Apostila Texto e Gramática 4. Conteúdo Programático 4.1 Conceitos teóricos básicos VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS 4.1.

1 O modo de falar do brasileiro Alfredina Nery* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação Toda língua possui variações linguísticas. Elas podem ser entendidas por meio de sua história no tempo (variação histórica) e no espaço (variação regional). As variações linguísticas podem ser compreendidas a partir de três diferentes fenômenos: 1) Em sociedades complexas convivem variedades linguísticas diferentes, usadas por diferentes grupos sociais, com diferentes acessos à educação formal; note que as diferenças tendem a ser maiores na língua falada que na língua escrita; 2) Pessoas de mesmo grupo social expressam-se com falas diferentes de acordo com as diferentes situações de uso, sejam situações formais, informais ou de outro tipo; 3) Há falares específicos para grupos específicos, como profissionais de uma mesma área (médicos, policiais, profissionais de informática, metalúrgicos, alfaiates, por exemplo), jovens, grupos marginalizados e outros. São as gírias e jargões. Assim, além do português padrão, há outras variedades de usos da língua cujos traços mais comuns podem ser evidenciados abaixo. Uso de “r” pelo “l” em final de sílaba e nos grupos consonantais: pranta/planta; broco/bloco. Alternância de “lh” e “i”: muié/mulher; véio/velho. Tendência a tornar paroxítonas as palavras proparoxítonas: arve/árvore; figo/fígado. Redução dos ditongos: caxa/caixa; pexe/peixe. Simplificação da concordância: as menina/as meninas. Ausência de concordância verbal quando o sujeito vem depois do verbo: “Chegou” duas moças. Uso do pronome pessoal tônico em função de objeto (e não só de sujeito): Nós pegamos “ele” na hora. Assimilação do “ndo” em “no”( falano/falando) ou do “mb” em “m” (tamém/também). Desnasalização das vogais postônicas: home/homem. Redução do “e” ou “o” átonos: ovu/ovo; bebi/bebe. Redução do “r” do infinitivo ou de substantivos em “or”: amá/amar; amô/amor. Simplificação da conjugação verbal: eu amo, você ama, nós ama, eles ama. Variações regionais: os sotaques Se você fizer um levantamento dos nomes que as pessoas usam para a palavra "diabo", talvez se surpreenda. Muita gente não gosta de falar tal palavra, pois acreditam que há o perigo de evocá-lo, isto é, de que o demônio apareça. Alguns desses nomes aparecem em o "Grande Sertão: Veredas", Guimarães Rosa, que traz uma linguagem muito característica do sertão centro-oeste do Brasil: Demo, Demônio, Que-Diga, Capiroto, Satanazim, Diabo, Cujo, Tinhoso, Maligno, Tal, Arrenegado, Cão, Cramunhão, O Indivíduo, O Galhardo, O pé-de-pato, O Sujo, O Homem, O Tisnado, O Coxo, O Temba, O Azarape, O Coisa-ruim, O Mafarro, O Pé-preto, O Canho, O Duba-dubá, O Rapaz, O Tristonho, O Não-sei-que-diga, O Que-nunca-se-ri, O sem gracejos, Pai do Mal, Terdeiro, Quem que não existe, O Solto-Ele, O Ele, Carfano, Rabudo. Drummond de Andrade, grande escritor brasileiro, que elabora seu texto a partir de uma variação linguística relacionada ao vocabulário usado em uma determinada época no Brasil. Antigamente "Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito

prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio." Como escreveríamos o texto acima em um português de hoje, do século 21? Toda língua muda com o tempo. Basta lembrarmos que do latim, já transformado, veio o português, que, por sua vez, hoje é muito diferente daquele que era usado na época medieval. Língua e status Nem todas as variações linguísticas têm o mesmo prestígio social no Brasil. Basta lembrar de algumas variações usadas por pessoas de determinadas classes sociais ou regiões, para percebers que há preconceito em relação a elas. Veja este texto de Patativa do Assaré, um grande poeta popular nordestino, que fala do assunto: O Poeta da Roça Sou fio das mata, canto da mão grossa, Trabáio na roça, de inverno e de estio. A minha chupana é tapada de barro, Só fumo cigarro de paia de mío. Sou poeta das brenha, não faço o papé De argun menestré, ou errante cantô Que veve vagando, com sua viola, Cantando, pachola, à percura de amô. Não tenho sabença, pois nunca estudei, Apenas eu sei o meu nome assiná. Meu pai, coitadinho! Vivia sem cobre, E o fio do pobre não pode estudá. Meu verso rastero, singelo e sem graça, Não entra na praça, no rico salão, Meu verso só entra no campo e na roça Nas pobre paioça, da serra ao sertão. (...) Você acredita que a forma de falar e de escrever comprometeu a emoção transmitida por essa poesia? Patativa do Assaré era analfabeto (sua filha é quem escrevia o que ele ditava), mas sua obra atravessou o oceano e se tornou conhecida mesmo na Europa. Leia agora, um poema de um intelectual e poeta brasileiro, Oswald de Andrade, que, já em 1922, enfatizou a busca por uma "língua brasileira". Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. Uma certa tradição cultural nega a existência de determinadas variedades linguísticas dentro do país, o que acaba por rejeitar algumas manifestações linguísticas por considerá-las deficiências do usuário. Nesse sentido, vários mitos são construídos, a partir do preconceito linguístico. *Alfredina Nery Professora universitária, consultora pedagógica e docente de cursos de formação continuada para professores na área de língua/linguagem/leitura. Fonte: http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u60.jhtm Variações Linguísticas A linguagem é a característica que nos difere dos demais seres, permitindo-nos a oportunidade de expressar sentimentos, revelar conhecimentos, expor nossa opinião frente

aos assuntos relacionados ao nosso cotidiano, e, sobretudo, promovendo nossa inserção ao convívio social. E dentre os fatores que a ela se relacionam destacam-se os níveis da fala, que são basicamente dois: O nível de formalidade e o de informalidade. O padrão formal está diretamente ligado à linguagem escrita, restringindo-se às normas gramaticais de um modo geral. Razão pela qual nunca escrevemos da mesma maneira que falamos. Este fator foi determinante para a que a mesma pudesse exercer total soberania sobre as demais. Quanto ao nível informal, este por sua vez representa o estilo considerado “de menor prestígio”, e isto tem gerado controvérsias entre os estudos da língua, uma vez que para a sociedade, aquela pessoa que fala ou escreve de maneira errônea é considerada “inculta”, tornando-se desta forma um estigma. Compondo o quadro do padrão informal da linguagem, estão as chamadas variedades linguísticas, as quais representam as variações de acordo com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada. Dentre elas destacam-se: Variações históricas: Dado o dinamismo que a língua apresenta, a mesma sofre transformações ao longo do tempo. Um exemplo bastante representativo é a questão da ortografia, se levarmos em consideração a palavra farmácia, uma vez que a mesma era grafada com “ph”, contrapondose à linguagem dos internautas, a qual fundamenta-se pela supressão do vocábulo. Analisemos, pois, o fragmento exposto: Antigamente “Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio." Carlos Drummond de Andrade Comparando-o à modernidade, percebemos um vocabulário antiquado. Variações regionais: São os chamados dialetos, que são as marcas determinantes referentes a diferentes regiões. Como exemplo, citamos a palavra mandioca que, em certos lugares, recebe outras nomenclaturas, tais como: macaxeira e aipim. Figurando também esta modalidade estão os sotaques, ligados às características orais da linguagem. Variações sociais ou culturais: Estão diretamente ligadas aos grupos sociais de uma maneira geral e também ao grau de instrução de uma determinada pessoa. Como exemplo, citamos as gírias, os jargões e o linguajar caipira. As gírias pertencem ao vocabulário específico de certos grupos, como os surfistas, cantores de happy, tatuadores, entre outros. Os jargões estão relacionados ao profissionalismo, caracterizando um linguajar técnico. Representando a classe, podemos citar os médicos, advogados, profissionais da área de informática, dentre outros. Vejamos um poema e o trecho de uma música para entendermos melhor sobre o assunto: Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió

Esse tal Chopis Centis é muito legalzinho. ver Schwarzneger E também o Van Damme. Pra levar a namorada e dar uns “rolezinho”. Quando eu estou no trabalho. A minha felicidade é um crediário nas Casas Bahia. . Oswald de Andrade CHOPIS CENTIS Eu “di” um beijo nela E chamei pra passear. mas eu prefiro aipim. com um tal de gergelim. Quanta alegria. A gente fomos no shopping Pra “mode” a gente lanchar. Até que “tava” gostoso. Pra pegar um cinema. Comi uns bicho estranho. o baiano.brasilescola. O modo de falar uma língua varia: . encarte CD Mamonas Assassinas. Não vejo a hora de descer dos andaime.) Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. (Dinho e Júlio Rasec. 1995.Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. o paulista e o gaúcho falam de maneiras nitidamente distintas.de época para época: o português de nossos antepassados é diferente do que falamos hoje.com/gramatica/variacoes-linguisticas. Quanta gente.de região para região: o carioca.htm VARIANTES LINGUÍSTICAS Variantes Uma língua nunca é falada de maneira uniforme pelos seus usuários: ela está sujeita a muitas variações. .

Houve mesmo época em que o “chique” era a concordância com o conteúdo. à crase e à grafia de palavras problemáticas (especialmente aquelas que têm grafias semelhantes). . desrespeitosos. Os vestibulares tradicionais. mas sim. uma frase como “o povo exageram”. Além dessas. mesmo na forma singular. por exemplo. Resposta: não existe a mais correta em termos absolutos. como. mas afetam a imagem social do falante. Por outro lado. a mais adequada a cada contexto. é inevitável perguntar qual delas é a correta. Costuma-se distinguir o português das pessoas mais prestigiadas socialmente (impropriamente chamada de fala culta ou norma culta) e o das pessoas de grupos sociais menos prestigiados (a fala popular ou norma popular). quase só se preocupam com o que chamam de correção gramatical. Um professor universitário ou um juiz falam de um modo na faculdade ou no tribunal e de outro numa reunião de amigos. sob o ponto de vista do conteúdo. mande o verbo para o plural. embora não contenha nenhum absurdo. termos chulos. . Como se sabe. pedante. Quando se fala das variantes.observar os pronomes em dois níveis: . é aconselhável adotar os seguintes cuidados: . Hoje. reconhecendo a sua utilidade para criar variados efeitos de sentido: caracterizar personagens no interior de um texto narrativo.observar o verbo em três níveis: . estabelecer relações de intimidade entre os falantes. o coletivo.a colocação. há outras variações. é sempre plural. próprio da língua escrita formal.de situação para situação: cada uma das variantes pode ser falada com mais cuidado e vigilância (a fala formal) e de modo mais espontâneo e menos controlado (a fala informal). em casa e em outras situações informais. ridicularizar pessoas que as utilizam inadequadamente. Os vestibulares inovadores exploram as variantes lingüísticas de uma maneira bem mais apropriada.o uso da forma adequada à sua função sintática. postulando como falar correto apenas aquele que corresponde às normas da linguagem culta e formal. Uma frase como “o povo exageram” tem o mesmo sentido que “o povo exagera”. Usar o português rígido. Diante de tantas variantes lingüísticas.. Nesse particular. fala bem aquele que se mostra capaz de escolher a variante adequada a cada situação e consegue o máximo de eficiência dentro da variante escolhida. . Nada impede que. Soa como pretensioso. . etc.checar problemas ligados à acentuação.a regência.a conjugação. a língua escrita e oral. a gíria própria de faixas etárias diferentes. . . numa situação descontraída da comunicação oral é falar de modo inadequado. é inadequado em situação formal usar gírias. Dessa maneira. deprecia a imagem do falante.a concordância. Há muitas formas de dizer que não perturbam em nada a comunicação. Para resolver essas chamadas questões de correção de frases. No português atual. quando tratam das variantes.de grupo social para grupo social: pessoas que moram em bairros chamados nobres falam diferente dos que moram na periferia. o modo de falar de grupos profissionais. há uma aproximação máxima entre língua e etiqueta social. fugir afinal das normas típicas dessa situação. a concordância é com a forma. . artificial. é preciso não perder de vista que a língua é um código de comunicação e também um fato com repercussões sociais.

1. pele alva. já ultrapassada desde o Modernismo. o silêncio denotava o respeito ao seu trabalho e à sua qualificação. Na hora das perguntas (suposta interação com os participantes). A questão que segue é um bom exemplo de proposta de correção lingüística no estilo tradicional. PERNAMBUCO) — Observe os inconvenientes linguísticos e reescreva a frase de forma que atenda à norma-padrão: Convidamos aos professores para que dê início as discursões dos assuntos em palta. como na questão que segue.br/articles/413/1/VARIANTESLINGUISTICAS/Paacutegina1. comentários sobre o uso de certas variantes e propondo comparações entre elas. um verdadeiro artista da técnica de criar cenários famosos. Digo artista porque se cobriu de uma aura artística. porque ele não se denominou como tal. Retórico. um instrumento de poder. O primeiro.2 Correção e adequação linguística A língua é. seus trabalhos eram famosos. solicitando. e) vai ao Maracanã de chinelo e bermuda. F. afinal. Certamente. Enquanto os slides eram exibidos. um sócio de uma empresa de Web Design.: Convidamos os professores para que dêem início às discussões dos assuntos em pauta. As perguntas eram feitas com esmero entre gaguejos e cuidados.” A atitude desse aluno se assemelha à atitude do indivíduo que: a) comparece ao baile de gala trajando “smoking”. Sua formação incluiu os grandes artistas da história. VIÇOSA) — Suponha um aluno se dirigindo a um colega de classe nestes termos: “Venho respeitosamente solicitar-lhe se digne emprestar-me o livro. com peças de Chekov e Beckett.mundovestibular. com balés de Mozart. por exemplo. tintura alourada no cabelo. (U. um artista da técnica de criar arte para a web. Embora tenha fugido da . um renomado cenógrafo. No final da palestra. b) vai à audiência com uma autoridade de “short” e camiseta. Na segunda. formado em Praga entre as décadas de 50 e 60. O que me marcou nas palestras foram as marcas pessoais no contraste lingüístico dos palestrantes. c) vai à praia de terno e gravata.com. (U. Digo arte. fiquei extasiado com o cenógrafo. ele era uma pessoa importante. F. R. de fato. Por: Curso Anglo Fonte: http://www. Pairava no ar seriedade e admiração. Na primeira. suas respostas evasivas eram tomadas com admiração. vivenciou crises históricas. porque os perguntadores estavam inibidos.html 4.. Seu espaço foi delimitado pelo seu discurso.observar se as palavras estão empregadas na sua forma e no seu sentido correto. seu português impecável contribuiu para que se tornasse um renomado cenógrafo que já trabalhou com músicos importantíssimos. Os vestibulares modernos exploram as variantes de maneira diferente. elegante. de mais idade. o seu português foi aprendido nas melhores escolas. Outro dia assisti a duas palestras sobre design. d) põe terno e gravata para ir falar na Câmara dos Deputados. seu português demarcou o tom.

1. estão sujeitas ao erro.pt/arquivo/1054713. em ambas. assim. ganhou prêmios de design para a web. brasileiro que mais parecia inca. Cada ramo desses possui sua própria gramática. foi deixando o seu recado. Essa história que trago aqui é meramente ilustrativa. Seu português era péssimo e provocou risos escusos. Não fossem as premiações. Em meio a sua apresentação carregada de “tu vai”.html 4.3 Norma padrão e norma culta (outros registros) Da Gramática. Fonte: http://simplificandoalingua. Não estudou na Europa e sua formação na ESPM não mereceu muita dedicação à língua portuguesa. O segundo. função de comunicar o que se quer comunicar. que mantém os participantes distantes para que o centro das atenções seja ocupado somente por ele (um verdadeiro aprendizado do poder pela linguagem). como formas de linguagem. “baita criente”. empolada e arrogante. “tu fica”. há uma em que todos esses ramos se baseiam a que todos se referem formalmente como Norma Culta ou Padrão. foi aplaudido de pé. Mas não pretendo aqui defender um ou outro. Mais de 15 anos de escolaridade. para que existe? No âmbito da linguagem. Porém. apesar dessas outras gramáticas. quando as perguntas começaram. Usando a língua portuguesa como exemplo. uma vez que. Fiquei extasiado com o web designer. para a platéia. Já trabalhava com design antes de entrar para o mercado da internet.sapo. muito mais jovem. seriam classificados como este). . Não foi aplaudido de pé. Mais de 15 anos de escolaridade. jamais teria sido chamado a palestrar. todas as curiosidades foram satisfeitas sem rodeios. serviu para demarcar o lugar de uma soberba. A falta de silêncio denotava o pouco caso à sua qualificação. Serve apenas para destacar uma questão básica: o preconceito lingüístico. porém. mas por motivo diverso do do cenógrafo: por sua capacidade de clareza e transmissão do conteúdo de forma eficiente. Se a gramática não existe para exibir a forma correta de se escrever ou falar. Sendo erro a falha da linguagem. para um. “criente potencial”. cabelo liso e bem preto. houve uma avalanche. Enquanto a platéia ria do segundo para sair de sua mediocridade e se aproximar do status do primeiro (pensavam que. No final. a gramática é equiparada ao código.proposta do ciclo de palestras (apresentar os recursos. Todos no Brasil ou fora estudam ou deveriam estudar essa Norma em sua forma mais unificada possível e. Todas as dúvidas foram dirimidas com precisão. qual possui ramos em diversas localidades no mundo e mesmo em diversas localidades no Brasil. Mais de 15 anos de escolaridade. para o outro. nesse ponto. ambos se apresentaram inadequadamente. ora mobilizados no ato das apresentações. em minha opinião. quando essa não cumpre sua função.blogs. não serviram sequer para o aprimoramento do seu repertório verbal. materiais e modos de se construir design) e ter feito apenas sua autopromoção. não serviram nem como contribuição para uma leitura crítica dos discursos subjacentes. da Norma Culta ou Padrão A fala e a escrita. ainda que não oficiais. um erro gramatical não consistiria erro e isso seria ilógico. pele bem morena.

Assim. flexões do mais-que-perfeito do indicativo – “Eu ainda não entrara no Banco quando aquilo aconteceu” e. não são muitos os desvios admitidos. Mas quando o destinatário for um público diverso demais. Ela comporta dois padrões: o formal e o coloquial: Padrão formal – É o modelo culto utilizado na escrita. como em “Você verse-ia em maus lençóis se continuasse a insistir naquilo”. Contudo. o que é pior. Fonte: http://www. tendo sempre em mente o bem da mensagem e a compreensão mais correta dela pelo destinatário. num bate-papo. para o bem da mensagem. a próclise. inadmissíveis na língua escrita. como se disse. Outro ponto sobre a importância da Norma Culta ou Padrão é o status que ela garante ao remetente. É esse poder nessas condições que se configura a liberdade poética. *Mesóclise: É a colocação do pronome quando o verbo se encontra no futuro simples do presente ou no futuro simples do pretérito do indicativo. pois passam a quem ouve a impressão de total falta de escolaridade de parte de seu autor. “Me passe o arroz” e “Não te falei que você iria conseguir?”. e muitas formas peculiares da norma popular são condenadas mesmo na linguagem oral.por todos o fazerem. Tudo se resume à mensagem e ao destinatário. O código qual o destinatário tenha maior facilidade de compreensão.com. também se use o padrão linguístico adequado para as diferentes situações de comunicação social. sem grandes traumas.br/existe-diferenca-entre-norma-culta-e-padrao- . que segue rigidamente as regras gramaticais.com. a sua imagem é muito importante. Usá-la corretamente indica certo grau de estudo dele e. entre Norma Culta e Padrão Coloquial? 3 de maio de 2011 Norma culta é uma modalidade linguística escolhida pelos falantes escolarizados de uma sociedade como modelo de comunicação verbal. por ser mais livre e espontânea. É a língua das pessoas elitizadas. de modo geral. como (fazem) os romanos”. Mas isso é assunto para outro texto. de gramáticas. tanto porque o falante tem mais tempo para se pronunciar de forma refletida como porque a escrita é supervalorizada na nossa cultura. embora exista. ou seja. na linguagem coloquial. evita-as na escrita. Fonte: coloquial/ http://www. tem um pouco mais de liberdade e está menos presa à rigidez das regras gramaticais. desde que não haja palavras que exerçam atração sobre ele. O falante culto. Por outro lado. Moral da história: assim como se usa traje apropriado para cada situação social. construções como “Ainda não vi ele”.br/teorialiteraria/980084 Existe diferença. essa Norma tem um valor de unificar a língua. admitem-se. tem consciência dessa distinção e ao mesmo tempo em que usa naturalmente as construções acima na comunicação oral. deve-se procurar usar a forma gramatical mais correta da Norma Culta para que a mensagem seja recebida por todos sem qualquer falha na comunicação. Entretanto.recantodasletras. Essa linguagem é mais elaborada. E para isso se deve usar o código mais apropriado. Já em ambiente inculto seriam apropriadas: é a história de “Em Roma. o remetente pode alterá-la ou modificá-la. Construções como “Nóis foi na fazenda” (o “na” ainda seria tolerado) e “Ele pagou dois milhão pelos boi” são impensáveis na boca de um falante culto em ambiente culto. a permissividade com relação às “transgressões” é pequena. usos próprios do padrão formal empregados na língua oral costumam parecer forçados ou artificiais no falar despreocupado do dia-a-dia e configuram o que se chama de preciosismo.agitapirenopolis. a margem de afastamento dessas regras é estreita e. porém. É a história do “vale o que está escrito”. o uso da mesóclise*. Padrão coloquial – É a versão oral da língua culta e. É o caso de. Portanto é aconselhável seguir a Norma. recebam a mensagem. ouvir-se certos empregos do pronome oblíquo – “Ainda não o vimos por aqui” -. para que qualquer texto destinado a essa universalidade de portugueses.

como não é demais insistir nos textos e lições sobre as dúvidas de nossa Língua. Essa é a determinação.1. Veja você. você estará cometendo um erro. mas não esqueça que em um concurso ou vestibular quem prevalece é a muçarela com [ç]. qualquer comentário. [. Muçarela com [ç]? Tal fato causou indignação em muitos candidatos e criou grande polêmica gramatical na cidade. que estranhou a grafia da palavra com "ç". oficialmente. muzzarela. Mas. achava que fosse com [ss]. relate-me. atinge até mestres graduados. morzarela. não se admite. ou vestibular. Naquele concurso. com certeza. mas diante da norma gramatical. o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) . Portanto. ou ainda muzarela. vamos aos fatos: Em nosso idioma. O que vale é a norma culta. pois sempre escreveu e leu desse jeito. Sendo “muçarela” o termo “abrasileirado”. Mussarela. mesmo que nos pareçam corriqueiros e batidos. ao nosso idioma. constava que a frase correta era: O atacante Ronaldo. Se você consultar o VOLP. continuará prevalecendo nos cardápios e no uso popular. O VOLP é editado periodicamente pela Academia Brasileira de Letras (ABL).com. Autor do livro "Gramática do Português Culto Falado no Brasil. ou mozarela. em um concurso público.. Porém. murzarela. nada o impede. uma das questões de língua portuguesa pedia aos candidatos que assinalassem a frase correta. Você. bom número de candidatos errou a questão por seguirem o uso popular de uma palavra. ____________________ Para copiar este texto: selecione-o e tecle Ctrl + C.] é incapaz de resistir a uma pizza de muçarela. A começar pelos estabelecimentos comerciais que trabalham com a pizza. como é o caso do professor de língua portuguesa da USP. em um concurso.4.4 Confrontação entre normas e usos MUÇARELA OU MUSSARELA? ___________________________________________ Vícios de Linguagem Recentemente. os cânones gramaticais. mozzarela. vai encontrar como formas corretas: mozarela. Ataliba Castilho. E por que o uso popular tradicionalizou o termo “mussarela”? Acredita-se que seja por estar mais próximo do termo de origem mozzarella. Esse confronto entre o uso popular e a norma culta. Ricardo Sérgio Fonte: http://www. e isso.uma espécie de dicionário que lista as palavras reconhecidas oficialmente como pertencentes à língua portuguesa – é a autoridade oficial para nos dizer como “tal” palavra dever ser escrita e falada. e ponto final. provavelmente estranharia se lesse nos cardápios pizza muçarela.br/gramatica/1812926 . mussarela.®Sérgio. antecipadamente. Não foram poucos os candidatos que entraram com recurso na prefeitura para reclamar dessa questão da prova. não pertencem. Qualquer discussão sobre essa questão deve ser feita em outro plano. No gabarito do concurso. Se você encontrar erros (inclusive de português). se você quiser grafar o termo fora dessas orientações. muçarela e muzarela. as formas: moçarela..recantodasletras. Dizia-se surpreso. cujo termo em questão era: mussarela ou muçarela. Agradeço a leitura e. mossarela.

há aqueles que afirmam que este verbo indica sim movimento. Por quê? A regra estabelece que esta última locução adverbial deva ser usada nos casos de verbos que indicam movimento. fazer. conforme recomenda a gramática. b)Esta entrega deverá ser conduzida a domicílio. Veja alguns exemplos com “a domicílio” (= a casa) a)Não precisamos nos preocupar. neste caso.Entrega em domicílio ou a domicílio? As expressões “entrega em domicílio” e “entrega a domicílio” são muito recorrentes em restaurantes. cortar. Ouve-se e lêse. c) Dirigiu-se a domicílio para cumprir sua obrigação. Porém. a locução “entrega a domicílio” em substituição a “entrega em domicílio”. Uso verificado até mesmo em pessoas de escolaridade completa. na fala. pois quem entrega se desloca de um lugar para outro. Convivem juntas sem problemas maiores porque são entendidas da mesma forma. como: levar. no catálogo. entrega algo em algum lugar. nos atentando ao fato de que a finalidade é que vale: a entrega será feita no (em+o) domicílio de uma pessoa. “A loja entregou meu sofá a casa” não está correto. No entanto. conduzir. dar. ir. uma vez que quem entrega. temos que ter cuidado. no outdoor. eles trazem a pizza a domicílio. na propaganda televisa. dirigir-se. devemos usar “entrega em domicílio”. Há. b)Entregas são feitas em domicílio. pois “a domicílio” não é aceita. Contudo. d) Dão-se aulas de violão em domicílio. A dúvida surge com o verbo “entregar”: não indicaria movimento? De acordo com a gramática purista não. Portanto. no folder. Fontes: Mundo Educação Recanto das Letras . c)Corta-se cabelo em domicílio. no panfleto. com muita frequência. com um mesmo sentido. uma confrontação entre a norma culta e o uso popular. obedecendo às normas gramaticais. enviar. trazer. Agora observe exemplos com “em domicílio” a)Escova-se unhas em domicílio. quando falamos de gramática normativa. Já a locução adverbial “em domicílio” é usada com os verbos sem noção de movimento: entregar.

