Apostila Texto e Gramática 4. Conteúdo Programático 4.1 Conceitos teóricos básicos VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS 4.1.

1 O modo de falar do brasileiro Alfredina Nery* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação Toda língua possui variações linguísticas. Elas podem ser entendidas por meio de sua história no tempo (variação histórica) e no espaço (variação regional). As variações linguísticas podem ser compreendidas a partir de três diferentes fenômenos: 1) Em sociedades complexas convivem variedades linguísticas diferentes, usadas por diferentes grupos sociais, com diferentes acessos à educação formal; note que as diferenças tendem a ser maiores na língua falada que na língua escrita; 2) Pessoas de mesmo grupo social expressam-se com falas diferentes de acordo com as diferentes situações de uso, sejam situações formais, informais ou de outro tipo; 3) Há falares específicos para grupos específicos, como profissionais de uma mesma área (médicos, policiais, profissionais de informática, metalúrgicos, alfaiates, por exemplo), jovens, grupos marginalizados e outros. São as gírias e jargões. Assim, além do português padrão, há outras variedades de usos da língua cujos traços mais comuns podem ser evidenciados abaixo. Uso de “r” pelo “l” em final de sílaba e nos grupos consonantais: pranta/planta; broco/bloco. Alternância de “lh” e “i”: muié/mulher; véio/velho. Tendência a tornar paroxítonas as palavras proparoxítonas: arve/árvore; figo/fígado. Redução dos ditongos: caxa/caixa; pexe/peixe. Simplificação da concordância: as menina/as meninas. Ausência de concordância verbal quando o sujeito vem depois do verbo: “Chegou” duas moças. Uso do pronome pessoal tônico em função de objeto (e não só de sujeito): Nós pegamos “ele” na hora. Assimilação do “ndo” em “no”( falano/falando) ou do “mb” em “m” (tamém/também). Desnasalização das vogais postônicas: home/homem. Redução do “e” ou “o” átonos: ovu/ovo; bebi/bebe. Redução do “r” do infinitivo ou de substantivos em “or”: amá/amar; amô/amor. Simplificação da conjugação verbal: eu amo, você ama, nós ama, eles ama. Variações regionais: os sotaques Se você fizer um levantamento dos nomes que as pessoas usam para a palavra "diabo", talvez se surpreenda. Muita gente não gosta de falar tal palavra, pois acreditam que há o perigo de evocá-lo, isto é, de que o demônio apareça. Alguns desses nomes aparecem em o "Grande Sertão: Veredas", Guimarães Rosa, que traz uma linguagem muito característica do sertão centro-oeste do Brasil: Demo, Demônio, Que-Diga, Capiroto, Satanazim, Diabo, Cujo, Tinhoso, Maligno, Tal, Arrenegado, Cão, Cramunhão, O Indivíduo, O Galhardo, O pé-de-pato, O Sujo, O Homem, O Tisnado, O Coxo, O Temba, O Azarape, O Coisa-ruim, O Mafarro, O Pé-preto, O Canho, O Duba-dubá, O Rapaz, O Tristonho, O Não-sei-que-diga, O Que-nunca-se-ri, O sem gracejos, Pai do Mal, Terdeiro, Quem que não existe, O Solto-Ele, O Ele, Carfano, Rabudo. Drummond de Andrade, grande escritor brasileiro, que elabora seu texto a partir de uma variação linguística relacionada ao vocabulário usado em uma determinada época no Brasil. Antigamente "Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito

prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio." Como escreveríamos o texto acima em um português de hoje, do século 21? Toda língua muda com o tempo. Basta lembrarmos que do latim, já transformado, veio o português, que, por sua vez, hoje é muito diferente daquele que era usado na época medieval. Língua e status Nem todas as variações linguísticas têm o mesmo prestígio social no Brasil. Basta lembrar de algumas variações usadas por pessoas de determinadas classes sociais ou regiões, para percebers que há preconceito em relação a elas. Veja este texto de Patativa do Assaré, um grande poeta popular nordestino, que fala do assunto: O Poeta da Roça Sou fio das mata, canto da mão grossa, Trabáio na roça, de inverno e de estio. A minha chupana é tapada de barro, Só fumo cigarro de paia de mío. Sou poeta das brenha, não faço o papé De argun menestré, ou errante cantô Que veve vagando, com sua viola, Cantando, pachola, à percura de amô. Não tenho sabença, pois nunca estudei, Apenas eu sei o meu nome assiná. Meu pai, coitadinho! Vivia sem cobre, E o fio do pobre não pode estudá. Meu verso rastero, singelo e sem graça, Não entra na praça, no rico salão, Meu verso só entra no campo e na roça Nas pobre paioça, da serra ao sertão. (...) Você acredita que a forma de falar e de escrever comprometeu a emoção transmitida por essa poesia? Patativa do Assaré era analfabeto (sua filha é quem escrevia o que ele ditava), mas sua obra atravessou o oceano e se tornou conhecida mesmo na Europa. Leia agora, um poema de um intelectual e poeta brasileiro, Oswald de Andrade, que, já em 1922, enfatizou a busca por uma "língua brasileira". Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. Uma certa tradição cultural nega a existência de determinadas variedades linguísticas dentro do país, o que acaba por rejeitar algumas manifestações linguísticas por considerá-las deficiências do usuário. Nesse sentido, vários mitos são construídos, a partir do preconceito linguístico. *Alfredina Nery Professora universitária, consultora pedagógica e docente de cursos de formação continuada para professores na área de língua/linguagem/leitura. Fonte: http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u60.jhtm Variações Linguísticas A linguagem é a característica que nos difere dos demais seres, permitindo-nos a oportunidade de expressar sentimentos, revelar conhecimentos, expor nossa opinião frente

aos assuntos relacionados ao nosso cotidiano, e, sobretudo, promovendo nossa inserção ao convívio social. E dentre os fatores que a ela se relacionam destacam-se os níveis da fala, que são basicamente dois: O nível de formalidade e o de informalidade. O padrão formal está diretamente ligado à linguagem escrita, restringindo-se às normas gramaticais de um modo geral. Razão pela qual nunca escrevemos da mesma maneira que falamos. Este fator foi determinante para a que a mesma pudesse exercer total soberania sobre as demais. Quanto ao nível informal, este por sua vez representa o estilo considerado “de menor prestígio”, e isto tem gerado controvérsias entre os estudos da língua, uma vez que para a sociedade, aquela pessoa que fala ou escreve de maneira errônea é considerada “inculta”, tornando-se desta forma um estigma. Compondo o quadro do padrão informal da linguagem, estão as chamadas variedades linguísticas, as quais representam as variações de acordo com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada. Dentre elas destacam-se: Variações históricas: Dado o dinamismo que a língua apresenta, a mesma sofre transformações ao longo do tempo. Um exemplo bastante representativo é a questão da ortografia, se levarmos em consideração a palavra farmácia, uma vez que a mesma era grafada com “ph”, contrapondose à linguagem dos internautas, a qual fundamenta-se pela supressão do vocábulo. Analisemos, pois, o fragmento exposto: Antigamente “Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio." Carlos Drummond de Andrade Comparando-o à modernidade, percebemos um vocabulário antiquado. Variações regionais: São os chamados dialetos, que são as marcas determinantes referentes a diferentes regiões. Como exemplo, citamos a palavra mandioca que, em certos lugares, recebe outras nomenclaturas, tais como: macaxeira e aipim. Figurando também esta modalidade estão os sotaques, ligados às características orais da linguagem. Variações sociais ou culturais: Estão diretamente ligadas aos grupos sociais de uma maneira geral e também ao grau de instrução de uma determinada pessoa. Como exemplo, citamos as gírias, os jargões e o linguajar caipira. As gírias pertencem ao vocabulário específico de certos grupos, como os surfistas, cantores de happy, tatuadores, entre outros. Os jargões estão relacionados ao profissionalismo, caracterizando um linguajar técnico. Representando a classe, podemos citar os médicos, advogados, profissionais da área de informática, dentre outros. Vejamos um poema e o trecho de uma música para entendermos melhor sobre o assunto: Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió

ver Schwarzneger E também o Van Damme. A minha felicidade é um crediário nas Casas Bahia.de região para região: o carioca.) Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. .de época para época: o português de nossos antepassados é diferente do que falamos hoje. Quanta alegria. . o baiano. mas eu prefiro aipim. Esse tal Chopis Centis é muito legalzinho. O modo de falar uma língua varia: . Quando eu estou no trabalho. Pra pegar um cinema. encarte CD Mamonas Assassinas. o paulista e o gaúcho falam de maneiras nitidamente distintas. Até que “tava” gostoso. Oswald de Andrade CHOPIS CENTIS Eu “di” um beijo nela E chamei pra passear. Quanta gente.Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados.com/gramatica/variacoes-linguisticas. (Dinho e Júlio Rasec. Pra levar a namorada e dar uns “rolezinho”. A gente fomos no shopping Pra “mode” a gente lanchar. 1995. com um tal de gergelim. Não vejo a hora de descer dos andaime. Comi uns bicho estranho.brasilescola.htm VARIANTES LINGUÍSTICAS Variantes Uma língua nunca é falada de maneira uniforme pelos seus usuários: ela está sujeita a muitas variações.

. reconhecendo a sua utilidade para criar variados efeitos de sentido: caracterizar personagens no interior de um texto narrativo. embora não contenha nenhum absurdo. a gíria própria de faixas etárias diferentes. mesmo na forma singular. . Nesse particular.. é inadequado em situação formal usar gírias. fala bem aquele que se mostra capaz de escolher a variante adequada a cada situação e consegue o máximo de eficiência dentro da variante escolhida. a mais adequada a cada contexto. . Além dessas. fugir afinal das normas típicas dessa situação. Quando se fala das variantes. . Houve mesmo época em que o “chique” era a concordância com o conteúdo. ridicularizar pessoas que as utilizam inadequadamente. postulando como falar correto apenas aquele que corresponde às normas da linguagem culta e formal. Usar o português rígido. o modo de falar de grupos profissionais. termos chulos. Para resolver essas chamadas questões de correção de frases. sob o ponto de vista do conteúdo.observar os pronomes em dois níveis: . artificial. numa situação descontraída da comunicação oral é falar de modo inadequado. Como se sabe. Resposta: não existe a mais correta em termos absolutos. quando tratam das variantes. a língua escrita e oral. é inevitável perguntar qual delas é a correta. o coletivo. há uma aproximação máxima entre língua e etiqueta social.observar o verbo em três níveis: . é sempre plural. estabelecer relações de intimidade entre os falantes. pedante.a colocação. mas sim. Diante de tantas variantes lingüísticas. em casa e em outras situações informais. Costuma-se distinguir o português das pessoas mais prestigiadas socialmente (impropriamente chamada de fala culta ou norma culta) e o das pessoas de grupos sociais menos prestigiados (a fala popular ou norma popular). Uma frase como “o povo exageram” tem o mesmo sentido que “o povo exagera”. há outras variações. à crase e à grafia de palavras problemáticas (especialmente aquelas que têm grafias semelhantes). . . etc. Um professor universitário ou um juiz falam de um modo na faculdade ou no tribunal e de outro numa reunião de amigos. mande o verbo para o plural. desrespeitosos. .a regência. Nada impede que. No português atual. é preciso não perder de vista que a língua é um código de comunicação e também um fato com repercussões sociais. mas afetam a imagem social do falante. quase só se preocupam com o que chamam de correção gramatical. uma frase como “o povo exageram”. Há muitas formas de dizer que não perturbam em nada a comunicação.checar problemas ligados à acentuação. Por outro lado. é aconselhável adotar os seguintes cuidados: . Os vestibulares inovadores exploram as variantes lingüísticas de uma maneira bem mais apropriada. por exemplo. como. Os vestibulares tradicionais. Soa como pretensioso. próprio da língua escrita formal. Hoje.o uso da forma adequada à sua função sintática. a concordância é com a forma.de situação para situação: cada uma das variantes pode ser falada com mais cuidado e vigilância (a fala formal) e de modo mais espontâneo e menos controlado (a fala informal). Dessa maneira.a concordância.a conjugação. deprecia a imagem do falante.de grupo social para grupo social: pessoas que moram em bairros chamados nobres falam diferente dos que moram na periferia.

vivenciou crises históricas.1.2 Correção e adequação linguística A língua é.: Convidamos os professores para que dêem início às discussões dos assuntos em pauta. b) vai à audiência com uma autoridade de “short” e camiseta. A questão que segue é um bom exemplo de proposta de correção lingüística no estilo tradicional. por exemplo. com balés de Mozart. Embora tenha fugido da . comentários sobre o uso de certas variantes e propondo comparações entre elas. R. No final da palestra. tintura alourada no cabelo. pele alva. ele era uma pessoa importante. c) vai à praia de terno e gravata.observar se as palavras estão empregadas na sua forma e no seu sentido correto. Seu espaço foi delimitado pelo seu discurso. seu português demarcou o tom. seu português impecável contribuiu para que se tornasse um renomado cenógrafo que já trabalhou com músicos importantíssimos.” A atitude desse aluno se assemelha à atitude do indivíduo que: a) comparece ao baile de gala trajando “smoking”. (U. afinal. Na segunda.br/articles/413/1/VARIANTESLINGUISTICAS/Paacutegina1. Na primeira. Enquanto os slides eram exibidos. fiquei extasiado com o cenógrafo. um renomado cenógrafo. seus trabalhos eram famosos. PERNAMBUCO) — Observe os inconvenientes linguísticos e reescreva a frase de forma que atenda à norma-padrão: Convidamos aos professores para que dê início as discursões dos assuntos em palta.html 4. elegante. o seu português foi aprendido nas melhores escolas. Na hora das perguntas (suposta interação com os participantes). d) põe terno e gravata para ir falar na Câmara dos Deputados. já ultrapassada desde o Modernismo. porque ele não se denominou como tal. F. solicitando. VIÇOSA) — Suponha um aluno se dirigindo a um colega de classe nestes termos: “Venho respeitosamente solicitar-lhe se digne emprestar-me o livro. Digo artista porque se cobriu de uma aura artística. um instrumento de poder. Por: Curso Anglo Fonte: http://www. Sua formação incluiu os grandes artistas da história. Certamente.com. o silêncio denotava o respeito ao seu trabalho e à sua qualificação. Retórico.. As perguntas eram feitas com esmero entre gaguejos e cuidados. F. Os vestibulares modernos exploram as variantes de maneira diferente. O primeiro. um verdadeiro artista da técnica de criar cenários famosos. O que me marcou nas palestras foram as marcas pessoais no contraste lingüístico dos palestrantes. como na questão que segue. um sócio de uma empresa de Web Design. com peças de Chekov e Beckett. de fato. Pairava no ar seriedade e admiração. (U. Outro dia assisti a duas palestras sobre design. um artista da técnica de criar arte para a web. Digo arte. porque os perguntadores estavam inibidos. e) vai ao Maracanã de chinelo e bermuda. de mais idade. formado em Praga entre as décadas de 50 e 60. suas respostas evasivas eram tomadas com admiração.mundovestibular.

Enquanto a platéia ria do segundo para sair de sua mediocridade e se aproximar do status do primeiro (pensavam que. Não foi aplaudido de pé. em minha opinião. Fonte: http://simplificandoalingua. Mais de 15 anos de escolaridade. ora mobilizados no ato das apresentações. Todos no Brasil ou fora estudam ou deveriam estudar essa Norma em sua forma mais unificada possível e.1. muito mais jovem. Em meio a sua apresentação carregada de “tu vai”.pt/arquivo/1054713. uma vez que. a gramática é equiparada ao código. “tu fica”. Usando a língua portuguesa como exemplo. Serve apenas para destacar uma questão básica: o preconceito lingüístico. Fiquei extasiado com o web designer. Sendo erro a falha da linguagem. não serviram sequer para o aprimoramento do seu repertório verbal. em ambas. há uma em que todos esses ramos se baseiam a que todos se referem formalmente como Norma Culta ou Padrão. Cada ramo desses possui sua própria gramática. . “criente potencial”. Essa história que trago aqui é meramente ilustrativa. Não estudou na Europa e sua formação na ESPM não mereceu muita dedicação à língua portuguesa. Não fossem as premiações. assim.blogs. seriam classificados como este). serviu para demarcar o lugar de uma soberba. O segundo. pele bem morena. porém. foi aplaudido de pé.html 4. Se a gramática não existe para exibir a forma correta de se escrever ou falar. Mais de 15 anos de escolaridade. ganhou prêmios de design para a web.proposta do ciclo de palestras (apresentar os recursos. apesar dessas outras gramáticas. quando essa não cumpre sua função. todas as curiosidades foram satisfeitas sem rodeios. Porém. mas por motivo diverso do do cenógrafo: por sua capacidade de clareza e transmissão do conteúdo de forma eficiente. ambos se apresentaram inadequadamente. foi deixando o seu recado. Mais de 15 anos de escolaridade. estão sujeitas ao erro. função de comunicar o que se quer comunicar.sapo. para que existe? No âmbito da linguagem. A falta de silêncio denotava o pouco caso à sua qualificação. “baita criente”. empolada e arrogante. No final. brasileiro que mais parecia inca. Mas não pretendo aqui defender um ou outro. da Norma Culta ou Padrão A fala e a escrita. quando as perguntas começaram.3 Norma padrão e norma culta (outros registros) Da Gramática. cabelo liso e bem preto. não serviram nem como contribuição para uma leitura crítica dos discursos subjacentes. materiais e modos de se construir design) e ter feito apenas sua autopromoção. Todas as dúvidas foram dirimidas com precisão. Seu português era péssimo e provocou risos escusos. nesse ponto. qual possui ramos em diversas localidades no mundo e mesmo em diversas localidades no Brasil. houve uma avalanche. ainda que não oficiais. que mantém os participantes distantes para que o centro das atenções seja ocupado somente por ele (um verdadeiro aprendizado do poder pela linguagem). para a platéia. um erro gramatical não consistiria erro e isso seria ilógico. para o outro. como formas de linguagem. Já trabalhava com design antes de entrar para o mercado da internet. jamais teria sido chamado a palestrar. para um.

*Mesóclise: É a colocação do pronome quando o verbo se encontra no futuro simples do presente ou no futuro simples do pretérito do indicativo. não são muitos os desvios admitidos. tem um pouco mais de liberdade e está menos presa à rigidez das regras gramaticais. pois passam a quem ouve a impressão de total falta de escolaridade de parte de seu autor. para que qualquer texto destinado a essa universalidade de portugueses. deve-se procurar usar a forma gramatical mais correta da Norma Culta para que a mensagem seja recebida por todos sem qualquer falha na comunicação. ouvir-se certos empregos do pronome oblíquo – “Ainda não o vimos por aqui” -. embora exista. como se disse. sem grandes traumas. o remetente pode alterá-la ou modificá-la. Usá-la corretamente indica certo grau de estudo dele e. construções como “Ainda não vi ele”. Ela comporta dois padrões: o formal e o coloquial: Padrão formal – É o modelo culto utilizado na escrita. tem consciência dessa distinção e ao mesmo tempo em que usa naturalmente as construções acima na comunicação oral. Contudo. Entretanto. para o bem da mensagem. Assim.recantodasletras. É a história do “vale o que está escrito”. recebam a mensagem.por todos o fazerem. O falante culto. entre Norma Culta e Padrão Coloquial? 3 de maio de 2011 Norma culta é uma modalidade linguística escolhida pelos falantes escolarizados de uma sociedade como modelo de comunicação verbal.agitapirenopolis. O código qual o destinatário tenha maior facilidade de compreensão. “Me passe o arroz” e “Não te falei que você iria conseguir?”. Mas quando o destinatário for um público diverso demais. Por outro lado. usos próprios do padrão formal empregados na língua oral costumam parecer forçados ou artificiais no falar despreocupado do dia-a-dia e configuram o que se chama de preciosismo. que segue rigidamente as regras gramaticais. evita-as na escrita. Mas isso é assunto para outro texto. desde que não haja palavras que exerçam atração sobre ele. por ser mais livre e espontânea. de modo geral. É esse poder nessas condições que se configura a liberdade poética. Moral da história: assim como se usa traje apropriado para cada situação social. também se use o padrão linguístico adequado para as diferentes situações de comunicação social. Tudo se resume à mensagem e ao destinatário. Portanto é aconselhável seguir a Norma. porém.com.com. Outro ponto sobre a importância da Norma Culta ou Padrão é o status que ela garante ao remetente. tendo sempre em mente o bem da mensagem e a compreensão mais correta dela pelo destinatário. o que é pior. inadmissíveis na língua escrita. É o caso de. flexões do mais-que-perfeito do indicativo – “Eu ainda não entrara no Banco quando aquilo aconteceu” e. de gramáticas. num bate-papo. Essa linguagem é mais elaborada. e muitas formas peculiares da norma popular são condenadas mesmo na linguagem oral. na linguagem coloquial. como (fazem) os romanos”. E para isso se deve usar o código mais apropriado.br/existe-diferenca-entre-norma-culta-e-padrao- .br/teorialiteraria/980084 Existe diferença. Fonte: http://www. Padrão coloquial – É a versão oral da língua culta e. Fonte: coloquial/ http://www. admitem-se. a margem de afastamento dessas regras é estreita e. a próclise. a permissividade com relação às “transgressões” é pequena. tanto porque o falante tem mais tempo para se pronunciar de forma refletida como porque a escrita é supervalorizada na nossa cultura. o uso da mesóclise*. essa Norma tem um valor de unificar a língua. Já em ambiente inculto seriam apropriadas: é a história de “Em Roma. como em “Você verse-ia em maus lençóis se continuasse a insistir naquilo”. ou seja. a sua imagem é muito importante. É a língua das pessoas elitizadas. Construções como “Nóis foi na fazenda” (o “na” ainda seria tolerado) e “Ele pagou dois milhão pelos boi” são impensáveis na boca de um falante culto em ambiente culto.

e isso. morzarela. Dizia-se surpreso. Ricardo Sérgio Fonte: http://www. Sendo “muçarela” o termo “abrasileirado”.com. como é o caso do professor de língua portuguesa da USP. bom número de candidatos errou a questão por seguirem o uso popular de uma palavra. E por que o uso popular tradicionalizou o termo “mussarela”? Acredita-se que seja por estar mais próximo do termo de origem mozzarella. murzarela. mossarela. mas diante da norma gramatical. ou vestibular. se você quiser grafar o termo fora dessas orientações. os cânones gramaticais. muçarela e muzarela.. constava que a frase correta era: O atacante Ronaldo. No gabarito do concurso. que estranhou a grafia da palavra com "ç". continuará prevalecendo nos cardápios e no uso popular. Naquele concurso. atinge até mestres graduados. Ataliba Castilho. ou ainda muzarela. mesmo que nos pareçam corriqueiros e batidos.®Sérgio. provavelmente estranharia se lesse nos cardápios pizza muçarela.. pois sempre escreveu e leu desse jeito. Qualquer discussão sobre essa questão deve ser feita em outro plano. vai encontrar como formas corretas: mozarela. as formas: moçarela. vamos aos fatos: Em nosso idioma. com certeza. oficialmente. Se você encontrar erros (inclusive de português). Veja você.br/gramatica/1812926 . mas não esqueça que em um concurso ou vestibular quem prevalece é a muçarela com [ç]. mozzarela. mussarela.4. como não é demais insistir nos textos e lições sobre as dúvidas de nossa Língua. A começar pelos estabelecimentos comerciais que trabalham com a pizza. em um concurso público. ao nosso idioma. Mussarela. Portanto.uma espécie de dicionário que lista as palavras reconhecidas oficialmente como pertencentes à língua portuguesa – é a autoridade oficial para nos dizer como “tal” palavra dever ser escrita e falada. Esse confronto entre o uso popular e a norma culta. Muçarela com [ç]? Tal fato causou indignação em muitos candidatos e criou grande polêmica gramatical na cidade. Agradeço a leitura e. e ponto final.] é incapaz de resistir a uma pizza de muçarela. Mas. Porém. Não foram poucos os candidatos que entraram com recurso na prefeitura para reclamar dessa questão da prova. ou mozarela.4 Confrontação entre normas e usos MUÇARELA OU MUSSARELA? ___________________________________________ Vícios de Linguagem Recentemente. uma das questões de língua portuguesa pedia aos candidatos que assinalassem a frase correta. [. muzzarela. Se você consultar o VOLP. você estará cometendo um erro. antecipadamente. Você. não pertencem. Essa é a determinação. cujo termo em questão era: mussarela ou muçarela. ____________________ Para copiar este texto: selecione-o e tecle Ctrl + C. em um concurso.recantodasletras. não se admite. relate-me. qualquer comentário. Autor do livro "Gramática do Português Culto Falado no Brasil. nada o impede.1. achava que fosse com [ss]. O VOLP é editado periodicamente pela Academia Brasileira de Letras (ABL). o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) . O que vale é a norma culta.

