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Apostila Texto e Gramática

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Apostila Texto e Gramática 4. Conteúdo Programático 4.1 Conceitos teóricos básicos VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS 4.1.

1 O modo de falar do brasileiro Alfredina Nery* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação Toda língua possui variações linguísticas. Elas podem ser entendidas por meio de sua história no tempo (variação histórica) e no espaço (variação regional). As variações linguísticas podem ser compreendidas a partir de três diferentes fenômenos: 1) Em sociedades complexas convivem variedades linguísticas diferentes, usadas por diferentes grupos sociais, com diferentes acessos à educação formal; note que as diferenças tendem a ser maiores na língua falada que na língua escrita; 2) Pessoas de mesmo grupo social expressam-se com falas diferentes de acordo com as diferentes situações de uso, sejam situações formais, informais ou de outro tipo; 3) Há falares específicos para grupos específicos, como profissionais de uma mesma área (médicos, policiais, profissionais de informática, metalúrgicos, alfaiates, por exemplo), jovens, grupos marginalizados e outros. São as gírias e jargões. Assim, além do português padrão, há outras variedades de usos da língua cujos traços mais comuns podem ser evidenciados abaixo. Uso de “r” pelo “l” em final de sílaba e nos grupos consonantais: pranta/planta; broco/bloco. Alternância de “lh” e “i”: muié/mulher; véio/velho. Tendência a tornar paroxítonas as palavras proparoxítonas: arve/árvore; figo/fígado. Redução dos ditongos: caxa/caixa; pexe/peixe. Simplificação da concordância: as menina/as meninas. Ausência de concordância verbal quando o sujeito vem depois do verbo: “Chegou” duas moças. Uso do pronome pessoal tônico em função de objeto (e não só de sujeito): Nós pegamos “ele” na hora. Assimilação do “ndo” em “no”( falano/falando) ou do “mb” em “m” (tamém/também). Desnasalização das vogais postônicas: home/homem. Redução do “e” ou “o” átonos: ovu/ovo; bebi/bebe. Redução do “r” do infinitivo ou de substantivos em “or”: amá/amar; amô/amor. Simplificação da conjugação verbal: eu amo, você ama, nós ama, eles ama. Variações regionais: os sotaques Se você fizer um levantamento dos nomes que as pessoas usam para a palavra "diabo", talvez se surpreenda. Muita gente não gosta de falar tal palavra, pois acreditam que há o perigo de evocá-lo, isto é, de que o demônio apareça. Alguns desses nomes aparecem em o "Grande Sertão: Veredas", Guimarães Rosa, que traz uma linguagem muito característica do sertão centro-oeste do Brasil: Demo, Demônio, Que-Diga, Capiroto, Satanazim, Diabo, Cujo, Tinhoso, Maligno, Tal, Arrenegado, Cão, Cramunhão, O Indivíduo, O Galhardo, O pé-de-pato, O Sujo, O Homem, O Tisnado, O Coxo, O Temba, O Azarape, O Coisa-ruim, O Mafarro, O Pé-preto, O Canho, O Duba-dubá, O Rapaz, O Tristonho, O Não-sei-que-diga, O Que-nunca-se-ri, O sem gracejos, Pai do Mal, Terdeiro, Quem que não existe, O Solto-Ele, O Ele, Carfano, Rabudo. Drummond de Andrade, grande escritor brasileiro, que elabora seu texto a partir de uma variação linguística relacionada ao vocabulário usado em uma determinada época no Brasil. Antigamente "Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito

prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio." Como escreveríamos o texto acima em um português de hoje, do século 21? Toda língua muda com o tempo. Basta lembrarmos que do latim, já transformado, veio o português, que, por sua vez, hoje é muito diferente daquele que era usado na época medieval. Língua e status Nem todas as variações linguísticas têm o mesmo prestígio social no Brasil. Basta lembrar de algumas variações usadas por pessoas de determinadas classes sociais ou regiões, para percebers que há preconceito em relação a elas. Veja este texto de Patativa do Assaré, um grande poeta popular nordestino, que fala do assunto: O Poeta da Roça Sou fio das mata, canto da mão grossa, Trabáio na roça, de inverno e de estio. A minha chupana é tapada de barro, Só fumo cigarro de paia de mío. Sou poeta das brenha, não faço o papé De argun menestré, ou errante cantô Que veve vagando, com sua viola, Cantando, pachola, à percura de amô. Não tenho sabença, pois nunca estudei, Apenas eu sei o meu nome assiná. Meu pai, coitadinho! Vivia sem cobre, E o fio do pobre não pode estudá. Meu verso rastero, singelo e sem graça, Não entra na praça, no rico salão, Meu verso só entra no campo e na roça Nas pobre paioça, da serra ao sertão. (...) Você acredita que a forma de falar e de escrever comprometeu a emoção transmitida por essa poesia? Patativa do Assaré era analfabeto (sua filha é quem escrevia o que ele ditava), mas sua obra atravessou o oceano e se tornou conhecida mesmo na Europa. Leia agora, um poema de um intelectual e poeta brasileiro, Oswald de Andrade, que, já em 1922, enfatizou a busca por uma "língua brasileira". Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. Uma certa tradição cultural nega a existência de determinadas variedades linguísticas dentro do país, o que acaba por rejeitar algumas manifestações linguísticas por considerá-las deficiências do usuário. Nesse sentido, vários mitos são construídos, a partir do preconceito linguístico. *Alfredina Nery Professora universitária, consultora pedagógica e docente de cursos de formação continuada para professores na área de língua/linguagem/leitura. Fonte: http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u60.jhtm Variações Linguísticas A linguagem é a característica que nos difere dos demais seres, permitindo-nos a oportunidade de expressar sentimentos, revelar conhecimentos, expor nossa opinião frente

aos assuntos relacionados ao nosso cotidiano, e, sobretudo, promovendo nossa inserção ao convívio social. E dentre os fatores que a ela se relacionam destacam-se os níveis da fala, que são basicamente dois: O nível de formalidade e o de informalidade. O padrão formal está diretamente ligado à linguagem escrita, restringindo-se às normas gramaticais de um modo geral. Razão pela qual nunca escrevemos da mesma maneira que falamos. Este fator foi determinante para a que a mesma pudesse exercer total soberania sobre as demais. Quanto ao nível informal, este por sua vez representa o estilo considerado “de menor prestígio”, e isto tem gerado controvérsias entre os estudos da língua, uma vez que para a sociedade, aquela pessoa que fala ou escreve de maneira errônea é considerada “inculta”, tornando-se desta forma um estigma. Compondo o quadro do padrão informal da linguagem, estão as chamadas variedades linguísticas, as quais representam as variações de acordo com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada. Dentre elas destacam-se: Variações históricas: Dado o dinamismo que a língua apresenta, a mesma sofre transformações ao longo do tempo. Um exemplo bastante representativo é a questão da ortografia, se levarmos em consideração a palavra farmácia, uma vez que a mesma era grafada com “ph”, contrapondose à linguagem dos internautas, a qual fundamenta-se pela supressão do vocábulo. Analisemos, pois, o fragmento exposto: Antigamente “Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio." Carlos Drummond de Andrade Comparando-o à modernidade, percebemos um vocabulário antiquado. Variações regionais: São os chamados dialetos, que são as marcas determinantes referentes a diferentes regiões. Como exemplo, citamos a palavra mandioca que, em certos lugares, recebe outras nomenclaturas, tais como: macaxeira e aipim. Figurando também esta modalidade estão os sotaques, ligados às características orais da linguagem. Variações sociais ou culturais: Estão diretamente ligadas aos grupos sociais de uma maneira geral e também ao grau de instrução de uma determinada pessoa. Como exemplo, citamos as gírias, os jargões e o linguajar caipira. As gírias pertencem ao vocabulário específico de certos grupos, como os surfistas, cantores de happy, tatuadores, entre outros. Os jargões estão relacionados ao profissionalismo, caracterizando um linguajar técnico. Representando a classe, podemos citar os médicos, advogados, profissionais da área de informática, dentre outros. Vejamos um poema e o trecho de uma música para entendermos melhor sobre o assunto: Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió

(Dinho e Júlio Rasec. ver Schwarzneger E também o Van Damme. O modo de falar uma língua varia: . Pra pegar um cinema. Quando eu estou no trabalho. mas eu prefiro aipim. o paulista e o gaúcho falam de maneiras nitidamente distintas. Esse tal Chopis Centis é muito legalzinho. Quanta gente. encarte CD Mamonas Assassinas.Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. Até que “tava” gostoso. Quanta alegria. 1995.com/gramatica/variacoes-linguisticas.) Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. Não vejo a hora de descer dos andaime. A gente fomos no shopping Pra “mode” a gente lanchar. Oswald de Andrade CHOPIS CENTIS Eu “di” um beijo nela E chamei pra passear.htm VARIANTES LINGUÍSTICAS Variantes Uma língua nunca é falada de maneira uniforme pelos seus usuários: ela está sujeita a muitas variações.de região para região: o carioca. Comi uns bicho estranho.de época para época: o português de nossos antepassados é diferente do que falamos hoje. o baiano. Pra levar a namorada e dar uns “rolezinho”. . com um tal de gergelim. .brasilescola. A minha felicidade é um crediário nas Casas Bahia.

reconhecendo a sua utilidade para criar variados efeitos de sentido: caracterizar personagens no interior de um texto narrativo. Usar o português rígido. etc.checar problemas ligados à acentuação. Dessa maneira. sob o ponto de vista do conteúdo. Nesse particular. pedante. a língua escrita e oral. Além dessas. é inevitável perguntar qual delas é a correta. . termos chulos. Os vestibulares tradicionais. é sempre plural. Soa como pretensioso.a conjugação. desrespeitosos. Hoje. quando tratam das variantes. Os vestibulares inovadores exploram as variantes lingüísticas de uma maneira bem mais apropriada. é preciso não perder de vista que a língua é um código de comunicação e também um fato com repercussões sociais. embora não contenha nenhum absurdo. o modo de falar de grupos profissionais. é inadequado em situação formal usar gírias.o uso da forma adequada à sua função sintática. à crase e à grafia de palavras problemáticas (especialmente aquelas que têm grafias semelhantes). a gíria própria de faixas etárias diferentes.a colocação. postulando como falar correto apenas aquele que corresponde às normas da linguagem culta e formal. mesmo na forma singular.observar os pronomes em dois níveis: . Diante de tantas variantes lingüísticas. Nada impede que. como. . . mande o verbo para o plural.observar o verbo em três níveis: . Há muitas formas de dizer que não perturbam em nada a comunicação.de situação para situação: cada uma das variantes pode ser falada com mais cuidado e vigilância (a fala formal) e de modo mais espontâneo e menos controlado (a fala informal). fala bem aquele que se mostra capaz de escolher a variante adequada a cada situação e consegue o máximo de eficiência dentro da variante escolhida. .. Como se sabe. uma frase como “o povo exageram”. Por outro lado. fugir afinal das normas típicas dessa situação. o coletivo. mas afetam a imagem social do falante. a concordância é com a forma. artificial. Um professor universitário ou um juiz falam de um modo na faculdade ou no tribunal e de outro numa reunião de amigos. ridicularizar pessoas que as utilizam inadequadamente. deprecia a imagem do falante. . No português atual.a concordância. há uma aproximação máxima entre língua e etiqueta social. . Costuma-se distinguir o português das pessoas mais prestigiadas socialmente (impropriamente chamada de fala culta ou norma culta) e o das pessoas de grupos sociais menos prestigiados (a fala popular ou norma popular).de grupo social para grupo social: pessoas que moram em bairros chamados nobres falam diferente dos que moram na periferia. Resposta: não existe a mais correta em termos absolutos. mas sim. a mais adequada a cada contexto. . numa situação descontraída da comunicação oral é falar de modo inadequado. em casa e em outras situações informais. estabelecer relações de intimidade entre os falantes. Quando se fala das variantes. quase só se preocupam com o que chamam de correção gramatical. é aconselhável adotar os seguintes cuidados: . Para resolver essas chamadas questões de correção de frases. próprio da língua escrita formal. Uma frase como “o povo exageram” tem o mesmo sentido que “o povo exagera”.a regência. por exemplo. Houve mesmo época em que o “chique” era a concordância com o conteúdo. há outras variações.

Outro dia assisti a duas palestras sobre design. Certamente. PERNAMBUCO) — Observe os inconvenientes linguísticos e reescreva a frase de forma que atenda à norma-padrão: Convidamos aos professores para que dê início as discursões dos assuntos em palta. Enquanto os slides eram exibidos.com. de fato. Pairava no ar seriedade e admiração. Retórico. As perguntas eram feitas com esmero entre gaguejos e cuidados.observar se as palavras estão empregadas na sua forma e no seu sentido correto. suas respostas evasivas eram tomadas com admiração. Por: Curso Anglo Fonte: http://www. porque ele não se denominou como tal. VIÇOSA) — Suponha um aluno se dirigindo a um colega de classe nestes termos: “Venho respeitosamente solicitar-lhe se digne emprestar-me o livro. elegante. por exemplo. c) vai à praia de terno e gravata. Embora tenha fugido da . Seu espaço foi delimitado pelo seu discurso.: Convidamos os professores para que dêem início às discussões dos assuntos em pauta. vivenciou crises históricas. fiquei extasiado com o cenógrafo. tintura alourada no cabelo. como na questão que segue. b) vai à audiência com uma autoridade de “short” e camiseta.html 4.” A atitude desse aluno se assemelha à atitude do indivíduo que: a) comparece ao baile de gala trajando “smoking”. com balés de Mozart. ele era uma pessoa importante. d) põe terno e gravata para ir falar na Câmara dos Deputados. Sua formação incluiu os grandes artistas da história. já ultrapassada desde o Modernismo. um renomado cenógrafo.. formado em Praga entre as décadas de 50 e 60.2 Correção e adequação linguística A língua é. No final da palestra. pele alva. afinal. seu português impecável contribuiu para que se tornasse um renomado cenógrafo que já trabalhou com músicos importantíssimos. Na segunda. solicitando. A questão que segue é um bom exemplo de proposta de correção lingüística no estilo tradicional. um sócio de uma empresa de Web Design. e) vai ao Maracanã de chinelo e bermuda. o silêncio denotava o respeito ao seu trabalho e à sua qualificação. Digo arte.br/articles/413/1/VARIANTESLINGUISTICAS/Paacutegina1. seus trabalhos eram famosos. R. o seu português foi aprendido nas melhores escolas. comentários sobre o uso de certas variantes e propondo comparações entre elas. um instrumento de poder. F. O primeiro. porque os perguntadores estavam inibidos. Na hora das perguntas (suposta interação com os participantes). Digo artista porque se cobriu de uma aura artística. (U. um artista da técnica de criar arte para a web.1. O que me marcou nas palestras foram as marcas pessoais no contraste lingüístico dos palestrantes. um verdadeiro artista da técnica de criar cenários famosos. seu português demarcou o tom. de mais idade. com peças de Chekov e Beckett.mundovestibular. Os vestibulares modernos exploram as variantes de maneira diferente. (U. Na primeira. F.

ora mobilizados no ato das apresentações. nesse ponto. Mais de 15 anos de escolaridade. Cada ramo desses possui sua própria gramática.1. Não foi aplaudido de pé. como formas de linguagem. Mas não pretendo aqui defender um ou outro. da Norma Culta ou Padrão A fala e a escrita. Todas as dúvidas foram dirimidas com precisão. Fonte: http://simplificandoalingua. apesar dessas outras gramáticas. Fiquei extasiado com o web designer. “tu fica”.3 Norma padrão e norma culta (outros registros) Da Gramática. para a platéia. foi deixando o seu recado. pele bem morena. Já trabalhava com design antes de entrar para o mercado da internet. para que existe? No âmbito da linguagem. em ambas. a gramática é equiparada ao código. . quando as perguntas começaram. Não fossem as premiações. qual possui ramos em diversas localidades no mundo e mesmo em diversas localidades no Brasil. Seu português era péssimo e provocou risos escusos. ambos se apresentaram inadequadamente. porém. Mais de 15 anos de escolaridade. muito mais jovem. função de comunicar o que se quer comunicar. No final. ainda que não oficiais. empolada e arrogante. estão sujeitas ao erro. materiais e modos de se construir design) e ter feito apenas sua autopromoção. cabelo liso e bem preto. seriam classificados como este). Essa história que trago aqui é meramente ilustrativa. Serve apenas para destacar uma questão básica: o preconceito lingüístico.proposta do ciclo de palestras (apresentar os recursos.blogs. houve uma avalanche. brasileiro que mais parecia inca. Enquanto a platéia ria do segundo para sair de sua mediocridade e se aproximar do status do primeiro (pensavam que. ganhou prêmios de design para a web. Porém. A falta de silêncio denotava o pouco caso à sua qualificação. não serviram nem como contribuição para uma leitura crítica dos discursos subjacentes.pt/arquivo/1054713. um erro gramatical não consistiria erro e isso seria ilógico. “criente potencial”. para o outro. em minha opinião. para um.html 4. Se a gramática não existe para exibir a forma correta de se escrever ou falar. mas por motivo diverso do do cenógrafo: por sua capacidade de clareza e transmissão do conteúdo de forma eficiente. “baita criente”. assim. Sendo erro a falha da linguagem. quando essa não cumpre sua função. O segundo. foi aplaudido de pé. Usando a língua portuguesa como exemplo. uma vez que. Todos no Brasil ou fora estudam ou deveriam estudar essa Norma em sua forma mais unificada possível e. há uma em que todos esses ramos se baseiam a que todos se referem formalmente como Norma Culta ou Padrão. Em meio a sua apresentação carregada de “tu vai”. que mantém os participantes distantes para que o centro das atenções seja ocupado somente por ele (um verdadeiro aprendizado do poder pela linguagem). não serviram sequer para o aprimoramento do seu repertório verbal. Mais de 15 anos de escolaridade. Não estudou na Europa e sua formação na ESPM não mereceu muita dedicação à língua portuguesa. todas as curiosidades foram satisfeitas sem rodeios. jamais teria sido chamado a palestrar.sapo. serviu para demarcar o lugar de uma soberba.

entre Norma Culta e Padrão Coloquial? 3 de maio de 2011 Norma culta é uma modalidade linguística escolhida pelos falantes escolarizados de uma sociedade como modelo de comunicação verbal. de modo geral. pois passam a quem ouve a impressão de total falta de escolaridade de parte de seu autor. ou seja. tendo sempre em mente o bem da mensagem e a compreensão mais correta dela pelo destinatário.agitapirenopolis. para o bem da mensagem. tem consciência dessa distinção e ao mesmo tempo em que usa naturalmente as construções acima na comunicação oral. Tudo se resume à mensagem e ao destinatário.com. de gramáticas. o uso da mesóclise*. É a história do “vale o que está escrito”. Assim. flexões do mais-que-perfeito do indicativo – “Eu ainda não entrara no Banco quando aquilo aconteceu” e. o que é pior. essa Norma tem um valor de unificar a língua. tanto porque o falante tem mais tempo para se pronunciar de forma refletida como porque a escrita é supervalorizada na nossa cultura. ouvir-se certos empregos do pronome oblíquo – “Ainda não o vimos por aqui” -. Contudo.por todos o fazerem. sem grandes traumas. o remetente pode alterá-la ou modificá-la. admitem-se. porém. que segue rigidamente as regras gramaticais. inadmissíveis na língua escrita. a sua imagem é muito importante. a próclise. Essa linguagem é mais elaborada. recebam a mensagem. embora exista. usos próprios do padrão formal empregados na língua oral costumam parecer forçados ou artificiais no falar despreocupado do dia-a-dia e configuram o que se chama de preciosismo. Já em ambiente inculto seriam apropriadas: é a história de “Em Roma.br/existe-diferenca-entre-norma-culta-e-padrao- . também se use o padrão linguístico adequado para as diferentes situações de comunicação social. não são muitos os desvios admitidos. a margem de afastamento dessas regras é estreita e. construções como “Ainda não vi ele”. Padrão coloquial – É a versão oral da língua culta e. É o caso de. como em “Você verse-ia em maus lençóis se continuasse a insistir naquilo”. Outro ponto sobre a importância da Norma Culta ou Padrão é o status que ela garante ao remetente. na linguagem coloquial. O falante culto. num bate-papo. para que qualquer texto destinado a essa universalidade de portugueses. deve-se procurar usar a forma gramatical mais correta da Norma Culta para que a mensagem seja recebida por todos sem qualquer falha na comunicação. Ela comporta dois padrões: o formal e o coloquial: Padrão formal – É o modelo culto utilizado na escrita. Mas quando o destinatário for um público diverso demais. E para isso se deve usar o código mais apropriado. desde que não haja palavras que exerçam atração sobre ele. como (fazem) os romanos”. e muitas formas peculiares da norma popular são condenadas mesmo na linguagem oral. *Mesóclise: É a colocação do pronome quando o verbo se encontra no futuro simples do presente ou no futuro simples do pretérito do indicativo. Portanto é aconselhável seguir a Norma. Fonte: http://www. O código qual o destinatário tenha maior facilidade de compreensão. Moral da história: assim como se usa traje apropriado para cada situação social. evita-as na escrita. Construções como “Nóis foi na fazenda” (o “na” ainda seria tolerado) e “Ele pagou dois milhão pelos boi” são impensáveis na boca de um falante culto em ambiente culto. a permissividade com relação às “transgressões” é pequena. Mas isso é assunto para outro texto. É a língua das pessoas elitizadas. por ser mais livre e espontânea. Entretanto.br/teorialiteraria/980084 Existe diferença. tem um pouco mais de liberdade e está menos presa à rigidez das regras gramaticais. Por outro lado. como se disse.com.recantodasletras. “Me passe o arroz” e “Não te falei que você iria conseguir?”. Fonte: coloquial/ http://www. Usá-la corretamente indica certo grau de estudo dele e. É esse poder nessas condições que se configura a liberdade poética.

em um concurso público. constava que a frase correta era: O atacante Ronaldo. Essa é a determinação. Ricardo Sérgio Fonte: http://www. oficialmente. Autor do livro "Gramática do Português Culto Falado no Brasil. Veja você. antecipadamente. ____________________ Para copiar este texto: selecione-o e tecle Ctrl + C. achava que fosse com [ss]. com certeza. morzarela. provavelmente estranharia se lesse nos cardápios pizza muçarela. bom número de candidatos errou a questão por seguirem o uso popular de uma palavra. não se admite. vai encontrar como formas corretas: mozarela. relate-me. O VOLP é editado periodicamente pela Academia Brasileira de Letras (ABL). qualquer comentário. uma das questões de língua portuguesa pedia aos candidatos que assinalassem a frase correta. cujo termo em questão era: mussarela ou muçarela. E por que o uso popular tradicionalizou o termo “mussarela”? Acredita-se que seja por estar mais próximo do termo de origem mozzarella. Qualquer discussão sobre essa questão deve ser feita em outro plano. mussarela. Naquele concurso. Se você encontrar erros (inclusive de português). Ataliba Castilho. A começar pelos estabelecimentos comerciais que trabalham com a pizza. Mussarela. No gabarito do concurso. murzarela.uma espécie de dicionário que lista as palavras reconhecidas oficialmente como pertencentes à língua portuguesa – é a autoridade oficial para nos dizer como “tal” palavra dever ser escrita e falada.] é incapaz de resistir a uma pizza de muçarela. Porém. mozzarela. mas não esqueça que em um concurso ou vestibular quem prevalece é a muçarela com [ç]. pois sempre escreveu e leu desse jeito. não pertencem. Portanto. e isso.4 Confrontação entre normas e usos MUÇARELA OU MUSSARELA? ___________________________________________ Vícios de Linguagem Recentemente. O que vale é a norma culta. Esse confronto entre o uso popular e a norma culta. você estará cometendo um erro. ou mozarela. Sendo “muçarela” o termo “abrasileirado”.4. Se você consultar o VOLP. ou ainda muzarela. como não é demais insistir nos textos e lições sobre as dúvidas de nossa Língua. o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) . Dizia-se surpreso. muzzarela. as formas: moçarela. continuará prevalecendo nos cardápios e no uso popular. Não foram poucos os candidatos que entraram com recurso na prefeitura para reclamar dessa questão da prova. que estranhou a grafia da palavra com "ç".. mesmo que nos pareçam corriqueiros e batidos.br/gramatica/1812926 . e ponto final.com.1. em um concurso. Agradeço a leitura e. se você quiser grafar o termo fora dessas orientações. ou vestibular. os cânones gramaticais. [. mossarela. mas diante da norma gramatical. Mas. atinge até mestres graduados. muçarela e muzarela.recantodasletras. como é o caso do professor de língua portuguesa da USP. ao nosso idioma. nada o impede. vamos aos fatos: Em nosso idioma.. Muçarela com [ç]? Tal fato causou indignação em muitos candidatos e criou grande polêmica gramatical na cidade. Você.®Sérgio.

no outdoor. Uso verificado até mesmo em pessoas de escolaridade completa. d) Dão-se aulas de violão em domicílio. no panfleto. Já a locução adverbial “em domicílio” é usada com os verbos sem noção de movimento: entregar. na propaganda televisa. obedecendo às normas gramaticais. no folder. b)Entregas são feitas em domicílio. uma confrontação entre a norma culta e o uso popular. dirigir-se. conforme recomenda a gramática. Há. há aqueles que afirmam que este verbo indica sim movimento.Entrega em domicílio ou a domicílio? As expressões “entrega em domicílio” e “entrega a domicílio” são muito recorrentes em restaurantes. ir. Convivem juntas sem problemas maiores porque são entendidas da mesma forma. c) Dirigiu-se a domicílio para cumprir sua obrigação. No entanto. no catálogo. Porém. entrega algo em algum lugar. a locução “entrega a domicílio” em substituição a “entrega em domicílio”. Contudo. trazer. uma vez que quem entrega. cortar. Ouve-se e lêse. neste caso. eles trazem a pizza a domicílio. b)Esta entrega deverá ser conduzida a domicílio. com um mesmo sentido. “A loja entregou meu sofá a casa” não está correto. temos que ter cuidado. quando falamos de gramática normativa. pois “a domicílio” não é aceita. Agora observe exemplos com “em domicílio” a)Escova-se unhas em domicílio. devemos usar “entrega em domicílio”. Por quê? A regra estabelece que esta última locução adverbial deva ser usada nos casos de verbos que indicam movimento. com muita frequência. A dúvida surge com o verbo “entregar”: não indicaria movimento? De acordo com a gramática purista não. enviar. conduzir. dar. c)Corta-se cabelo em domicílio. Fontes: Mundo Educação Recanto das Letras . como: levar. na fala. Portanto. fazer. pois quem entrega se desloca de um lugar para outro. nos atentando ao fato de que a finalidade é que vale: a entrega será feita no (em+o) domicílio de uma pessoa. Veja alguns exemplos com “a domicílio” (= a casa) a)Não precisamos nos preocupar.

