Apostila Texto e Gramática 4. Conteúdo Programático 4.1 Conceitos teóricos básicos VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS 4.1.

1 O modo de falar do brasileiro Alfredina Nery* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação Toda língua possui variações linguísticas. Elas podem ser entendidas por meio de sua história no tempo (variação histórica) e no espaço (variação regional). As variações linguísticas podem ser compreendidas a partir de três diferentes fenômenos: 1) Em sociedades complexas convivem variedades linguísticas diferentes, usadas por diferentes grupos sociais, com diferentes acessos à educação formal; note que as diferenças tendem a ser maiores na língua falada que na língua escrita; 2) Pessoas de mesmo grupo social expressam-se com falas diferentes de acordo com as diferentes situações de uso, sejam situações formais, informais ou de outro tipo; 3) Há falares específicos para grupos específicos, como profissionais de uma mesma área (médicos, policiais, profissionais de informática, metalúrgicos, alfaiates, por exemplo), jovens, grupos marginalizados e outros. São as gírias e jargões. Assim, além do português padrão, há outras variedades de usos da língua cujos traços mais comuns podem ser evidenciados abaixo. Uso de “r” pelo “l” em final de sílaba e nos grupos consonantais: pranta/planta; broco/bloco. Alternância de “lh” e “i”: muié/mulher; véio/velho. Tendência a tornar paroxítonas as palavras proparoxítonas: arve/árvore; figo/fígado. Redução dos ditongos: caxa/caixa; pexe/peixe. Simplificação da concordância: as menina/as meninas. Ausência de concordância verbal quando o sujeito vem depois do verbo: “Chegou” duas moças. Uso do pronome pessoal tônico em função de objeto (e não só de sujeito): Nós pegamos “ele” na hora. Assimilação do “ndo” em “no”( falano/falando) ou do “mb” em “m” (tamém/também). Desnasalização das vogais postônicas: home/homem. Redução do “e” ou “o” átonos: ovu/ovo; bebi/bebe. Redução do “r” do infinitivo ou de substantivos em “or”: amá/amar; amô/amor. Simplificação da conjugação verbal: eu amo, você ama, nós ama, eles ama. Variações regionais: os sotaques Se você fizer um levantamento dos nomes que as pessoas usam para a palavra "diabo", talvez se surpreenda. Muita gente não gosta de falar tal palavra, pois acreditam que há o perigo de evocá-lo, isto é, de que o demônio apareça. Alguns desses nomes aparecem em o "Grande Sertão: Veredas", Guimarães Rosa, que traz uma linguagem muito característica do sertão centro-oeste do Brasil: Demo, Demônio, Que-Diga, Capiroto, Satanazim, Diabo, Cujo, Tinhoso, Maligno, Tal, Arrenegado, Cão, Cramunhão, O Indivíduo, O Galhardo, O pé-de-pato, O Sujo, O Homem, O Tisnado, O Coxo, O Temba, O Azarape, O Coisa-ruim, O Mafarro, O Pé-preto, O Canho, O Duba-dubá, O Rapaz, O Tristonho, O Não-sei-que-diga, O Que-nunca-se-ri, O sem gracejos, Pai do Mal, Terdeiro, Quem que não existe, O Solto-Ele, O Ele, Carfano, Rabudo. Drummond de Andrade, grande escritor brasileiro, que elabora seu texto a partir de uma variação linguística relacionada ao vocabulário usado em uma determinada época no Brasil. Antigamente "Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito

prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio." Como escreveríamos o texto acima em um português de hoje, do século 21? Toda língua muda com o tempo. Basta lembrarmos que do latim, já transformado, veio o português, que, por sua vez, hoje é muito diferente daquele que era usado na época medieval. Língua e status Nem todas as variações linguísticas têm o mesmo prestígio social no Brasil. Basta lembrar de algumas variações usadas por pessoas de determinadas classes sociais ou regiões, para percebers que há preconceito em relação a elas. Veja este texto de Patativa do Assaré, um grande poeta popular nordestino, que fala do assunto: O Poeta da Roça Sou fio das mata, canto da mão grossa, Trabáio na roça, de inverno e de estio. A minha chupana é tapada de barro, Só fumo cigarro de paia de mío. Sou poeta das brenha, não faço o papé De argun menestré, ou errante cantô Que veve vagando, com sua viola, Cantando, pachola, à percura de amô. Não tenho sabença, pois nunca estudei, Apenas eu sei o meu nome assiná. Meu pai, coitadinho! Vivia sem cobre, E o fio do pobre não pode estudá. Meu verso rastero, singelo e sem graça, Não entra na praça, no rico salão, Meu verso só entra no campo e na roça Nas pobre paioça, da serra ao sertão. (...) Você acredita que a forma de falar e de escrever comprometeu a emoção transmitida por essa poesia? Patativa do Assaré era analfabeto (sua filha é quem escrevia o que ele ditava), mas sua obra atravessou o oceano e se tornou conhecida mesmo na Europa. Leia agora, um poema de um intelectual e poeta brasileiro, Oswald de Andrade, que, já em 1922, enfatizou a busca por uma "língua brasileira". Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. Uma certa tradição cultural nega a existência de determinadas variedades linguísticas dentro do país, o que acaba por rejeitar algumas manifestações linguísticas por considerá-las deficiências do usuário. Nesse sentido, vários mitos são construídos, a partir do preconceito linguístico. *Alfredina Nery Professora universitária, consultora pedagógica e docente de cursos de formação continuada para professores na área de língua/linguagem/leitura. Fonte: http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u60.jhtm Variações Linguísticas A linguagem é a característica que nos difere dos demais seres, permitindo-nos a oportunidade de expressar sentimentos, revelar conhecimentos, expor nossa opinião frente

aos assuntos relacionados ao nosso cotidiano, e, sobretudo, promovendo nossa inserção ao convívio social. E dentre os fatores que a ela se relacionam destacam-se os níveis da fala, que são basicamente dois: O nível de formalidade e o de informalidade. O padrão formal está diretamente ligado à linguagem escrita, restringindo-se às normas gramaticais de um modo geral. Razão pela qual nunca escrevemos da mesma maneira que falamos. Este fator foi determinante para a que a mesma pudesse exercer total soberania sobre as demais. Quanto ao nível informal, este por sua vez representa o estilo considerado “de menor prestígio”, e isto tem gerado controvérsias entre os estudos da língua, uma vez que para a sociedade, aquela pessoa que fala ou escreve de maneira errônea é considerada “inculta”, tornando-se desta forma um estigma. Compondo o quadro do padrão informal da linguagem, estão as chamadas variedades linguísticas, as quais representam as variações de acordo com as condições sociais, culturais, regionais e históricas em que é utilizada. Dentre elas destacam-se: Variações históricas: Dado o dinamismo que a língua apresenta, a mesma sofre transformações ao longo do tempo. Um exemplo bastante representativo é a questão da ortografia, se levarmos em consideração a palavra farmácia, uma vez que a mesma era grafada com “ph”, contrapondose à linguagem dos internautas, a qual fundamenta-se pela supressão do vocábulo. Analisemos, pois, o fragmento exposto: Antigamente “Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do balaio." Carlos Drummond de Andrade Comparando-o à modernidade, percebemos um vocabulário antiquado. Variações regionais: São os chamados dialetos, que são as marcas determinantes referentes a diferentes regiões. Como exemplo, citamos a palavra mandioca que, em certos lugares, recebe outras nomenclaturas, tais como: macaxeira e aipim. Figurando também esta modalidade estão os sotaques, ligados às características orais da linguagem. Variações sociais ou culturais: Estão diretamente ligadas aos grupos sociais de uma maneira geral e também ao grau de instrução de uma determinada pessoa. Como exemplo, citamos as gírias, os jargões e o linguajar caipira. As gírias pertencem ao vocabulário específico de certos grupos, como os surfistas, cantores de happy, tatuadores, entre outros. Os jargões estão relacionados ao profissionalismo, caracterizando um linguajar técnico. Representando a classe, podemos citar os médicos, advogados, profissionais da área de informática, dentre outros. Vejamos um poema e o trecho de uma música para entendermos melhor sobre o assunto: Vício na fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió

o baiano. . ver Schwarzneger E também o Van Damme. Quanta gente. Esse tal Chopis Centis é muito legalzinho. com um tal de gergelim. encarte CD Mamonas Assassinas. Oswald de Andrade CHOPIS CENTIS Eu “di” um beijo nela E chamei pra passear.) Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. Quanta alegria.Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. (Dinho e Júlio Rasec. Não vejo a hora de descer dos andaime.brasilescola. mas eu prefiro aipim. o paulista e o gaúcho falam de maneiras nitidamente distintas. O modo de falar uma língua varia: . 1995. A minha felicidade é um crediário nas Casas Bahia.com/gramatica/variacoes-linguisticas. . Pra levar a namorada e dar uns “rolezinho”. Quando eu estou no trabalho. Comi uns bicho estranho.de região para região: o carioca. Pra pegar um cinema. A gente fomos no shopping Pra “mode” a gente lanchar.htm VARIANTES LINGUÍSTICAS Variantes Uma língua nunca é falada de maneira uniforme pelos seus usuários: ela está sujeita a muitas variações. Até que “tava” gostoso.de época para época: o português de nossos antepassados é diferente do que falamos hoje.

Um professor universitário ou um juiz falam de um modo na faculdade ou no tribunal e de outro numa reunião de amigos. quando tratam das variantes. é aconselhável adotar os seguintes cuidados: . .observar os pronomes em dois níveis: . . numa situação descontraída da comunicação oral é falar de modo inadequado. quase só se preocupam com o que chamam de correção gramatical. Além dessas.observar o verbo em três níveis: . o modo de falar de grupos profissionais. Diante de tantas variantes lingüísticas. em casa e em outras situações informais. Usar o português rígido. No português atual. deprecia a imagem do falante. é preciso não perder de vista que a língua é um código de comunicação e também um fato com repercussões sociais. mesmo na forma singular. a concordância é com a forma. Nada impede que. mas sim. há outras variações. como. mande o verbo para o plural. Como se sabe. há uma aproximação máxima entre língua e etiqueta social. é inevitável perguntar qual delas é a correta. ridicularizar pessoas que as utilizam inadequadamente. artificial. embora não contenha nenhum absurdo. a gíria própria de faixas etárias diferentes. Uma frase como “o povo exageram” tem o mesmo sentido que “o povo exagera”. .o uso da forma adequada à sua função sintática. sob o ponto de vista do conteúdo. Os vestibulares inovadores exploram as variantes lingüísticas de uma maneira bem mais apropriada.de situação para situação: cada uma das variantes pode ser falada com mais cuidado e vigilância (a fala formal) e de modo mais espontâneo e menos controlado (a fala informal). .. Hoje. Quando se fala das variantes. Para resolver essas chamadas questões de correção de frases.a colocação. mas afetam a imagem social do falante. o coletivo.checar problemas ligados à acentuação. a mais adequada a cada contexto. desrespeitosos. Os vestibulares tradicionais. é inadequado em situação formal usar gírias.a conjugação. fugir afinal das normas típicas dessa situação. é sempre plural. postulando como falar correto apenas aquele que corresponde às normas da linguagem culta e formal. Dessa maneira. pedante. Há muitas formas de dizer que não perturbam em nada a comunicação. à crase e à grafia de palavras problemáticas (especialmente aquelas que têm grafias semelhantes). etc. Costuma-se distinguir o português das pessoas mais prestigiadas socialmente (impropriamente chamada de fala culta ou norma culta) e o das pessoas de grupos sociais menos prestigiados (a fala popular ou norma popular). por exemplo. termos chulos. . próprio da língua escrita formal. estabelecer relações de intimidade entre os falantes. reconhecendo a sua utilidade para criar variados efeitos de sentido: caracterizar personagens no interior de um texto narrativo.a regência. uma frase como “o povo exageram”. Houve mesmo época em que o “chique” era a concordância com o conteúdo. Resposta: não existe a mais correta em termos absolutos.de grupo social para grupo social: pessoas que moram em bairros chamados nobres falam diferente dos que moram na periferia. fala bem aquele que se mostra capaz de escolher a variante adequada a cada situação e consegue o máximo de eficiência dentro da variante escolhida.a concordância. Soa como pretensioso. . Nesse particular. Por outro lado. a língua escrita e oral. .

porque os perguntadores estavam inibidos. (U.1. tintura alourada no cabelo. solicitando.: Convidamos os professores para que dêem início às discussões dos assuntos em pauta. seu português impecável contribuiu para que se tornasse um renomado cenógrafo que já trabalhou com músicos importantíssimos. O que me marcou nas palestras foram as marcas pessoais no contraste lingüístico dos palestrantes. por exemplo.” A atitude desse aluno se assemelha à atitude do indivíduo que: a) comparece ao baile de gala trajando “smoking”. Outro dia assisti a duas palestras sobre design. Certamente. A questão que segue é um bom exemplo de proposta de correção lingüística no estilo tradicional. um renomado cenógrafo. ele era uma pessoa importante. comentários sobre o uso de certas variantes e propondo comparações entre elas. seus trabalhos eram famosos. Na segunda. No final da palestra. um verdadeiro artista da técnica de criar cenários famosos. Por: Curso Anglo Fonte: http://www. Sua formação incluiu os grandes artistas da história. c) vai à praia de terno e gravata. afinal. já ultrapassada desde o Modernismo. Os vestibulares modernos exploram as variantes de maneira diferente. e) vai ao Maracanã de chinelo e bermuda. R.com.html 4. formado em Praga entre as décadas de 50 e 60. Na primeira. seu português demarcou o tom. PERNAMBUCO) — Observe os inconvenientes linguísticos e reescreva a frase de forma que atenda à norma-padrão: Convidamos aos professores para que dê início as discursões dos assuntos em palta. F. (U. com peças de Chekov e Beckett. Digo arte. Seu espaço foi delimitado pelo seu discurso. com balés de Mozart. Pairava no ar seriedade e admiração. VIÇOSA) — Suponha um aluno se dirigindo a um colega de classe nestes termos: “Venho respeitosamente solicitar-lhe se digne emprestar-me o livro. como na questão que segue. d) põe terno e gravata para ir falar na Câmara dos Deputados. Enquanto os slides eram exibidos. Digo artista porque se cobriu de uma aura artística. um artista da técnica de criar arte para a web. o seu português foi aprendido nas melhores escolas. porque ele não se denominou como tal. um sócio de uma empresa de Web Design.observar se as palavras estão empregadas na sua forma e no seu sentido correto. F. de mais idade. As perguntas eram feitas com esmero entre gaguejos e cuidados. suas respostas evasivas eram tomadas com admiração. fiquei extasiado com o cenógrafo.br/articles/413/1/VARIANTESLINGUISTICAS/Paacutegina1. o silêncio denotava o respeito ao seu trabalho e à sua qualificação. de fato. Embora tenha fugido da . O primeiro. Retórico.. vivenciou crises históricas. Na hora das perguntas (suposta interação com os participantes). b) vai à audiência com uma autoridade de “short” e camiseta.2 Correção e adequação linguística A língua é.mundovestibular. um instrumento de poder. elegante. pele alva.

foi deixando o seu recado. ganhou prêmios de design para a web. pele bem morena.pt/arquivo/1054713. foi aplaudido de pé. não serviram sequer para o aprimoramento do seu repertório verbal. uma vez que.3 Norma padrão e norma culta (outros registros) Da Gramática. Essa história que trago aqui é meramente ilustrativa. Mais de 15 anos de escolaridade. para a platéia. A falta de silêncio denotava o pouco caso à sua qualificação. porém. Mais de 15 anos de escolaridade.proposta do ciclo de palestras (apresentar os recursos. Serve apenas para destacar uma questão básica: o preconceito lingüístico. qual possui ramos em diversas localidades no mundo e mesmo em diversas localidades no Brasil. Usando a língua portuguesa como exemplo.html 4. Sendo erro a falha da linguagem. Seu português era péssimo e provocou risos escusos.1. um erro gramatical não consistiria erro e isso seria ilógico. apesar dessas outras gramáticas. materiais e modos de se construir design) e ter feito apenas sua autopromoção. para que existe? No âmbito da linguagem.sapo. houve uma avalanche. Se a gramática não existe para exibir a forma correta de se escrever ou falar. ainda que não oficiais. quando as perguntas começaram. Mais de 15 anos de escolaridade. cabelo liso e bem preto. a gramática é equiparada ao código. “criente potencial”. Já trabalhava com design antes de entrar para o mercado da internet. Não fossem as premiações. seriam classificados como este). empolada e arrogante. No final. quando essa não cumpre sua função. “tu fica”. O segundo. nesse ponto. assim. estão sujeitas ao erro. muito mais jovem. não serviram nem como contribuição para uma leitura crítica dos discursos subjacentes. para um. jamais teria sido chamado a palestrar. ambos se apresentaram inadequadamente. que mantém os participantes distantes para que o centro das atenções seja ocupado somente por ele (um verdadeiro aprendizado do poder pela linguagem). para o outro. brasileiro que mais parecia inca. Enquanto a platéia ria do segundo para sair de sua mediocridade e se aproximar do status do primeiro (pensavam que. todas as curiosidades foram satisfeitas sem rodeios. Cada ramo desses possui sua própria gramática. Porém. mas por motivo diverso do do cenógrafo: por sua capacidade de clareza e transmissão do conteúdo de forma eficiente. Todos no Brasil ou fora estudam ou deveriam estudar essa Norma em sua forma mais unificada possível e. da Norma Culta ou Padrão A fala e a escrita. função de comunicar o que se quer comunicar. Todas as dúvidas foram dirimidas com precisão. Não estudou na Europa e sua formação na ESPM não mereceu muita dedicação à língua portuguesa. Mas não pretendo aqui defender um ou outro. em ambas.blogs. como formas de linguagem. . “baita criente”. serviu para demarcar o lugar de uma soberba. Fiquei extasiado com o web designer. Não foi aplaudido de pé. Em meio a sua apresentação carregada de “tu vai”. em minha opinião. Fonte: http://simplificandoalingua. ora mobilizados no ato das apresentações. há uma em que todos esses ramos se baseiam a que todos se referem formalmente como Norma Culta ou Padrão.

o que é pior. Essa linguagem é mais elaborada. Assim. Portanto é aconselhável seguir a Norma. de modo geral. Mas quando o destinatário for um público diverso demais. “Me passe o arroz” e “Não te falei que você iria conseguir?”.com.br/existe-diferenca-entre-norma-culta-e-padrao- . Outro ponto sobre a importância da Norma Culta ou Padrão é o status que ela garante ao remetente. a próclise. tendo sempre em mente o bem da mensagem e a compreensão mais correta dela pelo destinatário. Fonte: coloquial/ http://www. que segue rigidamente as regras gramaticais.recantodasletras. também se use o padrão linguístico adequado para as diferentes situações de comunicação social. tem um pouco mais de liberdade e está menos presa à rigidez das regras gramaticais. o remetente pode alterá-la ou modificá-la. O falante culto.br/teorialiteraria/980084 Existe diferença. evita-as na escrita. Contudo. o uso da mesóclise*. usos próprios do padrão formal empregados na língua oral costumam parecer forçados ou artificiais no falar despreocupado do dia-a-dia e configuram o que se chama de preciosismo. porém. Entretanto. ouvir-se certos empregos do pronome oblíquo – “Ainda não o vimos por aqui” -. tem consciência dessa distinção e ao mesmo tempo em que usa naturalmente as construções acima na comunicação oral.com. como se disse. para o bem da mensagem. de gramáticas. Tudo se resume à mensagem e ao destinatário. Construções como “Nóis foi na fazenda” (o “na” ainda seria tolerado) e “Ele pagou dois milhão pelos boi” são impensáveis na boca de um falante culto em ambiente culto. construções como “Ainda não vi ele”. pois passam a quem ouve a impressão de total falta de escolaridade de parte de seu autor. Usá-la corretamente indica certo grau de estudo dele e. não são muitos os desvios admitidos. deve-se procurar usar a forma gramatical mais correta da Norma Culta para que a mensagem seja recebida por todos sem qualquer falha na comunicação. Moral da história: assim como se usa traje apropriado para cada situação social. Mas isso é assunto para outro texto. Por outro lado. É a história do “vale o que está escrito”. para que qualquer texto destinado a essa universalidade de portugueses. recebam a mensagem. É esse poder nessas condições que se configura a liberdade poética. desde que não haja palavras que exerçam atração sobre ele. embora exista. Ela comporta dois padrões: o formal e o coloquial: Padrão formal – É o modelo culto utilizado na escrita. E para isso se deve usar o código mais apropriado. como (fazem) os romanos”. a sua imagem é muito importante. *Mesóclise: É a colocação do pronome quando o verbo se encontra no futuro simples do presente ou no futuro simples do pretérito do indicativo. tanto porque o falante tem mais tempo para se pronunciar de forma refletida como porque a escrita é supervalorizada na nossa cultura. Padrão coloquial – É a versão oral da língua culta e. É a língua das pessoas elitizadas. essa Norma tem um valor de unificar a língua.por todos o fazerem. num bate-papo. por ser mais livre e espontânea.agitapirenopolis. inadmissíveis na língua escrita. sem grandes traumas. na linguagem coloquial. admitem-se. Fonte: http://www. como em “Você verse-ia em maus lençóis se continuasse a insistir naquilo”. a permissividade com relação às “transgressões” é pequena. a margem de afastamento dessas regras é estreita e. Já em ambiente inculto seriam apropriadas: é a história de “Em Roma. É o caso de. entre Norma Culta e Padrão Coloquial? 3 de maio de 2011 Norma culta é uma modalidade linguística escolhida pelos falantes escolarizados de uma sociedade como modelo de comunicação verbal. e muitas formas peculiares da norma popular são condenadas mesmo na linguagem oral. O código qual o destinatário tenha maior facilidade de compreensão. flexões do mais-que-perfeito do indicativo – “Eu ainda não entrara no Banco quando aquilo aconteceu” e. ou seja.

