Apostila Texto e Gramática 4. Conteúdo Programático 4.1 Conceitos teóricos básicos VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS 4.1.

1 O modo de falar do brasileiro Alfredina Nery* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação Toda língua possui variações linguísticas. Elas podem ser entendidas por meio de sua história no tempo (variação histórica) e no espaço (variação regional). As variações linguísticas podem ser compreendidas a partir de três diferentes fenômenos: 1) Em sociedades complexas convivem variedades linguísticas diferentes, usadas por diferentes grupos sociais, com diferentes acessos à educação formal; note que as diferenças tendem a ser maiores na língua falada que na língua escrita; 2) Pessoas de mesmo grupo social expressam-se com falas diferentes de acordo com as diferentes situações de uso, sejam situações formais, informais ou de outro tipo; 3) Há falares específicos para grupos específicos, como profissionais de uma mesma área (médicos, policiais, profissionais de informática, metalúrgicos, alfaiates, por exemplo), jovens, grupos marginalizados e outros. São as gírias e jargões. Assim, além do português padrão, há outras variedades de usos da língua cujos traços mais comuns podem ser evidenciados abaixo. Uso de “r” pelo “l” em final de sílaba e nos grupos consonantais: pranta/planta; broco/bloco. Alternância de “lh” e “i”: muié/mulher; véio/velho. Tendência a tornar paroxítonas as palavras proparoxítonas: arve/árvore; figo/fígado. Redução dos ditongos: caxa/caixa; pexe/peixe. Simplificação da concordância: as menina/as meninas. Ausência de concordância verbal quando o sujeito vem depois do verbo: “Chegou” duas moças. Uso do pronome pessoal tônico em função de objeto (e não só de sujeito): Nós pegamos “ele” na hora. Assimilação do “ndo” em “no”( falano/falando) ou do “mb” em “m” (tamém/também). Desnasalização das vogais postônicas: home/homem. Redução do “e” ou “o” átonos: ovu/ovo; bebi/bebe. Redução do “r” do infinitivo ou de substantivos em “or”: amá/amar; amô/amor. Simplificação da conjugação verbal: eu amo, você ama, nós ama, eles ama. Variações regionais: os sotaques Se você fizer um levantamento dos nomes que as pessoas usam para a palavra "diabo", talvez se surpreenda. Muita gente não gosta de falar tal palavra, pois acreditam que há o perigo de evocá-lo, isto é, de que o demônio apareça. Alguns desses nomes aparecem em o "Grande Sertão: Veredas", Guimarães Rosa, que traz uma linguagem muito característica do sertão centro-oeste do Brasil: Demo, Demônio, Que-Diga, Capiroto, Satanazim, Diabo, Cujo, Tinhoso, Maligno, Tal, Arrenegado, Cão, Cramunhão, O Indivíduo, O Galhardo, O pé-de-pato, O Sujo, O Homem, O Tisnado, O Coxo, O Temba, O Azarape, O Coisa-ruim, O Mafarro, O Pé-preto, O Canho, O Duba-dubá, O Rapaz, O Tristonho, O Não-sei-que-diga, O Que-nunca-se-ri, O sem gracejos, Pai do Mal, Terdeiro, Quem que não existe, O Solto-Ele, O Ele, Carfano, Rabudo. Drummond de Andrade, grande escritor brasileiro, que elabora seu texto a partir de uma variação linguística relacionada ao vocabulário usado em uma determinada época no Brasil. Antigamente "Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito

prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio." Como escreveríamos o texto acima em um português de hoje, do século 21? Toda língua muda com o tempo. Basta lembrarmos que do latim, já transformado, veio o português, que, por sua vez, hoje é muito diferente daquele que era usado na época medieval. Língua e status Nem todas as variações linguísticas têm o mesmo prestígio social no Brasil. Basta lembrar de algumas variações usadas por pessoas de determinadas classes sociais ou regiões, para percebers que há preconceito em relação a elas. Veja este texto de Patativa do Assaré, um grande poeta popular nordestino, que fala do assunto: O Poeta da Roça Sou fio das mata, canto da mão grossa, Trabáio na roça, de inverno e de estio. A minha chupana é tapada de barro, Só fumo cigarro de paia de mío. Sou poeta das brenha, não faço o papé De argun menestré, ou errante cantô Que veve vagando, com sua viola, Cantando, pachola, à percura de amô. Não tenho sabença, pois nunca estudei, Apenas eu sei o meu nome assiná. Meu pai, coitadinho! Vivia sem cobre, E o fio do pobre não pode estudá. Meu verso rastero, singelo e sem graça, Não entra na praça, no rico salão, Meu verso só entra no campo e na roça Nas pobre paioça, da serra ao sertão. (...) Você acredita que a forma de falar e de escrever comprometeu a emoção transmitida por essa poesia? Patativa do Assaré era analfabeto (sua filha é quem escrevia o que ele ditava), mas sua obra atravessou o oceano e se tornou conhecida mesmo na Europa. Leia agora, um poema de um intelectual e poeta brasileiro, Oswald de Andrade, que, já em 1922, enfatizou a busca por uma "língua brasileira". Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. Uma certa tradição cultural nega a existência de determinadas variedades linguísticas dentro do país, o que acaba por rejeitar algumas manifestações linguísticas por considerá-las deficiências do usuário. Nesse sentido, vários mitos são construídos, a partir do preconceito linguístico. *Alfredina Nery Professora universitária, consultora pedagógica e docente de cursos de formação continuada para professores na área de língua/linguagem/leitura. Fonte: http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u60.jhtm Variações Linguísticas A linguagem é a característica que nos difere dos demais seres, permitindo-nos a oportunidade de expressar sentimentos, revelar conhecimentos, expor nossa opinião frente

aos assuntos relacionados ao nosso cotidiano, e, sobretudo, promovendo nossa inserção ao convívio social. E dentre os fatores que a ela se relacionam destacam-se os níveis da fala, que são basicamente dois: O nível de formalidade e o de informalidade. O padrão formal está diretamente ligado à linguagem escrita, restringindo-se às normas gramaticais de um modo geral. Razão pela qual nunca escrevemos da mesma maneira que falamos. Este fator foi determinante para a que a mesma pudesse exercer total soberania sobre as demais. Quanto ao nível informal, este por sua vez representa o estilo considerado “de menor prestígio”, e isto tem gerado controvérsias entre os estudos da língua, uma vez que para a sociedade, aquela pessoa que fala ou escreve de maneira errônea é considerada “inculta”, tornando-se desta forma um estigma. Compondo o quadro do padrão informal da linguagem, estão as chamadas variedades linguísticas, as quais representam as variações de acordo com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada. Dentre elas destacam-se: Variações históricas: Dado o dinamismo que a língua apresenta, a mesma sofre transformações ao longo do tempo. Um exemplo bastante representativo é a questão da ortografia, se levarmos em consideração a palavra farmácia, uma vez que a mesma era grafada com “ph”, contrapondose à linguagem dos internautas, a qual fundamenta-se pela supressão do vocábulo. Analisemos, pois, o fragmento exposto: Antigamente “Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio." Carlos Drummond de Andrade Comparando-o à modernidade, percebemos um vocabulário antiquado. Variações regionais: São os chamados dialetos, que são as marcas determinantes referentes a diferentes regiões. Como exemplo, citamos a palavra mandioca que, em certos lugares, recebe outras nomenclaturas, tais como: macaxeira e aipim. Figurando também esta modalidade estão os sotaques, ligados às características orais da linguagem. Variações sociais ou culturais: Estão diretamente ligadas aos grupos sociais de uma maneira geral e também ao grau de instrução de uma determinada pessoa. Como exemplo, citamos as gírias, os jargões e o linguajar caipira. As gírias pertencem ao vocabulário específico de certos grupos, como os surfistas, cantores de happy, tatuadores, entre outros. Os jargões estão relacionados ao profissionalismo, caracterizando um linguajar técnico. Representando a classe, podemos citar os médicos, advogados, profissionais da área de informática, dentre outros. Vejamos um poema e o trecho de uma música para entendermos melhor sobre o assunto: Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió

o baiano. Até que “tava” gostoso.de região para região: o carioca. Esse tal Chopis Centis é muito legalzinho. mas eu prefiro aipim.) Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. com um tal de gergelim. ver Schwarzneger E também o Van Damme. 1995. A minha felicidade é um crediário nas Casas Bahia.htm VARIANTES LINGUÍSTICAS Variantes Uma língua nunca é falada de maneira uniforme pelos seus usuários: ela está sujeita a muitas variações. Pra levar a namorada e dar uns “rolezinho”. Quanta gente. . Oswald de Andrade CHOPIS CENTIS Eu “di” um beijo nela E chamei pra passear. A gente fomos no shopping Pra “mode” a gente lanchar. (Dinho e Júlio Rasec. O modo de falar uma língua varia: .brasilescola. . Pra pegar um cinema.de época para época: o português de nossos antepassados é diferente do que falamos hoje.Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. encarte CD Mamonas Assassinas. o paulista e o gaúcho falam de maneiras nitidamente distintas. Quanta alegria. Quando eu estou no trabalho. Comi uns bicho estranho.com/gramatica/variacoes-linguisticas. Não vejo a hora de descer dos andaime.

o uso da forma adequada à sua função sintática.de situação para situação: cada uma das variantes pode ser falada com mais cuidado e vigilância (a fala formal) e de modo mais espontâneo e menos controlado (a fala informal). mesmo na forma singular. Os vestibulares tradicionais. . Para resolver essas chamadas questões de correção de frases. a gíria própria de faixas etárias diferentes. etc. Os vestibulares inovadores exploram as variantes lingüísticas de uma maneira bem mais apropriada. é aconselhável adotar os seguintes cuidados: .observar os pronomes em dois níveis: . por exemplo. uma frase como “o povo exageram”. . embora não contenha nenhum absurdo. Além dessas.checar problemas ligados à acentuação. Quando se fala das variantes.a conjugação. é sempre plural. reconhecendo a sua utilidade para criar variados efeitos de sentido: caracterizar personagens no interior de um texto narrativo. é preciso não perder de vista que a língua é um código de comunicação e também um fato com repercussões sociais. Soa como pretensioso. é inevitável perguntar qual delas é a correta. mas sim.de grupo social para grupo social: pessoas que moram em bairros chamados nobres falam diferente dos que moram na periferia. próprio da língua escrita formal. o modo de falar de grupos profissionais. pedante. No português atual. estabelecer relações de intimidade entre os falantes. quando tratam das variantes. Diante de tantas variantes lingüísticas. . Um professor universitário ou um juiz falam de um modo na faculdade ou no tribunal e de outro numa reunião de amigos. Dessa maneira. há uma aproximação máxima entre língua e etiqueta social. Por outro lado.observar o verbo em três níveis: . em casa e em outras situações informais. como. Como se sabe. o coletivo. . . fala bem aquele que se mostra capaz de escolher a variante adequada a cada situação e consegue o máximo de eficiência dentro da variante escolhida. sob o ponto de vista do conteúdo. a língua escrita e oral.a colocação. Nada impede que. Há muitas formas de dizer que não perturbam em nada a comunicação. postulando como falar correto apenas aquele que corresponde às normas da linguagem culta e formal. Resposta: não existe a mais correta em termos absolutos. numa situação descontraída da comunicação oral é falar de modo inadequado. . Uma frase como “o povo exageram” tem o mesmo sentido que “o povo exagera”. ridicularizar pessoas que as utilizam inadequadamente. a concordância é com a forma. termos chulos. deprecia a imagem do falante. Houve mesmo época em que o “chique” era a concordância com o conteúdo. Hoje. desrespeitosos.a regência. artificial. Costuma-se distinguir o português das pessoas mais prestigiadas socialmente (impropriamente chamada de fala culta ou norma culta) e o das pessoas de grupos sociais menos prestigiados (a fala popular ou norma popular)..a concordância. fugir afinal das normas típicas dessa situação. à crase e à grafia de palavras problemáticas (especialmente aquelas que têm grafias semelhantes). há outras variações. mande o verbo para o plural. é inadequado em situação formal usar gírias. a mais adequada a cada contexto. mas afetam a imagem social do falante. quase só se preocupam com o que chamam de correção gramatical. Usar o português rígido. Nesse particular. .

Na primeira. O primeiro. suas respostas evasivas eram tomadas com admiração. seu português demarcou o tom. ele era uma pessoa importante.com. um artista da técnica de criar arte para a web.observar se as palavras estão empregadas na sua forma e no seu sentido correto. Retórico.1. Os vestibulares modernos exploram as variantes de maneira diferente. seus trabalhos eram famosos. tintura alourada no cabelo. No final da palestra.” A atitude desse aluno se assemelha à atitude do indivíduo que: a) comparece ao baile de gala trajando “smoking”.br/articles/413/1/VARIANTESLINGUISTICAS/Paacutegina1. um instrumento de poder. Pairava no ar seriedade e admiração. elegante. solicitando. pele alva. com peças de Chekov e Beckett. Digo arte. Embora tenha fugido da . Sua formação incluiu os grandes artistas da história. F. um sócio de uma empresa de Web Design.. seu português impecável contribuiu para que se tornasse um renomado cenógrafo que já trabalhou com músicos importantíssimos. com balés de Mozart. já ultrapassada desde o Modernismo.mundovestibular. As perguntas eram feitas com esmero entre gaguejos e cuidados. comentários sobre o uso de certas variantes e propondo comparações entre elas. formado em Praga entre as décadas de 50 e 60. o seu português foi aprendido nas melhores escolas. b) vai à audiência com uma autoridade de “short” e camiseta. (U.html 4. Na hora das perguntas (suposta interação com os participantes). Seu espaço foi delimitado pelo seu discurso. PERNAMBUCO) — Observe os inconvenientes linguísticos e reescreva a frase de forma que atenda à norma-padrão: Convidamos aos professores para que dê início as discursões dos assuntos em palta. um verdadeiro artista da técnica de criar cenários famosos. fiquei extasiado com o cenógrafo. um renomado cenógrafo. Certamente. VIÇOSA) — Suponha um aluno se dirigindo a um colega de classe nestes termos: “Venho respeitosamente solicitar-lhe se digne emprestar-me o livro. porque os perguntadores estavam inibidos. de fato. vivenciou crises históricas. O que me marcou nas palestras foram as marcas pessoais no contraste lingüístico dos palestrantes. d) põe terno e gravata para ir falar na Câmara dos Deputados.2 Correção e adequação linguística A língua é. o silêncio denotava o respeito ao seu trabalho e à sua qualificação. como na questão que segue. e) vai ao Maracanã de chinelo e bermuda. F. porque ele não se denominou como tal. Enquanto os slides eram exibidos. Digo artista porque se cobriu de uma aura artística. R. Outro dia assisti a duas palestras sobre design.: Convidamos os professores para que dêem início às discussões dos assuntos em pauta. (U. Por: Curso Anglo Fonte: http://www. afinal. por exemplo. c) vai à praia de terno e gravata. Na segunda. de mais idade. A questão que segue é um bom exemplo de proposta de correção lingüística no estilo tradicional.

estão sujeitas ao erro. Fiquei extasiado com o web designer. cabelo liso e bem preto. Não estudou na Europa e sua formação na ESPM não mereceu muita dedicação à língua portuguesa. ora mobilizados no ato das apresentações. Mais de 15 anos de escolaridade. como formas de linguagem. em ambas. “criente potencial”. Mais de 15 anos de escolaridade. “tu fica”. muito mais jovem. para o outro. Se a gramática não existe para exibir a forma correta de se escrever ou falar. ainda que não oficiais.proposta do ciclo de palestras (apresentar os recursos. uma vez que. mas por motivo diverso do do cenógrafo: por sua capacidade de clareza e transmissão do conteúdo de forma eficiente. Enquanto a platéia ria do segundo para sair de sua mediocridade e se aproximar do status do primeiro (pensavam que.blogs. Porém. Não fossem as premiações. foi aplaudido de pé. . porém. qual possui ramos em diversas localidades no mundo e mesmo em diversas localidades no Brasil. para a platéia. ambos se apresentaram inadequadamente. para que existe? No âmbito da linguagem. jamais teria sido chamado a palestrar. função de comunicar o que se quer comunicar. No final. apesar dessas outras gramáticas. Em meio a sua apresentação carregada de “tu vai”. em minha opinião. todas as curiosidades foram satisfeitas sem rodeios. Todos no Brasil ou fora estudam ou deveriam estudar essa Norma em sua forma mais unificada possível e. Cada ramo desses possui sua própria gramática. Já trabalhava com design antes de entrar para o mercado da internet. empolada e arrogante. Seu português era péssimo e provocou risos escusos.sapo. Mas não pretendo aqui defender um ou outro. Essa história que trago aqui é meramente ilustrativa. materiais e modos de se construir design) e ter feito apenas sua autopromoção. Não foi aplaudido de pé. nesse ponto. serviu para demarcar o lugar de uma soberba. Fonte: http://simplificandoalingua. não serviram nem como contribuição para uma leitura crítica dos discursos subjacentes.pt/arquivo/1054713. Usando a língua portuguesa como exemplo.html 4. Serve apenas para destacar uma questão básica: o preconceito lingüístico. um erro gramatical não consistiria erro e isso seria ilógico. brasileiro que mais parecia inca. houve uma avalanche. seriam classificados como este). quando as perguntas começaram. a gramática é equiparada ao código. para um. O segundo. Sendo erro a falha da linguagem. foi deixando o seu recado.1. ganhou prêmios de design para a web. há uma em que todos esses ramos se baseiam a que todos se referem formalmente como Norma Culta ou Padrão. da Norma Culta ou Padrão A fala e a escrita. “baita criente”. que mantém os participantes distantes para que o centro das atenções seja ocupado somente por ele (um verdadeiro aprendizado do poder pela linguagem). A falta de silêncio denotava o pouco caso à sua qualificação. não serviram sequer para o aprimoramento do seu repertório verbal. Mais de 15 anos de escolaridade. Todas as dúvidas foram dirimidas com precisão. pele bem morena.3 Norma padrão e norma culta (outros registros) Da Gramática. assim. quando essa não cumpre sua função.

É o caso de. o remetente pode alterá-la ou modificá-la. a sua imagem é muito importante. *Mesóclise: É a colocação do pronome quando o verbo se encontra no futuro simples do presente ou no futuro simples do pretérito do indicativo. Entretanto.br/existe-diferenca-entre-norma-culta-e-padrao- . e muitas formas peculiares da norma popular são condenadas mesmo na linguagem oral. Portanto é aconselhável seguir a Norma. Fonte: http://www. Mas isso é assunto para outro texto. Outro ponto sobre a importância da Norma Culta ou Padrão é o status que ela garante ao remetente. num bate-papo. O falante culto. Moral da história: assim como se usa traje apropriado para cada situação social. como se disse.br/teorialiteraria/980084 Existe diferença. Contudo. embora exista. É a língua das pessoas elitizadas. Padrão coloquial – É a versão oral da língua culta e. admitem-se. Fonte: coloquial/ http://www. evita-as na escrita. Já em ambiente inculto seriam apropriadas: é a história de “Em Roma. Assim. recebam a mensagem. inadmissíveis na língua escrita. Ela comporta dois padrões: o formal e o coloquial: Padrão formal – É o modelo culto utilizado na escrita. tem consciência dessa distinção e ao mesmo tempo em que usa naturalmente as construções acima na comunicação oral. Construções como “Nóis foi na fazenda” (o “na” ainda seria tolerado) e “Ele pagou dois milhão pelos boi” são impensáveis na boca de um falante culto em ambiente culto.recantodasletras. É esse poder nessas condições que se configura a liberdade poética. sem grandes traumas. que segue rigidamente as regras gramaticais. ou seja.agitapirenopolis. ouvir-se certos empregos do pronome oblíquo – “Ainda não o vimos por aqui” -. Mas quando o destinatário for um público diverso demais. O código qual o destinatário tenha maior facilidade de compreensão. É a história do “vale o que está escrito”. de gramáticas. como em “Você verse-ia em maus lençóis se continuasse a insistir naquilo”. porém. pois passam a quem ouve a impressão de total falta de escolaridade de parte de seu autor. na linguagem coloquial. a margem de afastamento dessas regras é estreita e.com. a permissividade com relação às “transgressões” é pequena. tanto porque o falante tem mais tempo para se pronunciar de forma refletida como porque a escrita é supervalorizada na nossa cultura. de modo geral. como (fazem) os romanos”. Por outro lado. para que qualquer texto destinado a essa universalidade de portugueses. flexões do mais-que-perfeito do indicativo – “Eu ainda não entrara no Banco quando aquilo aconteceu” e. o uso da mesóclise*. Usá-la corretamente indica certo grau de estudo dele e. entre Norma Culta e Padrão Coloquial? 3 de maio de 2011 Norma culta é uma modalidade linguística escolhida pelos falantes escolarizados de uma sociedade como modelo de comunicação verbal. deve-se procurar usar a forma gramatical mais correta da Norma Culta para que a mensagem seja recebida por todos sem qualquer falha na comunicação. por ser mais livre e espontânea. tendo sempre em mente o bem da mensagem e a compreensão mais correta dela pelo destinatário. Tudo se resume à mensagem e ao destinatário. usos próprios do padrão formal empregados na língua oral costumam parecer forçados ou artificiais no falar despreocupado do dia-a-dia e configuram o que se chama de preciosismo. desde que não haja palavras que exerçam atração sobre ele. tem um pouco mais de liberdade e está menos presa à rigidez das regras gramaticais. Essa linguagem é mais elaborada.por todos o fazerem. construções como “Ainda não vi ele”. o que é pior. para o bem da mensagem. “Me passe o arroz” e “Não te falei que você iria conseguir?”. essa Norma tem um valor de unificar a língua. E para isso se deve usar o código mais apropriado. a próclise.com. não são muitos os desvios admitidos. também se use o padrão linguístico adequado para as diferentes situações de comunicação social.

