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LEGISLAÇÃO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIENCIA E TECNOLOGIA DE GOIÁS

Campus Uruaçu

LEGISLAÇÃO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

Goiânia/janeiro/2009

PAULO CÉSAR PEREIRA Reitor JOSÉ SERGIO SARMENTO GARCIA Vice-Reitor GILDA GUIMARÃES Diretora de Desenvolvimento do Ensino WAGNER BENTO COELHO Diretor de Desenvolvimento Institucional TELMA REGINA DE BARROS Diretora de Administração e Planejamento ADEMIR COELHO LIMA Diretor de Interação Profissional e Extensão EDISON DE ALMEIDA MANSO Diretor-Geral do Campus de Goiânia PAULO HENRIQUE DE SOUZA Diretor-Geral do Campus de Jataí CLEITON JOSÉ DA SILVA Diretor-Geral do Campus de Inhumas JOÃO BARBOSA DA SILVA Diretor-Geral do Campus de Uruaçu ROBERLAM GONÇALVES DE MENDONÇA Diretor-Geral do Campus de Itumbiara ELABORAÇÃO: João Barbosa da Silva

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APRESENTAÇÃO

A Legislação que rege a Educação Profissional no Brasil é de fundamental importância para as atividades de Administração Acadêmica de qualquer Instituição que oferece essa modalidade de Ensino. Considerando a grande procura e a necessidade de um banco de dados, é que nos motivamos a elaborar essa pesquisa, pensando em facilitar a vida de quem dela necessita, em que procuramos compilar Leis, Decretos, Portarias, Resoluções e Pareceres do Conselho Nacional de Educação, e de outros órgãos do Ministério da Educação, bem como, outros atos legais, sobre a Educação Profissional catalogada neste volume. Este trabalho consiste num documento em que se coloca à disposição da comunidade acadêmica toda a legislação existente até a presente data sobre Educação Profissional, e tem como objetivo servir a todos como fonte de pesquisa.

JOÃO BARBOSA DA SILVA Diretor-Geral do Campus de Uruaçu

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LEGISLAÇÃO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

CONSTITUIÇÃO FEDERAL
13 Constituição Federal Capítulo da Educação LEIS Dispõe sobre a transformação das Escolas Técnicas Federais de Minas Gerais, do Paraná, e Celso Suckow da Fonseca, do Rio de Janeiro, em Centros Federais de Educação Tecnológica. Dispõe sobre a transformação da Escola Técnica Federal do Maranhão em Centro Federal de Educação Tecnológica. Dispõe sobre a criação de Escolas Técnicas e Agrotécnicas e dá outras providências. Cria a Escola Técnica Federal de Roraima e respectivo quadro de pessoal. Cria o Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia, nos termos da Lei nº 6.545, de 30 de junho de 1978, por transformação da Escola Federal da Bahia e incorpora o Centro de Educação Tecnológica da Bahia – CENTEC. Dispõe sobre a instituição do Sistema Nacional de Educação Tecnológica e dá outras providências. Arts. 3o e 4o dispõem sobre as avaliações periódicas das instituições e dos cursos de nível superior a serem realizadas pelo MEC (avaliação de condições de oferta e exame nacional de cursos (provão). Estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Dispõe sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério, na forma prevista no art. 60, § 7°, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias Artigo 47: altera o parágrafo 3º da Lei Federal nº 8.948/94. Artigo 66: revoga os arts. 1º, 2º e 9º da Lei Federal nº 8.948/94. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção de acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. 17

Lei 6.545/1978 Lei 7.863/1989 Lei 8.670/1993

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Lei 8.711/1993 Lei 8.948/1994 Lei 9.131/1995

24 27

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Lei 9.394/1996 Lei 9.424/1996

32 39 45 51

Lei 9.649/1998 Lei 9.795/1999

Lei 10.098/2000

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Lei 10.861/2004

Lei 10.973/2004

Institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES e dá outras providências Dispõe sobre incentivos a inovação e a pesquisa cientîca e tecnológica no ambiente produtivo.
Dispõe sobre a criação de Escolas Técnicas e Agrotécnicas Federais e dá outras providências. Altera dispositivos da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para redimensionar, institucionalizar e integrar as ações da educação profissional técnica de nível médio, da educação de jovens e adultos e da educação profissional e tecnológica Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências

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Lei 11.534/2007 Lei 11.741/2008

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Lei 11.892/2008

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DECRETOS
Decreto 87.310/1992 Decreto 2.406/1997 Decreto 2.208/1997 Decreto 2.494/1998 Regulamenta a Lei nº 6.545, de 30 de junho de 1978, e dá outras providências. Regulamenta a Lei Federal nº 8.948 (trata de Centros de Educação Tecnológica). Regulamenta o parágrafo 2º do art. 36 e os arts. 39 a 42 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Regulamenta o art. 80 da LDB (Lei nº 9.394/96). Altera a redação dos arts. 11 e 12 do decreto nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, que regulamenta o disposto no art. 80 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Dá nova redação ao art. 8º do Decreto Federal nº 2.406/97 (trata da autonomia dos Centros Federais de Educação Tecnológica). Altera a redação do art. 5º do decreto Federal nº 2.406/97, que regulamenta a Lei Federal nº 8.948/94 (trata da autonomia dos Centros de Educação Tecnológica Privados). Acresce dispositivo ao Decreto nº 3.860, de 9 de julho de 2001, que dispõe sobre a organização do ensino superior e a avaliação de cursos e instituições. 94 96 99 102

Decreto 2.561/1998 Decreto 3.462/2000

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Decreto 3.741/2001

Decreto 3.864/2001

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Decreto 4.877/2003 Decreto 5.119/2004 Decreto 5.154/2004

Decreto 5.205/2004

Decreto 5.224/2004 Decreto 5.478/2005.

Decreto 5.518/2005

Decreto nº 5.773/2006 Decreto 5.798/2006

Dexreto 5.803/2006. Decreto nº 6.095/2007.

Disciplina o processo de escolha de dirigentes no âmbito dos Centros Federais de Educação Tecnológica, Escolas Técnicas Federais e Escolas Agrotécnicas Federais. Revoga o dispositivo que menciona e o Decreto no 4.364, de 6 de setembro de 2002. .Regulamenta o § 2º do art. 36 e os arts. 39 a 41 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e dá outras providências. Regulamenta a Lei nº 8.958, de 20 de dezembro de 1994, que dispõe sobre as relações entre as instituições federais de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica e as fundações de apoio. Dispõe sobre a organização dos Centros Federais de Educação Tecnológica e dá outras providências. Institui, no âmbito das instituições federais de educação tecnológica, o Programa de Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos - PROEJA. Promulga o Acordo de Admissão de Títulos e Graus Universitários para o Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do Mercosul Dispõe sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e seqüenciais no sistema federal de ensino. Regulamenta os incentivos fiscais às atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica, de que tratam os arts. 17 a 26 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Dispõe sobre o Observatório da Educação, e dá outras providências Estabelece diretrizes para o processo de integração de instituições federais de educação tecnológica, para fins de constituição dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia - IFET, no âmbito da Rede Federal de Educação Tecnológica Estabelece o Compromisso pela Inclusão das Pessoas com Deficiência, com vistas à implementação de ações de inclusão das pessoas com deficiência, por parte da União Federal, em regime de cooperação com Municípios, Estados e Distrito Federal, institui o Comitê Gestor de Políticas de Inclusão das Pessoas com Deficiência - CGPD

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116 119 129

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Decreto 6.215/2007

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PORTARIAS
Portaria 646/1997 Portaria 1005/1997 Portaria Interministerial 1.018/1997 Portaria 2.267/1997 Portaria 301/1998 Regulamenta a implantação do disposto nos artigos 39 a 42 da Lei n.º 2.208/97 e dá outras providências Institui no âmbito da SENTEC a unidade de coordenação do Programa UCP Criar o Conselho Diretor do Programa de Reforma da Educação Profissional - PROEP Estabelece diretrizes para elaboração do projeto institucional para implantação de novos CEFETs. Normatiza os procedimentos de credenciamento de instituições para a oferta de cursos de graduação e educação profissional tecnológica a distância. Dispõe sobre o credenciamento de centros de educação tecnológica e a autorização de cursos de nível tecnológico da educação profissional (considerando-se o disposto na Lei Nº. 9.131/95, na Lei Nº 9.394/96, e no Decreto Nº 2.406/97). Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências, para instruir os processos de autorização e de credenciamento de cursos, e de credenciamento de instituições. Fixa os períodos de março a junho e de agosto a novembro para realização da análise técnica e meritórias dos processos de reconhecimento de cursos de nível tecnológico da educação profissional. Fixa o período de fevereiro a março para realização técnica e meritória dos processos de credenciamento de centros de educação tecnológica e/ou autorização de novos cursos de nível tecnológico da educação profissional. Reformulação da oferta de cursos de nível técnico e os respectivos currículos para implantação no ano 2001, atendendo aos princípios e critérios estabelecidos na Resolução nº 04/99 do CNE/CEB. Prorroga o prazo, constante da Portaria SEMTEC/MEC nº 30/00, para a conclusão dos Planos de Cursos de nível técnico, pelas instituições de educação profissional integrantes do sistema federal de ensino Dispõe sobre o recolhimento de taxa para solicitações de credenciamento ou recredenciamento como Centro de Educação Tecnológica ou a autorização ou reconhecimento de cursos de nível superior, como sobre as despesas em decorrência das visitas de verificação. Dispõe sobre os procedimentos para o reconhecimento de cursos/habilitações de nível tecnológico da educação profissional (cursos superiores de tecnologia) e sua renovação no sistema federal de ensino. Os cursos superiores de tecnologia, supervisionados pela SEMTEC, estão excluídos da suspensão constante do art. 1º da Portaria nº 1.098/2001. 179 181 182 184 186

Portaria 1.647/1999

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Portaria 1.679/1999

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Portaria SETEC Portaria SETEC Portaria SETEC Portaria SETEC

27/2000

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28/2000 30/2000

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Portaria 445/2000 MEC

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Portaria 64/2001 MEC

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Portaria MEC

1.222/2001

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Portaria MEC Portaria MEC

Estabelece critérios e procedimentos para o processo de recredenciamento de instituições de educação superior 1.465/2001 do sistema federal de ensino. Estabelece procedimentos de autorização de cursos fora 1.466/2001 de sede por universidades.

205 207

Estabelece prazos para a solicitação de reconhecimento Portaria 1.945/2001 e renovação de reconhecimento de cursos superiores. MEC Portaria 3.284/2003 Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências, para instruir os processos de autorização e de reconhecimento de cursos, e de credenciamento de instituições. Portaria 1685/2004 Supervisão e regulação do ensino profissional de nível tecnológico, Regulamenta os procedimentos de avaliação do Sistema Portaria Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), 2.051/2004 MEC instituído na Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004. Estabelece os procedimentos para a realização, in loco, dos trabalhos de supervisão das atividades desenvolvidas pelas Escolas Agrotécnicas Federais, Escola Técnica Federal e Centros Federais de Educação Tecnológica Estabelecer, no âmbito dos Centros Federais de Educação Tecnológica, Escolas Técnicas Federais, Escolas Agrotécnicas Federais e Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais, as diretrizes para a oferta de cursos de educação profissional de forma integrada aos cursos de ensino médio, na modalidade de educação de jovens e adultos - EJA. Estabelecer os procedimentos para a organização e execução das avaliações externas das Instituições de Educação Superior Instituições pré-selecionadas para participar dos programas de formação de professores a distância fomentados pelo MEC comissões de verificação in loco para acompanhar a oferta dos cursos superiores à distância conforme calendário e lista de instituições indicados no anexo desta Portaria. Serão avaliados pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes - ENADE, no ano de 2005, os cursos das áreas de Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Ciências Sociais, Computação, Engenharia, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras, Matemática, Pedagogia e Química

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PORTARIA 156/2005

Portaria MEC

2080/2005

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Portaria 31/2005 INEP Portaria MEC Portaria MEC Portaria MEC 2201/2005 2202/2005

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2.205/2005

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Portaria 4.033/2005

Portaria Normativa 12/2006. Portaria 21/2007 Portaria 28/2007 Portaria 40/2007 Normativa Normativa Normativa

Portaria nº 230/2007

Portaria CEFET

575/2007

Regulamenta o funcionamento das Cooperativas-Escolas bem como suas relações jurídico-formais com as Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica vinculadas ao Ministério da Educação, em observância ao disposto na Lei nº. 5.764, de 16 de dezembro de 1971 e ao contido no Decreto nº 2.548 Dispõe sobre a adequação da denominação dos cursos superiores de tecnologia ao Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia, nos termos do art. 71, §1º e 2º, do Decreto 5.773, de 2006 Subdelega competência para a prática dos atos que menciona, e dá outras providências. Atribuir ao Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás o encargo de adotar as medidas necessárias à implantação da Escola Técnica Federal de Brasília - DF. Institui o e-MEC, sistema eletrônico de fluxo de trabalho e gerenciamento de informações relativas aos processos de regulação da educação superior no sistema federal de educação Considerando a decisão proferida pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região nos autos do Agravo de Instrumento nº 2005.01.00.020448-1/DF, a qual obriga a União a editar a Portaria proibitiva da cobrança do valor correspondente à matrícula, pelas Instituições de Ensino Superior, nos casos de transferência de alunos; considerando como pressuposto da transferência a situação regular do aluno perante a instituição de origem, considerando o artigo 6º, § 1º, da Lei nº 9.870/99. Regulamentação da jornada de trabalho dos servidores docentes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás

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RESOLUÇÕES
Dispõe sobre os programas especiais de formação pedagógica de docentes para as disciplinas do currículo do ensino fundamental, do ensino médio e da educação profissional em nível médio. Estabelece indicadores para comprovar a produção intelectual institucionalizada, para fins de credenciamento, nos termos do Art. 52, inciso I, da Lei 9.394/96 de 20 de dezembro de 1996. Dispõe sobre a alteração de turnos de funcionamento de cursos das instituições de educação superior não –universitárias. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a organização e o funcionamento dos cursos superiores de tecnologia.

Resolução 2/97 CNE

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Resolução 2/1998 CES Resolução 3/1998 CES Resolução 4/1999 CEB Resolução 3/2002 CP

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Resolução 1/2005 CEB Resolução 2/2005 CEB

Resolucao 9/2006.

Resolução nº 1/2007

Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação para o Ensino Médio e para a Educação Profissional Técnica de nível médio às disposições do Decreto nº 5.154/2004. Modifica a redação do § 3º do artigo 5º da Resolução CNE/CEB nº 1/2004, até nova manifestação sobre estágio supervisionado pelo Conselho Nacional de Educação Delegada a SESu e a SETEC, pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias, competência para a prática de atos de regulação compreendidos no parágrafo 4º, do art. 10 do Decreto nº 5.773/2006. Estabelece normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação lato sensu, em nível de especialização

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PARECERES
Parecer 17/1997 CEB Parecer 776/1997 CES Parecer 16/1999 CEB Parecer 10/2000 CEB Parecer 33/2000 CEB Estabelece as diretrizes operacionais para educação profissional em nível nacional. Orienta para as diretrizes curriculares dos cursos de graduação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico Providências do CNE/CEB para orientar os Conselhos Estaduais de Educação sobre procedimentos para implantar a Educação Profissional de Nível Técnico Novo prazo final para o período de transição para a implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico Disciplina sobre os Cursos Superiores de Tecnologia – Formação de tecnólogos. Homologado em 5 de abril de 2001 e publicado em 6 de abril de 2001 no Diário Oficial. Estabelece critérios para autorização e reconhecimento de cursos de instituições de ensino superior. Orienta para as diretrizes curriculares dos cursos de graduação. Consulta sobre carga horária de cursos superiores. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Profissional de Nível Tecnológico Autorização para a oferta de cursos superiores de Tecnologia nas Escolas Agrotécnicas Federais Aplicação do Decreto nº 5.154/2004 na Educação Profissional Técnica de nível médio e no Ensino Médio. 285 293 343

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Parecer 436/2001 CES Parecer 1.070/1999 CES Parecer 583/2001 CES Parecer 575/2001 CES Parecer 29/2002 CP Parecer 14/2004 CEB Parecer 39/2004 CEB

403 410 413 415 460 463

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de 20 de dezembro de 1996. de 16 de julho de 1999. de 7 de dezembro de 1977. 6º da Medida Provisória nº 2. Determina seguir orientações do Parecer n° 98/99 do CNE Determina seguir orientações do Parecer n° 98/99 do Conselho Nacional de Educação e as disposições da presente Portaria. Regulamenta a Lei nº 6.467/84 Decreto 2. aprovada pelo Decreto-Lei nº. de 7 de dezembro de 1977.497. Centros Universitários e Instituições Isoladas de Ensino Superior.394. 19 da Portaria Ministerial n º 1. o parágrafo único do art. Revoga dispositivo do regulamento da Lei nº 6. Decreto 87. PAG 486 487 488 489 490 11 . e o art. Dá nova redação ao art.494. e dá outras providências. de 24 de agosto de 2001. de 1º de maio de 1943.471/1997 Portaria 1449/1999 SESu Portaria 2941/2001 MEC Portaria 391/2002 MEC Parecer 95/1998 CP EMENTA Abono de falta ao serviço nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exame vestibular Regulamenta o art. que dispõe sobre o estágio de estudantes de estabelecimentos de 484 ensino superior e de 2º grau regular e supletivo. de 07 de dezembro de 1977. que dispõe 485 sobre os estágios de estudantes de estabelecimentos de ensino superior e de ensino profissionalizante do 2° Grau e Supletivo. revoga as Leis nº 6. de 18 de agosto de 1982.164-41. e a Lei nº. altera a 474 redação do art.497/82 Decreto 89. 82 da Lei 9. 8° do Decreto nº 87.859. de 20 de dezembro de 1996.LEGISLAÇÃO DO ESTAGIO SUPERVISIONADO LEGISLAÇÃO Lei nº 11.494. de 23 de março de 1994. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. nos limites que especifica e dá outras providências. e 8. de 7 de dezembro de 1977. 9. que dispõe sobre o estágio de estudantes de estabelecimentos de ensino superior e de 2º grau 481 regular e supletivo.394.452.494. Regulamentação de Processo Seletivo para acesso a cursos de graduação de Universidades. 5.120.788/2008 EMENTA PAG Dispõe sobre o estágio de estudantes. que regulamenta a Lei nº 6.080/96 LEGISLAÇÃO DE PROCESSO SELETIVO LEGISLAÇÃO Lei 9.494.

Parecer 98/1999 CP Regulamentação de Processo Seletivo para acesso a cursos de graduação de Universidades. 499 12 . Centros Universitários e Instituições Isoladas de Ensino Superior.

sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria. 208 O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de I .oferta de ensino noturno regular adequado as condições do educando. IV . § 3 ° Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental . a arte e o saber.acesso aos níveis mais elevados de ensino. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. direito de todos e dever do Estado e da família. assegurada.autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. 13 .cumprimento das normas gerais da educação nacional. 205 A educação. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.garantia de padrão de qualidade. V . Art 207 As universidades gozam de autonomia didático-cientifica. pela freqüência à escola. II.progressiva universalização do ensino médio gratuito: III . inclusive.CONSTITUIÇÃO FEDERAL Constituição Federal Art. e obedecerão ao principio de indissociabilidade entre ensino.gratuidade do ensino publico em estabelecimentos oficiais. II . junto aos pais ou responsáveis. administrativa e de gestão financeira e patrimonial. transporte. Art. Art 206 0 ensino será ministrado com base nos seguintes princípios I igualdade de condições para o acesso e permanência na escola.ensino fundamental obrigatório e gratuito. pesquisa e extensão. ensinar. na forma da lei VII . Vl . §1° O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo: § 2° O não-oferecimento do ensino-obrigatório pelo Poder Público. III . VII . preferencialmente na rede regular de ensino. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade.atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade: V . ou sua oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente. 209 ensino é livre à iniciativa privada. II . atendidas as seguintes condições: I . da pesquisa e da criação artística.valorização dos profissionais do ensino.liberdade de aprender.atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência. segundo a capacidade de cada um.gestão democrática do ensino publico. com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos. pesquisar e divulgar o pensamento.fazer-lhes a chamada e zelar. na forma da lei planos de carreira para o magistério público. alimentação e assistência à saúde. garantindo.pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas e coexistência de instituições publicas e privadas de ensino: IV .atendimento ao educando no ensino fundamental através de programas suplementares de material didático-escolar. Art. assegurado regime jurídico único para todas as instituições mantidas pela União: Vl .

confessionais ou filantrópicas. podendo ser dirigidos a escolas comunitárias. da receita resultante de impostos.comprovem finalidade não lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação: II . § 1" O ensino religioso. ou ao Poder Público. Art. de modo a assegurar a universalização do ensino obrigatório. serão considerados os sistemas de ensino federal. financiará as instituições de ensino públicas federais e exercerá. Art. de matrícula facultativa. para efeito do cálculo previsto neste artigo. de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos. o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento.210 Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental. estadual e municipal e os recursos aplicados na forma do art. filantrópica ou confessional. ou pelos Estados aos respectivos Municípios. nacionais e regionais. nos termos do plano nacional de educação § 4° Os programas suplementares de alimentação e assistência à saúde previstos no art. § 4° Na organização de seus sistemas de ensino. os Estados e Municípios definirão formas de colaboração. assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. função redistributiva. no caso de encerramento de suas atividades. receita do governo que a transferir.assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária. ao Distrito Federal e aos Municípios § 2° Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil § 3° Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino fundamental e médio.212 A União aplicará anualmente.Art. § 1° A parcela de arrecadação de impostos transferida pela União aos Estados. de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade de ensino. 14 . § 5° O ensino fundamental publico terá como fonte adicional de financiamento a contribuiação social do salário-educação recolhida pelas empresas. não é considerada. 211 A União. constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental § 2° O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa. VII. no mínimo. em matéria educacional. mediante assistência técnica e financeira aos Estados. compreendida a proveniente de transferências.208. § 2° Para efeito do cumprimento do disposto no "caput" deste artigo. Art. na forma da lei. e os Estados. definidas em lei. § 1° A União organizará o sistema federal de ensino e dos Territórios. que: I .213 Os recursos públicos serão destinados às escolas publicas. ao Distrito Federal e aos Municípios. nunca menos de dezoito. serão financiados com recursos provenientes de contribuições sociais e outros recursos orçamentários. os Estados. na manutenção e desenvolvimento do ensino. o Distrito Federal e os Municípios organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino.213 § 3° A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das necessidades do ensino obrigatório.

o Distrito Federal e os Municípios destinarão não menos de sessenta por cento dos recursos a que se refere o caput do art. na forma do disposto no art. pelo menos. § 1° A distribuição de responsabilidades e recursos entre os Estados e seus Municípios a ser concretizada com parte dos recursos definidos neste artigo. inciso I. é assegurada mediante a criação.erradicação do analfabetismo. suas contribuições ao Fundo. alíneas a e b. em cada Estado e no Distrito Federal. ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS COM A INCORPORAÇÃO DA EMENDA 14 Art.212 da Constituição Federal. II . os Estados. no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal. proporcionalmente ao número de alunos nas respectivas redes de ensino fundamental. na forma da lei. V . à manutenção e ao desenvolvimento do ensino fundamental. com o objetivo de assegurar a universalização de seu atendimento e a remuneração condigna do magistério. seu valor por aluno não alcançar o mínimo definido nacionalmente. de forma a garantir um valor por aluno correspondente a um padrão mínimo de qualidade de ensino. de um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. o Distrito Federal e os Municípios ajustarão progressivamente. de duração plurianual. § 3° A União complementará os recursos dos Fundos a que se refere o parágrafo 1° sempre que. § 2° O Fundo referido no parágrafo anterior será constituído por. de natureza contábil. cientifica e tecnológica do Pais. inciso ll. § 5° Uma proporção não inferior a sessenta por cento dos recursos de cada Fundo referido no parágrafo 1° será destinada ao pagamento dos professores do ensino fundamental em efetivo exercício no magistério.211 da Constituição Federal.melhoria da qualidade de ensino: IV . definido nacionalmente. § 6° A União aplicará na erradicação do analfabetismo e na manutenção e no desenvolvimento do ensino fundamental. para os que demonstrarem insuficiência de recursos. inciso IV. quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede pública na localidade da residência do educando. § 2° As atividades universitárias de pesquisa e extensão poderão receber apoio financeiro do Poder Publico Art. ficando o Poder Público obrigado a investir prioritariamente na expansão de sue rede na localidade. 158. inclusive na complementação a que 15 . quinze por cento dos recursos a que se referem os arts. e 159.§ 1° Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo para o ensino fundamental e médio.214 A lei estabelecerá o plano nacional de educação. em um prazo de cinco anos. da Constituição Federal. os Estados.l55.60 Nos dez primeiros anos da promulgação desta Emenda. III .universalização do atendimento escolar. § 4° A União. e inciso II. e será distribuído entre cada Estado e seus municípios. visando à articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e a integração das ações do Poder Publico que conduzam a: I .formação para o trabalho.promoção humanística.

bem como a forma de cálculo do valor mínimo nacional por aluno. 16 . § 7° A lei disporá sobre a organização dos Fundos.212 da Constituição Federal. a distribuição proporcional de seus recursos.se refere o parágrafo 3°. sua fiscalização e controle. nunca menos que o equivalente a trinta por cento dos recursos a que se refere o “caput'' do art.

DE 30 DE JUNHO DE 1978. aperfeiçoamento e especialização. Art 4º . visando à formação de profissionais em engenharia industrial e tecnólogos. seus Estatutos e Regimentos. Art 3º . detentoras de autonomia administrativa. de 27 de agosto de 1969. com vistas à formação de auxiliares e técnicos industriais. de 16 de fevereiro de 1959. II .Os Centros Federais de Educação Tecnológica de que trata o artigo anterior têm os seguintes objetivos: I . que será o Presidente do Conselho Diretor. IV . didática e disciplinar. do Paraná e Celso Suckow da Fonseca em Centros Federais de Educação Tecnológica e dá outras providências.ministrar ensino de 2º grau. de 18 de abril de 1969.Cada Centro terá um Diretor-Geral. Art 1º . e Celso Suckow da Fonseca. com base no Decreto-lei nº 547. autorizadas a organizar e ministrar cursos de curta duração de Engenharia de Operação. estimulando atividades criadoras e estendendo seus benefícios à comunidade mediante cursos e serviços. regendo-se por esta Lei.Os Centros Federais de Educação Tecnológica de que trata este artigo são autarquias de regime especial. um representante da Federação das Indústrias do respectivo Estado e quatro representantes da instituição.O patrimônio de cada Centro Federal de Educação Tecnológica será constituído: 17 . nomeado pelo Presidente da República. com sede na Cidade de Belo Horizonte.420.LEIS LEI Nº 6.A administração superior de cada Centro terá como órgão executivo a Diretoria-Geral e como órgão deliberativo e consultivo o Conselho Diretor.As Escolas Técnicas Federais de Minas Gerais. patrimonial.552. sendo este composto de sete membros e respectivos suplentes. objetivando a atualização profissional na área técnica industrial. por indicação do Ministro da Educação e Cultura. todos nomeados pelo Ministro da Educação e Cultura. de 28 de novembro de 1968. vinculadas ao Ministério da Educação e Cultura. com sede na Cidade de Curitiba. obedecida a Lei nº 6. sendo dois representantes do Ministério da educação e Cultura. indicados na forma regimental.ministrar ensino em grau superior: a) de graduação e pós-graduação.realizar pesquisas na área técnica industrial. da Lei nº 5. III . com sede na Cidade do Rio de Janeiro. do Paraná. b) de licenciatura plena e curta.540.545. nos termos do artigo 4º. Art 2º . alterada pelo Decreto-lei nº 796.promover cursos de extensão. ficam transformadas em Centros Federais de Educação Tecnológica. criadas pela Lei nº 3. Parágrafo único . de 3 de junho de 1977. Parágrafo único . Dispõe sobre a transformação das Escolas Técnicas Federais de Minas Gerais. com vistas à formação de professores e especialistas para as disciplinas especializadas no ensino de 2º grau e dos cursos de formação de tecnólogos. financeira.

Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. emolumentos e anuidades que forem fixados pelo Conselho Diretor. será feita na forma da legislação em vigor. no prazo de noventa dias.dotações que lhe forem anualmente consignadas no Orçamento da União. nos empregos constantes da tabela a que se refere este artigo. Art 7º .pelos saldos de exercícios financeiros anteriores. Art 10 . VI . em 30 de junho de 1978. os recursos atualmente destinados às Escolas Técnicas Federais referidas no art. auxílios e subvenções que lhe venham a ser feitas ou concedidas pela União. Art 11 . IV .O Ministério da Educação e Cultura promoverá. a movimentação dos recursos. mediante convênios ou contratos específicos.Os Centros terão suas atribuições específicas. Art 9º . ERNESTO GEISEL Euro Brandão 18 . respectivamente. mencionadas no artigo 1º desta Lei. II .I .A expansão e a manutenção dos Centros Federais de Educação Tecnológica serão asseguradas basicamente por recursos consignados anualmente pela União à conta do orçamento do Ministério da Educação e Cultura. ou por quaisquer entidades públicas ou privadas.Revogam-se as disposições em contrário.resultado das operações de crédito e juros bancários.Caberá aos atuais ordenadores de despesas.Cada Centro instituído por esta Lei terá Tabela Permanente de Pessoal regida pela legislação trabalhista.remuneração de serviços prestados a entidades públicas ou particulares. 1º desta Lei. V .doações.A contratação de pessoal. de 10 de dezembro de 1970. a elaboração dos Estatutos e Regimentos necessários à implantação de cada Centro.receitas eventuais. Art 6º .Ficam transferidos para cada Centro. e legislação complementar. prédios e equipamentos que constituem os bens patrimoniais das respectivas Escolas Técnicas Federais. Art 12 . sua estrutura administrativa e a competência dos órgãos estabelecidos nos Estatutos e Regimentos aprovados nos termos da legislação aplicável. Art 8º . Parágrafo único . III . Parágrafo único . II .645.157º da Independência e 90º da República. áreas. Brasília.pelos bens e direitos que vier a adquirir. com observância da legislação específica sobre a matéria. Art 5º .das atuais instalações. organizada de acordo com as normas da Lei nº 5. devendo a proposta de fixação da lotação obedecer às normas legais vigentes. III .taxas.Os recursos financeiros de cada Centro serão provenientes de: I . até a implantação dos Centros. Estados e Municípios.

31 de outubro de 1989. fica transformada em Centro Federal de Educação Tecnológica. JOSÉ SARNEY Carlos Sant'Ana 19 . 168° da Independência e 101° da República. de 16 de fevereiro de 1959. 1° A Escola Técnica Federal do Maranhão. de 27 de agosto de 1969. 4° Revogam-se as disposições em contrário. de 30 de junho de 1978. aprovados nos termos da legislação em vigor. Art.LEI N° 7. Brasília. 2° O Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão será regido pela Lei n° 6. Art. Art. alterada pelo Decreto-Lei n° 796. criada nos termos da Lei n° 3. DE 31 DE OUTUBRO DE 1989 Dispõe sobre a transformação da Escola Técnica Federal do Maranhão em Centro Federal de Educação Tecnológica. Art.552.863.545. e por seus estatutos e regimentos. 3° Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Parágrafo único. e São Gabriel da Cachoeira . Rio do Sul e Sombrio . oitenta e oito cargos de Direção e trezentos e trinta Funções Gratificadas. bem como cento e noventa e sete cargos de Direção e um mil trezentos e quarenta Funções Gratificadas no Ministério da Educação e do Desporto.670. A Escola Técnica Federal de Roraima terá sua finalidade. subordinadas ao Ministério da Educação e do Desporto. serão implantadas gradativamente. sediada na cidade de Boa Vista. um mil cento e setenta e sete cargos técnico-administrativos. nos Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs) e nas Escolas Técnicas Federais (ETFs). Art.Goiás. 3. Art. Santa Inês e Senhor do Bonfim . para atender às novas Escolas de Ensino Técnico e Agrotécnico existentes e às Unidades de Ensino Descentralizadas (UNEDs). Rolim de Moura (RO). no Quadro Permanente do Ministério da Educação e do Desporto. 1º Fica criada a Escola Técnica Federal de Roraima. relacionadas nos referidos Anexos. Santarém (PA). vinculada ao Ministério da Educação e do Desporto.Amazonas.Maranhão. VIII e IX. DE 30 DE JUNHO DE 1993 Dispõe sobre a criação de Escolas Técnicas e Agrotécnicas Federais e dá outras providências. VII.552. Art. bem como seus respectivos 20 . de 16 de fevereiro de 1959. alterada pelo Decreto-Lei nº 796. VI. como órgãos da administração direta. entidade de natureza autárquica. 4º Ficam criados. 3º Ficam. na forma dos Anexos I. nos termos da legislação em vigor.LEI Nº 8. de 27 de agosto de 1969. para atender às Escolas Agrotécnicas Federais. As Escolas Agrotécnicas Federais de que trata este artigo terão suas finalidades e organização administrativa estabelecidas pelos seus regimentos. 1º e 2º. Escolas Técnicas Federais: Porto Velho (RO). Palmas (TO). relacionadas no Anexo II. Art. Parágrafo único. didática e patrimonial definidas em estatuto próprio. 5º As Unidades de Ensino Descentralizadas (UNEDs) das Escolas Técnicas Federais e Centros Federais de Educação Tecnológica. dois mil novecentos e noventa e seis cargos técnicoadministrativos. 2º Ficam criadas as Escolas Agrotécnicas Federais de Ceres .Rondônia. Estado de Roraima. Ponta Porã (MS). Colorado do Oeste . assim distribuídos: a) duzentos e vinte e oito cargos de Professor de Ensino de primeiro e segundo graus. criadas as seguintes escolas: 1. aprovado nos termos da legislação em vigor. IV. Art. nos termos da Lei nº 3. como previsto nos arts. V. e as novas Unidades de Ensino Técnico e Agrotécnico. organização administrativa. 2. ainda. III. Coelho Neto (MA). Guanambi. Parnaíba (PI). Codó . cento e nove cargos de Direção e um mil e dez Funções Gratificadas.Bahia. Escola Agrotécnica: Dourados (MS). nos Quadros Permanentes dos Centros Federais de Educação Tecnológica e das Escolas Técnicas Federais.Santa Catarina. b) oitocentos e treze cargos de Professor de Ensino de primeiro e segundo graus. um mil e quarenta e um cargos de Professor de Ensino de primeiro e segundo graus e quatro mil cento e setenta e três cargos técnico-administrativos. II. Escolas Técnicas Industriais: Sobral (CE).

serão providos somente após a expedição da respectiva portaria de autorização de funcionamento. Os cargos e Funções de Confiança das Unidades de Ensino Descentralizadas. 30 de junho de 1993. 7º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília. Art. 8º Revogam-se as disposições em contrário. Art. Parágrafo único. às Escolas Técnicas Federais e aos Centros Federais de Educação Tecnológica. Art. correndo as despesas à conta dos recursos orçamentários destinados ao Ministério da Educação e do Desporto. dependendo da existência de instalações adequadas e de recursos financeiros necessários ao respectivo funcionamento.cargos e funções de confiança. por parte do Ministério da Educação e do Desporto. relacionadas nos Anexos I e II. ITAMAR FRANCO Rubens Leite Vianello 21 . 6º O Poder Executivo adotará as providências necessárias à execução da presente lei. 172º da Independência e 105º da República.

28 de setembro de 1993. Art. passa a vigorar com a seguinte redação: "Art.545. ora criado por transformação. IV . de 16 de fevereiro de 1959. Art.344. alterada pelo Decreto-Lei n° 796. 2° Os Centros Federais de Educação Tecnológica de que trata o artigo anterior têm por finalidade o oferecimento de educação tecnológica e por objetivos: I . nos termos da Lei n° 6. instrutores e auxiliares de nível médio. estimulando atividades criadoras e estendendo seus benefícios à comunidade mediante cursos e serviços. § 2º O atual Diretor da Escola Técnica Federal da Bahia exercerá as funções de Diretor-Geral do Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia até completa implantação da entidade. por seu estatuto e regimento. e o seu pessoal docente e técnico-administrativo. III .545. § 1° O prazo para a completa implantação da entidade será de dois anos. b) de licenciatura com vistas à formação de professores especializados para as disciplinas específicas do ensino técnico e tecnológico. 2° O Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia. Art. Fica incorporado ao Centro Federal de Educação Tecnológica de que trata este artigo o Centro de Educação Tecnológica da Bahia (Centec). de 30 de junho de 1978. a Escola Técnica Federal da Bahia instituída na forma da Lei n° 3. visando à formação de profissionais e especialistas na área tecnológica. na forma da legislação pertinente. de 30 de junho de 1978.552.LEI N° 8. 4° Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. de 30 de junho de 1978. inclusive seu acervo patrimonial. criado pela Lei n° 6.344. instalações físicas. e é regido pela Lei n° 6. por esta lei. 1° Fica transformada em Centro Federal de Educação Tecnológica. recursos financeiros e orçamentários. 3° O art. ITAMAR FRANCO Murílio de Avellar Hingel 22 .ministrar cursos de educação continuada visando à atualização e ao aperfeiçoamento de profissionais na área tecnológica. 172° da Independência e 105° da República.545. Brasília. tem sede e foro na Cidade de Salvador.realizar pesquisas aplicadas na área tecnológica. Parágrafo único. 5° Revoga-se a Lei n° 6. 2° da Lei n° 6. Estado da Bahia.ministrar cursos técnicos. de 6 de julho de 1976.711. quando serão providos os cargos de direção. Art. em nível de 2° grau." Art. visando à formação de técnicos.ministrar em grau superior: a) de graduação e pós-graduação lato sensu e stricto sensu . II . de 6 de julho de 1976. de 27 de agosto de 1969. DE 28 DE SETEMBRO DE 1993 Dispõe sobre a transformação da Escola Técnica Federal da Bahia em Centro Federal de Educação Tecnológica e dá outras providências.

.. Parágrafo único. onde se lê: "Art. Parágrafo único." Leia-se: "Art....° .. Fica incorporado ao Cento Federal de Educação Tecnológica....................711..................... DE 28 DE SETEMBRO DE 1993 Dispõe sobre a transformação da Escola Técnica Federal da Bahia em Centro Federal de Educação Tecnológica e dá outras providências.................................................... ............ Fica incorporado ao Centro Federal de Educação Tecnológica." 23 ......................................... 1ª coluna.. Retificação Na página 14533.................... 1................................. ......° ............................. 1...RETIFICAÇÃO DA LEI N° 8..

670. com a finalidade de assessorar o Ministério da Educação e do Desporto no cumprimento das políticas e diretrizes da educação tecnológica. os laboratórios e equipamentos adequados. respeitadas as características da educação formal e não formal e a autonomia dos sistemas de ensino. decorrentes da transformação de Escola Técnica Federal em Centro Federal de Educação Tecnológica. conforme sejam formuladas pelo órgão normativo maior da educação. § 1º A participação da rede particular no Sistema Nacional de Educação Tecnológica poderá ocorrer. criadas pela Lei nº 3. operacionalização e funcionamento. em seus vários níveis. § 2º A instituição do Sistema Nacional de Educação Tecnológica tem como finalidade permitir melhor articulação da educação tecnológica. 3º As atuais Escolas Técnicas Federais. 1º e seu § 1º. Art. ao âmbito do Ministério da Educação e do Desporto. será efetivada mediante lei específica. além de sua integração os diversos setores da sociedade e do setor produtivo. DE 8 DE DEZEMBRO DE 1994. entre suas diversas instituições. obedecendo a critérios a serem estabelecidos pelo Ministério da Educação e do Desporto. da extensão. órgão consultivo. ouvido o Conselho Nacional de Educação Tecnológica. da pesquisa tecnológica. Dispõe sobre a instituição do Sistema Nacional de Educação Tecnológica e dá outras providências. 2º Fica instituído o Conselho Nacional de Educação Tecnológica. de 21 de junho de 1982. integrado pelas instituições de educação tecnológica. vinculadas ou subordinadas ao Ministério da Educação e do Desporto e sistemas congêneres dos Estados. as 24 . quando necessária. § 3º A coordenação do Sistema Nacional de Educação Tecnológica caberá ao Ministério da Educação e do Desporto. que estabelecerá os procedimentos para a sua implantação.948. de 30 de junho de 1983. entre estas e as demais incluídas na Política Nacional de Educação.711.310. § 1º A implantação dos Centros Federais de Educação Tecnológica de que trata este artigo será efetivada gradativamente. dos Municípios e do Distrito Federal. constituído de representantes das instituições previstas nos termos do art. ficam transformadas em Centros Federais de Educação Tecnológica. de 30 de junho de 1978. mediante decreto específico para cada centro.552.LEI No 8. 1º Fica instituído o Sistema Nacional de Educação Tecnológica. de 16 de fevereiro de 1959 e pela Lei nº 8. ouvidos os respectivos órgãos superiores deliberativos. Art. e do Decreto nº 87. nos termos da Lei nº 6. Art. § 2º A complementação do quadro de cargos e funções. alterada pela Lei nº 8. visando o aprimoramento do ensino.545. de 28 de setembro de 1993. § 3º Os critérios para a transformação a que se refere o caput levarão em conta as instalações físicas.

sem que tenha sido expedido o decreto de implantação do respectivo centro. aprovados nos termos da legislação em vigor. cinco representantes da Instituição. e como órgão deliberativo e consultivo o conselho diretor. 5º O art. sendo este composto de dez membros e respectivos suplentes. 3º da Lei nº 6. o quadro de pessoal docente e técnico-administrativo e os recursos orçamentários e financeiros da respectiva Escola Técnica Federal objeto da transformação. a ser baixado no prazo de sessenta dias. vedada a nomeação de servidores da Instituição com representantes das Federações e do Ministério da Educação e do Desporto". Esta lei entra em vigor na data de sua publicação. poderão ser transformadas em Centros Federais de Educação Tecnológica após processo de avaliação de desempenho a ser desenvolvido sob a coordenação do Ministério da Educação e do Desporto. passa a vigorar com a seguinte redação: "Art.condições técnico-pedagógicas e administrativas. § 4º As Escolas Agrotécnicas. Art. até a aprovação do estatuto e do regimento e o provimento dos cargos de direção. do Comércio e da Agricultura. entre outros dispositivos. incluindo um representante discente. As despesas com a execução desta lei correrão à conta de dotações orçamentárias do Ministério da Educação e do Desporto. Art. que estabelecerá. o Ministro de Estado da Educação e do Desporto designará diretor para a escola na forma da legislação vigente. 6º Ficam transferidos para cada Centro Federal de Educação Tecnológica que for implantado o acervo patrimonial. 3º desta lei. e um representante dos ex-alunos. Art. Art. Art. do respectivo Estado. 9º O Poder Executivo adotará as providências necessárias à execução desta lei mediante decreto de regulamentação. Art.545. Art. Art. todos nomeados pelo Ministro de Estado da Educação e do Desporto. 7º O Diretor-Geral de cada Escola Técnica Federal exercerá as funções de Diretor-Geral do respectivo Centro Federal de Educação Tecnológica implantado por decreto nos termos do § 1º do art. 25 . todos indicados na forma regimental. 8º Quando o mandato de Diretor-Geral da Escola Técnica Federal extinguir-se. integrantes do Sistema Nacional de Educação Tecnológica. de 30 de junho de 1978. a composição e funcionamento do Conselho Nacional de Educação Tecnológica. 11. sendo um representante do Ministério da Educação e do Desporto um representante de cada uma das Federações da Indústria. 4º Os Centros Federais de Educação Tecnológica terão estrutura organizacional e funcional estabelecidas em estatuto e regimento próprios. 3º A administração superior de cada centro terá como órgão executivo a diretoria-geral. 10. ficando sua supervisão a cargo do Ministério da Educação e do Desporto. e os recursos humanos e financeiros necessários ao funcionamento de cada centro.

8 de dezembro de 1994. de 9. ITAMAR FRANCO Antonio José Barbosa Este texto não substitui o publicado no D.1994 26 . 12.12. 173º da Independência e 106º da República. Brasília.U.Art. Revogam-se as disposições em contrário.O.

de forma a assegurar a participação da sociedade no aperfeiçoamento da educação nacional. b) manifestar-se sobre questões que abranjam mais de um nível e modalidade de ensino. § 1º No desemprenho de suas funções. 6º O Ministério da Educação e do Desporto exerce as atribuições do Poder Público Federal em matéria de educação. 8º e 9º da Lei n. terá atribuições normativas. § 3º O ensino militar será regulado por lei especial.131/95. c) assessorar o Ministério da Educação e do Desporto no diagnóstico dos problemas e deliberar sobre medidas para aperfeiçoar os sistemas de ensino. diárias e jetons de presença a serem fixados pelo Ministro de Estado da Educação e do Desporto. DE 24 DE NOVEMBRO DE 1995 Altera dispositivos da Lei n. 4. zelar pela qualidade doe ensino e velar pelo cumprimento das leis que o regem. além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei.024.024 de. passam a vigorar com a seguinte redação: “Art. cabendo-lhe formular e avaliar a política nacional de educação. §1º Ao Conselho Nacional de Educação. com precedência sobre quaisquer outros cargos públicos de que sejam titulares e. deliberativas e de assessoramento ao Ministro de Estado da Educação e do Desporto. farão jus a transporte. 7º. 7º O Conselho Nacional de Educação. f) analisar e emitir parecer sobre questões relativas à aplicação da legislação educacional no que diz respeito à integração entre os diferentes níveis e modalidades de ensino. de forma a assegurar a participação da sociedade no aprerfeiçoamento da educação nacional. 1º Os artigos 6º. “Art. d) emitir parecer sobre assuntos da área educacional por iniciativa de seus conselheiros ou quando solicitado pelo Ministro de Estado da Educação e do Desporto. e dá outras providências. composto pelas Câmaras de Educação Básica e de Educação Superior. § 4º (Vetado). 27 . de 20 de dezembro de 1961. e)manter intercâmbio com os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal. o Ministério da Educação e do Desporto contará com a colaboração do Conselho Nacional de Educação e das Câmaras que o compõem. quando convocados. 4. compete: a) subsidiar a elaboração e acompanhar a execução do Plano Nacional de Educação. § 2º Os conselheiros exercem função de interesse público relevante. composto pelas Câmaras de Educação Básica e de Educação Superior. Art.LEI Nº 9. deliberativas e de assessoramento ao Ministro de Estado da Educação e do Desporto. terá atribuições normativas. especialmente no que diz respeito à integração dos seus diferentes níveis e modalidades. §1º Ao Conselho Nacional de Educação. de 20 de dezembro de 1961.

públicas e particulares. sempre que convocado pelo Ministro de estado da Educação e do Desporto. §2º O Conselho Nacional de Educação reunir-se-á ordinariamente a cada dois meses e suas Câmaras. e. 8º A Câmara de Educação Básica e a Câmara de Educação Superior serão constituídas. o Presidente da República levará em conta a necessidade de estarem representadas todas as regiões do País e as diversas modalidades de ensino. que congreguem os docentes. relacionadas às áreas de atuação dos respectivos colegiados. Art. §2º Para a Câmara de Educação Básica. a ser aprovado pelo Ministério de Estado da Educação e do Desporto. o Secretário de Educação Superior. 9º As Câmaras emitirão pareceres e decidirão. §4º A indicação a ser feita por entidades e segmentos da sociedade civil deverá incidir sobre brasileiro de reputação ilibada. diretores de instituições isoladas. permitida uma única reeleição imediata. permitida uma recondução para o período imediatamente subseqüente. §5º Na escolha dos nomes que comporão as Câmaras. estraordinariamente. na Câmara de Educação Básica. recurso ao Conselho Pleno. dentre os indicados em lista elaborada especialmente para cada Câmara. §7º Cada Câmara será presidida por um conselheiro. privativa e autonomamente. sendo que. §6º Os conselheiros terão mandato de quatro anos. o Secretário de Educação Fundamental e na Câmara de Educação Superior. por doze conselheiros.g) elaborar o seu regimento. sendo membros natos. a consulta envolverá necessariamente indicações formuladas por entidades nacionais. dirigentes de instituições de ensino e os Secretários de Educação dos Municípios. eleito por seus pares para mandato de dois anos. §4º O Ministro de Estado da Educação e do Desporto presidirá as sessões a que comparecer. de acordo com a especificidade de cada colegiado. sendo que. os docentes. quando da constituição do conselho. vedada a escolha do membro nato. Art. os assuntos a elas pertinentes. pelo menos a metade. §3º O Conselho Nacional de Educação será presidido por um de seus membros. mediante consulta a entidades da sociedade civil. cabendo. dos Estados e do Distrito Federal. para mandato de um ano. quando for o caso. obrigatoriamente. §1º A escolha e nomeação dos conselheiros será feita pelo Presidente da República. à ciência e à cultura. a consulta envolverá necessariamente indicações formuladas por entidades nacionais. cada uma. que tenham prestado serviços relevantes à educação. que congreguem os reitores de universidades. vedada a reeleição imediata. §1º São atribuições da Câmara de Educação Básica: 28 . os estudantes e segmentos representativos da comunidade científica. §3º Para a Câmara de Educação Superior. ambos do Ministério da Educação e do Desporto e nomeados pelo Presidente da República. metade de seus membros serão nomeados com mandato de dois anos. públicas e particulares. escolhido por seus pares. mensalmente. havendo renovação de metade das Câmaras a cada dois anos.

a) examinar os problemas da educação infantil. c) deliberar sobre as diretrizes curriculares propostas pelo Ministro da Educação e do Desporto. inclusive de universidades. fazendo uso de procedimentos e critérios abrangentes dos diversos 29 . 3º Com vistas ao dispositivo na letra “e” do §2º do artigo 9º da Lei n. da educação especial e do ensino médio e tecnológico e oferecer sugestões para sua solução. 4. acompanhando a execução dos respectivos Planos de Educação. com base em relatórios e avaliações apresentados pelo Ministério da Educação e do Desporto. para os cursos de graduação. do ensino fundamental. d) deliberar sobre os relatórios encaminhados e o credenciamento periódico de instituições de educação superior. §4º O recredenciamento a que se refere a alínea “e” do §2º deste artigo poderá incluir determinação para a desativação de cursos e habilitações”. f) deliberar sobre os estatutos das universidades e o regimento das demais instituições de educação superior que fazem parte do sistema federal de ensino. Art. em parte ou no todo. o Ministério da Educação e do Desporto fará realizar avaliações periódicas das instituições e dos cursos de nível superior. com base em relatórios e avaliações apresentados pelo Ministério da Educação e do Desporto. inclusive de universidades. 2º As deliberações e pronunciamentos do Conselho Pleno e das Câmaras deverão ser homologados pelo Ministro de Estado da Educação e do Desporto. de 1961. com base em relatórios e avaliações apresentados pelo Ministério da Educação e do Desporto. g) analisar as questões relativas à aplicação da legislação referente à educação básica. §2º São atribuições da Câmara de Educação Superior: a) analisar e emitir parecer sobre os resultados dos processos de avaliação da educação superior. f) manter intercâmbio com os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal. Art. d) colaborar na preparação do Plano Nacional de Educação e acompanhar sua execução no âmbito de sua atuação. e) assessorar o Ministro de Estado da Educação e do Desporto em todos os assuntos relativos à educação básica. §3º As atribuições constantes das alíneas “d”. com a redação dada pela presente Lei. g) deliberar sobre a organização. inclusive de universidades. h) analisar questões relativas à aplicação da legislação referente à educação superior. i) assessorar o Ministro de Estado da Educação e do Desporto nos assuntos relativos à educação superior. aos Estados e ao Distrito Federal.024. b) analisar e emitir parecer sobre os resultados dos processos de avaliação dos diferentes níveis e modalidades mencionadas na alínea anterior. c) deliberar sobre as diretrizes curriculares propostas pelo Ministério da Educação e do Desporto. o credenciamento e o recredenciamento periódico de instituições de educação superior. e) deliberar sobre os estatutos das universidades e o regimento das demais instituições de educação superior. “e” e “f” do parágrafo anterior poderão ser delegadas. b) oferecer sugestões para a elaboração do Plano Nacional de Educação e acompanhar sua execução no âmbito de sua atuação.

25/11/95) 30 . mas constarão de documento específico emitido pelo Ministério da Educação e do Desporto a ser fornecido exclusivamente a cada aluno. cabendo ao Ministro de Estado da Educação e do Desporto determinar os cursos a serem avaliados. submeter-se a novo exame. Art. §7º A introdução dos exames nacionais como um dos procedimentos para avaliação dos cursos de graduação será efetuada gradativamente. a contar da vigência desta Lei. 5º São revogados todas as atribuições e competências do Conselho Federal de Educação. No prazo de noventa dias. 4º Os resultados das avaliações referidas no §1º do artigo 2º serão também utilizadas. pelo Ministério da Educação e do Desporto. §5º A divulgação dos resultados dos exames. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.fatores que determinam a qualidade e a eficiência das atividades de ensino. e os processos em andamento no Conselho Federal de Educação quando de sua extinção serão decididos a partir da instalação do Conselho nacional de Educação. implicará responsabilidade para o agente. a partir da publicação desta Lei. para orientar suas ações no sentido de estimular e fomentar iniciativas voltadas para a melhoria da qualidade do ensino. Art. Art. pesquisa e extensão. 1. 9º Revogam-se as disposições em contrário. para fins diversos do instituído neste artigo. no prazo de trinta dias. sem identidade nominalmente os alunos avaliados. sempre que julgar conveniente. §1º Os procedimentos a serem adotados para as avaliações a que se refere o “caput” incluirão necessariamente a realização. de exames nacionais com base nos conteúdos mínimos estabelecidos para cada curso. §2º O Ministério da Educação e do Desporto divulgará. nos anos subseqüentes. 6º São extintos os mandatos dos membros do Conselho Federal de Educação. Art. inclusive dos exames previstos no parágrafo anterior. Art. o Poder Executivo adotará as providências necessárias para a instalação do Conselho. de 26 de setembro de 1995. §3 A realização de exames referido no §1º deste artigo é condição prévia para obtenção do diploma. previamente divulgados e destinados a aferir os conhecimentos e competências adquiridos pelos alunos em fase de conclusão dos cursos de graduação. previstas em lei. o resultado das avaliações referidas no “caput” deste artigo. a cada ano. a partir do ano seguinte à publicação da presente Lei. 7º São convalidados os atos praticados com base na Medida Provisória n. Art. §4º Os resultados individuais obtidos pelos alunos examinados não serão computados para sua aprovação. até a instalação do Conselho. Parágrafo único. mas constará do histórico escolar de cada aluno apenas o registro da data em que a ele se submeteu. desde que requerido pela parte interessada. na forma da legislação pertinente. principalmente as que visem a elevação da qualidade dos docentes. fazendo jus a novo documento específico. informando o desempenho de cada curso. §6 O aluno poderá. (DOU Edição Extra.126. devendo o Ministério da Educação e do Desporto exercer as atribuições e competências do Conselho Nacional de Educação. anualmente.

A educação profissional será desenvolvida em articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias de educação continuada. inclusive no trabalho. integrada às diferentes formas de educação. contará com a possibilidade de acesso à educação profissional.DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL Capítulo da Educação Profissional Art. As escolas técnicas e profissionais. oferecerão cursos especiais.394/96 . quando registrados terão validade nacional. 40. Parágrafo único.LEI 9. conduz ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. Art. 31 . poderá ser objeto de avaliação. bem como o trabalhador em geral. A educação profissional. reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos. jovem ou adulto. Parágrafo único. 39. abertos à comunidade. médio e superior. além dos seus cursos regulares. Os diplomas de cursos de educação profissional de nível médio. 42. em instituições especializadas ou no ambiente de trabalho. 41. Art. condicionada a matrícula à capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível de escolaridade. O conhecimento adquirido na educação profissional. O aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental. à ciência e à tecnologia. Art. ao trabalho.

e na valorização de seu Magistério. 1° É instituído. na proporção do número de alunos matriculados anualmente nas escolas cadastradas das respectivas redes de ensino. na forma prevista no art. § 1°. devida ao Distrito Federal.as matrículas da lª a 8ª séries do ensino fundamental. do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e dá outras providências. quando for o caso. no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal. na forma prevista no art. a União dará prioridade. inciso II. Dispõe sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. de 13 de setembro de 1996. da Constituição Federal. o qual terá natureza contábil e será implantado. conforme dispõe o art. Distrito Federal e Municípios a título de compensação financeira pela perda de receitas decorrentes da desoneração das exportações. inciso I. de 25 de outubro de 1966.ICMS. 159. da Constituição Federal. o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério.do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal . previstos no art. 159. combinado com o art. e III . automaticamente.da parcela do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação . na forma do art. em moeda. ao Distrito Federal e aos Municípios nos quais a implantação do Fundo for antecipada na forma prevista no parágrafo anterior. da Constituição Federal. da Constituição Federal e da Lei Complementar n° 61. inciso IV. Art. de 26 de dezembro de 1989. mediante lei no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal.LEI Nº 9.424. na forma prevista no art. 158. DE 24 DE DEZEMBRO DE 1996.IPI devida aos Estados e ao Distrito Federal. 6°. alíneas a e b. 155. considerando-se para esse fim: I . pela União aos Estados. PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art.FPE e dos Municípios . 60. a partir de 1° de janeiro de 1998. § 5° No exercício de 1997. 1° A distribuição dos recursos. entre o Governo Estadual e os Governos Municipais. para concessão de assistência financeira. 32 . § 2° Inclui-se na base de cálculo do valor a que se refere o inciso I do parágrafo anterior o montante de recursos financeiros transferidos.da parcela do Imposto sobre Produtos Industrializados . II . aos Estados. inciso II. nos termos da Lei Complementar n° 87. bem como de outras compensações da mesma natureza que vierem a ser instituídas. § 1° O Fundo referido neste artigo será composto por 15% (quinze por cento) dos recursos: I . § 3° Integra os recursos do Fundo a que se refere este artigo a complementação da União. 211. aos Estados e aos Municípios. § 4° A implantação do Fundo poderá ser antecipada em relação à data prevista neste artigo. § 7°. e no Sistema Tributário Nacional de que trata a Lei n° 5.172. 2° Os recursos do Fundo serão aplicados na manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental público. no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal darse-á.FPM.

apresentar recurso para retificação dos dados publicados.172. 2° Os repasses ao Fundo provenientes do imposto previsto no art. anualmente. 158. inciso II. e inciso II. de 11 de janeiro de 1990. serão computadas exclusivamente as matrículas do ensino presencial. 2°. 155. dos Estados. Art. exclusivamente. segundo os níveis de ensino e tipos de estabelecimento. respeitados os critérios e as finalidades estabelecidas no art. vinculadas ao Fundo. instituídas para esse fim e mantidas na instituição financeira de que trata o art. 6° É vedada a utilização dos recursos do Fundo como garantia de operações de crédito internas e externas. 159. 3° Para efeitos dos cálculos mencionados no § 1°. contraídas pelos Governos da União. 1° Os repasses ao Fundo. deverá considerar. 5° Os Estados. III . adotando-se a metodologia de cálculo e as correspondentes ponderações. admitida somente sua utilização como contrapartida em operações que se destinem. 2°. ainda. alíneas a e b. procedimentos e forma de divulgação adotados para o repasse do restante destas transferências constitucionais em favor desses governos. a partir de 1998. da Constituição Federal. 3° Os recursos do Fundo previstos no art. para contas únicas e específicas dos Governos Estaduais. nas contas específicas a que se refere este artigo. de acordo com os seguintes componentes: 1. 3° A instituição financeiras no que se refere aos recursos do imposto mencionado no § 2°. 33 . e serão creditados pela União em favor dos Governos Estaduais. a diferenciação de custo por aluno.estabelecimentos de ensino especial. IV .escolas rurais. constarão dos orçamentos da União. 4° da Lei Complementar n° 63.(VETADO) 2° A distribuição a que se refere o parágrafo anterior. do Distrito Federal e dos Municípios. no momento em que a arrecadação estiver sendo realizada nas contas do Fundo abertas na instituição financeira de que trata este artigo.MEC realizará. do Distrito Federal e dos Municípios. automaticamente. cujos dados serão publicados no Diário Oficial da União e constituirão a base para fixar a proporção prevista no § 1°. ao financiamento de projetos e programas do ensino fundamental. observados os critérios e as finalidades estabelecidas no art. observados os mesmos prazos. II . 4° O Ministério da Educação e do Desporto . combinado com o art. da Constituição Federal. inciso I. censo educacional. creditara imediatamente as parcelas devidas ao Governo Estadual ao Distrito Federal e aos Municípios nas contas específicas referidas neste artigo. 93 da Lei n° 5.5ª a 8ª séries. no prazo de trinta dias da publicação referida no parágrafo anterior. constarão dos orçamentos dos Governos Estaduais e do Distrito Federal e serão depositados pelo estabelecimento oficial de crédito. inciso IV. do Distrito Federal e dos Municípios. o Distrito Federal e os Municípios poderão. dos Estados e do Distrito Federal. previsto no art. de 25 de outubro de 1966. procedendo à divulgação dos valores creditados de forma similar e com a mesma periodicidade utilizada pelos Estados em relação ao restante da transferência do referido imposto. provenientes das participações a que se refere o art.lª a 4ª séries.II . 1° serão repassados.

a partir das respectivas instalações. de 26 de dezembro de 1989. a parcela devida aos Municípios. do Distrito Federal e dos Municípios. inciso III. de que trata o art. b) o Conselho Nacional de Educação.nos Estados.CONSED. observados os mesmos prazos. junto aos respectivos governos. por Conselhos a serem instituídos em cada esfera no prazo de cento e oitenta dias a contar da vigência desta Lei. em favor dos Governos Estaduais e do Distrito Federal. lastreadas em títulos da dívida pública. da Constituição Federal. de acordo com norma de cada esfera editada para esse fim: I . 2°. 1°. Art. por no mínimo seis membros. em conformidade com os critérios estabelecidos no art.em nível federal. 211. materiais e encargos financeiros nos quais estará prevista a transferência imediata de recursos do Fundo correspondentes ao número de matrículas que o Estado ou o Município assumir. nas contas específicas. deverão ser repassadas em favor dos Estados. 5° Do montante dos recursos do IPI.CNTE. representando respectivamente: a) o Poder Executivo Estadual. ao Distrito Federal e aos Municípios. a transferência e a aplicação dos recursos do Fundo serão exercidos. do Distrito Federal e dos Municípios nas mesmas condições estabelecidas no art. 5° da Lei Complementar n° 61. na forma do disposto no art. 9° Os Estados e os respectivos Municípios poderão. por no mínimo sete membros. celebrar convênios para transferência de alunos. dos Estados. será repassada pelo respectivo Governo Estadual ao Fundo e os recursos serão creditados na conta específica a que se refere este artigo. 7° Os recursos do Fundo. observados os mesmos prazos. de 26 de dezembro de 1989. d) a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação . serão creditados pela União. c) o Conselho Estadual de Educação. aos Estados. 1°. devidos. 6° As receitas financeiras provenientes das aplicações eventuais dos saldos das contas a que se refere este artigo em operações financeiras de curto prazo ou de mercado aberto. no âmbito da União. inciso III. constarão de programação específica nos respectivos orçamentos.4° Os recursos do Fundo provenientes da parcela do Imposto sobre Produtos Industrializados. de que trata o art. procedimentos e forma de divulgação do restante desta transferência aos Municípios. b) os Poderes Executivos Municipais. l°. representando respectivamente: a) o Poder Executivo Federal. e) a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação . § 4°. 1° Os Conselhos serão constituídos. recursos humanos. e II . 8° Os Estados e os Municípios recém-criados terão assegurados os recursos do Fundo previstos no art. junto a instituição financeira depositária dos recursos. 34 . f) os pais de alunos e professores das escolas públicas do ensino fundamental. nos termos do art. 2°. 4° O acompanhamento e o controle social sobre a repartição. c) o Conselho Nacional de Secretários de Estado da Educação . 2°. segundo o critério e respeitadas as finalidades estabelecidas no art. procedimentos e forma de divulgação previstos na Lei Complementar n° 61.UNDIME.

quando for o caso. e publicado no Diário Oficial da União. e dos órgãos federais. Distrito Federal e Municípios. observado o disposto no art.nos Municípios. anualmente. e . ressalvado o disposto no § 4°. g) a delegacia regional do Ministério da Educação e do Desporto . no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal. onde houver. inclusive as estimativas de matrículas. o valor mínimo anual por aluno. 35 . b ) os professores e os diretores das escolas públicas do ensino fundamental. 6° A União complementará os recursos do Fundo a que se refere o art. 3° Integrarão ainda os conselhos municipais. 7° Os recursos do Fundo. 3°. salvo as indicadas nas alíneas b . 4° No primeiro ano de vigência desta Lei. 4° Os Conselhos instituídos. f) a seccional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação CNTE. ficarão permanentemente. do Distrito Federal ou do Município. Art.MEC. § 1°. 1° sempre que. d) os servidores das escolas públicas do ensino fundamental. III . do Distrito Federal ou municipal. será fixado por ato do Presidente da República e nunca será inferior à razão entre a previsão da receita total para o Fundo e a matrícula total do ensino fundamental no ano anterior. terão como base o censo educacional realizado pelo Ministério da Educação e do Desporto. seja em reunião ordinária ou extraordinária. 5° (VETADO) Art. estaduais e municipais de controle interno e externo Art. por no mínimo cinco membros. a conta do Fundo a que se refere o art.00 (trezentos reais). acrescida do total estimado de novas matriculas.d) os pais de alunos e professores das escolas públicas do ensino fundamental e) a seccional da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação UNDIME. e g . IV . seja no âmbito federal. 5° Os registros contábeis e os demonstrativos gerenciais. mensais e atualizados. representantes do respectivo Conselho Municipal de Educação. ou recebidos. 3° As transferências dos recursos complementares a que se refere este artigo serão realizadas mensal e diretamente às contas específicas a que se refere o art. por no mínimo quatro membros representando respectivamente: a) a Secretaria Municipal de Educação ou órgão equivalente. 1° O valor mínimo anual por aluno. a que se refere este artigo. incluída a complementação da União. no âmbito do Estado. 2° Aos Conselhos incumbe ainda a supervisão do censo escolar anual. incisos I e I 2° As estatísticas necessárias ao cálculo do valor anual mínimo por aluno.no Distrito Federal. seu valor por aluno não alcançar o mínimo definido nacionalmente. 1°. à disposição dos conselhos responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização. será de R$300. relativos aos recursos repassados. sendo as representações as previstas no inciso II. c) os pais de alunos. estadual. serão utilizados pelos Estados. 2°. não terão estrutura administrativa própria e seus membros não perceberão qualquer espécie de remuneração pela participação no colegiado.

3° A habilitação a que se refere o parágrafo anterior e condição para ingresso no quadro permanente da carreira conforme os novos planos de carreira e remuneração. ll . de duração de cinco anos 2° Aos professores leigos é assegurado prazo de cinco anos para obtenção da habilitação necessária ao exercício das atividades docentes. somados aos referidos neste inciso. Parágrafo único.efetivo cumprimento do disposto no art. na forma prevista no art. Os Estados. Dos recursos a que se refere o inciso II. 9°. e das transferências da União. III . § 1°. em moeda. § 1°. nos termos da Lei Complementar n° 87. os quais passarão a integrar quadro em extinção. garantam a aplicação do mínimo de 25% (vinte e cinco por cento) destes impostos e transferências em favor da manutenção e desenvolvimento do ensino.assegurados. 1° Os novos planos de carreira e remuneração do magistério deverão contemplar investimentos na capacitação dos professores leigos. 60% (sessenta por cento) serão aplicados na manutenção e desenvolvimento do ensino fundamental conforme disposto no art. a contar da publicação desta Lei. Nos primeiros cinco anos. do FPE.pelo menos 25% (vinte e cinco por cento) dos demais impostos e transferências. em efetivo exercício no magistério. pelo menos 60% (sessenta por cento) para a remuneração dos profissionais do Magistério. dispor de novo Plano de Carreira e Remuneração do Magistério. ou o fornecimento de informações falsas acarretará sanções 36 . de 26 de dezembro de 1989. 212 da Constituição Federal. prevista neste artigo. do FPM. será permitida a aplicação de parte dos recursos da parcela de 60% (sessenta por cento). Art. 10. de acordo com diretrizes emanadas do Conselho Nacional de Educação.a remuneração condigna dos professores do ensino fundamental público. 8° A instituição do Fundo previsto nesta Lei e a aplicação de seus recursos não isentam os Estados. de 13 de setembro de 1996. II . Parágrafo único. na capacitação de professores leigos. no prazo de seis meses da vigência desta Lei. II .a melhoria da qualidade do ensino.pelo menos 10% (dez por cento) do montante de recursos originários do ICMS. a título de desoneração das exportações. em efetivo exercício de suas atividades no ensino fundamental público.apresentação de Plano de Carreira e Remuneração do Magistério. o Distrito Federal e os Municípios deverão. o Distrito Federal e os Municípios da obrigatoriedade de aplicar. O não cumprimento das condições estabelecidas neste artigo. o Distrito Federal e os Municípios deverão comprovar: I . na forma prevista no art. Art. Art. no prazo referido no artigo anterior. 9° Os Estados.fornecimento das informações solicitadas por ocasião do censo escolar. da parcela do IPI. de modo a assegurar: I . 212 da Constituição Federal: I . ou para fins de elaboração de indicadores educacionais. devida nos termos da Lei Complementar n° 61. Parágrafo único. 1°. III .o estímulo ao trabalho em sala de aula. de modo que os recursos previstos no art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. na manutenção e desenvolvimento do ensino.

nos termos do art. 34 inciso VII. 14 A União desenvolverá política de estímulo às iniciativas de melhoria de qualidade do ensino. 15 O Salário-Educação. e do art. II . que será destinada ao FNDE e aplicada no financiamento de programas e projetos voltados para a universalização do ensino fundamental. previsto no art. de 24 de julho de 1991. da seguinte forma: I . Art. Art. correspondente a um terço do montante de recursos. II . 212 da Constituição Federal e desta Lei. Estados. serão considerados observado o disposto no art. III . alínea e . Art. os seguintes critérios: I . aos segurados empregados. da Constituição Federal e devido pelas empresas. 12. 212. acesso e permanência na escola promovidos pelas unidades federadas. inciso I. assim como os Tribunais de Contas da União dos Estados e Municípios. Art. do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Art. Os órgãos responsáveis pelos sistemas de ensino. 35.jornada de trabalho que incorpore os momentos diferenciados das atividades docentes.FNDE. § 4°. 2° § 2°. o montante da arrecadação do Salário Educação. será distribuído pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação . que será creditada mensal e automaticamente em favor das Secretarias de 37 .localização e atendimento da clientela. da Constituição Federal. § 5°. calculado sobre o valor por ele arrecadado. a qualquer título.estabelecimento do número mínimo e máximo de alunos em sala de aula. 1° A partir de 1° de janeiro de 1997. em quotas.capacitação permanente dos profissionais de educação.complexidade de funcionamento.Quota Federal. 11. observada a arrecadação realizada em cada Estado e no Distrito Federal. na forma em que vier a ser disposto em regulamento. devendo a primeira realizar-se dois anos após sua promulgação. 12. V . criarão mecanismos adequados à fiscalização do cumprimento pleno do disposto no art.administrativas sem prejuízo das civis ou penais ao agente executivo que lhe der causa. 60. IV . VI . de forma a propiciar a redução dos desníveis sócioeducacionais existentes entre Municípios. 13. é calculado com base na alíquota de 2. correspondente a dois terços do montante de recursos. assim definidos no art. da Lei n° 8 212. inciso III.Quota Estadual.5% (dois e meio por cento) sobre o total de remunerações pagas ou creditadas. Para os ajustes progressivos de contribuições a valor que corresponda a um padrão de qualidade de ensino definido nacionalmente e previsto no art. 0 Ministério da Educação e do Desporto realizará avaliações periódicas dos resultados da aplicação desta Lei.busca do aumento do padrão de qualidade do ensino. Distrito Federal e regiões brasileiras.INSS. em especial aquelas voltadas as crianças e adolescentes em situação de risco social. após a dedução de 1% (um por cento) em favor do Instituto Nacional do Seguro Social . com vistas à adoção de medidas operacionais e de natureza político-educacional corretivas. sujeitando-se os Estados e o Distrito Federal à intervenção da União e os Municípios à intervenção dos respectivos Estados.

Educação dos Estados e do Distrito Federal para financiamento de programas projetos e ações do ensino fundamental. 16. na forma da legislação em vigor terão a partir de 1° de janeiro de 1997. Art. na data da edição desta Lei como beneficiários da aplicação realizada pelas empresas contribuintes. § 5°. e vedados novos ingressos nos termos do art. Brasília. Esta Lei entra em vigor em 1° de janeiro de 1997. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza 38 . o benefício assegurado. Art. 24 de dezembro de 1996. respeitadas as condições em que foi concedido. 17. 2° (VETADO) 3° Os alunos regularmente atendidos. no ensino fundamental dos seus empregados e dependentes a conta de deduções da contribuição social do Salário-Educação. Revogam-se as disposições em contrário. 212. da Constituição Federal. 175° da Independência e 108° da República.

(Redação dada pela Medida Provisória nº 2. 11. de 31.948. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.2001) Art. em sua integralidade.01 Medida Provisória nº 2.5. mediante repasses financeiros para a execução de projetos a serem realizados em consonância ao disposto no parágrafo anterior." Art..8. e dá outras providências Texto atualizado em 22.) Art. 48. mediante a criação de novas unidades de ensino por parte da União. caso seja modificada a finalidade para a qual se destinarem tais recursos.216-37.025.216-37." § 6o (VETADO) § 7o É a União autorizada a realizar investimentos em obras e equipamentos. passa a vigorar acrescido dos seguintes parágrafos: "§ 5o A expansão da oferta de educação profissional. 31. de 12 de abril de 1990. 17 da Lei no 8. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.8. somente poderá ocorrer em parceria com Estados.216-37. 14. de 31. sem prejuízo das sanções penais e administrativas cabíveis. 3o da Lei no 8.2001) § 1o O Ministério do Planejamento. 47.4.2001) 39 . quando irregular sua ocupação. DE 27 DE MAIO DE 1998.01 Última Lei nº 10.219. será o depositário dos imóveis reintegrados. de 31. Dispõe sobre a organização da Presidência da República e dos Ministérios.143-33.216-37.649. O art.LEI Nº 9. de 31. por intermédio do órgão responsável pela administração dos imóveis. setor produtivo ou organizações não-governamentais. serão objeto de reintegração de posse liminar em favor da União.8.01 (. independentemente do tempo em que o imóvel estiver ocupado. Municípios. deles ressarcirá a União. com os acréscimos legais. O art. passa a vigorar com a seguinte redação: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2..10. que serão responsáveis pela manutenção e gestão dos novos estabelecimentos de ensino. § 8o O Poder Executivo regulamentará a aplicação do disposto no § 5o nos casos das escolas técnicas e agrotécnicas federais que não tenham sido implantadas até 17 de março de 1997.8.2001) § 2o Julgada improcedente a ação de reintegração de posse em decisão transitada em julgado. o Ministério do Planejamento. Orçamento e Gestão colocará o imóvel à disposição do juízo dentro de cinco dias da intimação para fazê-lo. Os imóveis de que trata o art. 17. Orçamento e Gestão. de 8 de dezembro de 1994. obrigando-se o beneficiário a prestar contas dos valores recebidos e. Distrito Federal.

quanto a atos praticados no exercício de suas atribuições constitucionais. de 21 de novembro de 1966.aos designados para a execução dos regimes especiais previstos na Lei no 6. de 11 de maio de 1990. de 31. e (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. O caput e o § 5o do art. nos Decretos-Leis nos 73.8. 18 da Lei no 7.216-37. das Instituições Federais referidas no Título IV.Art.216-37.8.216-37. suas respectivas autarquias e fundações.8. de 31.2001) Art. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. quanto aos mesmos atos.2001) Art. impetrar habeas corpus e mandado de segurança em defesa dos agentes públicos de que trata este artigo. de 31.024. tendo o Presidente voto de qualidade. passam a vigorar com a seguinte redação: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.8. nas respectivas áreas de atuação. É instituído o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador . 22 da Lei no 9.216-37.216-37. O caput do art. de 31. 18. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.216-37.2001) "Art. inclusive promovendo ação penal privada ou representando perante o Ministério Público. de 12 de abril de 1995. e de cargos de natureza especial. passa a vigorar com a seguinte redação: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. 22.998. composto por representação de trabalhadores.8. da Constituição. 3o O FGTS será regido por normas e diretrizes estabelecidas por um Conselho Curador.321.216-37. Capítulo IV.216-37. de 31. especialmente da União. de 13 de março de 1974.028. de 25 de fevereiro de 1987. empregadores e órgãos e entidades governamentais.CODEFAT. na forma estabelecida pelo Poder Executivo. podendo.2001) Art.8. no interesse público. de 31. de autarquias e fundações públicas federais. de 31. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.2001) § 5o As decisões do Conselho serão tomadas com a presença da maioria simples de seus membros.2001) 40 . de direção e assessoramento superiores e daqueles efetivos. empregadores e órgãos e entidades governamentais. na forma estabelecida pelo Poder Executivo. de 31. ficam autorizados a representar judicialmente os titulares e os membros dos Poderes da República. e 2. de 11 de janeiro de 1990. bem como os titulares dos Ministérios e demais órgãos da Presidência da República. ou das Instituições mencionadas. A Advocacia-Geral da União e os seus órgãos vinculados.8.036.2001) Art. 3o da Lei no 8. ainda.2001) § 1o O disposto neste artigo aplica-se aos ex-titulares dos cargos ou funções referidos no caput. O art. composto por representação de trabalhadores.2001) I . 49. quando vítimas de crime.8.8. e ainda: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. passa a vigorar com a seguinte redação: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. 48-A.216-37. legais ou regulamentares. de 31. 50.

quando. É o Poder Executivo autorizado a criar o Conselho de Administração na estrutura organizacional da Casa da Moeda do Brasil. em ato próprio. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. § 2o O Poder Executivo definirá os critérios e procedimentos para a elaboração e o acompanhamento dos Contratos de Gestão e dos programas estratégicos de reestruturação e de desenvolvimento institucional das Agências Executivas. bem como os recursos necessários e os critérios e instrumentos para a avaliação do seu cumprimento. de 31. responderem a inquérito policial ou a processo judicial. o desenvolvimento dos recursos humanos e o fortalecimento da identidade institucional da Agência Executiva. o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde . Art. 51. Art. de 31. o mandato dos representantes da sociedade civil no Conselho Nacional de Assistência Social. vinculando-o à Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde. É o Poder Executivo autorizado a transformar.ter celebrado Contrato de Gestão com o respectivo Ministério supervisor.2001) Art. legal ou regulamentar. visando assegurar a sua autonomia de gestão. 53. § 2o O Poder Executivo editará medidas de organização administrativa específicas para as Agências Executivas. 41 . em Departamento de Informática do SUS DATASUS.216-37. Os planos estratégicos de reestruturação e de desenvolvimento institucional definirão diretrizes. poderá disciplinar a representação autorizada por este artigo. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.216-37. § 1o Os Contratos de Gestão das Agências Executivas serão celebrados com periodicidade mínima de um ano e estabelecerão os objetivos. § 1o A qualificação como Agência Executiva será feita em ato do Presidente da República. 54. sem aumento de despesa.DATASUS da Fundação Nacional de Saúde.II . II .aos militares das Forças Armadas e aos integrantes do órgão de segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Art. até 31 de março de 1996. a revisão dos processos de trabalho. É prorrogado.ter um plano estratégico de reestruturação e de desenvolvimento institucional em andamento.2001) § 2o O Advogado-Geral da União. 52. políticas e medidas voltadas para a racionalização de estruturas e do quadro de servidores. Art. bem como a disponibilidade de recursos orçamentários e financeiros para o cumprimento dos objetivos e metas definidos nos Contratos de Gestão. O Poder Executivo poderá qualificar como Agência Executiva a autarquia ou fundação que tenha cumprido os seguintes requisitos: I .8. em decorrência do cumprimento de dever constitucional.8. 55. metas e respectivos indicadores de desempenho da entidade.

diverso daquele a que está atribuída a competência.216-37. 7o da Constituição. Os serviços de fiscalização de profissões regulamentadas serão exercidos em caráter privado. em 13 de agosto de 1997. 11 e 12 da Lei no 5. de 31. após realizadas as deduções. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. orçamento e finanças e de controle interno.§ 1o Os servidores da Fundação Nacional de Saúde. O SERPRO realizará suas demonstrações financeiras no dia 31 de dezembro de cada exercício. transferência ou deslocamento para o quadro da Administração Pública direta ou indireta. 42 ." Art. não manterão com os órgãos da Administração Pública qualquer vínculo funcional ou hierárquico. O exercício financeiro do SERPRO corresponde ao ano civil. em 28 de agosto de 1997.2001) Art. de 13 de outubro de 1970. a diferença será paga como vantagem nominalmente identificada. § 3o Os empregados dos conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas são regidos pela legislação trabalhista. exceto as estatutárias.8. dotados de personalidade jurídica de direito privado. aplicando-se-lhe os mesmos percentuais de revisão geral ou antecipação de reajuste de vencimento.615. Art. 12. material. se encontravam lotados na Escola de Enfermagem de Manaus passam a integrar o Quadro de Pessoal Permanente da Fundação Universidade do Amazonas. que. mediante autorização legislativa. e do lucro líquido apurado. e os que. a responsabilidade pela execução das atividades de administração de pessoal. 57. Os arts. § 2o Os conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas. provisões e reservas. 58. ocupantes de cargos efetivos. no mínimo de 25% (vinte e cinco por cento). patrimonial. devendo ser enquadrados nos respectivos planos de cargos. o saldo remanescente será destinado ao pagamento de dividendos. § 1o A organização. Art. de serviços gerais. se encontravam lotados no DATASUS passam a integrar o Quadro de Pessoal Permanente do Ministério da Saúde. 56. por delegação do poder público. a estrutura e o funcionamento dos conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas serão disciplinados mediante decisão do plenário do conselho federal da respectiva profissão. sendo vedada qualquer forma de transposição. observado o disposto no inciso XI do art. garantindo-se que na composição deste estejam representados todos seus conselhos regionais. Fica o Poder Executivo autorizado a atribuir a órgão ou entidade da Administração Pública Federal. 11. dando-se ao restante a destinação determinada pelo Conselho Diretor. passam a vigorar com a seguinte redação: "Art. § 2o Se do enquadramento de que trata o parágrafo anterior resultarem valores inferiores aos anteriormente percebidos.

As funções de confiança denominadas Funções Comissionadas de Telecomunicações .A. por constituírem serviço público.216-37. Art. devendo os conselhos regionais prestar contas. de 3 de abril de 1939. É o Poder Executivo autorizado a extinguir o cargo de que trata o art. 64.8. O Instituto de Resseguros do Brasil .2001) Art. regido pelo Decreto-Lei no 73. criado pelo Decreto-Lei no 1. § 8o Compete à Justiça Federal a apreciação das controvérsias que envolvam os conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas. bem como preços de serviços e multas. (VETADO) Art.986. Art.216-37. com a redação dada pela Lei nº 9. 59. conforme disposto no caput. de 13 de agosto de 1997. suas subsidiárias e controladas e demais empresas em que a União.IRB. haverá sempre um membro indicado pelo Ministro de Estado do Planejamento. gozam de imunidade tributária total em relação aos seus bens. até 30 de junho de 1998. anualmente. passa a denominar-se IRB-BRASIL RESSEGUROS S. a adaptação de seus estatutos e regimentos ao estabelecido neste artigo. § 6o Os conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas. rendas e serviços.2001) Art. 60. § 5o O controle das atividades financeiras e administrativas dos conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas será realizado pelos seus órgãos internos.FCT ficam transformadas em cargos em comissão denominados Cargos Comissionados de Telecomunicações . ao conselho federal da respectiva profissão. São convalidados os atos praticados com base nas Medidas Provisórias nos 752. 797 e 800. de 21 de novembro de 1966.2000) Art. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. 63. com a abreviatura IRB-Brasil Re. de 31..186.482. considerando-se título executivo extrajudicial a certidão relativa aos créditos decorrentes. que constituirão receitas próprias. direta ou indiretamente. Nos conselhos de administração das empresas públicas. de 30 de dezembro de 43 . Orçamento e Gestão. de 24 de março de 1998. de 6 de dezembro de 1994. (Revogado pela Medida Provisória nº 2.7.§ 4o Os conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas são autorizados a fixar. 61. de 31. 4o da Lei no 9. § 9o O disposto neste artigo não se aplica à entidade de que trata a Lei nº 8.CCT. 62. cobrar e executar as contribuições anuais devidas por pessoas físicas ou jurídicas.906. § 7o Os conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas promoverão. 25 desta Lei e o Gabinete a que se refere o inciso I do art. sociedades de economia mista. detenha a maioria do capital social com direito a voto. e estes aos conselhos regionais. (Revogado pela Lei nº 9.615. quando no exercício dos serviços a eles delegados. de 4 de julho de 1994.8. de 18.

de 29 de janeiro de 1998. de 29 de novembro de 1996.154. Brasília. 1. de 8 de agosto de 1996.498.549-40.549-26.549-33. 1.1998 44 . 1. de 15 de abril de 1971. a Lei no 7. 2o e 3o do art. 1o.948. de 14 de março de 1997. 1. 1. 34 da Lei no 9. 1. a Lei no 5. de 11 de julho de 1997.869. 1. 962. 1.549-29. de 31 de dezembro de 1997. de 19 de novembro de 1992.549-28. 27 de maio de 1998. de 16 de janeiro de 1997. 1.549-30. de 7 de abril de 1998. de 18 de abril de 1983.384. de 9 de outubro de 1997.063.549-27. 1. de 27 de julho de 1995.651-42. 65. 36 da Lei no 5. Art. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. de 11 de janeiro de 1973.498-24. de 31 de outubro de 1996. os §§ 1o e 2o do art. especialmente as da Lei no 8.190.227. 1. de 12 de agosto de 1997. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Pedro Malan Paulo Renato de Souza Edward Amadeo Paulo Paiva Luiz Carlos Bresser Pereira Clovis de Barros Carvalho Este texto não substitui o publicado no D. 1. de 24 de julho de 1969.342. de 2 de outubro de 1996. 1. de 26 de maio de 1982.498-20. de 24 de outubro de 1995. Revogam-se as disposições em contrário. de 13 de março de 1998. 1.549-31. a Lei no 6.549-37.549-35. 1. 1. 1. de 28 de abril de 1995. de 27 de junho de 1995. de 8 de dezembro de 1994.549-38. de 7 de junho de 1996.549-36. 1. 1. 1. e 1.090.091. de 4 de dezembro de 1997. 1. 177o da Independência e 110o da República. de 6 de novembro de 1997. 22 da Lei no 5.549-34.038. 2o e 3o do Decreto-Lei no 1. de 18 de janeiro de 1967. 1. 1.549. de 2 de outubro de 1967.263. 1. 1. 1. 1. de 28. 987. de 9 de julho de 1996.994. de 18 de dezembro de 1996.549-39. de 26 de maio de 1995. de 30 de março de 1995. 1.498-21.427. de 26 de dezembro de 1996.498-23.498-19. 1.450. 1. o § 2o do art. os arts.5. 4o e o § 1o do art. 931.490. de 14 de dezembro de 1995.642-41.015. 1. de 12 de março de 1996.U. de 15 de abril de 1997.1994. Art. os arts. 1. de 13 de junho de 1997.302.O. de 25 de agosto de 1995. de 11 de abril de 1996. de 22 de setembro de 1995. 66. 1. 1. de 10 de maio de 1996. de 1o de março de 1995. 1.166. de 11 de setembro de 1997.549-32. de 12 de janeiro de 1996.226. 1. de 14 de fevereiro de 1997.498-22. de 23 de novembro de 1995.122. 2o do Decreto-Lei no 701. de 15 de maio de 1997. o parágrafo único do art. de 26 de fevereiro de 1998. de 9 de fevereiro de 1996. 1.327. os §§ 1o. 2o e 9o da Lei no 8. de 5 de setembro de 1996.

promover a educação ambiental de maneira integrada aos programas educacionais que desenvolvem. a identificação e a. e ao controle efetivo sobre o ambiente de trabalho. 205 e 225 da Constituição Federal. colaborar de maneira ativa e permanente e via disseminação de informações e práticas educativas sobre meio ambiente e incorporar a dimensão ambiental em sua programação. recuperação e melhoria do meio ambiente. atitudes e habilidades que propiciem a atuação individual e coletiva voltada para a prevenção. manter atenção permanente à formação de valores. IV . VI . em caráter formal e nãoformal. II . Art. entidades de classe. V . habilidades. visando à melhoria.à sociedade como um todo. promover ações de educação ambiental integradas aos programas de conservação.aos meios de comunicação de massa. todos têm direito à educação ambiental incumbindo: I . recuperação e melhoria do meio ambiente. III . DE 27 DE ABRIL DE 1999 Dispõe sobre a educação ambiental. atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente. solução de problemas ambientais. institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. promover programas destinados à capacitação dos trabalhadores. 1º Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constróem valores sociais. Capítulo I DA EDUCACÃO AMBIENTAL Art.aos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente Sisnama. 3º Como parte do processo educativo mais amplo.às empresas.ao Poder Público. instituições públicas e privadas. 2º A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional. 45 . devendo estar presente de forma articulada. essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. Art. em todos os níveis e modalidades do processo educativo.às instituições educativas.795. nos termos dos arts.LEI Nº 9. conhecimentos. definir políticas públicas que incorporem a dimensão ambiental. bem de uso comum do povo. promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e o engajamento da sociedade na conservação. bem como sobre as repercussões do processo produtivo no meio ambiente.

II . sociais. considerando a interdependência entre o meio natural. IV .4º São princípios básicos da educação ambiental: I . igualdade.a garantia de democratização das informações ambientais. Art. a educação.a permanente avaliação crítica do processo educativo.o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural.a garantia de continuidade e permanência do processo educativo. II . permanente e responsável. psicológicos. III . solidariedade. políticos.o estímulo à cooperação entre as diversas regiões do País. VII .o fortalecimento da cidadania. V . regionais.o pluralismo de idéias e concepções pedagógicas. envolvendo aspectos ecológicos. o sócio-econômico e o cultural sob o enfoque da sustentabilidade. científicos. 5º São objetivos fundamentais da educação ambiental: I . econômicos. VII . III . V . justiça social responsabilidade e sustentabilidade. em níveis micro e macroregionais. na perspectiva da inter.o incentivo à participação individual e coletiva.a vinculação entre a ética.o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações.o fomento e o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia. fundada nos princípios da liberdade. o trabalho e as práticas sociais. IV . autodeterminação dos povos e solidariedade como fundamentos para o futuro da humanidade.a concepção do meio ambiente em sua totalidade.o enfoque. com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada. nacionais e globais. na preservação do equilíbrio do meio ambiente. democrático e participativo. VIII . culturais e éticos. legais. multi e transdisciplinaridade. holístico. entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania.Art. VI . VI .o estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social. humanista. democracia. Capítulo II DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Seção I 46 .a abordagem articulada das questões ambientais locais.

III . 6º É instituída a Política Nacional de Educação Ambiental. III. IV . e experimentações. 7º A Política Nacional de Educação Ambiental envolve em sua esfera de ação. III. II . do Distrito Federal e dos Municípios e organizações não-governamentais com atuação em educação ambiental.a difusão de conhecimentos. Seção II Da Educação Ambiental no Ensino Formal 47 . Art.desenvolvimento de estudos. de forma interdisciplinar. § 1º Nas atividades vinculadas à Política Nacional de Educação Ambiental serão respeitados os princípios e objetivos fixados por esta Lei § 2º A capacitação de recursos humanos voltar-se-á para: I .capacitação de recursos humanos. visando à incorporação da dimensão ambiental. II .o desenvolvimento de instrumentos e metodologias.o apoio a iniciativas e experiências locais e regionais. V .o desenvolvimento de instrumentos e metodologias. especialização e atualizada de profissionais na área de meio ambiente. VI . além dos órgãos e entidades.a busca de alternativas curriculares e metodológicas de capacitação na área V .a montagem de uma rede de banco de dados e imagens. § 3º As ações de estudos.Disposições Gerais Art. pesquisas.Sisnama. pesquisas e experimentações voltar-se-ão para: I . os órgãos públicos da União. tecnologias e informações sobre a questão ambiental. Art.o atendimento da demanda dos diversos segmentos da sociedade no que diz respeito à problemática ambiental. incluindo a produção de material educativo. instituições educacionais públicas e privadas dos sistemas de ensino. por meio das seguintes linhas de atuação inter-relacionadas: I .produção e divulgação de material educativo.a incorporação da dimensão ambiental na formação. II . dos Estados.a incorporação da dimensão ambiental na formação. especialização e atualização dos profissionais de todas as áreas. visando à participação dos interessados na formulação e execução de pesquisas relacionadas à problemática ambiental.Acompanhamento e avaliação. nos diferentes níveis e modalidades de ensino. 8º As atividades vinculadas à Política Nacional de Educação Ambiental devem ser desenvolvidas na educação em geral e na educação escolar. integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente .a formação. para apoio às ações enumeradas nos incisos I a V. especial e atualização dos educadores de todos os níveis e modalidades de ensino.a preparação de profissionais orientados para as atividades de gestão ambiental IV . IV .

englobando: I . Parágrafo único. IV .educação especial. da universidade e de organizações não-governamentais na formulação e execução de programas e atividades vinculadas à educação ambiental não-formal.educação básica: a) educação b) ensino fundamental e c) ensino médio. por intermédio dos meios de comunicação de massa. A autorização e supervisão do funcionamento de instituições de ensino e de seus cursos. estadual e municipal. A dimensão ambiental deve constar dos currículos de formação de professores. Art II. § 2º Nos cursos de pós-graduação.a ampla participação da escola. de programas e campanhas educativas. extensão e nas áreas voltada ao aspecto metodológico da educação ambiental quando se fizer necessário é facultada a criação de disciplina específica. com o propósito de atender adequadamente ao cumprimento dos princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental. 48 . observarão o cumprimento do disposto nos artes. Parágrafo único. e de informações acerca de temas relacionados ao meio ambiente. deve ser incorporado conteúdo que trate da ética ambiental das atividades profissionais a serem desenvolvidas. incentivará: I .educação profissional V . O Poder Público. em espaços nobres. em todos os níveis e em todas as disciplinas.educação superior.a difusão. § 1º A educação ambiental não deve ser impbuitada como disciplina específica no currículo de ensino. III . A educação ambiental será desenvolvida como um prática educativa integrada. II . 10. 12. Art. em todos os níveis. contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal. II . Art. 13. Entendem-se por educação ambiental não-formal as ações e práticas educativas voltadas à sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais e à sua organização e participação na defesa da qualidade do meio ambiente. Os professores em atividade devem receber formação complementar em suas áreas de atuação. nas redes pública e privada. 9º Entende-se por educação ambiental na educação escolar a desenvolvida no âmbito dos currículos das instituições de ensino públicas e privadas. 10 e 11 desta Lei Seção III Da Educação Ambiental Não-Formal Art.Art. em níveis federal. § 3º Nos cursos de formação e especial técnico-profissional.educação de jovem e adultos.

Art.III . definirão diretrizes. 18. em âmbito nacional. Art. IV .economicidade. estadual e municipal. respeitados os princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental. III . 16. (VETADO) Art.definição de diretrizes para implementação em âmbito nacional. CAPÍTULO IV Disposições FINAIS Art. Art. programas e projetos na área de educação ambiental.participação na negociação de financiamentos a planos. Parágrafo único. V . A coordenação da Política Nacional de Educação Ambiental ficará a cargo de um órgão gestor. A eleição de planos e programas. II . o Distrito Federal e os Municípios. 15. normas e critérios para a educação ambiental. para fins de alocação de recursos públicos vinculados à Política Nacional de Educação Ambiental. III . devem ser contemplados.a sensibilização da sociedade para a importância das unidades de conservação. de forma eqüitativa. 49 .o ecoturismo. medida pela relação entre a magnitude dos recursos a alocar e o retomo social propiciado pelo plano ou programa proposto. na forma definida pela regulamentação desta Lei. O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de noventa dias de sua publicação. VII . programas e projetos na área de educação ambiental.a sensibilização ambiental dos agricultores. 20. ouvidos o Conselho Nacional de Meio Ambiente e o Conselho Nacional de Educação. os planos. em níveis federal.conformidade com os princípios. 19. deve ser realizada levando-se em conta os seguintes critérios: I . coordenação e supervisão de planos. devem alocar recursos às ações de educação ambiental. Na eleição a que se refere o caput deste artigo. CAPITULO III DA EXECUÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Art. Os programas de assistência técnica e financeira relativos a meio ambiente e educação.prioridade dos órgãos integrantes do Sisnama e do Sistema Nacional de Educação. na esfera de sua competência e nas áreas de sua jurisdição. objetivos e diretrizes da Política Nacional de Educação Ambiental. 14.a participação de empresas públicas e privadas no desenvolvimento de programas de educação ambiental em parceria com a escola.articulação. São atribuições do órgão gestor: I . Art. programas e projetos das diferentes regiões do País. II . 17. a universidade e as organizações não-governamentais.a sensibilização ambiental das populações tradicionais ligadas às unidades de conservação. Os Estados. VI .

Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 178º da Independência e III da República. 27 de abril de 1999. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza 50 . 21.Art. Brasília.

Art. com segurança e autonomia. classificadas em: a) barreiras arquitetônicas urbanísticas: as existentes nas vias públicas e nos espaços de uso público. CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação. d) barreiras nas comunicações: qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios ou sistemas de comunicação. IV – elemento da urbanização: qualquer componente das obras de urbanização. DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000. por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. dos espaços. II – barreiras: qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso.098. 1o Esta Lei estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. sejam ou não de massa. e dá outras providências. III – pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida: a que temporária ou permanentemente tem limitada sua capacidade de relacionar-se com o meio e de utilizá-lo. dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação. 2o Para os fins desta Lei são estabelecidas as seguintes definições: I – acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização. paisagismo e os que materializam as indicações do planejamento urbanístico. abastecimento e distribuição de água. c) barreiras arquitetônicas nos transportes: as existentes nos meios de transportes. a liberdade de movimento e a circulação com segurança das pessoas. V – mobiliário urbano: o conjunto de objetos existentes nas vias e espaços públicos. superpostos ou adicionados aos elementos da urbanização ou da edificação. de forma que sua modificação ou traslado não provoque alterações 51 . mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos. das edificações.LEI No 10. no mobiliário urbano. b) barreiras arquitetônicas na edificação: as existentes no interior dos edifícios públicos e privados. mobiliários e equipamentos urbanos. saneamento. tais como os referentes a pavimentação. distribuição de energia elétrica. iluminação pública. encanamentos para esgotos.

obedecendo-se ordem de prioridade que vise à maior eficiência das modificações. 7o Em todas as áreas de estacionamento de veículos. 52 . garantida. as escadas e rampas. pelo menos. toldos. deverão ser reservadas vagas próximas dos acessos de circulação de pedestres. Parágrafo único. postes de sinalização e similares. de um sanitário e um lavatório que atendam às especificações das normas técnicas da ABNT. os percursos de entrada e de saída de veículos. e de modo que possam ser utilizados com a máxima comodidade. jardins e espaços livres públicos deverão ser acessíveis e dispor. tais como semáforos. Art. 8o Os sinais de tráfego. praças. deverão observar os parâmetros estabelecidos pelas normas técnicas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.substanciais nestes elementos. semáforos. CAPÍTULO II DOS ELEMENTOS DA URBANIZAÇÃO Art. 5o O projeto e o traçado dos elementos de urbanização públicos e privados de uso comunitário. cabines telefônicas. uma vaga. assim como as respectivas instalações de serviços e mobiliários urbanos deverão ser adaptados. fontes públicas. CAPÍTULO III DO DESENHO E DA LOCALIZAÇÃO DO MOBILIÁRIO URBANO Art. nestes compreendidos os itinerários e as passagens de pedestres. As vagas a que se refere o caput deste artigo deverão ser em número equivalente a dois por cento do total. devidamente sinalizada e com as especificações técnicas de desenho e traçado de acordo com as normas técnicas vigentes. Art. 3o O planejamento e a urbanização das vias públicas. localizadas em vias ou em espaços públicos. 4o As vias públicas. devidamente sinalizadas. dos parques e dos demais espaços de uso público deverão ser concebidos e executados de forma a torná-los acessíveis para as pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. 6o Os banheiros de uso público existentes ou a construir em parques. quiosques e quaisquer outros de natureza análoga. Art. postes de iluminação ou quaisquer outros elementos verticais de sinalização que devam ser instalados em itinerário ou espaço de acesso para pedestres deverão ser dispostos de forma a não dificultar ou impedir a circulação. lixeiras. marquises. Art. VI – ajuda técnica: qualquer elemento que facilite a autonomia pessoal ou possibilite o acesso e o uso de meio físico. no mínimo. no sentido de promover mais ampla acessibilidade às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. os parques e os demais espaços de uso público existentes. para veículos que transportem pessoas portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção.

Os locais de espetáculos. CAPÍTULO V DA ACESSIBILIDADE NOS EDIFÍCIOS DE USO PRIVADO 53 . pelo menos. para veículos que transportem pessoas portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção permanente. circulação e comunicação. A construção. II – pelo menos um dos acessos ao interior da edificação deverá estar livre de barreiras arquitetônicas e de obstáculos que impeçam ou dificultem a acessibilidade de pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. Os elementos do mobiliário urbano deverão ser projetados e instalados em locais que permitam sejam eles utilizados pelas pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. ampliação ou reforma de edifícios públicos ou privados destinados ao uso coletivo deverão ser executadas de modo que sejam ou se tornem acessíveis às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. aulas e outros de natureza similar deverão dispor de espaços reservados para pessoas que utilizam cadeira de rodas. 10. Art. inclusive acompanhante. de acordo com a ABNT. ampliação ou reforma de edifícios públicos ou privados destinados ao uso coletivo deverão ser observados. Art. 9o Os semáforos para pedestres instalados nas vias públicas deverão estar equipados com mecanismo que emita sinal sonoro suave. distribuindo-se seus equipamentos e acessórios de maneira que possam ser utilizados por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. de um banheiro acessível. CAPÍTULO IV DA ACESSIBILIDADE NOS EDIFÍCIOS PÚBLICOS OU DE USO COLETIVO Art. conferências. pelo menos. os seguintes requisitos de acessibilidade: I – nas áreas externas ou internas da edificação. intermitente e sem estridência. e de lugares específicos para pessoas com deficiência auditiva e visual. e IV – os edifícios deverão dispor. de modo a facilitar-lhes as condições de acesso. que sirva de guia ou orientação para a travessia de pessoas portadoras de deficiência visual. 12. deverão ser reservadas vagas próximas dos acessos de circulação de pedestres. 11. ou com mecanismo alternativo. Para os fins do disposto neste artigo. se a intensidade do fluxo de veículos e a periculosidade da via assim determinarem. entre si e com o exterior. deverá cumprir os requisitos de acessibilidade de que trata esta Lei. devidamente sinalizadas.Art. destinadas a garagem e a estacionamento de uso público. Parágrafo único. III – pelo menos um dos itinerários que comuniquem horizontal e verticalmente todas as dependências e serviços do edifício. na construção.

15. Os edifícios a serem construídos com mais de um pavimento além do pavimento de acesso. à cultura. O Poder Público implementará a formação de profissionais intérpretes de escrita em braile. devendo os demais elementos de uso comum destes edifícios atender aos requisitos de acessibilidade. 16. Art. para garantir-lhes o direito de acesso à informação. ao trabalho. deverão dispor de especificações técnicas e de projeto que facilitem a instalação de um elevador adaptado. 17. Art. conforme a característica da população local. CAPÍTULO VII DA ACESSIBILIDADE NOS SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO E SINALIZAÇÃO Art. Art. ao transporte. 54 . 13. linguagem de sinais e de guias-intérpretes. Os veículos de transporte coletivo deverão cumprir os requisitos de acessibilidade estabelecidos nas normas técnicas específicas. II – percurso acessível que una a edificação à via pública. O Poder Público promoverá a eliminação de barreiras na comunicação e estabelecerá mecanismos e alternativas técnicas que tornem acessíveis os sistemas de comunicação e sinalização às pessoas portadoras de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação. III – cabine do elevador e respectiva porta de entrada acessíveis para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. 14. e que não estejam obrigados à instalação de elevador. Art. para facilitar qualquer tipo de comunicação direta à pessoa portadora de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação. à educação. Os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens adotarão plano de medidas técnicas com o objetivo de permitir o uso da linguagem de sinais ou outra subtitulação. para o atendimento da demanda de pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. CAPÍTULO VI DA ACESSIBILIDADE NOS VEÍCULOS DE TRANSPORTE COLETIVO Art. para garantir o direito de acesso à informação às pessoas portadoras de deficiência auditiva. às edificações e aos serviços anexos de uso comum e aos edifícios vizinhos.Art. à comunicação. 18. Caberá ao órgão federal responsável pela coordenação da política habitacional regulamentar a reserva de um percentual mínimo do total das habitações. 19. Os edifícios de uso privado em que seja obrigatória a instalação de elevadores deverão ser construídos atendendo aos seguintes requisitos mínimos de acessibilidade: I – percurso acessível que una as unidades habitacionais com o exterior e com as dependências de uso comum. ao esporte e ao lazer. na forma e no prazo previstos em regulamento. à exceção das habitações unifamiliares.

27. As disposições desta Lei aplicam-se aos edifícios ou imóveis declarados bens de interesse cultural ou de valor histórico-artístico. cuja execução será disciplinada em regulamento. o Programa Nacional de Acessibilidade. Art.CAPÍTULO VIII DISPOSIÇÕES SOBRE AJUDAS TÉCNICAS Art. II – ao desenvolvimento tecnológico orientado à produção de ajudas técnicas para as pessoas portadoras de deficiência. CAPÍTULO X DISPOSIÇÕES FINAIS Art. fomentará programas destinados: I – à promoção de pesquisas científicas voltadas ao tratamento e prevenção de deficiências. 25. A Administração Pública federal direta e indireta destinará. 55 . 21. por meio dos organismos de apoio à pesquisa e das agências de financiamento. Parágrafo único. 22. 26. O Poder Público. 20. É instituído. dotação orçamentária para as adaptações. 24. O Poder Público promoverá campanhas informativas e educativas dirigidas à população em geral. 23. no âmbito da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Ministério da Justiça. com a finalidade de conscientizá-la e sensibilizá-la quanto à acessibilidade e à integração social da pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. A implementação das adaptações. desde que as modificações necessárias observem as normas específicas reguladoras destes bens. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. anualmente. As organizações representativas de pessoas portadoras de deficiência terão legitimidade para acompanhar o cumprimento dos requisitos de acessibilidade estabelecidos nesta Lei. eliminações e supressões de barreiras arquitetônicas referidas no caput deste artigo deverá ser iniciada a partir do primeiro ano de vigência desta Lei. III – à especialização de recursos humanos em acessibilidade. Art. Art. Art. eliminações e supressões de barreiras arquitetônicas existentes nos edifícios de uso público de sua propriedade e naqueles que estejam sob sua administração ou uso. CAPÍTULO IX DAS MEDIDAS DE FOMENTO À ELIMINAÇÃO DE BARREIRAS Art. com dotação orçamentária específica. mediante ajudas técnicas. O Poder Público promoverá a supressão de barreiras urbanísticas. de transporte e de comunicação. Art. arquitetônicas.

Brasília. 179o da Independência e 112o da República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO José Gregori 56 . 19 de dezembro de 2000.

o aumento permanente da sua eficácia institucional e efetividade acadêmica e social e. compromisso social. por meio de suas representações. Institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES e dá outras providências O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. de 14 de abril de 2004.861. 2o O SINAES. ao promover a avaliação de instituições. dados e resultados dos processos avaliativos. 1o Fica instituído o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior . finalidades e responsabilidades sociais das instituições de educação superior e de seus cursos. dos cursos de graduação e do desempenho acadêmico de seus estudantes. IV – a participação do corpo discente. deverá assegurar: I – avaliação institucional. da afirmação da autonomia e da identidade institucional. por meio da valorização de sua missão pública. Art. § 1o O SINAES tem por finalidades a melhoria da qualidade da educação superior. docente e técnicoadministrativo das instituições de educação superior. estruturas. de cursos e de desempenho dos estudantes. a orientação da expansão da sua oferta. de 20 de dezembro de 1996. 57 . VI. nos termos do art 9º. da Lei no 9. III – o respeito à identidade e à diversidade de instituições e de cursos. com o objetivo de assegurar processo nacional de avaliação das instituições de educação superior. interna e externa. § 2o O SINAES será desenvolvido em cooperação com os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal.394.SINAES. da promoção dos valores democráticos. relações. e da sociedade civil. VIII e IX. especialmente. atividades.Lei 10. a promoção do aprofundamento dos compromissos e responsabilidades sociais das instituições de educação superior. II – o caráter público de todos os procedimentos. do respeito à diferença e à diversidade. contemplando a análise global e integrada das dimensões.

projetos e setores. e a participação dos segmentos da comunidade universitária nos processos decisórios. sua independência e autonomia na relação com a mantenedora. desenvolvimento profissional e suas condições de trabalho. à defesa do meio ambiente. neles compreendidos o credenciamento e a renovação de credenciamento de instituições de educação superior. considerada especialmente no que se refere à sua contribuição em relação à inclusão social. incluídos os procedimentos para estímulo à produção acadêmica. recursos de informação e comunicação. a extensão e as respectivas formas de operacionalização. o reconhecimento e a renovação de reconhecimento de cursos de graduação. especialmente a de ensino e de pesquisa. a pesquisa. Os resultados da avaliação referida no caput deste artigo constituirão referencial básico dos processos de regulação e supervisão da educação superior. por meio de suas atividades. cursos. biblioteca. a autorização. ao desenvolvimento econômico e social. II – a política para o ensino. de monitoria e demais modalidades.Parágrafo único. da memória cultural. IV – a comunicação com a sociedade. programas. especialmente o funcionamento e representatividade dos colegiados. 3o A avaliação das instituições de educação superior terá por objetivo identificar o seu perfil e o significado de sua atuação. as bolsas de pesquisa. VII – infra-estrutura física. VI – organização e gestão da instituição. 58 . considerando as diferentes dimensões institucionais. Art. V – as políticas de pessoal. a pós-graduação. da produção artística e do patrimônio cultural. as carreiras do corpo docente e do corpo técnico-administrativo. dentre elas obrigatoriamente as seguintes: I – a missão e o plano de desenvolvimento institucional. III – a responsabilidade social da instituição. seu aperfeiçoamento.