Esse confronto entre o uso popular e a norma culta. ao nosso idioma.br/gramatica/1812926 . Não foram poucos os candidatos que entraram com recurso na prefeitura para reclamar dessa questão da prova.. Se você encontrar erros (inclusive de português). Porém. vamos aos fatos: Em nosso idioma. ____________________ Para copiar este texto: selecione-o e tecle Ctrl + C. morzarela. muzzarela. mozzarela. os cânones gramaticais. e isso. Mussarela. constava que a frase correta era: O atacante Ronaldo. oficialmente.®Sérgio.4. mas diante da norma gramatical. continuará prevalecendo nos cardápios e no uso popular. Autor do livro "Gramática do Português Culto Falado no Brasil. em um concurso público.] é incapaz de resistir a uma pizza de muçarela.4 Confrontação entre normas e usos MUÇARELA OU MUSSARELA? ___________________________________________ Vícios de Linguagem Recentemente. ou ainda muzarela. mussarela. mas não esqueça que em um concurso ou vestibular quem prevalece é a muçarela com [ç]. Mas. antecipadamente. e ponto final. como é o caso do professor de língua portuguesa da USP. bom número de candidatos errou a questão por seguirem o uso popular de uma palavra. E por que o uso popular tradicionalizou o termo “mussarela”? Acredita-se que seja por estar mais próximo do termo de origem mozzarella. ou mozarela.. relate-me. com certeza. achava que fosse com [ss]. Sendo “muçarela” o termo “abrasileirado”. não se admite. nada o impede. Veja você. A começar pelos estabelecimentos comerciais que trabalham com a pizza. Ataliba Castilho. qualquer comentário. atinge até mestres graduados. mesmo que nos pareçam corriqueiros e batidos. você estará cometendo um erro. Dizia-se surpreso. Naquele concurso. No gabarito do concurso. vai encontrar como formas corretas: mozarela. que estranhou a grafia da palavra com "ç". Portanto. como não é demais insistir nos textos e lições sobre as dúvidas de nossa Língua. ou vestibular. Você. provavelmente estranharia se lesse nos cardápios pizza muçarela. Muçarela com [ç]? Tal fato causou indignação em muitos candidatos e criou grande polêmica gramatical na cidade. mossarela. as formas: moçarela.recantodasletras. Essa é a determinação. em um concurso. Ricardo Sérgio Fonte: http://www. Agradeço a leitura e. murzarela. Qualquer discussão sobre essa questão deve ser feita em outro plano. [.uma espécie de dicionário que lista as palavras reconhecidas oficialmente como pertencentes à língua portuguesa – é a autoridade oficial para nos dizer como “tal” palavra dever ser escrita e falada. O VOLP é editado periodicamente pela Academia Brasileira de Letras (ABL). cujo termo em questão era: mussarela ou muçarela. Se você consultar o VOLP.1. se você quiser grafar o termo fora dessas orientações. uma das questões de língua portuguesa pedia aos candidatos que assinalassem a frase correta. muçarela e muzarela. não pertencem.com. pois sempre escreveu e leu desse jeito. O que vale é a norma culta. o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) .

no catálogo. Veja alguns exemplos com “a domicílio” (= a casa) a)Não precisamos nos preocupar. Contudo. fazer. Agora observe exemplos com “em domicílio” a)Escova-se unhas em domicílio. c) Dirigiu-se a domicílio para cumprir sua obrigação. na propaganda televisa. conduzir. há aqueles que afirmam que este verbo indica sim movimento. d) Dão-se aulas de violão em domicílio. c)Corta-se cabelo em domicílio. uma vez que quem entrega. enviar. b)Entregas são feitas em domicílio. Há. ir. quando falamos de gramática normativa. temos que ter cuidado. no outdoor. b)Esta entrega deverá ser conduzida a domicílio. dar. Já a locução adverbial “em domicílio” é usada com os verbos sem noção de movimento: entregar. Uso verificado até mesmo em pessoas de escolaridade completa. “A loja entregou meu sofá a casa” não está correto. eles trazem a pizza a domicílio. dirigir-se. obedecendo às normas gramaticais. Portanto. Ouve-se e lêse. neste caso. cortar. no panfleto. Fontes: Mundo Educação Recanto das Letras . Porém. com muita frequência. nos atentando ao fato de que a finalidade é que vale: a entrega será feita no (em+o) domicílio de uma pessoa. No entanto. na fala. uma confrontação entre a norma culta e o uso popular. A dúvida surge com o verbo “entregar”: não indicaria movimento? De acordo com a gramática purista não. Por quê? A regra estabelece que esta última locução adverbial deva ser usada nos casos de verbos que indicam movimento. como: levar.Entrega em domicílio ou a domicílio? As expressões “entrega em domicílio” e “entrega a domicílio” são muito recorrentes em restaurantes. a locução “entrega a domicílio” em substituição a “entrega em domicílio”. devemos usar “entrega em domicílio”. entrega algo em algum lugar. pois quem entrega se desloca de um lugar para outro. Convivem juntas sem problemas maiores porque são entendidas da mesma forma. trazer. no folder. com um mesmo sentido. conforme recomenda a gramática. pois “a domicílio” não é aceita.

ao falar. conforme o grupo social. o que torna necessário assegurar que o texto escrito dê conta da comunicação.com. São as chamadas variações linguísticas. O comentário é do humorista Jô Soares. Fonte: http://educacao. É um suspiro maguado Qui nace no coração! É o grito safucado Duma sodade iscundida Qui nos fala do passado Sem se torná cunhicida! É aquilo qui se sente Sem se pudê ispricá! Qui fala dentro da gente Mas qui não diz onde istá! (. em relação às regras da gramática normativa. Marcos. que se escreva assim: "Ele me ensinou". a região. A gíria e o jargão são algumas dessas variações.pode-se pedir que se repita o que foi dito. e ao mesmo tempo como vemos o outro de acordo com a nossa perspectiva de mundo. Patrão. O português na variante padrão exige. "Eli me ensinô".1." Pois é. *Alfredina Nery Professora universitária. . falamos. Essas diferenças geram muitos conflitos. purqui é uma língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala. no entanto.Leia mais: http://www. as pessoas podem ainda recorrer a outros recursos para que a comunicação ocorra . Isso acontece porque. há os gestos. Num é cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri cumu é qui si iscrevi algumas palavras. brasileiros.. si iscrevi muinto diferenti. em todas as línguas. Já na linguagem escrita. Quem soubé falá sabi iscrevê. Na verdade. ainda. Por essa razão. etc. as pessoas falam de um jeito e escrevem de outro. onde a relação pensamento e linguagem são muitas próximas. Qué coisa mais doida? Num bate nada cum nada. U purtuguêis é muinto fáciu di aprender.uol. Malinculia.jhtm As Modalidades Orais e Escritas YAMARA MAMED RESUMO As modalidades orais e escritas não são só um instrumento utilizado para a comunicação ou veiculação de informações. É só prestátenção.com/dicas/entrega-em-domicilio-ou-adomicilio/#ixzz1TyGHOTJm 4. ou seja. para a revista Veja. mostra as interferências da fala na escrita e como elas não anulam a expressividade poética de suas imagens. aquela que introjetamos ao longo da vida. Qui bom qui a minha língua é u purtuguêis.sandralamego. a fala e a escrita são antes de tudo. sistemas comunicativos que expressam a língua nas praticas sociais. a fala e a escrita exigem conhecimentos diferentes. A leitura de um trecho do poema de Antonino Sales. A fala e a escrita são duas modalidades diferentes da língua e é com esse fato que o Jô brincou.5 Modalidade oral e escrita LÍNGUA ESCRITA E ORAL Não se fala como se escreve Alfredina Nery* Especial para a Página 3 Pedagogia e Comunicação "Português é fácil de aprender porque é uma língua que se escreve exatamente como se fala. U alemão pur exemplu. "Malinculia". Ele brinca com a diferença entre o português falado e escrito. Até nu espanhol qui é parecidu. A maioria de nós. por exemplo. consultora pedagógica e docente de cursos de formação continuada para professores na área de língua/linguagem/leitura. estão entrelaçadas ambas caminham juntas apesar de apresentarem diferenças na produção e representação. A escrita não reflete a fala individual de ninguém e de nenhum grupo social. mas principalmente como uma forma de mostrar socialmente aquilo que gostaríamos que os outros enxergassem uns aos outros.. Im purtuguêis não. e o contexto histórico. a interação é mais complicada.) (BAGNO. "A Língua de Eulália: Uma Novela Sociolinguística) A língua muda.br/portugues/ult1706u79. Na língua escrita há mais exigências.

informal. A esse respeito. Do vocabulário. sendo capaz de estabelecer uma comparação. Nesse sentido. Chafe. A fala procede à escrita. Ainda afirma Chafe que as pessoas não escrevem do mesmo modo que falam. como o faz um escritor de uma carta. Halliday (1989) propõe que falar e escrever. em que a primeira ocupava um lugar de supremacia sobre a segunda. enquanto a dos escritores é lenta. observou que a escolha dos falantes é rápida. para dar ao seu texto um caráter mais ou menos coloquial. Conforme observa-se a oralidade e a escrita constituem duas possibilidades de uso da língua que utilizam o mesmo sistema lingüístico e que apesar de possuírem características próprias. Falar e escrever são formas diferentes de dizer e expressar significados construídos na linguagem e pela linguagem. permaneceu por muito tempo no meio lingüístico. no entanto. sendo mudada a partir dos anos 80. passando por graus intermediários demonstradas com a produção de textos. Uma vez adotada a posição de que lidamos com práticas de letramento e oralidade. dentro de uma situação interativa social. em particular. formal e abstrata. Akinnaso. as conferências. com as condições de interação. A fala é a modalidade mais utilizada em situações cotidianas e informais e a escrita é o registro permanente das idéias sociais. Focalizando o modo de os falantes e escritores selecionarem as palavras ou estruturas para expressarem suas idéias. as modalidades escritas e orais. as duas modalidades convivem e se entrelaçam. por exemplo: os discursos de posse de cargo. enquanto formas diferentes de dizer e modos diferentes de se expressar em significados lingüísticos. numa sociedade letrada. Chafe melhor estabeleceu as diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. admitindo que os textos possam apresentar-se de varias formas. julgar. não devem ser vistas de forma dicotômica. sentir. De acordo com alguns autores renomados como Fávero. quando os estudiosos começaram a vê-las como práticas sociais diferentes. cartas familiares e textos de humor. escrita tem sido vista como de estrutura complexa. os bilhetes dos casais. A escolha lexical também proporciona ao usuário a exibição de um estilo próprio e o controle do grau de formalismo e coloquialismo de suas produções discursivas. ver e lógico falar e escrever. principalmente as comunicativas e as transformou em práticas sociais. procurando identificar as diferenças para explicar as causas fundamentais de tais diferenças. uma vez que as restrições operativas não se associam propriamente ao fator velocidade do processo. contradizendo Bloomfield. apresentando uma proposta de analise.INTRODUÇÃO Atualmente já se houve falar com frequência que a linguagem escrita e a linguagem oral são duas modalidades de expressão verbal. Marcuschi (2000:17) ressalta que: Hoje predomina a posição de que se pode conceber oralidade e letramento como atividades interativas e complementares no contexto das práticas sociais e culturais. enquanto a fala. Essas práticas fazem parte da cultura. isto é o homem construiu ferramenta para estabelecer relações sociais. Esta visão dicotômica entre oralidade e escrita. Com isso. A este respeito. onde tais condições estão em estreita relação com o contexto. a distinção entre fala e escrita não se faz com precisão. agir. vão de um nível mais informal aos mais formais. um conferencista seleciona palavras e expressões que possam conferir ao seu texto um caráter mais ou menos formal. Akinnaso (1982) afirma que fala e escrita apresentam formas superficiais diferentes e igual estrutura semântica subjacentes: utilizam o mesmo sistema léxico-semântico e variam. a linguagem escrita tende a ter um vocabulário mais variado e de conveniência do usuário. a intenção do falante ou do escritor e o tópico do que se diz ou escreve. ou seja. por terem mais tempo para reproduzi-la e revisá-la. será fundamental considerar que as línguas se fundam em usos e não o contrário. concreta e dependente do contexto. ora se aproximando do pólo da escrita. A fala e a escrita se apóiam em sons e letras articulados em sistemas de representação simbólica. Alguns fatores são responsáveis pelas diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita: o contexto. em cuja concepção a linguagem escrita não passa de uma reprodução da linguagem oral. com os interlocutores e com o tipo de processamento da informação. de acordo com a produção do texto. por exemplo: os bilhetes domésticos. O grau de coloquialismo ou formalismo envolve decisões estilísticas e de domínio do léxico que podem transferir-se de um modo de produção para o outro com muita facilidade e propriedade. corroborando a teoria de Goody e Watt (1968) acerca da diferença entre a oralidade e a escrita. apresentam uma interface: a analogia . de estrutura simples ou desestruturada. mas a fala é comum a todos os povos. Rojo e Halliday. Refletir sobre as relações e especificidades da fala e da escrita nos permite entender um pouco também sobre a gramática. há também sociedades que não utilizam registro escrito. as entrevistas especializadas e propostas de produtos de alta tecnologia por vendedores especialmente treinados. na escolha e distribuição de padrões sintáticos e de vocabulário. ora se aproxima da fala como. ou seja. do modo de pensar.

a fala não apresenta os limites da sentença e do parágrafo. Na medida em que as crianças pertencentes a culturas letradas vão-se desenvolvendo. que podem expressar as mesmas intenções.objeto de conhecimento . a modalidade discursiva da escrita e as características dos papéis do leitor/escritor. ou seja.de. Leonor Lopes et alli. Dentro do espaço discursivo da interação.M. FÁVERO. A linguagem oral se caracteriza essencialmente por ser falada &#8722. pois uma seria a duplicação da outra. sem perder sua característica fundamental de ser “linguagem”. Fonte: http://www. que “é um conjunto de possibilidades lingüísticas. Para esse autor. REFERENCIAIS MAC-KAY. durante décadas. porém. são de sinais e não de conteúdo. a saber. Evanildo. suas interações passam a ser transpassadas pelo discurso escrito e as significações têm uma nova possibilidade de análise de construção além da oferecida pelo discurso oral. Ataliba.dentro de um contexto sócio-histórico mais amplo.com/articles/39830/1/As-Modalidades-Orais-eEscritas/pagina1. p. concluem-se serem distintas tais modalidades. pois deixa de lado as participações paralingüísticas e prosódicas e. natureza do estímulo. BECHARA. 2001. cada modalidade serviria para uma finalidade mais específica.html A NATUREZA DAS MODALIDADES ORAL E ESCRITA José Mario Botelho (UERJ e FEUDUC) INTRODUÇÃO . ou seja constrói significados mediante um sistema e uma estrutura samantica. cujos usos se fazem de acordo com normas específicas a cada uma das modalidades”. embora não seja a linguagem escrita à transcrição da linguagem oral. Porém. o dos acontecimentos. apresentam diferenças devido à condição de produção. A correção idiomática e o conceito de exemplaridade.entre fala e escrita sustentada por três princípios. que “revela os ideais e as concepções de um grupo social numa determinada época” (Savioli e Fiorin. o desenvolvimento da escrita foi encarado como um treinamento de habilidades viso-motor e de transcrição de código sonoro em formas gráficas.11-8. Isto acarretou uma grande centração dos estudos no momento da alfabetização e na questão da correspondência grafema-fonema e dos aparatos orgânicos envolvidos na transcrição desta correspondência. estas diferenças. CASTILHO. Plexus. funcionais e da natureza de estímulo) entre a linguagem oral e a linguagem escrita. gradualmente. 2000.P. A. O que não se pode negar é que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. 1996:17). p. É na escrita que a criança vai se explicitando segundo suas falas e lugares sociais. a do âmbito do discurso escrito. o discurso escrito sofre interpenetrações sociais e culturais. Língua em debate: conhecimento e ensino. ampliando assim o processo de desenvolvimento. 2ª Ed. A língua falada no Ensino de Português. Petrópolis: Vozes. fala e escrita planteiam diferentes aportes para a experiência: a escrita cria o mundo da coisas/objetos e a fala. Oralidade e escrita: perspectiva para o ensino da língua materna. Segundo Rojo vêm focalizando sua atenção para questões da aquisição da escrita: Até recentemente a linguagem escrita não foi vista como processo de desenvolvimento ou construção. São Paulo: Contexto. São Paulo: Cortez.G. 2000. está permeado pelos sentidos e valores da ideologia do grupo social. mas o processo se dá a partir da língua. o leitor/escritor vai incorporando. T. mas o fato de a linguagem oral ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos não é e nem pode ser o elemento fundamental para se determiná-la distinta da linguagem escrita no âmbito cientifico. tais aportes seriam formas possíveis de se olhar para o mesmo objeto de conhecimento. em sua essência. In: Azeredo. CONSIDERAÇOES FINAIS Considerando as diferenças (formais. Essas interpenetrações se refletem nas formas de interação da criança com a escrita . não se pode negar a semelhança de seus produtos. Por último. pois.webartigos. 2000. Jose c.13-19. O outro é que não há necessidade de duas linguagens para a mesma função. O ser humano aprende ouvindo e falando. Atividade verbal: processo de diferença e integração entre fala e escrita. Um deles é que a escrita não incorpora todos os potenciais de significação da fala. lendo e escrevendo. São Paulo. a experiência humana. Assim.158p. já que a seleção de elementos lingüísticos de ambos se dá a partir de um mesmo sistema gramatical. Logo.

quer sejam escritos. de fato. Focalizando o modo de os falantes e escritores selecionarem as palavras ou estruturas para expressarem suas idéias. é um fato incontestável. na linguagem escrita. SEGUNDO CHAFE Sem desprezar as diversas teorias acerca das modalidades de uma dada língua. este trabalho se deterá nos estudos de Chafe (1987). Chafe (1987) analisou quatro tipos de produções discursivas coletados para um projeto de estudos: conversação e conferência (produções discursivas da oralidade). corroborando a teoria de Goody e Watt (1968) acerca da diferença entre a oralidade e a escrita. enquanto a dos escritores é lenta. a linguagem escrita tende a ter um vocabulário mais variado e de conveniência do usuário. para em seguida tentar explicar as causas fundamentais de tais diferenças. que se agrupam nas duas modalidades da língua. 1933: 21) Em trabalhos anteriores (Chafe. propiciam à criação de diferentes tipos de linguagem” (cf. são estanques. but merely a way of recording language by means of visible marks. a intenção do falante ou do escritor e o tópico do que se diz ou escreve. Na caracterização dessas diferenças. a escrita acadêmica. Nesses trabalhos. que. procurou identificar mais precisamente as diferenças a serem encontradas nos dois tipos de linguagem usados por falantes e escritores. A LINGUAGEM ORAL E A LINGUAGEM ESCRITA. Chafe afirma que as pessoas não escrevem do mesmo modo que falam. Contudo. as observações feitas pelo autor se restringem a uma comparação entre os dois extremos da fala e da escrita: de um lado. por exemplo. a intenção do usuário e a temática. 1985 e 1986). observou que a escolha dos falantes é rápida. com apagamento do texto anterior. os autores demonstram acreditar que a conversação comum é a forma prototípica de linguagem. Com isso. 1982. na linguagem oral. assim como usos de diferentes intenções. o autor já demonstrava o seu interesse pelo assunto. há particularidades de outras ordens que as tornam modalidades específicas da língua. a conversação. Mais tarde. Alguns fatores são responsáveis pelas diferenças entre linguagem oral e linguagem escrita: o contexto. as pessoas não escrevem exatamente do mesmo modo que falam. em cuja concepção a linguagem escrita não passa de uma reprodução da linguagem oral. em parceria com Tannen (1987). apesar de apresentarem diferenças devido à condição de produção. a partir da qual foi possível se estabelecer uma comparação. Tais particularidades são. 1987: 390). nem por isso. uma vez que se tratam de processos diferentes. e carta e artigo acadêmico (produções discursivas da escrita). apresentando uma proposta de análise. Certamente. “Writing is not language. elementos exclusivos de cada uma delas. No mesmo parágrafo.” (Bloomfield. Neles. como a gesticulação. e do outro oposto. Fatores como: o contexto. Do vocabulário. são responsáveis pelas diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. a partir da qual se deveriam comparar todos os outros gêneros quer sejam falados. por terem mais tempo para reproduzi-la e revisá-la. contradizendo Bloomfield. A escolha lexical também proporciona ao usuário a exibição de um estilo próprio e o controle do grau de formalismo e coloquialismo de suas produções discursivas. um conferencista seleciona palavras e expressões que possam conferir ao seu texto um caráter . o autor levanta a hipótese de que “diferentes condições de produção. Chafe & Tannen. que melhor estabeleceu as diferenças entre a linguagem oral e a linguagem escrita. Essas diferentes condições de produção para usos de diferentes intenções propiciam a criação de diferentes tipos de linguagem.Que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. e a reedição de texto.

o usuário precisa ter um bom conhecimento da linguagem. Como não há uma relação perfeita entre o que a pessoa pensa e a linguagem que usa para a sua expressão. construção de orações. uma vez que as restrições operativas não se associam propriamente ao fator velocidade do processo. como o faz um escritor de uma carta. Os níveis se verificam nos distintos registros lingüísticos. nível de vocabulário. A linguagem escrita se enriquece com a ampliação do seu repertório. a distinção entre fala e escrita não se faz com precisão. corroborando a “hipótese de uma oração de cada vez”. ao passo que a riqueza do repertório da linguagem falada constitui nas constantes transformações de sentido dos itens de seu repertório limitado. Ele considera haver palavras e expressões exclusivas de cada repertório e um sem-número de itens neutros. . com palavras apropriadas. como se dá essa combinação é o que mais importa para Chafe. a unidade de entonação da fala constitui-se de mais ou menos 6 (seis) palavras. enquanto o vocabulário da escrita é. Tal fato confirma que. o que se pensa. em geral. conservador. que chama de “unidade de entonação”. construções de frases e envolvimento e distanciamento.mais ou menos formal. lança mão dos seguintes parâmetros: variedade de vocabulário. O autor observa que o vocabulário da fala é inovador e flutuante. Chafe especula que tal unidade de entonação expressa o que está na “memória de curto prazo” do falante ou “focos de consciência” no momento de produção. a qual descreve em trabalho anterior (Chafe. mas considera mais realista proceder em termos de “unidade de entonação”. falantes e escritores fazem a seleção de palavras e expressões para exprimirem os seus pensamentos. ainda. pois nem sempre se traduz automaticamente. que a unidade relevante da fala parece ser a entidade basicamente prosódica. apesar de os vocabulários de cada modalidade serem característicos. pela consciência que esse tem das limitações de capacidade do ouvinte. de Pawley & Syder (1976). A intenção dele é demonstrar as propriedades da linguagem falada e da linguagem escrita. provavelmente. Variedade de vocabulário De certo. Para a discussão desse tópico. itens lexicais mais ou menos formais ou coloquiais podem ser utilizados pelo falante e pelo escritor quando lhes forem convenientes. que se limita em tamanho pela “memória de curto prazo” ou capacidade de “consciência focal” do falante e. que ocorrem normalmente em ambos os repertórios. 1985). considerando a adequação dos itens escolhidos e do repertório em si. Esse conhecimento inclui o conhecimento de um repertório de opções lexicais necessárias. Para isso. o autor se baseia na oração gramatical. O grau de coloquialismo ou formalismo envolve decisões estilísticas e de domínio do léxico que podem transferir-se de um modo de produção para o outro com muita facilidade e propriedade. para dar ao seu texto um caráter mais ou menos coloquial. A esse respeito. que será ativado sempre que o usuário tiver que se expressar lingüisticamente. Por ser limitada a capacidade do falante em manter a atenção em expressões extensas. o autor assume que falantes e escritores não fazem a seleção de itens lexicais de um mesmo estoque. Na escrita. Chafe ressalta. Construção de oração A linguagem é mais do que um conjunto de palavras e expressões combinadas. Nível de vocabulário Quanto ao nível de vocabulário. as unidades de entonação são mais longas (em torno de nove palavras) do que na fala (em torno de seis palavras). que inicialmente (Chafe. 1980) denominava “unidade de idéias”.