Essa é a determinação. Autor do livro "Gramática do Português Culto Falado no Brasil. Veja você.com. A começar pelos estabelecimentos comerciais que trabalham com a pizza. ao nosso idioma. continuará prevalecendo nos cardápios e no uso popular. em um concurso público. constava que a frase correta era: O atacante Ronaldo. mussarela. murzarela. [. Naquele concurso. Se você consultar o VOLP. Porém.recantodasletras. nada o impede.4 Confrontação entre normas e usos MUÇARELA OU MUSSARELA? ___________________________________________ Vícios de Linguagem Recentemente. relate-me.] é incapaz de resistir a uma pizza de muçarela. Muçarela com [ç]? Tal fato causou indignação em muitos candidatos e criou grande polêmica gramatical na cidade. não pertencem. Não foram poucos os candidatos que entraram com recurso na prefeitura para reclamar dessa questão da prova. bom número de candidatos errou a questão por seguirem o uso popular de uma palavra. mas não esqueça que em um concurso ou vestibular quem prevalece é a muçarela com [ç]. você estará cometendo um erro. vai encontrar como formas corretas: mozarela. uma das questões de língua portuguesa pedia aos candidatos que assinalassem a frase correta. ____________________ Para copiar este texto: selecione-o e tecle Ctrl + C. como é o caso do professor de língua portuguesa da USP. No gabarito do concurso. mozzarela. O que vale é a norma culta. provavelmente estranharia se lesse nos cardápios pizza muçarela.1. e ponto final. Agradeço a leitura e.br/gramatica/1812926 . Portanto. ou mozarela. e isso. Mas. Mussarela. Dizia-se surpreso. muçarela e muzarela.4. Esse confronto entre o uso popular e a norma culta. não se admite. qualquer comentário. Se você encontrar erros (inclusive de português). Sendo “muçarela” o termo “abrasileirado”. que estranhou a grafia da palavra com "ç". vamos aos fatos: Em nosso idioma.. o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) . morzarela. como não é demais insistir nos textos e lições sobre as dúvidas de nossa Língua. com certeza. achava que fosse com [ss]. as formas: moçarela. ou vestibular. O VOLP é editado periodicamente pela Academia Brasileira de Letras (ABL). em um concurso. ou ainda muzarela. E por que o uso popular tradicionalizou o termo “mussarela”? Acredita-se que seja por estar mais próximo do termo de origem mozzarella. pois sempre escreveu e leu desse jeito. os cânones gramaticais. mesmo que nos pareçam corriqueiros e batidos.®Sérgio. cujo termo em questão era: mussarela ou muçarela. muzzarela. se você quiser grafar o termo fora dessas orientações. Você. Ataliba Castilho.uma espécie de dicionário que lista as palavras reconhecidas oficialmente como pertencentes à língua portuguesa – é a autoridade oficial para nos dizer como “tal” palavra dever ser escrita e falada.. mossarela. antecipadamente. atinge até mestres graduados. oficialmente. mas diante da norma gramatical. Qualquer discussão sobre essa questão deve ser feita em outro plano. Ricardo Sérgio Fonte: http://www.

fazer. ir. Fontes: Mundo Educação Recanto das Letras . A dúvida surge com o verbo “entregar”: não indicaria movimento? De acordo com a gramática purista não. no panfleto. na propaganda televisa. Porém. Agora observe exemplos com “em domicílio” a)Escova-se unhas em domicílio. Uso verificado até mesmo em pessoas de escolaridade completa. Convivem juntas sem problemas maiores porque são entendidas da mesma forma. nos atentando ao fato de que a finalidade é que vale: a entrega será feita no (em+o) domicílio de uma pessoa. há aqueles que afirmam que este verbo indica sim movimento. pois quem entrega se desloca de um lugar para outro. uma confrontação entre a norma culta e o uso popular. obedecendo às normas gramaticais. Veja alguns exemplos com “a domicílio” (= a casa) a)Não precisamos nos preocupar. como: levar. na fala. b)Entregas são feitas em domicílio. no catálogo. dar. com muita frequência. Portanto. no folder. no outdoor. Há. trazer. c)Corta-se cabelo em domicílio. com um mesmo sentido. quando falamos de gramática normativa. uma vez que quem entrega. neste caso. c) Dirigiu-se a domicílio para cumprir sua obrigação. Já a locução adverbial “em domicílio” é usada com os verbos sem noção de movimento: entregar.Entrega em domicílio ou a domicílio? As expressões “entrega em domicílio” e “entrega a domicílio” são muito recorrentes em restaurantes. Ouve-se e lêse. temos que ter cuidado. “A loja entregou meu sofá a casa” não está correto. pois “a domicílio” não é aceita. entrega algo em algum lugar. a locução “entrega a domicílio” em substituição a “entrega em domicílio”. enviar. No entanto. Contudo. devemos usar “entrega em domicílio”. b)Esta entrega deverá ser conduzida a domicílio. d) Dão-se aulas de violão em domicílio. dirigir-se. cortar. eles trazem a pizza a domicílio. conforme recomenda a gramática. Por quê? A regra estabelece que esta última locução adverbial deva ser usada nos casos de verbos que indicam movimento. conduzir.

Patrão. "Malinculia".com. estão entrelaçadas ambas caminham juntas apesar de apresentarem diferenças na produção e representação. O português na variante padrão exige.br/portugues/ult1706u79. Isso acontece porque. Im purtuguêis não.. as pessoas podem ainda recorrer a outros recursos para que a comunicação ocorra . aquela que introjetamos ao longo da vida. . a interação é mais complicada. Fonte: http://educacao. purqui é uma língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala.5 Modalidade oral e escrita LÍNGUA ESCRITA E ORAL Não se fala como se escreve Alfredina Nery* Especial para a Página 3 Pedagogia e Comunicação "Português é fácil de aprender porque é uma língua que se escreve exatamente como se fala. por exemplo. U alemão pur exemplu. mostra as interferências da fala na escrita e como elas não anulam a expressividade poética de suas imagens.sandralamego. a região. A fala e a escrita são duas modalidades diferentes da língua e é com esse fato que o Jô brincou. falamos. consultora pedagógica e docente de cursos de formação continuada para professores na área de língua/linguagem/leitura. ao falar. Quem soubé falá sabi iscrevê. "Eli me ensinô"." Pois é. Até nu espanhol qui é parecidu. U purtuguêis é muinto fáciu di aprender.uol. Na língua escrita há mais exigências.Leia mais: http://www. ainda. mas principalmente como uma forma de mostrar socialmente aquilo que gostaríamos que os outros enxergassem uns aos outros. para a revista Veja. A maioria de nós. "A Língua de Eulália: Uma Novela Sociolinguística) A língua muda. A leitura de um trecho do poema de Antonino Sales.com/dicas/entrega-em-domicilio-ou-adomicilio/#ixzz1TyGHOTJm 4. a fala e a escrita são antes de tudo. a fala e a escrita exigem conhecimentos diferentes. É um suspiro maguado Qui nace no coração! É o grito safucado Duma sodade iscundida Qui nos fala do passado Sem se torná cunhicida! É aquilo qui se sente Sem se pudê ispricá! Qui fala dentro da gente Mas qui não diz onde istá! (. O comentário é do humorista Jô Soares. si iscrevi muinto diferenti. É só prestátenção. Marcos. etc. onde a relação pensamento e linguagem são muitas próximas.pode-se pedir que se repita o que foi dito. em relação às regras da gramática normativa. o que torna necessário assegurar que o texto escrito dê conta da comunicação.jhtm As Modalidades Orais e Escritas YAMARA MAMED RESUMO As modalidades orais e escritas não são só um instrumento utilizado para a comunicação ou veiculação de informações.. Essas diferenças geram muitos conflitos.1. conforme o grupo social. São as chamadas variações linguísticas. Na verdade. ou seja. Já na linguagem escrita. brasileiros. há os gestos. Por essa razão. e ao mesmo tempo como vemos o outro de acordo com a nossa perspectiva de mundo. A escrita não reflete a fala individual de ninguém e de nenhum grupo social.) (BAGNO. as pessoas falam de um jeito e escrevem de outro. e o contexto histórico. que se escreva assim: "Ele me ensinou". Malinculia. *Alfredina Nery Professora universitária. em todas as línguas. Num é cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri cumu é qui si iscrevi algumas palavras. Ele brinca com a diferença entre o português falado e escrito. Qui bom qui a minha língua é u purtuguêis. Qué coisa mais doida? Num bate nada cum nada. A gíria e o jargão são algumas dessas variações. no entanto. sistemas comunicativos que expressam a língua nas praticas sociais.

uma vez que as restrições operativas não se associam propriamente ao fator velocidade do processo. Esta visão dicotômica entre oralidade e escrita. as duas modalidades convivem e se entrelaçam. ver e lógico falar e escrever. Com isso. escrita tem sido vista como de estrutura complexa. Rojo e Halliday. Falar e escrever são formas diferentes de dizer e expressar significados construídos na linguagem e pela linguagem. a distinção entre fala e escrita não se faz com precisão. enquanto formas diferentes de dizer e modos diferentes de se expressar em significados lingüísticos. para dar ao seu texto um caráter mais ou menos coloquial. como o faz um escritor de uma carta. O grau de coloquialismo ou formalismo envolve decisões estilísticas e de domínio do léxico que podem transferir-se de um modo de produção para o outro com muita facilidade e propriedade. em que a primeira ocupava um lugar de supremacia sobre a segunda. sendo mudada a partir dos anos 80. ou seja. permaneceu por muito tempo no meio lingüístico. por exemplo: os discursos de posse de cargo. em particular. por exemplo: os bilhetes domésticos. De acordo com alguns autores renomados como Fávero. Chafe. procurando identificar as diferenças para explicar as causas fundamentais de tais diferenças. julgar. sendo capaz de estabelecer uma comparação. observou que a escolha dos falantes é rápida. Conforme observa-se a oralidade e a escrita constituem duas possibilidades de uso da língua que utilizam o mesmo sistema lingüístico e que apesar de possuírem características próprias. A fala é a modalidade mais utilizada em situações cotidianas e informais e a escrita é o registro permanente das idéias sociais. apresentando uma proposta de analise. contradizendo Bloomfield. ora se aproximando do pólo da escrita. A escolha lexical também proporciona ao usuário a exibição de um estilo próprio e o controle do grau de formalismo e coloquialismo de suas produções discursivas. isto é o homem construiu ferramenta para estabelecer relações sociais. Akinnaso. há também sociedades que não utilizam registro escrito. do modo de pensar. Refletir sobre as relações e especificidades da fala e da escrita nos permite entender um pouco também sobre a gramática. A este respeito. Uma vez adotada a posição de que lidamos com práticas de letramento e oralidade. no entanto. será fundamental considerar que as línguas se fundam em usos e não o contrário. Do vocabulário. os bilhetes dos casais. de acordo com a produção do texto. A esse respeito. A fala e a escrita se apóiam em sons e letras articulados em sistemas de representação simbólica.INTRODUÇÃO Atualmente já se houve falar com frequência que a linguagem escrita e a linguagem oral são duas modalidades de expressão verbal. A fala procede à escrita. Chafe melhor estabeleceu as diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. na escolha e distribuição de padrões sintáticos e de vocabulário. com os interlocutores e com o tipo de processamento da informação. a linguagem escrita tende a ter um vocabulário mais variado e de conveniência do usuário. um conferencista seleciona palavras e expressões que possam conferir ao seu texto um caráter mais ou menos formal. passando por graus intermediários demonstradas com a produção de textos. ou seja. concreta e dependente do contexto. as modalidades escritas e orais. Marcuschi (2000:17) ressalta que: Hoje predomina a posição de que se pode conceber oralidade e letramento como atividades interativas e complementares no contexto das práticas sociais e culturais. em cuja concepção a linguagem escrita não passa de uma reprodução da linguagem oral. ora se aproxima da fala como. a intenção do falante ou do escritor e o tópico do que se diz ou escreve. agir. as entrevistas especializadas e propostas de produtos de alta tecnologia por vendedores especialmente treinados. enquanto a dos escritores é lenta. Essas práticas fazem parte da cultura. Focalizando o modo de os falantes e escritores selecionarem as palavras ou estruturas para expressarem suas idéias. com as condições de interação. apresentam uma interface: a analogia . numa sociedade letrada. as conferências. corroborando a teoria de Goody e Watt (1968) acerca da diferença entre a oralidade e a escrita. dentro de uma situação interativa social. formal e abstrata. por terem mais tempo para reproduzi-la e revisá-la. vão de um nível mais informal aos mais formais. cartas familiares e textos de humor. quando os estudiosos começaram a vê-las como práticas sociais diferentes. Alguns fatores são responsáveis pelas diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita: o contexto. não devem ser vistas de forma dicotômica. mas a fala é comum a todos os povos. enquanto a fala. Akinnaso (1982) afirma que fala e escrita apresentam formas superficiais diferentes e igual estrutura semântica subjacentes: utilizam o mesmo sistema léxico-semântico e variam. Halliday (1989) propõe que falar e escrever. de estrutura simples ou desestruturada. Nesse sentido. Ainda afirma Chafe que as pessoas não escrevem do mesmo modo que falam. sentir. principalmente as comunicativas e as transformou em práticas sociais. onde tais condições estão em estreita relação com o contexto. informal. admitindo que os textos possam apresentar-se de varias formas.

G. Um deles é que a escrita não incorpora todos os potenciais de significação da fala. 1996:17). pois. mas o processo se dá a partir da língua. 2000. são de sinais e não de conteúdo. a fala não apresenta os limites da sentença e do parágrafo. que “é um conjunto de possibilidades lingüísticas. Oralidade e escrita: perspectiva para o ensino da língua materna. Logo. estas diferenças. Por último. a modalidade discursiva da escrita e as características dos papéis do leitor/escritor. o desenvolvimento da escrita foi encarado como um treinamento de habilidades viso-motor e de transcrição de código sonoro em formas gráficas. funcionais e da natureza de estímulo) entre a linguagem oral e a linguagem escrita. o discurso escrito sofre interpenetrações sociais e culturais. T. mas o fato de a linguagem oral ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos não é e nem pode ser o elemento fundamental para se determiná-la distinta da linguagem escrita no âmbito cientifico. p. que podem expressar as mesmas intenções. o dos acontecimentos.M. está permeado pelos sentidos e valores da ideologia do grupo social. embora não seja a linguagem escrita à transcrição da linguagem oral. ou seja constrói significados mediante um sistema e uma estrutura samantica. o leitor/escritor vai incorporando. em sua essência. São Paulo: Cortez. FÁVERO. Petrópolis: Vozes. a saber. durante décadas. Plexus. É na escrita que a criança vai se explicitando segundo suas falas e lugares sociais. cada modalidade serviria para uma finalidade mais específica. São Paulo. Assim. cujos usos se fazem de acordo com normas específicas a cada uma das modalidades”. pois deixa de lado as participações paralingüísticas e prosódicas e. A correção idiomática e o conceito de exemplaridade. 2000. sem perder sua característica fundamental de ser “linguagem”. não se pode negar a semelhança de seus produtos. Segundo Rojo vêm focalizando sua atenção para questões da aquisição da escrita: Até recentemente a linguagem escrita não foi vista como processo de desenvolvimento ou construção. Isto acarretou uma grande centração dos estudos no momento da alfabetização e na questão da correspondência grafema-fonema e dos aparatos orgânicos envolvidos na transcrição desta correspondência. já que a seleção de elementos lingüísticos de ambos se dá a partir de um mesmo sistema gramatical. A. Para esse autor. suas interações passam a ser transpassadas pelo discurso escrito e as significações têm uma nova possibilidade de análise de construção além da oferecida pelo discurso oral.webartigos. Fonte: http://www. Dentro do espaço discursivo da interação. REFERENCIAIS MAC-KAY. concluem-se serem distintas tais modalidades. A linguagem oral se caracteriza essencialmente por ser falada &#8722. a do âmbito do discurso escrito. porém. tais aportes seriam formas possíveis de se olhar para o mesmo objeto de conhecimento. Essas interpenetrações se refletem nas formas de interação da criança com a escrita . 2ª Ed. In: Azeredo.158p. Leonor Lopes et alli. Atividade verbal: processo de diferença e integração entre fala e escrita. Ataliba.objeto de conhecimento . A língua falada no Ensino de Português. ampliando assim o processo de desenvolvimento. Língua em debate: conhecimento e ensino.dentro de um contexto sócio-histórico mais amplo. O outro é que não há necessidade de duas linguagens para a mesma função. fala e escrita planteiam diferentes aportes para a experiência: a escrita cria o mundo da coisas/objetos e a fala.de. Evanildo. São Paulo: Contexto.13-19. Porém. natureza do estímulo. 2001. gradualmente. a experiência humana. que “revela os ideais e as concepções de um grupo social numa determinada época” (Savioli e Fiorin. O que não se pode negar é que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques.11-8.html A NATUREZA DAS MODALIDADES ORAL E ESCRITA José Mario Botelho (UERJ e FEUDUC) INTRODUÇÃO . pois uma seria a duplicação da outra. 2000. Na medida em que as crianças pertencentes a culturas letradas vão-se desenvolvendo. p. ou seja. lendo e escrevendo. O ser humano aprende ouvindo e falando.com/articles/39830/1/As-Modalidades-Orais-eEscritas/pagina1.P. apresentam diferenças devido à condição de produção. Jose c.entre fala e escrita sustentada por três princípios. CASTILHO. BECHARA. CONSIDERAÇOES FINAIS Considerando as diferenças (formais.

Contudo. Chafe & Tannen. Do vocabulário. um conferencista seleciona palavras e expressões que possam conferir ao seu texto um caráter . Mais tarde. A escolha lexical também proporciona ao usuário a exibição de um estilo próprio e o controle do grau de formalismo e coloquialismo de suas produções discursivas. Chafe afirma que as pessoas não escrevem do mesmo modo que falam. Certamente. 1985 e 1986). Nesses trabalhos. 1987: 390). quer sejam escritos. Fatores como: o contexto. propiciam à criação de diferentes tipos de linguagem” (cf. são responsáveis pelas diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. com apagamento do texto anterior. o autor levanta a hipótese de que “diferentes condições de produção. a partir da qual se deveriam comparar todos os outros gêneros quer sejam falados. em cuja concepção a linguagem escrita não passa de uma reprodução da linguagem oral. na linguagem oral. Chafe (1987) analisou quatro tipos de produções discursivas coletados para um projeto de estudos: conversação e conferência (produções discursivas da oralidade). Alguns fatores são responsáveis pelas diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita: o contexto. “Writing is not language. como a gesticulação. a linguagem escrita tende a ter um vocabulário mais variado e de conveniência do usuário. enquanto a dos escritores é lenta. a intenção do falante ou do escritor e o tópico do que se diz ou escreve. assim como usos de diferentes intenções. as observações feitas pelo autor se restringem a uma comparação entre os dois extremos da fala e da escrita: de um lado. Com isso. 1933: 21) Em trabalhos anteriores (Chafe. Na caracterização dessas diferenças. observou que a escolha dos falantes é rápida. contradizendo Bloomfield. há particularidades de outras ordens que as tornam modalidades específicas da língua. que. na linguagem escrita. corroborando a teoria de Goody e Watt (1968) acerca da diferença entre a oralidade e a escrita. A LINGUAGEM ORAL E A LINGUAGEM ESCRITA. são estanques. por terem mais tempo para reproduzi-la e revisá-la.” (Bloomfield. e do outro oposto. que se agrupam nas duas modalidades da língua. a escrita acadêmica. e a reedição de texto. uma vez que se tratam de processos diferentes. apresentando uma proposta de análise. but merely a way of recording language by means of visible marks. para em seguida tentar explicar as causas fundamentais de tais diferenças.Que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. apesar de apresentarem diferenças devido à condição de produção. a intenção do usuário e a temática. por exemplo. Focalizando o modo de os falantes e escritores selecionarem as palavras ou estruturas para expressarem suas idéias. a partir da qual foi possível se estabelecer uma comparação. 1982. Tais particularidades são. Essas diferentes condições de produção para usos de diferentes intenções propiciam a criação de diferentes tipos de linguagem. as pessoas não escrevem exatamente do mesmo modo que falam. nem por isso. elementos exclusivos de cada uma delas. em parceria com Tannen (1987). Neles. o autor já demonstrava o seu interesse pelo assunto. que melhor estabeleceu as diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. de fato. os autores demonstram acreditar que a conversação comum é a forma prototípica de linguagem. este trabalho se deterá nos estudos de Chafe (1987). No mesmo parágrafo. SEGUNDO CHAFE Sem desprezar as diversas teorias acerca das modalidades de uma dada língua. a conversação. é um fato incontestável. procurou identificar mais precisamente as diferenças a serem encontradas nos dois tipos de linguagem usados por falantes e escritores. e carta e artigo acadêmico (produções discursivas da escrita).

construções de frases e envolvimento e distanciamento. o usuário precisa ter um bom conhecimento da linguagem. com palavras apropriadas. pois nem sempre se traduz automaticamente. Tal fato confirma que. como se dá essa combinação é o que mais importa para Chafe. apesar de os vocabulários de cada modalidade serem característicos. Por ser limitada a capacidade do falante em manter a atenção em expressões extensas. o autor se baseia na oração gramatical. A linguagem escrita se enriquece com a ampliação do seu repertório. que se limita em tamanho pela “memória de curto prazo” ou capacidade de “consciência focal” do falante e. em geral. o autor assume que falantes e escritores não fazem a seleção de itens lexicais de um mesmo estoque. que será ativado sempre que o usuário tiver que se expressar lingüisticamente. Variedade de vocabulário De certo. Nível de vocabulário Quanto ao nível de vocabulário. que ocorrem normalmente em ambos os repertórios.mais ou menos formal. considerando a adequação dos itens escolhidos e do repertório em si. a unidade de entonação da fala constitui-se de mais ou menos 6 (seis) palavras. pela consciência que esse tem das limitações de capacidade do ouvinte. ainda. para dar ao seu texto um caráter mais ou menos coloquial. O autor observa que o vocabulário da fala é inovador e flutuante. Chafe ressalta. a distinção entre fala e escrita não se faz com precisão. falantes e escritores fazem a seleção de palavras e expressões para exprimirem os seus pensamentos. Esse conhecimento inclui o conhecimento de um repertório de opções lexicais necessárias. mas considera mais realista proceder em termos de “unidade de entonação”. itens lexicais mais ou menos formais ou coloquiais podem ser utilizados pelo falante e pelo escritor quando lhes forem convenientes. Construção de oração A linguagem é mais do que um conjunto de palavras e expressões combinadas. Na escrita. uma vez que as restrições operativas não se associam propriamente ao fator velocidade do processo. nível de vocabulário. como o faz um escritor de uma carta. Para isso. 1980) denominava “unidade de idéias”. que chama de “unidade de entonação”. as unidades de entonação são mais longas (em torno de nove palavras) do que na fala (em torno de seis palavras). ao passo que a riqueza do repertório da linguagem falada constitui nas constantes transformações de sentido dos itens de seu repertório limitado. lança mão dos seguintes parâmetros: variedade de vocabulário. A esse respeito. que inicialmente (Chafe. A intenção dele é demonstrar as propriedades da linguagem falada e da linguagem escrita. O grau de coloquialismo ou formalismo envolve decisões estilísticas e de domínio do léxico que podem transferir-se de um modo de produção para o outro com muita facilidade e propriedade. 1985). a qual descreve em trabalho anterior (Chafe. Chafe especula que tal unidade de entonação expressa o que está na “memória de curto prazo” do falante ou “focos de consciência” no momento de produção. corroborando a “hipótese de uma oração de cada vez”. Para a discussão desse tópico. conservador. que a unidade relevante da fala parece ser a entidade basicamente prosódica. Ele considera haver palavras e expressões exclusivas de cada repertório e um sem-número de itens neutros. Como não há uma relação perfeita entre o que a pessoa pensa e a linguagem que usa para a sua expressão. enquanto o vocabulário da escrita é. Os níveis se verificam nos distintos registros lingüísticos. construção de orações. provavelmente. de Pawley & Syder (1976). . o que se pensa.