§ 1o A avaliação dos cursos de graduação utilizará procedimentos e instrumentos diversificados. as dimensões listadas no caput deste artigo serão consideradas de modo a respeitar a diversidade e as especificidades das diferentes organizações acadêmicas. ordenados em uma escala com 5 (cinco) níveis. § 3o A avaliação das instituições de educação superior resultará na aplicação de conceitos. tendo em vista o significado social da continuidade dos compromissos na oferta da educação superior. § 1o Na avaliação das instituições. em especial as relativas ao perfil do corpo docente.VIII – planejamento e avaliação. serão utilizados procedimentos e instrumentos diversificados. dentre os quais a autoavaliação e a avaliação externa in loco. devendo ser contemplada. § 2o Para a avaliação das instituições. Art. a cada uma das dimensões e ao conjunto das dimensões avaliadas. às instalações físicas e à organização didático-pedagógica. IX – políticas de atendimento aos estudantes. resultados e eficácia da auto-avaliação institucional. a cada uma das dimensões e ao conjunto das dimensões avaliadas. no caso das universidades. especialmente os processos. dentre os quais obrigatoriamente as visitas por comissões de especialistas das respectivas áreas do conhecimento. pontuação específica pela existência de programas de pós-graduação e por seu desempenho. de acordo com critérios estabelecidos em regulamento. § 2o A avaliação dos cursos de graduação resultará na atribuição de conceitos. 59 . X – sustentabilidade financeira. conforme a avaliação mantida pela Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES. ordenados em uma escala com 5 (cinco) níveis. 4o A avaliação dos cursos de graduação tem por objetivo identificar as condições de ensino oferecidas aos estudantes.

relevante para a compreensão de seus resultados.ENADE. § 7o A não-inscrição de alunos habilitados para participação no ENADE. § 3o A periodicidade máxima de aplicação do ENADE aos estudantes de cada curso de graduação será trienal. ordenados em uma 60 . § 6o Será responsabilidade do dirigente da instituição de educação superior a inscrição junto ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira . dispensa oficial pelo Ministério da Educação. quando for o caso. atestada pela sua efetiva participação ou. § 5o O ENADE é componente curricular obrigatório dos cursos de graduação. 5o A avaliação do desempenho dos estudantes dos cursos de graduação será realizada mediante aplicação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes . 12 desta Lei.INEP de todos os alunos habilitados à participação no ENADE. § 2o O ENADE será aplicado periodicamente. nos prazos estipulados pelo INEP. aos alunos de todos os cursos de graduação. ao final do primeiro e do último ano de curso. sujeitará a instituição à aplicação das sanções previstas no § 2o do art. sem prejuízo do disposto no art.Art. § 8o A avaliação do desempenho dos alunos de cada curso no ENADE será expressa por meio de conceitos. § 1o O ENADE aferirá o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares do respectivo curso de graduação. § 4o A aplicação do ENADE será acompanhada de instrumento destinado a levantar o perfil dos estudantes. 10. admitida a utilização de procedimentos amostrais. ligados à realidade brasileira e mundial e a outras áreas do conhecimento. sendo inscrita no histórico escolar do estudante somente a sua situação regular com relação a essa obrigação. suas habilidades para ajustamento às exigências decorrentes da evolução do conhecimento e suas competências para compreender temas exteriores ao âmbito específico de sua profissão. na forma estabelecida em regulamento.

A introdução do ENADE. § 10. II – estabelecer diretrizes para organização e designação de comissões de avaliação. de cursos e de desempenho dos estudantes. visando a estabelecer ações e critérios comuns de avaliação e supervisão da educação superior. com base nas análises e recomendações produzidas nos processos de avaliação. emitido pelo INEP. § 9o Na divulgação dos resultados da avaliação é vedada a identificação nominal do resultado individual obtido pelo aluno examinado. será efetuada gradativamente. no âmbito do Ministério da Educação e vinculada ao Gabinete do Ministro de Estado. que será a ele exclusivamente fornecido em documento específico. Art. III – formular propostas para o desenvolvimento das instituições de educação superior. cabendo ao Ministro de Estado da Educação determinar anualmente os cursos de graduação a cujos estudantes será aplicado. como um dos procedimentos de avaliação do SINAES. órgão colegiado de coordenação e supervisão do SINAES. ou auxílio específico. analisar relatórios. procedimentos e mecanismos da avaliação institucional. elaborar pareceres e encaminhar recomendações às instâncias competentes. IV – articular-se com os sistemas estaduais de ensino. em nível de graduação ou de pósgraduação. Aos estudantes de melhor desempenho no ENADE o Ministério da Educação concederá estímulo. 6o Fica instituída. conforme estabelecido em regulamento. destinado a favorecer a excelência e a continuidade dos estudos. ou ainda alguma outra forma de distinção com objetivo similar. na forma de bolsa de estudos. com as atribuições de: I – propor e avaliar as dinâmicas. a Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – CONAES. 61 . § 11. tomando por base padrões mínimos estabelecidos por especialistas das diferentes áreas do conhecimento.escala com 5 (cinco) níveis.

escolhidos entre cidadãos com notório saber científico. VI – 1 (um) representante do corpo técnico-administrativo das instituições de educação superior. V – 1 (um) representante do corpo docente das instituições de educação superior. IV – 1 (um) representante do corpo discente das instituições de educação superior. sempre que convocadas pelo Ministro de Estado da Educação. indicados pelo Ministro de Estado da Educação. sendo 1 (um) obrigatoriamente do órgão responsável pela regulação e supervisão da educação superior.V – submeter anualmente à aprovação do Ministro de Estado da Educação a relação dos cursos a cujos estudantes será aplicado o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes . III – 3 (três) representantes do Ministério da Educação. VI – elaborar o seu regimento. 7o A CONAES terá a seguinte composição: I – 1 (um) representante do INEP. pelo Ministro de Estado da Educação. VII – realizar reuniões ordinárias mensais e extraordinárias.ENADE. Art. a ser aprovado em ato do Ministro de Estado da Educação. § 1o Os membros referidos nos incisos I e II do caput deste artigo serão designados pelos titulares dos órgãos por eles representados e aqueles referidos no inciso III do caput deste artigo. VII – 5 (cinco) membros. filosófico e artístico. II – 1 (um) representante da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES. e reconhecida competência em avaliação ou gestão da educação superior. 62 .

§ 2o O membro referido no inciso IV do caput deste artigo será nomeado pelo Presidente da República para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução. § 3o Os membros referidos nos incisos V a VII do caput deste artigo serão nomeados pelo Presidente da República para mandato de 3 (três) anos, admitida 1 (uma) recondução, observado o disposto no parágrafo único do art. 13 desta Lei. § 4o A CONAES será presidida por 1 (um) dos membros referidos no inciso VII do caput deste artigo, eleito pelo colegiado, para mandato de 1 (um) ano, permitida 1 (uma) recondução. § 5o As instituições de educação superior deverão abonar as faltas do estudante que, em decorrência da designação de que trata o inciso IV do caput deste artigo, tenha participado de reuniões da CONAES em horário coincidente com as atividades acadêmicas. § 6o Os membros da CONAES exercem função não remunerada de interesse público relevante, com precedência sobre quaisquer outros cargos públicos de que sejam titulares e, quando convocados, farão jus a transporte e diárias. Art. 8o A realização da avaliação das instituições, dos cursos e do desempenho dos estudantes será responsabilidade do INEP. Art. 9o O Ministério da Educação tornará público e disponível o resultado da avaliação das instituições de ensino superior e de seus cursos. Art. 10. Os resultados considerados insatisfatórios ensejarão a celebração de protocolo de compromisso, a ser firmado entre a instituição de educação superior e o Ministério da Educação, que deverá conter: I – o diagnóstico objetivo das condições da instituição; II – os encaminhamentos, processos e ações a serem adotados pela instituição de educação superior com vistas na superação das dificuldades detectadas;

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III – a indicação de prazos e metas para o cumprimento de ações, expressamente definidas, e a caracterização das respectivas responsabilidades dos dirigentes; IV – a criação, por parte da instituição de educação superior, de comissão de acompanhamento do protocolo de compromisso. § 1o O protocolo a que se refere o caput deste artigo será público e estará disponível a todos os interessados. § 2o O descumprimento do protocolo de compromisso, no todo ou em parte, poderá ensejar a aplicação das seguintes penalidades: I – suspensão temporária da abertura de processo seletivo de cursos de graduação; II – cassação da autorização de funcionamento da instituição de educação superior ou do reconhecimento de cursos por ela oferecidos; III – advertência, suspensão ou perda de mandato do dirigente responsável pela ação não executada, no caso de instituições públicas de ensino superior. § 3o As penalidades previstas neste artigo serão aplicadas pelo órgão do Ministério da Educação responsável pela regulação e supervisão da educação superior, ouvida a Câmara de Educação Superior, do Conselho Nacional de Educação, em processo administrativo próprio, ficando assegurado o direito de ampla defesa e do contraditório. § 4o Da decisão referida no § 2o deste artigo caberá recurso dirigido ao Ministro de Estado da Educação. § 5o O prazo de suspensão da abertura de processo seletivo de cursos será definido em ato próprio do órgão do Ministério da Educação referido no § 3o deste artigo. Art. 11. Cada instituição de ensino superior, pública ou privada, constituirá Comissão Própria de Avaliação - CPA, no prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da publicação desta Lei, com as atribuições de condução dos processos de avaliação internos da instituição, de
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sistematização e de prestação das informações solicitadas pelo INEP, obedecidas as seguintes diretrizes: I – constituição por ato do dirigente máximo da instituição de ensino superior, ou por previsão no seu próprio estatuto ou regimento, assegurada a participação de todos os segmentos da comunidade universitária e da sociedade civil organizada, e vedada a composição que privilegie a maioria absoluta de um dos segmentos; II – atuação autônoma em relação a conselhos e demais órgãos colegiados existentes na instituição de educação superior. Art. 12. Os responsáveis pela prestação de informações falsas ou pelo preenchimento de formulários e relatórios de avaliação que impliquem omissão ou distorção de dados a serem fornecidos ao SINAES responderão civil, penal e administrativamente por essas condutas. Art. 13. A CONAES será instalada no prazo de 60 (sessenta) dias a contar da publicação desta Lei. Parágrafo único. Quando da constituição da CONAES, 2 (dois) dos membros referidos no inciso VII do caput do art. 7o desta Lei serão nomeados para mandato de 2 (dois) anos. Art. 14. O Ministro de Estado da Educação regulamentará os procedimentos de avaliação do SINAES. Art. 15. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 16. Revogam-se a alínea a do § 2o do art. 9o da Lei no 4.024, de 20 de dezembro de 1961, e os arts 3º e e 4o da Lei no 9.131, de 24 de novembro de 1995. Brasília, 14 de abril de 2004; 183o da Independência e 116o da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Tarso Genro Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 15.4.2004

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Lei n° 10.973, de 2 de dezembro de 2004 Dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1o Esta Lei estabelece medidas de incentivo à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo, com vistas à capacitação e ao alcance da autonomia tecnológica e ao desenvolvimento industrial do País, nos termos dos arts. 218 e 219 da Constituição. Art. 2o Para os efeitos desta Lei, considera-se: I - agência de fomento: órgão ou instituição de natureza pública ou privada que tenha entre os seus objetivos o financiamento de ações que visem a estimular e promover o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação; II - criação: invenção, modelo de utilidade, desenho industrial, programa de computador, topografia de circuito integrado, nova cultivar ou cultivar essencialmente derivada e qualquer outro desenvolvimento tecnológico que acarrete ou possa acarretar o surgimento de novo produto, processo ou aperfeiçoamento incremental, obtida por um ou mais criadores; III - criador: pesquisador que seja inventor, obtentor ou autor de criação; IV - inovação: introdução de novidade ou aperfeiçoamento no ambiente produtivo ou social que resulte em novos produtos, processos ou serviços; V - Instituição Científica e Tecnológica - ICT: órgão ou entidade da administração pública que tenha por missão institucional, dentre outras, executar atividades de pesquisa básica ou aplicada de caráter científico ou tecnológico; VI - núcleo de inovação tecnológica: núcleo ou órgão constituído por uma ou mais ICT com a finalidade de gerir sua política de inovação; VII - instituição de apoio: instituições criadas sob o amparo da Lei no 8.958, de 20 de dezembro de 1994, com a finalidade de dar apoio a projetos de pesquisa, ensino e extensão e de desenvolvimento institucional, científico e tecnológico; VIII - pesquisador público: ocupante de cargo efetivo, cargo militar ou emprego público que realize pesquisa básica ou aplicada de caráter científico ou tecnológico; e IX - inventor independente: pessoa física, não ocupante de cargo efetivo, cargo militar ou emprego público, que seja inventor, obtentor ou autor de criação. CAPÍTULO II DO ESTÍMULO À CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES ESPECIALIZADOS E COOPERATIVOS DE INOVAÇÃO Art. 3o A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e as respectivas agências de fomento poderão estimular e apoiar a constituição de alianças estratégicas e o desenvolvimento de projetos de cooperação envolvendo empresas nacionais, ICT e organizações de direito privado sem fins lucrativos voltadas para atividades de pesquisa e desenvolvimento, que objetivem a geração de produtos e processos inovadores. Parágrafo único. O apoio previsto neste artigo poderá contemplar as redes e os projetos internacionais de pesquisa tecnológica, bem como ações de 66

empreendedorismo tecnológico e de criação de ambientes de inovação, inclusive incubadoras e parques tecnológicos. Art. 4o As ICT poderão, mediante remuneração e por prazo determinado, nos termos de contrato ou convênio: I - compartilhar seus laboratórios, equipamentos, instrumentos, materiais e demais instalações com microempresas e empresas de pequeno porte em atividades voltadas à inovação tecnológica, para a consecução de atividades de incubação, sem prejuízo de sua atividade finalística; II - permitir a utilização de seus laboratórios, equipamentos, instrumentos, materiais e demais instalações existentes em suas próprias dependências por empresas nacionais e organizações de direito privado sem fins lucrativos voltadas para atividades de pesquisa, desde que tal permissão não interfira diretamente na sua atividade-fim, nem com ela conflite. Parágrafo único. A permissão e o compartilhamento de que tratam os incisos I e II do caput deste artigo obedecerão às prioridades, critérios e requisitos aprovados e divulgados pelo órgão máximo da ICT, observadas as respectivas disponibilidades e assegurada a igualdade de oportunidades às empresas e organizações interessadas. Art. 5o Ficam a União e suas entidades autorizadas a participar minoritariamente do capital de empresa privada de propósito específico que vise ao desenvolvimento de projetos científicos ou tecnológicos para obtenção de produto ou processo inovadores. Parágrafo único. A propriedade intelectual sobre os resultados obtidos pertencerá às instituições detentoras do capital social, na proporção da respectiva participação. CAPÍTULO III DO ESTÍMULO À PARTICIPAÇÃO DAS ICT NO PROCESSO DE INOVAÇÃO Art. 6o É facultado à ICT celebrar contratos de transferência de tecnologia e de licenciamento para outorga de direito de uso ou de exploração de criação por ela desenvolvida. § 1o A contratação com cláusula de exclusividade, para os fins de que trata o caput deste artigo, deve ser precedida da publicação de edital. § 2o Quando não for concedida exclusividade ao receptor de tecnologia ou ao licenciado, os contratos previstos no caput deste artigo poderão ser firmados diretamente, para fins de exploração de criação que deles seja objeto, na forma do regulamento. § 3o A empresa detentora do direito exclusivo de exploração de criação protegida perderá automaticamente esse direito caso não comercialize a criação dentro do prazo e condições definidos no contrato, podendo a ICT proceder a novo licenciamento. § 4o O licenciamento para exploração de criação cujo objeto interesse à defesa nacional deve observar o disposto no § 3o do art. 75 da Lei no 9.279, de 14 de maio de 1996. § 5o A transferência de tecnologia e o licenciamento para exploração de criação reconhecida, em ato do Poder Executivo, como de relevante interesse público, somente poderão ser efetuados a título não exclusivo. Art. 7o A ICT poderá obter o direito de uso ou de exploração de criação protegida. 67

Art. 8o É facultado à ICT prestar a instituições públicas ou privadas serviços compatíveis com os objetivos desta Lei, nas atividades voltadas à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo. § 1o A prestação de serviços prevista no caput deste artigo dependerá de aprovação pelo órgão ou autoridade máxima da ICT. § 2o O servidor, o militar ou o empregado público envolvido na prestação de serviço prevista no caput deste artigo poderá receber retribuição pecuniária, diretamente da ICT ou de instituição de apoio com que esta tenha firmado acordo, sempre sob a forma de adicional variável e desde que custeado exclusivamente com recursos arrecadados no âmbito da atividade contratada. § 3o O valor do adicional variável de que trata o § 2o deste artigo fica sujeito à incidência dos tributos e contribuições aplicáveis à espécie, vedada a incorporação aos vencimentos, à remuneração ou aos proventos, bem como a referência como base de cálculo para qualquer benefício, adicional ou vantagem coletiva ou pessoal. § 4o O adicional variável de que trata este artigo configura-se, para os fins do art. 28 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, ganho eventual. Art. 9o É facultado à ICT celebrar acordos de parceria para realização de atividades conjuntas de pesquisa científica e tecnológica e desenvolvimento de tecnologia, produto ou processo, com instituições públicas e privadas. § 1o O servidor, o militar ou o empregado público da ICT envolvido na execução das atividades previstas no caput deste artigo poderá receber bolsa de estímulo à inovação diretamente de instituição de apoio ou agência de fomento. § 2o As partes deverão prever, em contrato, a titularidade da propriedade intelectual e a participação nos resultados da exploração das criações resultantes da parceria, assegurando aos signatários o direito ao licenciamento, observado o disposto nos §§ 4o e 5o do art. 6o desta Lei. § 3o A propriedade intelectual e a participação nos resultados referidas no § 2o deste artigo serão asseguradas, desde que previsto no contrato, na proporção equivalente ao montante do valor agregado do conhecimento já existente no início da parceria e dos recursos humanos, financeiros e materiais alocados pelas partes contratantes. Art. 10. Os acordos e contratos firmados entre as ICT, as instituições de apoio, agências de fomento e as entidades nacionais de direito privado sem fins lucrativos voltadas para atividades de pesquisa, cujo objeto seja compatível com a finalidade desta Lei, poderão prever recursos para cobertura de despesas operacionais e administrativas incorridas na execução destes acordos e contratos, observados os critérios do regulamento. Art. 11. A ICT poderá ceder seus direitos sobre a criação, mediante manifestação expressa e motivada, a título não-oneroso, nos casos e condições definidos em regulamento, para que o respectivo criador os exerça em seu próprio nome e sob sua inteira responsabilidade, nos termos da legislação pertinente. Parágrafo único. A manifestação prevista no caput deste artigo deverá ser proferida pelo órgão ou autoridade máxima da instituição, ouvido o núcleo de inovação tecnológica, no prazo fixado em regulamento. Art. 12. É vedado a dirigente, ao criador ou a qualquer servidor, militar, empregado ou prestador de serviços de ICT divulgar, noticiar ou publicar qualquer aspecto de criações de cujo desenvolvimento tenha participado diretamente ou 68

tomado conhecimento por força de suas atividades, sem antes obter expressa autorização da ICT. Art. 13. É assegurada ao criador participação mínima de 5% (cinco por cento) e máxima de 1/3 (um terço) nos ganhos econômicos, auferidos pela ICT, resultantes de contratos de transferência de tecnologia e de licenciamento para outorga de direito de uso ou de exploração de criação protegida da qual tenha sido o inventor, obtentor ou autor, aplicando-se, no que couber, o disposto no parágrafo único do art. 93 da Lei no 9.279, de 1996. § 1o A participação de que trata o caput deste artigo poderá ser partilhada pela ICT entre os membros da equipe de pesquisa e desenvolvimento tecnológico que tenham contribuído para a criação. § 2o Entende-se por ganhos econômicos toda forma de royalties, remuneração ou quaisquer benefícios financeiros resultantes da exploração direta ou por terceiros, deduzidas as despesas, encargos e obrigações legais decorrentes da proteção da propriedade intelectual. § 3o A participação prevista no caput deste artigo obedecerá ao disposto nos §§ 3o e 4o do art. 8o. § 4o A participação referida no caput deste artigo será paga pela ICT em prazo não superior a 1 (um) ano após a realização da receita que lhe servir de base. Art. 14. Para a execução do disposto nesta Lei, ao pesquisador público é facultado o afastamento para prestar colaboração a outra ICT, nos termos do inciso II do art. 93 da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990, observada a conveniência da ICT de origem. § 1o As atividades desenvolvidas pelo pesquisador público, na instituição de destino, devem ser compatíveis com a natureza do cargo efetivo, cargo militar ou emprego público por ele exercido na instituição de origem, na forma do regulamento. § 2o Durante o período de afastamento de que trata o caput deste artigo, são assegurados ao pesquisador público o vencimento do cargo efetivo, o soldo do cargo militar ou o salário do emprego público da instituição de origem, acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei, bem como progressão funcional e os benefícios do plano de seguridade social ao qual estiver vinculado. § 3o As gratificações específicas do exercício do magistério somente serão garantidas, na forma do § 2o deste artigo, caso o pesquisador público se mantenha na atividade docente em instituição científica e tecnológica. § 4o No caso de pesquisador público em instituição militar, seu afastamento estará condicionado à autorização do Comandante da Força à qual se subordine a instituição militar a que estiver vinculado. Art. 15. A critério da administração pública, na forma do regulamento, poderá ser concedida ao pesquisador público, desde que não esteja em estágio probatório, licença sem remuneração para constituir empresa com a finalidade de desenvolver atividade empresarial relativa à inovação. § 1o A licença a que se refere o caput deste artigo dar-se-á pelo prazo de até 3 (três) anos consecutivos, renovável por igual período. § 2o Não se aplica ao pesquisador público que tenha constituído empresa na forma deste artigo, durante o período de vigência da licença, o disposto no inciso X do art. 117 da Lei no 8.112, de 1990. 69

§ 3o Caso a ausência do servidor licenciado acarrete prejuízo às atividades da ICT integrante da administração direta ou constituída na forma de autarquia ou fundação, poderá ser efetuada contratação temporária nos termos da Lei no 8.745, de 9 de dezembro de 1993, independentemente de autorização específica. Art. 16. A ICT deverá dispor de núcleo de inovação tecnológica, próprio ou em associação com outras ICT, com a finalidade de gerir sua política de inovação. Parágrafo único. São competências mínimas do núcleo de inovação tecnológica: I - zelar pela manutenção da política institucional de estímulo à proteção das criações, licenciamento, inovação e outras formas de transferência de tecnologia; II - avaliar e classificar os resultados decorrentes de atividades e projetos de pesquisa para o atendimento das disposições desta Lei; III - avaliar solicitação de inventor independente para adoção de invenção na forma do art. 22; IV - opinar pela conveniência e promover a proteção das criações desenvolvidas na instituição; V - opinar quanto à conveniência de divulgação das criações desenvolvidas na instituição, passíveis de proteção intelectual; VI - acompanhar o processamento dos pedidos e a manutenção dos títulos de propriedade intelectual da instituição. Art. 17. A ICT, por intermédio do Ministério ou órgão ao qual seja subordinada ou vinculada, manterá o Ministério da Ciência e Tecnologia informado quanto: I - à política de propriedade intelectual da instituição; II - às criações desenvolvidas no âmbito da instituição; III - às proteções requeridas e concedidas; e IV - aos contratos de licenciamento ou de transferência de tecnologia firmados. Parágrafo único. As informações de que trata este artigo devem ser fornecidas de forma consolidada, em periodicidade anual, com vistas à sua divulgação, ressalvadas as informações sigilosas. Art. 18. As ICT, na elaboração e execução dos seus orçamentos, adotarão as medidas cabíveis para a administração e gestão da sua política de inovação para permitir o recebimento de receitas e o pagamento de despesas decorrentes da aplicação do disposto nos arts. 4o, 6o, 8o e 9o, o pagamento das despesas para a proteção da propriedade intelectual e os pagamentos devidos aos criadores e eventuais colaboradores. Parágrafo único. Os recursos financeiros de que trata o caput deste artigo, percebidos pelas ICT, constituem receita própria e deverão ser aplicados, exclusivamente, em objetivos institucionais de pesquisa, desenvolvimento e inovação. CAPÍTULO IV DO ESTÍMULO À INOVAÇÃO NAS EMPRESAS Art. 19. A União, as ICT e as agências de fomento promoverão e incentivarão o desenvolvimento de produtos e processos inovadores em empresas nacionais e nas entidades nacionais de direito privado sem fins lucrativos voltadas para atividades de pesquisa, mediante a concessão de recursos financeiros, humanos, materiais ou de infra-estrutura, a serem ajustados em convênios ou 70

contratos específicos, destinados a apoiar atividades de pesquisa e desenvolvimento, para atender às prioridades da política industrial e tecnológica nacional. § 1o As prioridades da política industrial e tecnológica nacional de que trata o caput deste artigo serão estabelecidas em regulamento. § 2o A concessão de recursos financeiros, sob a forma de subvenção econômica, financiamento ou participação societária, visando ao desenvolvimento de produtos ou processos inovadores, será precedida de aprovação de projeto pelo órgão ou entidade concedente. § 3o A concessão da subvenção econômica prevista no § 1o deste artigo implica, obrigatoriamente, a assunção de contrapartida pela empresa beneficiária, na forma estabelecida nos instrumentos de ajuste específicos. § 4o O Poder Executivo regulamentará a subvenção econômica de que trata este artigo, assegurada a destinação de percentual mínimo dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT. § 5o Os recursos de que trata o § 4o deste artigo serão objeto de programação orçamentária em categoria específica do FNDCT, não sendo obrigatória sua aplicação na destinação setorial originária, sem prejuízo da alocação de outros recursos do FNDCT destinados à subvenção econômica. Art. 20. Os órgãos e entidades da administração pública, em matéria de interesse público, poderão contratar empresa, consórcio de empresas e entidades nacionais de direito privado sem fins lucrativos voltadas para atividades de pesquisa, de reconhecida capacitação tecnológica no setor, visando à realização de atividades de pesquisa e desenvolvimento, que envolvam risco tecnológico, para solução de problema técnico específico ou obtenção de produto ou processo inovador. § 1o Considerar-se-á desenvolvida na vigência do contrato a que se refere o caput deste artigo a criação intelectual pertinente ao seu objeto cuja proteção seja requerida pela empresa contratada até 2 (dois) anos após o seu término. § 2o Findo o contrato sem alcance integral ou com alcance parcial do resultado almejado, o órgão ou entidade contratante, a seu exclusivo critério, poderá, mediante auditoria técnica e financeira, prorrogar seu prazo de duração ou elaborar relatório final dando-o por encerrado. § 3o O pagamento decorrente da contratação prevista no caput deste artigo será efetuado proporcionalmente ao resultado obtido nas atividades de pesquisa e desenvolvimento pactuadas. Art. 21. As agências de fomento deverão promover, por meio de programas específicos, ações de estímulo à inovação nas micro e pequenas empresas, inclusive mediante extensão tecnológica realizada pelas ICT. CAPÍTULO V DO ESTÍMULO AO INVENTOR INDEPENDENTE Art. 22. Ao inventor independente que comprove depósito de pedido de patente é facultado solicitar a adoção de sua criação por ICT, que decidirá livremente quanto à conveniência e oportunidade da solicitação, visando à elaboração de projeto voltado a sua avaliação para futuro desenvolvimento, incubação, utilização e industrialização pelo setor produtivo. § 1o O núcleo de inovação tecnológica da ICT avaliará a invenção, a sua afinidade com a respectiva área de atuação e o interesse no seu desenvolvimento. 71

§ 2o O núcleo informará ao inventor independente, no prazo máximo de 6 (seis) meses, a decisão quanto à adoção a que se refere o caput deste artigo. § 3o Adotada a invenção por uma ICT, o inventor independente comprometer-se-á, mediante contrato, a compartilhar os ganhos econômicos auferidos com a exploração industrial da invenção protegida. CAPÍTULO VI DOS FUNDOS DE INVESTIMENTO Art. 23. Fica autorizada a instituição de fundos mútuos de investimento em empresas cuja atividade principal seja a inovação, caracterizados pela comunhão de recursos captados por meio do sistema de distribuição de valores mobiliários, na forma da Lei no 6.385, de 7 de dezembro de 1976, destinados à aplicação em carteira diversificada de valores mobiliários de emissão dessas empresas. Parágrafo único. A Comissão de Valores Mobiliários editará normas complementares sobre a constituição, o funcionamento e a administração dos fundos, no prazo de 90 (noventa) dias da data de publicação desta Lei. CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 24. A Lei no 8.745, de 9 de dezembro de 1993, passa a vigorar com as seguintes alterações: "Art. 2o ................................................................... ................................................................... VII - admissão de professor, pesquisador e tecnólogo substitutos para suprir a falta de professor, pesquisador ou tecnólogo ocupante de cargo efetivo, decorrente de licença para exercer atividade empresarial relativa à inovação. "Art. 4o ................................................................... IV - 3 (três) anos, nos casos dos incisos VI, alínea 'h', e VII do art. 2o; Parágrafo único. ................................................................... V - no caso do inciso VII do art. 2o, desde que o prazo total não exceda 6 (seis) anos." (NR) Art. 25. O art. 24 da Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993, passa a vigorar acrescido do seguinte inciso: "Art. 24. ................................................................... XXV - na contratação realizada por Instituição Científica e Tecnológica - ICT ou por agência de fomento para a transferência de tecnologia e para o licenciamento de direito de uso ou de exploração de criação protegida. Art. 26. As ICT que contemplem o ensino entre suas atividades principais deverão associar, obrigatoriamente, a aplicação do disposto nesta Lei a ações de formação de recursos humanos sob sua responsabilidade. Art. 27. Na aplicação do disposto nesta Lei, serão observadas as seguintes diretrizes: 72

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Antonio Palocci Filho Luiz Fernando Furlan Eduardo Campos José Dirceu de Oliveira e Silva Este texto não substitui o publicado no D. Art. nas regiões menos desenvolvidas do País e na Amazônia. contados da publicação desta Lei.atender a programas e projetos de estímulo à inovação na indústria de defesa nacional e que ampliem a exploração e o desenvolvimento da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) e da Plataforma Continental. III . e IV . Parágrafo único. ações que visem a dotar a pesquisa e o sistema produtivo regional de maiores recursos humanos e capacitação tecnológica.U. 2 de dezembro de 2004. Brasília. 29. de 3.dar tratamento preferencial. na aquisição de bens e serviços pelo Poder Público.I . em até 120 (cento e vinte) dias. às empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País.12. II . 183o da Independência e 116o da República.priorizar. projeto de lei para atender o previsto no caput deste artigo. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 28. Art.O. A União fomentará a inovação na empresa mediante a concessão de incentivos fiscais com vistas na consecução dos objetivos estabelecidos nesta Lei. O Poder Executivo encaminhará ao Congresso Nacional.assegurar tratamento favorecido a empresas de pequeno porte.2004 73 .

27 (vinte e sete) cargos de direção . IV – de Brasília.534. 225 (duzentos e vinte e cinco) cargos de técnico-administrativo em educação de nível superior (nível E). de 30 de junho de 1993 . com sede na cidade de Rio Branco. 4o Ficam criados. com sede na cidade de Campo Grande. nos termos da Lei no 8. DE 25 DE OUTUBRO DE 2007.731. bem como 09 (nove) cargos de direção código CD-2. criada nos termos do art. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. no Rio Grande do Sul. II – de Nova Andradina – MS.552. O provimento dos Cargos em Comissão e das Funções de Confiança de que trata o caput deste artigo fica condicionado à prévia verificação e declaração do ordenador de despesa quanto à existência de disponibilidade orçamentária e ao cumprimento do disposto no § 1o do art. de 16 de fevereiro de 1959.LEI Nº 11. Art. com sede no Município de Porto Velho. 360 (trezentos e sessenta) cargos de técnico-administrativo em educação de nível intermediário (níveis C e D).RO. no Distrito Federal. e V – de Canoas. na forma dos Anexos I.código FG-1 e 90 (noventa) funções gratificadas . como entidades de natureza autárquica. Parágrafo único.código FG-2. II. como entidades de natureza autárquica. II – do Amapá. as Escolas Técnicas Federais: I – do Acre.552. 3o A Escola Técnica Federal de Porto Velho . vinculadas ao Ministério da Educação. 169 da Constituição Federal.código CD-4. 45 (quarenta e cinco) funções gratificadas . Dispõe sobre a criação de Escolas Técnicas e Agrotécnicas Federais e dá outras providências. nos termos da Lei no 3. 450 (quatrocentos e cinqüenta) cargos de professor de 1o e 2o graus. Art. as Escolas Agrotécnicas Federais: I – de Marabá – PA. com sede na cidade de Macapá. 2o Ficam criadas. de 16 de fevereiro de 1959. vinculadas ao Ministério da Educação. de 16 de novembro de 1993. em conformidade com a Lei no 3.código CD-3. e III – de São Raimundo das Mangabeiras – MA. III – de Mato Grosso do Sul.670. III e IV desta Lei. constituindo-se em entidade de natureza autárquica vinculada ao Ministério da Educação. 3o da Lei no 8. 1o Ficam criadas. Art. 74 . passa a denominar-se Escola Técnica Federal de Rondônia. 54 (cinqüenta e quatro) cargos de direção .

2007 ANEXO I QUADRO DE PESSOAL EFETIVO PARA AS NOVAS ESCOLAS TÉCNICAS FEDERAIS E ESCOLAS AGROTÉCNICAS FEDERAIS TÉCNICOS-ADMINISTRATIVOS INSTITUIÇÃO DOCENTES NÍVEL MÉDIO NÍVEL SUPERIOR ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DO ACRE ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DO AMAPÁ ESCOLA TÉCNICA GROSSO DO SUL FEDERAL DE MATO 50 50 50 50 50 50 DE 50 50 50 40 40 40 40 40 40 40 40 40 25 25 25 25 25 25 25 25 25 ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DE RONDÔNIA ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DE BRASÍLIA – DF ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DE CANOAS – RS ESCOLA AGROTÉCNICA MARABÁ – PA FEDERAL ESCOLA AGROTÉCNICA FEDERAL DE NOVA ANDRADINA – MS ESCOLA AGROTÉCNICA FEDERAL DE SÃO 75 . 186o da Independência e 119o da República. Art. dependendo da existência de instalações adequadas e de recursos financeiros necessários ao respectivo funcionamento. 7o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília. Art. 6o As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão por conta dos recursos orçamentários destinados ao Ministério da Educação. 5o As instituições de educação profissional e tecnológica de que trata esta Lei serão implantadas gradativamente. bem como os seus respectivos cargos e funções de confiança.10. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Fernando Haddad Paulo Bernardo Silva Este texto não substitui o publicado no DOU de 26. 25 de outubro de 2007.Art.

4 FG .3 CD .2 CD .1 FG .RAIMUNDO DAS MANGABEIRAS – MA TOTAIS ANEXO II QUADRO DE CARGOS DE DIREÇÃO E FUNÇÕES GRATIFICADAS PARA AS NOVAS ESCOLAS TÉCNICAS FEDERAIS E ESCOLAS AGROTÉCNICAS FEDERAIS INSTITUIÇÃO ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DO ACRE ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DO AMAPÁ ESCOLA TÉCNICA GROSSO DO SUL FEDERAL DE MATO CD .2 Total 01 01 01 01 01 01 01 01 01 09 ANEXO III DETALHAMENTO DO QUADRO DE PESSOAL TÉCNICO-ADMINISTRATIVO PARA AS NOVAS ESCOLAS TÉCNICAS FEDERAIS QUADRO I CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR (NÍVEL E) ADMINISTRADOR ANALISTA DE TECNOLOGIA INFORMAÇÃO ASSISTENTE SOCIAL BIBLIOTECÁRIO–DOCUMENTALISTA CONTADOR DA QUANTITATIVO UNIDADE 03 03 01 03 01 76 POR QUANTITATIVO PARA O GRUPO 18 18 06 18 06 03 03 03 03 03 03 03 03 03 27 06 06 06 06 06 06 06 06 06 54 05 05 05 05 05 05 05 05 05 45 10 10 10 10 10 10 10 10 10 90 25 25 25 25 25 25 25 25 25 225 450 360 225 ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DE RONDÔNIA ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DE BRASÍLIA – DF ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DE CANOAS – RS ESCOLA AGROTÉCNICA MARABÁ – PA FEDERAL DE ESCOLA AGROTÉCNICA FEDERAL DE NOVA ANDRADINA – MS ESCOLA AGROTÉCNICA FEDERAL DE SÃO RAIMUNDO DAS MANGABEIRAS – MA TOTAIS .

ENGENHEIRO/ÁREA JORNALISTA MÉDICO/ÁREA PEDAGOGO/ÁREA PROGRAMADOR VISUAL PSICÓLOGO/ÁREA TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS TOTAL QUADRO II CARGOS DE NÍVEL INTERMEDIÁRIO (NÍVEIS C e D) ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO TÉCNICO EM ENFERMAGEM TÉCNICO DE LABORATÓRIO/ÁREA TÉCNICO DE TECNOLOGIA INFORMAÇÃO TOTAL ANEXO IV 02 01 02 03 01 01 04 25 12 06 12 18 06 06 24 150 QUANTITATIVO UNIDADE 28 02 07 DA 03 40 POR QUANTITATIVO O GRUPO 168 12 42 18 240 PARA DETALHAMENTO DO QUADRO DE PESSOAL TÉCNICO-ADMINISTRATIVO PARA AS NOVAS ESCOLAS AGROTÉCNICAS FEDERAIS QUADRO III CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR (NÍVEL E) ADMINISTRADOR ANALISTA DE TECNOLOGIA INFORMAÇÃO ASSISTENTE SOCIAL BIBLIOTECÁRIO–DOCUMENTALISTA CONTADOR ENGENHEIRO/ÁREA JORNALISTA MÉDICO/ÁREA MÉDICO-VETERINÁRIO NUTRICIONISTA/HABILITAÇÃO ODONTÓLOGO DA QUANTITATIVO UNIDADE 02 02 01 03 01 02 01 02 01 01 01 77 POR QUANTITATIVO PARA O GRUPO 06 06 03 09 03 06 03 06 03 03 03 .

PEDAGOGO/ÁREA PSICÓLOGO/ÁREA TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS ZOOTECNISTA TOTAL QUADRO IV CARGOS DE NÍVEL INTERMEDIÁRIO (NÍVEIS C e D) ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO ASSISTENTE DE ALUNOS TÉCNICO EM AGROPECUÁRIA TÉCNICO EM ALIMENTOS E LATICÍNIOS TÉCNICO EM CONTABILIDADE TÉCNICO EM ECONOMIA DOMÉSTICA TÉCNICO EM ENFERMAGEM TÉCNICO DE LABORATÓRIO/ÁREA TÉCNICO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO TOTAL 03 01 03 01 25 09 03 09 03 75 QUANTITATIVO POR QUANTITATIVO PARA UNIDADE O GRUPO 22 03 06 02 01 01 01 02 02 40 66 09 18 06 03 03 03 06 06 120 78 .

§ 2º A educação profissional e tecnológica abrangerá os seguintes cursos: I ............ § 3º A educação de jovens e adultos deverá articular-se.741... OPRESIDENTEDAREPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. da educação de jovens e adultos e da educação profissional e tecnológica. institucionalizar e integrar as ações da educação profissional técnica de nível médio... que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.LEI Nº 11.. 42..." (NR) Art. além dos seus cursos regulares. 39. poderá ser objeto de avaliação.. de acordo com as diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação..de formação inicial e continuada ou qualificação profissional.... oferecerão cursos especiais. preferencialmente. 37. inclusive no trabalho. Parágrafo único.. § 3º Os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e pósgraduação organizar-se-ão.de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação. 41 e 42 da Lei nº 9.394. de 20 de dezembro de 1996. 41. 36-A. A educação profissional e tecnológica.. possibilitando a construção de diferentes itinerários formativos. § 1º Os cursos de educação profissional e tecnológica poderão ser organizados por eixos tecnológicos. III . no cumprimento dos objetivos da educação nacional... 36-C e 36D: 79 ... da ciência e da tecnologia. denominada "Da Educação Profissional Técnica de Nível Médio". 39. O conhecimento adquirido na educação profissional e tecnológica.. e dos seguintes arts. DE 16 DE JULHO DE 2008.. de 20 de dezembro de 1996.....394.... II . integra-se aos diferentes níveis e modalidades de educação e às dimensões do trabalho. reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos.. características e duração. abertos à comunidade.." (NR) "Art... ...... Altera dispositivos da Lei nº 9... para redimensionar... passa a vigorar acrescido da Seção IV-A... 1º Os arts." (NR) "Art. passam a vigorar com a seguinte redação: "Art....... no que concerne a objetivos. As instituições de educação profissional e tecnológica.. na forma do regulamento.. condicionada a matrícula à capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível de escolaridade.. 37........394.... com a educação profissional.. 36-B. 2º O Capítulo II do Título V da Lei nº 9.......de educação profissional técnica de nível médio. (Revogado). de 20 de dezembro de 1996... observadas as normas do respectivo sistema e nível de ensino.." (NR) "Art.

36-B desta Lei. Parágrafo único.articulada com o ensino médio. Os diplomas de cursos de educação profissional técnica de nível médio. A educação profissional técnica de nível médio articulada.subseqüente. Art. efetuando-se matrícula única para cada aluno. de 20 de dezembro de 1996. passa a ser denominado "Da Educação Profissional e Tecnológica". Parágrafo único.394. terão validade nacional e habilitarão ao prosseguimento de estudos na educação superior. e podendo ocorrer: a) na mesma instituição de ensino. facultativamente. 36-A. Art.as normas complementares dos respectivos sistemas de ensino. de 20 de dezembro de 1996. a habilitação profissional poderão ser desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de ensino médio ou em cooperação com instituições especializadas em educação profissional.394. nos termos de seu projeto pedagógico. aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis.os objetivos e definições contidos nas diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação. quando registrados. II . 36 e o parágrafo único do art."Seção IV-A Da Educação Profissional Técnica de Nível Médio Art. 36-B. prevista no inciso I do caput do art. Os cursos de educação profissional técnica de nível médio. o ensino médio. visando ao planejamento e ao desenvolvimento de projeto pedagógico unificado. Art. sendo o curso planejado de modo a conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio. 36-D. oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental. quando estruturados e organizados em etapas com terminalidade. 41 da Lei nº 9. de cada etapa que caracterize uma qualificação para o trabalho. Parágrafo único. A educação profissional técnica de nível médio será desenvolvida nas seguintes formas: I . Sem prejuízo do disposto na Seção IV deste Capítulo. com aproveitamento. nas formas articulada concomitante e subseqüente. 5º Revogam-se os §§ 2º e 4º do art. 80 . será desenvolvida de forma: I . 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação." Art. 36-C. Art.as exigências de cada instituição de ensino. possibilitarão a obtenção de certificados de qualificação para o trabalho após a conclusão. II .concomitante. mediante convênios de intercomplementaridade. Art. III .integrada. b) em instituições de ensino distintas. A preparação geral para o trabalho e. oferecida a quem ingresse no ensino médio ou já o esteja cursando. poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas. efetuando-se matrículas distintas para cada curso. II . A educação profissional técnica de nível médio deverá observar: I . aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis. c) em instituições de ensino distintas. atendida a formação geral do educando. na mesma instituição de ensino. 3º O Capítulo III do Título V da Lei nº 9. em cursos destinados a quem já tenha concluído o ensino médio.

vinculada ao Ministério da Educação e constituída pelas seguintes instituições: I . 187º da Independência e 120º da República. III .892. 16 de julho de 2008. § 3o Os Institutos Federais terão autonomia para criar e extinguir cursos.CEFET-MG. Científica e Tecnológica. patrimonial. Parágrafo único. especializados na oferta de educação profissional e tecnológica nas diferentes modalidades de ensino. Institui a Rede Federal de Educação Profissional. a Rede Federal de Educação Profissional. P. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: CAPÍTULO I DA REDE FEDERAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL. 2o Os Institutos Federais são instituições de educação superior. Art. II e III do caput deste artigo possuem natureza jurídica de autarquia. os Institutos Federais são equiparados às universidades federais. 1o Fica instituída. os Institutos Federais exercerão o papel de instituições acreditadoras e certificadoras de competências profissionais. e dá outras providências. bem como para registrar diplomas dos 81 . II . Ciência e Tecnologia.Institutos Federais de Educação. nos limites de sua área de atuação territorial.UTFPR. 5/6) LEI Nº 11. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA FERNANDO HADDAD (DOU Nº 136. Ciência e Tecnologia . CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA Art. pluricurriculares e multicampi. financeira. avaliação e supervisão das instituições e dos cursos de educação superior.Universidade Tecnológica Federal do Paraná . SEÇÃO 1. didático-pedagógica e disciplinar. nos termos desta Lei. § 1o Para efeito da incidência das disposições que regem a regulação. detentoras de autonomia administrativa.Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais. DE 29 DE DEZEMBRO DE 2008. com base na conjugação de conhecimentos técnicos e tecnológicos com as suas práticas pedagógicas. 17/7/2008. Científica e Tecnológica. básica e profissional. no âmbito do sistema federal de ensino. § 2o No âmbito de sua atuação.Centros Federais de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca CEFET-RJ e de Minas Gerais . cria os Institutos Federais de Educação. IV .Institutos Federais.Brasília. As instituições mencionadas nos incisos I.

de Colatina e de Santa Teresa.Instituto Federal do Amazonas. de Santa Inês e de Senhor do Bonfim. VII . CAPÍTULO II DOS INSTITUTOS FEDERAIS DE EDUCAÇÃO. nos termos do parágrafo único do art.184.Instituto Federal da Bahia. de Guanambi (Antonio José Teixeira).Instituto Federal de Goiás. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo e das Escolas Agrotécnicas Federais de Alegre. de 7 de outubro de 2005. Art. 5o Ficam criados os seguintes Institutos Federais de Educação. X . mediante transformação da Escola Técnica Federal do Amapá. CIÊNCIA E TECNOLOGIA Seção I Da Criação dos Institutos Federais Art. mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás. 3o A UTFPR configura-se como universidade especializada. dedicando-se. mediante transformação da Escola Técnica Federal de Brasília.Instituto Federal de Brasília. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Alagoas e da Escola Agrotécnica Federal de Satuba. V . regendose pelos princípios.Instituto Federal Baiano. VI . à oferta de formação profissional técnica de nível médio. mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia. mediante transformação da Escola Técnica Federal do Acre. precipuamente. no caso da oferta de cursos a distância. IX . 82 . em suas respectivas áreas de atuação. de 20 de dezembro de 1996 .Instituto Federal do Acre. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará e das Escolas Agrotécnicas Federais de Crato e de Iguatu. aplicando-se.Instituto Federal do Espírito Santo. Ciência e Tecnologia: I .Instituto Federal do Amapá.Instituto Federal de Alagoas.394. III . II . 52 da Lei no 9. mediante integração das Escolas Agrotécnicas Federais de Catu. IV .Instituto Federal do Ceará. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica do Amazonas e das Escolas Agrotécnicas Federais de Manaus e de São Gabriel da Cachoeira. finalidades e objetivos constantes da Lei no 11. Art. VIII . 4o As Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais são estabelecimentos de ensino pertencentes à estrutura organizacional das universidades federais. a legislação específica. mediante autorização do seu Conselho Superior.cursos por eles oferecidos.

mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba e da Escola Agrotécnica Federal de Sousa. XVI .Instituto Federal Goiano. XXII . XXIII . XIX .Instituto Federal de Pernambuco. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Uberaba e da Escola Agrotécnica Federal de Uberlândia.Instituto Federal do Maranhão.Instituto Federal de Mato Grosso do Sul. mediante integração das Escolas Agrotécnicas Federais de Inconfidentes. 83 . mediante integração dos Centros Federais de Educação Tecnológica de Mato Grosso e de Cuiabá. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Pernambuco e das Escolas Agrotécnicas Federais de Barreiros. XVII . mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Rio Pomba e da Escola Agrotécnica Federal de Barbacena.Instituto Federal do Sertão Pernambucano.Instituto Federal do Pará. e da Escola Agrotécnica Federal de São João Evangelista. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Januária e da Escola Agrotécnica Federal de Salinas. XVIII . de Belo Jardim e de Vitória de Santo Antão. XX . XXI . mediante integração dos Centros Federais de Educação Tecnológica de Ouro Preto e de Bambuí.XI . e da Escola Agrotécnica Federal de Ceres. e da Escola Agrotécnica Federal de Cáceres. XXIV . mediante integração dos Centros Federais de Educação Tecnológica de Rio Verde e de Urutaí. XIV .Instituto Federal do Norte de Minas Gerais.Instituto Federal da Paraíba. mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica do Piauí. XII .Instituto Federal do Sul de Minas Gerais. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica do Pará e das Escolas Agrotécnicas Federais de Castanhal e de Marabá. mediante integração da Escola Técnica Federal de Mato Grosso do Sul e da Escola Agrotécnica Federal de Nova Andradina. de Machado e de Muzambinho.Instituto Federal do Triângulo Mineiro.Instituto Federal de Mato Grosso. mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Petrolina.Instituto Federal do Piauí. XV . de São Luís e de São Raimundo das Mangabeiras. XIII . mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão e das Escolas Agrotécnicas Federais de Codó.Instituto Federal de Minas Gerais.Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais.

XXXI . mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Santa Catarina.Instituto Federal do Paraná. XXX . mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte.Instituto Federal do Tocantins. mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Pelotas. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de São Vicente do Sul e da Escola Agrotécnica Federal de Alegrete.Instituto Federal de Sergipe. 84 . mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Roraima.Instituto Federal do Rio de Janeiro.Instituto Federal Sul-rio-grandense.Instituto Federal de Santa Catarina. independentemente de qualquer formalidade. XXXIII . § 2o A unidade de ensino que compõe a estrutura organizacional de instituição transformada ou integrada em Instituto Federal passa de forma automática. mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Sergipe e da Escola Agrotécnica Federal de São Cristóvão. XXXV . XXVI .XXV . mediante integração das Escolas Agrotécnicas Federais de Concórdia. à condição de campus da nova instituição. mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos. de Rio do Sul e de Sombrio. XXXVII .Instituto Federal de Rondônia.Instituto Federal Fluminense. XXIX . mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de Química de Nilópolis.Instituto Federal do Rio Grande do Sul. mediante integração da Escola Técnica Federal de Palmas e da Escola Agrotécnica Federal de Araguatins.Instituto Federal Farroupilha. mediante transformação da Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná.Instituto Federal do Rio Grande do Norte.Instituto Federal de Roraima. XXXIV .Instituto Federal de São Paulo. XXXVI . XXXII . XXVIII . mediante integração do Centro Federal de Educação Tecnológica de Bento Gonçalves. XXVII . mediante transformação do Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo. da Escola Técnica Federal de Canoas e da Escola Agrotécnica Federal de Sertão. e XXXVIII . mediante integração da Escola Técnica Federal de Rondônia e da Escola Agrotécnica Federal de Colorado do Oeste. § 1o As localidades onde serão constituídas as reitorias dos Institutos Federais constam do Anexo I desta Lei.Instituto Federal Catarinense.

promover a produção.ofertar educação profissional e tecnológica. a produção cultural. 85 .promover a integração e a verticalização da educação básica à educação profissional e educação superior.qualificar-se como centro de referência no apoio à oferta do ensino de ciências nas instituições públicas de ensino. Seção II Das Finalidades e Características dos Institutos Federais Art.§ 3o A relação de Escolas Técnicas Vinculadas a Universidades Federais que passam a integrar os Institutos Federais consta do Anexo II desta Lei.orientar sua oferta formativa em benefício da consolidação e fortalecimento dos arranjos produtivos.constituir-se em centro de excelência na oferta do ensino de ciências. identificados com base no mapeamento das potencialidades de desenvolvimento socioeconômico e cultural no âmbito de atuação do Instituto Federal. o empreendedorismo. em todos os seus níveis e modalidades.desenvolver a educação profissional e tecnológica como processo educativo e investigativo de geração e adaptação de soluções técnicas e tecnológicas às demandas sociais e peculiaridades regionais. VI . o cooperativismo e o desenvolvimento científico e tecnológico. III .realizar e estimular a pesquisa aplicada. voltado à investigação empírica. poderão.desenvolver programas de extensão e de divulgação científica e tecnológica. formando e qualificando cidadãos com vistas na atuação profissional nos diversos setores da economia. os quadros de pessoal e os recursos de gestão. estimulando o desenvolvimento de espírito crítico. 6o Os Institutos Federais têm por finalidades e características: I . IX . V . oferecendo capacitação técnica e atualização pedagógica aos docentes das redes públicas de ensino. mediante aprovação do Conselho Superior de sua respectiva universidade federal. § 4o As Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais não mencionadas na composição dos Institutos Federais. VII . VIII . regional e nacional. e de ciências aplicadas. com ênfase no desenvolvimento socioeconômico local. propor ao Ministério da Educação a adesão ao Instituto Federal que esteja constituído na mesma base territorial. sociais e culturais locais. otimizando a infra-estrutura física. notadamente as voltadas à preservação do meio ambiente. II . IV . § 5o A relação dos campi que integrarão cada um dos Institutos Federais criados nos termos desta Lei será estabelecida em ato do Ministro de Estado da Educação. em geral. conforme relação constante do Anexo III desta Lei. o desenvolvimento e a transferência de tecnologias sociais. em particular.

ministrar em nível de educação superior: a) cursos superiores de tecnologia visando à formação de profissionais para os diferentes setores da economia. b) cursos de licenciatura. a especialização e a atualização de profissionais. desenvolvimento e difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos. 7o. prioritariamente na forma de cursos integrados.estimular e apoiar processos educativos que levem à geração de trabalho e renda e à emancipação do cidadão na perspectiva do desenvolvimento socioeconômico local e regional. em cada exercício. ciência e tecnologia. 6o desta Lei. estendendo seus benefícios à comunidade. IV . visando à formação de especialistas nas diferentes áreas do conhecimento. com vistas no processo de geração e inovação tecnológica.ministrar cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores.desenvolver atividades de extensão de acordo com os princípios e finalidades da educação profissional e tecnológica. são objetivos dos Institutos Federais: I . deverá garantir o mínimo de 50% (cinqüenta por cento) de suas vagas para atender aos objetivos definidos no inciso I do caput do art. III . o aperfeiçoamento. e VI . nas áreas da educação profissional e tecnológica. em articulação com o mundo do trabalho e os segmentos sociais. V . estimulando o desenvolvimento de soluções técnicas e tecnológicas. e e) cursos de pós-graduação stricto sensu de mestrado e doutorado. c) cursos de bacharelado e engenharia. 8o No desenvolvimento da sua ação acadêmica. e com ênfase na produção. 86 . que contribuam para promover o estabelecimento de bases sólidas em educação. sobretudo nas áreas de ciências e matemática. II . 7o Observadas as finalidades e características definidas no art.ministrar educação profissional técnica de nível médio.Seção III Dos Objetivos dos Institutos Federais Art. e o mínimo de 20% (vinte por cento) de suas vagas para atender ao previsto na alínea b do inciso VI do caput do citado art. objetivando a capacitação. com vistas na formação de professores para a educação básica. e para a educação profissional. o Instituto Federal. Art. d) cursos de pós-graduação lato sensu de aperfeiçoamento e especialização. em todos os níveis de escolaridade. para os concluintes do ensino fundamental e para o público da educação de jovens e adultos. bem como programas especiais de formação pedagógica.realizar pesquisas aplicadas. 7 o desta Lei. visando à formação de profissionais para os diferentes setores da economia e áreas do conhecimento.

após processo de consulta à comunidade escolar do respectivo Instituto Federal. § 3o O Conselho Superior. dos servidores técnicoadministrativos. poderá ser instalada em espaço físico distinto de qualquer dos campi que integram o Instituto Federal. será composto pelo Reitor. Art. sem prejuízo do índice definido no caput deste artigo. permitida uma recondução. pelos Pró-Reitores e pelo Diretor-Geral de cada um dos campi que integram o Instituto Federal. com proposta orçamentária anual identificada para cada campus e a reitoria. exceto no que diz respeito a pessoal. o Conselho Superior do Instituto Federal poderá. § 2o Nas regiões em que as demandas sociais pela formação em nível superior justificarem. com anuência do Ministério da Educação. atribuindo-se o 87 . desde que possuam o mínimo de 5 (cinco) anos de efetivo exercício em instituição federal de educação profissional e tecnológica. § 2o A reitoria. 9o Cada Instituto Federal é organizado em estrutura multicampi. da sociedade civil. assegurando-se a representação paritária dos segmentos que compõem a comunidade acadêmica. Seção IV Da Estrutura Organizacional dos Institutos Federais Art. Os Institutos Federais terão como órgão executivo a reitoria. § 1o As presidências do Colégio de Dirigentes e do Conselho Superior serão exercidas pelo Reitor do Instituto Federal. § 4o O estatuto do Instituto Federal disporá sobre a estruturação. dos egressos da instituição. Art. 10. 12. conforme regulamentação a ser expedida pelo Ministério da Educação. dos estudantes. será composto por representantes dos docentes. A administração dos Institutos Federais terá como órgãos superiores o Colégio de Dirigentes e o Conselho Superior. de caráter consultivo. de caráter consultivo e deliberativo. autorizar o ajuste da oferta desse nível de ensino. para atender aos objetivos definidos no inciso I do caput do art. Art. desde que previsto em seu estatuto e aprovado pelo Ministério da Educação. § 1o Poderão ser nomeados Pró-Reitores os servidores ocupantes de cargo efetivo da carreira docente ou de cargo efetivo de nível superior da carreira dos técnico-administrativos do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação. Os Reitores serão nomeados pelo Presidente da República. como órgão de administração central. composta por 1 (um) Reitor e 5 (cinco) Pró-Reitores. 7o desta Lei. 11. do Ministério da Educação e do Colégio de Dirigentes do Instituto Federal. § 2o O Colégio de Dirigentes.§ 1o O cumprimento dos percentuais referidos no caput deverá observar o conceito de aluno-equivalente. as competências e as normas de funcionamento do Colégio de Dirigentes e do Conselho Superior. para mandato de 4 (quatro) anos. encargos sociais e benefícios aos servidores.

um dos seguintes requisitos: I . ou na Classe de Professor Associado da Carreira do Magistério Superior. com aproveitamento. permitida uma recondução.possuir o título de doutor. voluntária ou compulsória. nos termos da legislação aplicável à nomeação de cargos de direção. a validação e a oferta regular dos cursos de que trata o inciso III do § 1o deste artigo. de 1/3 (um terço) para a manifestação dos servidores técnico-administrativos e de 1/3 (um terço) para a manifestação do corpo discente.estar posicionado nas Classes DIV ou DV da Carreira do Magistério do Ensino Básico. antes desse prazo. atribuindo-se o peso de 1/3 (um terço) para a manifestação do corpo docente.possuir o mínimo de 2 (dois) anos de exercício em cargo ou função de gestão na instituição. § 2o O Ministério da Educação expedirá normas complementares dispondo sobre o reconhecimento. pelo menos. curso de formação para o exercício de cargo ou função de gestão em instituições da administração pública. § 3o Os Pró-Reitores são nomeados pelo Reitor do Instituto Federal. Técnico e Tecnológico.peso de 1/3 (um terço) para a manifestação do corpo docente.ter concluído.preencher os requisitos exigidos para a candidatura ao cargo de Reitor do Instituto Federal. Os campi serão dirigidos por Diretores-Gerais. pela aposentadoria. II . após processo de consulta à comunidade do respectivo campus. ou III . § 2o O mandato de Reitor extingue-se pelo decurso do prazo ou. CAPÍTULO III DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS 88 . Art. pela renúncia e pela destituição ou vacância do cargo. 13. desde que possuam o mínimo de 5 (cinco) anos de efetivo exercício em instituição federal de educação profissional e tecnológica e que atendam a. nomeados pelo Reitor para mandato de 4 (quatro) anos. de 1/3 (um terço) para a manifestação dos servidores técnico-administrativos e de 1/3 (um terço) para a manifestação do corpo discente. ou II . § 1o Poderão candidatar-se ao cargo de Reitor os docentes pertencentes ao Quadro de Pessoal Ativo Permanente de qualquer dos campi que integram o Instituto Federal. desde que possuam o mínimo de 5 (cinco) anos de efetivo exercício em instituição federal de educação profissional e tecnológica e que se enquadrem em pelo menos uma das seguintes situações: I . § 1o Poderão candidatar-se ao cargo de Diretor-Geral do campus os servidores ocupantes de cargo efetivo da carreira docente ou de cargo efetivo de nível superior da carreira dos técnico-administrativos do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação.

bem como a expansão das instituições já existentes. com a incumbência de promover. pertencentes aos quadros de pessoal das respectivas instituições que os integram. 13 desta Lei. exceto aqueles que forem designados pela administração superior de cada Instituto Federal para integrar o quadro de pessoal da Reitoria. § 2o Nos campi em processo de implantação. Ficam redistribuídos para os Institutos Federais criados nos termos desta Lei todos os cargos e funções. Art. e IV . 36 da Lei no 8.112. nos termos do art. ou de Diretor-Geral Pro-Tempore do Campus. que são de 2 (dois) mandatos consecutivos. os quais ficam automaticamente transferidos. assegurada a participação da comunidade acadêmica na construção dos referidos instrumentos. 89 .por incorporações que resultem de serviços por ele realizado. sem reservas ou condições. § 1o Os Diretores-Gerais das instituições transformadas em campus de Instituto Federal exercerão.pelos bens e direitos que vier a adquirir. 14. Art. Art. § 1o Todos os servidores e funcionários serão mantidos em sua lotação atual. O Diretor-Geral de instituição transformada ou integrada em Instituto Federal nomeado para o cargo de Reitor da nova instituição exercerá esse cargo até o final de seu mandato em curso e em caráter pro tempore. no prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias. os cargos de Diretor-Geral serão providos em caráter pro tempore. ocupados e vagos. o cargo de Diretor-Geral do respectivo campus. A criação de novas instituições federais de educação profissional e tecnológica. até que seja possível identificar candidatos que atendam aos requisitos previstos no § 1o do art. II . a elaboração e encaminhamento ao Ministério da Educação da proposta de estatuto e de plano de desenvolvimento institucional do Instituto Federal. até o final de seu mandato e em caráter pro tempore. 16. de 11 de dezembro de 1990. observando ainda os parâmetros e as normas definidas pelo Ministério da Educação. O patrimônio de cada um dos novos Institutos Federais será constituído: I . por nomeação do Reitor do Instituto Federal. não poderá candidatar-se a um novo mandato.pelas doações ou legados que receber. III . § 3o O Diretor-Geral nomeado para o cargo de Reitor Pro-Tempore do Instituto Federal. § 2o A mudança de lotação de servidores entre diferentes campi de um mesmo Instituto Federal deverá observar o instituto da remoção. 17. 15. em observância ao limite máximo de investidura permitida. levará em conta o modelo de Instituto Federal.pelos bens e direitos que compõem o patrimônio de cada uma das instituições que o integram.Art. desde que já se encontre no exercício do segundo mandato. ao novo ente.

.................... passam a vigorar com as seguintes alterações: “Art................ 19....................... ...... 5o desta Lei........... especializadas na oferta de educação tecnológica nos diferentes níveis e modalidades de ensino. no âmbito do Ministério da Educação........CD-1................................ permanecem como entidades autárquicas vinculadas ao Ministério da Educação. no âmbito do Ministério da Educação.....740. na forma da legislação............CD e Funções Gratificadas .............................. 18.. os seguintes Cargos de Direção ...........2............. cento e trinta e nove) Funções Gratificadas ..... para a consecução de seus objetivos...... nos termos de ato do Ministro de Estado da Educação............... 2o...508 (quinhentos e oito) cargos de direção . para redistribuição a instituições federais de ensino superior.... Art.......... Os bens e direitos do Instituto Federal serão utilizados ou aplicados. configurando-se como instituições de ensino superior pluricurriculares.. ... não inseridos no reordenamento de que trata o art. no âmbito do Ministério da Educação. caracterizando-se pela atuação prioritária na área tecnológica. VI .......CEFET-MG.... ...... nos termos de ato do Ministro de Estado da Educação...... Os Centros Federais de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca CEFET-RJ e de Minas Gerais ...... ” (NR) Art...... 2o Ficam criados. para alocação a instituições federais de ensino superior............FG-2...... 90 .................... ” (NR) “Art........ 4o e 5o da Lei no 11................ 20........ ” (NR) “Art................... Art.......... os seguintes cargos: .. Os arts...................... exclusivamente..................... Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação......... 29 de dezembro de 2008................. 187o da Independência e 120o da República..........CD-4. Brasília.......... 1o.... 5o Ficam criados........FG: . no âmbito do Ministério da Educação..... de 16 de julho de 2008. 4o Ficam criados.. ” (NR) “Art.......... os seguintes cargos em comissão e as seguintes funções gratificadas: I ................ para alocação a instituições federais de educação profissional e tecnológica... 1o Ficam criados............ IV .............Parágrafo único....... não podendo ser alienados a não ser nos casos e condições permitidos em lei.............. para redistribuição a instituições federais de educação profissional e tecnológica: .....139 (duas mil.....38 (trinta e oito) cargos de direção .

2008 ANEXO I Localidades onde serão constituídas as Reitorias dos novos Institutos Federais Instituição Instituto Federal do Acre Instituto Federal de Alagoas Instituto Federal do Amapá Instituto Federal do Amazonas Instituto Federal da Bahia Instituto Federal Baiano Instituto Federal de Brasília Instituto Federal do Ceará Instituto Federal do Espírito Santo Instituto Federal de Goiás Instituto Federal Goiano Instituto Federal do Maranhão Instituto Federal de Minas Gerais Instituto Federal do Norte de Minas Gerais Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais Instituto Federal do Sul de Minas Gerais Instituto Federal do Triângulo Mineiro Instituto Federal de Mato Grosso Instituto Federal de Mato Grosso do Sul Instituto Federal do Pará Instituto Federal da Paraíba Instituto Federal de Pernambuco Instituto Federal do Sertão Pernambucano Instituto Federal do Piauí Instituto Federal do Paraná Instituto Federal do Rio de Janeiro Instituto Federal Fluminense Instituto Federal do Rio Grande do Norte Instituto Federal do Rio Grande do Sul Instituto Federal Farroupilha Instituto Federal Sul-rio-grandense Instituto Federal de Rondônia Instituto Federal de Roraima Instituto Federal de Santa Catarina 91 Sede da Reitoria Rio Branco Maceió Macapá Manaus Salvador Salvador Brasília Fortaleza Vitória Goiânia Goiânia São Luís Belo Horizonte Montes Claros Juiz de Fora Pouso Alegre Uberaba Cuiabá Campo Grande Belém João Pessoa Recife Petrolina Teresina Curitiba Rio de Janeiro Campos dos Goytacazes Natal Bento Gonçalves Santa Maria Pelotas Porto Velho Boa Vista Florianópolis .12.LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Fernando Haddad Paulo Bernardo Silva Este texto não substitui o publicado no DOU de 30.

Instituto Federal Catarinense Instituto Federal de São Paulo Instituto Federal de Sergipe Instituto Federal do Tocantins Blumenau São Paulo Aracaju Palmas ANEXO II Escolas Técnicas Vinculadas que passam a integrar os Institutos Federais Escola Técnica Vinculada Colégio Técnico Universitário – UFJF Colégio Agrícola Nilo Peçanha – UFF Colégio Técnico Agrícola Ildefonso Bastos Borges UFF Escola Técnica – UFPR Escola Técnica – UFRGS Colégio Técnico Industrial Prof.Universidade Federal de Roraima UFRR Colégio Universitário da UFMA Universidade Federal do Maranhão Escola Técnica de Artes da UFAL Universidade Federal de Alagoas Universidade Federal de Minas Colégio Técnico da UFMG Gerais Universidade Federal do Triângulo Centro de Formação Especial em Saúde da UFTM Mineiro Escola Técnica de Saúde da UFU Universidade Federal de Uberlândia Centro de Ensino e Desenvolvimento Agrário da UFV Universidade Federal de Viçosa Escola de Música da UFP Universidade Federal do Pará Escola de Teatro e Dança da UFP Universidade Federal do Pará Colégio Agrícola Vidal de Negreiros da UFPB Universidade Federal da Paraíba Escola Técnica de Saúde da UFPB Universidade Federal da Paraíba Universidade Federal de Campina Escola Técnica de Saúde de Cajazeiras da UFCG Grande Colégio Agrícola Dom Agostinho Ikas da UFRP Universidade Federal Rural de 92 Instituto Federal Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais Instituto Federal do Rio de Janeiro Instituto Federal Fluminense Instituto Federal do Paraná Instituto Federal do Rio Grande do Sul Instituto Federal do Rio Grande do Sul Instituto Federal Catarinense Instituto Federal Catarinense . Mário Alquati – FURG Colégio Agrícola de Camboriú – UFSC Colégio Agrícola Senador Carlos Gomes – UFSC ANEXO III Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais Escola Técnica Vinculada Universidade Federal Escola Agrotécnica da Universidade Federal de Roraima .

Pernambuco Universidade Federal do Piauí Universidade Federal do Piauí Universidade Federal do Piauí Universidade Federal Rural do Rio Colégio Técnico da UFRRJ de Janeiro Universidade Federal do Rio Grande Escola Agrícola de Jundiaí da UFRN do Norte Universidade Federal do Rio Grande Escola de Enfermagem de Natal da UFRN do Norte Universidade Federal do Rio Grande Escola de Música da UFRN do Norte Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça da UFPEL Universidade Federal de Pelotas Universidade Federal de Santa Colégio Agrícola de Frederico Westphalen da UFSM Maria Universidade Federal de Santa Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria Maria Colégio Técnico Industrial da Universidade Federal de Universidade Federal de Santa Santa Maria Maria Colégio Agrícola de Floriano da UFPI Colégio Agrícola de Teresina da UFPI Colégio Agrícola de Bom Jesus da UFPI 93 .

e nomeado pelo Presidente da República.estrutura organizacional adequada a essas peculiaridades e aos seus objetivos.ensino superior como continuidade do ensino técnico de 2º grau.310. que transformou Escolas Técnicas Federais em Centros Federais de Educação Tecnológica. de 30 de junho de 1978. VI . Art 2º O ensino ministrado nos Centros Federais de Educação Tecnológica obedecerá à Legislação específica. DE 21 DE JUNHO DE 1982 Regulamenta a Lei nº 6. a que se refere a parágrafo anterior e para os fins ali previstos. auxiliado por um Vice-Diretor: § 1º O Diretor Geral de cada Centro Federal de Educação Tecnológica será indicado em lista sêxtupla. IV . Art 4º Os Centros Federais de Educação Tecnológica serão dirigidos por um Diretor Geral.atuação exclusiva na área tecnológica. VII . e dá outras providências.realização de pesquisas aplicadas e prestação de serviços.DECRETOS DECRETO Nº 87. por indicação do Diretor-Geral.545. será executada segundo a disposto neste Decreto. V . Art 1º A Lei nº 6. de 30 de junho de 1978. especialistas em educação e técnicas de nível superior da Instituição. será encaminhada ao Ministro de Estado da Educação e Cultura.545. § 3º O Vice-Diretor será nomeado pelo Ministro de Estado da Educação e Cultura. relativa a cada grau de ensino. diferenciado do sistema de ensino universitário. II . § 2º A lista sêxtupla. com experiência de cinco anos.formação de professores e especialistas para as disciplinas especializadas do ensino técnico de 2º Grau.acentuação na formação especializada. através da Secretaria da Educação Superior. III . Art 3º São características básicas dos Centros Federais de Educação Tecnológica: I .integração do ensino técnico de 2º grau com o ensino superior. levando-se em consideração tendências do mercado de trabalho e do desenvolvimento. elaborada pelo Conselho Diretor entre professores. 94 . até noventa dias antes do término do mandato do Diretor-Geral.

observada. objetivando a troca de experiências técnico-pedagógicas e de aperfeiçoamento de Recursos Humanos. além de prova de habilitação. em 21 de junho de 1982. Art 7º Os Centros Federais de Educação Tecnológica desenvolverão ações conjuntas com os Sistemas de Educação. Art 8º Fica criado o Conselho de Diretores-Gerais dos Centros Federais de Educação Tecnológica. Art 6º A atividade docente nos Centros Federais de Educação Tecnológica será objeto de carreira única. a exigência de concurso público de provas e títulos. JOÃO FIGUEIREDO Rubem Ludwig 95 . consistente de concurso público de provas e títulos. poder-se-á dar preferência a profissionais de nível superior que tenham comprovada experiência na indústria. Art 5º No recrutamento de professores para a magistério superior dos Centros Federais de Educação Tecnológica. quando for o caso. em Regimento próprio. com atribuições fixadas pelo Ministro de Estado da Educação e Cultura. vedada a recondução consecutiva no mesmo cargo. A carreira única deverá ter a mesma estrutura para todos os Centros na forma em que dispuserem os respectivos Regimentos. revogadas as disposições em contrário. contados da data da posse. quando assim o exigir a área de conhecimento. Parágrafo único. 161º da Independência e 94º da República.§ 4º Os mandatos do Diretor-Geral e do Vice-Diretor serão de 4 (quatro) anos. Brasília. Art 9º Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação.

208. de 20 de dezembro de 1996. 2º Os Centros de Educação Tecnológica. 96 . e no art. Art.948. de 17 de abril de 1997. Art. nos vários níveis e modalidades de ensino.406. e dá outras providências.394. em estreita articulação com os setores produtivos e a sociedade. prevista no art. 40 da Lei nº 9. para os diversos setores da economia e realizar pesquisa e desenvolvimento tecnológico de novos processos. produtos e serviços. de 8 de dezembro de 1994. 1º Os Centros de Educação Tecnológica constituem modalidade de instituições especializadas de educação profissional. oferecendo mecanismos para a educação continuada.DECRETO Nº 2. 2º do Decreto nº 2. têm por finalidade formar e qualificar profissionais. DE 27 DE NOVEMBRO DE 1997 Regulamenta a Lei nº 8. públicos ou privados.

estimulando o desenvolvimento de soluções tecnológicas. VII .oferta de ensino superior tecnológico diferenciado das demais formas de ensino superior. no ensino. por diferentes mecanismos. VI . o aperfeiçoamento e a especialização de profissionais na área tecnológica. IV . de modo permanente.realizar pesquisa aplicada. V . VII . V .ministrar cursos de formação de professores e especialistas. visando a atualização. à ciência e à tecnologia. têm por objetivos: I . 3º Os Centros de Educação Tecnológica têm como características básicas: I . para as disciplinas de educação científica e tecnológica. bem como programas especiais de formação pedagógica.desenvolvimento do processo educacional que favoreça.oferta de educação profissional. II .Art. Art.integração efetiva da educação profissional aos diferentes níveis e modalidades de ensino. integrando dos diferentes níveis e modalidades de ensino. IV . 4º Os Centros de Educação Tecnológica. observada a qualificação exigida em cada caso. 97 . racional e adequada às suas peculiaridades e objetivos. de forma criativa.ministrar ensino superior.oferta de formação especializada.atuação prioritária na área tecnológica.integração das ações educacionais com as expectativas da sociedade e as tendências do setor produtivo.ministrar ensino técnico. VIII . destinado a proporcionar habilitação profissional. VI .realização de pesquisas aplicadas e prestação de serviços: IX .ministrar ensino médio.conjugação. 5º A autorização e o reconhecimento de cursos das instituições privadas far-se-ão segundo a legislação vigente para cada nível e modalidade de ensino. da teoria com a prática. III . levando em consideração as tendências do setor produtivo e do desenvolvimento tecnológico. requalificação e reprofissionalização e outros de nível básico da educação profissional.ministrar cursos de qualificação. nos diversos setores da economia. ao trabalho.desenvolvimento da atividade docente estruturada. visando a formação de profissionais e especialistas na área tecnológica. X . XII . para os diferentes setores da economia. a transformação do conhecimento em bens e serviços. Art. XI . III .estrutura organizacional flexível. observadas as características definidas no artigo anterior. II .oferecer educação continuada.utilização compartilhada dos laboratórios e dos recursos humanos pelos diferentes níveis e modalidades de ensino. em benefício da sociedade. levando em conta o avanço do conhecimento tecnológico e a incorporação crescente de novos métodos e processos de produção e distribuição de bens e serviços. e estendendo seus benefícios à comunidade.

§ 3º. equipamentos.208. § 3º O projeto institucional deverá. as características e os objetivos estabelecidos nos arts. 8º Os Centros Federais de Educação Tecnológica. Art. 6º Os Centros Federais de Educação Tecnológica.306. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. de 8 de dezembro de 1994. de que trata a Lei nº 8.948. serão implantados com as finalidades. será feita por decreto específico. nos termos no Decreto nº 2. 4º e 6º. Art. § 2º O projeto institucional deverá atender ao disposto nos arts. de projeto institucional submetido pela escola interessada. pelo Ministro de Estado da Educação e do Desporto. 7º O Centro Federal de Educação Tecnológica deverá contar com um conselho técnico profissional. recursos humanos e financeiros necessários ao funcionamento dos cursos pretendidos. 2º. 27 de novembro de 1997y. gozarão de autonomia para a criação de cursos e ampliação de vagas nos níveis básico. § 2º O Ministro de Estado da Educação e do Desporto definirá as características do projeto institucional e os critérios de sua avaliação. definidos no Decreto nº 2. § 2º A criação de outros cursos de ensino superior e de pós-graduação dependerá de autorização específica. a ser procedida por comissão especialmente designada. após aprovação. após a aprovação de projeto institucional pelo Ministério da Educação e do Desporto.Art. Brasília. 3º. de 1997. 9º As Escolas Agrotécnicas Federais poderão ser transformadas em Centros Federais de Educação Tecnológica após processo de avaliação de desempenho a ser desenvolvido sob a coordenação da Secretaria de Educação Média e Tecnológica. e na regulamentação contida neste Decreto. § 1º A criação de cursos no Centros Federais de Educação Tecnológica fica condicionada à existência de previsão orçamentária para fazer face às despesas dos custos recorrentes. Art. de 19 de agosto de 1997. laboratórios. 3º e 4º deste Decreto. de 1994. criados a partir do disposto na Lei nº 8. comprovar a compatibilidade das instalações físicas. com atribuições técnico-consultivas e de avaliação do atendimento às características e ao objetivos da instituição. 10. a que se refere o caput deste artigo. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza 98 . 176º da Independência e 109º da República. técnico e tecnológico da Educação Profissional. constituído por dirigentes do Centro e por empresários e trabalhadores do setor produtivo das áreas de atuação do Centro. Art. § 1º A transformação. § 1º A implantação dos Centros Federais de Educação Tecnológica referidos no caput será efetivada mediante decreto específico para cada Centro. deste Decreto. do Ministério da Educação e do Desporto.948. dentre outras condições.

394. superior e de pós-graduação.proporcionar a formação de profissionais. capacitando jovens e adultos com conhecimentos e habilidades gerais e específicas para o exercício de atividades produtivas. III . II . aptos a exercerem atividades específicas no trabalho. Art. 1º A Educação profissional tem por objetivos: I . aperfeiçoar e atualizar o trabalho em seus conhecimentos tecnológicos. 39 a 42 da Lei nº 9. DE 17 DE ABRIL DE 1997. 36 e os arts. 99 .208.promover a transição entre a escola e o mundo do trabalho.DECRETO Nº 2.especializar. de 20 de dezembro de 1996. com escolaridade correspondente aos níveis médio. Regulamenta o § 2º do art. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

Art. § 1º As instituições federais e as instituições públicas e privadas sem fins lucrativos. Art. que eventualmente venha a ser cursada. até o limite de 25% do total da carga horária mínima deste nível de ensino. ouvido o Conselho Nacional de Educação. destinados a egressos do ensino médio e técnico. Art. As disciplinas de caráter profissionalizante. cursadas na parte diversificada do ensino médio. 2º A educação profissional será desenvolvida em articulação com o ensino regular ou em modalidades que contemplem estratégias de educação continuada.técnico: destinado a proporcionar habilitação profissional a alunos matriculados ou egressos do ensino médio. visando a sua inserção e melhor desempenho no exercício do trabalho. podendo ser realizada em escolas do ensino regular. que ministram educação profissional deverão. poderão ser aproveitadas no currículo de habilitação profissional. Parágrafo Único. § 2º Aos que concluírem os cursos de educação profissional de nível básico será conferido certificado de qualificação profissional.IV . constantes de carga 100 . assim como a trabalhadores com qualquer nível de escolaridade.qualificar. apoiadas financeiramente pelo Poder Público. estabelecerá diretrizes curriculares nacionais. independente de exames específicos. devendo ser ministrado na forma estabelecida por este Decreto. Art. abertos a alunos das redes públicas e privadas de educação básica. oferecer cursos profissionais de nível básico em sua programação.básico: destinado à qualificação e reprofissionalização de trabalhadores. qualificar-se e atualizar-se para o exercício de funções demandadas pelo mundo do trabalho. compatíveis com a complexidade tecnológica do trabalho. podendo ser oferecida de forma concomitante ou seqüencial a este. 3º A educação profissional compreende os seguintes níveis: I . em instituições especializadas ou nos ambientes de trabalho. III . não estando sujeita à regulamentação curricular. 4º A educação profissional de nível básico é modalidade de educação não-formal e duração variável. independente de escolaridade prévia. com qualquer nível de escolaridade. II .tecnológico: correspondente a cursos de nível superior na área tecnológica.6º A formulação dos currículos plenos dos cursos do ensino técnico obedecerá ao seguinte: I .5º A educação profissional de nível técnico terá organização curricular própria e independente do ensino médio. destinada a proporcionar ao cidadão trabalhador conhecimentos que lhe permitam reprofissionalizar-se. o seu grau de conhecimento técnico e o nível de escolaridade do aluno.o Ministério da Educação e do Desporto. reprofissionalizar e atualizar jovens e adultos trabalhadores. Art. obrigatoriamente.

9º As disciplinas do currículo do ensino técnico serão ministradas por professores. não contemplados nas diretrizes curriculares nacionais. desde que o prazo entre a conclusão do primeiro e do último módulo não exceda cinco anos. empresários e trabalhadores. § 3º Nos currículos organizados em módulos. através de cursos regulares de licenciatura ou de programas especiais de formação pedagógica. não poderá ultrapassar setenta por cento da carga horária mínima obrigatória. estes poderão ter caráter de terminalidade para efeito de qualificação profissional.horária mínima do curso. 101 . por área profissional. 8º Os currículos do ensino técnico serão estruturados em disciplinas.os órgãos normativos do respectivo sistema de ensino complementarão as diretrizes definidas no âmbito nacional e estabelecerão seus currículos básicos. neste caso. § 2º Após avaliação da experiência e aprovação dos resultados pelo Ministério da Educação e do Desporto. estes poderão ser cursados em diferentes instituições credenciadas pelos sistemas federal e estaduais. na habilitação profissional correspondente aos módulos cursados.7º Para a elaboração das diretrizes curriculares para o ensino técnico. independente de autorização prévia. principalmente. ouvidos os setores interessados. Art. deverão ser realizados estudos de identificação do perfil de competências necessárias à atividade requerida. que deverão ser preparados para o magistério. previamente ou em serviço. § 1º No caso de o currículo estar organizado em módulos. § 1º Poderão ser implantados currículos experimentais. II . conteúdos. elejam disciplinas.o currículo básico. conteúdos mínimos. referido no inciso anterior. § 2º Poderá haver aproveitamento de estudos de disciplinas ou módulos cursados em habilitação específica para obtenção de habilitação diversa. para obtenção de habilitação. Para atualização permanente do perfil e das competências de que trata o caput. Art. habilidades e competências específicas da sua organização curricular. habilidades e competências. III . dando direito. em função de sua experiência profissional. o Ministério da Educação e do Desporto criará mecanismos institucionalizados. ouvido o Conselho Nacional de Educação. conteúdos básicos. instrutores e monitores selecionados. desde que previamente aprovados pelo sistema de ensino competente. desde que o interessado apresente o certificado de conclusão do ensino médio. os cursos poderão ser regulamentados e seus diplomas passarão a ter validade nacional. a certificado de qualificação profissional. Art. onde constarão as disciplinas e cargas horárias mínimas obrigatórias. Parágrafo Único. habilidades e competências básicas. por área profissional. que poderão ser agrupadas sob a forma de módulos. ficando reservado um percentual mínimo de trinta por cento para que os estabelecimentos de ensino. § 4º O estabelecimento de ensino que conferiu o último certificado de qualificação profissional expedirá o diploma de técnico de nível médio. inclusive trabalhadores e empregadores. com a participação de professores.

Parágrafo único. 102 . com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados.º 2. Art.º 9. Art. deverão ser estruturados para atender aos diversos setores da economia.10 Os cursos de nível superior. Parágrafo Único – O cursos ministrados sob a forma de educação a distância serão organizados em regime especial. Regulamenta o Art.Parágrafo Único. para fins de dispensa de disciplinas ou módulos em cursos de habilitação do ensino técnico. 176º da Independência e 109º da República FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza DECRETO N.494. através de exames. 1º Educação a distância é uma forma de ensino que possibilita a autoaprendizagem. certificação de competência. ouvido o Conselho Nacional de Educação. DE 10 DE FEVEREIRO DE 1998. com flexibilidade de requisitos para admissão. 80 da LDB (Lei n. O conjunto de certificados de competência equivalente a todas as disciplinas e módulos que integram uma habilitação profissional dará direito ao diploma correspondente de técnico de nível médio. e veiculados pelos diversos meios de comunicação. Os programas especiais de formação pedagógica a que se refere o caput serão disciplinados em ato do Ministro de Estado da Educação e do Desporto. quando for o caso. 11 Os sistemas federal e estaduais de ensino implementarão. Art. 12 Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. abrangendo áreas especializadas. sem prejuízo. dos objetivos e das diretrizes curriculares fixadas nacionalmente. correspondentes à educação profissional de nível tecnológico. apresentados em diferentes suportes de informação. utilizados isoladamente ou combinados. e conferirão diploma de Tecnólogo. horários e duração.394/96) Art. Brasília. 17 de abril de 1997.

a tramitação de pleitos de interesse da instituição.Art. deverão observar. 5º Os certificados e diplomas de cursos a distância autorizados pelos sistemas de ensino. Art. de processo administrativo que vise a apurá-los. Art. o que dispõem as normas contidas em legislação específica e as regulamentação a serem fixadas pelo Ministro de Educação e do Desporto. da educação profissional. e de graduação serão oferecidos por instituições públicas ou privadas especificamente credenciadas para esse fim. obedecerá a procedimentos. § 4º O credenciamento das Instituições e a autorização dos cursos serão limitados a cinco anos. § 6º A falta de atendimento aos padrões de qualidade e a ocorrência de irregularidade de qualquer ordem serão objeto de diligências. o reconhecimento de cursos e o credenciamento de Instituições do sistema federal de ensino que ofereçam cursos de educação profissional a distância deverão observar. sindicância. realizar-se-á no processo por meio de exames 103 . mesmo quando realizados em cooperação com instituições sediadas no Brasil. 4º Os cursos a distância poderão aceitar transferência e aproveitar créditos obtidos pelos alunos em cursos presenciais. 3º A matrícula nos cursos a distância do ensino fundamental para jovens e adultos. e. 6º Os certificados e diplomas de cursos a distância emitidos por instituições estrangeiras. médio e educação profissional será feita independentemente de escolarização anterior. mediante avaliação que define o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua inscrição na etapa adequada. critérios e indicadores de qualidade definidos em ato próprio. a ser expedido pelo Ministro de Estado da Educação e do Desporto. sustentando-se. terão validades nacional. de imediato. § 5º A avaliação de que trata o parágrafo anterior. podendo ser renovados após a avaliação. deverão ser revalidados para gerarem efeitos legais. nos termos deste Decreto e conforme exigências pelo Ministro de Estado da Educação e do Desporto. § 2º O Credenciamento de Instituição do sistema federal de ensino. Art. Art. Art. da mesma forma que as certificações totais ou parciais obtidas em cursos a distância poderão ser aceitas em cursos presenciais. 7º A avaliação do rendimento do aluno para fins de promoção. o que dispõem as normas contidas em legislação específica. conforme regulamentação do respectivo sistema de ensino. a autorização e o reconhecimento de programas a distância de educação profissional e de graduação de qualquer sistema de ensino. além do que estabelece este Decreto. de acordo com as normas vigentes para o ensino presencial. Parágrafo Único – A matrícula nos cursos de graduação e pós-graduação será efetivada mediante comprovação dos requisitos estabelecidos na legislação que regula esses níveis. se for o caso. do ensino médio. além do que estabelece este Decreto. certificação ou diplomação. podendo ainda acarretar-lhe o descredenciamento. § 3º A autorização. expedidos por instituições credenciadas e registrados na forma da lei. § 1º A oferta de programas de mestrado e de doutorado na modalidade a distância será objeto de regulamentação específica. 2º Os cursos a distância que conferem certificado ou diploma de conclusão do ensino fundamental para jovens e adultos.

periodicamente. 13º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. de responsabilidade da Instituição credenciada para ministrar o curso. 80 da Lei 9. bem como conteúdos e habilidades que cada curso se propõe a desenvolver. Art. § 1º Será exigência para credenciamento dessas Instituições a construção e manutenção de banco de itens que será objeto de avaliação periódica. para oferta de cursos a distância dirigidos à educação de jovens e adultos e ensino médio.394. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO – Presidente da República PAULO RENATO SOUZA 104 . segundo procedimentos e critérios definidos no projeto autorizado. 12º Fica delegada competência às autoridades integrantes dos demais sistemas de ensino de que trata o art. Brasília. de 20 de dezembro de 1996. 10 de fevereiro de 1998. 8º Nos níveis fundamental para jovens e adultos. 9º O Poder Público divulgará. médio e educação profissional. § 3º Para exame dos conhecimentos práticos a que refere o parágrafo anterior. Art. Parágrafo Único: Os exames deverão avaliar competência descritas nas diretrizes curriculares nacionais . as Instituições credenciadas poderão estabelecer parcerias. Art.presenciais. Art. 11 e 12 do Decreto-Lei nº 200 de 25 de Fevereiro de 1967. atender às exigências nele estabelecidas. das Instituições vinculadas ao sistema federal de ensino e das Instituições vinculadas ao sistema federal de ensino e das Instituições de educação profissional e de ensino superior demais sistemas. Art. Art. § 2º Os exames dos cursos de educação profissional devem contemplar conhecimentos práticos. convênios ou consórcios com Instituições especializadas no preparo profissional. os sistemas de ensino poderão credenciar instituições exclusivamente para a realização de exames finais. 10º As Instituições de ensino que já oferecem cursos a distância deverão. em conformidade ao estabelecimento nos art. para promover os atos de credenciamento de Instituições localizadas no âmbito de suas respectivas atribuições. quando for o caso. para promover os atos de credenciamento de que trata o § 1º do art.394. avaliados em ambientes apropriados. 11º Fica delegada competência ao Ministro de Estado da Educação e do Desporto. no prazo de um ano da vigência deste Decreto. escolas técnicas. empresas e outras adequadamente aparelhadas. a relação das Instituições credenciadas. atendidas às normas gerais da educação nacional. 117º dia da Independência e 110º da República. 80 da Lei nº 9. recredenciadas e os cursos ou programas autorizados.

DECRETO N.394. de 20 de dezembro de 1996. de 20 de dezembro de 1996.º 2.º 2.494. 80 da Lei nº 9. 11 e 12 do Decreto n. DE 27 DE ABRIL DE 1998 Altera a redação dos arts. de 25 de fevereiro de 1967.494. 1º Os arts. Fica delegada competência ao Ministro de Estado da Educação e do Desporto.º 9. de 10 de fevereiro de 1998. de 10 de fevereiro de 1998. 11 e 12 do Decreto n. Art. em conformidade ao estabelecido nos arts. para promover os atos de credenciamento de que trata o §1º do art.394. 11 e 12 do Decreto-Lei nº 200. passam a vigorar com a seguinte redação: “Art. das instituições vinculadas ao sistema federal de ensino e das instituições de 105 . 11. que regulamenta o disposto no art.561. 80 da Lei n.º 2.

8o do Decreto no 2. ensino médio e educação profissional de nível técnico.” (NR) “Art. de 1994. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza DECRETO No 3. para promover os atos de credenciamento de instituições localizadas no âmbito de suas respectivas atribuições. de 8 de dezembro de 1994. DE 17 DE MAIO DE 2000. Dá nova redação ao art. transformados na forma do disposto no art.462. 12. para oferta de cursos a distância dirigidos à educação de jovens e adultos.394. 8o do Decreto no 2.406.” (NR) Art. 8º da Lei nº 9. 8o Os Centros Federais de Educação Tecnológica. 3o da Lei no 8.406. 177º da Independência e 110º da República. passa a vigorar com a seguinte redação: "Art. Fica delegada competência às autoridades integrantes dos demais sistemas de ensino de que trata o art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.948. de 27 de novembro de 1997. que regulamenta a Lei no 8. Art. de 1996. de 27 de novembro de 1997. técnico e tecnológico da Educação Profissional. Brasília. 1o O art. bem como para implantação de cursos de formação de 106 .educação profissional em nível tecnológico e de ensino superior dos demais sistemas. gozarão de autonomia para a criação de cursos e ampliação de vagas nos níveis básico.948. 27 de abril de 1998.

5º do Decreto n. no uso da atribuição que lhe confere ao art. e tendo em vista o disposto na Lei n. 2o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.2000 DECRETO N. de 8 de dezembro de 1994.5. de 18.professores para as disciplinas científicas e tecnológicas do Ensino Médio e da Educação Profissional”.º 2.406.948.406. da Constituição.º 8.948. inciso IV.º 3. que regulamenta a Lei n. Brasília. DE 31 DE JANEIRO DE 2001 Altera a redação do art. DECRETA: Art.º 8.O. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza Publicado no D. 17 de maio de 2000. Art. 179o da Independência e 112o da República. de 27 de novembro de 1997. 84.º 2. de 8 de dezembro de 1994. 1º O art. de 27 de novembro de 1997.741. passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único: 107 . 5º do Decreto n. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.

01/02/2001 ."Parágrafo único.860." (NR) Art. 31 de janeiro de 2001. DE 11 DE JULHO DE 2001 Acresce dispositivo ao Decreto nº 3.n.º 23-E . de 20 de dezembro de 1961. Os Centros de Educação Tecnológica privados. e 9. D E C R E T A : Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.131.864. 84. e tendo em vista o disposto nas Leis n 4. de 24 de novembro de 1995. poderão oferecer novos cursos no nível tecnológico da educação profissional nas mesmas áreas profissionais daqueles já regularmente autorizados. independentemente de qualquer autorização prévia.seção 1 . 1º O Decreto nº 3. de 9 de julho de 2001. incisos IV e VI. de 9 de julho de 2001. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza DOU .394. Brasília.024. 180º Independência e 113º da República.pág. da Constituição. passa a vigorar acrescido do seguinte dispositivo: 108 . no uso das atribuições que lhe confere o art. de 20 de dezembro de 1996.860. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. que dispõe sobre a organização do ensino superior e a avaliação de cursos e instituições. 2 DECRETO N° 3. 9.

inciso VI." (NR) Art. DE 13 DE NOVEMBRO DE 2003. 180º da Independência e 113º da República. Escolas Técnicas Federais e Escolas Agrotécnicas Federais. da Constituição. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Brasília. 11 de julho de 2001. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Paulo Renato Souza DECRETO Nº 4. Disciplina o processo de escolha de dirigentes no âmbito dos Centros Federais de Educação Tecnológica.877. no uso da atribuição que lhe confere o art. alínea "a". 84. Este Decreto entra em vigor em 12 de julho de 2001. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação."Art. DECRETA: 109 . 42.

e III . 3o A condução do processo de escolha pela comunidade escolar de que trata o art.ocupantes de cargos de direção sem vínculo com a instituição. observando-se o peso de dois terços para a manifestação dos servidores e de um terço para a manifestação do corpo discente. Parágrafo único. § 3o Na reunião de instalação dos trabalhos. mediante observância estrita e cumulativa do disposto nos arts. a partir da indicação feita pela comunidade escolar. II . sendo vedada a investidura em mais do que dois mandatos consecutivos. contam-se de forma paritária e conjunta os votos de docentes e de técnicos-administrativos. 3o.três representantes dos servidores técnico-administrativos.servidores contratados por empresas de terceirização de serviços. § 2o Não poderão participar do processo de escolha a que se refere o § 1o: I . 2o será confiada à Comissão Eleitoral.745. 7o O mandato de Diretor-Geral de Centro Federal de Educação Tecnológica. em relação ao total do universo consultado. bem como os alunos regularmente matriculados. § 1o Do processo de escolha a que se refere o caput participarão todos os servidores que compõem o Quadro de Pessoal Ativo Permanente da Instituição. 4o e 5o. que possuirá a seguinte composição: I . II . pela comunidade escolar. 2o Compete ao Conselho Diretor de cada instituição deflagrar o processo de escolha. § 1o Os representantes de cada segmento serão eleitos por seus pares. 5o Em todos os casos prevalecerão o voto secreto e uninominal.três representantes do corpo discente. de 9 de dezembro de 1993. e III . a Comissão Eleitoral indicará o seu presidente.Art. Escola Técnica Federal e Escola Agrotécnica Federal será de quatro anos. Art. Parágrafo único. nomeado pelo Ministro de Estado da Educação. Para os fins do disposto neste artigo. nos termos deste Decreto. do nome a ser indicado ao Ministro de Estado da Educação para o cargo de Diretor-Geral.três representantes do corpo docente. no mínimo trinta e no máximo sessenta dias antes do término do mandato em curso. 4o Poderão candidatar-se ao cargo de Diretor-Geral os docentes pertencentes ao Quadro de Pessoal Ativo Permanente da Instituição. 6o O nome do candidato escolhido. Art. Art. 1o Os Centros Federais de Educação Tecnológica. com pelo menos cinco anos de efetivo exercício na Instituição de Ensino. Art. 2o.professores substitutos contratados com fundamento na Lei nº 8. instituída especificamente para este fim. será encaminhado pelo Presidente do Conselho Diretor ao Ministro de Estado da Educação. as Escolas Técnicas Federais e as Escolas Agrotécnicas Federais serão dirigidos por um Diretor-Geral. No caso dos Centros Federais de Educação Tecnológica recém-implantados mediante transformação de antigas Escolas Técnicas Federais 110 . § 2o Os nomes escolhidos serão encaminhados ao Conselho Diretor para publicação de portaria contendo os nomes de todos os membros da Comissão Eleitoral assim constituída. Art. Art.

DECRETA: 111 . de 6 de setembro de 2002. 182º da Independência e 115º da República. da Constituição. Revoga o dispositivo que menciona e o Decreto nº 4.O. 84.U. de 2 de dezembro de 1998. alínea “a”. 5o e 6o do Anexo ao Decreto no 2. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Rubem Fonseca Filho Este texto não substitui o publicado no D.119. inciso VI. de 23 de maio de 1996.364. e os arts.548. os arts. DE 28 DE JUNHO DE 2004. 8o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. conforme a origem de cada Instituição. 13 de novembro de 2003. no uso da atribuição que lhe confere o art. computando-se. de 15 de abril de 1998. Art.855. de 14. 9o Revogam-se as remissões relativas aos Centros Federais de Educação Tecnológica constantes dos arts.11. Art. entre seus mandatos. 5o e 6o do Decreto no 1. 8o e 9o do Anexo ao Decreto no 2.916. a restrição relativa à investidura em mandatos consecutivos aplica-se aos atuais Diretores-Gerais. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Brasília. 4o.ou Escolas Agrotécnicas Federais. aqueles exercidos sob a denominação de Escola Técnica Federal ou Escola Agrotécnica Federal.2003 DECRETO Nº 5.

e o Decreto nº 4. 36 e os arts. Regulamenta o § 2º do art. de 27 de novembro de 1997.154 DE 23 DE JULHO DE 2004. e dá outras providências. 1º Ficam revogados o parágrafo único do art.394. P. 28 de junho de 2004. 112 .406. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Art. 5º do Decreto nº 2. 39 a 41 da Lei nº 9. 4) DECRETO Nº 5. SEÇÃO 1. 183º da Independência e 116o da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA TARSO GENRO (DOU Nº 123.364. de 6 de setembro de 2002. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Brasília.Art. de 20 de dezembro de 1996. 29/6/2004.

113 . prevista no art. de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). e III .educação profissional técnica de nível médio. observadas as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação. incluídos a capacitação. o aperfeiçoamento. Art. com os cursos de educação de jovens e adultos. § 1o Para fins do disposto no caput considera-se itinerário formativo o conjunto de etapas que compõem a organização da educação profissional em uma determinada área. será desenvolvida por meio de cursos e programas de: I . II . em função da estrutura sócio-ocupacional e tecnológica. DECRETA: Art. no uso da atribuição que lhe confere o art. § 2o Os cursos mencionados no caput articular-se-ão. do trabalho e emprego.organização. 1o A educação profissional. 1o. e da ciência e tecnologia. após a conclusão com aproveitamento dos referidos cursos. Art. objetivando o desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva e social. 84. II . 39 da Lei no 9. 3º Os cursos e programas de formação inicial e continuada de trabalhadores. a especialização e a atualização. 2º A educação profissional observará as seguintes premissas: I . da Constituição.educação profissional tecnológica de graduação e de pósgraduação. possibilitando o aproveitamento contínuo e articulado dos estudos. o qual.articulação de esforços das áreas da educação. poderão ser ofertados segundo itinerários formativos.394. por áreas profissionais. preferencialmente. fará jus a certificados de formação inicial ou continuada para o trabalho. em todos os níveis de escolaridade.formação inicial e continuada de trabalhadores. objetivando a qualificação para o trabalho e a elevação do nível de escolaridade do trabalhador. inciso IV. referidos no inciso I do art.O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.

observados o inciso I do art. nos termos dispostos no § 2o do art. será desenvolvida de forma articulada com o ensino médio. de 1996. 40 e parágrafo único do art.394. contando com matrícula única para cada aluno.Art.as exigências de cada instituição de ensino. ampliar a carga horária total do curso. aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis.os objetivos contidos nas diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação. o cumprimento das finalidades estabelecidas para a formação geral e as condições de preparação para o exercício de profissões técnicas. oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental. II . mediante convênios de intercomplementaridade.394. simultaneamente. 41 da Lei no 9. 36.as normas complementares dos respectivos sistemas de ensino. nos termos de seu projeto pedagógico. aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis. 24 da Lei no 9. a instituição de ensino deverá. sendo o curso planejado de modo a conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível médio. a fim de assegurar.integrada. II . b) em instituições de ensino distintas. de 1996. podendo ocorrer: a) na mesma instituição de ensino. na mesma instituição de ensino. oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino médio. III . oferecida somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental ou esteja cursando o ensino médio.subseqüente. na qual a complementaridade entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio pressupõe a existência de matrículas distintas para cada curso. e III . e as diretrizes curriculares nacionais para a educação profissional técnica de nível médio. visando o planejamento e o desenvolvimento de projetos pedagógicos unificados. ou c) em instituições de ensino distintas. art. 4o A educação profissional técnica de nível médio. § 2o Na hipótese prevista no inciso I do § 1o.concomitante. 114 . observados: I . § 1o A articulação entre a educação profissional técnica de nível médio e o ensino médio dar-se-á de forma: I .

6o Os cursos e programas de educação profissional técnica de nível médio e os cursos de educação profissional tecnológica de graduação. 7o Os cursos de educação profissional técnica de nível médio e os cursos de educação profissional tecnológica de graduação conduzem à diplomação após sua conclusão com aproveitamento.O. que possibilitarão a obtenção de certificados de qualificação para o trabalho após sua conclusão com aproveitamento. § 2o As etapas com terminalidade deverão estar articuladas entre si. 9o Revoga-se o Decreto no 2. 183º da Independência e 116º da República. compondo os itinerários formativos e os respectivos perfis profissionais de conclusão. no que concerne aos objetivos. Art. Brasília. o aluno deverá concluir seus estudos de educação profissional técnica de nível médio e de ensino médio. 8o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Fernando Haddad Este texto não substitui o publicado no D. Art. Art. de acordo com as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação.7. claramente definida e com identidade própria. 5o Os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação organizar-se-ão. 23 de julho de 2004.208. § 1o Para fins do disposto no caput considera-se etapa com terminalidade a conclusão intermediária de cursos de educação profissional técnica de nível médio ou de cursos de educação profissional tecnológica de graduação que caracterize uma qualificação para o trabalho. Art. Para a obtenção do diploma de técnico de nível médio.U.Art. de 17 de abril de 1997. incluirão saídas intermediárias. características e duração. Parágrafo único. quando estruturados e organizados em etapas com terminalidade.2004 115 . de 26.

