escocesa. Observe: 1) Perdem o acento as palavras compostas com o verbo PARAR: Para-raios.levam circunflexo Acento diferencial Esta regra desapareceu. se possível.uol. A forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é oficial.jhtm c) Emprego das letras ORTOGRAFIA RESUMO TEÓRICO: De acordo com Ulisses Infante. parachoque. japonesa. Trema (O trema não é acento gráfico. PÔR (diferença com a preposição por): Vamos por um caminho novo.1 Palavras que se escrevem com "ESA" burguesa. deve-se evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim. holandesa. mas pode ir hoje. cuja forma de pagamento é parcelada. 2) FÔRMA (de bolo): O acento será opcional. pequinesa. Grafar corretamente uma palavra significa. Gisele Bündchen. Ele não pôde ir ontem. a ortografia é a parte da Gramática que se ocupa da correta representação escrita das palavras. chinesa. inglesa. despesa. delinquente. portuguesa etc.com. As dúvidas à correção devem ser resolvidas por meio da consulta a dicionários e publicações oficiais ou especializadas. TER e VIR e seus compostos (ver acima). mesa. em 36 Lições Práticas. Exceto as de língua estrangeira: Günter. É importante compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. adequar-se a um padrão estabelecido por lei. averiguei. portanto. então vamos pôr casacos. tranquilo. francesa.br/portugues/ult1693u7. 1. BIZU .) Desapareceu o trema sobre o U em todas as palavras do português: Linguiça.

dezena.5 Palavras que se escrevem com "OSO". As palavras POETIZAR e PROFETIZAR não se derivam de POETISA e PROFETISA. desmobilizar. humanização. expansão. generalizar. extravasar. morbidez. pisar etc. irlandês. hipnose. siso. conversível.9 Palavras que se escrevem com "Z" azar. oscular. palidez. talvez. Isabel. civilização. a palavra será sempre com "S". é necessário que no próprio radical já haja a letra "S". estéril. usina. teimoso. azeitona. através. rigidez. gasolina. revisão. Obs.: AVISAR-AVISO.. realização. esplêndido. pomposo. esoterismo. analisar. fineza. PARALISAR-PARALISIA. ausência. tristeza. bizantino. cortês. português etc. gozar. pureza. com S. inversão. deslize. fuzil. quiséra. pequenez. crueza. sacerdotisa. Ex. azeite. Ela é pequinesa. estupidez. fugaz. Por isso as primeiras se escrevem com Z e as últimas.7 Palavras que se escrevem com "IZAR" (formador de verbos) "IZAÇÃO" (formador de substantivos). vaso. querosene. BIZU Se conseguirmos completar a frase "ELE É". mas sim de POETA e PROFETA. mesa. estigmatizar.7) b) nos sufixos: -ês. sisudez. Ele é francês. revés. isquemia. obsessão (mas obcecado). imersão. profetisa. BIZU Apesar de CATEQUIZAR se derivar de CATEQUESE. pedrês. colonizar. 1. inglês. racionalizar.6 Palavras que se escrevem com "ISAR" alisar. finalizar. com S. submerso. CASA-CASEBRE. esotérico. ourivesaria. chinês. atrás. buzina. Ex: Ele é cortês. esterilizar. 1. viuvez. azenha. pusesse. inserto (inserido). pequisar. "OSA" audacioso. profetisa.2 Palavras que se escrevem com "EZA". servo (servente). esterco. realizar. 1. título. versátivel. amenizar. catequizar. coisa. espectador. poetizar. impulso. brioso. fusível. usura. pesquisar. brasa. lerdeza. francês. gás. pusera.3 Palavras que se escrevem com "ÊS" burguês.4 Palavras que se escrevem com "EZ" altivez. colonização. escocês. bisar. despersonalizar. embriaguez. cauteloso. poetisa. quiser. Usa-se a letra S: a) nas palavras que derivam de outra em que já existe S. beleza. balizar. repusesse. isolar. heresia. repus. estorvo. surdez. quisesse. paralisar. alteza. lilás. serração (ato de serrar). Algumas palavras anis. coser(costurar). delicioso. 1. quis. avalizar. singeleza. -osa (formadores de adjetivos) -isa (indicador de ocupação feminina): poetisa. usufruir. imersão. bizarro. Neusa. sensacionalizar. aquele termo se escreve com Z e este. papisa c) após ditongos: lousa. 1.Se conseguirmos completar a frase "ELA É". proeza. naúsea. esôfago. gostoso. perigoso. harmonizar. humanizar. guisado. quis. fezes. giz. civilizar. firmeza. azinhavre. avisar. profetizar. 1. gazeta. hipocrisia. -esa (para indicação de nacionalidade. avareza. ANALISAR-ANÁLISE. aprazível. compreensão. pretensioso. repusera. dizimar. rijeza etc. asilo. valioso etc 1. 1. hesitar.8 Palavras que se escrevem com "S" A letra S representa o fonema /z/ quando é intervolálica: asa. cozer (cozinhar). azougue. -oso. sesta. BIZU Para que estes vocábulos se escrevam com "S". BISAR-BIS. consertar(reparar). montanhês. falaz. PORTUGUÊS-PORTUGUESINHO. vez. CATÁLISECATALISADOR-CATALIZANTE. Não confunda com os casos em que se acrescenta o sufixo -ar a palavras que já apresentam S: analisar. misto. a palavra será com "S". maciez. pretensão. Ela é chinesa. . usurpar. origem) -ense. colisão. intensão (intensidade). intrepidez. Ele é burguês. (bizu 1. puser. maisena. Ex. riso. d) nas formas dos verbos pôr (e derivados) e querer: pus. formoso.

ressuscitar. monge. jeito. extasiar. gesto. chiar. buxo (arbusto ornamental). aziago. chimpanzé. consciência. égio. promessa. coalizão. igem. muxoxo. baixeza. pajé. bochecha. aborígine. enxurrada. canjica. descensão. comichão. isósceles. xavante. repercussão. discussão. chute. exaustão. miragem. injeção. decertar (lutar). xadrez. herege. sarjeta. nascer. prazerosamente. cessação. enferrujar (enferruje. passo (passada). cafajeste. sessar (peneirar). chope. enxada. enchente. ugem: aragem. enxortar. genuíno. perspicaz. piscina. impressionismo. necrológico. vazar. joça. paxá. gironda. viajar (verbo -> viajo. rabugem. traje. maçarico. 2. dissensão. exacerbar. engraxar. arrocho. imprescindível. agir. faxina. refúgio. enxaguar. malandragem. extensão. massagem. estágio. flecha. vertigem. jirau. ascetismo. exotérmico. discípulo. presunção. roxo. expressão. coragem. úgio: adágio. acrescentar. ascensorista. irascível. enxuto. 2. encher. contagem. extorsão. gorjeta. expresso. enchoçar. remessa. ascensão. agilidade. majestade. abstenção. sucesso. extorsivo. assado. maxixe.3 Palavras que se escrevem com "SS" admissão. fascínio. descente (vazante). fugir. progresso. xavante.0 Palavras que se escrevem com "X" bexiga. anjinho. russo (natural da Rússia). ascese. chacina. cassar (anular) dissertar (discorrer). cachimbo. exorcismo. seiscentos. viagem (substantivo). rescindir. b) nas palavras terminadas em ágio. pichar. exéquias. infrigir. lambujem. abscesso. exílio. exímio. graxa. disciplina. fascinante. chispar. bugiganga. manjericão. algemas. vagem. linchar. ógio. Moji. 2. ogiva. champanha. demissionário. jérsei. interjeição. escassez. chulo. descendente. enxoval. disfarçar. gengibre. faringe. sarjeta. brecha. êxodo. xá (título de soberano do Oriente). soçobrar. arrajem.4 Palavras que se escrevem com "SC" abscissa. bucho (estômago de animais).6 Palavras que se escrevem com "J" a) nas formas dos verbos terminados em -jar: arranjar (arranjo. ferrugem. xereta. ojeriza. chusma. estiagem. exterminar. miscigenação. traje. drágea. colégio. transcender. compressor. viajem). expirar. ginete. cocha (gamela). 2. foz. OUTRAS: igrejinha. trouxe. chibata. chumaço. torção. argila. prestígio. exalar. exonerar. ruço (grisalho). ojeriza. pajé. enchouriçar. pedágio.1 Palavras que se escrevem com "CH" enchova. b) nas palavras oriundas do Tupi. expor. enxaqueca. tacha (prego). agiota. cerração (nevoeiro). mormaço. salsicha. xeque (incidente no xadrez). adolescente. lanugem. relógio. enchiqueirar. viajem (verbo). açucena. exaltar. jirau. chave. canjica. sargento. chá (arbusto). geada. extirpar. litígio. ressurreição. rigidez. gengiva. azia. fascículo. choupana. cheque (ordem de pagamento). jibóia. chorumela. berinjela. faixa. rejeição. caçula. xale. contágio. xampu. fantoche. algema. transmissão. enferrujem).2 Palavras que se escrevem com "Ç" ou "C" à beça. barragem. africana e árabe ou de origem exótica: Jibóia. secessão. excesso. escasso. antiqüíssimo. transgressão. jejuar. chifre. gergelim. encorajem (verbo). cônscio. intumescer. chuchu. jerimum. jerico. subterfúgio. mochila. camurça. baixo. granja. enferrujem (verbo). explicar. aguçar. passar. Cuidado com as exceções pajem e lambujem. debochar. piscicultura. retenção. fuligem. chicana. xangai. expiar. excitante. cessão (ceder). sossego. oaço (palácio). apogeu. exuberante. pança. broxa(pincel). almoço. revezar. empoçar (formar poça). descentralizar. chantagem. desprezar. bricha (prego). joça. algazarra. praxe. chaminé. charuto. chicote. discente. gíria. viaje. encharcar. sintaxe. sessão (reunião). Outras angelical. obsceno. ingressar. bissetriz. maciço. cogitar. geringonça. expelir. exumação. apetrecho. sucinto.hipnotizar. exceção. caxumba. laje. projétil (ou projetil). seixo. assaz. ferrugem. seção(departamento). cervo (veado). 2. necessário. xícara. intenção (propósito). 2. fachada. exame. expectativa. broche. extenso. tez. enrijecer. jenipano. jesuíta. lajeado. alfanje. coragem. 2. chavão. rescisão. egrégio. pajem. enxerto. êxito. exarar. cerejeira. varejista. enxame. exsurgir. ígio. tragédia. empossar (dar posse). silêncio. pechincha. alforje. gesso. troço. folhagem. . exótico. oscilação. emissor. chicória. cuscuz. talvez. suscitar. ultraje.5 Palavras que se escrevem com "G" a) nos substantivos terminados em agem. proeza. enxugar. expletivo. tenacíssimo. origem. bege. egípcio. tigela. acréscimo. por exemplo). agressivo. trança. pêssego. terçol. coxo.