é comum o uso da conjunção “e” para ligar orações. Assim. mas o processo se dá a partir da língua. há particularidades de outras ordens que tornam a linguagem oral uma modalidade específica da língua. são as principais. na linguagem falada há um envolvimento do falante com sua audiência. Envolvimento e Distanciamento Das propriedades da fala e da escrita que são atribuídas às diferenças entre os dois processos. não se pode negar a semelhança de seus produtos. que podem expressar as mesmas intenções. conclui-se serem distintas tais modalidades. Chafe reafirma que as frases da escrita são mais bem planejadas que as da oralidade. Diferenças que se verificam nas estruturas sintáticas e na formação dos períodos e. A função da frase na linguagem oral é problemática. já que a seleção de elementos lingüísticos de ambos se dá a partir de um mesmo sistema gramatical. evitando as relações interoracionais mais elaboradas. Segundo Chafe. Entretanto. consigo mesmo e com a realidade concreta do que está sendo falado. . que o repertório de uma é diferente do da outra. a natureza falada da linguagem oral não basta para distingui-la e isolá-la da linguagem escrita. A linguagem oral se caracteriza essencialmente por ser falada − natureza do estímulo −. consigo mesmo e com a realidade. quando opostos à cautela e a editabilidade da escrita. O que produz essa coerência pode variar de um momento para o outro. mas o fato de a linguagem oral ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos não é e nem pode ser o elemento fundamental para se determiná-la distinta da linguagem escrita. Outra importante diferença entre a fala e a escrita é o relacionamento entre o emissor e o receptor. ao contrário. ao contrário do que ocorre na escrita cuja audiência é normalmente ausente e freqüentemente desconhecida. A sintaxe elaborada requer maior esforço de produção do que os falantes possam normalmente aplicar. cujos usos se fazem de acordo com normas específicas a cada uma das modalidades”. Ainda há aqueles que. há uma forte tendência por parte dos falantes em produzir seqüências simples de orações coordenadas. Chafe (1987). Porém. são bastante semelhantes a gêneros da outra modalidade. mas os falantes parecem produzir uma entonação final de frase quando julgam que chegaram ao fim de uma seqüência coerente. no vocabulário. A NATUREZA DA LINGUAGEM ORAL Considerando as diferenças (formais. Isto é. funcionais e da natureza de estímulo) entre a linguagem oral e a linguagem escrita. dando evidência do tempo e do esforço de sua construção. A audiência da fala na maioria das vezes não só está presente como também pode participar física e efetivamente do processo. elas não são estanques e isto fica patente na análise sob o ponto de vista de um contínuo tipológico. procura estabelecer diferenças entre elas. crendo. por isso a linguagem falada de qualquer tipo tende a coordenar orações mais freqüentemente que qualquer tipo de linguagem escrita. A linguagem escrita carece de qualquer desses aspectos e pode mostrar indicações de distanciamento do escritor com sua audiência. embora não seja a linguagem escrita a transcrição da linguagem oral. O que não se pode negar é que a linguagem escrita e a linguagem oral não constituem modalidades estanques. encontradas na escrita. que “é um conjunto de possibilidades lingüísticas. a rapidez e a facilidade de esvaescimento da fala. Há gêneros intermediários que são produzidos de forma sonora e concebidos de forma gráfica e outros que são produzidos graficamente e concebidos sonoramente.Construção de frase Na fala. inclusive. apesar de serem produzidos e concebidos exclusivamente de forma sonora ou exclusivamente de forma gráfica. apresentam diferenças devido à condição de produção. principalmente.

esse texto pode parecer estar mal formado. de que o próprio Chafe fala. um número muito maior de itens comuns. determina outra particularidade da fala: a cooperação dos participantes da comunicação. Como o falante ouve junto com o seu interlocutor as suas palavras proferidas e pode controlar os seus efeitos a partir das reações do outro. A freqüência de termos topicalizados é flagrante. O conhecimento compartilhado dos participantes da interlocução oral também gera outra particularidade: a simplicidade sintática. Prefiro acreditar que os repertórios são os mesmos. “mas” e “porém”. o que muda é o grau de formalismo ou coloquialismo. pode ele corrigir com eficácia. ou por orações absolutas. É característico na linguagem oral o uso preferencial de declarações ativas como observaram Chafe e outros estudiosos. apresentar-se freqüentemente com simples seqüências de frases e poucas estruturas subordinadas. em ambos os gêneros de ambas as modalidades. A fluidez das idéias expostas também é outra particularidade da oralidade. ou por frases nominais na maioria dos casos reduzidas a uma única palavra. A fala não existe para ser escrita.Tais particularidades são. que se submete à elocução. que é causada pela falta de termos subentendidos e pelo uso de marcadores discursivos. que é uma vantagem da linguagem oral. que. por conter muitas “frases” incompletas. a fragmentação. A fragmentação não deve ser confundida com uma “má formação da estrutura”. A velocidade da produção oral se dá em virtude de ser simultânea ao processo de produção em si. normalmente coniventes na comunicação. por meio de uma pró-forma. . que é proporcionado pelo fato de o falante ter o controle da comunicação no momento de sua efetivação. Por último. que é o traço predominante da fala. é uma outra característica particular da linguagem oral. facilitam o processo de produção daquele que por seu turno tem a responsabilidade da produção discursiva. do sujeito. Normalmente. por ser momentânea. Outra particularidade da linguagem oral. Essa característica. cada qual em suas obras acerca do assunto. ou por marcadores discursivos do tipo “aí”. o conhecimento do que se diz é compartilhado pelo emissor e pelo receptor. que. as eventuais falhas de comunicação quando a informação desejada não se efetiva. em que as orações normalmente são ligadas ou pelas conjunções simples “e”. quando se tenta reproduzir um texto escrito como se fosse conversação. outra característica da linguagem oral é a repetição de termos. Ocorre principalmente a representação do sujeito de 1ª pessoa por meio de um pronome pessoal. e da mesma forma. à qual se relacionam várias outras características. como entenderam certos teóricos. é a eficácia na correção da informação em caso de incompreensão por parte do interlocutor. Certamente esta prática tem a ver com a limitação do vocabulário e a conveniência da unidade de entonação. Assim. é outra característica da linguagem oral. A reiteração desse tipo de sujeito é simplesmente efetiva em textos da linguagem oral. é do tipo analítico com o uso de auxiliar do tipo “ser” e normalmente a serviço da topicalização. Chafe chega a declarar que o vocabulário da fala é diferente do da escrita. muitos textos escritos não são apreciáveis na fala. A utilização de estruturas de voz passiva é muito pouco freqüente na linguagem oral. de fato. elementos exclusivos da linguagem oral: a gesticulação é um deles. Também constitui uma particularidade da linguagem oral a representação. Quando ocorre. a simplicidade sintática deve ser entendida como estrutura de períodos curtos. Portanto. que poderia ser elíptico em virtude de a flexão verbal já declarar a pessoa do discurso. que Chafe denominou neutros e reconheceu ser a maioria. encontram-se. A sintaxe da linguagem oral é tipicamente menos bem elaborada que a linguagem escrita. inclusive. Por essa razão. Quanto ao nível de vocabulário.

Por isso mesmo. A responsabilidade do escritor é muito maior. que pode não mais surtir efeito. Os motivos são os mesmos apontados no item anterior. Por isso. na linguagem oral se observa o caráter de envolvimento e de distanciamento que é determinado pelo contexto. o escritor examina o que escreve e usa um tempo considerável na escolha de suas palavras.Quanto à questão do envolvimento e distanciamento. como já foi dito. Um texto em que o assunto é apresentado de forma objetiva. normalmente não tem o emissor outra forma de retificar a mensagem se não esperar pela resposta. Em nome da correção. que pode demorar muito tempo. a correção gramatical ser tão importante. Escrever é um ato solitário e sofre a imposição da correção. pelo fato de ser ela produzida pela mão e recebida pelos olhos. A NATUREZA DA LINGUAGEM ESCRITA Assim como a característica fundamental da linguagem oral é o fato de ela ser produzida pela boca e recebida pelos ouvidos. consultando-as no dicionário quando é necessário. É. fazendo as mudanças . reorganizar o texto. como já demonstrou Chafe. que pode ser do falante com a sua audiência (muito comum) ou consigo mesmo (não menos comum) ou com o que se está falando (também comum). referencial. desconhecidos um do outro. para não se correr o risco de ter o seu texto inutilizado por não se tornar um discurso (texto lido e compreendido). caso tenha a consciência de ter atendido às exigências da norma-padrão. pois requer planejamento: etapas são traçadas pelo escritor. É mais provável. mudar suas idéias. porém. Por poderem ser anulados pelo conteúdo apropriado. a meu ver. até que o produto final surja. A particularidade de maior importância da escrita é a correção gramatical. Nisso. em muitos casos. Também a escrita apresenta as suas particularidades de outras ordens que a tornam uma outra modalidade da língua. ou seja. se manifeste com mais freqüência na fala. a objetividade. que o traço envolvimento. Eis uma outra particularidade da modalidade escrita: o escritor determina o tempo de produção de seu texto. contudo. O escritor não sofre tanta pressão no momento de produção do seu texto. a clareza e a concisão. tais traços não caracterizam necessariamente a fala ou a escrita. a linguagem escrita apresenta um processo de produção muito lento. Ele não conta com a conivência do interlocutor que lhe compartilhe um conhecimento do que se expõe. cujas idéias concisas (sem rodeios e bem organizadas) tornam o texto claro. para tentar numa tréplica. Contudo. a linguagem escrita se caracteriza fundamentalmente por ser escrita. ele espera tê-lo. Não tem o escritor o controle do sistema de recepção em si. A produção do texto escrito se dá de forma coordenada. Daí. em que se monitoram ao mesmo tempo o planejamento e a produto. pode comparar a sua produção com o que tinha em mente. a clareza e a concisão são essenciais. sob a qual estão a objetividade. Como disse anteriormente. exatamente o contrário o que ocorre. porque não tem as mesmas exigências do processo de produção da fala. tem tudo para ser compreendido pelo receptor e nele provocar o efeito desejado. Por ser eminentemente uma forma de comunicação em que emissor e receptor estão distantes e. não são esses os elementos fundamentais para distingui-las. acrescentar ou eliminar itens. que a todo o momento as checa. ser o texto escrito essencialmente normativo. Na falta de compreensão da informação transmitida. Não goza o escritor do direito de se valer de artifícios paralinguísticos com a gesticulação e expressão facial. O fato de ter o escritor a obrigação de redigir um texto de acordo com as normas de uso padrão nos faz enumerar outras particularidades da linguagem escrita. há casos que o interlocutor é desconhecido. sofre o escritor a inexorável pressão da correção gramatical.

as estruturas tendem a ser completas. que. constituindo períodos compostos. pode-se dizer que o planejamento antecede a produção. “mas”. já que as duas se valem do mesmo sistema linguístico. Na linguagem escrita. Termos da oração (normalmente bimembre) são geralmente substituídos por orações subordinadas. relacionar itens. cooperativismo entre falante e ouvinte. Não se podem determinar quantos e quais os itens que não ocorrem numa dada modalidade. cujos planejamentos e execução ocorrem simultaneamente. por exemplo. já que o produto constitui o elemento cabal. No encaixe dessas orações. e não à falta de compreensão do enunciado. que só não terá abalada a sua compreensão. Outra característica da escrita é a ocorrência de declarações passivas. já sendo bem formada. O escritor procura não repetir estruturas sintáticas ou palavras. seja usado num texto escrito. Essa complexidade se refere a períodos compostos por subordinação. nada impede que o modalizador “aí”. mesmo que haja um replanejamento. ainda estará antecedendo-a. mais uma característica da linguagem escrita. sendo os longos bem estruturados. por isso é comum na escrita um grande número de sintagmas nominais modificados. o princípio da realidade. típico da modalidade oral. Nos períodos em que há coordenação. também é muito comum encontrarmos o que Givón (1979b) chama de estrutura de tópico-comentário. portanto. para atender às exigências diversas (de ordem gramatical e / ou de outras ordens). essencialmente na linguagem oral. mas não é conveniente distinguir três tipos de vocabulário. Nela se percebem sujeito e predicado. O vocabulário da modalidade escrita é muito variado e essencialmente conservador e dependente do grau do nível de formalismo. Os períodos complexos normalmente são de bom tamanho na modalidade escrita. Ainda em relação ao vocabulário. Complexidade da sintaxe é. decerto. ocorre a pontuação conveniente. os principais) podem ocorrer. durante a produção. Ou seja. como o fez Chafe: um que ocorre essencialmente na linguagem escrita. marcadores discursivos típicos da escrita (os homógrafos: “e”. o uso de conjunções e locuções conjuntivas é uma normalidade. figuram conjunções diferentes de “e”. “mas” e “porém”. composto de itens que não ocorrem na modalidade falada. e recursos lingüísticos diversos. A estrutura sintática da linguagem escrita tende a ser elegante.necessárias. Logo. . Na verdade. é uma particularidade da escrita a ocorrência de nominalizações. fragmentação à semelhança do que se dá na linguagem oral. torna complexa a estrutura frasal. Na escrita. é conveniente dizer que um vocabulário de nível mais formal que coloquial caracteriza a linguagem escrita. Embora seja comum a ocorrência da oração bimembre em ordem direta. “porém” e “então”. e outro que ocorre igualmente nas duas modalidades. se certos elementos estiverem presentes: o conhecimento compartilhado. é comum encontrarmos termos deslocados para a posição de tópico − a posição inicial da oração. transformações de verbos ou predicados em nomes. o que dificulta um replanejamento. mas não com muita freqüência. não concordo com Chafe quando defende a hipótese de ser o vocabulário da escrita particular. Isto também marca a característica de procurar não repetir estruturas sintáticas e de formar estruturas de tópico. portanto. o que constitui mais uma de suas características particulares. Como já observei anteriormente. normalmente nesta ordem. Não é exatamente esta a condição de produção do texto oral. e. além delas. quando ocorre. Quando não ocorrem tais conectivos. que normalmente é ocupada pelo sujeito. Não há. Sob este ponto de vista. outro. que dependendo do grau do nível de formalismo ou coloquialismo (definido pelo objetivo do usuário e do contexto em si) tenham a propensão de ocorrer ou não num dos gêneros de uma das modalidades. ocorrem os dois tipos de estruturas passivas: a analítica (com o auxílio de “ser” ou similar) e a pronominal (com o uso de pronome apassivador). Podem-se. já que é a frase o seu traço característico. isto é.

Língua em debate: conhecimento e ensino. Jane. MARCUSCHI.filologia. Wallace.Ao contrário do que ocorre na fala. certamente. usando. Oralidade e escrita: perspectivas para o ensino de língua materna. 2001. A correção idiomática e o conceito de exemplaridade. 166-82. 2000. (Monografia inédita). 1997. a do sujeito. Evanildo. por conseguinte. S. José C. para isso.). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BECHARA. Norwood. Jay (eds. Rio de Janeiro: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. principalmente. no meu entender. Admite-se. A representação física do sujeito de 1ª pessoa só ocorre quando se deseja um efeito estilístico.htm 4. BOTELHO. Spoken and written language: Exploring coherence in spoken and written discourse. que faz apontamentos questionáveis para o termo Tipologia Textual.br/ixcnlf/3/03. . como ambos os traços são determinados pelo contexto e.2. p. SAMUELS. Fonte: http://www. In: HOROWITZ. Proceedings II: Lecture. p.). compreensão e produção de textos1. In: Association Internationale de Linguistic Apliquée. que se caracteriza por ser uma prática eminentemente solitária do escritor. p. A influência da oralidade sobre a escrita. In: –– (ed. Rosalind. Assim. 1981. New York: Academic Press. São Paulo: Cortez. Properties of speaking and written language. a paráfrase e a substituição por pró-formas são artifícios comuns de serem observados nos textos escritos. Luiz Antônio. que o traço de distanciamento se manifeste com maior freqüência nos gêneros da modalidade escrita da língua. No final. a elipse. Gillian. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. Petrópolis: Vozes. FÁVERO. Teaching the spoken language. 1984. Outra e última particularidade é a preocupação com a coesão referencial. como já foi visto anteriormente. a elisão de termos é freqüente e. 11-8. as considerações feitas por Marcuschi (2002) e Travaglia (2002). A sinonímia. CHAFE. 83-113. José Mário. Brussel. Comprehending oral and written language. apresento minhas considerações a respeito de minha escolha pelo gênero ou pela tipologia. são a fala e a escrita dois modos bem diferentes de o usuário representar as suas experiências. 2ª ed. NJ: Ablex. importante para direcionar o trabalho do professor de língua na leitura. In: Azeredo. Deborah. No que se refere à questão do envolvimento e distanciamento. Porém.org. (org. na escrita predomina o traço de distanciamento. BROWN. podem ser anulados pelo conteúdo. DANIELEWICZ.2 Aspectos Textuais 4. Leonor Lopes et alii.1 Tipologia e gêneros textuais Gênero Textual e Tipologia Textual A diferença entre Gênero Textual e Tipologia Textual é. 1987. não constitui o traço de distanciamento em si uma particularidade da linguagem escrita. TANNEN. São Paulo: Cortez. 2000. ao contrário da modalidade oral em que predomina o traço de envolvimento.). O que pretendemos neste pequeno ensaio é apresentar algumas considerações sobre Gênero Textual e Tipologia Textual. The oral / literate continuum in discourse.

Explicando. porque. ensinar narrativa em geral. o trabalho fica limitado. eles se concretizam em formas diferentes – gêneros – que possuem diferenças específicas. uma vez que não é possível. trazendo para o ensino alguns problemas. por exemplo. ocorrendo. Ele apresenta uma carta pessoal3 como exemplo. ele afirma que um tipo pode ser usado no lugar de outro tipo. Travaglia (2002) fala em conjugação tipológica. em outros. de maneira equivocada. cada tipo de texto é apropriado para um tipo de interação específica. mas de gênero de texto. sendo que um gênero assume a função de outro. para. para ele. a injunção e a predição4. Realmente é raro um tipo puro. Marcuschi dá o nome de intertextualidade intergêneros. Por outro lado. mas fala de um intercâmbio de tipos. a partir daí. Marcuschi não demonstra favorabilidade ao trabalho com a Tipologia Textual. Ele chama essa miscelânea de tipos presentes em um gênero de heterogeneidade tipológica. narração e argumentação. Num texto como a bula de remédio. eles se instauram devido à existência de diferentes modos de interação ou interlocução. Na verdade. e não em função do espaço ocupado por um tipo na constituição desse texto. o termo tipo de texto. embora possamos classificar vários textos como sendo narrativos. Travaglia não fala de intertextualidade intergêneros. compreensão e a produção escrita em Língua Materna deve ter como meta primordial o desenvolvimento no aluno de habilidades que façam com que ele tenha capacidade de usar um número sempre maior de recursos da língua para produzir efeitos de sentido de forma adequada a cada situação específica de interação humana. e comenta que ela pode apresentar as tipologias descrição. por exemplo. como a descrição. Quando acontece o fenômeno de um texto ter aspecto de um gênero mas ter sido construído em outro. que para Fávero & Koch (1987) é um texto injuntivo. o professor teria que fazer uma espécie de levantamento de quais tipos seriam mais necessários para os alunos. o mesmo gênero sendo realizado em dois ou mais tipos. O trabalho com o texto e com os diferentes tipos de texto é fundamental para o desenvolvimento da competência comunicativa. dificilmente são encontrados tipos puros. Ele explica dizendo que isso acontece porque ocorreu no texto a configuração de uma estrutura intergêneros de natureza altamente híbrida. Marcuschi afirma que os livros didáticos trazem. tem-se a presença de várias tipologias. ou pouco capaz. O autor diz que não é correto afirmar que a carta pessoal. De acordo com as idéias do autor. em função do tipo de interlocução que se pretende estabelecer e que se estabelece. por exemplo. não se trata de tipo de texto. Para o autor. uma vez que. Luiz Antônio Marcuschi (UFPE) defende o trabalho com textos na escola a partir da abordagem do Gênero Textual2. autores como Luiz Carlos Travaglia (UFUberlândia/MG) defendem o trabalho com a Tipologia Textual. Para ele. exposição. é um tipo de texto como fazem os livros. iniciar o trabalho com esses tipos mais necessários. para ele. criando . injunção. Deixar o aluno restrito a apenas alguns tipos de texto é fazer com que ele só tenha recursos para atuar comunicativamente em alguns casos. Travaglia afirma que um texto se define como de um tipo por uma questão de dominância.Convém afirmar que acredito que o trabalho com a leitura. O autor diz que em todos os gêneros os tipos se realizam. sendo os textos de diferentes tipos. Certamente. muitas das vezes. tornando-se incapaz. Ele atesta que a carta pessoal é um Gênero Textual.

da carta pessoal. pode não ter uma determinada propriedade e ainda continuar sendo aquele gênero.Ele diz. Para exemplificar. descrição e injunção (Swales. Pode ser possível a perspectiva do produtor do texto dada pela imagem que o mesmo faz do receptor como alguém que concorda ou não com o que ele diz. mas artefatos culturais construídos historicamente pelo ser humano. exposição. Bronckart. assim. Gênero Textual é definido pelo autor como uma noção vaga para os textos materializados encontrados no dia-a-dia e que apresentam características sócio-comunicativas definidas pelos conteúdos. estimulando a compra por parte de clientes ou usuários daquele produto. Se o produtor vir o receptor como alguém que concorda com ele. para ele. tempos verbais. dissertação. Da mesma forma. quando o produtor vê o receptor como alguém que não concorda com ele. 22). é possível encontrar a perspectiva dada pela atitude comunicativa de comprometimento ou não. ele fala de descrições e comentários dissertativos feitos por meio da narração. Resumindo esse ponto. Tem-se ainda. graças as suas propriedades necessárias e suficientes5. Em geral. segundo o autor. O que importa é que esteja fazendo divulgação de produtos. segundo perspectivas que podem variar. Um gênero. mais uma vez. Adam. Segundo ele. uma perspectiva em que o produtor do texto faz uma antecipação no dizer. A segunda perspectiva faz com que surja o tipo argumentativo stricto sensu6 e não argumentativo stricto . Tipologia Textual é um termo que deve ser usado para designar uma espécie de seqüência teoricamente definida pela natureza lingüística de sua composição. argumentação. os tipos textuais abrangem as categorias narração. na opinião do autor. relações lógicas) (p. ela continuará sendo carta. uma maneira de interlocução. 1990. o termo Tipologia Textual é usado para designar uma espécie de seqüência teoricamente definida pela natureza lingüística de sua composição (aspectos lexicais. 1990. propriedades funcionais. Travaglia define Tipologia Textual como aquilo que pode instaurar um modo de interação. o autor fala. estar ligadas ao produtor do texto em relação ao objeto do dizer quanto ao fazer/acontecer. Para Marcuschi. Marcuschi traz a seguinte configuração teórica: • a) intertextualidade intergêneros = um gênero com a função de outro • b) heterogeneidade tipológica = um gênero com a presença de vários tipos Travaglia mostra o seguinte: • a) conjugação tipológica = um texto apresenta vários tipos • b) intercâmbio de tipos = um tipo usado no lugar de outro Aspecto interessante a se observar é que Marcuschi afirma que os gêneros não são entidades naturais. surge o discurso da cumplicidade. Para exemplificar. o discurso da transformação. 1999). que uma publicidade pode ter o formato de um poema ou de uma lista de produtos em oferta. ou conhecer/saber. sintáticos. a primeira perspectiva faz surgir os tipos descrição.determinados efeitos de sentido impossíveis. com outro dado tipo. e quanto à inserção destes no tempo e/ou no espaço. cada uma das perspectivas apresentadas pelo autor gerará um tipo de texto. Assim. na opinião de Travaglia. injunção e narração. Mesmo que o autor da carta não tenha assinado o nome no final. ainda. Surge. Essas perspectivas podem. estilo e composição característica. Resumindo.

sensu. A perspectiva da antecipação faz surgir o tipo preditivo. A do comprometimento dá origem a textos do mundo comentado (comprometimento) e do mundo narrado (não comprometimento) (Weirinch, 1968). Os textos do mundo narrado seriam enquadrados, de maneira geral, no tipo narração. Já os do mundo comentado ficariam no tipo dissertação. Travaglia diz que o Gênero Textual se caracteriza por exercer uma função social específica. Para ele, estas funções sociais são pressentidas e vivenciadas pelos usuários. Isso equivale dizer que, intuitivamente, sabemos que gênero usar em momentos específicos de interação, de acordo com a função social dele. Quando vamos escrever um e-mail, sabemos que ele pode apresentar características que farão com que ele “funcione” de maneira diferente. Assim, escrever um e-mail para um amigo não é o mesmo que escrever um e-mail para uma universidade, pedindo informações sobre um concurso público, por exemplo. Observamos que Travaglia dá ao gênero uma função social. Parece que ele diferencia Tipologia Textual de Gênero Textual a partir dessa “qualidade” que o gênero possui. Mas todo texto, independente de seu gênero ou tipo, não exerce uma função social qualquer? Marcuschi apresenta alguns exemplos de gêneros, mas não ressalta sua função social. Os exemplos que ele traz são telefonema, sermão, romance, bilhete, aula expositiva, reunião de condomínio, etc. Já Travaglia, não só traz alguns exemplos de gêneros como mostra o que, em sua opinião, seria a função social básica comum a cada um: aviso, comunicado, edital, informação, informe, citação (todos com a função social de dar conhecimento de algo a alguém). Certamente a carta e o e-mail entrariam nessa lista, levando em consideração que o aviso pode ser dado sob a forma de uma carta, e-mail ou ofício. Ele continua exemplificando apresentando a petição, o memorial, o requerimento, o abaixo assinado (com a função social de pedir, solicitar). Continuo colocando a carta, o e-mail e o ofício aqui. Nota promissória, termo de compromisso e voto são exemplos com a função de prometer. Para mim o voto não teria essa função de prometer. Mas a função de confirmar a promessa de dar o voto a alguém. Quando alguém vota, não promete nada, confirma a promessa de votar que pode ter sido feita a um candidato. Ele apresenta outros exemplos, mas por questão de espaço não colocarei todos. É bom notar que os exemplos dados por ele, mesmo os que não foram mostrados aqui, apresentam função social formal, rígida. Ele não apresenta exemplos de gêneros que tenham uma função social menos rígida, como o bilhete. Uma discussão vista em Travaglia e não encontrada em Marcuschi7 é a de Espécie. Para ele, Espécie se define e se caracteriza por aspectos formais de estrutura e de superfície lingüística e/ou aspectos de conteúdo. Ele exemplifica Espécie dizendo que existem duas pertencentes ao tipo narrativo: a história e a não-história. Ainda do tipo narrativo, ele apresenta as Espécies narrativa em prosa e narrativa em verso. No tipo descritivo ele mostra as Espécies distintas objetiva x subjetiva, estática x dinâmica e comentadora x narradora. Mudando para gênero, ele apresenta a correspondência com as Espécies carta, telegrama, bilhete, ofício, etc. No gênero romance, ele mostra as Espécies romance histórico, regionalista, fantástico, de ficção científica, policial, erótico, etc. Não sei até que ponto a Espécie daria conta de todos os Gêneros Textuais existentes. Será que é possível especificar todas elas? Talvez seja difícil até mesmo porque não é fácil dizer quantos e quais são os gêneros textuais existentes.