Na verdade. . ou seja. e o contexto histórico. etc.com.pode-se pedir que se repita o que foi dito.br/portugues/ult1706u79. e ao mesmo tempo como vemos o outro de acordo com a nossa perspectiva de mundo. Ele brinca com a diferença entre o português falado e escrito. Num é cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri cumu é qui si iscrevi algumas palavras.) (BAGNO. Na língua escrita há mais exigências.sandralamego. O português na variante padrão exige. Malinculia. em relação às regras da gramática normativa. Até nu espanhol qui é parecidu. em todas as línguas. U purtuguêis é muinto fáciu di aprender." Pois é. Im purtuguêis não.1.. purqui é uma língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala. Essas diferenças geram muitos conflitos.Leia mais: http://www. consultora pedagógica e docente de cursos de formação continuada para professores na área de língua/linguagem/leitura. São as chamadas variações linguísticas. Qui bom qui a minha língua é u purtuguêis. o que torna necessário assegurar que o texto escrito dê conta da comunicação. Já na linguagem escrita. Qué coisa mais doida? Num bate nada cum nada. O comentário é do humorista Jô Soares. no entanto. mas principalmente como uma forma de mostrar socialmente aquilo que gostaríamos que os outros enxergassem uns aos outros. a interação é mais complicada. a região. ao falar. Patrão.uol. Por essa razão. "Malinculia".jhtm As Modalidades Orais e Escritas YAMARA MAMED RESUMO As modalidades orais e escritas não são só um instrumento utilizado para a comunicação ou veiculação de informações. conforme o grupo social. as pessoas podem ainda recorrer a outros recursos para que a comunicação ocorra . onde a relação pensamento e linguagem são muitas próximas. U alemão pur exemplu. as pessoas falam de um jeito e escrevem de outro. para a revista Veja.5 Modalidade oral e escrita LÍNGUA ESCRITA E ORAL Não se fala como se escreve Alfredina Nery* Especial para a Página 3 Pedagogia e Comunicação "Português é fácil de aprender porque é uma língua que se escreve exatamente como se fala. A leitura de um trecho do poema de Antonino Sales. estão entrelaçadas ambas caminham juntas apesar de apresentarem diferenças na produção e representação. sistemas comunicativos que expressam a língua nas praticas sociais. a fala e a escrita são antes de tudo. Quem soubé falá sabi iscrevê. "Eli me ensinô". brasileiros. por exemplo. *Alfredina Nery Professora universitária. É só prestátenção. há os gestos. aquela que introjetamos ao longo da vida. Fonte: http://educacao. a fala e a escrita exigem conhecimentos diferentes. A fala e a escrita são duas modalidades diferentes da língua e é com esse fato que o Jô brincou. Isso acontece porque. A gíria e o jargão são algumas dessas variações. A maioria de nós. que se escreva assim: "Ele me ensinou"..com/dicas/entrega-em-domicilio-ou-adomicilio/#ixzz1TyGHOTJm 4. ainda. falamos. Marcos. mostra as interferências da fala na escrita e como elas não anulam a expressividade poética de suas imagens. "A Língua de Eulália: Uma Novela Sociolinguística) A língua muda. A escrita não reflete a fala individual de ninguém e de nenhum grupo social. É um suspiro maguado Qui nace no coração! É o grito safucado Duma sodade iscundida Qui nos fala do passado Sem se torná cunhicida! É aquilo qui se sente Sem se pudê ispricá! Qui fala dentro da gente Mas qui não diz onde istá! (. si iscrevi muinto diferenti.

INTRODUÇÃO Atualmente já se houve falar com frequência que a linguagem escrita e a linguagem oral são duas modalidades de expressão verbal. sendo capaz de estabelecer uma comparação. há também sociedades que não utilizam registro escrito. isto é o homem construiu ferramenta para estabelecer relações sociais. Akinnaso (1982) afirma que fala e escrita apresentam formas superficiais diferentes e igual estrutura semântica subjacentes: utilizam o mesmo sistema léxico-semântico e variam. ou seja. A esse respeito. será fundamental considerar que as línguas se fundam em usos e não o contrário. vão de um nível mais informal aos mais formais. Halliday (1989) propõe que falar e escrever. Chafe melhor estabeleceu as diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. informal. uma vez que as restrições operativas não se associam propriamente ao fator velocidade do processo. principalmente as comunicativas e as transformou em práticas sociais. ora se aproximando do pólo da escrita. O grau de coloquialismo ou formalismo envolve decisões estilísticas e de domínio do léxico que podem transferir-se de um modo de produção para o outro com muita facilidade e propriedade. em particular. Marcuschi (2000:17) ressalta que: Hoje predomina a posição de que se pode conceber oralidade e letramento como atividades interativas e complementares no contexto das práticas sociais e culturais. Esta visão dicotômica entre oralidade e escrita. formal e abstrata. ou seja. passando por graus intermediários demonstradas com a produção de textos. Chafe. ver e lógico falar e escrever. por terem mais tempo para reproduzi-la e revisá-la. um conferencista seleciona palavras e expressões que possam conferir ao seu texto um caráter mais ou menos formal. com as condições de interação. A fala e a escrita se apóiam em sons e letras articulados em sistemas de representação simbólica. sendo mudada a partir dos anos 80. A escolha lexical também proporciona ao usuário a exibição de um estilo próprio e o controle do grau de formalismo e coloquialismo de suas produções discursivas. a intenção do falante ou do escritor e o tópico do que se diz ou escreve. a linguagem escrita tende a ter um vocabulário mais variado e de conveniência do usuário. mas a fala é comum a todos os povos. julgar. permaneceu por muito tempo no meio lingüístico. sentir. na escolha e distribuição de padrões sintáticos e de vocabulário. procurando identificar as diferenças para explicar as causas fundamentais de tais diferenças. as conferências. Nesse sentido. apresentam uma interface: a analogia . não devem ser vistas de forma dicotômica. Do vocabulário. apresentando uma proposta de analise. numa sociedade letrada. onde tais condições estão em estreita relação com o contexto. enquanto a dos escritores é lenta. Uma vez adotada a posição de que lidamos com práticas de letramento e oralidade. Falar e escrever são formas diferentes de dizer e expressar significados construídos na linguagem e pela linguagem. Com isso. A este respeito. cartas familiares e textos de humor. de acordo com a produção do texto. para dar ao seu texto um caráter mais ou menos coloquial. admitindo que os textos possam apresentar-se de varias formas. Akinnaso. as duas modalidades convivem e se entrelaçam. Ainda afirma Chafe que as pessoas não escrevem do mesmo modo que falam. Essas práticas fazem parte da cultura. De acordo com alguns autores renomados como Fávero. ora se aproxima da fala como. agir. enquanto a fala. Conforme observa-se a oralidade e a escrita constituem duas possibilidades de uso da língua que utilizam o mesmo sistema lingüístico e que apesar de possuírem características próprias. por exemplo: os bilhetes domésticos. Focalizando o modo de os falantes e escritores selecionarem as palavras ou estruturas para expressarem suas idéias. como o faz um escritor de uma carta. observou que a escolha dos falantes é rápida. as entrevistas especializadas e propostas de produtos de alta tecnologia por vendedores especialmente treinados. corroborando a teoria de Goody e Watt (1968) acerca da diferença entre a oralidade e a escrita. quando os estudiosos começaram a vê-las como práticas sociais diferentes. A fala procede à escrita. A fala é a modalidade mais utilizada em situações cotidianas e informais e a escrita é o registro permanente das idéias sociais. escrita tem sido vista como de estrutura complexa. os bilhetes dos casais. do modo de pensar. contradizendo Bloomfield. Refletir sobre as relações e especificidades da fala e da escrita nos permite entender um pouco também sobre a gramática. concreta e dependente do contexto. com os interlocutores e com o tipo de processamento da informação. enquanto formas diferentes de dizer e modos diferentes de se expressar em significados lingüísticos. no entanto. a distinção entre fala e escrita não se faz com precisão. em que a primeira ocupava um lugar de supremacia sobre a segunda. em cuja concepção a linguagem escrita não passa de uma reprodução da linguagem oral. de estrutura simples ou desestruturada. dentro de uma situação interativa social. Alguns fatores são responsáveis pelas diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita: o contexto. as modalidades escritas e orais. por exemplo: os discursos de posse de cargo. Rojo e Halliday.

BECHARA.13-19. A língua falada no Ensino de Português.de. 2ª Ed. concluem-se serem distintas tais modalidades. pois. ou seja constrói significados mediante um sistema e uma estrutura samantica. já que a seleção de elementos lingüísticos de ambos se dá a partir de um mesmo sistema gramatical. 2001.G. embora não seja a linguagem escrita à transcrição da linguagem oral. fala e escrita planteiam diferentes aportes para a experiência: a escrita cria o mundo da coisas/objetos e a fala. São Paulo. 1996:17). p. FÁVERO. pois uma seria a duplicação da outra.11-8.webartigos. O outro é que não há necessidade de duas linguagens para a mesma função. o discurso escrito sofre interpenetrações sociais e culturais. gradualmente. Petrópolis: Vozes. Na medida em que as crianças pertencentes a culturas letradas vão-se desenvolvendo.dentro de um contexto sócio-histórico mais amplo.P. não se pode negar a semelhança de seus produtos. Atividade verbal: processo de diferença e integração entre fala e escrita. cada modalidade serviria para uma finalidade mais específica. CASTILHO. Isto acarretou uma grande centração dos estudos no momento da alfabetização e na questão da correspondência grafema-fonema e dos aparatos orgânicos envolvidos na transcrição desta correspondência. durante décadas. O ser humano aprende ouvindo e falando. Logo. a do âmbito do discurso escrito. porém. o desenvolvimento da escrita foi encarado como um treinamento de habilidades viso-motor e de transcrição de código sonoro em formas gráficas. pois deixa de lado as participações paralingüísticas e prosódicas e. CONSIDERAÇOES FINAIS Considerando as diferenças (formais. São Paulo: Contexto. 2000. lendo e escrevendo. A correção idiomática e o conceito de exemplaridade. São Paulo: Cortez. mas o processo se dá a partir da língua.com/articles/39830/1/As-Modalidades-Orais-eEscritas/pagina1. A linguagem oral se caracteriza essencialmente por ser falada &#8722. Fonte: http://www. suas interações passam a ser transpassadas pelo discurso escrito e as significações têm uma nova possibilidade de análise de construção além da oferecida pelo discurso oral. T.M. que “é um conjunto de possibilidades lingüísticas. Jose c. natureza do estímulo. Assim. sem perder sua característica fundamental de ser “linguagem”. Para esse autor. está permeado pelos sentidos e valores da ideologia do grupo social. ou seja. In: Azeredo. o dos acontecimentos. que “revela os ideais e as concepções de um grupo social numa determinada época” (Savioli e Fiorin. Por último.entre fala e escrita sustentada por três princípios. a saber. o leitor/escritor vai incorporando. 2000. REFERENCIAIS MAC-KAY. a fala não apresenta os limites da sentença e do parágrafo. Ataliba. mas o fato de a linguagem oral ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos não é e nem pode ser o elemento fundamental para se determiná-la distinta da linguagem escrita no âmbito cientifico. são de sinais e não de conteúdo.objeto de conhecimento . Evanildo. apresentam diferenças devido à condição de produção. funcionais e da natureza de estímulo) entre a linguagem oral e a linguagem escrita. A. Dentro do espaço discursivo da interação.158p.html A NATUREZA DAS MODALIDADES ORAL E ESCRITA José Mario Botelho (UERJ e FEUDUC) INTRODUÇÃO . ampliando assim o processo de desenvolvimento. a experiência humana. Língua em debate: conhecimento e ensino. Oralidade e escrita: perspectiva para o ensino da língua materna. É na escrita que a criança vai se explicitando segundo suas falas e lugares sociais. cujos usos se fazem de acordo com normas específicas a cada uma das modalidades”. Segundo Rojo vêm focalizando sua atenção para questões da aquisição da escrita: Até recentemente a linguagem escrita não foi vista como processo de desenvolvimento ou construção. estas diferenças. em sua essência. Essas interpenetrações se refletem nas formas de interação da criança com a escrita . Leonor Lopes et alli. Um deles é que a escrita não incorpora todos os potenciais de significação da fala. tais aportes seriam formas possíveis de se olhar para o mesmo objeto de conhecimento. 2000. p. Plexus. O que não se pode negar é que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. Porém. que podem expressar as mesmas intenções. a modalidade discursiva da escrita e as características dos papéis do leitor/escritor.

são estanques. e do outro oposto. por terem mais tempo para reproduzi-la e revisá-la. o autor levanta a hipótese de que “diferentes condições de produção. Essas diferentes condições de produção para usos de diferentes intenções propiciam a criação de diferentes tipos de linguagem. Chafe & Tannen. na linguagem oral. propiciam à criação de diferentes tipos de linguagem” (cf. A escolha lexical também proporciona ao usuário a exibição de um estilo próprio e o controle do grau de formalismo e coloquialismo de suas produções discursivas. Chafe afirma que as pessoas não escrevem do mesmo modo que falam. Alguns fatores são responsáveis pelas diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita: o contexto. apesar de apresentarem diferenças devido à condição de produção.Que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. SEGUNDO CHAFE Sem desprezar as diversas teorias acerca das modalidades de uma dada língua. as observações feitas pelo autor se restringem a uma comparação entre os dois extremos da fala e da escrita: de um lado. há particularidades de outras ordens que as tornam modalidades específicas da língua. como a gesticulação. No mesmo parágrafo. Do vocabulário. a partir da qual foi possível se estabelecer uma comparação. Focalizando o modo de os falantes e escritores selecionarem as palavras ou estruturas para expressarem suas idéias. a conversação.” (Bloomfield. enquanto a dos escritores é lenta. Tais particularidades são. que se agrupam nas duas modalidades da língua. corroborando a teoria de Goody e Watt (1968) acerca da diferença entre a oralidade e a escrita. Na caracterização dessas diferenças. e a reedição de texto. a intenção do falante ou do escritor e o tópico do que se diz ou escreve. a intenção do usuário e a temática. as pessoas não escrevem exatamente do mesmo modo que falam. com apagamento do texto anterior. a partir da qual se deveriam comparar todos os outros gêneros quer sejam falados. um conferencista seleciona palavras e expressões que possam conferir ao seu texto um caráter . e carta e artigo acadêmico (produções discursivas da escrita). A LINGUAGEM ORAL E A LINGUAGEM ESCRITA. apresentando uma proposta de análise. contradizendo Bloomfield. 1933: 21) Em trabalhos anteriores (Chafe. Chafe (1987) analisou quatro tipos de produções discursivas coletados para um projeto de estudos: conversação e conferência (produções discursivas da oralidade). Neles. por exemplo. but merely a way of recording language by means of visible marks. na linguagem escrita. Nesses trabalhos. Fatores como: o contexto. 1985 e 1986). a escrita acadêmica. “Writing is not language. procurou identificar mais precisamente as diferenças a serem encontradas nos dois tipos de linguagem usados por falantes e escritores. observou que a escolha dos falantes é rápida. que. em cuja concepção a linguagem escrita não passa de uma reprodução da linguagem oral. elementos exclusivos de cada uma delas. a linguagem escrita tende a ter um vocabulário mais variado e de conveniência do usuário. é um fato incontestável. 1982. nem por isso. em parceria com Tannen (1987). para em seguida tentar explicar as causas fundamentais de tais diferenças. são responsáveis pelas diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. Certamente. uma vez que se tratam de processos diferentes. 1987: 390). quer sejam escritos. de fato. Contudo. Mais tarde. assim como usos de diferentes intenções. o autor já demonstrava o seu interesse pelo assunto. os autores demonstram acreditar que a conversação comum é a forma prototípica de linguagem. Com isso. que melhor estabeleceu as diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. este trabalho se deterá nos estudos de Chafe (1987).

apesar de os vocabulários de cada modalidade serem característicos. Para isso. Nível de vocabulário Quanto ao nível de vocabulário. que ocorrem normalmente em ambos os repertórios. 1980) denominava “unidade de idéias”. construção de orações. o que se pensa. Tal fato confirma que. Construção de oração A linguagem é mais do que um conjunto de palavras e expressões combinadas. enquanto o vocabulário da escrita é. a distinção entre fala e escrita não se faz com precisão. itens lexicais mais ou menos formais ou coloquiais podem ser utilizados pelo falante e pelo escritor quando lhes forem convenientes. Chafe especula que tal unidade de entonação expressa o que está na “memória de curto prazo” do falante ou “focos de consciência” no momento de produção. Como não há uma relação perfeita entre o que a pessoa pensa e a linguagem que usa para a sua expressão. Chafe ressalta. falantes e escritores fazem a seleção de palavras e expressões para exprimirem os seus pensamentos. ao passo que a riqueza do repertório da linguagem falada constitui nas constantes transformações de sentido dos itens de seu repertório limitado.mais ou menos formal. Ele considera haver palavras e expressões exclusivas de cada repertório e um sem-número de itens neutros. as unidades de entonação são mais longas (em torno de nove palavras) do que na fala (em torno de seis palavras). 1985). para dar ao seu texto um caráter mais ou menos coloquial. o autor se baseia na oração gramatical. . A linguagem escrita se enriquece com a ampliação do seu repertório. com palavras apropriadas. como o faz um escritor de uma carta. o autor assume que falantes e escritores não fazem a seleção de itens lexicais de um mesmo estoque. que se limita em tamanho pela “memória de curto prazo” ou capacidade de “consciência focal” do falante e. mas considera mais realista proceder em termos de “unidade de entonação”. considerando a adequação dos itens escolhidos e do repertório em si. uma vez que as restrições operativas não se associam propriamente ao fator velocidade do processo. conservador. Na escrita. a qual descreve em trabalho anterior (Chafe. Para a discussão desse tópico. O grau de coloquialismo ou formalismo envolve decisões estilísticas e de domínio do léxico que podem transferir-se de um modo de produção para o outro com muita facilidade e propriedade. que será ativado sempre que o usuário tiver que se expressar lingüisticamente. construções de frases e envolvimento e distanciamento. nível de vocabulário. A esse respeito. em geral. a unidade de entonação da fala constitui-se de mais ou menos 6 (seis) palavras. o usuário precisa ter um bom conhecimento da linguagem. provavelmente. pela consciência que esse tem das limitações de capacidade do ouvinte. O autor observa que o vocabulário da fala é inovador e flutuante. de Pawley & Syder (1976). Os níveis se verificam nos distintos registros lingüísticos. que inicialmente (Chafe. Esse conhecimento inclui o conhecimento de um repertório de opções lexicais necessárias. ainda. como se dá essa combinação é o que mais importa para Chafe. pois nem sempre se traduz automaticamente. lança mão dos seguintes parâmetros: variedade de vocabulário. A intenção dele é demonstrar as propriedades da linguagem falada e da linguagem escrita. que a unidade relevante da fala parece ser a entidade basicamente prosódica. Por ser limitada a capacidade do falante em manter a atenção em expressões extensas. corroborando a “hipótese de uma oração de cada vez”. que chama de “unidade de entonação”. Variedade de vocabulário De certo.