958.205 DE 14 DE SETEMBRO DE 2004 Regulamenta a Lei nº 8.DECRETO Nº 5. 116 . de 20 de dezembro de 1994. que dispõe sobre as relações entre as instituições federais de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica e as fundações de apoio.

que levem à melhoria das condições das instituições federais de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica para o cumprimento da sua missão institucional.958. pesquisa e extensão. 5º Os contratos de que trata o caput dispensam licitação. consideram-se instituições federais de ensino superior as universidades federais. entende-se por desenvolvimento institucional os programas. 3º Para os fins deste Decreto. Parágrafo único. e de desenvolvimento institucional. científico e tecnológico. ações. de 21 de junho de 1993. DECRETA: Art 1º As instituições federais de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica poderão celebrar com as fundações de apoio contratos ou convênios. inclusive aqueles de natureza infraestrutural. Art 3º Na execução dos projetos de interesse da instituição apoiada. escolas superiores e centros federais de educação tecnológica. 1º Para os fins deste Decreto.O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. por prazo determinado. 84. e tendo em vista o disposto na Lei nº 8. de 20 de dezembro de 1994. pesquisa e extensão. a fundação de apoio poderá contratar complementarmente pessoal não integrante dos quadros da instituição apoiada. faculdades integradas. científico e tecnológico. inciso IV. e de desenvolvimento institucional. 24 da Lei nº 8. Art 2º A fundação de apoio poderá celebrar contratos e convênios com entidades outras que a entidade a que se propõe apoiar. da Constituição. e de desenvolvimento institucional. pesquisa e extensão. nos termos do inciso XIII do art. faculdades.666. 4º Os programas ou projetos de ensino. vinculados ao Ministério da Educação. É vedada à contratação de pessoal pela fundação de apoio para a prestação de serviços de caráter permanente na instituição apoiada. desde que compatíveis com as finalidades da instituição apoiada expressas em seu plano institucional. inclui-se o gerenciamento de projetos de ensino. 2º Dentre as atividades de apoio a que se refere o caput. devidamente consignados em plano institucional aprovado pelo órgão superior da instituição. no uso da atribuição que lhe confere o art. projetos e atividades. observadas as normas estatutárias e trabalhistas. 117 . mediante os quais essas últimas prestarão às primeiras apoio a projetos de ensino. científico e tecnológico deverão ser previamente aprovados pela instituição apoiada para que possam ser executados com a participação da fundação de apoio.

da Lei 8. duração e beneficiários. nos termos deste Decreto. periodicidade. Art 6º As bolsas de ensino. 26 da Lei nº 9. de 26 de 118 . 3º A bolsa de extensão constitui-se em instrumento de apoio à execução de projetos desenvolvidos em interação com os diversos setores da sociedade que visem ao intercâmbio e ao aprimoramento do conhecimento utilizado. 1º Os membros da diretoria e dos conselhos das fundações de apoio não poderão ser remunerados pelo exercício dessas atividades. 1º A participação de servidor público federal nas atividades de que trata este artigo está sujeita a autorização prévia da instituição apoiada.Art 4º As fundações de apoio às instituições federais de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica são entidades de direito privado regidas pelo disposto no Código Civil Brasileiro e na Lei nº 8. de acordo com as normas aprovadas por seu órgão de direção superior. § 1º. Art 5º A participação de servidores das instituições federais apoiadas nas atividades previstas neste Decreto é admitida como colaboração esporádica em projetos de sua especialidade.250. constituem-se em doação civil a servidores das instituições apoiadas para a realização de estudos e pesquisas e sua disseminação à sociedade. 4º Somente poderão ser caracterizadas como bolsas. 2º Para os fins do § 1º. podendo a fundação de apoio conceder bolsas nos termos do disposto neste Decreto. conforme o disposto no art. 4º. de 20 de dezembro de 1994. 1º A bolsa de ensino constitui-se em instrumento de apoio e incentivo a projetos de formação e capacitação de recursos humanos. no teor dos projetos a que se refere este artigo. cujos resultados não revertam economicamente para o doador ou pessoa interposta. ocuparem tais cargos desde que autorizados pela instituição apoiada. identificados valores. não se levará em conta o regime de trabalho a que está submetido o servidor da instituição apoiada. sendo permitido aos servidores das instituições apoiadas. pesquisa e extensão a que se refere o art. nem importem contraprestação de serviços. Art 7º As bolsas concedidas nos termos deste Decreto são isentas do imposto de renda. aquelas que estiverem expressamente previstas. bem como ao desenvolvimento institucional.958. sem prejuízo de suas atribuições funcionais.958. 2º A bolsa de pesquisa constitui-se em instrumento de apoio e incentivo à execução de projetos de pesquisa científica e tecnológica. desde que não implique prejuízo de suas atribuições funcionais. de 1994. científico e tecnológico da instituição federal de ensino superior ou de pesquisa científica e tecnológica apoiada. 2º A participação de servidor público federal nas atividades de que trata este artigo não cria vínculo empregatício de qualquer natureza.

da Constituição. sem prejuízo de outros requisitos estabelecidos em normas editadas pelo Ministério da Educação. e não integram a base de cálculo de incidência da contribuição previdenciária prevista no art. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. alínea "a". Art 10. Art 8º Os pedidos de credenciamento de fundações de apoio e seu respectivo registros serão instruídos com a ata da reunião do conselho superior competente da instituição federal a ser apoiada. de 1994. de 24 de julho de 1991.958. 119 . 84. incisos I a III. A renovação do credenciamento concedido nos termos deste artigo depende de manifestação do órgão colegiado superior da instituição apoiada na qual tenha sido aprovado o relatório de atividades apresentado pela fundação de apoio. da Lei nº 8. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Dispõe sobre a organização dos Centros Federais de Educação Tecnológica e dá outras providências. Art 11. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Tarso Genro Eduardo Campos Decreto n° 5. contados da sua publicação. Parágrafo único. 183º da Independência e 116º da República. Brasília. no uso das atribuições que lhe confere o art. no prazo de seis meses. 2º. Art 9º Anualmente ou sempre que exigido pela instituição apoiada. em conjunto com o Ministério da Ciência e Tecnologia. bem como emitir balancetes e relatórios parciais sempre que solicitado pela instituição apoiada. As fundações de apoio com credenciamento em vigor deverão adequar-se às disposições deste Decreto.212. da Lei nº 8. incisos IV e VI. 14 de setembro de 2004.224 de 1° de outubro de 2004. sob pena de indeferimento de renovação do registro e credenciamento de que trata o art. inciso III.dezembro de 1995. a fundação de apoio deverá submeter à aprovação do órgão colegiado da instituição balanço e relatório de gestão e das atividades desenvolvidas. 28. na qual manifeste a prévia concordância com o credenciamento da interessada como sua fundação de apoio.

de 28 de setembro de 1993 e 8. por seus estatutos e regimentos e pela legislação em vigor. criados mediante transformação das Escolas Técnicas Federais e Escolas Agrotécnicas Federais. em estreita articulação com os setores produtivos e a sociedade. CAPÍTULO II DAS CARACTERÍSTICAS E OBJETIVOS Art.545. nos diferentes níveis e modalidades de ensino.CEFET. 2o Os CEFET têm por finalidade formar e qualificar profissionais no âmbito da educação tecnológica.oferta de educação tecnológica. constituem-se em autarquias federais. de 31 de outubro de 1989. de 30 de junho de 1978. oferecendo mecanismos para a educação continuada. 8.711. 1o Os Centros Federais de Educação Tecnológica . § 1o Os CEFET são instituições especializadas na oferta de educação tecnológica. didático-pedagógica e disciplinar. produtos e serviços. 2o deste Decreto.863. levando em conta o avanço do conhecimento tecnológico e a incorporação crescente de novos métodos e processos de produção e distribuição de bens e serviços. bem como realizar pesquisa aplicada e promover o desenvolvimento tecnológico de novos processos. § 2o Os CEFET regem-se pelos atos normativos mencionados no caput deste artigo. 3o Os CEFET. observada a finalidade definida no art.DECRETA: CAPÍTULO I DA NATUREZA E DAS FINALIDADES Art. financeira. nos termos das Leis nos 6. vinculadas ao Ministério da Educação. especialmente de abrangência local e regional. nos diferentes níveis e modalidades de ensino. 7. com atuação prioritária na área tecnológica.948. de 8 de dezembro de 1994. Art. § 3o Os CEFET serão supervisionados pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação. detentoras de autonomia administrativa. 120 . têm como características básicas: I . pelas disposições constantes deste Decreto. para os diversos setores da economia. patrimonial.

articulação verticalizada e integração da educação tecnológica aos diferentes níveis e modalidades de ensino.desenvolvimento da atividade docente. VIII . VI . no ensino. IX . a transformação do conhecimento em bens e serviços. nos diversos setores da economia. VII . observada a qualificação exigida em cada caso. da teoria com a prática. racional e adequada às suas peculiaridades e objetivos. XII . Verificado o interesse social e as demandas de âmbito local e regional.estrutura organizacional flexível. ofertar os cursos previstos no inciso V fora da área tecnológica. mediante autorização do Ministério da Educação. III .II .oferta de formação especializada em todos os níveis de ensino. 121 .realização de pesquisas aplicadas e prestação de serviços.desenvolvimento do processo educacional que favoreça. Parágrafo único.atuação prioritária na área tecnológica. X . levando em consideração as tendências do setor produtivo e do desenvolvimento tecnológico. XI . abrangendo os diferentes níveis e modalidades de ensino. ao trabalho. V .conjugação. poderá o CEFET. de modo permanente.utilização compartilhada dos laboratórios e dos recursos humanos pelos diferentes níveis e modalidades de ensino.oferta de ensino superior de graduação e de pós-graduação na área tecnológica. IV . à ciência e à tecnologia. em benefício da sociedade.integração das ações educacionais com as expectativas da sociedade e as tendências do setor produtivo.

ministrar educação profissional técnica de nível médio. identificados com os potenciais de desenvolvimento local e regional. V . visando à atualização. 4o Os CEFET. têm por objetivos: I . de forma articulada com o ensino médio. em todos os níveis e modalidades de ensino. incluídos a iniciação.ministrar ensino superior de graduação e de pós-graduação lato sensu e stricto sensu. desenvolvimento científico e tecnológico e o pensamento reflexivo. VI . bem como programas especiais de formação pedagógica. VII . II . destinada a proporcionar habilitação profissional para os diferentes setores da economia. contemplando os princípios e práticas inerentes à educação profissional e tecnológica. mediante ações interativas que concorram para a transferência e aprimoramento dos 122 . estimulando o desenvolvimento de soluções tecnológicas de forma criativa e estendendo seus benefícios à comunidade. o aperfeiçoamento e a atualização. VIII . ao aperfeiçoamento e à especialização de profissionais na área tecnológica. IX . visando à formação de profissionais e especialistas na área tecnológica.promover a integração com a comunidade. III .ministrar ensino médio.Art.realizar pesquisas aplicadas. XI . observada a demanda local e regional e as estratégias de articulação com a educação profissional técnica de nível médio. 2o e 3o deste Decreto. IV .estimular a produção cultural.ofertar educação continuada. nas áreas científica e tecnológica. o empreendedorismo. observadas a finalidade e as características básicas definidas nos arts. especialmente a partir de processos de autogestão. por diferentes mecanismos. o X .ministrar cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores. contribuindo para o seu desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida.estimular e apoiar a geração de trabalho e renda.ministrar educação de jovens e adultos.ministrar cursos de licenciatura.

órgão de controle: Auditoria Interna. as competências dos setores e as atribuições dos respectivos dirigentes serão estabelecidos no seu estatuto.órgão colegiado: Conselho Diretor. constituídas em função das necessidades específicas de cada centro. na forma da legislação em vigor.benefícios e conquistas auferidos na atividade acadêmica e na pesquisa aplicada.Órgãos executivos: a) Diretoria-Geral. b) Diretorias de Unidades de Ensino. 5o Os CEFET possuem a seguinte estrutura básica: I . na sua composição. e terá seus membros designados em ato do Ministro de Estado da Educação. observando-se a presença obrigatória da Diretoria de Administração e Planejamento e de pelo menos uma Diretoria de Ensino. 7o O Conselho Diretor observará. o princípio da gestão democrática. aprovado pelo Ministro de Estado da Educação. c) Diretorias Sistêmicas. 123 . com o cargo de Diretor de Unidade de Ensino. em sua estrutura organizacional. II . § 1o Os CEFET contarão em sua estrutura organizacional com até cinco Diretorias Sistêmicas. CAPÍTULO III DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Seção Única Da Estrutura Básica Art. Subseção I Do Conselho Diretor Art. Art. § 3o O detalhamento da estrutura organizacional de cada CEFET. III . § 2o O CEFET que se constituir de uma única unidade de ensino não contará. 6o A administração superior de cada CEFET terá como órgão executivo a Diretoria-Geral e como órgão deliberativo e consultivo o Conselho Diretor.

dos fatos econômico-financeiros e da execução orçamentária da receita e da despesa. de ensino. mediante proposta da Direção-Geral. do nome a ser indicado ao Ministro de Estado da Educação para o cargo de Diretor-Geral. para a complementação do mandato originalmente estabelecido. VII . pesquisa e extensão.deliberar sobre outros assuntos de interesse do CEFET levados a sua apreciação pelo Diretor-Geral.autorizar. concessão onerosa ou parcerias em eventuais áreas rurais e infraestruturas. pela comunidade escolar. XI .apreciar as contas do Diretor-Geral. § 3o Na hipótese prevista no § 2o. IV . assim como aprovar os seus regulamentos.acompanhar a execução orçamentária anual. IX . VIII . na forma da lei. assumirá o respectivo suplente. III . Art. a contratação.deliberar sobre valores de contribuições e emolumentos a serem cobrados pelo CEFET. emitindo parecer conclusivo sobre a propriedade e regularidade dos registros contábeis. permitida uma recondução para o período imediatamente subseqüente. será escolhido novo suplente para a complementação do mandato original. Subseção II Da Diretoria-Geral 124 .submeter à aprovação do Ministro de Estado da Educação o estatuto do CEFET. II . 8o Ao Conselho Diretor compete: I . mantida a finalidade institucional e em estrita consonância com a legislação ambiental. observada a legislação pertinente. V . títulos e outras dignidades. observado o disposto nos art.deflagrar o processo de escolha. VI .aprovar a concessão de graus. trabalhista e das licitações.s 16.homologar a política apresentada para o CEFET pela DireçãoGeral. econômico-financeiro.deliberar sobre criação de novos cursos. sanitária. em função de serviços prestados. X . 17 e 18 deste Decreto.autorizar a alienação de bens imóveis e legados. nos planos administrativo.§ 1o Os membros do Conselho Diretor terão mandato de quatro anos. § 2o Ocorrendo o afastamento definitivo de qualquer dos membros do Conselho Diretor.

9o Os CEFET serão dirigidos por um Diretor-Geral. respeitada a legislação pertinente. tendo suas normas de funcionamento fixadas pelo estatuto de cada centro. contados da data da posse. 15. de 11 de dezembro de 1990. O Diretor-Geral será substituído. permitida uma recondução.Art. IV .demissão. O ato de nomeação a que se refere o caput levará em consideração a indicação feita pela comunidade escolar. 10. nomeados na forma da legislação em vigor. A Diretoria-Geral implementará e desenvolverá a política educacional e administrativa do CEFET. Os CEFET contarão com o cargo de Vice-Diretor-Geral. mediante processo eletivo. No CEFET que se constituir de uma única Unidade de Ensino.renúncia. 11. Subseção IV Do Órgão de Controle Art.término do mandato. 13. 14. pelo Vice-Diretor-Geral. VI . As Unidades de Ensino dos CEFET serão administradas por Diretores. no âmbito do CEFET.112. 12. A vacância do cargo de Diretor-Geral decorrerá de: I . nos termos da Lei no 8. Art. nomeado na forma da legislação em vigor. por acompanhar. nos termos da legislação vigente. nos impedimentos legais e eventuais. coordenar.exoneração em virtude de processo disciplinar. a direção da respectiva unidade será exercida pelo próprio Diretor-Geral. bem como promover a articulação entre as Unidades de Ensino.posse em outro cargo inacumulável. Art. Art. A organização da Diretoria-Geral será estabelecida no estatuto de cada CEFET. para um mandato de quatro anos. Parágrafo único. bem como por prestar apoio. III . Art. integrar e supervisionar as ações comuns. cujo titular será responsável. Parágrafo único. II . Parágrafo único. dentre outras competências.falecimento. 125 . nomeado na forma da legislação em vigor. A Auditoria Interna é o órgão responsável por fortalecer a gestão e racionalizar as ações de controle. V . Subseção III Das Diretorias de Unidades de Ensino Art. aos Órgãos do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal e ao Tribunal de Contas da União. de acordo com as diretrizes homologadas pelo Conselho Diretor.

poderão criar cursos superiores em municípios diversos do de sua sede. 4o deste Decreto. em sua sede. 19. no caso dos cursos superiores de tecnologia. Art. 18. O reconhecimento e a renovação do reconhecimento dos cursos de graduação ofertados pelos CEFET serão efetivados mediante atos do Ministro de Estado da Educação. § 1o A criação de cursos de pós-graduação stricto sensu observará a legislação pertinente à matéria. de âmbito público e dos agentes sociais. organizar e extinguir cursos técnicos de nível médio. indicada nos atos legais de seu credenciamento. observada a legislação em vigor. desde que situados na mesma unidade da Federação. O credenciamento e o recredenciamento dos CEFET. respectivamente. local e regional. quando voltados.CAPÍTULO IV DA AUTONOMIA PARA A OFERTA DE CURSOS E DOS PROCESSOS DE CREDENCIAMENTO E RECREDENCIAMENTO Seção I Da Autonomia para a Oferta de Cursos Art. 16. 17. § 2o A criação dos cursos de que trata o caput fica condicionada à sua relação com o interesse de desenvolvimento sustentado. A supervisão e a regulação dos cursos de que trata o caput caberão à: I . assim como a aprovação dos respectivos estatutos e suas alterações. sendo 126 . assim como para a ampliação e remanejamento de vagas nos referidos cursos. ampliar e remanejar vagas.Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. § 3o Os CEFET. por prazos limitados. dos cursos referidos nos incisos V e VII do art. no caso das licenciaturas e das demais graduações. à área tecnológica e às áreas científica e tecnológica. Os CEFET gozam de autonomia para a criação. após processo regular de avaliação inserido no Sistema Nacional de Avaliação de Ensino Superior. periodicamente. mediante prévia autorização do Poder Executivo. Os CEFET gozam de autonomia para criar.Secretaria de Educação Superior. Art. serão efetivados pelo Ministério da Educação. II . Seção II Dos Processos de Credenciamento e Recredenciamento Art. por prazos limitados. por intermédio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. sendo renovados. Parágrafo único. bem como à existência de previsão orçamentária para fazer face às despesas decorrentes.

A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica deverá fornecer à Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior CONAES os subsídios referentes aos critérios. § 3o A complementação do quadro de cargos e funções. O Diretor-Geral de cada Escola Técnica ou Agrotécnica Federal. 18 e 19. as funções de Diretor-Geral do novo Centro. o quadro de cargos de direção e de funções gratificadas e os recursos orçamentários e financeiros da respectiva Escola Técnica Federal ou Escola Agrotécnica Federal objeto da transformação. no prazo estabelecido no caput. a aprovação e o encaminhamento ao Ministério da Educação do estatuto do Centro recém-implantado. 23. quando necessária. Art. até o final de seu mandato. Ficam transferidos a cada CEFET que for implantado o acervo patrimonial. o quadro de pessoal docente e técnico-administrativo. Art. transformada em CEFET.renovados. Art. após processo regular de avaliação inserido no Sistema Nacional de Avaliação de Ensino Superior. CAPÍTULO V DA ORDEM ECONÔMICA E FINANCEIRA 127 . Art. observando-se as disposições constantes deste Decreto e critérios específicos a serem fixados pelo Ministro de Estado da Educação. nos termos da legislação vigente. com a incumbência de promover. no prazo máximo de cento e oitenta dias. 20. Parágrafo único. 21. os trabalhos de elaboração do estatuto do novo Centro criado. indicadores de qualidade e instrumentos de avaliação relativos aos processos de avaliação de que tratam os arts. § 1o O credenciamento de que trata o caput fica condicionado à aprovação do plano de desenvolvimento institucional e à avaliação dos indicadores de desempenho da respectiva autarquia. exercerá. periodicamente. § 2o Os critérios para a transformação de que trata o caput levarão em consideração a compatibilidade das instalações físicas. O credenciamento dos CEFET ocorrerá somente a partir da transformação de Escolas Técnicas ou Agrotécnicas Federais. caberá ao Ministro de Estado da Educação nomear um Diretor-Geral pro tempore. bem como as condições técnico-pedagógicas e administrativas e os recursos humanos e financeiros necessários ao funcionamento de cada Centro. Caso o Diretor-Geral não conclua. deverá constar de lei específica. laboratórios e equipamentos. que terá o prazo de noventa dias para a elaboração do estatuto e adoção das providências para a escolha do novo Diretor-Geral. decorrentes da transformação de que trata o caput. 22.

dotações que lhes forem anualmente consignadas no orçamento da União. de 23 de julho de 2002. observando-se as seguintes diretrizes: I . mediante contrato ou convênio específicos.doações. § 2o A alienação de imóveis dependerá de autorização prévia do Conselho Diretor. Seção II Dos Recursos Financeiros Art.receitas eventuais. II . observada a legislação pertinente. 26.FG dos CEFET será aprovado por meio de portaria do Ministro de Estado da Educação. § 2o Caberá ao Ministério da Educação disciplinar o processo de destinação de novos Cargos de Direção e Funções Gratificadas aos CEFET.alienação de bens móveis e imóveis. imóveis e valores. Os recursos financeiros dos CEFET são provenientes de: I .a destinação de Cargos de Direção e Funções Gratificadas que importar em ampliação do quantitativo de Diretorias Sistêmicas deverá 128 . V . II . independentemente de autorização. VII .resultado das operações de crédito e juros bancários.instalações.Seção I Do Patrimônio Art. CAPÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS Art. O patrimônio de cada CEFET é constituído por: I . II .310. § 1o O CEFET poderá adquirir bens móveis. auxílios e subvenções que lhes venham a ser concedidos. IV . III .valores de contribuições e emolumentos por serviços prestados que forem fixados pelo Conselho Diretor. observada a legislação pertinente. 24. observada a legislação pertinente.CD e das Funções Gratificadas .bens e direitos adquiridos ou que vier a adquirir. 25. § 1o A consolidação da nova estrutura de Cargos de Direção e Funções Gratificadas nos CEFET depende de prévia alteração dos quantitativos fixados na forma do Decreto no 4.remuneração de serviços prestados a entidades públicas ou particulares. imóveis e equipamentos que constituem os bens patrimoniais. VI . O detalhamento do Quadro Demonstrativo dos Cargos de Direção .a destinação de Cargos de Direção e Funções Gratificadas a Unidades de Ensino descentralizadas será efetivada apenas por ocasião de sua efetiva implantação.

10. e o Decreto no 3.a destinação do Cargo de Direção de Vice-Diretor-Geral aos CEFET que ainda não o possuam em sua estrutura organizacional será efetivada de forma automática. tão logo se conclua a consolidação da nova estrutura de Cargos de Direção e Funções Gratificadas a que se refere o § 1o. 28.U. Revogam-se o Decreto no 87. 129 . 1º de outubro de 2004. Art. 9o. 31. § 3o Nos CEFET que ainda não possuam o cargo de Vice-DiretorGeral em sua estrutura organizacional. de 4. 30. Os CEFET.478. Art. proposta de estatuto para apreciação do Ministro de Estado da Educação. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Tarso Genro Este texto não substitui o publicado no D. 6o. o Programa de Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos PROEJA. de 27 de novembro de 1997.406. A restrição a que se refere o art. no âmbito das instituições federais de educação tecnológica. conforme a origem de cada Centro. observando-se as diretrizes constantes deste Decreto. 8o e 9o do Decreto no 2. aplica-se aos atuais Diretores-Gerais. de 21 de junho de 1982. os arts. aqueles exercidos sob a denominação de Escola Técnica Federal ou Escola Agrotécnica Federal. 29. 27. 7o.O. a substituição a que se refere o art.310. conforme suas necessidades específicas. de 24 de junho de 2005 Institui. Os CEFET deverão encaminhar. entre seus mandatos. III . Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. de 17 de maio de 2000. Brasília.2004 Decreto n° 5. 12 deste Decreto será exercida pelo Diretor-Geral substituto.462. relativa à investidura em mandatos consecutivos. poderão constituir outros órgãos colegiados de natureza normativa e consultiva. 183º da Independência e 116º da República.ser precedida de análise dos indicadores institucionais. Art. computando-se. a serem fixados por portaria ministerial. no prazo de noventa dias. Art. Art. previamente designado dentre um dos diretores do Centro.

deverão contar com carga horária máxima de mil e seiscentas horas. no âmbito do PROEJA. o Programa de Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos . mil e duzentas horas para formação geral. deverão contar com carga horária máxima de duas mil e quatrocentas horas.a carga horária mínima estabelecida para a respectiva habilitação profissional técnica. Escolas Agrotécnicas Federais e Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais. de 20 de dezembro de 1996. 4o Os cursos de educação profissional técnica de nível médio.394. assegurando-se cumulativamente: I . no mínimo. serão ofertados obedecendo ao mínimo inicial de dez por cento do total das vagas de ingresso. no mínimo.educação profissional técnica de nível médio.a destinação de. e II .a destinação de. da Constituição. no mínimo. 37 e 39 da Lei no 9. 84. mil e duzentas horas para a formação geral. tendo como referência o quantitativo de vagas do ano anterior. duzentas horas para a formação profissional. Escolas Técnicas Federais. 35. e tendo em vista o disposto nos arts. Art. II . no âmbito dos Centros Federais de Educação Tecnológica.formação inicial e continuada de trabalhadores. 2o Os cursos de educação profissional integrada ao ensino médio.a destinação de.a observância às diretrizes curriculares nacionais e demais atos normativos emanados do Conselho Nacional de Educação para a 130 . e III . Art. 1o Fica instituído. e II . assegurando-se cumulativamente: I . conforme as diretrizes estabelecidas neste Decreto.PROEJA. inciso IV. no uso da atribuição que lhe confere o art. Parágrafo único. no âmbito do PROEJA. Art.O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. 3o Os cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores. DECRETA: Art. no âmbito do PROEJA. O PROEJA abrangerá os seguintes cursos e programas: I . O Ministério da Educação estabelecerá o percentual de vagas a ser aplicado anualmente. Parágrafo único.

contribuindo para o fortalecimento das estratégias de desenvolvimento sócio-econômico. Art. quando estruturado e organizado em etapas com terminalidade.518. Parágrafo único. As áreas profissionais escolhidas para a estruturação dos cursos serão. Brasília. 24 de junho de 2005. as que maior sintonia guardarem com as demandas de nível local e regional. O curso de que trata o caput.6. 6o O aluno que concluir com aproveitamento curso de educação profissional técnica de nível médio no âmbito do PROEJA fará jus à obtenção de diploma com validade nacional.2005 DECRETO Nº 5. Promulga o Acordo de Admissão de Títulos e Graus Universitários para o Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do Mercosul. DE 23 DE AGOSTO DE 2005. deverá prever saídas intermediárias. 184o da Independência e 117o da República. referentes aos módulos cursados. 1o poderão aferir e reconhecer. possibilitando o prosseguimento de estudos em nível superior. possibilitando ao aluno a obtenção de certificados de conclusão do ensino médio com qualificação para o trabalho. Art. 1o serão responsáveis pela estruturação dos cursos oferecidos. quanto para certificação de conclusão do ensino médio. 131 . Art. tanto para fins de habilitação na respectiva área.educação profissional técnica de nível médio e para a educação de jovens e adultos. desde que tenha concluído com aproveitamento a parte relativa à formação geral. Parágrafo único. de 27. 8o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.O. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Tarso Genro Este texto não substitui o publicado no D. Art. preferencialmente. 5o As instituições referidas no art.U. mediante avaliação individual. 7o As instituições referidas no art. conhecimentos e habilidades obtidos em processos formativos extra-escolares.

3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. 184º da Independência e 117o da República. inciso I. Considerando que o referido Acordo entrou em vigor internacional e para o Brasil em 20 de junho de 2004. no uso da atribuição que lhe confere o art. 23 de agosto de 2005. 49. será executado e cumprido tão inteiramente como nele se contém. 3/4) 132 . de 23 de outubro de 2003. apenso por cópia ao presente Decreto. celebrado em Assunção em 14 de junho de 1999. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA CELSO LUIZ NUNES AMORIM (DOU nº 163. Brasília. nos termos do art. DECRETA: Art. 1º O Acordo de Admissão de Títulos e Graus Universitários para o Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do Mercosul. Art. 84. Considerando que o Governo brasileiro depositou seu instrumento de ratificação em 21 de maio de 2004. Art. da Constituição. Considerando que o Congresso Nacional aprovou. 24/8/2005. 2º São sujeitos à aprovação do Congresso Nacional quaisquer atos que possam resultar em revisão do mencionado Acordo ou que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional. o texto do Acordo de Admissão de Títulos e Graus Universitários para o Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do Mercosul.O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. P. celebrado em Assunção em 14 de junho de 1999. da Constituição. inciso IV. SEÇÃO 1. por meio do Decreto Legislativo nº 800.

no dia vinte de junho de mil novecentos e noventa e seis. assinado em março de 1991. Argentina. Que a promoção do desenvolvimento harmônico da Região.ACORDO DE ADMISSÃO DE TÍTULOS E GRAUS UNIVERSITÁRIOS PARA O EXERCÍCIO DE ATIVIDADES ACADÊMICAS NOS ESTADOS PARTES DO MERCOSUL Os Governos da República da Argentina. Que o intercâmbio de acadêmicos entre as instituições de ensino superior da Região apresenta-se como mecanismo eficaz para a melhoria da formação e da capacitação científica. que correspondem ao seu contínuo aperfeiçoamento. é fundamental para responder aos desafios impostos pela nova realidade sócio-econômica do continente. fins e objetivos do Tratado de Assunção. da República do Paraguai e da República Oriental do Uruguai. Que a conformação de propostas regionais nessa área deve ser pautada pela preocupação constante em salvaguardar os padrões de qualidade vigentes em cada País e pela busca de mecanismos capazes de assimilar a dinâmica que caracteriza os sistemas educacionais dos Países da Região. nos campos científico e tecnológico. a seguir denominados "Estados Partes". Acordam: 133 . da República Federativa do Brasil. realizada em Buenos Aires. em virtude dos princípios. Que da ata da X Reunião de Ministros da Educação dos Países Signatários do Tratado do Mercado Comum do Sul. tecnológica e cultural e para a modernização dos Estados Partes. constou a recomendação de que se preparasse um Protocolo sobre a admissão de títulos e graus universitários para o exercício de atividades acadêmicas nas instituições universitárias da Região. CONSIDERANDO: Que a educação tem papel central para que o processo de integração regional se consolide.

por meio de seus organismos competentes. os postulantes dos Estados Partes do Mercosul deverão submeter-se às mesmas exigências previstas para os nacionais do Estado Parte em que pretendem exercer atividades acadêmicas. os títulos de graduação e de pósgraduação reconhecidos e credenciados nos Estados Partes. unicamente para o exercício de atividades de docência e pesquisa nas instituições de ensino superior no Brasil. Artigo Quarto Para os fins previstos no Artigo Primeiro. nas universidades e institutos superiores no Paraguai. quanto os graus acadêmicos de mestrado e doutorado. nas instituições universitárias na Argentina e no Uruguai. reger-se pelas normas específicas dos Estados Partes. 134 .Artigo Primeiro Os Estados Partes. e títulos de pósgraduação tanto os cursos de especialização com carga horária presencial não inferior a trezentas e sessenta horas. Artigo Segundo Para os fins previstos no presente Acordo. Artigo Terceiro Os títulos de graduação e pós-graduação referidos no artigo anterior deverão estar devidamente validados pela legislação vigente nos Estados Partes. admitirão. consideram-se títulos de graduação aqueles obtidos em cursos com duração mínima de quatro anos e duas mil e setecentas horas cursadas. segundo procedimentos e critérios a serem estabelecidos para a implementação deste Acordo. Artigo Quinto A admissão outorgada em virtude do estabelecido no Artigo Primeiro deste Acordo somente conferirá direito ao exercício das atividades de docência e pesquisa nas instituições nele referidas. devendo o reconhecimento de títulos para qualquer outro efeito que não o ali estabelecido.

para os dois primeiros Estados que o ratifiquem 30 (trinta) dias após o depósito do segundo instrumento de ratificação. O Sistema de Informação e Comunicação do Mercosul proporcionará informação sobre as agências credenciadoras dos Países. por proposta de um dos Estados Partes. Artigo Oitavo Em caso de existência. 135 . os critérios de avaliação e os cursos credenciados. a que título ou grau corresponde a denominação que consta no diploma. no país que concede a admissão. entrará em vigor. de acordos ou convênios bilaterais com disposições mais favoráveis sobre a matéria. poder-se-á requerer a apresentação de documentação complementar devidamente legalizada nos termos da regulamentação a que se refere o Artigo Primeiro.Artigo Sexto O interessado em solicitar a admissão nos termos previstos no Artigo Primeiro deve apresentar toda a documentação que comprove as condições exigidas no Presente Acordo. celebrado sob o marco do Tratado de Assunção. aos trinta dias do depósito respectivo e na ordem em que forem depositadas as ratificações. Artigo Sétimo Cada Estado Parte se compromete a manter informados os demais sobre quais são as instituições com seus respectivos cursos reconhecidos e credenciados. Para os demais signatários. Artigo Nono O presente Acordo. entre os Estados Partes. Artigo Décimo O presente Acordo poderá ser revisto de comum acordo. Para identificar. estes poderão invocar a aplicação daqueles dispositivos que considerarem mais vantajosos.

Artigo Treze O presente Acordo subtitui o Protocolo de Admissão de Títulos e Graus Universitários para o Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do MERCOSUL. Artigo Doze A reunião de Ministros de Educação emitirá recomendações gerais para a implementação deste Acordo. assinado em 11 de junho de 1997. Da mesma forma. bem como dos instrumentos de ratificação e enviará cópias devidamente autenticadas dos mesmos aos Governos dos demais Estados Partes. e seu Anexo firmado em 15 de dezembro de 1997. Feito na cidade de Assunção. em três originais no idioma espanhol e um no idioma português.Artigo Onze O Governo da República do Paraguai será o depositário do presente Acordo. em Assunção. ________________________________ Pelo Governo da República Argentina GUIDO DI TELLA ______________________________________ Pelo Governo da República Federativa do Brasil LUIZ FELIPE PALMEIRA LAMPREIA _________________________________ Pelo Governo da República do Paraguai MIGUEL ABDÓN SAGUIER _______________________________________ Pelo Governo da República Oriental do Uruguai DIDIER OPERTTI 136 . notificará a estes a data de depósito dos instrumentos de ratificação e a entrada em vigor do presente Acordo. sendo os textos igualmente autênticos. em Montevidéu. capital da República do Paraguai. aos quatorze dias do mês de junho do ano de mil novecentos e noventa e nove.

DE 9 DE MAIO DE 2006. Parágrafo único. 1o Este Decreto dispõe sobre o exercício das funções de regulação.861. e na Lei no 10. e tendo em vista o disposto nos arts. da Constituição. inciso IV.773. supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e seqüenciais no sistema federal de ensino. § 2o A supervisão será realizada a fim de zelar pela conformidade da oferta de educação superior no sistema federal de ensino com a legislação aplicável.CNE. na forma deste Decreto. Dispõe sobre o exercício das funções de regulação.394.CONAES. DECRETA: CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO SISTEMA FEDERAL DE ENSINO Art. de 20 de dezembro de 1996.784. 2o O sistema federal de ensino superior compreende as instituições federais de educação superior. 3o As competências para as funções de regulação. e pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior . de 29 de janeiro de 1999.DECRETO Nº 5. supervisão e avaliação serão exercidas pelo Ministério da Educação. As competências previstas neste Decreto serão exercidas sem prejuízo daquelas previstas na estrutura regimental do Ministério da Educação e do INEP. supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e seqüenciais no sistema federal de ensino. Art. incisos VI. no uso da atribuição que lhe confere o art. bem como nas demais normas aplicáveis. e. 137 . § 3o A avaliação realizada pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior . na Lei no 9. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. pelo Conselho Nacional de Educação . 84. 9o. Art. de 14 de abril de 2004.INEP. pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira . a fim de promover a melhoria de sua qualidade. da Lei no 9. as instituições de educação superior criadas e mantidas pela iniciativa privada e os órgãos federais de educação superior. VIII e IX.SINAES constituirá referencial básico para os processos de regulação e supervisão da educação superior. e 46. § 1o A regulação será realizada por meio de atos administrativos autorizativos do funcionamento de instituições de educação superior e de cursos de graduação e seqüenciais.

II . além do Ministro de Estado da Educação. 5o No que diz respeito à matéria objeto deste Decreto.Art. II . 4o Ao Ministro de Estado da Educação. elaborados pelo INEP.homologar os pareceres da CONAES. e submetê-los à homologação pelo Ministro de Estado da Educação. III . pelo INEP. § 2o À Secretaria de Educação Superior compete especialmente: I . 138 .homologar deliberações do CNE em pedidos de credenciamento e recredenciamento de instituições de educação superior. dos instrumentos de avaliação para credenciamento de instituições. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de graduação e seqüenciais. promovendo as diligências necessárias. Art.expedir normas e instruções para a execução de leis. exercer as funções de regulação e supervisão da educação superior. como autoridade máxima da educação superior no sistema federal de ensino. dos instrumentos de avaliação para autorização de cursos de graduação e seqüenciais.aprovar os instrumentos de avaliação para autorização de cursos de graduação e seqüenciais. e V . V . por intermédio de suas Secretarias. IV . em suas respectivas áreas de atuação. na execução de suas respectivas competências. promovendo as diligências necessárias.instruir e decidir os processos de autorização.homologar os instrumentos de avaliação elaborados pelo INEP.instruir e exarar parecer nos processos de credenciamento e recredenciamento de instituições de educação superior. pelo INEP. desempenharão as funções regidas por este Decreto a Secretaria de Educação Superior. a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica e a Secretaria de Educação a Distância. compete ao Ministério da Educação.homologar pareceres e propostas de atos normativos aprovadas pelo CNE. IV . III .propor ao CNE diretrizes para a elaboração. compete. decretos e regulamentos. § 1o No âmbito do Ministério da Educação.estabelecer diretrizes para a elaboração. no que respeita às funções disciplinadas por este Decreto: I .

celebrar protocolos de compromisso. VII . e VIII . § 3o À Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica compete especialmente: I .instruir e decidir os processos de autorização. VI . promovendo as diligências necessárias. e seqüenciais. III .instruir e exarar parecer nos processos de credenciamento e recredenciamento de instituições de educação superior tecnológica. de acordo com o disposto no Capítulo III deste Decreto. na forma dos arts. VIII . promovendo as diligências necessárias.exarar parecer sobre os pedidos de credenciamento e recredenciamento de instituições específico para oferta de educação superior a distância. IV .aprovar os instrumentos de avaliação para autorização de cursos superiores de tecnologia. 139 . 60 e 61. para efeito de reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores de tecnologia. exceto tecnológicos. V . na forma dos arts. VII . reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores de tecnologia.celebrar protocolos de compromisso. dos instrumentos de avaliação para autorização de cursos superiores de tecnologia.exercer a supervisão de instituições de educação superior e de cursos de graduação. e X . de acordo com o disposto no Capítulo III deste Decreto. § 4o À Secretaria de Educação a Distância compete especialmente: I . IX .apreciar pedidos de inclusão e propor ao CNE a exclusão de denominações de cursos superiores de tecnologia do catálogo de que trata o inciso VI.aplicar as penalidades previstas na legislação.exercer a supervisão de instituições de educação superior tecnológica e de cursos superiores de tecnologia. 60 e 61.propor ao CNE diretrizes para a elaboração. II . pelo INEP.VI .elaborar catálogo de denominações de cursos superiores de tecnologia.aplicar as penalidades previstas na legislação. elaborados pelo INEP.estabelecer diretrizes para a elaboração. dos instrumentos de avaliação para credenciamento de instituições de educação superior tecnológica. no que se refere às tecnologias e processos próprios da educação a distância. e submetê-los à homologação pelo Ministro de Estado da Educação. pelo INEP.

dos instrumentos de avaliação para autorização de cursos superiores a distância. por sua Câmara de Educação Superior. compartilhadamente com a Secretaria de Educação Superior e a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica.deliberar. dos instrumentos de avaliação para credenciamento de instituições. § 3o. por sua Câmara de Educação Superior. Art. 140 . a supervisão dos cursos de graduação e seqüenciais a distância. com base no parecer da Secretaria competente. pelo INEP. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de educação a distância. deliberativas e de assessoramento do Ministro de Estado da Educação.exercer atribuições normativas. 5o.estabelecer diretrizes. quando não satisfeito o padrão de qualidade específico para credenciamento e recredenciamento de universidades. 6o No que diz respeito à matéria objeto deste Decreto. providências das Secretarias. inciso VII. compartilhadamente com a Secretaria de Educação Superior e a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. elaborados pelo INEP. observado o disposto no art. sobre pedidos de credenciamento e recredenciamento de instituições de educação superior e específico para a oferta de cursos de educação superior a distância.II . pelo INEP. 4o.recomendar. III . dos instrumentos de avaliação para credenciamento de instituições específico para oferta de educação superior a distância.exercer. no que se refere às tecnologias e processos próprios da educação a distância. para a elaboração. II . e V . centros universitários e faculdades. pelo INEP. V . VI . no que se refere a sua área de atuação.deliberar.exarar parecer sobre os pedidos de autorização. IV . compete ao CNE: I . sobre a exclusão de denominação de curso superior de tecnologia do catálogo de que trata o art. III . inciso I.propor ao CNE. entre as quais a celebração de protocolo de compromisso.aprovar os instrumentos de avaliação para credenciamento de instituições. IV . diretrizes para a elaboração. compartilhadamente com a Secretaria de Educação Superior e a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica.deliberar sobre as diretrizes propostas pelas Secretarias para a elaboração.

quando solicitado. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de graduação e seqüenciais. 7o No que diz respeito à matéria objeto deste Decreto.realizar visitas para avaliação in loco nos processos de credenciamento e recredenciamento de instituições de educação superior e nos processos de autorização.analisar questões relativas à aplicação da legislação da educação superior.julgar recursos.submeter à aprovação do Ministro de Estado da Educação a relação dos cursos para aplicação do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes . nas hipóteses previstas neste Decreto. e X . 141 . dos instrumentos de avaliação de cursos de graduação e de avaliação interna e externa de instituições. IX .coordenar e supervisionar o SINAES. V . pelo INEP. conforme o caso. III . II . dos cursos e do desempenho dos estudantes. compete ao INEP: I . IV .estabelecer diretrizes para a constituição e manutenção do banco público de avaliadores especializados.aplicar as penalidades previstas no Capítulo IV deste Decreto.aprovar os instrumentos de avaliação referidos no inciso II e submetê-los à homologação pelo Ministro de Estado da Educação. Art.realizar a avaliação das instituições. Art. conforme as diretrizes do CNE e das Secretarias. VIII .estabelecer diretrizes para a elaboração. e VI .VII . III . IV . ouvido o órgão de consultoria jurídica do Ministério da Educação. conforme diretrizes da CONAES.realizar as diligências necessárias à verificação das condições de funcionamento de instituições e cursos. V . como subsídio para o parecer da Secretaria competente.elaborar os instrumentos de avaliação conforme as diretrizes da CONAES.constituir e manter banco público de avaliadores especializados.ENADE. 8o No que diz respeito à matéria objeto deste Decreto. compete à CONAES: I .orientar sobre os casos omissos na aplicação deste Decreto. II .elaborar os instrumentos de avaliação para credenciamento de instituições e autorização de cursos.

VIII . § 1o São modalidades de atos autorizativos os atos administrativos de credenciamento e recredenciamento de instituições de educação superior e de autorização.estabelecer diretrizes para organização e designação de comissões de avaliação. depende de modificação do ato autorizativo originário.ter acesso a dados. § 3o A autorização e o reconhecimento de cursos. periodicamente. sendo renovados. terão prazos limitados. 142 . O funcionamento de instituição de educação superior e a oferta de curso superior dependem de ato autorizativo do Poder Público. nos termos da Lei no 10. processos e resultados da avaliação. após processo regular de avaliação. 9o A educação superior é livre à iniciativa privada. relativa à mantenedora. habilitações. para fins de publicação pelo Ministério da Educação. bem como o credenciamento de instituições de educação superior.861. § 2o Os atos autorizativos fixam os limites da atuação dos agentes públicos e privados em matéria de educação superior. CAPÍTULO II DA REGULAÇÃO Seção I Dos Atos Autorizativos Art. nos termos deste Decreto. elaborar pareceres e encaminhar recomendações às instâncias competentes. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores. bem como suas respectivas modificações. observadas as normas gerais da educação nacional e mediante autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. de cursos e de desempenho dos estudantes do SINAES. à abrangência geográfica das atividades. Art. de 14 de abril de 2004. que se processará na forma de pedido de aditamento.submeter anualmente. procedimentos e mecanismos da avaliação institucional. 10. endereço de oferta dos cursos ou qualquer outro elemento relevante para o exercício das funções educacionais. relatório com os resultados globais da avaliação do SINAES.VI . vagas. VII . analisar relatórios. § 4o Qualquer modificação na forma de atuação dos agentes da educação superior após a expedição do ato autorizativo.avaliar anualmente as dinâmicas. e IX .

visando evitar prejuízo a novos alunos. motivadamente.784. Art. § 9o Todos os processos administrativos previstos neste Decreto observarão o disposto na Lei no 9. § 2o A instituição que oferecer curso antes da devida autorização. terá sobrestados os processos de autorização e credenciamento em curso. 11. prevalecerá o ato autorizativo. fica vedada a admissão de novos estudantes pela instituição. § 7o Os atos autorizativos são válidos até sessenta dias após a comunicação do resultado da avaliação pelo INEP. pelo prazo previsto no parágrafo único do art. sem efeito suspensivo. § 6o Os prazos contam-se da publicação do ato autorizativo. no prazo de trinta dias. quando exigível. 70. § 1o Na ausência de qualquer dos atos autorizativos exigidos nos termos deste Decreto. sem prejuízo dos efeitos da legislação civil e penal. nos termos deste Decreto. § 4o Na hipótese do § 3o. 68. de reconhecimento e de renovação de reconhecimento de curso superior prorroga a validade do ato autorizativo pelo prazo máximo de um ano. O funcionamento de instituição de educação superior ou a oferta de curso superior sem o devido ato autorizativo configura irregularidade administrativa. observado o disposto no art. a suspensão preventiva da admissão de novos alunos em cursos e instituições irregulares. Seção II Do Credenciamento e Recredenciamento de Instituição de Educação Superior Subseção I Das Disposições Gerais 143 .§ 5o Havendo divergência entre o ato autorizativo e qualquer documento de instrução do processo. como medida cautelar. § 8o O protocolo do pedido de recredenciamento de instituição de educação superior. § 3o O Ministério da Educação determinará. caberá recurso administrativo ao CNE. aplicando-se as medidas punitivas e reparatórias cabíveis. de 29 de janeiro de 1999.

faculdades. instruído conforme disposto nos arts.da mantenedora: a) atos constitutivos. As instituições de educação superior. c) comprovante de inscrição nos cadastros de contribuintes estadual e municipal.parecer da Secretaria competente.protocolo do pedido junto à Secretaria competente. § 3o O indeferimento do pedido de credenciamento como universidade ou centro universitário não impede o credenciamento subsidiário como centro universitário ou faculdade. Art.centros universitários.deliberação pelo CNE. 14. IV . quando for o caso. e VI . em funcionamento regular e com padrão satisfatório de qualidade. II . para faculdades e centros universitários. O pedido de credenciamento deverá ser instruído com os seguintes documentos: I .homologação do parecer do CNE pelo Ministro de Estado da Educação. São fases do processo de credenciamento: I . de acordo com sua organização e respectivas prerrogativas acadêmicas. com as conseqüentes prerrogativas de autonomia. 13. § 1o A instituição será credenciada originalmente como faculdade.CNPJ/MF.avaliação in loco pelo INEP. e de cinco anos. 15 e 16. e III .análise documental pela Secretaria competente. devidamente registrados no órgão competente. 15. 12.Art. depende do credenciamento específico de instituição já credenciada. § 2o O credenciamento como universidade ou centro universitário. II . 144 . serão credenciadas como: I .universidades. cumpridos os requisitos previstos em lei. que atestem sua existência e capacidade jurídica. § 4o O primeiro credenciamento terá prazo máximo de três anos. V . para universidades. O início do funcionamento de instituição de educação superior é condicionado à edição prévia de ato de credenciamento pelo Ministério da Educação. III . Art. b) comprovante de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas do Ministério da Fazenda . Art. na forma da legislação civil.

pelo menos. IV . II .organização didático-pedagógica da instituição. os seguintes elementos: I . destacando a experiência acadêmica e administrativa de cada um. em caso de encerramento de suas atividades.FGTS. oportunidades diferenciadas de integralização do curso. quando for o caso. em sua área de atuação. II . prevista na Lei no 10. e d) identificação dos integrantes do corpo dirigente. e h) para as entidades com fins lucrativos. g) para as entidades sem fins lucrativos. atividades práticas e 145 . 16. objetivos e metas da instituição. locais e turnos de funcionamento e eventuais inovações consideradas significativas.d) certidões de regularidade fiscal perante as Fazendas Federal.da instituição de educação superior: a) comprovante de recolhimento da taxa de avaliação in loco. III . e) certidões de regularidade relativa à Seguridade Social e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço . ampliação das instalações físicas e. não remuneração ou concessão de vantagens ou benefícios a seus instituidores. destinação de seu patrimônio a outra instituição congênere ou ao Poder Público. O plano de desenvolvimento institucional deverá conter. número de alunos por turma.projeto pedagógico da instituição. com a indicação de número de turmas previstas por curso.cronograma de implantação e desenvolvimento da instituição e de cada um de seus cursos.870. apresentação de demonstrações financeiras atestadas por profissionais competentes. Art.missão. especialmente quanto a flexibilidade dos componentes curriculares. c) regimento ou estatuto. se for o caso. dirigentes. a alteração estatutária correspondente. ou equivalentes e. a previsão de abertura dos cursos fora de sede. promovendo. b) plano de desenvolvimento institucional. de 19 de maio de 2004. aumento de vagas. f) demonstração de patrimônio para manter a instituição. se necessário. Estadual e Municipal. bem como seu histórico de implantação e desenvolvimento. especificando-se a programação de abertura de cursos. demonstração de aplicação dos seus excedentes financeiros para os fins da instituição mantida. sócios. conselheiros.

b) com relação aos laboratórios: instalações e equipamentos existentes e a serem adquiridos. identificado sua correlação pedagógica com os cursos e programas previstos. total ou assistida. 146 .estágios. VII . DVD. especificando: a) com relação à biblioteca: acervo de livros.demonstrativo de capacidade e sustentabilidade financeiras. IX . sistemas e meios de comunicação e informação. obras clássicas. VIII . periódicos acadêmicos e científicos e assinaturas de revistas e jornais. dicionários e enciclopédias. sua abrangência e pólos de apoio presencial. vídeos. CD-ROMS e assinaturas eletrônicas. pessoal técnico administrativo e serviços oferecidos. serviços de tradutor e intérprete da Língua Brasileira de Sinais . das edificações. imediato e diferenciado às pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais ou com mobilidade reduzida. mobiliários e equipamentos urbanos. dos serviços de transporte. o regime de trabalho e os procedimentos para substituição eventual dos professores do quadro. para utilização. informações concernentes à relação equipamento/aluno. e descrição de inovações tecnológicas consideradas significativas. dos espaços. e X . CD. a existência de plano de carreira. identificando as formas de participação dos professores e alunos nos órgãos colegiados responsáveis pela condução dos assuntos acadêmicos e os procedimentos de auto-avaliação institucional e de atendimento aos alunos. espaço físico para estudos e horário de funcionamento.organização administrativa da instituição.infra-estrutura física e instalações acadêmicas. indicando requisitos de titulação. identificando sua correlação pedagógica com os cursos e programas previstos. bem como os critérios de seleção e contração. dos dispositivos. com segurança e autonomia. formas de atualização e expansão. V . experiência no magistério superior e experiência profissional não-acadêmica. desenvolvimento de materiais pedagógicos e incorporação de avanços tecnológicos.oferta de cursos e programas de mestrado e doutorado.perfil do corpo docente. os recursos de informática disponíveis. e c) plano de promoção de acessibilidade e de atendimento prioritário.LIBRAS. VI .oferta de educação a distância.

que o encaminhará ao Ministro de Estado da Educação para homologação do parecer do CNE. devidamente instruído. ao final. O processo será encaminhado ao CNE. no prazo previsto no § 7o do art. 20. para deliberação. § 4o A Secretaria solicitará parecer da Secretaria de Educação a Distância. os documentos referidos no art. O Ministro de Estado da Educação poderá restituir o processo ao CNE para reexame. Parágrafo único. emitirá parecer. motivadamente. A Secretaria de Educação Superior ou a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. motivadamente. 19.quanto à instituição de educação superior.quanto à mantenedora. do regimento 147 . 15. em ato único. a regularidade da instrução e o mérito do pedido. 10. a atualização do plano de desenvolvimento institucional. e II . § 2o A Secretaria. quando for o caso. visando subsidiar a deliberação final das autoridades competentes. O pedido de recredenciamento de instituição de educação superior deve ser instruído com os seguintes documentos: I . no que couber. Subseção II Do Recredenciamento Art. conforme o caso. 18. na forma de seu regimento interno. § 1o A Secretaria competente procederá à análise dos documentos sob os aspectos da regularidade formal e do mérito do pedido. Art. Parágrafo único. Parágrafo único. Art. encaminhará o processo ao INEP para avaliação in loco. A instituição deverá protocolar pedido de recredenciamento ao final de cada ciclo avaliativo do SINAES junto à Secretaria competente. § 3o A Secretaria poderá realizar as diligências necessárias à completa instrução do processo. Da decisão do CNE caberá recurso administrativo. O processo será restituído à Secretaria competente.Art. inciso I. Art. sobre a conformidade do estatuto ou do regimento com a legislação aplicável. tendo como referencial básico o relatório de avaliação do INEP. 21. O processo de recredenciamento observará as disposições processuais referentes ao pedido de credenciamento. e. após análise documental. receberá os documentos protocolados e dará impulso ao processo. 17.

§ 2o O pedido de credenciamento de curso ou campus fora de sede se processará como aditamento ao ato de credenciamento. inciso I. As universidades poderão pedir credenciamento de curso ou campus fora de sede em Município diverso da abrangência geográfica do ato de credenciamento. § 2o O pedido tramitará na forma de aditamento ao ato de credenciamento ou recredenciamento da instituição. a Secretaria solicitará ao INEP realização de nova avaliação in loco. na forma dos arts. A alteração da mantença de qualquer instituição de educação superior deve ser submetida ao Ministério da Educação. Expirado o prazo do protocolo de compromisso sem o cumprimento satisfatório das metas nele estabelecidas. 25. as disposições processuais que regem o pedido de credenciamento. 63. § 1o O novo mantenedor deve apresentar os documentos referidos no art.ou estatuto e das informações relativas ao corpo dirigente. § 1o O curso ou campus fora de sede integrará o conjunto da universidade e não gozará de prerrogativas de autonomia. desde que no mesmo Estado. 22. O deferimento do pedido de recredenciamento é condicionado à demonstração do funcionamento regular da instituição e terá como referencial básico os processos de avaliação do SINAES. para fins regulatórios. será instaurado processo administrativo. ficando suspensa a tramitação do pedido de recredenciamento até o encerramento do processo. no que couber. deste Decreto. com destaque para as alterações ocorridas após o credenciamento. O resultado insatisfatório da avaliação do SINAES enseja a celebração de protocolo de compromisso. o último relatório de avaliação disponível no SINAES. 60 e 61 deste Decreto. Subseção III Do Credenciamento de Curso ou Campus Fora de Sede Art. Art. sujeitando-se a deliberação específica das autoridades competentes. Parágrafo único. Subseção IV Da Transferência de Mantença Art. Art. inciso II. 23. 15. § 1o A Secretaria competente considerará. na forma do art. 148 . § 2o Caso considere necessário. 24. aplicando-se.

28. tenha recebido penalidades. em matéria de educação superior. § 1o O pedido observará os requisitos pertinentes ao credenciamento de instituições e será instruído pela Secretaria de Educação Superior ou pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. depende de autorização do Ministério da Educação. § 2o Os cursos e programas oferecidos por instituições de pesquisa científica e tecnológica submetem-se ao disposto neste Decreto. conforme o caso. 27. As universidades e centros universitários. nos termos de regulamentação própria. devendo informar à Secretaria competente os cursos abertos 149 . diretamente ou por qualquer entidade mantida. A oferta de educação a distância é sujeita a credenciamento específico. A oferta de cursos superiores em faculdade ou instituição equiparada. com a colaboração da Secretaria de Educação a Distância. § 3o Aplicam-se. nos limites de sua autonomia. nos termos deste Decreto. nos últimos cinco anos. no que couber. § 1o O disposto nesta Subseção aplica-se aos cursos de graduação e seqüenciais. independem de autorização para funcionamento de curso superior. observado o disposto nos §§ 2o e 3o deste artigo. § 4o Não se admitirá a transferência de mantença em favor de postulante que. Subseção V Do Credenciamento Específico para Oferta de Educação a Distância Art. Art. Seção III Da Autorização.§ 3o É vedada a transferência de cursos ou programas entre mantenedoras. perante o sistema federal de ensino. do Reconhecimento e da Renovação de Reconhecimento de Curso Superior Subseção I Da Autorização Art. as disposições que regem o credenciamento e o recredenciamento de instituições de educação superior. 26. § 2o O pedido de credenciamento de instituição de educação superior para a oferta de educação a distância deve ser instruído com o comprovante do recolhimento da taxa de avaliação in loco e documentos referidos em regulamentação específica.

nas hipóteses do art. avaliação e posterior reconhecimento.análise documental pela Secretaria competente. turnos.para fins de supervisão.protocolo do pedido junto à Secretaria competente. São fases do processo de autorização: I . informando número de alunos. II . 150 . II .comprovante de recolhimento da taxa de avaliação in loco. 30. III .projeto pedagógico do curso. Art. III . e IV .comprovante de disponibilidade do imóvel. 29. 28. § 2o A criação de cursos de graduação em direito e em medicina. instruído conforme disposto no art. e IV .avaliação in loco pelo INEP.relação de docentes. Art. à manifestação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil ou do Conselho Nacional de Saúde. § 2o A Secretaria solicitará parecer da Secretaria de Educação a Distância. carga horária e regime de trabalho. informando-se a respectiva titulação. acompanhada de termo de compromisso firmado com a instituição. 31. cursos congêneres e toda alteração que importe aumento no número de estudantes da instituição ou modificação das condições constantes do ato de credenciamento. § 1o A Secretaria realizará a análise documental. § 1o Aplica-se o disposto no caput a novas turmas. as diligências necessárias à completa instrução do processo e o encaminhará ao INEP para avaliação in loco. a requerimento do Conselho interessado. § 3o O prazo para a manifestação prevista no § 2o é de sessenta dias. A Secretaria competente receberá os documentos protocolados e dará impulso ao processo. O pedido de autorização de curso deverá ser instruído com os seguintes documentos: I . respectivamente. no prazo de sessenta dias. quando for o caso. 30 deste Decreto. § 3o A Secretaria oficiará o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil ou o Conselho Nacional de Saúde. programa do curso e demais elementos acadêmicos pertinentes. inclusive em universidades e centros universitários. prorrogável por igual período. deverá ser submetida.decisão da Secretaria competente. odontologia e psicologia. Art.

III . juntamente com o registro. 151 . e ao final decidirá o pedido. O reconhecimento de curso é condição necessária.§ 4o A Secretaria procederá à análise dos documentos sob os aspectos da regularidade formal e do mérito do pedido.deferir o pedido de autorização de curso. ou III . § 1o O pedido de reconhecimento deverá ser instruído com os seguintes documentos: I . caberá recurso administrativo ao CNE. para a validade nacional dos respectivos diplomas.394. § 2o Os cursos autorizados nos termos deste Decreto ficam dispensados do cumprimento dos incisos II e IV. o pedido de autorização de curso. devendo apresentar apenas os elementos de atualização dos documentos juntados por ocasião da autorização. motivadamente. § 4o Caso considere necessário.comprovante de disponibilidade do imóvel. constante do cadastro nacional de docentes. nos termos do art. em caráter experimental. Art. O Secretário competente poderá. em cumprimento das normas gerais da educação nacional: I .deferir o pedido de autorização de curso.relação de docentes. 34. 33. incluindo número de alunos. para fins regulatórios. 35. tendo como referencial básico o relatório de avaliação do INEP. Subseção II Do Reconhecimento Art. Art. II . II . 32. turnos e demais elementos acadêmicos pertinentes. Art. o último relatório de avaliação disponível no SINAES. e IV . 81 da Lei no 9.comprovante de recolhimento da taxa de avaliação in loco. de 20 de dezembro de 1996. A instituição deverá protocolar pedido de reconhecimento de curso decorrido pelo menos um ano do início do curso e até a metade do prazo para sua conclusão. a Secretaria solicitará ao INEP realização de nova avaliação in loco. no prazo de trinta dias. § 3o A Secretaria competente considerará.indeferir.projeto pedagógico do curso. Da decisão do Secretário.

Subseção III Da Renovação de Reconhecimento Art. a Secretaria abrirá prazo para manifestação do requerente. Art. por trinta dias. no prazo de trinta dias. devidamente instruído. 39. § 1o O pedido de renovação de reconhecimento deverá ser instruído com os documentos referidos no art. Da decisão. A instituição deverá protocolar pedido de renovação de reconhecimento ao final de cada ciclo avaliativo do SINAES junto à Secretaria competente. ofereça subsídios à decisão do Ministério da Educação. 35. Parágrafo único. 63. O prazo para a manifestação prevista no caput é de sessenta dias. na forma do arts. a Secretaria abrirá prazo para que o respectivo órgão de regulamentação profissional. querendo. em sessenta dias. 37. Expirado o prazo do protocolo de compromisso sem o cumprimento satisfatório das metas nele estabelecidas. O resultado insatisfatório da avaliação do SINAES enseja a celebração de protocolo de compromisso. Art. deverá ser submetido. 41. 40. § 1o Decorrido o prazo fixado no caput. inciso II. será instaurado processo administrativo de cassação de autorização de funcionamento na forma do art. § 1o. caberá recurso administrativo ao CNE. odontologia e psicologia.Art. 10. de âmbito nacional. 152 . No caso de curso correspondente a profissão regulamentada. respectivamente. 38. O reconhecimento de cursos de graduação em direito e em medicina. a Secretaria examinará os documentos e decidirá o pedido. § 2o Instruído o processo. Art. à manifestação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil ou do Conselho Nacional de Saúde. no prazo previsto no § 7o do art. prorrogável por igual período. 60 e 61. Parágrafo único. 36. Art. a requerimento do Conselho interessado. O deferimento do pedido de reconhecimento terá como referencial básico os processos de avaliação do SINAES. § 2o Aplicam-se à renovação do reconhecimento de cursos as disposições pertinentes ao processo de reconhecimento. com a atualização dos documentos apresentados por ocasião do pedido de reconhecimento de curso.

IV . nos processos de reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores de tecnologia. 42.deferir o pedido. determinando a inclusão da denominação do curso no catálogo. vedada a admissão de novos alunos. com base no catálogo de denominações de cursos publicado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. de acordo com as diretrizes curriculares nacionais. de uma mesma instituição deverá ser realizada de forma integrada e concomitante. III . Art. poderá.deferir o pedido exclusivamente para fins de registro de diploma.indeferir o pedido. deliberará sobre a exclusão de denominação de curso do catálogo.deferir o pedido. mantido o caráter experimental do curso. de ofício ou a requerimento da instituição. em cumprimento das normas gerais da educação nacional: I . O reconhecimento e a renovação de reconhecimento de cursos superiores de tecnologia terão por base catálogo de denominações de cursos publicado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. 43.§ 3o A renovação do reconhecimento de cursos de graduação. Art. motivadamente. mediante proposta fundamentada da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica.deferir o pedido. incluídos os de tecnologia. II . Aplicam-se ao reconhecimento e à renovação de reconhecimento de cursos superiores de tecnologia as disposições previstas nas Subseções II e III. Parágrafo único. § 1o O pedido será instruído com os elementos que demonstrem a consistência da área técnica definida. A inclusão no catálogo de denominação de curso superior de tecnologia com o respectivo perfil profissional darse-á pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. O Secretário. CAPÍTULO III DA SUPERVISÃO 153 . § 2o O CNE. ou V . Subseção IV Do Reconhecimento e da Renovação de Reconhecimento de Cursos Superiores de Tecnologia Art. 44.

51. o Secretário decidirá pela admissibilidade da representação. § 3o O processo administrativo poderá ser instaurado de ofício. A Secretaria dará ciência da representação à instituição. 48. Art. em prazo fixado.394. § 1o Em vista da manifestação da instituição. por meio dos respectivos órgãos representativos. a descrição clara e precisa dos fatos a serem apurados e a documentação pertinente. § 2o Não admitida a representação. Os alunos. instaurando processo administrativo ou concedendo prazo para saneamento de deficiências. sem prejuízo da defesa de que trata o art. 46. quando verificarem irregularidades no funcionamento de instituição ou curso superior. em dez dias. aos cursos superiores de tecnologia e aos cursos na modalidade de educação a distância. § 1o A representação deverá conter a qualificação do representante. que poderá. respectivamente. aos cursos de graduação e seqüenciais. especificando as deficiências identificadas. § 2o Os atos de supervisão do Poder Público buscarão resguardar os interesses dos envolvidos. no exercício de sua atividade de supervisão. 46. poderão representar aos órgãos de supervisão. manifestar-se previamente pela insubsistência da representação ou requerer a concessão de prazo para saneamento de deficiências. quando a Secretaria competente tiver ciência de irregularidade que lhe caiba sanar e punir. nos limites da lei. professores e o pessoal técnicoadministrativo. nos termos do art.Art. determinar a apresentação de documentos complementares ou a realização de auditoria. bem como os demais elementos relevantes para o esclarecimento do seu objeto. a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica e a Secretaria de Educação a Distância exercerão as atividades de supervisão relativas. 45. Art. Art. o Secretário exarará despacho. bem como as providências para sua correção efetiva. § 1o A Secretaria ou órgão de supervisão competente poderá. de modo circunstanciado. Na hipótese da determinação de saneamento de deficiências. 47. § 2o A representação será recebida. 154 . devidamente motivado. numerada e autuada pela Secretaria competente e em seguida submetida à apreciação do Secretário. de 1996. o Secretário arquivará o processo. § 1o. da Lei no 9. A Secretaria de Educação Superior. bem como preservar as atividades em andamento.

outras informações pertinentes. Esgotado o prazo para saneamento de deficiências. Art. Art. IV . 51. quando for o caso. em dez dias. que realizará as diligências necessárias à instrução.informação sobre a concessão de prazo para saneamento de deficiências e as condições de seu descumprimento ou cumprimento insuficiente. integrante da Secretaria competente para a supervisão. 11. e VI . § 2o Não será deferido novo prazo para saneamento de deficiências no curso do processo administrativo. 49. motivadamente. será instaurado processo administrativo para aplicação de penalidades. a Secretaria competente poderá realizar verificação in loco. Não saneadas as deficiências ou admitida de imediato a representação. as medidas determinadas ou o prazo fixado. visando comprovar o efetivo saneamento das deficiências. via postal com aviso de recebimento. não cabendo novo recurso dessa decisão. por telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado. 50. § 3o O prazo para saneamento de deficiências não poderá ser superior a doze meses.consignação da penalidade aplicável. V .resumo dos fatos objeto das apurações.determinação de notificação do representado. apresentar defesa. Art. e. para. contados do despacho referido no caput. poderá ser aplicada a medida prevista no art. II . a medida de cautela se revele necessária para evitar prejuízo aos alunos. 155 . O Secretário apreciará os elementos do processo e decidirá sobre o saneamento das deficiências. § 1o O processo será conduzido por autoridade especialmente designada. Parágrafo único. no prazo de quinze dias. mediante portaria do Secretário. § 2o O Secretário apreciará a impugnação e decidirá pela manutenção das providências de saneamento e do prazo ou pela adaptação das providências e do respectivo prazo.§ 1o A instituição poderá impugnar. § 4o Na vigência de prazo para saneamento de deficiências. das razões de representação. desde que. no caso específico. O representado será notificado por ciência no processo.identificação da instituição e de sua mantenedora. tratando das matérias de fato e de direito pertinentes. da qual constarão: I . III . § 3o.

Parágrafo único. 53.suspensão temporária de prerrogativas da autonomia. Da decisão do Secretário caberá recurso ao CNE. vedada a admissão de novos estudantes. dentre aquelas previstas nos incisos I a X do art. da Lei no 9. que nomeará o interventor e estabelecerá a duração e as condições da intervenção. vedada a admissão de novos estudantes. o dobro do prazo concedido para saneamento das deficiências. § 2o Na impossibilidade de transferência. § 2o Na impossibilidade de transferência. ou IV . de 1996: I . exclusivamente para fins de expedição de diploma.descredenciamento. constando obrigatoriamente as dos incisos I e IV daquele artigo. O prazo de suspensão será. Art. A decisão de desativação de cursos e habilitações implicará a cessação imediata do funcionamento do curso ou habilitação. Recebida a defesa.intervenção. 56. II . A decisão de suspensão temporária de prerrogativas da autonomia definirá o prazo de suspensão e as prerrogativas suspensas. III . 46. 53 da Lei no 9. § 1o. Parágrafo único. Art. A decisão administrativa final será homologada em portaria do Ministro de Estado da Educação. § 1o Os estudantes que se transferirem para outra instituição de educação superior têm assegurado o aproveitamento dos estudos realizados. 54. Art. arquivando o processo ou aplicando uma das seguintes penalidades previstas no art. A decisão de intervenção será implementada por despacho do Secretário. o Secretário apreciará o conjunto dos elementos do processo e proferirá decisão. ficam ressalvados os direitos dos estudantes matriculados à conclusão do curso. exclusivamente para fins de expedição de diploma.Art. § 1o Os estudantes que se transferirem para outra instituição de educação superior têm assegurado o aproveitamento dos estudos realizados. no mínimo.394. A decisão de descredenciamento da instituição implicará a cessação imediata do funcionamento da instituição. 55.394. ficam ressalvados os direitos dos estudantes matriculados à conclusão do curso. Art.desativação de cursos e habilitações. 52. de 1996. devidamente motivada. 57. em trinta dias. 156 . Art.

a fim de cumprir seus objetivos e atender a suas finalidades constitucionais e legais. Caberá. a critério da instituição. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de graduação enseja a celebração de protocolo de compromisso com a instituição de educação superior. § 2o A avaliação como referencial básico para credenciamento de instituições e autorização de cursos não resultará na atribuição de conceitos e terá efeitos meramente autorizativos.dez anos. como referencial básico para recredenciamento de universidades. O protocolo de compromisso deverá conter: 157 . conforme as diretrizes da CONAES. nos termos da legislação aplicável. e II .avaliação externa das instituições de educação superior.avaliação interna das instituições de educação superior.CAPÍTULO IV DA AVALIAÇÃO Art. § 2o Os processos de avaliação obedecerão ao disposto no art. 61. 58. A obtenção de conceitos insatisfatórios nos processos periódicos de avaliação.avaliação dos cursos de graduação. § 1o A avaliação como referencial básico para recredenciamento de instituições.cinco anos. nos processos de recredenciamento de instituições. conforme a legislação aplicável. em ciclos avaliativos com duração inferior a: I . 2o da Lei no 10.avaliação do desempenho acadêmico dos estudantes de cursos de graduação. III . 59. II . reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos resultará na atribuição de conceitos. no prazo de dez dias contados da comunicação do resultado da avaliação pelo INEP. Art. Parágrafo único. 60. recurso administrativo para revisão de conceito previamente à celebração de protocolo de compromisso. dos cursos de graduação e do desempenho acadêmico de seus estudantes será realizada no âmbito do SINAES. conforme uma escala de cinco níveis. compreende os seguintes processos de avaliação institucional: I .861. Art. de 2004. A avaliação das instituições de educação superior. § 1o O SINAES. O SINAES será operacionalizado pelo INEP. como referencial básico para recredenciamento de centros universitários e faculdades e renovação de reconhecimento de cursos. Art. e IV .

a criação. Esgotado o prazo do protocolo de compromisso. 11. motivadamente.suspensão temporária da abertura de processo seletivo de cursos de graduação. § 1o A celebração de protocolo de compromisso suspende o fluxo dos prazos previstos nos §§ 7o e 8o do art. § 1o A instituição de educação superior será notificada por ciência no processo.os encaminhamentos. § 2o A instituição de educação superior deverá apresentar comprovante de recolhimento da taxa de avaliação in loco para a nova avaliação até trinta dias antes da expiração do prazo do protocolo de compromisso. § 1o O INEP expedirá relatório de nova avaliação à Secretaria competente. IV . no caso de instituições públicas de educação superior. a medida de cautela se revele necessária para evitar prejuízo aos alunos.I . processos e ações a serem adotados pela instituição com vistas à superação das dificuldades detectadas. II .861. a caracterização das respectivas responsabilidades dos dirigentes. desde que. e V . e III .advertência. via postal com aviso de recebimento.a indicação expressa de metas a serem cumpridas e. quando couber. para verificar o cumprimento das metas estipuladas.o diagnóstico objetivo das condições da instituição. de 2004: I .o prazo máximo para seu cumprimento. vedadas a celebração de novo protocolo de compromisso. II . Art. 10. III . § 2o Na vigência de protocolo de compromisso. O descumprimento do protocolo de compromisso enseja a instauração de processo administrativo para aplicação das seguintes penalidades previstas no art. com vistas à alteração ou à manutenção do conceito. § 3o. a instituição será submetida a nova avaliação in loco pelo INEP.cassação da autorização de funcionamento da instituição de educação superior ou do reconhecimento de cursos por ela oferecidos. no caso específico. 10. de comissão de acompanhamento do protocolo de compromisso. poderá ser aplicada a medida prevista no art. por 158 . por parte da instituição de educação superior. § 2o. 63. 62. da Lei no 10. suspensão ou perda de mandato do dirigente responsável pela ação não executada. Art.

Art. CAPÍTULO V DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Seção I Das Disposições Finais Art. será precedida de processo administrativo disciplinar.112. sob pena de caducidade. 67. Art. 10. na forma de seu regimento interno. nos termos da Lei no 8. § 2o Recebida a defesa. 159 . no caso de instituições públicas de educação superior. tratando das matérias de fato e de direito pertinentes. O requerente terá prazo de doze meses. suspensão ou perda de mandato do dirigente responsável pela ação não executada. que não poderá ser menor que o dobro do prazo fixado no protocolo de compromisso. Art. 65. A decisão de suspensão temporária da abertura de processo seletivo de cursos de graduação definirá o prazo de suspensão. aplicamse o disposto nos arts. O pedido de credenciamento de instituição de educação superior tramitará em conjunto com pedido de autorização de pelo menos um curso superior. § 4o A decisão de arquivamento do processo administrativo enseja a retomada do fluxo dos prazos previstos nos §§ 7o e 8o do art. o Secretário apreciará o conjunto dos elementos do processo e o remeterá ao CNE para deliberação. À decisão de cassação da autorização de funcionamento da instituição de educação superior ou do reconhecimento de cursos de graduação por ela oferecidos. a contar da publicação do ato autorizativo. § 5o A decisão administrativa final será homologada em portaria do Ministro de Estado da Educação. Art. de 11 de dezembro de 1990. para iniciar o funcionamento do curso. no prazo de dez dias. para. 66. observando-se as disposições pertinentes deste Decreto. § 3o Da decisão do CNE caberá recurso administrativo. com parecer recomendando a aplicação da penalidade cabível ou o seu arquivamento. bem como a racionalidade e economicidade administrativas. 68. respectivamente. 64. apresentar defesa. 57 ou 54.telegrama ou outro meio que assegure a certeza da ciência do interessado. A decisão de advertência.

Art. os interessados só poderão apresentar nova solicitação relativa ao mesmo pedido após decorridos dois anos contados do ato que encerrar o processo. Os processos iniciados antes da entrada em vigor deste Decreto obedecerão às disposições processuais nele contidas. Art. 73. em especial no que respeita aos prazos para a prática dos atos 160 . 42. O disposto no § 7o do art. 72. § 2o As instituições de educação superior que ofereçam cursos superiores de tecnologia poderão. inclusive de curso ou campus fora de sede. Art. O regime de trabalho docente em tempo integral compreende a prestação de quarenta horas semanais de trabalho na mesma instituição. nele reservado o tempo de pelo menos vinte horas semanais para estudos. O exercício de atividade docente na educação superior não se sujeita à inscrição do professor em órgão de regulamentação profissional. Os campi fora de sede já criados e em funcionamento na data de publicação do Decreto no 3. no prazo de sessenta dias. sendo submetidos a processo de recredenciamento. trabalhos de extensão. aproveitando-se os atos já praticados. O catálogo de cursos superiores de tecnologia será publicado no prazo de noventa dias. 70. Nos casos de caducidade do ato autorizativo e de decisão final desfavorável em processo de credenciamento de instituição de educação superior. reconhecimento e renovação de reconhecimento dos cursos superiores de tecnologia em tramitação deverão adequar-se aos termos deste Decreto. e de autorização de curso superior. 10 não se aplica a atos autorizativos anteriores a este Decreto que tenham fixado prazo determinado. § 1o Os pedidos de autorização. contados da publicação do catálogo.Parágrafo único. Serão observados os princípios e as disposições da legislação do processo administrativo federal. pesquisa. após a publicação deste Decreto. planejamento e avaliação. preservarão suas prerrogativas de autonomia pelo prazo de validade do ato de credenciamento. quando se decidirá acerca das respectivas prerrogativas de autonomia.860. que se processará em conjunto com o recredenciamento da universidade. adaptar as denominações de seus cursos ao catálogo de que trata o art. 69. 71. Seção II Das Disposições Transitórias Art. de 9 de julho de 2001. Art. Parágrafo único. Parágrafo único.

... O Ministério da Educação e os órgãos federais de educação revogarão expressamente os atos normativos incompatíveis com este Decreto... Art... § 1o Os CEFET são instituições de ensino superior pluricurriculares................... 77..... suficientes para propiciar adequado grau de certeza. ” (NR) “Art...... 75..... em até trinta dias contados da sua publicação..... Art... à adoção de formas simples.... ouvidas as Secretarias e o INEP. devidamente definidas no ato de seu credenciamento. 1o e 17 do Decreto no 5...... na forma deste Decreto.... Parágrafo único........ Os arts............... § 5o A autonomia de que trata o § 4o deverá observar os limites definidos no plano de desenvolvimento institucional. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos em tramitação no CNE e já distribuídos aos respectivos Conselheiros relatores seguirão seu curso regularmente................ Os processos de autorização.. segurança e respeito aos direitos dos administrados e à interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige.. 76. aprovado quando do seu credenciamento e recredenciamento. Os processos ainda não distribuídos deverão retornar à Secretaria competente do Ministério da Educação....... de 1996..... de 1o de outubro de 2004..... para fins de recredenciamento. Art.” (NR) 161 . passam a vigorar com a seguinte redação: “Art.. § 4o Os CEFET poderão usufruir de outras atribuições da autonomia universitária........ nos termos do § 2o do art......17.. caracterizando-se pela atuação prioritária na área tecnológica............... reconhecimento e renovação de reconhecimento... Art.... especializados na oferta de educação tecnológica nos diferentes níveis e modalidades de ensino.. 1o. com base em proposta da CONAES.... 74............. As avaliações de instituições e cursos de graduação já em funcionamento... 54 da Lei no 9...processuais pelo Poder Público.394.224. serão escalonadas em portaria ministerial.....

864.908.5. de 4 de setembro de 2001. 3.860. Art. Brasília. 3.845. e 5. 3. 79. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Fernando Haddad Este texto não substitui o publicado no D. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.O. de 28 de março de 1996. de 10.225. 9 de maio de 2006. Revogam-se os Decretos nos 1. de 1o de outubro de 2004. de 9 de julho de 2001. de 11 de julho de 2001. 185o da Independência e 118o da República.2006 162 . 78.Art.U.

o projeto e a confecção de instrumentos de medida específicos. resultando maior competitividade no mercado. visando a comprovação ou demonstração da viabilidade técnica ou funcional de novos produtos. 2º Para efeitos deste Decreto.pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. as atividades de: a) pesquisa básica dirigida: os trabalhos executados com o objetivo de adquirir conhecimentos quanto à compreensão de novos fenômenos. sistemas e serviços ou. a certificação de conformidade. de 21 de novembro de 2005. de 21 de novembro de 2005. D E C R E T A : Art. no uso da atribuição que lhe confere o art. com vistas ao desenvolvimento ou aprimoramento de produtos. com vistas ao desenvolvimento de produtos.196. d) tecnologia industrial básica: aquelas tais como a aferição e calibração de máquinas e equipamentos.DECRETO Nº 5. c) desenvolvimento experimental: os trabalhos sistemáticos delineados a partir de conhecimentos pré-existentes. e 163 . Art. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Regulamenta os incentivos fiscais às atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. de que tratam os arts.798. 17 a 26 da Lei nº 11. processos ou sistemas inovadores. processos. da Constituição. inciso IV. 1º Sem prejuízo das demais normas em vigor aplicáveis à matéria. 84. 17 a 26 da Lei nº 11. DE 7 DE JUNHO DE 2006. a pessoa jurídica.inovação tecnológica: a concepção de novo produto ou processo de fabricação. II . conforme disciplinado neste Decreto. considera-se: I .196. poderá utilizar de incentivos fiscais. inclusive os ensaios correspondentes. relativamente às atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. e tendo em vista o disposto nos arts. bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou processo que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade. b) pesquisa aplicada: os trabalhos executados com o objetivo de adquirir novos conhecimentos. processos e sistemas. ainda. a normalização ou a documentação técnica gerada e o patenteamento do produto ou processo desenvolvido. um evidente aperfeiçoamento dos já produzidos ou estabelecidos.

destinados à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico. no período de apuração em que forem efetuados. 3º A pessoa jurídica poderá usufruir dos seguintes incentivos fiscais: I . classificáveis no ativo diferido do beneficiário. aparelhos e instrumentos novos. máquinas. mediante dedução como custo ou despesa operacional. IV . classificáveis como despesas operacionais pela legislação do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica .dedução.depreciação acelerada. II .IPI incidente sobre equipamentos. pósgraduado.pessoa jurídica nas áreas de atuação das extintas Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste .IRPJ. bem como à capacitação dos recursos humanos a eles dedicados. calculada pela aplicação da taxa de depreciação usualmente admitida.SUDAM: o estabelecimento. situado na área de atuação da respectiva autarquia. III . sem prejuízo da depreciação normal das máquinas. tecnólogo ou técnico de nível médio. III . à execução de projetos de pesquisa.amortização acelerada. e IV . de valor correspondente à soma dos dispêndios realizados no período de apuração com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. para efeito de apuração do lucro líquido. exclusivamente.SUDENE e Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia . matriz ou não. destinados à utilização nas atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. vinculados exclusivamente às atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. aparelhos e instrumentos. para efeito de apuração do IRPJ. desenvolvimento ou inovação tecnológica. no qual esteja sendo executado o projeto de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica.redução de cinqüenta por cento do Imposto sobre Produtos Industrializados . bem como os acessórios sobressalentes e ferramentas que acompanhem esses bens. ou como pagamento na forma prevista no § 1º deste artigo. 164 . dos dispêndios relativos à aquisição de bens intangíveis. para efeito de apuração do IRPJ. multiplicada por dois.pesquisador contratado: o pesquisador graduado. Art. com relação formal de emprego com a pessoa jurídica que atue exclusivamente em atividades de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica.e) serviços de apoio técnico: aqueles que sejam indispensáveis à implantação e à manutenção das instalações ou dos equipamentos destinados. equipamentos.

incidente sobre os valores pagos. e VI .uma vez e meia o valor do benefício. será restituído em moeda corrente. previstos em contratos de transferência de tecnologia averbados ou registrados nos termos da Lei nº 9. patentes e cultivares. até 31 de dezembro de 2008.V . § 5º Na hipótese de dispêndios com assistência técnica. não serão computados os montantes alocados como recursos não reembolsáveis por órgãos e entidades do Poder Público. remetidos ou creditados a beneficiários residentes ou domiciliados no exterior. científica ou assemelhados e de royalties por patentes industriais pagos a pessoa física ou jurídica no exterior. § 2º Na apuração dos dispêndios realizados com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica.redução a zero da alíquota do imposto sobre a renda retido na fonte nas remessas efetuadas para o exterior destinadas ao registro e manutenção de marcas. a título de royalties. desde que a pessoa jurídica que efetuou o dispêndio fique com a responsabilidade. de 2 de dezembro de 2004.279.crédito do imposto sobre a renda retido na fonte. 2º da Lei nº 10. de assistência técnica ou científica e de serviços especializados. até 31 de dezembro de 2013. relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1o de janeiro de 2009. conforme disposto em ato normativo do Ministério da Fazenda. a que se refere o inciso V do caput deste artigo. § 3º O benefício a que se refere o inciso V do caput deste artigo somente poderá ser usufruído por pessoa jurídica que assuma o compromisso de realizar dispêndios em pesquisa no País. instituição de pesquisa ou inventor independente de que trata o inciso IX do art.973. § 1º O disposto no inciso I do caput deste artigo aplica-se também aos dispêndios com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica contratadas no País com universidade. nos seguintes percentuais: a) vinte por cento. e II . no mínimo: I . § 4º O crédito do imposto sobre a renda retido na fonte. o risco empresarial.o dobro do valor do benefício. a dedutibilidade dos 165 . b) dez por cento. para pessoas jurídicas nas áreas de atuação das extintas SUDENE e SUDAM. a gestão e o controle da utilização dos resultados dos dispêndios. em montante equivalente a. relativamente aos períodos de apuração encerrados a partir de 1º de janeiro de 2006. nas demais regiões. de 14 de maio de 1996.

emitido pelo adquirente. 3º será aplicada automaticamente pelo estabelecimento industrial ou equiparado a industrial. 7º Poderão ser também deduzidas como despesas operacionais. de 30 de novembro de 1964. deverá ser adicionado ao lucro líquido para efeito de determinação do lucro real. este deverá indicar na declaração de importação a finalidade a que ele se destina e o ato legal que autoriza o incentivo fiscal. à vista de pedido.dispêndios fica condicionada à observância do disposto nos arts. constituirá exclusão do lucro líquido para fins de determinação do lucro real e será controlada no Livro de Apuração do Lucro Real . 4o A dedução de que trata o inciso I do caput do art. na forma do inciso I do caput do art. § 2º A partir do período de apuração em que for atingido o limite de que trata o § 1º deste artigo. 4º. devendo constar da nota fiscal a finalidade a que se destina o produto e a indicação do ato legal que concedeu o incentivo fiscal. § 1º O total da depreciação acumulada. § 1º O disposto neste artigo aplica-se às transferências de recursos efetuadas para inventor independente de que trata o inciso IX do art. 6º A quota de depreciação acelerada.841. que ficará arquivado à disposição da fiscalização. 2º da Lei nº 10.CSLL. de que trata o inciso III do caput do art. ainda que a pessoa jurídica recebedora dessas importâncias venha a ter participação no resultado econômico do produto resultante.973. de 5 de outubro de 1999.506.LALUR. Na hipótese de importação do produto pelo beneficiário da redução de que trata o caput deste artigo. Parágrafo único. Art. Art. § 2o As importâncias recebidas na forma do caput deste artigo não constituem receita das microempresas e empresa de pequeno 166 . 3o aplica-se também para efeito de apuração da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido . não poderá ultrapassar o custo de aquisição do bem que está sendo depreciado. destinadas à execução de pesquisa tecnológica e de desenvolvimento de inovação tecnológica de interesse e por conta e ordem da pessoa jurídica que promoveu a transferência. 3º. Art. as importâncias transferidas a microempresas e empresas de pequeno porte de que trata a Lei nº 9. incluindo a contábil e a acelerada. ordem de compra ou documento de adjudicação da encomenda. Art. registrado na escrituração comercial. o valor da depreciação. 52 e 71 da Lei nº 4. de 2004. 3º e do art. 5º A redução de cinqüenta por cento do IPI de que trata o inciso II do caput do art.

a pessoa jurídica poderá excluir do lucro líquido. os percentuais referidos no § 1º deste artigo poderão ser aplicados com base no incremento do número de pesquisadores contratados no ano-calendário de gozo do incentivo. 3o. § 3º Na hipótese do § 2º deste artigo. para o cálculo dos percentuais de que trata este artigo.até setenta por cento. também poderão ser considerados os sócios que atuem com dedicação de pelo menos vinte horas semanais na atividade de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica explorada pela própria pessoa jurídica. na forma do inciso I do caput do art. em relação à média de pesquisadores com contratos em vigor no ano-calendário anterior ao de gozo do incentivo. classificáveis como despesas pela legislação do IRPJ.porte.até oitenta por cento. § 1º A exclusão de que trata o caput deste artigo poderá chegar a: I . Art. os dispêndios efetuados com a execução de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica não serão dedutíveis na apuração do lucro real e da base de cálculo da CSLL. a partir do anocalendário de 2006. em relação à média de pesquisadores com contratos em vigor no ano-calendário de 2005. em relação à média de pesquisadores com contratos em vigor no ano-calendário anterior ao de gozo do incentivo. na determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL. § 2º Excepcionalmente. para as microempresas e empresas de pequeno porte de que trata o caput deste artigo que apuram o imposto sobre a renda com base no lucro real. § 3º Na hipótese de pessoa jurídica que se dedica exclusivamente à pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. o valor corresponde a até sessenta por cento da soma dos dispêndios realizados no período de apuração com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. e II . 3º. 8º Sem prejuízo do disposto no art. 167 . desde que utilizadas integralmente na realização da pesquisa ou desenvolvimento de inovação tecnológica. no caso de a pessoa jurídica incrementar o número de pesquisadores contratados no anocalendário de gozo do incentivo em percentual acima de cinco por cento. nem rendimento do inventor independente. para os anos-calendário de 2006 a 2008. no caso de a pessoa jurídica incrementar o número de pesquisadores contratados no anocalendário de gozo do incentivo até cinco por cento.

bem como relativos a procedimentos de proteção de propriedade intelectual. processos. pelo valor da depreciação ou amortização normal que venha a ser contabilizada como despesa operacional. em cada período de apuração posterior. 3º. § 6º A exclusão de que trata este artigo fica limitada ao valor do lucro real e da base de cálculo da CSLL antes da própria exclusão. destinados à utilização em projetos de pesquisa e desenvolvimento tecnológico. homologações e suas formas correlatas. podendo o saldo não depreciado ou não amortizado ser excluído na determinação do lucro real. na determinação do lucro real. Art. sistemas e pessoal. na determinação do lucro real e da base de cálculo da CSLL.§ 4º Sem prejuízo do disposto no caput e no § 1º deste artigo. os valores relativos aos dispêndios incorridos em instalações fixas e na aquisição de aparelhos. metrologia. procedimentos de autorização de registros. 168 . no período de apuração em que for concluída sua utilização. § 7º O disposto no § 6º não se aplica à pessoa jurídica referida no § 3º deste artigo. bem como a exclusão do saldo não depreciado ou não amortizado na forma do caput deste artigo. vedado o aproveitamento de eventual excesso em período de apuração posterior. máquinas e equipamentos. os dispêndios e pagamentos serão registrados na Parte B do LALUR e excluídos no período de apuração da concessão da patente ou do registro do cultivar. o valor de até vinte por cento da soma dos dispêndios ou pagamentos vinculados à pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica objeto de patente concedida ou cultivar registrado. § 5º Para fins do disposto no § 4º deste artigo. a pessoa jurídica poderá excluir do lucro líquido. aplicáveis a produtos. licenças. poderão ser depreciados ou amortizados na forma da legislação vigente. § 2ºo A pessoa jurídica beneficiária de depreciação ou amortização acelerada nos termos dos incisos III e IV do caput do art. normalização técnica e avaliação da conformidade. 3o não poderá utilizar-se do benefício de que trata o caput deste artigo relativamente aos mesmos ativos. § 3º A depreciação ou amortização acelerada. 9º Para fins do disposto neste Decreto. de que tratam os incisos III e IV do caput do art. § 1º O valor do saldo excluído na forma do caput deste artigo deverá ser controlado na parte B do LALUR e será adicionado. não se aplicam para efeito de apuração da base de cálculo da CSLL.

O gozo dos benefícios fiscais ou da subvenção de que trata este Decreto fica condicionado à comprovação da regularidade fiscal da pessoa jurídica. 14. titulados como mestres ou doutores. A União. sem prejuízo das sanções penais cabíveis. Art. e respeitará os limites de valores e forma definidos pelo Ministério ao qual esteja vinculada. § 2º A subvenção de que trata o caput deste artigo destina-se à contratação de novos pesquisadores pelas empresas. titulados como mestres ou doutores. acrescidos de multa e de juros. Art. § 1º O valor da subvenção de que trata o caput deste artigo será de: I .Art. conforme instruções por este 169 .somente poderão ser deduzidos se pagos a pessoas físicas ou jurídicas residentes e domiciliadas no País. ressalvados os mencionados nos incisos V e VI do art. sem prejuízo da alocação de outros recursos destinados à subvenção. bem como a utilização indevida dos incentivos fiscais neles referidos. e II .até sessenta por cento para pessoas jurídicas nas áreas de atuação das extintas SUDENE e SUDAM. 11. e II . Os dispêndios e pagamentos de que tratam os arts. nas demais regiões.até quarenta por cento. Art. por intermédio das agências de fomento de ciência e tecnologia. O descumprimento de qualquer obrigação assumida para obtenção dos incentivos de que trata este Decreto. 3o ao 9º: I .deverão ser controlados contabilmente em contas específicas. § 3º Os recursos de que trata o caput deste artigo serão objeto de programação orçamentária em categoria específica do Ministério ao qual a agência de fomento de ciência e tecnologia esteja vinculada. previstos na legislação tributária. empregados em atividades de inovação tecnológica em empresas localizadas no território brasileiro. em meio eletrônico. 10. § 4º A concessão da subvenção de que trata o caput deste artigo será precedida de aprovação de projeto pela agência de fomento de ciência e tecnologia referida no § 3º. implicam perda do direito aos incentivos ainda não utilizados e o recolhimento do valor correspondente aos tributos não pagos em decorrência dos incentivos já utilizados. poderá subvencionar o valor da remuneração de pesquisadores. 3º deste Decreto. de mora ou de ofício. Art. 12. A pessoa jurídica beneficiária dos incentivos de que trata este Decreto fica obrigada a prestar ao Ministério da Ciência e Tecnologia. 13.

Art.PDTA. § 2º O Ministério da Ciência e Tecnologia remeterá à Secretaria da Receita Federal as informações relativas aos incentivos fiscais.PDTI e Programas de Desenvolvimento Tecnológico Agropecuário . de 30 de dezembro de 1991. 17. de 11 de janeiro de 2001. P. até 31 de julho de cada ano. A partir de 1º de janeiro de 2006. apresentar relatório final de execução do programa ou projeto. § 1º A documentação relativa à utilização dos incentivos de que trata este Decreto deverá ser mantida pela pessoa jurídica beneficiária à disposição da fiscalização da Secretaria da Receita Federal.196. aplica-se somente em relação aos PDTI e PDTA. de 23 de dezembro de 2003. 7 de junho de 2006.928. 18. § 2º A migração de que trata o § 1º acarretará a cessação da fruição dos incentivos fiscais concedidos com base nos programas e projetos referidos no caput.248. Fica revogado o Decreto nº 4. SEÇÃO 1. devendo. durante o prazo prescricional.387. nº 8. Art. Art. de 2005. Brasília. Art. 2/3) 170 . O disposto neste Decreto não se aplica às pessoas jurídicas que utilizarem os benefícios de que tratam as Leis nº 8. o Decreto nº 949. informações sobre seus programas de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação tecnológica. 185º da Independência e 118o da República. nesta hipótese. de 5 de outubro de 1993. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Os Programas de Desenvolvimento Tecnológico Industrial . 15. e os projetos aprovados até 31 de dezembro de 2005 continuam regidos pela legislação em vigor na data de publicação da Lei nº 11. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA GUIDO MANTEGA LUIZ FERNANDO FURLAN SERGIO MACHADO REZENDE (DOU Nº 109. de 23 de outubro de 1991. § 1º As pessoas jurídicas executoras de programas e projetos referidos no caput deste artigo poderão solicitar ao Ministério da Ciência e Tecnologia a migração para o regime da Lei nº 11. 8/6/2006.estabelecidas. a partir da data de publicação do ato autorizativo da migração no Diário Oficial da União. de 2005.176. 19.196. e nº 10. Art. 16. cujos projetos tenham sido aprovados até 31 de dezembro de 2005.

1º. DE 8 DE JUNHO DE 2006. II . nos diferentes campos do conhecimento. VI . o fortalecimento e a ampliação de programas de pós-graduação stricto sensu na temática da educação.ampliar a produção acadêmica e científica sobre questões relacionadas à educação. e dá outras providências. 171 .promover a capacitação de professores e a disseminação de conhecimentos sobre educação. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.803. incisos VIII e IX.apoiar a formação de recursos humanos em nível de pósgraduação stricto sensu capacitados para atuar na área de gestão de políticas educacionais. e no Decreto nº 4. o fortalecimento e a ampliação de áreas de concentração em educação em programas de pós-graduação stricto sensu existentes no País. avaliação educacional e formação de docentes. os gestores das políticas nacionais de educação e os diversos atores envolvidos no processo educacional. da Constituição. da Lei nº 9. III . no uso da atribuição que lhe confere o art. V .fortalecer o diálogo entre a comunidade acadêmica. de 21 de março de 2003. na Lei nº 8. nº Decreto no 4. VII .incentivar a criação e o desenvolvimento de programas de pós-graduação interdisciplinares e multidisciplinares que contribuam para o avanço da pesquisa educacional. 2º O Observatório da Educação tem como finalidade fomentar a produção acadêmica e a formação de recursos pósgraduados em educação. 1º Fica instituído o Observatório da Educação.633. D E C R E T A: Art. em nível de mestrado e doutorado. conforme as seguintes diretrizes: I . de 14 de março de 1997.DECRETO Nº 5. por meio de financiamento específico. inciso IV.405.CAPES e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira .448. de 21 de março de 2003.INEP. Art.contribuir para a criação.631. 84. sob a gestão conjunta da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior . e tendo em vista o disposto no art. de 9 de janeiro de 1992. Dispõe sobre o Observatório da Educação.estimular a criação. projeto de fomento ao desenvolvimento de estudos e pesquisas em educação. IV .

de instituições de educação superior.educação especial.educação profissional. 5º As despesas do Observatório da Educação correrão à conta das dotações orçamentárias anualmente consignadas ao Ministério da Educação. em torno de pelo menos um dos seguintes eixos temáticos: I . SEÇÃO 1. designado pelo Presidente daquela Fundação. A escolha dos núcleos que comporão o Observatório da Educação será realizada mediante edital de seleção. 8 de junho de 2006. os critérios de seleção e de financiamento de projetos e as normas de prestação de contas. e IX . Parágrafo único. 5) 172 . preferencialmente multidisciplinares. vinculados a programas de pós-graduação stricto sensu que desenvolvam linhas de pesquisa voltadas à educação. 4º O Observatório da Educação será dirigido por um dos diretores da CAPES. P. 9/6/2006. Art.estimular a utilização de dados estatísticos educacionais produzidos pelo INEP como subsídio ao aprofundamento de estudos sobre a realidade educacional brasileira. 185º da Independência e 118º da República. Art. IV . Art.educação continuada. que disporá sobre os requisitos. Brasília. à CAPES e ao INEP. III . e V . 3º O Observatório da Educação compõe-se de núcleos de professores e pesquisadores.educação superior. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA FERNANDO HADDAD (DOU Nº 110. 6º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.organizar publicação com os resultados do Observatório da Educação.educação básica. com a assessoria de dois representantes da CAPES e de dois representantes do INEP. publicado pela CAPES e pelo INEP. Art. II . públicas e privadas. as condições de participação.VIII .

DECRETO Nº 6. definido por este Decreto. Ciência e Tecnologia . nos termos deste Decreto. para fins de constituição dos Institutos Federais de Educação. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. detentores de autonomia administrativa. do Distrito Federal ou de uma ou mais mesorregiões dentro de um mesmo Estado. compreendidas na dimensão geográfica de um Estado. após a conclusão. nos termos do modelo estabelecido neste Decreto e das respectivas leis de criação. alínea "a".IFET. culturais.095. quando couber. inciso VI. Estabelece diretrizes para o processo de integração de instituições federais de educação tecnológica. 173 . DE 24 DE ABRIL DE 2007. caracterizadas por identidades históricas. 84. da Constituição. no âmbito da Rede Federal de Educação Tecnológica. com base na conjugação de conhecimentos técnicos e tecnológicos às suas práticas pedagógicas. 2º A implantação de IFETs ocorrerá mediante aprovação de lei específica. do processo de integração de instituições federais de educação profissional e tecnológica. respeitadas as vinculações nele previstas. § 3º Os projetos de lei de criação dos IFETs tratarão de sua organização em bases territoriais definidas. sociais e econômicas. no uso da atribuição que lhe confere o art. pluricurricular e multicampus. a fim de que atuem de forma integrada regionalmente. 1º O Ministério da Educação estimulará o processo de reorganização das instituições federais de educação profissional e tecnológica. CAPÍTULO II DO PROCESSO DE INTEGRAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA PARA A FORMAÇÃO DOS IFETs Art. na forma deste Decreto. básica e profissional. patrimonial. especializada na oferta de educação profissional e tecnológica nas diferentes modalidades de ensino. com natureza jurídica de autarquia. Ciência e Tecnologia . § 2º Os projetos de lei de criação dos IFETs considerarão cada instituto como instituição de educação superior. § 1º A reorganização referida no caput pautar-se-á pelo modelo de Instituto Federal de Educação. didático-pedagógica e disciplinar. DECRETA: CAPÍTULO I DA REORGANIZAÇÃO E INTEGRAÇÃO DE INSTITUIÇÕES FEDERAIS DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA Art.IFET.

prioritariamente em cursos e programas integrados ao ensino regular. § 2º O termo de acordo deverá ser aprovado pelos órgãos superiores de gestão de cada uma das instituições envolvidas.ministrar cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores.estimular a pesquisa aplicada. objetivando a capacitação. em particular. nas áreas da educação profissional e tecnológica. o disposto no art. dando prioridade à divulgação científica. o aperfeiçoamento.orientar sua oferta formativa em benefício da consolidação e fortalecimento dos arranjos produtivos locais.ofertar educação profissional e tecnológica. em estreita articulação com os setores produtivos e a sociedade.ofertar. a produção cultural. a especialização e a atualização de profissionais. V . 3º O processo de integração terá início com a celebração de acordo entre instituições federais de educação profissional e tecnológica. no âmbito do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional à Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos .constituir-se em centro de excelência na oferta do ensino de ciências. o cooperativismo e o desenvolvimento científico e tecnológico. as instituições deverão elaborar projeto de Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) integrado.Art. e VII . cursos e programas de formação inicial e continuada de trabalhadores e de educação profissional e técnica de nível médio. § 1º A vocação institucional expressa no projeto de PDI integrado deverá se orientar para as seguintes ações: I . II . como processo educativo e investigativo de geração e adaptação de soluções técnicas e tecnológicas às demandas sociais e peculiaridades regionais. III .oferecer programas de extensão. IV . III . 4º Após a celebração do acordo. Escolas Técnicas Federais . o projeto de PDI integrado deverá se orientar aos seguintes objetivos: I . oferecendo capacitação técnica e atualização pedagógica aos docentes das redes públicas de ensino. 174 . 16 do Decreto no 5.ministrar educação profissional técnica de nível médio. identificados com base no mapeamento das potencialidades de desenvolvimento socioeconômico no âmbito de atuação do IFET. localizados em um mesmo Estado.qualificar-se como centro de referência no apoio à oferta do ensino de ciências nas instituições públicas de ensino. II . o empreendedorismo. que formalizará a agregação voluntária de Centros Federais de Educação Tecnológica . em todos os seus níveis e modalidades. e de ciências aplicadas. Art.desenvolver a educação profissional e tecnológica.773. § 1º O processo de integração será supervisionado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação. de 9 de maio de 2006.EAF e Escolas Técnicas vinculadas às Universidades Federais.PROEJA. § 2o No plano acadêmico. voltado à investigação empírica.ETF. formando e qualificando profissionais para os diversos setores da economia. no que couber. VI . em geral.CEFET. em todos os níveis de escolaridade. observando. Escolas Agrotécnicas Federais . estimulando o desenvolvimento de espírito crítico.

preferencialmente de natureza profissional. especialmente a partir de processos de autogestão. Art. deverá constar do respectivo projeto de lei. VI . § 1º Caberá à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação analisar a proposta e. 4º. 7º O processo de integração de instituições federais de educação profissional e tecnológica e a elaboração do projeto de PDI integrado deverão levar em conta o modelo jurídico e organizacional de IFET definido neste Decreto. quando necessária em decorrência da implantação de um IFET. com vista à formação de professores para a educação básica. 6º A proposta de implantação de IFET será encaminhada ao Ministério da Educação. em cada exercício. 4º.ministrar em nível de educação superior: a) cursos de graduação. se for o caso. II e III do § 2º do art. Art. com vista ao processo de geração e inovação tecnológica. VII . de acordo com as demandas de âmbito local e regional. bem como programas especiais de formação pedagógica.estimular e apoiar processos educativos que levem à geração de trabalho e renda. CAPÍTULO III DO MODELO DE INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. visando à formação de profissionais para os diferentes setores da economia. compreendendo bacharelados de natureza tecnológica e cursos superiores de tecnologia. estendendo seus benefícios à comunidade. estimulando o desenvolvimento de soluções técnicas e tecnológicas. identificados com os potenciais de desenvolvimento local e regional. 175 . submetendo-o à apreciação do Ministro de Estado da Educação. e o mínimo de vinte por cento de sua dotação orçamentária anual na consecução do objetivo referido na alínea "d". do § 2º do citado art. c) programas de pós-graduação stricto sensu. compreendendo mestrado e doutorado. elaborar o projeto de lei específico de implantação de cada instituto. projeto de estatuto e a documentação pertinente. 5º O projeto de lei que instituir o IFET vinculará sua autonomia financeira de modo que o Instituto. instruída com o projeto de PDI integrado. que promovam o aumento da competitividade nacional e o estabelecimento de bases sólidas em ciência e tecnologia. CIÊNCIA E TECNOLOGIA Art. b) cursos de pós-graduação lato sensu de aperfeiçoamento e especialização. V . inciso VII. em articulação com o setor produtivo e os segmentos sociais e com ênfase na difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos. § 2º A complementação do quadro de cargos e funções. e d) cursos de licenciatura. que decidirá acerca de seu encaminhamento. aplique o mínimo de cinqüenta por cento de sua dotação orçamentária anual no alcance dos objetivos definidos nos incisos I. sobretudo nas áreas de ciências e matemática. visando à formação de especialistas para as diferentes áreas da educação profissional e tecnológica.realizar pesquisas aplicadas.IV .desenvolver atividades de extensão de acordo com os princípios e finalidades da educação profissional e tecnológica.

§ 1º Para efeito da incidência das disposições que regem a regulação. na forma da legislação aplicável à nomeação de reitores das universidades federais. 8º Os projetos de lei de instituição dos IFETs definirão estruturas multicampi. 10. o Ministério da Educação encaminhará a proposta orçamentária anual com identificação de cada campus. exceto no que diz respeito a pessoal. bem como sobre a composição do Conselho Superior. antes desse prazo. de que trata a Lei nº 7. desde que possuam o mínimo de cinco anos de efetivo exercício na instituição e que atendam a pelo menos um dos três seguintes requisitos: I . mediante autorização do colegiado superior competente para a matéria acadêmica. 176 . na forma do estatuto. § 4º O estatuto do IFET disporá sobre as competências e as normas de funcionamento do Colégio de Diretores e do Conselho Superior.estar posicionado na Classe Especial da Carreira de Magistério de 1º e 2º Graus do Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos. para a criação e extinção de cursos. observadas as disposições deste artigo. do Ministério da Educação e do Colégio de Diretores do IFET. § 1º Cada campus corresponderá a uma unidade descentralizada.Art. § 1º Poderão candidatar-se aos cargos de Reitor e Vice-Reitor os docentes pertencentes ao Quadro de Pessoal Ativo Permanente de qualquer dos campi que integram o IFET. No projeto de lei de instituição do IFET. ou. pelo Vice-Reitor. a administração superior será atribuída ao Reitor.596. e III . pela aposentadoria. de que trata a Lei nº 7. no âmbito de suas respectivas competências. § 2º Aprovada a instituição do IFET. 11. nos termos da lei. encargos sociais e benefícios aos servidores. dos egressos da instituição. II . § 1º As Presidências do Colégio de Diretores e do Conselho Superior serão exercidas pelo Reitor do IFET. No projeto de lei de instituição do IFET. registrar diplomas dos cursos por eles oferecidos. § 2º Os mandatos de Reitor e de Vice-Reitor extinguem-se pelo decurso do prazo. dos estudantes. § 2º O Colégio de Diretores será composto pelo Reitor. pela renúncia e pela destituição ou vacância do cargo. Art. § 3º O Conselho Superior possuirá caráter deliberativo e consultivo e será composto por representantes dos docentes. de 10 de abril de 1987. Art.possuir o título de doutor. os IFETs serão equiparados a universidades. de 1987. Art. será prevista a nomeação do Reitor e Vice-Reitor pelo Presidente da República. ao Colégio de Diretores e ao Conselho Superior. dos técnicosadministrativos. da sociedade civil. 9º Os projetos de lei de instituição dos IFETs proporão estruturas dotadas de autonomia. com gestão orçamentária e financeira descentralizada. avaliação e supervisão das instituições e cursos da educação superior.estar posicionado no nível IV da Classe de Professor Adjunto da Carreira de Magistério Superior do Plano Único de Classificação e Retribuição de Cargos e Empregos. nos limites de sua área de atuação territorial. § 2º Os IFETs poderão. pelos Pró-Reitores e pelo diretor-geral de cada campus que integra o Instituto. voluntária ou compulsória.596.

após processo de consulta à comunidade do respectivo campus. podendo candidatar-se ao cargo os docentes que integrarem o Quadro de Pessoal Ativo Permanente do respectivo campus. até que seja possível identificar candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos no parágrafo único do art. levará em conta preferencialmente o modelo de IFET disciplinado neste Decreto. 15. a elaboração e encaminhamento ao Ministério da Educação do estatuto do novo instituto. e que possuírem o mínimo de cinco anos de docência em instituição federal de educação profissional e tecnológica. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA FERNANDO HADDAD PAULO BERNARDO SILVA (DOU Nº 79. os cargos de diretor-geral serão providos pro tempore. que atenderá às seguintes disposições: I .o Diretor-Geral e o Vice-Diretor-Geral do CEFET que der origem à sede do IFET exercerão. Art. Os diretores-gerais dos campi serão nomeados para um mandato de quatro anos. respectivamente. Parágrafo único.a proposta de implantação de IFET que resultar da integração de duas ou mais instituições deverá indicar qual delas corresponderá à sede do Instituto. Agrotécnicas e Escolas Técnicas vinculadas às Universidades Federais exercerão até o final os mandatos em curso. Os projetos de lei de criação dos IFETs contemplarão regime de transição. 12. 25/4/2007. por designação do Reitor do IFET. 12. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Escolas Técnicas. II . será prevista a administração dos campi por diretores-gerais. SEÇÃO 1. bem como a expansão das instituições já existentes. No projeto de lei de instituição do IFET. permitida uma recondução. 6/7) 177 . no prazo máximo de cento e oitenta dias. 13. Art. as funções de Reitor e Vice-Reitor.os Diretores e Vice-Diretores dos CEFETs. A criação de novas instituições federais de educação profissional e tecnológica. 186o da Independência e 119º da República. até o final de seu mandato em curso e em caráter pro tempore. com a incumbência de promover. P.Art. III . CAPÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS Art. nomeados pelo Reitor. 14. 24 de abril de 2007. Brasília. e IV .nos campi em processo de implantação. nos termos estabelecidos pelo estatuto da instituição.

garantir transporte e infra-estrutura acessíveis às pessoas com deficiência. observará. III .CGPD. atuando diretamente ou em regime de cooperação com os demais entes federados e entidades que se vincularem ao Compromisso. Art.ampliar a participação das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.215/2007. buscando potencializar os esforços da sociedade brasileira na melhoria das condições para a inclusão das pessoas com deficiência. institui o Comitê Gestor de Políticas de Inclusão das Pessoas com Deficiência . A adesão voluntária de cada ente federativo ao Compromisso gera para si a responsabilidade de priorizar medidas visando à melhoria das 178 . II . V . Parágrafo único. em regime de cooperação com Municípios. de maneira a possibilitar a plena participação das pessoas com deficiências. mediante sua qualificação profissional. 84.garantir o acesso das pessoas com deficiência à habitação acessível. 2o O Governo Federal. Estados. Estados e Distrito Federal.ampliar o acesso das pessoas com deficiência à política de concessão de órteses e próteses. De 26 de Setembro ee 2007. e dá outras providências. IV . no uso da atribuição que lhe confere o art. Estado ou Distrito Federal ao Compromisso pela Inclusão das Pessoas com Deficiência far-se-á por meio de termo de adesão voluntária cujos objetivos retratarão as diretrizes estabelecidas neste decreto. Distrito Federal e Municípios em proveito da melhoria das condições para a inclusão das pessoas com deficiência na sociedade brasileira. DECRETA: Art. inciso VI. Estabelece o Compromisso pela Inclusão das Pessoas com Deficiência.tornar as escolas e seu entorno acessíveis.Decreto 6.garantir que as escolas tenham salas de recursos multifuncionais. as seguintes diretrizes: I . alínea “a”. Os entes participantes do Compromisso atuarão em colaboração com as organizações dos movimentos sociais. com vistas à implementação de ações de inclusão das pessoas com deficiência. 3o A vinculação do Município. Art. por parte da União Federal. Parágrafo único. VI . na formulação e implementação das ações para inclusão das pessoas com deficiência. 1o Fica estabelecido o Compromisso pela Inclusão das Pessoas com Deficiência. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. com o objetivo de conjugar esforços da União. com a comunidade e com as famílias. da Constituição. de maneira a possibilitar o acesso de alunos com deficiência.

resultantes do Compromisso de que trata o art.Ministério da Educação. § 4o A participação no Comitê Gestor é de relevante interesse público e não será remunerada. designará os representantes indicados pelos titulares dos órgãos referidos no § 1o e estabelecerá a forma de atuação e de apresentação de resultados pelo Comitê Gestor. famílias. Art.Ministério das Cidades. § 3o O apoio administrativo e os meios necessários à execução dos trabalhos do Comitê Gestor serão fornecidos pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. outros entes. § 1o O Comitê Gestor será composto pelos seguintes órgãos: I .2007 179 .Ministério da Saúde. 186o da Independência e 189o da República. assim como de realizar o monitoramento e avaliação dessas ações. que o coordenará. igrejas e entidades confessionais. III . Art. 6o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. fundações. § 2o O Secretário Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. IV .Ministério do Trabalho e Emprego. Art. públicos e privados. V . Orçamento e Gestão.9. tais como organizações da sociedade civil.condições para a inclusão das pessoas com deficiência em sua esfera de competência. II . 26 de setembro de 2007.Ministério do Planejamento. entidades de classe empresariais.Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. com o objetivo de promover a articulação dos órgãos e entidades envolvidos na implementação das ações relacionadas à inclusão das pessoas com deficiência. Brasília.CGPD. e VII . 4o Podem colaborar com o Compromisso. 1o. em caráter voluntário. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Dilma Rousseff Este texto não substitui o publicado no DOU de 28. 5o Fica instituído o Comitê Gestor de Políticas de Inclusão das Pessoas com Deficiência . pessoas físicas e jurídicas que se mobilizem para a melhoria das condições de inclusão das pessoas com deficiência. VI .