Se em Travaglia nota-se uma discussão teórica não percebida em Marcuschi, o oposto também acontece. Este autor discute o conceito de Domínio Discursivo. Ele diz que os domínios discursivos são as grandes esferas da atividade humana em que os textos circulam (p. 24). Segundo informa, esses domínios não seriam nem textos nem discursos, mas dariam origem a discursos muito específicos. Constituiriam práticas discursivas dentro das quais seria possível a identificação de um conjunto de gêneros que às vezes lhes são próprios como práticas ou rotinas comunicativas institucionalizadas. Como exemplo, ele fala do discurso jornalístico, discurso jurídico e discurso religioso. Cada uma dessas atividades, jornalística, jurídica e religiosa, não abrange gêneros em particular, mas origina vários deles. Travaglia até fala do discurso jurídico e religioso, mas não como Marcuschi. Ele cita esses discursos quando discute o que é para ele tipologia de discurso. Assim, ele fala dos discursos citados mostrando que as tipologias de discurso usarão critérios ligados às condições de produção dos discursos e às diversas formações discursivas em que podem estar inseridos (Koch & Fávero, 1987, p. 3). Citando Koch & Fávero, o autor fala que uma tipologia de discurso usaria critérios ligados à referência (institucional (discurso político, religioso, jurídico), ideológica (discurso petista, de direita, de esquerda, cristão, etc), a domínios de saber (discurso médico, lingüístico, filosófico, etc), à inter-relação entre elementos da exterioridade (discurso autoritário, polêmico, lúdico)). Marcuschi não faz alusão a uma tipologia do discurso. Semelhante opinião entre os dois autores citados é notada quando falam que texto e discurso não devem ser encarados como iguais. Marcuschi considera o texto como uma entidade concreta realizada materialmente e corporificada em algum Gênero Textual [grifo meu] (p. 24). Discurso para ele é aquilo que um texto produz ao se manifestar em alguma instância discursiva. O discurso se realiza nos textos (p. 24). Travaglia considera o discurso como a própria atividade comunicativa, a própria atividade produtora de sentidos para a interação comunicativa, regulada por uma exterioridade sócio-histórica-ideológica (p. 03). Texto é o resultado dessa atividade comunicativa. O texto, para ele, é visto como uma unidade lingüística concreta que é tomada pelos usuários da língua em uma situação de interação comunicativa específica, como uma unidade de sentido e como preenchendo uma função comunicativa reconhecível e reconhecida, independentemente de sua extensão (p. 03). Travaglia afirma que distingue texto de discurso levando em conta que sua preocupação é com a tipologia de textos, e não de discursos. Marcuschi afirma que a definição que traz de texto e discurso é muito mais operacional do que formal. Travaglia faz uma “tipologização” dos termos Gênero Textual, Tipologia Textual e Espécie. Ele chama esses elementos de Tipelementos. Justifica a escolha pelo termo por considerar que os elementos tipológicos (Gênero Textual, Tipologia Textual e Espécie) são básicos na construção das tipologias e talvez dos textos, numa espécie de analogia com os elementos químicos que compõem as substâncias encontradas na natureza. Para concluir, acredito que vale a pena considerar que as discussões feitas por Marcuschi, em defesa da abordagem textual a partir dos Gêneros Textuais, estão diretamente ligadas ao ensino. Ele afirma que o trabalho com o gênero é uma grande oportunidade de se lidar com a língua em seus mais diversos usos autênticos no dia-a-dia. Cita o PCN, dizendo que ele apresenta a idéia básica de que um maior conhecimento do funcionamento dos Gêneros

Textuais é importante para a produção e para a compreensão de textos. Travaglia não faz abordagens específicas ligadas à questão do ensino no seu tratamento à Tipologia Textual. O que Travaglia mostra é uma extrema preferência pelo uso da Tipologia Textual, independente de estar ligada ao ensino. Sua abordagem parece ser mais taxionômica. Ele chega a afirmar que são os tipos que entram na composição da grande maioria dos textos. Para ele, a questão dos elementos tipológicos e suas implicações com o ensino/aprendizagem merece maiores discussões. Marcuschi diz que não acredita na existência de Gêneros Textuais ideais para o ensino de língua. Ele afirma que é possível a identificação de gêneros com dificuldades progressivas, do nível menos formal ao mais formal, do mais privado ao mais público e assim por diante. Os gêneros devem passar por um processo de progressão, conforme sugerem Schneuwly & Dolz (2004). Travaglia, como afirmei, não faz considerações sobre o trabalho com a Tipologia Textual e o ensino. Acredito que um trabalho com a tipologia teria que, no mínimo, levar em conta a questão de com quais tipos de texto deve-se trabalhar na escola, a quais será dada maior atenção e com quais será feito um trabalho mais detido. Acho que a escolha pelo tipo, caso seja considerada a idéia de Travaglia, deve levar em conta uma série de fatores, porém dois são mais pertinentes: a) O trabalho com os tipos deveria preparar o aluno para a composição de quaisquer outros textos (não sei ao certo se isso é possível. Pode ser que o trabalho apenas com o tipo narrativo não dê ao aluno o preparo ideal para lidar com o tipo dissertativo, e vice-versa. Um aluno que pára de estudar na 5ª série e não volta mais à escola teria convivido muito mais com o tipo narrativo, sendo esse o mais trabalhado nessa série. Será que ele estaria preparado para produzir, quando necessário, outros tipos textuais? Ao lidar somente com o tipo narrativo, por exemplo, o aluno, de certa forma, não deixa de trabalhar com os outros tipos?); b) A utilização prática que o aluno fará de cada tipo em sua vida. Acho que vale a pena dizer que sou favorável ao trabalho com o Gênero Textual na escola, embora saiba que todo gênero realiza necessariamente uma ou mais seqüências tipológicas e que todos os tipos inserem-se em algum gênero textual. Até recentemente, o ensino de produção de textos (ou de redação) era feito como um procedimento único e global, como se todos os tipos de texto fossem iguais e não apresentassem determinadas dificuldades e, por isso, não exigissem aprendizagens específicas. A fórmula de ensino de redação, ainda hoje muito praticada nas escolas brasileiras – que consiste fundamentalmente na trilogia narração, descrição e dissertação – tem por base uma concepção voltada essencialmente para duas finalidades: a formação de escritores literários (caso o aluno se aprimore nas duas primeiras modalidades textuais) ou a formação de cientistas (caso da terceira modalidade) (Antunes, 2004). Além disso, essa concepção guarda em si uma visão equivocada de que narrar e descrever seriam ações mais “fáceis” do que dissertar, ou mais adequadas à faixa etária, razão pela qual esta última tenha sido reservada às séries terminais - tanto no ensino fundamental quanto no ensino médio.

como enviar uma carta para um aluno de outra classe. nº 01. 1 . 3 -Travaglia (2002) diz que uma carta pode ser exclusivamente descritiva. sabendo movimentar-se no dia-a-dia da interação humana. o conteúdo. A avaliação dessas produções abandona os critérios quase que exclusivamente literários ou gramaticais e desloca seu foco para outro ponto: o bom texto não é aquele que apresenta. e suficientes para que o texto seja uma carta.Termo usado pelas autoras citadas para os textos que fazem previsão. V. assim. Assim. se a escolha do gênero. texto argumentativo stricto sensu é o que faz argumentação explícita. 2 . apenas com descrições. ou seja. Atividades de linguagem. In Letras & Letras. J. além de diversificar e concretizar os leitores das produções (que agora deixam de ser apenas “leitores visuais”) permite também a participação direta de todos os alunos e eventualmente de pessoas que fazem parte de suas relações familiares e sociais. I. (1990). de uso social. ou só apresenta características literárias. orais e escritas. Acredito que abordando os gêneros a escola estaria dando ao aluno a oportunidade de se apropriar devidamente de diferentes Gêneros Textuais socialmente utilizados. 7 . L. fazer um cartão e ofertar a alguém.-P. ou dissertativa. M. & KOCH.O ensino-aprendizagem de leitura. etc. se a estrutura. meio que contrariando o que acabara de afirmar. não mais visto aqui como um especialista em textos literários ou científicos. pp. 4 . ou injuntiva. como o boletim meteorológico e o horóscopo. 6 . mas como um especialista nas diferentes modalidades textuais. da participação social dentro de uma sociedade letrada. ele diz desconhecer um gênero necessariamente descritivo.Necessárias para a carta. J. Mardaga. Uberlândia: Editora da Universidade Federal de Uberlândia. Essas atividades. mas aquele que é adequado à situação comunicacional para a qual foi produzido. BRONCKART.Outra discussão poderia ser feita se se optasse por tratar um pouco a diferença entre Gênero Textual e Gênero Discursivo. Theorie et pratique de l’analyse. Vol. FÁVERO. (1999). 3-10. Aula de português: encontros e interação. compreensão e produção de texto pela perspectiva dos gêneros reposiciona o verdadeiro papel do professor de Língua Materna hoje. . A atividade com a língua. caracterizado como carta. Por outro lado. (1987).Segundo Travaglia (1991). ANTUNES.Pelo menos nos textos aos quais tive acesso. textos e discursos. ou apenas com injunções. favoreceria o exercício da interação humana. São Paulo: Editora da PUC/SP. “Contribuição a uma tipologia textual”. 5 . o que é viabilizado e concretizado pela adoção de algumas estratégias. Acho meio difícil alguém conseguir escrever um texto. ou argumentativa. São Paulo: Parábola. Referências ADAM. (2004). 03. Por um interacionismo sócio-discursivo. ou narrativa. I. realizar uma entrevista. Élements de linguistique textuelle.Penso que quando o professor não opta pelo trabalho com o gênero ou com o tipo ele acaba não tendo uma maneira muito clara para selecionar os textos com os quais trabalhará. Liège. enviar uma carta de solicitação a um secretário da prefeitura. L. distantes da realidade e da prática textual do aluno. o espaço da sala de aula é transformado numa verdadeira oficina de textos de ação social. percebendo que o exercício da linguagem será o lugar da sua constituição como sujeito. o estilo e o nível de língua estão adequados ao interlocutor e podem cumprir a finalidade do texto.

2. relembre-se que. Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e independência sintática e semântica. “Gêneros textuais: definição e funcionalidade” In DIONÍSIO. L.composta de termos e expressões . Há diversas formas de se garantir a coesão entre os elementos de uma frase ou de um texto: 1.MARCUSCHI. Um estudo textual-discursivo do verbo no português. Por exemplo. Construído com os elementos corretos. substituição. (1991). J. Campinas: Mercado de Letras SWALES. Genre analysis. nexo entre os elementos que compõem a estrutura textual. elipses). Campinas. et al. orações. numerais. 330 + 124 pp. relação. B. períodos. Rio de Janeiro: Lucerna.que une os diversos elementos do texto e busca estabelecer relações de sentido entre eles. M.html 4.br/gramatica/genero-textual-e-tipologia-textual. L. (1990). conjunções. por coesão. entende-se ligação. que para o público a quem se dirige deveria ser de conhecimento geral. Â. Muitas vezes essa incoerência é resultado do mau uso daqueles elementos de coesão textual. extrai-se que não se deve escrever frases ou textos desconexos – é imprescindível que haja uma unidade.com. (1968). associação). (2002). baseado em conhecimentos anteriores que os participantes do processo têm com o tema. & DOLZ. Na organização de períodos e de parágrafos. A. que irão apresentar o contexto – decorre daí a coerência textual. Além disso. Gêneros orais e escritos na escola. Desta lição. usamos mecanismos para garantir ao interlocutor a compreensão do que se lê / diz. que essas frases estejam coesas e coerentes formando o texto.2. Esses mecanismos lingüísticos que estabelecem a conectividade e a retomada do que foi escrito / dito são os referentes textuais e buscam garantir a coesão textual para que haja coerência. evita que se lance mão de repetições inúteis. recobertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios”. Nas palavras do mestre Evanildo Bechara (1). TRAVAGLIA. Cambridge: Cambridge University Press. (2004). confere-se a ele uma unidade formal. Fonte: http://www. Um texto incoerente é o que carece de sentido ou o apresenta de forma contraditória. a coesão é uma linha imaginária .algosobre. Numa linguagem figurada. o uso de uma determinada sigla. Tipelementos e a construção de uma teoria tipológica geral de textos. um erro no emprego dos mecanismos gramaticais e lexicais prejudica o entendimento do texto. ___ (2002). WEIRINCH. Nominalização – emprego alternativo entre um verbo. o substantivo ou o adjetivo correspondente . Mimeo. English in academic and research settings. Estrutura e función de los tiempos em el lenguaje. Substituição de palavras com o emprego de sinônimos ou de palavras ou expressões de mesmo campo associativo. constroem-se frases. Madrid: Gredos. Essa coesão também pode muitas vezes se dar de modo implícito. como também entre a seqüência de orações dentro do texto. Dessa forma. sejam lexicais (repetição. C.2 Coesão e Coerência Textual Por: Cláudia Kozlowski Na construção de um texto. 1991. sejam gramaticais (emprego de pronomes. Gêneros textuais e ensino. SCHNEUWLY. J. ou seja. H. “o enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e orações. não só entre os elementos que compõem a oração. com o emprego de diferentes procedimentos. assim como na fala. Tese de Doutorado / IEL / UNICAMP.

5. ___1___ dados recentes mostram o Brasil como um dos países mais violentos do mundo. Elisa Guimarães (2) nos ensina a esse respeito: “Os pronomes pessoais e as desinências verbais indicam os participantes do ato do discurso. por excelência. ___2___. assim. levando-se em conta o risco de morte por homicídio.. Como nosso intuito nesta página é a apresentação de conceitos. Somente a coesão. esse é o papel da coerência. referenciam o momento da enunciação. Emprego de hiperônimos . felino está numa relação de hiperonímia com gato. “Grande no pensamento. O termo o jovem deixa de ser repetido e. Os pronomes demonstrativos. ___4___. a cada queda de 1% do PIB a violência crescia mais do que 5% entre os anos 1980 e 1990. há alguns dias. Em 1980. Por exemplo. ___3___. anterioridade ou posterioridade. . sem aprofundá-los em demasia. Por exemplo. mesa (mais específico) e móvel (mais genérico). grande na glória. Uso de hipônimos – relação que se estabelece com base na maior especificidade do significado de um deles. certas locuções prepositivas e adverbiais. agora. podendo indicar simultaneidade. porém só o farei no ano vindouro) A coesão apoiada na gramática dá-se no uso de conectivos. e não uma redundância . no próximo ano. A elipse se justifica quando. depois de (futuro). nas duas décadas seguintes. como certos pronomes. ao remeter a um enunciado anterior. dada sua característica: são elementos que não significam. apenas indicam. Assim: este. bem como os advérbios de tempo. hoje.” (Rocha Lima) 4. grande no infortúnio. Repetição na ligação semântica dos termos. antes de (pretérito). o grau de violência intencional aumentou. Substitutos universais. e coerência se relaciona intimamente a contexto. Exerce. certos advérbios e expressões adverbiais.6% –.: O jovem recolheu-se cedo. bastamnos essas informações. elipses. não é suficiente para que haja sentido no texto. . tínhamos uma média de. estabelece a relação entre as duas orações. Já os componentes concentram em si a significação. neste momento (presente).: Necessito viajar. a palavra elidida é facilmente identificável (Ex. de agora em diante.resultado da pobreza de vocabulário. Vejamos como o examinador tem abordado o assunto: (PROVA AFTN/RN 2005) Assinale a opção em que a estrutura sugerida para preenchimento da lacuna correspondente provoca defeito de coesão e incoerência nos sentidos do texto. ao final dos anos 90 foi superado o patamar de 25 homicídios por cem mil habitantes.4%.” Esse conceito será de grande valia quando tratarmos do uso dos pronomes demonstrativos.(desgastar / desgaste / desgastante). Por exemplo. em média. recentemente.. Sabia que ia necessitar de todas as suas forças. ele morreu desconhecido e só. contudo. empregada como recurso estilístico de intenção articulatória. ultimamente. isto é. A violência no País há muito ultrapassou todos os limites. entre outros. grande na ação. o PIB por pessoa em idade de trabalho decresceu 26. aproximadamente.). chegando a mais do que o dobro do índice verificado em 1980 – 121.relações de um termo de sentido mais amplo com outros de sentido mais específico. essa função de progressão textual. Dêiticos são elementos lingüísticos que têm a propriedade de fazer referência ao contexto situacional ou ao próprio discurso. 3. conjunções. doze homicídios por cem mil habitantes. 6. como os verbos vicários (ex. remetem aos componentes da situação comunicativa. ontem.

4 Produção de Textos Escrita e produção de texto Todos sabem que as atuais demandas sociais requerem cidadãos capazes de exercer plenamente a sua cidadania.html 4. idéia contrária à que foi apresentada até então pelo texto. ___5___ a vitimização letal se distribui de forma desigual: são. do planeta. que o que se segue ratifica as informações anteriores ao fornecer dados complementares às estatísticas sobre homicídios. mas que nela saibam agir. Isso implica saber analisar criticamente as realidades sociais e organizar a ação para intervir nessa realidade. a única que não atende ao solicitado é a de número 5.2.Estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que os custos da violência consumiram. entre 15 e 24 anos. artística. A banca sugere algumas opções de preenchimento.htm) a) 1 – Tanto é assim que b) 2 – Lamentavelmente c) 3 – ou seja d) 4 – Simultaneamente e) 5 – Se bem que COMENTÁRIO: As lacunas no texto ocultam palavras e expressões que atuam como conectores – ligam orações estabelecendo relações semânticas entre os períodos. assim. articular acontecimentos.9% do PIB entre 1996 e 1997. O cartaz é uma forma de escrita Foto: Acervo EducaRede No mundo da informação isso significa. Ou seja. que tem várias naturezas — matemática. do sexo masculino. a coerência textual seria prejudicada. examinar os fatos. 1. (Adaptado de http:// www.2. prever suas possíveis conseqüências para a qualidade de vida das pessoas. Dessas. sobretudo. por exemplo —. os jovens pobres e negros. religiosa. Por isso.gov. meio acadêmico e Internet. por um lado. que não se limitem a observar a realidade. que têm pago com a própria vida o preço da escalada da violência no Brasil. uma vez que a expressão “Se bem que” deveria introduzir uma oração de valor concessivo. entre outros. Sendo aceita a sugestão da banca. Fonte: http://www.brasil. apenas no setor saúde. filosófica. estabelecendo. Verifica-se.br/articles/2586/1/COESAO-E-COERENCIATEXTUAL/Paacutegina1. Lidar com a informação significa apropriar-se de: .3 Estudo de textos básicos 4. do país. contudo.br/acoes. científica. da cidade. radiofônica e televisiva. e vem de várias fontes e por vários caminhos — mídia impressa.mundovestibular. saber lidar com a informação. o gabarito é a opção E.com. a sociedade atual precisa de cidadãos atuantes.