harpa. mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo.Essa regra padroniza algumas exceções já vigentes antes do Acordo. hemorragia. hilaridade. anti-higiênico – anti-histórico – co-herdeiro .ligar algumas palavras precedidas de prefixos. Nota importante: . hangar. dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão. Redação em construção . hipocrisia. em alguns casos. constatemos. horror. hediondo. Referências Bibliográficas: Gramática para concurso .. baianismo. Observe que nos derivados ele não é usado: baiano. # Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante. inter-regional – sub-bibliotecário – super-resistente. hipocondria. “-pro”. . histeria.separar as sílabas de um dado vocábulo. Sendo assim. hemisfério.Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”. hipismo. herói. húmus..Marcelo Rosental Gramática Ulisses Infante. hostil. emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”. . Em "Bahia". herbívoro (mas ervas).superhomem.extra-humano – pró-hidrotópico . auto-observação – auto-ônibus – contra-atacar . hipótese.2. “-re”. Fonte: http://www. Com o advento da Nova Reforma Ortográfica. hesitar. procurando enfatizar.. hérnia. houve algumas mudanças em relação à sua aplicabilidade.ligar palavras compostas. o presente artigo tem por finalidade evidenciá-las.fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais.com. haste. # Com prefixos. . cujas funções estão associadas a uma infinidade de ocorrências linguísticas. homenagem. coobrigar – coadquirido . o H sobrevive por tradição histórica.. hífen. representadas pela mesóclise e ênclise.Agostinho Dias Carreiro. harmonia.8 A letra "H" hálito.. pois: Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen: # O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal. . humor.coordenar – reeditar – proótico ..br/node/951 d) Hífen O hífen representa um sinal gráfico. o que antes prevalecia e o que atualmente vigora.proinsulina. Mediante tais pressupostos.sofi. tais como: . horta. hélice.

quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”. -bem. “-mirim”. o hífen está presente. usa-se o hífen.. circum-navegador . # Diante dos prefixos “-além... Casos em que não se emprega o hífen: # Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente.. além-mar – aquém-mar – recém-nascido – sem-terra – vice-diretor.Essa nova regra padroniza algumas exceções existentes antes do Acordo... n ou h”. sub-regional – sub-raça – sub-reino. usa-se o hífen. # Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição. aeroespacial – antiamericano – socioeconômico. m.. -sem.. “guaçu”. -recém. # Usa-se o hífen em casos relacionados à ênclise e à mesóclise.. # Com os prefixos “-circum” e “-pan”. diante de palavras iniciadas por “r”.. diante de palavras iniciadas por “vogal. -pós. representados por “-açu”. entregá-lo – amar-te-ei – considerando-o. emprega-se o hífen. usa-se o hífen. -aquém. Nota importante: .# Com o prefixo “-sub”. # Com sufixos de origem tupi-guarani.. Observação: . jacaré-açu – cajá-mirim – amoré-guaçu. vice. # Diante do advérbio “mal” . -ex...pan-americano – circum-hospitalar – pan-helenismo.. mal-humorado – mal-intencionado – mal-educado.

adverbiais.minissérie. depois de prefixo terminado em vogal.colônia – água-de-coco – cor-de-rosa. fim de semana – café com leite. . verbais. quando a segunda palavra começar por consoante. malfalado – malgovernado – malpassado – maltratado – malvestido. # Diante do advérbio “mal”. anteprojeto – autopeça – contracheque – extraforte – ultramoderno. retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas.. não se emprega o hífen. expressos por: água-de. # O hífen não deve ser usado quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente.A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo. Exceções: O hífen ainda permanece em alguns casos. Observações importantes: . # Não se emprega o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”.....O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra. como é o caso de: minissaia – minissubmarino ... hipermercado – hiperacidez .... prepositivas ou conjuntivas.O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação..intermunicipal – subemprego – superinteressante – superpopulação.. como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas.. hiper-requintado – inter-regional – super-romântico – super-racista. pronominais.. adjetivas. # Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”.. azul-escuro – bem-te-vi – couve-flor – guarda-chuva – erva-doce – pimenta-decheiro. # Não se emprega mais o hífen em locuções substantivas.. ..

brasilescola. Exemplo: verbo cantar. .com/gramatica/emprego-do-hifen. Presente Radical Ouç Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv Perfeito Terminação o es e imos is em Radical Terminação Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv i iste iu imos istes iram • Anômalos: verbos que apresentam mais de um radical ao serem conjugados. Exemplo: verbo ser e ir. era.3.2 Emprego das Classes Gramaticais (vide documento Word na pasta Letras Puc) b) Emprego dos Verbos Classificação dos Verbos Os verbos da língua são classificados em: regulares. defectivos e abundantes. anômalos. irregulares. note pela diferença entre: sede. • Regulares: são aqueles em que o radical permanece o mesmo em toda a conjugação. No verbo ser ocorrem radicais diferentes.Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www.htm 4. Exemplo: verbo ouvir. Presente Radical Cant Cant Cant Cant Cant Cant Perfeito Terminação o as a amos ais am Radical Terminação Cant Cant Cant Cant Cant Cant ei aste ou amos astes aram • Irregulares: são os verbos cujos radicais se alteram ou cujas terminações não seguem o modelo da conjugação a que pertence.