A linguagem escrita carece de qualquer desses aspectos e pode mostrar indicações de distanciamento do escritor com sua audiência. no vocabulário. ao contrário. dando evidência do tempo e do esforço de sua construção. é comum o uso da conjunção “e” para ligar orações. não se pode negar a semelhança de seus produtos. que o repertório de uma é diferente do da outra. Outra importante diferença entre a fala e a escrita é o relacionamento entre o emissor e o receptor. crendo. mas o processo se dá a partir da língua. Há gêneros intermediários que são produzidos de forma sonora e concebidos de forma gráfica e outros que são produzidos graficamente e concebidos sonoramente. A função da frase na linguagem oral é problemática. Assim. A NATUREZA DA LINGUAGEM ORAL Considerando as diferenças (formais. consigo mesmo e com a realidade concreta do que está sendo falado. Porém. O que produz essa coerência pode variar de um momento para o outro. . Ainda há aqueles que. cujos usos se fazem de acordo com normas específicas a cada uma das modalidades”. A audiência da fala na maioria das vezes não só está presente como também pode participar física e efetivamente do processo. mas os falantes parecem produzir uma entonação final de frase quando julgam que chegaram ao fim de uma seqüência coerente. funcionais e da natureza de estímulo) entre a linguagem oral e a linguagem escrita. evitando as relações interoracionais mais elaboradas. procura estabelecer diferenças entre elas. ao contrário do que ocorre na escrita cuja audiência é normalmente ausente e freqüentemente desconhecida. são bastante semelhantes a gêneros da outra modalidade. que podem expressar as mesmas intenções. A linguagem oral se caracteriza essencialmente por ser falada − natureza do estímulo −. elas não são estanques e isto fica patente na análise sob o ponto de vista de um contínuo tipológico. há particularidades de outras ordens que tornam a linguagem oral uma modalidade específica da língua. já que a seleção de elementos lingüísticos de ambos se dá a partir de um mesmo sistema gramatical. a natureza falada da linguagem oral não basta para distingui-la e isolá-la da linguagem escrita. inclusive. na linguagem falada há um envolvimento do falante com sua audiência. por isso a linguagem falada de qualquer tipo tende a coordenar orações mais freqüentemente que qualquer tipo de linguagem escrita. Isto é. conclui-se serem distintas tais modalidades. Chafe (1987). embora não seja a linguagem escrita a transcrição da linguagem oral. consigo mesmo e com a realidade. são as principais. Diferenças que se verificam nas estruturas sintáticas e na formação dos períodos e. há uma forte tendência por parte dos falantes em produzir seqüências simples de orações coordenadas. Envolvimento e Distanciamento Das propriedades da fala e da escrita que são atribuídas às diferenças entre os dois processos. quando opostos à cautela e a editabilidade da escrita. Chafe reafirma que as frases da escrita são mais bem planejadas que as da oralidade.Construção de frase Na fala. Entretanto. O que não se pode negar é que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. Segundo Chafe. mas o fato de a linguagem oral ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos não é e nem pode ser o elemento fundamental para se determiná-la distinta da linguagem escrita. a rapidez e a facilidade de esvaescimento da fala. apresentam diferenças devido à condição de produção. apesar de serem produzidos e concebidos exclusivamente de forma sonora ou exclusivamente de forma gráfica. encontradas na escrita. A sintaxe elaborada requer maior esforço de produção do que os falantes possam normalmente aplicar. principalmente. que “é um conjunto de possibilidades lingüísticas.

um número muito maior de itens comuns. “mas” e “porém”. do sujeito. Por essa razão. A utilização de estruturas de voz passiva é muito pouco freqüente na linguagem oral. esse texto pode parecer estar mal formado. Quanto ao nível de vocabulário. ou por orações absolutas. apresentar-se freqüentemente com simples seqüências de frases e poucas estruturas subordinadas. à qual se relacionam várias outras características. por ser momentânea. como entenderam certos teóricos. é do tipo analítico com o uso de auxiliar do tipo “ser” e normalmente a serviço da topicalização. que é uma vantagem da linguagem oral. Quando ocorre. é a eficácia na correção da informação em caso de incompreensão por parte do interlocutor. de fato. Essa característica. Normalmente. Certamente esta prática tem a ver com a limitação do vocabulário e a conveniência da unidade de entonação. e da mesma forma. A fragmentação não deve ser confundida com uma “má formação da estrutura”. que é causada pela falta de termos subentendidos e pelo uso de marcadores discursivos. A freqüência de termos topicalizados é flagrante. . normalmente coniventes na comunicação. Ocorre principalmente a representação do sujeito de 1ª pessoa por meio de um pronome pessoal. É característico na linguagem oral o uso preferencial de declarações ativas como observaram Chafe e outros estudiosos. o conhecimento do que se diz é compartilhado pelo emissor e pelo receptor. que. que é o traço predominante da fala. que Chafe denominou neutros e reconheceu ser a maioria. as eventuais falhas de comunicação quando a informação desejada não se efetiva. muitos textos escritos não são apreciáveis na fala. que. Chafe chega a declarar que o vocabulário da fala é diferente do da escrita. ou por marcadores discursivos do tipo “aí”. A velocidade da produção oral se dá em virtude de ser simultânea ao processo de produção em si. é uma outra característica particular da linguagem oral. Assim. A fala não existe para ser escrita. Também constitui uma particularidade da linguagem oral a representação. cada qual em suas obras acerca do assunto. por meio de uma pró-forma. A sintaxe da linguagem oral é tipicamente menos bem elaborada que a linguagem escrita. A reiteração desse tipo de sujeito é simplesmente efetiva em textos da linguagem oral. O conhecimento compartilhado dos participantes da interlocução oral também gera outra particularidade: a simplicidade sintática. a fragmentação. outra característica da linguagem oral é a repetição de termos. em que as orações normalmente são ligadas ou pelas conjunções simples “e”. determina outra particularidade da fala: a cooperação dos participantes da comunicação. Outra particularidade da linguagem oral. Como o falante ouve junto com o seu interlocutor as suas palavras proferidas e pode controlar os seus efeitos a partir das reações do outro. Por último. inclusive. o que muda é o grau de formalismo ou coloquialismo. a simplicidade sintática deve ser entendida como estrutura de períodos curtos. de que o próprio Chafe fala. Prefiro acreditar que os repertórios são os mesmos. quando se tenta reproduzir um texto escrito como se fosse conversação. que é proporcionado pelo fato de o falante ter o controle da comunicação no momento de sua efetivação. por conter muitas “frases” incompletas. Portanto. que se submete à elocução. encontram-se. elementos exclusivos da linguagem oral: a gesticulação é um deles. em ambos os gêneros de ambas as modalidades. ou por frases nominais na maioria dos casos reduzidas a uma única palavra. pode ele corrigir com eficácia. facilitam o processo de produção daquele que por seu turno tem a responsabilidade da produção discursiva. é outra característica da linguagem oral. A fluidez das idéias expostas também é outra particularidade da oralidade. que poderia ser elíptico em virtude de a flexão verbal já declarar a pessoa do discurso.Tais particularidades são.

sob a qual estão a objetividade. que pode ser do falante com a sua audiência (muito comum) ou consigo mesmo (não menos comum) ou com o que se está falando (também comum). Nisso. a clareza e a concisão são essenciais. para tentar numa tréplica. na linguagem oral se observa o caráter de envolvimento e de distanciamento que é determinado pelo contexto. pois requer planejamento: etapas são traçadas pelo escritor. acrescentar ou eliminar itens. cujas idéias concisas (sem rodeios e bem organizadas) tornam o texto claro. como já demonstrou Chafe. desconhecidos um do outro. pelo fato de ser ela produzida pela mão e recebida pelos olhos. a objetividade. O fato de ter o escritor a obrigação de redigir um texto de acordo com as normas de uso padrão nos faz enumerar outras particularidades da linguagem escrita. ser o texto escrito essencialmente normativo. Como disse anteriormente. a clareza e a concisão. A particularidade de maior importância da escrita é a correção gramatical. pode comparar a sua produção com o que tinha em mente. Por ser eminentemente uma forma de comunicação em que emissor e receptor estão distantes e. há casos que o interlocutor é desconhecido. tais traços não caracterizam necessariamente a fala ou a escrita. ou seja. que pode não mais surtir efeito. em muitos casos. Ele não conta com a conivência do interlocutor que lhe compartilhe um conhecimento do que se expõe. não são esses os elementos fundamentais para distingui-las. Também a escrita apresenta as suas particularidades de outras ordens que a tornam uma outra modalidade da língua. O escritor não sofre tanta pressão no momento de produção do seu texto. o escritor examina o que escreve e usa um tempo considerável na escolha de suas palavras. que pode demorar muito tempo. Por poderem ser anulados pelo conteúdo apropriado. A responsabilidade do escritor é muito maior. mudar suas idéias. É mais provável. sofre o escritor a inexorável pressão da correção gramatical. até que o produto final surja. caso tenha a consciência de ter atendido às exigências da norma-padrão. como já foi dito. Um texto em que o assunto é apresentado de forma objetiva. normalmente não tem o emissor outra forma de retificar a mensagem se não esperar pela resposta. em que se monitoram ao mesmo tempo o planejamento e a produto. porque não tem as mesmas exigências do processo de produção da fala. Por isso. Em nome da correção. Na falta de compreensão da informação transmitida. se manifeste com mais freqüência na fala. tem tudo para ser compreendido pelo receptor e nele provocar o efeito desejado. fazendo as mudanças . a correção gramatical ser tão importante. contudo. que a todo o momento as checa. a linguagem escrita apresenta um processo de produção muito lento. consultando-as no dicionário quando é necessário. Por isso mesmo. Eis uma outra particularidade da modalidade escrita: o escritor determina o tempo de produção de seu texto. a linguagem escrita se caracteriza fundamentalmente por ser escrita.Quanto à questão do envolvimento e distanciamento. Os motivos são os mesmos apontados no item anterior. Não goza o escritor do direito de se valer de artifícios paralinguísticos com a gesticulação e expressão facial. que o traço envolvimento. A NATUREZA DA LINGUAGEM ESCRITA Assim como a característica fundamental da linguagem oral é o fato de ela ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos. É. a meu ver. Daí. para não se correr o risco de ter o seu texto inutilizado por não se tornar um discurso (texto lido e compreendido). A produção do texto escrito se dá de forma coordenada. Escrever é um ato solitário e sofre a imposição da correção. exatamente o contrário o que ocorre. Contudo. reorganizar o texto. porém. Não tem o escritor o controle do sistema de recepção em si. referencial. ele espera tê-lo.

marcadores discursivos típicos da escrita (os homógrafos: “e”. portanto. composto de itens que não ocorrem na modalidade falada. figuram conjunções diferentes de “e”. já que é a frase o seu traço característico. e recursos lingüísticos diversos. normalmente nesta ordem. Nos períodos em que há coordenação. A estrutura sintática da linguagem escrita tende a ser elegante. portanto. Outra característica da escrita é a ocorrência de declarações passivas. Essa complexidade se refere a períodos compostos por subordinação. é comum encontrarmos termos deslocados para a posição de tópico − a posição inicial da oração. que dependendo do grau do nível de formalismo ou coloquialismo (definido pelo objetivo do usuário e do contexto em si) tenham a propensão de ocorrer ou não num dos gêneros de uma das modalidades. . mas não com muita freqüência. as estruturas tendem a ser completas. também é muito comum encontrarmos o que Givón (1979b) chama de estrutura de tópico-comentário. decerto. nada impede que o modalizador “aí”. é conveniente dizer que um vocabulário de nível mais formal que coloquial caracteriza a linguagem escrita. se certos elementos estiverem presentes: o conhecimento compartilhado. Nela se percebem sujeito e predicado. que só não terá abalada a sua compreensão. Ainda em relação ao vocabulário. o que dificulta um replanejamento. Sob este ponto de vista. relacionar itens. durante a produção. é uma particularidade da escrita a ocorrência de nominalizações. O escritor procura não repetir estruturas sintáticas ou palavras. típico da modalidade oral. sendo os longos bem estruturados. por exemplo. os principais) podem ocorrer. essencialmente na linguagem oral. Não é exatamente esta a condição de produção do texto oral. já que as duas se valem do mesmo sistema linguístico. Isto também marca a característica de procurar não repetir estruturas sintáticas e de formar estruturas de tópico. mas não é conveniente distinguir três tipos de vocabulário. Logo. além delas. Termos da oração (normalmente bimembre) são geralmente substituídos por orações subordinadas. o que constitui mais uma de suas características particulares. pode-se dizer que o planejamento antecede a produção. ocorre a pontuação conveniente. seja usado num texto escrito. “porém” e “então”. e outro que ocorre igualmente nas duas modalidades. quando ocorre. ainda estará antecedendo-a. e não à falta de compreensão do enunciado. já que o produto constitui o elemento cabal. fragmentação à semelhança do que se dá na linguagem oral. O vocabulário da modalidade escrita é muito variado e essencialmente conservador e dependente do grau do nível de formalismo. “mas” e “porém”. outro. Não há. por isso é comum na escrita um grande número de sintagmas nominais modificados. cooperativismo entre falante e ouvinte. Ou seja. Os períodos complexos normalmente são de bom tamanho na modalidade escrita. já sendo bem formada. Embora seja comum a ocorrência da oração bimembre em ordem direta. mesmo que haja um replanejamento. para atender às exigências diversas (de ordem gramatical e / ou de outras ordens). cujos planejamentos e execução ocorrem simultaneamente. Como já observei anteriormente. que. Complexidade da sintaxe é. como o fez Chafe: um que ocorre essencialmente na linguagem escrita. Não se podem determinar quantos e quais os itens que não ocorrem numa dada modalidade. Na verdade. torna complexa a estrutura frasal. Quando não ocorrem tais conectivos. constituindo períodos compostos. “mas”. e. No encaixe dessas orações. Na linguagem escrita. Podem-se. mais uma característica da linguagem escrita. transformações de verbos ou predicados em nomes. Na escrita. isto é. ocorrem os dois tipos de estruturas passivas: a analítica (com o auxílio de “ser” ou similar) e a pronominal (com o uso de pronome apassivador). o uso de conjunções e locuções conjuntivas é uma normalidade. não concordo com Chafe quando defende a hipótese de ser o vocabulário da escrita particular.necessárias. que normalmente é ocupada pelo sujeito. o princípio da realidade.

que se caracteriza por ser uma prática eminentemente solitária do escritor. Spoken and written language: Exploring coherence in spoken and written discourse. para isso. TANNEN. no meu entender. FÁVERO.).Ao contrário do que ocorre na fala.). São Paulo: Cortez. Jane. Brussel. Língua em debate: conhecimento e ensino. 2000. Properties of speaking and written language. Rosalind. podem ser anulados pelo conteúdo. que o traço de distanciamento se manifeste com maior freqüência nos gêneros da modalidade escrita da língua.2. No que se refere à questão do envolvimento e distanciamento. 1984. Proceedings II: Lecture. como já foi visto anteriormente.filologia. a paráfrase e a substituição por pró-formas são artifícios comuns de serem observados nos textos escritos. 1981. Comprehending oral and written language. In: –– (ed. 11-8. são a fala e a escrita dois modos bem diferentes de o usuário representar as suas experiências. New York: Academic Press. No final.org. 2ª ed. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. In: HOROWITZ. ao contrário da modalidade oral em que predomina o traço de envolvimento. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BECHARA. na escrita predomina o traço de distanciamento. MARCUSCHI. Luiz Antônio.1 Tipologia e gêneros textuais Gênero Textual e Tipologia Textual A diferença entre Gênero Textual e Tipologia Textual é. NJ: Ablex. por conseguinte. as considerações feitas por Marcuschi (2002) e Travaglia (2002). Jay (eds. José C. . a do sujeito. Outra e última particularidade é a preocupação com a coesão referencial. apresento minhas considerações a respeito de minha escolha pelo gênero ou pela tipologia. S. BOTELHO. Assim. A correção idiomática e o conceito de exemplaridade. Evanildo. SAMUELS. p. 2000.br/ixcnlf/3/03. Porém. Rio de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. DANIELEWICZ. p. O que pretendemos neste pequeno ensaio é apresentar algumas considerações sobre Gênero Textual e Tipologia Textual. certamente. 1997. 1987. Admite-se. BROWN. José Mário. A influência da oralidade sobre a escrita. usando. In: Association Internationale de Linguistic Apliquée. Gillian. Oralidade e escrita: perspectivas para o ensino de língua materna.). a elipse. Wallace. (Monografia inédita).htm 4. a elisão de termos é freqüente e. Norwood. importante para direcionar o trabalho do professor de língua na leitura. compreensão e produção de textos1. Leonor Lopes et alii. que faz apontamentos questionáveis para o termo Tipologia Textual. 83-113. 2001. São Paulo: Cortez. Teaching the spoken language. 166-82. A sinonímia. CHAFE.2 Aspectos Textuais 4. como ambos os traços são determinados pelo contexto e. p. A representação física do sujeito de 1ª pessoa só ocorre quando se deseja um efeito estilístico. The oral / literate continuum in discourse. Deborah. Petrópolis: Vozes. principalmente. In: Azeredo. (org. Fonte: http://www. não constitui o traço de distanciamento em si uma particularidade da linguagem escrita.

O trabalho com o texto e com os diferentes tipos de texto é fundamental para o desenvolvimento da competência comunicativa. Para o autor. embora possamos classificar vários textos como sendo narrativos. Para ele. em função do tipo de interlocução que se pretende estabelecer e que se estabelece. O autor diz que não é correto afirmar que a carta pessoal. cada tipo de texto é apropriado para um tipo de interação específica.Convém afirmar que acredito que o trabalho com a leitura. De acordo com as idéias do autor. mas fala de um intercâmbio de tipos. o termo tipo de texto. Travaglia (2002) fala em conjugação tipológica. e comenta que ela pode apresentar as tipologias descrição. Num texto como a bula de remédio. autores como Luiz Carlos Travaglia (UFUberlândia/MG) defendem o trabalho com a Tipologia Textual. mas de gênero de texto. uma vez que não é possível. para ele. tem-se a presença de várias tipologias. ou pouco capaz. de maneira equivocada. Na verdade. eles se instauram devido à existência de diferentes modos de interação ou interlocução. Travaglia afirma que um texto se define como de um tipo por uma questão de dominância. como a descrição. dificilmente são encontrados tipos puros. narração e argumentação. o mesmo gênero sendo realizado em dois ou mais tipos. Realmente é raro um tipo puro. ele afirma que um tipo pode ser usado no lugar de outro tipo. iniciar o trabalho com esses tipos mais necessários. Ele apresenta uma carta pessoal3 como exemplo. tornando-se incapaz. por exemplo. e não em função do espaço ocupado por um tipo na constituição desse texto. Ele explica dizendo que isso acontece porque ocorreu no texto a configuração de uma estrutura intergêneros de natureza altamente híbrida. Marcuschi dá o nome de intertextualidade intergêneros. Ele chama essa miscelânea de tipos presentes em um gênero de heterogeneidade tipológica. por exemplo. uma vez que. Marcuschi afirma que os livros didáticos trazem. Deixar o aluno restrito a apenas alguns tipos de texto é fazer com que ele só tenha recursos para atuar comunicativamente em alguns casos. Ele atesta que a carta pessoal é um Gênero Textual. exposição. a injunção e a predição4. a partir daí. ensinar narrativa em geral. injunção. sendo que um gênero assume a função de outro. muitas das vezes. Marcuschi não demonstra favorabilidade ao trabalho com a Tipologia Textual. trazendo para o ensino alguns problemas. o professor teria que fazer uma espécie de levantamento de quais tipos seriam mais necessários para os alunos. que para Fávero & Koch (1987) é um texto injuntivo. Por outro lado. por exemplo. o trabalho fica limitado. criando . para. para ele. eles se concretizam em formas diferentes – gêneros – que possuem diferenças específicas. Luiz Antônio Marcuschi (UFPE) defende o trabalho com textos na escola a partir da abordagem do Gênero Textual2. Travaglia não fala de intertextualidade intergêneros. não se trata de tipo de texto. O autor diz que em todos os gêneros os tipos se realizam. sendo os textos de diferentes tipos. ocorrendo. Quando acontece o fenômeno de um texto ter aspecto de um gênero mas ter sido construído em outro. Explicando. porque. compreensão e a produção escrita em Língua Materna deve ter como meta primordial o desenvolvimento no aluno de habilidades que façam com que ele tenha capacidade de usar um número sempre maior de recursos da língua para produzir efeitos de sentido de forma adequada a cada situação específica de interação humana. Certamente. é um tipo de texto como fazem os livros. em outros.

é possível encontrar a perspectiva dada pela atitude comunicativa de comprometimento ou não. com outro dado tipo. Segundo ele. 1990. que uma publicidade pode ter o formato de um poema ou de uma lista de produtos em oferta. estar ligadas ao produtor do texto em relação ao objeto do dizer quanto ao fazer/acontecer. ele fala de descrições e comentários dissertativos feitos por meio da narração. Para Marcuschi. cada uma das perspectivas apresentadas pelo autor gerará um tipo de texto. Pode ser possível a perspectiva do produtor do texto dada pela imagem que o mesmo faz do receptor como alguém que concorda ou não com o que ele diz. A segunda perspectiva faz com que surja o tipo argumentativo stricto sensu6 e não argumentativo stricto . Adam. Resumindo. dissertação. exposição. mas artefatos culturais construídos historicamente pelo ser humano. descrição e injunção (Swales. a primeira perspectiva faz surgir os tipos descrição. injunção e narração. Mesmo que o autor da carta não tenha assinado o nome no final. Surge.determinados efeitos de sentido impossíveis. Tipologia Textual é um termo que deve ser usado para designar uma espécie de seqüência teoricamente definida pela natureza lingüística de sua composição. Da mesma forma. Gênero Textual é definido pelo autor como uma noção vaga para os textos materializados encontrados no dia-a-dia e que apresentam características sócio-comunicativas definidas pelos conteúdos. Tem-se ainda. Bronckart. o termo Tipologia Textual é usado para designar uma espécie de seqüência teoricamente definida pela natureza lingüística de sua composição (aspectos lexicais. pode não ter uma determinada propriedade e ainda continuar sendo aquele gênero. Para exemplificar. estilo e composição característica. relações lógicas) (p. na opinião do autor. na opinião de Travaglia. 1999). Travaglia define Tipologia Textual como aquilo que pode instaurar um modo de interação. para ele. argumentação. da carta pessoal. Assim.Ele diz. sintáticos. ainda. segundo perspectivas que podem variar. ou conhecer/saber. Um gênero. graças as suas propriedades necessárias e suficientes5. os tipos textuais abrangem as categorias narração. segundo o autor. e quanto à inserção destes no tempo e/ou no espaço. Resumindo esse ponto. estimulando a compra por parte de clientes ou usuários daquele produto. assim. tempos verbais. Marcuschi traz a seguinte configuração teórica: • a) intertextualidade intergêneros = um gênero com a função de outro • b) heterogeneidade tipológica = um gênero com a presença de vários tipos Travaglia mostra o seguinte: • a) conjugação tipológica = um texto apresenta vários tipos • b) intercâmbio de tipos = um tipo usado no lugar de outro Aspecto interessante a se observar é que Marcuschi afirma que os gêneros não são entidades naturais. uma maneira de interlocução. O que importa é que esteja fazendo divulgação de produtos. quando o produtor vê o receptor como alguém que não concorda com ele. o autor fala. Em geral. surge o discurso da cumplicidade. 22). 1990. Para exemplificar. Se o produtor vir o receptor como alguém que concorda com ele. ela continuará sendo carta. uma perspectiva em que o produtor do texto faz uma antecipação no dizer. propriedades funcionais. o discurso da transformação. mais uma vez. Essas perspectivas podem.

sensu. A perspectiva da antecipação faz surgir o tipo preditivo. A do comprometimento dá origem a textos do mundo comentado (comprometimento) e do mundo narrado (não comprometimento) (Weirinch, 1968). Os textos do mundo narrado seriam enquadrados, de maneira geral, no tipo narração. Já os do mundo comentado ficariam no tipo dissertação. Travaglia diz que o Gênero Textual se caracteriza por exercer uma função social específica. Para ele, estas funções sociais são pressentidas e vivenciadas pelos usuários. Isso equivale dizer que, intuitivamente, sabemos que gênero usar em momentos específicos de interação, de acordo com a função social dele. Quando vamos escrever um e-mail, sabemos que ele pode apresentar características que farão com que ele “funcione” de maneira diferente. Assim, escrever um e-mail para um amigo não é o mesmo que escrever um e-mail para uma universidade, pedindo informações sobre um concurso público, por exemplo. Observamos que Travaglia dá ao gênero uma função social. Parece que ele diferencia Tipologia Textual de Gênero Textual a partir dessa “qualidade” que o gênero possui. Mas todo texto, independente de seu gênero ou tipo, não exerce uma função social qualquer? Marcuschi apresenta alguns exemplos de gêneros, mas não ressalta sua função social. Os exemplos que ele traz são telefonema, sermão, romance, bilhete, aula expositiva, reunião de condomínio, etc. Já Travaglia, não só traz alguns exemplos de gêneros como mostra o que, em sua opinião, seria a função social básica comum a cada um: aviso, comunicado, edital, informação, informe, citação (todos com a função social de dar conhecimento de algo a alguém). Certamente a carta e o e-mail entrariam nessa lista, levando em consideração que o aviso pode ser dado sob a forma de uma carta, e-mail ou ofício. Ele continua exemplificando apresentando a petição, o memorial, o requerimento, o abaixo assinado (com a função social de pedir, solicitar). Continuo colocando a carta, o e-mail e o ofício aqui. Nota promissória, termo de compromisso e voto são exemplos com a função de prometer. Para mim o voto não teria essa função de prometer. Mas a função de confirmar a promessa de dar o voto a alguém. Quando alguém vota, não promete nada, confirma a promessa de votar que pode ter sido feita a um candidato. Ele apresenta outros exemplos, mas por questão de espaço não colocarei todos. É bom notar que os exemplos dados por ele, mesmo os que não foram mostrados aqui, apresentam função social formal, rígida. Ele não apresenta exemplos de gêneros que tenham uma função social menos rígida, como o bilhete. Uma discussão vista em Travaglia e não encontrada em Marcuschi7 é a de Espécie. Para ele, Espécie se define e se caracteriza por aspectos formais de estrutura e de superfície lingüística e/ou aspectos de conteúdo. Ele exemplifica Espécie dizendo que existem duas pertencentes ao tipo narrativo: a história e a não-história. Ainda do tipo narrativo, ele apresenta as Espécies narrativa em prosa e narrativa em verso. No tipo descritivo ele mostra as Espécies distintas objetiva x subjetiva, estática x dinâmica e comentadora x narradora. Mudando para gênero, ele apresenta a correspondência com as Espécies carta, telegrama, bilhete, ofício, etc. No gênero romance, ele mostra as Espécies romance histórico, regionalista, fantástico, de ficção científica, policial, erótico, etc. Não sei até que ponto a Espécie daria conta de todos os Gêneros Textuais existentes. Será que é possível especificar todas elas? Talvez seja difícil até mesmo porque não é fácil dizer quantos e quais são os gêneros textuais existentes.

