Apostila Texto e Gramática 4. Conteúdo Programático 4.1 Conceitos teóricos básicos VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS 4.1.

1 O modo de falar do brasileiro Alfredina Nery* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação Toda língua possui variações linguísticas. Elas podem ser entendidas por meio de sua história no tempo (variação histórica) e no espaço (variação regional). As variações linguísticas podem ser compreendidas a partir de três diferentes fenômenos: 1) Em sociedades complexas convivem variedades linguísticas diferentes, usadas por diferentes grupos sociais, com diferentes acessos à educação formal; note que as diferenças tendem a ser maiores na língua falada que na língua escrita; 2) Pessoas de mesmo grupo social expressam-se com falas diferentes de acordo com as diferentes situações de uso, sejam situações formais, informais ou de outro tipo; 3) Há falares específicos para grupos específicos, como profissionais de uma mesma área (médicos, policiais, profissionais de informática, metalúrgicos, alfaiates, por exemplo), jovens, grupos marginalizados e outros. São as gírias e jargões. Assim, além do português padrão, há outras variedades de usos da língua cujos traços mais comuns podem ser evidenciados abaixo. Uso de “r” pelo “l” em final de sílaba e nos grupos consonantais: pranta/planta; broco/bloco. Alternância de “lh” e “i”: muié/mulher; véio/velho. Tendência a tornar paroxítonas as palavras proparoxítonas: arve/árvore; figo/fígado. Redução dos ditongos: caxa/caixa; pexe/peixe. Simplificação da concordância: as menina/as meninas. Ausência de concordância verbal quando o sujeito vem depois do verbo: “Chegou” duas moças. Uso do pronome pessoal tônico em função de objeto (e não só de sujeito): Nós pegamos “ele” na hora. Assimilação do “ndo” em “no”( falano/falando) ou do “mb” em “m” (tamém/também). Desnasalização das vogais postônicas: home/homem. Redução do “e” ou “o” átonos: ovu/ovo; bebi/bebe. Redução do “r” do infinitivo ou de substantivos em “or”: amá/amar; amô/amor. Simplificação da conjugação verbal: eu amo, você ama, nós ama, eles ama. Variações regionais: os sotaques Se você fizer um levantamento dos nomes que as pessoas usam para a palavra "diabo", talvez se surpreenda. Muita gente não gosta de falar tal palavra, pois acreditam que há o perigo de evocá-lo, isto é, de que o demônio apareça. Alguns desses nomes aparecem em o "Grande Sertão: Veredas", Guimarães Rosa, que traz uma linguagem muito característica do sertão centro-oeste do Brasil: Demo, Demônio, Que-Diga, Capiroto, Satanazim, Diabo, Cujo, Tinhoso, Maligno, Tal, Arrenegado, Cão, Cramunhão, O Indivíduo, O Galhardo, O pé-de-pato, O Sujo, O Homem, O Tisnado, O Coxo, O Temba, O Azarape, O Coisa-ruim, O Mafarro, O Pé-preto, O Canho, O Duba-dubá, O Rapaz, O Tristonho, O Não-sei-que-diga, O Que-nunca-se-ri, O sem gracejos, Pai do Mal, Terdeiro, Quem que não existe, O Solto-Ele, O Ele, Carfano, Rabudo. Drummond de Andrade, grande escritor brasileiro, que elabora seu texto a partir de uma variação linguística relacionada ao vocabulário usado em uma determinada época no Brasil. Antigamente "Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito

prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio." Como escreveríamos o texto acima em um português de hoje, do século 21? Toda língua muda com o tempo. Basta lembrarmos que do latim, já transformado, veio o português, que, por sua vez, hoje é muito diferente daquele que era usado na época medieval. Língua e status Nem todas as variações linguísticas têm o mesmo prestígio social no Brasil. Basta lembrar de algumas variações usadas por pessoas de determinadas classes sociais ou regiões, para percebers que há preconceito em relação a elas. Veja este texto de Patativa do Assaré, um grande poeta popular nordestino, que fala do assunto: O Poeta da Roça Sou fio das mata, canto da mão grossa, Trabáio na roça, de inverno e de estio. A minha chupana é tapada de barro, Só fumo cigarro de paia de mío. Sou poeta das brenha, não faço o papé De argun menestré, ou errante cantô Que veve vagando, com sua viola, Cantando, pachola, à percura de amô. Não tenho sabença, pois nunca estudei, Apenas eu sei o meu nome assiná. Meu pai, coitadinho! Vivia sem cobre, E o fio do pobre não pode estudá. Meu verso rastero, singelo e sem graça, Não entra na praça, no rico salão, Meu verso só entra no campo e na roça Nas pobre paioça, da serra ao sertão. (...) Você acredita que a forma de falar e de escrever comprometeu a emoção transmitida por essa poesia? Patativa do Assaré era analfabeto (sua filha é quem escrevia o que ele ditava), mas sua obra atravessou o oceano e se tornou conhecida mesmo na Europa. Leia agora, um poema de um intelectual e poeta brasileiro, Oswald de Andrade, que, já em 1922, enfatizou a busca por uma "língua brasileira". Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. Uma certa tradição cultural nega a existência de determinadas variedades linguísticas dentro do país, o que acaba por rejeitar algumas manifestações linguísticas por considerá-las deficiências do usuário. Nesse sentido, vários mitos são construídos, a partir do preconceito linguístico. *Alfredina Nery Professora universitária, consultora pedagógica e docente de cursos de formação continuada para professores na área de língua/linguagem/leitura. Fonte: http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u60.jhtm Variações Linguísticas A linguagem é a característica que nos difere dos demais seres, permitindo-nos a oportunidade de expressar sentimentos, revelar conhecimentos, expor nossa opinião frente

aos assuntos relacionados ao nosso cotidiano, e, sobretudo, promovendo nossa inserção ao convívio social. E dentre os fatores que a ela se relacionam destacam-se os níveis da fala, que são basicamente dois: O nível de formalidade e o de informalidade. O padrão formal está diretamente ligado à linguagem escrita, restringindo-se às normas gramaticais de um modo geral. Razão pela qual nunca escrevemos da mesma maneira que falamos. Este fator foi determinante para a que a mesma pudesse exercer total soberania sobre as demais. Quanto ao nível informal, este por sua vez representa o estilo considerado “de menor prestígio”, e isto tem gerado controvérsias entre os estudos da língua, uma vez que para a sociedade, aquela pessoa que fala ou escreve de maneira errônea é considerada “inculta”, tornando-se desta forma um estigma. Compondo o quadro do padrão informal da linguagem, estão as chamadas variedades linguísticas, as quais representam as variações de acordo com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada. Dentre elas destacam-se: Variações históricas: Dado o dinamismo que a língua apresenta, a mesma sofre transformações ao longo do tempo. Um exemplo bastante representativo é a questão da ortografia, se levarmos em consideração a palavra farmácia, uma vez que a mesma era grafada com “ph”, contrapondose à linguagem dos internautas, a qual fundamenta-se pela supressão do vocábulo. Analisemos, pois, o fragmento exposto: Antigamente “Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio." Carlos Drummond de Andrade Comparando-o à modernidade, percebemos um vocabulário antiquado. Variações regionais: São os chamados dialetos, que são as marcas determinantes referentes a diferentes regiões. Como exemplo, citamos a palavra mandioca que, em certos lugares, recebe outras nomenclaturas, tais como: macaxeira e aipim. Figurando também esta modalidade estão os sotaques, ligados às características orais da linguagem. Variações sociais ou culturais: Estão diretamente ligadas aos grupos sociais de uma maneira geral e também ao grau de instrução de uma determinada pessoa. Como exemplo, citamos as gírias, os jargões e o linguajar caipira. As gírias pertencem ao vocabulário específico de certos grupos, como os surfistas, cantores de happy, tatuadores, entre outros. Os jargões estão relacionados ao profissionalismo, caracterizando um linguajar técnico. Representando a classe, podemos citar os médicos, advogados, profissionais da área de informática, dentre outros. Vejamos um poema e o trecho de uma música para entendermos melhor sobre o assunto: Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió

. A gente fomos no shopping Pra “mode” a gente lanchar. A minha felicidade é um crediário nas Casas Bahia.) Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. o paulista e o gaúcho falam de maneiras nitidamente distintas. Esse tal Chopis Centis é muito legalzinho. o baiano. . encarte CD Mamonas Assassinas. Pra pegar um cinema. O modo de falar uma língua varia: .htm VARIANTES LINGUÍSTICAS Variantes Uma língua nunca é falada de maneira uniforme pelos seus usuários: ela está sujeita a muitas variações. mas eu prefiro aipim. Não vejo a hora de descer dos andaime. 1995. ver Schwarzneger E também o Van Damme. Comi uns bicho estranho. Até que “tava” gostoso. Pra levar a namorada e dar uns “rolezinho”. (Dinho e Júlio Rasec. Quanta gente.de época para época: o português de nossos antepassados é diferente do que falamos hoje.com/gramatica/variacoes-linguisticas.brasilescola. com um tal de gergelim.Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. Quando eu estou no trabalho. Quanta alegria.de região para região: o carioca. Oswald de Andrade CHOPIS CENTIS Eu “di” um beijo nela E chamei pra passear.

Como se sabe. como. desrespeitosos. Soa como pretensioso.checar problemas ligados à acentuação. há outras variações. a concordância é com a forma. quase só se preocupam com o que chamam de correção gramatical. Os vestibulares inovadores exploram as variantes lingüísticas de uma maneira bem mais apropriada. artificial. é preciso não perder de vista que a língua é um código de comunicação e também um fato com repercussões sociais.. Quando se fala das variantes. Dessa maneira. ridicularizar pessoas que as utilizam inadequadamente. . Hoje. numa situação descontraída da comunicação oral é falar de modo inadequado. mande o verbo para o plural. Um professor universitário ou um juiz falam de um modo na faculdade ou no tribunal e de outro numa reunião de amigos. por exemplo. . deprecia a imagem do falante. o coletivo. é inadequado em situação formal usar gírias. à crase e à grafia de palavras problemáticas (especialmente aquelas que têm grafias semelhantes). mas sim.de grupo social para grupo social: pessoas que moram em bairros chamados nobres falam diferente dos que moram na periferia. reconhecendo a sua utilidade para criar variados efeitos de sentido: caracterizar personagens no interior de um texto narrativo. o modo de falar de grupos profissionais. Há muitas formas de dizer que não perturbam em nada a comunicação. Além dessas. postulando como falar correto apenas aquele que corresponde às normas da linguagem culta e formal. . . a língua escrita e oral. estabelecer relações de intimidade entre os falantes. a gíria própria de faixas etárias diferentes. Houve mesmo época em que o “chique” era a concordância com o conteúdo. fugir afinal das normas típicas dessa situação. é aconselhável adotar os seguintes cuidados: . uma frase como “o povo exageram”. pedante.observar o verbo em três níveis: . Nada impede que. mas afetam a imagem social do falante.observar os pronomes em dois níveis: .o uso da forma adequada à sua função sintática. próprio da língua escrita formal. Os vestibulares tradicionais. Por outro lado.a conjugação. . Uma frase como “o povo exageram” tem o mesmo sentido que “o povo exagera”. embora não contenha nenhum absurdo. No português atual. é sempre plural. em casa e em outras situações informais. . sob o ponto de vista do conteúdo.a colocação.a regência. Usar o português rígido. Para resolver essas chamadas questões de correção de frases. fala bem aquele que se mostra capaz de escolher a variante adequada a cada situação e consegue o máximo de eficiência dentro da variante escolhida. . a mais adequada a cada contexto. há uma aproximação máxima entre língua e etiqueta social. Nesse particular. Resposta: não existe a mais correta em termos absolutos. Diante de tantas variantes lingüísticas. Costuma-se distinguir o português das pessoas mais prestigiadas socialmente (impropriamente chamada de fala culta ou norma culta) e o das pessoas de grupos sociais menos prestigiados (a fala popular ou norma popular). mesmo na forma singular. quando tratam das variantes. etc.a concordância. termos chulos.de situação para situação: cada uma das variantes pode ser falada com mais cuidado e vigilância (a fala formal) e de modo mais espontâneo e menos controlado (a fala informal). é inevitável perguntar qual delas é a correta.

A questão que segue é um bom exemplo de proposta de correção lingüística no estilo tradicional. pele alva. fiquei extasiado com o cenógrafo. Outro dia assisti a duas palestras sobre design.1. Certamente. Seu espaço foi delimitado pelo seu discurso. Sua formação incluiu os grandes artistas da história. por exemplo. comentários sobre o uso de certas variantes e propondo comparações entre elas. e) vai ao Maracanã de chinelo e bermuda. um instrumento de poder. Por: Curso Anglo Fonte: http://www. PERNAMBUCO) — Observe os inconvenientes linguísticos e reescreva a frase de forma que atenda à norma-padrão: Convidamos aos professores para que dê início as discursões dos assuntos em palta. b) vai à audiência com uma autoridade de “short” e camiseta.. R. o silêncio denotava o respeito ao seu trabalho e à sua qualificação. Na segunda. (U. Embora tenha fugido da . solicitando.html 4. VIÇOSA) — Suponha um aluno se dirigindo a um colega de classe nestes termos: “Venho respeitosamente solicitar-lhe se digne emprestar-me o livro.2 Correção e adequação linguística A língua é. um sócio de uma empresa de Web Design. Digo arte. (U. elegante. ele era uma pessoa importante.mundovestibular. de mais idade. As perguntas eram feitas com esmero entre gaguejos e cuidados. já ultrapassada desde o Modernismo. F. suas respostas evasivas eram tomadas com admiração. d) põe terno e gravata para ir falar na Câmara dos Deputados. O que me marcou nas palestras foram as marcas pessoais no contraste lingüístico dos palestrantes. com balés de Mozart. afinal. Na primeira. Digo artista porque se cobriu de uma aura artística. tintura alourada no cabelo. vivenciou crises históricas. Retórico. O primeiro. de fato.: Convidamos os professores para que dêem início às discussões dos assuntos em pauta. Os vestibulares modernos exploram as variantes de maneira diferente. Enquanto os slides eram exibidos. porque os perguntadores estavam inibidos. Na hora das perguntas (suposta interação com os participantes). um renomado cenógrafo. No final da palestra. como na questão que segue.” A atitude desse aluno se assemelha à atitude do indivíduo que: a) comparece ao baile de gala trajando “smoking”. Pairava no ar seriedade e admiração. com peças de Chekov e Beckett. um artista da técnica de criar arte para a web. F. seu português impecável contribuiu para que se tornasse um renomado cenógrafo que já trabalhou com músicos importantíssimos. formado em Praga entre as décadas de 50 e 60. seus trabalhos eram famosos. porque ele não se denominou como tal. c) vai à praia de terno e gravata.com. o seu português foi aprendido nas melhores escolas. um verdadeiro artista da técnica de criar cenários famosos.br/articles/413/1/VARIANTESLINGUISTICAS/Paacutegina1. seu português demarcou o tom.observar se as palavras estão empregadas na sua forma e no seu sentido correto.

Todas as dúvidas foram dirimidas com precisão. nesse ponto.proposta do ciclo de palestras (apresentar os recursos. para a platéia.sapo. Mais de 15 anos de escolaridade. Mais de 15 anos de escolaridade. . muito mais jovem. Não foi aplaudido de pé. cabelo liso e bem preto. Fiquei extasiado com o web designer.pt/arquivo/1054713. ambos se apresentaram inadequadamente. Sendo erro a falha da linguagem. não serviram sequer para o aprimoramento do seu repertório verbal.1. empolada e arrogante. em minha opinião. Porém. houve uma avalanche. quando as perguntas começaram. estão sujeitas ao erro. Enquanto a platéia ria do segundo para sair de sua mediocridade e se aproximar do status do primeiro (pensavam que. Já trabalhava com design antes de entrar para o mercado da internet. não serviram nem como contribuição para uma leitura crítica dos discursos subjacentes. Não fossem as premiações. para um. O segundo. assim. Se a gramática não existe para exibir a forma correta de se escrever ou falar. porém. ora mobilizados no ato das apresentações. No final. foi deixando o seu recado. A falta de silêncio denotava o pouco caso à sua qualificação. serviu para demarcar o lugar de uma soberba. uma vez que.blogs. da Norma Culta ou Padrão A fala e a escrita. “baita criente”. para o outro. como formas de linguagem. para que existe? No âmbito da linguagem. foi aplaudido de pé. há uma em que todos esses ramos se baseiam a que todos se referem formalmente como Norma Culta ou Padrão. quando essa não cumpre sua função. materiais e modos de se construir design) e ter feito apenas sua autopromoção. Mas não pretendo aqui defender um ou outro. pele bem morena. seriam classificados como este). Em meio a sua apresentação carregada de “tu vai”. Serve apenas para destacar uma questão básica: o preconceito lingüístico. Mais de 15 anos de escolaridade. a gramática é equiparada ao código. em ambas. um erro gramatical não consistiria erro e isso seria ilógico. Cada ramo desses possui sua própria gramática.html 4. “tu fica”. qual possui ramos em diversas localidades no mundo e mesmo em diversas localidades no Brasil. “criente potencial”.3 Norma padrão e norma culta (outros registros) Da Gramática. ganhou prêmios de design para a web. todas as curiosidades foram satisfeitas sem rodeios. função de comunicar o que se quer comunicar. apesar dessas outras gramáticas. Essa história que trago aqui é meramente ilustrativa. que mantém os participantes distantes para que o centro das atenções seja ocupado somente por ele (um verdadeiro aprendizado do poder pela linguagem). mas por motivo diverso do do cenógrafo: por sua capacidade de clareza e transmissão do conteúdo de forma eficiente. Todos no Brasil ou fora estudam ou deveriam estudar essa Norma em sua forma mais unificada possível e. Usando a língua portuguesa como exemplo. Fonte: http://simplificandoalingua. jamais teria sido chamado a palestrar. brasileiro que mais parecia inca. Seu português era péssimo e provocou risos escusos. Não estudou na Europa e sua formação na ESPM não mereceu muita dedicação à língua portuguesa. ainda que não oficiais.

Ela comporta dois padrões: o formal e o coloquial: Padrão formal – É o modelo culto utilizado na escrita. Tudo se resume à mensagem e ao destinatário.com. Por outro lado. construções como “Ainda não vi ele”. Essa linguagem é mais elaborada. como se disse. para o bem da mensagem. como em “Você verse-ia em maus lençóis se continuasse a insistir naquilo”. “Me passe o arroz” e “Não te falei que você iria conseguir?”.br/teorialiteraria/980084 Existe diferença. evita-as na escrita. a sua imagem é muito importante. Padrão coloquial – É a versão oral da língua culta e. sem grandes traumas. para que qualquer texto destinado a essa universalidade de portugueses. como (fazem) os romanos”. a próclise.br/existe-diferenca-entre-norma-culta-e-padrao- . É a história do “vale o que está escrito”. a permissividade com relação às “transgressões” é pequena. Fonte: http://www. desde que não haja palavras que exerçam atração sobre ele. Fonte: coloquial/ http://www. Outro ponto sobre a importância da Norma Culta ou Padrão é o status que ela garante ao remetente. embora exista. entre Norma Culta e Padrão Coloquial? 3 de maio de 2011 Norma culta é uma modalidade linguística escolhida pelos falantes escolarizados de uma sociedade como modelo de comunicação verbal. de gramáticas. recebam a mensagem. tem consciência dessa distinção e ao mesmo tempo em que usa naturalmente as construções acima na comunicação oral. o que é pior. Mas quando o destinatário for um público diverso demais. o uso da mesóclise*. também se use o padrão linguístico adequado para as diferentes situações de comunicação social. Mas isso é assunto para outro texto. a margem de afastamento dessas regras é estreita e. Entretanto. tem um pouco mais de liberdade e está menos presa à rigidez das regras gramaticais. E para isso se deve usar o código mais apropriado. tanto porque o falante tem mais tempo para se pronunciar de forma refletida como porque a escrita é supervalorizada na nossa cultura. num bate-papo.com. não são muitos os desvios admitidos. essa Norma tem um valor de unificar a língua.recantodasletras. ouvir-se certos empregos do pronome oblíquo – “Ainda não o vimos por aqui” -. por ser mais livre e espontânea. pois passam a quem ouve a impressão de total falta de escolaridade de parte de seu autor. Construções como “Nóis foi na fazenda” (o “na” ainda seria tolerado) e “Ele pagou dois milhão pelos boi” são impensáveis na boca de um falante culto em ambiente culto. o remetente pode alterá-la ou modificá-la. O falante culto. Contudo. *Mesóclise: É a colocação do pronome quando o verbo se encontra no futuro simples do presente ou no futuro simples do pretérito do indicativo. inadmissíveis na língua escrita. O código qual o destinatário tenha maior facilidade de compreensão. deve-se procurar usar a forma gramatical mais correta da Norma Culta para que a mensagem seja recebida por todos sem qualquer falha na comunicação. Usá-la corretamente indica certo grau de estudo dele e. usos próprios do padrão formal empregados na língua oral costumam parecer forçados ou artificiais no falar despreocupado do dia-a-dia e configuram o que se chama de preciosismo. admitem-se. É esse poder nessas condições que se configura a liberdade poética. Assim. e muitas formas peculiares da norma popular são condenadas mesmo na linguagem oral. na linguagem coloquial.por todos o fazerem. de modo geral. ou seja. tendo sempre em mente o bem da mensagem e a compreensão mais correta dela pelo destinatário. Já em ambiente inculto seriam apropriadas: é a história de “Em Roma. porém. flexões do mais-que-perfeito do indicativo – “Eu ainda não entrara no Banco quando aquilo aconteceu” e. Portanto é aconselhável seguir a Norma. É a língua das pessoas elitizadas.agitapirenopolis. Moral da história: assim como se usa traje apropriado para cada situação social. É o caso de. que segue rigidamente as regras gramaticais.

br/gramatica/1812926 .®Sérgio. os cânones gramaticais. Mussarela.] é incapaz de resistir a uma pizza de muçarela. morzarela. Porém. como é o caso do professor de língua portuguesa da USP. Muçarela com [ç]? Tal fato causou indignação em muitos candidatos e criou grande polêmica gramatical na cidade. mas não esqueça que em um concurso ou vestibular quem prevalece é a muçarela com [ç]. pois sempre escreveu e leu desse jeito. A começar pelos estabelecimentos comerciais que trabalham com a pizza.4 Confrontação entre normas e usos MUÇARELA OU MUSSARELA? ___________________________________________ Vícios de Linguagem Recentemente. em um concurso. ou vestibular. relate-me. Você. Esse confronto entre o uso popular e a norma culta. ao nosso idioma.4. Se você encontrar erros (inclusive de português). o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) . Agradeço a leitura e. ou ainda muzarela. bom número de candidatos errou a questão por seguirem o uso popular de uma palavra. mozzarela. em um concurso público. murzarela. Portanto. Essa é a determinação. oficialmente. Não foram poucos os candidatos que entraram com recurso na prefeitura para reclamar dessa questão da prova. se você quiser grafar o termo fora dessas orientações. [. constava que a frase correta era: O atacante Ronaldo. muzzarela.. E por que o uso popular tradicionalizou o termo “mussarela”? Acredita-se que seja por estar mais próximo do termo de origem mozzarella. mossarela. que estranhou a grafia da palavra com "ç". O VOLP é editado periodicamente pela Academia Brasileira de Letras (ABL). não se admite.1. No gabarito do concurso. vamos aos fatos: Em nosso idioma. Autor do livro "Gramática do Português Culto Falado no Brasil. mussarela. com certeza.. ou mozarela. Ricardo Sérgio Fonte: http://www. provavelmente estranharia se lesse nos cardápios pizza muçarela. e isso.recantodasletras. atinge até mestres graduados. Veja você. e ponto final. como não é demais insistir nos textos e lições sobre as dúvidas de nossa Língua. nada o impede. mesmo que nos pareçam corriqueiros e batidos. Sendo “muçarela” o termo “abrasileirado”. vai encontrar como formas corretas: mozarela. uma das questões de língua portuguesa pedia aos candidatos que assinalassem a frase correta. ____________________ Para copiar este texto: selecione-o e tecle Ctrl + C. antecipadamente. qualquer comentário. Mas. achava que fosse com [ss]. muçarela e muzarela. O que vale é a norma culta. não pertencem. mas diante da norma gramatical. Ataliba Castilho. continuará prevalecendo nos cardápios e no uso popular. Qualquer discussão sobre essa questão deve ser feita em outro plano. Dizia-se surpreso.uma espécie de dicionário que lista as palavras reconhecidas oficialmente como pertencentes à língua portuguesa – é a autoridade oficial para nos dizer como “tal” palavra dever ser escrita e falada. Naquele concurso. as formas: moçarela.com. cujo termo em questão era: mussarela ou muçarela. você estará cometendo um erro. Se você consultar o VOLP.

na fala. Veja alguns exemplos com “a domicílio” (= a casa) a)Não precisamos nos preocupar. na propaganda televisa. obedecendo às normas gramaticais. enviar. No entanto. b)Esta entrega deverá ser conduzida a domicílio. dar. ir. cortar. há aqueles que afirmam que este verbo indica sim movimento. Portanto. conduzir. uma vez que quem entrega. Já a locução adverbial “em domicílio” é usada com os verbos sem noção de movimento: entregar. com muita frequência. b)Entregas são feitas em domicílio. como: levar. Agora observe exemplos com “em domicílio” a)Escova-se unhas em domicílio. Há. no catálogo. Contudo. com um mesmo sentido. conforme recomenda a gramática. c)Corta-se cabelo em domicílio. c) Dirigiu-se a domicílio para cumprir sua obrigação. uma confrontação entre a norma culta e o uso popular. “A loja entregou meu sofá a casa” não está correto.Entrega em domicílio ou a domicílio? As expressões “entrega em domicílio” e “entrega a domicílio” são muito recorrentes em restaurantes. pois “a domicílio” não é aceita. pois quem entrega se desloca de um lugar para outro. Ouve-se e lêse. no folder. Por quê? A regra estabelece que esta última locução adverbial deva ser usada nos casos de verbos que indicam movimento. trazer. Convivem juntas sem problemas maiores porque são entendidas da mesma forma. Uso verificado até mesmo em pessoas de escolaridade completa. devemos usar “entrega em domicílio”. Fontes: Mundo Educação Recanto das Letras . no outdoor. neste caso. d) Dão-se aulas de violão em domicílio. nos atentando ao fato de que a finalidade é que vale: a entrega será feita no (em+o) domicílio de uma pessoa. A dúvida surge com o verbo “entregar”: não indicaria movimento? De acordo com a gramática purista não. temos que ter cuidado. eles trazem a pizza a domicílio. dirigir-se. a locução “entrega a domicílio” em substituição a “entrega em domicílio”. quando falamos de gramática normativa. Porém. no panfleto. fazer. entrega algo em algum lugar.