“el”.No verbo ir.brasilescola. táxis) · Derivados em “r”. Exemplos: verbo abolir verbo reaver Presente do indicativo Presente do indicativo Eu # Tu aboles Ele abole Nós abolimos Vós abolis Eles abolem Eu # Tu # Ele # Nós reavemos Vós reaveis Eles # • Abundantes: apresentam duas ou mais formas equivalentes. funis) · Paroxítonos em “il”: il = . “z”: “+es” (exs: colheres.com/gramatica/classificacao-dos-verbos. “ul”: l = “is” (exs: jornais. anéis) *Exceções: males. meles. fui. da mesma forma: vou. “ol”. irei. colares) · Em “al”. Exemplo: aceitar acender corrigir eleger emergir entregar encher expelir extinguir fritar imergir imprimir inserir limpar matar aceitado acendido corrigido elegido emergido entregado enchido expelido extinguido fritado imergido imprimido inserido limpado matado aceito aceso correto eleito emerso entregue cheio expulso extinto frito imerso impresso inserto limpo morto Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Equipe Brasil Escola Fonte: http://www.htm c) Flexão dos nomes FLEXÃO NOMINAL (plural) · Em vogal ou ditongo: “+s” (exs: asas. cônsules · Oxítonos em “il”: il = “is” (exs:barris. • Defectivos: não se apresentam em todas as flexões.

bilhão) VARIAM GÊNERO · Cardinais: um. variam. amarelolimão) · Cor + de + Subst (ex: cor-de-rosa) · Azul-celeste. e adj. os leva-e-traz FLEXÃO DOS ADJETIVOS COMPOSTOS SÓ O ÚLTIMO · Adj + Adj (ex: verde-claros) *Exceção: surdosmudos · Invariável + Adj (ex: mal-educados) NENHUM · Adj + Subst (exs: verde-oliva. d) Godofredo almoçou duas couves-flor. azul-marinho FLEXÃO DOS DIMINUTIVOS · Em “zinho”. Eliane Vieira 1. (CESGRANRIO) Assinale o par de vocábulos que formam o plural como órfão e mata-burro. dentre as seguintes.com/books/217907-flex%C3%A3o-nominal-plural/#ixzz1TzSPOp7p Exercícios de Flexão Nominal Por: Prof. primeiros-ministros) SÓ O PRIMEIRO · Com preposição (ex: pés-de-moleque) · O segundo é finalidade ou semelhança (exs: sofás-cama. (ITA) Indique a frase correta: a) Mariazinha e Rita são duas leva-e-trazes.shvoong. segundo) NENHUM · Multilicativos (ex: triplo. jovens. meios-fios. peixes-boi) SÓ O SEGUNDO · Verbo + Subst (ex: guarda-roupas) · Invariável/Prefixo + Variável (exs: sempre-vivas. (U-UBERLÂNDIA) Relativamente à concordância dos adjetivos compostos indicativos de cor. verbo não OS DOIS · Subst + Subst (ex: couves-flores) · Subst + Adj (ex: amores-perfeitos) · Adj + Subst (ex: bons-dias) · Numeral + Subst (exs: segundas-feiras. b) Os filhos de Clotilde são dois espalhas-brasas. dois e > Duzentos · “Ambos” substituindo “os dois” VARIAM EM NÚMERO E GÊNERO · Ordinais (exs: primeiro. Qual? a) saia amarelo-ouro b) papel amarelo-ouro c) caixa vermelho-sangue d) caixa vermelha-sangue e) caixas vermelho-sangue 3. gases) · Em “x”. e) Alfredo e Radagásio são dois gentilhomens. está errada. uma. florzinhas) *Invariável: bem-te-vi. c) O ladrão forçou a porta com dois pés-de-cabra. fins) · Monossílabos ou oxítonos em “s”: “+es” (exs: ingleses. arco-íris FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS VARIAM EM NÚMERO · Numerais (exs: milhão. répteis) · Em “m”: m = “ns” (ex: nuvens. respectivamente: a) cristão / guarda-roupa b) questão / abaixo-assinado c) alemão / beija-flor d) tabelião / sexta-feira e) cidadão / salário-família 2. paroxítonos ou proparoxítonos em “s”: invariáveis (ex: lápis. tórax) FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS COMPOSTOS Regra geral: subs. dobro) Fonte: http://pt. “zito”: “+s” (limãozitos. (BB) Flexão incorreta: a) os cidadãos b) os açúcares . papeizinhos) · Em “r”: 2 formas (exs: florezinhas. lilases. 4. ex-chefes) · Repetidos (ex: reco-recos) *Exceção: corres-corres NENHUM · Verbo + Advérbio (ex: bota-fora) · Verbo + Subst Plural (ex: saca-rolha) Obs: mangas-rosa.“eis” (exs: fósseis.

amores-perfeitos. mulas-sem-cabeças GABARITO: 1. (BB) Mesma pronúncia de "bolos": a) tijolos b) caroços c) olhos d) fornos e) rostos 6. A 8.html d) Emprego dos Numerais . (MACK) Assinale a alternativa em que a flexão do substantivo composto está errada: a) os pés-de-chumbo b) os corre-corre c) as públicas-formas d) os cavalos-vapor e) os vaivéns 10.c) os cônsules d) os tóraxes e) os fósseis 5. temos grau: a) comparativo de superioridade b) superlativo absoluto sintético c) comparativo de igualdade d) superlativo relativo e) superlativo por meio de acréscimo de sufixo 9. obras-primas c) reco-recos.E 6. cartões-postais. A 9. (UM-SP) Aponte a alternativa em que haja erro quanto à flexão do nome composto: a) vice-presidentes. pães-de-ló e) pisca-piscas. chefes-de-seção.mundovestibular.C 4. (UF-UBERLÂNDIA) Na sentença "Há frases que contêm mais beleza do que verdade". salários-família.br/articles/7436/1/Exercicios-de-FlexaoNominal-/Paacutegina1. sempre-vivas d) pseudo-esferas. os bota-fora b) tico-ticos. D 3.com. E Fonte: http://www. sextas-feiras. (EPCAR) Está mal flexionado o adjetivo na alternativa: a) Tecidos verde-olivas b) Festas cívico-religiosas c) Guardas noturnos luso-brasileiros d) Ternos azul-marinho e) Vários porta-estandartes 8. A 2. (BB) Não varia no plural: a) tique-taque b) guarda-comida c) beija-flor d) pára-lama e) cola-tudo 7.D 7. D 5. B 10.

. terceiro. um terço.Arábicos Cardinais Ordinais . um. Classificação dos numerais: a) cardinais: indicam quantidade. quádruplo.. dois.. três. cinco… b) ordinais: indicam ordem de sucessão. quarto. segundo. leitura e emprego dos numerais Definição: Numeral é a palavra que indica número ou ordem de sucessão.. quíntuplo… d) fracionários: indicam divisão. meio. quinto… c) multiplicativos: indicam multiplicação. dobro.. fração. triplo. metade. quatro.Grafia. primeiro. um quarto… lista de numerais cardinais e ordinais Algarismo Romanos .

tríplice quadruplo quíntuplo sêxtuplo séptuplo Fracionários meio ou metade terço quarto quinto sexto sétimo .000. dobro.000 1000000000 um primeiro dois segundo três terceiro quatro quarto cinco quinto seis sexto sete sétimo oito oitavo nove nono dez décimo onze undécimo ou décimo primeiro doze duodécimo ou décimo secundo treze décimo terceiro quatorze ou catorze décimo quarto quinze décimo quinto dezesseis décimo sexto dezessete décimo sétimo dezoito décimo oitavo dezenove décimo nono vinte vigésimo vinte e um vigésimo primeiro trinta trigésimo quarenta quadragésimo cinqüenta qüinquagésimo sessenta sexagésimo setenta septuagésimo ou setuagésimo oitenta octogésimo noventa nonagésimo cem centésimo duzentos ducentésimo trezentos trecentésimo quatrocentos quadringentésimo quinhentos qüingentésimo seiscentos seiscentésimo ou sexcentésimo setecentos septingentésimo oitocentos octingentésimo novecentos nongentésimo ou mil noningentésimo dez mil milésimo cem mil dez milésimos um milhão cem milésimos um bilhão milionésimo bilionésimo Lista de numerais multiplicativos e fracionários Algarismos 2 3 4 5 6 7 Multiplicativos duplo.000 100.I II III IV V VI VII VIII IX X XI XII XIII XIV XV XVI XVII XVIII XIX XX XXI XXX XXXL L LX LXX LXXX XC C CC CCC CD D DC DCC DCCC CM M X' C' M' M" 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 30 40 50 60 70 80 90 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1. dúplice triplo.000 1.000 10.