No entanto. com muita frequência. dirigir-se. enviar. entrega algo em algum lugar. Ouve-se e lêse. dar. neste caso. ir. no folder. eles trazem a pizza a domicílio. na propaganda televisa. Fontes: Mundo Educação Recanto das Letras . devemos usar “entrega em domicílio”. Já a locução adverbial “em domicílio” é usada com os verbos sem noção de movimento: entregar. d) Dão-se aulas de violão em domicílio. trazer. Convivem juntas sem problemas maiores porque são entendidas da mesma forma. cortar. uma confrontação entre a norma culta e o uso popular. como: levar. pois quem entrega se desloca de um lugar para outro. A dúvida surge com o verbo “entregar”: não indicaria movimento? De acordo com a gramática purista não. Portanto. com um mesmo sentido. c) Dirigiu-se a domicílio para cumprir sua obrigação.Entrega em domicílio ou a domicílio? As expressões “entrega em domicílio” e “entrega a domicílio” são muito recorrentes em restaurantes. temos que ter cuidado. no panfleto. uma vez que quem entrega. Agora observe exemplos com “em domicílio” a)Escova-se unhas em domicílio. Veja alguns exemplos com “a domicílio” (= a casa) a)Não precisamos nos preocupar. no catálogo. conforme recomenda a gramática. pois “a domicílio” não é aceita. quando falamos de gramática normativa. há aqueles que afirmam que este verbo indica sim movimento. b)Esta entrega deverá ser conduzida a domicílio. b)Entregas são feitas em domicílio. conduzir. “A loja entregou meu sofá a casa” não está correto. Há. na fala. no outdoor. Porém. a locução “entrega a domicílio” em substituição a “entrega em domicílio”. Contudo. nos atentando ao fato de que a finalidade é que vale: a entrega será feita no (em+o) domicílio de uma pessoa. fazer. Uso verificado até mesmo em pessoas de escolaridade completa. obedecendo às normas gramaticais. Por quê? A regra estabelece que esta última locução adverbial deva ser usada nos casos de verbos que indicam movimento. c)Corta-se cabelo em domicílio.

A fala e a escrita são duas modalidades diferentes da língua e é com esse fato que o Jô brincou. Isso acontece porque. onde a relação pensamento e linguagem são muitas próximas. A escrita não reflete a fala individual de ninguém e de nenhum grupo social. si iscrevi muinto diferenti. A leitura de um trecho do poema de Antonino Sales.1.pode-se pedir que se repita o que foi dito. por exemplo. Patrão. a interação é mais complicada. ainda. Fonte: http://educacao. e ao mesmo tempo como vemos o outro de acordo com a nossa perspectiva de mundo. "Eli me ensinô". a fala e a escrita são antes de tudo. conforme o grupo social. e o contexto histórico. Qui bom qui a minha língua é u purtuguêis." Pois é. Quem soubé falá sabi iscrevê.5 Modalidade oral e escrita LÍNGUA ESCRITA E ORAL Não se fala como se escreve Alfredina Nery* Especial para a Página 3 Pedagogia e Comunicação "Português é fácil de aprender porque é uma língua que se escreve exatamente como se fala.jhtm As Modalidades Orais e Escritas YAMARA MAMED RESUMO As modalidades orais e escritas não são só um instrumento utilizado para a comunicação ou veiculação de informações. Por essa razão. "Malinculia". ou seja. A maioria de nós.. o que torna necessário assegurar que o texto escrito dê conta da comunicação. "A Língua de Eulália: Uma Novela Sociolinguística) A língua muda. Essas diferenças geram muitos conflitos. Qué coisa mais doida? Num bate nada cum nada. São as chamadas variações linguísticas.com/dicas/entrega-em-domicilio-ou-adomicilio/#ixzz1TyGHOTJm 4.com.Leia mais: http://www. a fala e a escrita exigem conhecimentos diferentes. *Alfredina Nery Professora universitária. Na língua escrita há mais exigências. Já na linguagem escrita. ao falar. a região. mostra as interferências da fala na escrita e como elas não anulam a expressividade poética de suas imagens. mas principalmente como uma forma de mostrar socialmente aquilo que gostaríamos que os outros enxergassem uns aos outros. em todas as línguas. Na verdade. que se escreva assim: "Ele me ensinou". aquela que introjetamos ao longo da vida. O comentário é do humorista Jô Soares.uol. Ele brinca com a diferença entre o português falado e escrito. U alemão pur exemplu. Num é cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri cumu é qui si iscrevi algumas palavras. para a revista Veja. sistemas comunicativos que expressam a língua nas praticas sociais.) (BAGNO. U purtuguêis é muinto fáciu di aprender. as pessoas podem ainda recorrer a outros recursos para que a comunicação ocorra . há os gestos. purqui é uma língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala. É só prestátenção. Im purtuguêis não. consultora pedagógica e docente de cursos de formação continuada para professores na área de língua/linguagem/leitura. O português na variante padrão exige. Marcos. Até nu espanhol qui é parecidu. .. brasileiros. em relação às regras da gramática normativa. no entanto.sandralamego. É um suspiro maguado Qui nace no coração! É o grito safucado Duma sodade iscundida Qui nos fala do passado Sem se torná cunhicida! É aquilo qui se sente Sem se pudê ispricá! Qui fala dentro da gente Mas qui não diz onde istá! (. falamos.br/portugues/ult1706u79. Malinculia. as pessoas falam de um jeito e escrevem de outro. estão entrelaçadas ambas caminham juntas apesar de apresentarem diferenças na produção e representação. etc. A gíria e o jargão são algumas dessas variações.

por terem mais tempo para reproduzi-la e revisá-la. A este respeito. ora se aproximando do pólo da escrita. Chafe melhor estabeleceu as diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. ora se aproxima da fala como. as duas modalidades convivem e se entrelaçam. há também sociedades que não utilizam registro escrito. Uma vez adotada a posição de que lidamos com práticas de letramento e oralidade. apresentando uma proposta de analise. mas a fala é comum a todos os povos. passando por graus intermediários demonstradas com a produção de textos. as entrevistas especializadas e propostas de produtos de alta tecnologia por vendedores especialmente treinados. de estrutura simples ou desestruturada. a distinção entre fala e escrita não se faz com precisão. principalmente as comunicativas e as transformou em práticas sociais. contradizendo Bloomfield. numa sociedade letrada. ver e lógico falar e escrever. Essas práticas fazem parte da cultura. Refletir sobre as relações e especificidades da fala e da escrita nos permite entender um pouco também sobre a gramática. Conforme observa-se a oralidade e a escrita constituem duas possibilidades de uso da língua que utilizam o mesmo sistema lingüístico e que apesar de possuírem características próprias. não devem ser vistas de forma dicotômica. apresentam uma interface: a analogia . a linguagem escrita tende a ter um vocabulário mais variado e de conveniência do usuário. escrita tem sido vista como de estrutura complexa. Focalizando o modo de os falantes e escritores selecionarem as palavras ou estruturas para expressarem suas idéias. permaneceu por muito tempo no meio lingüístico. informal. com as condições de interação. Rojo e Halliday. Esta visão dicotômica entre oralidade e escrita. uma vez que as restrições operativas não se associam propriamente ao fator velocidade do processo. enquanto formas diferentes de dizer e modos diferentes de se expressar em significados lingüísticos. um conferencista seleciona palavras e expressões que possam conferir ao seu texto um caráter mais ou menos formal. Alguns fatores são responsáveis pelas diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita: o contexto. De acordo com alguns autores renomados como Fávero. por exemplo: os bilhetes domésticos. concreta e dependente do contexto. A escolha lexical também proporciona ao usuário a exibição de um estilo próprio e o controle do grau de formalismo e coloquialismo de suas produções discursivas. por exemplo: os discursos de posse de cargo. as modalidades escritas e orais. Com isso. julgar. será fundamental considerar que as línguas se fundam em usos e não o contrário. sendo capaz de estabelecer uma comparação. cartas familiares e textos de humor.INTRODUÇÃO Atualmente já se houve falar com frequência que a linguagem escrita e a linguagem oral são duas modalidades de expressão verbal. as conferências. vão de um nível mais informal aos mais formais. ou seja. em particular. isto é o homem construiu ferramenta para estabelecer relações sociais. Akinnaso. A fala e a escrita se apóiam em sons e letras articulados em sistemas de representação simbólica. a intenção do falante ou do escritor e o tópico do que se diz ou escreve. A fala é a modalidade mais utilizada em situações cotidianas e informais e a escrita é o registro permanente das idéias sociais. corroborando a teoria de Goody e Watt (1968) acerca da diferença entre a oralidade e a escrita. sentir. no entanto. procurando identificar as diferenças para explicar as causas fundamentais de tais diferenças. quando os estudiosos começaram a vê-las como práticas sociais diferentes. Chafe. Ainda afirma Chafe que as pessoas não escrevem do mesmo modo que falam. ou seja. A fala procede à escrita. enquanto a dos escritores é lenta. com os interlocutores e com o tipo de processamento da informação. Nesse sentido. do modo de pensar. A esse respeito. Marcuschi (2000:17) ressalta que: Hoje predomina a posição de que se pode conceber oralidade e letramento como atividades interativas e complementares no contexto das práticas sociais e culturais. de acordo com a produção do texto. Do vocabulário. sendo mudada a partir dos anos 80. admitindo que os textos possam apresentar-se de varias formas. Falar e escrever são formas diferentes de dizer e expressar significados construídos na linguagem e pela linguagem. enquanto a fala. os bilhetes dos casais. em que a primeira ocupava um lugar de supremacia sobre a segunda. onde tais condições estão em estreita relação com o contexto. O grau de coloquialismo ou formalismo envolve decisões estilísticas e de domínio do léxico que podem transferir-se de um modo de produção para o outro com muita facilidade e propriedade. dentro de uma situação interativa social. Akinnaso (1982) afirma que fala e escrita apresentam formas superficiais diferentes e igual estrutura semântica subjacentes: utilizam o mesmo sistema léxico-semântico e variam. formal e abstrata. Halliday (1989) propõe que falar e escrever. para dar ao seu texto um caráter mais ou menos coloquial. como o faz um escritor de uma carta. em cuja concepção a linguagem escrita não passa de uma reprodução da linguagem oral. agir. observou que a escolha dos falantes é rápida. na escolha e distribuição de padrões sintáticos e de vocabulário.

Essas interpenetrações se refletem nas formas de interação da criança com a escrita . funcionais e da natureza de estímulo) entre a linguagem oral e a linguagem escrita. que podem expressar as mesmas intenções. Assim. ou seja constrói significados mediante um sistema e uma estrutura samantica. O que não se pode negar é que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. cujos usos se fazem de acordo com normas específicas a cada uma das modalidades”.com/articles/39830/1/As-Modalidades-Orais-eEscritas/pagina1. T. 1996:17).G. o leitor/escritor vai incorporando. fala e escrita planteiam diferentes aportes para a experiência: a escrita cria o mundo da coisas/objetos e a fala. Dentro do espaço discursivo da interação. In: Azeredo.P. São Paulo: Cortez. ou seja. gradualmente. A correção idiomática e o conceito de exemplaridade. O outro é que não há necessidade de duas linguagens para a mesma função. A linguagem oral se caracteriza essencialmente por ser falada &#8722. Jose c. a modalidade discursiva da escrita e as características dos papéis do leitor/escritor. Por último. não se pode negar a semelhança de seus produtos.webartigos. está permeado pelos sentidos e valores da ideologia do grupo social. Fonte: http://www. o desenvolvimento da escrita foi encarado como um treinamento de habilidades viso-motor e de transcrição de código sonoro em formas gráficas. 2001. Isto acarretou uma grande centração dos estudos no momento da alfabetização e na questão da correspondência grafema-fonema e dos aparatos orgânicos envolvidos na transcrição desta correspondência.html A NATUREZA DAS MODALIDADES ORAL E ESCRITA José Mario Botelho (UERJ e FEUDUC) INTRODUÇÃO . a saber. em sua essência. lendo e escrevendo. São Paulo: Contexto. A língua falada no Ensino de Português. tais aportes seriam formas possíveis de se olhar para o mesmo objeto de conhecimento.entre fala e escrita sustentada por três princípios. mas o processo se dá a partir da língua. p. cada modalidade serviria para uma finalidade mais específica. são de sinais e não de conteúdo. ampliando assim o processo de desenvolvimento. natureza do estímulo. mas o fato de a linguagem oral ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos não é e nem pode ser o elemento fundamental para se determiná-la distinta da linguagem escrita no âmbito cientifico. Língua em debate: conhecimento e ensino. que “é um conjunto de possibilidades lingüísticas. a do âmbito do discurso escrito. o discurso escrito sofre interpenetrações sociais e culturais.13-19. concluem-se serem distintas tais modalidades. estas diferenças. Para esse autor. apresentam diferenças devido à condição de produção. FÁVERO.de. BECHARA. pois deixa de lado as participações paralingüísticas e prosódicas e. Atividade verbal: processo de diferença e integração entre fala e escrita. p.158p. que “revela os ideais e as concepções de um grupo social numa determinada época” (Savioli e Fiorin.11-8. Ataliba. Um deles é que a escrita não incorpora todos os potenciais de significação da fala. Evanildo. o dos acontecimentos.objeto de conhecimento . CASTILHO. a fala não apresenta os limites da sentença e do parágrafo.M. CONSIDERAÇOES FINAIS Considerando as diferenças (formais. 2ª Ed. durante décadas. 2000.dentro de um contexto sócio-histórico mais amplo. pois uma seria a duplicação da outra. É na escrita que a criança vai se explicitando segundo suas falas e lugares sociais. suas interações passam a ser transpassadas pelo discurso escrito e as significações têm uma nova possibilidade de análise de construção além da oferecida pelo discurso oral. Segundo Rojo vêm focalizando sua atenção para questões da aquisição da escrita: Até recentemente a linguagem escrita não foi vista como processo de desenvolvimento ou construção. já que a seleção de elementos lingüísticos de ambos se dá a partir de um mesmo sistema gramatical. Porém. São Paulo. REFERENCIAIS MAC-KAY. 2000. Leonor Lopes et alli. porém. Plexus. sem perder sua característica fundamental de ser “linguagem”. A. Na medida em que as crianças pertencentes a culturas letradas vão-se desenvolvendo. a experiência humana. embora não seja a linguagem escrita à transcrição da linguagem oral. Petrópolis: Vozes. 2000. O ser humano aprende ouvindo e falando. Oralidade e escrita: perspectiva para o ensino da língua materna. pois. Logo.

são estanques. Essas diferentes condições de produção para usos de diferentes intenções propiciam a criação de diferentes tipos de linguagem. apresentando uma proposta de análise. por exemplo. a intenção do usuário e a temática. este trabalho se deterá nos estudos de Chafe (1987). A LINGUAGEM ORAL E A LINGUAGEM ESCRITA. No mesmo parágrafo. apesar de apresentarem diferenças devido à condição de produção. que melhor estabeleceu as diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. por terem mais tempo para reproduzi-la e revisá-la. é um fato incontestável. observou que a escolha dos falantes é rápida. uma vez que se tratam de processos diferentes. o autor já demonstrava o seu interesse pelo assunto. e carta e artigo acadêmico (produções discursivas da escrita). como a gesticulação. as pessoas não escrevem exatamente do mesmo modo que falam. Fatores como: o contexto. Alguns fatores são responsáveis pelas diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita: o contexto. são responsáveis pelas diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. Chafe & Tannen. A escolha lexical também proporciona ao usuário a exibição de um estilo próprio e o controle do grau de formalismo e coloquialismo de suas produções discursivas. as observações feitas pelo autor se restringem a uma comparação entre os dois extremos da fala e da escrita: de um lado. a escrita acadêmica. de fato. 1933: 21) Em trabalhos anteriores (Chafe. corroborando a teoria de Goody e Watt (1968) acerca da diferença entre a oralidade e a escrita. e a reedição de texto. o autor levanta a hipótese de que “diferentes condições de produção. a partir da qual foi possível se estabelecer uma comparação. Mais tarde. com apagamento do texto anterior. assim como usos de diferentes intenções. Chafe afirma que as pessoas não escrevem do mesmo modo que falam. Chafe (1987) analisou quatro tipos de produções discursivas coletados para um projeto de estudos: conversação e conferência (produções discursivas da oralidade). propiciam à criação de diferentes tipos de linguagem” (cf. procurou identificar mais precisamente as diferenças a serem encontradas nos dois tipos de linguagem usados por falantes e escritores. em cuja concepção a linguagem escrita não passa de uma reprodução da linguagem oral. enquanto a dos escritores é lenta.” (Bloomfield. “Writing is not language. os autores demonstram acreditar que a conversação comum é a forma prototípica de linguagem. elementos exclusivos de cada uma delas. Neles. Tais particularidades são. nem por isso. 1985 e 1986). quer sejam escritos. SEGUNDO CHAFE Sem desprezar as diversas teorias acerca das modalidades de uma dada língua. e do outro oposto. but merely a way of recording language by means of visible marks. há particularidades de outras ordens que as tornam modalidades específicas da língua. a partir da qual se deveriam comparar todos os outros gêneros quer sejam falados. em parceria com Tannen (1987). Certamente. a intenção do falante ou do escritor e o tópico do que se diz ou escreve. Focalizando o modo de os falantes e escritores selecionarem as palavras ou estruturas para expressarem suas idéias. Nesses trabalhos. a conversação. Contudo. Do vocabulário. Com isso. a linguagem escrita tende a ter um vocabulário mais variado e de conveniência do usuário. 1982. que. um conferencista seleciona palavras e expressões que possam conferir ao seu texto um caráter . Na caracterização dessas diferenças. na linguagem oral. que se agrupam nas duas modalidades da língua. contradizendo Bloomfield. 1987: 390).Que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. para em seguida tentar explicar as causas fundamentais de tais diferenças. na linguagem escrita.

O grau de coloquialismo ou formalismo envolve decisões estilísticas e de domínio do léxico que podem transferir-se de um modo de produção para o outro com muita facilidade e propriedade. que será ativado sempre que o usuário tiver que se expressar lingüisticamente. o autor assume que falantes e escritores não fazem a seleção de itens lexicais de um mesmo estoque. Nível de vocabulário Quanto ao nível de vocabulário. que inicialmente (Chafe. construção de orações. Chafe especula que tal unidade de entonação expressa o que está na “memória de curto prazo” do falante ou “focos de consciência” no momento de produção. lança mão dos seguintes parâmetros: variedade de vocabulário. o que se pensa. o usuário precisa ter um bom conhecimento da linguagem. corroborando a “hipótese de uma oração de cada vez”. conservador. provavelmente. que ocorrem normalmente em ambos os repertórios. itens lexicais mais ou menos formais ou coloquiais podem ser utilizados pelo falante e pelo escritor quando lhes forem convenientes. apesar de os vocabulários de cada modalidade serem característicos. Tal fato confirma que. Os níveis se verificam nos distintos registros lingüísticos. 1980) denominava “unidade de idéias”.mais ou menos formal. o autor se baseia na oração gramatical. A intenção dele é demonstrar as propriedades da linguagem falada e da linguagem escrita. a qual descreve em trabalho anterior (Chafe. como se dá essa combinação é o que mais importa para Chafe. uma vez que as restrições operativas não se associam propriamente ao fator velocidade do processo. em geral. Ele considera haver palavras e expressões exclusivas de cada repertório e um sem-número de itens neutros. de Pawley & Syder (1976). Para a discussão desse tópico. falantes e escritores fazem a seleção de palavras e expressões para exprimirem os seus pensamentos. a distinção entre fala e escrita não se faz com precisão. 1985). com palavras apropriadas. A esse respeito. para dar ao seu texto um caráter mais ou menos coloquial. Variedade de vocabulário De certo. . considerando a adequação dos itens escolhidos e do repertório em si. que a unidade relevante da fala parece ser a entidade basicamente prosódica. as unidades de entonação são mais longas (em torno de nove palavras) do que na fala (em torno de seis palavras). como o faz um escritor de uma carta. a unidade de entonação da fala constitui-se de mais ou menos 6 (seis) palavras. A linguagem escrita se enriquece com a ampliação do seu repertório. nível de vocabulário. Chafe ressalta. enquanto o vocabulário da escrita é. que se limita em tamanho pela “memória de curto prazo” ou capacidade de “consciência focal” do falante e. Como não há uma relação perfeita entre o que a pessoa pensa e a linguagem que usa para a sua expressão. Para isso. Na escrita. Esse conhecimento inclui o conhecimento de um repertório de opções lexicais necessárias. pela consciência que esse tem das limitações de capacidade do ouvinte. Por ser limitada a capacidade do falante em manter a atenção em expressões extensas. que chama de “unidade de entonação”. Construção de oração A linguagem é mais do que um conjunto de palavras e expressões combinadas. construções de frases e envolvimento e distanciamento. mas considera mais realista proceder em termos de “unidade de entonação”. ainda. pois nem sempre se traduz automaticamente. O autor observa que o vocabulário da fala é inovador e flutuante. ao passo que a riqueza do repertório da linguagem falada constitui nas constantes transformações de sentido dos itens de seu repertório limitado.

embora não seja a linguagem escrita a transcrição da linguagem oral. Ainda há aqueles que. são bastante semelhantes a gêneros da outra modalidade. mas os falantes parecem produzir uma entonação final de frase quando julgam que chegaram ao fim de uma seqüência coerente. evitando as relações interoracionais mais elaboradas. A NATUREZA DA LINGUAGEM ORAL Considerando as diferenças (formais. Assim. apresentam diferenças devido à condição de produção. mas o processo se dá a partir da língua. procura estabelecer diferenças entre elas. no vocabulário. Isto é. que “é um conjunto de possibilidades lingüísticas. há particularidades de outras ordens que tornam a linguagem oral uma modalidade específica da língua. apesar de serem produzidos e concebidos exclusivamente de forma sonora ou exclusivamente de forma gráfica. Chafe (1987). O que produz essa coerência pode variar de um momento para o outro. consigo mesmo e com a realidade. A linguagem oral se caracteriza essencialmente por ser falada − natureza do estímulo −. A linguagem escrita carece de qualquer desses aspectos e pode mostrar indicações de distanciamento do escritor com sua audiência. crendo. na linguagem falada há um envolvimento do falante com sua audiência.Construção de frase Na fala. é comum o uso da conjunção “e” para ligar orações. ao contrário. quando opostos à cautela e a editabilidade da escrita. Segundo Chafe. encontradas na escrita. O que não se pode negar é que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. mas o fato de a linguagem oral ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos não é e nem pode ser o elemento fundamental para se determiná-la distinta da linguagem escrita. dando evidência do tempo e do esforço de sua construção. A função da frase na linguagem oral é problemática. não se pode negar a semelhança de seus produtos. por isso a linguagem falada de qualquer tipo tende a coordenar orações mais freqüentemente que qualquer tipo de linguagem escrita. elas não são estanques e isto fica patente na análise sob o ponto de vista de um contínuo tipológico. cujos usos se fazem de acordo com normas específicas a cada uma das modalidades”. Porém. há uma forte tendência por parte dos falantes em produzir seqüências simples de orações coordenadas. funcionais e da natureza de estímulo) entre a linguagem oral e a linguagem escrita. que podem expressar as mesmas intenções. ao contrário do que ocorre na escrita cuja audiência é normalmente ausente e freqüentemente desconhecida. a natureza falada da linguagem oral não basta para distingui-la e isolá-la da linguagem escrita. já que a seleção de elementos lingüísticos de ambos se dá a partir de um mesmo sistema gramatical. principalmente. Envolvimento e Distanciamento Das propriedades da fala e da escrita que são atribuídas às diferenças entre os dois processos. . conclui-se serem distintas tais modalidades. consigo mesmo e com a realidade concreta do que está sendo falado. Diferenças que se verificam nas estruturas sintáticas e na formação dos períodos e. inclusive. Chafe reafirma que as frases da escrita são mais bem planejadas que as da oralidade. que o repertório de uma é diferente do da outra. Entretanto. A audiência da fala na maioria das vezes não só está presente como também pode participar física e efetivamente do processo. A sintaxe elaborada requer maior esforço de produção do que os falantes possam normalmente aplicar. Outra importante diferença entre a fala e a escrita é o relacionamento entre o emissor e o receptor. Há gêneros intermediários que são produzidos de forma sonora e concebidos de forma gráfica e outros que são produzidos graficamente e concebidos sonoramente. a rapidez e a facilidade de esvaescimento da fala. são as principais.