"A Língua de Eulália: Uma Novela Sociolinguística) A língua muda. que se escreva assim: "Ele me ensinou".1. A fala e a escrita são duas modalidades diferentes da língua e é com esse fato que o Jô brincou. "Malinculia". Qué coisa mais doida? Num bate nada cum nada. onde a relação pensamento e linguagem são muitas próximas. etc. U alemão pur exemplu. em relação às regras da gramática normativa.br/portugues/ult1706u79. Quem soubé falá sabi iscrevê. . ainda. Fonte: http://educacao. *Alfredina Nery Professora universitária. mas principalmente como uma forma de mostrar socialmente aquilo que gostaríamos que os outros enxergassem uns aos outros. Im purtuguêis não. Na língua escrita há mais exigências. Na verdade. em todas as línguas. Malinculia. por exemplo. Isso acontece porque.. si iscrevi muinto diferenti. Já na linguagem escrita. São as chamadas variações linguísticas. consultora pedagógica e docente de cursos de formação continuada para professores na área de língua/linguagem/leitura. mostra as interferências da fala na escrita e como elas não anulam a expressividade poética de suas imagens. Qui bom qui a minha língua é u purtuguêis." Pois é. U purtuguêis é muinto fáciu di aprender. ao falar. Marcos.5 Modalidade oral e escrita LÍNGUA ESCRITA E ORAL Não se fala como se escreve Alfredina Nery* Especial para a Página 3 Pedagogia e Comunicação "Português é fácil de aprender porque é uma língua que se escreve exatamente como se fala. as pessoas podem ainda recorrer a outros recursos para que a comunicação ocorra . a fala e a escrita exigem conhecimentos diferentes. A maioria de nós. há os gestos. A gíria e o jargão são algumas dessas variações.uol.com. o que torna necessário assegurar que o texto escrito dê conta da comunicação. a fala e a escrita são antes de tudo. A escrita não reflete a fala individual de ninguém e de nenhum grupo social. para a revista Veja. purqui é uma língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala. brasileiros. Até nu espanhol qui é parecidu. O português na variante padrão exige. conforme o grupo social. as pessoas falam de um jeito e escrevem de outro. a região. e o contexto histórico.sandralamego. Ele brinca com a diferença entre o português falado e escrito. aquela que introjetamos ao longo da vida. A leitura de um trecho do poema de Antonino Sales. e ao mesmo tempo como vemos o outro de acordo com a nossa perspectiva de mundo. É um suspiro maguado Qui nace no coração! É o grito safucado Duma sodade iscundida Qui nos fala do passado Sem se torná cunhicida! É aquilo qui se sente Sem se pudê ispricá! Qui fala dentro da gente Mas qui não diz onde istá! (. Num é cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri cumu é qui si iscrevi algumas palavras. "Eli me ensinô".) (BAGNO. Essas diferenças geram muitos conflitos. falamos. Por essa razão. É só prestátenção.. estão entrelaçadas ambas caminham juntas apesar de apresentarem diferenças na produção e representação.pode-se pedir que se repita o que foi dito. a interação é mais complicada. O comentário é do humorista Jô Soares. no entanto. sistemas comunicativos que expressam a língua nas praticas sociais.com/dicas/entrega-em-domicilio-ou-adomicilio/#ixzz1TyGHOTJm 4. Patrão.Leia mais: http://www.jhtm As Modalidades Orais e Escritas YAMARA MAMED RESUMO As modalidades orais e escritas não são só um instrumento utilizado para a comunicação ou veiculação de informações. ou seja.

Com isso. vão de um nível mais informal aos mais formais. por terem mais tempo para reproduzi-la e revisá-la. A esse respeito. contradizendo Bloomfield. ora se aproxima da fala como. será fundamental considerar que as línguas se fundam em usos e não o contrário. A escolha lexical também proporciona ao usuário a exibição de um estilo próprio e o controle do grau de formalismo e coloquialismo de suas produções discursivas. A fala procede à escrita. admitindo que os textos possam apresentar-se de varias formas. ver e lógico falar e escrever. informal. Essas práticas fazem parte da cultura. O grau de coloquialismo ou formalismo envolve decisões estilísticas e de domínio do léxico que podem transferir-se de um modo de produção para o outro com muita facilidade e propriedade. em que a primeira ocupava um lugar de supremacia sobre a segunda. passando por graus intermediários demonstradas com a produção de textos. enquanto a fala. por exemplo: os discursos de posse de cargo. onde tais condições estão em estreita relação com o contexto. Alguns fatores são responsáveis pelas diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita: o contexto. sendo mudada a partir dos anos 80. Conforme observa-se a oralidade e a escrita constituem duas possibilidades de uso da língua que utilizam o mesmo sistema lingüístico e que apesar de possuírem características próprias. dentro de uma situação interativa social. as duas modalidades convivem e se entrelaçam. a intenção do falante ou do escritor e o tópico do que se diz ou escreve. há também sociedades que não utilizam registro escrito. Do vocabulário. De acordo com alguns autores renomados como Fávero. ou seja. agir. sendo capaz de estabelecer uma comparação. enquanto formas diferentes de dizer e modos diferentes de se expressar em significados lingüísticos. não devem ser vistas de forma dicotômica. ora se aproximando do pólo da escrita. as conferências.INTRODUÇÃO Atualmente já se houve falar com frequência que a linguagem escrita e a linguagem oral são duas modalidades de expressão verbal. Refletir sobre as relações e especificidades da fala e da escrita nos permite entender um pouco também sobre a gramática. por exemplo: os bilhetes domésticos. a distinção entre fala e escrita não se faz com precisão. sentir. enquanto a dos escritores é lenta. com os interlocutores e com o tipo de processamento da informação. a linguagem escrita tende a ter um vocabulário mais variado e de conveniência do usuário. de estrutura simples ou desestruturada. mas a fala é comum a todos os povos. no entanto. Akinnaso (1982) afirma que fala e escrita apresentam formas superficiais diferentes e igual estrutura semântica subjacentes: utilizam o mesmo sistema léxico-semântico e variam. corroborando a teoria de Goody e Watt (1968) acerca da diferença entre a oralidade e a escrita. em cuja concepção a linguagem escrita não passa de uma reprodução da linguagem oral. observou que a escolha dos falantes é rápida. do modo de pensar. A este respeito. quando os estudiosos começaram a vê-las como práticas sociais diferentes. uma vez que as restrições operativas não se associam propriamente ao fator velocidade do processo. permaneceu por muito tempo no meio lingüístico. apresentando uma proposta de analise. Chafe melhor estabeleceu as diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. julgar. isto é o homem construiu ferramenta para estabelecer relações sociais. como o faz um escritor de uma carta. escrita tem sido vista como de estrutura complexa. Rojo e Halliday. Marcuschi (2000:17) ressalta que: Hoje predomina a posição de que se pode conceber oralidade e letramento como atividades interativas e complementares no contexto das práticas sociais e culturais. Akinnaso. formal e abstrata. Ainda afirma Chafe que as pessoas não escrevem do mesmo modo que falam. Nesse sentido. em particular. procurando identificar as diferenças para explicar as causas fundamentais de tais diferenças. Esta visão dicotômica entre oralidade e escrita. para dar ao seu texto um caráter mais ou menos coloquial. Uma vez adotada a posição de que lidamos com práticas de letramento e oralidade. A fala é a modalidade mais utilizada em situações cotidianas e informais e a escrita é o registro permanente das idéias sociais. as modalidades escritas e orais. principalmente as comunicativas e as transformou em práticas sociais. apresentam uma interface: a analogia . A fala e a escrita se apóiam em sons e letras articulados em sistemas de representação simbólica. Falar e escrever são formas diferentes de dizer e expressar significados construídos na linguagem e pela linguagem. numa sociedade letrada. um conferencista seleciona palavras e expressões que possam conferir ao seu texto um caráter mais ou menos formal. as entrevistas especializadas e propostas de produtos de alta tecnologia por vendedores especialmente treinados. Focalizando o modo de os falantes e escritores selecionarem as palavras ou estruturas para expressarem suas idéias. com as condições de interação. concreta e dependente do contexto. na escolha e distribuição de padrões sintáticos e de vocabulário. cartas familiares e textos de humor. ou seja. Halliday (1989) propõe que falar e escrever. de acordo com a produção do texto. Chafe. os bilhetes dos casais.

a modalidade discursiva da escrita e as características dos papéis do leitor/escritor. A linguagem oral se caracteriza essencialmente por ser falada &#8722. T.html A NATUREZA DAS MODALIDADES ORAL E ESCRITA José Mario Botelho (UERJ e FEUDUC) INTRODUÇÃO . apresentam diferenças devido à condição de produção.objeto de conhecimento .M. Por último. In: Azeredo. o desenvolvimento da escrita foi encarado como um treinamento de habilidades viso-motor e de transcrição de código sonoro em formas gráficas. Evanildo. que “é um conjunto de possibilidades lingüísticas. Ataliba. fala e escrita planteiam diferentes aportes para a experiência: a escrita cria o mundo da coisas/objetos e a fala. são de sinais e não de conteúdo. p. a do âmbito do discurso escrito. São Paulo: Cortez. Na medida em que as crianças pertencentes a culturas letradas vão-se desenvolvendo. 2000. Jose c. A língua falada no Ensino de Português.webartigos. Isto acarretou uma grande centração dos estudos no momento da alfabetização e na questão da correspondência grafema-fonema e dos aparatos orgânicos envolvidos na transcrição desta correspondência. São Paulo. 2001. REFERENCIAIS MAC-KAY. porém. FÁVERO. embora não seja a linguagem escrita à transcrição da linguagem oral. mas o fato de a linguagem oral ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos não é e nem pode ser o elemento fundamental para se determiná-la distinta da linguagem escrita no âmbito cientifico.entre fala e escrita sustentada por três princípios. A. sem perder sua característica fundamental de ser “linguagem”. o dos acontecimentos. É na escrita que a criança vai se explicitando segundo suas falas e lugares sociais. está permeado pelos sentidos e valores da ideologia do grupo social. cujos usos se fazem de acordo com normas específicas a cada uma das modalidades”. Logo. Plexus. Segundo Rojo vêm focalizando sua atenção para questões da aquisição da escrita: Até recentemente a linguagem escrita não foi vista como processo de desenvolvimento ou construção. BECHARA. O ser humano aprende ouvindo e falando. pois. ampliando assim o processo de desenvolvimento. Essas interpenetrações se refletem nas formas de interação da criança com a escrita . Um deles é que a escrita não incorpora todos os potenciais de significação da fala.G. suas interações passam a ser transpassadas pelo discurso escrito e as significações têm uma nova possibilidade de análise de construção além da oferecida pelo discurso oral. o leitor/escritor vai incorporando. 2ª Ed. ou seja constrói significados mediante um sistema e uma estrutura samantica. Para esse autor. p. Fonte: http://www.com/articles/39830/1/As-Modalidades-Orais-eEscritas/pagina1. pois deixa de lado as participações paralingüísticas e prosódicas e. Leonor Lopes et alli.de.P. Dentro do espaço discursivo da interação. Petrópolis: Vozes. cada modalidade serviria para uma finalidade mais específica. tais aportes seriam formas possíveis de se olhar para o mesmo objeto de conhecimento. lendo e escrevendo. O que não se pode negar é que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. durante décadas. que podem expressar as mesmas intenções. CASTILHO. mas o processo se dá a partir da língua. Oralidade e escrita: perspectiva para o ensino da língua materna. gradualmente.13-19. concluem-se serem distintas tais modalidades. a experiência humana. 2000. não se pode negar a semelhança de seus produtos. em sua essência. já que a seleção de elementos lingüísticos de ambos se dá a partir de um mesmo sistema gramatical. Língua em debate: conhecimento e ensino. o discurso escrito sofre interpenetrações sociais e culturais. Assim. ou seja. CONSIDERAÇOES FINAIS Considerando as diferenças (formais. que “revela os ideais e as concepções de um grupo social numa determinada época” (Savioli e Fiorin. São Paulo: Contexto.11-8. pois uma seria a duplicação da outra. a saber.dentro de um contexto sócio-histórico mais amplo. A correção idiomática e o conceito de exemplaridade. Atividade verbal: processo de diferença e integração entre fala e escrita. estas diferenças. natureza do estímulo. a fala não apresenta os limites da sentença e do parágrafo.158p. 1996:17). Porém. O outro é que não há necessidade de duas linguagens para a mesma função. funcionais e da natureza de estímulo) entre a linguagem oral e a linguagem escrita. 2000.

apesar de apresentarem diferenças devido à condição de produção. a intenção do falante ou do escritor e o tópico do que se diz ou escreve. há particularidades de outras ordens que as tornam modalidades específicas da língua. o autor já demonstrava o seu interesse pelo assunto. corroborando a teoria de Goody e Watt (1968) acerca da diferença entre a oralidade e a escrita.” (Bloomfield. 1982. SEGUNDO CHAFE Sem desprezar as diversas teorias acerca das modalidades de uma dada língua. Focalizando o modo de os falantes e escritores selecionarem as palavras ou estruturas para expressarem suas idéias. que. nem por isso. na linguagem oral. Chafe (1987) analisou quatro tipos de produções discursivas coletados para um projeto de estudos: conversação e conferência (produções discursivas da oralidade). A escolha lexical também proporciona ao usuário a exibição de um estilo próprio e o controle do grau de formalismo e coloquialismo de suas produções discursivas. 1933: 21) Em trabalhos anteriores (Chafe. na linguagem escrita. este trabalho se deterá nos estudos de Chafe (1987). Tais particularidades são. as observações feitas pelo autor se restringem a uma comparação entre os dois extremos da fala e da escrita: de um lado. a conversação. elementos exclusivos de cada uma delas. um conferencista seleciona palavras e expressões que possam conferir ao seu texto um caráter . que melhor estabeleceu as diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. a escrita acadêmica. propiciam à criação de diferentes tipos de linguagem” (cf. com apagamento do texto anterior. “Writing is not language. procurou identificar mais precisamente as diferenças a serem encontradas nos dois tipos de linguagem usados por falantes e escritores. a partir da qual foi possível se estabelecer uma comparação. Nesses trabalhos. Na caracterização dessas diferenças. as pessoas não escrevem exatamente do mesmo modo que falam. são responsáveis pelas diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. enquanto a dos escritores é lenta. e carta e artigo acadêmico (produções discursivas da escrita). por terem mais tempo para reproduzi-la e revisá-la. os autores demonstram acreditar que a conversação comum é a forma prototípica de linguagem. Do vocabulário. a intenção do usuário e a temática. quer sejam escritos. but merely a way of recording language by means of visible marks. 1985 e 1986). a partir da qual se deveriam comparar todos os outros gêneros quer sejam falados. em parceria com Tannen (1987). 1987: 390). que se agrupam nas duas modalidades da língua. Chafe & Tannen.Que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. é um fato incontestável. uma vez que se tratam de processos diferentes. No mesmo parágrafo. contradizendo Bloomfield. A LINGUAGEM ORAL E A LINGUAGEM ESCRITA. são estanques. Certamente. Chafe afirma que as pessoas não escrevem do mesmo modo que falam. Com isso. como a gesticulação. Neles. Essas diferentes condições de produção para usos de diferentes intenções propiciam a criação de diferentes tipos de linguagem. assim como usos de diferentes intenções. observou que a escolha dos falantes é rápida. Contudo. apresentando uma proposta de análise. a linguagem escrita tende a ter um vocabulário mais variado e de conveniência do usuário. para em seguida tentar explicar as causas fundamentais de tais diferenças. em cuja concepção a linguagem escrita não passa de uma reprodução da linguagem oral. e a reedição de texto. Fatores como: o contexto. por exemplo. Mais tarde. de fato. Alguns fatores são responsáveis pelas diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita: o contexto. o autor levanta a hipótese de que “diferentes condições de produção. e do outro oposto.

como o faz um escritor de uma carta. as unidades de entonação são mais longas (em torno de nove palavras) do que na fala (em torno de seis palavras). como se dá essa combinação é o que mais importa para Chafe. Chafe ressalta. conservador. Nível de vocabulário Quanto ao nível de vocabulário. A linguagem escrita se enriquece com a ampliação do seu repertório. A intenção dele é demonstrar as propriedades da linguagem falada e da linguagem escrita. Esse conhecimento inclui o conhecimento de um repertório de opções lexicais necessárias. . que se limita em tamanho pela “memória de curto prazo” ou capacidade de “consciência focal” do falante e. enquanto o vocabulário da escrita é. O grau de coloquialismo ou formalismo envolve decisões estilísticas e de domínio do léxico que podem transferir-se de um modo de produção para o outro com muita facilidade e propriedade. o usuário precisa ter um bom conhecimento da linguagem. Ele considera haver palavras e expressões exclusivas de cada repertório e um sem-número de itens neutros. com palavras apropriadas. que chama de “unidade de entonação”. que ocorrem normalmente em ambos os repertórios. para dar ao seu texto um caráter mais ou menos coloquial. ainda. itens lexicais mais ou menos formais ou coloquiais podem ser utilizados pelo falante e pelo escritor quando lhes forem convenientes. Para a discussão desse tópico. 1985). o autor se baseia na oração gramatical. Na escrita. provavelmente. Por ser limitada a capacidade do falante em manter a atenção em expressões extensas. construção de orações. 1980) denominava “unidade de idéias”. falantes e escritores fazem a seleção de palavras e expressões para exprimirem os seus pensamentos. O autor observa que o vocabulário da fala é inovador e flutuante. Chafe especula que tal unidade de entonação expressa o que está na “memória de curto prazo” do falante ou “focos de consciência” no momento de produção. A esse respeito. que a unidade relevante da fala parece ser a entidade basicamente prosódica. Construção de oração A linguagem é mais do que um conjunto de palavras e expressões combinadas. ao passo que a riqueza do repertório da linguagem falada constitui nas constantes transformações de sentido dos itens de seu repertório limitado. uma vez que as restrições operativas não se associam propriamente ao fator velocidade do processo. nível de vocabulário. corroborando a “hipótese de uma oração de cada vez”. apesar de os vocabulários de cada modalidade serem característicos. a unidade de entonação da fala constitui-se de mais ou menos 6 (seis) palavras. que será ativado sempre que o usuário tiver que se expressar lingüisticamente. Os níveis se verificam nos distintos registros lingüísticos. pela consciência que esse tem das limitações de capacidade do ouvinte.mais ou menos formal. pois nem sempre se traduz automaticamente. lança mão dos seguintes parâmetros: variedade de vocabulário. mas considera mais realista proceder em termos de “unidade de entonação”. construções de frases e envolvimento e distanciamento. Como não há uma relação perfeita entre o que a pessoa pensa e a linguagem que usa para a sua expressão. a qual descreve em trabalho anterior (Chafe. em geral. o autor assume que falantes e escritores não fazem a seleção de itens lexicais de um mesmo estoque. de Pawley & Syder (1976). considerando a adequação dos itens escolhidos e do repertório em si. Para isso. a distinção entre fala e escrita não se faz com precisão. que inicialmente (Chafe. o que se pensa. Tal fato confirma que. Variedade de vocabulário De certo.