IV. Escolas Agrotécnicas Federais. no mínimo.para dar cumprimento ao disposto do caput deste artigo. 2º O Plano de Implantação deverá prever o incremento da matrícula na educação profissional. reprofissionalização de jovens. com o objetivo de apoiar. 39 a 42 e 88 da Lei n. 1º deverá prever um incremento de vagas em relação às vagas oferecidas em 1997 no ensino regular de. na rede federal de educação tecnológica. As instituições federais de educação tecnológica .º 2. a partir do ano letivo de 1998. no uso de suas atribuições e considerando o disposto nos Art. Art.Escolas Técnicas Federais. Art.SEMTEC.cursos de especialização e aperfeiçoamento para egressos de cursos de nível técnico. indicará a necessidade de prorrogar o prazo inicial previsto no Plano de cada escola. 4º. baseado na avaliação do processo de implantação da reforma. com qualquer nível de escolarização.208 de 17 de abril de 1997.PORTARIAS PORTARIA N. de 14 de maio de 1997 Regulamenta a implantação do disposto nos artigos 39 a 42 da Lei n.º 646. adultos e trabalhadores em geral.208/97 e nesta Portaria. far-se-á.394/96 e no Decreto n. das Escolas Técnicas das Universidades Federias .cursos de nível técnico destinados a egressos de nível médio.º 2. oferecendo o máximo de 50% do total de vagas oferecidas para os cursos regulares em 1997.º 2.1º. para alunos oriundos de escolas dos sistemas de ensino. 50% no período de até 05 anos.208 de 17 de abril de 1997. no prazo de até quatro anos.208/97 e dá outras providências O Ministro de Estado da Educação e do Desporto. das Escolas Agrotécnicas Federais .º 2. elaborarão um Plano de Implantação. Art. II. § 1º. Art. requalificação. 39 a 42 da Lei n.CONDETUF e dos Centros Federais de Educação Tecnológica CONCEFET e da Secretaria de Educação Média e Tecnológica . 3º. O ingresso de novos alunos.394/96. que não poderá se superior a 01 (um) ano. dar-se-á de acordo com o disposto no Decreto n. § 2º. por via regular ou supletiva.cursos de nível técnicos. levando em consideração suas condições materiais. Escolas Técnicas das Universidades e Centros Federais de Educação Tecnológica . § 1º. desenvolvidos concomitantemente com o ensino médio.CONDITEC. com matrícula independente da educação profissional. O plano de implantação a que se refere o Art.º 9. financeiras e de recursos humanos. 180 .394 de 24 de dezembro de 1996. § 3º. acompanhar e avaliar a implantação da reforma da educação profissional. O Grupo de Trabalho. composto por representantes dos conselhos das Escolas Técnicas Federais . A implantação do disposto nos Art.CONDAF.º 9. As instituições federais de educação tecnológica ficam autorizada a manter ensino médio.cursos de qualificação. bem como o Decreto n. observando o disposto na Lei nº9. mediante a oferta de: I. Será constituído um Grupo de Trabalho. III.

13º. As instituições federais de educação tecnológica serão credenciadas.º 44 da Medida Provisória n.692/71 e dos Pareceres que a regulamentam.º 2. no Decreto n. 181 . As instituições federais de educação tecnológica implantarão. As instituições federais de educação tecnológica.208/97. sindicatos de trabalhadores e sindicatos patronais. de 15 de abril de 1997. bem como os demais pareceres que. 8º. requalificação e reprofissionalização de jovens.º 9.adequação da oferta de cursos às demandas dos setores produtivos Parágrafo Único. II . São mantidos os dispositivos do Parecer n. A oferta de cursos de nível técnico e de qualificação.º 1.º 9. em articulação como a SEMTEC e com os órgãos de desenvolvimento econômico e social dos Estados e Municípios. mecanismo permanentes de consulta aos setores interessados na formação de recursos humanos. No cálculo do incremento das vagas previsto no caput deste artigo. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação revogadas as disposições em contrário. Art. São mantidas as normas referentes ao estágio supervisionado até que seja regulamentado o Art.394/96. objetivando: I .º 45/72. 9º. adultos e trabalhadores em geral será feita de acordo com as demandas identificadas junto aos setores produtivos. As instituições federais de educação tecnológica deverão se constituir em centros de referência. do extinto Conselho Federal de Educação. de novas diretrizes curriculares nacionais. 6º.394 e Decreto n.208/97 e nesta Portaria.§ 2º. Art. Art.identificação de novos perfis de profissionais demandados pelos setores produtivos. 7º. quando autorizadas. Art. Art. Art. considerar-se-á apenas a matrícula no ensino médio e nos cursos mencionados nos incisivos I e II deste artigo. Os mecanismos permanentes deverão incluir sistema de acompanhamento de egressos e de estudos de demanda de profissionais. ao disposto na Lei n. Art. 82 da Lei n. 10º.º 5. pelo Ministério da Educação e do Desporto. implementarão programas especiais de formação pedagógica para docentes das disciplinas do currículo de educação profissional. criaram habilitações profissionais de nível técnico até a definição.394/96. 14º. Art. Art. Art. que iniciaram seus cursos técnicos no regime da Lei n. o direito de os concluírem pelo regime vigente no seu ingresso ou de optarem pelo regime estabelecido pela Lei n. bem como junto a órgãos de desenvolvimento econômico e social dos governos estaduais e municipais. Art. Fica assegurado aos alunos das instituições federais de educação tecnológica. 5º.º 2. no prazo de 120 (cento e vinte) dias. inclusive com papel relevante na expansão da educação profissional conforme previsto no Art. As instituições de educação tecnológica deverão adaptar seus regimentos internos. 15º. mediante propostas específicas para certificarem competências na área da educação profissional. dentre outros. 12º. n. baseados em sua doutrina.º 9. As instituições federais de educação tecnológica que ministram cursos do setor agropecuário poderão organizá-los de forma a atender às peculiaridades de sua localização e metodologias aplicadas a esse ensino. 11º.549-29. inclusive os que ingressaram no anos de 1997.

COFIEX pela aprovação da continuidade da preparação do PROEP.PROEP. incumbida de adotar as providências necessárias à implementação do PROEP. Art. PAULO RENATO SOUZA Ministro de Estado da Educação e do Desporto 182 . será dirigida pelo Diretor de Programas da SEMTEC. Art.BID. Atribuir competência ao Diretor-Executivo da UCP para normatizar o seu funcionamento.SEMTEC. 2º A Unidade de Coordenação do Programa . de 30 de junho de 1997. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO no uso de suas atribuições.UCP. Art. da Comissão de Financiamentos Externos . publicada no Diário Oficial da União de 04.PORTARIA Nº 1.208. DE 10 DE SETEMBRO DE 1997.97. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. por meio de Operação de Crédito Externo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento .LDB e as disposições contidas no Decreto nº 2.005. Considerando a Recomendação nº 444. identificado como passível de financiamento externo.394 de 20 de dezembro de 1996. que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional . e contará com uma área de desenvolvimento institucional e outra de desenvolvimento técnico-pedagógico.UCP. Considerando a necessidade de implementar o Programa de Reforma da Educação Profissional . que será seu Diretor-Executivo.09. 1º Institui. a Unidade de Coordenação do Programa . 3º A SEMTEC assegurará a infra-estrutura física e operacional necessária à instalação e funcionamento da Coordenação do Programa. Considerando o disposto na Lei nº 9. de 17 de abril de 1997. Parágrafo único. resolve: Art. no âmbito da Secretaria de Educação Média e Tecnológica .

de 17 de abril de 1997. e Considerando a necessidade de implementar o Programa de Reforma da Educação Profissional. que o presidirá. II.208.BID. III. 183 .MTb. O Secretário da Secretaria de Educação Média e Tecnológica SEMTEC/MEC. na composição da contrapartida da operação de Crédito Externo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento . resolvem: Art.LDB. de 20 de dezembro de 1996. no uso de suas atribuições. III. IV. IV.PROEP. deliberar sobre as políticas e diretrizes para implementação da citada reforma.CODEFAT.O Presidente do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador .analisar os relatórios anuais do Programa. Considerando a deliberação do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador .PROEP. 1º Criar o Conselho Diretor do Programa de Reforma da Educação Profissional . Art.SEFOR/MTb. que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional . em conjunto pelo Ministério da Educação e do Desporto .PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 1.018. com o objetivo de: I. manifestando a concordância em participar do Programa de Reforma da Educação Profissional . visando a atuação cooperativa na formulação de políticas e implantação de programas e projetos destinados à operacionalização da política de educação profissional. II. 2º Integração o Conselho Diretor do PROEP: I. Considerando os princípios fixados para a reforma da Educação Profissional na Lei nº 9.394. elaborados pela Coordenação do Programa.analisar eventuais propostas de ajustes ou alterações do Programa a serem submetidas ao BID.CODEFAT. em sua 26ª Reunião Extraordinária realizada em 02 de julho de 1997. deliberar sobre os Planos Operativos Anuais Globais. O Secretário da Secretaria de Formação e Desenvolvimento Profissional . O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTOP E O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO. Considerando o documento “Política para a Educação Profissional” elaborado. e as disposições contidas no decreto nº 2.o Diretor do Departamento de Desenvolvimento da Educação Média e Tecnológica da SEMTEC/MEC.MEC e pelo Ministério do Trabalho . DE 11 DE SETEMBRO DE 1997.

o Diretor do Programa da SEMTEC/MEC. Art.V. que será seu Secretário Executivo. Parágrafo único. A SEMTEC/MEC assegurará a infra-estrutura física e operacional necessária ao funcionamento do Conselho Diretor. PAULO RENATO SOUZA Ministro de Estado da Educação e do Desporto PAULO PAIVA Ministro de Estado do Trabalho 184 . 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

VII. recomendando sua aprovação.406/97. far-se-á mediante a aprovação. c) identificação de novos perfis de profissionais demandados.97) Estabelece diretrizes para elaboração do projeto institucional de que trata o Art. com base nos indicadores do Sistema de Avaliação Institucional da Secretaria de Educação Média e Tecnológica – SEMTEC. do projeto institucional de cada instituição de ensino. de acordo com o que estabelece a Lei nº 8. pelo Ministério da Educação e do Desporto. das condições físicas. 3º. d) a adequação da oferta de cursos às demandas diagnosticadas. por titulação e com experiência na sua área de docência. necessários à implantação do Centro Federal de Educação Tecnológica. que regulamenta a Lei nº 8. IIComprovação. IIIRelação dos cursos a serem ministrados.948/94 e o Decreto nº 2. especificando estratégias do incremento desses recursos. 3º e 7º do Decreto nº 2.12. de 08 de dezembro de 1994. da Lei 8. destacando o processo de elaboração e participação de educadores. § 2º A aprovação do projeto institucional habilitará a expedição do competente Decreto. VIComprovação da existência de recursos financeiros que cubram. incluindo os oriundos de parecerias. b) as necessidades de reformulação curricular.208/97.948/94. 2º O projeto institucional atenderá às seguintes diretrizes: Iconfiguração institucional que atenda ao disposto nos arts. de acordo com a configuração apresentada no inciso I deste Artigo. de laboratórios e de equipamentos.406.948. de 27 de novembro de 1997. IVdemonstração da existência de recursos humanos condizentes com o projeto institucional. 185 . a curto prazo.267/97 (DOU DE 23. 2º. empresários e trabalhadores na definição dessa proposta. IXEspecificação dos processo de interação com os setores produtivos objetivando: a) a avaliação permanente dos egressos dos cursos ministrados.Previsão de aporte de recursos financeiros a médio e longo prazos para atendimento ao projeto institucional. § 1º O Ministério da Educação e do Desporto constituirá comissão encarregada de proceder a análise e avaliação dos projetos institucionais. VIII. Art. técnico e tecnológico nos termos do Decreto nº 2.PORTARIA 2. os custos recorrentes de implantação do Centro. Art. especificando o número de docentes com pósgraduação. conforme disposto no § 1º do art.Apresentação da proposta pedagógica da instituição. Art.406/97. 3º Os Centros Federais de Educação Tecnológica gozarão de autonomia para a criação e ampliação de vagas nos cursos de nível básico. 6º do Decreto 2. VPrevisão de necessidade de docentes para os cursos de nível tecnológico e previsão da sua inserção no quadro da instituição. 1º O processo de implantação dos Centros Federais de Educação Tecnológica.

A criação de cursos nos Centros Federais de Educação Tecnológica fica condicionada às condições previstas nos parágrafos 1º e 2º do art. 186 . 8º do Decreto nº 2.406/97.Parágrafo único.

breve histórico que contemple localização da sede. deverá apresentar solicitação às autoridades dos respectivos sistemas.º A instituição de ensino interessada em credenciar-se para oferecer cursos de graduação e educação profissional em nível tecnológico a distância deverá apresentar solicitação ao Ministério da Educação e do Desporto. Art.PORTARIA N.394. pelo menos. quando for o caso. 3. e a necessidade de normatizar os procedimentos de creden-ciamento de instituições para a oferta de cursos de graduação e educação profissional tecnológica a distância. situação fiscal e parafiscal e objetivos institucionais.º A solicitação para credenciamento do curso de que trata o § 1.º As instituições poderão. qualificação mínima exigida e formas de acesso para os cargos diretivos ou de coordenação. em qualquer época.infra-estrutura adequada aos recursos didáticos.estatuto da instituição e definição de seu modelo de gestão institucional. II . 187 . inclusive da mantenedora. denominação. capacidade financeira.º O credenciamento da instituição levará em conta os seguintes critérios: I .º 9. infra-estrutura. § 1. condição jurídica.qualificação acadêmica e experiência profissional das equipes multidisciplinares – corpo docente e especialistas nos diferentes meios de informação a serem utilizadas – e de eventuais instituições parceiras.elenco dos cursos já autorizados e reconhecidos. Art.º A instituição de ensino interessada em credenciar-se para oferecer cursos de educação fundamental dirigidos à educação de jovens e adultos.experiência anterior em educação no nível ou modalidade que se proponha a oferecer. suportes de informação e meios de comunicação que pretende adotar. III . de 20 dezembro de 1996 e no Decreto n. bem como a composição e atribuições dos órgãos colegiados existentes. quando for o caso. apresentar as solicitações de credenciamento de que trata esta Portaria.º 2. a ser protocolada no Protocolo Geral do MEC ou na Demec da unidade da Federação respectiva. considerando o disposto na Lei n. descrição das funções e formas de acesso a cada cargo.º 301. ensino médio e a educação profissional em nível técnico. 2. de 10 de fevereiro de 1998. as seguintes informações: I . V . 1.resultados obtidos em avaliações nacionais. no uso de suas atribuições. incluindo organograma funcional. II . administrativa. IV . § 2.º deverá ser acompanhada de projeto. DE 7 DE ABRIL DE 1998 Estabelece normas de credenciamento de instituições para a oferta de cursos de graduação e de educação profissional tecnológica a distância O MINISTRO DO ESTADO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO. esclarecendo atribuições acadêmicas e administrativas.494. contendo. definição de mandato. Resolve: Art.

carga horária estimada para a integralização do curso.º desta Portaria. 4.º O projeto referido no caput deste artigo será integralmente considerado nos futuros processos de avaliação e recredenciamento da instituição. § 2. aulas práticas e estágio profissional oferecidos aos alunos. bem como fitas de áudio e vídeos. para os residentes na mesma localidade e formas de interação e comunicação com os não residentes. § 1. equipamentos para vídeo e teleconferência. a possibilidade de acesso à instituição. linhas telefônicas. 188 . as condições de funcionamento e potencialidades da instituição. incluindo a relação numérica entre eles. tais como televisão. no projeto de que trata o art. 3.descrição do processo seletivo para ingresso nos cursos de graduação e da avaliação do rendimento do aluno ao longo do processo e ao seu término. destacando salas para atendimento aos alunos. estrutura curricular.º da Portaria MEC n. podendo incluir outras. material didático e meios instrucionais a serem utilizados.º Sempre que houver parceria entre instituições para a oferta de cursos a distância. deverão apresentar. de informática. as informações e dados previstos no art. VI . Art.dados sobre o curso pretendido: objetivos. com informações adicionais da Secretaria de Educação a Distância (Seed). § 2. 2. respectivamente no que diz respeito à educação superior e educação profissional. VII . Art. de 13 de maio de 1997. completado o conjunto de informações. videocassete. especialmente designada para avaliar a documentação apresentada e verificar.III .º A Secretaria de Ensino Superior (SESu). 5. emendas. e a Secretaria de Educação a Distância (Seed). as informações exigidas neste artigo estendem-se a todos os envolvidos.º O credenciamento de instituições para oferecer cursos de graduação a distância se dará com o ato legal de autorização de funcionamento de seus cursos.descrição da infra-estrutura. biblioteca atualizada e informatizada. V .identificação das equipes multidisciplinares – docentes e técnicos – envolvidas no projeto e dos docentes responsáveis por cada disciplina e pelo curso em geral. IV . in loco. laboratórios. inclusive linhas para acesso a redes de informação e para discagem gratuita e aparelhos de fax à disposição de tutores a alunos. dentre outros. audiocassete. prestadas por órgãos do MEC ou por instituições de reconhecida competência na área de educação a distância.º As informações apresentadas pela proponente poderão ser complementadas pela Secretaria de Ensino Superior (SESu) e Secretaria de Educação Média e Tecnológica (Semtec). constituirão uma comissão de credenciamento. equipamentos que serão utilizados.descrição clara da política de suporte aos professores que irão atuar como tutores e de atendimento aos alunos.indicação de atividades extracurriculares. em função do projeto a ser desenvolvido: instalações físicas. a Secretaria de Educação Média e Tecnológica (Semtec).º Sempre que as instituições interessadas em credenciar-se para oferecer cursos de graduação a distância não estiverem credenciadas como instituições de educação superior para o ensino presencial. com acervo de periódicos e livros. § 1.º 640. VIII . incluindo qualificação e experiência profissional.

será realizada pela comissão de credenciamento e pela SESu/MEC. integrará o relatório da Secretaria de Ensino Superior (SESu) e da Secretaria de Educação Média e Tecnológica (Semtec). Art.º Em caso de homologação de parecer desfavorável.Art. uma vez concluída a análise da solicitação. quando a proponente ou sua mantenedora estiverem submetidas a sindicância ou inquérito administrativo. Art. Parágrafo único.º A comissão de credenciamento. Art. As instituições que obtiverem credenciamento para oferecer cursos a distância serão avaliadas para fins de recredenciamento após cinco anos. de 1997. a contar da data da homologação do parecer no Diário Oficial. que será encaminhado ao Conselho Nacional de Educação. 7. no qual recomendará ou não o credenciamento da instituição. em tudo o que for aplicável. 09-04-98. acompanhado da documentação pertinente. elaborará relatório detalhado. Brasília. para deliberação. de 30 de julho de 1997.º 877. 12. p. atendendo ao disposto na Portaria MEC n.º 640. pelo ministro. nas instituições credenciadas para a oferta de educação a distância.º 641. 11. § 2. Art. no que se refere aos cursos de graduação a distância.º O reconhecimento de cursos superiores de graduação a distância autorizados e a autorização de novos cursos de graduação e cursos seqüenciais a distância. e n.º O relatório da comissão. 10. o credenciamento far-se-á por ato do Poder Executivo. 110) 189 . 6.º O parecer do Conselho Nacional de Educação de que trata o artigo anterior será encaminhado ao ministro de Estado da Educação e do Desporto para homologação. A análise de que trata este artigo. Seção 1 . Art. Art. Será sustada a tramitação de solicitação de credenciamento de que trata esta Portaria.º Havendo homologação de parecer favorável. PAULO RENATO SOUZA (Diário Oficial. a instituição interessada só poderá solicitar novo credenciamento após o prazo de dois anos. deverão obedecer o que dispõe a Portaria n. 8. § 1. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. de 13 de maio de 1997. em tudo o que for aplicável. 9.

contemplando. II. se houver. de 24 de novembro de 1995. na Lei n. Estadual. prova de inscrição nos cadastros de contribuintes estadual e municipal.406 de 27 de novembro de 1997. ou outra equivalente na forma da lei. prova de domicílio e prova de regularidade com a Fazenda Federal. no caso de sociedades civis. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇAO. de 20 de dezembro de 1996.° 9. e Municipal do seu domicílio. bem como daqueles de educação profissional de nível técnico já autorizados pelo respectivo sistema de ensino. 190 . em se tratando de sociedades comerciais e.pessoa jurídica a) cópia do registro comercial em caso de empresa individual. Estadual ou Municipal da sede da mantenedora. e considerando ainda a necessidade de definir os procedimentos para o credenciamento de centros de educação tecnológica e a autorização de cursos de nível tecnológico da educação profissional. Da mantenedora . RESOLVE: Art. os seguintes tópicos: I. cópia do ato constitutivo. devidamente registrado. documentação relativo à regularidade fiscal. pertinente a seu ramo de atividade.° 2. incluindo prova de inscrição no Cadastro Geral de Pessoas Físicas. considerando o disposto na Lei nº 9. b) demonstração de experiência. acompanhada de comprovação da eleição da diretoria. b) prova de inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes.647. cópia do ato constitutivo. 1º A instituição interessada em credenciar-se como Centro de Educação Tecnológica dirigirá sua solicitação.pessoa física a) cópia de documento de identidade.394. cópia dos documentos de eleição de seus administradores. § 1º Do projeto de que trata o caput deste artigo deverão constar o elenco dos cursos que a instituição pretende implantar. qualificação profissional e capacidade financeira vinculada à atividade proposta como mantenedora de instituição de ensino. quando for o caso. sob a forma de projeto. no uso de suas atribuições. § 2º O credenciamento dos centros de educação tecnológica se dará com o ato de autorização de funcionamento dos cursos de educação profissional de nível tecnológico elencados e aprovados no projeto referido no caput deste artigo. d) prova de regularidade relativa à Seguridade Social e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). pelo menos. estatuto ou contrato social em vigor. relativa à sede da mantenedora. c) prova de regularidade para com a Fazenda Federal.PORTARIA Nº 1.131. DE 25 DE NOVEMBRO DE 1999 Dispõe sobre o credenciamento de centros de educação tecnológica e a autorização de cursos de nível tecnológico da educação profissional. Da mantenedora . ao Ministro de Estado da Educação protocolando-a no Protocolo Geral do Ministério. Art. 2º Do projeto aludido no artigo anterior deverão constar ainda as informações e dados referentes à instituição e a cada curso solicitado. e no Decreto n.

indicando. vagas anuais. inclusive dos exames nacionais de cursos. para cada um. área física. plano de expansão. o total de alunos e turmas e o número de alunos por turma. b) histórico da instituição. bem como descrição dos cursos de nível técnico e de nível superior que já oferece. e) planejamento econômico-financeiro da instituição. j) descrição dos seguintes itens: i) biblioteca. h) cópia dos atos legais de autorização de funcionamento dos cursos de educação profissional de nível técnico e dos cursos de nível superior. periódicos especializados. vagas e para atualização curricular. f) experiência e qualificação profissional dos dirigentes. c) formas de participação do corpo docente nas atividades de direção da instituição. f) previsão do regime de trabalho. f) caracterização da infra-estrutura física a ser utilizada para cada curso. i) estudo de tendências econômicas e tecnológicas que justifiquem a implantação do curso e currículo proposto. o número de vagas. com indicação das fontes de receita e principais elementos de despesa. IV. i) mecanismo institucionalizado permanente de articulação com segmentos produtivos a que estão vinculados os cursos. experiência profissional docente e não docente. quando for o caso. do plano de carreira e de remuneração do corpodocente. a qualificação. para definição da oferta de cursos. quando for o caso. b) plano de curso e currículo pleno proposto. e infra-estrutura que possui. h) período mínimo e máximo de integralização dos cursos. expedidos. Da instituição de ensino a) denominação e informações de identificação da instituição.e) demonstração de patrimônio e capacidade financeira própria para manter instituições de ensino. III. Do projeto para cada curso proposto a) concepção. recursos e meios informatizados. quando possuir. d) perfil dos profissionais que pretende formar. em processo de reconhecimento e reconhecidos. acervo de livros. com descrição dos módulos ou disciplinas. finalidade e objetivos. c) indicação do responsável pela implantação do curso com a respectiva qualificação profissional e acadêmica. turnos de funcionamento e dimensão das turmas. quanto ao número. de candidatos por vaga no último processo seletivo. formas de utilização. 191 . d) elenco dos cursos da instituição já autorizados. suas atividades principais e áreas de atuação. realizadas pelo Ministério da Educação. sua organização. assinaturas correntes. g) demonstração dos resultados das avaliações da instituição e de cursos. prevendo a implantação de cada curso proposto. e) perfil pretendido do corpo docente. g) regime escolar.

não tendo a instituição solicitante comunicado à SEMTEC/MEC a conclusão das etapas do projeto consideradas prévias e indispensáveis ao funcionamento do curso. no prazo de até trinta dias a contar da data do término da verificação. o qual constitui 192 . Art. com indicação de indeferimento. mediante prévia assinatura de um termo de compromisso pelo qual a proponente se obrigará a: a) concluir. nos termos da legislação vigente. constando de: a) verificação de adequação técnica e sua conformidade à legislação aplicável e ao disposto nesta Portaria. 5º O atendimento dos requisitos legais e técnicos. caso contrário o processo de autorização será submetido ao Conselho Nacional de Educação com a indicação de indeferimento. A comissão designada para verificar in loco os elementos indicados no art. será expedido o ato de autorização. ouvido o Conselho Nacional de Educação. 8º As análises de que tratam os artigos 3º e 6º desta Portaria serão realizadas com base em padrões. com avaliação positiva do mérito do projeto. b) receber a comissão de especialistas designada pela SEMTEC/MEC para avaliação in loco das condições para funcionamento da instituição. Art. Ocorrendo a homologação de parecer favorável. plano de expansão física e descrição das serventias. facultará a implementação do projeto.ii) edificações e instalações a serem utilizadas para o funcionamento do curso proposto. Parágrafo único. implicará no envio do projeto ao Conselho Nacional de Educação. realizará sua avaliação e emitirá relatório técnico. destacando conjunto de plantas. 2º desta Portaria. oficinas e demais equipamentos a serem utilizados no curso proposto. b) avaliação de mérito por comissão de especialistas designada pela SEMTEC/MEC. 4º O não atendimento dos requisitos legais ou técnicos ou a avaliação negativa de mérito. Art. estabelecidos pela SEMTEC/MEC. Art. o processo será enviado ao Conselho Nacional de Educação com a indicação de indeferimento. iii) laboratórios. destacando o número de computadores à disposição do curso e as formas de acesso a redes de informação. a implementação das etapas do projeto consideradas como indispensáveis ao funcionamento da fase inicial dos cursos. 6° . Art. 7º O relatório técnico da comissão de especialistas de que trata o artigo anterior integrará o relatório a ser enviado pela SEMTEC/MEC ao Conselho Nacional de Educação para deliberação. Parágrafo único. § 2º Decorrido o prazo de doze meses da assinatura do termo. As deliberações e pronunciamentos do Conselho Nacional de Educação serão submetiddos à homologação do Ministro de Estado da Educação. A SEMTEC/MEC fixará anualmente o calendário para a protocolização e para a realização da análise de que trata o parágrafo anterior. Art. Art. 9º. § 1º A instituição solicitante terá um prazo de trinta dias a contar do recebimento da comunicação pela SEMTEC/MEC para assinar o termo previsto no caput. no prazo máximo de doze meses. 3º A análise do projeto de que trata que esta Portaria será efetuada pela Secretaria de Educação Média e Tecnológica SEMTEC/MEC. critérios e indicadores de qualidade para cursos e áreas específicas.

independente de autorização prévia. a contar da data da publicação da homologação. devendo a instituição encaminhar. § 1º A abertura de novos cursos de nível tecnológico da educação profissional. findo o qual esta estará automaticamente cancelada. especificado no projeto. por comissão de especialistas da SEMTEC/ MEC.requisito prévio indispensável para a realização do processo seletivo para preenchimento das vagas iniciais do curso autorizado. Será sustada a tramitação de solicitações das autorizações de que trata esta Portaria quando a instituição requerente ou estabelecimento por ela mantido estiver submetido a sindicância ou a inquérito administrativo. Art. No caso da homologação de parecer desfavorável à autorização. formalizando tal ato por meio de comunicação à SEMTEC/MEC. projeto para o reconhecimento dos referidos cursos. 10. ficando vedada. a transferência dos cursos para outra instituição ou entidade mantenedora. neste período. 13. findo o qual ocorrerá nova avaliação in loco. nos prazos estabelecidos no artigo anterior. Os cursos autorizados deverão entrar em funcionamento no prazo de até doze meses. e indicado expressamente no ato de autorização . depende de autorização de funcionamento na forma desta Portaria. Art. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. As instituições credenciadas poderão abrir novos cursos de nível tecnológico da educação profissional nas mesmas áreas profissionais daqueles já reconhecidos. contados do início de seu funcionamento. a contar da data da publicação do ato de autorização. Art. Art. § 2º Os centros de educação tecnológica terão a prerrogativa de suspender ou reduzir a oferta de vagas em seus cursos de nível tecnológico de educação profissional de modo a adequá-la às necessidades do mundo do trabalho. Art. Os cursos de que trata a presente Portaria serão autorizados a funcionar em um campus determinado. Art. Art. 15. nas áreas em que a instituição ainda não tiver cursos reconhecidos. PAULO RENATO SOUZA (Publicada no Diário Oficial da União do dia 26 de novembro de 1999) 193 . a instituição só poderá apresentar nova solicitação relativa ao mesmo curso após o prazo de dois anos. 14. 16. para fins de reconhecimento. para os cursos com duração de até dois anos e de dois anos para os cursos de três anos de duração. 11. A autorização para o funcionamento terá prazo de validade de um ano. 12.

Mobiliário e Equipamentos Urbanos. RESOLVE: Art.394.Compromisso formal da instituição de proporcionar. 194 . e de credenciamento de instituições. deverão contemplar. conforme as normas em vigor. considerando o disposto na Lei nº 9. para instruir os processos de autorização e de reconhecimento de cursos. -colocação de barras de apoio nas paredes dos banheiros. facilitando a circulação de cadeira de rodas. de 19 de agosto de 1997.eliminação de barreiras arquitetônicas para circulação do estudante permitindo o acesso aos espaços de uso coletivo. que trata da Acessibilidade de Pessoas Portadoras de Deficiências e Edificações. -gravador e fotocopiadora que amplie textos. impressora braille acoplada a computador. Art 2º A Secretaria de Educação Superior deste Ministério. -construção de rampas com corrimãos ou colocação de elevadores. de 24 de novembro de 1995. e considerando ainda a necessidade de assegurar aos portadores de deficiência física e sensorial condições básicas de acesso ao ensino superior. de 20 de dezembro de 1996. -reserva de vagas em estacionamentos nas proximidades das unidades de serviços. Os requisitos estabelecidos na forma do caput. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. sistema de síntese de voz. tendo como referência a Norma Brasil 9050. e no Decreto nº 2. desde o acesso até a conclusão do curso. no mínimo: a) para alunos com deficiência física . caso seja solicitada. requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de necessidades especiais. bebedouros e telefones públicos em altura acessível aos usuários de cadeira rodas b) para alunos com deficiência visual . estabelecerá os requisitos.306. -instalação de lavabos.PORTARIA Nº 1. bem como para sua renovação. sala de apoio contendo: -máquina de datilografia braille. Espaço. na Lei nº 9. no uso de suas atribuições.131.679. 1º Determinar que sejam incluídos nos instrumentos destinados a avaliar as condições de oferta de cursos superiores. -adaptação de portas e banheiros com espaço suficiente para permitir o acesso de cadeira de rodas. Parágrafo único. DE 2 DE DEZEMBRO DE 1999 Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências. para fins de sua autorização e reconhecimento e para fins de credenciamento de instituições de ensino superior. com o apoio técnico da Secretaria de Educação Especial. de mobilidade e de utilização de equipamentos e instalações das instituições de ensino. da Associação Brasileira de Normas Técnicas.

-piano de aquisição gradual de acervo bibliográfico dos conteúdos básicos em braille c) para alunos com deficiência auditiva . pelas comissões de especialistas de ensino. valorizando o conteúdo semântico.scanner acoplado a computador. . especialmente quando da realização de provas ou sua revisão. desde o acesso até a conclusão do curso: -quando necessário. responsáveis pela avaliação a que se refere o art 1º . quando da verificação das instalações físicas.4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. A observância dos requisitos estabelecidos na forma desta Portaria será verificada. Art. réguas de leitura. laboratórios e bibliotecas dos cursos e instituições avaliados. (para o uso de vocabulário pertinente às matérias do curso em que o estudante estiver matriculado). intérpretes de língua de sinais/língua portuguesa. -software de ampliação de tela. . revogadas as disposições em contrário. -materiais de informações aos professores para que se esclareça a especificidade lingüística dos surdos. caso seja solicitada. -flexibilidade na correção das provas escritas.plano de aquisição gradual de acervo bibliográfico em fitas de . Art. complementando a avaliação expressa em texto escrito ou quando este não tenha expressado o real conhecimento do aluno. 3º.. a partir de 90 (noventa) dias de sua publicação.Compromisso formal da instituição de proporcionar. na modalidade escrita. -aprendizado da língua portuguesa. principalmente. equipamentos.equipamento para ampliação de textos para atendimento a aluno com visão subtiormal -lupas. PAULO RENATO SOUZA 195 .

no Diário Oficial) 196 . Art. resolve: Art. 1º Fixar os períodos de março a junho e de agosto a novembro para a realização da análise técnica e meritórias dos processos de reconhecimentos de cursos de nível tecnológico da educação profissional. RUY LEITE BERGER FILHO Secretário da Educação Média e Tecnológica (Publicada em 08 de março de 2000.647. 2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. de 25 de novembro de 1999.PORTARIA Nº 27 DE 02 DE MARÇO DE 2000 O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO MÉDIA E TECNOLÓGICA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. no uso de suas atribuições e tendo em vista o dispositivo no artigo 13 da Portaria Ministerial nº 1. com entrada prevista a partir de 22 de março de 2000.

1º Fixar o período de fevereiro a novembro para a realização da análise técnica e meritória dos processos de credenciamentos de Centros de Educação Tecnológica e/ou autorização de novos cursos de nível tecnológico da educação profissional. 197 . RUY LEITE BERGER FILHO Secretário da Educação Média e Tecnológica Publicada em 08 de março de 2000. de 25 de novembro de 1999. no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no artigo 3º e parágrafo único da Portaria Ministerial nº 1. no Diário Oficial. resolve: Art.647. com entrada prevista a partir de 22 de março de 2000.PORTARIA Nº 28 DE 02 DE MARÇO DE 2000 O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO MÉDIA E TECNOLÓGICA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.2º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Art.

organização e a execução dos mesmos.PORTARIA Nº 30 DE 21 MARÇO DE 2000 (Publicada no Diário Oficial de 23 de março de 2000) O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO MÉDIA E TECNOLÓGICA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Art 5º A Secretaria realizará avaliação dos cursos técnicos junto às Instituições Federais quanto ao planejamento. para que os diplomas e certificados tenham validade nacional. quadro de pessoal. § 3º Os cursos deverão ter estrutura flexível. Art 3º Os currículos dos cursos definidos a partir da observância aos critérios estabelecidos no artigo 2º desta Portaria serão elaborados com base nos Referenciais Curriculares Nacionais da Educação Profissional de Nível Técnico. oferecendo percursos formativos diversificados. com saídas parciais e finais. a partir do ano 2001. condicionando-se sua manutenção no Cadastro Nacional de Cursos. Art 4º Estabelecer que os Planos de todos os Cursos deverão estar concluídos até o final do mês de setembro deste ano. no uso de suas atribuições. aos resultados dessa avaliação. cumprindo todos os itens determinados nos Artigos 9º e 10 da Resolução CNE/CEB nº 04/99 coerentes com o Projeto Pedagógico da Instituição. revogadas as disposições em contrário. reformulem a oferta de cursos de nível técnico e os respectivos currículos para implantação no ano 2001. § 1º Os planos deverão ser submetidos `a aprovação do órgão colegiado de decisão superior da Instituição e estar disponíveis em meio eletrônico. considerando o Parecer CNE/CEB nº 16/99 e a Resolução CNE/CEB nº 04/99. que poderá ser feita a qualquer tempo. atendendo aos princípios e critérios estabelecidos na Resolução nº 04/99 do CNE/CEB. RUY LEITE BERGER FILHO 198 . b) Capacidade institucional da escola quanto a equipamentos. materiais. recursos orçamentários. Art 2º Estabelecer que os cursos a serem oferecidos pelas instituições. resolve: Art 1º Determinar que as instituições de educação profissional. após sua aprovação serão cadastrados pela própria Instituição no Cadastro Nacional de Cursos. mantido pelo MEC. observarão os seguintes critérios: a) oferta justificada em pesquisa de mercado consistente e em outros dados obtidos pela escola. Art 6º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação. divulgados pelo Ministério da Educação. § 2º Os cursos e seus respectivos planos. integrantes do sistema federal de ensino.

II – Até 30 de dezembro de 2000. § 4º . § 3º . excepcionalmente. pelas instituições de educação profissional integrantes do sistema federal de ensino. para os cursos cujos referenciais da área profissional. respectiva área profissional. para conferir certificação.PORTARIA Nº 80 DE 13 DE SETEMBRO DE 2000 (Publicada no Diário Oficial de 15 de setembro de 2000) O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO MÉDIA E TECNOLÓGICA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. a carga horária da certificação do módulo ou do curso de qualificação deverá atender aos mínimos estabelecidos pela regulamentação da profissão. resolve: Art 1º Prorrogar o prazo. Art 3º . § 2º . de forma independente. conferir certificação de qualificação profissional de nível técnico. se tiverem terminalidade.como curso de qualificação profissional. para os cursos cujos referenciais da área profissional. a carga horária de estágio. e mais.a qualificação profissional de nível técnico pode ser oferecida como modulo de curso técnico ou. no uso de suas atribuições e considerando o Parecer CNE/CEB nº 16/99. conforme os seguintes critérios: I – Até 30 de outubro de 2000. para a conclusão dos Planos de Cursos de nível técnico. quando exigível. a Resolução CNE/CEB nº 04/99 e a Portaria SEMTEC/MEC nº 30/00.a qualificação profissional de nível técnico refere-se à preparação para o trabalho em ocupações claramente identificadas no mercado de trabalho. anteriormente autorizada. já estejam disponibilizados.a carga horária mínima de um modulo. revogadas disposições em contrario.Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação. não estejam disponibilizados na data desta Portaria. constante da Portaria SEMTEC/MEC nº 30/00. Art 2º Os Módulos de cursos técnicos poderão. é de 20% (vinte por cento) da carga horária mínima fixada nacionalmente para uma habilitação.no caso de ocupações regulamentadas ou fiscalizadas. § 1º .. desde que integrante de itinerário de profissionalização técnica e explicitado Plano de Curso da respectiva habilitação. RUY LEITE BERGER FILHO 199 .

RESOLVE: Art. deverá ser preenchido o campo denominado "Depósito Identificado (código-dv)/Finalidade" na forma abaixo: Natureza da Solicitação Código-dv Credenciamento ou Recredenciamento 15001600001014-9 como Centro de Educação Tecnológica Autorização de Curso de Nível Tecnológico da Educação Profissional Reconhecimento de Curso de Nível Tecnológico da Educação Profissional 15001600001015-7 15001600001016-5 § 2º Quando uma única solicitação compreender pedidos de autorização de mais de um curso da mesma instituição. § 3º Quando uma única solicitação compreender pedidos de reconhecimento de mais de um curso da mesma instituição. no uso de suas atribuições. no sistema federal de ensino. no valor estipulado no caput deste artigo. correrão por conta da instituição verificada. recredenciamento. autorização. deverão recolher a importância de R$ 700. § 1º O recolhimento referido no caput deste artigo deverá ser efetivado no Banco do Brasil.PORTARIA Nº 445.647. para cada curso solicitado. e a Portaria Ministerial no 1. referentes aos custos envolvidos no processo de análise das propostas. estadia e alimentação dos especialistas e técnicos designados pela SEMTEC/MEC. e tendo em vista o que dispõem os Decretos nº 2. deverão ser pagas diretamente pela instituição às empresas fornecedoras desses serviços.00 (setecentos reais). de 17 de abril de 1997. DE 31 DE MARÇO DE 2000 O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. viagem e deslocamento aéreo ou terrestre. para verificação in loco para fins de credenciamento. § 4º As instituições públicas de educação profissional ou de ensino superior ficam isentas do recolhimento previsto neste artigo. 2º As despesas de viagem. reconhecimento e avaliação.406. agência nº 3602-1. De acordo com a natureza da solicitação ou recredenciamento. deverá ser feito um recolhimento. de 27 de novembro de 1997.1º As instituições que solicitarem o credenciamento ou recredenciamento como Centro de Educação Tecnológica ou a autorização ou o reconhecimento de cursos de nível tecnológico da educação profissional. INTERINO. tendo como favorecido a Secretaria de Educação Média e Tecnológica. quando da entrada das respectivas solicitações no Protocolo Geral do MEC. § 1º As despesas de estadia. de 25 de novembro de 1999. de que trata o caput deste artigo. através de guia de depósito. para cada curso solicitado. e nº 2. do valor estipulado no caput deste artigo. Art. deverá ser feito um recolhimento. ficando a cargo da instituição o 200 . deslocamento.208. conta nº 170500-8.

Orçamento e Gestão.estabelecimento prévio. LUCIANO OLIVA PATRICIO Publicada no Diário Oficial da União de 3 de abril de 2000 201 . por meio do pagamento de diárias correspondentes aos dias dedicados à verificação pelos especialistas e técnicos nomeados. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.656 de 03 de outubro de 1995. percursos e dias de estadia envolvidos nos trabalhos. do calendário. de acordo com a tabela do Ministério do Planejamento. 3 e 4. com os especialistas e técnicos nomeados. no valor de referência dos níveis CD 2. conforme Decreto nº 1. § 2º As despesas com alimentação serão cobertas pela instituição verificada. Art.

II . § 2º. do curso e de credenciamento da instituição ou seu recredenciamento. no Decreto nº 2.394. qualificação. e a partir do início do quinto semestre. para aqueles cuja duração for igual ou superior a três anos.131.conceitos obtidos nas avaliações realizadas pelo MEC. experiência profissional docente e não docente. 202 . de 25 de novembro de 1999 e considerando ainda a necessidade de definir os procedimentos para o reconhecimento de cursos/habilitações de nível tecnológico da educação profissional (cursos superiores de tecnologia) e sua renovação. com descrição dos módulos ou disciplinas e indicação da bibliografia básica. e na Portaria nº 1. § 1º. finalidade e objetivos do curso. VII perfil do corpo docente dedicado ao curso quanto ao número. VIII .currículo do coordenador acadêmico do curso com respectiva qualificação profissional e acadêmica. pelo menos. IV plano de curso e currículo pleno adotado. 1º. no sistema federal de ensino. no uso de suas atribuições.208.647. de 20 de dezembro de 1996. plano de carreira e plano de remuneração do corpo docente. III concepção. V .MEC. quando houver. resolve: Art.citação do ato de autorização e da última renovação do reconhecimento. de 17 de abril de 1997. considerando o disposto na Lei nº 9. as seguintes informações sobre a instituição: I . na Lei nº 9. também quando for o caso. DE 12 DE JANEIRO DE 2001 O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. quando for o caso. quando se tratar de cursos com duração de dois anos ou até menos de três anos. O reconhecimento de cursos/habilitações ou sua renovação será requerido ao Ministro de Estado da Educação através do Protocolo Geral do Ministério da Educação .regime de trabalho. de 24 de novembro de 1995.PORTARIA Nº 64. VI perfil dos profissionais que o curso está formando. As instituições deverão requerer o reconhecimento de seus cursos/habilitações a partir do início do terceiro semestre de funcionamento. O requerimento de que trata o caput deste artigo deverá ser acompanhado de documento que contenha.

SEMTEC/MEC. acervo de livros. Parágrafo único. 2º. relatório técnico acompanhado da análise da equipe técnica e outras informações julgadas necessárias sobre o curso/habilitação e sobre a instituição. Art. A deliberação do Conselho Nacional de Educação será encaminhada ao Ministro de Estado da Educação. para fins de homologação. Art. A Secretaria de Educação Média e Tecnológica .descrição dos laboratórios. área física.IX . 203 . Parágrafo único. Ocorrendo a homologação de parecer desfavorável. II . de que trata o caput deste artigo.documentação relativa à regularidade fiscal e parafiscal da instituição. 3º. entre outros.regime escolar adotado. destacando o conjunto de plantas. 5º. para deliberação. além dos seguintes ítens: I . Ocorrendo a homologação de deliberação favorável do Conselho Nacional de Educação. III . o MEC expedirá o ato de reconhecimento do curso. XIII . XV . A deliberação do Conselho Nacional de Educação poderá ser favorável ao reconhecimento. realizará análise sobre a solicitação de reconhecimento ou sua renovação. 1º desta Portaria. quando for o caso. Art.descrição dos critérios de qualidade estabelecidos para cada curso pelas Comissões Técnicas da SEMTEC/MEC. a partir da solicitação de que trata o artigo anterior. destacando o número de computadores à disposição do curso e as formas de acesso às redes de informação. 6º. XI estudo de tendências econômicas e tecnológicas que justifiquem a existência do curso e currículo adotado. levando em consideração as informações contidas no documento de que trata o § 2º do art. plano de expansão física e descrição das serventias. número de vagas anuais do curso. desfavorável com recomendações de providências e desfavorável com indicação de revogação do ato de autorização do curso. A SEMTEC/MEC encaminhará ao Conselho Nacional de Educação. turnos de funcionamento e dimensão das turmas. plano de expansão e formas de utilização.descrição das edificações e instalações utilizadas pelo curso. XIV . o ato deverá indicar a revogação da autorização do curso ou se deverá cumprir exigências prévias à nova solicitação de reconhecimento. recursos e meios informatizados. assinaturas correntes. o qual constituí requisito necessário a outorga de diplomas. quando não for peça constitutiva do processo de autorização. Art. 4º. designará a equipe técnica responsável pela avaliação das condições de funcionamento do curso e o período da visita à instituição. oficinas e demais equipamentos utilizados no curso.descrição da biblioteca quanto à sua organização.relatórios anteriores de reconhecimento ou sua renovação. XII . tais como salas e laboratórios e serventias.descrição das diretrizes curriculares estabelecidas para os cursos de nível tecnológico da educação profissional. periódicos especializados. Art. A equipe técnica. X período mínimo e máximo de integralização do curso.

a instituição deverá solicitar nova verificação para reconhecimento. Quando forem estabelecidas exigências para a manutenção do curso. Art. devendo a documentação escolar dos alunos. 8º. revogadas as disposições em contrário. constatado na segunda verificação para reconhecimento. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Art. § 3º. ficar à disposição do MEC. Art. observando as recomendações e os prazos estabelecidos pelo Conselho Nacional de Educação. O descumprimento das exigências de que trata o § 1º deste artigo. em prazos fixados pelo Conselho Nacional de Educação. em processo específico para cada caso. O ato de reconhecimento é válido. § 2º. 10. ou estabelecimento por ela mantido. O reconhecimento de cursos de nível tecnológico da educação profissional (cursos superiores de tecnologia) será renovado periodicamente. 9º. Os processos de reconhecimento em análise nesta data. apenas. a instituição deverá encerrar as atividades do curso. Em caso de revogação da autorização ou da não renovação do reconhecimento. Será sustada a tramitação dos processos de reconhecimento quando a instituição requerente. referentes aos períodos letivos ofertados. por solicitação da instituição. estiver submetido a sindicância ou inquérito administrativo. Art.§ 1º. 7º. terão sua análise concluída nos termos da legislação e normas vigentes. 11. implicará na revogação da autorização do curso/habilitação. neste Ministério ou no Conselho Nacional de Educação. Art. PAULO RENATO SOUZA Diário Oficial da União do dia 15/01/2001 204 . para o curso submetido à apreciação do Ministério da Educação e do Conselho Nacional de Educação.

3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. 49. no uso de suas atribuições legais RESOLVE: Art. referidos no artigo anterior. Art. Seção 1E. 2º As solicitações referentes aos Cursos Superiores de Tecnologia. de 5 de junho de 2001. DE 20 DE JUNHO DE 2001 O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. 205 . pág. 1º Os Cursos Superiores de Tecnologia. deverão dar entrada no Protocolo da Secretaria de Educação Média e Tecnológica SEMTEC.222. 1º da Portaria nº 1. do Ministério da Educação. publicada no Diário Oficial da União do dia 6 subseqüente.PORTARIA Nº 1. Art. estão excluídos da suspensão constante do art.SEMTEC.098. supervisionados pela Secretaria de Educação Média e Tecnológica .

O relatório da SESu será encaminhado para deliberação da Câmara de Ensino Superior. serão estabelecidos em portaria do INEP. Art. DE 12 DE JULHO DE 2001 Estabelece critérios e procedimentos para o processo de recredenciamento de instituições de educação superior do sistema federal de ensino. CNE. 1° desta Portaria. a contar da publicação desta Portaria. O processo de recredenciamento de universidades e centros universitários. no uso de suas atribuições e tendo em vista a necessidade de estabelecer critérios e procedimentos para o processo de recredenciamento de instituições de educação superior do sistema federal de ensino. Cumpridas as exigências de que trata o parágrafo anterior a SESu encaminhará à CES novo relatório sobre o processo de recredenciamento da Instituição.PORTARIA N. Art. a SESu solicitará ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. Art.860. O MINISTRO DA EDUCAÇÃO. deverão protocolizar em noventa dias. observado o disposto na Lei 9. 206 . MEC. § 1° Os procedimentos e os critérios da avaliação de que trata o caput. do Ministério da Educação. terá início no prazo de noventa dias. o início de seu processo de recredenciamento. § 1°. o cumprimento. contados a partir da data de publicação desta Portaria. protocolizar na SESu pedido de recredenciamento. atendendo aos requisitos de habilitação estabelecidos no art. de 09 de julho de 2001. credenciados ou regularmente autorizados. a SESu comunicará às instituições regularmente constituídas. no prazo de trinta dias úteis. de 20 de dezembro de 1996 e no Decreto 3. As instituições de que trata o art. de exigências com vistas ao saneamento das deficiências identificadas. 1º. § 2° A avaliação será realizada no prazo de até 180 dias a contar da data da solicitação da SESu. 1° deverão apresentar à Secretaria de Educação Superior. § 3°. por intermédio da SESu.394. § 2°. § 2°. O credenciamento das instituições de que trata o caput vigorará até a conclusão do processo de recredenciamento previsto nesta Portaria. A CES poderá determinar à instituição. SESu. a realização de avaliação na instituição em processo de recredenciamento. § 3° O resultado da avaliação realizada pelo INEP. pedido de recredenciamento 180 dias antes do vencimento do seu prazo legal de credenciamento. As instituições com prazo de credenciamento já decorrido. sem prazo definido de autorização ou credenciamento. do Conselho Nacional de Educação. de 2001. Observado o disposto no artigo anterior.. bem como o conjunto de informações solicitadas. 20 do Decreto 3. integrará o relatório da SESu. resolve: Art. 3°. Decorrido o prazo de que trata o art. § 1°. no prazo máximo de doze meses. CES.° 1. A partir do recebimento da comunicação de que trata o parágrafo anterior. INEP. 4°. Parágrafo único. pedido de recredenciamento.860. as instituições deverão.465. 2°.

52 da Lei 9.860. seu credenciamento em outra classificação institucional. atenderem aos seguintes requisitos : I . 6°. A homologação ministerial de deliberação favorável ao recredenciamento dependerá da assinatura do Termo de Com promisso e anexos. Art. As instituições de que trata o caput deverão apresentar pedido de recredenciamento à SESu. II .a convalidação de estudos até o final do período letivo em que estiverem matriculados para efeito de transferência. 8°. na data de publicação desta Portaria. PAULO RENATO SOUZA Diário Oficial . a localidade e o endereço da sede.A SESu recomendará à CES o recredenciamento.o registro do diploma no caso daqueles que tenham concluído o curso ou estejam matriculados no último período letivo. 7º. previstos no Art. dos campi e dos cursos fora de sede da instituição.ter obtido conceitos CMB ou CB em mais da metade de seus cursos avaliados nas condições de oferta dos cursos de graduação. IV . e será efetivado mediante ato do Poder Executivo. pelo prazo de cinco anos. revogadas as disposições em contrário.394.ter atendido ao disposto no art. São assegurados aos alunos de instituições descredenciadas: I. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. de 20/12/1996. Parágrafo único. das universidades e centros universitários que. se for o caso. Art. desde que comprovado sua conclusão com aproveitamento escolar. CAPES e reconhecidos pelo MEC. a oferta de programa de pós-graduação stricto sensu avaliado com conceito igual ou superior a três pela Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior.a oferta regular dos cursos superiores até a finalização do período letivo em que ocorra o descredenciamento da instituição. Art. de 2001. no caso de universidades.ter obtido conceitos A ou B em mais da metade de seus cursos avaliados nas três últimas edições do Exame Nacional de Cursos II . . A homologação de parecer desfavorável conduzirá ato do Poder Executivo de descredenciamento da instituição ou. de credenciamento em outra classificação institucional. 5°.§ 3°. A deliberação favorável ao recredenciamento da instituição fixará seu prazo de validade. III. III . Parágrafo único. Art. 25 do Decreto 3.Seção 1 Edição nº: 135 de 13/07/2001 207 . acompanhado de seu plano de desenvolvimento institucional para um período de cinco anos.ter comprovado. § 4° A deliberação desfavorável ao recredenciamento da instituição indicará. se for o caso.

no âmbito do planejamento de atividades acadêmicas da universidade proponente.PORTARIA N. O MINISTRO DA EDUCAÇÃO. e no Decreto n° 3.131. A universidade deverá possuir. Para fins do disposto no caput. desde que situados na mesma unidade da federação. 208 . Os cursos fora de sede autorizados funcionarão em localidade e em endereços determinados. indicando a localidade e o endereço de funcionamento do novo curso. no uso de suas atribuições. de 20 de dezembro de 1996.relatórios de auto-avaliação. Para os fins do disposto no art. bem como adequado desempenho de seus cursos de graduação nas avaliações coordenadas pelo Ministério da Educação. indicada expressamente na publicação do ato ministerial de autorização. circunscritos à unidade da federação da sede. 50% de conceitos CMB (condições muito boas). a totalidade dos cursos de graduação submetidos a avaliação deverão ter obtido. 53 da Lei 9394. os seguintes tópicos: I .466. c. 2°. pelo menos. d. Os pedidos de autorização de cursos superiores fora de sede deverão ser apresentados ao Protocolo da Secretaria de Educação Superior. um programa de mestrado ou doutorado avaliados positivamente pela Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior.compromisso de alteração do estatuto da instituição. §2°. considerando o disposto na Lei nº 9. os cursos criados na forma deste artigo integrarão o conjunto da universidade. não se estende a cursos ou campus fora de sede de universidades. 50% de conceitos A. e considerando ainda a necessidade de estabelecer procedimentos de autorização de cursos fora de sede por universidades. de 09 de julho de 2001. pelo menos.justificativa da criação do curso fora de sede.descrição do estágio atual de desenvolvimento da instituição e da necessidade de sua expansão. MEC.plano de desenvolvimento institucional da universidade e planejamento acadêmico dos cursos fora de sede. mediante prévia autorização do Ministério da Educação.860. quando houver. Art. DE 12 DE JULHO DE 2001 Estabelece procedimentos de autorização de cursos fora de sede por universidades. Parágrafo único. CAPES e regularmente autorizados. Art.° 1. 52 da Lei nº 9. CB (condições boas) e CR (condições regulares) na avaliação das condições de oferta de cursos de graduação. promovendo as adaptações necessárias. pelo menos.394. A autonomia prevista no inciso I do art. Art. §1°. de 24 de novembro de 1995. de 1996. poderão criar cursos superiores em municípios diversos da sede definida nos atos legais de seu credenciamento. 4º. B e C no mais recente Exame Nacional de Cursos e. resolve: Art. b. detalhando o projeto de expansão e melhoria da qualidade do ensino por um período mínimo de cinco anos. de 1996. e.da universidade proponente: a. acompanhados de projeto do qual deverá constar. no mínimo. 3°. na Lei nº 9. do MEC.394. SESu. 1° As universidades. quando do pleito de cursos fora de sede.

e. II .f. 11 Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.Seção 1 Edição nº: 135 de 13/07/2001 209 . 7°. Art. Art. Art. número e qualificação dos docentes. número de vagas e de turmas. Será sustada a tramitação de solicitações e autorizações de que trata esta Portaria. 5º. Os atos de autorização prévia de funcionamento de cursos de medicina.caracterização dos cursos a serem oferecidos. integrarão o relatório da SESu que será encaminhado para deliberação da Câmara de Educação Superior. bem como o conjunto de informações solicitadas. do ano em curso.definição. para o desenvolvimento de atividades de pesquisa e extensão. Art. Parágrafo único. Parágrafo único.indicação de recursos. CES. odontologia e direito ofertados por universidade.planejamento administrativo e financeiro do processo de implantação do novo curso. Art.º 752 de 2 de julho de 1997. 9°. psicologia. em sua sede.do projeto : a. ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. Os atos de reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores ofertados na sede da universidade não se estendem aos cursos fora de sede. A deliberação de que trata o caput deverá indicar o número de vagas e o endereço de funcionamento do curso fora de sede e será encaminhada ao MEC para homologação do Ministro da Educação. CNE. quando for o caso. c. Os cursos fora de sede autorizados e implantados de acordo com o trâmite previsto nesta Portaria serão submetidos a avaliação conjunta com a universidade. Art. quando houver. PAULO RENATO SOUZA Diário Oficial . d.caracterização da localidade ou região de influência onde os cursos serão instalados. Atendido o disposto no artigo anterior a SESu solicitará ao INEP. quando a proponente ou sua mantenedora estiver submetida a sindicância ou inquérito administrativo . A SESu designará comissão de especialistas para verificar as condições iniciais de oferta do curso. destacando especialmente. além dos provenientes de receitas com mensalidades e anuidades. Parágrafo único. informações sobre as avaliações realizadas na instituição proponente do curso. INEP. 10 Fica revogada a Portaria n. sua organização curricular. 6°. b. das áreas de pesquisa a serem integradas ao novo curso.comprovante da entrega das informações referentes ao censo de ensino superior. Art. Os resultados da verificação. observando a legislação vigente que trata da abertura de cursos superiores. 8°. não se estendem a cursos oferecidos fora de sua sede. do Conselho Nacional de Educação.

a ausência de prévia solicitação de reconhecimento específico desses cursos. 35 do Decreto nº 3. resolve: Art. abertura de processo de renovação de reconhecimento. 7º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. 2º Os cursos reconhecidos por prazo determinado deverão observar o prazo definido em sua portaria de reconhecimento para protocolo da solicitação de renovação de reconhecimento. Art.O. 3º As instituições que ofereçam cursos fora de sede sem o reconhecimento específico referido no parágrafo único do art. quando da abertura do processo de reconhecimento. Art. 1º Todos os cursos superiores integrantes do Sistema Federal de Ensino reconhecidos por prazo indeterminado deverão solicitar. Parágrafo único. ficam reconhecidos..860. Art. o prazo de reconhecimento expirado no curso da tramitação do respectivo processo. no prazo de 30 (trinta) dias a contar da publicação desta Portaria. 31/08/2001 210 .º 1. no prazo previsto no art. 5º Fica prorrogado.945. As instituições que tenham ministrado cursos fora de sede na situação descrita no caput deste artigo deverão justificar. durante todo o período necessário à conclusão de processo de renovação de reconhecimento e exclusivamente para fins de registro de diploma.860. 6º As instituições que não atenderem ao disposto na presente Portaria ficam sujeitas a procedimento administrativo. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. DE 29 DE AGOSTO DE 2001 Estabelece prazos para a solicitação de reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores. nos termos do Decreto nº 3. 1º desta Portaria.860. 4º Durante o período necessário à conclusão da tramitação dos processos de reconhecimento e renovação de reconhecimento solicitados nos termos desta Portaria. os cursos originalmente reconhecidos por prazo indeterminado. bem como todos os cursos ministrados fora de sede sem reconhecimento específico. 32 do Decreto nº 3.U. de 9 de julho de 2001. de 2001. de 2001. e das demais normas aplicáveis.PORTARIA N. nos termos do art. PAULO RENATO SOUZA D. exclusivamente para fins de registro de diploma. Art. Art. abertura de processo de reconhecimento daqueles cursos. deverão solicitar. no uso de suas atribuições legais. Art.

para instruir os processos de autorização e de reconhecimento de cursos. com apoio técnico da Secretaria de Educação Especial. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. d) adaptação de portas e banheiros com espaço suficiente para permitir o acesso de cadeira de rodas. gravador e fotocopiadora que amplie textos. que trata da Acessibilidade de Pessoas Portadoras de Deficiências a Edificações. § 1º Os requisitos de acessibilidade de que se trata no caput compreenderão no mínimo: I .quanto a alunos portadores de deficiência auditiva. b) de adotar um plano de aquisição gradual de acervo bibliográfico em braile e de fitas sonoras para uso didático. impressora braile acoplada ao computador. bebedouros e telefones públicos em altura acessível aos usuários de cadeira de rodas. INTERINO. compromisso formal da instituição. e considerando a necessidade de assegurar aos portadores de deficiência física e sensorial condições básicas de acesso ao ensino superior. resolve. de 20 de dezembro de 1996.306. Art 2º A Secretaria de Educação Superior. conforme as normas em vigor. de mobilidade e de utilização de equipamentos e instalações das instituições de ensino. da Associação Brasileira de Normas Técnicas. software de ampliação de tela. sistema de síntese de voz. e de credenciamento de instituições. bem como para renovação. e no Decreto n o 2. permitindo acesso aos espaços de uso coletivo.131. facilitando a circulação de cadeira de rodas. na Lei n o 9. e) colocação de barras de apoio nas paredes dos banheiros.no que concerne a alunos portadores de deficiência visual. réguas de leitura. Dispõe sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências. f)instalação de lavabos. b) reserva de vagas em estacionamentos nas proximidades das unidades de serviço. II . Espaço. lupas. DE 7 DE NOVEMBRO DE 2003. tendo em vista o disposto na Lei n o 9. de 19 de agosto de 1997.394. de 24 de novembro de 1995. compromisso formal da instituição.284.com respeito a alunos portadores de deficiência física: a) eliminação de barreiras arquitetônicas para circulação do estudante. no caso de vir a ser solicitada e até que o aluno conclua o curso: a) de manter sala de apoio equipada como máquina de datilografia braile. estabelecerá os requisitos de acessibilidade. scanner acoplado a computador. c) construção de rampas com corrimãos ou colocação de elevadores. equipamento para ampliação de textos para atendimento a aluno com visão subnormal. no caso de vir a ser 211 .PORTARIA Nº 3. Art. 1º Determinar que sejam incluídos nos instrumentos destinados a avaliar as condições de oferta de cursos superiores. no uso de suas atribuições. tomando-se como referência a Norma Brasil 9050. para fins de autorização e reconhecimento e de credenciamento de instituições de ensino superior. requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de necessidades especiais. Mobiliário e Equipamentos Urbanos. III .

sempre que necessário. principalmente na modalidade escrita. § 2º A aplicação do requisito da alínea “a” do inciso III do parágrafo anterior.O. P. publicada no D. no prazo de noventa dias contados da vigência das normas aqui estabelecidas. para o uso de vocabulário pertinente às matérias do curso em que o estudante estiver matriculado. c) de estimular o aprendizado da língua portuguesa. no âmbito das instituições federais de ensino vinculadas a este Ministério. intérprete de língua de sinais/língua portuguesa.4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. complementando a avaliação expressa em texto escrito ou quando este não tenha expressado o real conhecimento do aluno. ficando revogada a Portaria nº 1. Art. pág. SEÇÃO 1. valorizando o conteúdo semântico. 12) 212 . RUBEM FONSECA FILHO (DOU Nº 219. Seção 1E. d) de proporcionar aos professores acesso a literatura e informações sobre a especificidade lingüística do portador de deficiência auditiva. as medidas necessárias à incorporação dos requisitos definidos na forma desta Portaria aos instrumentos de avaliação das condições de oferta de cursos superiores. 20. especialmente quando da realização e revisão de provas.679. 3º A Secretaria de Educação Superior.solicitada e até que o aluno conclua o curso: a) de propiciar. 11/11/2003. de 3 de dezembro de 1999. de 2 de dezembro de 1999. com suporte técnico da Secretaria de Educação Especial tomará. Art. fica condicionada à criação dos cargos correspondentes e à realização regular de seu provimento. b) de adotar flexibilidade na correção das provas escritas.U.

PORTARIA Nº 1. SEÇÃO 1. P. de 11 de março de 2002. resolve: Art. tendo em vista o disposto no parágrafo único do art. sendo complementada pelo apoio técnico do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira INEP. considerando as particularidades do ensino profissional de nível tecnológico ministrado pelas Instituições de Ensino credenciadas como Centros de Educação Tecnológica. a Secretaria de Educação Média e Tecnológica se articulará com a Secretaria de Ensino Superior SESu. 2º No desempenho das atribuições definidas no artigo anterior. no uso de suas atribuições.860. bem como dos cursos superiores de tecnologia. em consonância com o Conselho Nacional de Educação CNE. Art. 9/6/2004.685. 1º A Secretaria de Educação Média e Tecnológica é o órgão responsável pela supervisão e regulação do ensino profissional de nível tecnológico. compreendendo o credenciamento e o recredenciamento dos Centros de Educação Tecnológica. que envolvem a supervisão e a regulação dos Centros de Educação Tecnológica e dos cursos Superiores de tecnologia. no Decreto nº 3. TARSO GENRO (DOU Nº 110. e autorização de cursos superiores de tecnologia. de 14 de abril de 2004. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. e considerando as atuais atribuições pertinentes à Secretaria de Educação Média e Tecnológica SEMTEC. Art.861. pertencentes ao Sistema Federal de Ensino. DE 8 DE JUNHO DE 2004. 2º da Lei nº 10. de 9 de julho de 2001 e na Resolução CES/CNE nº 10. com a Secretaria de Educação a Distância SEED. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. 7) 213 . nas modalidades presencial e a distância.

1º O SINAES tem por finalidade a melhoria da qualidade da educação superior. II . com base nas análises e recomendações produzidas nos processos de avaliação.PORTARIA Nº 2. juntamente com os órgãos de regulação do MEC.elaborar o seu regimento. da promoção dos valores democráticos. 3º Compete a CONAES: I .formular propostas para o desenvolvimento das instituições de educação superior. procedimentos e mecanismos da avaliação institucional. o aumento permanente da sua eficácia institucional e efetividade acadêmica e social. e especialmente a promoção do aprofundamento dos compromissos e responsabilidades sociais das instituições de educação superior.submeter anualmente à aprovação do Ministro de Estado da Educação a relação dos cursos a cujos estudantes será aplicado o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE). instituído na Lei nº 10. Art. elaborar pareceres e encaminhar recomendações às instâncias competentes. por meio da valorização de sua missão pública. ações e critérios comuns de avaliação e supervisão da Educação Superior.861. resolve: CAPÍTULO I DOS OBJETIVOS Art.051. V . DE 9 DE JULHO DE 2004 Regulamenta os procedimentos de avaliação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). no uso da atribuição que lhe confere o artigo 14 da Lei nº 10. III . e seus respectivos prazos. de cursos e de desempenho dos estudantes. de cursos de graduação e de desempenho acadêmico de seus estudantes sob a coordenação e supervisão da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES). do respeito à diferença e à diversidade. da afirmação da autonomia e da identidade institucional. a orientação da expansão da sua oferta. IV . a ser aprovado em ato do Ministro de Estado da Educação.promover a articulação do SINAES com os Sistemas Estaduais de Ensino. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. analisar relatórios.propor e avaliar as dinâmicas.estabelecer diretrizes para organização e designação de comissões de avaliação. 214 . de 14 de abril de 2004.861. 2º O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) promoverá a avaliação das instituições de educação superior. de 14 de abril de 2004. visando estabelecer. CAPÍTULO II DA COMISSÃO NACIONAL DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR (CONAES) Art. VI .

sob orientação da CONAES. periodicamente. o cumprimento de sua missão institucional. IX . V . Parágrafo único. Art. 6º da Lei nº 10.realizar reuniões ordinárias mensais.oferecer subsídios ao MEC para a formulação de políticas de educação superior de médio e longo prazo. debates e reuniões na área de sua competência. IV . estabelecendo diretrizes para a organização e designação de comissões de avaliação.garantir a integração e coerência dos instrumentos e das práticas de avaliação. sempre que convocadas pelo Ministro de Estado da Educação.Comissões Externas de Avaliação de Cursos. III . encaminhando-os aos órgãos competentes do MEC. o qual instituirá Comissão Assessora de Avaliação Institucional e Comissões Assessoras de Áreas para as diferentes áreas do conhecimento. VIII .assegurar a continuidade do processo de avaliação dos cursos de graduação e das instituições de educação superior. consolidados pelo INEP. informando periodicamente a sociedade sobre o desenvolvimento da avaliação da educação superior e estimulando a criação de uma cultura de avaliação nos seus diversos âmbitos.realizar reuniões extraordinárias. 4o A avaliação de instituições. 6º O INEP. 215 . VI . II . A realização da avaliação das instituições.Comissões Externas de Avaliação Institucional.analisar e aprovar os relatórios de avaliação. CAPÍTULO III DA AVALIAÇÃO Art. VII . dos cursos e do desempenho dos estudantes será responsabilidade do INEP. Art. Para o desempenho das atribuições descritas no caput e estabelecidas no art. a fim de favorecer as ações de melhoramento. de cursos e de desempenho de estudantes será executada conforme diretrizes estabelecidas pela CONAES.promover seminários.promover atividades de meta-avaliação do sistema para exame crítico das experiências de avaliação concluídas.institucionalizar o processo de avaliação a fim de torná-lo inerente à oferta de ensino superior com qualidade. realizará periodicamente programas de capacitação dos avaliadores que irão compor as comissões de avaliação para a avaliação das instituições e para a avaliação dos cursos de graduação. VIII . considerando os diversos formatos institucionais existentes. serão designadas pelo INEP: I . 5o Para as avaliações externas in loco.apoiar as IES para que estas avaliem. para a consolidação do SINAES. Parágrafo único. II . poderá ainda a CONAES: I .VII .estimular a formação de pessoal para as práticas de avaliação da educação superior.861 de 2004.

discente e técnico-administrativo) e de representantes da sociedade civil organizada. e constituídas no âmbito de cada instituição de educação superior. devendo ocorrer após o processo de auto-avaliação. ocorrerá no prazo máximo de dois anos. a dinâmica de funcionamento e a especificação de atribuições da CPA deverão ser objeto de regulamentação própria. atividades. As avaliações externas in loco das IES serão realizadas por Comissões Externas de Avaliação Institucional designadas pelo INEP. ficando vedada à existência de maioria absoluta por parte de qualquer um dos segmentos representados.861. Art. 3º da Lei nº 10861/2004. disponibilizará. de 14 de abril de 2004. a ser aprovada pelo órgão colegiado máximo de cada instituição de educação superior. 9º A avaliação das instituições de educação superior terá por objetivo identificar o perfil e o significado da atuação destas instituições. 8º As atividades de avaliação serão realizadas devendo contemplar a análise global e integrada do conjunto de dimensões. 10. A CONAES. O INEP. podendo solicitar documentos sobre o desenvolvimento do mesmo e sobre os resultados alcançados. A auto-avaliação constitui uma das etapas do processo avaliativo e será coordenada pela Comissão Própria de Avaliação (CPA).Art. a contar de 1o setembro de 2004. II . compromisso social. órgão responsável pela operacionalização da avaliação no âmbito do SINAES. entre os quais incluem-se obrigatoriamente aqueles previstos no Art. 13. de sistematização e de prestação das informações solicitadas pelo INEP. 11 da Lei nº 10.necessária participação de todos os segmentos da comunidade acadêmica (docente. estabelecerá formas de acompanhamento do processo de auto-avaliação para assegurar a sua realização em prazo compatível com a natureza da instituição. Art. 12. observando-se as seguintes diretrizes: I . terão por atribuição a coordenação dos processos internos de avaliação da instituição. § 2º A forma de composição. bem como pela realização de auto-avaliação e de avaliação externa. § 1º O prazo para a apresentação dos resultados do processo de autoavaliação será de até dois anos. com o apoio técnico do INEP. Art. previstas no Art. relações. 216 . § 1º As CPAs atuarão com autonomia em relação a conselhos e demais órgãos colegiados existentes na instituição de educação superior. finalidades e responsabilidades sociais da instituição de educação superior. orientações gerais elaboradas a partir de diretrizes estabelecidas pela CONAES. de acordo com cronograma a ser estabelecido pela CONAES. estruturas. no âmbito do SINAES. a duração do mandato de seus membros. Art. § 2º A primeira avaliação externa in loco das IES. Art. SEÇÃO I DA AVALIAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR Art. com os requisitos e os procedimentos mínimos para o processo de auto-avaliação.ampla divulgação de sua composição e de todas as suas atividades. 11. 7º As Comissões Próprias de Avaliação (CPAs). pautando-se pelos princípios do respeito à identidade e à diversidade das instituições. em meio eletrônico.

de 07 de abril de 1998. coletados na aplicação do ENADE. Parágrafo único. disponíveis no momento da avaliação. produzidos pela IES segundo as orientações gerais disponibilizadas pelo INEP. Art 14. O instrumento de avaliação externa permitirá o registro de análises quantitativas e qualitativas por parte dos avaliadores.dados sobre o desempenho dos estudantes da IES no ENADE. SEÇÃO II DA AVALIAÇÃO DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO Art. VII . devendo ser realizadas segundo diretrizes estabelecidas pela CONAES.relatórios de avaliação dos cursos de graduação da IES produzidos pelas Comissões Externas de Avaliação de Curso. IX . 18. VI . designadas pelo INEP. Art. a partir de propostas apresentadas pela SESu e pela SEMTEC. 15. em sintonia com as demandas do processo de regulação. VIII . disponíveis no momento da avaliação.relatório da Comissão de Acompanhamento do Protocolo de Compromisso.O Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). com os prazos de validade estabelecidos pelos órgãos de regulação do Ministério da Educação.relatórios e conceitos da CAPES para os cursos de Pós-Graduação da IES.dados gerais e específicos da IES constantes do Censo da Educação Superior e do Cadastro de Instituições de Educação Superior e do Cadastro de Instituições de Educação Superior. V . IV . III .dados do Questionário Socioeconômico dos estudantes. Art. A avaliação institucional será o referencial básico para o processo de credenciamento e recredenciamento das instituições. II . No caso de credenciamento ou recredenciamento de Universidades. V . constituídas por 217 . As Comissões Externas de Avaliação das Instituições examinarão as seguintes informações e documentos: I . 16.relatórios parciais e finais do processo de auto-avaliação. quando houver.outros documentos julgados pertinentes. serão da competência da Secretaria de Educação Superior (SESu) e da Secretaria de Educação Média e Tecnológica (SEMTEC).§ 3º As avaliações externas in loco subseqüentes deverão ser realizadas segundo cronograma próprio a ser estabelecido pela CONAES.documentos sobre o credenciamento e o último recredenciamento da IES. provendo sustentação aos conceitos atribuídos. deve-se considerar a produção intelectual institucionalizada nos termos da resolução CES Nº 2. quando for o caso. 17. A avaliação dos cursos de graduação será realizada por Comissões Externas de Avaliação de Cursos. constituídas por membros cadastrados e capacitados pelo INEP. Art. As avaliações de instituições para efeito de ingresso no sistema federal de ensino superior. § 4º A avaliação externa in loco das IES será realizada por comissões externas de avaliação institucional.

O ENADE será aplicado periodicamente. fornecidos em formulário eletrônico pela IES. A Avaliação do Desempenho dos Estudantes será realizada pelo INEP. para participarem do exame. 218 . admitida a utilização de procedimentos amostrais aos estudantes do final do primeiro e do último ano dos cursos de graduação. Caberá ao INEP definir os critérios e procedimentos técnicos para a aplicação do Exame.a organização didático-pedagógica. 23. SEÇÃO III DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS ESTUDANTES Art. cadastrados e capacitados pelo INEP. contemplando as modalidades presencial e a distância. II . A periodicidade das avaliações dos cursos de graduação será definida em função das exigências legais para reconhecimento e renovação de reconhecimento. As avaliações para fins de autorização de cursos de graduação serão de competência da Secretaria de Educação Superior (SESu) e da Secretaria de Educação Média e Tecnológica (SEMTEC). mediante a aplicação do Exame Nacional do Desempenho dos Estudantes . e considerarão também os seguintes aspectos: I . IV .especialistas em suas respectivas áreas do conhecimento.o perfil do corpo docente. sob a orientação da CONAES. Art.as condições das instalações físicas. 22. suas habilidades para ajustamento às exigências decorrentes da evolução do conhecimento e suas competências para compreender temas ligados à realidade brasileira e mundial e a outras áreas do conhecimento. 24. designadas pelo INEP. e VII . a cada ano. V . O ENADE será desenvolvido com o apoio técnico das Comissões Assessoras de Área. que integra o sistema de avaliação de cursos e instituições. devendo ser realizadas segundo diretrizes estabelecidas pela CONAES. As Comissões Externas de Avaliação de Cursos terão acesso antecipado aos dados. 19. Parágrafo único. Art. A avaliação do desempenho dos estudantes. Parágrafo único. disponíveis no momento da avaliação.os dados do questionário socioeconômico preenchido pelos estudantes. 25.o desempenho dos estudantes da IES no ENADE. Os instrumentos de avaliação dos cursos de graduação terão seus conteúdos definidos com o apoio de Comissões Assessoras de Área. tem por objetivo acompanhar o processo de aprendizagem e o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares do respectivo curso de graduação.ENADE. VI .outros considerados pertinentes pela CONAES. Art. Art. que serão selecionados. III .os dados atualizados do Censo da Educação Superior e do Cadastro Geral das Instituições e Cursos. Art. 21. a partir de propostas apresentadas pela SESu e pela SEMTEC. Art. 20.

passando a integrar o conjunto das dimensões avaliadas quando da avaliação dos cursos de graduação e dos processos de auto-avaliação. 27. além do previsto no Art. § 2º A divulgação dos resultados individuais aos estudantes será feita mediante documento específico.aos coordenadores. às IES participantes.Art. de 2004. com base em proposta da CONAES. 5º da Lei nº 10861/2004. Art. Art. Art. II . O ENADE é componente curricular obrigatório dos cursos de graduação. os resultados de desempenho no ENADE dos estudantes que fizerem parte do conjunto selecionado na amostragem do INEP. Art. Anualmente o Ministro do Estado da Educação. Parágrafo único. 1º desta Portaria. aos órgãos de regulação e à sociedade em geral. sendo os níveis 4 e 5 indicativos de pontos fortes. de todos os estudantes habilitados a participarem do ENADE. junto ao INEP. definirá as áreas e cursos que participarão do ENADE. Quando da utilização de procedimentos amostrais. 5º da Lei nº 10861/2004”. para fins de avaliação no âmbito do SINAES. § 2º O estudante que participou do ENADE terá como registro no histórico escolar a data em que realizou o Exame. questionário sócio-econômico para compor o perfil dos estudantes do primeiro e do último ano do curso. Os processos avaliativos do SINAES. e a autorização. 26. § 1º O estudante que não for selecionado no processo de amostragem terá como registro no histórico escolar os seguintes dizeres: “dispensado do ENADE pelo MEC nos termos do art. Art. 29. Será de responsabilidade do Dirigente da instituição de educação superior a inscrição. questionário objetivando reunir informações que contribuam para a definição do perfil do curso. sendo o registro de participação condição indispensável para a emissão do histórico escolar.861.aos alunos. o reconhecimento e a renovação de reconhecimento de cursos de graduação. 28. assegurado o sigilo nos termos do § 9º do Art. 31. subsidiarão o processo de credenciamento e renovação de credenciamento de instituições. CAPÍTULO IV DOS PROCEDIMENTOS COMUNS DA AVALIAÇÃO Art. independentemente do estudante ter sido selecionado ou não na amostragem. integrantes do sistema de avaliação. 6º da Lei nº 10. O INEP aplicará anualmente aos cursos selecionados a participar do ENADE os seguintes instrumentos: I . 32. Os questionários referidos neste artigo. 3º. os níveis 1 e 2 indicativos de pontos fracos e o nível 3 indicativo do 219 . conforme previsto no Art. numa escala de cinco níveis. só serão considerados. A avaliação externa das instituições e cursos de graduação resultará na atribuição de conceitos a cada uma e ao conjunto das dimensões avaliadas. §1º Os resultados do ENADE serão expressos numa escala de cinco níveis e divulgados aos estudantes que integraram as amostras selecionadas em cada curso. deverão estar articulados com as diretrizes definidas pela CONAES.

em comum acordo entre o MEC e a IES. 10o da Lei nº 10. Esta Portaria entra em vigor na data da sua publicação. 10 da lei 10. P. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos e de credenciamento e re-credenciamento de instituições. pelo dirigente máximo da IES e pelo coordenador da CPA da instituição. 39. 12/13) 220 . sobre a necessidade de celebração do protocolo de compromisso. 35. Art. CAPÍTULO V DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 37. 38. indicando os aspectos que devem merecer atenção especial das partes. Art. quando for o caso.mínimo aceitável para os processos de autorização. Os responsáveis pela prestação de informações falsas ou pelo preenchimento de formulários e relatórios de avaliação que impliquem omissão ou distorção de dados a serem fornecidos ao SINAES responderão civil. SEÇÃO 1. necessariamente. Art. § 2º Os custos de todas as etapas de acompanhamento do protocolo de compromisso serão de responsabilidade das respectivas mantenedoras. qualquer que seja o seu resultado final. 33. TARSO GENRO (DOU Nº 132.861 de 2004. § 3º O protocolo de compromisso ensejará a instituição de uma comissão de acompanhamento que deverá ser composta. O INEP dará conhecimento prévio as IES do resultado dos relatórios de avaliação antes de encaminhá-los a CONAES para parecer conclusivo. previsto no art. Os pareceres conclusivos da CONAES serão divulgados publicamente para conhecimento das próprias IES avaliadas e da sociedade e encaminhados aos órgãos de regulação do Ministério da Educação. penal e administrativamente por essas condutas. fará parte da documentação a ser encaminhada a CONAES. Art. § 2º O processo de revisão de conceito apreciado pelo INEP. § 1º A IES terá o prazo de 15 (quinze) dias para encaminhar ao INEP pedido de revisão de conceito devidamente circunstanciado.861 de 2004. 12/7/2004. com seus demais membros sendo definidos de acordo com a necessidade que originou a formulação do protocolo. 34. Art. A CONAES em seus pareceres informará. O descumprimento do protocolo de compromisso importará na aplicação das medidas previstas no Art. Art. devendo ser considerado em seu parecer conclusivo. 36. Os casos omissos serão resolvidos pelo Ministro da Educação. § 1º O prazo do protocolo de compromisso será proposto pela CONAES e seu cumprimento será acompanhado por meio de visitas periódicas de avaliadores externos indicados pelo INEP.

e em observância ao disposto no art. in loco.Os trabalhos de supervisão a que se refere esta Portaria serão realizados por equipes designadas pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. § 1º .Caberá ao técnico da SETEC a coordenação dos trabalhos de supervisão realizados pela equipe designada. IV . III . com ênfase nos que se relacionam com a execução de recursos financeiros oriundos de repasses efetivados pelo Ministério da Educação. por três membros. II . do Anexo I ao Decreto n° 5. compostas. 14. Art.A SETEC promoverá a realização de eventos de capacitação para os servidores designados para integrarem as equipes de trabalho mencionadas no caput. II . mediante celebração de convênio ou descentralização de créditos.execução adequada das providências corretivas apontadas pelos órgãos de controle. de 28 de julho de 2004.um servidor selecionado dentre os quadros de pessoal efetivo das Instituições Federais de Educação Tecnológica .consistência dos dados informados pela instituição para a elaboração da matriz de distribuição orçamentária de recursos de OCC. da SETEC. no uso de suas atribuições. 2º .SIG.PORTARIA Nº 156.Estabelecer os procedimentos para a realização. in loco. sendo: I . 221 .consistência dos registros lançados pela instituição na base de dados do Sistema de Informações Gerenciais . relatório das atividades desenvolvidas. O SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO.O escopo da atividade de supervisão a que se refere o art.Para a execução das atividades de supervisão in loco as equipes disporão de um prazo de no mínimo 2 (dois) e no máximo 4 (quatro) dias de efetivo trabalho para a realização de todas as verificações necessárias. com propostas de melhoria ou recomendações para correções das impropriedades constatadas. cada equipe deverá encaminhar à Coordenação-Geral de Supervisão da Gestão das Instituições Federais de Educação Tecnológica e à Coordenação de Planejamento e Orçamento (COPLAG).No prazo máximo de 7 (sete) dias após o encerramento dos trabalhos de supervisão in loco.regularidade dos procedimentos licitatórios de aquisição de bens e/ ou contratação de serviços. § 4º . necessariamente da SETEC. V . Art. constantes do último relatório de auditoria de gestão. 1º focalizará a verificação dos seguintes aspectos: I .IFET. DE 19 DE JULHO 2005 Estabelece os procedimentos para a realização. inciso XIV. 3º . dos trabalhos de supervisão das atividades desenvolvidas pelas Escolas Agrotécnicas Federais. dos trabalhos de supervisão das atividades desenvolvidas pelas Escolas Agrotécnicas Federais. sendo um. Escola Técnica Federal e Centros Federais de Educação Tecnológica. e se for o caso. Escola Técnica Federal e Centros Federais de Educação Tecnológica.Dois técnicos do MEC.159.atuação da unidade de auditoria interna. VI . § 3º . resolve: Art. 1º .regularidade dos registros acadêmicos mantidos pela instituição. § 2º .

para fins de correção das impropriedades e/ou irregularidades eventualmente apontadas. Art 6º . Art. 7º .Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.Os diretores e diretoras-gerais serão comunicados com antecedência mínima de 72 (setenta e duas) horas a respeito da realização de supervisão in loco em sua respectiva instituição. 2º. 4º . com vistas à verificação dos itens relacionados no art. por meio da Coordenação-Geral de Supervisão da Gestão das IFET dirimir as eventuais dúvidas suscitadas da aplicação desta Portaria. os meios adequados para a realização dos trabalhos. Art. ANTONIO IBAÑEZ RUIZ 222 . bem como acesso irrestrito aos documentos solicitados.Caberá ao Departamento de Políticas e Articulação Institucional. 5º . cabendo-lhe disponibilizar às equipes designadas.No prazo máximo de 30 (trinta) dias a contar do término dos trabalhos de supervisão in loco a SETEC encaminhará cópia do relatório de atividades produzido pela equipe de trabalho ao dirigente máximo da respectiva IFET.Art.

e II . § 2° Em 2007 as metas fixadas neste artigo serão reavaliadas para o estabelecimento dos percentuais a serem aplicados a partir de 2008. Art. §3o. 2° Os cursos de educação profissional integrada ao ensino médio.educação profissional técnica de nível médio. no âmbito dos Centros Federais de Educação Tecnológica. § 2° Os cursos serão dirigidos somente a quem já tenha concluído o ensino fundamental. 1o ficarão responsáveis pela estruturação dos cursos oferecidos.em 2007. Parágrafo único. assegurando-se a destinação de. quanto para certificação de conclusão do ensino médio.EJA. na modalidade de jovens e adultos. § 1° A oferta integrada mencionada no caput abrangerá cursos e programas de: I . resolve: Art. Escolas Técnicas Federais. com matrícula única por aluno.a destinação de. 3° Os cursos de educação profissional técnica de nível médio integrados ao ensino médio na modalidade de educação de jovens e adultos possuirão carga horária máxima de duas mil e quatrocentas horas. Escolas Agrotécnicas Federais e Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais. nos termos da Resolução CNE/CEB no 04. Art. no mínimo.080.PORTARIA Nº 2. de 23 de julho de 2004. vinte por cento do total das vagas de ingresso. serão ofertados obedecendo as seguintes proporções: I . parágrafo único.394.formação inicial e continuada de trabalhadores. 39. e II . II . Os cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores integrados ao ensino médio na modalidade de educação de jovens e adultos possuirão carga horária máxima de mil e seiscentas horas. 4° As instituições referidas no art. 37. na modalidade de educação de jovens e adultos . 223 . e 87. dez por cento do total das vagas de ingresso. considerando o disposto nos arts. Art. mil e duzentas horas para a formação geral. 1° Estabelecer. inciso II. possibilitando o prosseguimento de estudos em grau superior. bem como o disposto nos arts 3o e 4o do Decreto no 5. de 8 de novembro de 1999. mil e duzentas horas para formação geral.a observância às diretrizes curriculares nacionais estabelecidas para cada área profissional. Art. da Lei no 9.154. 38. assegurandose cumulativamente: I . § 1° A referência para as vagas de ingresso é o ano de 2005. DE 13 DE JUNHO DE 2005 O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO.em 2006. no mínimo. as diretrizes para a oferta de cursos de educação profissional de forma integrada aos cursos de ensino médio. de 20 de dezembro de 1996. 5° Os alunos que concluírem com aproveitamento cursos de educação profissional técnica de nível médio integrados ao ensino médio na modalidade de educação de jovens e adultos farão jus à obtenção de diploma que possuirá validade tanto para fins de habilitação ao exercício profissional na respectiva área profissional. no uso de suas atribuições legais. sendo ofertados na mesma instituição de ensino.

7° Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. nos módulos cursados com aproveitamento. Os cursos mencionados no caput. mediante avaliação.Parágrafo único. que possibilitarão ao aluno que concluir com aproveitamento a parte relativa à formação geral a obtenção de certificados de conclusão do ensino médio com qualificação para o trabalho. incluirão saídas intermediárias. Art. 6° As instituições a que se refere esta Portaria poderão aferir e reconhecer. quando estruturados e organizados em etapas com terminalidade. TARSO GENRO 224 . conhecimentos e habilidades obtidos em processos formativos extra-curriculares. Art.

§ 1º As comissões de que trata o caput deste artigo serão compostas por docentes.362. de 20 de dezembro de 1996. de 29 de dezembro de 2004 e à Portaria MEC nº 156. seqüenciais presenciais e a distância serão realizadas por comissões de avaliadores. tecnológicos. cujos processos tenham sido protocolizados no Sistema de Acompanhamento de Processos das Instituições de Educação Superior (SAPIENS). com vínculo empregatício (ativo ou inativo) com IES. de 11 de fevereiro de 2005. de 14 de abril de 2004. § 2º No caso de autorização dos cursos de graduação. resolve: Art. cujos processos tenham sido protocolizados no Sistema de Acompanhamento de Processos das Instituições de Educação Superior (SAPIENS). em consonância com os princípios e diretrizes do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). em consonância com as diretrizes da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES). para fins de autorização. a Coordenação Geral de Avaliação Institucional de Educação Superior e dos Cursos de Graduação realizará as avaliações para reconhecimento e renovação de reconhecimento. presenciais e a distância. de 14 de janeiro de 2005. na Portaria MEC nº 4. 225 . designadas pela Coordenação Geral de Avaliação Institucional de Educação Superior e dos Cursos de Graduação para essa finalidade. tecnológicos. no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto na Lei nº 9.PORTARIA Nº 31. serão utilizados instrumentos desenvolvidos pela DEAES/INEP. de 29 de dezembro de 2004. na Portaria MEC nº 4361. de 19 de Maio de 2004. sob competência da Coordenação Geral de Avaliação Institucional de Educação Superior e dos Cursos de Graduação. obedecendo à Portaria MEC nº 4. a partir de 03 de janeiro de 2005. de 9 de julho de 2001. na Portaria MEC nº 398. 1º Estabelecer os procedimentos para a organização e execução das avaliações externas das Instituições de Educação Superior (IES) para fins de credenciamento e recredenciamento e dos cursos superiores de graduação. presenciais e a distância. DE 17 DE FEVEREIRO DE 2005 O PRESIDENTE DO INSTITUTO DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA .860. de 11 de março de 2002. Art. seqüenciais presenciais e a distância. a Coordenação Geral de Avaliação Institucional de Educação Superior e dos Cursos de Graduação realizará as avaliações dos cursos. na Resolução CNE/CES nº 10. seqüenciais. a partir de 03 de janeiro de 2005. da Diretoria de Estatísticas e Avaliação da Educação Superior (DEAES) deste Instituto. que integram o Banco Único de Avaliadores da Educação Superior do Ministério da Educação.394. na Portaria MEC nº 156. de 29 de dezembro de 2004. 3º As avaliações externas in loco das IES e dos cursos de graduação.870. de 14 de janeiro de 2005. § 1º No caso dos cursos tecnológicos e seqüenciais. de 3 de fevereiro de 2005 e na Portaria INEP nº 9. seqüenciais. Art. tecnológicos. 2º Para realizar as avaliações externas in loco das IES e dos cursos superiores de graduação. no Decreto nº 3. de 09 de novembro de 2004. na Lei nº 10.861. na Portaria MEC nº 3.INEP. tecnológicos.643.362. na Lei nº 10. reconhecimento e renovação de reconhecimento.

IX. no SAPIENS. § 6º Fica estabelecido o prazo médio de três (3) dias e meio para a realização das avaliações in loco. renovação de reconhecimento de cursos superiores de graduação. referido nos parágrafos anteriores. podendo variar o quantitativo de avaliadores considerando o número de cursos da IES a serem avaliados. no endereço www. coordenada por um especialista em avaliação institucional. capacitar os avaliadores institucionais e de curso.§ 2º As Comissões Externas de Avaliação das Instituições serão compostas por um número de avaliadores compatível com o porte da instituição. tecnológicos. multidisciplinar.IES. sendo designado um coordenador da Comissão. em conformidade com o Art. conforme determinam os cronogramas de avaliações.br/aval.gov. receber os processos de solicitação de avaliação externa para fins de credenciamento e recredenciamento de IES e avaliações para fins de autorização. sendo designado um dos membros como coordenador da Comissão. bem como outras informações e documentos pertinentes. solicitar a emissão de passagens e o pagamento de diárias e honorários aos avaliadores. disponibilizar para as Comissões Externas de Avaliação Institucional o formulário eletrônico de avaliação preenchido pela IES. VII. 3º da Lei nº 10. Art 4o Compete à Coordenação Geral de Avaliação Institucional de Educação Superior e dos Cursos de Graduação: I. protocolizados pelas Instituições de EducaçãoSuperior .gov. Coordenador da Comissão Própria de Avaliação da IES e Coordenador do Curso. o porte da instituição e onúmero de cursos/habilitações da IES. § 4º Nos casos de avaliações simultâneas de cursos de uma mesma IES. VIII. seqüenciais. criar os formulários eletrônicos de avaliação e disponibilizá-los na internet. disponibilizar para as Comissões Externas de Avaliação de Cursos o formulário eletrônico de avaliação preenchido pela IES.br. 226 . haverá uma Comissão Externa de Avaliação de Cursos. designar as Comissões Externas de Avaliação Institucional e as Comissões Externas de Avaliação de Cursos. podendo variar de acordo com a modalidade do processo avaliativo. II. presenciais e a distância.870 de 19 de maio de 2004. § 3º As Comissões Externas de Avaliação de Cursos serão compostas por no mínimo dois (2) avaliadores. estabelecer os prazos para preenchimento do formulário eletrônico de avaliação e recolhimento da taxa pela IES. será responsável pela mediação das relações entre a comissão e as instâncias institucionais de gestão e de avaliação.inep. podendo variar entre três (3) e oito (8) membros.ensinosuperior. § 5º O Coordenador da comissão. III. VI. reconhecimento. bem como outras informações e documentos pertinentes. IV. informar e orientar as IES sobre os procedimentos de avaliação através da página www. assim como pela articulação entre a Comissão Própria de Avaliação (CPA) e o desenvolvimento do processo avaliativo e pela validação dos relatórios de avaliação dos cursos. e também através de correspondência eletrônica (emails) para o Dirigente.inep. V.

dados gerais e específicos da IES constantes do Censo da Educação Superior e do Cadastro de Instituições de Educação Superior. III. Examinar. XI. V. dados sobre o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE). 2º da portaria INEP nº 9. de 11 de fevereiro de 2005. realizar estudos com vistas à atualização. para subsidiar a avaliação. XV. XVI. comunicar ao INEP qualquer impedimento para participar das avaliações. 6º Cabe às Comissões Externas de Avaliação Institucional: I. receber o relatório de avaliação da Comissão Externa e encaminhá-lo à IES para conhecimento e análise. em conformidade com o Art. Projeto Pedagógico Institucional (PPI). VIII. II. caso julgue pertinente. Art. XII. receber o resultado do pedido de reconsideração analisado pela Comissão Externa e. cumprir os procedimentos administrativos e avaliativos definidos pelo MEC. produzidos pela IES. todos os procedimentos referentes aos pedidos de reconsideração e os recursos interpostos pelas IES. visando a melhoria da qualidade dos processos e produtos relacionados às modalidades avaliativas. no prazo estabelecido pelo INEP. VII. manter as informações referentes às avaliações. solicitar estudos e pareceres referentes aos processos de avaliação in loco. receber e encaminhar à Comissão Externa. encaminhar a documentação à Comissão Técnica em Avaliação Institucional e dos Cursos de Graduação para apreciação e emissão de parecer. relatórios parciais e finais do processo de auto-avaliação. Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). VI. de forma a constituir séries históricas que possam subsidiar ações para a melhoria da qualidade da educação superior. 227 . findo o prazo para interposição de pedido de reconsideração da avaliação. Art. implantar e implementar ações e procedimentos no âmbito das suas competências. c. encaminhar os relatórios de avaliação in loco à SESu e à SETEC. revisão e aperfeiçoamento da gestão. concluir. b.X. analisar. no prazo de até noventa (90) dias a contar da data do pedido de reconsideração da avaliação. XVIII. informar os períodos de disponibilidade para participar das avaliações. IV. manter seus dados atualizados no Banco Único de Avaliadores da Educação Superior do MEC. 5º Compete aos docentes avaliadores: I. examinar cuidadosamente os dados e informações fornecidas pela IES no formulário eletrônico. e. o pedido de reconsideração do resultado da avaliação interposto pela IES. o pedido de reconsideração da avaliação interposto pela IES. d. XIV. dos instrumentos e dos procedimentos de avaliação. realizar a avaliação in loco. XIII. manter seus dados atualizados no Currículo Lattes do CNPq. as seguintes informações e documentos: a. XVII. com vistas ao aprimoramento dos mesmos.

relatório de avaliação do curso produzido na última avaliação realizada por Comissão Externa de Avaliação de Curso. prestandolhe todos os esclarecimentos solicitados. 228 . sob pena de transferência automática da avaliação do curso para o último grupo do respectivo ano. relatório da Comissão de Acompanhamento do Protocolo de Compromisso. no prazo estabelecido pelo INEP.f. as seguintes informações e documentos: a. cumprir os procedimentos administrativos e avaliativos definidos pelo MEC. c. h. analisar. técnicos e administrativos. elaborar relatório descritivo-analítico e parecer conclusivo sobre os resultados da avaliação. o pedido de reconsideração do resultado da avaliação interposto pela IES. dados do Censo da Educação Superior e do Cadastro Geral dos Cursos. 8º Compete às Instituições de Educação Superior . realizar a Avaliação in loco. dados do questionário socioeconômico dos estudantes produzidos pelo ENADE. perfil do corpo social do curso: docentes. IV. discentes. recolher ao INEP os valores referentes aos custos do processo de avaliação. no prazo de três (3) dias. j. f. Examinar. g. utilizando o modelo fornecido pelo INEP. relatório e conceitos da CAPES para os cursos de pósgraduação da IES. III. II. V. Projeto Pedagógico Institucional (PPI). Art. a contar do término da avaliação in loco. III. observando os prazos estabelecidos nos cronogramas de avaliações. conforme expediente de designação. e. egressos. a contar do término da avaliação in loco. documentos sobre o credenciamento e o último recredenciamento da IES. II. realizar a Avaliação in loco. o pedido de reconsideração do resultado da avaliação interposto pela IES. no prazo estabelecido pelo INEP.870. proporcionar as condições requeridas pelo INEP para a realização dos trabalhos da comissão de avaliação in loco. 7º Compete às Comissões Externas de Avaliação de Cursos: I. projeto pedagógico do curso. relatório de avaliação institucional produzido na última avaliação realizada por Comissão Externa de Avaliação Institucional. utilizando o modelo fornecido pelo INEP. V. conforme expediente de designação. g. elaborar relatório descritivo-analítico e parecer conclusivo sobre os resultados da avaliação. de 19 de maio de 2004. d. dados sobre o ENADE. IV. IV. conforme Art. II. Art. i. dados do questionário socioeconômico dos estudantes produzidos pelo ENADE. quando for o caso. manter os dados da Instituição e dos cursos atualizados no Sistema Integrado de Informações da Educação Superior . III. sob pena de transferência automática da avaliação do curso para o último grupo do respectivo ano. cumprir os procedimentos administrativos e avaliativos definidos pelo MEC. analisar. para subsidiar a avaliação. preencher o formulário eletrônico de avaliação.SIEdSup. b.IES: I. no prazo de três (3) dias. 3° da Lei nº 10.

Art.br § 1º O pedido de reconsideração da avaliação. 10 Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. devidamente circunstanciado. a contar da data da divulgação da lista de IES que tiveram os relatórios liberados na página do INEP www. por correio (sedex ou carta registrada). Art.gov. 9º A IES poderá solicitar reconsideração da avaliação no prazo máximo de quinze (15) dias úteis. ELIEZER MOREIRA PACHECO 229 . revogadas as disposições em contrário.inep. deverá ser encaminhando em três (3) vias a CGA/DEAES .

2o O Departamento de Supervisão do Ensino Superior da Secretaria de Educação Superior . as instituições citadas no art. Art. As instituições públicas de educação superior ficam isentas do recolhimento previsto no art.DESUP/SESu deve priorizar a análise dos aspectos formais (análise do art. § 1o As solicitações a que se refere o caput deste artigo deverão ser protocolizadas diretamente na SESu/MEC.359. de 29 de dezembro de 2004. no uso de suas atribuições e considerando o disposto na Resolução CNE/CES no 10/2002. uma vez que não há previsão para 230 . Art. 1o desta Portaria. na Portaria no 4.DESUP/SESu a designação de comissões de verificação in loco para avaliar a existência de condições de oferta dos cursos superiores à distância nas instituições citadas no art. 20 do Decreto3. 1o desta Portaria deverão realizar as visitas de avaliação e encaminhar seus relatórios à SESu/MEC imediatamente ao final da visita. DE 22 DE JUNHO DE 2005 (DOU de 23 de junho de 2005) O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. Parágrafo único. conforme as regras dos programas de formação de professores a distância fomentados pelo MEC.494. 80 da Lei no 9. e considerando a necessidade do atendimento formal do credenciamento das instituições públicas de educação superior.394. nos termos do art.860/2001 e análise de PDI) dos processos das instituições citadas no art.201. na Portaria no 4. exceto quando se tratar de instituições federais de educação superior. Art. de 11 de março de 2002. de 20 de dezembro de 1996. 1o desta Portaria. § 1o As comissões de verificação in loco que visitarão as instituições citadas no art. no âmbito dos programas de indução da oferta pública de cursos superiores de formação de professores a distância fomentados pelo MEC. de 9 de julho de 2001. 1o desta Portaria podem apresentar ao Ministério da Educação solicitações de “autorização experimental” para oferta de cursos superiores de formação de professores a distância na forma de “consócios” que reúnam duas ou mais instituições públicas de educação superior. § 2o As despesas de transporte e diárias das comissões de verificação in loco citadas no caput deste artigo serão de responsabilidade das instituições que solicitarem os processos de credenciamento e autorização de cursos superiores à distância. 4o Excepcionalmente. de 29 de dezembro de 2004. 1o As instituições públicas de educação superior préselecionadas para participar dos programas de formação de professores a distância fomentados pelo MEC deverão protocolizar os processos de credenciamento e autorização para oferta de cursos superiores a distância.361. 81 da Lei no 9.361.860/2001.SAPIEnS/MEC. por meio do Sistema de Acompanhamento de Processos das Instituições de Ensino Superior .PORTARIA Nº 2. 3o cabe ao Departamento de Supervisão do Ensino Superior da Secretaria de Educação Superior . o disposto no art. resolve: Art. no Decreto no 2. 2o da Portaria no 4. e emitir juízo para a continuidade de sua tramitação. no Decreto no 3. de 29 de dezembro de 2004. que terão estas despesas custeadas pela SESu/MEC. de 20 de dezembro de 1996.394. de 10 de fevereiro de 1998.

394. § 3o A autorização experimental para oferta de cursos superiores de formação de professores a distância por meio de “consórcios” não substitui a necessidade de credenciamento específico de cada uma das instituições consorciadas. e estarão submetidas aos procedimentos previstos nos artigos 2o e 3o desta Portaria. 6o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. § 2o A autorização experimental para oferta de cursos superiores de formação de professores a distância por meio de “consórcios” será concedida por prazo determinado e limitada à conclusão da oferta do curso neste prazo. de 20 de dezembro de 1996. poderão solicitar ampliação da abrangência de seu credenciamento. uma vez que não há previsão para este tipo de processo no Sistema SAPIENS. e estarão submetidas aos procedimentos previstos nos artigos 2o e 3o desta Portaria. 80 da Lei no 9. Parágrafo único As solicitações a que se refere o caput deste artigo deverão ser protocolizadas diretamente na SESu/MEC. Art. incluindo a oferta de cursos de graduação. e pré-selecionadas para participar dos programas de formação de professores a distância fomentados pelo MEC. 5o As instituições públicas de educação superior já credenciadas pelo MEC exclusivamente para oferta de cursos de pósgraduação lato sensu a distância. conforme determina o art. Art. caso desejem continuar a ofertar cursos superiores nesta modalidade. TARSO GENRO 231 .este tipo de processo no Sistema SAPIENS.

359. número de alunos matriculados. deverá designar comissões de verificação in loco para acompanhar a oferta dos cursos superiores à distância conforme calendário e lista de instituições indicados no anexo desta Portaria. de 9 de julho de 2001. 2o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. 10/2002. poderá encaminhar ao Ministro da Educação pedido de retificação das dos prazos inicialmente concedidos nas portarias de credenciamento das instituições para oferta de cursos a distância. o disposto no Decreto no 3. § 2o Os relatórios de avaliação das comissões de verificação in loco serão analisados pela SESu e encaminhados para o Conselho Nacional de Educação. § 1o As instituições listadas no anexo deverão. § 3o A SESu/MEC. no prazo de 30 dias a partir da publicação desta Portaria.860. 1o O Departamento de Supervisão do Ensino Superior da Secretaria de Educação Superior . detalhamento do corpo docente e das tutorias. de 29 de dezembro de 2004.DESUP/SESu. na Portaria no 4. DE 22 DE JUNHO DE 2005 O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. de 11 de março de 2002. e considerando ainda a efetivação de uma política de criteriosa expansão da educação superior. e demais elementos que subsidiem a definição das visitas de avaliação de acordo com seleção amostral feita pela SESu/MEC.PORTARIA Nº 2. número de vagas ofertadas. TARSO GENRO (Esta Portaria tem um Anexo) 232 . encaminhar documentação detalhada com endereço e infra-estrutura dos pólos estabelecidos para os momentos presenciais. a partir dos resultados da avaliação realizada. resolve Art.202. no uso de suas atribuições e considerando o disposto na Resolução CNE/CES n. Art.

§ 1º Serão considerados estudantes de final do primeiro ano do curso aqueles que. os cursos das áreas de Arquitetura e Urbanismo. Ciências Sociais. Engenharia. no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto na Lei Nº 10. os instrumentos mencionados no artigo anterior. 233 . definida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira . Art. que institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior. as instruções e os instrumentos necessários ao cadastramento eletrônico dos estudantes habilitados ao ENADE 2005. Art. tenham condições acadêmicas de conclusão do curso de graduação durante o ano letivo de 2005.INEP. bem como definir as atribuições e vinculação. conhecimentos. 1° Serão avaliados pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes . em instituição conveniada com a instituição de educação superior de origem do estudante. 3° Cabe ao Presidente do INEP designar os professores que integrarão as Comissões Assessoras de Avaliação de Áreas e a Comissão Assessora de Avaliação da Formação Geral que participarão do ENADE 2005. 6° As instituições de educação superior são responsáveis pela inscrição de todos os estudantes habilitados ao ENADE 2005 e deverão devolver ao INEP. até o dia 22 de julho de 2005. História. Pedagogia e Química. devidamente preenchidos com os dados cadastrais dos seus estudantes. tiverem concluído pelo menos 80% da carga horária mínima do currículo do curso da instituiçãode educação superior ou aqueles que. independentemente da organização curricular adotada. nas áreas relacionadas no artigo 1º desta Portaria.861. no ano de 2005. Art. Geografia. 4° As Comissões Assessoras de Avaliação de Áreas e a Comissão Assessora de Avaliação da Formação Geral definirão as competências. Art. Biologia. § 3º Ficam dispensados do ENADE 2005 os estudantes que colarem grau até o dia 18 de agosto de 2005 e aqueles que estiverem oficialmente matriculados e cursando atividades curriculares fora do Brasil. Filosofia. tiverem concluído entre 7% e 22% (inclusive) da carga horária mínima do currículodo curso da instituição de educação superior. Art. até o dia 1º de agosto de 2005. Computação. Física. Letras. Matemática. independente do percentual de cumprimento da carga horária mínima do currículo do curso. saberes e habilidades a serem avaliados e todas as especificações necessárias à elaboração da prova a ser aplicada no ENADE 2005.205.Portaria nº 2. § 2º Serão considerados estudantes do último ano do curso aqueles que. DE 22 DE JUNHO DE 2005 (DOU de 23 de junho de 2005 ) O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. detalhados no Anexo I desta Portaria. na data de realização do ENADE 2005. durante o ano letivo de 2005. 2° A prova do ENADE 2005 será aplicada no dia 6 de novembro de 2005. de 14/4/2004. de todos os estudantes do final do primeiro e do último ano do curso. para uma amostra representativa. até o dia 1º de agosto de 2005. resolve: Art.ENADE. até o dia 18 de setembro de 2005. até o dia 5 de agosto de 2005. 5° O INEP enviará às instituições de educação superior que oferecem os cursos nas áreas selecionadas para o ENADE 2005 e que responderam ao Censo da Educação Superior de 2003.