Em uma sociedade letrada. saber divulgá-las e agir utilizando essas informações passa pelo domínio de um objeto social fundamental: a linguagem escrita. A cada circunstância correspondem: a) finalidades diferentes: manifestar nossa forma de pensar a respeito de determinada matéria lida. ou podemos escrever um folheto de propaganda para ser distribuído na saída do metrô. Por exemplo: ao lermos um jornal. podemos escrever um anúncio para uma revista. obter informações analisá-las criticamente. com distintas finalidades. formas de obtenção da informação para conhecer o real. discutimos o que isso pode significar quando nos referimos à leitura. elaboramos um currículo. convencer a respeito de determinadas interpretações de dados. ainda. para ser publicado em uma revista de educação — ou um livro — que circule no espaço no qual essa discussão interesse. No texto “Sobre leitura e formação de leitores”. produzimos textos em diferentes circunstâncias. organizados nos mais diversos gêneros. para um determinado site. Quer dizer. Por outro lado. fala-se em saber lidar de maneira proficiente com todos os conhecimentos com os quais se opera nas práticas de linguagem. Agora. organizar um outdoor para veicular informação a respeito do serviço nos lugares que se espera que circulem potenciais interessados no serviço divulgado. a produção de textos escritos é uma prática de linguagem e. Produzir textos: uma prática social Assim como a leitura. divulgar determinados serviços buscando seduzir possíveis clientes. ou enviar uma mensagem por email. a respeito da evasão dos alunos. Quando se fala em domínio da linguagem escrita. podemos escrever uma carta.  procedimentos que permitam o reconhecimento da pertinência e idoneidade da informação. obter notícias sobre um ente querido. fala-se em ler e escrever utilizando os procedimentos e estratégias que conferem maior eficácia aos textos produzidos e às leituras realizadas. uma prática social. Se quisermos divulgar um serviço que prestamos. escrevemos um artigo acadêmico-científico. como tal. Como se pode ver. para um jornal. .  recursos que possibilitem a divulgação da informação. Se pretendermos divulgar dados organizados de determinada pesquisa que realizamos. vamos priorizar o processo de produção de textos escritos. exercer plenamente a cidadania significa saber agir utilizando a informação. se o tratamento recebido por determinado assunto em uma determinada matéria nos causar indignação — ou mesmo admiração — podemos escrever uma carta para o jornal manifestando nossa forma de pensar a respeito. ou. Quer dizer: em várias circunstâncias da vida escrevemos textos para diferentes interlocutores. para circularem em espaços sociais vários. Se quisermos ter notícias de um ente querido que se encontre distante de nós geograficamente. por exemplo. A linguagem do jornal é diferente daquela do cartaz Foto: Acervo ANDI Se desejarmos informar um possível contratante sobre nossa formação e experiência profissional para que ele possa avaliar se correspondemos às expectativas que a empresa tem para um provável funcionário.

de consumidor de determinado produto. de industrial do ramo da produção de lâmpadas. outdoor. quando assumimos a palavra para dizer alguma coisa a alguém. não terá a mesma organização. pontos de vista a partir dos quais os acontecimentos são analisados. b) interlocutores diversos: leitores de um determinado veículo da mídia impressa (jornal. médicos. Essas condições referem-se aos elementos apresentados acima. currículo. significa saber lidar com todas as características do contexto de produção dos textos. diretores de escola etc). portanto. rodoviária etc. em função das demais características do contexto de produção (sobretudo do lugar de circulação do discurso e do interlocutor presumido). dentistas. um possível contratante. leitores de determinada revista acadêmico-científica ou de determinado tipo de livro. vereadores. revista). Cada um desses papéis estabelece entre nós e aqueles com quem nos relacionamos determinados vínculos. Mas não apenas a eles. certamente produzirá um discurso permeado por análises técnicas e históricas. de filho/filha. carta pessoal. transeuntes de determinados locais (vias de circulação. que se adequar a essas condições. ao analisar determinado filme. que implicam responsabilidades assumidas. Quer dizer: escrever um texto é uma atividade que nunca é a mesma nas diferentes circunstâncias em que ocorre. Por exemplo: um cineasta. artigo acadêmico-científico. revisores. mas também porque o cineasta não poderá. este não será o mesmo. digitadores. menos comprometido com argumentações coerentes com determinadas posições teóricas. influenciam-se mutuamente. por exemplo. escritores. Os argumentos serão diferentes porque. sob pena de não ser eficaz. nem a mesma escolha lexical. certamente. um parente próximo ou um amigo. Todos desempenhamos diferentes papéis na vida: o de mãe/pai. porque cada escrita se caracteriza por diferentes condições que determinam a produção dos discursos. ou do lugar do pai que fala a seus filhos. ou de amigo de determinado empresário do ramo. Se estiver conversando com amigos em um encontro casual. recomendações são feitas.. podendo ser mais descontraído. o contexto de produção dado lhe permitirá assumir o lugar de espectador/apreciador da arte do cinema e seu discurso. folheto de propaganda. a relação entre os interlocutores instituiu compromissos diferenciados entre eles. nessas condições enumeradas. academia. tendo. se a uma pessoa for solicitado um discurso recomendando a redução do consumo de energia elétrica. de cidadão brasileiro. produzir o discurso a partir do lugar de pai. uma vez que são todos constitutivos do sujeito e que. E isto por causa de todas as condições de produção citadas. determinada empresa (esfera profissional). o relativo à profissão que exercemos (professores. colegas de trabalho. Um aspecto a ser considerado ainda é o lugar do qual se escreve. família ou círculo de amizades. Escrita: um processo individual e dialógico . feirantes.informar sobre sua qualificação profissional. ou porque circulará na esfera acadêmica. Isso ocorrerá não só porque o discurso será uma conferência.. de maneira a orientar a produção do seu discurso pelos parâmetros por elas estabelecido. portanto. dessa forma. de associado de determinado clube. anúncio. Da mesma forma. embora não apenas por este motivo. vias públicas de grande circulação de veículos e pessoas. incluindo-se nestas o papel social de onde fala o produtor. atitudes são tomadas. um desses papéis predomina.). quando em uma conferência ou mesa-redonda. d) gêneros discursivos específicos: carta de leitores. c) lugares de circulação determinados: mídia impressa. que poderá ter como interlocutores estudantes ou outros cineastas. Ser um escritor proficiente. ao contrário. entre outros. de irmão/irmã. caso seja produzido a partir do lugar de deputado federal. Ainda que esses papéis se articulem todo o tempo.

ora a cartas. que refletirão seu estilo de dizer. dessa forma.  os gêneros. os textos que produzimos são resultantes das escolhas que fazemos quanto a o que dizer e como dizer em função das condições de produção colocadas. assim. como a brasileira. gêneros como as cantigas de amigo. se não novos gêneros. As crônicas esportivas também foram gêneros que se constituíram em épocas recentes e apenas em determinadas culturas. caem em desuso. Anotação no caderno: forma de aprender Foto: Acervo Instituto Sou da Paz  à forma de dizer (escolhas lexicais típicas do gênero. Há também textos que se referem a outros já escritos.  os textos produzidos e seu conteúdo. o processo de escrita é tanto uma experiência individual e única. Se quiser ver um exemplo dessa inter-relação que existe entre os textos — denominada também de intertextualidade — clique aqui. que também são construções históricas. por exemplo. com os textos já produzidos anteriormente no que se refere a:  o que se pode dizer por meio de determinados gêneros. em tempo não-real. ainda em chats. nos quais se pode conversar em tempo real com pessoas dos lugares mais longínquos do planeta. por exemplo. e. foram sendo preteridos pelos poetas e literatos. como resultado de necessidades estéticas historicamente construídas em um determinado período. por exemplo. por outro lado. em um dado momento histórico há um conjunto de possibilidades disponíveis e é no interior . ou. constituindo-se como referências. por exemplo. típicos da Idade Média. os poemas concretos passaram a existir a partir de determinada época. acabam por criar novas possibilidades de interlocução escrita com pessoas distantes geograficamente umas das outras: por e-mail. Na literatura. dos enunciados a serem organizados são escolhas do produtor do texto. este não é um gênero presente. por exemplo. são criados. Essas escolhas não são aleatórias. era comum quando se pretendia visitar um parente ou amigo — ainda que residente na mesma cidade — escrever-se uma carta e entregá-la em mão. possuía fórmula de iniciação e de conclusão muito diferentes no século XVII e atualmente. Dificilmente uma jovem hoje receberia uma carta que começasse com a expressão Estimada senhorita (ou Caríssima senhorita). expressões usuais que acabam por caracterizá-los. pelo menos modificações nos gêneros já existentes. quanto interpessoal e dialógica. Como é possível perceber. modificam-se. No século XVII. mas determinadas historicamente. Quer dizer. das palavras a serem utilizadas. de alguma forma. Hoje essa prática caiu em desuso — e com ela a situação de utilização do gênero — tendo sido substituída por um telefonema. chegando mesmo a conter citações explícitas. enviando-se mensagens que ora se assemelham a bilhetes. que podem marcar época. propriamente. por não corresponderem também às novas necessidades estéticas. Na Suécia. Uma carta de amor. É individual e única porque o processo de produção de um texto implica escolhas pessoais quanto a o que dizer e a como dizer: a seleção de tópicos a serem apresentados. ou que terminasse com a expressão Com votos de consideração e estima. com a finalidade de avisá-lo de sua visita. Criam-se. Escrever é um processo interpessoal e dialógico porque todo texto sempre se relaciona. por exemplo. As tecnologias digitais.Assim como a leitura.

sermão. portanto. a proficiência do aluno em Língua Portuguesa depende também do conhecimento que ele possa ter sobre os gêneros e sua adequação às diferentes situações comunicativas. que se encontram disponíveis na cultura. mediante a apresentação de argumentos que possam sustentar a posição que se defende e refutar aquelas que forem contrárias à defendida no texto. Dessa forma. essa pessoa precisará organizar o seu discurso em um gênero como o artigo de opinião. fábula. Se se deseja apresentar algum ensinamento utilizando situações vividas por animais que representam determinadas características humanas. relatório. conferência. anúncio. Esse é o gênero que pressupõe a argumentação em favor de questões controversas. conto (literário. repente. Redação: exercício de escrita Foto: Acervo EducaRede Os gêneros podem ser identificados por três características fundamentais:  o tipo de tema que podem veicular. em algum gênero do discurso. Se imaginarmos que alguém pretende discutir uma questão complexa como a descriminalização das drogas. então a fábula é o gênero mais adequado.desse conjunto que as nossas escolhas pessoais são feitas.  a sua forma composicional.  ao lugar de circulação. ou relacionar instruções.  a um contexto de produção determinado. romance. inevitavelmente. poema. de aventuras. em qualquer situação comunicativa. de uma conversa de bar a uma tese de doutoramento. tese.). Partes dessas possibilidades relacionam-se aos gêneros do discurso. anúncio. verbete. quer tenha sido produzida em linguagem oral ou linguagem escrita. As diferentes manifestações verbais concretizam-se em textos — orais ou escritos — organizados nos gêneros. como notícia. Se a finalidade. Estes se referem. receita culinária. a famílias de textos que possuem características comuns Não é qualquer gênero que serve para se dizer qualquer coisa. seminário. cordel..  as marcas lingüísticas que definem seu estilo. Pode-se mesmo afirmar que o conhecimento que se tem sobre um gênero determina as possibilidades de eficácia do discurso. adivinha. por outro lado. Suas características. devem ser objeto de ensino. por exemplo. for relatar a um grande público um fato acontecido no dia anterior. Qualquer manifestação verbal organiza-se. cantiga. de fadas. parlenda. saber selecionar o gênero para organizar o seu discurso implica conhecer suas características para avaliar sua adequação:  às finalidades colocadas para a situação comunicativa. Se o que se pretende é orientar alguém para a realização de determinada tarefa. crônica. Portanto. panfleto. popular. portanto. receita médica. Gêneros do discurso e textos Os gêneros são formas de enunciados produzidas historicamente. pode-se escrever um manual. entre outros. reportagem. monografia. precisam ser . maravilhoso. o gênero escolhido pode ser a notícia. palestra.. ou como a pena de morte como forma eficiente de combate à criminalidade.

As produções deverão ser arquivadas em um caderno específico. ou sobre o que quer escrever. de maneira que o progresso do aluno possa ser percebido e avaliado com maior segurança pelo professor e pelo próprio aluno. fabricar. a criança precisa obedecer a regras de espaço. Na escola. Tais procedimentos precisam ser sempre articulados no processo de escrita. descreve um passeio. Em sua rotina. pontuação. c) textuais (relativos à linearidade do texto em si: relativos à sintaxe. dita regras de uma brincadeira. Os procedimentos de escrita Além desse conhecimento.educared. uma frase ou um conjunto de todas estas normas de registro e expressão que. música. . A criança passa por fases de produção. Assim . Produzir textos é inerente à criança. contos.tematizadas nas atividades de ensino. com base em modelos de escrita corretos e variados quanto à forma ( poesia. ou não escreve. no que se refere à dificuldade de execução. A produção de texto não deve ser trabalhada isoladamente. seqüência e lógica . b) pragmáticos (relativos às especificidades da situação de comunicação e às diferentes práticas sociais de escrita). sob a orientação do professor. coesão e coerência). Para a criança chegar a elaborar um texto individualmente. ela produz texto oral. ela conta um fato . ou não se esforça muito para isso. entre outras coisas. O professor deve requerer as produções dos alunos de maneira gradativa. e saber reescrever o texto produzido e revisado. ou porque não está motivado. o aluno não escreve porque não sabe o que. criar. independentemente de saber escrever ou não.cfm? pg=oassuntoe. O texto pode ser um desenho.org/educa/index.Produção de texto PRODUÇÃO DE TEXTO Produzir é realizar. conhecimentos de várias naturezas entram em jogo: a) discursivos (relativos às características do discurso. aliadas às regras ortográficas e gramaticais não definidas por ela. que é outra competência que também precisa ser constituída. do contexto de produção especificado. Começa aí o bloqueio: escreve pouco. a criança se nega a produzir. mas de forma interdisciplinar. saber redigir o que foi planejado. dentro de um contexto. como características do gênero no qual o texto será organizado. antes. por exemplo). trabalhar textos coletivamente. precisa. escrever pressupõe o domínio de determinados procedimentos: saber planejar o que vai ser escrito em função das características do contexto de produção colocado. com forma e conteúdos próprios. Algumas vezes. trava-língua etc). Nesse processo. transmitem um significado ou uma idéia. uma palavra . d) gramaticais. e) notacionais (relativos ao sistema de escrita). saber revisar o que foi escrito — durante o processo mesmo de escrita e depois de finalizado —. ou em pequenos grupos.interna&id_tema=9&id_subtema=3 Texto Informativo . Antes mesmo de conhecer letras. Outras vezes. Fonte: http://www. todas igualmente importantes para ela. ele escreve apenas para satisfazer uma exigência do professor.

. onde fazem as ilustrações.Recortar letras e formar uma palavra. fazer o desenho e escrever o que quiser sobre ela. entregador de merenda. recortar e colar em uma folha. . vidraceiro. Em seguida. Em seguida. .Sugestões: .Desenhar seus brinquedos e escrever os nomes. .Desenhar sua casa. . fazer um desenho e escrever uma frase ou um texto que se refira à palavra formada. montar seu nome e escrever uma frase ou um texto. Desenhar os personagens utilizando sucata e transcrever a história. guarda etc).Fazer uma história tomando por base um Banco de Palavras.Escolher uma figura. . escrever uma história sobre ele. O professor recorta pedaços de papel colorido de revistas e cola em folhas de linguagem.Escrever sobre um assunto de Ciências e Saúde e montar um livro. O professor escreve-as num papel manilha ou na lousa para que as crianças possam recorrer a elas durante a produção. escrever sobre ela.Escrever sobre um recorte de revista. produzir uma história oral. social. Ao terminar. . .O professor pode aproveitar uma notícia de jornal ou uma pergunta de um aluno para propor o tema.Fazer um desenho com base numa história contada e copiar o título.Escrever sobre uma cor. cada criança terá o seu .Escrever sobre “O que gostaria de ser quando crescer”e desenhar.Desenhar um meio de transporte e escrever sobre ele.Escrever sobre palavras recortadas e coladas em folhas: a criança escreve o que quiser a respeito da palavra. .Escrever sobre uma figura: o professor recorta uma parte de uma figura de objeto.Escrever seu nome e desenhar o seu retrato. O aluno escolhe a cor sobre a qual quer escrever. . . . O professor seleciona alguns recortes e cola em folhas. e sugere as palavras que entrarão na história.Escrever sobre seu animal preferido e depois fazer o desenho.Recortar letras de jornais e revistas.Escolher uma letra. .Montar personagens com material de sucata e . escrever a história.Observando um desenho. .Desenhar o pai ou a mãe e escrever “meu pai” ou “minha mãe” de acordo com o desenho. O aluno deve identificar a figura ( distinção parte/todo) e escrever sobre a parte ou sobre o todo. em grupo.Depois de assistir a um filme em vídeo.Escrever sobre um profissional que esteve na escola ( jardineiro.Depois de ouvir uma história. . A classe decide sobre o que vai escrever. político. .Desenhar sua classe e seus colegas e escrever sobre eles. . . . as crianças fazem um texto coletivo e transcrevem para o livro. .Fazer uma montagem e escrever sobre ela. alimento ou brinquedo e cola em uma folha. .Escrever o que quiser sobre uma data comemorativa. .As crianças fazem perguntas diretamente à pessoa e depois escrevem um texto. Em seguida.Desenhar seus amigos e escrever seus nomes.Ouvir uma história contada pelo professor e escrever sobre ela. policial etc). .Fazer o desenho de um animal de que tem medo e escrever sobre ele.Escrever sobre um fato da atualidade ( ecológico. . recortar e colar em uma folha. animal.Escrever a respeito do brinquedo ou da brincadeira de que mais gosta. . . escrever sobre ela. sua família e escrever os nomes . .Desenhar sua família e escrever os nomes. . O professor promove e coordena uma discussão sobre o tema. Em seguida. . a criança escolhe aquele sobre o qual escreverá. .

Escrever sobre figuras seqüenciadas. os alunos comentam e escrevem seus textos. . descobrir qual é.9 anos. o processo de produção de texto. De vez em quando. . ao zoológico etc. começo a juntar algo dos desenhos com outras imagens que eu já vi. ou alguém da escola. Por exemplo. a .. Escrever comentários baseados nas fichas de animais do chocolate Surpresa. Estou pensando em fazer um livro em casa”.Montar um livro: recortar letras.Fazer um livro sobre o arco-íris: cada folha terá uma cor pintada ou um recorte colorido de tecido. Cada aluno escreve sua história e transcreve cada frase em uma página. .Escrever um bilhete para o professor e assinar. formar palavras e desenhar. traz.. O aluno escreve o nome da cor e o que ela significa para ele. . vem uma história inteirinha na minha cabeça. Aí. Por exemplo. Cada aluno escreve o bilhete para o colega sorteado. As crianças escrevem algumas palavras em pequenos papéis e colocam numa caixa: o Tesouro de Nomes.Escrever um bilhete para um colega. Sob a orientação do professor. o professor responderá a todos os bilhetes. . de qualquer forma. escrever uma lista de dez palavras e fazer uma produção. o aluno decide fazer um livro sobre animais: ele recorta as letras t. para ele.Montar um livro com recortes de jornal ou revista. p. vendo os desenhos. a criança resolve fazer um livro sobre frutas: ela recorta e cola uma figura em cada página e escreve uma frase sobre a fruta ou apenas o nome dela. O professor escreve um nome em folhas que serão sorteadas entre as crianças. As crianças conversam com o dono para saber os hábitos. as crianças fazem um banco de palavras. Rafael foi incentivado a criar e a produzir textos desde o início da 1ª série.2ª série. Um aluno. cruzadinha.Em grupos pequenos de alunos. um passeio à feira. forma a palavra pato. papel. o. . Por exemplo. formando o livro.livro.1991) . Em seguida. plástico etc. As informações são complementadas pelo professor como conteúdo de Ciências.Escrever sobre um animal que foi trazido para a classe. Cada aluno transcreve seu trabalho para folha e assina. O depoimento. “ Às vezes.Fazer um desenho com materiais artísticos e escrever sobre ele. Se possível. e grampeia. O professor dobra as folhas de papel sulfite no meio. . O professor pode contribuir com alguma atividade. receita. . a seguir.Escrever sobre uma experiência vivenciada. . Cada aluno faz um trabalho que pode ser produção. .Escrever sobre uma palavra-surpresa. eles selecionam os trabalhos e montam o jornalzinho. . . escondido um animal e não diz qual é. elabora a capa. por exemplo. uma criança sorteia uma palavra que será tema de uma produção. escreve o título e assina. foi dado pelo aluno Rafael à sua professora e demonstra bem como ocorre.Fazer o Jornal da Classe. Parece que estou fazendo um filme. Em seguida. faz os desenhos. tentando após a exploração. e faz a ilustração. O professor faz a entrega e os alunos têm que identificar quem foi que escreveu o bilhete. . repetindo o processo em todas as páginas do livro. . (Rafael Nunes. adivinhações. O professor lê as informações da ficha. colando as letras na folha. cor ou tamanho. professora.Contar um sonho que teve e escrever sobre ele. a utilidade e outras características do animal.Escrever um livro. a alimentação. desenho para ser pintado. desenho para ligar os pontos etc.

sóis. e. vejo. cadáver (cadáveres). o qual é assinalado com acento agudo. cós. n. podendo estes dois últimos ser seguidos ou não de s – anéis. herói(s). e(s). apresentam oscilação de timbre nas pronúncias. fiéis. Paroxítonas: Em geral. após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas r. se fechado: pônei e pônei. o e ainda i ou u e que terminam em l. dê. véu(s). dá-la(s). mês. judô. eu ou oi. má. corrói (de corroer). Oxítonas: Levam acento as oxítonas terminadas em vogais tônicas/tónicas a(s). açúcar (açúcares). r. pás. lá. pé. né. salvo raras exceções. São acentuadas as paroxítonas que apresentam. homem. provéns. grave. com as vogais tônicas/tônicas grafadas e e o em fim de sílaba. acém. papéis. seguidas das consoantes nasais grafadas m e n. Zé. éden (édenes ou edens). olá. mesa. s ou z – adorá-lo(s).3. tênis e ténis. as respectivas formas do plural: amável (amáveis). provêm. já. mocotó.html 4. bônus e bônus. quando conjugadas com os pronomes clíticos lo(s) ou la(s).1 A norma ortográfica a) Acordo Ortográfico 1990 Vide material em PDF b) Acentuação Regras de Acentuação Monossílabos Tônicos: São acentuados os monossílabos tônicos terminados com a(s). pá. nós. remói (de remoer). céu(s). se aberto. detém. rés. velho. louvamos (louvámos). o(s) ou em(ns) −está(s). terminam na vogal tônica/tônica aberta grafada a. As formas verbais oxítonas. metrô.: Poucas paroxítonas deste tipo. vá. Tejo. pôs. É facultativo o acento agudo em formas verbais do pretérito perfeito do indicativo: amamos (amámos). Vénus e Vênus. fé. rapê (rapé). vê-la. pénis e pênis. voo. assim como. as vogais abertas a. pó. filé. Obs. as palavras paroxítonas não são acentuadas graficamente: enjoo. tórax (tórax ou tóraxes).blogspot. chapéu(s). batéis. x e ps. pés. ilhéu(s). na sílaba tônica/tónica. o(s) − dá. . habitá-la(s). pontapé. votamos (votámos). ou circunflexo. dó.Fonte: http://profa-val.3 Aspectos normativos 4.com/2006/08/texto-informativo-produo-de-texto. purê (puré). Oxítonas com ditongos abertos ei. e(s). más. floresta. rês.