a rapidez e a facilidade de esvaescimento da fala. A sintaxe elaborada requer maior esforço de produção do que os falantes possam normalmente aplicar. O que não se pode negar é que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques.Construção de frase Na fala. é comum o uso da conjunção “e” para ligar orações. que o repertório de uma é diferente do da outra. há particularidades de outras ordens que tornam a linguagem oral uma modalidade específica da língua. são bastante semelhantes a gêneros da outra modalidade. consigo mesmo e com a realidade concreta do que está sendo falado. consigo mesmo e com a realidade. embora não seja a linguagem escrita a transcrição da linguagem oral. Envolvimento e Distanciamento Das propriedades da fala e da escrita que são atribuídas às diferenças entre os dois processos. Chafe reafirma que as frases da escrita são mais bem planejadas que as da oralidade. conclui-se serem distintas tais modalidades. procura estabelecer diferenças entre elas. A audiência da fala na maioria das vezes não só está presente como também pode participar física e efetivamente do processo. dando evidência do tempo e do esforço de sua construção. já que a seleção de elementos lingüísticos de ambos se dá a partir de um mesmo sistema gramatical. A NATUREZA DA LINGUAGEM ORAL Considerando as diferenças (formais. A função da frase na linguagem oral é problemática. há uma forte tendência por parte dos falantes em produzir seqüências simples de orações coordenadas. Entretanto. a natureza falada da linguagem oral não basta para distingui-la e isolá-la da linguagem escrita. Porém. principalmente. mas os falantes parecem produzir uma entonação final de frase quando julgam que chegaram ao fim de uma seqüência coerente. funcionais e da natureza de estímulo) entre a linguagem oral e a linguagem escrita. . Isto é. são as principais. mas o processo se dá a partir da língua. ao contrário do que ocorre na escrita cuja audiência é normalmente ausente e freqüentemente desconhecida. crendo. A linguagem escrita carece de qualquer desses aspectos e pode mostrar indicações de distanciamento do escritor com sua audiência. por isso a linguagem falada de qualquer tipo tende a coordenar orações mais freqüentemente que qualquer tipo de linguagem escrita. encontradas na escrita. Há gêneros intermediários que são produzidos de forma sonora e concebidos de forma gráfica e outros que são produzidos graficamente e concebidos sonoramente. Outra importante diferença entre a fala e a escrita é o relacionamento entre o emissor e o receptor. Ainda há aqueles que. O que produz essa coerência pode variar de um momento para o outro. Chafe (1987). ao contrário. apesar de serem produzidos e concebidos exclusivamente de forma sonora ou exclusivamente de forma gráfica. mas o fato de a linguagem oral ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos não é e nem pode ser o elemento fundamental para se determiná-la distinta da linguagem escrita. cujos usos se fazem de acordo com normas específicas a cada uma das modalidades”. inclusive. quando opostos à cautela e a editabilidade da escrita. que “é um conjunto de possibilidades lingüísticas. Assim. na linguagem falada há um envolvimento do falante com sua audiência. no vocabulário. Diferenças que se verificam nas estruturas sintáticas e na formação dos períodos e. A linguagem oral se caracteriza essencialmente por ser falada − natureza do estímulo −. não se pode negar a semelhança de seus produtos. Segundo Chafe. evitando as relações interoracionais mais elaboradas. apresentam diferenças devido à condição de produção. elas não são estanques e isto fica patente na análise sob o ponto de vista de um contínuo tipológico. que podem expressar as mesmas intenções.

cada qual em suas obras acerca do assunto. muitos textos escritos não são apreciáveis na fala. é uma outra característica particular da linguagem oral. que é o traço predominante da fala. facilitam o processo de produção daquele que por seu turno tem a responsabilidade da produção discursiva. que Chafe denominou neutros e reconheceu ser a maioria. normalmente coniventes na comunicação. que. Chafe chega a declarar que o vocabulário da fala é diferente do da escrita. “mas” e “porém”. é a eficácia na correção da informação em caso de incompreensão por parte do interlocutor. o que muda é o grau de formalismo ou coloquialismo. é outra característica da linguagem oral. que. a fragmentação. o conhecimento do que se diz é compartilhado pelo emissor e pelo receptor. É característico na linguagem oral o uso preferencial de declarações ativas como observaram Chafe e outros estudiosos. ou por orações absolutas. Prefiro acreditar que os repertórios são os mesmos. que é uma vantagem da linguagem oral. A reiteração desse tipo de sujeito é simplesmente efetiva em textos da linguagem oral. um número muito maior de itens comuns. O conhecimento compartilhado dos participantes da interlocução oral também gera outra particularidade: a simplicidade sintática. A velocidade da produção oral se dá em virtude de ser simultânea ao processo de produção em si. como entenderam certos teóricos. elementos exclusivos da linguagem oral: a gesticulação é um deles. quando se tenta reproduzir um texto escrito como se fosse conversação. A fala não existe para ser escrita. Quando ocorre. Por essa razão. Assim. que se submete à elocução. esse texto pode parecer estar mal formado. . ou por frases nominais na maioria dos casos reduzidas a uma única palavra. por ser momentânea. Como o falante ouve junto com o seu interlocutor as suas palavras proferidas e pode controlar os seus efeitos a partir das reações do outro. de que o próprio Chafe fala. A utilização de estruturas de voz passiva é muito pouco freqüente na linguagem oral. Por último. por meio de uma pró-forma. inclusive. Outra particularidade da linguagem oral. de fato.Tais particularidades são. encontram-se. Certamente esta prática tem a ver com a limitação do vocabulário e a conveniência da unidade de entonação. por conter muitas “frases” incompletas. pode ele corrigir com eficácia. em que as orações normalmente são ligadas ou pelas conjunções simples “e”. Ocorre principalmente a representação do sujeito de 1ª pessoa por meio de um pronome pessoal. A sintaxe da linguagem oral é tipicamente menos bem elaborada que a linguagem escrita. que é causada pela falta de termos subentendidos e pelo uso de marcadores discursivos. Também constitui uma particularidade da linguagem oral a representação. que é proporcionado pelo fato de o falante ter o controle da comunicação no momento de sua efetivação. à qual se relacionam várias outras características. Normalmente. as eventuais falhas de comunicação quando a informação desejada não se efetiva. determina outra particularidade da fala: a cooperação dos participantes da comunicação. apresentar-se freqüentemente com simples seqüências de frases e poucas estruturas subordinadas. Quanto ao nível de vocabulário. A fragmentação não deve ser confundida com uma “má formação da estrutura”. que poderia ser elíptico em virtude de a flexão verbal já declarar a pessoa do discurso. em ambos os gêneros de ambas as modalidades. outra característica da linguagem oral é a repetição de termos. Portanto. do sujeito. é do tipo analítico com o uso de auxiliar do tipo “ser” e normalmente a serviço da topicalização. Essa característica. a simplicidade sintática deve ser entendida como estrutura de períodos curtos. A fluidez das idéias expostas também é outra particularidade da oralidade. e da mesma forma. ou por marcadores discursivos do tipo “aí”. A freqüência de termos topicalizados é flagrante.

Escrever é um ato solitário e sofre a imposição da correção. para não se correr o risco de ter o seu texto inutilizado por não se tornar um discurso (texto lido e compreendido). O escritor não sofre tanta pressão no momento de produção do seu texto. É. Um texto em que o assunto é apresentado de forma objetiva. Contudo.Quanto à questão do envolvimento e distanciamento. a clareza e a concisão. em que se monitoram ao mesmo tempo o planejamento e a produto. se manifeste com mais freqüência na fala. que pode não mais surtir efeito. A produção do texto escrito se dá de forma coordenada. até que o produto final surja. O fato de ter o escritor a obrigação de redigir um texto de acordo com as normas de uso padrão nos faz enumerar outras particularidades da linguagem escrita. a clareza e a concisão são essenciais. mudar suas idéias. caso tenha a consciência de ter atendido às exigências da norma-padrão. acrescentar ou eliminar itens. porém. pelo fato de ser ela produzida pela mão e recebida pelos olhos. Nisso. consultando-as no dicionário quando é necessário. ele espera tê-lo. a linguagem escrita apresenta um processo de produção muito lento. Não goza o escritor do direito de se valer de artifícios paralinguísticos com a gesticulação e expressão facial. Por isso. o escritor examina o que escreve e usa um tempo considerável na escolha de suas palavras. reorganizar o texto. não são esses os elementos fundamentais para distingui-las. Também a escrita apresenta as suas particularidades de outras ordens que a tornam uma outra modalidade da língua. referencial. sob a qual estão a objetividade. Por poderem ser anulados pelo conteúdo apropriado. para tentar numa tréplica. ou seja. pois requer planejamento: etapas são traçadas pelo escritor. que pode ser do falante com a sua audiência (muito comum) ou consigo mesmo (não menos comum) ou com o que se está falando (também comum). Como disse anteriormente. A responsabilidade do escritor é muito maior. em muitos casos. Por isso mesmo. a objetividade. exatamente o contrário o que ocorre. Daí. pode comparar a sua produção com o que tinha em mente. É mais provável. tem tudo para ser compreendido pelo receptor e nele provocar o efeito desejado. ser o texto escrito essencialmente normativo. Em nome da correção. a meu ver. Por ser eminentemente uma forma de comunicação em que emissor e receptor estão distantes e. Não tem o escritor o controle do sistema de recepção em si. como já demonstrou Chafe. fazendo as mudanças . Os motivos são os mesmos apontados no item anterior. Ele não conta com a conivência do interlocutor que lhe compartilhe um conhecimento do que se expõe. como já foi dito. A particularidade de maior importância da escrita é a correção gramatical. contudo. que pode demorar muito tempo. a linguagem escrita se caracteriza fundamentalmente por ser escrita. Na falta de compreensão da informação transmitida. que a todo o momento as checa. desconhecidos um do outro. tais traços não caracterizam necessariamente a fala ou a escrita. porque não tem as mesmas exigências do processo de produção da fala. normalmente não tem o emissor outra forma de retificar a mensagem se não esperar pela resposta. há casos que o interlocutor é desconhecido. Eis uma outra particularidade da modalidade escrita: o escritor determina o tempo de produção de seu texto. cujas idéias concisas (sem rodeios e bem organizadas) tornam o texto claro. sofre o escritor a inexorável pressão da correção gramatical. a correção gramatical ser tão importante. na linguagem oral se observa o caráter de envolvimento e de distanciamento que é determinado pelo contexto. que o traço envolvimento. A NATUREZA DA LINGUAGEM ESCRITA Assim como a característica fundamental da linguagem oral é o fato de ela ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos.

nada impede que o modalizador “aí”. Na verdade. “mas” e “porém”. portanto. seja usado num texto escrito. Ou seja. já que o produto constitui o elemento cabal. também é muito comum encontrarmos o que Givón (1979b) chama de estrutura de tópico-comentário. já sendo bem formada. mesmo que haja um replanejamento. ocorre a pontuação conveniente. Isto também marca a característica de procurar não repetir estruturas sintáticas e de formar estruturas de tópico.necessárias. Os períodos complexos normalmente são de bom tamanho na modalidade escrita. portanto. ocorrem os dois tipos de estruturas passivas: a analítica (com o auxílio de “ser” ou similar) e a pronominal (com o uso de pronome apassivador). durante a produção. pode-se dizer que o planejamento antecede a produção. e não à falta de compreensão do enunciado. os principais) podem ocorrer. constituindo períodos compostos. Não se podem determinar quantos e quais os itens que não ocorrem numa dada modalidade. O vocabulário da modalidade escrita é muito variado e essencialmente conservador e dependente do grau do nível de formalismo. essencialmente na linguagem oral. figuram conjunções diferentes de “e”. “mas”. é uma particularidade da escrita a ocorrência de nominalizações. Ainda em relação ao vocabulário. quando ocorre. já que é a frase o seu traço característico. torna complexa a estrutura frasal. Nela se percebem sujeito e predicado. . sendo os longos bem estruturados. “porém” e “então”. Como já observei anteriormente. decerto. A estrutura sintática da linguagem escrita tende a ser elegante. como o fez Chafe: um que ocorre essencialmente na linguagem escrita. composto de itens que não ocorrem na modalidade falada. que dependendo do grau do nível de formalismo ou coloquialismo (definido pelo objetivo do usuário e do contexto em si) tenham a propensão de ocorrer ou não num dos gêneros de uma das modalidades. e. Podem-se. que normalmente é ocupada pelo sujeito. normalmente nesta ordem. Embora seja comum a ocorrência da oração bimembre em ordem direta. ainda estará antecedendo-a. é comum encontrarmos termos deslocados para a posição de tópico − a posição inicial da oração. Logo. isto é. se certos elementos estiverem presentes: o conhecimento compartilhado. Na linguagem escrita. Na escrita. é conveniente dizer que um vocabulário de nível mais formal que coloquial caracteriza a linguagem escrita. Nos períodos em que há coordenação. o uso de conjunções e locuções conjuntivas é uma normalidade. o que dificulta um replanejamento. cooperativismo entre falante e ouvinte. cujos planejamentos e execução ocorrem simultaneamente. Não é exatamente esta a condição de produção do texto oral. relacionar itens. por exemplo. Outra característica da escrita é a ocorrência de declarações passivas. Quando não ocorrem tais conectivos. O escritor procura não repetir estruturas sintáticas ou palavras. e outro que ocorre igualmente nas duas modalidades. que. já que as duas se valem do mesmo sistema linguístico. Complexidade da sintaxe é. Essa complexidade se refere a períodos compostos por subordinação. não concordo com Chafe quando defende a hipótese de ser o vocabulário da escrita particular. o princípio da realidade. além delas. mas não é conveniente distinguir três tipos de vocabulário. marcadores discursivos típicos da escrita (os homógrafos: “e”. que só não terá abalada a sua compreensão. e recursos lingüísticos diversos. típico da modalidade oral. para atender às exigências diversas (de ordem gramatical e / ou de outras ordens). fragmentação à semelhança do que se dá na linguagem oral. Sob este ponto de vista. transformações de verbos ou predicados em nomes. Não há. as estruturas tendem a ser completas. por isso é comum na escrita um grande número de sintagmas nominais modificados. No encaixe dessas orações. mais uma característica da linguagem escrita. Termos da oração (normalmente bimembre) são geralmente substituídos por orações subordinadas. outro. mas não com muita freqüência. o que constitui mais uma de suas características particulares.

O que pretendemos neste pequeno ensaio é apresentar algumas considerações sobre Gênero Textual e Tipologia Textual. 11-8. Norwood. Jane. a do sujeito. SAMUELS. São Paulo: Cortez. p. New York: Academic Press. In: HOROWITZ. importante para direcionar o trabalho do professor de língua na leitura. Properties of speaking and written language. José C. 2000. José Mário. a elisão de termos é freqüente e. Petrópolis: Vozes. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BECHARA. CHAFE. BROWN. Evanildo. p. In: Association Internationale de Linguistic Apliquée. apresento minhas considerações a respeito de minha escolha pelo gênero ou pela tipologia. no meu entender. The oral / literate continuum in discourse. A influência da oralidade sobre a escrita. São Paulo: Cortez. 2ª ed. 1997. In: Azeredo.). S. Leonor Lopes et alii. DANIELEWICZ.org.Ao contrário do que ocorre na fala.br/ixcnlf/3/03. como já foi visto anteriormente. 1987.1 Tipologia e gêneros textuais Gênero Textual e Tipologia Textual A diferença entre Gênero Textual e Tipologia Textual é. Luiz Antônio. Rosalind.2.). a paráfrase e a substituição por pró-formas são artifícios comuns de serem observados nos textos escritos. Admite-se. que o traço de distanciamento se manifeste com maior freqüência nos gêneros da modalidade escrita da língua. Oralidade e escrita: perspectivas para o ensino de língua materna. Rio de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. usando. Teaching the spoken language. 2000. Outra e última particularidade é a preocupação com a coesão referencial. Jay (eds. que faz apontamentos questionáveis para o termo Tipologia Textual. Língua em debate: conhecimento e ensino.2 Aspectos Textuais 4. 83-113. (org. A correção idiomática e o conceito de exemplaridade. na escrita predomina o traço de distanciamento. Fonte: http://www. No final. Spoken and written language: Exploring coherence in spoken and written discourse. Brussel. p. como ambos os traços são determinados pelo contexto e. compreensão e produção de textos1. certamente. ao contrário da modalidade oral em que predomina o traço de envolvimento. por conseguinte. a elipse. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. 2001. (Monografia inédita). In: –– (ed.). MARCUSCHI.filologia. 1981.htm 4. que se caracteriza por ser uma prática eminentemente solitária do escritor. não constitui o traço de distanciamento em si uma particularidade da linguagem escrita. 166-82. são a fala e a escrita dois modos bem diferentes de o usuário representar as suas experiências. Wallace. principalmente. No que se refere à questão do envolvimento e distanciamento. as considerações feitas por Marcuschi (2002) e Travaglia (2002). . BOTELHO. Deborah. Gillian. Proceedings II: Lecture. podem ser anulados pelo conteúdo. Porém. para isso. 1984. A sinonímia. Assim. FÁVERO. NJ: Ablex. TANNEN. Comprehending oral and written language. A representação física do sujeito de 1ª pessoa só ocorre quando se deseja um efeito estilístico.

mas fala de um intercâmbio de tipos. ocorrendo. sendo que um gênero assume a função de outro. e comenta que ela pode apresentar as tipologias descrição. em função do tipo de interlocução que se pretende estabelecer e que se estabelece. ou pouco capaz. embora possamos classificar vários textos como sendo narrativos. é um tipo de texto como fazem os livros. Explicando. a partir daí. narração e argumentação. Para ele. ele afirma que um tipo pode ser usado no lugar de outro tipo. Marcuschi dá o nome de intertextualidade intergêneros. Marcuschi não demonstra favorabilidade ao trabalho com a Tipologia Textual. o trabalho fica limitado. compreensão e a produção escrita em Língua Materna deve ter como meta primordial o desenvolvimento no aluno de habilidades que façam com que ele tenha capacidade de usar um número sempre maior de recursos da língua para produzir efeitos de sentido de forma adequada a cada situação específica de interação humana. por exemplo. uma vez que não é possível. Ele apresenta uma carta pessoal3 como exemplo. não se trata de tipo de texto. O autor diz que em todos os gêneros os tipos se realizam. Para o autor. Travaglia afirma que um texto se define como de um tipo por uma questão de dominância. uma vez que. Certamente. Na verdade. criando . dificilmente são encontrados tipos puros. em outros. Num texto como a bula de remédio. que para Fávero & Koch (1987) é um texto injuntivo. por exemplo. iniciar o trabalho com esses tipos mais necessários. ensinar narrativa em geral. Travaglia não fala de intertextualidade intergêneros. para ele. autores como Luiz Carlos Travaglia (UFUberlândia/MG) defendem o trabalho com a Tipologia Textual. porque. injunção. tornando-se incapaz. trazendo para o ensino alguns problemas. sendo os textos de diferentes tipos. por exemplo. para ele.Convém afirmar que acredito que o trabalho com a leitura. o professor teria que fazer uma espécie de levantamento de quais tipos seriam mais necessários para os alunos. e não em função do espaço ocupado por um tipo na constituição desse texto. para. mas de gênero de texto. exposição. o termo tipo de texto. eles se concretizam em formas diferentes – gêneros – que possuem diferenças específicas. O autor diz que não é correto afirmar que a carta pessoal. como a descrição. tem-se a presença de várias tipologias. de maneira equivocada. Realmente é raro um tipo puro. cada tipo de texto é apropriado para um tipo de interação específica. Ele explica dizendo que isso acontece porque ocorreu no texto a configuração de uma estrutura intergêneros de natureza altamente híbrida. eles se instauram devido à existência de diferentes modos de interação ou interlocução. o mesmo gênero sendo realizado em dois ou mais tipos. Quando acontece o fenômeno de um texto ter aspecto de um gênero mas ter sido construído em outro. Ele atesta que a carta pessoal é um Gênero Textual. Ele chama essa miscelânea de tipos presentes em um gênero de heterogeneidade tipológica. muitas das vezes. Luiz Antônio Marcuschi (UFPE) defende o trabalho com textos na escola a partir da abordagem do Gênero Textual2. a injunção e a predição4. Deixar o aluno restrito a apenas alguns tipos de texto é fazer com que ele só tenha recursos para atuar comunicativamente em alguns casos. O trabalho com o texto e com os diferentes tipos de texto é fundamental para o desenvolvimento da competência comunicativa. Marcuschi afirma que os livros didáticos trazem. De acordo com as idéias do autor. Travaglia (2002) fala em conjugação tipológica. Por outro lado.

assim. Para exemplificar. sintáticos. injunção e narração. Em geral. Travaglia define Tipologia Textual como aquilo que pode instaurar um modo de interação. Resumindo esse ponto. para ele. o discurso da transformação. na opinião do autor. 1990. exposição. surge o discurso da cumplicidade. 22). Se o produtor vir o receptor como alguém que concorda com ele. Da mesma forma. Assim. Pode ser possível a perspectiva do produtor do texto dada pela imagem que o mesmo faz do receptor como alguém que concorda ou não com o que ele diz. Surge. estimulando a compra por parte de clientes ou usuários daquele produto. Um gênero. Segundo ele. os tipos textuais abrangem as categorias narração.Ele diz. na opinião de Travaglia. uma perspectiva em que o produtor do texto faz uma antecipação no dizer. Para Marcuschi. com outro dado tipo. tempos verbais. a primeira perspectiva faz surgir os tipos descrição. pode não ter uma determinada propriedade e ainda continuar sendo aquele gênero. uma maneira de interlocução. A segunda perspectiva faz com que surja o tipo argumentativo stricto sensu6 e não argumentativo stricto . estilo e composição característica. o autor fala. Para exemplificar. Resumindo. estar ligadas ao produtor do texto em relação ao objeto do dizer quanto ao fazer/acontecer. ou conhecer/saber. ela continuará sendo carta. 1999). propriedades funcionais. da carta pessoal. Tipologia Textual é um termo que deve ser usado para designar uma espécie de seqüência teoricamente definida pela natureza lingüística de sua composição. mas artefatos culturais construídos historicamente pelo ser humano. ainda. Bronckart. o termo Tipologia Textual é usado para designar uma espécie de seqüência teoricamente definida pela natureza lingüística de sua composição (aspectos lexicais. Essas perspectivas podem. segundo o autor. que uma publicidade pode ter o formato de um poema ou de uma lista de produtos em oferta. e quanto à inserção destes no tempo e/ou no espaço. 1990. Adam. relações lógicas) (p. segundo perspectivas que podem variar.determinados efeitos de sentido impossíveis. cada uma das perspectivas apresentadas pelo autor gerará um tipo de texto. Mesmo que o autor da carta não tenha assinado o nome no final. argumentação. Marcuschi traz a seguinte configuração teórica: • a) intertextualidade intergêneros = um gênero com a função de outro • b) heterogeneidade tipológica = um gênero com a presença de vários tipos Travaglia mostra o seguinte: • a) conjugação tipológica = um texto apresenta vários tipos • b) intercâmbio de tipos = um tipo usado no lugar de outro Aspecto interessante a se observar é que Marcuschi afirma que os gêneros não são entidades naturais. Tem-se ainda. Gênero Textual é definido pelo autor como uma noção vaga para os textos materializados encontrados no dia-a-dia e que apresentam características sócio-comunicativas definidas pelos conteúdos. descrição e injunção (Swales. é possível encontrar a perspectiva dada pela atitude comunicativa de comprometimento ou não. O que importa é que esteja fazendo divulgação de produtos. dissertação. mais uma vez. graças as suas propriedades necessárias e suficientes5. quando o produtor vê o receptor como alguém que não concorda com ele. ele fala de descrições e comentários dissertativos feitos por meio da narração.

sensu. A perspectiva da antecipação faz surgir o tipo preditivo. A do comprometimento dá origem a textos do mundo comentado (comprometimento) e do mundo narrado (não comprometimento) (Weirinch, 1968). Os textos do mundo narrado seriam enquadrados, de maneira geral, no tipo narração. Já os do mundo comentado ficariam no tipo dissertação. Travaglia diz que o Gênero Textual se caracteriza por exercer uma função social específica. Para ele, estas funções sociais são pressentidas e vivenciadas pelos usuários. Isso equivale dizer que, intuitivamente, sabemos que gênero usar em momentos específicos de interação, de acordo com a função social dele. Quando vamos escrever um e-mail, sabemos que ele pode apresentar características que farão com que ele “funcione” de maneira diferente. Assim, escrever um e-mail para um amigo não é o mesmo que escrever um e-mail para uma universidade, pedindo informações sobre um concurso público, por exemplo. Observamos que Travaglia dá ao gênero uma função social. Parece que ele diferencia Tipologia Textual de Gênero Textual a partir dessa “qualidade” que o gênero possui. Mas todo texto, independente de seu gênero ou tipo, não exerce uma função social qualquer? Marcuschi apresenta alguns exemplos de gêneros, mas não ressalta sua função social. Os exemplos que ele traz são telefonema, sermão, romance, bilhete, aula expositiva, reunião de condomínio, etc. Já Travaglia, não só traz alguns exemplos de gêneros como mostra o que, em sua opinião, seria a função social básica comum a cada um: aviso, comunicado, edital, informação, informe, citação (todos com a função social de dar conhecimento de algo a alguém). Certamente a carta e o e-mail entrariam nessa lista, levando em consideração que o aviso pode ser dado sob a forma de uma carta, e-mail ou ofício. Ele continua exemplificando apresentando a petição, o memorial, o requerimento, o abaixo assinado (com a função social de pedir, solicitar). Continuo colocando a carta, o e-mail e o ofício aqui. Nota promissória, termo de compromisso e voto são exemplos com a função de prometer. Para mim o voto não teria essa função de prometer. Mas a função de confirmar a promessa de dar o voto a alguém. Quando alguém vota, não promete nada, confirma a promessa de votar que pode ter sido feita a um candidato. Ele apresenta outros exemplos, mas por questão de espaço não colocarei todos. É bom notar que os exemplos dados por ele, mesmo os que não foram mostrados aqui, apresentam função social formal, rígida. Ele não apresenta exemplos de gêneros que tenham uma função social menos rígida, como o bilhete. Uma discussão vista em Travaglia e não encontrada em Marcuschi7 é a de Espécie. Para ele, Espécie se define e se caracteriza por aspectos formais de estrutura e de superfície lingüística e/ou aspectos de conteúdo. Ele exemplifica Espécie dizendo que existem duas pertencentes ao tipo narrativo: a história e a não-história. Ainda do tipo narrativo, ele apresenta as Espécies narrativa em prosa e narrativa em verso. No tipo descritivo ele mostra as Espécies distintas objetiva x subjetiva, estática x dinâmica e comentadora x narradora. Mudando para gênero, ele apresenta a correspondência com as Espécies carta, telegrama, bilhete, ofício, etc. No gênero romance, ele mostra as Espécies romance histórico, regionalista, fantástico, de ficção científica, policial, erótico, etc. Não sei até que ponto a Espécie daria conta de todos os Gêneros Textuais existentes. Será que é possível especificar todas elas? Talvez seja difícil até mesmo porque não é fácil dizer quantos e quais são os gêneros textuais existentes.