Na verdade. si iscrevi muinto diferenti." Pois é. e o contexto histórico. para a revista Veja. onde a relação pensamento e linguagem são muitas próximas. a região.br/portugues/ult1706u79. A leitura de um trecho do poema de Antonino Sales. por exemplo. É um suspiro maguado Qui nace no coração! É o grito safucado Duma sodade iscundida Qui nos fala do passado Sem se torná cunhicida! É aquilo qui se sente Sem se pudê ispricá! Qui fala dentro da gente Mas qui não diz onde istá! (.sandralamego. Num é cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri cumu é qui si iscrevi algumas palavras. mostra as interferências da fala na escrita e como elas não anulam a expressividade poética de suas imagens.com. purqui é uma língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala.5 Modalidade oral e escrita LÍNGUA ESCRITA E ORAL Não se fala como se escreve Alfredina Nery* Especial para a Página 3 Pedagogia e Comunicação "Português é fácil de aprender porque é uma língua que se escreve exatamente como se fala.com/dicas/entrega-em-domicilio-ou-adomicilio/#ixzz1TyGHOTJm 4. as pessoas podem ainda recorrer a outros recursos para que a comunicação ocorra . "A Língua de Eulália: Uma Novela Sociolinguística) A língua muda. Até nu espanhol qui é parecidu. O comentário é do humorista Jô Soares.pode-se pedir que se repita o que foi dito. O português na variante padrão exige. "Eli me ensinô". . U alemão pur exemplu. São as chamadas variações linguísticas..) (BAGNO. a interação é mais complicada. mas principalmente como uma forma de mostrar socialmente aquilo que gostaríamos que os outros enxergassem uns aos outros.1. "Malinculia". Qui bom qui a minha língua é u purtuguêis. a fala e a escrita exigem conhecimentos diferentes. e ao mesmo tempo como vemos o outro de acordo com a nossa perspectiva de mundo. aquela que introjetamos ao longo da vida. Já na linguagem escrita. A maioria de nós. o que torna necessário assegurar que o texto escrito dê conta da comunicação. A escrita não reflete a fala individual de ninguém e de nenhum grupo social. ou seja. Ele brinca com a diferença entre o português falado e escrito. Patrão. que se escreva assim: "Ele me ensinou". ao falar.Leia mais: http://www. consultora pedagógica e docente de cursos de formação continuada para professores na área de língua/linguagem/leitura. Por essa razão.jhtm As Modalidades Orais e Escritas YAMARA MAMED RESUMO As modalidades orais e escritas não são só um instrumento utilizado para a comunicação ou veiculação de informações. sistemas comunicativos que expressam a língua nas praticas sociais. conforme o grupo social. no entanto. Fonte: http://educacao. brasileiros. a fala e a escrita são antes de tudo. Marcos. Isso acontece porque. A gíria e o jargão são algumas dessas variações. em todas as línguas. as pessoas falam de um jeito e escrevem de outro. *Alfredina Nery Professora universitária. U purtuguêis é muinto fáciu di aprender. Malinculia. etc. em relação às regras da gramática normativa. estão entrelaçadas ambas caminham juntas apesar de apresentarem diferenças na produção e representação.. ainda.uol. há os gestos. A fala e a escrita são duas modalidades diferentes da língua e é com esse fato que o Jô brincou. Quem soubé falá sabi iscrevê. Na língua escrita há mais exigências. É só prestátenção. Essas diferenças geram muitos conflitos. Im purtuguêis não. falamos. Qué coisa mais doida? Num bate nada cum nada.

como o faz um escritor de uma carta. ora se aproxima da fala como. mas a fala é comum a todos os povos. a intenção do falante ou do escritor e o tópico do que se diz ou escreve. ver e lógico falar e escrever. em particular. Ainda afirma Chafe que as pessoas não escrevem do mesmo modo que falam. os bilhetes dos casais. apresentando uma proposta de analise. sentir. observou que a escolha dos falantes é rápida. Akinnaso. A escolha lexical também proporciona ao usuário a exibição de um estilo próprio e o controle do grau de formalismo e coloquialismo de suas produções discursivas. numa sociedade letrada. corroborando a teoria de Goody e Watt (1968) acerca da diferença entre a oralidade e a escrita. Marcuschi (2000:17) ressalta que: Hoje predomina a posição de que se pode conceber oralidade e letramento como atividades interativas e complementares no contexto das práticas sociais e culturais. procurando identificar as diferenças para explicar as causas fundamentais de tais diferenças. O grau de coloquialismo ou formalismo envolve decisões estilísticas e de domínio do léxico que podem transferir-se de um modo de produção para o outro com muita facilidade e propriedade. admitindo que os textos possam apresentar-se de varias formas. em cuja concepção a linguagem escrita não passa de uma reprodução da linguagem oral. Halliday (1989) propõe que falar e escrever. Chafe melhor estabeleceu as diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita.INTRODUÇÃO Atualmente já se houve falar com frequência que a linguagem escrita e a linguagem oral são duas modalidades de expressão verbal. Alguns fatores são responsáveis pelas diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita: o contexto. informal. para dar ao seu texto um caráter mais ou menos coloquial. do modo de pensar. agir. Do vocabulário. na escolha e distribuição de padrões sintáticos e de vocabulário. sendo capaz de estabelecer uma comparação. A este respeito. isto é o homem construiu ferramenta para estabelecer relações sociais. no entanto. as modalidades escritas e orais. enquanto formas diferentes de dizer e modos diferentes de se expressar em significados lingüísticos. ou seja. apresentam uma interface: a analogia . não devem ser vistas de forma dicotômica. uma vez que as restrições operativas não se associam propriamente ao fator velocidade do processo. as entrevistas especializadas e propostas de produtos de alta tecnologia por vendedores especialmente treinados. Akinnaso (1982) afirma que fala e escrita apresentam formas superficiais diferentes e igual estrutura semântica subjacentes: utilizam o mesmo sistema léxico-semântico e variam. enquanto a dos escritores é lenta. ora se aproximando do pólo da escrita. há também sociedades que não utilizam registro escrito. com as condições de interação. onde tais condições estão em estreita relação com o contexto. um conferencista seleciona palavras e expressões que possam conferir ao seu texto um caráter mais ou menos formal. Refletir sobre as relações e especificidades da fala e da escrita nos permite entender um pouco também sobre a gramática. Rojo e Halliday. Falar e escrever são formas diferentes de dizer e expressar significados construídos na linguagem e pela linguagem. as duas modalidades convivem e se entrelaçam. A fala é a modalidade mais utilizada em situações cotidianas e informais e a escrita é o registro permanente das idéias sociais. passando por graus intermediários demonstradas com a produção de textos. De acordo com alguns autores renomados como Fávero. sendo mudada a partir dos anos 80. a distinção entre fala e escrita não se faz com precisão. de acordo com a produção do texto. concreta e dependente do contexto. por terem mais tempo para reproduzi-la e revisá-la. em que a primeira ocupava um lugar de supremacia sobre a segunda. permaneceu por muito tempo no meio lingüístico. A fala procede à escrita. quando os estudiosos começaram a vê-las como práticas sociais diferentes. as conferências. Focalizando o modo de os falantes e escritores selecionarem as palavras ou estruturas para expressarem suas idéias. cartas familiares e textos de humor. contradizendo Bloomfield. enquanto a fala. Chafe. com os interlocutores e com o tipo de processamento da informação. Esta visão dicotômica entre oralidade e escrita. vão de um nível mais informal aos mais formais. Essas práticas fazem parte da cultura. escrita tem sido vista como de estrutura complexa. será fundamental considerar que as línguas se fundam em usos e não o contrário. A esse respeito. de estrutura simples ou desestruturada. Uma vez adotada a posição de que lidamos com práticas de letramento e oralidade. por exemplo: os bilhetes domésticos. dentro de uma situação interativa social. Nesse sentido. formal e abstrata. Com isso. julgar. a linguagem escrita tende a ter um vocabulário mais variado e de conveniência do usuário. principalmente as comunicativas e as transformou em práticas sociais. ou seja. A fala e a escrita se apóiam em sons e letras articulados em sistemas de representação simbólica. Conforme observa-se a oralidade e a escrita constituem duas possibilidades de uso da língua que utilizam o mesmo sistema lingüístico e que apesar de possuírem características próprias. por exemplo: os discursos de posse de cargo.

não se pode negar a semelhança de seus produtos. Essas interpenetrações se refletem nas formas de interação da criança com a escrita . suas interações passam a ser transpassadas pelo discurso escrito e as significações têm uma nova possibilidade de análise de construção além da oferecida pelo discurso oral. É na escrita que a criança vai se explicitando segundo suas falas e lugares sociais. Petrópolis: Vozes. ou seja constrói significados mediante um sistema e uma estrutura samantica. o dos acontecimentos. gradualmente. tais aportes seriam formas possíveis de se olhar para o mesmo objeto de conhecimento.158p. São Paulo: Contexto. São Paulo. já que a seleção de elementos lingüísticos de ambos se dá a partir de um mesmo sistema gramatical.P. sem perder sua característica fundamental de ser “linguagem”. T. O outro é que não há necessidade de duas linguagens para a mesma função. que podem expressar as mesmas intenções. Oralidade e escrita: perspectiva para o ensino da língua materna. o leitor/escritor vai incorporando. A correção idiomática e o conceito de exemplaridade. ou seja. O que não se pode negar é que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. Por último. p. a experiência humana. pois deixa de lado as participações paralingüísticas e prosódicas e. pois uma seria a duplicação da outra.entre fala e escrita sustentada por três princípios. fala e escrita planteiam diferentes aportes para a experiência: a escrita cria o mundo da coisas/objetos e a fala. Plexus. 1996:17). a do âmbito do discurso escrito. A linguagem oral se caracteriza essencialmente por ser falada &#8722. embora não seja a linguagem escrita à transcrição da linguagem oral. Língua em debate: conhecimento e ensino. 2000. A língua falada no Ensino de Português.13-19. Ataliba. São Paulo: Cortez. Um deles é que a escrita não incorpora todos os potenciais de significação da fala. 2000.de. Fonte: http://www. Segundo Rojo vêm focalizando sua atenção para questões da aquisição da escrita: Até recentemente a linguagem escrita não foi vista como processo de desenvolvimento ou construção. a saber. Dentro do espaço discursivo da interação. que “é um conjunto de possibilidades lingüísticas. A. FÁVERO. estas diferenças. a fala não apresenta os limites da sentença e do parágrafo. o discurso escrito sofre interpenetrações sociais e culturais. cujos usos se fazem de acordo com normas específicas a cada uma das modalidades”. lendo e escrevendo.webartigos. ampliando assim o processo de desenvolvimento. mas o processo se dá a partir da língua. CONSIDERAÇOES FINAIS Considerando as diferenças (formais. está permeado pelos sentidos e valores da ideologia do grupo social. cada modalidade serviria para uma finalidade mais específica. pois. o desenvolvimento da escrita foi encarado como um treinamento de habilidades viso-motor e de transcrição de código sonoro em formas gráficas. 2001. 2ª Ed. Logo. a modalidade discursiva da escrita e as características dos papéis do leitor/escritor. que “revela os ideais e as concepções de um grupo social numa determinada época” (Savioli e Fiorin. Atividade verbal: processo de diferença e integração entre fala e escrita. CASTILHO.G. p. Para esse autor. Jose c. durante décadas. Na medida em que as crianças pertencentes a culturas letradas vão-se desenvolvendo. Leonor Lopes et alli.11-8.dentro de um contexto sócio-histórico mais amplo. natureza do estímulo. funcionais e da natureza de estímulo) entre a linguagem oral e a linguagem escrita. porém. concluem-se serem distintas tais modalidades. em sua essência.com/articles/39830/1/As-Modalidades-Orais-eEscritas/pagina1. são de sinais e não de conteúdo. Evanildo. Assim.M. 2000. mas o fato de a linguagem oral ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos não é e nem pode ser o elemento fundamental para se determiná-la distinta da linguagem escrita no âmbito cientifico.objeto de conhecimento .html A NATUREZA DAS MODALIDADES ORAL E ESCRITA José Mario Botelho (UERJ e FEUDUC) INTRODUÇÃO . REFERENCIAIS MAC-KAY. BECHARA. O ser humano aprende ouvindo e falando. Isto acarretou uma grande centração dos estudos no momento da alfabetização e na questão da correspondência grafema-fonema e dos aparatos orgânicos envolvidos na transcrição desta correspondência. Porém. In: Azeredo. apresentam diferenças devido à condição de produção.

a intenção do falante ou do escritor e o tópico do que se diz ou escreve. de fato. a escrita acadêmica. 1933: 21) Em trabalhos anteriores (Chafe. quer sejam escritos. observou que a escolha dos falantes é rápida. são responsáveis pelas diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. corroborando a teoria de Goody e Watt (1968) acerca da diferença entre a oralidade e a escrita. Essas diferentes condições de produção para usos de diferentes intenções propiciam a criação de diferentes tipos de linguagem. Alguns fatores são responsáveis pelas diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita: o contexto. os autores demonstram acreditar que a conversação comum é a forma prototípica de linguagem. são estanques. este trabalho se deterá nos estudos de Chafe (1987). e a reedição de texto. é um fato incontestável. Contudo. o autor levanta a hipótese de que “diferentes condições de produção. contradizendo Bloomfield. há particularidades de outras ordens que as tornam modalidades específicas da língua. elementos exclusivos de cada uma delas. Fatores como: o contexto. o autor já demonstrava o seu interesse pelo assunto. as observações feitas pelo autor se restringem a uma comparação entre os dois extremos da fala e da escrita: de um lado. por terem mais tempo para reproduzi-la e revisá-la. como a gesticulação. uma vez que se tratam de processos diferentes. as pessoas não escrevem exatamente do mesmo modo que falam. que se agrupam nas duas modalidades da língua. Nesses trabalhos. em parceria com Tannen (1987). Chafe (1987) analisou quatro tipos de produções discursivas coletados para um projeto de estudos: conversação e conferência (produções discursivas da oralidade). 1982. Com isso. por exemplo. na linguagem escrita. que melhor estabeleceu as diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. e carta e artigo acadêmico (produções discursivas da escrita). a partir da qual se deveriam comparar todos os outros gêneros quer sejam falados. apresentando uma proposta de análise. que.” (Bloomfield. em cuja concepção a linguagem escrita não passa de uma reprodução da linguagem oral. Certamente. A escolha lexical também proporciona ao usuário a exibição de um estilo próprio e o controle do grau de formalismo e coloquialismo de suas produções discursivas. Chafe & Tannen. nem por isso. 1987: 390). enquanto a dos escritores é lenta. Do vocabulário. “Writing is not language. Tais particularidades são. Na caracterização dessas diferenças. um conferencista seleciona palavras e expressões que possam conferir ao seu texto um caráter . procurou identificar mais precisamente as diferenças a serem encontradas nos dois tipos de linguagem usados por falantes e escritores. na linguagem oral. a conversação. apesar de apresentarem diferenças devido à condição de produção. a linguagem escrita tende a ter um vocabulário mais variado e de conveniência do usuário. a partir da qual foi possível se estabelecer uma comparação. Focalizando o modo de os falantes e escritores selecionarem as palavras ou estruturas para expressarem suas idéias. propiciam à criação de diferentes tipos de linguagem” (cf. assim como usos de diferentes intenções. SEGUNDO CHAFE Sem desprezar as diversas teorias acerca das modalidades de uma dada língua. 1985 e 1986).Que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. e do outro oposto. para em seguida tentar explicar as causas fundamentais de tais diferenças. but merely a way of recording language by means of visible marks. Chafe afirma que as pessoas não escrevem do mesmo modo que falam. Mais tarde. com apagamento do texto anterior. a intenção do usuário e a temática. No mesmo parágrafo. Neles. A LINGUAGEM ORAL E A LINGUAGEM ESCRITA.

. a unidade de entonação da fala constitui-se de mais ou menos 6 (seis) palavras. o autor assume que falantes e escritores não fazem a seleção de itens lexicais de um mesmo estoque. 1985). ainda. como se dá essa combinação é o que mais importa para Chafe. Tal fato confirma que. a qual descreve em trabalho anterior (Chafe. o autor se baseia na oração gramatical. de Pawley & Syder (1976). Na escrita. a distinção entre fala e escrita não se faz com precisão. uma vez que as restrições operativas não se associam propriamente ao fator velocidade do processo. nível de vocabulário. apesar de os vocabulários de cada modalidade serem característicos. que a unidade relevante da fala parece ser a entidade basicamente prosódica. ao passo que a riqueza do repertório da linguagem falada constitui nas constantes transformações de sentido dos itens de seu repertório limitado. corroborando a “hipótese de uma oração de cada vez”. O grau de coloquialismo ou formalismo envolve decisões estilísticas e de domínio do léxico que podem transferir-se de um modo de produção para o outro com muita facilidade e propriedade. como o faz um escritor de uma carta. considerando a adequação dos itens escolhidos e do repertório em si. O autor observa que o vocabulário da fala é inovador e flutuante. lança mão dos seguintes parâmetros: variedade de vocabulário. construção de orações. para dar ao seu texto um caráter mais ou menos coloquial. Esse conhecimento inclui o conhecimento de um repertório de opções lexicais necessárias. construções de frases e envolvimento e distanciamento. que ocorrem normalmente em ambos os repertórios. A linguagem escrita se enriquece com a ampliação do seu repertório. o que se pensa. o usuário precisa ter um bom conhecimento da linguagem. em geral. Chafe ressalta. que chama de “unidade de entonação”. itens lexicais mais ou menos formais ou coloquiais podem ser utilizados pelo falante e pelo escritor quando lhes forem convenientes. Chafe especula que tal unidade de entonação expressa o que está na “memória de curto prazo” do falante ou “focos de consciência” no momento de produção. que se limita em tamanho pela “memória de curto prazo” ou capacidade de “consciência focal” do falante e. pela consciência que esse tem das limitações de capacidade do ouvinte. pois nem sempre se traduz automaticamente. 1980) denominava “unidade de idéias”. Ele considera haver palavras e expressões exclusivas de cada repertório e um sem-número de itens neutros. mas considera mais realista proceder em termos de “unidade de entonação”. Como não há uma relação perfeita entre o que a pessoa pensa e a linguagem que usa para a sua expressão. Os níveis se verificam nos distintos registros lingüísticos. Por ser limitada a capacidade do falante em manter a atenção em expressões extensas. que será ativado sempre que o usuário tiver que se expressar lingüisticamente. provavelmente. Nível de vocabulário Quanto ao nível de vocabulário. falantes e escritores fazem a seleção de palavras e expressões para exprimirem os seus pensamentos. que inicialmente (Chafe. com palavras apropriadas. Construção de oração A linguagem é mais do que um conjunto de palavras e expressões combinadas. Variedade de vocabulário De certo. enquanto o vocabulário da escrita é.mais ou menos formal. Para isso. conservador. A esse respeito. Para a discussão desse tópico. A intenção dele é demonstrar as propriedades da linguagem falada e da linguagem escrita. as unidades de entonação são mais longas (em torno de nove palavras) do que na fala (em torno de seis palavras).