Art. segundo o modelo proposto para o ENADE. Art. antes do envio do cadastro ao INEP. ficando a regularidade junto ao ENADE 2005 condicionada à efetiva participação na prova. 1º dessa Portaria. Seção 1. até o dia 25 de setembro de 2005. junto ao seu corpo discente. 9o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. pág. 23. § 1º O estudante selecionado deverá realizar a prova do ENADE 2005 no município de funcionamento do próprio curso. TARSO GENRO (Esta Portaria tem um Anexo) 234 . 8° As provas do ENADE 2005 serão realizadas e aplicadas por entidades contratadas pelo INEP. o município onde o estudante optou por participar da prova. a lista dos estudantes habilitados ao ENADE 2005. Art. publicada no DOU de 28 de fevereiro de 2005. Art. caso não esteja prevista aplicação de prova naquele município. Parágrafo único. § 2º O estudante que integrar a amostra do ENADE 2005 e que estiver realizando estágio curricular ou outra atividade curricular obrigatória fora do município de funcionamento do próprio curso. Fica revogada a Portaria no 556. 10. e que tenham em seus quadros profissionais que atendam a requisitos de idoneidade e competência. desde que a instituição de educação superior informe ao INEP. 7° O INEP divulgará a lista dos estudantes selecionados pelos procedimentos amostrais para participação no ENADE 2005 até o dia 9 de outubro de 2005 e os respectivos locais onde serão aplicadas as provas até o dia 28 de outubro de 2005. As instituições de educação superior que oferecem os cursos das áreas descritas no Art. que comprovem capacidade técnica em avaliação. até o dia 16 de outubro de 2005. não poderão realizar e aplicar as provas do ENADE 2005. de 25/02/2005. § 3º O estudante não selecionado na amostra definida pelo INEP poderá participar do ENADE 2005 desde que a instituição de educação superior informe ao INEP. em instituição conveniada com a instituição de educação superior de origem. poderá realizar o ENADE 2005 no mesmo município onde está realizando a respectiva atividade curricular ou em município mais próximo.Parágrafo único É de responsabilidade das instituições de educação superior divulgar amplamente. a opção pessoal do estudante.

Art.548.764. de 15 de abril de 1998. implicará na denúncia e suspensão imediata do respectivo convênio. 4º Fica vedado às Instituições Federais de Ensino o pagamento de quaisquer débitos contraídos pelas Cooperativas-Escolas ou obrigações por estas assumidas. A não apresentação da prestação de contas ou a sua não aprovação pela Direção da Escola.764/71. deverão ser recolhidos à conta única do 235 . anualmente. com a Cooperativa-Escola dos Alunos da respectiva autarquia.apoiar outros projetos pedagógicos. exigindo-se.atuar como componente pedagógico do currículo. de 16 de dezembro de 1971.764. resolve: Art. designado pelo Diretor Geral. Art. DE 24 DE NOVEMBRO DE 2005 O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. 5. § 1o A Cooperativa-Escola possuirá finalidade precipuamente educativa e terá por objetivo o desenvolvimento dos princípios cooperativistas. a apresentação da devida prestação de contas. Art 6º Os resultados financeiros apurados. preservando o seu caráter pedagógico de formação de profissionais. em observância ao disposto na Lei nº. que deverá ser anexada no relatório anual de gestão da escola. atuando como laboratório operacional para a prática e fixação das técnicas do cooperativismo e apoiando o planejamento. o acompanhamento e a orientação das atividades operacionais da Cooperativa-Escola deverão contar com apoio pedagógico de um servidor efetivo do quadro da Instituição. mediante a execução dos convênios previstos nesta portaria. § 2o As Cooperativas-Escolas referidas no caput possuirão natureza jurídica de direito privado e deverão ser constituídas em conformidade com a Lei nº. tendo por base os princípios cooperativistas. Parágrafo único.033.4. III .prestar contas à direção da Instituição. em todos os casos. II . Parágrafo único. no uso de suas atribuições legais e considerando a necessidade de regulamentar o funcionamento das Cooperativas-Escolas bem como suas relações jurídico-formais com as Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica vinculadas ao Ministério da Educação. apresentando balanço mensal das suas atividades e. a coordenação. nos termos do art. a avaliação. Art. 3º O planejamento. A Cooperativa-Escola não poderá remunerar servidores e alunos pela participação nos projetos pedagógicos. 44 da Lei nº 5. 5º As Instituições Federais de Ensino de que trata o caput do art.PORTARIA No. 1º As Escolas Agrotécnicas Federais e os Centros Federais de Educação Tecnológica poderão contar. prestação de contas em Assembléia Geral Ordinária. 5. no âmbito de sua estrutura didáticopedagógica. 2º As Cooperativas-Escolas deverão: I . a execução e a manutenção de outros projetos pedagógicos da Instituição de Ensino. constituída pelos alunos regularmente matriculados e que a ela optarem por se associar. Art. 1º poderão firmar e executar convênios com a respectiva Cooperativa-Escola para fomento dos projetos pedagógicos em que se verifique a participação de alunos cooperados. de 16 de dezembro de 1971 e ao contido no Decreto nº 2.

conforme termo do convênio firmado entre as partes. Art. Art. a fim de cobrir eventuais imprevistos na execução do projeto. 8º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. § 3o Poderá ser instituído um fundo de reserva para contingências nos moldes estabelecidos pela Lei no 6. § 1o Entende-se por resultado financeiro o valor apurado da receita bruta de cada convênio após a dedução do valor referente às despesas com a execução do projeto. nos termos da IN SEDAP 205/1988 e através de termo de responsabilidade pelo uso e guarda dos bens.tesouro nacional na fonte de recursos da receita própria da Instituição de Ensino. de 15 de dezembro de 1976. conforme dispuser o termo de convênio firmado entre as partes. deverão observar ainda os dispositivos da legislação aplicável à unidade a que a Cooperativa-Escola estiver vinculada. 7º No exato cumprimento das finalidades referidas nesta portaria poderão as Cooperativas-Escolas. § 4o Nos demonstrativos contábeis da Cooperativa-Escola deverão ser incluídos os custos diretos e indiretos do projeto. utilizar-se de bens e serviços da Instituição de Ensino pelo prazo necessário à elaboração e execução dos projetos pedagógicos.404. FERNANDO HADDAD 236 . mensalmente ou no término da cada projeto. referentes aos projetos pedagógicos dos convênios. § 2o As despesas executadas pela Cooperativa-Escola.

§ 1º do Decreto 5. 44. de reconhecimento ou renovação de reconhecimento.Portaria Normativa Nº 12. aprovado. 2º Recebido o pedido de que trata o caput do art. 15/8/2006. pelo prazo correspondente à duração do curso. página 12. de 2006. de 2006. seção 1. Art. na forma do caput. de 28 de julho de 2006. 1º. a ser firmada pelo Secretário de Educação Profissional e Tecnológica. de 2006. § 2º Poderá ser facultada aos estudantes regularmente matriculados a opção pela nova denominação de curso. 71. publicada no Diário Oficial da União de 31 de julho de 2006. §1º e 2º. bem como a eventual complementação de carga horária. para requerer o aditamento dos atos de autorização. 5º. de 28 de julho de 2006. § 3º. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. 71. combinado com o art. FERNANDO HADDAD (DOU Nº 156. de 9 de maio de 2006. De 14 De Agosto De 2006. preparará o aditamento à portaria de autorização ou reconhecimento em vigor. de 28 de julho de 2006.773. dentro do prazo de 30 dias. a oferta em caráter experimental. no uso de suas atribuições legais e tendo em vista o disposto no Decreto nº 5.773.773. Dispõe sobre a adequação da denominação dos cursos superiores de tecnologia ao Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia. Art. § 1º As instituições cujos cursos tiverem suas denominações alteradas deverão assegurar aos estudantes regularmente matriculados o direto à conclusão de seu curso. conforme o projeto pedagógico vigente anteriormente à adesão ao Catálogo. do Decreto nº 5.394. 1º As instituições que ofertem cursos superiores de tecnologia terão prazo de sessenta dias. P. de 2006. em extrato. SEÇÃO 1. nos termos do art. decorrente da adesão ao Catálogo. 10) Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES 237 . ou alternativamente. nos termos do art. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. com respectivo projeto pedagógico. 44 do Decreto 5. inciso II. bem como na Portaria MEC nº 10. resolve: Art.773. § 1º A alteração da denominação é facultativa para os cursos autorizados ou reconhecidos até a data da edição da Portaria nº 10. 3º As instituições de educação superior deverão promover as adequações ao projeto pedagógico. a contar da publicação desta Portaria. § 2º As instituições que possuam pedidos de autorização ou reconhecimento em trâmite nos órgãos do MEC deverão requerer a adequação da denominação. do Decreto 5.773. nos termos do art. III. 81 da Lei nº 9. em decorrência da alteração da denominação do curso. tendo em vista a competência outorgada pelo art. Art. a SETEC. publicada no Diário Oficial da União de 31 de julho de 2006. de 1996. combinado com o art. pela Portaria nº 10. adequando sua denominação à constante do Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia. garantindo a manutenção dos padrões de qualidade.

para. Art. especialmente a manifestação prévia e indispensável do órgão de assessoramento jurídico.035. 2o Das decisões proferidas pelas autoridades indicadas no artigo anterior. vedada a subdelegação. Art.julgar processos administrativos disciplinares e aplicar penalidades. 3o Aplica-se o disposto nesta Portaria aos Processos Administrativos Disciplinares em andamento. observadas as disposições legais e regulamentares. ao Diretor-Geral da Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre e aos Diretores Gerais dos Centros Federais de Educação Tecnológica. FERNANDO HADDAD 238 . 1o do Decreto no 3. resolve: Art. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. caberá recurso ao colegiado máximo da instituição. De 30 De Abril De 2007 Subdelega competência para a prática dos atos que menciona. nas hipóteses de suspensão superior a 30 (trinta) dias.exonerar de ofício os servidores ocupantes de cargos de provimento efetivo ou converter a exoneração em demissão. no exercício da competência subdelegada nesta Portaria.Portaria Normativa Nº 21. e dá outras providências. Art. de 27 de abril de 1999. 1o Fica subdelegada competência aos Reitores das Universidades Federais. 4o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. acrescido pelo Decreto no 6. praticar os seguintes atos: I . e II . de 24 de abril de 2007. de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidores pertencentes a seus quadros de pessoal.097. no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no § 3o do art. considerados assim aqueles em que ainda não foi proferido o respectivo julgamento.

na forma da lei.1H10. 2o. dependências administrativas. resolve: Art. 1o. mediante aprovação pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica de plano de trabalho específico. V .Nacional.0001 . a aquisição de mobiliário.providenciar.SIAFI. 3o. em consonância com as necessidades socioeconômicas de âmbito local e regional. e praticar os atos necessários à investidura dos servidores aprovados.Para a execução das atividades previstas no artigo anterior no exercício de 2007 serão utilizados os recursos provenientes da dotação orçamentária consignada na ação 12. II .elaborar. equipamentos e acervo bibliográfico destinados às salas de aulas. De 13 De Julho De 2007 O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO.organizar os concursos públicos que venham ser autorizados para o provimento do quadro de pessoal efetivo da Escola Técnica Federal de Brasília.016794/2007-11 e as ações em curso no âmbito do Plano de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.O disposto no artigo anterior inclui: I . a contratação dos serviços necessários à adaptação de instalações. VIII . junto aos órgãos competentes. o Regimento Interno da nova instituição e submetê-lo à aprovação do Ministério da Educação.praticar os atos atinentes à execução orçamentária e financeira da Escola Técnica Federal de Brasília. Art. no Sistema Integrado de Administração de Pessoal . IV .CNPJ. laboratórios. Art. em conjunto com a Direção-Geral Pro Tempore da Escola Técnica Federal de Brasília.ativar e gerir a Unidade Gestora da Escola Técnica Federal de Brasília. 239 . no uso de suas atribuições legais. Sistema Integrado de Dados Orçamentários . na forma da lei.Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica .providenciar.Portaria Normativa 28. e as diretrizes curriculares nacionais para a educação profissional de nível técnico. e nos demais sistemas de utilização obrigatória pela Administração Federal. IX . III .providenciar. Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais SIASG. veículos. VI . VII . a inscrição da Escola Técnica Federal de Brasília no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas .Atribuir ao Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás o encargo de adotar as medidas necessárias à implantação da Escola Técnica Federal de Brasília . assim como as orientações do Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia.propor à Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica a relação de cursos de educação profissional a serem oferecidos à comunidade. INTERINO. elaborado pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás.gerir os contratos celebrados em cumprimento ao disposto neste artigo até a posse da direção da Escola Técnica Federal de Brasília. unidades de serviços de apoio ao educando e demais ambientes da Instituição. limpeza.SIAPE.SIDOR. conservação e vigilância dos bens móveis e imóveis da Escola Técnica Federal de Brasília.DF. e tendo em vista o contido no Processo no23000.363. no Sistema Integrado de Administração Financeira .1062.

Fica redistribuído. 4o. 5o. 01 (um) Cargo de Direção.352. código CD-3. JOSÉ HENRIQUE PAIM FERNANDES 240 .Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.Art. Art. dentre os criados pela Lei 11. de 11 de outubro de 2006. do Ministério da Educação para o Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás.

de 1999. utilizando ao máximo as possibilidades oferecidas pela tecnologia da informação. considerando o Decreto nº5. moralidade.773. § 6º Os processos no e-MEC gerarão registro e correspondente número de transação. interesse público.840. no sistema e-MEC. Institui o e-MEC.PORTARIA NORMATIVA Nº 40. pelo Conselho Nacional de Saúde e pelos conselhos nacionais de regulamentação 241 . sistema eletrônico de fluxo de trabalho e gerenciamento de informações relativas aos processos de regulação da educação superior no sistema federal de educação. nº9. as disposições pertinentes da Lei nº 11. e observará as disposições específicas desta Portaria e a legislação federal de processo administrativo. que dispôs sobre o exercício das funções de regulação. de 20 de dezembro de 1996 e. e o disposto nas Leis nº9. § 5º A não utilização do prazo pelo interessado desencadeia o restabelecimento do fluxo processual. 66 da Lei nº 9. bem como a conveniência de simplificar. racionalizar e abreviar o trâmite dos processos objeto do Decreto. mantendo informação de andamento processual própria. DE 12 DE DEZEMBRO DE 2007. integridade. no uso de suas atribuições. razoabilidade. economia e celeridade processual e eficiência. 1º A tramitação dos processos regulatórios de instituições e cursos de graduação e seqüenciais do sistema federal de educação superior será feita exclusivamente em meio eletrônico. § 4º A indisponibilidade do e-MEC na data de vencimento de qualquer prazo acarretará a prorrogação automática deste para o primeiro dia subseqüente em que haja disponibilidade do sistema. validade jurídica e interoperabilidade da Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira . § 1º O acesso ao sistema. em dias corridos. de 13 de julho de 2006. nº10. em especial os princípios da finalidade. Art. alterado pelo Decreto nº 5. § 3º A contagem de prazos observará o disposto no art.Brasil. com observância aos requisitos de autenticidade. § 2º As notificações e publicações dos atos de tramitação dos processos pelo e-MEC serão feitas exclusivamente em meio eletrônico.ICP . aplicando-se. levando em consideração o horário de disponibilidade do sistema. excluído o dia da abertura da vista e incluído o do vencimento. para inserção de dados pelas instituições.419. resolve CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art.870. § 1º A comunicação dos atos se fará em meio eletrônico. por analogia. de 09 de maio de 2006. 2º A movimentação dos processos se fará mediante a utilização de certificados digitais.784. que será devidamente informado aos usuários. de 29 de janeiro de 1999. de 19 de maio de 2004. de 19 de dezembro de 2006.784. supervisão e avaliação de cursos e instituições de graduação e seqüenciais. motivação.394. O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO.

6º Os dados informados e os documentos produzidos eletronicamente. § 5º O uso da chave de acesso e da senha gera presunção da autenticidade. § 7o A perda da chave de acesso ou da senha ou a quebra de sigilo deverão ser comunicadas imediatamente ao provedor do sistema e à Autoridade Certificadora. do Decreto nº 5773. reconhecidos ou com reconhecimento renovado. pessoal e intransferível. § 2º O sistema possibilitará a geração de relatórios de gestão. ainda que por terceiros. de modo a permitir informação ao público sobre o andamento dos processos. de 2006. padrão ICP Brasil. com origem e signatário garantidos por certificação eletrônica. para bloqueio de acesso. confiabilidade e segurança dos dados.773. quando disponíveis. § 6º O uso da chave de acesso e da senha é de responsabilidade exclusiva do compromissário. 28. § 3º O acesso ao e-MEC deverá ser realizado com certificação digital. § 2º O acesso ao sistema. serão considerados válidos e íntegros. informando credenciamento específico para educação a distância (EAD). bem como por quaisquer outros agentes habilitados. além dos dados sobre os atos autorizativos e os elementos relevantes da instrução processual. 4º O e-MEC será implantado em ambiente acessível pela internet. com a celebração de termo de compromisso. a cargo do usuário. mediante a celebração de termo de compromisso. 5º Os documentos a serem apresentados pelas instituições poderão. 3º Os documentos que integram o e-MEC são públicos. não cabendo ao provedor do sistema responsabilidade por eventuais danos decorrentes de uso indevido da senha. Art. dar-se-á pela atribuição de chave de identificação e de senha. § 2º Os arquivos e registros digitais serão válidos para todos os efeitos legais e permanecerão à disposição das auditorias internas e externas do MEC. de 2006. expressamente referidas nesta Portaria. Art. Art. para inserção de dados pelos agentes públicos competentes para atuar nos processos de regulação e avaliação também se dará pela atribuição de chave de identificação e senha de acesso. § 1º O sistema gerará e manterá atualizadas relações de instituições credenciadas e recredenciadas no e-MEC.profissional mencionados nos arts. que trata do PDI. § 4º A assinatura do termo de compromisso com o provedor do sistema implica responsabilidade legal do compromissário e a presunção de sua capacidade técnica para realização das transações no e-MEC. § 1º Serão de acesso restrito os dados relativos aos itens III. ressalvadas informações exclusivamente de interesse privado da instituição. pessoal e intransferível. que subsidiarão as atividades decisória e de acompanhamento e supervisão dos órgãos do Ministério da Educação. ser substituídos por consulta eletrônica aos sistemas eletrônicos oficiais de origem. ressalvada a alegação 242 . emitido por Autoridade Certificadora credenciada. IV e X do art. Art. 16. e cursos autorizados. 36 e 37 do Decreto nº 5. com o uso de Certificado tipo A3 ou superior. bem como a relação de instituições credenciadas e de cursos autorizados e reconhecidos. a critério do MEC. para todos os efeitos legais. na forma da legislação específica.

apresentação dos documentos de instrução referidos no Decreto nº 5.773. VII . 243 . competindo à Coordenação-Geral de Informática e Telecomunicações (CEINF) sua execução operacional.Secretaria de Educação a Distância (SEED). integrada por representantes dos seguintes órgãos: I . isentas nos termos do art. § 1º Após a fase de implantação. CAPÍTULO III DAS DISPOSIÇÕES COMUNS AOS PROCESSOS DE CREDENCIAMENTO DE INSTITUIÇÃO E AUTORIZAÇÃO DE CURSO Art. 3º. § 1º O pedido de credenciamento deve ser acompanhado do pedido de autorização de pelo menos um curso. § 2º Compete à Comissão apreciar as alterações do sistema necessárias à sua operação eficiente. bem como à sua atualização e aperfeiçoamento. § 2º O sistema não aceitará alteração nos formulários ou no boleto após o protocolo do processo. da Lei nº 10.pagamento da taxa de avaliação. prevista no art. IV . o desenvolvimento ulterior do sistema será orientado por Comissão de Acompanhamento. caput. de 2006. VI . de 19 de maio de 2004. ou as declarações correspondentes. 8º O protocolo do pedido de credenciamento de instituição ou autorização de curso será obtido após o cumprimento dos seguintes requisitos: I . nos termos do art. § 3º Os pedidos de credenciamento de centro universitário ou universidade deverão ser instruídos com os atos autorizativos em vigor da instituição proponente e com os demais documentos específicos. não se lhes aplicando o disposto no § 1º. III . CAPÍTULO II DAS COMPETÊNCIAS SOBRE O E-MEC Art.Secretaria de Educação Superior (SESu). § 3º Os órgãos referidos nos incisos II. e VI do § 1º organizarão serviços de apoio ao usuário do e-MEC visando solucionar os problemas que se apresentem à plena operabilidade do sistema.773. mediante documento eletrônico. 7º A coordenação do e-MEC caberá a pessoa designada pelo Ministro da Educação. 3º. II . sob as penas da lei.870. gerado pelo sistema. em meio eletrônico.Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC).fundamentada de adulteração.Coordenação Geral de Informática e Telecomunicações (CEINF). que será processada na forma da legislação aplicável. V . exceto para instituições de educação superior públicas. II .preenchimento de formulário eletrônico. de 2006. III . III.Gabinete do Ministro (GM). 67 do Decreto nº 5.Conselho Nacional de Educação (CNE).Consultoria Jurídica (CONJUR).Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). § 5º. VIII . da mesma lei.

§ 4º O credenciamento para EAD. os documentos serão submetidos a análise. da SETEC ou da SEED. e gera. que será a mesma nas diversas etapas de sua existência legal e também nos pedidos de aditamento ao ato autorizativo. § 3º O arquivamento do processo. no seu conjunto. exceto na fase de avaliação. após a expedição dos diplomas ou documentos de transferência dos últimos alunos. e as disposições desta Portaria Normativa. § 3º. § 4º O atendimento à diligência restabelece imediatamente o fluxo do processo. 9º A instituição ou o curso terá uma identificação perante o MEC.394. bem como do Estatuto ou Regimento. § 2º As instituições dos sistemas estaduais que solicitarem credenciamento para EAD terão identificação própria. a qual se prestará unicamente a esclarecer ou sanar o aspecto apontado. se couber. § 2º Caso os documentos sejam omissos ou insuficientes à apreciação conclusiva. em que não caberá a realização de diligência. § 1º Não serão aceitas alterações do pedido após o protocolo. § 1º A instituição integrante do sistema federal de educação superior manterá a identificação nos processos de credenciamento para EAD. será realizada pela SESu ou SETEC. nos termos do § 3º. ocasiona o arquivamento do processo. Concluída a análise dos documentos. o requerente deverá solicitar seu arquivamento. o processo seguirá ao Diretor competente da SESu. a quem competirá apreciar a instrução. sob pena de arquivamento do processo. a fim de assegurar objetividade e celeridade processual. 80 da Lei nº 9. 11. § 3º A diligência deverá ser atendida no prazo de 30 (trinta) dias.622. § 5º O não atendimento da diligência. parágrafo único. de 2005. ou o arquivamento do processo. no prazo. 10. o órgão poderá determinar ao requerente a realização de diligência. devidamente alterado. observado o Decreto nº 5. e protocolar novo pedido.773. Seção I Da análise documental Art. e determinar a correção das irregularidades sanáveis. § 3º O descredenciamento ou o cancelamento da autorização. quando a insuficiência de elementos de instrução impedir o seu prosseguimento. 244 . 68. cabendo à SEED a apreciação dos requisitos próprios para oferta de educação a distância. de 1996. nos termos do caput ou do § 2º não enseja o efeito do art. § 2º Em caso de alteração relevante de qualquer dos elementos de instrução do pedido de ato autorizativo. Após o protocolo. observado o dever de conservação do acervo escolar. resultará no encerramento da ficha e na baixa do número de identificação. de 2006. § 1º A análise dos documentos fiscais e das informações sobre o corpo dirigente e o imóvel. § 6º As diligências serão concentradas em uma única oportunidade em cada fase do processo. conforme o caso. obedecerá a procedimento específico. resultantes de pedido da instituição ou de decisão definitiva do MEC. nos termos do art. nos termos do art. do Decreto nº 5. 11. Art. Art.

15.870. A tramitação do processo no INEP se iniciará com sorteio da Comissão de Avaliação e definição da data da visita. § 1º A Comissão de Avaliação será integrada por membros em número determinado na forma do § 2º do art. será feita a compensação das taxas correspondentes. nos termos do art. aferirá a exatidão dos dados informados pela instituição. § 1º O requerente deverá preencher os formulários eletrônicos de avaliação.em favor da requerente. com especial atenção ao PDI. conforme as diretrizes da CONAES. § 4º O INEP informará no e-MEC os nomes dos integrantes da Comissão e a data do sorteio. Art. utilizando o instrumento de avaliação previsto art. de acordo com calendário próprio. do Decreto nº 5. e pela regulamentação do INEP. 13. restituindo-se o crédito eventualmente apurado a favor da instituição requerente. V. Art. § 2º. nos termos do art. § 2º Caso a Comissão de Avaliadores exceda o número de dois membros. I e II da Lei nº 10. 14. 7º. com o despacho do Diretor ou do Secretário. § 5º A Comissão de Avaliação. a ser restituído na forma do art. § 2º O não preenchimento do formulário de avaliação de cursos no prazo de 15 (quinze) dias e de instituições. incluídas as eventuais deficiências. o processo seguirá ao INEP. 14. no prazo de 30 (trinta) dias ensejará o arquivamento do processo. 11. para realização da avaliação in loco. de 2004. 3º da Lei nº 10. § 3º O INEP informará no e-MEC a data designada para a visita. § 4º Caso o arquivamento venha a ocorrer depois de iniciada a fase de avaliação. não haverá restituição do valor da taxa. da SETEC ou da SEED. na realização da visita in loco. crédito do valor da taxa de avaliação recolhida correspondente ao pedido arquivado. o requerente efetuará o pagamento do complemento da taxa de avaliação. de 2006. nos termos dos §§ 1º e 2º do art. A Comissão de Avaliadores procederá à avaliação in loco. § 3º. conforme o caso. em virtude de qualquer das alterações referidas no § 2º. 3º da Lei nº 10. Art. de 2004. A decisão do Secretário referida no caput é irrecorrível. exceto para instituições de educação superior públicas.773. em relatório que servirá como referencial básico à decisão das Secretarias ou do CNE. Parágrafo único. Seção II Da avaliação pelo INEP Art. e respectivos formulários de avaliação. disponibilizados no sistema do INEP. considerando a tramitação simultânea de pedidos. § 3º Na hipótese do agrupamento de visitas de avaliação in loco. no prazo de dez dias. conforme o caso.870. sorteados por sistema próprio dentre os integrantes do Banco de Avaliadores do SINAES (Basis). Do despacho de arquivamento caberá recurso ao Secretário da SESu. Encerrada a fase de instrução documental. 245 . 12.861. conforme o caso. de 2004. § 4º O trabalho da Comissão de Avaliação deverá ser pautado pelo registro fiel e circunstanciado das condições concretas de funcionamento da instituição ou curso. na oportunidade de ingresso do processo no INEP e cálculo do complemento previsto no § 2º. 6º.

se for o caso. o processo seguirá ao CNE. O processo seguirá à apreciação da SESu. § 2º Exarado o parecer do Secretário. o ato autorizativo será encaminhado a publicação no Diário Oficial. 17.quando se tratar de avaliação institucional. 246 .manutenção do parecer da Comissão de Avaliação. 16. III . §§ 2º a 6º. que apreciará conjuntamente as manifestações da instituição e das Secretarias. quando se tratar de avaliação de curso. e encerra a fase da avaliação. conforme o caso. respectivamente. com base em falhas na avaliação. além de medidas específicas de exclusão dos avaliadores do banco. atribuindo conceito de avaliação. sob pena de nulidade do relatório. SETEC ou SEED. com alteração do conceito. bem como a minuta do ato autorizativo. 10. Havendo impugnação. que analisará os elementos da instrução documental. § 3º Havendo impugnação. por uma dentre as seguintes formas: I . II .027. ou oferecer qualquer tipo de aconselhamento que influa no resultado da avaliação. será aberto prazo comum de 20 dias para contra-razões das Secretarias ou da instituição. motivadamente. vedada a reabertura da fase de avaliação. instituída nos termos da Portaria no 1. a avaliação do INEP e o mérito do pedido e preparará o parecer do Secretário. SETEC ou SEED. formalizada a decisão pelo Secretário competente. conforme o caso. em nenhuma hipótese. Realizada a visita à instituição. § 3º No caso de pedido de autorização. na forma do art. pelo deferimento ou indeferimento do pedido. notificando-se a instituição e simultaneamente. conforme o caso. § 2º A instituição e as Secretarias terão prazo comum de 60 dias para impugnar o resultado da avaliação. SETEC ou SEED considere necessária a complementação de informação ou esclarecimento de ponto específico. § 6º É vedado à Comissão de Avaliação fazer recomendações ou sugestões às instituições avaliadas. § 1º O relatório e parecer serão inseridos no e-MEC pelo INEP. e decidirá. poderá baixar o processo em diligência.reforma do parecer da Comissão de Avaliação. de 15 de maio de 2006. § 2º A decisão da CTAA é irrecorrível. § 1º Caso o Diretor competente da SESu. Seção III Da análise de mérito e decisão Art. conforme se acolham os argumentos da IES ou da Secretaria. 15. a Comissão de Avaliadores elaborará relatório e parecer. SESu . na esfera administrativa. § 1º A CTAA não efetuará diligências nem verificação in loco. Art. 18.anulação do relatório e parecer. observado o art. a juízo do INEP. para mais ou para menos. determinando a realização de nova visita. o processo será submetido à Comissão Técnica de Acompanhamento da Avaliação (CTAA). ou PPC. Art. na hipótese de pedido de credenciamento.

§ 2º O impedimento ou a suspeição de qualquer Conselheiro não altera o quorum. Art. se for o caso. submetendo a matéria ao CP/CNE. § 2º A inobservância do disposto neste artigo caracteriza irregularidade. ou ainda pela modificação da competência. § 2º O recurso das decisões denegatórias de autorização. pelo prazo regimental. O sistema informará a data de apreciação do processo pela CES/CNE. de 1999. observado o art. observada a equanimidade de distribuição entre os Conselheiros. nos termos dos arts. nos termos do Regimento Interno. Art. Art. reconhecimento e renovação de reconhecimento de curso será julgado em instância única. e submeterá o processo à apreciação da CES/CNE. 19. 134 a 138 do Código de Processo Civil. subsidiariamente dos arts. Da deliberação caberá recurso ao Conselho Pleno (CP/CNE). Seção IV Do processo no CNE Art. para apreciação quanto à admissibilidade e. necessariamente integrante da Câmara de Educação Superior (CES/CNE).Art. conforme calendário das sessões e inclusão em pauta pelo Presidente da Câmara. 23. § 4o Os integrantes da CES/CNE poderão pedir vista do processo. observandose os arts. 20. com acesso restrito aos membros da Câmara e pessoas autorizadas. 10. 55 e seguintes. § 1º Qualquer alteração relevante nos pressupostos de expedição do ato autorizativo deve ser processada na forma de pedido de aditamento. 20. arts. § 1º O processo poderá ser baixado em diligência.773. 247 . O processo seguirá seu fluxo. para fins do sistema e-MEC. 18 a 21 da Lei nº 9. quanto ao mérito. ou. § 1º Havendo recurso. O relator inserirá minuta de parecer no sistema. A CES/CNE apreciará o parecer do Conselheiro relator e proferirá sua decisão. 103 a 106. no CNE. nos termos do Regimento Interno do CNE. § 3o Não caberá a realização de diligência para revisão da avaliação. na esfera administrativa. 11 do Decreto nº 5. § 1º Outras hipóteses de modificação de competência serão decididas pela CES/CNE. no mínimo. também por aplicação analógica do Código de Processo Civil. Art. observado o art.784. § 2º O prazo para atendimento da diligência será de 30 dias. nos termos do art. nos termos do Regimento Interno do CNE. §§ 4º a 6º. Após a expedição do ato autorizativo a instituição deverá manter. 24. podendo solicitar revisão técnica. com o sorteio eletrônico de Conselheiro relator. no que diz respeito aos processos que tramitam pelo e-MEC. 22. 21. o processo será distribuído a novo relator. O relator poderá manifestar-se pelo impedimento ou suspeição. para a apresentação de esclarecimentos ou informações relevantes. as condições informadas ao MEC e verificadas por ocasião da avaliação in loco. nos termos do Regimento Interno. pela CES/CNE e sua decisão será irrecorrível. Parágrafo único. de 2006.

§ 3º No caso do parágrafo 2º. §§ 2º e 3º do Decreto nº 5. de 2006. O pedido de autorização deverá ser instruído com a relação de docentes comprometidos com a instituição para a oferta de curso. se for o caso. 81 da Lei nº 9. com a redação dada pelo Decreto no 5. com base no art. Odontologia e Psicologia sujeitam-se à tramitação prevista no art. Parágrafo único. § 1º O Gabinete do Ministro poderá solicitar nota técnica à Secretaria competente e parecer jurídico à Consultoria Jurídica. § 2º O Ministro poderá devolver o processo ao CNE para reexame. para homologação. que será encaminhado ao Diário Oficial da União. 26. 42 do Decreto nº 5. de 1996. § 1º Na hipótese de inclusão de curso novo. § 2º As habilitações dos cursos. e informada no sistema a data de publicação no DOU. 248 . Art. § 4º O processo retornará ao Gabinete. Art. Art. CAPÍTULO IV DAS DISPOSIÇÕES PECULIARES AOS PROCESSOS DE AUTORIZAÇÃO OU RECONHECIMENTO DE CURSO Art. Para o andamento do processo de autorização ou reconhecimento. para publicação.773. 28. Parágrafo único.840.773. motivadamente. o processo de autorização ou reconhecimento será sobrestado. Os cursos experimentais sujeitam-se a consulta prévia à SETEC. ou tem caráter experimental. O pedido de reconhecimento deverá ser instruído com a relação de docentes efetivamente contratados para oferta do curso. de 2006. de 28 de julho de 2006. Medicina. 28. indicará o código de classificação do curso. por ocasião do credenciamento ou recredenciamento da instituição. Nos processos de autorização ou reconhecimento de cursos superiores de tecnologia o requerente informará se o pedido tem por base o catálogo instituído pela Portaria nº 10. 29. é indispensável que o curso conste de PDI já submetido à apreciação dos órgãos competentes do MEC. em banco de dados complementar ao Cadastro Nacional de Docentes mantido pelo INEP. motivadamente e de forma definitiva.394. 25. A deliberação da CES/CNE ou do Conselho Pleno será encaminhada ao Gabinete do Ministro. até que se processe o aditamento do ato de credenciamento ou recredenciamento. a CES/CNE ou o Conselho Pleno reexaminará a matéria. nos termos do art. a fim de instruir a homologação. de 2006. desde que compatíveis com as Diretrizes Curriculares Nacionais próprias. ao deferir a tramitação do pedido com esse caráter. 27. mantido pelo INEP. encerra-se o processo na esfera administrativa. devidamente cadastrados no Cadastro Nacional de Docentes. que.Art. expeça o ato autorizativo. para efeito de constituição da Comissão de Avaliação pelo INEP. o pedido. a fim de que o Ministro homologue o parecer e. deverão ser processadas conjuntamente com o pedido de autorização de curso. Os pedidos de autorização de cursos de Direito. § 5º Expedido o ato autorizativo ou denegado.

249 . § 2º Nos pedidos de autorização de cursos de graduação em Medicina. não sujeitos a autorização. de ofício. Odontologia e Psicologia sem parecer favorável do CNS. o Conselho Técnico Científico da Educação Básica.773. § 3º Nos pedidos de reconhecimento de curso correspondente a profissão regulamentada. será aberta vista para manifestação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). § 4º Nos pedidos de reconhecimento dos cursos de licenciatura e normal superior. pelo prazo de 60 dias. a SESu impugnará. caput. prorrogável por igual período. referida nos §§ 1º ou 2º. ao tempo fixado de conclusão do curso. do Decreto nº 5. definido esse pelo início efetivo das aulas. 30. observadas as disposições deste artigo. Odontologia e Psicologia. nos termos do art. no prazo de 60 dias. no prazo de 60 dias do início da oferta. exaurido o recurso. conforme o caso.773. vedado o ingresso de novos alunos. será aberta vista para manifestação do Conselho Nacional de Saúde (CNS).773. A instituição informará a época estimada para reconhecimento do curso. que será utilizado no reconhecimento e nas fases regulatórias seguintes. § 2º Até 30 dias após o início do curso. Art. à CTAA. § 6º Caso a manifestação da OAB ou CNS. as disposições pertinentes ao processo de autorização de curso. a decisão de arquivamento do processo. este último ficará sobrestado até o fim do prazo dos órgãos referidos e por mais dez dias. ou o indeferimento do pedido de reconhecimento. será aberta vista para que o respectivo órgão de regulamentação profissional. § 7º Nos pedidos de autorização de curso de Direito sem parecer favorável da OAB ou de Medicina. querendo. pelo prazo de 60 dias. extrapole o prazo de impugnação da Secretaria. § 2º Na hipótese de insuficiência de documentos. de 2006. no que couber. de 2006. serão informados ao e-MEC. § 1º A portaria de autorização indicará o prazo máximo para pedido de reconhecimento. cuja manifestação subsidiará a apreciação de mérito da Secretaria.§ 1º Nos pedidos de autorização e reconhecimento de curso de graduação em Direito. a instituição informará a data da oferta efetiva. Art. 35. por ocasião da impugnação ao parecer da Comissão de Avaliação do INEP. 31. a requerimento do CNS. da CAPES. quando o conceito da avaliação do INEP for satisfatório. Aplicam-se ao processo de reconhecimento. de âmbito nacional. § 5º O processo no MEC tramitará de forma independente e simultânea à análise pelos entes referidos nos §§ 1º a 3º. de 2006. 37 do Decreto nº 5. e receberão número de identificação. prorrogável por igual período. aplicando a regra do art. aplicando-se. § 1º Os cursos oferecidos por instituições autônomas. implicará o reconhecimento do curso apenas para fim de expedição e registro de diploma. a fim de que a Secretaria competente possa considerar as informações e elementos por eles referidos. poderá se manifestar. as disposições procedimentais que regem a manifestação dos conselhos de regulamentação profissional. observado o limite fixado no Decreto nº 5. com a determinação da transferência de alunos. na fase de instrução documental. no que couber. a requerimento da OAB. ofereça subsídios à decisão da Secretaria.

na esfera administrativa. política de atualização e informatização. § 1º A instituição deverá afixar em local visível junto à Secretaria de alunos. com a data de publicação no Diário Oficial da União. taxas de matrícula e respectivos reajustes e todos os ônus incidentes sobre a atividade educacional. requisitos e critérios de avaliação. Após a autorização do curso. § 5º À decisão desfavorável do Secretário da SESu. neste caso. com a respectiva formação. conjunto de normas que regem a vida acadêmica. além dos seguintes elementos: I. § 2º A instituição manterá em página eletrônica própria. VI. relação dos professores que integram o corpo docente do curso. as quais serão verificadas por ocasião do reconhecimento e das renovações de reconhecimento. matriz curricular do curso. SETEC ou SEED ao pedido de autorização ou reconhecimento se seguirá a abertura do prazo de 30 dias para recurso ao CNE. as disposições relativas ao reconhecimento. § 8º Aplicam-se à renovação de reconhecimento. titulação e regime de trabalho. no que couber. observar-se-á o art. sua duração. IV. dirigentes da instituição e coordenador de curso efetivamente em exercício. valor corrente dos encargos financeiros a serem assumidos pelos alunos. ato autorizativo expedido pelo MEC. registro oficial devidamente atualizado das informações referidas no § 1º. quanto ao protocolo de compromisso. com a homologação ministerial. incluídos o Estatuto ou Regimento que instruíram os pedidos de ato autorizativo junto ao MEC. de transferência dos alunos ou deferimento para efeito de expedição de diplomas. pela Câmara de Educação Superior do CNE e sua decisão será irrecorrível. na forma do art. § 6º O recurso das decisões denegatórias de autorização ou reconhecimento de curso será julgado. relacionada à área do curso. V. § 4º Na hipótese de avaliação insatisfatória. 25. § 7º Mantido o entendimento desfavorável pela CES/CNE. sendo submetida à homologação do Ministro. área física disponível e formas de acesso e utilização. projeto pedagógico do curso e componentes curriculares. a decisão importará indeferimento do pedido de autorização ou reconhecimento e. no mínimo. II. e também na biblioteca. II. incluindo mensalidades. a instituição compromete-se a observar. 250 . em qualquer caso. III. em instância única. bem como o atendimento satisfatório aos requisitos de qualidade definidos no instrumento de avaliação apropriado. informando especificamente o seguinte: I. 32. para consulta dos alunos ou interessados. 35. III. resultados obtidos nas últimas avaliações realizadas pelo Ministério da Educação. descrição da biblioteca quanto ao seu acervo de livros e periódicos. quando houver. o padrão de qualidade e as condições em que se deu a autorização.§ 3º A avaliação realizada por ocasião do reconhecimento do curso aferirá a permanência das condições informadas por ocasião da autorização. vedado. Art. as condições de oferta do curso. o ingresso de novos alunos.

Publicado o calendário do ciclo avaliativo. V . 34. ouvida a CONAES. II . 251 . § 3º O edital de abertura do vestibular ou processo seletivo do curso. observado o regime da autonomia. deverá conter pelo menos as seguintes informações: I . de 2006. 59 do Decreto nº 5. Superada a fase de análise documental.773. quando for o caso. Art. descrição da infra-estrutura física destinada ao curso. 33. 35. com base em proposta do INEP. III .denominação e habilitações de cada curso abrangido pelo processo seletivo.normas de acesso. sendo vedada a admissão de novos estudantes até o saneamento da irregularidade. observadas as disposições pertinentes das seções anteriores desta Portaria. por opção do aluno. quando for o caso. ressalvada a hipótese de apresentação decorativa. a ser publicado no mínimo 15 (quinze) dias antes da realização da seleção.ato autorizativo de cada curso. As avaliações para efeito de recredenciamento de instituição ou renovação de reconhecimento de curso serão realizadas conforme o ciclo avaliativo do SINAES.número de vagas autorizadas. o processo de recredenciamento de instituições e renovação de reconhecimento de cursos terá início com o protocolo do pedido. não ensejando a cobrança de qualquer valor. informando a data de publicação no Diário Oficial da União.local de funcionamento de cada curso. § 1º O ciclo avaliativo compreende a realização periódica de autoavaliação de instituições. previsto no art. de cada curso e habilitação.número de alunos por turma. observado o regime da autonomia. § 4º A expedição do diploma considera-se incluída nos serviços educacionais prestados pela instituição. nos termos do art. nos resultados do Exame Nacional de Estudantes (ENADE) e nos cadastros próprios do INEP. Art. CAPÍTULO V DO CICLO AVALIATIVO E DAS DISPOSIÇÕES PECULIARES AOS PROCESSOS DE RECREDENCIAMENTO DE INSTITUIÇÕES E RENOVAÇÃO DE RECONHECIMENTO DE CURSOS Art.prazo de validade do processo seletivo. avaliação externa de instituições e avaliação de cursos de graduação e programas de cursos seqüenciais. com a utilização de papel ou tratamento gráfico especiais. VII . VI . § 3º O descumprimento do calendário de avaliação do INEP e conseqüente retardamento do pedido de recredenciamento ou renovação de reconhecimento caracteriza irregularidade administrativa. o processo no INEP se iniciará com a atribuição de conceito preliminar. 11 do Decreto nº 5. de 2006. por turno de funcionamento. infra-estrutura de informática e redes de informação. IV . preenchimento de formulários e juntada de documentos eletrônicos.IV. incluindo laboratórios.773. equipamentos instalados. § 2º Portaria do Ministro fixará o calendário do ciclo avaliativo. gerado a partir de informações lançadas por instituições ou cursos no Censo da Educação Superior.

de 2006. § 4º Na vigência de protocolo de compromisso poderá ser suspensa. em instância única e irrecorrível. o processo será submetido à SESu. a Secretaria poderá autorizar que a instituição expeça diplomas para os alunos que concluam o curso na vigência do protocolo de compromisso. apreciará os elementos do processo e elaborará parecer. 38. exaurido o recurso cabível. 40. a SESu. § 2º. a ser firmado com a instituição. bem como informações resultantes de atividades de supervisão. Art. da SETEC ou da SEED. caberá recurso. A manutenção do conceito insatisfatório. A instituição será notificada da instauração do processo e terá prazo de 10 dias para apresentação da defesa. 10. poderá ser dispensada a realização da avaliação in loco. deverá manifestar-se. da Lei nº 10. de 2004.773. sem efeito suspensivo. Parágrafo único. § 5º Na hipótese do § 3º. 36. para verificar o cumprimento das metas estipuladas. a instituição deverá requerer nova avaliação ao INEP. para elaboração de minuta de protocolo de compromisso. Ao final do prazo do protocolo de compromisso. Art. exaurido o recurso cabível. Art. retomando-se o andamento do processo. do parecer de avaliação pela Secretaria competente.861. a partir dos parâmetros estabelecidos pela CONAES. 37. de ofício. na forma do art. o processo deverá ser obrigatoriamente submetido à CTAA. conforme o caso. nos termos do no art. por ocasião da impugnação referida no art. na forma do art. quando houver. com impugnação. quando a Comissão de Avaliação atribuir conceito satisfatório ao curso. com vistas à alteração ou manutenção do conceito. Não requerida nova avaliação. nos casos de renovação de reconhecimento. ou SEED. Recebida a defesa. requerendo a avaliação in loco. decidirá pela assinatura do protocolo de compromisso e validará seu prazo e condições. SETEC. Art. 16. cautelarmente. 39. 61. § 6º Na hipótese da medida cautelar. Art. em caráter excepcional. ao final do prazo do protocolo de compromisso. nos termos do art. Na hipótese de resultado insatisfatório da avaliação. SETEC ou SEED. § 2º. dependendo da gravidade das deficiências. § 1º O Secretário da SESu. com efeito de reconhecimento. § 3º A celebração do protocolo de compromisso suspende o processo de recredenciamento ou de renovação de reconhecimento em curso. § 2º. a admissão de novos alunos. enseja a instauração de processo administrativo para aplicação das penalidades previstas no art. 14. 10. 38. à CES/CNE. § 2º O protocolo de compromisso adotará como referencial as deficiências apontadas no relatório da Comissão de Avaliação. § 3º Na avaliação de curso que tiver obtido conceito inferior a 3 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE) e no Índice de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD). § 3º da 252 . do Decreto nº 5.§ 1º Caso o conceito preliminar seja satisfatório. no prazo de 30 dias. conforme o caso. conforme o caso. § 2º Caso a instituição deseje a revisão do conceito preliminar. considerar-se-á mantido o conceito insatisfatório. a fim de evitar prejuízo aos alunos. encaminhando o processo à Câmara de Educação Superior do CNE.

773. 80 da Lei nº 9.Lei nº 10. 253 . de 2005. § 4º O credenciamento de instituições para oferta de cursos e programas de mestrado e doutorado na modalidade a distância sujeita-se à competência normativa da CAPES e à expedição de ato autorizativo específico. O credenciamento de instituições para oferta de educação na modalidade a distância deverá ser requerido por instituições de educação superior já credenciadas no sistema federal ou nos sistemas estaduais e do Distrito Federal. conforme dispõe o art. Recebido o processo na CES/CNE.622. do Decreto no 5. de 2006. A decisão de aplicação de penalidade ensejará a expedição de Portaria específica pelo Ministro. Art. § 2º O pedido de credenciamento para EAD tramitará em conjunto com o pedido de autorização de pelo menos um curso superior na modalidade a distância. 20 e seguintes. O ato de credenciamento para EAD considerará como abrangência geográfica para atuação da instituição de ensino superior na modalidade de educação a distância. Art. compreendendo avaliação. Art. do Decreto nº 5. Art. para fim de realização das atividades presenciais obrigatórias. Não caberá a realização de diligência para revisão da avaliação. A obtenção de conceito satisfatório. conforme o art. após a reavaliação in loco. de 2005.861. AUTORIZAÇÃO E RECONHECIMENTO PARA OFERTA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Seção I Disposições gerais Art. § 1º. de 2004. § 2º As atividades presenciais obrigatórias. conforme art. CAPÍTULO VI DAS DISPOSIÇÕES PECULIARES AOS PROCESSOS DE CREDENCIAMENTO. na forma do art. provocará o restabelecimento do fluxo processual sobrestado. § 1º O pedido de credenciamento para EAD observará. as disposições processuais que regem o pedido de credenciamento. no que couber. será sorteado relator dentre os membros da CES/CNE e observado o rito dos arts. 42. 44. 9º do Decreto n° 5. 12. defesa de trabalhos ou prática em laboratório. § 1º Pólo de apoio presencial é a unidade operacional para o desenvolvimento descentralizado de atividades pedagógicas e administrativas relativas aos cursos e programas ofertados a distância. 41. com a recomendação de aplicação de penalidade. 36.622. § 3º O recredenciamento para EAD tramitará em conjunto com o pedido de recredenciamento de instituições de educação superior. nos termos do art. Parágrafo único. de 19 de dezembro de 2005. 43. X. a sede da instituição acrescida dos pólos de apoio presencial. se considerada satisfatória a defesa. 67 do Decreto nº 5. ou de arquivamento do processo administrativo. c. serão realizados na sede da instituição ou nos pólos de apoio presencial credenciados.394 de 20 de dezembro de 1996 e art. estágios. 45. 1º.622.

comprovante eletrônico de pagamento da taxa de avaliação.§ 3º Caso a sede da instituição venha a ser utilizada para a realização da parte presencial dos cursos a distância. com os seguintes documentos: I .formulário eletrônico de PDI. O pedido de credenciamento para EAD será instruído de forma a comprovar a existência de estrutura física e tecnológica e recursos humanos adequados e suficientes à oferta da educação superior a distância. Parágrafo único. conforme os requisitos fixados pelo Decreto nº 5. observadas as disposições desta Portaria. de 2005 e os referenciais de qualidade próprios. § 2º O pedido de credenciamento para EAD deve ser acompanhado do pedido de autorização de pelo menos um curso superior na modalidade. III . Seção II Do processo de credenciamento para educação a distância Art. Seção III Do credenciamento especial para oferta de pós-graduação lato sensu a distância Art. As instituições de pesquisa científica e tecnológica credenciadas para a oferta de cursos de pós-graduação lato sensu poderão requerer credenciamento específico para EAD. e os referenciais de qualidade próprios.ato autorizativo de credenciamento para educação superior presencial. no qual deverão ser informados os pólos de apoio presencial. A ampliação da abrangência acadêmica do ato autorizativo referido no caput. 46. II . de 2005. § 1º As instituições integrantes do sistema federal de educação já credenciadas ou recredenciadas no e-MEC poderão ser dispensadas de apresentação do documento referido no inciso I. O credenciamento para EAD que tenha por base curso de pósgraduação lato sensu ficará limitado a esse nível. Seção IV 254 . gerado pelo sistema. Art.622. instruído com pedido de autorização de pelo menos um curso de graduação na modalidade a distância. conforme os requisitos fixados pelo Decreto nº 5. § 4º As atividades presenciais obrigatórias dos cursos de pós graduação lato sensu a distância poderão ser realizadas em locais distintos da sede ou dos pólos credenciados. dependerá de pedido de aditamento. tecnológica e de recursos humanos adequados e suficientes à oferta de cursos na modalidade a distância. para atuação da instituição na modalidade EAD em nível de graduação. deverá submeter-se a avaliação in loco. observados os referenciais de qualidade exigíveis dos pólos. acompanhados dos elementos necessários à comprovação da existência de estrutura física.622. considerando a sede e os pólos de apoio presencial. 48. § 3º O cálculo da taxa de avaliação deverá considerar as comissões necessárias para a verificação in loco de cada pólo presencial requerido. exceto para instituições de educação superior públicas. 47. além das normas que regem os cursos de especialização.

reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores na modalidade a distância de instituições integrantes do sistema federal devem tramitar perante os órgãos próprios do Ministério da Educação. Seção V Da autorização e reconhecimento de cursos de educação a distância Art. pelo sistema federal. devem requerer o credenciamento prévio do pólo.394. 51. devem tramitar perante os órgãos estaduais competentes. de 1996. I e II. cujos elementos subsidiarão a decisão do MEC sobre o pedido de credenciamento. reconhecimento e renovação de reconhecimento pelas autoridades do sistema federal. A oferta de curso na modalidade a distância por instituições integrantes dos sistemas estaduais sujeita-se a credenciamento prévio da instituição pelo Ministério da Educação. 50. sujeita-se a pedido de autorização. Os cursos das instituições integrantes dos sistemas estaduais cujas atividades presenciais obrigatórias forem realizados em pólos localizados fora do Estado sujeitam-se a autorização. A oferta de cursos superiores na modalidade a distância. em pólos de apoio presencial. 46. por instituições devidamente credenciadas para a modalidade. na forma da legislação. Art.Do credenciamento de instituições de educação superior integrantes dos sistemas estaduais para oferta de educação a distância Art. o qual poderá subsidiar a decisão das instâncias competentes do sistema estadual. 53. nos termos do art. § 1º Os pedidos de autorização. Odontologia e Psicologia. acompanhado do pedido de autorização de pelo menos um curso perante o sistema federal. dispensada a autorização para instituições que gozem de autonomia. sem prejuízo dos atos autorizativos de competência das autoridades do sistema estadual. Parágrafo único. Os pedidos de autorização. exceto para os cursos de Direito. 17. 49. além dos documentos e informações previstos no art. 255 . Os pedidos de credenciamento para EAD de instituições que integram os sistemas estaduais de educação superior serão instruídos com a comprovação do ato de credenciamento pelo sistema competente. O curso de instituição integrante do sistema estadual que acompanhar o pedido de credenciamento em EAD receberá parecer opinativo do MEC sobre autorização. aos quais caberá a respectiva supervisão. não exclui a necessidade de processos distintos de reconhecimento de cada um desses cursos pelos sistemas de ensino competentes. da Lei nº 9. Parágrafo único. que se processará na forma desta Portaria. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores na modalidade a distância de instituições integrantes dos sistemas estaduais. reconhecimento e renovação de reconhecimento. ainda que análogos aos cursos superiores a distância ofertados pela IES. Art. Art. Medicina. Os cursos referidos no caput cuja parte presencial for executada fora da sede. com a demonstração de suficiência da estrutura física e tecnológica e de recursos humanos para a oferta do curso. 52. § 2º A existência de cursos superiores reconhecidos na modalidade presencial.

definidos por sorteio. O aditamento se processará como incidente dentro de uma etapa da existência legal da instituição ou curso. Seção VI Da oferta de cursos na modalidade a distância em regime de parceria Art. em formulário eletrônico do sistema e-MEC. um deles à escolha da SEED e os demais. as avaliações in loco poderão ocorrer por amostragem. definido por sorteio. III . a avaliação in loco será realizada em 10% (dez por cento) dos pólos. caso venha a ser utilizada como pólo de apoio presencial. informando projeto pedagógico. da seguinte forma: I . A oferta de curso na modalidade a distância em regime de parceria.de 5 (cinco) a 20 (vinte) pólos. 45. § 2º. respeitado o limite da capacidade de atendimento de estudantes no pólo. 55.mais de 20 (vinte) pólos. observado o art. II . utilizando pólo de apoio presencial credenciado de outra instituição é facultada. à escolha da SEED. § 3º. CAPÍTULO IX DOS PEDIDOS DE ADITAMENTO AO ATO AUTORIZATIVO Art. avaliação e supervisão. Parágrafo único. por amostragem.§ 3º Os cursos na modalidade a distância devem ser considerados de maneira independente dos cursos presenciais para fins dos processos de regulação. § 1º Os pedidos de autorização. a avaliação in loco será realizada em 1 (um) pólo. § 3º A sede de qualquer das instituições deverá ser computada. reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos na modalidade a distância em regime de parceria deverão informar essa condição. O pedido de autorização de curso na modalidade a distância deverá cumprir os requisitos pertinentes aos demais cursos superiores. acompanhada dos documentos comprobatórios das condições respectivas e demais dados relevantes. condiciona-se à comprovação da qualidade da prestação educacional oferecida pela instituição em relação às atividades já autorizadas. 54. observado o procedimento do art. § 1º Qualquer ampliação da abrangência original do ato autorizativo. um deles à escolha da SEED e o segundo. No processo de reconhecimento de cursos na modalidade a distância realizados em diversos pólos de apoio presencial. professores comprometidos. a avaliação in loco será realizada em 2 (dois) pólos. § 2º Deverá ser realizada avaliação in loco aos pólos da instituição ofertante e da instituição parceira. resguardada a autonomia universitária.até 5 (cinco) pólos. § 4º Os cursos na modalidade a distância ofertados pelas instituições dos sistemas federal e estaduais devem estar previstos no Plano de Desenvolvimento Institucional apresentado pela instituição por ocasião do credenciamento. 56. Art. 55. 256 . tutores de EAD e outros dados relevantes para o ato autorizativo.

será apreciado pela Secretaria competente.alteração relevante de PDI. II . quando couber. dependerão de aditamento.criação de campus fora de sede. com as alterações deste Capítulo. § 7º A tramitação de pedido de aditamento a ato autorizativo ainda não decidido aguardará a decisão sobre o pedido principal. § 5º O pedido de aditamento será decidido pela autoridade que tiver expedido o ato cujo aditamento se requer. 57. V. e apresentadas ao MEC. que elaborará parecer e minuta da Portaria de ato autorizativo com a alteração dos dados objeto do aditamento. III . V . § 3º O aditamento ao ato de credenciamento para credenciamento de pólo de EAD observará as disposições gerais que regem a oferta de educação a distância. § 3º As alterações de menor relevância dispensam pedido de aditamento.§ 2º As alterações relevantes dos pressupostos que serviram de base à expedição do ato autorizativo.descredenciamento voluntário de instituição. após análise documental. Seção I Dos aditamentos ao ato de credenciamento Art. de modo a preservar os interesses dos estudantes e da comunidade universitária.alteração da abrangência geográfica. Devem tramitar como aditamento ao ato de credenciamento ou recredenciamento os seguintes pedidos: I .alteração relevante de Estatuto ou Regimento. ressalvada a necessidade de avaliação in loco apontada pela Secretaria após a apreciação dos documentos. § 4º Os pedidos voluntários de descredenciamento de instituição ou desativação do curso se processarão como aditamentos e resultarão no encerramento da ficha e na baixa do número da instituição ou curso. para deliberação. § 5º A alteração do PDI para inclusão de cursos bem como as hipóteses arroladas nos incisos do caput são sempre relevantes. realização de diligências e avaliação in loco. encaminhando o processo ao CNE. 57 e 61.transferência de mantença. realização das diligências pertinentes e avaliação in loco. VI . aptas a produzir impactos significativos sobre os estudantes e a comunidade acadêmica. A relevância das demais 257 . na forma de atualização. com credenciamento ou descredenciamento voluntário de pólo de EAD. observados os procedimentos pertinentes ao processo originário. § 1º As hipóteses dos incisos I. na forma dos arts. § 6º Após análise documental. será reexpedida a Portaria de ato autorizativo com a alteração dos dados objeto do aditamento. VI e VII serão processadas mediante análise documental. VII . quando couber. por ocasião da renovação do ato autorizativo em vigor.unificação de mantidas ou alteração de denominação de mantida. IV. IV . devendo ser informadas imediatamente ao público. § 4º O pedido de aditamento. § 2º As hipóteses dos incisos II e III dependem de avaliação in loco e pagamento da taxa respectiva.

nos termos do Decreto nº 5. O pedido de transferência de mantença será instruído com os elementos referidos no art. com indicação dos cursos previstos para o novo campus. transferência de quotas. de 2001. acrescido do instrumento de aquisição. A instituição poderá requerer a ampliação da abrangência de atuação. § 3º O pedido de ampliação da abrangência de atuação. por meio do aumento do número de pólos de apoio presencial. o recolhimento da taxa será complementado pela instituição com a diferença do custo de viagem e diárias dos avaliadores no exterior. § 2º No caso do pedido de aditamento ao ato de credenciamento para EAD visando o funcionamento de pólo de apoio presencial no exterior. com base nesse entendimento. 58. Art. depende de autorização específica. alteração do controle societário ou do negócio jurídico que altera o poder decisório sobre a mantenedora.773. Art. conforme cálculo do INEP. § 1º O pedido de aditamento será instruído com documentos que comprovem a existência de estrutura física e recursos humanos necessários e adequados ao funcionamento dos pólos. 15. I. do adquirente da mantença. Estatuto ou Regimento ficará a critério da instituição. I. aplicando-se. § 1º No curso da análise documental. § 2º As alterações do controle societário da mantenedora serão processadas na forma deste artigo. que optará. 72 do Decreto nº 5. § 2º O reconhecimento de curso não autorizado oferecido em campus fora de sede condiciona-se à demonstração da regularidade do regime de autonomia.800. nos termos do art. no que couber. O pedido de credenciamento de campus fora de sede será instruído com os seguintes documentos: I . na forma de aditamento ao ato de credenciamento para EAD. 60. de 2006. solicitando documentos complementares que se façam necessários para comprovar a condição de continuidade da prestação do serviço educacional pelo adquirente.alteração do PDI. § 3º O curso oferecido por centro universitário em unidade fora de sede credenciada ou autorizada antes da edição do Decreto nº 3. do Decreto nº 5. observados os referenciais de qualidade. na forma do art. as suas disposições.773. § 1º A oferta de curso fora de sede em unidade credenciada sem regime de autonomia depende de autorização específica. de 08 de junho de 2006. relativa à ampliação da área de abrangência. por submeter a alteração ao MEC na forma de aditamento ou no momento da renovação do ato autorizativo em vigor.alterações no PDI. II . além do comprovante de recolhimento da taxa de avaliação in loco. nos termos deste artigo. III . em cada caso. § 4º A disposição do parágrafo 3º não se aplica às instituições vinculadas à Universidade Aberta do Brasil. Seção II 258 . a SESu poderá baixar o processo em diligência.860. somente poderá ser efetuado após o reconhecimento do primeiro curso a distância da instituição.comprovante de recolhimento da taxa de avaliação. Art. 8o. 59. de 2006.pedido de autorização de pelo menos um curso no novo campus.

nas mesmas condições. § 2º A hipótese do inciso III depende de avaliação in loco pelo INEP. Devem tramitar como aditamento ao ato de autorização. na forma desta Portaria. devendo ser informado como atualização. IV . 64. V . Art. devidamente aprovado pelo órgão competente da instituição. reconhecimento ou renovação de reconhecimento os seguintes pedidos: I . 63. não depende de aditamento. seguirão tramitando naquele sistema até a expiração do ato autorizativo em vigor. 61. V e VI serão processadas mediante análise documental. da Lei nº 9.desativação voluntária do curso. devendo ser processado na forma do art. 53.mudança do local de oferta do curso. dispensa aditamento do ato autorizativo. § 3º Por ocasião do protocolo de pedido de ato autorizativo de instituição ou curso cujos dados não integrem o e-MEC. § 3°. II . à medida que suas funcionalidades forem absorvidas pelo sistema e-MEC. § 1º As hipóteses dos incisos I.alteração da denominação de curso. O ingresso de processos regulatórios no sistema observará calendário previamente definido em Portaria do Ministro da Educação. por ocasião da renovação do ato autorizativo. de 1996. compatível com a capacidade institucional e as exigências do meio.aumento de vagas ou criação de turno. 259 .alteração relevante de PPC. observados os §§ 3º e 4º. 56. nos termos do art. tendo como referencial a avaliação. IV. § 3º. na forma do art. bem como os aditamentos dos atos autorizativos expedidos no e-MEC deverão ser protocolados nesse sistema. VI . Parágrafo único. 56. e pagamento da taxa respectiva. III . O sistema Sapiens será progressivamente desativado. reconhecimento ou renovação de reconhecimento Art. Os cursos cujos pedidos de reconhecimento tenham sido protocolados dentro do prazo e não tenham sido decididos até a data de conclusão da primeira turma consideram-se reconhecidos. § 3º O aumento de vagas em cursos oferecidos por instituições autônomas. exclusivamente para fins de expedição e registro de diplomas. 62. deverão ser preenchidos os formulários respectivos. IV. § 4º O remanejamento de vagas já autorizadas entre turnos de um mesmo curso presencial ou a criação de turno. em pólos credenciados. II.ampliação da oferta de cursos a distância.Dos aditamentos ao ato de autorização. ressalvada a necessidade de avaliação in loco apontada pela Secretaria após a apreciação dos documentos. § 2º Os pedidos de atos autorizativos novos ou em renovação. A instituição poderá se utilizar da prerrogativa prevista no caput enquanto não for proferida a decisão definitiva no processo de reconhecimento. § 1º Os processos iniciados no Sapiens. Art. incluindo-se os respectivos aditamentos.394. CAPÍTULO XI DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS Art.

11 do Decreto no 5. os pedidos de avaliação relacionados à renovação dos atos autorizativos de instituições reconhecidas segundo a legislação anterior à edição da Lei nº 9. § 3º Os módulos não disponíveis de imediato no sistema e-MEC. até 31 de janeiro de 2008. O sistema será implantado à medida da conclusão e comprovação da segurança de cada um de seus módulos. a instituição deverá manifestar-se. Art. Art. visando eliminar a duplicidade de alimentação de dados por parte dos usuários. nos termos do art. serão equiparados aos pedidos de recredenciamento e tramitarão na forma desses. as menções a Secretarias e suas Diretorias deverão ser aplicadas em relação a órgãos equivalentes que vierem a desempenhar as suas funções. Art. para fins de atualização do banco de dados. Quando possível e conveniente. 260 . de 1996.773 de 2006. caracterizará irregularidade. evitar duplicidade de lançamento de informações e obter os melhores resultados da interoperabilidade dos sistemas de acompanhamento da educação superior. justificadamente. sem a expedição de ato autorizativo. poderão ser transitoriamente supridos pelas funcionalidades correspondentes no sistema Sapiens. obtida pela aplicação da disposição transitória contida no art. Art. tais como credenciamento especial de instituições para oferta de cursos de pósgraduação lato sensu e pedidos de aditamento. § 5º Os formulários constantes de sistemas próprios do MEC ou do INEP relacionados às funções objeto do sistema e-MEC deverão progressivamente ser reorientados no sentido da plena interoperabilidade. 69.394. quando disponível. Para fins do sistema estabelecido nesta Portaria. com base em critérios técnicos próprios da tecnologia da informação. por meio de requerimento à Secretaria de Educação a Distância. 66. § 1o Na hipótese de erro material na lista de pólos em funcionamento.§ 4º Por ocasião do protocolo. no sistema e-MEC. § 2º A certificação digital não será exigida nos anos de 2007 e 2008. até a sua completa desativação. Art. serão aproveitados os números de registros e informações lançados em outros sistemas do MEC e seus órgãos vinculados. para inclusão de novos cursos no PDI não será exigido nas avaliações realizados no ciclo avaliativo 2007/2009 e atos autorizativos correspondentes. 5º da Portaria Normativa nº 2. 67. Na hipótese de reestruturação de órgãos do Ministério da Educação que não afete substancialmente o fluxo de processos disciplinados nesta Portaria. § 2º A SEED decidirá sobre o conjunto de pedidos de retificação da lista até o dia 28 de fevereiro de 2008 e fará publicar a lista definitiva no Diário Oficial da União. 65. § 1º O aditamento do ato de credenciamento. visando minimizar o desconforto dos usuários. de 2007. § 3º O funcionamento de pólo não constante da lista referida no § 2º após a sua publicação. A lista de pólos de apoio presencial à educação superior a distância em funcionamento. de pedido de aditamento de ato autorizativo gerado no Sapiens. solicitando a retificação. até o dia 20 de dezembro de 2007. será publicada na página eletrônica da Secretaria de Educação a Distância. deverão ser preenchidos os formulários completos. 68.

Art.051. 3. 70. FERNANDO HADDAD (DOU Nº 239.864. 3. 2. de 12 de dezembro de 2002. 34. de 31 de maio de 2005. de 24 de agosto de 2005. de 29 de dezembro de 2004 e os arts. 39/43) 261 .201.359. 35 e 36 da Portaria nº 2. de 30 de novembro de 1994.363. Portaria Normativa nº 2. P. Revogam-se os arts.161. 2. de 18 de agosto de 2004. 4º a 10 da Portaria nº 4. Art. SEÇÃO 1. 71. Revogam-se as Portarias relacionadas abaixo. de 03 de fevereiro de 2005. Art.722. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.850. de 10 de janeiro de 2007.413. de 07 de julho de 2005. de 15 de maio de 2007. de 16 de julho de 1999. de 29 de dezembro de 2004. os arts. de 21 de outubro de 2005.670-A. 13/12/2007. de 22 de junho de 2005. ressalvados os efeitos jurídicos já produzidos: 1. 398. de 13 de setembro de 2005.477. de 9 de julho de 2004. 3. 1. e Portaria SESu nº 408.120. 33.486. 1. 3º e 5º da Portaria nº 2. 2. 72. 4.

4º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação. no uso de suas atribuições.020448-1/DF. 3º Revoga-se a Portaria nº 975. FERNANDO HADDAD (Publicada no DOU de 12. 2º É vedada a cobrança de taxa de matrícula como condição para apreciação e pedidos de emissão de documentos de transferência para outras instituições.00. considerando como pressuposto da transferência a situação regular do aluno perante a instituição de origem. resolve: Art. Seção I p. 1º A transferência de estudantes de uma instituição de ensino superior para outra será feita mediante a expedição de histórico escolar ou documento equivalente que ateste as disciplinas cursadas e respectiva carga horária. considerando a decisão proferida pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região nos autos do Agravo de Instrumento nº 2005. de 25 de junho de 1992.2007.01.PORTARIA Nº 230. considerando o artigo 6º. Art. Art. pelas Instituições de Ensino Superior. DE 9 DE MARÇO DE 2007 O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. Art. § 1º. 11) 262 . nos casos de transferência de alunos.870. de 23 de novembro de 1999. bem como o desempenho do estudante. da Lei nº 9. a qual obriga a União a editar a Portaria proibitiva da cobrança do valor correspondente à matrícula.03.

ou III. os termos desta Portaria e a legislação em vigor. 16 aulas semanais e uma orientação de Trabalho de Conclusão de Curso – TCC por semestre. ambas as atividades a serem regulamentadas pelas Diretorias de Ensino e de Extensão.181. DE 11 DE DEZEMBRO DE 2007. ou IV. 12 aulas semanais duas orientações de Trabalhos de Conclusão de Curso – TCC por semestre e desenvolvimento ou orientação de projetos que 263 . Regulamentação da jornada de trabalho dos servidores docentes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás. publicada no Diário Oficial da União do dia 23. 2º Aos docentes contratados no regime de 20 horas semanais serão distribuídas 12 aulas semanais. usando de suas atribuições legais e regimentais. sob o acompanhamento da Diretoria de Ensino. do Ministério da Educação. Art. O DIRETOR-GERAL DO CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE GOIÁS nomeado pela Portaria n° 2. 12 aulas semanais e três ou mais orientações de Trabalhos de Conclusão de Curso – TCC por semestre. 3º Aos docentes contratados nos regimes de 40 horas semanais e de Dedicação Exclusiva serão distribuídas as seguintes atividades: I. ou II. Art.06. 16 aulas semanais e 04 horas semanais para desempenho de atividades de supervisão de estágios curriculares ou para o desenvolvimento de projetos interdisciplinares. 1º As atividades acadêmicas a serem desenvolvidas pelo docente do Centro Federal de Educação Tecnológica de Goiás serão programadas semestralmente pelo Departamento de Áreas Acadêmicas.PORTARIA N° 575. resolve: Art. observando o seu contrato de trabalho.2005.

façam parte de programas institucionais de ensino. As determinações desta Portaria não excluem e não podem ser confundidas com obrigações previstas na Resolução do Conselho Diretor que regulamenta o regime de Dedicação Exclusiva. Art. pesquisa e extensão. nomeados por Portaria. Quando no exercício de Chefia de Departamento. cumprirão 40 horas semanais programadas com as respectivas chefias imediatas. programas e projetos institucionais. A complementação das horas previstas no contrato de trabalho de todos os docentes da Instituição será reservada ao acompanhamento de alunos em Dependências e Adaptações. 20 aulas semanais quando não se enquadrarem em nenhuma das situações anteriormente descritas. estiverem desempenhando funções de presidência ou coordenação de comissões. Art. realização de visitas técnicas e participação em atividades eventualmente programadas pelo Departamento de lotação do docente ou pela Diretoria da Instituição. No planejamento e definição das jornadas de trabalho de cada semestre devem ser previstas reuniões ordinárias. correção de trabalhos. assegurando dois turnos diários de atuação com alternância durante a semana para atendimento aos três turnos de funcionamento das Unidades da Instituição. VIII. com duração mínima de um semestre e máxima de um ano. com participações regulares de todos os docentes para definições e encaminhamentos de ações de cada Departamento. Gerência ou Diretoria. à preparação de aulas. com duração superior a um semestre. 264 . 5º. 6º. 08 aulas semanais ou 04 aulas semanais e uma orientação de Trabalho de Conclusão de Curso – TCC quando estiverem exercendo função de coordenação prevista na estrutura organizacional do CEFET-GO. Art. 12 aulas semanais e uma orientação de Trabalho de Conclusão de Curso – TCC por semestre quando. ou VI. ou V. 4º. ou VII. .

A programação semestral das atividades acadêmicas a serem desenvolvidas pelo docente. ficando revogadas as disposições em contrário. PAULO CÉSAR PEREIRA Diretor-Geral *JORNADA DE TRABALHO DOCENTE NO 1º SEMESTRE DE 2008 SERVIDOR / MATRÍCULA: REGIME DE TRABALHO: FUNÇÃO OCUPADA: PORTARIA / DATA DE PUBLICAÇÃO: **DISTRIBUIÇÃO DE AULAS E OUTRAS ATIVIDADES COM HORÁRIOS FIXOS SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA SÁBADO 265 . 8º. Art. com cópias a serem arquivadas pelo respectivo Departamento de Áreas Acadêmicas. pela Comissão Permanente de Pessoal Docente . Art. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. 9º. As freqüências nos horários das aulas. será registrada em formulário próprio. na orientação de TCC e em outras atividades programadas pelo Departamento serão acompanhadas e registradas pelo próprio Departamento de lotação do docente. encaminhando os apontamentos e a folha mensal de freqüência do servidor à Gerência de Desenvolvimento de Recursos Humanos. 7º.Art.CPPD e pela Diretoria de Ensino.

**No preenchimento da distribuição das aulas. registrar apenas a palavra que melhor defina a atividade. observando-se a especificidade da situação. fazendo a sua descrição completa no espaço reservado a outras observações. registrar apenas o código da turma e para outras atividades com horários fixos. 266 .DESCRIÇÃO DE OUTRAS ATIVIDADES ACADÊMICAS PREVISTAS NO SEMESTRE OUTRAS OBSERVAÇÕES DATA: ___ /___ /_____ DOCENTE: (ASSINATURA) DATA: ___ /___ /_____ • • CHEFE DO DEPARTAMENTO: (ASSINATURA E CARIMBO) A identificação do departamento e do período em referência serão modificados neste formulário.

Art. O Presidente do Conselho Nacional de Educação. 3º Visando a assegurar um tratamento amplo e a incentivar a integração de conhecimentos e habilidades necessários à formação de professores. o ensino médio e a educação profissional em nível médio. será feita em cursos regulares de licenciatura. com o contexto imediato e o contexto geral onde está inserida. com seus participantes. com vistas ao planejamento e reorganização do trabalho escolar. b) NÚCLEO ESTRUTURAL. Parágrafo único A instituição que oferecer o programa especial se encarregará de verificar a compatibilidade entre a formação do candidato e a disciplina para a qual pretende habilitar-se. 4º O programa se desenvolverá em. em cursos regulares para portadores de diplomas de educação superior e. 540 horas. Parágrafo único Estes programas destinam-se a suprir a falta nas escolas de professores habilitados. em programas especiais de formação pedagógica estabelecidos por esta Resolução. 1º é destinado a portadores de diploma de nível superior. tendo em vista o disposto nos artigos 13 e 19 do Regimento e no Parecer nº 4/97. ambas fornecendo elementos básicos para o desenvolvimento dos 267 . DE 26 DE JUNHO DE 1997(*) Dispõe sobre os programas especiais de formação pedagógica de docentes para as disciplinas do currículo do ensino fundamental. em cursos relacionados à habilitação pretendida. incluindo a parte teórica e prática. em caráter especial. os métodos adequados ao desenvolvimento do conhecimento em pauta. do ensino médio e da educação profissional em nível médio. RESOLVE: Art. considerando tanto as relações que se passam no seu interior. com a participação articulada dos professores das várias disciplinas do curso. os programas especiais deverão respeitar uma estruturação curricular articulada nos seguintes núcleos : a) NÚCLEO CONTEXTUAL. § 1º Deverá ser garantida estreita e concomitante relação entre teoria e prática. discutidos a partir de diferentes perspectivas teóricas. Art. Art. esta com duração mínima de 300 horas. quanto as suas relações. sua organização seqüencial. por meio de projetos multidisciplinares.RESOLUÇÕES RESOLUÇÃO Nº 2. que ofereçam sólida base de conhecimentos na área de estudos ligada a essa habilitação. abordando conteúdos curriculares. homologado pelo Senhor Ministro de Estado da Educação e do Desporto em 16/6/97. c) NÚCLEO INTEGRADOR. 1º A formação de docentes no nível superior para as disciplinas que integram as quatro séries finais do ensino fundamental. centrado nos problemas concretos enfrentados pelos alunos na prática de ensino. bem assim. pelo menos. visando à compreensão do processo de ensino-aprendizagem referido à prática da escola. como instituição. avaliação e integração com outras disciplinas. bem como sua adequação ao processo de ensino-aprendizagem. em determinadas disciplinas e localidades. 2º O programa especial a que se refere o art.

na modalidade de ensino a distância. Art. sendo exigido o credenciamento prévio da instituição de ensino superior pelo Conselho Nacional de Educação. médio e profissional onde terá lugar o desenvolvimento da parte prática do programa. 268 . de cujo resultado dependerá a continuidade dos mesmos. desde que esta prática se integre dentro do plano curricular do programa e sob a supervisão prevista no artigo subseqüente. Art. estarão todas as instituições obrigadas a submeter ao Conselho Nacional de Educação processo de reconhecimento dos programas especiais. 5º A parte prática do programa deverá ser desenvolvida em instituições de ensino básico envolvendo não apenas a preparação e o trabalho em sala de aula e sua avaliação. assim como de toda a realidade da escola. que vierem a oferecer. 10 O concluinte do programa especial receberá certificado e registro profissional equivalentes à licenciatura plena. podendo substituir tais cursos pelo programa especial estabelecido nesta Portaria. incluindo o planejamento pedagógico. sem redução da carga horária prevista no artigo 4º. caso se enquadrem nas exigências estipuladas pelo art.. 11 As instituições de ensino superior deverão manter permanente acompanhamento e avaliação do programa especial por elas oferecido. Art. Art. Art. 7º O programa a que se refere esta Resolução poderá ser oferecido independentemente de autorização prévia. mas todas as atividades próprias da vida da escola. § 2º Será concedida ênfase à metodologia de ensino específica da habilitação pretendida. 6º A supervisão da parte prática do programa deve ser de responsabilidade da instituição que o ministra. vedada a oferta da parte prática exclusivamente ao final do programa. integrado ao seu projeto pedagógico. Art. 9º As instituições de ensino superior que estiverem oferecendo os cursos regulamentados pela Portaria nº 432. garantida a comprovação. os eventos com participação da comunidade escolar e a avaliação da aprendizagem. para posterior análise do CNE. de corpo docente qualificado. no prazo máximo de 3 (três) anos. 8º A parte teórica do programa poderá ser oferecida utilizando metodologia semipresencial. Art. de 19 de julho de 1971. deverão suspender o ingresso de novos alunos. § 1º Outras instituições de ensino superior que pretendam oferecer pela primeira vez o programa especial nos termos desta Portaria deverão proceder `a solicitação da autorização ao MEC. 7º e seus parágrafos. Parágrafo único Os participantes do programa que estejam ministrando aulas da disciplina para a qual pretendam habilitar-se poderão incorporar o trabalho em realização como capacitação em serviço. em articulação com estabelecimentos de ensino fundamental. 80 da Lei 9394 de 20 de dezembro de 1996. Parágrafo único No prazo de cinco anos o CNE procederá à avaliação do estabelecido na presente resolução. nos termos do art. dentre outras. as reuniões pedagógicas.conhecimentos e habilidades necessários à docência. que orientará a parte prática do programa e a posterior sistematização de seus resultados. por universidades e por instituições de ensino superior que ministrem cursos reconhecidos de licenciatura nas disciplinas pretendidas. § 2º Em qualquer caso. administrativo e financeiro.

12 Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. HÉSIO DE ALBUQUERQUE CORDEIRO (*) Publicada no D.U de 15/7/97 .Art. 14927 269 .Seção 1 . ficando revogadas as disposições em contrário.O.p.

desenvolvimento de intercâmbio institucional sistemático através da participação de seus docentes em cursos de pós-graduação. tecnológica ou humanística.pelo menos 15% do corpo docente. de 25 de novembro de 1995. DE 7 DE ABRIL DE 1998 Estabelece indicadores para comprovar a produção intelectual institucionalizada. IV . Art. III .394/96 de 20 de dezembro de 1996. troca de professores visitantes ou envolvimento em pesquisas interinstitucionais. devendo. homologado pelo Senhor Ministro de Estado da Educação e do Desporto em 27 de março de 1998. a produção intelectual institucionalizada será comprovada por intermédio dos seguintes indicadores: I . envolvendo estudantes dos cursos de graduação correspondentes às temáticas investigadas. inciso I. e. exposições. no mínimo.publicação dos resultados dos trabalhos de investigação em livros ou revistas indexadas ou que tenham conselho editorial externo composto por especialistas reconhecidos na área.pelo menos metade dos doutores. 52. este número ser equivalente. avaliados positivamente pela CAPES e/ou pela realização sistemática de pesquisas que envolvam: I .desenvolvimento de programas de iniciação científica. a 9% do número de docentes. O Presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação no uso de suas atribuições. III . RESOLVE: Art. § 3º A avaliação aqui considerada concerne àquela desenvolvida pelo docente durante a vigência do seu contrato com a instituição. 1º A produção intelectual institucionalizada consiste na realização sistemática da investigação científica.pelo menos três grupos definidos com linhas de pesquisa explicitadas. HÉSIO DE ALBUQUERQUE CORDEIRO Presidente da Câmara de Educação Superior 270 . ao longo de um determinado período. 46 do Art. § 2º Na avaliação do inciso II considerar-se-á o número de publicações e de comunicações apresentadas em Congresso.º 2.131. da Lei 9. 3º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. 2º A produção intelectual institucionalizada será comprovada: por três cursos ou programas de pós-graduação stricto sensu. especialmente. reuniões científicas nacionais ou internacionais. § 1º No caso da alínea “b” do presente artigo. II . e tendo em vista o disposto na Lei 9. e no Parecer CES 553/97. nos congressos nacionais da respectiva área com apresentação de trabalhos registrada nos respectivos anais. para fins de credenciamento. e divulgada. em veículos reconhecidos pela comunidade da área específica. Art. principalmente.RESOLUÇÃO CES N. nos últimos 3 anos. nos termos do Art. II . predominantemente doutores.participação dos docentes da instituição em congressos. por um certo número de professores.

O Presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação. nos termos da Resolução CES 1/96. Art. 6º. no uso de suas atribuições. A presente Resolução entrará em vigor na data de sua publicação. RESOLVE: Art.U. 5º Fica revogada a alínea “d” da Resolução 5/86 do Conselho Federal de Educação. explicitando. Art. 1º As vagas resultantes da aplicação do percentual de 25% (vinte e cinco por cento) sobre o número de vagas de um curso reconhecido. as condições físicas. poderão. técnicas e relação de docentes do curso. de 28/7/98 – Seção I – pág. exceto para os de Medicina e Odontologia. ser utilizadas nos turnos já existentes ou em outros turnos.O. Art. 3º. DE 20 DE JULHO DE 1998* Dispõe sobre a alteração de turnos de funcionamento de cursos das instituições de educação superior não-universitárias. 2º As instituições de ensino poderão também suspender a oferta de vagas em um dos turnos de funcionamento dos cursos. desse curso. 4º Nas hipóteses dos artigos 1º e 2º. O percentual de 25% deve incidir sobre o número de vagas iniciais legalmente autorizadas para os cursos de graduação reconhecidos. homologado pelo Senhor Ministro de Estado da Educação e do Desporto em 17 de outubro de 1997.º 3. 56 271 . a critério da instituição. que venham a ser criados pela própria instituição. a decisão de alterar o número de vagas deverá ser comunicada à Delegacia do Ministério da Educação e do Desporto nos Estados da Federação. e tendo em vista o Parecer nº 525/97 – CES.RESOLUÇÃO CES N. a que se refere a Resolução CES 1/96. HÉSIO DE ALBUQUERQUE CORDEIRO Presidente da Câmara de Educação Superior * Publicada no D. Art. para fins de supervisão. Art. com antecedência de pelo menos 90 (noventa) dias antes da realização do primeiro concurso vestibular que se segue à decisão. cujo remanejamento e aumento de vagas dependem de autorização da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação.

RESOLVE: Art. com a redação dada pela Lei 9. Videntidade dos perfis profissionais de conclusão de curso. Art.desenvolvimento de competências para a laborabilidade.conciliação das demandas identificadas com a vocação e a capacidade institucional da escola ou da rede de ensino. entende-se por diretriz o conjunto articulado de princípios. e com fundamento no Parecer CNE/CEB 16/99. mais os seguintes: III independência e articulação com o ensino médio. do mercado e da II .RESOLUÇÃO CEB N. Parágrafo único. de 20 de dezembro de 1996 e no Decreto Federal 2. atendimento às demandas dos cidadãos. Art.(*) Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico.º 4.024. políticos e éticos. 4º São critérios para a organização e o planejamento de cursos: Isociedade. A educação profissional. constantes dos quadros anexos. ao trabalho. de 17 de abril de 1997. e de conformidade com o disposto na alínea “c” do § 1º do artigo 9º da Lei 4. 1º A presente Resolução institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. competências profissionais gerais e cargas horárias mínimas de cada habilitação. que incluem as respectivas caracterizações.º da LDB. O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. 5º A educação profissional de nível técnico será organizada por áreas profissionais. integrada às diferentes formas de educação. VI . Art.autonomia da escola em seu projeto pedagógico. 2º Para os fins desta Resolução. DE E DE DEZEMBRO DE 1999. à ciência e à tecnologia.atualização permanente dos cursos e currículos. homologado pelo Senhor Ministro da Educação em 25 de novembro de 1999. de 25 de novembro de 1995. VII . de 20 de dezembro de 1961. IV . 272 .flexibilidade. III . critérios. respeito aos valores estéticos. 3º São princípios norteadores da educação profissional de nível técnico os enunciados no artigo 3. Art.208. objetiva garantir ao cidadão o direito ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva e social. interdisciplinaridade e contextualização.394. definição de competências profissionais gerais do técnico por área profissional e procedimentos a serem observados pelos sistemas de ensino e pelas escolas na organização e no planejamento dos cursos de nível técnico. no uso de suas atribuições legais.131. nos artigos 39 a 42 e no § 2º do artigo 36 da Lei 9.

Art. § 3º As escolas formularão. Art. § 2º Os cursos poderão ser estruturados em etapas ou módulos: I .competências profissionais específicas de cada qualificação ou habilitação. seus projetos pedagógicos e planos de curso.Parágrafo único. comuns aos técnicos de cada . consubstanciada no plano de curso. participativamente. o Ministério da Educação divulgará referenciais curriculares por área profissional. 9º A prática constitui e organiza a educação profissional e inclui. § 2º Poderão ser organizados cursos de especialização de nível técnico. é prerrogativa e responsabilidade de cada escola. consideradas as competências indicadas no artigo anterior. competências profissionais gerais. § 1º O perfil profissional de conclusão define a identidade do curso. que. com a participação de educadores. quando necessário. constituídas no ensino fundamental e médio. Isem terminalidade. empregadores e trabalhadores. para tanto. o estágio supervisionado realizado em empresas e outras instituições. por proposta do Ministério da Educação. 6º Entende-se por competência profissional a capacidade de mobilizar. são as : III área. articular e colocar em ação valores. objetivando estudos subseqüentes.com terminalidade correspondente a qualificações profissionais de nível técnico identificadas no mercado de trabalho. Parágrafo único. § 1º Para subsidiar as escolas na elaboração dos perfis profissionais de conclusão e na organização e planejamento dos cursos. considerada a natureza do trabalho. 8º A organização curricular. As competências requeridas pela educação profissional. conhecimentos e habilidades necessários para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho. III . de habilitação e de especialização profissional de nível técnico serão estabelecidos pela escola. A organização referida neste artigo será atualizada pelo Conselho Nacional de Educação. vinculados a determinada qualificação ou habilitação profissional. Art. § 1º A prática profissional será incluída nas cargas horárias mínimas de cada habilitação. para o atendimento de demandas específicas. Art. § 3º Demandas de atualização e de aperfeiçoamento de profissionais poderão ser atendidas por meio de cursos ou programas de livre oferta. 7º Os perfis profissionais de conclusão de qualificação. nos termos dos artigos 12 e 13 da LDB. de acordo com estas diretrizes. estabelecerá processo permanente. 273 competências básicas.

§ 3º A carga horária e o plano de realização do estágio supervisionado. mediante avaliação do aluno. 10.em cursos de educação profissional de nível básico. III . IV .certificados e diplomas.§ 2º A carga horária destinada ao estágio supervisionado deverá ser acrescida ao mínimo estabelecido para o respectivo curso. coerentes com os respectivos projetos pedagógicos. deverão ser explicitados na organização curricular constante do plano de curso. necessário em função da natureza da qualificação ou habilitação profissional. Os planos de curso. ajustados ao disposto nestas diretrizes e previamente aprovados pelo órgão competente do respectivo sistema de ensino. Ve reconhecidos em processos formais de certificação profissional. critérios de aproveitamento de conhecimentos e experiências VI . serão submetidos à aprovação dos órgãos competentes dos sistemas de ensino. VIII . mediante avaliação do aluno.em qualificações profissionais e etapas ou módulos de nível técnico concluídos em outros cursos. VII . desde que diretamente relacionados com o perfil profissional de conclusão da respectiva qualificação ou habilitação profissional. Art.pessoal docente e técnico. 12. Art.no trabalho ou por outros meios informais. O Ministério da Educação organizará cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico para registro e divulgação em âmbito nacional. IX . requisitos de acesso. perfil profissional de conclusão. 274 . organização curricular. 13. Art. contendo: III IIIVVanteriores.instalações e equipamentos. Art. Parágrafo único. A escola poderá aproveitar conhecimentos e experiências anteriores. Os planos de curso aprovados pelos órgãos competentes dos respectivos sistemas de ensino serão por estes inseridos no cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico. justificativa e objetivos. adquiridos: Ino ensino médio. Poderão ser implementados cursos e currículos experimentais em áreas profissionais não constantes dos quadros anexos referidos no artigo 5º desta Resolução. 11. II .critérios de avaliação.

ULYSSES DE OLIVEIRA PANISSET Presidente da Câmara de Educação Básica 275 . incluídas as referentes à instituição de habilitações profissionais pelos Conselhos de Educação. organizará um sistema nacional de certificação profissional baseado em competências. sendo facultativa no período de transição. para fins de validade nacional. 18. aos alunos matriculados no período de transição. O Ministério da Educação. § 2º Fica ressalvado o direito de conclusão de cursos organizados com base no Parecer CFE n. em regime de colaboração com os sistemas de ensino. também. e regulamentações subseqüentes. ouvido o Conselho Nacional de Educação. em cursos de licenciatura ou em programas especiais. em especial o Parecer CFE n. revogadas as disposições em contrário. § 1º No período de transição. § 1º Do sistema referido neste artigo participarão representantes dos trabalhadores.Art. as escolas poderão oferecer aos seus alunos. 15. § 1º A escola responsável pela última certificação de determinado itinerário de formação técnica expedirá o correspondente diploma. as competências definidas no perfil profissional de conclusão do curso. observado o requisito de conclusão do ensino médio. Art.º 45. Art. os diplomas de técnico. conjuntamente com os demais órgãos federais das áreas pertinentes. com as adaptações necessárias. compreendido entre a publicação desta Resolução e o final do ano 2000. 19. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. Art. § 2º O Conselho Nacional de Educação. § 3º Os certificados de qualificação profissional e de especialização profissional deverão explicitar o título da ocupação certificada. 17. dos empregadores e da comunidade educacional. Art. sob sua responsabilidade. A observância destas diretrizes será obrigatória a partir de 2001. As escolas expedirão e registrarão. de 12 de janeiro de 1972. 16.º 45/72 e as regulamentações subseqüentes. § 4º Os históricos escolares que acompanham os certificados e diplomas deverão explicitar. A preparação para o magistério na educação profissional de nível técnico se dará em serviço. O Ministério da Educação. sempre que seus planos de curso estejam inseridos no cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico referido no artigo anterior. por proposta do Ministério da Educação. § 2º Os diplomas de técnico deverão explicitar o correspondente título de técnico na respectiva habilitação profissional. fixará normas para o credenciamento de instituições para o fim específico de certificação profissional. garantida a divulgação dos resultados. promoverá processo nacional de avaliação da educação profissional de nível técnico. mencionando a área à qual a mesma se vincula. opção por cursos organizados nos termos desta Resolução. 14.

resolve: Art. na redação dada pela Lei Federal 9. nos Decretos 2. econômicos e ambientais resultantes da produção.024/61. objetiva garantir aos cidadãos o direito à aquisição de competências profissionais que os tornem aptos para a inserção em setores profissionais nos quais haja utilização de tecnologias.propiciar a compreensão e a avaliação dos impactos sociais.208. ao trabalho. 9º. 2º Os cursos de educação profissional de nível tecnológico serão designados como cursos superiores de tecnologia e deverão: I . Inciso VII e § 1º. Art. III . e com fundamento no Parecer CNE/CES 436/2001 e no Parecer CNE/CP 29/2002. de 20 de novembro de 1996 (LDBEN).desenvolver competências profissionais tecnológicas.adotar a flexibilidade. e 3. em função das demandas e em sintonia com as políticas de promoção do desenvolvimento sustentável do País.incentivar o desenvolvimento da capacidade empreendedora e da compreensão do processo tecnológico. bem como propiciar o prosseguimento de estudos em cursos de pósgraduação. § 1º. de 9 de julho de 2001. II . IV . 3º São critérios para o planejamento e a organização dos cursos superiores de tecnologia: I .o atendimento às demandas dos cidadãos. nos Artigos 8º. V .promover a capacidade de continuar aprendendo e de acompanhar as mudanças nas condições de trabalho. 39 a 57 da Lei 9. VII . a interdisciplinaridade. VI . para a gestão de processos e a produção de bens e serviços. à ciência e à tecnologia. Art. Art.a identificação de perfis profissionais próprios para cada curso. do mercado de trabalho e da sociedade. II . a contextualização e a atualização permanente dos cursos e seus currículos. homologado pelo Senhor Ministro da Educação em 12 de dezembro de 2002.131. DE 18/12/2002 (PUBLICADA NO DOU EM 23/12/2002) Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a organização e o funcionamento dos cursos superiores de tecnologia. em suas causas e efeitos.incentivar a produção e a inovação científico-tecnológica. 4º Os cursos superiores de tecnologia são cursos de graduação. de 17 de abril de 1997. e suas respectivas aplicações no mundo do trabalho.860.a conciliação das demandas identificadas com a vocação da instituição de ensino e as suas reais condições de viabilização.garantir a identidade do perfil profissional de conclusão de curso e da respectiva organização curricular. de conformidade com o disposto nas alíneas “b” e “d” do Artigo 7º.RESOLUÇÃO CNE/CP 3. integrada às diferentes formas de educação. gestão e incorporação de novas tecnologias. III .394. na alínea “c” do § 1º e na alínea “c” do § 2º do Artigo 9º da Lei 4. O Presidente do Conselho Nacional de Educação. gerais e específicas. de 25 de novembro de 1995. 1º A educação profissional de nível tecnológico. com características 276 .

habilidades. 8º Os planos ou projetos pedagógicos dos cursos superiores de tecnologia a serem submetidos à devida aprovação dos órgãos competentes.organização curricular estruturada para o desenvolvimento das competências 277 . bem como de eventual tempo reservado para trabalho de conclusão de curso. o curso deverá ser classificado na área profissional predominante. § 2º A carga horária mínima dos cursos superiores de tecnologia será acrescida do tempo destinado a estágio profissional supervisionado. gerais e específicas. § 3º A carga horária e os planos de realização de estágio profissional supervisionado e de trabalho de conclusão de curso deverão ser especificados nos respectivos projetos pedagógicos. II . IV . atitudes e valores necessários para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho e pelo desenvolvimento tecnológico. § 1º A organização curricular compreenderá as competências profissionais tecnológicas. nos termos da legislação em vigor. Art. articular e colocar em ação conhecimentos. o qual define a identidade do mesmo e caracteriza o compromisso ético da instituição com os seus alunos e a sociedade. 6º A organização curricular dos cursos superiores de tecnologia deverá contemplar o desenvolvimento de competências profissionais e será formulada em consonância com o perfil profissional de conclusão do curso. § 2º Quando o perfil profissional de conclusão e a organização curricular incluírem competências profissionais de distintas áreas. 7º Entende-se por competência profissional a capacidade pessoal de mobilizar.requisitos de acesso. § 1º O concluinte de módulos correspondentes a qualificações profissionais fará jus ao respectivo Certificado de Qualificação Profissional de Nível Tecnológico. § 2º O histórico escolar que acompanha o Certificado de Qualificação Profissional de Nível Tecnológico deverá incluir as competências profissionais definidas no perfil de conclusão do respectivo módulo. devem conter. definindo claramente as competências profissionais a serem desenvolvidas. III . quando requerido pela natureza da atividade profissional. § 1º O histórico escolar que acompanha o diploma de graduação deverá incluir as competências profissionais definidas no perfil profissional de conclusão do respectivo curso. 5º Os cursos superiores de tecnologia poderão ser organizados por módulos que correspondam a qualificações profissionais identificáveis no mundo do trabalho.justificativa e objetivos. incluindo os fundamentos científicos e humanísticos necessários ao desempenho profissional do graduado em tecnologia. Art. pelo menos. e obedecerão às diretrizes contidas no Parecer CNE/CES 436/2001 e conduzirão à obtenção de diploma de tecnólogo. Art.especiais. os seguintes itens: I .perfil profissional de conclusão. Art.

Para a elaboração dos referidos subsídios.profissionais. As instituições de ensino. se requeridos. contados da data de cumprimento do prazo estabelecido no artigo anterior. 11. no prazo de até dois anos. à luz do perfil profissional de conclusão do curso.critérios e procedimentos de avaliação da aprendizagem . § 2º As competências profissionais adquiridas no trabalho serão reconhecidas através da avaliação individual do aluno. Na ponderação da avaliação da qualidade do corpo docente das disciplinas da formação profissional. a competência e a experiência na área deverão ter equivalência com o requisito acadêmico. VIII . trabalhadores e empregadores. Art. Para o exercício do magistério nos cursos superiores de tecnologia. será exigida a observância das presentes diretrizes curriculares nacionais gerais. VII . deverão considerar as atribuições privativas ou exclusivas das profissões regulamentadas por lei. contados da data de vigência desta Resolução. ao elaborarem os seus planos ou projetos pedagógicos dos cursos superiores de tecnologia. nos termos do Artigo 81 da LDBEN. para fins de prosseguimento de estudos em cursos superiores de tecnologia. o MEC divulgará referenciais curriculares. 278 . para que as instituições de ensino procedam as devidas adequações de seus planos de curso ou projetos pedagógicos de curso às presentes diretrizes curriculares nacionais gerais. nos termos do Artigo 66 da Lei 9.394 e seu Parágrafo Único. com a indicação da carga horária adotada e dos planos de realização do estágio profissional supervisionado e de trabalho de conclusão de curso.instalações. 10. recursos tecnológicos e biblioteca. Para subsidiar as instituições educacionais e os sistemas de ensino na organização curricular dos cursos superiores de tecnologia. 13. a partir da vigência desta resolução. Art. 15. Art. Art. de especialistas em educação profissional e de profissionais da área. Art. V . o MEC contará com a efetiva participação de docentes. por áreas profissionais. IX . sem prejuízo do respectivo perfil profissional de conclusão identificado. ressalvados os direitos dos alunos que já iniciaram os seus cursos. desde que ajustados ao disposto nestas diretrizes e previamente aprovados pelos respectivos órgãos competentes. em face das características desta modalidade de ensino. equipamentos.critérios de aproveitamento e procedimentos de avaliação de competências profissionais anteriormente desenvolvidas. Art. Parágrafo único. Art.pessoal técnico e docente. § 1º As competências profissionais adquiridas em cursos regulares serão reconhecidas mediante análise detalhada dos programas desenvolvidos. Parágrafo único. 9º É facultado ao aluno o aproveitamento de competências profissionais anteriormente desenvolvidas. VI . promoverá a avaliação das políticas públicas de implantação dos cursos superiores de tecnologia. Para a solicitação de autorização de funcionamento de novos cursos superiores de tecnologia e aprovação de seus projetos pedagógicos. 12. 16. Art.explicitação de diploma e certificados a serem expedidos. o docente deverá possuir a formação acadêmica exigida para a docência no nível superior. Poderão ser implementados cursos e currículos experimentais. O CNE. 14. Fica estabelecido o prazo de 6 (seis) meses.

revogadas as disposições em contrário. 17. JOSÉ CARLOS ALMEIDA DA SILVA Presidente do Conselho Nacional de Educação 279 . Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.Art.

O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. mediante convênio de intercomplementaridade. conferidas na alínea “c” do § 1º do artigo 9º da Lei nº 4. Art.154/2004 e com fundamento no Parecer CNE/CEB n° 39/2004. aproveitando as oportunidades educacionais disponíveis. II. 4º Os novos cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio oferecidos na forma integrada com o Ensino Médio.131/95. em instituições de ensino distintas. com a seguinte redação: “§ 3º A articulação entre a Educação Profissional Técnica de nível médio e o Ensino Médio se dará das seguintes formas: I. na mesma instituição de ensino. terão suas cargas horárias totais ampliadas para um mínimo de 3.” Art. “Educação Profissional de nível técnico” passa a denominar-se “Educação Profissional Técnica de nível médio”.100 horas para aquelas que exigem 280 . resolve: Art. ou mediante convênio de intercomplementaridade.000 horas para as habilitações profissionais que exigem mínimo de 800 horas. submetidos à devida aprovação dos órgãos próprios do respectivo sistema de ensino. no mesmo estabelecimento de ensino. concomitante ou subseqüente ao Ensino Médio. III.” Art. “Educação Profissional de nível tecnológico” passa a denominar-se “Educação Profissional Tecnológica. ou na forma concomitante com o Ensino Médio. 5º Os cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio realizados de forma integrada com o Ensino Médio. concomitante. e III. no mesmo estabelecimento de ensino ou em instituições de ensino distintas. 3º A nomenclatura dos cursos e programas de Educação Profissional passará a ser atualizada nos seguintes termos: I. deverão ter seus planos de curso técnico de nível médio e projetos pedagógicos específicos contemplando essa situação. homologado pelo Senhor Ministro da Educação em 6 de janeiro de 2005. “Educação Profissional de nível básico” passa a denominar-se “formação inicial e continuada de trabalhadores”. no artigo 12 da Resolução CNE/CEB 3/98. II. oferecida somente a quem já tenha concluído o Ensino Médio. 1º Será incluído § 3º. 2º O Artigo 13 da Resolução CNE/CEB 3/98 passa a ter a seguinte redação: “Artigo 13 Os estudos concluídos no Ensino Médio serão considerados como básicos para a obtenção de uma habilitação profissional técnica de nível médio. de 3. decorrente da execução de curso de técnico de nível médio realizado nas formas integrada.024/61. contando com matrícula única para cada aluno.RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 1. em conformidade com o Decreto nº 5. subseqüente.154/2004. de graduação e de pós-graduação”. com a redação dada pela Lei nº 9. no uso de suas atribuições legais. integrada. DE 3 DE FEVEREIRO DE 2005 Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais definidas pelo Conselho Nacional de Educação para o Ensino Médio e para a Educação Profissional Técnica de nível médio às disposições do Decreto nº 5. Art. mas com projetos pedagógicos unificados.

mínimo de 1.000 horas e 3.200 horas para aquelas que exigem mínimo de 1.200 horas. Art. 6º Os cursos de Educação Profissional Técnica de nível médio realizados nas formas concomitante ou subseqüente ao Ensino Médio deverão considerar a carga horária total do Ensino Médio, nas modalidades regular ou de Educação de Jovens e Adultos e praticar a carga horária mínima exigida pela respectiva habilitação profissional, da ordem de 800, 1.000 ou 1.200 horas, segundo a correspondente área profissional. Art. 7º Os diplomas de técnico de nível médio correspondentes aos cursos realizados nos termos do Artigo 5º desta Resolução terão validade tanto para fins de habilitação profissional, quanto para fins de certificação do Ensino Médio, para continuidade de estudos na Educação Superior. Art. 8º Ficam mantidas as Resoluções CNE/CEB nos 3/98 e 4/99, com as alterações introduzidas por esta resolução. Art. 9º Esta Resolução engloba as orientações constantes do Parecer CNE/ CEB nº 39/2004 e entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário e preservados os direitos de quem já iniciou cursos no regime anterior. CESAR CALLEGARI

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RESOLUÇÃO Nº 2, DE 4 DE ABRIL DE 2005 (*) Modifica a redação do § 3º do artigo 5º da Resolução CNE/CEB nº 1/2004, até nova manifestação sobre estágio supervisionado pelo Conselho Nacional de Educação. O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, e de conformidade com o disposto na alínea “c” do § 1º, do artigo 9º da Lei nº 4.024/61, com a regulamentação dada pela Lei nº 9.131/95, e no artigo 82 em seu Parágrafo único, bem como nos artigos 90, § 1º do artigo 8º e § 1º do artigo 9º da Lei nº 9.394/96, e com fundamento na Indicação CNE/CP n° 3/2004 e no Parecer CNE/CEB nº 34/2004, homologado por despacho do Senhor Ministro de Estado da Educação, publicado no DOU de 10 de março de 2005, resolve: Art. 1º O § 3º do artigo 5º da Resolução CNE/CEB n° 1/2004, que estabelece Diretrizes Nacionais para a organização e a realização de Estágio de alunos da Educação Profissional e do Ensino Médio, inclusive nas modalidades de Educação Especial e de Educação de Jovens e Adultos, passa a Ter a seguinte redação: “Art. 5º... § 3º As modalidades específicas de estágio profissional supervisionado somente serão admitidas quando vinculadas a um curso específico de Educação Profissional, na modalidade formação inicial e continuada de trabalhadores e na modalidade Educação Profissional Técnica de nível médio, nas formas integrada com o ensino médio ou nas formas concomitante ou subseqüente de articulação com essa etapa da Educação Básica, bem como o Ensino Médio com orientação e ênfase profissionalizantes.” Art. 2º Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. CESAR CALLEGARI (*) Republicada por ter saído no DOU de 13/4/2005, Seção 1, pág. 7, com incorreção no original.