Se em Travaglia nota-se uma discussão teórica não percebida em Marcuschi, o oposto também acontece. Este autor discute o conceito de Domínio Discursivo. Ele diz que os domínios discursivos são as grandes esferas da atividade humana em que os textos circulam (p. 24). Segundo informa, esses domínios não seriam nem textos nem discursos, mas dariam origem a discursos muito específicos. Constituiriam práticas discursivas dentro das quais seria possível a identificação de um conjunto de gêneros que às vezes lhes são próprios como práticas ou rotinas comunicativas institucionalizadas. Como exemplo, ele fala do discurso jornalístico, discurso jurídico e discurso religioso. Cada uma dessas atividades, jornalística, jurídica e religiosa, não abrange gêneros em particular, mas origina vários deles. Travaglia até fala do discurso jurídico e religioso, mas não como Marcuschi. Ele cita esses discursos quando discute o que é para ele tipologia de discurso. Assim, ele fala dos discursos citados mostrando que as tipologias de discurso usarão critérios ligados às condições de produção dos discursos e às diversas formações discursivas em que podem estar inseridos (Koch & Fávero, 1987, p. 3). Citando Koch & Fávero, o autor fala que uma tipologia de discurso usaria critérios ligados à referência (institucional (discurso político, religioso, jurídico), ideológica (discurso petista, de direita, de esquerda, cristão, etc), a domínios de saber (discurso médico, lingüístico, filosófico, etc), à inter-relação entre elementos da exterioridade (discurso autoritário, polêmico, lúdico)). Marcuschi não faz alusão a uma tipologia do discurso. Semelhante opinião entre os dois autores citados é notada quando falam que texto e discurso não devem ser encarados como iguais. Marcuschi considera o texto como uma entidade concreta realizada materialmente e corporificada em algum Gênero Textual [grifo meu] (p. 24). Discurso para ele é aquilo que um texto produz ao se manifestar em alguma instância discursiva. O discurso se realiza nos textos (p. 24). Travaglia considera o discurso como a própria atividade comunicativa, a própria atividade produtora de sentidos para a interação comunicativa, regulada por uma exterioridade sócio-histórica-ideológica (p. 03). Texto é o resultado dessa atividade comunicativa. O texto, para ele, é visto como uma unidade lingüística concreta que é tomada pelos usuários da língua em uma situação de interação comunicativa específica, como uma unidade de sentido e como preenchendo uma função comunicativa reconhecível e reconhecida, independentemente de sua extensão (p. 03). Travaglia afirma que distingue texto de discurso levando em conta que sua preocupação é com a tipologia de textos, e não de discursos. Marcuschi afirma que a definição que traz de texto e discurso é muito mais operacional do que formal. Travaglia faz uma “tipologização” dos termos Gênero Textual, Tipologia Textual e Espécie. Ele chama esses elementos de Tipelementos. Justifica a escolha pelo termo por considerar que os elementos tipológicos (Gênero Textual, Tipologia Textual e Espécie) são básicos na construção das tipologias e talvez dos textos, numa espécie de analogia com os elementos químicos que compõem as substâncias encontradas na natureza. Para concluir, acredito que vale a pena considerar que as discussões feitas por Marcuschi, em defesa da abordagem textual a partir dos Gêneros Textuais, estão diretamente ligadas ao ensino. Ele afirma que o trabalho com o gênero é uma grande oportunidade de se lidar com a língua em seus mais diversos usos autênticos no dia-a-dia. Cita o PCN, dizendo que ele apresenta a idéia básica de que um maior conhecimento do funcionamento dos Gêneros

Textuais é importante para a produção e para a compreensão de textos. Travaglia não faz abordagens específicas ligadas à questão do ensino no seu tratamento à Tipologia Textual. O que Travaglia mostra é uma extrema preferência pelo uso da Tipologia Textual, independente de estar ligada ao ensino. Sua abordagem parece ser mais taxionômica. Ele chega a afirmar que são os tipos que entram na composição da grande maioria dos textos. Para ele, a questão dos elementos tipológicos e suas implicações com o ensino/aprendizagem merece maiores discussões. Marcuschi diz que não acredita na existência de Gêneros Textuais ideais para o ensino de língua. Ele afirma que é possível a identificação de gêneros com dificuldades progressivas, do nível menos formal ao mais formal, do mais privado ao mais público e assim por diante. Os gêneros devem passar por um processo de progressão, conforme sugerem Schneuwly & Dolz (2004). Travaglia, como afirmei, não faz considerações sobre o trabalho com a Tipologia Textual e o ensino. Acredito que um trabalho com a tipologia teria que, no mínimo, levar em conta a questão de com quais tipos de texto deve-se trabalhar na escola, a quais será dada maior atenção e com quais será feito um trabalho mais detido. Acho que a escolha pelo tipo, caso seja considerada a idéia de Travaglia, deve levar em conta uma série de fatores, porém dois são mais pertinentes: a) O trabalho com os tipos deveria preparar o aluno para a composição de quaisquer outros textos (não sei ao certo se isso é possível. Pode ser que o trabalho apenas com o tipo narrativo não dê ao aluno o preparo ideal para lidar com o tipo dissertativo, e vice-versa. Um aluno que pára de estudar na 5ª série e não volta mais à escola teria convivido muito mais com o tipo narrativo, sendo esse o mais trabalhado nessa série. Será que ele estaria preparado para produzir, quando necessário, outros tipos textuais? Ao lidar somente com o tipo narrativo, por exemplo, o aluno, de certa forma, não deixa de trabalhar com os outros tipos?); b) A utilização prática que o aluno fará de cada tipo em sua vida. Acho que vale a pena dizer que sou favorável ao trabalho com o Gênero Textual na escola, embora saiba que todo gênero realiza necessariamente uma ou mais seqüências tipológicas e que todos os tipos inserem-se em algum gênero textual. Até recentemente, o ensino de produção de textos (ou de redação) era feito como um procedimento único e global, como se todos os tipos de texto fossem iguais e não apresentassem determinadas dificuldades e, por isso, não exigissem aprendizagens específicas. A fórmula de ensino de redação, ainda hoje muito praticada nas escolas brasileiras – que consiste fundamentalmente na trilogia narração, descrição e dissertação – tem por base uma concepção voltada essencialmente para duas finalidades: a formação de escritores literários (caso o aluno se aprimore nas duas primeiras modalidades textuais) ou a formação de cientistas (caso da terceira modalidade) (Antunes, 2004). Além disso, essa concepção guarda em si uma visão equivocada de que narrar e descrever seriam ações mais “fáceis” do que dissertar, ou mais adequadas à faixa etária, razão pela qual esta última tenha sido reservada às séries terminais - tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio.

se a escolha do gênero. Theorie et pratique de l’analyse. favoreceria o exercício da interação humana. fazer um cartão e ofertar a alguém. ou argumentativa. 7 . 1 . Vol. ou injuntiva. orais e escritas. I. Assim. L. o espaço da sala de aula é transformado numa verdadeira oficina de textos de ação social. 5 . textos e discursos. Por um interacionismo sócio-discursivo. meio que contrariando o que acabara de afirmar. da participação social dentro de uma sociedade letrada. Essas atividades. M. Acredito que abordando os gêneros a escola estaria dando ao aluno a oportunidade de se apropriar devidamente de diferentes Gêneros Textuais socialmente utilizados. de uso social. o conteúdo. 6 . BRONCKART. ou seja. Uberlândia: Editora da Universidade Federal de Uberlândia. não mais visto aqui como um especialista em textos literários ou científicos. São Paulo: Editora da PUC/SP. & KOCH. J. . Liège. I. Por outro lado. Referências ADAM. São Paulo: Parábola. ou apenas com injunções. A avaliação dessas produções abandona os critérios quase que exclusivamente literários ou gramaticais e desloca seu foco para outro ponto: o bom texto não é aquele que apresenta.Outra discussão poderia ser feita se se optasse por tratar um pouco a diferença entre Gênero Textual e Gênero Discursivo. L.O ensino-aprendizagem de leitura. Atividades de linguagem. 3-10. 3 -Travaglia (2002) diz que uma carta pode ser exclusivamente descritiva. assim. caracterizado como carta. enviar uma carta de solicitação a um secretário da prefeitura. ele diz desconhecer um gênero necessariamente descritivo. In Letras & Letras. (2004). o estilo e o nível de língua estão adequados ao interlocutor e podem cumprir a finalidade do texto.Necessárias para a carta. (1999). J. além de diversificar e concretizar os leitores das produções (que agora deixam de ser apenas “leitores visuais”) permite também a participação direta de todos os alunos e eventualmente de pessoas que fazem parte de suas relações familiares e sociais.Penso que quando o professor não opta pelo trabalho com o gênero ou com o tipo ele acaba não tendo uma maneira muito clara para selecionar os textos com os quais trabalhará. (1990). Mardaga. ou dissertativa. 03.-P.Termo usado pelas autoras citadas para os textos que fazem previsão. texto argumentativo stricto sensu é o que faz argumentação explícita. FÁVERO. 2 . V. nº 01. Acho meio difícil alguém conseguir escrever um texto. se a estrutura. Aula de português: encontros e interação. compreensão e produção de texto pela perspectiva dos gêneros reposiciona o verdadeiro papel do professor de Língua Materna hoje. o que é viabilizado e concretizado pela adoção de algumas estratégias. Élements de linguistique textuelle. etc.Pelo menos nos textos aos quais tive acesso.Segundo Travaglia (1991). apenas com descrições. (1987). “Contribuição a uma tipologia textual”. sabendo movimentar-se no dia-a-dia da interação humana. como o boletim meteorológico e o horóscopo. 4 . distantes da realidade e da prática textual do aluno. ANTUNES. como enviar uma carta para um aluno de outra classe. mas aquele que é adequado à situação comunicacional para a qual foi produzido. e suficientes para que o texto seja uma carta. mas como um especialista nas diferentes modalidades textuais. realizar uma entrevista. pp. ou narrativa. percebendo que o exercício da linguagem será o lugar da sua constituição como sujeito. A atividade com a língua. ou só apresenta características literárias.

(1968). ou seja.composta de termos e expressões . J. evita que se lance mão de repetições inúteis. Estrutura e función de los tiempos em el lenguaje. A. o substantivo ou o adjetivo correspondente . “o enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e orações. B. associação). L. & DOLZ. Por exemplo.2.MARCUSCHI. Tese de Doutorado / IEL / UNICAMP. assim como na fala.2 Coesão e Coerência Textual Por: Cláudia Kozlowski Na construção de um texto.que une os diversos elementos do texto e busca estabelecer relações de sentido entre eles. orações. Muitas vezes essa incoerência é resultado do mau uso daqueles elementos de coesão textual.html 4. Um estudo textual-discursivo do verbo no português. como também entre a seqüência de orações dentro do texto. que irão apresentar o contexto – decorre daí a coerência textual. Tipelementos e a construção de uma teoria tipológica geral de textos. substituição. baseado em conhecimentos anteriores que os participantes do processo têm com o tema. Nas palavras do mestre Evanildo Bechara (1). Desta lição. (1991). et al. a coesão é uma linha imaginária . Rio de Janeiro: Lucerna. confere-se a ele uma unidade formal. um erro no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais prejudica o entendimento do texto. Mimeo. que essas frases estejam coesas e coerentes formando o texto. não só entre os elementos que compõem a oração. relação. Genre analysis. extrai-se que não se deve escrever frases ou textos desconexos – é imprescindível que haja uma unidade. Madrid: Gredos. numerais. Um texto incoerente é o que carece de sentido ou o apresenta de forma contraditória. C. Gêneros orais e escritos na escola. (1990). Cambridge: Cambridge University Press. Numa linguagem figurada. H. Â. (2004). períodos. Gêneros textuais e ensino. que para o público a quem se dirige deveria ser de conhecimento geral. Na organização de períodos e de parágrafos. recobertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios”. constroem-se frases. Campinas: Mercado de Letras SWALES. sejam lexicais (repetição. por coesão.br/gramatica/genero-textual-e-tipologia-textual. 2. TRAVAGLIA. WEIRINCH. sejam gramaticais (emprego de pronomes. L. Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e independência sintática e semântica. conjunções. o uso de uma determinada sigla. Substituição de palavras com o emprego de sinônimos ou de palavras ou expressões de mesmo campo associativo. elipses). 1991. “Gêneros textuais: definição e funcionalidade” In DIONÍSIO. nexo entre os elementos que compõem a estrutura textual. usamos mecanismos para garantir ao interlocutor a compreensão do que se lê / diz. J. 330 + 124 pp. relembre-se que. Fonte: http://www. com o emprego de diferentes procedimentos. ___ (2002). M. Construído com os elementos corretos. Essa coesão também pode muitas vezes se dar de modo implícito. Campinas. entende-se ligação. Esses mecanismos lingüísticos que estabelecem a conectividade e a retomada do que foi escrito / dito são os referentes textuais e buscam garantir a coesão textual para que haja coerência. Nominalização – emprego alternativo entre um verbo. (2002).com. Além disso. English in academic and research settings.algosobre. Dessa forma. SCHNEUWLY. Há diversas formas de se garantir a coesão entre os elementos de uma frase ou de um texto: 1.

antes de (pretérito).: O jovem recolheu-se cedo. tínhamos uma média de. estabelece a relação entre as duas orações. grande no infortúnio. referenciam o momento da enunciação. certos advérbios e expressões adverbiais. ultimamente. A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26. podendo indicar simultaneidade. ele morreu desconhecido e só.6% –. . ___3___. essa função de progressão textual. Os pronomes demonstrativos. Por exemplo. levando-se em conta o risco de morte por homicídio. há alguns dias. bastamnos essas informações. Dêiticos são elementos lingüísticos que têm a propriedade de fazer referência ao contexto situacional ou ao próprio discurso. Emprego de hiperônimos . Já os componentes concentram em si a significação. ___4___. ao remeter a um enunciado anterior.relações de um termo de sentido mais amplo com outros de sentido mais específico. Repetição na ligação semântica dos termos. Sabia que ia necessitar de todas as suas forças. ontem. grande na ação. e não uma redundância . Vejamos como o examinador tem abordado o assunto: (PROVA AFTN/RN 2005) Assinale a opção em que a estrutura sugerida para preenchimento da lacuna correspondente provoca defeito de coesão e incoerência nos sentidos do texto. Uso de hipônimos – relação que se estabelece com base na maior especificidade do significado de um deles. 5.” Esse conceito será de grande valia quando tratarmos do uso dos pronomes demonstrativos. de agora em diante.” (Rocha Lima) 4. felino está numa relação de hiperonímia com gato. o grau de violência intencional aumentou. a palavra elidida é facilmente identificável (Ex. grande na glória. certas locuções prepositivas e adverbiais.).. Assim: este. aproximadamente. esse é o papel da coerência. bem como os advérbios de tempo. remetem aos componentes da situação comunicativa. chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 – 121. 3.resultado da pobreza de vocabulário. ___1___ dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo. como os verbos vicários (ex. 6. mesa (mais específico) e móvel (mais genérico). doze homicídios por cem mil habitantes.4%. empregada como recurso estilístico de intenção articulatória. em média.(desgastar / desgaste / desgastante). contudo. neste momento (presente). no próximo ano. nas duas décadas seguintes. anterioridade ou posterioridade. apenas indicam. assim. conjunções.: Necessito viajar. não é suficiente para que haja sentido no texto. isto é. dada sua característica: são elementos que não significam. porém só o farei no ano vindouro) A coesão apoiada na gramática dá-se no uso de conectivos. O termo o jovem deixa de ser repetido e. ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes. . por excelência. agora. entre outros. a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990. Por exemplo. sem aprofundá-los em demasia. Em 1980. Elisa Guimarães (2) nos ensina a esse respeito: “Os pronomes pessoais e as desinências verbais indicam os participantes do ato do discurso. Substitutos universais. elipses. hoje. Somente a coesão. Como nosso intuito nesta página é a apresentação de conceitos. “Grande no pensamento. A elipse se justifica quando. ___2___. recentemente. Exerce. Por exemplo. e coerência se relaciona intimamente a contexto. como certos pronomes.. depois de (futuro).

A banca sugere algumas opções de preenchimento. que não se limitem a observar a realidade. saber lidar com a informação.4 Produção de Textos Escrita e produção de texto Todos sabem que as atuais demandas sociais requerem cidadãos capazes de exercer plenamente a sua cidadania. idéia contrária à que foi apresentada até então pelo texto. Isso implica saber analisar criticamente as realidades sociais e organizar a ação para intervir nessa realidade.brasil. por exemplo —.br/articles/2586/1/COESAO-E-COERENCIATEXTUAL/Paacutegina1.3 Estudo de textos básicos 4. prever suas possíveis conseqüências para a qualidade de vida das pessoas. Fonte: http://www. entre outros.Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da violência consumiram. que tem várias naturezas — matemática. por um lado. articular acontecimentos. científica. e vem de várias fontes e por vários caminhos — mídia impressa. Dessas. assim. que têm pago com a própria vida o preço da escalada da violência no Brasil. o gabarito é a opção E. do país. Lidar com a informação significa apropriar-se de: . artística. do planeta. uma vez que a expressão “Se bem que” deveria introduzir uma oração de valor concessivo. a sociedade atual precisa de cidadãos atuantes.2. filosófica. radiofônica e televisiva. mas que nela saibam agir. contudo.br/acoes. Ou seja.9% do PIB entre 1996 e 1997. ___5___ a vitimização letal se distribui de forma desigual: são. os jovens pobres e negros. apenas no setor saúde. do sexo masculino. a única que não atende ao solicitado é a de número 5. meio acadêmico e Internet. entre 15 e 24 anos. 1. examinar os fatos.com.mundovestibular. sobretudo. O cartaz é uma forma de escrita Foto: Acervo EducaRede No mundo da informação isso significa.htm) a) 1 – Tanto é assim que b) 2 – Lamentavelmente c) 3 – ou seja d) 4 – Simultaneamente e) 5 – Se bem que COMENTÁRIO: As lacunas no texto ocultam palavras e expressões que atuam como conectores – ligam orações estabelecendo relações semânticas entre os períodos.2. religiosa.html 4. da cidade. estabelecendo.gov. Sendo aceita a sugestão da banca. a coerência textual seria prejudicada. Verifica-se. (Adaptado de http:// www. Por isso. que o que se segue ratifica as informações anteriores ao fornecer dados complementares às estatísticas sobre homicídios.

obter notícias sobre um ente querido. organizar um outdoor para veicular informação a respeito do serviço nos lugares que se espera que circulem potenciais interessados no serviço divulgado. . saber divulgá-las e agir utilizando essas informações passa pelo domínio de um objeto social fundamental: a linguagem escrita. para circularem em espaços sociais vários. Quando se fala em domínio da linguagem escrita. A cada circunstância correspondem: a) finalidades diferentes: manifestar nossa forma de pensar a respeito de determinada matéria lida. Quer dizer. fala-se em ler e escrever utilizando os procedimentos e estratégias que conferem maior eficácia aos textos produzidos e às leituras realizadas. uma prática social. Por outro lado. A linguagem do jornal é diferente daquela do cartaz Foto: Acervo ANDI Se desejarmos informar um possível contratante sobre nossa formação e experiência profissional para que ele possa avaliar se correspondemos às expectativas que a empresa tem para um provável funcionário. organizados nos mais diversos gêneros. Se pretendermos divulgar dados organizados de determinada pesquisa que realizamos. ou podemos escrever um folheto de propaganda para ser distribuído na saída do metrô. a produção de textos escritos é uma prática de linguagem e. fala-se em saber lidar de maneira proficiente com todos os conhecimentos com os quais se opera nas práticas de linguagem. Como se pode ver. Se quisermos divulgar um serviço que prestamos. como tal.  procedimentos que permitam o reconhecimento da pertinência e idoneidade da informação. para um jornal. elaboramos um currículo. podemos escrever uma carta. Quer dizer: em várias circunstâncias da vida escrevemos textos para diferentes interlocutores. por exemplo. obter informações analisá-las criticamente. podemos escrever um anúncio para uma revista. Em uma sociedade letrada. divulgar determinados serviços buscando seduzir possíveis clientes. para ser publicado em uma revista de educação — ou um livro — que circule no espaço no qual essa discussão interesse. escrevemos um artigo acadêmico-científico. a respeito da evasão dos alunos. ou. Produzir textos: uma prática social Assim como a leitura. Agora. para um determinado site. convencer a respeito de determinadas interpretações de dados. formas de obtenção da informação para conhecer o real. produzimos textos em diferentes circunstâncias. vamos priorizar o processo de produção de textos escritos. com distintas finalidades. exercer plenamente a cidadania significa saber agir utilizando a informação. se o tratamento recebido por determinado assunto em uma determinada matéria nos causar indignação — ou mesmo admiração — podemos escrever uma carta para o jornal manifestando nossa forma de pensar a respeito. ainda.  recursos que possibilitem a divulgação da informação. Se quisermos ter notícias de um ente querido que se encontre distante de nós geograficamente. ou enviar uma mensagem por email. Por exemplo: ao lermos um jornal. No texto “Sobre leitura e formação de leitores”. discutimos o que isso pode significar quando nos referimos à leitura.