Isto é. A função da frase na linguagem oral é problemática. consigo mesmo e com a realidade. O que produz essa coerência pode variar de um momento para o outro. ao contrário. já que a seleção de elementos lingüísticos de ambos se dá a partir de um mesmo sistema gramatical. Diferenças que se verificam nas estruturas sintáticas e na formação dos períodos e. Segundo Chafe. consigo mesmo e com a realidade concreta do que está sendo falado. . Chafe (1987). A sintaxe elaborada requer maior esforço de produção do que os falantes possam normalmente aplicar. crendo. elas não são estanques e isto fica patente na análise sob o ponto de vista de um contínuo tipológico. Envolvimento e Distanciamento Das propriedades da fala e da escrita que são atribuídas às diferenças entre os dois processos. na linguagem falada há um envolvimento do falante com sua audiência. são bastante semelhantes a gêneros da outra modalidade. A audiência da fala na maioria das vezes não só está presente como também pode participar física e efetivamente do processo. no vocabulário. Outra importante diferença entre a fala e a escrita é o relacionamento entre o emissor e o receptor. apresentam diferenças devido à condição de produção. procura estabelecer diferenças entre elas. funcionais e da natureza de estímulo) entre a linguagem oral e a linguagem escrita. inclusive. A NATUREZA DA LINGUAGEM ORAL Considerando as diferenças (formais. cujos usos se fazem de acordo com normas específicas a cada uma das modalidades”. ao contrário do que ocorre na escrita cuja audiência é normalmente ausente e freqüentemente desconhecida. é comum o uso da conjunção “e” para ligar orações. conclui-se serem distintas tais modalidades. mas o fato de a linguagem oral ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos não é e nem pode ser o elemento fundamental para se determiná-la distinta da linguagem escrita. a natureza falada da linguagem oral não basta para distingui-la e isolá-la da linguagem escrita. apesar de serem produzidos e concebidos exclusivamente de forma sonora ou exclusivamente de forma gráfica. evitando as relações interoracionais mais elaboradas. A linguagem oral se caracteriza essencialmente por ser falada − natureza do estímulo −. a rapidez e a facilidade de esvaescimento da fala. há uma forte tendência por parte dos falantes em produzir seqüências simples de orações coordenadas. Porém. Entretanto. A linguagem escrita carece de qualquer desses aspectos e pode mostrar indicações de distanciamento do escritor com sua audiência. O que não se pode negar é que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. mas o processo se dá a partir da língua. que “é um conjunto de possibilidades lingüísticas. principalmente.Construção de frase Na fala. Chafe reafirma que as frases da escrita são mais bem planejadas que as da oralidade. dando evidência do tempo e do esforço de sua construção. Há gêneros intermediários que são produzidos de forma sonora e concebidos de forma gráfica e outros que são produzidos graficamente e concebidos sonoramente. mas os falantes parecem produzir uma entonação final de frase quando julgam que chegaram ao fim de uma seqüência coerente. que o repertório de uma é diferente do da outra. embora não seja a linguagem escrita a transcrição da linguagem oral. quando opostos à cautela e a editabilidade da escrita. encontradas na escrita. são as principais. Assim. Ainda há aqueles que. há particularidades de outras ordens que tornam a linguagem oral uma modalidade específica da língua. por isso a linguagem falada de qualquer tipo tende a coordenar orações mais freqüentemente que qualquer tipo de linguagem escrita. não se pode negar a semelhança de seus produtos. que podem expressar as mesmas intenções.

por conter muitas “frases” incompletas. de que o próprio Chafe fala. que é proporcionado pelo fato de o falante ter o controle da comunicação no momento de sua efetivação. A velocidade da produção oral se dá em virtude de ser simultânea ao processo de produção em si. a fragmentação. Ocorre principalmente a representação do sujeito de 1ª pessoa por meio de um pronome pessoal. Chafe chega a declarar que o vocabulário da fala é diferente do da escrita. que se submete à elocução. que. que poderia ser elíptico em virtude de a flexão verbal já declarar a pessoa do discurso. A freqüência de termos topicalizados é flagrante. Também constitui uma particularidade da linguagem oral a representação. Quanto ao nível de vocabulário. A reiteração desse tipo de sujeito é simplesmente efetiva em textos da linguagem oral. A fala não existe para ser escrita. como entenderam certos teóricos. um número muito maior de itens comuns. por ser momentânea.Tais particularidades são. e da mesma forma. ou por marcadores discursivos do tipo “aí”. apresentar-se freqüentemente com simples seqüências de frases e poucas estruturas subordinadas. é do tipo analítico com o uso de auxiliar do tipo “ser” e normalmente a serviço da topicalização. “mas” e “porém”. Por essa razão. A sintaxe da linguagem oral é tipicamente menos bem elaborada que a linguagem escrita. que é uma vantagem da linguagem oral. Assim. normalmente coniventes na comunicação. A utilização de estruturas de voz passiva é muito pouco freqüente na linguagem oral. elementos exclusivos da linguagem oral: a gesticulação é um deles. o que muda é o grau de formalismo ou coloquialismo. pode ele corrigir com eficácia. Essa característica. Certamente esta prática tem a ver com a limitação do vocabulário e a conveniência da unidade de entonação. Normalmente. que Chafe denominou neutros e reconheceu ser a maioria. facilitam o processo de produção daquele que por seu turno tem a responsabilidade da produção discursiva. é uma outra característica particular da linguagem oral. Portanto. Prefiro acreditar que os repertórios são os mesmos. encontram-se. Quando ocorre. determina outra particularidade da fala: a cooperação dos participantes da comunicação. ou por frases nominais na maioria dos casos reduzidas a uma única palavra. em ambos os gêneros de ambas as modalidades. o conhecimento do que se diz é compartilhado pelo emissor e pelo receptor. Como o falante ouve junto com o seu interlocutor as suas palavras proferidas e pode controlar os seus efeitos a partir das reações do outro. esse texto pode parecer estar mal formado. outra característica da linguagem oral é a repetição de termos. O conhecimento compartilhado dos participantes da interlocução oral também gera outra particularidade: a simplicidade sintática. as eventuais falhas de comunicação quando a informação desejada não se efetiva. em que as orações normalmente são ligadas ou pelas conjunções simples “e”. é outra característica da linguagem oral. a simplicidade sintática deve ser entendida como estrutura de períodos curtos. de fato. que. cada qual em suas obras acerca do assunto. É característico na linguagem oral o uso preferencial de declarações ativas como observaram Chafe e outros estudiosos. à qual se relacionam várias outras características. quando se tenta reproduzir um texto escrito como se fosse conversação. . Por último. ou por orações absolutas. é a eficácia na correção da informação em caso de incompreensão por parte do interlocutor. que é causada pela falta de termos subentendidos e pelo uso de marcadores discursivos. inclusive. por meio de uma pró-forma. que é o traço predominante da fala. A fragmentação não deve ser confundida com uma “má formação da estrutura”. A fluidez das idéias expostas também é outra particularidade da oralidade. Outra particularidade da linguagem oral. muitos textos escritos não são apreciáveis na fala. do sujeito.

acrescentar ou eliminar itens. a clareza e a concisão. tem tudo para ser compreendido pelo receptor e nele provocar o efeito desejado. consultando-as no dicionário quando é necessário. Em nome da correção. não são esses os elementos fundamentais para distingui-las. mudar suas idéias. para tentar numa tréplica. que a todo o momento as checa. Daí. Como disse anteriormente. Escrever é um ato solitário e sofre a imposição da correção. a clareza e a concisão são essenciais. tais traços não caracterizam necessariamente a fala ou a escrita. O fato de ter o escritor a obrigação de redigir um texto de acordo com as normas de uso padrão nos faz enumerar outras particularidades da linguagem escrita.Quanto à questão do envolvimento e distanciamento. A produção do texto escrito se dá de forma coordenada. como já foi dito. Por poderem ser anulados pelo conteúdo apropriado. A NATUREZA DA LINGUAGEM ESCRITA Assim como a característica fundamental da linguagem oral é o fato de ela ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos. pois requer planejamento: etapas são traçadas pelo escritor. porém. sob a qual estão a objetividade. caso tenha a consciência de ter atendido às exigências da norma-padrão. ou seja. Na falta de compreensão da informação transmitida. fazendo as mudanças . na linguagem oral se observa o caráter de envolvimento e de distanciamento que é determinado pelo contexto. reorganizar o texto. que pode não mais surtir efeito. referencial. A particularidade de maior importância da escrita é a correção gramatical. Ele não conta com a conivência do interlocutor que lhe compartilhe um conhecimento do que se expõe. Não tem o escritor o controle do sistema de recepção em si. É. Os motivos são os mesmos apontados no item anterior. Não goza o escritor do direito de se valer de artifícios paralinguísticos com a gesticulação e expressão facial. Contudo. pelo fato de ser ela produzida pela mão e recebida pelos olhos. cujas idéias concisas (sem rodeios e bem organizadas) tornam o texto claro. em muitos casos. Nisso. até que o produto final surja. Um texto em que o assunto é apresentado de forma objetiva. que o traço envolvimento. porque não tem as mesmas exigências do processo de produção da fala. em que se monitoram ao mesmo tempo o planejamento e a produto. pode comparar a sua produção com o que tinha em mente. Por isso mesmo. Também a escrita apresenta as suas particularidades de outras ordens que a tornam uma outra modalidade da língua. há casos que o interlocutor é desconhecido. a correção gramatical ser tão importante. a linguagem escrita apresenta um processo de produção muito lento. o escritor examina o que escreve e usa um tempo considerável na escolha de suas palavras. sofre o escritor a inexorável pressão da correção gramatical. a linguagem escrita se caracteriza fundamentalmente por ser escrita. a objetividade. ele espera tê-lo. desconhecidos um do outro. a meu ver. exatamente o contrário o que ocorre. A responsabilidade do escritor é muito maior. É mais provável. Por ser eminentemente uma forma de comunicação em que emissor e receptor estão distantes e. normalmente não tem o emissor outra forma de retificar a mensagem se não esperar pela resposta. que pode demorar muito tempo. ser o texto escrito essencialmente normativo. O escritor não sofre tanta pressão no momento de produção do seu texto. contudo. como já demonstrou Chafe. para não se correr o risco de ter o seu texto inutilizado por não se tornar um discurso (texto lido e compreendido). Por isso. Eis uma outra particularidade da modalidade escrita: o escritor determina o tempo de produção de seu texto. se manifeste com mais freqüência na fala. que pode ser do falante com a sua audiência (muito comum) ou consigo mesmo (não menos comum) ou com o que se está falando (também comum).

como o fez Chafe: um que ocorre essencialmente na linguagem escrita. cooperativismo entre falante e ouvinte. ocorrem os dois tipos de estruturas passivas: a analítica (com o auxílio de “ser” ou similar) e a pronominal (com o uso de pronome apassivador). para atender às exigências diversas (de ordem gramatical e / ou de outras ordens). Não se podem determinar quantos e quais os itens que não ocorrem numa dada modalidade. que. e não à falta de compreensão do enunciado. já sendo bem formada. Na escrita. mesmo que haja um replanejamento. e recursos lingüísticos diversos. Logo. nada impede que o modalizador “aí”. Como já observei anteriormente. . já que é a frase o seu traço característico. torna complexa a estrutura frasal. as estruturas tendem a ser completas. que normalmente é ocupada pelo sujeito. figuram conjunções diferentes de “e”. já que as duas se valem do mesmo sistema linguístico. Não é exatamente esta a condição de produção do texto oral. marcadores discursivos típicos da escrita (os homógrafos: “e”. Embora seja comum a ocorrência da oração bimembre em ordem direta.necessárias. o princípio da realidade. ocorre a pontuação conveniente. por isso é comum na escrita um grande número de sintagmas nominais modificados. os principais) podem ocorrer. Sob este ponto de vista. O vocabulário da modalidade escrita é muito variado e essencialmente conservador e dependente do grau do nível de formalismo. o que constitui mais uma de suas características particulares. Essa complexidade se refere a períodos compostos por subordinação. fragmentação à semelhança do que se dá na linguagem oral. portanto. típico da modalidade oral. é uma particularidade da escrita a ocorrência de nominalizações. e. por exemplo. que dependendo do grau do nível de formalismo ou coloquialismo (definido pelo objetivo do usuário e do contexto em si) tenham a propensão de ocorrer ou não num dos gêneros de uma das modalidades. também é muito comum encontrarmos o que Givón (1979b) chama de estrutura de tópico-comentário. Complexidade da sintaxe é. constituindo períodos compostos. já que o produto constitui o elemento cabal. composto de itens que não ocorrem na modalidade falada. Os períodos complexos normalmente são de bom tamanho na modalidade escrita. Termos da oração (normalmente bimembre) são geralmente substituídos por orações subordinadas. ainda estará antecedendo-a. o uso de conjunções e locuções conjuntivas é uma normalidade. Quando não ocorrem tais conectivos. Ou seja. Na linguagem escrita. mas não é conveniente distinguir três tipos de vocabulário. Ainda em relação ao vocabulário. “mas” e “porém”. sendo os longos bem estruturados. além delas. Nos períodos em que há coordenação. Outra característica da escrita é a ocorrência de declarações passivas. mas não com muita freqüência. normalmente nesta ordem. durante a produção. decerto. mais uma característica da linguagem escrita. é conveniente dizer que um vocabulário de nível mais formal que coloquial caracteriza a linguagem escrita. “mas”. pode-se dizer que o planejamento antecede a produção. o que dificulta um replanejamento. O escritor procura não repetir estruturas sintáticas ou palavras. e outro que ocorre igualmente nas duas modalidades. cujos planejamentos e execução ocorrem simultaneamente. seja usado num texto escrito. No encaixe dessas orações. Podem-se. Na verdade. isto é. “porém” e “então”. portanto. não concordo com Chafe quando defende a hipótese de ser o vocabulário da escrita particular. se certos elementos estiverem presentes: o conhecimento compartilhado. Não há. outro. essencialmente na linguagem oral. quando ocorre. transformações de verbos ou predicados em nomes. Isto também marca a característica de procurar não repetir estruturas sintáticas e de formar estruturas de tópico. Nela se percebem sujeito e predicado. A estrutura sintática da linguagem escrita tende a ser elegante. que só não terá abalada a sua compreensão. é comum encontrarmos termos deslocados para a posição de tópico − a posição inicial da oração. relacionar itens.

filologia. CHAFE. S. podem ser anulados pelo conteúdo. (org. 1984. José Mário. FÁVERO. TANNEN. José C. São Paulo: Cortez. Wallace. São Paulo: Cortez. ao contrário da modalidade oral em que predomina o traço de envolvimento. Rosalind. são a fala e a escrita dois modos bem diferentes de o usuário representar as suas experiências. não constitui o traço de distanciamento em si uma particularidade da linguagem escrita. 2000. as considerações feitas por Marcuschi (2002) e Travaglia (2002). DANIELEWICZ. a paráfrase e a substituição por pró-formas são artifícios comuns de serem observados nos textos escritos. In: Azeredo. 11-8. a elisão de termos é freqüente e. In: HOROWITZ. No que se refere à questão do envolvimento e distanciamento.htm 4.). Fonte: http://www.). 2000. BROWN.). importante para direcionar o trabalho do professor de língua na leitura. que faz apontamentos questionáveis para o termo Tipologia Textual. No final. A correção idiomática e o conceito de exemplaridade. Leonor Lopes et alii. 83-113. SAMUELS. BOTELHO. usando. a do sujeito. . Rio de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. compreensão e produção de textos1. a elipse. Outra e última particularidade é a preocupação com a coesão referencial. para isso. Gillian. In: Association Internationale de Linguistic Apliquée. A sinonímia. 166-82. Brussel.Ao contrário do que ocorre na fala. 2ª ed. Jane. que se caracteriza por ser uma prática eminentemente solitária do escritor. MARCUSCHI. O que pretendemos neste pequeno ensaio é apresentar algumas considerações sobre Gênero Textual e Tipologia Textual. In: –– (ed. 1997. principalmente. Assim. 1987. Deborah. Petrópolis: Vozes. Spoken and written language: Exploring coherence in spoken and written discourse. Admite-se.org. A representação física do sujeito de 1ª pessoa só ocorre quando se deseja um efeito estilístico. p.2 Aspectos Textuais 4. Jay (eds. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BECHARA. Porém. (Monografia inédita). como já foi visto anteriormente. Teaching the spoken language. certamente. no meu entender. p. 1981. Properties of speaking and written language. Comprehending oral and written language. Oralidade e escrita: perspectivas para o ensino de língua materna. Proceedings II: Lecture. na escrita predomina o traço de distanciamento. Evanildo. apresento minhas considerações a respeito de minha escolha pelo gênero ou pela tipologia. The oral / literate continuum in discourse. p. 2001. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. Língua em debate: conhecimento e ensino. A influência da oralidade sobre a escrita. como ambos os traços são determinados pelo contexto e. NJ: Ablex. Luiz Antônio. por conseguinte. que o traço de distanciamento se manifeste com maior freqüência nos gêneros da modalidade escrita da língua.1 Tipologia e gêneros textuais Gênero Textual e Tipologia Textual A diferença entre Gênero Textual e Tipologia Textual é. Norwood.2. New York: Academic Press.br/ixcnlf/3/03.

Luiz Antônio Marcuschi (UFPE) defende o trabalho com textos na escola a partir da abordagem do Gênero Textual2. de maneira equivocada. Marcuschi afirma que os livros didáticos trazem. Certamente. autores como Luiz Carlos Travaglia (UFUberlândia/MG) defendem o trabalho com a Tipologia Textual. Explicando. uma vez que. a injunção e a predição4. embora possamos classificar vários textos como sendo narrativos. Ele explica dizendo que isso acontece porque ocorreu no texto a configuração de uma estrutura intergêneros de natureza altamente híbrida. e não em função do espaço ocupado por um tipo na constituição desse texto. tem-se a presença de várias tipologias. para ele. Ele apresenta uma carta pessoal3 como exemplo. criando . o termo tipo de texto. dificilmente são encontrados tipos puros. Marcuschi dá o nome de intertextualidade intergêneros. que para Fávero & Koch (1987) é um texto injuntivo. por exemplo. Para ele. Ele chama essa miscelânea de tipos presentes em um gênero de heterogeneidade tipológica. para. o professor teria que fazer uma espécie de levantamento de quais tipos seriam mais necessários para os alunos. é um tipo de texto como fazem os livros. exposição. muitas das vezes. Quando acontece o fenômeno de um texto ter aspecto de um gênero mas ter sido construído em outro. o trabalho fica limitado. O autor diz que em todos os gêneros os tipos se realizam. O autor diz que não é correto afirmar que a carta pessoal. porque.Convém afirmar que acredito que o trabalho com a leitura. Travaglia afirma que um texto se define como de um tipo por uma questão de dominância. por exemplo. por exemplo. não se trata de tipo de texto. uma vez que não é possível. Travaglia (2002) fala em conjugação tipológica. a partir daí. em função do tipo de interlocução que se pretende estabelecer e que se estabelece. em outros. mas de gênero de texto. mas fala de um intercâmbio de tipos. ocorrendo. Realmente é raro um tipo puro. compreensão e a produção escrita em Língua Materna deve ter como meta primordial o desenvolvimento no aluno de habilidades que façam com que ele tenha capacidade de usar um número sempre maior de recursos da língua para produzir efeitos de sentido de forma adequada a cada situação específica de interação humana. ou pouco capaz. O trabalho com o texto e com os diferentes tipos de texto é fundamental para o desenvolvimento da competência comunicativa. Por outro lado. Ele atesta que a carta pessoal é um Gênero Textual. ensinar narrativa em geral. injunção. trazendo para o ensino alguns problemas. sendo que um gênero assume a função de outro. para ele. Na verdade. o mesmo gênero sendo realizado em dois ou mais tipos. Para o autor. e comenta que ela pode apresentar as tipologias descrição. narração e argumentação. eles se concretizam em formas diferentes – gêneros – que possuem diferenças específicas. tornando-se incapaz. cada tipo de texto é apropriado para um tipo de interação específica. Deixar o aluno restrito a apenas alguns tipos de texto é fazer com que ele só tenha recursos para atuar comunicativamente em alguns casos. sendo os textos de diferentes tipos. Num texto como a bula de remédio. ele afirma que um tipo pode ser usado no lugar de outro tipo. Marcuschi não demonstra favorabilidade ao trabalho com a Tipologia Textual. Travaglia não fala de intertextualidade intergêneros. iniciar o trabalho com esses tipos mais necessários. como a descrição. De acordo com as idéias do autor. eles se instauram devido à existência de diferentes modos de interação ou interlocução.

a primeira perspectiva faz surgir os tipos descrição. relações lógicas) (p.Ele diz. mas artefatos culturais construídos historicamente pelo ser humano. estilo e composição característica. surge o discurso da cumplicidade. estimulando a compra por parte de clientes ou usuários daquele produto. e quanto à inserção destes no tempo e/ou no espaço. Assim. Tem-se ainda. Da mesma forma. Tipologia Textual é um termo que deve ser usado para designar uma espécie de seqüência teoricamente definida pela natureza lingüística de sua composição. o termo Tipologia Textual é usado para designar uma espécie de seqüência teoricamente definida pela natureza lingüística de sua composição (aspectos lexicais. ele fala de descrições e comentários dissertativos feitos por meio da narração. segundo perspectivas que podem variar. o discurso da transformação. 22). o autor fala. ela continuará sendo carta. propriedades funcionais. Se o produtor vir o receptor como alguém que concorda com ele. Travaglia define Tipologia Textual como aquilo que pode instaurar um modo de interação. para ele. os tipos textuais abrangem as categorias narração. na opinião do autor. Marcuschi traz a seguinte configuração teórica: • a) intertextualidade intergêneros = um gênero com a função de outro • b) heterogeneidade tipológica = um gênero com a presença de vários tipos Travaglia mostra o seguinte: • a) conjugação tipológica = um texto apresenta vários tipos • b) intercâmbio de tipos = um tipo usado no lugar de outro Aspecto interessante a se observar é que Marcuschi afirma que os gêneros não são entidades naturais. é possível encontrar a perspectiva dada pela atitude comunicativa de comprometimento ou não. A segunda perspectiva faz com que surja o tipo argumentativo stricto sensu6 e não argumentativo stricto . Resumindo. Pode ser possível a perspectiva do produtor do texto dada pela imagem que o mesmo faz do receptor como alguém que concorda ou não com o que ele diz. graças as suas propriedades necessárias e suficientes5. segundo o autor. ou conhecer/saber. Para exemplificar. 1990. uma maneira de interlocução. tempos verbais. dissertação. da carta pessoal. injunção e narração. descrição e injunção (Swales. uma perspectiva em que o produtor do texto faz uma antecipação no dizer. estar ligadas ao produtor do texto em relação ao objeto do dizer quanto ao fazer/acontecer. argumentação.determinados efeitos de sentido impossíveis. mais uma vez. Essas perspectivas podem. Para Marcuschi. pode não ter uma determinada propriedade e ainda continuar sendo aquele gênero. Surge. cada uma das perspectivas apresentadas pelo autor gerará um tipo de texto. na opinião de Travaglia. Resumindo esse ponto. assim. Adam. Gênero Textual é definido pelo autor como uma noção vaga para os textos materializados encontrados no dia-a-dia e que apresentam características sócio-comunicativas definidas pelos conteúdos. quando o produtor vê o receptor como alguém que não concorda com ele. ainda. 1999). O que importa é que esteja fazendo divulgação de produtos. que uma publicidade pode ter o formato de um poema ou de uma lista de produtos em oferta. com outro dado tipo. Para exemplificar. Mesmo que o autor da carta não tenha assinado o nome no final. 1990. sintáticos. Em geral. Um gênero. exposição. Bronckart. Segundo ele.

sensu. A perspectiva da antecipação faz surgir o tipo preditivo. A do comprometimento dá origem a textos do mundo comentado (comprometimento) e do mundo narrado (não comprometimento) (Weirinch, 1968). Os textos do mundo narrado seriam enquadrados, de maneira geral, no tipo narração. Já os do mundo comentado ficariam no tipo dissertação. Travaglia diz que o Gênero Textual se caracteriza por exercer uma função social específica. Para ele, estas funções sociais são pressentidas e vivenciadas pelos usuários. Isso equivale dizer que, intuitivamente, sabemos que gênero usar em momentos específicos de interação, de acordo com a função social dele. Quando vamos escrever um e-mail, sabemos que ele pode apresentar características que farão com que ele “funcione” de maneira diferente. Assim, escrever um e-mail para um amigo não é o mesmo que escrever um e-mail para uma universidade, pedindo informações sobre um concurso público, por exemplo. Observamos que Travaglia dá ao gênero uma função social. Parece que ele diferencia Tipologia Textual de Gênero Textual a partir dessa “qualidade” que o gênero possui. Mas todo texto, independente de seu gênero ou tipo, não exerce uma função social qualquer? Marcuschi apresenta alguns exemplos de gêneros, mas não ressalta sua função social. Os exemplos que ele traz são telefonema, sermão, romance, bilhete, aula expositiva, reunião de condomínio, etc. Já Travaglia, não só traz alguns exemplos de gêneros como mostra o que, em sua opinião, seria a função social básica comum a cada um: aviso, comunicado, edital, informação, informe, citação (todos com a função social de dar conhecimento de algo a alguém). Certamente a carta e o e-mail entrariam nessa lista, levando em consideração que o aviso pode ser dado sob a forma de uma carta, e-mail ou ofício. Ele continua exemplificando apresentando a petição, o memorial, o requerimento, o abaixo assinado (com a função social de pedir, solicitar). Continuo colocando a carta, o e-mail e o ofício aqui. Nota promissória, termo de compromisso e voto são exemplos com a função de prometer. Para mim o voto não teria essa função de prometer. Mas a função de confirmar a promessa de dar o voto a alguém. Quando alguém vota, não promete nada, confirma a promessa de votar que pode ter sido feita a um candidato. Ele apresenta outros exemplos, mas por questão de espaço não colocarei todos. É bom notar que os exemplos dados por ele, mesmo os que não foram mostrados aqui, apresentam função social formal, rígida. Ele não apresenta exemplos de gêneros que tenham uma função social menos rígida, como o bilhete. Uma discussão vista em Travaglia e não encontrada em Marcuschi7 é a de Espécie. Para ele, Espécie se define e se caracteriza por aspectos formais de estrutura e de superfície lingüística e/ou aspectos de conteúdo. Ele exemplifica Espécie dizendo que existem duas pertencentes ao tipo narrativo: a história e a não-história. Ainda do tipo narrativo, ele apresenta as Espécies narrativa em prosa e narrativa em verso. No tipo descritivo ele mostra as Espécies distintas objetiva x subjetiva, estática x dinâmica e comentadora x narradora. Mudando para gênero, ele apresenta a correspondência com as Espécies carta, telegrama, bilhete, ofício, etc. No gênero romance, ele mostra as Espécies romance histórico, regionalista, fantástico, de ficção científica, policial, erótico, etc. Não sei até que ponto a Espécie daria conta de todos os Gêneros Textuais existentes. Será que é possível especificar todas elas? Talvez seja difícil até mesmo porque não é fácil dizer quantos e quais são os gêneros textuais existentes.