Se em Travaglia nota-se uma discussão teórica não percebida em Marcuschi, o oposto também acontece. Este autor discute o conceito de Domínio Discursivo. Ele diz que os domínios discursivos são as grandes esferas da atividade humana em que os textos circulam (p. 24). Segundo informa, esses domínios não seriam nem textos nem discursos, mas dariam origem a discursos muito específicos. Constituiriam práticas discursivas dentro das quais seria possível a identificação de um conjunto de gêneros que às vezes lhes são próprios como práticas ou rotinas comunicativas institucionalizadas. Como exemplo, ele fala do discurso jornalístico, discurso jurídico e discurso religioso. Cada uma dessas atividades, jornalística, jurídica e religiosa, não abrange gêneros em particular, mas origina vários deles. Travaglia até fala do discurso jurídico e religioso, mas não como Marcuschi. Ele cita esses discursos quando discute o que é para ele tipologia de discurso. Assim, ele fala dos discursos citados mostrando que as tipologias de discurso usarão critérios ligados às condições de produção dos discursos e às diversas formações discursivas em que podem estar inseridos (Koch & Fávero, 1987, p. 3). Citando Koch & Fávero, o autor fala que uma tipologia de discurso usaria critérios ligados à referência (institucional (discurso político, religioso, jurídico), ideológica (discurso petista, de direita, de esquerda, cristão, etc), a domínios de saber (discurso médico, lingüístico, filosófico, etc), à inter-relação entre elementos da exterioridade (discurso autoritário, polêmico, lúdico)). Marcuschi não faz alusão a uma tipologia do discurso. Semelhante opinião entre os dois autores citados é notada quando falam que texto e discurso não devem ser encarados como iguais. Marcuschi considera o texto como uma entidade concreta realizada materialmente e corporificada em algum Gênero Textual [grifo meu] (p. 24). Discurso para ele é aquilo que um texto produz ao se manifestar em alguma instância discursiva. O discurso se realiza nos textos (p. 24). Travaglia considera o discurso como a própria atividade comunicativa, a própria atividade produtora de sentidos para a interação comunicativa, regulada por uma exterioridade sócio-histórica-ideológica (p. 03). Texto é o resultado dessa atividade comunicativa. O texto, para ele, é visto como uma unidade lingüística concreta que é tomada pelos usuários da língua em uma situação de interação comunicativa específica, como uma unidade de sentido e como preenchendo uma função comunicativa reconhecível e reconhecida, independentemente de sua extensão (p. 03). Travaglia afirma que distingue texto de discurso levando em conta que sua preocupação é com a tipologia de textos, e não de discursos. Marcuschi afirma que a definição que traz de texto e discurso é muito mais operacional do que formal. Travaglia faz uma “tipologização” dos termos Gênero Textual, Tipologia Textual e Espécie. Ele chama esses elementos de Tipelementos. Justifica a escolha pelo termo por considerar que os elementos tipológicos (Gênero Textual, Tipologia Textual e Espécie) são básicos na construção das tipologias e talvez dos textos, numa espécie de analogia com os elementos químicos que compõem as substâncias encontradas na natureza. Para concluir, acredito que vale a pena considerar que as discussões feitas por Marcuschi, em defesa da abordagem textual a partir dos Gêneros Textuais, estão diretamente ligadas ao ensino. Ele afirma que o trabalho com o gênero é uma grande oportunidade de se lidar com a língua em seus mais diversos usos autênticos no dia-a-dia. Cita o PCN, dizendo que ele apresenta a idéia básica de que um maior conhecimento do funcionamento dos Gêneros

Textuais é importante para a produção e para a compreensão de textos. Travaglia não faz abordagens específicas ligadas à questão do ensino no seu tratamento à Tipologia Textual. O que Travaglia mostra é uma extrema preferência pelo uso da Tipologia Textual, independente de estar ligada ao ensino. Sua abordagem parece ser mais taxionômica. Ele chega a afirmar que são os tipos que entram na composição da grande maioria dos textos. Para ele, a questão dos elementos tipológicos e suas implicações com o ensino/aprendizagem merece maiores discussões. Marcuschi diz que não acredita na existência de Gêneros Textuais ideais para o ensino de língua. Ele afirma que é possível a identificação de gêneros com dificuldades progressivas, do nível menos formal ao mais formal, do mais privado ao mais público e assim por diante. Os gêneros devem passar por um processo de progressão, conforme sugerem Schneuwly & Dolz (2004). Travaglia, como afirmei, não faz considerações sobre o trabalho com a Tipologia Textual e o ensino. Acredito que um trabalho com a tipologia teria que, no mínimo, levar em conta a questão de com quais tipos de texto deve-se trabalhar na escola, a quais será dada maior atenção e com quais será feito um trabalho mais detido. Acho que a escolha pelo tipo, caso seja considerada a idéia de Travaglia, deve levar em conta uma série de fatores, porém dois são mais pertinentes: a) O trabalho com os tipos deveria preparar o aluno para a composição de quaisquer outros textos (não sei ao certo se isso é possível. Pode ser que o trabalho apenas com o tipo narrativo não dê ao aluno o preparo ideal para lidar com o tipo dissertativo, e vice-versa. Um aluno que pára de estudar na 5ª série e não volta mais à escola teria convivido muito mais com o tipo narrativo, sendo esse o mais trabalhado nessa série. Será que ele estaria preparado para produzir, quando necessário, outros tipos textuais? Ao lidar somente com o tipo narrativo, por exemplo, o aluno, de certa forma, não deixa de trabalhar com os outros tipos?); b) A utilização prática que o aluno fará de cada tipo em sua vida. Acho que vale a pena dizer que sou favorável ao trabalho com o Gênero Textual na escola, embora saiba que todo gênero realiza necessariamente uma ou mais seqüências tipológicas e que todos os tipos inserem-se em algum gênero textual. Até recentemente, o ensino de produção de textos (ou de redação) era feito como um procedimento único e global, como se todos os tipos de texto fossem iguais e não apresentassem determinadas dificuldades e, por isso, não exigissem aprendizagens específicas. A fórmula de ensino de redação, ainda hoje muito praticada nas escolas brasileiras – que consiste fundamentalmente na trilogia narração, descrição e dissertação – tem por base uma concepção voltada essencialmente para duas finalidades: a formação de escritores literários (caso o aluno se aprimore nas duas primeiras modalidades textuais) ou a formação de cientistas (caso da terceira modalidade) (Antunes, 2004). Além disso, essa concepção guarda em si uma visão equivocada de que narrar e descrever seriam ações mais “fáceis” do que dissertar, ou mais adequadas à faixa etária, razão pela qual esta última tenha sido reservada às séries terminais - tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio.

caracterizado como carta. ou seja. distantes da realidade e da prática textual do aluno. (1987). mas aquele que é adequado à situação comunicacional para a qual foi produzido.Outra discussão poderia ser feita se se optasse por tratar um pouco a diferença entre Gênero Textual e Gênero Discursivo. M. fazer um cartão e ofertar a alguém. ou apenas com injunções. textos e discursos. ele diz desconhecer um gênero necessariamente descritivo. da participação social dentro de uma sociedade letrada. Acho meio difícil alguém conseguir escrever um texto.Termo usado pelas autoras citadas para os textos que fazem previsão. meio que contrariando o que acabara de afirmar. L. (2004). se a escolha do gênero. além de diversificar e concretizar os leitores das produções (que agora deixam de ser apenas “leitores visuais”) permite também a participação direta de todos os alunos e eventualmente de pessoas que fazem parte de suas relações familiares e sociais. Aula de português: encontros e interação. Essas atividades. se a estrutura. 2 . A atividade com a língua. orais e escritas. 7 . Mardaga. o estilo e o nível de língua estão adequados ao interlocutor e podem cumprir a finalidade do texto. ANTUNES. . 03. J. São Paulo: Editora da PUC/SP. 5 . enviar uma carta de solicitação a um secretário da prefeitura. texto argumentativo stricto sensu é o que faz argumentação explícita. J. Assim. apenas com descrições. Liège. Por outro lado. favoreceria o exercício da interação humana. Vol.O ensino-aprendizagem de leitura.Penso que quando o professor não opta pelo trabalho com o gênero ou com o tipo ele acaba não tendo uma maneira muito clara para selecionar os textos com os quais trabalhará. de uso social. ou narrativa. BRONCKART. 1 . (1990). sabendo movimentar-se no dia-a-dia da interação humana. e suficientes para que o texto seja uma carta. o espaço da sala de aula é transformado numa verdadeira oficina de textos de ação social. ou injuntiva. (1999). I. o conteúdo. compreensão e produção de texto pela perspectiva dos gêneros reposiciona o verdadeiro papel do professor de Língua Materna hoje. como o boletim meteorológico e o horóscopo.-P.Necessárias para a carta. percebendo que o exercício da linguagem será o lugar da sua constituição como sujeito. A avaliação dessas produções abandona os critérios quase que exclusivamente literários ou gramaticais e desloca seu foco para outro ponto: o bom texto não é aquele que apresenta. I. 4 . Uberlândia: Editora da Universidade Federal de Uberlândia. São Paulo: Parábola. Por um interacionismo sócio-discursivo. Acredito que abordando os gêneros a escola estaria dando ao aluno a oportunidade de se apropriar devidamente de diferentes Gêneros Textuais socialmente utilizados. não mais visto aqui como um especialista em textos literários ou científicos. Referências ADAM. Theorie et pratique de l’analyse. o que é viabilizado e concretizado pela adoção de algumas estratégias. pp.Pelo menos nos textos aos quais tive acesso. 3 -Travaglia (2002) diz que uma carta pode ser exclusivamente descritiva. ou argumentativa. mas como um especialista nas diferentes modalidades textuais. Élements de linguistique textuelle. 6 . realizar uma entrevista. V. 3-10. ou só apresenta características literárias. etc. assim. como enviar uma carta para um aluno de outra classe.Segundo Travaglia (1991). nº 01. FÁVERO. ou dissertativa. L. “Contribuição a uma tipologia textual”. Atividades de linguagem. & KOCH. In Letras & Letras.

Essa coesão também pode muitas vezes se dar de modo implícito. o uso de uma determinada sigla. Tese de Doutorado / IEL / UNICAMP. recobertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios”. WEIRINCH. Desta lição. que irão apresentar o contexto – decorre daí a coerência textual. que essas frases estejam coesas e coerentes formando o texto. o substantivo ou o adjetivo correspondente . a coesão é uma linha imaginária . (1968). como também entre a seqüência de orações dentro do texto.html 4. 330 + 124 pp. (2002). “Gêneros textuais: definição e funcionalidade” In DIONÍSIO. Um estudo textual-discursivo do verbo no português.2 Coesão e Coerência Textual Por: Cláudia Kozlowski Na construção de um texto. (1991). constroem-se frases. J. Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e independência sintática e semântica. Fonte: http://www. (2004). et al. substituição. orações. com o emprego de diferentes procedimentos. M.algosobre.MARCUSCHI. Mimeo. B. sejam gramaticais (emprego de pronomes. TRAVAGLIA. baseado em conhecimentos anteriores que os participantes do processo têm com o tema. Esses mecanismos lingüísticos que estabelecem a conectividade e a retomada do que foi escrito / dito são os referentes textuais e buscam garantir a coesão textual para que haja coerência. Construído com os elementos corretos. 1991.br/gramatica/genero-textual-e-tipologia-textual. sejam lexicais (repetição. um erro no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais prejudica o entendimento do texto. períodos. relação. Além disso. Madrid: Gredos. ou seja. que para o público a quem se dirige deveria ser de conhecimento geral. C. Nas palavras do mestre Evanildo Bechara (1).com. usamos mecanismos para garantir ao interlocutor a compreensão do que se lê / diz. extrai-se que não se deve escrever frases ou textos desconexos – é imprescindível que haja uma unidade. (1990). Campinas: Mercado de Letras SWALES. Gêneros orais e escritos na escola. não só entre os elementos que compõem a oração. Substituição de palavras com o emprego de sinônimos ou de palavras ou expressões de mesmo campo associativo. Há diversas formas de se garantir a coesão entre os elementos de uma frase ou de um texto: 1. Â.que une os diversos elementos do texto e busca estabelecer relações de sentido entre eles. Tipelementos e a construção de uma teoria tipológica geral de textos. Estrutura e función de los tiempos em el lenguaje. numerais.composta de termos e expressões . “o enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e orações. L. Muitas vezes essa incoerência é resultado do mau uso daqueles elementos de coesão textual. Rio de Janeiro: Lucerna. Gêneros textuais e ensino.2. entende-se ligação. A. nexo entre os elementos que compõem a estrutura textual. Cambridge: Cambridge University Press. associação). Na organização de períodos e de parágrafos. Nominalização – emprego alternativo entre um verbo. H. English in academic and research settings. confere-se a ele uma unidade formal. evita que se lance mão de repetições inúteis. SCHNEUWLY. Campinas. conjunções. Numa linguagem figurada. ___ (2002). J. Genre analysis. relembre-se que. & DOLZ. elipses). Um texto incoerente é o que carece de sentido ou o apresenta de forma contraditória. assim como na fala. L. Por exemplo. 2. Dessa forma. por coesão.

Como nosso intuito nesta página é a apresentação de conceitos. elipses. Por exemplo. como certos pronomes. agora. Em 1980.4%. a palavra elidida é facilmente identificável (Ex. como os verbos vicários (ex. Substitutos universais.. porém só o farei no ano vindouro) A coesão apoiada na gramática dá-se no uso de conectivos. recentemente. levando-se em conta o risco de morte por homicídio. esse é o papel da coerência. Repetição na ligação semântica dos termos. nas duas décadas seguintes. a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990. A elipse se justifica quando. essa função de progressão textual. ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes. tínhamos uma média de. o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26. ___2___. estabelece a relação entre as duas orações. doze homicídios por cem mil habitantes. certos advérbios e expressões adverbiais. Os pronomes demonstrativos. Somente a coesão. ontem.resultado da pobreza de vocabulário. entre outros. grande na ação. felino está numa relação de hiperonímia com gato. Vejamos como o examinador tem abordado o assunto: (PROVA AFTN/RN 2005) Assinale a opção em que a estrutura sugerida para preenchimento da lacuna correspondente provoca defeito de coesão e incoerência nos sentidos do texto. ___3___. ultimamente. “Grande no pensamento. . o grau de violência intencional aumentou. depois de (futuro). dada sua característica: são elementos que não significam. bastamnos essas informações. . certas locuções prepositivas e adverbiais.). Emprego de hiperônimos . Dêiticos são elementos lingüísticos que têm a propriedade de fazer referência ao contexto situacional ou ao próprio discurso. e não uma redundância . chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 – 121. Por exemplo. O termo o jovem deixa de ser repetido e.: Necessito viajar. neste momento (presente).” (Rocha Lima) 4.” Esse conceito será de grande valia quando tratarmos do uso dos pronomes demonstrativos. bem como os advérbios de tempo. Elisa Guimarães (2) nos ensina a esse respeito: “Os pronomes pessoais e as desinências verbais indicam os participantes do ato do discurso. A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. não é suficiente para que haja sentido no texto. conjunções. 6. grande no infortúnio. de agora em diante. Assim: este.(desgastar / desgaste / desgastante). contudo. ___1___ dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo. isto é. ele morreu desconhecido e só. grande na glória. antes de (pretérito). em média. empregada como recurso estilístico de intenção articulatória. Sabia que ia necessitar de todas as suas forças. Uso de hipônimos – relação que se estabelece com base na maior especificidade do significado de um deles.: O jovem recolheu-se cedo. anterioridade ou posterioridade. ao remeter a um enunciado anterior.. há alguns dias.6% –. por excelência. 5. aproximadamente. Por exemplo. podendo indicar simultaneidade. e coerência se relaciona intimamente a contexto. sem aprofundá-los em demasia. apenas indicam. 3. no próximo ano. assim. hoje. remetem aos componentes da situação comunicativa.relações de um termo de sentido mais amplo com outros de sentido mais específico. referenciam o momento da enunciação. mesa (mais específico) e móvel (mais genérico). ___4___. Já os componentes concentram em si a significação. Exerce.

contudo. do país.9% do PIB entre 1996 e 1997. idéia contrária à que foi apresentada até então pelo texto. da cidade.br/acoes.2. mas que nela saibam agir.br/articles/2586/1/COESAO-E-COERENCIATEXTUAL/Paacutegina1. Verifica-se. por um lado. artística.htm) a) 1 – Tanto é assim que b) 2 – Lamentavelmente c) 3 – ou seja d) 4 – Simultaneamente e) 5 – Se bem que COMENTÁRIO: As lacunas no texto ocultam palavras e expressões que atuam como conectores – ligam orações estabelecendo relações semânticas entre os períodos.4 Produção de Textos Escrita e produção de texto Todos sabem que as atuais demandas sociais requerem cidadãos capazes de exercer plenamente a sua cidadania. radiofônica e televisiva. Ou seja. Fonte: http://www. apenas no setor saúde. que tem várias naturezas — matemática. do planeta.3 Estudo de textos básicos 4. a coerência textual seria prejudicada.mundovestibular. Lidar com a informação significa apropriar-se de: . que têm pago com a própria vida o preço da escalada da violência no Brasil. entre outros. científica. entre 15 e 24 anos. Isso implica saber analisar criticamente as realidades sociais e organizar a ação para intervir nessa realidade. religiosa. ___5___ a vitimização letal se distribui de forma desigual: são. (Adaptado de http:// www. os jovens pobres e negros. O cartaz é uma forma de escrita Foto: Acervo EducaRede No mundo da informação isso significa. por exemplo —. a única que não atende ao solicitado é a de número 5. que não se limitem a observar a realidade. o gabarito é a opção E. Por isso.gov.com. saber lidar com a informação. que o que se segue ratifica as informações anteriores ao fornecer dados complementares às estatísticas sobre homicídios. A banca sugere algumas opções de preenchimento. a sociedade atual precisa de cidadãos atuantes. prever suas possíveis conseqüências para a qualidade de vida das pessoas. filosófica.brasil. articular acontecimentos. examinar os fatos. do sexo masculino. assim. estabelecendo.Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da violência consumiram. Sendo aceita a sugestão da banca. 1. meio acadêmico e Internet. Dessas. uma vez que a expressão “Se bem que” deveria introduzir uma oração de valor concessivo.2.html 4. e vem de várias fontes e por vários caminhos — mídia impressa. sobretudo.

elaboramos um currículo. Quando se fala em domínio da linguagem escrita. ou podemos escrever um folheto de propaganda para ser distribuído na saída do metrô. para circularem em espaços sociais vários.  procedimentos que permitam o reconhecimento da pertinência e idoneidade da informação. vamos priorizar o processo de produção de textos escritos. podemos escrever um anúncio para uma revista. Por outro lado. para um jornal. fala-se em saber lidar de maneira proficiente com todos os conhecimentos com os quais se opera nas práticas de linguagem. A linguagem do jornal é diferente daquela do cartaz Foto: Acervo ANDI Se desejarmos informar um possível contratante sobre nossa formação e experiência profissional para que ele possa avaliar se correspondemos às expectativas que a empresa tem para um provável funcionário. organizar um outdoor para veicular informação a respeito do serviço nos lugares que se espera que circulem potenciais interessados no serviço divulgado. com distintas finalidades. exercer plenamente a cidadania significa saber agir utilizando a informação. se o tratamento recebido por determinado assunto em uma determinada matéria nos causar indignação — ou mesmo admiração — podemos escrever uma carta para o jornal manifestando nossa forma de pensar a respeito. obter informações analisá-las criticamente. A cada circunstância correspondem: a) finalidades diferentes: manifestar nossa forma de pensar a respeito de determinada matéria lida. por exemplo. uma prática social. organizados nos mais diversos gêneros. convencer a respeito de determinadas interpretações de dados. discutimos o que isso pode significar quando nos referimos à leitura. Quer dizer: em várias circunstâncias da vida escrevemos textos para diferentes interlocutores. saber divulgá-las e agir utilizando essas informações passa pelo domínio de um objeto social fundamental: a linguagem escrita. a produção de textos escritos é uma prática de linguagem e. divulgar determinados serviços buscando seduzir possíveis clientes. Como se pode ver. Por exemplo: ao lermos um jornal. obter notícias sobre um ente querido. como tal. Em uma sociedade letrada.  recursos que possibilitem a divulgação da informação. Produzir textos: uma prática social Assim como a leitura. produzimos textos em diferentes circunstâncias. ou enviar uma mensagem por email. Quer dizer. para ser publicado em uma revista de educação — ou um livro — que circule no espaço no qual essa discussão interesse. a respeito da evasão dos alunos. formas de obtenção da informação para conhecer o real. ainda. No texto “Sobre leitura e formação de leitores”. ou. Agora. Se pretendermos divulgar dados organizados de determinada pesquisa que realizamos. . para um determinado site. Se quisermos ter notícias de um ente querido que se encontre distante de nós geograficamente. podemos escrever uma carta. fala-se em ler e escrever utilizando os procedimentos e estratégias que conferem maior eficácia aos textos produzidos e às leituras realizadas. Se quisermos divulgar um serviço que prestamos. escrevemos um artigo acadêmico-científico.