Chafe (1987). Isto é. A NATUREZA DA LINGUAGEM ORAL Considerando as diferenças (formais. já que a seleção de elementos lingüísticos de ambos se dá a partir de um mesmo sistema gramatical. dando evidência do tempo e do esforço de sua construção. Há gêneros intermediários que são produzidos de forma sonora e concebidos de forma gráfica e outros que são produzidos graficamente e concebidos sonoramente. cujos usos se fazem de acordo com normas específicas a cada uma das modalidades”. inclusive. evitando as relações interoracionais mais elaboradas. ao contrário do que ocorre na escrita cuja audiência é normalmente ausente e freqüentemente desconhecida. Assim. que podem expressar as mesmas intenções. é comum o uso da conjunção “e” para ligar orações. A sintaxe elaborada requer maior esforço de produção do que os falantes possam normalmente aplicar. elas não são estanques e isto fica patente na análise sob o ponto de vista de um contínuo tipológico. que “é um conjunto de possibilidades lingüísticas. mas o fato de a linguagem oral ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos não é e nem pode ser o elemento fundamental para se determiná-la distinta da linguagem escrita. Chafe reafirma que as frases da escrita são mais bem planejadas que as da oralidade. A função da frase na linguagem oral é problemática. A audiência da fala na maioria das vezes não só está presente como também pode participar física e efetivamente do processo. mas o processo se dá a partir da língua. consigo mesmo e com a realidade. a rapidez e a facilidade de esvaescimento da fala. O que produz essa coerência pode variar de um momento para o outro. há uma forte tendência por parte dos falantes em produzir seqüências simples de orações coordenadas. são as principais. Envolvimento e Distanciamento Das propriedades da fala e da escrita que são atribuídas às diferenças entre os dois processos. quando opostos à cautela e a editabilidade da escrita. conclui-se serem distintas tais modalidades. Ainda há aqueles que. O que não se pode negar é que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. Porém. ao contrário. encontradas na escrita. apesar de serem produzidos e concebidos exclusivamente de forma sonora ou exclusivamente de forma gráfica. consigo mesmo e com a realidade concreta do que está sendo falado. funcionais e da natureza de estímulo) entre a linguagem oral e a linguagem escrita. a natureza falada da linguagem oral não basta para distingui-la e isolá-la da linguagem escrita. Diferenças que se verificam nas estruturas sintáticas e na formação dos períodos e. embora não seja a linguagem escrita a transcrição da linguagem oral. . Segundo Chafe. A linguagem escrita carece de qualquer desses aspectos e pode mostrar indicações de distanciamento do escritor com sua audiência. A linguagem oral se caracteriza essencialmente por ser falada − natureza do estímulo −. na linguagem falada há um envolvimento do falante com sua audiência. não se pode negar a semelhança de seus produtos. que o repertório de uma é diferente do da outra. procura estabelecer diferenças entre elas. por isso a linguagem falada de qualquer tipo tende a coordenar orações mais freqüentemente que qualquer tipo de linguagem escrita. Outra importante diferença entre a fala e a escrita é o relacionamento entre o emissor e o receptor. apresentam diferenças devido à condição de produção. há particularidades de outras ordens que tornam a linguagem oral uma modalidade específica da língua. Entretanto. mas os falantes parecem produzir uma entonação final de frase quando julgam que chegaram ao fim de uma seqüência coerente. crendo.Construção de frase Na fala. no vocabulário. principalmente. são bastante semelhantes a gêneros da outra modalidade.

Prefiro acreditar que os repertórios são os mesmos. A freqüência de termos topicalizados é flagrante. as eventuais falhas de comunicação quando a informação desejada não se efetiva. o que muda é o grau de formalismo ou coloquialismo. de que o próprio Chafe fala. outra característica da linguagem oral é a repetição de termos. por conter muitas “frases” incompletas. . A utilização de estruturas de voz passiva é muito pouco freqüente na linguagem oral. à qual se relacionam várias outras características. elementos exclusivos da linguagem oral: a gesticulação é um deles. Como o falante ouve junto com o seu interlocutor as suas palavras proferidas e pode controlar os seus efeitos a partir das reações do outro. que Chafe denominou neutros e reconheceu ser a maioria.Tais particularidades são. A fluidez das idéias expostas também é outra particularidade da oralidade. é outra característica da linguagem oral. ou por frases nominais na maioria dos casos reduzidas a uma única palavra. que é uma vantagem da linguagem oral. Assim. é do tipo analítico com o uso de auxiliar do tipo “ser” e normalmente a serviço da topicalização. Chafe chega a declarar que o vocabulário da fala é diferente do da escrita. Também constitui uma particularidade da linguagem oral a representação. É característico na linguagem oral o uso preferencial de declarações ativas como observaram Chafe e outros estudiosos. muitos textos escritos não são apreciáveis na fala. ou por marcadores discursivos do tipo “aí”. em ambos os gêneros de ambas as modalidades. é a eficácia na correção da informação em caso de incompreensão por parte do interlocutor. O conhecimento compartilhado dos participantes da interlocução oral também gera outra particularidade: a simplicidade sintática. a simplicidade sintática deve ser entendida como estrutura de períodos curtos. por ser momentânea. Outra particularidade da linguagem oral. que se submete à elocução. apresentar-se freqüentemente com simples seqüências de frases e poucas estruturas subordinadas. do sujeito. que é o traço predominante da fala. que. Por essa razão. que poderia ser elíptico em virtude de a flexão verbal já declarar a pessoa do discurso. um número muito maior de itens comuns. e da mesma forma. facilitam o processo de produção daquele que por seu turno tem a responsabilidade da produção discursiva. A fala não existe para ser escrita. a fragmentação. em que as orações normalmente são ligadas ou pelas conjunções simples “e”. encontram-se. o conhecimento do que se diz é compartilhado pelo emissor e pelo receptor. A fragmentação não deve ser confundida com uma “má formação da estrutura”. Essa característica. cada qual em suas obras acerca do assunto. Quando ocorre. que. normalmente coniventes na comunicação. quando se tenta reproduzir um texto escrito como se fosse conversação. Ocorre principalmente a representação do sujeito de 1ª pessoa por meio de um pronome pessoal. como entenderam certos teóricos. de fato. A velocidade da produção oral se dá em virtude de ser simultânea ao processo de produção em si. A sintaxe da linguagem oral é tipicamente menos bem elaborada que a linguagem escrita. Por último. determina outra particularidade da fala: a cooperação dos participantes da comunicação. esse texto pode parecer estar mal formado. A reiteração desse tipo de sujeito é simplesmente efetiva em textos da linguagem oral. que é proporcionado pelo fato de o falante ter o controle da comunicação no momento de sua efetivação. Normalmente. Portanto. pode ele corrigir com eficácia. Certamente esta prática tem a ver com a limitação do vocabulário e a conveniência da unidade de entonação. é uma outra característica particular da linguagem oral. inclusive. que é causada pela falta de termos subentendidos e pelo uso de marcadores discursivos. “mas” e “porém”. por meio de uma pró-forma. Quanto ao nível de vocabulário. ou por orações absolutas.

ele espera tê-lo. tais traços não caracterizam necessariamente a fala ou a escrita. porque não tem as mesmas exigências do processo de produção da fala. sob a qual estão a objetividade. há casos que o interlocutor é desconhecido. Escrever é um ato solitário e sofre a imposição da correção. que o traço envolvimento. até que o produto final surja. A NATUREZA DA LINGUAGEM ESCRITA Assim como a característica fundamental da linguagem oral é o fato de ela ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos. Na falta de compreensão da informação transmitida. como já demonstrou Chafe. a linguagem escrita se caracteriza fundamentalmente por ser escrita. exatamente o contrário o que ocorre. pelo fato de ser ela produzida pela mão e recebida pelos olhos. porém. sofre o escritor a inexorável pressão da correção gramatical. contudo. A produção do texto escrito se dá de forma coordenada. tem tudo para ser compreendido pelo receptor e nele provocar o efeito desejado. que pode ser do falante com a sua audiência (muito comum) ou consigo mesmo (não menos comum) ou com o que se está falando (também comum). caso tenha a consciência de ter atendido às exigências da norma-padrão. cujas idéias concisas (sem rodeios e bem organizadas) tornam o texto claro. a objetividade. pode comparar a sua produção com o que tinha em mente. Por isso. pois requer planejamento: etapas são traçadas pelo escritor. Contudo. que pode demorar muito tempo. É. É mais provável. Os motivos são os mesmos apontados no item anterior. se manifeste com mais freqüência na fala. a correção gramatical ser tão importante. O fato de ter o escritor a obrigação de redigir um texto de acordo com as normas de uso padrão nos faz enumerar outras particularidades da linguagem escrita. Em nome da correção. a meu ver. A particularidade de maior importância da escrita é a correção gramatical.Quanto à questão do envolvimento e distanciamento. Não tem o escritor o controle do sistema de recepção em si. a clareza e a concisão. Como disse anteriormente. a linguagem escrita apresenta um processo de produção muito lento. Não goza o escritor do direito de se valer de artifícios paralinguísticos com a gesticulação e expressão facial. mudar suas idéias. a clareza e a concisão são essenciais. Por ser eminentemente uma forma de comunicação em que emissor e receptor estão distantes e. ser o texto escrito essencialmente normativo. na linguagem oral se observa o caráter de envolvimento e de distanciamento que é determinado pelo contexto. fazendo as mudanças . Por isso mesmo. O escritor não sofre tanta pressão no momento de produção do seu texto. referencial. acrescentar ou eliminar itens. desconhecidos um do outro. Nisso. normalmente não tem o emissor outra forma de retificar a mensagem se não esperar pela resposta. o escritor examina o que escreve e usa um tempo considerável na escolha de suas palavras. não são esses os elementos fundamentais para distingui-las. em muitos casos. ou seja. consultando-as no dicionário quando é necessário. que pode não mais surtir efeito. para não se correr o risco de ter o seu texto inutilizado por não se tornar um discurso (texto lido e compreendido). reorganizar o texto. A responsabilidade do escritor é muito maior. como já foi dito. para tentar numa tréplica. que a todo o momento as checa. Por poderem ser anulados pelo conteúdo apropriado. Daí. Também a escrita apresenta as suas particularidades de outras ordens que a tornam uma outra modalidade da língua. em que se monitoram ao mesmo tempo o planejamento e a produto. Ele não conta com a conivência do interlocutor que lhe compartilhe um conhecimento do que se expõe. Um texto em que o assunto é apresentado de forma objetiva. Eis uma outra particularidade da modalidade escrita: o escritor determina o tempo de produção de seu texto.

mas não com muita freqüência. “mas” e “porém”. . pode-se dizer que o planejamento antecede a produção.necessárias. Embora seja comum a ocorrência da oração bimembre em ordem direta. Nela se percebem sujeito e predicado. Quando não ocorrem tais conectivos. o que constitui mais uma de suas características particulares. Logo. Ainda em relação ao vocabulário. composto de itens que não ocorrem na modalidade falada. que normalmente é ocupada pelo sujeito. essencialmente na linguagem oral. o uso de conjunções e locuções conjuntivas é uma normalidade. isto é. fragmentação à semelhança do que se dá na linguagem oral. se certos elementos estiverem presentes: o conhecimento compartilhado. que só não terá abalada a sua compreensão. e. transformações de verbos ou predicados em nomes. Na linguagem escrita. A estrutura sintática da linguagem escrita tende a ser elegante. “mas”. Nos períodos em que há coordenação. portanto. por exemplo. Na verdade. Sob este ponto de vista. o que dificulta um replanejamento. Os períodos complexos normalmente são de bom tamanho na modalidade escrita. Isto também marca a característica de procurar não repetir estruturas sintáticas e de formar estruturas de tópico. mais uma característica da linguagem escrita. Termos da oração (normalmente bimembre) são geralmente substituídos por orações subordinadas. ocorre a pontuação conveniente. mas não é conveniente distinguir três tipos de vocabulário. O escritor procura não repetir estruturas sintáticas ou palavras. e outro que ocorre igualmente nas duas modalidades. Podem-se. que. seja usado num texto escrito. decerto. também é muito comum encontrarmos o que Givón (1979b) chama de estrutura de tópico-comentário. cooperativismo entre falante e ouvinte. O vocabulário da modalidade escrita é muito variado e essencialmente conservador e dependente do grau do nível de formalismo. mesmo que haja um replanejamento. sendo os longos bem estruturados. Ou seja. portanto. os principais) podem ocorrer. ainda estará antecedendo-a. Não se podem determinar quantos e quais os itens que não ocorrem numa dada modalidade. marcadores discursivos típicos da escrita (os homógrafos: “e”. Como já observei anteriormente. o princípio da realidade. Na escrita. como o fez Chafe: um que ocorre essencialmente na linguagem escrita. por isso é comum na escrita um grande número de sintagmas nominais modificados. é comum encontrarmos termos deslocados para a posição de tópico − a posição inicial da oração. Essa complexidade se refere a períodos compostos por subordinação. já que o produto constitui o elemento cabal. e recursos lingüísticos diversos. outro. Não há. constituindo períodos compostos. já que as duas se valem do mesmo sistema linguístico. já sendo bem formada. figuram conjunções diferentes de “e”. torna complexa a estrutura frasal. No encaixe dessas orações. já que é a frase o seu traço característico. que dependendo do grau do nível de formalismo ou coloquialismo (definido pelo objetivo do usuário e do contexto em si) tenham a propensão de ocorrer ou não num dos gêneros de uma das modalidades. para atender às exigências diversas (de ordem gramatical e / ou de outras ordens). relacionar itens. Complexidade da sintaxe é. e não à falta de compreensão do enunciado. quando ocorre. Outra característica da escrita é a ocorrência de declarações passivas. é uma particularidade da escrita a ocorrência de nominalizações. ocorrem os dois tipos de estruturas passivas: a analítica (com o auxílio de “ser” ou similar) e a pronominal (com o uso de pronome apassivador). é conveniente dizer que um vocabulário de nível mais formal que coloquial caracteriza a linguagem escrita. além delas. não concordo com Chafe quando defende a hipótese de ser o vocabulário da escrita particular. normalmente nesta ordem. Não é exatamente esta a condição de produção do texto oral. as estruturas tendem a ser completas. cujos planejamentos e execução ocorrem simultaneamente. “porém” e “então”. nada impede que o modalizador “aí”. típico da modalidade oral. durante a produção.

para isso. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. Wallace. SAMUELS. p. DANIELEWICZ. José C. 2001.1 Tipologia e gêneros textuais Gênero Textual e Tipologia Textual A diferença entre Gênero Textual e Tipologia Textual é. as considerações feitas por Marcuschi (2002) e Travaglia (2002). BROWN. Norwood. podem ser anulados pelo conteúdo. A correção idiomática e o conceito de exemplaridade. por conseguinte. S. usando. No final.br/ixcnlf/3/03. CHAFE.htm 4. principalmente. na escrita predomina o traço de distanciamento. p. importante para direcionar o trabalho do professor de língua na leitura. Jane. a elipse. In: Association Internationale de Linguistic Apliquée. In: HOROWITZ. a do sujeito. como já foi visto anteriormente. Deborah. que o traço de distanciamento se manifeste com maior freqüência nos gêneros da modalidade escrita da língua. (Monografia inédita).filologia. A representação física do sujeito de 1ª pessoa só ocorre quando se deseja um efeito estilístico. In: Azeredo. não constitui o traço de distanciamento em si uma particularidade da linguagem escrita. Leonor Lopes et alii. 1987. São Paulo: Cortez. MARCUSCHI. O que pretendemos neste pequeno ensaio é apresentar algumas considerações sobre Gênero Textual e Tipologia Textual. 1984. Brussel. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BECHARA. Oralidade e escrita: perspectivas para o ensino de língua materna. (org. p. são a fala e a escrita dois modos bem diferentes de o usuário representar as suas experiências. 2ª ed. certamente. a elisão de termos é freqüente e. Spoken and written language: Exploring coherence in spoken and written discourse.org. BOTELHO. TANNEN. 83-113.). Outra e última particularidade é a preocupação com a coesão referencial. 166-82. que se caracteriza por ser uma prática eminentemente solitária do escritor. a paráfrase e a substituição por pró-formas são artifícios comuns de serem observados nos textos escritos. Rio de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Petrópolis: Vozes. apresento minhas considerações a respeito de minha escolha pelo gênero ou pela tipologia. Jay (eds. Porém. . Assim. NJ: Ablex. 1997.). New York: Academic Press. A sinonímia. Evanildo. The oral / literate continuum in discourse. 2000. Properties of speaking and written language. Proceedings II: Lecture. 11-8.2. 2000. A influência da oralidade sobre a escrita. Língua em debate: conhecimento e ensino. No que se refere à questão do envolvimento e distanciamento.2 Aspectos Textuais 4. Rosalind. Fonte: http://www. Gillian.Ao contrário do que ocorre na fala. 1981. São Paulo: Cortez. José Mário. Comprehending oral and written language. que faz apontamentos questionáveis para o termo Tipologia Textual. no meu entender. como ambos os traços são determinados pelo contexto e. compreensão e produção de textos1. In: –– (ed. Teaching the spoken language.). ao contrário da modalidade oral em que predomina o traço de envolvimento. FÁVERO. Luiz Antônio. Admite-se.

ocorrendo. e não em função do espaço ocupado por um tipo na constituição desse texto. como a descrição. Certamente. Luiz Antônio Marcuschi (UFPE) defende o trabalho com textos na escola a partir da abordagem do Gênero Textual2. Ele apresenta uma carta pessoal3 como exemplo. por exemplo. Ele explica dizendo que isso acontece porque ocorreu no texto a configuração de uma estrutura intergêneros de natureza altamente híbrida. mas fala de um intercâmbio de tipos. para ele. cada tipo de texto é apropriado para um tipo de interação específica. autores como Luiz Carlos Travaglia (UFUberlândia/MG) defendem o trabalho com a Tipologia Textual. Travaglia (2002) fala em conjugação tipológica. Por outro lado. trazendo para o ensino alguns problemas. é um tipo de texto como fazem os livros. e comenta que ela pode apresentar as tipologias descrição. para ele. embora possamos classificar vários textos como sendo narrativos. Ele atesta que a carta pessoal é um Gênero Textual. muitas das vezes. o mesmo gênero sendo realizado em dois ou mais tipos. porque. uma vez que. em outros. não se trata de tipo de texto. Deixar o aluno restrito a apenas alguns tipos de texto é fazer com que ele só tenha recursos para atuar comunicativamente em alguns casos. eles se concretizam em formas diferentes – gêneros – que possuem diferenças específicas. por exemplo. Travaglia afirma que um texto se define como de um tipo por uma questão de dominância. a injunção e a predição4. Marcuschi não demonstra favorabilidade ao trabalho com a Tipologia Textual. o termo tipo de texto. eles se instauram devido à existência de diferentes modos de interação ou interlocução. O autor diz que não é correto afirmar que a carta pessoal. narração e argumentação. Quando acontece o fenômeno de um texto ter aspecto de um gênero mas ter sido construído em outro. por exemplo. o trabalho fica limitado. que para Fávero & Koch (1987) é um texto injuntivo. ensinar narrativa em geral. de maneira equivocada. em função do tipo de interlocução que se pretende estabelecer e que se estabelece. sendo que um gênero assume a função de outro. Travaglia não fala de intertextualidade intergêneros. Para ele. tornando-se incapaz. para. ou pouco capaz. Na verdade. Para o autor. ele afirma que um tipo pode ser usado no lugar de outro tipo. compreensão e a produção escrita em Língua Materna deve ter como meta primordial o desenvolvimento no aluno de habilidades que façam com que ele tenha capacidade de usar um número sempre maior de recursos da língua para produzir efeitos de sentido de forma adequada a cada situação específica de interação humana. Realmente é raro um tipo puro. dificilmente são encontrados tipos puros. mas de gênero de texto. O trabalho com o texto e com os diferentes tipos de texto é fundamental para o desenvolvimento da competência comunicativa. Num texto como a bula de remédio. injunção. iniciar o trabalho com esses tipos mais necessários. exposição. a partir daí. tem-se a presença de várias tipologias. sendo os textos de diferentes tipos. O autor diz que em todos os gêneros os tipos se realizam. Marcuschi dá o nome de intertextualidade intergêneros. Explicando. De acordo com as idéias do autor. criando . uma vez que não é possível. Ele chama essa miscelânea de tipos presentes em um gênero de heterogeneidade tipológica. Marcuschi afirma que os livros didáticos trazem. o professor teria que fazer uma espécie de levantamento de quais tipos seriam mais necessários para os alunos.Convém afirmar que acredito que o trabalho com a leitura.

estar ligadas ao produtor do texto em relação ao objeto do dizer quanto ao fazer/acontecer. Surge. Segundo ele. estilo e composição característica. segundo o autor. Para Marcuschi. Se o produtor vir o receptor como alguém que concorda com ele. 1999). Travaglia define Tipologia Textual como aquilo que pode instaurar um modo de interação. ainda. Tem-se ainda. dissertação. quando o produtor vê o receptor como alguém que não concorda com ele. Em geral. para ele. o discurso da transformação. o autor fala. os tipos textuais abrangem as categorias narração. exposição. assim. da carta pessoal. mas artefatos culturais construídos historicamente pelo ser humano.determinados efeitos de sentido impossíveis. cada uma das perspectivas apresentadas pelo autor gerará um tipo de texto. surge o discurso da cumplicidade. sintáticos. 1990. Essas perspectivas podem. uma perspectiva em que o produtor do texto faz uma antecipação no dizer. que uma publicidade pode ter o formato de um poema ou de uma lista de produtos em oferta. argumentação. o termo Tipologia Textual é usado para designar uma espécie de seqüência teoricamente definida pela natureza lingüística de sua composição (aspectos lexicais. Tipologia Textual é um termo que deve ser usado para designar uma espécie de seqüência teoricamente definida pela natureza lingüística de sua composição. com outro dado tipo. Mesmo que o autor da carta não tenha assinado o nome no final. descrição e injunção (Swales.Ele diz. graças as suas propriedades necessárias e suficientes5. mais uma vez. Assim. Adam. ele fala de descrições e comentários dissertativos feitos por meio da narração. é possível encontrar a perspectiva dada pela atitude comunicativa de comprometimento ou não. Para exemplificar. Para exemplificar. Marcuschi traz a seguinte configuração teórica: • a) intertextualidade intergêneros = um gênero com a função de outro • b) heterogeneidade tipológica = um gênero com a presença de vários tipos Travaglia mostra o seguinte: • a) conjugação tipológica = um texto apresenta vários tipos • b) intercâmbio de tipos = um tipo usado no lugar de outro Aspecto interessante a se observar é que Marcuschi afirma que os gêneros não são entidades naturais. ela continuará sendo carta. a primeira perspectiva faz surgir os tipos descrição. Gênero Textual é definido pelo autor como uma noção vaga para os textos materializados encontrados no dia-a-dia e que apresentam características sócio-comunicativas definidas pelos conteúdos. Pode ser possível a perspectiva do produtor do texto dada pela imagem que o mesmo faz do receptor como alguém que concorda ou não com o que ele diz. segundo perspectivas que podem variar. 22). Bronckart. estimulando a compra por parte de clientes ou usuários daquele produto. Da mesma forma. 1990. O que importa é que esteja fazendo divulgação de produtos. na opinião de Travaglia. uma maneira de interlocução. pode não ter uma determinada propriedade e ainda continuar sendo aquele gênero. e quanto à inserção destes no tempo e/ou no espaço. injunção e narração. Um gênero. propriedades funcionais. Resumindo. na opinião do autor. Resumindo esse ponto. A segunda perspectiva faz com que surja o tipo argumentativo stricto sensu6 e não argumentativo stricto . ou conhecer/saber. tempos verbais. relações lógicas) (p.

sensu. A perspectiva da antecipação faz surgir o tipo preditivo. A do comprometimento dá origem a textos do mundo comentado (comprometimento) e do mundo narrado (não comprometimento) (Weirinch, 1968). Os textos do mundo narrado seriam enquadrados, de maneira geral, no tipo narração. Já os do mundo comentado ficariam no tipo dissertação. Travaglia diz que o Gênero Textual se caracteriza por exercer uma função social específica. Para ele, estas funções sociais são pressentidas e vivenciadas pelos usuários. Isso equivale dizer que, intuitivamente, sabemos que gênero usar em momentos específicos de interação, de acordo com a função social dele. Quando vamos escrever um e-mail, sabemos que ele pode apresentar características que farão com que ele “funcione” de maneira diferente. Assim, escrever um e-mail para um amigo não é o mesmo que escrever um e-mail para uma universidade, pedindo informações sobre um concurso público, por exemplo. Observamos que Travaglia dá ao gênero uma função social. Parece que ele diferencia Tipologia Textual de Gênero Textual a partir dessa “qualidade” que o gênero possui. Mas todo texto, independente de seu gênero ou tipo, não exerce uma função social qualquer? Marcuschi apresenta alguns exemplos de gêneros, mas não ressalta sua função social. Os exemplos que ele traz são telefonema, sermão, romance, bilhete, aula expositiva, reunião de condomínio, etc. Já Travaglia, não só traz alguns exemplos de gêneros como mostra o que, em sua opinião, seria a função social básica comum a cada um: aviso, comunicado, edital, informação, informe, citação (todos com a função social de dar conhecimento de algo a alguém). Certamente a carta e o e-mail entrariam nessa lista, levando em consideração que o aviso pode ser dado sob a forma de uma carta, e-mail ou ofício. Ele continua exemplificando apresentando a petição, o memorial, o requerimento, o abaixo assinado (com a função social de pedir, solicitar). Continuo colocando a carta, o e-mail e o ofício aqui. Nota promissória, termo de compromisso e voto são exemplos com a função de prometer. Para mim o voto não teria essa função de prometer. Mas a função de confirmar a promessa de dar o voto a alguém. Quando alguém vota, não promete nada, confirma a promessa de votar que pode ter sido feita a um candidato. Ele apresenta outros exemplos, mas por questão de espaço não colocarei todos. É bom notar que os exemplos dados por ele, mesmo os que não foram mostrados aqui, apresentam função social formal, rígida. Ele não apresenta exemplos de gêneros que tenham uma função social menos rígida, como o bilhete. Uma discussão vista em Travaglia e não encontrada em Marcuschi7 é a de Espécie. Para ele, Espécie se define e se caracteriza por aspectos formais de estrutura e de superfície lingüística e/ou aspectos de conteúdo. Ele exemplifica Espécie dizendo que existem duas pertencentes ao tipo narrativo: a história e a não-história. Ainda do tipo narrativo, ele apresenta as Espécies narrativa em prosa e narrativa em verso. No tipo descritivo ele mostra as Espécies distintas objetiva x subjetiva, estática x dinâmica e comentadora x narradora. Mudando para gênero, ele apresenta a correspondência com as Espécies carta, telegrama, bilhete, ofício, etc. No gênero romance, ele mostra as Espécies romance histórico, regionalista, fantástico, de ficção científica, policial, erótico, etc. Não sei até que ponto a Espécie daria conta de todos os Gêneros Textuais existentes. Será que é possível especificar todas elas? Talvez seja difícil até mesmo porque não é fácil dizer quantos e quais são os gêneros textuais existentes.