Perde o acento gráfico o u tônico/tónico dos grupos. apazigue (apazígue). distribuiu. as duas últimas quando na terceira pessoa do plural do presente do indicativo de ter e vir. não haverá acento − ruim. Vênus (Vénus). aquelas e aquilo ou ainda da mesma preposição com os compostos aqueloutro e suas flexões: àqueles(s). perdoo. releem. Perdem o acento gráfico os vocábulos terminados em oo ou eem − creem. juiz. Não se acentuam graficamente os ditongos representados por ei ou oi − alcateia. náusea. Também não leva acento se a vogal i ou u se repetir. quem. cômodo (cómodo). Raul. tireóide. que. aquela. Convém lembrar que. fenômeno (fenómeno). que. veem. àqueloutro(s). trêmulo. glória. mágoa.Recebem acento gráfico paroxítonas terminadas em que. deem. sucuuba. período. têm e vêm recebem acentos diferenciais. feiura. aqueles. tônico (tónico). mariice (neologismo de Guimarães Rosa). lúdico. Exceções: Palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros: hübneriano. contribuiu. público. heroico. mandriice. retórque. último. dinâmico. fêmea (fémea). O verbo pôr e as formas verbais pôde. àquela(s). Müller. contribuinte. paul. enjoo. músico. Ditongos: Perdem o acento gráfico o i ou u tônicos/tônicos precedidos de ditongo em paroxítonas − baiuca. . delínque. atraiu. blasfêmia (blasfémia). o que ocorre em poucas palavras: vadiice. xiita. às (de a+as) e também na contração da preposição a com os demonstrativos aquele. zoo. àquilo. averigue. assembleia. àqueloutra(s). viríamos. câmara. quando a vogal i ou u for acompanhada de outra letra que não seja s. cairmos. Pode-se usar acento agudo ou circunflexo na letra e ou o antes de m ou n que não formam sílaba: acadêmico (académico). Trema: Este sinal de diérese foi inteiramente suprimido. qui − argui. com u pronunciado: alongínque. Acento grave: Na contração da preposição a com as formas do artigo ou pronome demonstrativo o: à (de a+a). oblique (oblíque). Ipuiuna. raiz. qui. Proparoxítonas: Todas são acentuadas − árabe.

heroína. Usa-se Paroxítonas Se terminadas em: R. avô. éden. Observe: 1) Terminadas em ENS não levam acento: hifens. abacaxi. em: A. Observe: Pode-se usar acento agudo ou circunflexo de acordo com a pronúncia da região: acadêmico. UNS. E. seguido ou não de S fácil. super-homem. OS. caráter. caíste. redemoinho. cômodo Observações (como ficaram) Continua tudo igual ao que era antes da nova ortografia. Morumbi. país. haverá acento − proíbo. PS. 2. faísca. I. IS. Continua tudo igual. órfãs. U. hífen. cárie. tônicos/tónicos. N. álbum(ns). parabéns EM. saúde.html Tabela traz regras já de acordo com a nova ortografia Márcia Lígia Guidin* Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação Tipo de palavra ou sílaba Proparoxítonas Quando acentuar sempre Exemplos (como eram) simpática. Continua tudo igual. Se o i for seguido de nh. fenómeno (Portugal). tainha. látex. ditongo oral.algosobre. AS. pólen. ímã. campainha. bênção. ÃOS. árduos. US. O. tênis. IS. acompanhados ou não de s. ÃS. Fonte: http://www. US não levam acento: tatu. polens. carnaúba. UM.com. Observe: 1. terminadas em I. não haverá acento − moinho. avós. paraíso. refém. baú. sólido. L. antiherói. balaústre. próton.Hiatos: Quando a segunda vogal do hiato for i ou u. ES. ÃO. táxi. fêmur (Brasil) ou sêmen. órfãos. semi-internato. 2) Usa-se indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: sêmen. fenômeno (Brasil) académico. Ã. bíceps. Oxítonas Se terminadas vatapá. ENS . aí. Jaú. saúva. vírus. fémur (Portugal). igarapé. lúcido.br/gramatica/regras-de-acentuacao. 3) Não ponha acento nos prefixo paroxítonos que terminam em R nem nos que terminam em I: inter-helênico. X.

pás. puré (Portugal). egoísmo. saída. a regra se mantém: balaústre. ÓI(S) . saiinha (saia pequena). AS. Méier. saúde. ÉU(S). bocaiuva. 4. mói (moer) Continua tudo igual (mas. ES. Se o i e u forem seguidos de s. O. feiura. bóia desapareceu (para palavras paroxítonas). o i e u estiverem no final.OS vá. aí. Piauí. Observe: há casos em que a palavra se enquadrará em outra regra de acentuação. papéis. Í e Ú em palavras oxítonas e paroxítonas Í e Ú levam acento se estiverem sozinhos na sílaba (hiato) Ditongos abertos em palavras paroxítonas EI. colmeia. Não se acentuam i e u se depois vier 'nh': rainha. celuloide.indiferentemente agudo ou circunflexo se houver variação de pronúncia: bebê. heróis. debatê-lo. Luís. E. tainha. OI. Piauí 1. o i e u não serão mais acentuados se vierem depois de um ditongo: baiuca. céu. Itaú. purê (Brasil). destróier serão acentuados porque terminam em R. Escreve-se agora: ideia. pó. cheiinho (cheio). Atente para os acentos nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo. se. Esaú. teiú. 2. Monossílabos tônicos (são oxítonas também) terminados em A. Esta regra é nova: nas paroxítonas. herói. 3. pé. baús. bebé. idéia. cuidado: somente para palavras oxítonas com uma ou mais Ditongos abertos em palavras oxítonas ÉIS. troféu. baús. Araújo. haverá acento: tuiuiú. nas oxítonas. mesmo com ditongo. maoista. moinho. pôs igual. Esta regra colméia. miúdo. jacuís. Mas. etc. Por exemplo: contêiner. boia. Continua tudo mês.

ela tem sede. eles vêm aqui. ele não será acentuado: Eu averiguo (diga averigú-o. apazíguem os grevistas. ôo. tu apazíguas as brigas. mas não acentue. Ele vem aqui. Esta regra desapareceu. quar e quir aguar enxaguar. detêm. eles delínquem (í tônico). ele argui (fale: argúi). Quando o verbo admitir duas pronúncias diferentes. Esta regra sofreu alteração. pessoa do manter.sílabas). eu delínquo. cair sobre o u. eles águam e enxáguam a roupa (a tônico). Eles têm sede. mas não acentue). detém. zôo. voo. delinquir. mas não acentue) o caso. apaziguar. Agora se escreve: zoo. Verbos terminados em guar. aí acentuamos estas vogais: eu águo. eles vêm Continua tudo igual. do subjuntivo e do imperativo afirmativo. obliquar usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo. vêem Verbos ter e vir na terceira pessoa do plural do presente do indicativo Derivados de ter na terceira e vir (obter. Verbos arguir e arguir e redarguir (agora redarguir sem trema) usavam acento agudo em algumas pessoas do indicativo. magoo. Os verbos arguir e redarguir perderam o acento agudo em várias formas (rizotônicas): eu arguo (fale: ar-gúo. enjôo. Esta regra desapareceu. Continua tudo igual. Observe:. na terceira pessoa do plural do presente ele obtém. na pronúncia. averiguar. usando a ou i tônicos. eles têm. eu aguo a planta (diga a-gú-o. eles obtêm. perdoo veem. ee vôo. mas não acentue). Se a tônica. mantêm . mantém. do subjuntivo e do imperativo afirmativo. intervir) singular leva acento agudo.

adequar-se a um padrão estabelecido por lei. É importante compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. tranquilo. portuguesa etc. holandesa. Grafar corretamente uma palavra significa. Exceto as de língua estrangeira: Günter. pequinesa. portanto. mesa. Gisele Bündchen.br/portugues/ult1693u7. TER e VIR e seus compostos (ver acima).uol. deve-se evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim. em 36 Lições Práticas. Trema (O trema não é acento gráfico. delinquente. exceto para os verbos: PODER (diferença entre passado e presente. PÔR (diferença com a preposição por): Vamos por um caminho novo.levam circunflexo Acento diferencial Esta regra desapareceu. As dúvidas à correção devem ser resolvidas por meio da consulta a dicionários e publicações oficiais ou especializadas. 1. Ele não pôde ir ontem.) Desapareceu o trema sobre o U em todas as palavras do português: Linguiça.com. a ortografia é a parte da Gramática que se ocupa da correta representação escrita das palavras. parachoque. 2) FÔRMA (de bolo): O acento será opcional. japonesa. se possível. linguístico. BIZU . A forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é oficial.jhtm c) Emprego das letras ORTOGRAFIA RESUMO TEÓRICO: De acordo com Ulisses Infante. chinesa. müleriano Fonte: http://educacao. Observe: 1) Perdem o acento as palavras compostas com o verbo PARAR: Para-raios. francesa.1 Palavras que se escrevem com "ESA" burguesa. mas pode ir hoje. averiguei. despesa. inglesa. então vamos pôr casacos. escocesa. cuja forma de pagamento é parcelada.

expansão. colonização. quis. naúsea. extravasar. profetisa. avareza. beleza. imersão. francês. humanizar. brasa. esoterismo. título. PORTUGUÊS-PORTUGUESINHO. bizarro. vez. humanização. fezes. pomposo. maisena. fineza. asilo. quiséra. guisado. 1. com S. azougue. aquele termo se escreve com Z e este. coisa. estupidez. através. lilás. 1. analisar. hesitar. pequisar. Por isso as primeiras se escrevem com Z e as últimas. colonizar. ausência. fusível. desmobilizar. Usa-se a letra S: a) nas palavras que derivam de outra em que já existe S. Ela é chinesa. isolar. sisudez. Ele é burguês. com S. siso. gostoso. usura. Ex: Ele é cortês. Ela é pequinesa. valioso etc 1. pequenez. bizantino. puser. gozar. paralisar.: AVISAR-AVISO. intrepidez. cauteloso. embriaguez. talvez. esplêndido. 1. giz. Neusa. escocês. As palavras POETIZAR e PROFETIZAR não se derivam de POETISA e PROFETISA. BISAR-BIS. colisão. hipnose. BIZU Se conseguirmos completar a frase "ELE É". Ex. é necessário que no próprio radical já haja a letra "S". repusesse. quisesse. gás.6 Palavras que se escrevem com "ISAR" alisar. formoso. querosene. brioso. CATÁLISECATALISADOR-CATALIZANTE. servo (servente). sacerdotisa. ourivesaria. esterilizar. esôfago. fugaz. estigmatizar. poetisa. profetisa. pretensão. pisar etc. 1..9 Palavras que se escrevem com "Z" azar. cozer (cozinhar). consertar(reparar). serração (ato de serrar). revés. balizar. aprazível. finalizar. pedrês. riso. hipocrisia. estorvo. rigidez. esterco. dizimar. maciez. intensão (intensidade). -oso.2 Palavras que se escrevem com "EZA". Isabel. Não confunda com os casos em que se acrescenta o sufixo -ar a palavras que já apresentam S: analisar. mas sim de POETA e PROFETA. 1. . generalizar. tristeza. realizar. profetizar. a palavra será sempre com "S". pureza. irlandês. morbidez. heresia. azinhavre. PARALISAR-PARALISIA. Ele é francês. quis. compreensão. oscular. racionalizar. surdez. usurpar. português etc. 1. conversível. pretensioso.5 Palavras que se escrevem com "OSO". imersão. CASA-CASEBRE. esotérico. poetizar. lerdeza. singeleza. harmonizar. inglês. usufruir.8 Palavras que se escrevem com "S" A letra S representa o fonema /z/ quando é intervolálica: asa. pusera. dezena. repus. firmeza. avisar. impulso. misto. a palavra será com "S". rijeza etc. realização. sesta. falaz. proeza.7) b) nos sufixos: -ês. gazeta.3 Palavras que se escrevem com "ÊS" burguês. buzina. BIZU Apesar de CATEQUIZAR se derivar de CATEQUESE. chinês. submerso. azenha. repusera. deslize. BIZU Para que estes vocábulos se escrevam com "S". alteza. estéril. montanhês. civilização. (bizu 1. Obs. catequizar. azeite. amenizar. papisa c) após ditongos: lousa. quiser. crueza. origem) -ense. obsessão (mas obcecado). Ex. delicioso.Se conseguirmos completar a frase "ELA É". Algumas palavras anis. avalizar. versátivel. coser(costurar). perigoso. fuzil. pesquisar. civilizar. palidez. -esa (para indicação de nacionalidade. inserto (inserido). sensacionalizar. mesa. teimoso. viuvez. inversão. atrás. azeitona. d) nas formas dos verbos pôr (e derivados) e querer: pus. 1. "OSA" audacioso. vaso. pusesse.4 Palavras que se escrevem com "EZ" altivez. usina. gasolina. despersonalizar.7 Palavras que se escrevem com "IZAR" (formador de verbos) "IZAÇÃO" (formador de substantivos). cortês. ANALISAR-ANÁLISE. bisar. isquemia. -osa (formadores de adjetivos) -isa (indicador de ocupação feminina): poetisa. revisão. espectador.

excitante. rejeição. viagem (substantivo). exceção. sarjeta. expelir. perspicaz. égio. cachimbo. geada. enxerto. proeza. trança. soçobrar. bugiganga. gengiva. compressor. enrijecer. êxito. exorcismo. coalizão. secessão. encorajem (verbo). tigela. flecha. coragem. refúgio. exacerbar.6 Palavras que se escrevem com "J" a) nas formas dos verbos terminados em -jar: arranjar (arranjo. varejista. . talvez. jirau. OUTRAS: igrejinha. miscigenação. ojeriza. charuto.2 Palavras que se escrevem com "Ç" ou "C" à beça. fuligem. jejuar. exaustão. ferrugem. rabugem. extenso. exuberante. decertar (lutar). expletivo. açucena. broxa(pincel). ugem: aragem. barragem. caxumba. cerração (nevoeiro). acrescentar. egípcio. pechincha. ruço (grisalho). viajar (verbo -> viajo. cassar (anular) dissertar (discorrer). chute. ginete. xale. cessação. revezar. enxada. sossego. enchiqueirar. demissionário. aziago. gengibre. ógio. pedágio. litígio. silêncio. bucho (estômago de animais). troço. viajem (verbo). buxo (arbusto ornamental). maçarico. nascer. xangai. chiar. lajeado. xavante. explicar. almoço. gesto. chicote. enxame. Cuidado com as exceções pajem e lambujem. jesuíta. engraxar. relógio. expirar. úgio: adágio. remessa. linchar. muxoxo. antiqüíssimo. jenipano. cocha (gamela). empossar (dar posse). ígio. argila. presunção. cuscuz. agir. exalar. graxa. cerejeira. sessão (reunião). escasso. xampu. russo (natural da Rússia). ascensorista. mormaço. expresso. debochar. piscina. sucesso. fachada. enxoval. algemas. genuíno. jerico. arrajem. agressivo. suscitar. ojeriza. tenacíssimo. prestígio. algazarra. bricha (prego). gíria. extasiar. enferrujem). enxortar. Moji. cessão (ceder). vertigem. chicana. exílio. egrégio. extirpar. assaz. bissetriz. gesso. exarar.0 Palavras que se escrevem com "X" bexiga. paxá. gironda. b) nas palavras terminadas em ágio. lanugem. chaminé.1 Palavras que se escrevem com "CH" enchova. encher. consciência. igem. joça. discípulo. repercussão. joça. ressuscitar. chusma. salsicha. ascese. expiar. granja. fascínio. 2. traje. bege. tacha (prego). isósceles. obsceno. 2. viaje. canjica. apogeu. Outras angelical. chave. infrigir. promessa. ascensão.4 Palavras que se escrevem com "SC" abscissa. brecha. irascível. sargento. enferrujar (enferruje. exumação. faixa. discente. maxixe. discussão. transcender. enxaguar. expressão. rigidez. exaltar. b) nas palavras oriundas do Tupi. 2. chulo. estágio. champanha. chorumela. enferrujem (verbo). 2. broche. baixeza. majestade. jérsei. mochila. alfanje. abstenção. rescisão. progresso. traje. encharcar. descentralizar. xícara. acréscimo. jerimum. tragédia. impressionismo. chavão. seção(departamento). exéquias. vazar. desprezar. xereta. monge. caçula. ferrugem. chantagem. xavante. prazerosamente. tez. por exemplo). agiota. pajem. praxe. intenção (propósito). cheque (ordem de pagamento). maciço. trouxe. projétil (ou projetil). retenção. colégio. chumaço. chimpanzé. gorjeta. extorsivo. 2. malandragem. drágea. sessar (peneirar). gergelim. sucinto. ultraje. pança. viajem). rescindir. seixo. torção. enchouriçar. folhagem. jirau. ascetismo. êxodo. exame.5 Palavras que se escrevem com "G" a) nos substantivos terminados em agem. herege. jeito. lambujem. comichão.hipnotizar. pichar. algema. estiagem. cafajeste. coxo. enchente. chacina. pajé. necrológico. cônscio. excesso. xadrez. canjica. necessário. camurça. miragem. ingressar. fascículo. laje. exímio. contágio. roxo. chibata. pêssego. africana e árabe ou de origem exótica: Jibóia. piscicultura. extensão. xá (título de soberano do Oriente). adolescente. seiscentos. aborígine. jibóia. sintaxe. oscilação. exótico. cogitar. chicória. abscesso. subterfúgio. contagem. passar. origem. baixo. faxina. intumescer. 2. enxurrada. coragem. passo (passada). xeque (incidente no xadrez). ressurreição. chifre. transmissão. alforje. extorsão. disciplina. transgressão. chuchu. chispar. faringe. injeção. sarjeta. cervo (veado). berinjela. arrocho. descendente. aguçar. exsurgir. fascinante. expor. agilidade. chope. pajé. oaço (palácio).3 Palavras que se escrevem com "SS" admissão. imprescindível. expectativa. 2. enxugar. apetrecho. choupana. foz. empoçar (formar poça). exotérmico. exonerar. terçol. massagem. enxaqueca. geringonça. disfarçar. emissor. ogiva. enxuto. fantoche. exterminar. assado. anjinho. enchoçar. descensão. manjericão. vagem. bochecha. dissensão. interjeição. descente (vazante). chá (arbusto). escassez. azia. fugir.

homenagem.2. hipocondria. “-pro”.. emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”.Agostinho Dias Carreiro. herói. pois: Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen: # O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal. horta. hemisfério..fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais.ligar palavras compostas. inter-regional – sub-bibliotecário – super-resistente. hangar. harmonia. hipismo. auto-observação – auto-ônibus – contra-atacar . tais como: . representadas pela mesóclise e ênclise.Essa regra padroniza algumas exceções já vigentes antes do Acordo. Com o advento da Nova Reforma Ortográfica.sofi. hostil.superhomem.proinsulina.ligar algumas palavras precedidas de prefixos. o H sobrevive por tradição histórica. “-re”.Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”..8 A letra "H" hálito. herbívoro (mas ervas). horror.br/node/951 d) Hífen O hífen representa um sinal gráfico. hífen. Redação em construção . houve algumas mudanças em relação à sua aplicabilidade. hipótese. hélice. humor... baianismo. em alguns casos.. hipocrisia. hediondo. coobrigar – coadquirido . hemorragia.separar as sílabas de um dado vocábulo. . histeria. . . húmus. procurando enfatizar. haste. Fonte: http://www. Observe que nos derivados ele não é usado: baiano. anti-higiênico – anti-histórico – co-herdeiro . Em "Bahia". o que antes prevalecia e o que atualmente vigora. Mediante tais pressupostos.extra-humano – pró-hidrotópico . Referências Bibliográficas: Gramática para concurso .com. harpa.Marcelo Rosental Gramática Ulisses Infante. hesitar. o presente artigo tem por finalidade evidenciá-las. dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão. cujas funções estão associadas a uma infinidade de ocorrências linguísticas. Sendo assim. # Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante. mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo. constatemos. .coordenar – reeditar – proótico . Nota importante: . hilaridade. hérnia. # Com prefixos.

diante de palavras iniciadas por “r”. usa-se o hífen. aeroespacial – antiamericano – socioeconômico.. -aquém. além-mar – aquém-mar – recém-nascido – sem-terra – vice-diretor... # Diante do advérbio “mal” .. -sem. circum-navegador . emprega-se o hífen. m.. Nota importante: . jacaré-açu – cajá-mirim – amoré-guaçu. “guaçu”. “-mirim”.. representados por “-açu”..# Com o prefixo “-sub”. # Diante dos prefixos “-além. Observação: . -ex... vice. n ou h”. -recém.. # Com sufixos de origem tupi-guarani. sub-regional – sub-raça – sub-reino. quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”.Essa nova regra padroniza algumas exceções existentes antes do Acordo. -bem. # Usa-se o hífen em casos relacionados à ênclise e à mesóclise. # Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição. diante de palavras iniciadas por “vogal. # Com os prefixos “-circum” e “-pan”. usa-se o hífen. usa-se o hífen.pan-americano – circum-hospitalar – pan-helenismo... Casos em que não se emprega o hífen: # Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente. o hífen está presente.. mal-humorado – mal-intencionado – mal-educado.. entregá-lo – amar-te-ei – considerando-o. -pós.

# Não se emprega o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”. como é o caso de: minissaia – minissubmarino . como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas. Observações importantes: . prepositivas ou conjuntivas.... depois de prefixo terminado em vogal. . retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas.. # Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”... ..O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação. não se emprega o hífen.colônia – água-de-coco – cor-de-rosa. azul-escuro – bem-te-vi – couve-flor – guarda-chuva – erva-doce – pimenta-decheiro. verbais.. adverbiais. # O hífen não deve ser usado quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente. hipermercado – hiperacidez .. malfalado – malgovernado – malpassado – maltratado – malvestido. # Diante do advérbio “mal”. hiper-requintado – inter-regional – super-romântico – super-racista. anteprojeto – autopeça – contracheque – extraforte – ultramoderno. Exceções: O hífen ainda permanece em alguns casos.....A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo.intermunicipal – subemprego – superinteressante – superpopulação. adjetivas.O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra.. # Não se emprega mais o hífen em locuções substantivas. quando a segunda palavra começar por consoante... pronominais. fim de semana – café com leite. expressos por: água-de.minissérie..

Presente Radical Ouç Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv Perfeito Terminação o es e imos is em Radical Terminação Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv Ouv i iste iu imos istes iram • Anômalos: verbos que apresentam mais de um radical ao serem conjugados. • Regulares: são aqueles em que o radical permanece o mesmo em toda a conjugação. era.htm 4. Exemplo: verbo cantar. Exemplo: verbo ser e ir. Exemplo: verbo ouvir. No verbo ser ocorrem radicais diferentes. irregulares.2 Emprego das Classes Gramaticais (vide documento Word na pasta Letras Puc) b) Emprego dos Verbos Classificação dos Verbos Os verbos da língua são classificados em: regulares.Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www.com/gramatica/emprego-do-hifen. . note pela diferença entre: sede.brasilescola. defectivos e abundantes. Presente Radical Cant Cant Cant Cant Cant Cant Perfeito Terminação o as a amos ais am Radical Terminação Cant Cant Cant Cant Cant Cant ei aste ou amos astes aram • Irregulares: são os verbos cujos radicais se alteram ou cujas terminações não seguem o modelo da conjugação a que pertence.3. anômalos.

fui. Exemplos: verbo abolir verbo reaver Presente do indicativo Presente do indicativo Eu # Tu aboles Ele abole Nós abolimos Vós abolis Eles abolem Eu # Tu # Ele # Nós reavemos Vós reaveis Eles # • Abundantes: apresentam duas ou mais formas equivalentes. colares) · Em “al”. funis) · Paroxítonos em “il”: il = . anéis) *Exceções: males.No verbo ir. “z”: “+es” (exs: colheres. cônsules · Oxítonos em “il”: il = “is” (exs:barris. Exemplo: aceitar acender corrigir eleger emergir entregar encher expelir extinguir fritar imergir imprimir inserir limpar matar aceitado acendido corrigido elegido emergido entregado enchido expelido extinguido fritado imergido imprimido inserido limpado matado aceito aceso correto eleito emerso entregue cheio expulso extinto frito imerso impresso inserto limpo morto Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. meles. irei.com/gramatica/classificacao-dos-verbos.brasilescola. “ol”. “ul”: l = “is” (exs: jornais. táxis) · Derivados em “r”.htm c) Flexão dos nomes FLEXÃO NOMINAL (plural) · Em vogal ou ditongo: “+s” (exs: asas. da mesma forma: vou. “el”. • Defectivos: não se apresentam em todas as flexões.

verbo não OS DOIS · Subst + Subst (ex: couves-flores) · Subst + Adj (ex: amores-perfeitos) · Adj + Subst (ex: bons-dias) · Numeral + Subst (exs: segundas-feiras. ex-chefes) · Repetidos (ex: reco-recos) *Exceção: corres-corres NENHUM · Verbo + Advérbio (ex: bota-fora) · Verbo + Subst Plural (ex: saca-rolha) Obs: mangas-rosa. dobro) Fonte: http://pt.“eis” (exs: fósseis. azul-marinho FLEXÃO DOS DIMINUTIVOS · Em “zinho”. meios-fios. fins) · Monossílabos ou oxítonos em “s”: “+es” (exs: ingleses. papeizinhos) · Em “r”: 2 formas (exs: florezinhas. e adj. dois e > Duzentos · “Ambos” substituindo “os dois” VARIAM EM NÚMERO E GÊNERO · Ordinais (exs: primeiro. dentre as seguintes. 4. os leva-e-traz FLEXÃO DOS ADJETIVOS COMPOSTOS SÓ O ÚLTIMO · Adj + Adj (ex: verde-claros) *Exceção: surdosmudos · Invariável + Adj (ex: mal-educados) NENHUM · Adj + Subst (exs: verde-oliva. primeiros-ministros) SÓ O PRIMEIRO · Com preposição (ex: pés-de-moleque) · O segundo é finalidade ou semelhança (exs: sofás-cama. paroxítonos ou proparoxítonos em “s”: invariáveis (ex: lápis. arco-íris FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS VARIAM EM NÚMERO · Numerais (exs: milhão. bilhão) VARIAM GÊNERO · Cardinais: um. “zito”: “+s” (limãozitos. amarelolimão) · Cor + de + Subst (ex: cor-de-rosa) · Azul-celeste. gases) · Em “x”. está errada. (CESGRANRIO) Assinale o par de vocábulos que formam o plural como órfão e mata-burro. d) Godofredo almoçou duas couves-flor.com/books/217907-flex%C3%A3o-nominal-plural/#ixzz1TzSPOp7p Exercícios de Flexão Nominal Por: Prof. variam. segundo) NENHUM · Multilicativos (ex: triplo. lilases. (BB) Flexão incorreta: a) os cidadãos b) os açúcares . c) O ladrão forçou a porta com dois pés-de-cabra. (ITA) Indique a frase correta: a) Mariazinha e Rita são duas leva-e-trazes. uma. Qual? a) saia amarelo-ouro b) papel amarelo-ouro c) caixa vermelho-sangue d) caixa vermelha-sangue e) caixas vermelho-sangue 3. (U-UBERLÂNDIA) Relativamente à concordância dos adjetivos compostos indicativos de cor. e) Alfredo e Radagásio são dois gentilhomens. respectivamente: a) cristão / guarda-roupa b) questão / abaixo-assinado c) alemão / beija-flor d) tabelião / sexta-feira e) cidadão / salário-família 2. peixes-boi) SÓ O SEGUNDO · Verbo + Subst (ex: guarda-roupas) · Invariável/Prefixo + Variável (exs: sempre-vivas. florzinhas) *Invariável: bem-te-vi. b) Os filhos de Clotilde são dois espalhas-brasas. jovens.shvoong. Eliane Vieira 1. tórax) FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS COMPOSTOS Regra geral: subs. répteis) · Em “m”: m = “ns” (ex: nuvens.