incluindo-se nestas o papel social de onde fala o produtor. atitudes são tomadas. certamente. leitores de determinada revista acadêmico-científica ou de determinado tipo de livro. o relativo à profissão que exercemos (professores. Ser um escritor proficiente. Isso ocorrerá não só porque o discurso será uma conferência. de consumidor de determinado produto. transeuntes de determinados locais (vias de circulação. que poderá ter como interlocutores estudantes ou outros cineastas. nessas condições enumeradas. quando em uma conferência ou mesa-redonda. menos comprometido com argumentações coerentes com determinadas posições teóricas. de associado de determinado clube. mas também porque o cineasta não poderá. Por exemplo: um cineasta.). nem a mesma escolha lexical. ao contrário. outdoor. uma vez que são todos constitutivos do sujeito e que. Escrita: um processo individual e dialógico . Os argumentos serão diferentes porque. o contexto de produção dado lhe permitirá assumir o lugar de espectador/apreciador da arte do cinema e seu discurso. este não será o mesmo. ao analisar determinado filme. c) lugares de circulação determinados: mídia impressa. Essas condições referem-se aos elementos apresentados acima. de filho/filha. um possível contratante. revisores. significa saber lidar com todas as características do contexto de produção dos textos. em função das demais características do contexto de produção (sobretudo do lugar de circulação do discurso e do interlocutor presumido). recomendações são feitas. não terá a mesma organização. feirantes. carta pessoal. que se adequar a essas condições. influenciam-se mutuamente. dessa forma. médicos. podendo ser mais descontraído. caso seja produzido a partir do lugar de deputado federal. rodoviária etc. b) interlocutores diversos: leitores de um determinado veículo da mídia impressa (jornal. certamente produzirá um discurso permeado por análises técnicas e históricas. portanto. ou porque circulará na esfera acadêmica. dentistas. ou de amigo de determinado empresário do ramo. que implicam responsabilidades assumidas. Quer dizer: escrever um texto é uma atividade que nunca é a mesma nas diferentes circunstâncias em que ocorre. porque cada escrita se caracteriza por diferentes condições que determinam a produção dos discursos. sob pena de não ser eficaz. por exemplo.. de irmão/irmã. embora não apenas por este motivo. portanto. se a uma pessoa for solicitado um discurso recomendando a redução do consumo de energia elétrica. pontos de vista a partir dos quais os acontecimentos são analisados. de cidadão brasileiro. família ou círculo de amizades. vereadores. digitadores. quando assumimos a palavra para dizer alguma coisa a alguém. Da mesma forma. folheto de propaganda. Um aspecto a ser considerado ainda é o lugar do qual se escreve.informar sobre sua qualificação profissional. um parente próximo ou um amigo. Mas não apenas a eles. um desses papéis predomina. d) gêneros discursivos específicos: carta de leitores. entre outros. academia. ou do lugar do pai que fala a seus filhos. vias públicas de grande circulação de veículos e pessoas.. produzir o discurso a partir do lugar de pai. determinada empresa (esfera profissional). artigo acadêmico-científico. escritores. Ainda que esses papéis se articulem todo o tempo. a relação entre os interlocutores instituiu compromissos diferenciados entre eles. Cada um desses papéis estabelece entre nós e aqueles com quem nos relacionamos determinados vínculos. currículo. Todos desempenhamos diferentes papéis na vida: o de mãe/pai. E isto por causa de todas as condições de produção citadas. tendo. colegas de trabalho. de maneira a orientar a produção do seu discurso pelos parâmetros por elas estabelecido. anúncio. Se estiver conversando com amigos em um encontro casual. de industrial do ramo da produção de lâmpadas. revista). diretores de escola etc).

 os textos produzidos e seu conteúdo. por não corresponderem também às novas necessidades estéticas. por exemplo. chegando mesmo a conter citações explícitas. por exemplo. típicos da Idade Média. que refletirão seu estilo de dizer. dessa forma. enviando-se mensagens que ora se assemelham a bilhetes. Se quiser ver um exemplo dessa inter-relação que existe entre os textos — denominada também de intertextualidade — clique aqui.Assim como a leitura. ainda em chats. No século XVII. dos enunciados a serem organizados são escolhas do produtor do texto. Quer dizer. Há também textos que se referem a outros já escritos. em um dado momento histórico há um conjunto de possibilidades disponíveis e é no interior . mas determinadas historicamente. ou que terminasse com a expressão Com votos de consideração e estima. Escrever é um processo interpessoal e dialógico porque todo texto sempre se relaciona. Na Suécia. era comum quando se pretendia visitar um parente ou amigo — ainda que residente na mesma cidade — escrever-se uma carta e entregá-la em mão. ou. possuía fórmula de iniciação e de conclusão muito diferentes no século XVII e atualmente. como a brasileira. Na literatura. ora a cartas. este não é um gênero presente. de alguma forma. por outro lado. nos quais se pode conversar em tempo real com pessoas dos lugares mais longínquos do planeta. como resultado de necessidades estéticas historicamente construídas em um determinado período. Uma carta de amor. por exemplo. propriamente. modificam-se. os poemas concretos passaram a existir a partir de determinada época. expressões usuais que acabam por caracterizá-los. das palavras a serem utilizadas. foram sendo preteridos pelos poetas e literatos. que também são construções históricas. com os textos já produzidos anteriormente no que se refere a:  o que se pode dizer por meio de determinados gêneros. Dificilmente uma jovem hoje receberia uma carta que começasse com a expressão Estimada senhorita (ou Caríssima senhorita). quanto interpessoal e dialógica. por exemplo. É individual e única porque o processo de produção de um texto implica escolhas pessoais quanto a o que dizer e a como dizer: a seleção de tópicos a serem apresentados. em tempo não-real. Como é possível perceber. pelo menos modificações nos gêneros já existentes. são criados. Anotação no caderno: forma de aprender Foto: Acervo Instituto Sou da Paz  à forma de dizer (escolhas lexicais típicas do gênero. que podem marcar época. os textos que produzimos são resultantes das escolhas que fazemos quanto a o que dizer e como dizer em função das condições de produção colocadas. Criam-se. o processo de escrita é tanto uma experiência individual e única. Essas escolhas não são aleatórias. por exemplo. por exemplo. acabam por criar novas possibilidades de interlocução escrita com pessoas distantes geograficamente umas das outras: por e-mail. constituindo-se como referências. Hoje essa prática caiu em desuso — e com ela a situação de utilização do gênero — tendo sido substituída por um telefonema. gêneros como as cantigas de amigo. com a finalidade de avisá-lo de sua visita. assim. caem em desuso. As tecnologias digitais.  os gêneros. As crônicas esportivas também foram gêneros que se constituíram em épocas recentes e apenas em determinadas culturas. se não novos gêneros. e.

. pode-se escrever um manual. de fadas. Gêneros do discurso e textos Os gêneros são formas de enunciados produzidas historicamente. em qualquer situação comunicativa. o gênero escolhido pode ser a notícia. a proficiência do aluno em Língua Portuguesa depende também do conhecimento que ele possa ter sobre os gêneros e sua adequação às diferentes situações comunicativas. anúncio. Qualquer manifestação verbal organiza-se. Dessa forma. panfleto. por exemplo. fábula. Estes se referem.  as marcas lingüísticas que definem seu estilo. a famílias de textos que possuem características comuns Não é qualquer gênero que serve para se dizer qualquer coisa. Portanto. maravilhoso. crônica. Se a finalidade. repente. receita médica. Partes dessas possibilidades relacionam-se aos gêneros do discurso. Se se deseja apresentar algum ensinamento utilizando situações vividas por animais que representam determinadas características humanas. Se o que se pretende é orientar alguém para a realização de determinada tarefa.). tese.desse conjunto que as nossas escolhas pessoais são feitas. anúncio. portanto. sermão. Suas características.  a sua forma composicional. saber selecionar o gênero para organizar o seu discurso implica conhecer suas características para avaliar sua adequação:  às finalidades colocadas para a situação comunicativa. parlenda. essa pessoa precisará organizar o seu discurso em um gênero como o artigo de opinião. poema. Esse é o gênero que pressupõe a argumentação em favor de questões controversas. devem ser objeto de ensino. verbete. monografia. de aventuras. ou como a pena de morte como forma eficiente de combate à criminalidade. receita culinária. adivinha. portanto. Se imaginarmos que alguém pretende discutir uma questão complexa como a descriminalização das drogas. Redação: exercício de escrita Foto: Acervo EducaRede Os gêneros podem ser identificados por três características fundamentais:  o tipo de tema que podem veicular. precisam ser . por outro lado.  ao lugar de circulação. relatório. cordel. ou relacionar instruções. de uma conversa de bar a uma tese de doutoramento. entre outros. quer tenha sido produzida em linguagem oral ou linguagem escrita. mediante a apresentação de argumentos que possam sustentar a posição que se defende e refutar aquelas que forem contrárias à defendida no texto. reportagem. cantiga. em algum gênero do discurso. conto (literário.  a um contexto de produção determinado. inevitavelmente.. seminário. como notícia. então a fábula é o gênero mais adequado. As diferentes manifestações verbais concretizam-se em textos — orais ou escritos — organizados nos gêneros. popular. conferência. for relatar a um grande público um fato acontecido no dia anterior. Pode-se mesmo afirmar que o conhecimento que se tem sobre um gênero determina as possibilidades de eficácia do discurso. romance. palestra. que se encontram disponíveis na cultura.

As produções deverão ser arquivadas em um caderno específico. saber revisar o que foi escrito — durante o processo mesmo de escrita e depois de finalizado —. Começa aí o bloqueio: escreve pouco. A produção de texto não deve ser trabalhada isoladamente. O professor deve requerer as produções dos alunos de maneira gradativa. música.org/educa/index. O texto pode ser um desenho. e saber reescrever o texto produzido e revisado.Produção de texto PRODUÇÃO DE TEXTO Produzir é realizar. b) pragmáticos (relativos às especificidades da situação de comunicação e às diferentes práticas sociais de escrita). entre outras coisas. de maneira que o progresso do aluno possa ser percebido e avaliado com maior segurança pelo professor e pelo próprio aluno. do contexto de produção especificado. d) gramaticais. Algumas vezes. Os procedimentos de escrita Além desse conhecimento. ou porque não está motivado.cfm? pg=oassuntoe. sob a orientação do professor. ou não escreve. seqüência e lógica . Na escola. ela produz texto oral. como características do gênero no qual o texto será organizado. trabalhar textos coletivamente. precisa. ela conta um fato . ou sobre o que quer escrever. o aluno não escreve porque não sabe o que. por exemplo). todas igualmente importantes para ela. a criança precisa obedecer a regras de espaço.tematizadas nas atividades de ensino. coesão e coerência). Produzir textos é inerente à criança. Para a criança chegar a elaborar um texto individualmente. Fonte: http://www. ele escreve apenas para satisfazer uma exigência do professor. transmitem um significado ou uma idéia. mas de forma interdisciplinar. descreve um passeio. Tais procedimentos precisam ser sempre articulados no processo de escrita. Nesse processo. antes. a criança se nega a produzir. aliadas às regras ortográficas e gramaticais não definidas por ela. independentemente de saber escrever ou não. criar. Outras vezes. ou não se esforça muito para isso. Antes mesmo de conhecer letras. no que se refere à dificuldade de execução. Em sua rotina. Assim . . dentro de um contexto. conhecimentos de várias naturezas entram em jogo: a) discursivos (relativos às características do discurso. contos.interna&id_tema=9&id_subtema=3 Texto Informativo . escrever pressupõe o domínio de determinados procedimentos: saber planejar o que vai ser escrito em função das características do contexto de produção colocado. uma palavra . fabricar. uma frase ou um conjunto de todas estas normas de registro e expressão que. dita regras de uma brincadeira. A criança passa por fases de produção. trava-língua etc).educared. ou em pequenos grupos. com base em modelos de escrita corretos e variados quanto à forma ( poesia. c) textuais (relativos à linearidade do texto em si: relativos à sintaxe. que é outra competência que também precisa ser constituída. com forma e conteúdos próprios. pontuação. saber redigir o que foi planejado. e) notacionais (relativos ao sistema de escrita).

Desenhar sua família e escrever os nomes.Escrever o que quiser sobre uma data comemorativa. . escrever sobre ela.Recortar letras de jornais e revistas.Escrever sobre “O que gostaria de ser quando crescer”e desenhar.Escrever sobre uma cor. . fazer um desenho e escrever uma frase ou um texto que se refira à palavra formada. .Desenhar sua casa.Escolher uma figura.Escrever seu nome e desenhar o seu retrato. . escrever a história. .Escrever sobre palavras recortadas e coladas em folhas: a criança escreve o que quiser a respeito da palavra. . vidraceiro. .Escolher uma letra.Fazer um desenho com base numa história contada e copiar o título. recortar e colar em uma folha. Em seguida. Em seguida. . político. guarda etc).Desenhar um meio de transporte e escrever sobre ele. e sugere as palavras que entrarão na história. O professor seleciona alguns recortes e cola em folhas. Ao terminar. sua família e escrever os nomes . . O aluno escolhe a cor sobre a qual quer escrever. . .Escrever sobre seu animal preferido e depois fazer o desenho. . A classe decide sobre o que vai escrever. .Desenhar sua classe e seus colegas e escrever sobre eles. . . O professor recorta pedaços de papel colorido de revistas e cola em folhas de linguagem.As crianças fazem perguntas diretamente à pessoa e depois escrevem um texto.Desenhar o pai ou a mãe e escrever “meu pai” ou “minha mãe” de acordo com o desenho. fazer o desenho e escrever o que quiser sobre ela. .Desenhar seus brinquedos e escrever os nomes. . animal.Ouvir uma história contada pelo professor e escrever sobre ela.Montar personagens com material de sucata e . O professor escreve-as num papel manilha ou na lousa para que as crianças possam recorrer a elas durante a produção. . montar seu nome e escrever uma frase ou um texto.Escrever sobre um recorte de revista.Depois de ouvir uma história. as crianças fazem um texto coletivo e transcrevem para o livro. .O professor pode aproveitar uma notícia de jornal ou uma pergunta de um aluno para propor o tema.Fazer uma história tomando por base um Banco de Palavras. O aluno deve identificar a figura ( distinção parte/todo) e escrever sobre a parte ou sobre o todo. alimento ou brinquedo e cola em uma folha.Escrever sobre um profissional que esteve na escola ( jardineiro. social. .Escrever sobre um assunto de Ciências e Saúde e montar um livro. Em seguida.Recortar letras e formar uma palavra. Desenhar os personagens utilizando sucata e transcrever a história. . .Desenhar seus amigos e escrever seus nomes.Escrever a respeito do brinquedo ou da brincadeira de que mais gosta.Depois de assistir a um filme em vídeo.Sugestões: . . .Fazer o desenho de um animal de que tem medo e escrever sobre ele. .Escrever sobre um fato da atualidade ( ecológico. .Fazer uma montagem e escrever sobre ela. em grupo. . . policial etc).Observando um desenho. entregador de merenda. Em seguida. . a criança escolhe aquele sobre o qual escreverá.Escrever sobre uma figura: o professor recorta uma parte de uma figura de objeto. escrever uma história sobre ele. escrever sobre ela. produzir uma história oral. onde fazem as ilustrações. recortar e colar em uma folha. O professor promove e coordena uma discussão sobre o tema. cada criança terá o seu . .

e faz a ilustração. . começo a juntar algo dos desenhos com outras imagens que eu já vi. De vez em quando. desenho para ser pintado. escondido um animal e não diz qual é. O professor dobra as folhas de papel sulfite no meio. desenho para ligar os pontos etc. . vendo os desenhos.2ª série. p. .Fazer o Jornal da Classe. repetindo o processo em todas as páginas do livro. . . Por exemplo. Escrever comentários baseados nas fichas de animais do chocolate Surpresa. “ Às vezes. Um aluno. .. um passeio à feira.Escrever um bilhete para um colega. professora.Escrever um bilhete para o professor e assinar. As crianças escrevem algumas palavras em pequenos papéis e colocam numa caixa: o Tesouro de Nomes. Cada aluno transcreve seu trabalho para folha e assina. eles selecionam os trabalhos e montam o jornalzinho. Se possível. por exemplo. formar palavras e desenhar. Por exemplo. As crianças conversam com o dono para saber os hábitos. a alimentação. As informações são complementadas pelo professor como conteúdo de Ciências. escrever uma lista de dez palavras e fazer uma produção. o professor responderá a todos os bilhetes.Escrever sobre uma palavra-surpresa. cruzadinha.Montar um livro: recortar letras. forma a palavra pato. Parece que estou fazendo um filme.9 anos. tentando após a exploração. adivinhações.livro. de qualquer forma. plástico etc. Em seguida. traz. o aluno decide fazer um livro sobre animais: ele recorta as letras t. ao zoológico etc. Estou pensando em fazer um livro em casa”. .1991) .Fazer um desenho com materiais artísticos e escrever sobre ele. O professor lê as informações da ficha.Escrever sobre uma experiência vivenciada. Cada aluno escreve o bilhete para o colega sorteado. . O depoimento. . formando o livro. foi dado pelo aluno Rafael à sua professora e demonstra bem como ocorre. O professor pode contribuir com alguma atividade. papel. O professor escreve um nome em folhas que serão sorteadas entre as crianças. Sob a orientação do professor. o processo de produção de texto. o. Em seguida. Cada aluno faz um trabalho que pode ser produção. a criança resolve fazer um livro sobre frutas: ela recorta e cola uma figura em cada página e escreve uma frase sobre a fruta ou apenas o nome dela. O professor faz a entrega e os alunos têm que identificar quem foi que escreveu o bilhete.Fazer um livro sobre o arco-íris: cada folha terá uma cor pintada ou um recorte colorido de tecido. faz os desenhos. a seguir. . a utilidade e outras características do animal.. uma criança sorteia uma palavra que será tema de uma produção. receita. escreve o título e assina. Cada aluno escreve sua história e transcreve cada frase em uma página.Contar um sonho que teve e escrever sobre ele.Escrever sobre figuras seqüenciadas. as crianças fazem um banco de palavras. descobrir qual é. vem uma história inteirinha na minha cabeça.Escrever um livro. cor ou tamanho. os alunos comentam e escrevem seus textos.Escrever sobre um animal que foi trazido para a classe. . e grampeia. elabora a capa. . a . .Montar um livro com recortes de jornal ou revista. Rafael foi incentivado a criar e a produzir textos desde o início da 1ª série. (Rafael Nunes. . Por exemplo.Em grupos pequenos de alunos. colando as letras na folha. O aluno escreve o nome da cor e o que ela significa para ele. ou alguém da escola. para ele. Aí.

más. velho. o e ainda i ou u e que terminam em l. as respectivas formas do plural: amável (amáveis). provéns. terminam na vogal tônica/tônica aberta grafada a. ilhéu(s). metrô.blogspot. nós. céu(s). seguidas das consoantes nasais grafadas m e n. mesa.com/2006/08/texto-informativo-produo-de-texto. açúcar (açúcares). o qual é assinalado com acento agudo. cadáver (cadáveres). É facultativo o acento agudo em formas verbais do pretérito perfeito do indicativo: amamos (amámos).3. éden (édenes ou edens). rés. habitá-la(s). se fechado: pônei e pônei. na sílaba tônica/tónica. má. papéis. floresta. vê-la. apresentam oscilação de timbre nas pronúncias.3 Aspectos normativos 4. quando conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s). pá. rapê (rapé). e. . Paroxítonas: Em geral. sóis. olá. eu ou oi. Oxítonas com ditongos abertos ei. com as vogais tônicas/tônicas grafadas e e o em fim de sílaba.html 4. mocotó. vejo. Zé. Oxítonas: Levam acento as oxítonas terminadas em vogais tônicas/tónicas a(s). herói(s). dê. bônus e bônus. salvo raras exceções. lá. acém. provêm. já. s ou z – adorá-lo(s). grave. filé. vá. São acentuadas as paroxítonas que apresentam. votamos (votámos). o(s) − dá. n. pás. homem. As formas verbais oxítonas. judô. fiéis. louvamos (louvámos). pontapé. as palavras paroxítonas não são acentuadas graficamente: enjoo. fé. pé. pénis e pênis. tênis e ténis. mês. ou circunflexo. véu(s). remói (de remoer). x e ps. e(s). voo. se aberto. chapéu(s). né.Fonte: http://profa-val. após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas r. rês. corrói (de corroer). dá-la(s). r. pôs. purê (puré). Obs. pés. dó. pó. cós. batéis. Tejo. tórax (tórax ou tóraxes). o(s) ou em(ns) −está(s). as vogais abertas a.1 A norma ortográfica a) Acordo Ortográfico 1990 Vide material em PDF b) Acentuação Regras de Acentuação Monossílabos Tônicos: São acentuados os monossílabos tônicos terminados com a(s). podendo estes dois últimos ser seguidos ou não de s – anéis. e(s).: Poucas paroxítonas deste tipo. detém. assim como. Vénus e Vênus.

. mandriice. paul. trêmulo. xiita. náusea. Perdem o acento gráfico os vocábulos terminados em oo ou eem − creem. mariice (neologismo de Guimarães Rosa). averigue. qui − argui. heroico. àquilo. dinâmico. aquela. músico. Ditongos: Perdem o acento gráfico o i ou u tônicos/tônicos precedidos de ditongo em paroxítonas − baiuca. tônico (tónico). atraiu. oblique (oblíque). aquelas e aquilo ou ainda da mesma preposição com os compostos aqueloutro e suas flexões: àqueles(s). têm e vêm recebem acentos diferenciais. que. o que ocorre em poucas palavras: vadiice. feiura. deem. delínque. quando a vogal i ou u for acompanhada de outra letra que não seja s. perdoo. Raul. aqueles. juiz. Convém lembrar que. enjoo. fêmea (fémea). contribuiu. qui. que. viríamos. cômodo (cómodo). sucuuba. com u pronunciado: alongínque. tireóide. mágoa. cairmos. àquela(s). último. àqueloutro(s). Proparoxítonas: Todas são acentuadas − árabe. Perde o acento gráfico o u tônico/tónico dos grupos. Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei ou oi − alcateia. Ipuiuna. veem. apazigue (apazígue). O verbo pôr e as formas verbais pôde. lúdico. assembleia. Pode-se usar acento agudo ou circunflexo na letra e ou o antes de m ou n que não formam sílaba: acadêmico (académico). não haverá acento − ruim. às (de a+as) e também na contração da preposição a com os demonstrativos aquele. zoo. Trema: Este sinal de diérese foi inteiramente suprimido. Exceções: Palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros: hübneriano. período. releem. Também não leva acento se a vogal i ou u se repetir. Müller. àqueloutra(s). contribuinte. fenômeno (fenómeno). blasfêmia (blasfémia).Recebem acento gráfico paroxítonas terminadas em que. retórque. distribuiu. Vênus (Vénus). as duas últimas quando na terceira pessoa do plural do presente do indicativo de ter e vir. Acento grave: Na contração da preposição a com as formas do artigo ou pronome demonstrativo o: à (de a+a). público. raiz. câmara. glória. quem.