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RESOLUÇÃO Nº 9, DE 14 DE JUNHO DE 2006. O Presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, e tendo em vista o disposto na Lei nº 9.131/95, na Lei nº 9.394/96 e no Decreto nº 5.773/2006, e com fundamento no Parecer CES/CNE nº 166, de 8 de junho de 2006, homologado pelo Senhor Ministro de Estado da Educação em 13/6/2006, publicado no DOU de 14/6/2006; no art. 12 da Lei nº 9.784/1999; e nos arts. 11 e 12, parágrafo único, do DecretoLei nº 200/1967; resolve: Art. 1º Fica delegada ao Secretário de Educação Superior e ao Secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, pelo prazo de 180 (cento e oitenta) dias a contar da publicação desta Resolução, competência para a prática de atos de regulação compreendidos no parágrafo 4º, do art. 10 do Decreto nº 5.773, de 9 de maio de 2006, visando ao aditamento de atos de credenciamento ou recredenciamento de instituições, nas situações de alteração de endereço ou denominação de instituição, alteração de Estatuto ou Regimento, alteração de PDI, aprovação de Estatuto ou Regimento de instituições já credenciadas e outros da mesma natureza, desde que não importem análise de mérito substancial sobre a natureza dos credenciamentos, relacionados aos pedidos ingressados no Ministério da Educação até o dia 9 de maio de 2006. Art. 2º O Presidente do Conselho Nacional de Educação, em ato conjunto com o Presidente da Câmara de Educação Superior, expedirão as orientações complementares à execução desta resolução, de modo a sanar eventuais omissões. Art. 3º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. ANTÔNIO CARLOS CARUSO RONCA (DOU Nº 117, 21/6/2006, SEÇÃO 2, P. 7/8)

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Resolução Nº 1, De 8 De Junho De 2007. Estabelece normas para o funcionamento de cursos de pós-graduação lato sensu, em nível de especialização. O Presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições legais, tendo em vista o disposto nos arts. 9º , inciso VII, e 44, inciso III, da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e com fundamento no Parecer CNE/CES nº 263/2006, homologado por Despacho do Senhor Ministro da Educação em 18 de maio de 2007, publicado no DOU de 21 de maio de 2007, resolve: Art. 1º Os cursos de pós-graduação lato sensu oferecidos por instituições de educação superior devidamente credenciadas independem de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento, e devem atender ao disposto nesta Resolução. § 1º Incluem-se na categoria de curso de pós-graduação lato sensu aqueles cuja equivalência se ajuste aos termos desta Resolução. § 2º Excluem-se desta Resolução os cursos de pós-graduação denominados de aperfeiçoamento e outros. § 3º Os cursos de pós-graduação lato sensu são abertos a candidatos diplomados em cursos de graduação ou demais cursos superiores e que atendam às exigências das instituições de ensino. § 4º As instituições especialmente credenciadas para atuar nesse nível educacional poderão ofertar cursos de especialização, única e exclusivamente, na área do saber e no endereço definidos no ato de seu credenciamento, atendido ao disposto nesta Resolução. Art. 2º Os cursos de pós-graduação lato sensu, por área, ficam sujeitos à avaliação dos órgãos competentes a ser efetuada por ocasião do recredenciamento da instituição. Art. 3º As instituições que ofereçam cursos de pós-graduação lato sensu deverão fornecer informações referentes a esses cursos, sempre que solicitadas pelo órgão coordenador do Censo do Ensino Superior, nos prazos e demais condições estabelecidos. Art. 4º O corpo docente de cursos de pós-graduação lato sensu, em nível de especialização, deverá ser constituído por professores especialistas ou de reconhecida capacidade técnico-profissional, sendo que 50% (cinqüenta por cento) destes, pelo menos, deverão apresentar titulação de mestre ou de doutor obtido em programa de pós-graduação stricto sensu reconhecido pelo Ministério da Educação. Art. 5º Os cursos de pós-graduação lato sensu, em nível de especialização, têm duração mínima de 360 (trezentas e sessenta) horas, nestas não computado o tempo de estudo individual ou em grupo, sem assistência docente, e o reservado, obrigatoriamente, para elaboração individual de monografia ou trabalho de conclusão de curso. Art. 6º Os cursos de pós-graduação lato sensu a distância somente poderão ser oferecidos por instituições credenciadas pela União, conforme o disposto no § 1º do art. 80 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

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Parágrafo único. Os cursos de pós-graduação lato sensu oferecidos a distância deverão incluir, necessariamente, provas presenciais e defesa presencial individual de monografia ou trabalho de conclusão de curso. Art. 7º A instituição responsável pelo curso de pós-graduação lato sensu expedirá certificado a que farão jus os alunos que tiverem obtido aproveitamento, segundo os critérios de avaliação previamente estabelecidos, sendo obrigatório, nos cursos presenciais, pelo menos, 75% (setenta e cinco por cento) de freqüência. § 1º Os certificados de conclusão de cursos de pós-graduação lato sensu devem mencionar a área de conhecimento do curso e serem acompanhados do respectivo histórico escolar, do qual devem constar, obrigatoriamente: I - relação das disciplinas, carga horária, nota ou conceito obtido pelo aluno e nome e qualificação dos professores por elas responsáveis; II - período em que o curso foi realizado e a sua duração total, em horas de efetivo trabalho acadêmico; III - título da monografia ou do trabalho de conclusão do curso e nota ou conceito obtido; IV - declaração da instituição de que o curso cumpriu todas as disposições da presente Resolução; e V - citação do ato legal de credenciamento da instituição. § 2º Os certificados de conclusão de cursos de pós-graduação lato sensu, em nível de especialização, na modalidade presencial ou a distância, devem ser obrigatoriamente registrados pela instituição devidamente credenciada e que efetivamente ministrou o curso. § 3º Os certificados de conclusão de cursos de pós-graduação lato sensu, em nível de especialização, que se enquadrem nos dispositivos estabelecidos nesta Resolução terão validade nacional. Art. 8º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogados os arts. 6º, 7º, 8º, 9º, 10, 11 e 12 da Resolução CNE/CES nº 1, de 3 de abril de 2001, e demais disposições em contrário. ANTÔNIO CARLOS CARUSO RONCA (DOU Nº 109, 8/6/2007, SEÇÃO 1, P. 9)

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PARECERES PARECER 17/97/CEB/CNE CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA/DF Diretrizes operacionais para a educação profissional em nível nacional CEB - Par. 17/97, aprovado em 3/12/97 (Proc. 23001.000691/97-61) I - RELATÓRIO A educação profissional, em nível nacional, com base nos princípios constitucionais, regula-se: a) pela Lei Federal n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional (LDB), em especial o que dispõem os artigos 39 a 42 do Capítulo III do Título V; b) pelo Decreto Federal n° 2.208, de 17 de abril de 1997, que regulamenta o § 2° do artigo 36 e os artigos 39 a 42 da LDB; c) pela Portaria MEC n° 646, de 14 de maio de 1997, especifica para a rede federal de educação tecnológica; d) por orientações emanadas deste Colegiado e dos órgãos normativos dos respectivos sistemas de ensino. Esta Câmara aprovou, em 7 de maio do corrente, o Parecer CEB n° 5/97, de autoria do Conselheiro Ulysses de Oliveira Panisset, contendo orientações preliminares para a aplicação da Lei n° 9.394/96. O Parecer foi homologado pelo Ministro da Educação e do Desporto em 16 de maio de 1997. Em relação à educação profissional esclarece que: “É relevante verificar que a educação profissional se faz presente na lei geral da educação nacional, em capítulo próprio, embora de forma bastante sucinta, o que indica tanto a sua importância no quadro geral da educação brasileira quanto a necessidade de sua regulamentação específica. É o que vem de ocorrer com a publicação do Decreto n 2.208, de 17 de abril de 1997, que “regulamenta o parágrafo 2° do artigo 36 e os artigos 39 a 42 da lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996”. “O artigo 6°, inciso I, do decreto citado estabelece que “o Ministério da Educação e do Desporto, ouvido o Conselho Nacional de Educação, estabelecerá diretrizes curriculares nacionais”, a serem adotadas por área profissional”. Entretanto, até que tal medida tenha sido efetuada, permanece o que está definido e aprovado, ou seja, as habilitações profissionais implantadas com base no Parecer n° 45/72, devidamente reconhecidas, continuam a ter validade nacional, incluídas as já aprovadas ou as que venham a sê-lo pelo CNE”. 286

A questão curricular da educação profissional técnica remete-se, portanto, ao Decreto n° 2.208/97 e, por enquanto, ao Parecer n° 45/72, do extinto Conselho Federal de Educação, devendo-se aguardar o encaminhamento ao Conselho Nacional de Educação, pelo Ministério da Educação e do Desporto, de proposta das novas diretrizes curriculares nacionais, para deliberação, conforme dispõe a alínea e, do § 1°, do artigo 9°, da Lei n° 9.131, de 24 de novembro de 1995, que alterou dispositivos da lei n° 4.024, de 20 de dezembro de 1961, e deu outras providências. Por ser de sua competência, o Conselho Nacional de Educação, com este parecer, estabelece diretrizes operacionais para a educação profissional, a serem observadas em nível nacional. II - VOTO DO RELATOR Reiterando os termos do Parecer CEB n 5/97, na parte referente à educação profissional, fica patente, na nova LDB, o reconhecimento do papel e da importância desta modalidade de ensino. Pela primeira vez, consta em uma lei geral da educação brasileira um capítulo específico sobre educação profissional integre-se e articule-se às diferentes formas de educação, ao trabalho, à ciência e à tecnologia e conduza ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. Preconiza a oferta de educação profissional a jovens e adultos, trabalhadores em geral, tendo como referência a educação regular - ensino fundamental, médio e superior - ou, de forma mais livre e circunstancialmente necessária, sem qualquer condicionamento em relação à escolaridade. Sabemos que nos dias atuais, torna-se cada vez mais necessária uma sólida qualificação profissional, constantemente atualizada por meio de programas de requalificação e de educação continuada. Afinal, a vida profissional dos cidadãos está sujeita a alterações profundas e rápidas, em termos de qualificação, de emprego e de renda, só decorrência das inovações tecnológicas e das mudanças na organização da produção. Fica claro, também, que esse novo ordenamento, combinado com as políticas governamentais, afirma e reorienta prioridades de forma a valorizar, sobremaneira, a educação básica. Essa deve ser, realmente, a principal meta educacional brasileira para a próxima década, para que o País possa manter e ampliar espaços na economia mundial e, mais importante do que esse objetivo instrumental, melhorar o padrão e a qualidade de vida da nossa população. A educação profissional, por seu turno, não substitui a educação básica e sim complementa-a. A valorização desta, entretanto, não significa a redução da importância daquela. Ao contrário, uma educação profissional de qualidade, respaldada em educação básica de qualidade, constitui a chave do êxito de sociedades desenvolvidas. Neste sentido, tendo em vista o disposto no inciso II do artigo 4° da LDB que garante a progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio, é fundamental considerar que a educação profissional de nível técnico atingirá a sua plena articulação com a etapa final da educação básica quando essa extensão se concretizar. Em 17 de abril de 1997 o Governo Federal baixou o Decreto n° 2.208, regulamentando os dispositivos da LDB referentes à educação profissional, definindo seus objetivos e níveis, além de estabelecer orientações para a formulação dos currículos dos cursos técnicos. O Decreto especifica, no artigo 3°, três níveis de educação profissional: o básico, o técnico e o tecnológico. Tais níveis não devem ser confundidos com os dois níveis da educação nacional 287

estabelecidos na LDB: o básico e o superior. Os da educação profissional devem ser entendimentos como formas de viabilização dos objetivos previstos no artigo 1° do Decreto, ou seja, fundamentalmente a qualificação, a especialização, o aperfeiçoamento e a atualização profissional e tecnológica, a serem proporcionados, nos três níveis, aos jovens e adultos em geral. Essas formas não constituem uma progressão obrigatória, pois o acesso a qualquer uma delas independe da realização de outra. Em vista disso, torna-se relevante a formulação de políticas, metas e estratégias governamentais e institucionais que definam a oferta e as condições de acesso à educação profissional para todos. Trata-se, na verdade, de atendimento a uma necessidade de caráter nacional, ao mesmo tempo econômica, política e social. A educação profissional básica, destinada a qualificar e requalificar trabalhadores, independente de escolaridade prévia, não está sujeita a regulamentação curricular, sendo oferecida de forma livre em função das necessidades do mundo do trabalho e da sociedade, como preconiza a LDB. Nada impede que, eventualmente, seja estruturada de forma que possa ser aproveitada, como crédito ou outra forma de equivalência, na educação profissional técnica e tecnológica. Em qualquer caso, poderá propiciar certificação de competências ou de qualificação profissional. Cumpre lembrar que a aprendizagem profissional definida em legislação específica é forma de educação profissional básica ou técnica. Deixa de subsistir, entretanto, o caráter supletivo da aprendizagem e da qualificação conforme dispunha a Lei Federal n° 5.692/71. Na mesma linha de mudança, fica superada a função de suprimento englobando o aperfeiçoamento e a atualização profissional. A escolaridade, exigida ou não como requisito de entrada, constitui simples referência para a educação profissional básica, em função do perfil de saída requerido para o desempenho de profissões no mercado. Além dos seus cursos regulares de educação profissional, conforme preconizam o artigo 42 da LDB e § 1° do artigo 4° do Decreto, as instituições especializadas oferecerão programas abertos à comunidade, cuja exigência para matrícula seja a capacidade de aproveitamento e não necessariamente o nível de escolaridade. Neste caso, sempre que necessário e viável, em consonância com a prioridade nacional de valorização do ensino fundamental, as instituições deverão proporcionar oportunidades e condições de regularização e complementação desse nível de ensino. A articulação entre a educação profissional básica e a educação básica admite várias situações entre as quais: a) exigência de ensino fundamental concluído no todo em parte para acesso à qualificação profissional; b) dispensa do ensino fundamental para acesso e exigência de sua conclusão, no todo ou em parte, para certificação de qualificação profissional; c) independência, para acesso e certificação, entre a educação profissional básica e a educação básica, com articulação entre as respectivas instituições educacionais, objetivando proporcionar aos alunos dos programas de qualificação profissional oportunidades e condições de regularização e complementação do ensino fundamental. As competências adquiridas na educação profissional básica, tal como definidas no inciso I, do artigo 3° do Decreto, poderão ser aproveitadas nas modalidades técnicas ou tecnológica (artigo 3°, incisos II e III), mediante avaliação 288

a ser realizada pela instituição em que o interessado pretenda matricular-se. Trata-se neste caso, de uma importante inovação prevista na legislação: a possibilidade de avaliação, reconhecimento, aproveitamento e certificação de competências e conhecimentos adquiridos na escola ou no trabalho. De fato, a certificação de competências está prevista no caput do artigo 41 da LDB, em caráter geral, e no parágrafo único do artigo 11 do Decreto para a educação profissional técnica. Trata-se de um campo ainda inexplorado em nosso País e essa lacuna precisa ser urgentemente preenchida, tanto para um atendimento mais flexível e rápido das necessidades do mercado como para uma constante atualização de perfis profissionais e respectivas formas de avaliação de competências. Não é cabível nos dias atuais a postura de desconsideração pelas habilidades, conhecimentos e competências adquiridas por qualquer pessoa por meio de estudos não formais ou no próprio trabalho. É preciso superar o preconceito e o flagrante desperdício de não valorizar a experiência profissional e o autodidatismo que não têm recebido, até hoje, a atenção que merecem. Trata-se de um potencial humano que tem permanecido oculto e que precisa ser adequadamente identificado, avaliado, reconhecido, aproveitado, e certificado. A certificação de competências constitui mais um instrumento para a democratização da educação profissional, em todos os seus níveis. Abre possibilidades de qualificação inicial e seqüencial, bem como de requalificação e atualização de trabalhadores, empregados ou não. As constantes inovações tecnológicas e organizacionais no mundo do trabalho impõem efetivas e rápidas respostas no que se refere aos novos perfis profissionais. Tanto pela economia de tempo quanto de esforços, a certificação complementa e, em determinados casos, pode dispensar freqüência a cursos e programas de educação profissional. É importante ressaltar, contudo, que o reconhecimento de tais competências não deve significar mais uma cartorialização educacional. Por outro lado, é bom lembrar que uma formalização simples e ágil é necessária, até mesmo para reincorporar cidadãos que se encontram à margem de um processo sistemático de educação profissional. Assim, é indispensável que os sistemas de ensino, federal e estaduais, normalizem tal procedimento, definindo a forma de credenciamento das instituições habilitadas à retificação de competências, bem como as condições do seu aproveitamento nos níveis da educação profissional básica, técnica ou tecnológica. A não inclusão dos sistemas de ensino municipais, como tais organizados, tem um razão que deve ser aqui explicitada. A tais sistemas é atribuída, como competência específica, para usar os termos do inciso V, do artigo 11 da Lei n° 9.394/96, “oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas e, com prioridade, o ensino fundamental”. Assim, não estando entre as obrigações dos mesmos a educação profissional, aos sistemas federal e estaduais deve ser cometida a responsabilidade de baixar as normas aplicáveis à certificação aqui considerada, observadas diretrizes do CNE. Os sistemas estaduais poderão, entretanto, quando entenderem conveniente, credenciar órgãos e instituições municipais para que promovam essa certificação. A certificação, já adotada em outros países, é coerente com a política nacional de qualidade, produtividade e competitividade. Certificar profissionais, segundo padrões previamente estabelecidos pelos agentes econômicos e sociais, significa oferecer mais possibilidades de garantia de qualidade de produtos e de 289

serviços. Nesse sentido, a certificação deve resultar de um amplo processo de discussão e negociação envolvendo todos os segmentos interessados da sociedade: trabalhadores, empresários, consumidores e educadores. É evidente que a certificação deve ser uma atividade extremamente criteriosa, com credenciamento de instituições e estabelecimentos de ensino competentes e idôneos e presença constante dos órgãos responsáveis pela fiscalização do exercício profissional e pela defesa do consumidor. As disposições legais, portanto, representam apenas o começo de um longo caminho a percorrer no desenho e na implementação de um modelo brasileiro de certificação. Uma das mais importantes mudanças introduzidas pelo Decreto n° 2.208/97 refere-se à educação profissional técnica, cuja organização curricular passa a ser própria e independente do ensino médio, podendo ser oferecida de forma concomitante ou seqüencial a este. Significa que será possível a matrícula e freqüência no ensino médio e concomitantemente, desde o se início, no curso técnico, na mesma escola ou em estabelecimento distintos. Em função das exigências de conhecimentos prévios, entretanto, determinados cursos técnicos poderão ser organizados de forma seqüencial para alunos com o ensino médio já concluído. Fica, ainda, a possibilidade de se adotar forma combinada, ou seja, concomitância e seqüencialidade, isto é, a exigência para ingresso em curso técnico de matrícula e freqüência na 2ª ou 3ª série do ensino médio, sempre em função dos perfis de entrada e de saída da habilitação. A desvinculação entre o ensino médio e o ensino técnico possibilita uma flexibilização e significativa ampliação das oportunidades de educação profissional no nível do ensino médio. Por se tratar de uma alteração estrutural é necessário tecer algumas considerações a este respeito. A desvinculação referida não significa que as instituições de educação profissional deverão oferecer o ensino única e exclusivamente prático. Qualquer curso profissionalizante sempre demandará a estruturação de currículos contemplando todas as dimensões do desenvolvimento humano: a cognitiva, a efetiva e a psicomotora, fundadas em princípios éticos, políticos e estéticos que contribuam para consolidação de conceitos e valores indispensáveis ao exercício da cidadania na democracia. Além disso, nunca será ocioso lembrar que educação profissional de qualidade pressupõe educação básica de qualidade. Nesse sentido, além de usualmente desenvolver conteúdos curriculares de aplicação dos conhecimentos científicos e tecnológicos, a educação profissional, para preservar a qualidade requerida, forçosamente deverá complementar e suprir eventuais car6encias de educação geral de seus alunos. A desvinculação entre o ensino médio e o ensino técnico traz vantagens tanto para o aluno quanto para as instituições de ensino. O aluno terá maior flexibilidade na definição do seu itinerário de educação profissional, não ficando restrito a uma habilitação rigidamente vinculada ao ensino médio, passível de conclusão somente após o mínimo de três anos. Do lado das instituições de ensino, a desvinculação propicia melhores condições para a permanente revisão e atualização dos currículos. O chamado currículo integrado é extremamente difícil de ser modificado e por isso mesmo acaba se distanciando cada vez mais da realidade do mundo do trabalho. A possibilidade de o aluno cursar, por exemplo, primeiro o ensino médio e depois o curso técnico, coaduna-se com a tendência internacional de formar técnicos com sólida base de formação geral. A opção do aluno, entretanto, pode 290

b) nos cursos técnicos. como ocorre em parte dos casos atualmente. 291 . correspondente. No ensino médio a escola poderá oferecer componentes curriculares de caráter profissionalizante na parte diversificada. Havendo tais componentes. b) oferta somente de cursos técnicos. quando for o caso. regular ou supletivo. incluídas as referentes à instituição de habilitações profissionais. E. pelo Conselho Nacional de Educação. tendo em vista a necessidade social. de acordo com o parágrafo único do artigo 5° do Decreto. a escola poderá certificar a qualificação profissional. definirá a proporção de vagas oferecidas em cada curso. para que tenham validade nacional. Cada aluno.estar associada a uma necessidade mais premente de inserção no mercado de trabalho e.394/96. em decorrência do disposto no caput do artigo 5° do Decreto e.400 horas. dependendo da habilitação. c) oferta somente do ensino médio. traduzindo a política e a estratégia institucional. observados os requisitos fixados para cada habilitação técnica. permanece a possibilidade de se cursar o ensino médio e o técnico de forma concomitante. Os critérios para seleção de alunos e organização das turmas dos dois tipos de cursos são de inteira responsabilidade de cada instituição. dos cursos técnicos. Conforme dispõe o § 1° do artigo 6° do Decreto. para tanto. até o limite de 25% do total da carga horária mínima desse nível de ensino. Ressalte-se que não há qualquer impedimento para que a mesma escola continue desenvolvendo concomitantemente o ensino médio e o técnico. as instituições que vêm oferecendo cursos técnicos de nível médio passam a ter as seguintes possibilidades de organização: a) oferta do curso de ensino médio e. o Parecer CFE n° 45/72 e regulamentações subseqüentes. até que sejam definidas novas diretrizes curriculares nacionais e currículos básicos. ou seja. A instituição ou a implantação de nova habilitações técnicas deve ser precedida da aprovação de proposta pelo órgão competente do respectivo sistema de ensino e. A proposta pedagógica. mediante reconhecimento de crédito ou avaliação de competências. 600 horas de um total de 2. deverá ter concluído ou cursar concomitantemente o ensino médio. a vocação institucional e a capacidade de atendimento. aos antigos auxiliares técnicos. os currículos e horários poderão continuar sendo organizados de tal forma que o aluno possa estudar e trabalhar. Quanto aos currículos resultantes da desvinculação entre o ensino médio e o ensino técnico. currículos experimentais poderão ser implementados mediante aprovação dos respectivos sistemas de ensino. os mínimos total e anuais de carga horária e de dias letivos previstos na nova LDB e. Assim. para a organização curricular. em outra escola. A habilitação poderá ser completada em outro estabelecimento. de forma concomitante ou seqüencial a este. a Resolução CFE n° 6/86 e regulamentações subseqüentes naquilo que não estiver superado pelas disposições da Lei n° 9. devem ser observados: a) no ensino médio. com ou sem componentes curriculares profissionalizantes na parte diversificada do currículo.

oferecidas todas as condições para as adaptações necessárias. Os cursos. observadas as diretrizes nacionais pertinentes. O conjunto de módulos de determinado curso corresponderá a uma habilitação profissional e dará direito a diploma de técnico. sistemática e permanentemente. ser organizados em módulos correspondentes a profissões no mercado de trabalho. se for o caso. prevista no artigo 62 da LDB. • conhecimentos gerais relacionados à profissão. empresários e trabalhadores. aos alunos que iniciaram seus cursos técnicos no regime da Lei n° 5. Cada módulo possibilita uma terminalidade. Cumpre lembrar que a modularização é uma estratégia praticada em vários países e estimulada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). preferencialmente de forma integrada em cada componente curricular. Os cursos técnicos poderão. desde que comprovada a conclusão do estágio supervisionado. contribuir para a ampliação e agilização do atendimento às necessidades do mercado. com o objetivo de proporcionar as condições para o adequado aproveitamento dos módulos subseqüentes de uma ou mais habilitações afins. e a conclusão do ensino médio.692/71 e dos Pareceres que a regulamentam. Deve-se assegurar. também. o aproveitamento de estudos em outra escola.Relevante inovação encontra-se no artigo 7° do Decreto. deverá ser regulamentada pelos respectivos sistemas de ensino. sem terminalidade e certificação profissional.394/96 e pelo Decreto n° 2. sob coordenação do Ministério da Educação e do Desporto com a colaboração do Conselho Nacional de Educação. inclusive aos que ingressaram no ano de 1997. para a educação infantil e as quatro primeiras séries do ensino fundamental. o direito de os concluírem pelo regime vigente no seu ingresso ou de optarem pelo regime estabelecido pela Lei n° 9. poderá ser adotado módulo curricular básico. 292 . • atitudes e habilidades comuns a uma área profissional e ao mundo do trabalho. Eventualmente. os programas e os currículos poderão ser estruturados e renovados segundo as emergentes e mutáveis demandas do mundo do trabalho. ou eqüivalente. dos trabalhadores e da sociedade. Os alunos retidos no regime anterior. oferecida em nível médio na modalidade Normal. com direito a certificado de qualificação profissional. devendo contemplar. a partir de 1998 devem ser transferidos para o novo regime. A modularização deverá proporcionar maior flexibilidade às instituições de educação profissional e. mecanismo de identificação e atualização de perfis profissionais e respectivos currículos de formação.208/97. Trata-se de instituir. A habilitação profissional para o exercício do magistério. em série não mantida no período seguinte. os currículos do ensino técnico serão estruturados em disciplinas que poderão ser agrupadas sob a forma de módulos. inclusive. as seguintes dimensões: • competências teóricas e práticas específicas da profissão. quando exigido. então. De acordo com o artigo 8° do Decreto. Esse mecanismo deverá ser definido e implementado com a indispensável participação de professores. ainda.

Sala de Sessões. bem como a elaboração de propostas pedagógicas. aplicam-se à educação profissional os princípios preconizados no artigo 3° da LDB. em seu sentido amplo. As mudanças introduzidas pela nova legislação na educação profissional representam passos preparatórios para as mudanças reais. Como integrante da educação escolar. As disposições gerais contidas na Seção I do Capítulo II do Título V da LDB são aplicáveis à educação básica e facultativas à educação profissional. 3 de dezembro de 1997 Fábio Luiz Marinho Aidar . em sintonia com as novas demandas de uma economia aberta e de uma sociedade democrática.Vice-Presidente 293 . integra-se à educação superior e regula-se pela legislação referente a esse nível de ensino.Relator III . em 3 de dezembro de 1997. (a) Brasília-DF. nortear a organização de cursos e de currículos. acessível aos egressos do ensino médio.DECISÃO DA CÂMARA A Câmara de Educação Básica acompanha o Voto do Relator. no entanto.Presidente Hermengarda Alves Ludke . Estará nas mãos das instituições educacionais e respectivas comunidades a construção coletiva e permanente de propostas e práticas pedagógicas inovadoras que possam dar resposta aos novos desafios.A educação profissional tecnológica. devendo. (aa) Carlos Roberto Jamil Cury .

ainda. de dezembro de 1996. Deve-se reconhecer. da fixação detalhada de mínimos curriculares e resultam na progressiva diminuição da margem de liberdade que foi concedida às instituições para organizarem suas atividades de ensino.. em grande parte. § 2º São atribuições da Câmara de Educação Superior: .. Convém lembrar que a figura do currículo mínimo teve como objetivos iniciais. além de facilitar as transferências entre instituições diversas. Éfrem de Aguiar Maranhão.394. A nova LDB. Eunice Durham. que criou o Conselho Nacional de Educação. formulados na vigência da legislação revogada pela Lei 9. O presente Parecer trata dessas orientações gerais. em geral caracterizam-se por excessiva rigidez que advém. 48. em seu art. c) deliberar sobre as diretrizes curriculares propostas pelo Ministério da Educação e do Desporto.131. Além do mais. Carlos Alberto Serpa. o que resultou. para os cursos de graduação. dispôs sobre as diretrizes curriculares para os cursos de graduação quando tratou das competências deste órgão na letra “c” do parágrafo 2º de seu art. garantir qualidade e uniformidade mínimas aos cursos que conduziam a um diploma profissional. 9º: . Entendem os relatores que a fim de facilitar a deliberação a ser efetuada. nestes casos. no entanto.. Isto propicia toda uma nova compreensão da matéria.. Jacques Velloso e Yugo Okida PROCESSO Nº PARECER Nº: 776/97 CÂMARA OU COMISSÃO: CES APROVADO EM: 03/12/97 I . de 1995. pôs termo à vinculação entre diploma e exercício profissional. acima referidas. em excesso de disciplinas obrigatórias e em desnecessária prorrogação do curso de graduação. os currículos dos cursos superiores. que na fixação dos currículos muitas vezes prevaleceram interesses de grupos corporativos interessados na criação de obstáculos para o ingresso em um mercado de trabalho marcadamente competitivo. deve a CES/CNE estabelecer orientações gerais a serem observadas na formulação das diretrizes curriculares para os cursos de graduação. estatuindo que os diplomas constituem-se em prova da formação recebida por seus titulares.PARECER Nº 776/97/CES/CNE INTERESSADO/MANTENEDORA: Conselho Nacional de Educação UF: DF ASSUNTO: Orientação para as diretrizes curriculares dos cursos de graduação RELATOR: Cons. 294 .Relatório A Lei 9.

295 . do mercado de trabalho e das condições de exercício profissional. desenvolvendo no aluno atitudes e valores orientados para a cidadania. no que tange ao ensino em geral e ao ensino superior em especial. Devem também pautar-se pela tendência de redução da duração da formação no nível de graduação. Os cursos de graduação precisam ser conduzidos. Visando assegurar a flexibilidade e a qualidade da formação oferecida aos estudantes. o currículo mínimo vem se revelando ineficaz para garantir a qualidade desejada. A orientação estabelecida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. a necessidade de uma profunda revisão de toda a tradição que burocratiza os cursos e se revela incongruente com as tendências contemporâneas de considerar a boa formação no nível de graduação como uma etapa inicial da formação continuada. Entende-se que as novas diretrizes curriculares devem contemplar elementos de fundamentação essencial em cada área do conhecimento. Ressalta. preparando o futuro graduado para enfrentar os desafios das rápidas transformações da sociedade. passando a orientar-se para oferecer uma sólida formação básica. a nova LDB. na elaboração das propostas das diretrizes curriculares.Ao longo dos anos. II – Voto dos Relatores Tendo em vista o exposto. As diretrizes curriculares constituem no entender do CNE/CES. a abandonar as características de que muitas vezes se revestem. os relatores propõem a consideração dos aspectos abaixo estabelecidos. orientações para a elaboração dos currículos que devem ser necessariamente respeitadas por todas as instituições de ensino superior. Devem induzir a implementação de programas de iniciação científica nos quais o aluno desenvolva sua criatividade e análise crítica. devem incluir dimensões éticas e humanísticas. além de desencorajar a inovação e a benéfica diversificação da formação oferecida. aponta no sentido de assegurar maior flexibilidade na organização de cursos e carreiras. campo do saber ou profissão. as diretrizes curriculares devem observar os seguintes princípios: 1) Assegurar às instituições de ensino superior ampla liberdade na composição da carga horária a ser cumprida para a integralização dos currículos. ainda. visando promover no estudante a capacidade de desenvolvimento intelectual e profissional autônomo e permanente. atendendo à crescente heterogeneidade tanto da formação prévia como das expectativas e dos interesses dos alunos. como a organização dos cursos em sistemas de módulos. embora tenha sido assegurada uma semelhança formal entre cursos de diferentes instituições. assim como na especificação das unidades de estudos a serem ministradas. Devem ainda promover formas de aprendizagem que contribuam para reduzir a evasão. através das Diretrizes Curriculares. Finalmente. quais sejam as de atuarem como meros instrumentos de transmissão de conhecimento e informações.

valorizando a pesquisa individual e coletiva.2) Indicar os tópicos ou campos de estudo e demais experiências de ensinoaprendizagem que comporão os currículos. Conselheiros: Carlos Alberto Serpa de Oliveira Éfrem de Aguiar Maranhão Eunice Durham Jacques Velloso Yugo Okida Relatores III . 7) Fortalecer a articulação da teoria com a prática. assim como os estágios e a participação em atividades de extenção. 5) Estimular práticas de estudo independente.DECISÃO DA CÂMARA A Câmara de Educação Superior acompanha o Voto dos Relatores. visando uma progressiva autonomia profissional e intelectual do aluno. 3) Evitar o prolongamento desnecessário da duração dos cursos de graduação. a Câmara de Educação Superior do CNE promoverá audiências públicas com a finalidade de receber subsídios para deliberar sobre as diretrizes curriculares formuladas pelo Ministério da Educação e do Desporto. permitindo variados tipos de formação e habilitações diferenciadas em um mesmo programa. 03 de dezembro de 1997. 03 de dezembro de 1997. Considerando a importância da colaboração de entidades ligadas à formação e ao exercício profissionais. evitando ao máximo a fixação de conteúdos específicos com cargas horárias pré-determinadas. Brasília-DF.Vice-Presidente 296 . habilidades e competências adquiridas fora do ambiente escolar. Sala das Sessões.Presidente Jacques Velloso . Conselheiros Éfrem de Aguiar Maranhão . necessária para que o futuro graduado possa vir a superar os desafios de renovadas condições de exercício profissional e de produção do conhecimento. 4) Incentivar uma sólida formação geral. 6) Encorajar o reconhecimento de conhecimentos. inclusive as que se referiram à experiência profissional julgada relevante para a área de formação considerada. 8) Incluir orientações para a condução de avaliações periódicas que utilizem instrumentos variados e sirvam para informar a docentes e a discentes acerca do desenvolvimento das atividades didáticas. as quais não poderão exceder 50% da carga horária total dos cursos.

º 382 e 383. representantes de trabalhadores e de empregadores. 297 . de debates com os secretários estaduais de educação em reunião do CONSED – Conselho de Secretários Estaduais de Educação realizada em Natal. Salvador. CEB INTERESSADO/MANTENEDORA: Conselho Nacional de Educação . 23001. de universidades e de organizações do magistério.000365/98-06.000027/99-56 PARECER N. em junho do corrente ano. em Conselhos Estaduais de Educação e em eventos organizados por Secretarias Estaduais de Educação em Fortaleza. foram doze meses de trabalho da Comissão Especial instituída pela Câmara de Educação Básica. O Relator do parecer participou.º: 16/1999. Em cumprimento do mandato conferido pela Câmara de Educação Básica. São Paulo. Foz do Iguaçu.º: 23001. para definir as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. Debates específicos foram realizados. em junho de 1999 ( Brasília) e em setembro de 1999 (Foz do Iguaçu). em 15 de outubro de 1998. A Comissão foi instalada formalmente em 23/10/98. Vitória e Rio de Janeiro. houve participação de membros da Comissão Especial em três reuniões do Fórum de Conselhos Estaduais de Educação.º: 16/99. em novembro de 1998 ( Belém do Pará).Câmara de Educação Básica ASSUNTO: DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE NÍVEL TÉCNICO RELATORES/ CONSELHEIROS: Comissão Especial – Fábio Luiz Marinho Aidar (Presidente). onde foram coletados importantes subsídios. Além dessas reuniões. a Comissão Especial realizou mais de uma dezena de reuniões com especialistas da área da educação profissional. também. ainda. quando também foi organizado plano de trabalho específico para a definição das Diretrizes Curriculares Nacionais. com educadores e pesquisadores. do Conselho Nacional de Educação. Francisco Aparecido Cordão (Relator) e Guiomar Namo de Mello PROCESSOS N. APROVADO EM 05/10/99 I HISTÓRICO Desde o encaminhamento dos avisos ministeriais de n.000364/98-35 e 23001.PARECER N.

nos dias 12 e 13 de maio do corrente. sugestões e recomendações. A pesquisa constou de um exercício-tarefa (construção de um plano de curso de técnico de nível médio em área previamente especificada) e de questionário complementar para identificação da clareza dos documentos trabalhados e de críticas. também. buscando-se garantir uma representatividade mínima de duas escolas por Unidade da Federação e de duas escolas por área profissional. com a relevante participação da SEMTEC – Secretaria de Educação Média e Tecnológica do Ministério da Educação -. especialmente para representantes da regiões Sul. do ciclo de teleconferências promovido pelo MEC – Ministério da Educação . As respostas a esse questionário acabaram se configurando como excelente subsídio ao trabalho da Comissão Especial. Deve ser destacada. quanto de escolas técnicas e do mercado de trabalho. sugestões e recomendações. ainda. reunião ocorrida em São Paulo. tanto da universidade. sindicatos e debates com especialistas da área e com técnicos e docentes de educação profissional. encaminhada para 167 escolas de todo o País. As vinte áreas profissionais constantes de quadros anexos à minuta de resolução representam o consenso obtido com a participação de especialistas das várias áreas. Participou. especialmente para representantes das regiões Norte e Nordeste. Sudeste e Centro Oeste. associações de profissionais.Merecem destaque especial as três audiências públicas realizadas pela Câmara de Educação Básica: em Recife (19/04/99). conselhos de fiscalização do exercício profissional. Merece destaque especial. o relator da matéria participou de reuniões em escolas. uma pesquisa de validação do projeto de Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. Todas as contribuições foram atentamente analisadas pela Comissão Especial e devidamente consideradas na redação final do Parecer e da minuta de Resolução. também. onde todos os interessados tiveram a oportunidade de encaminhar suas críticas. em São Paulo (17/05/99). e a audiência pública nacional de Brasília (08/06/99). Além dessas providências. onde mais de setenta especialistas das várias áreas profissionais trabalharam com afinco na identificação e na caracterização das áreas profissionais e respectivas competências profissionais gerais para o nível técnico.sobre as 298 .

A simples enumeração das providências adotadas retratam o caráter participativo e democrático de elaboração das diretrizes. duas indicações do Aviso Ministerial n. cumpre o que estabelece a legislação em vigor. O resultado final integra o Parecer e a Resolução que instituem as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. Os documentos em questão foram amplamente debatidos na Câmara de Educação Básica do colegiado. especialmente o que dispõe o inciso I. de 15 de outubro de 1998 e n. de acordo com a competência que lhe é atribuída pela Lei Federal n. uma vez que o Decreto n.º 16. portanto. com efetiva participação de representantes e do próprio Secretário de Educação Média e Tecnológica do MEC.º . II 1.131/95. PARECER Introdução A proposta do Ministério da Educação de novas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. analisar e apreciar esses documentos na elaboração das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico.º 382/98 são consideradas premissas básicas: as diretrizes devem possibilitar a definição de metodologias de elaboração de currículos a partir de competências profissionais gerais do técnico por área. encaminhada a este Conselho Nacional de Educação (CNE) pelos Avisos Ministeriais n.º 2. § 1º.208/97. Neste Parecer. Cabe. do Decreto Federal n.º 9.Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Profissional. e cada instituição deve poder construir seu currículo pleno de modo a considerar as peculiaridades do desenvolvimento tecnológico 299 . oferecendo subsídios para este Colegiado deliberar sobre a matéria. que é uma modalidade de educação não formal e não está sujeito a regulamentação curricular. do artigo 6.208/97 não dispõe sobre diretrizes para o nível básico. alínea “c”. Estas diretrizes dizem respeito somente ao nível técnico da educação profissional. artigo 9. os quais deram ampla divulgação às Diretrizes Curriculares Nacionais em elaboração.ºs 382 e 383.º. O nível tecnológico está sujeito a regulamentação própria da educação superior.º 2. bem como de programas especiais na TV Educativa e na TV SENAC. de 21 de janeiro de 1999.

as diretrizes não devem se esgotar em si mesmas.” na perspectiva do exercício pleno da cidadania. atendendo a princípios norteadores. em sintonia com as diretrizes curriculares nacionais já definidas por este Colegiado para a educação básica. a escola deve conciliar as demandas identificadas. essa concepção de educação profissional consagrada pela LDB e. Na definição das diretrizes curriculares nacionais para a educação profissional de nível técnico há que se enfatizar o que dispõe a LDB em seus artigos 39 a 42.com flexibilidade e a atender às demandas do cidadão.º 5. mas conduzir ao contínuo aprimoramento do processo da formação de técnicos de nível médio. a CEB pronunciou-se sobre o assunto primeiramente pelo Parecer CNE/CEB n. Além disso. definição de competências profissionais gerais do técnico por área profissional e procedimentos a serem observados pelos 300 . do mercado de trabalho e da sociedade. conduzindo “ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva”. quando concebe “a educação profissional integrada às diferentes formas de educação. assegurando sempre a construção de currículos que. Em relação à educação profissional. de 3 de dezembro de 1997. e. critérios. de 7 de maio de 1997. propiciem a inserção e a reinserção profissional desses técnicos no mercado de trabalho atual e futuro. O estabelecimento de diretrizes curriculares nacionais tem se constituído numa prioridade deste Colegiado. sua vocação institucional e sua capacidade de atendimento. que estabeleceu diretrizes operacionais para a educação profissional e orientou os sistemas de ensino e as escolas sobre a questão curricular dos cursos técnicos. à ciência e à tecnologia”. pelo Parecer CNE/CEB n. o ensino médio e a formação de professores na modalidade normal em nível médio. portanto. desde a aprovação da atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Já foram fixadas diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil. Nessa construção. as presentes diretrizes caracterizam-se como um conjunto articulado de princípios. o ensino fundamental. a ser “desenvolvida em articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias de educação continuada. ao trabalho.º 17. Considerando. posteriormente. em especial desta Câmara de Educação Básica (CEB).

Não se reconhecia vínculo entre educação escolar e trabalho. que perdurou por mais de três séculos. freqüentemente associado ao esforço manual e físico. no Brasil. O não entendimento da abrangência da educação profissional na ótica do direito à educação e ao trabalho. A herança colonial escravista influenciou preconceituosamente as relações sociais e a visão da sociedade sobre a educação e a formação profissional. sempre foi reservada às classes menos favorecidas. Independentemente da boa qualidade do produto e da sua importância na cadeia produtiva. levando. normal e superior) e os que executavam tarefas manuais (ensino profissional). O desenvolvimento intelectual. associando-a unicamente à “formação de mão–de-obra”. a se considerar o ensino normal e a educação superior como não tendo nenhuma relação com educação profissional. Ao trabalho. proporcionado pela educação escolar acadêmica. desde as suas origens. Por exemplo. 2. a escravidão. na idéia mítica do "paraíso perdido". Educação e trabalho A educação para o trabalho não tem sido tradicionalmente colocada na pauta da sociedade brasileira como universal. Aliás. inclusive. era visto como desnecessário para a maior parcela da população e para a formação de “mão-de-obra”. 301 . pois a atividade econômica predominante não requeria educação formal ou profissional. estabelecendo-se uma nítida distinção entre aqueles que detinham o saber (ensino secundário. tem reproduzido o dualismo existente na sociedade brasileira entre as “elites condutoras” e a maioria da população. reforçou essa distinção e deixou marcas profundas e preconceituosas com relação à categoria social de quem executava trabalho manual. acabou se agregando ainda a idéia de sofrimento.sistemas de ensino e pelas escolas na organização e no planejamento da educação profissional de nível técnico. instrumento usado para tortura. ainda. esses trabalhadores sempre foram relegados a uma condição social inferior. A concepção do trabalho associado a esforço físico e sofrimento inspira-se. A formação profissional. etimologicamente o termo trabalho tem sua origem associada ao “tripalium”.

uma vez que o monopólio do conhecimento técnico e organizacional cabia. para atualização. capazes de interagir em situações novas e em constante mutação. a saúde. A baixa escolaridade da massa trabalhadora não era considerada entrave significativo à expansão econômica. só foi incorporado aos direitos sociais dos cidadãos bem recentemente. a 302 . com a incorporação maciça de operários semi-qualificados. especialização e requalificação de trabalhadores. quase sempre. Um novo cenário econômico e produtivo se estabeleceu com o desenvolvimento e emprego de tecnologias complexas agregadas à produção e à prestação de serviços e pela crescente internacionalização das relações econômicas. rotineiras e previamente especificadas e delimitadas. Havia pouca margem de autonomia para o trabalhador. desempenhando tarefas simples. qualificação profissional de técnicos. Até meados da década de setenta. Em conseqüência. À destreza manual se agregam novas competências relacionadas com a inovação. escolas e instituições de educação profissional buscaram diversificar programas e cursos profissionais. o bem-estar econômico e a profissionalização. que revelaram a exigência de profissionais mais polivalentes. adaptados aos postos de trabalho. transmitido de forma sistemática através da escola. as novas formas de organização e de gestão modificaram estruturalmente o mundo do trabalho. atendendo novas áreas e elevando os níveis de qualidade da oferta. As empresas passaram a exigir trabalhadores cada vez mais qualificados. Apenas uma minoria de trabalhadores precisava contar com competências em níveis de maior complexibilidade. a formação profissional limitava-se ao treinamento para a produção em série e padronizada. quando se passou a considerar como condições básicas para o exercício da cidadania a educação. Nas décadas de 70 e 80 multiplicaram-se estudos referentes aos impactos das novas tecnologias. A partir da década de 80.O saber. educação profissional básica aos não qualificados. e educação continuada. aperfeiçoamento. Como resposta a este desafio. em virtude da rígida separação entre o planejamento e a execução. apenas aos níveis gerenciais. e sua universalização. já no século XX. deste século. passou-se a requerer sólida base de educação geral para todos os trabalhadores.

cujos diplomados tinham preferência no preenchimento de cargos públicos das Secretarias de Estado. em 1861. a compreensão global do processo produtivo. a valorização da cultura do trabalho e a mobilização dos valores necessários à tomada de decisões. João VI. como importante estratégia para que os cidadãos tenham efetivo acesso às conquistas científicas e tecnológicas da sociedade. mas sim. 3. atualmente. com o propósito de articular o ensino das ciências e do desenho para os ofícios mecânicos. o trabalho em equipe e a autonomia na tomada de decisões. As mudanças aceleradas no sistema produtivo passam a exigir uma permanente atualização das qualificações e habilitações existentes e a identificação de novos perfis profissionais. com a apreensão do saber tecnológico. A estrutura rígida de ocupações altera-se. foi organizado. era proposta a criação de uma “Escola de Belas Artes”. assumindo um caráter assistencialista que tem marcado toda sua história. Bem depois. A partir da década de 40 do século XIX foram construídas dez “Casas de Educandos e Artífices” em capitais de província. por Decreto Real. Impõe-se a superação do enfoque tradicional da formação profissional baseado apenas na preparação para execução de um determinado conjunto de tarefas. em 1816. quando um Decreto do Príncipe Regente. A educação profissional requer. Equipamentos e instalações complexas requerem trabalhadores com níveis de educação e qualificação cada vez mais elevados. Posteriormente. sendo a primeira delas em Belém 303 . Trajetória histórica da educação profissional no Brasil Os primórdios da formação profissional no Brasil registram apenas decisões circunstanciais especialmente destinadas a “amparar os órfãos e os demais desvalidos da sorte”. o “Instituto Comercial do Rio de Janeiro”.criatividade. Não se concebe. a educação profissional como simples instrumento de política assistencialista ou linear ajustamento às demandas do mercado de trabalho. logo após a suspensão da proibição de funcionamento de indústrias manufatureiras em terras brasileiras. além do domínio operacional de um determinado fazer. mediadas por novas tecnologias da informação. A primeira notícia de um esforço governamental em direção à profissionalização data de 1809. futuro D. criou o “Colégio das Fábricas”.

mas custeadas pelo próprio Estado. como a “Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado”. Bahia. Maceió (1884) e Ouro Preto (1886). e iniciando-as no ensino industrial. instalou dezenove “Escolas de Aprendizes Artífices” destinadas “aos pobres e humildes”. administradores e capatazes”. uma política de incentivo ao desenvolvimento do ensino industrial. em 1910. Recife (1880). Em 1906. Na segunda metade do século passado foram criadas. ainda.do Pará. Pernambuco. então. entre outras. para os “órfãos e desvalidos da sorte”. No mesmo ano foi reorganizado. No início do século XX o ensino profissional continuou mantendo. voltadas basicamente para o ensino industrial. Nessa mesma década foram instaladas várias escolas-oficina destinadas à formação profissional de ferroviários. para atender prioritariamente os menores abandonados. foram instaladas escolas comerciais em São Paulo. Essas escolas desempenharam importante 304 . distribuídas em várias Unidades da Federação. o de um ensino voltado para os menos favorecidos socialmente. várias sociedades civis destinadas a “amparar crianças órfãs e abandonadas”. Nilo Peçanha. os chamados “Asilos da Infância dos Meninos Desvalidos”. Indústria e Comércio. onde os mesmos aprendiam as primeiras letras e eram. Decreto Imperial de 1854 criava estabelecimentos especiais para menores abandonados. encaminhados às oficinas públicas e particulares. Minas Gerais. comercial e agrícola. e escolas comerciais públicas no Rio de Janeiro. a seguir. oferecendo-lhes instrução teórica e prática. objetivando “a diminuição da criminalidade e da vagabundagem”. mediante contratos fiscalizados pelo Juizado de Órfãos. basicamente. o ensino agrícola no País. objetivando formar “chefes de cultura. Quanto ao ensino comercial. isto é. Salvador (1872). o mesmo traço assistencial do período anterior. São Paulo (1882). Consolidou-se. Eram escolas similares aos Liceus de Artes e Ofícios. o ensino profissional passou a ser atribuição do Ministério da Agricultura. a de preparar operários para o exercício profissional. dentre os quais os do Rio de Janeiro (1858). Posteriormente. migrando da preocupação principal com o atendimento de menores abandonados para uma outra. considerada igualmente relevante. As mais importantes delas foram os “Liceus de Artes e Ofícios”. também. A novidade será o início de um esforço público de organização da formação profissional.

nesse mesmo ano. mais conhecidas como Reforma Capanema. Foi criada. a Associação Brasileira de Educação (ABE). que regulamentaram a organização do ensino secundário. uma comissão especial. que organizou o ensino profissional comercial e regulamentou a profissão de contador. propondo a sua extensão a todos. Ainda na década de 20. Destaque-se da reforma Francisco Campos os Decretos Federais n. principalmente através das Conferências Nacionais de Educação. de forma flexível.papel na história da educação profissional brasileira.890/31 e 21. pobres e ricos.º 20. e não apenas aos “desafortunados”. Indústria e Comércio.ºs 19. um grupo de educadores brasileiros imbuídos de idéias inovadoras em matéria de educação criava. minas e pesca). Em 1931 foi criado o Conselho Nacional de Educação e. que acabou se tornando importante pólo irradiador do movimento renovador da educação brasileira. b) 305 . que teve o seu trabalho concluído na década de 30. na cidade do Rio de Janeiro. também foi efetivada uma reforma educacional. ao se tornarem os embriões da organização do ensino profissional técnico na década seguinte. denominada “Serviço de Remodelagem do Ensino Profissional Técnico”.241/32. realizadas a partir de 1927. possibilitasse especializações "para as atividades de preferência intelectual (humanidades e ciências) ou de preponderância manual e mecânica (cursos de caráter técnico). que proporcionasse as mesmas oportunidades para todos e que." Estas foram assim agrupadas: a) extração de matérias primas (agricultura. A importância deste último deve-se ao fato de ser o primeiro instrumento legal a estruturar cursos já incluindo a idéia de itinerários de profissionalização. Preconizava a organização de uma escola democrática. conhecida pelo nome do Ministro Francisco Campos e que prevaleceu até 1942. buscando diagnosticar e sugerir rumos às políticas públicas em matéria de educação.158/31. em 1924. sobre a base de uma cultura geral comum. à época da criação dos Ministérios da Educação e Saúde Pública e do Trabalho. bem como o Decreto Federal n. Na década de 20 a Câmara dos Deputados promoveu uma série de debates sobre a expansão do ensino profissional. ano em que começou a ser aprovado o conjunto das chamadas “Leis Orgânicas do Ensino”. Em 1932 foi lançado o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. então.

244/42) e do Ensino Industrial (Decreto-Lei n. do Ensino Normal (Decreto-Lei n. como um “dever do Estado” para com as “classes menos favorecidas” (Art.º 6. Esta era uma demanda do processo de industrialização desencadeado na década de 30. em 1946. escolas de aprendizes. 1943 – Lei Orgânica do Ensino Comercial (Decreto-Lei n. 306 . bem como a transformação das antigas escolas de aprendizes artífices em escolas técnicas federais. Entretanto. o Governo Vargas.141/43).º4.º 4. que estava a exigir maiores e crescentes contingentes de profissionais especializados. a criação de entidades especializadas como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). as chamadas “classes produtoras”. as conhecidas “Leis Orgânicas da Educação Nacional": • • • 1942 – Leis Orgânicas do Ensino Secundário (Decreto-Lei n.º 8. destinadas aos filhos de seus operários ou de seus associados”. em 1942. 129). são baixadas. por um Decreto-Lei.613/46).elaboração de matérias primas (indústria). A Constituição de 1934 inaugurou objetivamente uma nova política nacional de educação. a ser cumprido com a colaboração das empresas e dos sindicatos econômicos. possibilitou a definição das referidas Leis Orgânicas do Ensino Profissional e propiciou. cujos resultados refletiram na Assembléia Nacional Constituinte de 1933.º 9. a partir de 1942. Ainda em 1942. ainda. e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). realizou-se a “V Conferência Nacional de Educação”. que deveriam “criar. Essa obrigação do Estado deveria ser cumprida com “a colaboração das indústrias e dos sindicatos econômicos”. A determinação constitucional relativa ao ensino vocacional e prévocacional como dever do Estado.º 8. pela primeira vez. Com a Constituição outorgada de 1937 muito do que fora definido em matéria de educação em 1934 foi abandonado. c) distribuição de produtos elaborados (transportes e comércio). uma Constituição tratou das “escolas vocacionais e pré-vocacionais”. ao estabelecer como competências da União “traçar Diretrizes da Educação Nacional” e “fixar o Plano Nacional de Educação”. 1946 – Leis Orgânicas do Ensino Primário (Decreto-Lei n. tanto para a indústria quanto para os setores de comércio e serviços.529/46). Em decorrência. Nesse mesmo ano. na esfera de sua especialidade.073/42).530/46) e do Ensino Agrícola (DecretoLei n. por Decretos-Lei.

821/53 dispunha sobre as regras para a aplicação desse regime de eqüivalência entre os diversos cursos de grau médio. 307 . por outro Decreto-Lei. Indústria e Comércio. eram competência do Ministério da Justiça e dos Negócios Interiores e o ensino profissional. A Lei Federal n.º 34. desde que prestassem exames das disciplinas não estudadas naqueles cursos e provassem “possuir o nível de conhecimento indispensável à realização dos aludidos estudos”.076/50 permitia que concluintes de cursos profissionais pudessem continuar estudos acadêmicos nos níveis superiores.” A herança dualista não só perdurava como era explicitada. dispôs sobre a “Organização da Rede Federal de Estabelecimentos de Ensino Industrial”. com os crescentes processos de industrialização e de urbanização. a partir da década de 30. pelo Decreto n. A junção dos dois ramos de ensino. No conjunto das Leis Orgânicas da Educação Nacional. e deste. Com essas providências. No início da República. por sua vez.º 1. no âmbito do mesmo Ministério da Educação e Saúde Pública foi apenas formal. produzindo seus efeitos somente a partir do ano de 1954. ainda. aqueles que necessitam ingressar precocemente na força de trabalho. Essa Lei só foi regulamentada no final do mesmo ano. o ensino secundário. Apenas na década de 50 é que se passou a permitir a eqüivalência entre os estudos acadêmicos e profissionalizantes. embora já se percebesse a importância da formação profissional dos trabalhadores para ocupar os novos postos de trabalho que estavam sendo criados. quebrando em parte a rigidez entre os dois ramos de ensino e entre os vários campos do próprio ensino profissional.º 1. embora ainda continuasse a ser preconceituosamente considerado como uma educação de segunda categoria. o ensino profissional se consolidou no Brasil. primordialmente assistencial. não ensejando. o normal e o superior. A Lei Federal n. era afeto ao Ministério da Agricultura. a necessária e desejável "circulação de estudos" entre o acadêmico e o profissional.330/53. O objetivo primordial daquele era propriamente educacional.estabeleceu o conceito de menor aprendiz para os efeitos da legislação trabalhista e. aos desvalidos da sorte e aos menos afortunados. o objetivo do ensino secundário e normal era o de "formar as elites condutoras do país” e o objetivo do ensino profissional era o de oferecer “formação adequada aos filhos dos operários.

em grande parte. a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. a velha dualidade entre ensino para “elites condutoras do país” e ensino para “desvalidos da sorte”.692/71. o desmantelamento. orientados para a profissionalização de jovens. A Lei Federal n. possibilitando a criação de muitos cursos mais por imposição legal e motivação político-eleitoral que por demandas reais da sociedade. Todos os ramos e modalidades de ensino passaram a ser eqüivalentes. Na década de sessenta. só veio a ocorrer a partir de 1961. que reformulou a Lei Federal n. sem necessidade de exames e provas de conhecimentos. assim como a descaracterização das redes do ensino secundário e normal mantidas por estados e municípios. do ponto de vista da eqüivalência e da continuidade de estudos. ao ensino acadêmico. ao generalizar a profissionalização no ensino médio. então denominado segundo grau. classificada por Anísio Teixeira como “meia vitória. Desse quadro não podem ser ignoradas as centenas e centenas de cursos ou classes profissionalizantes sem investimentos apropriados e perdidos dentro de um segundo grau supostamente único. também representa um capítulo marcante na história da educação profissional. Essa primeira LDB equiparou o ensino profissional.º 5. tais como o GOT (Ginásios Orientados para o Trabalho) e o PREMEN (Programa de Expansão e Melhoria do Ensino). para fins de continuidade de estudos em níveis subseqüentes.º 4. a criação de uma falsa imagem da formação profissional como solução para os problemas de emprego. para todos os efeitos. foi implantada no território nacional. Dentre seus efeitos vale destacar: a introdução generalizada do ensino profissional no segundo grau se fez sem a preocupação de se preservar a carga horária destinada à formação de base.º 4. uma série de experimentos educacionais.º 4.024/61. pelo menos do ponto de vista formal. das redes públicas de ensino técnico então existentes. estimulados pelo disposto no artigo 100 da Lei Federal n.024/61. mas vitória”.A plena eqüivalência entre todos os cursos do mesmo nível. com a promulgação da Lei Federal n.024/61 no tocante ao então ensino de primeiro e de segundo graus. Grande parte do quadro atual da educação profissional pode ser explicada pelos efeitos dessa Lei. sepultando. 308 .

º 5. gerou falsas expectativas relacionadas com a educação profissional ao se difundirem. Essa concepção representa a superação dos enfoques assistencialista e economicista da educação profissional. tornou esse nível de ensino livre das amarras da profissionalização. A responsabilidade da oferta ficou difusa e recaiu também sobre os sistemas de ensino público estaduais. Enfim. Muito rapidamente as escolas de segundo grau reverteram suas “grades curriculares” e passaram a oferecer apenas o ensino acadêmico. ao trabalho.º 9. acompanhado de um arremedo de profissionalização. bem como do preconceito social que a desvalorizava. de conseqüências ambíguas.º 7. à ciência e à tecnologia. a Lei Federal n. por outro. praticamente restringiu a formação profissional às instituições especializadas. conquanto modificada pela de n. por um lado.A educação profissional deixou de ser limitada às instituições especializadas. habilitações profissionais dentro de um ensino de segundo grau sem identidade própria. atual LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional . ainda. que não receberam o necessário apoio para oferecer um ensino profissional de qualidade compatível com as exigências de desenvolvimento do país. 309 . Esses efeitos foram atenuados pela modificação trazida pela Lei Federal n. conduz ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva”. mantido clandestinamente na estrutura de um primeiro grau agigantado. Se.º 7.configura a identidade do ensino médio como uma etapa de consolidação da educação básica. integrada às diferentes formas de educação.044/82. que tornou facultativa a profissionalização no ensino de segundo grau. os quais estavam às voltas com a deterioração acelerada que o crescimento quantitativo do primeiro grau impunha às condições de funcionamento das escolas. mas interferiu nos sistemas públicos de ensino.044/82.394/96. às vezes. A LDB dispõe. caoticamente. que "a educação profissional. A Lei Federal n. Isto não interferiu diretamente na qualidade da educação profissional das instituições especializadas.692/71. de aprimoramento do educando como pessoa humana. de aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental para continuar aprendendo e de preparação básica para o trabalho e a cidadania.

assegurar-lhe a formação comum indispensável para o desenvolvimento da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”.º da Lei. com absoluta prioridade. da sociedade e do Estado em “assegurar à criança e ao adolescente. A educação profissional. Essa educação. tanto o ensino técnico e tecnológico quanto os cursos seqüenciais por campo de saber e os demais cursos de graduação devem ser considerados como cursos de educação profissional. à cultura. destaca o dever da família. da densidade do currículo e respectiva carga horária. A educação básica tem como sua etapa final e de consolidação o ensino médio. à saúde. não substitui a educação básica e nem com ela concorre. à dignidade. A composição dos níveis escolares.Após o ensino médio. na LDB. “tem por finalidades desenvolver o educando. à liberdade e à convivência familiar e comunitária”. ao respeito. não deixa margem para diferentes interpretações: são dois os níveis de educação escolar no Brasil – a educação básica e a educação superior. que objetiva a “preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando para continuar aprendendo. de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores”. A Constituição Federal. contará com a possibilidade de acesso à educação profissional”. “deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social”. à educação. nos termos do artigo 22. à profissionalização. A diferença fica por conta do nível de exigência das competências 4 e da qualificação dos egressos. nos termos do artigo 21 da LDB. à alimentação. o direito à vida. Educação profissional na LDB Tanto a Constituição Federal quanto a nova LDB situam a educação profissional na confluência dos direitos do cidadão à educação e ao trabalho. A valorização de uma não representa a negação da importância 310 . bem como o trabalhador em geral.º do artigo 1. médio e superior. tudo é educação profissional. O parágrafo único do artigo 39 da LDB define que “o aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental. ao lazer. de acordo com o § 1. a rigor. em seu artigo 227. Nesse contexto. A educação básica. tanto no nível superior quanto na educação profissional e em termos de educação permanente.

A LDB reservou um espaço privilegiado para a educação profissional. portanto. A integração entre qualidade e eqüidade será a via superadora dos dualismos ainda presentes na educação e na sociedade. é a consolidação da universalização do ensino fundamental. capacitar os cidadãos para uma aprendizagem autônoma e contínua. bem como compreende os fundamentos científicos e tecnológicos dos processos produtivos. a universalização da educação infantil. fundamentalmente. Ela ocupa um capítulo específico dentro do título amplo que trata dos níveis e 311 . o que significa. A LDB e o Decreto Federal n. e do ensino médio.208/97 possibilitam o atendimento dessas demandas. dando nova dimensão à educação profissional. O momento. na idade própria e. comuns e gerais. A prioridade educacional do Brasil. Importa. desenvolve autonomia intelectual e pensamento crítico. poderá ocorrer.º 2. ao mesmo tempo. como progressivamente obrigatório. A preparação para profissões técnicas. produtividade e conhecimento. pelo conhecimento e pela mudança rápida e constante. como uma das metas da educação nacional. A busca de um padrão de qualidade. como direito do cidadão ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida social e produtiva. A melhoria da qualidade da educação profissional pressupõe uma educação básica de qualidade e constitui condição indispensável para o êxito num mundo pautado pela competição. após “atendida a formação geral do educando”. diversificar e ampliar a oferta de educação profissional. progressivamente. desejável e necessário para qualquer nível ou modalidade de educação. É essencial que se concentrem esforços na instauração de um processo de contínua melhoria da qualidade da educação básica. gratuita. portanto.da outra. gratuito e de responsabilidade primeira dos Estados. deve ser associada à da eqüidade. de acordo com o § 2. sobretudo.º do artigo 36 da LDB. onde o mesmo se aprimora como pessoa humana. obrigatório e gratuito. para os próximos anos. é o de se investir prioritariamente na educação básica e. quanto no tocante às competências profissionais. no nível do ensino médio. tanto no que se refere às competências essenciais. preparar crianças e jovens para um mundo regido. inovação tecnológica e crescentes exigências de qualidade. e de responsabilidade prioritária dos municípios.

A possibilidade de adoção de módulos na educação profissional de nível técnico. O cidadão que busca uma oportunidade de se qualificar por meio de um curso técnico está. com o objetivo de adequá-las às tendências do mundo do trabalho. quanto para as instituições de ensino técnico que podem. Além disso. não ficando preso à rigidez de uma habilitação profissional vinculada a um ensino médio de três ou quatro anos. a educação profissional articula-se. deverão ser reorganizadas por áreas profissionais. associando a formação técnica a uma sólida educação básica e apontando para a necessidade de definição clara de diretrizes curriculares. A modularização dos cursos deverá proporcionar maior flexibilidade às instituições de educação profissional e contribuir para a ampliação e agilização do 312 . representam importantes inovações trazidas pelo Decreto Federal n.208/97 estabelece uma organização curricular para a educação profissional de nível técnico de forma independente e articulada ao ensino médio. não se restringindo a uma habilitação vinculada especificamente a um posto de trabalho. Passa a ter um estatuto moderno e atual. Dessa forma. em busca do conhecimento para a vida produtiva. como já registrou o Parecer CNE/CEB n.208/97. O Decreto Federal n. as habilitações profissionais.modalidades de educação e ensino. rever e atualizar os seus currículos. Um técnico precisa ter competências para transitar com maior desenvoltura e atender as várias demandas de uma área profissional. As características atuais do setor produtivo tornam cada vez mais tênues as fronteiras entre as práticas profissionais. de forma inovadora. na realidade. bem como a certificação de competências.º 2. sendo considerada como um fator estratégico de competitividade e desenvolvimento humano na nova ordem econômica mundial. que terá mais flexibilidade na escolha de seu itinerário de educação profissional. atualmente pulverizadas. tanto no que se refere à sua importância para o desenvolvimento econômico e social.º 2. quanto na sua relação com os níveis da educação escolar. Esse conhecimento deve se alicerçar em sólida educação básica que prepare o cidadão para o trabalho com competências mais abrangentes e mais adequadas às demandas de um mercado em constante mutação. é vantajosa tanto para o aluno. A independência entre o ensino médio e o ensino técnico. com maior versatilidade. à educação básica.º 17/97. permanentemente.

oferecerão cursos especiais. ter seus conhecimentos adquiridos “na educação profissional. um técnico não precisaria transitar por outra atividade ou setor diverso do de sua formação. é essencial estabelecer. O mundo do trabalho está se alterando contínua e profundamente. avaliados. reconhecidos e certificados para fins de prosseguimento e de conclusão de estudos. preconiza a ampliação do atendimento. em norma regulamentadora. programas e currículos poderão ser permanentemente estruturados. abertos à comunidade.atendimento das necessidades dos trabalhadores. A LDB. considerando que a educação profissional deve se constituir num direito de cidadania. de acordo com o artigo 41 da LDB. além dos seus cursos regulares. das empresas e da sociedade. renovados e atualizados. 5. predominantemente. Em geral. que “as escolas técnicas e profissionais. Cursos. Educação profissional de nível técnico O exercício profissional de atividades de nível técnico vem sofrendo grande mutação. o que determina a emergência de um novo modelo de educação profissional centrado em competências por área. Finalmente. em seu artigo 42. formação específica. para tanto.º 45/72 era exigida. Quanto à certificação de competências. que os conduzam a níveis mais elevados de competência para o trabalho. pressupondo a superação das qualificações restritas às exigências de postos delimitados. segundo as emergentes e mutáveis demandas do mundo do trabalho. empregadores e trabalhadores. mesmo que pertencesse à mesma área profissional. processo permanente para atualizar a organização da educação profissional de nível técnico que conte com a participação de educadores. ao prescrever. ao longo de sua vida produtiva. Possibilitarão o atendimento das necessidades dos trabalhadores na construção de seus itinerários individuais. com mobilidade. inclusive no trabalho”. Um competente desempenho profissional exige domínio do seu "ofício" associado à sensibilidade e à prontidão para mudanças e uma disposição para aprender e contribuir para o seu 313 . todos os cidadãos poderão. Ao técnico formado com base nas diretrizes curriculares apoiadas no Parecer CFE n. condicionada a matrícula à capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível de escolaridade”. Torna-se cada vez mais essencial que o técnico tenha um perfil de qualificação que lhe permita construir itinerários profissionais.

iniciativa própria e espírito empreendedor. É preciso alterar radicalmente o panorama atual da educação profissional brasileira. quanto uma educação profissional mais ampla e polivalente. a oferta de curso único integrando a habilitação profissional e o segundo grau. autonomia intelectual. em doses crescentes. Com isso. É de se destacar. com a melhoria da empregabilidade de seus filhos. O tempo dedicado à educação geral foi reduzido e o ensino profissionalizante foi introduzido dentro da mesma carga horária antes destinada às disciplinas básicas. pensamento crítico. passou a ser estimulada como resposta política local às pressões da população. essa profissionalização improvisada e de má qualidade confundiu-se. Do técnico será exigida tanto uma escolaridade básica sólida. tanto nas redes públicas de ensino quanto nas escolas privadas. O então ensino de segundo grau perdeu. entretanto. na falta de financiamento de que padece o ensino médio há décadas. A revolução tecnológica e o processo de reorganização do trabalho demandam uma completa revisão dos currículos. a ser ministrada no então segundo grau. com carga horária reduzida. na medida em que não se preocupou em preservar uma carga horária adequada para a educação geral.º 5. bem como as transformações tecnológicas. tanto da educação básica quanto da educação profissional. facilitou a proliferação de classes ou cursos profissionalizantes soltos. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. que cursos técnicos de boa qualidade continuavam a ser oferecidos em instituições ou escolas especializadas em 314 . uma vez que é exigido dos trabalhadores. Essa legislação. sem levar em conta as demandas sociais e de mercado.aperfeiçoamento. Pior ainda. tais cursos profissionalizantes concentraram-se quase em sua totalidade em cursos de menor custo.º 45/72. estão centradas no conceito de competências por área. maior capacidade de raciocínio. portanto. superando de vez as distorções herdadas pela profissionalização universal e compulsória instituída pela Lei Federal n. no imaginário das camadas populares. bem como capacidade de visualização e resolução de problemas. qualquer identidade que já tivera no passado – acadêmico-propedêutica ou terminalprofissional.692/71 e posteriormente regulamentada pelo Parecer CFE n. Realizada em geral no período noturno. nesse processo.

mais flexíveis e atentos às exigências e demandas de trabalhadores e empresas. Esta é 315 . oferecendo um currículo misto. Visa a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando. Em primeiro lugar. permitirão resolver as distorções apontadas. focando na educação profissional a vocação e missão das escolas técnicas e instituições especializadas. as escolas técnicas tradicionais acabaram se tornando a opção pessoal de estudos propedêuticos. A preparação básica para o trabalho. de objetivos estritamente profissionalizantes. e direcionar os cursos técnicos para a formação profissional em uma sociedade em constante mutação. Tais cursos. antes a cargo da então “dupla” missão das boas escolas técnicas. mais especificamente. eliminando uma pseudo-integração que nem preparava para a continuidade de estudos nem para o mercado de trabalho. que inclui a preparação básica para o trabalho. alguns deles já organizados com a adoção do sistema modular nos seus cursos e programas. no ensino médio. Nas regiões em que a oferta de bom ensino de segundo grau preparatório para o vestibular era escassa.º 45/72 e outros posteriores. Objetiva a compreensão dos fundamentos científicos e tecnológicos dos processos produtivos. A separação entre educação profissional e ensino médio. distorcendo a missão dessas escolas técnicas. conviveram com a oferta de cursos especiais de qualificação profissional. deve incluir as competências que darão suporte para a educação profissional específica. de disciplinas de educação geral e de disciplinas profissionalizantes. bem como a rearticulação curricular recomendada pela LDB. A rearticulação curricular entre o ensino médio e a educação profissional de nível técnico orienta-se por dois eixos complementares: devolver ao ensino médio a missão e carga horária mínima de educação geral.formação profissional. Em segundo lugar. Assim sendo. de desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. articuladamente com escolas de nível médio responsáveis por ministrar a formação geral. também regulados pelo mesmo Parecer CFE n. o ensino médio é etapa de consolidação da educação básica e. Capacita para continuar aprendendo e para adaptarse com flexibilidade às novas condições de trabalho e às exigências de aperfeiçoamentos posteriores.

história e geografia da região. Para dar apenas três exemplos: uma escola de ensino médio pode decidir. quanto o Decreto Federal n. essa escola média estará avançando na preparação básica de seus alunos para o trabalho nas áreas da saúde ou da química. artes ou comunicação. A duração da educação profissional de nível técnico.ºs 17/97 e 15/98 reafirmam essas disposições. artes e sociologia. para o aluno.208/97. ainda. Assim. química orgânica etc.º 2. Nas redes públicas cabe aos seus gestores estimular e criar condições para que a articulação curricular se efetive entre as escolas. Uma outra escola média poderá decidir acentuar as áreas de linguagens e convivência social. Com tal ênfase. avançando assim na preparação básica de seus alunos para o trabalho nas áreas de turismo. Com isso ficam mantidas as identidades curriculares próprias. tanto a LDB. preservando-se a necessária articulação.º15/98) insistem na flexibilidade curricular e contextualização dos conteúdos das áreas e disciplinas – sendo a vida produtiva um dos contextos mais importantes – para permitir às escolas ou sistemas ênfases curriculares que facilitem a articulação com o currículo específico da educação profissional de nível técnico. sem introduzir disciplinas estritamente profissionalizantes. A iniciativa de articulação é de responsabilidade das próprias escolas na formulação de seus projetos pedagógicos. enfatizando mais línguas estrangeiras. que poderá vir a ser aproveitado num curso técnico da área de gestão. Os Pareceres CNE/ CEB n. em sua proposta pedagógica. relacionadas com as ciências da vida – biologia. pode incluir o desenvolvimento de projeto de estudo da gestão pública de sua cidade. constituir as competências básicas que são obrigatórias nas áreas de ciências da natureza. estabelecem que disciplinas de caráter profissionalizante cursadas no ensino médio podem ser aproveitadas no currículo de habilitação profissional de técnico de nível médio. Outra escola média. a articulação entre a educação básica e técnica deve sinalizar às escolas médias quais as competências gerais que as escolas técnicas esperam que os alunos levem do ensino médio.uma das fortes razões pelas quais as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (Parecer CNE/CEB n. lazer. Nesse sentido. objetivando uma passagem fluente e ajustada da educação básica para a educação profissional. dependerá: a) do perfil profissional de conclusão que se pretende e das 316 . em especial no artigo 41.

ou por diferentes estratégias de educação continuada”. segundo projeto pedagógico da escola. à atualização permanente dos cursos e seus currículos.1. inclusive no trabalho. Assim. Princípios da educação profissional As diretrizes curriculares nacionais para a educação profissional de nível técnico regem-se por um conjunto de princípios que incluem o da sua articulação com o ensino médio e os comuns com a educação básica. uma ação planejada e combinada entre o ensino médio e o ensino técnico.competências exigidas. e se referem ao desenvolvimento de competências para a laborabilidade. empregado no artigo 40 da LDB. à flexibilidade. nem conjugação redutora em 317 . à interdisciplinaridade e à contextualização na organização curricular.º da LDB devem estar contemplados na formulação e no desenvolvimento dos projetos pedagógicos das escolas e demais instituições de educação profissional. antes de tudo. e à autonomia da escola em seu projeto pedagógico. a duração do curso poderá variar para diferentes indivíduos. O termo articulação. à identidade dos perfis profissionais de conclusão. a igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola. b) das competências constituídas no ensino médio. como foi a tradição da educação brasileira até os anos 70. uma comunhão de finalidades. Outros princípios definem sua identidade e especificidade. ainda que o plano de curso tenha uma carga horária mínima definida para cada qualificação ou habilitação. regese pelos princípios explicitados na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. educação. Assim. políticos e éticos. Nem separação. Articulação da educação profissional técnica com o ensino médio “A educação profissional será desenvolvida em articulação com o ensino regular. A educação profissional é. a valorização dos profissionais da educação e os demais princípios consagrados pelo artigo 3. por área profissional. propõe uma região comum. 6. também orientadores da educação profissional. a liberdade de aprender e ensinar. que são os referentes aos valores estéticos. c) das competências adquiridas por outras formas. 6. Por isso mesmo. indica mais que complementaridade: implica em intercomplementaridade mantendo-se a identidade de ambos.

Esta se expressa também em dois sentidos. a palavra arte diz respeito ao fazer humano. De outro.º 5. ocorre um movimento de aproximação entre as demandas do trabalho e as da vida pessoal. compreendem também o conteúdo valorativo das disposições e condutas a serem constituídas em seus alunos. políticos e éticos que ambos comungam. Quando competências básicas passam a ser cada vez mais valorizadas no âmbito do trabalho. De um lado afirma a comunhão de valores que. O primeiro diz respeito ao modo como os valores que comunga com a educação básica operam para construir uma educação profissional eficaz no desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. tanto na educação básica quanto na profissional. um pleonasmo que este Parecer e o Parecer CNE/CEB 15/98. políticos e éticos Estética da sensibilidade Antes de ter o sentido tradicional de expressão ou produto da linguagem artística. 6. na sua especificidade. e quando a convivência e as práticas sociais na vida cotidiana são invadidas em escala crescente por informações e conteúdos tecnológicos. sucedâneos empobrecidos da educação geral. os valores estéticos. a articulação reforça o conjunto de competências comuns a serem ensinadas e aprendidas. cultural e social.2. Mas. Respeito aos valores estéticos. A identidade da educação profissional não prescinde. ao presidirem a organização de ambas. qualifica o fazer humano na medida em que afirma que a prática deve ser sensível a determinados valores. A estética. da definição de princípios próprios que devem presidir sua organização institucional e curricular. tal qual a propiciada pela Lei Federal N. portanto. É esse movimento que dá sentido à articulação proposta na lei entre educação profissional e ensino médio. portanto. sinônimo de sensibilidade. na sua articulação com o ensino médio a educação técnica deve buscar como expressar. A articulação das duas modalidades educacionais tem dois significados importantes. à prática social. que 318 .cursos profissionalizantes. O segundo refere-se às competências específicas a serem constituídas para a qualificação e a habilitação profissional nas diferentes áreas. Estética da sensibilidade é. Mas sobre essa base comum – axiológica e pedagógica – é indispensável destacar as especificidades da educação profissional e sua identidade própria.692/71.

resultado da falta de identificação com a profissão. a prática institucional e pedagógica da educação profissional. que é o que a valoriza.institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. A estética da sensibilidade está portanto diretamente relacionada com os conceitos de qualidade e respeito ao cliente. quer na prestação de serviços. Esta dimensão de respeito pelo cliente exige o desenvolvimento de uma cultura do trabalho centrada no gosto pelo trabalho bem feito e acabado. quando se começa pelo fazer. não transigindo com o trabalho mal feito e inacabado. da falta de “ethos” profissional. mas sim de quem nega os valores da profissão. imprimindo o respeito. intuir sua direção. a idéia de perfeição é absolutamente essencial. A obra malfeita não é obra do principiante. imprescindível ao desenvolvimento pleno da cidadania. o orgulho genuíno e a dignidade daqueles que a praticam. reconhece-se que a prática social é o substrato concreto sobre o qual se constituem os valores mais abstratos da política e da ética. é pelos valores estéticos que convém iniciar quando se trata de buscar paradigmas axiológicos para práticas – no caso deste parecer. A incorporação desse princípio se insere em um contexto mais amplo que é o do respeito pelo outro e que contribui para a expansão da sensibilidade. Nas profissões. Adquirir laborabilidade nesse mundo é apreender os sinais da reviravolta dos padrões de qualidade e é. Por se referir ao fazer. Cada profissão tem o seu ideário. quer na produção de bens ou de conhecimentos. Afirmar os valores estéticos que devem inspirar a organização pedagógica e curricular da educação profissional é afirmar aqueles valores que aqui devem impregnar com maior força todas as situações práticas e ambientes de aprendizagem. utilizam para dar força à expressão. Embora contrarie a lógica mais comum. A sensibilidade neste caso será cada vez mais importante porque num mundo de mutações tecnológicas aceleradas o conceito e os padrões pelos quais se aquilata a qualidade do resultado do trabalho estão também em constante mutação. inclusive. O primeiro deles diz respeito ao “ethos” profissional. Um exemplo disso pode ser encontrado na diferença entre o conceito de qualidade na produção em larga escala e na tendência contemporânea de produção que atenda a nichos 319 .

da beleza e da ousadia. a ênfase na qualidade como peça chave para a competitividade num universo globalizado e a gestão responsável dos recursos naturais. Identifica-se. Ultrapassado o modelo de preparação profissional para postos ocupacionais específicos. Currículos inspirados na estética da sensibilidade são mais prováveis de contribuir para a formação de 320 . a polivalência de funções em contraposição a tarefas repetitivas. que se contrapõe àquele caracterizado como industrial. os profissionais de todas as áreas. fundada na estética da sensibilidade. a multiplicidade. dentre outros. repetitivo. o uso intensivo de tecnologias digitais aplicadas a todos os campos do trabalho e de técnicas gerenciais que valorizam a participação do trabalhador na solução dos problemas. deverá organizar seus currículos de acordo com valores que fomentem a criatividade. A estética da sensibilidade está em consonância com o surgimento de um novo paradigma no mundo do trabalho. a intuição e a criatividade. desqualificante. a estética da sensibilidade será uma grande aliada dos educadores da área profissional que quiserem constituir em seus alunos a dose certa de empreendedorismo. a expansão de atividades em comércio e serviços. assalariado. a crescente preponderância do trabalho sobre o emprego formal. entre outros. qualidades ainda raras mas que se tornarão progressivamente hegemônicas. o ingresso generalizado da mulher na atividade produtiva. abrindo espaços para a incorporação de atributos como a leveza. Essa mudança de paradigma traz em seu bojo elementos de uma nova sensibilidade para com as questões que envolvem o mundo do trabalho e os seus agentes. o trabalho coletivo e partilhado como elemento de qualidade. masculino. a redução significativa dos níveis hierárquicos nas empresas. porque a estética da sensibilidade é antes de mais nada anti-burocrática e estimuladora da criatividade. espírito de risco e iniciativa para gerenciar seu próprio percurso no mercado de trabalho. A estética da sensibilidade valoriza a diversidade e. por aspectos como a valorização da competência profissional do trabalhador. na educação profissional. a iniciativa e a liberdade de expressão.específicos de mercado para oferecer produtos ou serviços que sirvam a segmentos determinados de consumidores. A educação profissional. poluidor e predatório dos recursos naturais. isso significa diversidade de trabalhos. o respeito pela vida. de produtos e de clientes. operário.

profissionais que. A educação profissional. assim. situa-se na conjunção do direito à educação e do direito ao trabalho. particularmente. Esta ótica influencia decisivamente na mudança de paradigmas de avaliação dos alunos dos cursos profissionalizantes. por si só. ela deverá se manifestar também e sobretudo na cobrança da qualidade do curso pelos alunos e no inconformismo com o ensino improvisado. Isso requer que a educação profissional incorpore o princípio da diversidade na sua organização pedagógica e curricular. se a estética da sensibilidade for efetivamente inspiradora das práticas da educação profissional. esse direito deve concretizar-se em situações e meios de aprendizagem eficientes. evidente que. que cobra do aprendiz escolar. Dentre todos os direitos humanos a educação profissional está assim convocada a contribuir na universalização talvez do mais importante: aquele cujo exercício permite às pessoas ganharem sua própria subsistência e com isso alcançarem dignidade. que assegurem a todos a constituição de competências laborais relevantes. para gerar emprego. O direito de todos à educação para o trabalho é por esta razão o principal eixo da política da igualdade como princípio orientador da educação profissional. apesar de conferir certificados ou diplomas. percebam na realização de seu trabalho uma forma concreta de cidadania. conduzindo o docente a avaliar seus alunos como um cliente exigente. A qualidade da preparação para o trabalho dependerá cada vez mais do reconhecimento e acolhimento de diferentes capacidades e necessidades de 321 qualidade profissional em seu desempenho . Se for eficaz para aumentar a laborabilidade contribui para a inserção bem sucedida no mercado de trabalho. encurtado e enganador. num mundo do trabalho cada vez mais competitivo e em permanente mutação. ainda que não tenha poder. auto-respeito e reconhecimento social como seres produtivos. Política da igualdade A contribuição da educação escolar em todos os níveis e modalidades para o processo de universalização dos direitos básicos da cidadania é valorizada pela sociedade brasileira cujos representantes aprovaram a LDB. que não prepara efetivamente para o trabalho. Para não ser apenas formal. Torna-se. além de tecnicamente competentes.

solidariedade e responsabilidade manifestam-se sobretudo nos valores que ela deve testemunhar e constituir em seus alunos no que respeita à relação com o trabalho. entre outros fatores. como por exemplo: a exploração da mão-de-obra de crianças e mulheres. um mesmo profissional é convocado tanto para ser criativo como para ser operativo e eficiente. A educação profissional orientada pela política da igualdade não desconhece as diferenças de importância entre as tarefas produtivas nem mesmo a permanência de hierarquias determinadas pela natureza do trabalho. ela deverá criticar sempre o fato ainda presente na sociedade de que a posições profissionais ou tarefas distintas correspondam graus hierárquicos superiores ou inferiores de valorização social da pessoa. de interesses. ainda insinuado. que buscar a construção de uma nova forma de valorizar o trabalho. vale observar que o tempo dedicado ao trabalho será menor e. Esse padrão. Tais valores subentendem a negação de todas as formas de trabalho que atentam contra a vida e a dignidade. idade. herança étnica e cultural. tenderá a ser hegemônico. provavelmente. respeito ao bem comum. mudam as pessoas ou posições em que se executam ora uma ora outra. A política da igualdade na educação profissional terá. a atividade predatória do meio ambiente. entre concepção e execução tende a desaparecer ou a assumir outras formas. Neste sentido. a política da igualdade deve tornar presente na pauta de toda instituição ou programa de preparação profissional que na sociedade da informação a divisão entre trabalho manual e intelectual. Numa visão prospectiva. entre outras. por sexo. a degradação física ou mental do trabalhador. situação familiar e econômica e pertinência a ambientes sócio-regionais próprios de um país muito diverso. menos importante que o 322 . trajetos e projetos de vida diferenciados. A preparação para a vida produtiva orientada pela política da igualdade deverá constituir uma relação de valor do próprio trabalho e do trabalho dos outros. No entanto. conhecendo e reconhecendo sua importância para o bem comum e a qualidade da vida. portanto. superando preconceitos próprios das sociedades pré-industrial e industrial contra o trabalho manual e as tarefas consideradas inferiores. Mesclam-se numa mesma atividade a dimensão criativa e executiva do trabalho.aprendizagem. Na educação profissional.

se associam a relações de trabalho também arcaicas e discriminatórias. de um modo geral. posições e progridem – ou não – nas distintas carreiras e atividades. dominante em algumas regiões ou áreas de atividade produtiva e já minoritário em outras. que ainda apresenta traços pré-industriais no que se refere aos valores que orientam as relações de trabalho e a relação das pessoas com o trabalho: clientelismo. Uma educação profissional comprometida com os direitos da cidadania deverá contribuir para a superação dessas formas arcaicas de relação com o trabalho que. a produção espontânea de bens ou serviços. pessoas com necessidades especiais e. etnias minoritárias. crianças. A superação de discriminações e privilégios no âmbito do trabalho é sobremaneira importante numa sociedade como a brasileira. Neste sentido ela requer a crítica permanente dos privilégios e discriminações que têm penalizado vários segmentos sociais. atividades. vai perdendo hegemonia na medida em que a sociedade se moderniza. em geral. até mesmo em ambientes tecnologicamente avançados de produção. coronelismo. no acesso ao trabalho. a criação de bens imateriais. Isso fará com que a valorização social de uma pessoa dependa menos de sua profissão. do que daquilo que ela faz em outros âmbitos ou tempos de sua vida. Nesse sentido. na sua retribuição financeira e social e no desenvolvimento profissional: mulheres. competência e qualidade de resultados para balizar a competição no mercado de trabalho. machismo. a política da igualdade deverá incentivar situações de aprendizagem nas quais o protagonismo do aluno e o trabalho de grupo sejam estratégias para a contextualização dos conteúdos curriculares no mundo da produção. o trabalho voluntário. Finalmente. cargos. marcam muitos dos processos pelos quais os profissionais – competentes ou não – acedem a postos. a política da igualdade está sintonizada com as mudanças na organização do trabalho pelas quais as relações hierarquizadas estão sendo substituídas pela equipe. pelo acolhimento de 323 . Esse padrão. pela ilha de produção.tempo dedicado a outras atividades como o lazer. corporativismo. nepotismo. no sentido que hoje damos a esse termo. os que não pertencem às entidades corporativas ou às elites culturais e econômicas. A política da igualdade impõe à educação profissional a constituição de valores de mérito.

sente-se responsável pelo 324 . é a motivação intrínseca. para o trabalho de qualidade. A ética da identidade A ética da identidade será o coroamento de um processo de permanente prática de valores ao longo do desenvolvimento do projeto pedagógico da escola técnica de nível médio. tomar decisões em tempo real durante o processo de produção. Nas novas formas de gestão do trabalho. Seu principal objetivo é a constituição de competências que possibilitem aos trabalhadores ter maior autonomia para gerenciar sua vida profissional. A ética da identidade na educação profissional deve trabalhar permanentemente as condutas dos alunos para fazer deles defensores do valor da competência. A ética da identidade assume como básicos os princípios da política da igualdade e por isso requer o desenvolvimento da solidariedade e da responsabilidade. corrigindo problemas. independentemente das recompensas externas. por decisão autônoma. do mérito.várias lideranças em lugar do único feitor ou supervisor. tanto na mera execução de tarefas laborais como na definição de caminhos. prevenindo disfunções. Quem. no testemunho da solidariedade e da responsabilidade. procedimentos ou metodologias mais eficazes para produzir com qualidade. buscando qualidade e adequação ao cliente. só podem ser concretizados pelo respeito às regras. os trabalhadores autômatos serão substituídos cada vez mais por trabalhadores autônomos. contra os favoritismos de qualquer espécie. em mercados de trabalho cada vez mais competitivos. Partindo da autonomia intelectual e ética constituída na educação básica. e da importância da recompensa pelo trabalho bem feito que inclui o respeito. integra o trabalho em sua vida como um exercício de cidadania. que possam trabalhar em equipe. o reconhecimento de que ninguém tem direitos profissionais adquiridos por causa de origem familiar. o reconhecimento e a remuneração condigna. pela solidariedade e companheirismo na realização das tarefas laborais. a educação profissional terá de propiciar ao aluno o exercício da escolha e da decisão entre alternativas diferentes. indicações de pessoas poderosas ou privilégios de corporações. A ética da identidade. Estes últimos. da capacidade de fazer bem feito. assumidos os princípios inspirados na estética da sensibilidade e na política da igualdade.

sem conhecimento não há constituição da virtude. 325 . eleger e tomar decisões. individualmente e com sua equipe de trabalho. na perspectiva da implementação de uma nova estrutura para a educação profissional de nível técnico. da comunidade próxima e da sociedade. Parafraseando o Parecer CNE/CEB 15/98. Competências para a laborabilidade O conceito de competência vem recebendo diferentes significados. mobilizar e colocar em ação valores. na prática educativa e na gestão. A competência inclui o decidir e agir em situações imprevistas. conhecimentos e habilidades necessários para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho. sub-assume a sensibilidade e a igualdade. A competência não se limita ao conhecer. as instituições de educação profissional deverão observar. por sua vez. informações e até mesmo hábitos. o que significa intuir. em situações reais e concretas. É importante observar que o conceito de competência adotado neste parecer subentende a ética da identidade que. de sua família. pressentir arriscar com base na experiência anterior e no conhecimento.3. São inúteis como orientadores das práticas humanas. discernir e prever os resultados de distintas alternativas. não há competência. Para agir competentemente é preciso acertar no julgamento da pertinência ou seja. Sem os valores da sensibilidade e da igualdade não há julgamentos ou escolhas autônomas que produzam práticas profissionais para a democracia e a melhoria da vida. os seguintes princípios específicos.resultado perante e com sua equipe de trabalho. mas sozinhos os conhecimentos permanecem apenas no plano intelectual. entende-se por competência profissional a capacidade de articular. às vezes contraditórios e nem sempre suficientemente claros para orientar a prática pedagógica das escolas. com capacidade de julgamento. Princípios específicos Em sintonia com os princípios gerais e comuns. mas vai além porque envolve o agir numa situação determinada: não é apenas saber mas saber fazer. considerar. e diante do cliente. Sem capacidade de julgar. Para os efeitos desse Parecer. 6. para aplicá-los. Ser competente é ser capaz de mobilizar conhecimentos. na organização curricular. posicionar-se diante da situação com autonomia para produzir o curso de ação mais eficaz.

age eficazmente diante do inesperado e do inabitual. saber ser e conviver) inerentes a situações concretas de trabalho. capaz de guiar desempenhos num mundo do trabalho em constante mutação e permanente desenvolvimento. na medida em que 326 . Assim. é necessário advertir que a aquisição de competências profissionais na perspectiva da laborabilidade. superando a experiência acumulada transformada em hábito e liberando o profissional para a criatividade e a atuação transformadora. dinâmico e flexível. conhecimentos e habilidades para a resolução de problemas não só rotineiros. com a qualidade do trabalho. Este conceito de competência amplia a responsabilidade das instituições de ensino na organização dos currículos de educação profissional. na atitude relacionada com o julgamento da pertinência da ação. O desempenho no trabalho pode ser utilizado para aferir e avaliar competências. a ética do comportamento. transcendendo a mera ação motora. O desenvolvimento de competências profissionais deve proporcionar condições de laborabilidade.O conhecimento é entendido como o que muitos denominam simplesmente saber. Traduz-se pela mobilidade entre múltiplas atividades produtivas. imprescindível numa sociedade cada vez mais complexa e dinâmica em suas descobertas e transformações. Pode-se dizer. articula e mobiliza valores. O valor se expressa no saber ser. saber fazer. A habilidade refere-se ao saber fazer relacionado com a prática do trabalho. de forma que o trabalhador possa manter-se em atividade produtiva e geradora de renda em contextos sócio-econômicos cambiantes e instáveis. tais como a iniciativa e a criatividade. é uma referência fundamental para se entender o conceito de competência como capacidade pessoal de articular os saberes (saber. na perspectiva da laborabilidade. embora facilite essa mobilidade. A vinculação entre educação e trabalho. entendidas como um saber operativo. que alguém tem competência profissional quando constitui. portanto. mas também inusitados em seu campo de atuação profissional. Não obstante. a convivência participativa e solidária e outros atributos humanos. aumentando as oportunidades de trabalho. Tampouco a educação profissional e o próprio trabalhador devem ser responsabilizados por esse problema que depende fundamentalmente do desenvolvimento econômico com adequada distribuição de renda. não pode ser apontada como a solução para o problema do desemprego.

executado e avaliado com a efetiva participação de todos os agentes educacionais. ser criativo e ter autonomia intelectual. metodologias e gestão dos currículos. tomar decisões. de novas formas de organização do trabalho. de metodologias que propiciem o desenvolvimento de capacidades para resolver problemas novos. ter iniciativa. E nunca é demais enfatizar que a autonomia da escola se reflete em seu projeto pedagógico elaborado. do mercado e da sociedade.º 45/72. acrescidas das competências profissionais específicas por habilitação. desdobradas e tratadas como disciplinas. entre outros. interdisciplinaridade e contextualização Flexibilidade é um princípio que se reflete na construção dos currículos em diferentes perspectivas: na oferta dos cursos. na organização de conteúdos por disciplinas. projetos. a organização dos cursos esteve sujeita a currículos mínimos padronizados. para cada perfil de 327 . no qual a escola construirá o currículo do curso a ser oferecido. atividades nucleadoras. Flexibilidade. com matérias obrigatórias. no próprio processo de aprendizagem. Está diretamente ligada ao grau de autonomia das instituições de educação profissional. comunicar idéias. Essa contextualização deve ocorrer. a organização curricular da escola deverá enfocar as competências profissionais gerais do técnico de uma ou mais áreas. num contexto de respeito às regras de convivência democrática. estruturando um plano de curso contextualizado com a realidade do mundo do trabalho. em especial os docentes. Essa concepção de currículo implica. aproveitando sempre as relações entre conteúdos e contextos para dar significado ao aprendido. sobretudo por metodologias que integrem a vivência e a prática profissional ao longo do curso. de novos conteúdos.exige a inclusão. em contrapartida. maior responsabilidade da escola na contextualização e na adequação efetiva da oferta às reais demandas das pessoas. de incorporação dos conhecimentos que são adquiridos na prática. etapas ou módulos. Na vigência da legislação anterior e do Parecer CFE n. A flexibilidade agora prevista abre um horizonte de liberdade. também. A concepção curricular é prerrogativa e responsabilidade de cada escola e constitui meio pedagógico essencial para o alcance do perfil profissional de conclusão. Assim.

mas também para que se insiram em processos de educação continuada.º 2. sociais. em função das demandas individuais. correção de rumos. do mercado. Módulos com terminalidade qualificam e permitem ao indivíduo algum tipo de exercício profissional. O Parecer CNE/CEB n. uma vez que o indivíduo atua integradamente no desempenho profissional. Sua duração dependerá da natureza das competências que pretende desenvolver. influem uns nos outros. de permeio ou em alternância com fases de exercício profissional. Muitas são as formas de flexibilizar os currículos. segundo seus interesses e possibilidades. Na organização por disciplinas. Sem a intenção de propor uma metodologia única. adaptação às mudanças. complementam-se. orientados para o desenvolvimento das competências objetivadas pelo curso. tecnológicas e instrumentais. Conhecimentos interrelacionam-se.conclusão pretendido. Outros módulos podem ser oferecidos como preparatórios para a qualificação profissional. Disciplinas são meros recortes organizados de forma didática e que apresentam aspectos comuns em termos de bases científicas. não só para fases circunscritas de sua profissionalização. já destacada pelo Decreto Federal n.208/97. buscando a contemporaneidade e a contextualização da educação profissional. atualização e incorporação de inovações.º 15/98 tratou amplamente da questão. das peculiaridades locais e regionais. Para os efeitos deste parecer. modularização. A organização curricular flexível traz em sua raiz a interdisciplinaridade. ampliam-se. Devem ser buscadas formas integradoras de tratamento de estudos de diferentes campos. da vocação e da capacidade institucional da escola. permitindo que esses construam itinerários próprios. módulo é um conjunto didático-pedagógico sistematicamente organizado para o desenvolvimento de competências profissionais significativas. A flexibilidade permite ainda agilidade da escola na proposição. contrastam-se. aponta-se aqui uma possibilidade. A flexibilidade curricular atende igualmente à individualidade dos alunos. sendo que aqui apenas se destaca que a “interdisciplinaridade deve ir além da mera que é a 328 . estas devem se compor de modo a romper com a segmentação e o fracionamento.

por seu lado. servindo-se dos referenciais 329 . Será estabelecido levando-se em conta as competências profissionais gerais do técnico de uma ou mais áreas. ancoradas em bases científicas e tecnológicas. Para a definição do perfil profissional de conclusão. seja pela ampliação. Identidade dos perfis profissionais A propriedade dos cursos de educação profissional de nível técnico depende primordialmente da aferição simultânea das demandas das pessoas. Este perfil é definidor da identidade do curso. Por polivalência aqui se entende o atributo de um profissional possuidor de competências que lhe permitam superar os limites de uma ocupação ou campo circunscrito de trabalho. pensamento crítico. inclusive. iniciativa e capacidade para monitorar desempenhos.justaposição de disciplinas”. A identidade. para transitar para outros campos ou ocupações da mesma área profissional ou de áreas afins. Supõe que tenha adquirido competências transferíveis. do mercado de trabalho e da sociedade. o que supõe polivalência profissional. e que tenha uma perspectiva evolutiva de sua formação. autonomia intelectual. A partir daí. será garantida pelas competências diretamente concernentes ao requerido pelas respectivas qualificações ou habilitações profissionais. pesquisa e ação”. completadas com outras competências específicas da habilitação profissional. a polivalência para trânsito em áreas ou ocupações afins deve ser garantida pelo desenvolvimento das competências gerais. abrindo-se à "possibilidade de relacionar as disciplinas em atividades ou projetos de estudos. possibilitando-lhe. seja pelo enriquecimento e transformação de seu trabalho. é traçado o perfil profissional de conclusão da habilitação ou qualificação prefigurada. Permite ao profissional transcender a fragmentação das tarefas e compreender o processo global de produção. o qual orientará a construção do currículo. a escola utilizará informações e dados coletados e trabalhados por ela. influir em sua transformação. em função das condições locais e regionais. sempre direcionadas para a laborabilidade frente às mudanças. apoiadas em bases científicas e tecnológicas e em atributos humanos. Na construção do currículo correspondente à habilitação ou qualificação. tais como criatividade. A conciliação entre a polivalência e a necessária definição de um perfil profissional inequívoco e com identidade é desafio para a escola.

A escola deve permanecer atenta às novas demandas e situações. por referenciais curriculares por área profissional. para que mantenham a necessária consistência. inclusive. especialmente dos docentes e deve ser fruto e instrumento de trabalho da comunidade escolar. garantida a participação de técnicos das respectivas áreas profissionais. é fundamental desconsiderar os modismos ou denominações de cursos com finalidades exclusivamente mercadológicas. Contudo. ambos divulgados pelo MEC. para tanto. contando necessariamente com a participação efetiva de todos. Autonomia da escola A LDB. As escolas serão subsidiadas na elaboração dos perfis profissionais de conclusão e no planejamento dos cursos. que. por proposta do MEC. a possibilidade de surgimento de novas áreas. incorporando o estatuto da convivência democrática. empregadores e trabalhadores. o projeto pedagógico deve atentar para as características regionais e locais e para as demandas do cidadão e da sociedade. a serem produzidos e divulgados pelo MEC. Do projeto pedagógico devem decorrer os planos de trabalho dos docentes. estabelece que o processo de elaboração. ao possibilitar a organização curricular independente e flexível. Num mundo caracterizado por mudanças cada vez mais rápidas. bem como 330 . pelo CNE. evitando-se concessões a apelos circunstanciais e imediatistas. estabelecerá processo permanente com a participação de educadores. considerando. devem levar em conta as demandas locais e regionais. numa perspectiva de constante zelo pela aprendizagem dos alunos. Para isso as competências profissionais gerais serão atualizadas. O processo deve ser democrático. Ressalte-se que a nova legislação.curriculares por área profissional e dos planos de cursos já aprovados para outros estabelecimentos. Além de atender às normas comuns da educação nacional e às específicas dos respectivos sistemas. abre perspectivas de maior agilidade por parte das escolas na proposição de cursos. Atualização permanente dos cursos e currículos As habilitações correspondentes às diversas áreas profissionais. um dos grandes desafios é o da permanente atualização dos currículos da educação profissional. dando a elas respostas adequadas. execução e avaliação do projeto pedagógico é essencial para a concretização da autonomia da escola.

essa perspectiva aponta para ambientes de aprendizagem colaborativa e interativa.º do artigo 36 da Lei Federal n. com objetivos de formar profissionais.para a sua vocação institucional. comparação e difusão dos resultados em âmbito nacional. quer se elejam atores de projetos pedagógicos de diferentes instituições e sistemas de ensino. qualificar. Como decorrência.º 9. A escola deverá explicitar sua missão educacional e concepção de trabalho. assim. especializar. quer se considerem os integrantes de uma mesma escola. ao regulamentar os artigos 39 a 42 (Capítulo III do Título V) e o § 2. configurou três níveis de educação profissional: básico. bem como as de desenvolvimento dos docentes. um horizonte interinstitucional de colaboração que é decisivo para a educação profissional. Esta requer informações sobre a aprendizagem dos alunos e do funcionamento das instituições escolares. a plena observância do princípio da autonomia da escola na formulação e na execução de seu projeto pedagógico é indispensável e requer a criação de sistemas de avaliação que permitam coleta. sua capacidade operacional e as ações que concretizarão a formação do profissional e do cidadão. mas a comunidade na qual a escola está inserida. A proposta pedagógica é uma espécie de “marca registrada” da escola. técnico e tecnológico. A escola que oferece educação profissional deve constituir-se em centro de referência tecnológica nos campos em que atua e para a região onde se localiza. aperfeiçoar e atualizar os trabalhadores em seus conhecimentos tecnológicos visando sua inserção e melhor desempenho no exercício do trabalho. 331 . o projeto pedagógico deverá envolver não somente os docentes e demais profissionais da escola. 7. Abre-se. Organização da educação profissional de nível técnico O Decreto Federal n. Na educação profissional. Por certo. reprofissionalizar. nos termos do que dispõe a legislação educacional vigente. O exercício da autonomia escolar inclui obrigatoriamente a prestação de contas dos resultados.394/96.º 2. que configura sua identidade e seu diferencial no âmbito de um projeto de educação profissional que se constitui à luz das diretrizes curriculares nacionais e de um processo de avaliação. principalmente os representantes de empregadores e de trabalhadores.208/97.