= dois milésimo seiscentésimo quadragésimo oitavo 10 000o. podem ocorrer dois casos: a) Quando ele é inferior a 2 000. Ternura e amor humanos.com/numeral. Adjetivo + Substantivo + Substantivo + . usam-se os numerais ordinais até décimo. séculos. tem-se observado a tendência a ler os números redondo segundo a forma ordinal. se todos eles estiverem no feminino. Carne ou peixe crus. concorda com o mais . Acima de 2 000. é lido como cardinal. Século VII (sétimo século XX (vinte) João Paulo II (segundo) João XXIII (vinte e três) Fonte: http://folhetim. partes de uma obra. Modernamente. seguido da palavra avos.. Quanto ao denominador. ou ainda for um número redondo. para o plural. é lido como ordinal 3/8 = três oitavos 6/10 = seis décimo 4/30 = quatro trigésimos 5/100 = cinco centésimos Exceções: ½ = meio. O numerador de um numeral fracionário é sempre lido como cardinal. = décimo milésimo leitura do fracionário. = milésimo octingentésimo qüinquagésimo sexto. devem-se empregar os cardinais. 5 058 624 = cinco milhões cinqüenta e oito mil seiscentos e vinte e quatro leitura do ordinal. Quando à leitura do numeral ordinal..tripod.html 4. é lido inteiramente segundo a forma ordinal.8 9 10 11 12 100 óctuplo nônuplo décuplo undécuplo duodécuplo cêntuplo oitavo nono décimo onze avos doze avos centésimo Leitura do cardinal Na leitura de numerais cardinais deve-se colocar a conjunção e entre as centenas e dezenas. no feminino. Quando o adjetivo anteposto se refere a dois ou mais substantivos. 1/3 = um terço. 4/18 = quatro dezoito avos 6/35 = seis trinta e cinco avos 8/125 = oito cento e vinte e cinco avos emprego de numeral cardinal ou ordinal 1. assim como entre as dezenas e a unidade. lê-se o primeiro algarismo como cardinal e os demais como ordinais. Exemplos: Ternura e amor humano. podem ocorrer duas formas de leitura: a) se for inferior ou igual a 10.3. + Adjetivo Quando o adjetivo posposto se refere a dois ou mais substantivos. A partir daí. se pelo menos um deles for masculino. Substantivo + Substantivo.3 Sintaxe da frase a) Concordância Concordância Nominal 1. Peixe ou carne crua. Amor e ternura humana. 2 648o. b) 1 856o. Na indicação de reis.. no masculino. 2.. entretanto. papas. b) se for superior a 10 e não constituir número redondo. Carne ou peixe cru. concorda com o último ou vai facultativamente: • • para o plural.

. vai para o plural. Ordinal + Ordinal + . possível" . "o pior . quarta e quinta. Estudo a língua inglesa e (a) portuguesa... "o melhor . Com as expressões "os mais ."."O (a) pior ." . "os melhores . Substantivo + Adjetivo + Adjetivo + . Quando dois ou mais ordinais vêm depois de um substantivo. 8... possíveis" O adjetivo "possível". este vai para o singular ou plural. + Substantivo Quando dois ou mais ordinais vêm antes de um substantivo..... Os poderes temporal e espiritual.. nas expressões "o mais . Má hora e lugar. Exemplos: Mau lugar e hora. possíveis" .. possível" .. "O (a) mais .. "os piores ."O (a) melhor ."Os (as) mais . 4. Exemplos: Estudo as línguas inglesa e portuguesa. determinando-o. 3.... Um e outro / Nem um nem outro + Substantivo Quando as expressões "um e outro". o substantivo vai para o singular e o adjetivo para o plural.. Uma e outra causa juntas.próximo... De um e outro lado. Substantivo + Ordinal + Ordinal + . 6. Quando dois ou mais adjetivos se referem a um substantivo..." permanece no singular."Os (as) piores .. Um e outro + Substantivo + Adjetivo Quando um substantivo e um adjetivo vêm depois da expressão "um e outro". este permanece no singular..". este vai para o plural.". Exemplos: A primeira e segunda lição. determinando-o. .. Exemplos: Um e outro aspecto. este concorda com o mais próximo ou vai para o plural. O poder temporal e (o) espiritual. "nem um nem outro" são seguidas de um substantivo.. Exemplos: Um e outro aspecto obscuros..". possível" .. 7.".. 5."Os (as) melhores .. A primeira e segunda lições. Exemplo: As cláusulas terceira. Nem um nem outro argumento..

ou por influência do adjetivo a que se refere: "Ela está meia cansada". Posto ser tarde. (Camões) . Recebi bastantes flores. Exemplos: Meias medidas. Cometeu um crime de lesa-pátria. Salvas as crianças . Tal fato pode ser explicado pelo fenômeno da "concordância atrativa".. sendo. Exemplos: Feitas as contas . Eles foram os mais insolentes possíveis. Restabelecidas as amizades . Vão inclusos os documentos. não irei. mas são os melhores possíveis... Elas próprias falaram aquilo. Vistas as condições . Anexo / bastante / incluso / leso / mesmo / próprio + Substantivo Essas palavras concordam com o substantivo a que se referem. Postas as cartas na mesa . Ela mesma falou aquilo. Exemplos: Vão anexas as cópias. invariáveis: Salvo honrosas exceções.. Meio (= um tanto) + Adjetivo O advérbio "meio". por isso. Observações: 1.. Meio (= metade) + Substantivo O adjetivo "meio" concorda com o substantivo a que se refere. Observação: "Salvo". Meia garrafa. Estas frutas são as mais saborosas possíveis. 9. Visto ser longe. observam-se exemplos do advérbio "meio" flexionado.. Meio litro. Comprei poucos livros. 10. 12.. Janela meio aberta. Cometeu um crime de leso-patriotismo.. "posto" e "visto" assumem também papel de conectivos.. Dessa concordância existem exemplos entre os clássicos: "Uns caem meios mortos". permanece invariável. que se refere a um adjetivo. irei. Particípio + Substantivo O particípio concorda com o substantivo a que se refere.. 11. Na fala. Ele mesmo falou aquilo. Exemplos: Ela parecia meio encabulada.Exemplos: Os dois autores defendem a melhor doutrina possível.

a concordância efetua-se normalmente: É proibida a entrada de meninas.2. "é proibido" permanecem no singular. Página dois.. Verbo transobjetivo + objeto + objeto . A palavra "meio" funciona como elemento de justaposição em "meias-luas". "é preciso". Pronome de tratamento (referindo-se a uma pessoa de sexo masculino) + verbo de ligação + adjetivo masculino Quando um adjetivo modifica um pronome de tratamento que se refere a pessoa do sexo masculino. . o predicativo concorda com o(s) objetos.. o numeral concorda com a palavra oculta "número". página (+ número) + numeral + objeto + objeto . Exemplos: Maçã é bom para a saúde. "meiostermos". "meios-tons". a forma "meio" permanece no masculino. A construção "meio-dia e meio" também ocorre na fala. É proibido entrada. Verbo transobjetivo + predicativo do objeto + objeto + objeto . "meia-idade". 13. Essa é a construção recomendada pela maioria dos manuais de cultura idiomática. Casa. Em "meio-dia e meia". + predicativo do objeto Verbo transobjetivo é o verbo que pede. por atração ou influência da forma masculina "meio-dia".. quando o substantivo não está determindado. além de um complemento-objeto. as expressões "é bom". o pai e o filho a decisão e a sugestão a irmã e o irmão Verbo transobjetivo Julgou Considerei Achei 14. Exemplos: Casa dois. uma qualificação para esse complemento (= predicativo do objeto).. 16. etc. 3. Observação: Quando há determinação do sujeito... oculta na expressão "meio-dia e meia (hora)". "meia" concorda com a palavra "hora". o pai e o filho a decisão e a sugestão a irmã e o irmão + predicati vo inocentes oportunas simpáticos Na enumeração de casas e páginas. vai para o masculino. Substantivo + é bom / é preciso / é proibido Em construções desse tipo. Verbo + predicativo do transobjetivo objeto Julgou Considerei Achei inocentes oportunas simpáticos + objeto + objeto . É preciso cautela. Nesse caso. 15...