Se em Travaglia nota-se uma discussão teórica não percebida em Marcuschi, o oposto também acontece. Este autor discute o conceito de Domínio Discursivo. Ele diz que os domínios discursivos são as grandes esferas da atividade humana em que os textos circulam (p. 24). Segundo informa, esses domínios não seriam nem textos nem discursos, mas dariam origem a discursos muito específicos. Constituiriam práticas discursivas dentro das quais seria possível a identificação de um conjunto de gêneros que às vezes lhes são próprios como práticas ou rotinas comunicativas institucionalizadas. Como exemplo, ele fala do discurso jornalístico, discurso jurídico e discurso religioso. Cada uma dessas atividades, jornalística, jurídica e religiosa, não abrange gêneros em particular, mas origina vários deles. Travaglia até fala do discurso jurídico e religioso, mas não como Marcuschi. Ele cita esses discursos quando discute o que é para ele tipologia de discurso. Assim, ele fala dos discursos citados mostrando que as tipologias de discurso usarão critérios ligados às condições de produção dos discursos e às diversas formações discursivas em que podem estar inseridos (Koch & Fávero, 1987, p. 3). Citando Koch & Fávero, o autor fala que uma tipologia de discurso usaria critérios ligados à referência (institucional (discurso político, religioso, jurídico), ideológica (discurso petista, de direita, de esquerda, cristão, etc), a domínios de saber (discurso médico, lingüístico, filosófico, etc), à inter-relação entre elementos da exterioridade (discurso autoritário, polêmico, lúdico)). Marcuschi não faz alusão a uma tipologia do discurso. Semelhante opinião entre os dois autores citados é notada quando falam que texto e discurso não devem ser encarados como iguais. Marcuschi considera o texto como uma entidade concreta realizada materialmente e corporificada em algum Gênero Textual [grifo meu] (p. 24). Discurso para ele é aquilo que um texto produz ao se manifestar em alguma instância discursiva. O discurso se realiza nos textos (p. 24). Travaglia considera o discurso como a própria atividade comunicativa, a própria atividade produtora de sentidos para a interação comunicativa, regulada por uma exterioridade sócio-histórica-ideológica (p. 03). Texto é o resultado dessa atividade comunicativa. O texto, para ele, é visto como uma unidade lingüística concreta que é tomada pelos usuários da língua em uma situação de interação comunicativa específica, como uma unidade de sentido e como preenchendo uma função comunicativa reconhecível e reconhecida, independentemente de sua extensão (p. 03). Travaglia afirma que distingue texto de discurso levando em conta que sua preocupação é com a tipologia de textos, e não de discursos. Marcuschi afirma que a definição que traz de texto e discurso é muito mais operacional do que formal. Travaglia faz uma “tipologização” dos termos Gênero Textual, Tipologia Textual e Espécie. Ele chama esses elementos de Tipelementos. Justifica a escolha pelo termo por considerar que os elementos tipológicos (Gênero Textual, Tipologia Textual e Espécie) são básicos na construção das tipologias e talvez dos textos, numa espécie de analogia com os elementos químicos que compõem as substâncias encontradas na natureza. Para concluir, acredito que vale a pena considerar que as discussões feitas por Marcuschi, em defesa da abordagem textual a partir dos Gêneros Textuais, estão diretamente ligadas ao ensino. Ele afirma que o trabalho com o gênero é uma grande oportunidade de se lidar com a língua em seus mais diversos usos autênticos no dia-a-dia. Cita o PCN, dizendo que ele apresenta a idéia básica de que um maior conhecimento do funcionamento dos Gêneros

Textuais é importante para a produção e para a compreensão de textos. Travaglia não faz abordagens específicas ligadas à questão do ensino no seu tratamento à Tipologia Textual. O que Travaglia mostra é uma extrema preferência pelo uso da Tipologia Textual, independente de estar ligada ao ensino. Sua abordagem parece ser mais taxionômica. Ele chega a afirmar que são os tipos que entram na composição da grande maioria dos textos. Para ele, a questão dos elementos tipológicos e suas implicações com o ensino/aprendizagem merece maiores discussões. Marcuschi diz que não acredita na existência de Gêneros Textuais ideais para o ensino de língua. Ele afirma que é possível a identificação de gêneros com dificuldades progressivas, do nível menos formal ao mais formal, do mais privado ao mais público e assim por diante. Os gêneros devem passar por um processo de progressão, conforme sugerem Schneuwly & Dolz (2004). Travaglia, como afirmei, não faz considerações sobre o trabalho com a Tipologia Textual e o ensino. Acredito que um trabalho com a tipologia teria que, no mínimo, levar em conta a questão de com quais tipos de texto deve-se trabalhar na escola, a quais será dada maior atenção e com quais será feito um trabalho mais detido. Acho que a escolha pelo tipo, caso seja considerada a idéia de Travaglia, deve levar em conta uma série de fatores, porém dois são mais pertinentes: a) O trabalho com os tipos deveria preparar o aluno para a composição de quaisquer outros textos (não sei ao certo se isso é possível. Pode ser que o trabalho apenas com o tipo narrativo não dê ao aluno o preparo ideal para lidar com o tipo dissertativo, e vice-versa. Um aluno que pára de estudar na 5ª série e não volta mais à escola teria convivido muito mais com o tipo narrativo, sendo esse o mais trabalhado nessa série. Será que ele estaria preparado para produzir, quando necessário, outros tipos textuais? Ao lidar somente com o tipo narrativo, por exemplo, o aluno, de certa forma, não deixa de trabalhar com os outros tipos?); b) A utilização prática que o aluno fará de cada tipo em sua vida. Acho que vale a pena dizer que sou favorável ao trabalho com o Gênero Textual na escola, embora saiba que todo gênero realiza necessariamente uma ou mais seqüências tipológicas e que todos os tipos inserem-se em algum gênero textual. Até recentemente, o ensino de produção de textos (ou de redação) era feito como um procedimento único e global, como se todos os tipos de texto fossem iguais e não apresentassem determinadas dificuldades e, por isso, não exigissem aprendizagens específicas. A fórmula de ensino de redação, ainda hoje muito praticada nas escolas brasileiras – que consiste fundamentalmente na trilogia narração, descrição e dissertação – tem por base uma concepção voltada essencialmente para duas finalidades: a formação de escritores literários (caso o aluno se aprimore nas duas primeiras modalidades textuais) ou a formação de cientistas (caso da terceira modalidade) (Antunes, 2004). Além disso, essa concepção guarda em si uma visão equivocada de que narrar e descrever seriam ações mais “fáceis” do que dissertar, ou mais adequadas à faixa etária, razão pela qual esta última tenha sido reservada às séries terminais - tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio.

da participação social dentro de uma sociedade letrada. J.O ensino-aprendizagem de leitura. Uberlândia: Editora da Universidade Federal de Uberlândia. realizar uma entrevista. Acho meio difícil alguém conseguir escrever um texto. ele diz desconhecer um gênero necessariamente descritivo. Assim. In Letras & Letras. São Paulo: Editora da PUC/SP. Acredito que abordando os gêneros a escola estaria dando ao aluno a oportunidade de se apropriar devidamente de diferentes Gêneros Textuais socialmente utilizados. sabendo movimentar-se no dia-a-dia da interação humana. ou injuntiva. fazer um cartão e ofertar a alguém. Theorie et pratique de l’analyse. ou seja. etc. J. mas como um especialista nas diferentes modalidades textuais. percebendo que o exercício da linguagem será o lugar da sua constituição como sujeito. V. como o boletim meteorológico e o horóscopo. M. 03. o espaço da sala de aula é transformado numa verdadeira oficina de textos de ação social. BRONCKART. Por outro lado. FÁVERO. (1999). ou apenas com injunções. “Contribuição a uma tipologia textual”. como enviar uma carta para um aluno de outra classe. Liège. (1990). além de diversificar e concretizar os leitores das produções (que agora deixam de ser apenas “leitores visuais”) permite também a participação direta de todos os alunos e eventualmente de pessoas que fazem parte de suas relações familiares e sociais. L. pp.-P. 6 . 2 . L. I. Vol. e suficientes para que o texto seja uma carta. orais e escritas. nº 01. (1987). não mais visto aqui como um especialista em textos literários ou científicos. Élements de linguistique textuelle. textos e discursos.Termo usado pelas autoras citadas para os textos que fazem previsão. distantes da realidade e da prática textual do aluno. Aula de português: encontros e interação. Referências ADAM. compreensão e produção de texto pela perspectiva dos gêneros reposiciona o verdadeiro papel do professor de Língua Materna hoje. ANTUNES. meio que contrariando o que acabara de afirmar. Mardaga. Essas atividades. enviar uma carta de solicitação a um secretário da prefeitura. o conteúdo. ou dissertativa. 1 . Por um interacionismo sócio-discursivo. 3-10. 5 .Penso que quando o professor não opta pelo trabalho com o gênero ou com o tipo ele acaba não tendo uma maneira muito clara para selecionar os textos com os quais trabalhará. A atividade com a língua. ou argumentativa. assim. apenas com descrições. Atividades de linguagem. se a estrutura. caracterizado como carta.Outra discussão poderia ser feita se se optasse por tratar um pouco a diferença entre Gênero Textual e Gênero Discursivo. & KOCH.Necessárias para a carta. A avaliação dessas produções abandona os critérios quase que exclusivamente literários ou gramaticais e desloca seu foco para outro ponto: o bom texto não é aquele que apresenta. São Paulo: Parábola. favoreceria o exercício da interação humana. ou só apresenta características literárias. 7 . 3 -Travaglia (2002) diz que uma carta pode ser exclusivamente descritiva. texto argumentativo stricto sensu é o que faz argumentação explícita. se a escolha do gênero. I. mas aquele que é adequado à situação comunicacional para a qual foi produzido. de uso social. (2004). o que é viabilizado e concretizado pela adoção de algumas estratégias. o estilo e o nível de língua estão adequados ao interlocutor e podem cumprir a finalidade do texto.Segundo Travaglia (1991).Pelo menos nos textos aos quais tive acesso. ou narrativa. 4 . .

o uso de uma determinada sigla. Mimeo. Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e independência sintática e semântica.composta de termos e expressões . (1990). como também entre a seqüência de orações dentro do texto.que une os diversos elementos do texto e busca estabelecer relações de sentido entre eles. um erro no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais prejudica o entendimento do texto. Construído com os elementos corretos. J. Gêneros textuais e ensino. que para o público a quem se dirige deveria ser de conhecimento geral. ___ (2002). associação). Cambridge: Cambridge University Press. Nas palavras do mestre Evanildo Bechara (1). Numa linguagem figurada. WEIRINCH.com. não só entre os elementos que compõem a oração. a coesão é uma linha imaginária . com o emprego de diferentes procedimentos. Gêneros orais e escritos na escola. H. Há diversas formas de se garantir a coesão entre os elementos de uma frase ou de um texto: 1. entende-se ligação. o substantivo ou o adjetivo correspondente . conjunções. (1991).MARCUSCHI. 2. 330 + 124 pp. Madrid: Gredos. relação. sejam gramaticais (emprego de pronomes. (2004). Muitas vezes essa incoerência é resultado do mau uso daqueles elementos de coesão textual. A. Dessa forma. baseado em conhecimentos anteriores que os participantes do processo têm com o tema. B. Campinas. evita que se lance mão de repetições inúteis. Nominalização – emprego alternativo entre um verbo. que essas frases estejam coesas e coerentes formando o texto. 1991. Estrutura e función de los tiempos em el lenguaje. “o enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e orações. Na organização de períodos e de parágrafos. Substituição de palavras com o emprego de sinônimos ou de palavras ou expressões de mesmo campo associativo. orações. Tipelementos e a construção de uma teoria tipológica geral de textos. assim como na fala. substituição. nexo entre os elementos que compõem a estrutura textual. relembre-se que.br/gramatica/genero-textual-e-tipologia-textual. elipses). (2002). sejam lexicais (repetição. constroem-se frases. por coesão.algosobre. confere-se a ele uma unidade formal.html 4. M. numerais. Um estudo textual-discursivo do verbo no português. L. Genre analysis. Por exemplo. Â. English in academic and research settings. TRAVAGLIA. Tese de Doutorado / IEL / UNICAMP. Esses mecanismos lingüísticos que estabelecem a conectividade e a retomada do que foi escrito / dito são os referentes textuais e buscam garantir a coesão textual para que haja coerência. L. Além disso. J. Campinas: Mercado de Letras SWALES. (1968).2. Fonte: http://www. usamos mecanismos para garantir ao interlocutor a compreensão do que se lê / diz. extrai-se que não se deve escrever frases ou textos desconexos – é imprescindível que haja uma unidade. C. Desta lição. períodos. Essa coesão também pode muitas vezes se dar de modo implícito.2 Coesão e Coerência Textual Por: Cláudia Kozlowski Na construção de um texto. et al. que irão apresentar o contexto – decorre daí a coerência textual. recobertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios”. Rio de Janeiro: Lucerna. Um texto incoerente é o que carece de sentido ou o apresenta de forma contraditória. “Gêneros textuais: definição e funcionalidade” In DIONÍSIO. SCHNEUWLY. ou seja. & DOLZ.

Somente a coesão. dada sua característica: são elementos que não significam. empregada como recurso estilístico de intenção articulatória. Emprego de hiperônimos . recentemente. 3. neste momento (presente). A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. Assim: este. Os pronomes demonstrativos. Como nosso intuito nesta página é a apresentação de conceitos. ___3___. o grau de violência intencional aumentou. no próximo ano. Por exemplo. 6. essa função de progressão textual.: Necessito viajar. aproximadamente. mesa (mais específico) e móvel (mais genérico). como certos pronomes.(desgastar / desgaste / desgastante). ontem. . grande na glória. grande na ação. entre outros. bastamnos essas informações. Uso de hipônimos – relação que se estabelece com base na maior especificidade do significado de um deles. Em 1980. grande no infortúnio. 5. a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990.6% –. não é suficiente para que haja sentido no texto. ao remeter a um enunciado anterior. Repetição na ligação semântica dos termos. Já os componentes concentram em si a significação. e coerência se relaciona intimamente a contexto. podendo indicar simultaneidade. ultimamente. sem aprofundá-los em demasia. Por exemplo. Elisa Guimarães (2) nos ensina a esse respeito: “Os pronomes pessoais e as desinências verbais indicam os participantes do ato do discurso.4%. certos advérbios e expressões adverbiais. ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes. em média. referenciam o momento da enunciação. depois de (futuro). a palavra elidida é facilmente identificável (Ex. e não uma redundância .relações de um termo de sentido mais amplo com outros de sentido mais específico.” Esse conceito será de grande valia quando tratarmos do uso dos pronomes demonstrativos. contudo. esse é o papel da coerência. Exerce. ___1___ dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo.). ele morreu desconhecido e só. de agora em diante. Sabia que ia necessitar de todas as suas forças..: O jovem recolheu-se cedo. A elipse se justifica quando. Por exemplo. agora. hoje. bem como os advérbios de tempo. o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26. doze homicídios por cem mil habitantes. Dêiticos são elementos lingüísticos que têm a propriedade de fazer referência ao contexto situacional ou ao próprio discurso. certas locuções prepositivas e adverbiais. levando-se em conta o risco de morte por homicídio. ___2___. por excelência. elipses. chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 – 121. ___4___. como os verbos vicários (ex. porém só o farei no ano vindouro) A coesão apoiada na gramática dá-se no uso de conectivos. anterioridade ou posterioridade. Substitutos universais. Vejamos como o examinador tem abordado o assunto: (PROVA AFTN/RN 2005) Assinale a opção em que a estrutura sugerida para preenchimento da lacuna correspondente provoca defeito de coesão e incoerência nos sentidos do texto. tínhamos uma média de. felino está numa relação de hiperonímia com gato.. há alguns dias.resultado da pobreza de vocabulário. apenas indicam. . O termo o jovem deixa de ser repetido e. assim. estabelece a relação entre as duas orações. conjunções.” (Rocha Lima) 4. nas duas décadas seguintes. isto é. “Grande no pensamento. remetem aos componentes da situação comunicativa. antes de (pretérito).

contudo.9% do PIB entre 1996 e 1997. saber lidar com a informação.com.mundovestibular. Fonte: http://www. do planeta. O cartaz é uma forma de escrita Foto: Acervo EducaRede No mundo da informação isso significa. que não se limitem a observar a realidade. artística. prever suas possíveis conseqüências para a qualidade de vida das pessoas.html 4. mas que nela saibam agir. articular acontecimentos. Por isso.4 Produção de Textos Escrita e produção de texto Todos sabem que as atuais demandas sociais requerem cidadãos capazes de exercer plenamente a sua cidadania. que o que se segue ratifica as informações anteriores ao fornecer dados complementares às estatísticas sobre homicídios. os jovens pobres e negros. (Adaptado de http:// www. assim. do país. 1. e vem de várias fontes e por vários caminhos — mídia impressa. a única que não atende ao solicitado é a de número 5.gov. meio acadêmico e Internet.Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da violência consumiram. o gabarito é a opção E.br/acoes. apenas no setor saúde. a sociedade atual precisa de cidadãos atuantes. sobretudo.brasil.2. Ou seja. ___5___ a vitimização letal se distribui de forma desigual: são. que têm pago com a própria vida o preço da escalada da violência no Brasil. Dessas. da cidade. científica. que tem várias naturezas — matemática. do sexo masculino. examinar os fatos. idéia contrária à que foi apresentada até então pelo texto. entre 15 e 24 anos. a coerência textual seria prejudicada.htm) a) 1 – Tanto é assim que b) 2 – Lamentavelmente c) 3 – ou seja d) 4 – Simultaneamente e) 5 – Se bem que COMENTÁRIO: As lacunas no texto ocultam palavras e expressões que atuam como conectores – ligam orações estabelecendo relações semânticas entre os períodos. Sendo aceita a sugestão da banca. Isso implica saber analisar criticamente as realidades sociais e organizar a ação para intervir nessa realidade. radiofônica e televisiva. por um lado. uma vez que a expressão “Se bem que” deveria introduzir uma oração de valor concessivo.2. por exemplo —.br/articles/2586/1/COESAO-E-COERENCIATEXTUAL/Paacutegina1. Verifica-se. estabelecendo. filosófica. religiosa. Lidar com a informação significa apropriar-se de: . A banca sugere algumas opções de preenchimento.3 Estudo de textos básicos 4. entre outros.

produzimos textos em diferentes circunstâncias. para um determinado site. A linguagem do jornal é diferente daquela do cartaz Foto: Acervo ANDI Se desejarmos informar um possível contratante sobre nossa formação e experiência profissional para que ele possa avaliar se correspondemos às expectativas que a empresa tem para um provável funcionário. para ser publicado em uma revista de educação — ou um livro — que circule no espaço no qual essa discussão interesse. Quer dizer. Por exemplo: ao lermos um jornal. organizar um outdoor para veicular informação a respeito do serviço nos lugares que se espera que circulem potenciais interessados no serviço divulgado. Por outro lado. para circularem em espaços sociais vários. Se quisermos divulgar um serviço que prestamos. elaboramos um currículo. a produção de textos escritos é uma prática de linguagem e. A cada circunstância correspondem: a) finalidades diferentes: manifestar nossa forma de pensar a respeito de determinada matéria lida. . Quer dizer: em várias circunstâncias da vida escrevemos textos para diferentes interlocutores. vamos priorizar o processo de produção de textos escritos. podemos escrever uma carta. podemos escrever um anúncio para uma revista. ainda. ou podemos escrever um folheto de propaganda para ser distribuído na saída do metrô. se o tratamento recebido por determinado assunto em uma determinada matéria nos causar indignação — ou mesmo admiração — podemos escrever uma carta para o jornal manifestando nossa forma de pensar a respeito. com distintas finalidades. fala-se em saber lidar de maneira proficiente com todos os conhecimentos com os quais se opera nas práticas de linguagem. Agora. convencer a respeito de determinadas interpretações de dados. divulgar determinados serviços buscando seduzir possíveis clientes. discutimos o que isso pode significar quando nos referimos à leitura. a respeito da evasão dos alunos. fala-se em ler e escrever utilizando os procedimentos e estratégias que conferem maior eficácia aos textos produzidos e às leituras realizadas. Produzir textos: uma prática social Assim como a leitura. obter notícias sobre um ente querido. escrevemos um artigo acadêmico-científico. saber divulgá-las e agir utilizando essas informações passa pelo domínio de um objeto social fundamental: a linguagem escrita. ou enviar uma mensagem por email. formas de obtenção da informação para conhecer o real. Quando se fala em domínio da linguagem escrita. exercer plenamente a cidadania significa saber agir utilizando a informação. No texto “Sobre leitura e formação de leitores”. Em uma sociedade letrada. ou. Se pretendermos divulgar dados organizados de determinada pesquisa que realizamos. por exemplo. como tal. para um jornal. Como se pode ver. Se quisermos ter notícias de um ente querido que se encontre distante de nós geograficamente. obter informações analisá-las criticamente.  recursos que possibilitem a divulgação da informação. uma prática social.  procedimentos que permitam o reconhecimento da pertinência e idoneidade da informação. organizados nos mais diversos gêneros.