Se em Travaglia nota-se uma discussão teórica não percebida em Marcuschi, o oposto também acontece. Este autor discute o conceito de Domínio Discursivo. Ele diz que os domínios discursivos são as grandes esferas da atividade humana em que os textos circulam (p. 24). Segundo informa, esses domínios não seriam nem textos nem discursos, mas dariam origem a discursos muito específicos. Constituiriam práticas discursivas dentro das quais seria possível a identificação de um conjunto de gêneros que às vezes lhes são próprios como práticas ou rotinas comunicativas institucionalizadas. Como exemplo, ele fala do discurso jornalístico, discurso jurídico e discurso religioso. Cada uma dessas atividades, jornalística, jurídica e religiosa, não abrange gêneros em particular, mas origina vários deles. Travaglia até fala do discurso jurídico e religioso, mas não como Marcuschi. Ele cita esses discursos quando discute o que é para ele tipologia de discurso. Assim, ele fala dos discursos citados mostrando que as tipologias de discurso usarão critérios ligados às condições de produção dos discursos e às diversas formações discursivas em que podem estar inseridos (Koch & Fávero, 1987, p. 3). Citando Koch & Fávero, o autor fala que uma tipologia de discurso usaria critérios ligados à referência (institucional (discurso político, religioso, jurídico), ideológica (discurso petista, de direita, de esquerda, cristão, etc), a domínios de saber (discurso médico, lingüístico, filosófico, etc), à inter-relação entre elementos da exterioridade (discurso autoritário, polêmico, lúdico)). Marcuschi não faz alusão a uma tipologia do discurso. Semelhante opinião entre os dois autores citados é notada quando falam que texto e discurso não devem ser encarados como iguais. Marcuschi considera o texto como uma entidade concreta realizada materialmente e corporificada em algum Gênero Textual [grifo meu] (p. 24). Discurso para ele é aquilo que um texto produz ao se manifestar em alguma instância discursiva. O discurso se realiza nos textos (p. 24). Travaglia considera o discurso como a própria atividade comunicativa, a própria atividade produtora de sentidos para a interação comunicativa, regulada por uma exterioridade sócio-histórica-ideológica (p. 03). Texto é o resultado dessa atividade comunicativa. O texto, para ele, é visto como uma unidade lingüística concreta que é tomada pelos usuários da língua em uma situação de interação comunicativa específica, como uma unidade de sentido e como preenchendo uma função comunicativa reconhecível e reconhecida, independentemente de sua extensão (p. 03). Travaglia afirma que distingue texto de discurso levando em conta que sua preocupação é com a tipologia de textos, e não de discursos. Marcuschi afirma que a definição que traz de texto e discurso é muito mais operacional do que formal. Travaglia faz uma “tipologização” dos termos Gênero Textual, Tipologia Textual e Espécie. Ele chama esses elementos de Tipelementos. Justifica a escolha pelo termo por considerar que os elementos tipológicos (Gênero Textual, Tipologia Textual e Espécie) são básicos na construção das tipologias e talvez dos textos, numa espécie de analogia com os elementos químicos que compõem as substâncias encontradas na natureza. Para concluir, acredito que vale a pena considerar que as discussões feitas por Marcuschi, em defesa da abordagem textual a partir dos Gêneros Textuais, estão diretamente ligadas ao ensino. Ele afirma que o trabalho com o gênero é uma grande oportunidade de se lidar com a língua em seus mais diversos usos autênticos no dia-a-dia. Cita o PCN, dizendo que ele apresenta a idéia básica de que um maior conhecimento do funcionamento dos Gêneros

Textuais é importante para a produção e para a compreensão de textos. Travaglia não faz abordagens específicas ligadas à questão do ensino no seu tratamento à Tipologia Textual. O que Travaglia mostra é uma extrema preferência pelo uso da Tipologia Textual, independente de estar ligada ao ensino. Sua abordagem parece ser mais taxionômica. Ele chega a afirmar que são os tipos que entram na composição da grande maioria dos textos. Para ele, a questão dos elementos tipológicos e suas implicações com o ensino/aprendizagem merece maiores discussões. Marcuschi diz que não acredita na existência de Gêneros Textuais ideais para o ensino de língua. Ele afirma que é possível a identificação de gêneros com dificuldades progressivas, do nível menos formal ao mais formal, do mais privado ao mais público e assim por diante. Os gêneros devem passar por um processo de progressão, conforme sugerem Schneuwly & Dolz (2004). Travaglia, como afirmei, não faz considerações sobre o trabalho com a Tipologia Textual e o ensino. Acredito que um trabalho com a tipologia teria que, no mínimo, levar em conta a questão de com quais tipos de texto deve-se trabalhar na escola, a quais será dada maior atenção e com quais será feito um trabalho mais detido. Acho que a escolha pelo tipo, caso seja considerada a idéia de Travaglia, deve levar em conta uma série de fatores, porém dois são mais pertinentes: a) O trabalho com os tipos deveria preparar o aluno para a composição de quaisquer outros textos (não sei ao certo se isso é possível. Pode ser que o trabalho apenas com o tipo narrativo não dê ao aluno o preparo ideal para lidar com o tipo dissertativo, e vice-versa. Um aluno que pára de estudar na 5ª série e não volta mais à escola teria convivido muito mais com o tipo narrativo, sendo esse o mais trabalhado nessa série. Será que ele estaria preparado para produzir, quando necessário, outros tipos textuais? Ao lidar somente com o tipo narrativo, por exemplo, o aluno, de certa forma, não deixa de trabalhar com os outros tipos?); b) A utilização prática que o aluno fará de cada tipo em sua vida. Acho que vale a pena dizer que sou favorável ao trabalho com o Gênero Textual na escola, embora saiba que todo gênero realiza necessariamente uma ou mais seqüências tipológicas e que todos os tipos inserem-se em algum gênero textual. Até recentemente, o ensino de produção de textos (ou de redação) era feito como um procedimento único e global, como se todos os tipos de texto fossem iguais e não apresentassem determinadas dificuldades e, por isso, não exigissem aprendizagens específicas. A fórmula de ensino de redação, ainda hoje muito praticada nas escolas brasileiras – que consiste fundamentalmente na trilogia narração, descrição e dissertação – tem por base uma concepção voltada essencialmente para duas finalidades: a formação de escritores literários (caso o aluno se aprimore nas duas primeiras modalidades textuais) ou a formação de cientistas (caso da terceira modalidade) (Antunes, 2004). Além disso, essa concepção guarda em si uma visão equivocada de que narrar e descrever seriam ações mais “fáceis” do que dissertar, ou mais adequadas à faixa etária, razão pela qual esta última tenha sido reservada às séries terminais - tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio.

não mais visto aqui como um especialista em textos literários ou científicos. BRONCKART. ou injuntiva. Élements de linguistique textuelle. Por outro lado. nº 01. 4 . Vol. L. ele diz desconhecer um gênero necessariamente descritivo. & KOCH. se a estrutura. A atividade com a língua. Acho meio difícil alguém conseguir escrever um texto. distantes da realidade e da prática textual do aluno. I. São Paulo: Parábola. Acredito que abordando os gêneros a escola estaria dando ao aluno a oportunidade de se apropriar devidamente de diferentes Gêneros Textuais socialmente utilizados. se a escolha do gênero. In Letras & Letras. V. textos e discursos. 7 . de uso social. ANTUNES.Termo usado pelas autoras citadas para os textos que fazem previsão. J. caracterizado como carta. sabendo movimentar-se no dia-a-dia da interação humana. ou narrativa. Essas atividades. Atividades de linguagem. mas como um especialista nas diferentes modalidades textuais. Assim. 1 .Necessárias para a carta. etc. 3-10. ou apenas com injunções. orais e escritas. compreensão e produção de texto pela perspectiva dos gêneros reposiciona o verdadeiro papel do professor de Língua Materna hoje. 3 -Travaglia (2002) diz que uma carta pode ser exclusivamente descritiva. M. texto argumentativo stricto sensu é o que faz argumentação explícita. FÁVERO. o estilo e o nível de língua estão adequados ao interlocutor e podem cumprir a finalidade do texto. (2004). assim. Theorie et pratique de l’analyse. Liège. e suficientes para que o texto seja uma carta. 2 . o espaço da sala de aula é transformado numa verdadeira oficina de textos de ação social. Referências ADAM. mas aquele que é adequado à situação comunicacional para a qual foi produzido. “Contribuição a uma tipologia textual”.Outra discussão poderia ser feita se se optasse por tratar um pouco a diferença entre Gênero Textual e Gênero Discursivo. 5 . como enviar uma carta para um aluno de outra classe. apenas com descrições.Pelo menos nos textos aos quais tive acesso. além de diversificar e concretizar os leitores das produções (que agora deixam de ser apenas “leitores visuais”) permite também a participação direta de todos os alunos e eventualmente de pessoas que fazem parte de suas relações familiares e sociais. ou seja. pp. Uberlândia: Editora da Universidade Federal de Uberlândia. 6 . fazer um cartão e ofertar a alguém. (1990). Mardaga. ou argumentativa.Penso que quando o professor não opta pelo trabalho com o gênero ou com o tipo ele acaba não tendo uma maneira muito clara para selecionar os textos com os quais trabalhará. Aula de português: encontros e interação. São Paulo: Editora da PUC/SP. o conteúdo. A avaliação dessas produções abandona os critérios quase que exclusivamente literários ou gramaticais e desloca seu foco para outro ponto: o bom texto não é aquele que apresenta. Por um interacionismo sócio-discursivo. (1987). como o boletim meteorológico e o horóscopo.-P.O ensino-aprendizagem de leitura. meio que contrariando o que acabara de afirmar. J. I. 03. da participação social dentro de uma sociedade letrada. .Segundo Travaglia (1991). L. ou dissertativa. enviar uma carta de solicitação a um secretário da prefeitura. o que é viabilizado e concretizado pela adoção de algumas estratégias. (1999). favoreceria o exercício da interação humana. realizar uma entrevista. ou só apresenta características literárias. percebendo que o exercício da linguagem será o lugar da sua constituição como sujeito.

Cambridge: Cambridge University Press.MARCUSCHI. Campinas. sejam lexicais (repetição. (2002). English in academic and research settings. Gêneros orais e escritos na escola. Substituição de palavras com o emprego de sinônimos ou de palavras ou expressões de mesmo campo associativo. et al. L. associação). Madrid: Gredos. Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e independência sintática e semântica. J. o substantivo ou o adjetivo correspondente . Estrutura e función de los tiempos em el lenguaje. Numa linguagem figurada. Por exemplo. confere-se a ele uma unidade formal. Gêneros textuais e ensino. & DOLZ. Esses mecanismos lingüísticos que estabelecem a conectividade e a retomada do que foi escrito / dito são os referentes textuais e buscam garantir a coesão textual para que haja coerência. Â. C.com. Dessa forma. relação. (2004). (1991). A. como também entre a seqüência de orações dentro do texto. 2. o uso de uma determinada sigla. que irão apresentar o contexto – decorre daí a coerência textual.que une os diversos elementos do texto e busca estabelecer relações de sentido entre eles.2 Coesão e Coerência Textual Por: Cláudia Kozlowski Na construção de um texto. Muitas vezes essa incoerência é resultado do mau uso daqueles elementos de coesão textual. Além disso. baseado em conhecimentos anteriores que os participantes do processo têm com o tema. recobertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios”. usamos mecanismos para garantir ao interlocutor a compreensão do que se lê / diz. que para o público a quem se dirige deveria ser de conhecimento geral. orações. substituição. Construído com os elementos corretos. Tese de Doutorado / IEL / UNICAMP. um erro no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais prejudica o entendimento do texto. Nominalização – emprego alternativo entre um verbo.html 4. H. Fonte: http://www. ou seja. entende-se ligação. Um texto incoerente é o que carece de sentido ou o apresenta de forma contraditória. B. ___ (2002).algosobre. elipses). constroem-se frases. períodos.composta de termos e expressões . (1990). a coesão é uma linha imaginária .2. evita que se lance mão de repetições inúteis. Mimeo. por coesão. relembre-se que. Há diversas formas de se garantir a coesão entre os elementos de uma frase ou de um texto: 1. L. assim como na fala. Genre analysis. Nas palavras do mestre Evanildo Bechara (1). Na organização de períodos e de parágrafos. conjunções. “o enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e orações. 1991. não só entre os elementos que compõem a oração. Tipelementos e a construção de uma teoria tipológica geral de textos. WEIRINCH. extrai-se que não se deve escrever frases ou textos desconexos – é imprescindível que haja uma unidade.br/gramatica/genero-textual-e-tipologia-textual. Desta lição. Essa coesão também pode muitas vezes se dar de modo implícito. 330 + 124 pp. nexo entre os elementos que compõem a estrutura textual. sejam gramaticais (emprego de pronomes. Campinas: Mercado de Letras SWALES. M. que essas frases estejam coesas e coerentes formando o texto. J. Rio de Janeiro: Lucerna. com o emprego de diferentes procedimentos. Um estudo textual-discursivo do verbo no português. “Gêneros textuais: definição e funcionalidade” In DIONÍSIO. TRAVAGLIA. (1968). SCHNEUWLY. numerais.

contudo. bastamnos essas informações. ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes. Os pronomes demonstrativos. . 6. . A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. 5. certas locuções prepositivas e adverbiais. bem como os advérbios de tempo. remetem aos componentes da situação comunicativa. sem aprofundá-los em demasia. Vejamos como o examinador tem abordado o assunto: (PROVA AFTN/RN 2005) Assinale a opção em que a estrutura sugerida para preenchimento da lacuna correspondente provoca defeito de coesão e incoerência nos sentidos do texto. Somente a coesão. grande na ação. assim. hoje.4%. ___3___. mesa (mais específico) e móvel (mais genérico). ___2___. porém só o farei no ano vindouro) A coesão apoiada na gramática dá-se no uso de conectivos. conjunções.resultado da pobreza de vocabulário. isto é.. ultimamente. Repetição na ligação semântica dos termos. Em 1980. referenciam o momento da enunciação.relações de um termo de sentido mais amplo com outros de sentido mais específico. O termo o jovem deixa de ser repetido e. depois de (futuro). levando-se em conta o risco de morte por homicídio. aproximadamente. anterioridade ou posterioridade. ele morreu desconhecido e só. entre outros.: O jovem recolheu-se cedo. Por exemplo. e coerência se relaciona intimamente a contexto. empregada como recurso estilístico de intenção articulatória. tínhamos uma média de.(desgastar / desgaste / desgastante). Elisa Guimarães (2) nos ensina a esse respeito: “Os pronomes pessoais e as desinências verbais indicam os participantes do ato do discurso. por excelência.. antes de (pretérito). ontem. a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990. o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26. elipses.” Esse conceito será de grande valia quando tratarmos do uso dos pronomes demonstrativos. de agora em diante. grande no infortúnio. como os verbos vicários (ex. não é suficiente para que haja sentido no texto. Assim: este. podendo indicar simultaneidade. Já os componentes concentram em si a significação. ___1___ dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo.” (Rocha Lima) 4. Por exemplo. doze homicídios por cem mil habitantes. ___4___. Como nosso intuito nesta página é a apresentação de conceitos. neste momento (presente). chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 – 121. apenas indicam. felino está numa relação de hiperonímia com gato.: Necessito viajar. certos advérbios e expressões adverbiais. a palavra elidida é facilmente identificável (Ex. A elipse se justifica quando.6% –. Por exemplo. Dêiticos são elementos lingüísticos que têm a propriedade de fazer referência ao contexto situacional ou ao próprio discurso. estabelece a relação entre as duas orações. Substitutos universais. dada sua característica: são elementos que não significam. essa função de progressão textual. ao remeter a um enunciado anterior. como certos pronomes. grande na glória. no próximo ano. Sabia que ia necessitar de todas as suas forças. Uso de hipônimos – relação que se estabelece com base na maior especificidade do significado de um deles. e não uma redundância .). Exerce. recentemente. “Grande no pensamento. o grau de violência intencional aumentou. agora. Emprego de hiperônimos . há alguns dias. 3. nas duas décadas seguintes. esse é o papel da coerência. em média.

que têm pago com a própria vida o preço da escalada da violência no Brasil. examinar os fatos.9% do PIB entre 1996 e 1997.br/articles/2586/1/COESAO-E-COERENCIATEXTUAL/Paacutegina1. por exemplo —. científica.html 4. 1. da cidade.brasil. Dessas.2. saber lidar com a informação. do planeta. religiosa. os jovens pobres e negros. meio acadêmico e Internet. a sociedade atual precisa de cidadãos atuantes. Sendo aceita a sugestão da banca.2.mundovestibular. articular acontecimentos. entre outros. artística. mas que nela saibam agir. Isso implica saber analisar criticamente as realidades sociais e organizar a ação para intervir nessa realidade. o gabarito é a opção E. assim. Por isso. que não se limitem a observar a realidade. apenas no setor saúde.3 Estudo de textos básicos 4. uma vez que a expressão “Se bem que” deveria introduzir uma oração de valor concessivo. do país. ___5___ a vitimização letal se distribui de forma desigual: são.4 Produção de Textos Escrita e produção de texto Todos sabem que as atuais demandas sociais requerem cidadãos capazes de exercer plenamente a sua cidadania. Fonte: http://www. A banca sugere algumas opções de preenchimento. sobretudo. do sexo masculino. (Adaptado de http:// www. radiofônica e televisiva. que tem várias naturezas — matemática. prever suas possíveis conseqüências para a qualidade de vida das pessoas. estabelecendo.htm) a) 1 – Tanto é assim que b) 2 – Lamentavelmente c) 3 – ou seja d) 4 – Simultaneamente e) 5 – Se bem que COMENTÁRIO: As lacunas no texto ocultam palavras e expressões que atuam como conectores – ligam orações estabelecendo relações semânticas entre os períodos.com. idéia contrária à que foi apresentada até então pelo texto. a única que não atende ao solicitado é a de número 5. Lidar com a informação significa apropriar-se de: . O cartaz é uma forma de escrita Foto: Acervo EducaRede No mundo da informação isso significa. e vem de várias fontes e por vários caminhos — mídia impressa.gov. contudo. Ou seja. filosófica. Verifica-se. por um lado. entre 15 e 24 anos.Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da violência consumiram. que o que se segue ratifica as informações anteriores ao fornecer dados complementares às estatísticas sobre homicídios.br/acoes. a coerência textual seria prejudicada.

para um jornal. . Quando se fala em domínio da linguagem escrita. Se pretendermos divulgar dados organizados de determinada pesquisa que realizamos. por exemplo. Em uma sociedade letrada. fala-se em saber lidar de maneira proficiente com todos os conhecimentos com os quais se opera nas práticas de linguagem. ainda. para ser publicado em uma revista de educação — ou um livro — que circule no espaço no qual essa discussão interesse. podemos escrever uma carta. saber divulgá-las e agir utilizando essas informações passa pelo domínio de um objeto social fundamental: a linguagem escrita. A cada circunstância correspondem: a) finalidades diferentes: manifestar nossa forma de pensar a respeito de determinada matéria lida. convencer a respeito de determinadas interpretações de dados. para circularem em espaços sociais vários. com distintas finalidades. formas de obtenção da informação para conhecer o real. Por exemplo: ao lermos um jornal. discutimos o que isso pode significar quando nos referimos à leitura. elaboramos um currículo. exercer plenamente a cidadania significa saber agir utilizando a informação. a produção de textos escritos é uma prática de linguagem e. Como se pode ver. Produzir textos: uma prática social Assim como a leitura. Se quisermos ter notícias de um ente querido que se encontre distante de nós geograficamente. A linguagem do jornal é diferente daquela do cartaz Foto: Acervo ANDI Se desejarmos informar um possível contratante sobre nossa formação e experiência profissional para que ele possa avaliar se correspondemos às expectativas que a empresa tem para um provável funcionário. ou podemos escrever um folheto de propaganda para ser distribuído na saída do metrô.  procedimentos que permitam o reconhecimento da pertinência e idoneidade da informação. se o tratamento recebido por determinado assunto em uma determinada matéria nos causar indignação — ou mesmo admiração — podemos escrever uma carta para o jornal manifestando nossa forma de pensar a respeito. podemos escrever um anúncio para uma revista. escrevemos um artigo acadêmico-científico. ou. divulgar determinados serviços buscando seduzir possíveis clientes. ou enviar uma mensagem por email. Se quisermos divulgar um serviço que prestamos. obter notícias sobre um ente querido. produzimos textos em diferentes circunstâncias. obter informações analisá-las criticamente. fala-se em ler e escrever utilizando os procedimentos e estratégias que conferem maior eficácia aos textos produzidos e às leituras realizadas. para um determinado site. Quer dizer: em várias circunstâncias da vida escrevemos textos para diferentes interlocutores. Agora. uma prática social.  recursos que possibilitem a divulgação da informação. a respeito da evasão dos alunos. Por outro lado. como tal. organizados nos mais diversos gêneros. No texto “Sobre leitura e formação de leitores”. organizar um outdoor para veicular informação a respeito do serviço nos lugares que se espera que circulem potenciais interessados no serviço divulgado. vamos priorizar o processo de produção de textos escritos. Quer dizer.