é muito comum existirem divergências entre a regência coloquial. e a regência culta. popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se vai. O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade expressiva. Aliás. conclui-se que "agradar alguém" é diferente de "agradar a alguém". 17. que expressem efetivamente o sentido desejado. o metrô é o lugar a que vou. As preposições são capazes de modificar completamente o sentido do que se está sendo dito. Cheguei no metrô. sentido diferente. vai para singular. A mãe agrada ao filho. Exemplos: Vós (= tu) estais enganado. Sejamos (nós = eu) breve.pucrs.Exemplos: Sua Santidade está esperançoso. Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras. empregados no lugar de "eu / tu".php b)Regência Regência Verbal e Nominal Definição: Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos. Logo. no padrão culto da língua. Nós (= eu) fomos acolhido muito bem. Referindo-se ao Governador. é o meio de transporte por mim utilizado. Fonte: http://www. disse que Sua Excelência era generoso. . pois oferece oportunidade de conhecermos as diversas significações que um verbo pode assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. Observe: A mãe agrada o filho.br/manualred/nominal. criando frases não ambíguas. no segundo caso. No primeiro caso. -> agradar significa "causar agrado ou prazer". que sejam corretas e claras. A oração "Cheguei no metrô". Nós / Vós + verbo + adjetivo Quando um adjetivo modifica os pronomes "nós / vós". REGÊNCIA VERBAL Termo Regente: VERBO A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). cotidiana de alguns verbos. satisfazer. -> agradar significa acariciar. Veja os exemplos: Cheguei ao metrô. Saiba que: O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e também nominal). contentar. possui.

br/secoes/sint/sint61. etc. os termos ou oração que dela dependem são os regidos ou subordinados. b) no sentido de ver. agruparemos os verbos de acordo com sua transitividade. A transitividade. (desejar) Regência Verbal 1.Aspirar a) no sentido de cheirar. mil vezes mais. 5.: Esta era a vida a que aspirava. Ex. ajudar. b) no sentido de almejar./ Antipatizo com meu professor de História. são considerados construções erradas quando os mesmos aparecem acompanhados de pronome oblíquo: Simpatizo-me com Lúcio. portanto. Estes verbos não são pronominais.: Não assistimos ao show./ Antipatizo-me com meu professor de História. verificando se um termo serve de complemento a outro.: Simpatizo com Lúcio./ Cheguei a Belo Horizonte. 2 . Ex.: Vou ao dentista.: O técnico assistia os jogadores novatos. mais. Segundo a linguagem formal. socorrer: usa-se sem preposição.Para estudar a regência verbal.com. A palavra ou oração que governa ou rege as outras chama-se regente ou subordinante. presenciar: exige a preposição a. porém. 2. Ex. Ex. muito mais.: Aspiro o perfume da flor.: Aspirou o ar puro da manhã. 6.: Joana namora Antônio. Ex.Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em.Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com.: Prefiro dançar a fazer ginástica.: As crianças obedecem aos pais.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica. Ex./ O aluno desobedeceu ao professor.Namorar – não se usa com preposição. Ex. 3.: Ele mora em São Paulo.Obedecer/ desobedecer – exigem a preposição a. Verbos que apresentam mais de uma regência: 1 . Ex. Fonte: http://www. . (cheirar)/ Aspiro a uma vida melhor.este verbo exige dois complementos sendo que um usa-se sem preposição e o outro com a preposição a.Assistir a) no sentido de prestar assistência. Ex. é errado usar este verbo reforçado pelas expressões ou palavras: antes. sorver: usa-se sem preposição.soportugues.php Regência é a parte da Gramática Normativa que estuda a relação entre dois termos. Ex. 4. Ex./ Maria reside em Santa Catarina.Preferir . Ex. não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes formas em frases distintas. pretender: exige a preposição a.Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição em.

c) no sentido de caber. Ex. Ex. Ex. 7 . 5 .: Viso a uma situação melhor. 3 .Pagar/ perdoar a) se tem por complemento palavra que denote coisa: não exigem preposição. Ex.: Assistiu em Maceió por muito tempo. c) no sentido de ter em vista. b) no sentido de estimar. Ex. Ex. Ex.Esquecer/lembrar a) Quando não forem pronominais: são usados sem preposição. b) no sentido de originar-se.: Disparou o tiro visando o alvo. Ex.Visar a) no sentido de mirar: usa-se sem preposição. b) se tem por complemento palavra que denote pessoa: são regidos pela preposição a. dar informação: admite duas construções: 1) objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido pelas preposições de ou sobre).: Informou todos do ocorrido.: Visaram os documentos.: Quero muito aos meus amigos. vir de algum lugar: exige a preposição de. objetivar: é regido pela preposição a. 4 .: Ela pagou a conta do restaurante. Ex. executar: usa-se a preposição a. Ex. Ex. c) no sentido de dar início. avisar. b) Quando forem pronominais: são regidos pela preposição de. . Ex.Querer a) no sentido de desejar: usa-se sem preposição.Informar a) no sentido de comunicar. 8 . ter afeto: usa-se com a preposição a. 6 .Proceder a) no sentido de ter fundamento: usa-se sem preposição.: Os detetives procederam a uma investigação criteriosa.: Lembrei-me do nome de todos. d) no sentido de morar.: Suas queixas não procedem. Ex.: Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo. Ex. residir: é intransitivo e exige a preposição em.: Assiste ao homem tal direito. Ex. b) no sentido de dar visto: usa-se sem preposição.: Esqueci o nome dela.: Quero viajar hoje. pertencer: exige a preposição a.: Perdoou a todos.

Ex.: Implica com ela todo o tempo. em firme em ávido de forte de. por avaro de fértil de. para com. em bacharel em fraco para.: Informou a todos o ocorrido. em atento a. c) no sentido de ter valor de. com possível de posterior a proeminência sobre prestes a. e apresenta regência. em. em. adjetivos e advérbios) são comparáveis aos verbos transitivos indiretos: precisam de um complemento O complemento nominal é para o nome o que o objeto indireto é para o verbo. para . em.: Implicou o negociante no crime. por fiel a avesso a. para.Implicar a) no sentido de causar. Ex. a favorável a atentado a. ter o preço: usa-se sem preposição. por dúvida acerca de. para. para empenho de.: Imóveis custam caro Regência Nominal: Alguns nomes (substantivos. com. em. Ex. de perito em pernicioso a pertinaz em piedade com. para apto para.: Esta decisão implicará sérias conseqüências. em. alguns nomes apresentam mais de uma regência) acessível a. com. Ex. para negligente em nobre de. b) no sentido de acarretar.Custar a) no sentido de ser custoso. por pobre de poderoso para. de bom para grato a capaz de. ser difícil: é regido pela preposição a. para feliz com. Ex. exigir.: O carro custou-me todas as economias. (Assim como os verbos. com. de. b) no sentido de envolver. em aversão a. 10. em benefício a furioso com. sobre adequado a. por afável com. Ex.2) objeto indireto de pessoa ( regido pela preposição a) e direto de coisa. 9 . de. c) no sentido de antipatizar: é regido pela preposição com. de. em passível de peculiar a. contra falho de. de parecido a. em. acarretar: usa-se sem preposição. um direto e um indireto com a preposição em. para. para hábil em cego a habituado em necessário a. obter por meio de: usa-se sem preposição. por nocivo a obediente a obsequioso com orgulhoso com. para com entendido em alheio a erudito em amoroso com. de. para.: Custou ao aluno entender o problema. por estranho a anterior a exato em aparentado com fácil a. para com escasso de análogo a essencial para ansioso de. Ex. para com parco em. comprometer: usa-se com dois complementos. de.