que implicam responsabilidades assumidas. de irmão/irmã. de consumidor de determinado produto. revista). menos comprometido com argumentações coerentes com determinadas posições teóricas. um possível contratante. b) interlocutores diversos: leitores de um determinado veículo da mídia impressa (jornal. quando em uma conferência ou mesa-redonda. caso seja produzido a partir do lugar de deputado federal. a relação entre os interlocutores instituiu compromissos diferenciados entre eles. transeuntes de determinados locais (vias de circulação. de maneira a orientar a produção do seu discurso pelos parâmetros por elas estabelecido. de cidadão brasileiro. folheto de propaganda. dentistas. quando assumimos a palavra para dizer alguma coisa a alguém. de filho/filha. significa saber lidar com todas as características do contexto de produção dos textos. revisores. Mas não apenas a eles. entre outros. escritores. o relativo à profissão que exercemos (professores. por exemplo. o contexto de produção dado lhe permitirá assumir o lugar de espectador/apreciador da arte do cinema e seu discurso. se a uma pessoa for solicitado um discurso recomendando a redução do consumo de energia elétrica. tendo. uma vez que são todos constitutivos do sujeito e que. dessa forma. Cada um desses papéis estabelece entre nós e aqueles com quem nos relacionamos determinados vínculos. anúncio. pontos de vista a partir dos quais os acontecimentos são analisados. sob pena de não ser eficaz. ou do lugar do pai que fala a seus filhos. academia. ao analisar determinado filme. c) lugares de circulação determinados: mídia impressa. porque cada escrita se caracteriza por diferentes condições que determinam a produção dos discursos.. carta pessoal. Um aspecto a ser considerado ainda é o lugar do qual se escreve. que poderá ter como interlocutores estudantes ou outros cineastas.).. em função das demais características do contexto de produção (sobretudo do lugar de circulação do discurso e do interlocutor presumido). podendo ser mais descontraído. um desses papéis predomina. feirantes. Da mesma forma. Se estiver conversando com amigos em um encontro casual. certamente. d) gêneros discursivos específicos: carta de leitores. que se adequar a essas condições. certamente produzirá um discurso permeado por análises técnicas e históricas. influenciam-se mutuamente. vias públicas de grande circulação de veículos e pessoas. incluindo-se nestas o papel social de onde fala o produtor. não terá a mesma organização. produzir o discurso a partir do lugar de pai. portanto. mas também porque o cineasta não poderá. Essas condições referem-se aos elementos apresentados acima. de industrial do ramo da produção de lâmpadas. currículo. rodoviária etc. E isto por causa de todas as condições de produção citadas. Por exemplo: um cineasta. vereadores. Os argumentos serão diferentes porque. outdoor. Quer dizer: escrever um texto é uma atividade que nunca é a mesma nas diferentes circunstâncias em que ocorre. ou porque circulará na esfera acadêmica. determinada empresa (esfera profissional). um parente próximo ou um amigo. embora não apenas por este motivo.informar sobre sua qualificação profissional. artigo acadêmico-científico. diretores de escola etc). recomendações são feitas. médicos. Isso ocorrerá não só porque o discurso será uma conferência. atitudes são tomadas. ou de amigo de determinado empresário do ramo. leitores de determinada revista acadêmico-científica ou de determinado tipo de livro. ao contrário. portanto. família ou círculo de amizades. Ser um escritor proficiente. Escrita: um processo individual e dialógico . Ainda que esses papéis se articulem todo o tempo. digitadores. de associado de determinado clube. Todos desempenhamos diferentes papéis na vida: o de mãe/pai. nessas condições enumeradas. nem a mesma escolha lexical. colegas de trabalho. este não será o mesmo.

e. modificam-se. foram sendo preteridos pelos poetas e literatos. Como é possível perceber. Criam-se. Anotação no caderno: forma de aprender Foto: Acervo Instituto Sou da Paz  à forma de dizer (escolhas lexicais típicas do gênero. os poemas concretos passaram a existir a partir de determinada época. Quer dizer. Se quiser ver um exemplo dessa inter-relação que existe entre os textos — denominada também de intertextualidade — clique aqui. acabam por criar novas possibilidades de interlocução escrita com pessoas distantes geograficamente umas das outras: por e-mail. são criados. Hoje essa prática caiu em desuso — e com ela a situação de utilização do gênero — tendo sido substituída por um telefonema. ainda em chats. típicos da Idade Média. mas determinadas historicamente. com os textos já produzidos anteriormente no que se refere a:  o que se pode dizer por meio de determinados gêneros. As crônicas esportivas também foram gêneros que se constituíram em épocas recentes e apenas em determinadas culturas. No século XVII.  os textos produzidos e seu conteúdo. como resultado de necessidades estéticas historicamente construídas em um determinado período. por não corresponderem também às novas necessidades estéticas. É individual e única porque o processo de produção de um texto implica escolhas pessoais quanto a o que dizer e a como dizer: a seleção de tópicos a serem apresentados. expressões usuais que acabam por caracterizá-los. chegando mesmo a conter citações explícitas. das palavras a serem utilizadas. ora a cartas. Na literatura. que podem marcar época. dessa forma. ou. em tempo não-real. gêneros como as cantigas de amigo. por exemplo. Na Suécia. As tecnologias digitais. este não é um gênero presente. Uma carta de amor. como a brasileira. por exemplo. o processo de escrita é tanto uma experiência individual e única. com a finalidade de avisá-lo de sua visita. Dificilmente uma jovem hoje receberia uma carta que começasse com a expressão Estimada senhorita (ou Caríssima senhorita). pelo menos modificações nos gêneros já existentes. propriamente. por exemplo. constituindo-se como referências. os textos que produzimos são resultantes das escolhas que fazemos quanto a o que dizer e como dizer em função das condições de produção colocadas. por exemplo. Essas escolhas não são aleatórias. que também são construções históricas. possuía fórmula de iniciação e de conclusão muito diferentes no século XVII e atualmente. Há também textos que se referem a outros já escritos. dos enunciados a serem organizados são escolhas do produtor do texto. nos quais se pode conversar em tempo real com pessoas dos lugares mais longínquos do planeta. de alguma forma. se não novos gêneros. Escrever é um processo interpessoal e dialógico porque todo texto sempre se relaciona. enviando-se mensagens que ora se assemelham a bilhetes. por exemplo. por outro lado. em um dado momento histórico há um conjunto de possibilidades disponíveis e é no interior . quanto interpessoal e dialógica.  os gêneros. por exemplo. caem em desuso. que refletirão seu estilo de dizer. ou que terminasse com a expressão Com votos de consideração e estima. era comum quando se pretendia visitar um parente ou amigo — ainda que residente na mesma cidade — escrever-se uma carta e entregá-la em mão. assim.Assim como a leitura.

conferência. Estes se referem. for relatar a um grande público um fato acontecido no dia anterior. a proficiência do aluno em Língua Portuguesa depende também do conhecimento que ele possa ter sobre os gêneros e sua adequação às diferentes situações comunicativas. monografia. como notícia. então a fábula é o gênero mais adequado. sermão. inevitavelmente.desse conjunto que as nossas escolhas pessoais são feitas. parlenda. repente.. Pode-se mesmo afirmar que o conhecimento que se tem sobre um gênero determina as possibilidades de eficácia do discurso. poema. que se encontram disponíveis na cultura. Esse é o gênero que pressupõe a argumentação em favor de questões controversas. receita culinária. popular. Suas características. tese. saber selecionar o gênero para organizar o seu discurso implica conhecer suas características para avaliar sua adequação:  às finalidades colocadas para a situação comunicativa.. reportagem. Se se deseja apresentar algum ensinamento utilizando situações vividas por animais que representam determinadas características humanas. Se o que se pretende é orientar alguém para a realização de determinada tarefa. Partes dessas possibilidades relacionam-se aos gêneros do discurso. cordel. ou relacionar instruções. ou como a pena de morte como forma eficiente de combate à criminalidade. maravilhoso.  as marcas lingüísticas que definem seu estilo. anúncio. precisam ser . receita médica. Gêneros do discurso e textos Os gêneros são formas de enunciados produzidas historicamente. portanto. romance. em qualquer situação comunicativa. anúncio. seminário. fábula. palestra. quer tenha sido produzida em linguagem oral ou linguagem escrita. por outro lado. Se imaginarmos que alguém pretende discutir uma questão complexa como a descriminalização das drogas. crônica. Portanto.  a sua forma composicional. devem ser objeto de ensino. cantiga. o gênero escolhido pode ser a notícia. portanto. adivinha. verbete. panfleto. de aventuras. em algum gênero do discurso.). Se a finalidade. mediante a apresentação de argumentos que possam sustentar a posição que se defende e refutar aquelas que forem contrárias à defendida no texto. a famílias de textos que possuem características comuns Não é qualquer gênero que serve para se dizer qualquer coisa. de uma conversa de bar a uma tese de doutoramento. Qualquer manifestação verbal organiza-se. relatório. por exemplo. essa pessoa precisará organizar o seu discurso em um gênero como o artigo de opinião. de fadas. entre outros. Dessa forma. Redação: exercício de escrita Foto: Acervo EducaRede Os gêneros podem ser identificados por três características fundamentais:  o tipo de tema que podem veicular. pode-se escrever um manual.  a um contexto de produção determinado. As diferentes manifestações verbais concretizam-se em textos — orais ou escritos — organizados nos gêneros.  ao lugar de circulação. conto (literário.

que é outra competência que também precisa ser constituída. Começa aí o bloqueio: escreve pouco. trabalhar textos coletivamente. c) textuais (relativos à linearidade do texto em si: relativos à sintaxe. d) gramaticais. do contexto de produção especificado. ou sobre o que quer escrever. saber revisar o que foi escrito — durante o processo mesmo de escrita e depois de finalizado —. fabricar. como características do gênero no qual o texto será organizado. com forma e conteúdos próprios. Tais procedimentos precisam ser sempre articulados no processo de escrita. por exemplo). transmitem um significado ou uma idéia. b) pragmáticos (relativos às especificidades da situação de comunicação e às diferentes práticas sociais de escrita). Em sua rotina. O professor deve requerer as produções dos alunos de maneira gradativa.org/educa/index. a criança se nega a produzir. ela conta um fato . Outras vezes. dentro de um contexto. Assim . todas igualmente importantes para ela. Para a criança chegar a elaborar um texto individualmente. coesão e coerência). escrever pressupõe o domínio de determinados procedimentos: saber planejar o que vai ser escrito em função das características do contexto de produção colocado. Produzir textos é inerente à criança. dita regras de uma brincadeira. precisa. ou porque não está motivado. conhecimentos de várias naturezas entram em jogo: a) discursivos (relativos às características do discurso. ou em pequenos grupos. seqüência e lógica . Na escola. e) notacionais (relativos ao sistema de escrita). descreve um passeio. a criança precisa obedecer a regras de espaço. Nesse processo. Antes mesmo de conhecer letras. ele escreve apenas para satisfazer uma exigência do professor. de maneira que o progresso do aluno possa ser percebido e avaliado com maior segurança pelo professor e pelo próprio aluno. ou não se esforça muito para isso. A produção de texto não deve ser trabalhada isoladamente. Os procedimentos de escrita Além desse conhecimento. Algumas vezes. aliadas às regras ortográficas e gramaticais não definidas por ela.tematizadas nas atividades de ensino. trava-língua etc). pontuação. ela produz texto oral. no que se refere à dificuldade de execução. contos. saber redigir o que foi planejado. ou não escreve. o aluno não escreve porque não sabe o que.Produção de texto PRODUÇÃO DE TEXTO Produzir é realizar. A criança passa por fases de produção. antes. música. criar. As produções deverão ser arquivadas em um caderno específico. uma frase ou um conjunto de todas estas normas de registro e expressão que. mas de forma interdisciplinar. O texto pode ser um desenho. .cfm? pg=oassuntoe.interna&id_tema=9&id_subtema=3 Texto Informativo . e saber reescrever o texto produzido e revisado. uma palavra . Fonte: http://www. com base em modelos de escrita corretos e variados quanto à forma ( poesia. independentemente de saber escrever ou não.educared. sob a orientação do professor. entre outras coisas.

Desenhar seus amigos e escrever seus nomes. Em seguida.Desenhar sua família e escrever os nomes.Escrever seu nome e desenhar o seu retrato.Escrever o que quiser sobre uma data comemorativa. .Observando um desenho. montar seu nome e escrever uma frase ou um texto.Escrever sobre um recorte de revista. cada criança terá o seu .Desenhar sua casa. O professor seleciona alguns recortes e cola em folhas. . social.Escrever sobre seu animal preferido e depois fazer o desenho. .Fazer um desenho com base numa história contada e copiar o título.Recortar letras e formar uma palavra.Montar personagens com material de sucata e . guarda etc).Escrever sobre um profissional que esteve na escola ( jardineiro. O professor promove e coordena uma discussão sobre o tema. recortar e colar em uma folha. onde fazem as ilustrações. . . Ao terminar. . Desenhar os personagens utilizando sucata e transcrever a história. O aluno escolhe a cor sobre a qual quer escrever. . . O professor recorta pedaços de papel colorido de revistas e cola em folhas de linguagem.Desenhar sua classe e seus colegas e escrever sobre eles. .Escrever a respeito do brinquedo ou da brincadeira de que mais gosta. . Em seguida. . fazer o desenho e escrever o que quiser sobre ela. .Escrever sobre uma cor.Recortar letras de jornais e revistas.Escrever sobre uma figura: o professor recorta uma parte de uma figura de objeto. recortar e colar em uma folha. escrever a história. policial etc). escrever uma história sobre ele. . .Escrever sobre um assunto de Ciências e Saúde e montar um livro. A classe decide sobre o que vai escrever. e sugere as palavras que entrarão na história. . . . animal.Escrever sobre “O que gostaria de ser quando crescer”e desenhar.Escolher uma figura.Desenhar um meio de transporte e escrever sobre ele.Desenhar o pai ou a mãe e escrever “meu pai” ou “minha mãe” de acordo com o desenho. . O aluno deve identificar a figura ( distinção parte/todo) e escrever sobre a parte ou sobre o todo.Desenhar seus brinquedos e escrever os nomes. . escrever sobre ela. .Fazer uma montagem e escrever sobre ela. . a criança escolhe aquele sobre o qual escreverá. sua família e escrever os nomes . vidraceiro. Em seguida.Depois de ouvir uma história. entregador de merenda.Fazer uma história tomando por base um Banco de Palavras.As crianças fazem perguntas diretamente à pessoa e depois escrevem um texto. .Sugestões: . produzir uma história oral. . .Ouvir uma história contada pelo professor e escrever sobre ela. . . as crianças fazem um texto coletivo e transcrevem para o livro. Em seguida. escrever sobre ela. O professor escreve-as num papel manilha ou na lousa para que as crianças possam recorrer a elas durante a produção. . . .Escolher uma letra.Escrever sobre um fato da atualidade ( ecológico.O professor pode aproveitar uma notícia de jornal ou uma pergunta de um aluno para propor o tema. alimento ou brinquedo e cola em uma folha.Escrever sobre palavras recortadas e coladas em folhas: a criança escreve o que quiser a respeito da palavra. em grupo.Fazer o desenho de um animal de que tem medo e escrever sobre ele. fazer um desenho e escrever uma frase ou um texto que se refira à palavra formada.Depois de assistir a um filme em vídeo. político. .

Cada aluno escreve o bilhete para o colega sorteado. O professor faz a entrega e os alunos têm que identificar quem foi que escreveu o bilhete. . a utilidade e outras características do animal. O professor lê as informações da ficha.Em grupos pequenos de alunos. para ele. Por exemplo.Escrever um livro. professora. a criança resolve fazer um livro sobre frutas: ela recorta e cola uma figura em cada página e escreve uma frase sobre a fruta ou apenas o nome dela.Escrever um bilhete para um colega. . o professor responderá a todos os bilhetes. Escrever comentários baseados nas fichas de animais do chocolate Surpresa. repetindo o processo em todas as páginas do livro. . escreve o título e assina. . adivinhações.9 anos. cruzadinha. plástico etc.. Cada aluno escreve sua história e transcreve cada frase em uma página.Fazer o Jornal da Classe. .. vendo os desenhos. um passeio à feira. a .livro. desenho para ligar os pontos etc. .Escrever sobre uma experiência vivenciada. forma a palavra pato.Montar um livro com recortes de jornal ou revista. e grampeia. . . Cada aluno transcreve seu trabalho para folha e assina. “ Às vezes. traz. escrever uma lista de dez palavras e fazer uma produção. Um aluno.Contar um sonho que teve e escrever sobre ele. faz os desenhos.Fazer um desenho com materiais artísticos e escrever sobre ele. O aluno escreve o nome da cor e o que ela significa para ele. por exemplo. o processo de produção de texto.Escrever sobre uma palavra-surpresa. as crianças fazem um banco de palavras. As crianças escrevem algumas palavras em pequenos papéis e colocam numa caixa: o Tesouro de Nomes. a seguir. O professor escreve um nome em folhas que serão sorteadas entre as crianças. p. uma criança sorteia uma palavra que será tema de uma produção.Escrever sobre figuras seqüenciadas. O professor dobra as folhas de papel sulfite no meio. O depoimento. . Por exemplo.1991) . os alunos comentam e escrevem seus textos. Cada aluno faz um trabalho que pode ser produção. descobrir qual é. eles selecionam os trabalhos e montam o jornalzinho.Escrever sobre um animal que foi trazido para a classe. Estou pensando em fazer um livro em casa”. o. . cor ou tamanho. Em seguida.Fazer um livro sobre o arco-íris: cada folha terá uma cor pintada ou um recorte colorido de tecido. vem uma história inteirinha na minha cabeça. formar palavras e desenhar. colando as letras na folha. . De vez em quando.Montar um livro: recortar letras. (Rafael Nunes. Parece que estou fazendo um filme. ou alguém da escola. Se possível. desenho para ser pintado. . a alimentação. começo a juntar algo dos desenhos com outras imagens que eu já vi. ao zoológico etc. . Sob a orientação do professor. elabora a capa. papel.2ª série. O professor pode contribuir com alguma atividade. receita. escondido um animal e não diz qual é. As crianças conversam com o dono para saber os hábitos.Escrever um bilhete para o professor e assinar. de qualquer forma. Em seguida. . As informações são complementadas pelo professor como conteúdo de Ciências. e faz a ilustração. foi dado pelo aluno Rafael à sua professora e demonstra bem como ocorre. Rafael foi incentivado a criar e a produzir textos desde o início da 1ª série. tentando após a exploração. Aí. Por exemplo. formando o livro. o aluno decide fazer um livro sobre animais: ele recorta as letras t.

As formas verbais oxítonas. assim como. sóis. apresentam oscilação de timbre nas pronúncias. floresta.: Poucas paroxítonas deste tipo. pá. grave. eu ou oi. más. rapê (rapé). se aberto. papéis. após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas r. São acentuadas as paroxítonas que apresentam. terminam na vogal tônica/tônica aberta grafada a. Oxítonas: Levam acento as oxítonas terminadas em vogais tônicas/tónicas a(s). detém.html 4. fiéis. se fechado: pônei e pônei. as vogais abertas a. Zé. bônus e bônus. açúcar (açúcares). É facultativo o acento agudo em formas verbais do pretérito perfeito do indicativo: amamos (amámos). Vénus e Vênus. com as vogais tônicas/tônicas grafadas e e o em fim de sílaba. provêm. . rês. ilhéu(s). remói (de remoer). quando conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s). metrô. judô. Obs. e(s). Oxítonas com ditongos abertos ei. chapéu(s). herói(s). salvo raras exceções. e. Tejo. mesa. pénis e pênis. mês. pé. já. tênis e ténis.3 Aspectos normativos 4. provéns. lá. pés. na sílaba tônica/tónica. velho.3. podendo estes dois últimos ser seguidos ou não de s – anéis. voo. ou circunflexo. batéis. dá-la(s). habitá-la(s). o e ainda i ou u e que terminam em l. as respectivas formas do plural: amável (amáveis). céu(s). corrói (de corroer). cadáver (cadáveres). éden (édenes ou edens).1 A norma ortográfica a) Acordo Ortográfico 1990 Vide material em PDF b) Acentuação Regras de Acentuação Monossílabos Tônicos: São acentuados os monossílabos tônicos terminados com a(s). vá. filé. Paroxítonas: Em geral. r. o(s) − dá. pôs. véu(s). pó. pontapé. s ou z – adorá-lo(s). má. votamos (votámos). seguidas das consoantes nasais grafadas m e n.com/2006/08/texto-informativo-produo-de-texto. mocotó. homem. vê-la. pás. dó. nós. x e ps. purê (puré). tórax (tórax ou tóraxes). e(s).blogspot.Fonte: http://profa-val. o qual é assinalado com acento agudo. n. as palavras paroxítonas não são acentuadas graficamente: enjoo. olá. cós. louvamos (louvámos). acém. dê. vejo. rés. fé. né. o(s) ou em(ns) −está(s).

perdoo. lúdico. veem. quem. tônico (tónico). não haverá acento − ruim. Ipuiuna. O verbo pôr e as formas verbais pôde. viríamos. mandriice. músico. releem. atraiu. tireóide. Müller. oblique (oblíque). câmara. enjoo. público. feiura. juiz. àquela(s). as duas últimas quando na terceira pessoa do plural do presente do indicativo de ter e vir. às (de a+as) e também na contração da preposição a com os demonstrativos aquele. àquilo. Perde o acento gráfico o u tônico/tónico dos grupos. contribuiu. distribuiu. náusea. qui. Convém lembrar que. Proparoxítonas: Todas são acentuadas − árabe. aquelas e aquilo ou ainda da mesma preposição com os compostos aqueloutro e suas flexões: àqueles(s). heroico. período. zoo. sucuuba. glória. assembleia. paul. raiz. xiita. qui − argui. retórque. cômodo (cómodo). Vênus (Vénus). Também não leva acento se a vogal i ou u se repetir. delínque. averigue. trêmulo. com u pronunciado: alongínque. último. Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei ou oi − alcateia. que. Perdem o acento gráfico os vocábulos terminados em oo ou eem − creem. blasfêmia (blasfémia). dinâmico. Ditongos: Perdem o acento gráfico o i ou u tônicos/tônicos precedidos de ditongo em paroxítonas − baiuca. àqueloutro(s). apazigue (apazígue). Exceções: Palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros: hübneriano. aqueles. quando a vogal i ou u for acompanhada de outra letra que não seja s. mariice (neologismo de Guimarães Rosa). o que ocorre em poucas palavras: vadiice.Recebem acento gráfico paroxítonas terminadas em que. que. Acento grave: Na contração da preposição a com as formas do artigo ou pronome demonstrativo o: à (de a+a). contribuinte. têm e vêm recebem acentos diferenciais. fêmea (fémea). deem. Pode-se usar acento agudo ou circunflexo na letra e ou o antes de m ou n que não formam sílaba: acadêmico (académico). Trema: Este sinal de diérese foi inteiramente suprimido. àqueloutra(s). aquela. Raul. cairmos. . mágoa. fenômeno (fenómeno).

vírus. parabéns EM. Morumbi. US. ENS . Ã. OS. redemoinho. L. faísca. PS. paraíso. semi-internato. carnaúba.com. baú. 3) Não ponha acento nos prefixo paroxítonos que terminam em R nem nos que terminam em I: inter-helênico. álbum(ns). IS. Observe: 1. avô.algosobre. ÃOS. ES. bíceps.Hiatos: Quando a segunda vogal do hiato for i ou u. avós. árduos. Fonte: http://www. U. caíste. sólido. E. seguido ou não de S fácil. N. éden. haverá acento − proíbo. igarapé. órfãos. UM. próton. ÃS. Continua tudo igual. em: A. ditongo oral. aí. balaústre. ÃO. pólen. Se o i for seguido de nh. Observe: Pode-se usar acento agudo ou circunflexo de acordo com a pronúncia da região: acadêmico. Usa-se Paroxítonas Se terminadas em: R. I. heroína. fémur (Portugal). látex. caráter. saúde. US não levam acento: tatu. X. não haverá acento − moinho. 2.html Tabela traz regras já de acordo com a nova ortografia Márcia Lígia Guidin* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação Tipo de palavra ou sílaba Proparoxítonas Quando acentuar sempre Exemplos (como eram) simpática. polens. antiherói. O. saúva. Oxítonas Se terminadas vatapá. Observe: 1) Terminadas em ENS não levam acento: hifens. acompanhados ou não de s. cárie. Jaú. campainha. país. hífen. táxi. Continua tudo igual. UNS. cômodo Observações (como ficaram) Continua tudo igual ao que era antes da nova ortografia. 2) Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: sêmen. IS. lúcido. ímã. fenómeno (Portugal). super-homem. tônicos/tónicos. órfãs. tênis. terminadas em I. AS.br/gramatica/regras-de-acentuacao. abacaxi. tainha. fenômeno (Brasil) académico. fêmur (Brasil) ou sêmen. bênção. refém.