B 10.c) os cônsules d) os tóraxes e) os fósseis 5.mundovestibular. A 8. (BB) Mesma pronúncia de "bolos": a) tijolos b) caroços c) olhos d) fornos e) rostos 6.html d) Emprego dos Numerais .br/articles/7436/1/Exercicios-de-FlexaoNominal-/Paacutegina1.com. (UF-UBERLÂNDIA) Na sentença "Há frases que contêm mais beleza do que verdade".E 6. chefes-de-seção. sempre-vivas d) pseudo-esferas. amores-perfeitos. (MACK) Assinale a alternativa em que a flexão do substantivo composto está errada: a) os pés-de-chumbo b) os corre-corre c) as públicas-formas d) os cavalos-vapor e) os vaivéns 10. temos grau: a) comparativo de superioridade b) superlativo absoluto sintético c) comparativo de igualdade d) superlativo relativo e) superlativo por meio de acréscimo de sufixo 9. salários-família.C 4. (UM-SP) Aponte a alternativa em que haja erro quanto à flexão do nome composto: a) vice-presidentes. D 5. A 2. mulas-sem-cabeças GABARITO: 1. D 3. sextas-feiras. obras-primas c) reco-recos. E Fonte: http://www. (BB) Não varia no plural: a) tique-taque b) guarda-comida c) beija-flor d) pára-lama e) cola-tudo 7. os bota-fora b) tico-ticos.D 7. (EPCAR) Está mal flexionado o adjetivo na alternativa: a) Tecidos verde-olivas b) Festas cívico-religiosas c) Guardas noturnos luso-brasileiros d) Ternos azul-marinho e) Vários porta-estandartes 8. A 9. cartões-postais. pães-de-ló e) pisca-piscas.

quarto.Arábicos Cardinais Ordinais . quatro.. dobro. primeiro. metade. meio. três. Classificação dos numerais: a) cardinais: indicam quantidade... leitura e emprego dos numerais Definição: Numeral é a palavra que indica número ou ordem de sucessão. segundo. quíntuplo… d) fracionários: indicam divisão. fração. quádruplo. quinto… c) multiplicativos: indicam multiplicação. um.. dois. triplo.. um quarto… lista de numerais cardinais e ordinais Algarismo Romanos . cinco… b) ordinais: indicam ordem de sucessão. terceiro.Grafia. um terço.

dúplice triplo. dobro.I II III IV V VI VII VIII IX X XI XII XIII XIV XV XVI XVII XVIII XIX XX XXI XXX XXXL L LX LXX LXXX XC C CC CCC CD D DC DCC DCCC CM M X' C' M' M" 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 30 40 50 60 70 80 90 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1.000 100.000 1000000000 um primeiro dois segundo três terceiro quatro quarto cinco quinto seis sexto sete sétimo oito oitavo nove nono dez décimo onze undécimo ou décimo primeiro doze duodécimo ou décimo secundo treze décimo terceiro quatorze ou catorze décimo quarto quinze décimo quinto dezesseis décimo sexto dezessete décimo sétimo dezoito décimo oitavo dezenove décimo nono vinte vigésimo vinte e um vigésimo primeiro trinta trigésimo quarenta quadragésimo cinqüenta qüinquagésimo sessenta sexagésimo setenta septuagésimo ou setuagésimo oitenta octogésimo noventa nonagésimo cem centésimo duzentos ducentésimo trezentos trecentésimo quatrocentos quadringentésimo quinhentos qüingentésimo seiscentos seiscentésimo ou sexcentésimo setecentos septingentésimo oitocentos octingentésimo novecentos nongentésimo ou mil noningentésimo dez mil milésimo cem mil dez milésimos um milhão cem milésimos um bilhão milionésimo bilionésimo Lista de numerais multiplicativos e fracionários Algarismos 2 3 4 5 6 7 Multiplicativos duplo.000. tríplice quadruplo quíntuplo sêxtuplo séptuplo Fracionários meio ou metade terço quarto quinto sexto sétimo .000 10.000 1.

3 Sintaxe da frase a) Concordância Concordância Nominal 1. Modernamente. ou ainda for um número redondo. Exemplos: Ternura e amor humano. papas. Substantivo + Substantivo. 2 648o. = milésimo octingentésimo qüinquagésimo sexto. + Adjetivo Quando o adjetivo posposto se refere a dois ou mais substantivos.. b) 1 856o. Quando o adjetivo anteposto se refere a dois ou mais substantivos. Peixe ou carne crua. Quanto ao denominador. Ternura e amor humanos. Quando à leitura do numeral ordinal. = décimo milésimo leitura do fracionário. podem ocorrer dois casos: a) Quando ele é inferior a 2 000. é lido como cardinal. concorda com o mais . partes de uma obra. Carne ou peixe crus. usam-se os numerais ordinais até décimo. no feminino.. entretanto. 2. se pelo menos um deles for masculino. é lido como ordinal 3/8 = três oitavos 6/10 = seis décimo 4/30 = quatro trigésimos 5/100 = cinco centésimos Exceções: ½ = meio. Amor e ternura humana. b) se for superior a 10 e não constituir número redondo. Adjetivo + Substantivo + Substantivo + . 1/3 = um terço. podem ocorrer duas formas de leitura: a) se for inferior ou igual a 10. tem-se observado a tendência a ler os números redondo segundo a forma ordinal. se todos eles estiverem no feminino. 5 058 624 = cinco milhões cinqüenta e oito mil seiscentos e vinte e quatro leitura do ordinal. devem-se empregar os cardinais.tripod. no masculino. A partir daí. para o plural. séculos. Na indicação de reis. é lido inteiramente segundo a forma ordinal.html 4. lê-se o primeiro algarismo como cardinal e os demais como ordinais. seguido da palavra avos.3. = dois milésimo seiscentésimo quadragésimo oitavo 10 000o. Século VII (sétimo século XX (vinte) João Paulo II (segundo) João XXIII (vinte e três) Fonte: http://folhetim. O numerador de um numeral fracionário é sempre lido como cardinal. 4/18 = quatro dezoito avos 6/35 = seis trinta e cinco avos 8/125 = oito cento e vinte e cinco avos emprego de numeral cardinal ou ordinal 1..com/numeral. assim como entre as dezenas e a unidade. Carne ou peixe cru.8 9 10 11 12 100 óctuplo nônuplo décuplo undécuplo duodécuplo cêntuplo oitavo nono décimo onze avos doze avos centésimo Leitura do cardinal Na leitura de numerais cardinais deve-se colocar a conjunção e entre as centenas e dezenas. Acima de 2 000. concorda com o último ou vai facultativamente: • • para o plural..

. Os poderes temporal e espiritual. 5... Má hora e lugar. 4... Exemplos: Estudo as línguas inglesa e portuguesa. este concorda com o mais próximo ou vai para o plural. o substantivo vai para o singular e o adjetivo para o plural. Exemplos: Mau lugar e hora.. + Substantivo Quando dois ou mais ordinais vêm antes de um substantivo..". possíveis" O adjetivo "possível". De um e outro lado. Nem um nem outro argumento. Quando dois ou mais ordinais vêm depois de um substantivo. possível" . possíveis" . 3. quarta e quinta... nas expressões "o mais . determinando-o." . este vai para o plural... Um e outro / Nem um nem outro + Substantivo Quando as expressões "um e outro". "nem um nem outro" são seguidas de um substantivo."O (a) pior .. vai para o plural. "o pior . "O (a) mais .. este vai para o singular ou plural. Exemplos: Um e outro aspecto obscuros. O poder temporal e (o) espiritual.próximo.. Exemplos: A primeira e segunda lição."Os (as) melhores . 7."O (a) melhor ... . possível" . A primeira e segunda lições."Os (as) piores .. Estudo a língua inglesa e (a) portuguesa. Com as expressões "os mais .". "os piores . "o melhor .. 6. possível" . Uma e outra causa juntas."..."Os (as) mais ... Quando dois ou mais adjetivos se referem a um substantivo. determinando-o. Substantivo + Adjetivo + Adjetivo + . "os melhores . Ordinal + Ordinal + .. Exemplo: As cláusulas terceira.."..." permanece no singular. 8.. este permanece no singular.. Substantivo + Ordinal + Ordinal + . Exemplos: Um e outro aspecto... Um e outro + Substantivo + Adjetivo Quando um substantivo e um adjetivo vêm depois da expressão "um e outro".".

Exemplos: Feitas as contas .. Exemplos: Vão anexas as cópias.. Posto ser tarde. irei. Anexo / bastante / incluso / leso / mesmo / próprio + Substantivo Essas palavras concordam com o substantivo a que se referem. Meia garrafa. sendo. Particípio + Substantivo O particípio concorda com o substantivo a que se refere. Cometeu um crime de leso-patriotismo. Meio (= metade) + Substantivo O adjetivo "meio" concorda com o substantivo a que se refere. "posto" e "visto" assumem também papel de conectivos. 10. que se refere a um adjetivo. 12. invariáveis: Salvo honrosas exceções. Vão inclusos os documentos. Exemplos: Meias medidas.. Tal fato pode ser explicado pelo fenômeno da "concordância atrativa". Estas frutas são as mais saborosas possíveis. Observações: 1. Na fala. ou por influência do adjetivo a que se refere: "Ela está meia cansada".Exemplos: Os dois autores defendem a melhor doutrina possível. não irei.. Eles foram os mais insolentes possíveis.. Meio (= um tanto) + Adjetivo O advérbio "meio".. por isso. Restabelecidas as amizades . 11. 9. Ela mesma falou aquilo. Meio litro. Vistas as condições . observam-se exemplos do advérbio "meio" flexionado. Ele mesmo falou aquilo. Observação: "Salvo". Janela meio aberta. Recebi bastantes flores. Comprei poucos livros. mas são os melhores possíveis. (Camões) .. Elas próprias falaram aquilo. Salvas as crianças . Postas as cartas na mesa .. Dessa concordância existem exemplos entre os clássicos: "Uns caem meios mortos". Cometeu um crime de lesa-pátria.. Visto ser longe.. Exemplos: Ela parecia meio encabulada. permanece invariável.

"meios-tons".2. por atração ou influência da forma masculina "meio-dia". Em "meio-dia e meia". o numeral concorda com a palavra oculta "número". "meiostermos". uma qualificação para esse complemento (= predicativo do objeto). . as expressões "é bom". Pronome de tratamento (referindo-se a uma pessoa de sexo masculino) + verbo de ligação + adjetivo masculino Quando um adjetivo modifica um pronome de tratamento que se refere a pessoa do sexo masculino. 3. 16. Nesse caso. 13. Casa. o pai e o filho a decisão e a sugestão a irmã e o irmão Verbo transobjetivo Julgou Considerei Achei 14. É preciso cautela. além de um complemento-objeto. Substantivo + é bom / é preciso / é proibido Em construções desse tipo. Exemplos: Casa dois. Exemplos: Maçã é bom para a saúde. etc. + predicativo do objeto Verbo transobjetivo é o verbo que pede.. o pai e o filho a decisão e a sugestão a irmã e o irmão + predicati vo inocentes oportunas simpáticos Na enumeração de casas e páginas. Verbo transobjetivo + predicativo do objeto + objeto + objeto . o predicativo concorda com o(s) objetos. A construção "meio-dia e meio" também ocorre na fala. Observação: Quando há determinação do sujeito.. A palavra "meio" funciona como elemento de justaposição em "meias-luas". 15.. quando o substantivo não está determindado.. vai para o masculino. página (+ número) + numeral + objeto + objeto ... Verbo + predicativo do transobjetivo objeto Julgou Considerei Achei inocentes oportunas simpáticos + objeto + objeto .. "meia-idade". a concordância efetua-se normalmente: É proibida a entrada de meninas. a forma "meio" permanece no masculino. Página dois. "meia" concorda com a palavra "hora". "é preciso". Verbo transobjetivo + objeto + objeto . oculta na expressão "meio-dia e meia (hora)". "é proibido" permanecem no singular. Essa é a construção recomendada pela maioria dos manuais de cultura idiomática. É proibido entrada..

sentido diferente. Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras. . A mãe agrada ao filho. Sejamos (nós = eu) breve. é muito comum existirem divergências entre a regência coloquial. no segundo caso. Veja os exemplos: Cheguei ao metrô. Observe: A mãe agrada o filho.Exemplos: Sua Santidade está esperançoso. Nós (= eu) fomos acolhido muito bem. criando frases não ambíguas.br/manualred/nominal.php b)Regência Regência Verbal e Nominal Definição: Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos. que sejam corretas e claras. Fonte: http://www. O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade expressiva. popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se vai. Logo. -> agradar significa "causar agrado ou prazer". disse que Sua Excelência era generoso. Cheguei no metrô. no padrão culto da língua. 17. Exemplos: Vós (= tu) estais enganado. satisfazer. o metrô é o lugar a que vou. conclui-se que "agradar alguém" é diferente de "agradar a alguém". que expressem efetivamente o sentido desejado. é o meio de transporte por mim utilizado. No primeiro caso. contentar. Referindo-se ao Governador. e a regência culta. -> agradar significa acariciar. REGÊNCIA VERBAL Termo Regente: VERBO A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). A oração "Cheguei no metrô". Nós / Vós + verbo + adjetivo Quando um adjetivo modifica os pronomes "nós / vós". pois oferece oportunidade de conhecermos as diversas significações que um verbo pode assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. Saiba que: O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e também nominal). vai para singular. empregados no lugar de "eu / tu". As preposições são capazes de modificar completamente o sentido do que se está sendo dito. possui. Aliás. cotidiana de alguns verbos.pucrs.

Ex. etc. Ex.br/secoes/sint/sint61. os termos ou oração que dela dependem são os regidos ou subordinados.com. 2 .: Esta era a vida a que aspirava. Ex.: Simpatizo com Lúcio.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica.Aspirar a) no sentido de cheirar. (cheirar)/ Aspiro a uma vida melhor. 2.: Não assistimos ao show. . Estes verbos não são pronominais. portanto. mil vezes mais. pretender: exige a preposição a.: Aspiro o perfume da flor.Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição em./ Cheguei a Belo Horizonte. Ex. socorrer: usa-se sem preposição. é errado usar este verbo reforçado pelas expressões ou palavras: antes. Ex. Fonte: http://www. Verbos que apresentam mais de uma regência: 1 . Ex. mais./ Antipatizo-me com meu professor de História.Namorar – não se usa com preposição. 5. (desejar) Regência Verbal 1. Ex. A palavra ou oração que governa ou rege as outras chama-se regente ou subordinante.: O técnico assistia os jogadores novatos. sorver: usa-se sem preposição.: Joana namora Antônio.Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com. 6. verificando se um termo serve de complemento a outro. Ex. Ex.: As crianças obedecem aos pais. porém.Preferir . Ex. 4.Obedecer/ desobedecer – exigem a preposição a. A transitividade.Para estudar a regência verbal. 3. Ex./ O aluno desobedeceu ao professor. Segundo a linguagem formal./ Maria reside em Santa Catarina. b) no sentido de ver.: Prefiro dançar a fazer ginástica. não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes formas em frases distintas. são considerados construções erradas quando os mesmos aparecem acompanhados de pronome oblíquo: Simpatizo-me com Lúcio./ Antipatizo com meu professor de História. presenciar: exige a preposição a.Assistir a) no sentido de prestar assistência.: Vou ao dentista.: Aspirou o ar puro da manhã. Ex. muito mais.php Regência é a parte da Gramática Normativa que estuda a relação entre dois termos. b) no sentido de almejar.este verbo exige dois complementos sendo que um usa-se sem preposição e o outro com a preposição a. ajudar.Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em. agruparemos os verbos de acordo com sua transitividade.soportugues.: Ele mora em São Paulo.

: Esqueci o nome dela. b) no sentido de estimar. 7 .: Informou todos do ocorrido.: Disparou o tiro visando o alvo. Ex. Ex. 8 .: Quero muito aos meus amigos.: Visaram os documentos. dar informação: admite duas construções: 1) objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido pelas preposições de ou sobre).: Viso a uma situação melhor. 6 . Ex.: Assistiu em Maceió por muito tempo. c) no sentido de dar início. objetivar: é regido pela preposição a.Esquecer/lembrar a) Quando não forem pronominais: são usados sem preposição. Ex. executar: usa-se a preposição a. Ex. b) se tem por complemento palavra que denote pessoa: são regidos pela preposição a. d) no sentido de morar.: Os detetives procederam a uma investigação criteriosa.Informar a) no sentido de comunicar.: Quero viajar hoje. 5 .Visar a) no sentido de mirar: usa-se sem preposição.Querer a) no sentido de desejar: usa-se sem preposição.: Suas queixas não procedem. b) Quando forem pronominais: são regidos pela preposição de. b) no sentido de originar-se. ter afeto: usa-se com a preposição a. pertencer: exige a preposição a. Ex.: Ela pagou a conta do restaurante.: Lembrei-me do nome de todos. Ex. vir de algum lugar: exige a preposição de. .Proceder a) no sentido de ter fundamento: usa-se sem preposição.c) no sentido de caber. Ex. 4 . Ex.: Assiste ao homem tal direito.: Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo. avisar. Ex. 3 . Ex. Ex. Ex.Pagar/ perdoar a) se tem por complemento palavra que denote coisa: não exigem preposição. Ex. c) no sentido de ter em vista. Ex. residir: é intransitivo e exige a preposição em. b) no sentido de dar visto: usa-se sem preposição.: Perdoou a todos.

de. com. de. Ex. comprometer: usa-se com dois complementos. por pobre de poderoso para. para. em. para. (Assim como os verbos. contra falho de. para com entendido em alheio a erudito em amoroso com.: Imóveis custam caro Regência Nominal: Alguns nomes (substantivos. em. para empenho de. em aversão a. exigir. de.2) objeto indireto de pessoa ( regido pela preposição a) e direto de coisa. para. Ex. e apresenta regência. de parecido a. em. para com. de perito em pernicioso a pertinaz em piedade com. em. ser difícil: é regido pela preposição a. 10. em. c) no sentido de antipatizar: é regido pela preposição com. para .: Esta decisão implicará sérias conseqüências. a favorável a atentado a. para com parco em. em atento a. por fiel a avesso a. de bom para grato a capaz de. obter por meio de: usa-se sem preposição. em firme em ávido de forte de. por estranho a anterior a exato em aparentado com fácil a. para com escasso de análogo a essencial para ansioso de. de. para. com possível de posterior a proeminência sobre prestes a. Ex. por afável com.: Custou ao aluno entender o problema. 9 .: Implica com ela todo o tempo. por dúvida acerca de. por nocivo a obediente a obsequioso com orgulhoso com. ter o preço: usa-se sem preposição. em passível de peculiar a. para apto para. b) no sentido de envolver.: Implicou o negociante no crime. para feliz com. em benefício a furioso com. Ex. para negligente em nobre de. em bacharel em fraco para. acarretar: usa-se sem preposição. Ex. para hábil em cego a habituado em necessário a. adjetivos e advérbios) são comparáveis aos verbos transitivos indiretos: precisam de um complemento O complemento nominal é para o nome o que o objeto indireto é para o verbo.Custar a) no sentido de ser custoso. com. sobre adequado a. b) no sentido de acarretar.: O carro custou-me todas as economias. em.Implicar a) no sentido de causar. com. por avaro de fértil de. de. Ex. c) no sentido de ter valor de.: Informou a todos o ocorrido. alguns nomes apresentam mais de uma regência) acessível a. Ex. um direto e um indireto com a preposição em.

como o pronome pessoal surge na frase e que função exerce. Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso. de conforme a. a. e conseqüentemente é do caso oblíquo. pois não sabia se devia lhe ajudar. para ditoso com diverso de doce a dócil a dotado de doutor em duro de Autoria: Rosana Jaco Cirilo horror a hostil a. primeiramente.. entre soberbo com solícito com. Maria foi embora para casa. sobre útil a. entre único em. para com inerente a insensível a intolerante com. entre. para com cuidadoso com cúmplice em. mas ele irá me ajudar.. de. com último em. Observe as orações: 1. para impróprio para inábil para inacessível para. a união a.. de. de querido de. de proveitoso a próximo a. Já na segunda oração. em. 2. por contemporânea de. de devoção a. com. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando desempenha função de complemento. logo. para com. Ajudar quem? Você (lhe). a contíguo a contrário a cruel com. por sujo de temível a. por rico de.certo de cheiro a. em. Vamos entender. de temeroso a triste de.coladaweb.com/portugues/regencia c)Colocação Colocação Pronominal Sobre os pronomes: O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de sujeito na frase. Eu não sei essa matéria. entre. para com. por desatento a descontente com desejoso de desfavorável a desleal a devoto a. a incapaz de. o pronome oblíquo “lhe” da segunda oração aponta para a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia ajudar. de. de importante contra. para com ida a idêntico a imediato a impaciência com imune a. Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” exercem função de sujeito. de. em propício a. em. entre situado a. observamos o pronome “lhe” exercendo função de complemento. em. para transido de suspeito a. Importante: Em observação à segunda oração o emprego do pronome oblíquo "lhe" é justificado antes do verbo intransitivo "ajudar" porque o pronome oblíquo pode estar antes. em prodígio de. de curioso de. por respeito a. para propínquo de próprio para. em. com constante em contente com. em sábio em. para incompatível com incompreensível para inconstante em incrível a. para vazio de visível a vulgar a. de cobiçoso de comum a. para inédito a indeciso em indiferente a indigno de indulgente para. por diferente de difícil de digno de diligente em. para com menor de morada em natural a. são pertencentes ao caso reto. com. para com leal a lento em liberal com maior de mau com. de. para sito em. entre Fonte: http://www. em pronto para. para com. para. para sensível a. .

nos e vos. as. Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que estava fazendo. Eu estou perguntando-lhe algo. te. o. a colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se referem. lhe. Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que eu estou fazendo. Naquele dia me falaram que a professora não veio. • Pronomes indefinidos: Quem me disse isso? Todos se comoveram durante o discurso de despedida. conforme lhe avisaram. Não se trata de nenhuma novidade. • Pronomes demonstrativos: Isso me deixa muito feliz! Aquilo me constrangeu a mudar de atitude! • Preposição seguida de gerúndio: Em se tratando de qualidade. Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram. • Advérbios: Nesta casa se fala alemão. diferentemente dos segundos que são sempre precedidos de preposição. a. ênclise: pronome depois do verbo 3. próclise: pronome antes do verbo 2. • Pronomes relativos: A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. Colocação pronominal De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi. os. Exemplo: Eu desejo lhe perguntar algo. se. caso o verbo principal (no caso "ajudar ") estiver no infinitivo ou gerúndio. lhes. São pronomes oblíquos átonos: me. mesóclise: pronome no meio do verbo Próclise A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: • Palavras com sentido negativo: Nada me faz querer sair dessa cama. o Brasil Escola é o site mais indicado à pesquisa escolar.depois ou entre locução verbal. • Conjunção subordinativa: Vamos estabelecer critérios. Ênclise . Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição. O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na oração em relação ao verbo: 1.