“independente de exames específicos” (parágrafo único do artigo 5. 332 . reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos” (artigo 41).º). (artigo 3. e. sendo que.º do artigo 8. Esses cursos técnicos poderão ser organizados em módulos (artigo 8. De acordo com esses dispositivos. poderá ser objeto de avaliação.º).º). Esse aproveitamento de estudos poderá ser maior ainda: as disciplinas de caráter profissionalizante cursadas no ensino médio poderão ser aproveitadas para habilitação profissional “até o limite de 25% do total da carga horária mínima” do ensino médio. a educação profissional de nível técnico contempla a habilitação profissional de técnico de nível médio.º).º) e. “podendo ser oferecida de forma concomitante ou seqüencial a este”(artigo 5. desde que diretamente relacionadas com o perfil profissional de conclusão da respectiva habilitação.º).º do artigo 8. E mais: “os módulos poderão ser cursados em diferentes instituições credenciadas” (§ 3.º do artigo 8. A possibilidade de aproveitamento de estudos na educação profissional de nível técnico é ampla. Mais ainda: através de exames. as qualificações iniciais e intermediárias (artigo 8.º) com uma única exigência: que “o prazo entre a conclusão do primeiro e do último módulo não exceda cinco anos” (§3.º).º). “no caso de o currículo estar organizado em módulos. desde que “o prazo entre a conclusão do primeiro e do último módulo não exceda cinco anos” (§ 3.º). poderá haver “certificação de competência. estes poderão ter caráter de terminalidade para efeito de qualificação profissional.º do artigo 8. interhabilitações profissionais (§ 2. Inciso II e 5. neste caso. O aproveitamento de estudos mediante avaliação é encarado pela LDB de maneira bastante ampla: “o conhecimento adquirido na educação profissional. o aperfeiçoamento e a atualização (inciso III do artigo 1. a especialização.º). para fins de dispensa de disciplinas ou módulos em cursos de habilitação do ensino técnico” (artigo 11).º. complementarmente. dando direito. a certificado de qualificação profissional” (§ 1.º).º do artigo 8.º do artigo 8. a expedição do diploma de técnico só poderá ocorrer “desde que o interessado apresente o certificado de conclusão do ensino médio”(§ 4.º e seus parágrafos). inclusive de “disciplinas ou módulos cursados”.O nível técnico é “destinado a proporcionar habilitação profissional a alunos matriculados ou egressos do ensino médio” (inciso II do artigo 3. inclusive no trabalho.

enquanto os dos cursos de nível técnico. acrescida da 333 . pode ser obtido por um aluno que conclua o ensino médio e. mediante avaliação da escola que oferece a referida habilitação profissional. reconhecimento e certificação. independem de exames de avaliação obrigatória para que seus conhecimentos sejam aproveitados em outra escola. Esse curso pode ter sido feito de uma vez. deverão ter seus conhecimentos avaliados. para prosseguimento ou conclusão de estudos” (artigo 41). com ou sem aproveitamento de estudos.O diploma de uma habilitação profissional de técnico de nível médio. à qual caberá decidir sobre a necessidade de possível adaptação em função do seu currículo. poderá ocorrer pela somatória de etapas ou módulos cursados na mesma escola ou em cursos de qualificação profissional ou etapas ou módulos oferecidos por outros estabelecimentos de ensino. de escolas devidamente autorizadas. Isto significa que o aluno. à qual compete a “avaliação. reconhece e certifica o conhecimento adquirido alhures. instituições especializadas em educação profissional. por inteiro. desde que dentro do prazo limite de cinco anos. para terem aproveitamento de estudos no nível técnico. reconhecidos e certificados pela escola recipiendária. devidamente orientado pelas escolas e pelas entidades especializadas em educação profissional. poderá organizar seus próprios itinerários de educação profissional. que oferecem ensino técnico de nível médio. A aquisição das competências profissionais exigidas pela habilitação profissional definida pela escola e autorizada pelo respectivo sistema de ensino. neste caso. concomitante ou posteriormente. portanto. e conhecimento adquirido no trabalho também poderão ser aproveitados. considerandoo equivalente a componentes do curso por ela oferecido. tenha concluído um curso técnico. com a respectiva carga horária mínima por área profissional. é da escola que avalia. entidades sindicais e empresas. Mais ainda: cursos feitos há mais de cinco anos. cursados em escolas técnicas. ou a integralização da carga horária mínima. ou cursos livres de educação profissional de nível básico. com as competências mínimas exigidas para a área profissional objeto de habilitação. ONGs. respeitadas as diretrizes e normas dos respectivos sistemas de ensino. Os alunos dos cursos de nível básico. A responsabilidade.

entretanto. Certificado de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem. bem como garantir a aquisição das competências requeridas para o exercício legal da referida ocupação. A área é a referência curricular básica para se organizar e se orientar a oferta de cursos de educação profissional de nível técnico. na Área de Saúde: Diploma de Técnico de Enfermagem. Os alunos deverão ser devidamente orientados quanto a essa exigência. ou a habilitação profissional é plena ou não é habilitação profissional. Aquele que concluir um ou mais cursos de qualificação profissional. Os cursos referentes a ocupações que integrem itinerários profissionais de nível técnico poderão ser oferecidos a candidatos que tenham condições de matrícula no ensino médio. Certificado de Especialização Profissional em Enfermagem do Trabalho. Esses alunos receberão o respectivo certificado de conclusão da qualificação profissional de nível técnico. quanto na especialização. Para a obtenção de diploma de técnico na continuidade de estudos será necessário concluir o ensino médio. Estas habilitações parciais não subsistem mais no contexto da atual LDB e respectivo decreto regulamentador. quais são as competências profissionais objeto de qualificação que estão sendo certificadas. em histórico escolar. fará jus apenas aos respectivos certificados de qualificação profissional. para fins de exercício profissional e continuidade de estudos. tem um único sentido: habilitação profissional de técnico de nível médio. Não existe mais aquela distinção entre habilitação plena e parcial. cessa aquela possibilidade de fornecer certificado de habilitação profissional parcial para quem não concluiu 334 . Cabe aqui um alerta em relação às qualificações profissionais referentes ao auxiliar técnico. O Parecer CFE n. Os certificados desses cursos deverão explicitar. Com isto. o que significa dizer que. possibilita a obtenção do diploma de técnico de nível médio. de forma independente ou como módulo de curso técnico. explicitando também o título da ocupação.º 45/72 reservava o termo “auxiliar técnico” para as chamadas “habilitações parciais”. deverão explicitar títulos ocupacionais identificáveis pelo mercado de trabalho.comprovação de conclusão do ensino médio. de ora em diante. No caso das profissões legalmente regulamentadas será necessário explicitar o título da ocupação prevista em lei. Os certificados e diplomas. O termo “habilitação profissional”. tanto na habilitação e na qualificação profissional. Por exemplo.

no entanto.º 45/72 como “habilitação diferente da do técnico”.º grau. inclusive para atendimento ao menor na condição de aprendiz. com uma organização própria do ensino técnico. a educação profissional de nível técnico compreende. Além de englobar a habilitação e correspondentes qualificações e especializações. associada à figura do auxiliar técnico. um curso ou módulo de auxiliar técnico. necessária para o prosseguimento de estudos em nível superior. conforme disposto na Constituição Federal e em legislação específica. é a habilitação profissional parcial de auxiliar técnico sem correspondência no mercado de trabalho. independente do ensino médio. os quais objetivam apenas proporcionar adequadas condições para um melhor proveito nos 335 . aquela exigência não subsiste e. como módulo ou etapa de um curso técnico de nível médio ou como curso de qualificação profissional nesse nível. frente à legislação educacional atual. como ocupação reconhecida e necessária. que exigia uma habilitação profissional como condição para a obtenção de certificado de conclusão do então 2. torna-se efetiva a possibilidade descortinada pelo Parecer CNE/CEB n. no âmbito da Lei Federal n. A não existência daquela “habilitação parcial” prevista pelo Parecer CFE n. Para os aprendizes. O que não subsiste mais.692/71. Essa fictícia habilitação profissional parcial só fazia sentido no contexto da Lei Federal n. não é impeditiva.692/71. em conseqüência. associada à universalização do ensino fundamental e à progressiva regularização do fluxo nessa etapa da educação básica. não há mais sentido de se criarem habilitações parciais atreladas às habilitações profissionais de técnico de nível médio.todos os componentes curriculares da habilitação profissional plena ou não realizou o exigido estágio profissional supervisionado.º 5. de cumprimento da aprendizagem também no nível técnico da educação profissional. desde que essa ocupação efetivamente exista no mercado de trabalho. considerando-se a flexibilidade preconizada na atual legislação educacional. Atualmente.º 17/97. A educação profissional de nível técnico abrange a habilitação profissional e as correspondentes especializações e qualificações profissionais. de que uma escola possa oferecer.º 5. etapas ou módulos sem terminalidade e sem certificação profissional. A legislação atual não desconsiderou a figura do auxiliar técnico que existe no mercado de trabalho. também.

a prática profissional supõe o desenvolvimento. aperfeiçoamento e atualização de pessoal já qualificado ou habilitado nesse nível de educação profissional. O ensino deve contextualizar competências. produzidos e difundidos pelo Ministério da Educação. Nesse sentido. Na educação profissional. visando significativamente a ação profissional. Os cursos de educação profissional de nível técnico. deverão ter como referência básica no planejamento curricular o perfil do profissional que se deseja formar. estudos de caso. mas como uma metodologia de ensino que contextualiza e põe em ação o aprendizado. considerando-se o contexto da estrutura ocupacional da área ou áreas profissionais. Daí. intimamente vinculadas às exigências e realidades do mercado de trabalho. competências requeridas no nível técnico. ainda. Nesse caso. em estreita articulação com o ensino médio. A educação profissional de nível técnico abrange. quaisquer que sejam. em habilitação de técnico de nível médio ou em especialização. deve ser repetido que não há dissociação entre teoria e prática. ou em cursos de qualificação profissional. quanto para a emissão dos certificados e diplomas. nos termos do artigo 41 da LDB.estudos subseqüentes de uma ou de mais habilitações profissionais. em sua organização. bem como dos correspondentes históricos escolares. cursos ou módulos complementares de especialização. A concepção curricular. a observância destas diretrizes curriculares nacionais e os referenciais curriculares por área profissional. Outro aspecto que deve ser destacado para o planejamento curricular é o da prática. aperfeiçoamento e atualização se equiparam a competências requeridas no nível tecnológico. os quais deverão explicitar as competências profissionais obtidas. consubstanciada no plano de curso. que a prática se configura não como situações ou momentos distintos do curso. Essa referência básica deverá ser considerada tanto para o planejamento curricular dos cursos. embora óbvio. conhecimento de mercado 336 . ao longo de todo o curso. normas específicas deverão ser definidas para possibilitar efetivo aproveitamento dessas competências em estudos e cursos superiores. de atividades tais como. adquiridas em módulos ou etapas. São formas de complementação da própria qualificação ou habilitação profissional de nível médio. é prerrogativa e responsabilidade de cada escola e constitui meio pedagógico essencial para o alcance do perfil profissional de conclusão. Eventualmente.

principalmente. ainda. o estágio supervisionado realizado em empresas e outras instituições. estágios e exercício profissional efetivo. o docente não habilitado nestas modalidades poderá ser autorizado a lecionar. Em caráter excepcional. divulgados. em cursos de licenciatura ou em programas especiais. Este conjunto substitui e derroga o Parecer CFE n. Isto 337 . Não se pode falar em desenvolvimento de competências em busca da polivalência e da identidade profissional se o mediador mais importante desse processo. o papel reservado aos docentes da educação profissional. as situações ou modalidades e o tempo de prática profissional deverão ser previstos e incluídos pela escola na organização curricular e. devendo ser a ele incorporada no plano de curso. não estiver adequadamente preparado para essa ação educativa. o docente. quando necessário. o MEC organizará cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico. determinando a correspondente organização curricular. e os referenciais por área profissional definidos e divulgados pelo MEC. exceto no caso do estágio supervisionado. Assim. projetos. pelo MEC. via Internet. Pressupondo que este docente tenha.º 45/72 e atos normativos subseqüentes. Para tanto. No delineamento do perfil profissional de conclusão a escola utilizará dados e informações coletados e trabalhados por ela e. com os quadros anexos à Resolução. pesquisas individuais e em equipe. desde que a escola lhe proporcione adequada formação em serviço para esse magistério. O planejamento dos cursos deve contar com a efetiva participação dos docentes e ter presente estas diretrizes curriculares nacionais. também. específico para registro e divulgação dos mesmos em âmbito nacional. Inclui. e será o ponto de partida para o delineamento e a caracterização do perfil do profissional a ser definido pela escola. seu preparo para o magistério se dará em serviço. com os referenciais curriculares por área profissional e com os planos de curso já aprovados para outros estabelecimentos. na carga horária mínima do curso.e das empresas. A prática profissional constitui e organiza o currículo. Cumpre ressaltar. da mesma matéria. o qual deverá ficar claramente identificado no respectivo plano de curso. A duração do estágio supervisionado deverá ser acrescida ao mínimo estabelecido para o curso. experiência profissional.

previsíveis e imprevisíveis. utilização e avaliação de métodos. igualmente. autoconfiança. Essa educação permanente deverá ser considerada não apenas com relação às competências mais diretamente voltadas para o ensino de uma profissão. 338 . tais como: conhecimento das filosofias e políticas da educação profissional. Para o desenvolvimento dos docentes a escola deve incorporar ações apropriadas no seu projeto pedagógico. conhecimento e aplicação de diferentes formas de desenvolvimento da aprendizagem. definir estratégias de estímulo e cooperação para esse desenvolvimento. Outras instâncias de cada sistema de ensino deverão. em educação profissional. ao mesmo tempo. além da própria formação inicial desses docentes. iniciativa para buscar o autodesenvolvimento. em condições de responder aos novos desafios profissionais. criatividade. A formação inicial deve ser seguida por ações continuadas de desenvolvimento desses profissionais. quem ensina deve saber fazer. sendo recomendável que as escolas técnicas e instituições especializadas em educação profissional preparem docentes para esse nível. Estas demandas em relação às escolas que oferecem educação técnica são. espírito crítico. consciência crítica e ética. numa perspectiva de autonomia. auto-estima compatível. um exercício profissional competente implica em um efetivo preparo para enfrentar situações esperadas e inesperadas. capacidade de autogerenciamento com autonomia e disposição empreendedora. tendo em vista o aprimoramento do trabalho. Quem sabe fazer e quer ensinar deve aprender a ensinar. Elas supõem pesquisa. imaginativa. ousadia para questionar e propor ações. flexibilidade com relação às mudanças. de modo original e criativo. rotineiras e inusitadas. firmeza e segurança nas decisões e ações. sociabilidade. empreendedora. muito simples e muito complexas e exigentes. Finalmente. com a incorporação de inovações no campo de saber já conhecido. propostos diariamente ao cidadão trabalhador. Outros conhecimentos e atributos são necessários. capacidade de monitorar desempenhos e buscar resultados. honestidade e integridade ética. planejamento. que demonstre senso de responsabilidade. de forma inovadora. capacidade de trabalhar em equipes interdisciplinares. processos. A mesma orientação cabe ao docente da educação profissional de nível básico. eficiente no processo e eficaz nos resultados.porque.

Espera-se que essas escolas preparem profissionais que tenham aprendido a aprender e a gerar autonomamente um conhecimento atualizado.208/97.DECISÃO DA CÂMARA A Câmara de Educação Básica acompanha o Relator. à exceção de dois pontos. sob a coordenação do conselheiro Fábio Luiz Marinho Aidar. Comissão Especial Fábio Luiz Marinho Aidar Presidente Francisco Aparecido Cordão Relator Guiomar Namo de Mello Conselheira III. em todos os níveis. criativo e operativo. inovador. Brasília.conteúdos programáticos. tenho todos os motivos para me congratular com os resultados do trabalho pessoal do relator. O primeiro deriva de um equívoco fundamental do Decreto 2. interna e externamente. conselheiro Francisco Aparecido Cordão e coletivo. em curso único. Sala de Sessões. sobre a Educação Profissional de Nível Técnico. 05 de outubro de 1999. como dá a entender o 339 . 05 de outubro de 1999. que incorpore as mais recentes contribuições científicas e tecnológicas das diferentes áreas do saber. Conselheiros Ulysses de Oliveira Panisset. arranjos didáticos e modalidades de programação em função de resultados.Vice-Presidente VOTO EM SEPARADO DO CONSELHEIRO JOÃO ANTÔNIO CABRAL DE MONLEVADE NO PARECER SOBRE A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL: Acompanhando com o mais vivo interesse e intensa participação as discussões que a Câmara de Educação Básica fez.Presidente Francisco Aparecido Cordão. que desconsidera a possibilidade da integração curricular entre o Ensino Médio e a Educação Profissional no mesmo nível.

Estas novas alternativas enriquecem a universalização e democratização do ensino. reintegrar em suas propostas pedagógicas. em cursos das Escolas Técnicas Federais. numa linha de flexibilidade curricular e institucional. portanto. ao dar caráter compulsoriamente profissionalizante ao segundo grau. Meu primeiro voto em separado é contra a obrigatoriedade da separação de cursos e. atendida a formação geral do educando. o que provavelmente vai resultar. prevista pela LDB e normatizada pelo CNE em denso parecer da conselheira Edla de Araújo Lira Soares segue esta lógica e foi unanimemente aprovada pela Câmara de Educação Básica. depois de corrigido. a menção desta possibilidade e mesmo a indução desta alternativa poderiam ter constado do texto do parecer e da resolução. como na desresponsabilização da rede federal em oferecer o ensino médio e das estaduais. Mas. poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas. e talvez deverão. nem se preparava para os vestibulares ao ensino de terceiro grau. currículos integrados contemplando habilitações técnicas e as 2. A segunda parte de meu voto em separado é mais complexa e merece um tratamento meticuloso. de matrículas.” É certo que a lei 9394/96 quis superar a camisa de força que o texto original da LDB de 1971. o ensino técnico profissional.como já está ocorrendo. É claro que as escolas poderão. por exemplo.208/97. na composição do currículo pleno. o que o Decreto separou. A própria Modalidade Normal de Nível Médio. implantar dentro das normativas renovadas da Lei 9394/96.artigo 36 no seu parágrafo 2º: “O ensino médio. parece-me perfeitamente possível. Em três anos o aluno nem completava sua educação básica. provocou. carga horária de formação especial superior à de educação geral.não só na desarticulação real entre os dois ensinos (por mais que se insista numa rearticulação). Entretanto. inclusive mediocrizando a qualidade do ensino ao exigir.400 horas consagradas ao Ensino Médio. não só neste ponto. Não discordo da possibilidade de as escolas oferecerem Cursos Profissionais de Nível Técnico concomitantes ou posteriores ao Médio. como se fazia. já ultrapassado. 340 . nem se profissionalizava completamente. que evitaram assumir um conflito criativo com os responsáveis pelo Decreto 2. evidentemente. como em outros.

. Ora. desde as escolas jesuíticas até hoje. a partir de discussões no Mato Grosso e especificamente em sua capital. psicólogos. etc. dentro dos planos de carreira dos profissionais da educação: técnicos em alimentação escolar. A CNTE (Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação) é um atestado vivo do desenvolvimento destes novos rostos de educadores que se uniram aos professores e pedagogos numa única entidade sindical na Federação Brasileira. sem a formação e a habilitação de professores.um lugar para trabalhadores que desenvolvem tarefas diretamente ligadas ao processo de ensino dos professores ou de aprendizagem dos alunos. Acontece que a Área da Educação. De 1995 para cá. e são objeto de habilitações de nível superior. por conseqüência. e mesmo de magistério. e em outras tarefas que o aproximam mais ou menos dos alunos. Algumas destas atividades. Não só. Uma das razões pelo caráter do currículo de sua formação. organizaram-se cursos profissionais para os trabalhadores em educação. embora não docentes. nas bibliotecas. é mais ampla que o conjunto de habilitações de magistério na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Cuiabá. dependendo da organização da escola ou da sensibilidade destes homens e mulheres. técnicos em multi-meios 341 . ficava dispensada a inclusão entre as Áreas Profissionais da Área de Educação. nos Estados e Municípios. nas atividades de alimentação escolar. foram reconhecidas como de “profissionais da educação”. além do espaço para outros e diferentes profissionais que nela atuamcomo médicos. A escola sempre comportou. mesmo quando considerada como Educação Escolar. dentro de “cursos de pedagogia”. técnicos em administração escolar. nos momentos de recreação. como a administração escolar e a orientação educacional. com conteúdos de “fundamentos da educação” que lhes passava uma identidade de educadores. odontólogos. outros trabalhadores sem formação docente têm compartilhado com os professores o múnus de educar: nas secretarias. que lhes conferiram não somente novas habilitações como novas identidades dentro das propostas pedagógicas das escolas e.Pareceu à Câmara de Educação Básica que. uma vez tratada a questão da formação do Magistério em Nível Médio dentro do parecer sobre a Modalidade Normal. não docentes.

técnicos em manutenção de infra-estruturas escolares. inspetores de alunos. agentes administrativos. em vários fóruns de discussão sobre os educadores atuantes na Educação Infantil.didáticos.de mais de um milhão de merendeiras. zeladores. mas pelas Habilitações. Daí ter eu advogado. mais ou menos especializada. de se profissionalizar no seu próprio campo de trabalho. A democratização da sociedade e da escola. se vejam tolhidos de se aperfeiçoar intelectualmente. É inconcebível que em escolas de ensino fundamental e médio trabalhem cidadãos e cidadãs aos quais se nega esta escolaridade. que capacite a todos para a superação dos desafios da escola que pretende educar para o terceiro milênio. Exatamente para induzir um foco de atenção para a profissionalização urgente. Isto se poderia tolerar numa perspectiva de educação elitista. trata-se de dois movimentos concomitantes: o primeiro é o de avanço da escolaridade de todos os trabalhadores brasileiros. numa sociedade não democrática. Na verdade. E muito estranho seria que. o que permite a criação dos cursos técnicos acima referidos em suas identidades já propostas pela CNTE e executadas ou em execução em alguns 342 . e não somente seus professores. de videotecas e de outros meios didáticos trazidos pela inforrmática para as escolas e que atualmente trabalham em escolas públicas federais. que se incluísse entre as áreas de orientação curricular das habilitações profissionais a de Educação. sejam competentes e donos da melhor formação possível.pelo menos em nível médio. advogou-se a transformação de agentes de desenvolvimento infantil também em técnicos em desenvolvimento infantil. como a de denominar os cursos não pelas Áreas. que se inaugura no contexto da universalização da informação e da socialização do conhecimento. Meus colegas aceitaram sugestões minhas que flexibilizaram o texto da Resolução. estão a exigir que todos os profissionais que atuam na escola. como conselheiro indicado para a Câmara de Educação Básica pela CNTE. embora não docentes. o segundo é a busca da identidade profissional. trabalhadores que se identificam no cotidiano como educadores. Mais recentemente. auxiliares de bibliotecas. assim como a evolução científica da própria administração escolar. estaduais e municipais na educação básica numa posição de subalternidade e numa condição de desprofissionalização.

Estados. Na versão da CNTE. de minha felicidade. desde o primário. E. em especial. ao concluir este voto. 343 . Mas. olho e me recordo de todos os funcionários e funcionárias de escola que ajudaram a tecer. o seu trabalho. com aproveitamento inclusive de competências previstas em outras áreas.desde que autorizada pelo respectivo sistema. A CNTE pode continuar a contar com meu empenho neste sentido no Conselho Nacional de Educação e nos outros campos em que me for dado lutar. como teria sido melhor e politicamente mais eficaz. consignar a Área de Educação na lista com que o MEC vai brindar com sugestões preciosas de elementos constituintes de seus cursos. Estou certo de que ele está na base das alegrias de muitos e.a criação de cursos em áreas experimentais. quase sempre escondido e muitas vezes esquecido. minha existência e minha consciência: agradeço-lhes. como seria bom acenar para novas oportunidades de formação séria e de emprego digno e com um potencial ainda desconhecido de efeitos para a qualidade e a diversidade da formação dos cidadãos e cidadãs deste país! Resta-me confiar em que os colegas conselheiros e conselheiras estaduais de educação e que os secretários e secretárias estaduais e municipais de educação se sensibilizem para esta questão: a da sólida formação e profissionalização dos atuais e futuros funcionários da educação básica. tanto como aos mestres. Dia do Profissional da Educação. 15 de outubro de 1999. para acelerar e facilitar o movimento de profissionalização dos funcionários de escolas! Mais ainda: neste momento em que o fantasma do desemprego ameaça o futuro de tantos adolescentes e jovens. Brasília. Chamaram-me também a atenção para dispositivo que permite.

respeito aos valores estéticos. critérios. 4. Art. 5. objetiva garantir ao cidadão o direito ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva e social. do mercado e da sociedade. flexibilidade. interdisciplinaridade e contextualização. resolve: Art.º 16/99 Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CEB/CNE). atualização permanente dos cursos e currículos. entende-se por diretriz o conjunto articulado de princípios.º Para os fins desta Resolução. ao trabalho.PROJETO DE RESOLUÇÃO CNE/CEB N.º do artigo 9.º 9. políticos e éticos. de 20 de dezembro de 1996 (LDB). Art.º São critérios para a organização e o planejamento de cursos: I atendimento às demandas dos cidadãos.º da LDB. de conformidade com o disposto na alínea "c" do § 1.º da Lei Federal n.394.º do artigo 36 da Lei Federal n. integrada às diferentes formas de educação. Art. 344 . Art.º 2. II conciliação das demandas identificadas com a vocação e a capacidade institucional da escola ou da rede de ensino.208. 1.º A presente Resolução institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. de 17 de abril de 1997 e com fundamento no Parecer CNE/CEB 16/99.º A educação profissional de nível técnico será organizada por áreas profissionais. desenvolvimento de competências para a laborabilidade.º 9. competências profissionais gerais e cargas horárias mínimas de cada habilitação. definição de competências profissionais gerais do técnico por área profissional e procedimentos a serem observados pelos sistemas de ensino e pelas escolas na organização e no planejamento dos cursos de nível técnico. nos artigos 39 a 42 e no § 2. constantes dos quadros anexos. 3. autonomia da escola em seu projeto pedagógico. à ciência e à tecnologia. 2. no Decreto Federal n. que incluem as respectivas caracterizações. Parágrafo único . identidade dos perfis profissionais de conclusão de curso. A educação profissional.131.º São princípios norteadores da educação profissional de nível técnico os enunciados no artigo 3. mais os seguintes: I II III IV V VI VII independência e articulação com o ensino médio. de 25 de novembro de 1995.

345 . nos termos dos artigos 12 e 13 da LDB. 7.º A organização curricular. é prerrogativa e responsabilidade de cada escola. Art. comuns aos técnicos de cada área. 6. Parágrafo único.º Para subsidiar as escolas na elaboração dos perfis profissionais de conclusão e na organização e planejamento dos cursos. II competências profissionais gerais. § 2. vinculados a determinada qualificação ou habilitação profissional.º Entende-se por competência profissional a capacidade de mobilizar.º Demandas de atualização e de aperfeiçoamento de profissionais poderão ser atendidas por meio de cursos ou programas de livre oferta. de habilitação e de especialização profissional de nível técnico serão estabelecidos pela escola. § 3.º Poderão ser organizados cursos de especialização de nível técnico. por proposta do Ministério da Educação (MEC). consideradas as competências indicadas no artigo anterior. empregadores e trabalhadores.Parágrafo único. III competências profissionais específicas de cada qualificação ou habilitação. § 2. constituídas no ensino fundamental e médio. Art. 8. objetivando estudos subseqüentes. são as: I competências básicas. articular e colocar em ação valores. para tanto. § 3. que. A organização referida neste artigo será atualizada pelo CNE.º As escolas formularão. conhecimentos e habilidades necessários para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho. de acordo com estas diretrizes. As competências requeridas pela educação profissional. estabelecerá processo permanente.º O perfil profissional de conclusão define a identidade do curso. o MEC divulgará referenciais curriculares por área profissional. participativamente. II sem terminalidade. para o atendimento de demandas específicas.º Os perfis profissionais de conclusão de qualificação. considerada a natureza do trabalho. consubstanciada no plano de curso. Art. § 1. com a participação de educadores.º Os cursos poderão ser estruturados em etapas ou módulos: I com terminalidade correspondente a qualificações profissionais de nível técnico identificadas no mercado de trabalho. seus projetos pedagógicos e planos de curso. § 1.

perfil profissional de conclusão. pessoal docente e técnico.º A carga horária destinada ao estágio supervisionado deverá ser acrescida ao mínimo estabelecido para o respectivo curso. Art. 11. adquiridos: I no ensino médio. 9. 13.º A prática profissional será incluída nas cargas horárias mínimas de cada habilitação. critérios de aproveitamento de conhecimentos e experiências critérios de avaliação. requisitos de acesso. desde que diretamente relacionados com o perfil profissional de conclusão da respectiva qualificação ou habilitação profissional. § 3. quando necessário. Poderão ser implementados cursos e currículos experimentais em áreas profissionais não constantes dos quadros anexos referidos no artigo 5. coerentes com os respectivos projetos pedagógicos. deverão ser explicitados na organização curricular constante do plano de curso. Os planos de curso. O MEC organizará cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico para registro e divulgação em âmbito nacional. Art. mediante avaliação do aluno. instalações e equipamentos. necessário em função da natureza da qualificação ou habilitação profissional. organização curricular. § 1. IVno trabalho ou por outros meios informais. Art. A escola poderá aproveitar conhecimentos e experiências anteriores. contendo: I II II IV V anteriores. mediante avaliação do aluno. 12. Art. Ve reconhecidos em processos formais de certificação profissional. o estágio supervisionado realizado em empresas e outras instituições. VI VII VIII IX justificativa e objetivos. certificados e diplomas. § 2. 346 . serão submetidos à aprovação dos órgãos competentes dos sistemas de ensino. II em qualificações profissionais e etapas ou módulos de nível técnico concluídos em outros cursos.º A carga horária e o plano de realização do estágio supervisionado. ajustados ao disposto nestas diretrizes e previamente aprovados pelo órgão competente do respectivo sistema de ensino. 10.º A prática constitui e organiza a educação profissional e inclui.º desta Resolução. III em cursos de educação profissional de nível básico.Art.

18. sob sua responsabilidade. os diplomas de técnico. promoverá processo nacional de avaliação da educação profissional de nível técnico. fixará normas para o credenciamento de instituições para o fim específico de certificação profissional. 17. em regime de colaboração com os sistemas de ensino. compreendido entre a publicação desta Resolução e o final do ano 2000. mencionando a área à qual a mesma se vincula. A preparação para o magistério na educação profissional de nível técnico se dará em serviço. Art. em cursos de licenciatura ou em programas especiais.º Os diplomas de técnico deverão explicitar o correspondente título de técnico na respectiva habilitação profissional. As escolas expedirão e registrarão. organizará um sistema nacional de certificação profissional baseado em competências. 347 . § 1. O MEC. § 3. opção por cursos organizados nos termos desta Resolução.º Os históricos escolares que acompanham os certificados e diplomas deverão explicitar. § 2. as escolas poderão oferecer aos seus alunos. 15. com as adaptações necessárias. por proposta do MEC.º Do sistema referido neste artigo participarão representantes dos trabalhadores. § 2. conjuntamente com os demais órgãos federais das áreas pertinentes. dos empregadores e da comunidade educacional.Parágrafo único. Art. as competências definidas no perfil profissional de conclusão do curso. ouvido o CNE.º No período de transição. para fins de validade nacional.º O CNE. garantida a divulgação dos resultados. Art. observado o requisito de conclusão do ensino médio. 14. § 1. Art. O MEC. sendo facultativa no período de transição. Os planos de curso aprovados pelos órgãos competentes dos respectivos sistemas de ensino serão por estes inseridos no cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico. § 1.º Os certificados de qualificação profissional e de especialização profissional deverão explicitar o título da ocupação certificada.º A escola responsável pela última certificação de determinado itinerário de formação técnica expedirá o correspondente diploma. sempre que seus planos de curso estejam inseridos no cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico referido no artigo anterior. § 4. Art. também. 16. A observância destas diretrizes será obrigatória a partir de 2001.

Comércio 4.º 45/72 e as regulamentações subseqüentes.º 45. Saúde 18. incluídas as referentes à instituição de habilitações profissionais pelos Conselhos de Educação. Informática 12. revogadas as disposições em contrário. e regulamentações subseqüentes. Art. Gestão 9.200 800 1. Transportes 20. em especial o Parecer CFE n.000 800 800 1. Mineração 15.200 800 800 800 1. Imagem pessoal 10. 19. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Recursos pesqueiros 17. Construção civil 6. Geomática 8.200 1.200 800 800 348 . aos alunos matriculados no período de transição. Turismo e hospitalidade 1.§ 2.º 04/99 QUADROS DAS ÁREAS PROFISSIONAIS E CARGAS HORÁRIAS MÍNIMAS ÁREA PROFISSIONAL CARGA HORÁRIA MÍNIMA DE CADA HABILITAÇÃO 1.000 800 800 1. Telecomunicações 19. Comunicação 5. 05 de outubro de 1999 Conselheiro Ulysses de Oliveira Panisset Presidente Câmara de Educação Básica QUADROS ANEXOS À RESOLUÇÃO CNE/CEB N. Química 16.000 1. de 12 de janeiro de 1972.200 1. Agropecuária 2. Lazer e desenvolvimento social 13.200 1.º Fica ressalvado o direito de conclusão de cursos organizados com base no Parecer CFE n. Artes 3.200 1. Indústria 11. Meio ambiente 14. Design 7. Brasília.

inclusive de incorporação de novas tecnologias.Planejar. perícias. . .Elaborar relatórios e projetos topográficos e de impacto ambiental. monitoramento e gestão de empreendimentos. preparo. de translocação e os efeitos alelopáticos entre solo e planta. paisagística e agroindustrial. 1. 1. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. • a propagação em cultivos abertos ou protegidos. o processo de aquisição.Identificar os processos simbióticos. estruturadas e aplicadas de forma sistemática para atender as necessidades de organização e produção dos diversos segmentos da cadeia produtiva do agronegócio.Identificar e aplicar técnicas mercadológicas para distribuição e comercialização de produtos. .200 horas 2 ÁREA PROFISSIONAL: ARTES 349 . de absorção.Aplicar métodos e programas de reprodução animal e de melhoramento genético. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1.Identificar famílias de organismos e microorganismos. diferenciando os benéficos ou maléficos. identificando as atividades peculiares da área a serem implementadas. materiais e acessórios a serem empregados.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . . .Elaborar.1 ÁREA PROFISSIONAL: AGROPECUÁRIA Caracterização da área Compreende atividades de produção animal. . responsabilizando-se pela emissão de receitas de produtos agrotóxicos. pareceres. vegetal. . .Selecionar e aplicar métodos de erradicação e controle de pragas. aplicar e monitorar programas profiláticos.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo.Planejar e acompanhar a colheita e a pós-colheita. conservação e armazenamento da matéria prima e dos produtos agroindustriais.Conceber e executar projetos paisagísticos. planejando ações referentes aos tratos das culturas. ambiental e social.Analisar as características econômicas. identificando estilos. .Implantar e gerenciar sistemas de controle de qualidade na produção agropecuária . • a obtenção e o preparo da produção animal. • as alternativas de otimização dos fatores climáticos e seus efeitos no crescimento e desenvolvimento das plantas e dos animais. organizar e monitorar: • a exploração e manejo do solo de acordo com suas características. modelos. . relatórios e projetos. elementos vegetais. . • a produção de mudas (viveiros) e sementes. sociais e ambientais. visando à qualidade e à sustentabilidade econômica. doenças e plantas daninhas. em viveiros e em casas de vegetação.1 1.Elaborar laudos. • os programas de nutrição e manejo alimentar em projetos zootécnicos. . higiênicos e sanitários na produção animal e agroindustrial.Projetar e aplicar inovações nos processos de montagem.

1 Caracterização da área Compreende atividades de criação. cênica e plástica.Identificar as características dos diversos gêneros de produção artística. verbais e não verbais. texturas) e os elementos ideais (base formal. difusão e conservação de bens culturais. A produção artística caracteriza-se pela organização. .Pesquisar e avaliar as características e tendências da oferta e do consumo dos diferentes produtos artísticos. dança. . . cognitiva) presentes na obra de arte. escolher e manipular os elementos materiais (sons. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. bem como pela sua preservação. . em suas múltiplas linguagens e contextualizações. interpretação e utilização eficaz e estética. produção e interpretação artística. a cultura.Identificar e aplicar.Utilizar de forma ética e adequada. plástica). técnicas. . arquitetura. na concepção. . as possibilidades oferecidas por leis de incentivo fiscal à produção na área. escultura. circo. desenvolvimento. Destinam-se a informar e a promover a cultura e o lazer pelo teatro. formas.Analisar e aplicar práticas e teorias de produção das diversas culturas artísticas. 2. de idéias e de entretenimento.Conceber. 2. audiovisuais. música.Reinventar processos. a história e seus contextos. .Aplicar normas e leis pertinentes ou que regulamentem atividades da área.Desenvolver formas de preservação e difusão das diversas manifestações artísticas. impressos. Os processos de produção na área estão voltados para a geração de produtos visuais. como as referentes a direitos autorais.Selecionar e manipular esteticamente diferentes fontes e materiais utilizados nas composições artísticas.Integrar estudos e pesquisas na elaboração e interpretação artística de idéias e emoções.2. recursos e equipamentos específicos à produção. cênica. . 350 . a partir da experiência sensível da vida cotidiana e do conhecimento sobre a natureza. conservação e difusão artística. criação de linguagens (sonora. técnicas. . . . sonoros. patentes e saúde e segurança no trabalho. interpretação.Utilizar adequadamente métodos. a partir de visão crítica da realidade.Analisar e aplicar combinações e reelaborações imaginativas. materiais e valores estéticos na concepção. gestos. os componentes básicos das linguagens sonora. pintura. . .2 Competências profissionais gerais do técnico da área .Incorporar à prática profissional o conhecimento das transformações e rupturas conceituais que historicamente se processaram na área. articuladamente. produção e interpretação artística. .Utilizar criticamente novas tecnologias. suas interconexões e seus contextos socioculturais. . organizar e interpretar roteiros e instruções para a realização de projetos artísticos. bem como os diferentes resultados artísticos. cinema e outros. formatação.Caracterizar.Correlacionar linguagens artísticas a outros campos do conhecimento nos processos de criação e gestão de atividades artísticas. .3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo.

tais como preço. aos contratos comerciais. descontos. tais como as normas referentes aos direitos do consumidor. de compra e venda. ao comércio exterior. de operação e de controle da comercialização (compra e venda) de bens e serviços. A operação inclui: comunicação com o público. às normas de higiene e segurança.Coletar. utilizando-se de calculadoras financeiras ou de planilhas de cálculo. entre outros. armazenamento e distribuição física de mercadorias. de armazenamento e distribuição física de produtos.1 Caracterização da área 351 .2 Competências profissionais gerais do técnico da área . . . tais como concorrência. aquisição de bens ou serviços. às questões tributária e fiscais. fornecedores.Aplicar conceitos de matemática financeira (juros.1 Caracterização da área Compreende atividades de planejamento. faturamento. .• Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas 3 ÁREA PROFISSIONAL: COMÉRCIO 3. produto ou serviço e estratégias de venda.Realizar transações comerciais nacionais e internacionais. lucro bruto e lucro líquido.Aplicar princípios e conceitos.Utilizar técnicas de venda. . de atração de clientes e de atendimento pessoal ou por meios eletrônicos. . de distribuição e de pósvenda. volumes de venda por loja ou por vendedor e outros relacionados com o desempenho empresarial. operação e controle. venda. demanda. . produtos.Identificar a organização e os processos próprios de uma empresa comercial ou dos setores responsáveis pela comercialização em organização não comercial. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. de pós-venda. O planejamento inclui: estudos. na composição da estratégia comercial global. Identificar e analisar.Precificar bens e serviços utilizando técnicas e modelos próprios.Identificar e interpretar a legislação que regula as atividades de comercialização. tais como patrimônio. margem de contribuição e outros relacionados com produtividade e lucratividade. prestações) e calcular valores. . organizar e analisar dados relevantes para as atividade de comercialização. de armazenamento. custos e despesas. pós-venda em nível nacional e internacional. . projetos. 3. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas 4 ÁREA PROFISSIONAL: COMUNICAÇÃO 4. .Identificar e formular estratégias de planejamento de marketing. . praça ou ponto. intermediação e atração de clientes. O controle consiste no acompanhamento das operações de venda .Controlar estoques utilizando técnicas e modelos adequados. os efeitos de diferentes fatores.Desenhar modelos de banco de dados sobre clientes. 3.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo.

2 Competências profissionais gerais do técnico da área . A produção define-se pela organização e formatação de mensagens a partir da análise de suas características frente às do público a ser atingido. em trabalhos realizados em rádio. imagética ou impressa. econômicos. possibilidades e limites das tecnologias em uso.Produzir texto.Aplicar normas. . editoração e publicidade. fatos e expectativas para a produção em diferentes mídias.Aplicar normas e leis pertinentes ou que regulamentem atividades da área. da distribuição e da comercialização de comunicação. métodos. imagem e som. . de informações. 4.Utilizar. fotografia. integrando-as de forma sistêmica. contratos típicos da produção. como as referentes a conduta ética e a direitos autorais. cinema.Criar e produzir em diferentes mídias.Elaborar projetos de comunicação utilizando repertório ou acervo iconográfico da cultura contemporânea. barragens e vias navegáveis. as possibilidades oferecidas por leis de incentivo fiscal à produção na área .Compreende atividades de produção. estratégias e ferramentas de gerenciamento técnico e administrativo em empreendimentos de comunicação.Caracterizar as linguagens das diferentes mídias e suas inter-relações. televisão. . em diferentes propostas comunicativas. como edifícios. aeroportos. portos. culturais e tecnológicos. 4. detectando inconsistências. 5. . envolvendo a utilização eficaz e estética das linguagens sonora. usinas. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas 5 ÁREA PROFISSIONAL: CONSTRUÇÃO CIVIL 5. .1 Caracterização da área Compreende atividades de planejamento. de idéias e de entretenimento. projeto. superposições e incompatibilidades de execução. rodovias.Pesquisar. 352 . acompanhamento e orientação técnica à execução e à manutenção de obras civis. em multimeios ou multimídia. de forma ética e adequada. armazenamento e distribuição ou difusão. de forma isolada ou integrada. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. Abrange a utilização de técnicas e processos construtivos em escritórios. analisar e interpretar idéias. nos formatos legais usuais.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . ferrovias. . execução de obras e prestação de serviços.Selecionar a mídia adequada correlacionando características e tendências do mercado com fatores políticos.Aplicar princípios. técnicas e procedimentos estabelecidos visando à qualidade e produtividade dos processos construtivos e de segurança dos trabalhadores. utilizando recursos tecnológicos. .Comunicar-se com os profissionais das equipes de produção. . equipamentos e ferramentas eletrônicas atualizadas. . considerando as características.Negociar e documentar. utilizando vocabulário técnico específico. vídeo.Analisar interfaces das plantas e especificações de um projeto. patentes e saúde e segurança no trabalho.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. . . sociais.

leiautes. ergonomia. 353 . adequando-os aos conceitos de informação e comunicação vigentes. com respectivos detalhamentos.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. de ambientes internos e externos. gestão da produção e implantação do projeto). cálculos e desenho para edificações. . econômica e funcional. de maneira criativa e inovadora.Realizar ensaios tecnológicos de laboratório e de campo. visando à melhoria contínua dos processos de construção. acompanhando e controlando as etapas da construção. materiais.Identificar a viabilidade técnica e econômica do projeto.Elaborar projetos arquitetônicos. . formal e funcional.1 Caracterização da área Compreende o desenvolvimento de projetos de produtos.Situar o projeto no contexto histórico-cultural de evolução do design. . .Supervisionar a execução de projetos. de serviços.200 horas 6 ÁREA PROFISSIONAL: DESIGN 6.Preparar processos para aprovação de projetos de edificações em órgãos públicos. .2 Competências profissionais gerais do técnico da área . . orientações. de técnicas e de fluxos de circulação de materiais.Coordenar o manuseio. . estruturais e de instalações hidráulicas e elétricas. . coordenando equipes de trabalho.Selecionar e sistematizar dados e elementos concernentes ao projeto de design. locações e demarcações de terrenos. funcionais e estruturais do projeto de design.Adequar os projetos de design às necessidades do usuário e às demandas do mercado. estilos. com definição de especificidades e características) e na execução (confecção de desenhos. . 6.Definir características estéticas.Elaborar projetos de design com ênfase na inovação e na criação de novos processos.Interpretar e aplicar legislação. O desenvolvimento de projetos implica na criação (pesquisa de linguagem. pessoas e equipamentos. e ajustandoos aos apelos mercadológicos e às necessidades do usuário.Executar e auxiliar trabalhos de levantamentos topográficos. . embalagens. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. 5.Acompanhar a execução de sondagens e realizar suas medições. tanto em escritórios quanto em canteiros de obras. maquetes e protótipos.. . de acordo com as normas técnicas.Propor alternativas de uso de materiais.Elaborar representação gráfica de projetos. o preparo e o armazenamento dos materiais e equipamentos. . nos termos e limites regulamentares. . no planejamento (identificação da viabilidade técnica. orientando. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1. otimizando os aspectos estético. . .Controlar a qualidade dos materiais.Elaborar cronogramas e orçamentos. . . processos e meios de representação visual).Implementar técnicas e normas de produção e relacionamento no trabalho. normas e referências específicas.

por instrumentos acoplados em embarcações ou instalados no solo. os sistemas de informações geográficas e os sistemas de posicionamento por satélite.Executar levantamentos topográficos utilizando métodos e equipamentos adequados. análise e conversão de dados georreferenciados. . seus produtos. .Executar levantamentos utilizando sistemas de posicionamento por satélites. agrimensura com as novas tecnologias e os novos campos de aplicação. hidrografia. .Aplicar métodos e técnicas de preservação do meio ambiente no desenvolvimento de projetos . tratamento e análise de dados georreferenciados.Utilizar softwares específicos para aquisição.Selecionar materiais para execução e acabamento. .Elaborar mapas a partir de dados georreferenciados.1 Caracterização da área Compreende atividades de produção. de acordo com as especificações do projeto.Organizar e supervisionar equipes de trabalho para levantamento e mapeamento. . disseminação e gerenciamento de informações espaciais relacionadas com o ambiente e com os recursos terrestres. 6. Com dados coletados por sensores orbitais e aerotransportados. as projeções cartográficas e os sistemas de coordenadas. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. .Planejar serviços de aquisição tratamento. selecionando técnicas e ferramentas adequadas e utilizando softwares específicos. integrando elementos como topografia. . . . cartografia. . .Executar cadastro técnico multifinalitário identificando métodos e equipamentos para a coleta de dados. Inclui atividades de levantamento e mapeamento. . • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas 7 ÁREA PROFISSIONAL: GEOMÁTICA 7. geram-se produtos que podem constituir mapas dos mais diversos tipos ou bases de dados de cadastros multifinalitários.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. aquisição. por meio de equipamentos e métodos adequados.. o mapeamento digital. suas técnicas de tratamento e de análise de dados.Aplicar a legislação e as normas técnicas vigentes. 354 .Identificar tipos. armazenagem. como o sensoriamento remoto. uma vez processados e manipulados com equipamentos e programas da tecnologia da informação. propriedades e funções de mapas. utilizando métodos e equipamentos adequados.Avaliar a qualidade dos produtos e serviços. geodésia.2 Competências profissionais gerais do técnico da área .Identificar as superfícies e sistemas de referência. 7. levantando dados de satisfação dos clientes. análise. . fotogrametria.Identificar os diferentes sistemas de sensores remotos.Identificar as tecnologias envolvidas no projeto.

000 horas 8 ÁREA PROFISSIONAL: GESTÃO 8. aos recursos materiais. 8.. .3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. aos sistemas de informações. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. • de recursos materiais. • contábil. 7. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas 9 ÁREA PROFISSIONAL: IMAGEM PESSOAL 355 . a estrutura de dados e as aplicações de um sistema de informações geográficas. 8. • tributário. .Interpretar resultados de estudos de mercado. controlar e avaliar os procedimentos dos ciclos: • de pessoal. do planejamento tático e do plano diretor aplicáveis à gestão organizacional.Identificar as estruturas orçamentárias e societárias das organizações e relacioná-las com os processos de gestão específicos.Identificar e interpretar as diretrizes do planejamento estratégico.Utilizar os instrumentos de planejamento. aos tributos. utilizando-os no processo de gestão. controle e avaliação dos processos que se referem aos recursos humanos. operação. • dos seguros. • da produção. à produção.1 Caracterização da área Compreende atividades de administração e de suporte logístico à produção e à prestação de serviços em qualquer setor econômico e em todas as organizações. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1. econômicos ou tecnológicos. de todos os portes e ramos de atuação. • dos sistemas de informações. • financeiro.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo.Identificar os tipos. públicas ou privadas. . às finanças e à contabilidade. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . ao patrimônio. • do patrimônio. bem como executar. As atividades de gestão caracterizam-se pelo planejamento.

históricos e sócio-culturais no desenvolvimento da atividade profissional. No caso do embelezamento pessoal. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. possibilidades e limites na área de atuação profissional. .Identificar as características e necessidades do cliente. inclui a criação e execução de peças de vestuário e acessórios.Coordenar o desenvolvimento de protótipos de coleções. contínuos ou discretos. Os discretos. os processos discretos tendem a assemelhar-se aos processos contínuos. de modo que o profissional interfira de forma indireta por meio de sistemas microprocessados. contudo. em ambos os processos. .Utilizar a tecnologia disponível na pesquisa de produtos e no desenvolvimento das atividades da área. econômicos. de materiais e suas possibilidades plásticas. 9. inclui os serviços prestados por esteticistas. a execução e a gestão de serviços de embelezamento pessoal e de moda. . é indispensável para o controle.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. A presença humana. manutenção. instalação. .1 Caracterização da área Compreende a concepção. 356 .9.Identificar e analisar aspectos estéticos. . 9. Com a crescente automação. não contínuos.Correlacionar forma e cor com os aspectos gerais da composição visual.1 Caracterização da área Compreende processos. em institutos ou em centros de beleza. a organização dos eventos da moda. cabeleireiros. .Aplicar técnicas de primeiros socorros e métodos de higiene e segurança no trabalho. analisar e aplicar as tendências da moda. No caso da moda. maquiadores. substâncias ou objetos ininterruptamente podendo conter operações biofisicoquímicas durante o processo. Esses processos pressupõem uma infraestrutura de energia e de redes de comunicação. . técnicos.Utilizar os diversos tipos de equipamentos.Empregar vocabulário técnico específico na comunicação com os diferentes profissionais da área e com os clientes. de instrumentos de trabalho. psicológicos. Os processos contínuos são automatizados e transformam materiais. o planejamento. mercadológicos. que geralmente requerem a intervenção direta do profissional caracterizam-se por operações físicas de controle das formas dos produtos.Identificar. manicuros e pedicuros. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas 10 ÁREA PROFISSIONAL: INDÚSTRIA 10. qualidade e produtividade. . estratégias e ferramentas de gestão no trabalho autônomo ou nas organizações empresariais .2 Competências profissionais gerais do técnico da área . demandando um profissional apto para desenvolver atividades de planejamento. de transformação de matérias primas na fabricação de bens de consumo ou de produção.Aplicar princípios. a gestão e a comercialização de moda. .Identificar características. As atividades industriais de maior destaque. operação.

são as de mecânica. . caracterizando e determinando aplicações de materiais. diagramas e esquemas. cerâmica e tecidos. 10. transformação. . na produção e na manutenção. equipamentos e máquinas. siderurgia. projeto. borracha. manuais e tabelas em projetos. em processos de fabricação. gráfica.Projetar melhorias nos sistemas convencionais de produção. . avaliação. calçados. processos e logística na produção. correlacionando-as com seus fundamentos matemáticos. . transporte e distribuição de energia.Avaliar as características e propriedades dos materiais.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . software. .excluídas as da indústria química. . aplicando-os nos trabalhos de implantação e manutenção do processo produtivo. suporte e manutenção de sistemas e de tecnologias de processamento e transmissão de dados e informações.Coordenar atividades de utilização e conservação de energia.Coordenar e desenvolver equipes de trabalho que atuam na instalação. acessórios. serviços e conhecimentos. automotiva. físicos e químicos para a aplicação nos processos de controle de qualidade.200 horas 11 ÁREA PROFISSIONAL: INFORMÁTICA 11.Aplicar normas técnicas e especificações de catálogos. .Aplicar técnicas de medição e ensaios visando a melhoria da qualidade de produtos e serviços da planta industrial. considerando a relação custo e benefício. especificação. propondo incorporação de novas tecnologias. utilizando técnicas de desenho e de representação gráfica com seus fundamentos matemáticos e geométricos. instrumentos. . ferramentas.Identificar os elementos de conversão.1 Caracterização da área Compreende atividades de concepção. dispositivos. refrigeração e ar condicionado. metalurgia. visando a aplicações na produção de bens. propondo a racionalização de uso e de fontes alternativas. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. na instalação de máquinas e de equipamentos e na manutenção industrial. . leiautes. madeira e mobiliário e artefatos de plástico. vestuário. . correlacionando-os com as normas técnicas e com os princípios científicos e tecnológicos. incluindo hardware. instalação e manutenção.Projetar produto. .Aplicar normas técnicas de saúde e segurança no trabalho e de controle de qualidade no processo industrial. instalação e manutenção.Aplicar métodos. eletroeletrônica. . automação de sistemas. máquinas e equipamentos.Desenvolver projetos de manutenção de instalações e de sistemas industriais.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. 10. aplicando métodos e técnicas de gestão administrativa e de pessoas. 357 . • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1.Elaborar planilha de custos de fabricação e de manutenção de máquinas e equipamentos.Elaborar projetos. aspectos organizacionais e humanos. implementação. insumos e elementos de máquinas.

.1 Caracterização da área Compreende atividades visando ao aproveitamento do tempo livre e ao desenvolvimento pessoal.Identificar arquitetura de redes e tipos.Aplicar linguagens e ambientes de programação no desenvolvimento de software. 12. grupal e comunitário. como as de prática físico-desportiva. de habitação. entretenimento. de fruição artístico-cultural. periféricos e softwares avaliando seus efeitos.Desenvolver algoritmos através de divisão modular e refinamentos sucessivos. de geração de emprego e renda. periféricos e softwares. . 358 . arte e cultura. reconhecendo as implicações de sua aplicação no ambiente de rede.Identificar arquiteturas de redes. de trabalho e profissionalização.11. de educação. de formação de associações e de cooperativas. isolados ou em redes. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1.000 horas 12 ÁREA PROFISSIONAL: LAZER E DESENVOLVIMENTO SOCIAL 12. folclore.Identificar os serviços de administração de sistemas operacionais de rede. . de alimentação. 11. de educação ambiental.Executar ações de treinamento e de suporte técnico.Identificar a origem de falhas no funcionamento de computadores.Identificar meios físicos. e de voluntariado. . e para a melhoria da qualidade de vida nas coletividades. dispositivos e padrões de comunicação.Instalar e configurar computadores.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. com enfoque educativo e solidário.Identificar os indicadores sociais sobre as questões comunitárias que exigem atuação. promovida e executada de forma participativa e mobilizadora.Selecionar programas de aplicação a partir da avaliação das necessidade do usuário. de terceira idade.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . . de qualidade da vida urbana. de recreação e entretenimento. .Identificar o funcionamento e relacionamento entre os componentes de computadores e seus periféricos.Selecionar e utilizar estruturas de dados na resolução de problemas computacionais. .Organizar a coleta e documentação de informações sobre o desenvolvimento de projetos .Analisar e operar os serviços e funções de sistemas operacionais. As atividades de lazer incluem. . de grupos de interesse. . . As de desenvolvimento social incluem as atividades voltadas para a reintegração e inclusão social. .3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. entre outras. serviços e funções de servidores. as de esportes. . de oferta de serviços públicos. .Avaliar e especificar necessidades de treinamento e de suporte técnico aos usuários. de infância e juventude. para a participação em grupos e na comunidade. de consumo e consumidor. . A gestão de programas desta área é planejada. Concretiza-se em torno de questões sociais estratégicas. de saúde. recreação.

privada ou do terceiro setor. coletividades e grupos.Avaliar a qualidade das atividades e serviços realizados. 13. atividades de prevenção da poluição por meio da educação ambiental não escolar.Organizar ações que atendam aos objetivos da instituição. e fluxo de trabalho e de pessoas. água e ar). mediando interesses e práticas operacionais.Promover e difundir práticas e técnicas de desenvolvimento sustentável nas comunidades.Operar a comercialização de produtos e serviços com direcionamento de ações de divulgação e de venda. seja na vida familiar e na comunitária. 12. e considerando os interesses. uso e articulação funcional. às práticas de desenvolvimento sustentável nos diferentes aspectos da vida coletiva. técnico e administrativo.Aplicar a legislação nacional. 359 . atitudes e expectativas da população alvo.Identificar e utilizar.Organizar espaços físicos para as atividades. . articulando os setores internos e coordenando os recursos. diminuindo os efeitos causados na natureza (solo. . Identificar instituições. caracterizar e correlacionar os sistemas e ecossistemas. pública. e à inclusão social de indivíduos e de grupos. . . de forma ética e adequada. igualmente. bem como os princípios e normas internacionais pertinentes. os elementos que os compõem e suas respectivas funções. projetos e ações.Executar atividades de gerenciamento do pessoal envolvido nas atividades e serviços. de recursos financeiros e materiais e de colaboradores multiprofissionais. ao bem-estar social. .Executar atividades de gerenciamento econômico. da tecnologia ambiental e da gestão ambiental. inclusive voluntários. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo.1 Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas ÁREA PROFISSIONAL: MEIO AMBIENTE Caracterização da área Compreende ações de preservação dos recursos naturais. estabelecendo parcerias institucionais. . ao associativismo cooperativo. Compreende. grupos e pessoas que poderão cooperar com programas. seja no trabalho e no lazer. .Identificar. e que visem ao lazer. programas de incentivos e outras possibilidades de captação de recursos e patrocínios para a viabilização das atividades.Organizar programas e projetos de lazer e de ação social adequados ao atendimento das necessidades identificadas.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . aos processos de formação de grupos de interesses coletivos. • 13 13. .Articular meios para a realização das atividades com prestadores de serviços e provedores de apoio e de infraestrutura. visando à melhoria da qualidade de vida e do relacionamento social e pessoal.. . prevendo sua ambientação. com controle e avaliação dos fatores que causam impacto nos ciclos de matéria e energia. .

as operações auxiliares. ar. . culturais e éticos envolvidos nas questões ambientais. . .Avaliar as causas e efeitos dos impactos ambientais globais na saúde.Identificar os parâmetros de qualidade ambiental dos recursos naturais (solo. utilizando métodos de medição e análise.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. correlacionando as características físicas e químicas com sua produtividade. econômicos. a extração. . adaptações culturais e transformações de atitudes e condutas relativas ao meio ambiente. .. . o tratamento de minério. 13. água e ar).Utilizar sistemas informatizados de gestão ambiental.Identificar os processos de intervenção antrópica sobre o meio ambiente e as características das atividades produtivas geradoras de resíduos sólidos.Avaliar os efeitos ambientais causados por resíduos sólidos.Identificar as fontes e o processo de degradação natural de origem química.Organizar e atuar em campanhas de mudanças. efluentes líquidos e emissões atmosféricas.Classificar os recursos naturais (água e solo) segundo seus usos. .Auxiliar na implementação de sistemas de gestão ambiental em organizações. propondo medidas mitigadoras.Aplicar a legislação ambiental local. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. Identificar e caracterizar situações de risco e aplicar métodos de eliminação ou de redução de impactos ambientais.Interpretar resultados analíticos referentes aos padrões de qualidade do solo. . . água e da poluição visual e sonora. . identificando as conseqüências sobre a saúde humana e sobre a economia.Aplicar princípios e utilizar tecnologias de prevenção e correção da poluição. .Identificar características básicas de atividades de exploração de recursos naturais renováveis e não-renováveis que intervêm no meio ambiente.1 Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas ÁREA PROFISSIONAL: MINERAÇÃO Caracterização da área Compreende atividades de prospecção e avaliação técnica e econômica de depósitos minerais e minerais betuminosos. geológica e biológica e as grandezas envolvidas nesses processos. 360 . . . poluentes atmosféricos e efluentes líquidos. . nacional e internacional. o controle e mitigação dos impactos ambientais e a recuperação de áreas lavradas e degradadas.Identificar e correlacionar o conjunto dos aspectos sociais.Identificar e caracterizar as grandezas envolvidas nos processos naturais de conservação. utilizando os métodos e sistemas de unidades de medida e ordens de grandeza. o planejamento das etapas de preparação de jazidas. . • 14 14. estudo e relatório de impacto ambiental (AIA/EIA/ RIMA). segundo as normas técnicas em vigor (NBR/ISO 14001).Identificar os procedimentos de avaliação. no ambiente e na economia.

têxtil. fluidização etc. pigmentos e tintas.Identificar e caracterizar minerais e rochas.Executar e supervisionar plano de lavra e operações unitárias de lavra. Engloba. alimentos e bebidas. .Aplicar medidas de controle e proteção ambiental para os impactos gerados pela atividade de mineração. . . controlando as variáveis operacionais dos processos.Controlar a produção de aglutinados e de minério. .Controlar a execução de projetos de pesquisa mineral e de produtos aglutinados.2 Competências profissionais gerais do técnico da área .Planejar.Controlar a disposição de efluentes sólidos e líquidos. dos sistemas de utilidades industriais. também. . cerâmica.200 horas 15 ÁREA PROFISSIONAL: QUÍMICA 15. . Inclui.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo.Calcular os balanços de massas e metalúrgicos da usina de tratamento de minérios.14.Executar amostragens geológicas. . . papel e celulose. Uma característica relevante da área é o alto grau de periculosidade e insalubridade envolvidos nos processos. . Como conseqüência.Monitorar a estabilidade das escavações.Operar os equipamentos de uma usina de tratamento de minérios. adsorção. a laboratórios farmacêuticos.Interpretar mapas geológicos. 361 . atividades ligadas à biotecnologia. calcular e executar planos de fogo. . folhelho pirobetuminoso e arenitos betuminosos ( TAR SAND ).Controlar a produção da usina de tratamento de minérios. dos sistemas de transporte de fluidos. As atividades de maior destaque são as de petroquímica. . dos sistemas de troca térmica e de controle de processos. . topográficos e produtos de sensores.Executar ensaios de laboratório de caracterização tecnológica de minérios e de aglutinados.Organizar e tabular dados geológicos. manutenção de equipamentos ou instrumentos e realização de análises químicas em analisadores de processos dispostos em linha ou em laboratórios de controle de qualidade do processo. também. . . extração. utilizando recursos de informática. . fármacos. . a centros de pesquisa. a laboratórios independentes de análise química e a comercialização de produtos químicos. refino do petróleo. incluindo operações de destilação.Executar levantamentos geofísicos e topográficos. cristalização. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1. dos reatores químicos.Monitorar e executar os serviços de drenagem de água. . de acordo com a legislação específica.1 Caracterização da área Compreende processos fisico-químicos nos quais as substâncias puras e os compostos são transformados em produtos. a atuação na área requer conhecimento aprofundado do processo. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. cosméticos. 14.Supervisionar o carregamento e transporte de minérios. absorção. e a disposição de estéril.

. .Controlar mecanismos de transmissão de calor. inclusive forenses.Utilizar técnicas bioquímicas na purificação de substâncias em produção massiva. . reagentes. para obtenção de matéria prima ou para obter produtos ambientalmente corretos. extração e cristalização. . . utilizando metodologias apropriadas. .3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . 362 .Utilizar técnicas micro biológicas de cultivo de bactérias e leveduras. utilizando as bases conceituais dos processos químicos. fibras.Controlar a operação de processos químicos e equipamentos tais como caldeira industrial.Operar. instrumentos e acessórios. .Coordenar programas e procedimentos de segurança e de análise de riscos de processos industriais e laboratoriais.Planejar e executar a inspeção e a manutenção autônoma e preventiva rotineira em equipamentos. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação.Controlar sistemas reacionais e a operação de sistema sólido-fluido. aplicando princípios de higiene industrial. matéria prima para a industria química de base. torre de resfriamento.Aplicar princípios de instrumentação e sistemas de controle e automação. controle ambiental e destinação final de produtos.Organizar e controlar a estocagem e a movimentação de matérias primas. . 15. linhas. . reagentes e produtos. desenvolvimento de novos materiais para desenvolver novos produtos. absorção. . . processos eletroquímicos (galvanoplastia). 15. . .Aplicar normas do exercício profissional e princípios éticos que regem a conduta do profissional da área.Utilizar técnicas de manipulação asséptica de culturas de células animais e vegetais.Controlar a qualidade de matérias primas. . operação de equipamentos com trocas térmicas.Realizar análises químicas em equipamentos de laboratório e em processos “on line”. preparo e manuseio de amostras. . . destilação. produtos intermediários e finais e utilidades.Otimizar o processo produtivo. reagentes e produtos. PVC e borrachas. também. polímeros e compósitos. Destacam-se. fertilizantes.Aplicar princípios básicos de biotecnologia e de gestão de processos industriais e laboratoriais. reagentes.Selecionar e utilizar técnicas de amostragem. análises para investigação. troca iônica e refrigeração industrial. plásticos. monitorar e controlar processos industriais químicos e sistemas de utilidades. cimento. .Utilizar ferramentas da análise de riscos de processo. .Manusear adequadamente matérias primas. as de tratamento de efluentes.vernizes. .Interpretar e executar análises instrumentais no processo. .Aplicar técnicas de GMP (“Good Manufacturing Pratices” – Boas Práticas de Fabricação) no processos industriais e laboratoriais de controle de qualidade. .Coordenar e controlar a qualidade em laboratório e preparar análises. de acordo com os princípios de segurança.

espiritual. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. saúde. com segurança de qualidade e sustentabilidade econômica .000 horas 17 ÁREA PROFISSIONAL: SAÚDE 17.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. . com base em modelo que ultrapasse a ênfase na assistência médico–hospitalar. ambiental e social. empresas e demais locais de trabalho.Realizar procedimentos laboratoriais e de campo.Aplicar e desenvolver técnicas de beneficiamento de recursos pesqueiros. pesqueiras e sanitárias vigentes. reabilitação. . hospitais. e em outros ambientes como domicílios. observando as normas de segurança. educação. . saúde e segurança no trabalho. laboratórios e consultórios profissionais. além de outras inerentes à área.Planejar. desde minimamente processado até industrializado. . nutrição.1 Caracterização da área Compreende as ações integradas de proteção e prevenção. recuperação e reabilitação referentes às necessidades individuais e coletivas. radiologia e diagnóstico por imagem. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1.Aplicar a legislação e as normas ambientais. escolas. inclusive sub-produtos.200 horas 16 ÁREA PROFISSIONAL: RECURSOS PESQUEIROS 16.Analisar e avaliar os aspectos técnicos. dentre as quais biodiagnóstico.Montar. estética. saúde bucal. .Operar embarcações pesqueiras. . psicológica. 16.e são desenvolvidas por meio de atividades diversificadas. para seu aproveitamento integral na cadeia produtiva.• Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1.2 Competências profissionais gerais do técnico da área . . centros.1 Caracterização da área Compreende atividades de extração e de cultivo de organismos que tenham como principal “habitat” a água. . A atenção e a assistência à saúde abrangem todas as dimensões do ser humano – biológica. visando a promoção da saúde. creches.Monitorar o uso da água com vistas à explotação dos recursos pesqueiros. de criação e de despesca. 17.Executar atividades de extensão e gestão na cadeia produtiva. 16. máquinas e equipamentos de captura e de aqüicultura. tais como postos. econômicos e sociais da cadeia produtiva dos recursos pesqueiros. As ações integradas de saúde são realizadas em estabelecimentos específicos de assistência à saúde. farmácia. acompanhar e executar projetos. operar e manter petrechos. centros comunitários. .Acompanhar obras de construções e instalações de aqüicultura.2 Competências profissionais gerais do técnico da área 363 . . social. ecológica . orientar e acompanhar as operações de captura. saúde visual e vigilância sanitária.Elaborar. enfermagem.

Controlar a qualidade na fabricação e na montagem de equipamentos. tendo em vista o caráter interdisciplinar da área.Identificar e avaliar rotinas. instalações e equipamentos.Interpretar e aplicar normas do exercício profissional e princípios éticos que regem a conduta do profissional de saúde. 17.Coletar e organizar dados relativos ao campo de atuação.Planejar e organizar o trabalho na perspectiva do atendimento integral e de qualidade.Coordenar e assistir tecnicamente profissionais que atuam na fabricação. . . .Identificar a estrutura e organização do sistema de saúde vigente. . projetos de pesquisa e de aplicação em telecomunicações e em telemática. .comunicação de dados digitais e analógicos.Identificar e aplicar princípios e normas de conservação de recursos não renováveis e de preservação do meio ambiente.Operar equipamentos próprios do campo de atuação. operação e manutenção de sistemas de telecomunicações .Identificar os determinantes e condicionantes do processo saúde-doença. ao paciente. .Identificar funções e responsabilidades dos membros da equipe de trabalho. recepção. montagem.Prestar informações ao cliente. 18. transmissão. comercialização.Utilizar recursos e ferramentas de informática específicos da área.Aplicar normas de biossegurança. comutação.Realizar trabalho em equipe.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. instalação e manutenção de equipamentos. . sob supervisão. . redes e protocolos. .Elaborar e executar. ao executar procedimentos técnicos. zelando pela sua manutenção. produção. protocolos de trabalho.. .Aplicar princípios ergonômicos narealização do trabalho.200 horas.Registrar ocorrências e serviços prestados de acordo com exigências do campo de atuação. . . • 18 18. . . 364 . . correlacionando conhecimentos de várias disciplinas ou ciências. . a própria saúde. .Interpretar e aplicar legislação referente aos direitos do usuário. implantação.1 Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1.Orientar clientes ou pacientes a assumirem. . . em função do perfil profissional de conclusão da habilitação.2 Competências profissionais gerais do técnico da área .Aplicar princípios e normas de higiene e saúde pessoal e ambiental. .Avaliar riscos de iatrogenias. ao sistema de saúde e a outros profissionais sobre os serviços que tenham sido prestados. ÁREA PROFISSIONAL: TELECOMUNICAÇÕES Caracterização da área Compreende atividades referentes a projetos.Realizar primeiros socorros em situações de emergência. com autonomia. . telefonia.

365 . e veículos. Os serviços de transporte de pessoas e bens são prestados por empresas públicas ou particulares. tanto para cargas quanto para passageiros. . 18.Realizar testes. ferroviário.Executar a logística do transporte e do tráfego. a ocupação do solo urbano. 19. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. . utilizando técnicas e equipamentos apropriados. o tempo e o ambiente urbano. e por autônomos realizados por qualquer tipos de veículos e meios transportadores.Identificar os diversos tipos de veículos transportadores e relacioná-los com as diversas modalidades de transporte. especificar e suprir necessidades de treinamento e de suporte técnico. para os setores de compra e de venda. .Planejar. monitoramento e intervenções no tráfego. fiscalização de veículos e educação não escolar para o trânsito.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. . a implantação de equipamentos. . . . nacional. nacionais e internacionais.Operar e monitorar equipamentos e sistemas de telecomunicações. equipamentos e sistemas de telecomunicações adequados. em equipes multiprofissionais. . . .Detectar defeitos e reparar unidades elétricas.Interpretar diagramas esquemáticos. .Acessar sistemas informatizados.Orientar o cliente na identificação das características e na escolha de equipamentos.Elaborar relatórios técnicos referentes a testes.200 horas.Identificar a função do transporte e o papel da circulação de bens e pessoas. sistemas e serviços adequados às suas necessidades. os materiais.Caracterizar as diversas modalidades de transportes: rodoviário.2 Competências profissionais gerais do técnico da área .. hidroviário. visando a sua adequação e integração. por terra. no âmbito internacional. componentes.1 • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 1.Especificar. diretamente ou por concessão. ensaios. leiautes de circuitos e desenhos técnicos. seus usos e prescrições. ÁREA PROFISSIONAL: TRANSPORTES Caracterização da área Compreende atividades nos serviços de transporte de pessoas e bens e nos serviços relacionados com o trânsito. . . estacionamento nas vias públicas. ar e dutos. o trânsito. inspeções e programações. aéreo e dutoviário. portuário. experiências. marítimo.Correlacionar o transporte. 19 19. .Avaliar. aplicando estratégias que compatibilizem recursos com demandas. eletrônicas e mecânicas dos equipamentos de energia e de telecomunicações. Os serviços relacionados com o trânsito referem-se a movimentação de pessoas. como integrantes de um mesmo sistema. sistemas e serviços de telecomunicações.Identificar as características da malha viária. água. medições e ensaios em sistemas e subsistemas de telecomunicações. regional e municipal.

marketing.Elaborar a documentação necessária para operações de transportes segundo modalidade e tipo de veículo. no Brasil e no exterior. tempo.para a elaboração de estudos e projetos de transportes. . articulando os meios para sua realização com prestadores de serviços e provedores de infraestrutura e apoio. coletividades.1 Caracterização da área Compreende atividades.monitoração de tráfego. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação.Organizar eventos. velocidade e outros . . . identificando os organismos que as normatizam. navios.. condomínios residenciais e de lazer. . selecionando as variáveis e os indicadores relevantes . como empresas. negociação de fretes e orientação de usuários.Organizar e controlar a operação de transportes .Coletar. abrigos para grupos especiais. roteiros. instalações de sistemas. organizar e viabilizar produtos e serviços turísticos e de hospitalidade adequados aos interesses.Organizar e controlar as operações de tráfego . Os de hospedagem são prestados em hotéis e outros meios. militares. educação para o trânsito.Aplicar a legislação referente ao trânsito de veículos. armazenamento e transporte de cargas. equipamentos e centros de controle. 19. atendimento a clientes e parceiros. fiscalização de veículos e do trânsito. escolas. roteirização e monitoração de traslados. ou ainda em serviços de bufês.estações e terminais de cargas e de passageiros. intervenções no trânsito e nas vias públicas. Os serviços de alimentação são prestados em restaurantes. atitudes e expectativas da clientela. itinerários turísticos. acampamentos. o guiamento. e a organização e realização de eventos de diferentes tipos e portes. programas.Organizar e controlar a manutenção de equipamentos e de sistemas de transporte e de tráfego. custos de manutenção. . Estas atividades são desenvolvidas num processo que inclui o planejamento. Os serviços de hospitalidade incluem os de hospedagem e os de alimentação. de saúde. parques. bares e outros meios. hábitos. tarifas e fretes. aviões. clubes. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas 20 ÁREA PROFISSIONAL: TURISMO E HOSPITALIDADE 20. trens. organizar e analisar dados.demanda. referentes à oferta de produtos e à prestação de serviços turísticos e de hospitalidade. escolares. navios. . bilheterias. como colônias de férias. entregas diretas. aplicando modelos estatísticos e matemáticos. a promoção do turismo. a promoção e venda e o gerenciamento da execução.Conceber. distribuição em pontos de venda. 20. interrelacionadas ou não. albergues. 366 . instituições esportivas. atividades de lazer.Organizar e controlar a comercialização de transportes . .2 Competências profissionais gerais do técnico da área . Os serviços turísticos incluem o agenciamento e operação. ao transporte de passageiros e à manipulação. “caterings”.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo.

.Operar a comercialização de produtos e serviços turísticos e de hospitalidade.3 Competências específicas de cada habilitação A serem definidas pela escola para completar o currículo. . . .Executar atividades de gerenciamento econômico.Comunicar-se efetivamente com o cliente. .. supervisionando a utilização de máquinas.Realizar a manutenção do empreendimento. articulando os setores internos e coordenando os recursos.Executar atividades de gerenciamento dos recursos tecnológicos. dos produtos e dos serviços adequando-os às variações da demanda. equipamentos e meios informatizados. técnico e administrativo dos núcleos de trabalho. prevendo seus ambientes. • Carga horária mínima de cada habilitação da área: 800 horas 367 . 20. .Operacionalizar política comercial.Organizar espaços físicos de hospedagem e de alimentação. com direcionamento de ações de venda para suas clientelas. . identificação e captação de clientes e adequação dos produtos e serviços. realizando prospecção mercadológica. uso e articulação funcional e fluxos de trabalho e de pessoas. serviços e atendimentos realizados.Executar atividades de gerenciamento do pessoal envolvido na oferta dos produtos e na prestação dos serviços.Avaliar a qualidade dos produtos. em função do perfil profissional de conclusão da habilitação. expressando-se em idioma de comum entendimento. .

nos anos de 1998 e 1999. Este fato orientou o PROFAE a escolher dois eixos centrais de atuação: oferta de cursos de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem e oferta de cursos de Complementação do Ensino Fundamental. O aviso ministerial nº 723/99 explica ainda que boa parte desses trabalhadores sequer possuem o ensino fundamental completo. através do ofício CGEP/SEMTEC/MEC nº 123.O Senhor Ministro da Saúde informa que esses trabalhadores correm o “risco iminente de perda de emprego pelo exercício ilegal da profissão”.PARECER CEB: 10/2000 CEB MANTENEDORA/INTERESSADO: SECRETARIA DE EDUCAÇÃO MÉDIA E TECNOLÓGICA – MEC . que objetiva qualificar cerca de 250. o desenho curricular do curso de Auxiliar de Enfermagem proposto para o PROFAE segue as orientações da nova LDB e.UF: DF ASSUNTO: PROVIDÊNCIAS DO CNE/CEB PARA ORIENTAR OS CONSELHOS ESTADUAIS DE EDUCAÇÃO SOBRE PROCEDIMENTOS PARA IMPLANTAR A EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DE NÍVEL TÉCNICO RELATOR(A) CONSELHEIRO(A): CONSELHEIRO FRANCISCO APARECIDO CORDÃO PROCESSO Nº: 23001. isto é. seguem as Resoluções de nº 07/77 e 08/77. os coloca na "posição de agente de risco para o atendimento à saúde da população”. 2. Secretário de Educação Média e Tecnológica do MEC.O aviso ministerial nº 723/GM. empregados todos em serviços públicos. de 19/11/99 ( DOC. do curso de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem. inclusive. Ruy Leite Berger Filho.De acordo com o aviso ministerial nº 723/99. solicitou providências deste colegiado no sentido de orientar os órgãos normativos estaduais quanto aos procedimentos para análise e aprovação de cursos de qualificação profissional de nível técnico.000059/2000-00 PARECER CEB: 10/2000 CÂMARA OU COMISSÂO: CEB APROVADO EM: 05. privados e filantrópicos de saúde encontra-se em situação de exercício ilegal da profissão. particularmente. 026. por conta.000 (duzentos e cincoenta mil) trabalhadores da área da Saúde Hospitalar que ainda não possuem a devida formação profissional.2000 I – RELATÓRIO: 1. além do mais.Esta solicitação faz sentido em razão das preocupações manifestadas pelo Ministério da Saúde sobre a implantação do PROFAE – Projeto de Profissionalização de Trabalhadores da área de Enfermagem. na falta das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico à época da elaboração do projeto. 4. na modalidade de “Educação de Jovens e Adultos” (EJA). da necessidade de “ajustar-se às demandas do mercado de trabalho em saúde”.04. do antigo Conselho Federal da Educação. 5. informa que esse volume de trabalhadores sem a devida formação profissional. pela via do “Ensino Supletivo”.Em 31 de janeiro do corrente. 3. o Prof.693/99-84). encaminhado pelo Senhor Ministro de Estado da Saúde para o Senhor Ministro de Estado da Educação. Em termos de escolaridade mínima para a matrícula no 368 .

cuja validade nacional está condicionada ao cadastramento do curso e respectivo plano no Sistema Nacional de Cursos de Educação Profissional. em resposta ao Senhor Ministro do Estado da Saúde. Essas pressões corporativas partem “de uma visão idealizada de que seria possível transformar o mundo real do trabalhador por meio de legislação. financiados pelo PROFAE. para os efeitos do PROFAE ou seja.3-“Os cursos de qualificação profissional de nível técnico de Auxiliar de Enfermagem. mantido por este Ministério. O Ministério da Saúde teme que o PROFAE possa “vir a ser inviabilizado por pressões corporativas”. ainda.1-Os cursos de Auxiliar de Enfermagem. que podem “conduzir à extinção de uma ocupação tradicionalmente reconhecida como útil e necessária na área da Saúde.1. conforme Parecer nº 016/99 do CNE-CEB. conforme estabelecido na Resolução CNE/CEB nº 04/99”. 9. deverão ser autorizados pelo Órgão Normativo do Sistema no qual se insere a Instituição formadora”. cujo requisito de entrada.“O curso de Auxiliar de Enfermagem confere Certificação de Qualificação Técnica. não estão sendo autorizados pelos Conselhos Estaduais de Educação. O Senhor Ministro do Estado da Educação. 9.“ O curso de Auxiliar de Enfermagem se enquadra na categoria de qualificação profissional de nível técnico.4-“Estão sendo tomadas providências para que o Egrégio Conselho Nacional de Educação oriente os Órgãos Normativos dos Sistemas Estaduais de Ensino. “vêm insistindo para que os órgãos educacionais exijam o Ensino Médio (antigo 2º Grau) como pré-requisito para a entrada do educando no curso de Auxiliar de Enfermagem”. 9. 10-Em 15 de março do corrente. O Ministério da Saúde entende que “o PROFAE está completamente respaldado pela nova legislação educacional. o protocolado foi encaminhado a esse Conselheiro para análise e parecer orientador dos Conselhos Estaduais de Educação sobre o assunto. 8. em especial os Conselhos Regionais de Enfermagem.67- 8- 9- curso de Auxiliar de Enfermagem é exigida a conclusão do Ensino Fundamental (antigo Ensino de 1º Grau). parte do itinerário de formação do Técnico de Enfermagem”. fundamentado no bem lançado parecer técnico CGEP/SEMTEC/MEC nº 01/2000. esclarece que: 9. que tem recebido naquele ministério insistentes relatos no sentido de que: 8. a conclusão do ensino fundamental.2.2-Os Conselhos Profissionais. quanto à matéria em pauta”. II APRECIAÇÃO 369 . é a existência de condições para a matrícula no ensino médio”. qual seja a do Auxiliar de Enfermagem”. o que inviabiliza a formação profissional do Auxiliar de Enfermagem”. como curso de Qualificação Profissional. de 15/02/2000. através do aviso ministerial nº 051/2000. O Senhor Ministro da Saúde informa. para devida validação. no entendimento de que esses cursos são de “Qualificação Profissional de Nível Básico”.

através do FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador.000 (duzentos e cincoenta mil) Auxiliares de Enfermagem. de 08/12/99. para ser desenvolvido em todo o território nacional. O PROFAE objetiva “melhorar a qualidade da atenção ambulatorial e hospitalar”. para que os profissionais que não possuam essa escolaridade mínima exigida para freqüentar cursos de qualificação profissional de nível Técnico possam completar seus estudos de ensino fundamental. e pela Resolução CNE/CEB nº 04/99. tanto pela oferta de cursos de qualificação profissional de Auxiliar de Enfermagem para esses profissionais. privados e filantrópicos. no período de 2000 a 2003. Aqueles “trabalhadores de enfermagem que ainda não concluíram o ensino fundamental exigido para a qualificação profissional” de Auxiliar de Enfermagem deverão. buscando garantir a aquisição das competências requeridas para o exercício legal da referida ocupação”. com o apoio financeiro do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Ministério do Trabalho e Emprego. hoje empregados sem a exigida qualificação profissional. já empregados mas ainda não devidamente qualificados. para depois regularizarem sua qualificação e conseqüente situação profissional. na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA).O PROFAE – Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área de Enfermagem é uma iniciativa do Ministério da Saúde. é conveniente relembrar o que reza sobre o assunto o Parecer CNE/CEB nº 370 .Tem razão o Ministério da Saúde em seus receios de inviabilização de tão importante iniciativa daquele Ministério.O. 4. em estabelecimentos de saúde públicos. 3. O PROFAE apoiará a formação de turmas em cursos na modalidade Educação de Jovens e Adultos. através do Parecer CNE/CEB nº 01/2000. de 05/10/99.Mesmo após a publicação do Parecer CNE/CEB nº 16/99 e da Resolução CNE/CEB nº 04/99. ou que “ estejam desempregados no momento. quanto pela oferta de escolarização em nível de conclusão do Ensino Fundamental. antes. o assunto ainda voltou ao debate nesta câmara. 2. publicada no D. “o plano de curso de Auxiliar de Enfermagem deve pautar-se pelo Parecer CNE/CEB nº 16/99 e Resolução CNE/CEB nº 04/99. no mínimo. o PROFAE pretende qualificar cerca de 250.U. homologado pelo Senhor Ministro do Estado da Educação em 26/11/99. “in fine” que. de um lado pelas pressões corporativistas e de outro pelos eventuais desencontros de informações dos órgãos normativos dos sistemas estaduais de ensino.No processo de qualificação profissional de Auxiliar de Enfermagem o PROFAE matriculará apenas trabalhadores que já possuam certificado de conclusão do ensino fundamental (antigo ensino de 1º Grau) e “sejam empregados e exercendo ações de enfermagem”.1. concluir o exigido ensino fundamental.Para melhor orientar os sistemas estaduais de ensino sobre a matéria. bem como pelo que dispõe sobre a matéria a legislação específica do exercício profissional. No que se refere à qualificação profissional dos trabalhadores de Enfermagem. 5. trazido por uma escola do Espírito Santo. de 22/12/99. o qual esclarece. O assunto é bastante polêmico e foi objeto de acalorados debates nas várias audiências públicas que antecederam a definição das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico pelo Parecer CNE/CEB nº 16/99. mas tenham trabalhado. que mereceu clara e lúcida resposta do Conselheiro Fábio Luiz Marinho Aidar. 18 meses consecutivos entre 01/01/96 e 31/12/98”.

º) com uma única exigência: que “o prazo entre a conclusão do primeiro e do último módulo não exceda cinco anos” (§3º do artigo 8º).º e seus parágrafos). pode ser obtido por um aluno que conclua o ensino médio e.º do artigo 8.º). é da escola que avalia. Os cursos. Inciso II e 5º).º do artigo 8. De acordo com esses dispositivos. poderá ocorrer pela somatória de etapas ou módulos cursados na mesma escola ou em cursos de qualificação profissional ou etapas ou módulos oferecidos por outros estabelecimentos de ensino. aperfeiçoamento e atualização (inciso III do artigo 1. considerandoo equivalente a componentes do curso por ela oferecido. Isto significa que os alunos. à qual compete a “avaliação. a certificado de qualificação profissional” (§ 1. “no caso de o currículo estar organizado em módulos. Os cursos de nível básico. estes poderão ter caráter de terminalidade para efeito de qualificação profissional.a) b) c) d) e) f) 16/99. para terem aproveitamento de estudos no nível técnico. as qualificações iniciais e intermediárias (artigo 8. neste caso. poderão organizar seus próprios itinerários de educação profissional. A aquisição das competências profissionais exigidas pela habilitação profissional definida pela escola e autorizada pelo respectivo sistema de ensino. etapas ou módulos de nível técnico. reconhecimento e certificação. ou a integralização da carga horária mínima. com a correspondente carga horária mínima por área profissional. por inteiro. portanto. e os conhecimentos adquiridos no trabalho também poderão ser aproveitados. concomitante ou posteriormente. e os módulos ou cursos posteriormente desenvolvidos. instituições especializadas em educação profissional. de nível básico ou de nível técnico. de especialização. neste caso. cursados em escolas técnicas. (artigo 3º. ou cursos livres de educação profissional de nível básico. A responsabilidade. respeitadas as diretrizes e normas dos respectivos sistemas de ensino. que oferecem ensino técnico de nível médio. acrescida da comprovação de conclusão do ensino médio. Os cursos feitos há mais de cinco anos. desde que dentro do prazo limite de cinco anos. entidades sindicais e empresas. reconhecidos e certificados pela escola recipiendária. deverão ter seus conhecimentos avaliados.º). Podem fazer vários cursos de educação profissional. ONGs. a educação profissional de nível técnico contempla a habilitação profissional propriamente dita de técnico de nível médio. para prosseguimento ou conclusão de estudos” (artigo 41). tenha concluído um curso técnico. dando direito. mediante avaliação da escola que oferece a referida habilitação profissional. possibilita a obtenção do diploma de técnico de nível médio 371 . E mais: “os módulos poderão ser cursados em diferentes instituições credenciadas” (§ 3. com as competências mínimas exigidas para a área profissional objeto de habilitação. complementarmente. com ou sem aproveitamento de estudos. de escolas devidamente autorizadas independem de exames de avaliação obrigatória para que seus conhecimentos sejam aproveitados. cabendo à escola decidir sobre a necessidade de avaliação em função do currículo adotado. O diploma de uma habilitação profissional de técnico de nível médio. especialmente em seu item 07 – “Organização da Educação Profissional de Nível Técnico”: cursos técnicos poderão ser organizados em módulos (artigo 8. reconhece e certifica o conhecimento adquirido alhures. Esse curso pode ter sido feito de uma vez.º) e. devidamente orientados pelas escolas e pelas entidades especializadas em educação profissional.

No caso das profissões legalmente regulamentadas será necessário explicitar o título da ocupação prevista em lei. fará jus apenas aos respectivos certificados de qualificação profissional.Área de Saúde. Certificado de Especialização em Organização de Sistemas – Áreas de Informática e de Gestão.º 45/72 como “habilitação diferente da do técnico”. Para a obtenção de diploma de técnico. para fins de exercício profissional e de continuidade de estudos. explicitando também.º 5. Diploma de Técnico em Gestão Hoteleira – Áreas de Gestão e de Turismo e Hospitalidade. definidos e difundidos pelo Ministério da Educação. na continuidade de estudos. Diploma de Técnico em Informática – Área de Informática. efetivamente. frente à legislação educacional atual. no entanto. quais são as competências profissionais objeto de qualificação que estão sendo certificadas. Certificado de Especialização Profissional em Enfermagem do Trabalho . em histórico escolar. um curso ou módulo de auxiliar técnico. como ocupação reconhecida e necessária.Área de Saúde. quanto para a 372 . tanto na qualificação e na habilitação profissional. quaisquer que sejam. como módulo ou etapa de um curso técnico de nível médio ou como curso de qualificação profissional nesse nível.g) Aquele que concluir um ou mais cursos de qualificação profissional. não é o caso do Auxiliar de Enfermagem. habilitação ou especialização profissional. deverão ter como referência básica. Os certificados e diplomas. no âmbito da Lei Federal n. de forma independente ou como módulo de curso técnico. será necessário concluir o ensino médio. o título da ocupação. Por exemplo: Diploma de Técnico de Enfermagem – Área de Saúde. Certificado de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem . Essa referência básica deverá ser considerada tanto para o planejamento curricular dos cursos. não é impeditiva. no planejamento curricular. i) Os cursos referentes a ocupações que integrem itinerários profissionais de nível técnico poderão ser oferecidos a candidatos que tenham condições de matrícula no ensino médio. o que. k) Os cursos de educação profissional de nível técnico. considerando-se o contexto da estrutura ocupacional da área ou áreas profissionais. desde que essa ocupação efetivamente exista no mercado de trabalho. a observância das Diretrizes Curriculares Nacionais e os referenciais curriculares por área profissional. Os certificados desses cursos deverão explicitar. em sua organização. “ocupação tradicionalmente reconhecida como útil e necessária na área da saúde”. Os alunos deverão ser devidamente orientados quanto a essa exigência e estimulados à continuidade de estudos. Diploma de Técnico em Agroindústria – Áreas de Agropecuária e de Indústria. entretanto. associada à figura do auxiliar técnico. é a habilitação profissional parcial de auxiliar técnico sem correspondência no mercado de trabalho. de qualificação. deverão explicitar títulos ocupacionais identificáveis pelo mercado de trabalho. h) A área é a referência curricular básica para se organizar e se orientar a oferta de cursos de educação profissional de nível técnico. o perfil do profissional que se deseja formar. A legislação atual não desconsiderou a figura do auxiliar técnico que existe no mercado de trabalho.692/71. j) A não existência daquela “habilitação parcial” prevista pelo Parecer CFE n. de que uma escola possa oferecer. Esses alunos receberão o respectivo certificado de conclusão da qualificação profissional de nível técnico. Certificado de Qualificação Profissional de Programador de Microcomputador – Área de Informática. bem como garantir a aquisição das competências requeridas para o exercício legal da referida ocupação. O que não subsiste mais. quanto na especialização.

Assim. o estágio supervisionado se torna imprescindível.conciliação das demandas identificadas com a vocação e a capacidade institucional da escola ou da rede de ensino. mas como uma metodologia de ensino que contextualiza e põe em ação o aprendizado dos alunos. Na área de Saúde. d) Entende-se por competência profissional a capacidade de mobilizar.emissão dos certificados e diplomas. competências profissionais gerais e cargas horárias mínimas de cada habilitação. deve ser repetido que não há dissociação entre “teoria” e “prática”. Inclui. A duração do estágio profissional supervisionado deverá ser acrescida ao mínimo estabelecido para o curso. b) São critérios para a organização e o planejamento de cursos: I sociedade. realizado em empresas e instituições profissionais. m) A prática profissional constitui e organiza o currículo. O ensino deve contextualizar competências. que incluem as respectivas caracterizações. c) A educação profissional de nível técnico será organizada por áreas profissionais. V identidade dos perfis profissionais de conclusão de curso. mais os seguintes: I independência e articulação com o ensino médio. embora óbvio. visando significativamente a ação profissional. VII autonomia da escola em seu projeto pedagógico. 6. Na educação profissional. apresentamos a seguir alguns destaques da Resolução CNE/CEB nº 04/99: a) São princípios norteadores da educação profissional de nível técnico os enunciados no artigo 3. interdisciplinaridade e contextualização. Mesmo correndo o risco de ser demasiadamente acaciano.º da LDB. na carga horária mínima do curso. VI atualização permanente dos cursos e currículos. do mercado e da . seja hospital. constantes dos quadros anexos. clínica. especialmente quando o curso não é desenvolvido já em estabelecimento próprio. III desenvolvimento de competências para a laborabilidade. conhecimentos e habilidades necessários para o desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho. em função da natureza da habilitação ou qualificação profissional. as situações e o tempo de prática profissional deverão ser previstos e incluídos pela escola na organização curricular e. bem como dos correspondentes históricos escolares. devendo ser a ele incorporada no plano de curso. políticos e éticos. os quais deverão explicitar as competências profissionais obtidas. que a “prática” se configura não como situação ou momento distinto do curso. quando necessário. l) Um outro importante aspecto que deve ser destacado para o planejamento curricular é o da prática profissional. II . centro de saúde ou similares. II respeito aos valores estéticos. IV flexibilidade. o estágio profissional supervisionado. 373 atendimento às demandas dos cidadãos. exceto no caso do estágio supervisionado. articular e colocar em ação valores. Daí.

m) A carga horária destinada ao estágio supervisionado deverá ser acrescida ao mínimo estabelecido para o respectivo curso. quando necessário. consubstanciada no plano de curso. g) Poderão ser organizados cursos de especialização de nível técnico. para o atendimento de demandas específicas. o MEC divulgará referenciais curriculares por área profissional.competências profissionais específicas de cada qualificação ou habilitação. é prerrogativa e responsabilidade de cada escola. requisitos de acesso. são as: I médio. contendo: I II justificativa e objetivos. coerentes com os respectivos projetos pedagógicos. constituídas no ensino fundamental e .com terminalidade correspondente a qualificações profissionais de nível técnico identificadas no mercado de trabalho.e) As competências requeridas pela educação profissional. f) Para subsidiar as escolas na elaboração dos perfis profissionais de conclusão e na organização e planejamento dos cursos. l) A prática profissional será incluída nas cargas horárias mínimas de cada habilitação. considerada a natureza do trabalho. objetivando estudos subseqüentes. necessário em função da natureza da qualificação ou habilitação profissional. comuns aos técnicos de competências básicas. 374 competências profissionais gerais. vinculados a determinada qualificação ou habilitação profissional. o estágio supervisionado realizado em empresas e outras instituições. h) A organização curricular. j) Os cursos poderão ser estruturados em etapas ou módulos: I .sem terminalidade. o) Os planos de curso. serão submetidos à aprovação dos órgãos competentes dos sistemas de ensino. II . III . n) A carga horária e o plano de realização do estágio supervisionado. deverão ser explicitados na organização curricular constante do plano de curso. II cada área. i) O perfil profissional de conclusão define a identidade do curso. k) A prática constitui e organiza a educação profissional e inclui.

VII instalações e equipamentos. V e reconhecidos em processos formais de certificação profissional. IX certificados e diplomas. de conhecimentos e p) A escola poderá aproveitar conhecimentos e experiências anteriores. x) O MEC. r) Os planos de curso aprovados pelos órgãos competentes dos respectivos sistemas de ensino serão por estes inseridos no cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico. IV organização curricular. V critérios de aproveitamento experiências anteriores. s) A escola responsável pela última certificação de determinado itinerário de formação técnica expedirá o correspondente diploma. II em qualificações profissionais e etapas ou módulos de nível técnico concluídos em outros cursos. promoverá processo nacional de avaliação da educação profissional de nível técnico. mencionando a área à qual a mesma se vincula. as competências definidas no perfil profissional de conclusão do curso. 375 . mediante avaliação do aluno. observado o requisito de conclusão do ensino médio. mediante avaliação do aluno. em regime de colaboração com os sistemas de ensino.III perfil profissional de conclusão. III em cursos de educação profissional de nível básico. VIII pessoal docente e técnico. IV no trabalho ou por outros meios informais. VI critérios de avaliação. desde que diretamente relacionados com o perfil profissional de conclusão da respectiva qualificação ou habilitação profissional. q) O MEC organizará cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico para registro e divulgação em âmbito nacional. v) Os históricos escolares que acompanham os certificados e diplomas deverão explicitar. também. u) Os certificados de qualificação profissional e de especialização profissional deverão explicitar o título da ocupação certificada. garantida a divulgação dos resultados. t) Os diplomas de técnico deverão explicitar o correspondente título de técnico na respectiva habilitação profissional. adquiridos: I no ensino médio.

sou de parecer que: 1. quanto como curso específico de nível técnico para Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem. com validade nacional. no caso de continuidade dos estudos até a conclusão do curso de Técnico de Enfermagem. pode ser oferecido tanto como módulo do curso de Técnico de Enfermagem. ser-lhes-á exigida a comprovação da conclusão do ensino médio como condição necessária para a obtenção do diploma de Técnico. Como tal.208/97. aos alunos matriculados no período de transição.º 45. 3. compreendido entre a publicação desta Resolução e o final do ano 2000. O requisito mínimo para matricular-se no curso de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem é o da existência de “condições de matrícula. 5. de 12 de janeiro de 1972. de 17/04/97. que qualifica profissionais para o exercício legal de profissão regulamentada pela Lei Federal nº 7. para os efeitos deste parecer de conclusão do Ensino Fundamental. III – VOTO DO RELATOR Em atenção ao solicitado pelo senhor Ministro de Estado da Educação quanto a orientações da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação aos Conselhos Estaduais de Educação em relação aos cursos de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem. e regulamentações subseqüentes. 6.406/87. desde que seu plano de curso seja devidamente aprovado pelo órgão próprio do respectivo sistema de ensino e por este devidamente inserido no Cadastro Nacional de 376 . O curso de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem integra itinerário de profissionalização do Técnico de Enfermagem. O curso de qualificação profissional de Auxiliar de Enfermagem confere certificado de qualificação profissional de nível técnico. z) Fica ressalvado o direito de conclusão de cursos organizados com base no Parecer CFE n. sendo facultativa no período de transição. o ensino médio. do Ministério da Saúde. de 08/06/87.498/86. 4. O curso de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem. Os candidatos aos programas do PROFAE que não comprovarem a conclusão do Ensino Fundamental deverão previamente concluir seus estudos do Ensino Fundamental. que integra itinerário de profissionalização do Técnico de Enfermagem. concomitante ou posteriormente. 2. de acordo com o Decreto Federal nº 2. pois trata-se de curso de nível técnico. Os alunos matriculados em cursos de Auxiliar de Enfermagem e que apresentem como escolaridade apenas a conclusão do ensino fundamental deverão ser estimulados a cursar. o qual. de 25/06/86 e Decreto Federal nº 94.y) A observância destas diretrizes será obrigatória a partir de 2001. como proposto pelo PROFAE. e devidamente orientados no sentido de que. não é curso de qualificação profissional de nível básico. isto é. no ensino médio”. “é modalidade de educação não formal” e não está sujeito “à regulamentação curricular”. objeto do PROFAE – Projeto de Profissionalização dos Trabalhadores da Área de Enfermagem. A conclusão do Ensino Fundamental é “conditio sine qua non” para a matrícula no curso de Qualificação Profissional de Auxiliar de Enfermagem.

coerentemente com os respectivos projetos pedagógicos. orientados pelas Resoluções de nº 07/77 e 08/77. deverão ser adequadamente avaliadas e reconhecidas. como um projeto desenvolvido no período de transição. 8. como mínimo. em situação real de trabalho. no âmbito do projeto em andamento no Ministério da Saúde. quanto o estágio profissional supervisionado. 11. em termos de qualificação profissional de Auxiliar de Enfermagem ou habilitação profissional de Técnico de Enfermagem. 377 . o PROFAE – Projeto de Profissionalização de Trabalhadores da Área de Enfermagem. por profissionais devidamente habilitados e sob Responsabilidade Técnica da Escola que oferece o curso. no respectivo Conselho Regional de Enfermagem. individualmente. bem como tenha seu competente certificado devidamente registrado na própria escola. a escola deverá garantir. planejado em 1998/1999 e iniciado no corrente ano. do extinto Conselho Federal de Educação. Fica ressalvado aos alunos do PROFAE – Projeto de Profissionalização de Trabalhadores da Área de Enfermagem. 7. no período de 2000 a 2003. isto é. deverão ser explícitos quanto à carga horária e ao plano de realização do exigido estágio profissional. por se tratar de projeto emergencial. isto é. o direito de conclusão dos respectivos estudos em cursos organizados com base nas normas e diretrizes anteriores. uma vez que o projeto foi planejado antes da definição das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico e está iniciando sua implementação no ano de transição previsto pela Resolução CNE/CEB nº 04/99. coordenado pelo Ministério da Saúde. No curso de Auxiliar de Enfermagem é essencial tanto a prática profissional em situação de aprendizagem . matriculados em cursos devidamente autorizados pelos respectivos sistemas de Ensino. Considera-se. 12. que necessitam da qualificação profissional de Auxiliar de Enfermagem. as quais se encontram descritas na Lei Federal nº 7. a serem eventualmente aproveitadas para fins de continuidade de estudos. conforme plano de curso devidamente aprovado pelo orgão próprio do respectivo sistema de ensino e por este inserido no Cadastro Nacional de Cursos de Educação Profissional de Nível Técnico.406/87. aluno por aluno.Cursos de Nível Técnico. no item “organização curricular”. O plano de curso em questão deverá incluir plano de realização do exigível estágio profissional supervisionado. as competências exigidas pelo artigo 6º da Resolução CNE/CEB nº 04/99 e também. 9. sob sua responsabilidade. Os Históricos Escolares que acompanham os certificados de qualificação profissional de Auxiliar de Enfermagem deverão explicitar as competências definidas no perfil profissional de conclusão do curso. adequadamente orientado e acompanhado por profissional devidamente qualificado e habilitado para tal. Esta providência objetiva garantir o registro profissional no órgão próprio de fiscalização do exercício profissional. Os planos de curso propostos pela escola. “a aquisição das competências requeridas para o exercício legal da referida ocupação”. planejado pelo Ministério da Saúde para atendimento a cerca de 250. organizado pelo MEC para divulgação em âmbito nacional. para todos os fins e direito. As Competências profissionais decorrentes de conhecimentos e experiência anteriores. Como se trata de uma profissão regulamentada. 10. supervisionado por profissional devidamente habilitado como enfermeiro.498/86 e no Decreto regulamentador nº 94.000 (duzentos e cincoenta mil) trabalhadores da área da saúde.

05 de Abril de 2000. devidamente orientadas pela coordenação do PROFAE e previamente autorizadas pelo respectivo Sistema de Ensino. Conselheiros Ulysses de Oliveira Panisset . As Escolas que tenham condições. organizados nos termos da Resolução CNE/CEB nº 04/99 e parecer CNE/CEB 16/99.Relator IV .Presidente Francisco Aparecido Cordão .Vice-Presidente PARECER N. com as devidas adaptações. podem oferecer aos seus alunos. Brasília-DF.º 33/2000 CEB 378 .DECISÃO DA CÂMARA: A Câmara de Educação Básica acompanha o voto do Relator. Sala das Sessões. 05 de Abril de 2000. Conselheiro Francisco Aparecido Cordão .13. a opção por cursos de qualificação profissional de Auxiliar de Enfermagem ou de habilitação profissional de Técnico de Enfermagem.

incluídas as referentes à instituição de habilitações profissionais pelos Conselhos de Educação. foi publicada em 22 de dezembro de 1999. considerando-se o contexto da estrutura ocupacional da área ou áreas profissionais. A concepção curricular. em 22/12/99.U. e regulamentações subseqüentes. 26/11/99). produzidos e difundidos pelo Ministério da Educação. consubstanciada no plano de curso.INTERESSADO: Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de ducação UF: DF ASSUNTO: Novo prazo final para o período de transição para a implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico RELATOR(A): Francisco Aparecido Cordão PROCESSO(S) N. e define. homologado pelo Senhor Ministro de Estado da Educação em 25/11/99 (D. O artigo 18 da Resolução CNE/CEB nº 04/99 define que “a observância destas diretrizes será obrigatória a partir de 2001.” 379 .º(S): 23001. com as adaptações necessárias. os quais deverão explicar as competências profissionais obtidas. a observância destas diretrizes curriculares nacionais e os referenciais curriculares por área profissional. em especial o Parecer CFE nº 45/72 e as demais regulamentações subseqüentes.O. isto é. compreendido entre a publicação desta Resolução e o final do ano 2000”. quanto para a emissão dos certificados e diplomas. sendo facultativa no período de transição. O item 07 do Parecer CNE/CEB nº 16/99. em sua organização. bem como dos correspondentes históricos escolares. é prerrogativae responsabilidade de cada escola e constitui meio pedagógico essencial para oalcance do perfil profissional de conclusão.º: 33/2000 COLEGIADO: CEB APROVADO EM: 07/11/2000 I – RELATÓRIO E VOTO DO RELATOR: Em 05 de outubro de 1999 esta Câmara de Educação Básica aprovou o Parecer CNE/CEB nº 16/99. opção por cursos organizados nos termos desta Resolução”. definindo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico. O § 2º do mesmo artigo ressalva “o direito de conclusão de cursos organizados com base no Parecer CFE nº 45. quaisquer que sejam. Essa referência básica deverá ser considerada tanto para o planejamento curricular dos cursos. aos alunos matriculados no período de transição”. que ficam revogadas todas as disposições em contrário. ao tratar da “organização da Educação Profissional de Nível Técnico” assim orienta as escolas e o sistema de ensino: .“ Os cursos de educação profissional de nível técnico. O artigo 19 da Resolução CNE/CEB nº 04/99 define que as novas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico entram em vigor na data da publicação da referida Resolução. deverão ter como referência básica no planejamento curricular o perfil do profissional que se deseja formar. A Resolução CNE/CEB nº 04/99 de 08/11/99. de 12 de janeiro de 1972.000379/2000-51 PARECER N. O § 1º do artigo 18 define que “no período de transição as escolas poderão oferecer aos seus alunos. também.

também. à luz das referidas diretrizes e centrados no compromisso com resultados de aprendizagem. que definiam mínimos profissionalizantes por habilitação técnica foi revogado. e considerado também que. planejamento. portanto. à devida apreciação dos órgãos competentes do seu sistema de ensino. habilitação profissional e especializações profissionais. da mesma matéria. ao mesmo tempo. de acordo com o artigo 13 da mesma Resolução. Todo o arcabouço legal representado pelo parecer CFE nº 45/72 e similares. 380 . Esses planos de curso. Espera-se que essas escolas preparem profissionais que tenham aprendido a aprender e a gerar autonomamente um conhecimento atualizado. em termos de qualificações profissionais. processos. utilização e avaliação de métodos. criativo e operativo. O artigo 6º da Resolução CNE/CEB nº 04/99 define com clareza qual é o entendimento a ser dado ao conceito de competência profissional. uma vez aprovados. A mudança. Este conjunto substitui e derroga o Parecer CFE nº 45/72 e atos normativos subseqüentes. com os quadros anexos àResolução. Não existe mais currículo mínimo pré-definido por habilitação profissional.. em uma leitura superficial das novas Diretrizes Curriculares Nacionais. integrarão Cadastro Nacional de Cursos de Educação Profissional de Nível Técnico e serão disponibilizados via Internet para os interessados. O que existe agora são diretrizes curriculares nacionais que orientam as escolas na elaboração de planos de curso coerentes com projetos pedagógicos das próprias escolas e comprometidos com perfis profissionais de conclusão definidos pela própria escola. e será o ponto de partida para o delineamento e a caracterização do perfil do profissional a ser definido pela escola. muito simples e muito complexas e exigentes. arranjos didáticos e modalidades de programação em função de resultados. o MEC organizará cadastro nacional de cursos de educação profissional de nível técnico. divulgados. No delineamento do perfil profissional de conclusão a escola utilizará dados e informações coletados e trabalhados por ela e. Para tanto. o qual deverá ficar claramente identificado no respectivo plano de curso. Elas supõem pesquisa. Não se trata.“Estas demandas em relação às escolas que oferecem educação técnica são. O artigo 1º da referida Resolução orienta as escolas quanto aos planos de curso que deverão ser submetidos pelas mesmas. considerado o itinerário de profissionalização definido pela escola. de acordo com o artigo 5º da mesma. via Internet.“ O planejamento dos cursos deve contar com a efetiva participação dos docentes eter presente estas diretrizes curriculares nacionais. em termos de desenvolvimento de competências profissionais. conteúdos programáticos. Esse entendimento é essencial na orientação dos novos currículos para a educação profissional de nível técnico. portanto. é mais radical do que pode parecer à primeira vista. com os referenciais curriculares por área profissional e com os planos de curso já aprovados para outros estabelecimentos. “a educação profissional de nível técnico será organizada por áreas profissionais”. inovador. que incorpore as mais recentes contribuições científicas e tecnológicas das diferentes áreas do saber”. determinando a correspondente organização curricular. e os referenciais por área profissional definidos e divulgados pelo MEC. específico para registro e divulgação dos mesmos em âmbito nacional” . pelo MEC. de mera adequação curricular ou de mera mudança ou substituição de quadros curriculares.

07 de novembro de 2000. no corrente ano de 2000. Os referenciais curriculares nacionais por área profissional só recentemente foram disponibilizados pelo Ministério da Educação. Vários Conselhos Estaduais de Educação só mais recentemente disciplinaram a matéria no âmbito dos respectivos sistemas de ensino. como determinam os artigos 12 e 13 da Lei Federal nº 9394/96 e como orientam as novas Diretrizes Curriculares Nacionais. corretamente. seus respectivos Conselhos Regionais. a extensão do período de transição previsto pelo artigo 18 da Resolução CNE/CEB nº 04/99. em conseqüência. As escolas ainda estão encontrando dificuldades na conclusão dos novos planos de curso que superem o estágio de simples e mera adaptação ou reorganização curricular. proponho à aprovação da Câmara de Educação Básica o anexo Projeto de Resolução.Todos os que trabalharam arduamente. Brasília(DF). Nestes termos. Todos estão tomando consciência de que se trata de uma nova organização da Educação Profissional de Nível Técnico. Conselheiro Francisco Aparecido Cordão – Relator II – DECISÃO DA CÂMARA A Câmara de Educação Básica aprova por unanimidade o voto do Relator. nos termos aprovados pelas novas diretrizes curriculares nacionais. por exemplo. Currículos realmente inovadores foram organizados. em 07 de novembro de 2000 Conselheiro Francisco Aparecido Cordão – Presidente 381 . na organização desta nova educação profissional de nível técnico sentiram as reais dificuldades para o cumprimento dessa tarefa.Outros. em especial em relação aos conselhos de fiscalização do exercício profissional no tocante às habilitações profissionais que se referem a profissões regulamentadas por lei. preservado o pleno direito da imediata implantação da nova sistemática por parte de todas as escolas que tiverem condições de faze-las. Este assunto específico está sendo detalhadamente examinado e será objeto de parecer da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação em futuro próximo. na prática. na prática. Sala das Sessões. O assunto foi excessivamente debatido pela Câmara de Educação Básica nesses últimos dois meses e a decisão unânime é no sentido da prorrogação do prazo final previsto pelo artigo 18 da Resolução CNE/CEB nº 04/99 até o final do ano de 2001. solicitaram à esta Câmara o estudo da possibilidade de extensão do período de transição para as escolas que encontrarem maiores dificuldades na tarefa de transformar os seus antigos cursos organizados nos termos do Parecer CFE nº45/72 e similares. com efetiva partic ipação dos docentes. como. Entretanto. com vistas à sua implantação no início do ano de 2001. o período de transição. mostrou-se insuficiente para que todas as escolas pudessem ter seus planos de curso devidamente elaborados e respectivamente aprovados pelo respectivo sistema de ensino. Neste ano de transição foram conseguidos avanços consideráveis. Algumas arestas ainda precisam ser aparadas.Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia e. em novos cursos organizados por área profissional. Alguns Conselhos Estaduais de Educação equivocadamente criaram alternativas próprias para promover. a equivocada interpretação dada à matéria pelo CONTER . principalmente em relação a cursos antes inexistentes.

394. revogadas as disposições em contrário. homologado pelo Senhor Ministro da Educação em. de 20 de dezembro de 1961.Esta Resolução entra em vigor .RESOLVE: Artigo 1º . e com fundamento no Parecer CNE/CEB 33/2000. Francisco Aparecido Cordão Presidente da Câmara de Educação Básica PARECER 436/2001/CES/CNE INTERESSADO: Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação UF: DF 382 ...024. como período de transição para a implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Técnico.. Artigo 2º ..na data de sua publicação. de 20 de dezembro de 1996 e no Decreto Federal 2. com a redação dada pela Lei 9.131.Conselheiro Raquel Figueiredo Alessandri Teixeira – Vice-Presidente PROJETO DE RESOLUÇÃO O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. e de conformidade com o disposto na alínea “c” do § 1º do artigo 9º da Lei 4. de 08 de dezembro de 1999.fica prorrogado para o dia 31 de dezembro de 2001 o prazo final definido pelo artigo 18 da Resolução CNE/CEB nº 04/99. nos artigos 39 a 42 e no § 2º do artigo 36 da Lei 9.208. de 17 de abril de 1997.. de 25 de novembro de 1995.. no uso de suas atribuições legais.

qualificação profissional de técnicos e educação continuada para atualização. as novas formas de organização e gestão modificaram estruturalmente o mundo do trabalho. especialização e requalificação. apresenta à Câmara de Educação Superior as seguintes considerações: A educação para o trabalho não tem sido convenientemente tratada pela sociedade brasileira que. Como resposta a este desafio. sim. a ser concebida não mais como simples instrumento de política assistencialista ou linear ajustamento às demandas do mercado de trabalho. Impõe-se a superação do enfoque tradicional da formação profissional 383 .Superior ASSUNTO: Cursos Superiores de Tecnologia – Formação de Tecnólogos RELATOR(A): Carlos Alberto Serpa de Oliveira. A partir de então. A educação profissional passou.000106/2001-98 PARECER : COLEGIADO: APROVADO EM: CNE/CES 436/2001 CES 02/04/2001 I . colocando-a fora da ótica do direito à educação e ao trabalho. educação profissional básica.º(S): 23001. então. mas. em sua tradição. aperfeiçoamento. a requerer sólida base de educação geral para todos os trabalhadores. atendendo a novas áreas e elevando os níveis de qualidade de oferta. Ruy Leite Berger Filho e seus assessores Paulo de Tarso Costa Henriques e Vítor José Brum. assim. como importante estratégia para que os cidadãos tenham efetivo acesso às conquistas científicas e tecnológicas da sociedade. a formação profissional limitava-se ao treinamento para a produção em série e padronizada. Carlos Alberto Serpa de Oliveira (Relator) e Antonio MacDowel de Figueiredo. conforme indicam estudos referentes ao impacto das novas tecnologias cresce a exigência de profissionais polivalentes. capazes de interagir em situações novas e em constante mutação. Um novo cenário econômico e produtivo se estabeleceu com o desenvolvimento e emprego de tecnologias complexas agregadas à produção e à prestação de serviços e pela crescente internacionalização das relações econômicas. após sucessivas reuniões durante as quais ouviu o Senhor Secretário de Educação Média e Tecnológica do MEC.RELATÓRIO: A Comissão instituída pela Câmara de Educação Superior para analisar os Cursos Superiores de Tecnologia que conduzem a diplomas de Tecnólogos integrada pelos Conselheiros Vilma de Mendonça Figueiredo (Presidente). não lhe vem conferindo caráter universal. escolas e instituições de educação profissional buscaram diversificar programas e cursos profissionais. Passou-se. Além disso. Até a década de 80. Antonio MacDowell de Figueiredo e Vilma de Mendonça Figueiredo PROCESSO(S) N.

de maneira adequada. em instituições especializadas ou no ambiente de trabalho. 37 e 38 da LDB). além do domínio operacional de um determinado fazer. articulados com a Lei 8948/94. inclusive os de caráter supletivo (Art. Entretanto. seus interesses. A educação profissional requer. (Art. O Decreto nº 2208 de 17/4/97. reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos (Art. capacitando jovens e adultos com conhecimentos e habilidades gerais e específicas para o exercício das atividades produtivas. A legislação favorece e estimula ainda que o trabalhador. consideradas as suas características. A regulamentação desses preceitos da Lei 9394/96. • especializar. atenta a estas questões. Assim a educação profissional é concebida como integrada às diferentes formas de educação.baseado apenas na preparação para a execução de um determinado conjunto de tarefas.39 LDB). médio e superior. O conhecimento adquirido. O Decreto 2208/97 fixa os objetivos da educação profissional: • promover a transição entre a escola e o mundo do trabalho. sejam assegurados. superior e de pós-graduação. Ela é acessível ao aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental. aperfeiçoar e atualizar o trabalhador em seus conhecimentos tecnológicos. inclusive no trabalho. condições de vida e de trabalho. desenvolvendo-se em articulação com o ensino regular ou por diferentes formas de educação continuada. poderá ser objeto de avaliação. ao trabalho. (Parágrafo único – Art. à ciência e à tecnologia. bem como ao trabalhador em geral. com escolaridade correspondente aos níveis médio. a compreensão global do processo produtivo. que dispõe sobre a instituição do Sistema de Ensino Nacional de Educação Tecnológica. com a apreensão do saber tecnológico. tenha oportunidades educacionais apropriadas. tem sido feita por variada hierarquia de Leis. uma análise acurada dessas regulamentações revela incongruências que precisam ser superadas no mais breve prazo para que os avanços decorrentes da ação coordenadora e reguladora da União. (Art. a valorização da cultura do trabalho e a mobilização dos valores necessários à tomada de decisões. jovem ou adulto. trata. apropriada. moderna e inovadora. • proporcionar a formação de profissionais aptos a exercerem atividades específicas no trabalho. Decretos e Portarias Ministeriais. 41 – LDB). a Lei 9394/96 regulamentam a educação profissional prevista nos artigos 39 a 42 da Lei 9394/96. 384 . a questão da educação profissional. conduzindo ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. jovem ou adulto que. 39 – LDB). 40 – LDB). no âmbito da educação superior. na idade própria não pode efetuar estudos. A nova LDB – a Lei 9394/96. mediante cursos e exames.