OI. o i e u não serão mais acentuados se vierem depois de um ditongo: baiuca. 4. haverá acento: tuiuiú. puré (Portugal). aí. papéis. troféu. Itaú. 3. etc. miúdo. Escreve-se agora: ideia. AS. heróis. baús. boia. 2. Monossílabos tônicos (são oxítonas também) terminados em A. cheiinho (cheio). pôs igual. Araújo. mói (moer) Continua tudo igual (mas. cuidado: somente para palavras oxítonas com uma ou mais Ditongos abertos em palavras oxítonas ÉIS. a regra se mantém: balaústre. Continua tudo mês. bóia desapareceu (para palavras paroxítonas). o i e u estiverem no final. E. saiinha (saia pequena). pé. Esta regra é nova: nas paroxítonas. Se o i e u forem seguidos de s. ÉU(S). tainha. purê (Brasil). Piauí.indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: bebê. Mas. mesmo com ditongo. jacuís. saída. egoísmo. se. debatê-lo. feiura. destróier serão acentuados porque terminam em R. O. ÓI(S) . pás.OS vá. teiú. herói. Atente para os acentos nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo. bebé. Í e Ú em palavras oxítonas e paroxítonas Í e Ú levam acento se estiverem sozinhos na sílaba (hiato) Ditongos abertos em palavras paroxítonas EI. Observe: há casos em que a palavra se enquadrará em outra regra de acentuação. ES. celuloide. céu. idéia. pó. colmeia. Esta regra colméia. Não se acentuam i e u se depois vier 'nh': rainha. Por exemplo: contêiner. Méier. Piauí 1. bocaiuva. baús. maoista. moinho. saúde. Luís. Esaú. nas oxítonas.

na pronúncia. Verbos terminados em guar. Esta regra desapareceu. Se a tônica. perdoo veem. eles águam e enxáguam a roupa (a tônico). ee vôo. voo. detêm. do subjuntivo e do imperativo afirmativo. obliquar usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo. mantêm . Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes. magoo. Verbos arguir e arguir e redarguir (agora redarguir sem trema) usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo. Observe:. mas não acentue). averiguar. intervir) singular leva acento agudo. usando a ou i tônicos. apaziguar. pessoa do manter. quar e quir aguar enxaguar. mas não acentue. Continua tudo igual. mantém. zôo. mas não acentue) o caso. Esta regra sofreu alteração. aí acentuamos estas vogais: eu águo. eu aguo a planta (diga a-gú-o.sílabas). Ele vem aqui. ôo. ela tem sede. cair sobre o u. Os verbos arguir e redarguir perderam o acento agudo em várias formas (rizotônicas): eu arguo (fale: ar-gúo. ele argui (fale: argúi). delinquir. Eles têm sede. do subjuntivo e do imperativo afirmativo. eles vêm aqui. apazíguem os grevistas. detém. eles vêm Continua tudo igual. mas não acentue). tu apazíguas as brigas. eu delínquo. na terceira pessoa do plural do presente ele obtém. vêem Verbos ter e vir na terceira pessoa do plural do presente do indicativo Derivados de ter na terceira e vir (obter. enjôo. eles têm. ele não será acentuado: Eu averiguo (diga averigú-o. eles obtêm. eles delínquem (í tônico). Agora se escreve: zoo. Esta regra desapareceu.

É importante compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. escocesa.jhtm c) Emprego das letras ORTOGRAFIA RESUMO TEÓRICO: De acordo com Ulisses Infante. müleriano Fonte: http://educacao. japonesa. exceto para os verbos: PODER (diferença entre passado e presente.br/portugues/ult1693u7. portuguesa etc. 2) FÔRMA (de bolo): O acento será opcional. averiguei.uol. inglesa. despesa. mesa. PÔR (diferença com a preposição por): Vamos por um caminho novo. linguístico. Exceto as de língua estrangeira: Günter. TER e VIR e seus compostos (ver acima). deve-se evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim.levam circunflexo Acento diferencial Esta regra desapareceu. em 36 Lições Práticas. Trema (O trema não é acento gráfico.1 Palavras que se escrevem com "ESA" burguesa. então vamos pôr casacos. delinquente. As dúvidas à correção devem ser resolvidas por meio da consulta a dicionários e publicações oficiais ou especializadas. francesa. 1. Observe: 1) Perdem o acento as palavras compostas com o verbo PARAR: Para-raios. Gisele Bündchen. a ortografia é a parte da Gramática que se ocupa da correta representação escrita das palavras. tranquilo.) Desapareceu o trema sobre o U em todas as palavras do português: Linguiça. parachoque. chinesa. mas pode ir hoje. pequinesa. portanto. A forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é oficial. se possível. cuja forma de pagamento é parcelada. Ele não pôde ir ontem. holandesa. adequar-se a um padrão estabelecido por lei.com. Grafar corretamente uma palavra significa. BIZU .

esterco. quis. fusível. profetizar. fugaz. atrás.. Neusa. usura. versátivel. origem) -ense. realização.4 Palavras que se escrevem com "EZ" altivez. siso. 1. Usa-se a letra S: a) nas palavras que derivam de outra em que já existe S. 1. azeitona. humanizar. Algumas palavras anis. gozar. gás. embriaguez. título. sisudez. estéril. com S. Ele é burguês. racionalizar. repus. sensacionalizar. a palavra será sempre com "S". a palavra será com "S". hipocrisia. através. avalizar. BISAR-BIS. valioso etc 1. Ele é francês. extravasar. imersão. bizantino. profetisa. revisão. cauteloso. pequenez. hipnose. inglês. firmeza. azenha. escocês. intensão (intensidade). 1. estupidez. PARALISAR-PARALISIA. PORTUGUÊS-PORTUGUESINHO. crueza. servo (servente).9 Palavras que se escrevem com "Z" azar. azougue. Não confunda com os casos em que se acrescenta o sufixo -ar a palavras que já apresentam S: analisar. conversível. heresia. profetisa. BIZU Para que estes vocábulos se escrevam com "S". As palavras POETIZAR e PROFETIZAR não se derivam de POETISA e PROFETISA. quis. coser(costurar).7 Palavras que se escrevem com "IZAR" (formador de verbos) "IZAÇÃO" (formador de substantivos). buzina. fineza. naúsea. colonizar. brasa. balizar. maisena. Ex. colonização. perigoso. proeza. puser. misto. pomposo. lerdeza. usina. Ela é chinesa. deslize. quisesse. com S. CASA-CASEBRE. pequisar. oscular. pureza. pusesse. desmobilizar. montanhês. d) nas formas dos verbos pôr (e derivados) e querer: pus. esplêndido. gostoso. dezena. Ex: Ele é cortês.6 Palavras que se escrevem com "ISAR" alisar. "OSA" audacioso. lilás. analisar. colisão. giz. irlandês. asilo.7) b) nos sufixos: -ês. singeleza. chinês. rigidez. BIZU Apesar de CATEQUIZAR se derivar de CATEQUESE. quiser. morbidez. (bizu 1. inversão. generalizar. formoso. riso. beleza. dizimar. estorvo. impulso. . harmonizar. ausência. aprazível. pisar etc. isquemia. 1.Se conseguirmos completar a frase "ELA É". avisar. mas sim de POETA e PROFETA. compreensão. cozer (cozinhar). palidez. hesitar. -osa (formadores de adjetivos) -isa (indicador de ocupação feminina): poetisa. azinhavre. humanização. CATÁLISECATALISADOR-CATALIZANTE. imersão. repusera. poetizar. bisar. teimoso. vaso. pretensioso. Ex. guisado. espectador. expansão. pedrês. esterilizar. amenizar. consertar(reparar). isolar. submerso. usufruir. maciez. -esa (para indicação de nacionalidade. realizar. inserto (inserido). 1. avareza. estigmatizar. 1. BIZU Se conseguirmos completar a frase "ELE É". obsessão (mas obcecado). quiséra. paralisar. viuvez.5 Palavras que se escrevem com "OSO". Por isso as primeiras se escrevem com Z e as últimas. falaz. bizarro. civilização. sacerdotisa. despersonalizar. poetisa. gasolina.2 Palavras que se escrevem com "EZA". 1. português etc. esoterismo. fuzil. papisa c) após ditongos: lousa. Ela é pequinesa. delicioso. finalizar. cortês. revés.8 Palavras que se escrevem com "S" A letra S representa o fonema /z/ quando é intervolálica: asa. francês. usurpar. rijeza etc. -oso. gazeta. querosene.3 Palavras que se escrevem com "ÊS" burguês. intrepidez. pesquisar. ANALISAR-ANÁLISE. coisa. serração (ato de serrar). esôfago. pusera. Obs. Isabel. surdez. azeite. fezes. aquele termo se escreve com Z e este. é necessário que no próprio radical já haja a letra "S". esotérico. catequizar. brioso. talvez. civilizar. ourivesaria. mesa. tristeza.: AVISAR-AVISO. pretensão. alteza. repusesse. vez. sesta.

antiqüíssimo. jirau. gesso. enchente. exílio. agilidade. progresso. exarar. cogitar. vertigem. miragem. cerração (nevoeiro). tigela. refúgio. faringe. cafajeste. varejista. injeção. ultraje. cerejeira. comichão.2 Palavras que se escrevem com "Ç" ou "C" à beça. expelir. encorajem (verbo).0 Palavras que se escrevem com "X" bexiga. enxoval. barragem. gesto. extirpar. sargento. ojeriza. cônscio. discípulo. mochila. encher. fugir. berinjela. cachimbo. rejeição. aguçar. alforje. salsicha. talvez. encharcar. laje. manjericão. enxaqueca. lambujem. retenção. descensão. exéquias. praxe. jirau. sucinto. ogiva. proeza. pichar. enchouriçar. chaminé. jérsei. fascículo. compressor. coragem. chute. 2. dissensão. canjica. fascinante. monge. fascínio. promessa. nascer. egrégio. agiota. jibóia. disciplina. subterfúgio. empoçar (formar poça).hipnotizar. vazar.5 Palavras que se escrevem com "G" a) nos substantivos terminados em agem. silêncio. piscina. necessário. expressão. discussão. escassez. extensão. chifre. xampu. paxá. égio. ugem: aragem. ascese. majestade. oaço (palácio). exalar. anjinho. viajem). estiagem. rabugem. sossego. algazarra. bege. viajar (verbo -> viajo. 2. enchiqueirar. cessão (ceder). gengiva. fuligem. xale. enxugar. tragédia. canjica.4 Palavras que se escrevem com "SC" abscissa. exuberante. cheque (ordem de pagamento). disfarçar. jerico. folhagem. transgressão. roxo. intumescer. almoço. graxa. xereta. enxerto. azia. baixeza. maçarico. muxoxo. descendente. algema. ojeriza. agir. ingressar. champanha. debochar. torção. expiar. oscilação. broche. alfanje. rescindir. demissionário. pança. pajé. joça. ruço (grisalho). piscicultura. colégio. soçobrar. jesuíta. cocha (gamela). 2. úgio: adágio. origem. expletivo. b) nas palavras terminadas em ágio. 2. êxito. enxame. discente. gironda. fachada. jeito. prestígio. exótico. assado. extorsivo.3 Palavras que se escrevem com "SS" admissão. argila. chavão. 2. 2. viaje. seção(departamento). pajem. OUTRAS: igrejinha. trança. bissetriz. impressionismo. exaltar. chiar. lajeado. expectativa.6 Palavras que se escrevem com "J" a) nas formas dos verbos terminados em -jar: arranjar (arranjo. exceção. ígio. necrológico. sucesso. emissor. xícara. herege. chacina. remessa.1 Palavras que se escrevem com "CH" enchova. exterminar. ressuscitar. faixa. exímio. enferrujar (enferruje. cassar (anular) dissertar (discorrer). enxurrada. passar. transmissão. terçol. . tez. pedágio. cuscuz. malandragem. chicana. viajem (verbo). exame. expor. brecha. xavante. exorcismo. empossar (dar posse). infrigir. chope. caxumba. enxaguar. fantoche. xangai. gengibre. seixo. chibata. chorumela. expirar. isósceles. contágio. caçula. enferrujem). xeque (incidente no xadrez). enxuto. exotérmico. sessar (peneirar). maciço. exacerbar. aziago. chimpanzé. traje. chantagem. perspicaz. pajé. estágio. secessão. assaz. chusma. geada. extasiar. presunção. ginete. arrocho. adolescente. apogeu. joça. chicória. abstenção. coalizão. repercussão. revezar. tacha (prego). acréscimo. viagem (substantivo). ferrugem. contagem. por exemplo). algemas. suscitar. decertar (lutar). prazerosamente. Outras angelical. êxodo. obsceno. vagem. geringonça. extenso. sarjeta. enxortar. troço. cervo (veado). camurça. lanugem. chá (arbusto). gergelim. rigidez. interjeição. jenipano. jerimum. flecha. jejuar. faxina. b) nas palavras oriundas do Tupi. exonerar. Cuidado com as exceções pajem e lambujem. buxo (arbusto ornamental). arrajem. bochecha. cessação. bricha (prego). gorjeta. maxixe. xá (título de soberano do Oriente). explicar. enrijecer. igem. mormaço. bucho (estômago de animais). traje. chave. chicote. ascensorista. africana e árabe ou de origem exótica: Jibóia. granja. sessão (reunião). miscigenação. desprezar. imprescindível. drágea. relógio. agressivo. expresso. sintaxe. projétil (ou projetil). acrescentar. aborígine. pêssego. tenacíssimo. Moji. coxo. coragem. transcender. ressurreição. escasso. ascetismo. baixo. açucena. xavante. enxada. exsurgir. seiscentos. excesso. excitante. chispar. pechincha. foz. chumaço. chulo. engraxar. descentralizar. egípcio. bugiganga. linchar. extorsão. rescisão. sarjeta. chuchu. genuíno. ógio. broxa(pincel). choupana. exaustão. massagem. exumação. irascível. trouxe. gíria. 2. descente (vazante). passo (passada). intenção (propósito). charuto. abscesso. russo (natural da Rússia). ascensão. enferrujem (verbo). litígio. xadrez. enchoçar. ferrugem. apetrecho. consciência.

extra-humano – pró-hidrotópico . anti-higiênico – anti-histórico – co-herdeiro . Nota importante: . tais como: .Marcelo Rosental Gramática Ulisses Infante.8 A letra "H" hálito. hostil. o que antes prevalecia e o que atualmente vigora. . hipismo. representadas pela mesóclise e ênclise. Fonte: http://www. hélice. herói. hérnia.superhomem. histeria. cujas funções estão associadas a uma infinidade de ocorrências linguísticas.proinsulina.separar as sílabas de um dado vocábulo. haste. horta.ligar palavras compostas.2. em alguns casos. # Com prefixos. o presente artigo tem por finalidade evidenciá-las. procurando enfatizar. humor.com. hilaridade. # Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante. auto-observação – auto-ônibus – contra-atacar . houve algumas mudanças em relação à sua aplicabilidade. harmonia. Com o advento da Nova Reforma Ortográfica. pois: Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen: # O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal. hífen. inter-regional – sub-bibliotecário – super-resistente.fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais. horror. hipocondria. mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo..coordenar – reeditar – proótico .ligar algumas palavras precedidas de prefixos. hangar.. emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”. constatemos. “-pro”. harpa. homenagem.sofi.. hemisfério. dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão. húmus. Em "Bahia".Agostinho Dias Carreiro. hemorragia. o H sobrevive por tradição histórica.. hipocrisia. Mediante tais pressupostos. “-re”.Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”. . baianismo.. hipótese. Observe que nos derivados ele não é usado: baiano.br/node/951 d) Hífen O hífen representa um sinal gráfico.. hediondo.Essa regra padroniza algumas exceções já vigentes antes do Acordo. Sendo assim. herbívoro (mas ervas). hesitar. Referências Bibliográficas: Gramática para concurso . . Redação em construção . . coobrigar – coadquirido .

m.. sub-regional – sub-raça – sub-reino. -bem. usa-se o hífen. diante de palavras iniciadas por “vogal. mal-humorado – mal-intencionado – mal-educado. o hífen está presente. # Diante dos prefixos “-além. -ex. n ou h”. diante de palavras iniciadas por “r”.... usa-se o hífen. Casos em que não se emprega o hífen: # Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente... circum-navegador . Nota importante: . representados por “-açu”. # Usa-se o hífen em casos relacionados à ênclise e à mesóclise. -recém. # Com sufixos de origem tupi-guarani. # Diante do advérbio “mal” . aeroespacial – antiamericano – socioeconômico.pan-americano – circum-hospitalar – pan-helenismo. -pós. “-mirim”. Observação: . -sem. -aquém... jacaré-açu – cajá-mirim – amoré-guaçu. além-mar – aquém-mar – recém-nascido – sem-terra – vice-diretor...# Com o prefixo “-sub”. entregá-lo – amar-te-ei – considerando-o.. # Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição.Essa nova regra padroniza algumas exceções existentes antes do Acordo. vice. quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”. emprega-se o hífen.. usa-se o hífen. “guaçu”.. # Com os prefixos “-circum” e “-pan”..

# Não se emprega o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”. Observações importantes: . como é o caso de: minissaia – minissubmarino . .intermunicipal – subemprego – superinteressante – superpopulação... # Diante do advérbio “mal”.A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo. retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas. adverbiais. prepositivas ou conjuntivas. fim de semana – café com leite. depois de prefixo terminado em vogal. verbais.. adjetivas. como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas.... expressos por: água-de.colônia – água-de-coco – cor-de-rosa. não se emprega o hífen... Exceções: O hífen ainda permanece em alguns casos. # O hífen não deve ser usado quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente. malfalado – malgovernado – malpassado – maltratado – malvestido..... quando a segunda palavra começar por consoante. pronominais..O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra..minissérie. . azul-escuro – bem-te-vi – couve-flor – guarda-chuva – erva-doce – pimenta-decheiro.O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação. hiper-requintado – inter-regional – super-romântico – super-racista... anteprojeto – autopeça – contracheque – extraforte – ultramoderno. hipermercado – hiperacidez . # Não se emprega mais o hífen em locuções substantivas.. # Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”.