Portanto. Quanto ao nível de vocabulário. É característico na linguagem oral o uso preferencial de declarações ativas como observaram Chafe e outros estudiosos. é do tipo analítico com o uso de auxiliar do tipo “ser” e normalmente a serviço da topicalização. Assim. A sintaxe da linguagem oral é tipicamente menos bem elaborada que a linguagem escrita. que se submete à elocução. A freqüência de termos topicalizados é flagrante. A utilização de estruturas de voz passiva é muito pouco freqüente na linguagem oral. de que o próprio Chafe fala. Chafe chega a declarar que o vocabulário da fala é diferente do da escrita. A fala não existe para ser escrita. muitos textos escritos não são apreciáveis na fala. e da mesma forma. por meio de uma pró-forma. ou por marcadores discursivos do tipo “aí”. Outra particularidade da linguagem oral. Como o falante ouve junto com o seu interlocutor as suas palavras proferidas e pode controlar os seus efeitos a partir das reações do outro. Quando ocorre. que Chafe denominou neutros e reconheceu ser a maioria. normalmente coniventes na comunicação. ou por orações absolutas. é outra característica da linguagem oral.Tais particularidades são. é a eficácia na correção da informação em caso de incompreensão por parte do interlocutor. quando se tenta reproduzir um texto escrito como se fosse conversação. A velocidade da produção oral se dá em virtude de ser simultânea ao processo de produção em si. Por essa razão. Ocorre principalmente a representação do sujeito de 1ª pessoa por meio de um pronome pessoal. como entenderam certos teóricos. . que é o traço predominante da fala. cada qual em suas obras acerca do assunto. facilitam o processo de produção daquele que por seu turno tem a responsabilidade da produção discursiva. ou por frases nominais na maioria dos casos reduzidas a uma única palavra. apresentar-se freqüentemente com simples seqüências de frases e poucas estruturas subordinadas. à qual se relacionam várias outras características. que poderia ser elíptico em virtude de a flexão verbal já declarar a pessoa do discurso. Essa característica. esse texto pode parecer estar mal formado. que é causada pela falta de termos subentendidos e pelo uso de marcadores discursivos. A fragmentação não deve ser confundida com uma “má formação da estrutura”. inclusive. pode ele corrigir com eficácia. a fragmentação. do sujeito. “mas” e “porém”. O conhecimento compartilhado dos participantes da interlocução oral também gera outra particularidade: a simplicidade sintática. as eventuais falhas de comunicação quando a informação desejada não se efetiva. que. que é uma vantagem da linguagem oral. Certamente esta prática tem a ver com a limitação do vocabulário e a conveniência da unidade de entonação. A reiteração desse tipo de sujeito é simplesmente efetiva em textos da linguagem oral. por ser momentânea. o que muda é o grau de formalismo ou coloquialismo. outra característica da linguagem oral é a repetição de termos. A fluidez das idéias expostas também é outra particularidade da oralidade. por conter muitas “frases” incompletas. encontram-se. a simplicidade sintática deve ser entendida como estrutura de períodos curtos. é uma outra característica particular da linguagem oral. que é proporcionado pelo fato de o falante ter o controle da comunicação no momento de sua efetivação. Também constitui uma particularidade da linguagem oral a representação. elementos exclusivos da linguagem oral: a gesticulação é um deles. Por último. de fato. determina outra particularidade da fala: a cooperação dos participantes da comunicação. em ambos os gêneros de ambas as modalidades. um número muito maior de itens comuns. Normalmente. em que as orações normalmente são ligadas ou pelas conjunções simples “e”. o conhecimento do que se diz é compartilhado pelo emissor e pelo receptor. que. Prefiro acreditar que os repertórios são os mesmos.

para não se correr o risco de ter o seu texto inutilizado por não se tornar um discurso (texto lido e compreendido). que a todo o momento as checa. que pode não mais surtir efeito. Não goza o escritor do direito de se valer de artifícios paralinguísticos com a gesticulação e expressão facial. tem tudo para ser compreendido pelo receptor e nele provocar o efeito desejado. Não tem o escritor o controle do sistema de recepção em si. mudar suas idéias.Quanto à questão do envolvimento e distanciamento. acrescentar ou eliminar itens. Por poderem ser anulados pelo conteúdo apropriado. O fato de ter o escritor a obrigação de redigir um texto de acordo com as normas de uso padrão nos faz enumerar outras particularidades da linguagem escrita. Os motivos são os mesmos apontados no item anterior. que o traço envolvimento. Também a escrita apresenta as suas particularidades de outras ordens que a tornam uma outra modalidade da língua. fazendo as mudanças . A responsabilidade do escritor é muito maior. em muitos casos. Em nome da correção. se manifeste com mais freqüência na fala. Ele não conta com a conivência do interlocutor que lhe compartilhe um conhecimento do que se expõe. a linguagem escrita apresenta um processo de produção muito lento. porque não tem as mesmas exigências do processo de produção da fala. ou seja. Por ser eminentemente uma forma de comunicação em que emissor e receptor estão distantes e. tais traços não caracterizam necessariamente a fala ou a escrita. pois requer planejamento: etapas são traçadas pelo escritor. ser o texto escrito essencialmente normativo. É. que pode ser do falante com a sua audiência (muito comum) ou consigo mesmo (não menos comum) ou com o que se está falando (também comum). A produção do texto escrito se dá de forma coordenada. para tentar numa tréplica. Por isso mesmo. desconhecidos um do outro. até que o produto final surja. sob a qual estão a objetividade. A NATUREZA DA LINGUAGEM ESCRITA Assim como a característica fundamental da linguagem oral é o fato de ela ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos. Contudo. a correção gramatical ser tão importante. normalmente não tem o emissor outra forma de retificar a mensagem se não esperar pela resposta. como já demonstrou Chafe. Um texto em que o assunto é apresentado de forma objetiva. Eis uma outra particularidade da modalidade escrita: o escritor determina o tempo de produção de seu texto. a meu ver. exatamente o contrário o que ocorre. porém. sofre o escritor a inexorável pressão da correção gramatical. pelo fato de ser ela produzida pela mão e recebida pelos olhos. pode comparar a sua produção com o que tinha em mente. contudo. a clareza e a concisão são essenciais. na linguagem oral se observa o caráter de envolvimento e de distanciamento que é determinado pelo contexto. cujas idéias concisas (sem rodeios e bem organizadas) tornam o texto claro. Escrever é um ato solitário e sofre a imposição da correção. Por isso. A particularidade de maior importância da escrita é a correção gramatical. que pode demorar muito tempo. reorganizar o texto. O escritor não sofre tanta pressão no momento de produção do seu texto. caso tenha a consciência de ter atendido às exigências da norma-padrão. consultando-as no dicionário quando é necessário. a clareza e a concisão. ele espera tê-lo. em que se monitoram ao mesmo tempo o planejamento e a produto. Na falta de compreensão da informação transmitida. a linguagem escrita se caracteriza fundamentalmente por ser escrita. não são esses os elementos fundamentais para distingui-las. Nisso. o escritor examina o que escreve e usa um tempo considerável na escolha de suas palavras. Daí. É mais provável. como já foi dito. a objetividade. há casos que o interlocutor é desconhecido. referencial. Como disse anteriormente.

mas não é conveniente distinguir três tipos de vocabulário. Não se podem determinar quantos e quais os itens que não ocorrem numa dada modalidade. composto de itens que não ocorrem na modalidade falada. as estruturas tendem a ser completas. durante a produção. mesmo que haja um replanejamento. seja usado num texto escrito. é conveniente dizer que um vocabulário de nível mais formal que coloquial caracteriza a linguagem escrita. mas não com muita freqüência. o que constitui mais uma de suas características particulares. não concordo com Chafe quando defende a hipótese de ser o vocabulário da escrita particular. já sendo bem formada. já que o produto constitui o elemento cabal. Complexidade da sintaxe é. Podem-se. o uso de conjunções e locuções conjuntivas é uma normalidade. Termos da oração (normalmente bimembre) são geralmente substituídos por orações subordinadas. pode-se dizer que o planejamento antecede a produção.necessárias. “porém” e “então”. quando ocorre. se certos elementos estiverem presentes: o conhecimento compartilhado. já que é a frase o seu traço característico. os principais) podem ocorrer. Sob este ponto de vista. figuram conjunções diferentes de “e”. . também é muito comum encontrarmos o que Givón (1979b) chama de estrutura de tópico-comentário. o que dificulta um replanejamento. fragmentação à semelhança do que se dá na linguagem oral. Não é exatamente esta a condição de produção do texto oral. O vocabulário da modalidade escrita é muito variado e essencialmente conservador e dependente do grau do nível de formalismo. e. Ainda em relação ao vocabulário. que normalmente é ocupada pelo sujeito. marcadores discursivos típicos da escrita (os homógrafos: “e”. típico da modalidade oral. que só não terá abalada a sua compreensão. Quando não ocorrem tais conectivos. por exemplo. isto é. “mas”. Isto também marca a característica de procurar não repetir estruturas sintáticas e de formar estruturas de tópico. torna complexa a estrutura frasal. Na escrita. essencialmente na linguagem oral. além delas. Não há. ainda estará antecedendo-a. Na verdade. O escritor procura não repetir estruturas sintáticas ou palavras. Na linguagem escrita. Outra característica da escrita é a ocorrência de declarações passivas. que dependendo do grau do nível de formalismo ou coloquialismo (definido pelo objetivo do usuário e do contexto em si) tenham a propensão de ocorrer ou não num dos gêneros de uma das modalidades. Nela se percebem sujeito e predicado. relacionar itens. A estrutura sintática da linguagem escrita tende a ser elegante. ocorre a pontuação conveniente. e outro que ocorre igualmente nas duas modalidades. Como já observei anteriormente. cooperativismo entre falante e ouvinte. sendo os longos bem estruturados. por isso é comum na escrita um grande número de sintagmas nominais modificados. Embora seja comum a ocorrência da oração bimembre em ordem direta. como o fez Chafe: um que ocorre essencialmente na linguagem escrita. portanto. cujos planejamentos e execução ocorrem simultaneamente. para atender às exigências diversas (de ordem gramatical e / ou de outras ordens). e recursos lingüísticos diversos. constituindo períodos compostos. nada impede que o modalizador “aí”. já que as duas se valem do mesmo sistema linguístico. e não à falta de compreensão do enunciado. é comum encontrarmos termos deslocados para a posição de tópico − a posição inicial da oração. decerto. Essa complexidade se refere a períodos compostos por subordinação. portanto. “mas” e “porém”. outro. Ou seja. mais uma característica da linguagem escrita. é uma particularidade da escrita a ocorrência de nominalizações. No encaixe dessas orações. ocorrem os dois tipos de estruturas passivas: a analítica (com o auxílio de “ser” ou similar) e a pronominal (com o uso de pronome apassivador). o princípio da realidade. Nos períodos em que há coordenação. que. Os períodos complexos normalmente são de bom tamanho na modalidade escrita. normalmente nesta ordem. transformações de verbos ou predicados em nomes. Logo.

que faz apontamentos questionáveis para o termo Tipologia Textual. que o traço de distanciamento se manifeste com maior freqüência nos gêneros da modalidade escrita da língua. São Paulo: Cortez. Proceedings II: Lecture. Fonte: http://www. O que pretendemos neste pequeno ensaio é apresentar algumas considerações sobre Gênero Textual e Tipologia Textual. a elisão de termos é freqüente e. In: Association Internationale de Linguistic Apliquée. 1981. José Mário. podem ser anulados pelo conteúdo. como já foi visto anteriormente. principalmente. ao contrário da modalidade oral em que predomina o traço de envolvimento. A sinonímia. No final. Língua em debate: conhecimento e ensino. Wallace. A representação física do sujeito de 1ª pessoa só ocorre quando se deseja um efeito estilístico. FÁVERO.filologia. 2001. 1987. Evanildo. apresento minhas considerações a respeito de minha escolha pelo gênero ou pela tipologia. na escrita predomina o traço de distanciamento. compreensão e produção de textos1. Gillian. não constitui o traço de distanciamento em si uma particularidade da linguagem escrita. Spoken and written language: Exploring coherence in spoken and written discourse. In: HOROWITZ. In: –– (ed. Norwood. 2ª ed. Deborah. 83-113.Ao contrário do que ocorre na fala. Oralidade e escrita: perspectivas para o ensino de língua materna. a elipse. The oral / literate continuum in discourse. por conseguinte. as considerações feitas por Marcuschi (2002) e Travaglia (2002). 2000. usando. para isso. p. Luiz Antônio. p. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BECHARA. 11-8.1 Tipologia e gêneros textuais Gênero Textual e Tipologia Textual A diferença entre Gênero Textual e Tipologia Textual é. Brussel. MARCUSCHI. In: Azeredo. certamente. TANNEN. NJ: Ablex. . no meu entender. (org.). p.2. BROWN. que se caracteriza por ser uma prática eminentemente solitária do escritor. 1997. são a fala e a escrita dois modos bem diferentes de o usuário representar as suas experiências. (Monografia inédita). a paráfrase e a substituição por pró-formas são artifícios comuns de serem observados nos textos escritos. Admite-se. José C. S. A influência da oralidade sobre a escrita. Outra e última particularidade é a preocupação com a coesão referencial. CHAFE. 166-82. Jane.). Rosalind.htm 4. Leonor Lopes et alii. Porém. São Paulo: Cortez. importante para direcionar o trabalho do professor de língua na leitura. como ambos os traços são determinados pelo contexto e. A correção idiomática e o conceito de exemplaridade. New York: Academic Press.br/ixcnlf/3/03. BOTELHO. Petrópolis: Vozes. 2000.2 Aspectos Textuais 4. No que se refere à questão do envolvimento e distanciamento. Teaching the spoken language. Rio de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. SAMUELS. Comprehending oral and written language.). Da fala para a escrita: atividades de retextualização. a do sujeito. Jay (eds. Properties of speaking and written language. DANIELEWICZ. Assim.org. 1984.

Na verdade. o professor teria que fazer uma espécie de levantamento de quais tipos seriam mais necessários para os alunos. em outros. muitas das vezes. Ele apresenta uma carta pessoal3 como exemplo. autores como Luiz Carlos Travaglia (UFUberlândia/MG) defendem o trabalho com a Tipologia Textual. sendo os textos de diferentes tipos. uma vez que não é possível. por exemplo. a injunção e a predição4. compreensão e a produção escrita em Língua Materna deve ter como meta primordial o desenvolvimento no aluno de habilidades que façam com que ele tenha capacidade de usar um número sempre maior de recursos da língua para produzir efeitos de sentido de forma adequada a cada situação específica de interação humana. Ele atesta que a carta pessoal é um Gênero Textual. Para ele. que para Fávero & Koch (1987) é um texto injuntivo. em função do tipo de interlocução que se pretende estabelecer e que se estabelece.Convém afirmar que acredito que o trabalho com a leitura. exposição. O autor diz que não é correto afirmar que a carta pessoal. não se trata de tipo de texto. ensinar narrativa em geral. e comenta que ela pode apresentar as tipologias descrição. criando . mas fala de um intercâmbio de tipos. De acordo com as idéias do autor. Num texto como a bula de remédio. Travaglia não fala de intertextualidade intergêneros. por exemplo. sendo que um gênero assume a função de outro. o termo tipo de texto. por exemplo. Luiz Antônio Marcuschi (UFPE) defende o trabalho com textos na escola a partir da abordagem do Gênero Textual2. Marcuschi afirma que os livros didáticos trazem. Explicando. tornando-se incapaz. ou pouco capaz. Quando acontece o fenômeno de um texto ter aspecto de um gênero mas ter sido construído em outro. de maneira equivocada. Certamente. injunção. para ele. Marcuschi não demonstra favorabilidade ao trabalho com a Tipologia Textual. é um tipo de texto como fazem os livros. Para o autor. Ele chama essa miscelânea de tipos presentes em um gênero de heterogeneidade tipológica. a partir daí. uma vez que. cada tipo de texto é apropriado para um tipo de interação específica. Marcuschi dá o nome de intertextualidade intergêneros. Travaglia afirma que um texto se define como de um tipo por uma questão de dominância. ocorrendo. eles se concretizam em formas diferentes – gêneros – que possuem diferenças específicas. Ele explica dizendo que isso acontece porque ocorreu no texto a configuração de uma estrutura intergêneros de natureza altamente híbrida. o mesmo gênero sendo realizado em dois ou mais tipos. tem-se a presença de várias tipologias. O autor diz que em todos os gêneros os tipos se realizam. ele afirma que um tipo pode ser usado no lugar de outro tipo. porque. mas de gênero de texto. para. para ele. eles se instauram devido à existência de diferentes modos de interação ou interlocução. Deixar o aluno restrito a apenas alguns tipos de texto é fazer com que ele só tenha recursos para atuar comunicativamente em alguns casos. o trabalho fica limitado. Por outro lado. Travaglia (2002) fala em conjugação tipológica. iniciar o trabalho com esses tipos mais necessários. e não em função do espaço ocupado por um tipo na constituição desse texto. como a descrição. O trabalho com o texto e com os diferentes tipos de texto é fundamental para o desenvolvimento da competência comunicativa. narração e argumentação. trazendo para o ensino alguns problemas. dificilmente são encontrados tipos puros. Realmente é raro um tipo puro. embora possamos classificar vários textos como sendo narrativos.

dissertação. é possível encontrar a perspectiva dada pela atitude comunicativa de comprometimento ou não. Se o produtor vir o receptor como alguém que concorda com ele. na opinião do autor. com outro dado tipo. da carta pessoal. Da mesma forma. Pode ser possível a perspectiva do produtor do texto dada pela imagem que o mesmo faz do receptor como alguém que concorda ou não com o que ele diz. O que importa é que esteja fazendo divulgação de produtos. ele fala de descrições e comentários dissertativos feitos por meio da narração. mas artefatos culturais construídos historicamente pelo ser humano. sintáticos. estilo e composição característica. Resumindo esse ponto. 1999). Travaglia define Tipologia Textual como aquilo que pode instaurar um modo de interação. os tipos textuais abrangem as categorias narração. mais uma vez. Segundo ele. 1990. o autor fala. Gênero Textual é definido pelo autor como uma noção vaga para os textos materializados encontrados no dia-a-dia e que apresentam características sócio-comunicativas definidas pelos conteúdos. 22). argumentação. ainda. propriedades funcionais. o termo Tipologia Textual é usado para designar uma espécie de seqüência teoricamente definida pela natureza lingüística de sua composição (aspectos lexicais. Bronckart.Ele diz. assim. segundo o autor. tempos verbais. surge o discurso da cumplicidade. descrição e injunção (Swales. Tem-se ainda. que uma publicidade pode ter o formato de um poema ou de uma lista de produtos em oferta. para ele. 1990. injunção e narração. Para Marcuschi. graças as suas propriedades necessárias e suficientes5. relações lógicas) (p. e quanto à inserção destes no tempo e/ou no espaço. uma maneira de interlocução. exposição. pode não ter uma determinada propriedade e ainda continuar sendo aquele gênero. estar ligadas ao produtor do texto em relação ao objeto do dizer quanto ao fazer/acontecer. Em geral. ou conhecer/saber. Mesmo que o autor da carta não tenha assinado o nome no final. ela continuará sendo carta. Marcuschi traz a seguinte configuração teórica: • a) intertextualidade intergêneros = um gênero com a função de outro • b) heterogeneidade tipológica = um gênero com a presença de vários tipos Travaglia mostra o seguinte: • a) conjugação tipológica = um texto apresenta vários tipos • b) intercâmbio de tipos = um tipo usado no lugar de outro Aspecto interessante a se observar é que Marcuschi afirma que os gêneros não são entidades naturais. Resumindo. Para exemplificar. Para exemplificar. Essas perspectivas podem. estimulando a compra por parte de clientes ou usuários daquele produto. quando o produtor vê o receptor como alguém que não concorda com ele. na opinião de Travaglia.determinados efeitos de sentido impossíveis. segundo perspectivas que podem variar. a primeira perspectiva faz surgir os tipos descrição. A segunda perspectiva faz com que surja o tipo argumentativo stricto sensu6 e não argumentativo stricto . Um gênero. Adam. Surge. Tipologia Textual é um termo que deve ser usado para designar uma espécie de seqüência teoricamente definida pela natureza lingüística de sua composição. o discurso da transformação. Assim. cada uma das perspectivas apresentadas pelo autor gerará um tipo de texto. uma perspectiva em que o produtor do texto faz uma antecipação no dizer.

sensu. A perspectiva da antecipação faz surgir o tipo preditivo. A do comprometimento dá origem a textos do mundo comentado (comprometimento) e do mundo narrado (não comprometimento) (Weirinch, 1968). Os textos do mundo narrado seriam enquadrados, de maneira geral, no tipo narração. Já os do mundo comentado ficariam no tipo dissertação. Travaglia diz que o Gênero Textual se caracteriza por exercer uma função social específica. Para ele, estas funções sociais são pressentidas e vivenciadas pelos usuários. Isso equivale dizer que, intuitivamente, sabemos que gênero usar em momentos específicos de interação, de acordo com a função social dele. Quando vamos escrever um e-mail, sabemos que ele pode apresentar características que farão com que ele “funcione” de maneira diferente. Assim, escrever um e-mail para um amigo não é o mesmo que escrever um e-mail para uma universidade, pedindo informações sobre um concurso público, por exemplo. Observamos que Travaglia dá ao gênero uma função social. Parece que ele diferencia Tipologia Textual de Gênero Textual a partir dessa “qualidade” que o gênero possui. Mas todo texto, independente de seu gênero ou tipo, não exerce uma função social qualquer? Marcuschi apresenta alguns exemplos de gêneros, mas não ressalta sua função social. Os exemplos que ele traz são telefonema, sermão, romance, bilhete, aula expositiva, reunião de condomínio, etc. Já Travaglia, não só traz alguns exemplos de gêneros como mostra o que, em sua opinião, seria a função social básica comum a cada um: aviso, comunicado, edital, informação, informe, citação (todos com a função social de dar conhecimento de algo a alguém). Certamente a carta e o e-mail entrariam nessa lista, levando em consideração que o aviso pode ser dado sob a forma de uma carta, e-mail ou ofício. Ele continua exemplificando apresentando a petição, o memorial, o requerimento, o abaixo assinado (com a função social de pedir, solicitar). Continuo colocando a carta, o e-mail e o ofício aqui. Nota promissória, termo de compromisso e voto são exemplos com a função de prometer. Para mim o voto não teria essa função de prometer. Mas a função de confirmar a promessa de dar o voto a alguém. Quando alguém vota, não promete nada, confirma a promessa de votar que pode ter sido feita a um candidato. Ele apresenta outros exemplos, mas por questão de espaço não colocarei todos. É bom notar que os exemplos dados por ele, mesmo os que não foram mostrados aqui, apresentam função social formal, rígida. Ele não apresenta exemplos de gêneros que tenham uma função social menos rígida, como o bilhete. Uma discussão vista em Travaglia e não encontrada em Marcuschi7 é a de Espécie. Para ele, Espécie se define e se caracteriza por aspectos formais de estrutura e de superfície lingüística e/ou aspectos de conteúdo. Ele exemplifica Espécie dizendo que existem duas pertencentes ao tipo narrativo: a história e a não-história. Ainda do tipo narrativo, ele apresenta as Espécies narrativa em prosa e narrativa em verso. No tipo descritivo ele mostra as Espécies distintas objetiva x subjetiva, estática x dinâmica e comentadora x narradora. Mudando para gênero, ele apresenta a correspondência com as Espécies carta, telegrama, bilhete, ofício, etc. No gênero romance, ele mostra as Espécies romance histórico, regionalista, fantástico, de ficção científica, policial, erótico, etc. Não sei até que ponto a Espécie daria conta de todos os Gêneros Textuais existentes. Será que é possível especificar todas elas? Talvez seja difícil até mesmo porque não é fácil dizer quantos e quais são os gêneros textuais existentes.