revista). quando assumimos a palavra para dizer alguma coisa a alguém. certamente produzirá um discurso permeado por análises técnicas e históricas. Um aspecto a ser considerado ainda é o lugar do qual se escreve. nem a mesma escolha lexical. currículo. rodoviária etc. de associado de determinado clube. dentistas. caso seja produzido a partir do lugar de deputado federal. ou porque circulará na esfera acadêmica. Por exemplo: um cineasta. Todos desempenhamos diferentes papéis na vida: o de mãe/pai.. d) gêneros discursivos específicos: carta de leitores. de maneira a orientar a produção do seu discurso pelos parâmetros por elas estabelecido. revisores. de cidadão brasileiro. diretores de escola etc). Mas não apenas a eles. Essas condições referem-se aos elementos apresentados acima.informar sobre sua qualificação profissional. em função das demais características do contexto de produção (sobretudo do lugar de circulação do discurso e do interlocutor presumido). ao contrário. determinada empresa (esfera profissional). Se estiver conversando com amigos em um encontro casual. dessa forma. ou do lugar do pai que fala a seus filhos. Ainda que esses papéis se articulem todo o tempo. folheto de propaganda. Escrita: um processo individual e dialógico . um desses papéis predomina. certamente. menos comprometido com argumentações coerentes com determinadas posições teóricas. vereadores. este não será o mesmo. se a uma pessoa for solicitado um discurso recomendando a redução do consumo de energia elétrica. o relativo à profissão que exercemos (professores. produzir o discurso a partir do lugar de pai. entre outros. carta pessoal. Ser um escritor proficiente. de irmão/irmã. embora não apenas por este motivo. outdoor. podendo ser mais descontraído. uma vez que são todos constitutivos do sujeito e que. de industrial do ramo da produção de lâmpadas. por exemplo. que poderá ter como interlocutores estudantes ou outros cineastas. nessas condições enumeradas. mas também porque o cineasta não poderá. ao analisar determinado filme. incluindo-se nestas o papel social de onde fala o produtor. de filho/filha. que se adequar a essas condições.). artigo acadêmico-científico. de consumidor de determinado produto. Os argumentos serão diferentes porque. um possível contratante. anúncio. leitores de determinada revista acadêmico-científica ou de determinado tipo de livro. transeuntes de determinados locais (vias de circulação. sob pena de não ser eficaz. c) lugares de circulação determinados: mídia impressa. Quer dizer: escrever um texto é uma atividade que nunca é a mesma nas diferentes circunstâncias em que ocorre. feirantes. família ou círculo de amizades. não terá a mesma organização. ou de amigo de determinado empresário do ramo. quando em uma conferência ou mesa-redonda. o contexto de produção dado lhe permitirá assumir o lugar de espectador/apreciador da arte do cinema e seu discurso. influenciam-se mutuamente. atitudes são tomadas. um parente próximo ou um amigo. vias públicas de grande circulação de veículos e pessoas. pontos de vista a partir dos quais os acontecimentos são analisados. escritores. b) interlocutores diversos: leitores de um determinado veículo da mídia impressa (jornal. médicos. significa saber lidar com todas as características do contexto de produção dos textos. tendo. Isso ocorrerá não só porque o discurso será uma conferência.. E isto por causa de todas as condições de produção citadas. que implicam responsabilidades assumidas. Cada um desses papéis estabelece entre nós e aqueles com quem nos relacionamos determinados vínculos. Da mesma forma. digitadores. academia. porque cada escrita se caracteriza por diferentes condições que determinam a produção dos discursos. portanto. portanto. colegas de trabalho. recomendações são feitas. a relação entre os interlocutores instituiu compromissos diferenciados entre eles.

modificam-se. gêneros como as cantigas de amigo. os poemas concretos passaram a existir a partir de determinada época. os textos que produzimos são resultantes das escolhas que fazemos quanto a o que dizer e como dizer em função das condições de produção colocadas. Anotação no caderno: forma de aprender Foto: Acervo Instituto Sou da Paz  à forma de dizer (escolhas lexicais típicas do gênero. por exemplo. por outro lado. caem em desuso. que também são construções históricas. Quer dizer. possuía fórmula de iniciação e de conclusão muito diferentes no século XVII e atualmente.Assim como a leitura.  os textos produzidos e seu conteúdo.  os gêneros. este não é um gênero presente. o processo de escrita é tanto uma experiência individual e única. em um dado momento histórico há um conjunto de possibilidades disponíveis e é no interior . pelo menos modificações nos gêneros já existentes. foram sendo preteridos pelos poetas e literatos. enviando-se mensagens que ora se assemelham a bilhetes. Hoje essa prática caiu em desuso — e com ela a situação de utilização do gênero — tendo sido substituída por um telefonema. por exemplo. constituindo-se como referências. chegando mesmo a conter citações explícitas. Como é possível perceber. era comum quando se pretendia visitar um parente ou amigo — ainda que residente na mesma cidade — escrever-se uma carta e entregá-la em mão. por não corresponderem também às novas necessidades estéticas. acabam por criar novas possibilidades de interlocução escrita com pessoas distantes geograficamente umas das outras: por e-mail. Uma carta de amor. como a brasileira. ou que terminasse com a expressão Com votos de consideração e estima. por exemplo. por exemplo. As crônicas esportivas também foram gêneros que se constituíram em épocas recentes e apenas em determinadas culturas. Escrever é um processo interpessoal e dialógico porque todo texto sempre se relaciona. com a finalidade de avisá-lo de sua visita. É individual e única porque o processo de produção de um texto implica escolhas pessoais quanto a o que dizer e a como dizer: a seleção de tópicos a serem apresentados. são criados. As tecnologias digitais. expressões usuais que acabam por caracterizá-los. Há também textos que se referem a outros já escritos. com os textos já produzidos anteriormente no que se refere a:  o que se pode dizer por meio de determinados gêneros. ou. Essas escolhas não são aleatórias. e. como resultado de necessidades estéticas historicamente construídas em um determinado período. por exemplo. assim. quanto interpessoal e dialógica. por exemplo. típicos da Idade Média. que refletirão seu estilo de dizer. Se quiser ver um exemplo dessa inter-relação que existe entre os textos — denominada também de intertextualidade — clique aqui. Na literatura. mas determinadas historicamente. se não novos gêneros. ainda em chats. Dificilmente uma jovem hoje receberia uma carta que começasse com a expressão Estimada senhorita (ou Caríssima senhorita). propriamente. de alguma forma. dos enunciados a serem organizados são escolhas do produtor do texto. No século XVII. nos quais se pode conversar em tempo real com pessoas dos lugares mais longínquos do planeta. das palavras a serem utilizadas. que podem marcar época. em tempo não-real. dessa forma. Criam-se. ora a cartas. Na Suécia.

romance. conferência. ou como a pena de morte como forma eficiente de combate à criminalidade.  as marcas lingüísticas que definem seu estilo. conto (literário. cantiga. em qualquer situação comunicativa. entre outros. a famílias de textos que possuem características comuns Não é qualquer gênero que serve para se dizer qualquer coisa. então a fábula é o gênero mais adequado. repente. popular. Portanto. anúncio. Redação: exercício de escrita Foto: Acervo EducaRede Os gêneros podem ser identificados por três características fundamentais:  o tipo de tema que podem veicular. adivinha. Qualquer manifestação verbal organiza-se.desse conjunto que as nossas escolhas pessoais são feitas. Se a finalidade.  a um contexto de produção determinado. receita médica. a proficiência do aluno em Língua Portuguesa depende também do conhecimento que ele possa ter sobre os gêneros e sua adequação às diferentes situações comunicativas.). precisam ser . Esse é o gênero que pressupõe a argumentação em favor de questões controversas. por exemplo. de fadas. relatório. seminário. tese. saber selecionar o gênero para organizar o seu discurso implica conhecer suas características para avaliar sua adequação:  às finalidades colocadas para a situação comunicativa.  ao lugar de circulação. poema. Suas características. palestra. reportagem. essa pessoa precisará organizar o seu discurso em um gênero como o artigo de opinião. panfleto. de uma conversa de bar a uma tese de doutoramento. de aventuras. Se se deseja apresentar algum ensinamento utilizando situações vividas por animais que representam determinadas características humanas. Pode-se mesmo afirmar que o conhecimento que se tem sobre um gênero determina as possibilidades de eficácia do discurso. ou relacionar instruções. o gênero escolhido pode ser a notícia. Estes se referem.. Se o que se pretende é orientar alguém para a realização de determinada tarefa. Se imaginarmos que alguém pretende discutir uma questão complexa como a descriminalização das drogas. As diferentes manifestações verbais concretizam-se em textos — orais ou escritos — organizados nos gêneros. que se encontram disponíveis na cultura. Partes dessas possibilidades relacionam-se aos gêneros do discurso. Gêneros do discurso e textos Os gêneros são formas de enunciados produzidas historicamente. em algum gênero do discurso. monografia. crônica. fábula. por outro lado. portanto. cordel. verbete. maravilhoso. Dessa forma. parlenda. mediante a apresentação de argumentos que possam sustentar a posição que se defende e refutar aquelas que forem contrárias à defendida no texto. inevitavelmente. pode-se escrever um manual.  a sua forma composicional. quer tenha sido produzida em linguagem oral ou linguagem escrita.. for relatar a um grande público um fato acontecido no dia anterior. anúncio. como notícia. devem ser objeto de ensino. portanto. sermão. receita culinária.

tematizadas nas atividades de ensino. d) gramaticais. dentro de um contexto. ou não escreve. precisa. Começa aí o bloqueio: escreve pouco. mas de forma interdisciplinar. Em sua rotina. O professor deve requerer as produções dos alunos de maneira gradativa. fabricar. todas igualmente importantes para ela. música. uma palavra . uma frase ou um conjunto de todas estas normas de registro e expressão que. contos. ela produz texto oral.interna&id_tema=9&id_subtema=3 Texto Informativo . Assim . ela conta um fato . c) textuais (relativos à linearidade do texto em si: relativos à sintaxe. saber redigir o que foi planejado. Antes mesmo de conhecer letras. criar. entre outras coisas. independentemente de saber escrever ou não. antes. ou em pequenos grupos. Fonte: http://www. com forma e conteúdos próprios. As produções deverão ser arquivadas em um caderno específico. trava-língua etc). Os procedimentos de escrita Além desse conhecimento. como características do gênero no qual o texto será organizado. e saber reescrever o texto produzido e revisado.cfm? pg=oassuntoe. Outras vezes. A produção de texto não deve ser trabalhada isoladamente. Na escola. com base em modelos de escrita corretos e variados quanto à forma ( poesia. ele escreve apenas para satisfazer uma exigência do professor. saber revisar o que foi escrito — durante o processo mesmo de escrita e depois de finalizado —. seqüência e lógica . escrever pressupõe o domínio de determinados procedimentos: saber planejar o que vai ser escrito em função das características do contexto de produção colocado. . de maneira que o progresso do aluno possa ser percebido e avaliado com maior segurança pelo professor e pelo próprio aluno. do contexto de produção especificado. pontuação. o aluno não escreve porque não sabe o que. e) notacionais (relativos ao sistema de escrita). trabalhar textos coletivamente. a criança precisa obedecer a regras de espaço. dita regras de uma brincadeira. descreve um passeio. conhecimentos de várias naturezas entram em jogo: a) discursivos (relativos às características do discurso. por exemplo). sob a orientação do professor. aliadas às regras ortográficas e gramaticais não definidas por ela. ou porque não está motivado. no que se refere à dificuldade de execução. ou sobre o que quer escrever. Produzir textos é inerente à criança. Nesse processo. coesão e coerência).educared. Algumas vezes. A criança passa por fases de produção. O texto pode ser um desenho. Para a criança chegar a elaborar um texto individualmente. Tais procedimentos precisam ser sempre articulados no processo de escrita. transmitem um significado ou uma idéia. b) pragmáticos (relativos às especificidades da situação de comunicação e às diferentes práticas sociais de escrita).Produção de texto PRODUÇÃO DE TEXTO Produzir é realizar. ou não se esforça muito para isso. a criança se nega a produzir. que é outra competência que também precisa ser constituída.org/educa/index.

. sua família e escrever os nomes . montar seu nome e escrever uma frase ou um texto. O professor escreve-as num papel manilha ou na lousa para que as crianças possam recorrer a elas durante a produção.Desenhar seus brinquedos e escrever os nomes.Escrever sobre palavras recortadas e coladas em folhas: a criança escreve o que quiser a respeito da palavra. recortar e colar em uma folha. policial etc). . . . as crianças fazem um texto coletivo e transcrevem para o livro. .Depois de assistir a um filme em vídeo.As crianças fazem perguntas diretamente à pessoa e depois escrevem um texto. social.Fazer uma montagem e escrever sobre ela.Sugestões: .Fazer o desenho de um animal de que tem medo e escrever sobre ele. . Ao terminar. . recortar e colar em uma folha. .Escrever sobre seu animal preferido e depois fazer o desenho. Desenhar os personagens utilizando sucata e transcrever a história. . onde fazem as ilustrações.Desenhar um meio de transporte e escrever sobre ele.Ouvir uma história contada pelo professor e escrever sobre ela.Escrever a respeito do brinquedo ou da brincadeira de que mais gosta.Escrever sobre um recorte de revista. . O professor promove e coordena uma discussão sobre o tema.Desenhar seus amigos e escrever seus nomes. .Montar personagens com material de sucata e .Desenhar sua família e escrever os nomes. escrever a história.Escolher uma figura. .Recortar letras de jornais e revistas.Observando um desenho. político.Escrever seu nome e desenhar o seu retrato.Recortar letras e formar uma palavra. escrever sobre ela. produzir uma história oral. . .Fazer uma história tomando por base um Banco de Palavras. A classe decide sobre o que vai escrever. . O professor seleciona alguns recortes e cola em folhas.Escrever o que quiser sobre uma data comemorativa. O aluno deve identificar a figura ( distinção parte/todo) e escrever sobre a parte ou sobre o todo. . . cada criança terá o seu . fazer um desenho e escrever uma frase ou um texto que se refira à palavra formada. escrever sobre ela. Em seguida. escrever uma história sobre ele.Escolher uma letra. . . . Em seguida. . . Em seguida.Escrever sobre uma figura: o professor recorta uma parte de uma figura de objeto. .Desenhar sua classe e seus colegas e escrever sobre eles. alimento ou brinquedo e cola em uma folha. . animal.Escrever sobre um assunto de Ciências e Saúde e montar um livro.Desenhar o pai ou a mãe e escrever “meu pai” ou “minha mãe” de acordo com o desenho. a criança escolhe aquele sobre o qual escreverá.Escrever sobre uma cor.O professor pode aproveitar uma notícia de jornal ou uma pergunta de um aluno para propor o tema.Fazer um desenho com base numa história contada e copiar o título. . guarda etc). vidraceiro. Em seguida. e sugere as palavras que entrarão na história. O professor recorta pedaços de papel colorido de revistas e cola em folhas de linguagem. O aluno escolhe a cor sobre a qual quer escrever.Escrever sobre um fato da atualidade ( ecológico.Desenhar sua casa. . em grupo.Escrever sobre “O que gostaria de ser quando crescer”e desenhar. fazer o desenho e escrever o que quiser sobre ela. . . .Escrever sobre um profissional que esteve na escola ( jardineiro. . entregador de merenda.Depois de ouvir uma história.

Aí. e faz a ilustração. Por exemplo. forma a palavra pato. . repetindo o processo em todas as páginas do livro. faz os desenhos. adivinhações. Cada aluno transcreve seu trabalho para folha e assina. Cada aluno faz um trabalho que pode ser produção. . . tentando após a exploração.Escrever um bilhete para um colega. De vez em quando. Escrever comentários baseados nas fichas de animais do chocolate Surpresa. formando o livro. . Se possível. O aluno escreve o nome da cor e o que ela significa para ele. As crianças escrevem algumas palavras em pequenos papéis e colocam numa caixa: o Tesouro de Nomes. escreve o título e assina. a alimentação.Montar um livro com recortes de jornal ou revista. p. o aluno decide fazer um livro sobre animais: ele recorta as letras t. a . Cada aluno escreve o bilhete para o colega sorteado. Rafael foi incentivado a criar e a produzir textos desde o início da 1ª série. O professor faz a entrega e os alunos têm que identificar quem foi que escreveu o bilhete. . formar palavras e desenhar. “ Às vezes. foi dado pelo aluno Rafael à sua professora e demonstra bem como ocorre. receita. O professor lê as informações da ficha. a seguir. e grampeia. . Por exemplo. Sob a orientação do professor. vem uma história inteirinha na minha cabeça. . por exemplo.Escrever sobre uma palavra-surpresa. Em seguida.. Por exemplo.Contar um sonho que teve e escrever sobre ele. .Montar um livro: recortar letras.Escrever sobre figuras seqüenciadas. papel. escrever uma lista de dez palavras e fazer uma produção.Em grupos pequenos de alunos. ao zoológico etc. O professor pode contribuir com alguma atividade. descobrir qual é. O depoimento. . o processo de produção de texto.Escrever um livro. ou alguém da escola. uma criança sorteia uma palavra que será tema de uma produção. Em seguida. começo a juntar algo dos desenhos com outras imagens que eu já vi.2ª série. a criança resolve fazer um livro sobre frutas: ela recorta e cola uma figura em cada página e escreve uma frase sobre a fruta ou apenas o nome dela.1991) . . desenho para ser pintado. plástico etc. as crianças fazem um banco de palavras. (Rafael Nunes. ..Fazer o Jornal da Classe.Escrever sobre uma experiência vivenciada. escondido um animal e não diz qual é. Estou pensando em fazer um livro em casa”. O professor dobra as folhas de papel sulfite no meio. um passeio à feira. o. cor ou tamanho. de qualquer forma.Escrever sobre um animal que foi trazido para a classe.Escrever um bilhete para o professor e assinar. vendo os desenhos. As informações são complementadas pelo professor como conteúdo de Ciências. a utilidade e outras características do animal. traz. As crianças conversam com o dono para saber os hábitos. elabora a capa. Um aluno.livro. Cada aluno escreve sua história e transcreve cada frase em uma página.Fazer um desenho com materiais artísticos e escrever sobre ele. cruzadinha. os alunos comentam e escrevem seus textos. professora. colando as letras na folha. O professor escreve um nome em folhas que serão sorteadas entre as crianças. o professor responderá a todos os bilhetes.Fazer um livro sobre o arco-íris: cada folha terá uma cor pintada ou um recorte colorido de tecido. Parece que estou fazendo um filme. . desenho para ligar os pontos etc. eles selecionam os trabalhos e montam o jornalzinho. para ele. .9 anos. .

éden (édenes ou edens). Oxítonas com ditongos abertos ei. bônus e bônus. floresta.: Poucas paroxítonas deste tipo. com as vogais tônicas/tônicas grafadas e e o em fim de sílaba. né. véu(s). remói (de remoer).blogspot. pénis e pênis. vê-la. pá.Fonte: http://profa-val. olá. Paroxítonas: Em geral. Tejo. papéis. pontapé. e. pé. pés. judô. céu(s). na sílaba tônica/tónica. o qual é assinalado com acento agudo. batéis. x e ps. apresentam oscilação de timbre nas pronúncias. após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas r. Oxítonas: Levam acento as oxítonas terminadas em vogais tônicas/tónicas a(s). rês. Vénus e Vênus. nós. se fechado: pônei e pônei. detém. chapéu(s). mocotó. tórax (tórax ou tóraxes). más. salvo raras exceções. pás. o(s) − dá. habitá-la(s). as respectivas formas do plural: amável (amáveis). dá-la(s). É facultativo o acento agudo em formas verbais do pretérito perfeito do indicativo: amamos (amámos). sóis.com/2006/08/texto-informativo-produo-de-texto. terminam na vogal tônica/tônica aberta grafada a. quando conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s). seguidas das consoantes nasais grafadas m e n. louvamos (louvámos). mês. r. açúcar (açúcares). ou circunflexo. e(s). As formas verbais oxítonas. herói(s). n. metrô. o(s) ou em(ns) −está(s). podendo estes dois últimos ser seguidos ou não de s – anéis. São acentuadas as paroxítonas que apresentam. cós. vá. já. o e ainda i ou u e que terminam em l. mesa. e(s).html 4. se aberto. grave. purê (puré). eu ou oi. vejo. má.1 A norma ortográfica a) Acordo Ortográfico 1990 Vide material em PDF b) Acentuação Regras de Acentuação Monossílabos Tônicos: São acentuados os monossílabos tônicos terminados com a(s). as vogais abertas a.3 Aspectos normativos 4. pôs. voo. fiéis. cadáver (cadáveres). rés. lá. s ou z – adorá-lo(s). pó. . velho. dó.3. corrói (de corroer). provêm. ilhéu(s). filé. homem. provéns. as palavras paroxítonas não são acentuadas graficamente: enjoo. Zé. assim como. fé. acém. votamos (votámos). Obs. rapê (rapé). tênis e ténis. dê.