pontos de vista a partir dos quais os acontecimentos são analisados. de irmão/irmã. Isso ocorrerá não só porque o discurso será uma conferência.). médicos. de filho/filha. o relativo à profissão que exercemos (professores. portanto. ao contrário. porque cada escrita se caracteriza por diferentes condições que determinam a produção dos discursos. dessa forma. este não será o mesmo. vias públicas de grande circulação de veículos e pessoas. certamente. Por exemplo: um cineasta. leitores de determinada revista acadêmico-científica ou de determinado tipo de livro. ao analisar determinado filme. dentistas. que implicam responsabilidades assumidas. Ainda que esses papéis se articulem todo o tempo.. Ser um escritor proficiente. determinada empresa (esfera profissional). colegas de trabalho. quando em uma conferência ou mesa-redonda.informar sobre sua qualificação profissional. ou do lugar do pai que fala a seus filhos. uma vez que são todos constitutivos do sujeito e que. Da mesma forma.. b) interlocutores diversos: leitores de um determinado veículo da mídia impressa (jornal. vereadores. escritores. por exemplo. a relação entre os interlocutores instituiu compromissos diferenciados entre eles. de cidadão brasileiro. digitadores. folheto de propaganda. Cada um desses papéis estabelece entre nós e aqueles com quem nos relacionamos determinados vínculos. mas também porque o cineasta não poderá. nessas condições enumeradas. artigo acadêmico-científico. caso seja produzido a partir do lugar de deputado federal. um parente próximo ou um amigo. Mas não apenas a eles. Escrita: um processo individual e dialógico . que poderá ter como interlocutores estudantes ou outros cineastas. portanto. podendo ser mais descontraído. se a uma pessoa for solicitado um discurso recomendando a redução do consumo de energia elétrica. um desses papéis predomina. carta pessoal. E isto por causa de todas as condições de produção citadas. Se estiver conversando com amigos em um encontro casual. significa saber lidar com todas as características do contexto de produção dos textos. anúncio. Todos desempenhamos diferentes papéis na vida: o de mãe/pai. em função das demais características do contexto de produção (sobretudo do lugar de circulação do discurso e do interlocutor presumido). que se adequar a essas condições. produzir o discurso a partir do lugar de pai. diretores de escola etc). d) gêneros discursivos específicos: carta de leitores. Um aspecto a ser considerado ainda é o lugar do qual se escreve. ou porque circulará na esfera acadêmica. de consumidor de determinado produto. feirantes. quando assumimos a palavra para dizer alguma coisa a alguém. Quer dizer: escrever um texto é uma atividade que nunca é a mesma nas diferentes circunstâncias em que ocorre. recomendações são feitas. de associado de determinado clube. família ou círculo de amizades. o contexto de produção dado lhe permitirá assumir o lugar de espectador/apreciador da arte do cinema e seu discurso. não terá a mesma organização. transeuntes de determinados locais (vias de circulação. Os argumentos serão diferentes porque. menos comprometido com argumentações coerentes com determinadas posições teóricas. revisores. c) lugares de circulação determinados: mídia impressa. ou de amigo de determinado empresário do ramo. um possível contratante. de maneira a orientar a produção do seu discurso pelos parâmetros por elas estabelecido. outdoor. rodoviária etc. revista). embora não apenas por este motivo. currículo. nem a mesma escolha lexical. atitudes são tomadas. incluindo-se nestas o papel social de onde fala o produtor. Essas condições referem-se aos elementos apresentados acima. de industrial do ramo da produção de lâmpadas. sob pena de não ser eficaz. academia. tendo. influenciam-se mutuamente. entre outros. certamente produzirá um discurso permeado por análises técnicas e históricas.

era comum quando se pretendia visitar um parente ou amigo — ainda que residente na mesma cidade — escrever-se uma carta e entregá-la em mão. por outro lado. com os textos já produzidos anteriormente no que se refere a:  o que se pode dizer por meio de determinados gêneros. o processo de escrita é tanto uma experiência individual e única. por exemplo.  os textos produzidos e seu conteúdo. No século XVII. mas determinadas historicamente. propriamente. caem em desuso. típicos da Idade Média. Escrever é um processo interpessoal e dialógico porque todo texto sempre se relaciona. dessa forma. constituindo-se como referências. acabam por criar novas possibilidades de interlocução escrita com pessoas distantes geograficamente umas das outras: por e-mail. ora a cartas. das palavras a serem utilizadas. ou. Hoje essa prática caiu em desuso — e com ela a situação de utilização do gênero — tendo sido substituída por um telefonema. que também são construções históricas. por exemplo. Como é possível perceber. os poemas concretos passaram a existir a partir de determinada época. este não é um gênero presente. Na Suécia. por exemplo. em um dado momento histórico há um conjunto de possibilidades disponíveis e é no interior . pelo menos modificações nos gêneros já existentes. É individual e única porque o processo de produção de um texto implica escolhas pessoais quanto a o que dizer e a como dizer: a seleção de tópicos a serem apresentados. modificam-se. por exemplo. por exemplo. Uma carta de amor. com a finalidade de avisá-lo de sua visita. chegando mesmo a conter citações explícitas. assim.Assim como a leitura. gêneros como as cantigas de amigo. ainda em chats. que refletirão seu estilo de dizer. As tecnologias digitais. nos quais se pode conversar em tempo real com pessoas dos lugares mais longínquos do planeta. expressões usuais que acabam por caracterizá-los. como a brasileira. por exemplo. de alguma forma. dos enunciados a serem organizados são escolhas do produtor do texto. como resultado de necessidades estéticas historicamente construídas em um determinado período. por não corresponderem também às novas necessidades estéticas.  os gêneros. Se quiser ver um exemplo dessa inter-relação que existe entre os textos — denominada também de intertextualidade — clique aqui. possuía fórmula de iniciação e de conclusão muito diferentes no século XVII e atualmente. e. são criados. em tempo não-real. os textos que produzimos são resultantes das escolhas que fazemos quanto a o que dizer e como dizer em função das condições de produção colocadas. enviando-se mensagens que ora se assemelham a bilhetes. Anotação no caderno: forma de aprender Foto: Acervo Instituto Sou da Paz  à forma de dizer (escolhas lexicais típicas do gênero. ou que terminasse com a expressão Com votos de consideração e estima. Há também textos que se referem a outros já escritos. Quer dizer. Criam-se. As crônicas esportivas também foram gêneros que se constituíram em épocas recentes e apenas em determinadas culturas. Dificilmente uma jovem hoje receberia uma carta que começasse com a expressão Estimada senhorita (ou Caríssima senhorita). se não novos gêneros. que podem marcar época. foram sendo preteridos pelos poetas e literatos. Na literatura. quanto interpessoal e dialógica. Essas escolhas não são aleatórias.

saber selecionar o gênero para organizar o seu discurso implica conhecer suas características para avaliar sua adequação:  às finalidades colocadas para a situação comunicativa.desse conjunto que as nossas escolhas pessoais são feitas. Estes se referem. relatório. Pode-se mesmo afirmar que o conhecimento que se tem sobre um gênero determina as possibilidades de eficácia do discurso. anúncio.  as marcas lingüísticas que definem seu estilo. cordel. essa pessoa precisará organizar o seu discurso em um gênero como o artigo de opinião. Se a finalidade. verbete. Partes dessas possibilidades relacionam-se aos gêneros do discurso. então a fábula é o gênero mais adequado.. panfleto.  a um contexto de produção determinado. devem ser objeto de ensino. As diferentes manifestações verbais concretizam-se em textos — orais ou escritos — organizados nos gêneros. Dessa forma. Gêneros do discurso e textos Os gêneros são formas de enunciados produzidas historicamente. ou como a pena de morte como forma eficiente de combate à criminalidade. Portanto. monografia. como notícia. parlenda. popular.). ou relacionar instruções. palestra. fábula.. romance. em qualquer situação comunicativa. pode-se escrever um manual. sermão. por exemplo. precisam ser . mediante a apresentação de argumentos que possam sustentar a posição que se defende e refutar aquelas que forem contrárias à defendida no texto. adivinha. a famílias de textos que possuem características comuns Não é qualquer gênero que serve para se dizer qualquer coisa. inevitavelmente. crônica.  ao lugar de circulação. Esse é o gênero que pressupõe a argumentação em favor de questões controversas. maravilhoso. de aventuras. a proficiência do aluno em Língua Portuguesa depende também do conhecimento que ele possa ter sobre os gêneros e sua adequação às diferentes situações comunicativas. anúncio. que se encontram disponíveis na cultura. reportagem. Redação: exercício de escrita Foto: Acervo EducaRede Os gêneros podem ser identificados por três características fundamentais:  o tipo de tema que podem veicular. de uma conversa de bar a uma tese de doutoramento. Se o que se pretende é orientar alguém para a realização de determinada tarefa. tese. seminário. o gênero escolhido pode ser a notícia. conto (literário. de fadas. repente. conferência.  a sua forma composicional. Suas características. entre outros. Se imaginarmos que alguém pretende discutir uma questão complexa como a descriminalização das drogas. portanto. quer tenha sido produzida em linguagem oral ou linguagem escrita. por outro lado. cantiga. receita culinária. for relatar a um grande público um fato acontecido no dia anterior. Se se deseja apresentar algum ensinamento utilizando situações vividas por animais que representam determinadas características humanas. em algum gênero do discurso. Qualquer manifestação verbal organiza-se. receita médica. poema. portanto.

conhecimentos de várias naturezas entram em jogo: a) discursivos (relativos às características do discurso. e saber reescrever o texto produzido e revisado. Os procedimentos de escrita Além desse conhecimento. precisa. Outras vezes. Antes mesmo de conhecer letras. que é outra competência que também precisa ser constituída. fabricar. seqüência e lógica . por exemplo). pontuação. uma palavra . transmitem um significado ou uma idéia. dentro de um contexto. Para a criança chegar a elaborar um texto individualmente. A produção de texto não deve ser trabalhada isoladamente. uma frase ou um conjunto de todas estas normas de registro e expressão que. mas de forma interdisciplinar. dita regras de uma brincadeira. todas igualmente importantes para ela.Produção de texto PRODUÇÃO DE TEXTO Produzir é realizar. saber revisar o que foi escrito — durante o processo mesmo de escrita e depois de finalizado —. aliadas às regras ortográficas e gramaticais não definidas por ela. a criança precisa obedecer a regras de espaço. de maneira que o progresso do aluno possa ser percebido e avaliado com maior segurança pelo professor e pelo próprio aluno. Assim . no que se refere à dificuldade de execução. e) notacionais (relativos ao sistema de escrita). ou em pequenos grupos.educared. como características do gênero no qual o texto será organizado. coesão e coerência). Nesse processo. ou sobre o que quer escrever.org/educa/index. Em sua rotina. ela conta um fato . a criança se nega a produzir. independentemente de saber escrever ou não. sob a orientação do professor. ou porque não está motivado. Na escola. d) gramaticais. Começa aí o bloqueio: escreve pouco. ela produz texto oral. com forma e conteúdos próprios. O professor deve requerer as produções dos alunos de maneira gradativa. ele escreve apenas para satisfazer uma exigência do professor.interna&id_tema=9&id_subtema=3 Texto Informativo . antes. b) pragmáticos (relativos às especificidades da situação de comunicação e às diferentes práticas sociais de escrita). contos.tematizadas nas atividades de ensino. ou não escreve. c) textuais (relativos à linearidade do texto em si: relativos à sintaxe. descreve um passeio. Algumas vezes. com base em modelos de escrita corretos e variados quanto à forma ( poesia. Produzir textos é inerente à criança. trabalhar textos coletivamente. do contexto de produção especificado. escrever pressupõe o domínio de determinados procedimentos: saber planejar o que vai ser escrito em função das características do contexto de produção colocado. . ou não se esforça muito para isso. O texto pode ser um desenho. A criança passa por fases de produção. Fonte: http://www. entre outras coisas. Tais procedimentos precisam ser sempre articulados no processo de escrita. o aluno não escreve porque não sabe o que. música. As produções deverão ser arquivadas em um caderno específico. saber redigir o que foi planejado.cfm? pg=oassuntoe. trava-língua etc). criar.

escrever sobre ela. O professor seleciona alguns recortes e cola em folhas. fazer o desenho e escrever o que quiser sobre ela. alimento ou brinquedo e cola em uma folha. guarda etc).Observando um desenho. .Desenhar sua classe e seus colegas e escrever sobre eles. e sugere as palavras que entrarão na história. .Sugestões: .Fazer uma montagem e escrever sobre ela.O professor pode aproveitar uma notícia de jornal ou uma pergunta de um aluno para propor o tema. .Escolher uma letra.Recortar letras e formar uma palavra. .Escrever sobre um fato da atualidade ( ecológico. . . político. Desenhar os personagens utilizando sucata e transcrever a história. Em seguida. O aluno escolhe a cor sobre a qual quer escrever. policial etc). produzir uma história oral.Montar personagens com material de sucata e . . .Escrever sobre palavras recortadas e coladas em folhas: a criança escreve o que quiser a respeito da palavra. em grupo. entregador de merenda. . social. Em seguida. . O professor promove e coordena uma discussão sobre o tema. . Ao terminar.As crianças fazem perguntas diretamente à pessoa e depois escrevem um texto.Desenhar sua família e escrever os nomes. O professor escreve-as num papel manilha ou na lousa para que as crianças possam recorrer a elas durante a produção. Em seguida. animal.Fazer o desenho de um animal de que tem medo e escrever sobre ele.Escolher uma figura. . A classe decide sobre o que vai escrever. . as crianças fazem um texto coletivo e transcrevem para o livro. escrever uma história sobre ele. .Escrever a respeito do brinquedo ou da brincadeira de que mais gosta. Em seguida. recortar e colar em uma folha. escrever a história.Desenhar sua casa.Escrever sobre um recorte de revista. . cada criança terá o seu .Escrever seu nome e desenhar o seu retrato.Desenhar seus brinquedos e escrever os nomes. . O professor recorta pedaços de papel colorido de revistas e cola em folhas de linguagem.Escrever sobre um assunto de Ciências e Saúde e montar um livro.Fazer uma história tomando por base um Banco de Palavras. . . . .Escrever sobre “O que gostaria de ser quando crescer”e desenhar. fazer um desenho e escrever uma frase ou um texto que se refira à palavra formada. . montar seu nome e escrever uma frase ou um texto. onde fazem as ilustrações. . .Desenhar o pai ou a mãe e escrever “meu pai” ou “minha mãe” de acordo com o desenho. .Escrever o que quiser sobre uma data comemorativa. escrever sobre ela.Fazer um desenho com base numa história contada e copiar o título.Escrever sobre um profissional que esteve na escola ( jardineiro. sua família e escrever os nomes .Ouvir uma história contada pelo professor e escrever sobre ela. . a criança escolhe aquele sobre o qual escreverá. O aluno deve identificar a figura ( distinção parte/todo) e escrever sobre a parte ou sobre o todo. recortar e colar em uma folha.Escrever sobre uma figura: o professor recorta uma parte de uma figura de objeto.Depois de ouvir uma história. . . . vidraceiro. . .Escrever sobre uma cor.Desenhar seus amigos e escrever seus nomes.Escrever sobre seu animal preferido e depois fazer o desenho.Recortar letras de jornais e revistas.Depois de assistir a um filme em vídeo.Desenhar um meio de transporte e escrever sobre ele.

cruzadinha. O depoimento. De vez em quando. .9 anos. foi dado pelo aluno Rafael à sua professora e demonstra bem como ocorre. a alimentação. . .livro. ao zoológico etc. Cada aluno escreve sua história e transcreve cada frase em uma página. . desenho para ser pintado. (Rafael Nunes.Escrever um bilhete para um colega. Cada aluno faz um trabalho que pode ser produção. eles selecionam os trabalhos e montam o jornalzinho. um passeio à feira. colando as letras na folha. . receita. . o processo de produção de texto.2ª série. Em seguida. cor ou tamanho.Fazer um livro sobre o arco-íris: cada folha terá uma cor pintada ou um recorte colorido de tecido. desenho para ligar os pontos etc.Contar um sonho que teve e escrever sobre ele. O professor escreve um nome em folhas que serão sorteadas entre as crianças. uma criança sorteia uma palavra que será tema de uma produção..Escrever sobre uma experiência vivenciada.Fazer um desenho com materiais artísticos e escrever sobre ele. escondido um animal e não diz qual é. Por exemplo. . “ Às vezes. . O professor lê as informações da ficha. os alunos comentam e escrevem seus textos. as crianças fazem um banco de palavras. escrever uma lista de dez palavras e fazer uma produção. O professor pode contribuir com alguma atividade. começo a juntar algo dos desenhos com outras imagens que eu já vi. por exemplo. O professor dobra as folhas de papel sulfite no meio. vendo os desenhos.Montar um livro com recortes de jornal ou revista. O professor faz a entrega e os alunos têm que identificar quem foi que escreveu o bilhete. As informações são complementadas pelo professor como conteúdo de Ciências.Escrever sobre um animal que foi trazido para a classe. Cada aluno transcreve seu trabalho para folha e assina. . tentando após a exploração.Escrever sobre figuras seqüenciadas. o. vem uma história inteirinha na minha cabeça. p. repetindo o processo em todas as páginas do livro.Escrever um bilhete para o professor e assinar. escreve o título e assina.Escrever um livro. . e faz a ilustração. o aluno decide fazer um livro sobre animais: ele recorta as letras t. elabora a capa. Rafael foi incentivado a criar e a produzir textos desde o início da 1ª série. o professor responderá a todos os bilhetes. para ele. .. descobrir qual é. faz os desenhos. papel. de qualquer forma. formar palavras e desenhar. formando o livro.Escrever sobre uma palavra-surpresa. a criança resolve fazer um livro sobre frutas: ela recorta e cola uma figura em cada página e escreve uma frase sobre a fruta ou apenas o nome dela. Cada aluno escreve o bilhete para o colega sorteado. ou alguém da escola. adivinhações. a seguir.Em grupos pequenos de alunos. plástico etc. Sob a orientação do professor. As crianças conversam com o dono para saber os hábitos. forma a palavra pato. . Parece que estou fazendo um filme. Em seguida. Se possível. . traz. Aí. O aluno escreve o nome da cor e o que ela significa para ele. a .1991) . e grampeia.Montar um livro: recortar letras. Um aluno. a utilidade e outras características do animal. professora. Escrever comentários baseados nas fichas de animais do chocolate Surpresa. Por exemplo.Fazer o Jornal da Classe. As crianças escrevem algumas palavras em pequenos papéis e colocam numa caixa: o Tesouro de Nomes. Por exemplo. . Estou pensando em fazer um livro em casa”.

má. homem.: Poucas paroxítonas deste tipo. na sílaba tônica/tónica.3. vejo. céu(s). já. vê-la. quando conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s). rés. pás.1 A norma ortográfica a) Acordo Ortográfico 1990 Vide material em PDF b) Acentuação Regras de Acentuação Monossílabos Tônicos: São acentuados os monossílabos tônicos terminados com a(s). acém. as palavras paroxítonas não são acentuadas graficamente: enjoo. tênis e ténis. pôs. éden (édenes ou edens). n. tórax (tórax ou tóraxes). rês. e(s). eu ou oi. se fechado: pônei e pônei. e(s). Paroxítonas: Em geral. seguidas das consoantes nasais grafadas m e n. né. o(s) − dá. olá. corrói (de corroer). sóis. judô. fé. dó. Oxítonas: Levam acento as oxítonas terminadas em vogais tônicas/tónicas a(s). terminam na vogal tônica/tônica aberta grafada a. ilhéu(s). batéis. louvamos (louvámos). r. Zé. Obs. Oxítonas com ditongos abertos ei. floresta. pontapé. pés. pé. pá. rapê (rapé). x e ps. as vogais abertas a. mesa. com as vogais tônicas/tônicas grafadas e e o em fim de sílaba. nós. herói(s). filé. ou circunflexo. provêm. açúcar (açúcares). lá. s ou z – adorá-lo(s). podendo estes dois últimos ser seguidos ou não de s – anéis. mocotó. Vénus e Vênus. É facultativo o acento agudo em formas verbais do pretérito perfeito do indicativo: amamos (amámos). pénis e pênis. Tejo. dá-la(s). voo. e. São acentuadas as paroxítonas que apresentam. votamos (votámos). após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas r.html 4.com/2006/08/texto-informativo-produo-de-texto. velho. . purê (puré). as respectivas formas do plural: amável (amáveis). pó. se aberto. chapéu(s). bônus e bônus. o e ainda i ou u e que terminam em l. apresentam oscilação de timbre nas pronúncias. mês. As formas verbais oxítonas. fiéis. salvo raras exceções. detém.Fonte: http://profa-val.3 Aspectos normativos 4. papéis. vá. dê. cós. metrô. cadáver (cadáveres). grave. véu(s). o(s) ou em(ns) −está(s). habitá-la(s).blogspot. o qual é assinalado com acento agudo. remói (de remoer). más. assim como. provéns.

músico. qui − argui. Acento grave: Na contração da preposição a com as formas do artigo ou pronome demonstrativo o: à (de a+a). oblique (oblíque). Ipuiuna. mandriice. último. . dinâmico. paul. público. mariice (neologismo de Guimarães Rosa). Convém lembrar que. fenômeno (fenómeno). àqueloutra(s). veem. cairmos. as duas últimas quando na terceira pessoa do plural do presente do indicativo de ter e vir. sucuuba. o que ocorre em poucas palavras: vadiice. juiz. câmara. lúdico. náusea. que. releem. às (de a+as) e também na contração da preposição a com os demonstrativos aquele. deem. tireóide. trêmulo. delínque. quem. Vênus (Vénus). contribuinte. heroico. Proparoxítonas: Todas são acentuadas − árabe. qui. assembleia. O verbo pôr e as formas verbais pôde. período. àqueloutro(s). àquilo. enjoo. têm e vêm recebem acentos diferenciais. averigue. fêmea (fémea). atraiu. cômodo (cómodo). xiita. Raul. glória. que. com u pronunciado: alongínque. zoo. aquelas e aquilo ou ainda da mesma preposição com os compostos aqueloutro e suas flexões: àqueles(s). aquela. distribuiu. àquela(s). Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei ou oi − alcateia. mágoa.Recebem acento gráfico paroxítonas terminadas em que. Ditongos: Perdem o acento gráfico o i ou u tônicos/tônicos precedidos de ditongo em paroxítonas − baiuca. blasfêmia (blasfémia). retórque. Perdem o acento gráfico os vocábulos terminados em oo ou eem − creem. viríamos. Trema: Este sinal de diérese foi inteiramente suprimido. quando a vogal i ou u for acompanhada de outra letra que não seja s. Pode-se usar acento agudo ou circunflexo na letra e ou o antes de m ou n que não formam sílaba: acadêmico (académico). aqueles. contribuiu. não haverá acento − ruim. Exceções: Palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros: hübneriano. perdoo. Também não leva acento se a vogal i ou u se repetir. tônico (tónico). raiz. Perde o acento gráfico o u tônico/tónico dos grupos. apazigue (apazígue). Müller. feiura.