Se em Travaglia nota-se uma discussão teórica não percebida em Marcuschi, o oposto também acontece. Este autor discute o conceito de Domínio Discursivo. Ele diz que os domínios discursivos são as grandes esferas da atividade humana em que os textos circulam (p. 24). Segundo informa, esses domínios não seriam nem textos nem discursos, mas dariam origem a discursos muito específicos. Constituiriam práticas discursivas dentro das quais seria possível a identificação de um conjunto de gêneros que às vezes lhes são próprios como práticas ou rotinas comunicativas institucionalizadas. Como exemplo, ele fala do discurso jornalístico, discurso jurídico e discurso religioso. Cada uma dessas atividades, jornalística, jurídica e religiosa, não abrange gêneros em particular, mas origina vários deles. Travaglia até fala do discurso jurídico e religioso, mas não como Marcuschi. Ele cita esses discursos quando discute o que é para ele tipologia de discurso. Assim, ele fala dos discursos citados mostrando que as tipologias de discurso usarão critérios ligados às condições de produção dos discursos e às diversas formações discursivas em que podem estar inseridos (Koch & Fávero, 1987, p. 3). Citando Koch & Fávero, o autor fala que uma tipologia de discurso usaria critérios ligados à referência (institucional (discurso político, religioso, jurídico), ideológica (discurso petista, de direita, de esquerda, cristão, etc), a domínios de saber (discurso médico, lingüístico, filosófico, etc), à inter-relação entre elementos da exterioridade (discurso autoritário, polêmico, lúdico)). Marcuschi não faz alusão a uma tipologia do discurso. Semelhante opinião entre os dois autores citados é notada quando falam que texto e discurso não devem ser encarados como iguais. Marcuschi considera o texto como uma entidade concreta realizada materialmente e corporificada em algum Gênero Textual [grifo meu] (p. 24). Discurso para ele é aquilo que um texto produz ao se manifestar em alguma instância discursiva. O discurso se realiza nos textos (p. 24). Travaglia considera o discurso como a própria atividade comunicativa, a própria atividade produtora de sentidos para a interação comunicativa, regulada por uma exterioridade sócio-histórica-ideológica (p. 03). Texto é o resultado dessa atividade comunicativa. O texto, para ele, é visto como uma unidade lingüística concreta que é tomada pelos usuários da língua em uma situação de interação comunicativa específica, como uma unidade de sentido e como preenchendo uma função comunicativa reconhecível e reconhecida, independentemente de sua extensão (p. 03). Travaglia afirma que distingue texto de discurso levando em conta que sua preocupação é com a tipologia de textos, e não de discursos. Marcuschi afirma que a definição que traz de texto e discurso é muito mais operacional do que formal. Travaglia faz uma “tipologização” dos termos Gênero Textual, Tipologia Textual e Espécie. Ele chama esses elementos de Tipelementos. Justifica a escolha pelo termo por considerar que os elementos tipológicos (Gênero Textual, Tipologia Textual e Espécie) são básicos na construção das tipologias e talvez dos textos, numa espécie de analogia com os elementos químicos que compõem as substâncias encontradas na natureza. Para concluir, acredito que vale a pena considerar que as discussões feitas por Marcuschi, em defesa da abordagem textual a partir dos Gêneros Textuais, estão diretamente ligadas ao ensino. Ele afirma que o trabalho com o gênero é uma grande oportunidade de se lidar com a língua em seus mais diversos usos autênticos no dia-a-dia. Cita o PCN, dizendo que ele apresenta a idéia básica de que um maior conhecimento do funcionamento dos Gêneros

Textuais é importante para a produção e para a compreensão de textos. Travaglia não faz abordagens específicas ligadas à questão do ensino no seu tratamento à Tipologia Textual. O que Travaglia mostra é uma extrema preferência pelo uso da Tipologia Textual, independente de estar ligada ao ensino. Sua abordagem parece ser mais taxionômica. Ele chega a afirmar que são os tipos que entram na composição da grande maioria dos textos. Para ele, a questão dos elementos tipológicos e suas implicações com o ensino/aprendizagem merece maiores discussões. Marcuschi diz que não acredita na existência de Gêneros Textuais ideais para o ensino de língua. Ele afirma que é possível a identificação de gêneros com dificuldades progressivas, do nível menos formal ao mais formal, do mais privado ao mais público e assim por diante. Os gêneros devem passar por um processo de progressão, conforme sugerem Schneuwly & Dolz (2004). Travaglia, como afirmei, não faz considerações sobre o trabalho com a Tipologia Textual e o ensino. Acredito que um trabalho com a tipologia teria que, no mínimo, levar em conta a questão de com quais tipos de texto deve-se trabalhar na escola, a quais será dada maior atenção e com quais será feito um trabalho mais detido. Acho que a escolha pelo tipo, caso seja considerada a idéia de Travaglia, deve levar em conta uma série de fatores, porém dois são mais pertinentes: a) O trabalho com os tipos deveria preparar o aluno para a composição de quaisquer outros textos (não sei ao certo se isso é possível. Pode ser que o trabalho apenas com o tipo narrativo não dê ao aluno o preparo ideal para lidar com o tipo dissertativo, e vice-versa. Um aluno que pára de estudar na 5ª série e não volta mais à escola teria convivido muito mais com o tipo narrativo, sendo esse o mais trabalhado nessa série. Será que ele estaria preparado para produzir, quando necessário, outros tipos textuais? Ao lidar somente com o tipo narrativo, por exemplo, o aluno, de certa forma, não deixa de trabalhar com os outros tipos?); b) A utilização prática que o aluno fará de cada tipo em sua vida. Acho que vale a pena dizer que sou favorável ao trabalho com o Gênero Textual na escola, embora saiba que todo gênero realiza necessariamente uma ou mais seqüências tipológicas e que todos os tipos inserem-se em algum gênero textual. Até recentemente, o ensino de produção de textos (ou de redação) era feito como um procedimento único e global, como se todos os tipos de texto fossem iguais e não apresentassem determinadas dificuldades e, por isso, não exigissem aprendizagens específicas. A fórmula de ensino de redação, ainda hoje muito praticada nas escolas brasileiras – que consiste fundamentalmente na trilogia narração, descrição e dissertação – tem por base uma concepção voltada essencialmente para duas finalidades: a formação de escritores literários (caso o aluno se aprimore nas duas primeiras modalidades textuais) ou a formação de cientistas (caso da terceira modalidade) (Antunes, 2004). Além disso, essa concepção guarda em si uma visão equivocada de que narrar e descrever seriam ações mais “fáceis” do que dissertar, ou mais adequadas à faixa etária, razão pela qual esta última tenha sido reservada às séries terminais - tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio.

FÁVERO. BRONCKART. ou apenas com injunções. de uso social. 7 . M.Necessárias para a carta. da participação social dentro de uma sociedade letrada. Por um interacionismo sócio-discursivo. meio que contrariando o que acabara de afirmar. A atividade com a língua. sabendo movimentar-se no dia-a-dia da interação humana. São Paulo: Editora da PUC/SP. (1999). A avaliação dessas produções abandona os critérios quase que exclusivamente literários ou gramaticais e desloca seu foco para outro ponto: o bom texto não é aquele que apresenta. “Contribuição a uma tipologia textual”.-P. Referências ADAM. realizar uma entrevista.Outra discussão poderia ser feita se se optasse por tratar um pouco a diferença entre Gênero Textual e Gênero Discursivo. 03. o que é viabilizado e concretizado pela adoção de algumas estratégias. Mardaga. (1987). In Letras & Letras. como enviar uma carta para um aluno de outra classe. Atividades de linguagem.Penso que quando o professor não opta pelo trabalho com o gênero ou com o tipo ele acaba não tendo uma maneira muito clara para selecionar os textos com os quais trabalhará. I. compreensão e produção de texto pela perspectiva dos gêneros reposiciona o verdadeiro papel do professor de Língua Materna hoje. ele diz desconhecer um gênero necessariamente descritivo. 2 . não mais visto aqui como um especialista em textos literários ou científicos. 4 . V.Segundo Travaglia (1991). etc. percebendo que o exercício da linguagem será o lugar da sua constituição como sujeito. Essas atividades. (2004). se a escolha do gênero. Aula de português: encontros e interação. mas como um especialista nas diferentes modalidades textuais. e suficientes para que o texto seja uma carta. São Paulo: Parábola. ANTUNES. Acredito que abordando os gêneros a escola estaria dando ao aluno a oportunidade de se apropriar devidamente de diferentes Gêneros Textuais socialmente utilizados. Élements de linguistique textuelle. se a estrutura. ou argumentativa. ou narrativa. texto argumentativo stricto sensu é o que faz argumentação explícita. assim. J. além de diversificar e concretizar os leitores das produções (que agora deixam de ser apenas “leitores visuais”) permite também a participação direta de todos os alunos e eventualmente de pessoas que fazem parte de suas relações familiares e sociais.Termo usado pelas autoras citadas para os textos que fazem previsão. L. mas aquele que é adequado à situação comunicacional para a qual foi produzido. Por outro lado. Assim. o estilo e o nível de língua estão adequados ao interlocutor e podem cumprir a finalidade do texto. I. (1990). ou injuntiva. ou só apresenta características literárias. ou dissertativa. distantes da realidade e da prática textual do aluno.O ensino-aprendizagem de leitura. ou seja. 6 . como o boletim meteorológico e o horóscopo. textos e discursos. Uberlândia: Editora da Universidade Federal de Uberlândia. orais e escritas. favoreceria o exercício da interação humana. o conteúdo. caracterizado como carta. pp. Acho meio difícil alguém conseguir escrever um texto. fazer um cartão e ofertar a alguém. L. Theorie et pratique de l’analyse. J. enviar uma carta de solicitação a um secretário da prefeitura. & KOCH. 1 .Pelo menos nos textos aos quais tive acesso. Liège. 3 -Travaglia (2002) diz que uma carta pode ser exclusivamente descritiva. Vol. 5 . o espaço da sala de aula é transformado numa verdadeira oficina de textos de ação social. nº 01. 3-10. . apenas com descrições.

TRAVAGLIA. 330 + 124 pp. recobertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios”. Fonte: http://www.MARCUSCHI. Esses mecanismos lingüísticos que estabelecem a conectividade e a retomada do que foi escrito / dito são os referentes textuais e buscam garantir a coesão textual para que haja coerência. que para o público a quem se dirige deveria ser de conhecimento geral. WEIRINCH. numerais. não só entre os elementos que compõem a oração. Dessa forma. Tese de Doutorado / IEL / UNICAMP. relação. Cambridge: Cambridge University Press. (1990). evita que se lance mão de repetições inúteis. Nominalização – emprego alternativo entre um verbo. um erro no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais prejudica o entendimento do texto. Gêneros orais e escritos na escola. extrai-se que não se deve escrever frases ou textos desconexos – é imprescindível que haja uma unidade. Numa linguagem figurada. Rio de Janeiro: Lucerna. Campinas: Mercado de Letras SWALES. que essas frases estejam coesas e coerentes formando o texto. (2002). Â. Madrid: Gredos. entende-se ligação. constroem-se frases. associação). H. C. (1968). & DOLZ. et al. a coesão é uma linha imaginária . que irão apresentar o contexto – decorre daí a coerência textual.que une os diversos elementos do texto e busca estabelecer relações de sentido entre eles. “o enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e orações. sejam lexicais (repetição. com o emprego de diferentes procedimentos. “Gêneros textuais: definição e funcionalidade” In DIONÍSIO. M. Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e independência sintática e semântica. Genre analysis. por coesão. ___ (2002). substituição. assim como na fala. usamos mecanismos para garantir ao interlocutor a compreensão do que se lê / diz.html 4. J.algosobre.2 Coesão e Coerência Textual Por: Cláudia Kozlowski Na construção de um texto. Nas palavras do mestre Evanildo Bechara (1). Mimeo. orações. períodos. conjunções. elipses). Um estudo textual-discursivo do verbo no português. Essa coesão também pode muitas vezes se dar de modo implícito. Muitas vezes essa incoerência é resultado do mau uso daqueles elementos de coesão textual. 1991. 2. A. Substituição de palavras com o emprego de sinônimos ou de palavras ou expressões de mesmo campo associativo. confere-se a ele uma unidade formal. ou seja. Gêneros textuais e ensino. L. Construído com os elementos corretos. relembre-se que. Estrutura e función de los tiempos em el lenguaje. L. J. Tipelementos e a construção de uma teoria tipológica geral de textos. Na organização de períodos e de parágrafos. Campinas. SCHNEUWLY.com. B. Desta lição. Um texto incoerente é o que carece de sentido ou o apresenta de forma contraditória. Além disso. Há diversas formas de se garantir a coesão entre os elementos de uma frase ou de um texto: 1. (2004).composta de termos e expressões . sejam gramaticais (emprego de pronomes. o substantivo ou o adjetivo correspondente . como também entre a seqüência de orações dentro do texto. English in academic and research settings. (1991). o uso de uma determinada sigla.br/gramatica/genero-textual-e-tipologia-textual. baseado em conhecimentos anteriores que os participantes do processo têm com o tema. nexo entre os elementos que compõem a estrutura textual.2. Por exemplo.

3. Por exemplo.: O jovem recolheu-se cedo. estabelece a relação entre as duas orações. dada sua característica: são elementos que não significam.6% –. ele morreu desconhecido e só. Dêiticos são elementos lingüísticos que têm a propriedade de fazer referência ao contexto situacional ou ao próprio discurso. podendo indicar simultaneidade. Por exemplo. não é suficiente para que haja sentido no texto. 6. “Grande no pensamento. assim. nas duas décadas seguintes. ao remeter a um enunciado anterior. Já os componentes concentram em si a significação.). essa função de progressão textual. certos advérbios e expressões adverbiais.. neste momento (presente). Sabia que ia necessitar de todas as suas forças. aproximadamente. o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26. ontem. Por exemplo. bastamnos essas informações. Somente a coesão. Os pronomes demonstrativos. hoje. Como nosso intuito nesta página é a apresentação de conceitos.relações de um termo de sentido mais amplo com outros de sentido mais específico. mesa (mais específico) e móvel (mais genérico).” Esse conceito será de grande valia quando tratarmos do uso dos pronomes demonstrativos. chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 – 121. de agora em diante. entre outros. felino está numa relação de hiperonímia com gato. ___2___.(desgastar / desgaste / desgastante). porém só o farei no ano vindouro) A coesão apoiada na gramática dá-se no uso de conectivos. grande no infortúnio. agora. grande na ação. empregada como recurso estilístico de intenção articulatória. Em 1980. Vejamos como o examinador tem abordado o assunto: (PROVA AFTN/RN 2005) Assinale a opção em que a estrutura sugerida para preenchimento da lacuna correspondente provoca defeito de coesão e incoerência nos sentidos do texto. e não uma redundância . depois de (futuro). ultimamente. isto é. e coerência se relaciona intimamente a contexto. apenas indicam. 5. Uso de hipônimos – relação que se estabelece com base na maior especificidade do significado de um deles. Emprego de hiperônimos .: Necessito viajar. a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990. doze homicídios por cem mil habitantes. grande na glória. ___3___. como certos pronomes. há alguns dias. conjunções. . sem aprofundá-los em demasia.4%. Repetição na ligação semântica dos termos. O termo o jovem deixa de ser repetido e. esse é o papel da coerência. ___1___ dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo.. levando-se em conta o risco de morte por homicídio. o grau de violência intencional aumentou. tínhamos uma média de. elipses. no próximo ano. certas locuções prepositivas e adverbiais. bem como os advérbios de tempo. referenciam o momento da enunciação. antes de (pretérito). Substitutos universais. remetem aos componentes da situação comunicativa.” (Rocha Lima) 4. contudo.resultado da pobreza de vocabulário. anterioridade ou posterioridade. Assim: este. ___4___. . por excelência. Elisa Guimarães (2) nos ensina a esse respeito: “Os pronomes pessoais e as desinências verbais indicam os participantes do ato do discurso. ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes. A elipse se justifica quando. a palavra elidida é facilmente identificável (Ex. recentemente. A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. como os verbos vicários (ex. em média. Exerce.

htm) a) 1 – Tanto é assim que b) 2 – Lamentavelmente c) 3 – ou seja d) 4 – Simultaneamente e) 5 – Se bem que COMENTÁRIO: As lacunas no texto ocultam palavras e expressões que atuam como conectores – ligam orações estabelecendo relações semânticas entre os períodos. examinar os fatos. filosófica.4 Produção de Textos Escrita e produção de texto Todos sabem que as atuais demandas sociais requerem cidadãos capazes de exercer plenamente a sua cidadania. O cartaz é uma forma de escrita Foto: Acervo EducaRede No mundo da informação isso significa. Sendo aceita a sugestão da banca. ___5___ a vitimização letal se distribui de forma desigual: são. sobretudo. e vem de várias fontes e por vários caminhos — mídia impressa.9% do PIB entre 1996 e 1997. estabelecendo. que tem várias naturezas — matemática. a sociedade atual precisa de cidadãos atuantes.br/acoes. Ou seja. Por isso. da cidade. 1. mas que nela saibam agir. saber lidar com a informação. meio acadêmico e Internet. assim. artística. A banca sugere algumas opções de preenchimento. do sexo masculino. os jovens pobres e negros. do planeta. que têm pago com a própria vida o preço da escalada da violência no Brasil. o gabarito é a opção E. articular acontecimentos. científica. a única que não atende ao solicitado é a de número 5.Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da violência consumiram. do país.brasil. que não se limitem a observar a realidade.com. Isso implica saber analisar criticamente as realidades sociais e organizar a ação para intervir nessa realidade. radiofônica e televisiva. (Adaptado de http:// www. prever suas possíveis conseqüências para a qualidade de vida das pessoas. religiosa.2. por um lado. entre outros. uma vez que a expressão “Se bem que” deveria introduzir uma oração de valor concessivo. entre 15 e 24 anos. contudo. a coerência textual seria prejudicada. Fonte: http://www.2. apenas no setor saúde. por exemplo —. Dessas.3 Estudo de textos básicos 4. que o que se segue ratifica as informações anteriores ao fornecer dados complementares às estatísticas sobre homicídios. Lidar com a informação significa apropriar-se de: .html 4. idéia contrária à que foi apresentada até então pelo texto.br/articles/2586/1/COESAO-E-COERENCIATEXTUAL/Paacutegina1.gov.mundovestibular. Verifica-se.