Importante: Em observação à segunda oração o emprego do pronome oblíquo "lhe" é justificado antes do verbo intransitivo "ajudar" porque o pronome oblíquo pode estar antes. Ajudar quem? Você (lhe). o pronome oblíquo “lhe” da segunda oração aponta para a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia ajudar. para ditoso com diverso de doce a dócil a dotado de doutor em duro de Autoria: Rosana Jaco Cirilo horror a hostil a. em.. sobre útil a. para com. entre soberbo com solícito com. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando desempenha função de complemento. e conseqüentemente é do caso oblíquo. por desatento a descontente com desejoso de desfavorável a desleal a devoto a. entre. por rico de. como o pronome pessoal surge na frase e que função exerce. com. Já na segunda oração. Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” exercem função de sujeito. mas ele irá me ajudar. são pertencentes ao caso reto. pois não sabia se devia lhe ajudar.coladaweb. entre situado a.. de querido de. por diferente de difícil de digno de diligente em. logo. a contíguo a contrário a cruel com. para sito em. entre único em. de conforme a. de. de. para com leal a lento em liberal com maior de mau com. em. a. 2.com/portugues/regencia c)Colocação Colocação Pronominal Sobre os pronomes: O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de sujeito na frase. com. de curioso de. com último em. para impróprio para inábil para inacessível para. observamos o pronome “lhe” exercendo função de complemento. para transido de suspeito a. de devoção a. para sensível a.certo de cheiro a. em. entre Fonte: http://www. de cobiçoso de comum a. Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso. a união a. para com inerente a insensível a intolerante com. de. por contemporânea de. para com cuidadoso com cúmplice em. em. Maria foi embora para casa. de proveitoso a próximo a. Observe as orações: 1. por respeito a. entre. de temeroso a triste de. de. primeiramente. para com. em. em sábio em. para vazio de visível a vulgar a. com constante em contente com. para. Vamos entender. Eu não sei essa matéria. de.. para com menor de morada em natural a. em pronto para. para inédito a indeciso em indiferente a indigno de indulgente para. em prodígio de. para incompatível com incompreensível para inconstante em incrível a. de importante contra. . a incapaz de. por sujo de temível a. para com ida a idêntico a imediato a impaciência com imune a. para com. em propício a. para propínquo de próprio para.

os. Não se trata de nenhuma novidade. • Pronomes demonstrativos: Isso me deixa muito feliz! Aquilo me constrangeu a mudar de atitude! • Preposição seguida de gerúndio: Em se tratando de qualidade. nos e vos. O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na oração em relação ao verbo: 1. Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição. • Conjunção subordinativa: Vamos estabelecer critérios. lhes. se. próclise: pronome antes do verbo 2. caso o verbo principal (no caso "ajudar ") estiver no infinitivo ou gerúndio. o Brasil Escola é o site mais indicado à pesquisa escolar.depois ou entre locução verbal. diferentemente dos segundos que são sempre precedidos de preposição. São pronomes oblíquos átonos: me. ênclise: pronome depois do verbo 3. a. Exemplo: Eu desejo lhe perguntar algo. mesóclise: pronome no meio do verbo Próclise A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: • Palavras com sentido negativo: Nada me faz querer sair dessa cama. • Advérbios: Nesta casa se fala alemão. Ênclise . Naquele dia me falaram que a professora não veio. Colocação pronominal De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi. conforme lhe avisaram. Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que eu estou fazendo. Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram. te. o. lhe. as. • Pronomes relativos: A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. Eu estou perguntando-lhe algo. Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que estava fazendo. a colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se referem. • Pronomes indefinidos: Quem me disse isso? Todos se comoveram durante o discurso de despedida.

Se não tiver outro jeito. ensina a gramática de Chomsky – não se podem coordenar frases que não comportem constituintes do mesmo tipo. as quais ele revela sobre tal ruptura: “Se coordenação é. fazendo-se de despreocupada. • Houver vírgula ou pausa antes do verbo: Se passar no vestibular em outra cidade. como vimos. é justo presumir que quaisquer elementos da frase – sejam orações. Mesóclise A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no futuro do presente ou no futuro do pretérito: A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. reflitamos sobre a estrutura de um texto: parágrafos devidamente organizados e interligados entre si por meio de harmoniosa junção de elementos coesivos. de modo a formar um “todo” coerente.brasilescola. Para sermos mais precisos. devam – em princípio. ideias dispostas em uma dada sequência lógica. Contudo. um processo de encadeamento de valores sintáticos idênticos. coordenados entre si. pois –como. Em outras palavras: as ideias similares devem . Eis alguns dos elementos essenciais à perfeita compreensão de qualquer discurso. voltemos nosso foco para a última das considerações supracitadas. Esse todo deixa de ser coerente quando há a ruptura de similaridade entre os elementos textuais. A ênclise vai acontecer quando: • Verbo estiver no imperativo afirmativo: Amem-se uns aos outros. retratadas por “ideias dispostas em uma dada sequência lógica. • O verbo iniciar a oração: Diga-lhe que está tudo bem. Garcia proferidas em seu Comunicação em Prosa Moderna.htm d)Paralelismo Antes de tudo. A norma culta não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. beijando-me a face. há que se mencionar acerca de alguns entraves que porventura tendem a surgir. • O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição "a": Naquele instante os dois passaram a odiar-se. Por Sabrina Vilarinho Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. sejam termos dela–. Ressaltemos.A ênclise é empregada depois do verbo. Chamaram-me para ser sócio. Passaram a cumprimentar-se mutuamente. Despediu-se. mudo-me no mesmo instante. pois.com/gramatica/colocacao-pronominal. Sigam-me e não terão derrotas. as palavras de Othon M. Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. • O verbo estiver no gerúndio: Não quis saber o que aconteceu. aliás. pelo menos – apresentar estrutura gramatical idêntica. de modo a formar um ‘todo’ coerente”. alisto-me nas forças armadas. implicando diretamente na falta dessa perfeição.

Tal recurso é utilizado na intenção de enfatizar uma sequência de ações negativas.. uma vez que para ironizar o interesse de Marcela.quer. quanto mais nos qualificamos. Ambas as estruturas paralelísticas foram utilizadas no sentido de indicar uma progressão entre os termos constituintes. (tanto) mais conseguimos uma boa colocação no mercado de trabalho.. Portanto. desta vez relacionada não mais à noção de tempo. analisemos os casos nos quais se detecta a falta de paralelismo de ordem morfológica: Sua saída se deve a mágoas. sintático (quando as construções das frases ou orações são semelhantes) e semântico (quando há correspondência de sentido). quer.corresponder forma verbal similar... mas também contribui para que o planeta sobreviva.. seja no trabalho. ou seja. nem no anterior. humilhações. não. por um lado. No campo semântico: Há um trecho retirado da obra machadiana. seja. o correto seria utilizarmos a conjunção aditiva “mas também” em vez do conectivo “e”. ressentimentos e a agressões por parte daqueles que tanto pretendiam ocupar seu cargo dentro da empresa.. o termo “agressores” em detrimento a “agressões”. Diante de tais pressupostos. mas à quantidade propriamente dita.ora. materializadas por meio do campo morfológico (quando as palavras pertencem a uma mesma classe gramatical). evidenciada por: Sua saída se deve a mágoas. ora. Assim. Baseados em tais conhecimentos. humilhações. visto que o discurso revela a ideia de adição no que se refere às consequências oriundas de tais ações. No campo sintático: A preservação do meio ambiente representa não só um dever de cidadania e é para que o planeta sobreviva. evidenciada pela troca de um substantivo por um adjetivo. partamos para conferir alguns casos representativos de paralelismo. como também à de posição (segundo exemplo). terás de aproveitar essa oportunidade.. quer não... Constatamos que o paralelismo se deveu à noção de alternância (primeiro exemplo). Mesmo sabendo das reais intenções do autor. Cuide sempre de suas atitudes. ele introduz outra ideia. Não conseguimos viajar nesse ano. . Constatamos que há uma ruptura de ordem morfológica. retratado por: Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis.. seja. Machado de Assis. Quer queiras.tanto mais. por outro. ressentimentos e a agressores que tanto pretendiam ocupar seu cargo dentro da empresa. e não/nem. detectamos uma quebra de sentido em relação ao tempo. quanto mais. o discurso carece de uma reformulação. Aqui.. De forma a constatá-los. seja em casa. Atualmente. Isso é o que se costuma chamar paralelismo ou simetria de construção”. podemos dizer que o paralelismo se caracteriza pelas relações de semelhança entre palavras e expressões.. a mensagem se evidenciaria da seguinte forma: A preservação do meio ambiente representa não só um dever de cidadania..