Jaú. U. ES. redemoinho. táxi. IS.html Tabela traz regras já de acordo com a nova ortografia Márcia Lígia Guidin* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação Tipo de palavra ou sílaba Proparoxítonas Quando acentuar sempre Exemplos (como eram) simpática. E. N. US não levam acento: tatu. carnaúba. seguido ou não de S fácil. Ã. Se o i for seguido de nh. 3) Não ponha acento nos prefixo paroxítonos que terminam em R nem nos que terminam em I: inter-helênico. Fonte: http://www. 2. avós. árduos. éden. Observe: 1) Terminadas em ENS não levam acento: hifens. haverá acento − proíbo. UNS. PS. país. terminadas em I. Oxítonas Se terminadas vatapá. ÃO. refém. heroína. L. órfãos. caráter. semi-internato. O. ÃS. fenómeno (Portugal). acompanhados ou não de s. ditongo oral. Continua tudo igual. caíste. tênis. X. polens. cômodo Observações (como ficaram) Continua tudo igual ao que era antes da nova ortografia. igarapé. em: A. sólido. lúcido. tônicos/tónicos. pólen. Usa-se Paroxítonas Se terminadas em: R. IS. campainha. ÃOS. não haverá acento − moinho. órfãs. fenômeno (Brasil) académico. fémur (Portugal). saúva. látex. UM.br/gramatica/regras-de-acentuacao.algosobre. abacaxi. hífen. ENS .Hiatos: Quando a segunda vogal do hiato for i ou u. saúde. ímã. parabéns EM. AS. OS. Continua tudo igual. baú. Observe: Pode-se usar acento agudo ou circunflexo de acordo com a pronúncia da região: acadêmico. Observe: 1. avô. Morumbi. bíceps. vírus. I. antiherói. US. fêmur (Brasil) ou sêmen. álbum(ns). super-homem. 2) Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: sêmen. bênção. paraíso. tainha.com. cárie. balaústre. faísca. aí. próton.

o i e u não serão mais acentuados se vierem depois de um ditongo: baiuca. mói (moer) Continua tudo igual (mas. se. tainha. feiura. Í e Ú em palavras oxítonas e paroxítonas Í e Ú levam acento se estiverem sozinhos na sílaba (hiato) Ditongos abertos em palavras paroxítonas EI. 3. cheiinho (cheio). debatê-lo. heróis. miúdo. saúde. ES. purê (Brasil). saiinha (saia pequena). Piauí 1. o i e u estiverem no final. puré (Portugal). Escreve-se agora: ideia. Méier. haverá acento: tuiuiú. bóia desapareceu (para palavras paroxítonas). mesmo com ditongo. Se o i e u forem seguidos de s. baús. Não se acentuam i e u se depois vier 'nh': rainha. boia. celuloide. saída. baús. 4. pás. AS. colmeia. bebé. a regra se mantém: balaústre. ÉU(S). Observe: há casos em que a palavra se enquadrará em outra regra de acentuação. aí. troféu. herói. Araújo. O. pó. Atente para os acentos nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo. Esta regra colméia.OS vá. jacuís. papéis. etc. bocaiuva. Luís. egoísmo. destróier serão acentuados porque terminam em R. ÓI(S) . idéia. Continua tudo mês. moinho. OI. 2. Esaú. Por exemplo: contêiner. teiú. Esta regra é nova: nas paroxítonas. maoista. Mas. pé. Monossílabos tônicos (são oxítonas também) terminados em A. cuidado: somente para palavras oxítonas com uma ou mais Ditongos abertos em palavras oxítonas ÉIS. nas oxítonas.indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: bebê. pôs igual. céu. Piauí. E. Itaú.

Os verbos arguir e redarguir perderam o acento agudo em várias formas (rizotônicas): eu arguo (fale: ar-gúo. zôo. mantêm . mas não acentue). mas não acentue. eles obtêm. mas não acentue). cair sobre o u. Esta regra sofreu alteração. Ele vem aqui. Eles têm sede. ele argui (fale: argúi). aí acentuamos estas vogais: eu águo. ee vôo. Verbos arguir e arguir e redarguir (agora redarguir sem trema) usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo. Se a tônica. apaziguar.sílabas). perdoo veem. na terceira pessoa do plural do presente ele obtém. Observe:. Esta regra desapareceu. usando a ou i tônicos. ele não será acentuado: Eu averiguo (diga averigú-o. Verbos terminados em guar. intervir) singular leva acento agudo. tu apazíguas as brigas. quar e quir aguar enxaguar. eles têm. Agora se escreve: zoo. eles vêm Continua tudo igual. pessoa do manter. eu aguo a planta (diga a-gú-o. voo. do subjuntivo e do imperativo afirmativo. ôo. do subjuntivo e do imperativo afirmativo. delinquir. enjôo. detém. mantém. vêem Verbos ter e vir na terceira pessoa do plural do presente do indicativo Derivados de ter na terceira e vir (obter. na pronúncia. detêm. eu delínquo. Continua tudo igual. Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes. apazíguem os grevistas. eles águam e enxáguam a roupa (a tônico). eles delínquem (í tônico). averiguar. obliquar usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo. Esta regra desapareceu. eles vêm aqui. magoo. ela tem sede. mas não acentue) o caso.

1 Palavras que se escrevem com "ESA" burguesa.uol. inglesa. parachoque. adequar-se a um padrão estabelecido por lei. portuguesa etc. tranquilo. exceto para os verbos: PODER (diferença entre passado e presente. se possível. holandesa.br/portugues/ult1693u7. averiguei. Exceto as de língua estrangeira: Günter. a ortografia é a parte da Gramática que se ocupa da correta representação escrita das palavras. Grafar corretamente uma palavra significa. müleriano Fonte: http://educacao. Ele não pôde ir ontem. delinquente. A forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é oficial.com. portanto. despesa. BIZU . 1. escocesa. pequinesa. TER e VIR e seus compostos (ver acima). então vamos pôr casacos. linguístico. Gisele Bündchen. PÔR (diferença com a preposição por): Vamos por um caminho novo. É importante compreender que a ortografia é fruto de uma convenção.jhtm c) Emprego das letras ORTOGRAFIA RESUMO TEÓRICO: De acordo com Ulisses Infante. As dúvidas à correção devem ser resolvidas por meio da consulta a dicionários e publicações oficiais ou especializadas. 2) FÔRMA (de bolo): O acento será opcional. cuja forma de pagamento é parcelada.) Desapareceu o trema sobre o U em todas as palavras do português: Linguiça. chinesa. mesa.levam circunflexo Acento diferencial Esta regra desapareceu. francesa. Trema (O trema não é acento gráfico. mas pode ir hoje. Observe: 1) Perdem o acento as palavras compostas com o verbo PARAR: Para-raios. deve-se evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim. japonesa. em 36 Lições Práticas.

beleza. bizantino. fezes. heresia. gostoso. pesquisar. perigoso. azeitona.3 Palavras que se escrevem com "ÊS" burguês. esterco. sacerdotisa. aquele termo se escreve com Z e este. inglês.7) b) nos sufixos: -ês. catequizar. imersão. brioso.8 Palavras que se escrevem com "S" A letra S representa o fonema /z/ quando é intervolálica: asa. 1. BISAR-BIS. surdez. Isabel. Ela é chinesa. singeleza. Obs. avisar. servo (servente). quis. 1. extravasar. -osa (formadores de adjetivos) -isa (indicador de ocupação feminina): poetisa. hipnose. lerdeza. asilo. com S. usura. impulso. estigmatizar. maisena. ourivesaria. 1. estorvo. papisa c) após ditongos: lousa. firmeza. azougue. pusera. . pedrês. irlandês. esplêndido. 1. Algumas palavras anis. dizimar. riso. BIZU Se conseguirmos completar a frase "ELE É". revés. montanhês. rigidez. título. azenha. mesa. puser. guisado. profetisa. humanização. teimoso. Ex. azinhavre. espectador. viuvez. Por isso as primeiras se escrevem com Z e as últimas. imersão. falaz.4 Palavras que se escrevem com "EZ" altivez. balizar. rijeza etc. coisa. azeite. usurpar. realização. BIZU Para que estes vocábulos se escrevam com "S". Neusa. (bizu 1.Se conseguirmos completar a frase "ELA É". avalizar. desmobilizar. português etc. paralisar. deslize. siso. formoso. usina.7 Palavras que se escrevem com "IZAR" (formador de verbos) "IZAÇÃO" (formador de substantivos). revisão. versátivel. inversão. hesitar. cortês. generalizar. sesta. bizarro. pretensioso. 1. isolar. BIZU Apesar de CATEQUIZAR se derivar de CATEQUESE. colonização. a palavra será sempre com "S". valioso etc 1. giz. hipocrisia.6 Palavras que se escrevem com "ISAR" alisar. estéril. harmonizar. d) nas formas dos verbos pôr (e derivados) e querer: pus. fusível. pequisar. poetizar. estupidez. quiséra. intrepidez. fugaz. usufruir. atrás. aprazível. esôfago. profetizar. Não confunda com os casos em que se acrescenta o sufixo -ar a palavras que já apresentam S: analisar. repusera. As palavras POETIZAR e PROFETIZAR não se derivam de POETISA e PROFETISA. pomposo. bisar. com S. "OSA" audacioso. querosene. finalizar. escocês. embriaguez. naúsea. analisar. ausência.5 Palavras que se escrevem com "OSO". esotérico. CASA-CASEBRE. serração (ato de serrar). talvez. conversível. vaso. pureza. gasolina. esterilizar. coser(costurar). colonizar. PARALISAR-PARALISIA. crueza. alteza. gozar. delicioso. poetisa. Ela é pequinesa. civilizar. gazeta. profetisa. fuzil. através. quis. sisudez. fineza. submerso. mas sim de POETA e PROFETA. lilás. dezena. brasa. realizar. proeza. despersonalizar. oscular. Ex. intensão (intensidade). chinês. compreensão. pisar etc.. inserto (inserido). Ex: Ele é cortês. tristeza. pequenez. obsessão (mas obcecado). Ele é francês. CATÁLISECATALISADOR-CATALIZANTE. maciez. misto. consertar(reparar). -oso. a palavra será com "S". cauteloso. pusesse. cozer (cozinhar). Ele é burguês. gás. quisesse. ANALISAR-ANÁLISE. morbidez. humanizar. civilização. sensacionalizar. expansão.2 Palavras que se escrevem com "EZA". 1. avareza. racionalizar. colisão.: AVISAR-AVISO. francês. vez. isquemia. PORTUGUÊS-PORTUGUESINHO. pretensão. é necessário que no próprio radical já haja a letra "S". repus.9 Palavras que se escrevem com "Z" azar. origem) -ense. esoterismo. palidez. quiser. buzina. amenizar. repusesse. -esa (para indicação de nacionalidade. 1. Usa-se a letra S: a) nas palavras que derivam de outra em que já existe S.

refúgio. ferrugem. chantagem. enchouriçar. geringonça. exsurgir. ógio. charuto. jerimum. lanugem. apogeu. lajeado. intenção (propósito). cassar (anular) dissertar (discorrer). sarjeta. desprezar. égio. promessa. vertigem. ginete. roxo. contagem. pajé. agressivo. egípcio. seiscentos. enrijecer. xale. cuscuz. xangai. ascensorista. talvez. infrigir. coragem. transgressão. paxá. granja. extirpar. impressionismo. jejuar. projétil (ou projetil). ruço (grisalho). comichão. jérsei. cônscio. canjica. folhagem. cheque (ordem de pagamento). linchar. geada. irascível. trouxe. faixa. xavante.0 Palavras que se escrevem com "X" bexiga. torção. fugir. prestígio. escassez. transcender. compressor. proeza. extensão. ingressar. 2. enxortar. sucesso. 2. bugiganga. emissor. relógio. excesso. monge. herege. xereta. aborígine. ressuscitar. ultraje. viaje. cessação. jerico. jenipano. demissionário. xampu. exumação. debochar. rejeição. chicote. estiagem. sossego. exalar. maciço. secessão. subterfúgio. prazerosamente. expresso. arrajem. alfanje. choupana. tacha (prego). cachimbo. vagem. chaminé. colégio. expirar. expor. abscesso. consciência. fuligem. extorsivo. coragem. malandragem. enchiqueirar. silêncio. fascínio. excitante. chibata. ascensão. laje. exuberante. ojeriza. exonerar. barragem. coxo. obsceno. praxe. gironda. fascículo. africana e árabe ou de origem exótica: Jibóia. lambujem. miragem.3 Palavras que se escrevem com "SS" admissão. descentralizar. extasiar. chá (arbusto). gesto. faxina. expletivo. ascetismo. descensão. tragédia. sargento. expiar. russo (natural da Rússia). rabugem. fachada. gíria. 2. explicar. adolescente. disciplina. jeito. enxuto. enxerto. tez. anjinho. chave. pajem. 2. baixeza. cafajeste. exarar. maxixe. agilidade. gesso. encher. exaltar. traje. xeque (incidente no xadrez). rescindir. igem. broxa(pincel). chifre. bissetriz. disfarçar. sintaxe. bucho (estômago de animais). cervo (veado). enxaqueca. ressurreição. pichar. ugem: aragem. seção(departamento). interjeição. cocha (gamela). enxurrada. cerração (nevoeiro). gengibre. jirau. piscicultura. descente (vazante). necrológico. algazarra. exotérmico. joça. traje. acréscimo. b) nas palavras terminadas em ágio. broche. chicória. oscilação. terçol. faringe. 2.5 Palavras que se escrevem com "G" a) nos substantivos terminados em agem. transmissão. caxumba. egrégio. encharcar. 2. origem. genuíno. xá (título de soberano do Oriente). retenção. ascese. enxugar. perspicaz. piscina. jirau. chicana.4 Palavras que se escrevem com "SC" abscissa.6 Palavras que se escrevem com "J" a) nas formas dos verbos terminados em -jar: arranjar (arranjo. coalizão. tenacíssimo. litígio. aziago. pajé. presunção. enxoval. exceção. Moji. soçobrar. cerejeira. pêssego. cogitar. ogiva. chorumela. remessa. expectativa. empossar (dar posse). chope. antiqüíssimo. mormaço. joça. engraxar. graxa. isósceles. pechincha. pedágio. mochila. contágio. abstenção. foz. intumescer. OUTRAS: igrejinha. argila. discente. caçula. jesuíta. progresso. b) nas palavras oriundas do Tupi. êxito. xadrez. chusma. maçarico. gergelim. fascinante. enferrujem (verbo). salsicha. acrescentar. aguçar. úgio: adágio. buxo (arbusto ornamental). seixo. manjericão. enferrujar (enferruje. sessão (reunião). bochecha. oaço (palácio). gengiva.1 Palavras que se escrevem com "CH" enchova. injeção. jibóia. viajem). passo (passada). cessão (ceder). massagem. bricha (prego). expressão. ojeriza. rescisão. champanha. discípulo. exacerbar. sarjeta. apetrecho. descendente. extenso. enxada. Outras angelical. nascer. extorsão. imprescindível. sessar (peneirar). rigidez. trança. agir. sucinto. ferrugem. chuchu. escasso. chispar. viajar (verbo -> viajo. drágea. alforje. exílio. muxoxo. varejista. exorcismo. agiota. tigela. enxaguar. chavão. algema. berinjela. troço. decertar (lutar). almoço. majestade. 2. por exemplo). chute. algemas. miscigenação. canjica. discussão. êxodo. exótico. xícara.2 Palavras que se escrevem com "Ç" ou "C" à beça. exaustão. arrocho. exame. suscitar. ígio. chacina. encorajem (verbo). camurça.hipnotizar. exéquias. Cuidado com as exceções pajem e lambujem. baixo. viagem (substantivo). açucena. viajem (verbo). assado. chiar. repercussão. enchoçar. empoçar (formar poça). vazar. gorjeta. estágio. fantoche. chulo. passar. assaz. enchente. dissensão. necessário. . chumaço. bege. flecha. enxame. revezar. pança. enferrujem). exímio. brecha. azia. exterminar. chimpanzé. expelir. xavante.

harmonia. humor. baianismo. Em "Bahia". . emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”. Nota importante: .. coobrigar – coadquirido . . em alguns casos. homenagem. o H sobrevive por tradição histórica. Sendo assim. tais como: .superhomem. cujas funções estão associadas a uma infinidade de ocorrências linguísticas. houve algumas mudanças em relação à sua aplicabilidade. hélice. histeria.Essa regra padroniza algumas exceções já vigentes antes do Acordo. Redação em construção . .. haste. auto-observação – auto-ônibus – contra-atacar . Fonte: http://www. harpa. hipismo. hilaridade. Referências Bibliográficas: Gramática para concurso .separar as sílabas de um dado vocábulo.Agostinho Dias Carreiro. anti-higiênico – anti-histórico – co-herdeiro . hemorragia. Com o advento da Nova Reforma Ortográfica.Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”. o que antes prevalecia e o que atualmente vigora. hérnia.. hostil. hangar. hemisfério. inter-regional – sub-bibliotecário – super-resistente.ligar algumas palavras precedidas de prefixos. dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão. hipocondria.. herbívoro (mas ervas)..Marcelo Rosental Gramática Ulisses Infante. constatemos. Observe que nos derivados ele não é usado: baiano.2. o presente artigo tem por finalidade evidenciá-las. mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo. representadas pela mesóclise e ênclise. # Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante.proinsulina. hediondo.br/node/951 d) Hífen O hífen representa um sinal gráfico. hesitar. hipótese.8 A letra "H" hálito.sofi.extra-humano – pró-hidrotópico . herói. hipocrisia. Mediante tais pressupostos. # Com prefixos.fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais.. “-pro”. húmus. hífen. “-re”.coordenar – reeditar – proótico .ligar palavras compostas.com. horta. horror. . pois: Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen: # O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal. procurando enfatizar.

“-mirim”. -bem. circum-navegador .Essa nova regra padroniza algumas exceções existentes antes do Acordo. -pós. aeroespacial – antiamericano – socioeconômico. # Usa-se o hífen em casos relacionados à ênclise e à mesóclise.. vice. m. representados por “-açu”. emprega-se o hífen... usa-se o hífen.. além-mar – aquém-mar – recém-nascido – sem-terra – vice-diretor... mal-humorado – mal-intencionado – mal-educado. Casos em que não se emprega o hífen: # Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente. # Diante do advérbio “mal” . # Diante dos prefixos “-além. Observação: ...# Com o prefixo “-sub”. quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”. # Com sufixos de origem tupi-guarani. diante de palavras iniciadas por “vogal.. Nota importante: . o hífen está presente.. -recém. “guaçu”. sub-regional – sub-raça – sub-reino. # Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição. usa-se o hífen...pan-americano – circum-hospitalar – pan-helenismo. jacaré-açu – cajá-mirim – amoré-guaçu. -sem. entregá-lo – amar-te-ei – considerando-o. n ou h”... -ex. -aquém. # Com os prefixos “-circum” e “-pan”. diante de palavras iniciadas por “r”. usa-se o hífen.

# Não se emprega o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”. ..colônia – água-de-coco – cor-de-rosa...minissérie... anteprojeto – autopeça – contracheque – extraforte – ultramoderno. verbais. fim de semana – café com leite. como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas. retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas..intermunicipal – subemprego – superinteressante – superpopulação.. malfalado – malgovernado – malpassado – maltratado – malvestido... # Não se emprega mais o hífen em locuções substantivas. # O hífen não deve ser usado quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente. como é o caso de: minissaia – minissubmarino . # Diante do advérbio “mal”.. hiper-requintado – inter-regional – super-romântico – super-racista. depois de prefixo terminado em vogal. expressos por: água-de.. adjetivas... prepositivas ou conjuntivas. adverbiais. Observações importantes: . azul-escuro – bem-te-vi – couve-flor – guarda-chuva – erva-doce – pimenta-decheiro. não se emprega o hífen.. Exceções: O hífen ainda permanece em alguns casos..O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra..A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo. pronominais.. hipermercado – hiperacidez .O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação. # Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”. . quando a segunda palavra começar por consoante.

Presente Radical Ouç Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv Perfeito Terminação o es e imos is em Radical Terminação Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv i iste iu imos istes iram • Anômalos: verbos que apresentam mais de um radical ao serem conjugados.com/gramatica/emprego-do-hifen. No verbo ser ocorrem radicais diferentes. defectivos e abundantes. irregulares. anômalos.2 Emprego das Classes Gramaticais (vide documento Word na pasta Letras Puc) b) Emprego dos Verbos Classificação dos Verbos Os verbos da língua são classificados em: regulares. • Regulares: são aqueles em que o radical permanece o mesmo em toda a conjugação. Presente Radical Cant Cant Cant Cant Cant Cant Perfeito Terminação o as a amos ais am Radical Terminação Cant Cant Cant Cant Cant Cant ei aste ou amos astes aram • Irregulares: são os verbos cujos radicais se alteram ou cujas terminações não seguem o modelo da conjugação a que pertence. Exemplo: verbo ser e ir.Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www.3. era. Exemplo: verbo cantar. note pela diferença entre: sede.brasilescola. .htm 4. Exemplo: verbo ouvir.