Se quisermos divulgar um serviço que prestamos. fala-se em saber lidar de maneira proficiente com todos os conhecimentos com os quais se opera nas práticas de linguagem. para um determinado site. obter informações analisá-las criticamente. A cada circunstância correspondem: a) finalidades diferentes: manifestar nossa forma de pensar a respeito de determinada matéria lida.  recursos que possibilitem a divulgação da informação. Quer dizer: em várias circunstâncias da vida escrevemos textos para diferentes interlocutores. A linguagem do jornal é diferente daquela do cartaz Foto: Acervo ANDI Se desejarmos informar um possível contratante sobre nossa formação e experiência profissional para que ele possa avaliar se correspondemos às expectativas que a empresa tem para um provável funcionário. organizar um outdoor para veicular informação a respeito do serviço nos lugares que se espera que circulem potenciais interessados no serviço divulgado. podemos escrever um anúncio para uma revista. ainda. exercer plenamente a cidadania significa saber agir utilizando a informação. Produzir textos: uma prática social Assim como a leitura. Se pretendermos divulgar dados organizados de determinada pesquisa que realizamos. Como se pode ver. podemos escrever uma carta. escrevemos um artigo acadêmico-científico.  procedimentos que permitam o reconhecimento da pertinência e idoneidade da informação. Quando se fala em domínio da linguagem escrita. Agora. se o tratamento recebido por determinado assunto em uma determinada matéria nos causar indignação — ou mesmo admiração — podemos escrever uma carta para o jornal manifestando nossa forma de pensar a respeito. Quer dizer. por exemplo. obter notícias sobre um ente querido. como tal. fala-se em ler e escrever utilizando os procedimentos e estratégias que conferem maior eficácia aos textos produzidos e às leituras realizadas. Por outro lado. formas de obtenção da informação para conhecer o real. Se quisermos ter notícias de um ente querido que se encontre distante de nós geograficamente. ou podemos escrever um folheto de propaganda para ser distribuído na saída do metrô. para ser publicado em uma revista de educação — ou um livro — que circule no espaço no qual essa discussão interesse. a respeito da evasão dos alunos. Em uma sociedade letrada. com distintas finalidades. discutimos o que isso pode significar quando nos referimos à leitura. elaboramos um currículo. divulgar determinados serviços buscando seduzir possíveis clientes. convencer a respeito de determinadas interpretações de dados. saber divulgá-las e agir utilizando essas informações passa pelo domínio de um objeto social fundamental: a linguagem escrita. produzimos textos em diferentes circunstâncias. vamos priorizar o processo de produção de textos escritos. Por exemplo: ao lermos um jornal. . ou. uma prática social. para circularem em espaços sociais vários. No texto “Sobre leitura e formação de leitores”. ou enviar uma mensagem por email. organizados nos mais diversos gêneros. a produção de textos escritos é uma prática de linguagem e. para um jornal.

que poderá ter como interlocutores estudantes ou outros cineastas. nessas condições enumeradas. embora não apenas por este motivo. de associado de determinado clube. podendo ser mais descontraído. certamente. de industrial do ramo da produção de lâmpadas. médicos. diretores de escola etc). se a uma pessoa for solicitado um discurso recomendando a redução do consumo de energia elétrica. a relação entre os interlocutores instituiu compromissos diferenciados entre eles. anúncio. ao contrário. Quer dizer: escrever um texto é uma atividade que nunca é a mesma nas diferentes circunstâncias em que ocorre. c) lugares de circulação determinados: mídia impressa. influenciam-se mutuamente. este não será o mesmo. outdoor. de irmão/irmã.. menos comprometido com argumentações coerentes com determinadas posições teóricas. o contexto de produção dado lhe permitirá assumir o lugar de espectador/apreciador da arte do cinema e seu discurso. Escrita: um processo individual e dialógico . Cada um desses papéis estabelece entre nós e aqueles com quem nos relacionamos determinados vínculos. d) gêneros discursivos específicos: carta de leitores. recomendações são feitas. digitadores. incluindo-se nestas o papel social de onde fala o produtor. revista). academia. atitudes são tomadas. transeuntes de determinados locais (vias de circulação. Se estiver conversando com amigos em um encontro casual. carta pessoal. currículo. pontos de vista a partir dos quais os acontecimentos são analisados. Todos desempenhamos diferentes papéis na vida: o de mãe/pai. colegas de trabalho. Essas condições referem-se aos elementos apresentados acima. Os argumentos serão diferentes porque. feirantes. ou de amigo de determinado empresário do ramo. escritores. mas também porque o cineasta não poderá. rodoviária etc. Um aspecto a ser considerado ainda é o lugar do qual se escreve. família ou círculo de amizades.. Ser um escritor proficiente. uma vez que são todos constitutivos do sujeito e que. que implicam responsabilidades assumidas. um parente próximo ou um amigo. determinada empresa (esfera profissional). significa saber lidar com todas as características do contexto de produção dos textos. tendo. portanto. sob pena de não ser eficaz. b) interlocutores diversos: leitores de um determinado veículo da mídia impressa (jornal. E isto por causa de todas as condições de produção citadas. não terá a mesma organização. artigo acadêmico-científico. ou porque circulará na esfera acadêmica. de consumidor de determinado produto. leitores de determinada revista acadêmico-científica ou de determinado tipo de livro. quando assumimos a palavra para dizer alguma coisa a alguém. um desses papéis predomina. caso seja produzido a partir do lugar de deputado federal. folheto de propaganda. dessa forma. revisores. Por exemplo: um cineasta. dentistas. vias públicas de grande circulação de veículos e pessoas. produzir o discurso a partir do lugar de pai. porque cada escrita se caracteriza por diferentes condições que determinam a produção dos discursos. ou do lugar do pai que fala a seus filhos.informar sobre sua qualificação profissional. de filho/filha. certamente produzirá um discurso permeado por análises técnicas e históricas. vereadores. Mas não apenas a eles. Isso ocorrerá não só porque o discurso será uma conferência. quando em uma conferência ou mesa-redonda. em função das demais características do contexto de produção (sobretudo do lugar de circulação do discurso e do interlocutor presumido). o relativo à profissão que exercemos (professores. um possível contratante. que se adequar a essas condições. Ainda que esses papéis se articulem todo o tempo. Da mesma forma.). nem a mesma escolha lexical. por exemplo. de maneira a orientar a produção do seu discurso pelos parâmetros por elas estabelecido. de cidadão brasileiro. ao analisar determinado filme. portanto. entre outros.

dos enunciados a serem organizados são escolhas do produtor do texto. os poemas concretos passaram a existir a partir de determinada época. Dificilmente uma jovem hoje receberia uma carta que começasse com a expressão Estimada senhorita (ou Caríssima senhorita).  os gêneros. Na Suécia.Assim como a leitura. o processo de escrita é tanto uma experiência individual e única. em tempo não-real. se não novos gêneros. por não corresponderem também às novas necessidades estéticas. são criados. nos quais se pode conversar em tempo real com pessoas dos lugares mais longínquos do planeta. gêneros como as cantigas de amigo. por exemplo. era comum quando se pretendia visitar um parente ou amigo — ainda que residente na mesma cidade — escrever-se uma carta e entregá-la em mão. que podem marcar época. típicos da Idade Média. chegando mesmo a conter citações explícitas. por exemplo. Hoje essa prática caiu em desuso — e com ela a situação de utilização do gênero — tendo sido substituída por um telefonema. As tecnologias digitais. pelo menos modificações nos gêneros já existentes. que refletirão seu estilo de dizer. Há também textos que se referem a outros já escritos. mas determinadas historicamente. este não é um gênero presente. No século XVII. por exemplo. que também são construções históricas.  os textos produzidos e seu conteúdo. acabam por criar novas possibilidades de interlocução escrita com pessoas distantes geograficamente umas das outras: por e-mail. foram sendo preteridos pelos poetas e literatos. os textos que produzimos são resultantes das escolhas que fazemos quanto a o que dizer e como dizer em função das condições de produção colocadas. possuía fórmula de iniciação e de conclusão muito diferentes no século XVII e atualmente. Uma carta de amor. ainda em chats. Criam-se. assim. As crônicas esportivas também foram gêneros que se constituíram em épocas recentes e apenas em determinadas culturas. em um dado momento histórico há um conjunto de possibilidades disponíveis e é no interior . como a brasileira. enviando-se mensagens que ora se assemelham a bilhetes. propriamente. e. por outro lado. dessa forma. como resultado de necessidades estéticas historicamente construídas em um determinado período. Anotação no caderno: forma de aprender Foto: Acervo Instituto Sou da Paz  à forma de dizer (escolhas lexicais típicas do gênero. Se quiser ver um exemplo dessa inter-relação que existe entre os textos — denominada também de intertextualidade — clique aqui. Como é possível perceber. quanto interpessoal e dialógica. caem em desuso. É individual e única porque o processo de produção de um texto implica escolhas pessoais quanto a o que dizer e a como dizer: a seleção de tópicos a serem apresentados. por exemplo. modificam-se. por exemplo. Na literatura. Escrever é um processo interpessoal e dialógico porque todo texto sempre se relaciona. por exemplo. Essas escolhas não são aleatórias. das palavras a serem utilizadas. com a finalidade de avisá-lo de sua visita. constituindo-se como referências. ou. expressões usuais que acabam por caracterizá-los. com os textos já produzidos anteriormente no que se refere a:  o que se pode dizer por meio de determinados gêneros. ou que terminasse com a expressão Com votos de consideração e estima. de alguma forma. ora a cartas. Quer dizer.

crônica. mediante a apresentação de argumentos que possam sustentar a posição que se defende e refutar aquelas que forem contrárias à defendida no texto. sermão. portanto. receita médica. verbete. inevitavelmente.desse conjunto que as nossas escolhas pessoais são feitas. Se a finalidade. em algum gênero do discurso. precisam ser . de aventuras. saber selecionar o gênero para organizar o seu discurso implica conhecer suas características para avaliar sua adequação:  às finalidades colocadas para a situação comunicativa. anúncio. de uma conversa de bar a uma tese de doutoramento. anúncio. Partes dessas possibilidades relacionam-se aos gêneros do discurso. poema.. monografia. Qualquer manifestação verbal organiza-se. de fadas.). ou como a pena de morte como forma eficiente de combate à criminalidade. Gêneros do discurso e textos Os gêneros são formas de enunciados produzidas historicamente. reportagem. entre outros. panfleto. repente. seminário. essa pessoa precisará organizar o seu discurso em um gênero como o artigo de opinião. por outro lado. devem ser objeto de ensino. em qualquer situação comunicativa. tese. for relatar a um grande público um fato acontecido no dia anterior. romance.  a sua forma composicional. Se o que se pretende é orientar alguém para a realização de determinada tarefa. conto (literário.  a um contexto de produção determinado. As diferentes manifestações verbais concretizam-se em textos — orais ou escritos — organizados nos gêneros.  ao lugar de circulação. cantiga. quer tenha sido produzida em linguagem oral ou linguagem escrita. Portanto. por exemplo. Redação: exercício de escrita Foto: Acervo EducaRede Os gêneros podem ser identificados por três características fundamentais:  o tipo de tema que podem veicular. maravilhoso. a proficiência do aluno em Língua Portuguesa depende também do conhecimento que ele possa ter sobre os gêneros e sua adequação às diferentes situações comunicativas. palestra. popular. então a fábula é o gênero mais adequado. como notícia. Suas características. que se encontram disponíveis na cultura. a famílias de textos que possuem características comuns Não é qualquer gênero que serve para se dizer qualquer coisa. conferência. o gênero escolhido pode ser a notícia. receita culinária. adivinha. cordel. pode-se escrever um manual. parlenda. Estes se referem.  as marcas lingüísticas que definem seu estilo. relatório. Esse é o gênero que pressupõe a argumentação em favor de questões controversas. Pode-se mesmo afirmar que o conhecimento que se tem sobre um gênero determina as possibilidades de eficácia do discurso. portanto. fábula.. Se imaginarmos que alguém pretende discutir uma questão complexa como a descriminalização das drogas. ou relacionar instruções. Dessa forma. Se se deseja apresentar algum ensinamento utilizando situações vividas por animais que representam determinadas características humanas.

ou não se esforça muito para isso. uma palavra . a criança precisa obedecer a regras de espaço. O texto pode ser um desenho. do contexto de produção especificado. b) pragmáticos (relativos às especificidades da situação de comunicação e às diferentes práticas sociais de escrita). As produções deverão ser arquivadas em um caderno específico. A produção de texto não deve ser trabalhada isoladamente. uma frase ou um conjunto de todas estas normas de registro e expressão que. Produzir textos é inerente à criança. o aluno não escreve porque não sabe o que. coesão e coerência).tematizadas nas atividades de ensino. dentro de um contexto. saber redigir o que foi planejado. saber revisar o que foi escrito — durante o processo mesmo de escrita e depois de finalizado —. Antes mesmo de conhecer letras. música. sob a orientação do professor. O professor deve requerer as produções dos alunos de maneira gradativa.Produção de texto PRODUÇÃO DE TEXTO Produzir é realizar. c) textuais (relativos à linearidade do texto em si: relativos à sintaxe. transmitem um significado ou uma idéia. como características do gênero no qual o texto será organizado.educared. trava-língua etc). trabalhar textos coletivamente. descreve um passeio. ou porque não está motivado.org/educa/index. Em sua rotina. . Nesse processo. ele escreve apenas para satisfazer uma exigência do professor. Para a criança chegar a elaborar um texto individualmente. que é outra competência que também precisa ser constituída. a criança se nega a produzir. Na escola. ou sobre o que quer escrever. d) gramaticais. Assim . e) notacionais (relativos ao sistema de escrita). Fonte: http://www. Outras vezes. escrever pressupõe o domínio de determinados procedimentos: saber planejar o que vai ser escrito em função das características do contexto de produção colocado. contos. Começa aí o bloqueio: escreve pouco. A criança passa por fases de produção. com forma e conteúdos próprios. ou não escreve. mas de forma interdisciplinar. seqüência e lógica . todas igualmente importantes para ela. fabricar. e saber reescrever o texto produzido e revisado. precisa. independentemente de saber escrever ou não. ela produz texto oral. Tais procedimentos precisam ser sempre articulados no processo de escrita. dita regras de uma brincadeira. de maneira que o progresso do aluno possa ser percebido e avaliado com maior segurança pelo professor e pelo próprio aluno. entre outras coisas. ela conta um fato . conhecimentos de várias naturezas entram em jogo: a) discursivos (relativos às características do discurso. aliadas às regras ortográficas e gramaticais não definidas por ela. Os procedimentos de escrita Além desse conhecimento. criar. por exemplo). no que se refere à dificuldade de execução. ou em pequenos grupos. Algumas vezes.interna&id_tema=9&id_subtema=3 Texto Informativo . pontuação.cfm? pg=oassuntoe. com base em modelos de escrita corretos e variados quanto à forma ( poesia. antes.

fazer um desenho e escrever uma frase ou um texto que se refira à palavra formada. . . .Recortar letras de jornais e revistas.Escolher uma figura.Desenhar seus brinquedos e escrever os nomes. político. O professor escreve-as num papel manilha ou na lousa para que as crianças possam recorrer a elas durante a produção. . O professor recorta pedaços de papel colorido de revistas e cola em folhas de linguagem.Montar personagens com material de sucata e . Desenhar os personagens utilizando sucata e transcrever a história.Escrever o que quiser sobre uma data comemorativa.Escrever sobre um profissional que esteve na escola ( jardineiro.Escrever sobre uma figura: o professor recorta uma parte de uma figura de objeto. . . O professor promove e coordena uma discussão sobre o tema. vidraceiro. onde fazem as ilustrações. escrever a história. Em seguida. alimento ou brinquedo e cola em uma folha. . . .Fazer uma montagem e escrever sobre ela.Desenhar sua classe e seus colegas e escrever sobre eles. O aluno escolhe a cor sobre a qual quer escrever. montar seu nome e escrever uma frase ou um texto. . O aluno deve identificar a figura ( distinção parte/todo) e escrever sobre a parte ou sobre o todo.As crianças fazem perguntas diretamente à pessoa e depois escrevem um texto. Ao terminar. recortar e colar em uma folha. A classe decide sobre o que vai escrever.Fazer um desenho com base numa história contada e copiar o título.Escrever sobre uma cor. .Sugestões: .Escrever a respeito do brinquedo ou da brincadeira de que mais gosta.Escrever sobre um fato da atualidade ( ecológico. . . . escrever uma história sobre ele.Desenhar um meio de transporte e escrever sobre ele. . cada criança terá o seu . .Desenhar o pai ou a mãe e escrever “meu pai” ou “minha mãe” de acordo com o desenho. sua família e escrever os nomes .Escrever sobre palavras recortadas e coladas em folhas: a criança escreve o que quiser a respeito da palavra.Escrever sobre “O que gostaria de ser quando crescer”e desenhar. social.Depois de ouvir uma história. recortar e colar em uma folha. fazer o desenho e escrever o que quiser sobre ela. .Recortar letras e formar uma palavra. a criança escolhe aquele sobre o qual escreverá. . policial etc). animal.Fazer o desenho de um animal de que tem medo e escrever sobre ele. em grupo. entregador de merenda.Escrever sobre um assunto de Ciências e Saúde e montar um livro.Observando um desenho. e sugere as palavras que entrarão na história. as crianças fazem um texto coletivo e transcrevem para o livro.Fazer uma história tomando por base um Banco de Palavras.Escolher uma letra. . . O professor seleciona alguns recortes e cola em folhas. Em seguida. guarda etc). Em seguida. . . . . . . .Escrever seu nome e desenhar o seu retrato.O professor pode aproveitar uma notícia de jornal ou uma pergunta de um aluno para propor o tema. . escrever sobre ela. escrever sobre ela.Desenhar seus amigos e escrever seus nomes.Depois de assistir a um filme em vídeo.Escrever sobre um recorte de revista. Em seguida.Ouvir uma história contada pelo professor e escrever sobre ela. .Escrever sobre seu animal preferido e depois fazer o desenho. .Desenhar sua casa.Desenhar sua família e escrever os nomes. produzir uma história oral.

uma criança sorteia uma palavra que será tema de uma produção. Cada aluno escreve o bilhete para o colega sorteado. o. cor ou tamanho. O professor faz a entrega e os alunos têm que identificar quem foi que escreveu o bilhete. tentando após a exploração. Por exemplo.9 anos.Escrever um livro. Em seguida. Cada aluno faz um trabalho que pode ser produção. desenho para ligar os pontos etc. e grampeia. . ao zoológico etc. Sob a orientação do professor. Se possível. cruzadinha.Contar um sonho que teve e escrever sobre ele. papel. eles selecionam os trabalhos e montam o jornalzinho. vem uma história inteirinha na minha cabeça.1991) . De vez em quando. foi dado pelo aluno Rafael à sua professora e demonstra bem como ocorre. . .Em grupos pequenos de alunos. elabora a capa.Escrever sobre um animal que foi trazido para a classe. formar palavras e desenhar. . a alimentação. As crianças escrevem algumas palavras em pequenos papéis e colocam numa caixa: o Tesouro de Nomes. professora. escrever uma lista de dez palavras e fazer uma produção. a utilidade e outras características do animal.Fazer um livro sobre o arco-íris: cada folha terá uma cor pintada ou um recorte colorido de tecido. . receita. adivinhações. O aluno escreve o nome da cor e o que ela significa para ele. As informações são complementadas pelo professor como conteúdo de Ciências..Montar um livro com recortes de jornal ou revista. Um aluno.Escrever um bilhete para um colega. O professor lê as informações da ficha. Em seguida. a criança resolve fazer um livro sobre frutas: ela recorta e cola uma figura em cada página e escreve uma frase sobre a fruta ou apenas o nome dela. . a seguir. vendo os desenhos.Escrever um bilhete para o professor e assinar. formando o livro. . O professor pode contribuir com alguma atividade. “ Às vezes. os alunos comentam e escrevem seus textos.Fazer um desenho com materiais artísticos e escrever sobre ele. o professor responderá a todos os bilhetes. . As crianças conversam com o dono para saber os hábitos. Por exemplo. Parece que estou fazendo um filme. um passeio à feira. descobrir qual é.Escrever sobre uma palavra-surpresa. desenho para ser pintado. . . Cada aluno transcreve seu trabalho para folha e assina. ou alguém da escola. faz os desenhos. O professor dobra as folhas de papel sulfite no meio. as crianças fazem um banco de palavras. Estou pensando em fazer um livro em casa”.Montar um livro: recortar letras. Por exemplo. para ele. repetindo o processo em todas as páginas do livro. . de qualquer forma.Escrever sobre figuras seqüenciadas. plástico etc. a .Fazer o Jornal da Classe. colando as letras na folha. o processo de produção de texto. Aí. Rafael foi incentivado a criar e a produzir textos desde o início da 1ª série. . Cada aluno escreve sua história e transcreve cada frase em uma página. Escrever comentários baseados nas fichas de animais do chocolate Surpresa. começo a juntar algo dos desenhos com outras imagens que eu já vi. forma a palavra pato. O depoimento. escondido um animal e não diz qual é.Escrever sobre uma experiência vivenciada. por exemplo. escreve o título e assina.livro. p. . e faz a ilustração.2ª série. O professor escreve um nome em folhas que serão sorteadas entre as crianças. . (Rafael Nunes.. traz. o aluno decide fazer um livro sobre animais: ele recorta as letras t.

apresentam oscilação de timbre nas pronúncias. as vogais abertas a. s ou z – adorá-lo(s). dá-la(s). floresta. tórax (tórax ou tóraxes).: Poucas paroxítonas deste tipo. . mês. Vénus e Vênus. sóis. éden (édenes ou edens). velho. dó. o qual é assinalado com acento agudo. Tejo. voo. pá. vá. má. após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas r.blogspot. judô. filé. céu(s). ilhéu(s). já. véu(s). chapéu(s). As formas verbais oxítonas. provêm. n. nós. pás. podendo estes dois últimos ser seguidos ou não de s – anéis. as palavras paroxítonas não são acentuadas graficamente: enjoo. seguidas das consoantes nasais grafadas m e n. votamos (votámos). e(s). rês. e(s). assim como. papéis. Zé. Obs. rés. lá. bônus e bônus.3.1 A norma ortográfica a) Acordo Ortográfico 1990 Vide material em PDF b) Acentuação Regras de Acentuação Monossílabos Tônicos: São acentuados os monossílabos tônicos terminados com a(s). homem. ou circunflexo. cós. o(s) − dá. cadáver (cadáveres). pénis e pênis. corrói (de corroer). pé. mocotó. dê. mesa. na sílaba tônica/tónica. grave. r. fé. É facultativo o acento agudo em formas verbais do pretérito perfeito do indicativo: amamos (amámos). quando conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s). pés. batéis. Oxítonas: Levam acento as oxítonas terminadas em vogais tônicas/tónicas a(s). tênis e ténis. eu ou oi. vê-la. açúcar (açúcares).Fonte: http://profa-val. vejo. habitá-la(s). louvamos (louvámos).html 4. más. pontapé. acém. pó. provéns. metrô. São acentuadas as paroxítonas que apresentam. herói(s).3 Aspectos normativos 4. remói (de remoer). pôs. fiéis. e. se aberto.com/2006/08/texto-informativo-produo-de-texto. Paroxítonas: Em geral. detém. olá. o(s) ou em(ns) −está(s). o e ainda i ou u e que terminam em l. Oxítonas com ditongos abertos ei. se fechado: pônei e pônei. terminam na vogal tônica/tônica aberta grafada a. x e ps. né. rapê (rapé). salvo raras exceções. purê (puré). com as vogais tônicas/tônicas grafadas e e o em fim de sílaba. as respectivas formas do plural: amável (amáveis).