Jaú. haverá acento − proíbo. Observe: 1) Terminadas em ENS não levam acento: hifens. lúcido. árduos. semi-internato. táxi. éden. igarapé. Ã. Observe: Pode-se usar acento agudo ou circunflexo de acordo com a pronúncia da região: acadêmico.html Tabela traz regras já de acordo com a nova ortografia Márcia Lígia Guidin* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação Tipo de palavra ou sílaba Proparoxítonas Quando acentuar sempre Exemplos (como eram) simpática. parabéns EM. ÃS. cárie. órfãos. Fonte: http://www. ÃOS. UNS. órfãs. Usa-se Paroxítonas Se terminadas em: R. UM. vírus.com. caíste. álbum(ns). AS. carnaúba. E. hífen. balaústre. bíceps. abacaxi. US. saúva. sólido. fémur (Portugal). Oxítonas Se terminadas vatapá. X. ENS . Observe: 1. Morumbi. ES. PS. redemoinho. bênção. saúde. 2. IS. US não levam acento: tatu. não haverá acento − moinho. ditongo oral. em: A. ÃO. avô. refém. paraíso. fêmur (Brasil) ou sêmen. U. avós. heroína. acompanhados ou não de s. polens. I.Hiatos: Quando a segunda vogal do hiato for i ou u. cômodo Observações (como ficaram) Continua tudo igual ao que era antes da nova ortografia. antiherói. látex. L. 3) Não ponha acento nos prefixo paroxítonos que terminam em R nem nos que terminam em I: inter-helênico. O. campainha. faísca. país. Continua tudo igual. super-homem.br/gramatica/regras-de-acentuacao. Continua tudo igual. fenômeno (Brasil) académico. ímã. seguido ou não de S fácil. tênis. aí. tainha. próton. IS. 2) Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: sêmen. caráter. tônicos/tónicos. N. Se o i for seguido de nh. baú.algosobre. terminadas em I. pólen. fenómeno (Portugal). OS.

saúde. se. bocaiuva. jacuís. ÉU(S). bebé. puré (Portugal).indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: bebê. feiura. etc. Esta regra é nova: nas paroxítonas. baús. aí. Se o i e u forem seguidos de s.OS vá. ES. O. purê (Brasil). AS. egoísmo. o i e u não serão mais acentuados se vierem depois de um ditongo: baiuca. a regra se mantém: balaústre. pé. 3. Méier. Mas. teiú. heróis. baús. E. boia. tainha. Observe: há casos em que a palavra se enquadrará em outra regra de acentuação. Luís. pôs igual. Itaú. pás. herói. mói (moer) Continua tudo igual (mas. destróier serão acentuados porque terminam em R. idéia. 4. Esta regra colméia. saída. troféu. colmeia. Araújo. o i e u estiverem no final. maoista. Piauí. Piauí 1. pó. papéis. cuidado: somente para palavras oxítonas com uma ou mais Ditongos abertos em palavras oxítonas ÉIS. Por exemplo: contêiner. 2. Não se acentuam i e u se depois vier 'nh': rainha. nas oxítonas. céu. mesmo com ditongo. OI. moinho. bóia desapareceu (para palavras paroxítonas). Escreve-se agora: ideia. saiinha (saia pequena). debatê-lo. Atente para os acentos nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo. Continua tudo mês. Monossílabos tônicos (são oxítonas também) terminados em A. cheiinho (cheio). miúdo. ÓI(S) . celuloide. haverá acento: tuiuiú. Esaú. Í e Ú em palavras oxítonas e paroxítonas Í e Ú levam acento se estiverem sozinhos na sílaba (hiato) Ditongos abertos em palavras paroxítonas EI.

Verbos arguir e arguir e redarguir (agora redarguir sem trema) usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo. intervir) singular leva acento agudo. Ele vem aqui. Esta regra desapareceu. ee vôo. perdoo veem. mas não acentue). Eles têm sede. eu delínquo. quar e quir aguar enxaguar. apaziguar. ele argui (fale: argúi). eu aguo a planta (diga a-gú-o. delinquir. apazíguem os grevistas. do subjuntivo e do imperativo afirmativo. Continua tudo igual. Agora se escreve: zoo. magoo. eles delínquem (í tônico). usando a ou i tônicos. detém. ela tem sede. mas não acentue) o caso. eles águam e enxáguam a roupa (a tônico). eles vêm aqui. cair sobre o u. na pronúncia. enjôo. Se a tônica. Observe:. obliquar usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo. averiguar. mas não acentue). Esta regra sofreu alteração. voo. mantém. tu apazíguas as brigas. detêm. na terceira pessoa do plural do presente ele obtém. Verbos terminados em guar. Esta regra desapareceu. mas não acentue. pessoa do manter. Os verbos arguir e redarguir perderam o acento agudo em várias formas (rizotônicas): eu arguo (fale: ar-gúo. eles obtêm. Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes. aí acentuamos estas vogais: eu águo. eles têm. zôo. mantêm .sílabas). ôo. vêem Verbos ter e vir na terceira pessoa do plural do presente do indicativo Derivados de ter na terceira e vir (obter. eles vêm Continua tudo igual. ele não será acentuado: Eu averiguo (diga averigú-o. do subjuntivo e do imperativo afirmativo.

portanto. Gisele Bündchen. delinquente. Grafar corretamente uma palavra significa.br/portugues/ult1693u7. adequar-se a um padrão estabelecido por lei. exceto para os verbos: PODER (diferença entre passado e presente. TER e VIR e seus compostos (ver acima). As dúvidas à correção devem ser resolvidas por meio da consulta a dicionários e publicações oficiais ou especializadas. 2) FÔRMA (de bolo): O acento será opcional. deve-se evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim. se possível. Ele não pôde ir ontem. PÔR (diferença com a preposição por): Vamos por um caminho novo.uol. Observe: 1) Perdem o acento as palavras compostas com o verbo PARAR: Para-raios. averiguei.levam circunflexo Acento diferencial Esta regra desapareceu. É importante compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. a ortografia é a parte da Gramática que se ocupa da correta representação escrita das palavras. japonesa. Trema (O trema não é acento gráfico. mesa. linguístico. BIZU .com. chinesa. tranquilo. A forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é oficial. pequinesa.1 Palavras que se escrevem com "ESA" burguesa. inglesa. mas pode ir hoje. portuguesa etc. então vamos pôr casacos. Exceto as de língua estrangeira: Günter. 1. müleriano Fonte: http://educacao. despesa. em 36 Lições Práticas.jhtm c) Emprego das letras ORTOGRAFIA RESUMO TEÓRICO: De acordo com Ulisses Infante. escocesa. holandesa. cuja forma de pagamento é parcelada. francesa. parachoque.) Desapareceu o trema sobre o U em todas as palavras do português: Linguiça.

BIZU Apesar de CATEQUIZAR se derivar de CATEQUESE. esplêndido. profetisa. aquele termo se escreve com Z e este.4 Palavras que se escrevem com "EZ" altivez. chinês. azeite. finalizar.Se conseguirmos completar a frase "ELA É". oscular. consertar(reparar). profetizar. estigmatizar. Isabel. delicioso. lerdeza. firmeza. revés. azougue. 1. com S. civilizar. expansão. quis. através. aprazível. realizar. generalizar. avisar. riso. 1. humanizar. impulso. asilo. Ele é burguês. formoso. a palavra será sempre com "S".6 Palavras que se escrevem com "ISAR" alisar. CASA-CASEBRE. maisena. Obs. inglês. pusera. misto. pesquisar. teimoso. despersonalizar. pisar etc. ourivesaria. 1. a palavra será com "S". estorvo. humanização. serração (ato de serrar). papisa c) após ditongos: lousa. As palavras POETIZAR e PROFETIZAR não se derivam de POETISA e PROFETISA. sensacionalizar. viuvez. sisudez. heresia. azeitona.5 Palavras que se escrevem com "OSO". fezes. atrás. -osa (formadores de adjetivos) -isa (indicador de ocupação feminina): poetisa. bizantino. é necessário que no próprio radical já haja a letra "S". colonização. Algumas palavras anis. -esa (para indicação de nacionalidade. Ex. gostoso. mas sim de POETA e PROFETA. intrepidez. morbidez. bizarro. pureza. submerso. colisão. dizimar. quisesse. coisa. PARALISAR-PARALISIA. 1. -oso. isquemia. CATÁLISECATALISADOR-CATALIZANTE. realização. valioso etc 1. singeleza. coser(costurar). avalizar.8 Palavras que se escrevem com "S" A letra S representa o fonema /z/ quando é intervolálica: asa. Ex. pretensioso. quiser. estupidez. pomposo. querosene.9 Palavras que se escrevem com "Z" azar. esôfago. estéril. surdez. usura. inserto (inserido). colonizar. racionalizar. d) nas formas dos verbos pôr (e derivados) e querer: pus. Ela é pequinesa. fusível. poetisa. azinhavre. escocês.7 Palavras que se escrevem com "IZAR" (formador de verbos) "IZAÇÃO" (formador de substantivos). balizar. 1. Ele é francês. revisão.7) b) nos sufixos: -ês. ANALISAR-ANÁLISE. mesa. fugaz. rigidez. conversível. pequisar. gazeta. Neusa. cozer (cozinhar). embriaguez. título. BIZU Se conseguirmos completar a frase "ELE É". profetisa. montanhês. . hesitar. lilás. dezena. BISAR-BIS. (bizu 1. paralisar. beleza. com S.2 Palavras que se escrevem com "EZA". puser. catequizar. servo (servente). Por isso as primeiras se escrevem com Z e as últimas. palidez. civilização. bisar. tristeza. gás. azenha. Não confunda com os casos em que se acrescenta o sufixo -ar a palavras que já apresentam S: analisar. usina. gasolina. pretensão. naúsea. BIZU Para que estes vocábulos se escrevam com "S". sesta. irlandês. repusesse. rijeza etc. alteza. quiséra. siso. desmobilizar. usurpar. hipocrisia.: AVISAR-AVISO. origem) -ense. pedrês. português etc. Ex: Ele é cortês. imersão. vez. amenizar. Usa-se a letra S: a) nas palavras que derivam de outra em que já existe S. buzina. harmonizar. falaz. talvez. maciez. deslize. PORTUGUÊS-PORTUGUESINHO. giz. poetizar. esterco. compreensão. gozar. inversão. 1. extravasar. pusesse. "OSA" audacioso. analisar. usufruir. perigoso. isolar. 1.. Ela é chinesa. crueza. repus. espectador. repusera. esotérico. guisado. vaso. avareza. cortês. esterilizar. proeza. quis. sacerdotisa. francês. obsessão (mas obcecado). fineza. brioso. intensão (intensidade). versátivel. cauteloso. hipnose. pequenez. ausência. esoterismo. brasa. fuzil. imersão.3 Palavras que se escrevem com "ÊS" burguês.

egrégio. arrajem. xavante. ginete. descente (vazante). exarar. estiagem. expirar. pêssego. litígio. fascinante. viajem (verbo).5 Palavras que se escrevem com "G" a) nos substantivos terminados em agem. chicana. oscilação. expiar. cessação. 2. folhagem. promessa. terçol. impressionismo. tragédia. graxa. agiota. seixo. miscigenação. antiqüíssimo. tacha (prego). contagem. viajar (verbo -> viajo. enxurrada. ojeriza. fuligem. enxaqueca.1 Palavras que se escrevem com "CH" enchova. miragem. jérsei. intenção (propósito). piscina. empoçar (formar poça). muxoxo. cafajeste. enxortar. trouxe. faixa. coalizão. camurça. empossar (dar posse). demissionário. contágio. fachada. chibata. 2. excitante. cheque (ordem de pagamento). viagem (substantivo). fantoche. enxada. gengibre. agressivo. enchouriçar. OUTRAS: igrejinha. 2. cerração (nevoeiro). injeção. bege. . ressuscitar. gironda. irascível. agilidade. descentralizar. chiar. exímio. cachimbo. chacina. xangai. enferrujem). êxodo. chulo. ferrugem. enchiqueirar. choupana. expressão. igem. xavante. aziago. extenso. pajem. piscicultura. laje. relógio. manjericão. gergelim. viaje. talvez. suscitar. êxito. viajem). exotérmico. argila. assado. brecha. gorjeta. gesto. enxoval. expor. interjeição. prazerosamente. excesso. exaustão. por exemplo). ugem: aragem. mochila.hipnotizar. sucesso. xeque (incidente no xadrez). xale. geada. 2. compressor. paxá. abstenção. Moji. chispar. enxugar. berinjela. jeito. pichar. exterminar. retenção. xampu. gíria. pedágio. caxumba. agir. chave. fascínio. cassar (anular) dissertar (discorrer). flecha. cerejeira. fascículo. vazar. algemas. cônscio. sessar (peneirar). herege. ultraje. trança. chuchu. acrescentar. discente. encher. enchente. subterfúgio. assaz. ascetismo. proeza. varejista. obsceno. cocha (gamela). ruço (grisalho). adolescente. chá (arbusto). exalar. discípulo. caçula. buxo (arbusto ornamental). majestade. jerico. rabugem. faringe. xereta. extorsivo. enferrujem (verbo). alfanje. chute. progresso. troço. exuberante. praxe. passar. estágio. sucinto. ascensão. expectativa. arrocho. fugir. revezar. mormaço. russo (natural da Rússia). extasiar. exonerar. bochecha. ógio. alforje. chumaço. enferrujar (enferruje. egípcio. origem. algema.6 Palavras que se escrevem com "J" a) nas formas dos verbos terminados em -jar: arranjar (arranjo. silêncio. decertar (lutar). b) nas palavras terminadas em ágio. remessa. expresso. ascensorista. seção(departamento). lambujem. descendente. chaminé. chorumela. b) nas palavras oriundas do Tupi. africana e árabe ou de origem exótica: Jibóia. bucho (estômago de animais). sossego. chope. debochar. expletivo. desprezar. charuto. genuíno. enrijecer. bugiganga. emissor. chantagem. bissetriz. isósceles. jirau. roxo. anjinho.4 Palavras que se escrevem com "SC" abscissa. sarjeta. pajé. ígio. 2. traje. xadrez. repercussão. rescisão.3 Palavras que se escrevem com "SS" admissão. disciplina. sargento. projétil (ou projetil). coxo. exaltar. enxerto. imprescindível. exacerbar. monge. barragem. jejuar. chicote. intumescer. rescindir. Cuidado com as exceções pajem e lambujem. discussão. jerimum. salsicha. vertigem. torção. geringonça. infrigir. apetrecho. pechincha. ascese. presunção. extirpar. exorcismo. nascer. transmissão. pajé. Outras angelical. tenacíssimo. broxa(pincel). coragem.0 Palavras que se escrevem com "X" bexiga. refúgio. disfarçar. engraxar. aborígine. necrológico. 2. enxuto. sintaxe. joça. massagem. gengiva. azia. cogitar. drágea. cuscuz. enxaguar. abscesso. exumação. exótico. comichão. transgressão. extorsão. acréscimo. gesso. ferrugem. cessão (ceder). ojeriza. chusma. tigela. escassez. almoço. xá (título de soberano do Oriente). égio. dissensão. faxina. transcender. exéquias. soçobrar. apogeu. baixo. tez. enchoçar. traje. escasso. sarjeta. explicar. colégio. encharcar. açucena. malandragem. exsurgir. descensão. seiscentos. exílio. encorajem (verbo). passo (passada). sessão (reunião). 2. necessário.2 Palavras que se escrevem com "Ç" ou "C" à beça. lanugem. vagem. canjica. maçarico. baixeza. xícara. jirau. perspicaz. maciço. prestígio. lajeado. bricha (prego). ingressar. champanha. úgio: adágio. pança. cervo (veado). linchar. expelir. chavão. foz. chimpanzé. rigidez. exame. granja. coragem. maxixe. rejeição. ressurreição. broche. extensão. exceção. aguçar. chicória. oaço (palácio). canjica. jesuíta. secessão. enxame. chifre. joça. jenipano. jibóia. consciência. ogiva. algazarra.

dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão. Nota importante: .extra-humano – pró-hidrotópico . Referências Bibliográficas: Gramática para concurso ..8 A letra "H" hálito.Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”. herói. hipótese. “-pro”.coordenar – reeditar – proótico . hélice.. o presente artigo tem por finalidade evidenciá-las. harmonia. hemisfério. hemorragia.Agostinho Dias Carreiro.separar as sílabas de um dado vocábulo. hífen. houve algumas mudanças em relação à sua aplicabilidade. hipocondria. histeria. Redação em construção . coobrigar – coadquirido . hipismo. Mediante tais pressupostos. Fonte: http://www. harpa. hangar. “-re”.superhomem. o H sobrevive por tradição histórica. homenagem. representadas pela mesóclise e ênclise. hilaridade. . o que antes prevalecia e o que atualmente vigora.ligar palavras compostas. em alguns casos. .2. baianismo. Observe que nos derivados ele não é usado: baiano..Marcelo Rosental Gramática Ulisses Infante. . # Com prefixos. tais como: . cujas funções estão associadas a uma infinidade de ocorrências linguísticas.br/node/951 d) Hífen O hífen representa um sinal gráfico. hediondo.. húmus. inter-regional – sub-bibliotecário – super-resistente.Essa regra padroniza algumas exceções já vigentes antes do Acordo. horror. hostil. mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo. hipocrisia. constatemos. # Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante. hérnia. herbívoro (mas ervas).fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais. horta.. anti-higiênico – anti-histórico – co-herdeiro . Sendo assim.sofi. pois: Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen: # O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal. Em "Bahia". hesitar. procurando enfatizar.. Com o advento da Nova Reforma Ortográfica.proinsulina. humor. . auto-observação – auto-ônibus – contra-atacar .com. haste.ligar algumas palavras precedidas de prefixos. emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”.

.. usa-se o hífen. n ou h”. -bem. -ex. Casos em que não se emprega o hífen: # Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente. entregá-lo – amar-te-ei – considerando-o. diante de palavras iniciadas por “r”. vice.Essa nova regra padroniza algumas exceções existentes antes do Acordo. # Diante dos prefixos “-além. jacaré-açu – cajá-mirim – amoré-guaçu..# Com o prefixo “-sub”. m. além-mar – aquém-mar – recém-nascido – sem-terra – vice-diretor. -pós... Nota importante: . # Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição. -aquém. usa-se o hífen.. -recém. o hífen está presente. # Diante do advérbio “mal” . “-mirim”. # Usa-se o hífen em casos relacionados à ênclise e à mesóclise. representados por “-açu”.. Observação: .pan-americano – circum-hospitalar – pan-helenismo.. “guaçu”. # Com sufixos de origem tupi-guarani. -sem... mal-humorado – mal-intencionado – mal-educado.. # Com os prefixos “-circum” e “-pan”. sub-regional – sub-raça – sub-reino. emprega-se o hífen. aeroespacial – antiamericano – socioeconômico. circum-navegador . usa-se o hífen.. quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”.. diante de palavras iniciadas por “vogal..

.O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação. azul-escuro – bem-te-vi – couve-flor – guarda-chuva – erva-doce – pimenta-decheiro..colônia – água-de-coco – cor-de-rosa. expressos por: água-de. quando a segunda palavra começar por consoante. adjetivas.. não se emprega o hífen.... Observações importantes: . . # Diante do advérbio “mal”. malfalado – malgovernado – malpassado – maltratado – malvestido.. hiper-requintado – inter-regional – super-romântico – super-racista. depois de prefixo terminado em vogal......O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra.. hipermercado – hiperacidez . como é o caso de: minissaia – minissubmarino . # Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”.. adverbiais... Exceções: O hífen ainda permanece em alguns casos.intermunicipal – subemprego – superinteressante – superpopulação. # Não se emprega o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”. retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas. fim de semana – café com leite. # Não se emprega mais o hífen em locuções substantivas.minissérie. verbais. anteprojeto – autopeça – contracheque – extraforte – ultramoderno.. como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas. prepositivas ou conjuntivas. # O hífen não deve ser usado quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente. pronominais.A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo..

Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. irregulares. . Presente Radical Ouç Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv Perfeito Terminação o es e imos is em Radical Terminação Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv i iste iu imos istes iram • Anômalos: verbos que apresentam mais de um radical ao serem conjugados. Exemplo: verbo cantar.3.2 Emprego das Classes Gramaticais (vide documento Word na pasta Letras Puc) b) Emprego dos Verbos Classificação dos Verbos Os verbos da língua são classificados em: regulares.htm 4. defectivos e abundantes. anômalos. • Regulares: são aqueles em que o radical permanece o mesmo em toda a conjugação. No verbo ser ocorrem radicais diferentes.com/gramatica/emprego-do-hifen. note pela diferença entre: sede. Exemplo: verbo ser e ir. Presente Radical Cant Cant Cant Cant Cant Cant Perfeito Terminação o as a amos ais am Radical Terminação Cant Cant Cant Cant Cant Cant ei aste ou amos astes aram • Irregulares: são os verbos cujos radicais se alteram ou cujas terminações não seguem o modelo da conjugação a que pertence.brasilescola. era. Exemplo: verbo ouvir.