“ol”.htm c) Flexão dos nomes FLEXÃO NOMINAL (plural) · Em vogal ou ditongo: “+s” (exs: asas. “ul”: l = “is” (exs: jornais. anéis) *Exceções: males.brasilescola. Exemplo: aceitar acender corrigir eleger emergir entregar encher expelir extinguir fritar imergir imprimir inserir limpar matar aceitado acendido corrigido elegido emergido entregado enchido expelido extinguido fritado imergido imprimido inserido limpado matado aceito aceso correto eleito emerso entregue cheio expulso extinto frito imerso impresso inserto limpo morto Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. funis) · Paroxítonos em “il”: il = . da mesma forma: vou. meles. irei. cônsules · Oxítonos em “il”: il = “is” (exs:barris.No verbo ir. táxis) · Derivados em “r”. colares) · Em “al”. “el”.com/gramatica/classificacao-dos-verbos. “z”: “+es” (exs: colheres. Exemplos: verbo abolir verbo reaver Presente do indicativo Presente do indicativo Eu # Tu aboles Ele abole Nós abolimos Vós abolis Eles abolem Eu # Tu # Ele # Nós reavemos Vós reaveis Eles # • Abundantes: apresentam duas ou mais formas equivalentes. • Defectivos: não se apresentam em todas as flexões. fui.

respectivamente: a) cristão / guarda-roupa b) questão / abaixo-assinado c) alemão / beija-flor d) tabelião / sexta-feira e) cidadão / salário-família 2. d) Godofredo almoçou duas couves-flor. tórax) FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS COMPOSTOS Regra geral: subs. peixes-boi) SÓ O SEGUNDO · Verbo + Subst (ex: guarda-roupas) · Invariável/Prefixo + Variável (exs: sempre-vivas. jovens. papeizinhos) · Em “r”: 2 formas (exs: florezinhas. dobro) Fonte: http://pt. amarelolimão) · Cor + de + Subst (ex: cor-de-rosa) · Azul-celeste. florzinhas) *Invariável: bem-te-vi. lilases. dois e > Duzentos · “Ambos” substituindo “os dois” VARIAM EM NÚMERO E GÊNERO · Ordinais (exs: primeiro. bilhão) VARIAM GÊNERO · Cardinais: um. gases) · Em “x”. e adj. (U-UBERLÂNDIA) Relativamente à concordância dos adjetivos compostos indicativos de cor. os leva-e-traz FLEXÃO DOS ADJETIVOS COMPOSTOS SÓ O ÚLTIMO · Adj + Adj (ex: verde-claros) *Exceção: surdosmudos · Invariável + Adj (ex: mal-educados) NENHUM · Adj + Subst (exs: verde-oliva.shvoong. uma. (ITA) Indique a frase correta: a) Mariazinha e Rita são duas leva-e-trazes. variam. ex-chefes) · Repetidos (ex: reco-recos) *Exceção: corres-corres NENHUM · Verbo + Advérbio (ex: bota-fora) · Verbo + Subst Plural (ex: saca-rolha) Obs: mangas-rosa. está errada.com/books/217907-flex%C3%A3o-nominal-plural/#ixzz1TzSPOp7p Exercícios de Flexão Nominal Por: Prof. Qual? a) saia amarelo-ouro b) papel amarelo-ouro c) caixa vermelho-sangue d) caixa vermelha-sangue e) caixas vermelho-sangue 3. dentre as seguintes. c) O ladrão forçou a porta com dois pés-de-cabra. “zito”: “+s” (limãozitos. fins) · Monossílabos ou oxítonos em “s”: “+es” (exs: ingleses. segundo) NENHUM · Multilicativos (ex: triplo.“eis” (exs: fósseis. e) Alfredo e Radagásio são dois gentilhomens. azul-marinho FLEXÃO DOS DIMINUTIVOS · Em “zinho”. primeiros-ministros) SÓ O PRIMEIRO · Com preposição (ex: pés-de-moleque) · O segundo é finalidade ou semelhança (exs: sofás-cama. répteis) · Em “m”: m = “ns” (ex: nuvens. arco-íris FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS VARIAM EM NÚMERO · Numerais (exs: milhão. meios-fios. (BB) Flexão incorreta: a) os cidadãos b) os açúcares . Eliane Vieira 1. paroxítonos ou proparoxítonos em “s”: invariáveis (ex: lápis. 4. verbo não OS DOIS · Subst + Subst (ex: couves-flores) · Subst + Adj (ex: amores-perfeitos) · Adj + Subst (ex: bons-dias) · Numeral + Subst (exs: segundas-feiras. (CESGRANRIO) Assinale o par de vocábulos que formam o plural como órfão e mata-burro. b) Os filhos de Clotilde são dois espalhas-brasas.

E Fonte: http://www.D 7.br/articles/7436/1/Exercicios-de-FlexaoNominal-/Paacutegina1. chefes-de-seção. D 5.E 6. (UM-SP) Aponte a alternativa em que haja erro quanto à flexão do nome composto: a) vice-presidentes. temos grau: a) comparativo de superioridade b) superlativo absoluto sintético c) comparativo de igualdade d) superlativo relativo e) superlativo por meio de acréscimo de sufixo 9. pães-de-ló e) pisca-piscas. sextas-feiras. os bota-fora b) tico-ticos. amores-perfeitos. obras-primas c) reco-recos. (BB) Mesma pronúncia de "bolos": a) tijolos b) caroços c) olhos d) fornos e) rostos 6. B 10.C 4. D 3. (UF-UBERLÂNDIA) Na sentença "Há frases que contêm mais beleza do que verdade".html d) Emprego dos Numerais . sempre-vivas d) pseudo-esferas.c) os cônsules d) os tóraxes e) os fósseis 5.mundovestibular. A 9. salários-família.com. (EPCAR) Está mal flexionado o adjetivo na alternativa: a) Tecidos verde-olivas b) Festas cívico-religiosas c) Guardas noturnos luso-brasileiros d) Ternos azul-marinho e) Vários porta-estandartes 8. (MACK) Assinale a alternativa em que a flexão do substantivo composto está errada: a) os pés-de-chumbo b) os corre-corre c) as públicas-formas d) os cavalos-vapor e) os vaivéns 10. cartões-postais. mulas-sem-cabeças GABARITO: 1. A 8. (BB) Não varia no plural: a) tique-taque b) guarda-comida c) beija-flor d) pára-lama e) cola-tudo 7. A 2.

. triplo. metade.. um quarto… lista de numerais cardinais e ordinais Algarismo Romanos . quinto… c) multiplicativos: indicam multiplicação.. quádruplo.Arábicos Cardinais Ordinais . quatro.Grafia. um. cinco… b) ordinais: indicam ordem de sucessão. quíntuplo… d) fracionários: indicam divisão. dobro.. leitura e emprego dos numerais Definição: Numeral é a palavra que indica número ou ordem de sucessão. fração. terceiro. quarto. três. segundo.. dois. meio. primeiro. Classificação dos numerais: a) cardinais: indicam quantidade. um terço.

000. dobro. tríplice quadruplo quíntuplo sêxtuplo séptuplo Fracionários meio ou metade terço quarto quinto sexto sétimo .000 10.000 1.000 100.000 1000000000 um primeiro dois segundo três terceiro quatro quarto cinco quinto seis sexto sete sétimo oito oitavo nove nono dez décimo onze undécimo ou décimo primeiro doze duodécimo ou décimo secundo treze décimo terceiro quatorze ou catorze décimo quarto quinze décimo quinto dezesseis décimo sexto dezessete décimo sétimo dezoito décimo oitavo dezenove décimo nono vinte vigésimo vinte e um vigésimo primeiro trinta trigésimo quarenta quadragésimo cinqüenta qüinquagésimo sessenta sexagésimo setenta septuagésimo ou setuagésimo oitenta octogésimo noventa nonagésimo cem centésimo duzentos ducentésimo trezentos trecentésimo quatrocentos quadringentésimo quinhentos qüingentésimo seiscentos seiscentésimo ou sexcentésimo setecentos septingentésimo oitocentos octingentésimo novecentos nongentésimo ou mil noningentésimo dez mil milésimo cem mil dez milésimos um milhão cem milésimos um bilhão milionésimo bilionésimo Lista de numerais multiplicativos e fracionários Algarismos 2 3 4 5 6 7 Multiplicativos duplo. dúplice triplo.I II III IV V VI VII VIII IX X XI XII XIII XIV XV XVI XVII XVIII XIX XX XXI XXX XXXL L LX LXX LXXX XC C CC CCC CD D DC DCC DCCC CM M X' C' M' M" 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 30 40 50 60 70 80 90 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1.

= milésimo octingentésimo qüinquagésimo sexto. assim como entre as dezenas e a unidade. usam-se os numerais ordinais até décimo. ou ainda for um número redondo. lê-se o primeiro algarismo como cardinal e os demais como ordinais. Carne ou peixe crus. Substantivo + Substantivo. devem-se empregar os cardinais.. se todos eles estiverem no feminino. Ternura e amor humanos. concorda com o mais . Carne ou peixe cru.. Exemplos: Ternura e amor humano. = dois milésimo seiscentésimo quadragésimo oitavo 10 000o. partes de uma obra. Quando o adjetivo anteposto se refere a dois ou mais substantivos. podem ocorrer duas formas de leitura: a) se for inferior ou igual a 10. tem-se observado a tendência a ler os números redondo segundo a forma ordinal. no feminino. no masculino. podem ocorrer dois casos: a) Quando ele é inferior a 2 000. se pelo menos um deles for masculino. Na indicação de reis.8 9 10 11 12 100 óctuplo nônuplo décuplo undécuplo duodécuplo cêntuplo oitavo nono décimo onze avos doze avos centésimo Leitura do cardinal Na leitura de numerais cardinais deve-se colocar a conjunção e entre as centenas e dezenas. + Adjetivo Quando o adjetivo posposto se refere a dois ou mais substantivos. 1/3 = um terço. Adjetivo + Substantivo + Substantivo + . A partir daí.. entretanto. é lido como cardinal. Modernamente. Amor e ternura humana.com/numeral. 5 058 624 = cinco milhões cinqüenta e oito mil seiscentos e vinte e quatro leitura do ordinal.html 4. = décimo milésimo leitura do fracionário. concorda com o último ou vai facultativamente: • • para o plural. Quando à leitura do numeral ordinal.3. séculos. b) se for superior a 10 e não constituir número redondo. 4/18 = quatro dezoito avos 6/35 = seis trinta e cinco avos 8/125 = oito cento e vinte e cinco avos emprego de numeral cardinal ou ordinal 1. Quanto ao denominador. papas.3 Sintaxe da frase a) Concordância Concordância Nominal 1. Acima de 2 000.. 2 648o. O numerador de um numeral fracionário é sempre lido como cardinal. para o plural. b) 1 856o. 2. seguido da palavra avos. Peixe ou carne crua. é lido como ordinal 3/8 = três oitavos 6/10 = seis décimo 4/30 = quatro trigésimos 5/100 = cinco centésimos Exceções: ½ = meio.tripod. Século VII (sétimo século XX (vinte) João Paulo II (segundo) João XXIII (vinte e três) Fonte: http://folhetim. é lido inteiramente segundo a forma ordinal.

Má hora e lugar. nas expressões "o mais ."Os (as) melhores . Quando dois ou mais adjetivos se referem a um substantivo..... Substantivo + Ordinal + Ordinal + . "nem um nem outro" são seguidas de um substantivo. Um e outro / Nem um nem outro + Substantivo Quando as expressões "um e outro".. Exemplo: As cláusulas terceira. possível" . possível" . 8. Exemplos: Um e outro aspecto. Estudo a língua inglesa e (a) portuguesa. Uma e outra causa juntas.. possível" . O poder temporal e (o) espiritual. Exemplos: Mau lugar e hora. Exemplos: Estudo as línguas inglesa e portuguesa.". Os poderes temporal e espiritual.. "o pior . 4."Os (as) piores .... Nem um nem outro argumento..". 5. Exemplos: Um e outro aspecto obscuros."O (a) melhor . Com as expressões "os mais . Um e outro + Substantivo + Adjetivo Quando um substantivo e um adjetivo vêm depois da expressão "um e outro".... "os melhores .próximo.". + Substantivo Quando dois ou mais ordinais vêm antes de um substantivo.. determinando-o.. Substantivo + Adjetivo + Adjetivo + .. Quando dois ou mais ordinais vêm depois de um substantivo. este vai para o plural."Os (as) mais . De um e outro lado.". determinando-o.. "O (a) mais .. "o melhor ..." permanece no singular. o substantivo vai para o singular e o adjetivo para o plural." . possíveis" . "os piores . A primeira e segunda lições. possíveis" O adjetivo "possível".. este vai para o singular ou plural.. .. este permanece no singular. Exemplos: A primeira e segunda lição."O (a) pior . 6. Ordinal + Ordinal + .. 7. 3.. vai para o plural.. este concorda com o mais próximo ou vai para o plural.".. quarta e quinta...

observam-se exemplos do advérbio "meio" flexionado... por isso. Salvas as crianças ... que se refere a um adjetivo. Cometeu um crime de lesa-pátria.. Visto ser longe. Dessa concordância existem exemplos entre os clássicos: "Uns caem meios mortos". "posto" e "visto" assumem também papel de conectivos. Posto ser tarde. Exemplos: Meias medidas. Meio (= metade) + Substantivo O adjetivo "meio" concorda com o substantivo a que se refere. Meio litro. Anexo / bastante / incluso / leso / mesmo / próprio + Substantivo Essas palavras concordam com o substantivo a que se referem. Elas próprias falaram aquilo. 9. Eles foram os mais insolentes possíveis. Exemplos: Vão anexas as cópias. Cometeu um crime de leso-patriotismo. Janela meio aberta. mas são os melhores possíveis. Exemplos: Feitas as contas . Vão inclusos os documentos. irei.. Postas as cartas na mesa .. não irei..Exemplos: Os dois autores defendem a melhor doutrina possível. Observação: "Salvo". Restabelecidas as amizades . 12. permanece invariável. Comprei poucos livros. Particípio + Substantivo O particípio concorda com o substantivo a que se refere.. Observações: 1. Exemplos: Ela parecia meio encabulada. 11. Ela mesma falou aquilo. Ele mesmo falou aquilo. Na fala. Estas frutas são as mais saborosas possíveis. Tal fato pode ser explicado pelo fenômeno da "concordância atrativa".. Vistas as condições . (Camões) . 10. ou por influência do adjetivo a que se refere: "Ela está meia cansada". Meio (= um tanto) + Adjetivo O advérbio "meio". Recebi bastantes flores. sendo. invariáveis: Salvo honrosas exceções. Meia garrafa.

. Exemplos: Maçã é bom para a saúde. Casa. oculta na expressão "meio-dia e meia (hora)". + predicativo do objeto Verbo transobjetivo é o verbo que pede. É preciso cautela. página (+ número) + numeral + objeto + objeto .. além de um complemento-objeto. Página dois. as expressões "é bom". Observação: Quando há determinação do sujeito. 3. vai para o masculino. por atração ou influência da forma masculina "meio-dia". a concordância efetua-se normalmente: É proibida a entrada de meninas. Verbo transobjetivo + objeto + objeto . A palavra "meio" funciona como elemento de justaposição em "meias-luas". quando o substantivo não está determindado. Nesse caso... Verbo transobjetivo + predicativo do objeto + objeto + objeto .. "meiostermos". Substantivo + é bom / é preciso / é proibido Em construções desse tipo. Verbo + predicativo do transobjetivo objeto Julgou Considerei Achei inocentes oportunas simpáticos + objeto + objeto . Pronome de tratamento (referindo-se a uma pessoa de sexo masculino) + verbo de ligação + adjetivo masculino Quando um adjetivo modifica um pronome de tratamento que se refere a pessoa do sexo masculino. o pai e o filho a decisão e a sugestão a irmã e o irmão Verbo transobjetivo Julgou Considerei Achei 14.2. o numeral concorda com a palavra oculta "número". 15... Em "meio-dia e meia". É proibido entrada. 13. "é proibido" permanecem no singular. . uma qualificação para esse complemento (= predicativo do objeto). etc. "meia-idade". A construção "meio-dia e meio" também ocorre na fala. a forma "meio" permanece no masculino. Essa é a construção recomendada pela maioria dos manuais de cultura idiomática. o predicativo concorda com o(s) objetos. o pai e o filho a decisão e a sugestão a irmã e o irmão + predicati vo inocentes oportunas simpáticos Na enumeração de casas e páginas. "é preciso". "meios-tons". Exemplos: Casa dois.. "meia" concorda com a palavra "hora". 16.

Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras.Exemplos: Sua Santidade está esperançoso. Nós / Vós + verbo + adjetivo Quando um adjetivo modifica os pronomes "nós / vós". Observe: A mãe agrada o filho. -> agradar significa "causar agrado ou prazer". é o meio de transporte por mim utilizado. pois oferece oportunidade de conhecermos as diversas significações que um verbo pode assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. é muito comum existirem divergências entre a regência coloquial. As preposições são capazes de modificar completamente o sentido do que se está sendo dito. criando frases não ambíguas. o metrô é o lugar a que vou. cotidiana de alguns verbos. vai para singular. que expressem efetivamente o sentido desejado. A mãe agrada ao filho. contentar. popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se vai.pucrs. A oração "Cheguei no metrô". Sejamos (nós = eu) breve. Nós (= eu) fomos acolhido muito bem.br/manualred/nominal. no padrão culto da língua. possui. Exemplos: Vós (= tu) estais enganado. que sejam corretas e claras. O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade expressiva. No primeiro caso. Saiba que: O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e também nominal). satisfazer. no segundo caso. empregados no lugar de "eu / tu". e a regência culta. Logo.php b)Regência Regência Verbal e Nominal Definição: Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos. Referindo-se ao Governador. Fonte: http://www. 17. Veja os exemplos: Cheguei ao metrô. conclui-se que "agradar alguém" é diferente de "agradar a alguém". . -> agradar significa acariciar. sentido diferente. REGÊNCIA VERBAL Termo Regente: VERBO A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). Aliás. Cheguei no metrô. disse que Sua Excelência era generoso.

br/secoes/sint/sint61. ajudar.: O técnico assistia os jogadores novatos. Ex. Ex. os termos ou oração que dela dependem são os regidos ou subordinados.Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em. Verbos que apresentam mais de uma regência: 1 . 4. Ex.Assistir a) no sentido de prestar assistência. Ex. Ex./ Antipatizo com meu professor de História. 2.soportugues.Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com./ Antipatizo-me com meu professor de História. 6. presenciar: exige a preposição a.: Simpatizo com Lúcio. é errado usar este verbo reforçado pelas expressões ou palavras: antes. 3.: Esta era a vida a que aspirava. b) no sentido de ver./ Cheguei a Belo Horizonte.: Aspirou o ar puro da manhã. Segundo a linguagem formal. Ex.Namorar – não se usa com preposição. socorrer: usa-se sem preposição.: Joana namora Antônio. Ex. Ex. agruparemos os verbos de acordo com sua transitividade. (desejar) Regência Verbal 1. sorver: usa-se sem preposição. Ex. . verificando se um termo serve de complemento a outro.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica. A transitividade. mais.: Prefiro dançar a fazer ginástica. (cheirar)/ Aspiro a uma vida melhor.: Vou ao dentista. Ex. Estes verbos não são pronominais.: Aspiro o perfume da flor. Ex.Para estudar a regência verbal. muito mais.com.: As crianças obedecem aos pais. 5./ O aluno desobedeceu ao professor./ Maria reside em Santa Catarina.php Regência é a parte da Gramática Normativa que estuda a relação entre dois termos.: Ele mora em São Paulo. Fonte: http://www. b) no sentido de almejar. são considerados construções erradas quando os mesmos aparecem acompanhados de pronome oblíquo: Simpatizo-me com Lúcio.Aspirar a) no sentido de cheirar. Ex.este verbo exige dois complementos sendo que um usa-se sem preposição e o outro com a preposição a. não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes formas em frases distintas. portanto. pretender: exige a preposição a. 2 . etc. mil vezes mais.: Não assistimos ao show. A palavra ou oração que governa ou rege as outras chama-se regente ou subordinante.Preferir .Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição em. porém.Obedecer/ desobedecer – exigem a preposição a.

8 .: Esqueci o nome dela. Ex.: Quero viajar hoje.: Visaram os documentos.: Suas queixas não procedem. executar: usa-se a preposição a. b) Quando forem pronominais: são regidos pela preposição de. c) no sentido de dar início. Ex.c) no sentido de caber. residir: é intransitivo e exige a preposição em. c) no sentido de ter em vista. Ex. b) no sentido de estimar.: Disparou o tiro visando o alvo. b) no sentido de dar visto: usa-se sem preposição. Ex. Ex.: Os detetives procederam a uma investigação criteriosa.Visar a) no sentido de mirar: usa-se sem preposição. 6 .: Assiste ao homem tal direito. b) no sentido de originar-se.Esquecer/lembrar a) Quando não forem pronominais: são usados sem preposição.: Informou todos do ocorrido. ter afeto: usa-se com a preposição a. Ex. Ex. dar informação: admite duas construções: 1) objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido pelas preposições de ou sobre). d) no sentido de morar. Ex. 4 .: Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo. objetivar: é regido pela preposição a.Pagar/ perdoar a) se tem por complemento palavra que denote coisa: não exigem preposição. vir de algum lugar: exige a preposição de.: Quero muito aos meus amigos.Proceder a) no sentido de ter fundamento: usa-se sem preposição.: Viso a uma situação melhor. Ex. 7 . 5 .Informar a) no sentido de comunicar.: Assistiu em Maceió por muito tempo. Ex. Ex.: Lembrei-me do nome de todos. pertencer: exige a preposição a. Ex. avisar.: Perdoou a todos. . 3 . Ex. Ex. b) se tem por complemento palavra que denote pessoa: são regidos pela preposição a. Ex.: Ela pagou a conta do restaurante.Querer a) no sentido de desejar: usa-se sem preposição.

para com escasso de análogo a essencial para ansioso de. para negligente em nobre de. por pobre de poderoso para. comprometer: usa-se com dois complementos. por estranho a anterior a exato em aparentado com fácil a. para empenho de. em atento a. e apresenta regência. em. para. Ex. Ex.: Esta decisão implicará sérias conseqüências. por fiel a avesso a. em.Implicar a) no sentido de causar. c) no sentido de antipatizar: é regido pela preposição com.: Informou a todos o ocorrido.: O carro custou-me todas as economias. de parecido a. a favorável a atentado a. com possível de posterior a proeminência sobre prestes a.: Implica com ela todo o tempo.: Custou ao aluno entender o problema.2) objeto indireto de pessoa ( regido pela preposição a) e direto de coisa. por dúvida acerca de. por afável com. ser difícil: é regido pela preposição a. adjetivos e advérbios) são comparáveis aos verbos transitivos indiretos: precisam de um complemento O complemento nominal é para o nome o que o objeto indireto é para o verbo. em. (Assim como os verbos. para . um direto e um indireto com a preposição em. de. sobre adequado a. em firme em ávido de forte de. para com entendido em alheio a erudito em amoroso com. para com parco em. 9 . em passível de peculiar a. para. de. com. de. de.: Imóveis custam caro Regência Nominal: Alguns nomes (substantivos. em bacharel em fraco para. com. para. contra falho de. obter por meio de: usa-se sem preposição. de bom para grato a capaz de.Custar a) no sentido de ser custoso. para com. em. ter o preço: usa-se sem preposição. para hábil em cego a habituado em necessário a. exigir. b) no sentido de acarretar. Ex. por nocivo a obediente a obsequioso com orgulhoso com. de perito em pernicioso a pertinaz em piedade com. em.: Implicou o negociante no crime. para apto para. por avaro de fértil de. acarretar: usa-se sem preposição. 10. Ex. para feliz com. em. alguns nomes apresentam mais de uma regência) acessível a. b) no sentido de envolver. de. Ex. Ex. em aversão a. com. em benefício a furioso com. para. c) no sentido de ter valor de. Ex.

para transido de suspeito a. de temeroso a triste de. para vazio de visível a vulgar a. por rico de. com. em pronto para. em. de. Eu não sei essa matéria. em. para com. logo. Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” exercem função de sujeito. para com inerente a insensível a intolerante com. a união a. Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando desempenha função de complemento. em. de. entre soberbo com solícito com. em prodígio de. para com leal a lento em liberal com maior de mau com. para sensível a. com constante em contente com. de.. Já na segunda oração. Importante: Em observação à segunda oração o emprego do pronome oblíquo "lhe" é justificado antes do verbo intransitivo "ajudar" porque o pronome oblíquo pode estar antes. em. sobre útil a. de devoção a. de curioso de. e conseqüentemente é do caso oblíquo. Vamos entender. entre único em. para propínquo de próprio para. para sito em. 2. para inédito a indeciso em indiferente a indigno de indulgente para. de. entre. primeiramente. entre Fonte: http://www. por sujo de temível a. a contíguo a contrário a cruel com. de cobiçoso de comum a. por contemporânea de. em propício a. para. para incompatível com incompreensível para inconstante em incrível a. são pertencentes ao caso reto. entre situado a. Observe as orações: 1. observamos o pronome “lhe” exercendo função de complemento. entre. de importante contra.com/portugues/regencia c)Colocação Colocação Pronominal Sobre os pronomes: O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de sujeito na frase. de conforme a. mas ele irá me ajudar. pois não sabia se devia lhe ajudar.. de proveitoso a próximo a. a incapaz de. Maria foi embora para casa. . por diferente de difícil de digno de diligente em. com. a. por desatento a descontente com desejoso de desfavorável a desleal a devoto a. para com menor de morada em natural a.. para com. para ditoso com diverso de doce a dócil a dotado de doutor em duro de Autoria: Rosana Jaco Cirilo horror a hostil a. para com ida a idêntico a imediato a impaciência com imune a. como o pronome pessoal surge na frase e que função exerce. Ajudar quem? Você (lhe).certo de cheiro a. para com. para com cuidadoso com cúmplice em. de querido de. com último em. por respeito a. para impróprio para inábil para inacessível para. de. em. em sábio em. o pronome oblíquo “lhe” da segunda oração aponta para a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia ajudar.coladaweb.

te. • Pronomes relativos: A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. os. caso o verbo principal (no caso "ajudar ") estiver no infinitivo ou gerúndio. O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na oração em relação ao verbo: 1. as. ênclise: pronome depois do verbo 3. • Pronomes demonstrativos: Isso me deixa muito feliz! Aquilo me constrangeu a mudar de atitude! • Preposição seguida de gerúndio: Em se tratando de qualidade. nos e vos. Ênclise . se. Exemplo: Eu desejo lhe perguntar algo. São pronomes oblíquos átonos: me. o Brasil Escola é o site mais indicado à pesquisa escolar. lhe. • Advérbios: Nesta casa se fala alemão.depois ou entre locução verbal. Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram. mesóclise: pronome no meio do verbo Próclise A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: • Palavras com sentido negativo: Nada me faz querer sair dessa cama. Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição. Não se trata de nenhuma novidade. próclise: pronome antes do verbo 2. Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que estava fazendo. Naquele dia me falaram que a professora não veio. • Conjunção subordinativa: Vamos estabelecer critérios. Eu estou perguntando-lhe algo. conforme lhe avisaram. • Pronomes indefinidos: Quem me disse isso? Todos se comoveram durante o discurso de despedida. o. lhes. Colocação pronominal De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi. diferentemente dos segundos que são sempre precedidos de preposição. a colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se referem. Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que eu estou fazendo. a.