O verbo pôr e as formas verbais pôde. apazigue (apazígue). fenômeno (fenómeno). Raul. retórque.Recebem acento gráfico paroxítonas terminadas em que. contribuinte. sucuuba. Trema: Este sinal de diérese foi inteiramente suprimido. perdoo. Perdem o acento gráfico os vocábulos terminados em oo ou eem − creem. Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei ou oi − alcateia. não haverá acento − ruim. dinâmico. averigue. mágoa. delínque. às (de a+as) e também na contração da preposição a com os demonstrativos aquele. cômodo (cómodo). que. Exceções: Palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros: hübneriano. àqueloutra(s). oblique (oblíque). feiura. juiz. mariice (neologismo de Guimarães Rosa). câmara. tônico (tónico). distribuiu. deem. aqueles. paul. veem. xiita. público. Também não leva acento se a vogal i ou u se repetir. Proparoxítonas: Todas são acentuadas − árabe. releem. heroico. àquilo. Convém lembrar que. . mandriice. Müller. assembleia. Ditongos: Perdem o acento gráfico o i ou u tônicos/tônicos precedidos de ditongo em paroxítonas − baiuca. náusea. têm e vêm recebem acentos diferenciais. aquela. o que ocorre em poucas palavras: vadiice. cairmos. período. fêmea (fémea). trêmulo. Vênus (Vénus). àquela(s). àqueloutro(s). enjoo. viríamos. blasfêmia (blasfémia). as duas últimas quando na terceira pessoa do plural do presente do indicativo de ter e vir. contribuiu. último. músico. Acento grave: Na contração da preposição a com as formas do artigo ou pronome demonstrativo o: à (de a+a). Ipuiuna. que. quando a vogal i ou u for acompanhada de outra letra que não seja s. qui. raiz. quem. tireóide. Pode-se usar acento agudo ou circunflexo na letra e ou o antes de m ou n que não formam sílaba: acadêmico (académico). Perde o acento gráfico o u tônico/tónico dos grupos. atraiu. qui − argui. com u pronunciado: alongínque. zoo. aquelas e aquilo ou ainda da mesma preposição com os compostos aqueloutro e suas flexões: àqueles(s). glória. lúdico.

faísca. ENS . bíceps.algosobre. PS. antiherói. seguido ou não de S fácil. haverá acento − proíbo. acompanhados ou não de s. AS. em: A. bênção. Fonte: http://www. U. cárie. redemoinho. refém.com. UNS. parabéns EM. avós. Oxítonas Se terminadas vatapá. Morumbi. caíste. paraíso. igarapé. país. 3) Não ponha acento nos prefixo paroxítonos que terminam em R nem nos que terminam em I: inter-helênico. caráter. baú. órfãs. semi-internato. órfãos. vírus. lúcido. árduos. Observe: 1. super-homem. I. heroína. terminadas em I. hífen. fenómeno (Portugal).Hiatos: Quando a segunda vogal do hiato for i ou u. tônicos/tónicos. ÃS. Jaú. abacaxi. pólen. táxi. O. tênis. carnaúba. Observe: Pode-se usar acento agudo ou circunflexo de acordo com a pronúncia da região: acadêmico. polens. 2) Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: sêmen. N. ímã. IS. US não levam acento: tatu. Ã. sólido. Observe: 1) Terminadas em ENS não levam acento: hifens. 2. fêmur (Brasil) ou sêmen.html Tabela traz regras já de acordo com a nova ortografia Márcia Lígia Guidin* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação Tipo de palavra ou sílaba Proparoxítonas Quando acentuar sempre Exemplos (como eram) simpática. Se o i for seguido de nh. aí. X. ES. saúva. saúde. próton. campainha. avô. tainha. fenômeno (Brasil) académico. IS. látex. Continua tudo igual. cômodo Observações (como ficaram) Continua tudo igual ao que era antes da nova ortografia. balaústre. Continua tudo igual. L.br/gramatica/regras-de-acentuacao. álbum(ns). UM. OS. Usa-se Paroxítonas Se terminadas em: R. ÃO. US. E. ditongo oral. fémur (Portugal). éden. não haverá acento − moinho. ÃOS.

Piauí. O. Luís. idéia. Continua tudo mês. ES. destróier serão acentuados porque terminam em R. etc. Esta regra é nova: nas paroxítonas. OI. ÉU(S). se. Í e Ú em palavras oxítonas e paroxítonas Í e Ú levam acento se estiverem sozinhos na sílaba (hiato) Ditongos abertos em palavras paroxítonas EI. cuidado: somente para palavras oxítonas com uma ou mais Ditongos abertos em palavras oxítonas ÉIS. E. teiú. Araújo.indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: bebê. troféu. Por exemplo: contêiner. mesmo com ditongo. haverá acento: tuiuiú. maoista.OS vá. feiura. puré (Portugal). 3. Monossílabos tônicos (são oxítonas também) terminados em A. a regra se mantém: balaústre. Não se acentuam i e u se depois vier 'nh': rainha. jacuís. pôs igual. Esta regra colméia. tainha. miúdo. colmeia. Esaú. Escreve-se agora: ideia. papéis. céu. Méier. pé. Se o i e u forem seguidos de s. aí. bocaiuva. heróis. 2. bóia desapareceu (para palavras paroxítonas). saúde. o i e u estiverem no final. saiinha (saia pequena). 4. baús. Mas. pó. purê (Brasil). debatê-lo. moinho. Observe: há casos em que a palavra se enquadrará em outra regra de acentuação. cheiinho (cheio). saída. baús. bebé. celuloide. Piauí 1. egoísmo. o i e u não serão mais acentuados se vierem depois de um ditongo: baiuca. AS. Atente para os acentos nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo. boia. herói. nas oxítonas. pás. Itaú. mói (moer) Continua tudo igual (mas. ÓI(S) .

mas não acentue) o caso. mas não acentue). mantém. quar e quir aguar enxaguar. magoo. aí acentuamos estas vogais: eu águo. Continua tudo igual. eles águam e enxáguam a roupa (a tônico). perdoo veem. Os verbos arguir e redarguir perderam o acento agudo em várias formas (rizotônicas): eu arguo (fale: ar-gúo. vêem Verbos ter e vir na terceira pessoa do plural do presente do indicativo Derivados de ter na terceira e vir (obter. intervir) singular leva acento agudo. detêm. detém. do subjuntivo e do imperativo afirmativo. ela tem sede. Observe:. Verbos terminados em guar. ee vôo. apazíguem os grevistas.sílabas). obliquar usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo. Se a tônica. eu aguo a planta (diga a-gú-o. eles delínquem (í tônico). eles obtêm. Esta regra sofreu alteração. eu delínquo. pessoa do manter. averiguar. usando a ou i tônicos. cair sobre o u. delinquir. ele não será acentuado: Eu averiguo (diga averigú-o. mantêm . apaziguar. ele argui (fale: argúi). tu apazíguas as brigas. mas não acentue. Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes. Esta regra desapareceu. zôo. na terceira pessoa do plural do presente ele obtém. na pronúncia. Verbos arguir e arguir e redarguir (agora redarguir sem trema) usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo. Esta regra desapareceu. eles têm. Eles têm sede. ôo. voo. eles vêm aqui. enjôo. eles vêm Continua tudo igual. Ele vem aqui. Agora se escreve: zoo. mas não acentue). do subjuntivo e do imperativo afirmativo.

Trema (O trema não é acento gráfico. As dúvidas à correção devem ser resolvidas por meio da consulta a dicionários e publicações oficiais ou especializadas. 2) FÔRMA (de bolo): O acento será opcional. BIZU . japonesa. Exceto as de língua estrangeira: Günter.jhtm c) Emprego das letras ORTOGRAFIA RESUMO TEÓRICO: De acordo com Ulisses Infante. em 36 Lições Práticas. tranquilo. É importante compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. portanto. TER e VIR e seus compostos (ver acima). inglesa. cuja forma de pagamento é parcelada. A forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é oficial. deve-se evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim. müleriano Fonte: http://educacao. mas pode ir hoje. escocesa.br/portugues/ult1693u7. averiguei. holandesa. então vamos pôr casacos. PÔR (diferença com a preposição por): Vamos por um caminho novo. portuguesa etc. Grafar corretamente uma palavra significa.com. despesa. a ortografia é a parte da Gramática que se ocupa da correta representação escrita das palavras. se possível. francesa. parachoque. Ele não pôde ir ontem.levam circunflexo Acento diferencial Esta regra desapareceu. delinquente. Observe: 1) Perdem o acento as palavras compostas com o verbo PARAR: Para-raios. linguístico. 1. exceto para os verbos: PODER (diferença entre passado e presente.uol. pequinesa. adequar-se a um padrão estabelecido por lei. mesa. Gisele Bündchen.1 Palavras que se escrevem com "ESA" burguesa. chinesa.) Desapareceu o trema sobre o U em todas as palavras do português: Linguiça.

Ele é francês. Isabel. fuzil. intrepidez. surdez. misto. desmobilizar. 1. atrás. ourivesaria. querosene. serração (ato de serrar). firmeza.6 Palavras que se escrevem com "ISAR" alisar. aprazível. CATÁLISECATALISADOR-CATALIZANTE. rijeza etc. Ex. consertar(reparar). esterilizar. cauteloso. estorvo. estupidez. "OSA" audacioso. extravasar. avalizar. usurpar. sisudez. quis. repusesse. talvez. BISAR-BIS. azeite. heresia. humanização. repus.Se conseguirmos completar a frase "ELA É". revés. 1. balizar. harmonizar. naúsea. d) nas formas dos verbos pôr (e derivados) e querer: pus. colisão. azenha. esoterismo. inversão. inglês. oscular.8 Palavras que se escrevem com "S" A letra S representa o fonema /z/ quando é intervolálica: asa. sesta. asilo. Usa-se a letra S: a) nas palavras que derivam de outra em que já existe S. azeitona. pomposo. tristeza. brasa. catequizar. origem) -ense. coisa.2 Palavras que se escrevem com "EZA". azinhavre. hesitar. quisesse. pretensão. analisar..4 Palavras que se escrevem com "EZ" altivez. deslize.5 Palavras que se escrevem com "OSO".9 Palavras que se escrevem com "Z" azar. pequenez. riso. (bizu 1. coser(costurar). submerso. quiser. revisão. é necessário que no próprio radical já haja a letra "S". Ex: Ele é cortês. lerdeza. pusera. compreensão. pedrês. chinês. montanhês. avisar. civilizar. aquele termo se escreve com Z e este. irlandês. esôfago. formoso. profetisa. quiséra. espectador. azougue. vaso. brioso. obsessão (mas obcecado). perigoso. amenizar. -esa (para indicação de nacionalidade. usufruir. a palavra será sempre com "S". pretensioso. . hipnose. pequisar. francês. Ela é pequinesa. maciez. Obs. gazeta. mesa. profetisa. isolar. estéril. crueza. -osa (formadores de adjetivos) -isa (indicador de ocupação feminina): poetisa. 1. Ela é chinesa. português etc. quis. Por isso as primeiras se escrevem com Z e as últimas. pesquisar. profetizar. singeleza. lilás. usina. siso. escocês. vez.3 Palavras que se escrevem com "ÊS" burguês. PARALISAR-PARALISIA. alteza. gozar. BIZU Apesar de CATEQUIZAR se derivar de CATEQUESE. sensacionalizar. beleza. 1. rigidez. fezes. PORTUGUÊS-PORTUGUESINHO. poetisa. Não confunda com os casos em que se acrescenta o sufixo -ar a palavras que já apresentam S: analisar. fineza. colonizar. intensão (intensidade). embriaguez. papisa c) após ditongos: lousa. proeza. imersão. humanizar. esotérico. bizarro. gostoso. guisado. repusera. esterco. pisar etc. servo (servente). buzina. -oso. civilização. hipocrisia. isquemia. Ex. despersonalizar. mas sim de POETA e PROFETA. Ele é burguês. pureza. com S. teimoso. com S. inserto (inserido). ANALISAR-ANÁLISE. impulso. bizantino. esplêndido. fusível. avareza. 1. falaz. sacerdotisa. CASA-CASEBRE. imersão. gás. cortês. BIZU Se conseguirmos completar a frase "ELE É". cozer (cozinhar). valioso etc 1. a palavra será com "S". As palavras POETIZAR e PROFETIZAR não se derivam de POETISA e PROFETISA. generalizar. dezena.7 Palavras que se escrevem com "IZAR" (formador de verbos) "IZAÇÃO" (formador de substantivos). Algumas palavras anis. fugaz. puser. dizimar. paralisar.7) b) nos sufixos: -ês. maisena. giz. palidez. viuvez. através.: AVISAR-AVISO. 1. expansão. realização. racionalizar. pusesse. realizar. título. gasolina. finalizar. ausência. estigmatizar. 1. bisar. morbidez. usura. colonização. delicioso. versátivel. Neusa. poetizar. BIZU Para que estes vocábulos se escrevam com "S". conversível.

açucena. oaço (palácio). viajar (verbo -> viajo. trouxe. xereta. chulo. vertigem. ígio. algema. agilidade. laje. lanugem. passar. suscitar. rejeição. enchente. camurça. xavante. úgio: adágio.4 Palavras que se escrevem com "SC" abscissa. xavante. empossar (dar posse).5 Palavras que se escrevem com "G" a) nos substantivos terminados em agem. dissensão. enxaqueca. roxo. viajem). exceção. tragédia. 2. extirpar. ultraje. ojeriza. encharcar.6 Palavras que se escrevem com "J" a) nas formas dos verbos terminados em -jar: arranjar (arranjo. abscesso. tacha (prego). bege. bugiganga. retenção. chimpanzé. fachada. chaminé. litígio. sessar (peneirar). pedágio. égio. traje. assado. contagem. exonerar. herege. pichar. rabugem. genuíno. seixo. intenção (propósito). africana e árabe ou de origem exótica: Jibóia. projétil (ou projetil). faixa. enxurrada. bochecha.1 Palavras que se escrevem com "CH" enchova. extensão. extorsão. contágio. 2. discente. fugir. 2. almoço. enxugar. êxodo. rescindir. arrocho. exalar. chicória. aguçar. enxortar. secessão. gíria. sargento. baixo. enferrujem (verbo). chicana. lajeado. cogitar. b) nas palavras terminadas em ágio. aziago. charuto. geringonça. disfarçar. acrescentar. expressão. berinjela. enchouriçar. descente (vazante). intumescer. jérsei. sintaxe. granja. . apetrecho. expirar. debochar. apogeu. sossego. sucinto. jirau. flecha. b) nas palavras oriundas do Tupi. tenacíssimo. colégio. emissor. chuchu. gengiva. tez. desprezar. discussão. injeção. exéquias. consciência. vagem. chope. pança. transgressão. exorcismo. exarar. abstenção. azia. exaustão.0 Palavras que se escrevem com "X" bexiga. excesso. champanha. coragem. xangai. cessão (ceder). progresso. transcender. ugem: aragem. expletivo. miragem. necrológico. rigidez. chá (arbusto). vazar. traje. ógio. ressurreição. escassez. alfanje. excitante. prestígio. prazerosamente. linchar. faringe. bricha (prego). jejuar. mormaço. fuligem. egípcio. malandragem. discípulo. expor. gorjeta. descentralizar. jeito. seção(departamento). gergelim. escasso. enchoçar. exame. por exemplo). acréscimo. Moji. viajem (verbo). sucesso. muxoxo. algazarra. ogiva. tigela.hipnotizar. 2. extenso. origem. expelir. adolescente. estiagem.2 Palavras que se escrevem com "Ç" ou "C" à beça. descendente. necessário. pajé. geada. Outras angelical. exumação. cessação. igem. trança. caxumba. OUTRAS: igrejinha. presunção. pechincha. cafajeste. praxe. proeza. enxada. descensão. nascer. pajé. fascinante. chifre. jerico. exímio. isósceles. chusma. egrégio. torção. agir. baixeza. passo (passada). aborígine. fantoche. ginete. caçula. imprescindível. obsceno. maçarico. coragem. enxoval. chibata. brecha. exacerbar. terçol. majestade. graxa. ascetismo. faxina. êxito. 2. expresso. monge. bucho (estômago de animais). chorumela. exsurgir. exuberante. ascensorista. impressionismo. cocha (gamela). broxa(pincel). ingressar. enxaguar. enxuto. chacina. xadrez. folhagem. mochila. chute. exótico. refúgio. ferrugem. engraxar. gesso. miscigenação. 2. chispar. anjinho. jirau. coxo. oscilação. extasiar. gironda. exaltar. sessão (reunião). enferrujem). talvez. ojeriza. xale. promessa. russo (natural da Rússia). viaje. expiar. compressor. demissionário. extorsivo. infrigir. enrijecer. gesto. decertar (lutar). enchiqueirar. estágio. paxá. ascensão. silêncio. arrajem. repercussão. troço. perspicaz. gengibre. cachimbo. disciplina. enferrujar (enferruje. joça. expectativa. soçobrar. subterfúgio. ruço (grisalho). ferrugem. cerejeira. maxixe. jerimum. revezar. canjica. xá (título de soberano do Oriente). ressuscitar. pêssego. enxerto. remessa. bissetriz. jesuíta. explicar. agressivo. empoçar (formar poça). encher. piscina. assaz. argila. choupana. joça. jenipano. cônscio. transmissão. exterminar. coalizão. ascese. seiscentos. rescisão. maciço. cheque (ordem de pagamento). foz. cervo (veado). chantagem. cuscuz. agiota. 2. sarjeta. varejista. pajem. alforje. enxame. relógio. drágea. xícara. piscicultura. chave. lambujem. fascículo. algemas. buxo (arbusto ornamental). irascível. cerração (nevoeiro). exílio. xampu. broche. canjica. chumaço. chavão. barragem. fascínio. xeque (incidente no xadrez). sarjeta. exotérmico. Cuidado com as exceções pajem e lambujem. viagem (substantivo). chicote. jibóia. massagem. cassar (anular) dissertar (discorrer). manjericão.3 Palavras que se escrevem com "SS" admissão. salsicha. chiar. interjeição. antiqüíssimo. encorajem (verbo). comichão.

hangar.. hífen. o presente artigo tem por finalidade evidenciá-las. procurando enfatizar. Observe que nos derivados ele não é usado: baiano. o H sobrevive por tradição histórica.sofi.proinsulina. Com o advento da Nova Reforma Ortográfica. Referências Bibliográficas: Gramática para concurso . o que antes prevalecia e o que atualmente vigora.. constatemos. hérnia. Fonte: http://www.8 A letra "H" hálito.separar as sílabas de um dado vocábulo. em alguns casos.Marcelo Rosental Gramática Ulisses Infante. # Com prefixos.br/node/951 d) Hífen O hífen representa um sinal gráfico. hipismo. humor. dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão.superhomem. Redação em construção .Essa regra padroniza algumas exceções já vigentes antes do Acordo. pois: Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen: # O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal.Agostinho Dias Carreiro. . hemorragia. Sendo assim. mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo. cujas funções estão associadas a uma infinidade de ocorrências linguísticas.fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais. coobrigar – coadquirido . Nota importante: .com. hipocrisia.Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”. .ligar palavras compostas. hostil. Mediante tais pressupostos. húmus. “-re”. inter-regional – sub-bibliotecário – super-resistente. horta..ligar algumas palavras precedidas de prefixos.extra-humano – pró-hidrotópico .2. histeria. hipocondria. horror.. “-pro”. houve algumas mudanças em relação à sua aplicabilidade. Em "Bahia". hélice. . hipótese. harmonia. haste. herói. hemisfério. representadas pela mesóclise e ênclise. # Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante. homenagem.coordenar – reeditar – proótico . auto-observação – auto-ônibus – contra-atacar . hilaridade.. . baianismo. herbívoro (mas ervas).. hediondo. hesitar. emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”. anti-higiênico – anti-histórico – co-herdeiro . harpa. tais como: .

-sem. -aquém.. -bem.. -pós. emprega-se o hífen. usa-se o hífen. usa-se o hífen.. “-mirim”.Essa nova regra padroniza algumas exceções existentes antes do Acordo. Nota importante: . n ou h”.. além-mar – aquém-mar – recém-nascido – sem-terra – vice-diretor. # Com os prefixos “-circum” e “-pan”. # Diante dos prefixos “-além. vice. m. o hífen está presente. # Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição. aeroespacial – antiamericano – socioeconômico. usa-se o hífen. diante de palavras iniciadas por “vogal. -recém.... entregá-lo – amar-te-ei – considerando-o. quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”... Casos em que não se emprega o hífen: # Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente. diante de palavras iniciadas por “r”.. mal-humorado – mal-intencionado – mal-educado... # Com sufixos de origem tupi-guarani. # Diante do advérbio “mal” . circum-navegador . -ex. representados por “-açu”. # Usa-se o hífen em casos relacionados à ênclise e à mesóclise.pan-americano – circum-hospitalar – pan-helenismo.# Com o prefixo “-sub”. jacaré-açu – cajá-mirim – amoré-guaçu. “guaçu”.. sub-regional – sub-raça – sub-reino. Observação: ..

.. como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas. # Não se emprega mais o hífen em locuções substantivas. adverbiais.. pronominais.A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo. verbais.colônia – água-de-coco – cor-de-rosa.. não se emprega o hífen.. como é o caso de: minissaia – minissubmarino . # Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”...O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação. hipermercado – hiperacidez . # Diante do advérbio “mal”. prepositivas ou conjuntivas... # O hífen não deve ser usado quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente. .. expressos por: água-de.. anteprojeto – autopeça – contracheque – extraforte – ultramoderno. Exceções: O hífen ainda permanece em alguns casos. # Não se emprega o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”. hiper-requintado – inter-regional – super-romântico – super-racista. quando a segunda palavra começar por consoante. malfalado – malgovernado – malpassado – maltratado – malvestido.. . depois de prefixo terminado em vogal..O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra.intermunicipal – subemprego – superinteressante – superpopulação. adjetivas.... azul-escuro – bem-te-vi – couve-flor – guarda-chuva – erva-doce – pimenta-decheiro.. Observações importantes: .minissérie. retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas. fim de semana – café com leite.

defectivos e abundantes. .htm 4.3. • Regulares: são aqueles em que o radical permanece o mesmo em toda a conjugação. Presente Radical Cant Cant Cant Cant Cant Cant Perfeito Terminação o as a amos ais am Radical Terminação Cant Cant Cant Cant Cant Cant ei aste ou amos astes aram • Irregulares: são os verbos cujos radicais se alteram ou cujas terminações não seguem o modelo da conjugação a que pertence. era. Exemplo: verbo cantar. irregulares. Exemplo: verbo ouvir. Presente Radical Ouç Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv Perfeito Terminação o es e imos is em Radical Terminação Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv i iste iu imos istes iram • Anômalos: verbos que apresentam mais de um radical ao serem conjugados. No verbo ser ocorrem radicais diferentes.com/gramatica/emprego-do-hifen.Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www.2 Emprego das Classes Gramaticais (vide documento Word na pasta Letras Puc) b) Emprego dos Verbos Classificação dos Verbos Os verbos da língua são classificados em: regulares. Exemplo: verbo ser e ir. anômalos.brasilescola. note pela diferença entre: sede.