Exemplos: verbo abolir verbo reaver Presente do indicativo Presente do indicativo Eu # Tu aboles Ele abole Nós abolimos Vós abolis Eles abolem Eu # Tu # Ele # Nós reavemos Vós reaveis Eles # • Abundantes: apresentam duas ou mais formas equivalentes. “el”. Exemplo: aceitar acender corrigir eleger emergir entregar encher expelir extinguir fritar imergir imprimir inserir limpar matar aceitado acendido corrigido elegido emergido entregado enchido expelido extinguido fritado imergido imprimido inserido limpado matado aceito aceso correto eleito emerso entregue cheio expulso extinto frito imerso impresso inserto limpo morto Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Equipe Brasil Escola Fonte: http://www.No verbo ir. colares) · Em “al”. da mesma forma: vou. • Defectivos: não se apresentam em todas as flexões. funis) · Paroxítonos em “il”: il = . irei. cônsules · Oxítonos em “il”: il = “is” (exs:barris.com/gramatica/classificacao-dos-verbos. “ol”. fui.htm c) Flexão dos nomes FLEXÃO NOMINAL (plural) · Em vogal ou ditongo: “+s” (exs: asas. “ul”: l = “is” (exs: jornais. anéis) *Exceções: males.brasilescola. “z”: “+es” (exs: colheres. meles. táxis) · Derivados em “r”.

e) Alfredo e Radagásio são dois gentilhomens. florzinhas) *Invariável: bem-te-vi. papeizinhos) · Em “r”: 2 formas (exs: florezinhas. está errada. répteis) · Em “m”: m = “ns” (ex: nuvens. (CESGRANRIO) Assinale o par de vocábulos que formam o plural como órfão e mata-burro. uma. “zito”: “+s” (limãozitos. dobro) Fonte: http://pt. paroxítonos ou proparoxítonos em “s”: invariáveis (ex: lápis. primeiros-ministros) SÓ O PRIMEIRO · Com preposição (ex: pés-de-moleque) · O segundo é finalidade ou semelhança (exs: sofás-cama. c) O ladrão forçou a porta com dois pés-de-cabra. bilhão) VARIAM GÊNERO · Cardinais: um. peixes-boi) SÓ O SEGUNDO · Verbo + Subst (ex: guarda-roupas) · Invariável/Prefixo + Variável (exs: sempre-vivas. gases) · Em “x”. segundo) NENHUM · Multilicativos (ex: triplo. dentre as seguintes. variam. Qual? a) saia amarelo-ouro b) papel amarelo-ouro c) caixa vermelho-sangue d) caixa vermelha-sangue e) caixas vermelho-sangue 3. (ITA) Indique a frase correta: a) Mariazinha e Rita são duas leva-e-trazes. 4. jovens. (U-UBERLÂNDIA) Relativamente à concordância dos adjetivos compostos indicativos de cor.“eis” (exs: fósseis. fins) · Monossílabos ou oxítonos em “s”: “+es” (exs: ingleses. amarelolimão) · Cor + de + Subst (ex: cor-de-rosa) · Azul-celeste. e adj. os leva-e-traz FLEXÃO DOS ADJETIVOS COMPOSTOS SÓ O ÚLTIMO · Adj + Adj (ex: verde-claros) *Exceção: surdosmudos · Invariável + Adj (ex: mal-educados) NENHUM · Adj + Subst (exs: verde-oliva. arco-íris FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS VARIAM EM NÚMERO · Numerais (exs: milhão. (BB) Flexão incorreta: a) os cidadãos b) os açúcares . b) Os filhos de Clotilde são dois espalhas-brasas. ex-chefes) · Repetidos (ex: reco-recos) *Exceção: corres-corres NENHUM · Verbo + Advérbio (ex: bota-fora) · Verbo + Subst Plural (ex: saca-rolha) Obs: mangas-rosa.shvoong. azul-marinho FLEXÃO DOS DIMINUTIVOS · Em “zinho”.com/books/217907-flex%C3%A3o-nominal-plural/#ixzz1TzSPOp7p Exercícios de Flexão Nominal Por: Prof. meios-fios. respectivamente: a) cristão / guarda-roupa b) questão / abaixo-assinado c) alemão / beija-flor d) tabelião / sexta-feira e) cidadão / salário-família 2. d) Godofredo almoçou duas couves-flor. dois e > Duzentos · “Ambos” substituindo “os dois” VARIAM EM NÚMERO E GÊNERO · Ordinais (exs: primeiro. verbo não OS DOIS · Subst + Subst (ex: couves-flores) · Subst + Adj (ex: amores-perfeitos) · Adj + Subst (ex: bons-dias) · Numeral + Subst (exs: segundas-feiras. tórax) FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS COMPOSTOS Regra geral: subs. Eliane Vieira 1. lilases.

D 3. chefes-de-seção. (BB) Mesma pronúncia de "bolos": a) tijolos b) caroços c) olhos d) fornos e) rostos 6.E 6. B 10. mulas-sem-cabeças GABARITO: 1. (UM-SP) Aponte a alternativa em que haja erro quanto à flexão do nome composto: a) vice-presidentes. temos grau: a) comparativo de superioridade b) superlativo absoluto sintético c) comparativo de igualdade d) superlativo relativo e) superlativo por meio de acréscimo de sufixo 9. A 2.html d) Emprego dos Numerais .D 7. sextas-feiras. (BB) Não varia no plural: a) tique-taque b) guarda-comida c) beija-flor d) pára-lama e) cola-tudo 7. amores-perfeitos. (EPCAR) Está mal flexionado o adjetivo na alternativa: a) Tecidos verde-olivas b) Festas cívico-religiosas c) Guardas noturnos luso-brasileiros d) Ternos azul-marinho e) Vários porta-estandartes 8.com. obras-primas c) reco-recos. D 5. E Fonte: http://www. cartões-postais. salários-família.C 4.mundovestibular. os bota-fora b) tico-ticos. A 8. pães-de-ló e) pisca-piscas. (UF-UBERLÂNDIA) Na sentença "Há frases que contêm mais beleza do que verdade".c) os cônsules d) os tóraxes e) os fósseis 5. (MACK) Assinale a alternativa em que a flexão do substantivo composto está errada: a) os pés-de-chumbo b) os corre-corre c) as públicas-formas d) os cavalos-vapor e) os vaivéns 10. A 9.br/articles/7436/1/Exercicios-de-FlexaoNominal-/Paacutegina1. sempre-vivas d) pseudo-esferas.

cinco… b) ordinais: indicam ordem de sucessão. dobro. leitura e emprego dos numerais Definição: Numeral é a palavra que indica número ou ordem de sucessão.Arábicos Cardinais Ordinais . um. meio. um terço. quarto.Grafia. quinto… c) multiplicativos: indicam multiplicação... um quarto… lista de numerais cardinais e ordinais Algarismo Romanos . primeiro. triplo. terceiro. segundo.. três. dois. fração.. quádruplo. quatro. Classificação dos numerais: a) cardinais: indicam quantidade. quíntuplo… d) fracionários: indicam divisão. metade..

000 1000000000 um primeiro dois segundo três terceiro quatro quarto cinco quinto seis sexto sete sétimo oito oitavo nove nono dez décimo onze undécimo ou décimo primeiro doze duodécimo ou décimo secundo treze décimo terceiro quatorze ou catorze décimo quarto quinze décimo quinto dezesseis décimo sexto dezessete décimo sétimo dezoito décimo oitavo dezenove décimo nono vinte vigésimo vinte e um vigésimo primeiro trinta trigésimo quarenta quadragésimo cinqüenta qüinquagésimo sessenta sexagésimo setenta septuagésimo ou setuagésimo oitenta octogésimo noventa nonagésimo cem centésimo duzentos ducentésimo trezentos trecentésimo quatrocentos quadringentésimo quinhentos qüingentésimo seiscentos seiscentésimo ou sexcentésimo setecentos septingentésimo oitocentos octingentésimo novecentos nongentésimo ou mil noningentésimo dez mil milésimo cem mil dez milésimos um milhão cem milésimos um bilhão milionésimo bilionésimo Lista de numerais multiplicativos e fracionários Algarismos 2 3 4 5 6 7 Multiplicativos duplo. dobro. dúplice triplo.000 1.I II III IV V VI VII VIII IX X XI XII XIII XIV XV XVI XVII XVIII XIX XX XXI XXX XXXL L LX LXX LXXX XC C CC CCC CD D DC DCC DCCC CM M X' C' M' M" 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 30 40 50 60 70 80 90 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1.000 100. tríplice quadruplo quíntuplo sêxtuplo séptuplo Fracionários meio ou metade terço quarto quinto sexto sétimo .000 10.000.

Quando à leitura do numeral ordinal. é lido como cardinal. Carne ou peixe cru.. = décimo milésimo leitura do fracionário. Acima de 2 000. 1/3 = um terço. = dois milésimo seiscentésimo quadragésimo oitavo 10 000o. Amor e ternura humana. podem ocorrer dois casos: a) Quando ele é inferior a 2 000. Substantivo + Substantivo.. ou ainda for um número redondo. O numerador de um numeral fracionário é sempre lido como cardinal. Século VII (sétimo século XX (vinte) João Paulo II (segundo) João XXIII (vinte e três) Fonte: http://folhetim.tripod.html 4. lê-se o primeiro algarismo como cardinal e os demais como ordinais. podem ocorrer duas formas de leitura: a) se for inferior ou igual a 10..com/numeral. Carne ou peixe crus. no masculino. se pelo menos um deles for masculino. 4/18 = quatro dezoito avos 6/35 = seis trinta e cinco avos 8/125 = oito cento e vinte e cinco avos emprego de numeral cardinal ou ordinal 1. Ternura e amor humanos. tem-se observado a tendência a ler os números redondo segundo a forma ordinal. usam-se os numerais ordinais até décimo. papas. Modernamente. = milésimo octingentésimo qüinquagésimo sexto. assim como entre as dezenas e a unidade. entretanto. no feminino. b) se for superior a 10 e não constituir número redondo. concorda com o último ou vai facultativamente: • • para o plural. partes de uma obra. Adjetivo + Substantivo + Substantivo + . Peixe ou carne crua. é lido como ordinal 3/8 = três oitavos 6/10 = seis décimo 4/30 = quatro trigésimos 5/100 = cinco centésimos Exceções: ½ = meio. 2 648o.3 Sintaxe da frase a) Concordância Concordância Nominal 1. se todos eles estiverem no feminino. Exemplos: Ternura e amor humano. séculos. Na indicação de reis. para o plural. 5 058 624 = cinco milhões cinqüenta e oito mil seiscentos e vinte e quatro leitura do ordinal. + Adjetivo Quando o adjetivo posposto se refere a dois ou mais substantivos.. b) 1 856o.8 9 10 11 12 100 óctuplo nônuplo décuplo undécuplo duodécuplo cêntuplo oitavo nono décimo onze avos doze avos centésimo Leitura do cardinal Na leitura de numerais cardinais deve-se colocar a conjunção e entre as centenas e dezenas. devem-se empregar os cardinais.3. é lido inteiramente segundo a forma ordinal. Quando o adjetivo anteposto se refere a dois ou mais substantivos. seguido da palavra avos. 2. A partir daí. concorda com o mais . Quanto ao denominador.

6. Exemplo: As cláusulas terceira. Com as expressões "os mais . "nem um nem outro" são seguidas de um substantivo.."O (a) melhor . "o pior . este vai para o plural. este concorda com o mais próximo ou vai para o plural.". 3. O poder temporal e (o) espiritual. este permanece no singular. 8. Má hora e lugar.. + Substantivo Quando dois ou mais ordinais vêm antes de um substantivo.. De um e outro lado. 4. quarta e quinta. o substantivo vai para o singular e o adjetivo para o plural. ." permanece no singular. este vai para o singular ou plural.... determinando-o.. Uma e outra causa juntas."...próximo."... "os melhores . Os poderes temporal e espiritual. Exemplos: A primeira e segunda lição....". nas expressões "o mais .. determinando-o. "O (a) mais ... Exemplos: Um e outro aspecto obscuros.. possível" ..... "o melhor .. Exemplos: Estudo as línguas inglesa e portuguesa.."Os (as) melhores . Exemplos: Um e outro aspecto. Nem um nem outro argumento. 7.. 5. Um e outro + Substantivo + Adjetivo Quando um substantivo e um adjetivo vêm depois da expressão "um e outro". Quando dois ou mais ordinais vêm depois de um substantivo.. Quando dois ou mais adjetivos se referem a um substantivo. possível" . A primeira e segunda lições."Os (as) piores ."Os (as) mais ... Um e outro / Nem um nem outro + Substantivo Quando as expressões "um e outro". Estudo a língua inglesa e (a) portuguesa. Exemplos: Mau lugar e hora. vai para o plural... Ordinal + Ordinal + . Substantivo + Ordinal + Ordinal + . possível" ." . possíveis" . "os piores . possíveis" O adjetivo "possível"."."O (a) pior . Substantivo + Adjetivo + Adjetivo + .

Meio (= um tanto) + Adjetivo O advérbio "meio". irei.. Anexo / bastante / incluso / leso / mesmo / próprio + Substantivo Essas palavras concordam com o substantivo a que se referem. sendo. Exemplos: Ela parecia meio encabulada.. Exemplos: Feitas as contas . 9. mas são os melhores possíveis. 12. por isso. Recebi bastantes flores. 11. 10.. Visto ser longe. Ele mesmo falou aquilo. permanece invariável. Vão inclusos os documentos. Posto ser tarde. Janela meio aberta.. Observações: 1. invariáveis: Salvo honrosas exceções.. Cometeu um crime de leso-patriotismo. Meio litro.. (Camões) . que se refere a um adjetivo. Na fala. "posto" e "visto" assumem também papel de conectivos. Meia garrafa. Ela mesma falou aquilo..Exemplos: Os dois autores defendem a melhor doutrina possível. Restabelecidas as amizades . Vistas as condições . Meio (= metade) + Substantivo O adjetivo "meio" concorda com o substantivo a que se refere. Exemplos: Vão anexas as cópias. Elas próprias falaram aquilo. Cometeu um crime de lesa-pátria. Particípio + Substantivo O particípio concorda com o substantivo a que se refere. Estas frutas são as mais saborosas possíveis. não irei. Dessa concordância existem exemplos entre os clássicos: "Uns caem meios mortos". ou por influência do adjetivo a que se refere: "Ela está meia cansada".. Eles foram os mais insolentes possíveis. Comprei poucos livros. Salvas as crianças . Exemplos: Meias medidas.. Postas as cartas na mesa . Tal fato pode ser explicado pelo fenômeno da "concordância atrativa". Observação: "Salvo". observam-se exemplos do advérbio "meio" flexionado..

A construção "meio-dia e meio" também ocorre na fala. Verbo transobjetivo + predicativo do objeto + objeto + objeto .. a concordância efetua-se normalmente: É proibida a entrada de meninas. "é preciso". É preciso cautela. Nesse caso. 3. página (+ número) + numeral + objeto + objeto . uma qualificação para esse complemento (= predicativo do objeto)... Exemplos: Maçã é bom para a saúde. Substantivo + é bom / é preciso / é proibido Em construções desse tipo. "meios-tons". 16. Exemplos: Casa dois.. Em "meio-dia e meia". Verbo + predicativo do transobjetivo objeto Julgou Considerei Achei inocentes oportunas simpáticos + objeto + objeto . o pai e o filho a decisão e a sugestão a irmã e o irmão Verbo transobjetivo Julgou Considerei Achei 14. 15. Observação: Quando há determinação do sujeito. + predicativo do objeto Verbo transobjetivo é o verbo que pede. quando o substantivo não está determindado.. etc. Verbo transobjetivo + objeto + objeto . . É proibido entrada. o numeral concorda com a palavra oculta "número". Página dois. "é proibido" permanecem no singular. 13. Pronome de tratamento (referindo-se a uma pessoa de sexo masculino) + verbo de ligação + adjetivo masculino Quando um adjetivo modifica um pronome de tratamento que se refere a pessoa do sexo masculino.2. além de um complemento-objeto.. por atração ou influência da forma masculina "meio-dia". "meia" concorda com a palavra "hora". oculta na expressão "meio-dia e meia (hora)". "meiostermos". A palavra "meio" funciona como elemento de justaposição em "meias-luas".. "meia-idade". Casa.. as expressões "é bom". a forma "meio" permanece no masculino. o predicativo concorda com o(s) objetos. o pai e o filho a decisão e a sugestão a irmã e o irmão + predicati vo inocentes oportunas simpáticos Na enumeração de casas e páginas. vai para o masculino. Essa é a construção recomendada pela maioria dos manuais de cultura idiomática.

REGÊNCIA VERBAL Termo Regente: VERBO A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras. Logo. Sejamos (nós = eu) breve.Exemplos: Sua Santidade está esperançoso. satisfazer. conclui-se que "agradar alguém" é diferente de "agradar a alguém". disse que Sua Excelência era generoso. empregados no lugar de "eu / tu". e a regência culta. o metrô é o lugar a que vou. Nós / Vós + verbo + adjetivo Quando um adjetivo modifica os pronomes "nós / vós". O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade expressiva. pois oferece oportunidade de conhecermos as diversas significações que um verbo pode assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se vai. cotidiana de alguns verbos. que expressem efetivamente o sentido desejado. Exemplos: Vós (= tu) estais enganado. -> agradar significa acariciar. Aliás. A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado ou prazer". Veja os exemplos: Cheguei ao metrô. Referindo-se ao Governador. Saiba que: O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e também nominal). Fonte: http://www. . No primeiro caso. que sejam corretas e claras. sentido diferente. Observe: A mãe agrada o filho. contentar. 17. possui. no segundo caso. Cheguei no metrô. é o meio de transporte por mim utilizado. é muito comum existirem divergências entre a regência coloquial. Nós (= eu) fomos acolhido muito bem. no padrão culto da língua.br/manualred/nominal. criando frases não ambíguas. As preposições são capazes de modificar completamente o sentido do que se está sendo dito.php b)Regência Regência Verbal e Nominal Definição: Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos. vai para singular.pucrs. A oração "Cheguei no metrô".

: O técnico assistia os jogadores novatos. porém. A palavra ou oração que governa ou rege as outras chama-se regente ou subordinante.Assistir a) no sentido de prestar assistência. Ex. agruparemos os verbos de acordo com sua transitividade.este verbo exige dois complementos sendo que um usa-se sem preposição e o outro com a preposição a. Segundo a linguagem formal. os termos ou oração que dela dependem são os regidos ou subordinados.Namorar – não se usa com preposição. muito mais. presenciar: exige a preposição a. Ex. é errado usar este verbo reforçado pelas expressões ou palavras: antes. (cheirar)/ Aspiro a uma vida melhor. Ex. 4. não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes formas em frases distintas.php Regência é a parte da Gramática Normativa que estuda a relação entre dois termos.: Esta era a vida a que aspirava.: Aspiro o perfume da flor.com. mil vezes mais. Fonte: http://www./ Antipatizo com meu professor de História. Ex. socorrer: usa-se sem preposição. Ex./ Antipatizo-me com meu professor de História. portanto. b) no sentido de almejar.Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica.Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com./ Cheguei a Belo Horizonte. Ex. 2 . A transitividade.Para estudar a regência verbal.Aspirar a) no sentido de cheirar. Ex.br/secoes/sint/sint61.: As crianças obedecem aos pais.: Simpatizo com Lúcio. 6.soportugues. 2. sorver: usa-se sem preposição. 3. Ex.: Prefiro dançar a fazer ginástica.Preferir . pretender: exige a preposição a. ajudar. são considerados construções erradas quando os mesmos aparecem acompanhados de pronome oblíquo: Simpatizo-me com Lúcio. Ex. 5./ Maria reside em Santa Catarina.: Aspirou o ar puro da manhã. Estes verbos não são pronominais. Ex. b) no sentido de ver.: Ele mora em São Paulo. ./ O aluno desobedeceu ao professor. etc. Verbos que apresentam mais de uma regência: 1 . (desejar) Regência Verbal 1.Obedecer/ desobedecer – exigem a preposição a. mais. verificando se um termo serve de complemento a outro. Ex. Ex.: Vou ao dentista.: Não assistimos ao show.: Joana namora Antônio.Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição em.

b) no sentido de originar-se. executar: usa-se a preposição a.Informar a) no sentido de comunicar. dar informação: admite duas construções: 1) objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido pelas preposições de ou sobre). Ex.: Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo. b) no sentido de estimar.: Quero muito aos meus amigos.: Assistiu em Maceió por muito tempo.: Quero viajar hoje. Ex. vir de algum lugar: exige a preposição de.Esquecer/lembrar a) Quando não forem pronominais: são usados sem preposição.: Disparou o tiro visando o alvo. objetivar: é regido pela preposição a. 6 . Ex.Visar a) no sentido de mirar: usa-se sem preposição.: Lembrei-me do nome de todos. 5 . avisar. 7 . ter afeto: usa-se com a preposição a. Ex. Ex.: Ela pagou a conta do restaurante. b) se tem por complemento palavra que denote pessoa: são regidos pela preposição a. b) no sentido de dar visto: usa-se sem preposição. Ex. Ex. Ex. . Ex. Ex. Ex.: Assiste ao homem tal direito.: Os detetives procederam a uma investigação criteriosa. d) no sentido de morar.Querer a) no sentido de desejar: usa-se sem preposição. Ex.: Viso a uma situação melhor. 4 . b) Quando forem pronominais: são regidos pela preposição de. c) no sentido de ter em vista. residir: é intransitivo e exige a preposição em. Ex.: Visaram os documentos. 8 . 3 .: Informou todos do ocorrido. pertencer: exige a preposição a.: Esqueci o nome dela. Ex. Ex.: Suas queixas não procedem. c) no sentido de dar início.: Perdoou a todos.Proceder a) no sentido de ter fundamento: usa-se sem preposição.c) no sentido de caber.Pagar/ perdoar a) se tem por complemento palavra que denote coisa: não exigem preposição.

em bacharel em fraco para. b) no sentido de envolver.: Imóveis custam caro Regência Nominal: Alguns nomes (substantivos. com. (Assim como os verbos. por nocivo a obediente a obsequioso com orgulhoso com. de.Custar a) no sentido de ser custoso. por fiel a avesso a.: Informou a todos o ocorrido. para. 10. em.: Implica com ela todo o tempo. com. comprometer: usa-se com dois complementos.: O carro custou-me todas as economias. para . por afável com. e apresenta regência.2) objeto indireto de pessoa ( regido pela preposição a) e direto de coisa. Ex. sobre adequado a. para. para feliz com. por dúvida acerca de. por avaro de fértil de. em atento a. Ex. em benefício a furioso com. para negligente em nobre de. acarretar: usa-se sem preposição. com. para com.: Implicou o negociante no crime.Implicar a) no sentido de causar. para com escasso de análogo a essencial para ansioso de. para empenho de. exigir. em. de. c) no sentido de antipatizar: é regido pela preposição com. para apto para. com possível de posterior a proeminência sobre prestes a. em. de perito em pernicioso a pertinaz em piedade com. em. obter por meio de: usa-se sem preposição. em aversão a. um direto e um indireto com a preposição em. por estranho a anterior a exato em aparentado com fácil a. para com parco em. adjetivos e advérbios) são comparáveis aos verbos transitivos indiretos: precisam de um complemento O complemento nominal é para o nome o que o objeto indireto é para o verbo. em passível de peculiar a. Ex. de. para com entendido em alheio a erudito em amoroso com. Ex. de. Ex. b) no sentido de acarretar.: Esta decisão implicará sérias conseqüências. ser difícil: é regido pela preposição a. em firme em ávido de forte de. de bom para grato a capaz de. ter o preço: usa-se sem preposição. contra falho de. por pobre de poderoso para. Ex. para.: Custou ao aluno entender o problema. Ex. para. c) no sentido de ter valor de. alguns nomes apresentam mais de uma regência) acessível a. de parecido a. para hábil em cego a habituado em necessário a. em. de. em. a favorável a atentado a. 9 .