. contribuiu.Recebem acento gráfico paroxítonas terminadas em que. trêmulo. o que ocorre em poucas palavras: vadiice. heroico. Perdem o acento gráfico os vocábulos terminados em oo ou eem − creem. câmara. Ditongos: Perdem o acento gráfico o i ou u tônicos/tônicos precedidos de ditongo em paroxítonas − baiuca. Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei ou oi − alcateia. retórque. que. averigue. qui − argui. Trema: Este sinal de diérese foi inteiramente suprimido. às (de a+as) e também na contração da preposição a com os demonstrativos aquele. aquela. público. quando a vogal i ou u for acompanhada de outra letra que não seja s. aqueles. Proparoxítonas: Todas são acentuadas − árabe. Exceções: Palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros: hübneriano. mandriice. juiz. tireóide. distribuiu. zoo. não haverá acento − ruim. com u pronunciado: alongínque. as duas últimas quando na terceira pessoa do plural do presente do indicativo de ter e vir. fêmea (fémea). mariice (neologismo de Guimarães Rosa). delínque. enjoo. perdoo. blasfêmia (blasfémia). glória. náusea. feiura. mágoa. último. contribuinte. àqueloutro(s). lúdico. raiz. período. têm e vêm recebem acentos diferenciais. cairmos. paul. veem. viríamos. Vênus (Vénus). Pode-se usar acento agudo ou circunflexo na letra e ou o antes de m ou n que não formam sílaba: acadêmico (académico). Acento grave: Na contração da preposição a com as formas do artigo ou pronome demonstrativo o: à (de a+a). tônico (tónico). àquela(s). quem. oblique (oblíque). fenômeno (fenómeno). atraiu. apazigue (apazígue). àquilo. músico. Também não leva acento se a vogal i ou u se repetir. Perde o acento gráfico o u tônico/tónico dos grupos. aquelas e aquilo ou ainda da mesma preposição com os compostos aqueloutro e suas flexões: àqueles(s). releem. àqueloutra(s). Müller. qui. cômodo (cómodo). sucuuba. dinâmico. Convém lembrar que. xiita. que. deem. assembleia. O verbo pôr e as formas verbais pôde. Raul. Ipuiuna.

saúva. país. pólen. US. sólido. aí. redemoinho. parabéns EM. super-homem. baú. Usa-se Paroxítonas Se terminadas em: R. Jaú. próton. tênis. ditongo oral. fémur (Portugal). tônicos/tónicos. carnaúba. Continua tudo igual. fenómeno (Portugal). avós. 3) Não ponha acento nos prefixo paroxítonos que terminam em R nem nos que terminam em I: inter-helênico. PS. abacaxi. antiherói. caráter. látex. Observe: Pode-se usar acento agudo ou circunflexo de acordo com a pronúncia da região: acadêmico. faísca. bíceps. X. Observe: 1. IS. N. Observe: 1) Terminadas em ENS não levam acento: hifens.com. bênção. acompanhados ou não de s. Ã. ENS . ímã. balaústre. OS. em: A. éden. vírus. árduos. Morumbi.algosobre. fêmur (Brasil) ou sêmen.html Tabela traz regras já de acordo com a nova ortografia Márcia Lígia Guidin* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação Tipo de palavra ou sílaba Proparoxítonas Quando acentuar sempre Exemplos (como eram) simpática.br/gramatica/regras-de-acentuacao. tainha. IS. Continua tudo igual. haverá acento − proíbo. avô. cárie. Oxítonas Se terminadas vatapá. hífen. ÃS. UM. 2. caíste. ÃOS. refém. AS. I. UNS. lúcido. órfãos. paraíso. L. não haverá acento − moinho. igarapé. O.Hiatos: Quando a segunda vogal do hiato for i ou u. saúde. campainha. álbum(ns). seguido ou não de S fácil. ÃO. heroína. órfãs. 2) Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: sêmen. U. E. ES. táxi. Se o i for seguido de nh. polens. semi-internato. terminadas em I. fenômeno (Brasil) académico. US não levam acento: tatu. cômodo Observações (como ficaram) Continua tudo igual ao que era antes da nova ortografia. Fonte: http://www.

cheiinho (cheio). moinho. baús. ES. se. mesmo com ditongo. puré (Portugal). Se o i e u forem seguidos de s. Luís. ÓI(S) . pó. 3. o i e u estiverem no final. purê (Brasil). Piauí 1. troféu. a regra se mantém: balaústre. Piauí. colmeia. celuloide. bocaiuva. Mas. 2. bóia desapareceu (para palavras paroxítonas). Esta regra é nova: nas paroxítonas. teiú. cuidado: somente para palavras oxítonas com uma ou mais Ditongos abertos em palavras oxítonas ÉIS. heróis. ÉU(S). E. aí. Monossílabos tônicos (são oxítonas também) terminados em A. Araújo. Esta regra colméia. idéia. Continua tudo mês. debatê-lo. Í e Ú em palavras oxítonas e paroxítonas Í e Ú levam acento se estiverem sozinhos na sílaba (hiato) Ditongos abertos em palavras paroxítonas EI. baús. destróier serão acentuados porque terminam em R. egoísmo. miúdo. Não se acentuam i e u se depois vier 'nh': rainha. jacuís. pás. OI. O. saiinha (saia pequena). nas oxítonas. céu. Atente para os acentos nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo. saída.OS vá.indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: bebê. feiura. etc. tainha. o i e u não serão mais acentuados se vierem depois de um ditongo: baiuca. haverá acento: tuiuiú. bebé. AS. Por exemplo: contêiner. mói (moer) Continua tudo igual (mas. 4. Itaú. Observe: há casos em que a palavra se enquadrará em outra regra de acentuação. papéis. Esaú. pé. pôs igual. saúde. Méier. maoista. Escreve-se agora: ideia. boia. herói.

ela tem sede. eu delínquo. do subjuntivo e do imperativo afirmativo. do subjuntivo e do imperativo afirmativo. vêem Verbos ter e vir na terceira pessoa do plural do presente do indicativo Derivados de ter na terceira e vir (obter. Verbos arguir e arguir e redarguir (agora redarguir sem trema) usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo. mantêm . mas não acentue). Esta regra desapareceu. Esta regra desapareceu. ee vôo. apaziguar. eles delínquem (í tônico). Os verbos arguir e redarguir perderam o acento agudo em várias formas (rizotônicas): eu arguo (fale: ar-gúo. zôo. na pronúncia. Se a tônica. pessoa do manter. Verbos terminados em guar. Agora se escreve: zoo. perdoo veem. ele não será acentuado: Eu averiguo (diga averigú-o.sílabas). na terceira pessoa do plural do presente ele obtém. eles vêm Continua tudo igual. mas não acentue. apazíguem os grevistas. Ele vem aqui. mas não acentue). mas não acentue) o caso. detém. Continua tudo igual. eles obtêm. Eles têm sede. Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes. quar e quir aguar enxaguar. eles vêm aqui. averiguar. mantém. aí acentuamos estas vogais: eu águo. ôo. eles têm. Esta regra sofreu alteração. obliquar usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo. Observe:. eu aguo a planta (diga a-gú-o. usando a ou i tônicos. tu apazíguas as brigas. magoo. detêm. ele argui (fale: argúi). intervir) singular leva acento agudo. delinquir. eles águam e enxáguam a roupa (a tônico). voo. cair sobre o u. enjôo.

despesa.uol. linguístico. Exceto as de língua estrangeira: Günter. chinesa.br/portugues/ult1693u7. Trema (O trema não é acento gráfico. As dúvidas à correção devem ser resolvidas por meio da consulta a dicionários e publicações oficiais ou especializadas.com. escocesa. Gisele Bündchen.1 Palavras que se escrevem com "ESA" burguesa. deve-se evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim. mas pode ir hoje. inglesa. adequar-se a um padrão estabelecido por lei. exceto para os verbos: PODER (diferença entre passado e presente. 1. tranquilo. cuja forma de pagamento é parcelada. averiguei. parachoque. japonesa. delinquente. A forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é oficial. pequinesa.levam circunflexo Acento diferencial Esta regra desapareceu. holandesa. 2) FÔRMA (de bolo): O acento será opcional. Grafar corretamente uma palavra significa. PÔR (diferença com a preposição por): Vamos por um caminho novo. müleriano Fonte: http://educacao. se possível. BIZU . É importante compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. TER e VIR e seus compostos (ver acima).jhtm c) Emprego das letras ORTOGRAFIA RESUMO TEÓRICO: De acordo com Ulisses Infante. a ortografia é a parte da Gramática que se ocupa da correta representação escrita das palavras. francesa.) Desapareceu o trema sobre o U em todas as palavras do português: Linguiça. em 36 Lições Práticas. portanto. Ele não pôde ir ontem. portuguesa etc. então vamos pôr casacos. mesa. Observe: 1) Perdem o acento as palavras compostas com o verbo PARAR: Para-raios.

PARALISAR-PARALISIA. catequizar. com S. colonizar. bizantino. sensacionalizar. hesitar. pretensioso. pusera. escocês. atrás. Por isso as primeiras se escrevem com Z e as últimas. é necessário que no próprio radical já haja a letra "S". Neusa. usina. querosene. surdez. esterco. cortês. despersonalizar. BIZU Apesar de CATEQUIZAR se derivar de CATEQUESE. dezena. Ele é burguês. gás. consertar(reparar). pureza. azenha. BIZU Se conseguirmos completar a frase "ELE É". perigoso. pomposo. pesquisar. bisar. palidez. ANALISAR-ANÁLISE. ourivesaria. pequenez. Ele é francês.7 Palavras que se escrevem com "IZAR" (formador de verbos) "IZAÇÃO" (formador de substantivos). avisar. firmeza. esotérico. mesa. maisena. a palavra será sempre com "S". falaz. lerdeza. Ela é chinesa. aquele termo se escreve com Z e este. mas sim de POETA e PROFETA. harmonizar. esplêndido. português etc. sacerdotisa. -esa (para indicação de nacionalidade. paralisar. realização. pequisar. gazeta. balizar.3 Palavras que se escrevem com "ÊS" burguês. pretensão. imersão. colisão. d) nas formas dos verbos pôr (e derivados) e querer: pus. azeite. francês. civilizar. 1. oscular. irlandês. talvez. esterilizar. fugaz. inglês. naúsea. beleza. Ex. com S. estigmatizar. quiser. estéril. Usa-se a letra S: a) nas palavras que derivam de outra em que já existe S.2 Palavras que se escrevem com "EZA". CATÁLISECATALISADOR-CATALIZANTE. montanhês. sesta. azeitona. bizarro. profetizar. CASA-CASEBRE. poetizar. 1. inserto (inserido). avalizar.8 Palavras que se escrevem com "S" A letra S representa o fonema /z/ quando é intervolálica: asa. rigidez. isolar. Algumas palavras anis. profetisa. desmobilizar. quis. quis. gasolina. civilização. quiséra. submerso. azougue. repusesse. gostoso.5 Palavras que se escrevem com "OSO". siso. pisar etc. papisa c) após ditongos: lousa. buzina. azinhavre. impulso. versátivel. ausência. amenizar. a palavra será com "S". obsessão (mas obcecado). usurpar. inversão. esôfago. pedrês. singeleza. profetisa. Isabel. repusera. heresia. -oso. poetisa. racionalizar. -osa (formadores de adjetivos) -isa (indicador de ocupação feminina): poetisa. revés. servo (servente). 1. crueza. formoso. título. fineza. serração (ato de serrar). BISAR-BIS. chinês. lilás. PORTUGUÊS-PORTUGUESINHO. vaso. expansão. alteza. esoterismo. (bizu 1. 1. Obs. generalizar. coisa. 1. intrepidez. origem) -ense. asilo. Ex: Ele é cortês. isquemia. brasa. deslize.: AVISAR-AVISO. intensão (intensidade). giz. tristeza. riso. conversível. repus. Não confunda com os casos em que se acrescenta o sufixo -ar a palavras que já apresentam S: analisar.. 1.4 Palavras que se escrevem com "EZ" altivez. compreensão. aprazível. proeza. estorvo. sisudez. fuzil. As palavras POETIZAR e PROFETIZAR não se derivam de POETISA e PROFETISA. rijeza etc. dizimar.6 Palavras que se escrevem com "ISAR" alisar. BIZU Para que estes vocábulos se escrevam com "S". imersão. pusesse. delicioso. . valioso etc 1. fusível. gozar. estupidez. teimoso. através. morbidez. usufruir. puser. cozer (cozinhar).Se conseguirmos completar a frase "ELA É". Ex.9 Palavras que se escrevem com "Z" azar. revisão. guisado. fezes. usura.7) b) nos sufixos: -ês. vez. maciez. quisesse. espectador. humanização. Ela é pequinesa. finalizar. cauteloso. brioso. avareza. analisar. embriaguez. misto. colonização. coser(costurar). humanizar. "OSA" audacioso. extravasar. realizar. 1. viuvez. hipocrisia. hipnose.

exílio. viajem (verbo). tacha (prego). chute. champanha. sucesso. enchente. 2. enchouriçar. broche. relógio. cerejeira. enxugar. sarjeta. miscigenação. ascensorista. encorajem (verbo).2 Palavras que se escrevem com "Ç" ou "C" à beça. enxoval. êxodo. extasiar. aborígine. viajem). prestígio.6 Palavras que se escrevem com "J" a) nas formas dos verbos terminados em -jar: arranjar (arranjo. antiqüíssimo. gironda. rejeição. exumação. cervo (veado). xá (título de soberano do Oriente). talvez. enxerto. repercussão. gengibre. ojeriza. cocha (gamela). exsurgir. escassez. enrijecer. exorcismo. expelir. jerimum. rabugem. drágea. agressivo. fuligem. ferrugem. tigela. canjica. decertar (lutar). exacerbar. xavante. muxoxo. seção(departamento). pajé. vertigem. chicote. faringe. fascínio. folhagem. 2. disciplina. origem. sossego. chavão. ascensão.1 Palavras que se escrevem com "CH" enchova. extensão. consciência. manjericão. enferrujem). pajé. praxe. bege. herege. chá (arbusto). majestade. baixo. enxortar. massagem. algema. remessa. sessar (peneirar). suscitar. gengiva. cerração (nevoeiro). exame. ojeriza. maciço. mormaço. gergelim. presunção. viaje. extorsivo. descensão. chicana. xadrez. excitante. litígio. intenção (propósito). Moji. aziago. salsicha. coragem. assaz. chaminé. 2. fascículo. caxumba. gesso. jirau. exotérmico. geringonça. discussão. maxixe. enchoçar. expresso. jirau. traje. engraxar. piscina. enxurrada. ascese. maçarico. pechincha. interjeição. algazarra. ugem: aragem. bochecha. açucena.5 Palavras que se escrevem com "G" a) nos substantivos terminados em agem. trouxe. encharcar. laje. chulo. 2. adolescente. gorjeta. buxo (arbusto ornamental). bricha (prego). exarar. acréscimo.4 Palavras que se escrevem com "SC" abscissa. passar. colégio. agilidade. rigidez. fascinante. . escasso. proeza. chimpanzé. dissensão. chifre. extirpar. jérsei. fachada. broxa(pincel). chispar. exceção. pajem. faixa. enxuto.3 Palavras que se escrevem com "SS" admissão. expor. coalizão. seiscentos. faxina. cuscuz. miragem. b) nas palavras terminadas em ágio. cassar (anular) dissertar (discorrer). agir. exaustão. revezar. desprezar. irascível. lambujem. trança. cheque (ordem de pagamento). ingressar. ógio. expectativa. 2. demissionário. torção. arrocho. oscilação. exterminar. gíria. sintaxe. geada. progresso.0 Palavras que se escrevem com "X" bexiga. egrégio. berinjela. xeque (incidente no xadrez). jejuar. extenso. apetrecho. chiar. empossar (dar posse). fantoche. exímio. paxá. cachimbo. russo (natural da Rússia). cogitar. granja. discípulo. ígio. acrescentar. joça. xavante. chuchu. sessão (reunião). enchiqueirar. vazar. OUTRAS: igrejinha. estiagem. joça. xale. barragem. chope. sarjeta. cessão (ceder). mochila. contagem. gesto. baixeza. imprescindível. alfanje. pedágio. promessa. enxaqueca. compressor. secessão. chave. obsceno. transcender. xangai. enferrujem (verbo). africana e árabe ou de origem exótica: Jibóia. jibóia. exéquias. malandragem. refúgio. passo (passada). nascer. chorumela. sucinto. encher. transgressão. varejista. cessação. ruço (grisalho). camurça. contágio. tez. abstenção. discente. ultraje. pêssego. azia. viagem (substantivo). igem. jesuíta. graxa. soçobrar. disfarçar. 2. algemas. enxada. anjinho. chantagem. necrológico. chumaço. expirar. oaço (palácio). fugir. projétil (ou projetil). coragem. ressuscitar. xampu. agiota. sargento. comichão. linchar. apogeu. descendente. empoçar (formar poça). infrigir. expressão. ogiva. choupana. exalar. troço. tenacíssimo. jenipano. argila. caçula. Outras angelical. prazerosamente. seixo. transmissão. bissetriz. b) nas palavras oriundas do Tupi. coxo. expletivo. ginete. Cuidado com as exceções pajem e lambujem. ressurreição. foz. descentralizar. lajeado. assado. êxito. debochar. estágio. úgio: adágio. cafajeste. jeito. bugiganga. 2. traje. ferrugem. viajar (verbo -> viajo. chibata. explicar. exonerar. descente (vazante). almoço. impressionismo. tragédia. terçol. rescisão. chacina. subterfúgio. enxame. flecha. xereta. piscicultura. canjica. pichar. aguçar. injeção. exótico. ascetismo.hipnotizar. chicória. xícara. arrajem. excesso. lanugem. egípcio. genuíno. emissor. égio. rescindir. perspicaz. brecha. chusma. cônscio. retenção. exuberante. enxaguar. silêncio. roxo. abscesso. expiar. jerico. exaltar. necessário. pança. por exemplo). isósceles. vagem. intumescer. bucho (estômago de animais). alforje. monge. extorsão. charuto. enferrujar (enferruje.

herbívoro (mas ervas).sofi. Mediante tais pressupostos. .. histeria.2. Referências Bibliográficas: Gramática para concurso . haste.8 A letra "H" hálito. inter-regional – sub-bibliotecário – super-resistente.ligar palavras compostas. # Com prefixos. auto-observação – auto-ônibus – contra-atacar .superhomem. Sendo assim...Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”.br/node/951 d) Hífen O hífen representa um sinal gráfico. hérnia. harmonia. húmus... hipismo.proinsulina. hostil.separar as sílabas de um dado vocábulo. Com o advento da Nova Reforma Ortográfica. hipocondria. tais como: . homenagem. hífen. representadas pela mesóclise e ênclise. . “-pro”. mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo. em alguns casos. hipótese. o presente artigo tem por finalidade evidenciá-las.extra-humano – pró-hidrotópico . o que antes prevalecia e o que atualmente vigora.Marcelo Rosental Gramática Ulisses Infante. hipocrisia. herói. procurando enfatizar. humor. # Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante. cujas funções estão associadas a uma infinidade de ocorrências linguísticas. horror. hemorragia. hangar. constatemos. hemisfério.ligar algumas palavras precedidas de prefixos. . emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”.Agostinho Dias Carreiro. Redação em construção .com. .fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais. “-re”.coordenar – reeditar – proótico .Essa regra padroniza algumas exceções já vigentes antes do Acordo. horta. Nota importante: . Observe que nos derivados ele não é usado: baiano. Fonte: http://www. Em "Bahia". houve algumas mudanças em relação à sua aplicabilidade. anti-higiênico – anti-histórico – co-herdeiro . dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão.. harpa. hilaridade. coobrigar – coadquirido . hesitar. pois: Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen: # O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal. baianismo. hediondo. o H sobrevive por tradição histórica. hélice.

# Com sufixos de origem tupi-guarani. circum-navegador . aeroespacial – antiamericano – socioeconômico. -pós. # Diante dos prefixos “-além. # Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição.. emprega-se o hífen. m. entregá-lo – amar-te-ei – considerando-o... -sem.# Com o prefixo “-sub”. # Com os prefixos “-circum” e “-pan”... -recém.. Observação: .Essa nova regra padroniza algumas exceções existentes antes do Acordo. diante de palavras iniciadas por “r”. diante de palavras iniciadas por “vogal.. usa-se o hífen... sub-regional – sub-raça – sub-reino. # Diante do advérbio “mal” . Nota importante: . Casos em que não se emprega o hífen: # Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente. usa-se o hífen. “-mirim”. # Usa-se o hífen em casos relacionados à ênclise e à mesóclise. o hífen está presente. n ou h”. jacaré-açu – cajá-mirim – amoré-guaçu... -bem. -ex. -aquém.. vice.. mal-humorado – mal-intencionado – mal-educado..pan-americano – circum-hospitalar – pan-helenismo. usa-se o hífen. além-mar – aquém-mar – recém-nascido – sem-terra – vice-diretor. quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”. “guaçu”. representados por “-açu”.

O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra... Exceções: O hífen ainda permanece em alguns casos.intermunicipal – subemprego – superinteressante – superpopulação. # Não se emprega o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”... como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas.colônia – água-de-coco – cor-de-rosa.. adjetivas. verbais. # Diante do advérbio “mal”.minissérie. anteprojeto – autopeça – contracheque – extraforte – ultramoderno. adverbiais. depois de prefixo terminado em vogal. # Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”.. fim de semana – café com leite. malfalado – malgovernado – malpassado – maltratado – malvestido.A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo.O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação. # Não se emprega mais o hífen em locuções substantivas. azul-escuro – bem-te-vi – couve-flor – guarda-chuva – erva-doce – pimenta-decheiro. quando a segunda palavra começar por consoante... hipermercado – hiperacidez . . retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas. # O hífen não deve ser usado quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente.. . pronominais.... prepositivas ou conjuntivas.. Observações importantes: .. hiper-requintado – inter-regional – super-romântico – super-racista. como é o caso de: minissaia – minissubmarino .. não se emprega o hífen... expressos por: água-de.

brasilescola. • Regulares: são aqueles em que o radical permanece o mesmo em toda a conjugação. irregulares.3.Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. No verbo ser ocorrem radicais diferentes. defectivos e abundantes. Exemplo: verbo ouvir. Presente Radical Ouç Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv Perfeito Terminação o es e imos is em Radical Terminação Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv i iste iu imos istes iram • Anômalos: verbos que apresentam mais de um radical ao serem conjugados. era. . Presente Radical Cant Cant Cant Cant Cant Cant Perfeito Terminação o as a amos ais am Radical Terminação Cant Cant Cant Cant Cant Cant ei aste ou amos astes aram • Irregulares: são os verbos cujos radicais se alteram ou cujas terminações não seguem o modelo da conjugação a que pertence.2 Emprego das Classes Gramaticais (vide documento Word na pasta Letras Puc) b) Emprego dos Verbos Classificação dos Verbos Os verbos da língua são classificados em: regulares.htm 4. Exemplo: verbo cantar. Exemplo: verbo ser e ir.com/gramatica/emprego-do-hifen. note pela diferença entre: sede. anômalos.

da mesma forma: vou. “el”.brasilescola. irei. “ul”: l = “is” (exs: jornais. Exemplo: aceitar acender corrigir eleger emergir entregar encher expelir extinguir fritar imergir imprimir inserir limpar matar aceitado acendido corrigido elegido emergido entregado enchido expelido extinguido fritado imergido imprimido inserido limpado matado aceito aceso correto eleito emerso entregue cheio expulso extinto frito imerso impresso inserto limpo morto Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Equipe Brasil Escola Fonte: http://www.No verbo ir. Exemplos: verbo abolir verbo reaver Presente do indicativo Presente do indicativo Eu # Tu aboles Ele abole Nós abolimos Vós abolis Eles abolem Eu # Tu # Ele # Nós reavemos Vós reaveis Eles # • Abundantes: apresentam duas ou mais formas equivalentes. táxis) · Derivados em “r”. meles. fui. colares) · Em “al”. “z”: “+es” (exs: colheres. anéis) *Exceções: males. “ol”. • Defectivos: não se apresentam em todas as flexões. funis) · Paroxítonos em “il”: il = .htm c) Flexão dos nomes FLEXÃO NOMINAL (plural) · Em vogal ou ditongo: “+s” (exs: asas. cônsules · Oxítonos em “il”: il = “is” (exs:barris.com/gramatica/classificacao-dos-verbos.