• Defectivos: não se apresentam em todas as flexões.htm c) Flexão dos nomes FLEXÃO NOMINAL (plural) · Em vogal ou ditongo: “+s” (exs: asas. “z”: “+es” (exs: colheres. da mesma forma: vou. anéis) *Exceções: males. “ul”: l = “is” (exs: jornais.brasilescola. Exemplos: verbo abolir verbo reaver Presente do indicativo Presente do indicativo Eu # Tu aboles Ele abole Nós abolimos Vós abolis Eles abolem Eu # Tu # Ele # Nós reavemos Vós reaveis Eles # • Abundantes: apresentam duas ou mais formas equivalentes. fui. meles.com/gramatica/classificacao-dos-verbos. “el”.No verbo ir. táxis) · Derivados em “r”. cônsules · Oxítonos em “il”: il = “is” (exs:barris. colares) · Em “al”. “ol”. funis) · Paroxítonos em “il”: il = . Exemplo: aceitar acender corrigir eleger emergir entregar encher expelir extinguir fritar imergir imprimir inserir limpar matar aceitado acendido corrigido elegido emergido entregado enchido expelido extinguido fritado imergido imprimido inserido limpado matado aceito aceso correto eleito emerso entregue cheio expulso extinto frito imerso impresso inserto limpo morto Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. irei.

peixes-boi) SÓ O SEGUNDO · Verbo + Subst (ex: guarda-roupas) · Invariável/Prefixo + Variável (exs: sempre-vivas. fins) · Monossílabos ou oxítonos em “s”: “+es” (exs: ingleses. paroxítonos ou proparoxítonos em “s”: invariáveis (ex: lápis. os leva-e-traz FLEXÃO DOS ADJETIVOS COMPOSTOS SÓ O ÚLTIMO · Adj + Adj (ex: verde-claros) *Exceção: surdosmudos · Invariável + Adj (ex: mal-educados) NENHUM · Adj + Subst (exs: verde-oliva.“eis” (exs: fósseis. florzinhas) *Invariável: bem-te-vi. dentre as seguintes. segundo) NENHUM · Multilicativos (ex: triplo. tórax) FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS COMPOSTOS Regra geral: subs. (BB) Flexão incorreta: a) os cidadãos b) os açúcares . d) Godofredo almoçou duas couves-flor. Qual? a) saia amarelo-ouro b) papel amarelo-ouro c) caixa vermelho-sangue d) caixa vermelha-sangue e) caixas vermelho-sangue 3. azul-marinho FLEXÃO DOS DIMINUTIVOS · Em “zinho”. papeizinhos) · Em “r”: 2 formas (exs: florezinhas. variam. gases) · Em “x”. c) O ladrão forçou a porta com dois pés-de-cabra. Eliane Vieira 1. bilhão) VARIAM GÊNERO · Cardinais: um. lilases. 4. está errada.shvoong. ex-chefes) · Repetidos (ex: reco-recos) *Exceção: corres-corres NENHUM · Verbo + Advérbio (ex: bota-fora) · Verbo + Subst Plural (ex: saca-rolha) Obs: mangas-rosa. “zito”: “+s” (limãozitos. (CESGRANRIO) Assinale o par de vocábulos que formam o plural como órfão e mata-burro. (ITA) Indique a frase correta: a) Mariazinha e Rita são duas leva-e-trazes. jovens.com/books/217907-flex%C3%A3o-nominal-plural/#ixzz1TzSPOp7p Exercícios de Flexão Nominal Por: Prof. dois e > Duzentos · “Ambos” substituindo “os dois” VARIAM EM NÚMERO E GÊNERO · Ordinais (exs: primeiro. e adj. arco-íris FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS VARIAM EM NÚMERO · Numerais (exs: milhão. (U-UBERLÂNDIA) Relativamente à concordância dos adjetivos compostos indicativos de cor. primeiros-ministros) SÓ O PRIMEIRO · Com preposição (ex: pés-de-moleque) · O segundo é finalidade ou semelhança (exs: sofás-cama. b) Os filhos de Clotilde são dois espalhas-brasas. verbo não OS DOIS · Subst + Subst (ex: couves-flores) · Subst + Adj (ex: amores-perfeitos) · Adj + Subst (ex: bons-dias) · Numeral + Subst (exs: segundas-feiras. e) Alfredo e Radagásio são dois gentilhomens. meios-fios. répteis) · Em “m”: m = “ns” (ex: nuvens. amarelolimão) · Cor + de + Subst (ex: cor-de-rosa) · Azul-celeste. uma. respectivamente: a) cristão / guarda-roupa b) questão / abaixo-assinado c) alemão / beija-flor d) tabelião / sexta-feira e) cidadão / salário-família 2. dobro) Fonte: http://pt.

E Fonte: http://www.E 6. pães-de-ló e) pisca-piscas.mundovestibular. D 5. obras-primas c) reco-recos. mulas-sem-cabeças GABARITO: 1. temos grau: a) comparativo de superioridade b) superlativo absoluto sintético c) comparativo de igualdade d) superlativo relativo e) superlativo por meio de acréscimo de sufixo 9. (UF-UBERLÂNDIA) Na sentença "Há frases que contêm mais beleza do que verdade". os bota-fora b) tico-ticos. (UM-SP) Aponte a alternativa em que haja erro quanto à flexão do nome composto: a) vice-presidentes. B 10. sempre-vivas d) pseudo-esferas.com. chefes-de-seção.C 4.D 7. D 3. salários-família.br/articles/7436/1/Exercicios-de-FlexaoNominal-/Paacutegina1. amores-perfeitos. (BB) Mesma pronúncia de "bolos": a) tijolos b) caroços c) olhos d) fornos e) rostos 6. A 9. A 2.c) os cônsules d) os tóraxes e) os fósseis 5. A 8. (BB) Não varia no plural: a) tique-taque b) guarda-comida c) beija-flor d) pára-lama e) cola-tudo 7. (EPCAR) Está mal flexionado o adjetivo na alternativa: a) Tecidos verde-olivas b) Festas cívico-religiosas c) Guardas noturnos luso-brasileiros d) Ternos azul-marinho e) Vários porta-estandartes 8.html d) Emprego dos Numerais . (MACK) Assinale a alternativa em que a flexão do substantivo composto está errada: a) os pés-de-chumbo b) os corre-corre c) as públicas-formas d) os cavalos-vapor e) os vaivéns 10. cartões-postais. sextas-feiras.

triplo... um terço. metade. quíntuplo… d) fracionários: indicam divisão. dois. Classificação dos numerais: a) cardinais: indicam quantidade.. dobro.Grafia. primeiro. quarto.Arábicos Cardinais Ordinais . terceiro. fração. quádruplo. três.. leitura e emprego dos numerais Definição: Numeral é a palavra que indica número ou ordem de sucessão. segundo.. um quarto… lista de numerais cardinais e ordinais Algarismo Romanos . meio. um. cinco… b) ordinais: indicam ordem de sucessão. quinto… c) multiplicativos: indicam multiplicação. quatro.

tríplice quadruplo quíntuplo sêxtuplo séptuplo Fracionários meio ou metade terço quarto quinto sexto sétimo .000 1000000000 um primeiro dois segundo três terceiro quatro quarto cinco quinto seis sexto sete sétimo oito oitavo nove nono dez décimo onze undécimo ou décimo primeiro doze duodécimo ou décimo secundo treze décimo terceiro quatorze ou catorze décimo quarto quinze décimo quinto dezesseis décimo sexto dezessete décimo sétimo dezoito décimo oitavo dezenove décimo nono vinte vigésimo vinte e um vigésimo primeiro trinta trigésimo quarenta quadragésimo cinqüenta qüinquagésimo sessenta sexagésimo setenta septuagésimo ou setuagésimo oitenta octogésimo noventa nonagésimo cem centésimo duzentos ducentésimo trezentos trecentésimo quatrocentos quadringentésimo quinhentos qüingentésimo seiscentos seiscentésimo ou sexcentésimo setecentos septingentésimo oitocentos octingentésimo novecentos nongentésimo ou mil noningentésimo dez mil milésimo cem mil dez milésimos um milhão cem milésimos um bilhão milionésimo bilionésimo Lista de numerais multiplicativos e fracionários Algarismos 2 3 4 5 6 7 Multiplicativos duplo.000 10.000 100.000.I II III IV V VI VII VIII IX X XI XII XIII XIV XV XVI XVII XVIII XIX XX XXI XXX XXXL L LX LXX LXXX XC C CC CCC CD D DC DCC DCCC CM M X' C' M' M" 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 30 40 50 60 70 80 90 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1.000 1. dobro. dúplice triplo.

b) se for superior a 10 e não constituir número redondo.. Quando à leitura do numeral ordinal. é lido como ordinal 3/8 = três oitavos 6/10 = seis décimo 4/30 = quatro trigésimos 5/100 = cinco centésimos Exceções: ½ = meio. lê-se o primeiro algarismo como cardinal e os demais como ordinais. partes de uma obra.8 9 10 11 12 100 óctuplo nônuplo décuplo undécuplo duodécuplo cêntuplo oitavo nono décimo onze avos doze avos centésimo Leitura do cardinal Na leitura de numerais cardinais deve-se colocar a conjunção e entre as centenas e dezenas. entretanto.. Carne ou peixe cru. é lido como cardinal.com/numeral. para o plural. Substantivo + Substantivo. b) 1 856o. podem ocorrer duas formas de leitura: a) se for inferior ou igual a 10. 2 648o. ou ainda for um número redondo. Na indicação de reis. A partir daí.tripod. seguido da palavra avos. tem-se observado a tendência a ler os números redondo segundo a forma ordinal. Quanto ao denominador.3. Acima de 2 000. Modernamente. concorda com o mais . 4/18 = quatro dezoito avos 6/35 = seis trinta e cinco avos 8/125 = oito cento e vinte e cinco avos emprego de numeral cardinal ou ordinal 1. Adjetivo + Substantivo + Substantivo + . Século VII (sétimo século XX (vinte) João Paulo II (segundo) João XXIII (vinte e três) Fonte: http://folhetim. no feminino.. séculos. Carne ou peixe crus. + Adjetivo Quando o adjetivo posposto se refere a dois ou mais substantivos. concorda com o último ou vai facultativamente: • • para o plural. devem-se empregar os cardinais. é lido inteiramente segundo a forma ordinal. 5 058 624 = cinco milhões cinqüenta e oito mil seiscentos e vinte e quatro leitura do ordinal. 1/3 = um terço. Ternura e amor humanos.3 Sintaxe da frase a) Concordância Concordância Nominal 1. Exemplos: Ternura e amor humano. no masculino. = décimo milésimo leitura do fracionário.html 4. 2. papas. = dois milésimo seiscentésimo quadragésimo oitavo 10 000o. se pelo menos um deles for masculino. Quando o adjetivo anteposto se refere a dois ou mais substantivos. = milésimo octingentésimo qüinquagésimo sexto. Peixe ou carne crua.. usam-se os numerais ordinais até décimo. assim como entre as dezenas e a unidade. O numerador de um numeral fracionário é sempre lido como cardinal. Amor e ternura humana. podem ocorrer dois casos: a) Quando ele é inferior a 2 000. se todos eles estiverem no feminino.

De um e outro lado. 6.". possível" . Exemplos: Mau lugar e hora. Com as expressões "os mais . Um e outro / Nem um nem outro + Substantivo Quando as expressões "um e outro"... "nem um nem outro" são seguidas de um substantivo. 4. quarta e quinta... Exemplos: A primeira e segunda lição. Exemplo: As cláusulas terceira. 8. "o melhor . possíveis" . Ordinal + Ordinal + .." . Estudo a língua inglesa e (a) portuguesa. Quando dois ou mais ordinais vêm depois de um substantivo. 7. Quando dois ou mais adjetivos se referem a um substantivo. Exemplos: Um e outro aspecto.. possível" .... + Substantivo Quando dois ou mais ordinais vêm antes de um substantivo...". determinando-o. "o pior .".. este vai para o plural.. este permanece no singular. Os poderes temporal e espiritual... Uma e outra causa juntas. este vai para o singular ou plural. o substantivo vai para o singular e o adjetivo para o plural. . "O (a) mais . 5.. "os melhores . Substantivo + Ordinal + Ordinal + .."O (a) pior . Substantivo + Adjetivo + Adjetivo + . 3.. possíveis" O adjetivo "possível".."O (a) melhor .. determinando-o. Exemplos: Um e outro aspecto obscuros. Um e outro + Substantivo + Adjetivo Quando um substantivo e um adjetivo vêm depois da expressão "um e outro". vai para o plural.."Os (as) mais .próximo. Exemplos: Estudo as línguas inglesa e portuguesa." permanece no singular.. este concorda com o mais próximo ou vai para o plural. possível" .. "os piores .."Os (as) melhores .. Nem um nem outro argumento...". Má hora e lugar. A primeira e segunda lições."Os (as) piores .... O poder temporal e (o) espiritual.". nas expressões "o mais .

. Meio (= um tanto) + Adjetivo O advérbio "meio". Observação: "Salvo". mas são os melhores possíveis. (Camões) .. 12. Ela mesma falou aquilo. Recebi bastantes flores. Cometeu um crime de leso-patriotismo. Janela meio aberta. Exemplos: Vão anexas as cópias. Meia garrafa. Estas frutas são as mais saborosas possíveis. Na fala.. Salvas as crianças .. Meio (= metade) + Substantivo O adjetivo "meio" concorda com o substantivo a que se refere.Exemplos: Os dois autores defendem a melhor doutrina possível.. Anexo / bastante / incluso / leso / mesmo / próprio + Substantivo Essas palavras concordam com o substantivo a que se referem. observam-se exemplos do advérbio "meio" flexionado. que se refere a um adjetivo. Vistas as condições . Ele mesmo falou aquilo. Meio litro.. não irei. Posto ser tarde. Exemplos: Meias medidas. Eles foram os mais insolentes possíveis. 11. Tal fato pode ser explicado pelo fenômeno da "concordância atrativa". ou por influência do adjetivo a que se refere: "Ela está meia cansada". permanece invariável... por isso. sendo. Observações: 1. Visto ser longe. Exemplos: Feitas as contas . 10. invariáveis: Salvo honrosas exceções. Restabelecidas as amizades . Particípio + Substantivo O particípio concorda com o substantivo a que se refere. Dessa concordância existem exemplos entre os clássicos: "Uns caem meios mortos". Comprei poucos livros. Elas próprias falaram aquilo. 9. Postas as cartas na mesa . "posto" e "visto" assumem também papel de conectivos. Vão inclusos os documentos.. Exemplos: Ela parecia meio encabulada. Cometeu um crime de lesa-pátria. irei..

16... quando o substantivo não está determindado. Em "meio-dia e meia". Página dois. "meios-tons". Substantivo + é bom / é preciso / é proibido Em construções desse tipo. Verbo transobjetivo + predicativo do objeto + objeto + objeto .2. além de um complemento-objeto. o numeral concorda com a palavra oculta "número". Nesse caso. as expressões "é bom". página (+ número) + numeral + objeto + objeto .. o pai e o filho a decisão e a sugestão a irmã e o irmão + predicati vo inocentes oportunas simpáticos Na enumeração de casas e páginas. 15. Verbo transobjetivo + objeto + objeto . "é preciso". por atração ou influência da forma masculina "meio-dia". o predicativo concorda com o(s) objetos. A construção "meio-dia e meio" também ocorre na fala. Verbo + predicativo do transobjetivo objeto Julgou Considerei Achei inocentes oportunas simpáticos + objeto + objeto . "meiostermos". Exemplos: Casa dois. É proibido entrada. etc. a forma "meio" permanece no masculino. "meia" concorda com a palavra "hora". Pronome de tratamento (referindo-se a uma pessoa de sexo masculino) + verbo de ligação + adjetivo masculino Quando um adjetivo modifica um pronome de tratamento que se refere a pessoa do sexo masculino. Exemplos: Maçã é bom para a saúde. vai para o masculino... "meia-idade". a concordância efetua-se normalmente: É proibida a entrada de meninas. Observação: Quando há determinação do sujeito.. oculta na expressão "meio-dia e meia (hora)". + predicativo do objeto Verbo transobjetivo é o verbo que pede. 13. 3. A palavra "meio" funciona como elemento de justaposição em "meias-luas".. uma qualificação para esse complemento (= predicativo do objeto). Essa é a construção recomendada pela maioria dos manuais de cultura idiomática. "é proibido" permanecem no singular. . É preciso cautela.. Casa. o pai e o filho a decisão e a sugestão a irmã e o irmão Verbo transobjetivo Julgou Considerei Achei 14.

Observe: A mãe agrada o filho. A mãe agrada ao filho. Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras. Nós / Vós + verbo + adjetivo Quando um adjetivo modifica os pronomes "nós / vós". pois oferece oportunidade de conhecermos as diversas significações que um verbo pode assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. que sejam corretas e claras. REGÊNCIA VERBAL Termo Regente: VERBO A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). é muito comum existirem divergências entre a regência coloquial. Veja os exemplos: Cheguei ao metrô. No primeiro caso. cotidiana de alguns verbos. Sejamos (nós = eu) breve.pucrs.php b)Regência Regência Verbal e Nominal Definição: Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos. Fonte: http://www. . As preposições são capazes de modificar completamente o sentido do que se está sendo dito. satisfazer. -> agradar significa acariciar. Referindo-se ao Governador. Exemplos: Vós (= tu) estais enganado. 17. sentido diferente. vai para singular.Exemplos: Sua Santidade está esperançoso. Nós (= eu) fomos acolhido muito bem. possui. Aliás. A oração "Cheguei no metrô". contentar. popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se vai.br/manualred/nominal. Saiba que: O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e também nominal). e a regência culta. o metrô é o lugar a que vou. é o meio de transporte por mim utilizado. Cheguei no metrô. conclui-se que "agradar alguém" é diferente de "agradar a alguém". disse que Sua Excelência era generoso. que expressem efetivamente o sentido desejado. O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade expressiva. -> agradar significa "causar agrado ou prazer". empregados no lugar de "eu / tu". no segundo caso. criando frases não ambíguas. no padrão culto da língua. Logo.

: O técnico assistia os jogadores novatos.Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição em. Ex.Namorar – não se usa com preposição. presenciar: exige a preposição a.: Prefiro dançar a fazer ginástica.Obedecer/ desobedecer – exigem a preposição a./ Antipatizo-me com meu professor de História. sorver: usa-se sem preposição./ Cheguei a Belo Horizonte.: Aspiro o perfume da flor. b) no sentido de ver. Ex. 2 .: Não assistimos ao show. é errado usar este verbo reforçado pelas expressões ou palavras: antes. são considerados construções erradas quando os mesmos aparecem acompanhados de pronome oblíquo: Simpatizo-me com Lúcio. (desejar) Regência Verbal 1. ajudar. agruparemos os verbos de acordo com sua transitividade. (cheirar)/ Aspiro a uma vida melhor./ O aluno desobedeceu ao professor. socorrer: usa-se sem preposição. os termos ou oração que dela dependem são os regidos ou subordinados. b) no sentido de almejar. Verbos que apresentam mais de uma regência: 1 .soportugues. Ex./ Antipatizo com meu professor de História.: Simpatizo com Lúcio. 4./ Maria reside em Santa Catarina.: Aspirou o ar puro da manhã. muito mais. pretender: exige a preposição a. Ex.este verbo exige dois complementos sendo que um usa-se sem preposição e o outro com a preposição a. mil vezes mais.Aspirar a) no sentido de cheirar. Ex. A transitividade. Ex. etc. . Ex.: As crianças obedecem aos pais. A palavra ou oração que governa ou rege as outras chama-se regente ou subordinante.Para estudar a regência verbal. 2. Estes verbos não são pronominais.: Esta era a vida a que aspirava.: Joana namora Antônio.php Regência é a parte da Gramática Normativa que estuda a relação entre dois termos. Ex.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica. Ex.br/secoes/sint/sint61.Preferir . verificando se um termo serve de complemento a outro. 5. Ex. mais. 3. porém. Ex.Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em. 6. Ex. portanto. não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes formas em frases distintas.Assistir a) no sentido de prestar assistência. Fonte: http://www. Segundo a linguagem formal.Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com.com.: Vou ao dentista.: Ele mora em São Paulo.

c) no sentido de caber. residir: é intransitivo e exige a preposição em.: Os detetives procederam a uma investigação criteriosa.: Informou todos do ocorrido.: Suas queixas não procedem. 4 . Ex.: Visaram os documentos. Ex.Querer a) no sentido de desejar: usa-se sem preposição. 8 .: Disparou o tiro visando o alvo. Ex. 7 . Ex. pertencer: exige a preposição a. b) se tem por complemento palavra que denote pessoa: são regidos pela preposição a. 3 . Ex.Informar a) no sentido de comunicar.: Perdoou a todos. c) no sentido de dar início.: Viso a uma situação melhor. Ex. executar: usa-se a preposição a. 6 .: Lembrei-me do nome de todos. vir de algum lugar: exige a preposição de. b) no sentido de estimar. Ex.: Esqueci o nome dela.: Quero viajar hoje. Ex.: Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo. b) Quando forem pronominais: são regidos pela preposição de. Ex. Ex. Ex.Esquecer/lembrar a) Quando não forem pronominais: são usados sem preposição. Ex.: Assistiu em Maceió por muito tempo. ter afeto: usa-se com a preposição a. dar informação: admite duas construções: 1) objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido pelas preposições de ou sobre).: Quero muito aos meus amigos. b) no sentido de dar visto: usa-se sem preposição. avisar. . Ex.: Assiste ao homem tal direito. Ex. d) no sentido de morar.: Ela pagou a conta do restaurante.Pagar/ perdoar a) se tem por complemento palavra que denote coisa: não exigem preposição. b) no sentido de originar-se. Ex. 5 . c) no sentido de ter em vista.Visar a) no sentido de mirar: usa-se sem preposição.Proceder a) no sentido de ter fundamento: usa-se sem preposição. objetivar: é regido pela preposição a.

para apto para. ter o preço: usa-se sem preposição. por avaro de fértil de. exigir. de bom para grato a capaz de. 10. b) no sentido de envolver. para. Ex. por afável com. sobre adequado a. Ex. a favorável a atentado a.Custar a) no sentido de ser custoso. obter por meio de: usa-se sem preposição. c) no sentido de ter valor de. 9 . para hábil em cego a habituado em necessário a. e apresenta regência. em bacharel em fraco para.2) objeto indireto de pessoa ( regido pela preposição a) e direto de coisa. por nocivo a obediente a obsequioso com orgulhoso com. em. em. para. de. com possível de posterior a proeminência sobre prestes a. acarretar: usa-se sem preposição.: Implica com ela todo o tempo. em. Ex. contra falho de. de. em atento a. por pobre de poderoso para. por dúvida acerca de. comprometer: usa-se com dois complementos. para empenho de. ser difícil: é regido pela preposição a. com. com. para . para. Ex. Ex. para com. para com parco em.Implicar a) no sentido de causar. em benefício a furioso com. para com entendido em alheio a erudito em amoroso com.: Implicou o negociante no crime. de perito em pernicioso a pertinaz em piedade com. por estranho a anterior a exato em aparentado com fácil a. de.: Informou a todos o ocorrido. em. em passível de peculiar a. em. alguns nomes apresentam mais de uma regência) acessível a. em firme em ávido de forte de. em aversão a. para negligente em nobre de. por fiel a avesso a.: Custou ao aluno entender o problema. de parecido a. b) no sentido de acarretar. com. adjetivos e advérbios) são comparáveis aos verbos transitivos indiretos: precisam de um complemento O complemento nominal é para o nome o que o objeto indireto é para o verbo.: Esta decisão implicará sérias conseqüências. Ex.: Imóveis custam caro Regência Nominal: Alguns nomes (substantivos. (Assim como os verbos.: O carro custou-me todas as economias. para feliz com. para. para com escasso de análogo a essencial para ansioso de. de. um direto e um indireto com a preposição em. de. em. Ex. c) no sentido de antipatizar: é regido pela preposição com.

de devoção a. logo. de. para com ida a idêntico a imediato a impaciência com imune a. em propício a. a. Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” exercem função de sujeito. como o pronome pessoal surge na frase e que função exerce. Já na segunda oração. por rico de. observamos o pronome “lhe” exercendo função de complemento. para ditoso com diverso de doce a dócil a dotado de doutor em duro de Autoria: Rosana Jaco Cirilo horror a hostil a. de. são pertencentes ao caso reto. por contemporânea de. por sujo de temível a. com. em prodígio de.certo de cheiro a. pois não sabia se devia lhe ajudar. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando desempenha função de complemento. Eu não sei essa matéria. para inédito a indeciso em indiferente a indigno de indulgente para.com/portugues/regencia c)Colocação Colocação Pronominal Sobre os pronomes: O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de sujeito na frase. com último em. a união a. o pronome oblíquo “lhe” da segunda oração aponta para a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia ajudar. entre situado a. entre único em. entre soberbo com solícito com. para transido de suspeito a. para com. para vazio de visível a vulgar a. para com leal a lento em liberal com maior de mau com.. para impróprio para inábil para inacessível para. por diferente de difícil de digno de diligente em. para sensível a. de. de curioso de. Vamos entender. em. para com cuidadoso com cúmplice em. em. para propínquo de próprio para. de importante contra. a contíguo a contrário a cruel com. Maria foi embora para casa. de temeroso a triste de. a incapaz de. Ajudar quem? Você (lhe). entre Fonte: http://www. e conseqüentemente é do caso oblíquo. Observe as orações: 1. entre. sobre útil a. para sito em. em sábio em. com constante em contente com. . mas ele irá me ajudar. para.. em. de querido de. por desatento a descontente com desejoso de desfavorável a desleal a devoto a.coladaweb. com. por respeito a. de. Importante: Em observação à segunda oração o emprego do pronome oblíquo "lhe" é justificado antes do verbo intransitivo "ajudar" porque o pronome oblíquo pode estar antes. para com. entre. de cobiçoso de comum a. em pronto para. de proveitoso a próximo a.. para com inerente a insensível a intolerante com. em. de conforme a. para incompatível com incompreensível para inconstante em incrível a. 2. para com. primeiramente. de. Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso. para com menor de morada em natural a. em.

Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que estava fazendo. Não se trata de nenhuma novidade. Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram. Eu estou perguntando-lhe algo. ênclise: pronome depois do verbo 3. as. • Pronomes relativos: A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. • Pronomes demonstrativos: Isso me deixa muito feliz! Aquilo me constrangeu a mudar de atitude! • Preposição seguida de gerúndio: Em se tratando de qualidade. • Advérbios: Nesta casa se fala alemão. caso o verbo principal (no caso "ajudar ") estiver no infinitivo ou gerúndio. te. lhes.depois ou entre locução verbal. nos e vos. conforme lhe avisaram. a. o. o Brasil Escola é o site mais indicado à pesquisa escolar. diferentemente dos segundos que são sempre precedidos de preposição. • Pronomes indefinidos: Quem me disse isso? Todos se comoveram durante o discurso de despedida. Naquele dia me falaram que a professora não veio. São pronomes oblíquos átonos: me. lhe. mesóclise: pronome no meio do verbo Próclise A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: • Palavras com sentido negativo: Nada me faz querer sair dessa cama. Ênclise . • Conjunção subordinativa: Vamos estabelecer critérios. Colocação pronominal De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi. Exemplo: Eu desejo lhe perguntar algo. O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na oração em relação ao verbo: 1. Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que eu estou fazendo. próclise: pronome antes do verbo 2. Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição. a colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se referem. se. os.

A norma culta não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. pelo menos – apresentar estrutura gramatical idêntica. implicando diretamente na falta dessa perfeição. Se não tiver outro jeito. • O verbo iniciar a oração: Diga-lhe que está tudo bem. Em outras palavras: as ideias similares devem . • O verbo estiver no gerúndio: Não quis saber o que aconteceu. alisto-me nas forças armadas. Despediu-se. de modo a formar um ‘todo’ coerente”. A ênclise vai acontecer quando: • Verbo estiver no imperativo afirmativo: Amem-se uns aos outros. pois. mudo-me no mesmo instante. • Houver vírgula ou pausa antes do verbo: Se passar no vestibular em outra cidade. Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. pois –como. as palavras de Othon M. de modo a formar um “todo” coerente. sejam termos dela–. fazendo-se de despreocupada.com/gramatica/colocacao-pronominal. Contudo.htm d)Paralelismo Antes de tudo. Passaram a cumprimentar-se mutuamente. reflitamos sobre a estrutura de um texto: parágrafos devidamente organizados e interligados entre si por meio de harmoniosa junção de elementos coesivos. Mesóclise A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no futuro do presente ou no futuro do pretérito: A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. retratadas por “ideias dispostas em uma dada sequência lógica. aliás.A ênclise é empregada depois do verbo. as quais ele revela sobre tal ruptura: “Se coordenação é. Eis alguns dos elementos essenciais à perfeita compreensão de qualquer discurso. Garcia proferidas em seu Comunicação em Prosa Moderna. ensina a gramática de Chomsky – não se podem coordenar frases que não comportem constituintes do mesmo tipo. coordenados entre si. beijando-me a face. é justo presumir que quaisquer elementos da frase – sejam orações. Esse todo deixa de ser coerente quando há a ruptura de similaridade entre os elementos textuais. como vimos. voltemos nosso foco para a última das considerações supracitadas. um processo de encadeamento de valores sintáticos idênticos. Chamaram-me para ser sócio. Para sermos mais precisos. Sigam-me e não terão derrotas. devam – em princípio.brasilescola. há que se mencionar acerca de alguns entraves que porventura tendem a surgir. ideias dispostas em uma dada sequência lógica. • O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição "a": Naquele instante os dois passaram a odiar-se. Por Sabrina Vilarinho Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. Ressaltemos.

o correto seria utilizarmos a conjunção aditiva “mas também” em vez do conectivo “e”.quer. ressentimentos e a agressores que tanto pretendiam ocupar seu cargo dentro da empresa. Assim. Não conseguimos viajar nesse ano. Ambas as estruturas paralelísticas foram utilizadas no sentido de indicar uma progressão entre os termos constituintes. e não/nem. retratado por: Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis. Aqui. No campo sintático: A preservação do meio ambiente representa não só um dever de cidadania e é para que o planeta sobreviva. nem no anterior. quanto mais. Portanto.. evidenciada pela troca de um substantivo por um adjetivo. ressentimentos e a agressões por parte daqueles que tanto pretendiam ocupar seu cargo dentro da empresa. Mesmo sabendo das reais intenções do autor. ele introduz outra ideia. Diante de tais pressupostos.corresponder forma verbal similar. Atualmente. evidenciada por: Sua saída se deve a mágoas. Isso é o que se costuma chamar paralelismo ou simetria de construção”.. Baseados em tais conhecimentos. Machado de Assis. De forma a constatá-los. materializadas por meio do campo morfológico (quando as palavras pertencem a uma mesma classe gramatical). seja em casa. seja no trabalho. a mensagem se evidenciaria da seguinte forma: A preservação do meio ambiente representa não só um dever de cidadania. quer... como também à de posição (segundo exemplo). Constatamos que o paralelismo se deveu à noção de alternância (primeiro exemplo). quer não. partamos para conferir alguns casos representativos de paralelismo. humilhações...tanto mais. detectamos uma quebra de sentido em relação ao tempo.ora. ou seja.. ora. Constatamos que há uma ruptura de ordem morfológica. Quer queiras. uma vez que para ironizar o interesse de Marcela.. quanto mais nos qualificamos. o termo “agressores” em detrimento a “agressões”. seja. o discurso carece de uma reformulação. humilhações.. por um lado. seja.. Cuide sempre de suas atitudes. . Tal recurso é utilizado na intenção de enfatizar uma sequência de ações negativas.. não. terás de aproveitar essa oportunidade. (tanto) mais conseguimos uma boa colocação no mercado de trabalho. mas também contribui para que o planeta sobreviva. desta vez relacionada não mais à noção de tempo. No campo semântico: Há um trecho retirado da obra machadiana. analisemos os casos nos quais se detecta a falta de paralelismo de ordem morfológica: Sua saída se deve a mágoas. mas à quantidade propriamente dita. sintático (quando as construções das frases ou orações são semelhantes) e semântico (quando há correspondência de sentido).. por outro.. podemos dizer que o paralelismo se caracteriza pelas relações de semelhança entre palavras e expressões. visto que o discurso revela a ideia de adição no que se refere às consequências oriundas de tais ações.

seja de uma palavra ou de uma expressão. por outro desagradou à família. pelo fato de os substantivos estojo e aliança pertencerem a gêneros diferentes. bem como o futuro do subjuntivo se adéqua ao futuro do presente. Tempos verbais.. Ocorre geralmente. nos seguintes casos: Má colocação do Adjunto Adverbial Exemplos: Crianças que recebem leite materno frequentemente são mais sadias. O garotinho estava no quarto dele ou da senhora? Eliminando a ambiguidade: Aquela velha senhora encontrou o garotinho no quarto dela. Termos. Se todos comparecerem. o menino avistou um mendigo. O que estava sobre a cama: o estojo vazio ou a aliança de diamantes? Eliminando a ambiguidade: Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes a qual estava sobre a cama. Inferimos que o emprego do pretérito imperfeito do subjuntivo (comparecessem) se adéqua ao futuro do pretérito do indicativo (haveria). haveria necessidade de uma reestruturação diferente. tanto para quem parte. Crianças que recebem leite materno são frequentemente mais sadias. quanto para quem fica. haverá mais cooperação.. dá-se o nome de ambiguidade. Aquela velha senhora encontrou o garotinho no quarto dele. aludindo a aspectos negativos e positivos mediante uma ação. Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes o qual estava sobre a cama. Orações ou Frases Aquela velha senhora encontrou o garotinho em seu quarto. Uso Incorreto do Pronome Relativo Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes que estava sobre a cama. Se pertencessem ao mesmo gênero. . Identificamos que as estruturas introduzem tanto a ideia de adição quanto de equiparação ou equivalência.com/redacao/paralelismo.: Sentado na varanda. A despedida é extremamente ruim. Observação: Neste exemplo. As crianças são mais sadias porque recebem leite frequentemente ou são frequentemente mais sadias porque recebem leite? Eliminando a ambiguidade: Crianças que recebem frequentemente leite materno são mais sadias. Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. tanto. Ex. haveria mais cooperação. resolveu-se o problema substituindo os substantivos por o qual/a qual.htm Ambiguidade A duplicidade de sentido. Má Colocação de Pronomes.quanto. Constata-se que o emprego das estruturas paralelísticas foi na intenção de estabelecer uma comparação.brasilescola. Se todos comparecessem.Se por um lado agradou aos convidados.

mas. apontado acima. As ideias dos exemplos acima estão sendo exploradas como se fosse apenas uma. neste espaço você pode ter feito uso das frases siamesas. seria um ótimo dia de aula.Letícia estava muito ansiosa. de exclamação. era necessário falar com o professor.htm Frases siamesas e Frases Fragmentadas Você já começou a escrever e não parou mais e acabou transformando aquele período em um longo parágrafo? Se sim. Teria que fazer a cirurgia o mais breve.brasilescola.Quem estava sentado na varanda: o menino ou o mendigo? Eliminando a ambiguidade: O menino avistou um mendigo que estava sentado na varanda. e assim por diante). pois sua turma iria apresentar uma peça teatral para a escola inteira. aqueles que nascem unidos por uma determinada parte do corpo. . para evitar este erro. Sim. são chamadas assim por analogia a “irmãos siameses”. bem como nos menores: Ele não concordava com a correção era necessário falar com o professor.) e pontos (final. dois pontos. Vejamos como ficariam os períodos acima se fossem escritos com a pontuação correta: A jovem já estava ansiosa. conectivos (e. teria que fazer a cirurgia o mais breve. de interrogação. pois podem mudar todo o sentido de um texto ou do que se quer falar. é muito importante ficar atento à pontuação e ao uso dos conectivos. cuidado. o mesmo acontece com as orações. como sinais de pontuação ou conectivos. Observe: A jovem já estava ansiosa seria um ótimo dia de aula sua turma iria apresentar uma peça teatral para a escola inteira a fim de arrecadar fundos para o bazar cultural. etc. Assim. já que não há elemento de ligação entre as orações.com/redacao/ambiguidade. é isso mesmo.Letícia estava muito ansiosa. Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. ou seja. E Ele não concordava com a correção. a fim de arrecadar fundos para o bazar cultural.Letícia estava muito ansiosa teria que fazer a cirurgia o mais breve. porém. Este nome é devido à analogia de irmãs ou a irmãos siameses (crianças que nascem unidas por uma parte do corpo) Veja alguns exemplos: . O menino que estava sentado na varanda avistou o mendigo. podemos usar sinais de pontuação: . que possuem enunciado completo. por não haver elemento de ligação entre elas. então. entretanto. É muito comum ver períodos longos iguais a esse. colocar vírgulas. A frase acima é siamesa. Por Sabrina Vilarinho Graduada em Letras Equipe Brasil Escola As frases SIAMESAS caracterizam-se por apresentar idéias ligadas incorretamente. Como vimos. frases distintas. Às vezes nos empolgamos em escrever e esquecemos de acentuar. são apresentadas como se fosse uma só. .

Veja alguns exemplos: Eu estava indo para a festa. no dia do aniversário dela. pois teria que fazer a cirurgia o mais breve.com.educacional. não anexados à oração principal. Quadros nas paredes". Cada macaco no seu galho. a colcha branca. Quando chegaram alguns amigos na minha casa. É característica de muitos provérbios e máximas: Cada louco com sua mania. quase todos os novelistas e cronistas dela servem. em "Comunicação em prosa moderna". E um calor insuportável. Fonte: http://blog. "A cama de ferro. p. Clarissa. Introdução A FRASE NOMINAL é a frase que prescinde de verbo. quando chegaram alguns amigos na minha casa.Como teria que fazer a cirurgia o mais breve.Letícia esta muito ansiosa. Uma mesa de pau. O lavatório esmaltado. isto é. porque teria que fazer a cirurgia o mais breve.br/vivianefdd/tag/frases-siamesas-e-fragmentadas/ Como escrever com frases curtas. quase sempre na descrição.Podemos usar também conectivos coordenativos: . Mas uma confusão tremenda. . p. Gente que não acabava mais. De modo que grande parte dos convivas saiu muito antes de terminar. De rachar. o travesseiro com fronha de morim. . Letícia estava muito ansiosa. FRASES FRAGMENTADAS Uma frase é FRAGMENTADA quando ela está separada por pontuações incorretamente. incisiva que tanto pode expressar ações quanto apontar os elementos essenciais de um quadro numa descrição. Outra opção é usar conectivos subordinativos: . o tinteiro niquelado. (Érico Veríssimo. Mariana comprou um celular. papéis. A FRASE FRAGMENTADA é geralmente uma oração subordinada ou um adjunto que se apresentam isoladamente. portanto. 100. é marcada por um ponto que separa enunciados incompletos. apenas por nomes. dá bem a idéia do que é frase fragmentada: "A festa de inauguração da nova sede estara esplêndida. aquela confusão. a bacia e o jarro. É uma frase curta. Othon Garcia. uma caneta. constituída. construções nominais e fragmentadas 1. No dia do aniversário dela Correção: Mariana comprou um celular. 220) Na literatura brasileira contemporânea. muito antes mesmo da chegada do Governador.Letícia estava muito ansiosa. Todos muito animados. Correção: Eu estava indo para a festa. E principalmente o calor". Porque era impossível agüentar todo aquele aperto.

"asmático". Observe uma vez mais o texto "Por uma aprendizagem natural da escrita". Sem! Levanta tua voz: em meio às desfigurações da existência. Tua voz. A tua palavra. soluçante. aquela confusão. Textos 2. expressões de Othon Garcia. Com tua pulsação. característica do classicismo. De resgatar a memória.1 Textos-modelos Letra de Música Germano Jacobs . Por uma aprendizagem natural da escrita Sem professor. direta também é característica da literatura moderna. Gilberto Scarton O leitor que quiser mais informações relativas a esses tipos de frase. Não raro. "pedaços" de períodos. "convulsivo". Ou um estilo "picadinho". do parnasianismo e do romantismo. Sem notas. E tua vez. Tu e a folha em branco. Tu e o texto. na verdade. onde aparecem frases curtas. A FRASE CURTA. ao contrário do período longo. tu tens a palavra. Sem provas. na expressão de Othon Garcia. 2. fragmentadas e curtas se misturam. Anunciando esperanças. de rachar. ainda. Na aventura do cotidiano. segundo. dando como resultado um estilo "estertorante". nominais e fragmentadas." A frase fragmentada é um recurso de estilo. muito antes mesmo da chegada do Governador. da sociedade. Denunciando injustiças. frases nominais. Sem aula. para entretecer contigo a teia de palavras que liga todas as dimensões de tua existência. segundo José Oiticica. verdadeiros fragmentos. Sem. Sem computador. "asmático". Só tu. De fecundar o presente. Com paixão. Que impassível espera ser preenchida. Sem queda. De gestar o futuro. nesta travessia de comunicação de ti para contigo. fará bem consultar a excelente obra de Othon Garcia "Comunicação em prosa moderna". incisiva. De acordo com a sintaxe ortodoxa. É um estilo entrecortado. Com teu ritmo. Sem inspiração. próprio da literatura moderna.Os períodos do texto são. de ti para o outro. São frases fragmentadas. porque era impossível de agüentar todo aquele aperto. In(en)formando o mundo com tua-vida-toda-linguagem. Sem estresse! Só tu. Tu e tu. Sem dom. e principalmente o calor. de modo que grande parte dos convivas saiu muto antes de terminar. o período (e a pontuação) deveria ser assim construído: Mas uma confusão tremenda e um calor insuportável.

Auxiliar de contabilidade. Uma tragada. o aviso de demissão.Uma tragada. Uma tragada. Realizar nossos sonhos. de 19 e 17 anos. Cumpridor de seus deveres. sete da noite. Amar. Mais um copo de cerveja. não. Mais um copo de cerveja. Uma tragada. com quem quer que fosse. A música nova. O velho livro perdido e reencontrado. Volta.o seu amigo vestiu-se calmamente. mas como é que podia imaginar tamanha sem-vergonhice? Ela ainda riu na sua cara. no mundo. plantar. suportaria tudo para estar junto dela. Uma tragada. e encontra à sua frente o copo de cerveja e o cigarro. E continua o ritual. vai se virando. Mais um copo de cerveja. Parece letra de música destas duplas que infestam o rádio. A desgraçada está voltando. Compreender. 2. nadar um pouco. Ser Camarada. Mais tarde perdoou a mulher. Um copo de cerveja. dramalhões. Quase que pediu desculpas por encontrá-los em adultério. Ele se encontrava sozinho. Descobrir. mas ela preferiu mesmo ficar com seu melhor amigo. O cachorro. não importa. Vinte anos na mesma empresa. Devia ter 45 anos e gostava de conversar consigo mesmo. Ganha para comer. Tosse. Bem que andava desconfiado. os bons tempos não resolvem coisa alguma.2 Textos de alunos Inocentes Reflexões Renata Eichenberg Viver é desejar.Poemas O primeiro olhar da janela de manhã. a sucessão das estações. Amadurecer. da sapataria de um compadre seu. Tem certeza que nunca vai encontrar resposta. Aí é que está. essas coisas sentimentais do lugar-comum. aqueles que não voltam mais. Um copo de cerveja. Escrever. tudo seria diferente. Viajar. É o único luxo que se permite. estão por aí. Tomar um banho. Mais um copo de cerveja. Crescer. de relembrar os bons tempos. Um copo de cerveja. E o emprego? Faz a escrita contábil do bar que freqüenta. Encontrar a mulher na cama com seu melhor amigo foi o começo. Mais um copo de cerveja. os outros que se danem. se pergunta. "a crise está braba". A neve. mesmo que continuasse a traí-lo. Tosse. da verdureira da esquina. Sem mulher e sem emprego. Uma tragada. Continua o ritual. A música antiga. mas os últimos anos foram uma sucessão de dramas. Dramas. quase escondido. Se conseguisse esquecer da mulher. em que falha incorri?" "Contenção de despesa". O dois filhos. Sapatos macios. a resposta. numa mesa no canto. "Por que eu. Uma tragada. pagar o quartinho da pensão e tomar a cerveja de todos os dias. Uma tragada. Um copo de cerveja. cantar. Certo dia. Eles que se virem. Uma tragada. Um copo de cerveja. de jamais faltar ao serviço. Felicidades Beertolt Brecht . o bar estava cheio. o que fiz. Isso o deixa louco de raiva: "Que merda de homem sou eu?". Uma tragada. A dialética. Rostos animados. sem mais nem menos. fazendo pouco caso de sua presença. Droga de vida. . com seu melhor amigo. Jornais. Àquela hora. Ele quer ficar só. Vai ao banheiro.

Não reconheci onde estava. . Fonte: http://www. Não basta apenas vivê-la. o cheiro de terra. ter coragem de mergulhar. alguns feridos. pelo menos. sete filhos. atraente. .Procurar. sete amores. Continua chovendo. misteriosa. Devastação. tradições. Se eu pudesse ter sete vidas. uma menina e um menino. . Olhei em volta. sete sonhos. casas derrubadas. simplesmente viver. amar e ser amada. Pavor. porém intensa e preciosa. Exª.. Telhas voam e não ouço nada. provar todas as formas e tipos de chocolates. Granizo. sentir. provar de todos os vinhos.Acordei. Ninguém segura a natureza. Árvores caídas. .Indica o término do discurso ou de parte dele. A água ultrapassa as portas. uma obra. Ponto 1. Devastação Scheila Feijó Fantinels Noite escura. durante a minha vivência terrena: • • • • • • • • • • • • • • conhecer muitos lugares. queijo. Silêncio. Começo a sentir medo.Sr. adivinhá-la. Choro. viver a vida inteira ao lado de um único homem. todo o dia. Acredito ser a vida preciosa. Rezo. espero. Chuva. temos que sonhá-la.Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que se encontra. O pesadelo acabou.pucrs. viver em uma praia tranqüila. imaginá-la. Vento. Os minutos parecem horas. mar. certamente teria sete desejos. Aumenta a chuva.V.br/gpt/fragmentadas. Veremos aqui as principais funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua portuguesa. sete pais. Chuva caindo lá fora. 2.. lágrimas. O cachorro late prevendo alguma coisa. escrever. sete anseios. arrancar suspiros. areia. manteiga e leite. surpreendente.php e)Pontuação Por Araújo.Gostaria de comprar pão. supô-la. .Usa-se nas abreviações . costumes. ver o pôr-do-sol sem a sombra de um arranha-céu. Ana Paula de Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. A. Como só tenho uma. ter dois filhos. povos. sugar a essência do mundo. conhecendo os mistérios da água.

Antes de uma citação . .Ir ao supermercado.Ponto e Vírgula ( .Sim! Claro que eu quero me casar com você! 2. .Separa várias partes do discurso.Indica que o sentido vai além do que foi dito .Antes de um aposto .Antes de uma explicação ou esclarecimento . vivendo a rotina de sempre. 4. decreto de lei.Pegar as crianças na escola.Caminhada na praia. etc.Separa itens de uma enumeração. ) 1. “.Indica interrupção violenta da frase.Indica que palavras foram suprimidas.Comprei lápis.Em frases de estilo direto .Separa partes de frases que já estão separadas por vírgulas. “. os ricos dão pelo pão a fazenda. exposição de motivos.Não… quero dizer… é verdad… Ah!” 3.Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo) Reticências 1.Gramática Normativa da Língua Portuguesa. 3. etc. 2006.Reunião com amigos.infoescola.com/portugues/pontuacao/ . frio à tarde e calor à noite. cadernos… 2. . . mas em geral usamos a vírgula para dar pausa à leitura ou para indicar que algum elemento da frase foi deslocado da sua posição canônica.Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto: 2. .Deixa. que têm a mesma importância.Este mal… pega doutor? 4. súplica. frio e cobertor. susto. 45ª edição.Alguns quiseram verão.Indica interrupções de hesitação ou dúvida . praia e calor. . .Três coisas não me agradam: chuva pela manhã. depois. canetas.Maria perguntou: – Por que você não toma uma decisão? Ponto de Exclamação 1. outros montanhas.Ai! Que susto! . Dois pontos 1.Usa-se para indicar entonação de surpresa. o coração falar… Vírgula É usada para vários objetivos. os de nenhum espírito dão pelo pão a alma…” (VIEIRA) 2. cabisbaixa.Lá estava a deplorável família: triste.Depois de interjeições ou vocativos . cólera. 3. – Rio de Janeiro: José Olympio. Fonte: http://www. os de espíritos generosos dão pelo pão a vida. . Bibliografia ROCHA LIMA.João! Há quanto tempo! Ponto de Interrogação Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.“Os pobres dão pelo pão o trabalho. Carlos Henrique da.