. logo. para sito em. Observe as orações: 1. com. em sábio em. de proveitoso a próximo a. pois não sabia se devia lhe ajudar. de. para incompatível com incompreensível para inconstante em incrível a. de. por desatento a descontente com desejoso de desfavorável a desleal a devoto a. de. para com cuidadoso com cúmplice em. entre situado a.coladaweb. por diferente de difícil de digno de diligente em. em prodígio de. entre soberbo com solícito com. Eu não sei essa matéria. entre. entre Fonte: http://www.. por rico de. são pertencentes ao caso reto. para com menor de morada em natural a. para transido de suspeito a. Maria foi embora para casa. observamos o pronome “lhe” exercendo função de complemento. Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso. Importante: Em observação à segunda oração o emprego do pronome oblíquo "lhe" é justificado antes do verbo intransitivo "ajudar" porque o pronome oblíquo pode estar antes. para com. de querido de. para com ida a idêntico a imediato a impaciência com imune a. de curioso de. . para com. para ditoso com diverso de doce a dócil a dotado de doutor em duro de Autoria: Rosana Jaco Cirilo horror a hostil a. de. e conseqüentemente é do caso oblíquo. em. em. por sujo de temível a. com constante em contente com. para. para com inerente a insensível a intolerante com. com. entre. para com leal a lento em liberal com maior de mau com.com/portugues/regencia c)Colocação Colocação Pronominal Sobre os pronomes: O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de sujeito na frase. a contíguo a contrário a cruel com. por respeito a. como o pronome pessoal surge na frase e que função exerce. em. em pronto para. por contemporânea de. mas ele irá me ajudar. para impróprio para inábil para inacessível para. 2. de temeroso a triste de. sobre útil a. Vamos entender. Ajudar quem? Você (lhe).. Já na segunda oração. de conforme a. para inédito a indeciso em indiferente a indigno de indulgente para. para com. em propício a. para propínquo de próprio para. o pronome oblíquo “lhe” da segunda oração aponta para a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia ajudar. em. a união a. com último em. para sensível a. para vazio de visível a vulgar a. entre único em.certo de cheiro a. em. de importante contra. de. a. de cobiçoso de comum a. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando desempenha função de complemento. de devoção a. a incapaz de. primeiramente. Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” exercem função de sujeito.

lhes. Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram. • Conjunção subordinativa: Vamos estabelecer critérios. diferentemente dos segundos que são sempre precedidos de preposição.depois ou entre locução verbal. se. O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na oração em relação ao verbo: 1. • Advérbios: Nesta casa se fala alemão. caso o verbo principal (no caso "ajudar ") estiver no infinitivo ou gerúndio. nos e vos. • Pronomes demonstrativos: Isso me deixa muito feliz! Aquilo me constrangeu a mudar de atitude! • Preposição seguida de gerúndio: Em se tratando de qualidade. Exemplo: Eu desejo lhe perguntar algo. próclise: pronome antes do verbo 2. Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que estava fazendo. Não se trata de nenhuma novidade. o Brasil Escola é o site mais indicado à pesquisa escolar. Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que eu estou fazendo. ênclise: pronome depois do verbo 3. Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição. • Pronomes indefinidos: Quem me disse isso? Todos se comoveram durante o discurso de despedida. os. mesóclise: pronome no meio do verbo Próclise A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: • Palavras com sentido negativo: Nada me faz querer sair dessa cama. Ênclise . a. • Pronomes relativos: A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. Naquele dia me falaram que a professora não veio. conforme lhe avisaram. Eu estou perguntando-lhe algo. São pronomes oblíquos átonos: me. te. a colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se referem. o. Colocação pronominal De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi. as. lhe.

voltemos nosso foco para a última das considerações supracitadas. aliás. coordenados entre si. de modo a formar um ‘todo’ coerente”. mudo-me no mesmo instante. como vimos. as quais ele revela sobre tal ruptura: “Se coordenação é. um processo de encadeamento de valores sintáticos idênticos. • Houver vírgula ou pausa antes do verbo: Se passar no vestibular em outra cidade.com/gramatica/colocacao-pronominal. pelo menos – apresentar estrutura gramatical idêntica. A norma culta não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. Contudo. retratadas por “ideias dispostas em uma dada sequência lógica. Garcia proferidas em seu Comunicação em Prosa Moderna. pois. devam – em princípio. ensina a gramática de Chomsky – não se podem coordenar frases que não comportem constituintes do mesmo tipo. Sigam-me e não terão derrotas.A ênclise é empregada depois do verbo.brasilescola. Mesóclise A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no futuro do presente ou no futuro do pretérito: A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. de modo a formar um “todo” coerente. Esse todo deixa de ser coerente quando há a ruptura de similaridade entre os elementos textuais.htm d)Paralelismo Antes de tudo. A ênclise vai acontecer quando: • Verbo estiver no imperativo afirmativo: Amem-se uns aos outros. alisto-me nas forças armadas. Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. fazendo-se de despreocupada. Por Sabrina Vilarinho Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. ideias dispostas em uma dada sequência lógica. Se não tiver outro jeito. é justo presumir que quaisquer elementos da frase – sejam orações. Em outras palavras: as ideias similares devem . Ressaltemos. há que se mencionar acerca de alguns entraves que porventura tendem a surgir. Para sermos mais precisos. Despediu-se. • O verbo estiver no gerúndio: Não quis saber o que aconteceu. beijando-me a face. reflitamos sobre a estrutura de um texto: parágrafos devidamente organizados e interligados entre si por meio de harmoniosa junção de elementos coesivos. • O verbo iniciar a oração: Diga-lhe que está tudo bem. implicando diretamente na falta dessa perfeição. Passaram a cumprimentar-se mutuamente. Eis alguns dos elementos essenciais à perfeita compreensão de qualquer discurso. pois –como. as palavras de Othon M. sejam termos dela–. Chamaram-me para ser sócio. • O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição "a": Naquele instante os dois passaram a odiar-se.

e não/nem.. Quer queiras. o correto seria utilizarmos a conjunção aditiva “mas também” em vez do conectivo “e”. ou seja. podemos dizer que o paralelismo se caracteriza pelas relações de semelhança entre palavras e expressões. humilhações. por um lado. nem no anterior. mas à quantidade propriamente dita.. retratado por: Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis. uma vez que para ironizar o interesse de Marcela.corresponder forma verbal similar. sintático (quando as construções das frases ou orações são semelhantes) e semântico (quando há correspondência de sentido). seja. por outro. quer não. quanto mais.tanto mais. ressentimentos e a agressões por parte daqueles que tanto pretendiam ocupar seu cargo dentro da empresa.. Constatamos que o paralelismo se deveu à noção de alternância (primeiro exemplo). No campo semântico: Há um trecho retirado da obra machadiana. mas também contribui para que o planeta sobreviva. Portanto. humilhações. a mensagem se evidenciaria da seguinte forma: A preservação do meio ambiente representa não só um dever de cidadania..ora. ressentimentos e a agressores que tanto pretendiam ocupar seu cargo dentro da empresa. quanto mais nos qualificamos. seja. analisemos os casos nos quais se detecta a falta de paralelismo de ordem morfológica: Sua saída se deve a mágoas. o discurso carece de uma reformulação. Assim. Ambas as estruturas paralelísticas foram utilizadas no sentido de indicar uma progressão entre os termos constituintes. Constatamos que há uma ruptura de ordem morfológica. desta vez relacionada não mais à noção de tempo. Mesmo sabendo das reais intenções do autor. Tal recurso é utilizado na intenção de enfatizar uma sequência de ações negativas. terás de aproveitar essa oportunidade. Aqui. Machado de Assis. visto que o discurso revela a ideia de adição no que se refere às consequências oriundas de tais ações. partamos para conferir alguns casos representativos de paralelismo.. materializadas por meio do campo morfológico (quando as palavras pertencem a uma mesma classe gramatical). evidenciada por: Sua saída se deve a mágoas. seja em casa.. quer.quer. evidenciada pela troca de um substantivo por um adjetivo. . o termo “agressores” em detrimento a “agressões”... Cuide sempre de suas atitudes.. No campo sintático: A preservação do meio ambiente representa não só um dever de cidadania e é para que o planeta sobreviva.. seja no trabalho.. Não conseguimos viajar nesse ano.. ora. Diante de tais pressupostos. não. Atualmente.. como também à de posição (segundo exemplo). Baseados em tais conhecimentos. Isso é o que se costuma chamar paralelismo ou simetria de construção”. ele introduz outra ideia. (tanto) mais conseguimos uma boa colocação no mercado de trabalho. De forma a constatá-los. detectamos uma quebra de sentido em relação ao tempo.

Observação: Neste exemplo. haverá mais cooperação. . Aquela velha senhora encontrou o garotinho no quarto dele. tanto.. bem como o futuro do subjuntivo se adéqua ao futuro do presente. Constata-se que o emprego das estruturas paralelísticas foi na intenção de estabelecer uma comparação. resolveu-se o problema substituindo os substantivos por o qual/a qual. Uso Incorreto do Pronome Relativo Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes que estava sobre a cama. Orações ou Frases Aquela velha senhora encontrou o garotinho em seu quarto. Se pertencessem ao mesmo gênero. Se todos comparecessem.brasilescola. Ex. nos seguintes casos: Má colocação do Adjunto Adverbial Exemplos: Crianças que recebem leite materno frequentemente são mais sadias. Crianças que recebem leite materno são frequentemente mais sadias. seja de uma palavra ou de uma expressão. haveria mais cooperação. haveria necessidade de uma reestruturação diferente. Termos. dá-se o nome de ambiguidade. aludindo a aspectos negativos e positivos mediante uma ação.Se por um lado agradou aos convidados. Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. quanto para quem fica. A despedida é extremamente ruim. Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes o qual estava sobre a cama. o menino avistou um mendigo. Inferimos que o emprego do pretérito imperfeito do subjuntivo (comparecessem) se adéqua ao futuro do pretérito do indicativo (haveria)..quanto. Identificamos que as estruturas introduzem tanto a ideia de adição quanto de equiparação ou equivalência. Má Colocação de Pronomes. O que estava sobre a cama: o estojo vazio ou a aliança de diamantes? Eliminando a ambiguidade: Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes a qual estava sobre a cama. pelo fato de os substantivos estojo e aliança pertencerem a gêneros diferentes.htm Ambiguidade A duplicidade de sentido.: Sentado na varanda. Ocorre geralmente.com/redacao/paralelismo. Tempos verbais. tanto para quem parte. O garotinho estava no quarto dele ou da senhora? Eliminando a ambiguidade: Aquela velha senhora encontrou o garotinho no quarto dela. por outro desagradou à família. As crianças são mais sadias porque recebem leite frequentemente ou são frequentemente mais sadias porque recebem leite? Eliminando a ambiguidade: Crianças que recebem frequentemente leite materno são mais sadias. Se todos comparecerem.

cuidado. são chamadas assim por analogia a “irmãos siameses”. porém. que possuem enunciado completo. E Ele não concordava com a correção. entretanto. frases distintas.Letícia estava muito ansiosa. já que não há elemento de ligação entre as orações. de exclamação. pois sua turma iria apresentar uma peça teatral para a escola inteira. é isso mesmo. As ideias dos exemplos acima estão sendo exploradas como se fosse apenas uma. como sinais de pontuação ou conectivos. conectivos (e. O menino que estava sentado na varanda avistou o mendigo. dois pontos.brasilescola.com/redacao/ambiguidade. etc. o mesmo acontece com as orações. para evitar este erro. neste espaço você pode ter feito uso das frases siamesas. de interrogação. apontado acima.Quem estava sentado na varanda: o menino ou o mendigo? Eliminando a ambiguidade: O menino avistou um mendigo que estava sentado na varanda. Assim. É muito comum ver períodos longos iguais a esse. por não haver elemento de ligação entre elas. é muito importante ficar atento à pontuação e ao uso dos conectivos. Observe: A jovem já estava ansiosa seria um ótimo dia de aula sua turma iria apresentar uma peça teatral para a escola inteira a fim de arrecadar fundos para o bazar cultural. aqueles que nascem unidos por uma determinada parte do corpo. a fim de arrecadar fundos para o bazar cultural. A frase acima é siamesa. bem como nos menores: Ele não concordava com a correção era necessário falar com o professor. Vejamos como ficariam os períodos acima se fossem escritos com a pontuação correta: A jovem já estava ansiosa. são apresentadas como se fosse uma só. teria que fazer a cirurgia o mais breve. Às vezes nos empolgamos em escrever e esquecemos de acentuar. Este nome é devido à analogia de irmãs ou a irmãos siameses (crianças que nascem unidas por uma parte do corpo) Veja alguns exemplos: . . ou seja. e assim por diante). Teria que fazer a cirurgia o mais breve. seria um ótimo dia de aula. Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. podemos usar sinais de pontuação: .) e pontos (final. Por Sabrina Vilarinho Graduada em Letras Equipe Brasil Escola As frases SIAMESAS caracterizam-se por apresentar idéias ligadas incorretamente. .Letícia estava muito ansiosa teria que fazer a cirurgia o mais breve. mas.htm Frases siamesas e Frases Fragmentadas Você já começou a escrever e não parou mais e acabou transformando aquele período em um longo parágrafo? Se sim. Como vimos.Letícia estava muito ansiosa. pois podem mudar todo o sentido de um texto ou do que se quer falar. então. Sim. colocar vírgulas. era necessário falar com o professor.

E principalmente o calor". portanto. quando chegaram alguns amigos na minha casa. E um calor insuportável. constituída. (Érico Veríssimo. p. quase sempre na descrição. construções nominais e fragmentadas 1. Outra opção é usar conectivos subordinativos: . No dia do aniversário dela Correção: Mariana comprou um celular. muito antes mesmo da chegada do Governador. De modo que grande parte dos convivas saiu muito antes de terminar. no dia do aniversário dela.Podemos usar também conectivos coordenativos: . Correção: Eu estava indo para a festa. apenas por nomes. Introdução A FRASE NOMINAL é a frase que prescinde de verbo. a bacia e o jarro. Mariana comprou um celular. A FRASE FRAGMENTADA é geralmente uma oração subordinada ou um adjunto que se apresentam isoladamente. a colcha branca. De rachar. É uma frase curta. isto é. Porque era impossível agüentar todo aquele aperto. p. FRASES FRAGMENTADAS Uma frase é FRAGMENTADA quando ela está separada por pontuações incorretamente. Uma mesa de pau. dá bem a idéia do que é frase fragmentada: "A festa de inauguração da nova sede estara esplêndida. Letícia estava muito ansiosa. Quando chegaram alguns amigos na minha casa. "A cama de ferro. Gente que não acabava mais. é marcada por um ponto que separa enunciados incompletos. O lavatório esmaltado. Mas uma confusão tremenda. Fonte: http://blog. porque teria que fazer a cirurgia o mais breve.com.Como teria que fazer a cirurgia o mais breve. uma caneta. 220) Na literatura brasileira contemporânea. aquela confusão. .Letícia esta muito ansiosa. Veja alguns exemplos: Eu estava indo para a festa.Letícia estava muito ansiosa. Clarissa. 100. . Quadros nas paredes". pois teria que fazer a cirurgia o mais breve. o travesseiro com fronha de morim. Cada macaco no seu galho. Todos muito animados. o tinteiro niquelado. incisiva que tanto pode expressar ações quanto apontar os elementos essenciais de um quadro numa descrição. Othon Garcia. não anexados à oração principal. quase todos os novelistas e cronistas dela servem. papéis. É característica de muitos provérbios e máximas: Cada louco com sua mania.br/vivianefdd/tag/frases-siamesas-e-fragmentadas/ Como escrever com frases curtas.educacional. em "Comunicação em prosa moderna".

" A frase fragmentada é um recurso de estilo. dando como resultado um estilo "estertorante". incisiva. frases nominais. São frases fragmentadas. para entretecer contigo a teia de palavras que liga todas as dimensões de tua existência. segundo. na verdade. ao contrário do período longo. ainda. Sem computador. da sociedade. muito antes mesmo da chegada do Governador. Sem provas. Sem inspiração. de rachar. aquela confusão. É um estilo entrecortado.1 Textos-modelos Letra de Música Germano Jacobs . De acordo com a sintaxe ortodoxa. "convulsivo". A tua palavra. 2. Textos 2. Sem! Levanta tua voz: em meio às desfigurações da existência. Por uma aprendizagem natural da escrita Sem professor.Os períodos do texto são. Tu e o texto. Só tu. Não raro. Observe uma vez mais o texto "Por uma aprendizagem natural da escrita". Com teu ritmo. porque era impossível de agüentar todo aquele aperto. Na aventura do cotidiano. De gestar o futuro. In(en)formando o mundo com tua-vida-toda-linguagem. do parnasianismo e do romantismo. expressões de Othon Garcia. próprio da literatura moderna. segundo José Oiticica. soluçante. Sem. Tu e a folha em branco. e principalmente o calor. "asmático". verdadeiros fragmentos. o período (e a pontuação) deveria ser assim construído: Mas uma confusão tremenda e um calor insuportável. direta também é característica da literatura moderna. característica do classicismo. Ou um estilo "picadinho". Sem dom. na expressão de Othon Garcia. onde aparecem frases curtas. Anunciando esperanças. Sem aula. Sem notas. Sem queda. Com paixão. de ti para o outro. E tua vez. Sem estresse! Só tu. De fecundar o presente. Que impassível espera ser preenchida. Tu e tu. fará bem consultar a excelente obra de Othon Garcia "Comunicação em prosa moderna". "pedaços" de períodos. nesta travessia de comunicação de ti para contigo. tu tens a palavra. De resgatar a memória. Denunciando injustiças. nominais e fragmentadas. A FRASE CURTA. de modo que grande parte dos convivas saiu muto antes de terminar."asmático". Com tua pulsação. Gilberto Scarton O leitor que quiser mais informações relativas a esses tipos de frase. Tua voz. fragmentadas e curtas se misturam.

É o único luxo que se permite. dramalhões. Descobrir. Jornais. Isso o deixa louco de raiva: "Que merda de homem sou eu?". Mais tarde perdoou a mulher. Uma tragada. os outros que se danem. da verdureira da esquina. Tomar um banho. de jamais faltar ao serviço. Uma tragada. Ganha para comer.o seu amigo vestiu-se calmamente. Tem certeza que nunca vai encontrar resposta. Um copo de cerveja. numa mesa no canto. Devia ter 45 anos e gostava de conversar consigo mesmo. O velho livro perdido e reencontrado. Vai ao banheiro. sem mais nem menos. Parece letra de música destas duplas que infestam o rádio. vai se virando. Volta. Uma tragada. Encontrar a mulher na cama com seu melhor amigo foi o começo.2 Textos de alunos Inocentes Reflexões Renata Eichenberg Viver é desejar. sete da noite. não. Uma tragada. no mundo. Mais um copo de cerveja. de relembrar os bons tempos. A desgraçada está voltando. fazendo pouco caso de sua presença. Mais um copo de cerveja. . Tosse. O dois filhos. Droga de vida. com quem quer que fosse. Aí é que está. A música antiga. o aviso de demissão. Escrever. Àquela hora. Tosse. Realizar nossos sonhos. mas os últimos anos foram uma sucessão de dramas. com seu melhor amigo. Se conseguisse esquecer da mulher. Continua o ritual. Uma tragada. pagar o quartinho da pensão e tomar a cerveja de todos os dias. Eles que se virem. essas coisas sentimentais do lugar-comum. Ele se encontrava sozinho. Auxiliar de contabilidade. mas como é que podia imaginar tamanha sem-vergonhice? Ela ainda riu na sua cara. Bem que andava desconfiado. se pergunta. Mais um copo de cerveja. "a crise está braba". Mais um copo de cerveja. Felicidades Beertolt Brecht . aqueles que não voltam mais. Vinte anos na mesma empresa.Poemas O primeiro olhar da janela de manhã. cantar. a sucessão das estações. Uma tragada. suportaria tudo para estar junto dela. plantar. Dramas. Um copo de cerveja. Amadurecer.Uma tragada. Rostos animados. Compreender. nadar um pouco. O cachorro. e encontra à sua frente o copo de cerveja e o cigarro. A dialética. da sapataria de um compadre seu. tudo seria diferente. Viajar. Um copo de cerveja. E o emprego? Faz a escrita contábil do bar que freqüenta. estão por aí. Uma tragada. Sem mulher e sem emprego. Uma tragada. Um copo de cerveja. o que fiz. quase escondido. em que falha incorri?" "Contenção de despesa". Ser Camarada. A neve. Cumpridor de seus deveres. Sapatos macios. os bons tempos não resolvem coisa alguma. Mais um copo de cerveja. Uma tragada. "Por que eu. Crescer. Quase que pediu desculpas por encontrá-los em adultério. E continua o ritual. Ele quer ficar só. o bar estava cheio. de 19 e 17 anos. Um copo de cerveja. A música nova. 2. mas ela preferiu mesmo ficar com seu melhor amigo. não importa. Certo dia. a resposta. Amar. mesmo que continuasse a traí-lo.

Olhei em volta. porém intensa e preciosa. certamente teria sete desejos. Chuva. Não reconheci onde estava. Pavor.Indica o término do discurso ou de parte dele. Árvores caídas. A. sentir.br/gpt/fragmentadas. Rezo. ter coragem de mergulhar.Sr. O cachorro late prevendo alguma coisa. . sete sonhos. .Acordei. areia. sete pais. manteiga e leite.pucrs. Os minutos parecem horas. Devastação Scheila Feijó Fantinels Noite escura. uma obra. Aumenta a chuva. . Ninguém segura a natureza. O pesadelo acabou. sete anseios. Choro.Procurar.. conhecendo os mistérios da água. sugar a essência do mundo. sete amores. durante a minha vivência terrena: • • • • • • • • • • • • • • conhecer muitos lugares. viver em uma praia tranqüila. sete filhos. escrever. arrancar suspiros. casas derrubadas. Começo a sentir medo. Chuva caindo lá fora. temos que sonhá-la. Acredito ser a vida preciosa. simplesmente viver. Ana Paula de Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. imaginá-la.Usa-se nas abreviações . alguns feridos. todo o dia. Fonte: http://www. surpreendente. Silêncio. ver o pôr-do-sol sem a sombra de um arranha-céu. . Veremos aqui as principais funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua portuguesa. viver a vida inteira ao lado de um único homem. costumes. o cheiro de terra. Continua chovendo. Como só tenho uma. provar de todos os vinhos. 2. Ponto 1. ter dois filhos.V. Exª. povos. A água ultrapassa as portas. . queijo. uma menina e um menino. pelo menos. Granizo. Devastação. amar e ser amada. Não basta apenas vivê-la. espero. atraente.Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que se encontra. Vento. tradições. Telhas voam e não ouço nada. lágrimas. mar.php e)Pontuação Por Araújo. supô-la. misteriosa..Gostaria de comprar pão. provar todas as formas e tipos de chocolates. adivinhá-la. Se eu pudesse ter sete vidas.

3. etc. o coração falar… Vírgula É usada para vários objetivos.Antes de uma citação . cabisbaixa. . .infoescola. depois.com/portugues/pontuacao/ . . os ricos dão pelo pão a fazenda.Caminhada na praia. vivendo a rotina de sempre.Deixa.Antes de um aposto . Carlos Henrique da.Indica interrupções de hesitação ou dúvida . 2006. súplica. – Rio de Janeiro: José Olympio. frio e cobertor. canetas.Usa-se para indicar entonação de surpresa.Pegar as crianças na escola. .Ir ao supermercado. que têm a mesma importância.Comprei lápis.Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo) Reticências 1.Separa partes de frases que já estão separadas por vírgulas. 3. “.Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto: 2. os de espíritos generosos dão pelo pão a vida.João! Há quanto tempo! Ponto de Interrogação Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. Fonte: http://www. susto. .Reunião com amigos. . cólera. “. decreto de lei.Ai! Que susto! . ) 1.Depois de interjeições ou vocativos .Indica que palavras foram suprimidas.Separa várias partes do discurso. Bibliografia ROCHA LIMA. 4. outros montanhas. cadernos… 2. os de nenhum espírito dão pelo pão a alma…” (VIEIRA) 2.Alguns quiseram verão.Separa itens de uma enumeração.Sim! Claro que eu quero me casar com você! 2. frio à tarde e calor à noite. Dois pontos 1. praia e calor.Ponto e Vírgula ( .“Os pobres dão pelo pão o trabalho.Gramática Normativa da Língua Portuguesa. mas em geral usamos a vírgula para dar pausa à leitura ou para indicar que algum elemento da frase foi deslocado da sua posição canônica.Não… quero dizer… é verdad… Ah!” 3.Lá estava a deplorável família: triste.Indica que o sentido vai além do que foi dito .Este mal… pega doutor? 4. exposição de motivos. .Maria perguntou: – Por que você não toma uma decisão? Ponto de Exclamação 1. etc.Indica interrupção violenta da frase. 45ª edição.Antes de uma explicação ou esclarecimento .Em frases de estilo direto .Três coisas não me agradam: chuva pela manhã. .