d) Godofredo almoçou duas couves-flor. os leva-e-traz FLEXÃO DOS ADJETIVOS COMPOSTOS SÓ O ÚLTIMO · Adj + Adj (ex: verde-claros) *Exceção: surdosmudos · Invariável + Adj (ex: mal-educados) NENHUM · Adj + Subst (exs: verde-oliva. b) Os filhos de Clotilde são dois espalhas-brasas. dois e > Duzentos · “Ambos” substituindo “os dois” VARIAM EM NÚMERO E GÊNERO · Ordinais (exs: primeiro. e) Alfredo e Radagásio são dois gentilhomens.shvoong. (U-UBERLÂNDIA) Relativamente à concordância dos adjetivos compostos indicativos de cor. amarelolimão) · Cor + de + Subst (ex: cor-de-rosa) · Azul-celeste. ex-chefes) · Repetidos (ex: reco-recos) *Exceção: corres-corres NENHUM · Verbo + Advérbio (ex: bota-fora) · Verbo + Subst Plural (ex: saca-rolha) Obs: mangas-rosa. arco-íris FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS VARIAM EM NÚMERO · Numerais (exs: milhão.com/books/217907-flex%C3%A3o-nominal-plural/#ixzz1TzSPOp7p Exercícios de Flexão Nominal Por: Prof. Eliane Vieira 1. gases) · Em “x”. azul-marinho FLEXÃO DOS DIMINUTIVOS · Em “zinho”. fins) · Monossílabos ou oxítonos em “s”: “+es” (exs: ingleses. papeizinhos) · Em “r”: 2 formas (exs: florezinhas. uma. bilhão) VARIAM GÊNERO · Cardinais: um. variam. Qual? a) saia amarelo-ouro b) papel amarelo-ouro c) caixa vermelho-sangue d) caixa vermelha-sangue e) caixas vermelho-sangue 3. meios-fios. “zito”: “+s” (limãozitos. dentre as seguintes. está errada. (BB) Flexão incorreta: a) os cidadãos b) os açúcares . jovens. c) O ladrão forçou a porta com dois pés-de-cabra. dobro) Fonte: http://pt. répteis) · Em “m”: m = “ns” (ex: nuvens.“eis” (exs: fósseis. e adj. respectivamente: a) cristão / guarda-roupa b) questão / abaixo-assinado c) alemão / beija-flor d) tabelião / sexta-feira e) cidadão / salário-família 2. paroxítonos ou proparoxítonos em “s”: invariáveis (ex: lápis. 4. lilases. tórax) FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS COMPOSTOS Regra geral: subs. peixes-boi) SÓ O SEGUNDO · Verbo + Subst (ex: guarda-roupas) · Invariável/Prefixo + Variável (exs: sempre-vivas. (CESGRANRIO) Assinale o par de vocábulos que formam o plural como órfão e mata-burro. segundo) NENHUM · Multilicativos (ex: triplo. primeiros-ministros) SÓ O PRIMEIRO · Com preposição (ex: pés-de-moleque) · O segundo é finalidade ou semelhança (exs: sofás-cama. verbo não OS DOIS · Subst + Subst (ex: couves-flores) · Subst + Adj (ex: amores-perfeitos) · Adj + Subst (ex: bons-dias) · Numeral + Subst (exs: segundas-feiras. (ITA) Indique a frase correta: a) Mariazinha e Rita são duas leva-e-trazes. florzinhas) *Invariável: bem-te-vi.

sextas-feiras. cartões-postais. (UM-SP) Aponte a alternativa em que haja erro quanto à flexão do nome composto: a) vice-presidentes. (MACK) Assinale a alternativa em que a flexão do substantivo composto está errada: a) os pés-de-chumbo b) os corre-corre c) as públicas-formas d) os cavalos-vapor e) os vaivéns 10. pães-de-ló e) pisca-piscas. A 8. B 10. os bota-fora b) tico-ticos.C 4.mundovestibular. obras-primas c) reco-recos. temos grau: a) comparativo de superioridade b) superlativo absoluto sintético c) comparativo de igualdade d) superlativo relativo e) superlativo por meio de acréscimo de sufixo 9.com.D 7. A 9.html d) Emprego dos Numerais . E Fonte: http://www. chefes-de-seção. salários-família. (EPCAR) Está mal flexionado o adjetivo na alternativa: a) Tecidos verde-olivas b) Festas cívico-religiosas c) Guardas noturnos luso-brasileiros d) Ternos azul-marinho e) Vários porta-estandartes 8. D 5.E 6.c) os cônsules d) os tóraxes e) os fósseis 5. mulas-sem-cabeças GABARITO: 1. amores-perfeitos. (UF-UBERLÂNDIA) Na sentença "Há frases que contêm mais beleza do que verdade". A 2. (BB) Não varia no plural: a) tique-taque b) guarda-comida c) beija-flor d) pára-lama e) cola-tudo 7. D 3. sempre-vivas d) pseudo-esferas.br/articles/7436/1/Exercicios-de-FlexaoNominal-/Paacutegina1. (BB) Mesma pronúncia de "bolos": a) tijolos b) caroços c) olhos d) fornos e) rostos 6.

um terço. quinto… c) multiplicativos: indicam multiplicação.. um. quarto.. segundo. três. triplo..Grafia. quatro. primeiro. metade.Arábicos Cardinais Ordinais . quíntuplo… d) fracionários: indicam divisão. terceiro. Classificação dos numerais: a) cardinais: indicam quantidade. dobro. fração. cinco… b) ordinais: indicam ordem de sucessão.. quádruplo. um quarto… lista de numerais cardinais e ordinais Algarismo Romanos . leitura e emprego dos numerais Definição: Numeral é a palavra que indica número ou ordem de sucessão. meio. dois..

dobro.000 1000000000 um primeiro dois segundo três terceiro quatro quarto cinco quinto seis sexto sete sétimo oito oitavo nove nono dez décimo onze undécimo ou décimo primeiro doze duodécimo ou décimo secundo treze décimo terceiro quatorze ou catorze décimo quarto quinze décimo quinto dezesseis décimo sexto dezessete décimo sétimo dezoito décimo oitavo dezenove décimo nono vinte vigésimo vinte e um vigésimo primeiro trinta trigésimo quarenta quadragésimo cinqüenta qüinquagésimo sessenta sexagésimo setenta septuagésimo ou setuagésimo oitenta octogésimo noventa nonagésimo cem centésimo duzentos ducentésimo trezentos trecentésimo quatrocentos quadringentésimo quinhentos qüingentésimo seiscentos seiscentésimo ou sexcentésimo setecentos septingentésimo oitocentos octingentésimo novecentos nongentésimo ou mil noningentésimo dez mil milésimo cem mil dez milésimos um milhão cem milésimos um bilhão milionésimo bilionésimo Lista de numerais multiplicativos e fracionários Algarismos 2 3 4 5 6 7 Multiplicativos duplo. tríplice quadruplo quíntuplo sêxtuplo séptuplo Fracionários meio ou metade terço quarto quinto sexto sétimo .I II III IV V VI VII VIII IX X XI XII XIII XIV XV XVI XVII XVIII XIX XX XXI XXX XXXL L LX LXX LXXX XC C CC CCC CD D DC DCC DCCC CM M X' C' M' M" 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 30 40 50 60 70 80 90 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1.000 100.000 10. dúplice triplo.000.000 1.

= dois milésimo seiscentésimo quadragésimo oitavo 10 000o. A partir daí. para o plural. Quanto ao denominador. no masculino. + Adjetivo Quando o adjetivo posposto se refere a dois ou mais substantivos.. Carne ou peixe crus. assim como entre as dezenas e a unidade. 1/3 = um terço. 4/18 = quatro dezoito avos 6/35 = seis trinta e cinco avos 8/125 = oito cento e vinte e cinco avos emprego de numeral cardinal ou ordinal 1. Na indicação de reis..tripod. Peixe ou carne crua.. devem-se empregar os cardinais. Século VII (sétimo século XX (vinte) João Paulo II (segundo) João XXIII (vinte e três) Fonte: http://folhetim. se todos eles estiverem no feminino. é lido inteiramente segundo a forma ordinal. Quando o adjetivo anteposto se refere a dois ou mais substantivos. Ternura e amor humanos. papas.html 4. Amor e ternura humana. séculos. Carne ou peixe cru. Substantivo + Substantivo. concorda com o mais .3.3 Sintaxe da frase a) Concordância Concordância Nominal 1. tem-se observado a tendência a ler os números redondo segundo a forma ordinal. seguido da palavra avos. 2. concorda com o último ou vai facultativamente: • • para o plural. podem ocorrer dois casos: a) Quando ele é inferior a 2 000. Modernamente. O numerador de um numeral fracionário é sempre lido como cardinal. é lido como cardinal.8 9 10 11 12 100 óctuplo nônuplo décuplo undécuplo duodécuplo cêntuplo oitavo nono décimo onze avos doze avos centésimo Leitura do cardinal Na leitura de numerais cardinais deve-se colocar a conjunção e entre as centenas e dezenas. é lido como ordinal 3/8 = três oitavos 6/10 = seis décimo 4/30 = quatro trigésimos 5/100 = cinco centésimos Exceções: ½ = meio. 2 648o. Adjetivo + Substantivo + Substantivo + . se pelo menos um deles for masculino. Quando à leitura do numeral ordinal. podem ocorrer duas formas de leitura: a) se for inferior ou igual a 10. Exemplos: Ternura e amor humano. entretanto. = milésimo octingentésimo qüinquagésimo sexto. b) se for superior a 10 e não constituir número redondo. = décimo milésimo leitura do fracionário. partes de uma obra. ou ainda for um número redondo. no feminino. usam-se os numerais ordinais até décimo. 5 058 624 = cinco milhões cinqüenta e oito mil seiscentos e vinte e quatro leitura do ordinal. b) 1 856o. Acima de 2 000. lê-se o primeiro algarismo como cardinal e os demais como ordinais..com/numeral.

Quando dois ou mais ordinais vêm depois de um substantivo. 8." .. + Substantivo Quando dois ou mais ordinais vêm antes de um substantivo. 5. Quando dois ou mais adjetivos se referem a um substantivo."Os (as) mais .".. 6. Nem um nem outro argumento. O poder temporal e (o) espiritual.próximo. "os piores . "nem um nem outro" são seguidas de um substantivo..."O (a) melhor . possível" . Exemplo: As cláusulas terceira... Substantivo + Adjetivo + Adjetivo + .".. Exemplos: Um e outro aspecto. Uma e outra causa juntas.." permanece no singular.."Os (as) melhores .. o substantivo vai para o singular e o adjetivo para o plural. possíveis" O adjetivo "possível". nas expressões "o mais . Estudo a língua inglesa e (a) portuguesa... Má hora e lugar.. Ordinal + Ordinal + . este vai para o singular ou plural. . possíveis" . determinando-o.. Substantivo + Ordinal + Ordinal + .. "o melhor . Exemplos: A primeira e segunda lição."Os (as) piores . Um e outro / Nem um nem outro + Substantivo Quando as expressões "um e outro".. Exemplos: Estudo as línguas inglesa e portuguesa. "os melhores . 3.". A primeira e segunda lições. Exemplos: Um e outro aspecto obscuros. Os poderes temporal e espiritual."... 4. Exemplos: Mau lugar e hora.. 7. De um e outro lado.... Um e outro + Substantivo + Adjetivo Quando um substantivo e um adjetivo vêm depois da expressão "um e outro".. possível" . "o pior .. Com as expressões "os mais ... vai para o plural..."O (a) pior . quarta e quinta. determinando-o. este vai para o plural.. possível" . este permanece no singular. este concorda com o mais próximo ou vai para o plural..". "O (a) mais .

Anexo / bastante / incluso / leso / mesmo / próprio + Substantivo Essas palavras concordam com o substantivo a que se referem. Dessa concordância existem exemplos entre os clássicos: "Uns caem meios mortos". por isso. Ele mesmo falou aquilo.. (Camões) . 10..Exemplos: Os dois autores defendem a melhor doutrina possível. Janela meio aberta. Restabelecidas as amizades . Observação: "Salvo". Eles foram os mais insolentes possíveis. ou por influência do adjetivo a que se refere: "Ela está meia cansada". Vão inclusos os documentos. Salvas as crianças . Vistas as condições .. "posto" e "visto" assumem também papel de conectivos. Ela mesma falou aquilo. mas são os melhores possíveis. Postas as cartas na mesa . 9. Comprei poucos livros. Estas frutas são as mais saborosas possíveis. Meio (= um tanto) + Adjetivo O advérbio "meio".. irei. Meia garrafa. Elas próprias falaram aquilo. que se refere a um adjetivo. Visto ser longe. Meio (= metade) + Substantivo O adjetivo "meio" concorda com o substantivo a que se refere. Cometeu um crime de leso-patriotismo. observam-se exemplos do advérbio "meio" flexionado. Na fala. Exemplos: Feitas as contas . Recebi bastantes flores. Exemplos: Meias medidas. 12. Exemplos: Ela parecia meio encabulada. Cometeu um crime de lesa-pátria. Meio litro.. 11. Particípio + Substantivo O particípio concorda com o substantivo a que se refere.. permanece invariável. invariáveis: Salvo honrosas exceções. Tal fato pode ser explicado pelo fenômeno da "concordância atrativa". Posto ser tarde. não irei. Observações: 1. sendo... Exemplos: Vão anexas as cópias...

o predicativo concorda com o(s) objetos. Casa.. Em "meio-dia e meia". por atração ou influência da forma masculina "meio-dia".. Observação: Quando há determinação do sujeito. Página dois. Exemplos: Casa dois.2. 16.. Essa é a construção recomendada pela maioria dos manuais de cultura idiomática. as expressões "é bom". Exemplos: Maçã é bom para a saúde. Nesse caso. Pronome de tratamento (referindo-se a uma pessoa de sexo masculino) + verbo de ligação + adjetivo masculino Quando um adjetivo modifica um pronome de tratamento que se refere a pessoa do sexo masculino. A palavra "meio" funciona como elemento de justaposição em "meias-luas". Verbo transobjetivo + predicativo do objeto + objeto + objeto . + predicativo do objeto Verbo transobjetivo é o verbo que pede. além de um complemento-objeto. É preciso cautela. a forma "meio" permanece no masculino. "é proibido" permanecem no singular. a concordância efetua-se normalmente: É proibida a entrada de meninas. vai para o masculino. "meiostermos". "meios-tons". página (+ número) + numeral + objeto + objeto . Verbo + predicativo do transobjetivo objeto Julgou Considerei Achei inocentes oportunas simpáticos + objeto + objeto . Verbo transobjetivo + objeto + objeto . "é preciso". É proibido entrada... "meia-idade". o numeral concorda com a palavra oculta "número". "meia" concorda com a palavra "hora". 3. Substantivo + é bom / é preciso / é proibido Em construções desse tipo. A construção "meio-dia e meio" também ocorre na fala. 15... oculta na expressão "meio-dia e meia (hora)". uma qualificação para esse complemento (= predicativo do objeto). o pai e o filho a decisão e a sugestão a irmã e o irmão Verbo transobjetivo Julgou Considerei Achei 14. 13. o pai e o filho a decisão e a sugestão a irmã e o irmão + predicati vo inocentes oportunas simpáticos Na enumeração de casas e páginas.. etc. quando o substantivo não está determindado. .

-> agradar significa acariciar. Saiba que: O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e também nominal). vai para singular. As preposições são capazes de modificar completamente o sentido do que se está sendo dito. A mãe agrada ao filho. contentar. 17. e a regência culta. Observe: A mãe agrada o filho. Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras. Logo. no segundo caso. no padrão culto da língua. o metrô é o lugar a que vou. Nós / Vós + verbo + adjetivo Quando um adjetivo modifica os pronomes "nós / vós". Nós (= eu) fomos acolhido muito bem. Veja os exemplos: Cheguei ao metrô. A oração "Cheguei no metrô". que sejam corretas e claras. -> agradar significa "causar agrado ou prazer". que expressem efetivamente o sentido desejado. empregados no lugar de "eu / tu". cotidiana de alguns verbos. criando frases não ambíguas.pucrs. Fonte: http://www. O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade expressiva. . sentido diferente.php b)Regência Regência Verbal e Nominal Definição: Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos. satisfazer. é o meio de transporte por mim utilizado. Sejamos (nós = eu) breve. No primeiro caso. Referindo-se ao Governador. REGÊNCIA VERBAL Termo Regente: VERBO A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). Cheguei no metrô.Exemplos: Sua Santidade está esperançoso.br/manualred/nominal. conclui-se que "agradar alguém" é diferente de "agradar a alguém". possui. popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se vai. Exemplos: Vós (= tu) estais enganado. Aliás. é muito comum existirem divergências entre a regência coloquial. pois oferece oportunidade de conhecermos as diversas significações que um verbo pode assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. disse que Sua Excelência era generoso.

portanto. ajudar. mais. 2.Namorar – não se usa com preposição. muito mais. 4. (desejar) Regência Verbal 1./ Antipatizo com meu professor de História.Para estudar a regência verbal. Ex. Estes verbos não são pronominais. 2 . Ex. é errado usar este verbo reforçado pelas expressões ou palavras: antes.Assistir a) no sentido de prestar assistência. são considerados construções erradas quando os mesmos aparecem acompanhados de pronome oblíquo: Simpatizo-me com Lúcio. Ex.Aspirar a) no sentido de cheirar. Verbos que apresentam mais de uma regência: 1 .com.: Prefiro dançar a fazer ginástica./ O aluno desobedeceu ao professor.: Vou ao dentista. (cheirar)/ Aspiro a uma vida melhor. Ex. Ex. verificando se um termo serve de complemento a outro. presenciar: exige a preposição a. socorrer: usa-se sem preposição.Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em. .soportugues. porém./ Maria reside em Santa Catarina. pretender: exige a preposição a. Ex.php Regência é a parte da Gramática Normativa que estuda a relação entre dois termos.: As crianças obedecem aos pais.Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com.: Não assistimos ao show. Ex. Ex. Ex./ Cheguei a Belo Horizonte. os termos ou oração que dela dependem são os regidos ou subordinados. não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes formas em frases distintas.: Joana namora Antônio. Ex. agruparemos os verbos de acordo com sua transitividade.Preferir .: Aspiro o perfume da flor. b) no sentido de ver.: Aspirou o ar puro da manhã. 5. b) no sentido de almejar.br/secoes/sint/sint61. A transitividade. sorver: usa-se sem preposição. 3.Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição em.: Ele mora em São Paulo. etc. mil vezes mais.: Esta era a vida a que aspirava. Ex. Fonte: http://www. A palavra ou oração que governa ou rege as outras chama-se regente ou subordinante.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica./ Antipatizo-me com meu professor de História.Obedecer/ desobedecer – exigem a preposição a. Segundo a linguagem formal.: O técnico assistia os jogadores novatos. Ex.este verbo exige dois complementos sendo que um usa-se sem preposição e o outro com a preposição a.: Simpatizo com Lúcio. 6.

c) no sentido de caber. b) se tem por complemento palavra que denote pessoa: são regidos pela preposição a. 5 . b) no sentido de dar visto: usa-se sem preposição.Proceder a) no sentido de ter fundamento: usa-se sem preposição.: Viso a uma situação melhor.: Visaram os documentos. vir de algum lugar: exige a preposição de.: Informou todos do ocorrido.Pagar/ perdoar a) se tem por complemento palavra que denote coisa: não exigem preposição. Ex. Ex. Ex. 4 .: Esqueci o nome dela.: Disparou o tiro visando o alvo.Informar a) no sentido de comunicar. Ex. objetivar: é regido pela preposição a. b) no sentido de estimar. c) no sentido de ter em vista. dar informação: admite duas construções: 1) objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido pelas preposições de ou sobre).: Os detetives procederam a uma investigação criteriosa. executar: usa-se a preposição a.: Assiste ao homem tal direito.: Suas queixas não procedem. 3 . . Ex.Querer a) no sentido de desejar: usa-se sem preposição.: Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo. 8 .Visar a) no sentido de mirar: usa-se sem preposição. Ex. b) Quando forem pronominais: são regidos pela preposição de.: Assistiu em Maceió por muito tempo. b) no sentido de originar-se. c) no sentido de dar início. 7 . avisar. ter afeto: usa-se com a preposição a. Ex. 6 .: Perdoou a todos. Ex. Ex.: Lembrei-me do nome de todos.Esquecer/lembrar a) Quando não forem pronominais: são usados sem preposição. Ex. Ex. Ex.: Quero viajar hoje. Ex. residir: é intransitivo e exige a preposição em.: Ela pagou a conta do restaurante. Ex. d) no sentido de morar. pertencer: exige a preposição a.: Quero muito aos meus amigos. Ex.

para com entendido em alheio a erudito em amoroso com. de.: O carro custou-me todas as economias. ser difícil: é regido pela preposição a. em. 10. Ex. para. para. Ex. comprometer: usa-se com dois complementos. alguns nomes apresentam mais de uma regência) acessível a. (Assim como os verbos. com possível de posterior a proeminência sobre prestes a. para com parco em.Custar a) no sentido de ser custoso. a favorável a atentado a. acarretar: usa-se sem preposição. c) no sentido de ter valor de. contra falho de. com. para feliz com. para com. para. b) no sentido de envolver. em. por fiel a avesso a. com. para apto para. 9 . em. por dúvida acerca de. de. por pobre de poderoso para. adjetivos e advérbios) são comparáveis aos verbos transitivos indiretos: precisam de um complemento O complemento nominal é para o nome o que o objeto indireto é para o verbo. de perito em pernicioso a pertinaz em piedade com. b) no sentido de acarretar. e apresenta regência. Ex. exigir. de bom para grato a capaz de. para hábil em cego a habituado em necessário a. obter por meio de: usa-se sem preposição. por estranho a anterior a exato em aparentado com fácil a. em. um direto e um indireto com a preposição em.: Implica com ela todo o tempo.2) objeto indireto de pessoa ( regido pela preposição a) e direto de coisa. Ex.: Esta decisão implicará sérias conseqüências.: Custou ao aluno entender o problema. para negligente em nobre de. em atento a.: Informou a todos o ocorrido. em firme em ávido de forte de. de parecido a. por afável com. em aversão a. Ex. de. ter o preço: usa-se sem preposição. c) no sentido de antipatizar: é regido pela preposição com. em benefício a furioso com.: Imóveis custam caro Regência Nominal: Alguns nomes (substantivos.Implicar a) no sentido de causar. em. para. em. de. por nocivo a obediente a obsequioso com orgulhoso com. em passível de peculiar a.: Implicou o negociante no crime. Ex. para empenho de. por avaro de fértil de. de. sobre adequado a. para com escasso de análogo a essencial para ansioso de. para . Ex. em bacharel em fraco para. com.

de curioso de. para vazio de visível a vulgar a. de temeroso a triste de. são pertencentes ao caso reto. Eu não sei essa matéria. com. de. Maria foi embora para casa. para inédito a indeciso em indiferente a indigno de indulgente para. primeiramente. de. para. o pronome oblíquo “lhe” da segunda oração aponta para a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia ajudar. entre situado a. por desatento a descontente com desejoso de desfavorável a desleal a devoto a. para com. a incapaz de. entre. para incompatível com incompreensível para inconstante em incrível a. entre. de. a. como o pronome pessoal surge na frase e que função exerce. observamos o pronome “lhe” exercendo função de complemento. Observe as orações: 1.. em. por contemporânea de. para sito em. Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” exercem função de sujeito. entre Fonte: http://www. para ditoso com diverso de doce a dócil a dotado de doutor em duro de Autoria: Rosana Jaco Cirilo horror a hostil a. para impróprio para inábil para inacessível para. Ajudar quem? Você (lhe). sobre útil a. de. em.com/portugues/regencia c)Colocação Colocação Pronominal Sobre os pronomes: O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de sujeito na frase. em. a união a. de devoção a. para com. Importante: Em observação à segunda oração o emprego do pronome oblíquo "lhe" é justificado antes do verbo intransitivo "ajudar" porque o pronome oblíquo pode estar antes. entre único em. para com menor de morada em natural a. para com ida a idêntico a imediato a impaciência com imune a. de. com constante em contente com. para propínquo de próprio para. em propício a. mas ele irá me ajudar. de importante contra. de proveitoso a próximo a. entre soberbo com solícito com. logo. 2. em sábio em. de querido de. com.certo de cheiro a. Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso. de cobiçoso de comum a. Vamos entender. por respeito a. para sensível a. em. em pronto para. . em. por diferente de difícil de digno de diligente em. para com. para com leal a lento em liberal com maior de mau com.coladaweb. para transido de suspeito a. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando desempenha função de complemento. e conseqüentemente é do caso oblíquo.. pois não sabia se devia lhe ajudar.. para com cuidadoso com cúmplice em. em prodígio de. com último em. para com inerente a insensível a intolerante com. por sujo de temível a. de conforme a. por rico de. Já na segunda oração. a contíguo a contrário a cruel com.