Sigam-me e não terão derrotas. • O verbo estiver no gerúndio: Não quis saber o que aconteceu. voltemos nosso foco para a última das considerações supracitadas. Em outras palavras: as ideias similares devem . Eis alguns dos elementos essenciais à perfeita compreensão de qualquer discurso. Para sermos mais precisos. de modo a formar um “todo” coerente. como vimos. implicando diretamente na falta dessa perfeição. aliás. Esse todo deixa de ser coerente quando há a ruptura de similaridade entre os elementos textuais. Garcia proferidas em seu Comunicação em Prosa Moderna. de modo a formar um ‘todo’ coerente”. ensina a gramática de Chomsky – não se podem coordenar frases que não comportem constituintes do mesmo tipo. Ressaltemos. Despediu-se. beijando-me a face. Passaram a cumprimentar-se mutuamente. sejam termos dela–. há que se mencionar acerca de alguns entraves que porventura tendem a surgir. as quais ele revela sobre tal ruptura: “Se coordenação é. A norma culta não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. alisto-me nas forças armadas. fazendo-se de despreocupada. reflitamos sobre a estrutura de um texto: parágrafos devidamente organizados e interligados entre si por meio de harmoniosa junção de elementos coesivos. ideias dispostas em uma dada sequência lógica. • O verbo iniciar a oração: Diga-lhe que está tudo bem.htm d)Paralelismo Antes de tudo. retratadas por “ideias dispostas em uma dada sequência lógica. Por Sabrina Vilarinho Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. pelo menos – apresentar estrutura gramatical idêntica. A ênclise vai acontecer quando: • Verbo estiver no imperativo afirmativo: Amem-se uns aos outros. um processo de encadeamento de valores sintáticos idênticos. Chamaram-me para ser sócio. coordenados entre si. pois –como.brasilescola. Se não tiver outro jeito. Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. Contudo. é justo presumir que quaisquer elementos da frase – sejam orações. Mesóclise A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no futuro do presente ou no futuro do pretérito: A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã.com/gramatica/colocacao-pronominal. • Houver vírgula ou pausa antes do verbo: Se passar no vestibular em outra cidade.A ênclise é empregada depois do verbo. • O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição "a": Naquele instante os dois passaram a odiar-se. devam – em princípio. pois. mudo-me no mesmo instante. as palavras de Othon M.

desta vez relacionada não mais à noção de tempo. como também à de posição (segundo exemplo).. Diante de tais pressupostos. ora. terás de aproveitar essa oportunidade. materializadas por meio do campo morfológico (quando as palavras pertencem a uma mesma classe gramatical). Quer queiras. partamos para conferir alguns casos representativos de paralelismo. Isso é o que se costuma chamar paralelismo ou simetria de construção”.tanto mais. Machado de Assis. humilhações. quer não.. seja. quanto mais nos qualificamos.. mas também contribui para que o planeta sobreviva. retratado por: Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis. mas à quantidade propriamente dita. visto que o discurso revela a ideia de adição no que se refere às consequências oriundas de tais ações. seja em casa.. humilhações. uma vez que para ironizar o interesse de Marcela. seja no trabalho. ou seja. De forma a constatá-los. sintático (quando as construções das frases ou orações são semelhantes) e semântico (quando há correspondência de sentido).. e não/nem.. Aqui.. No campo sintático: A preservação do meio ambiente representa não só um dever de cidadania e é para que o planeta sobreviva. Tal recurso é utilizado na intenção de enfatizar uma sequência de ações negativas. o discurso carece de uma reformulação. podemos dizer que o paralelismo se caracteriza pelas relações de semelhança entre palavras e expressões. nem no anterior.quer. Portanto. por outro.corresponder forma verbal similar. evidenciada pela troca de um substantivo por um adjetivo. o termo “agressores” em detrimento a “agressões”. ele introduz outra ideia. Cuide sempre de suas atitudes. a mensagem se evidenciaria da seguinte forma: A preservação do meio ambiente representa não só um dever de cidadania. Constatamos que o paralelismo se deveu à noção de alternância (primeiro exemplo). Baseados em tais conhecimentos. quanto mais. Constatamos que há uma ruptura de ordem morfológica. seja.. (tanto) mais conseguimos uma boa colocação no mercado de trabalho. não. o correto seria utilizarmos a conjunção aditiva “mas também” em vez do conectivo “e”. Mesmo sabendo das reais intenções do autor. Não conseguimos viajar nesse ano. evidenciada por: Sua saída se deve a mágoas. Ambas as estruturas paralelísticas foram utilizadas no sentido de indicar uma progressão entre os termos constituintes.. ... Assim. No campo semântico: Há um trecho retirado da obra machadiana.ora. ressentimentos e a agressores que tanto pretendiam ocupar seu cargo dentro da empresa.. Atualmente. ressentimentos e a agressões por parte daqueles que tanto pretendiam ocupar seu cargo dentro da empresa. quer.. por um lado. detectamos uma quebra de sentido em relação ao tempo. analisemos os casos nos quais se detecta a falta de paralelismo de ordem morfológica: Sua saída se deve a mágoas.

aludindo a aspectos negativos e positivos mediante uma ação. O garotinho estava no quarto dele ou da senhora? Eliminando a ambiguidade: Aquela velha senhora encontrou o garotinho no quarto dela. Uso Incorreto do Pronome Relativo Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes que estava sobre a cama. Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes o qual estava sobre a cama. haverá mais cooperação.com/redacao/paralelismo. o menino avistou um mendigo. Constata-se que o emprego das estruturas paralelísticas foi na intenção de estabelecer uma comparação. Observação: Neste exemplo. quanto para quem fica.Se por um lado agradou aos convidados.. bem como o futuro do subjuntivo se adéqua ao futuro do presente. Ex. As crianças são mais sadias porque recebem leite frequentemente ou são frequentemente mais sadias porque recebem leite? Eliminando a ambiguidade: Crianças que recebem frequentemente leite materno são mais sadias. Aquela velha senhora encontrou o garotinho no quarto dele. Crianças que recebem leite materno são frequentemente mais sadias. tanto para quem parte. Termos. haveria necessidade de uma reestruturação diferente. Por Vânia Duarte Graduada em Letras Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. Se todos comparecessem. haveria mais cooperação. Orações ou Frases Aquela velha senhora encontrou o garotinho em seu quarto. Se todos comparecerem.htm Ambiguidade A duplicidade de sentido. . por outro desagradou à família. pelo fato de os substantivos estojo e aliança pertencerem a gêneros diferentes. Ocorre geralmente. A despedida é extremamente ruim.brasilescola.quanto. Má Colocação de Pronomes. O que estava sobre a cama: o estojo vazio ou a aliança de diamantes? Eliminando a ambiguidade: Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes a qual estava sobre a cama. Identificamos que as estruturas introduzem tanto a ideia de adição quanto de equiparação ou equivalência. dá-se o nome de ambiguidade. Tempos verbais. Se pertencessem ao mesmo gênero. tanto. nos seguintes casos: Má colocação do Adjunto Adverbial Exemplos: Crianças que recebem leite materno frequentemente são mais sadias. seja de uma palavra ou de uma expressão..: Sentado na varanda. Inferimos que o emprego do pretérito imperfeito do subjuntivo (comparecessem) se adéqua ao futuro do pretérito do indicativo (haveria). resolveu-se o problema substituindo os substantivos por o qual/a qual.

dois pontos. de exclamação. frases distintas. para evitar este erro. é muito importante ficar atento à pontuação e ao uso dos conectivos. e assim por diante).Quem estava sentado na varanda: o menino ou o mendigo? Eliminando a ambiguidade: O menino avistou um mendigo que estava sentado na varanda.) e pontos (final.brasilescola. como sinais de pontuação ou conectivos. . podemos usar sinais de pontuação: . Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Equipe Brasil Escola Fonte: http://www. A frase acima é siamesa. de interrogação. Sim. Como vimos.Letícia estava muito ansiosa teria que fazer a cirurgia o mais breve. pois podem mudar todo o sentido de um texto ou do que se quer falar. O menino que estava sentado na varanda avistou o mendigo.com/redacao/ambiguidade. conectivos (e. E Ele não concordava com a correção. que possuem enunciado completo. era necessário falar com o professor. é isso mesmo.Letícia estava muito ansiosa. o mesmo acontece com as orações. Teria que fazer a cirurgia o mais breve. aqueles que nascem unidos por uma determinada parte do corpo. teria que fazer a cirurgia o mais breve. ou seja. por não haver elemento de ligação entre elas. Assim. pois sua turma iria apresentar uma peça teatral para a escola inteira. são apresentadas como se fosse uma só. Por Sabrina Vilarinho Graduada em Letras Equipe Brasil Escola As frases SIAMESAS caracterizam-se por apresentar idéias ligadas incorretamente. mas. colocar vírgulas. neste espaço você pode ter feito uso das frases siamesas. As ideias dos exemplos acima estão sendo exploradas como se fosse apenas uma. etc. É muito comum ver períodos longos iguais a esse.htm Frases siamesas e Frases Fragmentadas Você já começou a escrever e não parou mais e acabou transformando aquele período em um longo parágrafo? Se sim. Vejamos como ficariam os períodos acima se fossem escritos com a pontuação correta: A jovem já estava ansiosa. porém. bem como nos menores: Ele não concordava com a correção era necessário falar com o professor. .Letícia estava muito ansiosa. cuidado. apontado acima. são chamadas assim por analogia a “irmãos siameses”. Observe: A jovem já estava ansiosa seria um ótimo dia de aula sua turma iria apresentar uma peça teatral para a escola inteira a fim de arrecadar fundos para o bazar cultural. a fim de arrecadar fundos para o bazar cultural. já que não há elemento de ligação entre as orações. entretanto. seria um ótimo dia de aula. Às vezes nos empolgamos em escrever e esquecemos de acentuar. então. Este nome é devido à analogia de irmãs ou a irmãos siameses (crianças que nascem unidas por uma parte do corpo) Veja alguns exemplos: .

E um calor insuportável. Quadros nas paredes". constituída. Introdução A FRASE NOMINAL é a frase que prescinde de verbo. É característica de muitos provérbios e máximas: Cada louco com sua mania. Porque era impossível agüentar todo aquele aperto. apenas por nomes. a colcha branca. incisiva que tanto pode expressar ações quanto apontar os elementos essenciais de um quadro numa descrição. De rachar. muito antes mesmo da chegada do Governador. (Érico Veríssimo. . Todos muito animados. Mas uma confusão tremenda. dá bem a idéia do que é frase fragmentada: "A festa de inauguração da nova sede estara esplêndida. . Othon Garcia. Uma mesa de pau. a bacia e o jarro.Como teria que fazer a cirurgia o mais breve. E principalmente o calor". quase sempre na descrição. o tinteiro niquelado. FRASES FRAGMENTADAS Uma frase é FRAGMENTADA quando ela está separada por pontuações incorretamente. em "Comunicação em prosa moderna". De modo que grande parte dos convivas saiu muito antes de terminar. não anexados à oração principal. No dia do aniversário dela Correção: Mariana comprou um celular. Veja alguns exemplos: Eu estava indo para a festa. porque teria que fazer a cirurgia o mais breve. isto é. uma caneta. p. Quando chegaram alguns amigos na minha casa. é marcada por um ponto que separa enunciados incompletos. pois teria que fazer a cirurgia o mais breve. p. 220) Na literatura brasileira contemporânea. Clarissa. "A cama de ferro. no dia do aniversário dela. Cada macaco no seu galho. construções nominais e fragmentadas 1.br/vivianefdd/tag/frases-siamesas-e-fragmentadas/ Como escrever com frases curtas. quando chegaram alguns amigos na minha casa.com. Correção: Eu estava indo para a festa. portanto. A FRASE FRAGMENTADA é geralmente uma oração subordinada ou um adjunto que se apresentam isoladamente. Fonte: http://blog. É uma frase curta. Gente que não acabava mais. Letícia estava muito ansiosa. papéis. Outra opção é usar conectivos subordinativos: . aquela confusão.Letícia esta muito ansiosa.Podemos usar também conectivos coordenativos: .educacional. 100. quase todos os novelistas e cronistas dela servem. o travesseiro com fronha de morim. Mariana comprou um celular.Letícia estava muito ansiosa. O lavatório esmaltado.

Anunciando esperanças. Na aventura do cotidiano. Sem! Levanta tua voz: em meio às desfigurações da existência." A frase fragmentada é um recurso de estilo. de modo que grande parte dos convivas saiu muto antes de terminar. nominais e fragmentadas. ainda. Tua voz. A FRASE CURTA. "asmático". nesta travessia de comunicação de ti para contigo. direta também é característica da literatura moderna.Os períodos do texto são. Sem estresse! Só tu. São frases fragmentadas. De gestar o futuro. característica do classicismo. Gilberto Scarton O leitor que quiser mais informações relativas a esses tipos de frase."asmático". incisiva. Sem provas. "convulsivo". para entretecer contigo a teia de palavras que liga todas as dimensões de tua existência. verdadeiros fragmentos. Sem inspiração. Observe uma vez mais o texto "Por uma aprendizagem natural da escrita". Textos 2. próprio da literatura moderna. Sem notas. expressões de Othon Garcia. ao contrário do período longo. segundo. Denunciando injustiças. Com paixão. Sem dom. dando como resultado um estilo "estertorante". segundo José Oiticica. Tu e a folha em branco. De acordo com a sintaxe ortodoxa. Com teu ritmo. In(en)formando o mundo com tua-vida-toda-linguagem. Ou um estilo "picadinho". porque era impossível de agüentar todo aquele aperto. Por uma aprendizagem natural da escrita Sem professor. muito antes mesmo da chegada do Governador. Com tua pulsação. e principalmente o calor.1 Textos-modelos Letra de Música Germano Jacobs . de ti para o outro. De resgatar a memória. Tu e o texto. Sem queda. De fecundar o presente. Só tu. frases nominais. fará bem consultar a excelente obra de Othon Garcia "Comunicação em prosa moderna". Tu e tu. o período (e a pontuação) deveria ser assim construído: Mas uma confusão tremenda e um calor insuportável. É um estilo entrecortado. aquela confusão. "pedaços" de períodos. A tua palavra. Que impassível espera ser preenchida. Sem aula. onde aparecem frases curtas. Sem. Sem computador. de rachar. soluçante. fragmentadas e curtas se misturam. na verdade. Não raro. do parnasianismo e do romantismo. da sociedade. tu tens a palavra. 2. E tua vez. na expressão de Othon Garcia.

essas coisas sentimentais do lugar-comum. sete da noite. Viajar. nadar um pouco. Ganha para comer. os outros que se danem. Tosse. Aí é que está. mas ela preferiu mesmo ficar com seu melhor amigo. mas como é que podia imaginar tamanha sem-vergonhice? Ela ainda riu na sua cara. Continua o ritual. Amadurecer. E continua o ritual. de relembrar os bons tempos. E o emprego? Faz a escrita contábil do bar que freqüenta. Quase que pediu desculpas por encontrá-los em adultério.Poemas O primeiro olhar da janela de manhã. Jornais. estão por aí.Uma tragada. Tem certeza que nunca vai encontrar resposta. Tosse. Auxiliar de contabilidade. Parece letra de música destas duplas que infestam o rádio. com quem quer que fosse. Um copo de cerveja. Tomar um banho. Vai ao banheiro. Um copo de cerveja. A música nova. Mais um copo de cerveja. sem mais nem menos. não importa. Bem que andava desconfiado. . Uma tragada. Eles que se virem. se pergunta. Rostos animados. Uma tragada. O velho livro perdido e reencontrado. da sapataria de um compadre seu. de jamais faltar ao serviço. de 19 e 17 anos. Mais um copo de cerveja. em que falha incorri?" "Contenção de despesa". Crescer. Sapatos macios. o bar estava cheio. Escrever. Mais um copo de cerveja. Uma tragada. Volta. Ele quer ficar só. 2.2 Textos de alunos Inocentes Reflexões Renata Eichenberg Viver é desejar. no mundo. Se conseguisse esquecer da mulher. Cumpridor de seus deveres. O dois filhos. A desgraçada está voltando. Ser Camarada. com seu melhor amigo. pagar o quartinho da pensão e tomar a cerveja de todos os dias. cantar. Uma tragada. Descobrir. fazendo pouco caso de sua presença. A música antiga. Um copo de cerveja. Encontrar a mulher na cama com seu melhor amigo foi o começo. o que fiz. Mais um copo de cerveja. Um copo de cerveja. A neve. a sucessão das estações. Devia ter 45 anos e gostava de conversar consigo mesmo. A dialética. suportaria tudo para estar junto dela. Mais tarde perdoou a mulher. e encontra à sua frente o copo de cerveja e o cigarro. Um copo de cerveja. Uma tragada. "Por que eu. aqueles que não voltam mais. Àquela hora. Vinte anos na mesma empresa. Dramas. Felicidades Beertolt Brecht . Uma tragada. Realizar nossos sonhos. tudo seria diferente.o seu amigo vestiu-se calmamente. O cachorro. mesmo que continuasse a traí-lo. "a crise está braba". vai se virando. dramalhões. Certo dia. a resposta. Ele se encontrava sozinho. o aviso de demissão. Compreender. Isso o deixa louco de raiva: "Que merda de homem sou eu?". Uma tragada. Droga de vida. os bons tempos não resolvem coisa alguma. mas os últimos anos foram uma sucessão de dramas. numa mesa no canto. Sem mulher e sem emprego. não. Uma tragada. É o único luxo que se permite. da verdureira da esquina. Mais um copo de cerveja. Uma tragada. Amar. plantar. quase escondido.

A. imaginá-la. Chuva. escrever.Acordei.V. Devastação. ter coragem de mergulhar. durante a minha vivência terrena: • • • • • • • • • • • • • • conhecer muitos lugares. misteriosa. adivinhá-la.Gostaria de comprar pão.pucrs.. Os minutos parecem horas.Usa-se nas abreviações . Olhei em volta. arrancar suspiros.. Se eu pudesse ter sete vidas. costumes. Ponto 1. manteiga e leite. Continua chovendo. Acredito ser a vida preciosa. sugar a essência do mundo. . A água ultrapassa as portas.Sr. . queijo. Como só tenho uma. o cheiro de terra. Árvores caídas. Granizo. Pavor. conhecendo os mistérios da água. certamente teria sete desejos. . Choro. Ana Paula de Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. espero. Aumenta a chuva. Não reconheci onde estava. pelo menos. amar e ser amada. Ninguém segura a natureza.Procurar. alguns feridos. sete amores. Chuva caindo lá fora. Devastação Scheila Feijó Fantinels Noite escura.Indica o término do discurso ou de parte dele. temos que sonhá-la.php e)Pontuação Por Araújo. uma obra. provar de todos os vinhos. Veremos aqui as principais funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua portuguesa. sete anseios. Rezo. casas derrubadas. O pesadelo acabou. viver a vida inteira ao lado de um único homem. sete filhos. . simplesmente viver. lágrimas. ver o pôr-do-sol sem a sombra de um arranha-céu. Silêncio. Fonte: http://www. areia. sentir. sete sonhos. sete pais. povos. surpreendente. atraente. mar. Começo a sentir medo. supô-la. viver em uma praia tranqüila. Telhas voam e não ouço nada. Exª. porém intensa e preciosa. todo o dia. 2. uma menina e um menino.br/gpt/fragmentadas. provar todas as formas e tipos de chocolates. Vento. ter dois filhos. Não basta apenas vivê-la.Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que se encontra. . O cachorro late prevendo alguma coisa. tradições.

susto. decreto de lei. exposição de motivos.Antes de uma citação . frio à tarde e calor à noite. etc. “. Fonte: http://www.com/portugues/pontuacao/ .João! Há quanto tempo! Ponto de Interrogação Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.Indica interrupção violenta da frase.“Os pobres dão pelo pão o trabalho. .Antes de um aposto .infoescola. 4. outros montanhas. . etc. . cólera.Ir ao supermercado. ) 1. praia e calor.Alguns quiseram verão.Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto: 2. Dois pontos 1. os de nenhum espírito dão pelo pão a alma…” (VIEIRA) 2. “. súplica.Indica que o sentido vai além do que foi dito .Em frases de estilo direto .Lá estava a deplorável família: triste. que têm a mesma importância.Indica interrupções de hesitação ou dúvida .Separa itens de uma enumeração.Maria perguntou: – Por que você não toma uma decisão? Ponto de Exclamação 1.Comprei lápis. 2006. cabisbaixa. canetas.Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo) Reticências 1.Depois de interjeições ou vocativos . . os de espíritos generosos dão pelo pão a vida.Antes de uma explicação ou esclarecimento . .Sim! Claro que eu quero me casar com você! 2. cadernos… 2.Pegar as crianças na escola. vivendo a rotina de sempre.Ai! Que susto! .Este mal… pega doutor? 4.Usa-se para indicar entonação de surpresa. . os ricos dão pelo pão a fazenda.Gramática Normativa da Língua Portuguesa. o coração falar… Vírgula É usada para vários objetivos. Carlos Henrique da.Reunião com amigos. – Rio de Janeiro: José Olympio. . 3. 45ª edição.Caminhada na praia.Três coisas não me agradam: chuva pela manhã.Deixa. frio e cobertor. . 3. mas em geral usamos a vírgula para dar pausa à leitura ou para indicar que algum elemento da frase foi deslocado da sua posição canônica.Indica que palavras foram suprimidas.Separa várias partes do discurso.Não… quero dizer… é verdad… Ah!” 3. Bibliografia ROCHA LIMA.Separa partes de frases que já estão separadas por vírgulas. depois.Ponto e Vírgula ( .

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