quanto. Ex. tanto para quem parte.com/redacao/paralelismo. Se todos comparecerem.. A despedida é extremamente ruim. bem como o futuro do subjuntivo se adéqua ao futuro do presente.Se por um lado agradou aos convidados. haverá mais cooperação. por outro desagradou à família. O garotinho estava no quarto dele ou da senhora? Eliminando a ambiguidade: Aquela velha senhora encontrou o garotinho no quarto dela. quanto para quem fica. dá-se o nome de ambiguidade. Se todos comparecessem. Inferimos que o emprego do pretérito imperfeito do subjuntivo (comparecessem) se adéqua ao futuro do pretérito do indicativo (haveria). Se pertencessem ao mesmo gênero.htm Ambiguidade A duplicidade de sentido.brasilescola. seja de uma palavra ou de uma expressão. Observação: Neste exemplo. Orações ou Frases Aquela velha senhora encontrou o garotinho em seu quarto. tanto. aludindo a aspectos negativos e positivos mediante uma ação. resolveu-se o problema substituindo os substantivos por o qual/a qual. Crianças que recebem leite materno são frequentemente mais sadias. Tempos verbais. Má Colocação de Pronomes. . haveria necessidade de uma reestruturação diferente.: Sentado na varanda. Ocorre geralmente. pelo fato de os substantivos estojo e aliança pertencerem a gêneros diferentes. Identificamos que as estruturas introduzem tanto a ideia de adição quanto de equiparação ou equivalência. As crianças são mais sadias porque recebem leite frequentemente ou são frequentemente mais sadias porque recebem leite? Eliminando a ambiguidade: Crianças que recebem frequentemente leite materno são mais sadias. Uso Incorreto do Pronome Relativo Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes que estava sobre a cama. Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. o menino avistou um mendigo. Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes o qual estava sobre a cama. nos seguintes casos: Má colocação do Adjunto Adverbial Exemplos: Crianças que recebem leite materno frequentemente são mais sadias. haveria mais cooperação. Aquela velha senhora encontrou o garotinho no quarto dele. Termos.. O que estava sobre a cama: o estojo vazio ou a aliança de diamantes? Eliminando a ambiguidade: Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes a qual estava sobre a cama. Constata-se que o emprego das estruturas paralelísticas foi na intenção de estabelecer uma comparação.

Observe: A jovem já estava ansiosa seria um ótimo dia de aula sua turma iria apresentar uma peça teatral para a escola inteira a fim de arrecadar fundos para o bazar cultural. bem como nos menores: Ele não concordava com a correção era necessário falar com o professor. é muito importante ficar atento à pontuação e ao uso dos conectivos. Teria que fazer a cirurgia o mais breve.Letícia estava muito ansiosa. teria que fazer a cirurgia o mais breve. etc. . Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Equipe Brasil Escola Fonte: http://www.) e pontos (final. que possuem enunciado completo. o mesmo acontece com as orações. por não haver elemento de ligação entre elas.Letícia estava muito ansiosa teria que fazer a cirurgia o mais breve. são chamadas assim por analogia a “irmãos siameses”. são apresentadas como se fosse uma só. Este nome é devido à analogia de irmãs ou a irmãos siameses (crianças que nascem unidas por uma parte do corpo) Veja alguns exemplos: . seria um ótimo dia de aula. de interrogação.brasilescola. já que não há elemento de ligação entre as orações. neste espaço você pode ter feito uso das frases siamesas. entretanto. Vejamos como ficariam os períodos acima se fossem escritos com a pontuação correta: A jovem já estava ansiosa. mas. e assim por diante). apontado acima. aqueles que nascem unidos por uma determinada parte do corpo. Sim. então. dois pontos. cuidado. As ideias dos exemplos acima estão sendo exploradas como se fosse apenas uma. O menino que estava sentado na varanda avistou o mendigo. Por Sabrina Vilarinho Graduada em Letras Equipe Brasil Escola As frases SIAMESAS caracterizam-se por apresentar idéias ligadas incorretamente. de exclamação. a fim de arrecadar fundos para o bazar cultural. E Ele não concordava com a correção. como sinais de pontuação ou conectivos. era necessário falar com o professor.Quem estava sentado na varanda: o menino ou o mendigo? Eliminando a ambiguidade: O menino avistou um mendigo que estava sentado na varanda. colocar vírgulas. . é isso mesmo. Às vezes nos empolgamos em escrever e esquecemos de acentuar. Assim. conectivos (e.htm Frases siamesas e Frases Fragmentadas Você já começou a escrever e não parou mais e acabou transformando aquele período em um longo parágrafo? Se sim. podemos usar sinais de pontuação: .com/redacao/ambiguidade. frases distintas. pois podem mudar todo o sentido de um texto ou do que se quer falar.Letícia estava muito ansiosa. pois sua turma iria apresentar uma peça teatral para a escola inteira. ou seja. para evitar este erro. A frase acima é siamesa. Como vimos. É muito comum ver períodos longos iguais a esse. porém.

p. A FRASE FRAGMENTADA é geralmente uma oração subordinada ou um adjunto que se apresentam isoladamente. Letícia estava muito ansiosa. Quadros nas paredes". o travesseiro com fronha de morim. É uma frase curta.br/vivianefdd/tag/frases-siamesas-e-fragmentadas/ Como escrever com frases curtas. E um calor insuportável. o tinteiro niquelado. a bacia e o jarro. Introdução A FRASE NOMINAL é a frase que prescinde de verbo. dá bem a idéia do que é frase fragmentada: "A festa de inauguração da nova sede estara esplêndida. Fonte: http://blog. Uma mesa de pau. quase todos os novelistas e cronistas dela servem. incisiva que tanto pode expressar ações quanto apontar os elementos essenciais de um quadro numa descrição. De modo que grande parte dos convivas saiu muito antes de terminar. papéis. Clarissa. apenas por nomes. é marcada por um ponto que separa enunciados incompletos. isto é. Cada macaco no seu galho. Othon Garcia. FRASES FRAGMENTADAS Uma frase é FRAGMENTADA quando ela está separada por pontuações incorretamente. em "Comunicação em prosa moderna". Mariana comprou um celular. Quando chegaram alguns amigos na minha casa. . Correção: Eu estava indo para a festa.Podemos usar também conectivos coordenativos: . constituída. a colcha branca. Veja alguns exemplos: Eu estava indo para a festa. Porque era impossível agüentar todo aquele aperto.Letícia esta muito ansiosa. no dia do aniversário dela. E principalmente o calor". quando chegaram alguns amigos na minha casa. . Todos muito animados. aquela confusão. 220) Na literatura brasileira contemporânea. pois teria que fazer a cirurgia o mais breve.Como teria que fazer a cirurgia o mais breve.com. O lavatório esmaltado. porque teria que fazer a cirurgia o mais breve. Mas uma confusão tremenda.educacional. uma caneta.Letícia estava muito ansiosa. muito antes mesmo da chegada do Governador. quase sempre na descrição. É característica de muitos provérbios e máximas: Cada louco com sua mania. Outra opção é usar conectivos subordinativos: . não anexados à oração principal. No dia do aniversário dela Correção: Mariana comprou um celular. Gente que não acabava mais. construções nominais e fragmentadas 1. 100. (Érico Veríssimo. De rachar. p. portanto. "A cama de ferro.

nesta travessia de comunicação de ti para contigo. frases nominais. Ou um estilo "picadinho". na expressão de Othon Garcia. Com teu ritmo. Gilberto Scarton O leitor que quiser mais informações relativas a esses tipos de frase. Sem. Com paixão. Denunciando injustiças. segundo. próprio da literatura moderna. de modo que grande parte dos convivas saiu muto antes de terminar. nominais e fragmentadas. Anunciando esperanças. Tu e tu. E tua vez. Sem queda. Tua voz. característica do classicismo. dando como resultado um estilo "estertorante".Os períodos do texto são. fragmentadas e curtas se misturam. Textos 2. São frases fragmentadas. ao contrário do período longo. In(en)formando o mundo com tua-vida-toda-linguagem. De resgatar a memória. "asmático". ainda. Sem inspiração. tu tens a palavra. Que impassível espera ser preenchida. De acordo com a sintaxe ortodoxa. Não raro. Na aventura do cotidiano. Sem! Levanta tua voz: em meio às desfigurações da existência. muito antes mesmo da chegada do Governador. na verdade. De gestar o futuro. de rachar. para entretecer contigo a teia de palavras que liga todas as dimensões de tua existência. Sem computador. Com tua pulsação. onde aparecem frases curtas. segundo José Oiticica. Só tu. do parnasianismo e do romantismo. expressões de Othon Garcia. De fecundar o presente. soluçante. fará bem consultar a excelente obra de Othon Garcia "Comunicação em prosa moderna". Sem notas. Sem aula. da sociedade. aquela confusão.1 Textos-modelos Letra de Música Germano Jacobs . Tu e o texto. Por uma aprendizagem natural da escrita Sem professor. o período (e a pontuação) deveria ser assim construído: Mas uma confusão tremenda e um calor insuportável. direta também é característica da literatura moderna. e principalmente o calor."asmático". incisiva. "pedaços" de períodos. Sem dom. porque era impossível de agüentar todo aquele aperto. É um estilo entrecortado." A frase fragmentada é um recurso de estilo. A tua palavra. Observe uma vez mais o texto "Por uma aprendizagem natural da escrita". de ti para o outro. verdadeiros fragmentos. "convulsivo". 2. Sem provas. Sem estresse! Só tu. A FRASE CURTA. Tu e a folha em branco.