Exemplo: verbo ser e ir. Presente Radical Ouç Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv Perfeito Terminação o es e imos is em Radical Terminação Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv i iste iu imos istes iram • Anômalos: verbos que apresentam mais de um radical ao serem conjugados.com/gramatica/emprego-do-hifen. Presente Radical Cant Cant Cant Cant Cant Cant Perfeito Terminação o as a amos ais am Radical Terminação Cant Cant Cant Cant Cant Cant ei aste ou amos astes aram • Irregulares: são os verbos cujos radicais se alteram ou cujas terminações não seguem o modelo da conjugação a que pertence. No verbo ser ocorrem radicais diferentes.3. Exemplo: verbo ouvir. • Regulares: são aqueles em que o radical permanece o mesmo em toda a conjugação. defectivos e abundantes.2 Emprego das Classes Gramaticais (vide documento Word na pasta Letras Puc) b) Emprego dos Verbos Classificação dos Verbos Os verbos da língua são classificados em: regulares. note pela diferença entre: sede. anômalos. era.Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www.htm 4. irregulares.brasilescola. Exemplo: verbo cantar. .

fui. “ol”. anéis) *Exceções: males. colares) · Em “al”. irei. Exemplo: aceitar acender corrigir eleger emergir entregar encher expelir extinguir fritar imergir imprimir inserir limpar matar aceitado acendido corrigido elegido emergido entregado enchido expelido extinguido fritado imergido imprimido inserido limpado matado aceito aceso correto eleito emerso entregue cheio expulso extinto frito imerso impresso inserto limpo morto Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Equipe Brasil Escola Fonte: http://www.htm c) Flexão dos nomes FLEXÃO NOMINAL (plural) · Em vogal ou ditongo: “+s” (exs: asas.com/gramatica/classificacao-dos-verbos.brasilescola. meles.No verbo ir. da mesma forma: vou. táxis) · Derivados em “r”. “z”: “+es” (exs: colheres. “ul”: l = “is” (exs: jornais. Exemplos: verbo abolir verbo reaver Presente do indicativo Presente do indicativo Eu # Tu aboles Ele abole Nós abolimos Vós abolis Eles abolem Eu # Tu # Ele # Nós reavemos Vós reaveis Eles # • Abundantes: apresentam duas ou mais formas equivalentes. • Defectivos: não se apresentam em todas as flexões. cônsules · Oxítonos em “il”: il = “is” (exs:barris. “el”. funis) · Paroxítonos em “il”: il = .

azul-marinho FLEXÃO DOS DIMINUTIVOS · Em “zinho”. tórax) FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS COMPOSTOS Regra geral: subs. fins) · Monossílabos ou oxítonos em “s”: “+es” (exs: ingleses. e) Alfredo e Radagásio são dois gentilhomens. segundo) NENHUM · Multilicativos (ex: triplo. (U-UBERLÂNDIA) Relativamente à concordância dos adjetivos compostos indicativos de cor. uma. florzinhas) *Invariável: bem-te-vi. primeiros-ministros) SÓ O PRIMEIRO · Com preposição (ex: pés-de-moleque) · O segundo é finalidade ou semelhança (exs: sofás-cama.“eis” (exs: fósseis. (CESGRANRIO) Assinale o par de vocábulos que formam o plural como órfão e mata-burro. d) Godofredo almoçou duas couves-flor. “zito”: “+s” (limãozitos. amarelolimão) · Cor + de + Subst (ex: cor-de-rosa) · Azul-celeste. (BB) Flexão incorreta: a) os cidadãos b) os açúcares . Qual? a) saia amarelo-ouro b) papel amarelo-ouro c) caixa vermelho-sangue d) caixa vermelha-sangue e) caixas vermelho-sangue 3. variam. está errada. répteis) · Em “m”: m = “ns” (ex: nuvens. respectivamente: a) cristão / guarda-roupa b) questão / abaixo-assinado c) alemão / beija-flor d) tabelião / sexta-feira e) cidadão / salário-família 2. bilhão) VARIAM GÊNERO · Cardinais: um.com/books/217907-flex%C3%A3o-nominal-plural/#ixzz1TzSPOp7p Exercícios de Flexão Nominal Por: Prof. 4. arco-íris FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS VARIAM EM NÚMERO · Numerais (exs: milhão. c) O ladrão forçou a porta com dois pés-de-cabra. (ITA) Indique a frase correta: a) Mariazinha e Rita são duas leva-e-trazes. dois e > Duzentos · “Ambos” substituindo “os dois” VARIAM EM NÚMERO E GÊNERO · Ordinais (exs: primeiro. peixes-boi) SÓ O SEGUNDO · Verbo + Subst (ex: guarda-roupas) · Invariável/Prefixo + Variável (exs: sempre-vivas. ex-chefes) · Repetidos (ex: reco-recos) *Exceção: corres-corres NENHUM · Verbo + Advérbio (ex: bota-fora) · Verbo + Subst Plural (ex: saca-rolha) Obs: mangas-rosa. b) Os filhos de Clotilde são dois espalhas-brasas. meios-fios. paroxítonos ou proparoxítonos em “s”: invariáveis (ex: lápis. e adj. Eliane Vieira 1.shvoong. dobro) Fonte: http://pt. papeizinhos) · Em “r”: 2 formas (exs: florezinhas. verbo não OS DOIS · Subst + Subst (ex: couves-flores) · Subst + Adj (ex: amores-perfeitos) · Adj + Subst (ex: bons-dias) · Numeral + Subst (exs: segundas-feiras. os leva-e-traz FLEXÃO DOS ADJETIVOS COMPOSTOS SÓ O ÚLTIMO · Adj + Adj (ex: verde-claros) *Exceção: surdosmudos · Invariável + Adj (ex: mal-educados) NENHUM · Adj + Subst (exs: verde-oliva. jovens. lilases. dentre as seguintes. gases) · Em “x”.

mundovestibular. A 8.html d) Emprego dos Numerais . D 5. (MACK) Assinale a alternativa em que a flexão do substantivo composto está errada: a) os pés-de-chumbo b) os corre-corre c) as públicas-formas d) os cavalos-vapor e) os vaivéns 10. (BB) Mesma pronúncia de "bolos": a) tijolos b) caroços c) olhos d) fornos e) rostos 6. salários-família. (UF-UBERLÂNDIA) Na sentença "Há frases que contêm mais beleza do que verdade". E Fonte: http://www. (BB) Não varia no plural: a) tique-taque b) guarda-comida c) beija-flor d) pára-lama e) cola-tudo 7. mulas-sem-cabeças GABARITO: 1. (UM-SP) Aponte a alternativa em que haja erro quanto à flexão do nome composto: a) vice-presidentes. obras-primas c) reco-recos. cartões-postais. A 2. amores-perfeitos.E 6. A 9. os bota-fora b) tico-ticos. D 3.D 7.com.C 4. chefes-de-seção. B 10. sempre-vivas d) pseudo-esferas. (EPCAR) Está mal flexionado o adjetivo na alternativa: a) Tecidos verde-olivas b) Festas cívico-religiosas c) Guardas noturnos luso-brasileiros d) Ternos azul-marinho e) Vários porta-estandartes 8.c) os cônsules d) os tóraxes e) os fósseis 5.br/articles/7436/1/Exercicios-de-FlexaoNominal-/Paacutegina1. temos grau: a) comparativo de superioridade b) superlativo absoluto sintético c) comparativo de igualdade d) superlativo relativo e) superlativo por meio de acréscimo de sufixo 9. sextas-feiras. pães-de-ló e) pisca-piscas.

um quarto… lista de numerais cardinais e ordinais Algarismo Romanos . dobro. meio. segundo. fração.. três. quinto… c) multiplicativos: indicam multiplicação. um.Arábicos Cardinais Ordinais . cinco… b) ordinais: indicam ordem de sucessão. leitura e emprego dos numerais Definição: Numeral é a palavra que indica número ou ordem de sucessão... Classificação dos numerais: a) cardinais: indicam quantidade. terceiro. quatro. quádruplo. triplo. quíntuplo… d) fracionários: indicam divisão.. um terço.Grafia. quarto. metade. dois. primeiro..

000 10. tríplice quadruplo quíntuplo sêxtuplo séptuplo Fracionários meio ou metade terço quarto quinto sexto sétimo . dobro.000 100.000 1000000000 um primeiro dois segundo três terceiro quatro quarto cinco quinto seis sexto sete sétimo oito oitavo nove nono dez décimo onze undécimo ou décimo primeiro doze duodécimo ou décimo secundo treze décimo terceiro quatorze ou catorze décimo quarto quinze décimo quinto dezesseis décimo sexto dezessete décimo sétimo dezoito décimo oitavo dezenove décimo nono vinte vigésimo vinte e um vigésimo primeiro trinta trigésimo quarenta quadragésimo cinqüenta qüinquagésimo sessenta sexagésimo setenta septuagésimo ou setuagésimo oitenta octogésimo noventa nonagésimo cem centésimo duzentos ducentésimo trezentos trecentésimo quatrocentos quadringentésimo quinhentos qüingentésimo seiscentos seiscentésimo ou sexcentésimo setecentos septingentésimo oitocentos octingentésimo novecentos nongentésimo ou mil noningentésimo dez mil milésimo cem mil dez milésimos um milhão cem milésimos um bilhão milionésimo bilionésimo Lista de numerais multiplicativos e fracionários Algarismos 2 3 4 5 6 7 Multiplicativos duplo.000.000 1. dúplice triplo.I II III IV V VI VII VIII IX X XI XII XIII XIV XV XVI XVII XVIII XIX XX XXI XXX XXXL L LX LXX LXXX XC C CC CCC CD D DC DCC DCCC CM M X' C' M' M" 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 30 40 50 60 70 80 90 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1.

. tem-se observado a tendência a ler os números redondo segundo a forma ordinal. se pelo menos um deles for masculino. O numerador de um numeral fracionário é sempre lido como cardinal. = décimo milésimo leitura do fracionário. Carne ou peixe crus. Na indicação de reis. Século VII (sétimo século XX (vinte) João Paulo II (segundo) João XXIII (vinte e três) Fonte: http://folhetim. b) se for superior a 10 e não constituir número redondo. concorda com o último ou vai facultativamente: • • para o plural. devem-se empregar os cardinais. = dois milésimo seiscentésimo quadragésimo oitavo 10 000o. usam-se os numerais ordinais até décimo. se todos eles estiverem no feminino. Peixe ou carne crua. 2 648o. no feminino. 4/18 = quatro dezoito avos 6/35 = seis trinta e cinco avos 8/125 = oito cento e vinte e cinco avos emprego de numeral cardinal ou ordinal 1. é lido como cardinal. + Adjetivo Quando o adjetivo posposto se refere a dois ou mais substantivos. partes de uma obra.html 4.. 5 058 624 = cinco milhões cinqüenta e oito mil seiscentos e vinte e quatro leitura do ordinal. é lido como ordinal 3/8 = três oitavos 6/10 = seis décimo 4/30 = quatro trigésimos 5/100 = cinco centésimos Exceções: ½ = meio. 1/3 = um terço. séculos. podem ocorrer duas formas de leitura: a) se for inferior ou igual a 10. Amor e ternura humana. seguido da palavra avos. assim como entre as dezenas e a unidade. Quanto ao denominador. entretanto. podem ocorrer dois casos: a) Quando ele é inferior a 2 000..3.. Exemplos: Ternura e amor humano. Acima de 2 000. papas. b) 1 856o. ou ainda for um número redondo.3 Sintaxe da frase a) Concordância Concordância Nominal 1. no masculino. concorda com o mais .tripod. 2. Substantivo + Substantivo.com/numeral. A partir daí. Modernamente. para o plural. Adjetivo + Substantivo + Substantivo + . Carne ou peixe cru. lê-se o primeiro algarismo como cardinal e os demais como ordinais. é lido inteiramente segundo a forma ordinal. Quando à leitura do numeral ordinal. = milésimo octingentésimo qüinquagésimo sexto. Ternura e amor humanos. Quando o adjetivo anteposto se refere a dois ou mais substantivos.8 9 10 11 12 100 óctuplo nônuplo décuplo undécuplo duodécuplo cêntuplo oitavo nono décimo onze avos doze avos centésimo Leitura do cardinal Na leitura de numerais cardinais deve-se colocar a conjunção e entre as centenas e dezenas.

"o melhor .." permanece no singular.próximo. A primeira e segunda lições. este vai para o plural. 7." ."Os (as) mais . 8.. este vai para o singular ou plural.". Substantivo + Ordinal + Ordinal + .". Nem um nem outro argumento. 5... determinando-o. Exemplos: Um e outro aspecto. Substantivo + Adjetivo + Adjetivo + . possíveis" . Exemplos: Um e outro aspecto obscuros. possível" . Um e outro / Nem um nem outro + Substantivo Quando as expressões "um e outro". 6. possível" . este permanece no singular."Os (as) piores . Exemplos: Mau lugar e hora.. ... este concorda com o mais próximo ou vai para o plural.. 4..". "os piores .. determinando-o.. Quando dois ou mais ordinais vêm depois de um substantivo."O (a) pior .. Com as expressões "os mais . Uma e outra causa juntas. quarta e quinta. Exemplos: Estudo as línguas inglesa e portuguesa.... Má hora e lugar.. De um e outro lado.. possíveis" O adjetivo "possível". Um e outro + Substantivo + Adjetivo Quando um substantivo e um adjetivo vêm depois da expressão "um e outro". Ordinal + Ordinal + ..". "O (a) mais ...". Estudo a língua inglesa e (a) portuguesa. Quando dois ou mais adjetivos se referem a um substantivo.."Os (as) melhores .. vai para o plural."O (a) melhor .. Os poderes temporal e espiritual. Exemplos: A primeira e segunda lição. possível" .. Exemplo: As cláusulas terceira. nas expressões "o mais . O poder temporal e (o) espiritual. + Substantivo Quando dois ou mais ordinais vêm antes de um substantivo... "nem um nem outro" são seguidas de um substantivo.. "os melhores .. 3.. o substantivo vai para o singular e o adjetivo para o plural.. "o pior .

Salvas as crianças . Postas as cartas na mesa . Visto ser longe. Janela meio aberta. Eles foram os mais insolentes possíveis. invariáveis: Salvo honrosas exceções. 10. por isso. mas são os melhores possíveis. Meio (= metade) + Substantivo O adjetivo "meio" concorda com o substantivo a que se refere. Particípio + Substantivo O particípio concorda com o substantivo a que se refere. Exemplos: Ela parecia meio encabulada. "posto" e "visto" assumem também papel de conectivos. Recebi bastantes flores. Cometeu um crime de lesa-pátria. Observações: 1. Meio (= um tanto) + Adjetivo O advérbio "meio".. Tal fato pode ser explicado pelo fenômeno da "concordância atrativa".Exemplos: Os dois autores defendem a melhor doutrina possível. 9. Comprei poucos livros. Restabelecidas as amizades . Dessa concordância existem exemplos entre os clássicos: "Uns caem meios mortos". Exemplos: Meias medidas. Na fala.. Ela mesma falou aquilo. Meio litro. Posto ser tarde... que se refere a um adjetivo. Elas próprias falaram aquilo. não irei. Ele mesmo falou aquilo. Anexo / bastante / incluso / leso / mesmo / próprio + Substantivo Essas palavras concordam com o substantivo a que se referem. 11.. Cometeu um crime de leso-patriotismo.. Observação: "Salvo". Vão inclusos os documentos. Estas frutas são as mais saborosas possíveis. irei. observam-se exemplos do advérbio "meio" flexionado.. Vistas as condições . Exemplos: Feitas as contas .. ou por influência do adjetivo a que se refere: "Ela está meia cansada".. permanece invariável.. sendo. Meia garrafa. (Camões) . 12. Exemplos: Vão anexas as cópias.

15. A construção "meio-dia e meio" também ocorre na fala. "meios-tons". Verbo + predicativo do transobjetivo objeto Julgou Considerei Achei inocentes oportunas simpáticos + objeto + objeto . a concordância efetua-se normalmente: É proibida a entrada de meninas. a forma "meio" permanece no masculino. + predicativo do objeto Verbo transobjetivo é o verbo que pede. etc. Em "meio-dia e meia". Nesse caso. oculta na expressão "meio-dia e meia (hora)". Casa. página (+ número) + numeral + objeto + objeto . Exemplos: Casa dois. A palavra "meio" funciona como elemento de justaposição em "meias-luas". É proibido entrada. "meia" concorda com a palavra "hora". "é preciso"... "meia-idade". por atração ou influência da forma masculina "meio-dia". Verbo transobjetivo + objeto + objeto . uma qualificação para esse complemento (= predicativo do objeto). Substantivo + é bom / é preciso / é proibido Em construções desse tipo.. o pai e o filho a decisão e a sugestão a irmã e o irmão Verbo transobjetivo Julgou Considerei Achei 14. Pronome de tratamento (referindo-se a uma pessoa de sexo masculino) + verbo de ligação + adjetivo masculino Quando um adjetivo modifica um pronome de tratamento que se refere a pessoa do sexo masculino. 16. Verbo transobjetivo + predicativo do objeto + objeto + objeto . o numeral concorda com a palavra oculta "número". "meiostermos". vai para o masculino.2.. .. o pai e o filho a decisão e a sugestão a irmã e o irmão + predicati vo inocentes oportunas simpáticos Na enumeração de casas e páginas. Observação: Quando há determinação do sujeito.. "é proibido" permanecem no singular. 13. quando o substantivo não está determindado. Exemplos: Maçã é bom para a saúde.. Página dois. Essa é a construção recomendada pela maioria dos manuais de cultura idiomática. o predicativo concorda com o(s) objetos. além de um complemento-objeto. É preciso cautela. 3. as expressões "é bom"..

contentar. Aliás. REGÊNCIA VERBAL Termo Regente: VERBO A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras. é muito comum existirem divergências entre a regência coloquial. possui. é o meio de transporte por mim utilizado.br/manualred/nominal. Saiba que: O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e também nominal). empregados no lugar de "eu / tu". no padrão culto da língua. Exemplos: Vós (= tu) estais enganado. Fonte: http://www. o metrô é o lugar a que vou. -> agradar significa acariciar. O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade expressiva.php b)Regência Regência Verbal e Nominal Definição: Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos. satisfazer. disse que Sua Excelência era generoso. Observe: A mãe agrada o filho. Nós (= eu) fomos acolhido muito bem.pucrs. As preposições são capazes de modificar completamente o sentido do que se está sendo dito. pois oferece oportunidade de conhecermos as diversas significações que um verbo pode assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. A oração "Cheguei no metrô".Exemplos: Sua Santidade está esperançoso. Logo. Sejamos (nós = eu) breve. conclui-se que "agradar alguém" é diferente de "agradar a alguém". e a regência culta. Veja os exemplos: Cheguei ao metrô. vai para singular. sentido diferente. cotidiana de alguns verbos. 17. A mãe agrada ao filho. Referindo-se ao Governador. que expressem efetivamente o sentido desejado. Cheguei no metrô. . popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se vai. no segundo caso. criando frases não ambíguas. Nós / Vós + verbo + adjetivo Quando um adjetivo modifica os pronomes "nós / vós". No primeiro caso. que sejam corretas e claras. -> agradar significa "causar agrado ou prazer".

os termos ou oração que dela dependem são os regidos ou subordinados. 3. Ex. 6. não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes formas em frases distintas.php Regência é a parte da Gramática Normativa que estuda a relação entre dois termos./ O aluno desobedeceu ao professor.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica. Ex. 4.: O técnico assistia os jogadores novatos. presenciar: exige a preposição a./ Antipatizo com meu professor de História.: Aspiro o perfume da flor. Ex. ./ Antipatizo-me com meu professor de História.Namorar – não se usa com preposição. verificando se um termo serve de complemento a outro. portanto.Obedecer/ desobedecer – exigem a preposição a.soportugues.este verbo exige dois complementos sendo que um usa-se sem preposição e o outro com a preposição a. Verbos que apresentam mais de uma regência: 1 . Ex. etc. Fonte: http://www. Ex. 2 . (cheirar)/ Aspiro a uma vida melhor. são considerados construções erradas quando os mesmos aparecem acompanhados de pronome oblíquo: Simpatizo-me com Lúcio. Estes verbos não são pronominais./ Maria reside em Santa Catarina.: Aspirou o ar puro da manhã. Ex. pretender: exige a preposição a./ Cheguei a Belo Horizonte. Segundo a linguagem formal. Ex. A palavra ou oração que governa ou rege as outras chama-se regente ou subordinante.Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em. é errado usar este verbo reforçado pelas expressões ou palavras: antes. sorver: usa-se sem preposição. mil vezes mais.: Não assistimos ao show. Ex.: Prefiro dançar a fazer ginástica. ajudar. Ex.: Simpatizo com Lúcio. Ex.: Esta era a vida a que aspirava.br/secoes/sint/sint61. b) no sentido de almejar.Para estudar a regência verbal. socorrer: usa-se sem preposição. Ex.: Ele mora em São Paulo. b) no sentido de ver.com. A transitividade.Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição em. agruparemos os verbos de acordo com sua transitividade.Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com.: Joana namora Antônio.Assistir a) no sentido de prestar assistência.: Vou ao dentista. 2.Preferir . muito mais. Ex.: As crianças obedecem aos pais. mais. porém. (desejar) Regência Verbal 1. 5.Aspirar a) no sentido de cheirar.

: Disparou o tiro visando o alvo. b) Quando forem pronominais: são regidos pela preposição de.: Quero muito aos meus amigos. Ex. c) no sentido de ter em vista.Esquecer/lembrar a) Quando não forem pronominais: são usados sem preposição. ter afeto: usa-se com a preposição a. c) no sentido de dar início. pertencer: exige a preposição a. 8 .: Ela pagou a conta do restaurante. d) no sentido de morar. Ex.: Suas queixas não procedem. avisar. b) no sentido de estimar. dar informação: admite duas construções: 1) objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido pelas preposições de ou sobre).Proceder a) no sentido de ter fundamento: usa-se sem preposição. Ex. Ex. Ex.: Perdoou a todos.Querer a) no sentido de desejar: usa-se sem preposição. 4 . Ex.: Assistiu em Maceió por muito tempo.: Visaram os documentos.: Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo. . b) no sentido de dar visto: usa-se sem preposição. Ex.c) no sentido de caber.: Assiste ao homem tal direito. 6 . Ex. b) no sentido de originar-se. 3 . Ex. 5 . 7 .Pagar/ perdoar a) se tem por complemento palavra que denote coisa: não exigem preposição. Ex.: Lembrei-me do nome de todos. Ex. Ex.Visar a) no sentido de mirar: usa-se sem preposição. residir: é intransitivo e exige a preposição em.: Informou todos do ocorrido. Ex. Ex.: Esqueci o nome dela. vir de algum lugar: exige a preposição de.: Os detetives procederam a uma investigação criteriosa. Ex.: Viso a uma situação melhor. b) se tem por complemento palavra que denote pessoa: são regidos pela preposição a.: Quero viajar hoje. executar: usa-se a preposição a. objetivar: é regido pela preposição a.Informar a) no sentido de comunicar.

comprometer: usa-se com dois complementos. em atento a.: Implicou o negociante no crime. de. c) no sentido de antipatizar: é regido pela preposição com.: O carro custou-me todas as economias. Ex. Ex. para. e apresenta regência. ter o preço: usa-se sem preposição. em. para. para negligente em nobre de.: Imóveis custam caro Regência Nominal: Alguns nomes (substantivos. com. por nocivo a obediente a obsequioso com orgulhoso com. de bom para grato a capaz de. 9 . por pobre de poderoso para.Custar a) no sentido de ser custoso. um direto e um indireto com a preposição em. b) no sentido de acarretar. em.: Informou a todos o ocorrido. para empenho de. por estranho a anterior a exato em aparentado com fácil a. com possível de posterior a proeminência sobre prestes a. 10. em. para. c) no sentido de ter valor de. para com parco em. em passível de peculiar a. por fiel a avesso a. (Assim como os verbos. em aversão a. de parecido a. contra falho de. Ex. para .: Implica com ela todo o tempo. para hábil em cego a habituado em necessário a. em. de. por afável com. de.: Esta decisão implicará sérias conseqüências. de perito em pernicioso a pertinaz em piedade com.Implicar a) no sentido de causar. em. para com. por dúvida acerca de. para. a favorável a atentado a. de. para feliz com. adjetivos e advérbios) são comparáveis aos verbos transitivos indiretos: precisam de um complemento O complemento nominal é para o nome o que o objeto indireto é para o verbo. para com entendido em alheio a erudito em amoroso com. Ex. alguns nomes apresentam mais de uma regência) acessível a. com. Ex. com. em benefício a furioso com. para apto para. sobre adequado a. Ex. de. acarretar: usa-se sem preposição. em firme em ávido de forte de. Ex. para com escasso de análogo a essencial para ansioso de. ser difícil: é regido pela preposição a. exigir. b) no sentido de envolver. por avaro de fértil de. obter por meio de: usa-se sem preposição. em.: Custou ao aluno entender o problema.2) objeto indireto de pessoa ( regido pela preposição a) e direto de coisa. em bacharel em fraco para.

para. por contemporânea de. por respeito a. Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso. de cobiçoso de comum a. entre único em. Já na segunda oração. e conseqüentemente é do caso oblíquo. por sujo de temível a. em sábio em. por diferente de difícil de digno de diligente em. Ajudar quem? Você (lhe). de proveitoso a próximo a. de devoção a. com. para com ida a idêntico a imediato a impaciência com imune a. com último em. entre situado a. de querido de. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando desempenha função de complemento. a contíguo a contrário a cruel com. o pronome oblíquo “lhe” da segunda oração aponta para a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia ajudar. por rico de. para sito em. entre. de. de. para propínquo de próprio para. pois não sabia se devia lhe ajudar. a. em. para com. de importante contra. Maria foi embora para casa. para com. . Eu não sei essa matéria. 2. entre Fonte: http://www. para com cuidadoso com cúmplice em. Vamos entender. para com. logo. para inédito a indeciso em indiferente a indigno de indulgente para. a união a. em. para sensível a. em. Importante: Em observação à segunda oração o emprego do pronome oblíquo "lhe" é justificado antes do verbo intransitivo "ajudar" porque o pronome oblíquo pode estar antes. entre soberbo com solícito com. a incapaz de. de. em propício a. de. para transido de suspeito a. em.. em pronto para. para com leal a lento em liberal com maior de mau com. são pertencentes ao caso reto. para impróprio para inábil para inacessível para. Observe as orações: 1. para com menor de morada em natural a. para incompatível com incompreensível para inconstante em incrível a.certo de cheiro a.com/portugues/regencia c)Colocação Colocação Pronominal Sobre os pronomes: O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de sujeito na frase.. por desatento a descontente com desejoso de desfavorável a desleal a devoto a. sobre útil a. de. para ditoso com diverso de doce a dócil a dotado de doutor em duro de Autoria: Rosana Jaco Cirilo horror a hostil a. como o pronome pessoal surge na frase e que função exerce.. para com inerente a insensível a intolerante com. para vazio de visível a vulgar a. de curioso de. entre. mas ele irá me ajudar. Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” exercem função de sujeito. de conforme a. em prodígio de. observamos o pronome “lhe” exercendo função de complemento. primeiramente. de temeroso a triste de. em. com constante em contente com.coladaweb. com.