Eis alguns dos elementos essenciais à perfeita compreensão de qualquer discurso. pelo menos – apresentar estrutura gramatical idêntica. implicando diretamente na falta dessa perfeição. alisto-me nas forças armadas. Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. • O verbo iniciar a oração: Diga-lhe que está tudo bem. de modo a formar um “todo” coerente. • O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição "a": Naquele instante os dois passaram a odiar-se. Contudo. A norma culta não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. as palavras de Othon M. • O verbo estiver no gerúndio: Não quis saber o que aconteceu. ideias dispostas em uma dada sequência lógica. Despediu-se.A ênclise é empregada depois do verbo. Ressaltemos. pois –como. A ênclise vai acontecer quando: • Verbo estiver no imperativo afirmativo: Amem-se uns aos outros. de modo a formar um ‘todo’ coerente”.com/gramatica/colocacao-pronominal. há que se mencionar acerca de alguns entraves que porventura tendem a surgir. fazendo-se de despreocupada.brasilescola. • Houver vírgula ou pausa antes do verbo: Se passar no vestibular em outra cidade. pois. voltemos nosso foco para a última das considerações supracitadas. Mesóclise A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no futuro do presente ou no futuro do pretérito: A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. um processo de encadeamento de valores sintáticos idênticos. Esse todo deixa de ser coerente quando há a ruptura de similaridade entre os elementos textuais. é justo presumir que quaisquer elementos da frase – sejam orações. Por Sabrina Vilarinho Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. coordenados entre si. devam – em princípio. Garcia proferidas em seu Comunicação em Prosa Moderna. como vimos. sejam termos dela–. Chamaram-me para ser sócio. aliás. Em outras palavras: as ideias similares devem . retratadas por “ideias dispostas em uma dada sequência lógica.htm d)Paralelismo Antes de tudo. Para sermos mais precisos. beijando-me a face. reflitamos sobre a estrutura de um texto: parágrafos devidamente organizados e interligados entre si por meio de harmoniosa junção de elementos coesivos. Se não tiver outro jeito. Sigam-me e não terão derrotas. as quais ele revela sobre tal ruptura: “Se coordenação é. Passaram a cumprimentar-se mutuamente. ensina a gramática de Chomsky – não se podem coordenar frases que não comportem constituintes do mesmo tipo. mudo-me no mesmo instante.

Baseados em tais conhecimentos. humilhações.. Atualmente. detectamos uma quebra de sentido em relação ao tempo. seja no trabalho.. Ambas as estruturas paralelísticas foram utilizadas no sentido de indicar uma progressão entre os termos constituintes.corresponder forma verbal similar. De forma a constatá-los. a mensagem se evidenciaria da seguinte forma: A preservação do meio ambiente representa não só um dever de cidadania. ressentimentos e a agressões por parte daqueles que tanto pretendiam ocupar seu cargo dentro da empresa. Quer queiras. evidenciada por: Sua saída se deve a mágoas. podemos dizer que o paralelismo se caracteriza pelas relações de semelhança entre palavras e expressões. Mesmo sabendo das reais intenções do autor.ora. Constatamos que o paralelismo se deveu à noção de alternância (primeiro exemplo). Isso é o que se costuma chamar paralelismo ou simetria de construção”...quer.. materializadas por meio do campo morfológico (quando as palavras pertencem a uma mesma classe gramatical). o termo “agressores” em detrimento a “agressões”. . (tanto) mais conseguimos uma boa colocação no mercado de trabalho.. mas também contribui para que o planeta sobreviva. como também à de posição (segundo exemplo).. partamos para conferir alguns casos representativos de paralelismo. quer não. Cuide sempre de suas atitudes. ora.. ele introduz outra ideia. e não/nem. por outro.. analisemos os casos nos quais se detecta a falta de paralelismo de ordem morfológica: Sua saída se deve a mágoas... Machado de Assis. Diante de tais pressupostos. o discurso carece de uma reformulação. Constatamos que há uma ruptura de ordem morfológica. ressentimentos e a agressores que tanto pretendiam ocupar seu cargo dentro da empresa. mas à quantidade propriamente dita. nem no anterior. quer. visto que o discurso revela a ideia de adição no que se refere às consequências oriundas de tais ações. quanto mais nos qualificamos. Assim.. Aqui. Não conseguimos viajar nesse ano. sintático (quando as construções das frases ou orações são semelhantes) e semântico (quando há correspondência de sentido).. No campo sintático: A preservação do meio ambiente representa não só um dever de cidadania e é para que o planeta sobreviva. uma vez que para ironizar o interesse de Marcela. evidenciada pela troca de um substantivo por um adjetivo. ou seja. seja em casa. por um lado.tanto mais. terás de aproveitar essa oportunidade. No campo semântico: Há um trecho retirado da obra machadiana. retratado por: Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis. desta vez relacionada não mais à noção de tempo. o correto seria utilizarmos a conjunção aditiva “mas também” em vez do conectivo “e”. Tal recurso é utilizado na intenção de enfatizar uma sequência de ações negativas. Portanto. seja. seja. humilhações. quanto mais. não.

Se todos comparecessem. .htm Ambiguidade A duplicidade de sentido. Ex. Crianças que recebem leite materno são frequentemente mais sadias.: Sentado na varanda. O garotinho estava no quarto dele ou da senhora? Eliminando a ambiguidade: Aquela velha senhora encontrou o garotinho no quarto dela. O que estava sobre a cama: o estojo vazio ou a aliança de diamantes? Eliminando a ambiguidade: Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes a qual estava sobre a cama. Se pertencessem ao mesmo gênero. dá-se o nome de ambiguidade. haveria mais cooperação. resolveu-se o problema substituindo os substantivos por o qual/a qual.quanto. pelo fato de os substantivos estojo e aliança pertencerem a gêneros diferentes. Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www.brasilescola. seja de uma palavra ou de uma expressão. Observação: Neste exemplo. Constata-se que o emprego das estruturas paralelísticas foi na intenção de estabelecer uma comparação. Má Colocação de Pronomes. aludindo a aspectos negativos e positivos mediante uma ação. A despedida é extremamente ruim. Identificamos que as estruturas introduzem tanto a ideia de adição quanto de equiparação ou equivalência. As crianças são mais sadias porque recebem leite frequentemente ou são frequentemente mais sadias porque recebem leite? Eliminando a ambiguidade: Crianças que recebem frequentemente leite materno são mais sadias. o menino avistou um mendigo. Aquela velha senhora encontrou o garotinho no quarto dele. Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes o qual estava sobre a cama.. Termos. quanto para quem fica. Ocorre geralmente.Se por um lado agradou aos convidados. nos seguintes casos: Má colocação do Adjunto Adverbial Exemplos: Crianças que recebem leite materno frequentemente são mais sadias. tanto para quem parte. bem como o futuro do subjuntivo se adéqua ao futuro do presente. haveria necessidade de uma reestruturação diferente.com/redacao/paralelismo. Se todos comparecerem. haverá mais cooperação. tanto. Uso Incorreto do Pronome Relativo Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes que estava sobre a cama. Tempos verbais. Orações ou Frases Aquela velha senhora encontrou o garotinho em seu quarto. por outro desagradou à família.. Inferimos que o emprego do pretérito imperfeito do subjuntivo (comparecessem) se adéqua ao futuro do pretérito do indicativo (haveria).

mas. conectivos (e.Letícia estava muito ansiosa.Quem estava sentado na varanda: o menino ou o mendigo? Eliminando a ambiguidade: O menino avistou um mendigo que estava sentado na varanda. ou seja. apontado acima. Assim. como sinais de pontuação ou conectivos. teria que fazer a cirurgia o mais breve. podemos usar sinais de pontuação: . o mesmo acontece com as orações. por não haver elemento de ligação entre elas. é isso mesmo. O menino que estava sentado na varanda avistou o mendigo. de exclamação. e assim por diante). porém. . colocar vírgulas. dois pontos. pois sua turma iria apresentar uma peça teatral para a escola inteira.com/redacao/ambiguidade. Sim. A frase acima é siamesa. É muito comum ver períodos longos iguais a esse. era necessário falar com o professor. são chamadas assim por analogia a “irmãos siameses”. Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. etc. frases distintas. Como vimos. Vejamos como ficariam os períodos acima se fossem escritos com a pontuação correta: A jovem já estava ansiosa. . é muito importante ficar atento à pontuação e ao uso dos conectivos.htm Frases siamesas e Frases Fragmentadas Você já começou a escrever e não parou mais e acabou transformando aquele período em um longo parágrafo? Se sim. a fim de arrecadar fundos para o bazar cultural. aqueles que nascem unidos por uma determinada parte do corpo. então. pois podem mudar todo o sentido de um texto ou do que se quer falar. Este nome é devido à analogia de irmãs ou a irmãos siameses (crianças que nascem unidas por uma parte do corpo) Veja alguns exemplos: . Observe: A jovem já estava ansiosa seria um ótimo dia de aula sua turma iria apresentar uma peça teatral para a escola inteira a fim de arrecadar fundos para o bazar cultural. entretanto. Às vezes nos empolgamos em escrever e esquecemos de acentuar. As ideias dos exemplos acima estão sendo exploradas como se fosse apenas uma. E Ele não concordava com a correção.) e pontos (final. que possuem enunciado completo.brasilescola. de interrogação. neste espaço você pode ter feito uso das frases siamesas. para evitar este erro. são apresentadas como se fosse uma só. seria um ótimo dia de aula. cuidado. bem como nos menores: Ele não concordava com a correção era necessário falar com o professor. Teria que fazer a cirurgia o mais breve.Letícia estava muito ansiosa teria que fazer a cirurgia o mais breve. já que não há elemento de ligação entre as orações. Por Sabrina Vilarinho Graduada em Letras Equipe Brasil Escola As frases SIAMESAS caracterizam-se por apresentar idéias ligadas incorretamente.Letícia estava muito ansiosa.

A FRASE FRAGMENTADA é geralmente uma oração subordinada ou um adjunto que se apresentam isoladamente. incisiva que tanto pode expressar ações quanto apontar os elementos essenciais de um quadro numa descrição. "A cama de ferro. FRASES FRAGMENTADAS Uma frase é FRAGMENTADA quando ela está separada por pontuações incorretamente. muito antes mesmo da chegada do Governador.com. isto é. 100. quando chegaram alguns amigos na minha casa. o travesseiro com fronha de morim. não anexados à oração principal.Letícia esta muito ansiosa. Uma mesa de pau.Letícia estava muito ansiosa. No dia do aniversário dela Correção: Mariana comprou um celular. É uma frase curta. 220) Na literatura brasileira contemporânea. Fonte: http://blog. Porque era impossível agüentar todo aquele aperto. uma caneta. dá bem a idéia do que é frase fragmentada: "A festa de inauguração da nova sede estara esplêndida. p. construções nominais e fragmentadas 1. O lavatório esmaltado. aquela confusão. é marcada por um ponto que separa enunciados incompletos. Veja alguns exemplos: Eu estava indo para a festa. De rachar. no dia do aniversário dela. (Érico Veríssimo. . Gente que não acabava mais.Podemos usar também conectivos coordenativos: . quase todos os novelistas e cronistas dela servem. porque teria que fazer a cirurgia o mais breve. a colcha branca. papéis. Introdução A FRASE NOMINAL é a frase que prescinde de verbo. Quadros nas paredes". De modo que grande parte dos convivas saiu muito antes de terminar. quase sempre na descrição. Othon Garcia. em "Comunicação em prosa moderna". Letícia estava muito ansiosa. Outra opção é usar conectivos subordinativos: . É característica de muitos provérbios e máximas: Cada louco com sua mania. E principalmente o calor". pois teria que fazer a cirurgia o mais breve. Correção: Eu estava indo para a festa. Cada macaco no seu galho. a bacia e o jarro. Todos muito animados. portanto. Quando chegaram alguns amigos na minha casa. o tinteiro niquelado. Mariana comprou um celular. p. Clarissa. E um calor insuportável. . Mas uma confusão tremenda.Como teria que fazer a cirurgia o mais breve. apenas por nomes.educacional. constituída.br/vivianefdd/tag/frases-siamesas-e-fragmentadas/ Como escrever com frases curtas.

Não raro. característica do classicismo. segundo José Oiticica. De fecundar o presente. incisiva. "pedaços" de períodos. porque era impossível de agüentar todo aquele aperto. o período (e a pontuação) deveria ser assim construído: Mas uma confusão tremenda e um calor insuportável. para entretecer contigo a teia de palavras que liga todas as dimensões de tua existência." A frase fragmentada é um recurso de estilo. nominais e fragmentadas. fará bem consultar a excelente obra de Othon Garcia "Comunicação em prosa moderna". ainda. Sem computador. "asmático". Ou um estilo "picadinho". frases nominais. De acordo com a sintaxe ortodoxa. Gilberto Scarton O leitor que quiser mais informações relativas a esses tipos de frase. na expressão de Othon Garcia. Com paixão. aquela confusão. Por uma aprendizagem natural da escrita Sem professor. muito antes mesmo da chegada do Governador. Só tu. A tua palavra. E tua vez. soluçante. dando como resultado um estilo "estertorante". Com teu ritmo. Observe uma vez mais o texto "Por uma aprendizagem natural da escrita". São frases fragmentadas. De resgatar a memória. Tu e tu. do parnasianismo e do romantismo. Sem dom. Sem aula. expressões de Othon Garcia. É um estilo entrecortado. tu tens a palavra. Sem inspiração. Tu e a folha em branco. In(en)formando o mundo com tua-vida-toda-linguagem. Tua voz. e principalmente o calor. direta também é característica da literatura moderna. na verdade. Com tua pulsação. Sem notas. verdadeiros fragmentos. Que impassível espera ser preenchida. Denunciando injustiças. Tu e o texto. Textos 2. De gestar o futuro. de rachar. Na aventura do cotidiano. segundo. Sem! Levanta tua voz: em meio às desfigurações da existência. Sem estresse! Só tu. onde aparecem frases curtas. de modo que grande parte dos convivas saiu muto antes de terminar.Os períodos do texto são. de ti para o outro. A FRASE CURTA. Anunciando esperanças. 2.1 Textos-modelos Letra de Música Germano Jacobs . fragmentadas e curtas se misturam. da sociedade. Sem provas. "convulsivo". ao contrário do período longo. próprio da literatura moderna."asmático". Sem queda. nesta travessia de comunicação de ti para contigo. Sem.

Volta. Uma tragada. Amadurecer. Jornais. Dramas. Amar. Um copo de cerveja. numa mesa no canto. Vai ao banheiro. A música antiga. pagar o quartinho da pensão e tomar a cerveja de todos os dias. em que falha incorri?" "Contenção de despesa". mas como é que podia imaginar tamanha sem-vergonhice? Ela ainda riu na sua cara. mesmo que continuasse a traí-lo. É o único luxo que se permite. E continua o ritual. Descobrir. Mais um copo de cerveja. se pergunta. Um copo de cerveja. Droga de vida. Ele quer ficar só. Compreender. "a crise está braba". o aviso de demissão. Uma tragada. sete da noite.2 Textos de alunos Inocentes Reflexões Renata Eichenberg Viver é desejar. Ser Camarada. Sem mulher e sem emprego. não importa. Uma tragada. Uma tragada.o seu amigo vestiu-se calmamente. Certo dia. aqueles que não voltam mais. Mais tarde perdoou a mulher. Encontrar a mulher na cama com seu melhor amigo foi o começo. Mais um copo de cerveja. Tem certeza que nunca vai encontrar resposta. Mais um copo de cerveja. Uma tragada. Continua o ritual. Mais um copo de cerveja. Um copo de cerveja. O velho livro perdido e reencontrado. cantar. e encontra à sua frente o copo de cerveja e o cigarro. E o emprego? Faz a escrita contábil do bar que freqüenta. Bem que andava desconfiado. Vinte anos na mesma empresa. Felicidades Beertolt Brecht . A neve. Eles que se virem. não. Escrever. Ganha para comer. "Por que eu. Uma tragada. mas os últimos anos foram uma sucessão de dramas. o bar estava cheio. Cumpridor de seus deveres. A música nova. Viajar. os outros que se danem. O cachorro. com quem quer que fosse. Sapatos macios. tudo seria diferente. o que fiz. O dois filhos. estão por aí. A desgraçada está voltando. Rostos animados. . Ele se encontrava sozinho. a sucessão das estações. Aí é que está. Tosse. de relembrar os bons tempos. Uma tragada. quase escondido. suportaria tudo para estar junto dela. Tomar um banho. nadar um pouco. no mundo. Um copo de cerveja. Tosse. vai se virando. Uma tragada. Isso o deixa louco de raiva: "Que merda de homem sou eu?". essas coisas sentimentais do lugar-comum. de 19 e 17 anos. Parece letra de música destas duplas que infestam o rádio. os bons tempos não resolvem coisa alguma. de jamais faltar ao serviço. Uma tragada. com seu melhor amigo. fazendo pouco caso de sua presença. plantar. mas ela preferiu mesmo ficar com seu melhor amigo. 2. sem mais nem menos. Àquela hora. Crescer. da sapataria de um compadre seu.Uma tragada. Quase que pediu desculpas por encontrá-los em adultério. dramalhões. Devia ter 45 anos e gostava de conversar consigo mesmo. A dialética. Um copo de cerveja. da verdureira da esquina. Se conseguisse esquecer da mulher. Auxiliar de contabilidade. Realizar nossos sonhos. a resposta.Poemas O primeiro olhar da janela de manhã. Mais um copo de cerveja.

povos. viver a vida inteira ao lado de um único homem. A água ultrapassa as portas. Pavor. espero. sete pais. Como só tenho uma. costumes. Ana Paula de Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. manteiga e leite. provar de todos os vinhos. Exª. Não basta apenas vivê-la. Telhas voam e não ouço nada. viver em uma praia tranqüila. simplesmente viver. Árvores caídas. ver o pôr-do-sol sem a sombra de um arranha-céu. Vento. todo o dia. Veremos aqui as principais funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua portuguesa.Indica o término do discurso ou de parte dele. 2. sete amores. Fonte: http://www. temos que sonhá-la. Ponto 1. O pesadelo acabou. Acredito ser a vida preciosa.Sr. o cheiro de terra. areia. imaginá-la. conhecendo os mistérios da água. Granizo.Gostaria de comprar pão. O cachorro late prevendo alguma coisa. Devastação Scheila Feijó Fantinels Noite escura. sentir.Acordei. Começo a sentir medo. certamente teria sete desejos. ter coragem de mergulhar. escrever.Usa-se nas abreviações . . . . amar e ser amada. ter dois filhos. uma menina e um menino. misteriosa.br/gpt/fragmentadas. Silêncio. Rezo. Choro.Procurar. uma obra. Devastação. Chuva. mar. Olhei em volta. .. sete anseios. Ninguém segura a natureza. lágrimas. atraente. adivinhá-la. surpreendente. Os minutos parecem horas. casas derrubadas. alguns feridos. pelo menos. provar todas as formas e tipos de chocolates. durante a minha vivência terrena: • • • • • • • • • • • • • • conhecer muitos lugares. sugar a essência do mundo. A.V. arrancar suspiros. sete filhos. Se eu pudesse ter sete vidas. tradições. Continua chovendo. sete sonhos.pucrs. Chuva caindo lá fora. supô-la.php e)Pontuação Por Araújo. queijo. Aumenta a chuva.. porém intensa e preciosa.Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que se encontra. . Não reconheci onde estava.

.infoescola.Gramática Normativa da Língua Portuguesa. etc. “. 3. os de nenhum espírito dão pelo pão a alma…” (VIEIRA) 2. .Sim! Claro que eu quero me casar com você! 2. etc. Bibliografia ROCHA LIMA.João! Há quanto tempo! Ponto de Interrogação Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.Separa várias partes do discurso. Dois pontos 1. 3.Reunião com amigos.Antes de uma citação . – Rio de Janeiro: José Olympio. .Separa partes de frases que já estão separadas por vírgulas.com/portugues/pontuacao/ .Não… quero dizer… é verdad… Ah!” 3. . .Indica que o sentido vai além do que foi dito . .Pegar as crianças na escola.Alguns quiseram verão. depois.Maria perguntou: – Por que você não toma uma decisão? Ponto de Exclamação 1. 45ª edição.Indica interrupções de hesitação ou dúvida . cadernos… 2. Fonte: http://www. ) 1. “.Indica que palavras foram suprimidas. frio e cobertor. 4. os ricos dão pelo pão a fazenda.Usa-se para indicar entonação de surpresa. 2006.Antes de um aposto .Este mal… pega doutor? 4.Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto: 2. susto. os de espíritos generosos dão pelo pão a vida.Ai! Que susto! . súplica. .Depois de interjeições ou vocativos . exposição de motivos.Ir ao supermercado. . cólera. praia e calor. frio à tarde e calor à noite. canetas. o coração falar… Vírgula É usada para vários objetivos.“Os pobres dão pelo pão o trabalho.Deixa. outros montanhas.Lá estava a deplorável família: triste.Antes de uma explicação ou esclarecimento .Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo) Reticências 1. que têm a mesma importância.Separa itens de uma enumeração.Caminhada na praia. Carlos Henrique da.Comprei lápis.Indica interrupção violenta da frase.Ponto e Vírgula ( . decreto de lei. vivendo a rotina de sempre.Em frases de estilo direto . cabisbaixa.Três coisas não me agradam: chuva pela manhã. mas em geral usamos a vírgula para dar pausa à leitura ou para indicar que algum elemento da frase foi deslocado da sua posição canônica.

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