Droga de vida. A dialética. com seu melhor amigo. O dois filhos. Escrever. tudo seria diferente. E continua o ritual. .2 Textos de alunos Inocentes Reflexões Renata Eichenberg Viver é desejar. Devia ter 45 anos e gostava de conversar consigo mesmo. numa mesa no canto. A neve. de jamais faltar ao serviço. mas ela preferiu mesmo ficar com seu melhor amigo. mas como é que podia imaginar tamanha sem-vergonhice? Ela ainda riu na sua cara. os outros que se danem. aqueles que não voltam mais. Ganha para comer. Realizar nossos sonhos. A desgraçada está voltando. Mais tarde perdoou a mulher. Vai ao banheiro. 2. sete da noite. com quem quer que fosse. Ser Camarada. no mundo. Quase que pediu desculpas por encontrá-los em adultério. Mais um copo de cerveja. Rostos animados. Tosse. de 19 e 17 anos. Uma tragada. Uma tragada. o aviso de demissão. Uma tragada. Encontrar a mulher na cama com seu melhor amigo foi o começo. "a crise está braba". o bar estava cheio. Ele se encontrava sozinho. Bem que andava desconfiado. e encontra à sua frente o copo de cerveja e o cigarro. O velho livro perdido e reencontrado. Tosse. Sem mulher e sem emprego. Um copo de cerveja. Uma tragada. Um copo de cerveja. Auxiliar de contabilidade. plantar. Mais um copo de cerveja.o seu amigo vestiu-se calmamente. Compreender. da verdureira da esquina. não importa. Se conseguisse esquecer da mulher. cantar. O cachorro. "Por que eu. A música nova. Felicidades Beertolt Brecht . E o emprego? Faz a escrita contábil do bar que freqüenta. Um copo de cerveja. em que falha incorri?" "Contenção de despesa". Isso o deixa louco de raiva: "Que merda de homem sou eu?". Amar. Uma tragada. a sucessão das estações. essas coisas sentimentais do lugar-comum. Descobrir. Um copo de cerveja. o que fiz.Uma tragada. Uma tragada. A música antiga. se pergunta. Mais um copo de cerveja. Volta. não. sem mais nem menos. a resposta. de relembrar os bons tempos. Amadurecer. Cumpridor de seus deveres. Tomar um banho. Jornais. Mais um copo de cerveja. Certo dia. É o único luxo que se permite. Tem certeza que nunca vai encontrar resposta. Viajar. Uma tragada. Ele quer ficar só. quase escondido. Dramas. Sapatos macios. Vinte anos na mesma empresa. Àquela hora. dramalhões. da sapataria de um compadre seu. suportaria tudo para estar junto dela. Um copo de cerveja. Parece letra de música destas duplas que infestam o rádio. mas os últimos anos foram uma sucessão de dramas. os bons tempos não resolvem coisa alguma. nadar um pouco. Uma tragada. pagar o quartinho da pensão e tomar a cerveja de todos os dias. estão por aí. fazendo pouco caso de sua presença. Crescer. Eles que se virem. mesmo que continuasse a traí-lo. Aí é que está. Uma tragada. vai se virando.Poemas O primeiro olhar da janela de manhã. Continua o ritual. Mais um copo de cerveja.

Olhei em volta. provar de todos os vinhos. escrever. Não reconheci onde estava. A água ultrapassa as portas. Rezo. Silêncio. imaginá-la. Não basta apenas vivê-la. mar. Árvores caídas. misteriosa. povos. O cachorro late prevendo alguma coisa. temos que sonhá-la. simplesmente viver. viver a vida inteira ao lado de um único homem. lágrimas. amar e ser amada. Devastação. Começo a sentir medo. sugar a essência do mundo. Fonte: http://www.. areia..Gostaria de comprar pão. conhecendo os mistérios da água. todo o dia. Como só tenho uma. A. Ninguém segura a natureza. Aumenta a chuva. sete pais. provar todas as formas e tipos de chocolates. queijo. uma obra. Continua chovendo. Pavor.br/gpt/fragmentadas. Veremos aqui as principais funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua portuguesa. O pesadelo acabou. Se eu pudesse ter sete vidas. Ponto 1. certamente teria sete desejos.Procurar. Telhas voam e não ouço nada. surpreendente. atraente.Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que se encontra. Choro. Vento. tradições. costumes. sete filhos. o cheiro de terra. alguns feridos. Acredito ser a vida preciosa. .V. espero. 2. adivinhá-la. . Granizo. sete anseios. casas derrubadas. sentir. Devastação Scheila Feijó Fantinels Noite escura. Chuva.Indica o término do discurso ou de parte dele. sete sonhos. arrancar suspiros. . uma menina e um menino. supô-la.Sr.Acordei. manteiga e leite. Chuva caindo lá fora. viver em uma praia tranqüila. Exª. pelo menos.php e)Pontuação Por Araújo. .Usa-se nas abreviações . ter coragem de mergulhar. Ana Paula de Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. ter dois filhos. ver o pôr-do-sol sem a sombra de um arranha-céu.pucrs. porém intensa e preciosa. Os minutos parecem horas. sete amores. durante a minha vivência terrena: • • • • • • • • • • • • • • conhecer muitos lugares. .

Carlos Henrique da. praia e calor. o coração falar… Vírgula É usada para vários objetivos. .Maria perguntou: – Por que você não toma uma decisão? Ponto de Exclamação 1.Antes de uma citação . 3. etc. os ricos dão pelo pão a fazenda. . outros montanhas.Lá estava a deplorável família: triste.Ai! Que susto! .Sim! Claro que eu quero me casar com você! 2.Indica interrupções de hesitação ou dúvida .Indica que palavras foram suprimidas.Reunião com amigos.Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo) Reticências 1.João! Há quanto tempo! Ponto de Interrogação Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. . Fonte: http://www. “. 2006. Bibliografia ROCHA LIMA. 3. – Rio de Janeiro: José Olympio.Em frases de estilo direto . . mas em geral usamos a vírgula para dar pausa à leitura ou para indicar que algum elemento da frase foi deslocado da sua posição canônica.Caminhada na praia. 45ª edição. cólera. “. Dois pontos 1. que têm a mesma importância.Separa partes de frases que já estão separadas por vírgulas.Indica que o sentido vai além do que foi dito . frio e cobertor.Separa várias partes do discurso.Deixa.Não… quero dizer… é verdad… Ah!” 3. cadernos… 2.Gramática Normativa da Língua Portuguesa.“Os pobres dão pelo pão o trabalho.Separa itens de uma enumeração.Ir ao supermercado. susto.Ponto e Vírgula ( .Alguns quiseram verão. decreto de lei. . os de nenhum espírito dão pelo pão a alma…” (VIEIRA) 2. 4.Comprei lápis. vivendo a rotina de sempre. frio à tarde e calor à noite.com/portugues/pontuacao/ . . súplica. .Este mal… pega doutor? 4.Pegar as crianças na escola. etc. .Indica interrupção violenta da frase.Depois de interjeições ou vocativos .Antes de um aposto .Três coisas não me agradam: chuva pela manhã. ) 1. canetas.Antes de uma explicação ou esclarecimento .Usa-se para indicar entonação de surpresa.Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto: 2.infoescola. os de espíritos generosos dão pelo pão a vida. cabisbaixa. depois. exposição de motivos.

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