ênclise: pronome depois do verbo 3. caso o verbo principal (no caso "ajudar ") estiver no infinitivo ou gerúndio. Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição. se. Ênclise . os. • Pronomes relativos: A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. lhes. Não se trata de nenhuma novidade. Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram.depois ou entre locução verbal. as. o. • Pronomes demonstrativos: Isso me deixa muito feliz! Aquilo me constrangeu a mudar de atitude! • Preposição seguida de gerúndio: Em se tratando de qualidade. • Advérbios: Nesta casa se fala alemão. conforme lhe avisaram. diferentemente dos segundos que são sempre precedidos de preposição. • Pronomes indefinidos: Quem me disse isso? Todos se comoveram durante o discurso de despedida. Colocação pronominal De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi. São pronomes oblíquos átonos: me. te. o Brasil Escola é o site mais indicado à pesquisa escolar. Exemplo: Eu desejo lhe perguntar algo. mesóclise: pronome no meio do verbo Próclise A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: • Palavras com sentido negativo: Nada me faz querer sair dessa cama. O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na oração em relação ao verbo: 1. Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que estava fazendo. Eu estou perguntando-lhe algo. a colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se referem. próclise: pronome antes do verbo 2. Naquele dia me falaram que a professora não veio. a. Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que eu estou fazendo. lhe. nos e vos. • Conjunção subordinativa: Vamos estabelecer critérios.

de modo a formar um “todo” coerente. aliás. • O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição "a": Naquele instante os dois passaram a odiar-se. • Houver vírgula ou pausa antes do verbo: Se passar no vestibular em outra cidade. Sigam-me e não terão derrotas.A ênclise é empregada depois do verbo. ensina a gramática de Chomsky – não se podem coordenar frases que não comportem constituintes do mesmo tipo. Ressaltemos. Mesóclise A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no futuro do presente ou no futuro do pretérito: A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. implicando diretamente na falta dessa perfeição. pelo menos – apresentar estrutura gramatical idêntica. A norma culta não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. retratadas por “ideias dispostas em uma dada sequência lógica. é justo presumir que quaisquer elementos da frase – sejam orações. pois. Chamaram-me para ser sócio. voltemos nosso foco para a última das considerações supracitadas. Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. as palavras de Othon M. Passaram a cumprimentar-se mutuamente. alisto-me nas forças armadas. de modo a formar um ‘todo’ coerente”. sejam termos dela–. Por Sabrina Vilarinho Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. Eis alguns dos elementos essenciais à perfeita compreensão de qualquer discurso. como vimos.htm d)Paralelismo Antes de tudo. mudo-me no mesmo instante. reflitamos sobre a estrutura de um texto: parágrafos devidamente organizados e interligados entre si por meio de harmoniosa junção de elementos coesivos. Se não tiver outro jeito. Em outras palavras: as ideias similares devem . coordenados entre si. Garcia proferidas em seu Comunicação em Prosa Moderna. há que se mencionar acerca de alguns entraves que porventura tendem a surgir. Esse todo deixa de ser coerente quando há a ruptura de similaridade entre os elementos textuais. as quais ele revela sobre tal ruptura: “Se coordenação é. ideias dispostas em uma dada sequência lógica. Despediu-se. • O verbo iniciar a oração: Diga-lhe que está tudo bem. devam – em princípio. • O verbo estiver no gerúndio: Não quis saber o que aconteceu.brasilescola. pois –como. fazendo-se de despreocupada. beijando-me a face. Contudo. A ênclise vai acontecer quando: • Verbo estiver no imperativo afirmativo: Amem-se uns aos outros. Para sermos mais precisos.com/gramatica/colocacao-pronominal. um processo de encadeamento de valores sintáticos idênticos.

Portanto.. ou seja. quanto mais nos qualificamos.. e não/nem. De forma a constatá-los.corresponder forma verbal similar. terás de aproveitar essa oportunidade. Tal recurso é utilizado na intenção de enfatizar uma sequência de ações negativas.. Mesmo sabendo das reais intenções do autor..ora. (tanto) mais conseguimos uma boa colocação no mercado de trabalho. Constatamos que há uma ruptura de ordem morfológica... ele introduz outra ideia. desta vez relacionada não mais à noção de tempo. Quer queiras.tanto mais. Aqui. detectamos uma quebra de sentido em relação ao tempo. ressentimentos e a agressões por parte daqueles que tanto pretendiam ocupar seu cargo dentro da empresa. Diante de tais pressupostos.... Baseados em tais conhecimentos. humilhações. No campo sintático: A preservação do meio ambiente representa não só um dever de cidadania e é para que o planeta sobreviva. evidenciada pela troca de um substantivo por um adjetivo. materializadas por meio do campo morfológico (quando as palavras pertencem a uma mesma classe gramatical).. analisemos os casos nos quais se detecta a falta de paralelismo de ordem morfológica: Sua saída se deve a mágoas. nem no anterior.quer. quer não. No campo semântico: Há um trecho retirado da obra machadiana. visto que o discurso revela a ideia de adição no que se refere às consequências oriundas de tais ações. quer. ressentimentos e a agressores que tanto pretendiam ocupar seu cargo dentro da empresa. Isso é o que se costuma chamar paralelismo ou simetria de construção”. Constatamos que o paralelismo se deveu à noção de alternância (primeiro exemplo). seja em casa. a mensagem se evidenciaria da seguinte forma: A preservação do meio ambiente representa não só um dever de cidadania. . por outro. ora. seja no trabalho. Cuide sempre de suas atitudes.. mas à quantidade propriamente dita. como também à de posição (segundo exemplo). seja. podemos dizer que o paralelismo se caracteriza pelas relações de semelhança entre palavras e expressões. Não conseguimos viajar nesse ano. sintático (quando as construções das frases ou orações são semelhantes) e semântico (quando há correspondência de sentido). por um lado. quanto mais. não. humilhações. Atualmente.. Machado de Assis. evidenciada por: Sua saída se deve a mágoas. o discurso carece de uma reformulação. partamos para conferir alguns casos representativos de paralelismo. mas também contribui para que o planeta sobreviva. o termo “agressores” em detrimento a “agressões”. Assim. o correto seria utilizarmos a conjunção aditiva “mas também” em vez do conectivo “e”. uma vez que para ironizar o interesse de Marcela. retratado por: Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis. Ambas as estruturas paralelísticas foram utilizadas no sentido de indicar uma progressão entre os termos constituintes. seja..

Crianças que recebem leite materno são frequentemente mais sadias. Aquela velha senhora encontrou o garotinho no quarto dele. Ex. Uso Incorreto do Pronome Relativo Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes que estava sobre a cama. aludindo a aspectos negativos e positivos mediante uma ação. quanto para quem fica.. por outro desagradou à família. As crianças são mais sadias porque recebem leite frequentemente ou são frequentemente mais sadias porque recebem leite? Eliminando a ambiguidade: Crianças que recebem frequentemente leite materno são mais sadias. O garotinho estava no quarto dele ou da senhora? Eliminando a ambiguidade: Aquela velha senhora encontrou o garotinho no quarto dela. Se todos comparecessem. dá-se o nome de ambiguidade. Identificamos que as estruturas introduzem tanto a ideia de adição quanto de equiparação ou equivalência. .htm Ambiguidade A duplicidade de sentido. o menino avistou um mendigo. Inferimos que o emprego do pretérito imperfeito do subjuntivo (comparecessem) se adéqua ao futuro do pretérito do indicativo (haveria). haverá mais cooperação. Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes o qual estava sobre a cama. A despedida é extremamente ruim.com/redacao/paralelismo. Constata-se que o emprego das estruturas paralelísticas foi na intenção de estabelecer uma comparação. Termos. Se pertencessem ao mesmo gênero.quanto. seja de uma palavra ou de uma expressão.: Sentado na varanda. tanto. resolveu-se o problema substituindo os substantivos por o qual/a qual. Ocorre geralmente.brasilescola. Má Colocação de Pronomes.Se por um lado agradou aos convidados.. Tempos verbais. Se todos comparecerem. pelo fato de os substantivos estojo e aliança pertencerem a gêneros diferentes. Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. bem como o futuro do subjuntivo se adéqua ao futuro do presente. O que estava sobre a cama: o estojo vazio ou a aliança de diamantes? Eliminando a ambiguidade: Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes a qual estava sobre a cama. haveria necessidade de uma reestruturação diferente. nos seguintes casos: Má colocação do Adjunto Adverbial Exemplos: Crianças que recebem leite materno frequentemente são mais sadias. tanto para quem parte. haveria mais cooperação. Orações ou Frases Aquela velha senhora encontrou o garotinho em seu quarto. Observação: Neste exemplo.

Letícia estava muito ansiosa. teria que fazer a cirurgia o mais breve. Como vimos. que possuem enunciado completo. colocar vírgulas. dois pontos. A frase acima é siamesa. pois podem mudar todo o sentido de um texto ou do que se quer falar.htm Frases siamesas e Frases Fragmentadas Você já começou a escrever e não parou mais e acabou transformando aquele período em um longo parágrafo? Se sim. pois sua turma iria apresentar uma peça teatral para a escola inteira. . Assim. .Letícia estava muito ansiosa teria que fazer a cirurgia o mais breve. entretanto.Letícia estava muito ansiosa.brasilescola. Teria que fazer a cirurgia o mais breve. a fim de arrecadar fundos para o bazar cultural. porém. por não haver elemento de ligação entre elas. era necessário falar com o professor. É muito comum ver períodos longos iguais a esse.) e pontos (final. Este nome é devido à analogia de irmãs ou a irmãos siameses (crianças que nascem unidas por uma parte do corpo) Veja alguns exemplos: . para evitar este erro. de interrogação. O menino que estava sentado na varanda avistou o mendigo. mas. Observe: A jovem já estava ansiosa seria um ótimo dia de aula sua turma iria apresentar uma peça teatral para a escola inteira a fim de arrecadar fundos para o bazar cultural. de exclamação.Quem estava sentado na varanda: o menino ou o mendigo? Eliminando a ambiguidade: O menino avistou um mendigo que estava sentado na varanda. conectivos (e. já que não há elemento de ligação entre as orações.com/redacao/ambiguidade. Vejamos como ficariam os períodos acima se fossem escritos com a pontuação correta: A jovem já estava ansiosa. é muito importante ficar atento à pontuação e ao uso dos conectivos. Sim. podemos usar sinais de pontuação: . cuidado. apontado acima. frases distintas. e assim por diante). ou seja. seria um ótimo dia de aula. bem como nos menores: Ele não concordava com a correção era necessário falar com o professor. Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. etc. aqueles que nascem unidos por uma determinada parte do corpo. são chamadas assim por analogia a “irmãos siameses”. como sinais de pontuação ou conectivos. são apresentadas como se fosse uma só. o mesmo acontece com as orações. E Ele não concordava com a correção. As ideias dos exemplos acima estão sendo exploradas como se fosse apenas uma. então. neste espaço você pode ter feito uso das frases siamesas. Por Sabrina Vilarinho Graduada em Letras Equipe Brasil Escola As frases SIAMESAS caracterizam-se por apresentar idéias ligadas incorretamente. é isso mesmo. Às vezes nos empolgamos em escrever e esquecemos de acentuar.

é marcada por um ponto que separa enunciados incompletos. "A cama de ferro. Todos muito animados. Mas uma confusão tremenda. em "Comunicação em prosa moderna". incisiva que tanto pode expressar ações quanto apontar os elementos essenciais de um quadro numa descrição.Como teria que fazer a cirurgia o mais breve. É característica de muitos provérbios e máximas: Cada louco com sua mania. Veja alguns exemplos: Eu estava indo para a festa. De modo que grande parte dos convivas saiu muito antes de terminar. uma caneta. Introdução A FRASE NOMINAL é a frase que prescinde de verbo. . dá bem a idéia do que é frase fragmentada: "A festa de inauguração da nova sede estara esplêndida.com. É uma frase curta. muito antes mesmo da chegada do Governador. p. O lavatório esmaltado. Correção: Eu estava indo para a festa. Quando chegaram alguns amigos na minha casa. Letícia estava muito ansiosa. quase sempre na descrição. pois teria que fazer a cirurgia o mais breve. construções nominais e fragmentadas 1. (Érico Veríssimo.Podemos usar também conectivos coordenativos: . quase todos os novelistas e cronistas dela servem. constituída. De rachar. 100. papéis. o travesseiro com fronha de morim.Letícia esta muito ansiosa. Quadros nas paredes". Othon Garcia. p. Gente que não acabava mais. FRASES FRAGMENTADAS Uma frase é FRAGMENTADA quando ela está separada por pontuações incorretamente. Fonte: http://blog. No dia do aniversário dela Correção: Mariana comprou um celular. 220) Na literatura brasileira contemporânea. A FRASE FRAGMENTADA é geralmente uma oração subordinada ou um adjunto que se apresentam isoladamente. a bacia e o jarro.Letícia estava muito ansiosa.educacional. Porque era impossível agüentar todo aquele aperto. apenas por nomes. Cada macaco no seu galho. . E um calor insuportável. porque teria que fazer a cirurgia o mais breve.br/vivianefdd/tag/frases-siamesas-e-fragmentadas/ Como escrever com frases curtas. portanto. aquela confusão. o tinteiro niquelado. Mariana comprou um celular. quando chegaram alguns amigos na minha casa. Clarissa. E principalmente o calor". Uma mesa de pau. no dia do aniversário dela. isto é. Outra opção é usar conectivos subordinativos: . a colcha branca. não anexados à oração principal.

Sem notas. E tua vez. É um estilo entrecortado. Textos 2. de rachar. Tu e tu. segundo. para entretecer contigo a teia de palavras que liga todas as dimensões de tua existência. da sociedade. porque era impossível de agüentar todo aquele aperto. Que impassível espera ser preenchida. São frases fragmentadas. nominais e fragmentadas. "asmático". segundo José Oiticica. expressões de Othon Garcia. fragmentadas e curtas se misturam. na verdade. De fecundar o presente. onde aparecem frases curtas. Com paixão. dando como resultado um estilo "estertorante". Com teu ritmo. característica do classicismo. "pedaços" de períodos. soluçante. Sem queda. Anunciando esperanças. Gilberto Scarton O leitor que quiser mais informações relativas a esses tipos de frase. Sem computador. 2. muito antes mesmo da chegada do Governador. "convulsivo". próprio da literatura moderna. Sem estresse! Só tu. do parnasianismo e do romantismo. nesta travessia de comunicação de ti para contigo. aquela confusão. Sem dom. Ou um estilo "picadinho". Sem aula. Tua voz. Tu e o texto. Denunciando injustiças. Sem. incisiva. Só tu. A FRASE CURTA. Sem inspiração.1 Textos-modelos Letra de Música Germano Jacobs . Não raro. Por uma aprendizagem natural da escrita Sem professor. fará bem consultar a excelente obra de Othon Garcia "Comunicação em prosa moderna"." A frase fragmentada é um recurso de estilo. A tua palavra. Sem! Levanta tua voz: em meio às desfigurações da existência. De resgatar a memória."asmático". Observe uma vez mais o texto "Por uma aprendizagem natural da escrita". Com tua pulsação. De gestar o futuro. In(en)formando o mundo com tua-vida-toda-linguagem. frases nominais. ao contrário do período longo. de modo que grande parte dos convivas saiu muto antes de terminar. direta também é característica da literatura moderna. ainda. de ti para o outro. Tu e a folha em branco. e principalmente o calor. tu tens a palavra. Na aventura do cotidiano. o período (e a pontuação) deveria ser assim construído: Mas uma confusão tremenda e um calor insuportável. Sem provas. De acordo com a sintaxe ortodoxa. verdadeiros fragmentos.Os períodos do texto são. na expressão de Othon Garcia.

vai se virando. Sapatos macios. . Dramas. O velho livro perdido e reencontrado. Sem mulher e sem emprego. Crescer. A neve. Um copo de cerveja. Ser Camarada. nadar um pouco. Ele quer ficar só. mas como é que podia imaginar tamanha sem-vergonhice? Ela ainda riu na sua cara. Rostos animados. Eles que se virem. Mais tarde perdoou a mulher. estão por aí. de 19 e 17 anos. numa mesa no canto. Vinte anos na mesma empresa. e encontra à sua frente o copo de cerveja e o cigarro. Àquela hora. com quem quer que fosse. Bem que andava desconfiado. quase escondido. Uma tragada. Um copo de cerveja. Mais um copo de cerveja. Se conseguisse esquecer da mulher.2 Textos de alunos Inocentes Reflexões Renata Eichenberg Viver é desejar. Ganha para comer. no mundo. Felicidades Beertolt Brecht . Mais um copo de cerveja. E o emprego? Faz a escrita contábil do bar que freqüenta. Uma tragada. pagar o quartinho da pensão e tomar a cerveja de todos os dias. Amar. Uma tragada.Poemas O primeiro olhar da janela de manhã. Quase que pediu desculpas por encontrá-los em adultério. com seu melhor amigo. mas os últimos anos foram uma sucessão de dramas. A desgraçada está voltando. o aviso de demissão. Aí é que está. Devia ter 45 anos e gostava de conversar consigo mesmo. Auxiliar de contabilidade. Encontrar a mulher na cama com seu melhor amigo foi o começo. sete da noite. Tosse. A dialética.Uma tragada. fazendo pouco caso de sua presença. de relembrar os bons tempos. plantar. em que falha incorri?" "Contenção de despesa". Continua o ritual. Cumpridor de seus deveres. de jamais faltar ao serviço. o que fiz. O dois filhos. Uma tragada. não importa. Amadurecer. É o único luxo que se permite. Um copo de cerveja. 2. Certo dia. Jornais. Ele se encontrava sozinho. tudo seria diferente. o bar estava cheio. Realizar nossos sonhos. Um copo de cerveja. Uma tragada. os outros que se danem. suportaria tudo para estar junto dela. Tosse. Mais um copo de cerveja. Descobrir. Uma tragada. Um copo de cerveja. A música antiga. essas coisas sentimentais do lugar-comum. não. Tomar um banho. aqueles que não voltam mais. A música nova. E continua o ritual. os bons tempos não resolvem coisa alguma. mesmo que continuasse a traí-lo. cantar. O cachorro. Mais um copo de cerveja. Vai ao banheiro. Uma tragada. sem mais nem menos. Parece letra de música destas duplas que infestam o rádio. Tem certeza que nunca vai encontrar resposta. "Por que eu. Isso o deixa louco de raiva: "Que merda de homem sou eu?". dramalhões. Mais um copo de cerveja.o seu amigo vestiu-se calmamente. a resposta. Uma tragada. Volta. Uma tragada. a sucessão das estações. Droga de vida. Compreender. da verdureira da esquina. "a crise está braba". mas ela preferiu mesmo ficar com seu melhor amigo. Escrever. Viajar. se pergunta. da sapataria de um compadre seu.

Gostaria de comprar pão. casas derrubadas. amar e ser amada.pucrs. simplesmente viver.Indica o término do discurso ou de parte dele. . Como só tenho uma. Chuva. Começo a sentir medo. uma obra. Vento.. Rezo. Devastação. sete anseios.Usa-se nas abreviações . mar. Ninguém segura a natureza. Aumenta a chuva. . surpreendente. Continua chovendo. arrancar suspiros. ver o pôr-do-sol sem a sombra de um arranha-céu.php e)Pontuação Por Araújo. imaginá-la. Ana Paula de Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. sete filhos.Acordei. Árvores caídas. Fonte: http://www. Não reconheci onde estava. supô-la. Silêncio. escrever. Veremos aqui as principais funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua portuguesa. espero. Chuva caindo lá fora. Olhei em volta. porém intensa e preciosa. areia. provar todas as formas e tipos de chocolates. povos. Acredito ser a vida preciosa.Procurar. certamente teria sete desejos. conhecendo os mistérios da água. durante a minha vivência terrena: • • • • • • • • • • • • • • conhecer muitos lugares. ter coragem de mergulhar. A.br/gpt/fragmentadas. sete amores. Pavor. viver em uma praia tranqüila. 2. sugar a essência do mundo. pelo menos. Telhas voam e não ouço nada. O cachorro late prevendo alguma coisa. . misteriosa. lágrimas. Não basta apenas vivê-la. adivinhá-la. uma menina e um menino..Sr.Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que se encontra. O pesadelo acabou. Choro. sete sonhos. temos que sonhá-la. todo o dia. Os minutos parecem horas. costumes. A água ultrapassa as portas. alguns feridos. ter dois filhos. Exª. .V. queijo. sentir. manteiga e leite. provar de todos os vinhos. Ponto 1. Devastação Scheila Feijó Fantinels Noite escura. Granizo. Se eu pudesse ter sete vidas. tradições. viver a vida inteira ao lado de um único homem. sete pais. atraente. o cheiro de terra. .

Separa partes de frases que já estão separadas por vírgulas.Lá estava a deplorável família: triste.Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo) Reticências 1.Indica que o sentido vai além do que foi dito .Em frases de estilo direto .Reunião com amigos. . súplica. “. 4.“Os pobres dão pelo pão o trabalho. “.Este mal… pega doutor? 4.Antes de uma explicação ou esclarecimento . cabisbaixa.Ai! Que susto! .Pegar as crianças na escola. Carlos Henrique da. os de espíritos generosos dão pelo pão a vida. Bibliografia ROCHA LIMA. . .Separa itens de uma enumeração. . Fonte: http://www. 2006.Caminhada na praia.Indica interrupções de hesitação ou dúvida .Indica interrupção violenta da frase.Ir ao supermercado.Sim! Claro que eu quero me casar com você! 2. .Antes de um aposto .Três coisas não me agradam: chuva pela manhã. frio e cobertor. .Maria perguntou: – Por que você não toma uma decisão? Ponto de Exclamação 1. os de nenhum espírito dão pelo pão a alma…” (VIEIRA) 2.Indica que palavras foram suprimidas. decreto de lei. cólera. susto. mas em geral usamos a vírgula para dar pausa à leitura ou para indicar que algum elemento da frase foi deslocado da sua posição canônica. 3.Depois de interjeições ou vocativos . 45ª edição. Dois pontos 1. cadernos… 2. etc. ) 1.Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto: 2. exposição de motivos.Não… quero dizer… é verdad… Ah!” 3. depois. .com/portugues/pontuacao/ . os ricos dão pelo pão a fazenda. o coração falar… Vírgula É usada para vários objetivos.infoescola.Gramática Normativa da Língua Portuguesa.Deixa. vivendo a rotina de sempre.Antes de uma citação .Alguns quiseram verão. – Rio de Janeiro: José Olympio. 3.Usa-se para indicar entonação de surpresa.Separa várias partes do discurso.Ponto e Vírgula ( .João! Há quanto tempo! Ponto de Interrogação Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.Comprei lápis. frio à tarde e calor à noite. etc. praia e calor. canetas. . que têm a mesma importância. outros montanhas.

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