Vale. oferecendo mecanismos para a educação continuada.oferta de educação profissional. VII .utilização compartilhada dos laboratórios e dos recursos humanos pelos diferentes níveis e modalidades de ensino. II .realização de pesquisas aplicadas e prestação de serviços. O Decreto nº 2406 de 27/11/97. Suas características básicas são. define que os Centros de Educação Tecnológica se constituem em modalidade de instituições especializadas de educação profissional nele previstas. à ciência e à tecnologia. ao regulamentar a Lei no 8948/94 em consonância com o Art.atuação prioritária na área tecnológica. Tais Centros têm por finalidade formar e qualificar profissionais nos vários níveis e modalidades de ensino. com qualquer nível de escolaridade.oferta de formação especializada. o Decreto 2208/97 prevê em seu Artigo 3º. Tais cursos de nível superior. reprofissionalizar e atualizar jovens e adultos trabalhadores. nos diversos setores da economia. destinados a egressos do ensino médio e técnico. no ensino. levando em conta o avanço do conhecimento tecnológico e a incorporação crescente de novos métodos e processos de produção e distribuição de bens e serviços. da teoria com a prática. ressaltar que todas as modalidades de cursos superiores previstos no Art. Não obstante. educação profissional em nível tecnológico.conjugação. abrangendo áreas de especializadas e conferirão diploma de Tecnólogo. 40 da Lei 9394/96. levando em consideração as tendências do setor produtivo e do desenvolvimento tecnológico.integração efetiva da educação profissional aos diferentes níveis e modalidades de ensino. prevê ainda o Decreto. correspondentes à educação profissional de nível tecnológico. deverão ser estruturados para atender aos diversos setores da economia. V . visando a sua inserção e melhor desempenho no exercício do trabalho. (o grifo é nosso). VI . IV . no entanto. correspondente a cursos de nível superior na área tecnológica. em estreita articulação com os setores produtivos e a sociedade. produtos e serviços.• qualificar. ao trabalho.oferta de ensino superior tecnológico diferenciado das demais formas de ensino superior. para os diversos setores da economia e realizar pesquisa e desenvolvimento tecnológico de novos processos. por sua vez. 385 . 44 da Lei 9394/96 podem ter características profissionalizantes. III . conforme o artigo 3º: “I . VIII .

dever-se-ia definir em qual modalidade de ensino superior se integravam os cursos de natureza tecnológica. 4º). integrando os diferentes níveis e modalidades de ensino.ministrar ensino técnico. II .IX . XII .desenvolvimento do processo educacional que favoreça.” (Decreto 2406 – Art.desenvolvimento da atividade docente estruturada. segundo o que prevê o artigo 4º.ministrar ensino médio.integração das ações educacionais com as expectativas da sociedade e as tendências do setor produtivo. têm por objetivos: “I . racional e adequada às suas peculiaridades e objetivos. V . Assim é que. a transformação do conhecimento em bens e serviços. e estendendo seus benefícios à comunidade.ministrar ensino superior. bem como programas especiais de formação pedagógica. Assim é que as antigas Escolas Técnicas Federais. de 386 . por diferentes mecanismos. III . ao adotar o modelo previsto nos artigos 2º.oferecer educação continuada. em primeiro lugar. consolidou a Portaria Ministerial nº 647. X . o aperfeiçoamento e a especialização de profissionais na área tecnológica. visando a atualização. IV .ministrar cursos de formação de professores e especialistas. efetivando-se a implantação dos Centros de Educação Tecnológica mediante decreto individualizado para cada um.realizar pesquisa aplicada. os Centros de Educação Tecnológica. de modo permanente. observada a qualificação exigida em cada caso.ministrar cursos de qualificação.estrutura organizacional flexível.6º – Decreto 2406). criadas pela Lei nº 3552. estimulando o desenvolvimento de soluções tecnológicas. VI . visando a formação de profissionais e especialistas na área tecnológica. VII . para os diferentes setores da economia. em beneficio da sociedade. Ocorre que a União. XI . nomeados como de Tecnólogos pelo Decreto 2208/97. 3º e 4º do Decreto 2406 (Art. de 14/05/97 e criou legislação específica que concede ao Ministro de Estado de Educação a competência para aprová-los. O Artigo 5º do Decreto 2406/97 fixou originalmente que a autorização e o reconhecimento de cursos das instituições privadas constituídas como Centros de Educação Tecnológica far-se-iam segundo a legislação vigente para cada nível e modalidade de ensino. requalificação e reprofissionalização e outros de nível básico da educação profissional. destinado a proporcionar habilitação profissional. de 16/02/59 e pela Lei nº 8670.” Observadas estas características. para as disciplinas de educação científica e tecnológica. de forma criativa.

O entendimento de que o nível tecnológico constitui curso de nível superior é reafirmado. ao Ministro de Estado de Educação. Neste Decreto. considerando o disposto na Lei 9131/95. nos termos do Decreto nº 2306/97 . definidos no Decreto 2208/97. em 19/12/97. este último de nível superior. 2º e 9º da Lei 8948/94. o Art. regulando assim a criação de novas unidades de ensino por parte da União e revogando os Artigos 1º. a Portaria Ministerial 2267/97. Em 27/05/98. acessível aos egressos do ensino médio. Seu parágrafo único. no entanto. bem como aqueles de educação profissional de nível técnico já autorizados pelos respectivos sistemas de ensino. em 13/12/97. pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação.30/06/93. O Decreto nº 2406/97 autorizou ainda as Escolas Agrotécnicas Federais a também se transformarem em Centros Federais de Educação Tecnológica. técnico e tecnológico da Educação Profissional. mantém o previsto no Decreto 2406/97. sob a forma de projeto. na Lei 9394/96 e no Decreto 2406/97. (os grifos são nossos). foram transformadas pela Lei nº 8948. que dispõe sobre o credenciamento de Centros de Educação Tecnológica e sobre autorização de cursos de nível tecnológico de educação profissional. integra-se à educação superior e regula-se pela legislação referente a esse nível de ensino. quando escreve que a “educação profissional tecnológica. por acréscimo de novos parágrafos. técnico e tecnológico. O credenciamento dos Centros de Educação Tecnológica se dará com o ato de 387 . o Artigo 3º da Lei 8948/94. homologado em 14/01/98 pelo Senhor Ministro de Estado de Educação. ao dizer que “a criação de cursos nos Centros Federais de Educação Tecnológica fica condicionada às condições previstas nos parágrafos 1º e 2º do Artigo 8º do Decreto nº 2406/97”. 8º dispõe que os Centros Federais de Educação Tecnológica gozarão de autonomia para a criação de cursos e ampliação de vagas nos níveis básico. Em 25/11/99. ao aprovar o Parecer nº 17/97. que estabeleceu diretrizes para a elaboração do projeto institucional para implantação dos Centros Federais de Educação Tecnológica. Esta Portaria determinou que as instituições interessadas em credenciar-se como Centros de Educação Tecnológica deverão dirigir sua solicitação. cuja implantação. onde deverá constar o elenco de cursos que pretendem implantar.” (os grifos são nossos). é aprovada a Lei 9649 que altera. As demais modalidades de cursos superiores e de pós-graduação continuaram a depender de autorização específica. após aprovação de projeto institucional de cada antiga escola pelo Ministro de Estado. em Centros Federais de Educação Tecnológica. o Ministro de Estado de Educação baixou a Portaria Ministerial 1647/99.” Entretanto. passou a se dar por Decreto Presidencial específico. de 08/12/94. ressalta novamente em seu Artigo 3º que “ os Centros Federais de Educação Tecnológica gozarão de autonomia para criação e ampliação de vagas nos cursos de nível básico. nas condições nele fixadas. nos termos do decreto 2208/97.

e indicado expressamente no ato de autorização. cabendo ao Conselho Nacional de Educação a deliberação sobre o assunto que será submetido à homologação do Ministro de Estado de Educação. a Portaria 1647/99. Já o Decreto 3462/00. se bem que restrita às mesmas áreas de cursos tecnológicos que passaram por processo de reconhecimento.1º § 2º) A Portaria define ainda os elementos que deverão constar obrigatoriamente da solicitação referente à mantenedora.” (Art. que passou a vigorar com a redação nos seguintes termos: “ Art.” Mas o processo de reconhecimento dos cursos oferecidos continua a vigorar tanto que. reformulando o artigo 8º do Decreto 2406/97. A Portaria 1647/99 quis assim estender também aos demais Centros de Educação Tecnológica. projeto para reconhecimento dos referidos cursos.A abertura de novos cursos de nível tecnológico de educação profissional. E acrescenta em dois parágrafos: “ § 1º . descrevendo inclusive a maneira de realizá-la. ao projeto para cada curso proposto. transformados na forma do disposto no artigo 3º da Lei 8943 de 1994. § 2º . nos prazos estabelecidos no artigo anterior. independente de autorização prévia. à instituição. Após definir prazos e ritos para o reconhecimento dos cursos. inclusive aos privados. gozarão de autonomia para a criação de cursos e ampliação de vagas nos níveis básico. devendo a instituição encaminhar.” (os grifos são nossos). (Art. 15) (os grifos são nossos). de certa forma retira esta condição.” Esclarece ainda a Portaria 1647/99 que os cursos de que ela trata “serão autorizados a funcionar em um campus determinado especificado no projeto. 8º . nas áreas em que a instituição ainda não tiver cursos reconhecidos. pessoa física e jurídica. já concedida pelo Decreto 2406/97 aos Centros Federais de Educação Tecnológica. de ensino mantida. de 17/05/2000.autorização de funcionamento dos cursos de educação profissional de nível tecnológico elencados e aprovados no projeto referido. em 12/01/2001. bem como para implantação de cursos de formação de professores para as disciplinas científicas e tecnológicas do Ensino Médio e da Educação Profissional. nas mesmas áreas profissionais daquelas já reconhecidas. cometendo à Secretaria de Educação Média e Tecnológica – SEMTEC/MEC a responsabilidade pela análise do projeto. alguma forma de autonomia. o Ministro de Estado de Educação baixou 388 . em seu Artigo 14.Os Centros Federais de Educação Tecnológica. prevê que “as instituições credenciadas poderão abrir novos cursos de nível tecnológico de educação profissional. depende da autorização de funcionamento na forma desta Portaria. formalizando tal ato por meio de comunicação à SEMTEC/MEC. técnico e tecnológico da Educação Profissional.Os Centros de Educação Tecnológica terão a prerrogativa de suspender ou reduzir a oferta de vagas em seus cursos de nível tecnológico de educação profissional de modo a adequá-la às necessidades do mercado de trabalho.

1º . que regulamenta a Lei 8948. entre os previstos no artigo 44 da LDB.O art. ao alterar a redação do Decreto 2406. à Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação definir em que modalidade de curso superior. Os Centros de Educação Tecnológica parecem ser uma sólida e instigante estrutura institucional para abrigar e desenvolver a educação tecnológica. de 08/12/94. no sistema federal de ensino. especialmente para os cursos que conduzem a diploma de Tecnólogo. ao mesmo tempo em que nos permitiremos algumas considerações sobre a autorização e reconhecimento de tais cursos de formação de tecnólogos. o Decreto Presidencial nº 3741/2001. Entretanto. atender às necessidades operacionais da SEMTEC/MEC e dos Sistemas de ensino. Impõe-se.Portaria Ministerial 064/2001 que define os procedimentos para reconhecimento de cursos/habilitações de nível tecnológico da educação profissional (cursos superiores de tecnologia) e sua renovação. 5º de Decreto 2406. de 27/11/97. Serão eles cursos de graduação ou cursos seqüenciais? São estas as questões que procuraremos responder. portanto. a serem apreciadas pelo Conselho Nacional de Educação segundo as normas em vigor. passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único: “Parágrafo único – Os Centros de Educação Tecnológica privados.” (os grifos são nossos).VOTO DO (A) RELATOR (A): Os cursos superiores de tecnologia parecem ressurgir como uma das principais respostas do setor educacional às necessidades e demandas da sociedade brasileira. poderão oferecer novos cursos de nível tecnológico de educação profissional nas mesmas áreas profissionais daqueles já regularmente autorizados. infringe tanto a LDB como a Lei 9131/95. determinando: “ Art. melhor se enquadram os de cursos de formação de tecnólogos. independentemente de qualquer autorização prévia. orientando também aos que pretenderem ingressar em cursos superiores de educação tecnológica. Achamos que com isso poderemos dar respostas às indagações e dúvidas das instituições. cometendo à Secretaria de Educação Média e Tecnológica – SEMTEC/MEC a responsabilidade de análise das solicitações e estabelecendo normas operativas semelhantes as de reconhecimento dos cursos de graduação. . Entretanto. apresentando-se com características bastante interessantes para o ensino superior tecnológico. a revisão imediata da legislação em vigor de modo a dar-lhe a necessária coerência ao mesmo tempo em que estabelece mecanismos que assegurem o acompanhamento da melhoria da qualidade da formação oferecida II . Há também que se levantar algumas questões relativas aos Centros de Educação Tecnológica e à autonomia que se pretendeu a eles conceder. 389 . de 27 de novembro de 1997. cabe. em 31/12/2001. certamente.

65% eram no setor secundário. onde estão alojados os cursos superiores de tecnologia. de outras modalidades. Em 1979. nem sempre por vocação. 14%. vem experimentando crescimento substancial desde então. o país contava com 250 cursos superiores de tecnologia. Em 1995. As primeiras experiências de cursos superiores de tecnologia (engenharias de operação e cursos de formação de tecnólogos. 7%. Em 1980. em São Paulo. os cursos de engenharia de operação foram extintos em 1977. Enquanto os cursos de formação de tecnólogos passaram por uma fase de crescimento durante os anos 70. Destes. no final dos anos 60 e início dos 70. sendo o MEC responsável pela criação da grande maioria deles. 53 instituições de ensino ofertavam cursos superiores de tecnologia (nova denominação a partir de 1980) sendo aproximadamente 60% pertencentes ao setor privado. Neste ano. 24% de 25 a 34 anos. no âmbito do sistema federal de ensino e do setor privado e público. O volume de processos nos quais é solicitada autorização para oferta de cursos superiores de tecnologia e os dados do censo do ensino superior indicam que há demanda substancial por oferta de cursos superiores de tecnologia. A partir dos anos 80.Os cursos superiores de tecnologia. 32% eram de Processamento de Dados. Os cursos superiores de tecnologia. Existiam 70 modalidades diferentes sendo ofertadas em todas as áreas profissionais. Em 1988. de Secretariado Executivo. muitos desses cursos foram extintos no setor público e o crescimento de sua oferta passou a ser feita através de instituições privadas. de Turismo. Nasceram apoiados em necessidades do mercado e respaldados pela Lei 4024/61 e por legislação subseqüente. em 2000). 390 . 5%. visando futura transformação em universidade. de Zootecnia e 31%. 6% com 35 anos ou mais). 11%. A educação profissional de nível tecnológico. 24%. o MEC mudou sua política de estímulo à criação de cursos de formação de tecnólogos nas instituições públicas federais. sendo pós-médios. os primeiros eram 138 (46% no secundário. o Brasil dispunha de 554 cursos superiores de tecnologia. de Análise de Sistemas. no setor primário e os 11% restantes . 33% no terciário e 21% no setor primário). com 104 mil alunos (70% até 24 anos. para o seu acesso a conclusão do ensino médio ou equivalente. apesar de representar apenas 5% das matrículas dos cursos de graduação (dados de 1998). Dos 108 cursos ofertados então. têm sua origem nos anos 60. exigiriam apenas. ambos com três anos de duração) surgiram. no setor terciário. mas para aumentar o número de cursos superiores oferecidos. a princípio. ainda que com outra nomenclatura. na sua maioria ofertados pelo setor privado – mais da metade na área da computação . Com o rápido crescimento do número de alunos cursando e concluindo o ensino médio e com as constantes mudanças verificadas no mundo do trabalho. aumenta a demanda pela oferta da educação pós-média superior ou não. cursos estes que deviam primar pela sintonia com o mercado e o desenvolvimento tecnológico. o que é pouco se comparado com os EUA (quase 50%.

pesquisa aplicada e inovação tecnológica e a difusão de tecnologias. Com efeito. colocam esses cursos em uma excelente perspectiva de atualização. ao mesmo tempo que abre novas possibilidades de formação em torno de eixos determinados. portadores de diploma de Tecnólogo. de forma plena e inovadora atividades em uma determinada área profissional e deve ter formação específica para: a) aplicação. porém cada vez mais presentes nos cursos de graduação. O perfil deste curso superior de tecnologia. atendendo assim ao interesse da juventude em dispor de credencial para o mercado de trabalho. podendo ser especializado em segmentos de determinada área. a possibilidade de obtenção de certificados após cada módulo ou conjunto de módulos favorecendo a diversificação ou aprofundamento da qualificação profissional multiplica as possibilidades de acesso ou continuidade no desenvolvimento de atividades no setor produtivo. essa formação deverá manter as suas competências em sintonia com o mundo do trabalho e ser desenvolvida de modo a ser especializada em segmentos (modalidades) de uma determinada área profissional. principalmente quando estruturado em módulos. Além disso. Ensino Técnico e de matriculados e egressos do ensino superior. pós-graduação e seqüenciais de destinação específica ou de complementação de estudos. abrange a todos os setores da economia (Anexo A) e destina-se a egressos do Ensino Médio. característica também inerente aos cursos seqüenciais. particularmente a sua forma modular. desenvolvimento. sintonizadas com o mundo do trabalho.podendo os seus egressos. essa permanente ligação com o meio produtivo e com as necessidades da sociedade. b) gestão de processos de produção de bens e serviços. Tais características. de solidez da formação básica aliadas à rapidez no atendimento às mutações das necessidades do mercado e às possibilidades de verticalização. tal como já ocorre com os cursos seqüenciais de formação específica de destinação coletiva. 391 . Ao mesmo tempo. tornando-se um potencial de sucesso. aprofundamento em áreas profissionais específicas. de duração variável. dar prosseguimento de estudos em outros cursos e programas de educação superior. renovação e auto-reestruturação. como os de graduação. Estas características somadas à possibilidade de terem duração mais reduzida das que os cursos de graduação. aproximam mais os cursos de nível tecnológico aos cursos superiores seqüenciais. e c) o desenvolvimento da capacidade empreendedora. podem conferir a estes cursos uma grande atratividade. Este profissional deve estar apto a desenvolver.

por considerar este relator. devem atuar principalmente a esse nível de formação profissional. para dar parecer sobre a proposta de diretrizes curriculares nacionais para a educação profissional de nível tecnológico. de maneira integrada. poderiam ser classificados tanto como Cursos Superiores Seqüenciais de Formação específica quanto como Cursos de Graduação. Equipamentos. rompendo com a antiga e retrograda segmentação. Quanto à sua duração.Assim. capacitando o estudante a desempenhar determinadas atividades específicas no mundo do trabalho. somos de parecer que os Cursos Superiores de Tecnologia. Os indivíduos. Protótipos. inerente a esse curso. No Anexo A. serem idéias indispensáveis à classificação dos cursos superiores de tecnologia entre as modalidades dos cursos superiores previstos no Art. mas terá de estar incluída na duração limite. Produção Artística. Desenvolvimento de Instrumentos. podendo ser desenvolvido sob a forma de Monografia. também o aproximará dos cursos seqüenciais. entre outros. como sabemos. identificamos. a critério da instituição ofertante. 392 . as áreas profissionais e suas respectivas durações mínimas em horas. 44 da LDB. isto é. Para a concessão de diploma poderia ser opcional a apresentação de trabalho de conclusão de curso. às competências adquiridas por outras formas. A conclusão do curso. os cursos de formação de tecnólogos ou cursos superiores de tecnologia poderão comportar variadas temporariedades. nos Cursos Superiores e mesmo no Trabalho. poderá a duração ser estendida em até 50% da carga horária mínima. por sua natureza e características. a aquisição da totalidade das competências de uma dada modalidade. por área profissional. conferirá um diploma de Curso Superior de Tecnologia (Tecnólogo). ainda que o curso possa apontar para uma carga horária definida para cada modalidade. constituída no nível de Conselho Pleno. Análise de Casos. A critério das instituições ofertantes. poderá corresponder um certificado intermediário. a duração do mesmo não poderá ser contabilizada na duração mínima. Por essas razões. Performance. Isto nos leva aos conceitos de áreas do saber mais amplas e mais condizentes que as áreas do conhecimento. Projeto. com auxílio da documentação da SEMTEC/MEC. Estas considerações aqui desenvolvidas que deverão ser mais profundamente abordadas pela Comissão Mista de Conselheiros da Câmara de Educação Básica e da Câmara de Educação Superior. foram nomeadas neste parecer. às competências constituídas no ensino médio. a especialização não deve intimidar a interdisciplinariedade que o mundo moderno está a exigir e que. à metodologia utilizada. Vale de novo destacar que a um dado conjunto articulado de competências. No caso do plano de curso prever a realização de estágio. de acordo com a natureza da área profissional e os fins do curso. condicionadas ao perfil da conclusão que se pretenda. como nos Cursos Técnicos.

além de extrema sintonia com o mundo do trabalho. cuja legislação e processualística encontram-se consolidadas não se devendo abrir qualquer tipo de exceção. cujo acesso se fará. aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação. à gestão de processos de produção de bens e serviços e ao desenvolvimento de capacidade empreendedora. Isto implica. no gozo das atribuições da autonomia. Faculdades Integradas e Isoladas e Institutos Superiores e serão objeto de processos de autorização e reconhecimento. a necessidade dos Cursos Superiores de Tecnologia conduzirem à aplicação. Trata-se portanto. Sua denominação seria a de Cursos Superiores de Tecnologia. que os cursos superiores de tecnologia devam ter vinculação obrigatória a cursos de graduação pré-existentes na instituição e muito menos que a criação dos mesmos se subordine à existência de curso de graduação reconhecido anteriormente. esta decisão em algumas premissas que os distingam dos demais cursos de graduação existentes. o que obviamente também não se aplica aos Cursos Seqüenciais de Formação específica. conduzindo a diplomas de Tecnólogos. Somos. também. As Universidades e Centros Universitários.No entanto. a indispensável verticalização e aproveitamento de competências adquiridas até no trabalho e em formação de nível anterior. através de processo seletivo semelhante aos dos demais cursos de graduação. Por outro lado. Os cursos superiores de tecnologia podem ser ministrados por Universidades. Centros de Educação Tecnológica. Centros Universitários. desde logo. no entanto. o que à luz da legislação vigente. sua autonomia e dos processos de autorização e reconhecimento dos Cursos Superiores de Tecnologia nele ministrados. portanto. Parece-nos bastante claro que os Cursos Superiores de Tecnologia obedeçam a Diretrizes Curriculares Nacionais. de um curso de graduação com características especiais. subordinados a Diretrizes Curriculares Nacionais a serem aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação. também nos conduz a considerá-los como cursos de graduação. na forma da legislação em vigor. 393 . Não nos parece. a nosso ver. 90 da LDB. no entanto. pesquisa aplicada e inovação tecnológica. certamente nos afasta da possibilidade de os considerarmos como cursos seqüenciais. consideremos os Cursos Superiores de Tecnologia como Cursos de Graduação. importando. de parecer que. à luz do Art. torna-os claramente distintos de cursos seqüenciais de formação específica e mais assemelhados aos cursos de graduação. bem distinto dos tradicionais. a análise da questão dos Centros de Educação Tecnológica. desenvolvimento. poderão criá-los livremente. pois tais características não são obrigatoriamente inerentes aos cursos superiores e as situam muito melhor como cursos de graduação.

o Decreto 2406/97. também. portanto. ao estender a autonomia para os Centros Federais de Educação Tecnológica. a suspensão de seu funcionamento. como prevê o Art. 8o do mesmo Decreto 2406/97. A atribuição de suspensão e diminuição das vagas de cursos de nível tecnológico é concedida pelo Parágrafo 2o deste Artigo aos Centros de Educação Tecnológica. 54 da Lei de Diretrizes e Bases que afirma que “atribuições de autonomia universitária poderão ser estendidas a instituições que comprovam alta qualificação para o ensino ou para pesquisa. Essa extensão está prevista no Parágrafo 2o do Art. técnico e tecnológico de Ensino Profissional. como já vimos. Isto implica em avaliação periódica dos cursos superiores de tecnologia com vista ao seu reconhecimento e. o aumento e diminuição de suas vagas e. legalmente. devendo a instituição encaminhar. Ressalte-se. quando então sua implantação se daria por Decreto Presidencial específico. já avaliados. Em 17/05/2000. que somos contrários ao credenciamento de faculdades ou institutos de nível superior que nasçam com a autorização de seu primeiro curso. e. com base em avaliação procedida pelo Poder Público”. (o grifo é nosso) condicionando-as às condições previstas nos Parágrafos 1o e 2o do Art. Todos os demais cursos de nível tecnológico dependerão de autorização (Parágrafo 1o do mesmo artigo). à renovação do recredenciamento da instituição como Centro de Educação Tecnológica. inclusive. quando este for curso superior de tecnologia. projeto para reconhecimento dos referidos cursos. pois julgamos que o credenciamento inicial dever ser por um prazo de 5 (cinco) anos. a ser aprovado pelo Ministro de Estado de Educação. Ora. nos prazos estabelecidos no artigo anterior. pretende também contemplar os Centros privados de Educação Tecnológica com atribuições de autonomia. abrangendo as atribuições de criação de cursos e ampliação de vagas no nível básico. bem assim.Aos Centros de Educação Tecnológica pretendeu-se estender algumas atribuições da autonomia. que essa extensão foi legalmente concedida aos Centros Federais. como a de livre criação de cursos superiores de tecnologia. então. também legalmente concedida. (o grifo é nosso). estendeu aos Centros Federais de Educação Tecnológica a faculdade de implantar cursos de formação de professores para as disciplinas científicas e tecnológicas do Ensino Médio e da Educação Profissional. nas mesmas áreas profissionais daqueles já reconhecidos (e. Mais adiante a Portaria Ministerial 1647/99 dispõe sobre o credenciamento de Centros de Educação Tecnológica em geral. também estabeleceu que sua transformação se daria após avaliação de seu projeto institucional de transformação. 394 . independentemente de autorização prévia. Esta extensão foi. o Decreto 3462. Este artigo concede autonomia para abrir novos cursos de nível tecnológico de educação profissional. a nosso ver. em seu Artigo 14. Conclui-se. 54 Parágrafo 2o da Lei de Diretrizes e Bases). porém. nos termos da Lei 8948/94.

para oferecerem cursos superiores de Tecnologia. Salvo melhor juízo. a nosso ver. pois ao dispensar o reconhecimento. cremos que o Decreto elaborou em equívoco. em nosso entender. Cremos ainda que devam ser adotadas por este Colegiado as normas de credenciamento. só o serão para funcionamento em um campus determinado. que autorizava a organização e o funcionamento de cursos profissionais superiores de curta duração nas Escolas Técnicas Federais. (o grifo é nosso). após o reconhecimento dos cursos superiores de tecnologia. direta ou indiretamente. O Decreto Presidencial 3741/2001. concedendo aos Centros de Educação Tecnológica privados. na forma da legislação consubstanciada nas Portarias Ministeriais 1647/99 e 064/2001. As prerrogativas de suspensão e diminuição das vagas de cursos de educação tecnológica. As Faculdades isoladas. introduzindo-se. tendo a Lei no 9394/96 revogado. modificando o Artigo 5o do Decreto 2406/97. acresceu o parágrafo único. razão pela qual achamos que deva ser recomendada sua revogação e adoção das normas da Portaria 1647/97 em nível de Decreto Presidencial. A prerrogativa de aumento de vagas. não podendo os Centros de Educação Tecnológica privados exercitá-la para os cursos apenas autorizados. na forma da Portaria Ministerial no 2267/97. transformarem-se em Centros de Educação Tecnológica. no entanto. independentemente de qualquer autorização prévia. 395 . 54 da Lei de Diretrizes e Bases. necessitarão sempre de autorização prévia. o Decreto-Lei no 547 de 18/04/1969. não é possível que escolas técnicas ministrem cursos superiores de tecnologia. As escolas técnicas e agrotécnicas federais não vinculadas a universidades que ainda ministrem cursos superiores de tecnologia devem. dos Centros de Educação Tecnológica e de autorização e reconhecimento dos cursos superiores de tecnologia. só poderá ser exercida.Imperioso é ainda destacar que. bastando que a instituição comunique tal fato à SEMTEC/MEC. especificado no ato de sua autorização. desde que o primeiro deles já tenha tido o reconhecimento. como enuncia o Parágrafo 2o do Art. algumas limitações à autonomia concedida. de 31/01/2001. quando autorizados. dispensou também qualquer avaliação prévia. podem ser exercitadas pelos Centros de Educação Tecnológica para todos os cursos de uma área profissional. a prerrogativa de criar novos cursos no nível tecnológico de educação profissional. Todos os cursos superiores de tecnologia. previstos na Portaria Ministerial 1647/99 e na Portaria Ministerial 064/2001. em flagrante oposição à Lei 9394/96. nas mesmas áreas profissionais daqueles já regularmente autorizados.

criados a partir do disposto na Lei no 8948/94 e na regulamentação contida no Decreto no 2406/97. poderão suspender e diminuir livremente as vagas de seus cursos superiores de tecnologia. após o reconhecimento dos mesmos. podem criá-los livremente. o qual será precedido por processo de avaliação. os Centros de Educação Tecnológica privados gozam das prerrogativas da autonomia para autorizar novos cursos superiores de tecnologia. os Cursos Superiores de Tecnologia serão objeto de avaliações periódicas com vistas ao seu reconhecimento. aumentar e diminuir suas vagas ou ainda suspendê-las. gozam de autonomia para criação de cursos e ampliação de vagas nos cursos superiores de tecnologia. a juízo das instituições que os ministrem. o credenciamento como Centro de Educação Tecnológica se fará pelo prazo de 3 (três) anos. com diferentes graus de abrangência de autonomia. os Centros de Educação Tecnológica privados que obtiverem autonomia só poderão aumentar vagas de seus cursos superiores de tecnologia. os Centros Federais de Educação Tecnológica. após o qual a instituição solicitará seu recredenciamento.Em suma. Obedecerão a Diretrizes Curriculares Nacionais a serem a aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação. faculdades isoladas e institutos superiores. faculdades integradas. nas mesmas áreas profissionais daqueles já reconhecidos. bem distintos dos tradicionais e cujo acesso se fará por processo seletivo. que será concedido pelo prazo máximo de 3 (três) anos. no gozo das atribuições de autonomia. nas mesmas áreas profissionais daqueles já reconhecidos. centros universitários. somos de parecer que: • os Cursos Superiores de Tecnologia são cursos de graduação com características especiais. • • • • • • • • • 396 . os Cursos Superiores de Tecnologia poderão ser ministrados por universidades. os Cursos Superiores de Tecnologia poderão igualmente ser ministrados por Centros de Educação Tecnológica públicos e privados. As universidades e centros universitários. os Centros de Educação Tecnológica privados que obtiverem esta autonomia. os Cursos Superiores de Tecnologia serão autorizados para funcionar apenas em campus previsto no ato de sua autorização.

Construção Civil 6.400 1.600 2. Brasília (DF). devem. em 02 de abril de 2001. deve ser revogado. acrescendo parágrafo único. Design 397 CARGA HORÁRIA MÍNIMA DE CADA MODALIDADE 2.600 1. necessitarão sempre de autorização prévia. as escolas técnicas e agrotécnicas federais não vinculadas a universidades que ministrem cursos superiores de tecnologia. Comunicação 5. faculdades isoladas e institutos superiores.• não será permitido o credenciamento de faculdades ou institutos superiores que nasçam com autorização de seu primeiro curso. Agropecuária 2. que modificou o artigo 5o do Decreto 2406/97. transformar-se em Centros de Educação Tecnológica. Sala das Sessões. 02 de abril de 2001 • Conselheiro Carlos Alberto Serpa de Oliveira – Relator Conselheira Vilma de Mendonça Figueiredo (Presidente) Conselheiro Antonio MacDowel de Figueiredo II – DECISÃO DA CÂMARA A Câmara de Educação Superior aprova por unanimidade o voto do(a) Relator(a). Artes 3. Comércio 4. quando este for curso superior de tecnologia.600 . colocandose o que dispõe o artigo 14 e seus parágrafos da Portaria 1647/99 em nível de novo Decreto Presidencial. na forma da legislação consubstanciadas nas Portarias 1647/99 e 064/2001. Este o nosso parecer.400 1. na forma da Portaria Ministerial no 2267/97.600 1. • • • o Decreto Presidencial 3741/2001 de 31/01/2001. a Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação adota por este parecer as normas de credenciamento dos Centros de Educação Tecnológica e de autorização e reconhecimento dos Cursos Superiores de Tecnologia previstos nas Portarias Ministeriais 1647/99 e 064/2001. as faculdades integradas. Conselheiro Roberto Cláudio Frota Bezerra – Presidente Conselheiro Arthur Roquete de Macedo – Vice-Presidente ANEXO A QUADRO DAS ÁREAS PROFISSIONAIS E CARGAS HORÁRIAS MÍNIMAS ÁREA PROFISSIONAL 1.

Química 16.000 1. cinema e outros. de idéias e de entretenimento. música. aquisição de bens ou serviços.400 2. venda. ÁREA PROFISSIONAL: COMÉRCIO Compreende atividades de planejamento. Transportes 20.000 2. de distribuição e de pós-venda. interpretação e utilização eficaz e estética. operação e controle. projetos. visando à qualidade e à sustentabilidade econômica. Informática 12. Geomática 8. Recursos pesqueiros 17 Saúde 18. 2. Meio ambiente 14. vegetal. ÁREA PROFISSIONAL: ARTES Compreende atividades de criação.600 1. A operação inclui: comunicação com o público.600 2. 3. CARACTERIZAÇÃO DAS ÁREAS PROFISSIONAIS 1. plástica). bem como pela sua preservação. As cargas horárias já estão adequadas ao Tecnólogo). sonoros. Turismo e hospitalidade 2. Mineração 15. Indústria 11.600 (Áreas e competências relativas aos cursos técnicos e extraídos da Resolução CED 04/99. O planejamento inclui: estudos. intermediação e atração de clientes.400 2. formatação. A produção artística caracteriza-se pela organização.000 1. arquitetura.600 1. de operação e de controle da comercialização (compra e venda) de bens e serviços. de armazenamento. escultura. ambiental e social. difusão e conservação de bens culturais. 398 . pintura. armazenamento e distribuição física de mercadorias. Destinam-se a informar e a promover a cultura e o lazer pelo teatro.400 1. ÁREA PROFISSIONAL: AGROPECUÁRIA Compreende atividades de produção animal. criação de linguagens (sonora. Lazer e desenvolvimento social 13. impressos. paisagística e agroindustrial.600 1. estruturadas e aplicadas de forma sistemática para atender as necessidades de organização e produção dos diversos segmentos da cadeia produtiva do agronegócio. Os processos de produção na área estão voltados para a geração de produtos visuais. Imagem pessoal 10. Telecomunicações 19.400 2. pós-venda em nível nacional e internacional. dança. O controle consiste no acompanhamento das operações de venda.400 2. cênica. desenvolvimento.7. circo. Gestão 9. como referência para discussão daquelas referentes aos cursos superiores de tecnologia.600 2. verbais e não verbais. audiovisuais.

ÁREA PROFISSIONAL: CONSTRUÇÃO CIVIL Compreende atividades de planejamento. editoração e publicidade. disseminação e gerenciamento de informações espaciais relacionadas com o ambiente e com os recursos terrestres. o mapeamento digital. 7. projeto. de idéias e de entretenimento. como o sensoriamento remoto. de forma isolada ou integrada. por instrumentos acoplados em embarcações ou instalados no solo. em diferentes propostas comunicativas. uma vez processados e manipulados com equipamentos e programas da tecnologia da informação. execução de obras e prestação de serviços. de informações. A produção define-se pela organização e formatação de mensagens a partir da análise de suas características frente às do público a ser atingido. aquisição. geram-se produtos que podem constituir mapas dos mais diversos tipos ou bases de dados de cadastros multifinalitários. integrando elementos como topografia. envolvendo a utilização eficaz e estética das linguagens sonora. 5. 6. em trabalhos realizados em rádio. O desenvolvimento de projetos implica na criação (pesquisa de linguagem. aeroportos. formal e funcional. ferrovias. no planejamento (identificação da viabilidade técnica. 8. leiautes. de maneira criativa e inovadora. ÁREA PROFISSIONAL: GESTÃO 399 . cartografia. acompanhamento e orientação técnica à execução e à manutenção de obras civis. em multimeios ou multimídia. otimizando os aspectos estético. adequando-os aos conceitos de informação e comunicação vigentes. ÁREA PROFISSIONAL: DESIGN Compreende o desenvolvimento de projetos de produtos. Abrange a utilização de técnicas e processos construtivos em escritórios. cinema. processos e meios de representação visual). e ajustando-os aos apelos mercadológicos e às necessidades do usuário. imagética ou impressa. como edifícios. de serviços. hidrografia. usinas. portos. armazenagem. Com dados coletados por sensores orbitais e aerotransportados. rodovias. econômica e funcional. ÁREA PROFISSIONAL: GEOMÁTICA Compreende atividades de produção. Inclui atividades de levantamento e mapeamento. armazenamento e distribuição ou difusão. ÁREA PROFISSIONAL: COMUNICAÇÃO Compreende atividades de produção. estilos. análise. com as novas tecnologias e os novos campos de aplicação. fotogrametria. com definição de especificidades e características) e na execução (confecção de desenhos. maquetes e protótipos. televisão. barragens e vias navegáveis. vídeo. ergonomia. os sistemas de informações geográficas e os sistemas de posicionamento por satélite. fotografia.4. gestão da produção e implantação do projeto). de ambientes internos e externos. embalagens. materiais. geodésia. agrimensura.

operação. madeira e mobiliário e artefatos de plástico. públicas ou privadas. manutenção. Com a crescente automação. ÁREA PROFISSIONAL: LAZER E DESENVOLVIMENTO SOCIAL 400 . Os discretos. projeto. No caso do embelezamento pessoal. refrigeração e ar condicionado. controle e avaliação dos processos que se referem aos recursos humanos. de modo que o profissional interfira de forma indireta por meio de sistemas microprocessados. vestuário. software. metalurgia. incluindo hardware. aos sistemas de informações. às finanças e à contabilidade. A presença humana. ÁREA PROFISSIONAL: INDÚSTRIA Compreende processos. o planejamento. borracha. ÁREA PROFISSIONAL: INFORMÁTICA Compreende atividades de concepção. a gestão e a comercialização de moda. qualidade e produtividade. de todos os portes e ramos de atuação. inclui os serviços prestados por esteticistas. calçados. suporte e manutenção de sistemas e de tecnologias de processamento e transmissão de dados e informações. serviços e conhecimentos. As atividades industriais de maior destaque.Compreende atividades de administração e de suporte logístico à produção e à prestação de serviços em qualquer setor econômico e em todas as organizações. As atividades de gestão caracterizam-se pelo planejamento. que geralmente requerem a intervenção direta do profissional caracterizam-se por operações físicas de controle das formas dos produtos. No caso da moda. avaliação. excluídas as da indústria química. implementação. 10. não contínuos. cabeleireiros. 12. 11. automotiva. visando a aplicações na produção de bens. 9. contudo. é indispensável para o controle. ÁREA PROFISSIONAL: IMAGEM PESSOAL Compreende a concepção. siderurgia. instalação. operação. eletroeletrônica. manicuros e pedicuros. Os processos contínuos são automatizados e transformam materiais. em institutos ou em centros de beleza. em ambos os processos. a organização dos eventos da moda. a execução e a gestão de serviços de embelezamento pessoal e de moda. contínuos ou discretos. cerâmica e tecidos. inclui a criação e execução de peças de vestuário e acessórios. aos tributos. são as de mecânica. substâncias ou objetos ininterruptamente podendo conter operações biofísicoquímicas durante o processo. à produção. de transformação de matérias primas na fabricação de bens de consumo ou de produção. automação de sistemas. aos recursos materiais. aspectos organizacionais e humanos. gráfica. especificação. ao patrimônio. demandando um profissional apto para desenvolver atividades de planejamento. maquiadores. os processos discretos tendem a assemelhar-se aos processos contínuos. Esses processos pressupõem uma infra-estrutura de energia e de redes de comunicação.

Como conseqüência. de recreação e entretenimento. a centros de pesquisa. de qualidade da vida urbana. também. entre outras. Inclui. e de voluntariado. As atividades de maior destaque são as de petroquímica. arte e cultura. matéria prima para a indústria química de base. Concretiza-se em torno de questões sociais estratégicas. folclore.Compreende atividades visando ao aproveitamento do tempo livre e ao desenvolvimento pessoal. com controle e avaliação dos fatores que causam impacto nos ciclos de matéria e energia. e para a melhoria da qualidade de vida nas coletividades. dos sistemas de utilidades industriais. fluidização etc. As de desenvolvimento social incluem as atividades voltadas para a reintegração e inclusão social. de trabalho e profissionalização. também. manutenção de equipamentos ou instrumentos e realização de análises químicas em analisadores de processos dispostos em linha ou em laboratórios de controle de qualidade do processo. de alimentação. Destacam-se. refino do petróleo. adsorção. incluindo operações de destilação. 14. de oferta de serviços públicos. o planejamento das etapas de preparação de jazidas. cerâmica. de consumo e consumidor. cimento. de grupos de interesse. de saúde. de infância e juventude. polímeros e compósitos. plásticos. fármacos. dos sistemas de troca térmica e de controle de processos. o controle e mitigação dos impactos ambientais e a recuperação de áreas lavradas e degradadas. como as de prática físico-desportiva. A gestão de programas desta área é planejada. ÁREA PROFISSIONAL: MEIO AMBIENTE Compreende ações de preservação dos recursos naturais. de educação ambiental. fibras. de fruição artístico-cultural. alimentos e bebidas. cristalização. dos sistemas de transporte de fluidos. a laboratórios independentes de análise química e a comercialização de produtos químicos. 13. Uma característica relevante da área é o alto grau de periculosidade e insalubridade envolvidos nos processos. absorção. ÁREA PROFISSIONAL: MINERAÇÃO Compreende atividades de prospecção e avaliação técnica e econômica de depósitos minerais e minerais betuminosos. Compreende. reagentes. ÁREA PROFISSIONAL: QUÍMICA Compreende processos físico-químicos nos quais as substâncias puras e os compostos são transformados em produtos. cosméticos. a laboratórios farmacêuticos. fertilizantes. também. de terceira idade. água e ar). dos reatores químicos. promovida e executada de forma participativa e mobilizadora. de habitação. da tecnologia ambiental e da gestão ambiental. 401 . as de esportes. diminuindo os efeitos causados na natureza (solo. a atuação na área requer conhecimento aprofundado do processo. atividades ligadas à biotecnologia. a extração. extração. recreação. PVC e borrachas. vernizes. pigmentos e tintas. Engloba. para a participação em grupos e na comunidade. As atividades de lazer incluem. papel e celulose. o tratamento de minério. de geração de emprego e renda. com enfoque educativo e solidário. entretenimento. atividades de prevenção da poluição por meio da educação ambiental não escolar. igualmente. têxtil. grupal e comunitário. de formação de associações e de cooperativas. de educação. as operações auxiliares. 15.

Os serviços turísticos incluem o agenciamento e operação.as de tratamento de efluentes. inclusive forenses. ar e dutos. como colônias de férias. 402 . Os serviços de transporte de pessoas e bens são prestados por empresas públicas ou particulares. redes e protocolos. saúde bucal. para obtenção de matéria prima ou para obter produtos ambientalmente corretos. centros comunitários. enfermagem. estacionamento nas vias públicas. saúde visual e vigilância sanitária. monitoramento e intervenções no tráfego. estética. 19. centros. A atenção e a assistência à saúde abrangem todas as dimensões do ser humano – biológica. fiscalização de veículos e educação não escolar para o trânsito. 17 – ÁREA PROFISSIONAL: SAÚDE Compreende as ações integradas de proteção e prevenção. a promoção do turismo. Os serviços de hospitalidade incluem os de hospedagem e os de alimentação. diretamente ou por concessão. 18 – ÁREA PROFISSIONAL: TELECOMUNICAÇÕES Compreende atividades referentes a projetos. reabilitação. 20 – ÁREA PROFISSIONAL: TURISMO E HOSPITALIDADE Compreende atividades. recuperação e reabilitação referentes às necessidades individuais e coletivas. Os serviços relacionados com o trânsito referem-se a movimentação de pessoas. referentes à oferta de produtos e à prestação de serviços turísticos e de hospitalidade. e em outros ambientes como domicílios. tais como postos. interrelacionadas ou não. análises para investigação. comutação. dentre as quais biodiagnóstico. operação e manutenção de sistemas de telecomunicações – comunicação de dados digitais e analógicos. educação. visando a promoção da saúde. ecológica – e são desenvolvidas por meio de atividades diversificadas. As ações integradas de saúde são realizadas em estabelecimentos específicos de assistência à saúde.ÁREA PROFISSIONAL: TRANSPORTES Compreende atividades nos serviços de transporte de pessoas e bens e nos serviços relacionados com o trânsito. escolas. e a organização e realização de eventos de diferentes tipos e portes. o guiamento. desenvolvimento de novos materiais para desenvolver novos produtos. psicológica. 16 – ÁREA PROFISSIONAL: RECURSOS PESQUEIROS Compreende atividades de extração e de cultivo de organismos que tenham como principal “habitat” a água. espiritual. recepção. por terra. com base em modelo que ultrapasse a ênfase na assistência médico-hospitalar. com segurança de qualidade e sustentabilidade econômica. radiologia e diagnóstico por imagem em saúde. implantação. Os de hospedagem são prestados em hotéis e outros meios. processos eletroquímicos (galvanoplastia). empresas e demais locais de trabalho. transmissão. água. ambiental e social. telefonia. laboratórios e consultórios profissionais. hospitais. e veículos. produção. comercialização. farmácia. e por autônomos realizados por qualquer tipos de veículos e meios transportadores. saúde e segurança no trabalho. para seu aproveitamento integral na cadeia produtiva. nutrição. social. creches.

condomínios residenciais e de lazer. de saúde.º 23001. instituições esportivas. aviões. conforme consta do Processo n. parques. escolares. navios. de 24 de novembro de 1995. 403 . 67. trens. p. “caterings”. publicado no Diário Oficial da União de 6/4/2001. clubes. acampamentos.000106/2001-98. coletividades.Formação de Tecnólogos.albergues. sobre Cursos Superiores de Tecnologia . militares.131. bares e outros meios. a promoção e venda e o gerenciamento da execução. abrigos para grupos especiais. 2º da Lei nº 9. entregas diretas. Estas atividades são desenvolvidas num processo que inclui o planejamento. Seção 1E. Nos termos do art. ou ainda em serviços de bufês. PAULO RENATO SOUZA Publicado no Diário Oficial da União de 06 de abril de 2001. navios. distribuição em pontos de venda. Os serviços de alimentação são prestados em restaurantes. DESPACHOS DO MINISTRO (Despacho do Ministro em 5/4/2001. escolas. como empresas. o Ministro de Estado da Educação HOMOLOGA o Parecer nº 436/2001 da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação.

2 – Diferenciação de critérios conforme o tipo de instituição 404 . assim como a idoneidade de seus dirigentes deve ser verificada pela SESu e ser considerada apenas como pré-condição para o acolhimento do processo. não interferindo na sua tramitação ulterior.99 I . considerando a diversidade e as especificidades das diferentes áreas de conhecimento. Arthur Roquete de Macedo e Yugo Okida PROCESSO Nº: 23001. Os critérios utilizados pelas diferentes Comissões de Especialistas para autorização e reconhecimento de cursos são extremamente heterogêneos. A regularidade fiscal e parafiscal da mantenedora. tanto o encaminhamento de solicitações neste sentido pelas instituições de Ensino Superior.000406/99-64 PARECER Nº: CES 1. Com o intuito de promover um entendimento maior nas avaliações tanto para autorização como para reconhecimento de cursos. Além do mais. tem revelado um excesso de rigor por parte de certas comissões. o que dificulta enormemente.070/99-CÂMARA OU COMISSÃO: CES-APROVADO EM: 23. Embora alguma heterogeneidade de critérios seja natural.RELATÓRIO A Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional de Educação manifesta-se junto à SESu/MEC no sentido de externar sua preocupação em relação aos critérios que vêm sendo utilizados pelas Comissões de Especialistas e de Verificação por ocasião da análise dos processos de autorização e de reconhecimento de cursos. a análise dos processos. como a avaliação das propostas pela CES/CNE. fazemos as seguintes observações: 1 – Mantenedoras e Instituições de Ensino Seria necessário que se distinguissem claramente as exigências referentes à mantenedora e aquelas que dizem respeito ao curso.PARECER Nº 1. que não encontra amparo legal nem é necessária para assegurar a qualidade desejável para os cursos de uma determinada área. que é feita pela CES.070/99/CES/CNE MANTENEDORA/INTERESSADO: Conselho Nacional de Educação-UF: DF ASSUNTO: Critérios para autorização e reconhecimento de cursos de Instituições de Ensino Superior RELATORES(a) CONSELHEIROS(a): Eunice Ribeiro Durham. a CES julga que deve haver alguma uniformidade e concordância em termos das exigências básicas comuns às diferentes comissões.11. Lauro Ribas Zimmer.

que não desenvolvam pesquisa (a não ser como atividade prática dos alunos) e que não incluam no corpo docente elevado percentual de mestre e doutores. 405 . as quais também são necessárias como ocorre nos países desenvolvidos e não devem ser avaliadas pelos mesmos critérios que se aplicam a universidades. necessárias ao seu credenciamento e recredenciamento e aquelas que dizem respeito ao curso sob consideração. Além do mais. as exigências são freqüentemente inviáveis. são prejudicadas e não podem competir com filiais de grande empresas de ensino. mediante compromisso da instituição no sentido de. Os critérios são uniformes e só são classificados como A e B cursos que se enquadrem nas exigências próprias para universidades.1 – Titulação e regime de trabalho. Faculdades Integradas e Faculdades ou Escolas isoladas – é parte da política do MEC no sentido de diversificar o sistema de ensino superior brasileiro. A presença de docentes sem especialização pode ser aceita excepcionalmente. As exigências referentes ao percentual de mestres e doutores e de docentes em regime de tempo integral aplicam-se. Em áreas nas quais o número de doutores é reduzido e nos estabelecimentos situados no interior dos Estados. Constitui tarefa urgente uma revisão dos critérios atualmente adotados. Desta forma. uma vez que essas são condições necessárias para a qualidade do ensino. Entretanto. mas não podem ser consideradas nem como modelo nem como paradigma das demais instituições de ensino. Esta política admite que instituições que associam ensino e pesquisa constituem um segmento importante do sistema. é permissível a exigência de titulação e tempo integral para os coordenadores de curso. apenas à instituição no seu conjunto e não a um curso em particular. assegurarem que os docentes adquiram a qualificação mínima. ao regime de trabalho e à produção científica para as universidades. próprias de cada tipo de estabelecimento. Dentro destes parâmetros legais. em prazo pré-determinado. O que a lei exige é que os docentes nas instituições de nível superior sejam formados em cursos de pós-graduação stricto sensu ou lato sensu. especialmente na área de formação profissional. 3 – Cursos e instituições É importante também que se distingam exigências a serem feitas à instituição de ensino no seu conjunto.A distinção entre tipos de instituição – Universidades. Isto faz com que as instituições de ensino sejam levadas a valorizar excessivamente a titulação. diferenciando-os em termos de missões institucionais diversas. Centros Universitários. 3. a LDB estabelece exigências relativas à titulação do corpo docente. por analogia com as determinações da LDB. com bom projeto pedagógico. em detrimento mesmo da experiência didática e profissional do quadro docente. cujo corpo docente inclui doutores que sequer residem no município e cuja colaboração no curso é mínima. os critérios de avaliação utilizados pelas comissões não levam em consideração esta diferenciação entre tipos de estabelecimentos. pequenas instituições integradas na sociedade local. não podendo o critério ser estendido automaticamente para outros tipos de instituição. É perfeitamente possível a existência de bons cursos de graduação.

a exigência de que o corpo docente não seja constituído exclusivamente de horistas pode ser considerada uma condição para garantir um mínimo de qualidade ao curso. com vantagens. façam julgamentos divergentes quanto à adequação desse plano. algumas exigem avaliação do curso e outras não. mas é necessário evitar que diferentes comissões. e sua aplicação ao curso considerado. ou um número reduzido deles. 3. de Administração.É também essencial que. Rádio e TV. Observações semelhantes podem ser feitas em relação a exigência de processos de avaliação.Processos de avaliação dos cursos. Cursos de Propaganda e Marketing. de acordo com a legislação existente. Além do mais o tipo de avaliação recomendado varia conforme a comissão. de Música. uma vez que é indispensável que se assegure uma assistência adequada aos estudantes fora do horário de aula. podem compensar. Mesmo neste caso. que avaliam diferentes cursos de uma mesma instituição. a exigência de pesquisa comprovada é feita em relação à instituição e não especificamente a cada curso individualmente. Do ponto de vista institucional. o que dificulta ou mesmo impede uma ação institucional integrada em termos de avaliação. Do mesmo modo. a experiência na magistratura ou no exercício da advocacia ou aprovações em concursos públicos. para as quais a indissociabilidade entre ensino e pesquisa é determinada constitucionalmente e regulada pela LDB. Finalmente. Cinema. Também neste caso. a exigência de pesquisa acadêmica e a de produção científica restringe-se às universidades. de Jornalismo. a ausência de mestres e doutores.3 – Pesquisa e iniciação científica. no curso de Direito. de Engenharia e Arquitetura. a avaliação dos cursos deve constituir um projeto institucional coerente. Nos relatórios das comissões. isto cria expectativas e necessidades de planejamento diferencial para cada curso. A extensão da 406 . Pode-se também considerar condição necessária para a boa qualidade do curso que os contratos de trabalho dos professores prevejam tempo remunerado para a correção de trabalho. de Medicina e tantos outros precisam se beneficiar de um corpo docente que inclua profissionais competentes e experientes. especialmente em cursos de cunho profissionalizante.2 . É preciso ter em conta que. reconheça-se que experiência profissional pode ser tão ou mais importante que titulação acadêmica. na avaliação do corpo docente. O que caberia as comissões é a verificação de projeto de avaliação de cursos compatíveis com o projeto da instituição. por exemplo. As comissões que avaliam os pedidos de autorização e reconhecimento podem verificar a existência de planos de qualificação docente na instituição. Assim. preparação das aulas e participação em reuniões de coordenação das disciplinas e programas e atendimento de alunos. é preciso considerar que planos de qualificação docente se aplicam propriamente à instituição e não ao curso. 3.

Os documentos referentes ao credenciamento devem incluir: a previsão de recursos. mas observando critérios próprios. mas não deve ser estabelecida como exigência para o reconhecimento dos cursos de qualquer instituição. a idoneidade dos dirigentes. são diferentes pois estão dirigidos para a formação de pesquisadores. por outro lado. o que não é o objetivo da mesma maioria dos cursos de graduação. o trabalho em escritórios de advocacia associados aos cursos de Direito. plano de desenvolvimento institucional. Práticas investigativas como pesquisa bibliográfica. Bolsas ou processo institucionalizados de iniciação científica. a definição dos objetivos da instituição e do tipo de formação que pretende oferecer. o projeto pedagógico. associadas ou não à extensão universitária. que façam parte integrante da formação dos alunos de graduação. A existência de bolsas de iniciação científica pode contribuir para avaliar cursos de universidades. as condições para o credenciamento das instituições. a existência de processos de avaliação. a previsão de instalações e infra-estrutura para o conjunto da instituição. A pesquisa pode. Claramente . perfil desejado para os docentes. na mesma ocasião. 4 – Autorização de cursos simultânea ao credenciamento da instituição No caso de autorização de cursos para instituições novas. plano de carreira e regime de trabalho. uma vez que o estabelecimento de núcleos de pesquisa é uma tarefa a médio prazo. Quando a instituição nova propõe um conjunto de cursos. assim mesmo. O que se pode e se deve colocar como condição para o reconhecimento do curso é o desenvolvimento de práticas investigativas. plano de capacitação docente. não pode ser pré-condição para autorização de cursos novos. estudos de caso. quando muito. é necessário que estes diferentes pedidos de autorização sejam examinados de forma integrada tanto 407 . tanto nas universidades quanto em outras instituições de ensino. pequenos trabalhos de campo sob a orientação dos docentes. trabalhos individuais ou coletivos de experiências nos laboratórios constituem procedimentos pedagógicos essenciais para ensino de qualidade e para a formação adequada de futuros profissionais e devem ser estimulados. com precisão de reuniões dos docentes para integração das atividades de ensino e planejamento do curso. não pode esperar mais do que uma atividade incipiente.exigência aos cursos deve ser feita com prudência. é preciso que se considerem . que não pode ser improvisada. ser estabelecida como condição para o reconhecimento do curso e.

5 – Exigências diferenciais para autorização e reconhecimento Há que se distinguir exigências para autorização e para reconhecimento de cursos. juntamente com o pedido de credenciamento. sua estrutura curricular e as ementas das disciplinas a serem oferecidas. para a autorização. os livros que serão comprados. É indispensável entretanto que. Neste caso. Além do mais. informatização e acervo da biblioteca. O que cabe. equipamentos. Nesta perspectiva. todos os investimentos necessários em termos de salas de aula. cabem duas recomendações gerais: nem devem as comissões exigir a rígida obediência nem aos antigos currículos mínimos nem as diretrizes provisórias que vêm sendo publicadas pelas comissões. A bibliografia básica dos cursos é freqüentemente alterada porque dever ser atualizada constantemente e a multiplicação de textos desatualizados no acervo constitui um investimento pouco produtivo. No que diz respeito ao processo de autorização. embora devam estar presentes as condições necessárias para o funcionamento do primeiro ano. laboratórios e acervos bibliográficos que só serão utilizados em anos posteriores. assim como a bibliografia a ser utilizada e adquirida. é preciso maior comedimento na exigência de múltiplos exemplares dos livros indicados na bibliografia. os equipamentos que serão instalados nos laboratórios. 408 . previamente à própria autorização. não se pode esperar que a instituição realize. é preciso que a atualização e a relevância das obras do acervo recebam consideração maior que o número de livros existentes. Sugere-se que as Comissões de Verificação trabalhem em conjunto e que os presidentes dessas comissões discutam e integrem os relatórios referente ao conjunto dos cursos e ao credenciamento da instituição. É indispensável que a instituição assuma o compromisso de satisfazer as condições básicas antes da instalação do curso e apresente um cronograma de investimento que assegure que todas as condições indispensáveis para o ensino sejam preenchidas antes do pedido de reconhecimento. 7 – Observações específicas 7. 6 – Exigências quanto à estrutura curricular A questão da análise da estrutura curricular é particularmente delicada neste momento em que os antigos currículos mínimos não estão em vigência como também as novas diretrizes curriculares. é exigir que o projeto de instalação do curso detalhe as condições físicas que serão providenciadas.1 – No que diz respeito à biblioteca. laboratórios. o plano de investimento e a viabilidade financeira da instituição para cumprir o cronograma acordado devem ser cuidadosamente examinados. necessários para o conjunto do curso. Sugere-se também que. Assim as condições necessárias para que se autorize o início do curso não precisam abranger as instalações.pelas comissões como pela CES. neste caso. o conjunto de autorizações e o credenciamento sejam examinados por um único relator ou por um a comissão. na CES. a instituição apresente o projeto pedagógico do curso.

É perfeitamente aceitável que esse tipo de trabalho seja exigido apenas nos cursos de especialização e mestrado. Uma delas é a exigência de monografias de final de curso. 7. sem desrespeitar a flexibilidade e pluralidade de orientações pedagógicas que a LDB permite. O número excessivo de alunos em sala de aula sobrecarrega o professor e prejudica um trabalho satisfatório de acompanhamento. 7. Isto é particularmente verdadeiro nas séries iniciais. que a exigência não se restrinja a um ou outro curso. avaliação e motivação dos estudantes. pode dificultar a conclusão dos cursos. Para os professores constitui uma sobrecarga didática excessiva por exigir uma orientação que também é quase equivalente ao trabalho de orientar um mestrado. também não é fácil contratar o número suficiente de professores experientes para um alunado excessivamente numeroso. Além do mais. a exigência. Tanto em um caso como em outro. Para os alunos. Não há nenhuma base legal para esta exigência. especialmente quando as exigências relativas à monografia a aproximam as de uma dissertação de Mestrado. impede um ensino participativo que estimule o trabalho individual e coletivo dos estudantes. 409 . mais precisa ser uniformizada para o conjunto. O acompanhamento de egressos é muito difícil de ser feito e exige um considerável esforço administrativo. pois a instituição não conta com a experiência pedagógica suficiente para oferecer atendimento satisfatório ao número muito grande de alunos.Tanto no caso das bibliotecas como na infra-estrutura de informática o melhor é exigir a previsão de recursos permanentes para melhoria.4 – Particular atenção precisa ser dedicada ao número total de alunos e ao números de aluno por turma. nas quais turmas muito numerosas promovem o insucesso escolar e a evasão. é importante. mesmo as melhores universidades têm encontrado dificuldades em institucionalizar este tipo de procedimento.3 – Algumas comissões solicitam dados referentes aos egressos. atualização e ampliação do acervo e dos equipamentos. não podem ser impostas aos cursos. que a exigência desta monografia constitui uma carga excessiva tanto para os alunos como para os docentes. A questão do número de alunos por turma é igualmente relevante. 7. portanto. mais um vez. nem ela obedece a um princípio pedagógico de aceitação universal. se aplicaria à instituição do seu conjunto e não a um outro curso especificamente. Dificilmente se deve autorizar um curso novo com número exagerado de vagas. dependendo da concepção de diferentes especialistas. as quais mesmo que sejam consideradas desejáveis por alguns especialistas. Pode-se argumentar em contrário.2 – Outra observação que precisa ser vista diz respeito às exigências feitas por algumas Comissões e não por outras. Ainda que se considere essencial este acompanhamento.

7. poderia ser feito pelo prazo mínimo de 6 (seis) anos e. Nestes casos. em 23 de novembro de 1999. Conselheiros Roberto Cláudio Frota Bezerra .5 – Atenção particular também dever ser dada a existência de instalações para a permanência e o trabalho dos docentes na instituição. solicitamos à SESu/MEC que se pronuncie face a esta questão e indique os procedimentos que poderá adotar no sentido de estabelecer critérios gerais para a atuação das comissões. Sala das Sessões. o reconhecimento seria condicional. Recomendamos também que todos os cursos com conceito A ou B obtidos na prova do Exame Nacional de Cursos imediatamente anterior à renovação do reconhecimento tenham automaticamente o reconhecimento renovado por um período de 5 (cinco) anos. inclusive acesso a equipamento de informática. 23 de novembro de 1999. II – VOTO DOS RELATORES Tendo em vista estas considerações. Consideramos que. nos cursos consolidados. a não ser quando há uma série de recomendações que precisam ser cumpridas pelos cursos. quando a avaliação for positiva.DECISÃO DA CÂMARA A Câmara de Educação Superior acompanha o voto da Relatora. é necessário rever e uniformizar o prazo de validade atribuído aos reconhecimentos.Vice-Presidente 410 . estando sujeito. após 2 (dois) anos. 8 – Prazo de validade dos reconhecimentos Finalmente. ou 3 (três) anos a visita de comissão de verificação para avaliar o cumprimento das recomendações pela própria SESu.Presidente Arthur Roquete de Macedo . O segundo reconhecimento. Conselheira Eunice Ribeiro Durham – Relatora Conselheiro Arthur Roquete de Macedo – Relator Conselheiro Yugo Okida – Relator Conselheiro Lauro Ribas Zimmer – Presidente III . para um primeiro reconhecimento o prazo de 4 (quatro) anos é satisfatório. por 8 (oito) anos. Brasília-DF.

394. de outubro de 1996. O Decreto 2. de 1995.UF: DF ASSUNTO: Orientação para as diretrizes curriculares dos cursos de graduação RELATOR(A): Éfrem de Aguiar Maranhão PROCESSO(S) Nº(S): 23001.000141/2001-15 PARECER Nº: CNE/CES 583/2001 COLEGIADO CES APROVADO EM: 04/4/2001 I . competência para “deliberar sobre as diretrizes curriculares propostas pelo Ministério da Educação e do Desporto. os currículos dos cursos superiores. para os cursos de graduação”. estabelecem que as Diretrizes Curriculares são referenciais para as avaliações de cursos de graduação. O Parecer CNE/CES 776/97 estabeleceu orientação geral para as diretrizes curriculares dos cursos de graduação e entre outras considerações assinala: “Além do mais. de dezembro de 1996. assegura ao ensino superior maior flexibilidade na organização curricular dos cursos.026. 411 .131.RELATÓRIO A Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação tem. bem como à crescente heterogeneidade tanto da formação prévia como das expectativas e dos interesses dos alunos. em geral caracterizam-se por excessiva rigidez que advém. formulados na vigência da legislação revogada pela Lei 9. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 2) Indicar os tópicos ou campos de estudo e demais experiências de ensinoaprendizagem que comporão os currículos. as diretrizes curriculares devem observar os seguintes princípios: 1) Assegurar às instituições de ensino superior ampla liberdade na composição da carga horária a ser cumprida para a integralização dos currículos. Lei 9.PARECER Nº 583/2001/CES/CNE INTERESSADO: Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Superior . em grande parte. bem como no artigo 14 do Decreto 2. inciso II do artigo quatro.394. as quais não poderão exceder 50% da carga horária total dos cursos. evitando ao máximo a fixação de conteúdos específicos com cargas horárias pré-determinadas. da fixação detalhada de mínimos curriculares e resultam na progressiva diminuição da margem de liberdade que foi concedida às instituições para organizarem suas atividades de ensino” e destaca: “Visando assegurar a flexibilidade e a qualidade da formação oferecida aos estudantes. de dezembro de 1996. atendendo à necessidade de uma profunda revisão de toda a tradição que burocratiza os cursos e se revela incongruente com as tendências contemporâneas de considerar a formação em nível de graduação como uma etapa inicial da formação continuada. da Lei 9. de 1997.306. assim como na especificação das unidades de estudos a serem ministradas.

II . 53 : “No exercício de sua autonomia. II – VOTO DO(A) RELATOR(A) Tendo em vista o exposto. a criatividade e a responsabilidade das instituições ao elaborarem suas propostas curriculares. Art. 6) Encorajar o reconhecimento de conhecimentos.” O MEC/SESu também em dezembro de 1997 lançou Edital 4 estabelecendo modelo de enquadramento das propostas de diretrizes curriculares tendo recebido cerca de 1200 propostas bastante heterogêneas que foram sistematizadas por 38 comissões de especialistas. é fundamental não confundir as diretrizes que são orientações mandatórias. A Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação decidiu adotar uma orientação comum para as diretrizes que começa a aprovar e que garanta a flexibilidade. inclusive as que se referiram à experiência profissional julgada relevante para a área de formação considerada. diretrizes curriculares que assegurem a necessária flexibilidade e diversidade nos programas oferecidos pelas diferentes instituições de ensino superior. Portanto. visando uma progressiva autonomia profissional e intelectual do aluno. em nível nacional..”. 4) Incentivar uma sólida formação geral. as seguintes atribuições:.. LDB. permitindo variados tipos de formação e habilitações diferenciadas em um mesmo programa.172 de janeiro de 2001.. mesmo às universidades. necessária para que o futuro graduado possa vir a superar os desafios de renovadas condições de exercício profissional e de produção do conhecimento. O Plano Nacional de Educação.... habilidades e competências adquiridas fora do ambiente escolar.” com parâmetros ou padrões –standard. 5) Estimular práticas de estudo independente. sem prejuízos de outras. Destaca-se a variedade em termos de duração dos cursos em semestres: de quatro até 12. valorizando a pesquisa individual e coletiva. o relator propõe: 412 . assim como os estágios e a participação em atividades de extensão. observadas as diretrizes gerais pertinentes. Lei 10. Estabelecer.curriculares que são referenciais curriculares detalhados e não obrigatórios. de 2000 até 6800 h. são asseguradas às universidades.3) Evitar o prolongamento desnecessário da duração dos cursos de graduação.. Incluir orientações para a condução de avaliações periódicas que utilizem instrumentos variados e sirvam para informar a docentes e a discentes acerca do desenvolvimento das atividades didáticas.fixar os currículos dos seus cursos e programas. e de carga horária. define nos objetivos e metas: “. de forma a melhor atender às necessidades diferenciais de suas clientelas e às peculiaridades das regiões nas quais se inserem. 7) Fortalecer a articulação da teoria com a prática.. 11.

1- Brasília–DF. eOrganização do curso. bCompetência/habilidades/atitudes. fEstágios e Atividades Complementares. cHabilitações e ênfases. Sala das Sessões. carga horária e tempo de integralização dos cursos será objeto de um Parecer e/ou uma Resolução específica da Câmara de Educação Superior. 2. 04 de abril de 2001. Conselheiro Arthur Roquete de Macedo – Presidente Conselheiro Jose Carlos Almeida da Silva – Vice-Presidente 413 .A definição da duração.Relator III – DECISÃO DA CÂMARA A Câmara de Educação Superior aprova por unanimidade o voto do(a) Relator(a). Conselheiro Éfrem de Aguiar Maranhão . gAcompanhamento e Avaliação.conforme o curso o projeto pedagógico deverá orientar o currículo para um perfil profissional desejado. dConteúdos curriculares.As Diretrizes devem contemplar: aPerfil do formando/egresso/profissional . em 04 de abril de 2001.

central para questão aqui tratada. como contendo. Sala das Sessões.” Estabeleça-se.Relator(a) III – DECISÃO DA CÂMARA A Câmara de Educação Superior aprova por unanimidade o voto do(a) Relator(a). é clara a afirmação do ano letivo regular para educação superior. a “hora-sindical” . em 04 de abril de 2001.PARECER 575/2001/CNE/CES MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DA EDUCAÇÃO INTERESSADO: Utopia Empreendimentos Educacionais e Culturais UF:RJ ASSUNTO: Consulta sobre carga horária de cursos superiores RELATOR(A): Vilma de Mendonça Figueiredo PROCESSO(S): Nº(S): 23001. antes de tudo. hora de aula é igual a hora sindical. 414 . O conceito de trabalho acadêmico efetivo. no mínimo. no Artigo 47 da Lei 9.000048/2001-01 PARECER Nº CNE/CES 575/2001 COLEGIADO: CES APROVADO EM: 04/04/2001 II – VOTO DO(A) RELATOR(A) A Assessoria Educacional da Utopia Empreendimentos Educacionais e Culturais consulta o CNE sobre carga horária de Cursos Superiores. Considerando os instrumentos legais em vigor que tratam do assunto. Brasília(DF) .394/96 e em acordos sindicais para caracterizar “grande confusão para o atendimento de grandes interesses: horas é igual a hora-aula. em convenção consagrada pela civilização contemporânea. 04 de abril de 2001. sociedades. como atividades em laboratório. O questionamento apóia-se no Parecer 05/97 da CEB/CNE.394/96. não devendo ter repercussão na organização e funcionamento dos cursos de educação superior. 200 (duzentos) dias de trabalho acadêmico efetivo. particularmente o Artigo 47 da Lei 9. logo hora é igual a hora-sindical. diz respeito exclusivamente ao valor salárioaula. hora-aula diurna é igual a hora-aula noturna. Finalmente. grupos. a seguinte preliminar: hora é período de 60 (sessenta) minutos. cabe ressaltar que a hora-aula ajustada em dissídios trabalhistas. não cabendo ao legislador alterá-la sob pena de afetar as bases mesmas de sociabilidade entre indivíduos. biblioteca e outras. Conselheiro(a) Vilma de Mendonça Figueiredo. compreende atividades acadêmicas para além da sala de aula.

Conselheiro Arthur Roquete de Macedo – Presidente Conselheiro José Carlos Almeida da Silva – Vice Presidente

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PARECER 29/2002/CP Parecer homologado por despacho do ministro, publicado no Diário Oficial da União de 13/12/2002 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO INTERESSADO: Ministério da Educação UF:DF ASSUNTO: Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Profissional de Nível Tecnológico RELATOR(A): Conselheiro Francisco Aparecido Cordão PROCESSO(S) Nº(S): 23001.000344/2000-12 PARECER CNE/CP: 29/2002 COLEGIADO: CP APROVADO EM: 03/12/2002 I – RELATÓRIO • Histórico Em 05/10/2000, o Ministro de Estado de Educação, Prof. Dr. Paulo Renato Souza, através do Aviso Ministerial nº 120/2000, encaminhou à deliberação do Conselho Nacional de Educação, nos termos da Lei Federal nº 9.131/95, de 25/11/95, a proposta de Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Tecnológico, elaborada pela Secretaria de Educação Média e Tecnológica do Ministério da Educação. No Conselho Nacional de Educação, o Aviso Ministerial nº 120/2000 foi protocolado sob o nº 23001.000344/2000–12, em 11/10/2000. Imediatamente, o Presidente do colegiado constituiu comissão bicameral, com dois representantes de cada Câmara, sob presidência do Cons. Francisco César de Sá Barreto, para deliberar sobre o assunto. A referida comissão ficou assim constituída: pela Câmara de Educação Superior, os conselheiros Francisco César de Sá Barreto e Carlos Alberto Serpa de Oliveira; pela Câmara de Educação Básica, os conselheiros Ataíde Alves e Francisco Aparecido Cordão. Posteriormente, o Conselheiro Carlos Alberto Serpa de Oliveira, tendo vencido o seu mandato como conselheiro, foi substituído, na comissão bicameral, pelo Conselheiro Arthur Roquete de Macedo. Com o desenrolar dos debates sobre a matéria, novas minutas de resolução foram apresentadas pelo Relator, em decorrência das contribuições recebidas nas duas últimas audiências públicas realizadas, respectivamente, em São Paulo (29/07/02) e em Brasília (01/08/02), bem como de ex- Conselheiros, especialistas e técnicos da área da educação profissional, dos Conselhos de Fiscalização do Exercício Profissional, de Entidades de Classe e dos Conselheiros da Câmara de Educação Básica. Após reunião conjunta das comissões constituídas no âmbito do Conselho Pleno, em 24/09/02, foram incorporados à comissão bicameral, pela CES, o Cons. Lauro Ribas Zimmer e, pela CEB, o Cons. Arthur Fonseca Filho. 416

Ante a dificuldade de conciliação de agendas para a reunião da comissão bicameral, o relator concluiu o seu trabalho e o encaminhou aos membros da referida comissão e da Câmara de Educação Básica, que se dispôs a debater o assunto informalmente, colaborando com o relator. Os debates realizados em 6/11/02 contaram com a participação e colaboração da conselheira Rose Neubauer. O texto resultante é o que está sendo submetido à apreciação dos demais conselheiros do Conselho Nacional de Educação. O relator, após receber contribuições dos demais conselheiros, em l9/11/02, concluiu a redação final dos textos do parecer e da resolução, para debate com a Câmara de Educação Superior do Colegiado. Os referidos documentos foram exaustivamente debatidos pelos conselheiros da Câmara de Educação Superior e representantes da Câmara de Educação Básica na comissão bicameral, nos dias 20 e 21 de novembro. Em decorrência, os conselheiros presentes ficaram de encaminhar sugestões aos membros da comissão bicameral, a qual se reuniria em 28/11/02 para concluir a redação final dos documentos normativos. A reunião da comissão especial de 28/11/02, presidida pelo Conselheiro Francisco César de Sá Barreto, contou com a presença dos Conselheiros Ataíde Alves, Arthur Roquete de Macedo, Francisco Aparecido Cordão (relator), e Lauro Ribas Zimmer, que apresentou substitutivo ao projeto de resolução do relator. A comissão bicameral, por unanimidade dos presentes, chegou a uma redação de consenso quanto ao texto do projeto de resolução, delegando ao relator a tarefa de fazer os ajustes decorrentes nos projetos de parecer e de resolução, para encaminhamento final dos mesmos às duas Câmaras de Ensino e ao Conselho Pleno. A proposta do MEC apresenta os cursos superiores de tecnologia como “uma das principais respostas do setor educacional às necessidades e demandas da sociedade brasileira”, uma vez que o progresso tecnológico vem causando profundas “alterações nos modos de produção, na distribuição da força de trabalho e na sua qualificação”. O documento do MEC pondera que “a ampliação da participação brasileira no mercado mundial, assim como o incremento do mercado interno, dependerá fundamentalmente de nossa capacitação tecnológica, ou seja, de perceber, compreender, criar, adaptar, organizar e produzir insumos, produtos e serviços”. O MEC reafirma, ainda, que “os grandes desafios enfrentados pelos países estão, hoje, intimamente relacionados com as contínuas e profundas transformações sociais ocasionadas pela velocidade com que têm sido gerados novos conhecimentos científicos e tecnológicos, sua rápida difusão e uso pelo setor produtivo e pela sociedade em geral”. A proposta encaminhada pelo MEC em anexo ao Aviso Ministerial nº 120/2000, após um rápido histórico dos cursos superiores de tecnologia no Brasil, apresenta os seguintes tópicos: a nova organização definida pela LDB (Lei Federal nº 9.394/96); a articulação com os demais níveis de Educação; o perfil do tecnólogo; a organização curricular; o acesso aos cursos superiores de tecnologia, bem como a duração, a verticalização, a certificação intermediária e a diplomação em tecnologia. O Aviso Ministerial apresenta um quadro de áreas profissionais e cargas horárias mínimas, bem como uma rápida caracterização das seguintes áreas profissionais, em número de vinte: agropecuária, artes, comércio, comunicação, construção civil, design, geomática, gestão, imagem pessoal, indústria, informática, lazer e desenvolvimento social, meio ambiente, mineração, 417

química, recursos pesqueiros, saúde, telecomunicações, transportes, e turismo e hospitalidade. Os quadros anexos ao referido Aviso são os mesmos quadros que, posteriormente, foram considerados como anexos ao Parecer CNE/CES nº 436/01, de 02/04/01, homologados pelo Senhor Ministro da Educação em 03/04/01. A comissão bicameral decidiu, à vista dessa homologação, bem como em consideração à polêmica que a matéria gerou nas três audiências públicas realizadas no corrente ano, nos meses de fevereiro, julho e agosto, após longos debates com Conselheiros das duas câmaras do Colegiado e representantes do Ministério da Educação, manter, por enquanto, inalterados os quadros anexos ao Aviso Ministerial nº 120/2000 e ao Parecer CNE/CES nº 436/01. Os mesmos, com a homologação do referido Parecer pelo Senhor Ministro da Educação, em 03/04/01, já se encontram produzindo efeitos há mais de um ano, orientando estabelecimentos de ensino e comissões do próprio MEC. Com a edição da nova Classificação Brasileira de Ocupações – CBO/2000, é mais adequado que os referidos anexos venham a ser revistos e atualizados, ouvindo-se educadores e especialistas em educação profissional, representantes dos conselhos de fiscalização do exercício de profissões regulamentadas, dos trabalhadores e dos empregadores. Assim, estudos mais aprofundados da matéria, com participação de todos os envolvidos, deverão ser realizados, nos próximos dois anos, sob coordenação do MEC. A oferta de cursos de Educação Profissional de nível tecnológico não é novidade da atual LDB. Por isso mesmo, o grande desafio da comissão especial foi o de definir Diretrizes Curriculares Nacionais para uma educação profissional de nível tecnológico que já está sendo oferecida por um grande número de estabelecimentos de ensino superior, públicos e privados. É como cumprir a tarefa de “abastecer o avião em pleno vôo”. Inúmeros cursos de tecnologia já são reconhecidos, bem como uma série de solicitações de reconhecimento de cursos já foi analisada pela Câmara de Educação Superior do Colegiado e, atualmente, está sendo analisada pelo MEC/SEMTEC (Secretaria de Educação Média e Tecnológica) e pelo próprio CNE. Instituições de Educação Superior, incluindo Centros de Educação Tecnológica, estão apresentando propostas de instalação e de funcionamento de novos cursos de educação profissional de nível tecnológico. Não era possível aguardar as novas Diretrizes Curriculares Nacionais para só então apreciar as inúmeras solicitações de autorização de funcionamento e de reconhecimento de cursos superiores de tecnologia que constantemente chegavam ao MEC, cujos interessados aguardavam urgente apreciação da matéria. A Câmara de Educação Superior, para possibilitar adequado encaminhamento à questão, constituiu uma comissão especial, composta pelos conselheiros Antonio MacDowel de Figueiredo, Vilma de Mendonça Figueiredo (Presidente) e Carlos Alberto Serpa de Oliveira (Relator), para encaminhar a matéria em regime de urgência àquela Câmara. A proposta apresentada pela comissão especial foi acolhida pela Câmara de Educação Superior, que aprovou o Parecer CNE/CES nº 436/01, de 02/04/01, 418

homologado pelo Ministro da Educação em 03/04/01, do qual destaca-se, pela sua relevância, o seguinte: • O curso superior de tecnologia deve contemplar a formação de um profissional “apto a desenvolver, de forma plena e inovadora, atividades em uma determinada área profissional”, e deve ter formação específica para: aplicação e desenvolvimento de pesquisa e inovação tecnológica; difusão de tecnologias; gestão de processos de produção de bens e serviços; desenvolvimento da capacidade empreendedora; manutenção das suas competências em sintonia com o mundo do trabalho; e desenvolvimento no contexto das respectivas áreas profissionais. • O Parecer acolhe a proposta de áreas profissionais apresentada pelo MEC através do Aviso Ministerial nº 120/2000, incorporando o rol de áreas profissionais e respectivas cargas horárias, bem como a caracterização de cada uma das áreas. • A permanente ligação dos cursos de tecnologia com o meio produtivo e com as necessidades da sociedade colocam-nos em uma excelente perspectiva de contínua atualização, renovação e auto-reestruturação. • O curso superior de tecnologia é essencialmente um curso de graduação, com características diferenciadas, de acordo com o respectivo perfil profissional de conclusão. O acesso aos mesmos se fará através de processo seletivo semelhante aos dos demais cursos de graduação. É de se observar que essa conclusão do Parecer CNE/CEB nº 436/01 reafirma posições anteriores do extinto Conselho Federal de Educação-CFE, consagradas pelos Pareceres CFE nº 194/84 de 16/03/84, 993/87 de 12/11/87, 226/88 de 15/03/88 e 910/88 de 04/10/88, e do próprio Conselho Nacional de Educação, através do Parecer CNE/ CES nº 1051/00, de 08/11/00. • Sendo cursos de graduação, os cursos superiores de tecnologia devem ser estruturados à luz das Diretrizes Curriculares Nacionais, a serem aprovadas pelo CNE e homologadas pelo MEC, “não se devendo abrir qualquer tipo de exceção”. • Os cursos superiores de tecnologia poderão ser ministrados por universidades, centros universitários, faculdades, faculdades integradas, escolas e institutos superiores. “As universidades e centros universitários, no gozo das atribuições de autonomia, podem criá-los livremente, aumentar e diminuir suas vagas ou ainda suspendê-las”. • Os cursos superiores de tecnologia poderão ser igualmente ministrados por centros de educação tecnológica, tanto públicos quanto privados, com diferentes graus de abrangência e de autonomia. • Os cursos superiores de tecnologia serão autorizados para funcionar apenas no campus previsto no ato de sua autorização. • Os Centros Federais de Educação Tecnológica, criados a partir do disposto na Lei nº 8.948/94 e na regulamentação contida no Decreto nº 2.406/97, gozam de autonomia para criação de cursos e ampliação de vagas nos cursos superiores de tecnologia. • Os centros de educação tecnológica privados gozam dessas mesmas prerrogativas de autonomia para autorizar novos cursos superiores de tecnologia, nas mesmas áreas profissionais daqueles já reconhecidos. É de se observar que o Parágrafo Único do Artigo 5º do Decreto nº 2.406/97, acrescentado pelo Decreto 419

nº 3.741/01, de 31/01/01, concedera aos centros de educação tecnológica privados, independentemente de qualquer autorização prévia, a prerrogativa de criar novos cursos no nível tecnológico da educação profissional, nas mesmas áreas profissionais dos cursos regularmente autorizados, não necessitando, portanto, do reconhecimento dos referidos cursos para adquirir tal grau de autonomia. Essa nova versão dada pelo Decreto nº 3.741/01 foi considerada como um equívoco pelo Parecer CNE/CES nº 436/01, de 02/04/01, que foi homologado pelo Ministro da Educação em 05/04/01, sem que o referido decreto tivesse sido revogado, o que só ocorreu em 06/09/02, pelo Decreto Federal nº 4.364/02. • Os centros de educação tecnológica privados que obtiverem esta autonomia poderão aumentar, suspender e diminuir livremente as vagas de seus cursos superiores de tecnologia, nas mesmas áreas profissionais daqueles cursos já reconhecidos, nos termos do Decreto Federal nº 4.364/02, e nas mesmas condições dos centros de educação tecnológica públicos. Quando a organização curricular do curso reconhecido contemplar interface com áreas profissionais distintas, este deverá ser classificado na área profissional predominante, a qual será a referência para a autonomia prevista nesse Decreto. • O credenciamento como centro de educação tecnológica se fará pelo prazo de 3 (três) anos, após o qual a instituição solicitará seu recredenciamento, precedido de processo de avaliação pelo poder público. • As escolas técnicas e agrotécnicas federais não vinculadas a universidades, que ministrem cursos superiores de tecnologia, devem, na forma da Portaria Ministerial nº 2.267/97, transformar-se em Centros Federais de Educação Tecnológica. • As faculdades, faculdades integradas, escolas e institutos superiores necessitarão sempre de autorização prévia, na forma das normas consubstanciadas nas Portarias Ministeriais nº 1.647/99 e nº 064/2001 para a oferta de cursos superiores de tecnologia. Em 28/02/02, a comissão bicameral realizou Audiência Pública Nacional em Brasília, no Auditório “Prof. Anísio Teixeira”, Plenário do Conselho Nacional de Educação, a qual contou com a presença de mais de cem participantes, quando foram apresentadas importantes contribuições para o aprimoramento da proposta inicial. Os participantes solicitaram outras audiências públicas, regionais, para aprofundamento do tema, antes de sua apreciação final pelo Plenário do CNE. As sugestões foram atentamente analisadas pela comissão bicameral. Atendendo, em parte, as solicitações apresentadas, duas novas audiências públicas foram organizadas: uma em São Paulo, no dia 29/07/02, no Auditório “Prof. Fernando de Azevedo”, na casa “Caetano de Campos”, sede da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo; outra em Brasília, em 01/08/02, no Auditório “Prof. Anísio Teixeira”, Plenário do CNE. O objetivo dessas audiências públicas foi o de coletar informações, sugestões e recomendações de participantes, individuais e institucionais, para que os documentos finais definidores de Diretrizes Curriculares Nacionais sejam fruto da reflexão e do trabalho coletivo. Essas duas importantes audiências públicas contaram com mais de duzentos participantes cada, quando foram apresentadas, livre e democraticamente, importantes contribuições, em termos de críticas, sugestões e recomendações. Referidas audiências públicas provocaram intensos debates em torno das diretrizes curriculares em processo de elaboração. Em conseqüência, várias minutas de resolução foram sendo 420

sucessivamente elaboradas pelo Relator e submetidas à discussão pública, via Internet. Instaurou-se, em conseqüência, um amplo e proveitoso debate, após o qual, finalmente, chegou-se a um consenso mínimo, que orientou a redação final dos documentos definidores de Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Tecnológico. A redação semi-final dos referidos documentos foi aprovada pela Comissão Bicameral especialmente encarregada para estudo da matéria, pela unanimidade dos presentes, em reunião de 28/11/02. O relator concluiu os ajustes necessários, em função das decisões tomadas pela comissão bicameral em 01/12/02, apresentando as redações finais do parecer e da resolução à apreciação da Câmara de Educação Básica, à Câmara de Educação Superior e ao Conselho Pleno do Conselho Nacional de Educação, em sua reunião de Dezembro de 2002. • Histórico da Educação Tecnológica no Brasil Este colegiado já registrou, no Parecer CNE/CEB nº 16/99, de 05/10/99, homologado em 26/11/99, que “a educação para o trabalho não tem sido tradicionalmente colocada na pauta da sociedade brasileira como universal”. Registrou, também, a forma preconceituosa como a educação profissional tem sido tratada ao longo de sua história, influenciada por uma herança colonial e escravista no tocante às relações sociais e, em especial, ao trabalho. Nesse contexto, a educação profissional, em todos os seus níveis e modalidades, tem assumido um caráter de ordem moralista, para combater a vadiagem, ou assistencialista, para propiciar alternativas de sobrevivência aos menos favorecidos pela sorte, ou economicista, sempre reservada às classes menos favorecidas da sociedade, distanciando-a da educação das chamadas “elites condutoras do País”. Isto é tão verdadeiro, que tradicionais cursos de educação profissional de nível superior, como direito, medicina e engenharia, entre outros, são considerados como cursos essencialmente acadêmicos, quando, na verdade, também e essencialmente, são cursos profissionalizantes. O Parecer CNE/CEB nº 16/99 destaca que, a rigor, “após o ensino médio tudo é Educação Profissional.” Fernando de Azevedo, em seu clássico A cultura brasileira, observa que o Príncipe Regente, D. João VI, ao criar no Brasil, em 1810, “como escolas técnicas, as academias médico-cirúrgicas, militares e de agricultura”, objetivou, na realidade, “criar interesses pelos problemas econômicos, imprimir à cultura um novo espírito, melhorar as condições econômicas da sociedade, e quebrar os quadros de referência a que se habituara, de letrados, bacharéis e eruditos” e que revelavam o traço cultural predominante das nossas elites. Essa louvável iniciativa, entretanto, acabou não produzindo qualquer transformação sensível na mentalidade e na cultura colonial, tantopor encontrar-se a economia agrícola baseada no trabalho escravo, quanto pela falta da atividade industrial no País, mas principalmente, como resultado da “propensãodiscursiva e dialética da sociedade brasileira, mais inclinada às letras do que às ciências,às profissões liberais do que às profissões úteis, ligadas à técnica e às atividades do tipo manual e mecânico”. Assim, os novos profissionais, aos poucos, foram assumindo os seus papéis na vida social, política, intelectual, acadêmica e profissional de todo o país,ao lado dos bacharéis e doutores, embora com menos acesso aos altos postos da administração colonial e do Reino Unido. Com o passar dos tempos, esses médicos e engenheiros, ao lado dos bacharéis em direito, “uma elite de cultura e urbanidade”, como profissionais liberais, foram 421

compondo com eles a nova elite intelectual do país que “ia buscar em atividades governamentais e administrativas os seus meios de subsistência e de projeção social”. Esse panorama não mudou muito ao longo destes últimos dois séculos de história nacional. A educação para o trabalho permaneceu entendida como formação profissional de pessoas pertencentes aos estratos menos favorecidos das classes econômicas, fora da elite intelectual, política e econômica, em termos de “formação de mão de obra”. Tanto isto é assim, que chegamos à última década do século vinte ainda tratando a educação para o trabalho com o mesmo tradicional e arraigado preconceito, colocando-a fora da ótica dos direitos universais à educação e ao trabalho. Essa visãopreconceituosa foi profundamente reformulada em 1988, pela Constituição Federal e, em decorrência, em 1996, pela atual LDB, a Lei Darcy Ribeiro de Educação Nacional, a qual entende que “a educação profissional, integrada às diferentes formas de educação, ao trabalho, à ciência e à tecnologia”, conduz o cidadão ao “permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva”. A tarefa, agora, com este conjunto de Diretrizes Curriculares Nacionais, é a de romper de vez com esse enraizado preconceito, nesta primeira década do século vinte e um, oferecendo uma educação profissional de nível superior que não seja apenas uma educação técnica de nível mais elevado, simplesmente pós-secundária ou seqüencial. O grande desafio é o da oferta de uma educação profissional de nível superior fundamentada no desenvolvimento do conhecimento tecnológico em sintonia com a realidade do mundo do trabalho, pela oferta de programas que efetivamente articulem as várias dimensões de educação, trabalho, ciência e tecnologia. Os cursos superiores de tecnologia, de certa maneira, desde suas origens, foram contaminados por esse clima de preconceito em relação à educação profissional. É isso que deve ser superado, a partir da LDB. O anteprojeto de lei sobre organização e funcionamento do ensino superior, que redundou na reforma universitária implantada pela Lei Federal nº 5.540/68, propunha a instalação e o funcionamento de “cursos profissionais de curta duração, destinados a proporcionar habilitações intermediárias de grau superior”, ministrados em universidades e outros estabelecimentos de educação superior, ou mesmo “em estabelecimentos especialmente criados para esse fim”. A justificativa do grupo de trabalho que elaborou o anteprojeto de lei era “cobrir áreas de formação profissional hoje inteiramente destinadas ou atendidas por graduados em cursos longos e dispendiosos”. Essas áreas profissionais não precisavam necessariamente ser atendidas por bacharéis, em cursos de longa duração. A saída era a oferta de cursos de menor duração, pós-secundários e intermediários em relação ao bacharelado. A redação final do Artigo 23 da Lei Federal nº 5.540/68 praticamente acompanhou a proposta do grupo de trabalho, exceto na manutenção explícita de dispositivo permitindo que os cursos superiores de tecnologia pudessem ser “ministrados em estabelecimentos especialmente criados para esse fim”, ainda que essa possibilidade não fosse taxativamente descartada ou proibida em lei, o que possibilitou o aparecimento dos primeiros centros de educação tecnológica no Brasil. O artigo 23 da Lei Federal nº 5.540/68 acabou fazendo um chamamento claro à capacidade inovadora do sistema de ensino superior brasileiro, embora nem 422

precisasse tal apelo, uma vez que o mesmo já se encontrava presente, com toda clareza, em nossa primeira LDB, a Lei Federal nº 4.024/61. Esta, em seu Artigo 104, explicitamente, jácontemplava “a organização de cursos ou escolas experimentais, com currículos, métodos e períodos escolares próprios”. Como muito bem observou o Prof. José Mário Pires Azanha, em declaração de voto em separado ao Parecer CEE/SP nº 44/69, o Artigo 104 da primeira LDB instituiu a “flexibilidade curricular e a liberdade de métodos e de procedimentos de avaliação (...) a única limitação é a própria capacidade de diretores e de professores de se valerem dessa ampla liberdade”. Esta limitação é muito mais dramática em relação à atual LDB, a qual preconiza que o projeto pedagógico do estabelecimento de ensino, concebido e elaborado pela comunidade escolar, em especial pelos seus docentes, é a expressão da autonomia da escola, mas está sendo trabalhado de maneira burocrática por muitos diretores e professores que temem a responsabilidade inerente à autonomia e limitam a sua ação educacional ao âmbito da mediocridade. Ancorada no citado Artigo 104 da primeira LDB e no Parecer CFE nº 280/62, a Diretoria de Assuntos Universitários - DAU, do MEC, propôs a criação de cursos de engenharia de operação, de curta duração, para atender demandas da indústria, em especial da automobilística que, em função do crescente desenvolvimento tecnológico, passou a exigir um profissional mais especializado em uma faixa menor de atividades, capaz de encaminhar soluções para os problemas práticos do dia a dia da produção, assumindo cargos de chefia e orientando na manutenção e na superintendência de operações. O Parecer CFE nº 60/63 aprovou a proposta da DAU para a criação dos cursos de engenharia de operação como uma nova modalidade de curso de engenharia. O Parecer CFE nº 25/65 fixou o currículo mínimo para esse curso de engenharia de produção, de curta duração, que poderia ser ministrado em três anos, ao invés dos tradicionais cinco anos do curso de engenharia. O Parecer CFE nº 25/65 ressalvou que esses cursos de engenharia de produção não fossem criados e oferecidos “fora dos meios industriais de significação apreciável”. O Decreto Federal nº 57.075/65 dispôs sobre o funcionamento dos cursos de engenharia de operação em estabelecimentos de ensino de engenharia. Assim, ainda em 1965, foi autorizado o funcionamento de um curso de engenharia de produção na Escola Técnica Federal do Rio de Janeiro, em convênio com a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em São Paulo, no mesmo ano, foram criados e implantados cursos de engenharia de operação pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) e por outras instituições particulares de ensino superior que se interessaram por essa modalidade de educação superior mais rápida, a qual, de certa forma, competia com os cursos de bacharelado em engenharia. A história desses cursos de engenharia de operação, caracterizados muito mais como cursos técnicos de nível superior e que ofereciam uma habilitação profissional intermediária entre o técnico de nível médio e o engenheiro, foi relativamente curta, durando pouco mais de dez anos. Entre as causas do insucesso desse curso de engenharia de operação, que tanto êxito vem obtendo em outros países, costumam ser citadas duas principais. Uma, relacionada com o próprio currículo mínimo definido pelo Parecer CFE nº 25/65, concebido como um currículo mínimo para atender a todas as áreas. Embora contemplasse 423

componentes curriculares voltados para a elétrica e eletrônica, apresentava o perfil profissional de uma habilitação voltada principalmente para engenharia mecânica. A outra causa decorreu do corporativismo dos engenheiros, reagindo à denominação de engenheiro de operação para esses novos profissionais, alegando que a denominação geraria confusões e propiciaria abusos, em detrimento da qualidade dos serviços prestados. Nem a edição do Decreto Federal nº 57.075/65, oficializando o funcionamento desses cursos, nem o Decreto Lei nº 241/67 e o Decreto Federal nº 20.925/67, dando garantias de exercício profissional legal aos engenheiros de operação formados, resolveram os conflitos e o mal estar reinante, o que acabou conduzindo a maioria desses profissionais à busca de complementação dos seus cursos, para se tornarem engenheiros plenos e resolverem, dessa maneira, seu impasse junto aos órgãos de registro e de fiscalização do exercício profissional. Em São Paulo, no ano de 1968, no ápice dos debates em torno da reforma universitária, quando inúmeras manifestações estudantis clamavam e reivindicavam reformas na área educacional, quando se criticava arduamente o distanciamento dauniversidade em relação à realidade brasileira, e quando o tema da preparação para uma atividade produtiva aparecia com mais freqüência nos debates, o governo do Estado, pela Resolução nº 2001/68, criou um grupo de trabalho para estudar a viabilidade da oferta de cursos superiores de tecnologia no Estado de São Paulo. O relatório do referido grupo de trabalho concluiu que “as faculdades de tecnologia, com programas de alto padrão acadêmico, poderão oferecer a mais ampla variedade de cursos, atendendo a um tempo às necessidades do mercado de trabalho e às diferentes aptidões e tendências dos estudantes, sem se circunscrever aos clássicos e reduzidos campos profissionais que ainda caracterizam a escola superior brasileira”. A possibilidade de implantação de faculdades e de cursos de tecnologia estava implicitamente prevista nos Artigos 18 e 23 da Lei Federal nº 5.540/68, ao permitirem a criação de cursos profissionais com duração e modalidades diferentes, para atender a realidades diversas do mercado de trabalho. Vejamos o que definia a Lei Federal nº 5.540/68 sobre a matéria: • “Além dos cursos correspondentes a profissões reguladas em lei, as universidades e os estabelecimentos isolados poderão organizar outros para atender às exigências de sua programação específica e fazer face a peculiaridades do mercado de trabalho regional” (Artigo 18). • “Os cursos profissionais poderão, segundo a área abrangida, apresentar modalidades diferentes quanto ao número e à duração, a fim de corresponder às condições do mercado de trabalho”(Caput do Artigo 23). • “Serão organizados cursos profissionais de curta duração, destinados a proporcionar habilitações intermediárias de grau superior” (§ 1º do Artigo 23). • “Os estatutos e regimentos disciplinarão o aproveitamento dos estudos dos ciclos básicos e profissionais, inclusive os de curta duração, entre si e em outros cursos” (§ 2º do Artigo 23). Em 1969, o Decreto-Lei nº 547/69 autorizou a organização e o funcionamento dos cursos profissionais superiores de curta duração, entre eles o de engenharia de operação, pelas Escolas Técnicas Federais. Esse Decreto-Lei é uma decorrência dos estudos executados por força de convênios internacionais de cooperação técnica, conhecidos globalmente como “acordo MEC/USAID”, que foram 424

. no âmbito do acordo MEC/BIRD. através de Decreto de 06/10/69.434/76. o então Conselho Federal de Educação.. nos termos do Programa de Desenvolvimento do Ensino Médio e Superior de Curta Duração”(PRODEM). Esse Centro. As escolas técnicas federais que implantaram cursos de engenharia de operação.. através do Parecer CEE/SP nº 50/70. passando a denominar-se “Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza” (CEETEPS).) o tecnólogo virá preencher a lacuna geralmente existente entre o engenheiro e a mão de obra especializada (. recomendou “a extinção gradativa dos cursos existentes e a alteração da denominação de engenharia de operação para engenharia industrial. como “cursos de duração média”. ressaltando que “(. respondeu a consulta do Centro Estadual de Educação Tecnológica de São Paulo. pelo Parecer CFE nº 278/70.” e que “vem a ser uma espécie de ligação do engenheiro e do cientista com o trabalhador especializado (. O Parecer CFE nº 4. que extinguiu os cursos de engenharia de operação e criou o curso de engenharia industrial. com novo currículo e carga horária similar às demais habilitações de engenharia”. caracterizando-o como uma nova habilitação do curso de engenharia.duramente criticados pelos movimentos estudantis e por parcelas significativas do magistério de nível superior. o seu perfil profissional de conclusão. mas sim. com maior propriedade. ficou evidenciado que o que caracteriza os cursos superiores de tecnologia não é a sua duração e. acabou se constituindo. com funções de execução”. no sentido de que os seus cursos não devessem ser caracterizados simplesmente como “cursos de curta duração. após constatar que o engenheiro de operação não tinha mais lugar nas indústrias. Em 1970. sim.) e está muito mais interessado na aplicação prática da teoria e princípios. com funções de concepção e de ligação” e os “tecnólogos. esse Parecer já reafirmava que tais cursos inserem-se “mais propriamente no Caput do Artigo 23 do que no previsto pelo Parágrafo Único do mesmo Artigo 23”. O Parecer do então Conselho Federal de Educação distinguia com clareza dois perfis de profissionais de nível superior: “os engenheiros. por mais de trinta anos. stricto sensu”.) deverá saber resolver problemas específicos e de aplicação imediata ligados à vida industrial. A proposta foi analisada pelo Parecer CFE nº 4. no mais importante pólo formador de tecnólogos no Estado de São Paulo. Deste modo. Ainda em 1969. da Câmara de Educação Superior. Assim sendo. o governo do Estado de São Paulo criou o Centro Estadual de Educação Tecnológica de São Paulo..446/76 fez uma análise mais detalhada dos problemas que comprometeram a experiência dos cursos de engenharia de operação e das 425 .)” Na mesma época... uma comissão de especialistas constituída pela DAU/MEC no ano anterior para estudar o ensino da engenharia. do que no desenvolvimento dos mesmos(. com o objetivo explícito de promover cursos superiores de tecnologia. em 1973. É exatamente este o entendimento que deve prevalecer na atual análise de propostas de cursos superiores de tecnologia. foram as Escolas Técnicas Federais de Minas Gerais.. que. recebeu o nome de “Paula Souza”. como proposto nas presentes Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Tecnológico. assim como de supervisão. Paraná e Rio de Janeiro. o Conselho Estadual de Educação de São Paulo autorizou a instalação e o funcionamento dos primeiros cursos de tecnologia do Centro Estadual de Educação Tecnológica de São Paulo... Em 1972..

apresentando-os como cursos de menor duração. era o de responder aos anseios de parcela significativa da juventude brasileira na busca de ajustar-se às novas exigências decorrentes do desenvolvimento científico e tecnológico do país no decorrer do século vinte. Assim é que foram implantados. foram muito discutidas no início da década de setenta. simplesmente. Daí o grande incentivo daquela época. A Resolução CFE nº 04/77 já havia caracterizado a habilitação de engenharia industrial e a Resolução CFE nº 05-A/77 estabelecia as normas para a conversão dos cursos de engenharia de operação para cursos de engenharia industrial. pois tudo deveria ser feito para que o curso de tecnólogo fosse apresentado ao candidato como algo especial e terminal. Uns. isto é. O Parecer arrola uma série de argumentos quanto à compreensão da natureza do curso. Uma análise objetiva da realidade do mercado de trabalho no início da década de setenta demonstrava que os profissionais qualificados em cursos superiores de longa duração eram freqüentemente sub-utilizados. que o conduziria à imediata inserção no mercado de trabalho. deveria ser diferente. o que permitiria às instituições de ensino superior converterem os seus cursos de engenharia de operação em cursos de formação de tecnólogos ou em habilitações do curso de engenharia. quanto com a formação de tecnólogos. no contexto e no espírito da reforma universitária e dos acordos do MEC/USAID/BIRD. a Resolução CFE nº 05/77 revogou o currículo mínimo do curso de engenharia de operação. O objetivo. a maioria em Universidades e Instituições 426 . principalmente a partir da promulgação da Lei Federal nº 5.692/71 que. estavam sendo requisitados para funções que poderiam ser exercidas com uma formação mais prática e rápida. do primeiro Plano Setorial de Educação e Cultura (1972/1974). na prática.causas que provocaram a sua extinção. instituiu a profissionalização obrigatória no nível de ensino de 2º grau. mesmo quando apresentassem conteúdo equivalente ao de um curso superior tradicional. e dos cursos de curta duração. em particular. em cursos superiores de menor duração e carga horária mais reduzida. um tradicional e outro compactado. Outra ordem de argumentos refere-se à diferença de status atribuída aos dois tipos de curso. A própria denominação das disciplinas curriculares.024/61. para a realização de cursos técnicos de nível médio (do então 2º grau) e de outros de nível superior. alterando a Lei Federal nº 4. cuja gerência de projeto passou a orientar e supervisionar a implantação de tais cursos em diferentes áreas de atuação e localidades. estabelecendo a data limite de 01/01/79 para que fossem sustados os vestibulares para o curso em questão. em 19 instituições de ensino superior. Com o desenvolvimento desse Projeto 19. em 1977. O Projeto nº 19 do Plano Setorial de Educação e Cultura para o período de 1972/1974 previa incentivo especial para os cursos de nível superior de curta duração. confundiram o curso de engenharia de operação com cursos de formação de tecnólogos. no período de 1973/75. os cursos superiores de tecnologia passaram a receber uma atenção toda especial por parte do MEC. muitas vezes ofertados pela mesma instituição de ensino superior. Outros tentaram apenas fazer uma mera compactação dos cursos tradicionais de engenharia. de maneira geral. hoje ensino médio. tanto com a formação de profissionais técnicos de nível médio (então segundo grau). que deram origem aos cursos superiores de tecnologia. As questões relativas aos cursos superiores de tecnologia. Finalmente.

A duração do curso é secundária. 28 novos cursos superiores de tecnologia. principalmente. Com o advento desse Projeto Setorial nº 15. oito na Nordeste. mas. recomendando-se às instituições que ofereciam esses cursos superiores de tecnologia que buscassem estreitar a aproximação com o mundo empresarial. a implantação dos cursos apenas em áreas profissionais demandadas pelas empresas. Arquitetura e Agronomia. definido e terminal. Além do mais. pela Resolução CFE nº 17/77. com número de vagas fixado de acordo com as condições existentes no estabelecimento de ensino e conforme a capacidade de absorção dos formandos pelo mercado de trabalho. O diferencial apresentado não deveria ser. dando continuidade ao proposto pelo Projeto Setorial nº 19 do Plano anterior. a duração do curso. em condições de respo