mesóclise: pronome no meio do verbo Próclise A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: • Palavras com sentido negativo: Nada me faz querer sair dessa cama. Naquele dia me falaram que a professora não veio. a colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se referem. Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que eu estou fazendo. o Brasil Escola é o site mais indicado à pesquisa escolar. o. Colocação pronominal De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi. • Pronomes demonstrativos: Isso me deixa muito feliz! Aquilo me constrangeu a mudar de atitude! • Preposição seguida de gerúndio: Em se tratando de qualidade. ênclise: pronome depois do verbo 3. próclise: pronome antes do verbo 2. • Advérbios: Nesta casa se fala alemão. te. • Pronomes relativos: A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. Eu estou perguntando-lhe algo. Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que estava fazendo.depois ou entre locução verbal. lhe. Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição. nos e vos. diferentemente dos segundos que são sempre precedidos de preposição. São pronomes oblíquos átonos: me. a. • Pronomes indefinidos: Quem me disse isso? Todos se comoveram durante o discurso de despedida. Não se trata de nenhuma novidade. Exemplo: Eu desejo lhe perguntar algo. conforme lhe avisaram. O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na oração em relação ao verbo: 1. se. • Conjunção subordinativa: Vamos estabelecer critérios. caso o verbo principal (no caso "ajudar ") estiver no infinitivo ou gerúndio. Ênclise . as. os. lhes. Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram.

como vimos. um processo de encadeamento de valores sintáticos idênticos. coordenados entre si. A ênclise vai acontecer quando: • Verbo estiver no imperativo afirmativo: Amem-se uns aos outros. Contudo. as palavras de Othon M. Passaram a cumprimentar-se mutuamente. voltemos nosso foco para a última das considerações supracitadas. Despediu-se. Chamaram-me para ser sócio. mudo-me no mesmo instante. sejam termos dela–. alisto-me nas forças armadas. pois. • O verbo estiver no gerúndio: Não quis saber o que aconteceu. A norma culta não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos.com/gramatica/colocacao-pronominal. implicando diretamente na falta dessa perfeição. Se não tiver outro jeito. Ressaltemos. • O verbo iniciar a oração: Diga-lhe que está tudo bem. há que se mencionar acerca de alguns entraves que porventura tendem a surgir. ensina a gramática de Chomsky – não se podem coordenar frases que não comportem constituintes do mesmo tipo. retratadas por “ideias dispostas em uma dada sequência lógica. Far-lhe-ei uma proposta irrecusável.brasilescola. Esse todo deixa de ser coerente quando há a ruptura de similaridade entre os elementos textuais.htm d)Paralelismo Antes de tudo. ideias dispostas em uma dada sequência lógica. • Houver vírgula ou pausa antes do verbo: Se passar no vestibular em outra cidade. beijando-me a face. fazendo-se de despreocupada. aliás. Mesóclise A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no futuro do presente ou no futuro do pretérito: A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. reflitamos sobre a estrutura de um texto: parágrafos devidamente organizados e interligados entre si por meio de harmoniosa junção de elementos coesivos. de modo a formar um ‘todo’ coerente”. as quais ele revela sobre tal ruptura: “Se coordenação é. Eis alguns dos elementos essenciais à perfeita compreensão de qualquer discurso. Garcia proferidas em seu Comunicação em Prosa Moderna. Por Sabrina Vilarinho Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. • O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição "a": Naquele instante os dois passaram a odiar-se. pois –como. de modo a formar um “todo” coerente. Sigam-me e não terão derrotas. é justo presumir que quaisquer elementos da frase – sejam orações. Em outras palavras: as ideias similares devem . pelo menos – apresentar estrutura gramatical idêntica. Para sermos mais precisos. devam – em princípio.A ênclise é empregada depois do verbo.

(tanto) mais conseguimos uma boa colocação no mercado de trabalho. terás de aproveitar essa oportunidade. No campo semântico: Há um trecho retirado da obra machadiana. mas à quantidade propriamente dita. o termo “agressores” em detrimento a “agressões”. seja no trabalho. Baseados em tais conhecimentos.. Assim.quer... quer não. No campo sintático: A preservação do meio ambiente representa não só um dever de cidadania e é para que o planeta sobreviva. Machado de Assis. quanto mais. sintático (quando as construções das frases ou orações são semelhantes) e semântico (quando há correspondência de sentido). ele introduz outra ideia. ora. seja. e não/nem. Não conseguimos viajar nesse ano. humilhações.. desta vez relacionada não mais à noção de tempo. Tal recurso é utilizado na intenção de enfatizar uma sequência de ações negativas. evidenciada pela troca de um substantivo por um adjetivo. . Mesmo sabendo das reais intenções do autor. detectamos uma quebra de sentido em relação ao tempo. Diante de tais pressupostos. nem no anterior. partamos para conferir alguns casos representativos de paralelismo.. podemos dizer que o paralelismo se caracteriza pelas relações de semelhança entre palavras e expressões. Ambas as estruturas paralelísticas foram utilizadas no sentido de indicar uma progressão entre os termos constituintes. seja. por um lado. Aqui. analisemos os casos nos quais se detecta a falta de paralelismo de ordem morfológica: Sua saída se deve a mágoas. Cuide sempre de suas atitudes. Constatamos que o paralelismo se deveu à noção de alternância (primeiro exemplo). retratado por: Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis. visto que o discurso revela a ideia de adição no que se refere às consequências oriundas de tais ações. por outro. como também à de posição (segundo exemplo). Isso é o que se costuma chamar paralelismo ou simetria de construção”.. Atualmente. evidenciada por: Sua saída se deve a mágoas..ora. não. Constatamos que há uma ruptura de ordem morfológica. quanto mais nos qualificamos. mas também contribui para que o planeta sobreviva. De forma a constatá-los. quer.. uma vez que para ironizar o interesse de Marcela. ou seja. seja em casa. o correto seria utilizarmos a conjunção aditiva “mas também” em vez do conectivo “e”. humilhações.tanto mais.corresponder forma verbal similar.. o discurso carece de uma reformulação.. Portanto. ressentimentos e a agressões por parte daqueles que tanto pretendiam ocupar seu cargo dentro da empresa. ressentimentos e a agressores que tanto pretendiam ocupar seu cargo dentro da empresa.. a mensagem se evidenciaria da seguinte forma: A preservação do meio ambiente representa não só um dever de cidadania. materializadas por meio do campo morfológico (quando as palavras pertencem a uma mesma classe gramatical).. Quer queiras..

. As crianças são mais sadias porque recebem leite frequentemente ou são frequentemente mais sadias porque recebem leite? Eliminando a ambiguidade: Crianças que recebem frequentemente leite materno são mais sadias. Identificamos que as estruturas introduzem tanto a ideia de adição quanto de equiparação ou equivalência. Ex. O que estava sobre a cama: o estojo vazio ou a aliança de diamantes? Eliminando a ambiguidade: Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes a qual estava sobre a cama. Se todos comparecerem.quanto. dá-se o nome de ambiguidade. Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. haveria necessidade de uma reestruturação diferente. tanto para quem parte.com/redacao/paralelismo. Aquela velha senhora encontrou o garotinho no quarto dele. Termos. Se pertencessem ao mesmo gênero.: Sentado na varanda.htm Ambiguidade A duplicidade de sentido.brasilescola. resolveu-se o problema substituindo os substantivos por o qual/a qual. nos seguintes casos: Má colocação do Adjunto Adverbial Exemplos: Crianças que recebem leite materno frequentemente são mais sadias. O garotinho estava no quarto dele ou da senhora? Eliminando a ambiguidade: Aquela velha senhora encontrou o garotinho no quarto dela. Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes o qual estava sobre a cama. Constata-se que o emprego das estruturas paralelísticas foi na intenção de estabelecer uma comparação. por outro desagradou à família. Orações ou Frases Aquela velha senhora encontrou o garotinho em seu quarto. Uso Incorreto do Pronome Relativo Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes que estava sobre a cama. Inferimos que o emprego do pretérito imperfeito do subjuntivo (comparecessem) se adéqua ao futuro do pretérito do indicativo (haveria). Ocorre geralmente. haveria mais cooperação. Má Colocação de Pronomes. pelo fato de os substantivos estojo e aliança pertencerem a gêneros diferentes. seja de uma palavra ou de uma expressão. Se todos comparecessem. aludindo a aspectos negativos e positivos mediante uma ação. Observação: Neste exemplo. tanto. A despedida é extremamente ruim.. haverá mais cooperação.Se por um lado agradou aos convidados. Crianças que recebem leite materno são frequentemente mais sadias. quanto para quem fica. Tempos verbais. o menino avistou um mendigo. . bem como o futuro do subjuntivo se adéqua ao futuro do presente.

Vejamos como ficariam os períodos acima se fossem escritos com a pontuação correta: A jovem já estava ansiosa. Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. etc. Às vezes nos empolgamos em escrever e esquecemos de acentuar.htm Frases siamesas e Frases Fragmentadas Você já começou a escrever e não parou mais e acabou transformando aquele período em um longo parágrafo? Se sim. As ideias dos exemplos acima estão sendo exploradas como se fosse apenas uma. aqueles que nascem unidos por uma determinada parte do corpo. de interrogação. colocar vírgulas. neste espaço você pode ter feito uso das frases siamesas.) e pontos (final.Quem estava sentado na varanda: o menino ou o mendigo? Eliminando a ambiguidade: O menino avistou um mendigo que estava sentado na varanda. o mesmo acontece com as orações. frases distintas. cuidado. apontado acima. era necessário falar com o professor. de exclamação. é isso mesmo.Letícia estava muito ansiosa. são apresentadas como se fosse uma só. pois sua turma iria apresentar uma peça teatral para a escola inteira. Como vimos. então. como sinais de pontuação ou conectivos. por não haver elemento de ligação entre elas. pois podem mudar todo o sentido de um texto ou do que se quer falar. seria um ótimo dia de aula. entretanto. já que não há elemento de ligação entre as orações. e assim por diante). conectivos (e. Assim. Teria que fazer a cirurgia o mais breve.Letícia estava muito ansiosa teria que fazer a cirurgia o mais breve. ou seja. porém. É muito comum ver períodos longos iguais a esse. são chamadas assim por analogia a “irmãos siameses”. bem como nos menores: Ele não concordava com a correção era necessário falar com o professor. . . A frase acima é siamesa. mas. Por Sabrina Vilarinho Graduada em Letras Equipe Brasil Escola As frases SIAMESAS caracterizam-se por apresentar idéias ligadas incorretamente.com/redacao/ambiguidade. a fim de arrecadar fundos para o bazar cultural. O menino que estava sentado na varanda avistou o mendigo. podemos usar sinais de pontuação: . que possuem enunciado completo. Sim. é muito importante ficar atento à pontuação e ao uso dos conectivos. Este nome é devido à analogia de irmãs ou a irmãos siameses (crianças que nascem unidas por uma parte do corpo) Veja alguns exemplos: . para evitar este erro. teria que fazer a cirurgia o mais breve. dois pontos. E Ele não concordava com a correção.Letícia estava muito ansiosa.brasilescola. Observe: A jovem já estava ansiosa seria um ótimo dia de aula sua turma iria apresentar uma peça teatral para a escola inteira a fim de arrecadar fundos para o bazar cultural.

quase sempre na descrição. constituída. (Érico Veríssimo. O lavatório esmaltado. 220) Na literatura brasileira contemporânea. . papéis. Quando chegaram alguns amigos na minha casa. portanto. Correção: Eu estava indo para a festa. o tinteiro niquelado. apenas por nomes. o travesseiro com fronha de morim. não anexados à oração principal. muito antes mesmo da chegada do Governador. Porque era impossível agüentar todo aquele aperto. Todos muito animados. incisiva que tanto pode expressar ações quanto apontar os elementos essenciais de um quadro numa descrição. A FRASE FRAGMENTADA é geralmente uma oração subordinada ou um adjunto que se apresentam isoladamente. p. Fonte: http://blog. Cada macaco no seu galho. Uma mesa de pau. é marcada por um ponto que separa enunciados incompletos. em "Comunicação em prosa moderna". E um calor insuportável. Mas uma confusão tremenda. Othon Garcia. aquela confusão. porque teria que fazer a cirurgia o mais breve. Mariana comprou um celular. quase todos os novelistas e cronistas dela servem.Letícia esta muito ansiosa. no dia do aniversário dela. É uma frase curta. Outra opção é usar conectivos subordinativos: . . 100. No dia do aniversário dela Correção: Mariana comprou um celular. É característica de muitos provérbios e máximas: Cada louco com sua mania. p. De rachar. dá bem a idéia do que é frase fragmentada: "A festa de inauguração da nova sede estara esplêndida. uma caneta.Podemos usar também conectivos coordenativos: . De modo que grande parte dos convivas saiu muito antes de terminar. Veja alguns exemplos: Eu estava indo para a festa. quando chegaram alguns amigos na minha casa. Letícia estava muito ansiosa. isto é.educacional. Introdução A FRASE NOMINAL é a frase que prescinde de verbo. Gente que não acabava mais. Clarissa. a colcha branca.com. a bacia e o jarro.Letícia estava muito ansiosa. "A cama de ferro. E principalmente o calor". Quadros nas paredes". FRASES FRAGMENTADAS Uma frase é FRAGMENTADA quando ela está separada por pontuações incorretamente. construções nominais e fragmentadas 1. pois teria que fazer a cirurgia o mais breve.Como teria que fazer a cirurgia o mais breve.br/vivianefdd/tag/frases-siamesas-e-fragmentadas/ Como escrever com frases curtas.

soluçante. Sem estresse! Só tu. Sem provas. De gestar o futuro. Sem. direta também é característica da literatura moderna. Que impassível espera ser preenchida. De acordo com a sintaxe ortodoxa. Tu e tu. muito antes mesmo da chegada do Governador. Sem notas.Os períodos do texto são. Sem! Levanta tua voz: em meio às desfigurações da existência. Sem inspiração. tu tens a palavra. verdadeiros fragmentos. Só tu. "asmático". porque era impossível de agüentar todo aquele aperto. Com tua pulsação. fragmentadas e curtas se misturam. A tua palavra. Tua voz. na expressão de Othon Garcia. ao contrário do período longo. nominais e fragmentadas. Anunciando esperanças. Textos 2."asmático". Com paixão. Denunciando injustiças. de ti para o outro. de rachar. Gilberto Scarton O leitor que quiser mais informações relativas a esses tipos de frase.1 Textos-modelos Letra de Música Germano Jacobs . ainda. para entretecer contigo a teia de palavras que liga todas as dimensões de tua existência. "convulsivo". da sociedade. Sem aula." A frase fragmentada é um recurso de estilo. o período (e a pontuação) deveria ser assim construído: Mas uma confusão tremenda e um calor insuportável. De fecundar o presente. 2. Tu e a folha em branco. A FRASE CURTA. É um estilo entrecortado. aquela confusão. São frases fragmentadas. Tu e o texto. Não raro. segundo José Oiticica. na verdade. Ou um estilo "picadinho". Por uma aprendizagem natural da escrita Sem professor. Com teu ritmo. dando como resultado um estilo "estertorante". De resgatar a memória. E tua vez. "pedaços" de períodos. incisiva. Na aventura do cotidiano. frases nominais. do parnasianismo e do romantismo. Observe uma vez mais o texto "Por uma aprendizagem natural da escrita". nesta travessia de comunicação de ti para contigo. segundo. característica do classicismo. expressões de Othon Garcia. In(en)formando o mundo com tua-vida-toda-linguagem. próprio da literatura moderna. de modo que grande parte dos convivas saiu muto antes de terminar. onde aparecem frases curtas. e principalmente o calor. Sem dom. Sem computador. fará bem consultar a excelente obra de Othon Garcia "Comunicação em prosa moderna". Sem queda.

Ganha para comer. de 19 e 17 anos. Cumpridor de seus deveres. .Poemas O primeiro olhar da janela de manhã. quase escondido. Escrever. 2. Uma tragada. Sem mulher e sem emprego. os bons tempos não resolvem coisa alguma. Devia ter 45 anos e gostava de conversar consigo mesmo. "Por que eu. Droga de vida. Compreender. Aí é que está. Um copo de cerveja. não. Sapatos macios. Mais tarde perdoou a mulher. Tem certeza que nunca vai encontrar resposta. Uma tragada. e encontra à sua frente o copo de cerveja e o cigarro. A música antiga. mas os últimos anos foram uma sucessão de dramas. o que fiz. Eles que se virem. nadar um pouco. Mais um copo de cerveja. Isso o deixa louco de raiva: "Que merda de homem sou eu?". O velho livro perdido e reencontrado. plantar. com seu melhor amigo. Uma tragada. Um copo de cerveja. vai se virando. Continua o ritual. pagar o quartinho da pensão e tomar a cerveja de todos os dias. com quem quer que fosse. aqueles que não voltam mais. Tomar um banho. Realizar nossos sonhos. E continua o ritual. Uma tragada. Bem que andava desconfiado. Mais um copo de cerveja. de relembrar os bons tempos. o bar estava cheio. suportaria tudo para estar junto dela. em que falha incorri?" "Contenção de despesa". os outros que se danem. cantar. mas como é que podia imaginar tamanha sem-vergonhice? Ela ainda riu na sua cara.Uma tragada. fazendo pouco caso de sua presença. A neve. Jornais. Um copo de cerveja. mesmo que continuasse a traí-lo. da verdureira da esquina. Amar. Quase que pediu desculpas por encontrá-los em adultério. Amadurecer. Àquela hora. Encontrar a mulher na cama com seu melhor amigo foi o começo. no mundo. Tosse. a sucessão das estações. É o único luxo que se permite. não importa. o aviso de demissão. Dramas.2 Textos de alunos Inocentes Reflexões Renata Eichenberg Viver é desejar. Viajar. Felicidades Beertolt Brecht . tudo seria diferente. se pergunta. Vai ao banheiro. Uma tragada. Mais um copo de cerveja. "a crise está braba". sem mais nem menos. A desgraçada está voltando. mas ela preferiu mesmo ficar com seu melhor amigo. essas coisas sentimentais do lugar-comum. Mais um copo de cerveja. Uma tragada. Tosse. Um copo de cerveja. de jamais faltar ao serviço.o seu amigo vestiu-se calmamente. Mais um copo de cerveja. a resposta. Certo dia. Crescer. Ser Camarada. sete da noite. numa mesa no canto. estão por aí. Uma tragada. Rostos animados. Uma tragada. E o emprego? Faz a escrita contábil do bar que freqüenta. Volta. Auxiliar de contabilidade. O dois filhos. dramalhões. A dialética. O cachorro. A música nova. Uma tragada. Ele quer ficar só. Um copo de cerveja. Se conseguisse esquecer da mulher. Parece letra de música destas duplas que infestam o rádio. Descobrir. Ele se encontrava sozinho. Vinte anos na mesma empresa. da sapataria de um compadre seu.

Granizo. queijo. todo o dia. temos que sonhá-la. Choro. Veremos aqui as principais funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua portuguesa. O pesadelo acabou. provar de todos os vinhos.Usa-se nas abreviações . arrancar suspiros.. Silêncio. A água ultrapassa as portas. amar e ser amada. casas derrubadas. Não reconheci onde estava.V. provar todas as formas e tipos de chocolates. o cheiro de terra. espero.Gostaria de comprar pão. sugar a essência do mundo.br/gpt/fragmentadas. sentir. Não basta apenas vivê-la. escrever. A.pucrs. .Sr. ver o pôr-do-sol sem a sombra de um arranha-céu. Começo a sentir medo. viver em uma praia tranqüila. . Se eu pudesse ter sete vidas. Árvores caídas. atraente. Devastação. sete sonhos. areia. Ana Paula de Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. supô-la. sete pais.. Fonte: http://www. sete amores. surpreendente. Os minutos parecem horas. Devastação Scheila Feijó Fantinels Noite escura. manteiga e leite. Aumenta a chuva. Telhas voam e não ouço nada. Chuva. pelo menos. lágrimas. Chuva caindo lá fora. . . viver a vida inteira ao lado de um único homem. misteriosa. Vento.Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que se encontra. alguns feridos. certamente teria sete desejos. adivinhá-la.Indica o término do discurso ou de parte dele.Procurar. Exª. uma obra. imaginá-la. ter dois filhos. Rezo. . sete anseios. O cachorro late prevendo alguma coisa. ter coragem de mergulhar.Acordei. costumes. mar. Acredito ser a vida preciosa. sete filhos. simplesmente viver. Ponto 1. conhecendo os mistérios da água. uma menina e um menino. Pavor. Ninguém segura a natureza. povos. porém intensa e preciosa. Como só tenho uma. durante a minha vivência terrena: • • • • • • • • • • • • • • conhecer muitos lugares. tradições. Continua chovendo.php e)Pontuação Por Araújo. Olhei em volta. 2.

.Caminhada na praia.Não… quero dizer… é verdad… Ah!” 3.“Os pobres dão pelo pão o trabalho. Bibliografia ROCHA LIMA. cadernos… 2. susto. Dois pontos 1.Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo) Reticências 1.Separa itens de uma enumeração. .Antes de um aposto . ) 1.Ir ao supermercado. mas em geral usamos a vírgula para dar pausa à leitura ou para indicar que algum elemento da frase foi deslocado da sua posição canônica. 45ª edição. 3. que têm a mesma importância.Indica que o sentido vai além do que foi dito .Reunião com amigos.Antes de uma citação .com/portugues/pontuacao/ . .Pegar as crianças na escola.Indica que palavras foram suprimidas. . 2006.infoescola.Maria perguntou: – Por que você não toma uma decisão? Ponto de Exclamação 1.Gramática Normativa da Língua Portuguesa. cólera. o coração falar… Vírgula É usada para vários objetivos. 3. .Três coisas não me agradam: chuva pela manhã. Fonte: http://www. etc. vivendo a rotina de sempre.Indica interrupções de hesitação ou dúvida . frio e cobertor.Alguns quiseram verão. decreto de lei.Depois de interjeições ou vocativos .João! Há quanto tempo! Ponto de Interrogação Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. praia e calor. etc.Comprei lápis. súplica.Em frases de estilo direto . os ricos dão pelo pão a fazenda. “. .Separa várias partes do discurso. outros montanhas.Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto: 2.Este mal… pega doutor? 4.Separa partes de frases que já estão separadas por vírgulas.Usa-se para indicar entonação de surpresa. . cabisbaixa. Carlos Henrique da.Indica interrupção violenta da frase. 4. os de espíritos generosos dão pelo pão a vida. “.Sim! Claro que eu quero me casar com você! 2.Ponto e Vírgula ( . . canetas.Deixa. – Rio de Janeiro: José Olympio.Antes de uma explicação ou esclarecimento . frio à tarde e calor à noite. depois. os de nenhum espírito dão pelo pão a alma…” (VIEIRA) 2.Ai! Que susto! . exposição de motivos.Lá estava a deplorável família: triste.

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